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Resumo

Foram utilizados, neste experimento, uma mesa de força, polias com presilhas, suportes para massas, corpos de pesos desconhecidos, balança analítica com precisão de 0,001g e dinamômetro com precisão de 0,01N. Foi utilizado também, uma figura em formato de um disco graduado para obter, graficamente através da regra do paralelogramo, o módulo, a direção e o sentido da força equilibrante. A prática do experimento, o cálculo realizado e o traçado gráfico,corroboraram para provar a aplicabilidade das Leis de Newton, sendo que o erro relativo percentual entre o valor experimental da direção do vetor força equilibrante Ē com o valor teórico obtido pelo Teorema de Lamy é

0,392%.

Sumário

INTRODUÇÃO

3

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

4

DADOS E ANÁLISES DOS RESULTADOS

5

RESULTADOS E CONCLUSÕES

8

REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

9

APÊNDICE A FÓRMULAS ÚTEIS

10

Introdução

A Mecânica é historicamente o ramo mais antigo da Física. A parte da Mecânica que estuda o equilíbrio dos corpos é a Estática. A Estática tem como premissa a primeira lei de Newton: “Quando a soma das forças aplicadas sobre uma partícula é nula, esta partícula está em equilíbrio. O equilíbrio pode ser estático, quando a partícula estiver em repouso em relação a um referencial, ou dinâmico, se a partícula estiver em movimento retilíneo e uniforme em relação a um referencial.” Pode-se considerar o corpo estudado como sendo uma partícula ou um ponto material quando suas dimensões são desprezíveis em relação aos demais corpos da vizinhança. Portanto, uma partícula está em equilíbrio, segundo um referencial, quando a resultante das forças aplicadas sobre ela é nula.

Equilíbrio

Estático

Dinâmico (movimento retilíneo e uniforme)

Utilizando-se da Regra do Paralelogramo, da Decomposição de Forças, da Lei dos Cossenos e do Teorema de Lamy, este experimento mostrará a aplicabilidade da Primeira Lei de Newton.

Procedimento Experimental

Foi utilizada uma mesa de força e polias com presilhas, de modo que as mesmas foram posicionadas nas direções dos ângulos de 40,0º e de 170,0º. As massas de dois portamassas foram determinadas através do auxílio de uma balança analítica com precisão de 0,001g e os respectivos erros instrumentais em NC e no SI, sendo que o m 1 continha duas massas desconhecidas e o m 2 continha três massas desconhecidas. Com a determinação das intensidades das forças pesos correspondentes a cada conjunto, considerando o módulo da aceleração gravitacional g = (9,81 ± 0,03) m/s 2 , o P1, peso correspondente ao portamassas com duas massas, foi posicionado na direção de 40,0º na mesa de forças, e o P2, peso correspondente ao portamassas com três massas, foi posicionado na direção de 170,0º na mesa de forças. Com um dinamômetro de precisão de 0,01 N, foi determinado experimentalmente a direção e a intensidade do vetor força (equilibrante), para que fosse obtido o equilíbrio entre os pesos P1 e P2. Utilizando-se uma figura de um círculo graduado de 0º a 360º, sendo a menor divisão igual a 1º, foi possível determinar, através da Regra do Paralelogramo, o módulo, a direção e o sentido da força equilibrante Ē.

Através da Lei dos Cossenos e do Teorema de Lamy, foi calculado o módulo e a direção do vetor força equilibrante Ē. O vetor força equilibrante Ē, pode então ser comparado através do valor experimental, do valor teórico e do valor gráfico encontrados.

Dados e Análises dos Resultados

Foram obtidas as massas dos portamassas m 1 e m 2 , sendo que o m 1 continha duas massas desconhecidas e o m 2 continhas três massas desconhecidas. Os valores encontrados foram:

m 1 = (0,11788 ± 0,00001) kg m 2 = (0,16930 ± 0,00001) kg

Considerando o módulo da aceleração gravitacional g = (9,81 ± 0,03) m/s 2 ,

temos:

P 1 = m 1 x g P 1 = 0,11788 x 9,81 P 1 = 1,156 N P 2 = m 2 x g P 2 = 0,16930 x 9,81 P 2 = 1,661 N

Cálculo da soma de Incerteza de Erros:

P = g x m + m x g

P1 = (9,81 x 0,00001) + (0,11788 x 0,03) P1 = 0,004 N

P2 = (9,81 x 0,00001) + (0,16930 x 0,03) P2 = 0,005 N

Portanto:

P 1 = (1,156 ± 0,004) N P 2 = (1,661 ± 0,005) N

Experimentalmente, utilizando o dinamômetro, os valores obtidos foram:

Vetor força equilibrante Ē = 1,28 N α F 2 δ β Ē
Vetor força equilibrante Ē = 1,28 N
α
F 2
δ
β
Ē

F 1

δ = 93º

β = 137º

Na figura do disco graduado, utilizando-se da Regra do Paralelogramo, os resultados obtidos foram:

Vetor força equilibrante Ē = 1,3 N

δ = 93º

β = 137º

Aplicando a Lei dos Cossenos, foi obtido o seguinte valor para Ē:

Ē = R =

Ē = R =

Ē = R =

Ē = R = 1,275 N

Com esse resultado, foi aplicado o Teorema de Lamy, para se obter os ângulos δ e β:

Obtemos então:

α = 130º

β = 136º

δ = 94º

Para o cálculo do módulo de Ē temos:

F 1 = 1,156 N F 2 = 1,661 N

Resultando em:

ou F 1 = 0,489i + 1,048j ou F 2 = 0,702i - 1,505j

Ē = 1,191i 0,457j ou Ē = 1,276 N

Comparativamente, os valores do vetor força resultante Ē nos métodos experimental, calculado e gráfico foram praticamente iguais: 1,28 N, 1,275 N e 1,3 N respectivamente.

Temos então que o erro relativo percentual dado entre o valor teórico e o valor experimental é:

Ē% =

Ē% =

Ē% = 0,392%

Entre o valor teórico e o valor gráfico, temos o seguinte erro relativo percentual:

Ē% =

Ē% = 1,960%

Entre o valor experimental e o valor gráfico, temos o seguinte erro relativo percentual:

Ē% =

Ē% = 1,538%

Resultados e Conclusões

A partir desse ensaio, podemos constatar a aplicabilidade das Leis de Newton tanto pelo método prático, gráfico e teórico (calculado), obtendo-se uma pequena variação entre os métodos, influenciado pelas variáveis em cada método como erro de leitura (paralaxe) e utilização de régua plástica para a leitura da figura gráfica, o que não interfere de maneira significativa nos resultados obtidos de comprovação da teoria das Leias de Newton na prática laboratorial.

Referência Bibliográfica

1. TIPLER, Paul A., Física. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Dois,

1985.

APÊNDICE A Fórmulas úteis

Teorema de Lamy:

Erro relativo percentual: Ē% =