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ÍNDICE
O que é inteligência
1 emocional
Pág 4
Equilíbrio entre os dois
2 lados do cérebro
Pág 5
O que Daniel Goleman diz
3 sobre Inteligência Emocional
Pág 6
Inteligência emocional, quociente
4 de inteligência e a inteligência Pág 11
emocional no mundo dos negócios
Competências emocionais
5 pessoais e sociais
Pág 16
Qual é o hemisfério
6 mais forte em você
Pág 28
7 Conclusão Pág 29
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1. O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Metaforicamente, podemos imaginar que o cérebro é dividido
em duas áreas: hemisfério esquerdo e hemisfério direito. A
metáfora da neurociência diz que o hemisfério esquerdo é o
racional, matemático, lógico, cognitivo, cartesiano, analítico e
crítico. Esse hemisfério, na verdade, não é, de fato, o esquerdo,
e sim todo o cérebro. Para ficar didático e compreensivo,
vamos tratar dessa maneira. Já o hemisfério direito é o lado
da intuição, das emoções, dos sentimentos, da compreensão
subjetiva da vida, não da compreensão lógica, mas de uma
compreensão emocional do mundo.
Mas então, o que é de fato a Inteligência Emocional? É
quando conseguimos ter e captar o mundo por meio dos
estímulos, usando bem os dois hemisférios. É necessário usar
o hemisfério esquerdo, racional, crítico, lógico, mas também
usar uma compreensão emocional e subjetiva do mundo. E
quando se vê tudo pelos dois hemisférios, o mundo fica muito
mais realista, porque o esquerdo só vê letras e números, fatos
e dados, e o lado direito vê a subjetividade, as intenções e as
emoções.
Se tivermos uma pessoa extremamente guiada pelo hemisfério
esquerdo, ela se torna crítica, lógica, analítica, que prefere lidar
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com números e com a realidade, não acreditando em nada que
não tenha uma referência muito clara ao passado. E isso não é
tão bom, porque não podemos ser puramente racionais. Uma
pessoa guiada pelo hemisfério direito é emocional, acredita
em todo mundo, é romântica, se entrega, busca, pula no vazio,
procura o desconhecido e é boa (quando não está sozinha).
O equilíbrio entre esses dois hemisférios é que vai fazer o seu
sucesso e promover você a patamares mais elevados. Vale
destacar que todos nós temos um lado que manda mais, ou o
esquerdo racional ou o direito emocional.
2. EQUILÍBRIO ENTRE OS
DOIS LADOS DO CÉREBRO
Quando existe o equilíbrio entre os dois hemisférios do
cérebro, ocorre algo fantástico em nossas vidas, o que pode
ser definido como Inteligência Emocional, que pode ser
dividida em três pilares:
Primeiro pilar: uma conexão de amor próprio.
Segundo pilar: uma conexão de amor ao próximo.
Terceiro pilar: uma conexão de amor ao ser divino.
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3. O QUE DANIEL GOLEMAN DIZ SOBRE
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?
Para o pesquisador Daniel Goleman[1], Inteligência Emocional
é a combinação de dois pilares. O primeiro são as competências
emocionais sociais: a capacidade de você se conectar com o
próximo e com a sociedade. E o segundo são as competências
emocionais pessoais: a capacidade de se conectar de forma
harmônica e amorosa consigo mesmo.
A Inteligência Emocional é necessária para gerar crescimento
no ambiente de trabalho de forma harmônica. Inteligência
Emocional diz respeito ao equilíbrio produtivo positivo, um
equilíbrio que faz você produzir, mas de forma positiva, a fim
de não desgastar sua vida como um todo.
Para dar continuidade a esse assunto, preciso contar a você
uma história. Uma senhora chegou para mim e disse: “Paulo
Vieira, desculpa, mas esse negócio de amar ao próximo, amar
a si mesmo, competência emocional pessoal e competência
emocional social não funciona muito. Porque amei meu
marido demais, casei com 25 anos, ele quis que eu largasse
a faculdade, larguei. Ele quis que eu não trabalhasse, não
trabalhei. Ele quis que eu me afastasse da minha família, me
afastei. Tive três filhos homens, cuidei dos três e do marido.
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Hoje, tenho 50 anos, e meu marido me trocou por uma menina
de 25. Como é que você fala em se conectar em harmonia?
Comigo não funcionou”.
Eu disse: “Senhora, funcionou e funcionou com eficácia. Veja
bem: um avião precisa de duas asas para voar. A primeira
asa representa como você se trata (competência emocional
pessoal). E a outra como trata as pessoas (competência
emocional social). Nesse quesito, a senhora foi muito bem, fez
todas as vontades do seu marido, dos seus filhos, e isso não
é problema. O problema foi quando a senhora esqueceu de
si, tomou decisões terríveis, parando e largando seus sonhos,
não se amando, tornando-se empregada doméstica do seu
marido e dos seus filhos, não trabalhando, não realizando”.
Quando essa esposa não se conecta com o próximo, com o
marido, com o filho, com as pessoas, vivendo apenas o seu
mundo, os seus objetivos, o que acontece?
Acaba tornando-se uma pessoa sem importância, sem valor,
uma pessoa que, se desaparecesse do mundo, não faria falta,
porque só está conectada com ela mesma.
________________________
[1] Daniel Goleman: considerado o pai da Inteligência Emocional
________________________
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Esta esposa precisaria ter um novo equilíbrio para prosperar
na vida. Em todos os aspectos, essa é a verdade, essa é a
estruturação do sucesso, de uma vida equilibrada, produtiva
e positiva, e qualquer um pode conseguir.
O que aconteceu com essa senhora pode acontecer também
com as empresas. Não há problemas quando um funcionário
se doa totalmente à empresa, trabalhando 10, 12, 15 horas por
dia. O problema é quando ele se esquece dos sonhos, dos
objetivos, da saúde e da família. Em algum momento, ele vai
pagar o preço dessa atitude.
Se aquela senhora tivesse ido à academia todos os dias,
se tivesse estudado, trabalhado e se conectado com seus
objetivos e consigo mesma, tudo seria diferente. É preciso ficar
atento e entender a estrutura e a importância da Inteligência
Emocional. Quando estamos inseridos no Coaching Integral
Sistêmico ou no Método CIS[2], aprendemos quais são
as competências emocionais pessoais (conexão consigo
mesmo) e as competências emocionais sociais(conexão
com o próximo).
________________________
[2] Método CIS: o maior curso de Inteligência Emocional da América
Latina. Mais de 700 mil pessoas impactadas em mais de 35 países.
________________________
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“ Se aquela
senhora tivesse
ido à academia
todos os dias, se
tivesse estudado,
trabalhado e se
conectado com seus
objetivos e consigo
mesma, tudo seria
”
diferente.
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4. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, QUOCIENTE DE
INTELIGÊNCIA E A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
NO MUNDO DOS NEGÓCIOS
Em 1995, o psicólogo e pesquisador americano Daniel Goleman
lança o livro Inteligência Emocional, best seller que difundiu o
termo mundo afora e que até hoje é grande referência sobre
o assunto. No livro, Goleman acrescenta a análise de grandes
avanços científicos da época para a neurociência afetiva, área
responsável pelo estudo de como as emoções humanas são
reguladas pelo cérebro.
Na década de 1990, o Quociente de Inteligência (QI) era
considerado critério de excelência de vida, pois definia os
mais inteligentes e, consequentemente, os que tinham mais
chances de sucesso. A grande discussão até então era se o QI
era herdado pelos genes ou se era adquirido pelas experiências
vivenciadas. Diante disso, não é difícil imaginar como uma
teoria que trata o gerenciamento das emoções como fator
determinante para uma vida bem-sucedida foi considerada,
inicialmente, tão revolucionária quanto polêmica.
A obra de Daniel Goleman mostra que o QI é responsável
por somente 20% do sucesso profissional de alguém. É um
diagnóstico de nossas capacidades cognitivas, considerando
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pensamentos lógicos, matemáticos e analíticos, enquanto
a IE é um conceito da Psicologia direcionada para as
emoções. Ela nos permite avaliar se o indivíduo consegue
utilizar, compreender e gerir as emoções para uma melhor
performance em determinada situação e pode ser medida
pelo Quociente Emocional (QE), definido como a capacidade
de autoconhecimento, autodisciplina, persistência e empatia.
O QI determina a capacidade de solucionar questões lógicas
e ainda é uma forma de avaliar a inteligência humana. No
entanto, tem perdido, aos poucos, seu privilégio.
Com a evolução da Neurociência, o conceito de inteligência
tem dado uma margem cada vez maior à IE. Em um sistema
nervoso altamente diversificado, no qual diferentes áreas do
cérebro processam diferentes tipos de informação, fica cada
vez mais claro que não apenas é possível, mas essencial o
exercício das emoções para impactar de forma positiva todos
os âmbitos da vida.
É interessante notar também a mudança no mundo corporativo
no que se refere às habilidades racionais e emocionais dos
colaboradores. A razão, a lógica e a inteligência do QI não são
mais suficientes para ingressar e garantir cargos de liderança
em grandes empresas. Profissionais de Recursos Humanos
estão cada vez mais atentos à importância dos atributos
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emocionais no bom rendimento profissional. O entendimento
é de que não adianta alguém ter um QI altíssimo, uma elevada
capacidade de raciocínio lógico e matemático, se não
consegue conduzir um relacionamento saudável com outras
pessoas, gerindo sentimentos e emoções negativas.
Quando a mente emocional não vai bem, a mente racional
(ou intelecto) sofre duros impactos desse desajuste. Para
comprovar isso, basta observar o número de pessoas
impecáveis na condução de trabalhos práticos e lógicos,
capazes de passar horas resolvendo problemas matemáticos,
mas impossibilitadas de apresentar a solução para outras
pessoas por medo de se apresentar em público.
Dessa forma, uma pessoa emocionalmente inteligente
desenvolve a mente racional e emocional, cria motivações
para si e persiste em conquistar seus objetivos. Ela controla
impulsos e aprende a aguardar o momento de satisfação de
seus desejos. Mantém um bom estado de espírito e impede
que a ansiedade interfira em sua capacidade de raciocínio, de
ser empática e confiante.
A Inteligência Emocional entende que o ser humano precisa
ser trabalhado em sua totalidade, levando em consideração
afetividade, criticidade, criatividade, percepções e expressões,
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para ampliar seus referenciais de mundo, controlar seus
impulsos e explorar todos os seus talentos inerentes.
Não é à toa que a Harvard Business Review tenha saudado
a Inteligência Emocional como uma das ideias empresariais
mais influentes da década à época do lançamento do primeiro
livro de Daniel Goleman, em 1995. Como já dito, as grandes
empresas têm valorizado cada vez mais as habilidades de
IE de seus funcionários, principalmente naqueles que se
encontram em uma posição de liderança. Eles entendem o
equilíbrio entre as habilidades racionais e emocionais como
essencial para a geração de bons resultados.
O Quociente de Inteligência (QI) é muito importante para
a análise das capacidades técnicas. Em uma seleção para
um cargo de gestão, por exemplo, é comum ser o primeiro
aspecto a ser avaliado nos concorrentes. Acontece que, para
cargos superiores, é normal os candidatos terem experiência
e serem altamente capacitados, tornando o conhecimento
técnico não mais um diferencial.
Essa situação em que os requisitos intelectuais são
preenchidos e os candidatos são “peneirados” em termos de
intelecto e destreza é denominado “efeito do andar de cima”
por Daniel Goleman. Nesse momento, o que realmente faz a
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diferença entre os participantes que permanecem na seleção
é a inteligência emocional. Isso garante uma liderança eficaz
e focada em pessoas.
Portanto, pode-se dizer que as habilidades de IE têm sido
exigidas principalmente para quem representa um papel de
líder, em que o desempenho e o relacionamento no ambiente de
trabalho permitem influenciar o comportamento dos demais
integrantes da equipe na busca dos objetivos organizacionais.
Goleman, inclusive, argumenta que a chave para a liderança
está na capacidade de ser inteligente emocionalmente, e
não no QI. Um líder precisa ter competências de persuasão e
inspiração, e ser capaz de enfatizar e articular sentimentos, o
que é possível para alguém com inteligência emocional bem
desenvolvida, mas não necessariamente está relacionada a
um alto QI.
Para exemplificar a importância dessa qualidade entre
líderes, basta imaginar o comportamento dos profissionais no
ambiente de trabalho de acordo com as circunstâncias. Em
situações de crise e extremo estresse, destaca-se quem tem a
capacidade de lidar com as próprias emoções a ponto de não
apresentar reações perturbadoras e não misturar o pessoal
com o profissional.
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Goleman afirma também que a IE é a competência
“discriminatória” que melhor prevê quem será o melhor líder
dentro de um grupo de profissionais. Para o autor, o QI e
as aptidões técnicas são importantíssimos na excelência de
funções operacionais dentro das empresas, mas que essas
habilidades perdem consideravelmente a relevância quanto
mais alto for o cargo.
Fica claro então que, para ser um bom líder, o indivíduo
precisará de aptidão para lidar com as emoções (suas e dos
outros), facilidade de interação e destreza para conduzir,
negociar e solucionar conflitos e limitações. O verdadeiro líder
conduz a equipe com humildade, sabedoria e naturalidade, e
usa o máximo de suas competências emocionais.
5. COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS
PESSOAIS E SOCIAIS
Para ir a fundo na Inteligência Emocional, é preciso entender que
a base é sustentada por dois pilares essenciais: as competências
emocionais pessoais e as competências emocionais sociais. Elas
representam as habilidades necessárias para viver de forma
positiva, em equilíbrio consigo e com o mundo. Dominá-las nos
leva ao mais alto nível de Inteligência Emocional.
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COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS PESSOAIS
Trata-se da conexão que fazemos com os sentimentos e as
emoções que expressamos dentro de nós mesmos. Quem as
possui consegue extrair o melhor de si em qualquer situação,
e isso se traduz em resultados positivos e produtivos para
sua vida.
É preciso entender que situações negativas, quando mal
administradas emocionalmente, podem nos levar a manifestar
sentimentos tóxicos, como a inveja, a raiva, o ciúme etc.
Grandes oportunidades ou relacionamentos que poderiam
ser duradouros e saudáveis podem ser gravemente afetados
quando agimos de maneira negativa.
Por exemplo, como você reage diante de uma notícia ruim?
Como reagiria caso alguém lhe dissesse que o seu trabalho não
está sendo desenvolvido da maneira correta e é necessário
tomar uma ação para reverter esse quadro imediatamente?
Qualquer que seja a situação - simples ou complexa, positiva ou
negativa —, a pessoa que possui essa competência consegue
lidar com os sentimentos que despontam dentro de si.
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Ao todo, Daniel Goleman define nove competências
emocionais pessoais:
1. Autoconsciência Emocional: capacidade de identificar suas
próprias emoções e reconhecer os impactos delas nas ações e
decisões que toma. É a habilidade de refletir de forma crítica
e imparcial, identificando os pontos positivos e negativos
de cada emoção em cada comportamento. O indivíduo de
autoconsciência emocional evoluída tem a possibilidade de
trabalhar suas fraquezas de forma muito mais efetiva.
2. Autoavaliação Precisa: capacidade de fazer uma
autoavaliação precisa de suas capacidades e possibilidades.
Dessa forma, ele é capaz de decidir o nível máximo de
estresse físico e emocional a que pode ser submetido e
em que ocasiões se expor a essas situações. É, portanto,
a capacidade de conhecer a fundo seus próprios limites e
possibilidades, sem se supervalorizar ou subestimar.
3. Autoconfiança: capacidade de construir um sólido senso de
seu próprio valor, capacidades e potenciais. A autoconfiança
é essencial para produzir, transmitir e alcançar resultados de
sucesso nos mais diversos âmbitos da vida.
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4. Autocontrole Emocional: capacidade de manter as
emoções e os impulsos destrutivos sob controle. O indivíduo
consciente de suas debilidades e limites emocionais tende a
ter um controle maior em situações adversas.
5. Superação: desejo constante de melhorar o próprio
desempenho a fim de satisfazer padrões interiores de
excelência. Ou seja, o desejo de melhorar constantemente,
mesmo em aspectos que já apresentem um bom resultado.
6. Iniciativa: capacidade de estar sempre de prontidão para
agir e aproveitar as oportunidades de crescimento.
7. Transparência: capacidade do indivíduo em ser honesto,
íntegro, digno de confiança. É a prática da verdade acima
de tudo, consigo mesmo e com os outros. O indivíduo nunca
precisa mentir para alcançar resultados extraordinários.
8. Adaptabilidade: capacidade de ser flexível na adaptação a
pessoas dos mais diferentes estilos, índoles e comportamentos.
É estar preparado para lidar com situações adversas e
voláteis, tendo como base a autoconsciência emocional e o
autocontrole emocional.
9. Otimismo: capacidade de encarar o lado bom dos
acontecimentos em toda e qualquer situação. O otimismo
torna-se um grande motor para o indivíduo no que se refere à
superação de dificuldades, possibilitando resultados positivos.
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“ Fica claro então que,
para ser um bom líder,
o indivíduo precisará de
aptidão para lidar com
as emoções (suas e dos
outros), facilidade de
interação e destreza
para conduzir, negociar
e solucionar conflitos
”
e limitações.
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COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS SOCIAIS
As competências emocionais sociais se referem à capacidade
do indivíduo em se conectar de forma harmônica e amorosa
com a sociedade. Nesta competência, o controle das emoções
tem uma conotação mais social, que une as pessoas em prol
de um objetivo melhor ou um ambiente mais agradável e de
fácil comunicação.
Essa é uma característica importantíssima para líderes e
gestores. Quem possui competências emocionais sociais bem
desenvolvidas consegue extrair sempre o melhor daqueles que
o rodeiam, lidam bem com pessoas de sentimentos confusos
e reagem de forma nobre e equilibrada a momentos de dor,
alegria, conforto, desafio, entre outros.
As competências emocionais sociais também são formadas
por nove pilares:
1. Empatia: capacidade de perceber as emoções alheias,
compreender seus pontos de vista e interessar-se ativamente
por suas preocupações. Em uma discussão, não significa
necessariamente abrir mão de suas convicções, mas se abrir
para entender os argumentos do outro e ceder quando
necessário.
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2. Consciência organizacional: capacidade de identificar e de
compreender as tendências, as redes de decisão e a política
em nível organizacional. É ter discernimento de como usar
as emoções positivas em favor do coletivo nas mais diversas
situações.
3. Serviço: empenho em reconhecer e satisfazer, de forma
humilde, as necessidades dos demais, servindo-os e ajudando-
os a melhorar seu desempenho e a alcançar seus objetivos.
Contribuir de forma efetiva com o mundo ao redor.
4. Liderança inspiradora: capacidade de orientar e motivar
pessoas com uma visão instigante com o objetivo de criar
um ambiente envolvente e inspirador. Dedicação em ser
referência para os demais, e compreensão de que o trabalho
colaborativo é essencial para alcançar de resultados positivos.
5. Influência: capacidade de persuadir e influenciar pessoas
a fim de alcançar resultados positivos. O indivíduo influente
deve agir sempre de forma transparente e responsável,
visando ganhos coletivos.
6. Desenvolvimento dos demais: capacidade de cultivar as
habilidades alheias por meios de feedbacks e de orientação.
O indivíduo compartilha seu conhecimento sem vaidades
e arrogâncias, pois entende que os bons resultados são
construídos de forma colaborativa.
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7. Catalisação de mudanças: capacidade de diagnosticar,
planejar e gerenciar mudanças em ambientes coletivos com
a finalidade de compartilhar resultados positivos com outros
indivíduos. A pessoa sabe o momento certo de agir e é sábia
em suas decisões.
8. Gerenciamento de conflitos: capacidade de dialogar e
de solucionar divergências entre pessoas, compartilhando
sentimentos positivos como a empatia, e levando-as à
integração e à aceitação mútua.
9. Trabalho em equipe: capacidade de conquistar a
confiança para a colaboração e o trabalho em equipe com
alto desempenho, ajudando as pessoas a entenderem a
importância do respeito, do compromisso e da empatia na
busca por resultados positivos.
É importante perceber que as competências emocionais são
indispensáveis para viver e alcançar um Equilíbrio Produtivo
Positivo. Por exemplo, liderar e servir são competências
emocionais sociais. Superação e otimismo são competências
emocionais pessoais. Essas competências, juntas, nos ajudam
a ser indivíduos mais harmônicos, conhecedores de nossas
próprias verdades e cientes de onde estamos e aonde
queremos chegar.
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“ Essas competências,
juntas, nos ajudam
a ser indivíduos
mais harmônicos,
conhecedores de
nossas próprias
verdades e cientes
de onde estamos
e aonde queremos
”
chegar.
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Esse é um clássico exemplo de uma pessoa que dedica toda
a sua vida aos outros. Mas é preciso ter atenção porque o
contrário também acontece e é bastante comum. Se essa
esposa, por exemplo, não se conectasse com o próximo
(marido, filho, vizinhos), vivendo apenas o seu mundo e os
seus objetivos, ela se tornaria alguém sem importância, sem
valor. Seria uma pessoa que, se desaparecesse do mundo, não
faria falta, porque só estava conectada com ela mesma. Essa
esposa, então, precisaria ter um novo equilíbrio para prosperar
na vida. Essa é a estruturação do sucesso, que promove uma
vida equilibrada, produtiva, positiva e acessível a qualquer um.
E essa situação não fica restrita apenas à vida pessoal, mas
à profissional também. Não é problema um funcionário se
doar bastante à empresa. O problema é esquecer os próprios
sonhos e objetivos, da saúde e da família. Em algum momento,
pagará o preço por essa atitude. Voltando ao exemplo anterior,
se aquela senhora tivesse ido à academia todos os dias,
estudado, trabalhado e se conectado com seus objetivos e
consigo mesma, tudo seria diferente.
Diante disso, é preciso ficar atento e entender a estrutura
e a importância da Inteligência Emocional. Quando se fala
em Coaching Integral Sistêmico, uma das etapas é fazer o
coachee refletir e analisar seu estado atual, tendo como base
as competências emocionais pessoais (conexão consigo
mesmo) e sociais (conexão com o próximo).
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6. QUAL É O HEMISFÉRIO MAIS FORTE EM VOCÊ?
Preencha o teste abaixo e descubra qual hemisfério tem sido
mais forte em você.
QUAL É O HEMISFÉRIO MAIS FORTE EM VOCÊ?
TESTE: RAZÃO X EMOÇÃO
HEMISFÉRIO ESQUERDO – RACIONAL
( ) Administra a vida como cumpre sua agenda;
( ) Atento aos detalhes, não deixa passar um erro;
( ) Sério e tenso, às vezes desconfiado;
( ) Toma decisões baseadas no aprendizado do passado e em informações de muita
credibilidade;
( ) Julga tudo e todos como certo ou errado e como bom ou ruim;
( ) Cético. Muitas vezes acha que as coisas podem não dar certo;
( ) Evita riscos desnecessários e busca ter ou estar no controle;
( ) Planeja ao máximo e vive ansioso, pensando muito no que pode dar errado;
( ) Mesmo de boca fechada, os pensamentos estão sempre a mil;
( ) Vive sempre atento ao futuro, suas possibilidades e riscos.
HEMISFÉRIO DIREITO – EMOCIONAL
( ) Administra a vida sem muito planejamento, aberto ao que não foi previsto;
( ) Não liga para detalhes ou os delega para outra pessoa. Prefere pensar no todo;
( ) Entusiasta, risonho e otimista;
( ) Toma decisões baseadas na intuição e no coração. É comum “quebrar a cara”;
( ) Observa o que está errado sem julgar ou criticar, desde que não seja consigo;
( ) Acredita em tudo e em todos, muitas vezes não analisando o óbvio;
( ) Aventureiro e explorador, ama correr riscos;
( ) Planeja o mínimo e vive buscando o novo;
( ) Pensa, porém, pensa com leveza e sem autocobrança;
( ) Vive o aqui e o agora, deixando, sempre que possível, o futuro para depois.
RESULTADO:
Se a maioria das suas respostas foi da lista racional, o lado predominante do seu cérebro
é o hemisfério esquerdo. Isso significa que você tende a ter um comportamento mais
racional, procurando sempre a lógica das coisas e buscando a consciência sobre todos os
aspectos da vida. Sua memória é importante para você, já que é por meio dela que baseia
suas experiências presentes e futuras. Você valoriza a intelectualidade, e sua inteligência é
mais propensa a produzir ideias.
Se a maioria das suas respostas foi da lista emocional, o lado predominante do seu
cérebro é o hemisfério direito. Isso significa que você tende a ter um comportamento
mais intuitivo. Você se baseia em seus sentimentos e emoções, valorizando suas crenças
e sua visão própria de mundo. Seu inconsciente tem bastante vazão, sendo que você
ancora nele suas decisões. Sua inteligência é mais propensa a realizar ideias.
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[Link]ÃO
Como você pode perceber, a Inteligência Emocional é um
ativo altamente importante e que nos permite alcançar novos
patamares pessoais e profissionais. Diante disso, aqui vão
algumas perguntas para que você crie consciência sobre o
estado da Inteligência Emocional em sua vida:
• Diante do que você leu, você sente que possui Inteligência
Emocional?
• Você a cultiva?
• Você sente que a IE é importante para você?
• Você tem dedicado tempo a isso?
• Como você reage a situações negativas?
• Quais competências emocionais pessoais e sociais você
sente que tem?
• Quais competências emocionais pessoais e sociais você vem
escolhendo cultivar?
• A qual hemisfério você mais tem dado importância?
• Ou você só pensa no hemisfério esquerdo, racional, cognitivo
e trabalha focado nisso, sempre desesperado para ter mais
conhecimento e desprestigiando o lado emocional?
• Ou você é cegamente fiel aos seus sentimentos, instintos
e emoções e esquece completamente do seu lado racional,
deixando assim as emoções tomarem conta das suas
decisões e ações?
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Reflita sobre as questões acima e sobre o resultado do seu
teste, busque entender verdadeiramente a importância da
inteligência emocional em sua vida e anote em um caderno
as resoluções que você decidiu aplicar a partir destes
pensamentos.
Esperamos que esse e-book tenha contribuído para a sua
transformação! Por isso, fique atento aos nossos próximos
lançamentos! E até o nosso próximo e-book!
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