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com. Lucca Rossi_ Jornalista.br .• COLABORADORES |nOIZE #31 1.br ASSIST. a começar por um papo com o vocalista do Dream Theater. roteirista e fotógrafo em diferentes mídias sociais. e tem agora um formato mais “bloguístico”. Alex Correa_ Carioca. E isso é só uma parte da novidade. Mais em: www.com. Eduardo Macarios_ Fotógrafo e autor do livro “Andante”. Carlos Diaz_ Prefere se definir como uma pessoa que pinta o cotidiano. Carolina de Marchi_ Jornalista e produtora cultural. trabalha na edição da capa do portal iG e escreve sobre cultura pop como conversa na mesa do bar. não há comida. facebook. é o responsável pela parte digital e artística do Espaço Rabisco.com/aoseualcance • BÉÉÉÉ_ Esta revista está livre de erros há 81 dias.com/marcvs 21.wordpress. Marco Chaparro_ flickr. pais da NOIZE. violão e computador de um jeito novo. que contratou os garotos para a Rough Trade.com. ultimamente se dedica a produzir DONUTS. estuda jornalismo na UFPR.br FORA DO EIXO: Ney Hugo Marco Nalesso Michele Parron www.br ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: Julie Teixeira julie@noize.br AGENDA: shows.foradoeixo.noize.000 exemplares CIRCULAÇÃO NACIONAL • EDITORIAL | BRAnD nEw START. acredita que curiosidade é o melhor combustível.com.com.com. a satisfação com a página do Move e a vontade de ampliar o caráter colaborativo e plural da revista nos motivou a dar mais alguns passos.com.com.espacorabisco.com. Victor Sá_ Formado em comunicação social.br Fernanda Grabauska fernanda@noize. edita o freakiumemeio. Acha Beatles melhor que Stones.com Neto Rodrigues_ Morador de Minas há incontáveis anos.org ANUNCIE NA NOIZE: comercial@noize.com ponto de referência regional do Fora do Eixo em São Paulo.com. www. baixista frustrada e louca por Ramones e Red Hot Chili Peppers. com/chicomares 18. A aposta não era ousada pelo fato de se estar andando no contrafluxo da revolução digital. As matérias mantém a preocupação com imagem e texto em iguais proporções. Marcelo Costa_ Marcelo Costa é editor do screamyell.br Maria Joana Avellar joana@noize. Comece a dissecar a nova NOIZE agora. Só filmes. www.com SCREAM & YELL: Marcelo Costa www. na sua geladeira.br REVISÃO: João Fedele de Azeredo jp@noize. Lidy Araujo_ Jornalista.br. Camila Mazzini_ Jornalista e fotógrafa.com RRAURL: Gaía Passarelli www. 2. • ARTE DE CAPA_ CARLOS DIAZ Confira no site http://www.eduardomacarios.br REDAÇÃO: Bruno Felin bruno@noize.com.br um dossiê e uma entrevista sobre o artista convidado deste mês. Síntese deste movimento é Lucas Santtana. Hoje ronda a publicidade e torce pela volta do Oasis. ao mesmo tempo. Em 2009. sugestões e reclamações: noize@noize. a NOIZE inovou ao inserir em seu projeto editorial uma página reservada ao blog Move That Jukebox. é revisitado pelo produtor Gordon Raphael e por Geoff Travis.movethatjukebox. 3. do Strokes.br Leandro Pinheiro leandro@noize. www. mas gosta mesmo é de São Paulo e acredita na genialidade do Kasabian até o fim. DE CRIAÇÃO: Cristiano Teixeira cris@noize. Dicas. parte deles ainda no colégio.com.com. já passou por O Estado de S. Manu D’Almeida_ Jornalista e lifestyle photographer.com.com.guspe 13.com. twitter.com.br 12. festas e eventos agenda@noize. o que enxerga nos lugares por onde passa. twitter. quase foi um engenheiro. Seu site é lidyaraujo. flickr. Ultimamento se viciou em fotografia analógica. pais dos blogs e.com/camon 19. uma matéria com duas figuras importantes no lançamento do disco da década que inaugurou o século 21: Is This Ii. Pedro Cupertino_ Pedro cupertino é um gaúcho em SP. Gaía Passarelli_ Jornalista. DO UNDERGROUND AO MAINSTREAM • EXPEDIEnTE #31 // AnO 4 // MARÇO ‘10_ DIREÇÃO: Kento Kojima Pablo Rocha Rafael Rocha COMERCIAL: Pablo Rocha pablo@noize.br 17.manuphoto. Chico Marés_ Curitibano.rraurl. mezzo funcionário de gravadora. Paulo e Rraurl.flickr.com. Leonardo Bomfim_ Jornalista e diretor de cinema.br MOVE THAT JUKEBOX: Alex Correa Neto Rodrigues www.com.br ASSINE A NOIZE: assinatura@noize. Seus trabalhos: www.com. O 4° ano de NOIZE traz para a revista. Por fim. onde exerce aquilo que faz por inteiro: gostar de música desesperadamente. além de um novo projeto gráfico. e começam o ano olhando um pouco para trás – e apontando para frente. Jovem Palerosi_ Integrante do massacoletiva. o RRaurl e o Fora do Eixo. razão pela qual cursa jornalismo na Unesp de Bauru.br 22.blogspot.com/eduardo. Marcus Vinícius Brasil_ Repórter de Época São Paulo. Ana Luiza Bazerque_ Jornalista. mas gosta bem mais de Stones.br DIREÇÃO DE ARTE: Rafael Rocha rafarocha@noize. Livio Vilela_ Mezzo jornalista. Samir Machado_ Designer. Fotógrafo nas horas vagas. insubstituíveis veículos de informação e arte. 16.br EDIÇÃO: Fernando Corrêa nando@noize. disco no qual ele se debruça sobre voz.com. 7.com. maior portal sobre cultura eletrônica do Brasil. escritor e um dos editores da Não Editora.br DESIGN: Douglas Gomes doug@noize. mas porque o blog era comandado por meninos. mais três blogs importantíssimos: o Scream & Yell. James LaBrie.com. A seção de notícias foi atualizada.screamyell. Mas também estão na edição os zines.br Ana Laura Malmaceda ana@noize. e acesse: flickr.com/marcochaparro 6.br 14.br Gustavo Foster foster@noize.com. Gabriel Resende_ Ainda será psicólogo e músico profissional. twitter.naoeditora. Festas e Feiras Festivais Independentes TIRAGEM: 30.com/felipeneves 15. confunde-se com a própria historia do rraurl. Eduardo Guspe_ Membro fundador do Núcleo Urbanóide.com.com.com/podrepobreepoeta 8. 11. Combo_ Influenciado pelas técnicas do mangá. Felipe Neves_ Fotógrafo e baterista. com/victor_sa 5. Livio Vilela comanda o www. flickr.br ASSESSORIA JURÍDICA: Zago & Martins Advogados PONTOS: Faculdades Colégios Cursinhos Estúdios Lojas de Instrumentos Lojas de CDs Lojas de Roupas Lojas Alternativas Agências de Viagens Escolas de Música Escolas de Idiomas Bares e Casas de Show Shows. 20.com/caroldemarchi 9. 4.BloodyPop. que fala de Sem Nostalgia. Passamos a dedicar uma página a entrevistas rápidas. Gabriel Innocentini_ Tem um talento inato para o desperdício.br 10. flickr.com. trabalha como jornalista.com. Um ano depois.

9 5 1 • THIS IS nOIZE SUPERSTYLLIn’! 31 www.Os anúncios e os textos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da revista.NOIZE.bR 21 6 18 14 10 7 19 15 11 8 16 12 20 17 13 2 22 3 4 # Se Você Não GoStou da NoIZe PaSSe adIaNte NOIZE //07 .cOM.

..c acesse apoio: .br e om Lost.Lo re ira o conf .?? pe do tão partici En rch"!!! st Band Sea gulamento ".

.Lost. amplif um amplificador de guitarra. sair com as namoradas doser nos atletas. ganhar umas latinhas de cerveja...Inscreva sua banda e corra o risco de aparec vídeos da . um e uma bateria completa? baixo uma guitarra. também vamos descolar Ainda não é suficiente? Então ano e vamos colocar vocês um shows pra sua banda duranteda internacional que virá ban pra abrir o show de uma t Band Search"!!! para o encerramento do " . Não tá bom? Que tal 100 horas icador de contrabaixo. umas camisetas e um par de meias novinho! de gravação..Los . um contra beleza.

_foto: RAFA ROCHA _agradecimentos: valter vale life is music .

eu estava com a cabeça no punk. Bad Religion e tal. É bom ter uma música cravada na cabeça quando se está surfando – ouvir música e surfar são muito parecidos em muitos aspectos.NOME_ Rob Machado PROFISSÃO_ Surfista Profissional UM DISCO_ Jimi Hendrix | Are You Experienced “Escuto música o tempo todo. quando estou viajando muito. antigamente. O disco que mudou minha vida foi Are you Experienced. Minha namorada me deu quando eu tinha 16 anos.” . uma fita k7. na Califórnia. meio que transformou meu mundo. Hoje em dia escuto música mais tranquila. estou sempre com meus headphones.

sobre as gravações do disco novo.” Fab Moretti | do Strokes. “Não é um livro de escâNdalos de sexo que eu quero fazer.” Pete Doherty “Eu escrevi ‘Cornerstone’ de manhã.. se bem que.” Steve Diggle| Buzzcocks “Emo. Devo 2g pra ele.” Alex Turner | Arctic Monkeys . o que você quiser chamar.. Voltar a escrever músicas é como voltar a andar de bicicleta. no auge do boom emo. “Agora. vai ter muito sexo!” Keith Richars | Sobre sua auto-biografia. A única coisa que consigo lembrar depois disso é estar fazendo rehab numa cela cheia de vômito. “Num momento estou esperando a Kate chegar pra entrar na jacuzzi para uma noite romântica. em 2006.” brandon Flowers | do Killers. Há algo a ser dito sobre compor de manhã – em outras horas do dia você está um pouco mais na defensiva.LEIA ISTO “Kurt Cobain me deu um pouco de cocaína antes de morrer. pop-punk. é perigoso. Existe uma criatura dentro de mim que quer destruir todas essas bandas. estamos correndo como crianças numa loja de doces.

Então o Velvet Underground apareceu e deixou claro como você poderia se equilibrar entre os dois. Eu sentia que eles tinham encontrado uma posição importante entre arte erudita e popular. Eu AindA tEnHo A notA. tHoMAS. Se me sinto miserável. A MAioriA toMou doiS drinKS! CéuS. escuto música miserável e meus sentimentos são justificados!” 13 . “Estou entediado com o Bono e eu sou ele.” brian Eno “Este álbum será nosso último… Quando estou trabalhando em um disco. MAS foi uMA grAndE noitE. Eu pAguEi EM dinHEiro! tSC tSC. tHoMAS! rAioS.” Andrew Vanwyngarden | MGMT noize.” James Murphy | LCd Soundsystem “Eu me fiz parar de usar faixas na cabeça há um ano.br Gareth | Los Campesinos! “Gosto de música porque posso usá-la para reforçar que estou certo em me sentir como me sinto. STROKES.” bono Vox “Estava num dilema no fim do colégio: vou ser músico ou pintor? O who me ajudou. KEITH RICHARDS._BONO VOX. PETE DOHERTY “VoCê não LEMBrA? nóS todoS foMoS àquELE pEquEno puB EM WEMBLEy.” Eddie Veder | respondendo a fã sobre os drinks que disse que pagaria a todos. quE pEnA quE VoCê não foi. em um show do pearl Jam no Wembley Arena. LOS CAMPESINOS!. Isso fez minha cabeça para entrar na música.com.. Estou farto de mim mesmo. BRIAN ENO. faz sentido pensar nele como o último que você fará porque daí você faz direito.

João ainda fez seu próprio Carnaval com o EP Mash Mash. em grande parte. Gasto uma hora e meia por dia fazendo e postando os mashups”. o carioca João Brasil manda recado de Londres: “Aqui é bom demais para trabalhar. todos os dias um (ou mais) novo mashup do cara vai ao ar no blog 365mashups. com “Injeção”. como de costume. Por isso o mashupeiro começou 2010 com a mão comprometida a permanecer na massa pelo ano todo. “Estou querendo me conectar cada vez mais com o Brasil nesse projeto. uma releitura mashupada para o clássico dos Beatles. . “Se é o mais ambicioso projeto da música brasileira esse ano eu não sei. faz frio. colocou para dividir a mesma música Beatles e funk carioca. explica entre um mashup e outro. a responsável pelo ânimo renovado. sei que é o mais trabalhoso que fiz até hoje. dos FabFour. Mas a jogada mais inusitada foi Let it Baile. conversam Bob Dylan e Olodum. Sou bicho exótico por aqui”. transam Phoenix com percussão sambista. não tem praia”. Los Hermanos e De Leve. só chove. Fazendo uso da vocação que tem lhe galgado mais e mais fãs. de Deize Tigrona: “Fiquei com lágrimas nos olhos quando acabei”. wordpress. A blogosfera enalteceu o 365 mashups como o grande projeto 2010. em que reuniu as misturas sambadas e batucada da recente safra.014\\ noize Montagem joão brasil e a odisseia do mashup Mestre do mashup. Desde 1º de janeiro. A morada europeia é. de onde sai a filha favorita de João no projeto até agora: “Let it Be”. unem mundos opostos como Beatles e MCs do funk carioca. contou João por email.com. As misturas.

Como? O prédio mais alto. É Arte? Protesto.Coaster __LOVE BAZUKAS | O barulho garageiro do Black Luiz Maximiano Drawing Chalks encontra os anos de distorção nas costas do forgotten boy Chuck Hipolitho. __PIXO | É pixo. Trabalhamos todos em cima e. tiny. Confira em tiny. não é graffite.. Placebo e Madeleine Peyroux são algumas das atrações que vêm ao Brasil a partir de abril. para fazer um tag. A ideia inicial era que Chuck produzisse e colaborasse em composições do BDC.Surfing NOFX .com. Busque por exibições em @pixodoc enquanto o longa não chega aos cinemas. cc/calendario O rei Roberto Carlos. sem qualquer proteção. Eles mesmo explicam sua motivação para escalar prédios de mais de 10 andares pelo lado de fora. o filme se preocupa em mostrar quem são essas pessoas. “São 2/4 ideias do Chuck e 2/4 do BDC. diferentes guitarras associados a cabeçotes Orange e um Marshall valvulado nervosíssimo! E um monte de brinquedinhos que deixavam o estúdio com aspecto de laboratório”—Denis definiu a fórmula. Divulgação Por quê? Voz. em uma tarde no Costella (estúdio do Chuck).NaGulha. Erasmo. direto ao ponto Polysom lança a primeira leva de vinis nacionais da década._ouca agora ´ //015 George Harrison . Cachorro Grande e Fernanda Takai.cc/polysom Moby. Confira em tiny. Pitty. Mais do que divagar sobre um indecifrável texto que definisse se aquela maneira de aplicar tinta nos muros é arte. em São Paulo .All Things Must Pass The Misfits . “A pixação é como o grito dos invisíveis”. O documentário Pixo retrata uma geração de jovens paulistanos cuja forma de expressão é criminalizada.cc/ roberto438 Rolling Stones lançam reedição de luxo do clássico Exile on Main Street com músicas inéditas. com Nação Zumbi.cc/ stones414 . E as imagens são impressionantes. aprontamos quatro músicas e gravamos metade das baterias”. mas acabou resultando num EP em parceria. Confira em tiny. baixo destorcido no Orange. personagem do filme e parceiro dos diretores João Wainer e Roberto T. Surge daí o projeto Love Bazucas. ganhou uma grande exposição na Oca. contou o baixista Denis Pereira. “Surdo estourado. o resultado está no bacana www. grito. O que querem? O topo.br. em seus 50 anos. define Djan Ivson. bumbo gordo. Oliveira no projeto..Carlos. Lazer. Megapuss .American Psycho Erasmo Carlos .

C. Infelizmente. que esmiuça o significado do mestre pernambucano e revela as múltiplas facetas do caranguejo genial. Cai bem também porque Chico Science ocupa o lugar que. Paulista. Seu último disco. a morte do punk rocker prodígio do Tennessee repercutiu pouco. que tirou a vida de Reatard no dia 13 de janeiro. por favor—. Watch me Fall (2009). financeiramente pobre.016\\ NEWS __ANAMAUÊ | Começou em fevereiro e vai até 4 de abril a exposição Ocupação Chico Science. Jay estava longe de se encaixar em qualquer imagem pré-concebida. . no Brasil. Nada mais justo que artistas como eles. invadam espaços culturais nesta apropriação que não fere ninguém. __WHO THE HELL WAS JAY REATARD? | Não era só em Memphis que Jay Reatard era tido como um mito—ou ao menos um projeto de lenda. 149.A caminhada pelos diversos ambientes da exposição leva o espectador a fotos raras. em Sampa). cujo título macabro encabeça uma lista de músicas dificilmente enquadráveis em um só rótulo. deve ser um dos únicos clichês a por os pés na vida do artista—basta uma passada em myspace. no entanto. cada um à sua maneira reveladores da beleza de sua poesia incauta. é a prova de que a mistura de álcool com cocaína. ainda que seu rock urgente e sua postura o associassem a uma figura niilista e destrutiva. documentos e Fred Jordão objetos que dificilmente darão as caras novamente. Fred Jordão NRK P3 / C. Dizer que o nome Ocupação cai bem para a exposição de Science advém da natureza esfomeada do manguebit. escritos exclusivos. em edição anterior. crua e brasileira de dar orgulho—sem ufanismo. foi de Paulo Leminski. do Itaú Cultural (Av. da maneira como sua música se impôs como retrato de um povo culturalmente tão rico e.com/jayreatard para confirmar a afirmação. não o bastante sequer para jogar luz sobre a obra gigantesca do cara.

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O clima sombrio e as cenas dentro do corpo do personagem combinam com a música da dupla. Tags: mystery guitar man tag yourself the girl dance kill me hole samantha 2010 cumbia mix typeface huang vimeo kate nash do wah doo holy ghost on board lady gaga mashup asobi seksu jesus kexp make cordel do fogo encantado futureheads heartbeat lady gaga mirim pavement 2010 plastic beach atoms for peace . os recursos de rede social permitem o encontro de artistas e ouvintes das músicas originadas no site.1.cc/alice649 A rapaziada do Move That Jukebox separou algumas músicas que estarão na trilha do Alice de Tim Burton para você sacar tiny. stop-motion e interatividade. Tags: iamamiwhoami Raveonettes | Heart of Stone _Meio Tim Burton. Os blogs citam Christina Aguilera e Little Boots como as mais prováveis autoras do viral. é músico. como caixas de fósforo e escova de dente (e algumas horas de edição) ele une música.14.18. tiny.4. Mystery Guitar Man _O cara se chama Joe Penna.com O Audio Porn Central é um filtro. _audioporncentral. com códigos e imagens bizarras e místicas do usuário /iamamiwhoami estão tomando espaço na internet.1. brasileiro e mora nos Estados Unidos.1.1110 _Os vídeos anônimos.018\\ lado a LADO B SITIOS 13.com Plataforma online para criação de música eletrônica de maneira intuitiva e visual. meio Salvador Dalí. o novo clipe do Raveonettes é um curta em animação cheio de metáforas.18. _hobnox.cc/laerte O nome dá a dica: todas as tiras do Laerte para a Folha no período de 2000 a 2009. Usando violão e “instrumentos” menos comuns.7.15. Tags: raveonettes heart stone posts tiny.cc/beatleslasers O With Lasers mostra uma estranhíssima faixa rara dos Beatles. Para completar. dirigido por Chris Do. O site coleta mp3 e vídeoclipes bacanas na internet e entrega tudo mastigadinho para o visitante.

Mais descrições são desnecessárias.BR/nuncaouviu TUMBLIN’ http://theimpossiblecool.com/ Retratos bonitos e expressivos em p&b captam gente respeitável (ou não) em momentos que não se repetem mais. Não chega a ser ruim. perseguições no deserto. Our Love Was Saved by Spacemen | The Pipettes As Pipettes seguem no clima especial. do De Volta Para O Futuro. as hipóteses do “paradoxo do avô” são propostas pelo College Humor na viagem no tempo mais famosa do cinema.COM. Spanish Sahara | Foals Primeiro single de Total Live Forever.Para acompanhar o clima de humor negro que dominou a web no mês que passou. . péssimos momentos e. carros. Gorillaz | Stylo _Bruce Willis.com/video:1928396 Maurel & Sonny Dog Blues (Ferrugem/SC) Quando soa a gaita de Maurel. em momentos com o gato. http://kurtwiththecat. mas não empolga. Assista. Sonny solta a voz do fundo da sua alma canina. mas perdem muito do peso e poderio pop que tinham no primeiro disco. mas o refrão é fraco e Kid Cudi pouco acrescenta à música.tumblr. disponível para download no site da Trama. Kid Cudi e Diplo É Snoop Dogg tentando ser mais “artista pop” do que “rapper”. Nostálgico e atual. www.com/ Gente famosa do universo pop em grandes momentos.tumblr. Tags: gorillaz stylo Voce nunca ouviu ` Marty McFly _O que aconteceria se Marty McFly. O clipe é tão deliciosamente inspirado no tropicalismo quanto a música. fosse ao passado e transasse com sua própria mãe? Nesse vídeo. as partes que Snoop rima são ótimas. QUER OUVIR? NOIZE. Tags: garotas suecas bangalu audio That Tree | Snoop Dogg. principalmente. follow up @_StevieWonder . do EP Dinossauros.collegehumor.A base de Diplo é boa. Hold On (Holy Ghost cover) | Friendly Fires Friendly Fires faz cover do debut do Holy Ghost para o split que as duas bandas lançaram em fevereiro. próximo do Foals.//019 o que voce viu e nao viu neste mes_ ` ` ` ` Garotas Suecas | Bugalu _O Garotas Suecas acaba de lançar o divertidíssimo clipe de “Bugalu”. tiros e nova música do Gorillaz.

um Chevy Camaro preto. Escute: myspace. com um instrumental perfeito de Dan Auerbach e Patrick Carney. influência sessentista acentuada. vídeos dos bastidores foram lançados na internet. Uma indie rock bacana que leva o brit pop de encontro ao power pop – e a diversos comerciais de TV.com/caesars . de um Júpiter Maçã passeando pelo nordeste.020\\ bandas que voce nao conhece mas deveria conhecer_ EGYPTIAN HIP HOP Origem: Divulgação Manchester Som: O nome é tão irreverente quanto a banda. resolveram levar a sério o hip-hop. “Hope You’re Happy”. Ludacris. em que Auerbach divide vocais com Mos Def. que apresenta gravações antigas de Ol’ Dirty Bastard. uniram forças com produtor Damon Dash e chamaram gente do calibre de Mos Def. apenas parte do grande projeto: desde o início de 2009. Os caras. na verdade.com/graveolaeolixopolifonico THE CAESARS Origem: Suécia Som: Vocais pop reverberados. Com melodias pop e instrumental criativo. Escute: myspace. projeto dos americanos do Black Keys. RZA e Jim Jones para fazer o que foi um dos grandes discos do ano passado. Nas onze faixas do CD. entraria perfeitamente no último disco do rapper. baixo marcado. com o já calejado Mos Def. a Egyptian Hip Hop possui um estilo quase inclassificável. Não é hip hop nem vem do Egito: com sintetizadores oitentistas e letras cheias de deboche. O disco é. Escute: blakroc Uma banda de blues-rock. uma dezena de pesos-pesados do rap. carro especialmente produzido para o projeto. MG Som: MPB difícil de definir do renascer da canção. com o eletrônico e com o erudito. em faixas musicalmente ricas. The Ecstatic. Logo após o lançamento do CD. na “black Friday” (a sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças) foi anunciado o Chevy Camaro Blakroc.com/egyptianhiphop GRA VOELA E O LIXO POLIFÔNICO Origem: Belo Horizonte. que mostram que Blakroc é mais que uma brincadeira. myspace. Outros pontos altos são “Coochie”. a cozinha guitarra-e-bateria do duo de Ohio serve de cama perfeita para os convidados rimarem. que trabalharam com o onipresente Danger Mouse no último disco. flerta com a psicodelia. Essa é a receita de Blakroc. “On The Vista”. e Ain’t “Nothing Like You (Hoochie Coo)”. a faixa mais roqueira do álbum.

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sobre empregos cretinos.com/thedrumsforever STRANGE BOYS Origem: Texas. um nova-iorquino que. Furman. Com riffs despreocupados. Neles. Além disso. e “The Dishwasher”. Escute: myspace.com/thestrangeboys VELHO DE CÂNCER Origem: Porto Alegre.com/velhodecancer Uma mistura de Bob Dylan préacidente de moto com um Daniel Johnston sem desordens mentais.022\\ bandas que voce nao conhece mas deveria conhecer_ THE DRUMS Origem: Jason Anfinsen Flórida. forma a Ezra Furman and the Harpoons. porém precisos. Em “Take Off Your Sunglasses”. composto por bootlegs. berra . O último disco. ironicamente. everybody loves everybody else these days”. lançado após o fim do contrato com a gravadora. responde. o estilo se confirma: às vezes garageiros como os Black Lips. Escute: ezra furman & the harpoons letras sobre desilusões amorosas. falta de perspectiva e a importância do uso de óculos escuros em dias de sol. Depois do primeiro disco. Bruce Springsteen e Libertines: o resultado é Ezra Furman. EUA Som: Começaram como um duo punk. pegaram emprestados alguns membros do Mika Miko e viraram um Rolling Stones garage-country. Escute: “Mother’s Day”. Os suspiros dos anos 90 brilham nas poesias e na levada mais cadenciada. Escute: myspace. livres e pessoais. Somem-se a isso referências como Velvet Underground. os caras assinaram contrato com a Minty Fresh Records e lançaram mais dois álbuns: Banging Down The Doors e Inside The Human Body. com refrão para cantar junto. empunhando uma gaita de boca e um violão. a banda promete compor uma música para cada comprador: é só comprar o disco. mandar uma carta para eles contando algo sobre sua vida e esperar. Dog. a uma declaração de amor: “In the middle of the night. em outras acústicos como Dr. com mais três colegas. os maiores atrativos da banda. é puro rock cru. “Take Off Your Sunglasses”. myspace. EUA Som: The Drums cria letras e ritmos simplistas. independente. A despretensão e descuido com o mundo de fora são. é Moon Face. RS Som: Hardcore de vocal gritado e convicto. agoniado. sobre uma prostituta de Chicago. os caras parecem querer passar uma mensagem vital a cada música.

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são artistas que respeitamos – sou inclusive amigo de Sebastian. com shows em Porto Alegre (16/03). está além do nosso poder. imediato. bebo água morna e mel… todas essas coisas. e passou por uma experiência dura. A experiência deu certo? Funcionou muito bem.C James LaBrie dispensa introduções.. porque sempre damos nosso máximo. que me auxilia regularmente.. para quem ele queria prestar tributo. John tinha muitas ideias. Fazemos isso para mantêlos interessantes.” . não há nada que possamos fazer. me alimento de maneira saudável.024\\ soundcheck JAMES LABRIE Black Clouds & Silver Linings foi lançado em uma versão especial. Os set lists de vocês costumam ter em torno de 10 músicas.. Falamos com LaBrie sobre o disco novo. É impossível tocar de todos. Gostei muito do disco de covers. Com certeza nós não estamos nem perto de acabar com o Dream Theater. ele e seus companheiros passam pelo Brasil neste mês de março. Os problemas que você teve com sua voz mudaram a maneira como você se prepara para cantar hoje em dia (James machucou a voz de tanto vomitar após uma intoxicação alimentar em 1994)? Sempre cuidei da minha voz. bebo água morna e mel. Mike queria terminar sua “suite do álcool” nesse disco (desde 2002. tanto para a banda quanto para os fãs. Acontece com frequência. São Paulo (19/03) e Rio de Janeiro (20/03). não fumo. e tentaremos tocar uma ou duas de cada um dos outros discos. o que esperar dos shows? Não gostamos de repetir set lists. surpreendente. do Dream Theater. os cuidados do cara com a voz e os shows imprevisíveis. mostrou nossa interpretação mais particular daquelas músicas. a recepção foi muito boa. Vocalista do Dream Theater. me alimento bem. Eles ficaram muito felizes com o resultado. poderoso. Nós vamos definitivamente tocar algumas músicas de Black Clouds. Com 10 discos de estúdio. Tem gente que vai no Guns porque acha que é uma banda mais suscetível a terminar de repente. mas hoje em dia faço muitas coisas para manter ela em forma. Aqueço antes de cada apresentação.. Acabei não tendo nenhum envolvimento com as composições. não fumo. todas essas Coisas. É importante que cada show seja fresco. Tenho a técnica vocal Rosemary Burnes. incluindo um CD de covers e um de versões instrumentais do disco original. o baterista vinha compondo músicas relacionadas à sua batalha contra o alcoolismo) . mas espero que muitos fãs vão ao show. “Corro 5km por dia. Por que motivo você não escreveu nenhuma das letras nesse álbum? Foi como o álbum rolou. fica cada vez mais difícil à medida que lançamos novos discos. e há sempre fãs que querem ouvir músicas novas e outros que precisam ouvir suas preferidas. Sim. M0nst3r/C. Corro 5km por dia. Curitiba (18/03). inclusive para a versão mais simples do disco. para os fãs e para a gente. Em Porto Alegre vocês vão tocar no mesmo dia que Guns N’ Roses e Sabastian Bach. então eles mudam a cada show. que foi a morte do seu pai. Neste caso. aqueço antes de Cada apresentação. uma das maiores bandas de metal progressivo da história.

ORGANIZAÇÃO:

GARANTA JÁ SUA VAGA

PORTO ALEGRE RS

10/11 ABRIL 2010

PALESTRANTES
+ RAFAEL GRAMPÁ + MARCELO BALDIN + ABDUZEEDO + PULPO + DIEGO MAIA + JORGE RESTREPO + CATARINA GUSHIKEN + SANTA

MEDIADORES
+ MARCELO FERLA + XANDE MARTEN

+ EXPOSIÇÕES + MINI-FEIRA + PRÊMIOS + BRINDES + PALESTRAS + PAINEL ILUSTRAÇÃO / GRAFFITI + FESTIVAL DE MOTION

INFO@PIXELSHOW.COM.BR
11 5084 9040 / 11 3926 0174

www.twitter.com/zupi www.flickr.com/zupidesign www.facebook.com/pixelshow

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LOCAL: USINA DO GASÔMETRO

CONTATO PARCEIRO LOCAL: MARIA CULTURA 51 3207 8463
Parceiro local - POA: Apoio:

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__DIPLOMAT’S SUN | Rostam Batmaglij, tecladista do Vampire Weekend, é gay.A notícia foi dada com frenesi pela imprensa estrangeira, só que não por preconceito: a revelação, feita pelo próprio músico, explica muita coisa por trás de seu trabalho.“Diplomat’s Sun”, por exemplo, foi descoberta como uma ode a um dos primeiros relacionamentos homossexuais do rapaz com um... filho de diplomata. Também vale fazer uma rápida analise nas músicas do Discovery, seu projeto com um dos integrantes do Ra Ra Riot, pra sair detectando umas dicas que ninguém conseguiu pegar.
Thom Yorke confirmou o nome de sua nova banda, que toca na edição de 2010 do Coachella. O grupo se chama Atoms For Peace, e há vídeos de músicas novas tocadas por Yorke em Cambridge. tiny.cc/yorkemove

__SHE’S GOT THE LOVE | Florence Welch: Bonita, canta bem e teve a sensatez de não querer ser a única estrela de seu disco de estréia, Lungs, em que influências clássicas formam a beleza do trabalho. Essa vibe também dominou a última edição do BRITs Awards, onde a cantora, envolta por um palco cheio de harpas e um globo espelhado gigante, surpreendeu até os que mais a estimavam – como eu. Representando os icônicos live mashups dos BRITs, Florence apareceu com o rapper Dizzee Rascal numa união que criou “You’ve Got The Dirtee Love”, um mix dos versos de “You’ve Got The Love” e “Dirtee Cash”, sempre com harpas ao fundo. O produto final é lindo – e a explosão de papeis picados vermelhos que finaliza o show quase emociona. Ele levou o título de melhor cantor e ela, o de melhor álbum. Justo.

__NOUVELLE NO BRASIL | Depois de alguma enrolação, o francês Nouvelle Vague confirmou sua passagem pelo Brasil por meio de sua página no Myspace. Entre shows na Bélgica e na França, o grupo encaixou três apresentações tupiniquins. A primeira acontece em 29 de abril, no Clash Club, em São Paulo. Logo em seguida o grupo embarca para o Rio de Janeiro (Circo Voador, dia 30) e Recife (dia 1º de maio em lugar a ser definido). Por ora, o Brasil é o único país da América Latina a receber a turnê do álbum 3, que carrega covers à bossa nova de artistas como The Police, Depeche Mode e Sex Pistols.
Novas faixas da Kate Nash têm vindo a público para revelar que a garota transita entre o pop descontraído do primeiro trabalho e algo mais roqueiro. tiny.cc/katemove

O sexto disco de estúdio da dupla The Black Keys irá se chamar Brothers e já está a caminho. A capa e a tracklist você confere em tiny.cc/blackkeysmove

Trans-Continental Hustle, quinto disco de estúdio de Eugene Hütz e seu Gogol Bordello, já tem data de lançamento. No dia 27 de abril, as faixas listadas no tiny.cc/gogolmove ganham o mundo.

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__Quando você pegar esta revista ainda vai dar tempo de correr para conferir de perto o Coachella, festival californiano que abre (em 16/04) extraoficialmente a programação dos grandes festivais de música no hemisfério “de cima”. O novo projeto do Thom Yorke, do Radiohead, é um dos destaques.

__O LCD Soundsystem, padrinho da disco-punk dos anos 00 e dono do essencial Sound of Silver (2007), está com trabalho no forno para este semestre.Trocando a cinzenta Nova Iorque pela ensolarada Los Angeles, James Murphy promete sons inspirados na soul dos anos 70.
Divulgação Reprodução

__A banda a ocupar o posto de melhor eletrônica-popbritânica de 2010 (posto que em 2009 foi do duo La Roux) pode bem ser a Chew Lips. Com remixes de gente como Tepr e Two Door Cinema Club e datas em festivais como o texano South by Southwest, o trio está na ativa desde 2008 e lançou em fevereiro o primeiro álbum, Unicorn. As bases eletrônicas, as melodias sintéticas e a voz clara e metálica da vocalista Tigs são o destaque. Acrescente o clima low-tech, quase cru, sempre apoiado na presença de Tigs (forte candidata a personalidade cool de 2010), e você tem um dos destaques dessa safra de bandas lideradas por mulheres, fenômeno pós-Yeah Yeah Yeahs (e prestando claro tribudo a Karen O) que remete tanto ao feminismo punk dos anos 70 quanto à dance music inofensiva dos anos 90, sem necessariamente soar datado. Publicações bombadas como o NME, já colocaram o trio no seu time de bandas “a ver” em 2010 e a banda também é aposta do bacana selo francês Kitsuné, que escalou para as edições 7 e 8 de suas coletâneas Maison. Ouça “Solo”, “Slick” e “Karen”.

__O novissimo Lions Nightclub abriu após o Carnaval em pleno centrão paulistano. Com esquema de carteirinhas para sócios, tem na programação inicial noites dos núcleos Chocolate (hip-hip, soul e funk, as quintas) e 3Plus (techno, house e afins, aos sábados).

__Em primeiro de março a MTV Brasil amanheceu com nova programação. Entre as novidades estão um programa voltado para cultura noturna, o MTV na Pista, apresentado por Kika Brandão. A parte de videoclipes ganha reforço nas madrugadas com novos sons e eletrônica indicados pelo rraurl, sempre as sextas, 2h30min.

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Mas nos últimos 15 anos não me lembro de ter comprado mais do que cinco discos em vinil. Snow Patrol (Up To Now Box Set) e White Stripes (Under Great White Northern Lights) deixam fãs de queixo caído com suas edições super especiais. Os Rolling Stones também capricharam na reedição do disco Get Yer Ya-Ya’s Out!. Eu tinha 16 anos. Lê Almeida e. mais recentemente. sendo que o mais caprichado inclui dois CDs. oficialmente lançado apenas neste box) e uma fita k7. Mas se você quer uma dica. Stone Roses (Stones Roses Legacy Edition). Na mesma linha. do RPM.030\\ SCREAM & YELL SCREAM & YELL BLOGS __1986. Ten. o vinil ameaça uma volta tímida com o investimento da Deckdisc no setor. do Ira! e Revoluções por Minuto. o cenário parece estar mudando. e o rock nacional era uma febre. livreto e muito mais. da Legião Urbana. um selo independente que já lançou compactos em vinil de seis artistas brasileiros. porém. pegando muita gente pela beleza e qualidade do material. Gastei meu primeiro salário comprando seis vinis: Dois. que junta três vinis. um DVD. quatro vinis (entre eles o disco duplo ao vivo Drop in The Park. Antes desta compra só havia dois vinis na minha “coleção”: Radioatividade. Lobão. o primeiro disco que ganhei na vida. três CDs. É um bom começo. um DVD. Os vinis ressurgem – principalmente no mercado externo – como um interessante item de colecionado. procure o site da Vinyl Land. Os Paralamas do Sucesso. embora seja bem difícil imaginar alguém gastando o salário comprando vinil. uma coletânea com 20 baladinhas dos Beatles. Selvagem?. Hoje é bem provável que haja em minha HD uma discoteca tão extensa quanto a que tenho em CDs e vinis. da Blitz. Nós Vamos Invadir a Sua Praia. O Rock Errou. e Ballads. do Ultraje a Rigor. Mudança de Comportamento. além de farto material de fotos e badulaques. . Rock Rocket. aproximadamente uns 7 mil álbuns. o Pearl Jam preparou vários formatos para o mercado. Para a reedição de seu álbum de estréia. No Brasil. entre eles Autoramas.

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brega. Depois de sincronizar mais de 80 cidades com o festival integrado Grito Rock. o maior festival integrado da América Latina. Salvador e Recife.568 km entre Maceió. mostraram porque são umas das principais bandas independentes do país.br . os amapaenses da Minibox Lunar já chamam a atenção de público e da crítica. Portal Nagulha. bolero—“ou seja. A turnê percorreu 6. No início de abril.cc/grito611 Macaco Bong abriu a temporada do Auditório Ibirapuera em São Paulo. Matéria da Folha de São Paulo destacou o isolamento geográfico como influência no som da banda. __São Paulo está com data marcada para ser invadida. que une produtores e bandas independentes de todo o Brasil. mais uma vez estimula a circulação de músicos independentes em mais de 80 cidades. Formada em 2008. No primeiro semestre de 2010. Arapiraca. Assista mini-doc em nagulha.br Em menos de dois anos. Minibox Lunar e outros grupos que despontam no país e compõem o trabalho em rede que marca a atuação do Circuito Fora do Eixo. ponto Fora do Eixo no Acre.com. Com convidados de peso. As noites serão embaladas por Macaco Bong. o Circuito Fora do Eixo concentrase para tomar o eixo. Anote! Reprodução Talita Oliveiras direto ao ponto Grito Rock 2010. dez dos espaços mais significativos do indie rock paulistano. bregas.blogspot.com. jazz. gravações exclusivas em áudio e outras novidades: www. um caldo doido!”. o grupo vai lançar pelo CompactoRec. Dez dias. ska e samba. Porcas Borboletas. o Festival Fora do Eixo. vai ocupar a cidade. A promessa é de um trabalho que transita entre músicas populares.032\\ FORA do eixo BLOGS __O caldo é grosso e vem de Rio Branco.com. funk. a banda acaba de levar a sua música para o nordeste do país. uma revista eletrônica que reúne atrativos como a ágil cobertura audiovisual dos shows e festivais mais empolgantes. Confira a entrevista na Rádio CBN em tiny. rock. projeto da Fora do Eixo Discos. no Acre. Acesse o diário de bordo em piabanokombao. Caldo de Piaba é mais um daqueles ingredientes da música independente a que nenhum gourmet resiste: junta. blues. Quem tiver pique acompanha ainda um ciclo de reflexões sobre a Tropicália e seus desdobramentos no universo da música independente de hoje. num caldeirão. relata o baterista Renato di Deus. carimbó. A banda faz parte do Coletivo Catraia. venezuelanas.nagulha.

rio .www.br/festival abril .são paulo org.foradoeixo.

_texto FERNANDO CORREA .

Em uma cidade efervescente—porém gigante— como Nova Iorque. virando a esquina na Ludlow St. Mas não fiquei muito impressionado com a música. tampouco o fato de o formigueiro gigante da Big Apple ter areia suficiente para as formigas talentosas. ficava a Arlene’s Grocery. a banda toca músicas que sairiam em Is This It e outras nunca lançadas: tiny. circulam perdidos e desordenados na megalópole. que voou até Nova Iorque para vê-los tocar—e imediatamente convencê-los a lançar a demo. precisou de uma nova capa. Ironicamente. que acabaria por produzir os três primeiros discos do Strokes. urgente e provido de ótimas melodias. quando finalmente aterrissou nos Estados Unidos. “Last Nite” e “Barely Legal” eram o retrato do Strokes que aos poucos conquistaria Raphael com a mesma força que começava a arrebanhar outros ouvintes: sujo. Is This It acabou por se tornar o disco que salvou rock no século XXI. Fizeram outras tantas no Luna Lounge.cc/strokesarlene . “Eles diziam que tinham tido muito azar nas tentativas anteriores de gravar. pela Rough Trade Records. Falei para eles que. quase junto com os aviões que derrubaram as torres gêmeas. Os Strokes são dessas formigas. Albert aparece dizendo. menos sensual+1. Um mês depois. que deixam sua marca ao desvendá-la. conta Raphael. a importância da música só fica evidente numa escala microscópica. eles têm um visual muito bom e agem com muita autoconfiança’. da maneira que estava gravada. e não achavam que fosse possível conseguir uma gravação boa de verdade. No Lower East Side (sudeste da ilha). E não é só isso. Travis levou para Londres o Strokes. disponível no YouTube. O retrato despretensioso que os cinco garotos haviam elaborado sobre a cidade em que viviam chegou em má hora. Pode parecer estranho. no vocal sensual de Julian Casablancas e na guitarra marcante de Nick Valensi. “Eu pensei ‘uau. “Os garotos foram embora e eu não ouvi nada. e desbravaram um cenário que deixava as imitadoras sem saber que caminho trilhar. chamei eles até o meu estúdio para fazerem uma demo”. As três músicas. e da troca da canção “New York City Cops” pela bem menos urgente “When It Started”. gravaria três músicas”. Se você estivesse em uma banda. mas os 19 milhões de nova-iorquinos não tinham muitos lugares legais para assistir a shows de rock na virada do século. Junto de The Modern Age. assinamos contrato na Inglaterra com aquele disco que você gravou para a gente.the strokes //035 NO TEMPO EM qUE OS STROKES SAlVARAM O ROcK No dia 27 de agosto de 2001. gravadora indie que Travis fundara na transição dos anos 70 e 80 para lançar bandas como The Smiths. se me dessem três dias. Os músicos são como formigas. ‘Cara. Como eu precisava trabalhar. o primeiro álbum dos nova-iorquinos The Strokes foi lançado na Inglaterra. dispunha de alguns palcos legais no Brooklyn e mais alguns em Manhattan para mostrar seu empenho. a começar pelo EP The Modern Age. tocadas através de uma ligação telefônica transoceânica. Três meses depois.+2 bar e casa de shows em que o Strokes fez uma de suas primeiras apresentações. Foi no Luna que Gordon Raphael os viu pela primeira vez. Mas não há como ignorar o talento de algumas delas pra trilhar o caminho seguro de outras. Como elas. e nós [+1] A capa original de Is This It: [+2] Neste show de 2000. impressionaram também o inglês Geoff Travis. “The Modern Age”.

repleto de detalhes inéditos sobre a convivência do cara com o Strokes. Pare de ler agora e coloque-o na vitrola”. [+] O Strokes começou a colocar vídeos da gravação do sucessor de First Impressions of Earth. cc/strokestavern]a banda toca Is This It na íntegra. diretamente de Berlin. mAis eu percebiA Que ele erA um cAntor geniAl. bandas contratadas por majors. os americanos continuaram a esperar pelo verdadeiro trabalho de estreia de seus filhos expatriados. destacadas a seguir. dizendo que ninguém mais sabia qual era o ‘som deles’”. conta Raphael. volte para ler a entrevista exclusiva de Gordon Raphael. que era exatamente o tipo de som que eu vivo para ouvir. E eram revistas como a Rolling Stone. “A mídia americana também começou a escrever sobre eles. sintetiza Gordon Raphael.cc/strokes2010 [+] Neste show [tiny. Ainda hoje soa brilhantemente fresco e excitante. algo está acontecendo. algo está acontecendo!’”. produções milionárias. Quem arremata é Geoff Travis: “Is This It é um disco avassalador e seminal. em 10/02/2001. “Uma coisa que posso dizer é que quando a banda tocou ‘Take It Or Leave It’—e gravamos aquilo ao vivo—eu senti que tínhamos feito uma obra de rock ‘n’ roll monumental. Is This It me causou um sentimento de imenso poder e liberdade que durou por anos!”. mas não tardou até que aquele EP de apenas três músicas despertasse os americanos de seu então esgotado sonho pós-grunge. O sucesso veio primeiro na Europa. Is This It saiu também pela Rough Trade. Depois de colocar o disco para tocar. Ele concedeu a entrevista a seguir por telefone. você confere no site da NOIZE. mas não eram sequer distribuídos nos Estados Unidos—e estavam escrevendo sobre eles como ‘oh. Nos próximos meses.” ACIMA. no Horseshoe Tavern. O primeiro está em tiny. Selecionamos algumas partes. Essa banda tinha contrato com um pequeno selo indie na Inglaterra. .036\\ Arquivo Pessoal Gordon Raphael “QuAnto mAis trAbAlhAVA com JuliAn cAsAblAncAs. e também com produção de Raphael: “Tanto em Is This It quanto em Room on Fire os Strokes tentaram outros produtores antes de virem a mim. Ele merece todos os prêmios de melhor da década. A íntegra do papo. porque fomos escolhidos pela NME como Song of the Week’”. que só escrevem sobre estrelas. Gordon rAphAel e JulIAn CAsAblAnCAs eM estúdIo vamos sair em turnê por lá.

Então. E daí para Is This It. ele podia fazer coisas muito loucas. E então. De onde veio o som de Is This It. Antes de Is This It. por favor?”. que lançou a demo. ele cantava ela com perfeição – ainda que estivesse tirando sarro no início.the strokes //037 Para começar: Is This It é o disco da década? Absolutamente. Eu pensei: e se nós apenas gravássemos a banda no meu estudiozinho. e ele cantava uma melodia completamente nova. Albert pegava pequenas caixas de CD e as levava a pequenas lojas de disco de Manhattan. como se não soubesse o que estava fazendo. e perguntava “Você ficaria com três dos meus discos e os venderia. Essa banda tinha contrato com um pequeno selo indie inglês. e sai à procura de qualquer banda que me deixasse gravá-la e me pagasse. Quer dizer. três meses depois. A maioria dos lugares em Londres e NY era para se ouvir discos.br. mas Nivk Valensi realmente me impressionou de cara. ele simplesmente se focava e cantava como louco.com. E seu ritmo. nenhuma banda com que já trabalhei assinou antes. com uma grande tour na Inglaterra. assinamos contrato na Inglaterra com aquele disco que você gravou para a gente. jovens que tinham crescido ouvindo techno e acid jazz de repente começaram bandas de rock. e aqui estão eles. como verdadeiros músicos se divertindo e tocando uns com os outros? Eu vinha pensando em Raw Power. [+] Leia a entrevista na íntegra em www. Os garotos foram embora e eu não ouvi nada. Então a mídia americana começou a escrever sobre eles. DJs e toda essa cultura. repentinamente. E estavam escrevendo sobre eles como “oh. sem mais mixagem.noize. ele definitivamente adorava a atitude new-yorkee de Lou Reed. para que eu pagasse meu aluguel. Lou Reed é muito cool. Kims Video foi uma delas. e seus ritmos são muito sexy. essa coisa toda estava quase acabada. mas as melodias do Julian são loucas. eu tocava um pedaço antes. o que aconteceu? Uma tempestade. talvez encontrasse um paralelo. E eram revistas como a Rolling Stone. Quem era o músico mais experiente? Acho que eram todos parelho. entende? E quanto mais trabalhava com Julian Casablancas. porque eu fui para New York trabalhar nas minhas próprias músicas. tomam conta do lugar. e aí. E então o EP foi lançado em Londres e depois a atenção dos EUA se voltou para a banda… Eles fecharam com a Rough Trade. Os dois são geniais. de Vancouver. com letras ensandecidas. que escrevem sobre bandas contratadas por majors. porque fomos escolhidos pela NME como Song of the Week. Então vamos correr para Londres e excursionar pela Inglaterra”. Você identifica o jeito de Julian cantar com Lou Reed? Eu acho que se você pegar Lou Reed e Bob Marley e achasse algo no meio disso. Albert tocava a base de uma forma fantástica. que fazia o som acontecer. o rock ‘n’ roll. assim que a parte que ele precisava gravar chegava. que fantástico!”. do Iggy and the Stooges. seu tom e sua afinação eram tão superiores. algo está acontecendo!”. porque a versão original daquele disco soa como um completo caos de freak-outs estourados e mal balançados. E depois que Is This It foi lançado. uma banda eletrônica e gótica matadora. mais eu percebia que ele era um cantor genial. Também estava vidrado em Skinny Puppy. Albert aparece dizendo. então esqueci deles. Eu pensei “uau. mas não eram sequer distribuídos nos EUA. e na realidade nós vamos sair em turnê por lá. ele tocava coisas doidas na guitarra. quando os conheci. impossíveis de ignorar. Tudo de maneira muito independente. mas seu negócio é bem mais simples que o que Julian faz. “Cara. Você vê como um acidente ter começado a trabalhar com Strokes? Sim. que me inspirou a usar distorção nos vocais e a tornar os sons agressivos. E aí. algo está acontecendo. eles eram apenas mais uma banda. Se ele tinha que cantar o verso de uma música. um disco de 2001 que não soa como nada da sua época? Todo mundo que eu conhecia estava usando as novidades do ProTools para deixar o som “grande” e sobrecarregado de camadas adicionais. Go! .

_texto LIVIO VILELA _FotoS PEDRO CUPERTINO .

não era um disco. vou fazer esse disco porque ta há muito tempo na minha cabeça”. quando eu tava em São Paulo na casa de um amigo ouvindo um disco do João Gil- berto.lucas santtana //039 Sem nostalgia nem contradição. Comecei a sacar que eu poderia fazer uma faixa no Jardim Botânico. se divide em duas. Daí passou um tempo.. o baiano-quase-carioca-com-péem-Recife Lucas Santtana chega aos 10 anos de carreira como sempre fez: olhando para trás ao seguir em frente. Seu último álbum. na verdade. mexer nas freqüências das caixas de som. Sem Nostalgia. como ambiência”. poder pensar em outras coisas. Quando eu ouvi aquilo. descobria de que país eles eram. podia usar os insetos como instrumentos. visualizava os insetos e ao clicar neles. Atrás do Royal Albert tem o Museu de História Natural de Londres e uma das salas. em 2008: “tá na hora. sim. o que surgiu primeiro. desconstrói um dos maiores ícones da música brasileira – a voz e o violão – a partir de samples de Baden Powell. tinha umas máquinas como se fossem displays em que você botava o fone. precisava dar uma esvaziada. Belas canções. na real. sua geração e. Dono de uma das mais importantes discografias da recente música brasileira. A primeira ideia que eu tive. Como surgiu a ideia do Sem Nostalgia? Ou melhor. que eu pudesse avançar e me divertir com isso de várias formas. eu comecei a aumentar os graves. porque era “de mentira”. do Baden.. Finalmente. . de noite e pegar o ambiente. E fiquei com isso na cabeça por muitos anos. Lucas conta a NOIZE como insetos e ficar brincando com equalizador ao ouvir João Gilberto podem influenciar um disco e fala também daquilo que o circunda: a internet. Caymmi e Jorge Ben e canções. Aí eu pensei que. como aqueles sons se misturavam ao ambiente e tal. ia ouvindo os sons que eles faziam. só os trechos com os caras tocando violão. Foi quando em 94 eu fui tocar com os Doces Bárbaros em Londres num show no Royal Albert Hall. a música brasileira. a ideia do disco ou as faixas em si? A ideia. Quando puxava o “gravão” do disco. sabe? Aí eu comecei a compor o disco e pensar de que maneira eu poderia fugir do esquema de dois canais. Começou a surgir essa ideia dos samples. Comecei então a ter várias ideias de como extrapolar aquilo. quero fazer um disco voz e violão”. o baixo do violão mudava muito sabe. “porra. Aí eu decidi: “porra. comecei a samplear vários discos do Caymmi. só voz e violão. a sala dos insetos. que era toda feita para criança. pensei que tinha tudo a ver com sintetizadores. de como fazer o ‘voz e violão’ soar diferente. sabe? Tinha a ver com música eletrônica e o lance da ambiência. Então eu pensei que poderia fazer um disco “voz e violão” que mexesse com essa parada da tradição.

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Quando eu pensei no disco. Eu democrática. por exemplo. . porque eu pensava que como sabe? Então. que Eu acho que realmente hamos gravadora – nunca tivemos. A gente a canção. não só do ponto de vista artístico. Nunca teve você colocou dois bateristas fodas. que eu mas do ponto de vista do negócio da música mesmo. de colocar aquele disco para 100 amigos seus ser voz e violão. a gente tá inventando MPB hoje uma coisa muito careta. nunca teve jabá pra tocar em rádio. isso é feito de uma maneira tão careta que Tem um lado muito legal que é esse de eu e toda essa a canção fica feia. Então. eu fiquei até meio assustado. eu chamei vários produeu tenho um blog. No “Who Can essas canções? preender música. só podia do blog. Curumin e o Marcelo Callado+1. mas está voltando. Como o Curumin. para que seja tão interessante quanto a canção. já tinha feito faixa do disco dele. que pudesse catalisar o que a faixa pedia. eu realmente sou um cara que não tem essa tradicionalista. voz e que a gente está vivendo. talvez não barato. mas uma vontade de ter sido cupação muito grande para que na hora que aquelas artista em outra época? canções forem gravadas.042\\ noize. Acho legal viver esse tempo em mais vai enriquecer uma coisa que é uma só. quanto mais gente eu chamar para que acessam aquilo lá. foram os 10 sonoridade atrás. Ao contrário.com. um jeito de viver de música. Por exemplo. Uma faixa que era samba-rock Como você vê o Sem Nostalgia no meio deste renascimento da cancomo “Um Amor Em ção+2. Mesmo minha geração. acho legal violão. que é o meu net. de você não é tão rock assim. É uma época. gente como o Curumin. muito difícil. porque canso de ouvir canções bonitas. de viver de música. de certa forma dá para falar que estamos vivendo uma espécie de renascimento da “canção brasileira”. eu chamava quem tinha a soltar uma batida e construir uma música em cima ver com a faixa. mas não só isso. como o gravadora. ficou nos anos 90. um jeito de fazer música. a chamava alguém com disco que. gravar em estúdios diferentes. Não é que a gente nica. é muito boa essa coisa do boca-a-boca. de emrock legal. sabe? Eu acho que a época que um arranjo com maior número de timbragens possíva gente está vivendo é a época mais legal. você às vezes sente algo que. gravadas. a concorrência é grande. eu não curto muito. que é uma banda rock. tenta desconmúsica. dela cansou um pouco. temos uma preoseja nostalgia. 4 anos para cá. Como foi escolher cada músico Recife. era um disco que já tinha uma amarração. na anos que a indústria fonográfica ruiu. Apesar de fazermos canções. . não é bossa nova. eu saí na rua e e produtor para cada faixa? uma um monte de gente veio me parar para dizer ‘po. se não tiver som abraçando galera da minha geração estar se inventando. E ao mesmo tempo. a Céu. a gente vai tentar colocar parada nostálgica. como o Custruir e reconstruir rumin. têm sendo um artista muito bem adaptado a intermuito essa história das texturas musicais. A canção que se defende sozinha. para tocar baa internet vira nossa única aliada. o Do Amor. porque essa coisa de groove. algo que não é exatamente samba. mais el. mas você nunca vai ouvir um americano fazendo. Como foram as gravações? Lendo a ficha técum jeito de empreender música. por milhares de blogs. sendo ele um Jacumã”. Então. a gente nunca teve. o Chico Neves. independente de ter uma Esses seus 10 anos de carreira. em teria no violão.br [+1] Do Amor e banda Cê do Caetano [+2] De uns 3. na sonoridade. isso voltou. Enfim. então eu “A gente não está só fazendo música. E daí eu comecei a chamar a galera que eu já pensar sobre ele. não seja feito num arranjo Não. de certa gente tá inventando um jeito de fazer uma pegada sambaforma. Tanto é que eu acho a não está só fazendo música. não é tropicália nem jovem guarda. sim. que já tocavam comigo. o João Brasil que já tinha feito coisa junto.” era uma parada meio essa coisa da canção rock. coloquei teu disco para baixar lá’. chamava o Do Amor. Não é que não tenSay Which Way”. tores e vários músicos. vendo que não tenha gravadora. mas que quando são todo mundo faz música. trampo há algum tempo. depois do show no Rec Beat. E pensar que isso é multiplicado produzir junto comigo.

que é tudo isso junto. de culinária. que se forma e dá vida a um som só. . tentar fazer o que já foi feito. sabe? Sempre achei essa ideia muito caída. Sempre achei que era mais arriscado e me daria mais tesão fazer coisas que nunca foram feitas. não quer dizer que eu não goste.//043 Apesar de guardarem semelhanças. E quando eu falo isso. Canção com textura musical. mas nunca achei que teria sentido se eu fosse fazer “uma nova MPB”. o som que tem atrás é muito uma coisa de tapeçaria musical. sabe? Achar sonoridade do instrumento. pode chamar do que você quiser. Você acha que o título Sem Nostalgia talvez seja um resumo de como você conduz sua carreira? É um resumo no sentido de que eu nunca quis muito reproduzir a música popular que veio antes de mim. Desde o primeiro disco meu barato sempre foi achar sonoridade. achar sonoridade da guitarra. O que você acha que seria então seu som? O que te define? Meu som sempre foi textura musical. Eu gosto muito. do baixo e achar principalmente a sonoridade da faixa. seus quatro discos têm ideias completamente diferentes. Se você tirar a voz.

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_texto BRUNO FELIN _AGRADECIMENTOS DANIEL VILLAVERDE .

Safari Hamburguers e Paura . é a respeito de duas ou três. que editou o Crude Reality. em algum buraco underground pelo Brasil. de junho de 1993. [+1] Alexandre tocou em outras bandas como Ovec. Alô. Se você não viveu a era de ouro dos zines. Até ter aquele boom do Nirvana. E esse é o grande barato. mais selos. que colocasse as bandas em contato direto com seu público. Ainda falta infraestrutura. o TV zine (que vinha com uma K7 de 45 min) e o zine de arte Introduct Zine+2. pioneirismo. uma resenha de show dizendo que na entrada encontrei uns safados de tal banda ou que enchi a cara. “Como nos comunicávamos por correio. Se a mídia de massa e as poucas revistas especializadas praticamente ignoravam a cena independente brasileira. outros artistas entraram nessa. como conhecer novas bandas? Quais os lançamentos do mês? Onde ler uma entrevista de uma banda que tem apenas uma demo em K7 lançada? Eram os zines que assumiam esse papel. Os zines são o longo uivar dos coiotes da mídia. fazíamos o fanzine para ter um algo a mais para divulgar com a banda”. Assim como ele. O caráter transgressor “Havia um cenário independente que não era coberto. a grande mídia não dava atenção”. perdi os shows de abertura mas participei da maior roda punk da vida depois. dizer o que tiver vontade sem precisar manter um código editorial ou ser imparcial. ou. tente imaginar como descobrir uma banda antes da internet. onde os correios faziam o papel da web. vocalista do Garage Fuzz. Eu poderia começar este texto da maneira que quisesse. Como é possível perceber nesse editorial escrito por Sérgio Vanalli no zine Broken Strings. Ser livre para pensar pelas teclas da máquina de escrever sem revisar muito. Noise e Flores. mais palcos e divulgação. fez muitos de seus integrantes também se aventurarem nas páginas dos zines. explica Sesper. os fanzines impressos não têm obrigações com ninguém. mais público. É inegável! A peste se prolifera. aponta Alexandre Cruz “Sesper”+1. Psychic Possessor. imprensa! Bom dia!”. por exemplo. “Mais bandas. entre os anos 80 e 90. A necessidade de uma divulgação mais abrangente. É a famosa liberdade do “faça você mesmo”. Cadê a imprensa brasileira? Fico impressionado como os grandes veículos de divulgação de notícias ainda estão a ver navios. Produzidos artesanalmente.XeroX cultura //047 Transgressão. Como os fanzines impressos fizeram o papel dos blogs de hoje bem antes da internet. paixão. essas publicações marginais funcionam como centralizadores de idéias em comum e de informações que não circulam na mídia de massa. Era uma revolução digital antecipada. sendo a maioria em offset (xerox). Tudo que saísse mais tarde na mídia convencional já teria passado por um zine. E mesmo quem fala de bandas.

com. relembra Frederico Finelli. os endereços e caixas postais para contato eram informações fundamentais. net rolando o dinheiro em duas folhas de papel carbono+3 dentro da carta e torcendo para que a banda mandasse o material de volta. um material”. Uma maneira de extravasar a vida . retirar o carimbo com uma daquelas pastas de dente cheias de bicarbonato de sódio e ele estava pronto para mais uma missão. Lembro de ficar folheando páginas de zines repetidamente pra ver. que tocava na banda Ornitorrincos. ou vinil e tentando imaginar [a música]. erto aos zineiros. “Eu morava no interior e isso era minha porta pro mundo. Nada era descartável. “Se agora a gente tem uma cena independente em que as coisas são mais fáceis é por que nos anos 90 tivemos toda uma geração pelo Brasil que batalhou. o material ia circulando. fitas ou camisetas en- editor do zine mineiro Needle entre 95 e 98 e dono do selo Submarine Records+5. ao lado de Gustavo Insekto. que editou os zines Nuclear Yogurte e Infektos Muertos. A pirataria de fitas K7 era na verdade um tráfico de informação. analisa Alexandre Cruz. muita urgência e na maioria das vezes tudo vira um nada” conta Finelli. um tesouro repassado só para os amigos.com [+5] submarinerecords. reflete Daniel Villaverde. Entrevistas feitas por carta. E a relação com o carteiro? Todo dia era uma expectativa pra ver se chegava uma carta. seja no editorial. mesmo na menor cidade do País. Tendo o correio como principal via de comunicação. O gaúcho Daniel Villaverde. resenha ou onde mais fosse possível. “Era uma ansiedade imensa (risos). Foram meses para um processo de pergunta e resposta se concretizar. possibilita um desfoque. Nessa hora. elas eram ouvidas na íntegra.048\\ noize. é muita informação. Mesmo as bandas de fora se dispunham a manter contato e enriquecer essas mídias independentes. por exemplo. vontade de mandar cartas e o endereço de um fanzine para abrir as portas da percepção. “Eu entrevistei o Fugazi em 1996/97 por carta. Assim como acontece hoje. [+4] Ótimo blog para encontrar demos antigas em K7  demospradownload. Acho a internet incrível.” FREDERIcO FINEllI [+2] introductfanzine. Comprava-se discos. Os zines uniam essas pessoas. O movimento oculto destes impressos. quase como uma sociedade secreta. vendas de K7 por catálogos impressos. às vésperas da web 2. lutando com idealismo.com/ [+3] O papel carbono servia para que as máquinas de raios-X dos Correios não identificassem o dinheiro. mas por outro lado. Todos essas cartas geravam um problema na hora de bancar os altos gastos com o correio. blogspot. No mínimo serviria de moeda de troca para conseguir outras coisas. poderia ter acesso ao que gostava—bastava interesse. qualquer pessoa. teve sua raiz ligada aos fanzines. As pessoas estavam ali porque realmente gostavam”. De certa forma o mundo também estava ab- “eu eNtrevistei o fugazi em 1996/97 por carta. o espírito transgressor que estava presente no conteúdo refletia-se também em uma artimanha. com um prazer diferente do que hoje é o MP3. importante na virada do século. Bastava descolar o selo com vapor d’água. entrevista. Era dessa maneira que bandas de “fora do eixo” apareceriam pelo mundo. A diferença está toda no tempo.br Nenê Altro do Dance Of Days. blogspot. com a internet.0. um catálogo de discos. A partir dos contatos por carta. “Os blogs que hoje distribuem discos inteiros são os mais próximos do que fazíamos antigamente”. era a máquina que embalava o circuito das bandas que estabeleceram a base para o movimento independente que conhecemos hoje. sei lá. a foto da banda ao vivo ou a capinha da demo. rodou o Antimídia. foram meses para um processo de perguNta e resposta se coNcretizar. Assim como as fitas+4 demoravam para chegar nas mãos das pessoas. troca de flyers de bandas.

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Outra parte importante contava a quantas andava o cenário de alguma cidade. 20 por dia. muitas vezes toscas. 14 anos e tá aqui. ou o que for. foi deixando o papel. numa fila ou no banheiro. Os reviews de discos. especialmente se ela chegar até as suas mãos. Mesmo que a comunicação tenha mudado completamente. mas o zine eu levo para onde quiser. eram uma análise mais detalhada dos grupos e a parte que exigia mais esforço jornalístico. fica. “Os fanzines eram o primeiro lugar pra onde as bandas mandavam seu material. “Um moleque hoje dificilmente vai ter saco pra ficar sentadinho lendo um zine. cutuca Fred Finelli. o que se perde com o aparente sumiço dos zines é maior do que o que se ganha com a internet. A verdade é que desde o surgimento da imprensa no final do século XVI com Gutenberg. E todo dia chegava material. o papel guarda um prazer tátil. Diz-se por aí que o primeiro zine como conhecemos hoje surgiu junto ao movimento punk na Inglaterra da década de 70 e chamava-se Sniffin’Glue. Tudo para que a “xerox mania” se disseminasse. O primeiro fanzine (fan + magazine) teria se chamado The Comet. No fim das contas. além do poder da mobilidade. Todo esse romantismo não morre. a cola e a tesoura quase obsoletos. resume Marlos de Souza. especificamente. ou de demo tape em algum fanzine era como sair na Rock Brigade”. “O fanzine me dava um prazer imenso e muita satisfação pelo simples fato de divulgar as coisas que achava legais e que mereciam um espaço”. Kindles ou o que for—no ônibus. críticas. por mais desgastados que estejam os termos. os blogs não substituem os zines. e o orgulho pessoal de ver a repercussão pública de algo absolutamente autoral e sem fins lucrativos. Apesar de todas as facilidades criadas pelo mundo online. editor do gaúcho And Chimarrão For All. Tudo isso aproxima os zines da cultura alternativa ou punk. que não derrubou o rádio. Uma evolução natural A chegada da internet transformou os zines em algo praticamente impensável de se fazer hoje em dia. “Eu gosto de blog. outras vezes geniais. Aquela habilidade e esforço exigidos para a criação de um impresso foi substituída pelo template pronto de um blog. quem estava tocando. No fim das contas. Outra versão diz que eles nasceram nos EUA. pensamentos. Esse zine aqui (mostra) tem 13. podendo ser atualizado constantemente e com (supostamente) a mesma liberdade. lançando ou surgindo.br chata naquela cidade. numa espécie de mini-resenha com o endereço de contato. a postura adotada nas respostas ganhava bem mais relevância. As entrevistas. Não é a mesma coisa que ler no computador”. é papel. uma evolução natural. cara. sou fã. As artes em xerox. tinham um impacto fortíssimo. Para elas. A estética também é importante. qualquer coisa que se classifique como zine será um. basta pensar que eles eram a principal fonte de informação sobre o som das bandas. Ele está é logado num site de rede social pirando em outras coisas e baixando o “track 04” que ele nem sabe de qual disco veio”. Porém. explica Daniel Villaverde. e falava de cinema e literatura de ficção científica. assim como a internet não acabou com a televisão. A letra da máquina de escrever. . era só esperar o carteiro”. ver uma resenha de show. Eu escrevia cartas compulsivamente—15. diversos zines já devem ter rodado o mundo sem que fossem chamados assim. nada tira o valor de uma boa informação. que identifica o esforço. A paixão A cultura dos zines serve-se da paixão. do amor por determinado assunto ou prática. possuem alguns elementos que se repetem e que são importantes fomentadores da cultura. explica Marlos. A facilidade de se criar um blog online. Ainda não estamos bem equipados o suficiente para ler a NOIZE online ou um blog—seja usando iPads. por exemplo. que não deixou o jornal ultrapassado. claro. falar de outros zines também era algo comum.052\\ noize. Com os fins lucrativos deixados de lado.com. Os focados em música. relembra Villaverde. Sem a possibilidade de ouvir o som imediatamente. em plena grande depressão da década de 30. Um grande desejo de expressão de ideias.

Enxofre.XeroX cultura //053 Em sentido horário: Maximum RocknRoll. AAAH!. Escarro Napalm .

lançado pela Monstro Discos em 1998. e acompanharam de perto a repercussão do álbum 90 Graus.054\\ noize. A dupla assistiu à entrada de Patrick na banda. Não é por acaso: Mini. e a gente resolveu falar com eles para saber um pouco do que existe por trás de tanta história. Antônio Torriani.br Mini Veste: CAMISETA Vulgo MUNHEQUERA Acervo WALVERDES Mini e Marcos estavam lá quando um núcleo de amigos se juntou para formar a adolescente e explosiva Walverdes em 1993. Eles também assistiram à gravação da Demo Amarela+1 no provável primeiro estúdio de Thomas Dreher em 1995. .com. Fotos. eles estão sempre presentes quando os barulhentos da Walverdes sobem no palco para honrar o lugar cativo que têm no coração do underground brasileiro. o debut em festivais nacionais e a participação do power trio no Video Music Brasil de 2006. Em quase duas décadas. Patrick e Marcos são a Walverdes. Direção de Arte e Produção: Marco Chaparro e Rafael Rocha Texto e Entrevista: Maria Joana Avellar Agradecimentos: Eduarda Medeiros.

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Marcos Veste: CAMISETA Sound And Vision JAQUETA Vulgo JEANS King 55 .

A gente fez o que dava pra fazer em cada época. dois destinos não muito almejáveis. no meu pen drive tem Jobim. Zé Ramalho.cc/walverdes [+2] tiny.com.cc/walvhist [+] No blog walverdes15.. E a maior parte dos deuses do rock ou vira pó muito cedo ou caricatura.blogspot. Agora. Falamos recentemente sobre gravar um EP de covers. a gente encaixa a letra à medida em que vai tocando. mas aquilo lá é deprimente. cada um escolher duas músicas. Eu não sou de forma alguma roqueiro fundamentalista. muitos músicos preferem que tocar não seja uma obrigação. tem um mínimo de qualidade que tem que apresentar. Belchior. tem compromisso com o dono do bar ou o organizador do festival. saca? Mas a gente também não pesa demais o assunto.. agora a gente é bem mais calminho e amigo. Mas na real escuto muita coisa além de rock. sem dúvida. Tem gente que acaba tendo ataques histéricos por qualquer problema e só se estressa. Cara. definir a banda como diversão é muito pequeno porque acho que ela é bem mais que isso. trash anos 80. vamos combinar. o rock ‘n’ roll dominam os fones de ouvido de vocês? Mini: Não. é coisa de um desabafo de uma época. Patrick: Eu gosto de MPB anos 60 e 70. para você letra e música estão subordinados um ao outro? Letras como a de “Altos e Baixos” mais parecem desabafos curtos. É um processo bem intuitivo. o rock garageiro. esse lance de fidelidade ao rock eu acho bobagem. Mini. vocês têm alguma bitolação em se manter fiéis ao rock e distantes da MPB? O grunge. Mas não tenho nenhum grande arrependimento. compostos independentemente da melodia e do ritmo da música. olha o que é a biografia do Dee Dee Ramone. Mini: Não sei se tem alguma regra. mas no nosso caso eu acho que a batida da música é a lei.   Conforme vocês cantavam em “Novos Adultos”. seja algo só pra divertir e tal. É tênue a linha entre a busca por qualidade e o papel de diva. acho o rock péssimo enquanto religião porque engana todo mundo com fantasias de eterna adolescência. . Como definiriam o momento que a banda vive no presente? Quais os projetos de vocês para o futuro? Patrick: Momento “vamos lançar o disco novo logo”.   Vocês acham que mudaram a fama de “alucinados e antipáticos” (nas palavras do Mini) que tinham em 1994? Mini: Não. Conciso e Eficiente Desde 1993”? Mini: Não usamos mais isso. aliás. Rita Lee. As letras não obedecem sempre à harmonia ou à melodia. na base do “Funciounou? Beleza. Mas continua sendo um bom resumo. O cara era um grande compositor. tem o nosso compromisso conosco mesmo de gostar de tocar. que embaço isso. ele conta que a preguiça foi uma das coisas que impediu a banda de crescer. não. vamos adiante”..058\\ noize.. Essa letra é meio radical demais. Caetano. A gente não pode mais fazer fiasco. mas seguem o ritmo. Chico. Raul. Vocês se arrependem de alguma coisa? Mini: Depois do 90 Graus a gente deixou de ser preguiçoso e a coisa toda andou melhor. Naquela história dos Walverdes escrita pelo Mini+2... Eu aprendi muito vendo outras bandas em festivais. mesmo que não seja nossa atividade principal.Vou escolher RUSH! O slogan continua “Rock Pauleira.br Patrick Veste: CAMISETA Sound And Vision CAMISA FLANELA Vulgo JEANS King 55 [+1] A Demo Amarela está disponível para baixar em tiny. Quando a gente sai pra tocar. com a banda comemora os anos de estrada relembrando causos e casos perdidos no passado.. escuto reggae antigo. funk antigo. Mas.. O que não adiantou muita coisa.

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com Adebimpe nos vocais. Odd Blood segura o Yeasayer numa posição relevante no novo rock psicodélico americano. que mostram nuances anteriormente despercebidas. que ganhou clipe com Jake Gyllenhaal (!) e Joe Jonas (!!!). Ainda assim. Todas as músicas seguem a linha romântica da faixa-título. e em poucas delas.. o que logo vai abaixo em “Splitting the atom”. No álbum. o disco pode possibilitar agradáveis momentos. Heligoland é marcado pela melancolia em suas dez faixas. mas não é só de alegria que vivem os vampiros. sobrevive um resquício do vigor e da batida marcante. Mas. Em Odd Blood. Para quem gosta de linhas de baixo dançantes. Ainda que não haja nenhuma música tão boa quanto “Wait for the Summer”. “Ambling Alp” tem belas melodias de teclado. já que nos habituamos a ouvi-la sussurrando em francês. IRM traz a bela e sexy voz de Charlotte envolta em arranjos feitos sob medida.A. do TV on The Radio – e da passada – Damon Alburn. Em Contra isso fica ainda mais explícito: Apesar das percussões à la África terem menos espaço. Lucca Rossi Os ingleses do Hot Chip não atingiram por completo o declarado objetivo do novo álbum: fugiram do que se esperava. de All Hour Cymbals. Ana Luiza Bazerque Inspirado em ritmos da África. “Saturday come slow” une a interpretação mais do que inspirada de Alburn com o melhor arranjo do disco. mesmo assim. ela está lá. os americanos voltam com esse tom ritualístico. seja no auto-tune discreto de “I Feel Better”. falava na relação do homem com a natureza sem soar tolo demais. Charlotte Gainsboug não se contenta em ser uma cria.” é a pedida. E também funciona como trilha para espíritos sonhadores. e a soberba “I Think UR a Contra”. One Life Stand pode muito bem estar condenado a uma sobrevida. mesmo sem fazer dançar. do Blur e Gorillaz –. Depois de fazer o que se esperava dela nos dois primeiros discos—e de já ter se embrenhado em universos bizarros do cinema. exceto “Le Chat Du Café Des Artistes”. com letra de Jean-Pierre Ferland. amigo de longa data da dupla. com a parceria Horace Andy. All Hour Cymbals (2007). Mesmo causando estranheza. mas não escaparam da mesmice. “O. agora ela aparece num clima super-relax em IRM. em geral. A trinca que encerra o álbum implica certa reflexão com “Giving Up The Gun”. com ótimas atuações como em Anticristo—. Alex Correa MASSIVE ATTACK Heligoland HOT CHIP One Left Stand Com uma lista de participações que inclui nomes da geração 2000 – Tunde Adebimpe. a quase dançante “Babel” ensaia um anúncio de ares menos cinzentos na doce voz de Martina Topley Bird. forte e pegajosa de singles anteriores como “Over and Over” e “Ready For the Floor”. Os vocais de Chris Keatin dão unidade ao trabalho – e não raro aparecem sob efeito de vocoders. Marcus Vinícius Brasil VAMPIRE WEEKEND Contra Baixa estatura e cara de criança: os rapazes do Vampire Weekend parecem ser tão novos que mal se dá a atenção para a maturidade musical que já tinham em seu primeiro CD – mas. nos sintetizadores carregados de “We Have Love” ou no vocal feminino de “Alley Cats”.N. Maria Joana Avellar . como “Thieves in the Night”. o Vampire acerta nos riffs de guitarra acelerados que consagram o single “Cousins”. “Diplomat’s Sun”. o primeiro álbum do Yeasayer.I. a única que destoa na atmosfera do CD.CHARLOTTE GAINSBOURG IRM YEASAYER Odd Blood //065 Por mais que o sobrenome a anteceda. Já “Flat of the blade” é a síntese do que o disco e. história de amor firmada sobre samples de M. tão coeso e harmônico quanto decepcionante e morno. a obra do Massive Attack exigem: audições cautelosas. O clima festivo e divertido de “Holiday” também marca pontos.E. todas as faixas são compostas e produzidas pelo camaleônico Beck. além de uma percussão cheia de tamborins e chocalhos. a moça se aventura no rock de “Greenwitch Mean Time” e no pop “Heaven Can Wait”. Depois da angustiante abertura de “Pray for rain”.

Ao menos. E se reinventa inimaginavelmente. combina riffs poderosos com vocais rasgados e melódicos na medida certa. por sua vez. o álbum conta com uma mixagem alternativa. LOaDED. “After Hours”. . e nem os radialistas. que havia encontrado uma maneira de estourar a potência de seus amplificadores em nome de algo novo. negavam-se a tocar a subversão musicada. mas com a mesma poesia latente que faz fãs mais antigos fecharem os olhos para captar cada palavra de seu extenso vocabulário. “Vitorioso adormecido”. mostra que. que os amplificadores estavam prestes a explodir. Pressuposto. Os arranjos saem de “voz e harpa” e chegam a um outro patamar de complexidade. o Nevilton. outra do futuro álbum de estreia. não agradou Columbia. “Some Kinda Love” e a belíssima “Pale Blue Eyes”. entitulada The Closet Mix. O encontro entre a poesia devassa de Lou Reed e a viola hipnótica de John Cale. A bem construída “Pressuposto”. mas a banda queria testálos até o limite. com introdução impecável. Segundo o guitarrista Sterling Morrison. feita pelo próprio Lou Reed. Pepper’s e do The Piper at the Gates of Dawn. o vômito barulhento que vestia jaqueta de couro e óculos escuros se transformaria em músicas de dois dígitos de duração com solos atordoantes e gordos. como “Jesus”. que se recusaram a lançar o disco. que. DiscografiaBásica por Gabriel Resende VelVet underground VELVET UNDERGROUND & NICO | O primeiro disco do Velvet Underground é contemporâneo do Sgt. power trio de Umuarama (PR). durante a gravação. Contendo algumas das músicas mais originais do Velvet. Fernanda Grabauska No ano passado. que estará no já gravado primeiro disco. o que se confirmaria nos próximos anos.Vale a pena conferir o Velvet Underground na corda bamba entre o pop facilmente digerível e a sutileza que só os gênios atingem. antecipa em 20 anos Cat Power e as moças de voz doce. a marca registrada do disco. a segunda soaria imunda. As letras continuam impecáveis – “On a Good Day” e “Jackrabbits” trazem uma Joanna menos tímida. com alguns vocais de Nico. segue apresentando o rock garageiro misturado com influências de música brasileira da banda. WHITE LIGHT/WHITE HEAT | Se a primeira gravação do The Velvet Underground havia soado suja. As canções registradas no terceiro disco revelavam um Lou Reed extremamente talentoso para composições mais “pop”. O álbum é uma obra barroca – cada detalhe planejado de forma acurada. e. gruda na cabeça já nos primeiros versos: “Ele tem/ mania de ser João Ninguém”. cheia de leveza – compassos e crescendos vertiginosos – com ápice em “Baby Birch” e “Does not suffice”. Odes à heroína e ao masoquismo abriram caminho tanto para o punk quanto para o DIY do indie e fizeram do “disco da banana” o álbum mais profético do rock. THE VELVET UNDERGROUND | A substituição de John Cale por Doug Yule significou uma grande virada na postura sonora da banda. Mesmo a voz de Joanna muda: nódulos nas cordas vocais suprimiram aquela agudez quase infantil. A microfonia reinava nas apresentações ao vivo da banda. Elektra e Atlantic. com a distorção desligada.066\\ JOANNA NEWSOM Have one on me NEVILTON Pressuposto Depois de um hiato de pouco mais de três anos após o lançamento do elogiadíssimo Ys. despontou como grande promessa do indie nacional. entrementes. seu mais recente EP e o primeiro lançado oficialmente. Traduzido para estúdio. enquanto que a bela “Singela”. os engenheiros de som avisavam. como bem disse a revista Rolling Stone. ainda sem data de lançamento. Lucca Rossi EscutE também: Vu. o trio também funciona muito bem. mas os new yorkers não colheram os louros do sucesso como os ingleses. A despedida de John Cale é suja e bela. Joanna lança Have one on me. não imediatamente. depois do lançamento pela Verve. Tudo indica que em 2010 a promessa se concretizará.

segundo Adam Green. Fernando Corrêa Gravar Beatles é sempre um perigo. o disco cumpre seu papel. Representante da boa música de Recife. Quase todos os instrumentos foram gravados pelo cantor e. problemático e genial. Karina rima com a conterrânea Lulina também na voz econômica que. prolífica). Transference. Depois de entoar ciranda (“O Pé”). McLemore Avenue é o famoso disco dos Fab4 pelas habilidosas mãos do Booker T. Gustavo Foster confira Nneka Concrete Jungle ___Primeiro álbum da nigeriana Nneka a ser lançado nos EUA.“The Sea is a Good Place to Think of The Future” é um belo exemplo de uma banda crescidinha– ao seu jeito weirdo de ser. Concrete Jungle mostra uma nova cara no mercado liderado por nomes como Lauryn Hill e Erykah Badu. mas a verdade seja dita: numa montanha russa.: 05/04/2010_ Jónsi | Go “Ia ser um álbum acústico e quieto. As composições têm certo despreocupamento. Numismata Chorume ___Dizer que uma banda mistura psicodelia e samba pode soar antigo. & THE M.G. mas de toda uma década. promo do disco que está por vir. Em “Lockout”.ADAM GREEN Minor Love ta por vir . Octopus’s Garden e Oh Darling. Depois do relativo sucesso em 2007. Uma apropriação instrumental que revela ainda mais a força épica do canto dos cisnes não só dos Beatles. é provável que isso aconteça. hip hop. Carolina de Marchi redescoberta BOOKER T. uma etnografia musical delicada de São Paulo. Karina (que é ex-Comadre Fulozinha) é surpreendente e ao mesmo tempo consciente da ironia que emerge da sinceridade de suas melodias pop. a banda parece tentar fugir do rótulo de “banda para poucos”. típica de um artista cheio de referências. cuja excelência foi imediatamente abraçada por público e crítica – aí a coisa se torna desafiadora. Minor Love é uma miscelânea pop. o minimalismo fica evidente. Um pouco de predição. Quando a obra em questão é o Abbey Road.G’s desconstruíram o disco. diferentemente de suas últimas obras. muitos jornais terão falado bem de Karina Buhr. e. LOS CAMPESINOS! Romance is Boring Los Campesinos! se mostram ainda jovens. Confira no YouTube. . acompanhada por instrumentistas do mais alto escalão (Fernando Catatau. outro tanto de bom senso permitem fazer essa afirmação com segurança. Inovadora e tradicional como Recife. “What Makes Him Act So Bad” parece uma (ótima) faixa perdida de Velvet Underground. sobre o novo disco “Go”. Os M. “In Media Res” é o ápice. ironiza: diz que vai “fazer ciranda pra entrar na lei do incentivo”. com a ausência de três canções – Maxwell’s Silver Hammer. Spoon Transference ___Instituição do indie rock. surpreende ao mergulhar em distorções eletrônicas sem medo e nos momentos certos. Marcelo Jeneci e sua cia. explodiu” falou o ex-Sigur Rós Jónsi Birgisson. quase nenhum músico era permitido no estúdio. & The M. O ar é irônico. e sim mais ácidos e diretos. Gravar um álbum inteiro dos Beatles é um risco ainda maior. não tão saltitantes. guitarras e reggae. “There are Listed Buildings” pode ser colocado diretamente no repeat.’S MCLEMORE AVENUE (1970) KARINA BUHR Eu Menti Pra Você Quando for às ruas esta edição. criativo. Em faixas como “Give Them a Tolken” e “Goblin”. O lendário grupo da Stax não esperou nem um ano para revisitá-lo. Recentemente. //067 Minor Love foi produzido em um “estado de completo isolamento”. à exceção de Rodrigo Amarante. mas eu queria sair um pouco disso. uma guitarra distorcida e uma percussão mal tocada lembram uma gravação caseira. Misturando R&B. Alguns podem argumentar que sentem falta do instrumental desvairado dos primeiros trabalhos.G. as descidas são bem mais intensas quando a subida é lenta. O clima de afastamento é perceptível no disco. o músico lançou o vídeo “Go Do”. o disco é um dos lançamentos mais aguardados tanto pelo público quanto pela imprensa. organizando tudo em três grandes medleys e uma versão matadora de Something. mas o extremamente paulista Chorume é autêntico e urbano em todos os sentidos. canta letras singelas e diretas. a sua maneira. Com o bom Transference. Desde o lançamento da música “Boy Lilikoi” (que foi disponibilizada gratuitamente para download em dezembro). de alguma forma.’s. mas triste. o Spoon lança seu 7º LP. O disco faz. As letras brutalmente honestas de Gareth são gritadas por um compositor menos pretensioso em meio a melodias que ganharam complexidade. com Ga Ga Ga Ga Ga.

livro infantil escrito e ilustrado por Maurice Sendak. semianalfabeta e grávida pela segunda vez do próprio pai – o primeiro filho tem síndrome de down –. Mo’Nique. and the Kids é divertida (embora a ausência de “Wake Up”. Incentivada pela professora. Samir Machado Diretor_ Spike Jonze Elenco_Max Records. que tanto tocou nos trailers do filme. Precious parece não ter força para reagir à mãe. agressividade e. Lenny Kravitz Lançamento_ 2010 Nota_ 4. de atriz coadjuvante. Precious. que a violenta moral e fisicamente. Obesa. começa a ler e a escrever o que sente. fantasia uma floresta e uma longa travessia por um mar violento. Precious torna-se síntese de um problema que até hoje – a história se passa no final da década de 1980 no Harlem. vive com a mãe. A trilha de Karen O. ciúmes. novela da poeta negra Sapphire e com cinco indicações ao Oscar deste ano. interpretada pela estreante Gabourey Sidibe. Com roteiro adaptado de Push. vem de fora. até chegar ao lugar onde vivem os monstros. incluindo a de melhor filme – a primeira para um cineasta negro na história – e direção. Expulsa da escola. Catherine Keneer.5 de 5 . É o início tardio de uma vida que até ali não existira. protagonista do perturbador Preciosa – Uma história de esperança. Mas mais surpreendente ainda é a profundidade emocional que o filme abraça. Paula Patton. Rodney Jackson. Lucca Rossi Diretor_ Lee Daniels Elenco_ Gabourey Sidibe. A partir disso. o filme é um primor. bairro de maioria negra e hispânica de Nova York – marca a sociedade americana: o abismo existente entre negros e brancos e a total falta de perspectiva para um jovem negro nascido no gueto. reunindo nas figuras deprimidas dos monstros a essência dos sentimentos infantis de insegurança.068\\ cinema ONDE VIVEM OS MONSTROS Max. ela é indicada pela diretora a outra. No filme. que atende jovens com problemas de aprendizado. na pele da violenta mãe. o longa se apoia nas atuações mais do que marcantes de Sidibe. que concorre a estatueta de melhor atriz. podem ser espelhados toda a gama de sentimentos e ressentimentos humanos. tem nos adultos o seu público ideal. e de M’onique. em especial na expressão dos monstros. Onde Vivem os Monstros é um destes filmes que. então. Apesar do sofrimento. tenha feito falta). deslocamento. tem 16 anos e o que pode se chamar de um arremedo de vida. do Arcade Fire.5 de 5 PRECIOSA Claireece Precious Jones. Que o diretor Spike Jonze (de Quero ser John Malkovich e Adaptação) e o escritor Dave Eggers (editor da McSweeney’s) tenham feito deste material um longa-metragem é surpreendente. pairando acima de tudo. A história de Onde vivem os Monstros. amor. embora classificado como infantil. é composta por onze frases e uma porção de belíssimas ilustrações. No aspecto técnico. faz bagunça em sua casa e é mandado para a cama sem jantar. para Lee Daniels. James Gandolfini e Catherine O’Hara Lançamento_ 2010 Nota_ 4.A ajuda. Na dinâmica das relações entre os monstros. um menino de nove anos. com uma direção de arte e efeitos especiais que impressiona pela sutileza. a solidão. Mariah Carey. onde é coroado seu rei.

Leonardo Bomfim . Se pode parecer estranho o surfista estar à procura de privacidade enquanto dois homens filmam todos seus passos. até ter sua posição ameaçada por uma novata (Anna Kendricks). Lá estão a referência maoísta. o IRA e uma enorme melancolia que – realçada pela música fantástica de Ennio Morricone – percorre as imagens até o fim. frente ao cenário recente da Crise Mundial. trabalho de natureza desagradável que encara com otimismo e um certo senso de dever. a megalomania. o cineasta consegue colocar em evidência o desmoronar das utopias políticas pós-1968. Raconteurs. Como caça. com uma proposta de demissões via internet. É a história da Nova Hollywood. Scorsese. Lucas. de brinde. mas também protagonistas da própria derrocada. ainda apresenta as fofocas e os bastidores do período. o espectador está diante um maravilhoso western spaghetti. também tem muito a ganhar.cinema livros //069 THE DRIFTER de Taylor Steele (2010) AMOR SEM ESCALAS de Jason Reitman (2010) The Drifter vai a fundo na vida “zen” do lendário surfista Rob Machado. Debruçando-se sobre a Revolução Mexicana do início do século XX. Um exemplo: você sabia que Martin Scorsese ouvia London Calling enquanto o set de filmagem não estava pronto? Peter Biskind conseguiu tudo isso em seu Como a geração sexodrogas-e-rock’n’roll salvou Hollywood. Gabriel Innocentini Redescoberta QUANDO EXPLODE A VINGANçA (1971) Quando Explode a Vingança pode ser visto com olhos de caça e de caçador. incluindo MGMT. Como caçador. os ótimos diálogos e a atualidade da história. talvez o melhor. Friedkin – tomaram o poder dos grandes estúdios de Hollywood e. Altman. só a torna mais atrativa. de Obrigado por Fumar e Juno. mas que dão um panorama claro e devastador da máquina de sonhos chamada Hollywood. Que eles não sejam apenas vítimas. A produção (dirigida por Taylor Steele e lançada pela Hurley) mostra um Rob ainda mais bicho-do-mato. Manu D’Almeida Dirigido por Jason Reitman. José González e próprio Rob com Jon Swift. a bela trilha sonora. É na busca por respostas e pela chance de surfar ondas perfeitas sem crowd que ele segue para uma remota ilha da Indonésia. Entre hotéis e aeroportos. muito bem explorados pelo diretor de fotografia Todd Heater. capaz de gerar poder e dinheiro na mesma proporção em que destrói os personagens desse sonho. Samir Machado COMO A GERAçãO SEXO DROGAS E ROCK’N’ROLL SALVOU HOLLYWOOD de Peter Biskind (2009) Imagine um livro que conta como os cineastas da década de 70 – Spielberg. cansado da vida de world tours e à procura de uma experiência transformadora. Nos deparamos com um cenário exuberante. O filme se apoia sobre três bases bastante sólidas: as excelentes atuações de Clooney e das duas mulheres (Vera Farmiga interpreta uma mulher com maturidade e realismo pouco vistos em filmes). muitas vezes nada honrosos. A ganância. pois o filme de Sergio Leone é um dos mais contundentes tratados sobre a ressaca revolucionária dos anos 70. compensa. Coppola. traz  George Clooney como um funcionário terceirizado cuja ocupação é demitir pessoas. os excessos – está tudo em detalhes. Ashby. ondas perfeitas e ângulos inusitados. cheio de cenas dignas de antologia. defende seu modo de vida isolado e sonha em acumular 1 milhão de milhas aéreas.

070\\ SHOWs 1 fotos: 1 | Henrique Sauer 2 | Felipe Neves 3 | Victor Sá 4| | Eduardo Macarios 2 COLDPLAY São Paulo. “In My Place”. o mais próximo da pista. de Strauss. die!” ecoavam no local. Parque Condor. foi o palco B do Coldplay que entreteve o público. “Creeping Death” inaugurou o set com a força que os headbangers esperavam. 28/02 METALLICA Porto Alegre. coroada pela gafe de James Hetfield se dirigindo à plateia: “Welcome to Metallica’s first time here”. James se comunica com os fãs o tempo todo e mantém a energia. Noite quente. Lars Ulrich diverte com suas caretas. obviamente. “Glass of Water”. visceral. Hetfield? O restante do set foi um passeio pela história da banda. Chris Martin saltando de um lado pro outro e chuvas de borboletas brilhantes fez com que “Lovers In Japan” alcançasse a excelência.Vou usar frase pronta e dizer que a espera valeu a pena. Ainda houve espaço para a inédita “Don Quixote”. Praça da Apoteose. recebida com apatia. recebeu o grupo para uma versão acústica de “Shiver”. pulando com o baixo. de Chris Martin não trouxe às terras tupiniquins sua maior estrutura – na América Latina. Mas qual a graça de ver um show exatamente igual ao CD? Bom mesmo é esse Metallica. também apareceram a lullaby “Postcards From Far Away” e a deliciosa “Life In Technicolor II”. Hetfield já não canta tão rasgado? Não. vindo logo atrás de “Viva La Vida”. Erros durante o show? Sim. dois sons de Ride the Lightning: “For Whom the Bell Tolls” e a faixa-título. Na sequência. die. Ao todo.The Bad and The Ugly começou a passar no telão. pesado e. apesar de ser pouco conhecida. A sequência inicial deixou o público extasiado: passada “Violet Hill”. Mais curiosa ainda foi a música seguinte. que não animou. Além de tocar com muita vontade. com destaque para Ride the Lightning e Black Album. Do EP. e gritos de “die. Anger. vieram “Clocks”. não é. com uma lua cheia. e a fulgida “Yellow”. com raios de luzes passando por toda a Apoteose. A cia. sem sombra de dúvida. ganhou um dos backgrounds mais legais da noite. magnético! Ricardo Finocchiaro . “The Memory Remains” – única da fase Load/Reload presente no show – nem toda memória permanece. Kirk Hammet e seus acenos conquistam o público. o palco contava com três setores – um deles. Mr. que funciona ainda melhor ao vivo do que no estúdio. que teve seus refrões cantados a plenos pulmões pelos cariocas. em que a manjada presença de balões de ar alegrou os fãs novamente. Alex Correa Tem coisas na vida que são injustas – uma delas é esperar 11 anos para poder rever o Metallica. Rob Trujilo parece um adolescente. A combinação criada por equipamentos luminosos em movimento. emendada com a instrumental e convidativa “Life In Technicolor”. As viagens visuais nos telões eram experiências à parte. 28/01 O Coldplay se anunciou com a valsa “O Danúbio Azul”. brilhante e chamativa – alguém lembra desta mesma lua quando foi tocada “One” na primeira vez da banda em Porto Alegre? Eram mais de 21h30min quando The Good. principalmente de Lars. a banda é puro carisma. lançada no EP Prospekt’s March. e omissão total do controverso St. selecionada para fechar a apresentação com direito a chuva de fogos.

seu segundo álbum. Eles tocaram algumas músicas novas que devem estar em um novo álbum. e “Assonance”. quanto nos efeitos.Além disso. que são um espetáculo à parte assim como os vocalistas personas à frente no palco. O show do power trio de Sorocaba na quinta-feira. é a banda referencial de uma nova era na cena independente. a uma criatividade rítmica fora do comum. que logo no início fez com que todos chegassem juntos à mesma sintonia do universo instrumental erótico que os consagraram como um dos melhores discos e shows dos últimos anos. que contou com a participação da “Subburbia”—quinteto curitibano que fez o show de abertura. com uma expressão realmente inovadora. em plena sexta-feira de Carnaval. Na estrada com A Passeio. a atenção foi voltada para o Macaco Bong. James Bar. de Uberlândia (MG). depois de uma série de shows no Canadá e nos Estados Unidos—incluindo uma participação no renomado festival South by Southwest. 18. perfeita para a pista de dança. 12/02 THE NAME Curitiba. especialmente o baterista Alves—que alia uma pegada forte. com canções dançantes e divertidas como o novo single “You Want It Back Now”. Pena de quem perdeu. O som do The Name é bastante calcado em Franz Ferdinand e Gang of Four: ênfase no baixo e na bateria. celebrando de maneira experimental o futuro que já começou. a Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte trouxe a mixagem do melhor da música contemporânea brasileira para a pista. Organizado pelo Amerê Beta Coletivo. vai ter que esperar para ver um dos shows mais enérgicos e divertidos da cena indie brasileira. que acontece em março. Chico Marés .A primeira banda a se apresentar foi o Porcas Borboletas.//071 3 4 GRITO ROCK SP São Paulo. No palco. O trio não precisou de muito mais do que meia hora para incendiar o James. e mantiveram a energia no limite por mais de uma hora. o Grito Rock foi realizado pela terceira vez na capital paulista. Sem dúvida. penúltimo da turnê da banda pelo sul do Brasil. a banda deve voltar para a região no meio de 2010. As datas ainda não foram confirmadas. Studio SP. realizador do evento em mais de 80 cidades. o Studio SP recebeu as atrações do Circuito Fora do Eixo. podia ter levado bem mais gente ao James. Jovem Pelerosi A ressaca do carnaval não ajudou o The Name em sua passagem por Curitiba. a banda não cansou de repetir que se divertiu como nunca na turnê. com a guitarra livre para brincar. Mas quem perdeu não precisa se desesperar. Na sequência. A apresentação foi rápida. O público já conhecia grande parte das músicas satiricamente narrativas. descendentes da vanguarda paulistana. com riffs propositalmente tortuosos. o show deles está chegando ao seu ápice—tanto na pressão do instrumental base e na percussão afro-descendente. no Texas. 18/02 O maior Festival Integrado da América Latina. de Cuiabá (MT). Um dos motivos que os coloca à frente de tantas outras bandas com a mesma influência é a qualidade técnica dos três músicos. lançado no final de 2009. De acordo com o baixista “Molinari”.

“Ridiculous Thoughts” e “Zombie”. “Catching Me Running Round” ou “Out of Bounds” a quebraceira entre aquela molecada (97% homens) é grande.Quem viu pode fazer a cabeça. que provocou: “Vejo muitas camisetas do Millencolin hoje… depois do show vocês podem ir ali comprar camisetas do No Fun At All”. com direito a meninas na garupa e celulares levantados. a sequência de hits poderosos me fez pensar que se tratava de uma estratégia para abreviar o sofrimento. “Animal Instinct” e “Linger” foram cantadas em coro. A atmosfera se concluiu no bis. “Ode to my Family”. Uma das raras exceções era a imutável Dolores O’Riordan. “How”. O NFAA privilegiou músicas antigas. Mas uma coisa não muda: quando soltam os acordes de músicas como “Believers”. que com um vestido brilhante e um casaco indefectível. quando o espetáculo sensorial da banda começou. diferente do que faz na Europa.O horário de shopping fez com que o show de abertura da Atrack fosse visto por não mais que 20 pessoas (das quais não me incluo). Dolores permeou a apresentação com as histórias de cada uma delas. Bruno Felin . A estrutura de palco ajudou nesse sentido e a proximidade física com o público fez dos intervalos entre os sons um bate-papo com o vocalista Ingemar Jansson. os suecos do NFAA subiram ao palco mostrando experiência pelos cabelos e intensidade pelo som. Por saber que aquelas músicas eram importantes na trilha sonora da vida dos presentes. “Beat’em Down”. aquelas que a maioria do público foi ouvir. A estrutura é incomparável. O show encerrou com “Master Celebrator”. que passou pela intensa “Promises” e fechou com a doce “Dreams”. o que contribuiu para deixar o clima noventista ainda mais nostálgico. foi cantada direto do gargarejo pela vocalista. Logo na abertura com “Mine My Mind” e na sequência com “Believers” foi possível sentir a precisão e o timing com que a banda executa suas músicas. As canções lentas culminaram em um final arrepiante. Bem diferente do forno enfrentado pelos fãs de No Fun At All há 10 anos no Garagem Hermética. 03/02 NO FUN AT ALL Porto Alegre. Maria Joana Avellar Entrar em um shopping. o único ponto em comum da plateia do Pepsi On Stage naquela fervorosa e romântica noite de quartafeira era o fato de que todos os cabelos estavam presos. Assim. 27/01 Enquanto o calor na Capital do Sul batia algum recorde que desconheço. claro. Pepsi on Stage. entre incontáveis elogios ao carinho e à resistência física das testemunhas de uma noite tão quente. Bom pra nós e para eles. Teatro do Bourbon Country. que pelo visto se divertiram junto. que trata de carência e amor. limpo e com ar-condicionado parece estranho para um show de hardcore. o show deste ano no Teatro do Bourbon Country foi mais um sinal da mudança dos tempos. de clássicos explosivos como “Salvation”. a tática era outra: o show foi crescente.072\\ SHOWs 5 fotos: 5 | Elson Sempé Pedroso 6 | Guilherme Santos 6 THE CRANBERRIES Porto Alegre. Mas mesmo que a set list tenha priorizado os sucessos. Logo depois. Em tantos aspectos. o público foi renovado e a lotação muito maior. ajudou a confirmar a onipresença do assunto—irlandeses não são mesmo acostumados a lugares tão quentes.

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_ilustra combo | espaco rabisco | rj ´ jammin’ .

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já dei muita sorte nas redes de postos maiores. Deve ter pensado que eu estava cheirando ou que eu ia transar comigo mesmo. O que ele viu: eu. tem um espelhão bonito e até secadores de mão elétricos . Mas o segurança. O chão brilha..embora eu ache estes inúteis. Por mim tudo bem. E a vontade foi apertando. Na beira da estrada. Tem lugares fora do padrão de vida saudável que eu preferiria fazer numa sacolinha no carro e guardar ou parar na primeira moita que visse. Ele começou a forçar a porta e eu segurava. Tinha acabado de sentar.084\\ Qualquer coisa alVes da tHe name FALA SOBRE. Mas isso nunca aconteceu (salvo excessões da minha triste infância subindo as serras no banco de trás do carro). resolvi (mentalmente) que não era tão urgente. Claro! Isso! Imagino que seja mais fácil dar uma mangueirada numa pilha de fezes no cantinho do que jogar um balde de água na privada! Agora. mas o cara encasquetou e subiu na pia pra olhar o que eu tava fazendo lá dentro. __WC TOUR| O grande problema é que sinto uma necessidade fisiológica nos momentos menos propícios. visto a minha tamanha correria. vou contar um fato que aconteceu em Ribeirão Preto. Um regra: fique de fora dos lugares que não tenham água e papel. Esse é o problema de depender de banheiros alheios. a última coisa que a gente precisa é alguém reparando no que você está realmente fazendo. Se você der sorte. que poderia usar o banheiro do próprio bar. nada é melhor do que sentar no seu próprio banheiro. o papel higiênico não é rosa e não lixa o seu traseiro. Acho que inconscientemente até toquei as músicas mais rápido. estranhou. A palavra higiene é tão relativa nesse assunto. mas só tinha uma privada. paramos em um posto muito porco. Mas nunca dou sorte. Aquele banheiro brilhoso. nesse momento tão íntimo e sincero. cagando feito uma criança. tinha enfrentado cada lugar que esse eu ia tirar de letra. Poxa. Quase chegando na cidade. Chegando no bar já tivemos que correr pra passar o som. O maldito bateu na porta e falou pra eu sair da cabine! POXA.. Mas quando entrei na cabininha e vi que não tinha água nem papel. a privada é limpa. pouco antes de subir ao palco. vai ter até trilha sonora. . no avião e por aí vai. O bem estar da viagem da banda está garantida. Só sei que depois disso. Agora não tinha volta. é só relaxar e tomar um cafezinho depois. Pensei ter ganhado.Adivinha o que o úlimo necessitado que passou por lá fez sem água na privada? Cagou no chão. já que o bar tava abrindo. saí correndo pro banheiro. a calça já estava arriada. Uma coisa é verdade. que estava sem trinco. Nesses casos. lustroso e cheiroso! Me sinto tão bem que gostaria de um day-off ali perto só pra garantir um trono de rei. Pra dar um exemplo constrangedor. Sentei e fiquei segurando a porta. o banheiro era até OK. Sinceramente. a magia desses banheiros me intriga e o dia-a-dia desses lugares ainda é um mistério pra todos os necessitados.

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