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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE CONSTRUÇÃO CIVIL


CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES

PATOLOGIA E
TECNOLOGIA DOS
MATERIAIS
Arthur Medeiros
Eng. Civil, Prof. Dr.
arthurmedeiros@utfpr.edu.br

http://paginapessoal.utfpr.edu.br/arthurmedeiros
2018
Cronograma

23/06/2018 - Cimento, concreto e reações deletérias

04/08/2018 - Aditivos para concretos / Materiais de reparo

11/08/2018 - Aditivos para concretos / Materiais de reparo (prática?)

25/08/2018 - Aditivos para concretos / Materiais de reparo (prática?)

01/09/2018 - Patologia de materiais cerâmicos e de revestimentos (prática?)

Sábados pelas manhãs : 8:00 às 12:00 ??


Patologia e tecnologia dos materiais – Prof. Arthur Medeiros
Cimentos,

Concreto e

Reações deletérias

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Qual a relação entre

materiais e patologia?

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Qual a relação entre
materiais e patologia?

Grande parte dos defeitos que aparecem em argamassas


e concretos são oriundos da falta de qualidade dos
materiais empregados, emprego inadequado para o fim
a que se destinam ou ao ambiente que serão expostos.

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Concreto
Materiais constituintes

LIGANTES AGREGADOS

ADIÇÕES
ÁGUA
MINERAIS

ADITIVOS
QUÍMICOS

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Cimento Portland
Concreto
Cimento Portland

Pó fino que possui propriedades aglomerantes e/ou


ligantes que não só endurecem pelas reações com a
água como também formam um produto resistente à água.

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Concreto
Cimento Portland
É a queima de uma mistura bem proporcionada de matérias-
primas contendo quatro óxidos principais: CaO, SiO2, Al2O3,
Fe2O3, que produz o clínquer, o principal ingrediente do cimento
Portland.

O outro ingrediente é o sulfato de cálcio na forma de:


• gesso (CaSO4 . 2H2O)
• ou hemidrato (CaSO4 . 1/2H2O)
• ou anidrita ou sulfato de cálcio (CaSO4)
• ou uma mistura de dois ou três deles.

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Concreto
Produção do cimento Portland

± 1,2 t ± 0,3 t
CIMENTO
Calcário Argila PORTLAND
Adições

moagem
± 0,05 t
Gispsita
pré-aquecedor moagem
final

Forno ± 0,95 t
combustível Clínquer
>1450 ºC

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Concreto
Produção do cimento Portland
Concreto
Produção do cimento Portland
CO2 CO2

850
Calcário + Argila kcal/kg Clínquer

CaO SiO2 Coque C3S


7951kcal/kg
Al2O3 C2S
Carvão
Fe2O3 5794kcal/kg C3A

C4AF
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Concreto
Produção do cimento Portland

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Concreto
Reações de formação do clínquer Portland
20 - 100ºC
• Perda de água livre

500 - 600ºC
• Desidroxilação dos argilominerais
• Transformação do quartzo a em quartzo b

700 - 900ºC
• Descarbonatação dos carbonatos
• Primeiras reações em estado sólido com formação de
aluminatos e ferroaluminatos cálcicos (C12A7 e C2[A,F])
• Primeiros cristais de belita (C2S)
• Formação de cristobalita a partir do quartzo
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Concreto
Reações de formação do clínquer Portland
900 - 1200ºC
• Cristalização da belita
• Conversão do C12A7 e C2[A,F] em C3A e C4AF
(ocorrem apenas reações em estado sólido)

1250 - 1350ºC
• Fusão dos constituintes da fase intersticial (C3A e C4AF)
• Geração dos primeiros cristais de alita (C3S) a partir dos
cristais pré-existentes de belita (C2S) e CaO

1350 - 1450ºC
• Desenvolvimento dos cristais de alita (C3S)
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Concreto
Produção do cimento Portland

CP I ou CP V ARI

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Concreto
Adições minerais
O que são adições minerais?

Resíduos industriais

Colocados no cimento • Reduz impacto ambiental

• Reduz consumo de matéria-prima

Efeitos no concreto: • Emissão de CO2

• Reduz a porosidade

• Reduz o calor de hidratação

• Reduz o teor de álcalis


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Concreto
Adições minerais
1. Pozolanas
60%
• Cinza volante resíduo de carvão de ind. termoelétrica
95%
• Sílica ativa resíduo de fabricação de componentes eletrônicos
50%
• Metacaulim argila calcinada

• Cinza de casca de arroz 20%

Elevado teor de SiO2 reativo, quando finamente moído

Este SiO2 reage com Ca(OH)2 formando C-S-H

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Concreto
Adições minerais
2. Material cimentante

• Escória de alto-forno

Resíduo não metálico da produção do ferro-gusa

Se forma pela fusão de: resfriado rapidamente


e moído  SiO2
• Impurezas do minério de ferro
30 a 40%
• Fundentes (calcário e dolomita)
Reativo (reação lenta)
• Cinzas do coque (carvão mineral) Não necessita de Ca(OH)2
para formar C-S-H

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Concreto
Adições minerais
3. Fíler
Sem reatividade química
• Calcário
Efeito físico
• Pó de quartzo
• Preenchimento de vazios
• Pó de pedra
• Refinamento da estrutura de poros

Material finalmente dividido • Restringe espaço

• Muitos produtos hidratados pequenos


Diâmetro ≈ cimento
• ao invés de poucos prod. hidr. grandes

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Concreto
Adições minerais
Concreto
Produção do cimento Portland no Brasil
• CP I - feito sob encomenda por uma (norte e nordeste)

• CP III e CP II-E - Região sudeste - próximo das indústrias siderúrgicas

• CP IV e CP II-Z - Pozolanas

• quando falta pozolana  CP II-F  Fíler calcário

• O CP II-F-40 entrou no mercado em 2015, depois que um player do

mercado entrou com um CP V mais puro, mais barato

• R$ / MPa E a durabilidade?????
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UHE Belo Monte

CP I

CP IV
Pozolana
(calcinação
da argila)

CP II F
(fíler calcário)

CP III
(escória de
siderúrgicas)

CP IV
(pozolana das
termoelétricas)
Cimento
Composição do cimento Portland
Clinquer +
Cimento Portland Sigla Escória (E) Pozolana (Z) Filer (F) Norma Brasileira
gipsita

CP I 100% 0
Comum NBR 5732
CP I - S 99 – 95% 1–5%

CP II - E 94 – 56 % 6 – 34% 0 0 – 10%

Composto CP II - Z 94 – 76 % 0 6 – 14% 0 – 10% NBR 11578

CP II - F 94 – 90 % 0 0 6 – 10%

Alto forno CP III 65 - 25 % 35 – 70% 0 0 – 5% NBR 5735

Pozolânico CP IV 85 - 45 % 0 15 – 50% 0 – 5% NBR 5736

ARI CPV 100 – 95 % 0 0 0 – 5% NBR 5733

Branco Estrutural CPB 100 – 75 % 0 0 0 – 25% NBR 12989

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Cimento
Composição do cimento Portland

Principais Secundários

C 3S 40 a 70% Cal livre (CaO)

C 2S 10 a 40% Magnésio Livre (MgO)

C 3A 2 a 15% Sulfatos (SO3)

C4AF 3* a 15% Álcalis (Na2O; K2O)


* 0 para o cimento branco
Em menores proporções:
MnO, P2O5 , TiO2, BaO
F , Cl, Cr2O3, SrO

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Cimento
Composição do cimento Portland
Forma impura
C3 S 40 a 70%
com pequenas
Cal livre (CaO)
quantidades de
Silicato tricálcico (ALITA) Magnésio Livre (MgO)

Sulfatos (SO3)
Ca3SiO5 ≈ 3CaO . SiO2
Álcalis (Na2O; K2O)

Endurecimento rápido  altas resistências iniciais

Moderada geração de calor

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Cimento
Composição do cimento Portland
Forma impura
C2 S 10 a 40%
com pequenas
Cal livre (CaO)
quantidades de
Silicato dicálcico (BELITA) Magnésio Livre (MgO)

Sulfatos (SO3)
Ca2SiO4 ≈ 2CaO . SiO2
Álcalis (Na2O; K2O)

Endurecimento lento  altas resistências finais

Baixa geração de calor

Estrutura mais compacta  reação de hidratação mais lenta

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Cimento
Composição do cimento Portland
Forma impura
C3A 2 a 15% Cal livre (CaO)
com GRANDES

quantidades de Magnésio Livre (MgO)


Aluminato tricálcico
Sulfatos (SO3)

CaO . Al2O3 Álcalis (Na2O; K2O)

Sílica (SiO2)

Reação muito rápida  BAIXAS resistências

ELEVADA geração de calor

Estrutura mais aberta e porosa  facilita reação com a água

Responsável pela pega do cimento


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Cimento
Composição do cimento Portland
Forma impura
C3A 2 a 15% Cal livre (CaO)
com GRANDES

quantidades de Magnésio Livre (MgO)


Aluminato tricálcico
Sulfatos (SO3)

CaO . Al2O3 Álcalis (Na2O; K2O)

Sílica (SiO2)

O C3A reage rapidamente com a água para formar aluminato de cálcio


hidratado, gerando uma pega instantânea. O sulfato de cálcio (gesso)

é misturado no cimento, pois reage com o C3A, formando um envoltório


± impermeável de etringita, que inibe a reação do C3A com a água.

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Cimento
Composição do cimento Portland
Forma impura
C4AF 3 a 15% Cal livre (CaO)
com GRANDES

quantidades de Magnésio Livre (MgO)


Ferro Aluminato tetracálcico
Sulfatos (SO3)

4CaO . Al2O3 . Fe2O3 Álcalis (Na2O; K2O)

Sílica (SiO2)

Reação rápida  resistência desprezível


Alta resistência química
ELEVADA geração de calor Ataque por sulfatos

Forma produtos hidratados semelhantes ao C3A, em menor

velocidade e com substituição parcial do Al pelo Fe


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Cimento
Composição do cimento Portland

Secundários
• Componente indesejável originado em
Cal livre (CaO)
falhas no processo de fabricação
Magnésio Livre (MgO)
• Pouco presente nos cimentos modernos
Sulfatos (SO3)
• Reage lentamente podendo causar
Álcalis (Na2O; K2O)
deterioração  expansão e fissuração

• Não tem limitação por norma de seu teor

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Cimento
Composição do cimento Portland

• Componente indesejável, periclásio Secundários


• Dolomita = impureza presente na maioria
Cal livre (CaO)
dos calcários
Magnésio Livre (MgO)
• Reage lentamente podendo causar
Sulfatos (SO3)
deterioração  expansão e fissuração
Álcalis (Na2O; K2O)
• MgO + H2O  Mg(OH)2 Brucita

• Limitação por norma ≤ 6,5%

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Cimento
Composição do cimento Portland

Secundários

Cal livre (CaO)


Ataque por sulfatos
Magnésio Livre (MgO)

Sulfatos (SO3)

Álcalis (Na2O; K2O)

Reação Álcali Agregado

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Cimento
Composição potencial do cimento Portland
Equações de Bogue:

 % C3S = 4,07 (CaO) – 7,60 (SiO2) – 6,72 (Al2O3) – 1,42 (Fe2O3) – 2,85 (SO3)

 % C2S = 2,87 (SiO2) – 0,75 (3.CaO.SiO2)

 % C3A = 2,65 (Al2O3) – 1,69 (Fe2O3) – 2,85 (SO3)

 % C4AF = 3,04 (Fe2O3)

• Previsão teórica dos compostos do cimento Portland

• Ignora a presença de impurezas  imprecisão nas quantidades de C3A e C4AF

• Serve como uma primeira estimativa a partir da análise química das rochas

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Cimento
Resistência mecânica dos componentes
1000

900

800
C3S
700
fc (kgf/cm²)

600
C2S Temperatura,
500 finura e água
constantes
400

300

200
C4AF
C3A
100

0
0 90 180 270 360 450 540 630 720
Dias
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Cimento
Exigências químicas
Teores de óxidos (% )
Tipos Resíduo insolúvel (% ) Perda ao fogo (% )
MgO SO3 CO2

CPI ≤ 1,0 ≤ 2,0 ≤ 6,5 ≤ 4,0 ≤ 1,0

CPI – S ≤ 5,0 ≤ 4,5 ≤ 6,5 ≤ 4,0 ≤ 3,0

CP II – E ≤ 2,5 ≤ 6,5 ≤ 6,5 ≤ 4,0 ≤ 5,0

CP II – Z ≤ 16,0 ≤ 6,5 ≤ 6,5 ≤ 4,0 ≤ 5,0

CP II – F ≤ 2,5 ≤ 6,5 ≤ 6,5 ≤ 4,0 ≤ 5,0

CP III ≤ 1,5 ≤ 4,5 ≤ 6,5 ≤ 4,0 ≤ 3,0

CP IV -- ≤ 4,5 ≤ 6,5 ≤ 4,0 ≤ 3,0

CP V – ARI ≤ 1,0 ≤ 4,5 ≤ 6,5 (*) ≤ 1,0

CPB – não estrutural ≤ 7,0 ≤ 27,0 ≤ 10,0 ≤ 4,0 ≤ 25,0

CPB – estrutural ≤ 3,5 ≤ 12,0 ≤ 6,5 ≤ 4,0 ≤ 11,0


(*) SO3 ≤ 3,5% para C3A ≤ 8,0% e SO3 ≤ 4,5% para C3A > 8,0%
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Cimento
Análises químicas de diferentes cimentos
Composição química (% ) CPB – 40 CP II-F-32 CP IV -32- RS CP V

SiO2 20,29 18,39 29,01 18,72

Al2O3 3,66 4,18 9,64 4,24

Fe2O3 0,17 2,63 3,81 2,62

CaO 63,86 60,81 45,63 60,24

MgO 1,02 4,23 3,12 4,29

SO3 3,16 2,78 2,24 2,95

Na2O 0,01 - - -

K2O 0,08 - - -

Resíduo insolúvel 1,29 1,31 2,52 0,72

CO2 5,27 - - -

Cal livre - 0,53 0,5 0,56

PF 7,01 4,85 3,32 3,23

Equivalente alcalino - 0,72 1,1 0,71


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Cimento
Resistência mecânica dos componentes
Finura Tempo de pega (h) Resistência à compressão (MPa)

Tipos Classe Resíduo Superfície


peneira específica Inicio Fim 1 dia 3 dias 7 dias 28 dias
75 µm (% ) (m²/kg)

25 ≥ 240 ≥8 ≥ 15 ≥ 25
≤ 12,0
CPI CPI – S 32 ≥ 260 ≥1 ≤ 10 -- ≥ 10 ≥ 20 ≥ 32
40 ≤ 10,0 ≥ 280 ≥ 15 ≥ 25 ≥ 40
CP II – E 25 ≥ 240 ≥8 ≥ 15 ≥ 25
≤ 12,0
CP II – Z 32 ≥ 260 ≥1 ≤ 10 -- ≥ 10 ≥ 20 ≥ 32
CP II – F 40 ≤ 10,0 ≥ 280 ≥ 15 ≥ 25 ≥ 40
25 ≥8 ≥ 15 ≥ 25
CP III 32 ≤ 8,0 -- ≥1 ≤ 12 -- ≥ 10 ≥ 20 ≥ 32
40 ≥ 12 ≥ 23 ≥ 40
25 ≥8 ≥ 15 ≥ 25
CPIV ≤ 8,0 -- ≥1 ≤ 12 --
32 ≥ 10 ≥ 20 ≥ 32
CP V – ARI ≤ 6,0 ≥ 300 ≥1 ≤ 10 ≥ 14 ≥ 24 ≥ 34 --

CPB não estrutural ≤ 12,0 -- ≥1 ≤ 10 -- ≥5 ≥7 ≥ 10


25 ≥8 ≥ 15 ≥ 25
CPB
32 ≤ 12,0 -- ≥1 ≤ 10 -- ≥ 10 ≥ 20 ≥ 32
estrutural
40 ≥ 15 ≥ 25 ≥ 40
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Cimento
Hidratação do cimento Portland

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C  CaO A  Al2O3 S  SiO2 Š  SO3
Cimento
Hidratação do cimento Portland
ou Trissulfoaluminato
Aluminatos de cálcio e gipsita Tempo de cálcio hidratado

1º : C3A + 3C ŠH2 + 26H  C6A Š3H32 Minutos ETRINGITA

2º : C3A + C ŠH2 + 16H  C4A ŠH18 Horas MONOSSULTATO

3º : C6A Š3H32 + 2 C3A + 22H  3C4A ŠH18 Dias MONOSSULTATO

Notação C  CaO
simplificada A  Al2O3
S  SiO2
Š  SO3

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C  CaO A  Al2O3 S  SiO2 Š  SO3
Cimento
Hidratação do cimento Portland
ou Trissulfoaluminato
Aluminatos de cálcio e gipsita Tempo de cálcio hidratado

1º : C3A + 3C ŠH2 + 26H  C6A Š3H32 Minutos ETRINGITA

2º : C3A + C ŠH2 + 16H  C4A ŠH18 Horas MONOSSULTATO

3º : C6A Š3H32 + 2 C3A + 22H  3C4A ŠH18 Dias MONOSSULTATO

ou Cal hidratada
Silicatos de cálcio ou
fck “Portlandita”
1º : 2C3S + 6H  C3S2H2 + 3CH Horas, dias C-S-H e Ca(OH)2

2º : 2C2S + 4H  C3S2H2 + CH Sem., mês, anos... C-S-H e Ca(OH)2

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C  CaO A  Al2O3 S  SiO2 Š  SO3
Cimento
Hidratação do cimento Portland
ou Trissulfoaluminato
Aluminatos de cálcio e gipsita Tempo de cálcio hidratado

1º : C3A + 3C ŠH2 + 26H  C6A Š3H32 Minutos ETRINGITA


ENRIJECIMENTO  PERDA DE CONSISTÊNCIA
2º : C3A + C ŠH2 + 16H  C4A ŠH18 Horas MONOSSULTATO
PEGA  SOLIDIFICAÇÃO
3º : C6A Š3H32 + 2 C3A + 22H  3C4A ŠH18 Dias MONOSSULTATO

ou Cal hidratada
Silicatos de cálcio ou
ENDURECIMENTO “Portlandita”
1º : 2C3S + 6H  C3S2H2 + 3CH Horas, dias C-S-H e Ca(OH)2

DESENVOLVIMENTO DE RESISTÊNCIA
2º : 2C2S + 4H  C3S2H2 + CH Sem., mês, anos... C-S-H e Ca(OH)2

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Cimento
Microestrutura do concreto

Minutos
ETRINGITA MONOSSULTATO

3º : C6A Š3H32 + 2 C3A + 22H  3C4A ŠH18 Horas

Dias

ENRIJECIMENTO  PERDA DE CONSISTÊNCIA

PEGA  SOLIDIFICAÇÃO

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Cimento
Microestrutura do concreto

1º : 2C3S + 6H  C3S2H2 + 3CH Horas, dias

2º : 2C2S + 4H  C3S2H2 + CH Sem., mês, anos...

1 C-H-S (silicato de cálcio hidratado) : cristais pequenos e fibrilares


2 Ca(OH)2 ou (C-H) : hidróxido de cálcio grandes cristais prismáticos
3 vazio capilar

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Cimento
Microestrutura do concreto

1º : 2C3S + 6H  C3S2H2 + 3CH Horas, dias

2º : 2C2S + 4H  C3S2H2 + CH Sem., mês, anos...

ENDURECIMENTO
1 C-H-S (silicato de cálcio hidratado) : cristais pequenos e fibrilares
2 Ca(OH)2 ou (C-H) : hidróxido de cálcio grandes cristais prismáticos
DESENVOLVIMENTO
3 vazio capilar DE RESISTÊNCIA

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Cimento
Microestrutura do concreto

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Cimento
Hidratação do cimento Portland

C3S produz 61 % de C-S-H e 39 % de Ca(OH)2

C2S produz 82 % de C-S-H e 18 % de Ca(OH)2

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Cimento
Hidratação do cimento Portland

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Cimento
Calor de hidratação dos compostos
10

9
C3A
8
Calor (J/g por 1%)

Temperatura,
7
finura e água
6 constantes
5
C3S
4

3
C4AF
2

1 C2S
0
0 28 30 60 90
Dias
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Cimento
Calor de hidratação x tipos de cimento
5

CP V + 10% fíler
4,5
CP V
4

3,5
Fluxo de calor (W/kg)

CP IV
2,5

2 CP III

1,5

0,5

0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75

Tempo (h)

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Cimento
Calor de hidratação x tipos de cimento
350

CP V + 10% fíler
300

250
Calor acumulado (J/g)

CP V

200
CP IV

150
CP III

100

50

0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75

Tempo (h)

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Cimento
Velocidade de hidratação
Composição química
• ▲ C3S  ▲ rápido • Desejável: 60 a 70%  3 ≤ f ≤ 30 mm
• f ≤ 2 mm
• Matérias-primas
• pouco contribui para fck

Finura (m2/g) • ▲ demanda de água  mesmo slump

• Grau de moagem • f ≥ 50 mm  praticamente inerte

• Área superficial para reação de hidratação

Temperatura
• ▲ alta  ▲ rápido

• Uso de vapor garante a umidade

• Autoclave é possível Patologia e tecnologia dos materiais – Prof. Arthur Medeiros


Cimento
Finura e calor de hidratação
400

500 m2/kg
Calor desenvolvido (kJ/kg)

400 m2/kg
300
300 m2/kg

200

100

0
1 10 100
Tempo (dias)

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Cimento
Finura x resistência à compressão
80

60
fc (MPa)

1 dia

40
7 dias

28 dias
20

0
300 350 400 450 500

Finura (m²/kg)

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Qual o melhor cimento?

Qual cimento deve ser usado para

determinada finalidade?

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Nenhum cimento é melhor!

A escolha dependerá:

• da disponibilidade

• do cu$to

• da velocidade da construção

• das exigências da estrutura

• e do ambiente onde será construído

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Qual a influência dos produtos hidratados

na durabilidade dos materiais cimentícios?

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Deterioração do concreto por reações químicas

A Reação envolvendo hidrólise e


lixiviação dos componentes da
pasta de cimento endurecida

Ataque de água
no hidróxido de
cálcio e C-S-H

Aumento na porosidade
e permeabilidade
Deterioração do concreto por reações químicas

B Reações de troca entre um A Reação envolvendo hidrólise e


fluido agressivo e componentes lixiviação dos componentes da
da pasta de cimento endurecida pasta de cimento endurecida
1
Remoção de íons Ca++
como produtos solúveis Solução ácida formando
2 Remoção de íons Ca++ componentes solúveis de cálcio:
como produtos insolúveis
não-expansivos CaCl2, CaSO4, acetato de cálcio,
3 Reações de substituição
bicarbonato de cálcio
de Ca++ no C-S-H

Aumento na porosidade
e permeabilidade

? Ataque de longa
• Produto duração de
anti-tártaro
• Eliminação
água de ferrugem
do mar enfraquecendo
Solução de ácido oxálico e seus
em metais e mármores
o C-S-H pela substituição de
sais, formando oxalato de cálcio • Branqueamento de
Ca2+ por Mg2+
têxteis, papeis e couro
Deterioração do concreto por reações químicas

B Reações de troca entre um A Reação envolvendo hidrólise e


fluido agressivo e componentes lixiviação dos componentes da
da pasta de cimento endurecida pasta de cimento endurecida
1
Remoção de íons Ca++
como produtos solúveis

2 Remoção de íons Ca++


como produtos insolúveis
não-expansivos

3 Reações de substituição
de Ca++ no C-S-H

Aumento na porosidade
e permeabilidade

Aumento nos Perda de


Perda de Perda de
processo de resistência e
alcalinidade massa
deterioração rigidez
Deterioração do concreto por reações químicas

B Reações de troca entre um A Reação envolvendo hidrólise e C Reação envolvendo


fluido agressivo e componentes lixiviação dos componentes da formação de produtos
da pasta de cimento endurecida pasta de cimento endurecida expansivos
1
Remoção de íons Ca++
como produtos solúveis
Ataque por sulfato formando EFEITO
2 Remoção de íons Ca++
como produtos insolúveis
etringita tardia, RAA, NOCIVO DAS
não-expansivos REAÇÕES
corrosão das armaduras,
3 QUÍMICAS
Reações de substituição hidratação de MgO e CaO
de Ca++ no C-S-H

Aumento na porosidade Aumento da tensão


e permeabilidade interna

Aumento nos Perda de Fissuração,


Perda de Perda de
processo de resistência e lascamento, Deformação
alcalinidade massa
deterioração rigidez pipocamento
Concreto
Principais reações deletérias
1. Lixiviação

2. Ataque por sulfatos

Fonte externa

Fonte interna

3. RAA

4. Carbonatação

5. Corrosão do aço no concreto

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Concreto
Lixiviação
1. Permeabilidade  Sais solúveis levam embora o
hidróxido de cálcio

2. Dissolução por água pura  Barragem do Voçoroca

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Lixiviação

Barragem do Voçoroca
Concreto
Lixiviação
1. Permeabilidade  Sais solúveis levam embora o
hidróxido de cálcio

2. Dissolução por água pura  Barragem do Voçoroca

3. Eflorescências

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Lixiviação em muro de pedras
Lixiviação em blocos cerâmicos

https://souzafilho.com.br/eflorescencias/

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Lixiviação em revestimentos cerâmicos

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E como evitar esta

lixiviação de sais

solúveis?
Concreto
Ataque por sulfatos
Fonte externa
Na2SO4
Origem dos sulfatos:
MgSO4
• Solos e águas agrícolas
K2SO4
• Efluentes de fornos e da indústria química

• Decomposição de matéria orgânica


• pântanos
Formação do gás H2S que se
• lagos rasos
transformará em ácido
• poços de mineração sulfúrico pela ação bacteriana
• tubulação de esgoto
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Concreto
Ataque por sulfatos
Fonte externa
Hidróxido de cálcio na pasta de cimento, entra em contato com íon
sulfatado e converte os hidratos que contém alumina em formas
altamente sulfatadas (ETRINGITA).

Lembrando da hidratação dos aluminatos:

3º : C6A Š3H32 + 2 C3A + 22H  3C4A ŠH18 MONOSSULTATO

No ataque por sulfatos:


Produto expansivo
C4A ŠH18 + 2CH + 3Š + 11H  C6A Š3H32 Tensões de tração
FISSURAÇÃO

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Concreto
Microestrutura do concreto

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Concreto
Ataque por sulfatos

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Concreto
Ataque por sulfatos

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Concreto
Ataque por sulfatos

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Concreto
Ataque por sulfatos
Fonte externa

Dependendo do cátion associado à solução de sulfato (Na+, K+ ou Mg2+),


tanto o hidróxido de cálcio como o C-S-H podem se converter em gesso.

Mantem alcalinidade
Na2SO4 + Ca(OH)2 + 2H20  CaSO4.2H2O + 2NaOH
do concreto (pH)

Insolúvel
MgSO4 + Ca(OH)2 + 2H20  CaSO4.2H2O + Mg(OH)2
reduz pH

3MgSO4 + 3CaO.2SiO2.3H2O + 8H20  3(CaSO4.2H2O) + 3[Mg(OH)2] + 2SiO2.H2O

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Concreto
Ataque por sulfatos
Fonte interna  ETRINGITA TARDIA

Origem dos sulfatos:

• Agregado contaminado com gipsita, ou pirita FeS2

ou

• Quando a temperatura do concreto supera 65ºC

• Concretos produzidos com cimentos com elevado teor de C3A

Lembrando de novo: 3º : C6A Š3H32 + 2C3A + 22H  3C4A ŠH18

Produz um monosulfato instável

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Concreto
Ataque por sulfatos
Fonte interna  ETRINGITA TARDIA Monosulfato instável

Lembrando de novo: 3º : C6A Š3H32 + 2 C3A + 22H  3C4A ŠH18

Quando a hidratação do concreto ocorre em temperaturas acima de 65ºC, os íons

sulfatos liberados pela decomposição de etringita são adsorvidos pelo C-S-H.

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Adsorção: processo pelo qual átomos, moléculas ou íons são retidos na
superfície de sólidos através de interações de natureza química ou física.

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Concreto
Ataque por sulfatos
Fonte interna  ETRINGITA TARDIA Monosulfato instável

Lembrando de novo: 3º : C6A Š3H32 + 2 C3A + 22H  3C4A ŠH18

Quando a hidratação do concreto ocorre em temperaturas acima de 65 ºC, os íons

sulfatos liberados pela decomposição de etringita são adsorvidos pelo C-S-H.

Posteriormente, durante a utilização da estrutura, quando os íons sulfatos são

dessorvidos, a formação de nova etringita causa expansão e fissuração.

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Concreto
Ataque por sulfatos
Fonte interna ETRINGITA TARDIA (DEF Delayed ettringite formation)

Fenômeno rápido Alta Mitigação:


permeabilidade
Carregamento Qualidade do concreto
severo durante uso
Baixa permeabilidade

DEF Baixo teor de C3A


Presença Sulfato tardio
de água liberado por Adições
fonte interna

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Concreto
Reação álcali agregado

Álcalis dissolvidos na pasta de cimento Álcalis (Na2O; K2O)

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86
Concreto
Reação álcali agregado

Álcalis dissolvidos na pasta de cimento Álcalis (Na2O; K2O)

Vão atacar um sólido SiO2 no agregado

Gerando um produto gelatinoso

Este gel na presença de água, captura água e expande

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Concreto
Reação álcali agregado

FISSURAÇÃO EM MAPA

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Concreto
Reação álcali agregado

FISSURAÇÃO EM MAPA

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Concreto
Reação álcali agregado

FISSURAÇÃO EM MAPA

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Concreto
Reação álcali agregado

FISSURAÇÃO EM MAPA

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Concreto
Reação álcali agregado

FISSURAÇÃO EM MAPA

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Concreto
Reação álcali agregado

FISSURAÇÃO EM MAPA

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Concreto
Reação álcali agregado

FISSURAÇÃO EM MAPA

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Concreto
Reação álcali agregado

FISSURAÇÃO EM MAPA

Processo caótico

Rompe no ponto mais frágil

Pontes Barragens

Estradas Blocos de fundação Água

Pavimentos

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Concreto
Reação Álcali Agregado RAA

Fenômeno lento Medidas preventivas:


Álcalis do

Sílica reativa nos cimento Troca do material


agregados reativo por um inócuo1

ou Silicatos Limitar o teor de álcalis


do concreto2
RAA
ou Carbonatos Presença Agregado
Adições químicas
de água reativo
ADIÇÕES MINERAIS

1 Solução nem sempre viável técnica e economicamente


2 Pode haver aporte externo de álcalis Patologia e tecnologia dos materiais – Prof. Arthur Medeiros
Concreto
Reação álcali agregado

A hidratação do cimento gera Ca(OH)2 e C-S-H

O hidróxido de cálcio é o catalizador da reação álcali agregado

Pozolanas e sílica ativa reagem com o Ca(OH)2

Impedindo a reação

C-S-H absorve os álcalis

Expansão não ocorre, mesmo com agregados reativos


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Concreto
Reação álcali agregado

RAA = Aids

A pozolana é a camisinha do concreto

Se já tem RAA, corta e protende

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Concreto
Carbonatação
O que é carbonatação do concreto?

O dióxido de carbono da atmosfera reage com o hidróxido de


cálcio nos poros do concreto formando carbonato de cálcio.

Ca(OH)2 + CO2  CaCO3 + H20

Concreto Atmosfera Precipita dentro dos


poros do concreto na
NaOH Reações semelhantes SO2 forma de rocha
e menos comuns
KOH podem acontecer H 2S
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Concreto
Carbonatação

A presença de líquido intersticial, em quantidade suficiente na porosidade do


concreto, permite ao CO2 presente na atmosfera (sob a forma gasosa)
dissolver-se para formar íons CO32-
Na sequência, esses íons carbonato combinam-se com íons Ca2+ (oriundos da
dissolução da portlandita) para formar calcita (CaCO3) e água, resultando na
diminuição do pH do meio. Patologia e tecnologia dos materiais – Prof. Arthur Medeiros
Concreto DIFUSÃO DO
CO2 NO AR
Carbonatação
CO 2
modelo simplificado
ATRAVÉS DOS
POROS DO
CONCRETO

PROCESSO DE
CARBONATAÇÃO DO
CONCRETO

MODELO: (SIMPLIFICADO)

CO2 POROS  CaCO3 + H2O


Ca(OH)2+ CO2 ?

DIFUSÃO

CARBONATAÇÃO DIMINUIÇÃO
(NEUTRALIZAÇÃO) DO pH DE
PROFUNDIDADE
˜ 12,5 A 8
Concreto
Carbonatação
E qual a importância desta reação química dentro do concreto?

Ca(OH)2 + CO2  CaCO3 + H20

O hidróxido de cálcio regula o pH do concreto, bastante alcalino.

Conforme o hidróxido de cálcio é consumido, o pH do concreto


reduz.

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pH do
concreto
Concreto
Carbonatação
E qual a importância desta reação química dentro do concreto?

Ca(OH)2 + CO2  CaCO3 + H20

O hidróxido de cálcio regula o pH do concreto, bastante alcalino.

Conforme o hidróxido de cálcio é consumido, o pH do concreto


reduz.
Imunidade das armaduras à corrosão
pH do concreto > 12
Filme passivo que impede a corrosão

A corrosão pode ser desencadeada


pH do concreto < 9
Dependendo o potencial elétrico do aço
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Concreto
Diagrama de Pourbaix do sistema Fe-H2O a 25 ºC
1400 b
1200
Potencial (mV, EH)

PASSIVAÇÃO
1000
800
600
400 (+ 100 mV)
200 Fe++ Fe2O3
a Faixa usual de potencial
0
de corrosão do ferro
-200 no concreto
-400 CORROSÃO
Fe3O4 (+ 400 mV)
-600
-800
-1000 Fe HFeO2-
-1200
-1400 IMUNIDADE
-1600

-1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
pH
Concreto
Carbonatação
Medida da profundidade de carbonatação

ESPECTRO DA FENOLFTALEINA
0 7,0 8,3 9,5 14
Róseo

Incolor Vermelho carmim

Vermelho carmim

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Concreto
Carbonatação

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Concreto
Carbonatação
Medida da profundidade de carbonatação

Então, na verdade a carbonatação do concreto se converte em um

problema de corrosão das armaduras de aço.

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Concreto
Carbonatação

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Concreto
Carbonatação
Fatores que influenciam a velocidade do avanço da frente de carbonatação

CO2 carbonatação
Concentração de CO2

50% < ur < 75% carbonatação


Condições de
Umidade relativa do ar
exposição
ur < 20%
carbonatação
ur > 95%

Temperatura

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Concreto
Carbonatação
Fatores que influenciam a velocidade do avanço da frente de carbonatação

Pozolanas refinam poros


efeito
Adições
contraditório Reserva alcalina

Características
Traço a/c Porosidade carbonatação
do concreto

cura
Qualidade
Porosidade carbonatação
de execução
fissuras

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Concreto
Corrosão do aço no concreto

Vamos abordar este assunto com mais detalhes

na disciplina de Terapia das Construções

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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE CONSTRUÇÃO CIVIL
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES

PATOLOGIA E
TECNOLOGIA DOS
MATERIAIS
Arthur Medeiros
Eng. Civil, Prof. Dr.
arthurmedeiros@utfpr.edu.br

http://paginapessoal.utfpr.edu.br/arthurmedeiros
2018