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EXERCÍCIOS E TESTES DE VESTIBULARES –

PARNASIANISMO.

1 – (FEI-SP) São características do Parnasianismo, do qual Olavo


Bilac é legítimo representante:
A – Predomínio da razão, individualismo.
B – Determinismo biológico, retorno à Idade Média.
C – Culto da forma, arte pela arte.
D – Objetividade, sentimentalismo exagerado.
E – N. D. A.
2 – (FESP) A designação “arte pela arte” aplica-se a que tipo de
tendência?
A – Concepção.
B – Cultista.
C – Parnasiana.
D – Simbolista.
E – Modernista.
3 – (CENTEC – BA) Todos os itens apresentam características do
Parnasianismo, exceto:
A – Prevalência de formas fixas de composição poética.
B – Anseio de liberdade criadora.
C – Preocupação com a perfeição formal.
D – Gosto pela precisão descritiva.
E – Ideal de objetividade no tratamento dos temas.

4 – (PUC-SP):
             Texto 1
                          Os sapos
              O sapo tanoeiro,
              Parnasiano aguado,
              Diz: - “Meu cancioneiro
              É bem martelado”
              (...)
              Brada em um assomo
              O sapo tanoeiro:
               --- “A grande arte é como
               Lavor de joalheiro”
                                                                      Manuel Bandeira.
               Texto 2

                            Profissão de fé
          Invejo o ourives quando escrevo
                             Imito o amor
      Com que ele, em ouro, o alto-relevo
                             Faz de uma flor.
               (...)
               Torce, aprimora, alteia, lima
                             A frase; e, enfim,
          No verso de ouro engasta a rima,
                             Como um rubim.
                                                                       Olavo Bilac.
            a)Compare os dois trechos acima e, a partir daí, caracterize
a estética literária a que pertence o texto 2, de acordo com as duas
afirmações do texto 1
            “Meu cancioneiro é bem martelado” = os parnasianos davam
especial atenção à métrica.
            “A grande arte é como o lavor do joalheiro” = os parnasianos
realçavam as palavras raras e as rimas ricas.
b)O texto 1 reforça ou nega os procedimentos estéticos apontados
no texto 2? Justifique sua resposta.
O texto 1 nega os procedimentos estéticos apontados no texto 2:
“parnasiano aguado”, “brada em assomo” são expressões
pejorativas.
5 – (PUC-RS) Alberto de Oliveira é considerado o mais
característico poeta parnasiano, pois suas obras evidenciam:
A – Erudição linguística, descrição subjetiva e alusão à mitologia
geco-latina.
B – Culto à forma, descritivismo e retorno aos motivos clássicos.
C – Preciosismo linguístico, recuperação dos moldes clássicos e
devaneio sentimentalismo.
D – Lirismo comedido, sentimento nacionalismo e apuro vocabular.
E – Descrição pormenorizada, ruptura com os motivos clássicos e
busca da palavra exata.
6 – (UFRS):
                  É na confluência de ideais anti-românticos, como a
objetividade no trato dos temas e o culto da forma, que se situa
a poética do parnasianismo. O nome da escola vinha de Paris e
remontava a antologias publicadas (...) sob o título de Parnasse
Contemporain, que incluíram poemas de Gautier, Banville e
Leconte de Lisle. Seus traços de relevo: o gosto da descrição
nítida, concepções tradicionalistas sobre metro, ritmo e rima e,
no fundo, o ideal de impessoalidade que partilhavam com os
realistas do tempo.
                                                                                    Alfredo Bosi.
Com base no texto acima, referente ao Parnasianismo brasileiro,
são feitas as seguintes inferências.
I – O Parnasianismo opôs-se a princípios românticos como a
subjetividade e a relativa liberdade do verso.
II – Tendo seu nome calcado num termo criado na França, O
Parnasianismo brasileiro seguiu um caminho estético próprio,
independente e original.
III – Parnasianismo e Realismo são correntes literárias com ideias e
princípios estéticos totalmente diferenciados.
Quais estão corretas?
a – Apenas I.
b – Apenas II.
c – Apenas I e II.
d – Apenas II e III.
e – I, II e III.
7 – (PUC-RS):
 Calma entre os ventos, em lufadas cheias
  De um vago sussurrar de ladainhas
  Sacerdotisa em prece, o vulto alteias
  Do vale, quando a noite se avizinha.
   Rezas sobre os desertos e as areias,
 Sobre as florestas e a amplidão marinha:
    E ajoelhadas, rodeiam-te as aldeias,
    Musas servas aos pés de uma rainha.
A expressão marcada pela descrição objetiva, a disciplina formal, a
técnica do encavalgamento são caracteristicamente.
       a) Românticas.
       b) Parnasianas.
       c) Simbolistas.
       d) Impressionistas.
       e) Modernistas.
8 – (PUC-RS):
                 Fulge em nuvens, no poente, o Olimpo. O céu delira
                 Os deuses rugem. Entre incêndios de ouro e gemas
                 Há torrentes de sangue, hecatombes supremas
                 Heróis rojando ao chão, troféus em pira.
O estilo do texto é caracteristicamente:
a) Romântico.
b) Parnasiano.
c) Simbolista.
d) Pré-modernista.
e) Modernista.
9 – (PUCCAMP-SP):
                 Enquanto, com gentil descortesia,
                 O ar, que fresco Adônis te enamora,
                 Te espalha a rica trança voadora
                 Da madeixa que mais primor te envia:
                 Goza, goza da flor da mocidade,
                 Que o tempo troca, e a toda a ligeireza
                 E imprime a cada flor uma pisada.
Os versos acima, numa linguagem que abusa das intercalações e
carrega a construção com referência mitológica, ilustram a
consciência aguda que tinham da transitoriedade da vida os poetas:
a) Simbolistas.
b) Barrocos.
c) Românticos.
d) Árcades.
e) Parnasianos.

(IBERO-AMERICANA-SP – adaptada) Leia atentamente o texto


abaixo para responder às questões 10, 11 e 12:
                              DUALISMO
Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, em maldições e preces,
 Como se, a arder, no coração tivesses
O tumulto e o clamor de largo oceano. 
  Pobre, no bem como no mal, padeces;
  E, rolando num vórtice vesano,
  Oscilas entre a crença e o desengano,
  Entre esperanças e desinteresses.
          Capaz de horrores e de ações sublimes,
          Não ficas das virtudes satisfeito,
          Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
          E, no perpétuo ideal que te devora,
          Residem juntamente no teu peito
          Um demônio que ruge e um Deus que chora.
10 – Esse soneto de Olavo Bilac é a descrição de uma pessoa.
Pode-se dizer, a esse respeito, que:
a) O poeta se dirige a si mesmo, recriminando-se por um caso de
amor mal sucedido.
b) O poete descreve um interlocutor, a quem se dirige, como
indicam os tempos verbais na segunda pessoa do singular.
c) O poeta é, simultaneamente, o emissor e o receptor do poema,
conservando-se numa postura objetiva e distanciada, sem se
envolver.
d) A partir do título, a característica maior do soneto é a sua
pieguice.
e) N.D.A.
11 – Levando-se em consideração a postura do poeta nesse
soneto, é possível afirmar que:
a) Se trata de uma postura romântica.
b) A partir do título, a postura poética em relação ao ser humano é
contraditória.
c) O homem é visto como um ser ambíguo, contraditório, marcado
pelo “dualismo”.
d) Não há definição para o ser humano.
e) N.D.A.
12 – Considerando-se a primeira estrofe do soneto, nota-se nela a
ocorrência de associação de termos, unidos pelas conjunções
“nem” e “e”. Essas construções simétricas ocorrem também nas
outras estrofes (a crença e desengano / horrores e ações sublimes).
Esse tipo de recurso que aproxima opostos provoca:
a) Uma visão simbolista do ser humano.
b) Uma sequência preciosista, quase gongórica, da situação
enfocada.
c) Uma visão paradoxal do ser humano, caracterizado ora por sua
força positiva, ora por uma negativa.
d) Uma tradução inequívoca e inequivocada do ser humano.
e) N.D.A.
13 – (FUVEST-SP) Leia com atenção e responda às questões I e II:
          Torce, aprimora, alteia, lima
                      A frase; e, enfim,
          No verso de ouro engasta a rima,
                     Como um rubim.
          Quero que a estrofe cristalina,
                     Dobrada ao jeito
          Do ourives, saia da oficina
                     Sem um defeito.
                                                                               Bilac, Olavo.
Profissão de fé.
I – Nos versos acima, a atividade poética é comparada ao lavor do
ourives porque, para o autor:
a) A poesia é preciosa como um rubi
b) O poeta é um burilador.
c) Na poesia não pode faltar a rima.
d) O poeta não se assemelha a um artesão.
e) O poeta emprega a chave de ouro.
II – Pode-se inferir do texto que, para Olavo Bilac, o ideal da forma
literária é:
a) A libertação.
b) A isometria.
c) A estrofação.
d) A rima.
e) A perfeição.
14 – (PUC-SP) A respeito de Via-láctea, de Olavo Bilac, é lícito
dizer que:
a) Contém poemas onde o autor compara o trabalho do poeta com
o lavor do ourives.
b) Há uma profunda influência da Ilíada, mas também da Odisséia,
ainda que em pequena escala.
c) É uma coletânea de poemas, cujos tema é o amor sensual,
vazado em versos de ritmos neoclássicos em que se observa
muitas vezes uma estruturação intencional com vistas à chave de
ouro do soneto.
d) É uma coletânea onde o principal tema é o céu noturno.
e) N.D.A.
15 – (PUC-RS)
Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
 Assim! de um sol assim!
 Tu, desgrenhada e fria,
 Fria! postos nos meus os teus olhos molhados,
 E apertando nos teus os meus dedos gelados...
A poesia parnasiana de Olavo Bilac, como demonstram os versos
acima, vera sobre o amor quase sempre de forma:
a) Sentimental.
b) Mística.
c) Religiosa.
d) Lírica.
e) Sensual.
16 – (FEI-SP) Rejeitando os ideais românticos, retomam a tradição
clássica, defendem o princípio da “arte pela arte” e supervalorizam
a linguagem preciosa.
O texto acima refere-se a poetas:
a) Parnasianos.
b) Naturalistas.
c) Simbolistas.
d) Modernistas.
e) Árcades.
17 – (FEI-SP) Qual a alternativa falsa?
a) O movimento literário denominado parnasianismo deriva seu
nome da publicação Le Parnasse Contemporain.
b) A sentimentalidade plangente dos românticos era menosprezada
pelos parnasianos.
c) O parnasiano preconiza o culto da forma.
d) O parnasianismo foi precedido pelo simbolismo.
e) Entre os parnasianos podemos mencionar: Alberto de Oliveira,
Raimundo Correia e Olavo Bilac.
18 – (MACK-SP) Qual alternativa caracteriza adequadamente o
Parnasianismo?
a) Objetivo e impassível.
b) Subjetivo e sentimental.
c) Realista e enigmático.
d) Cotidiano e apoético.
e) Simples e espontâneo.
19 – (PUC-PR) Marque a alternativa que se refere à estética
parnasiana:
a) O movimento não aceita os limites da realidade sensível, nem os
da palavra que a registra. Pretende ir além, para um mundo
idealizado, infinito, que lhe serve de refúgio contra os aspectos
contingenciais, passageiros e finitos da realidade.
b) O autor volta-se para a observação do mundo objetivo.
Considera possível a sua representação artística. Procura fazer arte
marcada por uma preocupação com a composição, com a técnica
do poema, busca a perfeição formal com a seleção vocabular.
c) O movimento exprime o desgosto das soluções racionalistas e
mecânicas, recusa limitar a arte ao objetivo, à técnica, ao seu
aspecto palpável. Espera ir além do espírito e tocar, com a sonda
da poesia, o absoluto.
d) Movimento que busca, na verdade, a antiarte. Representa a
subversão dos valores, cria uma arte em que a tônica dominante é
o sarcasmo, o descrédito humano, defende a anarquia social e o
suicídio individual.
e) Movimento que busca a arte que traduz uma correspondência
entre o mundo material e o mundo espiritual. Revela preocupação
com o homem, a partir de sua dívida pessoal.
20 – (MACK-SP) Não caracteriza a estética parnasiana:
a) A oposição aos românticos e distanciamento das preocupações
sociais dos realistas.
b) A objetividade, advinda do espírito cientificista, e o culto da
forma.
c) A obsessão pelo adorno e contenção lírica.
d) A perfeição formal na rima, no ritmo, no metro e volta aos
motivos clássicos.
e) A exaltação do “eu” e fuga da realidade presente.
EXERCÍCIOS E TESTES DE VESTIBULARES –
SIMBOLISMO        
1 – (VUNESP-SP) Dos trechos poéticos abaixo, apenas um contém
o conjunto das seguintes características: estilo simbolista, imagens
tendentes a eludir a realidade
sensível, váriasaliterações, váriassinestesias, repetições visando à
musicalidade da composição literária. Assinale-o:
               
               a)Eu não busco saber o inevitável
   Das espirais da tua vão matéria.
   Não quero cogitar da paz funérea
   Que envolve todo o ser inconsolável.
     b)E o teu perfil oscila, treme, ondula,
         Pelos abismos eternais circula...
         Circula e vai gemendo e vai gemendo
         E suspirando outro suspiro horrendo.
         E a sombra rubra que te vai seguindo
         Também parece ir soluçando e rindo
         Ir soluçando, de um soluço cavo
         Que dos venenos traz o torvo avo.
      c)Envelheces de tédio, de cansaço,
         De ilusões e de cismas e de penas,
         Como envelhece no celeste espaço
         O turbilhão das estrelas serenas.
         O amor os corações fez interdito
         Ao teu magoado coração cativo
         E apagou-te os sublimes infinitos
         Do seu clarão fecundar e vivo.
   
 d)Oh! vós que não dormis e que nas noites tristes,
     Falais à Natureza – esta Esfinge embusteira,
     Revolvendo este abismo eternamente mudo;
     Dizei-me se isto tudo, acaso não sentistes,
     A rir como Voltaire, a rir como caveira,
     A rir de vós, a rir de mim, a rir de tudo? ...
  e)Não procureis qualquer nexo naquilo
     Que os poetas pronunciam acordados,
     Pois eles vivem no âmbito intranquilo
     Em que se agitam seres ignorados.
2 – (MACK-SP):
               “Nomear um objeto é suprimir três quartos do prazer
do poema, que é feito da felicidade em adivinhar pouco a
pouco; sugeri-lo, eis o sonho... deve haver sempre enigma em
poesia, e é o objetivo da Literatura – e não há outro – evocar os
objetos”.
O trecho acima resume parte da ideologia de importante movimento
literário. Assinale a alternativa em que se encontra o nome do
mesmo.
a – Simbolismo.
b – Romantismo.
c – Barroco.
d – Parnasianismo.
e – Modernismo.

3 – (FATEC-SP):
    E sons soturnos, suspiradas mágoas,
mágoas amargas e melancolias,
   No sussurro monótono das águas,
   Noturnamente, entre ramagens frias.
  Vozes veladas, veludosas vozes,
   Volúpias dos violões, vozes veladas,
   Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
a)Indique o recurso literário evidente no trecho de Violões que
choram, poema de Cruz e Souza, e:
O recurso literário evidente é a aliteração.
b)Explique o efeito obtido pelo autor através deste recurso.
O efeito obtido é a sugestão musical (som do violão).
4 – (CEFET-MG):
                 Do imenso mar maravilhoso, amargos
                 Marulhos murmurem compungentes,
                 Cânticos virgens de emoções latentes
                 Do sol nos mornos, mórbidos letargos...
A estrofe acima apresenta características de um poeta:
a – Romântico.
b – Barroco.
c – Modernista.
d – Simbolista.
e – Parnasiano.
5 – (PUC-RS) A teoria da correspondência entre o material e o
espiritual, a teoria de que a imaginação é a faculdade essencial do
poeta, porque lhe permite recriar a realidade segundo nova
perspectiva, a afirmação de que “as imagens não são um
ornamento poético, mas uma revelação da realidade profunda das
cousas”, são traços da estética:
a – Romântica.
b – Parnasiana.
c – Simbolista.
d – Impressionista.
e – Modernista.

6 – (PUC-RS):
        O ser que é ser e que jamais vacila
    Nas guerras imortais entra sem susto
     Leva consigo este brasão augusto
  Do grande amor, da grande fé tranquila.
      Os abismos carnais da triste argila
      Ele o vence sem ânsias e sem custo
      Fica sereno, num sorriso justo,   
      Enquanto tudo em derreter oscila.

Fugindo do mundo material, a poesia simbolista de Cruz e Souza,


como ilustram as duas estrofes, busca a:
a – Utopia.
b – Transcendência.
c – Amargura.
d – Humildade.
e – Saudade.
7 – (PUC-SP):
                Mãos que os lírios invejam; mãos eleitas
                Para aliviar de Cristo os sofrimentos
                Cujas veias azuis parecem feitas
                Da mesma essência astral dos óleos bentos.
O vocabulário litúrgico, a religiosidade, a musicalidade da estrofe
acima vinculam-na ao:
a – Romantismo.
b – Parnasianismo.
c – Simbolismo.
d – Impressionismo.
e – Modernismo.
8 – (FATEC-SP) O Simbolismo tem mais correlação com a música
que com a pintura ou arquitetura. Por quê?
     Porque os interesses simbolistas estão muito mais ligados à
sensibilidade que à concretude.
9 – (PUC-RS):
                 Ninguém anda com Deus mais do que eu ando,
                 Ninguém segue os seus passos como eu sigo,
                 Não bendigo a ninguém e nem maldigo:
                 Tudo é morte num peito miserando.
                 Vejo o sol, vejo a luz e todo bando
                 Das estrelas no olímpico jazigo.
                 A misteriosa mão de Deus o trigo
                 Que ela plantou aos poucos vai ceifando.
Um dos temas marcantes da poesia simbolista de Alphonsus
Guimaraens é a ... profunda e pessoal, como ilustram as estrofes
citadas.
a – Delicadeza.
b – Melancolia.
c – Religiosidade.
d – Ternura.
e – Evasão.
10 – (MACK-SP) O estilo literário que mais procurou aproximar a
poesia da música foi:
a – Romantismo.
b – Simbolismo.
c – Parnasianismo.
d – Realismo.
e – Arcadismo.
11 – (USF-SP):
                   A Música da Morte, a nebulosa,
                   Estranha, imensa música sombria,
                   Passa a tremer pela minh’alma e fria
                   Gela, fica a tremer, maravilhosa...
Os versos acima são característicos da época:
a – Barroca, por seu sentimento religioso.
b – Romântica, pelo acentuado subjetivismo e pela presença da
morte.
c – Parnasiana, por sua preocupação formal e pela descrição
objetiva.
d – Simbolista, por seus recursos expressivos que sugerem mistério
e fluidez.
e – Pré-modernista, pelo reflexo dos conhecimentos científicos na
poesia.

12 – (MACK-SP) Assinale a alternativa onde há um texto que não


pode ser encaixado no Simbolismo brasileiro:
a – Indefiníveis músicas supremas,
      Harmonias da Cor e do Perfume...
      Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
      Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
b – Mas essa dor da vida devora
      A ânsia de glória, o dolorido afã...
      A dor no peito emudecera ao menos
      Se eu morresse amanhã.
c – Harmonias que pungem, que laceram,
      Dedos nervosos e ágeis que percorrem
      Cordas e um mundo de dolências geram,
      Gemidos, prantos, que no espaço morrem...
d – Vê como a Dor te transcendentaliza!
      Mas no fundo da Dor crê nobremente,
      Transfigura o teu ser na força crente
      Que tudo forma belo e diviniza.
e – Sinto-as agora, ao luar, descendo juntas,
      Grandes, magoadas, pálidas, tateantes,
      Cerrando os olhos das visões defuntas...
      Brumosas mãos que vêm brancas, distantes,
      Fechar ao mesmo tempo tantas bocas...
13 – (PUCCAMP-SP) São características da poesia de Cruz e
Sousa:
a – Crença de que o espírito pode apreender a realidade das
coisas, traçando firmemente seus contornos; versos livres;
musicalidade a serviço do espiritualismo.
b – Abandono das visões ideais sobre o amor, por uma descrição
mais direta do corpo e dos desejos; anti-romantismo; busca das
“correspondências” entre os seres.
c – Cuidado formal, através do verso bem ritmado, do vocabulário
raro r preciso, dos efeitos plásticos e sonoros capazes de
impressionar os sentidos; objetividade na descrição do mundo.
d – Repúdio ao sentimentalismo; adoção dos temas divulgados pela
ciência e pela filosofia naturalista; apego ao soneto
e – Crença de que o poema representa uma tentativa de
aproximação da realidade oculta das coisas, que a sugerem sem
esgotá-la; busca de ritmos musicais e insinuantes; vocabulário
litúrgico, para acentuar o mistério.
14 – (UEL-PR) Assinale a alternativa que contém apenas
características da estética simbolista:
a – Temática social; hermetismo; valorização dos tons fortes;
materialismo; antítese.
b – Temática intimista; ocultismo; valorização dos tons fortes;
espiritualidade; sinestesia.
c – Temática intimista; hermetismo; valorização do branco e da
transparência; espiritualidade; sinestesia.
d – Temática bucólica; hermetismo; valorização do branco e da
transparência; espiritualidade; antítese.
e – Temática bucólica; ocultismo; valorização das tonalidades
verdes; materialismo; sinestesia.
15 – (UFV-MG):
                   Eternas, imortais origens vivas 
                   Da luz, do Aroma, segredantes vozes
                  Do mar e luares de contemplativas
                  Vagas visões volúpicas, velozes...
                  Aladas alegrias sugestivas
                  De asa radiante e branda de albornozes,
                  Tribos gloriosas, fúlgidas, altivas,
                  De condores e de águias e albatrozes...
                  Espiritualizai nos Astros loucos,
                  Do sol entre os clarões imorredouros
                 Toda esta dor que na minh’alma clama...
                   Quero vê-la subir, ficar cantando
                   Nas chamas das Estrelas, dardejando
                   Nas luminosas sensações da chama.
                                                                                   Cruz e Sousa.
Das alternativas que se seguem, apenas uma não corresponde à
leitura interpretativa do poema. Assinale-a:
a – Visão objetiva da realidade, em que a técnica sobrepõe-se à
imaginação.
b – Preferência por uma luminosidade que torna os elementos
nebulosos e imprecisos.
c – Valorização da sinestesia, acentuando a correspondência entre
imagens acústicas, visuais e olfativas.
d – Sublimação, através dos astros, de toda a dor que a alma
clama.
e – Predomínio da sugestão e uso de símbolos para a
representação do mundo.
16 – (PUC-RS) Uma obra simbolista expressa o culto ao vago, o
poder sugestivo da palavra e o lirismo nebuloso e transcendente. A
alternativa que exemplifica tal afirmação é:
a – Ai, palavras, ai, palavras,
      Que estranha potência a vossa!
      Ai, palavras, ai, palavras,
      Sois de vento, ides no vento,
      No vento que não retorna,
      E, em tão rápida existência,
      Tudo se forma e transforma!
b – Busca palavras límpidas e castas
       Nova e raras, de clarões ruidosos,
       Dentre as ondas mais pródigas, mais vastas
       Dos sentimentos mais maravilhosos.
c – Eu fiz um poema belo e alto
      Como o girassol de Van Gogh
      Como um copo d chope sobre o mármore
      De um bar
      Que o raio de sol atravessa.
d – Minha mãe, manda comprar um quilo de papel almaço na venda
      Quero fazer uma poesia
      Diz a Amélia para preparar um refresco bem gelado
      E me trazer muito devagarinho.
      Não corram, fechem todas as portas a chave
      Quero fazer uma poesia.
e – Oh! Bendito o que semeia
      Livros, livros à mão cheia...
      E manda o povo pensar!
      O livro caindo n’alma
      É germe – que faz a palma,
      É chuva – que faz o mar.
(VUNESP-SP) As questões de números 17 e 18 se baseiam num
fragmento do poema-canção Trilhos urbanos, do artista Caetano
Veloso, e numa passagem de Viagens na minha terra, do simbolista
Antônio Nobre (1967 – 1900), escritor que retoma princípios
estéticos do Romantismo Português, sendo precursor da
modernidade.

        TRILHOS URBANOS

                               O melhor o tempo esconde


                               Longe, muito longe,
                               Mas bem dentro aqui,
                               Quando o bonde dava a volta ali.
                               No cais de Araújo Pinho,
                               Tamarindeirinho,
                               Nunca me esqueci
                               Onde o Imperador fez xixi.
                               Cana doce, Santo Amaro,
                               O gosto muito raro
                               Trago em mim por ti,
                               E uma estrela sempre a luzir.
                               Bonde da Trilhos Urbanos
                               Vão passando os anos
                               E eu não te perdi:
                               Meu trabalho é te traduzir...
                                                             Caetano Veloso. Cinema
transcendental.
                                                                                 LP 6349 436,
Polygram, 1979.
                             
           

          VIAGENS NA MINHA TERRA


                   Às vezes, passo horas inteiras
                   Olhos fitos nestas braseiras,
                   Sonhando o tempo que lá vai;
                   E jornadeio em fantasia
                   Essas jornadas que eu fazia
                Ao velho Douro, mais meu Pai.
                  Que pitoresca era a jornada!
                  Logo, ao subir da madrugada,
                  Prontos os dois para partir:
          Adeus! Adeus! É curta a ausência,
                  Adeus! – rodava a diligência
                  Com campainhas a tinir!

                  E, dia e noite, aurora a aurora,


                  Por essa doida terra fora,
                  Cheia de Cor, de Luz, de Som,
                  Habituado à minha alcova
                  Em tudo eu via coisa nova,
                  Que bom era, meu Deus! que bom!
                  Moinhos ao vento! Eiras! Solares!
                  Antepassados! Rios! Luares!
                  Tudo isso eu guardo, aqui ficou:
                  Ó paisagem etérea e doce,
                  Depois do Ventre que me trouxe,
                  A ti devo eu tudo que sou!
                                  Só, 1892. In: NOBRE, Antônio. Poeta – Nossos clássicos.
                                                                      Rio de Janeiro, Agir, 1959. p. 45-46.

17 – Os textos em pauta atualizam um tema muito frequente no


Romantismo, e recorrente a literatura de todos os tempos. Levando-
se em consideração que se trata de poemas autobiográficos, releia
com atenção os versos de Caetano Veloso e Antônio Nobre e, a
seguir:
a – Responda qual é a temática dominante em ambos os textos;
A temática dominante em ambos é a da saudade dos tempos da
infância.
b – Explique a significação conotativa do signo “traduzir”,
em Trilhos urbanos.
O verbo traduzir conota “interpretar”, “dar significância”.
18 – O estilo simbolista, do qual Antônio Nobre é um dos principais
representantes na literatura portuguesa, costuma extrair efeitos
poéticos através da utilização de recursos gráficos: emprego de
iniciais maiúsculas em substantivos comuns, palavras grafadas com
letras em itálico e negrito. Esses procedimentos – acreditavam os
simbolistas – ajudariam a enriquecer o sentido simbólico das
palavras no contexto. Tendo em vista este comentário:
a – Interprete a significação do substantivo “Ventre” (grafado com
inicial maiúscula), na última estrofe de Viagens na minha terra;
“Ventre” representa a figura materna.
b – Responda se é possível estabelecer uma relação de identidade
simbólica entre o advérbio aqui (em itálico), no poema de Antônio
Nobre, e “aqui”, na primeira estrofe de Trilhos urbanos.
SIM. Em ambos, o advérbio indica “dentro do peito”.
As questões de números 19 e 20 tomam por base um texto do
poeta simbolista brasileiro Alphonsus de Guimaraens (1870 –
1921).
                    Eras a sombra do poente
                    Eras a sombra do poente
                    Em calmarias bem calmas;
                    E no ermo agreste, silente,
                    Palmeira cheia de palmas.
                   
                    Eras a canção de outrora,
                    Por entre nuvens de prece;
                    Palidez que ao longe cora
                    E beijo que aos lábios desce.
                     Eras a harmonia esparsa
                     Em violas e violoncelos:
                     E como um vôo de garça
                     Em solitários castelos.
 
                     Eras tudo, tudo quanto
                     De suave esperança existe;
                     Manto dos pobres e manto
                     Com que as chagas me cobriste.
                     Eras o Cordeiro, a Pomba,
                     A crença que o amor renova...
                     És agora a cruz que tomba
                     À beira da tua cova.
                                                 Pastoral aos crentes do amor e da
morte, 1923.
                                              In: Guimaraens, A. de. Poesias – I. Rio
de Janeiro.
                                                                                       Org. Simões,
1955. p. 284.

19 – O texto em pauta, de Alphonsus de Guimaraens, apresenta


nítidas características do Simbolismo literário brasileiro. Releia-o
com atenção e, a seguir:
a – Aponte duas características tipicamente simbolistas do poema;
Uma característica é a preferência pela hora crepuscular; outra é a
referência à música.
b – Com base em elementos do texto, comprove sua resposta.
“A sombra do poeta”; “a harmonia esparsa. Em violas e
violoncelos”.
20 – A reiteração é um procedimento que, aplicado a diferentes
níveis do discurso, permite ao poeta obter efeitos de musicalidade e
ênfase semântica. Para tanto, o escritor pode reiterar fonemas
(aliterações, assonâncias, rimas), vocábulos, versos, estrofes, ou,
pelo processo denominado “Paralelismo”, retomar as mesmas
estruturas sintáticas de frases, repetindo alguns elementos e
fazendo variar outros. Tendo em vista estas observações:
a – Identifique no poema de Alphonsus um desses procedimentos.
O uso do verbo ser, na segunda pessoa do singular do pretérito
imperfeito do indicativo, consiste em reiteração – trata-se da
anáfora.
b – Servindo-se de uma passagem do texto, demonstre o processo
de reiteração que você identificou no item a.
“Eras a sombra do poente”; “Eras a canção de outrora”.

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