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Como montar

uma casa de
shows e
espetáculos

EMPREENDEDORISMO

Especialistas em pequenos negócios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br


Expediente

Presidente do Conselho Deliberativo

Robson Braga de Andrade – Presidente do CDN

Diretor-Presidente

Guilherme Afif Domingos

Diretora Técnica

Heloísa Regina Guimarães de Menezes

Diretor de Administração e Finanças

Vinícius Lages

Unidade de Capacitação Empresarial e Cultura Empreendedora

Mirela Malvestiti

Coordenação

Luciana Rodrigues Macedo

Autor

Roberto Chamoun

Projeto Gráfico

Staff Art Marketing e Comunicação Ltda.


www.staffart.com.br
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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /


Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Sumário

1. Apresentação ........................................................................................................................................ 1

2. Mercado ................................................................................................................................................ 4

3. Localização ........................................................................................................................................... 8

4. Exigências Legais e Específicas ........................................................................................................... 9

5. Estrutura ............................................................................................................................................... 14

6. Pessoal ................................................................................................................................................. 15

7. Equipamentos ....................................................................................................................................... 17

8. Matéria Prima/Mercadoria ..................................................................................................................... 20

9. Organização do Processo Produtivo .................................................................................................... 24

10. Automação .......................................................................................................................................... 26

11. Canais de Distribuição ........................................................................................................................ 28

12. Investimento ........................................................................................................................................ 29

13. Capital de Giro .................................................................................................................................... 29

14. Custos ................................................................................................................................................. 31

15. Diversificação/Agregação de Valor ..................................................................................................... 33

16. Divulgação .......................................................................................................................................... 34

17. Informações Fiscais e Tributárias ....................................................................................................... 35

18. Eventos ............................................................................................................................................... 37

19. Entidades em Geral ............................................................................................................................ 38

20. Normas Técnicas ................................................................................................................................ 40

21. Glossário ............................................................................................................................................. 44

22. Dicas de Negócio ................................................................................................................................ 57

23. Características .................................................................................................................................... 59

24. Bibliografia .......................................................................................................................................... 60

25. Fonte ................................................................................................................................................... 61

26. Planejamento Financeiro .................................................................................................................... 61


Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Sumário

27. Soluções Sebrae ................................................................................................................................. 62

28. Sites Úteis ........................................................................................................................................... 62

29. URL ..................................................................................................................................................... 62


Apresentação / Apresentação
1. Apresentação
Além de proporcionar diversão ao público, uma casa de shows precisa oferecer comida
e bebida de qualidade e ambiente agradável e seguro.

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não
fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o
empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O
objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um
negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de
negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as
informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Muita gente que gosta de assistir a um belo show, nunca parou para pensar em todas
as atividades envolvidas na apresentação do artista, banda ou peça de teatro de sua
preferência.

Diversas coisas precisam ser feitas antes de o artista subir ao palco e a quantidade de
tarefas e profissionais envolvidos numa única apresentação podem surpreender o
observador menos avisado. Isso porque, gerir uma casa de shows e espetáculos
envolve, além da elaboração da programação de shows da casa e negociação com a
produção dos artistas, uma série de tarefas para que seus freqüentadores apreciem
cada espetáculo num ambiente cujo som, iluminação, bebida, comida etc., estejam à
altura de suas expectativas.

Em geral casas de shows e espetáculos são estabelecimentos comerciais voltados


para diversão e entretenimento, com local para apresentações públicas de cantores,
atores, músicos, bailarinos etc., com sistema de iluminação e música ambiente
próprios, podendo também ter espaço para dança, socialização e venda de alimentos e
bebidas. Contudo, o segmento de casas de shows e espetáculos é bastante
heterogêneo e os estabelecimentos se distinguem pela programação, público-alvo,
localização, decoração, investimento requerido etc.; e fazem parte da chamada
"economia da cultura", um setor que, no Brasil, já conta com 320 mil empresas, gera
1,6 milhões de empregos formais e representam 5,7% das empresas do país, segundo
dados conjuntos divulgados pelo IBGE e o Ministério da Cultura.

Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano
consulte o SEBRAE mais próximo.

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Apresentação / Apresentação
NOVO CONTEÚDO

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não
fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o
empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O
objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um
negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de
negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as
informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Muita gente que gosta de assistir a um belo show, nunca parou para pensar em todas
as atividades envolvidas na apresentação do artista, banda ou peça de teatro de sua
preferência.

Diversas coisas precisam ser feitas antes de o artista subir ao palco e a quantidade de
tarefas e profissionais envolvidos numa única apresentação podem surpreender o
observador menos avisado. Isso porque, gerir uma casa de shows e espetáculos
envolve, além da elaboração da programação de shows da casa e negociação com a
produção dos artistas, uma série de tarefas para que seus freqüentadores apreciem
cada espetáculo num ambiente cujo som, iluminação, bebida, comida etc., estejam à
altura de suas expectativas.

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Apresentação / Apresentação
O setor de entretenimento é bastante amplo e engloba os provedores de conteúdo
diversos, os promotores de eventos, que podem ser promotores de espetáculo, os
operadores de casa de espetáculo e de serviço de estacionamento, os operadores de
alimentação, bebidas e produtos promocionais e operadores da comercialização de
ingressos até o público final. Os provedores de conteúdo podem ser subdivididos em
dois componentes: os managers dos artistas; e os agentes que representam e
negociam em nome dos artistas, cobrando dos artistas comissões sobre as diversas
receitas originadas. O público final é representado por pessoas que podem ter distintas
características sócio-demográficas e preferências, conforme o tipo de conteúdo
oferecido.

Em geral casas de shows e espetáculos são estabelecimentos comerciais voltados


para diversão e entretenimento, com local para apresentações públicas de cantores,
atores, músicos, bailarinos etc., com sistema de iluminação e música ambiente
próprios, podendo também ter espaço para dança, socialização e venda de alimentos e
bebidas. Contudo, o segmento de casas de shows e espetáculos é bastante
heterogêneo e os estabelecimentos se distinguem pela programação, público-alvo,
localização, decoração, investimento requerido etc.; e fazem parte da chamada
"economia da cultura", um setor que, no Brasil, contava com 400 mil empresas,
gerando 2,1 milhões de empregos formais e representando 7,8% das empresas do
país, segundo dados divulgados pelo IBGE em 2012.

O negócio é bastante diversificado, com possibilidade de ser explorado por pessoas de


diversas classes sociais. Ele também é conhecido como mercado de cultura e do
entretenimento.

Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano
consulte o SEBRAE mais próximo.

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Apresentação / Apresentação / Mercado
2. Mercado
A chamada "economia da cultura" é um termo bastante em voga atualmente.
Traduzindo o "economês", isso significa uma rede de produção que começa no artista,
passa pelos canais de exibição de sua obra e chega ao consumidor. O
amadurecimento desse campo levou a publicação nos EUA de um relatório sobre essa
força de trabalho intitulado Artists in the workforce: 1990- 2005. Segundo o relatório,
contabilizam-se, atualmente, no filão da "economia da cultura" ou da "classe criativa"
(expressão utilizada para definir não só artistas, mas também agentes culturais, como
produtores e investidores, que injetam recursos financeiros nesse setor), cerca de dois
milhões de artistas que ganham aproximadamente US$ 70 bilhões por ano. Diversão é
coisa séria hoje em dia.

Embora no Brasil o segmento de casas de shows e espetáculos ainda seja muito


heterogêneo, o mercado de entretenimento vem se profissionalizando e os
consumidores buscando serviços de qualidade. "Cada vez mais, as pessoas valorizam
seus momentos de lazer e isso impulsiona o crescimento do setor no País", afirma
Nelson de Abreu Pinto, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e
Similares de São Paulo.

Segundo reportagem publicada na revista Isto É em 5/1/2009, um dos primeiros a


detectar uma demanda reprimida neste setor foram os donos de casas de espetáculos
Via Funchal, em São Paulo. "Antes do surgimento dessas casas, os shows pequenos
aconteciam em teatros e os grandes iam para os estádios. Era um setor muito informal,
que carecia de investimentos profissionais", diz o empresário Cássio Maluf, sócio, com
o irmão Jorge Maluf, da Via Funchal. Eles possuíam uma fábrica de papel e decidiram
mudar de ramo quando lhes caiu nas mãos uma pesquisa que apontava as grandes
possibilidades do novo setor. Desde a criação da Via Funchal, há uma década, o
negócio dos irmãos Maluf cresceu 50% e hoje a casa funciona com ocupação de 70%.
Ou seja: dos sete dias da semana, cinco trazem alguma atração, muitas delas na
segunda-feira, dia em que as pessoas não reservavam para o lazer. "Estamos
colhendo o fruto de ter investido na hora certa", diz Jorge. "Agora todo mundo quer
entrar nesse campo."

Pesos pesados também têm aportado na área cultural recentemente, como foi caso da
Gávea Investimentos, de Armínio Fraga: em 2008, em sociedade com outro
empresário ele adquiriu por US$ 150 milhões, a Corporação Interamericana de
Entretenimento, que reúne, entre outras casas, o Credicard Hall e o Citibank Hall, tanto
em São Paulo quanto no Rio de Janeiro.

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Apresentação / Apresentação / Mercado
NOVO CONTEÚDO

A cultura está bastante em alta hoje em dia e existem as formas mais variadas
possíveis. E, como não poderia ser diferente, a cultura também existe no mercado,
seja na forma de shows, espetáculos ou exibições artísticas.

O mercado brasileiro de eventos gerou, em 2013, R$209,2 bilhões em um total de 590


mil eventos realizados. É um segmento que arrecada R$48,7 bilhões em impostos,
gera 7,5 milhões de empregos e representa 4,3% do PIB do Brasil.

Um estudo realizado na Universidade Federal Fluminense revela a forma expressiva


que o mercado de eventos teve: o número de eventos saltou de 327.520 em 2001 para
590.913 em 2013, o que significa 80% de crescimento, ou 5% ao ano.

Em 2013, a receita gerada pelos gastos dos participantes dos eventos nos locais onde
acontecem foi de R$99,2 bilhões, o que significa um aumento de 215,8%, em relação
ao ano de 2001, que girava em torno dos 31,4 bilhões, conforme dados divulgados
pela ABEOC Brasil – Associação Brasileira de Empresas de Eventos.

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Apresentação / Apresentação / Mercado
Do total de eventos realizados no Brasil em 2013, 305.720, ou seja, 52% aconteceram
nos estados da Região Sudeste. O Nordeste vem logo em seguida com 116.362 ou
20%, 88.420 ou 15% no Sul, 54.669 na região Centro-oeste (9%) e 25.721 ou 4% na
região Norte.

Os dados citados acima demonstram o bom desempenho do mercado brasileiro de


eventos. Cabe ressaltar que cerca de 27,8% dos eventos são realizados em casas de
shows e espetáculos e o restante são realizados em outros locais, como: centros de
convenções, hotéis, restaurantes, clubes, arenas, estádios, navios e teatros. É
importante ressaltar que as casas de shows e espetáculos são locais mais adequados
para a realização de vários eventos, sendo assim, pode-se considerar que haverá um
aumento desta demanda nestes locais.

O mercado de entretenimento vem se profissionalizando e os consumidores buscando


serviços de qualidade. "Cada vez mais, as pessoas valorizam seus momentos de lazer
e isso impulsiona o crescimento do setor no País", afirma Nelson de Abreu Pinto,
presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo.

Segundo reportagem publicada na revista Isto É em 5/1/2009, um dos primeiros a


detectar esta demanda reprimida neste setor foram os donos de casas de espetáculos
Via Funchal, em São Paulo. "Antes do surgimento dessas casas, os shows pequenos
aconteciam em teatros e os grandes iam para os estádios. Era um setor muito informal,
que carecia de investimentos profissionais", diz o empresário Cássio Maluf, sócio, com
o irmão Jorge Maluf, da Via Funchal. Eles possuíam uma fábrica de papel e decidiram
mudar de ramo quando lhes caiu nas mãos uma pesquisa que apontava as grandes

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Apresentação / Apresentação / Mercado
possibilidades do novo setor. Desde a criação da Via Funchal, há uma década, o
negócio dos irmãos Maluf cresceu 50% e hoje a casa funciona com ocupação de 70%.
Ou seja: dos sete dias da semana, cinco trazem alguma atração, muitas delas na
segunda-feira, dia em que as pessoas não reservavam para o lazer. "Estamos
colhendo o fruto de ter investido na hora certa", diz Jorge. "Agora todo mundo quer
entrar nesse campo."

Apesar disso, o mercado de casa de shows e espetáculos é bastante arriscado.


Empreendedores devem estar cientes que a clientela possui um perfil conhecido como
infiel, ou seja, podem decidir de uma hora para outra que preferem freqüentar o
estabelecimento do concorrente. Essa instabilidade gera muita preocupação para o
setor. Outro grande risco está no fato da casa de shows não obter reconhecimento
como um local que o consumidor ache que vale a pena ir.

Os custos também são maiores ao se ter uma casa de shows, ficando em torno de
R$100.000,00 mensais, muito por questão de segurança, manutenção, aluguel,
encargos maiores provenientes do trabalho noturno e a falta de mão de obra
qualificada. Grandes nomes empreendedores, como Frederico Garzon, sócio da GaD,
empresa especializada em casas noturnas, diz que o mercado hoje precisa de
conceito. Não é apenas abrir uma casa de shows e esperar que ela dê certo, é preciso
investir em um conceito que seja novo para o cliente e que seja valorizado como algo
que valha a pena consumir.

Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostram que de


cada 100 empreendimentos noturnos que abrem, 35% fecham em 1 ano, 50% em 2
anos e 75% em cinco anos. Além disso, de 95% a 97% fecham em 10 anos, segundo
dados da associação.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização
Assim, o mercado se mostra arriscado para quem não realiza um planejamento
adequado, mas certo para quem se preparou para enfrentá-lo. Obter sucesso com uma
casa de shows e espetáculos não é difícil, só que é preciso trabalhar duro, oferecer um
serviço de qualidade, inovar, ficar de olho nas novidades do mercado e saber se
adequar àquilo que o cliente espera. Afinal, diversão é coisa séria hoje em dia.

3. Localização

O empreendedor deve buscar áreas onde existam estacionamentos por perto, ou optar
pela implantação de um para seus clientes. Também, buscar locais próximos a
restaurantes ou centros que atraiam um grande contingente populacional. O local deve
ser próximo a pontos de táxi, já que nem todos os clientes possuem veículos. Opte por
locais longe de bairros residenciais ou áreas com um grande número de moradias,
devido a Lei do Silêncio, que pode trazer problemas para sua casa de shows, pois
proíbe barulhos excessivos após as 22hrs. Vale ressaltar que locais centrais possuem
aluguel maior, porém é um preço que vale ser pago, pois sua casa de shows deve
estar bem localizada para atrair um número maior de clientes.

Além disso, para a escolha do imóvel onde será instalada a sua casa de shows e
espetáculos os seguintes detalhes devem ser observados:

a) É importante que a relação receitas operacional (estimada) versus despesas


(aquisição, manutenção etc., do imóvel) esteja compatível com os objetivos definidos
pelo empreendedor. Decidir qual caminho tomar é um misto de coragem, recursos
disponíveis e expectativa de retorno, além disso, outros cuidados na escolha do ponto
passam por: custo do aluguel, prazo do contrato (cuidado com prazos curtos: com o
sucesso da casa o proprietário poderá querer aumentar o aluguel), reajustes e
reformas a fazer.

b) Certifique-se de que o imóvel em questão atende as suas necessidades


operacionais quanto à localização, capacidade de instalação, características da
vizinhança - se é atendido por serviços de água, luz, esgoto, telefone etc.

c) Analise se o valor de locação e/ou a reforma do imóvel é compatível com a


rentabilidade no negócio.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas
d) Cuidado com imóveis situados em locais sujeitos a inundação ou próximos às zonas
de risco. Consulte a vizinhança a respeito.

e) Confira a planta do imóvel aprovada pela Prefeitura, e veja se não houve nenhuma
obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva, que deverá
estar devidamente regularizada.

f) Confira se o local é de fácil visibilidade.

As atividades econômicas da maioria das cidades são regulamentadas pelo Plano


Diretor Urbano (PDU). É essa Lei que determina o tipo de atividade que pode funcionar
em determinado endereço. A consulta de local junto à Prefeitura deve atentar para:

• se o imóvel está regularizado, ou seja, se possui HABITE-SE;

• se as atividades a serem desenvolvidas no local, respeitam a Lei de Zoneamento do


Município, pois alguns tipos de negócios não são permitidos em qualquer bairro;

• se os pagamentos do IPTU referente o imóvel encontram-se em dia;

• no caso de serem instaladas placas de identificação do estabelecimento, letreiros e


outdoors serão necessários verificar o que determina a legislação local sobre o
licenciamento das mesmas; e principalmente,

• Exigências da legislação local, do Corpo de Bombeiros Militar e da Defesa Civil em


relação à segurança contra incêndio e pânico e emissão de certificados de vistoria de
local.

4. Exigências Legais e Específicas

Esta é uma atividade empresarial (casa de shows e espetáculos), tratada de forma


genérica pela legislação sob a denominação comum de casa noturna. A Lei considera
casa noturna todos os estabelecimentos de diversão, entretenimento e lazer que
possuam ambientes fechados para dança e vendam bebidas alcoólicas. Esta definição
inclui estabelecimentos tais como: bares, boates, discotecas, danceterias, dentre
outros, cuja legislação federal aplicável descreve-se a seguir:

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas
- Nacionalmente, a legislação básica aplicável referente à poluição sonora é a
seguinte: artigo 225 da Constituição Federal; Lei nº. 6.938/81, que dispõe sobre a
Política Nacional do Meio Ambiente; Decreto nº. 99.274/90 que regulamenta a Lei nº.
6.938/81, Resolução CONAMA nº. 001, de 08.03.1990, que estabelece critérios e
padrões para a emissão de ruídos, em decorrência de quaisquer atividades industriais;
a Resolução CONAMA nº. 002, de 08.03.1990, que institui o Programa Nacional de
Educação e Controle de Poluição Sonora, Silêncio, e as Normas de nº. 10.151 e
10.152 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

- A Lei 2.136, de 11.05.1994 e o Decreto nº. 12.922, de 19.05.1994, estabelecem a


necessidade de existência de uma área específica para fumantes.

- Decreto nº. 29.284, de 12.05.2008 - Leis sobre fumo.

- Lei nº. 11.603, de 5 de dezembro de 2007 – Em seu Artigo 6º - Permite o trabalho aos
domingos no comércio geral, com a observação de que o repouso semanal
remunerado deverá coincidir com o domingo, pelo menos uma vez no prazo de três
semanas.

- Lei nº. 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº. 9.503, de 23 de setembro de
1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’; e, a Lei nº. 9.294, de 15 de julho de
1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4o
do art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências.

- Lei nº. 2.519/96 – Meia-entrada para estudantes.

- Lei nº. 3.364/00 – Meia-entrada – jovens.

– Lei nº. 4.240/03 – Meia-entrada para deficientes.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas
- MP nº. 2.208/01 - Identificação do estudante (Federal).

- Lei nº. 10.741/03 - Estatuto do Idoso.

- Lei nº. 8.313/96 - Pronac/Rouanet.

- Lei n°. 9610 de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação


sobre direitos autorais. Os estabelecimentos que utilizam músicas em suas
dependências estão obrigados a pagar direitos autorais ao ECAD (Escritório Central de
Arrecadação), que representa os autores na cobrança de seus direitos.

- Lei nº. 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor - Os direitos da noite protegidos


pelo Código: I) - Consumação mínima * II) - Couvert artístico * III) - Gorjeta obrigatória *
IV) - Comanda * V) – Entrada * VI) – Furtos.

*I - CONSUMAÇÃO MÍNIMA

A cobrança só é permitida se a casa fornecer cupons referentes ao valor que não foi
gasto. Exemplo: o cartão de consumação estipulava um gasto mínimo de R$ 30 e o
freguês gastou apenas R$ 15. O cliente tem 30 dias para voltar ao estabelecimento e
gastar o restante em bebidas ou lanches.

A mesma lei proíbe a cobrança, nos casos de perda da cartela de consumo, de valor
cinco vezes superior ao do ingresso ou correspondente a mais de um quilo de alimento
comercializado.

*II) - COUVERT ARTÍSTICO

Trata-se de venda casada qualitativa, proibida no artigo 39 do Código Brasileiro de


Defesa do Consumidor. Só é válido nas casas que oferecerem músicas ao vivo ou
alguma outra atividade artística em ambiente fechado. Nestes casos, a casa deve
afixar em local visível o contrato entre os músicos e o estabelecimento.

*III) - GORJETA

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas
O pagamento não é obrigatório nas casas que não possuem acordos coletivos com o
sindicato dos garçons (a maioria). As empresas que possuem devem apresentar
comprovantes. Seu cálculo deve ser feito sobre o valor real consumido e nunca sobre
a taxa de consumação mínima. Nenhuma casa pode cobrar mais do que 10% (dez por
cento).

De acordo com a lei estadual do Estado do Rio de Janeiro, aprovada em setembro de


2003, é obrigatório o pagamento de 10% sobre as despesas efetuadas em bares e
restaurantes a título de gratificação dos garçons, quando o valor estiver na conta. A lei
determina ainda que o valor seja repassado integralmente aos garçons.

Nos demais Estados, quando não houver lei que discipline a matéria, a gratificação é
espontânea. Não há lei federal nesse sentido.

*IV) - COMANDA

Em caso de perda, o consumidor não deve ser responsabilizado com uma multa.
Trata-se de cobrança ilícita, o que exime o cliente de pagamento.

É comum nas casas noturnas a exigência de indenização prévia em caso de perda da


“comanda” pelo consumidor, que não deve pagar por ser uma prática abusiva – não é
permitido ao fornecedor estimar seu prejuízo. Ao contrário, a obrigação de comprovar o
valor do gasto pelo cliente é de responsabilidade do estabelecimento.

Portanto, se perdeu a “comanda” e, na saída, o cliente sofreu constrangimento,


exposição ao ridículo, ameaça, ele poderá ingressar em juízo e pedir indenização por
danos morais, além de recebimento em dobro daquilo que foi cobrado indevidamente.
E mais, deve registrar denúncia junto ao órgão de defesa do consumidor para a
aplicação de eventual sanção administrativa.

*V) - ENTRADA

De acordo com o Procon, as casas noturnas só podem cobrar uma taxa. Se for
cobrada a entrada, estão proibidas as cobranças de consumação mínima ou couvert
artístico.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas
*VI) - FURTO

Ainda não há entendimento pacificado no Judiciário sobre a responsabilidade do


estabelecimento comercial pelo furto de objetos pessoais do consumidor. Mas o
assunto já mereceu algumas decisões reconhecendo a responsabilidade do
estabelecimento comercial (bar, restaurante, casa noturna, supermercados) de
indenizar por furto, quando o mesmo oferece um serviço de guarda de objetos. Por
outro lado, outras já admitem que, se o consumidor foi atraído pela oferta de
segurança, o estabelecimento comercial poderá ser obrigado a reparar os prejuízos ao
cliente por furto ocorrido em suas dependências.

Em qualquer situação o consumidor pode ingressar em juízo, pretendendo a


responsabilização do estabelecimento comercial pelo furto de seus objetos.

- Lei nº. 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente (leitura recomendada – arts.


74 a 82).

- Portaria do Ministério do Trabalho nº. 41 / 2007.

- Leis Sobre Segurança Pública.

Caso o proprietário da casa noturna ofereça os serviços de bufê, ele deverá estar
atento ao que determina a legislação das boas práticas para serviços de alimentação;
pois ela define os procedimentos que devem ser adotados para garantir as condições
sanitárias e de higiene na manipulação de alimentos e constam na Resolução de
Diretoria Colegiada - RDC nº. 216 da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância
Sanitária -, de 15 de setembro de 2004. É recomendável também a leitura da Cartilha
da ANVISA sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Adicionalmente, o
empreendedor deverá atentar para o que determina a Resolução do Conselho Federal
de Nutricionais – CFN nº. 378, de 28 de dezembro de 2005, que dispõe sobre o
registro e cadastro de pessoas jurídicas nos Conselhos Regionais de Nutricionistas e
dá outras providências.

Para registro e legalização da empresa, é recomendável a contratação de um

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura
contador. Ele irá lhe auxiliar na elaboração dos documentos constitutivos exigidos e
realizar o registro junto aos órgãos responsáveis:

- Junta Comercial;

- Secretaria da Receita Federal (CNPJ);

- Secretaria Estadual da Fazenda;

- Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;

- Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao


recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal);

- Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social –


INSS/FGTS”;

- Vistoria do Corpo de Bombeiros Militar;

- Visita à prefeitura da cidade onde pretende montar a sua empresa para fazer a
consulta de local.

Obter o alvará de funcionamento de uma casa de shows e espetáculos pode ser uma
tarefa complicada. Existem certas exigências que não podem ser ignoradas, como as
de segurança, higiene e acústica em todo o local. Cerca de 70% dos estabelecimentos
de São Paulo, por exemplo, funcionam com alguma irregularidade, segundo dados da
prefeitura de São Paulo e do site Folha de São Paulo de 2011.

5. Estrutura
A estrutura física de uma casa de shows e espetáculos deve obedecer todas as
normas de segurança, proteção contra incêndios, conforto térmico, bem como de
acessibilidade. Para garantir a utilização contínua do sistema de áudio, é
recomendável ter geradores de energia próprios.

A estrutura de uma casa de shows e espetáculos deve conter materiais para garantir a
qualidade do som e o isolamento acústico. Assim, o posicionamento dos equipamentos
de som é um fator essencial para obtenção da sonoridade superior no ambiente,
propiciando uma qualidade homogênea de som em todo o espaço.

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Pessoal
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Outro fator essencial é garantir a segurança dos freqüentadores. Sendo assim, é
importante projetar uma casa de shows e espetáculos com espumas e tapetes anti-
chamas, extintores apropriados com diferentes tipos de materiais. Além disso, o projeto
deve prever as saídas de emergência para escoamento de um alto contingente de
pessoas.

A estrutura e tamanho (metragem, número de assentos, mesas ou camarotes) das


casas de shows e espetáculos é muito variável. Em geral, a estrutura física destes
estabelecimentos compreende:

- Almoxarifado;

- Banheiros;

- Bilheterias;

- Camarins (em geral com banheiro, sala de recepção e área privativa para o artista);

- Estacionamento;

- Guarda-volumes;

- Palco (cuja “boca de cena”, profundidade, pé direito, sonorização e iluminação com


cabeamento para linhas para transmissão dados e voz, eletricidade e decoração );

- Recepção;

- Restaurante;

- Salão (com pista, mesas, assentos, proteção acústica, iluminação e sonorização


também variáveis caso-a-caso);
- Vestiários.

6. Pessoal

O pessoal necessário ao funcionamento de uma casa de shows irá variar em relação

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Pessoal
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ao tamanho da casa, dias de funcionamento, número de atrações, clientes, dentre
outros fatores. Em geral, estes estabelecimentos possuem equipes fixas (empregados
da casa) e prestadores de serviços que podem incluir diversos profissionais. Além dos
artistas contratados e sua trupe, a equipe de uma casa de shows e espetáculos pode
incluir:

- Gerente geral;

- Gerente artístico e de programação;

- Gerente e equipe de cenografia, sonorização, luz e projeção;

- Coordenador de mídia e promoção;

- Coordenador administrativo e financeiro;

- Garçons e equipe completa de restaurante (cozinheiro, auxiliares de cozinha,


faxineiro etc.);

- Bartenders (barman e barwoman) que saibam fazer drinks diferenciados;

- Faxineiros;

- Manobristas;

- Seguranças;

- Caixas;

- Brigada de incêndio;

- Plantão médico.

É importante ressaltar que a melhor opção para o começo do empreendimento é


utilizar serviços como segurança e limpeza que sejam terceirizados. Além disso, DJs
podem ser contratados por festa e normalmente, possuem os equipamentos
necessários, como mixers, caixas de som e alguns possuem até a iluminação.

O atendimento é um item que merece uma atenção especial do empresário, visto que,
nesse segmento de negócio, os clientes satisfeitos ajudam na divulgação da adega
para novos clientes.

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Pessoal / Equipamentos
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O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao
seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do
setor. Estes cursos são oferecidos pelos fornecedores e associações especializadas.

O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:

• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;

• Agilidade e presteza no atendimento;

• Capacidade de apresentar e vender os produtos da casa de shows;

• Motivação para crescer juntamente com o negócio.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores


nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações
trabalhistas.

7. Equipamentos

Para saber o investimento necessário na montagem de uma casa de shows e


espetáculos, é preciso analisar o estado físico da estrutura do imóvel a ser locado e
sua área (m2). Desta forma, é possível mensurar a quantidade de equipamentos
necessária. Dentre os principais equipamentos utilizados por uma casa de shows e
espetáculos destacamos:

Palco:

- Varas de cenário fixas;

- Ciclorama branco translúcido;

- Cortina de boca de cena em veludo vermelho.

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Pessoal / Equipamentos
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Áudio:

- Consoles digitais;

- Amplificadores;

- Equalizador;

- Caixas acústicas;

- CD player;

- Gravador de CD;

- Duplo deck;

- Microfones;

- Microfones sem fio;

- Subwoofers.

Iluminação:

• Ambiente

- Lâmpadas alógenas;

- Variadores de luminosidade (Dimer).

• Palco

- Canhões seguidores.

• Efeitos

- Máquina de fumaça;

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Pessoal / Equipamentos
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- Amplificador de sinal.

Sistema elétrico:

- Subestação com potência instalada compatível;

- Disponibilidade força especifica para o palco para áudio e iluminação cênica;

- Luz de emergência com 130 KVA, com dupla alimentação da Light e transferência
automática;

- Ar condicionado;

- Sistema de prevenção de incêndio e pânico;

- Extintores de H2O, CO2, PQS (pó químico);

- Iluminação de emergência à bateria;

- Brigada de incêndio;

- Portas de emergência equipadas com ferragem antipânico;

- Sistema de vídeo segurança.

Caso o estabelecimento possua restaurante/bar ele deverá contar com os


equipamentos necessários ao seu adequado funcionamento, como por exemplo:

- Freezers

- Materiais de cozinha (panelas, talheres, vasilhas)

- Copos (taças e tulipas também)

- Mesas e cadeiras

- Forno e fogão

- Armários e prateleiras

- Outros eletrodomésticos utilizados na cozinha

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Adicionalmente, são necessários equipamentos para as áreas comuns (controle de
acesso-catracas, bebedouros, ventiladores, espelhos, sinalização interna etc.),
administrativas (computadores, arquivos, cofre, mesas, cadeiras etc.), vestiários dos
funcionários (escaninhos, espelhos etc.) e almoxarifado (prateleiras, carrinhos de
transporte de carga etc.).

8. Matéria Prima/Mercadoria
A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a
demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros,
os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o
capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido
em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em


menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice
de rotação de estoques.

Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período


de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas
futuras, sem que haja suprimento.

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria
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Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente
do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer
receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número
de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a
mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na
alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta
o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da
empresa.

Trata-se de uma prestação de serviços onde não há matéria prima ou processo de


manufatura envolvido na atividade.

A matéria-prima de uma casa de shows e espetáculos é o nível de conhecimento sobre


os serviços que se propõe a realizar, devendo ser estruturada as necessidades e
demandas segundo o escopo do projeto inicial. Assim, o know-how será o ponto forte
desse ramo de atividade.

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Caso o estabelecimento possua restaurante/bar ele deverá contar ter um cuidado
especial com o cardápio e buscar ter sempre os ingredientes para os pratos
disponíveis. Oferecer um cardápio variado para todos os gostos.

Alguns fornecedores:

1-Móveis

La Bella Tavola

Rua Guaraciaba 643 – Tatuapé – São Paulo - SP

CEP 03404-000

Tel.: (11)6941-0570

Site: http://www.labellatavola.com.br

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
2- Equipamentos de Cozinha

Metalúrgica Globo

Tel.: (11) 6965-0084(11) 6965-5786

www.metalglobo.com.br/

3- Bebidas e alimentos

Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de


Alimentos

Relação completa de fornecedores no site:


www.fispaltecnologia.com.br/listadeexpositores

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Obs.: Pesquisa na internet indicará outros fornecedores de equipamentos e produtos
para bares, casas de shows e restaurantes que poderão estar localizados mais
próximos ao local de instalação do negócio. As associações de bares e restaurantes
existentes nos estados da federação também poderão auxiliar.

9. Organização do Processo Produtivo

O processo produtivo de uma casa de shows diz respeito à organização e


planejamento de todos os fatores que influenciam a atividade final, que nesse setor é a
realização de uma festa, show, espetáculo ou exibição. Alguns fatores que precisam
de atenção são:

Venda de ingressos e convites – Compreende as atividades de venda de ingressos e


convites, incluindo layout, impressão, autenticação e distribuição para os pontos de
venda finais.

Programação artística – Envolve o trabalho de elaboração da programação da casa de


acordo com a preferência do público-alvo. Identificação dos artistas em turnê,
negociação e contratação do artista, equipe de apoio e equipamentos. Inclui ainda a
administração do calendário da casa indicando datas ociosas que possam ser
utilizadas para a realização de eventos e festas privadas, gerando receita adicional
para a casa.

Cenografia, sonorização, luz e projeção – Compreende as atividades de apoio,


necessárias a exibição da atração e do ambiente do show (palco), incluindo cenário,
som, iluminação, efeitos especiais e projeções.

Mídia e promoção – Uma das atividades mais importantes da casa de shows e


espetáculos, pois além de cuidar da divulgação das atrações é responsável pela
administração da imagem do estabelecimento perante o público, realizando
promoções, divulgação institucional etc.

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo
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Finanças e contabilidade – Inclui diversas atividades relacionadas ao registro das
operações contábeis, contratação e pagamento de empregados, prestadores de
serviços e fornecedores em geral, controle de receitas, aplicação de recursos,
elaboração do fluxo de caixa, montagem das planilhas lucratividade e relatórios
financeiros, controle de equipamentos, seguros etc.

Recursos humanos – Gestão de pessoas dentro da empresa, ou seja, cuidar do bem-


estar e das reivindicações de seus colaboradores, ouvir sugestões e reclamações,
contratar pessoas qualificadas e realizar reuniões e treinamentos internos.

Manutenção – Inclui a limpeza do salão e manutenção dos banheiros, bem como a


manutenção dos freezers, choppeiras, luzes de emergência, internet e equipamentos
de cozinha.

Operação – Compreende o controle da entrada e saída dos clientes, controle dos


pedidos e pagamento do consumo.

Gestão de estoque – Trata-se do controle e gestão do estoque de bebidas, alimentos e


insumos de uma casa de shows e espetáculos.

Independente do tamanho do empreendimento, todas as etapas devem ser seguidas.


A variação dependerá da quantidade de shows e espetáculos, automação necessária e
desejada para oferecer um serviço de melhor qualidade.

Este tópico tem apenas a intenção de informar e direcionar as ações do futuro


empresário. No caso de possuir mais dúvidas sobre o processo produtivo, é
recomendável procurar um SEBRAE mais próximo ou empresas especializadas em
casas de shows e espetáculos.

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
10. Automação

O processo produtivo de uma casa de shows e espetáculos envolve muitos processos


manuais. Contudo, existem áreas onde poderão ser empregados recursos
automatizados, tais como sonorização, iluminação, projeção e gravação.

Para a área de controle e administração do estabelecimento, existem softwares


específicos que possuem funcionalidades tais como:

- Emissão e controle da notinha do cliente;

- Controle de estoque. Além do estoque de alimentos, há também o estoque dos


materiais dos shows (microfones, lâmpadas de iluminação, equipamento eletro-
eletrônico etc.);

- Análise do lucro oferecido por cada show;

- Controle de mesas;

- Controle especial para lojas de souvenir da casa de show e para pontos destacados
de vendas de bebidas;

- Controle de praças;

- Controle de lado par e lado ímpar das casas de shows;

- Controle de setores;

- Comandas provisória (muito úteis para garrafas de whisky e baldes de cerveja em


que não se sabe ainda a quantidade exata que o cliente vai consumir).

- Garçons; garçonetes, maitres;

- Comissões;

- Contas cortesia para clientes VIP;

- Reservas de lugares, mesas e camarotes;

- Interligação com o sistema de venda de bilhetes.

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação
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- Controle de VIP’s para eventos especiais;

- Controle de números de comandas;

- Caixa com controles específicos para casas de Show;

- Sistema de entregas a domicílio;

- Contas correntes para empresas que têm mesa VIP na casa de show;

- Custo e lucro exatos de cada petisco e, ou, bebida oferece;

- Estoque específico para alimentos e bebidas;

- Estoque específico para inventário de (pratos, cadeiras, talheres, material de limpeza


etc.);

- Lucro diário nas vendas considerando todos os custos da matéria prima usada para
fazer os pratos e drinks;

- Média estatística de consumo; permite que se obtenham informações


importantíssimas, como: índice de quebra de tulipas por chopp servido, gastos com
guardanapos de papel, custo da lavagem das toalhas etc.;

- Itens mais vendidos do menu em quantidades, em volume financeiro, por períodos,


etc.;

- Controlar remotamente o estabelecimento via internet.

A tecnologia pode ser uma grande aliada no atendimento ao cliente, com a


implantação da comanda eletrônica e cartões magnéticos, que agilizam o atendimento
em bares e o fechamento da conta depois, além de evitar transtornos de erros de
lançamento de pedidos. Outra tecnologia que pode ser de grande ajuda é o uso de
palmtops ou tablets para registrar e enviar pedidos para o caixa e a cozinha, tornando
a preparação de pratos mais rápida e também o fechamento da conta do cliente.

Alguns softwares foram feitos especialmente para auxiliar o empreendedor na gestão


de casas de shows e outros tipos de estabelecimentos noturnos, como por exemplo:

- TronSoft;

- E-POC Club;

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Canais de Distribuição
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- Lorean;

- Fênix PUB;

- BASIC;

- SCB;

- Bematech;

- HIME System.

Para a escolha do software mais adequado, o empresário deve levar em consideração


além do conteúdo que irá facilitar a gestão da empresa, outras questões como: custos
e período da licença de funcionamento, disponibilidade do serviço de manutenção,
treinamento para utilização do software, além da credibilidade do fornecedor.

11. Canais de Distribuição

Em geral as casas de shows e espetáculos utilizam os seguintes canais para vendas


de ingressos:

- Bilheterias próprias;

- Website próprio;

- Sites especializados em vendas de ingresso na internet (ticketronic e ticketmaster) e


sites de compras coletivas, como Groupon e Peixe Urbano;

- Lojas e comércios patrocinadores dos eventos;

- Agências de viagem e turismo.

Outra prática que vem crescendo na venda de ingressos é o uso de promoters.


Promoters são pessoas, normalmente jovens, que fazem a propaganda e a venda de

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Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro
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ingressos para um grande número de pessoas, por meio de seus conhecidos ou nas
redes sociais. São pessoas consideradas influentes, populares e comunicativas. Para
a casa de shows, o uso de promoters pode ser vantajoso oferecendo uma
compensação em troca de um determinado número de ingressos vendidos. As
compensações mais comuns são bebidas ou o próprio ingresso do promoter no
evento, de graça.

12. Investimento

O investimento necessário à montagem de uma casa de shows e espetáculos irá variar


com o porte do empreendimento, incluindo instalações físicas, infra-estrutura,
decoração e equipamentos.

Ainda que seja difícil estabelecer valores de referência para constituição de uma casa
de shows e espetáculos, estima-se que o investimento mínimo para uma empresa com
este objetivo seja superior a R$ 200.000,00 a R$ 250.000,00.

Os custos de investimento que serão necessários são: regularização da casa de


shows, custos com a reforma do local e compra de equipamentos necessários, como
aparelhos de ar condicionado, mesas e cadeiras, freezers, material para cozinha,
copos, talheres, computadores, entre outros.

Ressaltamos que, esta é uma estimativa que poderá variar significativamente conforme
o projeto/estrutura escolhido, por esta razão, recomenda-se ao empreendedor a
elaboração de um Plano de Negócio, onde suas expectativas de negócio poderão
indicar os valores necessários ao investimento.

13. Capital de Giro


Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter
para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia

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Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro
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imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de
caixa.

O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos
médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e
prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem,
maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos
regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a
necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel,


impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao
prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de
capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível
para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica
também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da
empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta
necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores


que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para
pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar
para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos
de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações
excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus
pagamentos futuros.

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Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos
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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na
empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as
variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com
precisão.

Em uma casa de shows e espetáculos a necessidade de capital de giro é elevada


podendo representar cerca de 30% à 40% do investimento inicial. Este valor é só uma
estimativa e poderá variar significativamente dependendo em grande parte das
atrações (artistas contratados) e público pagante dos shows.

Vale ressaltar que se caso o empreendedor tenha que fazer empréstimos, ele deve
procurar prazos mais longos e taxas mais baixas para não gerar maior necessidade de
capital de giro.

14. Custos

Os cuidados na administração dos custos envolvidos na gestão de uma casa de shows


e espetáculos indicam que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na
medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra

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Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
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pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os
custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Abaixo apresentamos uma estimativa de custos mensal típica de uma casa de shows e
espetáculos (não inclui custos relacionados à operação de bar/restaurante):

1. Cachês - artistas e equipe – R$ 30.000,00;

2. Produção e montagem de cenários – R$ 3.000,00;

3. Aluguel imóvel - R$ 7.000,00;

4. Salários e encargos – R$ 25.000,00;

5. Contratação serviços de terceiros – R$ 8.500,00;

6. Assessoria contábil - R$ 1.000,00;

7. Telefonia - R$ 1.500,00;

8. Energia - R$ 6.000,00;

9. Manutenção e limpeza – R$ 1.500,00;

10. Material de expediente e limpeza – R$ 2.000,00;

11. Divulgação e marketing – R$ 3.000,00;

12. Segurança – R$ 3.000,00;

13. Despesas financeiras/serviços bancários – R$ 500,00;

14. Tributos, impostos, contribuições e taxas - R$ 2.400,00;

15. Depreciação* – R$ 1.500,00.

*Depreciação – custo ou despesa proveniente do desgaste ou uso de um ativo


imobilizado (imóveis, veículos e máquinas, por exemplo) da empresa.

Alugar equipamentos como mixers, caixas de som e de iluminação ajudam a diminuir

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Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
os custos necessários em uma casa de shows e espetáculos.

15. Diversificação/Agregação de Valor


O foco do negócio é a realização de shows e espetáculos, porém, muitos
estabelecimentos do gênero, agregam ao negócio serviços de bar e restaurante.

Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto


principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta
possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo
mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu
nível de satisfação com o seu serviço. Desta forma, uma casa de shows e espetáculos
também agrega valor a seus serviços ao fornecer informações via internet sobre sua
programação, serviços de manobrista e fotografias aos clientes, facilitar o pagamento
da conta através de vários meios (cartão, cheque, dinheiro etc.), dentre outros
benefícios.

Outra forma de diversificar o negócio é contratar DJs e artistas famosos que garantirão
casa cheia para o empreendedor.

O empreendedor deve utilizar as redes sociais para diversificar seu negócio. Assim
que abrir o local, registrá-lo em serviços de mapeamento por GPS como Foursquare
ou Waze ajuda os clientes a localizarem a casa de shows e espetáculos. Fornecer uma
rede de wi-fi com boa cobertura e incentivar seus clientes a postarem fotos e
marcarem o estabelecimento no Facebook ou Instagram, por meio de hashtags é outra
boa forma de agregar valor ao negócio.

Portanto, diversificar é oferecer o inesperado ao cliente; ir além da obrigação; oferecer


mais e melhor. Para fazer com que os clientes não parem de ir ao empreendimento, é
necessário que a inovação esteja sempre presente. É importante ouvir as pessoas e
saber que o consumidor gosta de ser surpreendido de uma maneira positiva com
iniciativas que demonstrem que o estabelecimento preocupa-se com o bem-estar e
satisfação. Desde as iniciativas mais corriqueiras, como: oferecer um brinde aos
aniversariantes, uma rosa no dia dos namorados, um pequeno chocolate na saída e
tantos outras podem ser adotadas. Contudo, dimensionar o conjunto de serviços que
serão agregados é importante para se tornar mais competitivo, avaliar o

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Divulgação
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
custo/benefício desses serviços é vital para a sobrevivência porque pode representar
um elevado custo sem geração do mesmo volume de receitas.

Casas de shows e espetáculos diversificam suas atividades, aproveitando as datas


não ocupadas com shows ou espetáculos artísticos, para a alocação de seus espaços
para a realização de eventos privados, desfiles, festas particulares, etc.

16. Divulgação
Os meios de divulgação de uma casa de shows e espetáculos variam de acordo com o
porte e o público-alvo do estabelecimento. Embora este seja um negócio em que o
gasto em divulgação de cada show, seja inversamente proporcional à fama do artista
em cartaz (preço do cachê) e a propaganda boca-a-boca funcionar muito bem (para o
bem e para o mal); ainda assim, estabelecimentos do gênero necessitam de um
orçamento especifico para a divulgação, especialmente aquela voltada ao marketing
institucional da casa.

Dentre as ferramentas de divulgação mais utilizadas pelo setor relacionamos:

- Folheteria (flyers, folders, cartões etc.);

- Cartazes;

- Luminosos;

- Outdoors;

- Anúncios em jornais de bairro ou de grande circulação;

- Chamadas publicitárias em rádios e televisão;

- Revistas;

- Website próprio na internet que possibilita a exposição de fotografias do ambiente, do


cardápio e de freqüentadores que autorizem a publicação de sua imagem;

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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
- E-mail marketing;

- Redes sociais como Facebook, Instagram, Google+, Twitter, Waze e Foursquare. As


redes sociais se tornaram uma importante ferramenta de contato entre empresas e
clientes;

- Divulgar promoções em sites de compra coletiva;

- Realizar promoções, sorteios e eventos são excelentes maneiras de atraírem mais


clientes. Promoções podem ser feitas com sorteios de combos de bebidas, de
aniversários, festas empresariais e até mesmo de ingressos para grupos de pessoas;

- A distribuição de brindes com o nome da casa de shows, bolachas para chopes,


camisetas, canetas e bonés são instrumentos que ampliam a divulgação;
- Utilizar promoters nas faculdades, com o intuito de deixar o nome da sua casa de
shows na mente de estudantes, jovens e adultos.

Outra opção é o chamado marketing recíproco, quando um se utiliza estabelecimentos


afins como restaurantes, livrarias, teatros, lojas de vendas de dvd’s, de vinhos e de
roupas para a divulgação da casa de shows.

Outros recursos poderão ser utilizados. Um profissional de marketing e comunicação


poderá auxiliar o empreendedor a desenvolver campanha específica.

17. Informações Fiscais e Tributárias


O segmento de CASA DE SHOWS E ESPETÁCULOS, assim entendido pela
CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 9003-5/00 como a
atividade de exploração de gestão de salas de teatro, de música e de outras atividades
artísticas e culturais, a exploração de casas de espetáculos, a gestão de casas de
cultura, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP
(Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde
que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e
sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil
reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na
Lei.

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Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições,
por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f
azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);


• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ISSQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza);
• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para


esse ramo de atividade, variam de 6% a 17,42%, dependendo da receita bruta auferida
pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de
atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número
de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder


benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse
imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá
ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

MEI (Microempreendedor Individual): para se enquadrar no MEI o CNAE de sua


atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº
94/2011 - Anexo XIII
(http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ),
Neste caso, este segmento não pode se enquadrar no MEI, conforme Res. 94/2001.

Para este segmento, tanto ME ou EPP, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será
muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do
estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis


Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê

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Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

18. Eventos
Exposição de Turismo e Congresso Brasileiro de Agências de Viagens – no ano de
2007 foi realizado no Rio Centro – Rio de Janeiro. É o maior evento da área de
turismo, maiores informações acessar o site: www.abav.com.br ou
www.feiradasamericas.com.br.

As representações locais da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes -


ABRASEL e os sindicatos estão sempre realizando e divulgando eventos com
informações de grande importância para o setor.

Eventos tradicionais sobre o setor:

Congresso Nacional da ABRASEL

Evento Anual

Local: em estados diferentes a cada ano

Congresso Brasileiro de Empresas e Profissionais de Eventos

Evento Anual

Local: Centro de Convenções Rebouças

Site: http://www.eventosbrasil.org.br/

Fispal Food Service - Feira Internacional de Produtos e Serviços para Alimentação


Fora do Lar

Evento Anual

Local: São Paulo (Expo Center Norte)

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Site: http://www.fispal.com/

Salão MICE ABEOC Brasil

Local: Gramado - RS

http://www.festurisgramado.com/

Encontro Regional Abrasel

Website: http://www.encontroabraselgoias.com.br/

19. Entidades em Geral


Relação de entidades para eventuais consultas:

ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes

Rua Bambui, 20 – conj 102 – Serra;

Belo Horizonte - MG

CEP 30210-490

Tel.: (31) 3264-3101 / 3264-3108

E-mail: secretariabr@abrasel.com.br

Site: http://www.abrasel.com.br

ABEOC - Associação Brasileira de Empresas de Eventos

Rua Feliciano Nunes Pires, 35, Térreo. Centro;

Florianópolis - SC.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
CEP: 88015-220.

Fone/fax: (48) 3039 1058

Site: http://www.abeoc.org.br/

CNTur - Confederação Nacional do Turismo

Casa do Turismo Brasileiro

SHIS - QL 6 - Conjunto 9 - Casa 1 - Lago Sul - Brasília

Administração - Largo do Arouche, 290 - 10º andar

São Paulo - SP - CEP 01219-010

Telefax: (011) 221 6201

FNRHBS - Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares

Praia do Flamengo, 200 - 4º andar - Flamengo

Rio de Janeiro – RJ

CEP 22210-060

Tel.: (21) 2558-2630

Fax: (21) 2285-5749

Site: http://www.fnrhbs.com.br/

Ministério da Saúde

Site: http://www.saude.gov.br/

Agência Nacional de Vigilancia Sanitária

Site: http://www.anvisa.gov.br/

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Procurar na localidade:

Sindicato de bares e restaurantes.

20. Normas Técnicas


Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um
organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes
ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau
ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada


por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa,
universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de


Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1. Normas específicas para uma Casa de shows e espetáculos

Não existem normas específicas para este negócio.

2. Normas aplicáveis na execução de uma Casa de shows e espetáculos

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ABNT NBR 15842:2010 - Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos
gerais.

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e


serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam
satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 15878:2011 - Móveis — Assentos para espectadores — Requisitos e


métodos de ensaios para a resistência e a durabilidade.

Esta Norma especifica os métodos de ensaio e os requisitos que determinam a


resistência e a durabilidade estrutural de todos os tipos de assentos para
espectadores, que são fixados ao piso e/ou paredes de forma permanente, seja na
forma de bancos ou cadeiras simples. Esta Norma também inclui uma tabela de
valores de ensaios com cargas e ciclos. Esta Norma aplica-se aos lugares fixados
permanentemente em filas, mas não aos assentos conjugados não fixados ao piso
e/ou paredes. A avaliação do efeito do envelhecimento e da temperatura ambiente não
esta incluída. Estes ensaios não se destinam a avaliar a durabilidade dos materiais de
enchimento, tais como espumas e seus revestimentos. Os ensaios visam valorizar a
resistência e a durabilidade de assentos para espectadores classificados,
independentemente dos materiais, da concepção/execução ou dos processos.

ABNT NBR 9077:2001 - Saídas de emergência em edifícios.

Esta Norma fixa as condições exigíveis que as edificações devem possuir.

ABNT NBR 10898:2013 - Sistema de iluminação de emergência.

Esta Norma especifica as características mínimas para as funções a que se destina o


sistema de iluminação de emergência a ser instalado em edificações ou em outras
áreas fechadas, na falta de iluminação natural ou falha da iluminação normal instalada.

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ABNT NBR 17240:2010 - Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto,
instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de
incêndio – Requisitos.

Esta Norma especifica requisitos para projeto, instalação, comissionamento e


manutenção de sistemas manuais e automáticos de detecção e alarme de incêndio em
e ao redor de edificações, conforme as recomendações da ABNT ISO/TR 7240-14.

ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio.

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de


extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para
combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR 10897:2007 Versão Corrigida:2008 - Sistemas de proteção contra incêndio


por chuveiros automáticos - Requisitos.

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para o projeto e a instalação de


sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos, incluindo as
características de suprimento de água, seleção de chuveiros automáticos, conexões,
tubos, válvulas e todos os materiais e acessórios envolvidos em instalações prediais.

ABNT NBR 14276:2006 - Brigada de incêndio - Requisitos

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para a composição, formação,


implantação e reciclagem de brigadas de incêndio, preparando-as para atuar na
prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros-

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socorros, visando, em caso de sinistro, proteger a vida e o patrimônio, reduzir as
consequências sociais do sinistro e os danos ao meio ambiente.

ABNT NBR 5626:1998 - Instalação predial de água fria.

Esta Norma estabelece exigências e recomendações relativas ao projeto, execução e


manutenção da instalação predial de água fria. As exigências e recomendações aqui
estabelecidas emanam fundamentalmente do respeito aos princípios de bom
desempenho da instalação e da garantia de potabilidade da água no caso de
instalação de água potável.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 - Instalações elétricas de baixa tensão.

Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas


de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento
adequado da instalação e a conservação dos bens.

ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013 - Iluminação de ambientes de trabalho - Parte 1:


Interior.

Esta Norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os


requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente,
com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 - Sistemas de alarme - Parte 1: Requisitos gerais -


Seção 1: Geral.

Esta Norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento

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(controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de
alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade
e do ambiente.

ABNT NBR 9050:2004 Versão Corrigida:2005 - Acessibilidade a edificações,


mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Esta Norma estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do


projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

21. Glossário
ACÚSTICA: A qualidade da casa de espetáculos no que diz respeito à transmissão do
som. Problemas acústicos geralmente são complexos em sua natureza e muito
dinheiro e horas de trabalho podem ser economizados com a consulta de um
engenheiro ou arquiteto especializado desde o início do processo de projeto de uma
casa de shows.

BOCA DE CENA: Abertura frontal do palco que delimita horizontal e verticalmente o


espaço visual da cena. Recorte na parede frontal do palco que pode ser variado
através do uso de reguladores verticais e horizontais.

CAMARIM: Recinto da caixa dos teatros e casa de shows onde os atores se vestem e
se maquiam.

CENOGRAFIA: Arte e técnica de criar, projetar e dirigir a execução de cenários para


espetáculos de teatro, de cinema, de televisão, de shows etc.

CICLORAMA: Grande tela semicircular, geralmente em cor clara, situada no fundo da


cena e sobre a qual se lançam as tonalidades luminosas de céu ou de infinito, que se
deseja obter. Nele também podem ser projetados diapositivos ou filmes que se
desenvolvem alternada ou paralelamente à ação física dos atores. Ciclorama ou
infinito, fundo infinito, cúpula de horizonte.

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COXIA: Nos palcos de teatro e casas de shows, espaço situado atrás dos bastidores.
Pode ser ainda um assento móvel, normalmente com dobradiças, usado quando as
poltronas normais já estão ocupadas. Uma espécie de cadeira improvisada.

URDIMENTO: Armação de madeira ou ferro, construída ao longo do teto do palco,


para permitir o funcionamento de máquinas e dispositivos cênicos. Na realidade, é o
esqueleto do palco; a ‘alma’ da caixa de mágicas em que ele às vezes se converte.
Tem como limite superior, a grelha com a sofita e como limite inferior, a linha das
bambolinas, varas de luzes e a parte superior da cenografia.

VARA: Madeira ou cano longitudinal preso no urdimento, onde são fixados elementos
cenográficos, equipamentos de luz e vestimentas cênicas. Sua movimentação pode
ser manual, utilizando-se contrapesos e elétrica.

NOVO CONTEÚDO

Acústica: A qualidade da casa de espetáculos no que diz respeito à transmissão do


som. Problemas acústicos geralmente são complexos em sua natureza e muito
dinheiro e horas de trabalho podem ser economizados com a consulta de um
engenheiro ou arquiteto especializado desde o início do processo de projeto de uma
casa de shows.

Boca de Cena : Abertura frontal do palco que delimita horizontal e verticalmente o


espaço visual da cena. Recorte na parede frontal do palco que pode ser variado
através do uso de reguladores verticais e horizontais.

Camarim : Recinto da caixa dos teatros e casa de shows onde os atores se vestem e
se maquiam.

Cenografia: Arte e técnica de criar, projetar e dirigir a execução de cenários para


espetáculos de teatro, de cinema, de televisão, de shows etc.

Ciclorama: Grande tela semicircular, geralmente em cor clara, situada no fundo da


cena e sobre a qual se lançam as tonalidades luminosas de céu ou de infinito, que se
deseja obter. Nele também podem ser projetados dispositivos ou filmes que se

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
desenvolvem alternada ou paralelamente à ação física dos atores. Ciclorama ou
infinito, fundo infinito, cúpula de horizonte.

Coxia: Nos palcos de teatro e casas de shows, espaço situado atrás dos bastidores.
Pode ser ainda um assento móvel, normalmente com dobradiças, usado quando as
poltronas normais já estão ocupadas. Uma espécie de cadeira improvisada.

Promoter: organizador de eventos, que ajuda principalmente na parte da venda de


ingressos e na divulgação, ou seja, na promoção do evento.

Urdimento: Armação de madeira ou ferro, construída ao longo do teto do palco, para


permitir o funcionamento de máquinas e dispositivos cênicos. Na realidade, é o
esqueleto do palco; a ‘alma’ da caixa de mágicas em que ele às vezes se converte.
Tem como limite superior, a grelha com a sofita e como limite inferior, a linha das
bambolinas, varas de luzes e a parte superior da cenografia.

Vara: Madeira ou cano longitudinal preso no urdimento, onde são fixados elementos
cenográficos, equipamentos de luz e vestimentas cênicas. Sua movimentação pode
ser manual, utilizando-se contrapesos e elétrica.

Seguem alguns termos mais utilizados em produções musicais:

Andamento Velocidade de uma música, do seu ritmo. Muitas vezes medida em bpm
(batimentos por minuto). Pode modificar profundamente a expressão da canção.

Arranjo Seleção de instrumentos, forma, andamento, variações melódicas e


harmônicas que compõe uma “roupagem” para uma composição. É planejado de
acordo com os instrumentos e vozes que interpretarão a música, considerando-se suas
possibilidades e limitações.

Áudio Informações sonoras sob variadas formas: elétrica, óptica, digital etc. Quando
manifestado no domínio acústico, gera ondas sonoras e é conhecido como “som”.

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Audiófilo Apreciador da qualidade das gravações. Valoriza a naturalidade das
produções e sistema de reprodução, incluindo a sala de audição.

Barramento Master Ou bus master, são os canais de mixdown de um console de


mixagem real ou virtual. Em uma mesa de gravação, é conectado ao gravador estéreo.
Em um console de P.A. (show ao vivo), é conectado às caixas de som que “endereçam
o público” - Public Address – P.A.

Bounce Transformar partes de uma música ou trilhas de uma música em um novo


arquivo de áudio. Frequentemente sinônimo de mixdown.

Bridge Uma sessão da forma musical. Tem a função de criar contraste e respiro.

Capo O inínio da música. Em notação musical, o termo "D.C. al Coda" instrui o músico
a tocar novamente desde o início até o símbolo "Coda".

Cifra Código visual que representa um acorde musical. Ex.: A=Lá maior, Bm=Si menor,
C#7+=Dó sustenido com 7a. maior.

Clássico Uma música famosa que se destaca e tende a agradar diversas gerações.
Não confundir com o estilo “Música Clássica”.

Click Metrônomo, referência de tempo para que a performance não perca sincronismo
e mantenha a uniformidade. Mutas vezes, um som de “click” para que os músicos
possam escutar o tempo da música.

Click (ruído) Neste caso, um som característico originado por falhas no processo de
gravação ou mixagem. Audível como um rápido estalo.

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Club (versão) Uma mixagem alternativa que foi masterizada para ser tocada em boites.
Normalmente, realça os extremos graves e agudos e é mais longa, com sessões
instrumentais.

Coda Originalmente, a "cauda" ou finalização de uma música. Em notação musical,


representa o final da performance, quando uma sessão da música é repetida. O termo
"D.S. al Coda" na partitura instrui o músico atocar a sessãoentre os símbolos "Segno"
e "Coda".

Compressão Explicação no capítulo sobre Mixagem. O processo de diminuir as


diferenças de volume do áudio, reduzindo sua dinâmica.

Contraponto Técnica de composição que utiliza distintas frases melódicas que


interagem entre si, criando uma relação harmônica que enriquece a música.

DAW Digital Audio Workstation. Refere-se aos pacotes de Software que funcionam
como estúdios virtuais de produção musical.

Decibel (dB) Relação entre duas grandezas, com comportamento logarítmico. Em dB,
sempre existe uma referência que deve ser expressa. A relação entre o sinal medido e
a referênciadeterminará a quantidade de decibéis. Pode ser usado em áudio, acústica,
elétrica, óptica etc. Exemplo: 85dB SPL = significa que o som medido é 85dB mais alto
do que a referência, que por sua vez, equivale ao som mais baixo que pode ser ouvido.

De-esser Processador de áudio que atenua as sibilâncias, ou sons de consoantes


como "s", "t", "c", "f". Normalmente, implementado como um compressor de banda
estreita.

Dinâmica A diferença entre os sons mais baixos e os mais altos do áudio. Está
relacionada com a naturalidade e contorno emocional das músicas. Gravações de
música erudita orquestrada costumam ter muito mais dinâmica do que a música pop.

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Distorção Qualquer alteração introduzida ao áudio original. Pode ocorrer no meio
acústico, elétrico ou digital. Uma das distorções mais comuns e audíveis é a saturação,
quando o nível de volume é muito alto para um determinado equipamento e “suja” o
som.

Distribuição Normal Padrão estatístico de ocorrências que representa diversos


fenômenos naturais, como o peso ou a altura de uma população.

Edição Ato de recortar, limpar, juntar ou manipular o áudio de uma maneira geral. A
maioria das trilhas é editada antes da mixagem.

Equalização Explicação no capítulo sobre Mixagem. Alterar o conteúdo espectral do


áudio. Ressaltar regiões (ex.: graves) ou atenuar freqüências com intuito corretivo ou
artístico.

Equilíbrio Tonal A relação harmônica entre as freqüências sonoras. O balanço correto


entre graves, médios e agudos.

Espectro Sonoro Toda a faixa auditiva, dos extremos graves aos extremos agudos.
Varia aproximadamente de 20Hz a 20kHz par ao ser humano.

Estéreo Dois canais de áudio (esquerdo e direito) que, quando reproduzidos, criam o
palco sonoro virtual.

Fade-In / Out A transição entre silêncio e som que ocorre no início e no final da
música. Pode ter diversas durações e formas.

Fader Controle variável, originalmente vertical e deslizante, para ser operado pelos
dedos.

Flat No áudio, refere-se a um equipamento ou ambiente acústico com resposta de

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frequência reta (lisa, estável). Em teoria, é desejável que salas, amplificadores e
monitores sejam FLAT. Já microfones e prés não-FLAT possuem colorações
interessantes.

Forma Tipos de sessões e suas ligações em uma música (intro, refrão, bridge, etc.).

Gig Do inglês informal, um trabalho, um "trampo" para o músico. Também pode


significar a performance em si, a apresentação.

Groove Ritmo e marcação da música, a levada, batida. Pode ser bastante “quadrado” e
estável ou “grooveado”, como no caso do Funk.

Harmonia Seqüência de acordes que funciona como fundo musical para a melodia. A
estrutura da música, construída sobre uma tonalidade.

Headroom Margem de segurança. O "espaço" disponível entre o nível médio de um


sinal de áudio e o máximo permitido pelo equipamento. Exemplo: uma gravação digital
com nível médio de-12dBFS possui 12dB de headroom, uma vez que o limite é 0dBFS.
Ou seja, o sinal pode aumentar até 12dB (durante as passagens mais altas) sem que
haja distorções. Acima do teto, o sinal começa a distorcer e deixa de operar com
fidelidade. Todo equipamento na cadeia de áudio possui um nível nominal e um
headroom.

Hi-Fi (versão) Uma mixagem alternativa que foi masterizada para a confecção de
mídias de alta definição, como CDs audiófilos, SACD e DVD-Audio. Costuma ser
menos processada e com maior dinâmica.

Hook O “gancho” da música, o clímax musical ou lírico que normalmente contém a


mensagem principal e gera o título da canção.

Know-how Conjunto de conhecimentos, técnicas e habilidades de um profissional.

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Lei de Pareto Ex.: 20% das ações geram 80% dos resultados; 20% dos itens no varejo
representam 80% do faturamento. Pode ser aplicada em diversas áreas e situações da
ciência.

Lick Uma frase melódica curta, ou sequência de notas, que é repetida durante a
música. Costuma ser associada à guitarra e é mais presente nos solos e outras
sessões de destaque na música popular.

Limitador Ou limiter, é um tipo especial de compressor que oferece uma grande taxa
de compressão a partir de um nível limiar. Usado normalmente para se evitar
saturação de monitores ou gravadores, limitar o nível máximo do áudio.

Line (linha) Tipo de sinal padrão no áudio. Possui nível (intensidade) elétrico próprio
para interligação de equipamentos. Consoles, gravadores, amplificadores e
equipamentos em geral trabalham com sinais de nível LINE. Há dois padrões na
Indústria:+4dBu (profissional) e -10dBV (doméstico).

Loop (de Áudio) Trecho de áudio (como uma batida ou riff de guitarra) que pode ser
concatenado e repetido para se criar sessões.

Loop (gravação) A mesma performance é gravada várias vezes em seqüência.


Normalmente, o mix de fundo, que serve de base para a gravação desta trilha, é
repetido em loop, enquanto cada take é registrado.

Mainstream A faixa de mercado tradicional, popular, de maior volume de vendas e


exposição. Artistas e músicas fora do mainstream são comumente chamados de
underground ou alternativos.

Major Uma grande gravadora. Normalmente gerencia diversos selos que representam
artistas famosos.

Melodia Seqüência de notas musicais que forma as frases cantadas ou tocadas sobre
uma harmonia.

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MIC Abreviação de microfone. No caso de sinais elétricos, indica que a entrada foi
projetada para receber sinais de um microfone, que serão amplificados por um pré-
amplificador integrado.

MIDI (programação) Informação musical sob a forma eletrônica ou digital. Permite a


geração de áudio por mecanismos não-acústicos. Notas, suas intensidades e durações
podem ser manipuladas por Software ou Hardware (instrumentos virtuais), muitas
vezes simulando os equivalentes reais.

Mídia Master A mídia física que contém a produção final e serve de molde para a
confecção de cópias idênticas. Por exemplo, um disco de metal ou um rolo de fita
magnética. O áudio master pode existir dentro do computador mas será transferido
para alguma mídia antes da geração das cópias.

Mix ou Mixagem A mistura das trilhas gravadas com o objetivo de apresentar todos os
elementos de ritmo, harmonia e melodia de uma maneira clara e interessante.
Normalmente, combina o áudio em um canal estéreo (L+R).

Mixdown O ato de mixar ou combinar várias trilhas para um número menor de canais.
O resultado da mixagem em forma de áudio.

Modos Ressonantes Fenômeno acústico que altera a intensidade das ondas sonoras
dentro de uma sala. É mais notável nos graves e em salas pequenas, podendo
aumentar ou diminuir consideravelmente a audição de determinadas freqüências.

Monitor Caixas-acústicas, alto-falantes, fones-de-ouvido – o sistema de monitoração


de áudio que permite técnicos e músicos escutarem os sons de performances e
gravações.

Multi-pista Gravador ou processo de gravação que registra várias trilhas (ou pistas)
independentes ao mesmo tempo. Permite maior controle e versatilidade durante a
mixagem.

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Naipe Grupo de instrumentos com características semelhantes que tocam uma frase
musical, com o objetivo de aumentar o volume e enriquecer o som. Naipe de violinos,
naipe de metais.

Nível Nominal Intensidade de sinal adequada para um determinado equipamento. Ex.:


na mesa de som, todas as entradas devem ser ajustadas via controle de TRIM para
que todos os canais tenham um sinal com nível médio em torno do nível nominal da
mesa. Assim, garante-se headroom e ruídos baixos.

Orgânica (gravação) Áudio com realismo e entrosamento, aproxima-se de uma


execução ao vivo.

P.A. "Public Address" - sistema de som endereçado ao público.

Pad Som de fundo, normalmente baixo e suspenso (notas longas que variam pouco),
acompanhando a harmonia da música.

Panorama Posição horizontal de um elemento na música, esquerda / centro / direita e


os inúmeros graus intermediários. Configuram o palco sonoro no estéreo. Gravações
mono não possuem panorama.

Partitura Representação musical gráfica em um pentagrama, com símbolos


padronizados que indicam a nota musical, sua duração e maneira de se interpretar.

Phantom Image Imagem fantasma, a existência de um elemento no panorama musical


que de fato não existe,entreas duas caixas acústicas do placo sonoro.

Phantom Power Tipo de alimentação que substitui fontes ou baterias para microfones a
condensador. É transmitida pelo próprio cabo de áudio balanceado do microfone.

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Plugin Software utilizado para processar (alterar) o áudio. Muitas vezes, substitui
equipamentos reais e físicos. Pode ter inúmeras funcionalidades, como equalização,
compressão ou reverberação.

Pop (estilo) Às vezes sinônimo de moda ou descartável, na verdade, é tudo aquilo que
não é erudito (complexo, alternativo, particular). Popular.

Pop (ruído) Neste caso um som característico, normalmente originado do uso indevido
de microfones. Ex.: quando o vocalista gera um grande fluxo de ar nas consoantes “p”
e “b”.

Pré (amplificador) Equipamento responsável por elevar o nível de um sinal fraco


proveniente de algumas fontes. Sinais de microfones (MIC) e de alguns instrumentos
são transformados em nível de linha (LINE) na saída do pré. Na sequência, podem ser
processados, mixados e/ou gravados.

Punch Som “na cara”, presente, alto e claro. Apropriado para alguns elementos e
estilos musicais. Relaciona-se com o impacto auditivo sentido pelo ouvinte.

Quantização Na nomenclatura MIDI, significa ajustar a posição e a duração das notas


para que se encaixem em um determinado groove, soem corretamente no tempo e em
harmonia rítmica com as notas dos outros instrumentos.

Rádio (versão) Uma mixagem alternativa que foi masterizada para ser tocada no rádio.
Quando não é própria música original, pode conter uma introdução mais rápida,
volume mais alto ou menor duração.

Remix Versão remixada de uma música pré-lançada. Novo arranjo, duração,


interpretação e /ou estilo.

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Reverberação Explicação no capítulo sobre Mixagem. O campo sonoro que é
constituído pelas inúmeras reflexões de um espaço físico. O “rastro” do som.

Riff Motivo musical que se repete e tende a caracterizar uma música ou sessão dela.

RT60 Tempo necessário para o som decair 60dB após ser reproduzido na sala
(acusticamente ou por falantes). Tempo de reverberação, normalmente varia de
frações a alguns segundos.

Sala de Controle Sala de gravação e mixagem, local de trabalho dos técnicos de som.
Normalmente possui isolamento acústico e linha de visão para o estúdio

Sample Gravação de áudio de uma nota ou acorde tocados por um instrumento real ou
virtual. Pode ser disparado por sinais MIDI, permitindo, por exemplo, que um teclado
toque sons de saxofone.

Side Chain Entrada auxiliar de equipamentos (compressores, gates etc.) cujo sinal
controla o que acontecerá com o sinal principal. Quando o side-chain não é usado,o
sinal principal é o próprio sinal de controle.

Solista Músico especializado que toca, normalmente, passagens melódicas conhecidas


como solos.

Surround Tecnologia de sonorização que utiliza falantes traseiros e/ou laterais para um
som mais envolvente. Especialmente utilizada em cinemas e home-theaters.

Tablatura Representação musical alternativa que simboliza a parte do instrumento que


deve ser tocada (corda e traste, peça da bateria etc.).

Take Uma das diversas gravações de um mesmo trecho.

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Talkback Mecanismo de comunicação entre a Técnica e o Estúdio. Um microfone de
talkback é posicionado dentro da Técnica para que os artistas possam escutar
orientações do técnico, quando necessárias.

Técnica (sala) O mesmo que Sala de Controle.

Teoria da Informação Explica como captamos as informações apresentadas. Ex.: um


instrumento pode aparecer na mixagem e depois ser abaixado de volume sem que
deixemos de notá-lo (liberando espaço para outros).

Teoria Gestalt Argumenta que A+B não é igual a A+B, mas sim C, um todo que é maior
que a soma das partes. Na música, a soma dos elementos – resultado final – pesa
muito mais do que se tentar teorizar a junção deles.

Timbre Conjunto de características que determinam um tipo de som: piano, violino,


flauta. Eles podem tocar a mesma nota, mas serão bastante distintos, com ataques,
decaimentos e conteúdo espectral diferentes.

Tonalidade O tom de uma música, o acorde fundamental da harmonia. Está


relacionada às possibilidades e limitações dos instrumentos e vozes.

Transiente No áudio, refere-se aos sons intensos, de curta duração. Típicos em


instrumentos percussivos, conhecidos como "ataque", seguidos de um decaimento.

Trilha Uma das pistas de uma gravação multi-pista. Normalmente contém apenas um
instrumento ou voz.

Trim Regulagem de ganho de entrada em um canal da mesa. Ajusta a quantidade de


pré-amplificação para sinais MIC ou ganho/atenuação de um sinal LINE, para que o
canal receba um sinal em nível nominal.

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Vazamento Sons captados por um microfone que, a princípio, deveriam ser captados
por outro(s). Acontece quando há mais de um microfone exposto à mesma fonte
sonora. Às vezes, o vazamento é desejável para se criar naturalidade.

VU Do inglês, "volume units", ou unidade de volume. Tipo de medidor de áudio criado


para representar a percepção humana de "volume", ou intensidade de um som.
Equipamentos com medidores VU devem operar em torno de 0dB VU (nível nominal).
A eletrônica de um VU é feita de maneira aindicara sensação de volume, sendo que
variações desinal muito rápidas não são representadas, já que não são percebidas por
nossos ouvidos.

22. Dicas de Negócio


Neste empreendimento, ter uma boa estrutura é fator primordial para alcançar o
sucesso, já que os freqüentadores não querem pagar caro para entrar numa casa de
shows, onde a bebida é quente, o banheiro é sujo e o ar-condicionado não dá vazão.
Diante disto, ter uma boa estrutura e um arranjo interno bem distribuído, além de
contar com boas instalações é fundamental. Outras dicas importantes são:

Este é um negócio cujo planejamento e execução da programação de shows é


fundamental. A qualidade dos artistas e espetáculos em cartaz é determinante para o
sucesso do negócio.

Investir na qualidade global de atendimento ao cliente, ou seja: qualidade do serviço,


ambiente agradável, profissionais atenciosos, respeitosos e interessados pelo cliente,
além de comodidades adicionais tais como: estacionamento, clima de conforto que
deve estar presente no ambiente da casa com sonorização e temperatura adequada
do ar-condicionado;

Procurar fidelizar a clientela com ações de pós-venda, como: remessa de cartões de


aniversário, comunicação de novos serviços e novos produtos ofertados, contato
telefônico lembrando de eventos e promoções;

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A presença do proprietário ou de um bom maitre é fundamental para o sucesso do
empreendimento;

O empreendedor deve estar sintonizado com a evolução do setor, pois esse é um


negócio que requer inovação e adaptação constantes, em face das novas tendências
que surgem dia-a-dia;

Cuidados especiais com bebidas, que exigem atenção dos profissionais, desde o
armazenamento até a temperatura em que devem ser servidas. A carta de bebidas
deve ser bem elaborada, levando em consideração os preços das bebidas e a
sofisticação dos coquetéis e por isso deve ser entregue a um barman ou elaborado
com bastante simplicidade;

O cardápio é um elemento fundamental para o sucesso do empreendimento, a sua


montagem antecede até mesmo às instalações da cozinha. O cardápio deve ser
pensado para oferecer produtos certos para a demanda de cada local, de cada tipo de
cliente, de cada dirá e de cada horário.

Manutenção e cuidados com a segurança são fundamentais. Problemas


aparentemente pequenos, como o inadequado dimensionamento das saídas de
emergência, sobrecarga nas instalações elétricas, guarda-corpo fora do especificado
em norma e fios à mostra são riscos potenciais para os usuários e motivos para a
interdição do local.

A definição de um tema e um estilo, que sejam vistos como algo que possui valor alto
pelo cliente, é outro fator importante para a casa de shows. Porém, não deve-se
restringir para um público específico nem para um tipo de música determinado. Saber
se posicionar bem no mercado é diferente de restringir possíveis consumidores de
comparecerem ao seu empreendimento.

O negócio de casa de shows e espetáculos é de risco, então procure sempre


diferenciar seu local dos concorrentes e tome cuidado para não cair na mesmice, o que
é visto pelo consumidor como um ponto que desestimula-os a escolherem a sua casa
de shows e não a do concorrente.

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Outra dica de negócio é fornecer o serviço para que os clientes tenham onde guardar
seus objetos com segurança, além da instalação de câmeras de segurança dentro e
fora do estabelecimento.

Hoje em dia é muito comum que comissões de formatura de cursos de graduação


tenham interesse em realizar eventos em sua casa de shows e espetáculos. Oferecer
uma pequena porcentagem dos ganhos para o fundo da formatura é um modo de
vender mais ingressos.

Antes de abrir a casa de shows e espetáculos, realize um planejamento minucioso


buscando diminuir riscos ou aumentando a possibilidade de soluções.

23. Características
A grande maioria dos empreendedores culturais no País começa a trabalhar nessa
área por gostar de arte e por prazer. Costumam se utilizar de conhecimentos, contatos
pessoais e recursos próprios. Contudo algumas características são consideradas
fundamentais ao perfil de um empreendedor do segmento de casas de shows e
espetáculos:

- Possuir experiência prévia neste setor;

- Visão sistêmica do mercado cultural;

- Disposição para trabalhar em horários pouco convencionais;

- A sensibilidade para identificação de nichos de público;

- Disposição para correr riscos e responsabilidade;

- Facilidade de relacionamento interpessoal;

- Capacidade de identificar prioridades;

- Capacidade de operacionalizar idéias;

- Habilidade para identificar oportunidades;

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- Capacidade de comunicação e criatividade;

- Capacidade de trabalho em equipe;

- Capacidade de liderança;

- Capacidade de planejamento e organização;

- Domínio de métodos e técnicas de trabalho;

- Capacidade de estabelecer e consolidar relações.

24. Bibliografia
ALKMIM, Antonio Carlos et al. Cadeia produtiva da economia da música. Rio de
Janeiro: Incubadora Cultural Gênesis, PUC-Rio; SEBRAE/RJ, 2004.

BARRETO, A. Aprenda a organizar um show. [S. l.]: Imagina Ed. 2007. Disponível em:
. Acesso em: 15 mar. 2009.

CLAUDIO, I.; RANGEL, N. A explosão do entretenimento. São Paulo: Isto É, 2008.


Disponível em: . Acesso em: 15 mar. 2009.

FRANCEZ, A.; COSTA NETTO, J. C.; DANTINO, S. F. Manual do direito do


entretenimento: guia de produção cultural. [S. l.]: Ed. SENAC, 2009.

NOAL, Thiago A. Pesquisa de mercado para abertura de uma casa noturna em


Marechal Cândido Rondon. Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Porto Alegre,
2011.

Como montar uma boate http://www.novonegocio.com.br/ideias-de-negocios/como-


montar-uma-boate - Acesso em outubro de 2014.

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Como abrir um bar ou uma casa noturna – http://www.ehow.com.br/abrir-bar-casa-
noturna-como_135685. Acesso em outrubro de 2014.

Tecnologia é diferencial em casas noturnas –


http://www.novomilenio.inf.br/ano06/0610c002.htm. Acesso em outubro de 2014.

Donos de bares contam dificuldades para abrir negócio próprio -


http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/977539-donos-de-bares-contam-dificuldades-
para-abrir-o-negocio-proprio.shtml. Acesso em outubro de 2014.

IGBE divulga dados sobre indicadores culturais -


http://www.iniciativacultural.org.br/2013/10/ibge-divulga-dados-sobre-indicadore s-
culturais. Acesso em outubro de 2014.

II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil – 2013 -


http://www.abeoc.org.br/wp-content/uploads/2014/10/II-dimensionamento-setor-even
tos-abeoc-sebrae-171014.pdf. Acesso em outubro de 2014.

25. Fonte
Não há informações disponíveis para este campo.

26. Planejamento Financeiro


Não há informações disponíveis para este campo.

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27. Soluções Sebrae

28. Sites Úteis

e-espet%C3%A1culos
29. URL