Você está na página 1de 5

5 O EQUIPAMENTO DE RAIOS X

Os Raios X são produzidos quando elétrons em alta velocidade atingem alvos metálicos.
A energia cinética dos elétrons é transformada em energia eletromagnética. A função do
equipamento de Raios X é prover um fluxo controlado intenso de elétrons para produzir um
feixe de Raios X apropriado para gerar uma boa imagem. (BUSHONG, 2012)
Vamos centralizar nossa abordagem,
inicialmente, sobre as características principais
do equipamento radiográfico fixo. A partir dele,
podem-se verificar quais os dispositivos ou
acessórios que podem ser suprimidos para a
construção de um equipamento móvel ou
portátil.
Por ser mais complexo, permite uma
abordagem mais completa sobre os fatores que
influenciam na produção da radiação X e sua
interação com o paciente e com os dispositivos
de detecção (filme, por exemplo).
A construção de um aparelho de raios X envolve conhecimento de várias tecnologias,
mas um equipamento básico pode ser dividido em três grandes subsistemas:
O subsistema elétrico, responsável pela alimentação do gerador de raios X e pelos
controles do equipamento.
O subsistema mecânico, responsável pela arquitetura do equipamento e pela proteção
e controle no direcionamento do feixe de raios X gerado.
O subsistema gerador de Raios X, responsável pela geração do feixe de radiação.

Figura 25: Os três subsistemas de um equipamento de Raios X


Fonte: http://jubery.blogspot.com.br/2012/03/equipamentos-de-hemodinamica.html
Material de estudo adaptado de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com 27
Os aparelhos convencionais de Raios X estão divididos em seis módulos básicos:

1. O cabeçote, de onde se origina o feixe de raios. No cabeçote é que está instalado o


tubo gerador dos Raios X (Tubo de Colidge ou ampola) e o colimador do feixe de raios.

2. A coluna, onde fica fixado o cabeçote e que permite fazer o direcionamento do feixe.

3. A mesa, que permite acomodar o paciente e posicioná-lo para a aquisição das


imagens; É o suporte sobre o qual são realizados os exames.

Material de estudo adaptado de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com 28
4. A estativa vertical, que cumpre a mesma função de posicionamento que a mesa, mas
e utilizado para posicionamentos verticais do paciente (posicionamento ortostático);

5. O gerador de alta-tensão, que cumpre a função de elevar a tensão da rede a um valor


necessário para gerar o feixe de raios X;

6. O painel de comando, uma vez determinada a melhor técnica para o exame, o


operador deve selecionar no painel de Comando a tensão (Kv), corrente (mA) e tempo (s) de
exposição. Deve selecionar a utilização ou não de grade antidifusora, ou Bucky mural, se for o
caso. Depois de conferir todos os parâmetros, o técnico está pronto para realizar o disparo.

Material de estudo adaptado de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com 29
Resumindo:

Os diferentes tipos de equipamentos de Raios X são normalmente identificados de


acordo com a energia dos Raios X que são produzidos ou com as respectivas intenções de
uso. Equipamentos de raios X usados em diagnósticos se apresentam de diferentes formas e
tamanhos. Esses equipamentos são normalmente operados em tensões de 25 a 150 kVp e
correntes de 100 a 1.200 mA.

DISTRIBUIÇÃO DOS MÓDULOS DENTRO DE UMA SALA

Uma sala típica de Raios X convencionais segue a distribuição exemplificada na planta


abaixo.

Figura 26: Planta baixa de uma sala típica de Raios X


Fonte: http://www.grxsp.com.br/projetos-de-blindagens-para-sala/
Material de estudo adaptado de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com 30
DISPOSITIVO DE DISPARO

A legislação vigente no Brasil exige que o dispositivo de disparo seja construído com
um botão do tipo dois estágios. Esta obrigatoriedade vem em prol da segurança do paciente,
do tecnólogo e do controle total que o tecnólogo deve ter sobre o equipamento. Isto permite
que a operação seja interrompida a tempo de se evitar uma irradiação desnecessária ou fora
de controle. Além do sistema de botão de dois estágios, exige-se que o disparador seja solto
no equipamento móvel, com cabo de 2 metros, no mínimo.
Em posição de preparação, estamos ativando o circuito de filamento, responsável pelo
controle da produção de elétrons no filamento, que se torna incandescente.
Quando pressionamos o botão superior,
estamos preparando o equipamento para o
disparo, ou seja, começamos a girar o rotor
e, consequentemente, o ânodo. Poucos
segundos depois (1 ou 2 segundos), o
equipamento está pronto para o disparo
O disparo é feito ao pressionarmos o botão totalmente, ou seja, ao acionar o segundo
estágio.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO

1. Quais são os três subsistemas principais de um equipamento de Raios x?

2. Quais são os seis módulos básicos de um aparelho de Raios X fixo?

3. Identifiquem na figura abaixo os módulos de um aparelho de raios X fixo.

1. ___________________

2. ___________________

3. ___________________

4. ___________________

5. ___________________

Material de estudo adaptado de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com 31