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br 10.br EDIÇÃO: Fernando Corrêa nando@noize. e tem agora um formato mais “bloguístico”.com. DE CRIAÇÃO: Cristiano Teixeira cris@noize. já passou por O Estado de S. a satisfação com a página do Move e a vontade de ampliar o caráter colaborativo e plural da revista nos motivou a dar mais alguns passos.br Fernanda Grabauska fernanda@noize. O 4° ano de NOIZE traz para a revista.br 12. Passamos a dedicar uma página a entrevistas rápidas. Carlos Diaz_ Prefere se definir como uma pessoa que pinta o cotidiano.wordpress.com. Victor Sá_ Formado em comunicação social. que contratou os garotos para a Rough Trade. James LaBrie.com.com. pais dos blogs e.com. e começam o ano olhando um pouco para trás – e apontando para frente.br ASSINE A NOIZE: assinatura@noize. a NOIZE inovou ao inserir em seu projeto editorial uma página reservada ao blog Move That Jukebox. Marcelo Costa_ Marcelo Costa é editor do screamyell.com. Lucca Rossi_ Jornalista. confunde-se com a própria historia do rraurl.com.com/marcvs 21. insubstituíveis veículos de informação e arte.noize. Ana Luiza Bazerque_ Jornalista. • ARTE DE CAPA_ CARLOS DIAZ Confira no site http://www. Só filmes. Por fim.com. www. Eduardo Guspe_ Membro fundador do Núcleo Urbanóide. Fotógrafo nas horas vagas.br FORA DO EIXO: Ney Hugo Marco Nalesso Michele Parron www.br DESIGN: Douglas Gomes doug@noize.br um dossiê e uma entrevista sobre o artista convidado deste mês.com/marcochaparro 6. com/chicomares 18. sugestões e reclamações: noize@noize. Marcus Vinícius Brasil_ Repórter de Época São Paulo. As matérias mantém a preocupação com imagem e texto em iguais proporções. ultimamente se dedica a produzir DONUTS.com.com. mas gosta mesmo é de São Paulo e acredita na genialidade do Kasabian até o fim. Livio Vilela comanda o www. mais três blogs importantíssimos: o Scream & Yell. Jovem Palerosi_ Integrante do massacoletiva.espacorabisco. Marco Chaparro_ flickr. Festas e Feiras Festivais Independentes TIRAGEM: 30. Leonardo Bomfim_ Jornalista e diretor de cinema. Comece a dissecar a nova NOIZE agora. mezzo funcionário de gravadora.com/podrepobreepoeta 8. Um ano depois. Pedro Cupertino_ Pedro cupertino é um gaúcho em SP.com RRAURL: Gaía Passarelli www. onde exerce aquilo que faz por inteiro: gostar de música desesperadamente. é o responsável pela parte digital e artística do Espaço Rabisco. mas porque o blog era comandado por meninos. Mais em: www. edita o freakiumemeio.br MOVE THAT JUKEBOX: Alex Correa Neto Rodrigues www. E isso é só uma parte da novidade.org ANUNCIE NA NOIZE: comercial@noize.guspe 13. Lidy Araujo_ Jornalista. na sua geladeira.naoeditora. facebook. Livio Vilela_ Mezzo jornalista. 20.movethatjukebox. que fala de Sem Nostalgia.com Neto Rodrigues_ Morador de Minas há incontáveis anos.com. quase foi um engenheiro. Gaía Passarelli_ Jornalista. escritor e um dos editores da Não Editora.com. ao mesmo tempo. 4.br Maria Joana Avellar joana@noize. Mas também estão na edição os zines.br 22.com SCREAM & YELL: Marcelo Costa www.foradoeixo. twitter. estuda jornalismo na UFPR. além de um novo projeto gráfico. a começar por um papo com o vocalista do Dream Theater.com/felipeneves 15. Hoje ronda a publicidade e torce pela volta do Oasis.com. Manu D’Almeida_ Jornalista e lifestyle photographer. Combo_ Influenciado pelas técnicas do mangá. trabalha como jornalista.br. razão pela qual cursa jornalismo na Unesp de Bauru.screamyell.br Leandro Pinheiro leandro@noize. 11.com.000 exemplares CIRCULAÇÃO NACIONAL • EDITORIAL | BRAnD nEw START. maior portal sobre cultura eletrônica do Brasil. 7. Alex Correa_ Carioca. DO UNDERGROUND AO MAINSTREAM • EXPEDIEnTE #31 // AnO 4 // MARÇO ‘10_ DIREÇÃO: Kento Kojima Pablo Rocha Rafael Rocha COMERCIAL: Pablo Rocha pablo@noize. flickr. festas e eventos agenda@noize. Gabriel Innocentini_ Tem um talento inato para o desperdício. Seu site é lidyaraujo. Dicas.br Ana Laura Malmaceda ana@noize. violão e computador de um jeito novo.br ASSIST. acredita que curiosidade é o melhor combustível.com. trabalha na edição da capa do portal iG e escreve sobre cultura pop como conversa na mesa do bar.br 14. parte deles ainda no colégio.com. A aposta não era ousada pelo fato de se estar andando no contrafluxo da revolução digital.com ponto de referência regional do Fora do Eixo em São Paulo.br REVISÃO: João Fedele de Azeredo jp@noize. Em 2009.com.• COLABORADORES |nOIZE #31 1. twitter.blogspot.com.br REDAÇÃO: Bruno Felin bruno@noize. Síntese deste movimento é Lucas Santtana. Eduardo Macarios_ Fotógrafo e autor do livro “Andante”. baixista frustrada e louca por Ramones e Red Hot Chili Peppers. Gabriel Resende_ Ainda será psicólogo e músico profissional.com.br 17. Acha Beatles melhor que Stones. 3.com.com/caroldemarchi 9.com/eduardo. 16. disco no qual ele se debruça sobre voz.eduardomacarios.br ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: Julie Teixeira julie@noize. e acesse: flickr. twitter.br Gustavo Foster foster@noize. Paulo e Rraurl. Carolina de Marchi_ Jornalista e produtora cultural.br AGENDA: shows. uma matéria com duas figuras importantes no lançamento do disco da década que inaugurou o século 21: Is This Ii. 2. não há comida. flickr.com/camon 19.br ASSESSORIA JURÍDICA: Zago & Martins Advogados PONTOS: Faculdades Colégios Cursinhos Estúdios Lojas de Instrumentos Lojas de CDs Lojas de Roupas Lojas Alternativas Agências de Viagens Escolas de Música Escolas de Idiomas Bares e Casas de Show Shows. com/victor_sa 5. roteirista e fotógrafo em diferentes mídias sociais.br .rraurl.com. Ultimamento se viciou em fotografia analógica. o RRaurl e o Fora do Eixo. do Strokes. www. pais da NOIZE. mas gosta bem mais de Stones. Camila Mazzini_ Jornalista e fotógrafa. Felipe Neves_ Fotógrafo e baterista. flickr. A seção de notícias foi atualizada.com.com.br DIREÇÃO DE ARTE: Rafael Rocha rafarocha@noize.flickr.BloodyPop. é revisitado pelo produtor Gordon Raphael e por Geoff Travis.manuphoto. Chico Marés_ Curitibano.com. Seus trabalhos: www. o que enxerga nos lugares por onde passa. www.com.com/aoseualcance • BÉÉÉÉ_ Esta revista está livre de erros há 81 dias. Samir Machado_ Designer.com.com.com.

NOIZE.Os anúncios e os textos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da revista. 9 5 1 • THIS IS nOIZE SUPERSTYLLIn’! 31 www.cOM.bR 21 6 18 14 10 7 19 15 11 8 16 12 20 17 13 2 22 3 4 # Se Você Não GoStou da NoIZe PaSSe adIaNte NOIZE //07 .

br e om Lost.?? pe do tão partici En rch"!!! st Band Sea gulamento ".c acesse apoio: ...Lo re ira o conf .

Los .. um e uma bateria completa? baixo uma guitarra. um contra beleza. também vamos descolar Ainda não é suficiente? Então ano e vamos colocar vocês um shows pra sua banda duranteda internacional que virá ban pra abrir o show de uma t Band Search"!!! para o encerramento do " .. Não tá bom? Que tal 100 horas icador de contrabaixo..Inscreva sua banda e corra o risco de aparec vídeos da . sair com as namoradas doser nos atletas.. amplif um amplificador de guitarra. umas camisetas e um par de meias novinho! de gravação. ganhar umas latinhas de cerveja.Lost.

_foto: RAFA ROCHA _agradecimentos: valter vale life is music .

O disco que mudou minha vida foi Are you Experienced.NOME_ Rob Machado PROFISSÃO_ Surfista Profissional UM DISCO_ Jimi Hendrix | Are You Experienced “Escuto música o tempo todo. É bom ter uma música cravada na cabeça quando se está surfando – ouvir música e surfar são muito parecidos em muitos aspectos.” . quando estou viajando muito. Minha namorada me deu quando eu tinha 16 anos. uma fita k7. eu estava com a cabeça no punk. antigamente. estou sempre com meus headphones. Hoje em dia escuto música mais tranquila. Bad Religion e tal. meio que transformou meu mundo. na Califórnia.

vai ter muito sexo!” Keith Richars | Sobre sua auto-biografia.” brandon Flowers | do Killers.LEIA ISTO “Kurt Cobain me deu um pouco de cocaína antes de morrer. “Agora. é perigoso. o que você quiser chamar.” Alex Turner | Arctic Monkeys . Há algo a ser dito sobre compor de manhã – em outras horas do dia você está um pouco mais na defensiva.” Fab Moretti | do Strokes. em 2006.” Pete Doherty “Eu escrevi ‘Cornerstone’ de manhã. “Não é um livro de escâNdalos de sexo que eu quero fazer. Devo 2g pra ele. estamos correndo como crianças numa loja de doces. no auge do boom emo. sobre as gravações do disco novo. “Num momento estou esperando a Kate chegar pra entrar na jacuzzi para uma noite romântica. Existe uma criatura dentro de mim que quer destruir todas essas bandas.” Steve Diggle| Buzzcocks “Emo. A única coisa que consigo lembrar depois disso é estar fazendo rehab numa cela cheia de vômito. pop-punk.. Voltar a escrever músicas é como voltar a andar de bicicleta.. se bem que.

_BONO VOX. A MAioriA toMou doiS drinKS! CéuS. tHoMAS. Eu AindA tEnHo A notA.” bono Vox “Estava num dilema no fim do colégio: vou ser músico ou pintor? O who me ajudou. Então o Velvet Underground apareceu e deixou claro como você poderia se equilibrar entre os dois. faz sentido pensar nele como o último que você fará porque daí você faz direito.com. KEITH RICHARDS.. STROKES.” James Murphy | LCd Soundsystem “Eu me fiz parar de usar faixas na cabeça há um ano.” Andrew Vanwyngarden | MGMT noize.br Gareth | Los Campesinos! “Gosto de música porque posso usá-la para reforçar que estou certo em me sentir como me sinto. PETE DOHERTY “VoCê não LEMBrA? nóS todoS foMoS àquELE pEquEno puB EM WEMBLEy.” Eddie Veder | respondendo a fã sobre os drinks que disse que pagaria a todos. Isso fez minha cabeça para entrar na música. “Estou entediado com o Bono e eu sou ele. quE pEnA quE VoCê não foi. Eu sentia que eles tinham encontrado uma posição importante entre arte erudita e popular. LOS CAMPESINOS!. em um show do pearl Jam no Wembley Arena.” brian Eno “Este álbum será nosso último… Quando estou trabalhando em um disco. Eu pAguEi EM dinHEiro! tSC tSC. BRIAN ENO. tHoMAS! rAioS. MAS foi uMA grAndE noitE. Se me sinto miserável. escuto música miserável e meus sentimentos são justificados!” 13 . Estou farto de mim mesmo.

todos os dias um (ou mais) novo mashup do cara vai ao ar no blog 365mashups. em grande parte. Desde 1º de janeiro. Mas a jogada mais inusitada foi Let it Baile. . “Estou querendo me conectar cada vez mais com o Brasil nesse projeto. colocou para dividir a mesma música Beatles e funk carioca. contou João por email. uma releitura mashupada para o clássico dos Beatles. faz frio. Sou bicho exótico por aqui”. só chove. unem mundos opostos como Beatles e MCs do funk carioca. sei que é o mais trabalhoso que fiz até hoje. não tem praia”. conversam Bob Dylan e Olodum. As misturas. João ainda fez seu próprio Carnaval com o EP Mash Mash.com. “Se é o mais ambicioso projeto da música brasileira esse ano eu não sei. Gasto uma hora e meia por dia fazendo e postando os mashups”. a responsável pelo ânimo renovado. A blogosfera enalteceu o 365 mashups como o grande projeto 2010. de Deize Tigrona: “Fiquei com lágrimas nos olhos quando acabei”. explica entre um mashup e outro. dos FabFour. Fazendo uso da vocação que tem lhe galgado mais e mais fãs. A morada europeia é. o carioca João Brasil manda recado de Londres: “Aqui é bom demais para trabalhar.014\\ noize Montagem joão brasil e a odisseia do mashup Mestre do mashup. como de costume. em que reuniu as misturas sambadas e batucada da recente safra. Los Hermanos e De Leve. transam Phoenix com percussão sambista. com “Injeção”. wordpress. de onde sai a filha favorita de João no projeto até agora: “Let it Be”. Por isso o mashupeiro começou 2010 com a mão comprometida a permanecer na massa pelo ano todo.

NaGulha. “São 2/4 ideias do Chuck e 2/4 do BDC. Confira em tiny.Coaster __LOVE BAZUKAS | O barulho garageiro do Black Luiz Maximiano Drawing Chalks encontra os anos de distorção nas costas do forgotten boy Chuck Hipolitho. define Djan Ivson. ganhou uma grande exposição na Oca.cc/polysom Moby. personagem do filme e parceiro dos diretores João Wainer e Roberto T. o resultado está no bacana www. Lazer. o filme se preocupa em mostrar quem são essas pessoas. com Nação Zumbi. em São Paulo .American Psycho Erasmo Carlos . baixo destorcido no Orange. em uma tarde no Costella (estúdio do Chuck).cc/ stones414 . É Arte? Protesto. cc/calendario O rei Roberto Carlos. direto ao ponto Polysom lança a primeira leva de vinis nacionais da década. mas acabou resultando num EP em parceria. não é graffite. contou o baixista Denis Pereira. O que querem? O topo. aprontamos quatro músicas e gravamos metade das baterias”. A ideia inicial era que Chuck produzisse e colaborasse em composições do BDC. Mais do que divagar sobre um indecifrável texto que definisse se aquela maneira de aplicar tinta nos muros é arte.All Things Must Pass The Misfits .. Como? O prédio mais alto. Divulgação Por quê? Voz.. em seus 50 anos. diferentes guitarras associados a cabeçotes Orange e um Marshall valvulado nervosíssimo! E um monte de brinquedinhos que deixavam o estúdio com aspecto de laboratório”—Denis definiu a fórmula. O documentário Pixo retrata uma geração de jovens paulistanos cuja forma de expressão é criminalizada. Pitty. E as imagens são impressionantes.cc/ roberto438 Rolling Stones lançam reedição de luxo do clássico Exile on Main Street com músicas inéditas. Surge daí o projeto Love Bazucas. __PIXO | É pixo. Erasmo. grito. “Surdo estourado. tiny. Busque por exibições em @pixodoc enquanto o longa não chega aos cinemas. Megapuss .br. Placebo e Madeleine Peyroux são algumas das atrações que vêm ao Brasil a partir de abril. Confira em tiny. Cachorro Grande e Fernanda Takai. Trabalhamos todos em cima e. Confira em tiny. “A pixação é como o grito dos invisíveis”. Oliveira no projeto.Carlos._ouca agora ´ //015 George Harrison . para fazer um tag. Eles mesmo explicam sua motivação para escalar prédios de mais de 10 andares pelo lado de fora.Surfing NOFX . bumbo gordo.com. sem qualquer proteção.

Jay estava longe de se encaixar em qualquer imagem pré-concebida. invadam espaços culturais nesta apropriação que não fere ninguém. ainda que seu rock urgente e sua postura o associassem a uma figura niilista e destrutiva. do Itaú Cultural (Av. que esmiuça o significado do mestre pernambucano e revela as múltiplas facetas do caranguejo genial.A caminhada pelos diversos ambientes da exposição leva o espectador a fotos raras. por favor—. crua e brasileira de dar orgulho—sem ufanismo. escritos exclusivos. Seu último disco. cada um à sua maneira reveladores da beleza de sua poesia incauta. não o bastante sequer para jogar luz sobre a obra gigantesca do cara. 149. em Sampa). a morte do punk rocker prodígio do Tennessee repercutiu pouco. Watch me Fall (2009). no entanto. da maneira como sua música se impôs como retrato de um povo culturalmente tão rico e. Nada mais justo que artistas como eles. deve ser um dos únicos clichês a por os pés na vida do artista—basta uma passada em myspace. no Brasil. Dizer que o nome Ocupação cai bem para a exposição de Science advém da natureza esfomeada do manguebit. Fred Jordão NRK P3 / C. Infelizmente. Paulista. Cai bem também porque Chico Science ocupa o lugar que. .016\\ NEWS __ANAMAUÊ | Começou em fevereiro e vai até 4 de abril a exposição Ocupação Chico Science. que tirou a vida de Reatard no dia 13 de janeiro.com/jayreatard para confirmar a afirmação. em edição anterior. __WHO THE HELL WAS JAY REATARD? | Não era só em Memphis que Jay Reatard era tido como um mito—ou ao menos um projeto de lenda. é a prova de que a mistura de álcool com cocaína. cujo título macabro encabeça uma lista de músicas dificilmente enquadráveis em um só rótulo. foi de Paulo Leminski. financeiramente pobre. documentos e Fred Jordão objetos que dificilmente darão as caras novamente.C.

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Os blogs citam Christina Aguilera e Little Boots como as mais prováveis autoras do viral. Para completar. como caixas de fósforo e escova de dente (e algumas horas de edição) ele une música.14.1. Tags: raveonettes heart stone posts tiny. _hobnox.18. Tags: mystery guitar man tag yourself the girl dance kill me hole samantha 2010 cumbia mix typeface huang vimeo kate nash do wah doo holy ghost on board lady gaga mashup asobi seksu jesus kexp make cordel do fogo encantado futureheads heartbeat lady gaga mirim pavement 2010 plastic beach atoms for peace .1. dirigido por Chris Do. O clima sombrio e as cenas dentro do corpo do personagem combinam com a música da dupla. é músico. Tags: iamamiwhoami Raveonettes | Heart of Stone _Meio Tim Burton.com O Audio Porn Central é um filtro.18. tiny. Mystery Guitar Man _O cara se chama Joe Penna. brasileiro e mora nos Estados Unidos.cc/beatleslasers O With Lasers mostra uma estranhíssima faixa rara dos Beatles.com Plataforma online para criação de música eletrônica de maneira intuitiva e visual. stop-motion e interatividade.7.1. _audioporncentral.cc/alice649 A rapaziada do Move That Jukebox separou algumas músicas que estarão na trilha do Alice de Tim Burton para você sacar tiny.15.cc/laerte O nome dá a dica: todas as tiras do Laerte para a Folha no período de 2000 a 2009. os recursos de rede social permitem o encontro de artistas e ouvintes das músicas originadas no site.018\\ lado a LADO B SITIOS 13.4.1110 _Os vídeos anônimos. com códigos e imagens bizarras e místicas do usuário /iamamiwhoami estão tomando espaço na internet. meio Salvador Dalí. o novo clipe do Raveonettes é um curta em animação cheio de metáforas. O site coleta mp3 e vídeoclipes bacanas na internet e entrega tudo mastigadinho para o visitante. Usando violão e “instrumentos” menos comuns.

tumblr.//019 o que voce viu e nao viu neste mes_ ` ` ` ` Garotas Suecas | Bugalu _O Garotas Suecas acaba de lançar o divertidíssimo clipe de “Bugalu”. Gorillaz | Stylo _Bruce Willis.A base de Diplo é boa. Kid Cudi e Diplo É Snoop Dogg tentando ser mais “artista pop” do que “rapper”. www. Assista. péssimos momentos e. fosse ao passado e transasse com sua própria mãe? Nesse vídeo. Mais descrições são desnecessárias. em momentos com o gato. perseguições no deserto. do De Volta Para O Futuro. principalmente. Hold On (Holy Ghost cover) | Friendly Fires Friendly Fires faz cover do debut do Holy Ghost para o split que as duas bandas lançaram em fevereiro. próximo do Foals. O clipe é tão deliciosamente inspirado no tropicalismo quanto a música. Tags: gorillaz stylo Voce nunca ouviu ` Marty McFly _O que aconteceria se Marty McFly. tiros e nova música do Gorillaz. Our Love Was Saved by Spacemen | The Pipettes As Pipettes seguem no clima especial.BR/nuncaouviu TUMBLIN’ http://theimpossiblecool. .collegehumor. mas perdem muito do peso e poderio pop que tinham no primeiro disco. QUER OUVIR? NOIZE. as hipóteses do “paradoxo do avô” são propostas pelo College Humor na viagem no tempo mais famosa do cinema. Sonny solta a voz do fundo da sua alma canina. mas o refrão é fraco e Kid Cudi pouco acrescenta à música.Para acompanhar o clima de humor negro que dominou a web no mês que passou. follow up @_StevieWonder . Nostálgico e atual. carros. as partes que Snoop rima são ótimas.tumblr.com/ Retratos bonitos e expressivos em p&b captam gente respeitável (ou não) em momentos que não se repetem mais. Não chega a ser ruim. do EP Dinossauros.COM. Spanish Sahara | Foals Primeiro single de Total Live Forever.com/video:1928396 Maurel & Sonny Dog Blues (Ferrugem/SC) Quando soa a gaita de Maurel. Tags: garotas suecas bangalu audio That Tree | Snoop Dogg. mas não empolga. http://kurtwiththecat.com/ Gente famosa do universo pop em grandes momentos. disponível para download no site da Trama.

entraria perfeitamente no último disco do rapper. carro especialmente produzido para o projeto. na “black Friday” (a sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças) foi anunciado o Chevy Camaro Blakroc. Os caras. a faixa mais roqueira do álbum. RZA e Jim Jones para fazer o que foi um dos grandes discos do ano passado. vídeos dos bastidores foram lançados na internet.com/egyptianhiphop GRA VOELA E O LIXO POLIFÔNICO Origem: Belo Horizonte. que apresenta gravações antigas de Ol’ Dirty Bastard. myspace. Outros pontos altos são “Coochie”. Não é hip hop nem vem do Egito: com sintetizadores oitentistas e letras cheias de deboche. em faixas musicalmente ricas. projeto dos americanos do Black Keys. Escute: blakroc Uma banda de blues-rock. baixo marcado. influência sessentista acentuada.com/graveolaeolixopolifonico THE CAESARS Origem: Suécia Som: Vocais pop reverberados. flerta com a psicodelia. com o já calejado Mos Def. Ludacris. e Ain’t “Nothing Like You (Hoochie Coo)”. Escute: myspace. que mostram que Blakroc é mais que uma brincadeira. Com melodias pop e instrumental criativo. The Ecstatic. em que Auerbach divide vocais com Mos Def. a Egyptian Hip Hop possui um estilo quase inclassificável. Essa é a receita de Blakroc. com um instrumental perfeito de Dan Auerbach e Patrick Carney. “On The Vista”. Escute: myspace. uma dezena de pesos-pesados do rap. resolveram levar a sério o hip-hop. de um Júpiter Maçã passeando pelo nordeste. uniram forças com produtor Damon Dash e chamaram gente do calibre de Mos Def. Nas onze faixas do CD. que trabalharam com o onipresente Danger Mouse no último disco. a cozinha guitarra-e-bateria do duo de Ohio serve de cama perfeita para os convidados rimarem. O disco é. Logo após o lançamento do CD.com/caesars . MG Som: MPB difícil de definir do renascer da canção. com o eletrônico e com o erudito. Uma indie rock bacana que leva o brit pop de encontro ao power pop – e a diversos comerciais de TV. apenas parte do grande projeto: desde o início de 2009. na verdade. “Hope You’re Happy”. um Chevy Camaro preto.020\\ bandas que voce nao conhece mas deveria conhecer_ EGYPTIAN HIP HOP Origem: Divulgação Manchester Som: O nome é tão irreverente quanto a banda.

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Neles. pegaram emprestados alguns membros do Mika Miko e viraram um Rolling Stones garage-country.com/thedrumsforever STRANGE BOYS Origem: Texas. Dog. porém precisos. Em “Take Off Your Sunglasses”.022\\ bandas que voce nao conhece mas deveria conhecer_ THE DRUMS Origem: Jason Anfinsen Flórida. os caras parecem querer passar uma mensagem vital a cada música. com mais três colegas. Bruce Springsteen e Libertines: o resultado é Ezra Furman. os caras assinaram contrato com a Minty Fresh Records e lançaram mais dois álbuns: Banging Down The Doors e Inside The Human Body. myspace. a banda promete compor uma música para cada comprador: é só comprar o disco. “Take Off Your Sunglasses”. Depois do primeiro disco. Escute: ezra furman & the harpoons letras sobre desilusões amorosas. forma a Ezra Furman and the Harpoons. é Moon Face. Com riffs despreocupados. o estilo se confirma: às vezes garageiros como os Black Lips. Escute: myspace. agoniado. lançado após o fim do contrato com a gravadora. com refrão para cantar junto. independente. falta de perspectiva e a importância do uso de óculos escuros em dias de sol. composto por bootlegs. e “The Dishwasher”. sobre empregos cretinos. responde. Somem-se a isso referências como Velvet Underground. EUA Som: Começaram como um duo punk. empunhando uma gaita de boca e um violão. Furman. Além disso. O último disco. Os suspiros dos anos 90 brilham nas poesias e na levada mais cadenciada.com/velhodecancer Uma mistura de Bob Dylan préacidente de moto com um Daniel Johnston sem desordens mentais. livres e pessoais. mandar uma carta para eles contando algo sobre sua vida e esperar. A despretensão e descuido com o mundo de fora são. um nova-iorquino que. everybody loves everybody else these days”. sobre uma prostituta de Chicago. os maiores atrativos da banda. EUA Som: The Drums cria letras e ritmos simplistas. ironicamente. berra . a uma declaração de amor: “In the middle of the night. é puro rock cru. Escute: myspace.com/thestrangeboys VELHO DE CÂNCER Origem: Porto Alegre. RS Som: Hardcore de vocal gritado e convicto. Escute: “Mother’s Day”. em outras acústicos como Dr.

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uma das maiores bandas de metal progressivo da história. para os fãs e para a gente. todas essas Coisas. fica cada vez mais difícil à medida que lançamos novos discos. o baterista vinha compondo músicas relacionadas à sua batalha contra o alcoolismo) . Aqueço antes de cada apresentação. Os set lists de vocês costumam ter em torno de 10 músicas. Com certeza nós não estamos nem perto de acabar com o Dream Theater. bebo água morna e mel. “Corro 5km por dia. do Dream Theater.” . Curitiba (18/03). poderoso. que foi a morte do seu pai. Acontece com frequência. mas hoje em dia faço muitas coisas para manter ela em forma.C James LaBrie dispensa introduções. está além do nosso poder. Corro 5km por dia. e tentaremos tocar uma ou duas de cada um dos outros discos.. Falamos com LaBrie sobre o disco novo. incluindo um CD de covers e um de versões instrumentais do disco original. Em Porto Alegre vocês vão tocar no mesmo dia que Guns N’ Roses e Sabastian Bach. A experiência deu certo? Funcionou muito bem. e há sempre fãs que querem ouvir músicas novas e outros que precisam ouvir suas preferidas. Neste caso. não fumo. É impossível tocar de todos. o que esperar dos shows? Não gostamos de repetir set lists. Tem gente que vai no Guns porque acha que é uma banda mais suscetível a terminar de repente. bebo água morna e mel… todas essas coisas. Eles ficaram muito felizes com o resultado. inclusive para a versão mais simples do disco. os cuidados do cara com a voz e os shows imprevisíveis. para quem ele queria prestar tributo. aqueço antes de Cada apresentação. John tinha muitas ideias.. surpreendente. me alimento de maneira saudável. são artistas que respeitamos – sou inclusive amigo de Sebastian. mas espero que muitos fãs vão ao show. tanto para a banda quanto para os fãs. ele e seus companheiros passam pelo Brasil neste mês de março. Os problemas que você teve com sua voz mudaram a maneira como você se prepara para cantar hoje em dia (James machucou a voz de tanto vomitar após uma intoxicação alimentar em 1994)? Sempre cuidei da minha voz. Por que motivo você não escreveu nenhuma das letras nesse álbum? Foi como o álbum rolou..024\\ soundcheck JAMES LABRIE Black Clouds & Silver Linings foi lançado em uma versão especial. Tenho a técnica vocal Rosemary Burnes. Gostei muito do disco de covers. não fumo. São Paulo (19/03) e Rio de Janeiro (20/03). e passou por uma experiência dura. Vocalista do Dream Theater. a recepção foi muito boa. Com 10 discos de estúdio. imediato. Sim. com shows em Porto Alegre (16/03). mostrou nossa interpretação mais particular daquelas músicas.. Mike queria terminar sua “suite do álcool” nesse disco (desde 2002. porque sempre damos nosso máximo. não há nada que possamos fazer. Fazemos isso para mantêlos interessantes. Acabei não tendo nenhum envolvimento com as composições. então eles mudam a cada show. que me auxilia regularmente. M0nst3r/C. Nós vamos definitivamente tocar algumas músicas de Black Clouds. É importante que cada show seja fresco. me alimento bem.

ORGANIZAÇÃO:

GARANTA JÁ SUA VAGA

PORTO ALEGRE RS

10/11 ABRIL 2010

PALESTRANTES
+ RAFAEL GRAMPÁ + MARCELO BALDIN + ABDUZEEDO + PULPO + DIEGO MAIA + JORGE RESTREPO + CATARINA GUSHIKEN + SANTA

MEDIADORES
+ MARCELO FERLA + XANDE MARTEN

+ EXPOSIÇÕES + MINI-FEIRA + PRÊMIOS + BRINDES + PALESTRAS + PAINEL ILUSTRAÇÃO / GRAFFITI + FESTIVAL DE MOTION

INFO@PIXELSHOW.COM.BR
11 5084 9040 / 11 3926 0174

www.twitter.com/zupi www.flickr.com/zupidesign www.facebook.com/pixelshow

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LOCAL: USINA DO GASÔMETRO

CONTATO PARCEIRO LOCAL: MARIA CULTURA 51 3207 8463
Parceiro local - POA: Apoio:

026\\

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__DIPLOMAT’S SUN | Rostam Batmaglij, tecladista do Vampire Weekend, é gay.A notícia foi dada com frenesi pela imprensa estrangeira, só que não por preconceito: a revelação, feita pelo próprio músico, explica muita coisa por trás de seu trabalho.“Diplomat’s Sun”, por exemplo, foi descoberta como uma ode a um dos primeiros relacionamentos homossexuais do rapaz com um... filho de diplomata. Também vale fazer uma rápida analise nas músicas do Discovery, seu projeto com um dos integrantes do Ra Ra Riot, pra sair detectando umas dicas que ninguém conseguiu pegar.
Thom Yorke confirmou o nome de sua nova banda, que toca na edição de 2010 do Coachella. O grupo se chama Atoms For Peace, e há vídeos de músicas novas tocadas por Yorke em Cambridge. tiny.cc/yorkemove

__SHE’S GOT THE LOVE | Florence Welch: Bonita, canta bem e teve a sensatez de não querer ser a única estrela de seu disco de estréia, Lungs, em que influências clássicas formam a beleza do trabalho. Essa vibe também dominou a última edição do BRITs Awards, onde a cantora, envolta por um palco cheio de harpas e um globo espelhado gigante, surpreendeu até os que mais a estimavam – como eu. Representando os icônicos live mashups dos BRITs, Florence apareceu com o rapper Dizzee Rascal numa união que criou “You’ve Got The Dirtee Love”, um mix dos versos de “You’ve Got The Love” e “Dirtee Cash”, sempre com harpas ao fundo. O produto final é lindo – e a explosão de papeis picados vermelhos que finaliza o show quase emociona. Ele levou o título de melhor cantor e ela, o de melhor álbum. Justo.

__NOUVELLE NO BRASIL | Depois de alguma enrolação, o francês Nouvelle Vague confirmou sua passagem pelo Brasil por meio de sua página no Myspace. Entre shows na Bélgica e na França, o grupo encaixou três apresentações tupiniquins. A primeira acontece em 29 de abril, no Clash Club, em São Paulo. Logo em seguida o grupo embarca para o Rio de Janeiro (Circo Voador, dia 30) e Recife (dia 1º de maio em lugar a ser definido). Por ora, o Brasil é o único país da América Latina a receber a turnê do álbum 3, que carrega covers à bossa nova de artistas como The Police, Depeche Mode e Sex Pistols.
Novas faixas da Kate Nash têm vindo a público para revelar que a garota transita entre o pop descontraído do primeiro trabalho e algo mais roqueiro. tiny.cc/katemove

O sexto disco de estúdio da dupla The Black Keys irá se chamar Brothers e já está a caminho. A capa e a tracklist você confere em tiny.cc/blackkeysmove

Trans-Continental Hustle, quinto disco de estúdio de Eugene Hütz e seu Gogol Bordello, já tem data de lançamento. No dia 27 de abril, as faixas listadas no tiny.cc/gogolmove ganham o mundo.

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__Quando você pegar esta revista ainda vai dar tempo de correr para conferir de perto o Coachella, festival californiano que abre (em 16/04) extraoficialmente a programação dos grandes festivais de música no hemisfério “de cima”. O novo projeto do Thom Yorke, do Radiohead, é um dos destaques.

__O LCD Soundsystem, padrinho da disco-punk dos anos 00 e dono do essencial Sound of Silver (2007), está com trabalho no forno para este semestre.Trocando a cinzenta Nova Iorque pela ensolarada Los Angeles, James Murphy promete sons inspirados na soul dos anos 70.
Divulgação Reprodução

__A banda a ocupar o posto de melhor eletrônica-popbritânica de 2010 (posto que em 2009 foi do duo La Roux) pode bem ser a Chew Lips. Com remixes de gente como Tepr e Two Door Cinema Club e datas em festivais como o texano South by Southwest, o trio está na ativa desde 2008 e lançou em fevereiro o primeiro álbum, Unicorn. As bases eletrônicas, as melodias sintéticas e a voz clara e metálica da vocalista Tigs são o destaque. Acrescente o clima low-tech, quase cru, sempre apoiado na presença de Tigs (forte candidata a personalidade cool de 2010), e você tem um dos destaques dessa safra de bandas lideradas por mulheres, fenômeno pós-Yeah Yeah Yeahs (e prestando claro tribudo a Karen O) que remete tanto ao feminismo punk dos anos 70 quanto à dance music inofensiva dos anos 90, sem necessariamente soar datado. Publicações bombadas como o NME, já colocaram o trio no seu time de bandas “a ver” em 2010 e a banda também é aposta do bacana selo francês Kitsuné, que escalou para as edições 7 e 8 de suas coletâneas Maison. Ouça “Solo”, “Slick” e “Karen”.

__O novissimo Lions Nightclub abriu após o Carnaval em pleno centrão paulistano. Com esquema de carteirinhas para sócios, tem na programação inicial noites dos núcleos Chocolate (hip-hip, soul e funk, as quintas) e 3Plus (techno, house e afins, aos sábados).

__Em primeiro de março a MTV Brasil amanheceu com nova programação. Entre as novidades estão um programa voltado para cultura noturna, o MTV na Pista, apresentado por Kika Brandão. A parte de videoclipes ganha reforço nas madrugadas com novos sons e eletrônica indicados pelo rraurl, sempre as sextas, 2h30min.

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quatro vinis (entre eles o disco duplo ao vivo Drop in The Park. da Legião Urbana. Lobão. aproximadamente uns 7 mil álbuns. . Nós Vamos Invadir a Sua Praia. Eu tinha 16 anos. o cenário parece estar mudando. do RPM. sendo que o mais caprichado inclui dois CDs. livreto e muito mais.030\\ SCREAM & YELL SCREAM & YELL BLOGS __1986. da Blitz. Antes desta compra só havia dois vinis na minha “coleção”: Radioatividade. um selo independente que já lançou compactos em vinil de seis artistas brasileiros. o vinil ameaça uma volta tímida com o investimento da Deckdisc no setor. O Rock Errou. Os vinis ressurgem – principalmente no mercado externo – como um interessante item de colecionado. procure o site da Vinyl Land. porém. Lê Almeida e. do Ira! e Revoluções por Minuto. do Ultraje a Rigor. que junta três vinis. embora seja bem difícil imaginar alguém gastando o salário comprando vinil. um DVD. Snow Patrol (Up To Now Box Set) e White Stripes (Under Great White Northern Lights) deixam fãs de queixo caído com suas edições super especiais. o primeiro disco que ganhei na vida. pegando muita gente pela beleza e qualidade do material. Para a reedição de seu álbum de estréia. entre eles Autoramas. três CDs. oficialmente lançado apenas neste box) e uma fita k7. além de farto material de fotos e badulaques. Na mesma linha. Gastei meu primeiro salário comprando seis vinis: Dois. uma coletânea com 20 baladinhas dos Beatles. Mudança de Comportamento. Mas nos últimos 15 anos não me lembro de ter comprado mais do que cinco discos em vinil. e o rock nacional era uma febre. Hoje é bem provável que haja em minha HD uma discoteca tão extensa quanto a que tenho em CDs e vinis. É um bom começo. mais recentemente. Ten. No Brasil. Os Rolling Stones também capricharam na reedição do disco Get Yer Ya-Ya’s Out!. Rock Rocket. e Ballads. Mas se você quer uma dica. Os Paralamas do Sucesso. Selvagem?. o Pearl Jam preparou vários formatos para o mercado. um DVD. Stone Roses (Stones Roses Legacy Edition).

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A promessa é de um trabalho que transita entre músicas populares. ponto Fora do Eixo no Acre. Com convidados de peso. No primeiro semestre de 2010. Depois de sincronizar mais de 80 cidades com o festival integrado Grito Rock. blues. Porcas Borboletas. o Festival Fora do Eixo. a banda acaba de levar a sua música para o nordeste do país. Caldo de Piaba é mais um daqueles ingredientes da música independente a que nenhum gourmet resiste: junta. Dez dias. os amapaenses da Minibox Lunar já chamam a atenção de público e da crítica.nagulha. Salvador e Recife. As noites serão embaladas por Macaco Bong. rock. Confira a entrevista na Rádio CBN em tiny. que une produtores e bandas independentes de todo o Brasil. Arapiraca. Matéria da Folha de São Paulo destacou o isolamento geográfico como influência no som da banda. Assista mini-doc em nagulha. carimbó. um caldo doido!”.com. Acesse o diário de bordo em piabanokombao. brega. venezuelanas. bregas. Quem tiver pique acompanha ainda um ciclo de reflexões sobre a Tropicália e seus desdobramentos no universo da música independente de hoje. funk. gravações exclusivas em áudio e outras novidades: www. ska e samba.br .br Em menos de dois anos.cc/grito611 Macaco Bong abriu a temporada do Auditório Ibirapuera em São Paulo. bolero—“ou seja. o grupo vai lançar pelo CompactoRec. uma revista eletrônica que reúne atrativos como a ágil cobertura audiovisual dos shows e festivais mais empolgantes. projeto da Fora do Eixo Discos.568 km entre Maceió. no Acre.com. dez dos espaços mais significativos do indie rock paulistano. o maior festival integrado da América Latina. __São Paulo está com data marcada para ser invadida. A banda faz parte do Coletivo Catraia. Anote! Reprodução Talita Oliveiras direto ao ponto Grito Rock 2010.com. A turnê percorreu 6. Minibox Lunar e outros grupos que despontam no país e compõem o trabalho em rede que marca a atuação do Circuito Fora do Eixo. relata o baterista Renato di Deus. mostraram porque são umas das principais bandas independentes do país. jazz.blogspot. vai ocupar a cidade. Portal Nagulha. mais uma vez estimula a circulação de músicos independentes em mais de 80 cidades. Formada em 2008. o Circuito Fora do Eixo concentrase para tomar o eixo.032\\ FORA do eixo BLOGS __O caldo é grosso e vem de Rio Branco. No início de abril. num caldeirão.

foradoeixo.são paulo org.www. rio .br/festival abril .

_texto FERNANDO CORREA .

que deixam sua marca ao desvendá-la. assinamos contrato na Inglaterra com aquele disco que você gravou para a gente. gravadora indie que Travis fundara na transição dos anos 70 e 80 para lançar bandas como The Smiths. Junto de The Modern Age. tocadas através de uma ligação telefônica transoceânica. e não achavam que fosse possível conseguir uma gravação boa de verdade. “The Modern Age”. e desbravaram um cenário que deixava as imitadoras sem saber que caminho trilhar. Três meses depois. quase junto com os aviões que derrubaram as torres gêmeas. ficava a Arlene’s Grocery. Pode parecer estranho. chamei eles até o meu estúdio para fazerem uma demo”. Os Strokes são dessas formigas. se me dessem três dias. menos sensual+1. Em uma cidade efervescente—porém gigante— como Nova Iorque. a importância da música só fica evidente numa escala microscópica.the strokes //035 NO TEMPO EM qUE OS STROKES SAlVARAM O ROcK No dia 27 de agosto de 2001. e da troca da canção “New York City Cops” pela bem menos urgente “When It Started”. “Os garotos foram embora e eu não ouvi nada. Ironicamente.cc/strokesarlene . As três músicas. Foi no Luna que Gordon Raphael os viu pela primeira vez. urgente e provido de ótimas melodias. Como eu precisava trabalhar. dispunha de alguns palcos legais no Brooklyn e mais alguns em Manhattan para mostrar seu empenho. quando finalmente aterrissou nos Estados Unidos. Mas não há como ignorar o talento de algumas delas pra trilhar o caminho seguro de outras. e nós [+1] A capa original de Is This It: [+2] Neste show de 2000. no vocal sensual de Julian Casablancas e na guitarra marcante de Nick Valensi. eles têm um visual muito bom e agem com muita autoconfiança’. Falei para eles que. “Last Nite” e “Barely Legal” eram o retrato do Strokes que aos poucos conquistaria Raphael com a mesma força que começava a arrebanhar outros ouvintes: sujo.+2 bar e casa de shows em que o Strokes fez uma de suas primeiras apresentações. E não é só isso. virando a esquina na Ludlow St. impressionaram também o inglês Geoff Travis. Mas não fiquei muito impressionado com a música. Travis levou para Londres o Strokes. Se você estivesse em uma banda. Como elas. gravaria três músicas”. circulam perdidos e desordenados na megalópole. Albert aparece dizendo. “Eles diziam que tinham tido muito azar nas tentativas anteriores de gravar. o primeiro álbum dos nova-iorquinos The Strokes foi lançado na Inglaterra. da maneira que estava gravada. No Lower East Side (sudeste da ilha). pela Rough Trade Records. a banda toca músicas que sairiam em Is This It e outras nunca lançadas: tiny. “Eu pensei ‘uau. Os músicos são como formigas. tampouco o fato de o formigueiro gigante da Big Apple ter areia suficiente para as formigas talentosas. Fizeram outras tantas no Luna Lounge. mas os 19 milhões de nova-iorquinos não tinham muitos lugares legais para assistir a shows de rock na virada do século. Is This It acabou por se tornar o disco que salvou rock no século XXI. disponível no YouTube. a começar pelo EP The Modern Age. ‘Cara. conta Raphael. O retrato despretensioso que os cinco garotos haviam elaborado sobre a cidade em que viviam chegou em má hora. Um mês depois. precisou de uma nova capa. que acabaria por produzir os três primeiros discos do Strokes. que voou até Nova Iorque para vê-los tocar—e imediatamente convencê-los a lançar a demo.

algo está acontecendo. Quem arremata é Geoff Travis: “Is This It é um disco avassalador e seminal. bandas contratadas por majors. . repleto de detalhes inéditos sobre a convivência do cara com o Strokes. Ele merece todos os prêmios de melhor da década. destacadas a seguir. produções milionárias. Is This It me causou um sentimento de imenso poder e liberdade que durou por anos!”. dizendo que ninguém mais sabia qual era o ‘som deles’”. volte para ler a entrevista exclusiva de Gordon Raphael. “Uma coisa que posso dizer é que quando a banda tocou ‘Take It Or Leave It’—e gravamos aquilo ao vivo—eu senti que tínhamos feito uma obra de rock ‘n’ roll monumental. algo está acontecendo!’”.” ACIMA. que só escrevem sobre estrelas.cc/strokes2010 [+] Neste show [tiny. Ainda hoje soa brilhantemente fresco e excitante. Depois de colocar o disco para tocar. O sucesso veio primeiro na Europa. você confere no site da NOIZE. E eram revistas como a Rolling Stone. [+] O Strokes começou a colocar vídeos da gravação do sucessor de First Impressions of Earth.036\\ Arquivo Pessoal Gordon Raphael “QuAnto mAis trAbAlhAVA com JuliAn cAsAblAncAs. Is This It saiu também pela Rough Trade. e também com produção de Raphael: “Tanto em Is This It quanto em Room on Fire os Strokes tentaram outros produtores antes de virem a mim. mas não eram sequer distribuídos nos Estados Unidos—e estavam escrevendo sobre eles como ‘oh. Ele concedeu a entrevista a seguir por telefone. O primeiro está em tiny. diretamente de Berlin. Nos próximos meses. no Horseshoe Tavern. porque fomos escolhidos pela NME como Song of the Week’”. cc/strokestavern]a banda toca Is This It na íntegra. Pare de ler agora e coloque-o na vitrola”. sintetiza Gordon Raphael. mas não tardou até que aquele EP de apenas três músicas despertasse os americanos de seu então esgotado sonho pós-grunge. A íntegra do papo. que era exatamente o tipo de som que eu vivo para ouvir. conta Raphael. Selecionamos algumas partes. mAis eu percebiA Que ele erA um cAntor geniAl. Essa banda tinha contrato com um pequeno selo indie na Inglaterra. em 10/02/2001. Gordon rAphAel e JulIAn CAsAblAnCAs eM estúdIo vamos sair em turnê por lá. “A mídia americana também começou a escrever sobre eles. os americanos continuaram a esperar pelo verdadeiro trabalho de estreia de seus filhos expatriados.

noize. que lançou a demo. Antes de Is This It. e na realidade nós vamos sair em turnê por lá. três meses depois. Tudo de maneira muito independente. porque fomos escolhidos pela NME como Song of the Week. ele cantava ela com perfeição – ainda que estivesse tirando sarro no início. Então a mídia americana começou a escrever sobre eles. assim que a parte que ele precisava gravar chegava. E seu ritmo. com uma grande tour na Inglaterra. o rock ‘n’ roll. sem mais mixagem. E depois que Is This It foi lançado. eu tocava um pedaço antes. com letras ensandecidas. Se ele tinha que cantar o verso de uma música. que fantástico!”. impossíveis de ignorar. tomam conta do lugar. que escrevem sobre bandas contratadas por majors. e sai à procura de qualquer banda que me deixasse gravá-la e me pagasse. essa coisa toda estava quase acabada. E eram revistas como a Rolling Stone. e perguntava “Você ficaria com três dos meus discos e os venderia. DJs e toda essa cultura. mas Nivk Valensi realmente me impressionou de cara. algo está acontecendo!”. Albert tocava a base de uma forma fantástica.com. mais eu percebia que ele era um cantor genial. para que eu pagasse meu aluguel. Albert pegava pequenas caixas de CD e as levava a pequenas lojas de disco de Manhattan. Go! . eles eram apenas mais uma banda. porque eu fui para New York trabalhar nas minhas próprias músicas. Kims Video foi uma delas. Você vê como um acidente ter começado a trabalhar com Strokes? Sim. Quem era o músico mais experiente? Acho que eram todos parelho. Você identifica o jeito de Julian cantar com Lou Reed? Eu acho que se você pegar Lou Reed e Bob Marley e achasse algo no meio disso. mas não eram sequer distribuídos nos EUA. ele podia fazer coisas muito loucas. algo está acontecendo. Então. assinamos contrato na Inglaterra com aquele disco que você gravou para a gente. mas seu negócio é bem mais simples que o que Julian faz.the strokes //037 Para começar: Is This It é o disco da década? Absolutamente. e aí. um disco de 2001 que não soa como nada da sua época? Todo mundo que eu conhecia estava usando as novidades do ProTools para deixar o som “grande” e sobrecarregado de camadas adicionais. Quer dizer. e seus ritmos são muito sexy. E estavam escrevendo sobre eles como “oh. E então. Eu pensei: e se nós apenas gravássemos a banda no meu estudiozinho. Albert aparece dizendo. talvez encontrasse um paralelo. de Vancouver. como se não soubesse o que estava fazendo. Os garotos foram embora e eu não ouvi nada. Essa banda tinha contrato com um pequeno selo indie inglês. repentinamente. porque a versão original daquele disco soa como um completo caos de freak-outs estourados e mal balançados. Os dois são geniais. então esqueci deles. nenhuma banda com que já trabalhei assinou antes. E daí para Is This It. jovens que tinham crescido ouvindo techno e acid jazz de repente começaram bandas de rock. o que aconteceu? Uma tempestade. Também estava vidrado em Skinny Puppy. uma banda eletrônica e gótica matadora. seu tom e sua afinação eram tão superiores. “Cara. Eu pensei “uau. e aqui estão eles. ele tocava coisas doidas na guitarra. Lou Reed é muito cool. A maioria dos lugares em Londres e NY era para se ouvir discos. quando os conheci. mas as melodias do Julian são loucas. [+] Leia a entrevista na íntegra em www. Então vamos correr para Londres e excursionar pela Inglaterra”.br. E então o EP foi lançado em Londres e depois a atenção dos EUA se voltou para a banda… Eles fecharam com a Rough Trade. por favor?”. como verdadeiros músicos se divertindo e tocando uns com os outros? Eu vinha pensando em Raw Power. entende? E quanto mais trabalhava com Julian Casablancas. ele simplesmente se focava e cantava como louco. que me inspirou a usar distorção nos vocais e a tornar os sons agressivos. do Iggy and the Stooges. que fazia o som acontecer. ele definitivamente adorava a atitude new-yorkee de Lou Reed. e ele cantava uma melodia completamente nova. De onde veio o som de Is This It. E aí.

_texto LIVIO VILELA _FotoS PEDRO CUPERTINO .

Foi quando em 94 eu fui tocar com os Doces Bárbaros em Londres num show no Royal Albert Hall. Começou a surgir essa ideia dos samples. precisava dar uma esvaziada. Finalmente. de como fazer o ‘voz e violão’ soar diferente. mexer nas freqüências das caixas de som. Daí passou um tempo. pensei que tinha tudo a ver com sintetizadores. Aí eu decidi: “porra. Lucas conta a NOIZE como insetos e ficar brincando com equalizador ao ouvir João Gilberto podem influenciar um disco e fala também daquilo que o circunda: a internet. sabe? Tinha a ver com música eletrônica e o lance da ambiência. comecei a samplear vários discos do Caymmi. o baiano-quase-carioca-com-péem-Recife Lucas Santtana chega aos 10 anos de carreira como sempre fez: olhando para trás ao seguir em frente. porque era “de mentira”. quero fazer um disco voz e violão”. . Como surgiu a ideia do Sem Nostalgia? Ou melhor. se divide em duas. como ambiência”. poder pensar em outras coisas. visualizava os insetos e ao clicar neles. Belas canções. Então eu pensei que poderia fazer um disco “voz e violão” que mexesse com essa parada da tradição. de noite e pegar o ambiente. podia usar os insetos como instrumentos.. ia ouvindo os sons que eles faziam. Aí eu pensei que.lucas santtana //039 Sem nostalgia nem contradição. em 2008: “tá na hora. “porra. a ideia do disco ou as faixas em si? A ideia. Comecei então a ter várias ideias de como extrapolar aquilo. do Baden. a sala dos insetos. na real. sabe? Aí eu comecei a compor o disco e pensar de que maneira eu poderia fugir do esquema de dois canais. como aqueles sons se misturavam ao ambiente e tal. Dono de uma das mais importantes discografias da recente música brasileira. Atrás do Royal Albert tem o Museu de História Natural de Londres e uma das salas. Sem Nostalgia. Caymmi e Jorge Ben e canções. não era um disco. Quando eu ouvi aquilo. sim. a música brasileira.. sua geração e. Comecei a sacar que eu poderia fazer uma faixa no Jardim Botânico. o que surgiu primeiro. tinha umas máquinas como se fossem displays em que você botava o fone. E fiquei com isso na cabeça por muitos anos. eu comecei a aumentar os graves. que era toda feita para criança. vou fazer esse disco porque ta há muito tempo na minha cabeça”. A primeira ideia que eu tive. na verdade. quando eu tava em São Paulo na casa de um amigo ouvindo um disco do João Gil- berto. descobria de que país eles eram. desconstrói um dos maiores ícones da música brasileira – a voz e o violão – a partir de samples de Baden Powell. só voz e violão. o baixo do violão mudava muito sabe. Quando puxava o “gravão” do disco. só os trechos com os caras tocando violão. Seu último álbum. que eu pudesse avançar e me divertir com isso de várias formas.

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quanto mais gente eu chamar para que acessam aquilo lá. Apesar de fazermos canções. mas não só isso. que eu mas do ponto de vista do negócio da música mesmo. não é bossa nova. sendo ele um Jacumã”. Nunca teve você colocou dois bateristas fodas.br [+1] Do Amor e banda Cê do Caetano [+2] De uns 3. independente de ter uma Esses seus 10 anos de carreira. não seja feito num arranjo Não.com. de emrock legal. a gente vai tentar colocar parada nostálgica. Eu democrática. na anos que a indústria fonográfica ruiu. No “Who Can essas canções? preender música. porque eu pensava que como sabe? Então. para que seja tão interessante quanto a canção. um jeito de viver de música. eu chamei vários produeu tenho um blog. isso é feito de uma maneira tão careta que Tem um lado muito legal que é esse de eu e toda essa a canção fica feia. sim. não só do ponto de vista artístico. um jeito de fazer música. muito difícil. Enfim. tenta desconmúsica. acho legal violão. que Eu acho que realmente hamos gravadora – nunca tivemos. algo que não é exatamente samba. coloquei teu disco para baixar lá’. Não é que não tenSay Which Way”. mas você nunca vai ouvir um americano fazendo. sabe? Eu acho que a época que um arranjo com maior número de timbragens possíva gente está vivendo é a época mais legal. por milhares de blogs. mais el. Como foi escolher cada músico Recife. Quando eu pensei no disco. se não tiver som abraçando galera da minha geração estar se inventando. 4 anos para cá. dela cansou um pouco. Ao contrário. E ao mesmo tempo. tores e vários músicos. que é o meu net. já tinha feito faixa do disco dele. Como o Curumin. chamava o Do Amor. A gente a canção. de certa gente tá inventando um jeito de fazer uma pegada sambaforma. porque canso de ouvir canções bonitas. mas está voltando. . vendo que não tenha gravadora. eu chamava quem tinha a soltar uma batida e construir uma música em cima ver com a faixa.042\\ noize. de você não é tão rock assim. não é tropicália nem jovem guarda. E pensar que isso é multiplicado produzir junto comigo. como o Custruir e reconstruir rumin. na sonoridade. Então. o Chico Neves. a chamava alguém com disco que. que é uma banda rock. mas uma vontade de ter sido cupação muito grande para que na hora que aquelas artista em outra época? canções forem gravadas. Mesmo minha geração. Curumin e o Marcelo Callado+1. que já tocavam comigo. isso voltou. a concorrência é grande. Não é que a gente nica. . eu fiquei até meio assustado. têm sendo um artista muito bem adaptado a intermuito essa história das texturas musicais. É uma época. Então. nunca teve jabá pra tocar em rádio. por exemplo. então eu “A gente não está só fazendo música. você às vezes sente algo que. eu não curto muito. voz e que a gente está vivendo. Tanto é que eu acho a não está só fazendo música.” era uma parada meio essa coisa da canção rock. como o gravadora. a gente nunca teve. mas que quando são todo mundo faz música. eu realmente sou um cara que não tem essa tradicionalista. temos uma preoseja nostalgia. Como foram as gravações? Lendo a ficha técum jeito de empreender música. em teria no violão. foram os 10 sonoridade atrás. de colocar aquele disco para 100 amigos seus ser voz e violão. gente como o Curumin. o João Brasil que já tinha feito coisa junto. de viver de música. gravadas. era um disco que já tinha uma amarração. a Céu. que pudesse catalisar o que a faixa pedia. depois do show no Rec Beat. Por exemplo. trampo há algum tempo. o Do Amor. ficou nos anos 90. para tocar baa internet vira nossa única aliada. talvez não barato. E daí eu comecei a chamar a galera que eu já pensar sobre ele. só podia do blog. Uma faixa que era samba-rock Como você vê o Sem Nostalgia no meio deste renascimento da cancomo “Um Amor Em ção+2. A canção que se defende sozinha. a gente tá inventando MPB hoje uma coisa muito careta. eu saí na rua e e produtor para cada faixa? uma um monte de gente veio me parar para dizer ‘po. é muito boa essa coisa do boca-a-boca. gravar em estúdios diferentes. porque essa coisa de groove. de certa forma dá para falar que estamos vivendo uma espécie de renascimento da “canção brasileira”. Acho legal viver esse tempo em mais vai enriquecer uma coisa que é uma só.

O que você acha que seria então seu som? O que te define? Meu som sempre foi textura musical. . do baixo e achar principalmente a sonoridade da faixa. Sempre achei que era mais arriscado e me daria mais tesão fazer coisas que nunca foram feitas. mas nunca achei que teria sentido se eu fosse fazer “uma nova MPB”. o som que tem atrás é muito uma coisa de tapeçaria musical. de culinária. Eu gosto muito. que se forma e dá vida a um som só. não quer dizer que eu não goste. Canção com textura musical. achar sonoridade da guitarra. Desde o primeiro disco meu barato sempre foi achar sonoridade. tentar fazer o que já foi feito. Se você tirar a voz. que é tudo isso junto. sabe? Sempre achei essa ideia muito caída. Você acha que o título Sem Nostalgia talvez seja um resumo de como você conduz sua carreira? É um resumo no sentido de que eu nunca quis muito reproduzir a música popular que veio antes de mim. E quando eu falo isso. pode chamar do que você quiser.//043 Apesar de guardarem semelhanças. sabe? Achar sonoridade do instrumento. seus quatro discos têm ideias completamente diferentes.

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_texto BRUNO FELIN _AGRADECIMENTOS DANIEL VILLAVERDE .

Até ter aquele boom do Nirvana. imprensa! Bom dia!”. E mesmo quem fala de bandas. fez muitos de seus integrantes também se aventurarem nas páginas dos zines. Eu poderia começar este texto da maneira que quisesse. a grande mídia não dava atenção”. em algum buraco underground pelo Brasil. entre os anos 80 e 90. Safari Hamburguers e Paura . Cadê a imprensa brasileira? Fico impressionado como os grandes veículos de divulgação de notícias ainda estão a ver navios. onde os correios faziam o papel da web. aponta Alexandre Cruz “Sesper”+1. essas publicações marginais funcionam como centralizadores de idéias em comum e de informações que não circulam na mídia de massa. A necessidade de uma divulgação mais abrangente. mais selos. Psychic Possessor. dizer o que tiver vontade sem precisar manter um código editorial ou ser imparcial. é a respeito de duas ou três. Assim como ele. Alô.XeroX cultura //047 Transgressão. Noise e Flores. [+1] Alexandre tocou em outras bandas como Ovec. “Como nos comunicávamos por correio. por exemplo. Se você não viveu a era de ouro dos zines. os fanzines impressos não têm obrigações com ninguém. O caráter transgressor “Havia um cenário independente que não era coberto. que editou o Crude Reality. Tudo que saísse mais tarde na mídia convencional já teria passado por um zine. Como é possível perceber nesse editorial escrito por Sérgio Vanalli no zine Broken Strings. tente imaginar como descobrir uma banda antes da internet. de junho de 1993. Se a mídia de massa e as poucas revistas especializadas praticamente ignoravam a cena independente brasileira. o TV zine (que vinha com uma K7 de 45 min) e o zine de arte Introduct Zine+2. E esse é o grande barato. vocalista do Garage Fuzz. Era uma revolução digital antecipada. Os zines são o longo uivar dos coiotes da mídia. É inegável! A peste se prolifera. explica Sesper. “Mais bandas. Produzidos artesanalmente. uma resenha de show dizendo que na entrada encontrei uns safados de tal banda ou que enchi a cara. perdi os shows de abertura mas participei da maior roda punk da vida depois. fazíamos o fanzine para ter um algo a mais para divulgar com a banda”. ou. pioneirismo. mais palcos e divulgação. como conhecer novas bandas? Quais os lançamentos do mês? Onde ler uma entrevista de uma banda que tem apenas uma demo em K7 lançada? Eram os zines que assumiam esse papel. que colocasse as bandas em contato direto com seu público. Como os fanzines impressos fizeram o papel dos blogs de hoje bem antes da internet. outros artistas entraram nessa. É a famosa liberdade do “faça você mesmo”. Ser livre para pensar pelas teclas da máquina de escrever sem revisar muito. Ainda falta infraestrutura. paixão. mais público. sendo a maioria em offset (xerox).

um catálogo de discos. resenha ou onde mais fosse possível. “Eu morava no interior e isso era minha porta pro mundo. analisa Alexandre Cruz. relembra Frederico Finelli. Todos essas cartas geravam um problema na hora de bancar os altos gastos com o correio. A pirataria de fitas K7 era na verdade um tráfico de informação. quase como uma sociedade secreta. um material”. o material ia circulando. De certa forma o mundo também estava ab- “eu eNtrevistei o fugazi em 1996/97 por carta. muita urgência e na maioria das vezes tudo vira um nada” conta Finelli. com um prazer diferente do que hoje é o MP3. vontade de mandar cartas e o endereço de um fanzine para abrir as portas da percepção. No mínimo serviria de moeda de troca para conseguir outras coisas. lutando com idealismo. Comprava-se discos. Tendo o correio como principal via de comunicação.br Nenê Altro do Dance Of Days. é muita informação.com/ [+3] O papel carbono servia para que as máquinas de raios-X dos Correios não identificassem o dinheiro. troca de flyers de bandas. poderia ter acesso ao que gostava—bastava interesse. importante na virada do século. teve sua raiz ligada aos fanzines. por exemplo.048\\ noize. A diferença está toda no tempo. era a máquina que embalava o circuito das bandas que estabeleceram a base para o movimento independente que conhecemos hoje. As pessoas estavam ali porque realmente gostavam”.” FREDERIcO FINEllI [+2] introductfanzine. que editou os zines Nuclear Yogurte e Infektos Muertos. às vésperas da web 2. possibilita um desfoque. blogspot. [+4] Ótimo blog para encontrar demos antigas em K7  demospradownload. a foto da banda ao vivo ou a capinha da demo. vendas de K7 por catálogos impressos. rodou o Antimídia. ou vinil e tentando imaginar [a música]. o espírito transgressor que estava presente no conteúdo refletia-se também em uma artimanha. os endereços e caixas postais para contato eram informações fundamentais. “Era uma ansiedade imensa (risos). Assim como acontece hoje. elas eram ouvidas na íntegra. Foram meses para um processo de pergunta e resposta se concretizar. com a internet. um tesouro repassado só para os amigos. ao lado de Gustavo Insekto. foram meses para um processo de perguNta e resposta se coNcretizar. mas por outro lado. E a relação com o carteiro? Todo dia era uma expectativa pra ver se chegava uma carta. A partir dos contatos por carta. Assim como as fitas+4 demoravam para chegar nas mãos das pessoas. Mesmo as bandas de fora se dispunham a manter contato e enriquecer essas mídias independentes. retirar o carimbo com uma daquelas pastas de dente cheias de bicarbonato de sódio e ele estava pronto para mais uma missão. mesmo na menor cidade do País. qualquer pessoa. Acho a internet incrível. Era dessa maneira que bandas de “fora do eixo” apareceriam pelo mundo. net rolando o dinheiro em duas folhas de papel carbono+3 dentro da carta e torcendo para que a banda mandasse o material de volta.com. Os zines uniam essas pessoas.com [+5] submarinerecords.0. entrevista. “Os blogs que hoje distribuem discos inteiros são os mais próximos do que fazíamos antigamente”. Nada era descartável. Bastava descolar o selo com vapor d’água. “Eu entrevistei o Fugazi em 1996/97 por carta. que tocava na banda Ornitorrincos. O gaúcho Daniel Villaverde. Lembro de ficar folheando páginas de zines repetidamente pra ver. reflete Daniel Villaverde. Entrevistas feitas por carta. sei lá. Uma maneira de extravasar a vida . “Se agora a gente tem uma cena independente em que as coisas são mais fáceis é por que nos anos 90 tivemos toda uma geração pelo Brasil que batalhou. Nessa hora. blogspot. seja no editorial. O movimento oculto destes impressos. erto aos zineiros. fitas ou camisetas en- editor do zine mineiro Needle entre 95 e 98 e dono do selo Submarine Records+5.

XeroX cultura //049 .

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O primeiro fanzine (fan + magazine) teria se chamado The Comet. A facilidade de se criar um blog online. A verdade é que desde o surgimento da imprensa no final do século XVI com Gutenberg. A estética também é importante. No fim das contas. especificamente. Outra parte importante contava a quantas andava o cenário de alguma cidade. fica. resume Marlos de Souza. Sem a possibilidade de ouvir o som imediatamente. As artes em xerox. Todo esse romantismo não morre. Os reviews de discos. que não derrubou o rádio. E todo dia chegava material. Uma evolução natural A chegada da internet transformou os zines em algo praticamente impensável de se fazer hoje em dia. A letra da máquina de escrever. explica Marlos. é papel. assim como a internet não acabou com a televisão. “O fanzine me dava um prazer imenso e muita satisfação pelo simples fato de divulgar as coisas que achava legais e que mereciam um espaço”. além do poder da mobilidade. qualquer coisa que se classifique como zine será um. os blogs não substituem os zines. o papel guarda um prazer tátil. uma evolução natural. por mais desgastados que estejam os termos. que não deixou o jornal ultrapassado. No fim das contas. falar de outros zines também era algo comum. “Os fanzines eram o primeiro lugar pra onde as bandas mandavam seu material. Mesmo que a comunicação tenha mudado completamente. críticas. Apesar de todas as facilidades criadas pelo mundo online. Os focados em música. diversos zines já devem ter rodado o mundo sem que fossem chamados assim. lançando ou surgindo. quem estava tocando. claro. sou fã. especialmente se ela chegar até as suas mãos. possuem alguns elementos que se repetem e que são importantes fomentadores da cultura. eram uma análise mais detalhada dos grupos e a parte que exigia mais esforço jornalístico. explica Daniel Villaverde. “Um moleque hoje dificilmente vai ter saco pra ficar sentadinho lendo um zine. Porém. foi deixando o papel. ver uma resenha de show. do amor por determinado assunto ou prática. numa espécie de mini-resenha com o endereço de contato. 20 por dia. outras vezes geniais. e falava de cinema e literatura de ficção científica. nada tira o valor de uma boa informação. Esse zine aqui (mostra) tem 13. cara. Eu escrevia cartas compulsivamente—15. basta pensar que eles eram a principal fonte de informação sobre o som das bandas. “Eu gosto de blog. Aquela habilidade e esforço exigidos para a criação de um impresso foi substituída pelo template pronto de um blog. Não é a mesma coisa que ler no computador”. pensamentos. Tudo isso aproxima os zines da cultura alternativa ou punk. Ele está é logado num site de rede social pirando em outras coisas e baixando o “track 04” que ele nem sabe de qual disco veio”. Com os fins lucrativos deixados de lado. podendo ser atualizado constantemente e com (supostamente) a mesma liberdade.br chata naquela cidade. As entrevistas. a cola e a tesoura quase obsoletos. e o orgulho pessoal de ver a repercussão pública de algo absolutamente autoral e sem fins lucrativos. editor do gaúcho And Chimarrão For All. que identifica o esforço. Ainda não estamos bem equipados o suficiente para ler a NOIZE online ou um blog—seja usando iPads. ou o que for. 14 anos e tá aqui. mas o zine eu levo para onde quiser. Tudo para que a “xerox mania” se disseminasse. muitas vezes toscas. tinham um impacto fortíssimo. o que se perde com o aparente sumiço dos zines é maior do que o que se ganha com a internet. relembra Villaverde. ou de demo tape em algum fanzine era como sair na Rock Brigade”. a postura adotada nas respostas ganhava bem mais relevância.com. em plena grande depressão da década de 30. por exemplo. numa fila ou no banheiro. Diz-se por aí que o primeiro zine como conhecemos hoje surgiu junto ao movimento punk na Inglaterra da década de 70 e chamava-se Sniffin’Glue. Para elas. Outra versão diz que eles nasceram nos EUA. era só esperar o carteiro”. . A paixão A cultura dos zines serve-se da paixão. cutuca Fred Finelli.052\\ noize. Um grande desejo de expressão de ideias. Kindles ou o que for—no ônibus.

Escarro Napalm . AAAH!. Enxofre.XeroX cultura //053 Em sentido horário: Maximum RocknRoll.

lançado pela Monstro Discos em 1998. e a gente resolveu falar com eles para saber um pouco do que existe por trás de tanta história. Não é por acaso: Mini. Antônio Torriani. Eles também assistiram à gravação da Demo Amarela+1 no provável primeiro estúdio de Thomas Dreher em 1995.br Mini Veste: CAMISETA Vulgo MUNHEQUERA Acervo WALVERDES Mini e Marcos estavam lá quando um núcleo de amigos se juntou para formar a adolescente e explosiva Walverdes em 1993. e acompanharam de perto a repercussão do álbum 90 Graus. Fotos. .com. Patrick e Marcos são a Walverdes.054\\ noize. A dupla assistiu à entrada de Patrick na banda. o debut em festivais nacionais e a participação do power trio no Video Music Brasil de 2006. eles estão sempre presentes quando os barulhentos da Walverdes sobem no palco para honrar o lugar cativo que têm no coração do underground brasileiro. Direção de Arte e Produção: Marco Chaparro e Rafael Rocha Texto e Entrevista: Maria Joana Avellar Agradecimentos: Eduarda Medeiros. Em quase duas décadas.

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Marcos Veste: CAMISETA Sound And Vision JAQUETA Vulgo JEANS King 55 .

Falamos recentemente sobre gravar um EP de covers. Agora. Mas continua sendo um bom resumo. acho o rock péssimo enquanto religião porque engana todo mundo com fantasias de eterna adolescência. cada um escolher duas músicas. Cara. Rita Lee.cc/walverdes [+2] tiny. A gente não pode mais fazer fiasco. Conciso e Eficiente Desde 1993”? Mini: Não usamos mais isso. Como definiriam o momento que a banda vive no presente? Quais os projetos de vocês para o futuro? Patrick: Momento “vamos lançar o disco novo logo”. dois destinos não muito almejáveis. Zé Ramalho. Mas na real escuto muita coisa além de rock.blogspot. Mini. . Raul. aliás... sem dúvida.. muitos músicos preferem que tocar não seja uma obrigação. seja algo só pra divertir e tal. compostos independentemente da melodia e do ritmo da música.. As letras não obedecem sempre à harmonia ou à melodia. Tem gente que acaba tendo ataques histéricos por qualquer problema e só se estressa. na base do “Funciounou? Beleza. tem o nosso compromisso conosco mesmo de gostar de tocar. é coisa de um desabafo de uma época. mas aquilo lá é deprimente. Vocês se arrependem de alguma coisa? Mini: Depois do 90 Graus a gente deixou de ser preguiçoso e a coisa toda andou melhor. A gente fez o que dava pra fazer em cada época. com a banda comemora os anos de estrada relembrando causos e casos perdidos no passado.058\\ noize. Caetano.. Mas. É tênue a linha entre a busca por qualidade e o papel de diva. O que não adiantou muita coisa. mas no nosso caso eu acho que a batida da música é a lei. E a maior parte dos deuses do rock ou vira pó muito cedo ou caricatura.Vou escolher RUSH! O slogan continua “Rock Pauleira. Quando a gente sai pra tocar. Eu não sou de forma alguma roqueiro fundamentalista. Patrick: Eu gosto de MPB anos 60 e 70.br Patrick Veste: CAMISETA Sound And Vision CAMISA FLANELA Vulgo JEANS King 55 [+1] A Demo Amarela está disponível para baixar em tiny. tem um mínimo de qualidade que tem que apresentar. O cara era um grande compositor. o rock ‘n’ roll dominam os fones de ouvido de vocês? Mini: Não. Mini: Não sei se tem alguma regra. agora a gente é bem mais calminho e amigo.   Vocês acham que mudaram a fama de “alucinados e antipáticos” (nas palavras do Mini) que tinham em 1994? Mini: Não. trash anos 80. Naquela história dos Walverdes escrita pelo Mini+2. mesmo que não seja nossa atividade principal. o rock garageiro.cc/walvhist [+] No blog walverdes15. Belchior. tem compromisso com o dono do bar ou o organizador do festival. mas seguem o ritmo. Mas não tenho nenhum grande arrependimento. Essa letra é meio radical demais. no meu pen drive tem Jobim. saca? Mas a gente também não pesa demais o assunto. ele conta que a preguiça foi uma das coisas que impediu a banda de crescer. funk antigo. escuto reggae antigo. Chico. vamos adiante”. não. para você letra e música estão subordinados um ao outro? Letras como a de “Altos e Baixos” mais parecem desabafos curtos.com. que embaço isso..   Conforme vocês cantavam em “Novos Adultos”.. Eu aprendi muito vendo outras bandas em festivais. vocês têm alguma bitolação em se manter fiéis ao rock e distantes da MPB? O grunge. esse lance de fidelidade ao rock eu acho bobagem. a gente encaixa a letra à medida em que vai tocando. É um processo bem intuitivo.. olha o que é a biografia do Dee Dee Ramone. definir a banda como diversão é muito pequeno porque acho que ela é bem mais que isso. vamos combinar.

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 All Hour Cymbals (2007). “Diplomat’s Sun”. que ganhou clipe com Jake Gyllenhaal (!) e Joe Jonas (!!!). sobrevive um resquício do vigor e da batida marcante. mesmo sem fazer dançar. a moça se aventura no rock de “Greenwitch Mean Time” e no pop “Heaven Can Wait”. além de uma percussão cheia de tamborins e chocalhos. o primeiro álbum do Yeasayer. “Saturday come slow” une a interpretação mais do que inspirada de Alburn com o melhor arranjo do disco. Alex Correa MASSIVE ATTACK Heligoland HOT CHIP One Left Stand Com uma lista de participações que inclui nomes da geração 2000 – Tunde Adebimpe. do Blur e Gorillaz –. todas as faixas são compostas e produzidas pelo camaleônico Beck. Maria Joana Avellar . Ainda assim. IRM traz a bela e sexy voz de Charlotte envolta em arranjos feitos sob medida. Depois da angustiante abertura de “Pray for rain”. em geral.. amigo de longa data da dupla. Ana Luiza Bazerque Inspirado em ritmos da África. One Life Stand pode muito bem estar condenado a uma sobrevida. Mas.” é a pedida. mas não escaparam da mesmice. a quase dançante “Babel” ensaia um anúncio de ares menos cinzentos na doce voz de Martina Topley Bird. a única que destoa na atmosfera do CD. mas não é só de alegria que vivem os vampiros. “Ambling Alp” tem belas melodias de teclado. Lucca Rossi Os ingleses do Hot Chip não atingiram por completo o declarado objetivo do novo álbum: fugiram do que se esperava. falava na relação do homem com a natureza sem soar tolo demais. que mostram nuances anteriormente despercebidas. e em poucas delas. e a soberba “I Think UR a Contra”. “O. Odd Blood segura o Yeasayer numa posição relevante no novo rock psicodélico americano. o Vampire acerta nos riffs de guitarra acelerados que consagram o single “Cousins”. E também funciona como trilha para espíritos sonhadores. agora ela aparece num clima super-relax em IRM. como “Thieves in the Night”. com a parceria Horace Andy. Os vocais de Chris Keatin dão unidade ao trabalho – e não raro aparecem sob efeito de vocoders. Mesmo causando estranheza. seja no auto-tune discreto de “I Feel Better”. do TV on The Radio – e da passada – Damon Alburn. com ótimas atuações como em Anticristo—. mesmo assim. exceto “Le Chat Du Café Des Artistes”. história de amor firmada sobre samples de M. com Adebimpe nos vocais. com letra de Jean-Pierre Ferland. Heligoland é marcado pela melancolia em suas dez faixas.A.N.E. Para quem gosta de linhas de baixo dançantes. já que nos habituamos a ouvi-la sussurrando em francês. A trinca que encerra o álbum implica certa reflexão com “Giving Up The Gun”. tão coeso e harmônico quanto decepcionante e morno.CHARLOTTE GAINSBOURG IRM YEASAYER Odd Blood //065 Por mais que o sobrenome a anteceda. o que logo vai abaixo em “Splitting the atom”. Charlotte Gainsboug não se contenta em ser uma cria. Ainda que não haja nenhuma música tão boa quanto “Wait for the Summer”. Depois de fazer o que se esperava dela nos dois primeiros discos—e de já ter se embrenhado em universos bizarros do cinema. Marcus Vinícius Brasil VAMPIRE WEEKEND Contra Baixa estatura e cara de criança: os rapazes do Vampire Weekend parecem ser tão novos que mal se dá a atenção para a maturidade musical que já tinham em seu primeiro CD – mas. ela está lá. nos sintetizadores carregados de “We Have Love” ou no vocal feminino de “Alley Cats”. forte e pegajosa de singles anteriores como “Over and Over” e “Ready For the Floor”. O clima festivo e divertido de “Holiday” também marca pontos. Já “Flat of the blade” é a síntese do que o disco e. a obra do Massive Attack exigem: audições cautelosas. Todas as músicas seguem a linha romântica da faixa-título.I. o disco pode possibilitar agradáveis momentos. os americanos voltam com esse tom ritualístico. No álbum. Em Odd Blood. de All Hour Cymbals. Em Contra isso fica ainda mais explícito: Apesar das percussões à la África terem menos espaço.

E se reinventa inimaginavelmente. e. que estará no já gravado primeiro disco. o que se confirmaria nos próximos anos. como bem disse a revista Rolling Stone. Tudo indica que em 2010 a promessa se concretizará. não agradou Columbia. Segundo o guitarrista Sterling Morrison. seu mais recente EP e o primeiro lançado oficialmente. WHITE LIGHT/WHITE HEAT | Se a primeira gravação do The Velvet Underground havia soado suja. Traduzido para estúdio. os engenheiros de som avisavam. mostra que. que os amplificadores estavam prestes a explodir. entrementes. depois do lançamento pela Verve. As canções registradas no terceiro disco revelavam um Lou Reed extremamente talentoso para composições mais “pop”. THE VELVET UNDERGROUND | A substituição de John Cale por Doug Yule significou uma grande virada na postura sonora da banda. como “Jesus”. Fernanda Grabauska No ano passado. ainda sem data de lançamento. cheia de leveza – compassos e crescendos vertiginosos – com ápice em “Baby Birch” e “Does not suffice”. a segunda soaria imunda. Mesmo a voz de Joanna muda: nódulos nas cordas vocais suprimiram aquela agudez quase infantil. Contendo algumas das músicas mais originais do Velvet. power trio de Umuarama (PR). despontou como grande promessa do indie nacional. e nem os radialistas. a marca registrada do disco. DiscografiaBásica por Gabriel Resende VelVet underground VELVET UNDERGROUND & NICO | O primeiro disco do Velvet Underground é contemporâneo do Sgt. Lucca Rossi EscutE também: Vu. que havia encontrado uma maneira de estourar a potência de seus amplificadores em nome de algo novo. não imediatamente. mas a banda queria testálos até o limite. A despedida de John Cale é suja e bela. “Vitorioso adormecido”. com introdução impecável.066\\ JOANNA NEWSOM Have one on me NEVILTON Pressuposto Depois de um hiato de pouco mais de três anos após o lançamento do elogiadíssimo Ys. O encontro entre a poesia devassa de Lou Reed e a viola hipnótica de John Cale. Pressuposto. o Nevilton. Pepper’s e do The Piper at the Gates of Dawn. o álbum conta com uma mixagem alternativa. negavam-se a tocar a subversão musicada. Elektra e Atlantic. enquanto que a bela “Singela”. “Some Kinda Love” e a belíssima “Pale Blue Eyes”. . antecipa em 20 anos Cat Power e as moças de voz doce. com a distorção desligada. LOaDED. Joanna lança Have one on me. mas os new yorkers não colheram os louros do sucesso como os ingleses. durante a gravação. feita pelo próprio Lou Reed. o vômito barulhento que vestia jaqueta de couro e óculos escuros se transformaria em músicas de dois dígitos de duração com solos atordoantes e gordos. A bem construída “Pressuposto”. mas com a mesma poesia latente que faz fãs mais antigos fecharem os olhos para captar cada palavra de seu extenso vocabulário. por sua vez. segue apresentando o rock garageiro misturado com influências de música brasileira da banda. entitulada The Closet Mix. o trio também funciona muito bem. A microfonia reinava nas apresentações ao vivo da banda. O álbum é uma obra barroca – cada detalhe planejado de forma acurada. combina riffs poderosos com vocais rasgados e melódicos na medida certa. Odes à heroína e ao masoquismo abriram caminho tanto para o punk quanto para o DIY do indie e fizeram do “disco da banana” o álbum mais profético do rock. Os arranjos saem de “voz e harpa” e chegam a um outro patamar de complexidade.Vale a pena conferir o Velvet Underground na corda bamba entre o pop facilmente digerível e a sutileza que só os gênios atingem. que se recusaram a lançar o disco. gruda na cabeça já nos primeiros versos: “Ele tem/ mania de ser João Ninguém”. Ao menos. outra do futuro álbum de estreia. “After Hours”. com alguns vocais de Nico. As letras continuam impecáveis – “On a Good Day” e “Jackrabbits” trazem uma Joanna menos tímida. que.

O lendário grupo da Stax não esperou nem um ano para revisitá-lo. //067 Minor Love foi produzido em um “estado de completo isolamento”.’s. Transference. as descidas são bem mais intensas quando a subida é lenta. com a ausência de três canções – Maxwell’s Silver Hammer. Com o bom Transference. “In Media Res” é o ápice.’S MCLEMORE AVENUE (1970) KARINA BUHR Eu Menti Pra Você Quando for às ruas esta edição. cuja excelência foi imediatamente abraçada por público e crítica – aí a coisa se torna desafiadora. mas eu queria sair um pouco disso. Uma apropriação instrumental que revela ainda mais a força épica do canto dos cisnes não só dos Beatles. Os M. e. As letras brutalmente honestas de Gareth são gritadas por um compositor menos pretensioso em meio a melodias que ganharam complexidade. Spoon Transference ___Instituição do indie rock.: 05/04/2010_ Jónsi | Go “Ia ser um álbum acústico e quieto. Em faixas como “Give Them a Tolken” e “Goblin”. à exceção de Rodrigo Amarante. mas a verdade seja dita: numa montanha russa. segundo Adam Green. Recentemente. promo do disco que está por vir. “There are Listed Buildings” pode ser colocado diretamente no repeat. O clima de afastamento é perceptível no disco. ironiza: diz que vai “fazer ciranda pra entrar na lei do incentivo”. Minor Love é uma miscelânea pop. o músico lançou o vídeo “Go Do”. LOS CAMPESINOS! Romance is Boring Los Campesinos! se mostram ainda jovens. criativo. Desde o lançamento da música “Boy Lilikoi” (que foi disponibilizada gratuitamente para download em dezembro). não tão saltitantes. a banda parece tentar fugir do rótulo de “banda para poucos”. mas de toda uma década. Numismata Chorume ___Dizer que uma banda mistura psicodelia e samba pode soar antigo. Um pouco de predição. Gravar um álbum inteiro dos Beatles é um risco ainda maior. Quase todos os instrumentos foram gravados pelo cantor e. Karina (que é ex-Comadre Fulozinha) é surpreendente e ao mesmo tempo consciente da ironia que emerge da sinceridade de suas melodias pop. Concrete Jungle mostra uma nova cara no mercado liderado por nomes como Lauryn Hill e Erykah Badu. canta letras singelas e diretas. O disco faz. o Spoon lança seu 7º LP. uma guitarra distorcida e uma percussão mal tocada lembram uma gravação caseira. “What Makes Him Act So Bad” parece uma (ótima) faixa perdida de Velvet Underground. O ar é irônico. mas o extremamente paulista Chorume é autêntico e urbano em todos os sentidos. quase nenhum músico era permitido no estúdio. Quando a obra em questão é o Abbey Road. problemático e genial. outro tanto de bom senso permitem fazer essa afirmação com segurança. Octopus’s Garden e Oh Darling. é provável que isso aconteça. Alguns podem argumentar que sentem falta do instrumental desvairado dos primeiros trabalhos. Marcelo Jeneci e sua cia. & The M. o disco cumpre seu papel. & THE M. organizando tudo em três grandes medleys e uma versão matadora de Something. acompanhada por instrumentistas do mais alto escalão (Fernando Catatau. guitarras e reggae. Depois de entoar ciranda (“O Pé”). de alguma forma. explodiu” falou o ex-Sigur Rós Jónsi Birgisson. e sim mais ácidos e diretos. o minimalismo fica evidente. surpreende ao mergulhar em distorções eletrônicas sem medo e nos momentos certos. com Ga Ga Ga Ga Ga. Misturando R&B. Fernando Corrêa Gravar Beatles é sempre um perigo. a sua maneira. Representante da boa música de Recife.G. sobre o novo disco “Go”.G’s desconstruíram o disco. McLemore Avenue é o famoso disco dos Fab4 pelas habilidosas mãos do Booker T.“The Sea is a Good Place to Think of The Future” é um belo exemplo de uma banda crescidinha– ao seu jeito weirdo de ser. Carolina de Marchi redescoberta BOOKER T. As composições têm certo despreocupamento. prolífica). Confira no YouTube. mas triste.ADAM GREEN Minor Love ta por vir . muitos jornais terão falado bem de Karina Buhr. Depois do relativo sucesso em 2007. Inovadora e tradicional como Recife. diferentemente de suas últimas obras. Karina rima com a conterrânea Lulina também na voz econômica que. típica de um artista cheio de referências. Em “Lockout”. Gustavo Foster confira Nneka Concrete Jungle ___Primeiro álbum da nigeriana Nneka a ser lançado nos EUA. o disco é um dos lançamentos mais aguardados tanto pelo público quanto pela imprensa. hip hop. . uma etnografia musical delicada de São Paulo.G.

Precious.5 de 5 . Lenny Kravitz Lançamento_ 2010 Nota_ 4. A partir disso. reunindo nas figuras deprimidas dos monstros a essência dos sentimentos infantis de insegurança.A ajuda. um menino de nove anos. No aspecto técnico. o filme é um primor. a solidão. o longa se apoia nas atuações mais do que marcantes de Sidibe. Mariah Carey. faz bagunça em sua casa e é mandado para a cama sem jantar. Catherine Keneer. amor. onde é coroado seu rei. tem nos adultos o seu público ideal. ciúmes. de atriz coadjuvante. podem ser espelhados toda a gama de sentimentos e ressentimentos humanos. para Lee Daniels. A história de Onde vivem os Monstros. até chegar ao lugar onde vivem os monstros. que concorre a estatueta de melhor atriz. Com roteiro adaptado de Push. Onde Vivem os Monstros é um destes filmes que. e de M’onique. do Arcade Fire. tenha feito falta). Paula Patton. tem 16 anos e o que pode se chamar de um arremedo de vida. Lucca Rossi Diretor_ Lee Daniels Elenco_ Gabourey Sidibe. Precious torna-se síntese de um problema que até hoje – a história se passa no final da década de 1980 no Harlem.068\\ cinema ONDE VIVEM OS MONSTROS Max. novela da poeta negra Sapphire e com cinco indicações ao Oscar deste ano. É o início tardio de uma vida que até ali não existira. vive com a mãe. No filme. bairro de maioria negra e hispânica de Nova York – marca a sociedade americana: o abismo existente entre negros e brancos e a total falta de perspectiva para um jovem negro nascido no gueto. fantasia uma floresta e uma longa travessia por um mar violento. and the Kids é divertida (embora a ausência de “Wake Up”. Precious parece não ter força para reagir à mãe. que atende jovens com problemas de aprendizado. embora classificado como infantil. Mas mais surpreendente ainda é a profundidade emocional que o filme abraça. que tanto tocou nos trailers do filme. Na dinâmica das relações entre os monstros.5 de 5 PRECIOSA Claireece Precious Jones. Rodney Jackson. na pele da violenta mãe. começa a ler e a escrever o que sente. Samir Machado Diretor_ Spike Jonze Elenco_Max Records. em especial na expressão dos monstros. então. A trilha de Karen O. ela é indicada pela diretora a outra. semianalfabeta e grávida pela segunda vez do próprio pai – o primeiro filho tem síndrome de down –. protagonista do perturbador Preciosa – Uma história de esperança. James Gandolfini e Catherine O’Hara Lançamento_ 2010 Nota_ 4. com uma direção de arte e efeitos especiais que impressiona pela sutileza. vem de fora. Mo’Nique. é composta por onze frases e uma porção de belíssimas ilustrações. incluindo a de melhor filme – a primeira para um cineasta negro na história – e direção. Que o diretor Spike Jonze (de Quero ser John Malkovich e Adaptação) e o escritor Dave Eggers (editor da McSweeney’s) tenham feito deste material um longa-metragem é surpreendente. que a violenta moral e fisicamente. Obesa. agressividade e. interpretada pela estreante Gabourey Sidibe. deslocamento. pairando acima de tudo. livro infantil escrito e ilustrado por Maurice Sendak. Apesar do sofrimento. Expulsa da escola. Incentivada pela professora.

Que eles não sejam apenas vítimas. Manu D’Almeida Dirigido por Jason Reitman. frente ao cenário recente da Crise Mundial. a megalomania. Samir Machado COMO A GERAçãO SEXO DROGAS E ROCK’N’ROLL SALVOU HOLLYWOOD de Peter Biskind (2009) Imagine um livro que conta como os cineastas da década de 70 – Spielberg. os excessos – está tudo em detalhes. Altman. defende seu modo de vida isolado e sonha em acumular 1 milhão de milhas aéreas. o cineasta consegue colocar em evidência o desmoronar das utopias políticas pós-1968. Entre hotéis e aeroportos. O filme se apoia sobre três bases bastante sólidas: as excelentes atuações de Clooney e das duas mulheres (Vera Farmiga interpreta uma mulher com maturidade e realismo pouco vistos em filmes). A ganância. Nos deparamos com um cenário exuberante. mas também protagonistas da própria derrocada. a bela trilha sonora. capaz de gerar poder e dinheiro na mesma proporção em que destrói os personagens desse sonho. Como caça. muito bem explorados pelo diretor de fotografia Todd Heater. Friedkin – tomaram o poder dos grandes estúdios de Hollywood e. Um exemplo: você sabia que Martin Scorsese ouvia London Calling enquanto o set de filmagem não estava pronto? Peter Biskind conseguiu tudo isso em seu Como a geração sexodrogas-e-rock’n’roll salvou Hollywood. ondas perfeitas e ângulos inusitados. traz  George Clooney como um funcionário terceirizado cuja ocupação é demitir pessoas. cansado da vida de world tours e à procura de uma experiência transformadora. até ter sua posição ameaçada por uma novata (Anna Kendricks). Como caçador. Coppola. incluindo MGMT. Ashby. Leonardo Bomfim . Raconteurs. com uma proposta de demissões via internet. o IRA e uma enorme melancolia que – realçada pela música fantástica de Ennio Morricone – percorre as imagens até o fim. Se pode parecer estranho o surfista estar à procura de privacidade enquanto dois homens filmam todos seus passos. Debruçando-se sobre a Revolução Mexicana do início do século XX. de Obrigado por Fumar e Juno. mas que dão um panorama claro e devastador da máquina de sonhos chamada Hollywood. É a história da Nova Hollywood. A produção (dirigida por Taylor Steele e lançada pela Hurley) mostra um Rob ainda mais bicho-do-mato. É na busca por respostas e pela chance de surfar ondas perfeitas sem crowd que ele segue para uma remota ilha da Indonésia. muitas vezes nada honrosos. de brinde. Lucas. o espectador está diante um maravilhoso western spaghetti. José González e próprio Rob com Jon Swift. ainda apresenta as fofocas e os bastidores do período. também tem muito a ganhar. Scorsese. pois o filme de Sergio Leone é um dos mais contundentes tratados sobre a ressaca revolucionária dos anos 70. Gabriel Innocentini Redescoberta QUANDO EXPLODE A VINGANçA (1971) Quando Explode a Vingança pode ser visto com olhos de caça e de caçador. talvez o melhor. trabalho de natureza desagradável que encara com otimismo e um certo senso de dever. só a torna mais atrativa. Lá estão a referência maoísta. cheio de cenas dignas de antologia. compensa.cinema livros //069 THE DRIFTER de Taylor Steele (2010) AMOR SEM ESCALAS de Jason Reitman (2010) The Drifter vai a fundo na vida “zen” do lendário surfista Rob Machado. os ótimos diálogos e a atualidade da história.

A combinação criada por equipamentos luminosos em movimento. sem sombra de dúvida. “The Memory Remains” – única da fase Load/Reload presente no show – nem toda memória permanece. a banda é puro carisma. Além de tocar com muita vontade. Ainda houve espaço para a inédita “Don Quixote”. “In My Place”. Hetfield já não canta tão rasgado? Não. que teve seus refrões cantados a plenos pulmões pelos cariocas. e gritos de “die. 28/02 METALLICA Porto Alegre. com destaque para Ride the Lightning e Black Album. também apareceram a lullaby “Postcards From Far Away” e a deliciosa “Life In Technicolor II”.070\\ SHOWs 1 fotos: 1 | Henrique Sauer 2 | Felipe Neves 3 | Victor Sá 4| | Eduardo Macarios 2 COLDPLAY São Paulo. vieram “Clocks”. “Glass of Water”. que não animou. o mais próximo da pista. A cia. Mr.The Bad and The Ugly começou a passar no telão. visceral. ganhou um dos backgrounds mais legais da noite. dois sons de Ride the Lightning: “For Whom the Bell Tolls” e a faixa-título. pulando com o baixo. Kirk Hammet e seus acenos conquistam o público. obviamente. lançada no EP Prospekt’s March.Vou usar frase pronta e dizer que a espera valeu a pena. brilhante e chamativa – alguém lembra desta mesma lua quando foi tocada “One” na primeira vez da banda em Porto Alegre? Eram mais de 21h30min quando The Good. em que a manjada presença de balões de ar alegrou os fãs novamente. apesar de ser pouco conhecida. 28/01 O Coldplay se anunciou com a valsa “O Danúbio Azul”. Parque Condor. Erros durante o show? Sim. As viagens visuais nos telões eram experiências à parte. que funciona ainda melhor ao vivo do que no estúdio. com raios de luzes passando por toda a Apoteose. A sequência inicial deixou o público extasiado: passada “Violet Hill”. die. recebeu o grupo para uma versão acústica de “Shiver”. e a fulgida “Yellow”. Mas qual a graça de ver um show exatamente igual ao CD? Bom mesmo é esse Metallica. “Creeping Death” inaugurou o set com a força que os headbangers esperavam. selecionada para fechar a apresentação com direito a chuva de fogos. Ao todo. James se comunica com os fãs o tempo todo e mantém a energia. die!” ecoavam no local. Alex Correa Tem coisas na vida que são injustas – uma delas é esperar 11 anos para poder rever o Metallica. principalmente de Lars. Chris Martin saltando de um lado pro outro e chuvas de borboletas brilhantes fez com que “Lovers In Japan” alcançasse a excelência. emendada com a instrumental e convidativa “Life In Technicolor”. coroada pela gafe de James Hetfield se dirigindo à plateia: “Welcome to Metallica’s first time here”. o palco contava com três setores – um deles. com uma lua cheia. Anger. Do EP. Lars Ulrich diverte com suas caretas. magnético! Ricardo Finocchiaro . vindo logo atrás de “Viva La Vida”. Hetfield? O restante do set foi um passeio pela história da banda. Na sequência. Noite quente. Rob Trujilo parece um adolescente. de Chris Martin não trouxe às terras tupiniquins sua maior estrutura – na América Latina. de Strauss. Mais curiosa ainda foi a música seguinte. pesado e. não é. recebida com apatia. e omissão total do controverso St. Praça da Apoteose. foi o palco B do Coldplay que entreteve o público.

A apresentação foi rápida. especialmente o baterista Alves—que alia uma pegada forte. James Bar. em plena sexta-feira de Carnaval. depois de uma série de shows no Canadá e nos Estados Unidos—incluindo uma participação no renomado festival South by Southwest. Jovem Pelerosi A ressaca do carnaval não ajudou o The Name em sua passagem por Curitiba. Pena de quem perdeu.Além disso. 18. a banda não cansou de repetir que se divertiu como nunca na turnê. a banda deve voltar para a região no meio de 2010. que logo no início fez com que todos chegassem juntos à mesma sintonia do universo instrumental erótico que os consagraram como um dos melhores discos e shows dos últimos anos. Studio SP. No palco. lançado no final de 2009. podia ter levado bem mais gente ao James. que acontece em março. Sem dúvida. Organizado pelo Amerê Beta Coletivo. e mantiveram a energia no limite por mais de uma hora. descendentes da vanguarda paulistana. e “Assonance”. o Studio SP recebeu as atrações do Circuito Fora do Eixo. a uma criatividade rítmica fora do comum. O som do The Name é bastante calcado em Franz Ferdinand e Gang of Four: ênfase no baixo e na bateria. 18/02 O maior Festival Integrado da América Latina. seu segundo álbum. O show do power trio de Sorocaba na quinta-feira. que contou com a participação da “Subburbia”—quinteto curitibano que fez o show de abertura. que são um espetáculo à parte assim como os vocalistas personas à frente no palco. penúltimo da turnê da banda pelo sul do Brasil. 12/02 THE NAME Curitiba. O público já conhecia grande parte das músicas satiricamente narrativas.//071 3 4 GRITO ROCK SP São Paulo. De acordo com o baixista “Molinari”.A primeira banda a se apresentar foi o Porcas Borboletas. Chico Marés . Na estrada com A Passeio. As datas ainda não foram confirmadas. realizador do evento em mais de 80 cidades. o Grito Rock foi realizado pela terceira vez na capital paulista. com riffs propositalmente tortuosos. é a banda referencial de uma nova era na cena independente. Mas quem perdeu não precisa se desesperar. a atenção foi voltada para o Macaco Bong. celebrando de maneira experimental o futuro que já começou. o show deles está chegando ao seu ápice—tanto na pressão do instrumental base e na percussão afro-descendente. com a guitarra livre para brincar. vai ter que esperar para ver um dos shows mais enérgicos e divertidos da cena indie brasileira. Na sequência. de Uberlândia (MG). com canções dançantes e divertidas como o novo single “You Want It Back Now”. quanto nos efeitos. a Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte trouxe a mixagem do melhor da música contemporânea brasileira para a pista. Eles tocaram algumas músicas novas que devem estar em um novo álbum. Um dos motivos que os coloca à frente de tantas outras bandas com a mesma influência é a qualidade técnica dos três músicos. O trio não precisou de muito mais do que meia hora para incendiar o James. perfeita para a pista de dança. no Texas. de Cuiabá (MT). com uma expressão realmente inovadora.

aquelas que a maioria do público foi ouvir. que passou pela intensa “Promises” e fechou com a doce “Dreams”. o público foi renovado e a lotação muito maior.Quem viu pode fazer a cabeça. Uma das raras exceções era a imutável Dolores O’Riordan. Pepsi on Stage. O show encerrou com “Master Celebrator”. quando o espetáculo sensorial da banda começou. Logo depois. Mas mesmo que a set list tenha priorizado os sucessos. a sequência de hits poderosos me fez pensar que se tratava de uma estratégia para abreviar o sofrimento. que pelo visto se divertiram junto. “Animal Instinct” e “Linger” foram cantadas em coro. “How”. de clássicos explosivos como “Salvation”. Teatro do Bourbon Country. A atmosfera se concluiu no bis.O horário de shopping fez com que o show de abertura da Atrack fosse visto por não mais que 20 pessoas (das quais não me incluo). Mas uma coisa não muda: quando soltam os acordes de músicas como “Believers”. claro. A estrutura de palco ajudou nesse sentido e a proximidade física com o público fez dos intervalos entre os sons um bate-papo com o vocalista Ingemar Jansson. foi cantada direto do gargarejo pela vocalista. com direito a meninas na garupa e celulares levantados. Bem diferente do forno enfrentado pelos fãs de No Fun At All há 10 anos no Garagem Hermética. “Ridiculous Thoughts” e “Zombie”. Logo na abertura com “Mine My Mind” e na sequência com “Believers” foi possível sentir a precisão e o timing com que a banda executa suas músicas. A estrutura é incomparável. Em tantos aspectos. Assim. Bom pra nós e para eles. “Catching Me Running Round” ou “Out of Bounds” a quebraceira entre aquela molecada (97% homens) é grande. que trata de carência e amor. a tática era outra: o show foi crescente. os suecos do NFAA subiram ao palco mostrando experiência pelos cabelos e intensidade pelo som. Bruno Felin . que com um vestido brilhante e um casaco indefectível. o único ponto em comum da plateia do Pepsi On Stage naquela fervorosa e romântica noite de quartafeira era o fato de que todos os cabelos estavam presos. Dolores permeou a apresentação com as histórias de cada uma delas. diferente do que faz na Europa. As canções lentas culminaram em um final arrepiante. 03/02 NO FUN AT ALL Porto Alegre. o show deste ano no Teatro do Bourbon Country foi mais um sinal da mudança dos tempos. o que contribuiu para deixar o clima noventista ainda mais nostálgico. que provocou: “Vejo muitas camisetas do Millencolin hoje… depois do show vocês podem ir ali comprar camisetas do No Fun At All”. limpo e com ar-condicionado parece estranho para um show de hardcore. “Beat’em Down”. Maria Joana Avellar Entrar em um shopping. O NFAA privilegiou músicas antigas. Por saber que aquelas músicas eram importantes na trilha sonora da vida dos presentes. entre incontáveis elogios ao carinho e à resistência física das testemunhas de uma noite tão quente. 27/01 Enquanto o calor na Capital do Sul batia algum recorde que desconheço. ajudou a confirmar a onipresença do assunto—irlandeses não são mesmo acostumados a lugares tão quentes. “Ode to my Family”.072\\ SHOWs 5 fotos: 5 | Elson Sempé Pedroso 6 | Guilherme Santos 6 THE CRANBERRIES Porto Alegre.

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_ilustra combo | espaco rabisco | rj ´ jammin’ .

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mas o cara encasquetou e subiu na pia pra olhar o que eu tava fazendo lá dentro. Quase chegando na cidade. visto a minha tamanha correria. O que ele viu: eu. já que o bar tava abrindo. a privada é limpa. Mas quando entrei na cabininha e vi que não tinha água nem papel. __WC TOUR| O grande problema é que sinto uma necessidade fisiológica nos momentos menos propícios. Pra dar um exemplo constrangedor. Esse é o problema de depender de banheiros alheios. saí correndo pro banheiro. no avião e por aí vai. Por mim tudo bem. O bem estar da viagem da banda está garantida. tinha enfrentado cada lugar que esse eu ia tirar de letra. resolvi (mentalmente) que não era tão urgente. Mas nunca dou sorte. mas só tinha uma privada. já dei muita sorte nas redes de postos maiores. E a vontade foi apertando. Agora não tinha volta.Adivinha o que o úlimo necessitado que passou por lá fez sem água na privada? Cagou no chão. a magia desses banheiros me intriga e o dia-a-dia desses lugares ainda é um mistério pra todos os necessitados. Na beira da estrada. a última coisa que a gente precisa é alguém reparando no que você está realmente fazendo. O maldito bateu na porta e falou pra eu sair da cabine! POXA. tem um espelhão bonito e até secadores de mão elétricos . Mas isso nunca aconteceu (salvo excessões da minha triste infância subindo as serras no banco de trás do carro). nada é melhor do que sentar no seu próprio banheiro. paramos em um posto muito porco. Tinha acabado de sentar. que estava sem trinco. Uma coisa é verdade. Mas o segurança. Tem lugares fora do padrão de vida saudável que eu preferiria fazer numa sacolinha no carro e guardar ou parar na primeira moita que visse. é só relaxar e tomar um cafezinho depois. Sinceramente. Nesses casos. que poderia usar o banheiro do próprio bar. Deve ter pensado que eu estava cheirando ou que eu ia transar comigo mesmo. Poxa. a calça já estava arriada. Um regra: fique de fora dos lugares que não tenham água e papel. o papel higiênico não é rosa e não lixa o seu traseiro. pouco antes de subir ao palco.embora eu ache estes inúteis. Só sei que depois disso. Sentei e fiquei segurando a porta. A palavra higiene é tão relativa nesse assunto.084\\ Qualquer coisa alVes da tHe name FALA SOBRE. nesse momento tão íntimo e sincero. Aquele banheiro brilhoso. vou contar um fato que aconteceu em Ribeirão Preto. Acho que inconscientemente até toquei as músicas mais rápido. O chão brilha. o banheiro era até OK. . Ele começou a forçar a porta e eu segurava. Se você der sorte.. cagando feito uma criança. vai ter até trilha sonora. Claro! Isso! Imagino que seja mais fácil dar uma mangueirada numa pilha de fezes no cantinho do que jogar um balde de água na privada! Agora. lustroso e cheiroso! Me sinto tão bem que gostaria de um day-off ali perto só pra garantir um trono de rei. Pensei ter ganhado. Chegando no bar já tivemos que correr pra passar o som. estranhou..

78 .São Paulo .05435-000 .STUDIO KING55 Custom Shop POA: R.Porto Alegre . 452 .BR +55 11 3032-1838 . Dona laura.RS .Vila Madalena .Rio Branco .BR +55 51 3391-0080 Custom Shop SP: R.90430-090 .SP . Harmonia.

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