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Ciro de Toledo Piza Tebecherani 1

NOÇÕES BÁSICAS SOBRE TUBOS DE AÇO CARBONO


COM COSTURA

1. INTRODUÇÃO
2. FABRICAÇÃO DE TUBOS
3. NORMAS DE FABRICAÇÃO
4. INFORMAÇÕES TÉCNICAS
4.1 - Cálculo do Peso Teórico
4.2 - Raio de Canto teórico dos Tubos Quadrados e Retangulares
4.3 - Cálculo do Diâmetro equivalente de um Perfil Quadrado
4.4 - Cálculo do Diâmetro equivalente de um Perfil Retangular
4.5 - Cálculo do Peso Teórico de Tubo Quadrado
4.6 - Cálculo do Peso Teórico de Tubo Retangular
4.7 - Diâmetro Nominal / Real e Schedule

1. INTRODUÇÃO
Este artigo foi escrito com o objetivo de fornecer as informações básicas que profissionais da área de hidráulica
devem ter sobre tubos de aço com costura.

2. FABRICAÇÃO DE TUBOS
Os tubos que iremos comentar, são chamados de “com costura”. Esta é uma denominação errônea para o
material, porém o nome se consolidou tal como “xerox”. Esta denominação veio de muito tempo atrás, quando
o processo utilizado era de baixa freqüência (50 ou 60 hz) o que dava ao material uma aparência de material
“costurado”. Hoje o processo é realizado com solda longitudinal pelo processo E.R.W. (Solda por Resistência
Elétrica) com alta freqüência.
Este processo garante a homogeneidade da matéria-prima com a solda, o que confere excelentes características
aos produtos.
Os processos de fabricação para obtenção do produto final variam de acordo com a norma em que o tubo vai
ser fabricado.
Os tubos podem ser produzidos em uma variada gama de matérias-primas (tipo de aço utilizado), que são
normalmente fornecidas segundo especificações ABNT ( Associação Brasileira de Normas Técnicas),
ASTM (American Society for Testing and Materials), DIN (Deustaches Institute for Normuns), API (American
Petroleum Institute), AISI (American Institute of Steel and Iron), SAE (Society of Automotive Engineers), e
outras.
A matéria-prima utilizada é comprada em forma de bobinas, que são classificadas em dois grandes grupos:
 BF - BOBINA LAMINADA A FRIO: possuem uma cor clara, sendo necessário alguns cuidados especiais aos
tubos produzidos nesta matéria-prima , pois ela é altamente susceptível a oxidação ( corrosão, ferrugem).
Os tubos devem ser armazenados e transportados sempre evitando a umidade, senão tendem a amarelar, o que
pode causar sérias conseqüências na utilização final sobre o produto.
Estas bobinas são produzidas normalmente em espessuras abaixo de 2,00 mm e possuem melhor tolerância
dimensional e acabamento. Devido seu processo de fabricação ser maior que as BQ, seu custo final é maior.
 BQ - BOBINA LAMINADA A QUENTE: Possuem uma cor escura e são menos susceptíveis a oxidação.

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Os tubos podem ser armazenados e transportados em condições normais até mesmo em céu aberto (por pouco
tempo) sem ter sua qualidade prejudicada.
Estas bobinas são produzidas normalmente em espessuras acima de 2,00 mm e não possuem uma tolerância
dimensional tão restrita quanto as BF, sendo que são também denominadas de BG (Bobinas Grossas), quando a
espessura for superior a 5,00 mm.
Quando for necessário em uma espessura de BQ uma melhor condição dimensional podemos fazer uma
relaminação a frio da chapa. Este processo também é utilizado para se obter espessuras não fornecidas pelas
Usinas.
As chapas relaminadas a frio são chamadas de RL.
Quando os tubos de condução são zincados a quente (galvanizados a fogo como são popularmente conhecidos)
não temos a preocupação com a superfície do tubo. Devemos apenas tomar pequenos cuidados quanto ao seu
armazenamento.
A verificação da qualidade da solda e/ou do produto final pode ser feita através de ensaios destrutivos e/ou
ensaios não destrutivos, que podem ser:
ELETROMAGNÉTICO: através de correntes parasitas testa o tubo quanto a descontinuidades. Não garante a
estanqueidade, porém é admitido como o teste opcional ao hidrostático na maioria das normas de condução
devido a sua grande velocidade de execução.
HIDROSTÁTICO: Consiste em testar o tubo a uma determinada pressão hidráulica para garantir a
estanqueidade do tubo.
PNEUMÁTICO: Similar ao hidrostático, só que utilizando ar comprimido e por conseqüência pressões mais
baixas.
ENSAIOS DESTRUTIVOS: durante o processo de fabricação são realizados vários ensaios mecânicos
destrutivos em amostras retiradas durante a produção, tais como alargamento, flangeamento etc.

3. NORMAS DE FABRICAÇÃO
Existe uma gama muito grande de fabricação de tubos de aço com costura que serão citados aqui, porém os que
realmente nos interessam são os de condução que será a linha que iremos trabalhar (creio que seja interessante
o conhecimento sobre outros tipos para saber da sua existência e evitar possíveis confusões).
É importante salientar que com a publicação das Portarias no 169 de 23 de maio de 2007 e no 235 de 30
de junho de 2008, do INMETRO, os fabricantes e importadores de tubos de aço-carbono para usos
comuns na condução de fluídos, só deverão comercializar no território nacional tubos de aço-carbono
segundo as NBR 5580 e NBR 5590, devendo estes produtos serem certificados conforme exigências do
regulamento, à partir de janeiro de 2009. Com isso, muitas das normas de condução aqui citadas não
devem mais serem comercializadas.
As normas brasileiras citadas, estão com as referências atualizadas até JULHO de 2008, e mesmo cuidado foi
tomado para outras referências internacionais, porém algumas normas internacionais podem estar
desatualizadas.
Os tubos de aço carbono com solda longitudinal são classificados de várias maneiras, aqui adotaremos a mais
convencional, dividindo os mesmos em:
A. Industriais
São produzidos para as mais diversas aplicações, desde tubos sem requisitos até tubos para troca térmica e
estruturais.
NBR 6591 de 04/1981
Título: Tubos de aço-carbono com costura de seção circular, quadrada, retangular e especiais para fins
industriais.
Objetivo: Fixa condições exigíveis que devem cumprir os tubos de aço-carbono com costura, formados
a frio, de seções circular, quadrada, retangular e especiais de boa qualidade para serem aplicados em
conjuntos mecânicos, máquinas e demais finalidades. Estes tubos podem se destinar a cromação ou
niquelação, após tratamento preparatório.

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Tubos para aplicações diversas sem exigência de acabamento e propriedades mecânicas, com
composições químicas definidas.
NBR 8261 de 11/1983
Título: Perfil tubular, de aço-carbono, formato a frio, com e sem costura, de seção circular, quadrada
ou retangular para usos estruturais.
Objetivo: Fixa condições exigíveis para encomenda, fabricação e fornecimento de perfil tubular, de
aço carbono, formado a frio, om e sem costura, de seção circular, quadrada e retangular, destinado a
aplicação em estruturas soldadas, parafusadas e rebitadas.
Tubos para aplicações diversas aplicações estruturais.
DIN 1615, 1984-10 Welded circular unalloyed steel tubes not subject to special requirements; technical
delivery conditions
Tubos não sujeitos a requisitos especiais, na matéria prima ST 33 (baixo carbono).
DIN EN 10217-1, 2005-04 Welded steel tubes for pressure purposes - Technical delivery conditions - Part
1: Non-alloy steel tubes with specified room temperature properties
Tubos não sujeitos a requisitos especiais, na matéria prima ST 33 (baixo carbono).
ASTM A-500 / A500M - 07 Standard Specification for Cold-Formed Welded and Seamless Carbon Steel
Structural Tubing in Rounds and Shapes
Tubos para uso estrutural em vários graus de matéria prima, com propriedades mecânicas definidas.
ASTM A214 / A214M - 96(2005) Standard Specification for Electric-Resistance-Welded Carbon Steel
Heat-Exchanger and Condenser Tubes
Tubos com composição química definida para trocadores de calor e condensadores.
ASTM A178 / A178M - 02(2007) Standard Specification for Electric-Resistance-Welded Carbon Steel and
Carbon-Manganese Steel Boiler and Superheater Tubes
Tubos para caldeiras, superaquecedores e vasos de pressão, em vários graus de matéria prima.
DIN 1626 (cancelada) / DIN EN 10217-1, 2005-04 Welded steel tubes for pressure purposes - Technical
delivery conditions - Part 1: Non-alloy steel tubes with specified room temperature properties
Tubos sujeitos a requisitos especiais, para pressões máximas definidas e temperaturas de trabalho de
até 300 graus oC, com composições químicas definidas.
DIN 1628 (cancelada) / DIN EN 10217-1, 2005-04 Welded steel tubes for pressure purposes - Technical
delivery conditions - Part 1: Non-alloy steel tubes with specified room temperature properties
Tubos de alta performance, normalmente sem limite de pressão de trabalho, porém, deve ser usado a
temperatura de no máximo 300 graus oC, com composições químicas definidas.
DIN 2458 (cancelada) / DIN EN 10220, 2003-03 Seamless and welded steel tubes - General tables of
dimensions and masses per unit length
Utilizados em evaporadores, aquecedores, etc.
B. Precisão
São utilizados onde é necessário precisão dimensional e/ou boa qualidade superficial.
NBR 5599 de 09/1995
Título: Tubo de aço-carbono de precisão, com costura.
Objetivo: Fixa condições exigíveis para encomenda, fabricação e fornecimento de tubos de aço-
carbono de precisão, com costura, trefilados, com diâmetros externos entre 4 mm e 240 mm e
espessura de parede entre 0,50 mm e 13 mm. Estes tubos são aplicáveis em conjuntos estruturais
mecânicos soldados ou não, máquinas, sistemas fluidodinâmicos e em operações análogas onde são
exigidos alto grau de precisão, requisitos de propriedades mecânicas definidas.
Tubos de precisão interna e externa, com composições químicas e propriedades mecânicas definidas,
e em vários graus de matéria prima.
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Podem ainda ser fornecidos nos estados TD (Trefilado Duro), TM (Trefilado Macio), RB (Recozido
Branco), RD (Recozido Decapado), NB (Normalizado Branco) e ND (Normalizado Decapado).
DIN 2393 (cancelada) / DIN EN 10305-2, 2003-02 Steel tubes for precision applications - Technical
delivery conditions - Part 2: Welded cold drawn tubes
Tubos de precisão interna e externa, com composições químicas e propriedades mecânicas definidas,
nos graus de qualidade A,B ou C.
Podem ainda ser fornecidos nos estados BK (sem tratamento térmico após a última de formação a
frio), BKW (pequeno passe de trefila após o último tratamento térmico), GBK (recozido em atmosfera
controlada) ou NBK (normalizado em atmosfera controlada).

DIN 2394 (cancelada) / DIN EN 10305-3, 2003-02 Steel tubes for precision applications - Technical
delivery conditions - Part 3: Welded cold sized tubes
Tubos de precisão externa, com composições químicas e propriedades mecânicas definidas e nos graus
de qualidade A, B ou C.
Podem ainda ser fornecidos nos estados BKM (sem tratamento térmico após a calibração), GBK
(recozidos em atmosfera controlada) ou NBK (normalizado em atmosfera controlada).
DIN 2395 (cancelada) / DIN EN 10305-5, 2003-08 Steel tubes for precision applications - Technical
delivery conditions - Part 5: Welded and cold size square and rectangular tubes
Tubos de precisão para uso geral, nas seções quadradas e retangulares, com composições químicas
definidas e nos graus de qualidade A ou B.
Podem ainda ser fornecidos nos estado M (sem tratamento após o bitolamento), BKM (como o M,
porém brilhante) ou para o grau B pode ser também NBK (recozido em atmosfera controlada).
C. Condução
São utilizados para condução de gazes e líquidos não corrosivos e sólidos em suspensão. Temos que ficar
atentos pois a certificação compulsória de tubos de aço-carbono para usos comuns na condução de fluídos
exige que esses tubos só sejam produzidos ou importados segundo as NBR 5580 e NBR 5590 à partir de
janeiro de 2009 e à partir de janeiro de 2010 a comercialização de outras normas para a mesma finalidade
fica proibida.
NBR 5580 de 01/2007
Título: Tubos de aço-carbono para usos comuns na condução de fluidos – Especificação.
Objetivo: Estabelece os requisitos exigíveis para fabricação e fornecimento de tubos de aço-carbono,
com ou sem solda longitudinal, com ou sem revestimento protetor de zinco, para condução de água,
gás, vapor e outros fluidos não-corrosivos. Os tubos desta Norma são aptos para serem rosqueados
segundo a ABNT NBR NM-ISO 7-1. Estes tubos não são aptos para serem curvados e formarem
serpentinas. Para este material, não há garantia de cumprimento de valores determinados de resistência
mecânica, nem são emitidos certificados de ensaios de material.
Tubos de condução, sem matéria prima especificada, nas séries leve, media e pesada.
Podem ser fornecidos com extremidades lisas, chanfradas ou com rosca (com ou sem luva).
NBR 5590 de 06/2008
Título: Tubos de aço-carbono com ou sem solda longitudinal, pretos ou galvanizados – Especificação.
Objetivo: Fixa os requisitos exigíveis para fabricação e fornecimento de tubos de aço-carbono, com ou
sem solda longitudinal, pretos ou galvanizados, para condução de fluidos não corrosivos sob pressão e
aplicações mecânicas, sendo também aceitável para uso comum em linhas de vapor, água, gás e ar
comprimido. As medidas de precaução definidas nesta Norma são pertinentes somente aos ensaios de
5.5 a 5.11, portanto não pretende direcionar todas as precauções de segurança, se houver alguma,
associadas com seu uso. É de responsabilidade do usuário desta Norma estabelecer práticas
apropriadas de saúde e segurança e determinar a aplicabilidade de limitações regulatórias antes do uso.
Os tubos podem ser unidos por solda ou rosca, conformados a frio, envolvendo operações de
flangeamento, dobramento e serpentinamento. Os tubos de grau A devem ser preferidos na fabricação

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de serpentinas ou curvamento a frio - não implica a proíbição de curvamento a frio dos tubos em grau
B.
Tubos de condução nos graus A e B, com composição química e propriedades mecânicas definidas.
Sendo o de grau A apto a ser dobrado, flangeado e serpentinado; e o grau B podendo sofrer
dobramento e flangeamento limitados.
São fornecidos normalmente nas Série 40 e Série 80.
Pode ser fornecido com extremidades lisas, chanfradas ou com rosca (com ou sem luva).
ASTM A53 / A53M - 07 Standard Specification for Pipe, Steel, Black and Hot-Dipped, Zinc-Coated,
Welded and Seamless
Tubos de condução nos graus A e B, com composição química e propriedades mecânicas definidas.
Sendo o de grau A apto a ser dobrado, flangeado e serpentinado; e o grau B podendo sofrer
dobramento e flangeamento limitados.
São fornecidos normalmente nos SCH 40 e SCH 80.
Pode ser fornecido com extremidades lisas, chanfradas ou com rosca (com ou sem luva).
Esta norma é muito imilar a norma brasileira NBR 5590.
ASTM A120-84 Specification for Pipe, Steel, Black and Hot-Dipped Zinc-Coated (Galvanized) Welded and
Seamless for Ordinary Uses (Withdrawn 1987). Apesar de ainda utilizada raramente, esta norma foi em
1989 englobada pela ASTM A-53 e não existe mais)
Tubos de condução, sem matéria prima especificada, normalmente nos SCH 40 e SCH 80.
Podem ser fornecidos com extremidades lisas, chanfradas ou com rosca (com ou sem luva).
ASTM A135 / A135M - 06 Standard Specification for Electric-Resistance-Welded Steel Pipe
Tubos de condução nos graus A e B, com composição química e propriedades mecânicas definidas.
Sendo o de grau A apto a ser dobrado ou flangeado.
São normalmente fornecidos no SHC 10, com diâmetro nominal variando de 3/4 a 5".
Pode ser fornecido com extremidades lisas, chanfradas ou com rosca (com ou sem luva).
DIN 2440 (cancelada) / DIN EN 10255, 2007-07 Non-Alloy steel tubes suitable for welding and threading -
Technical delivery conditions
Tubos de condução, sem materia prima especificada, para pressões de no máximo 25 Kgf/cm2 para
líquidos e 10 Kgf/cm2 para ar e gazes não perigosos.
Podem ser fornecidos com extremidades lisas, chanfradas ou com rosca (com ou sem luva).
Esta norma (DIN 2440) é similar a norma brasileira NBR 5580 classe M.
DIN 2441 (cancelada) / DIN EN 10255, 2007-07 Non-Alloy steel tubes suitable for welding and threading -
Technical delivery conditions
Tubos de condução, sem matéria prima especificada, para pressões de no máximo 25 Kgf/cm2 para
líquidos e 10 Kgf/cm2 para ar e gazes não perigosos.
Podem ser fornecidos com extremidades lisas, chanfradas ou com rosca (com ou sem luva).
Esta norma (DIN 2441) é similar a norma brasileira NBR 5580 classe P.
BS 1387, 1985-10-31 (substituída pela BS EN 10255:2004) Specification for screwed and socketed steel
tubes and tubulars and for plain end steel tubes suitable for welding or for screwing to BS 21 pipe threads
Tubos de condução, com composição química e propriedades mecânicas definidas, nas classes leves,
media e pesada.
Podem ser fornecidos com extremidades lisas, chanfradas ou com rosca (com ou sem luva).
D. Petrolíferos
Usados para exploração, produção e condução de petróleo, seus derivados, sub produtos e equivalentes.

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API 5 CT (8th Edition / July 2005) Specification for Casing and Tubing - Petroleum and natural gas
industries—Steel pipes for use as casing or tubing for wells
Tubos destinados a revestimento de poços (CASING) e a produção (TUBING).
Podem ser fornecidos em vários graus de matéria prima.
API 5 L (44th Edition / October 1, 2007 ) Specification for Line Pipe - Petroleum and natural gas
industries—Steel pipe for pipeline transportation systems
Tubos para condução de fluidos em refinaria de petróleo, transporte de água, gás natural ou mesmo
outros gazes.
Podem ser fornecidos em vários graus de aço.
E. Eletrodutos
São utilizados para a proteção de condutores elétricos (cabos e fios).
NBR 5597 de 07/2006
Título: Eletroduto de aço-carbono e acessórios, com revestimento protetor e rosca NPT - Requisitos
Objetivo: Estabelece os requisitos exigíveis para fabricação e fornecimento de eletrodutos de aço-
carbono, fabricados de tubos com ou sem sola longitudinal, com revestimento protetor, utilizados para
proteção de condutores elétricos, cabos de comunicação, transmissão de dados e similares e seus
acessórios (luvas, curvas e niples). Os eletrodutos considerados nesta Norma são aptos para receberem
roscas cônicas NPT (National pipe taper), conforme ANSI/ASME B1.20.1, e serem curvados,
respeitando o raio mínimo equivalente a 8 vezes o diâmetro externo do eletroduto.
Tubos galvanizados nas séries extra e pesada, para proteção de condutores elétricos. O aço utilizado
é de baixo teor de carbono e eles são aptos a serem curvados.
Podem ser fornecidos com pontas lisas ou com rosca (com ou sem luva).
NBR 5598 de 07/2006
Título: Eletroduto de aço-carbono e acessórios, com revestimento protetor e rosca BSP – Requisitos.
Objetivo: Estabelece os requisitos exigíveis para fabricação e fornecimento de eletrodutos de aço-
carbono, fabricados de tubos com ou sem solda longitudinal, com revestimento protetor, utilizados
para proteção de condutores elétricos, cabos de comunicação, transmissão de dados, similares e seus
acessórios (luvas, curvas e niples). Os eletrodutos considerados nesta Norma são aptos para receberem
roscas cônicas BSP (British standart pipe), conforme ABNT NBR NM ISO-7-1, e serem curvados,
respeitando o raio mínimo equivalente a 8 vezes o diâmetro externo do eletroduto.
Tubos galvanizados para proteção de condutores elétricos. O aço utilizado é de baixo teor de
carbono e eles são aptos a serem curvados.
Podem ser fornecidos com pontas lisas ou com rosca (com ou sem luva).
ANSI C 80.1 rev 05 Rigid Steel Conduit - Zinc Coated
Tubos galvanizados para proteção de condutores elétricos.
Não possuem matéria prima definida, porem são aptos de serem curvados.
Podem ser fornecidos com pontas lisas ou com rosca (com ou sem luva).
OBS:
1. Muitas vezes os especificadores, distribuidores e compradores utilizam alguns termos errados. Os
principais são:
 Solicitar um tubo SCH (se lê squédule), por exemplo um tubo SCH 40 de 1” significa um tubo
ASTM A 53 SCH 40 de 1”, onde o NBR 5590 Série 40 é o mesmo tubo.
 Algumas poucas vezes, o comprador ou especificador quando pede SCH pode também estar
querendo um tubo sem costura, porém SCH está relacionado com a pressão de trabalho do
tubo e não se ele é com ou sem costura.

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 Querer um tubo médio ou pesado é o mesmo que estar querendo um tubo NBR 5580 classe
média ou pesada.
2. Nas normas acima citadas foram colocados mês, ano e título, da norma vigente sendo que para as
normas brasileiras foi acrescentado também o objetivo da norma e em itálico algum comentário sobre
as mesmas.
3. As normas DIN que foram canceladas e substituídas pelas DIN EN , apesar de canceladas foram citadas
pois são mais conhecidas que as normas vigentes que aparecem logo em seguida.

4 - INFORMAÇÕES TÉCNICAS
4.1 Cálculo do Peso Teórico de um Tubo Redondo de Aço Carbono
P = 0,0246615 x (D - e) x e
Sendo:
P = Peso do tubo em Kg/metro.
D = Diâmetro externo do tubo em mm.
e = Espessura da parede do tubo em mm.
Obs: estamos considerando tubos de aço preto e não galvanizados onde teremos um pequeno acréscimo no
peso por metro.
4.2 Raio de Canto Teórico dos Tubos Quadrados e Retangulares .
Normalmente os fabricantes possuem um padrão interno para a fabricação de tubos quadrados e
retangulares de forma que o seu raio de canto deva ser de aproximadamente duas vezes a espessura de
parede. Este valor também é especificado em algumas normas de fabricação.
Ex: Raio de Canto na norma ASTM A 500, até 3 vezes a espessura (máximo admitido).
O raio de canto poderá ser maior ou menor que o mencionado anteriormente dependendo da exigência da
norma ou do processo de fabricação.
4.3 Cálculo do Diâmetro Equivalente de um Perfil Quadrado
Para se saber qual é o diâmetro de origem de um tubo quadrado devemos utilizar a seguinte fórmula:
Sendo:
De = 1,27 x L
De = Diâmetro Equivalente
L = Lado do Perfil Quadrado
OBS.: Consideramos o raio de canto igual a 2 vezes a espessura.
4.4 Cálculo do Diâmetro Equivalente de Perfil Retangular
Para saber qual é o diâmetro de origem de um tubo retangular, devemos utilizar a seguinte fórmula:
Sendo:
De = 1,27 x (L1 + L2) / 2
De = Diâmetro Equivalente
L1 = Lado Maior do Perfil Retangular
L2 = Lado Menor do Perfil Retangular
OBS.: Consideramos o raio de canto igual a 2 vezes a espessura.
4.5 Cálculo do Peso Teórico de um Tubo Quadrado
P = 0,0246615 x (1,27 x L - e) x e

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Sendo:
P = Peso em kg/metro
L = Lado do Quadrado (mm)
e = espessura do Tubo (mm)
OBS.: Consideramos o raio de canto igual a 2 vezes a espessura.
4.6 Cálculo do Peso Teórico de um Tubo Retangular
P = 0,0246615 x (1,27 x ( L1 + L2 ) - e) x e
2
P = Peso em kg/metro
L1 = Lado maior (mm)
L2 = Lado menor (mm)
e = Espessura (mm)
4.7 Diâmetro Nominal / Real e Schedule
 Diâmetro Nominal, também chamado de "Tamanho Nominal", é o termo consagrado comercialmente
para designação do diâmetro dos tubos de condução, eletroduto e petrolífero.
Às vezes é também designado como "Bitola", porém na terminologia técnica brasileira, o termo "bitola"
deve ser evitado.
OBS.: O diâmetro nominal não corresponde a medida efetiva ou real da circunferência externa do tubo,
vide tabela abaixo.

DIÂMETRO EXTERNO (mm) para tubos de condução


DIAMETRO TAMANHO ASTM BS DIN NBR NBR
NOMINAL NOMINAL A120/ 1387 2440 5580 5590
A135
1/8 6 10,20 10,20 10,29
¼ 8 13,50 13,50 13,50 13,72
3/8 10 17,20 17,20 17,20 17,25
½ 15 21,30 21,30 21,30 21,30 21,34
¾ 20 26,70 26,90 26,90 26,90 26,67
1 25 33,40 33,70 33,70 33,70 33,40
1 1/4 32 42,20 42,40 42,40 42,40 42,16
1 1/2 40 48,30 48,30 48,30 48,30 48,26
2 50 60,30 60,30 60,30 60,30 60,32
2 1/2 65 73,00 76,10 76,10 76,10 73,03
3 80 88,90 88,90 88,90 88,90 88,90
3 1/2 90 101,60 101,60 101,60 101,60 101,60
4 100 114,30 114,30 114,30 114,30 114,30
5 125 141,30 139,70 139,70 139,70 141,30
6 150 168,30 165,10 165,10 165,10 168,28

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DIÂMETRO EXTERNO (mm) para eletrodutos de aço


DIAMETRO TAMANHO NBR NBR ANSI
NOMINAL NOMINAL 5597 5598 C 80
1/8 6
¼ 8
3/8 10 17,1 17,2 17,1
½ 15 21,3 21,3 21,3
¾ 20 26,7 26,9 26,7
1 25 33,4 33,7 33,4
1 1/4 32 42,2 42,4 42,2
1 1/2 40 48,3 48,3 48,3
2 50 60,3 60,3 60,3
2 1/2 65 73,0 76,1 73,0
3 80 88,9 88,9 88,9
3 1/2 90 101,6 101,6 101,6
4 100 114,3 114,3 114,3
5 125 141,3 139,7 141,3
6 150 168,3 165,1 168,3

 Schedule é a denominação dada ao resultado arredondado a dezena calculado pela fórmula:


SCH = P / S
onde P é a pressão de trabalho do tubo e S é a tensão (pressão) correspondente a 60% do limite de
escoamento do material a 20 Graus C. Portanto para um mesmo diâmetro externo de um tubo de
condução, quanto maior o SCH maior a espessura de parede em relação ao seu diâmetro.
O Schedule define, portanto, a espessura de parede do tubo de condução, sendo que os valores
estabelecidos para cada Schedule (espessura) nos vários diâmetros são tabulados e convencionados nas
normas correspondentes.
Por exemplo, os tubos das normas americanas (carbono - ASTM), seguem o padrão definido na norma
ANSI B 36.10 (a norma brasileira NBR 5590 também segue este padrão).
Nas normas européias (DIN, BS e outras), bem como nas normas brasileiras (ABNT) não é comum a
designação das espessuras em Schedule e sim conforme recomendação da ISO (INTERNACIONAL
STANDARDZATION ORGANIZATION) que estabelece classes de espessuras, que são definidas
conforme tabela de cada norma.
Por exemplo, na NBR 5580 temos classes leve, média e pesada.
As tabelas a seguir fornece a espessura de parede dos tubos em função do diâmetro nominal (em
polegadas) e o Schedule do tubo de aço-carbono e em função da classe do tubo.

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Ciro de Toledo Piza Tebecherani 10

DIAMETRO SCH 40 SCH 80 LEVE MÉDIO PESADO


NOMINAL
1/8 1,73 2,41 1,80 2,00 2,65
¼ 2,24 3,02 2,00 2,25 3,00
3/8 2,31 3,20 2,00 2,25 3,00
½ 2,77 3,73 2,25 2,65 3,00
¾ 2,87 3,91 2,25 2,65 3,00
1 3,38 4,55 2,65 3,35 3,75
1 1/4 3,56 4,85 2,65 3,35 3,75
1 1/2 3,68 5,08 3,00 3,35 3,75
2 3,91 5,54 3,00 3,75 4,50
2 1/2 5,16 7,01 3,35 3,75 4,50
3 5,49 7,62 3,35 4,00 4,50
3 1/2 5,74 8,08 3,75 4,25 5,00
4 6,02 8,56 3,75 4,50 5,60
5 6,55 4,75 5,60
6 7,11 5,00 5,60

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