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A poluição das águas pode ocorrer de forma pontual ou difusa.

A pontual é aquela cujas


fontes são passives de serem identificadas, tais como unidades habitacionais, indústrias,
etc. Uma fonte é dita pontual quando se restringe a um simples ponto de lançamento de
modo que seja possível determinar a sua localização.
A caracterização de fontes poluidoras é realizada através da avaliação qualitativa e
quantitativa dos efluentes líquidos gerados pelas indústrias, estações de tratamento de
esgotos, aterros sanitários ou plantas de incineração de resíduos, de maneira a possibilitar
a avaliação do possível impacto do lançamento no corpo receptor bem como o
atendimento a legislação ambiental, no que diz respeito aos padrões de emissão e de
qualidade do corpo receptor.
Para a caracterização dos efluentes gerados em uma indústria, são necessárias as seguintes
informações: Período de funcionamento da empresa, Número de funcionários,
Fluxograma do processamento indústria, Planta da fábrica, Matérias primas, Produção,
Uso da água, efluentes gerados, Sistema de tratamento de efluentes, Condição de
funcionamento dos equipamentos, Condições de gerenciamento.
Características dos Esgotos Domésticos
As características dos esgotos dependem de sua fonte de geração, ou seja, do uso que foi
dado à água, de condições sócio-econômicas e hábitos da população e ainda de condições
climáticas, sendo formado por aproximadamente 99,9% de água e 0,1% de impurezas,
que podem ser de natureza física, química e biológica.
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ANA 2017 – Atlas esgoto
A situação do atendimento da população brasileira com serviços de esgotamento sanitário
pode ser caracterizada da seguinte forma: 43% é atendida por sistema coletivo (rede
coletora e estação de tratamento de esgotos); 12% é atendida por solução individual (fossa
séptica); 18% da população se enquadra na situação em que os esgotos são coletados, mas
não são tratados; e 27% é desprovida de atendimento, ou seja, não há coleta nem
tratamento de esgotos. Desse modo, 96,7 milhões de pessoas não dispõem de tratamento
coletivo de esgotos
A parcela da carga total de esgotos gerada nas cidades brasileiras que alcança os corpos
d’água é denominada carga remanescente.
Das 9,1 mil toneladas de DBO geradas diariamente pelos esgotos da população urbana
do País, 5,6 mil toneladas são coletadas e deixam de circular a céu aberto (61%). Parte do
montante coletado (1,7 mil t DBO/dia) não é submetido a qualquer tipo de tratamento,
enquanto cerca de 3,9 mil toneladas são encaminhadas para tratamento coletivo, onde
uma parcela da carga orgânica (DBO) é removida nas ETEs com diferentes níveis de
eficiência.
Relacionado a qualidade da água
O Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil publicado em 2015 mostrou
que 21% dos pontos de monitoramento localizados em corpos d’água próximos a áreas
urbanas resultaram num Índice de Qualidade das Águas – IQA ruim ou péssimo, enquanto
para todo o universo de pontos monitorados os resultados ruim ou péssimo foram cerca
de 7% é possível identificar uma grande ocorrência de trechos de rios em
desconformidade principalmente na região semiárida e nas UARHs de maior contingente
populacional, notadamente na porção leste do País.
Por outro lado, a menor ocorrência de trechos em desconformidade se dá na Região
Hidrográfica Amazônica, que concentra 53% da vazão disponível no Brasil e apenas 13
milhões de habitantes (7% da população brasileira). Para efeito de comparação, o Sudeste
concentra uma população 6 vezes maior que a do Norte e dispõe de apenas 4% da
disponibilidade hídrica do País. Esta distribuição desigual, afeta diretamente a qualidade
dos corpos hídricos.
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Efluente Industrial
Ainda segundo os dados disponibilizados pelo Grupo, o descarte ilegal estimado é de
2,72m³ por segundo, podendo chegar até 3,10 m³ por segundo. O efeito poluidor de
2,72m³ de resíduos industriais descartados por segundo são equivalentes a 18,1m³ de
esgoto doméstico por segundo, equivalendo ao esgoto gerado por uma cidade de 19,1 mil
habitantes. Ou seja, os efeitos poluentes dos resíduos industriais são 7 vezes maiores que
os resíduos domésticos. Esse valor equivale a 26 piscinas olímpicas cheias de esgoto por
hora!
Em 2012, por exemplo, o Ministério Público ajuizou em outubro uma ação contra uma
concessionária pública de São Paulo, no valor de R$ 11,5 bilhões em função do
lançamento de esgoto sem tratamento nos rios e represas da região metropolitana de São
Paulo.
Resolução CONAMA 430/2011 para o descarte direto e indireto nos cursos hídricos
As indústrias respondem por cerca de 22% do consumo total de água, utilizando grandes
quantidades de água limpa. O uso nos processos industriais vai desde a incorporação da
água nos produtos até a lavagem de materiais, equipamentos e instalações, a utilização
em sistemas de refrigeração e geração de vapor. Dependendo do ramo industrial e da
tecnologia adotada, a água resultante dos processos industriais (efluentes industriais)
pode carregar resíduos tóxicos, como metais pesados e restos de materiais em
decomposição. Estima-se que a cada ano acumulem-se nas águas de 300 mil a 500 mil
toneladas de dejetos provenientes das indústrias. Engana-se quem pensa que apenas as
indústrias químicas são grandes poluidoras. Uma fábrica de salsichas, por exemplo, pode
contaminar uma área considerável, se não adotar um sistema para tratar a água usada na
lavagem dos resíduos de suínos. Quando a água contaminada é lançada nos rios e no mar
pode provocar a morte dos peixes. Mesmo quando sobrevivem, podem acumular em seu
organismo substâncias tóxicas que causam doenças, se forem ingeridos pelos seres
humanos.
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IBGE investiga o meio ambiente de 5.560 municípios brasileiros.
 Poluição de água afeta 77% dos municípios do Rio de Janeiro
A poluição da água atinge 38% dos municípios brasileiros, principalmente os mais
populosos. Entre junho de 2001 a junho de 2003, esses 2.121 municípios registraram
ocorrência de poluição freqüente nas águas dos rios, lagos, enseadas, represas, açudes,
baías, nascentes, águas subterrâneas etc.
A proporção de municípios afetados por poluição das águas é maior no Sul (45%) e
Sudeste (43%). Os estados que mais registraram essa ocorrência foram: Rio de Janeiro
(77%), Amapá (69%), Espírito Santo (60%), Pernambuco (56%) e Santa Catarina (55%).
No outro extremo, Piauí (7%), Tocantins (12%), Acre (18%), Amazonas (19%) e Mato
Grosso (25%) apresentaram as menores proporções.
O despejo de resíduos industriais, óleos ou graxas (inclusive derramamento de petróleo)
foi apontado por 521 municípios como uma das principais causas de poluição da água.
No Sudeste (31%) foi verificada a maior proporção desses municípios, seguida de perto
pelo Norte (28%). Rondônia (45%), Espírito Santo (43%), Rio de Janeiro (41%) e Sergipe
(39%) apresentaram as maiores proporções.
Os elevados percentuais encontrados no Espírito Santo e Rio de Janeiro se devem, em
grande parte, à exploração de petróleo. Por outro lado, o Piauí não registrou nenhuma
ocorrência desse tipo e Paraíba (8%), Alagoas (9%) e Bahia (12%) registraram os mais
baixos percentuais.
 Poluição das águas é problema para 38% dos municípios da Bacia do São
Francisco
Segundo o Suplemento de Meio Ambiente, 191 municípios da Bacia do Rio São
Francisco (38% do total) registraram poluição da água: 116 em Minas Gerais, 24 em
Pernambuco e 31 na Bahia.
As causas mais assinaladas pelos gestores ambientais da bacia para a poluição hídrica
foram: esgoto doméstico (76%), disposição inadequada de resíduos sólidos (36%) e
agrotóxico ou fertilizante (34%). Em nível nacional, as causas mais apontadas entre os
municípios com poluição da água foram as mesmas, com percentuais de 75%, 39% e
42%, respectivamente.
Outra causa apontada com grande freqüência para a poluição das águas foi o uso de
agrotóxico ou fertilizante, principalmente no oeste da Bahia, no Pólo Agroindustrial de
Barreiras, englobando os municípios de Jaborandi até Barreiras, e no norte, na região de
Sento Sé, Itaguaçú, Juazeiro e Curaçá, pertencentes ao Pólo Agroindustrial de
Petrolina/Juazeiro.