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Manual de Procedimentos

Bibliotecas Escolares do Concelho de Montemor-o-Velho

MANUAL DE PROCEDIMENTOS

Bibliotecas Escolares
do Concelho de
Montemor-o-Velho

Grupo de Trabalho das Bibliotecas


Escolares, Concelho de Montemor-o-Velho

Fevereiro de 2008
Manual de Procedimentos
Bibliotecas Escolares do Concelho de Montemor-o-Velho

ÍNDICE

Introdução 4

Selecção e aquisição de fundo documental 6

Tratamento técnico documental 6

- Entrada de documentos 6

- Registo de documentos 6

- Carimbagem 8

- Catalogação 10

- Classificação 14

- Indexação 17

- Cotação 18

- Arrumação 20

- Arquivo 21
Difusão da informação 22

Bibliografia 23

Anexos
Manual de Procedimentos
Bibliotecas Escolares do Concelho de Montemor-o-Velho

[As bibliotecas] são criaturas vivas que crescem.


Entrevista a Alberto Manguel publicada na revista «Pública», de 1 de Outubro de 2006.

INTRODUÇÃO

A Biblioteca Escolar tem uma função educativa de grande rele-


vo no seio da comunidade escolar. Ela é o centro de recursos da esco-
la impulsionador da dinamização de actividades extracurriculares e
curriculares;. Mas para que a Biblioteca Escolar possa desempenhar o
seu papel, é necessário que a mesma esteja organizada de modo a tor-
nar fácil e célere o acesso à informação.

Assim, desde o momento em que se detecta a necessidade de


adquirir um documento até ao momento em que o mesmo fica acessí-
vel ao utilizador, há uma série de etapas de tratamento documental
que devem ser percorridas, de acordo com padrões profissionais e no
respeito pelas regras definidas e constantes no Manual de Procedimen-
tos.

O Manual de Procedimentos é um documento em aberto e em


constante reestruturação, mas terá a vantagem de permitir a uniformi-
zação e a continuidade nas decisões e critérios tomados. Daí que con-
tenha toda uma série de medidas técnicas, entre as quais o tratamento
documental nas suas várias componentes, que constitui, afinal, o circui-
to do documento na Biblioteca Escolar: selecção; aquisição; registo;
carimbagem; catalogação; classificação; indexação; cotação; arrumação
nas estantes; e difusão da informação.
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SELECÇÃO E AQUISIÇÃO DO FUNDO DOCUMENTAL


A selecção e a aquisição dos documentos que devem integrar a colecção da biblioteca
serão feitas no cumprimento das regras e princípios descritos na Política de Desenvolvimento da
Colecção da Biblioteca de cada escola, a qual deverá, no entanto, ter em
conta que as aquisições (nos mais variados suportes) deverão ir ao encon-
tro do interesse e da curiosidade dos alunos, bem como da especificidade
das diferentes áreas disciplinares e não disciplinares.

TRATAMENTO TÉCNICO-DOCUMENTAL

ENTRADA DOS DOCUMENTOS


Qualquer documento que dê entrada na Biblioteca deve ser submetido a uma verificação
do seu estado físico. Assim, nos documentos livro analisar-se-á se os mesmos não apresentam
falhas de impressão, páginas rasgadas, lombadas ou encadernação danificada…, enquanto que nos
documentos não-livro será testado o funcionamento do documento para verificar se o mesmo
não apresenta erros de leitura.
No caso de serem detectadas irregularidades, os documentos devem ser devolvidos ao
fornecedor, para que sejam substituídos, quando se trate de aquisições, ou entregues ao coorde-
nador da equipa da biblioteca para que este providencie a sua reparação, quando se trate de
ofertas consideradas significativas (cf. critérios a aplicar às ofertas no PDC). Se devolvidos ao for-
necedor, só se procederá ao pagamento após a substituição. Caso já tenham sido pagos, terão
que respeitar-se os prazos legais de troca.

REGISTO DOS DOCUMENTOS


Antes de se proceder ao registo, todo o documento deve ser analisado para verificar se se
trata de uma publicação efémera e sem interesse, em que apenas será necessário colocar o
carimbo da instituição.
Todos os documentos (monografias e material não-livro) entrados na biblioteca serão
registados sequencialmente num único livro de registo.
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Cada documento tem o seu registo.


Vários exemplares de um mesmo documento têm números de registo diferentes;
No caso de documentos correspondentes a séries monográficas (porque se trata de um
único título, embora editado em vários volumes), todos terão o mesmo número de registo;
Quando um documento é acompanhado por material de outro formato, este terá um
registo diferente. No entanto, far-se-á um apontamento nas observações do Livro de Registos.

Registo de documentos impressos

Do livro de registo constam os seguintes elementos:


• Data de entrada do documento na biblioteca;
• N.º de registo – (de acordo com os critérios definidos em 2.2);
• Autor – nome;
• Título;
• Edição (Local, Editor, Data, Colecção, Volume);
• Cota;
• Tipo de documento;
• Observações.

Registo de Publicações Periódicas

As publicações periódicas, sejam elas em suporte impresso ou digital, serão registadas em


folhas Kardex, adaptadas para o efeito. A cada folha / ficha corresponderá um título. As fichas
devem ordenar-se alfabeticamente da mesma forma que as próprias revistas nas estantes. As
folhas Kardex também podem ordenar-se em dossiê de argolas. O conjunto
de folhas ordenadas constitui o catálogo de publicações periódicas.
Cada ficha inclui os seguintes elementos para preenchimento:

• Periodicidade • País
• Título da publicação periódica • Cidade
• Endereço da edição • Cota
• Editor / Director • Data de publicação – registar volume e
número no espaço da respectiva data
• Observações (forma de entrada)
• Cidade
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Registo de documentos não-livro

Por documentos não-livro entendemos os documentos áudio (CD) e os documentos


audiovisuais e multimédia (DVD, CD-Rom, DVD-Rom). O registo dos documentos não-livro
segue procedimentos idênticos ao adoptado para os documentos livro, fazendo-se uma descrição
abreviada de que constam os seguintes elementos:
• Data de entrada do documento na biblioteca;

• N.º de registo (de acordo com os critérios definidos em 2.2);

• Autor – nome;

• Título;

• Edição (Local, Editor, Data, Colecção, Volume);

• Cota.

Registo informático

Quando o catálogo da biblioteca estiver completamente informatizado, os documentos


serão registados no sistema informático e far-se-á uma impressão do livro de registo, a qual será
actualizada mensalmente.
Enquanto a biblioteca não dispuser do módulo de gestão de Kardex para as publicações
periódicas, estas continuarão a ser registadas manualmente nas ditas fichas Kardex.

CARIMBAGEM
O carimbo é a marca de posse, e tem regras para a sua colocação:
• Carimbo da instituição - com o nome da escola e o nome da Biblioteca Escolar;

• Carimbo de registo, com a identificação da Biblioteca Escolar e espaço para o n.º de


registo e data de entrada.
Nunca um carimbo deve ser colocado em cima de uma imagem ou em página em que possa
lesar ou ofender a mancha de informação;
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Os referidos carimbos são apostos em todos os documentos;


Existem zonas específicas ou zonas recomendadas para carimbar, a saber:

Documentos impressos: monografias e séries monográficas

• A página de rosto é carimbada com o carimbo de registo no canto inferior direito;

• São carimbados todos os documentos com o carimbo da instituição:

◊ no canto inferior direito, na página de rosto;


◊ numa das páginas do interior (normalmente a meio do livro);
◊ na última folha do corpo do texto principal numerada, no canto inferior
direito.
• Nos documentos com folhas plastificadas, ou material ao qual a tinta não adere, o
carimbo é efectuado numa etiqueta que deve ser colocada no local estabelecido
para o efeito.

• São carimbadas apenas com o carimbo da instituição e da seguinte forma:

Documentos impressos: publicações periódicas

• Revistas – na página de sumário. no canto inferior direito.

• Jornais – Junto ao título na primeira folha, seguido de uma


rubrica e data de entrada.
O carimbo de registo aplica-se na parte de trás da caixa de armazenamento e no próprio
documento.

Material não livro: CDs, CD Roms , DVDs e Cassetes Vídeo

No próprio documento será colocada uma etiqueta com o carimbo de registo, ou, quando
mais conveniente, escrever-se-á com uma caneta de acetato o nome da escola e o n.º de registo.
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CATALOGAÇÃO
A catalogação consiste no conjunto de operações necessárias à
descrição bibliográfica abreviada de um documento, seja ele livro ou não
livro, monografia ou periódico, e permite identificar uma determinada
espécie, facilitando a sua posterior recuperação.

Apontaremos, de seguida, alguns procedimentos a adoptar na catalogação de monografias


em suporte livro e não livro, documentos áudio e vídeo e recursos electrónicos.

Monografias

• Referir-se-ão apenas as autorias principais, salvo se o co-autor vier mencionado na página de


rosto;

• A menção de edição só será feita a partir da 2ª edição;

• A ilustração só será mencionada quando for importante no documento;

• Só deve ser referido um local de edição e um editor;

• No caso das traduções e adaptações, mencionar-se-á em nota no campo 304 o título original.

Documentos áudio

• É obrigatória a indicação geral da natureza do documento;

• Só se mencionará a edição a partir da 2ª;

• Só deve ser referido um local de edição e um editor;

• É obrigatório mencionar a informação respeitante à colecção;

• Só na segunda fase de informatização do catálogo se discriminarão:

◊ os títulos de cada um dos temas que compõem o documento;

◊ os vários autores e intérpretes de trechos musicais, que devem ser exaustivamente


mencionados, de modo a facilitar a pesquisa.
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Documentos vídeo

• É obrigatório mencionar o título original em nota (campo 304);

• Serão considerados autores principais o realizador e o produtor. Nos documentários cientí-


ficos, considerar-se-ão outros autores os conselheiros técnicos;

• Só se indica a edição a partir da 2ª;

• Só deve ser indicado um editor e um local de edição;

• Deve dar-se indicação da natureza geral do documento;

• Deve ser dada a informação que diz respeito à colecção;

• Só na segunda fase de informatização do catálogo se discriminarão exaustivamente de modo


a facilitar a pesquisa:

◊ realizadores, produtores, intérpretes, guionistas,

◊ os vários autores e intérpretes de trechos musicais.

• Também apenas numa segunda fase de informatização se deve estabelecer a ligação de um


filme baseado numa obra literária, ou outra, ao registo da monografia correspondente, utili-
zando um dos campos do bloco 4 do UNIMARC (entradas relacionadas).

Recursos electrónicos

• Para além dos procedimentos relativos ao tipo de documentos descritos anteriormente,


menciona-se aqui o modo de actuar relativamente aos materiais controlados por computa-
dor: CD-R, DVD-R com software ou outra informação (acesso local) e recursos da Internet
(acesso remoto);

• Deve ser mencionado o material específico aconselhado e aquele que é obrigatório;

• Na menção de responsabilidade deve ter-se em conta também os responsáveis pelo desen-


volvimento do software, o designer e o produtor;

• No caso dos recursos que têm actualização frequente, omite-se a edição;

• Os recursos seleccionados da Internet indicar-se-ão no campo 856 do software de tratamen-


to documental.
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Cabeçalhos

• Nos documentos de música clássica, o autor que encabeça a ficha é o da obra;

• Nos outros géneros musicais, o encabeçamento deve ser feito pelo intérprete;

• Nos documentos vídeo, o cabeçalho faz-se pelo realizador;

• Nos documentos retirados da web, o cabeçalho faz-se pelo autor da informação sempre que
ele apareça explicitamente.

• Quando os apelidos são compostos, não se separam (ex. CASTELO BRANCO, Camilo).

• Se o documento tiver mais de três autores principais, deve colocar-se só o primeiro autor,
seguido de [et al.]

• Quando não há um autor explícito, coloca-se preferencialmente o nome da colectividade res-


ponsável pela obra, seguido de [coord.] ou, nesta impossibilidade, o nome da editora seguido
de [ed.].

• A forma de escrever a informação tem de ser sempre a mesma, para não dificultar a pesquisa.

A automatização do catálogo

Para o preenchimento dos campos da UNIMARC do


Módulo de Catalogação e Pesquisa do software de trata-
meno documental, adoptar-se-ão as Regras Portuguesas de
Catalogação.

O uso destas normas possibilita uma organização


adequada da documentação, permitindo também que os nos-
sos alunos se ambientem à interpretação da maioria dos
catálogos e bibliografias elaborados internacionalmente.

No Anexo II, são dadas indicações para se proceder a um registo completo de um docu-
mento livro e não livro (monografias, registos vídeo, sonoros e musicais, e multimédia).
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Importação de Registos de outras bases

Na informatização do catálogo, poder-se-á importar registos de outras bases (ver Anexo


III).

Qualquer registo importado deve ser revisto para se adequar às políticas de catalogação,
classificação e indexação da Biblioteca.

Na importação de registos de monografias, dar-se-á preferência à base da Biblioteca


Nacional, e na importação de documentos não livro aos registo da Rede Local de Bibliotecas
Escolares do Porto.

Indicamos seguidamente alguns endereços de Bibliotecas Públicas e Escolares, para impor-


tação de registos.

* Biblioteca Nacional: http://sirius.bn.pt

* Rede de Bibliotecas Escolares (livros PNL): www.rbe.min-edu-pt

* Rede Local de BE do Porto: http://194.79.88.139/rbep/catrbep.asp

* Biblioteca Sobral de Monte Agraço: http:/www.bibliotecasobral.pt

* Biblioteca Municipal de Espinho: www.cm-espinho.pt

* Biblioteca Municipal de Oeiras: www.cm-oeiras.pt


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CLASSIFICAÇÃO
A Classificação é a operação intelectual através da qual se atribui a um documento um
índice correspondente a uma classe de matéria, segundo uma linguagem específica de classifica-
ção.

A classificação dos documentos exige uma análise ao seu conteúdo e tem a função de
organizar o conhecimento, contribuindo para optimizar a recuperação do documento. Na classifi-
cação dos documentos que entram na Biblioteca usa-se o sistema de base decimal internacional,
denominado Classificação Decimal Universal (CDU), o qual permite fazer notações de tipo
numérico que hierarquizam o conteúdo do mais geral para o mais específico.

A CDU divide o conhecimento humano em dez classes, é aplicável tanto a bibliotecas


gerais como especializadas, e é extensível, uma vez que permite a inclusão de novas áreas do
conhecimento na política de classificação definida, através da introdução de novas divisões deci-
mais nas classes e subclasses definidas. As classes existentes são as seguintes:

0 Generalidades
1 Filosofia
2 Religião / Teologia
3 Ciências Sociais
5 Ciências Exactas (Ciências Naturais / Matemática)
6 Ciências Aplicadas / Medicina / Tecnologia
7 Arte / Desporto
8 Língua / Linguística / Literatura
9 Geografia / Biografia / História

Nas escolas EB 2,3, atendendo à faixa etária dos alunos, as classes da CDU podem ser
identificadas através de um código de cores.

Encontra-se no Anexo IV a listagem das classes e subclasses da CDU adoptadas pelas


Bibliotecas das Escolas Básicas e da Escola Secundária.

Só se deverá abrir uma subclasse que não conste desta listagem caso o número de exem-
plares existentes na BE seja superior a cinco e / ou se preveja o seu crescimento.

Não é desejável que se classifiquem os documentos com demasiado detalhe, para evitar as
notações excessivamente extensas, de difícil leitura.
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Procedimentos a seguir no processo de classificação

Os documentos podem ser classificados quanto à forma, ao conteúdo e ao suporte.

• A forma
Livros Publicações Periódicas
Documentos impressos com carácter regular, suceden-
Documentos impressos com mais do-se por ordem numérica ou cronológica e obede-
de 48 páginas, sem contar com a cendo habitualmente a um título comum. Entre as
capa. publicações periódicas destacam-se os anuários, os
boletins, os jornais, as revistas, etc.

Existe ainda material gráfico que surge de forma solta e que não se enquadra nos dois gru-
pos anteriores (desenhos, fotografias, …).

• O conteúdo
Documentos de Informação Obras de Ficção
- obras de referência (dicionários, - reflectem um universo imaginário e incluem obras
enciclopédias, atlas…); literárias de todos os géneros;
- obras documentais (manuais, - em suporte não impresso (como, por exemplo, o
monografias de carácter histórico, DVD), incluem obras musicais e cinematográficas de
científico, filosófico, técnico…).
diversos géneros.

• O suporte
Documentos Impressos Documentos Não Impressos
- audiovisuais (cassetes áudio, vídeo, diapositivos, dia-
poramas, suportes que necessitem de um dispositivo
de leitura que não o computador);
- digitais (CDs, CD-Roms, DVDs, documentos elec-
- livros, publicações periódicas,
trónicos que necessitam de ser lidos em computador
brochuras, cartas, mapas, fotogra-
fias… ou outro dispositivo de leitura digital);
- outros objectos manipuláveis (jogos, maquetas, glo-
bos e literatura cinzenta, como, por exemplo, os tra-
balhos de alunos).
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A classificação dos documentos impressos e não impressos é feita por referência ao seu
conteúdo e à sua forma, utilizando, para além das tabelas principais da CDU (classes e subclas-
ses), as tabelas auxiliares de forma e de língua, documentos que podem consultar-se no Anexo V.

Aconselham-se as seguintes etapas na classificação de um documento:

• Análise do conteúdo do documento: se for uma obra de ficção, deve-se determinar o géne-
ro; se não for uma obra de ficção, deve-se determinar o assunto principal;

• Inclusão do(s) assunto(s) numa classe principal da CDU e escolha da subclasse que mais se
adequa ao seu conteúdo;

• Eventual determinação de aspectos secundários relevantes para a notação a atribuir ao


documento através de auxiliares comuns (ex: a forma
do documento, o lugar, o tempo…);

• Escolha da notação adequada, de entre as constantes


da nossa CDU, ou construção da mesma a partir da
tabela de autoridade da Biblioteca Nacional;

• Construção da cota do documento a partir da nota-


ção escolhida (no caso de haver mais de uma notação,
será sempre a primeira);

• Indicação da cota junto ao carimbo da biblioteca (a


lápis) e na etiqueta (a tinta).
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INDEXAÇÃO
A indexação é uma das formas de descrição do conteúdo do documento; no entanto, dis-
tingue-se da classificação porque esta visa a organização do conhecimento, enquanto a indexação
tem como objectivo permitir acessos múltiplos ao documento, de acordo com os assuntos nele
focados. Trata-se aqui de escolher os termos que representam os conceitos contidos num docu-
mento e de seleccionar aqueles que se revelam pertinentes do ponto de vista do utilizador.
Dentro das técnicas documentais, a indexação por assuntos é uma das operações mais
complexas, por não ser possível estabelecer normas que garantam a objectividade plena da análi-
se do documento, já que a indexação implica sempre um acto de escolha entre duas ou mais
hipóteses de representação dos conceitos presentes num documento. O reconhecimento desta
subjectividade não deve ser paralisante mas antes um motivo de alerta constante para a necessi-
dade de, dentro da mesma biblioteca, haver necessidade de garantir uniformidade e coerência
dentro das decisões a tomar, no respeito pelas orientações constantes das Normas Portuguesas
3715 e 4036.
Assim, a indexação nas bibliotecas escolares do concelho será feita através de uma lista de
cabeçalhos de assuntos que vai, paulatinamente, sendo construída de acordo com as temáticas
que têm expressão em cada biblioteca. Como auxiliares na tarefa de indexação, podem ser con-
sultadas, para além das normas aconselhadas neste documento, a lista de cabeçalhos de Martine
Blanc-Montmayeur, bem como os instrumentos auxiliares da Universidade de Aveiro: listas de
descritores para Ciências Humanas e para Ciência e Tecnologia; e a Linguagem de Indexação para Ciên-
cias da Educação (LINCE).
Na análise dos documentos livro deve considerar-se que, uma vez que é impossível ler
na íntegra todos os documentos que dão entrada na biblioteca, deve recorrer-se a uma leitura
superficial. Nesta, considera-se:
• O título do documento;
• A introdução (normalmente, é aí que o autor explica o que pretende com uma
obra) e a conclusão (aí se explica, frequentemente, se os objectivos foram atingidos);
• As primeiras frases dos capítulos e parágrafos;
• Gráficos, quadros, figuras e legendas.
Na indexação de ficção literária, usar-se-ão descritores relativos ao género literário e à
nacionalidade da literatura. Pode ainda dar-se indicação do público a que se destina. Veja-se o
exemplo:
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner - O Cavaleiro da Dinamarca
Cabeçalho de assunto: Conto
Literatura Portuguesa
Literatura Juvenil.
Manual de Procedimentos
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No caso das bandas desenhadas, os descritores de assunto serão:


Banda desenhada – Literatura Infantil
Ou
Banda desenhada - Literatura Juvenil
Ou
Banda desenhada - Literatura para adultos
No caso das bandas desenhadas sobre factos históricos, e imaginando que se trataria de uma ban-
da desenhada sobre História de Portugal, a indexação seria feita do seguinte modo:
Portugal - História [Banda Desenhada]
Outras bandas desenhadas serão indexadas de acordo com o assunto específico.
Na análise dos documentos não-livro, o título e o resumo, quando existe, são a fonte princi-
pal de informação para a indexação. No entanto, sempre que a informação for insuficiente, deve-se ouvir
e / ou visionar o documento.
Na selecção dos conceitos, haverá uma preocupação com a pertinência dos mesmos para as
perguntas de pesquisa que o utilizador poderá fazer e com a sua coerência, de modo a que uma determi-
nada noção corresponda a um mesmo descritor, o qual será utilizado sempre do mesmo modo.
Poderão ser indicados até seis termos para representar o assunto de um documento. Aconse-
lham-se três etapas na indexação de um documento:
1 - análise do documento e determinação do seu conteúdo;
2 - identificação e selecção dos conceitos representativos;

3 - conversão dos conceitos seleccionados em linguagem natural (de preferência substantivos) e


utilizados para representar, de uma forma coordenada, o conteúdo dos documentos.

COTAÇÃO

As cotas a registar nos documentos da biblioteca são constituídas pela notação simplificada da
CDU seguida das três primeiras letras do apelido do autor. Dado que a Escola Secundária conta já com
um público pré-universitário, as cotas da sua biblioteca escolar incluirão também as três primeiras letras
do título, escritas em maiúsculas, depois de eliminados os artigos e as preposições que o precedem. Eis
dois exemplos:
82-34 Notação numérica da CDU
Escolas Básicas:
VIE Três primeiras letras do apelido
Alice Vieira, Contos e lendas de Macau do autor
Escola Secundária:
821.134.3 Notação numérica da CDU Página 19

José Saramago, Memorial do Convento


SAR/MEM Três primeiras letras do apeli-
do do autor e do título

A vários exemplares da mesma obra corresponderá sempre a mesma cota, sendo a identidade
de cada exemplar determinada pelo seu número de registo. Para as obras em vários volumes, deve
indicar-se o respectivo volume em último lugar.
Quando o último apelido do autor é um nome geográfico ou composto, procede-se de acordo
com o exemplo seguinte:
Camilo Castelo Branco — CAS
Quando não há um autor explícito, usam-se as três primeiras letras da editora ou da instituição
responsável:
Comissão Nacional dos Descobrimentos — COM
Texto Editora — TEX

Material Livro

A cota registar-se-á
• Na etiqueta que se cola no documento, devendo evitar-se que a mesma cubra informação
importante;
• Na folha de rosto, a lápis;
• No campo 966 subcampo ^s do software de
tratamento documental.

Nas publicações em série, a cotação é feita seguindo


a CDU seguida das três primeiras letras do título, sem a
utilização de artigo:

• 1 (05) Notação numérica da CDU


RPF Revista Portuguesa de Filosofia

Material Não-Livro

• Na etiqueta que se cola na caixa de acesso;


• No interior do documento, sem o danificar e de modo visível;
• As obras compostas por mais de um CD/ DVD têm a mesma cota, sendo cada CD/DVD
distinguido através do texto da nota a colocar no campo 301 ^a do software de tratamen-
to documental.
Manual de Procedimentos Página 20

Material Acompanhante
O material acompanhante, tendo um registo próprio, terá também uma notação diferente.
No entanto, a existência desse material deve dar origem a uma anotação na etiqueta da cota e à
introdução de uma nota no campo 300 do software de tratamento documental.

ARRUMAÇÃO
Uma vez que as cotas têm por base a CDU, os documentos serão arrumados por assuntos,
tomando por base a notação da CDU constante da cota.
Algumas regras específicas:
• Tendo em conta a classificação que consta da sinalética de cada estante, as obras serão ordena-
das da parte superior da estante para a inferior e da esquerda para a direita, por ordem alfabéti-
ca do apelido do autor, dentro da mesma classe da CDU.
• No caso de não haver informação de autor, arrumam-se por ordem alfabética do título. As
obras de referência e as publicações periódicas serão organizadas na estanteria própria para o
efeito, e os documentos não-livro no mobiliário específico.
• As estantes devem ter a indicação das grandes classes da CDU, mas, dentro delas, podem ser
feitas as subdivisões que se considerem necessárias.
• Quando retirado da estante, um documento só deverá ser arrumado pela equipa técnica da
biblioteca.
• As obras de um mesmo autor são ordenadas por ordem alfabética dos títulos;
• Os documentos com mais de três autores ordenam-se pelo primeiro autor;
• As publicações periódicas são arrumadas numa estante própria, ficando sempre visível e pronto
a ser manuseado o último número. No espaço para armazenar cada publicação, o primeiro
número estará sempre no fundo, sendo os seguintes colocados em cima.
• Dado que nas bibliotecas escolares do concelho se separam as obras de referência do resto da
colecção, as mesmas serão arrumadas de acordo com a colecção a que pertencem. Os restan-
tes segmentos da colecção serão ordenados por autor.

Material Não-Livro
Os documentos audiovisuais (DVDs, CDs e CD-Rom) são arrumados por temas em armários
fechados ou pastas de arquivo, para não serem manuseados directamente pelo utilizador. Apenas as
caixas, ou cartões feitos a partir da digitalização das mesmas, estarão expostas.

Material Acompanhante

O material acompanhante será arrumado, de acordo com o seu suporte, na zona correspon-
dente. Neste caso, a cota contará com uma anotação.
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O ARQUIVO
O arquivo dos documentos reger-se-á pelas regras descritas no Plano de Desenvolvimento
da Colecção nos pontos relativos ao “Abate e desbaste da colecção” e à “Preservação”.

As publicações periódicas são conservadas por um período de dois anos, em depósito,


findos os quais será feita uma recolha dos artigos relevantes para incluir nos dossiês temáticos.
Destes, serão feitos os analíticos no módulo de catalogação e pesquisa.

Os semanários serão eliminados anualmente, seguindo o mesmo critério de recolha de


artigos. Os jornais diários serão guardados durante duas semanas, seguindo-se o mesmo proces-
so de recolha de artigos pertinentes a incluir nos dossiês temáticos, após o que serão eliminados.

Recortes para dossiês temáticos

Os dossiês temáticos a disponibilizar aos utilizadores na biblioteca pode-


rão conter: artigos que vão saindo na imprensa; fotocópias de parte de um docu-
mento considerado importante para uma dada temática; recompilação de mate-
riais complementares (ex.: folhetos, desdobráveis...) e trabalhos dos alunos.

O tratamento da informação que se vai recolhendo faz-se mediante a


selecção de assuntos pertinentes para o currículo, para a cultura geral, ou para o
interesse dos utilizadores. Adoptar-se-ão os seguintes procedimentos:

• Delimitar os assuntos a serem tratados e criar os respectivos dossiês temáticos;


• Seleccionar os artigos que vão surgindo em jornais e revistas (atenção à diversidade de opi-
niões);
• Recortar, aproveitar as folhas do jornal ou revista que vão ser abatidas ou fotocopiar,
quando sejam para conservar;
• Identificar a fonte, nome do jornal / revista / entidade / disciplina / projecto …, e a data da
publicação;
• Dentro de cada dossiê, organizar os artigos cronologicamente, do mais antigo para o mais
recente;
• Organizar ou actualizar um índice de que constará o número sequencial do documento, o
título, o autor e a proveniência.
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DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO
Todos os documentos que entram na biblioteca, depois de passado o circuito de trata-
mento documental, são colocados em exposição no espaço “Novidades” durante três a quatro
semanas. Paralelamente, é dada informação dos documentos que entram de novo na Biblioteca
através da sua página Web e/ou Blog, através de Newsletters, ou ainda nas sessões de Conselho
Pedagógico, para que os coordenadores de Departamento as transmitam aos restantes profes-
sores.

A biblioteca divulga ainda o seu acervo dinamizando várias activida-


des de divulgação do fundo documental e de incentivo à leitura, tais como
painéis, mostras e boletins temáticos.
Página 23

BIBLIOGRAFIA
ALMEIDA, Ana Cristina; SANTOS, Manuela [coord.] - Classificação Decimal Universal: tabela de
autoridade. Lisboa: Biblioteca Nacional, 2005.

BLANC-MONTMAYEUR, Martine; DANSET, Françoise – Lista de Cabeçalhos de Assuntos para


Bibliotecas. Lisboa: Caminho, 1999.

GOBIERNO DE NAVARRA [ed.] – Como organizar una Biblioteca Escolar: aspectos técnicos y
pedagógicos. Navarra: Departamento de Educación y Cultura, 2000.

GUSMÃO, Armando Nobre [et al.] – Regras Portuguesas de Catalogação. Lisboa: Biblioteca
Nacional, 2000.

HORA, Isabel Piteira – Organizar para Despertar o Desejo de Aprender. A Biblioteca Escolar: regras
para tratamento da documentação. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1995.

SANTOS, Manuela [org.] – Indexação: terminologia e controlo de autoridades. Lisboa: Biblioteca


Nacional, 2006.

Utilizou-se ainda informação dos seguintes Manuais de Procedimentos:

• Manual de Operações da Escola Secundária Dr. Bernardino Machado

• Manual de Operações da Escola Básica 2, 3 da Carapinheira

• Manual de Operações da Escola Secundária com 3º ciclo Dr. Joaquim de Carvalho.

• Manual de Operações da Escola Secundária de Montemor-o-Velho

• Manual de Operações Documentais da Escola Básica 2, 3 Padre Alberto Neto


Bibliotecas Escolares do Concelho de Montemor-o-Velho

Grupo de Trabalho

Ano Lectivo 2006/2007 Ano Lectivo 2007/2008


• Ana Cristina Fontes • Adelina Freire

• Graça • Ana Cristina Fontes

• José António Saro • Ângela

• Maria de Fátima Almeida • Susana Branco

• Susana Branco
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Manual de Procedimentos Bibliotecas Escolares do Concelho de Montemor-o-Velho


ANEXO 1 26

MÓDULO DE CATALOGAÇÃO E PESQUISA

A descrição bibliográfica de um documento no software Bibliobase far-se-á de acordo


com os seguintes procedimentos:

a) aceder ao módulo de catalogação e pesquisa, seleccionando-o no ícone apresentado;

b) digitar a senha de acesso na “janela” que se abre e carregar em “OK”


c ) seleccionar a base de dados “Base Bibliográfica Geral” no interface que se abre;

d) criar um registo novo, acedendo ao


menu “Registos” e
seleccionando a função “Novo
registo” ;

e) Seleccionar o tipo de documento que se vai descrever, escolhendo:

• “Monografia-Texto Impresso (MTI)” - para livros, obras de referência e séries


monográficas.
• “Monografias – produtos de computador” - livros e obras de referência em
suporte CD Rom.
• “Registos Sonoros – Musicais” - para documentos musicais em cassete ou “CD”.
• “Registos Sonoros – Não musicais” - para documentários em cassete ou “CD”.
• “ Multimédia” – para CD Rom e DVD Rom.
• “ Material de Projecção e Vídeo” – para filmes e documentários em suporte DVD
e VHS.
• “Material Gráfico – Fotografias, cartazes, etc…” . •“Miscelâneas” - para todo o
tipo de documentos que não se inclua nas categorias anteriores.

f) preencher os campos para descrição bibliográfica do documento de acordo com as


indicações contidas no quadro que consta do Anexo 2
g) gravar e validar o registo .

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Fazer Cópia de Segurança

A segurança da base é um
procedimento de vital importância para
a biblioteca escolar, motivo pelo qual
dela serão feitas sempre duas cópias em
diferentes suportes. A cópia de
segurança faz-se acedendo ao menu
“Utilitários” e escolhendo a opção
“Cópias de Segurança, fazendo as
opções no interface que se abre.

Não esquecer de indicar a localização desejada para a cópia ou de tomar nota da localização
que aparece por defeito.

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ANEXO 1I

CAMPOS A PREENCHER NO MÓDULO DE CATALOGAÇÃO E PESQUISA

2.1. Registo de Monografias

Os campos de preenchimento obrigatório estão assinalados a vermelho; caso o documento


possua informação os campos 010 e 021 deverão ser utilizados.

Dados Gerais de Processamento


933 – Ano de Publicação 1 1987

Identificação

010 – ISBN
^a – Número (ISBN) 972-1-02783-9

021 – Nº de Depósito Legal 14411/87


^a – Código do país PT
^b – Número 14411/87

Informação Codificada

100 – Dados Gerais de Processamento


^a – Dados gerais de processamento (AAAA–MM–DD) 20051012d1987

101 – Língua da publicação


^a – Língua do texto por

102 – País de publicação


^a – País de publicação PT

Informação Descritiva

200 – Título
^a – Título próprio (c/ maiúscula a primeira letra e os substantivos próprios) Folhas caídas
^d – Título paralelo
^e – Informação de outro título (quando existe outro título/complemento)
^f – Primeira menção de responsabilidade (autores seguidos até 3) Almeida Garrett
^g – Outras menções de responsabilidade: tradutor, ilustrador, revisor

205 – Menção da edição


^a Menção da edição (referir a partir da 2ª) 2.ª ed

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210 – Publicação, Distribuição


^a – Lugar da edição Mem Martins
^c – Nome do editor Europa-América
^d – Data publicação, da impressão (imp.) ou copyright (cop.) 1987

215 – Descrição Física


^a – descrição física, nº de páginas impressas 148p
^c – Outras indicações físicas, ilustrado il
^d – Dimensões da altura da lombada, por excesso: 22,5cm= 23 cm
^e – Material acompanhante, 1 CD-ROM

225 – Colecção

^a – Título próprio da colecção Livros de Bolso Europa-América


^v – Indicação do volume 241)

Notas
300 – Notas gerais
^a – Texto da nota
304 – Título
^a Texto da nota: ex. Tit. Orig.: título noutra língua

Assuntos

606 – Nome comum


^a – Elemento de entrada Literatura portuguesa
^x – Subdivisão de assunto Poesia
^y – Subdivisão Geográfica
^z – Subdivisão cronológica
^2 – Código do sistema, thesaurus

610 – Termos não controlados


^a – Elemento de entrada

675 – CDU
^a – Notação 821.134.3-1
^v – Edição BN
^z – Língua da edição por

Responsabilidade Intelectual

700 – Responsabilidade principal


^a – Palavra de ordem Garrett,
^b – Outra parte do nome Almeida
^c – Elementos de identificação ou distinção: ex.: pseud.
^f – Datas

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701 – Co-responsabilidade
^a – Palavra de ordem, vide campo 700
^b – Outra parte do nome, vide campo 700
^f – Datas, vide campo 700
^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções

702 – Responsabilidade secundária (ilustrador, tradutor…)


^a – Palavra de ordem, vide campo 700
^b – Outra parte do nome, vide campo 700
^f – Datas, vide campo 700
^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções

710 – Colectividade (responsabilidade principal)


^a Palavra de ordem

711 – Co-responsabilidade
^a – Palavra de ordem, vide campo 700
^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções

712 – Responsabilidade secundária


^a – Palavra de ordem, vide campo 700
^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções

Bloco internacional

856 – Localização e acesso electrónico


^u – Uniform Resource Location (URL)
^z – Nota para informação ao público

859 – Imagem da capa


^u – Uniform Resource Location (URL)
^z – Nota informativa

Existências
966 – Cota
^a – Nº de registo 1234
^ l – Sigla da Instituição BE/ESI
^s – Cota 821.134.3-1GAR
^6 – Empréstimo Domiciliário, seleccionar a partir da lista de opções
N.B. Se uma obra tem vários volumes, abre-se o suvcampo ^v e indica-se o nº do volume em letra
romana.

Visualização ISBD
GARRETT, Almeida

Folhas caídas / Almeida Garrett. – 2.ª ed. -Mem Martins : Europa-América, 1987. –
148 p. – (Livros de Bolso Europa-América ; 241)
ISBN 972-1-02783-9
Literatura portuguesa – Poesia

CDU 821.134.3-1
821.134.3-1GAR (BE/ESI) – 1234

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2.2. REGISTO VÍDEO

Dados Gerais de Processamento


933 – Ano de Publicação 1 2004

Identificação

021 – Nº de Depósito Legal


^a – Código do país
^b – Número
071 – Nº do editor
^a – Número do editor

Informação Codificada

100 – Dados Gerais de Processamento


^a – Dados gerais de processamento (AAAA–MM–DD) 20051012d2004
101 – Língua da publicação
^a – Língua do texto, banda sonoro, etc. eng
102 – País de publicação
^a – País de publicação PT
115 – ^a – Dados codificados – Geral
^b – Dados codificados do filme animado

Informação Descritiva

200 – Título
^a – Título próprio (c/ maiúscula a primeira letra e os substantivos próprios) Shrek 2
^b – Indicação geral da natureza do documento registo vídeo
^e – Informação de outro título (quando existe outro título/complemento)
^f – Primeira menção de responsabilidade (autores seguidos até 3) realizado por Andrew
Adamson, Kelly Asbury, Conrad Vernon
^g – Outras menções de responsabilidade:

210 – Publicação, Distribuição


^a – Lugar da edição, distribuição Lisboa
^c – Nome do editor, distribuidor Dream Works Home Entertainment [distrib.]
^d – Data publicação, distribuição 2004

215 – Descrição Física


^a – descrição física 1 DVD (ca 89min.)
^e – Material acompanhante

225 – Colecção
^a – Título próprio da colecção
^v – Indicação do volume

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Notas

304 – Título
^a Texto da nota: ex. Tit. Orig.: título noutra língua

333 – Potenciais utilizadores


^a – Texto da nota Maiores de 4 anos

Assuntos

606 – Nome comum


^a – Elemento de entrada
^x – Subdivisão de assunto

^2 – Código do sistema, thesaurus


610 – Termos não controlados
^a – Elemento de entrada

686 – Outras classificações


^a – Notação 791 (086.8)

Responsabilidade Intelectual

700 – Responsabilidade principal


^a – Palavra de ordem
^b – Outra parte do nome

701 – Co-responsabilidade
^a – Palavra de ordem, vide campo 700
^b – Outra parte do nome, vide campo 700
^f – Datas, vide campo 700
^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções

702 – Responsabilidade secundária (repetir o campo se necessário)


^a – Palavra de ordem, Adamson
^b – Outra parte do nome, Andrew
^f – Datas, vide campo 700
^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções 300

Bloco internacional

856 – Localização e acesso electrónico


^u – Uniform Resource Location (URL)
^z – Nota para informação ao público

859 – Imagem da capa


^u – Uniform Resource Location (URL)
^z – Nota informativa

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Existências

966 – Cota
^a – Nº de registo 2345
^ l – Sigla da Instituição BE/ESI
^s – Cota 791 [DVD] ADM /SHR
^6 – Empréstimo Domiciliário, seleccionar a partir da lista de opções 1

Nota: caso o documento possua informação o campo 021 deverá ser utilizado.

Visualização ISBD

SHREK 2

Shrek [Registo vídeo] / realizado por Andrew Adamson, Kelly Asbury, Conrad
Vernon. – Lisboa : Dream
Works Home Entertainment [distrib.], 2004. – 1 DVD (ca 89 min.). – Maiores de 4
anos
CDU 791(086.8)
791[DVD]– 2345

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2.3. Registos sonoros musicais

Dados Gerais de Processamento


933 – Ano de Publicação 1 1997

Identificação

021 – Nº de Depósito Legal


^a – Código do país
^b – Número

Informação Descritiva

200 – Título
^a – Título próprio (c/ maiúscula a primeira letra e os substantivos próprios) Cantigas de
Maio
^b – Indicação geral da natureza do documento Registo sonoro
^e – Informação de outro título
^f – Primeira menção de responsabilidade José Afonso
^g – Outras menções de responsabilidade

210 – Publicação, Distribuição


^a – Lugar da edição Lisboa
^c – Nome do editor Movieplay Portuguesa
^d – Data publicação, distribuição 1997

215 – Descrição Física


^a – Descrição física 1 disco (CD)
^c – Outras indicações físicas digital áudio
^d – Dimensões 12 cm
^e – Material acompanhante, 1 brochura (68 p.)

Notas

327 – Nota de conteúdo


^a – Texto da nota Contém: Senhor arcanjo; Cantigas de Maio; Milho verde; Cantar
alentejano; Grândola vila morena; Maio maduro Maio; Mulher da erva; Ronda dos
Mafarricos; Coro da Primavera.

Assuntos

606 – Nome comum


^a – Elemento de entrada Música portuguesa

610 – Termos não controlados


^a – Elemento de entrada

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686 – Outras classificações
^a – Notação 78 (086.7)

Responsabilidade Intelectual

700 – Responsabilidade principal


^a – Palavra de ordem Afonso,
^b – Outra parte do nome José

701 – Vide ficha monografia


702 – Vide ficha monografia

Bloco internacional

856 – Localização e acesso electrónico


^u – Uniform Resource Location (URL)
^z – Nota para informação ao público

859 – Imagem da capa


^u – Uniform Resource Location (URL)
^z – Nota informativa

Existências

966 – Cota

^a – Nº de registo 3456
^c – Nº de Exemplares 2
^ l – Sigla da Instituição BE/ESI
^s – Cota 78(086.7). AFO/CAN
^6 – Empréstimo Domiciliário, seleccionar a partir da lista opções 0

Nota: Caso o documento possua informação o campo 021 deverá ser utilizado.

Visualização ISBD

AFONSO, José

Cantigas de Maio [Registo sonoro] / José Afonso. – Lisboa : Movieplay Portuguesa,


1997. – 1 disco (CD) : digital audio 12 cm + 1 brochura (68 p.). – Contém: Senhor
arcanjo; Cantigas de Maio; Milho verde; Cantar alentejano; Grândola vila morena;
Maio maduro Maio; Mulher da erva; Ronda dos Mafarricos; Coro da
Primavera.

Música portuguesa

78 (086.7).
78 [CD] AFO/CAN (BE/ESI) – 3456

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2.4. Registos multimédia

Dados Gerais de Processamento


933 – Ano de Publicação 1 2002

Identificação

010 – ISBN
^a – Número (ISBN) 972-0-65253-5

021 – Nº de Depósito Legal


^a – Código do país PT
^b – Número 184746/02

Informação Codificada

100 – Dados Gerais de Processamento


^a – Dados gerais de processamento (AAAA–MM–DD) 20051012d1987

101 – Língua da publicação


^a – Língua do texto por

102 – País de publicação


^a – País de publicação PT

Informação Descritiva

200 – Título
^a – Título próprio (c/ maiúscula a primeira letra e os substantivos próprios) Diciopédia
2003
^b – Indicação geral da natureza do documento Documento electrónico
^e – Informação de outro título (quando existe outro título/complemento)
^f – Primeira menção de responsabilidade (autores seguidos até 3) Porto Editora
Multimédia
^g – Outras menções de responsabilidade: tradutor, ilustrador, revisor

205 – Menção da edição


^a Menção da edição (referir a partir da 2ª)

210 – Publicação, Distribuição


^a – Lugar da edição Porto
^c – Nome do editor Porto Editora Multimédia
^d – Data publicação, da impressão (imp.) ou copyright (cop.) 2002

215 – Descrição Física


^a – descrição física 4 discos ópticos (CD-ROM) em caixa
^c – Outras indicações físicas, ilustrado il.
^d – Dimensões 28 cm

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230 – Ficheiros de computador
^a – Designação e extensão do ficheiro Multimédia interactivo

Notas

300 – Notas gerais


^a – Texto da nota

337 – Pormenores técnicos


^a Texto da nota: Requisitos do sistema: Processador Pentium II a 233 MH ; 32 MB de
RAM ; Windows 98, 2000, Me, XP ou Windows NT 4.0 (SP6) ; CD-ROM 12x ; placa
gráfica SVGA (milhares de cores a 800x600) ; placa de som compatível CL Sound
blaster (16 bit); placa gráfica (800x600) ; 220 MB de espaço livre no disco rígido

Assuntos

606 – Nome comum


^a – Elemento de entrada
^x – Subdivisão de assunto
^2 – Código do sistema, thesaurus

610 – Termos não controlados


^a – Elemento de entrada

675 – CDU
^a – Notação 030 (0.034)
^v – Edição BN
^z – Língua da edição por

Responsabilidade Intelectual

700 – Responsabilidade principal


^a – Palavra de ordem
^b – Outra parte do nome
^c – Elementos de identificação ou distinção:
^f – Datas

701 – Co-responsabilidade
^a – Palavra de ordem, vide campo 700
^b – Outra parte do nome, vide campo 700
^f – Datas, vide campo 700
^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções

702 – Responsabilidade secundária (ilustrador, tradutor…)


^a – Palavra de ordem, vide campo 700
^b – Outra parte do nome, vide campo 700
^f – Datas, vide campo 700
^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções

712 – Responsabilidade secundária


^a – Palavra de ordem Porto Editora Multimédia

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^4 – Código da função, seleccionar a partir da lista de opções 340

Bloco internacional

856 – Localização e acesso electrónico


^u – Uniform Resource Location (URL)
^z – Nota para informação ao público

859 – Imagem da capa


^u – Uniform Resource Location (URL)
^z – Nota informativa

Existências

966 – Cota
^a – Nº de registo 4567
^ l – Sigla da Instituição BE/ESI
^s – Cota 030DIC
^6 – Empréstimo Domiciliário, seleccionar a partir da lista de opções 1

Nota: Caso o documento possua informação os campos 010, 021 e 700 deverão ser
utilizados.

Visualização ISBD

DICIOPÉDIA 2003

Diciopédia 2003 [Documento electrónico] / Porto Editora Multimédia. –


Multimédia interactivo. – Porto : Porto Editora Multimédia, 2002. – 4 discos
ópticos (CD-ROM) em caixa : il. 28 cm. – Requisitos do sistema: Processador
Pentium II a 233 MH ; 32 MB de RAM ; Windows 98, 2000, Me, XP ou Windows
NT 4.0 (SP6) ; CD-ROM 12x ; placa gráfica SVGA (milhares de cores a 800x600) ;
placa de som compatível CL Sound blaster (16 bit); placa gráfica (800x600) ; 220
MB de espaço livre no disco rígido.

ISBN 972-0-65253-5

CDU 030 (0.034)

030[CDRom] DIC (BE/ESI) – 4567

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ANEXO III

IMPORTAÇÃO DE REGISTOS DA BN

a) Quando estamos no interface com a descrição abreviada, acedemos ao menu “Favoritos” e


escolhemos “Bibliteca Nacional”, cujo endereço é http://sirius.bn.pt .
b) Na caixa de diálogo que se abre, faz-se a pesquisa do documento, aconselhando-se que a
mesma seja feita em primeiro lugar pelo ISBN e em segundo pelo título.
c) Na lista que aparecer como resultado da pesquisa efectuada, seleccionar o registo que
corresponde à edição do nosso documento.
d) Seleccionar no quadro UNIMARC os campos a importar, deixando de fora o campo 966,
pois contêm registos próprios de cada instituição.

e) Escolher a opção “copiar”, usando o botão do lado direito do rato.


f) Reabrir o Bibliobase, entretanto minimizado, e no menu “Editar” seleccionar a opção
“Colar registo especial formato MARC”.
g) Premir o ícone A+ para introduzir os campos 9 em falta.
h) Gravar o registo importado e corrigido, clicando no símbolo da disquete (canto superior
esquerdo).
i) Seleccionar o registo importado, o qual aparece agora no fim da lista da descrição abreviada
dos registos, ir ao menu “Registos” e seleccionar ”Alterar Tipo de Documento”, escolhendo a
opção adequada da lista que se abre.
j) Editar o registo, abrindo todos os campos, de forma a verificar se os mesmos estão
preenchidos de acordo com os padrões definidos na nossa biblioteca.

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40

ANEXO IV

CDU ADAPTADA

GUIA DO UTILIZADOR / CDU SIMPLIFICADA

Fundo Documental

O fundo documental da Biblioteca escolar, organizado por assuntos de acordo com a


Classificação Decimal Universal (CDU), é constituído por monografias, publicações
periódicas e outra documentação contida em diferentes suportes. Em termos gerais
salientam-se:

Monografias:
 Obras de referência: enciclopédias, dicionários, etc.
 Literatura para a infância e juventude.
 Literatura em geral.
 Literatura de carácter científico e técnico.

Publicações Periódicas:

Documentos Audiovisuais:
 CDs áudio
 Videocassetes

Documentos Multimédia:
 Cd-Roms
 Informação através da Internet

COMO ENCONTRAR UM LIVRO, CD OU VIDEOCASSETE NA


BIBLIOTECA?

O fundo documental está arrumado nas prateleiras, segundo um plano de classificação


que os permite agrupar pelos assuntos ou temas principais focados em cada um
deles. Desta forma, o utilizador poderá dirigir-se às estantes, onde os livros estão
expostos e divididos segundo os seguintes temas gerais:

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CLASSES E SUBCLASES - CDU ADOPTADAS NA ESCOLA


 (Todos os que se encontram assinaladas )
0 Obras Gerais de Referência. Generalidades.

001 Ciência e conhecimento em geral


 004 Ciência e Tecnologia dos Computadores
01 Bibliografia. Catálogos
 02 Bibliotecas. Biblioteconomia. Leitura
028 Leitura. Hábitos de leitura
 03 Obras Gerais de Referência. Enciclopédias e Dicionários gerais,
etc…
 03:5 Enciclopédia, Dicionários Matemática e Ciências Naturais
 03:6 Enciclopédia, Dicionários de Ciências Apilcadas, Medicina e
Tecnologia
 03:7 Enciclopédia, Dicionários de Arte, Espectáculo e Desporto
 03: 81 eng Dicionários de Língua Inglesa
 03: 81 fre Dicionários de Língua Francesa
 03: 81 por Dicionários de Língua Portuguesa
 03: 82 Enciclopédia, Dicionários de Literatura
 03: 91 Enciclopédia, Dicionários de Geografia
 03: 93/94 Enciclopédia, Dicionários de História

1 Filosofia e Psicologia.

 1 Filosofia para Crianças


 159.9 Psicologia

2 Religião.

 2 Religião
29 Ciência Religiosa em geral e em Particular

3 Ciências Sociais.

31 Sociologia
 32 Política
323.2 Política Interna. Partidos Políticos
 33 Economia. Trabalho. Emprego (moeda)
 339.92 União Europeia
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42
 34 Direito. Jurisprudência. (Constituição...)
 341.1 Organizações Internacionais (ONU, Unicef, Unesco...)
 342.7 Direitos do Homem (Ex: Amnistia, Problemas Raciais, A Europa dá as
Mãos- Ana M. Mag.)

 35 Administração pública. Arte e Ciência militares (Ordem e segurança


Pública, Consumo, defesa dos consumidores)
366 Consumo
 37 Educação. Ensino. Pedagogia
 37 (083.81) Educação. Ensino. Pedagogia- documentos do Ministério da
Educação.

 39 Etnologia. Etnografia. Usos e costumes. Folclore. Vida social


(decoração, Procissões, Vestuário... Usos e costumes)
396 Feminismo. Situação e condição das Mulheres

5 Matemática. Ciências Naturais.

 502/504 Natureza. Estudo e conservação da natureza e da Vida Selvagem.


Ciências do Meio ambiente
 51 Matemática.
 52/53 Astronomia. Astrofísica. Investigação Espacial. Física.
 54 Química. Mineralogia
 55 Geologia. Meteorologia. Hidrologia. (estações do ano....)
 56/57 Paleontologia. C. Biológicas em Geral. Antropologia. Ecologia,
(Descobrir a terra, oceanos...., dinossauros?)
 58/59 Botânica. Zoologia.

6 Ciências Aplicadas. Medicina e tecnologia.

 61 Medicina e Saúde (corpo Humano, alimentação, toxico-dependências,


sexualidade, primeiros socorros/prevenção de acidentes, socorrismo Vacinas, Higiene...)
612.6 Reprodução. Crescimento. Desenvolvimento. Órgãos sexuais
 613.88 Educação Sexual
613.8 Drogas. Tabaco. Álcool
614 Prevenção de Acidentes (crescer em segurança, prevenção
rodoviária...)
616.9 Sida
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43
 62 Tecnologia em geral (meios de transporte...)
 63 Agricultura. Pesca. Floresta
 64 Alimentação. Culinária
65 Organização e Administração da indústria, do Comércio e dos
transportes
659 Publicidade. Propaganda. Informação. Relações públicas
67/68 Indústria. Artes e Ofícios diversos. Artigos acabados.

7 Arte. Espectáculo. Desporto.

 7.01/.09 Arte. Estética. Estilos. História da Arte. Crítica da Arte


 71/72 Urbanismo. Planeamento. Arquitectura
 73/76 Artes plásticas. Artes gráficas (Escultura. Numismática. Arte do metal.
Desenho. Pintura. Gravura)

745 Artes Decorativas, Mobiliário, Decoração. Trabalhos Manuais


77 Fotografia
 78/79 Música. Divertimentos. Espectáculos (Teatro, Cinema, Divertimento
social). Jogos de memória)

 794 Jogos de sociedade (Dominó, Monopólio,....)


 796/799 Desporto
 791 Cinema

8 Língua. Linguística. Literatura.

 80/81 Questões gerais referentes à Linguística e à Literatura.


 81’36 eng Gramática de inglês
 81’36 fre Gramática de francês
 81’36 por Gramática de português

81 Línguas
 81 eng Obras em língua inglesa
 81 fre Obras em língua francesa
Nota: Colocamos aqui as obras de literatura em língua estrangeira em virtude de serem
normalmente poucas na escola e porque as pretendemos juntar

82 Literatura em geral ( literatura em língua individual /literatura estrangeira)


82.09 Crítica Literária. Estudos literários
 82-1 Poesia
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44
 82-2- Drama.
 82-3 Prosa Narrativa (romance, ficção científica, policial, novela,
conto)
 82-34 Conto.Lenda
 82-82 Antologias
 82-91 Banda Desenhada

82-93 Literatura Infantil e Juvenil


 82-93 (08) Literatura Infantil e Juvenil. Colecções

Nota: Na cota faz-se a distinção entre os diferentes géneros)


 82-93p Poesia (Poesia, jogos e canções, rimas infantis, adivinhas)
 82-93d Drama (Teatro, marionetas...)
 82-93 Prosa Narrativa (romance, ficção científica, policial, novela, conto, livros
educativos de imagens)

821.134.3 Literatura portuguesa


 821.134.3-1 Poesia
 821.134.3-2 Drama
 821.134.3-3 Prosa Narrativa (romance, ficção científica, policial, novela,
conto)

Nota: Na cota APENAS SE COLOCA 82por


 82-1 por Poesia
 82-2 por Drama
 82-3 por Prosa Narrativa

9 Geografia. Biografia. História. Monografias regionais


 902/904 Arqueologia. Pré-História. Vestígios Culturais
 908 Monografias regionais. Estudos de localidades
 908 (469) Monografias de Portugal
 91 Geografia
 91(469) Geografia de Portugal
 929 Biografias
 93/94 História em Geral
 94(3) História do Mundo Antigo (ex: Civilizações antigas)
 94(4) História da Europa Medieval e Moderna em Geral
 94 (469) História de Portugal

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45

Plano de Classificação dos Registos Multimédia (CD-Rom) - (0.034)

004 Ciência e Tecnologia dos Computadores

2 Religião
03 Enciclopédias. Obras de referência (Diciopedia; Eu adoro as
palavras, Triplex)

34 Direito. Jurisprudência. Organizações Internacionais (ONU,


Unicef, Unesco...) (Constituição... Direitos Humanos-342.7(Ex: Amnistia, Problemas Raciais)

502/504 Natureza. Ciências do meio ambiente (O professor telescópio explora o


ambiente)

51 Matemática. (Eu adoro matemática; Matemática à aventura)


52/53 Astronomia. Astrofísica. Investigação Espacial. Física (Planetas, satélites....)
55/57 Geologia. Meteorologia. Hidrologia. Paleontologia (Ex:
Descobrir a terra;oceanos....; estações do ano; dinossauros, climas, vulcões)

58/59 Botânica. Zoologia. (Zoo virtual)

6 Ciências Aplicadas. Medicina e tecnologia. (Como as coisas


funcionam)

61 Medicina e Saúde. (corpo Humano, alimentação, toxico-dependências,


sexualidade, primeiros socorros/prevenção de acidentes, socorrismo Vacinas, Higiene..) Ex:A aventura do
corpo humano; Enciclopedia de educacao sexual; Crescer em segurança

7 Arte. Espectáculo. Desporto.


794 Jogos (Ex.:50 puzzles educativos; Aprender no planeta click; Legoland;
Letras e numeros; O jardim magico; Foguetao 2002; Max e maria vão as compras; Palavras magicas)

78/79 Música. Divertimentos. Espectáculos. Teatro. Dança

796/799 Desporto
81 Línguas (Diverte-te a falar ingles!; Eu adoro as palavras)

82 Literatura
902/904 Arqueologia. Pré História. Vestígios Culturais

908 Monografias
91 Geografia (Atlas de Portugal jovem)
93/94 História (Lendas da Europa)
94(469) História de Portugal (A bandeira e o hino; Foi aos 25 dias de abril; O
professor telescópio explora)

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46

Estrutura de classificação dos registos Visuais (DVD- (086.8))

791. Cinema Estrangeiro 791-5 Cinema de Animação


791.-2 Ficção/Dramas cinematográficos
791.-21 Filmes trágicos

791.-22 Filmes cómicos/satíricos


791-5 Filmes de animação
791-5 (469) Cinema de Animação Português
791(469) Cinema Português

Não-ficção por assuntos, segundo a Classificação Decimal Universal, utilizada para


os livros:

2 Religião

339.92 União Europeia


34 Direito. Jurisprudência. Organizações Internacionais (ONU,
Unicef, Unesco...) (Constituição... Direitos Humanos-342.7(Ex: Amnistia, Problemas Raciais)

366:37 Educação para o Consumo


37 Educação. Ensino. Pedagogia (Educação Cívica, Métodos de
ensino...)

39 Etnologia. Etnografia. Usos e costumes. Folclore. Vida social


(decoração, Procissões, Vestuário... Usos e costumes, Contos. Lendas. Sátiras)

502/504 Natureza. Ciências do meio ambiente


51 Matemática
52/53 Astronomia. Astrofísica. Investigação Espacial. Física (Planetas,
satélites....)

55/57 Geologia. Meteorologia. Hidrologia. Paleontologia (Ex:


Descobrir a terra; Oceanos....; Estações do ano; dinossauros, climas, vulcões)

58/59 Botânica. Zoologia.(Zoo virtual)

61 Medicina e Saúde. (corpo Humano, alimentação, toxico-dependências,


sexualidade, primeiros socorros/prevenção de acidentes, socorrismo Vacinas, Higiene..)

Ex:A aventura do corpo humano; Enciclopedia de educação sexual; Crescer em segurança, A visao
[Registo vídeo]

613 Educação Sexual.

7 Arte
78/79 Música. Divertimentos. Espectáculos. Teatro. Dança

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47
796/799 Desporto
81 Línguas

82 Literatura
902/904 Arqueologia. Pré História. Vestígios Culturais

908 Monografias
91 Geografia

93/94 História
94(469) História de Portugal

Notas: Auxiliares
(086.7) – SUPORTE: CD Áudio

(086.8) - SUPORTE: DVD

(0.034)- SUPORTE: CD-ROM e DVDRom

MANUAIS ESCOLARES

2(075) EMRC/DPS (manual)


51(075) Matemática (manual)
53/54 (075) Física. Química (manual)
57(075) Ciências/Biologia (manual)
71/76(075) Educação Visual e tecnológica. Educação tecnológica (manual)
78(075) Música (manual)
796(075) Educação Física (manual)
81 eng(075) Inglês (manual)
81 fre(075) Francês (manual)
81 por(075) Português (manual)
91(075) Geografia (manual)
93(075) História (manual)

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ANEXO V 48

TABELAS AUXILIARES DE FORMA E LÍNGUA

Vejam-se os seguintes exemplos:

a) Dicionário de Física ---- 53 (038)


Auxiliar de forma que significa dicionário
Notação da subclasse que significa Física

b) CD de Rock francês ---- 784.7 = 133.1 (086.7)

\ Rock Francês Auxiliar de forma que significa CD

5.1. Auxiliares de Forma

(030) Obras de referência


(031) Enciclopédias
(038) Dicionários
(042) Ensaio
(043) Teses / Dissertações
(075) Manuais / textos para estudantes
(076) Livros de exercícios
(076.6) Programas
(079) Documentos relacionados com concursos, testes, exames
(083.82) Inventários / Catálogos
(084.11) Desenhos
(084.12) Fotografias / Diapositivos
(084.3) Imagens cartográficas / mapas / plantas / cartas / cartogramas
(084.4) Atlas
(084.5) Cartazes
(086) Documentos tridimensionais / diaporamas
(086.4) Globos
(086.7) Documentos áudio / registos sonoros (CDs)
Exemplo: 821.134.3 (086.7) documento áudio de literatura portuguesa
(0.034) CD Rom (disco magnético) DVDRom
(086.8) Registos audiovisuais (vídeos; DVDs)
(092) Obra sobre a forma de biografia
Exemplo: O homem que gostava de números 51 (092)
(094.5) Regulamentos / Leis / Decretos / Portarias

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49
5.2. Auxiliares de língua

(Colocados a seguir à notação da CDU que indica o conceito principal)

= 00 Multilingue / poliglota
= 02 Originais (não traduzidos)
=021 Versões originais (não adaptadas)
=025 Versões adaptadas, emendadas
=030 Traduções / documentos traduzidos
=111 Inglês

=133.1 Francês
=134.3 Português
=2 Línguas Europeias
=134.2 Espanhol

5.3. Auxiliares Especiais

Símbolos Função
Só é utilizado na classe 82. Usa-se do -1 / -9 para indicar géneros
literários.
Ex:821.134.3-31 romance português
Hífen (-)
Literatura portuguesa romance

Serve para ligar duas ou mais notações não consecutivas, de modo a


representar um assunto composto.
Sinal de adição Ex: 51+53 Lições de Matemática e Física
(+)

Matemática Física

Serve para ligar notações consecutivas de modo a traduzir uma série


Barra oblíqua( /) de conceitos
Ex: 51 / 53 (51 Matemática + 52 Astronomia + 53 Física)

Serve para caracterizar a forma linguística de um conceito expresso pelo


Sinal de igual (=) índice principal.

Usa- se para designar uma relação geral, coordenada e recíproca entre


Sinal de relação
dois conceitos.
(:)
Ex: 17 : 7 Ética em relação com a arte

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ANEXO VI 50

GLOSSÁRIO

Abstract (palavra inglesa)


Denominação dada ao resumo de um artigo duma revista.

Autor / Menção de responsabilidade


Registo da identificação e/ou da função da pessoa singular ou colectiva
responsável pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de uma publicação ou que
para ele tenha contribuído ou colaborado.

Bibliografia anotada
Bibliografia acompanhada de comentários e observações.

Biblioteconomia
Teoria, actividades e técnicas relativas à organização e gestão de bibliotecas,
assim como à aplicação de legislação sobre as mesmas.
Arte de arranjar, administrar e conservar uma biblioteca.

Colecção
Conjunto de publicações distintas, ligadas entre si por um título comum. Cada
uma das publicações pode ser numerada. Este termo exclui as obras singulares, em
vários volumes numerados.

Difusão da informação
Acção que consiste em comunicar aos utilizadores que tipo de informação existe
e onde se encontra.

Difusão selectiva da informação


Acção que necessita do conhecimento do perfil dos utilizadores de um centro de
documentação ou biblioteca, de modo a poder fazer chegar a estes os documentos
recebidos, considerados por eles úteis.

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51
Fundo bibliográfico
Conjunto de publicações existentes numa biblioteca para uso dos leitores.
Acervo bibliográfico.

Fundo documental
Conjunto de documentos de uma biblioteca, de um centro ou de um serviço de
documentação.

Índice
Documento secundário que apresenta uma lista ordenada de termos
seleccionados (nomes de pessoas, lugares, materiais, ou outras), a partir de um
documento, com uma indicação que permite localiza-los no mesmo documento.

ISBN - International Standard Book Number


Número que identifica internacionalmente um livro, brochura ou edição de um
livro de determinado editor. É um número de dez algarismos ou dígitos, que se
apresentam divididos em quatro séries (por um hífen), que tem uma função de
identificação e é de composição variável. O significado das séries é o seguinte:
identificador do grupo nacional, geográfico, linguístico ou similar indicando onde o
livro foi publicado; identificador do editor específico dentro de um grupo; identificador
de um livro que identifica um título determinado ou edição de um título na produção de
um editor; dígito de controlo - dígito que permite fazer a verificação automática da
exactidão do valor e da ordem dos números que constituem o ISBN. É exclusivo e
quando o título da publicação, o lugar de edição e o responsável se alteram, obrigam
igualmente à alteração do ISBN.

ISSN - Internacional Standard Serial Number


Número que identifica internacional emente cada titulo-chave das publicações
em série. É constituído por um conjunto de oito dígitos impressos em dois grupos de
quatro dígitos separados por um hífen precedido por um prefixo alfabético; o último
dígito é o da verificação; se este dígito for 10, deverá ser substituído por um X, excepto
no caso de não haver resto na divisão pela qual é calculado, caso em que o dígito de
verificação será 0. Qualquer mudança de título implica sempre a atribuição de um novo
ISSN. No nosso país os pedidos de atribuição de ISSN devem ser dirigidos ao Centro
Nacional ISDS.

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52
Livre acesso
Sistema de consulta numa biblioteca que permite o acesso directo do utilizador
ao livro na estante
.
Livro
Conjunto de cadernos, manuscritos ou impressos, cosidos ordenadamente e
formando um bloco; Documento impresso, não periódico, com mais de 48 páginas, sem
contar as da capa, que constitui uma unidade bibliográfica; Monografia; obra cientifica
ou literária que forma ou pode formar um volume; O livro supõe um suporte, signos, um
processo de inscrição, um significado; Integra-se num processo de criação, de
reprodução, de distribuição, de conservação e de comunicação. Dirigir-se a um leitor,
possui uma finalidade: a reflexão, o ensino, o conhecimento, a evasão, a difusão do
pensamento e a cultura.

Monografias
Obras com uma unidade de conteúdo, com texto, por vezes com ilustrações.
Podem ser constituídas por um ou mais volumes publicados numa mesma data ou em
momentos diferentes, segundo um plano preestabelecido. São o caso dos livros, actas,
relatórios, etc.

Obras de Referência
Obras que permitem ao utilizador uma primeira abordagem sobre qualquer
assunto remetendo-o para outras leituras. São obras de referência: as biografias, as
bibliografias, as enciclopédias, os dicionários, os atlas, os directórios, etc.

Página de título
Página que apresenta a informação mais completa da publicação e das obras que
a compõem, e que contém, normalmente, o maior número de dados acerca do título,
menção de responsabilidade e pé de imprensa.

Pé-de-imprensa
Conjunto de informações relativas ao lugar de publicação, nome do editor, data
da publicação, lugar da impressão, nome do impressor ou, na falta destes, referência do
nome do autor acompanhado do endereço postal

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53

Periódicos
Documentos impressos, publicados em partes sucessivas, com designação
numérica e cuja publicação pressupõe uma continuidade, com periodicidade variada.
São o caso de: jornais, boletins bibliográficos, boletins informativos e revistas.

Publicações em série
Publicação impressa ou não, editada em fascículos ou volumes sucessivos,
ordenados geralmente numérica ou cronologicamente, com duração não delimitada à
partida e independentemente da periodicidade. As publicações em série incluem as
periódicas (revistas, jornais, boletins, anuários), as séries de actas e relatórios de
instituições e congressos, bem como as colecções de monografias.

Séries monográficas
Conjunto de monografias numeradas ou não, relacionadas entre si, geralmente
pelo tema, publicadas sequencialmente e pela mesma casa editora. Apresentam um
título comum que se aplica ao conjunto como um todo. Têm duração, à partida, não
delimitada.

Serviço de Referência
Serviço ou departamento ao qual cabe a tarefa de orientar o leitor no uso de uma
biblioteca, arquivo ou serviço de documentação e no aproveitamento dos recursos que
podem ser proporcionados pelo acervo existente no próprio local. Dessa orientação faz
parte o fornecimento de informações sobre a documentação à disposição, condições de
consulta, instrumentos de pesquisa, condições de obtenção de reproduções, etc.

Thesaurus
Linguagem documental controlada baseada nas estruturas hierárquicas de uma
ou diversas áreas de conhecimento, em que os dados são representados por termos de
uma ou mais línguas naturais e as relações entre eles por sinais convencionais. O
thesaurus pode ser, entre outros: especializado, monolingue, multilingue, por facetas,
temático, de termos não preferenciais, de Termos preferenciais, thesaurus-alvo, ou
thesaurus-fonte.

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54
Título
Palavra ou frase, que serve de nome a uma publicação, obra, ou a uma das obras
que na publicação figuram. Uma publicação poderá apresentar, com frequência, vários
títulos.

Título próprio
Título principal de uma publicação, isto é, o título de uma publicação, tal qual
figura no rosto ou seu substituto. O título próprio pode incluir um título alternativo, mas
exclui os títulos paralelos ou complementos do título como os subtítulos.

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