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Tema: Jesus, a videira verdadeira


Texto Base: João 15:1ss

Introdução
Cristo e seus discípulos haviam acabado de participar da Ceia. Ele anunciara que era mister a sua
partida, e prometeu que enviaria o Consolador para ser a invisível representação da sua presença. As
expressões de incompreensão e tristeza nos rostos dos discípulos levaram Cristo a dar-lhes a mais
simples ilustração da promessa do Consolador e da sua contínua presença entre eles, removendo o
temor da total separação com as palavras: ‘‘Eu sou a videira, vós as varas”.
A ilustração também serviu para ensinar-lhes que seu sucesso como obreiros cristãos dependia de
sua união com Ele.

1- A natureza da comunhão com Cristo (Jo 15:1-3)


a. A videira: Cristo - “Eu sou a videira verdadeira”
b. O agricultor: Deus pai – “Meu é o lavrador”
Deus é descrito como sendo Dono e Cultivador da vinha. Em cada etapa do crescimento, e
a cada estação do ano, o viticultor tem algo a fazer com suas videiras. E qual o seu propósito?
Tudo é feito na esperança de virem os frutos. Não havendo frutos, seu interesse entra em
colapso, e todos os cuidados se transformam em desperdício de tempo. Na realidade, os
ramos vazios podem até ser motivo para os vizinhos zombarem do viticultor.
Deus é como o viticultor. Não criou o mundo e os homens como vão passatempo. Criou-nos
a fim de que venhamos a produzir caráter e atos de seu agrado. E este o fruto que justifica
o trabalho e cuidados que Ele dedicou a nós. Caso contrário, a decepção de Deus será a que
se expressa em Isaías 5.4: “Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha
feito? e como, esperando eu que desse uvas, veio a produzir uvas bravas?"
Nossas vidas e ações estão dando ao nosso Criador os frutos que Ele merece, depois de tudo
o que fez por nós?

1. Ele plantou a videira: Ele quem enviou seu Filho a este mundo para ser fonte de vida
2. Ele corta os ramos infrutíferos: Assim como se remove os ramos inúteis, também são
removidos os cristãos professos que não têm vida espiritual.
O ramo cortado fora da videira - e assim homem que quer viver para si mesmo. Será deixado
em frio isolamento. Nossa vida só pode ser vivida plenamente quando reconhecemos que
fazemos parte de um todo, e que não existimos na terra para levar adiante os nossos próprios
planos nem para acumular bens para nós mesmos, mas para promover causas que beneficiem
a todos e agradem a Deus. Foi este o juízo divino pronunciado contra a nação de Israel (Rm
11.17-21 – A oliveira e zambujeiro bravo)
Judas Iscariotes é exemplo destacado de alguém que foi cortado do convívio com Cristo
3. Ele limpa (poda) os ramos frutíferos: supor que os ramos frutíferos ficariam livres da
severidade, por serem motivos de satisfação para o Agricultor. No entanto, assim como
videiras boas são podadas sem hesitação, a fim de concentrarem a seiva nos cachos, também
os filhos de Deus muitas vezes recebem severas disciplinas a fim de se tornarem mais
eficazes na obra cristã.
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Mediante a aplicação da disciplina, o Pai remove da alma humana os empecilhos a vida e ao


crescimento - as ambições desta vida, a traiçoeira influência das riquezas, as concupiscências
da carne e as paixões da alma (Hb 12.6-11)
4. Os discípulos já estavam limpos!!! Tinham seguido os seus ensinos, estavam em comunhão
com Ele (Jo 13.8-11). João 15.3 e Salmo 1 19.9. Os ensinamentos administrados aos apóstolos,
quando Cristo repreendia seus erros, corrigia as suas falhas e purificava os seus motivos,
tinham poder para santificá-los.
Nós também podemos sentir o poder santificador da Palavra. Por exemplo, estamos
perturbados, com preocupações e temores? Então, um “banho” em Mateus 6.19-34 nos fará
bem. Estamos carregados com descrença e dúvidas? Devemos, então, tomar um bom
“banho” em Hebreus 11, para nos sentirmos cheios de fé e esperança.

c. Os ramos: os discípulos - “Vós sois os ramos”: Os discípulos são os meios através dos quais
o próprio Cristo produz o seu fruto neste mundo, sendo para Ele o que os ramos são para a
videira. Sua obra pessoal tinha sido treiná-los e, por assim dizer, transmitir-lhes a seiva da
divina vida e verdade, e a parte que lhes cabia era transformar a seiva em uvas. O Pai enviara
o Filho ao mundo a fim de dar vida, e o Filho já a transmitira aos seus discípulos; agora, na sua
ausência, a obra deles seria ceder ao Espírito e produzir fruto. Esta união de Cristo com seus
discípulos é espiritual, a união da vida divina com a vida humana; é real e vital, não sendo um
assunto de meramente se afiliar a alguma organização; é mútua, porque devemos consentir
em aceitar a união com ele; é muito estreita, não podendo haver união mais estreita do que
a união entre a videira e seus ramos.
“Porque nenhum de nós vive para si” (Rm 14.7). Os crentes, comparados aos
ramos da videira, não somente dependem de Cristo, como também uns dos
outros. Devemos aceitar nossa situação de ramos porque não podemos nos
separar e formar nossas próprias raízes.

2- A importância da Comunhão com Cristo (Jo 15:4-6)


a. A razão. “Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto” (v.5) O fruto é a propagação
do Evangelho e a conquista de almas. Inclui-se a santidade pessoal (G1 5.22,23), que é um
dos meios de produzir frutos, conservar e desenvolver a obra de Deus. Dar fruto, ou seja,
produzir reais resultados espirituais, é o propósito da religião de Cristo e, portanto, o teste
prático da sinceridade c capacidade espiritual dos que dizem ser seus discípulos.
b. A advertência. “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e
os colhem e lançam no fogo, e ardem”. Note quão gradual e progressivo é este processo:
falta de fruto, secar, ser lançado fora, ser apanhado, ser queimado.

3- Os Resultados da Comunhão com Cristo (Jo 15.5,7,8)


a) Quanto aos discípulos.
1) Os que permanecem em Cristo dão fruto genuíno e abundante. A vida de Cristo na alma
do crente produz resultados marcantes e reais.
2) Sucesso na oração. “Se vós estiverdes em mim [conservando a comunhão com Cristo], e
as minhas palavras estiverem em vós [se os ensinamentos de Cristo controlam nossos
pensamentos e ideias até se transformarem em nossa orientação e inspiração], pedireis
tudo o que quiserdes, e vos será feito”.
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Unidos com Cristo, pedimos em nome dele, ou seja, de acordo com a sua vontade, e
conforme os melhores interesses do seu Reino e do nosso bem espiritual
A disposição de Deus quanto a responder às nossas orações é um convite a pedir. Sugerem se
as seguintes condições, para que a oração possa ser atendida por Deus:
1. A glória do Pai (Jo 14.13). Nenhuma oração tem possibilidade de chegar à fruição se
não for inspirada pelo desejo de fazer com que o Pai seja conhecido, amado e adorado;
Deus honra aos que o honram.
2. Em nome de Cristo (Jo 14.13). Nas Escrituras, o “nome” representa a “natureza”. Orar
em nome de Cristo e orar conforme nos inspira nossa natureza cristã, e não nosso
próprio-eu carnal. Orar em nome de Cristo é orar no Espírito de Cristo.
3. Permanecendo em Cristo (Jo 15.7). Quando permanecemos com Cristo em comunhão
diária, a unção (“seiva”) do Espírito Santo, aprofundando nossa comunhão com o
Senhor invisível, produzirá em nós desejos e petições semelhantes aos que Ele
incessantemente apresenta ao Pai. Ele nunca poderá pedir coisas que não seriam
apropriadas ao Pai conceder.
4. A conformidade com os ensinos de Cristo. “Se... as minhas palavras estiverem em
vós”. Os ensinos de Cristo são como juízes, examinando cada petição antes que
cheguem ao Mestre. Por exemplo, uma petição egoísta seria devolvida com o
pronunciamento: “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça”. Uma oração
manchada por sentimentos de má vontade pode ser retificada com a injunção:
“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. A oração em nome de
Cristo deve conformar-se aos seus ensinos.
5. A oração deve relacionar-se com nosso serviço cristão (v. 16). A oração atinge o nível
mais alto quando tem a finalidade de nos ajudar a servir aos outros na propagação do
Reino de Deus.
3) O discipulado completo. “E assim sereis meus discípulos”. Discípulos, não meramente em
palavras, mas na realidade.
b) Quanto ao Pai. “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto”. O agricultor é respeitado,
e sente-se satisfeito quando a lavoura dá bons frutos. Quando os crentes vivem e colaboram
como devem, são testemunhas vivas da realidade e do poder de Deus e de Cristo. O que
acontece quando os crentes fracassam? Reprovação de Deus!!!

4- O Padrão da Comunhão (Jo 15.9,10)


a) O padrão do amor: “Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu
amor”. E como se Jesus dissesse: “Vocês observaram como o Pai tem ficado comigo durante
meu ministério na terra, e como seu amor me tem acompanhado desde o Céu até à terra.
Assim também é grande e terno o meu amor por vocês. Vivam de modo que nada venha
impedir a continuação deste derramamento de amor celestial cm suas vidas”.
b) O padrão de obediência: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu
amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço
no seu amor”. A obediência e o segredo de permanecer no amor de Cristo. O Senhor nunca
incumbiu os discípulos de qualquer dever que Ele mesmo não se dispusesse a cumprir.
Portanto, aponta para o exemplo da sua própria obediência aos mandamentos do Pai.

5- Os Frutos da Comunhão com Cristo


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a) A plenitude da alegria: No versículo 11 explica-se o duplo motivo dos ensinos de Cristo


quanto à frutificação:
1. “Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós” (11). A continuação
do júbilo cristão no coração do crente depende de uma vida frutífera. Mesmo naquela
hora, Cristo sentia júbilo por seus discípulos, embora espiritual- mente imaturos,
assim como o agricultor se sente satisfeito com os cachos de uvas quando ainda são
pequenos, verdes e sem valor comestível, vendo neles a promessa das uvas maduras.
Cristo transmite sua alegria aos discípulos: a alegria da comunhão com Deus, da
perfeita obediência, do perfeito amor, da abnegação c da dedicação.
2. “E o vosso gozo seja completo”. A perfeita alegria é dada àquele que frutifica para
Cristo. E o servo fiel que ouvirá as palavras: “Entra no gozo do teu Senhor”.
b) O mandamento do amor: “O meu mandamento c este: Que vos ameis uns aos outros, assim
como eu vos amei”. O Senhor quer ensinar a seus discípulos que permanecer no amor uns
dos outros é quase tão necessário ao seu bem espiritual como o fato de cada um deles
permanecer nEle pela fé. As divisões, partidarismos e ciúmes teriam efeitos fatais na sua obra.
O padrão: “assim como eu vos amei”. Cristo amou seus discípulos com amor forte, terno,
paciente, perseverante e sacrifical, ao ponto assim descrito: “Ninguém tem maior amor do
que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”.
c) A amizade de Cristo: "Vós sereis meus amigos”. Segundo a Lei, o relacionamento entre Deus
e seu povo era o de senhor para com os seus servos. O Senhor Jesus passou a estabelecer um
novo relacionamento, que acrescenta divinal dignidade àqueles que trabalham por Ele: "Se
fizerdes o que eu vos mando”. Geralmente o senhor dá ordem aos servos, c não aos amigos;
Cristo, porém, não pode ser despojado da sua autoridade: Ele é nosso Amigo, e também o
nosso Rei. O resultado da amizade: “Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o
que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai
vos tenho feito conhecer”. A intimidade da conversação é sinal da amizade. Cristo linha
revelado seu coração aos discípulos, contando-lhes algumas das coisas mais profundas dos
planos divinos (cf. Ex 33.1 1).
d) O conhecimento da eleição divina: “Não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós”.
A eleição refere-se ao fato de ser escolhido por Deus. Cristo chamou seus discípulos de
amigos, mas longe estava de colocá-los cm pé de igualdade com Ele. Suas palavras aqui
mostram que sua posição de amigos não decorre de qualquer merecimento da parte deles, e
sim dos graciosos propósitos de Cristo. Tudo quanto são e serão, devem-no ao seu Senhor.
Note os propósitos da eleição: “E vos nomeei, para que vades”. Foi seu plano que fossem
pregar o Evangelho, saindo por toda parte (Ml 28.19,20). “E deis fruto”, o que se refere
principalmente a ganhar almas e aos eleitos do seu ministério. “E o vosso fruto permaneça”.
Seu ministério deve produzir resultados permanentes. “A fim de que tudo quanto em meu
nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda”. Os crentes podem ter a certeza de que tudo quanto
precisam para produzir frutos espirituais está ao seu alcance mediante a oração. Pedir em
nome de Cristo significa pedir de acordo com a sua vontade, dependendo da sua intercessão
em nosso favor, e em prol dos mais altos interesses do seu Reino.