SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
AMANDADE ALMEIDA PIGORETTI
ANA PAULA RAMALHO DE OLIVEIRA
CLAUDELINA LILIA PEGORETE
KARLA STEFANY BOTELHO NAZARETH
MARCELA DE ARAÚJO GOMES
ANÁLISE DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR NOS ANOS
INICIAIS DO ENSINO FUDAMENTAL
Governador Valadares
2018
AMANDADE ALMEIDA PIGORETTI
ANA PAULA RAMALHO DE OLIVEIRA
CLAUDELINA LILIA PEGORETE
KARLA STEFANY BOTELHO NAZARETH
MARCELA DE ARAÚJO GOMES
Análise da base nacional comum curricular nos anos iniciais do
ensino fudamental
.
Organização e Didática nos Anos Iniciais do Ensino
Fundamental; Avaliação da Aprendizagem e Ação
Docente; Ensino de Ciências Naturais e Saúde
Infantil; Educação de Jovens e Adultos; Prática
Pedagógica Interdisciplinar: Ensinar e aprender na
educação de Jovens e Adultos; Estágio Curricular
obrigatório I: Educação Infantil; Seminário
Interdisciplinar VI; Orientadores: Jackeline
Rodrigues Gonçalves Guerreiro Mari Clair Moro
Nascimento Mirela Ramos Moimaz Juliana Bicalho
de Carvalho Barrios Vilze Vidotte Costa Natalia
Germano Gejão Dias Natália Gomes dos
Santos/Vilze Vidotte Costa.
Governador Valadares
2018
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 3
2 O QUE É A BNCC? ............................................................................................. 4
3 QUAL AFINALIDADE DO BNCC? .......................................................................... 5
4 QUAIS OS FUNDAMENTOS LEGAIS E PEDAGÓGICOS QUE EMBASAM A
BNCC? ........................................................................................................................ 6
5 O QUE A BNCC RETRATA ACERCA DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO
FUNDAMENTAL. ........................................................................................................ 7
6 QUAL O PAPEL DO PROFESSOR ENQUANTO MEDIADOR NO PROCESSO DE
APRENDIZAGEM. ...................................................................................................... 8
7 CONCLUSÃO ......................................................................................................... 9
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 10
3
1 INTRODUÇÃO
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um dos assuntos mais falados
na Educação ultimamente. O maior objetivo do documento é garantir a equidade, por
meio da definição das competências essenciais para a formação do cidadão em cada
ano escolar. A terceira versão foi divulgada no dia 6 de abril de 2017 e os estados e
municípios terão dois anos após a homologação para elaborar os próprios currículos.
São os currículos que vão definir como os objetivos de aprendizagem estabelecidos
devem chegar aos estudantes nas salas de aula.
O texto define os conhecimentos essenciais, direitos e objetivos de
aprendizagem de todos os estudantes do país. Para o MEC, a existência de um
documento como esse garantirá a equidade dos conhecimentos trabalhados em todos
os municípios e estados. A expectativa é que processos de transferência de alunos
entre escolas do país não interfira no seu processo de aprendizagem. “A Base
estabelece conhecimentos progressivos que devem ser trabalhados ano a ano na
Educação Básica. Ela vai organizar o sequenciamento dos conhecimentos e suas
habilidades”, diz Ricardo Coelho, diretor de programas do MEC.
Apresenta uma organização pedagógica, definida em quatro áreas:
linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas . Também
estabelece que a integração entre os componentes de uma mesma área do
conhecimento e entre as diferentes áreas deve ser definida pelos temas integradores.
Esses são compreendidos como questões que atravessam os campos de
experiências e se constituem pelos sujeitos em seus contextos de vida e atuação
e que intervêm no processo de construção de identidade e no modo como interagem
com outros sujeitos.
4
2 O QUE É A BNCC?
A Base Nacional Comum Curricular é um documento que determina os
conhecimentos essenciais que todos os alunos da Educação Básica devem aprender,
ano a ano, independentemente do lugar onde moram ou estudam. Todos os currículos
de todas as redes públicas e particulares do país deverão conter esses conteúdos
O que acontece hoje é que cada escola ou rede de ensino define que
conteúdo ensinar em qual momento. Não há garantia de que todos os alunos estejam
aprendendo o mínimo necessário para seu desenvolvimento em cada ano escolar. A
partir da implementação da Base Nacional Comum Curricular, o sistema educacional
deve ficar mais justo para com os cidadãos brasileiros. Além disso, há um grande foco
em desenvolver competências e não somente aprender ou decorar conteúdos.
A BNCC foi construída em um processo colaborativo e democrático,
liderado pelo Ministério da Educação (MEC), que foi iniciado em 2015. A primeira
versão do documento passou por uma consulta pública (entre setembro de 2015 e
março 2016), quando recebeu mais de 12 milhões de contribuições. A segunda versão
foi analisada por gestores, professores e alunos de todos os estados, em seminários
organizados pela União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e pelo
Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Mais de 9 mil
recomendações foram sistematizadas. A partir delas, o MEC finalizou a terceira e
última versão.
Cada município deve definir seu currículo. A BNCC trará o essencial que todos
os currículos, de todas as redes, deverão ensinar. Cada rede poderá incluir, além do
que determina a BNCC, os conhecimentos regionais que julgarem pertinentes.
5
3 QUAL AFINALIDADE DO BNCC?
A Base Nacional Comum Curricular na política educacional do MEC tem a
finalidade de promover tanto o controle da aprendizagem dos estudantes, como dos
professores e da própria escola. Neste processo, o que é relevante para esta política
é a geração dos chamados objetivos de aprendizagem (os chamados “direitos de
aprendizagem”).
É pensando nesta finalidade, que a BNCC já nasce com seus objetivos
escritos de uma determinada forma, bem como são “catalogados”.
Primeiro os objetivos serão convertidos em “descritores”, depois serão
elaborados itens de teste de variados graus de dificuldade (pela teoria da resposta ao
item) que serão pré-testados (calibração de itens). Os que passarem nos testes de
campo, vão para um Banco de itens – aos milhares. Na época de avaliação, são
escolhidos itens segundo certos critérios que formarão uma “prova”. Com o código
acima (o DNA do objetivo) e o número do ítem usado, bem como os dados de
aplicação nas escolas, todo este processo de produção mantém a identificação entre
as respostas dos alunos aos itens de teste usados nas provas em uma determinada
escola e os próprios objetivos da BNCC.
O efeito deste procedimento é a produção de um estreitamento curricular
sobre a sala de aula, com os professores estudando exames anteriores para tentar
identificar algum padrão ou procurando limitar os processos de aprendizagem a
objetivos de aprendizagem estreitos e que podem ser treinados em simulados.
A equipe gestora será a responsável por apresentar a BNCC para o corpo
docente, ajudando-o a interpretar o documento e pensar conjuntamente como
transformar os conteúdos da Base e as propostas curriculares das redes em um
currículo que esteja de acordo com a realidade da unidade, além de reformular o PPP
e auxiliar na estruturação do planejamento diário dos professores de acordo com as
novas diretrizes. Dentro desse contexto, outro campo de atuação do coordenador
pedagógico serão as formações continuadas dos professores para colocar em prática
a BNCC e os ajustes necessários no planejamento docente. Os gestores também
precisarão desenhar ações e estratégias para apoiar os alunos com defasagem em
relação ao que será exigido como conhecimento mínimo para aquela série de acordo
com a Base.
6
4 QUAIS OS FUNDAMENTOS LEGAIS E PEDAGÓGICOS QUE EMBASAM A
BNCC?
A BNCC está em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de
Educação (PNE). Este documento normativo aplica-se exclusivamente à educação
escolar, tal como a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), e está orientado pelos princípios éticos, políticos e
estéticos que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade
justa, democrática e inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes Curriculares
Nacionais da Educação Básica (DCN).
A Constituição Federal de 1988 , orienta para a definição de uma base
nacional comum curricular ao estabelecer, no art. 210, que “Serão fixados conteúdos
mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar formação básica
comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais” (BRASIL,
1988).
A LDB deixa claros dois conceitos decisivos para todo o desenvolvimento da
questão curricular no Brasil. O primeiro, já antecipado pela Constituição, estabelece a
relação entre o que é básico-comum e o que é diverso em matéria curricular: as
competências e diretrizes são comuns, os currículos são diversos. O segundo se
refere ao foco do currículo. Ao dizer que os conteúdos curriculares estão a serviço do
desenvolvimento de competências, a LDB orienta para a definição das aprendizagens
essenciais, e não apenas dos conteúdos mínimos a ser ensinados. Essas são duas
noções fundantes da BNCC.
7
5 O QUE A BNCC RETRATA ACERCA DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO
FUNDAMENTAL.
Para a implementação da BNCC com as turmas de ensino fundamental,
período de atendimento dos estudantes entre o 1º e 9º anos, a elaboração dos
currículos deve levar em conta:
– o desenvolvimento das dez competências gerais indicadas para toda a educação
básica, desde a educação infantil ao ensino médio, com progressão ao longo do
tempo;
– a abordagem das competências específicas e sua progressão durante os 9 anos
do ensino fundamental;
– o foco nos cinco componentes curriculares: linguagens, matemática, ciências da
natureza, ciências humanas e ensino religioso. É importante que o ensino dos
conteúdos ligados a cada um deles seja integrado.
Além disso, a construção dos currículos feitos para os anos iniciais (1º ao 5º
ano) e finais (6º ao 9º ano) também têm particularidades, o trabalho nos anos iniciais
deve ter articulação com as experiências na educação infantil e a valorização das
situações lúdicas de aprendizagem.
Os educadores precisam se debruçar para a valorização das diferentes
infâncias e adolescências, sabendo que os sujeitos estão em desenvolvimento e
fazendo um percurso na educação básica. Quanto menos rupturas e mais respeito
para os momentos de vida, especificidades e necessidades de cada idade, melhor. As
transições entre os anos iniciais e finais precisam ser contemplados nos currículos,
além do ciclo de alfabetização já no 1º e 2º anos (e não mais em três anos, como
indicado até então) e a correção da idade e ano (contribuindo com a aprendizagem
dos estudantes em defasagem).
8
6 QUAL O PAPEL DO PROFESSOR ENQUANTO MEDIADOR NO PROCESSO DE
APRENDIZAGEM.
Ao mediar as situações de ensino, o professor se coloca entre o aluno e a
aprendizagem. A primeira condição para que isso aconteça é a quebra do paradigma
do professor como detentor de todo o saber. É necessário, portanto, despir-se do
antigo papel e confiar na nova roupagem.
O professor não está à frente do conhecimento, nem atrás. Ele se dispõe no
meio da travessia, preocupa-se com uma escola viva, com um ambiente inovador e
educador. O tempo e o espaço tomam outra dimensão.
Conexão e colaboratividade são características importantes na atuação
docente sob essa perspectiva: aprendo com os pares, outros alunos, aprendo com
outras pessoas, dentro e fora da escola, conecto-me com o mundo e componho uma
rede de saberes sob a perspectiva humana e globalizada. Cabe aqui
um professor problematizador, em constante formação, que percorre o mesmo
caminho para atualizar-se e aprender. Investir na formação do professor e no
compartilhamento de práticas é fundamental no processo.
9
7 CONCLUSÃO
A Constituição Federal completa 30 anos a BNCC é um marco importante por
retomar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as Diretrizes Curriculares
Nacionais e o Plano Nacional de Educação (PNE), além de incorporar a diversidade,
os avanços sociais, a pluralidade, e os direitos e os objetivos de aprendizagem de
nossas crianças e adolescentes.
O resultado ideal do cenário que começa a se configurar é uma sociedade
com indivíduos capazes de tomar decisões mais autônomas, e antecipando as
perdas com o abandono escolar e a má formação nos níveis profissional e superior.
Em meio a altos índices de evasão e retenção estudantil, grandes taxas de distorção
idade-série e diferenças regionais na capacidade administrativo-financeira de
gerenciar os itinerários formativos previstos – linguagens e suas tecnologias,
matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, ciências
humanas, sociais e aplicadas e formação técnica e profissional – a população
questiona se a proposta conseguirá alcançar os ideais de redução das
desigualdades, ou se não passará de mais uma fantasia.
10
REFERÊNCIAS
ARCE, A.; BALDAN, M. A criança menor de três anos produz cultura? Criação
e reprodução em debate na apropriação da cultura por crianças pequenas. In:
ARCE, A.; MARTINS, L. Ensinando aos pequenos de zero a três anos. Campinas:
Alínea, 2009.
BRASIL. Base Nac ional Comum Curricular. Versão definitiva. . Disponivel em:
[Link]
Acesso em: 27/09/2018.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil:
promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto: Juarez de Oliveira. 4.
ed. São Paulo: Saraiva, 1990. 168 p. (Série Legislação Brasileira).
BRASIL. LEI N. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. LDB - Leis de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional. D.O. U. Brasília, 23 dez, 1996.