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FUNCEFET

Núcleo de Ensino Tecnológico


Matéria: Eletricidade
Curso: Mecatrônica
Prof: Hélio Arantes
Aluno: Célio Ricardo de Souza Almeida

Trabalhos 1 e 2
1) Lei de DU FAY e Lei de Coulomb;
Eletroscópio e Osciloscópio, princípios de funcionamento e aplicações
práticas.

"cargas elétricas de mesmo nome (sinal) se repelem e de nome(sinal) contrários se


atraem"

“ F= K. /q1/. /q2/ . 1/r2. “

2) Capacitores e Capacitância,princípio de funcionamento e aplicações;


Capacitores Industriais, princípio de funcionamento e aplicações.
Aspectos da eletrostática
Histórico

O estudo científico da eletrostática é dividido em três partes. São elas: atrito,


contato e indução. O fenômeno eletrostático mais antigo conhecido é o que ocorre com o
âmbar amarelo no momento em que recebe o atrito e atrai corpos leves.

Tales de Mileto, no século VI a.C., já conhecia o fenômeno e procurava


descrever o efeito da eletrostática no âmbar. Também os indianos da antiguidade
aqueciam certos cristais que atraiam cinzas quentes atribuindo ao fenômeno causas
sobrenaturais. O fenômeno porém, permaneceu através dos tempos apenas como
curiosidade.

No século XVI, Gilbert utilizou a palavra "eletricidade", esta derivada da palavra


grega elektron que era o nome que os gregos davam ao âmbar. Gilbert reconheceu que a
propriedade eletrostática não era restrita ao âmbar amarelo, mas que diversas outras
substâncias também o manifestavam, entre estas diversas resinas, vidros, o enxofre,
entre outros compostos sólidos. Através do fenômeno da eletrostática nos sólidos,
observou-se a propriedade dos materiais isolantes e condutores.

Otto von Guericke inventou o primeiro dispositivo gerador de eletricidade


estática, este era constituído de uma esfera giratória composta de enxofre com o qual foi
conseguida a primeira centelha elétrica através de máquinas.

Gray, em 1727, notou que os condutores elétricos poderiam ser eletrizados


desde que estivessem isolados. Du Fay descobriu que existiam dois tipos de eletricidade,
a vítrea, e a resinosa, a primeira positiva e a segunda negativa.

Petrus Van Musschenbroek em 1745 descobriu a condensação elétrica ao


inventar a garrafa de Leyden, o primeiro capacitor, que permitiu aumentar os efeitos das
centelhas elétricas.

Benjamin Franklin, com sua experiência sobre as descargas atmosféricas,


demonstrou o poder das pontas inventando o pára-raios, porém foi Coulomb quem
executou o primeiro estudo sistemático e quantitativo da estática demonstrando que as
repulsões e atrações elétricas são inversamente proporcionais ao quadrado da distância,
em 1785. Descobriu ainda o cientista, que a eletrização ocorrida nos condutores é
superficial.

Os resultados obtidos por Coulomb foram retomados e estudados por Laplace,


Poisson, Biot, Gauss e Faraday.

Princípios da eletrostática

Princípio da conservação da carga elétrica: Num sistema eletricamente isolado,


é constante a soma algébrica das cargas elétricas.

Princípio da atração e repulsão de cargas: Cargas de mesmos sinais se repelem


e cargas de sinais opostos se atraem.
Charles François de Cisternay du Fay ( Paris, 14 de Setembro de 1698*-1739т )

foi um químico francês, descobridor europeu da eletricidade positiva e negativa,


descrevendo pela primeira vez em termos de cargas elétricas a existência de atração e
repulsão (1737).

Du Fay descobriu que existiam dois tipos de eletricidade, a vítrea, e a resinosa, a


primeira positiva e a segunda negativa. Comprovou a existência de dois tipos de força
elétrica: uma de atração, já conhecida, e outra de repulsão. Postulando que: "cargas
elétricas de mesmo nome (sinal) se repelem e de nome(sinal) contrários se atraem"(Lei
de Dufay). . Suas observações foram depois organizadas por Benjamin Franklin, que
atribuiu sinais - positivo e negativo - para distinguir os dois tipos de carga.

Estas contribuições teóricas permitiram o desenvolvimento da máquina


eletrostática , cujos órgãos essenciais eram um mecanismo de arrastamento, o
desmultiplicador e uma manivela, um elemento rotativo deslizante entre almofadas,
produzindo eletricidade estática, e um acumulador de carga.

A Lei de Coulomb foi descoberta pelo físico francês Charles Augustin de Coulomb,
trata do princípio fundamental da eletricidade. Em particular, diz-nos que o módulo da
força entre duas cargas elétricas puntiformes (q1 e q2) é diretamente proporcional ao
produto dos valores absolutos (módulos) das duas cargas e inversamente proporcional ao
quadrado da distância (r) entre elas. Esta força pode ser atrativa ou repulsiva dependendo
do sinal das cargas. É atrativa se as cargas tiverem sinais opostos. É repulsiva se as
cargas tiverem o mesmo sinal.

Após detalhadas medidas Coulomb concluiu que esta força é completamente


descrita pela seguinte expressão:

F= K. /q1/. /q2/ . 1/r2. Segundo esta equação é possível encontrarmos a


intensidade da FORÇA de interação eletrostática entre duas cargas puntiformes. O K é
uma constante de proporcionalidade característica do meio onde se situam as cargas.
Essa é a constante dielétrica, por convenção, é no vácuo igual a 1 e no ar 1,0006 porém
admite-se aproxima-la para 1 neste meio.

O valor das cargas deve ser utilizado na equação em módulo.

Lembrando que: "cargas elétricas de mesmo nome (sinal) se repelem e de


nome(sinal) contrários se atraem" (Lei de Dufay).

A direção da FORÇA será a mesma entre as cargas, porém o sentido mudará...


para cargas com mesmo sinal a Força terá sentido de repulsão entre as mesmas.. . e
cargas de sinais opostos terão as FORÇAS com sentido de atração entre as cargas...
Eletroscópio

Um eletroscópio é um instrumento capaz de "perceber a presença" de cargas


eletrizadas. Com um eletroscópio em mãos, é possível saber se um corpo se encontra
carregado ou neutro, por isso é importante na eletrostática, pois visualmente esse estado
de um corpo não pode ser notado. Os eletroscópios mais comuns são o pêndulo
eletrostático e o eletroscópio de folhas.
O módulo da carga do corpo não é evidenciado em um eletroscópio, mas sua
intensidade Pode ser percebida visualmente como se ele funcionasse como um ponteiro
de velocímetro. Por exemplo, em um eletroscópio de folhas, quanto mais afastadas
estiverem as folhas metálicas, maior é a carga do corpo em teste. Um aparelho destes é
imprescindível em experiências eletrostáticas.

Eletroscópio de folhas de ouro, que consiste de duas lâminas de ouro, muito finas,
suspensas a uma barra metálica, mantidas no interior de um recipiente de vidro, sendo
que na extremidade superior da barra metálica há uma pequena esfera metálica,
aproximando-se e passando uma flanela, a flanela adquire carga positiva e o
eletroscópio , carga negativa. isso ocorre pois você verá que a flanela(tecido) ficará a
esquerda e o metal (cabeça do eletroscópio) ficará a direita. Assim, como os que estão a
direita perdem elétrons, logo, os da esquerda vão absorver esses mesmos elétrons.
assim, as folhas do eletroscópio vão se repelir pois estão eletrizadas com cargas de
mesmo sinal e quando isso ocorre, há repulsão.
O que ocorre com um eletroscópio carregado, quando aproximamos o dedo
próximo a esfera eletrizada?

As folhas do eletroscópio vão se fechar pelo fato do dedo está funcionando como
fio terra...
A idéia principal de funcionamento do eletroscópio é fazer com que as cargas
elétricas em excesso no seu interior sejam divididas em duas quantidades
aproximadamente iguais, que por sua vez são guiadas a duas partes móveis e próximas
do aparelho.
Devido à mobilidade dessas partes e ao fato delas estarem carregadas com o
mesmo tipo de carga, elas se afastarão uma da outra. Isto permite mostrar de forma
visível a repulsão entre cargas de mesmo sinal.
Osciloscópio
Introdução

O osciloscópio é um instrumento (de medição) que permite visualizar graficamente


sinais elétricos. Na maioria das aplicações, o osciloscópio mostra como é que um sinal
elétrico varia no tempo. Neste caso, o eixo vertical (YY) representa a amplitude do sinal
(tensão) e o eixo horizontal (XX) representa o tempo. A intensidade (ou brilho) do écran é
por vezes chamada de eixo dos ZZ (Figura 1).

Figura 1: Eixos X-Y-Z num osciloscópio

Um gráfico deste tipo poderá dizer-nos diversas coisas acerca de um sinal,


nomeadamente:

Permite determinar valores de tensão e temporais de um sinal.

Permite determinar a frequência de um sinal periódico.

Permite determinar a componente contínua (CC) e alternada (CA) de um sinal.

Permite detectar a interferência de ruído num sinal e, por vezes, eliminá-lo.

Permite comparar dois sinais num dado circuito, nomeadamente a entrada e a


saída, permitindo tirar as mais variadas conclusões, tais como se um dado
componente está avariado.
Outras potencialidades surgem na utilização do modo ‘xy’, bem como nos osciloscópios
digitais que incorporam muitas funcionalidades adicionais.

O osciloscópio tem um aspecto que se assemelha a um televisor, exceptuando a grelha


inscrita no écran e a grande quantidade de comandos. O painel frontal do osciloscópio
tem os comandos divididos em grupos, organizados segundo a sua funcionalidade.
Existe um grupo de comandos para o controle do eixo vertical (amplitude do sinal), outro
para o controle do eixo horizontal (tempo) e outro ainda para controlar os parâmetros
doécran (intensidade, focagem, etc.).

O osciloscópio utilizado no Laboratório de Instrumentação e Medidas Eléctricas (\


[Hitachi, 1990]), representado na Figura 2, é um exemplo clássico de um osciloscópio
analógico.

Figura 2:

Relativamente ao mesmo osciloscópio, podem caracterizar-se os seguintes blocos


funcionais:

Comandos do Écran (eixo dos ZZ):


1 - Interruptor de Alimentação
3 - Focagem do feixe
4 - Rotação do traço
5 - Intensidade do feixe

Comandos do Sistema Vertical (eixo dos YY):


8 (9) - Terminal de ligação do canal 1 (2)
10 (11) - Acoplamento de entrada do canal 1 (2) (AC, GND, DC)
12 (13) - Ganho vertical do canal 1 (2)
14 (15) - Ganho vertical (ajuste contínuo) e amplificação de 5 X do canal 1(2)
16 (17) - Posicionamento vertical do canal 1 (2)
18 - Modo do sistema vertical (CH1, CH2, ALT, CHOP, ADD)
20 (21) - Balanceamento DC do canal 1 (2)

Comandos do Sistema Horizontal (eixo dos XX):


22 - Velocidade de varrimento (Time/Div)
23 - Velocidade de varrimento (ajuste contínuo)
24 - Posicionamento horizontal do sinal e zoom de 10 X

Comandos do Sistema de Sincronismo:


25 - Fonte do sistema de sincronismo (INT, LINE, EXT)
26 - Fonte do sistema de sincronismo (CH1, CH2, VERT MODE)
27 - Terminal de ligação da fonte de sincronismo externa
28 - Nível e inclinação de disparo
29 - Modo do sistema de sincronismo (AUTO, NORM, TV-V, TV-H)

1. Aplicações
O osciloscópio é utilizado por diversos profissionais, num sem número de aplicações, tão
variadas como a reparação de televisores, a análise do funcionamento das unidades
eletrônicas de controle dos automóveis, a análise de vibrações (de um motor, por
exemplo), o projeto de circuitos de condicionamento de sinal (para sistemas de
instrumentação, por exemplo) ou sistemas biomédicos.

Figura 3:
A utilidade do osciloscópio não se limita ao mundo da eletricidade/eletrônica. Com
o transdutor apropriado, o osciloscópio poderá utilizar-se para visualizar e medir
qualquer tipo de grandeza física. Um transdutor é um dispositivo que cria um sinal
elétrico apartir de um estímulo de outro tipo de grandeza, tal como som, luz ou calor (caso
da célula fotoelétrica apresentada na Figura 3).
Embora os osciloscópios digitais permitam analisar sinais transitórios (que só
acontecem um vez), tal como os apresentados na Figura 4 (degrau (step) e impulso
(pulse)), o osciloscópio é, por princípio, um instrumento de medição adequado a medir
(analisar) sinais periódicos.

Figura 4:

Os sinais periódicos, também denominados de ondas, representam a variação de


grandezas que se repetem (periodicamente) no tempo. São exemplos típicos as ondas
senoidais (sine wave) e senoidais amortecidas (damped sine wave),
Figura 5:

Ondas senoidaise senoidaisamortecida (\[Tektronics, 1997a]) as ondas quadradas


(square wave) e retangulares (retangular wave):
Figura 6:

Ondas quadrada e retangular e as ondas triangulares (triangle wave) e de dente de


serra (sawtooth wave):
Figura 7:

Ondas dente de serra e triangular (\[Tektronics, 1997a])


Quanto à proveniência destes tipos de ondas, os exemplos da Figura 8 são elucidativos.
Podem ver-se a forma senoidaisda tensão disponível numa tomada de energia, os
impulsos (digitais) que circulam no interior de um computador, os sinais eléctricos do
sistema elétrico de um automóvel (do sistema de ignição, por exemplo) e a onda em
dente de serra utilizada para fazer o varrimento horizontal num televisor.

Figura 8:

1.2. Grandezas Elétricas Mensuráveis


A nível das grandezas (elétricas) que podem ser medidas através de um
osciloscópio, as mais comuns são as seguintes:
Período e Frequência
Se um sinal se repete no tempo, ele tem uma frequência de repetição. Esta
frequência (f) é medida em Hertz (Hz) e é igual ao número de vezes que o sinal se repete
por segundo (número de ciclos por segundo). Analogamente, um sinal periódico tem um
período (T), que é o tempo que o sinal leva a completar um ciclo.
O período e a frequência são inversos um do outro, isto é, f = 1/ T. A Figura 9 serve
como exemplo, onde as ondas senoidais tem um período de 1/3 de segundo,
correspondendo a uma frequência de 3 Hz.
Figura 9:

Amplitude (de tensão)


Com um osciloscópio podem medir-se amplitudes de sinais, nomeadamente
amplitudes de pico e pico-a-pico. A forma de onda apresentada na Figura 10 tem uma
amplitude (de pico) de 1 V e uma amplitude pico-a-pico de 2 V.
Figura 10:

Defasamento
Para entender o que é o defasamento entre duas ondas, é necessário apreender o
conceito de fase. É importante salientar que este conceito apenas se aplica a ondas
senoidais. Olhando para a Figura 10 pode considerar-se que como o sinal é sinusoidal, a
cada instante de tempo pode corresponder
um ângulo (de 0º a 360º). Isto facilita a analise de ondas senoidais, no sentido em que o
ângulo de fase não depende da frequência do sinal. Podemos então referir-nos a ângulos
de fase para descrever em que parte do período é que o sinal se encontra (20º, 60º, 180º,
por exemplo), em vez de nos referirmos a tempo (1,35 ms ou 4,2 s, por exemplo).
O desfasamento (ou diferença de fase) representa o atraso (no tempo ou em fase)
entre dois sinais da mesma frequência. Na Figura 11, a tensão diz-se 90º em avanço
relativamente à corrente, dado que a onda de tensão chega ao seu máximo (por exemplo)
exatamente 1/4 de período antes do máximo da onda da corrente (360º / 4 = 90º).
figura 11:

O desfasamento é extremamente importante na análise de certos circuitos elétricos e


eletrônicos.

2.OSCILOSCÓPIO ANALÓGICO VS . DIGITAL

Os equipamentos eletrônicos podem ser divididos em analógicos ou digitais.


Enquanto que o equipamento analógico trabalha com tensões continuamente variáveis, o
equipamento digital apenas distingue dois níveis diferentes de tensão (dois níveis lógicos,
0 e 1) que podem ser combinados sequencialmente (010010...) de modo a representarem
o valor de uma amostra de sinal (2, 4, 8, 16 bits cada amostra). Por exemplo, um toca-
discos é um aparelho analógico enquanto que um leitor de CDs é um aparelho digital.

Figura 12;
Os osciloscópios também podem ser analógicos ou digitais. Os osciloscópios
analógicos funcionam aplicando (quase) diretamente a tensão medida a duas placas
(placas horizontais) que criam um campo elétrico, provocando o desvio (vertical, dado que
as placas são horizontais) de um feixe de elétrons que se desloca para o écran. Isto
permite observar o valor da amplitude do sinal no eixo vertical (Figuras 12).
Os osciloscópios digitais retiram amostras do sinal original (Figuras 12), amostras
estas que são convertidas para um formato digital (binário) através da utilização de um
conversor analógico/digital. Esta informação digital é armazenada numa memória e
seguidamente reconstruída e representada no écran (tal como num computador).
Em muitas aplicações, pode utilizar-se tanto um osciloscópio analógico como um
digital. Contudo, cada um deles possui características particulares, tornando-os mais ou
menos adequados para uma dada tarefa.
Os osciloscópios analógicos são normalmente preferidos quando era necessário
visualizar sinais com variações muito rápidas (altas frequências) em tempo-real (ao
mesmo tempo que ocorrem). O desenvolvimento dos osciloscópios digitais fez com que
os osciloscópios analógicos viessem a ser ultrapassados.
Os osciloscópios digitais permitem o armazenamento e posterior visualização das
formas de onda, nomeadamente de acontecimentos que ocorrem apenas uma vez. Eles
permitem ainda processar a informação digital do sinal ou enviar esses dados para um
computador para serem processados e/ou armazenados. Como processamento entende-
se por exemplo uma filtragem do sinal ou uma análise espectral do sinal (no domínio das
frequências).
Figura 13:

É um fato que o osciloscópio analógico (Figura 13) está ficando obsoleto. De fato,
começam a aparecer no mercado osciloscópios digitais (Figura 14) com muito mais
funcionalidades que os analógicos, por preços cada vez mais competitivos. Mais ainda, a
utilização de software, tanto pelo fabricante, como pelo utilizador, permite “personalizar”
os osciloscópios digitais, munindo-os de funções específicas para cada aplicação.

figura 14:

A empresa Fluke têm também a marca registada do Combi-scopee (\


[Fluke, 1997d]), um aparelho que combina as funcionalidades de um
osciloscópio analógico com um digital.
Capacitores

1o Função: armazenar cargas elétricas carregando-o e descarregando-o no tempo da


freqüência aplicada.(de acordo com o tempo que recebe a carga); é um acumulador de cargas
elétricas.

2o Características e propriedades:
O capacitor é um componente basicamente formado por duas placas metálicas, separadas por
um isolante chamado de dielétrico. O material de que é feito o dielétrico é quem define o nome
do capacitor.
Ex.: Dielétrico de mica= capacitor de mica;
Dielétrico de plástico = capacitor de poliéster.

Como qualquer componente eletrônico, o s capacitores apresentam características elétricas e


mecânicas, através dos quais são especificados Abaixo veremos as mais importantes:

2.1Capacitância- é a propriedade (capacidade)dos capacitores armazenarem cargas elétricas.


A unidade de capacitância é o FARAD, representado por F e se define como a capacitância de
reter uma carga de 1 coulomb (1C), quando é aplicada a tensão de 1 volt(1V).
Para as medidas usuais dos capacitores os valores em Farad, são muito elevados, por isso se
utiliza geralmente os seus submúltiplos.
Os Submúltiplos são
a) Milefarad = mF (usado antigamente). 1mF = 1/10³ = 10³
b) MicroFarad=µF = 1/10⁶ =10⁻⁶ F

c) NanoFaraf = nF = 1/10⁹ = 10⁻⁹F

d) PicoFarad = pF = 1/10¹² =10¹²F

Fatores que influenciam a capacitância:


a)Dimensões das placas-quanto maior a área das placas maior a capacidade de
armazenamento de carga.
b)Distância entre as placas-quanto menor à distância entre as placas, ou seja, quanto menor a
espessura do dielétrico maior é a capacidade de armazenamento-Capacitância.
c) Material de que é feito o dielétrico
2.2-Tolerâncias- A capacitância real de um capacitor deve ficar dentro dos limites de tolerância
de fabricação, que pode ser tão baixa quanto 5% (capacitores de precisão) ou tão alta quanto
50%, como acontece com os capacitores eletrolíticos.
Em alguns casos a tolerância não é simétrica: a tolerância para menos pode ser menor que a
tolerância para mais; ex: um tipo de capacitor pode ter tolerância de –10 e + 20%, significando
que, se o seu valor nominal for de 100pF, poderá ter qualquer valor real entre 90 e 120%pF
(até 10pF menos e até 20% mais que o nominal) e será considerado bom.
2.3- Coeficiente de Temperatura- A capacitância de um capacitor pode ser influenciada pela
temperatura, sendo seu coeficiente de temperatura uma característica importante em algumas
aplicações. O coeficiente de temperatura pode ser negativo (-), positivo ( +), nulo (NPO) sendo
normalmente expresso em partes por milhão por graus centígrados (ppm/℃ ).Exemplo: um
capacitor de 1µF com um coeficiente negativo de 750ppm, se a temperatura passar de 25℃
(temperatura para a qual se especifica o valor nominal) para 26℃, a capacitância será
reduzida em 750pF (750 milionésimos do valor nominal).
Cálculo: 1µF=1 x 1000 x 1000 = 1000000pF (valor nominal em pF) Quando a temperatura
passa de 25℃ para 26℃ a capacitância será reduzida em 750pF, ou seja, o novo valor será:
1.000.000-750 = 999250pF ou 0,999250µF.

2.4-Tensão de Isolação ou de trabalho dada em volts(V) é a tensão máxima que pode ser
aplicada ao capacitor sem que o mesmo seja danificado;
Obs. Não se deve submeter um capacitor a uma tensão acima da recomendada pelo
fabricante.
Sob pena de danificar e até furar o dielétrico e provocar fuga no capacitor.
Em caso de substituição de componentes, a isolação do capacitor substituto poderá ser maior
que a isolação do capacitor original, nunca poderá ser menor.
2.5-Resistência de isolação-refere-se a resistência ôhmica do dielétrico.

3o Classificação e tipos:
Fixos
Quando o valor da sua capacitância não pode ser mudada. São designados ou
classificado de acordo com o dielétrico, a forma física ou detalhes construtivos

: comum , Eletrolítico
Cerâmicos:
Disco Plate

Tubulares Pouco usado. Passagem Rádiotelecomunicações

Stiroflex , Polyéster
(até 2,2µF)

Não-metalizados Vem com a capacitância ,tolerância e tensão de trabalho


em seu corpo.

Metalizados
Schico
Características: Capacitância e Tensão mostrados no corpo:
Metalizado laranja
Características: Capacitância, Tolerância e tensão no corpo.

Zebrinha
Característica capacitância,Tolerância e tensão.utilizada expressa por Código de cores.

Eletrolítico
(2,2 a 4700µF)
Simbologia

Alumínio
É um capacitor de capacitância alta e tem polaridade. Utiliza como dielétrico uma camada
de Óxido, formada por eletrodeposição de um produto químico.

Radiais Axiais Tântalo


um capacitor eletrolítico É de alta
capacitância e são usados em CI
onde o espaço é pequeno.

Semi-variável (ajustável)
São capacitores de ajuste com valores pequenos São especificados pela faixa de
valores que podem no ajuste.
ex Trimmer
Simbologia e aspecto:
Variáveis
São usados em sintonia de rádio e podem ser especificados pela capacitância máxima,
ou seja, quando estão com o eixo todo fechado.

Ar, Polyéster
Simbologia e aspecto:

4o-Identificação do valor e características dos capacitores fixos


Como vimos anteriormente, as características elétricas dos capacitores são sua
capacitância, tensão de isolação, tolerância e o coeficiente de temperatura e ainda a faixa
de temperaturas em que o capacitor pode ser usado.
Usualmente, referente às unidades da capacitância (Farad), seguem-se os
seguintes critérios:

Faixa de Valores Unidade utilizada


1 a 4700pF Picofarads(pF)
Acima de 4700pF-1µF(1.000.000pF) MicroFarad(µF) e PicoFarad(pF)
Iguais e acima de 1000pF Ou a expressão kpF(quilo-Farad=1000pF)

4.1-Capacitores eletrolíticos- as características elétricas e a polaridade de seus terminais


são impressas no corpo dos mesmos. Assim, obrigatoriamente se indica qual o terminal
positivo ou o negativo através dos símbolos + e - ou uma pinta vermelha. São
impressos ainda nestes capacitores a capacitância em µF e a tensão de isolação. A
tolerância é muitas vezes omitida, porém na grande maioria das vezes esta tolerância é
de –10 +50.
Além dessas indicações a polaridade dos eletrolíticos também é indicada da seguinte forma:
Axiais- um estreitamento (gargalo) no lado do terminal positivo e uma faixa preta no negativo.
Radiais- o terminal mais comprido é o positivo.

4.2 Capacitores de poliéster metalizado “zebrinha”- tem seu valor , em picofarads,


indicados através do código de cores com cinco faixas, sendo a primeira no topo do capacitor
e a última junto aos terminais.
Na tabela abaixo, a 1a e a 2a faixa indicam os algarismos significativos. A 3a faixa indica o
numero de zeros ou multiplicador, não sendo usadas apenas, as cores : ouro e prata A 4a faixa
indica a tolerância e a 5a faixa a tensão nominal, contínua ou de pico
Nos capacitores as faixas não são separadas entre si , de modo que duas faixas contíguas
aparecerão como uma só(mais larga). Isto indica que o valor correspondente àquela cor vem
repetido.
Exemplos :Definir as características, dos capacitores metalizados zebrinha, que apresentam as
seguintes cores:
a) Verde + azul + vermelho + branco + vermelho> C=5,6KpF; Tol.= ±10 ; E =250V.
b) Marrom + preto + laranja + branco +vermelho> C=10kpF; Tol.=±10 ; E= 250V.
c) Amarelo + vermelho + vermelho preto + azul> C= 4,2kpF; Tol. = ±20; E=630V.
d) Vermelho + vermelho + amarelo +branco + amarelo> C= 220kpF; Tol. = ±10; E =400V.
4.3-Capacitores de poliéster metalizado-Schico- apresenta a indicação da tensão de
trabalho em (VDC) e o valor da capacitância em nanofarads, indicado apenas pela letra n.
As indicações acima neste capacitor pode se apresentar das seguintes formas:
a) 250 e 22n ; b) 250 2.3 nF; 250 2n3;

4.4-Capacitores “nugget” poliéster ,poliéster metalizado laranja:- as indicações das


característica são iguais ao Schico , acrescentando-se o logotipo do fabricante.
4.5 Capacitores cerâmicos Plate:estes capacitores podem ser de três tipos. Na tabela abaixo
pode-se ver como identifica-lo
Tipo Significado Aspecto/Cor Coeficiente Tolerância Tensão Unidades Capacitância
de de notação
Temperatura Isolação
Volts
TC Coeficiente Cinza com NP0 ±2% 100V pF ou nF 10pF-10p
de uma faixa como p e 2200pf-2n2
temperatura preta no topo n
compensado
TC Coeficiente Cinza faixa N750 ±2% 100V idem idem
de violeta
temperatura
compensado
GP Aplicações Ocre com e ±10% 100V idem idem
gerais faixa
amarela
GMV Garantido Ocre com -20 +80% 63V idem idem
Mínimo faixa verde
valor

4.6-Capacitores cerâmicos –Disco- Tem seu valor indicado em pF e/ou nF, de acordo
com o fabricante.
Recentemente foi introduzida uma nova codificação. Na seqüência vamos explicar este
assunto co alguns exemplos: Na nova codificação ao capacitância é dada apenas em
picofarads
1o exemplo:
Na figura considera-se os dois(2) primeiros algarismos (10) significativos o 3o algarismo o
numero de zeros para ser acrescentado aos 2 primeiros. Sendo o 3 o algarismo 0 (zero)
nenhum zero deve ser acrescentado. E a leitura da capacitância para este capacitor é : C =
10pF.

2o Exemplo:
Vemos neste capacitor a indicação 104. Os dois primeiros algarismos significativos são 1 e 0.
O numero 4 , na 3a casa, significa que devemos acrescentar quatro zeros aos dois primeiros
algarismos formando assim 100.000. A indicação da capacitância é de 100000pF (ou 100nF).

Além da capacitância , indicada na forma acima a nova codificação indica a tolerância, a faixa
de temperatura de operação, o máximo desvio da capacitância em função da variação de
temperatura e o coeficiente de temperatura.
A tensão de isolação não é indicada em alguns casos, subtendendo-se como sendo a
“normal”de uma uma categoria de capacitor..
A tolerância é indicada por uma letra logo após o valor da capacitância . Na tabela I abaixo
temos as letras e os respectivos significados em três colunas

.
Vejamos agora um exemplo, com indicações da capacitância, tolerância e tensão de isolação;
Exemplo 3:

Analise:
120: Os dois primeiros algarismos 12; o 3o algarismo =0, nenhum zero a acrescentar.
A letra K indica na tabela 1 (acima a tolerância de ±10).
A tensão de isolação vem diretamente impressa e mostra 2Kv=2000V.
Então a indicação deste capacitor , para capacitânciaa, tolerância e Tensão é: 12pF ±10%
-2000Volts.

Agora vamos tratar da indicação dos coeficientes de temperaturas : eles são indicados como
positivo(P), negativo (N) e/ou nulo (NP0) expressos através de letras seguida pelo número de
partes por milhão por graus centígrados. Se o coeficiente for negativo de 750ppm/℃,aparecerá
a indicação N750. Na prática, encotramos capacitores P100(positivo,100ppm/℃), NP0, N075,
N150, N220, N330, N470, N750 e N1500.
Na tabela II abaixo podemos ter os valores ligados ao coeficiente de temperatura.
Os coeficientes de temperatura podem também serem substituídos por letras , da seguinte
forma:
Letra Coeficiente de temperatura
A P100
C NP0
L N075
P N150
R N220
S N330
TT N470
U N750
V N1500

Vamos agora executar alguns exemplos , para encerrar o assunto:

Exemplo 4:
100 nos diz que C=10pF
K = 10%, N750= coeficiente de temperatura negativo de 750ppm/℃

Exemplo 5:

C indica pela tabela acima NP0, coeficiente de temperatura 0 18(neste caso não foi usado o
código de 3 algarismo e a leitura é direta) 18pF
J =tolerância de ±5%.

exemplo 6:
390 indica c=39pF , tolerância M na tabela ±20%, tensão de isolação = 3000V e o codigo X5F
na tabela indica que o capacitor pode ser usado sob temperaturas de –55℃ a 85 ℃, (X5) com
uma variação máxima de 7,5% (F)de seu valor real em função da variação de temperatura.

5o Associação de Capacitores;

Na associação dos capacitores os terminais destes devem estar submetidos a uma mesma
Tensão.
5.1 Associação em paralelo

A fórmula abaixo de forma inversa aos resistores nos dá o valor do capacitor equivalente – Ceq
Em uma associação de capacitores em paralelo.

Ceq = C1 + C2 + C3 + ... Cn.


5.2 Associação em Série

5.2.1-Caso 1- n capacitores iguais.


Ceq = C/n
Onde C = valor comum dos capacitores envolvidos; N = numero de capacitores do esquema.
5.2.2- Caso 2-Para 2 capacitores diferentes:
Ceq = C1 x C2/C1+ C2

5.2.3- Caso 3 – n capacitores diferentes.


1/Ceq= 1/C1 + 1/C2 +1/C3 + ....+ 1/Cn
5.3 Associação Mista-Série/Paralelo.

Neste caso resolve-se em primeiro lugar à parte da associação em paralelo o Ceq da parte de
paralelos passa a compor um novo circuito em série.
No circuito acima ficaria assim.
Ex.: Parte paralela Ceq1 =10 +20 = 30pF.
O novo circuito ficará assim: Ceqt = 1/C1 + 1/Ceq1 + 1/C4 = 1/20 + 1/30 + 1/6
1/Ceqt= 0,05 + 0,033 + 0,16 = 0,99
Ceqt= 1/0,99= 1,01 pF

6o- Defeitos dos Capacitores.

Como todo e qualquer componente ou dispositivo, os capacitores estão sujeitos a


apresentarem falhas, que descreveremos a seguir.
6.1 Fuga – ocorre quando existe falha no dielétrico permitindo a circulação da corrente entre as
placas.

6.2 Curto
a) Parcial- o curto parcial é a condição em que, ao se medir a resistência ôhmica entre as
placas do capacitor encontramos um valor qualquer diferente de zero.
b) Total- o curto total é a condição em que ao se medir a resistência ôhmica entre as
placas do capacitor encontramos o valor igual a zero.Neste caso teremos uma corrente
muito alta entre as placas do capacitor e uma quantidade muito grande de energia
passando pelo terra.
6.3-Aberto.- um capacitor se encontra aberto quando ao medirmos sua resistência ôhmica o
valor encontrado é igual a ∞.Este defeito poderá ocorrer devido ao desliganento de um dos
terminais da placa correspondente.
6.4-Deficiente- um capacitor apresenta este estado de deficiência quando ao ser medido em
um capacimetro a sua capacitância apresenta um valor diferente daquele que vem de fábrica.

Obs: Nos testes efetuados com multímetro, deve-se usar as seguintes escalas: Capacitor
comum a escala mais indicada é a X10K.Quando o capacitor está bom, o ponteiro desloca e
volta a origem
Para capacitores eletrolíticos a escala deve ser a X10K o ponteiro desloca e volta a origem se
demorar muito a voltar, utilizar as escalas X10 ou até X1.

7o-Observações sobre as utilizações dos capacitores.


7.1- Capacitores tubulares- são utilizados em circuitos de baixa e média freqüência.

7.2-Capacitores planos-são utilizados em circuitos de alta freqüência.


7.3-O capacitor comum(sem polaridade)- quando no circuito estão ligados ao terra, funcionam
com filtro de alta freqüência (desacoplador)

7.4-O capacitor com polaridade-eletrolíticos- quando no circuito estão ligados ao terra,


funcionam com filtro de baixa freqüência (desacoplador).

7.5- O capacitor comum (sem polaridade)- quando interliga etapas no circuito, funcionam como
acoplador de alta freqüência.

7.6- O capacitor com polaridade-eletrolíticos- quando interliga etapas no circuito, funcionam


como acoplador de baixa freqüência.

Obs.Quem define as etapas em um circuito é o Transistor.Os demais


componente diodos, resistores, capacitores etc., são componentes
auxiliares.

8o Formulas e Símbolos que são úteis no estudo dos


capacitores:

Capacitores Industriais

1. INTRODUÇÃO
A utilização de máquinas e equipamentos que utilizam componentes indutivos faz
baixar o fator de potência das instalações elétricas. Os componentes indutivos solicitam
da rede uma parcela de e energia responsável pela formação do campo magnético. Esta
energia é chamada de reativa. A energia reativa não realiza trabalho, portanto não é
consumida. A cada ciclo da rede ela é absorvida e devolvida para o sistema. A energia
reativa está em quadratura com a energia ativa e o fator de potência representa a relação
entre elas. Quanto mais baixo for o fator de potência de uma instalação, pior é o
aproveitamento da energia elétrica. No Brasil, para otimizar o uso da energia elétrica e
reduzir o fornecimento de energia reativa, o Decreto n° 75.887 de 20 de junho de 1975
passa a adotar o valor de referência de 85% para o fator de potência.
O DNAEE, através da Portaria 045 do de 22 de abril de 1987, alterou as regras
para o fornecimento de energia reativa: aumentou o valor de referência do fator de
potência para 92% indutivo ou capacitivo; introduziu o faturamento da energia reativa
excedente; alterou o período de avaliação do fator de potência de mensal para horário
para as empresas com enquadramento horo sazonal.
Com a desregulamentação do setor elétrico brasileiro e a criação da Aneel, os
limites do fator de potência passaram a ser determinados pela Resolução 456 de 29 de
novembro de 2000.
Assim os estudos aqui apresentados possibilitam a correta especificação,
instalação e manutenção de capacitores, para a efetiva correção do fator de potência e
proporcionado maior qualidade
da energia elétrica.

2. DEFINIÇÕES
Capacitor – é um dispositivo cujo objetivo primário é introduzir capacitância num
circuito elétrico.
Unidade capacitiva – é cada unidade de capacitor, com dielétrico e eletrodos, num
invólucro, com terminais levados ao exterior do invólucro.
Capacitor derivação – é um capacitor ligado em paralelo com o circuito elétrico.
Capacitor série – é um capacitor ligado em série com o circuito elétrico.
Potência nominal de um capacitor - é a potência reativa, sob tensão e freqüência
nominais, para a qual foi projetado o capacitor.
Perdas do capacitor – é a potência ativa consumida pelo consumidor operando em
suas condições normais.
Tangente do ângulo de perdas (tgδ) - é o quociente das perdas do capacitor pela
sua potência real. Normalmente é expressa em W/kVAr.
Dispositivo de descarga – é um dispositivo conectado ou entre os terminais do
capacitor ou entre os terminais da rede, ou instalado dentro da unidade capacitiva, para
reduzir a tensão residual do capacitor após este ter sido desconectado da rede.
Normalmente, se apresenta na forma de um resistor ou enrolamento de descarga.
Banco de capacitores – é o conjunto de unidades capacitivas e seu equipamento
de montagem, manobra, proteção e controle.
Banco de capacitores automático – banco de capacitores que possui um
controlador eletrônico, geralmente microprocessado, que insere ou retira os capacitores
do sistema de acordo com a variação do fator de potência.
Banco de capacitores semi-automático – banco de capacitores controlado por timer ou
pelo valor da demanda de corrente do sistema. Proporciona um controle menos preciso
que o banco automático.

Banco de capacitores fixo – é o banco que não possui nenhum tipo de controle. Os
Capacitores permanecem ligados ao sistema indefinidamente e independente das
condições da carga.
Carga instalada - soma das potências nominais dos equipamentos elétricos
instalados na unidade consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa
em quilowatts (kW).
Demanda - média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitadas ao sistema
elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante
um intervalo de tempo especificado.
Energia elétrica ativa - energia elétrica que pode ser convertida em outra forma de
energia, expressa em quilowatts-hora (kWh).
Energia elétrica reativa - energia elétrica que circula continuamente entre os
diversos campos elétricos e magnéticos de um sistema de corrente alternada, sem
produzir trabalho, expressa em quilovolt-ampère-reativo-hora (kVArh).
Estrutura tarifária convencional - estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas
de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas
de utilização do dia e dos períodos do ano.
Estrutura tarifária horo sazonal - estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas
diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com
as horas de utilização do dia
e dos períodos do ano.
Fator de potência - razão entre a energia elétrica ativa e a raiz quadrada da soma
dos quadrados das energias ativa e reativa, consumidas num mesmo período
especificado.
Potência - quantidade de energia elétrica solicitada na unidade de tempo, expressa
em quilowatts (kW). Representa a velocidade com que um equipamento emprega ou
utiliza energia elétrica.
Tensão secundária de distribuição - tensão disponibilizada no sistema elétrico da
concessionária com valores padronizados inferiores a 2,3 kV.
Tensão primária de distribuição - tensão disponibilizada no sistema elétrico da
concessionária com valores padronizados iguais ou superiores a 2,3 kV.

3. SÍMBOLOS E ABREVIATURAS
C = capacitância, normalmente expressa em microfarads (μF).
V = tensão entre fases, normalmente expressa em volts (V).
Vc = tensão no capacitor, expressa em volts (V).
ΔV = queda de tensão (V).
R = resistência em ohms (Ω).
X = reatância em ohms (Ω).
f = freqüência do sistema, expressa em hertz (Hz).
I = corrente, expressa em ampères (A).
kW = quilowatts.
kWh = quilowatt-hora.
kVA = quilovolt-ampères.
kVAr = quilovolt-ampères reativos.
FP = fator de potência.
ф=fi ângulo de defasamento entre tensão e corrente.
Xc = reatância capacitiva, expressa em ohms(Ω).
XI = reatância indutiva, expressa em ohms (Ω).
± = (+) para fator de potência atrasado (indutivo), (-) para fator de potência adiantado
(capacitivo).

4.CONSTRUINDO CAPACITORES

4.1 CONSTRUÇÃO
Capacitores são, basicamente, dispositivos que armazenam cargas elétricas.
São constituídos de duas placas paralelas separadas por um dielétrico. As matérias-
primas utilizadas na construção de capacitores são as mais diversas. Para os capacitores
de potência, as principais são eletrodos de alumínio ou zinco, filme de polipropileno e
impregnante biodegradável. Atualmente, o material mais utilizado é o filme de
polipropileno metalizado, que permite espessuras bastante finas, possibilitando a
construção de capacitores de tamanhos bem reduzidos.
Para se conseguir capacitores de alta qualidade, é necessária uma alta pureza dos
componentes internos e que haja compatibilidade entre eles. Todo material utilizado na
construção dos capacitores passa por um rigoroso controle de suas características
elétricas e de sua pureza.
Cada bobina (ou elemento) do capacitor é constituída de dois eletrodos formados
por folhas de polipropileno metalizado com uma fina camada de alumínio. As bobinas são
montadas em conjunto e realizadas ligações para obter a capacitância suficiente para a
potência reativa desejada.
As ligações podem ser em série, paralelo ou série-paralelo. Os conjuntos são
montados no interior de invólucros de dimensões adequadas e recebem o nome de célula
capacitiva ou capacitor propriamente dito.
A partir deste ponto, os capacitores são montados de diferentes formas de acordo
com a aplicação.
Os capacitores para correção do fator de potência são montados dentro de caixas
metálicas, quadros de comando ou armários. O acionamento poderá ser feito de forma
automática, semi-automática ou manual.
As unidades capacitivas são normalmente projetadas para montagem em posição
vertical com os terminais voltados para cima, exceto quando outros tipos de montagem
forem especificadamente recomendados pelo fabricante. A máxima tensão de trabalho
prevista para capacitores derivação é de 110% de sua tensão nominal, incluindo
eventuais harmônicas, durante um intervalo de tempo de 12 horas em um período de 24
horas. Os capacitores podem operar satisfatoriamente a uma potência de 144% da sua
potência nominal.

4.2 DISPOSITIVO DE SEGURANÇA

Os capacitores auto protegidos possuem um dispositivo interno que interrompe a


corrente elétrica em caso de sobrecarga ou sobrepressões internas ao capacitor. O
aumento de corrente provoca um aquecimento excessivo dos elementos do capacitor
incluindo a resina em seu interior. O aquecimento da resina forma vapores que fazem
aumentar a pressão interna e causam a expansão da caneca. Com a expansão da
caneca, rompem-se os dispositivos de proteção interna, interrompendo a circulação de
corrente e evitando, assim, riscos de explosões e propagação de fogo.
Fig. 1. Expansão da caneca do capacitor. Fig. 2. Detalhe do capacitor anti explosivo.

4.3 NÍVEL DE ISOLAMENTO

Conforme a tensão nominal do capacitor e seu uso pretendido, ele deverá


apresentar uma isolação entre terminal e carcaça compatível com as solicitações. Em
baixa tensão, as unidades são, normalmente, fabricadas para 220 V, 380 V, 440 V e 480
V, monofásico_ sicas ou As unidades trifásicas podem ser ligadas em triângulo, estrela
com neutro aterrado, estrela com neutro isolado ou dupla estrela com neutro isolado.
Normalmente, os capacitores de baixa tensão são fabricados para uso interno, embora,
em casos especiais, possam ser fabricados para uso esterno.

5. FATOR DE POTÊNCIA

5.1 CONCEITOS BÁSICOS


Todo equipamento elétrico construído na forma de bobina, como transformadores,
motores elétricos e reatores para iluminação, funcionam pelo princípio da indução
eletromagnética. Estes equipamentos são chamados de indutivos. Os equipamentos
indutivos têm como característica atrasar a corrente em relação à tensão. Sendo assim,
uma parcela da corrente solicitada da rede estará em fase com a tensão e uma parcela
não. A parcela da corrente que está em fase com a tensão é responsável pela energia
ativa utilizada pelo equipamento. Energia ativa é aquela que o equipamento transforma
em trabalho (luz, calor, movimento, som, etc.). A parcela da corrente que está defasada da
tensão é responsável pela formação do campo magnético nos equipamentos indutivos.
A energia utilizada para isto é chamada de reativa e não é transformada em trabalho.
A cada semiciclo da rede ela é solicitada da fonte e depois devolvida. A energia
reativa fica, assim, numa espécie de pingue-pongue, circulando entre a fonte e a carga.
A energia reativa ocupa, então, um espaço no sistema elétrico que poderia ser utilizado
para fornecer mais energia ativa. A soma vetorial da energia ativa com a energia reativa
fornece o valor total da energia que circula pelo sistema elétrico. Esta energia recebe o
nome de energia aparente.
A razão entre a energia ativa, que é realmente convertida em trabalho, e a energia
aparente é chamada de fator de potência . Ele indica a eficiência no uso da energia. Seu
valor varia de 0 a 1 capacitivo ou de 0 a 1 indutivo. Quanto mais perto de 1 maior é a
eficiência do equipamento ou instalação.
As relações entre as energias ativa, reativa e aparente são representadas por um
triângulo retângulo onde a hipotenusa representa a energia aparente (kVA), o cateto
adjacente representa a energia ativa (kW) e o cateto oposto representa a energia reativa
(kVAr). O ângulo entre a energia aparente e a energia ativa representa o defasamento
entre tensão e corrente e o seu cosseno é igual ao fator de potência.
Fig 3. Triângulo de potências. (fator de potência= cosф= PkW/SkVA)

5.2 CONSEQUÊNCIAS DO BAIXO FATOR DE POTÊNCIA

5.2.1 QUEDAS E FLUTUAÇÕES DE TENSÃO

O aumento de corrente devido ao excesso de energia reativa leva a diminuição dos


níveis de tensão. Isto pode levar a interrupções do fornecimento e a sobrecargas em
certos elementos da rede. Esse risco é sobretudo acentuado durante os períodos nos
quais a rede é fortemente solicitada como no caso da partida de motores de indução. As
quedas de tensão podem provocar, ainda, a diminuição da intensidade luminosa das
lâmpadas e aumento da corrente nos motores, podendo vir a causar a sua queima. Uma
forma simplificada de calcular a queda de tensão é com a fórmula abaixo:
ΔV= R*I* cosф± X*I*senф

5.2.2 PERDAS NA INSTALAÇÃO

As perdas de energia elétrica ocorrem em forma de calor e são proporcionais ao


quadrado da corrente total (I2.R – Efeito Joule). Como essa corrente cresce com o
excesso de energia reativa, estabelece-se uma relação entre o incremento das perdas e o
baixo fator de potência, provocando o aumento do aquecimento de condutores e
equipamentos. Este aquecimento, além de representar um aumento nos custos com
energia elétrica, deteriora o isolamento dos cabos podendo vir a causar interrupções no
sistema. Estima-se que as perdas nos sistemas elétricos industriais variam de 2,5 a 7,5%
dos kWh da carga.

5.2.3 SUBUTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA

A energia reativa, ao sobrecarregar uma instalação elétrica, inviabiliza sua plena


utilização, condicionando a instalação de novas cargas a investimentos que seriam
evitados se o fator de potência apresentasse valores mais altos.
O "espaço" ocupado pela energia reativa poderia ser, então, utilizado para o
atendimento de novas cargas. Os investimentos em ampliação das instalações estão
relacionados principalmente aos transformadores e condutores necessários. O
transformador a ser instalado deve atender à potência total dos equipamentos utilizados,
mas devido à presença de potência reativa, a sua capacidade deve ser calculada com
base na potência aparente das instalações.

Tabela 1. Potência do transformador em função do fator de potência.

Potência útil absorvida - kW Fator de Potência Potência do trafo - kVA


1.000 0.5 2000
0.7 1500
0.8 1250
1 1000

Também o custo dos sistemas de comando, proteção e controle dos equipamentos cresce
com o aumento da energia reativa.

5.2.4 NECESSIDADE DE AUMENTO DA SEÇÃO DOS CONDUTORES

Da mesma forma, para transportar a mesma potência ativa sem o aumento de


perdas, a seção dos condutores deve aumentar à medida que o fator de potência diminui.
A tabela 2 fornece o aumento relativo da seção dos condutores em função do aumento da
potência reativa do sistema.

Tabela 2. Variação da seção do cabo em função do fator de potência.


Fator de Potência Seção relativa
1 1
0.9 1.23
0.8 1.56
0.7 2.04
0.6 2.78
0.5 4
0.4 6.25
0.3 11.1

5.2.5 SOBRECARGA NOS EQUIPAMENTOS DE MANOBRA E


PROTEÇÃO

O aumento da corrente devido ao baixo fator de potência provoca sobrecarga nos


equipamentos de manobra e proteção, diminuindo a sua vida útil. Também podem ocorrer
disparos indesejados dos disjuntores e fusíveis.

5.2.6 ACRÉSCIMOS NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA

A Resolução Aneel 456/2000 prevê a cobrança de consumo e demanda de reativo


excedente. A ocorrência de excedente de reativo é verificada pela concessionária através
do fator de potência mensal ou do fator de potência horário. O fator de potência mensal é
calculado com base nos valores mensais de energia ativa ("kWh") e energia reativa
("kvarh"). O fator de potência horário é calculado com base nos valores de energia ativa
("kWh") e de energia reativa ("kvarh") medidos de hora em hora.

6. CAPACITORES DERIVAÇÃO

A função de um capacitor derivação é suprir ao sistema ao qual está ligado a


potência reativa necessária ao funcionamento de máquinas e equipamentos. Tais
capacitores fornecem os kVAr ou a corrente necessária para contrabalançar a
componente defasada ou corrente absorvida pelas cargas indutivas.
Os capacitores derivação, quando instalados em sistemas industriais, corrigem o
fator de potência, com suas conseqüentes vantagens financeiras, além de benefícios
adicionais de liberação de capacidade, diminuição de perdas e melhoria da tensão. Os
benefícios da instalação de capacitores derivação se fazem sentir em todo equipamento
elétrico e circuitos sempre a montante do ponto onde forem instalados.

7. LOCALIZAÇÃO TÍPICA DOS CAPACITORES

Muitos fatores influem na escolha da localização dos capacitores, como: os


circuitos da instalação, seu comprimento, as variações da carga, os tipos de motores e a
distribuição das cargas. Sempre que possível, os capacitores devem ser instalados o mais
próximo da carga. Porém, nem sempre é prático ou econômico este tipo de ligação.

Os capacitores podem ser localizados das seguintes formas:

a) Correção na entrada da energia de alta tensão: em vista do custo unitário (por


kVAr) dos capacitores para baixa tensão ser maior que os de alta tensão, pode haver
alguma vantagem econômica inicial na instalação de capacitores no lado primário dos
transformadores, embora, neste caso, não haja liberação de capacidade nos
transformadores. Normalmente, os bancos de capacitores em alta-tensão são fixos ou de
acionamento manual devido ao alto custo dos bancos automáticos.
b) Correção na entrada da energia de baixa tensão: permite uma correção bastante
significativa, normalmente com bancos automáticos de capacitores. Utiliza-se este tipo de
correção em instalações elétricas com elevado número de cargas com potências
diferentes e regimes de utilização pouco uniformes. A principal desvantagem consiste em
não haver alívio sensível dos alimentadores de cada equipamento.
c) Correção por grupos de cargas: o capacitor é instalado de forma a corrigir um
setor ou um conjunto de pequenas máquinas. É instalado junto ao quadro de distribuição
que alimenta esses equipamentos. Tem como desvantagem não diminuir a corrente nos
circuitos de alimentação de cada equipamento. Para que se possa aplicar a correção por
grupo, é necessário que:

Os capacitores (ou bancos de capacitores) sejam dotados de dispositivos de proteção e


manobra, como fusíveis e chaves.

A carga a corrigir apresente um mínimo de uniformidade.


Fig. 6. Localização dos capacitores para correção do fator de potência.

d) Correção localizada: tecnicamente, é a melhor solução. Os capacitores devem


ser instalados o mais perto possível das cargas, ou nas extremidades dos circuitos
alimentadores, por três razões principais:

Redução das perdas nos circuitos entre as cargas e os pontos de medição.

Elevação da tensão perto da carga, melhorando as condições de trabalho desta.

Liberação de capacidade nos transformadores.

e) Correção mista: é a solução que atende aspectos técnicos, práticos e


financeiros. Usa-se o seguinte critério para correção mista:

Instala-se um capacitor fixo diretamente no lado secundário do transformador;

Motores de aproximadamente 10 CV ou mais, corrige-se localmente (cuidado com


motores de alta inércia, pois não se deve dispensar o uso de contatores para manobra
dos capacitores sempre que a corrente nominal dos mesmos for superior a 90% da
corrente de excitação do motor). Para verificar a potência dos capacitores diretamente
junto a motores de indução, a potência capacitiva (kVAr) a ser instalada não deve ser
maior que a potência consumida em vazio pelo motor, a fim de evitar eventuais
inconveniências de sobretensão por auto-excitação após a abertura da chave (nos casos
em que o banco capacitivo vá ser manobrado pela mesma chave que manobra o motor);

Motores com menos de 10 CV corrige-se por grupos.

Redes próprias para iluminação com lâmpadas de descarga, usando-se reatores


de baixo fator de potência, corrige-se na entrada da rede;

Na entrada instala-se um banco automático de pequena potência para equalização


final.

8. BANCOS DE CAPACITORES NA PRESENÇA DE HARMÔNICAS

O termo harmônicas se refere às ondas de freqüências múltiplas inteiras de uma


determinada freqüência fundamental. Na verdade, não existem várias ondas de
freqüências variadas no mesmo sistema. O que existe é uma única onda resultante das
condições da carga deste sistema. Normalmente, a forma da onda de corrente ou tensão
nos sistemas elétricos em corrente alternada, é praticamente senoidal. Na presença de
cargas não-lineares, esta onda pode se apresentar de forma muito irregular e deformada.
Por muito tempo, foi considerado impossível calcular o valor eficaz de uma onda
deste tipo. Fourier apresentou, então, uma solução matemática para o problema
demonstrando que toda onda pode ser decomposta em infinitas ondas de freqüências
múltiplas inteiras da freqüência tomada como referência. A equação apresentada por
Fourier ficou conhecida como Série de Fourier e é amplamente utilizada por engenheiros
para calcular e determinar a taxa de distorção harmônica (THD) de um sistema elétrico. A
tarefa de corrigir o fator de potência em uma rede elétrica com harmônicas é mais
complexa, pois as harmônicas podem interagir com os capacitores causando fenômenos
de ressonância.

8.1 ORIGEM DAS HARMÔNICAS

As harmônicas são causadas por cargas não-lineares. Cargas não-lineares,


geralmente,são aquelas que possuem em sua estrutura algum tipo de retificação ou
chaveamento. São exemplos de cargas não-lineares as fontes de alimentação de
aparelhos eletrônicos, os conversores de freqüência variável, e os equipamentos
condicionadores de energia (UPS´s). Nos transformadores de força, são conseqüência da
relação não linear entre o fluxo de magnetização e a corrente de excitação
correspondente.

9. INSTALAÇÃO DE CAPACITORES DERIVAÇÃO

Ao contrário da maioria dos equipamentos elétricos, os capacitores ligados em


derivação, quando postos em serviço, funcionam permanentemente a plena potência.
As sobrecargas e os aquecimentos diminuem a vida útil dos capacitores e, em
conseqüência, as condições de funcionamento. Deve-se notar que a introdução de uma
capacitância concentrada num sistema pode produzir condições insatisfatórias de
funcionamento como, por exemplo, amplificação de harmônicas, auto-excitação das máquinas,
sobretensão de manobra, funcionamento insatisfatório dos equipamentos de telecomando.