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METALURGICA BOM JESUS

METALURGICA BOM JESUS


PIACENTINI & CIA LTDA
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Folha N.º 01
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

ÍNDICE
DISCRIMINAÇÃO PÁGINA
Primeira Partida 02
Interligação do Sistema Hidráulico 02
Proteção de Passagem da Tubulação Hidráulica 02
Instalação do Pressostato 03
Especificação do Óleo 03
Gráfico de Viscosidade/Temperatura 04
Comparação entre as viscosidades para as classificações ISSO, AGMA, e SAE 05
Ábaco de Conversão de Viscosidades 06
Folga do Pinhão e Coroa 07
Tensionamento de Correias 07
Precauções com a Transmissão 09
Procedimento para Regulagem 09
Protetores da Rosca (guarda-pó) 09
Lubrificação da Rosca de Regulagem 09
Tremonha de Carga 10
Calha de Alimentação 11
Início da Operação de Britagem 11
Início Diário da Operação de Britagem 11
Temperatura do Óleo 12
Parada Diária 13
Parada Anormal 13
Desobstrução da Câmara de Moagem 13
Bloqueio para Manutenção 14
Obstrução Interna 14
Dispositivo Antigiro 14
Parafusos Fuzis 14
Vazamento 14
Câmara de Moagem 15
Tipos de Câmaras de Moagem 16
Câmaras de Moagem x Produção 16
Tabelas de Produção 17/18
Gráfico de Curvas Granulométricas 17
Drenagem de H 2 O do Tanque de Óleo 19
Inspeção Periódica 19
Dados Gerais BC-950A 20
Montagem da Carcaça Superior/Revestimento BC-950A 21
Relação de Peças e Acessórios da Montagem da Carcaça Superior/Revestimento BC-950A 22
Conjunto do Eixo Vertical/Cone/Excêntrico BC-950A/B/H 23
Relação de Peças e Acessórios do Conj. do Eixo Vertical/Cone/Excêntrico BC-950A/B/H 24
Conjunto do Eixo de Acionamento/Relação de Peças e Acessórios BC-950A/B/H 25
Substituição do Conjunto do Mancal Esférico 26
Substituição da Camisa Revestimento do Cone 27
Substituição do Revestimento da Carcaça Superior 28
Dados Gerais BC-950B 29
Montagem Carcaça Superior/Revestimento BC-950B 30/31
Relação de Peças e Acessórios da Montagem da Carcaça Superior/Revestimento BC-950B 32
Planilha de Controle (Registro diário de operação do britador) 33
Planilha de Controle (Registro da temperatura/pressão e consumo) 34
Esquema Hidráulico 35
Folha N.º 02
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PREPARATIVOS ANTES DA PARTIDA

O hábito de inspecionar periodicamente seu britador garantirá muitos anos de operação


bem sucedida. Não confie em sua memória, mantenha um relatório por escrito toda vez que a
fizer. A inspeção periódica de partida, prolongará a vida útil do br itador, reduzirá despesas com
paralisações inoportunas que consequentemente se reverterá em dividendos para seu bolso. Antes
de dar a partida no britador execute as operações a seguir:

PRIMEIRA PARTIDA
(Quando vem da fábrica)

Todos os britadores são te stados na fábrica para verificação de folgas, ajuste, etc. Porém,
isto não dispensa na instalação a operação de amaciamento necessário, inclusive quando da troca
de uma bucha do excêntrico, mancal superior ou até mesmo o conjunto de engrenagem e pinhão.
Em um destes casos deve -se proceder da seguinte forma:

1-) Interligue o britador com a unidade hidráulica, conforme esquema e especificação


fornecida pela fábrica. Certifique -se do desnível da tubulação de retorno que deverá ter uma
queda de 30mm para cada 350mm de distância (8/9% ou -4º30’), a fim de facilitar o escoamento
do óleo.
O Lay Out da tubulação varia de acordo com as condições locais (razão das tubulações
não serem fornecidas com o equipamento). Deve -se observar no todo, as disposições dos
aparelhos de controle e esta tubulação deverá ser a mais curta e direta possível. Evitar o excesso
de curvas e depósito morto de óleo.
Necessário se faz em verificar internamente as linhas de óleo (principal e de dreno)
quanto à limpeza. Remover todos os cavac os, rebarbas ou corpos estranhos, a fim de não
contaminar o óleo. Inclusive o tanque da unidade hidráulica deverá ser inspecionado e limpo se
necessário.

OBS.: É muito importante observar dois fatores para a instalação da unidade


hidráulica:

I - Esta deverá estar protegida das intempéries por um compartimento coberto, não
totalmente fechado para ventilação, proteção e segurança de seus equipamentos. Instale o tanque
de óleo de maneira que os raios solares não venham incidir sobre o mesmo, facilitando a
dissipação do calor do óleo e evitando o excesso de refrigeração.
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II - De igual maneira, o tanque de água deverá ser protegido para evitar aquecimento
extra da água ou uso de um volume maior da mesma. Isto é válido quando for utilizada a
refrigeração forçada com reciclagem da água.
Observar que a tubulação ao passar sob a carcaça do eixo horizontal fique
completamente protegida por esta e seu revestimento ou colocar complemento de chapa para
retenção de pedra, evitando que a descarga das pedras não entre em contato com as referidas,
desgastando-as. (Ver figura 1)

Chapa soldada para


acumulado de pedra.
Proteção da tubulação de
óleo.

Fig.1
2-) O pressostato da linha principal deverá estar no mesmo nível que a do eixo horizontal
do britador e deverá ser instalado de maneira que a vibração produzida pela máquina não
interfira em sua função. Evite fixá -lo na base ou estrutura do britador.

3-) Certifique -se em ser usado o óleo lubrificante correto; óleo industrial a base de
parafina, de alta qualidade com aditivo e extrema pressão (EP), anti espumante, alta afinidade e
ade rência à superfície metálica, alto índice de viscosidade, aditivo anti desgastante, óleo à
temperatura de funcionamento deverá ter uma viscosidade de 13 a 21 cST ( ≅ 70 a 105 SSU).
Na tabela seguinte especificam-se alguns óleos:

TABELA DE LUBRIFICANTES
FABRICANTES
SHELL ESSO TEXACO MOBIL HOUGHTON

Omala-150 Spartan-150 Meropa-150 Molbigear Tenac


629 ou 630 EP 220 SP
. Folha N.º 04
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Sabendo-se que a viscosidade do óleo varia com a temperatura, é muito importante a


seleção do óleo, que na temperatura de trabalho esteja dentro do especificado e como os
fabricantes de óleos no Brasil costumam indicar a viscosidade em SSU (ou SUS) a 100ºF
(37,8ºC) e a 210ºF (98,9ºC), pode-se então, utilizando o gráfico a seguir, determinar a
viscosidade do óleo em qualquer temperatura de operação.

EX.: Desejamos selecionar um óleo que na temperatura de trabalho esteja na faixa de


87ºC e na viscosidade anteriormente mencionada de 17 a 21 cSt.
Traçando uma vertical nos 87ºC e uma horizontal na escala cSt na viscosidade de
17 cSt, estas duas linhas irão se cruzar próximo à faixa de viscosidade do óleo que
tenha 600 SSU a 38ºC. Logo, o óleo a ser utilizado deverá estar próximo a esta
faixa

GRÁFICO DE VISCOSIDADE / TEMPERATURA


[SSU] [cSt]
10000
40000
30000 7000
5000
20000 4000
3000
10000 2000

5000 1000
4000 800
3000 600
500
2000 400
300
VISCOSIDADE

1000 200

500 100
400
80
300 60
50
200
40

30

100 20
90
80 15
70

60 10
9
8
50
7

45 6

-20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 [ºC]

TEMPERATURA
Folha N.º 05
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COMPARAÇÃO ENTRE AS VISCOSIDADES


PARA AS CLASSIFICAÇÕES ISO, AGMA E SAE
Viscosidade Viscosidade
Cinemática Saybolt
(cSt) (SSU)
(a 100 °F) (a 210 °F)
(a 210 °F) (a 100 °F) a 40 °C a 100 °C
a 100 °C a 40 °C 10000
70 9000
1500 8000
60 300
7000
6000
250
50 1000 5000
900
45
4000 200
40 700
35 600 3000
500
30 150
400 2000
25
300 1500
20 100

17.5 200 90
1000
900 80
15 800
150
700
13 70
12 600
11 100 500
90
10 60
80 400
9 70 55
8 60 300
7 50 50

40 200
6 45
5.5
30 43
5 150
4.5
40
4 20 100
90 38
3.5 80

3 70
35
10 60
2.5
50 0

ISO AGMA SAE

OBS.: Válida para óleos com índice de viscosidade em torno de 95.


Não pode ser utilizada para óleos multiviscosos.
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ÁBACO DE CONVERSÃO
DE VISCOSIDADES
SSU 100°F °E 50°C SSU 210°F

°E 20°C cSt 40°C RED I 140°F cSt 100°C


Folha N.º 07
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4-) Faça as interligações dos equipamentos de segurança com o painel de controle


conforme instruções do esquema unifilar. Estes equipamentos e painel têm por finalidade acusar
qualquer falha no sistema de lubr ificação evitando danos graves ao britador (ver instruções no
manual do “Painel de Controle e Segurança”).

5-) Após as interligações do painel e linha hidráulica estarem prontas, simule as falhas
que poderão ocorrer para certificar-se de que o equipamento não sofreu alguma avaria no
transporte (ver instruções no manual do “Painel de Controle e Segurança”).

6-) Verifique o aperto dos parafusos do britador na base metálica e da base de fundação.

7-) Verifique a folga radial da coroa e pinhão no eixo hor izontal, que deverá ser de
0,4mm. Para tanto, gire a polia do britador para frente e para trás, o deslocamento medido no
diâmetro externo da polia será de 1 a 1,5mm para a folga especificada. De maneira alguma esta
folga deverá deixar de existir.

8-) Ins tale o motor e as correias (caso tenham sido transportados desmontados) dando a
correia uma pequena tensão, suficiente para que acione o britador por alguns minutos para após
proceder ao tensionamento (isto somente depois de terminada a checagem geral).
Tencione a correia de modo que as mesmas transmitam toda a sua capacidade de força
sem que as mesmas patinem na polia causando uma perda de força ou que fiquem muito
tencionadas, gerando um esforço demasiado nos eixos do motor e do britador.
Vários métodos de tensionamento têm sido estabelecidos, porém, o método seguinte é
o mais prático e indicado pelo fabricante de correia em “V”. Veja a figura a seguir:
Folha N.º 08
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Passos:
a) Meça o vão “t”

b) No centro do vão “t”, aplique uma força (perpendicular ao vã o) suficiente para defletir
a correia em 0,4mm para cada 25,4mm (1”) de comprimento do vão, ou seja, a
deflexão deve ser de 1,6% do vão.

c) Compare a força aplicada na deflexão com os valores dados na tabela A, à seguir. Para
medir esta força poderá ser usado um dinamômetro (balança de mola usada por
pescadores).

d) Se a força estiver entre 1 a 1,5 vezes aos valores indicados para uma tensão normal,
então a transmissão estará satisfatoriamente tencionada.
TABELA A

Perfil da Diâmetro da Força Mínima Força Máxima


Correia Polia Menor (mm) Kg Kg
76 a 91 1,6 2,36
A 96 a 112 1,95 2,81
127 a 178 2,3 3,25
86 a 107 2,25 3,13
B 110 a 142 2,95 4,22
145 a 218 3,72 5,35

C 178 a 230 7,03 10,03


240 a 406 7,7 11,03
305 a 406 12,75 18,57
D
457 a 686 15,75 22,9

3V 67 a 92 1,86 2,68
105 a 175 3,04 3,77
180 a 277 6,5 9,58
5V
300 a 406 7,71 11,44
a 432 15,71 23,15
8V
457 a 570 17,9 26,38

9-) Após o tensionamento e observação de t oda a checagem deixe o britador trabalhar


vazio por duas a quatro horas e volte a observar se o tensionamento encontra-se dentro do
estabelecido, caso houver alguma acomodação da correia/polia cheque a força no valor máximo
estabelecido.

Depois de 24 a 50 horas é bom certificar-se de que a tensão encontra-se com a tensão


inicial.
Folha N.º 09
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Precauções que deve -se ter com as correias em “V”

a) Use um jogo novo de correias de um mesmo fabricante;


b) Solte a regulagem até poder colocar as correias nos canais sem f orça-las. O uso de
ferramentas na colocação além de perigoso poderá danificar a correia internamente;
c) Retire o óleo ou graxa da polia. Verifique se há rebarbas e ferrugem e remova -as;
d) Verifique o alinhamento das polias e eixos, utilizando uma régua e colocando em suas
faces externas;
e) Deixe espaço suficiente para ventilação e funcionamento da transmissão, bem como
para verificação periódica;

10 -) Normalmente os britadores são embarcados em uma única unidade, mas


eventualmente poderá ocorrer de serem enviados em subconjuntos devido às restrições de
transporte ou manuseio. Nestes casos, sua carcaça superior irá desmontada e deverá ser colocada
em seu local, portanto, o procedimento deverá ser o seguinte:
a) Retire os calços de madeira que prendem o cone no anel de regulagem;
b) Retire os protetores e parafusos da trava da carcaça superior de seus alojamentos;
c) Retire (limpe) com solvente, a graxa de proteção das roscas do anel de regulagem e
carcaça superior. Aplique uma nova camada de graxa: a base de lítio com bissulfeto de
molibdênio (Retinax AM/Beacon Q -2, especificações Shell e Esso, respectivamente) e
introduza a carcaça superior no anel de regulagem fazendo com que inicie o “pega” da
rosca, girando ligeiramente a carcaça em sentido horário. Poderá haver a necessidade
de “untar” de graxa os anéis de borracha do guarda -pó da rosca para facilitar o giro.
Certifique -se de que os respectivos anéis tomem a configuração para baixo, conforme
a figura 2 . Se estiverem invertidos introduza um arame com a ponta voltada e puxe-os
para baixo.

Fig. 2
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Após este procedimento, envolva o protetor da carcaça superior (chapa nervurada) com
2,3 ou 4 voltas de cabo de aço, diâmetro de ¼” prendendo uma das pontas da nervura (reforço)
vertical com um gancho ou prendedor recortado em chapa de 1” de espessura.

A outra extremidade prenda no grampo do tambor da coluna de regulagem do britador e


inicie a introdução da carcaça no anel de regulagem, acionando o tambor da coluna com um tubo
colocado no alojamento da catraca superior, fazendo com que o cabo de aço enrole no corpo do
tambor e consequentemente girará a carcaça. Repita esse procedimento tantas quantas vezes for
necessária até atingir a regulagem mínima permitida ou desejada.

d) No anel de regulagem existem dois pontos com engraxadeiras para lubrificação da


rosca de regulagem a ser feita externamente quando necessária uma nova regulagem
ou mesmo na inicial. N.B., estas engraxadeiras encontram-se protegidas por um plug e
deverão ser repostos em seus alojamentos após a operação de lubrificação.
(Ver Figura 2)

e) Depois de regulado o britador, volte os parafusos de trava em seus alojamentos,


devidamente engraxados. Faça com que travem a carcaça superior no anel de
regulagem apertando-os alternadamente. Em seguida, coloque os protetores dos
referidos fazendo com que eles sirvam como contra porca, evitando que venham a se
soltarem pelas vibrações do trabalho.

NOTA: APERTAR OS PARAFUSOS TRAVAS DE TAL MODO QUE ELIMINE A FOLGA


DA ROSCA ENTRE A CARCAÇA E O ANEL, EVITANDO QUE A CARCAÇA
MOVIMENTE-SE DURANTE O PROCESSO DE BRITAGEM. CASO ISTO OCORRA,
AMBAS AS ROSCAS SERÃO DANIFICADAS.

11 -) Certifique -se de que a tremonha de carga de proteção encontre-se em seu devido


lugar e que as almofadas de borracha estejam vedando a entrada de pó nos parafusos da cunha da
trava do anel de revestimento da carcaça superior. (Ver figura 3)
Esta tremonha além do citado acima, tem a função de reter certa quantidade de pedra em
seu interior servindo como revestimento contra desgaste pela ação das pedras.
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Fig.3

No sistema de alimentação a carga deverá ser distribuída em toda a periferia do anel de


revestimento dando uma uniformidade de alimentação, minimizando a pressão de carga nos
mancais, desgaste uniforme e má xima capacidade de produção. Caso haja a necessidade de uma
calha de alimentação, a mesma deve ser construída conforme ilustra a figura 3, com a finalidade
da descarga da pedra ocorrer sobre a placa de distribuição, de maneira que esta faça a função de
distribuir a carga uniformemente na câmara de moagem.
A inclinação desta calha deverá ser no mínimo de 45 graus com a horizontal para
materiais secos, caso o material seja pegajoso, este ângulo deverá ser aumentado.
12-) Verifique o sentido de rotação do e ixo horizontal que deverá ser horário para quem
observar a polia de frente, em hipótese alguma deve ser invertido.
13-) Verifique a rotação no eixo horizontal que deverá ser de 930 a 960 RPM. Caso
divirja da estabelecida, certifique -se consultando a fábrica.
14-) Dê partida e deixe o britador girando por um período de duas horas sem carga.
Observar e anotar as temperaturas e amperagens dos motores de 30 à 30 minutos, conforme
planilha no final deste manual. A alimentação do britador deverá ser iniciada somente após
transcorrido o tempo estabelecido e quando o óleo na linha principal de retorno ter atingido no
mínimo 32ºC.
15-) Após o item acima inicie a alimentação do britador com 50% de sua carga nominal,
utilizando para isso a amperagem do motor por um período de 4 horas.
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16-) Da mesma maneira acima, proceda com 80% de sua carga por mais um período de 6
horas e somente após esta seqüência, o britador poderá operar com sua plena carga, ou seja,
100% da amperagem especificada do motor.
Será ideal que durante estes períodos sejam registradas nas planilhas todas as informações
nela constantes e complementares, para análise da performance do britador.

Nota: Ao iniciar o britador com sua total capacidade, observar o “Procedimento Diário de
Partida” para evitar danificá-lo por não estar adequadamente aquecido e lubrificado.

PROCEDIMENTO DIÁRIO DE PARTIDA

Como já mencionado, todo cuidado que se tomar só trará benefícios para o britador e seu
proprietário, portanto, toda vez que se iniciar uma nova jornada de trabalho faz-se necessário
algumas manobras e procedimentos para evitar desagradáveis surpresas e tirar o máximo
rendimento de seu equipamento.

1-) Observe na câmara de moagem, entre o cone e o anel de revestimento, se existe algum
corpo estranho que pode ter entrado durante a sua parada e retire-o antes de sua partida. Nunca
dê partida no britador com a câmara cheia ou obstruída. A tentativa de acioná-lo pode causar
sérios danos ao britador e motor. (Veja Parada Anormal)

2-) Certifique-se da temperatura do óleo através do termostato da unidade hidráulica, que


deverá ser de 32ºC no mínimo. Quando a temperatura for inferior a 32ºC, um aquecedor elétrico
de imersão deverá ser usado. O tempo de aquecimento dos 450 litros de óleo é de
aproximadamente 4 horas. Durante este processo poderá haver a necessidade da bomba de óleo
ficar funcionando para a circulação do óleo.

Nota: No painel de controle encontra-se o contactor e os bornes destinados a ligação da


resistência de aquecimento do óleo. E também existe um temporizador para
controlar a liberação para ligar o motor do britador após o funcionamento da bomba
de óleo, que poderá ser regulado de 0 a 2 minutos.

3-) Estando o óleo em sua temperatura adequada, ele deverá ser colocado em circulação
por dois minutos antes de dar partida no britador.

4-) Antes da partida, dê uma volta em torno do britador para certificar-se de não haver
pessoa ou algo estranho próximo; embaixo ou em cima da máquina. Avise as pessoas que
poderão advir as imediações, que será dada a partida.
Folha N.º 13
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5-) Dê a partida no britador e opere por dez minutos sem carga. Verifique todos os
instrumentos indicadores para ter certeza de que tudo funciona dentro do especificado.

6-) Após o óleo ter atingido 32ºC inicie a alimentação do britador em baixa proporção e
mantenha por 15 minutos com 50% de sua capacidade.

Após completar as seqüências 3, 5 e 6 e decorrido os tempos estabelecidos aumente


gradualmente a alimentação até atingir sua máxima capacidade. Um amperímetro instala do no
motor do britador para visualização do operador será um bom indicador para controle de
alimentação.

PARADA NORMAL DIÁRIA

1-) Corte a alimentação do britador e deixe -o funcionando vazio por aproximadamente 5


minutos.

2-) Desligue o motor do brita dor, aguardando sua total parada.


3-) Somente após observar o item 1 e 2 deverá ser desligada a bomba do sistema
hidráulico.

Nota: Atente para o detalhe de “partida diária” quando estiver operando em baixa
temperatura, poderá haver a necessidade de continuar ligado o sistema para evitar
a queda da temperatura do óleo abaixo dos 16ºC.

PARADA ANORMAL

Os motivos de parada anormal poderão ser vários, tais como: falta de energia elétrica,
excesso de material de alimentação, material não britável, queda de pressão do óleo causada por
alguma falha mecânica ou elétrica, etc.
Todas as vezes que tais fatos ocorrerem, o britador vai parar carregado e não deverá ser
feita nenhuma tentativa de dar partida no britador enquanto toda a câmara de moagem não estiver
desobstruída. A tentativa, sem essa observância, irá causar sérios danos ao britador e motor.
Para a desobstrução da câmara de moagem dos modelos BC950-A e BC950-B, proceda do
seguinte modo:

a) Retire todos os fuzis da chave geral do britador;


b) Remova todas as pedras soltas da câmara manualmente;
Folha N.º 14
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c) Igualmente quando do processo de regulagem, retire os protetores dos parafusos de


trava, soltando-os. Envolva o protetor da carcaça superior com o cabo de aço
engastando uma das pontas no reforço da referida e a outra prenda no tambor da
coluna, fazendo-a girar, sentido anti-horário com um tubo introduzido no alojamento
destinado, desrosqueando a carcaça do anel de regulagem, fazendo com que os corpos
travados se soltem. Após a total remoção dos elementos travadores, seguir no sentido
inverso voltando a carcaça superior com seu anel de revestimento na posição original.
Ver item 9 - primeira partida
d) Toda vez que se fizer necessário trabalhar no britador, além de extrair os fuzis da
chave geral, aconselhamos executar um bloqueio através de cadeado e que este possua
apenas uma chave que deverá estar em posse da pessoa que executa o trabalho. O local
do bloqueio poderá ser escolhido pelo operador em vários locais que impeça a partida
do britador que poderá ser respons ável por muitos acidentes indesejáveis.

O BRITADOR CONE FUNCIONANDO

O britador cone destina -se exclusivamente para a britagem de pedra, jamais deverá ser
permitida a entrada de outro material que não seja a referida, tais como: ferro, madeira, plástico,
papelão, etc.
O ferro e madeira ocasionam a quebra de várias peças do britador. O plástico, papelão e
também a madeira entranham-se nos braços da carcaça inferior e na carcaça do eixo horizontal
fazendo com que acumulem pedras sobre os mesmos e estas pe dras acabam entrando em contato
com as partes móveis do britador danificando-as seriamente.
Portanto, diariamente, antes de dar partida no britador, deve -se averiguar se tais produtos
não se encontram alojados (presos) internamente no britador.
O britador, quando em funcionamento e sem carga, não deve girar seu cone, pois, o
mesmo possui um dispositivo para tal (antigiro - item 19). Este dispositivo encontra-se
conectado ao cone e através de dois parafusos “fuzis” (item 149) que se quebram quando da
entrada de corpos estranhos ou sobre carga de britagem. Quando tal ocorrer devem ser
substituídos conforme especificação dada na tabela adiante.
Para substituí-los deve -se retirar a placa de distribuição (item 28), a tampa superior do
cone (item 26), tendo acesso à flange e conector de articulação onde está roscado o referido
parafuso.
Depois de substituídos seguir caminho inverso para montagem, tomando o devido cuidado
em vedar a junção da tampa superior (item 26), pois se tal não ocorrer haverá vazamento de óleo
neste local.

N.B.: Este vazamento é difícil de ser perceptível, em razão de que quando britando, o
óleo é carregado (ou limpo) através das pedras e pó na câmara de moagem. A melhor maneira
Folha N.º 15
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de averiguar tal vazamento é no final da jornada diária quando o óleo esta quente e mais fino.
Portanto deixe o cone trabalhar sem carga (não britar) por um período aproximadamente de trinta
minutos e faça a inspeção.

Observar também que os tais parafusos fuzis, ou mesmo o antigiro defeituoso, faz com
que o cone gire sem carga e este é levantado através da pressão do óleo exercida no mancal
esférico, desencaixando os labirintos (item 62 e 63) deixando o óleo vazar através destes.
Quando o sistema antigiro encontra-se operando eficientemente o cone não deve girar
sem carga e quando carregado (britando), ele gira aos “soquinhos” em sentido oposto ao seu
acionamento, ou seja, sentido horário.

CÂMARA DE MOAGEM

O britador possui vários tipos de revestimentos para que por vossa conveniência e
necessidade , escolha a câmara de moagem ideal. Portanto não aplique uma câmara de moagem
inadequada ao seu produto, pois se tal ocorrer, como por exemplo: uma câmara de moagem muito
fechada (para finos), recebendo pedras grandes faz com que as mesmas sejam quebradas muito
em cima da camisa ou até mesmo na lateral da placa de distribuição, alavancando todo o
conjunto. Ao alavancar o conjunto, o mancal esférico superior preso ao cone “abre” de um lado,
deixando vazar óleo neste ponto e ocasionando uma queda de pressão. Esta queda é detectada
pelo pressostato que desliga o motor do britador através do seu sistema de segurança.
Damos a seguir, algumas informações com relação às câmaras de moagem para que o
proprietário do britador cone possa escolher o revestimento adequado a suas necessidades,
tirando o máximo proveito de seu equipamento.

Tabela da Câmara de Moagem: nela você poderá encontrar à disposição de montagem


dos revestimentos com suas respectivas aberturas de admissão e descarga.

Tabela de Capacidade de Produção: todo equipamento de britagem tem sua capacidade


produtiva relacionada com sua abertura de saída, portanto a seguir, podemos averiguar as
capacidades de produção em função da abertura e das curvas granulométricas através dos
gráficos seguintes.
Folha N.º 16
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

CÂMARAS DE MOAGEM x PRODUÇÃO - BC-950


3
CAMISA REVESTIMENTO MONTAGEM DA ABERTURA (mm) PRODUÇÃO (m/h)
DE CARCAÇA CÂMARA DE ENTRADA (Máx.) C CIRCUITO
REVESTIMENTO SUPERIOR MOAGEM A B (Mín.) ABERTO FECHADO

78 63
190 170 20
a a
(7 1/2") (6 3/4") (3/4")
135 105

48 32
160 140 13
a a
Normal (6 1/4") (5 1/2") (1/2")
Médio 120 95
BJ-045-1007
BJ-045-2020

39 25
120 100 9
a a
(4 3/4") (4") (3/8")
Fino 85 72
BJ-045-2021

52 45
100 80 9
a a
(4") (3 1/8") (3/8")
Grosso 90 88
BJ-045-2022

39 32
70 50 6
a a
(2 3/4") (2") (1/4")
Especial - F Médio 85 72
BJ-045-1008 BJ-045-2023

24 16
45 20 5
a a
(1 3/4") (3/4") (3/16")
Fino
65 55
BJ-045-2024
Folha N.º 17
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

CAPACIDADE PRODUTIVA DOS BRITADORES CONE BC-950


Conforme Câmara de Moagem
CIRCUITO ABERTO

ABERTURAS Capacidades em Função da Abertura de Saída (Posição Fechada)


Manta

Câmara Revestim.
de Carcaça Entrada (Máx.) Descarga 5 6 9 13 16 19 22 25 32 38
Moagem Superior Lado Aberto Lado Fechado Mínima (3/16") (1/4") (3/8") (1/2") (5/8") (3/4") (7/8") (1") (1 1/4") (1 1/2")
G Grosso 190 170 20 78 86 95 107 124
045-1007

r (045-2019) (7 1/2") (6 3/4") (3/4") 87 97 108 125 135


o Médio 160 140 13 48 55 68 80 90 102 108
s (045-2020) (6 1/4") (5 1/2") (1/2") 60 70 82 95 108 112 120
s Fino 120 100 9 39 46 56 64 71 76
a (045-2021) (4 3/4") (4") (3/8") 48 58 66 75 80 85
Grosso 100 80 9 52 59 65 70 80
045-1008

F (045-2022) (4") (3 1/8") (3/8") 61 68 74 82 90


i Médio 70 50 6 39 46 55 65 75
n (045-2023) (2 3/4") (2") (1/4") 48 57 67 76 86
a Fino 45 20 4 24 30 39 47 55
(045-2024) (1 3/4") (3/4") (3/16") 33 42 49 58 65

CÂMARA DE
MOAGEM GROSSA
Folha N.º 18
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02
Folha N.º 19
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

INFORMAÇÕES SOBRE A UNIDADE HIDRÁULICA

No decorrer do funcionamento do britador, o aquecimento do óleo em contato com as


partes frias do sistema de lubrificação haverá condensação da umidade do ar e esta para dentro
do sistema hidráulico.
Esta condensação irá se formar dentro do tanque de óleo, mais especificamente no teto da
tampa. Quando o sistema esfriar as gotículas de água irão aglutinando-se, tornando-se maiores e
irão para o fundo do tanque, separando-se do óleo pela sua diferença de densidade.
Portanto, é necessário que periodicamente faça-se um sangramento para retirada da água a
fim de evitar uma ineficiência de lubrificação no britador.
Esta drenagem deverá ser feita através do bujão de dreno do tanque; soltá-lo ligeiramente
para que deixe escoar a água por gotejamento até sua total eliminação que será notada quando
começar a sair óleo.
OBS.: a-) Não escoe a água rapidamente pois, com sua velocidade haverá arraste de óleo
junto com a mesma, dando uma irreal drenagem. No modelo BC-950H, fazer a drenagem
simultaneamente em ambos bujões localizados nas laterais do tanque.
b-) Nunca exerça tal procedimento com o óleo quente ou circulando, neste caso o
óleo não estará separado da água.
c-) Observe que no fundo do tanque existe uma canaleta, cuja finalidade é
armazenar água na referida para facilitar sua drenagem e também evitar que a bomba de óleo
sugue a água nela contida.

INSPEÇÃO PERIÓDICA
A melhor maneira de se tirar o máximo proveito do britador com o menor custo
operacional e sem que o deprecie em demasia é fazer inspeções periódicas regulares depois que
estiver operando satisfatoriamente.
Um critério individual deverá ser adotado de intervalos maiores ou menores em razão do
material a ser processado, jornada de trabalho, clima, condições de operação, etc. Recomenda -se
que ajustes necessários sejam feitos, peças gastas sejam trocadas antes que defeitos maiores
antevenham, evitando a aceleração do processo de degradação.
Mantenha sempre limpo o britador. Sempre que houver parada para manutenção
preventiva, seja deste ou outro equipamento, procure desobstrui-lo de outros materiais encima ou
em sua volta para tornar-se acessível a aproximação do operador ou mecânico à sua volta sem
riscos físicos para tal.
Uma máquina bem limpa e pintada, que receba melhores cuidados, sempre depreciará
menos que uma outra negligenciada ou mal operada.
Inicie e obtenha o hábito de manter um registro diário de operação e assim ter o
conhecimento da performance do equipamento. Deverão ser remetidas para a fábrica, cópias de
tais planilhas para que, no departamento de engenharia, avalie -se o desempenho do britador.
Para maiores informações com relação a montagem do britador, no final encontra-se
croqui com dimensões gerais que deverão ser observadas determinadas eventualidades, tais
como: altura livre para retirada da carcaça superior, para troca dos revestimentos e possível
manutenção; espaço livre em sua volta para circulação; localização de polia; descarga; etc.
Na interligação hidráulica deverá ser observada a queda da tubulação de retorno para o
escoamento por gravidade do óleo do britador ao tanque. O esquema de interligação é meramente
ilustrativo em razão do local em que irá ser instalado dif icilmente será semelhante.
Folha N.º 20
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Folha N.º 24
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Folha N.º 25
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02
Folha N.º 26
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SUBSTITUIÇÃO DO CONJUNTO MANCAL ESFÉRICO

O apoio do mancal esférico superior (item 17) é construído em bronze e é o que requer a
substituição. Porém, ao ser substituído, o correto será a substituição do conjunto, ou seja, o apoio
e o mancal (item 18).
A razão é em função do ajuste que ambos possuem quando de sua usinagem. Os mesmos
têm um encaixe perfeito, para evitar fuga de óleo em trabalho e conseqüentemente queda de
pressão e falta de lubrificação nas buchas do excêntrico e do cone, se tal ocorrer haverá
travamento.
Caso seja feita somente a substituição do apoio, esse ajuste deverá ser feito e para isso
deverão ser seguidos os seguintes procedimentos:
a) Utilizar pasta para retificar válvulas (“carburundun”) de duas granulometrias: grossa para
desbaste ( ≅ n.º 160) e fina para acabamento (≅ n.º 360).
b) Colocar o mancal sobre uma bancada com sua parte esférica para cima e juntar seu apoio de
bronze com uma película da pasta distribuída pela superfície. Os furos rosqueados do apoio
deverão ser providos de dois parafusos para “pega” que servirão para movimentar o apoio
sobre o seu mancal.
c) Exercer movimentos circulares e oscilatórios no apoio, simulando o funcionamento do
mesmo, para que a pasta venha a atuar entre ambos.
Esta pasta tem a função do esmeril que retifica as peças. Conforme a quantidade de
movimentos, grau de aspereza das superfícies e área de contato, a pasta vai perdendo sua
abrasividade em função da incorporação do material gasto (removido) de ambas as peças,
devendo trocá-la tanto quantas vezes forem necessárias, até que se consiga total ajuste na
sobreposição do mancal e seu apoio.
d) O ajuste de acabamento só deverá ser feito após o total apoio entre as peças e deverá ser tanto
quanto necessário até a remoção total dos riscos da pasta de desbaste.
N.B.: Para comprovar se as peças encontram-se perfeitamente ajustadas, basta observar as
superfícies, as mesmas adquirem uma coloração fosca onde houve a atuação da pasta
abrasiva.
Não monte as peças, principalmente no apoio, caso ainda apresente alguma
irregularidade.
e) Ao montar o mancal esférico no cone, deverá ter-se extremo cuidado com sua fixação através
dos parafusos que o prendem (item 153). As roscas dos mesmos deverão ser extremamente
limpas com solvente clorado, completamente secas e isentas de óleo. Utilizar trava rosca
alto torque além das molas pratos de segurança.
f) O torque aplicável ao parafuso não deve exceder a 26,5 Kg m, com o perigo de ele vir a
quebrar em trabalho ou se soltar caso seja inferior. Note que este parafuso possui uma
característica toda especial para sua aplicação.
Ao aplicar o trava rosca no furo, tomar o devido cuidado no aperto dos parafusos para que o
ar contido no furo (não vazado) não expulse todo o adesivo para fora dando a falsa idéia de
travamento (o ideal é aplicar em ambos: furo e parafuso).
Para maior segurança contra a quebra ou soltura do parafuso de fixação do mancal esférico,
evitando que o mesmo venha a danificar seu apoio de bronze , foi colocado um sistema de
segurança composto de um tampão (item 199) que envolve o referido e este tampão travado
lateralmente por um parafuso no furo de alongamento do parafuso que fixa o mancal.
N B.: Este parafuso de trava do tampão também deverá ser montado com trava rosca.
Ver detalhe do tampão de segurança no desenho de conjunto Eixo Vertical / Cone /
Excêntrico.
Folha N.º 27
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

SUBSTITUIÇÃO DA CAMISA REVESTIMENTO DO CONE

1) Retirar a Placa de Distribuição (Pos. 28);


2) Retirar a Tampa Superior do Cone (Pos. 26) e em seguida retirar o Dispositivo
Antigiro, observando sua colocação e posição de giro;
3) Remover o Cone da Máquina;
4) Cortar o Anel de Desmontagem (Pos. 83) com maçarico, sendo que o corte deverá
ser inclinado para que não danifique a rosca do cone;
5) Desrosquear a Porca Trava (Pos. 27) no máximo 30mm. Tombe o conjunto do
Cone, deixando a Porca Trava apoiada numa superfície plana. Bater na borda da
Camisa Revestimento do Cone até descolar totalmente da resina. Em seguida,
retirar a Porca Trava e a Camisa Revestimento do Cone;
6) Fazer a remoção da resina do cone e uma boa limpeza com lixadeira (nunca usar
solvente) para facilitar a aderência da nova resina;
7) Colocar a nova Camisa Revestimento do Cone, apertando- a com a Porca Trava
através de calços para haver espaço de colocação da resina até seu enchimento
total com a borda do revestimento. O enchimento deverá ser feito em vários locais
para que a mesma encha a câmara totalmente, evitando deixar espaços vagos, pois
se isto ocorrer, quando estiver britando a camisa amassará com a pressão. Deixar a
resina “curar” no mínimo 8 horas antes de operar a máquina novamente. Retirar os
calços, colocar o Anel de Desmontagem novo e efetuar o aperto da Camisa;
8) Na recolocação do Cone na máquina, observar para não bater, evitando sofrer
danos na Bucha do Cone e no Mancal Esférico, pois, caso isto ocorra,
comprometerá o sistema de lubrificação;
9) Colocar o Dispositivo Antigiro, observando sua posição de giro. Em seguida,
colocar a Tampa Superior do Cone com o Conector Articulador e depois a Placa de
Distribuição;
Folha N.º 28
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

SUBSTITUIÇÃO DO REVESTIMENTO DA CARCAÇA SUPERIOR

1) Retirar a Tremonha de Carga, desapertar os parafusos (Pos. 49) destravando a Rosca da


Carcaça Superior (Pos. 02) no Anel de Ajuste (Pos. 03);

2) Desrosquear a Carcaça Superior e retirá-la da máquina, colocando-a em uma superfície


plana;
3) Apoiar a Carcaça Superior em calços para facilitar a retirada do revestimento pela parte
inferior;

4) Retirar o contrapino (Pos. 179) e a Trava da Porca da Cunha (Pos. 40). Desapertar as seis
porcas (Pos. 174) para retirada das Cunhas (Pos. 39) juntamente com os Parafusos (Pos.
86) e o Anel de Apoio (Pos. 41);

5) Bater na flange do Revestimento da Carcaça Superior para despregá -lo da carcaça;


6) Remover toda a resina da Carcaça Superior com lixadeira (nunca usar solvente) para
facilitar a aderência da nova resina;

7) Fazer a colocação do novo revestimento na Carcaça, procedendo de maneira inversa a da


retirada e ajustando o revestimento à carcaça. Recoloque o Anel de Apoio (Pos. 41), os
Parafusos (Pos. 86) com as porcas (Pos. 174) e as Cunhas (Pos. 39) deixando folga para
ir ajustando gradativamente por igual.

N.B.: Na flange do topo do revestimento, em sua periferia externa, existem seis


reentrâncias (tipo onda) onde deverão estar as cunhas em sua parte mais baixa para que
haja o travamento, evitando que o revestimento gire ou solte quando em trabalho.

As cunhas fixam o revestimento por compressão, portanto, ao desatarraxar as porcas


(Pos. 174), as cunhas deslizam para frente, levantando e comprimindo o revestimento
contra a carcaça.

8) Feita a fixação do Reve stimento, recolocar as Travas (Pos. 40) e contrapinos (Pos. 179),
como mostra a página 21 do manual;
9) A colocação da resina, com enchimento total até a borda inferior do Anel de Apoio,
deverá ser feita em vários pontos para que haja preenchimento por igual, pois se houver
espaços vagos o Revestimento amassará no momento em que estiver britando. Deixar a
resina “curar” no mínimo 8 horas antes de operar a máquina novamente;
10) Recolocar a Carcaça na máquina novamente, fazer a regulagem desejada e, em seguida, o
travamento com os Parafusos (Pos. 49) no Anel de Ajuste (Pos. 03) – procedimento
inverso ao da desmontagem.
Folha N.º 29
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

Dados Gerais
BC-950B
Folha N.º 30
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02
Folha N.º 31
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

CONJUNTO DE MOLAS ALÍVIO

O britador cone 950 B , possue 8 conjuntos de 3 molas cada , para fazer o alívio quando da
entrada de corpos não britáveis o ou de esforços demasiado , evitando que danos maiores possa
ocorrer em alguma outra parte.
Estes conjuntos são montados com uma pré pressão , devendo serem colocado suas cargas
defenitivas quando de sua montagem no corpo do britador , e revizadas periodicamente , sendo
necessário ajusta – las caso encontrem – se soltas ou fora da dimensão do desenho anteriormente
mostrado.
Para conseguir –se a pressão pretentida deve –se apertar o varão nº 186 fazendo com que a
placa nº 184 comprima as molas . Molas soltas fazem o alívio do britador , com pouco esforço de
britagem , causando batidas entre o anel de ajuste e carcaça inferior . Com exesso de pressão não
fará o alívio podendo causar danos em alguma parte mecânica caso ocorra a entrada de material
não britável.
Folha N.º 32
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02
Folha N.º 33
MANUAL TÉCNICO Rev. MBC 12/02

REGISTRO DIÁRIO DE OPERAÇÃO DO BRITADOR


Folha N.º 34
MANUAL TÉCNICO Ref. MBC 12/02

REGISTRO DE TEMPERATURA /PRESSÃO E CONSUMO


SISTEMA HIDRÁULICO