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Guia Completo sobre FMEA e Aplicações

Este documento explica o que é um FMEA (Análise de Modo, Efeitos e Criticidade de Falhas), incluindo como estruturar um FMEA atribuindo pontuações de gravidade, frequência e probabilidade de detecção para priorizar os modos de falha que requerem mais atenção. Também discute quando executar um FMEA e os tipos principais: FMEA de design e FMEA de processo.

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Luiz
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Guia Completo sobre FMEA e Aplicações

Este documento explica o que é um FMEA (Análise de Modo, Efeitos e Criticidade de Falhas), incluindo como estruturar um FMEA atribuindo pontuações de gravidade, frequência e probabilidade de detecção para priorizar os modos de falha que requerem mais atenção. Também discute quando executar um FMEA e os tipos principais: FMEA de design e FMEA de processo.

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FMEA

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EBOOK
FMEA
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ok-FMEAB 3

O que é FMEA?
O FMEA foi originalmente conhecido como Modo de Falha, Efeitos e Análise de Crítica (FMECA), e foi pu-
blicado pela primeira vez em 1949 pelo Departamento de Defesa dos EUA como um padrão para as opera-
ções militares - Procedures for Performing a Failure Mode, Effects and Criticality Analysis (Military Procedure MIL-
-P-1629). O FMEA surgiu da engenharia de sistemas e é uma ferramenta amplamente utilizada para controle
de qualidade. Ele se baseia em ferramentas como Análise de Risco e Análise de Causa e Efeito para tentar
prever falhas antes que elas aconteçam. Originalmente utilizado no desenvolvimento de produtos, também é
eficaz na melhoria do design de processos e sistemas.

O objetivo do FMEA é fornecer uma abordagem sistemática e identificar, em um ambiente complexo, para
onde a atenção deve ser voltada a fim de reduzir o risco de fracasso. O processo de FMEA começa identifi-
cando “modos de falha”, ou seja, as maneiras pelas quais um produto, serviço ou processo pode falhar.

Uma equipe de projeto examina todos os elementos começando pelas entradas e trabalhando até a saída
entregue ao cliente. Em cada etapa, a equipe pergunta “o que poderia dar errado aqui?”. Aqui estão alguns
exemplos simples de modos de falha relacionados ao processo de fornecimento de café quente em um posto
de combustíveis com foco nos motoristas de caminhões:

1. Uma das entradas para esse processo é uma “cafeteira limpa”. O que poderia dar errado?
a. Talvez a água da lava-louças não esteja quente o suficiente, então a cafeteira não está realmente
limpa.

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2. O primeiro passo no processo é encher a máquina de infusão com água. O que poderia dar errado?
a. Talvez a água não esteja na temperatura certa ou a equipe coloque muito ou pouco.

3. Uma saída do processo é uma xícara de café quente entregue ao cliente. O que poderia dar errado?
a. O café pode ficar muito frio antes de ser entregue.

Dica 1
Ao fazer o FMEA, muitas vezes pode ser melhor trazer membros da equipe com uma ampla variedade de fun-
ções, para que você possa analisar a solução proposta de diferentes ângulos. O objetivo do FMEA é descobrir
e avaliar potenciais falhas, portanto, quanto mais completa for a investigação, mais útil a análise.

Dica 2
Há uma variedade de ferramentas que você pode usar para mapear a solução que você deseja examinar e a
melhor ferramenta para usar dependerá do tipo de solução que você está procurando. Entre as ferramentas
que você pode querer considerar, use Gráficos de Fluxo, ou Análise do Fluxo de Valor, entre outros.

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Quais os tipos de FMEA?


Existem duas categorias amplas de FMEA: FMEA de design (DFMEA) e FMEA de processo (PFMEA).

FMEA de Design
O Design FMEA (DFMEA) explora a possibilidade de mau funcionamento do produto, devida útil reduzida,
assim como preocupações regulatórias e de segurança. Esses maus funcionamentos podem ser derivados de:
• Propriedades do material;
• Geometria;
• Tolerâncias;
• Interfaces com outros componentes e / ou sistemas;
• Ruído de engenharia: ambientes, perfil do usuário, degradação, interações de sistemas.

FMEA de Processo
O FMEA do Processo (PFMEA) descobre falhas que afetam a qualidade do produto, confiabilidade reduzida
do processo, insatisfação do cliente, assim como riscos ambientais ou de segurança, os quais, por sua vez,
podem ser derivados de:
• Fatores humanos;
• Métodos seguidos durante o processamento;
• Materiais utilizados;
• Máquinas utilizadas;
• Impacto dos sistemas de medição na aceitação;
• Fatores ambientais no desempenho do processo.

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Quando executar um FMEA?

Há várias vezes em que faz sentido executar o FMEA:


• Ao projetar um novo produto, processo ou serviço;
• Quando você planeja executar um processo existente de uma maneira diferente;
• Ao ter uma meta de melhoria de qualidade para um processo específico;
• Quando você precisa entender e melhorar as falhas de um processo.

Além disso, é aconselhável executar um FMEA ocasionalmente durante a vida de um processo. Até porque
qualidade e confiabilidade devem ser examinadas e aprimoradas de forma consistente para obter melhores
resultados.

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Como estruturar um FMEA?

É óbvio que todas as falhas não são iguais. Servir uma xícara de café contendo apenas água quente é muito
pior do que se o café servido estiver frio demais. O elemento chave do FMEA é analisar três características
de falhas:
• Gravidade da falha: quão severas elas são?
• Frequência de ocorrência da falha: com que frequência eles ocorrem?
• Probabilidade de detecção da falha: qual a probabilidade da falha ser notada se ocorrer?

Normalmente, a equipe do projeto utiliza uma escala de 1 a 5 para analisar cada modo de falha nas três dimen-
sões e, em seguida, calcula um número de prioridade de risco (RPN – Risk Priority Number):

RPN = (gravidade) x (ocorrência) x (detecção)

Gravidade – quão crítica é a falha?

5 – Muito alto (grandes perdas que ameaçam a viabilidade da empresa)


4 – Alto (grandes perdas, a empresa ainda é operável)
3 – Baixo (as perdas existem, podem ser corrigidas)
2 – Menor (a perda é mínima, bastante insignificante)
1 – Baixo (sem efeito)

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Ocorrência – quão provável é a falha em acontecer?

5 – Muito alto (deve ser endereçado imediatamente, acontecerá com muita frequência)
4 – Alto (causará problemas frequentes, acontecerá frequentemente)
3 – Baixo (causará problemas esporádicos, ocorrerá ocasionalmente)
2 – Menor (a questão será pequena e distante, ocorrerá com pouca frequência)
1 – Baixo (problemas improváveis, não é provável que aconteça)

Detecção – quão fácil será para detectar a falha?

5 – Muito Difícil
4 – Difícil
3 – Um pouco fácil
2 – Fácil
1 – Muito fácil

Por que se calcula o RPN?


A ideia é concentrar os esforços de melhoria nas falhas que causam maior impacto nos clientes. Os modos de
falha com maior pontuação são:
• aqueles que acontecem muito;
• que são ruins quando acontecem; e
• que dificilmente serão detectados.

É mais provável que os erros difíceis de detectar passem para os clientes. Por isto, a equipe conclui a análise
FMEA para os modos de falha com maior pontuação, especialmente os que obtiverem as maiores pontuações
no quesito gravidade, mesmo que não tenham uma pontuação tão alta na soma dos três.

Obviamente, uma empresa quer ter certeza de que qualquer possível desastre seja evitado, mesmo que seja
improvável que ocorra. Assim, verifica-se as causas potenciais dos modos de falha, se identifica maneiras de
detectar o problema, desenvolve-se ações recomendadas e se impõe a responsabilidade de monitorar o pro-
cesso e tomar medidas quando necessário ao responsável pela operação.

Para o exemplo do café no posto de combustíveis, o FMEA da etapa de encher a cafeteira com água seria:

Potencial modo de falha: quantidade errada de água

Efeito do fracasso: café muito forte ou muito fraco


Gravidade: 4
RPN = 4 x 4 x 4 = 56
Causa potencial: marcas do nível da água apagadas no pote
Ocorrência: 4
Ação recomendada: substituir a cafeteira
Método atual de controle da falha: inspeção visual
Detecção: 4 Responsável: frentista 01

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Por que executar o FMEA?

Historicamente, quanto mais cedo uma falha for descoberta, menos ela custará. Além disto, se uma falha for
descoberta só no final do desenvolvimento ou lançamento do produto, o impacto será exponencialmente
mais devastador.

O FMEA é uma das muitas ferramentas usadas para descobrir falhas no momento mais inicial possível no de-
sign de produtos ou processos. Assim, a descoberta de uma falha no início do desenvolvimento de produtos
(PD) usando o FMEA permite:
• Várias opções para mitigar o risco;
• Maior capacidade de verificação e validação de alterações;
• Colaboração entre design do produto e processo;
• Aprimoramento do projeto para fabricação e montagem (DFM / A);
• Soluções de menor custo;
• Utilização do legado, conhecimento da equipe e trabalho padrão.

Por fim, essa metodologia é eficaz na identificação e correção de falhas de processo desde o início, para que
você possa evitar as consequências desagradáveis do mau desempenho.

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E o FMEA é uma habilidade útil


no mercado?
Há no Linkedin, 116 vagas em aberto que demandam FMEA. Inspetor da Qualidade, Especialista Lean, Geren-
te de Qualidade, Analista de Qualidade, Analista de Planejamento, Engenheiro de Processos, Engenheiro de
Produção, Estágio, enfim, praticamente todas as vagas relacionadas a Lean, Qualidade, Processos e Produção,
demandam o conhecimento do candidato sobre FMEA.

Uma das vagas, de Analista da Qualidade, tem como salário médio segundo o site neuvoo R$ 2.800,00 men-
sais. Já um Engenheiro de Produção, R$ 3.500,00. Ou seja, o FMEA é uma habilidade necessária para en-
contrar as melhores oportunidades no mercado, pois pode economizar milhões se for empregue da maneira
correta.

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5 indústrias que usam


FMEA regularmente

O FMEA é amplamente utilizado em todos os setores, do desenvolvimento de software à manufatura e à assistên-


cia médica, durante os ciclos de vida de produtos ou processos. Seja qual for o seu trabalho, descobrir os pontos
de falha logo no início ajuda a melhorar a segurança e a qualidade, satisfazer os clientes e economizar dinheiro.

Desenvolvimento de software

O FMEA pode ser aplicado ao desenvolvimento de software. Essa abordagem geralmen-


te é implementada quando a equipe deseja melhorar a qualidade do software, reduzir o
custo da qualidade, o custo da má qualidade e a densidade dos defeitos.

Fabricação

A indústria de manufatura conta com o FMEA para antecipar e eliminar mais cedo, as
possíveis falhas de montagem e produto, evitando ações corretivas mais caras poste-
riormente. Isso resulta em produtos de alta qualidade e confiabilidade que satisfazem os
clientes do setor.

Transporte e logística

Eles também contam com o FMEA para capacitá-los a fornecer produtos de maneira
confiável. O setor usa o FMEA para avaliar a logística e as cadeias de suprimentos, a fim
de garantir um serviço de alta qualidade aos clientes.

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Cuidados de saúde

Esse setor utiliza o FMEA como uma ferramenta eficaz para identificar partes dos pro-
cessos que mais precisam de aprimoramento. Trabalhar preventivamente ajuda a reduzir
o risco para pacientes e funcionários.

Agricultura

A indústria também conta com a FMEA. É usado para avaliar riscos ao meio ambiente,
fabricação e máquinas e qualidade do produto. Isso é importante por considerações am-
bientais, éticas e legais.

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Como está estruturado o curso


de FMEA da assinatura FM2S?
• Introdução
• O que é o FMEA e sua história
• Tipos de FMEA
• Por que e quando usar um FMEA
• Exemplos de FMEA
• Apresentação de como elaborar um FMEA
• Definições
• Planejar e preparar
• Analisar
• Avaliar e priorizar
• Melhorar
• Erros comuns, cuidados e dicas
• 2 cases reais de aplicação
• Planilha para elaboração da análise FMEA (disponível para download,
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