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Orientações:

Inicie uma roda de conversa com os alunos, questionando-lhes sobre os possíveis assuntos ou
acontecimentos que poderiam ser noticiados em um jornal e por quê. (Espera-se que os alunos percebam
que fatos corriqueiros, comuns, podem ser noticiados, desde que sejam de interesse de um determinado
grupo ou comunidade).
Após ouvir suas colocações, proponha uma análise das ilustrações apresentadas, questionando-lhes por que
um garoto espirrando, um jogo de futebol, um caracol, um rio ou um avião, por exemplo, poderiam vir a ser
assunto de uma notícia. Os alunos poderão associar a imagem do garoto a uma notícia que fale sobre uma
epidemia de gripe, por exemplo. A foto do jogo poderia compor uma notícia sobre um campeonato ou sobre
o aumento do número de meninas jogadoras de futebol. O molusco pode representar uma praga prejudicial
à lavoura, uma doença por ele transmitida ou a extinção de uma espécie, enquanto a imagem do rio poderia
noticiar enchentes ou de algum problema ambiental. Já a imagem do avião poderia virar notícia se
apresentasse um novo modelo desse meio de transporte ou divulgasse um acidente aéreo.
 Apresente a imagem de abertura da notícia para os alunos. Deixe que analisem a
imagem, a legenda e o título e formem sua primeira impressão acerca do texto. Leia com
eles o título e o olho (subtítulo) da Notícia, relacionando-os às perguntas feitas
anteriormente: “Neste caso, por que a morte de um animal foi divulgada por meio de uma
notícia de jornal?”.
 Em seguida, faça questionamentos a fim de ativar seus conhecimentos acerca do gênero
Notícia, sua função e características: “Com base no que lemos no título, que informações
vocês imaginam que estarão presentes nesse texto? A quem pode interessar essa
Notícia? Quais os possíveis objetivos do jornalista ao escrevê-la? Onde, provavelmente,
ela foi publicada? Por quê?”.
 Após a predição, faça uma leitura compartilhada do texto, comentando-o a cada
parágrafo, a fim de garantir a compreensão leitora e esclarecer possíveis dúvidas de
vocabulário.
 Ao término da leitura, distribua uma cópia do texto 2 (Crônica Um Mundo Lindo, de Marina
Colasanti) para cada aluno e promova uma leitura compartilhada. Para acessar ou
imprimir esse texto, clique aqui.
 Questione os alunos acerca das palavras desconhecidas presentes no texto. Diante de
dúvidas dessa natureza, peça que a criança que apontou cada uma releia o trecho em
que ela aparece e incentive a descoberta do significado a partir do contexto.
 Pergunte aos alunos: “O que os dois textos têm em comum? Em que aspectos eles se
assemelham? E que diferenças podemos observar entre eles?”
 Questione, com relação ao segundo texto: “A quem pode interessar esse texto? Quem
são seus possíveis leitores? Quem escreveu esse texto? Quais os possíveis objetivos da
autora ao escrevê-lo? Onde, provavelmente, ele foi publicado?”.
 Apresente para os alunos a imagem da capa do livro no qual a crônica foi publicada, para
que possam apreciá-la. Explique-lhes que o livro é uma compilação de 25 crônicas, que
exploram temas como a destruição da natureza, miséria e violência, dentre outros. Nesse
momento, é importante suscitar uma reflexão acerca dos diferentes suportes comuns a
esse gênero: Além de um livro de crônicas, onde esse texto poderia ter sido publicado?
A capa está disponível aqui.
 Como fechamento da discussão, explicite que as conclusões a que os alunos chegaram
acerca do texto 2 são as características do gênero Crônica, e que esta é, portanto, a
classificação do texto Um mundo lindo.

MEIO AMBIENTE

Último rinoceronte-branco
do norte morre e espécie
entra em extinção
Sudan, que tinha 45 anos, era o último exemplar macho de sua espécie e sofreu eutanásia no Quênia após
contrair uma infecção irreversível

 REDAÇÃO GALILEU
20 MAR 2018 - 10H25 ATUALIZADO EM 20 MAR 2018 - 10H25
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Sudan morreu aos 45 anos de idade (Foto: Divulgação/Ol Pejeta)
Salvar
Último rinoceronte-branco do norte macho do planeta, Sudan morreu aos 45 anos
no Quênia em decorrência de uma infecção em sua pata direita traseira: por conta
da idade avançada, a doença progrediu de maneira irreversível e os veterinários
optaram pela eutanásia. Com sua morte, restam apenas fêmeas de sua espécie
— indicando que, ao menos em tese, esses animais entraram em extinção.
Em seus últimos anos de vida, Sudan tinha a companhia de três guarda-costas
armados com escopetas e rifles semiautomáticos.durante 24 horas por dia, sete
dias por semana. Ele vivia no Ol Pejeta Conservancy, área de proteção no Quênia.
Os seguranças tinham como missão afastar os caçadores que saíam em busca
do chifre de rinocerontes, vendido em países como o Vietnã por até US$ 100 mil
o quilo — mais valioso que ouro, por ter fama de curar doenças como o câncer.
Quando Sudan passou a viver na reserva ambiental, na década de 1970, existiam
ao menos 500 exemplares de rinocerantes-brancos do norte. Hoje, esse número
é de apenas dois exemplares. Enquanto campanhas para a preservação dos
rinocerontes-brancos que vivem na porção sul do território africano fizeram com
que a população desses animais aumentasse para mais de 20 mil exemplares, a
espécie de Sudan (considerada um pouco menor do que seus parentes do sul) só
minguou nos últimos anos.
Sudan era protegido por soldados (Foto: Divulgação)

SalvarO rinoceronte é considerado um dos cinco grandes animais da África, ao


lado do leão, do elefante, do búfalo e do leopardo. Além das espécies
rinoceronte-branco e rinoceronte-negro, existem também os rinocerontes-das-
índias, rinocerontes-de-sumatra e rinocerontes-de-java. Eles vivem em média 40
anos, em pradarias ou savanas, e chegam a pesar 1,5 tonelada.
Uma de suas características mais marcantes é o que os transforma em presa fácil
dos caçadores. Para demarcar território, os rinocerontes pisam nas próprias fezes
— uma pessoa treinada consegue segui-los facilmente por causa do rastro que
deixam.
Os caçadores, normalmente jovens pobres sem muita perspectiva de vida, atuam
à noite, de preferência sem arma de fogo, para não chamar a atenção das
autoridades. Usam tranquilizantes para deixar os animais apagados e machados
e serrotes para arrancar o chifre, que pode pesar até quatro quilos. Os
rinocerontes não morrem na hora, mas há relatosde turistas que cruzaram em
parques nacionais com um rinoceronte com o rosto totalmente desfigurado. Mas
ainda há um fio de esperança: cientistas planejam utilizar as informações
genéticas de Sudan para manipular embriões da espécie e realizar uma
inseminação artificial nas duas últimas exemplares de rinocerentes-brancos do
norte. A técnica nunca foi utilizada e não há certeza de sua eficácia. Melhor seria
se a conservação dos rinocerontes tivesse sido feita de outra maneira, há décadas
atrás..

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