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Verne

Júlio Verne foi um escritor francês considerado o inventor do gênero de ficção científica. Ele fez predições sobre novos avanços como submarinos e viagens espaciais. Verne teve uma longa carreira literária em parceria com o editor Hetzel, escrevendo obras populares como Viagem ao Centro da Terra e Vinte Mil Léguas Submarinas. Sua obra foi traduzida para 148 línguas e ele continua sendo um dos autores mais traduzidos de todos os tempos.

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Júlio Verne foi um escritor francês considerado o inventor do gênero de ficção científica. Ele fez predições sobre novos avanços como submarinos e viagens espaciais. Verne teve uma longa carreira literária em parceria com o editor Hetzel, escrevendo obras populares como Viagem ao Centro da Terra e Vinte Mil Léguas Submarinas. Sua obra foi traduzida para 148 línguas e ele continua sendo um dos autores mais traduzidos de todos os tempos.

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Júlio Verne
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 Nota: Para o veículo espacial não-tripulado, veja Jules Verne ATV.

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Júlio Verne

Jules Verne fotografado por Felix Nadar, 1878.

Nome completo Jules Gabriel Verne

Nascimento 8 de fevereiro de 1828
Nantes, Pays de la Loire

Morte 24 de março de 1905 (77 anos)
Amiens, Picardia

Nacionalidade francês

Cônjuge Honorine Hebe du Fraysse de


Viane Morel

Filho(s) Michel Verne, 2 enteadas


Ocupação Escritor (1850–1905)

Principais Vinte Mil Léguas Submarinas


trabalhos Viagem ao Centro da Terra

Género literário Ficção científica


Aventura

Assinatura

Página oficial

www.nantes.fr/julesverne

Jules Gabriel Verne, conhecido nos países de língua portuguesa por Júlio


Verne (Nantes, 8 de fevereiro de 1828 — Amiens, 24 de março de 1905), foi
um escritor francês.[1]
Júlio Verne foi o primogênito dos cinco filhos de Pierre Verne, advogado,[1] e
Sophie Allote de la Fuÿe, esta de uma família burguesa de Nantes. [2] É
considerado por críticos literários o inventor do gênero de ficção científica,
tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços
científicos, como os submarinos, as máquinas voadoras e a viagem à Lua.
Até hoje, Júlio Verne é um dos escritores cuja obra foi mais traduzida em toda
a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO,
tendo escrito mais de 100 livros.[3]

Índice

 1Biografia
o 1.1Infância e juventude
o 1.2Últimos anos
o 1.3Carreira literária
 2Lista de obras
 3Adaptações
o 3.1Principais filmes baseados nas suas obras
 4Referências
 5Bibliografia
 6Ligações externas

Biografia
Infância e juventude
Júlio Verne nasceu em 8 de fevereiro de 1828, e passou a infância com os
pais, o irmão Paul, e as três irmãs, Ana, Matilde e Maria, na cidade francesa
de Nantes e na casa de verão da família. Seu pai, Pierre Verne, era um
magistrado de Provins. A proximidade do porto e das docas constituíram
provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do
autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com seis anos iniciou
os estudos com a viúva de um capitão, e com oito foi mandado para o
seminário com seu irmão Paul. Em 1839, partiu para Índia como aprendiz de
marinheiro, mas foi interceptado por seu pai em Paimboeuf, confessando ter
tentado a viagem para encontrar sua prima, Carolina Tronson, e entregar-lhe
um colar de diamantes. Prometeu que viajaria "apenas nos sonhos". Em 1844,
estudou retórica e filosofia no Liceu de Nantes. Formado, seguiu os passos do
pai, formando-se em direito em Nantes, em 1864.[4]
Apaixonado por Carolina, escreveu sua primeira obra, uma tragédia em versos,
que a família desgostou, e Carolina casou-se em 1847 com outro. Verne fez
seu exame de direito em Paris, onde compôs um drama, e retornou a sua
cidade natal, onde a obra foi lida por um petit comité no Cercle de La Cagnotte.
Seu pai, com a esperança de que o filho seguisse sua carreira de advogado,
envia Verne novamente a Paris, a fim de que continuasse os estudos do direito.
Contudo, em Paris, Júlio começou a se interessar mais pelo teatro do que
pelas leis, tendo escrito alguns livretos de operetas e pequenas histórias de
viagens. Seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro. Durante esse
período, o autor conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo. Uma
das peças de Verne, As palhas rompidas, agrada Dumas, e a peça estreia no
Teatro Histórico em 12 de junho de 1850. Apresenta sua tese, e o pai deseja
que retorne a Nantes para trabalhar como advogado, mas Verne decide pela
carreira literária. Para completar a renda, dá aulas em Paris, sem parar de
escrever.[4]
Em 1856, conhece Honorine de Viane Morel, de 26 anos, viúva com duas
filhas. Casam-se em 1857 e, em 1861, tem seu único filho, Michel Jean Pierre
Verne. Ingressa em uma sociedade na bolsa de Paris, mais especificamente
com a casa de câmbio Eggly, mediante a uma contribuição financeira de seu
pai e as relações de seu sogro. Viaja à Inglaterra, e à Escócia em 1859, e
à Noruega e à Escandinávia, em 1861. De 1872 a 1886, vive o apogeu de sua
fama e fortuna, advindas de seu sucesso literário. Em 1877, ocorre
em Amiens um grande baile à fantasia, que conta com a presença do ilustre
fotógrafo Félix Nadar, a quem Verne homenageia em sua obra Da Terra à Lua,
com o personagem Miguel Ardan, anagrama com "Nadar". Verne adquire dois
iates em épocas distintas, realizando uma viagem aos Estados Unidos,
escrevendo Vinte Mil Léguas Submarinas na volta, ainda a bordo.[4]
Últimos anos
Michel, seu filho, era considerado um rapaz rebelde, e não seguiu as
orientações do pai. Júlio Verne mandou o seu filho, aos 16 anos, em uma
viagem de instrução em um navio, por 18 meses, com esperança que a
disciplina a bordo e a vida no mar corrigissem o seu carácter rebelde, mas de
nada adiantou. Michel não se corrigiu e acabou por casar com uma atriz, contra
a vontade do pai, tendo com ela dois filhos.
Em 9 de Março de 1886, foi atingido por dois tiros quando este chegava em
casa na cidade de Amiens,[4] pelo seu sobrinho Gaston.[carece  de fontes] Um dos tiros o
atingiu no ombro e demorou a cicatrizar, o outro atingiu o tornozelo, deixando-o
coxo nos seus últimos 19 anos de vida. Não se sabe bem por que seu sobrinho
tenha cometido o atentado, mas ele foi considerado louco e internado em um
manicómio até o final da vida. Este episódio serviu para aproximar pai e filho,
pois Michel vendo-se em vias de perder o pai passou a encarar a vida com
mais seriedade.
Neste mesmo ano, morria o editor Pierre Hetzel, grande amigo de Júlio Verne,
facto que o deixou muito abalado.
É eleito para o Conselho Municipal de Amiens e passa os seus últimos anos
em tal ocupação. Perde o pai em 1871, a mãe em 1887, e o irmão em 1897.
Seus últimos anos são marcados por uma mudança de caráter para o
melancólico, escreve que Paris não voltará a vê-lo, e que, enquanto não
trabalha, não sente-se vivo. É atingido por uma catarata em 1902, e falece em
24 de março de 1905, na casa de Amiens. [4] Nos últimos anos, Verne escreveu
muitos livros sobre o uso erróneo da tecnologia e os seus impactos ambientais,
sua principal preocupação naquela época. Continuou sua obra até a sua morte.
O seu filho Michel editou seus trabalhos incompletos e escreveu ele mesmo
alguns capítulos que estavam faltando, quando da morte do pai. Entre tais
obras póstumas, "A Missão Barsac" (em francês: L'Étonnante Aventure de la
Mission Barsac) continha, em seus rascunhos originais nomeados "Voyage
d'étude", referências ao esperanto[5] (língua sobre a qual seu pai possuía
grande interesse[6][7]) que foram removidas entre outras alterações feitas por
Michel Verne na obra final.
Encontra-se sepultado no Cemitério de La
Madeleine, Amiens, Picardia na França.[8]
Carreira literária

Capa das edições Hetzel


A carreira literária de Júlio Verne começou a se destacar quando se associou
a Pierre-Jules Hetzel, editor experiente que trabalhava com grandes nomes da
época, como Alfred de Brehat, Victor Hugo, George Sand e Erckmann-
Chatrian. Hetzel publicou a primeira grande novela de sucesso de Júlio Verne
em 1862, o relato de viagem à África em balão, intitulado Cinco semanas em
um balão.[2][4] Essa história continha detalhes de coordenadas geográficas,
culturas, animais, etc., que os leitores se perguntavam se era ficção ou um
relato verídico. Na verdade, Júlio Verne nunca havia estado em um balão ou
viajado à África. Toda a informação sobre a história veio de sua imaginação e
capacidade de pesquisa. A parceria entre Verne e Hetzel duraria por 20 anos. [4]
Hetzel apresentou Verne a Félix Nadar, cientista interessado em navegação
aérea e balonismo, de quem se tornou grande amigo e que introduziu Verne ao
seu círculo de amigos cientistas, de cujas conversações o autor provavelmente
tirou algumas de suas ideias.
O sucesso de Cinco semanas em um balão lhe rendeu fama e dinheiro. Sua
produção literária seguia em ritmo acelerado. Quase todos os anos Hetzel
publicava novos livros de Verne, quase todos grandes sucessos. Dentre eles
se encontram: Viagem ao Centro da Terra (Voyage au centre de la Terre), de
1864, Vinte Mil Léguas Submarinas (Vingt mille lieues sous les mers) de 1870
e A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (Le tour du monde en quatre-vingts jours),
de 1873.[4]
Um dos seus livros foi Paris no século XX. Escrito em 1863, somente publicado
em 1989, quando o manuscrito foi encontrado pelo bisneto de Verne. Livro de
conteúdo depressivo, foi rejeitado por Hetzel, que recomendou Verne a não
publicá-lo na época, por fugir à fórmula de sucesso dos livros já escritos, que
falavam de aventuras extraordinárias. Verne seguiu seu conselho e guardou o
manuscrito em um cofre, só sendo encontrado mais de um século depois.
O seu último livro publicado foi O senhor do mundo, no ano de 1904.[4]
Até hoje Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história,
com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo
escrito mais de 100 livros.

Lista de obras
1. Cinco semanas em um balão (br) / Cinco semanas em balão (pt), 1863
2. Paris no século XX, 1863 (publicado apenas em 1989)
3. O capitão Hateras (br) / Aventuras do capitão Hatteras(pt), 1864-1867
4. Viagem ao centro da terra, 1864
5. Da Terra à Lua, 1865 (eBook)
6. Os Filhos do Capitão Grant, 1866-1868
7. À roda da Lua (pt) / À volta da Lua (br), 1869
8. Vinte mil léguas submarinas, 1870
9. Os conquistadores, 1870
10. Uma cidade flutuante, 1871
11. Três russos e três ingleses, 1872
12. A volta ao mundo em oitenta dias, 1872
13. A ilha misteriosa, 1873-1875
14. Martin Paz, 1874
15. O Chancellor, 1875
16. Miguel Strogoff, o correio do czar, 1876
17. Um drama no México, 1876
18. Heitor Servadac, 1874-1876
19. As Índias Negras, 1876-1877
20. Martin Paz, 1877
21. Um capitão de quinze anos, 1878
22. História das grandes viagens e dos grandes viajantes, 1878
23. As atribulações de um chinês na China, 1879
24. Os quinhentos milhões da begum, 1879
25. A revolta da Bounty, 1879
26. A jangada, 1880
27. A casa a vapor, 1880
28. A escola dos Robinsons, 1882
29. O raio verde, 1882
30. Dez horas de casa, 1882
31. O arquipélago em chamas (br) / Os piratas do arquipélago (pt), 1883
32. Kerabán, o teimoso, 1883
33. A estrela do Sul, 1884
34. Um bilhete de loteria (br) / Um bilhete de lotaria (pt), 1885
35. Matias Sandorf, 1885
36. O náufrago do Cynthia, 1885
37. Robur, o conquistador, 1886
38. Norte contra Sul, 1887
39. O caminho da França, 1887
40. Dois anos de férias, 1888
41. Família sem nome, 1888-1889
42. A esfinge dos gelos, 1895
43. O segredo de Wilhelm Storitz, 1898 (revisado em 1901 e publicado somente
em 1985)
44. O soberbo Orenoco, 1898
45. Os irmãos Kip, 1902
46. O senhor do mundo, 1904
47. L'Éternel Adam[9] (pt. O Eterno Adão),[10] publicado em 1910.
48. O tio Robinson, 1861
49. A Aldeia Aérea, 1901
50. A invasão do Mar, 1905
51. A esposa do Capitão Branican, 1891

Adaptações
Do conjunto das obras de Júlio Verne, trinta e três foram levadas ao cinema,
dando lugar a um total de noventa e cinco filmes, sem contar com as
adaptações para séries de televisão. A obra mais vezes adaptada foi Miguel
Strogoff (dezesseis vezes), seguida de Vinte Mil Léguas Submarinas (nove
vezes) e Viagem ao Centro da Terra (cinco vezes), e de A volta ao mundo em
80 dias (duas vezes).
Principais filmes baseados nas suas obras

 Viagem à Lua, de 1902, realizado por Georges Méliès.


 A Ilha Misteriosa, de 1951, realizado por Spencer Gordon Bennet e
protagonizada por Richard Crane.
 20.000 léguas submarinas, de 1954, realizado por Richard Fleischer com Kirk
Douglas no papel de Ned e James Mason como o capitão Nemo.
 Michel Strogoff, de 1956, realizado por Carmine Gallone e com Curd
Jürgens como Miguel Strogoff.
 A volta ao mundo em 80 dias, de 1956, realizado por Michael
Anderson com David Niven como Phileas Fogg e Cantinflas como Passpartout.
 Da Terra à Lua, de 1958, realizado por Byron Haskin com Joseph
Cotten, Debra Paget e George Sanders.
 Viagem ao centro da Terra, de 1959, realizado por Henry Levin e
protagonizada por James Mason.
 A Ilha Misteriosa, de 1961, realizado por Cy Endfield com Michael Craig como
protagonista.
 Os filhos do capitão Grant, de 1962, realizado por Robert Stevenson e
com Maurice Chevalier, George Sanders e Hayley Mills como protagonistas.
 Cinco semanas em balão, de 1962, realizado por Irwin Allen, com Red
Buttons e Barbara Eden.
 O farol do fim do mundo, de 1971, realizado por Kevin Billington e interpretado
por Kirk Douglas, Yul Brynner e Fernando Rey.
 A volta ao mundo em 80 dias, de 2004, realizado por Frank Coraci, com Jackie
Chan.
 A ilha misteriosa de Júlio Verne, filme para a televisão de 2005, realizado
por Russell Mulcahy e interpretado por Kyle MacLachlan, Patrick
Stewart e Gabrielle Anwar.
 Journey to the Center of the Earth (2008) em português: Viagem ao centro da
terra, de 2008, realizado por Eric Brevig e interpretado por Brendan Fraser, Josh
Hutcherson e Anita Briem.
 Journey 2: The Mysterious Island em português: Viagem 2: A Ilha Misteriosa,
de 2012, realizado por Brad Peyton e interpretado por Josh Hutcherson, Dwayne
Johnson e Michael Caine.

Referências
1. ↑ Ir para:a b «Júlio Verne». Infopédia. Consultado em 2 de Fevereiro de 2011
2. ↑ Ir para:a b Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. «Cem anos da morte de Júlio Verne».
Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul. Consultado em 13 de abril de 2010.
Arquivado do original em 3 de abril de 2010
3. ↑ «Júlio Verne»
4. ↑ Ir para:a b c d e f g h i Júlio Verne (2002) [1864]. «Introdução».  Voyage au centre de la
terre  [Viagem ao Centro da Terra]  (pocket). 264. [S.l.]: L&PM Pocket.  ISBN  978-85-254-
1116-7
5. ↑ sobre isso: Abel Montagut, Jules Verne kaj esperanto (la lasta romano), Beletra
Almanako, nº 5, junho 2009, Nova Iorque, páginas 78-95.
6. ↑ Delcourt, M. - Amouroux, J. (1987): Jules Verne kaj la Internacia Lingvo. - La Brita
Esperantisto, vol. 83, nº 878, páginas 300-301. Londres. Republicado de Revue Française
d'Esperanto, novembro-dezembro, 1977
7. ↑ Haszpra O. (1999): Jules Verne pri la lingvo Esperanto - em húngaro: - Scienca
Revuo, 3, 35-38. Niederglat
8. ↑ Júlio Verne (em inglês) no Find a Grave
9. ↑ Universcience (em francês) - L'Éternel Adam. Página visitada em 9 de Fevereiro
de 2012.
10. ↑ O Eterno Adão (em português). Julio Verne. Editora Hemus, ISBN 8528906191.
Página visitada em 9 de Fevereiro de 2012.

Bibliografia
 Editora DuettoScientific American Brasil Exploradores do Futuro - Julio
Verne (1). 2005. ISSN 1808-6543
 «Júlio Verne: Inventor do Futuro». Editora Abril. Super Interessante (12).
Setembro de 1988

Ligações externas
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Citações no Wikiquote

Imagens e  media no Commons

 «Les Voyages Extraordinaires de Jules Verne» (em francês)


 «Zvi Har'El's Jules Verne Collection» (em inglês)
 «JVerne Pt - Site sobre J. Verne»
 Os Quinhentos Milhões da Begum (em português)
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