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Português

Instrumental
para o trabalho, concursos
e professores

Matemática
Instrumental
para o trabalho, concursos
e professores
Proibida a reprodução, total ou parcial, por qualquer meio ou processo, seja reprográfico,
fotográfico, gráfico, microfilmagem etc. Estas proibições aplicam-se também às
características gráficas e/ou editoriais. A violação dos direitos autorais é punível como crime
(Código Penal art. 184 e §§; Lei 6.895/80), com busca, apreensão e indenizações diversas
(Lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais - arts. 122, 123, 124 e 126).

Capa e diagramação
Fátima Kneipp

Elaboração do Conteúdo
GAIS - Grupo de Apoio ao Investimento Social

Ensinart Editora
Rua Afrânio de Melo Franco, 333 sala 113 - Quitandinha
25651-000 – PETRÓPOLIS – RJ – BRASIL
Tel.: 24-2242.3710 / Fax: 24-2237.2755
www.ensinarteditora.com.br
E-mail: ensinart@ensinarteditora.com.br

Impresso no Brasil
2010
sumário
Apresentação.......................................................................................................................... 5

Introdução
Classes de palavras:.................................................................................................................................................. 9
Substantivo......................................................10
Artigo..............................................................11
Adjetivo...........................................................12
Numeral..........................................................15
Pronome..........................................................15
Verbo.............................................................. 16
Advérbio......................................................... 19
Preposição...................................................... 20
Conjunção...................................................... 20
Interjeição...................................................... 21
Uso do dicionário.................................................................................................................................................. 22

Ortografia
O alfabeto............................................................................................................................................................... 27
Palavras grafadas com SS, S, Ç, Z, X, CH, G e J................................................................................................... 28
Uso do por que / por quê / porque / porquê ...................................................................................................... 32
Queísmo................................................................................................................................................................. 33
Gerundismo........................................................................................................................................................... 34

Acentuação gráfica
Tipos de acentos e sinais gráficos.......................................................................................................................... 37
Acento agudo..................................................37
Acento circunflexo..........................................38
Acento grave....................................................38
Til.....................................................................41
Acento diferencial...........................................41
Trema.............................................................. 42
Cedilha........................................................... 42
Apóstrofo....................................................... 42
Hífen............................................................... 43
Acentuação de palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas...................................................................... 44
Sinais de pontuação
O que são sinais de pontuação.............................................................................................................................. 49
Vírgula.............................................................50
Ponto e vírgula................................................51
Dois pontos.....................................................52
Aspas................................................................53
Travessão.........................................................53
Parênteses........................................................54
Pontos de interrogação e exclamação............54
Reticências.......................................................55
Ponto...............................................................55

Verbos
Número, pessoa, modo, tempo, voz..................................................................................................................... 57
Verbos regulares..................................................................................................................................................... 63
Verbos irregulares.................................................................................................................................................. 66
Apresentação
Prezado Aluno,

Este material didático é um instrumento complementar ao processo de aprendizagem


deste curso. Objetiva atuar como ajuda-memória ao curso on-line que você vai fazer
via internet. Muitas vezes a análise pura e simples deste livro divorciado do processo de
aprendizagem via internet parecerá sem significado, no entanto você perceberá, ao longo
do curso, a complementaridade destes dois instrumentos de aprendizagem: o curso on-
line e este livro.
Os cursos estão focados no desenvolvimento das habilidades e competências do aluno,
muito além da simples transferência do conhecimento de conteúdo. Na versão on-line,
utilizamos um vasto recurso tecnológico para desenvolver as suas habilidades e compe-
tências, apresentando situações e exercícios que possibilitam estimular as capacidades
cognitivas de comparar, classificar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer gene-
ralizações, analogias e diagnósticos.
Outra preocupação de nossos cursos é: que ele seja o início de um processo que lhe per-
mita abrir a porta para você trilhar o seu próprio caminho na ampliação dos conheci-
mentos, habilidades e competências adquiridas.
O objetivo a cada curso via internet é tornar o aluno pró-ativo na internet, num permanente e
contínuo processo de aprendizagem, desenvolvendo: novas pesquisas; visitas a sites; participa-
ção em grupos discussão e comunidades especializadas associadas ao objeto do curso.

Fundamentação Pedagógica

O curso está fundamentado em dois princípios pedagógicos: “aprendizagem significativa”


de Ausubel e “construtivismo”. O conteúdo, interações e exercícios foram desenvolvidos
de modo que a qualificação resulte num processo de aprendizagem significativa.
Todos os conceitos e ideias transmitidos foram adequados aos conhecimentos relevantes
existentes na estrutura cognitiva de um aluno com nível de escolaridade do ensino fun-
damental incompleto (quarta série do ensino fundamental), capaz de ler e compreender
textos de baixa complexidade. Os resultados obtidos no tes-
te de avaliação com o público alvo, num universo de mais de
20.000 alunos, mostraram pleno êxito em atingir o objetivo
estabelecido, com índice de reprovação inferior a 2%.
Conhecendo o curso
1. Matrícula na plataforma de ensino na internet

O primeiro passo será, no computador disponibilizado, acessar a internet na página


http://geralearning.geranegocio.com.br. O próximo é raspar o cartão de matrícula virtual
para obter o código de acesso.
• Identificado o código de acesso, clique no campo destinado ao cadastro:

• No espaço em branco, digite o código identificado no cartão que raspou, e clique em Enviar:

• Crie seu login e senha. Esses dados o identificarão no restante do curso:

• Identifique e selecione a localidade.


• Identifique e selecione a escola.
• Identifique e selecione a turma onde fará o curso.
• Preencha o cadastro.

2. O primeiro acesso

Para navegar no curso, acesse novamente a página dos cursos on-line, e no campo indica-
do, digite o login e senha registrados no cadastro.

• Depois de ter entrado no ambiente do curso com seu login e senha, você visualizará a tela de
seleção do curso.
• Para navegar no curso, basta selecionar o curso desejado e clicar em Enviar.
3. O ambiente do curso

Feito o procedimento acima, você será enviado para a tela inicial do ambiente do curso.
No canto superior esquerdo, estarão seus dados de identificação e o nome do curso que
irá fazer.
• Você deverá iniciar a navegação clicando sobre o botão Iniciar sistema de ajuda.

A navegação no sistema de ajuda irá mostrará todos os recursos disponíveis para auxiliá-
lo a realizar com sucesso os seus cursos.
Informações do aluno


Ferramentas de navegação

A nossa preocupação foi torná-lo acessível às pessoas que nunca tiveram contato com
computador e internet. Você rapidamente aprenderá as ações de navegação utilizadas no
curso: avançar, voltar e arrastar.

Atendimento on-line
O serviço de atendimento on-line aos instrutores e
alunos durante os períodos das aulas visa dar su-
porte aos cursos.

É feito via internet, por um grupo de atendentes,


que recebem e respondem, de forma imediata, às
dúvidas e esclarecimentos solicitados.
4. Apresentação dos conceitos

Em cada lição, os conceitos são trabalhados numa formatação construtivista, aprender


fazendo, descobrindo, testando, da seguinte forma:
• Exercício exploratório buscando identificar o nível de conhecimento na estrutura cognitiva
do aluno em relação ao conceito. Levar o aluno a pensar sobre o conceito, responder questões
sobre o conceito, identificar na estrutura cognitiva do aluno ancoradouro para o conceito que
se está trabalhando.
• Apresentar o conceito de duas formas: elaborado e simplificado.
• Exercícios de aplicação prática para confirmar a compreensão do conceito pelo aluno.

5. Avaliação do curso

Após a última lição, antes de fazer o teste final, o aluno responderá questionário onde
poderá avaliar o curso e oferecer sugestões de melhorias.

6. Teste de avaliação

A última etapa do curso é o teste de avaliação. O aluno responderá a um teste contendo


trinta questões de múltipla escolha. O teste é corrigido on-line, apontando as respostas er-
radas e as lições a serem revisadas. Para obter a aprovação o aluno precisa acertar 70% das
respostas. O sistema permite três tentativas na busca da aprovação (fazer três provas).

7. Outros suportes on-line

Além do curso interativo implantado na plataforma de e-learning e o atendimento on-


line, o aluno será apoiado via internet, com os seguintes recursos:
• Vídeo conferência.
• Banco de dados com as questões mais frequentes.
• Jogos.
• E-mail.
• Sala de bate-papo com instrutores.
• Fóruns de discussão.

8. LMS — Sistema Integrado de Gerenciamento do Curso

O curso é gerenciado por uma solução integrada de gestão de ensino à distância, com as
seguintes funcionalidades:
• Acompanhamento do cadastro dos alunos, escolas, turmas e instrutores.
• Monitoramento em tempo real dos computadores em funcionamento.
• Histórico detalhado de cada aluno.
• Boletim fornecendo o tempo do aluno em cada lição, número de acessos e resultado dos testes.
• Acompanhamento de provas.
• Relatórios e Estatísticas.
Introdução

Lição 1
Lição Introdução
1

Classes de palavras
O que são as classes de palavras e como aplicá-las?

definição
A comunicação, falada e escrita, utiliza-se de palavras que, quando organizadas para

Português
formar um texto, adquirem um significado específico. A partir de tais significações, as
palavras podem ser agrupadas nas chamadas classes de palavras ou classes gramaticais.

Ao todo, são dez as classes gramaticais. Seis delas são compostas por palavras variáveis.
Quatro são compostas por palavras invariáveis.

Palavras variáveis são aquelas que podem alterar sua forma.


Ex: Gabriela é uma menina que gosta muito de estudar, ela tem dezessete anos e já terminou o ensino
médio na escola. Ela, agora, está se preparando em um curso qualificado para ingressar na faculdade.

Observe as palavras varíáveis e suas classes de palavras correspondentes:


Gabriela – substantivo próprio
uma / um – artigos indefinidos
menina / escola / ensino / anos / curso / faculdade – substantivos simples
médio / qualificado – adjetivos
que – pronome relativo
ela – pronome pessoal do caso reto
dezessete – numeral
o – artigo definido
é / gosta / estudar / terminou / está / preparando / ingressar / tem – verbos

9
Introdução

Palavras invariáveis são aquelas que não podem alterar sua forma.

Veja nos exemplos abaixo:


Ufa! Muito obrigada pela indicação.
Realmente, hoje, durante a entrevista para o emprego, fui muito bem.

Observe:
ufa! – interjeição hoje – advérbio de tempo
muito – advérbio de intensidade durante / para – preposições
realmente – advérbio de afirmação bem – advérbio de modo
Quadro de resumo
As classes de palavras se classificam em:

Variáveis – substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo

Invariáveis – advérbio, preposição, conjunção, interjeição.

Substantivo

É toda palavra que é determinada por um artigo, pronome ou numeral, ou modificada por
um adjetivo. Palavra que dá nome a seres, objetos, lugares, sentimentos, ações e qualidades.

Observe os exemplos abaixo:


O cachorro latiu. (ser) Ele ganhou a corrida. (ação)
A mesa é redonda. (objeto) Sua beleza é sutil. (qualidade)
Ela é um amor de pessoa. (sentimento) João irá a Brasília. (lugar)
A tristeza salta-lhe aos olhos. (estado)

dica
Quando o substantivo se referir à especificação dos seres, este pode ser classificado em
comum, próprio, concreto, abstrato e coletivo.

Observe a finalidade e os exemplos de cada um:

Comum Nomeia seres da mesma espécie. barco, brinco, livros


Próprio Nomeia pessoas, cidades, estados, países. Sônia, São Paulo, Bahia
Concreto Designa seres com existência própria. pedra, vidro, cadeira
Abstrato É vinculado a alguém. saudade, amor, existência, felicidade
Coletivo Nome singular dado a um conjunto de seres coro, elenco, biblioteca
da mesma espécie.

10
Introdução

Classificação dos substantivos

Lição 1
Quanto à função, os substantivos são classificados em:

Primitivos Palavra que não deriva de outra. flor, pedra, jardim


Derivados Vem de outra palavra existente na língua. florista, pedreiro, jardineiro
Simples Tem apenas um radical. água, sol, mesa
Composto Tem dois ou mais radicais. água-de-cheiro, azul-claro

Os substantivos são variáveis, flexionando-se em:

Gênero Masculino ou feminino. menino, menina


Número Singular e plural. bola, bolas
Grau Aumentativo ou diminutivo. gato, gatinho

Tipos de substantivos

Veja na tabela a classificação dos substantivos:

Classificação Função Flexão


Comum Próprio Primitivo Derivado Gênero Masculino Feminino

Português
Concreto Abstrato Simples Composto Número Singular Plural
Coletivo Grau Aumentativo Diminutivo

Artigo

Artigo é uma palavra variável que acompanha os substantivos e tem a função de determi-
ná-lo, indicando-lhe ainda gênero e número.

Os artigos dividem-se em dois níveis:

Artigo definido – Determina o substantivo de modo particular e preciso.


o, a, os, as.

Artigo indefinido – Determina o substantivo de forma geral, vaga e imprecisa.


um, uma, uns, umas.

Observe o uso de artigos definidos:


O dono da empresa realizou a reunião às 7h da manhã e deixou um recado para sua secretária
levar a agenda.
Os funcionários estavam ansiosos na sala de reunião com as suas propostas para o novo fluxo de
vendas.

11
Introdução

Observe o uso de artigos indefinidos:


Um homem bem vestido entrou na sala uns dez minutos adiantado, ele iria realizar a conferência.
Ao início da mesma, uma mulher começou a fazer uns comentários sobre o tema.

Adjetivo

Palavra que dá caraterística ao substantivo. Atribui caraterísticas a: seres, objetos, lugares,


sentimentos, ações. Assim o adjetivo modifica o substantivo, atribuindo-lhe uma quali-
dade, sua aparência, aspecto ou mesmo seu estado.

Observe os adjetivos nas frases:


A casa era antiga e precisava de uma reforma.
Queria uma camisa azul, mas fiquei confusa em relação ao tamanho.
Os jovens estão muito comovidos.
A rua que leva ao hospital é escura e triste.
Compramos vários livros infanto-juvenis.

O adjetivo pode ser:

Primitivo Que não deriva de outra palavra, mas pode ser feliz, bom, triste
base para a formação de outras.
Derivado Que deriva de outra palavra. felicidade, bondoso, tristeza
Simples Formado somente por um elemento. mudo, velho, novo
Composto Formado por mais de um elemento. verde-claro, arco-da-velha

Observe o uso de adjetivos nos exemplos abaixo:


A orquestra tinha um repertório muito agradável.
Coloquei o presente dentro de uma caixa quadrada.
A água fria da piscina revigorou-me.
Fiquei feliz em saber que você passou na prova.
A fila do estacionamento estava enorme.

Os adjetivos podem exprimir:

Qualidade – bom, bonito, amável, agradável, etc.

Forma – quadrado, redondo, triangular, etc.

Temperatura – quente, frio, morno, gelado, etc.

Estado – feliz, triste, distraído, pensativo, etc.

Proporção – grande, médio, pequeno, nanico, enorme, etc.

12
Introdução

O adjetivo faz parte das classes de palavras variáveis e pode variar em:

Lição 1
gênero número grau
Masculino Singular Comparativo

Feminino Plural Superlativo

Os adjetivos podem ter dois gêneros:

Uniforme – Possui somente uma forma, usando-a tanto em substantivos femininos quan-
to em substantivos masculinos.
escritor ruim, escritora ruim
conflito político-social, desavença político-social

Biforme – Possui duas formas, uma para cada gênero.


homem inglês, mulher inglesa
surdo-mudo, surda-muda

Observe também:

Adjetivos simples – Variam em número e concordam com o substantivo.


pedra dura – pedras duras

Português
calça clara – calças claras
prova fácil – provas fáceis

Adjetivos compostos – Somente a última palavra do adjetivo composto é modificada.


cabelos castanho-claros
guerras-russo-americanas
lentes côncavo-convexas

atenção
Existem dois casos em que a flexão dos adjetivos compostos merecem atenção:

Quando o segundo elemento for um substantivo, fica invariável.


Ex.: blusa verde-abacate / blusas verde-abacate
estampa amarelo-ouro / estampas amarelo-ouro

Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste são invariáveis.


Ex.: camisa azul-marinho / camisas azul-marinho
brinco azul-celeste / brincos azul-celeste

13
Introdução

Conhecendo o grau dos adjetivos

Grau comparativo – Constitui uma comparação. Subdivide-se em:


Igualdade (tão / quanto) – Clara é tão bela quanto Luiza.
Superioridade (mais / que) – Clara é mais bela que Luiza.
Inferioridade (menos / que) – Clara é menos bela que Luiza.

Grau superlativo – Não constitui uma comparação. Subdivide-se em:


Relativo
Superioridade (o (a) mais) – Clara é a mais bela de todas as primas.
Inferioridade (o (a) menos) – Roberto é o menos belo de todos os primos.
Absoluto
Analítico (muito) – Clara é muito inteligente.
Sintético (íssimo (a)) – Clara é inteligentíssima.

Locução adjetiva – É a expressão formada por duas ou mais palavras com função de ad-
jetivo, geralmente de preposição + substantivo ou advérbio.
amor de mãe – amor materno. dia de chuva – dia chuvoso.
carne de porco – carne suína. rosto de anjo – rosto angelical.
anel de ouro – anel áureo.

Adjetivos pátrios – São aqueles que se referem a países, continentes, cidades, regiões, etc.,
exprimindo nacionalidade ou origem.

Observe o adjetivo pátrio correspondente a cada local:

Aracaju – aracajuense Petrópolis - petropolitano


Buenos Aires – portenho Rio de Janeiro (cidade) - carioca
Espírito Santo - capixaba Rio de Janeiro (estado) - fluminense
Lisboa – lisboeta Rio Grande do Sul - gaúcho
Natal – natalense Sergipe - sergipano
Pequim – pequinês Teresina - teresinense

Observe o uso de adjetivos no texto abaixo:


Com o nascimento de tecnologias interativas, sofisticadas, educadores dinâmicos passaram a
utilizar novas ferramentas como: e-mail, internet, audioconferência baseada em telefone e
videoconferências. Uma ferramenta interessante da internet, muito utilizada, é o www, que
possibilita a elaboração de cursos à distância com avançados recursos de multimídia.
interativas – simples novas – primitivo
sofisticadas – primitivo interessante – derivado (do verbo interessar.)
dinâmicos – simples avançados – derivado (do verbo avançar.)

14
Introdução

Numeral

Lição 1
Palavra que modifica o substantivo determinando a sua quantidade em números, múlti-
plos ou fração, ou mesmo a sua ordem em determinada sequência.
dois bois, salto triplo, meio quilo, primeiro lugar.

Os numerais são classificados em quatro níveis:


Ordinal – um, dois, três Multiplicativo – duplo, triplo, sêxtuplo
Cardinal – primeiro, segundo, terceiro Fracionário – meio, terço, onze avos

Saiba mais sobre a classificação dos numerais:

Ordinais – indicam ordem ou posição ocu- Multiplicativos – indicam multiplicação.


pada numa determinada série.
Fracionários – indicam divisão, fração.
Cardinais – indicam quantidade determi-
nada.

atenção
Como regra, os numerais são variáveis, mas nem todos os numerais variam em gênero e
número. Ficam invariáveis se terminarem por som consonantal e são variáveis se termi-
narem por som vocálico.

Português
Ex.: Eu consegui dois seis e três dez. (invariável)
Eu consegui dois setes e três oitos nas provas. (variável)

Pronome

Os pronomes constituem uma categoria de palavras tão importante quanto a dos subs-
tantivos. Eles podem servir como uma espécie de curinga, sendo usados para substituir
um substantivo. Os pronomes podem se referir a um substantivo, ou acompanhá-lo,
qualificando-o. Os pronomes concordam com o substantivo ao qual substituem, referem-
se ou qualificam.

Exemplos de pronomes:

Pessoais eu, você, eles


Possessivos meu, seu, nosso
Demonstrativos este, aquele
Interrogativos quem, qual
Indefinidos alguma, alguém
Relativos que, a qual
Reflexivos si, mesmo

15
Introdução

Observe no texto o uso de alguns pronomes:


Meu novo perfil profissional é de caráter polivalente, empreendedor e aberto a mudanças. Com
este conceito de polivalência, podemos dizer que o trabalhador deve agora ser mais generalis-
ta do que especialista. Eu estou preparada para uma nova aprendizagem e você para alguma
novidade para atuar no mercado de trabalho.
meu – pronome possessivo que – pronome relativo
este – pronome demonstrativo eu / você – pronome pessoal

Verbo

Verbos são palavras que podem indicar uma:

Ação – correr, trabalhar.

Estado – ser, estar.

Fenômeno da natureza – chover, ventar.

Ocorrência – aconteceu, sucedeu.

Desejo, vontade ou sentimento – sentir, querer.

Conveniência – convém, cumprir.

Opinião – achar.

A classe dos verbos é a mais variável da língua portuguesa, flexionando-se em número,


pessoa, tempo, modo e voz. Suas variações são chamadas de conjugações.

De acordo com a forma de conjugação, os verbos são classificados em seis níveis:

VERBOS VERBOS VERBOS


REGULARES IRREGULARES ANÔMALOS

VERBOS VERBOS VERBOS


DEFECTIVOS ABUNDANTES PRONOMINAIS

16
Introdução

 Regulares – aqueles que não sofrem alterações no radical durante toda a conjugação.

Lição 1
Cantar Vender Partir
(presente do indicativo) (presente do indicativo) (presente do indicativo)
Canto Vendo Parto
Cantas Vendes Partes
Canta Vende Parte
Cantamos Vendemos Partimos
Cantais Vendeis Partis
Cantam Vendem Partem

 Irregulares – aqueles que apresentam alterações no radical ou nas terminações.

Pedir Dar Estar


(presente do indicativo) (presente do indicativo) (presente do indicativo)
Peço Dou Estou
Pedes Dás Estás
Pede Dá Está
Pedimos Damos Estamos
Pedis Dais Estáis
Pedem Dão Estão

Português
 Anômalos – aqueles que apresentam radicais diferentes durante a conjugação.

ir ser
(presente do indicativo) (presente do indicativo)
Vou Sou
Vais És
Vai É
Vamos Somos
Ides Sois
Vão São

 Defectivos – aqueles que possuem conjugação incompleta.

Abolir Precaver Falir


(presente do indicativo) (presente do indicativo) (presente do indicativo)
–––– –––– ––––
Aboles –––– ––––
Abole –––– ––––
Abolimos Precavemos Falimos
Abolis Precaveis Falis
Abolem –––– ––––

17
Introdução

 Abundantes – aqueles que possuem mais de uma forma correta (geralmente no particípio).

Infinitivo Particípio regular Particípio irregular


Aceitar Aceitado Aceito
Benzer Benzido Bento
Eleger Elegido Eleito
Fritar Fritado Frito
Incluir Incluído Incluso
Salvar Salvado Salvo

 Pronominais – aqueles conjugados juntamente com pronomes oblíquos.

Arrepender (se) Queixar (se)


(presente do indicativo) (presente do indicativo)
Arrependo-me Queixo-me
Arrependes-te Queixas-te
Arrepende-se Queixa-se
Arrependemo-nos Queixamo-nos
Arrependeis-vos Queixai-vos
Arrependem-se Queixam-se

Veja nas frases abaixo os verbos em destaque:


Ana, o profissional de nossa empresa deve deixar os velhos padrões e passar a ter responsabili-
dades pelo seu próprio desenvolvimento.

Antes, os profissionais esperavam que as empresas investissem ou mesmo gastassem vultosas


quantias no seu desenvolvimento humano, enquanto tais profissionais, muitas vezes, não vis-
lumbravam nem os seus próprios objetivos, quanto mais os objetivos das empresas.

Atualmente, é necessário termos profissionais em nossa instituição com objetivos definidos,


que busquem sempre o seu autodesenvolvimento, não esperando que alguém venha a tomar
decisões por ele, mas tomando a iniciativa de decidir ou mesmo propondo decisões a serem
implementadas.
deve – 3ª pessoa do singular - presente do in- gastassem – 3ª pessoa do plural - pretérito im-
dicativo (verbo dever). perfeito do modo subjuntivo (verbo gastar).
deixar – infinitivo impessoal. vislumbravam – 3ª pessoa do plural - pre-
passar – infinitivo impessoal. térito imperfeito do modo indicativo (verbo
ter – infinitivo impessoal. vislumbrar).
esperavam – 3ª pessoa do plural - pretérito im- é – 3ª pessoa do plural - presente do indicati-
perfeito do modo indicativo (verbo esperar). vo (verbo ser).
investissem – 3ª pessoa do plural - pretérito im- termos – infinitivo pessoal do modo indica­
perfeito do modo subjuntivo (verbo investir). tivo (verbo ter).

18
Introdução

busquem – 3ª pessoa do plural - presente do decidir – 1ª pessoa do singular - futuro do


modo subjuntivo (verbo buscar). subjuntivo (verbo decidir).

Lição 1
esperando – gerúndio do modo indicativo propondo – formal nominal - gerúndio (ver-
(verbo esperar). bo propor).
venha – 3ª pessoa do singular - presente do serem – infinitivo pessoal (verbo ser).
modo subjuntivo (verbo vir). implementada – particípio irregular (verbo
tomar – infinitivo impessoal. implementar).
tomando – forma nominal - gerúndio (verbo
tomar).

Advérbio

Advérbios são palavras que indicam as circunstâncias em que os fatos acontecem. São
invariáveis, não se flexionam em gênero e número, como os substantivos, nem em pessoa,
modo, tempo e voz como os verbos.

Veja o uso de alguns advérbios na frase abaixo:

Por acaso, ontem eu encontrei com uma professora fora da sala de aula.
acaso – advérbio de dúvida.

Português
ontem – advérbio de tempo.
fora – advérbio de lugar.

O advérbio flexiona em grau, observe:

Comparativo
de igualdade tão + ADVÉRBIO + quanto / como Alexandre fala tão alto quanto Daniel.
de inferioridade menos + ADVÉRBIO + que / do que Feona fala menos alto do que Daniel.
de superioridade analítico mais + ADVÉRBIO + que / do que Feona fala mais alto do que Daniel.
sintético melhor / pior que Feona fala melhor que Daniel.
Superlativo
sintético Formado com sufixos. Alexandre fala altíssimo.
Acordo cedíssimo.
analítico Formado com o auxílio de outro advérbio. Alexandre fala muito alto.
Acordo muito cedo.

19
Introdução

Algumas classificações de advérbios:

Classificação Exemplos
Tempo ontem / de repente
Lugar aqui / abaixo
Modo rapidamente / bem
Afirmação sim / realmente
Negação não / tampouco
Dúvida talvez / acaso
Intensidade pouco / demais
Interrogação onde / quando

Preposição

Palavra invariável que liga dois termos da oração. Classificam-se em:

Essenciais – Aquelas que sempre funcionam como preposição.


a, após, ante, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Acidentais – Palavras que pertencem a outra classe gramatical, mas podem funcionar
como preposições.
conforme, durante, como, que, afora, exceto, fora, salvo, mediante, segundo, menos.

É comum a junção da preposição com outra palavra. Quando isso ocorre, dá-se o nome
de combinação ou contração. Exemplos:
Combinação – Quando a preposição não tem Contração – Quando a preposição tem perda
perda de fonema. de fonema.

(de+o) do
(a+o) ao
(de+um) dum
(a+os) aos
(de+esta) desta
(a+onde) aonde
(em+o) no
(em+este) neste
(per+a) pela

Conjunção

Conjunções são palavras invariáveis que ligam duas orações ou duas palavras semelhantes
(de mesma função gramatical) da mesma oração. Às vezes, uma conjunção é representada
não por apenas uma palavra, mas por duas ou mais palavras. Nesses casos, esse conjunto
é chamado de locução conjuntiva.

20
Introdução

As conjunções se classificam em:

Lição 1
Coordenativas – Ligam termos com a mesma função gramatical ou orações independentes.
O filho reuniu toda a família e preparou uma festa para a mãe.
A lua surgiu e as estrelas inundaram o céu de luz.
Ele venderá brinquedos ou revistas.

Subordinativas – Ligam duas orações que são dependentes.


Quero que você volte logo.
Roberta confirmou que não esteve em casa hoje.
Os balões sobem porque são mais leves que o ar.

Em geral, as conjunções não têm uma única classificação, devendo ser analisadas de acor-
do com o sentido que apresentam no contexto em que se inserem.

As conjunções e seus respectivos tipos:

Conjunções coordenativas
Aditiva Relação de soma, adição. e, nem, mas, também
Adversativa Oposição, contraste. mas, porém, todavia
Alternativa Indica alternância. ora, ou, já
Conclusiva Relação de conclusão. logo, portanto, então, pois (após o verbo)

Português
Explicativa Razão, motivo. que, porque, porquanto, pois (antes do verbo)
Conjunções subordinativas
Causal Inicia uma oração subordinada, porque, pois, desde que
denotadora de causa.
Concessiva Exprimem concessão. embora, conquanto, ainda que
Condicional Condição ou hipótese. se, caso, a menos que
Conformativa Conformidade. como, conforme, segundo
Comparativa Estabelecem uma comparação. tanto quanto, como, tal e qual
Consecutiva Exprimem consequência. de modo que, de forma que
Final Finalidade. para que, a fim de que
Proporcional Estabelecem proporção. ao passo que, quanto mais
Temporal Indicam tempo. logo que, agora que
Integrante São as introdutórias da oração. se, que

Interjeição

É a palavra invariável, que exprime emoções, sensações, estados de espírito. As interjei-


ções são palavras invariáveis usadas para expressar sensações ou estados emotivos, po-
dendo ser classificadas de acordo com a emoção que traduzem. Há também interjeições

21
Introdução

chamadas de imitativas, que exprimem ruídos e vozes. Observe que, de acordo com o tom
de voz utilizado, a mesma interjeição poderá expressar sentimentos diferentes.
Nossa! Isso é que foi jogada. O sinal está fechado, cuidado!
Psiu! faça silêncio. Ufa! finalmente saiu o pagamento
Passa! saia daqui imediatamente Ai! meu joelho está doendo.

Outros exemplos:

Alegria viva!, oba!


Dor ai!, ui!
Saudação oi!, adeus!
Agradecimento obrigada!
Advertência atenção!, cuidado!
Espanto puxa!, oh!
Apelo socorro!, psiu!

Duas ou mais palavras usadas como interjeição damos o nome de locução interjetiva:
Ora bolas! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó de casa!
Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus! Alto lá! Muito bem!

Uso do dicionário
O dicionário é um precioso instrumento de trabalho, tanto para o processo de aprendi-
zagem quanto para o dia a dia de quem trabalha na produção ou leitura de textos. Ele as-
sinala os diversos sentidos que uma mesma palavra pode ter. A esse conjunto de sentidos
damos o nome de verbete.

dica
Ao procurar no dicionário o significado de uma palavra, deve-se verificar qual o sentido
do verbete que é mais adequado à frase em que ela será utilizada.

As palavras do dicionário encontram-se ordenadas alfabeticamente. Quando as palavras


começam por letras diferentes, deve-se ordená-las pela letra inicial. Quando as palavras co-
meçam pela mesma letra, deve-se ordená-las pela segunda letra, e assim sucessivamente.

No dicionário, os verbos encontram-se apenas no infinitivo, se procurarmos a forma ver-


bal estudou, não a encontraremos, pois temos que procurar por sua forma no infinitivo:
estudar – aplicar o raciocínio, a percepção, analisar, refletir a respeito de.

22
Introdução

Os substantivos e adjetivos são mostrados apenas no masculino e no singular:


O cristal da menina era anisomêtrico.

Lição 1
 
substantivo masculino adjetivo

Palavras-chave

A página de dicionário a seguir apresenta duas palavras em destaque.

Português
O leitor que sabe bem a ordem alfabética, ao procurar a palavra abraço, por exemplo,
olhando para as duas palavras-chave, percebe de imediato que “abraço” está nesta página.

Se procura a palavra abalo, vai saber que ela está nas páginas anteriores; se procura a pa-
lavra aeronáutica vai saber que ela está numa das páginas seguintes.

As palavras-chave de uma página do dicionário servem para isso, facilitar o trabalho de


quem pesquisa.

lembre-se
Nenhum dicionário possui todas as palavras de uma língua. Uma palavra pode ter
diferentes significados. O uso correto vai depender do contexto da frase. Existem diversos
tipos de dicionários: bilíngues, multilíngues, ilustrados, dicionários gramaticais, dicioná-
rios técnicos ou temáticos, etc.

23
Introdução

Interpretação de textos
Tendo como objeto de estudo a música interpretada pelo cantor Fagner “No Ceará é As-
sim” poderemos trabalhar algumas classes gramaticais como os substantivos próprios,
artigos indefinidos, substantivos simples, adjetivos, pronomes relativos e pronomes pes-
soais do caso reto.

Conheça a música que o compositor Carlos Barroso compôs em homenagem ao Ceará,


interpretada pelo cantor cearense Fagner.

No Ceará É Assim
(composição: Carlos Barroso)

Eu só queria
Que você fosse um dia
Ver as praias bonitas do meu Ceará
Tenho certeza
Que você gostaria
Dos mares bravios
Das praias de lá
Onde o coqueiro
Tem palma bem verde
Balançando ao vento
Pertinho do céu
E lá nasceu a virgem do poema
A linda Iracema dos lábios de mel
Oh! Quanta saudade
Que eu tenho de lá
Oh! Quanta saudade
A jangadinha vai no mar deslizando
O pescador o peixe vai pescando
O verde mar ...
Que não tem fim
No Ceará é assim

(Interpretada por Fagner)

Nesta canção podem ser observadas formas verbais expostas pelo compositor, que deno-
tam ações realizadas em diversos tempos. Por exemplo: Presente, Pretérito, Futuro etc.

24
Introdução

Exemplos de verbos e suas conjugações:


queria – imperfeito do indicativo

Lição 1
ver – infinitivo
gostaria – futuro do pretérito
fosse – pretérito imperfeito do subjuntivo
tenho – presente do indicativo
tem – presente do indicativo
balançando – gerúndio
nasceu – pretérito perfeito
vai – presente do indicativo
deslizando – gerúndio
pescando – gerúndio
é – presente do indicativo

A letra da música é rica em substantivos comuns, substantivos próprios e substantivos


abstratos. Como vimos anteriormente, os substantivos comuns nomeiam os seres da
mesma espécie. Exemplos extraídos do texto: praia, mares, coqueiro etc.

Os substantivos próprios têm a função de nomear pessoas, cidades, estados e países.


Exemplos: Iracema e Ceará.

Português
Os substantivos abstratos veiculam sentimento. Exemplos: saudade.

O título de um texto faz referência ao nome deste texto, neste caso específico, é o nome
da música.

O compositor é aquele que cria a canção, que a compõe.

Podemos afirmar que, no caso desta canção, o compositor está longe de sua terra e tem
por objetivo relatar ao ouvinte como é o Ceará sua terra natal.

25
Lição Ortografia
2

O alfabeto
A palavra alfabeto, da original grega alphabetos, é constituída pelas duas primeiras letras
do alfabeto grego (alfa e beta, correspondentes às nossas letras “a” e “b”). Significa um
conjunto de letras usadas para escrever.

Observe alguns itens que utilizam a ordenação alfabética:

Lista telefônica Dicionário Enciclopédia

Observe a ordem correta do nosso alfabeto:

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
ab c d e f g h i j k l m n o p qr s t u v w xyz

Além destas letras, usa-se o Ç (cê cedilhado) e os seguintes dígrafos:

rr / ss / ch / lh / nh / gu / qu

De acordo com a nova ortografia, as letras k, w e y são usadas em alguns casos especiais.
Observe as regras utilizadas com as letras:

 Na escrita de abreviaturas e símbolos:


K – símbolo do potássio Kg – símbolo do quilograma W – símbolo de oeste

27
Ortografia

 Na escrita de nomes próprios estrangeiros e seus derivados:


Wilson, darwinismo, Byron, byroniano, Yasmin, etc.

 Em palavras estrangeiras de uso internacional:


chantilly, download, megabyte, nylon, office-boy, show, etc.

VOGAIS A E I O U
CONSOANTES BCDFGHJKLMNPQRSTVWXYZ
ESPECIAIS K W Y

Palavras grafadas com ss, ç, s, z, x, ch, g, j


Observe a explicação sobre palavras grafadas com SS:

 Nomes que correspondem a verbos com os radicais ced, gred, prim:

ceder - cessão regredir - regressão imprimir - impressão

 Nomes que correspondem a verbos derivados de met:


intrometer - intromissão

 Nomes que correspondem a verbos terminados em tir:


discutir - discussão

 As palavras:

acessório asseio carrossel escassez necessário


fracasso pêssego sessenta sossego sucessivo
sessão expressivo carrossel discussão massagista
acesso concessão acessório massagem assassino

Observe os exemplos abaixo:

concorrer – concurso expandir – expansão


expelir – expulsão suspender – suspensão

Emprega-se o Ç:

 Nas palavras derivadas do tupi ou do árabe:


açúcar, açaí, açafrão, cachaça, miçanga

 Após ditongos:

traição – (ai = ditongo) eleição – (ei = ditongo)

28
Ortografia

 Em palavras derivadas de certas palavras terminadas em to:

canto – canção junto – junção

 Em nomes que derivam de verbos terminados em ter e seus compostos:

deter – detenção manter – manutenção

Lição 2
 Nas palavras cuja formação possui sufixos:

aça – barcaça aço – melaço

 Nas palavras:

almoço dançar exceção endereço maçarico


maço maciço miçanga pança pinça
Suíça mulheraça pedaço coração carcaça
linhaça criança distração ameaça administração

Nem sempre vamos nos lembrar por que uma palavra termina por S ou Z, mas podemos
tentar sistematizar alguns conhecimentos para nos ajudar, por exemplo, a fazer ou não o
plural dessas palavras.

Emprego do S:

Português
 Emprega-se S nas terminações ês, esa, isa em títulos e adjetivos pátrios que sejam femi-
ninos ou indiquem origem:
marquesa, camponesa, francesa, papisa, sacerdotisa.

 Emprega-se S nos sufixos oso, osa formadores de adjetivos:


formoso, formosa, dengoso, vistosa.

 Emprega-se S, geralmente, após ditongos.


causa, Sousa, Neusa, pouso.

 Emprega-se S nos sufixos gregos ase, ese, ise, ose.


metamorfose, catequese, análise, êxtase.

 Emprega-se S nos verbos relacionados a palavras que terminem em is ou is + vogal.

bis – bisar aviso – avisar análise – analisar

 Emprega-se S nas formas irregulares dos verbos querer e pôr.


quiseste, puser, quis, pusemos.

29
Ortografia

Emprego do Z:

 Emprega-se Z nos substantivos abstratos derivados de adjetivos:


limpeza, beleza, certeza, timidez, tristeza.

 Emprega-se Z como consoante de ligação:


cafezinho, pezudo, bambuzal.

 Emprega-se Z nas terminações az, iz e oz dos adjetivos:


capaz, feliz, feroz.

 Os sufixos ez e eza são empregados para formar nomes abstratos derivados de adjetivos:

adjetivos – agudo, escasso, límpido nomes abstratos – agudez, escassez, limpidez

Veja como utilizar o X e o CH:

 O X é utilizado depois de ditongos orais. Porém há uma exceção, caucho e suas derivadas:
recauchutar, recauchutagem, recauchutadora.

 O X é utilizado depois de en quando este não for prefixo.


enxoval, enxofre, enxergar.
Há, todavia, uma exceção: enchova.

 Algumas palavras que começam com X:


xadrez, xingar, xale, xilofone, xarope, xícara, xerocar, xampu.

 Usa-se CH depois do re, precedido ou não de qualquer consoante:


brecha e rechaçar.

 Nas derivações parassintéticas cujo nome de origem se escreva com ch.


enchouriçar, enchiqueirar, recauchutar.

dica
Derivações parassintéticas são palavras que adquirem um acréscimo antes e depois
(sufixo e prefixo) ao mesmo tempo.
Ex.: amanhecer, engaiolar.

Observe as palavras grafadas com SS, S, Ç, Z, X e CH:

mochila cansado expansão física chaveiro peixe concessionário flecha caça


bússola muxoxo cochichar encharcado faxina vexame flecha enxaqueca
cachimbo caxumba enxerido encher pixaim chalé chute bruxa bucha chuchu
aterrissagem catalisar puxar misto ânsia compressão pretensioso percepção
sucinto transgressor espontâneo demissão assessorar facínora obscenidade
conversão compreensão plebiscito irascível obtenção expulsão
30
Ortografia

O emprego da letra G:

 A letra G só representa esse fonema quando precede as vogais e e i:

Nas terminações agem, igem, ugem, oge. Nas terminações: ágio, égio, ígio, ógio, úgio.
Exceção: lajem, lambujem, pajem.

Lição 2
 Depois de r:
margem, virgem

 Em geral, depois de a inicial:


agente, ágil, agiota, agitar

 Se o vocábulo primitivo for grafado com G, seus derivados também serão:

exigir – exigência afligir – afligem

Observe o emprego da letras G:

angelical agenda gíria fuligem viagem(substantivo) lógica logística subterfúgio


litigioso gengiva ligeireza mugir sugestão gesto ginete vagem monge
gengibre agiota

O emprego da letra J:

Português
 Em palavras de origem árabe, indígena ou africana.
alforje, jiboia, jiló, jenipapo, pajé, jipe, jirau, manjericão.

 Antes do radical jeit e em todos os seus derivados.

 Antes de e ou i em palavras derivadas cuja primitiva for grafada com JA ou JO.

 Nas formas dos verbos terminados em jar:


arranje, arranjei, arranjemos.

Observe o emprego da letra J:

laje canjica gorjeta lisonjear manjedoura jeca berinjela viajem(verbo)


cafajeste pajem sarjeta majestoso ojeriza jenipapo jerico

31
Ortografia

Uso do por que / por quê / porque / porquê

“Porque de todo jeito:


O emprego dos porquês.
Há quem ache complicado.”
Há porque de todo jeito
Porque junto, separado,
Com acento, sem acento,
Há porque pra todo agrado!”
De Junduhi Dantas, A Gramática no Cordel

Uso do POR QUE:

O POR QUE possui dois empregos diferenciados:

 Quando houver a união da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que,


haverá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”.

 Quando houver a união da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado
de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais e pelas quais:
POR QUE não estudamos? Sabes POR QUE caminhos deve seguir?
É nobre a causa POR QUE lutamos. POR QUE apreciamos tanto os jogos de futebol?

Uso do POR QUÊ:

 O POR QUÊ deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo” ou
“por qual razão” quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo ou exclamação.
Vocês não comeram tudo? POR QUÊ?
Andar cinco quilômetros, POR QUÊ? Vamos de carro.

Uso do PORQUE:

 O PORQUE é conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez
que” e “para que”.
Foi reprovado PORQUE não estudou.
Creio que o estudante vai melhorar, PORQUE fez todos os trabalhos escolares.

32
Ortografia

Uso do PORQUÊ:

O PORQUÊ tem sentido de substantivo e significado de “o motivo” e “a razão”. Vem


acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Quero saber o PORQUÊ choras.
Não conheces o PORQUÊ da confusão?

Lição 2
Observe as frases:
Foi reprovado porque não estudou. Faça o trabalho, porque estou pedindo.
Não vais, por quê? Chorou, porque queria acompanhar o des-
Diga-me por que faltaste ao trabalho. file.
O motivo por que faltaste não está bem es- Sabemos por que ele faltou.
clarecido. Diga-me o porquê de tanto desprezo.
Estou triste, mas não sei por quê.

Queísmo
Um dos problemas mais frequentes em textos é o “queísmo”. O que serve para ligar orações;
entretanto, quando se tem um vocabulário inadequado, uma das tendências é se apoiar no
que de forma exagerada. Este é um dos mais graves problemas de coesão textual.

Observe o exemplo sobre excesso de que:

Português
Alexandre, que é o novo coordenador do grupo, que vem a ser sobrinho da diretora, está desen-
volvendo um novo projeto, que é o de diminuir o intervalo do lanche, para sairmos mais cedo.

Observe uma proposta sem o uso excessivo do que:


Alexandre, novo coordenador do grupo e sobrinho da diretora, desenvolve, no momento, novo
projeto: diminuir o intervalo do lanche para sairmos mais cedo.

Vejamos outra oração onde ocorre excessos de que:


Diante da necessidade que temos observado no dia a dia do trabalho desta empresa, no que
diz respeito à operação de radiofonia, que é uma ferramenta de grande utilidade no apoio
às atividades, sugerimos que a apresentação do presente curso a todos os membros de nossa
corporação seja um trabalho realizado com objetividade e segurança.

Agora observe as mesmas frases escritas sem os excessos:


Diante da necessidade em nosso dia a dia, observamos que a radiofonia é uma ferramenta de
grande utilidade no apoio às nossas atividades. Sugerimos o curso a todos os membros da
corporação, a fim de realizarmos nosso trabalho com objetividade e segurança.

33
Ortografia

O emprego do QUE entre as palavras: Eu falei para ela que o limite de vagas é cinco.
Ele disse que a data das provas do concurso Que situação chata!
foi adiada. Beto quer que João fique morando em seu
Eu sei que aqui vende-se roupas masculinas. apartamento.
Parece que você cresceu bastante! Fernanda disse que sairá de casa às oito horas.
O que você quis dizer com este argumento?
Janaína disse que amanhã posso me inscre-
ver no curso.

Gerundismo
Leia a frase:
Senhor, eu vou estar enviando o documento na segunda-feira.

Esta frase possui o emprego indevido do gerúndio. Em casos como esse, pode-se utilizar
outras formas verbais: presente do indicativo, futuro do presente, infinitivo, etc. Vejamos:
Senhor, na segunda-feira eu lhe envio o documento.
Senhor, “enviarei” o documento na segunda-feira.
Senhor, posso lhe enviar o documento na segunda-feira.

Vejam alguns exemplos de gerundismo e como evitá-los.

GERUNDISMO CORRETO
Vou estar passando sua ligação. Passarei sua ligação.
Nossa secretária vai estar lhe informando. Nossa secretária irá lhe informar.
Priscila vai estar pagando diretamente em Priscila pagará diretamente em conta
conta corrente. corrente.
Vou estar passando em sua casa no sábado Passarei em sua casa no sábado à tarde.
à tarde.
Você vai estar respondendo para mim as Você responderá para mim as perguntas
perguntas pelo telefone? pelo telefone?
Vou estar agendando a reunião. Agendarei a reunião.

34
Ortografia

Interpretação de textos
Paralelas
(composição: Belchior)

Dentro do carro
Sobre o trevo

Lição 2
A cem por hora, ó meu amor
Só tens agora os carinhos do motor

E no escritório em que eu trabalho


e fico rico, quanto mais eu multiplico
Diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio


vejo a luz do teu olhar
Passas praças, viadutos
Nem te lembras de voltar, de voltar, de voltar

No Corcovado, quem abre os braços sou eu


Copacabana, esta semana, o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel, o que é paixão

E as paralelas dos pneus n’água das ruas

Português
São duas estradas nuas
Em que foges do que é teu

No apartamento, oitavo andar


Abro a vidraça e grito, grito quando o carro passa
Teu infinito sou eu, sou eu, sou eu, sou eu.

Exemplo de palavras com dígrafo: carinho, trabalho, olhar, carro etc.

O compositor afirma em sua música que está a cem por hora porque estava dentro do
carro.

Porque – conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de pois, uma vez que,
já que, porquanto, pelo fato de que, como.

Por que – preposição mais o pronome relativo ou interrogativo. Equivale a por qual ra-
zão, por qual motivo, perguntas diretas e indiretas, frases afirmativas / negativas e excla-
mativas, em títulos de obras / artigos.

35
Ortografia

Por quê – quando o “que” passa a ser tônico em final de frase. Acentua-se o “que” antes de
ponto final, interrogação e algumas frases exclamativas.

Porquê – substantivo masculino, pluralizável e sentido de: motivo, causa, razão e inda-
gação.

O título da canção exprime o confronto das qualidades físicas e morais de dois ou mais
indivíduos – Paralelas.

36
Lição Acentuação gráfica
3

Tipos de acentos e sinais gráficos


Acentuação gráfica

Consiste na aplicação de certos sinais escritos sobre determinadas letras para representar
o que foi estipulado pelas regras de acentuação do idioma. Entre estes sinais estão os di-
versos acentos gráficos e outros sinais, como, por exemplo, o trema, recentemente abolido
da língua portuguesa, ou outros mais que alteram o som (a pronúncia) da letra. Assim,
vamos nos deter nalguns sinais como:
Agudo ( ´ ) Trema (¨)
Circunflexo ( ^) Cedilha (Ç)
Grave - Crase ( ` ) Apóstrofo ( ’ )
Til ( ~) Hífen ( -_)
Acento diferencial

Acento agudo (´)

O acento agudo é um sinal de acentuação gráfica simbolizado por um traço oblíquo para
a direita (´). É usado para sinalizar as vogais tônicas (a - i - u) e as vogais tônicas abertas
(e - o) quando exigido pelas regras de acentuação. É indicador da sílaba tônica de timbre
aberto, sempre que necessário.
Esta é uma área muito propícia ao estabelecimento de negócios no ramo da saúde.
único, índio, sítio, júri, fórum, terrível, açúcar, próton, hífen, bíceps

37
Acentuação gráfica

Acento circunflexo (^)

O acento circunflexo é usado para indicar as vogais tônicas fechadas (e – o), de acordo
com as regras de acentuação. No português, é usado no â, ê e ô. Os dois últimos denotam
as vogais médias fechadas tônicas [e] e [o]. O [â] (sempre antes de uma consoante nasal
(m ou n): pântano, câmara) denota uma vogal central tônica, levemente nasalizada. É às
vezes empregado para distinguir certas palavras,como por exemplo tem e têm. Seu uso
tem sido bastante reduzido como consequência das reformas ortográficas.
fênix, vôlei, pôr, você, ônibus, porquê, ignorância, âmbar, fôssemos, bênção

atenção
A NOVA ORTOGRAFIA ressalta que não se usa mais o acento circunflexo nas palavras
terminadas em êem e ôo(s).
Ex: enjoo, leem (verbo ler); magoo (verbo magoar).

Acento grave ( ‘ )

É um sinal indicador de crase, que é a junção da preposição “a” com os artigos “a” e “as”, ou
com um pronome iniciado por “a” (aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo e aqueloutro).
à (a+a) às (a+as).

Observe na letra da música um exemplo de crase.

“Meu amor, não vai haver tristeza


Mas depois as luzes todas acesas
Paraísos artificiais
E se você saísse À francesa
Eu viajaria muito, mas muito mais”.
Cláudio Zoli

Crase é, pois, a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas numa só, geralmente da
preposição “a” com o artigo “a”. Em linguagem escrita, a crase é representada pelo acento
grave.

Vejamos algumas regras gramaticais que auxiliam no uso correto da crase. Sempre haverá
crase quando ocorrer a fusão de:

38
Acentuação gráfica

Preposição A + pronome demonstrativo A, AS Esta blusa é semelhante à que comprei.


Preposição A + pronomes demonstrativos Fui àquele cinema ontem.
AQUELE(S), AQUELA(S), AQUILO
Preposição A + artigo feminino A, AS Fui à feira no sábado.
Preposição A + pronome relativo A QUAL, AS QUAIS A estação à qual me refiro fica no centro da
cidade.

Veja o uso da crase nalgumas expressões formadas com palavras femininas:


às três horas às vezes à medida que à beira de à moda de à maneira de

E casos onde NUNCA se deve usar a crase:

Lição 3
Antes de palavra masculina, a não ser que se Gosto de andar a pé até em casa.
subentendam as expressões à maneira de, à
moda de.
Antes de verbo. Havia muita coisa a fazer.
Antes de pronomes pessoais. Entreguei o convite a ela.
Antes de pronomes de tratamento. Peço licença a Vossa Excelência.
Nas expressões formadas por palavras repeti- Ficou frente a frente com o goleiro.
das.
Antes de palavra no plural precedida da prepo- O banco ampliou o crédito a empresários.
sição A.
Antes dos pronomes QUEM e CUJA. Este é o autor a cuja obra me referi.
Antes do artigo indefinido UMA. Maria dirigiu-se a uma funcionária da recep-
ção.
Não se usa crase antes dos pronomes de trata- Dirigiu-se à senhora com educação.
mento, porém esta regra tem duas exceções: os Pediu licença à senhorita.

Português
pronomes senhora e senhorita.
Não se usa crase antes de nomes de mulheres A notícia refere-se a Princesa Isabel.
célebres.
Não se usa crase antes de nomes de santos e Ela fez uma promessa a Santa Teresinha.
santas.

Em alguns casos, o uso da crase é facultativo, podendo ser usada ou não:

 Antes de nome próprio feminino.


Eu estava me referindo a Simone. Eu estava me referindo à Simone.

 Antes de pronomes possessivos femininos.


Roberto dirigiu-se a sua mesa. Roberto dirigiu-se à sua mesa.

 Depois da preposição ATÉ.


Vou caminhar até a praia. Vou caminhar até à praia.

39
Acentuação gráfica

Vejamos algumas situações especiais para o uso da crase:

Antes de nomes de lugar – Alguns nomes de lugar admitem o uso da crase, outros não.
Para fazer essa verificação, formule uma frase com o verbo VIR e o nome do local. Se a
preposição utilizada for DA, a crase será utilizada. Se a preposição utilizada for DE, a crase
não será utilizada.
Iremos à Argentina mês que vem. (Viemos DA Argentina)
Iremos a Paris mês que vem. (Viemos DE Paris.)

Observe:
Fui à França, mas não a Portugal.
Conheci os Países Baixos e a Grécia.
Adorei a Itália e a Espanha.
Pretendo voltar algum dia à Suíça e a Luxemburgo.
Depois de um tempo na Europa, fui à África com um grupo de amigos.
Eles me levaram ao Egito, à Tunísia e a Moçambique.

Antes das palavras casa, terra e distância. – As palavras casa (no sentido de “lar”), terra
(no sentido de “terra firme”) e distância não admitem crase. Se tais palavras, todavia, es-
tiverem especificadas, usa-se a crase.
Cheguei cedo a casa. – sentido de lar
Cheguei cedo à casa dos meus pais. – especificada por dos meus pais.
Regressaram a terra depois de muitos dias. – sentido de terra firme.
Regressaram à terra natal ontem. – especificada por natal.
A polícia ficou a distância. – não especificada.
A polícia ficou à distância de 5 metros. – especificada por 5 metros.

Mas não se assuste, existem maneiras simples de detectar o uso correto da crase:

 Substitua a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer AO ou


AOS antes de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Tenho amor à arte. (Tenho amor ao estudo.)
Respondi às perguntas. (Respondi aos questionários.)

 Substitua o A por PARA ou PARA A. Se aparecer PARA A, ocorre a crase:


Contarei uma estória a você. (Contarei uma estória para você.)
Fui à Bulgária. (Fui para a Bulgária.)

40
Acentuação gráfica

Til (~)

O til (~) é um sinal diacrítico que serve para nasalar as vogais. Não é propriamente um
sinal de sinalização, mas uma marca de nasalidade. Historicamente, o til era uma abre-
viatura da letra n ou m em posição de travamento silábico, escrito por cima da linha. Em
português, essa indicação passou a designar um sinal de nasalação. Na maioria dos casos,
o til aparece na sílaba tônica das palavras e, só é usado sobre as vogais A e O.
lições, avião, paixão, cãimbra, camarão, organização, avelã, Irã, instituição, maçã, João

Acento diferencial

Lição 3
O acento diferencial é usado para distinguir duas palavras que têm a mesma pronúncia
(homófonas). Com o Acordo Ortográfico vários desses vocábulos vão perder o acento. O
motivo disso é que o contexto ajuda indicar o significado, sem necessidade de diferenciar.
Assim, usamos pôde (com acento) que é a forma do passado do verbo poder (pretérito
perfeito do indicativo), na terceira pessoa do singular. Pode (sem acento) é a forma do
presente do indicativo, na terceira pessoa do singular.

De acordo com a NOVA ORTOGRAFIA, não se usa mais o acento agudo que diferenciava
os pares:

pára/ para pólo(s) /polo(s) pêra / pera péla(s) / pela(s) pêlo(s) / pelo(s)

Não se usa mais acento nas palavras terminadas em ÊEM e ÔO(S).

Português
O mais importante, agora, é saber os dois casos mais usados, onde o acento diferencial
permance:

pôr – verbo por – preposição

 Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos TER e VIR,
assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, vir, intervir, advir etc.).

 É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em


alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
Qual é a forma da fôrma para fazer este sapato?
Ele tem dois livros. / Eles têm dois livros.
Vou pôr o livro na caixa que foi feita por mim.
Isto convém ao estudante. / Isto convêm aos estudantes.
Ontem, ele não pôde vir mais cedo, mas hoje ele pode.

41
Acentuação gráfica

Trema (¨)

Trema ( ¨ ) é um diacrítico usado em diversas línguas para alterar o som de uma vogal ou
para assinalar a independência dessa vogal em relação a uma vogal anterior, constituindo-
se às vezes em uma vogal própria e distinta no alfabeto. Mas a Nova Ortográfica simples-
mente aboliu o trema. Assim, não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra U
para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos GUE, GUI, QUE, QUI.

COMO ERA COMO FICA


agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue

Cedilha (ç)

Originalmente, o cedilha é de origem castelhana, mas, ainda no século XVIII, o castelha-


no abandou o seu uso. O “ç” foi substituído pelo “z” ou “c”. Os franceses e portugueses
conservaram o uso do cedilha.

O cedilha é utilizado em baixo da letra “C”, aplicado antes das letras a, o e u na represen-
tação do som “ss”.
caçador – dançar – açúcar – benção – situação
canção – instituição – organização – preposição

Apóstrofo (‘)

É um sinal de pontuação, na forma de uma virgula superior, que tem a função de indicar
a supressão de uma letra numa palavra na união com outra. Um exemplo do uso do após-
trofo está na canção de Chico Buarque “Gota D’água”:

Deixa em paz meu coração


Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d’água...
Chico Buarque

42
Acentuação gráfica

O compositor preferiu escrever “gota d’água” a escrever “gota de água”, o que provavel-
mente atrapalharia o ritmo da música. O apóstrofo representa a junção de duas palavras:
“de” e “água”.

Em linhas gerais, o apóstrofo pode indicar:

Pronúncias populares. ‘tá, ‘teve


O desaparecimento da vogal em certas pala- pau–d’água
vras compostas ligadas pela preposição “de”.
A eliminação de uma ou mais letras num “Pomba d’esp’ança sobre
verso, por exigência da metrificação. um mar d’escolhos!’’ (Castro Alves)

Lição 3
Hífen

O hífen, ou traço-de-união, é um sinal (-) com várias funções na escrita. Vamos as suas
regras, já de acordo com o novo Acordo Ortográfico.

Usa-se sempre o hífen diante de palavras iniciadas por H, quando há prefixo.

anti-higiênico co-herdeiro mini-hotel super-homem


anti-histórico macro-história sobre-humano ultra-humano

Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela
mesma vogal:

anti-inflacionário auto-observação contra-ataque micro-ônibus

Português
anti-inflamatório contra-almirante micro-ondas semi-internato

Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen, se o segundo elemento começar
pela mesma consoante. A única exceção é o prefixo SUB que usa o hífen diante de palavra
iniciada por R.

inter-racial sub-bibliotecário super-romântico sub-raça


inter-regional super-resistente sub-região super-reativo

Ainda usamos o hífen depois dos prefixos:

Vice vice-rei, vice-almirante, vice-campeão Além além-mar, além-túmulo


Aquém aquém-mar, aquém-fiar Ex ex-aluno, ex-diretor, ex-prefeito
Pós pós-graduação, pós-operatório Pré pré-história, pré-vestibular
Pró pró-europeu, pró-africano Recém recém-casado, recém-nascido
Sem sem-terra, sem-vergonha

43
Acentuação gráfica

Também usa-se o hífen:

 Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento come-
çar pela mesma consoante:
inter-regional, super-romântico

 Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que se combinam formando en-
cadeamentos vocabulares.
Ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo

 Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani:


amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu

E quando não se usa o hífen:

 Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se
inicia o segundo elemento.
autoescola, aeroespacial, semiaberto.

 Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa
por consoante diferente de r ou s.
autopeça, seminovo, microcomputador.

 Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa
por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras:
Ex: antirrábico

 Nao se usa o hífen quando o prefixo termina por consoante, se o segundo elemento
começar por vogal:
hiperacidez, hiperativo, interescolar

 Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição:


girassol, madressilva, pontapé

Acentuação de palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas


A acentuação é diretamente ligada a sílaba tônica de cada palavra. Quanto a sílaba tônica,
as palavras da língua portuguesa se classificam em:

Oxítona – É aquela cujo acento tônico recai na última sílaba.

Paroxítona – É aquela cujo acento tônico recai na penúltima sílaba.

Proparoxítona – É aquela cujo acento tônico recai na antepenúltima sílaba.

44
Acentuação gráfica

Toda palavra tem sua sílaba tônica, mas isso não significa que precisa, necessariamente,
ser acentuada. Alguns acentos são necessários para diferenciar uma palavra da outra. É o
caso dos acentos diferenciais, como já vimos anteriormente.

manga e mangá sabia e sabiá

Acentuação de palavras paroxítonas

Vejamos algumas palavras oxítonas:


café, também, ananás, você, cipó, ipê, maracujá, curió, cajá, cristal, pardal, paiol, computador.

Você observou que, mesmo sendo palavras oxítonas, algumas são acentuadas e outras

Lição 3
não. As palavras oxítonas recebem acento agudo quando são terminadas em vogais tô-
nicas abertas A, E, O, seguidas ou não de S. E também quando são terminadas em vogais
tônicas fechadas E, O, seguidas ou não de S.

Regras de acentuação das oxítonas:

 Palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas por EM e ENS.


acém, detém, armazém

 Palavras oxítonas terminadas com os ditongos abertos ÉI, ÉU, ÓI, seguidos ou não de S.
anéis, corrói, troféu

 Formas verbais oxítonas terminadas em A, E, O, seguidas dos pronomes oblíquos LO,


LA, LOS, LAS.
adorá-lo, dá-la, fazê-lo

Português
 Monossílabos tônicos terminados em A, E, O, seguidos ou não de S.
pés, dó, má

 U tônico pronunciado dos encontros GUE, GUI, com ou sem S.


averigúe – apazigúe

Acentuação de palavras paroxítonas

São chamadas paroxítonas as palavras cuja tonicidade recai na penúltima sílaba. Tais pa-
lavras formam a maioria do léxico português. E para simplificar, podemos dizer só rece-
bem acento gráfico as palavras paroxítonas que não terminam em a, e, o.

Terminações Exemplos
i, is júri, dândi, táxi, biquíni, safári, íris, lápis, grátis, tênis
us, um, uns álbum, álbuns, Vênus, vírus, bônus, húmus, fórum, médium
ã, ãs, ão, ãos ímãs, sótão, órfão, órgãos, bênçãos, Cristóvão

45
Acentuação gráfica

l, n, r, x cônsul, pênsil, fácil, horrível, abdômen (ou abdome), gérmen (ou germe),
próton, nêutron, pólen, hífen, açúcar, zíper, mártir, fênix, tórax, ônix
ps, om, ons bíceps, fórceps, Quéops, rádom, elétrons, prótons, nêutrons
ditongo oral (ia) beneficência, hérnia, mobília, biópsia, estratégia, Cátia, Cássia, Célia, Cecília,
Cíntia
ditongo oral (ie) série, calvície, barbárie, cárie, efígie, espécie, imundície, planície, superfície
ditongo oral (io) sério, pátio, vários, néscio, calcário, dignitário, exímio, Antônio, Anísio, Aloí-
sio, Dário, Décio, Flávio, Hélio, Júlio, Marcílio
ditongo oral (ua) água, régua, árdua, quíchua, tábua, exígua, ingênua, iníqua
ditongo oral (ue) tênue, águe, míngue, bilíngue
ditongo oral (uo) árduo, supérfluo, ambíguo, mútuo, ubíquo, assíduo, ingênuo, iníquo, profícuo
ditongo oral (ea) áurea, rédea, orquídea, miscelânea, várzea, drágea, pâncreas, fêmeas
ditongo oral (eo) espontâneo, momentâneo, homogêneo, litorâneo, saponáceo, óleo, gêmeos
ditongo oral (oa) mágoa, Páscoa, amêndoa, névoa, nódoas
ditongo oral (ei) jóquei, vôlei, ágeis, férteis, pênseis, faríeis, achásseis, fósseis

De acordo com a nova ortografia, não se usa mais o acento nos ditongos abertos ÉI e ÓI
nas palavras paroxítonas.
ideia, jiboia, joia, odisseia, paranoia, paranoico, plateia, tramoia.

Acentuação de palavras proparoxítonas

As palavras proparoxítonas são aquelas cujo acentuação tônica se apresenta na antepenúlti-


ma sílaba. Por regra geral, todas as proparoxítonas são graficamente acentuadas (acento agu-
do para a vogal oral A, para as vogais abertas E e O e para a vogais I e U, ou acento circunflexo
no caso de representação das vogais E e O fechadas e da vogal a seguida de N e M).

Assim, a dificuldade estará somente em descobrir se tal palavra é ou não proparoxítona.


O segredo estará na sonoridade da palavra e uso do dicionário.

46
Acentuação gráfica

Interpretação de textos
Antônio Conselheiro

“Cada um na vida tem


O direito de julgar,
como tenho o meu também,
com razão quero falar
nestes meus versos singelos
mas de sentimentos belos,
sobre um grande brasileiro

Lição 3
cearense, meu conterrâneo
líder sensato e espontâneo
nosso Antônio Conselheiro

Este cearense nasceu


lá em Quixeramobim,
se eu sei como ele viveu,
sei como foi seu fim.
Quando em Canudos chegou,
com amor organizou
um ambiente comum
sem enredos nem engodos,
ali era um por todos
e eram todos pó um.”

(Texto extraído do livro: Cordéis – Autor: Patativa do Assaré)

Português
Neste poema podemos observar alguns acentos e sinais gráficos como, por exemplo:
acento agudo, acento circunflexo e o til.

é/ã/â/í/â/ô/á/ó

Observamos estes sinais em palavras como: conterrâneo, espontâneo e Antônio.

O acento circunflexo é usado para indicar as vogais tônicas fechadas (e – o), de acordo
com as regras de acentuação. No português, é usado no â, ê e ô.

O acento agudo é colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e as do grupo - em, que indicam
que essas letras representam as vogais das sílabas tônicas: Amapá, saída, fúnebre, porém;
sobre as letras e e o, indica que representam as vogais tônicas com timbre aberto: médico,
herói.

O sinal gráfico til serve para nasalar as vogais. É uma marca de nasalidade.

47
Acentuação gráfica

O autor fala no texto de Antônio Conselheiro

O personagem principal da história nasceu no Ceará na cidade de Quixeramobim.

Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido na História do Brasil como


Antônio Conselheiro, foi um líder social brasileiro.Figura carismática que ad-
quiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno
vilarejo no sertão da Bahia, que atraiu milhares de sertanejos, entre campone-
ses, índios e escravos recém-libertos, e que foi destruído pelo Exército da Repú-
blica na chamada Guerra de Canudos em 1897.
Na opinião do autor Antônio Conselheiro era um grande brasileiro, um líder sensato e
espontâneo, por este motivo escreveu sobre ele.

48
Lição Sinais de pontuação
4

O que são sinais de pontuação


Os sinais de pontuação são recursos gráficos próprios da linguagem escrita. Embora não
consigam reproduzir toda a riqueza melódica da linguagem oral, eles estruturam os tex-
tos e procuram estabelecer as pausas e as entonações da fala. Basicamente, têm como
finalidade: assinalar as pausas e as inflexões de voz (entoação) na leitura; separar palavras,
expressões e orações que devem ser destacadas; ou e esclarecer o sentido da frase, afastan-
do qualquer ambiguidade.

Vejamos alguns sinais de pontuação:

Para marcar pausas:


Ponto Para indicar a entonação da fala:
Vírgula Ponto de exclamação
Ponto e vírgula Ponto de interrogação

Segundo os parâmetros curriculares nacionais de Língua Portuguesa, o fundamental na


aprendizagem sobre pontuação é a importância da reflexão, pois há a possibilidade de sen-
tidos diferenciados de acordo com a entonação que se queira dar através da pontuação.

49
Sinais de pontuação

Vírgula (,)

A vírgula indica uma pausa pequena, deixando a voz em suspenso à espera da continu-
ação do período. A vírgula pode ser usada no interior da oração, ou mesmo entre uma
oração e outra.
A maioria das crianças, durante as férias, viaja. (adjunto adverbial intercalado)
Os meus amigos, sempre os respeito. (complemento pleonástico deslocado)
Ela prefere filmes românticos; o namorado, de ação. (indicação da omissão do verbo)
Rodrigo, traga minhas luvas até aqui! (isolamento de vocativo)
Os filhos, os pais, os professores e os diretores irão ao evento. (separação de termos coordenados
assindéticos)

Em linhas gerais, usamos a vírgula:

 Para separar marcadores de tempo, datas e endereços.


Curitiba, 22 de dezembro de 2008.

 Após o uso dos advérbios “sim” ou “não”, usados como resposta, no início da frase.
Ex: Você gostou do vestido? Sim, eu adorei!

 Após a saudação em correspondência (social e comercial).


Com muito amor, respeitosamente, etc.

 Para separar termos de uma mesma função sintática. A conjunção “e” substitui a vírgula
entre o último e o penúltimo termo.
A casa tem três quartos, dois banheiros, três salas e um quintal.

 Para destacar elementos intercalados, como:

uma conjunção Estudamos bastante, logo, merecemos férias!


um adjunto adverbial Estas crianças, com certeza, serão aprovadas.
um vocativo Apressemo-nos, Lucas, pois não quero chegar atrasado.
um aposto A multidão, inquieta, atirava garrafas sobre o palco.
para separar uma expressão explicativa A saber, melhor dizendo, quer dizer...

 Para separar termos deslocados de sua posição normal na frase.


O documento de identidade, você trouxe?

 Para separar elementos paralelos de um provérbio.


Tal pai, tal filho.

 Para destacar os pleonasmos antecipados ao verbo.


As flores, eu as recebi hoje.
Daniel ficou alegre; eu, triste.

50
Sinais de pontuação

 Para isolar elementos repetidos.


A casa, a casa está destruída.

 Para separar orações intercaladas.


O importante, insistiam os pais, era a segurança da escola.

 Para separar orações coordenadas assindéticas.


O tempo não para no porto, não apita na curva, não espera ninguém.

 Para separar orações coordenadas adversativas, conclusivas, explicativas e algumas ora-


ções alternativas.
Esforçou-se, porém não conseguiu o prêmio.
Vá devagar, que o caminho é perigoso.

Embora a conjunção “e” seja aditiva, há três casos em que se usa a vírgula antes de sua
ocorrência:

Lição 4
 Quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes.
O homem vendeu o carro, e a mulher protestou. – Neste caso, “o homem” é sujeito de “vendeu”, e “a
mulher” é sujeito de “protestou”.

 Quando a conjunção “e” vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto).
E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.

 Quando a conjunção “e” assume valores distintos que não seja da adição:
Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.

Evite usar muitas vírgulas em uma mesma frase. Sempre que possível, construa períodos
curtos.

Ponto e vírgula (;) Português

O ponto e vírgula é usado para marcar uma pausa mais longa que a da vírgula, porém me-
nor que a do ponto. Dizemos que o ponto e vírgula é um sinal utilizado quando a pausa
desejada não é nem tão breve quanto à vírgula nem tão longa quanto o ponto. Usamos
ponto e vírgula para delimitar com mais clareza frases extensas de um mesmo período,
especialmente as que contém vírgulas.

O casarão incendiou; a polícia e os bombeiros foram chamados pelos vizinhos; permitindo a prisão do
velho, um ladrão perigoso.
“Os burgueses admiravam-lhe a economia, os clientes, a polidez, os pobres, a caridade.” (Flaubert)
Jonas tem muito dinheiro; não pode, porém, desfrutar suas vantagens.

51
Sinais de pontuação

Não existe uma regra específica que obrigue o uso do ponto e vírgula. Fica a critério de
quem escreve colocá-lo quando desejar organizar melhor os itens que compõem o perío­
do. Em um trecho onde ocorrem muitas vírgulas, o ponto e vírgula é útil para delimitar
os segmentos maiores do período.

 Separar orações que sejam quebradas por vírgula, para marcar pausa maior entre as
orações.
Não esperavaoutra coisa; afinal, eu já havia sido avisado.

 Separar orações coordenadas que se contrabalançam (antítese).


Muitos se esforçam; poucos conseguem.

 Separar orações muito longas ou com muitas vírgulas.


Os jogadores de futebol reclamaram das constantes críticas do técnico; porém, o obstinado técnico
ficou completamente indiferente pelos atletas.

 Omissão de um verbo.
O General não temia o que lhe podia acontecer; os soldados sempre.

 Nas sequências numeradas:


“A Republica Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
independência nacional; prevalência dos direitos humanos (...).
(trecho da Constituição da República Federativa do Brasil)

Dois pontos (:)

É utilizado quando se vai iniciar uma sequência que explica, identifica, discrimina ou
desenvolve uma ideéia anterior. Os dois pontos marcam a suspensão da melodia de uma
frase.

Regras de utilização dos dois pontos:

 Dar início a uma sequência que explica uma ideia anterior.


Descobri a grande razão da minha vida: você.

 Dar início à fala ou citação textual de outrem


“A porta abriu-se ,um brado ressosou:
-Até que enfim, meu rapaz!”
(Eça de Queiroz)

52
Sinais de pontuação

Aspas (“ “)

As aspas são usadas, basicamente,para isolar palavras, expressões, frases e trechos de


textos.

Regras e exemplos sobre a utilização das aspas:

 Quando uma frase começar e terminar entre aspas, elas devem ser colocadas depois do
ponto final.
Getúlio Vargas termina sua Carta Testamento assim:
–“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidadee saio da vida para entrar na Histó-
ria.”

 Quando se quer apenas dar destaque a um termo, o ponto final deve ficar fora das aspas.
A notícia foi publicada no “Jornal do Brasil”.

 Nas citações ou transcrições de trechos de uma obra:

Lição 4
Como disse Carlos Drumond de Andrade, –“No meio do caminho tinha uma pedra”.

 Na representação de nomes de livros e legendas:


Machado de Assis é o autor de “Dom Casmurro”.

 Palavras como gírias, expressões populares, ironia, estrangeirismos, etc:


Vou tentar “descolar” um ingresso para você.
Aquele “carinha” é muito incoveniente.
Rafael deu um “show”na apresentação do seminário.

Casos que NÂO precisam da utilização de aspas.


Fomos “pra” escola.

Português
Meu nome de batismo é “José Silveira Mendas”.

Travessão (–)

Utilizamos o travessão para indicar mudança de interlocutor.

Exemplos de como utilizar o travessão:


– A senhora não sabe, então, que é uma simples agulha?
– Sei
– E não sabe que, sendo agulha é mulher?
–Sei.
(Trechos de Humberto Campos)

53
Sinais de pontuação

 Para indicar a fala de um personagem no diálogo.


– Quanto custa essa blusa?
– R$ 10,00.
– Eu gostaria de comprar 100 blusas como essa, quando posso vir buscar?
– Passe aqui dentro de dois dias que estarão prontas.

 Para ligar as palavras de um itinerário.


Ponte Rio – Niterói
Sentido Norte – Sul

 Para destacar palavras, expressões e frases.


Afonso Henriques de Lima Barreto – mais conhecido apenas como Lima Barreto – foi um dos mais
importantes escritores brasileiros.

Parênteses ( )

Usam-se parênteses para isolar explicações, indicações ou comentários. Durante a leitura,


o trecho que vem entre parênteses deve ser falado em tom mais baixo.

Regras de utilização dos parênteses:

 Delimitar frases intercaladas dentro de um período.


A população de São Paulo (a maior cidade do Brasil) cresce a cada ano.

 Indicar possibilidades alternativas de leitura.


Prezados (as) alunos (as).

 Delimitar o período de vida de uma pessoa.


Carlos Drummond de Andrade (1902-1986).

 Indicar referências de uma citação.


“De repente do riso fez-se o pranto” (Soneto de Separação - Vinícius de Moraes)

Pontos de interrogação e exclamação ( ? ! )

Interrogação

Tem a função de levar o leitor a pronunciar a frase como uma pergunta ou dúvida. Sem
ele, uma frase não pode ser entendida como pergunta, se transformando em afirmação
Será que vai chover?
Posso ir a festa com vocês?

54
Sinais de pontuação

Exclamação

É utilizado quando se deseja indicar que a entonação da frase deve ser enfática, emocio-
nada, intensa.
Independência ou morte!
Estou muito feliz por você!

O ponto de exclamação é usado depois das interjeições como:


Oh! Arre! Uau! Ah! Meu Deus! Muito bem!

Reticências ( ... )

As reticências marcam uma suspensão na sequência da frase.

 Representação de pausas deliberadas, quando se quer indicar hesitação ou suspense:

Lição 4
Não sei se devia lhe dizer, mas... o caso é grave.
E o vencedor é... João da Silva.

 Intenção de permitir que o leitor complete um pensamento suspenso ou para marcar


uma fala quebrada.
E Carolina ligou para Sandro pensando que...
Acho que não vou com você...porque...porque...estou me sentindo mal.

 Omissão de trechos desnecessários de uma citação. Neste caso, devem vir, de preferên-
cia, entre parênteses ou colchetes.
“[...]nehuma tinha os olhos de ressaca, nem os da cigana oblíqua e dissimulada.” (Machado de Assis)
“(...) E assim, quando mais tarde me procure (...)” (Vinicius de Moraes)

Ponto ( . ) Português

É o sinal de pontuação utilizado para marcar o final das frases declarativas e imperativas;
é o sinal que indica maior pausa. Quando encerra um texto escrito, é também chamado
texto final.

Exemplos de frases com ponto:


Ex: O maior épico português foi Camões.
Os amigos são mais necessários que o dinheiro.
Você á luz que faz meus olhos brilharem.
Sim.

55
Sinais de pontuação

Interpretação de textos
A Águia e a Gralha

Uma Águia, saindo do seu ninho no alto de um penhas-


co, capturou uma ovelha e a levou presa às suas fortes
garras. Uma Gralha, que testemunhara a tudo, tomada
de inveja, decidiu que poderia fazer à mesma coisa.
Ela então voou para alto e tomou impulso, e com grande
velocidade, atirou-se sobre uma ovelha, com a intenção
de também carregá-la presa às suas garras.
Ocorre que estas acabaram por ficar embaraçadas no
espesso manto de lã da ovelha, e isso a impediu inclu-
sive de soltar-se, embora o tentasse com todas as suas
forças.
O Pastor das ovelhas, vendo o que estava acontecendo,
capturou-a. Feito isso, cortou suas penas, de modo que
não pudesse mais voar. À noite a levou para casa, e en-
tregou como brinquedo para seus filhos.

- Que pássaro engraçado é esse? Perguntou um deles.

- Ele é uma Gralha meus filhos. Mas se você lhe pergun-


tar, ele dirá que é uma Águia.

Autor: Esopo

A vírgula indica uma pequena pausa e serve para separar termos de uma mesma função sintática.
O ponto é utilizado para marcar o final das frases declarativas e imperativas; indica uma pausa
maior.
O travessão é utilizado para indicar mudança de interlocutor.
O ponto de interrogação indica uma pergunta.

Fabula é um gênero narrativo onde o autor utiliza animais como personagens.


Através dos diálogos entre os bichos e das situações que os envolvem, procuram
transmitir sabedoria de caráter moral ao homem.

Todo texto narrativo possui personagens, entre eles existem: o protagonista que é o personagem
principal da história, o antagonista ou coadjuvante que pode ser o inimigo do protagonista e os
personagens secundários.

56
Lição Verbos
5

Número, pessoa, modo, tempo, voz


O que é verbo?

Os verbos são palavras que podem indicar ação (correr, pular), estado (ser, ficar), fe-
nômeno natural (chover, amanhecer), ocorrência (acontecer, suceder), desejo (aspirar,
almejar) e outros processos.
“Todos os amantes beijaram-se na minh’alma.” (ação)
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida. (estado)
Choveu muito ontem. (fenômeno da natureza)

Formas verbais

As formas verbais apresentam três elementos estruturais: radical, vogal temática e desi-
nências.

Vogal temática – É o elemento acrescentado ao radical possibilitando a ligação entre o


radical e a desinência; também indica a conjugação.

Desinência – São elementos colocados no final das palavras para indicar certos aspectos
gramaticais. As desinências indicam as flexões de número, pessoa, tempo e modo.

Radical – É a forma mínima que indica o significado do verbo.


am – é o radical do verbo amar
beb – é o radical do verbo beber
part – é o radical do verbo partir

O radical acrescido da vogal temática recebe a denominação de tema.

57
Verbos

Os verbos também podem se flexionar em número (singular / plural), pessoa (primeira,


segunda, terceira), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), tempo (presente, pretérito,
futuro) e, todos os verbos existentes na língua portuguesa pertencem a apenas três gran-
des grupos, chamados de conjugações:

Conjugação terminação
Primeira AR
Segunda ER
Terceira IR

Flexões verbais

O verbo se flexiona em tempo, modo, número e pessoa.

 O verbo apresenta a flexão de número e pode estar no singular, quando se refere a um


único ser (eu suo, tu suas, ele sua). Pode estar no plural quando se refere a mais de um ser
(nós suamos, vós suais, eles suam).

 Quanto à pessoa, temos:

A primeira pessoa: a que fala: o emissor.

A segunda pessoa: a pessoa com quem se fala: o receptor.

A terceira pessoa: a pessoa de quem se fala: o referente.

 E quanto às flexões de modo, tempo e voz são características do verbo. Indica a atitude
do falante com relação ao fato que expõe:

Pessoas verbais
1ª pessoa do singular = eu 1ª pessoa do plural = nós
2ª pessoa do singular = tu 2ª pessoa do plural = vós
3ª pessoa do singular = ele 3ª pessoa do plural = eles

atenção
Em várias regiões do país o pronome de tratamento você é empregado no lugar do pro-
nome reto tu, de segunda pessoa do singular. Assim, embora você desempenhe o papel
de segunda pessoa do discurso - com quem se fala -, por ser pronome de tratamento,
gramaticalmente exige o verbo em terceira pessoa do singular.

58
Verbos

Vejamos alguns exemplos de flexões verbais de modo:

modo indicativo eu amo, eu amei Trata-se de uma atitude de certeza, o que está
acontecendo ou ocorreu.
modo subjuntivo se eu amasse, quando eu amar Esta atitude é de incerteza, mostra condição,
possibilidade.
modo imperativo ame ele, não amem Exprime uma ordem, um conselho, um
pedido.

Além dos três modos: indicativo, subjuntivo, imperativo, os verbos apresentam ainda as
formas nominais infinitivo, gerúndio e particípio. As formas nominais do verbo derivam
do tema (radical + vogal temática) acrescido das desinências:

r: para o infinitivo: falar, estar, viajar;

do: para o particípio: falado, estado, viajado;

ndo: para o gerúndio: falando, estando, viajando.

Tempo verbal

Caracterizamos os três tempos verbais básicos: o presente, o pretérito (passado) e o fu-


turo, como exemplos: eu estudo/eu estudei/eu estudarei. Essas características podem ser

Lição 5
facilmente identificadas pelas terminações do verbo estudar.

O processo indicado pelo verbo pode ser localizado no tempo de três maneiras diferentes:

 Pode estar ocorrendo no momento em que se fala.

 Pode ser um fato já acontecido, anterior, portanto, ao momento da fala.

 Pode, também, ser um fato que vai ocorrer, ou seja, um fato posterior ao ato da fala.

Vejamos: Português
Eu estudava quando ele Pretérito imperfeito Eu estudava (passado que não se concluiu e
chegou. que, no entanto, era presente a outro fato do
passado- quando ele chegou).
Eu desejara tanto que Pretérito mais–que–perfeito Eu desejara (expressa um fato passado ante-
voltasses para casa. rior a outro fato passado- que tu voltasses).
Eu jogaria se não tivesse Futuro do pretérito Jogaria (indica um fato futuro, mas em - já
chovido. acontecido já choveu).

Formas nominais são compostas pelo infinitivo, o gerúndio e o particípio. Caracterizam-


se pela não apresentação de tempo ou de modo, dependendo sempre do contexto que se
encontrarem. São chamadas de nominais porque, ao lado das funções verbais, podem
desempenhar funções de nomes, ou seja, de substantivos, adjetivos e advérbios.

59
Verbos

 O infinitivo pode ser pessoal ou impessoal. Quando pessoal o infinitivo pode ser fle-
xionado recebendo desinências indicativas de pessoa, ou não flexionado na 1ª e 3ª pessoa
do singular, permanecendo invariável. Quando impessoal o infinitivo não se refere às
pessoas do discurso: Ter ou não ter dá na mesma.
Ouviram-te chorar. (infinitivo pessoal não flexionado)
Juro serem eles conhecedores do assunto. (infinitivo pessoal flexionado)

 O particípio são as formas terminadas em ado ou ido. É a forma nominal que participa
ao mesmo tempo da natureza do verbo e do adjetivo.
Resolvido o problema, seguiremos adiante.
Era um homem muito sofrido.

 O gerúndio são as formas terminadas em ndo. É a forma nominal que além da natureza
verbal, pode desempenhar papel de advérbio e mais raramente de adjetivo.
Chegando amanhã, partimos. (frases reduzidas)
Sorrindo, ele aproximou-se. (indica modo)
Água fervendo. (valor de adjetivo)

Forma verbal Definição Exemplos


Infinitivo É a forma utilizada para dar nome aos Não é permitido falar com o
verbos, apresentando o processo verbal em motorista.
si mesmo, sem nenhuma noção de tempo
ou modo.
Particípio É a forma nominal que tem, simultanea- O carro será recolhido nesta
mente, características de verbo e de adjetivo. semana.
A natureza verbal do particípio se manifesta
nas locuções verbais, nos tempos compostos
e em orações reduzidas.
Gerúndio É a forma nominal que, além da própria na- Estou trabalhando na tarefa
tureza verbal, pode desempenhar função de que você me confiou.
advérbio e de adjetivo. Ele atua como verbo
nas locuções verbais e orações reduzidas, in-
dicando processos em curso ou prolongados.

60
Verbos

A tabela a seguir compreende todas as divisões:

verbos
Passado
Tempos verbais Presente
Futuro
Modo Indicativo Presente
Pretérito perfeito
imperfeito
mais-que-perfeito
Futuro do presente

Modos verbais do pretérito


Modo Subjuntivo Presente
Pretérito imperfeito
Futuro
Modo Imperativo Negativo
Afirmativo
Voz ativa Sujeito pratica a ação expressa pelo verbo: sujeito
agente (ativo).

Lição 5
Sujeito recebe, sofre a ação expressa pelo verbo:
Voz passiva sujeito agente (paciente).
Vozes do verbo
A voz passiva pode ser: Analítica
Sintética
Voz reflexiva Sujeito pratica e sofre a ação expressa pelo verbo:
sujeito ao mesmo tempo(agente e paciente).

MODO INDICATIVO
Presente Expressa uma ação que está ocorrendo no momento da fala ou uma ação
que se repete ou perdura.
Perfeito Expressa uma ideia de uma ação passada.
Português
Imperfeito Expressa um fato passado não concluído.
Pretérito
Mais- que- perfeito Expressa uma ação ocorrida no passado e anterior
a outra ação também passada.
Presente Expressa a ideia de uma ação que ocorrerá num
tempo futuro em relação ao tempo atual.
Futuro Pretérito Expressa a ideia de uma ação futura que ocorreria
desde que uma condição tivesse sido atendida
antes.

61
Verbos

MODO SUBJUNTIVO
Presente Indica um fato incerto no presente, podendo também expressar dúvida,
possibilidade, suposição, ou formar frases isoladas manifestando desejo.
Pretérito imperfeito Indica um fato incerto ou improvável ou um fato que poderia ter ocorrido
mediante certa condição.
Futuro Indica um acontecimento possível no futuro; aparece acompanhado das
palavras quando e se.

Vozes dos verbos

As vozes verbais indicam a relação ente o sujeito e a ação expressa pelo verbo. Podemos
ter três situações:

 A ação é praticada pelo sujeito: temos o sujeito como agente: VOZ ATIVA.

 A ação é sofrida pelo sujeito: temos o sujeito paciente. VOZ PASSIVA


Voz passiva analítica: formada pelo verbo auxiliar ser mais o particípio do verbo principal.
Voz passiva sintética: formada por verbo transitivo direto na terceira pessoa (singular ou plural,
concordando com o sujeito) mais o pronome apassivador se.

 O sujeito, ao mesmo tempo em que pratica, também sofre a ação. (apresenta a seguinte
estrutura: verbo + voz ativa + pronome oblíquo exercendo a função de objeto). VOZ
REFLEXIVA.

verbos
Regulares Verbos que não sofrem alterações no radical durante toda a
conjugação.
Irregulares Verbos que sofrem alterações no radical ou tem desinências
diferentes das que aparecem no verbo paradigma de sua
conjugação.
Anômalos Aqueles que, na sua conjugação, apresentam no radical
Quanto à flexão alterações mais profundas do que os verbos irregulares, e
que durante a conjugação apresentam radicais distintos.
Ex. ir e ser.
Defectivos Aqueles que possuem alguma deficiência na sua conju-
gação, ou seja, não apresentam todas as formas verbais,
deixando de ser conjugados em determinadas pessoas,
tempos ou modos.
Abundantes Aqueles que apresentam duas ou mais formas equivalentes
para determinada flexão.
Rizotônicas Formas verbais onde o acento tônico recai no radical, como
Formas verbais em: ando, andas, anda, andam.
Arrizotônicas Todas as formas verbais, nas quais o acento tônico recai
fora do radical, como em: cantamos, cantais, cantavam.

Vamos nos concentrar nos verbos regulares e irregulares.

62
Verbos

Verbos regulares
Verbo regular é aquele cujo radical não se modifica durante a flexão e suas terminações
seguem o modelo da conjugação à qual pertencem. Já os verbos irregulares são aqueles
que não seguem esse padrão.

Para saber se um verbo é regular, basta fazer sua conjugação nos tempos presente e pre-
térito perfeito do indicativo. Se nesses tempos ele mantiver o radical e seguir o padrão de
sua conjugação, ele será regular em todos os tempos. Vejamos exemplos de conjugação
de verbos:

verbo amar - primeira conjugação (ar)


Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Pretérito imperfeito Presente(QUE) Afirmativo Negativo
AM-O AM-AVA AM-E ––– –––
AM-AS AM-AVAS AM-ES AM-A AM-ES
AM-A AM-AVA AM-E AM- E AM-E
AM-AMOS AM-ÁVAMOS AM-EMOS AM-EMOS AM-EMOS
AM-AIS AM-ÁVEIS AM-EIS AM-AI AM-EIS
AM-AM AM-AVAM AM-EM AM-EM AM-EM
Pretérito perfeito Pret.+que perfeito Pretérito imperfeito(SE) Formas nominais
AM-EI AM-ARA AM-ASSE AM-AR
AM-ASTE AM-ARAS AM-ASSES AM-ARES
AM-OU AM-ARA AM-ASSE AM-AR
AM-AMOS AM-ÁRAMOS AM-ÁSSEMOS AM-ARMOS
AM-ASTES AM-ÁREIS AM-ÁSSEIS AM-ARDES
AM-ARAM AM-ARAM AM-ASSEM AM-AREM
Futuro do presente Futuro do pretérito Futuro(QUANDO) Gerúndio Português
AM-AREI AM-ARIA AM-AR AMANDO
AM-ARÁS AM-ARIAS AM-ARES Particípio
AM-ARÁ AM-ARIA AM-AR AMADO
AM-AREMOS AM-ARÍAMOS AM-ARMOS
AM-AREIS AM-ARÍES AM-ARDES
AM-ARÃO AM-ARIAM AM-AREM

63
Verbos

Verbo BEBER – Segunda conjugação (ER)


Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Pretérito imperfeito Presente(QUE) Afirmativo Negativo
BEB-O BEB-IA BEB-A ––– –––
BEB-ES BEB-IAS BEB-AS BEB-E BEB-AS
BEB-E BEB-IA BEB-A BEB-A BEB-A
BEB-EMOS BEB-ÍAMOS BEB-AMOS BEB-AMOS BEB-AMOS
BEB-EIS BEB-ÍEIS BEB-AIS BEB-EI BEB-AIS
BEB-EM BEB-IAM BEB-AM BEB-AM BEB-AM
Pretérito perfeito Pret.+que perfeito Pretérito imperfeito(SE) Formas nominais
BEB-I BEB-ERA BEB-ESSE BEB-ER
BEB-ESTE BEB-ERAS BEB-ESSES BEB-ERES
BEB-EU BEB-ERA BEB-ESSE BEB-ER
BEB-EMOS BEB-ÊRAMOS BEB-ÊSSEMOS BEB-ERMOS
BEB-ESTES BEB-ÊREIS BEB-ÊSSEIS BEB-ERDES
BEB-ERAM BEB-ERAM BEB-ESSEM BEB-EREM
Futuro do presente Futuro do pretérito Futuro(QUANDO) Gerúndio
BEB-EREI BEB-ERIA BEB-ER BEBENDO
BEB-ERÁS BEB-ERIAS BEB-ERES
BEB-ERÁ BEB-ERIA BEB-ER Particípio
BEB-EREMOS BEB-ERÍAMOS BEB-ERMOS BEBIDO
BEB-EREIS BEB-ERÍEIS BEB-ERDES
BEB-RÃO BEB-ERIAM BEB-EREM

64
Verbos

Verbo PARTIR – Terceira conjugação (IR)


Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Pretérito imperfeito Presente(QUE) Afirmativo Negativo
PART-O PART-IA PART-A ––– –––
PART-ES PART-IAS PART-AS PART-E PART-AS
PART-E PART-IA PART-A PART-A PART-A
PART-IMOS PART-ÍAMOS PART-AMOS PART-AMOS PART-AMOS
PART-IS PART-ÍEIS PART-AIS PART-I PART-AIS
PART-EM PART-IAM PART-AM PART-AM PART-AM
Pretérito perfeito Pret.+que perfeito Pretérito imperfeito(SE) Formas nominais
PART-I PART-IRA PART- ISSE PART-IR
PART-ISTE PART-IRAS PART- ISSES PART-IRES
PART-IU PART-IRA PART- ISSE PART-IR
PART-IMOS PART-ÍRAMOS PART- ÍSSEMOS PART-IRMOS
PART-ISTES PART-ÍREIS PART-ÍSSEIS PART-IRDES
PART-IRAM PART-IRAM PART-ISSEM PART-IREM
Futuro do presente Futuro do pretérito Futuro(QUANDO) Gerúndio
PART-IREI PART-IRIA PART-IR PARTINDO
PART-IRÁS PART-IRIAS PART-IRES
PART-IRÁ PART-IRIA PART-IR Particípio
PART-IREMOS PART-IRÍAMOS PART-IRMOS PARTIDO
PART-IREIS PART-IRÍEIS PART-IRDES
PART-IRÃO PART-IRIAM PART-IREM

Algumas dicas:

 No modo subjuntivo não podemos esquecer-nos de conjugarmos no presente com auxílio


do (que), no Pretérito Imperfeito auxilio do (se) e no Futuro com o auxílio do (quando). Português
 No imperativo afirmativo a formação do imperativo da língua padrão obedece a um
esquema fixo. No caso das formas afirmativas, as fontes são duas o presente do indicativo
e o presente do subjuntivo para formar as duas segundas pessoas (tu e vós) emprega-se
presente do indicativo sem a letra “s” final.

 No imperativo negativo você usa como base o presente do subjuntivo. Lembrando que
na conjugação do imperativo não se usa a primeira pessoa do singular (eu) por motivos
óbvios, ninguém da ordem a si mesmo. Colocando sempre o não antes da conjugação.

65
Verbos

Verbos irregulares
Verbos irregulares são verbos que sofrem algumas modificações relativamente aos para-
digmas da conjugação a que pertencem, ou seja, que sofrem alterações no seu radical ou
nas suas desinências afastando-se do modelo a que pertencem.

Vejamos a conjugação de alguns verbos irregulares:

Verbo daR – primeira conjugação (aR)


Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Pretérito imperfeito Presente(QUE) Afirmativo Negativo
DOU DAVA DÊ ––– –––
DÁS DAVAS DÊS DÁ DÊS
DÁ DAVA DÊ DÊ DÊ
DAMOS DÁVAMOS DEMOS DEMOS DEMOS
DAIS DÁVEIS DEIS DAI DEIS
DÃO DAVAM DEEM DEEM DEEM
Pretérito perfeito Pret.+que perfeito Pretérito imperfeito(SE) Formas nominais
DEI DERA DESSE DAR
DESTE DERAS DESSES DARES
DEU DERA DESSE DAR
DEMOS DÉRAMOS DÉSSEMOS DARMOS
DESTES DÉREIS DÉSSEIS DARDES
DERAM DERAM DESSEM DAREM
Futuro do presente Futuro do pretérito Futuro(QUANDO) Gerúndio
DAREI DARIA DER DANDO
DARÁS DARIAS DERES Particípio
DARÁ DARIA DER DADO
DAREMOS DARÍAMOS DERMOS
DAREIS DARÍEIS DERDES
DARÃO DARIAM DEREM

Conjugam-se por este padrão, os verbos advir, avir, convir, contravir, desavir, desconvir,
desintervir, devir, entrevir, obvir, provir, reavir, reconvir, revir e sobrevir.

dica
Para saber se um verbo é regular ou irregular, basta conjugá-lo no presente ou no preté-
rito perfeito do indicativo.

66
Verbos

Conjugação do verbo TER. O verbo ter é considerado um verbo auxiliar, através dele
podemos conjugar outros de mesma terminação.

Verbo TER – segunda conjugação (ER)


Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Pretérito imperfeito Presente(QUE) Afirmativo Negativo
TENHO TINHA TENHA ––– –––
TENS TINHAS TENHAS TEM TENHAS
TEM TINHA TENHA TENHA TENHA
TEMOS TÍNHAMOS TENHAMOS TENHAMOS TENHAMOS
TENDES TÍNHEIS TENHAIS TENDE TENHAIS
TÊM TINHAM TENHAM TENHAM TENHAM
Pretérito perfeito Pret.+que perfeito Pretérito imperfeito(SE) Formas nominais
TIVE TIVERA TIVESSE TER
TIVESTE TIVERAS TIVESSES TERES
TEVE TIVERA TIVESSE TER
TIVEMOS TIVÉRAMOS TIVÉSSEMOS TERMOS
TIVESTES TIVÉREIS TIVÉSSEIS TERDES
TIVERAM TIVERAM TIVESSEM TEREM
Futuro do presente Futuro do pretérito Futuro(QUANDO) Gerúndio
TEREI TERIA TIVER TENDO
TERÁS TERIAS TIVERES
TERÁ TERIA TIVER Particípio
TEREMOS TERÍAMOS TIVERMOS TIDO
TEREIS TERÍEIS TIVERDES
TERÃO TERIAM TIVEREM

Conjugam-se como ter os seus derivados: abster, ater, conter, deter, entreter, obter, reob-
Português
ter, reter, suster.

67
Verbos

Ainda dois outros verbos, considerados de ligação, muito importantes no uso do dia a dia:

Conjugação do Verbo SER


Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Pretérito imperfeito Presente(QUE) Afirmativo Negativo
SOU ERA SEJA ––– –––
ÉS ERAS SEJAS SÊ SEJAS
É ERA SEJA SEJA SEJA
SOMOS ÉRAMOS SEJAMOS SEJAMOS SEJAMOS
SOIS ÉREIS SEJAIS SEDE SEJAIS
SÃO ERAM SEJAM SEJAM SEJAM
Pretérito perfeito Pret.+que perfeito Pretérito imperfeito(SE) Formas nominais
FUI FORA FOSSE SER
FOSTE FORAS FOSSES SERES
FOI FORA FOSSE SER
FOMOS FÔRAMOS FÔSSEMOS SERMOS
FOSTES FÔREIS FÔSSEIS SERDES
FORAM FORAM FOSSEM SEREM
Futuro do presente Futuro do pretérito Futuro(QUANDO) Gerúndio
SEREI SERIA FOR SENDO
SERÁS SERIAS FORES Particípio
SERÁ SERIA FOR SIDO
SEREMOS SERÍAMOS FORMOS
SEREIS SERÍEIS FORDES
SERÃO SERIAM FOREM

68
Verbos

Conjugação do Verbo ESTAR


Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Pretérito imperfeito Presente(QUE) Afirmativo Negativo
ESTOU ESTAVA ESTEJA ––– –––
ESTÁS ESTAVAS ESTEJAS ESTÁ ESTEJAS
ESTÁ ESTAVA ESTEJA ESTEJA ESTEJA
ESTAMOS ESTÁVAMOS ESTEJAMOS ESTEJAMOS ESTEJAMOS
ESTAIS ESTÁVEIS ESTEJAIS ESTAI ESTEJAIS
ESTÃO ESTAVAM ESTEJAM ESTEJAM ESTEJAM
Pretérito perfeito Pret.+que perfeito Pretérito imperfeito(SE) Formas nominais
ESTIVE ESTIVERA ESTIVESSE ESTAR
ESTIVESTE ESTIVERAS ESTIVESSES ESTARES
ESTEVE ESTIVERA ESTIVESSE ESTAR
ESTIVEMOS ESTIVÉRAMOS ESTIVÉSSEMOS ESTARMOS
ESTIVESTES ESTIVÉREIS ESTIVÉSSEIS ESTARDES
ESTIVERAM ESTIVERAM ESTIVESSEM ESTAREM
Futuro do presente Futuro do pretérito Futuro(QUANDO) Gerúndio
ESTAREI ESTARIA ESTIVER ESTANDO
ESTARÁS ESTARIAS ESTIVERES Particípio
ESTARÁ ESTARIA ESTIVER ESTADO
ESTAREMOS ESTARÍAMOS ESTIVERMOS
ESTAREIS ESTARÍEIS ESTIVERDES
ESTARÃO ESTARIAM ESTIVEREM

Português

69
Verbos

Interpretação de textos
“O melhor da nossa vida
é paz, amor e união
e em cada semelhante
a gente ver um irmão
e apresentar para todos
o papel de gratidão

Quem faz um grande favor


mesmo desinteressado
por onde quer que ele ande
leva um tesouro guardado
e um dia sem esperar será bem recompensado.”

(Texto extraído do livro: Cordéis – Autor: Patativa do Assaré)

Infinitivo é a forma utilizada para dar nome aos verbos. Os verbos que estão no infinitivo
são aqueles que terminam em: ar / er / ir.

Observe a conjugação do verbo viver e saiba por que ele pertence à primeira pessoa do
singular do tempo Presente do Modo Indicativo.

Eu vivo (quem vive sou eu, no caso o autor do texto, que fala na primeira pessoa.)
Tu vives
Ele / Ela vivem
Nós vivemos
Vós viveis
Eles / Elas vivem

“De contar a desventura


tenho sobrada razão
pois vivo de agricultura
sou camponês do sertão
eu trabalho o dia inteiro
exposto ao frio e a o calor
sofrendo a lida pesada
puxando o cabo da enxada
sem arado sem trator

Nesta batalha danada,


correndo pra lá e pra cá
tenho a pele bronzeada
do sol do meu Ceará

70
Verbos

mas o grande sofrimento


que abala meu sentimento
que a providência me deu
é saber que há desgraçados
por esse mundo jogados
sofrendo mais do que eu.”

(Texto extraído do livro: Cordéis – Autor: Patativa do Assaré)

O autor fala sobre a dificuldade de ser um sertanejo e viver exposto a todo tipo de infor-
túnios, mas ao mesmo tempo demonstra uma sabedoria enorme ao citar que existem
pessoas piores que ele, sabedoria e gratidão!

Lição 5
Português

71
sumário
História da matemática
O que é matemática............................................................................................................................................... 75
O que são números................................................................................................................................................ 75
Conjuntos............................................................................................................................................................... 79
Números decimais................................................................................................................................................. 81
Números naturais.................................................................................................................................................. 82
Números inteiros................................................................................................................................................... 82
Números primos e compostos.............................................................................................................................. 83
Números racionais................................................................................................................................................. 84
Números irracionais.............................................................................................................................................. 84
Números reais........................................................................................................................................................ 84

Operações fundamentais
Soma....................................................................................................................................................................... 87
Subtração................................................................................................................................................................ 89
Divisão.................................................................................................................................................................... 90
Multiplicação......................................................................................................................................................... 92

Geometria, pesos e medidas


Geometria básica................................................................................................................................................... 95
Pesos e medidas no sistema métrico..................................................................................................................... 96
Medidas de tempo e velocidade............................................................................................................................ 97
Medidas de volume e massa.................................................................................................................................. 98
Medidas de temperatura....................................................................................................................................... 99
Medidas de superfície.......................................................................................................................................... 100

Porcentagem
O que é porcentagem........................................................................................................................................... 103
Como calcular...................................................................................................................................................... 104
Cálculos com porcentagem................................................................................................................................. 105
Razões com denominador................................................................................................................................... 106
Fator multiplicante.............................................................................................................................................. 107

Juros simples e compostos


Juros simples........................................................................................................................................................ 109
Juros compostos................................................................................................................................................... 115
Lição História da
1 matemática

Capítulo 1 – O que é matemática


Neste curso aprenderemos como utilizar a matemática de uma forma dinâmica, voltada
para o mercado de trabalho e situações do cotidiano.

Em latim, cálculo quer dizer CONTAS COM PEDRAS.

Muito antes de a matemática ter os seus conceitos abordados como ciência, a humanida-
de já usava alguns de seus princípios.

A matemática está presente em várias áreas da sociedade, como por exemplo: arquitetura,
informática, medicina, física, química etc. Por isso a importância e a função da matemá-
tica em nossa vida.

Antigamente a matemática utilizava objetos para efetuar suas operações.

Por exemplo: Para contar o rebanho que seria entregue à noite ao pastor, o dono das
ovelhas adicionava em um cesto uma pedra para cada ovelha que entrava no cercado.
Para que assim tivesse certeza da quantidade das ovelhas.E no dia seguinte para conferir
a quantidade de ovelhas o pastor retirava as pedras da cesta conforme as ovelhas saiam
do cercado.

Matemática é a ciência dos números e dos cálculos.Ela vem para facilitar e organizar a
Sociedade

Capítulo 2 – O que são números


Os números aparecem na sociedade como uma necessidade.

Segundo Arquimedes, o sistema decimal surgiu pelo fato de ser dez o número de dedos
das mãos ou dos pés.

75
História da matemática

Observe a presença dos números em nossa vida.

Em vários momentos de nossa vida, os números nos acompanham.

A história tem mostrado que, o que nos parece pura fantasia matemática, mais tarde se
revela um verdadeiro depósito de aplicações práticas.

O avanço da matemática permeou as primeiras civilizações e tornou possível o desen-


volvimento de aplicações concretas: o comércio, o manejo de plantações, a medição de
terras, a previsão de eventos astronômicos etc.

O estudo de estruturas matemáticas começa com a aritmética dos números naturais e


segue com a extração de raízes quadradas e cúbicas, a resolução de algumas equações
polinomiais de grau 2, a trigonometria, o cálculo das frações, entre outros tópicos.

Para esclarecer e investigar os fundamentos da matemática, foram desenvolvidos campos


da teoria dos conjuntos, lógica matemática e teoria dos modelos.

Uma teoria importante desenvolvida pelo ganhador do Prêmio Nobel, John Nash, é a
Teoria dos jogos, que possui atualmente aplicações nos mais diversos campos, como no
estudo de disputas comerciais.

Segundo Pitágoras: “Todas as coisas são números.” Neste capítulo aprenderemos o que
são números.

Os diversos sistemas de representação dos números são oriundos da Babilônia, Suméria e


Egito. Os sistemas numéricos também tiveram grande contribuição dos gregos, romanos,
indianos e árabes.

Em diversos momentos de nossa vida, os números aparecem em muitas situações.Obser-


ve o exemplo de Luís.

76
História da matemática

O dia a dia de Luís é cansativo. Quando era criança, ele não teve muitas
oportunidades e não concluiu seus estudos, mas agora ele se dedica muito

Lição 1
para melhorar suas condições de vida.

Luís acorda às 6 horas da manhã, faz seu almoço e o acomoda no fundo da


mochila em uma marmita de forma retangular, que serve de suporte para
seus cadernos e roupa. Ele não costuma comer nada de manhã, toma ape-
nas 1 copo de leite.

Sai de casa às 7 horas, entra no trabalho às 8 horas e 30 minutos, percorrem


aproximadamente 40 quilômetros de trânsito bastante congestionado. Sua
sorte é que o ônibus da linha 151 o deixa em frente ao trabalho. Luís é mui-
to organizado, diariamente separa R$ 1,80 para pagar a passagem, quando
não tem trocado, procura 30 ou 80 centavos para facilitar o troco.

Luís trabalha como auxiliar numa farmácia de manipulação. A farmá-


cia tem apenas 3 funcionários, contando com Luís, e ele faz de tudo

Matemática
um pouco.

Após o trabalho, Luís passa em casa e toma um banho rápido. Há dias que
o termômetro marca 38°, não é fácil. Não precisa pegar condução para ir à
escola, faz uma caminhada de 2 km e já está lá. Com isso, economiza duas
passagens. Ele estuda das 19 às 22 horas e logo vai dormir. Como mora só,
aos sábados Luís organiza sua casa e suas roupas, além de dormir até um pouco mais
tarde. Domingo é seu dia de lazer. Joga uma pelada com seus amigos (são 10 para
cada lado), almoça na casa da namorada e depois vai com ela ao cinema. Os dois são
estudantes e pagam meio entrada. Luís nunca admite estar cansado! Diz que tudo
vale a pena e deseja fazer sua faculdade de farmácia.

Como vimos, são várias as representações que os números podem assumir em nosso
cotidiano.

Em 825 d.C., um matemático persa chamado Al-Khwarizmi publicou o sistema de nu-


meração que usamos hoje em dia, daí o nome algarismo. É um sistema formado por dez
símbolos: 0,1,2,3,4,5,6,7,8 e 9, chamados algarismos ou dígitos. Eles estão em toda parte
e possibilitam uma interpretação matemática de tudo que está ao nosso redor, indicando
quantidade, ordem ou, atém mesmo, códigos.

77
História da matemática

No Brasil, os símbolos que utilizamos para escrever números pertencem ao sistema de


numeração indo-arábico. Esse sistema foi criado pelos hindus, há mais de mil anos, e
divulgado pelos árabes.

Observe como podem ser classificados os números:

PARES 0, 2, 4, 6, 8... Hoje é dia 2 de outubro.


ÍMPARES 1, 3, 5, 7, 9... Amanhã é dia 5 de dezembro.
CARDINAIS Um, dois, três, quatro, cinco, seis, Ganhei cinco livros de matemática.
sete...
ORDINAIS Primeiro, oitavo, décimo segun- Rose foi a décima quinta colocada.
do, trigésimo...
COLETIVOS Dúzia, década, dezena, milheiro... Mamãe comprou meia dúzia de peras.
FRACIONÁRIOS Três quartos, um meio, dois Papai encheu dois terços do tanque do
terços... carro.
MULTIPLICATIVOS Triplo, quádruplo, sêxtuplo... Marly tem o dobro da idade de Dudu.

Observe os exemplos seguir.

Números que indicam quantidade:


 Eu tenho 18 anos.
 Esse livro tem 180 páginas.
 Por favor, separe 24 bananas e 8 maçãs.

Números que indicam ordem:


 Moro na terceira casa desta rua.
 Hoje é o meu segundo dia de aula.
 Parabéns, Filó, você passou em primeiro lugar!

Números que indicam códigos:


 Meu telefone é 9654–1252.
 Meu CEP é 20562–970.
 Proprietário de um Gol vermelho, placa LAB 8833, favor comparecer à recepção.

78
História da matemática

Capítulo 3 – Conjuntos

Lição 1
Conjunto é uma coleção de símbolos ou objetos. Os símbolos e objetos que formam o
conjunto são nomeados elementos.

Geralmente, os conjuntos são indicados por letras maiúsculas. Observe um exemplo de


conjunto.

C P I
M L F

Matemática
azul 2, 4, 10, 22 56, 3, 5, 11, 21 57,
amarelo 102, 250 103, 249
verde 358, 694 359, 693

março
A, D, J, L margarida
outubro
N, R, S, V rosa
novembro
X, Z, Y, W bromélia
dezembro

Agora observe outras representações:

Meses do ano começados por J Estações do ano


JANEIRO PRIMAVERA
JUNHO VERÃO
JULHO OUTONO
INVERNO
Profissões que começam com M
MECÂNICO
MÉDICO
MARCENEIRO

79
História da matemática

 Quando os conjuntos A e B possuem o mesmo elemento escreve-se A= B.

Exemplo: A = {-1, -2, -3, -4 ...}

B = {-1, -2, -3, -4 ...}

 Os números negativos: {-1, -2, -3, -4 ...} são chamados de números simétricos.

 Conjunto vazio é quando não possui nenhum elemento.

Exemplo:

 Conjunto unitário é o conjunto que possui apenas 1 elemento.

Exemplo:
a
 Um conjunto A é subconjunto de B quando todos os elementos de A também são
elementos de B.

Exemplo: A = {-1, -2 ...}

B = {-1, -2, -3, -4, -5 ...}

 A relação A é subconjunto de B. Representada por: A ( B. (lê-se: A está contido em B.)

 O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto.

Observe mais alguns exemplos.

Conjunto com 1 elemento: Conjunto com dois elementos:

Conjunto com 3 elementos: Conjunto com 4 elementos:

80
História da matemática

Capítulo 4 – Números decimais

Lição 1
No sistema de numeração decimal cada algarismo, da parte inteira ou decimal, ocupa
uma posição ou ordem.

Observe os esquemas e perceba como os números se classificam.

1 2 3 4 5 6 7 8 9

Centenas Dezenas Unidades Décimos Centésimos Milésimos Décimos Centésimos Milionésimos


milésimos milésimos
PARTES INTEIRAS PARTES DECIMAIS

Lemos a parte inteira, seguida da parte decimal.


 Quando houver uma casa decimal usam-se décimos.
 Quando houver duas casas decimais usam-se centésimos.
 Quando houver três casas decimais usam-se milésimos.
 Quando houver quatro casas decimais usam-se décimos milésimos.
 Quando houver cinco casas decimais, e assim sucessivamente usam-se centésimos
milésimos.

Observe os exemplos:

Matemática
1,2 – um inteiro e dois décimos

2,34 – dois inteiros e trinta e quatro centésimos

5,36 - quinhentos e trinta e seis centésimos

Quando a parte inteira do número decimal é zero, lemos apenas a parte decimal.

0,65 - sessenta e cinco centésimos

0,1 – um décimo

0,79 – setenta e nove centésimos

Decimais equivalentes são aqueles que representam a mesma quantidade.Observe o


exemplo:

0,4 = 0,40 = 0,400 = 0,4000

Constata-se que 0,4 representa o mesmo que 0,40, ou seja, são decimais equivalentes.

Checar dois números decimais significa estabelecer uma semelhança de igualdade ou de


desigualdade entre eles.

81
História da matemática

Partes inteiras iguais. O maior número é aquele que tem a maior parte decimal. É
necessário igualar inicialmente o número de casas decimais acrescentando zeros. Exem-
plos:
3,4 é maior que 2,943, pois 3 é maior que 2.
10,6 é maior que 9,2342, pois 10 é maior que 9.

Partes inteiras diferentes. O maior número é aquele que tem a maior parte inteira.
Exemplos:
0,75 é maior que 0,70, pois, igualando as casas decimais, 75 continua maior que 70.

Capítulo 5 – Números naturais


Os números naturais são representados pela letra N. O conjunto dos números naturais
(N) é representado pelos algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...

Todo número natural tem um sucessor (número que vem depois do número dado),
considerando também o zero. Se um número natural é sucessor de outro, então os dois
números juntos são chamados números consecutivos. Todo número natural, exceto o
zero, tem um antecessor (número que vem antes do número dado).

Vários números formam uma coleção de números naturais consecutivos.Se o segundo é


sucessor do primeiro, o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro e
assim por diante.

Antecessores Sucessores
4 5 6
12 13 14
28 29 30
150 151 152
323 324 323

Capítulo 6 – Números inteiros


Os números inteiros são constituídos dos números naturais e de seus simétricos. O con-
junto de todos os números inteiros é representado pela letra Z.

O referencial da reta é o número zero. Os números negativos ficarão à esquerda do zero e


os números positivos ficarão à direita do zero. Observe abaixo,uma reta numérica.

82
História da matemática

Conjunto dos números inteiros:


Z = {..., -4, -3, -2, -1,0, 1, 2, 3, 4, ...}

Lição 1
Conjunto dos números inteiros positivos:
Z = {0, 1, 2, 3, 4,...}

Conjunto dos números inteiros negativos:


Z- = {..., -10, -9, -8, -7, ...}

Capítulo 7 – Números primos e compostos


Números primos são os números naturais que têm apenas dois divisores diferentes: o 1 e
ele mesmo. Exemplos:
7 têm apenas os divisores 1 e 7, portanto, 7 é um número primo.
29 têm apenas os divisores 1 e 29, portanto, 29 é um número primo.

Os números compostos são os que têm mais de dois divisores. Exemplo:


24 podem ser dividido das seguintes formas:
24 = 4 x 6 ou
24 = 2 x 2 x 6 ou
24 = 2 x 2 x 2 x 3

Os números que não são primos são compostos.

Matemática
Observem na tabela abaixo os números primos.

TABELA DE NÚMEROS PRIMOS

Agora observe alguns números compostos:

13 101 229 257 499

83
História da matemática

Capítulo 8 – Números racionais


Os números racionais são representados pela letra Q. Número racional é todo o número
que pode ser representado por dois números inteiros.Exemplo:
O quociente de muitas divisões entre números naturais é um número racional absoluto.
O conjunto dos números racionais é uma ampliação do conjunto dos números inteiros.

A representação da letra Q é derivada da palavra inglesa quotient, que significa quociente.


Observe a figura abaixo e perceba como os números se classificam.

Q = números racionais

Z = números inteiros

N= números naturais

Capítulo 9 – Números irracionais


A primeira descoberta de um número irracional é geralmente atribuída a Hipaso de
Metaponto, um seguidor de Pitágoras.

Ao contrário dos números racionais, os irracionais não são representados em forma de


fração.

Os tipos de números racionais são os números reais algébricos irracionais e os números


reais transcendentes.

Capítulo 10 – Números reais


A letra R representa os números reais. O conjunto dos números reais (R) é uma expan-
são do conjunto dos números racionais, que engloba não só os inteiros e os fracionários,
positivos e negativos, mas também todos os números irracionais.

Os números reais podem ser também os conjuntos de todos os números. Os números


reais são utilizados a fim de representar uma quantidade contínua, incluindo o zero e os
negativos.

Números reais algébricos irracionais são raízes com coeficientes inteiros. Exemplos:
√2, √3, √5, √7, √8,√10, ...

84
História da matemática

Números reais transcendentes são várias constantes matemáticas. Exemplos:


0,232355525447...

Lição 1
2,102030569...

Observe alguns exemplos de números reais:


1 -5 15 +22 3
4

0,2323568784512437658... -1003 -10.238

10 25
0,222222222222222222222222... 2 5

-51 +103 256

Veja a definição de alguns conceitos matemáticos.

Matemática. É a ciência dos números e dos cálculos.Ela vem para facilitar e organizar a
sociedade.

Números. É um sistema formado por dez símbolos, nomeados algarismos.

Matemática
Conjunto. É uma coleção de símbolos ou objetos.

Número decimal. São numerais que advertem que os números não são inteiros.

Números naturais. São todos os números (positivos) existentes.

Números inteiros. São algarismos constituídos de números naturais e simétricos.

Números primos. São os números naturais que têm apenas dois divisores diferentes: o
um (1) e ele mesmo.

Números compostos. São os números que têm mais de dois divisores.

Número racional. É todo número que pode ser representado por dois números inteiros.

Números irracionais. São números não representados em forma de fração.

Números reais. Engloba não só os números inteiros e os fracionários, positivos e negati-


vos, mas também todos os números irracionais.

Raiz quadrada. Um divisor que, multiplicado por ele mesmo, resulta nesse número.

Coeficiente. Número ou algarismo.

Constante. Valor fixo que pode ou não ser especificado.

85
Lição Operações
2 fundamentais

Capítulo 1 – Soma
Soma é aquilo que se acrescenta, operação de adicionar quantidades.

Para entender melhor a necessidade que temos em aprender matemática, usaremos um


exemplo da vida cotidiana. Imagine que você está contando sanduíches, compreenda o
seguinte:

1+1=2

2+1=3

3+1=4

Contamos um (1), dois (1+1), três (2+1), quatro (3+1) e assim por diante.

A soma, ou adição, é uma das operações básicas da matemática. Refere-se ao ato de adi-
cionar ou somar algo, reunindo, em um único número, a combinação de dois ou mais
números. A soma dos números é chamada de resultado ou total. Veja os exemplos.

Em uma loja foram compradas 100 calças jeans. Destas, 25 foram vendidas e 2 se per-
deram na entrega. A conta que deve ser feita é:

R: 73+ 27= 100 calças

87
Operações fundamentais

Em um jogo de handebol um time fez 27 pontos no primeiro tempo. No segundo tem-


po o time fez 25 pontos. Quantos pontos o time de handebol fez ao todo no jogo? 

R: 27+ 25 = 52

Um carteiro trabalha 6 horas por dia. Na parte da manhã, ele trabalha 4 horas e entre-
ga 40 cartas em diversos endereços. Depois, tira 1 hora de almoço e trabalha mais 2
horas. Quantas cartas o carteiro entrega por dia?

R: Se o carteiro trabalha 6 horas por dia e de manhã ele faz 40 entregas, à tarde ele fará
20 entregas, já que ele só trabalha mais 2 horas. Somando as entregas, o resultado é
de 60 cartas entregues.

Nina tem 8 pares de meias azuis, 12 pares de meias amarelas e 15 pares de meias rosas.
Quantos pares de meia Nina tem? 

R: 8 + 12+ 15 = 35

Em uma festa em que as pessoas devem contribuir levando refrigerante, Mário levou 5
garrafas e Adriana levou 4 garrafas. Ao juntarmos os refrigerantes, constatamos que
temos um total de 9 garrafas.

Representação com figuras:

Representação com números:

5+ 4+ = 9

Observe a figura abaixo, e perceba que tomas as somas resultam no quadrado do meio.

88
Operações fundamentais

Capítulo 2 – Subtração
Subtração é a operação na qual se reduz o valor do primeiro número de uma quantidade
igual ao segundo número.

Algumas ações humanas podem afetar o meio ambiente reduzindo muitos dos benefícios
e recursos oferecidos aos seres vivos, o que representa a ideia de retirada, diminuição.

Lição 2
Desse modo, ela mostra-se como inversa à adição.

Na matemática, essa ideia de redução lembra a operação denominada subtração. O sinal


-
de subtração é ( ) e o seu resultado é conhecido como resto.

Veja algumas situações envolvendo a subtração.

O dono de uma floricultura vendia muitas flores de variadas espécies diariamente. Em


determinado dia ele recebeu uma encomenda de 15 dúzias de rosas. Ele possuía em
sua loja 26 dúzias. Quantas dúzias restaram na loja depois da venda? Use sua calcu-
ladora para realizar o exercício.

R: Restaram na loja 11 dúzias de rosas.

Um jogador de tênis marcou 63 pontos na primeira partida do campeonato, na se-


gunda marcou 15 pontos a menos e na terceira marcou 13 pontos a menos que na
segunda. Quantos pontos ele marcou na terceira partida?

R: 35 pontos

Matemática
Quando Raquel abriu a papelaria, pela manhã, havia 55 cadernos na prateleira. Du-
rante o dia vendeu 13. Ao fechar a loja, quantos cadernos havia na prateleira?

R: Ao resolver este problema pensamos assim: dos 56 cadernos tiramos 13. Para saber
quantos ficaram fazemos uma subtração: 55 - 13 = 42.

O álbum com as mais deliciosas receitas terá 60 fotos. Já possuo 43, mas 5 terei que
substituir, pois estão mofadas. Quantas faltam?

R: 60 – 43 – 5 = 17

Observe algumas contas simples.


6–4=2
10 – 2 = 8
15 – 3 = 12
14 – 7 = 7
15 – 1 = 14
20 – 3 = 17
18 – 3 = 15
10 – 9 = 1
9–3=6
89
Operações fundamentais

Capítulo 3 – Divisão
A divisão é o ato de repartir ou dividir as coisas. Observe a tabela abaixo e descubra algu-
mas divisões simples.

25 : 5 = 5
40 : 2 = 20
28 : 7 = 4

Ao estudarmos o uso da calculadora, percebemos que este instrumento é utilizado para a


resolução das operações, entre elas, a divisão. Na calculadora, o sinal que utilizamos para
representar a divisão é /. No algarismo, esse sinal aparece como ÷.

O número que representa o total que vai ser dividido (ou repartido igualmente) chama-se
dividendo. O número que representa a quantidade de partes em que o total vai ser repar-
tido chama-se divisor. O resultado da divisão é chamado de quociente.

Conheça o ábaco.

O ábaco é um antigo instrumento de cálculo, formado por


bastões ou arames paralelos, dispostos em sentido vertical.
Nos bastões estão os elementos de contagem (fichas, bolas,
contas) que podem ser deslizados livremente.

Conheça alguns critérios de divisão.

Divisibilidade por 2

Um número é divisível por 2 se ele é par, ou seja, termina em 0, 2, 4, 6 ou 8. Exemplos:


5636 é divisível por 2, pois o seu último algarismo é par.
Mas 133 não é divisível por 2, pois é um número terminado com o algarismo 5 que
é ímpar.

Divisibilidade por 3

Um número é divisível por 3 se a soma de seus algarismos for divisível por 3. Exemplos:
24 é divisível por 3 pois: 2+4=6 que é divisível por 3.
576 é divisível por 3 pois: 5+7+6=18 que é divisível por 3.
Mas 134 não é divisível por 3, pois 1+3+4=8 que não é divisível por 3.

90
Operações fundamentais

Divisibilidade por 4

Um número é divisível por 4 se o número formado pelos seus dois últimos algarismos for
divisível por 4. Exemplos:
4316 é divisível por 4, pois 16 é divisível por 4.
Mas 1637 não é divisível por 4 pois 37 não é divisível por 4.

Lição 2
Divisibilidade por 5

Um número é divisível por 5 se o seu último algarismo for 0 (zero) ou 5. Exemplos:


25 é divisível por 5, pois termina com o algarismo 5.
Mas 108 não é divisível por 5, pois o seu último algarismo não é 0 (zero) nem 5.

Divisibilidade por 8, 9 e 10

Um número é divisível por 8 se o número formado pelos seus três últimos algarismos for
divisível por 8. Exemplos:
45128 é divisível por 8, pois 128 dividido por 8 fornece 16.
Mas 45321 não é divisível por 8, pois 321 não é divisível por 8.

Um número é divisível por 9 se a soma dos seus algarismos for um número divisível por
9. Exemplos:
1935 é divisível por 9, pois 1+9+3+5=18 que é divisível por 9.
Mas 5381 não é divisível por 9 pois: 5+3+8+1=17 que não é divisível por 9.

Um número é divisível por 10 se termina com o algarismo 0 (zero). Exemplos:

Matemática
5420 é divisível por 10, pois termina em 0 (zero).
Mas 6342 não termina em 0 (zero).

Divisibilidade por 11

Na regra mais simples, todas as dezenas duplas (11, 22, 33, 5555, etc.) são múltiplas de 11.

Um número é divisível por 11 quando a diferença entre o último algarismo (o da unida-


de) e o número formado pela soma dos demais algarismos, até que reste um número com
2 algarismos, resultar em um múltiplo de 11. Exemplos:
484 >48 – 4 = 44 (484 é múltiplo de 11)
1540 > 154 – 0 = 154 / 154 > 15 – 4 = 11 (1540 é múltiplo de 11)
12826 > 1282 – 6 = 1276 / 1276 > 127 – 6 = 121 / 121 = 12 – 1 = 11 (12826 é múltiplo
de 11)

Divisibilidade por 12

É um critério bem rápido e fácil: se o número for divisível por 3 e por 4, é divisível por 12.

91
Operações fundamentais

Capítulo 4 – Multiplicação
A multiplicação é uma forma simples de se adicionar uma quantidade finita (que tem
fim) de números iguais. Quando somamos duas ou mais parcelas iguais, estamos efetu-
ando uma multiplicação.

Observe o exemplo a seguir e saiba como realizar a operação de adição de parcelas


iguais.
Uma caixa de lápis de cor contém 6 lápis. Quantos lápis há em 3 caixas iguais a
essa?
R: Se não sabe efetuar 3 x 6, basta efetuar: 6 + 6 + 6 = 18, ou seja, adicionado parcelas
iguais.

A multiplicação pode ser considerada como uma maneira abreviada de indicar a adição
de parcelas iguais.

Observe abaixo algumas definições e conheça as propriedades da adição.

Propriedade comutativa. A ordem dos fatores não altera o produto.

Propriedade associativa. Na multiplicação de três ou mais fatores, podemos agrupar os


dois primeiros ou os dois últimos.

Propriedade distributiva. Quando multiplicamos um fator por uma soma ou diferença,


podemos multiplicar o fator pelos termos da operação indicada, efetuando em seguida a
soma ou a subtração dos produtos.

Propriedade de fechamento. O produto de dois números naturais resulta sempre num


número natural.

Elemento neutro. O 1 é o elemento neutro da multiplicação.

Leia as dicas sobre cálculos com as mãos.


 A mão fechada vale 5. Se levantamos um dedo, temos 6, se erguemos dois, temos
7 e assim por diante.
 Na multiplicação 8x9, por exemplo, levantamos na mão direita três dedos e na
mão esquerda quatro dedos.
 A soma dos dedos levantados será o algarismo das dezenas, neste exemplo: 3+4=7.
 O resultado da multiplicação dos dedos que ficaram abaixados é o algarismo das
unidades (2x1=2), o que dá 72.

A tabuada de 9 é considerada a mais complexa. No entanto, há uma forma simples de rea-


lizar sua multiplicação. Observe a tabela e perceba como fica fácil realizar a multiplicação
desta tabuada.

92
Operações fundamentais

Dezena Unidade
9 x 1 = 0 9
9 x 2 = 1 8
9 x 3 = 2 7
9 x 4 = 3 6

Lição 2
9 x 5 = 4 5
9 x 6 = 5 4
9 x 7 = 6 3
9 x 8 = 7 2
9 x 9 = 8 1
9 x 10 = 9 0

Agora observe a multiplicação.

O pedreiro Rafael vai colocar piso num cômodo de uma casa. Ele verificou que no com-
primento deste cômodo cabem nove peças de piso e na largura seis. Quantas peças ele
deverá colocar no cômodo?

R: 9 x 6 = 54 Matemática

93
Lição Geometria, pesos e
3 medidas

Capítulo 1 – Geometria básica


A geometria é uma área da matemática que estuda as formas e as suas propriedades. A
geometria trabalha com sólidos, superfícies, linhas, pontos, ângulos e suas relações.

Existem outros elementos que também fazem parte da geometria.Veja quais são:
 Pesos
 Medidas
 Tempo
 Velocidade
 Volume
 Massa
 Temperatura
 Comprimento
 Área

Observe as figuras geométricas e descubra seus nomes.

PONTO RETA TRIÂNGULO PLANO CÍRCULO

QUADRADO RETÂNGULO LOSANGO PENTÁGONO OCTÓGONO

Existem dois tipos de retas: retas concorrentes e retas paralelas.

Retas concorrentes. Quando têm um único ponto comum.

95
Geometria, pesos e medidas

Retas paralelas. Quando não têm ponto comum.

Observe como as retas também fazem parte de nosso dia a dia.

A RUA A e RUA B são Retas Paralelas.A Rua C e


RUA D –são retas concorrentes e a RUA D e RUA E
também são exemplos de retas concorrentes.

Capítulo 2 – Pesos e medidas no sistema métrico


Peso é qualquer objeto que pode ter seu peso avaliado. O peso serve para comparar um
mesmo padrão de medida de massa.

O que pesa mais: 1 quilo de chumbo ou 1 quilo de algodão?

Ao colocarmos os objetos na balança, percebemos que o chumbo e o algo-


dão têm o mesmo peso. Neste caso, não estamos medindo o volume e, sim,
a massa.

Medida é a ação ou resultado de medir = medição.

Você já deve ter observado que em vários momentos trabalhamos com quantidades. Ao
falarmos em quantidade, lembramos da relação que se estabelece entre ela e a possibili-
dade de medidas.

Observe os objetos que são utilizados no sistema de medidas.

Trena Esquadro Régua

As medidas se agrupam a partir de características comuns. Esse sistema é nomeado siste-


ma de medidas.

96
Geometria, pesos e medidas

Capítulo 3 – Medidas de tempo e velocidade


Observe abaixo algumas perguntas comuns em relação tempo.
 Qual a duração dessa partida de futebol?
 Qual o tempo dessa viagem?
 Qual a duração desse curso?
 Qual o melhor tempo obtido por esse maratonista?

Todas essas perguntas serão respondidas tomando por base uma unidade padrão de me-
dida de tempo.

O segundo é a unidade de tempo escolhida como padrão no Sistema Internacional (SI).

Lição 3
Conheça as outras medidas de tempo:
 Minuto  Quadrimestre

 Hora  Semestre

 Dia  Ano

 Semana  Biênio

 Quinzena  Quinquênio

 Mês  Década

 Bimestre  Século

 Trimestre  Milênio

Veja o quadro e descubra o significado de alguns termos.

Segundo 10 décimos de segundo


Minuto 60 segundos
Hora 60 minutos
Dia 24 horas

Matemática
Semana 7 dias
Quinzena 15 dias
Mês (comercial) 30 dias
Bimestre 2 meses
Trimestre 3 meses
Quadrimestre 4 meses
Semestre 6 meses
Ano (comercial) 360 dias
Ano (normal) 365 dias e 6 horas
Ano (bissexto) 366 dias
Biênio 2 anos
Quinquênio 5 anos
Década 10 anos
Século 100 anos
Milênio 1000 anos

97
Geometria, pesos e medidas

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo. Avaliar a velocidade é muito


importante para o nosso dia a dia.

Quando calculamos a velocidade média, podemos obter uma estimativa de tempo que
gastamos em determinada tarefa. É possível calcular quanto tempo utilizaremos em um
trajeto.

Vamos supor que a distância entre o bairro que você mora e a escola são 30 quilôme-
tros. De carro você gasta 1 hora. Neste caso, basta dividir a distância entre os bairros
pelo tempo que você gastou.

É muito simples.Velocidade média= 30. Tempo percorrido= 1. Resultado: 30 (30:1). O


que significa que o carro atinge a velocidade média de 30 quilômetros por hora.

Capítulo 4 – Medidas de volume e massa


Volume é a quantidade de espaço ocupada por um corpo. A unidade utilizada para se
medir volume é o metro cúbico (m³).

Observe o quadro e descubra o significado de algumas siglas.

Km quilômetro
Hm hectômetro
Dam decâmetro
Dm decímetro
Cm centímetro
Mm milímetro

Veja abaixo as medidas que são múltiplas e submultiplas.

Múltiplas:
 Hectômetro cúbico (hm)
 Quilometro cúbico (km)
 Decâmetro cúbico (dam)

Submúltiplas:
 Centímetros cúbico (cm)
 Decímetro cúbico (dm)
 Milímetro cúbico (mm)

98
Geometria, pesos e medidas

Massa é a quantidade de matéria contida em um objeto ou corpo. Podemos relacionar as


medidas de massa com as medidas de volume e de capacidade. Observe a tabela.

Unidade
Múltiplos principal Submúltiplos

quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama


kg hg dag g dg cg mg
1.000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g

Lição 3
Sr. Paulo comprou uma padaria ele gasta durante o mês 80 kg de trigo, 50 kg de açúcar,
5 hg de fermento e 30 decagramas de amido. Observe abaixo com transformar essas
medidas.

80 kg de trigo = 80.000 gramas

50 kg de açúcar = 50.000 gramas

5 hg de fermento = 500 gramas

30 dag de amido = 300 gramas

Capítulo 5 – Medidas de temperatura


A temperatura é um fenômeno associado às noções de frio e calor.

Podemos perceber esta diferença com exemplos das estações do ano: no verão, a temperatu-

Matemática
ra é bem alta, faz muito calor. No inverno, a temperatura é baixa, causando bastante frio.

Descubra a diferença entre as variações de clima.

Frio. Condição marcada por temperatura reduzida ou abaixo de seu normal. Ausência
de calor.

Calor. Sensação experimentada em um ambiente aquecido ou ao tocar um objeto quente.

Os principais estados da matéria são: sólido, líquido e gasoso.

Sólido. É um estado da matéria cujas características são: volume e forma definidos. Exem-
plos: pedra, borracha e algodão.

Líquido. Terá a forma do recipiente onde for colocado, mas seu volume continua sendo o
mesmo. Sua forma não é própria. Exemplos: copo de leite, garrafa de refrigerante etc.

Gasoso. Não possui forma própria nem volume definido. Exemplos: gás de cozinha, va-
pores etc.

99
Geometria, pesos e medidas

Observe abaixo alguns exemplos.

Sólido Líquido Gasoso

A temperatura de qualquer planeta é influenciada pela distância do sol. Quanto


mais longe o sol estiver, mais frio o planeta será. Quanto mais perto o sol estiver,
mais quente estará o planeta.

O termômetro é um aparelho que serve para medir as temperaturas sob seus


diversos aspectos:
 Temperatura do corpo (febre)
 Temperatura do clima (graus)
 Temperatura da água e do ar (quente e frio)

Capítulo 6 – Medidas de superfície


Desde a Antiguidade, as civilizações foram criando suas unidades de medida. Cada povo
possuía suas próprias unidades-padrão.

Antigamente, o homem realizava as medições a partir de seus conhecimentos prévios:


palmos, passos, cordas etc. Com o desenvolvimento do comércio, ficavam cada vez mais
difíceis a troca de informações e as negociações com tantas medidas diferentes.

Na época da Revolução Francesa, um grupo de representantes de vários países reuniu-se


para discutir a adoção de um sistema único de medidas. Daí o surgimento do sistema
métrico decimal.

O Sistema de Medidas é um conjunto usado em quase todo o mundo, visando padronizar


as formas de medição. Como aprendemos no capítulo 4 (volume e massa), para todo
sistema de medidas, existem múltiplos e submúltiplos. Observe a tabela.

100
Geometria, pesos e medidas

Unidade
Múltiplos principal Submúltiplos

quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro


km hm dam m dm cm mm
1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

O metro é uma unidade fundamental de comprimento. Observe o problema abaixo.

Tânia é costureira e precisa decorar alguns ursos. Para realizar a decoração ela precisa

Lição 3
de 2m de rendilhado divididos em partes de 20cm. Em quantas partes iguais a costu-
reira terá que dividir o rendilhado?

R: 2m = 200cm

200 cm : 20 cm = 10

Tânia precisará dividir o rendilhado em 10 partes iguais.

Área é um conceito matemático que pode ser definido como quantidade do espaço de
uma superfície. Existem várias unidades de medida de área. A mais utilizada é o metro
quadrado (m²).

As experiências de medição de área devem começar pela utilização de uni-


dades não padronizadas: quadrados, triângulos de papel ou espuma, folhas
A4, peças de tangram etc.

Matemática
Com o Tangram constroem-se figuras de várias formas, porém todas elas
têm algo em comum: a área.

Observe que nestas imagens cada área é medida e montada com as peças do
Tangram.

Perímetro é a medida do contorno de uma figura geométrica plana.

Qual é a ÁREA da superfície verde? Conte o número de quadrados, cada quadrado


mede 1cm².

R: A área da figura é igual a A = 15cm²

101
Geometria, pesos e medidas

Qual é o PERÍMETRO da superfície verde? Cada quadrado mede 1cm de lado.

R: O perímetro da figura é P = 24cm

102
Lição Porcentagem
4

Capítulo 1 – O que é porcentagem


A porcentagem é de grande utilidade no mercado financeiro. Ela é usada para capitalizar
empréstimos e aplicações, calcular descontos, aumentos, taxas de juros entre outros.

Os números percentuais possuem representações em forma de fração centesimal, onde o


denominador é igual a 100.

Quando os números percentuais são escritos de maneira formal devem aparecer na pre-
sença do símbolo de porcentagem (%). Os números percentuais também podem ser es-
critos na forma de número decimal.

Observe as nomenclaturas e note os números a seguir, eles serão demonstrados através


das três formas possíveis.

Razão Número
Porcentagem centesimal decimal

A melhor forma de assimilar os conteúdos inerentes à porcentagem é com a utilização de


exemplos que envolvem situações cotidianas.

103
Porcentagem

Capítulo 2 – Como calcular


Observe os exemplos e aprenda a calcular porcentagem.

Uma loja de móveis anuncia a seguinte promoção: “Cozinha completa por apenas R$
14.560,00”. A loja reserva um percentual de desconto de 7%, caso o pagamento seja
feito à vista. Quanto o comprador pagará se pagar à vista?

R: Primeiramente, vamos achar quanto é 1%. Para isso pegamos o total e dividimos
por 100:

14.560,00 / 100 = 145,60.

Ou seja, 1% equivale a 145,60 reais. Agora basta multiplicar esse valor por 7:

145,60 * 7 = 1.019,20.

Finalmente, subtraímos os 7% do total, ficando: 14.560,00 – 1.019,20 = 13.540,08.

Portanto, o valor pago à vista será de: R$ 13.540,80.

O cliente recebeu um desconto de 10% em sua compra.


 Significa que, em cada R$100,00, foi dado um desconto de R$10,00.

De todos os alunos que estudam na Escola da Ponte, 90% são inteligentíssimos.


 Significa que, em cada 100 alunos, 90 são inteligentíssimos.

A gasolina teve um aumento de 15%.


 Significa que, em cada R$100,00, houve um acréscimo de R$15,00.

Observe abaixo a representação de porcentagens por figuras.

100%
25% 50%

Observe mais alguns exemplos.

O leite teve um aumento de 25 %.


 Quer dizer que, de cada R$ 100,00, teve um acréscimo de R$ 25,00.

O cliente teve um desconto de 15 % na compra de uma calça jeans.


 Quer dizer, que em cada R$ 100,00, a loja deu um desconto de R$ 15,00.

104
Porcentagem

Dos funcionários que trabalham na empresa, 75 % são dedicados.


 Significa que, de cada 100 funcionários, 75 são dedicados ao trabalho ou a em-
presa.

O ato de fazer compras em um supermercado direciona o cliente a buscar descontos.Ob-


serve os preços de alguns produtos e logo após note os descontos recebidos pelo cliente.

Arroz = R$ 2,00 Macarrão - R$ 2,60


Desconto = 30% Desconto = 40%
Total pago = 1,40 Total pago = 1,56

Batata - R$ 3,00 Refrigerante - R$ 3,90


Desconto = 10% Desconto = 20%
Total pago = 1,53 Total pago = 3,12

Lição 4
Devido ao atraso no pagamento, um corretor de imóveis inseriu na parcela de seu
cliente 25% de aumento sobre o valor total (R$ 100,00). Valor que se refere ao paga-
mento do cliente é?

R: R$ 125,00

Uma loja de roupas lança uma promoção com descontos de 10% no preço dos seus
produtos. Se uma mercadoria custa R$120,00, quanto passará a custar?

R: R$ 108,00

Uma sala de aula possui 100 alunos, sendo que 40% são meninas. Qual a quantidade Matemática
de meninas e de meninos?

R: 40 meninas e 60 meninos

Capítulo 3 – Cálculos com porcentagem


Observe os cálculos a seguir.

Uma compra foi efetuada no valor de R$ 1.500,00. Obteve-se um desconto de 5%.


Qual foi o valor pago em reais?

R: R$1.425,00

105
Porcentagem

Uma gráfica comprou uma impressora a laser por R$ 2.100,00. No período de um mês,
ela apresentou um lucro de R$ 210,00.

R: Portanto, o lucro foi de 10% do valor pago pela gráfica.

Uma bolsa é vendida por R$ 32,00. Se seu preço fosse aumentado em 20%, quanto
passaria a custar?

R: R$ 38,40

Qual o preço de uma bicicleta que custa R$ 100,00 após um aumento de 38%?

R: R$138,00

Um sapato custa R$ 100,00 após o desconto de 30%, quanto custará?

R: R$ 70,00

Uma escola possui 30 professores. 30% ensinam Matemática. Quantos professores en-
sinam matemática nessa escola?

R: 9 professores

Cálculo 4 – Razões com denominador


Toda a razão que tem para consequente o número 100 denomina-se razão centesimal.

Exemplos: 7 16 125 210

100 100 100 100

Porcentagem é o valor obtido ao aplicarmos uma taxa percentual a um determinado va-


lor.

Leia a seguir algumas razões centesimais.

7
= 0,07 = 7 % ( lê-se “ sete por cento)
100

106
Porcentagem

16
= 0,16 = 16% ( lê-se “ dezesseis por cento” )
100

125
= 1,25 = 125% ( lê-se cento e vinte e cinco por cento”)
100

As expressões 7%, 16% e 125% são chamadas taxas centesimais ou taxas percentuais.

Agora, observe os exercícios a seguir.

Jocimar vendeu 50% dos seus 50 cavalos. Quantos cavalos ele vendeu?

R: Para solucionar esse problema devemos aplicar a taxa percentual (50%) sobre o
total de cavalos.

Ele vendeu 25 cavalos, que representa a porcentagem procurada.

Lição 4
50 % de 50 = 50 x 50 = 2500 = 25 cavalos

100 100

Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato, marcou 75 faltas, transformando


em pontos 8% dessas faltas. Quantos pontos de falta esse jogador fez?

R: 8 % de 75 = 8 x 75 = 600 = 6 pontos de falta.

100 100

Capítulo 5 – Fator multiplicante

Matemática
Digamos que há um acréscimo de 10% a um determinado valor. Podemos calcular o
novo valor apenas multiplicando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o
acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20 e assim por diante.

Observe na tabela alguns exemplos de fatores multiplicantes.

Acréscimo ou Lucro Fator de Multiplicação


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
25% 1,25
30% 1,30

Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos: 10 x 1,10 = R$ 11,00.

107
Porcentagem

Agora observe na tabela os valores quando há um decréscimo.

DESCONTO Fator de Multiplicação


10% 0,90
15% 0,75
20% 0,66
25% 0,40
30% 0,10

Descontando 10% no valor de R$10,00 temos: 10 x 0,90 = R$ 9,00.

Observe os exemplos a seguir.

6% de 50 telhas = 3

6%, na forma decimal, equivalem a 0,06. Basta multiplicarmos 0,06 por 50. Portanto,
6% de 50 é igual a 3.

22,5% de 60 = 13,56

22,6%, na forma decimal, equivalem a 0,226. Basta multiplicarmos 0,226 por 60. Por-
tanto, 22,6% de 60 é igual a 13,56.

A loja onde Débora comprou sua blusa aumentou 17% o valor sobre a mercadoria,
que custou R$ 20,00. Qual o valor atual da blusa?

R$ 20,00 x 1,17 = R$ 23,40

Gerson trabalha em um estabelecimento no qual os 10% são oferecidos para o garçom


que atende diretamente a mesa. Se Gerson atendeu 13 mesas e cada cliente gastou R$
125,00, quanto ele ganhou de 10%?

R: R$ 162,50

108
Lição Juros Simples e
5 Compostos

Capítulo 1 – Juros simples


Neste curso aprenderemos como utilizar os juros de forma dinâmica, voltada para o mer-
cado de trabalho e situações do cotidiano.

A Matemática Financeira é uma ferramenta útil na análise de algumas alternativas de


investimentos ou financiamentos de bens de consumo. Consiste em empregar procedi-
mentos matemáticos para simplificar a operação financeira a um fluxo de caixa.

Conheça alguns conceitos básicos:

Juro. É a premiação ou a retribuição de um capital empregado. Os juros podem ser capi-


talizados da seguinte forma: simples, composto ou misto. Os juros também podem ser a
remuneração pelo empréstimo de algum dinheiro.

O juro é a remuneração pelo empréstimo do dinheiro. Ele existe porque a maioria das
pessoas prefere o consumo imediato, e está disposta a pagar um preço por isto.

Capital. É o valor aplicado por meio de alguma operação tipicamente financeira. Tam-
bém muito conhecido como: valor principal, valor atual, valor aplicado e valor presente.

Taxa. São juros relativos a 100 unidades monetárias por unidades de tempo. Exprimem-
se sob a forma de porcentagem. Exemplo:

Taxa de 7% ao ano – significa dizer que, para cada R$100,00 emprestados receberemos
R$7,00 de juros.

A pessoa que empresta precisa se preocupar em estar preparada a emprestar esta quantia
a alguém, menos paciente, deve ser remunerado por este favor na proporção do tempo
e risco, que a operação envolver. O tempo, o risco e a quantidade de dinheiro disponível
no mercado para empréstimos definem qual deverá ser a remuneração, mais conhecida
como taxa de juros.

109
Juros simples e compostos

O regime de juros simples é aquele no qual os juros ocorrem sempre sobre o capital inicial.

A fórmula utilizada para calcular juros simples é:

J=Pxixn
J = juros
P = principal ( capital)
i = taxa de juros
n = número de período
Definindo a fórmula:

Os juros são a variação entre o capital (valor principal) e o montante final subordinado
ao longo do tempo. O valor dos juros deve sempre estar associado ao período de tempo
necessário para gerar o valor de juros.

O sistema de cálculo de juros simples será empregado quando o percentual de juros in-
cidirem apenas sobre o valor principal do dinheiro. Sobre o valor dos juros gerados em
cada período de tempo não incidirão novos juros.

Os elementos que compõem os cálculos financeiros são: capital, taxa, juros e tempo.

Agora observe alguns exercícios para fixação de juros simples.

Um funcionário tem uma dívida de R$500,00, que deve ser paga com juros de 6% ao
mês pelo sistema de juros simples. O pagamento será feito em 3 meses.

Qual será o valor dos juros? Vamos aplicar a fórmula: J = P x i x n

J = 500 x 0,06 x 3

J = 500 x 0,06 x 3 = R$90,00

Neste caso, a dívida total do funcionário será de R$590,00:

R$500,00 (dívida) + R$90,00 (juros)

Um atendente de telemarketing tem uma dívida de R$300,00, que deve ser paga com
juros de 8% ao mês pelo sistema de juros simples. Qual o valor do juros que o aten-
dente está devendo?

J = 300 x 0,08 x 5 = 120

O operador deve no total: R$420,00 em 5 parcelas iguais de R$84,00.

110
Juros simples e compostos

Renato contraiu de um amigo um empréstimo de R$800,00 em regime de juros sim-


ples, à taxa de 2% ao mês, comprometendo-se a pagá-lo ao final de 4 meses.

Em um mês, os juros são de: 2% de 800,00 = 0,02 x 800 = 16,00

Como o prazo combinado é de 4 meses, o total de juros é: J = 4 x 16,00 = 64,00

Assim, ao todo, quanto Renato pagará ao amigo?

800 + 64 = 864,00

capital juros montante

O regime de juros será simples quando o percentual de juros incidir apenas sobre o valor
principal. Sobre os juros gerados a cada período não incidirão novos juros. Valor princi-
pal ou, simplesmente principal, é o valor inicial emprestado ou aplicado, antes de somar-
mos os juros.

Para comprar um celular o cliente tem duas opções: pagar R$99,00 à vista ou pagar em
cinco parcelas iguais de R$22,99, em um total de R$114,95 a juros de 7,6% ao mês.

Neste caso, o preço a prazo é maior que o preço à vista porque houve acréscimo de

Lição 5
juros, no entanto, o cliente deve verificar o que mais lhe agrada.

Um computador custa R$1.500,00. Com juros de 6% ao mês, quanto custará em 5


meses e qual será o valor de cada parcela se o cliente começar a pagar no mês da
compra?

J=Pxixn

J = 1500 x 0,06 x 5 = 450 Matemática


J = 1950 : 5 = 350

Em 5 meses, o cliente pagará parcelas de R$350,00.

111
Juros simples e compostos

Agora que você já sabe calcular juros simples, observe a tabela:

Resultado Resultado
Valor Juros Meses sobre taxa do valor
de juros final
R$ 350,00 0,02% 3 R$ 21,00 R$ 371,00
R$ 330,00 0,05% 4 R$ 66,00 R$ 396,00
R$ 540,00 0,08% 2 R$ 86,00 R$ 626,00
R$ 28,00 0,09% 5 R$ 12,60 R$ 40,60
R$ 125,00 0,07% 8 R$ 70,00 R$ 195,00

Julia comprou um ventilador de teto que custa R$ 88,00 à vista, mas ela precisou par-
celar e decidiu pagar 0,08% de juros nas parcelas durante 7 meses. Com isso, o pro-
duto sofreu um acréscimo de quanto ?

O produto sofreu um acréscimo de R$ 49,28, passando a custar R$ 137,28 em parcelas


de, aproximadamente, R$ 19,75 por mês.

Um consumidor precisou comprar um aparelho de som no custo à vista R$399,00.

O pagamento foi feito parcelado, acarretando um acréscimo de juros de 6% em 12


parcelas. Nessa situação o valor total pago pelo consumidor foi de:

R$399,00 + R$287,28 = R$686,28 em 12 parcelas de R$57,19

Veja abaixo o seguinte problema:

O carro A : custa R$ 23.000, 00 x 0,20% x 24 meses e possui juros no valor de


1.104,00.

O carro B : custa R$ 22.000, 00 x 0,22% x 24 meses e possui juros no valor de


1.161,60.

Qual carro proporciona mais vantagens na compra?

R: O carro A pois possui juros menores.

Carlos realizou um empréstimo bancário de R$ 900,00 com taxa de juros de 7% ao


mês e dividiu em 8 parcelas mensais. Quanto pagará de juros?

R: R$ 508,00

112
Juros simples e compostos

No final quanto terá que pagar ao banco?

R: R$ 1.408,00

Observe a tabela e saiba mais.

Resultado Resultado
Produto / Valor Juros Meses sobre taxa do valor Valor
imóvel de juros final parcelado
Carro R$ 25.000,00 0,02% 3 R$ 1.500,00 R$ 26.500,00 R$ 8.833,00
Moto R$ 5.100,00 0,05% 4 R$ 1.020,00 R$ 6.120,00 R$ 1.530,00
Celular R$ 299,00 0,03% 2 R$ 17,94 R$ 316,94 R$ 158,47
Apartamento R$ 80.000,00 0,09% 5 R$ 3.600,00 R$ 83.600,00 R$ 16.720,00
Aparelho de som R$ 399,00 0,07% 8 R$ 223,44 R$ 622,44 R$ 77,80

Nesse caso, usamos a fórmula da seguinte maneira:

J = P x i x n = ao resultado total: pelo número de meses que é a parcela.

Ex.: 25.000,00 x 0,02 x 3 = R$ 1.500,00

= R$ 25.000,00 + R$ 1.500,00

Lição 5
= R$ 26.500,00 ÷ 3

= aproximadamente R$ 8.833,00

Rafael solicitou um empréstimo de R$ 3.000,00 para pagar no final de 3 meses, a taxa


é de 8,5% ao mês.Quanto ele pagará de juros? Inicialmente devemos organizar os
dados:
C = R$3000,00
t = 3 meses Matemática
i = 8,5 % ao mês
J=?
M=?

Observe que o tempo e a taxa estão expressos na mesma unidade de tempo, (meses).
Aplicaremos a seguinte fórmula.

J = C x i x t J = 3000,00 x 8,5 x 3
100 100

J = 76.500,00 J = 765,00
100

R: Pagará de juros R$765,00.


113
Juros simples e compostos

E quanto ele pagará ao banco?

R: M = 3.000,00 + 765,00 = 3765,00, por tanto Rafael pagará ao banco: R$3.765,00

Aline sacou o valor de R$ 250,00 do cartão de crédito que cobra juros de 13,5% para
pagar em 4 meses.
C = R$250,00
t = 4 meses
i = 13,5 % ao mês
J=?
M=?

J = C x i x t J = 250 x 13,5 x 4
100 100

J = 135,00 J = 1,35
100

R: Pagará de juros R$135,00

M = 250,00 + 135,00 = 385,00 por tanto Aline pagará ao cartão : R$385,00

As aplicações bancárias são bons investimentos, desde que o investidor não necessite
do valor aplicado durante certo período de tempo.

Fiz uma aplicação no valor de R$ 6.000,00 com taxa de 0,05% ao mês, durante 90 dias.
Quanto me rendeu de juros esta aplicação?
C = R$ 6.000,00
i = 5% ao mês
t = 90 dias
J=?

É importante verificar que, neste caso, a taxa está ao mês e o tempo em dias. Para
aplicarmos a fórmula precisamos ter a taxa e o tempo igualados. Como 90 dias equi-
valem a três meses, basta converter na fórmula.

J = C x i x t J = 6.000 x 5 x 3
100 100

J = 90. 000 J = 900


100

R: A quantia que recebeu de juros foi de R$ 900,00.

114
Juros simples e compostos

Capítulo 2 – Juros compostos


No regime de juros compostos, os juros de cada período são somados ao capital para o
cálculo de novos juros nos períodos seguintes. Os juros são capitalizados e, consequent-
emente, rendem juros.

Observe o exemplo:

Considere que um investidor aplicou R$ 900,00 no banco, pelo prazo de 4 anos, com
uma taxa de juros de 8 % ao ano, no regime de juros compostos. Qual o valor do
saldo credor desse investidor no banco no final de cada um dos 4 anos da operação?

R$ 900,00 aplicados a juros compostos de 8% ao ano


Ano Saldo no Juros no iní- Saldo no fi- Pagamento Saldo no
início do cio do ano nal do ano, do ano final do
ano antes do ano, após o
pagamento pagamento
1 R$ 900,00 8% x 900,00 = R$ 972,00 R$ 0,00 R$ 972,00
72,00
2 R$ 972,00 8% x 972,00 = R$ 1.049,76 R$ 0,00 R$ 1.049,76
77,76

Lição 5
3 R$ 1.049,76 8% x 1.049,76 = R$ 1.133,75 R$ 0,00 R$ 1.133,75
83,99
4 R$ 1.133,75 8% x 1.133,75= R$ 1.224,45 R$ 1.224,45 R$ 0,00
90,70

Agora,faremos alguns exercícios de fixação.

Dona Lidiane pegou um empréstimo para complementar sua aposentadoria, pois ha-
via acumulado contas de medicamentos. Na financeira, conseguiu R$ 300,00 para
pagar em 6 meses com uma taxa de juros de 7 % ao mês, no regime de juros compos-
tos. Qual o valor do saldo credor da aposentada no final de cada um dos seis meses? Matemática
1° mês R$ 22,47
2° mês R$ 25,73
3° mês R$ 21,00
4 ° mês R$ 27,53
5° mês R$ 24, 04
6 ° mês R$ 29,46

R: No final de 6 meses a aposentada pagou R$ 450,33.

115
Juros simples e compostos

A taxa de juros dos cartões de crédito gira em torno de 13%. Aline atrasou o pagamen-
to do cartão em dois meses. Quanto Aline pagou de acréscimo ao final destes dois
meses pelo regime de juros compostos, se o valor inicial era de R$ 265,20?

Saldo no início do ano - Juros no início do ano


05/05 - 265,00
06/06 -299,68

Saldo no final do mês, antes do pagamento.


05/05 - 0,13 x 265,20 = 34,48
05/06 - 0,13 x 299,68 = 38,96

Pagamento do mês
05/05 - 0
05/06 - 368,34

Saldo no final do mês,- após o pagamento


05/05 - 299,68
05/06 - 0

Comprei um barco à vela que custou R$ 21.000,00. Pagarei durante 3 anos, com uma
taxa de juros de 5 % ao ano, no regime de juros compostos. Qual saldo credor terei
a cada ano?

Saldo no início do ano - Juros no início do ano


Ano 1 - 21.000,00
Ano 2 - 22.050,00
Ano 3 - 23.152,50

Saldo no final do mês, antes do pagamento


Ano 1 - 0,05 x 21.000,00 = 1.050,00
Ano 2 - 0,05 x 22.050,00 = 1.102,50
Ano 3 - 0,05 x 23.152,50 = 1.157,62

Pagamento do mês
Ano 1 - 21.000,00 + 1.050,00 = 22.050,00
Ano 2 - 22.050,00 + 1.102,50 = 23.152,50
Ano 3 - 23.152,50 + 1.157,62 = 24.310,12

Saldo no final do mês após o pagamento


Ano 1 - 0
Ano 2 - 23.152,50
Ano 3 - 24.310,12

116
Juros simples e compostos

Considere que um estofado custa R$ 699,00 na loja, o pagamento será feito em quatro
meses, com uma taxa de juros de 12 % ao mês, no regime de juros compostos. Qual
o valor a ser pago pelo consumidor ao final do prazo?
0,12 x 699,00 = 83,88
0,12 x 782,88 = 93,94
0,12 x 876,82 =105,22
0,12 x 982,04 =117,84

R: Total = 1.099,88 (982,04 + 117,84)

Você calcula a porcentagem vezes o valor inicial; depois calcula a porcentagem vezes o
valor inicial + o resultado da porcentagem; repete o procedimento até chegar ao resultado
do último mês de pagamento, ou seja, o saldo final do mês de pagamento.

Confira a diferença de juros simples e compostos:

Lição 5
O capital inicial pode crescer, devido aos juros, segundo duas modalidades:

Juros simples. Ao longo do tempo, somente o valor principal rende juros.

Juros compostos. Após cada período, os juros são adicionados ao valor principal e pas-
sam, por sua vez, a render juros. Os juros compostos também são conhecidos como “juros
sobre juros”.

Observe as fórmulas abaixo:


1 + im = (1 + id)30 porque 1 mês = 30 dias Matemática
1 + ia = (1 + im)12 porque 1 ano = 12 meses
1 + ia = (1 + is)2 porque 1 ano = 2 semestres
1 + is = (1 + im) 6
porque 1 semestre = 6 meses

Legenda:
ia = taxa de juros anual
is = taxa de juros semestral
im = taxa de juros mensal
id = taxa de juros diária

Todas elas estão fundamentadas no mesmo princípio básico de que taxas equivalentes
aplicadas a um mesmo capital, produzem montantes iguais.

117
Juros simples e compostos

Não é necessário arquivar todas as fórmulas. Basta processar a lei de formação que é
bastante clara. Por exemplo, se iq = taxa de juro num quadrimestre, poderíamos, por
exemplo, escrever:

1 + ia = (1 + iq)3 - porque 1 ano = 3 quadrimestres

Observe o exemplo.

Considere o capital inicial (principal P) R$1.000,00 aplicado a uma taxa mensal de


juros compostos ( i ) de 10% (i = 10% a.m.).

Após o 1º mês teremos:


M1 = 1.000 x 1,1 = 1.100 = 1.000(1 + 0,1)

Após o 2º mês teremos:


M2 = 1.100 x 1,1 = 1.210 = 1.000(1 + 0,1)2

Após o 3º mês teremos:


M3 = 1.210 x 1,1 = 1.331 = 1.000(1 + 0,1)3

De uma forma geral, o cálculo do montante a juros compostos será dado pela expressão
abaixo, na qual M é o montante, C o capital, i é a taxa de juros e n é a quantidade de capi-
talizações.

M = C x (1 + i)n
Comparando o cálculo composto (exponencial) com o cálculo simples (linear), vemos
no cálculo simples:

CAPITAL Juros MONTANTE


R$ 1.000,00 x 0,02 = R$ 20,00 M = R$ 1.020,00
R$ 1.000,00 x 0,02 = R$ 20,00 M = R$ 1.040,00
R$ 1.000,00 x 0,02 = R$ 20,00 M = R$ 1.060,00
R$ 1.000,00 x 0,02 = R$ 20,00 M = R$ 1.080,00
R$ 1.000,00 x 0,02 = R$ 20,00 M = R$ 1.100,00

Assim, o montante simples, ao final dos 5 meses será R$ 1.100,00.

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Juros simples e compostos

Em uma financeira, consegui R$ 150,00 para pagar em 6 meses com uma taxa de juros
de 2 % ao mês, no regime de juros compostos. Qual o valor que deverei à financeira
depois de 3 meses?
1° mês - R$ 0,02 x 150,00 = 3,00
2° mês - R$ 0,02 x 153,00 = 3,06
3° mês - R$ 0,02 x 156,06 = 3,12
4° mês - R$ 0,02 x 159,18 = 3,18

R: No final de 5 meses paguei R$ 162,36 (159,18 + 3,18).

João realizou uma aplicação de R$ 300,00 em regime de juros compostos com uma
taxa de 10% ao mês.

Em todas as ocasiões que se pede será escrito a fórmula para fixação:


M = P . (1 +  i)n

Resumindo os dados do problema:


Capital ou Principal – P = 300
Taxa – i = 10% (= 0,1)
Períodos de capitalização – n = 2

Lição 5
Primeiramente calcule o montante:

Substituindo, temos: M = 300 . (1 + 0,1)²


M = 300 . (1,1) ²
M = 300 . (1,21)
M = 300 . 1,21 = 363,00

Então, o montante da aplicação fornecida neste problema, após 2 meses é de R$


363,00.

Nestas condições, o valor atual, aplicado à taxa de juros compostos contratada (i), da data Matemática
atual até a data do vencimento, reproduz o valor nominal.

Conheça o decreto de lei que regulariza a taxa de juros no Brasil.

No Brasil, a taxa de juros é regulada pelo Decreto 22.626/1933 (conhecido como Lei da
Usura) e corresponde ao chamado ‘custo do dinheiro’ - ou seja, o valor cobrado para
emprestá-lo. Segundo a legislação brasileira, é vedado e passível de punição nos termos da
lei, estipular em quaisquer contratos taxas de juros superiores ao dobro da taxa legal.

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