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TEORIAS DA

COMUNICAÇÃO

Marina Costa
Revisão técnica:

Deivison Moacir Cezar de Campos


Especialista em História contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Ciências da Comunicação

T314 Teorias da comunicação / Rafaela Queiroz Ferreira Cordeiro


[et al.] ; [revisão técnica: Deivison Moacir Cezar de
Campos]. – Porto Alegre : SAGAH, 2017.
295 p. il. ; 22,5 cm.

IISBN 978-85-9502-236-2

1. Comunicação - Teoria. I. Cordeiro, Rafaela Queiroz


Ferreira.

CDU 007

Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin – CRB 10/2147

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Primeiros conceitos e
definições de comunicação
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

„„ Reconhecer a origem etimológica da palavra comunicação.


„„ Analisar os fundamentos científicos da comunicação.
„„ Relembrar as fases da comunicação ao longo da história.

Introdução
A comunicação faz parte da vida do ser humano desde o surgimento
da própria humanidade. O ser humano é um ser social. Ele não vive de
forma isolada e se comunica desde o passado mais remoto para ter as
suas necessidades básicas atendidas. Hoje, as pessoas se comunicam
para trocar informações, para se entreter, se integrar ao grupo, satisfazer
as suas necessidades econômicas e afetivas.
Neste texto, você vai saber mais sobre a origem etimológica do termo
comunicação. Também vai conhecer os fundamentos científicos da co-
municação e aprender sobre a história dos processos comunicativos.

Comunicação: a origem do termo


Antes mesmo de você se interessar em estudar e pesquisar comunicação, o ato
de comunicar já fazia parte da sua vida intensamente, não é mesmo? As tradi-
cionais interações face a face e os antigos meios, como carta, jornal, telégrafo,
telefone, rádio e televisão, têm dividido com ou cedido espaço para as interações
via internet nos computadores e em seguida nos celulares smartphones. Hoje,
você está conectado durante boa parte do seu dia. Interage com os amigos no

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14 Primeiros conceitos e definições de comunicação

WhatsApp, vê o que eles fazem no Facebook, no Instagram ou no Snapchat, certo?


Então, mesmo que não fosse um estudante de comunicação, seria interessante
conhecer mais sobre esse tema. Afinal, ele faz parte e interfere nas vivências
diárias de cada um. Mas você sabe o que é, de fato, comunicação?
Para começar uma discussão sobre o conceito de comunicação, é preciso
recorrer à etimologia da palavra, ou seja, à sua origem. João Pedro Sousa
(2006), em Elementos de Teoria e Pesquisa da Comunicação e dos Media,
alerta para o fato de que esse não é um conceito simples de delimitar. Isso
ocorre pela sua amplitude e também porque diversas formas de comunicação
ocorrem a todo momento, intencionalmente ou não. Afinal, o mundo está
cheio de significados, e as pessoas estão frequentemente interpretando os
acontecimentos de diversas formas. A raiz da palavra é latina: communicatione
significa “ação comum” ou “participar”. Communicatione deriva de commune,
que quer dizer “comum”. Assim, ao tornar algo comum, seja uma informação,
uma emoção ou uma experiência, ocorre a comunicação.

O termo communicatio é formado por três elementos. Munis significa “estar encarregado
de” e, junto ao prefixo co, indicativo de simultaneidade, dá origem à ideia de “atividade
realizada conjuntamente”. A terminação tio reforça a ideia de atividade. Esse foi o
primeiro significado do termo, quando utilizado pela primeira vez, no vocabulário
religioso (MARTINO, 2013).

No contexto do cristianismo antigo, quando o isolamento era valorizado


como um caminho para encontrar Deus, havia duas correntes que lidavam com
essa questão de formas diferentes. Uma era a dos anacoretas. Eles acreditavam
na importância da solidão radical e viviam de forma individual. A outra era
a dos cenobitas. Eles apostavam na vida em comunidade, em conventos ou
mosteiros, também chamados de cenóbios, palavra que significa “lugar onde
se vive em comum”. No mosteiro, surgiu uma nova prática, chamada de com-
municatio, referente a “tomar a refeição da noite em comum”. Dessa forma,
communicatio significava não simplesmente ir jantar, mas sim o momento da
quebra do isolamento, de juntar o grupo para fazer algo em comum. Por isso, o
sentido de communicatio era diferente da noção de comer de uma comunidade
primitiva (MARTINO, 2013).

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Primeiros conceitos e definições de comunicação 15

Esse sentido original de comunicação implica alguns pontos que são


úteis para o entendimento dos conceitos atuais. Um aspecto é o de que
comunicação não significa toda e qualquer relação, mas aquelas que têm o
isolamento como pano de fundo. Além disso, existe a intenção de quebrar
o isolamento. A ideia de uma realização em comum também está presente.

É importante você não confundir comunicação com o conceito platônico de participa-


ção. Dois ou mais elementos com as mesmas propriedades não significa comunicação,
mas participação. Por exemplo: a ideia de azul. O céu e o mar “participam” da ideia de
azul, pois têm essa característica em comum. Também é importante que você não
confunda comunicação com uma espécie de ação ou hábito coletivo. Comunicação
não significa “ter algo em comum” por ser da mesma comunidade. A comunicação
é um processo bem delimitado no tempo e não se confunde com a convivialidade
(MARTINO, 2013).

O que dizem os dicionários sobre o conceito de comunicação (MARTINO,


2013, p. 15)?

1. Fato de comunicar, de estabelecer uma relação com alguém, com alguma


coisa ou entre coisas.
2. Transmissão de signos por meio de um código (natural ou convencional).
3. Capacidade ou processo de troca de pensamentos, sentimentos, ideias
ou informações por meio de fala, gestos, imagens, seja de forma direta
ou pelos meios técnicos.
4. Ação de utilizar meios tecnológicos (comunicação telefônica).
5. A mensagem, informação (a coisa que se comunica: anúncio, novidade,
informação, aviso, etc.).
6. Comunicação de espaços (passagem de um lugar a outro), circulação,
transporte de coisas: “vias de comunicação – artérias, estradas, vias
fluviais”.
7. Disciplina, saber, ciência ou grupo de ciências.

Os sentidos de comunicação dos dicionários são importantes para você ter


uma ideia inicial sobre o tema, mas é preciso se aprofundar mais. De acordo
com João Pedro Sousa (2006), é possível dissertar sobre comunicação sob

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duas grandes perspectivas. Uma seria a da comunicação como processo:


comunicadores trocam, intencionalmente, gestos, palavras, imagens, ou seja,
mensagens codificadas, por meio de um canal, gerando certos efeitos. A
outra seria a da comunicação como uma atividade social. Portanto, os seres
humanos, em uma dada cultura, vivem as suas realidades do dia a dia, criando
e trocando significados.
As duas colocações se complementam. Nesse sentido, as mensagens só
têm efeitos porque ganham um significado em determinado contexto social
e cultural. Por outro lado, também há diferença entre as duas posições. A
primeira considera que só há comunicação se houver um emissor, um receptor
e uma mensagem codificada. Já para a segunda, isso não é necessário. Assim,
à medida que os seres humanos dão significado aos acontecimentos do mundo,
a comunicação está ocorrendo.
Ainda é possível complexificar mais os conceitos de comunicação.
Para Muniz Sodré (1996), o termo se refere a pôr em comum os conteúdos
que social, política ou existencialmente não devem permanecer isolados.
De acordo com ele, o afastamento originário devido à diferença entre os
seres humanos, à alteridade, é minimizado por causa de um laço formado
pelo compartilhamento de recursos simbólicos. Já o termo “linguagem”
se refere à “ordem de acolhimento das diferenças e de promoção da dinâ-
mica mediadora entre os homens” (SODRÉ, 1996). Nessa perspectiva, a
comunicação é de extrema importância social, cultural e política. É por
meio dela que as pessoas ultrapassam as diferenças e seguem em direção
aos seus objetivos.

Você se comunica para (SOUSA, 2006, p. 23):


„„ trocar informações;
„„ entender e ser entendido;
„„ entreter e ser entretido;
„„ integrar-se aos grupos e às comunidades, às organizações e à sociedade;
„„ satisfazer as necessidades econômicas que lhe permitem pagar a alimentação, o
vestuário e os bens que, de uma forma geral, você consome;
„„ interagir com os outros, conseguindo amigos e parceiros, tendo sucesso pessoal,
sexual e profissional, algo fundamental para a autoestima e o equilíbrio.

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Os fundamentos científicos da comunicação


social
Refletindo sobre a constituição do campo da comunicação, José Luiz Braga
(2011) parte de duas noções. A primeira considera ocioso discutir sobre o
estatuto acadêmico formal do campo. Assim, assume a sua existência enquanto
campo social. Isso pois, quando se diz “comunicação social”, na atualidade,
há um forte consenso sobre o assunto. A segunda não aceita uma explicação
do campo com base em uma natureza interdisciplinar.
Segundo Braga, a interdisciplinaridade pode ter diferentes sentidos. Um
seria o de que um campo de estudos está sob influências de dados e conheci-
mentos desenvolvidos por outras disciplinas. Nesse caso, todos os campos do
conhecimento são interdisciplinares. O segundo sentido seria uma referência a
um espaço de interface. Neste, um dado conhecimento se forma na confluência
de duas ou mais disciplinas, como na psicossociologia ou na bioquímica. Nesse
caso, seria preciso identificar e analisar um conjunto específico de disciplinas
que estariam compondo a interface interdisciplinar da comunicação. O terceiro
sentido indica que o terreno da comunicação é vazio e não existiria caso não
fosse o fato de que todas as disciplinas humanas e sociais têm algo a dizer
sobre essa temática. Contudo, essa perspectiva frouxa, na visão do autor, não
explica o porquê do interesse generalizado no tema. Além disso, não esclarece
por que ele não cabe nos espaços de cada campo particular, como acontece
com outras temáticas, como violência, trabalho ou sexo.

Em A Ciência do Comum, Muniz Sodré (2014) também questiona a ideia de inerência da


interdisciplinaridade à comunicação. De acordo com ele, as ciências da comunicação
produzem valor social, cultural e político, premissas de uma ciência social. No entanto,
a sua não consolidação em ciência criou o rótulo de inter, multi e transdisciplinar, e
isso seria sintoma teórico de crise de paradigma do conhecimento. Nesse debate
da interdisciplinaridade, a comunicação deve assumir o seu protagonismo, já que é
essencial às relações humanas nas áreas do saber.

Com relação à caracterização de qual é o objeto de conhecimento que


define a comunicação, José Luiz Braga apresenta duas primeiras alterna-
tivas. Ou a comunicação surge como uma questão bastante ampla e muito

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presente nas atividades humanas, a ponto de o objeto se tornar inapreensível


(tudo seria comunicação: a política, a educação, a literatura, etc.), ou ha-
veria ângulos e objetos específicos identificadores na área. O problema da
primeira tendência é que a comunicação, estando em todo lugar, em todas
as pautas, acaba estando em lugar nenhum, e o da segunda tendência é a
possibilidade de se cair em um reducionismo lógico. Assim, preferências
pessoais ou grupais de enfoque acabam pesando na escolha do que seria o
campo. Outro problema é o de se evitar sobreposições em áreas de estudos
mais tradicionais.
Mas há também possibilidades menos radicais. Uma diz que o objeto da
comunicação é qualquer “conversação” do espaço social (o que há de trocas
simbólicas e de interações nas situações da vida social), e a outra enfoca
naquilo que ocorre nos meios de comunicação social ou mídia. “A definição
da área pelos meios oferece o risco de segmentação do objeto em questões
tecnológicas, ou jurídico-políticas, ou expressivo-interpretativas, ou outras
[...]”, afirma Braga (2011). Portanto, o autor dá preferência à concepção de
conversação.
Por fim, Braga destaca que o objeto da comunicação não pode ser apre-
endido enquanto “coisas” nem “temas”, mas como certo tipo de processos
caracterizados por uma perspectiva comunicacional. O que importa é capturar
os processos, seja nas mídias, nos signos ou em episódios interacionais. Sodré
(2014), no mesmo sentido, aponta como objeto da comunicação os processos
de vinculação.
Ainda com relação à discussão sobre o objeto da comunicação, Vera França
(2013) aponta para o fato de que uma reflexão rápida sobre o assunto, uma
percepção pela vivência ou senso comum, levaria à ideia de que o objeto seria
empírico – os meios de comunicação de massa. No entanto, ela lembra que os
objetos do mundo são recortados, religados, pelo olhar dos que os estudam.
Pois, ao se pensar em meios de comunicação de massa (televisão, rádio, etc.)
como objeto, não se pode deixar de questionar sobre o que, exatamente, seria a
reflexão: o desenvolvimento tecnológico dos aparelhos? A produção discursiva
dentro do meio? A diversidade de produtos que foram aí gerados? A cultura
profissional dos trabalhadores do veículo?
Dessa forma, a comunicação tem ainda outra dimensão. Afinal, ela
é também um conceito, uma forma de apreensão, uma representação de
diferentes práticas – uma forma de conhecê-las e concebê-las. A partir
disso, Vera França esclarece que o objeto da comunicação não são os obje-
tos comunicativos do mundo, mas a forma de identificá-los e construí-los
conceitualmente.

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Primeiros conceitos e definições de comunicação 19

Como resultado dos esforços para se saber mais sobre comunicação,


surgiram os estudos e teorias da área. São o resultado de inúmeras iniciati-
vas, com pretensão científica, de conhecer a comunicação. A constituição
desse campo de estudo passou por tensões, contradições e dificuldades.
Isso decorre, segundo a autora, da própria natureza do objeto ou da relação
que se estabelece, às vezes de forma conflituosa, entre o campo da teoria
e o da prática.
França lembra que o próprio espaço acadêmico da comunicação teve início
por uma razão de ordem pragmática: os cursos profissionalizantes na área
de comunicação, sobretudo de jornalismo. Então, os cursos surgiram antes
da criação das teorias que apareceram logo depois, constituindo a formação
técnica, mas também proporcionando uma dimensão humanista e social à
formação. Esse foco na prática trouxe algumas distorções, como a natureza
instrumental da demanda. Assim, com certa frequência, o estudo da comuni-
cação é realizado visando a determinado resultado. É, nesse sentido, guiado
por finalidades específicas, comprometendo o distanciamento crítico que é
preciso no âmbito científico.
Por outro lado, a autora comenta que a crítica à identificação exagerada
com a prática causou o efeito inverso: descolamento. Ela alerta que o foco
na produção intelectual com desprezo pela empiria se transforma em pura
abstração, não em produção científica. Assim, não faz sentido focar apenas
na prática, nem só na teoria.

Entre as dificuldades relacionadas à definição da comunicação está a diversidade de


fatos e práticas que compõem o objeto dessa área. Há inúmeras atividades profissionais,
variedade de veículos, muitas linguagens, etc. Além disso, há a mobilidade do objeto
empírico. Ou seja, os avanços tecnológicos ocorrem num ritmo muito mais acelerado
do que a reflexão acadêmica. Por último, você pode considerar a heterogeneidade dos
aportes teóricos. Nesse sentido, as teorias da comunicação, principalmente no início,
são formadas por proposições advindas de investigações da sociologia, antropologia,
psicologia, etc. Isso enriquece e ao mesmo tempo dificulta a integração teórica e
metodológica do campo (FRANÇA, 2013).

Na visão de Vera França, os estudos da comunicação ainda não têm uma


tradição estabelecida. O seu objeto ainda não foi constituído com clareza, nem

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a sua metodologia. Portanto, ela pensa que o campo da comunicação ainda


está em constituição, como Sodré (2014). Diferente deste, entende que, por
enquanto, trata-se de um domínio interdisciplinar. Aponta, no entanto, que
“[...] a interdisciplinaridade é transitória: quando ela consegue se estabilizar,
criar referências, fincar estacas – aí, sim, podemos falar do surgimento de um
domínio novo” (FRANÇA, 2013).

Comunicação e história
A respeito do início da comunicação humana, ainda há muitas dúvidas e um
território fértil para investigações. Não se sabe, de fato, se na Pré-história os
seres humanos se comunicavam por gritos e grunhidos, assim como os animais,
ou por gestos, ou ainda por uma mistura de tudo isso (DÍAZ BORDENAVE,
1982). Sobre a origem da fala humana, se cogita que teve início com a imitação
dos sons da natureza, como os das cachoeiras, rios e animais. Outra hipótese
seria a de que os sons humanos começaram com as exclamações espontâneas,
por exemplo, “ai” devido a uma dor, ou “ah” por admiração a algo. Além disso,
especula-se que, nessa época, a comunicação também ocorria por sons emitidos
por batidas das mãos e dos pés, bem como pelo uso de pedras e troncos ocos
(DÍAZ BORDENAVE, 1982).
O fato é que o ser humano passou a considerar alguns elementos como
representantes dos significados de outros elementos, e assim surgiram os sig-
nos. Ou seja, as pessoas da Pré-história associaram sons e gestos a objetos ou
ações. Os sons e gestos, nesse contexto, seriam então os signos, compartilhados
socialmente, e o repertório dos signos, bem como as regras de combinações entre
eles, necessárias para haver o entendimento do grupo social, deram origem à
linguagem. Graças a essas regras de combinações, que você conhece como gra-
mática, as intenções dos interlocutores ficam mais claras (DÍAZ BORDENAVE,
1982). Já imaginou se o seu amigo dissesse “o doce comeu ela” em vez de “ela
comeu o doce”? A ordenação dos signos permite a eficiência da comunicação.
Mais tarde, para manifestar as mais diferentes intenções dos interlocutores,
os seres humanos passaram a usar a linguagem de diversos modos: indicativo,
interrogativo, imperativo ou declarativo. Também se percebeu que na lingua-
gem algumas palavras manifestavam uma ação ou o nome de algo, etc. Mas
claro que ainda não havia as designações “verbo” ou “substantivo” (DÍAZ
BORDENAVE, 1982).
A linguagem oral, apesar de sua eficiência, tinha duas grandes limitações:
não era permanente e não tinha grande alcance. Diante desses desafios, os seres

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Primeiros conceitos e definições de comunicação 21

humanos começaram a pensar em formas de fixar os conteúdos comunicados


e também de transmiti-los em distâncias maiores. Como você acha que o ser
humano passou a fixar os signos então? Primeiramente por meio das pinturas
primitivas, na Era Paleolítica (entre 35.000 e 15.000 anos da Era Cristã).
Seja com intenção ritualística, estética ou expressiva, as pessoas da época
registraram cenas de caça em cavernas como as de Altamira, na Espanha, ou
de Dordogne, na França.

Figura 1. Réplica exposta no Museu Nacional de Altamira de uma pintura rupestre pré-
-histórica da caverna de Altamira, na Espanha.
Fonte: EQRoy/Shutterstock.com.

Ao longo da história, cada época teve as suas especificidades em relação


aos processos comunicacionais. Dessa forma, em cada período a comunica-
ção atendeu a objetivos diferentes. Em 3.500 a.C., os sumérios inventaram a
escrita. Já pensou nas transformações que essa invenção causou? Depois, a
escrita surgiu também entre os judeus e gregos. Com isso, várias versões de
narrativas mitológicas passaram a ser registradas em documentos: a epopeia
de Gilgamesh, o Antigo Testamento judaico-cristão, o Baghavad Gita hindu
e o Corão árabe. Esses registros permitiram a continuidade das tradições a
que se referiam (HOHLFELDT, 2013).
A Grécia, no século V a.C., passou por profundas transformações. Atenas
era uma aldeia rural com atividades agrícolas e pastoris, mas os seus acor-

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dos com Esparta, contra o imperador persa Xerxes, fizeram a localidade se


desenvolver com as atividades comerciais. Esparta fornecia a madeira que
Atenas utilizava para a construção de barcos e consequente intensificação do
comércio. Esparta também oferecia segurança militar e Atenas, distribuição de
suas riquezas. Com a urbanização de Atenas, a arquitetura e as artes plásticas
ganharam importância. Uma nova etiqueta social também foi instituída: comer
e beber iguarias de outros lugares em rituais complexos faziam parte disso. A
filosofia e outras atividades culturais passaram a ser financiadas pelos mais
ricos. Dessa forma, personalidades como Sócrates ou Platão eram hóspedes
das pessoas abastadas.
Foram justamente os gregos que refletiram inicialmente sobre a comu-
nicação humana, a partir dos pré-socráticos. Eles exerciam a comunicação
como prática de poder. Mas quando Atenas começou a ter problemas com
os acordos estabelecidos com Esparta, esses filósofos passaram a ser vistos
de forma negativa pela sociedade. Eram tidos como perniciosos, pessoas
que submetem os homens pela mente. O maior dos sofistas, Sócrates, foi o
responsável pelo desenvolvimento da prática filosófica da maiêutica. Segundo
esta, o aprendizado acontece por meio do diálogo, de perguntas e respostas.
Assim, o mestre guia o aluno ao conhecimento.
Mas as principais contribuições gregas para os primeiros estudos da co-
municação foram de Platão e Aristóteles. No livro VII da obra A República,
Platão (427 – 327 a.C.) apresenta o Mito da Caverna. Trata-se da história de
prisioneiros que viviam dentro de uma caverna. Tudo o que conheciam do
mundo eram apenas as sombras do que se passava atrás deles, na entrada da
“morada”. Assim, não conheciam a vida como quem estava livre e sob a luz.
Um dia, um dos prisioneiros é liberto, vê o mundo fora da caverna, se impres-
siona e volta para contar aos amigos. Mas estes não o entendem e enxergam
o ex-prisioneiro como mais uma sombra deformada (HOHLFELDT, 2013).

Para saber mais sobre o Mito da Caverna,


acesse este link (FREIRE, 2011):

https://youtu.be/Rft3s0bGi78

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Por meio do exemplo do Mito da Caverna, você pode perceber que Platão
refletiu com profundidade sobre a comunicação, mas dentro de uma perspectiva
negativa. Platão acreditava que havia um Mundo das Ideias, das essências, que
antecedia a materialidade. Para ele, quando o ser humano recebia um corpo,
guardava apenas um fragmento desse outro mundo. A caverna seria então
uma referência ao corpo, e as sombras na parede seriam metáforas dos objetos
materiais. De acordo com essa perspectiva, o acesso ao conhecimento seria
dificílimo para a maioria das pessoas, com exceção dos filósofos (estes, devido
à sapiência extraordinária, deveriam inclusive administrar a sociedade). A partir
daí, Platão pode levar você a refletir sobre a impossibilidade da comunicação.
Já para Aristóteles (384 – 322 a.C.), que foi discípulo de Platão, a comu-
nicação é, sim, possível. Em Retórica, ele aborda os discursos – aquilo que
diz respeito a alguma coisa. Segundo Aristóteles, o ser humano é um animal
social, um ser coletivo, e não uma individualidade. Vivendo socialmente, o
ser humano usa a razão, traduzida em linguagem. Além disso, para viver bem
e feliz no grupo, ele precisa da retórica. Esta é o conhecimento dos meios e
estratégias para alcançar a persuasão.
Na situação da retórica, três elementos estão presentes: o que fala, aquilo
de que fala e aquele a quem fala. Assim, Aristóteles foi o primeiro a formular a
situação comunicativa. Ele também aborda três gêneros de discursos oratórios:
deliberativo, judiciário e demonstrativo. No primeiro caso, que trata sobre o
futuro, se aconselha ou se desaconselha algo. No segundo caso, voltado para
o passado, uma ação judiciária comporta a acusação e a defesa. E o terceiro
caso, referente ao presente, comporta duas partes, o elogio e a censura.
O modelo pioneiro na contemporaneidade da Teoria da Comunicação, de
Harold D. Lasswell, tem muito do trabalho de Aristóteles (HOHLFELDT,
2013). Observe:
Aristóteles – a pessoa que fala → o assunto → a pessoa a quem fala
H.D. Lasswell – emissor (fonte) → mensagem → receptor
A diferença entre as duas teorias é que Lasswell acrescentou “em que
canal e com que efeitos” ao processo comunicacional. Por outro lado, Aris-
tóteles tratou da questão dialógica do processo ao refletir sobre os gêneros
citados. Nesse sentido, a pessoa que fala espera uma resposta do outro ou
quer convencê-lo de algo.
Partindo para o contexto de Roma, do século I a.C. ao século I d.C., o que
havia eram medidas no âmbito da comunicação para controle social e garantia
de poder. Os governos romanos se mantinham bem informados, se antecipavam
às crises, garantiam informação e opinião consensual. O primeiro dos 12
imperadores romanos, Caio Júlio César (102 – 44 a.C.), costumava escrever

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sobre as suas façanhas, com interesse em documentar os acontecimentos


para as gerações futuras. Ele inclusive inaugurou o estilo conhecido hoje
como primeira pessoa enfática – em uma narrativa autobiográfica, em vez
de se usar eu, usa-se a primeira pessoa do plural, nós. Júlio César também
reformou as instituições romanas. Ele determinou que só a língua latina fosse
usada no âmbito institucional, o que evitou a multiplicidade de informações
(HOHLFELDT, 2013). Mais tarde, em consequência disso, a Igreja Católica
adotou a língua latina como oficial. Além disso, fez a produção científica ser
realizada em latim também para controle dos censores.

Júlio César instituiu a acta diurna. O Senado era obrigado a registrar em papiros os
conteúdos dos debates da Casa, que depois eram afixados nos muros da instituição.
Mais tarde, esses registros passaram a ser copiados e distribuídos nas diversas regiões
do Império, uma prática que antecipou as folhas noticiosas do século XVI (HOHLFELDT,
2013). Posteriormente, o sobrinho-neto e herdeiro de Júlio César, César Augusto (63
a.C. – 14 d.C.), estabeleceu um serviço de correios. Para isso, construiu também es-
tradas, tudo para manter um governo centralizado e conectado com as sedes das
administrações das províncias (HOHLFELDT, 2013).

Muitos dizem que a Idade Média foi um período de pouco desenvolvimento


intelectual e investimento no conhecimento. No entanto, você não deve es-
quecer que foi nesse período que Alexandre Magno (356 – 323 a.C.), rei da
Macedônia, construiu a biblioteca de Alexandria. Esta chegou a ter 700 mil
volumes, com cópias de livros do mundo inteiro. A biblioteca era o centro da
cultura antiga. Além disso, os mercadores europeus levaram da China para a
Europa invenções como a bússola, dando segurança às navegações, a pólvora,
para as conquistas pela força, e o papel.

A chegada do papel, junto à invenção do tipo móvel, permitiu a difusão de informações


novas num ritmo antes nunca visto na Europa. Tanto que na metade do século XVII
começaram a circular as folhas informativas (HOHLFELDT, 2013).

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Outro contexto importante de mudanças nos processos de comunicação foi


o da França entre o final do século XVIII e a primeira metade do século XIX.
A Revolução Burguesa de 1789 realizou grandes transformações na história
social. Depois dela, não importavam mais tanto os títulos de nobreza. A nova
classe da burguesia valorizava o presente e investia no futuro. A educação
passa a ter um papel social de destaque, com o surgimento da escola leiga,
pública e gratuita.
Nessa época também ocorreu o movimento dos enciclopedistas, que pre-
tendia reunir os conhecimentos disponíveis em toda a Europa. O projeto
foi idealizado por Jean Le Ronde d´Alembert (1717 – 1783) e Denis Diderot
(1713 – 1784). Ele contava com sábios, filósofos e especialistas como Vol-
taire, Montesquieu, Rousseau, Jacourt, etc. No final das contas, em 1757,
a Encyclopédie francesa foi iniciada com 17 volumes, escritos quase que
inteiramente por Diderot, pois os colaboradores abandonaram o projeto por
medo de serem presos. A enciclopédia foi editada em 1780, com o apoio de
Madame de Pompadour.
O século XIX também foi marcado pelo surgimento do romance-folhetim.
Ele tinha uma linguagem simples e um tom de suspense, prendendo a atenção
até dos que estavam se iniciando no hábito da leitura. Os enredos se estendiam
por muitos meses, como hoje acontece com as telenovelas e séries. Dessa
forma, os leitores renovavam as assinaturas dos jornais. Já o final do século
XIX viu a descoberta da eletricidade, a lâmpada elétrica, o surgimento do
telégrafo, a radiodifusão telegráfica e o telefone sem fio, além do fonógrafo,
cuja evolução possibilitou o surgimento dos múltiplos toca-discos. Em 1895,
o cinema surge, na França, com os irmãos Lumière. Muitos foram contrários
a ele, por acharem que era “coisa do demônio”, mas logo a invenção fascinou
o público.
E foi no início do século XX que começaram os estudos específicos sobre
o fazer comunicativo. Eles são contemporâneos de profundas mudanças que
atingiram a comunicação. Como exemplos, você pode considerar o desen-
volvimento das técnicas, a institucionalização e a profissionalização das
práticas e as novas configurações de espaço e tempo que se estabeleceram
diante da realidade comunicativa do período. Os estudos sobre a comunica-
ção aconteceram por causa da chegada dos novos meios e também porque a
sociedade precisava usar melhor a comunicação para a realização de projetos
(FRANÇA, 2013).

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26 Primeiros conceitos e definições de comunicação

Algumas das questões que marcaram o início das pesquisas sobre comunicação foram
a urbanização crescente, a consolidação do capitalismo industrial, a sociedade de
consumo, a expansão do imperialismo (especificamente o norte-americano), a divisão
política do mundo entre capitalismo e comunismo, além do papel central da ciência,
que passou a responder cada vez mais pelo progresso da vida social (FRANÇA, 2013).

Alguns trabalhos mostram que o alemão Otto Groth, em Estrasburgo,


escreveu algo parecido com uma enciclopédia do jornalismo – a Teoria do
Diário – nas primeiras décadas do século XX. Mas só a partir dos anos 1930
é que começaram as pesquisas voltadas para os efeitos e funções dos meios
de comunicação de massa, com a mass communication research, nos Estados
Unidos. Nesse contexto, são considerados os fundadores da pesquisa em
comunicação: Paul Lazarsfeld, Harold Lasswell, Kurt Lewin e Carl Hovland
(FRANÇA, 2013).
As motivações dos estudos eram de ordem política e econômica. Com
a expansão industrial, era preciso aumentar a venda dos novos produtos.
Assim, havia muitas pesquisas focadas no comportamento das audiências e
no aperfeiçoamento das técnicas de intervenção e persuasão.
Na I Guerra Mundial, os meios de comunicação tiveram o papel de promover
o fortalecimento do sentimento nacional, sustentar a economia e influenciar as
vontades da população civil. Depois disso, com a crise de 1929 e a retomada
da economia americana com o New Deal, a comunicação tinha o papel de
racionalização da sociedade. Mas foi na II Guerra Mundial que o alcance da
comunicação ficou claro, com os programas da Alemanha nazista orientados
por Joseph Goebbels. Nessa época, a propaganda era utilizada para controle
político-ideológico.
Em relação à Europa e aos Estados Unidos, na segunda metade do século
XX foi observado o surgimento de novas tecnologias, rápidas e eficientes,
que afetaram profundamente o modo de vida das pessoas. A partir de 1930,
o cinema teve grandes conquistas: primeiro o som, depois a cor, e, então, a
ampliação dos quadros. Em relação à televisão, as primeiras experiências
foram realizadas em 1929 na Inglaterra, na União Soviética e nos Estados
Unidos. E, com as descobertas da II Grande Guerra, surgiram o rádio transis-
torizado, em 1954, e o computador eletrônico, com a IBM, em 1959. Por fim,
graças aos avanços tecnológicos, voltamos um pouco àquela noção clássica

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Primeiros conceitos e definições de comunicação 27

de comunidade grega. Afinal, apesar das dimensões da Terra, as distâncias


diminuíram e o tempo de troca de mensagens também (HOHLFELDT, 2013).
Hoje, em minutos você pode conversar com alguém que está no Japão, seja
para fechar negócios ou por razões pessoais e afetivas.

1. O que quer dizer a raiz latina coisas nem temas, mas sim como
da palavra comunicação um certo tipo de processos
– communicatione? caracterizados por uma
a) “Ação comum”. Communicatione perspectiva comunicacional.
deriva de commune, que quer b) o objeto da comunicação é
dizer “comum”. Portanto, muito amplo e quase tudo
ao tornar algo comum, pode ser comunicação:
seja uma informação, uma política, sociologia, arte.
emoção ou uma experiência, c) o objeto da comunicação
ocorre a comunicação. é restrito, se trata do que é
b) “Lugar comum”. Communicatione apresentado nos meios de
significa “estar num mesmo lugar, comunicação de massa.
partilhando as mesmas ideias”. d) o objeto da comunicação se
c) “Padrão comum”. restringe ao que é produzido
Communicatione se refere a pela televisão e pelo rádio.
comportamento. Portanto, e) o objeto da comunicação se
quando há comportamentos refere aos processos identificados
semelhantes, há comunicação. dentro das produções dos
d) “Pensamento comum”. meios de comunicação social.
Communicatione tem a 3. Sobre o campo da teoria e o campo
ver com transmissão de da prática nos estudos relacionados
pensamento e entendimento à comunicação, pode-se dizer que:
entre interlocutores. a) a comunicação está no dia a dia
e) “Comungar”. Communicatione das pessoas, por isso os estudos
deriva de commune, que quer sobre essa área do conhecimento
dizer “comum”. Portanto, a são necessariamente voltados
palavra surgiu no contexto para o empirismo.
religioso dos mosteiros. b) a comunicação é um
2. José Luiz Braga (2011), sobre a tema filosófico, por isso o
caracterização de qual é o objeto enfoque dos estudos sobre
de conhecimento que define a comunicação é teórico.
comunicação, afirma que: c) devido à necessidade de
a) o objeto da comunicação não formação técnica de jornalistas,
pode ser apreendido enquanto os estudos da comunicação são

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28 Primeiros conceitos e definições de comunicação

voltados para questões acessa o conhecimento.


práticas. 5. Aristóteles (384 – 322 a.C.),
d) não há discussão sobre campo em Retórica, aborda a questão
teórico e campo prático quando dos discursos – aquilo que
o assunto é comunicação. diz respeito a alguma coisa.
e) é importante equilibrar as Tomando como referência essa
questões teóricas e práticas nos obra e outras do filósofo grego, é
estudos sobre comunicação. correto afirmar que:
4. De acordo com as ideias expostas a) na situação da retórica, três
na obra do filósofo Platão (427 – 327 elementos estão presentes:
a.C.), pode-se inferir que: o que fala, aquilo de que
a) a comunicação se manifesta fala e a natureza.
naturalmente e com b) na situação da retórica, três
eficiência entre as pessoas. elementos estão presentes:
b) para estabelecer comunicação, emissor, mensagem e receptor.
é preciso ler e compreender c) na situação da retórica, três
o Mundo das Ideias. elementos estão presentes:
c) a comunicação só é possível o que fala, aquilo de que
entre os filósofos discípulos fala e aquele a quem fala.
de Platão, pelo potencial d) Aristóteles trata da
crítico de cada um deles. impossibilidade da
d) a obra de Platão não tem relação comunicação. Raras
com a temática da comunicação. são as vezes em que há
e) é muito difícil estabelecer processo comunicativo.
comunicação eficiente. e) sobre comunicação, Aristóteles
Com exceção dos filósofos, reproduziu as ideias de Platão,
a maioria das pessoas não pois era seu discípulo.

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Primeiros conceitos e definições de comunicação 29

BRAGA, J. L. Constituição do campo da comunicação. Revista Verso e Reverso, São


Leopoldo, v. 25, n. 58, p. 62-77, 2011.
DÍAZ BORDENAVE, J. E. O que é comunicação. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1982.
FRANÇA, V. O objeto da comunicação/a comunicação como objeto. In: HOHLFELDT,
A.; MARTINO, L. C.; FRANÇA, V. (Coord.). Teorias da comunicação: conceitos, escolas e
tendências. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
FREIRE, R. O mito da caverna: Platão – dublado. [S.l.]: YouTube, 2011. 1 vídeo. Disponível
em: <https://www.youtube.com/watch?v=Rft3s0bGi78&feature=youtu.be>. Acesso
em: 10 out. 2017.
HOHLFELDT, A. As origens antigas: a comunicação e as civilizações. In: HOHLFELDT,
A.; MARTINO, L. C.; FRANÇA, V. (Coord.). Teorias da comunicação: conceitos, escolas e
tendências. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
MARTINO, L. C. De qual comunicação estamos falando? In: HOHLFELDT, A.; MARTINO,
L. C.; FRANÇA, V. (Coord.). Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências.
13. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
SODRÉ, M. A ciência do comum: notas para o método comunicacional. Petrópolis:
Vozes, 2014.
SODRÉ, M. Reinventando a cultura: a comunicação e seus produtos. 4. ed. Petrópolis:
Vozes, 1996.
SOUSA, J. P. Elementos de teoria e pesquisa da comunicação e dos media. 2. ed. Porto:
BOCC, 2006. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/sousa-jorge-pedro-ele-
mentos-teoria-pequisa-comunicacao-media.pdf>. Acesso em: 14 ago. 2017.

Leituras recomendadas
BEZERRA, E. D. Fundamentos sociológicos da comunicação. In: SÁ, A. (Coord.). Fun-
damentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973.
BRASIL, J. P. Fundamentos antropológicos da comunicação. In: SÁ, A. (Coord.). Fun-
damentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973.
PEREIRA, J. M. Fundamentos psicológicos da comunicação. In: SÁ, A. (Coord.). Funda-
mentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973.
SÁ, A. Fundamentos filosóficos da comunicação. In: SÁ, A. (Coord.). Fundamentos
científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973.
SOUZA, M. R. Fundamentos linguísticos da comunicação. In: SÁ, A. (Coord.). Funda-
mentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973.
TELES, E. Fundamentos biológicos da comunicação. In: SÁ, A. (Coord.). Fundamentos
científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973.

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