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Edição

2016
REPÚBLICA DE ANGOLA
Ministério das Pescas e do Mar

ANUÁRIO ESTATÍSTICO DAS


PESCAS DE ANGOLA | 2015
FICHA TÉCNICA

DIRECÇÃO

Victória de Barros Neto


Ministra das Pescas

Maria Antónia Nelumba


Secretária de Estado das Pescas

Zacarias Sambeny
Secretário de Estado das Pescas

EQUIPA DE REDACÇÃO
GEPE Ministério das Pescas e do Mar
Júlia Airosa Ferreira (Chefe de Departamento)
Garcia Toca Cabuico
Tresor José
Samuel Silva Neto

COLABORADORES
Membros do Conselho de Direcção

COMPOSIÇÃO E DIFUSÃO
GEPE do Ministério das Pescas e do Mar e Instituto Nacional de Estatística

ANÁLISE DE QUALIDADE
INE - Instituto Nacional de Estatística
GEPE Ministério das Pescas e do Mar
Gabinete das Tecnologias de Informação Ministério das Pescas e do Mar

Tiragem
50 Exemplares

Distribuição Gratuita
O Anuário é uma publicação do Ministério das Pescas e do Mar. Toda a transcrição ou reprodução parcial ou total é
autorizada desde que citada a fonte. Luanda, Angola – 2018

Para esclarecimento e informação adicional sobre o conteúdo desta publicação contactar:


Departamento de Estudos e Estatística do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística-MINPESMAR, Rua do
MAT, Complexo Administrativo Clássicos de Talatona, Edifício nº 5, Email: geral@pescas.gov.ao
Luanda – República de Angola
IV
Prefácio

A elaboração do “Anuário Estatístico das Pescas de Angola/2015”, é um trabalho de enorme importância


quer para o sector das pescas, como para o País.

Aborda de forma transversal os principais segmentos do sector das pescas em Angola, desde a investigação
à produção.

Será mais uma fonte informativa para todos que pretendem obter informação sobre o sector pesqueiro
em Angola, nomeadamente potenciais investidores Nacionais e Estrangeiros, bem como interessados no
conhecimento sobre as Pescas. Refiro-me concretamente aos estudantes dos cursos ligados as áreas do
nosso sector.

Os Docentes e Discentes dos Cursos de Biologia Marinha, Aquicultura, Transformação de Pescado,


Salicultura encontrarão neste documento mais uma fonte bibliográfica de consulta.

Sendo a Estatística, uma das ferramentas mais importante para a tomada de decisões nas acções
governativas, fica o compromisso de continuarmos com este trabalho, a fim de proporcionarmos
informação estatística de qualidade aos órgãos Decisórios do País.

A todos os colaboradores, responsáveis e técnicos os meus agradecimentos, por terem tornado esse
documento possível, prometendo continuarmos a trabalhar para assegurar a sua periodicidade e melhorar
cada vez mais a sua qualidade.

Victória de Barros Neto


(Ministra das Pescas)

V
VI
Definições
AQUICULTURA: todas as actividades, incluindo a reprodução, o crescimento, a manutenção e o
melhoramento das espécies aquáticas, nomeadamente peixes, moluscos, crustáceos e plantas aquáticas,
destinadas a produzir, em regime de cativeiro ou em águas restritas, processar e comercializar recursos
biológicos aquáticos das águas doces, salobras e salgadas.

ARTE DE PESCA: aparelhos, incluindo, redes, utensílios, instrumentos ou equipamentos utilizados na


pesca.

COMÉRCIO INTERNACIONAL: conjunto das entradas e/ou saídas de mercadorias do território nacional.

LICENÇA DE PESCA: autorização para a prática da actividade de pesca com determinada arte durante
determinado período, local e espécie.

PESCA ARTESANAL: actividade de pesca efectuada com embarcações até 14 metros de comprimento total,
propulsionada a remos, a vela ou por motores fora de bordo ou interiores, raramente utilizando gelo para
conservação e fazendo uso de artes de pesca como linhas de mão e redes de cerco e emalhar.

PESCA INDUSTRIAL: actividade realizada com embarcações com mais de 20 metros de comprimento total,
propulsionadas a motor, utilizando em regra congelação ou outros métodos de processamento a bordo e
meios mecânicos de pesca; envolve, em geral, grandes investimentos e métodos tecnologicamente
avançados de pesca visando a captura de determinadas espécies de alto valor comercial ou de grandes
quantidades de pescado de valor inferior, destinadas ao consumo ou processamento no mercado nacional
ou internacional.

PESCA SEMI-INDUSTRIAL: actividade realizada com embarcações entre 15 a 20 metros de comprimento,


propulsionada por motor interior e utilizando, em regra, gelo para conservação do pescado, usando artes
de palangre, linha de mão, emalhar, arrasto mecânico, cerco e outras.

PORTO DE BASE: porto a partir do qual uma embarcação de pesca desenvolve a maior parte das suas
actividades de pesca e de descarga, sem prejuízo do seu porto de registo; para as embarcações
estrangeiras, é o porto com o qual a embarcação mantém uma posição económica dominante.

PRODUTO DE PESCA: pescado ou qualquer produto, sob forma transformada ou não, que deriva total ou
parcialmente de um ou mais recursos biológicos.

TIPO DE PESCA: pesca comercial pode ser: a) Industrial b) Semi-Industrial e c) Artesanal; a pesca não
comercial pode ser a) de subsistência, b) de investigação científica, c) de prospeção e d) recreativa.

VII
TOTAL ADMISSÍVEL DE CAPTURA (TAC): quantidade limitada de uma dada espécie ou subespécie de
recursos biológicos, aquáticos, que pode ser capturada num dado período de tempo, sem pôr em causa a
conservação e a renovação sustentável do recurso.

UNIDADE DE ENGORDA (AQUICULTURA): instalação onde se promove o crescimento e engorda das


espécies.

Para mais definições, remetemos o leitor para a LRBA – Lei do Recursos Biológicos Aquáticos. Lei n.º6-A/04
de 08 de Outubro de 2004.

Regulamento Geral da Pesca - Decreto nº41/05 de 13 de Junho.


Regulamento de concessão de Direitos de pesca e Licenciamento – Decreto nº14/05 de 03 de Maio.

VIII
Índice

PREFÁCIO --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- V
DEFINIÇÕES ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- VII
ÍNDICE ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ IX
INTRODUÇÃO---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 2
SUMÁRIO EXECUTIVO ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 3
SINAIS CONVENCIONAIS, UNIDADES DE MEDIDA, SIGLAS E ABREVIATURAS ------------------------------------ 5
1. POPULAÇÃO DA PESCA --------------------------------------------------------------------------------------------------- 8
1.1 - Pescadores registados por tipo de pesca ------------------------------------------------------------------8
1.2 – População da pesca vítima de acidente de trabalho ----------------------------------------------------8
2. ESTRUTURA DA PESCA --------------------------------------------------------------------------------------------------12
2.1 - Frota de pesca registada segundo o tipo de embarcação -------------------------------------------- 12
2.2 – Licenças de pesca concedidas por arte de pesca ------------------------------------------------------ 13
3. CAPTURAS E DESCARGAS DE PESCADO -----------------------------------------------------------------------------18
3.1 – Capturas e descargas de pescado por porto de base ------------------------------------------------- 18
3.1.1 – Pesca Marítima -------------------------------------------------------------------------------------- 18
3.1.1.1 – Capturas por grupos de recursos ---------------------------------------------------------- 19
3.1.1.2 – Capturas nominais segundo a espécie - Toneladas ------------------------------------- 19
3.1.1.3 – Capturas nominais segundo a espécie - Valores ---------------------------------------- 21
3.1.2.1 – Capturas por grupos de recursos – pesca continental ---------------------------------- 26
4. AQUICULTURA -------------------------------------------------------------------------------------------------------------30
4.1 – Produção aquícola por províncias ------------------------------------------------------------------------------ 30
5. SALICULTURA --------------------------------------------------------------------------------------------------------------34
5.1 – Produção de Sal ----------------------------------------------------------------------------------------------------- 34
6. INDÚSTRIA TRANSFORMADORA DOS PRODUTOS DA PESCA-------------------------------------------------38
6.1 – Peixe seco ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 38
6.2 – Farinha de peixe ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 40
6.3 – Óleo de Peixe -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 41
7. COMÉRCIO INTERNACIONAL ------------------------------------------------------------------------------------------44
7.1 – Importação de carapau ------------------------------------------------------------------------------------------- 44
7.1.2 – Custos da importação de carapau ----------------------------------------------------------------------- 44
7.2 – Importação de outros produtos da pesca ---------------------------------------------------------------- 45
7.3 – Exportação de produtos de pesca -------------------------------------------------------------------------- 47
8. AVALIAÇÃO DOS STOCKS E NÍVEIS DE PRODUÇÃO POR ESPÉCIE --------------------------------------------50
8.1 - Programa de monitorização de abundância dos recursos pesqueiros ----------------------------- 50
8.2 – Total Admissível de captura por recursos e grupos de recursos ------------------------------------ 52
8.3 - Níveis de captura por grupos de recursos registados em 2015-------------------------------------- 54
9. FORMAÇÃO-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------58
9.1 – População alvo de formação específica da pesca em 2015 ----------------------------------------- 58
Lista de quadros e gráficos

Quadros
Quadro 1. Licenças de pesca concedidas por tipo de arte .......................................................................... 14
Quadro 2. Capturas nominais por espécies – pesca marítima .................................................................... 20
Quadro 3. Capturas Nominais por espécie – pesca marítima ..................................................................... 23
Quadro 4. Preços médios – pesca marítima................................................................................................ 25
Quadro 5. Capturas nominais por espécies – pesca continental ................................................................ 27
Quadro 6. Principais grupos de espécies demersais por estratos de profundidade................................... 51
Quadro 7. Biomassa dos principais recursos demersais e pelágicas........................................................... 51
Quadro 8. Total Admissível de Capturas (TAC) – 2015................................................................................ 52
Quadro 9. Evolução dos níveis de captura por grupos de recursos ............................................................ 54
Quadro 10. População alvo de formação em 2015 ..................................................................................... 58

Gráficos
Gráfico 1. População que trabalha na pesca ................................................................................................. 8
Gráfico 2. Percentagens da população que trabalha na pesca ..................................................................... 8
Gráfico 3. Número de embarcações de pesca industrial e semi-industrial por província .......................... 12
Gráfico 4. Percentagens de embarcações por província ............................................................................. 12
Gráfico 5. Embarcações da pesca artesanal ................................................................................................ 13
Gráfico 6. Percentagem de embarcações por tipo de pesca de artesanal marítima e continental ............ 13
Gráfico 7. Licenças de pesca concedidas por província .............................................................................. 13
Gráfico 8. Licenças de pesca concedidas por tipo de arte .......................................................................... 14
Gráfico 9. Percentagens das licenças concedidas por província ................................................................. 14
Gráfico 10. Percentagens das licenças concedidas por tipo de arte ........................................................... 15
Gráfico 11. Captura de pescado por província – pesca marítima ............................................................... 18
Gráfico 12. Capturas por grupo de recursos – pesca marítima ................................................................... 19
Gráfico 13. Percentagens da captura por grupos de recursos – pesca marítima ....................................... 19
Gráfico 14. Valores das espécies por província – pesca marítima .............................................................. 21
Gráfico 15. Percentagens dos valores das espécies por província – pesca marítima ................................. 21
Gráfico 16. Valores das espécies por grupos de recursos – pesca marítima .............................................. 22
Gráfico 17. Percentagens de valores das espécies por grupos de recursos – pesca marítima ................... 22
Gráfico 18. Captura de pescado por província – pesca continental ........................................................... 26
Gráfico 19. Captura de pescado por grupos de recursos – pesca continental............................................ 27
Gráfico 20. Percentagens da captura por grupos de recursos – pesca continental.................................... 27
Gráfico 21. Produção aquícola por província .............................................................................................. 30
Gráfico 22. Percentagens da produção aquícola por província .................................................................. 30
Gráfico 23. Produção de sal por província .................................................................................................. 34
Gráfico 24. Percentagens da produção de sal por província ...................................................................... 34
Gráfico 25. Produção mensal de sal ............................................................................................................ 35
Gráfico 26. Percentagens da produção mensal de sal ................................................................................ 35
Gráfico 27. Produção de peixe seco por província ...................................................................................... 38
Gráfico 28. Percentagens da produção de peixe seco por província .......................................................... 38
Gráfico 29. Produção mensal de peixe seco ............................................................................................... 39
Gráfico 30. Percentagens da produção de peixe seco ................................................................................ 39
Gráfico 31. Produção mensal de farinha de peixe ...................................................................................... 40
Gráfico 32. Percentagem da produção mensal de farinha de peixe ........................................................... 40
Gráfico 33. Produção mensal de óleo de peixe .......................................................................................... 41
Gráfico 34. Percentagem da produção mensal de óleo de peixe ............................................................... 41
Gráfico 35. Importação do carapau por país de origem ............................................................................. 44
Gráfico 36. Valor da importação do carapau por país de origem ............................................................... 45
Gráfico 37. Importação de outros produtos de pesca ................................................................................ 45
Gráfico 38. Percentagens de importação de outros produtos de pesca .................................................... 46
Gráfico 39. Importação mensal de outros produtos de pesca .................................................................... 46
Gráfico 40. Percentagens de importação mensal de outros produtos de pesca ........................................ 46
Gráfico 41. Exportação de outros produtos de pesca ................................................................................. 47
Gráfico 42. Valores de exportação de produtos de pesca .......................................................................... 47
Gráfico 43. Total Admissível de Capturas – TAC ......................................................................................... 53
Gráfico 44. Distribuição percentual do Total Admissível de Capturas – TAC .............................................. 53
Gráfico 45. Taxa de captura por grupos de recursos .................................................................................. 54
Gráfico 46. População alvo de formação .................................................................................................... 58
Gráfico 47. Percentagem da população alvo de formação ......................................................................... 58

1
Introdução

O Ministério das Pescas pretende, com esta publicação, atender as necessidades da população a nível
nacional e internacional, relativamente à disponibilidade de informação estatística sobre a pesca em
Angola.

O Gabinete de Estudos Planeamento e Estatística (GEPE) do Ministério das Pescas e do Mar coloca à
disposição do público o Anuário Estatístico das Pescas referente ao ano de 2015, contendo informações
pertinentes para o leitor e/ou usuário.

Deste modo, o conteúdo do Anuário integra um vasto leque de informações, relacionadas com a
população que trabalha no sector das pescas, por província e tipo de pesca; dados da frota registada
segundo o tipo de embarcação; número de licenças por arte; informação e dados de capturas e descargas
de pescado, por porto de base, e preços médios da primeira venda de algumas espécies. Este documento,
contém também informação e dados sobre aquicultura, salicultura, indústria transformadora e comércio
internacional.

Os dados de investigação pesqueira sobre as principais espécies de recursos pelágicos e demersais, nas
águas angolanas e correspondentes níveis de produção, foram obtidos através da avaliação de stocks que
o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira – INIP realiza, utilizando cruzeiros de investigação ao longo
da costa angolana. Pretende-se com estes estudos determinar os níveis de abundância dos recursos
pesqueiros, o total admissível de captura de pescado, o balanço do uso do TAC (quota realizada) e
respectivos Níveis de Avaliação e Exploração de Recursos.

As principais fontes de dados e informação para a elaboração deste Anuário foram os diários de pesca,
diários de bordo, relatórios mensais e trimestrais, provenientes das diferentes Direções, Institutos e
Órgãos Tutelados do Ministério das Pescas.

2
Sumário Executivo

Estruturalmente, a publicação “Anuário Estatístico das Pescas de Angola - 2015” compõe-se de oito
capítulos temáticos, que espelham de forma clara e objectiva os dados analisados e devidos resultados,
tendo sido incorporados os respectivos quadros e gráficos de informação.

O documento que apresentamos traça o quadro actual do sector das pescas, cujos dados estatísticos
apresentados incidem sobre a produção do sector pesqueiro, população da pesca, capturas e descargas
de pescado, aquicultura, indústria salineira, Indústria transformadora dos produtos da pesca, comércio
internacional, avaliação de stocks e níveis de produção, formação e emprego.

I. População da Pesca

Em 2015 estavam registados 4.434 pescadores dos quais, afectos à pesca industrial, 3.300, cerca de 74%
e 1.134, cerca de 26% para a pesca semi-industrial. Relativamente à pesca artesanal continental e
marítima, estavam registados 39.248 pescadores1.

II. Estrutura da pesca

A frota licenciada em 2015 totalizou 195 embarcações da pesca industrial e semi-industrial. Quanto a
pesca artesanal, registou-se um total de 9.122 embarcações, sendo 7.019 (77%) da pesca artesanal
marítima e 2.103 (23%) da pesca artesanal continental.

III. Capturas e Descargas de Pescado

Na vertente da produção real do sector, até 31de Dezembro de 2015 atingiu-se um total de 496.213
toneladas, mais 54.139 toneladas face ao ano de 2014 (11%). A pesca industrial registou maior volume de
produção com 248.757 toneladas, seguida da pesca artesanal marítima com 238.678 toneladas, pesca
semi-industrial com 69.392 toneladas e a pesca artesanal continental com 38.514 toneladas2.

1As estatísticas sobre a sinistralidade em 2015 apontam para uma vítima mortal, registada em Luanda no mês de Janeiro.
2A esta produção acresce-se 872 toneladas da Aquicultura (Tilápia), com uma contribuição pouco significativa, cerca de 0,18% da
produção total, representando cerca de 0,18% da produção total.

3
IV. Salicultura

Até ao final de 2015, foram produzidas 42.825 toneladas de sal distribuídas por seis províncias do país,
menos 2.537 toneladas face a 2014 (6%). O maior índice verificou-se na província de Benguela com 31.230,
correspondendo a 72,92% da produção total.

V. Indústria Transformadora

A Indústria Transformadora da Pesca, em 2015, apresentou uma produção conjunta, sendo Peixe seco
com 57.024 toneladas, de mais 31.789 toneladas, face ao ano de 2014 (126%), Farinha de peixe com
10.874 toneladas, mais 6.130 toneladas, face ao ano de 2014 (129%) e Óleo de peixe com 5.304.200 litros,
mais 3.878.678 litros, face ao ano de 2014 (272%).

VI. Avaliação dos Stocks e Níveis de Produção por Espécie

Neste capítulo apresentam-se dados relativos ao programa de monitorização de abundância dos recursos
pesqueiros, a biomassa dos principais recursos demersais e pelágicos e o total admissível de captura -TAC
e grupos de recursos.

Relativamente ao programa de monitorização, realizaram-se em 2015 três cruzeiros de investigação a


bordo do N/I “Dr. Fridtjof Nansen”, sendo dois no primeiro semestre (de 14 de Janeiro a 12 de Fevereiro
e de 14 de Fevereiro a 24 de Março) e um no segundo semestre (de 15 de Agosto a 13 de Setembro).

Quanto a biomassa dos principais recursos demersais e pelágicos, nas regiões norte e centro, a biomassa
do carapau do Cunene (T. Trecae) foi estimada em 305.800 toneladas, maior valor calculado desde 1997.
A biomassa do carapau do Cabo, foi estimada em 133.400 toneladas, valor ligeiramente inferior ao
estimado em 2014 (136.000) para o cruzeiro de época fria, sendo que a biomassa da sardinela foi estimada
em 560.000 toneladas.

Quanto à TAC para o ano 2015, foi autorizada uma captura de 361.402 toneladas das quais, 5.390
toneladas referem-se a crustáceos e moluscos, 96.143 toneladas a espécies demersais e 259.869 toneladas
a espécies pelágicas.

VII. Formação

Em 2015, o Sector das Pescas matriculou 1.024 formandos distribuídos em duas escolas (CEFOPESCAS e
EFBBF), com 603 aptos, 351 não aptos e 70 alunos desistentes. A taxa de sucesso foi de 59%.

4
Sinais convencionais, unidades de
medida, Siglas e Abreviaturas

Unidades Designação

Kz Kwanza (Moeda Nacional)

USD Dólar Americano

Tons Toneladas

Kg/Kgs Quilograma / Quilogramas

Un. Unidade

UM Unidade Monetária

U.M Unidade de Medida

Siglas Designação

GEPE Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística

MINPESCAS Ministério das Pescas

C. Sul Cuanza Sul

SNFPA Serviço Nacional de Fiscalização Pesqueira e da Aquicultura

IPA Instituto para o Desenvolvimento da Pesca Artesanal

SEAFO Organização das Pescas do Atlântico Sudeste

VMES Ecossistemas Marinhos Vulneráveis

INIP Instituto Nacional de Investigação Pesqueira

CEFOPESCAS Centro de Formação de Pescas

EFBBF Escola de Formação Básica da Baía Farta

TAC Total Admissível de Capturas

Nº Número

5
1 POPULAÇÃO DA PESCA

6
7
1. População da Pesca

1.1 - Pescadores registados por tipo de pesca

No ano 2015, constatou-se um total de 4.434 pescadores registados, dos quais 3.300 afectos à actividade
de pesca industrial e 1.134 à pesca semi-industrial. A maioria destes pescadores encontra-se na província
de Luanda (65%), conforme mostra o gráfico 2.

Relativamente à pesca artesanal continental e marítima, até ao final do ano de 2015 estavam registados
39.248 pescadores distribuídos pelas diversas províncias.

Gráfico 1. População que trabalha na pesca

Industrial Semi-Industrial

3000 2 625
2500
Nº de Pescadores

2000
1500
1000
414
500 225 200 270 250 288
126 36
0
0
Benguela Cabinda Cuanza Sul Luanda Namibe

Gráfico 2. Percentagens da população que trabalha na pesca

Namibe Benguela
15% Cabinda
12%
3%

Cuanza
Sul

Luanda
65%

1.2 – População da pesca vítima de acidente de trabalho

As estatísticas sobre as vítimas de acidente no sector das pescas durante o ano 2015 apontam para uma
vítima mortal, (por afogamento) registada na província de Luanda no mês de Janeiro.

8
9
«

2 ESTRUTURA DA PESCA

10
11
2. Estrutura da Pesca

2.1 - Frota de pesca registada segundo o tipo de embarcação

Em 2015, foram registadas um total de 195 embarcações do tipo industrial e semi-industrial. Sendo as do
tipo industrial 132 e semi-industrial 63.

Gráfico 3. Número de embarcações de pesca industrial e semi-industrial por província

Industrial Semi-Industrial

120 105
100
Nº de Embarcações

80
60
40
23
15 16
20 9 7 8 10
0 2
0
Benguela Cabinda Cuanza Sul Luanda Namibe

Gráfico 4. Percentagens de embarcações por província

Namibe Benguela
13% 16%
Cabinda
4%

Cuanza Sul
5%

Luanda
62%

No que respeita à pesca artesanal, estiveram registadas no final de 2015 um total de 9.122 embarcações
distribuídas pelas diversas províncias, das quais 2.103 estavam registadas na pesca artesanal continental
e 7.019 embarcações registadas na pesca artesanal marítima.

12
Gráfico 5. Embarcações da pesca artesanal

8 000 7 019

6 000

Nº de Embarcações
4 000
2 103
2 000

0
Marítima Continental

Gráfico 6. Percentagem de embarcações por tipo de pesca de artesanal marítima e continental

Continental
23%

Marítima
77%

2.2 – Licenças de pesca concedidas por arte de pesca

Relativamente às licenças de pesca por arte de pesca em 2015, o maior número foi atribuído à arte de
cerco, representando 46% do total das embarcações na faina conforme o gráfico 10. Das cinco províncias
contempladas, a província de Luanda apresentou maior número com 120 licenças, gráfico 7. Foram
concedidas cerca de 120 licenças de pesca distribuídas pelas oito artes existentes, conforme apresentado
no gráfico 8.

Gráfico 7. Licenças de pesca concedidas por província


140
120
120
Nº de Licenças

100
80
60
32 26
40
20 7 10
0
BENGUELA CABINDA CUANZA SUL LUANDA NAMIBE

13
Gráfico 8. Licenças de pesca concedidas por tipo de arte

100 90
90
80
Nº de Licenças

70
60
50 44
40
30 23
20 15
9 10
10 1 3
0
Arrasto Emalhar Arrasto Linha Cerco Arrasto Gamba Gaiola Arrasto
Demersal Camaroeiro Costeira Pelágico

Quadro 1. Licenças de pesca concedidas por tipo de arte

Total
Arte De Pesca Benguela Cabinda Cuanza Sul Luanda Namibe
(Embarcações)
Arrasto Camaroeiro 0 0 0 23 0 23
Arrasto Demersal 0 4 6 34 0 44
Arrasto Pelágico 1 0 0 8 1 10
Cerco 29 3 4 34 20 90
Emalhar 1 0 0 5 3 9
Gaiola 1 0 0 0 2 3
Arrasto Gamba Costeira 0 0 0 15 0 15
Linha 0 0 0 1 0 1
Total 32 7 10 120 26 195
Fonte: GEPE

Gráfico 9. Percentagens das licenças concedidas por província

NAMIBE BENGUELA
13% 16%
CABINDA
4%

CUANZA SUL
5%

LUANDA
62%

14
Gráfico 10. Percentagens das licenças concedidas por tipo de arte

Gamba Linha
Costeira 0% Arrasto Camaroeiro
Gaiola
8% 12%
1%
Emalhar
5% Arrasto
Demersal
23%

Arrasto Pelágico
Cerco 5%
46%

15
CAPTURAS E DESCARGAS
3
DE PESCADO

16
17
3. Capturas e Descargas de Pescado

3.1 – Capturas e descargas de pescado por porto de base

3.1.1 – Pesca Marítima

Em 2015, no que respeita a pesca marítima, as capturas e descargas de pescado totalizaram 456.827
toneladas. A maior captura de pescado foi registada na província de Luanda com 194.856 toneladas (43%)
e o menor valor registou-se na província de Cabinda com 5.586 toneladas (1%), como indica o gráfico 11.
O quadro 2 apresenta, detalhadamente, a captura de pescado durante o ano de 2015 nas diversas
províncias.

Gráfico 11. Captura de pescado por província – pesca marítima

250 000

194 856
200 000
Toneladas

150 000

99 658
100 000
74 694

50 000 38 269
26 144
17 620
5 586
0
LUANDA BENGUELA NAMIBE ZAIRE C. SUL BENGO CABINDA

18
3.1.1.1 – Capturas por grupos de recursos

Quanto as capturas por grupos de recursos, a maior produção foi registada nas espécies pelágicas com
347.047 toneladas, cerca de 75,97% da produção total registada em 2015.

Gráfico 12. Capturas por grupo de recursos – pesca marítima

400 000 347 047


350 000
300 000
250 000
Toneladas

200 000
150 000 104 635
100 000
50 000 4 306 839
0
Pelágicos Demersais Crustáceos Moluscos

Gráfico 13. Percentagens da captura por grupos de recursos – pesca marítima

Crustáceos
Moluscos
1%
0%
Demersais
23%

Pelágicos
76%

3.1.1.2 – Capturas nominais segundo a espécie - Toneladas

Em 2015, no que respeita as capturas nominais segundo a espécie, a província do Luanda registou maior
produção com 194.856 toneladas de pescado, sendo que a menor produção foi registada na província de
Cabinda com 5.586 toneladas, como pode ser confirmado no quadro 2.

19
Quadro 2. Capturas nominais por espécies – pesca marítima
PROVÍNCIAS/PORTOS DE BASE TOTAL
ESPÉCIE CAPTURADO
LUANDA BENGUELA CABINDA BENGO C. SUL ZAIRE NAMIBE
(Un. Tons)
CRUSTÁCEOS
Camarão 1.050 150 17 26 0 0 0 1.243
Caranguejo 390 45 17 29 13 1.506 2.000
Alistado 580 120 0 0 0 0 0 700
Gamba Costeira 82 0 7 0 0 0 89
Lagosta 3 0 22 29 203 17 0 274
Total Crustáceos 2.105 315 63 84 203 30 1.506 4.306
MOLUSCOS
Choco 186 66 1 121 48 8 4 434
Lulas 307 0 0 0 2 0 2 311
Polvo 91 0 1 0 0 1 1 94
Total Moluscos 584 66 2 121 50 9 7 839
DEMERSAIS
Agulha 12 70 0 2 0 6 24 114
Anchova 110 555 0 0 47 0 712
Bacalhau 514 0 6 803 97 18 80 1.518
Bagre 11 91 57 180 74 4.502 41 4.956
Barbudo 681 119 44 44 115 270 33 1.306
Bolobolo 13 123 0 315 9 0 12 472
Burro 31 112 9 730 55 7 98 1.042
Cachucho 9.480 5.868 894 1.104 533 48 595 18.522
Calafate 1.474 673 27 670 28 28 0 2.900
Camutuco 13 0 0 0 0 0 21 34
Corvina 1.231 918 480 618 486 724 395 4.852
Dentão 72 0 0 0 11 0 0 83
Dourada 15 138 0 0 62 0 0 215
Espada 4.504 609 77 412 746 11 16 6.375
Galo 5.270 56 18 378 170 462 11 6.365
Garoupa 27 260 448 374 14 10 106 1.239
Linguado 130 70 86 245 185 6 9 731
Liro 50 355 0 156 0 0 0 561
Malesso 360 0 0 0 0 403 0 763
Marionga 5.224 0 35 1.391 574 665 2 7.891
Matona 225 0 0 470 104 0 21 820
Merma 210 1.367 5 206 0 5 66 1.859
Pargo 280 454 28 318 41 7 12 1.140
Pescada 24.092 213 29 51 100 33 93 24.611
Piazete 303 0 21 0 31 12 0 367
Pungo 376 196 25 246 79 100 97 1.119
Raia 40 0 27 1.262 135 3 21 1.488
Roncador 664 201 25 602 234 9 35 1.770
Sáfio 22 317 0 199 0 5 0 543
Santo António 17 0 0 0 0 11 0 28
Savelha 13 0 0 322 166 0 18 519
Serrajão 70 217 3 48 12 0 71 421
Taco-taco 18 381 6 140 32 218 795
Tubarão 622 19 6 799 25 8 81 1.560
Outras espécies 1.052 2.101 1.052 949 682 1.007 101 6.944
Total demersais 57.226 15.483 3.408 13.034 4.768 8.439 2.277 104.635
Continua na página seguinte

20
Quadro 2. Capturas nominais por espécies – pesca marítima
PROVÍNCIAS/PORTOS DE BASE TOTAL
ESPÉCIE CAPTURADO
LUANDA BENGUELA CABINDA BENGO C. SUL ZAIRE NAMIBE (Un. Tons)
PELAGICOS
Carapau 53.133 25.650 120 5.788 1.216 8.736 5.495 100.138
Cavala 9.756 3.018 2 930 313 3.830 6.837 24.686
Maleço 4.085 21 15 514 160 4.822 1.484 11.101
Sardinha 67.053 53.584 1.233 4.980 10.426 11.513 56.767 205.556
Outras espécies 914 1.521 743 693 484 890 321 5.566
Total pelágico 134.941 83.794 2.113 12.905 12.599 29.791 70.904 347.047
TOTAL GERAL 194.856 99.658 5.586 26.144 17.620 38.269 74.694 456.827
Fonte: GEPE

3.1.1.3 – Capturas nominais segundo a espécie - Valores

Em 2015, no que respeita as capturas nominais segundo a espécie, a província de Luanda registou maior
valor em Kz 75.269.686.887,00 cerca de 46% do valor total, sendo que o menor valor foi registado na
província de Cabinda em Kz 1.903.189.767,00, correspondendo a 1% do valor total registado em 2015. No
quadro 3, pode-se verificar esses valores e os das demais províncias do país.

Gráfico 14. Valores das espécies por província – pesca marítima

80 000 75 270

60 000

35 297
Milhões

40 000
23 647
20 000 11 867 9 654
5 569 1 903
0
LUANDA BENGUELA NAMIBE ZAIRE BENGO C. SUL CABINDA

Gráfico 15. Percentagens dos valores das espécies por província – pesca marítima

C. SUL CABINDA
BENGO 3% 1%
6%
ZAIRE

LUANDA
46%
NAMIBE
15%

BENGUELA
22%

21
Quanto as capturas nominais por grupos de recursos, o maior valor foi registado nas espécies pelágicas,
totalizando os Kz 126.755.646.333,00 cerca de 77,76% do valor total registado em 2015, sendo que o
menor valor foi registado nas espécies moluscos no valor de kz 337.293.000,00 cerca de 0,21%, como
demonstram os gráficos a seguir.

Gráfico 16. Valores das espécies por grupos de recursos – pesca marítima

140 000 126 756


120 000
100 000
80 000
Milhões

60 000
40 000 32 341

20 000 3 772 337


0
Pelágicos Demersais Crustáceos Moluscos

Gráfico 17. Percentagens de valores das espécies por grupos de recursos – pesca marítima

Crustáceos Moluscos
2% 0%
Demersais
20%

Pelágicos
78%

22
Quadro 3. Capturas Nominais por espécie – pesca marítima

PROVÍNCIAS/PORTOS DE BASE VALOR


ESPÉCIE
LUANDA BENGUELA CABINDA BENGO C. SUL ZAIRE NAMIBE (UM. Kz)
CRUSTÁCEOS
Camarão 892.500.000 127.500.000 14.450.000 22.100.000 0 0 0 1.056.550.000
Caranguejo 253.500.000 29.250.000 11.050.000 18.850.000 0 8.450.000 978.900.000 1.300.000.000
Alistado 749.940.000 155.160.000 0 0 0 0 0 905.100.000
Gamba Costeira 69.086.640 0 5.897.640 0 0 0 0 74.984.280
Lagosta 4.769.520 0 34.976.480 46.105.360 322.737.520 27.027.280 0 435.616.160
Total Crustáceos 1.969.796.160 311.910.000 66.374.120 87.055.360 322.737.520 35.477.280 978.900.000 3.772.250.440
MOLUSCOS
Choco 79.050.000 28.050.000 425.000 51.425.000 20.400.000 3.400.000 1.700.000 184.450.000
Lulas 111.441.000 0 0 0 726.000 0 726.000 112.893.000
Polvo 38.675.000 0 425.000 0 0 425.000 425.000 39.950.000
Total Moluscos 229.166.000 28.050.000 850.000 51.425.000 21.126.000 3.825.000 2.851.000 337.293.000
DEMERSAIS
Agulha 4.692.000 27.370.000 0 782.000 0 2.346.000 9.384.000 44.574.000
Anchova 49.423.000 249.361.500 0 0 0 21.117.100 0 319.901.600
Bacalhau 406.060.000 0 4.740.000 634.370.000 76.630.000 14.220.000 63.200.000 1.199.220.000
Bagre 5.500.000 45.500.000 28.500.000 90.000.000 37.000.000 2.251.000.000 20.500.000 2.478.000.000
Barbudo 385.446.000 67.354.000 24.904.000 24.904.000 65.090.000 152.820.000 18.678.000 739.196.000
Bolobolo 5.460.000 51.660.000 0 132.300.000 3.780.000 0 5.040.000 198.240.000
Burro 15.810.000 57.120.000 4.590.000 372.300.000 28.050.000 3.570.000 49.980.000 531.420.000
Cachucho 5.962.920.000 3.690.972.000 562.326.000 694.416.000 335.257.000 30.192.000 374.255.000 11.650.338.000
Calafate 1.341.340.000 612.430.000 24.570.000 609.700.000 25.480.000 25.480.000 0 2.639.000.000
Camutuco 4.173.000 0 0 0 0 0 6.741.000 10.914.000
Corvina 1.104.207.000 823.446.000 430.560.000 554.346.000 435.942.000 649.428.000 354.315.000 4.352.244.000
Dentão 34.776.000 0 0 0 5.313.000 0 0 40.089.000
Dourada 10.680.000 98.256.000 0 0 44.144.000 0 0 153.080.000
Espada 2.175.432.000 294.147.000 37.191.000 198.996.000 360.318.000 5.313.000 7.728.000 3.079.125.000
Galo 2.181.780.000 23.184.000 7.452.000 156.492.000 70.380.000 191.268.000 4.554.000 2.635.110.000
Garoupa 27.877.500 268.450.000 462.560.000 386.155.000 14.455.000 10.325.000 109.445.000 1.279.267.500
Continua na página seguinte

23
Quadro 3. Capturas Nominais por espécie – pesca marítima
PROVÍNCIAS/PORTOS DE BASE VALOR
ESPÉCIE
LUANDA BENGUELA CABINDA BENGO C. SUL ZAIRE NAMIBE (UM. Kz)

Linguado 112.970.000 60.830.000 74.734.000 212.905.000 160.765.000 5.214.000 7.821.000 635.239.000


Liro 22.465.000 159.501.500 0 70.090.800 0 0 0 252.057.300
Malesso 161.748.000 0 0 0 0 181.067.900 0 342.815.900
Marionga 1.750.040.000 0 11.725.000 465.985.000 192.290.000 222.775.000 670.000 2.643.485.000
Matona 103.275.000 0 0 215.730.000 47.736.000 0 9.639.000 376.380.000
Merma 199.710.000 1.300.017.000 4.755.000 195.906.000 0 4.755.000 62.766.000 1.767.909.000
Pargo 254.968.000 413.412.400 25.496.800 289.570.800 37.334.600 6.374.200 10.927.200 1.038.084.000
Pescada 14.105.866.000 124.711.500 16.979.500 29.860.500 58.550.000 19.321.500 54.451.500 14.409.740.500
Piazete 155.742.000 0 10.794.000 0 15.934.000 6.168.000 0 188.638.000
Pungo 282.000.000 147.000.000 18.750.000 184.500.000 59.250.000 75.000.000 72.750.000 839.250.000
Raia 25.560.000 0 17.253.000 806.418.000 86.265.000 1.917.000 13.419.000 950.832.000
Roncador 298.800.000 90.450.000 11.250.000 270.900.000 105.300.000 4.050.000 15.750.000 796.500.000
Sáfio 8.734.000 125.849.000 0 79.003.000 0 1.985.000 0 215.571.000
Santo António 5.475.700 0 0 0 0 3.543.100 0 9.018.800
Savelha 4.225.000 0 0 104.650.000 53.950.000 0 5.850.000 168.675.000
Serrajão 38.451.000 119.198.100 1.647.900 26.366.400 6.591.600 0 39.000.300 231.255.300
Taco-taco 6.894.000 145.923.000 2.298.000 53.620.000 0 12.256.000 83.494.000 304.485.000
Tubarão 232.397.860 7.098.970 2.241.780 298.530.370 9.340.750 2.989.040 30.264.030 582.862.800
Outras espécies 405.020.000 808.885.000 405.020.000 365.365.000 262.570.000 387.695.000 38.885.000 2.673.440.000
Total demersais 20.383.999.060 3.794.510.470 1.072.956.980 4.212.047.870 1.180.711.950 1.136.703.740 559.686.030 32.340.616.100
PELAGICOS
Carapau 28.851.219.000 13.927.950.000 65.160.000 3.142.884.000 660.288.000 4.743.648.000 2.983.785.000 54.374.934.000
Cavala 3.073.140.000 950.670.000 630.000 292.950.000 98.595.000 1.206.450.000 2.153.655.000 7.776.090.000
Maleço 837.425.000 4.305.000 3.075.000 105.370.000 32.800.000 988.510.000 304.220.000 2.275.705.000
Sardinella 19.512.423.000 15.592.944.000 358.803.000 1.449.180.000 3.033.966.000 3.350.283.000 16.519.197.000 59.816.796.000
Outras espécies 412.518.667 686.478.000 335.340.667 312.774.000 218.445.333 401.686.667 144.878.000 2.512.121.333
Total pelágico 52.686.725.667 31.162.347.000 763.008.667 5.303.158.000 4.044.094.333 10.690.577.667 22.105.735.000 126.755.646.333
TOTAL GERAL 75.269.686.886,67 35.296.817.470,00 1.903.189.766,67 9.653.686.230,00 5.568.669.803,33 11.866.583.686,67 23.647.172.030,00 163.205.805.873,33
Fonte: GEPE

24
3.1.1.4 – Preços médios referentes a primeira venda segundo as espécies

Quadro 4. Preços médios – pesca marítima


ESPÉCIES
Preço Médio em Kg
(Nome local)

Camarão 850,00
Caranguejo 650,00
Alistado 1.293,00
Gamba costeira 842,52
Lagosta 1.589,84
Choco 425,00
Lulas 363,00
Polvo 425,00
Agulha 391,00
Anchova 449,30
Bacalhau 790,00
Bagre 500,00
Barbudo 566,00
Bolobolo 420,00
Burro 510,00
Cachucho 629,00
Calafate 910,00
Camutuco 321,00
Corvina 897,00
Dentão 483,00
Dourada 712,00
Espada 483,00
Galo 414,00
Garoupa 1.032,50
Linguado 869,00
Liro 449,30
Malesso 449,30
Marionga 335,00
Matona 459,00
Merma 951,00
Pargo 910,60
Pescada 585,50
Piazete 514,00
Pungo 750,00
Raia 639,00
Roncador 450,00
Sáfio 397,00
Santo António 322,10
Savelha 325,00
Serrajão 549,30
Taco-taco 383,00
Tubarão 373,63
Carapau 543,00
Cavala 315,00
Maleço 205,00
Sardinha 291,00
Fonte: GEP

25
3.1.2 – Pesca Continental

Relativamente a pesca continental, até ao final de 2015, as capturas e descargas de pescado totalizaram
38.514 toneladas. A maior captura de pescado foi registada na província do Bengo com 17.169 toneladas
(44,58%) e o menor valor registou-se na província da Lunda Norte com 31 toneladas (0,08%), como indica
o gráfico 18.

Gráfico 18. Captura de pescado por província – pesca continental

20 000
18 000 17 169
16 000
14 000
12 000
Toneladas

10 000
8 000 6 393 6 350
6 000
3 441
4 000 2 330
1 474
2 000 307 243 235 114 104 104 100 65 54 31
0

3.1.2.1 – Capturas por grupos de recursos – pesca continental

Quanto as capturas por grupos de recursos, a maior produção registada foi referente a espécie bagre com
21.444 toneladas, cerca de 56% da produção total registada em 2015. O quadro 5, apresenta
detalhadamente, a captura de pescado durante o ano de 2015 nas diversas províncias.

26
Gráfico 19. Captura de pescado por grupos de recursos – pesca continental

25 000 21 444
20 000

Toneladas
15 000 12 776

10 000
5 000 1 446 1 959
889
0
Bagre Cacusso Tuqueia Tainha Outras
Espécies

Gráfico 20. Percentagens da captura por grupos de recursos – pesca continental

Outras
Tainha Espécies
Tuqueia 4% 5%
2%

Bagre
Cacusso 56%
33%

Quadro 5. Capturas nominais por espécies – pesca continental


ESPÉCIES TOTAL
PROVÍNCIAS Outras CAPTURADO CONTRIBUTO
Bagre Cacusso Tuqueia Tainha
Espécies (Un. Tons)
Bengo 9.879 6.549 154 299 288 17.169 44,58%
Moxico 3.658 1.952 325 131 327 6.393 16,60%
Zaire 4.125 987 152 522 564 6.350 16,49%
Uíge 1.422 985 256 398 380 3.441 8,93%
Cunene 1.246 955 1 53 75 2.330 6,05%
Luanda 521 841 0 0 112 1.474 3,83%
Cuanza Norte 102 161 0 7 37 307 0,80%
Cuando Cubango 122 78 0 4 39 243 0,63%
Benguela 98 78 1 11 47 235 0,61%
Cabinda 61 35 0 0 18 114 0,30%
Malange 51 37 0 5 11 104 0,27%
Bié 43 33 0 7 21 104 0,27%
Cuanza Sul 52 33 0 1 14 100 0,26%
Huambo 28 31 0 2 4 65 0,17%
Huila 21 12 0 6 15 54 0,14%
Lunda Norte 15 9 0 0 7 31 0,08%
TOTAL GERAL 21.444 12.776 889 1.446 1.959 38.514 100%
Fonte: GEPE

27
4 AQUICULTURA

28
29
4. Aquicultura

4.1 – Produção aquícola por províncias

Em 2015, a produção aquícola registou nas diferentes províncias uma produção total de 872 toneladas de
tilápia, tendo-se verificado maior produção na província do Uíge 319 Toneladas, cerca de 37% da produção
total registada em 2015. O gráfico 21 ilustra a produção por província.

Gráfico 21. Produção aquícola por província

350 319
300
244
250
Toneladas

200
150
94 81
100
43 33 32
50 11 8 7
0
Uíge Luanda Moxico Bengo Lunda Sul Huíla Cunene Cabinda Bié Lunda Norte

Gráfico 22. Percentagens da produção aquícola por província

Moxico Bengo Bié Cunene


11% 9%
Lunda Sul 1% 4%
5%
Lunda Norte Cabinda
1% 1%

Luanda
28% Uíge
36%

Huíla
4%

30
5 SALICULTURA

32
33
5. Salicultura

5.1 – Produção de Sal

Em 2015, foram produzidas 42.262 toneladas de sal, tendo a província de Benguela contribuído com
73,90% da produção total.

Gráfico 23. Produção de sal por província

35 000 31 230
30 000
25 000
Toneladas

20 000
15 000
9 957
10 000
5 000 883 171 21
0
Benguela Namibe Cuanza Sul Bengo Luanda

Gráfico 24. Percentagens da produção de sal por província

Namibe Bengo
23% 1%

Cuanza
Sul
Luanda
0%

Benguela
74%

34
Quanto a produção mensal, o mês de Fevereiro foi o que registou maior produção com 5.116 Toneladas,
e a menor produção foi registada no mês de Março, com 2.345 toneladas.

Gráfico 25. Produção mensal de sal

6 000
5 053 5 116
5 000
3 984 3 983 3 796
4 000 3 392 3 172 3 172 3 334
Toneladas

3 000 2 345 2 558 2 357


2 000
1 000
0

Gráfico 26. Percentagens da produção mensal de sal

DEZEMBRO JANEIRO
9% 12%
NOVEMBRO
9% FEVEREIRO
12%
OUTUBRO
9% MARÇO
6%

SETEMBRO ABRIL
8% 6%

AGOSTO MAIO
8% 8%
JULHO JUNHO
6% 7%

35
INDÚSTRIA
6 TRANSFORMADORA DOS
PRODUTOS DA PESCA

36
37
6. Indústria Transformadora dos Produtos da Pesca

6.1 – Peixe seco

No que respeita à indústria transformadora dos produtos de pesca, foram produzidas 57.024 toneladas de
peixe seco em 2015, tendo-se registado maior produção na província do Bengo com 15.058 toneladas, que
correspondem a 26% da produção total.

Gráfico 27. Produção de peixe seco por província

16 000 15 058
14 000 12 258
12 000 10 945
10 012
10 000
Toneledas

8 000
6 000 4 776
4 000
1 984 1 583
2 000 408
0
Bengo Benguela Zaire Luanda Cuanza Sul Namibe Moxico Cabinda

Gráfico 28. Percentagens da produção de peixe seco por província

Zaire
19% Bengo
Namibe 26%
3%
Moxico
3%

Luanda
18% Benguela
22%
Cuanza Sul Cabinda
8% 1%

38
Relativamente a produção mensal, o mês de Janeiro registou maior produção com 11.030 Toneladas, e a
menor produção foi registada no mês de Outubro com 1.890 toneladas.

Gráfico 29. Produção mensal de peixe seco

12 000 11 030

10 000
7 557
8 000
Toneladas

6 000 5 141
4 226 4 618 4 279 4 638
3 642 3 766 3 617
4 000 2 620
1 890
2 000

Gráfico 30. Percentagens da produção de peixe seco

OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO


3% 8% 6% JANEIRO
19%

SETEMBRO
5%

AGOSTO FEVEREIRO
8% 13%

JULHO
8% MARÇO
9%
JUNHO
ABRIL
8% MAIO 6%
7%

39
6.2 – Farinha de peixe

Quanto a farinha de peixe, foram produzidas em 2015 um total de 10.874 toneladas. Relativamente a
produção mensal, o mês de Abril registou maior produção com 3.095 Toneladas (28,46%), e a menor
produção foi registada no mês de Agosto com 49 toneladas (0,45%). Não houve produção nos meses de
Março, Maio, Julho, Setembro e Outubro.

Gráfico 31. Produção mensal de farinha de peixe

3 500
3 095
3 000

2 500 2 230
Toneladas

2 000
1 500 1 500 1 500
1 500
1 000
1 000

500
49
0
JANEIRO FEVEREIRO ABRIL JUNHO AGOSTO NOVEMBRO DEZEMBRO

Gráfico 32. Percentagem da produção mensal de farinha de peixe

DEZEMBRO JANEIRO
14% 21%
NOVEMBRO
14%
FEVEREIRO
9%

AGOSTO
0%

JUNHO
14%
ABRIL
28%

40
6.3 – Óleo de Peixe

Em 2015, foram produzidos 5.304.200 litros de óleo de peixe. O mês de Fevereiro, registou maior produção
com 1.700.000 litros (32,05%), e a menor produção foi registada no mês de Março com 1.200 litros
(0,02%). Não houve produção nos meses de Julho, Setembro, Outubro e Dezembro.

Gráfico 33. Produção mensal de óleo de peixe

1 800 000 1 700 000


1 600 000 1 500 000
1 400 000
1 200 000
1 000 000
Litros

800 000
600 000 500 000 500 000 500 000
405 000
400 000
198 000
200 000
1 200
0
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO AGOSTO NOVEMBRO

Gráfico 34. Percentagem da produção mensal de óleo de peixe

NOVEMBRO JANEIRO
9% 8%
AGOSTO
9% FEVEREIRO
32%

JUNHO
4%

MAIO
28% MARÇO
ABRIL 0%
10%

41
COMÉRCIO
7
INTERNACIONAL

42
43
7. Comércio Internacional

7.1 – Importação de carapau

Ao abrigo do Decreto Presidencial nº 26/15, de 12 de Janeiro, o limite de importação autorizado para a


espécie carapau, durante o ano de 2015, cifra-se em 90.000 toneladas. O gráfico 35, mostra a importação
desta espécie durante o ano 2015, por país de origem. Neste período foram importadas um total de 74.231
toneladas, cerca de 82% das importações anuais permitidas.

Gráfico 35. Importação do carapau por país de origem

60 000
48 508
50 000

40 000

30 000
Toneladas

20 000

10 000 6 562 6 027 4 624


2 859 1 636 983 978 843 520 407 258 26
0

7.1.2 – Custos da importação de carapau

O custo suportado para importação de 74.231 toneladas de carapau foi avaliado em kz 20.091.168.916,00,
tendo-se verificado maior incidência nas importações provenientes da Mauritânia com uma contribuição
de 70% do valor total registado em 20153.

3O custo real suportado para a importação do carapau, foi de USD 128.789.544,00, correspondente ao valor apresentada em
kwanzas, ao câmbio de 1usd=156kz

44
Gráfico 36. Valor da importação do carapau por país de origem

13 989,96
16 000,00
14 000,00
12 000,00
Milhões

10 000,00
8 000,00

2 387,84

1 864,37
6 000,00
4 000,00

423,60
298,75

239,80

201,97
193,73
147,57

118,69
193,2

24,93
6,74
2 000,00
0,00

7.2 – Importação de outros produtos da pesca

Em 2015, foram importadas 65.891 toneladas de outros produtos de pesca (conservas, crustáceos,
moluscos, peixe bacalhau seco, peixe choupa, peixe makayabu seco, pescado diverso e sal iodizado),
registando o maior volume de importação com 23.783 toneladas para pescado diverso.

Gráfico 37. Importação de outros produtos de pesca

25 000 23 783
21 951

20 000
Toneladas

15 000

9 232
10 000
6 597
5 000
2 123 1 776
174 255
0
Conserva de Crustáceos Moluscos Peixe Peixe Peixe Pescado Sal Iodizado
Peixe Bacalhau Choupa Makayabu Diverso
Seco Seco

45
Gráfico 38. Percentagens de importação de outros produtos de pesca

Conserva de
Crustáceos
Peixe
0%
14% Moluscos 1%
Sal Iodizado
33% Peixe Bacalhau Seco 3%

Peixe Choupa 10%

Peixe Makayabu
Seco
3%

Pescado Diverso 36%

O gráfico 39 apresenta as importações mensais de outros produtos de pesca em 2015, tendo-se registado
maior volume de importações no mês de Janeiro com 20.616 toneladas e menor volume no mês de
Dezembro com 1.408 toneladas.

Gráfico 39. Importação mensal de outros produtos de pesca

25 000
20 616
20 000
Tonelas

15 000

10 000 7 147 6 744


4 969 4 969 3 951 4 653 4 011
5 000 2 766 3 244
1 413 1 408
0

Gráfico 40. Percentagens de importação mensal de outros produtos de pesca

NOVEMBRO DEZEMBRO
SETEMBRO OUTUBRO
5% 2%
7% 6%
JANEIRO
AGOSTO 31%
2%

JULHO
6%

JUNHO
8%
FEVEREIRO
MAIO 11%
8% ABRIL MARÇO
10% 4%

46
7.3 – Exportação de produtos de pesca

A receita obtida na exportação de 26.769 toneladas de produtos de pesca foi avaliada em Kz


6.961.564.613,00, tendo-se verificado maior volume (74%) de exportações de Crustáceos4.

Gráfico 41. Exportação de outros produtos de pesca

12 000 11 374

10 000
8 000
Toneladas

6 467
6 000 4 804
3 812
4 000
2 000
290 14 8
0
Farinha de Peixe Óleo de Crustáceos Pescado Moluscos Barbatana
Peixe Peixe Diverso de Tubarão

Gráfico 42. Valores de exportação de produtos de pesca

6 000
5 182
5 000

4 000
Milhões

3 000

2 000

1 000 725 698


348
9
0
Crustáceos Pescado Diverso Farinha de Peixe Óleo de Peixe Barbatana de
Tubarão

4A receita obtida na exportação dos produtos de pesca, foi de USD 44.625.414,00, correspondente ao valor apresentado em
kwanzas, ao câmbio de 1usd=156kz

47
8 AVALIAÇÃO DE STOCKS

48
49
8. Avaliação dos Stocks e Níveis de
Produção por Espécie

8.1 - Programa de monitorização de abundância dos recursos pesqueiros

Realizaram-se três cruzeiros de investigação a bordo do N/I “Dr. Fridtjof Nansen”:

De 14 de Janeiro a 12 de Fevereiro, foi efectuado um Cruzeiro que determinou a abundância de peixes


Bento-Pelágicos, Epi-bentónicos, incluindo indicadores de VMEs (Ecossistemas Marinhos Vulneráveis) na
área de Convenção da SEAFO (Organização das Pescarias do Atlântico Sudeste).

De 14 de Fevereiro a 24 de Março, foi efectuado outro Cruzeiro que estimou a abundância e mapeou a
distribuição das principais espécies demersais de importância comercial.

De 15 de Agosto a 13 de Setembro, foi efectuado um Cruzeiro de estimação de abundância de recursos


pelágicos na época fria ao longo da costa de Angola, com o objectivo de estimar a abundância e mapear a
distribuição das principais espécies pelágicas de importância comercial, sendo, duas espécies de sardinelas
(Sardinella Aurita e Sardinella Maderensis) e duas espécies de carapau (Trachurus trecae e Trachurus
Capensis) e outras espécies pelágicas das águas de Angola.

50
Quadro 6. Principais grupos de espécies demersais por estratos de profundidade
PROFUNDIDADE
GRUPO ESPÉCIES NOME VULGAR
(U.M: Metro)
Dentexangolensis Dentão 50-200
Esparídeos Dentexmacrophthalmus Cachucho 50-200
Pagellusbellottii Tico-tico 50-200
Umbrina canarienses Calafate 50-200
Atractoscionaequidens Corvina de boca amarela 50-200
Scianideos
Argyrosomushololepidotus Corvina de boca preta 50-200
Pseudotolithustypus Corvina branca 50-100
Pomadasysjubelini Matona 50-200
Roncadores P. rogeri e P. incisus Bolo-bolo 50-200
Brachydeuterusauritus Marionga 50-200
Garoupas Epinephelusspp Mero 50-100
Merlucciuspolli Pescada de Angola 50-400
Pescadas
Merlucciuscapensis Pescada do Cabo 200-500
Aristeusvaridens Alistado 350-900
Camarão de Profundidade
Parapenaeuslongirostris Camarão 50-400
Sepiaorbignyana Choco 20-200
Cafalópodes
Illexcoindetii Lula 20-200
Tubarões … … 200-900
Fonte: GEPE

Relativamente a biomassa dos principais recursos pelágicos, nas regiões norte e centro, a biomassa do
carapau do Cunene (T. Trecae) foi estimada em 305 800 toneladas, maior valor desde 1997, e a estimativa
da biomassa do corrente ano é superior à média dos últimos anos (270 000 toneladas).

A biomassa do carapau do Cabo, foi estimada em 133 400 toneladas, valor ligeiramente inferior ao
estimado em 2014 (136 000) para o cruzeiro de época fria, sendo que a biomassa da sardinela foi estimada
em 560 000 toneladas, conforme se apresenta no quadro número 7.

Quadro 7. Biomassa dos principais recursos demersais e pelágicas


ESPÉCIE BIOMASSA (Tons)
Esparídeos 19.800
Pescada 15.800
Roncadores 12.200
Marionga 30.900
Corvinas 4.300
Calafate 2.070
Garoupas 440
Carapau do Cabo 133.400
Carapau do Cunene 305.800
Camarão de Profundidade (P. longirostris) 1.661
Camarão de Profundidade (A. varidens) 1.626
Sardinellas 560.000
Total Geral 1.087.997
Fonte: GEPE

51
8.2 – Total Admissível de captura por recursos e grupos de recursos

O quadro 8 apresenta a quantidade Total Admissível de Captura (TAC) para o ano 2015 (Diário da
República, 1ª série – Nº8, 13-01-2015). No geral, está autorizada a captura de 361.402 toneladas das quais
5 390 toneladas referem-se a crustáceos e moluscos, 96.143 toneladas a espécies demersais, 259.869
toneladas a espécies pelágicas.

Quadro 8. Total Admissível de Capturas (TAC) – 2015


ITEM RECURSOS/GRUPOS DE RECURSOS TAC (Tons)
Iº Crustáceos e Moluscos 5 b390
1 Camarão (Parapenaeus longirostris) 1 200
2 Alistado (Aristeus varidens) 700
3 Caranguejo de profundidade 2 000
4 Cafalópodes 1 400
5 Gamba costeira 90
IIº Espécies Demersais 96 143
1 Cachucho e outros esparídeos 11 321
2 Corvinas 15 458
3 Roncadores 21 312
4 Garoupas 584
5 Pescada de Angola 2 436
6 Pescada do Cabo 10 133
7 Marionga 10 000
8 Outras espécies 24 899
IIIº Espécies Pelágicas 259 869
1 Carapau 55 000
2 Carapau (Pesca experimental) 30 000
3 Sardinellas 150 000
4 Sardinha do reino 0
5 Cavala 14 000
6 Outras espécies 10 869
Total 361 402
Fonte: GEPE

52
Gráfico 43. Total Admissível de Capturas – TAC

300 000
259 869
250 000

Toneladas 200 000

150 000
96 143
100 000

50 000
5 390
0
Crustáceos e Moluscos Espécies Demersais Espécies Pelágicas

Gráfico 44. Distribuição percentual do Total Admissível de Capturas – TAC

Crustáceos e Moluscos
Espécies
1%
Demersais
27%

Espécies
Pelágicas
72%

53
8.3 - Níveis de captura por grupos de recursos registados em 2015

O quadro 9 mostra os níveis de captura por grupos de recursos registados em 2015. De notar que as
espécies pelágicas foram as mais capturadas, atingindo um total de 353.711 toneladas, correspondendo a
76% da captura total.

Quadro 9. Evolução dos níveis de captura por grupos de recursos

Grupo de Recursos Capturas (Un:Tons)

Crustáceos e Moluscos 5.390

Demersais 96.143

Pelágicos 259.869

Total 361.402
Fonte: GEPE

Gráfico 45. Taxa de captura por grupos de recursos

Crustáceos
e Moluscos Espécies
1% Demersais
27%

Espécies
Pelágicas
72%

54
9 FORMAÇÃO

56
57
9. Formação

9.1 – População alvo de formação específica da pesca em 2015

Em 2015, o sector das pescas absorveu 1.024 formandos distribuídos em duas escolas (CEFOPESCAS e
EFBBF), com uma taxa de sucesso de 59%, conforme gráficos a seguir:

Gráfico 46. População alvo de formação

800
Nº de Formandos

603
600

400 351

200
70
0
DESISTENTES NÃO APTOS APTOS

Gráfico 47. Percentagem da população alvo de formação

DESISTENTES
7%

NÃO APTOS
34%
APTOS
59%

Quadro 10. População alvo de formação em 2015


Alunos
Curso Instituição Carga Horária
Matriculados Desistentes Não Aptos Aptos
Soldadura CEFOPESCA 400 21 1 1 19
Informática CEFOPESCA 400 6 2 4
Eletricidade naval CEFOPESCA 400 16 1 1 14
Marinheiro CEFOPESCA 400 20 1 8 11
Refrigeração CEFOPESCA 400 20 2 18
Maquinista Prático CEFOPESCA 400 19 3 16
Comunicação VHF CEFOPESCA 336 8 8
Manutenção Naval EFBBF 311 27 118 166
Navegação e Pesca EFBBF 603 36 220 347
TOTAL GERAL 2.736 1.024 70 351 603
FONTE: GEPE

58
60 Ministérios das pescas
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