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MOPTC – LABORATÓRIO NACIONAL DE ENGENHARIA CIVIL - PORTUGAL E 472 - 2006

CDU
D O C U M E N T A Ç Ã O NO R M A T I V A
ISSN
CI/SfB
ESPECIFICAÇÃO LNEC
GUIA PARA A RECICLAGEM DE MISTURAS BETUMINOSAS A
QUENTE EM CENTRAL
Maio 2006

GUIDE POUR LA RECYCLAGE DES


GUIDE FOR THE PRODUCTION OF RECYCLED
MÉLANGES BITUMINEUSES A CHAUD EN
HOT MIX ASPHALT
USINE
Objet Scope
Ce document classifie les agrégats d’enrobés This document classifies reclaimed asphalt
d’après la EN 13108-8 et présente une orientation materials covered by EN 13108-8 and provides
pour son utilisation dans la production d’enrobés guidelines for their use in hot mix recycled
recyclées. asphalt.

EN 12697-1: 2005 – Bituminous mixtures – Test


1 – Objecto methods for hot mix asphalt – Part 1: Soluble
A presente Especificação estabelece binder content.
recomendações e fixa requisitos para o fabrico e EN 12697-3: 2005 – Bituminous mixtures – Test
aplicação de misturas betuminosas recicladas a methods for hot mix asphalt – Part 3: Bitumen
quente em central, utilizando resíduos de misturas recovery: Rotary evaporator.
betuminosas.
EN 12697-4: 2005 – Bituminous mixtures – Test
Os resíduos de misturas betuminosas a que se methods for hot mix asphalt – Part 4: Bitumen
refere esta Especificação estão abrangidos pela recovery: Fractionating column.
EN 13108-8 e provêm de obras de construção,
reconstrução, reabilitação e conservação de EN 12697-14: 2000 – Bituminous mixtures – Test
pavimentos rodoviários e aeroportuários. Estes methods for hot mix asphalt – Part 14: Water
resíduos podem ser constituídos por misturas content.
betuminosas fresadas, por placas retiradas de EN 12697-42: 2005 – Bituminous mixtures – Test
camadas de pavimentos posteriormente methods for hot mix asphalt – Part 42: Amount of
desagregadas e/ou britadas, ou por materiais coarse foreign matter in reclaimed asphalt.
excedentários da produção de misturas
NP EN 13043: 2004 – Agregados para misturas
betuminosas.
betuminosas e tratamentos superficiais para
estradas, aeroportos e outras áreas de circulação.
2 – Referências normativas
EN 13108-8: 2005 – Bituminous mixtures –
NP EN 933-1: 2000 – Ensaios das propriedades
Material specifications – Part 8: Reclaimed
geométricas dos agregados – Parte 1: Análise
asphalt.
granulométrica. Método de peneiração.
EN 1426: 1999 – Bitumen and bituminous binders 3 – Enquadramento geral
– Determination of needle penetration.
De forma a poder contribuir para uma construção
EN 1427: 1999 – Bitumen and bituminous binders sustentável, a reciclagem ou reutilização de
– Determination of softening point – Ring and Ball resíduos surge cada vez mais como um imperativo
method. no sector da construção civil. Neste sentido e
EN 12597: 2000 – Bitumen and bituminous binders tendo em consideração que se encontram em
– Terminology. desenvolvimento em Portugal políticas específicas
relativas à gestão dos resíduos de construção e
demolição, importa definir os requisitos para os
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resíduos de misturas betuminosas serem pavimentos, assim como excedentes de diversas
aplicados na construção, em particular no fabrico produções de misturas betuminosas, devem ser
de misturas betuminosas “recicladas” a quente em colocados em pilhas distintas. A dimensão das
central. pilhas assim formadas deve estar limitada a
valores máximos, em geral com altura não
Actualmente, estão disponíveis no mercado
superior a 3 m, por forma a prevenir quer a
diversas técnicas para a reciclagem de misturas
segregação do material, quer a aglomeração das
betuminosas, que são classificadas de acordo com
partículas da mistura betuminosa desagregada.
o local de fabrico da mistura reciclada (in situ ou
em central) e com a temperatura empregue neste Devem ainda ter-se cuidados acrescidos no
processo (a quente, semi-quente ou a frio), a qual acondicionamento destes materiais, protegendo-
é função do tipo de ligante utilizado (betume, -os devidamente de acções atmosféricas adversas
emulsão betuminosa, cimento, etc.). A presente (chuvas, ventos fortes, temperaturas elevadas),
Especificação contempla o primeiro caso por forma a prevenir a contaminação e a
enunciado, ou seja, a reciclagem a quente em escorrência de material (por exemplo, de ligante),
central. e a mantê-los tão secos quanto possível, uma vez
que teores em água mais elevados conduzem a
A utilização de resíduos de misturas betuminosas
um aumento do consumo de energia. A
em aterros, em leitos de pavimento e em camadas
minimização do teor em água presente na mistura
não ligadas de pavimentos, será contemplada
é ainda mais importante quando se utiliza uma
noutras especificações LNEC.
central descontínua em que o resíduo é
directamente introduzido no misturador (ver §4.2
4 – Condições gerais de utilização
da presente Especificação). Neste caso, a
Os resíduos de construção e demolição, utilização de resíduos de misturas betuminosas
catalogados no Capítulo 17 da Lista Europeia de com excesso de teor em água conduz à
Resíduos, LER (Portaria nº 209/2004), apresentam necessidade de aquecer os agregados virgens a
composição muito variável devido a factores tais temperaturas superiores, por forma a que no final
como a sua origem (construção, reabilitação, o teor em água e a temperatura de todo o material
demolição) e as práticas locais de construção. granular sejam adequados ao fabrico da mistura.
Esta variabilidade condiciona fortemente a
As pilhas de resíduos de misturas betuminosas a
valorização destes resíduos pelo que uma triagem
reciclar deverão, assim, ser preferencialmente
apropriada dos resíduos de construção e
colocadas em locais cobertos (protecção em
demolição e a selecção do processo de
relação à água das chuvas e a temperaturas
preparação são requisitos básicos na produção de
excessivas) e arejados (para evitar a retenção de
materiais reciclados de qualidade.
água).
Por outro lado deve evitar-se a presença de
Poderão eventualmente utilizar-se combinações
materiais que pela sua natureza sejam prejudiciais
de resíduos de diferentes origens, desde que a
para o ambiente. Assim, apenas podem ser
mistura seja feita adequadamente e em condições
reciclados os resíduos de misturas betuminosas
controladas que assegurem a homogeneidade do
que não contenham alcatrão. Sempre que, nos
material a reciclar.
resíduos de misturas betuminosas, haja suspeita
da existência de alcatrão deverá proceder-se à 4.2 – Centrais de fabrico
realização de ensaios com vista à despistagem
deste produto antes da sua incorporação em Para a reciclagem a quente em central de
misturas betuminosas recicladas. resíduos de misturas betuminosas podem utilizar-
-se centrais de fabrico contínuas ou descontínuas,
4.1 – Manuseamento e armazenamento dos devidamente adaptadas para este efeito. Para tal,
resíduos de misturas betuminosas deverão ser munidas dos dispositivos necessários
a uma adequada incorporação dos resíduos,
Os resíduos de misturas betuminosas a reciclar
evitando a sua degradação durante o fabrico, em
devem ser armazenados separadamente
particular do betume presente no material a
consoante a sua origem. Por exemplo, misturas
reciclar. A temperatura de aquecimento dos
betuminosas fresadas de diferentes camadas de
resíduos de misturas betuminosas a reciclar não

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deverá ser superior à temperatura utilizada no 6 – Campo de aplicação
aquecimento do betume virgem a adicionar à
No Quadro 1 indica-se o campo de aplicação dos
mistura.
resíduos de misturas betuminosas para misturas
No caso das centrais contínuas, estas deverão recicladas a quente em central, e indicam-se as
dispor de um sistema que permita a introdução respectivas taxas de incorporação máximas.
dos resíduos de misturas betuminosas numa zona
do tambor secador-misturador onde estejam 7 – Propriedades e requisitos mínimos
protegidos da chama do queimador, sendo o
Os resíduos de misturas betuminosas a utilizar em
aquecimento e desidratação destes materiais feito
misturas recicladas não podem conter materiais
quer pelos gases de combustão quentes, quer
que, pela sua natureza, forma, dimensão e teor,
pelo contacto com os agregados virgens sobre-
possam influenciar de forma negativa as
-aquecidos a incorporar na mistura betuminosa.
propriedades da mistura betuminosa reciclada.
Consoante o tipo de tambor secador-misturador da
Para além disso, os resíduos não devem conter
central e as adaptações efectuadas para adição
substâncias consideradas perigosas, de acordo
dos resíduos, assim são permitidas diferentes
com o exposto no §4 da presente Especificação.
taxas de incorporação de resíduos, numa gama
que pode variar, em geral, entre 10 e 50%. Para além do estabelecido no Quadro 1, os
resíduos de misturas betuminosas devem
Nas centrais descontínuas em que o resíduo é
satisfazer aos requisitos indicados no Quadro 2,
introduzido directamente no misturador, o
para poderem ser usados no fabrico de misturas
aquecimento e desidratação deste material é feito
betuminosas recicladas a quente em central.
através do contacto com os agregados virgens
sobre-aquecidos, pelo que apenas é permitida a No caso de se aplicarem taxas de incorporação de
incorporação de cerca de 10 a 30% de resíduo na resíduos superiores a 20%, os agregados
mistura betuminosa reciclada. presentes nos resíduos devem obedecer ao
estabelecido no Caderno de Encargos da obra,
Nas centrais descontínuas complementadas com
para o tipo de mistura betuminosa a que se
a instalação de um segundo tambor secador
destinam. As suas propriedades devem ser
destinado ao aquecimento, em separado, dos
determinadas de acordo com o estabelecido na
resíduos, é permitida a incorporação de maior
EN 13043.
quantidade deste material, em geral, até
percentagens da ordem de 70%. As propriedades que constam do Quadro 2 devem
ser verificadas pelo produtor com as frequências
5 – Identificação dos resíduos de misturas mínimas indicadas no §5.4 da EN 13108-8.
betuminosas
8 – Formulação da mistura reciclada
Os resíduos de misturas betuminosas a empregar
no fabrico de misturas recicladas devem ser Sem prejuízo de obedecerem aos valores
identificados, de acordo com o preconizado nos máximos estabelecidos no Quadro 1, as taxas de
§3.2.3, §4.3 e §4.5 da norma EN 13108-8, através incorporação a adoptar deverão ser seleccionadas
da dimensão máxima das partículas do resíduo e de acordo com os resultados dos estudos de
da dimensão do agregado nele contido. formulação das misturas betuminosas, tendo em
atenção os critérios estabelecidos no Caderno de
Devem também ser classificados quanto à
Encargos da obra, para cada tipo de mistura.
presença de matéria estranha, quanto às
características do ligante recuperado, e quanto ao
conteúdo em ligante, de acordo com o
preconizado nos §4.1, §4.2 e §4.4 da EN 13108-8,
respectivamente.
Deve ainda ser indicada a proveniência dos
materiais que constituem a pilha de resíduos, em
particular no que se refere à obra e ao(s) tipo(s) de
camada(s) de onde foram extraídos.

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Quadro 1 – Campo de aplicação e taxas máximas de incorporação de resíduos nas misturas
betuminosas

Classificação do resíduo (EN 13108-8)


Ligante presente no resíduo Campo de Taxa máxima de
(2)
Presença de aplicação incorporação
matéria estranha (1) Características do
Tipo de ligante
ligante recuperado

Camadas de (3)
10%
desgaste
Betume de Pavimentação
F1 P15 ou S70 Camadas de
(tradicional)
(3)
regularização e de 50%
base
Camadas de
Betume de Pavimentação (3)
F5 P15 ou S70 regularização e de 25%
(tradicional)
base
Betume de Pavimentação
F5 Pdec ou Sdec
(tradicional) Camadas de
Betume Modificado de Natureza e regularização e de 10% (3)
F5 Pavimentação ou Betume propriedades base
Duro de Pavimentação declaradas
LEGENDA
(1) Ver EN 12597.
(2) Admitem-se taxas de incorporação superiores, recorrendo eventualmente a produtos rejuvenescedores, desde que o estudo de
formulação seja complementado com ensaios para avaliação das características do ligante recuperado da mistura final e do
desempenho desta mistura, nomeadamente no que se refere à resistência à fadiga, às deformações permanentes e ao
envelhecimento.
(3) Para além de obedecer a este critério, a taxa de incorporação de resíduos é condicionada pelo processo de fabrico (ver §4.2),
pelos resultados do estudo de formulação da mistura e pelas características do ligante recuperado da mistura final.

Quadro 2 – Propriedades e requisitos mínimos de conformidade dos resíduos de misturas


betuminosas a reciclar

Requisitos de conformidade (EN 13108-8) Aplicação


Camadas de
Camadas de
Propriedades Norma de ensaio regularização e de
desgaste
base
Presença de matéria estranha EN 12697-42 F1 F5
EN 12697-3 ou Declarar a natureza e
Características do ligante recuperado EN 12697-4 P15 ou S70 propriedades do
EN 1426 ou EN 1427 ligante

Granulometria média do agregado do resíduo EN 933-1 Valores a declarar


Dimensão máxima do agregado do resíduo, D EN 933-1 Valor a declarar
Conteúdo médio de ligante no resíduo EN 12697-1 Valor a declarar
Dimensão máxima das partículas do resíduo EN 933-1 32 mm
Teor em água máximo do resíduo EN 12697-14 5%

Na formulação das misturas betuminosas seleccionados por forma a que, em conjunto com
recicladas, a selecção dos vários materiais os agregados presentes nos resíduos, se obtenha
(agregados, betume, etc.) deve ser feita tendo em uma composição da mistura de agregados que
linha de conta as características dos resíduos de satisfaça as especificações do Caderno de
misturas betuminosas a reciclar e a taxa de Encargos da obra, para o tipo de aplicação a que
incorporação na mistura. Assim, os agregados se destinam, nomeadamente em termos de
virgens a adicionar à mistura devem ser granulometria. Do mesmo modo, se deve
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seleccionar o tipo de betume virgem a adicionar à controlo sistemático das propriedades dos
mistura por forma a que, em conjunto com o resíduos de misturas betuminosas a reciclar,
betume mais ou menos envelhecido, presente nomeadamente em relação ao seu teor em água,
nos resíduos, se obtenha um ligante final com as à granulometria dos agregados recuperados e à
características desejadas, por exemplo, em percentagem e propriedades do betume
termos da temperatura de amolecimento (método recuperado, conforme indicado no §7 da presente
de anel e bola), da penetração ou da viscosidade. Especificação. Estas características devem ser
Para o efeito pode recorrer-se a fórmulas e monitorizadas para comparação com a fórmula de
gráficos que permitem estimar as características trabalho estabelecida, permitindo assim que se
do ligante da mistura reciclada com as dos dois realizem eventuais ajustamentos à fórmula de
betumes utilizados no seu fabrico, em função da trabalho e/ou ao processo de fabrico.
sua proporção no ligante final. No Anexo 1
Em relação ao controlo da qualidade da mistura
apresentam-se, a título indicativo, algumas destas
reciclada propriamente dita, os ensaios a efectuar
relações.
são semelhantes aos efectuados para as misturas
Se o betume presente nos resíduos de misturas
betuminosas tradicionais, devendo a frequência
betuminosas se encontrar muito envelhecido, e se
dos mesmos e as tolerâncias de fabrico ser as
a taxa de incorporação o justificar, dever-se-á
indicadas no Caderno de Encargos da obra.
considerar a hipótese de utilizar agentes
rejuvenescedores que permitam reduzir a sua
viscosidade.

9 – Controlo da Qualidade
Para assegurar a qualidade da produção de
misturas recicladas é necessário proceder ao

10 – Bibliografia
Asphalt Institute MS-2 – “Mix Design Methods for Asphalt Concrete and Other Hot Mix Types”. Manual
Series No. 2. Sixth Edition, Asphalt Institute, E.U.A., 1993.
Asphalt Institute MS20 – “Asphalt Hot-Mix Recycling”, Manual Series No. 20, Second Edition, Lexington,
Kentuky, E.U.A., 1986.
Batista, F. A. – “Novas Técnicas de Reabilitação de Pavimentos – Misturas Betuminosas Densas a Frio”,
Dissertação de Doutoramento, Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Faculdade de Engenharia da
Universidade do Porto, Porto, Junho de 2004.
Batista, F.A.; Antunes, M.L.; Marques, J.A. – “Reutilização de materiais betuminosos fresados na
reabilitação de pavimentos”, Actas do 1º Congresso Rodoviário Português “Estrada 2000”, LNEC, Lisboa,
Portugal, 28 a 30 de Novembro de 2000, pp. 689-702.
Decker, D.S.; Young, T.J. - “Handling RAP in HMA Facility.” Actas da Canadian Technical Asphalt
Association, Edmont, Alberta, E.U.A., 1996.
EAPA – “Directivas ambientais sobre as melhores técnicas disponíveis para a produção de misturas
betuminosas”, Breukelen, Holanda, 1998 (tradução APORBET).
Jiménez, F.; Recasens, R.; Martinez, A. – “Characterization and Design of Hot-Recycled Bituminous
Mixtures”. Actas da PRO 40: International RILEM Conference on the Use of Recycled Materials in Buildings
and Structures, Barcelona, Espanha, 2004.
Ministerio de Fomento - “Pliego de Prescripciones Técnicas Generales para Obras de Conservación de
Carreteras (PG-4). Artículo 22 – Reciclado en central en caliente de capas bituminosas”, Dirección General
de Carreteras, Orden Circular 8/01, Madrid, Espanha, 2001.

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Anexo 1

O Asphalt Institute MS-2 fornece um gráfico que permite estimar a viscosidade dinâmica do betume da
mistura reciclada, em função da viscosidade dinâmica de cada um dos betumes utilizados no seu fabrico e
das respectivas percentagens. A expressão que traduz esta relação é a seguinte:

PBR × log(VBR ) + PBn × log(VBn )


log(VBMR ) =
100

onde,

VBMR é a viscosidade a 60ºC, em Poises, do betume da mistura reciclada;

VBR é a viscosidade a 60ºC, em Poises, do betume do resíduo;

VBn é a viscosidade a 60ºC, em Poises, do betume novo;

PBR é a percentagem ponderal de betume do resíduo no betume da mistura reciclada;

PBn é a percentagem ponderal de betume novo no betume da mistura reciclada.

Através dos estudos realizados até à data no LNEC, tem-se chegado ao mesmo tipo de relação entre a
penetração ou a temperatura de amolecimento (método de “anel e bola”) do betume da mistura reciclada e
as correspondentes características do betume do resíduo e do betume novo:

PBR × log(PEN BR ) + PBn × log(PEN Bn )


log(PEN BMR ) = e
100

( ab
log TBMR )
=
( )
PBR × log TBR
ab
( )
+ PBn × log TBnab
100

onde,

PEN BMR é a penetração, em 10-1 mm, do betume da mistura reciclada;

PEN BR é a penetração, em 10-1 mm, do betume do resíduo;

PEN Bn é a penetração, em 10-1 mm, do betume novo;


ab
TBMR é a temperatura de amolecimento (método de anel e bola), em ºC, do betume da mistura reciclada;

ab
TBR é a temperatura de amolecimento (método de anel e bola), em ºC, do betume do resíduo;

TBnab é a temperatura de amolecimento (método de anel e bola), em ºC, do betume novo;

PBR é a percentagem ponderal de betume do resíduo no betume da mistura reciclada;

PBn é a percentagem ponderal de betume novo no betume da mistura reciclada.