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A Importância do Diálogo, da Amizade

e da Flexibilidade no Casamento
Leitura Bíblica: Tiago 1.19,20

• Pronto para ouvir;


• Tardio para falar;
• Tardio para se irar.

Diálogo: A palavra diálogo provém do vocábulo grego diálogos por intermédio do vocábulo
latino dialogu-. A palavra original grega foi formada pelo elemento dia-, que significa «por
intermédio de», e por logos, que significa «palavra». No conjunto, a palavra grega diálogos
significa «conversa» e «conversação».

“Os casais dizem que o primeiro problema que enfrentam no casamento é uma “falha de
comunicação”. E com razão. Para o casamento afundar ou flutuar, dependerá de como o casal
envia e recebe mensagens, de como cada um se expressa e compreende o que o outro diz. A
comunicação pode ser tanto um salva-vidas da intimidade no relacionamento quanto um peso
morto que o levará à morte” (Les e Leslie Parrot, “Casamento”)

Amizade: Joel Beeke, no livro “Amigos e Amantes: Como Cultivar a Amizade e a Intimidade no
Casamento”, fala sobre três verbos que nos ajudam a manter a amizade mesmo após vários
anos de casados: Lembrar, alimentar e resistir:
• Lembrar-se das bases da amizade no casamento;
• Alimentar a amizade no casamento;
• Resisitir às tentações da amizade no casamento.

“Vocês podem cultivar a capacidade de aceitar as críticas de seu cônjuge ou de fazê-las sem
ofender o outro, por meio daquilo que chamo de “princípio do sanduíche”. Comece pela fatia
de pão, por assim dizer, falando algo como: “Você é maravilhoso e eu aprecio muitas das suas
qualidades”. Então cite algumas qualidades que lhe agradem especialmente na pessoa. A
seguir, coloque uma fatia de carne, o recheio desse “sanduíche”, dizendo: “Mas tem uma coisa
que está realmente me preocupando. Sinto que você não parece se interessar em saber como
foi o meu dia, raramente me pergunta sobre isso ou, quando pergunta, não parece interessado
em ouvir minha resposta”. A seguir coloque a outra fatia de pão e diga: “Não me interprete
mal, não estou criticando você como pessoa. Estou apenas criticando uma coisa específica. Eu
te amo muito, e você tem muitas qualidades maravilhosas”. Se fizer isso, seu parceiro ficará
mais propenso a aceitar ou comer seu “sanduíche””.

Flexibilidade: Conta-se a história de um casal que estava completando bodas de diamantes,


sessenta anos de união. Devido à idade dos velhinhos uma TV local resolveu fazer uma
entrevista com o casal para saber o segredo da longevidade do seu casamento. Sem querer
permitir que a resposta de um influenciasse o outro, os produtores do programa resolveram
entrevistar cada velhinho separadamente para que cada um desse uma resposta espontânea
sobre as causas da longevidade do casamento.
Para fugir do óbvio, os dois velhinhos foram instruídos a citar outras qualidades além do amor,
pois era óbvio que sem amor o casamento sequer existiria.

O primeiro a ser entrevistado foi o esposo que, perguntado sobre quais seriam as grandes
qualidades que ele cultivou e que fizeram com que o seu casamento fosse duradouro, não
titubeou e respondeu:

- Não tenho dúvidas, as grandes qualidades são generosidade e dedicação. Por exemplo, eu
adoro comer o bico do pão, aquela parte mais durinha, mas desde que casei abri mão deste
prazer, eu sempre deixo o bico do pão para a minha esposa. Generosidade e dedicação fizeram
com que nosso casamento durasse tanto.

Em seguida a esposa entrou no estúdio para também gravar seu depoimento. A entrevistadora
lhe fez a mesma pergunta: “Quais as grandes qualidades que você cultivou para que o seu
casamento fosse um sucesso?”. Ela respondeu, também sem pestanejar:

- As qualidades que eu aprendi a cultivar nesses sessenta anos de convivência foram a


tolerância e o perdão. Por exemplo, eu odeio o bico do pão, mas o meu marido,
egoisticamente, deixa sempre o bico do pão para mim. Para não haver desavença eu me
submeto a comer algo que não gosto.