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CONSTRUÇÃO CIVIL II 18/05/2020

PINTURAS Ministério da Educação TC 025 Construção II PINTURAS TC 025 Construção II


Universidade Federal do Paraná
Setor de Tecnologia
Departamento de Construção Civil
INTRODUÇÃO

• Na construção civil a pintura representa uma operação de grande


importância, uma vez que as áreas pintadas são, normalmente,
Construção Civil II
muito extensas, implicando em alto custo
(TC-025)
• Há uma tendência natural em considerar a pintura uma operação
PINTURAS de decoração, porém, além de decorar e proteger o substrato, a
tinta pode oferecer melhor higienização dos ambientes, servindo
também para sinalizar, identificar, isolar termicamente, controlar
Professores
José de Almendra Freitas Jr. - freitasjose@terra.com.br luminosidade e podendo ainda ter suas cores utilizadas para influir
Heloisa Fuganti Campos - heloisacampos@ufpr.br psicologicamente sobre as pessoas
Barbara Talamini Villas Bôas - barbaratvb@gmail.com
Versão 2020

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DEFINIÇÃO 4
NORMAS

• Camada de recobrimento de • NBR 11702: Tintas para construção civil - Tintas, vernizes, texturas e
uma superfície, obtida pela complementos para edificações não industriais - Classificação e requisitos. ABNT,
2019.
aplicação de tintas e
vernizes, através de técnicas • NBR 16211: Tintas para construção civil - Verniz brilhante à base de solvente
monocomponente - Requisitos de desempenho de tintas para edificações não
específicas industriais. ABNT, 2019.

• Na construção civil é uma • NBR 14942: Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho
de tintas para edificações não industriais - Determinação do poder de cobertura
camada de acabamento na de tinta seca. ABNT, 2019.
forma de uma película
• NBR 14940: Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho
aderente, estratificada e de de tintas para edificações não industriais - Determinação da resistência à abrasão
espessura total ~ 1,0 mm úmida. ABNT, 2018.

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NORMAS 6
FUNÇÕES
• Decoração
• NBR 14943: Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho
de tintas para edificações não industriais - Determinação do poder de cobertura • Proteção da base (durabilidade dos substratos):
de tinta úmida. ABNT, 2018.
ü Impedir corrosão de metais
• NBR 15494: Tintas para construção civil - Requisitos de desempenho de tintas ü Reduzir absorção de água em materiais porosos
para edificações não industriais - Tinta brilhante à base de solvente com secagem
oxidativa. ABNT, 2015. ü Retardar degradação das superfícies

• NBR 13245: Tintas para construção civil - Execução de pinturas em edificações • Funções especiais:
não industriais - Preparação de superfície. ABNT, 2011. ü Garantir higiene, retardar chama
• NBR 15078:Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho ü Reduzir reflexão da radiação infravermelho
de tintas para edificações não industriais - Determinação da resistência à abrasão ü Propiciar superfícies com propriedades autolimpantes e
úmida sem pasta abrasiva. ABNT, 2006. anti-estáticas
ü Identificar/sinalizar

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FERRAMENTAS 8
FERRAMENTAS
Escovas de Aço
• Pincéis e trinchas: utilizados na aplicação de esmaltes, impregnantes,
Pincéis/trinchas vernizes, tintas látex e complementos para pintar cantos, recortes e pequenas
áreas
Desempenadeiras de aço • Rolos de lã de carneiro e lã sintética: utilizados para aplicação de tintas látex
Rolos • Rolos de lã sintética de cerdas baixas: possuem pelos mais curtos para
aplicação de produto epóxi e tintas látex
Revolver/Pistola
• Rolos de espuma de poliéster: rolos desenvolvidos para a aplicação de
Espátula
Lixas
esmaltes, vernizes e complementos
• Rolos de espuma rígida: utilizados na aplicação de acabamentos texturizados

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FERRAMENTAS 10
FERRAMENTAS

• Desempenadeiras de aço: utilizadas para aplicação de massas niveladoras ou • Pincel: • Rolo:


texturas ü Baixo custo (não necessita de ü Baixo custo (não necessita de
equipamentos especiais) equipamentos especiais)
• Desempenadeira de plástico rígido: utilizada para aplicação de texturas
ü Desvantagens: ü Desvantagens:
• Lixas: utilizadas para uniformizar a superfície e criar aderência para a tinta Ø Riscos das cerdas Ø Espirros de tinta na aplicação
Ø Desperdícios de tinta Ø Não cobre bem os cantos
• Espátulas de aço: utilizadas para aplicação de massas niveladoras, texturas Ø Acabamento não uniforme
ou na remoção de tinta seca
Rolo para textura
• Escovas de aço: utilizadas para eliminar partes soltas ou mal aderidas à
superfície a ser pintada
• Pistola ou revolver de pintura: utilizados para aplicação de esmaltes e
vernizes Rolo de espuma

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FERRAMENTAS 12
TINTAS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL - COMPONENTES

• Pistolas: • Resinas: • Pigmentos:


ü Melhor alinhamento e uniformidade na ü São responsáveis pela ü São partículas (pó) sólidas e
aplicação formação da película protetora insolúveis
ü Menor desperdício de tinta e tempo reduzido na qual se converte a tinta
na aplicação depois de seca ü Tipos:
ü Desvantagens: ü Tipos: Ø Ativos - conferem cor e poder
Ø Custo (compressor de ar) de cobertura à tinta
Ø PVA e Acrílicas
Ø Névoa na aplicação (poluição) Ø Inertes (ou cargas) –
Ø Óleos
Ø Manutenção dos equipamentos Ø Alquídicas proporcionam lixabilidade,
Ø Necessidade de se proteger bem tudo que Ø Epoxi dureza e consistência, entre
está no ambiente e não se deseja pintar Ø Base de cal / cimento outras características

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TINTAS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL - COMPONENTES 14
TINTAS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL - CLASSIFICAÇÃO

• Resinas sintéticas ou orgânicas:


• Solventes: • Aditivos:
ü PVAc
ü Líquidos voláteis utilizados ü Componentes que participam em ü Acrílico
nas diversas fases de pequena quantidade na composição da ü Alquídica
fabricação das tintas tinta, porém, podem modificar ü Poliuretano
significativamente as suas ü Epóxi
ü Confere à tinta as condições propriedades ü Base de borracha
ideais de pintura, visando
facilitar sua aplicação, seu ü Os aditivos mais comuns são: • Resinas Inorgânicas:
alastramento, etc. secantes, anti espumantes, anti ü Base de cimento ou cal
sedimentantes, anti pele, bactericidas e
fungicidas • Resinas Naturais:
ü Caseína, óleo de linhaça

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FUNDOS PREPARADORES DE SUPERFÍCIE 16
MASSA CORRIDA

• Finalidades:
• Finalidades:
ü Regularizar imperfeições da superfície na superfície do revestimento que já
ü Selar (impermeabilizar) a superfície e diminuir o consumo de tinta
foi selado (fundo), deixando esta bem lisa e pronta para a aplicação da tinta
ü Baixar o custo do sistema
ü É aplicada com colher ou espátula de aço, em finas camadas, depois da
ü Proteger o polímero da tinta de eventual agressividade química do substrato secagem sofre lixamento com lixa fina
ü Melhorar a aderência da camada de pintura ao substrato
• Tipos usuais na construção civil:
• Tipos: ü Bases PVA – usos em interiores
ü A base química do fundo tem que suportar a tinta aplicada sobre esta ü Base acrílica – uso em interiores e exteriores
ü Normalmente usa-se um fundo da mesma base da tinta (não obrigatório) ü Para usos em madeiras e metais usa-se massas de polímeros com
resistências mecânicas maiores (poliéster ou epoxi)

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Preparando para a aplicação de massa corrida 18
Aplicação de Massa corrida
Film es concreto / P inturas / Lixando para dem ão de m assa M 1 1.w m v

Film es concreto / P inturas / aplicando m assa M 1 3.w m v

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Lixando a Massa corrida (mecânico) 20
TINTAS – TIPOS PRINCIPAIS (quanto a base química)
• Latex PVA:
ü Solução de polímeros vinílicos, dispersos em água, pigmentos minerais coloridos,
cargas e aditivos
ü Possui grande rendimento e durabilidade, sendo a tinta mais utilizada

Filmes concreto / Pinturas / Lixadeira .wmv


ü Ótimo desempenho nas repinturas
ü Indicada para pinturas internas sobre superfícies de reboco, massa corrida, massa
acrílica, texturas, gesso, madeiras, etc.
ü As cores são desenvolvidas com alta tecnologia, ficando assim, firmes e sólidas
ü PVA é o material usado na produção
ü Não é adequado em áreas molhadas
ü São levemente permeáveis a água e ao vapor, permitindo a saída da água residual
em concretos, argamassas e gesso

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Aplicação de tinta PVA com pistola 22
TINTAS – TIPOS PRINCIPAIS (quanto a base química)

• Acrílica:
ü Solução de copolímeros acrílicos ou estireno acrílico, em água, contendo pigmentos
minerais coloridos, cargas e aditivos
Film es concreto / P inturas / P intura latex com pistola.w m v

ü Indicada para superfícies de alvenaria interna e externa


ü Diferença do látex é que contém resinas acrílicas, suporta muito melhor os raios UV e as
intempéries
ü Alta impermeabilidade, adequada para pinturas externas e áreas úmidas
ü Acabamentos como semibrilho e fosco
ü Com este tipo de tinta pode-se produzir texturas que são obtidas através de instrumentos
específicos como rolos, vassouras, espátulas e outros, para cada tipo de acabamento
ü Mais cara que o látex
ü São levemente permeáveis ao vapor, permitindo a saída da água residual em concretos,
argamassas e gesso

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TINTAS – TIPOS PRINCIPAIS (quanto a base química) 24
TINTAS – TIPOS PRINCIPAIS (quanto a base química)
• Esmaltes (base alquídica):
ü Indicadas para metais e madeira, com acabamento fosca, semibrilhante ou brilhante • Texturizada acrílica:
ü Tinta acrílica com pigmentos minerais coloridos, grãos sólidos para efeito de textura,
ü Não é solúvel em água
aditivos e hidrorrepelentes, produz um revestimento mais espesso e “texturizado”
ü Forma película sobre a superfície à não é muito adequada para uso direto sobre
alvenarias ou concreto (em especial novos), pois a umidade residual destes • Resina epóxica bi-componente ou a base de água:
substratos podem causar o surgimento de bolhas e causar descascamento ü Para pintura de ambientes expostos a condições químicas agressivas, suporta muito
bem a água, não suporta raios UV
• Base de Cal (cal hidratada é diluída em água e mais fixador):
ü Pinturas de alto desempenho em estacionamentos
ü Muito barato, fácil aplicação
ü Baixa resistência à abrasão e não resiste à umidade • Borracha clorada:
ü Usado em muros e exteriores ü Indicada para piscinas, coberturas, tanques de concreto, de fibrocimento, etc.
ü Secagem rápida, ao toque 30 segundos; tráfego de 4 horas a 6 horas e cura
• A base de cimento: completa em 48 horas
ü Cimento em suspensão na água, acabamento com toque rústico

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OUTROS PRODUTOS PARA PINTURAS 26
TINTAS – TIPOS, CARACTERÍSTICAS E USOS

Tipo Características Uso


• Verniz (pintura não opaca ou semi transparente): • Tinta a base de água
ü Ambientes externos e internos de madeira • Não lavável Alvenarias
ü Acabamentos brilhante e fosco podendo conter corantes nas cores de madeiras Látex (PVA) • Secagem rápida • Interiores
nobres (Mogno, Imbuia, Cedro e Cerejeira) • Média cobertura
ü Podem possuir filtro solar, acabamento fosco ou brilhante Alvenarias
• Tinta à base de água
ü Alquídico – Protege madeira da radiação solar e intempéries. Acrílica • Excelente lavabilidade e cobertura
• Exteriores
ü Poliuretânico – Tem maior aderência, resistência mecânica, de abrasão e aos • Interiores
raios UV à Indicados para madeira, concreto aparente, cerâmica e pedras • Tinta à base de solventes (já existem a
Esmaltes base de água)
Superfícies internas e externas de:
• Silicones líquidos: • Ótimo acabamento
Sintéticos • Madeiras
ü Indicados para impermeabilizar superfícies de blocos cerâmicos, concreto • Resistência a intempéries
• Metais
aparente, telhas etc. (alquídica) • Bom alastramento
• Ótima resistência ao mofo

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TINTAS – TIPOS, CARACTERÍSTICAS E USOS 28
EXECUÇÃO

• Preparo:
Tipo Características Uso
• Ótima resistência à intempéries ü A superfície deve estar firme, limpa, seca, sem poeira, gordura, sabão ou mofo
Excelente aderência em vários
Tinta á óleo • Fácil aplicação
tipos de superfícies ü Partes soltas ou mal aderidas devem ser eliminadas, raspando-se ou escovando-
• Boa cobertura e flexibilidade se ou lixando a superfície
• Mais econômica ü Profundas imperfeições da parede devem ser corrigidas com reboco
• Superfície fosca e lisa
Usada para a pintura de meio ü As imperfeições rasas da superfície devem ser corrigidas com massa acrílica
A base de cal • Mistura-se água
fio, muros, calçadas e postes
• Tem qualidade de acabamento inferior (externo) ou com massa corrida PVA (interno)
• Pouco aderente a madeira e metais ü Manchas de gordura ou graxa devem ser eliminadas com água e detergente
• Alta resistência a abrasão e a agentes Ambientes quimicamente
Ø Partes mofadas devem ser lavadas com uma solução 1:1 de água sanitária
A base Epóxi químicos agressivos como o revestimento
• Suscetível a raios UV de banheiro e cozinhas ü Deve-se eliminar qualquer espécie de brilho, usando lixa de grana adequada

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EXECUÇÃO 30
EXECUÇÃO
• Sobre argamassas, gesso e concreto:
ü Cura ou endurecimento adequado do substrato • Sobre madeira:
ü Lavagem com detergente (repinturas sobre base antiga)
ü A madeira deve estar seca, teor de
ü Secagem total do emboço/reboco umidade entre 5 e 12%
ü Preparação do substrato com lixamento
ü Remover graxas, gorduras e resinas com
ü Aplicação do fundo selador (opcional) a aplicação de solventes
ü Secagem do fundo
ü Lixar quando necessário
ü Aplicação da massa corrida (PVA ou acrílica)
ü Secagem da massa ü Buracos e frestas devem ser calafetados
com massa apropriada para madeira e
ü Lixamento da massa
depois lixados após secagem
ü Aplicação da tinta (PVA ou acrílica)
Ø Quantas demãos forem necessárias para proporcionar o cobrimento adequado

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EXECUÇÃO 32
EXECUÇÃO
• Sobre metal:
ü Remover gorduras, graxas e sujeira
• Sobre madeira: ü Limpeza de metais ferrosos por lixamento, escovamento ou
jateamento
ü A pintura é feita após a preparação da ü Primer (fundo):
superfície e geralmente tem 3 etapas: Ø Primeira demão da pintura
Ø Seladora (fundo) Ø Cria aderência da tinta ao metal
Ø Protege contra corrosão
Ø 1ª demão
ü Pintura aplicada sobre o primer (fundo)
Ø 2ª demão ou acabamento Ø Deve ser compatível com o primer
Ø Protege contra intempéries
Ø Dá acabamento
Ø Quantas demãos forem necessárias para o cobrimento
adequado

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APLICAÇÕES EM OUTRAS SUPERFÍCIES 34
APLICAÇÕES EM OUTRAS SUPERFÍCIES

• Em pavimentos: • Em telhados:
• Pintura pisos – epóxi:
ü Proteção e resistência ü Limpeza das telhas
ü Preparação, tratamento de fissuras
ü Concreto e asfalto ü Fundo selador
ü Fundo primer, polimento
ü Sinalização horizontal ü Tinta látex acrílica, resina acrílica ou
esmalte sintético para acabamento ü Aplicação da pintura epoxi

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 36
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• No processo de pintura, existem • Mais comuns: • Bolhas:


vários fatores envolvidos:
ü São pontos na pintura que se levantam
ü Condições da superfície
em formato de bolhas
ü Condições do meio ambiente
ü Características e limitações do ü Podem ser muito pequenos (micro) ou
maiores
produtos
ü Fator humano ü Normalmente, aparecem em pontos
isolados e tem como causa a formação
• Diante dessas e outras variáveis,
durante ou mesmo após o término de pressão de vapor pela existência de
líquidos no substrato (água nas
da pintura, podem ocorrer
argamassas e concreto e resina nas
manifestações patológicas madeiras)

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 38
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Bolhas:
ü Causa 1: • Bolhas:
Ø Podem ocorrer quando for aplicada massa corrida PVA em exteriores, pois o produto é ü Causa 3:
indicado apenas para superfícies internas (suporta mal UV e umidade)
ü Solução 1: Ø A parede apresentou infiltração de umidade que ocorrem
Ø Remover, por meio de raspagem, toda a massa corrida PVA principalmente em rodapés, parede de divisa, muros encostados em
Ø Aplicar fundo preparador de paredes (acrílico) barrancos, lajes, etc. (atingida a pressão de vapor no substrato)
Ø Aplicar massa acrílica
ü Causa 2: ü Solução 3:
Ø Ocorre quando o pó não foi eliminado após lixamento da massa PVA ou quando a tinta Ø Encontrar e corrigir a origem da umidade e proceder com a solução
não foi devidamente diluída Ø Repintar, utilizando técnicas de repintura reforçando a qualidade do
ü Solução 2: substrato
Ø Lixar e raspar as partes soltas eliminando o póDiluir a tinta na proporção indicada na
embalagem e repintar

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 40
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Descascamento:
• Descascamento:
ü Causa 1: ü Causa 2:
ü É quando a tinta começa a se soltar da Ø A aderência da tinta sobre a superfície
superfície Ø A superfície, como madeira ou metal,
pulverulenta não é boa, ocasionando
apresenta um acabamento liso ou
o descascamento com brilho, prejudicando assim a
ü Pequenas infiltrações de umidade provocam a
saponificação (quebra) do polímero da tinta ü Solução 1: aderência
Ø Raspar ou escovar a superfície até a ü Solução 2:
ü Pode ocorrer por falta de aderência em remoção total das partes soltas ou
superfícies que receberam pintura sobre partes mal aderidas
Ø Raspar, lixar até remoção completa do
brilho e das partes soltas
soltas, reboco não curado, superfícies com Ø Aplicar uma ou duas demãos de fundo Ø Certificar-se de que a superfície está
brilho ou com infiltração de umidade preparador de paredes de melhor porosa
(eflorescência de umidade com pH elevado) qualidade que o original Ø Remover o pó
Ø Repintar Ø Repintar

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 42
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Descascamento:
• Eflorescência:
ü Causa 3:
ü É caracterizada pelo aparecimento de
Ø A superfície apresentou infiltração de umidade, originando o
manchas esbranquiçadas na superfície
descascamento
pintada
ü Solução 3: ü Obs: dependendo da cor, a mancha pode
Ø Encontrar a origem da umidade e proceder com a solução apresentar outra coloração
Ø Repintar, utilizando técnicas de repintura com massa e fundo de
qualidade superior ao original

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 44
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Eflorescência:
• Manchas – chuva:
ü Causa:
Ø Tinta aplicada sobre reboco úmido ou devido à infiltração ü São manchas que aparecem na superfície
recém pintada, devido a pingos de chuva ou
Ø Ocorre devido à migração de umidade do interior para o exterior, água em pontos isolados
carregando consigo sais solúveis
Ø Enquanto a umidade ou os sais solúveis não tiverem sido totalmente ü Também podem ocorrer em superfícies
eliminados, a situação persistirá recém pintadas expostas a baixa
ü Solução: temperatura
Ø Eliminar eventuais infiltrações ü É mais comum ocorrer em cores intensas e
Ø Aguardar a secagem da superfície acabamento fosco
Ø Raspar a superfície afetada
Ø Aplicar uma demão de fundo preparador e repintar

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 46
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Manchas – chuva:
ü Causa: • Mofo, bolor ou fungos:
Ø Os pingos de chuva, água e baixas temperaturas provocam a ü São manchas que aparecem na
extração de substâncias solúveis que afloram e mancham o filme da superfícies, devido à proliferação de micro
tinta organismos que se desenvolvem em
ü Solução: condições ambientais e superficiais
favoráveis
Ø Lavar toda a superfície com água limpa em abundância
ü São diferentes das algas, pois não
Ø É normal o aparecimento de espuma
necessitam de luz para sobreviver
É importante que a lavagem da superfície seja feita o mais rápido possível,
pois, se acontecer após alguns dias, as manchas permanecerão à o tempo de
cura/secagem da tinta látex é de ~ 20 dias

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 48
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Mofo, bolor ou fungos:


ü Causa: • Enrugamento:
Ø Mofo, bolor e fungos constituem-se num grupo de seres vivos vegetais, que se ü Normalmente, ocorre após a aplicação de
proliferam em condições favoráveis, principalmente em climas quentes e úmidos, esmalte ou verniz de base alquídica
mal ventilados ou mal iluminados, produzindo o escurecimento da película da
tinta e decompondo-a ü Certos pontos da pintura ficam com aspecto
enrugado
ü Solução:
Ø Lavar a superfície com uma solução de água sanitária na proporção de 1:1, ü Em alguns casos, a secagem desses pontos
molhando constantemente a superfície com a solução durante um período de é retardada e existe uma perda de brilho
seis horas
Ø Enxaguar a superfície com água em abundância
Ø Deixar secar e repintura

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 50
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
• Enrugamento:
• Baixa cobertura:
ü Causas: ü É quando se aplica várias demãos de tinta e a pintura anterior ou fundo
Ø Aplicadas demãos de tinta muito espessas ainda pode ser visto, dando um aspecto manchado
Ø Aplicação sobre a superfície ou em ambientes com temperatura excessivamente
quente
Ø Não foi respeitado o intervalo entre as demãos
ü Solução:
Ø Remover toda a tinta com auxílio de removedor
Ø Limpar bem a superfície com pano embebido em aguarrás, certificar-se da total
remoção do removedor da superfície
Ø Aplicar o sistema de pintura seguindo todas as recomendações do fabricante,
inclusive utilizando o solvente recomendado e respeitando o intervalo entre
demãos

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 52
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Baixa cobertura:
ü Causa 1: • Baixa cobertura:
ü Causa 2:
Ø Uma das causas mais comuns é a ü Causa 3:
Ø Falta de homogeneização do
diluição excessiva, ou seja, quando
produto antes de aplicar Ø Superfícies muito absorventes (reboco novo, massa corrida, gesso)
se adiciona uma quantidade de
diluente bem maior que a ü Solução 2:
recomendada pelo fabricante Ø Homogeneizar a tinta com ü Solução 3:
ü Solução 1: ferramenta retangular até o
produto alcançar uma boa Ø Se o produto já foi aplicado, serão necessárias mais demãos, se
Ø Sempre respeitar as informações e consistência ainda não foi aplicado, aplicar previamente o fundo para a superfície,
aplicar o produto de acordo com as conforme indicado na embalagem
instruções contidas nas embalagens

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 54
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Diferença de tonalidade: • Diferença de tonalidade: ü Causa 2:


ü É quando uma mesma cor apresenta tonalidades diferentes ü Causa 1: Ø Parede com absorção diferente
durante a aplicação do produto na superfície Ø Se o ambiente a ser pintado for pode causar diferença de
pequeno e pouco iluminado, pode tonalidade e manchas
ocorrer o escurecimento da tonalidade,
ü Solução 2:
devido à falta de iluminação
Ø Aplicação de nova demão geral
ü Solução 1: até uniformizar a absorção e
Ø Se não for possível aumentar a tonalidade.
iluminação do ambiente, será DICA: quando realizar retoques isolados
necessário clarear a tinta com de massa na superfície, antes de aplicar
utilização de branco ou escolher outra um demão geral, aplique de uma a duas
tonalidade demãos sobre esse retoque

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 56
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Baixa lavabilidade:
• Baixa lavabilidade: ü Causa 2:
ü É quando durante o processo de limpeza da superfície, a tinta
ü Causa 1: Ø Se o número de demãos não for
se desgasta com muito facilidade
Ø Se a diluição utilizada no produto suficiente ou se o intervalo entre
for além da especificada na elas for muito curto, a película
embalagem, a película formada torna-se fraca, saindo com
pela tinta se torna frágil facilidade na limpeza

ü Solução 1: ü Solução 2:
Ø Diluir conforme indicado na Ø Aplicação de uma demão geral,
embalagem respeitando o intervalo e diluição
indicados na embalagem

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 58
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

• Escorrimento:
• Escorrimento:
ü Causa:
ü É quando há excesso de tinta na
superfície e ela escorre Ø Diluição excessiva e utilização de solventes não especificados,
aplicação de uma camada muito espessa ou sob condições de frio ou
umidade
ü Solução:
Ø Se a tinta estiver úmida, passe o rolo novamente sobre o local, a fim de
uniformizar a superfície
Ø Se já estiver seca, lixe a superfície e aplique uma nova demão de tinta,
respeitando a diluição e retirando o excesso de tinta do rolo

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Referências:
• ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 15575-1:2013 - Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos - Desempenho - Parte
1: Requisitos gerais, 2013.

• ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 15575-4:2013 - Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos - Desempenho - Parte

freitasjose@terra.com.br
4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas,2013.

• ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 13245:2011 - Tintas para construção civil — Execução de pinturas em edificações não
industriais — Preparação de superfície, 2011.

• ABRAFITI Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas – Programa Setorial de Qualidade de Tintas Imobiliárias, 2016. heloisacampos@ufpr.br
barbaratvb.ufpr@gmail.com
• Câmara Brasileira da Indústria da Construção C172d Desempenho de edificações habitacionais: guia orientado para atendimento à norma
ABNT NBR 15575/2013. /Câmara Brasileira da Indústria da Construção. —Fortaleza: Gadioli Cipolla Comunicação, 2013.

• Manual Treinamento Tintas Coral – Problemas e Soluções

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