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Gestão de Necessidades Educativas Especiais

1) O documento discute as necessidades educacionais especiais intelectuais, auditivas e visuais. Ele define esses termos, discute suas causas e classificações. 2) As deficiências intelectuais são definidas como reduções no funcionamento intelectual e adaptativo. Suas causas podem ser genéticas, congênitas ou adquiridas. 3) Deficiências auditivas e visuais também são definidas e discutidas suas principais causas. Ambas requerem atenção especial na escola, como posicionamento adequado na sala de aula.

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Gestão de Necessidades Educativas Especiais

1) O documento discute as necessidades educacionais especiais intelectuais, auditivas e visuais. Ele define esses termos, discute suas causas e classificações. 2) As deficiências intelectuais são definidas como reduções no funcionamento intelectual e adaptativo. Suas causas podem ser genéticas, congênitas ou adquiridas. 3) Deficiências auditivas e visuais também são definidas e discutidas suas principais causas. Ambas requerem atenção especial na escola, como posicionamento adequado na sala de aula.

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Instituto Superior de Ciências e Gestão

Curso: ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO EDUCACIONAL 3º ANO


Faustino Cebola

Gestão de Projectos Educacionais

Tema:

Resumo das unidades V e VII

NACALA, JUNHO DE 2020


UNIDADES V. AS NEE INTELECTUAIS

Conceito, Causas e Classificação;

Conceito

Segundo a AAMR (Associação Americana de Deficiência Mental) e DSM-IV (Manual


Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), pode-se definir deficiência mental
como o estado de redução notável do funcionamento intelectual inferior à média,
associado a limitações pelo menos em dois aspectos do funcionamento adaptativo:
comunicação, cuidados pessoais, competência doméstica, habilidades sociais, utilização
dos recursos comunitários, autonomia, saúde e segurança, aptidões escolares, lazer e
trabalho.

A deficiência intelectual é um enorme desafio para a educação na escola regular e para


a definição do conceito de apoio educativo especializado, pela própria complexidade
que a envolve e pela grande quantidade e variedade de abordagens que podem ser
utilizadas para a entender.

Em suma, a deficiência intelectual não se esgota na sua condição orgânica e/ou


intelectual nem pode ser definida por um único saber. Ela é, como o próprio conceito de
pessoa, uma interrogação e um objecto de investigação para todas as áreas do
conhecimento.

Causas

As causas da D.I. são desconhecidas de 30 a 50% dos casos. Estas podem ser genéticas,
congénitas ou adquiridas. Dentre as quais as mais conhecidas são: Síndrome de Down,
Síndrome alcoólica fetal, Intoxicação por chumbo, Síndromes neurocutâneas, Síndrome
de Rett, Síndrome do X-frágil, Malformações cerebrais e Desnutrição proteico-calórica.

Classificação

No concreto, quanto à classificação das necessidades educativas especiais, estas podem


ser:

No que concerne ao nível de permanência, as NEE podem ser:


Permanentes: as Necessidades Educativas Especiais permanentes são apresentadas por
alunos que experimentam dificuldades em aprender por terem uma ou mais deficiências
relativamente insanáveis, de tipo sensorial, mental, físico-motor e emocional ou
psicossocial.

Parciais ou transitórias: as Necessidades Educativas Especiais que ocorrem num


período de tempo relativamente curto. São aqui enquadrados os alunos que,
apresentando habitualmente rendimento escolar regular ou acima da média, de maneira
progressiva ou súbita, experimentam dificuldades para aprender.

Classificação da OMS (Organização Mundial da Saúde)

Coeficiente Denominação Nível cognitivo segundo Piaget Idade mental


intelectual correspondente
Menor de 20 Profundo Período Sensório-Motriz 0-2 anos
Entre 20 e 35 Agudo grave Período Sensório-Motriz 0-2 anos
Entre 36 e 51 Moderado Período Pré-operativo 2-7 anos
Entre 52 e 67 Leve Período das operações concretas 7-12 anos
5.2. Particularidades da atenção aos alunos com NEE intelectuais na escola
especial e na escola inclusiva;

Na identificação de crianças com deficiência mental/intelectual deve-se dar atenção a


duas áreas:

• Funcionamento intelectual – está relacionado com as áreas académicas, a capacidade


de um indivíduo resolver problemas e acumular conhecimentos e que pode ser medido
pelos testes de inteligência;

• Comportamento adaptativo – refere-se às capacidades necessárias para um


indivíduo se adaptar e interagir no seu ambiente de acordo com o seu grupo etário e
cultural.
As escolas actuais face ao conjunto de alunos que as caracterizam enfrentam o desafio
de promover o sucesso através de um ensino de qualidade respondendo às necessidades
de todos os alunos, sendo necessário introduzir medidas adicionais e o desenvolvimento
de estratégias numa perspectiva de ir ao encontro daqueles que apresentam ou não
dificuldades de aprendizagem.

Uma escola de todos, para todos e com todos abrange todas as crianças e jovens
independentemente da condição social, do sexo, da etnia, da raça, da cor, da condição
física ou intelectual, como referem vários autores, entre eles, Ainscow, 1995; Correia,
2001; Rodrigues, 2000, citado por Sanches & Teodoro (2007).

Os alunos superdotados e talentosos

Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram notável desempenho e


potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas:
intelectual, académica, liderança, psicomotricidade e artes. Também apresentam elevada
criatividade, grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de
seu interesse.

Atenção diferenciada a estes alunos nos diferentes contextos (escola, família e


comunidade).

De modo gera as atenções dos alunos com necessidades educacionais especiais noutros
contextos são:

– A criação de condições físicas, materiais e ambientais na sala de aula;


– Favorecer o melhor nível possível de comunicação e interacção do aluno com
toda a comunidade escolar;
– Permitir e favorecer a participação do aluno em toda e qualquer actividade
escolar;
– Lutar pela aquisição de equipamentos e materiais específicos necessários;
– Realizar adaptações em materiais de uso comum em sala de aula;
– Permitir sistemas alternativos de comunicação, tanto no decorrer das Aulas
como nas avaliações, para alunos que não utilizam a comunicação oral;
– Colaborar na eliminação de sentimentos de baixa auto-estima, inferioridade,
menos valia ou fracasso.

UNIDADE VI. AS NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS SENSORIAIS


(AUDITIVAS E VISUAIS)

Conceito. Causas. Classificação;

DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Conceito

A deficiência auditiva consiste na perda parcial ou total da capacidade de ouvir. É


considerado surdo todo o individuo cuja audição não é funcional no dia-a-dia; é
considerado parcialmente surdo aquele cuja capacidade de ouvir, ainda que deficiente, é
funcional com ou sem prótese auditiva (Neves, 2007; Bispo, Clara & Clara, 2009; Paul,
Trezek & Wang, 2009; Francisco & Neves, 2010)

Causas

As causas de deficiência auditiva são as mais variadas. Para determinar o momento em


que ocorreram, costumam ser divididas em: pré-natais, se ocorrem antes do nascimento;
perinatais, no momento do nascimento; e pós-natais, quando a deficiência se dá durante
o desenvolvimento da criança ou adulto.

Classificação

Classificação
das Limiar da
Grau de surdez
deficiências audição
auditivas
Audição 0 1 à 15 db Normal
normal
Suave 16 a 25 db Leve
Leve 26 a 40 db
Moderada 41 a 55 db Média
Moderada 56 a 70 db
severa
Severa 71 a 90 db Severa
Profunda Acima de Profunda 1.º grau
91 db (90 db) 2.º grau
(90 a 100 db) 3.º
grau (>100 db)

DEFICIÊNCIA VISUAIS

Conceito

A Deficiência Visual é um dano do Sistema Visual parcial ou global podendo variar


quanto às suas causas (traumatismo, doença, malformação, deficiente nutrição) e/ou
natureza (congénita, adquirida ou hereditária), traduzindo-se numa redução ou numa
perda de capacidade para realizar tarefas visuais (ler, reconhecer rostos) (Pereira, 2008).

Causas

De acordo com estimativas da OMS, as causas mais comuns de cegueira em todo o


mundo em 2002 foram:

 cataratas (47,9%),
 glaucoma (12,3%),
 degeneração macular relacionada à idade (8,7%),
 opacidade da córnea (5,1%),
 retinopatia diabética (4,8%),
 cegueira infantil (3,9%),
 tracoma (3,6%),
 oncocercose (0,8%),
 Má alimentação.

Em termos de prevalência mundial de cegueira, a um número muito maior de pessoas e


maior probabilidade de serem afetadas em países em desenvolvimento, significa que as
causas de cegueira nessas áreas são numericamente mais importantes.

Classificação

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a deficiência visual engloba duas


grandes categorias: a Cegueira e a Ambliopia. Neste sentido, podemos considerar uma
pessoa cega como sendo aquela que não possui potencial visual mas que pode, por
vezes, ter uma perceção da luminosidade. A ambliopia, também conhecida por
baixavisão, significa uma reduzida capacidade visual - qualquer que seja a origem - e
que não melhora através de correção ótica.

Os alunos com NEE auditivas

Para a identificação de indivíduos com deficiência auditiva poderá se basear nos


seguintes termos: O individuo queixa-se de dores de ouvido, desconforto no ouvido;
omissões dos sons na fala, pois, os problemas auditivos impedem de receber o feedback
das suas produções vocais; quando se esta diante de aparelhos áudio ou audiovisual
tende a aumentar tanto o volume que os outros reclamam; quando esta diante de um
dialogo tende a colocar a mão em forma de concha nas orelhas na tentativa de dirigir o
som para eles; Há pedidos frequentes no sentido de se repetir o que acabou de ser dito;
Desatenção quando se esta fala com ele em voz normal.

Particularidades do atendimento aos alunos com NEE visuais e auditivas na escola


especial e na escola Inclusiva.

 Posicionar o aluno de modo a favorecer as condições de audição na sala de aula;


 Facilitar a locomoção e o deslocamento do aluno, proporcionando maior grau
de independência, evitando acidentes, através da melhor disposição possível do
mobiliário.
 Explicar verbalmente, de forma detalhada todo o material utilizado
visualmente em sala, para que o aluno tenha noção do que e de como
está se desenvolvendo a atividade;
 Oferecer suporte físico, verbal e institucional, para a locomoção do aluno, no
que se refere à orientação espacial;
 Ampliar o tempo disponível para a realização das atividades e provas;
 Evitar dar uma avaliação diferente, pois isso pode ser considerado
discriminatório e dificulta a avaliação comparativa com os outros
estudantes;
 Ajudar só na medida do necessário;
 Ter um comportamento o mais natural possível, sem super protecção, ou
pelo contrário, indiferença.

UNIDADE VII. AS NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS MOTRIZES.

Conceito. Causas. Sinais de alerta.

Conceito

A deficiência motora é a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do


corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a
forma de paraplégica – perda total das funções motoras dos membros
inferiores, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplégica, triparesia, hemiplegia,
hemiparesia,
A deficiência motora é a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do
corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a
forma de paraplégica – perda total das funções motoras dos membros
inferiores, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplégica, triparesia, hemiplegia,
hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral – lesão de
uma ou maisáreas do sistema nervoso central, tendo como consequência alterações
psicomotoras, podendo ou não causar deficiência mental, nanismo, membros
com deformidade congénita ou adquirida, excito as deformidades estéticas e
as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

Causas

As causas da deficiência física nos jovens ou adultos, pode resultar de um


acidente vascular cerebral (derrame), de traumatismo craniano, de lesão
medular ou de amputação. Sendo que a violência urbana, que tem sido tão focalizada
pela média, como acidentes no trânsito ou de trabalho, está se tornando a principal causa
da deficiência física.

São muitas as causas das deficiências motoras e normalmente dividem-se


em dois grupos fundamentais, de acordo com a sua origem: Deficiências motoras que
têm origem em lesões cerebrais; Deficiências motoras com origem não
cerebral causadas por factores externos (como por exemplo, traumatismos) ou por
factores internos (como por exemplo reumatismos, tuberculose óssea, entre outras).

As causas da deficiência física nos jovens ou adultos, pode resultar de um


acidente vascular cerebral (derrame), de traumatismo craniano, de lesão
medular ou de amputação. Sendo que a violência urbana, que tem sido tão focalizada
pela média, como acidentes no trânsito ou de trabalho, está se tornando a principal causa
da deficiência física.

São muitas as causas das deficiências motoras e normalmente dividem-se


em dois grupos fundamentais, de acordo com a sua origem: Deficiências motoras que
têm origem em lesões cerebrais; Deficiências motoras com origem não
cerebral causadas por factores externos (como por exemplo, traumatismos) ou por
factores internos (como por exemplo reumatismos, tuberculose óssea, entre outras).
Sinais de alerta

As crianças com deficiência motora apresentam limitações ao nível dos


estímulos afectivos e sensório - motores. Estes aspectos conduzem, por sua vez, a
limitações na aquisição de competências básicas em cada uma das etapas de
desenvolvimento. As crianças com deficiência motora ficam impedidas de explorar o
meio que as rodeia, facto que irá afectar e condicionar as suas capacidades cognitivas e
de personalidade.

Particularidade destes alunos.

 Promover a independência do aluno mas tendo sempre presente as suas


limitações e necessidades;
 Procurar soluções específicas adequadas a cada caso;
 Dialogar com a criança tendo em atenção o seu campo de visão (pode ser
incómodo estar sempre com a cabeça levantada);
 Deslocar a cadeira de rodas com prudência para não magoarmos outras pessoas;
 Promover a entreajuda entre todos (pais, professores, auxiliares);
 Esclarecer e informar-se acerca do problema do aluno;
 Acredita-se que na formação inicial de professores devam obrigatoriamente ser
incluída nos currículos oficiais das universidades disciplinas que discutam
aspectos científicos, sociais e educacionais que permeiam as deficiências, bem
como estágios em instituições que ofereçam trabalhos direccionados para
as necessidades educacionais de seus alunos.

A educação destes alunos na escola inclusiva

A educação inclusiva dos alunos com deficiência é uma questão de investimento e


prioridade, de política pública educacional definida pelas esferas federal,
estadual e municipal, visto que, sem concretizar medidas que venham trazer para as
escolas todas as crianças e adolescentes com deficiência que ainda estão fora dela,
aliadas ao devido investimento nos profissionais que trabalham nas classes especiais,
salas de recursos e classe comuns, a distância entre a legislação e a realidade
educacional crescerá cada vez mais. Contudo, não se compactua com a ideia de
simplesmente colocar todos os alunos com deficiência na classe comum e deixar os
professores no completo abandono, sem o apoio necessário de profissionais para a sua
função docente. O efectivo acompanhamento, aliado ao trabalho conjunto entre
professores da classe comum, sala de recursos e também das instituições especializadas
com a sua experiência na área, poderão promover um trabalho profícuo.

O desafio não é apenas colocar alunos com necessidades especiais dentro de


uma mesma sala de aula e sim fazer com que essa educação inclusiva proporcione a
esses alunos uma evolução no seu desenvolvimento educacional e pessoal, e os faça
sentir inclusos numa sociedade que deveria ser igual para todos.

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