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ESTADO DE SANTA CATARINA

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA DO CIDADÃO


POLÍCIA MILITAR
BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR RODOVIÁRIA

ACIDENTE

DE

TRÂNSITO
Com e Sem Vítimas
Confecção do BOAT
Envolvendo Produtos Perigosos
ÍNDICE
ASSUNTO PAGINA

INTRODUÇÃO 02

1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES......................................................... 03
04
2. ELEMENTOS ENVOLVIDOS EM ACIDENTE TRÂNSITO 05
3. LEVANTAMENTO DE ACIDENTE DE TRÂNSITO
4. LEGISLAÇÃO PERTINENTE 06
07
5. LEVANTAMENTO DO ACIDENTE DE TRÂNSITO- FINALIDADE 08
6. LEGENDAS/CONVEÇÕES 09
7. TIPOS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO - CONCEITOS 10
11
12
8. TIPOS DE PISTAS 13
Pista simples mão dupla 14
Pista simples com faixa dupla 15
Pista Dupla 16
Pista simples com varias faixas 17
9. TRAÇADO DA VIA 18
10. PROCEDIMENTOS NO ATENDIMENTO DO ACIDENTE 19
11. CONFECÇÃO DO BOAT NO LOCAL DO ACIDENTE – Local 19
Tipo de Acidente / pista / Pavimentação e Sinalização 20
Condições Gerais / Identificação dos veículos 21
Testemunhas / Observações 22
Áreas danificadas / Croqui 23
Croqui – elaboração 24
Declaração Sumária 25
Danos Materiais / Dados do Policial Militar 26
Vítimas – Dados e lesões 27
12. DANOS NOS VEÍCULOS - Resolução 25/98 e portaria 64/2001 28
Tabela de Pontuação para danos em veículo 29
Anexo I – Lei nº 5.970 de 11 de dezembro de 1973 30
Anexo II Lei nº 6.174 de 09 de dezembro de 1974 31
13. ACIDENTE DE TRÂNSITO COM PRODUTOS PERIGOSOS 32
14. TELEFONE DE CONTATO EM EMERGÊNCIA COM PROD. PERIG. 35

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Introdução

O conteúdo a seguir foi elaborado especificamente para o treinamento de


policiais Militares do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, a fim de ser utilizado
como suporte no atendimento de acidente de trânsito com e sem vítimas, acidentes
de trânsito envolvendo produtos perigosos e preenchimento do Boletim de
Ocorrência de Acidente de Trânsito – BOAT, baseando-se em legislações
pertinentes, para a execução da missão constitucional da PM, para o exercício de
polícia e atos do policiamento e fiscalização de trânsito.

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1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES

ACIDENTE DE TRÂNSITO: Acidente de trânsito é todo evento não premeditado, de


que resulte dano em veículo ou na sua carga e ou lesões em pessoas e ou animais, em que pelo
menos uma das partes está em movimento na via terrestre, ou áreas abertas ao público. Pode
originar-se, terminar ou envolver veículos em via pública (NBR nº 10.697/89).

ACOSTAMENTO: parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada a parada


ou estacionamento de veículos em caso de emergência, e a circulação de pedestres e bicicletas,
quando não houver local apropriado para esse fim.

AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO: Pessoa, civil pó Policial Militar,


credenciada pela Autoridade de Trânsito para o Exercício das atividades de fiscalização,
operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento.

AUTOMOVEL: Veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com


capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor.

AUTORIDADE DE TRÂNSITO: Dirigente máximo do órgão ou entidade executivo


integrante do Sistema Nacional de Trânsito ou pessoa Por ele expressamente credenciada.

AUTORIDADE POLICIAL: Pessoa que ocupa cargo e exerce funções policiais, Ex:
delegados de polícia, chefes de polícia, etc..

BORDA DA PISTA: Margem da pista podendo ser demarcada por linhas longitudinais
de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.

CALÇADA: Parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada a


circulação de veículos,reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, a implantação de
mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.

CAMINHÃO TRATOR: Veículo automotor destinado ao tracionar ou arrastar outro.

CAMINHONETE: Veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total até
3.500 kg de tonelada.

CAMIONETA: Veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga no mesmo


compartimento.

CANTEIRO CENTRAL: Obstáculo físico construído como separador de pistas de


rolamento.

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CIRCUNSCRIÇÃO DO ÓRGÃO EXECUTIVO DE TRÂNSITO: É a divisão
territorial administrativa criada ou mantida pelo Poder Público competente, onde o mesmo
exerce a competência que a lei que o criou lhe confere.

CONDUTOR: Pessoa que conduza um veículo automotor ou de outro tipo, incluindo os


ciclos, ou ainda que guiem por uma via, cabeça de gado isolado, rebanho, bando ou manadas.

DEPRESSÃO: É a área restrita, onde o nível é inferior ao nível médio da superfície que
a rodeia. (ABTN).

MEIO FIO: Obstáculo vertical ou inclinado implantado ao longo das bordas da pista,
que delimita a calçada e a própria pista. (ABNT)

PASSAGEIRO: Toda pessoa transportada por um veículo e que não integre a sua
tripulação. È também o usuário do transporte remunerado que paga passagem. (Decisão nº
135/74 do CONTRAN e Resolução nº 683/87 do CONTRAN).

POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO: Função exercida pelas Polícias


Militares com o objetivo de prevenir e reprimir atos relacionados com a segurança pública e de
garantir obediência às normas relativas a segurança de trânsito, assegurando a livre circulação e
evitando acidentes.

REBOQUE: Veículo destinado a ser engatado atrás de um outro veículo automotor.

SEMI-REBOQUE: Veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua unidade tratora ou


é ligado por meio de articulação.

TRIPULANTE: Pessoa transportada pelo veículo que, em virtude de vinculo


empregatício com a empresa transportadora, tem a seu cargo a condução ou manutenção do
veículo, as tarefas de fiscalização, a cobrança de passagens, o atendimento dos passageiros ou o
carregamento, descarregamento ou proteção da carga. (Resolução nº 683/87 do CONTRAN).

VIA: Superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista,
a calçada, o acostamento, ilha e canteiro central.

VÍTIMA DE ACIDENTE DE TRÂNSITO: Toda pessoa que sofre lesões físicas e/ou
perturbações mentais, em razão de acidente de trânsito, independente de sua culpa civil ou penal.

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2 ELEMENTOS ENVOLVIDOS

a) VEÍCULOS

O veículo está relacionado basicamente ao seu estado de conservação e segurança


(pneumáticos equipamentos obrigatórios sistemas de freios e direção deficiência de iluminação
etc). Vale salientar que Independente de casos fortuitos, as deficiências destas maquinas estão
estritamente ligadas ao homem.

b) O MEIO

Está relacionado aos fenômenos atmosféricos (chuva garoa neblina. Cerração etc) e ao
estado de conservação das vias (pavimentação sinalização. Engenharia de tráfego).

c) O HOMEM

Em sua maioria é o elemento que mais contribui para a existência do acidente seja como
condutor do veículo, pedestre ou passageiro, uma serie de fatores psicológicos adversos. Aliados
a imprudência imperícia e negligencia. Contribuem para a ocorrência dos acidentes.

3. LEVANTAMENTO DE ACIDENTE DE TRÂNSITO


Levantamento do local de acidente de transito é complexo A análise dos resultados e dos
vestígios constatados no local. Envolvem conhecimento de legislação de trânsito física.
Matemática. Engenharia de tráfego, etc.
O agente da Autoridade de trânsito tem grande responsabilidade o ato do atendimento do
acidente de trânsito e da confecção do Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito –BOAT,
para tanto se deve manter-se sempre atualizado no cumprimento da legislação vigente e das
técnicas que permitam a maior eficiência no atendimento de acidentes de trânsito, socorro às
vítimas, sinalização do local, remoção dos veículos, acionamento dos apoios e autoridades e
aplicação das medidas administrativas cabíveis, e principalmente na melhoria dos padrões de
segurança nos locais de acidentes.

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4. LEGISLAÇÃO PERTINENTE
Na legislação existente que relativo a acidente de trânsito, verifica-se a necessidade do
exame do local de acidente, verifica-se a preocupação de tais legisladores no pronto atendimento
das ocorrências, proporcionando a segurança necessária a população, bem como evitando
transtornos comuns nestes acontecimentos.

Art 6º, Inciso 1º do Código de Processo Penal ( Texto alterado pela Lei Nº 8.862, de 28 de
Maio de 1994):
Logo que tiver conhecimento da prática de infração penal, a autoridade
policial deverá:
I – Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e
conservação das coisas até a chegada dos peritos criminais.

Art 169 do Código de Processo Penal:


Para efeito de exame do local onde houver sido praticada a infração, a
autoridade providenciará imediatamente para que não se altere o estado das
coisas até a chegada dos peritos que poderão instruir seus laudos com
fotografias, desenhos ou esquemas ilustrativos.

Lei n° 5.970, de 11 de dezembro de 1973:


Anexo I

Art 12, alínea “a”, do Código de Processo Penal Militar:


Logo que tiver conhecimento da pratica de infração penal militar,
verificável na ocasião, a autoridade a que se refere o §2º do art. 10 deverá, se
possível:
Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e
situação das coisas, enquanto que necessário;

Lei n° 6.174, de 09 de dezembro de 1974:


Anexo II

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ATA NC 3.662 DA 7ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONTRAN DE 1994
O Conselho, tomando ciência por noticia de vários jornais de grandes
engarrafamentos de trânsito causados pela demora em serem periciados locais
em que ocorreram acidentes de trânsito, às vezes de pequena monta e sem
vítimas, ou às vezes com vítimas, mas que a manutenção do local inalterado,
colocam em risco a segurança dos demais usuários da via, resolve determinar aos
órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, DETRANs, DERs, DNERs e as
POLICIAS MIITARES, ADOS Estados e do Distrito Federal e a POLÍCIA
RODOVIÁRIA FEDERAL, que adotem mecanismos de pronto atendimento, para
a imediata desobstrução da via, conforme preceituam as Leis nº 5.970, de
11.12.73 e 6.174, de 09.12.74, que autorizem a imediata remoção das vítimas e
dos veículos envolvidos que estiverem no leito da via pública e prejudiquem o
trânsito. Observa ainda o Conselho, que no tocante aos acidentes de trânsito sem
vítimas, não há nada na legislação de trânsito ou Penal que justifique o não
desimpedimento imediato do local, com o pronto restabelecimento do fluxo de
tráfego e qualquer garantia probatória particular não pode sobrepor aos direitos
da comunidade de livre trânsito com segurança.

Parecer Nº 208/91, da procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina:

“I – A Polícia Militar é competente para atender e expedir Boletim de


Ocorrência em acidente de trânsito que exija a imediata remoção de pessoas ou
de veículo do local;”

Nota-se que todos os dispositivos legais permitem que a Polícia Militar


faca o atendimento de acidente de trânsito, com a expedição do respectivo
Boletim de Ocorrência de Acidente ele Transito (BOAT), mesmo com vítima,
desde que não haja condições de segurança e de trafego normal no local,
necessitando de uma ação imediata para a remoção das vítimas e veículos,
evitando-se transtornos a coletividade. Salienta-se, no entanto que locais onde
ocorreram crimes que não sejam de trânsito, devem ser preservados até o
comparecimento da perícia técnica, mesmo que sejam no leito da via e
prejudiquem o trânsito

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NBR nº 10.696, de Jun 89 - ABNT
Estabelece os símbolos gráficos a serem usados nos diagramas de acidentes de
trânsito e nos Boletins de Ocorrência em estudos e levantamentos de acidentes de
trânsito.

NBR nº 10.697, de Jun 89 - ABNT.


Define os termos técnicos utilizados na preparação e execução de pesquisas
relativas a acidente de trânsito e elaboração de relatórios.

NBR nº 12.898, de nov 93 - ABNT.


Fixa o relatório a ser empregado na coleta de dados estatísticos de acidente de
trânsito rodoviário e urbano, para fins de unificação nacional de coleta de dados e com
registro público das suas circunstâncias, causas e conseqüências.

5. LEVANTAMENTO DO ACIDENTE DE TRÂNSITO - FINALIDADE

a) PREVENÇÃO

Através do acidente estudo estatístico dos acidentes de trânsito, podemos verificar pontos
críticos em determinado trecho da via, identificando as deficiência para aplicação da
engenharia de trânsito se for o caso, ou intensificação de policiamento para controle de
excessos praticados por condutores/pedestres afim de reduzir os acidentes.

b) REPARAÇÃO

Através do Boletim de Acidente de Trânsito que as Partes envolvidas em um acidente


onde não houve acordo entre as partes, visando a instrução de processo penal para
ressarcimento de danos, bem como pagamento de despesas hospitalares decorrente de
internações/atendimento em virtude d acidente de trânsito.

c) INDENIZAÇÃO

O boletim de ocorrência de acidente de trânsito é peça importante e necessária para


processo de indenização de danos causados ou invalides contra a pessoa por ocasião do
acidente de trânsito através do seguro DPVAT.

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6. LEGENDAS/CONVENÇÕES

Automóvel
Ônibus ou caminhão

Veículo parado/estacionado

Veículos de 2 rodas
Marcha à Frente
Marcha à ré
Patinagem ou Derrapagem
Capotagem
Pedestre - Vítima
Animal
Local do acidente P.I.
Objeto Fixo
Antes do Acidente
Antes do Acidente
Diretriz 18/Cmdo Geral/88
NBR nº 10.696, de Jun 89 - ABNT

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7. TIPOS DE ACIDENTE DE TRÂNSITO - CONCEITOS

Conceitua-se acidente de trânsito “como qualquer alteração à normalidade do


funcionamento dos três componentes básicos do trânsito: HOMEM x VEÍCULO x VIA”.

a) ATROPELANENTO PEDESTRE/ANIMAL - É o acidente em que um pedestre ou


animal é atingido por um veículo (motorizado ou não motorizado).

b) COLISÃO TRASEIRA - É o acidente entre dois veículos em movimento, ambos no


mesmo sentido.

c) COLISÃO FRONTAL - É o acidente entre dois veículos em movimento, ambos em


sentidos opostos.

d) ENGAVETAMENTO – Acidente em que há o impacto de três ou mais veículos, num


mesmo sentido de circulação.

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e) ABALROAMENTO LONGITUDINAL (COLISÃO LATERAL) - É o acidente entre
veículos onde são atingidos longitudinalmente sendo que ambos estão em movimento,
este acidente pode acorrer no mesmo sentido ou em sentidos opostos.

f) ABALROAMENTO TRANSVERSAL (COLISÃO TRANSVERSAL) – Acidente


que ocorre transversalmente quando os veículos transitam em direção que se cruzam,
ortogonal ou obliquamente, geralmente ocorre em interseções e saídas de
estacionamentos.

g) CHOQUE – Acidente em que um veículo em movimento atinge um obstáculo fixo ou


móvel sem movimento, (Poste, defensa, muro, poste, etc.), inclusive outro veículo parado
ou estacionado.

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h) CAPOTAMENTO – Acidente quando o veículo em movimento gira sobre si mesmo,
em qualquer sentido, ficando com as rodas para cima, mesmo que momentaneamente.

i) TOMBAMENTO – Acidente quando o veículo em movimento tomba lateralmente ou


frontalmente.

j) SAÍDA DE PISTA – Acidente quando o veículo em movimento por qualquer motivo sai
da pista, podendo por muitas vezes ser seguido de uma outra situação. (seguido de
choque, capotamento, tombamento, atropelamento, etc..)

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k) QUEDA – Acidente em que há impacto em razão de queda livre do veículo, ou queda de
pessoas ou cargas por ela transportadas.

l) OUTROS - Qualquer outro acidente que não se enquadre em nenhuma das categorias
anteriores, (incêndio, soterramento, submersão, explosão, etc..).
NOTA: Ao assinalar esse tipo de acidente, deve ser descrito ao lado o tipo de acidente
através de uma interpretação do acidente ocorrido.

8. TIPOS DE PISTAS
PISTA – Parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada por
elementos separadores ou por diferença de nível em relação às calçadas, ilhas, ou aos canteiros
centrais.

a) PISTA DE MÃO ÚNICA – É aquele onde o trânsito só é permitido em um único


sentido (ABNT).

b) PISTA DE MÃO DUPLA – É aquele onde o trânsito é permitido simultaneamente em


ambos o sentido (ABNT)

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PISTAS SIMPLES MÃO DUPLA

1 Pista com 2 Faixas


Pista

Faixas

PISTAS SIMPLES MÃO ÚNICA

1 Pista com 1
Pista
Faixa

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PISTAS SIMPLES COM FAIXAS DUPLA

1 Pista com 2 Faixas

Pista

Faixas

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PISTAS DUPLA

Divisor de pista, obstáculo

Pistas

Faixas

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PISTAS SIMPLES COM 04 FAIXAS OU 02 FAIXAS EM CADA SENTIDO

Marcação viária, pintura.

Pista

Faixas

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9. TRAÇADO DE VIAS

DEPRESSÃO – Abaixamento do nível

LOMBADA – Elevação do nível

NÍVEL – Via alinhada (em nível)

RAMPA – Em aclive

RAMPA – Em declive

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10. PROCEDIMENTOS NO ATENDIMENTO DO ACIDENTE
As ações abaixo descritas podem variar de acordo com cada situação. Portanto
alguns procedimentos poderão ser suprimidos ou invertidos.

1 Segurança/sinalizar o local;
2 Socorrer as vítimas;
3 Precauções para evitar a extensão do acidente:
3.1 Desligar cabos da bateria se necessário;
3.2 Bloquear vazamento de combustível;
3.3 Postes com fios ou linhas energizadas;
3.4 Curiosos afastados;
4 Isolar o local (quando houver vitima fatal);
5 Comunicar as autoridades competentes ( quando houver vitimas fatais);
6 Marcação:
6.1 Ponto de impacto;
6.2 Posição de repouso final;
6.3 Indícios vestígios detritos;
7 Remoção dos veículos;
8 Limpeza da pista;
9 Liberação do tráfego;
10 Confecção do BOA T;
11 Prender em flagrante quem incorrer em crime;

Obs. Em caso de acidentes envolvendo Produtos perigosos os procedimentos adotados no


local do acidente não seguem as ações acima.

11. CONFECÇÃO DO B.O.A.T. NO LOCAL DO ACIDENTE.

11.1 DADOS GERAIS DO ACIDENTE


a) ENDEREÇO DO ACIDENTE
Localização, data e hora em que ocorreu o acidente;

b) TIPO DE ACIDENTE

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Enquadrar través do conhecimento técnico, o tipo de acidente;

c) PISTA
Assinalar os enquadramentos adequados para cada uma dos itens:
ESPECIE, ALINHAMENTO, INTERSECÇÕES, DEFICIENCIA.

d) PAVIMENTAÇÃO E SINALIZAÇÃO
Elencar a situação do local do acidente quanto a:
TIPO, ESTADO, SINALIZAÇÃO, SEMÁFORO.

e) CONDIÇÕES GERAIS

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Assinalar uma de cada das opções apresentadas.
TIPO DO LOCAL, TEMPO, LUZ, VISIBILIDADE, CIRCUNSTÂNCIAS EVENTUAIS.

11.2 IDENTIFICAÇÃO DOS VEÍCULOS E CONDUTORES ENVOLVIDOS


O formulário possui espaço para até três veículos, sendo caso haja acidentes com mais de
três veículos deverá ser acrescidas folhas necessárias a fim de identificar todos os veículos e
condutores.
- Os dados referentes ao Veículo/Proprietário, deverão ser extraídos do Certificado de
licenciamento Anual (CLA), ou do Certificado de Registro do Veículo (CRV). Dados
necessários para apuração de possíveis responsabilidades no âmbito judicial.
- Os dados do condutor, serão extraídos da Carteira Nacional de Habilitação (quanto
tiver), além de entrevista ao condutor, a fim de complementar os dados.
- Outras informações serão através de avaliação e procedimento do policial/Guarnição
que estive no atendimento da ocorrência e confecção do BOAT, quanto à Aparência,
Exame de Teor Alcoólico, Comportamento do Conduto.

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11.3 TESTEMUNHAS.
No atendimento do acidente a guarnição deve sempre arrolar testemunha, mesmo que não
sejam apresentadas pelas partes envolvidas, as guarnições deve questionar as pessoas para
verificar se alguma possa ar testemunho do acidente. Tendo testemunhas e prontificando-se a
testemunhar deve-se dar vistas e descrever no campo apropriado do BOAT, Nome completo,
Endereço e Telefone de contato, dados necessários caso seja requerida em juízo. (caso Haja
mais de duas testemunhas, poderão ser identificadas no campo observação).
Evitar, colocar ocupantes dos veículos envolvidos como testemunha, se o fizer deverá ser
registrado que era ocupante do veículo 1, 2, 3 etc...

11.4 OBSERVAÇÕES.
Neste campo deverão ser constados além dos itens acima descritos, dados que o
policial no atendimento do acidente achar conveniente para melhor esclarecimento do
acidente, bem como registrar se houve notificação lavrada, recolhimento do veículo,
encaminhamento para delegacia, se houve liberação do veículo, etc., ou seja, toda observação
que o policial achar necessário, deverá ser descrita neste campo.

11.5 ÁREAS DANIFICADAS.

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Neste local deverá ser registrado os locais afetados em cada veículo envolvido no
acidente, sendo assinalado com “x” os pontos afetado pelo sinistro, no qual deverá ser
consignado abaixo do veículo, em campo próprio a placa do veículo afim de melhor
identificação.
OBS: O policial responsável pelo registro neste campo deverá verificar minuciosamente as
áreas danificadas, afim de não registrar danos ocorridos em outras ocasiões que não seja a do
acidente em questão.

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11.6 CROQUI.
Podemos dizer que o croqui do acidente nada mais é do que a fotografia do cenário do
acidente, então se percebe a importância de se registrar o cenário com todos os detalhes
possíveis, pois muitas vezes pequenos detalhes esclarecem a responsabilidade de uma das
partes envolvidas.

As medidas efetuadas no levantamento do local do acidente devem ser registradas de forma


que as mesmas não se cruzam, pois podem causar conflito no entendimento para possíveis
questões judiciais para se apurar responsabilidade.
Mesmo se os veículos forem retirados da posição final do acidente, quer pelos
próprios condutores envolvidos, quer por policiais que primeiro chegaram no local do
acidente, mesmo assim deve-se registra o cenário do acidente, ou seja, o desenho da via, o
sentido dos fluxos, sinalizações existente, e com base na declaração dos condutores
envolvidos à colocação dos veículos na posição anterior ao acidente, (caso não haja
divergência).
As Simbologias e legendas a serem utilizadas no croqui deverão ser as relacionadas
na Diretriz 18 do Comando Geral, bem como as da NBR nº 10.696, de Jun 89 – ABNT.

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11.7 DECLARAÇÃO SUMÁRIA
O próprio campo já diz a declaração dos condutores envolvidos deve ser sumaria,
para tanto o policial que estiver confeccionando o Boletim deverá:
a) Escutar atentamente toda a declaração do condutor envolvido no acidente;
b) Detalhar os fatos constados de acordo com a versão de cada condutor, sem se
preocupara com a definição de responsabilidade;
c) Deve-se constar (sucintamente) apenas o descrito pelos condutores, mesmo que as
declarações não se coadunem com o cenário do acidente.
d) A declaração deve ser resumida, clara e objetiva. Sem eliminar dados
essenciais para o esclarecimento do acidente.
e) Após descrita a declaração o policial deve ler na integra ao declarante no qual
deverá, estando de acordo, apor sua assinatura devidamente identificada,
informando ao mesmo das responsabilidades civis e criminais por suas
declarações.

A Declaração deve ser:


Resumida, Clara e Objetiva.

Após a declaração deve-s ler na integra ao condutor declarante


e estando de acordo deve-se identificar e assinar

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11.8 DANOS MATERIAIS
Deve-se citar as avarias de cada veículo atentando-se para:
a) Utilizar os termos técnicos para descrição dos danos, observando a sua
localização;
b) Observar para que não sejam constados danos provenientes de outros eventos.
c) Utilizar expressões, amassado, quebrado, arranhado, arrancado. Etc...

11.9 DADOS DO POLICIAL MILITAR


Constar no campo apropriado o Nome, Posto/Graduação, Matricula e assinatura do(s)
policiais que atenderam a ocorrência.

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11.10 VÍTIMAS
Toda vítima de acidente de trânsito na internação ou atendimento hospitalar, as
despesas provenientes desse atendimento são ressarcidas pelo seguro DPVAT, com como
indenizações por incapacidade temporária ou permanente e morte.
Para tanto há necessidade dos dados citados na relação de vítimas serem os mais
exatos possíveis afim de eliminarem interrupção no processo de ressarcimento/indenizações
por divergência nos dados registrados pelo policial no atendimento do acidente, para tanto
deve-se atentar para alguns detalhes:
a) Identificar as vítimas do acidente, constando nome completo (sem abreviaturas),
idade, endereço. (os dados dentro do possível devem ser extraídos da carteira de
Identidade ou qualquer outro documento de fé pública);
b) Descrever com o Maximo de atenção afim de eliminar qualquer erro no
preenchimento dos dados.
c) Em caso da vítima já ter sido encaminhado ao Hospital/Pronto socorro, entrar em
contato (se possível pessoalmente) com o local para onde foi conduzido a vítima
para obter as informações precisas sobre os dados da vítima.
d) Verificar com os atendentes (Bombeiros), médicos, enfermeiros sobre o grau de
lesões das vítimas, bem como relatar o tipo de lesão sofrido por cada vítima.
e) Informar no Boletim para onde a vítima foi encaminhada e quem fez a condução.

OBS: Tal rigor é necessário visto a FENASEG, entidade que administra os recursos
provenientes do recolhimento do Seguro DPVAT, tem grande rigor no processo de
pagamento de despesas hospitalares e indenizações as vítimas de acidente de trânsito em
virtude de fraudes, portanto qualquer irregularidade nos dados declarados pelo policial no
Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito – BOAT, o mesmo é devolvido para as
devidas correções.

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12. DANOS NOS VEÍCULOS.

Resolução nº 25, De 21 de maio de 1998


Dispõe sobre modificações de veículos e dá outras providencias, previstas nos Arts. 98 e 106 do
Código de Trânsito Brasileiro.
.......................

Art. 9º Por ocasião do acidente de trânsito, os órgãos fiscalizadores deverão especificar no


Boletim d Ocorrência de Acidente de Trânsito – BOAT a situação do veículo envolvido em uma
das seguintes categorias:

I – Danos de pequena monta - Quando o veículo sofrer danos que não afetem a sua estrutura ou
sistema de segurança;

II – Dano de media monta - Quando o veículo sinistrado for afetado nos seus componentes
mecânicos e estruturais, envolvendo a substituição de equipamentos de segurança especificados
pelo fabricante, e que reconstituído, possa voltar a circular;

III – Dano de grande monta ou perda total - Quando o veículo for enquadrado no inciso III,
artigo 1º da Resolução 11/98 do CONTRAN, isto é, sinistrado com laudo de perda total.

Afim de regulamentar a Resolução acima, o DETRAN publicou a Portaria


64/DETRAN/ASJUR/2001, no qual atribui pontuação para danos causados na ocasião do
acidente de trânsito.

PORTARIA 064/DETRAN/ASJUR/2001.

Art 1º.............

Art 2º..............

Art 3º Em caso de sinistro que tenha acarretado danos de média e grande monta a autoridade de
trânsito deverá providenciar o bloqueio administrativo do documento, e informar ao proprietário
as ações necessárias para seu desbloqueio, de acordo com o anexo III desta Portaria, e o prazo
para que o mesmo informe ao DETRAN o destino a ser dão ao veículo (art 6º da Res. 11/98 e
art 11 da Res. 25/98 CONTRAN).

Art 4º..............

Art 5º..............

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Art 6º Os agentes fiscalizadores ou condutores, quando da ocorrência de acidente de trânsito,
deverão informar ao órgão de trânsito onde o veículo estiver registrado (CIRETRAN/CITRAN)
os dados de identificação do veículo e a descrição dos danos causados aos mesmos, através do
BOAT – Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito (Anexo I), conforme estabelece o art 9º
e seus incisos e o art. 10 da Res nº 25/98 CONTRAN.

Art 7º Os danos causados aos veículos automotores classificam-se em: (art 9º da Res nº 25/98
CONTRAN):
I – Danos de pequena monta;
II – Dano de media monta;
III – Dano de grande monta.

TABELA DE PONTUAÇÃO PARA DANOS EM VEÍCULOS ENVOLVIDOS EM


ACIDENTES COM SUA PONTUAÇÃO.
DANOS PONTOS
Para-Choque(s) 10
Capuz dianteiro ou traseiro 10
Farol/faróis/sinaleiras 10
Radiador/motor 30
Pára-brisa 10
Pára-lama(s) 10
Pneus 30
Rodas/suspensão 30
Sistema de direção 30
Portas 10
Colunas/capota 30
Tanque de Combustível (vazamentos) 20
Sistema de Freios (vazamentos) 20
Desalinhamento da Carroceria 60
Carenagem (motos) 10
Garfo(s) (motos) 30
Carroceria/Caçamba (veículo de Carga) 20
Longarina do Chassis (veículos de Carga) 60
Destruição total da cabine ( veículo de carga) 40

Até 30 pontos LEVE MONTA


De 40 à 200 pontos MÉDIA MONTA
Acima de 200 pontos GRANDE MONTA

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ANEXO I

30
ANEXO II

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13. ACIDENTE DE TRÂNSITO ENVOLENDO PRODUTOS PERIGOSOS.

Um acidente de produto perigoso é uma situação na qual um produto perigoso escapa


ou pode escapar para o ambiente que o rodeia, muitas das vezes por conseqüência de acidente de
trânsito envolvendo veículo (s) que transportam tais produtos, neste caso os acidentes adquirem
uma importância especial, uma vez que a intensidade de risco está associada à periculosidade do
produto transportado. Considera-se produto perigoso àquele que representa risco para as pessoas,
para a segurança pública ou para o meio ambiente, citados na resolução 420/2004 da ANTT, ou
seja, produtos inflamáveis, explosivos, corrosivos, tóxicos, radioativos e outros produtos
químicos que, embora não apresentem risco iminente, podem, em caso de acidentes, representar
uma grave ameaça à população e ao meio ambiente.
Ao se depararem com acidente envolvendo Produtos Perigosos, deve-se seguir um
procedimento a fim de garantir a sua própria segurança e segurança de terceiros. Nos quais são:

AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO ACIDENTE, OBSERVANDO O SEGUINTE:


a) Aproximar-se da cena cuidadosamente, mantendo-se sempre de costas para o vento e
de frente para o evento;
b) Manter-se inicialmente a uma distância mínima de 100 metros do local do acidente, até
que se consiga identificar o produto, mais sabe que é acidente com Produto Perigoso;
c) Identificar o Produto Perigoso através do Número da ONU, descritos nos Painéis de
Segurança afixados ao veículo, ou outro meio possível disponível;
d) Acionar os órgão especializados em auxilio ao acidente. DEFESA CIVIL,
BOMBEIROS, FATMA, ABQUIM. ETC..

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e) Verificar a existência de vazamentos, incêndios, liberação de gases ou vapores, e
existência de vítimas. Não se aproximar do veículo sem não conhecer o produto;
f) Não socorrer vítimas sem antes ter certeza de que não estão contaminadas;
g) Fazer isolemanto inicial do local do acidente, impedindo a entrada ou saída de qualquer
pessoa;
h) Não usar sinais luminosos, fogo ou qualquer fonte de calor e ignição na área isolada;
Evitar qualquer tipo de contato com o produto perigoso;
i) Só iniciar a confecção do Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito após o
atendimento e regularização do cenário pelos órgãos especializados.

COMO IDENTIFICAR PRODUTOS PERIGOSOS


É muito difícil, senão impossível, mesmo para um técnico, identificar, num relance,
se um determinado líquido, pó, fumaça ou sólido é um dos chamados produtos perigosos. A
imprudência (ou azar) de algumas pessoas, tocando, inalando ou até mesmo ingerindo um destes
produtos, acaba com a dúvida, com o aparecimento dos sinais e sintomas de queimaduras ou
intoxicações.
Os produtos transportados são identificados de acordo com a classe de riscos pelos Rótulos de
Risco atribuído a cada produto no qual recebem um número sendo representado conforme
abaixo:
1. Explosivos
2. Gases
3. Líquidos Inflamáveis
4. Sólidos Inflamáveis
5. Substâncias Oxidantes e peróxidos orgânicos
6. Substâncias Tóxicas e substâncias Infectantes
7. Material Radioativo
8. Substâncias Corrosivas
9. Substâncias e artigos perigosos diversos

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Os Painéis de segurança identificam o produto que esta sendo transportado pelo veículo, cada
produto recebeu um número de quatro algarismos que identificados nos painéis de segurança.

Para o cidadão comum, detalhes relativos as especificações de risco são de pouca relevância, mas
é importante saber reconhecer em um local ou veículo a existência de um produto perigoso para:
a. garantir sua própria segurança.
b. proteger outras pessoas.
c. alertar as autoridades em caso de acidente

Número de Risco Grau de Perigo

Número da ONU Identificação do Produto

LEMBRE-SE: Se você tem certeza de que se trata de Produto Perigoso não entre na área de risco
(100 metros) sem a proteção adequada (roupas isolante e resistente) nem mesmo para retirar
pessoas acidentadas/contaminadas para que você não se torne mais uma contaminada.
Aguarde o socorro adequado;

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14. ÓRGÃOS ACIONADOS EM ACIDENTES COM PRODUTOS PERIGOSOS.

ORGÃO PESSOA DE CONTATO TELEFONE

Corpo de Bombeiros Centro de Operações 193

Defesa Civil – DEDC Cap Marcio ( Fpolis) (48) 3271-0916

Defesa Civil – DEDC Ten Matiuzzi (Fpolis) (48) 9981-5811

Defesa Civil – DEDC Caroline Margarida (Fpolis) (48) 3271-0916

ABIQUIM Emergência 24 horas 0800-11 8270

Cons. Reg. Química CRQ Cléia Regina Boeing ( Fpolis) (48) 9981-0850

Cons. Sul Brasileiro de


Ana Paula Dagostin ( Fpolis) (48) 9619-9274
Qualidade de Combustível
Cons. Sul Brasileiro de (48) 8406-5062
Paulo F. de A. Boamar ( Fpolis)
Qualidade de Combustível (48) 3232-1154
FATMA Jovani ( Joinville) (47) 3433-6176
Vigilância Sanitária
Maria Izolete/Gecilio Sérgio/Francisco (48) 3251-7924
Secretaria da Fazenda
(48) 9982-8033
Tarcisio Mendes Lima ( Palhoça)
(48) 3342-1001

Polícia Militar Rodoviária


Fone: (48) 3271-2300 – Direto
Email: comando@pmrv.sc.gov.br

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