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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS


Curso de Administração

JOAQUIM MELCHIORETTO FILHO

RESENHA CRÍTICA

ECONOMIA DO MEIO AMBIENTE:ASPECTOS TEÓRICOS DA ECONOMIA


AMBIENTAL E DA ECONOMIA ECOLÓGICA

Resenha crítica apresentada à


disciplina de Tópicos Especiais
orientada pelo Prof. Raulino Pedro
Gonçalves.

ITAJAÍ, SC
2011/I
SOUZA, Roberta Fernanda da Paz de. Economia do meio ambiente: Aspectos
teóricos da Economia Ambiental e da Economia Ecológica. Rio Branco - AC, 2008.

Autora: Roberta Fernanda da Paz de Souza. possui graduação em


Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2002) e
mestrado em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (2005).
Atualmente é professor assistente da Universidade Federal Fluminense . Tem
experiência na área de Economia, com ênfase em Economia dos Recursos
Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: recursos hídricos e
valoração ambiental.

RESUMO

Durante muitos anos, o homem explorou os recursos naturais disponíveis


sem se preocupar com as possíveis conseqüências destas atividades. Neste
tempo muitos assuntos e informações foram noticiadas, muitos hábitos foram
alterados e abre-se uma discussão sobre a forma de conservação da natureza.
Para a verificação destes problemas ambientais e naturais, tem-se o
auxílio da Economia Ambiental e Ecológica que buscam interpretar e buscar
ações cabíveis aos casos encontrados. A principal discussão dentro da
Economia Ambiental é sobre a alocação eficiente dos recursos.
Desta forma ressalta-se a importância de se buscar métodos para poder
se mensurar em valores monetários os recursos naturais. Segundo Tietenberg
(2000) existem três formas de uso que podem ser utilizadas para cálculo da
valoração ambiental do recurso:
1. Valor de uso(VU): referente ao uso direto dos recursos
(exemplo: extração de madeira, pesca em alto mar);
2. Valor de opção (VO): reflete a disposição das pessoas de
quererem usar o recurso no futuro, desta forma terão de que deixar de
usar o recurso no presente;
3. Valor de não-uso (VNU): Tem-se pela satisfação das
pessoas de simplesmente verem que o recuso não está sendo utilizado
e sim preservado.
A Economia Ecológica defende o mesmo ideal que a Ambiental, porém
reforça que um sistema econômico de tratar da justa distribuição e utilização
dos insumos cedidos pela natureza. Desta forma entende-se a economia como
um sub-sistema dentro de um grande sistema, onde há ecossistema, matérias
primas, energia, etc.
Desta forma a economia fica restrita aos recursos que este grande
sistema oferece. Sendo assim, por mais que a economia cresça, ela estará
gerando o bem-estar econômico, todavia o bem-estar não econômico fica
comprometido, devido falta de ar puro para respirar por exemplo.
Os recursos naturais têm suas próprias características e isso dificulta a
sua alocação de maneira eficiente e distribuída, segundo Daly e Farley (2003),
tem-se as seguintes características:
a) Exclusividade: Isso acontece quando se extingue a
possibilidade de alguém usar determinado recurso. Para isso seria
necessário se ter instituições que vetassem que a utilização destes
recursos;
b) Rivalidade: são os bens que quando uma pessoa utiliza,
automaticamente a outra acaba sendo proibida de usar a mesma
unidade (exemplo: comida);

Ainda há outras variáveis como a congestionabilidade, que é quando um


produto é não-rival até que se esgota sua disponibilidade e se transforma em
rival. E também a irreversibilidade, que é quando tal bem é esgotado, e sua
recuperação é tão lenta que ele acaba sendo extinto.
Em relação a valoração dos recursos naturais é importante citar Gligo
(1987), que considera os métodos muito simplistas e que a visão dos
economistas deve ser agregada a de biólogos, ecologistas e outros
profissionais para uma avaliação mais completa. Alier (1987) concorda com a
afirmação, mas considera que também deve ser considerada a opinião dos
indivíduos ainda não nascidos, considerando de tal forma que eles serão os
herdeiros da poluição acumulada do presente.
Desta maneira pode-se considerar que os métodos ainda não têm a
consistência necessária para serem considerados políticas públicas. E que
estas análises deveriam ser realizadas por equipes multidisciplinares para
buscar verificar o problema da forma mais ampla possível.
Outro questão-problema em relação aos desastres ambientais segundo
Romero, 2001) é que os problemas em geral não tem divulgação da totalidade
do seu impacto. Também ocorre uma incerteza em relação as causas destes
problemas, ficando evidente a dificuldade da busca pelas prevenções
necessárias.
Por fim a autora do artigo e questão trabalho nesta resenha acredita que
a Economia Ecológica, pode ser utilizada como instrumento para uma
convivência harmônica entre meio ambiente x homem. Todavia para isso
ocorrer é imprescindível que os cidadãos em geral tomem consciência e
estejam dispostos a mudar seus hábitos.

CRÍTICA

O tema tratado no artigo é de grande relevância atualmente. E pela sua


importância, ainda é pouco debatido e tratado com certo preconceito por parte
da academia, principalmente por profissionais liberais e empresários que
consideram que a principal atividade de uma organização é o resultado líquido
em valores financeiros.
A Economia Ecológica abordada deve ser estudada com maior
profundidade, entretanto é talvez a melhor opção hoje para se fazer a
valoração dos recursos naturais. E para isso deverá ser debatido no congresso
maiores poderes jurídicos em relação ao meio ambiente, para que essa
disciplina consiga ser colocada em prática com a finalidade da conservação e
relação harmônica entre as partes (meio ambiente x homem).
No entanto, a valoração dos recursos acaba se tornando algo muito
complexo. A forma de cálculo considerando-se as futuras gerações é algo de
difícil mensuração, pois é impossível saber quando este planeta teria fim.
Porém é preciso ser debatido em academias e congressos a melhor forma de
aprimorar esses cálculos.
Apesar da importância da Ecologia Ambiental, o foco da conservação
deve ser o homem. Apenas a educação e a responsabilidade como cidadão
podem fazer com que os hábitos mudem. Precisa haver conscientizações dos
adultos e programas pedagógicos para as séries iniciais baseados no assunto.
Porque jamais o governo irá conseguir fiscalizar todos, então o certo é buscar
ensinar a fazer do jeito certo, e porque não dando incentivos fiscais para isso,
por exemplo, diminuir tributações sobre papeis reciclados.
Através destas considerações, o artigo chega ao objetivo que é tratar da
economia juntamente com o meio ambiente ressaltando a importância que
necessita ter-se com os recursos disponíveis e que fique claro, o planeta Terra
não tem preço.