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MATERIAIS,

ENSAIOS E
TRATAMENTOS
TÉRMICOS
versão preliminar

SENAI-RJ • Mecânica
MATERIAIS,
ENSAIOS E
TRATAMENTOS
TÉRMICOS
FIRJAN−Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira
Presidente

Diretoria Corporativa Operacional


Augusto Cesar Franco de Alencar
Diretor

SENAI – Rio de Janeiro


Fernando Sampaio Alves Guimarães
Diretor Regional

Diretoria de Educação
Andréa Marinho de Souza Franco
Diretora
MATERIAIS,
ENSAIOS E
TRATAMENTOS
TÉRMICOS

SENAI-RJ
2003
Materiais, ensaios e tratamentos térmicos
2003

SENAI – Rio de Janeiro


Diretoria de Educação

FICHA TÉCNICA

Gerência de Educação Profissional Luis Roberto Arruda


Gerência de Produto Darci Pereira Garios
Produção Editorial Vera Regina Costa Abreu
Coordenação Alda Maria da Glória Lessa Bastos
Revisão Técnica Ézio Zerbone
Revisão Editorial Alexandre Rodrigues Alves
Projeto Gráfico Artae Design & Criação
Diagramação g-dés

Edição revista da apostila Mecânica de Ajustes do convênio


SENAI-RJ/MICHELIN, 2001.

SENAI-RJ
GEP – Gerência de Educação Profissional

Rua Mariz e Barros, 678 – Tijuca


20270-903 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (0xx21) 2587-1116
Fax: (0xx21) 2254-2884
GEP@rj.senai.br
http://www.rj.senai.br
Sumário
APRESENTAÇÃO ............................................................................. 11

UMA PALAVRA INICIAL ................................................................... 13

1 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA ........................... 17

Tipos de material ..................................................................................... 19

Metais ferrosos ...........................................................................................................19

Metais não ferrosos ................................................................................................... 26

Polímeros (plásticos) .................................................................................................33

Materiais compostos .................................................................................................38

2 TRATAMENTOS TÉRMICOS ....................................................... 41

Tipos de tratamentos térmicos ................................................................ 43

Têmpera ....................................................................................................................... 44

Recozimento ...............................................................................................................46

Revenimento ...............................................................................................................48

Cementação ................................................................................................................48

3 ENSAIOS DESTRUTIVOS ............................................................. 49

Significado de ensaio mecânico .............................................................. 51

Normas técnicas utilizadas ...................................................................... 51

Tipos de ensaio ....................................................................................... 52


Ensaios de dureza ....................................................................................................... 51

Ensaio de tração ......................................................................................................... 55

Ensaio de resiliência ................................................................................................... 55

Ensaio de dobramento e flexão .............................................................................. 57

Ensaio de torção ......................................................................................................... 57

Ensaio de embutimento ............................................................................................58

Ensaio de fadiga .......................................................................................................... 59

Ensaio de fluência ....................................................................................................... 60

4 VAMOS PRATICAR? ...................................................................... 61

Materiais de construção mecânica .......................................................... 63

Tratamentos térmicos .............................................................................. 66

Ensaios destrutivos ................................................................................. 69


Prezado aluno,

Quando você resolveu fazer um curso em nossa instituição, talvez não soubesse que, desse momento
em diante, estaria fazendo parte do maior sistema de educação profissional do país: o SENAI. Há
mais de sessenta anos, estamos construindo uma história de educação voltada para o desenvolvimento
tecnológico da indústria brasileira e da formação profissional de jovens e adultos.

Devido às mudanças ocorridas no modelo produtivo, o trabalhador não pode continuar com uma
visão restrita dos postos de trabalho. Hoje, o mercado exigirá de você, além do domínio do conteúdo
técnico de sua profissão, competências que lhe permitam decidir com autonomia, proatividade,
capacidade de análise, solucionando problemas, avaliando resultados e propostas de mudanças no
processo do trabalho. Você deverá estar preparado para o exercício de papéis flexíveis e polivalentes,
assim como para a cooperação e a interação, o trabalho em equipe e o comprometimento com os
resultados.

Soma-se, ainda, que a produção constante de novos conhecimentos e tecnologias exigirá de você a
atualização continua de seus conhecimentos profissionais, evidenciando a necessidade de uma formação
consistente que lhe proporcione maior adaptabilidade e instrumentos essenciais à auto-aprendizagem.

Essa nova dinâmica do mercado de trabalho vem requerendo que os sistemas de educação se
organizem de forma flexível e ágil, motivos esses que levaram o SENAI a criar uma estrutura
educacional, com o propósito de atender às novas necessidades da indústria, estabelecendo uma
formação flexível e modularizada.

Essa formação flexível tornará possível a você, aluno do sistema, voltar e dar continuidade à sua
educação, criando seu próprio percurso. Além de toda a infra-estrutura necessária ao seu
desenvolvimento, você poderá contar com o apoio técnico-pedagógico da equipe de educação dessa
escola do SENAI para orientá-lo em seu trajeto.

Mais do que formar um profissional, estamos buscando formar cidadãos.

Seja bem-vindo!

Andréa Marinho de Souza Franco


Diretora de Educação
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Apresentação

Apresentação
A dinâmica social dos tempos de globalização exige dos profissionais atualização constante. Mesmo
as áreas tecnológicas de ponta ficam obsoletas em ciclos cada vez mais curtos, trazendo desafios
renovados a cada dia e tendo como conseqüência para a educação a necessidade de encontrar novas e
rápidas respostas.

Nesse cenário, impõe-se a educação continuada, exigindo que os profissionais busquem atualização
constante durante toda a sua vida – e os docentes e alunos do SENAI/RJ incluem-se nessas novas
demandas sociais.

É preciso, pois, promover, tanto para os docentes como para os alunos da educação profissional, as
condições que propiciem o desenvolvimento de novas formas de ensinar e aprender, favorecendo o
trabalho de equipe, a pesquisa, a iniciativa e a criatividade, entre outros aspectos, ampliando suas
possibilidades de atuar com autonomia, de forma competente.

Neste material você vai encontrar conteúdos sobre materiais de construção mecânica, ensaios e
tratamentos térmicos que serão úteis em sua vida profissional.

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Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Uma Palavra Inicial

Uma palavra inicial


Meio ambiente...

Saúde e segurança no trabalho...

O que é que nós temos a ver com isso?

Antes de iniciarmos o estudo deste material, há dois pontos que merecem destaque: a relação entre
o processo produtivo e o meio ambiente; e a questão da saúde e segurança no trabalho.

As indústrias e os negócios são a base da economia moderna. Produzem os bens e serviços necessários
e dão acesso a emprego e renda; mas, para atender a essas necessidades, precisam usar recursos e
matérias-primas. Os impactos no meio ambiente muito freqüentemente decorrem do tipo de indústria
existente no local, do que ela produz e, principalmente, de como produz.

É preciso entender que todas as atividades humanas transformam o ambiente. Estamos sempre
retirando materiais da natureza, transformando-os e depois jogando o que “sobra” de volta ao ambiente
natural. Ao retirar do meio ambiente os materiais necessários para produzir bens, altera-se o equilíbrio
dos ecossistemas e arrisca-se ao esgotamento de diversos recursos naturais que não são renováveis
ou, quando o são, têm sua renovação prejudicada pela velocidade da extração, superior à capacidade
da natureza para se recompor. É necessário fazer planos de curto e longo prazo, para diminuir os
impactos que o processo produtivo causa na natureza. Além disso, as indústrias precisam se preocupar
com a recomposição da paisagem e ter em mente a saúde dos seus trabalhadores e da população que
vive ao redor delas.

Com o crescimento da industrialização e a sua concentração em determinadas áreas, o problema da


poluição aumentou e se intensificou. A questão da poluição do ar e da água é bastante complexa, pois
as emissões poluentes se espalham de um ponto fixo para uma grande região, dependendo dos ventos,
do curso da água e das demais condições ambientais, tornando difícil localizar, com precisão, a origem
do problema. No entanto, é importante repetir que, quando as indústrias depositam no solo os resíduos,
quando lançam efluentes sem tratamento em rios, lagoas e demais corpos hídricos, causam danos ao
meio ambiente.

O uso indiscriminado dos recursos naturais e a contínua acumulação de lixo mostram a falha básica
de nosso sistema produtivo: ele opera em linha reta. Extraem-se as matérias-primas através de processos
de produção desperdiçadores e que produzem subprodutos tóxicos. Fabricam-se produtos de utilidade

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Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Uma Palavra Inicial

limitada que, finalmente, viram lixo, o qual se acumula nos aterros. Produzir, consumir e dispensar bens
desta forma, obviamente, não é sustentável.

Enquanto os resíduos naturais (que não podem, propriamente, ser chamados de “lixo”) são absorvidos
e reaproveitados pela natureza, a maioria dos resíduos deixados pelas indústrias não tem aproveitamento
para qualquer espécie de organismo vivo e, para alguns, pode até ser fatal. O meio ambiente pode
absorver resíduos, redistribuí-los e transformá-los. Mas, da mesma forma que a Terra possui uma
capacidade limitada de produzir recursos renováveis, sua capacidade de receber resíduos também é
restrita, e a de receber resíduos tóxicos praticamente não existe.

Ganha força, atualmente, a idéia de que as empresas devem ter procedimentos éticos que considerem
a preservação do ambiente como uma parte de sua missão. Isto quer dizer que se devem adotar
práticas que incluam tal preocupação, introduzindo processos que reduzam o uso de matérias-primas
e energia, diminuam os resíduos e impeçam a poluição.

Cada indústria tem suas próprias características. Mas já sabemos que a conservação de recursos
é importante. Deve haver crescente preocupação com a qualidade, durabilidade, possibilidade de
conserto e vida útil dos produtos.

As empresas precisam não só continuar reduzindo a poluição como também buscar novas formas de
economizar energia, melhorar os efluentes, reduzir a poluição, o lixo, o uso de matérias-primas. Reciclar
e conservar energia são atitudes essenciais no mundo contemporâneo.

É difícil ter uma visão única que seja útil para todas as empresas. Cada uma enfrenta desafios
diferentes e pode se beneficiar de sua própria visão de futuro. Ao olhar para o futuro, nós (o público,
as empresas, as cidades e as nações) podemos decidir quais alternativas são mais desejáveis e trabalhar
com elas.

Infelizmente, tanto os indivíduos quanto as instituições só mudarão as suas práticas quando


acreditarem que seu novo comportamento lhes trará benefícios – sejam estes financeiros, para sua
reputação ou para sua segurança.

A mudança nos hábitos não é uma coisa que possa ser imposta. Deve ser uma escolha de pessoas
bem-informadas a favor de bens e serviços sustentáveis. A tarefa é criar condições que melhorem a
capacidade de as pessoas escolherem, usarem e disporem de bens e serviços de forma sustentável.

Além dos impactos causados na natureza, diversos são os malefícios à saúde humana provocados
pela poluição do ar, dos rios e mares, assim como são inerentes aos processos produtivos alguns riscos
à saúde e segurança do trabalhador. Atualmente, acidente do trabalho é uma questão que preocupa os
empregadores, empregados e governantes, e as conseqüências acabam afetando a todos.

De um lado, é necessário que os trabalhadores adotem um comportamento seguro no trabalho,


usando os equipamentos de proteção individual e coletiva; de outro, cabe aos empregadores prover a
empresa com esses equipamentos, orientar quanto ao seu uso, fiscalizar as condições da cadeia produtiva
e a adequação dos equipamentos de proteção.

A redução do número de acidentes só será possível à medida que cada um – trabalhador, patrão e
governo – assuma, em todas as situações, atitudes preventivas, capazes de resguardar a segurança de
todos.

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Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Uma Palavra Inicial

Deve-se considerar, também, que cada indústria possui um sistema produtivo próprio, e, portanto, é
necessário analisá-lo em sua especificidade, para determinar seu impacto sobre o meio ambiente,
sobre a saúde e os riscos que o sistema oferece à segurança dos trabalhadores, propondo alternativas
que possam levar à melhoria de condições de vida para todos.

Da conscientização, partimos para a ação: cresce, cada vez mais, o número de países, empresas e
indivíduos que, já estando conscientizados acerca dessas questões, vêm desenvolvendo ações que
contribuem para proteger o meio ambiente e cuidar da nossa saúde. Mas, isso ainda não é suficiente...
faz-se preciso ampliar tais ações, e a educação é um valioso recurso que pode e deve ser usado em tal
direção. Assim, iniciamos este material conversando com você sobre o meio ambiente, saúde e
segurança no trabalho, lembrando que, no seu exercício profissional diário, você deve agir de forma
harmoniosa com o ambiente, zelando também pela segurança e saúde de todos no trabalho.

Tente responder à pergunta que inicia este texto: meio ambiente, a saúde e a segurança no trabalho
– o que é que eu tenho a ver com isso? Depois, é partir para a ação. Cada um de nós é responsável.
Vamos fazer a nossa parte?

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Materiais de
construção mecânica
Nesta Seção...

Metais ferrosos

Metais não ferrosos

Polímeros (plásticos)

Materiais compostos

1
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

Tipos de material
São eles:

• Metais ferrosos – Ex.: ferro fundido, aço

• Metais não ferrosos – Ex.: alumínio e suas ligas, cobre e suas ligas (bronze, latão)

• Termoplásticos – Ex.: náilon, poliestireno, polietileno, teflon, pvc, celeron

• Borrachas – Ex.: neoprene.

Metais ferrosos

Ferro fundido

Definição
São ligas de ferro-carbono com teor de carbono superior a 2%.

Simbologia francesa
São designados pelo símbolo Ft (norma francesa). O número que se indica é a décima parte do valor
em megapascal (MPa-1 Mpa = 1 N/mm2) da resistência mínima de ruptura por extensão.

Exemplo: Ft 20 (Ainda encontramos esta simbologia em alguns desenhos utilizados na fábrica).

Variações: Ft10, Ft15, Ft20, Ft25, Ft30, Ft35, Ft40.

Emprego: Boa moldabilidade, custo baixo, peças com grandes tolerâncias (estruturas, cárters).

• A partir de Ft25 a usinagem se torna difícil.

• Os F°F° (ferro fundido) cinza ordinários sem condições de resistência são designados por Fonte.

• Ferros fundidos maleáveis (ferro fundido com grafite esferoidal).

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Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

Eles são designados por um símbolo (MB, MN, MP, FGS) seguido do valor em megapascal da
resistência mínima a ruptura por extensão e da porcentagem do valor de alongamento antes da ruptura.

Exemplo: B 380-12.

Variações

Nuance Re mín Nuance Re mín Nuance Re mín

MB 380-12 170 MN 650-3 430 FGS 400-12 258

MN 350-10 230 MN 700-2 530 FGS 500-7 328

MN 380-18 258 MP 500-5 325 FGS600-3 378

MN 450-6 290 MP 6OO-3 390 FGS 700-2 428

MN 550-4 350 MP 700-2 490 FGS 800-2 480

Emprego: MB-MN-MP: Maleabilidade melhorada. Peças complexas. FGS: boas características


mecânicas.

Simbologia brasileira
Segundo a ABNT (Associaçâo Brasileira de Normas Técnicas) os ferros fundidos cinzentos são
designados por FC (ferro fundido cinzento) e por algarismos indicativos dos limites mínimos de resistência
a tração. Exemplo: as classes FC-10 e FC-15, pelas excelentes fusibilidade e usinabilidade, são indicadas,
principalmente a FC-15, para bases de máquinas, carcaças metálicas etc.

As classes FC-20 e FC-25 aplicam-se em elementos estruturais de máquinas operatrizes, tais como
barramentos, cabeçotes, mesas etc.

As classes FC-30 e FC-35, devido a sua maior resistência mecânica e maior dureza, aplicam-se em
engrenagens, pequenos virabrequins, bases pesadas e colunas de máquinas, buchas grandes, blocos
de motor etc.

Finalmente a classe FC-40, de maior resistência entre todas as classes, possui elementos de liga
como níquel, cromo e molibdênio.

Observação: Um fator a considerar quando se especifica ferro fundido cinzento é o que relaciona
as propriedades mecânicas com a seção das peças. Isso porque para quantidades fixas de carbono total
e silício a resistência diminui à medida que aumenta a espessura ou seção das peças.

O ferro fundido branco (FB) é assim chamado porque, devido a apresentar o carbono quase
inteiramente combinado na forma Fe3C, mostra uma fratura branca.

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Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

Suas propriedades básicas são: elevada dureza e resistência ao desgaste, o que, em conseqüência, os
torna difíceis de usinar, mesmo com os melhores materiais de corte.

Emprego: Revestimentos de moinhos, bolas para moinhos de bolas, cilindros de laminação para
borracha, vidro, linóleo, plásticos e metais, rodas de vagões, peças empregadas em equipamento para
britamento de minérios, moagem de cimento etc. O ferro maleável (FM) resulta de um ferro fundido
branco, de composição adequada, o qual é sujeito a um tratamento térmico especial, de longa duração,
chamado “maleabilização”. Após o tratamento, o material, que no estado original é muito frágil, adquire
ductilidade ou maleabilidade – donde o seu nome – e torna-se mais tenaz.

Aços
Sendo o ferro gusa uma liga ferro-carbono em que o carbono e as impurezas normais (Si, Mn, P e S,
principalmente as duas primeiras) se encontram em teores elevados, a sua transformação em aço, que é
uma liga de mais baixos teores de C, Si, Mn, P e S, corresponde a um processo de oxidação, por
intermédio do qual a porcentagem daqueles elementos é reduzida até os valores desejados.

Em conseqüência, na transformação do ferro gusa em aço utilizam-se “agentes oxidantes”, os quais


podem ser de natureza gasosa, como ar e oxigênio, ou de natureza sólida, como minérios na forma de
óxidos.

Classificação
• Processos pneumáticos, onde o agente oxidante é ar ou oxigênio.

• Processo Siemens-Martin, elétrico, duplex etc., em que os agentes oxidantes são substâncias
sólidas contendo óxidos.

Tipos de Aços

Aços para fundição


São recomendados para fundição de peças empregadas em máquinas operatrizes, indústria
automobilística, indústria ferroviária, indústria naval, implementos agrícolas, tratores, equipamento para
escavação e construção, equipamento elétrico, na indústria química, em equipamento para refino de
petróleo etc.

• Aços-carbono para fundição

• Aços-liga para fundição

• Aços estruturais

• Aços para chapas

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Conforme a ABNT:

• folha: produto plano com espessura inferior a 0,30mm e qualquer largura;

• tira: produto plano com espessura compreendida entre 0,30mm e 5,00mm e largura inferior a
300mm;

• chapa fina: produto plano com espessura compreendida entre 0,30mm e 6,00mm e largura igual ou
superior a 300mm;

• barra chata: produto plano com espessura superior a 5,00mm e largura inferior a 300mm;

• chapa grossa: produto plano com espessura superior a 5,00mm e largura igual ou superior a
300mm.

Por outro lado, deve-se distinguir, ainda, dois tipos de produtos planos de aço, de acordo com o
revestimento protetor superficial:

• chapas galvanizadas, quando recobertas de zinco;

• folhas-de-flandres, quando recobertas de estanho.

Aços para tubos


Aços para arames e fios
Aços para molas
Aços de usinagem fácil
Aços para cementação
Aços para nitretação
Aços para fins especiais
Aços resistentes ao desgate
Aços carbono-cromo
Aços ultra-resistentes
Aços grafíticos
Aços criogênicos

Aços sem elementos de liga

Aços de uso geral


A designação se compõe de uma letra e um número.

• Quando a letra A é empregada, o número que se indica é a décima parte da resistência média à
tração expresso em megapascal. Exemplo: A 34.

• Quando a letra E é empregada, o número que se indica é o décimo do limite de elasticidade médio
expresso em megapascal. Exemplo: E 24.

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Variações
Tipo R mín Re mín Tipo R mín Re mín

A 33 300 155 E 36 510 325

A 34 330 165 A 50 490 275

E 24 340 215 A 60 590 335

E 28 420 255 A 70 690 365

Aços de moldagem

Macrografia de um aço de moldagem

A designação se compõe:
• de um primeiro número, que fixa o limite de elasticidade mínimo expresso em megapascal,
• de um segundo número, que dá a resistência mínima à tração expressa em megapascal;
• da letra M, que indica que trata-se de produtos moldados. Exemplo: 280-480-M; variações: 230-
400-M, 280-480-M, 320-560-M, 370-650-M.

Aços para forjamento e tratamento térmico

Macrografia de aços para forjamento

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A designação se compõe de um grupo de letras, seguido do décimo do valor da resistência média à


tração expressa em megapascal, de uma barra de fração e da letra C seguida do teor de carbono em
porcentagem multiplicado por 100.

Exemplo: AF 34/C 10.

Variações
Nuance R1 R2 Nuance R1 R2

AF34/C 10 330 520 AF55/C 35 540 640

AF37/C 12 360 620 AFM/C 40 590 700

AF42/C 20 410 880 AF65/C 45 640 740

AF50/C 30 490 570 AF70/C 55 710 790

Aços laminados

Micrografia de aços laminados

Aços de tratamentos térmicos


A designação se compõe do grupo de letras XC seguido do teor de carbono em porcentagem
multiplicado por 100. Nós juntamos eventualmente as letras S para uma garantia de soldabilidade e TS
para uma garantia de temperabilidade superficial. Exemplo: XC 42 TS.

Variações
Nuance R mín Re mín Nuance HRC

XC 10 350 215 XC 54 ≥ 54

XC 18 430 265 XC 60 ≥ 56

XC 32 550 315 XC 68 ≥ 58

XC 38 580 335 XC 75 ≥ 59

XC 45 640 355 XC 90 ≥ 60

XC 50 HRC ≥ 52 XC 100 ≥ 61

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Aços com elementos de liga


Estes aços são elaborados em um forno para cadinhos ou em um forno elétrico.

Aço liga: liga de ferro + carbono + elementos adicionados.

A porcentagem de elementos adicionados no aço pode alcançar proporções


elevadas (20% ou mais).

Podem ser ligas fracas: abaixo de 5% de elementos adicionados, ou ligas


fortes: acima de 5% de elementos adicionados.

Os elementos adicionados têm por alvo o melhoramento de certas


propriedades de aços ao carbono.

• propriedades mecânicas (dureza, resistência a tração, resistência aos


impactos).

• eficácia dos tratamentos térmicos.

• resistência à corrosão (aços inoxidáveis).

• manutenção de propriedades mecânicas em temperaturas elevadas


(ferramentas de corte).

Principais elementos adicionados

Elementos Símbolo Elementos Símbolo


adicionados tecnológico adicionados tecnológico
Manganês Mn Cromo Cr

Silício Si Cobalto Co

Níquel Ni Alumínio Al

Molibdênio Mo Titânio Ti

Vanádio V Cobre Cu

Tungstênio W Magnésio Mg

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Aço rápido
Os aços de “corte rápido”, ou “aço rápido”, chamam-se assim porque possibilitam usinagens de alta
velocidade. Os aços normais perdem a sua dureza entre 250 e 350 graus centígrados; já os aços rápidos
só a perdem entre 550 e 600 graus centígrados.

Existe uma grande variedade de aços rápidos, cujo elemento básico é sempre o tungstênio, e os
teores de carbono, cromo, vanádio, molibdênio e tungstênio são variáveis.

Metais não ferrosos


São os metais onde não há a presença do elemento químico ferro.

Alumínio e suas ligas

Metal alumínio
• Seu peso específico é de 2,7g/cm3 a 20°C;

• seu ponto de fusão corresponde a 660°C

• o módulo de elasticidade é de 6.336 kgf/mm 2.

Pertence ao sistema cúbico de face centrada.

Apresenta boa condutibilidade térmica e relativamente alta condutibilidade elétrica (62% da


condutibilidade do cobre).

É não magnético e apresenta baixo coeficiente de emissão térmica.

Essas características, além da abundância do seu minério principal, vêm tornando o alumínio o
metal mais importante, após o ferro.

O baixo peso específico do alumínio torna-o de grande utilidade em equipamento de transporte –


ferroviário, rodoviário, aéreo e naval – e na indústria mecânica, numa grande variedade de aplicações.

O baixo ponto de fusão, aliado a um elevado ponto de ebulição (cerca de 2000°C) e a uma grande
estabilidade a qualquer temperatura, torna a fusão e a moldagem do alumínio muito fáceis.

A condutibilidade térmica, inferior somente à da prata, do cobre e do ouro, o torna adequado para
aplicações em equipamento destinado a permutar calor.

Sua alta condutibilidade elétrica e ausência de magnetismo o tornam recomendável em aplicações na


indústria elétrica, principalmente em cabos condutores.

Finalmente, o baixo fator de emissão o torna aplicável como isolante térmico.

Entretanto, a resistência mecânica é baixa; no estado puro (99,99%AI), o seu valor gira em torno de 5 a
6kgf/mm2; no estado encruado (laminado a frio com redução de 75%) sobe para cerca de 11,5kgf/mm2.
É muito dúctil: alongamento de 60 a 70%.

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Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

Apresenta boa resistência à corrosão, devido à estabilidade do seu principal óxido Al2O3 que se
forma na superfície do metal. Essa resistência à corrosão é melhorada por anodização, que ainda
melhora sua aparência, tornando-o adequado para aplicações decorativas.

As ligas de alumínio não apresentam a mesma resistência à corrosão que o alumínio puro de modo
que, quando se deseja aliar a maior resistência mecânica das ligas com a boa resistência à corrosão do
alumínio quimicamente puro, utiliza-se o processo de revestimento da liga por capas de alumínio puro
(cladding), originando o material “Alclad”.

Devido à sua alta ductilidade, é facilmente laminado, forjado e trefilado, de modo a ser utilizado na
forma de chapas, folhas muito finas, fios, tubos etc.

De um modo geral, pode-se dizer que o alumínio de pureza equivalente a 99,9% anodizado apresenta
características óticas análogas às da prata, aplicando-se, por exemplo, em refletores.

Com pureza equivalente a 99,5% utiliza-se em cabos elétricos armados com aço, além de equipamentos
variados na indústria química.

Com pureza de 99%, sua principal aplicação é em artigos domésticos, principalmente para utilização
em cozinhas.

Ligas de alumínio
Podem ser:

I - ligas trabalhadas (conformadas mecanicamente);

II - ligas fundidas, que são subdivididas por sua vez em duas classes:

a - ligas não tratáveis termicamente

b - ligas tratáveis termicamente.

As ligas tratáveis termicamente são as que têm suas propriedades mecânicas melhoradas geralmente
pelo tratamento de “endurecimento por precipitação”.

O tratamento de “endurecimento por precipitação” permite obter valores de resistência elevados,


superiores a 40kgf/mm2 para limite de resistência à tração e a 30kgf/mm2 para limite de escoamento.

As ligas não tratáveis termicamente têm as suas propriedades alteradas apenas por trabalho a frio
ou encruamento.

O princípio do tratamento consiste em promover-se a solução de fases duras e posteriormente


precipitá-las.

Pode-se aplicar o recozimento para diminuir a dureza ou aliviar as tensões. Neste último caso, o
aquecimento é feito até cerca de 340 a 350°C, com resultados satisfatórios.

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Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

No caso do recozimento para amolecer o material, a temperatura de tratamento é mais elevada –


entre 400 e 440°C – e o tempo é de cerca de duas horas, seguindo-se de resfriamento lento, pelo menos
até atingir-se a temperatura de 260°C.

O comportamento da resistência mecânica e da ductilidade de um alumínio 99,0% e de um alumínio


encruado está representado no gráfico abaixo.

30
2820
27 o– liga 5
à traçã
ncia
re sistê
24 limite
Limite de resistência à tração

21
alongamento – liga 52820
18
(kgf/mm2)

050
a 10
15 o – lig
à traçã
ncia
e re sistê
12 limit

6
alongamento – liga 10050
3

0
R 1/4 duro 1/2 duro 3/4 duro duro

Encruamento
Influência do encruamento sobre alumínio e suas ligas.

Ligas de alumínio trabalhadas endurecíveis por precipitação

Designação Elemento de liga (%)

AAº ABNT Si Fe Cu Mn Mg Cr Zn Ti
2011 26820 0,40 0,70 5,0/6,0 — — — — —
2017 24320 0,80 0,70 3,5/4,5 0,4/1,0 0,2/0,8 0,10 0,25 —
2024 24520 0,50 0,50 3,8/4,9 0,3/0,9 1,2/1,8 0,10 0,25 —
6053 69840 0,55/0,70 0,35 0,10 — 1,1/1,4 0,15/0,35 0,10 —
6061 69260 0,40/0,80 0,70 0,15/0,4 0,15 0,8/1,2 0,04/0,35 0,25 0,15

7075 76520 0,40 0,50 1,2/2,9 0,30 2,1/2,9 0,18/0,35 5,1/6,1 0,2

• Sistema ASTM – American Society for Testing Materials.

28 – SENAI-RJ
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Propriedades mecânicas das ligas indicadas na tabela anterior

Liga e Limite de
Limite de Alongamento Dureza Brinell Limite de
estado resistência à
escoamento em 2" (carga 500kg fadiga kgf/
designação tração
kgf/mm 2 % esfera 10mm) mm2
AA* kgf/mm2

2011 – T3 38,5 30,0 15 95 12,5


2011 – T8 41,5 31,5 12 100 12,5
2017 – O 18,0 7,0 22 45 9,0
2017 – T4 43,5 28,0 22 105 12,5
2024 – O 19,0 8,0 20/22 47 9,0
2024 – T3 49,0 35,0 18 120 14,0
6053 – O 11,0 5,0 25 26 5,0
6053 – T6 26,0 22,5 13 80 9,0
6061 – O 12,5 5,5 25/30 30 6,5
6061 – T6 31,5 28,0 12/17 95 10,0
7075 – O 23,0 10,5 17 60 —
7075 – T6 58,5 51,5 11 150 16,5

*O = recozido
T3 = solubilizada e encruada
T4 = solubilizada e envelhecida à temperatura ambiente
T6 = solubilizada e envelhecida artificialmente
T8 = solubilizada, encruada e endurecida por precipitação (envelhecida artificialmente)

As ligas desse tipo apresentam as mais favoráveis combinações de resistência mecânica, resistência
à corrosão e ductilidade.

A liga 2017, conhecida também com o nome de “duralumínio”, é a mais antiga e a mais usada das
ligas tratadas termicamente; contém, em média, 4,0% de cobre, 0,5% de magnésio e 0,7% de manganês.
Como se vê, no estado tratado termicamente, a liga chega a adquirir um limite de resistência à tração
semelhante ao do aço doce, com um terço do seu peso específico, donde a importância do seu emprego,
principalmente na indústria aeronáutica e de transporte em geral.

Ligas fundidas
• Ligas binárias, com um único elemento de liga adicionado;

• ligas complexas, com dois ou mais elementos de liga adicionados.

Fundição em areia, fundição sob pressão e de precisão.

• Alumínio-cobre – boa resistência mecânica e excelente usinabilidade.

SENAI-RJ – 29
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

• Alumínio-silício – elevada resistência à corrosão.

• Alumínio-magnésio – melhor combinação de características mecânicas.

• Aluminio-estanho – mancais e buchas, alto limite de fadiga e boa resistência à corrosão.

Ligas de alumínio para veículos


Na confecção de pistões, empregam-se ligas contendo de 17 a 24% de silício, 1 a 1,75% de cobre e,
eventualmente, manganês, magnésio, níquel, zinco, cromo e titânio.

Ligas de alumínio super-resistentes


São ligas relativamente complexas, cujos níveis de resistência ultrapassam 35kgf/mm2 (limite de
resistência à tração). São ligas tratáveis termicamente, cujo desenvolvimento foi inicialmente feito para
preencher exigências da indústria aeronáutica.

Cobre e suas ligas


Os metais não-ferrosos ocupam uma posição de destaque na indústria e representam um campo
muito importante na engenharia, principalmente nos setores mecânicos, de transporte e elétricos.

Metal cobre
O cobre é um metal vermelho-marrom, que apresenta ponto de fusão correspondente a 1083°C e
densidade correspondente a 8,96g/cm3 (a 20°C), sendo, após a prata, o melhor condutor de calor e da
eletricidade. Sua resistividade elétrica é de l, 7x10-6 ohm-cm (a 20°C). Por esta última característica,
uma de suas utilizações principais é na indústria elétrica.

O cobre apresenta ainda excelente deformabilidade.

Além disso, o cobre possui boa resistência à corrosão: exposto à ação do ar, ele fica, com o tempo,
recoberto de um depósito esverdeado.

A oxidação, sob ação do ar, começa em torno de 500°C. Não é atacado pela água pura. Por outro
lado, ácidos, mesmo fracos, atacam o cobre na presença do ar.

Apresenta, finalmente, resistência mecânica e características de fadiga satisfatórias, além de boa usinabilidade,
cor decorativa e pode ser facilmente recoberto por eletrodeposição ou por aplicação de verniz.

Tipos de cobre
• cobre eletrolítico tenaz (Cu ETP) – 99,90% de cobre (e prata até 0,1%);
• cobre refinado a fogo de alta condutibilidade (Cu FRHC) – 99,90% de cobre incluída a prata;

30 – SENAI-RJ
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• cobre refinado a fogo tenaz (Cu FRTP) – 99,80% a 99,85% de cobre incluída a prata;
• cobre desoxidado com fósforo, de baixo teor de fósforo (Cu DLP) – 99,90% de cobre e resíduos
de fósforo entre 0,004 e 0,012%;
• cobre desoxidado com fósforo, de alto teor de fósforo (Cu DHP) – 0,015 a 0,040%;
• cobre isento de oxigênio (Cu OF) – tipo eletrolítico com 99,95 a 99,99% de cobre;
• cobre refundida (Cu CAST) – obtido a partir de cobre secundário.

Ligas de cobre de baixo teor em liga

Liga Característica
Liga cobre-arsênio desoxidado utilizada em trocadores de calor
com fósforo
Liga cobre-prata tenaz utilizada na indústria elétrica (bobinas, lâminas de
coletores)
Liga cobre-cádmio (CuCd) utilizada em cabos condutores aéreos de linhas de
tróleibus, molas de contato (teor de cádmio varia
de 0,6 a 1,0%)
Liga de cobre-cromo (CuCr) aceita tratamento de endurecimento por
precipitação (aquecimento a cerca de 1000°C
durante 15 minutos, resfriamento em água e
reaquecimento entre 400°C e 500°C, durante
tempos mais ou menos longos), o qual provoca
elevação da resistência mecânica (teor de cromo
de 0,8%)
Liga de cobre-zircônio (CuZr) endurecível por precipitação; utilizado na indústria
elétrica (teor de zircônio de 0,10 a 0,25%)
Liga de cobre-telúrio (CuTe) utilizada em terminais de transformadores e
interruptores, contatos e conexões (alta
condutibilidade elétrica e boa usinabilidade)
Liga de cobre-enxofre (CuS) propriedades e aplicações análogas às do cobre
telúrio (com 0,20 a 0,50% de enxofre)
Liga de cobre-chumbo (CuPb) utilizadas em conectores, componentes de chaves
e motores (0,8 a 1,2% de chumbo)
Liga de cobre-cádmio-estanho empregadas em molas e contatos elétricos,
(CuCdSn) eletrodos para soldagem elétrica

SENAI-RJ – 31
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Ligas de cobre de alto teor em liga


As mais importantes são os latões comuns e especiais, os bronzes, as ligas cobre-alumínio, as cupro-
níquel, as alpacas, as cobre-berílio e as cobre-silício.

Latões
Os latões comuns são ligas de cobre-zinco, podendo conter zinco em teores que variam de 5 a 50%,
o que significa que existem inúmeros tipos de latões.

Bronzes
Os bronzes são ligas de cobre-estanho e o teor de estanho varia de 2 a 10%, podendo chegar a 11%
nas ligas para fundição.

À medida que aumenta o teor de estanho, aumentam a dureza e as propriedades relacionadas com a
resistência mecânica, sem queda da ductilidade.

As propriedades são ainda melhoradas pela adição de até 0,40% de fósforo, que atua como
desoxidante; nessas condições, os bronzes são chamados fosforosos.

Ligas cupro-níquel
O teor de níquel varia, em média, de 5 a 45%; o manganês, assim como o ferro, pode estar presente
até cerca de 2,0%.

A liga com 45% de níquel é chamada de constantan (aplicado em elementos de aquecimento).

Liga cobre-níquel-zinco
Essas ligas são conhecidas também com o nome de alpacas. Sua composição varia de 10 a 30% de
níquel, 45 a 70% de cobre, sendo o restante zinco (aplicação em objetos decorativos).

Liga de cobre-alumínio
Contém alumínio de 5 a 10% em média, podendo ainda apresentar níquel até 7%, manganês até
3,0%, ferro até 6% e, eventualmente, arsênio até 0,4% (aplicados em tubos de condensadores, trocadores
de calor).

32 – SENAI-RJ
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Polímeros (plásticos)
Constituição dos plásticos
São conhecidas as expressões científicas “elasticidade” e “plasticidade” e, em conseqüência, “materiais
elásticos” e “materiais plásticos”.

Tais expressões são geralmente aplicadas em materiais metálicos, de modo que os materiais estudados
neste capítulo, conhecidos como “materiais plásticos”, não se aplicam às definições usuais adotadas
para os materiais metálicos.

Os “plásticos” podem ser definidos como “um grupo arbitrário” de materiais artificiais, geralmente
de origem orgânica sintética, que em algum estágio de sua fabricação adquiriram a condição plástica
durante a qual foram moldados, com aplicação de pressão e calor.

Definição de plástico
É um amplo grupo de materiais sólidos, compostos eminentemente orgânicos, usualmente tendo por
base resinas sintéticas ou polímeros naturais modificados e que possuem, em geral, apreciável resistência
mecânica.

Composição
Fibra é o polímero que apresenta a ligação mais forte.

Elastômero é o polímero com ligações fracas e uma estrutura desordenada que confere elasticidade
ao material.

Plástico é o polímero com ligações fortes, o qual, quando deformado, não readquirirá a forma
original.

Termofixos ou termoestáveis, eles possuem polímeros (combinação de monômeros ou as menores


unidades moleculares que constituem a partícula elementar da matéria) em rede; são polímeros com
cadeias laterais, o que faz com que se solidifiquem após reação química.

Os exemplos mais comuns são os provenientes do fenol e formaldeído e da uréia e formaldeído.

Termoplásticos são os que correspondem a um polímero linear que, ao ser aquecido sob pressão, a
sua consistência altera-se de sólida a mole e viscosa. Neste processo não ocorrem reações químicas e os
artigos obtidos podem ser reamolecidos. Em outras palavras, os termoplásticos podem amolecer
seguidamente sob a ação do calor e endurecer novamente quando resfriados.

Entre os mais importantes termoplásticos, situam-se aqueles à base de nitrocelulose, acetato de


celulose, metacrilato de polimetila, poliestireno, cloreto de polivinila (PVC), polietileno e náilon.

Aditivos são substâncias adicionadas aos plásticos com determinados objetivos.

Por exemplo: um plastificante é um aditivo que reduz a rigidez ou fragilidade dos plásticos.

SENAI-RJ – 33
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Principais tipos de plásticos

Termoplásticos

Olefínicos

Polipropileno
Os de densidade mais elevada possuem mais resistência mecânica, são mais rígidos, mas relativamente
muito frágeis, enquanto os de menor densidade são mais flexíveis.

Polietilenos
São utilizados em caixas, garrafas, vasilhas, gaxetas, isolamentos de fios, brinquedos, cabos de
escovas até certos componentes mecânicos, como mancais, engrenagens etc.

Os polipropilenos são semelhantes aos polietilenos de alta densidade, portanto com propriedades
mecânicas na faixa superior daqueles. A resistência à tração se situa na faixa de 3,3 a 3,85kgf/mm2 e a
máxima temperatura de serviço é da ordem de 121ºC.

Empregam-se em aparelhos eletrodomésticos, indústria automobilística (partes internas de painéis


etc.), isoladores, bagagens etc.

Poliestirenos
Após os polietilenos, são os materiais plásticos mais utilizados. São de baixo custo e facilmente
moldáveis, extrudáveis ou lamináveis.

Sua resistência mecânica é satisfatória, mas sua fluência não. Como não têm resistência ao calor,
seu emprego está restrito a aplicações à temperatura ambiente. Também sua resistência ao
empenamento pelo calor é baixa.

Vinílicos (PVC)
Cloreto de polivinila - possuem excelente resistência química e por isso são empregados sobretudo
em ambientes químicos e em aplicações sujeitas ao intemperismo.

Caracterizam-se ainda por boa resistividade elétrica e resistência à abrasão elevada.

PVC rígido
Constituído de homopolímeros vinílicos não-plastificados, é empregado na forma de chapas em
recipientes químicos, dutos, cobertas e peças arquitetônicas. Também na forma de tubos, em
equipamentos das indústrias de óleo, química e processamento de alimentos.

34 – SENAI-RJ
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PVC flexível
Composto de homopolímeros ou copolímeros com adição de plastifícantes, é usado em películas e
folhas para embalagens, estofamentos etc.

Acrílicos
De um modo geral, a base dessa família de materiais plásticos é constituída de polímeros de metacrilato
de metil, eventualmente modificado com outros monômeros. Alguns nomes conhecidos são “lucita” e
“plexiglás”. Sua resistência ao choque é boa e sua resistência às intempéries e claridades óticas são
excelentes.

A temperatura de empenamento gira em torno de 90ºC. Além dos tipos transparentes, há tipos
opacos, coloridos, assim como o natural branco aquoso.

Empregam-se em maçanetas, cabos, lentes para sinalização, peças transparentes para aviões, rádios,
televisores, componentes estruturais e decorativos de veículos, de máquinas calculadoras etc.

Celulósicos
É de emprego restrito por ser inflamável (polímeros naturais, celulose refinada de polpa de madeira,
de algodão e outros vegetais).

Acetato celulósico – empregado em brinquedos, armações óticas, coberturas transparentes de


máquinas, canetas e algumas pequenas utilidades domésticas.

Buritato-acetato-celulósico – empregado em cabos de ferramentas, proteções de telas de televisores,


teclas de máquinas de escrever e, na forma de tubos extrudados, é utilizado em dutos elétricos e
aplicações similares.

Propionato celulósico – empregado em produtos caseiros, volantes e na forma de chapa em


embalagens e recipientes para alimentos.

Celulose etílica – utilizada em capacetes, roletes, engrenagens, peças de refrigeradores, caixa de


lanternas etc.

Náilon (poliamidas)
É talvez o material plástico mais conhecido.

Os náilons possuem excelentes propriedades mecânicas, como resistência à tração, à fadiga e ao


choque, devido a sua estrutura com grau de cristalinidade relativamente elevado. Apresenta igualmente
elevada resistência à abrasão e resistência à ação da maioria dos agentes químicos e solventes, exceto
ácidos fortes e alguns solventes.

SENAI-RJ – 35
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

Contudo, apresentam uma taxa de absorção da umidade relativamente elevada, o que causa alteração
dimensional, que pode superar 2% num ambiente com 100% de umidade.

Utilizado em componentes de máquinas, engrenagens e mancais.

Acetais
São materiais de estrutura altamente cristalina. Foram desenvolvidos para competir com peças de
zinco e alumínio produzidas por fundição sob pressão.

DELRIN - homopolímero, é mais duro, mais rígido e apresenta resistência à flexão e à fadiga mais
elevadas, porém baixa ductilidade.

CELCON é copolímero e caracteriza-se por ser mais estável a temperaturas elevadas durante
longos períodos. Apresenta igualmente melhor resistência à água aquecida.

Empregam-se em componentes mecânicos como mancais, válvulas de engrenagens, peças de


veículos etc.

Policarbonatos
São semelhantes ao náilon. São os mais tenazes de todos os plásticos, portanto, de elevada resistência
ao choque. São transparentes, mas podem ser facilmente coloridos. Possuem ainda elevada resistividade
elétrica. Contudo, são pouco resistentes à ação de solventes e rompem com facilidade quando expostos
a certos produtos químicos, embora não sejam afetados por graxas, óleos e ácidos.

São excelentes materiais para vidros de proteção e em equipamentos de segurança. Outras aplicações
incluem componentes óticos como lentes, carcaças de máquinas, componentes de instrumentos e
ferramentas, hélices marítimas, caixa de condicionadores de ar e outros aparelhos eletrodomésticos.

ABS ou acrilonitrila-butadieno-estireno
Estes plásticos são opacos, com razoáveis propriedades mecânicas, como elevada resistência ao
choque, rigidez e dureza numa ampla faixa de temperaturas: menos 40ºC a mais de 100ºC.

Aplicam-se em tubulações e acessórios, capacetes, bagagens, carcaças de utensílios diversos, dutos


para fumaça, componentes de escritório, telefones e substituindo peças metálicas.

Fluoroplásticos
São materiais importantes em aplicações na indústria, devido a suas excelentes qualidades. São,
contudo, de custo elevado.

O mais usado é o politetrafluoretileno (PTFE) ou teflon, pois é o que apresenta a melhor temperatura
de serviço (260 graus centígrados) e a melhor resistência química. Não é fácil de fabricar, de modo que

36 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

o método usual de obtenção de peças de teflon é mediante a compactação do material em pó, seguida
de sinterização.

Óxidos polifenilenos
São materiais relativamente novos empregados em instrumentação médica e componentes de máquinas
de lavar pratos.

Superpolímeros
Igualmente de desenvolvimento recente, caracterizam-se por manter as propriedades mecânicas e a
resistência química acima de 200 graus centígrados, por largo período de tempo. São de preço elevado
e difíceis de processar, exigindo maiores temperaturas e pressões.

Plásticos termoestáveis (ou termofixos)


Nestes plásticos, as cadeias dos polímeros são unidas entre si por fortes ligações covalentes, ao
contrário dos termoplásticos, o que lhes confere características diferentes, como maior dureza e relativa
fragilidade. Apresentam também maior estabilidade térmica e maior resistência à fluência.

A matéria-prima desses plásticos é composta de resinas e de substâncias de enchimento e de reforço.

Fenólicos (fenol-formaldeídos)
São constituídos de componentes de baixo custo com substâncias de enchimento tais como farinha
ou felpa de madeira, para emprego sem grande responsabilidade, até os tipos de custo mais elevado,
com maior resistência ao choque, para emprego em componentes estruturais ou elétricos, enchidos
com papel, fibras de vidro etc., aos tipos enchidos com minerais, de maior resistividade elétrica, aos
tipos resistentes ao calor, enchidos de vidro ou de componentes minerais e que conservam suas
propriedades mecânicas na faixa de temperatura de 190 a 260 graus centígrados. Empregam-se em
agitadores de máquinas de lavar, rodas, blocos de fusíveis, componentes de ignição e de aparelhos
elétricos, carcaças de rádios e televisores, carcaças de motores etc.

Poliésteres
É um material rapidamente “curado” pelo calor. Um dos tipos, em forma de fibra sintética, é
conhecido pelo nome de “terylene”.

Aplicação: reforçados com vidro, em automóveis esportivos e em barcos; tanques de armazenamento


de óleo, água e certos produtos químicos; na forma de fibra em correias transportadoras, correias em
V, mangueira, pneus e tecidos revestidos para roupa de proteção.

SENAI-RJ – 37
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

Epóxis
São mais conhecidos como adesivos, de custo elevado e, portanto, aconselháveis em aplicações
onde se desejam qualidades superiores, como elétricas e mecânicas, baixa absorção de umidade, além
de facilidade de processamento. A máxima temperatura de serviço é cerca de 270 graus centígrados.

Se reforçados com fibras de vidro, atingem a máxima resistência possível em materiais plásticos de
110 a 175kgf/mm2.

Aplicações usuais incluem: componentes estruturais de aviões, moldes elétricos, componentes


eletrônicos etc.

Silicones
Esses materiais não são hidrocarbonetos, porque os polímeros são constituídos de monômeros em
que átomos de oxigênio estão ligados a átomos de silício.

Como são de custo elevado, suas aplicações são feitas para condições críticas de serviço, tais como:
componentes de aviões para alta temperatura de serviço, na indústria areroespacial e na indústria
eletrônica.

Uretanos
São materiais de uso limitado e mais conhecidos como “espuma plástica”; são empregados como
material de isolamento e empacotamento.

Ligas plásticas
Os materiais plásticos, do mesmo modo que os metais, podem ser ligados, resultando igualmente
produtos de melhores qualidades.

Os tipos mais comuns combinam o cloreto de polivinil (PVC), o ABS e os policarbonatos, que se
ligam entre si ou com outros tipos de polímeros.

Processamento de materiais plásticos


Moldagem rotativa, moldagem por insuflação, usinagem, injeção, revestimentos, calandragem, fusão.

Materiais compostos
Alguns novos tipos de materiais vêm sendo introduzidos no mercado com bastante sucesso, que são
os casos dos materiais cerâmicos (compostos). Vejamos algumas de suas características.

38 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Materiais de Construção Mecânica

• São de natureza cristalina;

• Seu ponto de fusão é elevado;

• Possuem grande resistência ao ataque químico;

• São muito duros, os mais duros entre os materiais industriais; são igualmente frágeis. Os componentes
dos materiais cerâmicos são elementos metálicos, como alumínio, silício, magnésio, berílio, titânio e
boro, e não-metálicos, como oxigênio, carbono e nitrogênio.

Por outro lado, os cerâmicos poder ser constituídos de uma única fase; exemplos:

Alumina (Al2O3) e magnésia (MgO).

As técnicas de produção de materiais cerâmicos assemelham-se muito à técnica da metalurgia do pó.

SENAI-RJ – 39
Tratamentos
térmicos
Nesta Seção...

Têmpera

Recozimento

Revenimento

Cementação

2
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Tratamentos Térmicos

Tratamentos térmicos
Objetivo
Melhorar as propriedades mecânicas de uma liga na etapa de aquecimento seguida pela etapa de
esfriamento.

Modificar a estrutura e a composição de uma liga (estrutura física), sem alterar a composição
química.

Geralmente não se praticam tratamentos térmicos em metais puros, mas


somente nas ligas (aço = liga de Fe + carbono).

Mudanças de estrutura
A estrutura de um aço depende da temperatura à qual fica exposto:

Temperatura ambiente estado estável a frio

Temperatura de transformação A1 estado intermediário

Temperatura de transformação A2 o ferro dissolve uma parte do carbono que se

encontra no estado livre

Temperatura de transformação A3 estado estável a quente. O ferro dissolve o

carbono completamente

A temperatura de transformação varia de acordo com a percentagem de carbono no aço.

SENAI-RJ – 43
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Tratamentos Térmicos

Tipos de tratamentos térmicos

Têmpera
Tratamento térmico que consiste em levar as peças a serem tratadas a uma temperatura determinada
(que varia com a percentagem de carbono do material) e depois esfriá-las bruscamente.

A têmpera modifica características mecânicas:

Aumenta Limite elástico (RE)


Resistência à ruptura (Rm)
Dureza
Diminui Porcentagem de alongamento
Resiliência (resistência ao choque)

Execução da têmpera

Aquecimento
Aquecer até a temperatura de transformação A3 (ver diagrama de têmpera) mais 50ºC. Para ter
certeza de que toda a peça chegou à temperatura de têmpera (A3 + 50°), dependendo do tamanho da
peça, deve-se manter a temperatura durante um período de tempo para que se efetive a transformação.

Resfriamento
Deve-se resfriar bruscamente em óleo ou água.

É importante agitar a peça no banho para que haja um resfriamento homogêneo, caso contrário se
formará uma camada gasosa em torno da mesma, ocasionando não uniformidade na dureza.

44 – SENAI-RJ
1000

950

Temperatura
cm

Ac
mp Austenita
er
an
900 Tê oó
mp leo
er
an
aá Cementita
gu
a
850
Ac
3
Austenita

800
Ferrita

750 Austenita

Ac 1
721
700 Ferrita Cementita

Diagrama de têmpera para aços ao carbono


Parlita Parlita
650

Parlita
600
0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,2

0,83
% de carbono
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Tratamentos Térmicos

SENAI-RJ – 45
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Tratamentos Térmicos

Recozimento
O recozimento é um tratamento térmico que consiste em aquecer as peças a serem tratadas a uma
temperatura acima do ponto de transformação A3 ou pelo menos igual à temperatura de tempêra e
depois resfriar lentamente.

Efeitos do recozimento
• Suprimir os efeitos da têmpera;

• Aumentar a homogeneidade química (distribuição uniforme do carbono em toda massa);

• Afinar o grão;

• Suprimir o encruamento.

Tipos de recozimento
Encontram-se várias designações para definir o tratamento de recozimento, conforme o objetivo
principal que se propõe alcançar.

Recozimento total
Objetivo
• Anular todos os efeitos da têmpera com o objetivo de que os materiais possam ser usinados
facilmente.

Princípio
• Temperatura de aquecimento: A3 + 50°C ou 75°C.

• Esfriamento lento.

Recozimento para homogeneização


Objetivo
• Aumentar a homogeneidade química;

• aplica-se aos aços em bruto.

Princípio
• temperatura de aquecimento A3 + 200°C (durante várias horas);

• esfriamento lento.

46 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Tratamentos Térmicos

Observação
A temperatura e a duração do tratamento provocam um crescimento do
grão, o que necessita geralmente depois da realização de um recozimento de
regeneração.

Recozimento ou regeneração
Objetivo
• Afinar o grão;

• aplica-se aos aços, tendo grãos grossos, o que é devido a uma temperatura excessivamente elevada
e uma permanência prolongada na referida temperatura.

Princípio
• temperatura de aquecimento: A3 + 50°C (tempo transcorrido curto);

• esfriamento lento.

Este recozimento chama-se recozimento de normalização quando se aplica


a peças moldadas ou forjadas.

Recozimento de estabilização
Objetivo
• Destruir as tensões devidas a soldagem e estampagem. Evitam-se assim as deformações possíveis
no decorrer de posteriores usinagens.

Princípio
• temperatura de aquecimento: A3 + 50°C;

• esfriamento lento.

Aspectos práticos do recozimento

Aquecimento
O aquecimento efetua-se em fornos; como para a têmpera, é preciso evitar:

• oxidação;

• descarburação;

• deformação.

SENAI-RJ – 47
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Tratamentos Térmicos

Temperatura de aquecimento acima da temperatura do ponto de transformação A3. Em geral,


T = A3 + 50°C a 70°C.

Mantém-se a temperatura para obter um aquecimento uniforme em toda a massa da peça.

Limite a duração de permanência, a fim que se evite um crescimento dos grãos.

Esfriamento
O esfriamento é lento mas a duração varia de acordo com o metal a ser recozido e pode ser realizado
das seguintes maneiras:

• Retire a peça do forno e coloque-a num poço de resfriamento, o que reduz a velocidade de
esfriamento (areia, cal viva).

• Tendo desligado o forno, deixe as peças esfriarem no seu interior, mas mantenha todos os orifícios
fechados para obter um esfriamento mais lento.

Revenimento
O revenimento visa a tensões e à excessiva dureza e conseqüente fragilidade do material, melhorando
sua ductilidade e resistência ao choque.

O revenimento é o aquecimento do aço acima de sua zona crítica, mais ou menos 50 graus
centígrados acima de A1, durante o tempo necessário, em função da seção das peças, seguido de
resfriamento rápido em meio como o óleo, água, salmoura ou mesmo o ar.

Cementação
Consiste na introdução de carbono na superfície de aços de baixo carbono, de modo que o teor
superficial desse elemento atinja valores até em torno de 1%, a uma profundidade determinada. O
processo é seguido por têmpera.

A temperatura do tratamento deve ser elevada, acima da zona crítica, mais especificamente entre
900 e 950 graus centígrados, para que a estrutura austenítica esteja em condições de absorver e
dissolver carbono.

48 – SENAI-RJ
Ensaios
destrutivos
Nesta Seção...

Tipos de ensaio

Ensaios de dureza

Ensaio de tração

Ensaio de resilência

Ensaio de dobramento e flexão

Ensaio de torção

Ensaio de embutimento

Ensaio de fadiga

Ensaio de fluência

3
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

Significado de ensaio mecânico


A determinação das propriedades mecânicas de um material metálico é realizada por meio de vários
ensaios.

Geralmente esses ensaios são destrutivos, pois promovem a ruptura ou a inutilização do material.

Existem ainda os ensaios chamados nâo-destrutivos, utilizados para determinação de algumas


propriedades físicas do metal, bem como para detectar falhas internas do mesmo.

Na categoria dos ensaios destrutivos, estão classificados os ensaios que não inutilizam a peça: de
tração, dobramento, flexão, torção, fadiga, impacto, compressão e outros.

O ensaio de dureza, que, embora possa em certos casos não inutilizar a peça ensaiada, também está
incluído nessa categoria.

Dentre os ensaios não-destrutivos estão os ensaios com raio X, ultra-som, magnaflux, elétricos e
outros.

Normas técnicas utilizadas


Quando se trata da realização de ensaios mecânicos, o que mais se utiliza são as normas referentes
à especificação de materiais e ao método de ensaio.

As normas técnicas mais utilizadas pelos laboratórios de ensaios pertencem às seguintes associações:

• ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas),

• ASTM (American Society for Testing and Materials),

• DIN (Deutsches Institut für Normung),

• AFNOR (Association Française de Normalisation),

• BSI (British Standards Institut),

• ASME (American Society of Mechanical Engineers),

• ISO (lnternational Organization for Standardization),

SENAI-RJ – 51
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

• JIS (Japanese Industrial Standards),

• SAE (Society of Automotive Engineers),

• COPANT (Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas), além de diversas normas particulares


de indústria ou companhias governamentais.

Unidades utilizadas - Sistema Internacional (SI)


Metro (m), quilograma (kg), segundo (s), Ampére (A), Kelvin (K), mol (mol) e candela (cd), radiano
(rd) e esterradiano (sr), estas últimas para ângulos plano e sólido, respectivamente.

Tipos de ensaio

Ensaios de dureza
É a resistência à penetração de um material duro no outro (conceito válido só para área de mecânica,
pois existem outros para outras áreas).

Escala de Mohs (padrão na ordem crescente da possibilidade de ser riscado):

1 – Talco (pode ser riscado por todos os outros seguintes)

2 - Gipsita

3 - Calcita

4 - Fluorita

5 - Apatita

6 – Feldspato (ortóssio)

7 - Quartzo

8 - Topázio

9 - Safira e corindo

10- Diamante

52 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

Tipos de ensaios de dureza por penetração

Método Brinell (símbolo HB)

O ensaio de dureza Brinell consiste em comprimir lentamente uma esfera de aço temperado, de
diâmetro D, sobre uma superfície plana, polida e limpa de um metal, por meio de uma carga F, durante
um tempo t produzindo uma calota esférica de diâmetro d.

A dureza Brinell é representada pelas letras HB. Esta representação vem do inglês Hardness Brinell,
que quer dizer dureza Brinell.

A dureza Brinell (HB) é a relação entre a carga aplicada (F) e a área da calota esférica impressa no
material ensaiado (Ac).
F
F
Em linguagem matemática: HB =
AC

P
d

Método Rockwell (símbolo HR)


Este método é uma variação do método anterior e permite avaliar a dureza de diversos materiais,
desde os mais moles até os mais duros.

O aparelho de ensaio funciona com um penetrador em forma de cone ou de esfera.

120º

1,59

SENAI-RJ – 53
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

posição 1 posição 2 posição 3

Po Po
P0
P1

Po
Po + P1 Po

Método Vickers (símbolo HV)


A dureza Vickers (HV) se baseia na resistência que o material oferece à penetração de uma pirâmide
de diamante de base quadrada e ângulo de 136º, sob uma determinada carga.

posição de operação

136º
136º

F
HV =
A
d
1,8544F
HV =
d2

onde

F = força de penetração

d = diagonal da pirâmide impressa.

54 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

Ensaio de tração
Uma força tractiva exerce-se nas extremidades de uma amostra de metal a fim de determinar
simultaneamente o valor dos esforços e dos alongamentos sofridos pela amostra.

Tipos de amostra

Elementos de um diagrama de tensão – deformação

T
B

A‘ C A – limite elástico
A
escoamento A’ – limite de proporcionalidade

B – limite de resistência

C – limite de ruptura

fase
elástica fase plástica

Ensaio de resiliência
Este ensaio consiste em romper uma amostra presa em um porta-amostras e medir a energia “Joules”
absorvida pela ruptura.

Certas peças, certos órgãos de máquina e ferramentas são às vezes submetidos a choques violentos.

Portanto, efetua-se este ensaio com o intuito de se conhecer a resistência de metais a choques.

30º

40

inclinação 20%

SENAI-RJ – 55
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

B B

A
I

H M
h

M E
E
E

posição 1 posição 2 posição 3

A energia é deduzida pela diferença entre as alturas H - h multiplicada pelo peso da massa M.

Resiliência é o quociente de energia absorvida pela secção da amostra na ocasião da ruptura no


entalhe.

56 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

Ensaio de dobramento e flexão


É o ensaio que fornece uma indicação qualitativa da ductilidade do material.
Q

corpo de cutelo
prova
D

zona
tradicional
a b c

Esquema do ensaio de dobramento (a e b); (c) corpo de prova dobrado até um ângulo α.

O ângulo é medido conforme anterior e determina a severidade do ensaio e é geralmente de 90, 120
ou 180 graus. Atingido esse ângulo, examina-se a olho nu a zona tracionada do corpo de prova, que não
deve conter trincas, fissuras ou fendas, caso contrário, o material não passou no ensaio.

Ensaio de torção
O ensaio de torção não é geralmente utilizado para especificações de materiais, embora seja um
ensaio de realização relativamente simples e que fornece dados importantes sobre as propriedades
mecânicas dos materiais. No entanto, o ensaio de tração substitui sempre a torção nas diversas
especificações, por fornecer maiores informações com menor complicação de cálculo.

A máquina de torção possui uma cabeça giratória que prende uma extremidade do corpo de prova;
por essa extremidade é aplicado o momento de torção no mesmo. Esse momento é transmitido pelo
corpo de prova que está preso, pela outra extremidade, à outra cabeça da máquina, ligada a um
pêndulo, cujo desvio é proporcional a esse momento, o qual é acusado numa escala da máquina.

diferencial caixa de câmbio

eixo

torção

SENAI-RJ – 57
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

Ensaio de embutimento
Não é freqüente o emprego do ensaio de compressão para os metais, porque a determinação das
propriedades mecânicas por esse ensaio é dificultada pela existência de atrito entre o corpo de prova
e as placas da máquina, pela possibilidade de flambagem, pela dificuldade de medida dos valores
numéricos de ensaio e por alguns outros fatores que provocam incidência considerável de erros.

punção

sujeitador

matriz peça

Ensaio de fadiga
É o ensaio que indica a ruptura de componentes, sob uma carga bem inferior à carga máxima
suportada pelo material devido a solicitações cíclicas repetidas.

Aplicado em metais sujeitos a esforços dinâmicos (esforços de tração e compressão cíclicos). Nem
todos os materiais metálicos apresentam um limite de fadiga definido, causador da ruptura, o que
dificulta o ensaio.

Um ciclo de tensão é a menor parte da função tensão-tempo que é periódica e identicamente


repetida.
(–) compressão tração (+)

(+) (+) a - tensão reversa

b - tensão repetida
Tensão

(campo de tração)

c - tensão repetida
(–) (–)
nº de ciclos nº de ciclos nº de ciclos (campo de tração e
(a) (b) (c) compressão)

Ciclos regulares de tensão

58 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Ensaios Destrutivos

Conforme estudos, o limite de fadiga de um ferro fundido cinzento é de 5,2kgf/mm2 a 700 graus
centígrados, ao passo que a 15 graus centígrados esse limite é de 8,5kgf/mm2, de onde se nota que a
queda é pequena.

A fadiga térmica devida às alterações de temperatura se aplica mais às siderúrgicas e fabricantes de


aços.

Ensaio de fluência
Define-se fluência como sendo a deformação plástica que ocorre em um material sob tensão constante
ou praticamente constante em função do tempo.

O ensaio é aplicado também a materiais onde a temperatura é bastante variável.

O resultado do ensaio é dado por uma curva de deformação (fluência) e pelo tempo de duração do
ensaio.

SENAI-RJ – 59
Vamos praticar?

Nesta Seção...

Materiais de construção mecânica

Tratamentos térmicos

Ensaios destrutivos

3
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Vamos Praticar?

Materiais de construção mecânica


1) Uma das maneiras de se beneficiar o minério de ferro é através da sinterizaçâo.

( ) certo ( ) errado

2) A função do calcáreo é de retirar a “ganga” do minério.

( ) certo ( ) errado

3) Na simbologia francesa para ferro fundido Ft20, o número 20 representa


a) 20% C;
b)1Mba;
c)1N/mm2;
d) 200Mpa;
e) 20Mpa.

4) Para quantidades fixas de carbono total e silício, a resistência dos ferros fundidos cinzentos
aumenta à medida que aumenta a espessura ou seção das peças.

( ) certo ( ) errado

5) Ferro fundido que apresenta o carbono quase inteiramente combinado na forma Fe3C é o:
a) Ferro fundido cinzento;
b) Ferro fundido branco;
c) Ferro maleável;
d) Ferro fundido vermelho.

SENAI-RJ – 63
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Vamos Praticar?

6) De acordo com a ABNT, os aços são considerados folhas se a espessura for inferior a 0,30mm e
qualquer largura e chapa fina se a espessura estiver compreendida entre 0,30mm e 5,00mm e largura
inferior a 300mm.

( ) certo ( ) errado

7) Os elementos adicionados aos aços ligados têm por alvo o melhoramento das propriedades do aço
ao carbono:
a) Propriedades mecânicas (dureza, resistência à tração);
b) Eficácia dos tratamentos térmicos;
c) Resistência aos ácidos;
d) As respostas a e b estão corretas;
e) Só a resposta a está certa.

8) Os aços de “corte rápido”, ou “aço rápido”, perdem sua dureza entre 250 e 350 graus centígrados
e são assim chamados porque possibilitam usinagens de alta velocidade.

( ) certo ( ) errado

9) A temperatura de fusão do alumínio é aproximadamente a metade da do ferro.

( ) certo ( ) errado

10) Um alumínio magnetizado apresenta baixo coeficiente de emissão térmica.

( ) certo ( ) errado

11) O principal tratamento térmico de uma liga de alumínio é:


a) têmpera;
b) solubilização + precipitação;
c) revenimento;
d) cementação;
e) encruamento.

12) A temperatura do tratamento de endurecimento do alumínio é entre (em graus centígrados):


a) 115 e 190
b) 200 e 300
c) 400 e 440
d) 260 e 350
e) 550 e 1000

64 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Vamos Praticar?

13) A liga 2017, conhecida como “duralumínio” (Al + 4% Cu, 0,5% Mg e 0,7% Mn), é assim
chamada porque o seu limite de resistência à tração é semelhante ao do aço doce.

( ) certo ( ) errado

14) O cobre é, após a prata, o melhor condutor de calor e de eletricidade.

( ) certo ( ) errado

15) A água pura ataca o cobre, mas, por outro lado, ácidos não atacam.

( ) certo ( ) errado

16) Latão é uma liga de cobre-zinco, podendo conter zinco em teores que variam de 5 a 50%.

( ) certo ( ) errado

17) Bronze é uma liga de cobre-estanho, podendo conter estanho em teores que variam de 5 a 50%.

( ) certo ( ) errado

18) As ligas de cobre-níquel (5%) encontram suas aplicações mais típicas na construção naval.

( ) certo ( ) errado

19) Alpaca é uma liga de cobre-níquel-zinco com 10 a 30% de níquel, 45 a 70% de cobre, sendo o
restante de manganês.

( ) certo ( ) errado

20) Bronze fosforoso (40% de fósforo) atua como desoxidante.

( ) certo ( ) errado

SENAI-RJ – 65
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Vamos Praticar?

21) Um tratamento térmico do cobre e suas ligas pode ser:


a) homogeneização;
b) recozimento;
c) alívio de tensões;
d) solubilização e endurecimento por precipitação;
e) todas as opções acima.

22) Solubilização e endurecimento por precipitação consiste inicialmente em solubilizar-se pelo


aquecimento durante 1 a 3 horas, entre 775 e 1035 graus centígrados, conforme o tipo de liga, seguindo-
se a precipitação, entre 2 a 5 horas, a temperaturas variando de 300 a 510 graus centígrados.

( ) certo ( ) errado

23) As ligas de cobre


a) são solubilizadas, endurecidas por precipitação e após conformadas a frio;
b) são conformadas a frio, endurecidas por precipitação e após solubilizadas;
c) são endurecidas por precipitação, solubilizadas e após conformadas a frio;
d) são solubilizadas, conformadas a frio e após endurecidas por precipitação;
e) são conformadas a frio, solubilizadas e após endurecidas por precipitação.

Tratamentos térmicos
1) Os tratamentos térmicos modificam a estrutura e a composição de uma liga, portanto alteram a
composição química.

( ) certo ( ) errado

2) É mais praticado o tratamento térmico em metais puros e em aços.

( ) certo ( ) errado

3) O carbono é todo dissolvido pelo ferro na temperatura:


a) de transformação A1;
b) de transformação A2;
c) de transformação A3;
d) ambiente.

66 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Vamos Praticar?

4) Defina: o que é têmpera? E por que é utilizada?

5) A usinabilidade de certos materiais endurecidos pode ser conseguida através de:


a) recozimento;
b) revenimento;
c) têmpera;
d) cementação.

6) A têmpera para um aço 1045 deve ser a uma temperatura aproximada de:
a) 810 + 50°C
b) 721°C
c) 721 + 50°C
d) 900°C

7) No reconhecimento de um aço ao carbono 1060, a temperatura de aquecimento é,


aproximadamente, de:
a) 760°C
b) 820°C
c) 900°C
d) 650°C

8) Há um crescimento dos grãos em um aço carbono, quando submetido a uma determinada


temperatura de recozimento num tempo acima do limite de permanência.

( ) certo ( ) errado

9) A duração do esfriamento lento em um recozimento não varia.

( ) certo ( ) errado

10) O recozimento tem o objetivo de regularizar a textura bruta de fusão.

( ) certo ( ) errado

SENAI-RJ – 67
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Vamos Praticar?

11) O afinamento do grão aplicado nas peças moldadas ou forjadas tendo grãos grossos, o que é
devido a uma temperatura excessivamente elevada e uma permanência prolongada na referida
temperatura, na temperatura de aquecimento de A3 + 50 (tempo transcorrido curto) com esfriamento
lento, é o:
a) recozimento total;
b) recozimento para homogeneização;
c) recozimento de normalização;
d) recozimento de estabilização.

12) A normalização é utilizada como tratamento preliminar à têmpera e ao revenido.

( ) certo ( ) errado

14) Numere a 2 a coluna de acordo com a 1a:

1 - correção de excesso de têmpera ( ) tratamento térmico


2 - resfriamento lento ( ) têmpera
3 - aplica-se em aços de alto teor de carbono com ( ) revenimento
aquecimento demorado ( ) coalescimento
4 - visa modificar as propriedades das ligas, ( ) recozimento
sobretudo as mecânicas
5 - obtenção de estrutura martensítica com dureza
HR de 65 a 67

15) Numere a 2a coluna de acordo com a 1a


1 - Tratamento por transformação superficial do ( ) pintura
metal ( ) anodização
2 - Revestimento ( ) cementação
3 - Revestimento de camada ( ) fosfatação
( ) têmpera superficial

68 – SENAI-RJ
Materiais, Ensaios e Tratamentos Térmicos – Vamos Praticar?

Ensaios destrutivos
1. Ensaio de dureza é considerado um ensaio destrutivo.

( ) certo ( ) errado

2. Não é uma unidade utilizada no sistema internacional (SI):


a) radiano (rd);
b) kelvin (K);
c) segundos (s);
d) polegada (’’);
e) mol (mol).

3. Se um determinado material é riscado pelo quartzo e risca a apatita, podemos compará-lo em


dureza a (ao):
a) fluorita;
b) apatita;
c) ortoclásio;
d) quartzo;
e) talco.

SENAI-RJ – 69
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