Componentes e Funcionamento do Motor Diesel
Componentes e Funcionamento do Motor Diesel
S I S T E M A D E P R O P U L S ÃO A M O T O R D I E S E L
(De até 3. 000 Kw de p otên ci a)
Fazendo uma analogia, o navio chega aos portos e navega não só pela força dos ventos,
mas também impulsionado pelo seu sistema de propulsão, ou seja, pelo movimento de suas
máquinas.
Nos navios da Marinha Mercante, na qual a busca pela diminuição de custos é constante,
já que o preço do frete é fator preponderante para a sobrevivência de uma empresa de
navegação, o motor diesel é utilizado em larga escala. Isso porque o motor diesel é uma
máquina de alto rendimento, ou seja, é econômico em consumo de combustível e em
manutenção. Daí, pois, a importância do assunto que vamos abordar a seguir.
Antes de você estudar o motor diesel e seu funcionamento, veja, a seguir, alguns termos
técnicos essenciais nessa compreensão.
51
PRO 01
Então, vamos começar ?
2 . 1 P R I N C I P AI S T E R M O S T É C N I C O S AP L I C AD O S A O S M O T O R E S
DIESEL
2 . 1 . 1 D i â m e t r o d o c i l i n d r o (D)
Figura 2.1.2 – O ponto morto inferior (PMI), o ponto morto superior (PMS),
o curso do êmbolo (L) e a cilindrada unitária (V1)
1
Temperatura de Ignição – temperatura a partir da qual o combustível se inflama.
52
2.1.4 Cur so do êmbolo
É o volume do cilindro compreendido entre o PMS e o PMI (figura 2.1.2). Ela será
representada aqui por V1. Como o volume de um cilindro é igual ao produto da área da sua
circunferência interna pela altura (que nesse caso é o curso do êmbolo), a fórmula para o
cálculo da cilindrada unitária será:
π x D² / 4) x L
V1 = (π
onde,
V1 cilindrada unitária
π é uma letra grega (a pronúncia é Pi) que tem valor aproximado de 3,1416
D diâmetro do cilindro
L curso do êmbolo
Assim,
Cilindrada total = V1 x n
ou
π x D² / 4) x L x n
Cilindrada total = (π
Quando um fabricante diz que o motor dele é 4.0 ou 4.000, ele está se referindo à
cilindrada total do motor. Como 1 litro é igual a 1000 centímetros cúbicos, o
fabricante quer dizer que o motor tem cilindrada total de 4 litros ou de 4000
centímetros cúbicos.
53
PRO 01
E xercício Resolvido 1
Problema [Link]
Solução:
Já vimos que Cilindrada total = (π x D² / 4) x L x n
Da fórmula geral acima, só falta encontrar o D² e D² = 10² = 100
Agora, então, que dispomos de todos os valores, podemos fazer o cálculo.
Cilindrada total = (3,1416 x 100 / 4) x 15 x 6 ou
Cilindrada total = 7068,6 cm³
54
onde,
V2 volume do espaço morto;
π é uma letra grega (a pronúncia é Pi) que tem valor aproximado de 3,1416;
D diâmetro do cilindro;
h altura da câmara de combustão.
Procure entender a resolução a seguir. Você vai perceber que não é difícil.
E xercício Resolvido 2
Problema [Link]
55
PRO 01
Assim,
Vt = V1 + V2
Figura 2.1.8
Volume total do cilindro (Vt)
Tc = (V1 + V2) / V2
No exemplo dado, escreve-se Tc = 11:1 e lê-se: onze para um. É importante que você
saiba também que as taxas de compressão dos motores diesel são mais altas que as dos
motores à gasolina, já que, como já aprendemos, o calor da compressão é que faz queimar o
combustível nos motores diesel. Nos motores à gasolina, o calor para queimar o combustível é
fornecido por uma centelha elétrica produzida pela vela.
56
E a í , va mos r e s ol ve r juntos u m pr obl e ma s obr e ta x a de c ompre s s ã o ?
E xercício Resolvido 3
Problema [Link]
Qual é a taxa de compressão do motor diesel de 4 cilindros, que tem cilindrada de 1000
cm³ , sabendo que o volume da câmara de combustão é igual a 27,77 cm³ ?
Solução:
Tarefa 2.1
Para esta tarefa, você vai precisar de uma folha de papel em branco tipo ofício, lápis,
borracha, régua e compasso.
Numa metade da folha, desenhe um êmbolo dentro de seu cilindro, como o da figura
2.1.2. Marque a posição do PMS e do PMI.
Na outra metade da folha, desenhe um êmbolo dentro de seu cilindro, como o da figura
2.1.8. Marque a posição do PMS, do PMI e do volume total do cilindro.
Capriche nessa pequena tarefa, pois ela ajudará você a fixar os ensinamentos expostos
a té a q u i .
Você sabe que, se o êmbolo realiza um movimento de sobe e desce dentro do cilindro,
quanto mais ele se aproxima dos pontos mortos, PMI e PMS, mais a sua velocidade diminui.
Assim, no PMS e no PMI, a velocidade do êmbolo cai para zero. Isso é muito lógico, porque
nos pontos mortos ele tem que parar para poder inverter o seu movimento. Os fabricantes
costumam utilizar a velocidade média do êmbolo (ou apenas velocidade do êmbolo) para
classificar se um motor é de baixa, de média ou de alta rotação. A Vm é expressa em metros
por segundo (m/s) ou em pés por segundo (pés/s). Para calcularmos Vm, utilizamos a
seguinte fórmula geral:
57
PRO 01
Vm = (N x 2 x L) / 60
Onde,
E xercício Resolvido 4
Problema [Link]
Qual é a velocidade do êmbolo (Vm) de um motor diesel que funciona a 450 rpm,
sabendo-se que o curso do êmbolo é igual a 25 cm ?
Temos:
L = 25 cm
N = 450 rpm
Sabemos que Vm = (N x 2 x L) / 60
Ora, a velocidade é dada em metros por segundo, logo, devemos transformar 25cm em
metros. Então, L = 25 cm = 0,25 m
Você chegou ao final da primeira subunidade. Agora é importante que você teste
seus conhecimentos.
Em caso de dúvida, leia atentamente o texto que trata do assunto. Você vai ver que
alguma informação pode ter escapado da sua atenção.
B O M T R AB A L H O !
58
Teste de auto-avaliação da subunidade 2.1
2.1.b (__________) A cilindrada unitária tem um volume maior do que o do espaço morto.
2.1.c (__________) A taxa de compressão do motor diesel deve ser maior do que a do motor à
gasolina.
2.1.f (__________) A altura total do cilindro é a soma do curso do êmbolo com a altura da
câmara de combustão.
2.1.h (__________) Se a velocidade do êmbolo é dada em m/s, isso significa que o curso do
êmbolo foi dado em pés.
2.1.i (__________) No motor diesel, o calor para queimar o combustível é fornecido por uma
centelha elétrica.
2.1.j (__________) O volume do espaço morto é a mesma coisa que volume da câmara de
combustão.
2.1.k) Um motor diesel de 6 cilindros, com diâmetro do cilindro de 250 mm, funciona a 900 rpm.
Sabendo que o curso do êmbolo vale 358 mm, determine:
2.1.l) Sabe-se que o curso do êmbolo de um motor diesel, que funciona a 1240 rpm, vale 520
mm. Qual é a velocidade média do êmbolo em m/s ?
2.1.m) O volume do espaço morto de um motor diesel é igual a 1000 cm³. Qual é a sua taxa
de compressão se a sua cilindrada unitária é igual a 14000 cm³ ?
59
PRO 01
Parabéns pelo seu esforço até aqui !
Continue navegando e máquinas à vante !
Na próxima subunidade, você verá a classificação dos motores diesel.
2 . 2 C L AS S I F I C AÇ Ã O D O S M O T O R E S D I E S E L
de 2 tempos (motor que cumpre seu ciclo em um giro do eixo de manivelas, ou seja,
em 360°);
de 4 tempos (motor que cumpre seu ciclo em dois giros do eixo de manivelas, ou seja,
em 720°).
em linha – são aqueles motores em que os cilindros são dispostos da mesma forma,
um atrás do outro, em uma só bancada ( n° 1 da fig. 2.2.1);
60
de êmbolos opostos – são aqueles motores que se caracterizam por possuir apenas
um cilindro para cada dois êmbolos, que trabalham em oposição (n° 6 da fig. 2.2.1).
Figura 2.2.1 – Motor em linha (1); motor em “V” (2); motor radial (3); motor de cilindros opostos
(4); motor em “H” (5); e, motor de êmbolos opostos (6).
Tarefa 2.2
Com relação à disposição dos cilindros, cite quantos e quais são os arranjos de cilindros de
motor diesel já apresentados.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
61
PRO 01
2.2.5 Quanto ao uso ou aplicação:
estacionários terrestres (são motores que são instalados em terra firme, como
fábricas, hospitais, edifícios, etc.);
B O M T R AB A L H O !
2.2.a (__________) Tanto o motor do ciclo Otto quanto o motor do ciclo Diesel são exemplos
de máquinas de combustão interna.
2.2.b (__________) O motor do ciclo Otto utiliza uma centelha elétrica para queimar o
combustível.
2.2.c (__________) Os motores do ciclo Diesel são as máquinas de combustão interna mais
utilizadas nos navios mercantes.
2.2.d (__________) Nos motores de cilindros opostos, há dois cilindros para cada êmbolo.
2.2.e (__________) Um motor de cilindros em “V” tem suas bancadas dispostas a 180º uma
da outra.
2.2.f (__________) Quanto maior for a compressão, maior será a temperatura do ar no interior
do cilindro do motor diesel.
62
2.2.g (__________) O motor de êmbolos opostos possui dois êmbolos em cada cilindro.
2.2.h (__________) Para motores diesel que possuam cilindros de tamanhos diferentes, o
motor que tiver maior número de cilindros produzirá maior potência.
2 . 3 O F U N C I O N AM E N T O D O M O T O R D I E S E L A 4 T E M P O S
Como você pôde ver, a principal diferença entre o motor do ciclo Diesel (motor diesel) e
o do ciclo Otto (motor à gasolina) consiste no fato de que, no motor diesel, a inflamação do
combustível não é feita por meio de uma centelha elétrica, e sim, pela elevada temperatura do
ar submetido a uma forte compressão no cilindro.
Tanto o motor à gasolina quanto o motor diesel precisam cumprir quatro tarefas, que são
chamadas de fases, para completar um ciclo de trabalho. Atente para a figura 2.3.1 para
entender o funcionamento de um motor diesel de quatro tempos, ou seja, um motor que vai
cumprir suas tarefas (fases) em duas voltas do eixo de manivelas ou 720º. As fases são:
1 aspiração ou admissão;
2 compressão;
3 expansão;
4 descarga ou escape.
Figura 2.3.1 – Ocorrência das fases num motor diesel a 4 tempos (A = válvula de
admissão e B = válvula de descarga).
63
PRO 01
1) Aspiração ou admissão – nessa primeira fase o êmbolo se desloca do seu ponto
morto superior (PMS) para o seu ponto morto inferior (PMI), aspirando somente o ar da
atmosfera (válvula de aspiração aberta e válvula de descarga fechada).
4) Descarga ou escape – nesta última fase, o êmbolo se desloca do seu ponto morto
inferior (PMI) para o seu ponto morto superior (PMS), empurrando os gases de descarga
para a atmosfera (válvula de aspiração fechada e válvula de descarga aberta).
Você chegou ao final da terceira subunidade. Que tal verificar o que aprendeu ?
B O M T R AB A L H O !
2.3.d) Em quantos graus de giro um motor diesel a 4 tempos cumpre suas 4 fases de
funcionamento ?
____________________________________________________________________________
64
2.3.f) Em quais fases de funcionamento o motor diesel perde energia ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2 . 4 O F U N C I O N AM E N T O D O M O T O R D I E S E L A 2 T E M P O S
O motor diesel a 2 tempos tem que cumprir as suas tarefas (fases) em apenas uma volta
do eixo de manivelas, ou 360º. Isso significa que esse motor tem que cumprir essas fases num
tempo menor do que o tempo disponível para um motor a 4 tempos, que tem 720º para
completar suas fases. O motor a 2 tempos, por essa falta de tempo disponível, necessita de
uma bomba de ar (compressor) para forçar o ar a entrar no cilindro, na fase de aspiração, na
quantidade desejada. Vários são os métodos utilizados para elevar a pressão do ar.
65
PRO 01
Há motores que possuem janelas de admissão, para a entrada do ar, e válvula de
descarga no cabeçote, para a saída dos gases. O seu ciclo operativo resume-se no seguinte:
Observe a figura 2.4.2 para entender a explicação dada a seguir. Nessa figura, o
primeiro tempo se refere ao deslocamento do êmbolo do PMI para o PMS; o deslocamento
do êmbolo do PMS para o PMI está no segundo tempo. Ao se deslocar do PMI para o PMS, o
êmbolo cobre as janelas de admissão e logo em seguida a válvula de descarga fecha,
permitindo que o ar, admitido anteriormente no cilindro, seja comprimido. Um pouco antes de o
êmbolo atingir o PMS, o combustível é injetado. A combustão ocorre nas proximidades do
PMS, ou seja, na câmara de combustão.
Tarefa 2.4
Entretanto, vamos aprender também como funciona um motor a 2 tempos que possuem
janelas de admissão e janelas de descarga, como o mostrado na figura 2.4.3 .
66
Figura 2.4.3 – Funcionamento de um motor diesel a 2 tempos com janelas de
admissão e janelas de descarga.
Observe atentamente a figura 2.4.3A. Veja como as janelas de admissão (as mais
próximas do PMI) e as janelas de descarga estão abertas: está ocorrendo a lavagem do
cilindro. Deslocando-se do PMI para o PMS (figura 2.4.3B), o êmbolo cobre primeiramente as
janelas de admissão, interrompendo o suprimento de ar para o cilindro, terminando a fase de
admissão.
Em seu movimento para cima, o êmbolo comprime cada vez mais o ar, até que, próximo
do PMS, o combustível é injetado, inflamando-se por causa da elevada temperatura do ar. A
força expansiva dos gases empurra, então, o êmbolo para baixo (fase de expansão).
Antes de chegar ao PMI, o êmbolo descobre as janelas de descarga, pondo fim na fase
de expansão e iniciando a fase de descarga (figura 2.4.3D); e, em virtude da considerável
pressão ainda reinante, a maior parte dos gases é descarregada para o exterior.
Você chegou ao final da quarta subunidade. E por falar em ar fresco, que tal uma
parada? Aproveite, vá até a janela, respire o ar fresco, faça um alongamento e depois
retorne aos seus estudos. Teste seus conhecimentos ao realizar o teste de
auto-avaliação.
B O M T R AB A L H O !
67
PRO 01
Teste de auto-avaliação da subunidade 2.4
2.4.a) Em quantos graus de giro um motor diesel a 2 tempos cumpre as suas 4 fases de
funcionamento ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.4.b) Por ter menos tempo para cumprir suas 4 fases, que componente, obrigatoriamente,
precisa estar presente num motor a 2 tempos ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.4.c) Em motores diesel pequenos a 2 tempos, que artifício é utilizado para dar uma pressão
adicional ao ar de alimentação (ar de lavagem) ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.4.d) Quando é que ocorre o evento lavagem em um motor diesel a 2 tempos que possui
janelas de admissão e janelas de descarga ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.4.e) Os grandes motores diesel a 2 tempos, propulsores em navios mercantes modernos,
em vez de possuírem janelas de admissão e janelas de descarga, possuem
_____________ de admissão e _____________ de descarga.
2 . 5 AS C AR A C T E R Í S T I C AS D O S C O M P O N E N T E S F I X O S E M Ó V E I S
DOS MOTORES DIESEL
As principais peças fixas do motor são: bloco, cabeçote e cárter. Passemos, então,
rapidamente por cada um desses componentes, atentando para as figuras a seguir.
68
C AB E Ç O T E
BLOCO
69
PRO 01
CÁRTE R
E I X O D E M AN I V E L AS
Sua construção requer técnica apurada, sendo forjado, usinado, e balanceado tanto
estática quanto dinamicamente. É o componente de maior comprimento do motor (veja a figura
[Link]).
ÊMBOLO
Os anéis de segmento de compressão garantem a vedação quase total dos gases entre
o êmbolo e as paredes da camisa do cilindro, permitindo também o escoamento de parte do
calor recebido pelo êmbolo.
B I EL A OU C ON EC TOR A
71
PRO 01
O mancal bipartido da conectora é formado
por duas metades semicirculares denominadas telhas
de mancal, bronzinas ou casquilhos (figura [Link]),
que são revestidas com material antifricção nas partes
que ficam em contato com o eixo de manivelas. O
metal patente ou babbit2 é o material antifricção mais
utilizado.
V O L AN T E
B O M T R AB A L H O .
2.5.a) O componente fixo de um motor diesel, que serve de reservatório de óleo lubrificante,
nos motores de pequeno e médio portes é chamado de _____________ e nos de
grande porte é chamado de ________________ .
2.5.b) A câmara de combustão é formada pela face _______________ do êmbolo e pela face
inferior do ________________ .
2
Babbit - é o metal antifricção mais utilizado em revestimento de mancais. Se constitui de uma liga de estanho, cobre e
antimônio, variando as proporções de cada um, de acordo com o tipo de serviço a que o mancal vai ser submetido.
72
2.5.c) A maior peça fixa de um motor diesel é o __________.
2.5.d) Camisa do tipo ________________ é aquela que NÃO tem contato direto com a água
de resfriamento do motor diesel.
2.5.e) Os anéis colocados nas ranhuras (canaletas) de um êmbolo são chamados de anéis de
________________ .
2.5.g) Camisa do tipo ________________ é aquela que tem contato direto com a água de
resfriamento do motor diesel.
2.5.h) Os anéis de um êmbolo, responsáveis pela vedação do cilindro, são chamados de anéis
de ________________ .
2.5.j) Os mancais que sustentam o eixo de manivelas de um motor diesel são denominados
de mancais ________ ou principais.
Você viu que na subunidade 2.5 deste módulo, tratamos de alguns componentes básicos
do motor diesel, classificando-os como fixos e móveis, lembra-se? Propositadamente,
entretanto, deixamos para esta unidade a abordagem de outros componentes igualmente
importantes e que fazem parte do chamado mecanismo de distribuição do motor ou
distribuição motora. O número de componentes desse mecanismo pode variar conforme o
tipo de motor, mas, qualquer que seja esse número, seus componentes têm que trabalhar em
harmonia, sincronizados, para tornar possível o perfeito funcionamento do motor.
O objetivo da distribuição é fazer com que cada fase do ciclo de funcionamento do motor
ocorra rigorosamente no seu devido tempo. Por exemplo, se o motor estiver realizando a fase
de compressão, é claro que tanto a válvula de admissão quanto a de descarga devem estar
fechadas. Qualquer desvio nessa sincronização pode fazer com que o motor trabalhe mal, ou
73
PRO 01
nem sequer consiga funcionar. Quando isso acontece, dizemos que o motor está “fora de
ponto”.
Analise com atenção a figura [Link] e você perceberá que se trata do mecanismo de um
motor de 4 tempos, uma vez que existe uma válvula de admissão e uma válvula de descarga
(9) na cabeça do cilindro. Além do mais, a engrenagem (1), do eixo de manivelas (2), tem a
metade do número de dentes da engrenagem (3), do eixo de cames (4). Repare que as cames
(5), do mesmo eixo, transmitem movimento aos tuchos (6), que por sua vez transmitem
movimento às hastes ou varetas (7). Estas hastes acionam os balancins (8), para abrir as
válvulas de aspiração e de descarga (9), cada uma no seu devido tempo.
74
2.6.2 Componentes da distr ibuição
Volte a observar a figura [Link] que mostra uma parte de um sistema de distribuição, o
mecanismo de comando de válvula, e acompanhe as particularidades citadas a seguir.
Tuchos – são peças que trabalham em contato com as cames (5), transmitindo o seu
movimento às varetas (6). Nos motores de médio e de grande portes, os tuchos costumam
possuir rodetes para reduzir o atrito com a came.
Vareta de tucho – é a peça que trabalha com uma de suas extremidades em contato
com o tucho e a outra em contato com uma das extremidades do balancim. A vareta transmite
ao balancim o movimento alternado produzido pela came.
Balancim – é uma peça que, articulando no seu eixo (11), recebe movimento da vareta e
o transfere à válvula de admissão ou de descarga. O balancim possui em uma de suas
extremidades um parafuso com porca para permitir o ajuste da folga entre ele e a haste da
válvula.
Válvula de descarga – é a peça que serve de porta de saída dos gases da combustão
do interior do cilindro do motor. Apresenta normalmente um disco com diâmetro externo menor
do que o da válvula de admissão. Isso é possível porque a velocidade de escoamento dos
gases da combustão através dela é relativamente grande, devido à razoável pressão ainda
existente no cilindro por ocasião da sua abertura.
75
PRO 01
balancim sobre a sua haste.
BOM TRABALHO !
76
Teste de auto-avaliação da subunidade 2.6
2.6.b) Qualquer desvio na sincronização, que pode fazer com que o motor diesel trabalhe mal
ou nem sequer consiga funcionar, caracteriza uma situação conhecida como motor
________ de _________ .
2.6.c) Ao olharmos para um motor diesel e observarmos que existe uma válvula de admissão
e uma válvula de descarga na cabeça do cilindro, podemos afirmar que esse motor é a
______ tempos.
2.6.g) Por que o diâmetro externo do disco da válvula de admissão é normalmente maior que
o diâmetro externo do disco da válvula de descarga?
2 . 7 O S T I P O S D E T R AN S M I S S Ã O M AI S E N C O N T R AD O S
77
PRO 01
Figura 2.7.1 – Transmissão por corrente (A) e transmissão por correia dentada (B).
78
Você chegou ao final da sétima subunidade. Portanto, faça o exercício abaixo, para
sedimentar o que acabou de aprender.
B O M T R AB A L H O !
2.7.b) A transmissão de movimento do eixo de manivelas para o eixo de cames pode ser feito
através de ______________, correia dentada ou ______________ .
2.7.c) Quando a transmissão de movimento do eixo de manivelas para o eixo de cames e para
outros componentes do motor – como bombas, distribuidor de ar, etc. – é feita por
engrenagens, o conjunto dessas engrenagens é denominado de ________ de
engrenagens.
2.7.d) A transmissão de movimento do eixo de manivelas para o eixo de cames e para outros
componentes do motor, na maioria dos motores de automóveis, é feita por __________
____________.
2 . 8 A U T I L I Z AÇ Ã O D AS M AR C AÇ Õ E S E X I S T E N T E S N O S V O L AN T E S
Quando essas referências não são gravadas no volante, mas estão contidas no manual
de instruções do motor, o próprio técnico de motores poderá resolver a questão, se precisar.
Vejamos um exemplo prático para o caso de um motor de 4 tempos com apenas 1 cilindro.
Vamos admitir que não haja no volante nem sequer as marcas do PMS e do PMI.
79
PRO 01
Para fazer a marca do PMS, procede-se da seguinte maneira:
a) marca-se um ponto de referência no bloco do motor que está mais próximo ao volante.
Pode ser com um punção, com uma lâmina de serra, com tinta, com giz, etc.;
b) retira-se a válvula de injeção, para se ter acesso ao interior do cilindro através do seu
alojamento no cabeçote, e introduz-se aí verticalmente um calibre de profundidade
(ou mesmo um arame), fazendo a ponta deste tocar na face superior do êmbolo;
c) gira-se o volante para colocar-se o êmbolo do cilindro 1 próximo ao PMS;
d) gira-se o volante no mesmo sentido em que se estava girando anteriormente; o calibre
(ou o arame) vai subir com o êmbolo até este atingir o seu PMS; se continuar o giro,
vai-se observar que o calibre (ou o arame) começará a descer;
e) faz-se, então, uma marca no volante, coincidente com o ponto de referência feito no
bloco do motor (toda vez que se girar o volante e as marcas coincidirem, sabe-se que o
êmbolo do cilindro 1 está no PMS);
Lembrando que o motor deste nosso exemplo é de 4 tempos, não se pode esquecer
que o êmbolo pode estar no PMS no final da fase de descarga e pode estar no PMS
no final da fase de compressão. Para o início de qualquer regulagem no motor, o
êmbolo deve se encontrar no final de compressão.
Observação: Da maneira como se fez a marcação do PMS, pode-se fazer outras marcações,
como: início e final de injeção, abertura ou fechamento de válvulas de admissão e de
descarga, abertura ou fechamento de válvulas de ar de partida, etc.
BOM TRABALHO !
2.8.b) (_____________) O objetivo da distribuição é fazer com que cada fase do ciclo
aconteça rigorosamente no seu devido tempo.
80
2.8.c) (_____________) A expressão “motor fora de ponto” não está relacionada com o
mecanismo da distribuição.
2 . 9 O Â N G U L O D E C AL A G E M E A O R D E M D E Q U E I M A
O termo calagem significa a mesma coisa que o termo sincronização. O motor diesel
reúne dezenas de peças que precisam ser caladas (sincronizadas), para que ele possa
produzir o trabalho planejado, no mais alto rendimento possível. No nosso estudo, a calagem
das manivelas refere-se à posição em que as manivelas são dispostas no eixo de manivelas.
Entre outros fatores, o ângulo de calagem das manivelas pode ser determinado, levando-
se em conta o número de cilindros e o número de tempos do motor. Por causa da estreita
relação do ângulo de calagem com a ordem de queima, julgamos oportuno estudá-las
simultaneamente.
81
PRO 01
2.9.1 Definições
E xercício Resolvido
Problema [Link]
Solução:
Se o motor é de 2 tempos, então, são 360°/2 = 180° (o ângulo de calagem das manivelas
é de 180°).
82
A figura 2.9.1.A mostra que a manivela referente ao cilindro 2 está disposta a 180° da
manivela do cilindro 1. Assim, a ordem de queima só poderá ser 1–2, ou seja, a queima
ocorrerá no cilindro 1, e, somente após o eixo de manivelas girar 180°, ocorrerá a queima no
cilindro 2. O desenho simplificado do eixo ficará conforme a figura 2.9.1.B.
Problema [Link]
Solução:
Se o motor é de 4 tempos, então, são 720°/2 = 360° (o ângulo de calagem das manivelas
é de 360°).
83
PRO 01
Pelo exposto até agora, é importante que você perceba que qualquer que seja o
número de cilindros do motor:
Para terminar esta série de exercícios, observe a figura 2.9.3, que é a de um grande
motor propulsor de 2 tempos, com 12 cilindros em linha, que gira no sentido indicado pela seta.
Aplicando a fórmula, você comprovará que o ângulo de calagem é de 30° (360˚ /12). A
ordem de queima desse motor para a disposição que foi dada às manivelas poderia ser: 1 – 12
– 5 – 7 – 3 – 11 – 4 – 9 – 2 – 10 – 6 – 8.
B O M T R AB A L H O !
2.9.a) Quando se diz que os componentes de um motor diesel têm que ser calados, isso
significa que esses componentes têm de ser _____________ .
84
2.9.b) A ordem de queima de um motor diesel busca uma distribuição melhor dos
_____________ recebidos pelo eixo de manivelas.
2.9.e) A _______ de ________ é a seqüência com que as combustões ocorrem nos cilindros
do motor.
2.9.f) Um motor diesel de 4 tempos possui 8 cilindros. Isso significa que ________ cilindros
queimam em cada volta do eixo de manivelas.
2.9.h) Para que o ângulo de calagem de um motor diesel seja determinado, faz-se necessário
conhecer se o motor é de 2 ou de 4 __________ e a quantidade de ____________ do
motor.
2 . 1 0 C AL C U L O D O Â N G U L O D E C AL A G E M E D E B AN C AD A P A R A
MOTORES EM “V”
Como já vimos na figura 2.2.1, o motor em “V” é um motor formado por dois blocos de
cilindros em linha, dispostos entre si sob um ângulo normalmente entre 30° e 120°. Esse
ângulo, formado entre as linhas de centro vertical dos cilindros das duas bancadas, é
denominado “ângulo de bancada”. Seu valor é projetado pelo fabricante, podendo ser menor,
igual ou maior que o ângulo de calagem. Para calcularmos o ângulo de calagem do motor em
“V”, procedemos da mesma forma que aprendemos com o motor em linha, apenas tendo o
cuidado de dividir o número de cilindros por 2, já que o eixo de manivelas do motor em “V”
normalmente recebe duas conectoras (bielas) em um mesmo pino.
85
PRO 01
E xercício Resolvido
Problema 2.10.1
Determine o ângulo de calagem e o ângulo de queima para um motor em “V” de 4
tempos e com 12 cilindros, como o mostrado na figura 2.10.1 abaixo.
Solução:
Imagine o espaço que ocupa um motor em linha de 8 cilindros, tendo cada cilindro 12,5
cm de diâmetro. Um motor em “V“ com o mesmo número de cilindros, e mesmo diâmetro, vai
86
ocupar a metade do espaço e vai desenvolver aproximadamente a mesma potência. Aí está a
principal vantagem do motor em “V”.
Agora, você precisa saber que os fabricantes de motores adotam às vezes diferentes
sistemas de numeração de cilindros. Esses sistemas, por si sós, permitem uma grande
variedade de ordens de queima, como pode ser observado na figura 2.10.2.
Você chegou ao final da décima subunidade. Que tal fazer o exercício abaixo, para
sedimentar o que acabou de aprender?
B O M T R AB A L H O !
2.10.b) (__________) Nos motores de vários cilindros, as queimas podem ocorrer ao mesmo
tempo em mais de um cilindro.
2.10.d) (__________) As ordens de queima dos motores começam e terminam pelo cilindro
número 1.
87
PRO 01
2.10.g) (__________) A ordem de queima não pode ser diferente entre motores de 2 e de 4
tempos com 2 cilindros em linha.
2.10.h) (__________) O ângulo de bancada não pode ser maior que o ângulo de calagem.
2.10.j) (__________) Uma boa ordem de queima deve ser a mais salteada possível.
Como vimos na figura 2.10.3, na subunidade anterior, um motor em “V” de oito cilindros
pode trabalhar obedecendo a quatro ordens de queima diferentes, dependendo apenas do
projeto do fabricante. É importante frisar que, após o fabricante escolher uma das quatro
ordens de queima apresentadas, esta tem de ser sempre utilizada, isto é, o operador não pode
escolher uma outra aleatoriamente.
Tarefa 2.11
2.11.a) Com qual objetivo os fabricantes determinam a ordem de queima de um motor diesel?
____________________________________________________________________________
2.11.b) Qual a ordem de queima que se adequou melhor aos motores em linha de 6 cilindros?
____________________________________________________________________________
88
Continue navegando, máquinas a vante!
Avance para a subunidade 2.12.
2 . 1 2 A A N Á L I S E D E D I A G R A M A S E É P U R AS D E M O T O R E S D I E S E L
Você já sabe que o ciclo do motor de 4 tempos é realizado em duas voltas do eixo de
manivelas (720°) e, logicamente, apenas uma volta do eixo de cames. Já viu também que a
engrenagem do eixo de cames possui o dobro do número de dentes da engrenagem do eixo
de manivelas. A relação de transmissão das engrenagens é, portanto, de 2:1 (dois para um).
No diagrama teórico, supõe-se que a válvula de admissão inicia a sua abertura quando
o êmbolo se encontra exatamente no PMS e termina o seu fechamento exatamente quando o
êmbolo chega ao PMI. Da mesma maneira, supõe-se que a válvula de descarga inicia a sua
abertura com o êmbolo no PMI (exatamente no instante em que a válvula de admissão acabou
de fechar), e termina o seu fechamento exatamente quando o êmbolo atinge o PMS.
89
PRO 01
Sabemos, entretanto, que, na prática, as coisas não acontecem assim. Para tornar
possível o funcionamento do motor com um rendimento satisfatório, torna-se indispensável
adotar as cotas de avanços e atrasos. Portanto, você, agora, vai conhecer o diagrama
prático, ou real, de um motor diesel de 4 tempos, mostrado na figura 2.12.2.
90
RFD – retardamento ao fechamento da descarga – é o número de graus que a
manivela de um determinado cilindro ultrapassou o seu PMS, no instante em que a válvula
de descarga termina o seu fechamento.
AAI – avanço à abertura da injeção – é o número de graus que falta para a manivela de
um determinado cilindro atingir o seu PMS, no instante em que a válvula de injeção inicia a
sua abertura.
Acreditamos que, agora, você esteja bem preparado para compreender o diagrama polar
(ou épura) do motor diesel de 4 tempos. Ligue-se, portanto, na figura 2.12.3.
Tarefa 2.12
Com base nas informações sobre cotas de avanços e atrasos na distribuição do motor
diesel , dê o significado das seguintes siglas:
a) AAD = _________________________________________
b) AAP = _________________________________________
91
PRO 01
Preste atenção na SETA que mostra o sentido de rotação do motor. O PMS e
a fase de aspiração dão o ponto de partida para o entendimento do diagrama.
ADMISSÃO – Repare que a válvula de admissão começa a sua abertura um pouco antes
da manivela atingir o seu PMS. É o chamado AAA (avanço à abertura da admissão). Do
PMS ao PMI a manivela gira 180˚. Após chegar ao PMI, ainda são adicionados ao período
alguns graus até o fechamento total da válvula de admissão; é o chamado RFA (retardamento
ao fechamento da admissão). Assim,
DESCARGA – ao olhar para o diagrama você logo percebe que a descarga é o maior
período do ciclo, porque, além dos 180˚ , ainda conta com os graus do AAD (avanço à
abertura da descarga) e do RFD (retardamento ao fechamento da descarga). Assim:
B O M T R AB A L H O !
92
Teste de auto-avaliação da subunidade 2.12
a) cruzamento de válvulas.
b) avanço à injeção.
c) avanço à abertura da descarga.
d) avanço à abertura da admissão.
a) 180˚ – AAD.
b) 180˚ – AAA.
c) AAA + 180˚ + RFA.
d) AAD + 180˚ + RFD.
2.12.c) O número de graus que falta para a manivela de um determinado cilindro atingir o seu
PMI, no instante em que a válvula de descarga inicia a sua abertura, chama-se
a) 2,83 mm.
b) 4,57 mm.
c) 5,15 mm.
d) 5,67 mm.
Continue seus estudos.
Avance para a subunidade 2.13.
2 . 1 3 AS F I N AL I D AD E S P R I N C I P AL E S E C U N D Á R I A D O S I S T E M A D E
L U B R I F I C AÇ Ã O
93
PRO 01
b) não há como se evitar a formação de fuligem e outras matérias particuladas oriundas
da combustão; e
a) resfriamento;
b) vedação;
c) limpeza;
d) amortecimento de choques; e,
O resfriamento ocorre porque, enquanto lubrifica, o óleo absorve parte do calor gerado
pelo atrito entre as peças do motor e o transfere para o exterior em um trocador de calor
denominado resfriador de óleo lubrificante.
Por outro lado, em alguns motores de grande porte, uma ramificação do sistema de
lubrificação é utilizada para circular o óleo nos espaços ocos existentes nas coroas dos
êmbolos, com o propósito de remover desses êmbolos o excesso de calor oriundo da
combustão. Isto é feito com o auxílio de tubos telescópicos, que serão estudados num outro
momento, por entendermos que o assunto tem mais afinidade com o sistema de resfriamento
do motor.
No que diz respeito à vedação, a película de óleo lubrificante entre os anéis de segmento
do êmbolo e as paredes do cilindro intensificam a vedação do ar e dos gases, principalmente
94
nas fases de compressão e expansão, nas quais a pressão no interior do cilindro é bastante
elevada.
A película de óleo lubrificante deve ainda proteger, contra os ataques químicos, todas
as superfícies com as quais entra em contato.
Você chegou ao final da décima – terceira subunidade. Que tal verificar o que
aprendeu ? Responda ao que se pede na tarefa abaixo.
Tarefa 2.13
2.13.b) Como se denomina a propriedade do óleo lubrificante que é responsável pela limpeza ?
2.13.c) Onde é efetuada a troca de calor entre o óleo lubrificante e o meio exterior ao sistema ?
2 . 1 4 O S T I P O S D E L U B R I F I C AÇ Ã O E X I S T E N T E S N O S M O T O R E S
D I E S E L M AR Í T I M O S
V amos lá ?
a) forçada;
b) por salpico;
95
PRO 01
c) por gravidade;
d) manual.
A lubrificação forçada – é feita por meio de uma bomba, que pode ser acionada pelo
próprio motor (bomba dependente do motor), como no caso dos motores de pequeno e médio
portes, ou por um motor elétrico (bomba independente do motor), como no caso dos motores
de grande porte.
002 – Poceto;
006 – Válvula termostática (controla o fluxo de lubrificante a passar pelo resfriador, visando
manter a temperatura de projeto do lubrificante);
007 – Filtro;
96
Figura [Link] – Sistema de lubrificação forçada (motor SULZER RTA84).
Você acabou de ver o sistema de lubrificação forçada do motor diesel. Estude a seguir o
seu funcionamento.
97
PRO 01
Figura [Link] – Bomba de lubrificação tipo engrenagens.
Toda bomba de lubrificação é do tipo de deslocamento positivo, isto é, tudo que ela
aspira tem de descarregar. Por isso, há a necessidade da presença de uma válvula de
segurança (ou válvula reguladora de pressão) na sua descarga, para proteger o sistema em
caso de sobrepressão. Como pode ser observado nas figuras [Link] e [Link], essa válvula,
ao ser aberta, vai comunicar a descarga com a aspiração da bomba.
O filtro – tem por finalidade reter as impurezas sólidas menores que conseguem passar
pelo ralo, garantindo, assim, o fornecimento de uma película de óleo isenta de impurezas entre
as peças a lubrificar. O filtro é do tipo descartável nos motores de pequeno porte, devendo ser
substituído após um determinado número de horas de funcionamento previsto no manual do
fabricante.
A importância de manter os filtros de óleo em bom estado é tão grande que alguns
fabricantes instalam neles dispositivos, que facilitam o controle das suas condições
operacionais. Entre esses dispositivos encontram-se manômetros diferenciais, dispositivos de
limpeza automática, detector de partículas metálicas, etc.
98
O resfriador – tem por finalidade remover o excesso de calor absorvido pelo óleo na sua
função de reduzir o atrito entre as peças. Quando se trata de um resfriador do tipo feixe
tubular, a água salgada passa pelo interior dos tubos, sendo estes envolvidos pelo lubrificante.
Isso facilita a limpeza e a remoção das incrustações que se acumulam no seu interior. A
pressão da água salgada deve ser inferior à do lubrificante, para que, em caso de furo nos
tubos, a água salgada não contamine o óleo do sistema, que, em alguns navios, é da ordem de
alguns milhares de litros.
2.14.a) Qual o tipo de lubrificação de motor diesel que necessita de pelo menos uma bomba ?
2 . 1 5 O C I C L O D E O P E R AÇ Ã O D O S S I S T E M AS D E L U B R I F I C A Ç Ã O D O S
MOTORES DIESEL
99
PRO 01
Figura [Link] – Sistema de lubrificação do motor diesel MWM –DT-232-VP.
100
23. Turbocompressor 24. Manômetro de óleo
.
que força o óleo a subir para a câmara de combustão. Além disso, o nível de
óleo acima do máximo obstrui a ventilação do cárter, o que aumenta a
possibilidade de explosão deste.
Tarefa 2.15
2.15.a) Qual é o agente que resfria o óleo lubrificante no sistema da figura [Link]?
____________________________________________________________________________
2.15.b) Em motor diesel médio ou pequeno, como o do sistema da figura [Link], onde fica
armazenado o óleo lubrificante?
____________________________________________________________________________
2.15.c) Por que não se deve deixar que o nível de óleo no cárter fique abaixo do mínimo?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.15.d) Por que não se deve deixar que o nível de óleo no cárter fique acima do máximo?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Ap ó s c o n f e r i r s u a s r e s p o s t a s , a v a n c e p a r a a s u b u n i d a d e 2 . 1 6 .
101
PRO 01
2.16 O S P R O C E D I M E N T O S D E M AN U T E N Ç Ã O E X E C U T A D O S N O
S I S T E M A D E L U B R I F I C A Ç Ã O D O S M O T O R E S D I E S E L M AR Í T Í M O S
Tarefa 2.16
2.16.a) Qual é o sistema do motor diesel que o operador dispõe de curtíssimo tempo para
contornar uma falha?
____________________________________________________________________________
2.16.b) Qual é a pressão mínima permitida na descarga da bomba num sistema de lubrificação
forçada?
____________________________________________________________________________
102
2.17 O F U N C I O N AM E N T O D O L U B R I F I C AD O R M E C Â N I C O
Os motores diesel utilizados na propulsão dos grandes navios mercantes são motores a 2
tempos do tipo long stroke, ou seja, têm longo curso do êmbolo e possuem cruzetas. São
superalimentados, de baixa velocidade e com cilindros isolados do cárter por um diafragma.
Por essas e outras razões, em tais motores torna-se indispensável a lubrificação em separado
dos cilindros. Esta lubrificação é realizada por meio de um lubrificador mecânico, que é um
dispositivo constituído por uma bateria de pequenas bombas alternativas de êmbolo, cujo eixo
de comando é acionado pelo próprio motor.
103
PRO 01
Um tanque elevado (que não aparece na figura) supre o lubrificante para o reservatório
do lubrificador. A quantidade de óleo enviada para cada ponto do cilindro é regulada pelo curso
efetivo do êmbolo de cada bomba e pelo número de cursos de recalque na unidade de tempo.
Como o lubrificador mecânico é acionado pelo próprio motor, é fácil entender que, para uma
dada regulagem, a quantidade de óleo fornecida aos cilindros está intimamente relacionada
com a velocidade do motor.
Cada uma das bombas do lubrificador possui, no lado da descarga, um visor de vidro ou
plástico em forma de tubo, dentro do qual trabalha uma esfera de aço com diâmetro pouco
inferior ao seu diâmetro interno. Assim, dependendo da velocidade do motor, o fluxo de óleo
descarregado pela bomba manterá a esfera mais ou menos suspensa no interior do visor.
Evidentemente, quando o motor está parado, a esfera de aço está no fundo do visor.
O lubrificador dispõe ainda de uma pequena manivela que, acionada manualmente, atua
nos elementos de bombeamento para fazer a pré-lubrificação dos cilindros antes da partida do
motor.
Se, durante a condução, você observar alguma esfera arriada no fundo do visor,
saiba que aquele elemento não está enviando lubrificante para o seu ponto no
cilindro, o que é muito grave para o motor. Reduza a rotação da máquina e
procure imediatamente restabelecer a sua operacionalidade. Na maioria das
vezes, aquele elemento está precisando apenas de purga ou desaeração.
Tarefa 2.17
2.17.a) Cruzeta é uma peça que faz a articulação entre a haste do êmbolo e a conectora num
motor do tipo _________ _________ .
2.17.c) O lubrificador mecânico varia a quantidade de óleo para o cilindro de acordo com a
variação de ______________ do motor.
2.17.d) Sabe-se que um lubrificador mecânico não está mandando óleo para o seu cilindro
quando sua ____________ está no fundo do ___________ .
Ag o r a , c o n fir a s eu s a cer t o s na ch a ve d e r e s p os t as .
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.1 8 .
104
2 . 1 8 A L U B R I F I C AÇ Ã O D AS C R U Z E T AS D O S M C P s
Vimos pelo sistema de lubrificação do motor SULZER RTA84 (figura [Link]), que a
lubrificação das cruzetas é tão importante, que há uma bomba só para cuidar delas. Você deve
estar lembrado de que é no pino da cruzeta onde são articuladas a haste do êmbolo e a
conectora. Os patins da cruzeta deslizam alternativamente nos chamados paralelos, fixados
na própria estrutura do motor, exercendo grande carga sobre eles. Como não poderia deixar de
ser, esses pontos exigem uma farta lubrificação, tendo que ser supridos adequada e
abundantemente, com pressão de óleo superior a normal do motor.
Volte até a figura [Link] e relembre o que é haste do êmbolo, cruzeta, e conectora. Só
assim você guardará melhor como é realizada a lubrificação das cruzetas.
Não se assuste e ponha mãos à obra. Você verá que os exercícios não estão
difíceis.
Boa sorte !
2.18.c) (____________) O óleo lubrificante deve ser capaz de proteger contra ataques
químicos às superfícies metálicas do motor diesel com as quais entra em contato.
2.18.d) (____________) Por não ser uma substância dura, o lubrificante nada contribui na
vedação entre êmbolos e cilindros.
105
PRO 01
2.18.h ) (____________) Com o motor parado, é possível fazer a pré-lubrificação dos
cilindros, atuando-se manualmente no comando das bombas do lubrificador mecânico.
II) Responda:
2.18.j) Quais são as funções secundárias do óleo lubrificante nos motores diesel?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.18.m) Por que, nos sistemas de lubrificação forçada, dos motores diesel marítimos, a
pressão da água salgada de circulação do resfriador deve ser inferior à pressão do óleo
lubrificante?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.18.n) Por que, para uma dada regulagem, a quantidade de óleo enviada pelo lubrificador
mecânico depende da velocidade do MCP ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2 . 1 9 AS P R I N C I P AI S A N O R M A L I D AD E S D O S I S T E M A D E L U B R I F I C AÇ Ã O
E A M AN E I R A D E S O L U C I O N Á - L AS
Qualquer anormalidade no funcionamento de um motor diesel, por menor que seja, deve
ser determinada e corrigida a tempo, para que não se transforme numa avaria de grandes
proporções. Em se tratando de motores diesel a bordo dos navios, que acionam o propulsor ou
os geradores de energia elétrica, a anormalidade pode ocorrer em momentos críticos, como
em entradas e saídas de porto, em navegação em canais estreitos ou em manobras. Tais
anormalidades podem colocar em perigo a segurança do navio e da tripulação.
106
Assim, o pessoal de máquinas deve ser capaz de reconhecer os sintomas de
anormalidades, usando todos os recursos de que dispõe. A visão, a audição, o olfato, o tato e,
mesmo, o paladar continuam sendo muito importantes na condução de uma instalação de
máquinas, principalmente quando, por alguma razão, o sistema de automação não consegue
desempenhar o seu papel a contento.
Caso essas leituras se afastem dos valores indicados no manual do motor, providências
devem ser tomadas imediatamente. Uma maneira de perceber problemas nas máquinas
consiste em estar sempre atento a qualquer ruído anormal durante o funcionamento do motor.
Com relação a esse particular, pode-se afirmar que, apesar de o motor diesel ser ruidoso de
natureza, um condutor experiente consegue separar os ruídos estranhos dos normais.
Apresentamos a seguir uma lista das anormalidades mais comuns que ocorrem no
sistema de lubrificação dos motores diesel, em geral, e as suas possíveis causas.
Tabela 2.19.1 – Sistema de lubrificação: anormalidades e causas
ANORMALIDADES CAUSAS
107
PRO 01
ANORMALIDADES CAUSAS
f) vazamentos no sistema
7) Combustível no lubrificante
(diluição)
a) válvulas de injeção vazando
c) êmbolos gastos
108
ANORMALIDADES CAUSAS
Você chegou ao final da décima-nona subunidade. Apesar de não ser extensa, ele
é de extrema importância, em razão de tratar do sistema que inspira os maiores
cuidados do operador, por só permitir um pequeníssimo tempo de falha: o sistema de
lubrificação.
Ag o r a , p o n h a m ã os à o br a, fa ç o a ta r e f a a ba ix o e ve ja no g a b ar i t o o
seu grau de acerto.
Bom tr abalho!
Tarefa 2.19
2.19.a) Baixa pressão no sistema de lubrificação pode ser devida à alta ________________do
óleo.
2.19.c) Consumo excessivo de óleo lubrificante pode ser devido a nível de óleo no cárter muito
___________.
2 . 2 0 A N E C E S S I D AD E D E A R R E F E C E R ( R E S F R I AR ) O S M O T O R E S
DIESEL
O motor diesel é uma máquina térmica, isto é, ele aproveita o calor liberado pela queima
do combustível para produzir trabalho. Portanto, quanto mais quente o motor trabalhar, melhor
será, certo? Certo. Todavia, existe uma faixa de temperatura que ele, o motor, não pode
ultrapassar. Por quê? Porque, acima de determinada temperatura, o lubrificante perde suas
propriedades lubrificantes. E mesmo que se produza um lubrificante que suporte passar dessa
faixa de temperatura, os metais que compõem o motor vão começar a derreter, e o motor,
então, vai grimpar (as peças vão se fundir).
109
PRO 01
Daí, então, a necessidade de os motores serem arrefecidos. Além disso, há a
preocupação, nos dias de hoje, de se manter ou diminuir o nível de poluição. E o nosso motor
diesel é um grande poluidor do ar que respiramos. Quanto mais quente trabalhar o motor, mais
ele poluirá. Por isso, já há motores diesel que utilizam até injeção de água no cilindro, para que
a temperatura não ultrapasse 1400°C. Acima desta temperatura, os gases de descarga do
motor diesel vêm saturados de óxidos de nitrogênio, que são grandes poluidores.
Nossa! Como essa vigésima subunidade é curtinha ! Mas é assim mesmo. Esta é
só a introdução do assunto “arrefecimento”. Nas próximas subunidades, veremos o
desdobramento deste assunto, OK?
Tarefa 2.20
2.20.a) Por que um motor diesel, que é uma máquina térmica, precisa ser arrefecido?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.20.b) Com que objetivo alguns motores diesel já são dotados de injeção de água no interior
dos cilindros?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2 . 2 1 O S P R I N C I P AI S AG E N T E S AR R E F E C E D O R E S
Já vimos que existe a necessidade de resfriamento dos motores diesel. Agora, vamos ver
quais são os principais agentes arrefecedores utilizados nos sistemas de resfriamento desses
motores.
Comecemos pelo ar, que pode estar só ou aliado a outros agentes de resfriamento. Os
motores pequenos – como os de máquinas de cortar grama, pequenos motores de popa,
pequenas motocicletas, e até o nosso famoso “fusca” – utilizam apenas o ar no seu sistema de
resfriamento.
110
Nas embarcações de maneira geral, a água doce resfria o motor, sendo resfriada em
seguida pela água salgada do mar ou pela água doce dos rios, conforme a região em que o
navio se encontra. Da mesma maneira que nos automóveis, a água circula por um sistema
fechado.
Nos grandes motores marítimos de propulsão, não apenas a água, mas também o
próprio óleo lubrificante do motor podem ser utilizados como agente arrefecedor dos êmbolos.
Assim, podemos encontrar diferentes arranjos de sistemas de resfriamento, e os mais comuns
serão descritos a partir das subunidades seguintes.
Tarefa 2.21
2.21.a) O ________ é o agente de resfriamento direto da maioria dos pequenos motores, como
o do “fusca” e o de pequenas motocicletas.
2.21.b) Nos motores de médio e de grande portes, a ________ ________ resfria o motor, que
é resfriada pela _________ __________ .
2 . 2 2 O S C O M P O N E N T E S D O S I S T E M A D E R E S F R I AM E N T O D O S
MOTORES DIESEL
111
PRO 01
Nos motores marítimos de médio e de grande portes, que são resfriados pela água doce,
num circuito fechado, e esta água doce é resfriada por água salgada, num circuito aberto, diz-
se que a água salgada faz um resfriamento indireto. A água doce e a água salgada trocam
calor no resfriador de água doce. Ou seja, a água doce faz um resfriamento direto, e a água
salgada faz um resfriamento indireto. Na figura [Link], podemos observar o sistema de
resfriamento do motor marítimo MAN W8V, cujos componentes estão listados na tabela 2.22.1
abaixo.
Tabela 2.22.1 – Componentes do sistema de resfriamento
1
2
3
Rede de expansão
4
Tanque de expansão
5
6
7
8
9
10
11
12
Válvula de retenção
A resposta é simples:
A sujeira / areia da água dos rios e o sal / sujeira / areia da água dos mares
tornariam inviável, em pouquíssimo tempo, o resfriamento desses motores.
Nesse sistema, uma bomba centrífuga faz circular água doce pelos diversos
componentes do motor diesel a resfriar.
Essa água entra pela parte inferior do motor e sai pela sua parte superior (a
parte superior do motor é a mais quente; logo, se a água entrasse por aí
provocaria um choque térmico, o que levaria a rachar camisas e cabeçotes).
É importante lembrar que motores propulsores de grande porte possuem sistema de pré-
aquecimento da água doce, que é posto em funcionamento antes de sua partida. Para isso, no
sistema mostrado acima, seriam acrescentados uma bomba de circulação (elétrica) e um
aquecedor.
Ao sair do motor, a água encontra a válvula termostática (2). Essa válvula é responsável
por manter a temperatura de projeto da água.
É simples: ela controla a quantidade de água doce que vai passar pelo resfriador. Na
realidade, a termostática sempre vai manter um fluxo de água doce por dentro e outro fluxo por
fora do resfriador ( 5 ), de maneira a manter a temperatura padrão de trabalho do motor.
a) absorver o aumento do volume da água aquecida sem danos para o sistema, daí o
nome de tanque de expansão;
113
PRO 01
Nos navios, esse tanque trabalha na pressão atmosférica e não deve ser enchido
totalmente. Manter o nível a cerca de 75% do máximo possibilita que algumas indicações de
avarias possam ser observadas mais nitidamente.
Com relação à qualidade da água doce, o ideal é encher o sistema com água destilada e
dosar os produtos químicos recomendados pelo fabricante. No que diz respeito à água
salgada, os cuidados principais referem-se à limpeza dos ralos e dos tubos ou das placas do
resfriador.
Nesse sistema, vários tubos de resfriamento são fixados na parte exterior do fundo da
embarcação. Por dentro desses tubos passa a água doce de circulação do motor que, como
você já sabe, é forçada por meio de uma bomba. Dessa maneira, os tubos do resfriador
trabalham mergulhados na água do mar ou do rio onde o navio navega.
A principal vantagem desse sistema é a sua simplicidade, por dispensar a bomba e o ralo
de água salgada.
BOA SORTE.
2.22.b) A água quente do sistema de água doce do motor MAN W8V pode ser utilizada como
fonte de calor para ______________ a água salgada.
114
2.22.c) O resfriamento do motor do fusca é do tipo ____________ .
2.22.d) A válvula que controla o fluxo de água doce a passar pelo resfriador é a
__________________ .
2.22.g) Por que a água doce de resfriamento sempre entra pela parte inferior e sai pela parte
superior do motor?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2 . 2 3 O F U N C I O N AM E N T O D O S I S T E M A D E Á G U A D E R E S F R I AM E N T O
D O S M C As E D O M C P
115
PRO 01
Como você pôde ver, não há muitas diferenças entre o sistema de resfriamento de
um MCP e o sistema de resfriamento de um MCA.
Tarefa 2.23
2.23.a) Cite um equipamento existente num sistema de resfriamento de MCP que normalmente
o sistema do MCA não o possui.
____________________________________________________________________________
2.23.b) Um sistema de resfriamento por água doce de um MCA, sendo um circuito fechado,
possui tanque de expansão?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2 . 2 4 O S T I P O S D E AR R E F E C I M E N T O U S U AI S D A C O R O A D O Ê M B O L O
116
Figura 2.24.1 – Resfriamento do êmbolo por óleo lubrificante (do motor diesel Scania DS 11).
Nos motores de grande porte, normalmente do tipo long stroke, a quantidade de calor a
ser retirada do êmbolo exige um resfriamento adicional. Nesse caso, a água ou o próprio óleo
lubrificante do motor podem ser utilizados como agentes arrefecedores. O resfriamento dos
êmbolos feito com água ocorre por meio de tubos telescópicos um leva e outro traz a água A
grande vantagem é poder utilizar o mesmo óleo do sistema de lubrificação principal do motor.
Tarefa 2.24
2.24.a) Quanto maior é o tamanho de um cilindro de motor diesel, tanto maior é a espessura
de suas paredes. Logo, também é maior o tempo necessário para o seu _________________.
117
PRO 01
2.24.b) Nos motores de pequeno e em alguns de médio portes, o resfriamento do êmbolo
pode ser feito por borrifo ou esguicho de ________________________ .
2.24.c) Nos motores diesel do tipo long stroke, o resfriamento dos êmbolos é feito através de
tubos chamados de _____________________ .
2.24.d) Nos motores diesel marítimo de grande porte, o resfriamento dos êmbolos pode ser
efetuado por ___________________ ou ____________________ .
2.24.e) Para que não haja contaminação do lubrificante do motor diesel long stroke, o melhor
agente resfriante dos êmbolos é o _______________________ .
2 . 2 5 AS P R I N C I P AI S AN O R M AL I D AD E S D O S I S T E M A D E AR R E F E C I M E N T O
E A M AN E I R A D E S O L U C I O N Á - L AS
ANORMALIDADES CAUSAS
i) motor em sobrecarga
118
ANORMALIDADES CAUSAS
Faça a tar efa abaixo e depois confir a sua resposta pelo gabar ito no
final da Unidade, OK ?
Tarefa 2.25
2.25.a) A temperatura da água salgada demasiadamente baixa vai provocar baixa temperatura
na _____________________ .
2.25.b) A pressão baixa da água salgada pode ter origem num ________ parcialmente
obstruído.
2.25.d) A pressão baixa da água doce pode ser originada na presença de ______ no sistema.
119
PRO 01
2.25.e) Carga alta no motor vai provocar ________ temperatura da água doce.
2.26 O S P R O C E D I M E N T O S D E M AN U T E N Ç Ã O E F E T U A D O S N O S
C O M P O N E N T E S D O S I S T E M A D E R E S F R I AM E N T O D O S M C A s E
DOS MCPs
5 ) limpar o resfriador de água doce (lado da água salgada) (essa limpeza deve ser
efetuada sempre que a diferença de temperatura da água, entre a entrada e a saída do
resfriador, seja menor que a normal);
6 ) limpar o ralo de aspiração do mar (essa limpeza deve ser efetuada sempre que a
pressão de descarga da bomba de água salgada seja menor que a normal);
120
Por enquanto, estamos encerrando a assunto “arrefecimento” de um motor diesel.
Não se assuste se voltarmos a falar dele mais à frente.
Ponha mãos à obra no teste que se segue, que abrange todo o assunto. Confira
suas respostas depois. Você estará apto a avançar para a subunidade 2.27.
2.26.d) (_____________) A água doce de resfriamento deve entrar no motor por cima (pelo
cabeçote) e sair pela parte inferior do bloco de cilindros.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.2 7 .
Entre os sistemas do motor diesel, o sistema de combustível é, sem dúvida, aquele a que
pode ser imputado, de primeira, a culpa pela não partida ou pelo mau funcionamento do motor.
É que esse sistema possui muitos componentes que necessitam trabalhar com precisão e
sincronia.
De um modo geral, esse sistema tem por finalidade levar o combustível do tanque de
serviço ao interior dos cilindros do motor, em quantidades adequadas à carga com que ele
opera. Quando falamos em quantidades adequadas à carga, queremos que você entenda que
o consumo do motor varia conforme o esforço que ele faz. Por exemplo: quando um veículo
pega uma subida na estrada, o seu motor gasta mais combustível do que quando ele desce
uma ladeira. Da mesma forma, quanto mais pessoas você leva no seu carro, mais combustível
o seu motor consome.
Os motores diesel de pequeno e médio portes dos nossos navios queimam o óleo diesel,
que no meio marítimo é conhecido como MDO (iniciais em inglês para óleo diesel marítimo). Há
outro combustível muito utilizado nos grandes motores diesel marítimos, por ser mais barato
que o MDO, que é o óleo pesado (conhecido como HO – iniciais em inglês para óleo pesado).
121
PRO 01
b ) o óleo diesel ou o óleo pesado (o óleo diesel só para partida e manobras); e
c ) o óleo pesado somente.
Figura 2.27.1
Sistema de injeção mecânica BOSCH
Tanque de serviço
Onde o combustível limpo e pronto para ser utilizado fica armazenado.
Filtro
Retira as pequenas impurezas, por ventura ainda existentes, do combustível.
122
Bomba de injeção
É responsável pela dosagem da quantidade de combustível a ser injetada e do
momento correto de injeção; eleva a pressão do combustível a valores muito altos (a
maioria na faixa entre 130 kg/cm² e 350 kg/cm² ).
Válvula de injeção
Normalmente há uma válvula por cilindro (há motores de grande porte com mais de
uma válvula de injeção por cilindro); sua abertura é feita hidraulicamente, isto é,
3
pela pressão do próprio combustível. É responsável pela atomização , pulverização
e distribuição do combustível dentro do cilindro.
Tarefa 2.27
2.27.b) Em que faixa de pressão trabalha uma bomba de injeção mecânica de combustível?
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.2 8 .
3
Atomização é o processo de transformar o combustível em partículas bem pequenas, visando facilitar a
combustão.
123
PRO 01
2 . 2 8 O F U N C I O N AM E N T O D O S I S T E M A D E T R A N S F E R Ê N C I A D E
ÓLE O C OM BU S TÍV E L
Embora todo sistema de combustível disponha de filtro, esse elemento retém alguns
sedimentos, mas não consegue, por exemplo, reter qualquer porção de água que possa estar
presente no combustível. Ora, a presença de água no combustível traz problema para a partida
e para o funcionamento do motor, além de causar corrosão do material.
Assim, para tratar o combustível a bordo dos navios, e tornar possível a sua utilização
sem danos aos motores, torna-se absolutamente necessária a atuação de dois sistemas: o de
transferência e o de tratamento de óleo combustível.
A figura 2.28.1 mostra o sistema de transferência num navio cujo motor consome óleo
pesado. Vamos ver como funciona esse sistema?
V amos lá?
124
Figura 2.28.1 – Sistema de transferência de óleo pesado.
(gentileza da L3 Communications MPRI Ship Analytics).
125
PRO 01
A importância desse sistema de transferência reside na possibilidade de uso
de um combustível bem mais barato, o óleo pesado (HO), nos motores diesel
de grande porte dos navios mercantes.
Tarefa 2.28
2.28.a) Os tanques que permitem que o óleo pesado (HO) seja separado de uma boa parte das
impurezas, pelo processo de decantação, são chamados de tanques de ______________.
2.28.b) Para receber e tratar o combustível a bordo dos navios, e tornar possível a sua
utilização sem danos aos motores, torna-se absolutamente necessária a atuação de dois
sistemas: o de ___________________ e o de _________________ de óleo combustível.
2.28.c) O óleo combustível pesado (HO), quando chega a bordo do navio, vai para o tanque de
________________ .
2 . 2 9 O F U N C I O N AM E N T O D O S I S T E M A D E P U R I F I C AÇ Ã O E D E
C L AR I F I C AÇ Ã O D O Ó L E O C O M B U S T Í V E L
126
Figura 2.29.1 – Sistema de Tratamento de óleo pesado
(gentileza da L3 Communications MPRI Ship Analytics).
O que vimos nas figuras 2.28.1 e 2.29.1 foi o sistema de tratamento de óleo pesado
(HO). O sistema de tratamento para o óleo diesel marítimo (MDO) é bem semelhante ao
apresentado, sendo que não há necessidade de aquecimento, por ser este óleo bem menos
viscoso.
127
PRO 01
Bomba aspira o óleo pesado do tanque de decantação e o envia para a alimentação
do centrifugador, através do aquecedor.
Purificador é uma máquina de alta rotação que utiliza a força centrífuga para
processar, quase que instantaneamente o combustível, utilizando para tal uma força
milhares de vezes superior à da gravidade. Seu propósito principal é remover água do
óleo, muito embora ele acabe removendo também uma boa parte dos sedimentos
presentes no óleo.
Clarificador como o próprio nome sugere, o clarificador tem por finalidade clarear o
óleo, o que ele consegue removendo o restante dos sedimentos que o processo de
purificação não conseguiu remover. Uma mesma máquina pode funcionar como
purificador ou como clarificador, dependendo do que se deseja retirar do óleo.
Tarefa 2.29
2.29.a) Nos tanques, a força que atua para separar o combustível das impurezas é a de
___________________; no purificador e no clarificador, a força que atua para separar o
combustível das impurezas é a ___________________.
128
2.29.d) Os tanques de serviço, tanto de óleo pesado como de óleo diesel, possuem uma
válvula de _____________________ para ser acionada em caso de emergência.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.3 0 .
2 . 3 0 O S T I P O S M AI S U S U AI S D E I N J E Ç Ã O D E C O M B U S T Í V E L
Quando o franco-alemão Rudolf Diesel construiu o primeiro motor diesel, lá pelos idos de
1892, o carvão pulverizado era o combustível utilizado. Esse tipo de combustível foi logo
abandonado devido à falta de praticidade. Além do trabalho de moer e peneirar, para deixar o
carvão em forma de pó, o motor ainda precisava da ajuda de ar comprimido para introduzir
esse carvão em pó no interior do cilindro. O combustível mudou para o óleo diesel, mas ainda
necessitava do ar comprimido para levar o combustível para dentro do cilindro. Finalmente,
chegou-se à injeção do combustível, sem necessidade de compressor. Nos dias de hoje, a
injeção do combustível acontece até por meios elétrico-eletrônicos, como vamos ver em
unidade posterior.
129
PRO 01
Que tal mais uma par ada para r ealizar uma tarefa ?
Tarefa 2.30
2.30.a) Como era conseguida a colocação de combustível dentro dos cilindros dos primeiros
motores diesel?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.30.b) Que tipo de bomba de injeção é mais utilizado em motores diesel de pequeno porte?
____________________________________________________________________________
2.30.e) Que tipo de bomba de injeção é mais utilizado em motores de médio e de grande
portes?
____________________________________________________________________________
2 . 3 1 O F U N C I O N AM E N T O D O S I S T E M A D E I N J E Ç Ã O D E C O M B U S T Í V E L
Já vimos que o motor diesel tem muito pouco tempo para cumprir suas quatro fases –
aspiração, compressão, expansão e descarga – e, por isso, o combustível não deve chegar
líquido no interior do cilindro. Esse combustível é atomizado, ou seja, ele fica em partículas tão
130
pequenas que parece vapor, e é distribuído pela câmara de combustão, o que facilita o
encontro das moléculas do combustível com as moléculas de oxigênio.
É grande a preocupação do armador em ter preços cada dia mais baixos, para poder
competir no mercado de fretes e são cada vez mais exigentes as normas antipoluição. Por
isso, o sistema de combustível dos motores diesel de hoje têm uma responsabilidade ainda
maior, visto ser o motor diesel um grande poluidor do ambiente, caso o seu sistema de
combustível não funcione rigorosamente dentro do padrão de correção.
Não é à toa que o sistema de combustível eletrônico está sendo introduzido em todos os
tipos de motores diesel da atualidade. Mas isso é assunto para tratarmos um pouco mais à
frente.
Tarefa 2.31
2.31.c) O motor tem muito pouco tempo para cumprir suas quatro fases e, por isso, o
combustível não deve chegar_____________ no interior do cilindro.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.3 2 .
Vamos entender como uma bomba de injeção Bosch, a mais utilizada em motores diesel,
cumpre o seu papel?
131
PRO 01
Na figura 2.32.1(A), podemos ver uma bomba múltipla com eixo próprio, para motor de 6
cilindros. E na figura 2.32.1(B), podemos ver uma bomba unitária sem eixo próprio.
Figura 2.32.1 -
Bombas Bosch
múltipla (A) e
unitária (B).
Eixo da bomba (de comando) possui uma came para cada conjunto bombeador; tem outra
came para movimentar a bomba de transferência ou de alimentação;
132
Tucho de roletes é onde atua a came do eixo da bomba;
Êmbolo ou junço ou pistão é na haste desse êmbolo ou junço que o tucho com rodete vai
atuar, fazendo-o subir. É responsável por abrir ou fechar as janelas de combustível; possui dois rasgos
na sua circunferência externa, um rasgo vertical e outro rasgo helicoidal (em forma de hélice).
Mola (do êmbolo ou junco ou pistão) esta mola faz o êmbolo ou junço descer após a
passagem da came do eixo.
Cilindro dentro dele trabalha o êmbolo ou junco ou pistão. Possui janela para a passagem do
combustível e é posicionado e mantido fixo por parafuso.
Luva ou coroa dentada esta luva possui uma ranhura onde se encaixa a asa do êmbolo ou
junço; portanto, quando esta luva gira, o êmbolo ou junço também gira.
Cremalheira uma haste dentada, cujos dentes se engranzam na luva dentada, ou seja, se a
cremalheira se movimenta, a luva dentada e o êmbolo ou junço também se movimentam; é comandada
manualmente na partida e pelo regulador de velocidade durante o funcionamento do motor.
responsável por: a) manter uma pressão de combustível alta na tubulação de descarga do conjunto
bombeador, entre uma injeção e outra; e, b) fechamento brusco da válvula de injeção, o que significa
término brusco da injeção.
Nós vimos os componentes de um conjunto bombeador de uma bomba de injeção Bosch múltipla.
O elemento bombeador de uma bomba de injeção Bosch unitária contém os mesmos componentes,
com exceção do eixo, que esta última não possui.
Tarefa 2.32
133
PRO 01
2.32.c) A came do eixo é responsável pela subida do êmbolo ou junço, que desce por efeito de
sua ______________ .
2.32.e) O eixo da bomba múltipla possui uma outra ___________ para movimentar a bomba de
transferência ou de alimentação.
2 . 3 3 O P R I N C Í P I O D E F U N C I O N AM E N T O D E U M A B O M B A D E I N J E Ç Ã O
Figura 2.33.1
Funcionamento do êmbolo
e da válvula de retenção
num conjunto bombeador
134
Na figura 2.33.1(C), o êmbolo ou junço, continuando sua subida, faz com que o rasgo
helicoidal descubra a janela do cilindro. O combustível, ainda sob pressão, foge pelo rasgo
vertical para o corpo da bomba de injeção, através do rasgo helicoidal e janela de combustível,
e a válvula de retenção fecha.
Para cada nova condição de carga do motor, a cremalheira tem que ser movimentada
para fazer girar um pouco o êmbolo ou junço num ou noutro sentido, aproximando ou
afastando o rasco helicoidal da janela de combustível. Isto é, a posição do rasco helicoidal, em
relação à janela de combustível, é que faz variar a quantidade de combustível enviada para o
cilindro.
Se você não compreendeu muito bem o funcionamento da bomba Bosch, volte a ler o
texto com muita atenção. Se, apesar de todo o seu esforço, não conseguir, peça auxílio a um
colega, a um oficial, a um professor ou a quem quer que saiba. É muito importante que você
não fique com dúvida.
É óbvio que não existe apenas a bomba de injeção Bosch. Essa bomba foi utilizada como
modelo, pois, como já afirmado anteriormente, é a bomba mais utilizada em motores diesel. Há
outros fabricantes, como, por exemplo, a Sulzer ou a Cummins, mas que não serão estudadas
nesta oportunidade.
Tarefa 2.33
135
PRO 01
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.3 4 .
2 . 3 4 I S O L AN D O U M A B O M B A D E I N J E Ç Ã O
Às vezes, estamos com um motor diesel funcionando, precisamos fazer algum serviço
num cilindro e não queremos parar esse motor. Por exemplo, situações tais como:
a ) um cilindro do motor está com a temperatura dos gases de descarga no limite máximo;
ou
Nesses casos, a primeira coisa a fazer é cortar o combustível para esse cilindro. Para
este corte de combustível para um cilindro, é necessário que se isole a sua bomba de injeção,
ou seja, que se coloque a bomba de injeção em débito zero ou nulo. Esse procedimento é
denominado de isolar o cilindro.
A bomba pode ser isolada, colocando-se sua cremalheira em “zero”, o que nem sempre é
fácil com o motor funcionando, ou afastando-se seu tucho do eixo de ressaltos (cames).
Isolar um cilindro é fazer algo que impeça o elemento bombeador de mandar combustível
para aquele cilindro, isto é, em débito zero ou nulo. A bomba múltipla Bosch, com eixo próprio,
como a mostrada na figura 2.32.1(A), possui uma tampa frontal que, se retirada, dá acesso aos
elementos bombeadores. O operador pode facilmente isolar um elemento bombeador, apenas
colocando uma alavanca (uma chave de fenda, por exemplo) entre o bloco da bomba e a base
inferior da mola do êmbolo ou junço do elemento bombeador que se quiser isolar. O motor vai
continuar funcionando sem a contribuição daquele cilindro (os outros cilindros receberão mais
combustível para compensar a falta daquele que foi isolado). É claro que, numa situação
dessa, o motor não suportará toda a carga para a qual foi projetado.
Procedimento semelhante ao visto no item anterior precisa ser realizado para isolar uma
bomba unitária Bosch. Como esse tipo de bomba não tem eixo próprio, o motor possui um
mecanismo qualquer que, se selecionado, atua no tucho do elemento bombeador.
Observe a figura 2.34.1 e entenda por que o operador pode facilmente isolar um
elemento bombeador. Se a alavanca, situada embaixo da bomba unitária, estiver toda para um
lado, o ressalto (came) do eixo de cames estará movimentando o junço da bomba e esta estará
mandando combustível para o cilindro. Se a alavanca estiver toda para o outro lado, o ressalto
(came) do eixo de cames não estará alcançando o junço da bomba, ou seja, a bomba ficará
sem descarregar combustível para o cilindro. Isso significa que a bomba estará isolada.
136
Figura 2.34.1 – motor MAN W8V, com
a tampa do alojamento da bomba de
injeção unitária retirada.
Da mesma forma como na bomba múltipla, caso não haja um mecanismo do próprio
motor, apenas basta colocar uma alavanca (uma chave de fenda, por exemplo) entre o bloco
do motor e a base inferior da mola do êmbolo ou junço da bomba que se quer isolar.
Tarefa 2.34
2.34.b) A bomba unitária de injeção de motor diesel não possui ________ próprio.
2.34.c) Isolar uma bomba de injeção de motor diesel significa colocá-la com ______________
zero ou nulo.
2.34.d) Para se isolar um cilindro de um motor diesel que possua bomba múltipla de injeção
Bosch, basta colocar uma ___________ entre o bloco da bomba e a base _________ da mola
do êmbolo ou junço do elemento que se quer isolar.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.3 5 .
137
PRO 01
2 . 3 5 A F I N A L I D AD E D A P U L V E R I Z AÇ Ã O D O C O M B U S T Í V E L
Como já aprendemos, o motor tem muito pouco tempo para cumprir suas quatro fases –
aspiração, compressão, expansão e descarga. Para você ter uma idéia, um motor que trabalha
a 120 rpm e cuja injeção dura 25 graus do volante, significa que o motor dispõe do tempo de
apenas 0,035 segundo para injetar toda a quantidade de combustível necessária para aquela
carga. Por isso, o combustível não deve chegar líquido no interior do cilindro. Esse combustível
deve ser atomizado, ou seja, ele deve ficar em partículas tão pequenas que parece vapor, e,
além disso, bem distribuído dentro da câmara de combustão. Caso isso não ocorra, as
moléculas do combustível não vão encontrar as moléculas de oxigênio a tempo, para que a
combustão se processe a contento.
Tarefa 2.35
2.35.a ) Por que o combustível não deve chegar líquido à câmara de combustão?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Av a n c e pa r a a s u b u ni d a de 2 . 36 .
Quando afirmamos que o combustível precisa ser atomizado e bem distribuído na câmara
de combustão, não explicamos que componente do sistema de combustível de um motor diesel
é responsável por tal procedimento. Isso foi proposital, pois sabíamos que esse assunto seria
tratado depois. E agora chegou o momento.
138
Se você respondeu que é a válvula de injeção, acertou! E uma válvula de injeção Bosch
é mostrada na figura 2.36.1. A alta pressão gerada pela bomba de injeção e os componentes
da válvula de injeção, juntos, realizam as funções de atomizar e distribuir o combustível.
Tubo de alta pressão (1) – por onde entra o combustível em alta pressão vindo da
bomba de injeção
Vale lembrar que: há outro tipo de válvula de injeção Bosch que, em vez do
parafuso de regulagem, traz calços de diversas espessuras, que podem ser
introduzidos entre a haste da válvula-agulha e a mola, até que a tensão desejada
dessa mola seja atingida.
139
PRO 01
É importante não esquecer que essa válvula de injeção é aberta pela pressão
do combustível e fechada pela ação de sua mola.
Vale ressaltar que há outros tipos de válvula de injeção, projetados por outros fabricantes,
mas que têm seu funcionamento de maneira semelhante ao modelo apresentado.
Há outros tipos de equipamentos de injeção que cumprem o mesmo papel de uma válvula
de injeção Bosch, funcionando, porém, de um modo um pouco diferente. É o caso, por
exemplo, do equipamento que reúne bomba de injeção e válvula de injeção num só corpo,
chamado de INJETOR. O motor que utiliza esse tipo necessita de um balancim para acionar o
injetor, isto é, sua abertura é mecânica (ver figura 2.36.2).
140
A válvula de injeção de combustível é instalada no cabeçote do motor. Dependendo do
projeto, pode ser posicionada verticalmente no centro ou inclinada em relação à câmara de
combustão. Nos motores marítimos de 2 tempos, de médio e de grande portes, que possuem
válvula de descarga no cabeçote, podem estar instaladas duas ou mais válvulas de injeção
para cada cilindro.
Tarefa 2.36
2.36.a) O ________ é um equipamento que reúne bomba de injeção e válvula de injeção num
só corpo.
2.36.b) A válvula de injeção só vai deixar passar combustível para a câmara de combustão
quando a _________ de injeção for atingida.
2.36.c) Quanto maior for o número de ________ de uma válvula de injeção, melhor será a
__________ do combustível.
2.36.d) A válvula de injeção é aberta _____________ e fechada pela ação de sua _______ .
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.3 7 .
2 . 3 7 O F U N C I O N AM E N T O D E U M A V Á L V U L A D E I N J E Ç Ã O
Voltemos à figura 2.36.1 para entendermos como uma válvula de injeção Bosch
funciona. O combustível chega à válvula de injeção por meio do tubo de alta pressão (1). Um
canal interno (2) conduz o combustível até à câmara de pressão (3), que envolve a
extremidade da válvula-agulha (4); esta válvula-agulha (4) é mantida fechada pela ação do
141
PRO 01
conjunto formado pela sua haste (5) e pela sua mola (6). O combustível em alta pressão,
atuando na câmara de pressão (3), levanta a válvula-agulha (4) tão logo a pressão se torne
superior à tensão da sua mola (6), dando passagem ao combustível para o interior do cilindro
do motor. Depois que a quantidade dosada pela bomba penetra no cilindro, a pressão baixa e a
válvula-agulha cai em seu assento, por ação de sua mola (6), fechando a passagem do
combustível.
P ar a ex er ci t ar o q ue vo c ê e st u d o u, r ea li z e a ta re fa a b ai x o.
Tarefa 2.37
Responda.
2.37.a) Qual é a melhor maneira de se preservar o bom funcionamento das válvulas de injeção
e, também, dos elementos bombeadores da bomba de injeção?
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.3 8 .
142
Devemos removê-la do motor, desmontá-la, lavar seus componentes com escovinha e
óleo diesel limpo. Limpar e medir o(s) furo(s) do bico da válvula com as ferramentas
apropriadas fornecidas pelo fabricante. O conjunto formado pela válvula-agulha (4) e seu
cilindro (7), figura 2.36.1, é fabricado com extrema precisão um para o outro. Portanto, não
podem ser trocados separadamente.
Um teste prático e simples pode ser efetuado, conforme mostra a figura 2.38.1.
Segurando o conjunto (válvula-agulha e seu cilindro) na vertical, suspende-se a válvula-agulha
até o limite superior de seu passeio, soltando-a em seguida. Se a válvula descer, sob seu
próprio peso, sem emperrar, até o limite inferior do seu passeio, o conjunto poderá ser
novamente utilizado. Caso contrário, o conjunto deve ser substituído.
Figura 2.38.1
Teste prático e
simples do conjunto
válvula-agulha e seu
cilindro.
Figura 2.38.2
Aparelho de teste para válvula
de injeção.
143
PRO 01
Como pode ser visto na figura 2.38.2, a alavanca da bomba do aparelho de teste é
acionada manualmente. Observando o manômetro, o operador do teste vai calibrando a
tensão da mola, atuando no parafuso de regulagem localizado na parte superior da válvula de
injeção, com uma chave de fenda. Antes de apertar a união entre o do tubo de pressão e a
válvula de injeção, deve o operador bombear o combustível, através da alavanca, para que
todo o ar do sistema seja retirado.
Tarefa 2.38
Responda.
2.38.b) Em que faixa se situa a pressão de teste de uma válvula de injeção Bosch?
____________________________________________________________________________
2.38.c) Quando deve ser aberta a válvula de interceptação do manômetro do aparelho de teste
de válvula de injeção?
____________________________________________________________________________
144
2.38.d) Que teste prático e simples pode ser efetuado no conjunto da válvula-agulha e seu
cilindro?
____________________________________________________________________________
2.38.e) Por que, quando for necessária a troca, só se deve trocar o conjunto da válvula-agulha
e seu corpo?
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.3 9 .
2. 39 OS M É T O D OS U TI LI Z AD O S N A C AL AG E M D E UM A B O M B A D E
I N JE ÇÃ O N O M OTOR
Outro tipo de bomba unitária pode ter seu ponto de injeção regulado pela inserção ou
retirada de calços entre o flange de assentamento da bomba e a plataforma do motor sobre a
qual ela é montada.
145
PRO 01
Quais são as duas maneir as de se regular o ponto de uma bomba
unitár ia ?
Figura 2. 39.1.1
Sincronização da
bomba unitária.
2) gire o motor, por 50 a 60 graus, no sentido contrário de sua rotação (para compensar
as folgas do trem de engrenagens);
3) gire o motor, no seu sentido normal de rotação, até que o ponto de avanço à injeção
seja alcançado (no caso da figura [Link], esse ponto se situa a 26º antes do
PMS);
Figura [Link]
Ponto de avanço
à injeção.
146
O ponto de avanço à injeção é o ponto, em graus do volante, antes do PMS
e próximo ao final de compressão, onde começa a injeção (normalmente
entre 8 e 30 graus.
[Link] Com o proc eder para si nc roni zar uma bom ba múltipla l igada ao motor
por acoplamento:
2) gire o motor, por 50 a 60 graus, no sentido contrário de sua rotação (para compensar
as folgas do trem de engrenagens);
3) gire o motor, no seu sentido normal de rotação, até que o ponto de avanço à injeção
seja alcançado (no caso da figura [Link], esse ponto se situa a 26º antes do PMS).
Figura [Link]
Pescoço de ganso no lugar da válvula de retenção.
147
PRO 01
Se o tanque de serviço ficar num nível mais elevado que o nível da bomba, o
combustível já vai começar a sair pelo pescoço de ganso, por gravidade.
Se a bomba estiver num nível acima do nível do tanque de serviço, será
necessário acionar a bomba de alimentação, para que o combustível chegue ao
pes c oç o de gans o.
d) a alavanca de aceleração da bomba de injeção múltipla tem que estar numa posição
diferente da de “parada”;
e) gire o eixo da bomba manualmente, no seu sentido normal de rotação, coloque o elemento
bombeador n° 1 da bomba na posição de início de injeção (o combustível deixa de sair pelo
pescoço de ganso, quando o êmbolo ou junço do elemento bombeador n° 1 fechar a
janela de combustível);
f) com muito cuidado para que o eixo da bomba não gire, acople a bomba ao motor,
apertando os parafusos do flange;
Esse tipo de bomba se utiliza do eixo de cames do motor para cumprir sua função. Ela
pode ser engranzada ou acoplada ao motor. Se engranzada ao motor, deve-se proceder tal
como com a bomba múltipla explicada na subunidade [Link]; se acoplada ao motor, deve-se
proceder tal como com a bomba múltipla explicada na subunidade [Link].
148
2.39.4 Calagem ou sincr oniz ação de um INJE TOR GM V 92
b) Gire o eixo de manivelas até que as válvulas de descarga do cilindro que se vai regular
estejam completamente abertas (molas comprimidas ao máximo);
c) Coloque a ponta mais fina do calibre (o fabricante do motor fornece esse calibre de
injetor) no furo existente no corpo do injetor, próximo ao apoio inferior da mola. A asa
do calibre deve passar justo por sobre o acompanhador do êmbolo ou junço do injetor,
que é o apoio superior da mola;
Figura [Link]
Sincronizando
um injetor.
Como esta subunidade tem mais infor mações, ver ifique seus
conhecimentos r ealiz ando o seguinte teste.
149
PRO 01
Teste de auto-avaliação da subunidade 2.39
2.39.b) Qual o instrumento utilizado para sincronizar a injeção de um motor diesel que utiliza
injetor?
____________________________________________________________________________
2.39.e) Em que posição deve estar a alavanca de combustível do motor para a sincronização
do injetor, no motor Detroit Diesel V 92
____________________________________________________________________________
2.39.f) Em que posição devem estar as válvulas de descarga do cilindro em que será verificada
a sincronização do injetor, no motor Detroit Diesel V 92?
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 0 .
2 . 4 0 O R E S F R I AM E N T O D E U M A V Á L V U L A D E I N J E Ç Ã O
1 – Entrada de combustível.
2 – Circulação de água.
3 – Saída de combustível. Figura 2.40.1
Resfriamento de válvula de injeção.
150
2 . 4 0 . 1 O r e s fr i a me n t o de u ma vá l vu la de i n je çã o p el o p r ó p r i o c om b u st íve l
A maioria dos motores diesel pequenos e médios tem suas válvulas de injeção resfriadas
pelo próprio óleo diesel. Da quantidade de combustível enviada pela bomba de injeção, uma
parte vai ser injetada na câmara de combustão e outra parte lubrifica e resfria as peças
internas da válvula e segue para a rede de retorno de combustível.
Tarefa 2.40
2.40.c) Qual é a temperatura que o combustível pesado pode atingir antes das bombas de
injeção?
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 1 .
151
PRO 01
2 . 4 1 O S C U I D AD O S A S E R E M T O M AD O S C O M O S I S T E M A D E I N J E Ç Ã O
Já vimos o quanto o sistema de injeção é importante. Dele depende uma partida fácil, um
perfeito funcionamento e um alto rendimento do motor diesel. Não podemos, portanto,
descuidar desse sistema. Os cuidados principais que devemos ter são:
Essa subunidade é bem pequena, não ? Mas nem por isso é menos importante.
Tarefa 2.41
2.41.a) Com base nos cuidados que se deve ter com o sistema de injeção, cite dois:
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 2 .
Aprendemos, por ocasião do Curso de Combate a Incêndio, que, para haver combustão,
é necessário que, num mesmo momento e lugar, estejam presentes o combustível, o
oxigênio e a temperatura de ignição. Logo, qualquer falha nos sistemas de um motor diesel
que impeçam ou dificultem a presença de algum desses três componentes, a queima do
152
combustível no interior do cilindro do motor será prejudicada ou não ocorrerá. Vejamos, pois,
entre outros, alguns impedimentos para cada um desses componentes:
3. temperatura de ignição – temperatura ambiente muito baixa; motor ainda muito frio;
anéis de compressão do êmbolo do motor presos, muito gastos ou partidos; camisa de
cilindro muito gasta ou ovalizada; êmbolo furado.
Essa subunidade também é bem pequena, não? Mas nem por isso é menos
importante. Tamanho não é documento, certo ?
Tarefa 2.42
2.42.a) Para que haja combustão, é necessária a reunião, no mesmo momento e lugar, de três
fatores, a saber: o _______________ , o ___________________ e a ________________ de
______________ .
2.42.b) Molas de compressão do êmbolo do motor presas, muito gastas ou partidas afetarão
negativamente a ______________________ de ignição.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 3 .
O combustível não queima imediatamente assim que é injetado no cilindro. Até que
encontre o oxigênio e se aqueça para queimar, o combustível leva um tempo. Tempo este
muito pequeno, como já vimos no exemplo dado na subunidade 2.35, mas que existe. O ideal é
que a queima do combustível se processe próximo ao PMS no final da fase de compressão.
Daí, pois, a necessidade do avanço à injeção. Todavia, esse avanço não pode ser fixo se o
motor diesel funciona com grande variação de rotação, como é o caso quando instalado em um
propulsor de um navio. Tomemos um exemplo para entendermos melhor.
153
PRO 01
a) Um motor trabalha a 120 rpm e sua injeção começa 25 graus antes do PMS e
termina no PMS. Esse motor dispõe do tempo de 0,03 segundo para injetar toda a
quantidade de combustível necessária para aquela carga.
Cada volta do eixo corresponde a 360 graus. Se o motor gira a 120 rpm, significa que
são 43.200 graus por minuto (360 graus x 120 rpm). Se um minuto tem 60 segundos, significa
que são 720 graus por segundo (43.200 / 60 ). Fazendo uma regra de três simples, temos:
b) O mesmo motor trabalha a 200 rpm e sua injeção começa 25 graus antes do PMS.
Isso significa que a injeção não vai terminar no PMS, porque os mesmos 25 graus, nessa
rotação maior, representa menos tempo (apenas 0,02 segundo) que na rotação anterior. Ou
seja, a injeção vai terminar após o PMS.
Cada volta do eixo corresponde a 360 graus. Se o motor gira a 200 rpm, significa que
são 72.000 graus por minuto (360 graus x 200 rpm). Se um minuto tem 60 segundos, significa
que são 1200 graus por segundo (72.000 / 60 ). Fazendo uma regra de três simples, temos:
c) Para que a injeção termine no PMS nessa velocidade de 200 rpm, faz-se necessário
que a injeção seja iniciada a 36 graus antes do PMS, para que o motor tenha os mesmos
0,03 segundo para injetar toda a quantidade de combustível necessária para aquela carga.
Cada volta do eixo corresponde a 360 graus. Se o motor gira a 200 rpm, significa que são
72.000 graus por minuto (360 graus x 200 rpm). Se um minuto tem 60 segundos, significa que
são 1200 graus por segundo (72.000 / 60 ). Fazendo uma regra de três simples, temos:
Por essa razão, ou seja, por variar o tempo disponível para a injeção com a variação da
rotação do motor, foram idealizados equipamentos para mudarem a quantidade de graus do
início de injeção, em função da rotação do motor. Esse tipo de equipamento é denominado de
avanço automático de injeção.
154
O VIT, mudando a posição dessas alavancas angulares, altera o avanço à injeção, de
forma a manter a pressão máxima no cilindro no valor de carga máxima, melhorando a
eficiência do motor na faixa de carga superior e diminuindo o consumo de combustível em
cargas parciais.
Figura 2.43.1 – Bomba de injeção múltipla Bosch, com seu regulador de velocidade (1), sua
bomba de transferência (2) e seu avanço à injeção (3).
155
PRO 01
Nos dias atuais, em novos motores diesel, não só o avanço à injeção, mas também a
duração da injeção e a pressão de injeção, são totalmente controlados eletronicamente. Isso
permite padrões de operação que não podem ser conseguidos com sistemas puramente
mecânicos.
Tarefa 2.43
2.43.c) Um motor que trabalha a 500 rpm e cuja injeção começa 18 graus antes do PMS e
termina no PMS, dispõe do tempo de _______ segundo para injetar toda a quantidade de
combustível necessária para aquela carga.
2.43.d) Quanto à flexibilidade, o tipo de acoplamento, entre bomba de injeção e motor diesel,
efetuado através de um avanço automático à injeção, é ___________ .
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 4 .
2 . 4 4 F U N C I O N AM E N T O D E U M S I S T E M A D E I N J E Ç Ã O E L E T R Ô N I C A
P AR A M O T O R E S D I E S E L
156
Figura 2.44.1 Sistema eletrônico de injeção (motor SULZER RT-flex60C ).
A primeira grande crise do petróleo em 1973 desencadeou a busca por motores mais
econômicos. Some-se a isso uma maior preocupação do ser humano, nos países mais
desenvolvidos, com o meio ambiente, e ser o motor diesel um poluidor de peso.
a) três válvulas de injeção (1) por cilindro, que são abertas hidraulicamente;
b) um “common rail” (2) alimentado com óleo combustível aquecido, com pressão em
torno de 1000 bar, que serve a todos os cilindros;
c) um common rail (3) alimentado com óleo hidráulico (servo oil), com pressão em
torno de 200 bar, que serve a todos os cilindros;
157
PRO 01
manivelas (6), de pressão do óleo lubrificante, de pressão de óleo hidráulico, de pressão de
combustível, etc;
Esse sistema, projetado para óleo diesel (MDO) ou óleo pesado (HO), tem, entre
outras, as seguintes vantagens:
Observe a figura 2.44.1 e veja, de uma maneira simplificada, como funciona esse
sistema de injeção eletrônica: o combustível é aspirado do tanque de serviço, através de um
filtro, por uma bomba elétrica de baixa pressão (bomba alimentadora). Esta bomba envia o
combustível para a admissão da unidade supridora, que abrange bombas de combustível de
um lado e bombas de óleo hidráulico de outro, que alimentam os respectivos common rails. O
common rail de combustível se comunica com a unidade de controle volumétrico de injeção,
que libera o combustível para as válvulas de injeção, na quantidade e momentos certos, após
receber a ordem vinda do sistema de controle WECS9500.
O “common rail” de óleo hidráulico (servo oil) se comunica com a unidade de atuação da
válvula de descarga, que libera o óleo hidráulico para a válvula de descarga, após receber
ordem vinda do sistema de controle WECS9500.
Já existe uma grande variedade de sistemas de injeção eletrônica para motores diesel,
como o da CUMMINS, que também é do tipo common rail, com algumas diferenças, como, por
exemplo, uma pressão de combustível mais alta, em torno de 1690 kg/cm².
158
Parabéns ! Você chegou à última subunidade do sistema de combustível de motor
diesel. Um assunto extenso, não? Mas, fique certo de que é nesse sistema que se
situam cerca de 90% das causas de impedimentos de funcionamento de um motor
diesel.
Por isso, você precisa se certificar de que realmente conseguiu entender como
esse sistema funciona e como se comporta.
BOA SORTE.
2.44.c) (______________) Apesar de estudos iniciados nos anos 1980, o sistema de injeção
eletrônica em motores diesel só foi popularizada nos anos 1990.
2.44.g) (______________) O primeiro motor a utilizar sistema de injeção eletrônica foi o motor
à gasolina.
159
PRO 01
II) Assinale a única alternativa correta em cada item:
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 5 .
De acordo com o processo de alimentação de ar, o motor diesel pode ser de aspiração
natural (chamado de motor aspirado) ou de aspiração forçada (chamado de motor
superalimentado, sobrealimentado, supercarregado ou, simplesmente, motor turbinado).
160
Já o motor superalimentado é aquele
em que o ar, além do movimento normal dos
êmbolos na fase de aspiração, é comprimido
antes de ser enviado aos cilindros. Essa
compressão, na maioria das vezes, é feita por
meio de um compressor rotativo, acionado
por uma turbina movida pelos gases de
descarga, como mostra a figura 2.45.1.
Figura 2.45.1
Turbocompressor a gases de descarga.
Como a turbina e o compressor rotativo estão num mesmo eixo, se a turbina gira, o
compressor também gira, aspirando o ar da atmosfera e o comprimindo para os cilindros. Volte
a observar a figura 2.45.1, para entender como a passagem dos gases de descarga (setas
vermelhas) forçam o ar de alimentação (setas azuis) para os cilindros do motor diesel.
Confir a a resposta.
161
PRO 01
Dependendo da pressão do ar de superalimentação, consegue-se hoje aumentar a
potência do motor diesel em valores superiores a 28 %. O limite está na robustez do motor, já
que o mesmo precisa ser capaz de suportar maiores pressões e temperaturas.
O compressor que vimos até agora é aquele que aproveita a energia cinética contida nos
gases de descarga do próprio motor para realizar trabalho: o compressor rotativo. Há,
entretanto, outros tipos de compressores em uso para a obtenção da superalimentação, que se
utilizam de parte da potência do motor para serem acionados mecanicamente. Eles podem ser
acionados por engrenagens, por correntes ou por correias.
Figura [Link] – Motor diesel a 2 tempos com bomba de ar tipo lóbulos ou Roots.
Não deixe de fazer a tarefa seguinte, par a que o assunto fique bem
fixado.
162
Tarefa 2.45
2.45.b) Em um motor diesel, qual é o sistema responsável por levar oxigênio para a câmara de
combustão?
____________________________________________________________________________
2.45.e) Por que o turbocompressor mostrado na figura 2.45.1 é o mais utilizado em motores
diesel?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 6 .
2 . 4 6 O S I S T E M A D E AR D E L AV A G E M E A S U P E R AL I M E N T AÇ Ã O
Já vimos que, quando um motor diesel recebe o ar de alimentação apenas pela sucção
causada pelo movimento de seus êmbolos, ele é chamado de motor aspirado. Quando um
motor diesel recebe o ar de alimentação não apenas pela sucção causada pelo movimento de
seus êmbolos, mas também pela ajuda de um compressor, ou seja, o ar chega aos cilindros
numa pressão superior à pressão atmosférica, ele é denominado de motor supercarregado.
Figura [Link]
Turbo, movido por gases de
descarga, em corte.
163
PRO 01
A carcaça do turbo tem espaços ocos destinados à circulação da água de resfriamento. O
ar entra no turbocompressor através do filtro, sendo comprimido, em seguida, pelo compressor.
Daí o ar flui para os cilindros do motor. As câmaras de gás e de ar são separadas por uma
antepara isoladora. Os mancais que sustentam o eixo do turbocompressor tanto podem ser de
rolamento quanto de deslizamento, embora os de rolamento sejam os mais usados. O
turbocompressor funciona em altíssimas velocidades, sobretudo nos motores rápidos de 4
tempos, onde podem passar das 15.000 rpm.
Confir a a resposta.
b) uma outra bomba de ar, que é acoplada mecanicamente ao motor por ocasião da
partida, sendo desacoplada quando o motor atinge determinada rotação; e
164
c) nos motores com cruzeta, dotados de janelas de admissão e janelas de descarga, os
espaços existentes entre as partes inferiores dos êmbolos e o diafragma podem ser dotados de
válvulas de sucção e de descarga, e, nesse caso, os êmbolos atuam também como se fossem
bombas alternativas nas baixas velocidades do motor.
Tarefa 2.46
Complete as lacunas.
2.46.b) Num turbocompressor, as câmaras de gás e de ar são ___________ por uma antepara
isoladora.
2.46.c) Em motores de grande porte, um __________ auxiliar, acionado por motor elétrico,
entra automaticamente em funcionamento, na partida do motor ou sempre que o valor da
pressão do ar no caixão de ar torna-se demasiadamente baixo para o bom funcionamento do
motor.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 7 .
165
PRO 01
espaço de gás da turbina. Essa operação é feita com o motor em marcha reduzida e sua
duração varia de 10 a 15 minutos. Durante a lavagem, as torneiras de dreno da carcaça da
turbina devem ser abertas e mantidas assim, até que a água drenada do espaço de gás se
apresente limpa.
Ultimamente alguns fabricantes vêm instalando arranjos em seus motores para injetar
partículas de casca de noz moscada para proceder a limpeza das palhetas da turbina. As
arestas afiadas das partículas de casca de noz moscada permitem uma boa ação de limpeza
no expansor e palhetas, sem danificar as lisas superfícies requeridas para a alta velocidade
dos gases. Dessa maneira, garante-se também uma operação eficiente, com um mínimo de
perdas na turbina.
Esta subunidade está bem curtinha, não ? Mas agora você já sabe que o turbo
precisa ser limpo periodicamente e como essa limpeza é efetuada.
166
2.47.g) A superalimentação em um motor diesel tem por finalidade aumentar
a) a potência do motor.
b) o tamanho do motor.
c) a velocidade do motor.
d) o volume do motor.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 8 .
Certamente, você já viu alguém dando partida em um motor diesel. O que talvez você
desconheça é como alguns sistemas funcionam. Portanto, a partir de agora, você vai conhecer
um pouco mais sobre esse assunto. Primeiramente, você deve saber que os mais utilizados
sistemas de partida são por:
a) motor elétrico;
b) motor pneumático;
c) motor hidráulico; e
d) injeção de ar comprimido nos cilindros.
167
PRO 01
Vale ressaltar que, apesar de não ter sido listado acima, o sistema de partida
manual é bastante utilizado em pequenas embarcações que se utilizam de
motores de um só cilindro. Embora rudimentar e obsoleto, um outro sistema de
partida tornaria bem mais caro esse tipo de motor. Na Amazônia, esses
pequenos motores são apelidados de “pô-pô-pô”, por causa do seu som
característico.
Na sua grande maioria, os motores diesel de pequeno porte utilizam o sistema de partida
por motor elétrico. Como pode ser visto na figura [Link], que mostra um circuito elétrico de
um motor diesel de injeção mecânica, esse sistema é simples. Compõe-se basicamente de
bateria(s), motor de partida, regulador de voltagem, botão de partida e alternador.
Tarefa 2.48a
168
Ao ligar-se a chave de partida, uma corrente de pequena amperagem alimenta a
solenóide (Bendix), cujo núcleo móvel é atraído em direção aos contatos de alta amperagem
do motor elétrico. Antes de fechar os contatos que vão fazer o motor elétrico girar o eixo, o
núcleo da solenóide aciona o mecanismo de acoplamento do pinhão com a cremalheira do
volante do motor diesel. Só depois do engranzamento do pinhão com a cremalheira do volante
do motor diesel, é que o motor elétrico começa a girar seu eixo, que vai acionar o volante do
motor diesel. A figura [Link] mostra o motor de partida desengranzado, enquanto a figura
[Link] mostra o mesmo motor de partida já engranzado.
Como se trata de circuito elétrico de partida, figura [Link], de um motor diesel com
injeção mecânica, a finalidade do alternador é apenas recarregar a(s) bateria(s). Apesar de
aparecer em separado, o regulador de voltagem, da época atual, normalmente vem dentro do
próprio alternador.
169
PRO 01
2.48.2 Sistema de par tida por motor pneumático
Esse sistema é pouco utilizado, visto não ser tão simples nem de baixo custo, em
comparação com os sistemas elétrico e pneumático. A figura [Link] mostra um sistema de
partida hidráulico, utilizado pela empresa americana Catterpillar.
170
Figura [Link] – Sistema de partida hidráulico.
O óleo, vindo da bomba, empurra o êmbolo para dar maior compressão ao nitrogênio na
sua câmara. Quando a pressão atinge cerca de 195 Kg/cm², a carga do acumulador está
completa. A válvula de descompressão envia a descarga da bomba hidráulica de volta ao
reservatório, para manter apenas a pressão de 195 Kg/cm² no sistema, impedindo ao mesmo
tempo o fluxo do retorno do óleo do acumulador para a bomba hidráulica.
2.48.4 S istema de par tida por injeção de ar compr imido nos cilindr os
Nos motores diesel de médio e de grande portes, sem dúvida, o sistema de partida por
injeção de ar comprimido nos cilindros é o mais utilizado. Isso se deve ao fato de que esse tipo
de partida é imbatível pela sua praticidade, sua simplicidade e pela grande disponibilidade de
ar onde quer que o navio se encontre. Como todos os sistemas de arranque, sua ação é
passageira e deve ser interrompida logo que o motor puder funcionar por conta própria.
171
PRO 01
Figura [Link]
Sistema de partida por injeção de ar comprimido.
Acabada a fase de expansão desse cilindro, o distribuidor deixará que sua válvula
automática de partida feche. Outro cilindro, entretanto, atingirá sua fase de expansão, o que faz
com que o distribuidor abra sua respectiva válvula automática de partida. E, assim, isso vai se
repetir com todos os cilindros, obedecendo à ordem de queima do motor. O operador, ao
ouvir ou sentir que o motor já está queimando, fecha a válvula mestra. Isso evita gastar ar
comprimido mais do que o necessário, economizando para outras partidas.
O operador deve ficar atento para manter as ampolas sempre cheias, mesmo que
haja um controle automático do compressor. O automatismo pode falhar e a falta só será
sentida por ocasião da próxima partida.
172
Teste de auto-avaliação da subunidade 2.48
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.4 9 .
2 . 49 O S IS TE M A D E S E G UR AN Ç A D O M CP
Um motor diesel é um equipamento caro. Quanto maior é o motor, mais alto também é o
seu preço. Devido a isso, os fabricantes foram agregando componentes de segurança a cada
nova família de motores.
173
PRO 01
medidas de proteção – como baixar a rotação do motor ou, mesmo, parar o motor – caso uma
situação irregular não seja corrigida. Veja alguns componentes de segurança agregados a um
motor diesel de grande porte.
03) Termostato – toma alguma ação, como acender uma lâmpada, ou tocar um alarme, ou
parar o motor, quando a temperatura do sistema em que se encontra ultrapassar a sua
temperatura de regulagem.
05) Pressostato – toma alguma ação, como acender uma lâmpada, ou tocar um alarme, ou
parar o motor, quando a pressão do sistema em que se encontra ultrapassar a sua
pressão de regulagem.
06) Indicador de Nível – como o próprio nome sugere, indica o nível de um determinado
reservatório. Pode realizar alguma ação, como acender uma lâmpada, ou tocar um
alarme, ou ligar uma bomba, ou desligar uma bomba, ou parar o motor, quando o nível-
limite de um reservatório atingir um determinado limite.
07) Sensor da catraca – não deixa o operador dar partida no motor diesel, caso a catraca
esteja engranzada ao motor.
08) Sensor de acoplamento – num sistema de propulsão que possui um acoplamento entre
o propulsor (MCP) e o eixo do hélice do navio, não deixa o operador dar partida no motor
diesel, caso o eixo do MCP e o eixo do hélice estejam acoplados.
09) Sensor do óleo lubrificante – não deixa o operador dar partida no motor diesel, caso
não haja pressão positiva no sistema de lubrificação do motor.
10) Sensor de água doce – não deixa o operador dar partida no motor diesel, caso a
temperatura no sistema de resfriamento do motor esteja muito baixa.
13) Oil Mist Detector – mais conhecido como Graviner, põe o motor na rotação de ralenti
(marcha lenta) ou, mesmo, pára o motor, quando a presença de gases explosivos no
cárter ultrapassa o limite de segurança.
174
Como você pôde perceber, esta subunidade trouxe um assunto de suma
importância: a segurança do MCP.
Que tal mais uma tar efa par a exercitar o que você estudou ?
Tarefa 2.49
Complete as lacunas.
2.49.b) O equipamento de segurança que põe o motor na rotação de ralenti (marcha lenta) ou,
mesmo, pára o motor, quando a presença de gases explosivos no cárter ultrapassa o limite de
segurança é chamado de ____________________________ ou ________________ .
2.49.c) ___________ é o equipamento de segurança que toma alguma ação, como acender
uma lâmpada, ou tocar um alarme, ou parar o motor, quando a temperatura do sistema em
que se encontra ultrapassar a sua _______________ de regulagem.
2.49.e) ___________ é o equipamento de segurança que realiza alguma ação, como acender
uma lâmpada, ou tocar um alarme, ou parar o motor, quando a pressão do sistema em que se
encontra ultrapassar a sua _______________ de regulagem.
2.49.f ) O sensor do óleo lubrificante não deixa o operador dar partida no motor diesel de
grande porte, caso não haja pressão positiva no sistema de __________________ do motor.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.5 0 .
Os cuidados com um motor diesel não se restringem apenas aos cuidados durante o seu
funcionamento. Na realidade, aí estão envolvidas todas as providências necessárias antes da
partida, durante o funcionamento e após a parada do motor. A essa série de cuidados,
acompanhamentos e providências, dá-se o nome de condução. Então, todo operador de
motores diesel precisa estar capacitado a exercer essa condução.
175
PRO 01
Conduzir bem um motor diesel é ficar com os sentidos atentos para perceber qualquer
alteração e tomar as providências necessárias, antes do funcionamento, durante o
funcionamento e após a parada do motor diesel, independentemente da ação dos sistemas
automáticos.
a) Fazer circular lentamente, no sistema de água doce do motor, a água doce aquecida
proveniente dos motores auxiliares. Se não houver essa possibilidade, o MCP deverá ser
provido de um sistema de aquecimento próprio, onde a água de resfriamento, antes de
circular no motor, passa por um aquecedor elétrico ou a vapor.
b) Completar o tanque de serviço do motor com óleo combustível purificado (e, se possível,
clarificado), mantendo sua temperatura na faixa recomendada pelo fabricante.
f) Verificar o nível de lubrificante nos lubrificadores mecânicos e fazer manualmente uma pré-
lubrificação nos cilindros.
g) Lubrificar todos os pontos que exigem lubrificação manual, sobretudo aqueles ligados a
transmissões para alavancas de comando, articulações especiais, articulações do regulador
de velocidade, etc.
176
h) Verificar se os reservatórios de ar comprimido estão suficientemente carregados e
devidamente drenados. Caso não haja purgadores automáticos nas ampolas, elas devem
ser drenadas manualmente.
i) Com as válvulas de prova (rubinetes) abertas, girar o motor com o auxílio da catraca por,
no mínimo, duas voltas. Esse procedimento é muito importante, principalmente no caso de
o motor ter estado inoperante por um longo período, pois visa a verificar se todas as partes
móveis do motor estão livres e a expulsar substâncias indesejáveis (combustível,
lubrificante, água, etc.) do interior dos cilindros.
m) Fechar as válvulas de prova (com essas válvulas abertas, não há compressão, o que
implica não haver combustão).
n) Consultar o passadiço sobre as condições externas e, assim que receber a permissão, dar
partida no motor (avante e para ré, se o motor for reversível).
Tarefa 2.50
Responda.
2.50.a) Como pode ser aquecida a água doce que vai circular no MCP antes da partida?
____________________________________________________________________________
2.50.b) Visando verificar se todas as partes móveis do motor de grande porte estão livres e
para também expulsar substâncias indesejáveis (combustível, lubrificante, água, etc.) do
interior dos cilindros, qual é o procedimento que deve ser adotado antes da partida de um
motor diesel ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.50.c) Que providência deve ser tomada, em relação às ampolas de ar comprimido, para
manter a qualidade do ar comprimido ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
177
PRO 01
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.5 1 .
Atenção especial deve ser dada também ao nível e à qualidade do óleo lubrificante no
poceto, do óleo combustível no tanque de serviço e da água de resfriamento no tanque de
expansão.
178
Esta subunidade continua dedicando uma atenção especial à praça de máquinas
como um todo, já que a preocupação está voltada para o funcionamento e a parada do
MCP.
Tarefa 2.51
I) Preencha as lacunas.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.5 2 .
179
PRO 01
2 . 5 2 AS D I V E R S AS V AR I Á V E I S Q U E I N F L U E N C I AM N O F U N C I O N AM E N T O
DO M OT O R D IE S E L
Para que um motor diesel funcione a contento, isto é, dentro dos parâmetros traçados
pelo fabricante, faz-se necessário que as diversas variáveis que participam desse processo de
funcionamento estejam em harmonia e nos valores projetados. As variáveis principais desse
processo estão relacionadas com os três componentes do triângulo do fogo (combustão), com
a carga e com o desgaste das peças do motor. Veja algumas dessas variáveis na tabela
2.52.1 abaixo.
Tabela 2.52.1 variáveis que influenciam no funcionamento de um motor diesel
- tipo
- temperatura
- viscosidade
- nível de limpeza
1) Combustível
- estado dos
componentes do
sistema de injeção
- avanço à injeção
A ) Variáveis
- estado dos
relacionadas com o
componentes do
Triângulo do fogo: 2) Oxigênio
sistema de
(combustão)
alimentação de ar
- temperatura do ar
- pressão do ar
- estado do cilindro,
da camisa, do
3) Temperatura de - taxa de compressão êmbolo, das molas
ignição - avanço à injeção de compressão, da
- tipo de combustível junta do cabeçote,
das válvulas de
admissão e de
descarga, etc.
- atrito mecânico;
- qualquer alteração
B ) Variáveis - limite de carga para atrito fluido; peso e
no motor diesel que
relacionadas com a cada regime de funcionalidade das
implique em aumento
carga: operação peças móveis;
de perdas de potência
motor fora do ponto;
etc.
E sta subunidade é bem cur tinha, não? Mas, que tal mais uma tarefa?
180
Tarefa 2.52
Responda.
2.52.a) Que componentes do Triângulo do Fogo serão atingidos, caso o avanço à injeção do
motor diesel seja alterado?
____________________________________________________________________________
2.52.b) Que componente do Triângulo do Fogo será atingido, caso a taxa de compressão do
motor diesel seja alterada?
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.5 3 .
2 . 5 3 A F I N AL I D A D E D A R E G U L AG E M D A V E L O C I D AD E D O M O T O R
DIESEL
Vamos tomar, como exemplo, um navio fazendo a travessia Fortaleza – Lisboa, que, em
linha reta, dá aproximadamente 2630 milhas náuticas ou 4870 km. Estando a velocidade desse
navio em 18 milhas por hora, isso significa uma travessia de cerca de seis dias. Já imaginou
em quantas ondas, de diversos tamanhos, esse navio sobe? E em quantas vagas esse navio
desce? É incontável, não?
E o que acontece com o hélice propulsor, com esse sobe e desce do navio ?
Quando o navio sobe numa onda, o hélice afunda mais, o que significa mais esforço
(mais carga) para o motor diesel. O motor tende a diminuir a rotação. É aí que o regulador de
velocidade atua, dando mais combustível para o motor agüentar a carga, agora maior. Quando
o navio desce numa vaga, o hélice chega até a sair fora da água, o que significa menos esforço
(menos carga) para o motor diesel. O motor tende a aumentar a rotação. É aí que o regulador
de velocidade atua, dando menos combustível para o motor suportar a carga, agora menor, na
181
PRO 01
mesma rotação em que se encontrava.
Já imaginou se esse controle tivesse que ficar somente a cargo do operador? Seria
impossível o maquinista manter esse controle, tanto em quantidade de combustível quanto em
presteza no atendimento.
Tarefa 2.53
Complete as lacunas.
2.53.a) Quando o navio sobe numa onda, o hélice _________ mais, o que significa
__________ esforço para o motor diesel.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.5 4 .
2 . 5 4 O S P R I N C I P AI S T I P O S D E R E G U L AD O R D E V E L O C I D A D E P AR A
MOTORES DIESEL
182
Figura [Link] – Regulador de velocidade Bosch EP RSV (motor diesel parado).
c) quando o eixo gira, a força centrífuga atua nos contrapesos, vencendo a tensão de
suas molas, fazendo com que os seus lados que não são fixos se afastem (se abram) do eixo;
d) os contrapesos abraçam o flange de comando e, por isso, todo movimento feito pelos
contrapesos é transmitido ao flange de comando, isto é, quanto mais os contrapesos se
abrem, mais eles empurram o flange de comando na direção da alavanca reguladora; e
183
PRO 01
Figura [Link] – Regulador Bosch EP-RSV (quando os contrapesos ABREM ).
184
O compor tamento de um regulador mecânico se r estringe a:
185
PRO 01
Figura [Link] – Corte de um regulador de velocidade hidráulico.
Tarefa 2.54.a
Já dissemos que o conjunto que engloba contrapesos (b), mola de velocidade (s) e
válvula-piloto (v) giram continuamente, desde que o motor diesel esteja funcionando. A força
186
centrífuga, provocada pela rotação do conjunto, força os contrapesos para fora. A mola (s), que
se apóia, embaixo, nos contrapesos e, em cima, na carcaça do regulador, força os contrapesos
para dentro. Quando ocorre o equilíbrio entre a tensão dessa mola e a força centrífuga, os
contrapesos ficam na vertical. Esse equilíbrio é o estado do regulador que a nossa já citada
figura [Link] apresenta.
Quando a rotação diminui, a mola (s) vence a força centrífuga e força os contrapesos
para dentro, que empurram a válvula-piloto (v) para baixo. A descida da válvula-piloto permite
que o óleo sob pressão passe do rasgo (e) para o conduto (g) e atue na superfície maior
(direita) do êmbolo diferencial (p). Há a mesma pressão tanto no lado esquerdo quanto do lado
direito do êmbolo diferencial. Todavia, como a superfície da direita do êmbolo é maior que a
superfície da sua esquerda, o êmbolo diferencial é empurrado para a esquerda, que é o
sentido de mais combustível. Ao mesmo tempo, o movimento do êmbolo diferencial (p)
descobre a passagem (n) para o conduto (o) e a pressão do óleo agindo no êmbolo (k)
comprime a mola (q), que se opõe a ação da mola (s), suspendendo a válvula-piloto (v) para a
sua posição original e fechando o conduto (m).
No momento em que a válvula-piloto (v) volta à sua posição original, o êmbolo diferencial
(p) pára na posição em que se encontra, para manter a quantidade de combustível agora
necessária. Nesse momento, o óleo que vaza pela válvula-agulha (t ) é em quantidade
insignificante.
Quando a rotação aumenta, a mola (s) é vencida pela força centrífuga e os contrapesos
se inclinam para fora e puxam a válvula-piloto (v) para cima. A elevação da válvula-piloto
permite que o óleo sob pressão passe pelo canalete superior para o reservatório do regulador,
onde o óleo está na pressão atmosférica, permitindo que o canalete (g) fique despressurizado.
Como o conduto (m ) está sempre pressurizado, o êmbolo diferencial é deslocado para a
direita, que é o sentido de menos combustível. Ao mesmo tempo, o movimento do êmbolo
diferencial (p) fecha a passagem (n) para o conduto (o) e produz um efeito de sucção que
puxa o êmbolo (k) para baixo, forçando a descida da válvula-piloto (v) para a sua posição
original.
No momento em que a válvula-piloto (v) volta à sua posição original, o êmbolo diferencial
(p) pára na posição em que se encontra, para manter a quantidade de combustível agora
necessária. Nesse momento, o óleo que entra pela válvula-agulha (t) é em quantidade
insignificante.
187
PRO 01
A única maneira de restabelecer o equilíbrio para a nova condição de carga é a volta
dos contrapesos para a posição vertical. O circuito de compensação atua sempre no sentido
de reduzir o efeito do sistema de força. Isso balanceia as diferenças no tempo de reação entre
o regulador e o motor. A abertura da válvula-agulha (t ) deve ser criteriosamente ajustada, de
maneira que o motor não fique com sua velocidade oscilando, sem que haja mudança de
carga.
N u m re g u l a d o r h i d rá u l i c o d e v e l o c i d a d e , q u e s i s t e m a é r e s p o n s á v e l p e l o
d e s l o c a me n to da s c r e ma l h ei r as d as bo mb as de i n j eç ã o d e c om bu s t ív e l ?
Esta subunidade é extensa, não ? Antes de fazer o teste a seguir, torne a ler o
assunto. Vai ser bom para você fixar melhor o novo aprendizado.
189
PRO 01
II) Assinale a opção correta.
2.54.f) O regulador de velocidade que não se utiliza de óleo lubrificante para cumprir o seu
papel de regulador é o
a) hidráulico .
b) eletrônico-hidráulico.
c) mecânico.
d) pneumático-hidráulico.
2.54.g) Quando um motor diesel, equipado com regulador hidráulico, está funcionando com
carga constante, os dois contrapesos giratórios do regulador encontram-se
a) na posição vertical.
b) Inclinados para dentro.
c) na posição horizontal.
d) Inclinados para fora.
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.5 5 .
2 . 5 5 O M OT OR D IE SE L RE VE R SÍ V E L E O M OT OR D IE SE L I R RE VE R S ÍV E L
Um motor diesel reversível propulsor, num navio que possui hélice de pás fixas, estará,
portanto, girando num sentido, quando o deslocamento da embarcação for para vante, e estará
girando no outro sentido, quando o deslocamento da embarcação for para ré.
190
Esta subunidade é bem curtinha, não é mesmo ? Mas essa é só a introdução do
assunto “reversão”.
Tarefa 2.55
Responda.
2.55.b) De que tipo de motor propulsor precisa um navio que possui hélice de pás fixas ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a s ub u n i da d e 2.5 6 .
2 . 5 6 O P R O C E S S O D E R E V E R S Ã O D E M AR C H A
Sim. É importante frisar que um motor reversível pode ter duas ordens de queima, sendo
uma para cada sentido de rotação.
Um motor reversível deve possuir recursos que possibilitem a inversão do seu sentido
de rotação. Entre outros, os seguintes recursos podem ser utilizados:
191
PRO 01
deslocamento axial do eixo de cames – neste caso, o eixo de cames possui duas
cames (excêntricos ou ressaltos) para cada componente do motor que ele comanda,
ou seja, duas cames para cada bomba de injeção, duas cames para cada válvula de
descarga, etc. Com o motor girando num sentido, uma das cames comanda e a outra
não comanda. Com o motor girando no outro sentido, a came que estava
comandando já não comanda e a came que não estava comandando passa a
comandar. Essa troca da came ocorre, após a parada do motor diesel, porque o eixo
de cames é deslocado axialmente, isto é, o eixo de cames é deslocado no sentido de
seu comprimento. E como cada uma das duas cames tem um ângulo diferente de
colocação no eixo de cames, elas vão comandar, no momento certo, o mesmo
componente do motor diesel, de acordo com o sentido de rotação.
giro do eixo de cames – neste caso, o eixo de cames só possui uma came
(excêntrico ou ressalto) para cada componente do motor diesel; após a parada do
motor, o eixo de cames é girado alguns graus, de forma que, ao ser dada a partida no
motor no outro sentido de rotação, aquela mesma came comande o mesmo
componente e, no momento certo, para o outro sentido de rotação.
Dos diversos métodos existentes, o método que se revelou mais satisfatório é o que usa
sistema de partida com injeção de ar comprimido nos cilindros, mudando a calagem do
comando das válvulas automáticas de partida.
É imprescindível que, logo após a parada e antes que o motor comece a girar no sentido
oposto, seja mudada a calagem das válvulas de admissão, das válvulas de descarga, das
bombas de injeção (ou injetores), do distribuidor de ar de partida, etc. Nessa ocasião, também
é efetuada a troca da aspiração pela descarga das diversas bombas comandadas pelo motor
(bomba de ar de lavagem, bomba de alimentação de combustível, bomba de óleo lubrificante,
bomba de água doce, bomba de água salgada, etc.).
Puxa ! Quanta mudança tem que acontecer para que um motor diesel tenha o seu
sentido de rotação invertido, não é mesmo ?
192
Tarefa 2.56
Responda.
2.56.a) Que dispositivos vão ser utilizados para permitir a inversão de marcha dos navios que
utilizam motores irreversíveis ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.56.b) Quantos cames de combustível deve ter um motor reversível de 7 cilindros que utiliza o
método de reversão pelo deslocamento axial do eixo de cames?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.56.c) Qual é o sistema do motor diesel marítimo de grande porte que tem íntima relação com
o sistema de inversão de marcha?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Av a n c e p ar a a u ni d a de 2 .5 7.
2 . 5 7 O S T I P O S D E M AN U T E N Ç Ã O U S U AI S D O M O T O R D I E S E L
Como você já viu desde o início deste manual, num navio, o motor diesel que aciona um
gerador de energia elétrica é denominado de Motor de Combustão Auxiliar (MCA); e o motor
diesel que é responsável pela propulsão do navio é denominado de Motor de Combustão
Principal (MCP). Ora, como são motores diesel, ambos têm princípio de funcionamento igual e
possuem sistemas com os mesmos propósitos. As diferenças são em pequeno número e
compostas por detalhes estruturais e/ou operacionais. Um exemplo de diferença é que,
enquanto no MCP as bombas de água de resfriamento, de lubrificação e de alimentação de
combustível são independentes, isto é, são acionadas por motor elétrico, no MCA essas
bombas normalmente são engrenadas ao motor, ou seja, elas são acionadas pelo próprio
MCA.
Por melhores e mais poderosos que sejam os motores diesel, eles sempre necessitarão
de atenção especial, para que se mantenham em condições de realizar, com o maior
rendimento possível, as suas funções a bordo. A manutenção existe para isso mesmo: manter
a máquina em bom estado de operacionalidade na maior parte do tempo e proporcionar uma
vida útil maior.
193
PRO 01
Segundo Sutter, “Manutenção é aquilo que:
Todo motor diesel tem seu Plano de Manutenção, que traz todas as manutenções a
serem feitas, estipulando os diversos limites de horas de funcionamento ou de tempo decorrido
para cada componente do motor. Esse Plano, além de trazer as informações gerais do motor,
também é acompanhado de Cartões de Manutenção, e cada um destes é referente a um
determinado componente do motor.
194
M anutenção corr etiva – como o próprio nome sugere, é aquela que é realizada para
corrigir uma falha que já aconteceu. Tem como pré-requisito a abundância de recursos
(sobressalentes, pessoal, equipamentos, etc.). É a mais econômica para determinados
sistemas.
Isso vai depender do fator de maior relevância para a empresa no momento. Dentre
esses fatores, pode-se citar o tempo necessário, o tempo disponível, o custo de implantação da
manutenção, o custo de realização da manutenção e a disponibilidade de pessoal.
Sentiu a importância da manutenção? Ela tem que existir e precisa ser cumprida
fielmente. Sem manutenção, a vida útil de um equipamento torna-se bem menor e seus
períodos de paralisação ficam maiores em tempo e em número de vezes.
Tarefa 2.57
Responda.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
195
PRO 01
V amos par a a subunidade 2.58?
2 . 5 8 A M A N U T E N Ç Ã O P L AN E J AD A D E U M M O T O R D I E S E L
Os motores diesel de propulsão dos navios de médio e grande portes são cobertos por
um sistema de manutenção preventiva por estado ou preditiva, e necessitam, para isso, de
um considerável estoque de sobressalentes a bordo. Atualmente, esses sistemas são
informatizados, o que facilita bastante a interação do navio com a Divisão ou Gerência de
Manutenção em terra. A intervalos de tempo previamente determinados, os componentes do
motor e de seus sistemas são abertos para inspeção, limpeza, medições e possíveis
substituições de peças defeituosas ou com desgastes acentuados.
4) Verificar o nível de óleo no cárter ou no poceto. O nível de óleo deve ser checado a
intervalos regulares. Nos navios de médio e de grande portes, em que o volume de lubrificante
é muito grande, o poceto deve ser sondado a cada hora de funcionamento do motor. Ao menor
sinal de perda de óleo como, por exemplo, redução inesperada do nível no cárter ou no poceto,
a causa deve ser investigada e o vazamento sanado.
5) Verificar o estado do óleo. A verificação deve ser feita durante a sondagem. Quando o
óleo lubrificante está misturado com óleo diesel (diluição) apresenta-se muito fino, ou seja,
com viscosidade inferior ao normal. Quando o óleo lubrificante está misturado com água
(emulsão) apresenta um aspecto leitoso.
196
Nenhum desses casos é bom para o motor e exige substituição do
lubrificante quando a diluição ultrapassa 5% ou quando a emulsão
ultrapassa 1%.
6) Aferir os manômetros. Essa aferição pode ser feita a bordo, ou em terra, utilizando-se
um aparelho apropriado de calibragem com manômetro padrão.
7) Limpar o ralo do sistema de água salgada que resfria o óleo. Essa limpeza deve ser
feita a intervalos regulares, ou sempre que for observada uma queda de pressão no sistema,
sem que seja por problema na bomba de água salgada. Antes de abrir o ralo, deve-se tomar o
cuidado de fechar as válvulas na entrada e na saída, principalmente a de entrada, para evitar
penetração perigosa da água do mar na praça de máquinas.
4) Cuidar para que não haja obstruções no circuito de água salgada, fazendo limpezas
periódicas no ralo e na câmara d’água do resfriador de água doce. Obstruções no ralo podem
ser observadas por redução do fluxo na descarga para o mar no costado.
6) Fazer a manutenção nos motores elétricos e nos contatos dos quadros de comando
das bombas de água doce e salgada.
c) S istema de ar de alimentação
197
PRO 01
3) Procurar manter o caixão de ar de lavagem do motor diesel razoavelmente limpo.
d) Sistema de combustível
2) Drenar, pelo menos uma vez por quarto, os tanques de decantação e de serviço para
verificar se há presença de água ou borra.
4) Purgar o sistema sempre que nele for feito algum reparo. Uma simples limpeza de filtro
exige em seguida uma purga no sistema.
5) Corrigir, a todo custo, qualquer vazamento, tanto no lado de baixa quanto no de alta
pressão. Vazamentos originam espaços vazios no sistema, que costumam impedir o
funcionamento do motor diesel, exigindo purgas freqüentes.
8) Nos navios que queimam óleo pesado, cuidar para que o aparelhamento de
aquecimento e de controle da viscosidade se mantenham em boas condições, garantindo a
viscosidade desejada na admissão das bombas de injeção.
198
3) Eliminar vazamentos no sistema.
Você acaba de concluir a Unidade 2.0 deste manual, onde foi esmiuçado o MOTOR
DIESEL – a máquina de melhor rendimento e por isso a mais utilizada a bordo dos nossos
navios mercantes. Você começou conhecendo seus componentes, seus tipos e suas fases.
Depois, aprendeu como seus diversos sistemas funcionam. E terminou por aprender como
fazer a manutenção, que proporciona menos tempo de inoperância e o alongamento da vida
útil de um motor diesel.
Para fechar essa Unidade com chave de ouro, realize o teste a seguir.
2.58.c) Faz parte da manutenção de rotina do sistema de lubrificação principal do motor diesel:
(a) substituição dos tubos telescópicos.
2.58.d) Com relação à manutenção do sistema de resfriamento dos motores diesel marítimos,
é correto
(a) substituir o selo mecânico da bomba de água doce a cada 500 horas.
(b) manter o nível desejado no tanque de expansão.
(c) manter a temperatura da água doce na saída dos cilindros em 35ºC.
(d) substituir mensalmente a válvula termostática.
199
PRO 01
2.58.e) Com relação à manutenção do sistema de ar de alimentação do MCP de médio ou de
grande portes, recomenda-se
(a) proceder à limpeza ou à lavagem costumeira do turbocompressor.
200
C h a v e d e R e s p o s t a s d a s T a r e f a s e d o s T e s t e s d e Au t o - Av a l i a ç ã o d a
Unidade 2
2.3.c – Da compressão do ar de
2.3.d - São 720 graus
alimentação
202
Subunidade 2.14 2.14.b – Não deixar que sujeiras
2.14.a – Lubrificação forçada
maiores, como trapos e estopas,
sigam para a aspiração da
bomba.
2.14.d – Controlar o fluxo de
2.14.c – É aquela que tem de
lubrificante a passar pelo
descarregar tudo que aspira. resfriador, visando manter a
temperatura de projeto do
lubrificante
2.14.e – É para proteger o
sistema em caso de
sobrepressão, já que a bomba é
de débito positivo.
2.18.c – C 2.18.d – E
2.18.e – C 2.18.f – E
2.18.g – E 2.18.h – C
2.18.i – E 2.18.j – Resfriamento; proteção
contra ataques químicos;
amortecimento de choques;
limpeza; e, vedação
2.18.k – A finalidade do sistema 2.18.l – Cárter ou poceto; ralo;
de lubrificação do motor é bomba; válvula reguladora de
reduzir o atrito entre as peças pressão; filtro; válvula
que trabalham com movimento termostática; e, resfriador
relativo
2.18.m – Para, num caso de furo 2.18.n – A bomba de cada cilindro
no resfriador, a água salgada é acionada pelo eixo de cames,
não contaminar o óleo ou seja, quanto maior a rotação,
lubrificante mais vezes a bomba será
acionada, o que implica em maior
quantidade de lubrificante
203
PRO 01
Subunidade 2.20 2.20.b – Para não deixar que a
2.20.a – Porque acima de
temperatura ultrapasse 1400°C, o
determinada temperatura o que aumentaria a poluição do ar.
lubrificante perde suas
propriedades lubrificantes.
2.26.c – C 2.26.d – E
204
Subunidade 2.27 2.27.b – Entre 130 kg/cm² e 350
2.27.a – MDO são as iniciais em
kg/cm²
inglês para óleo diesel marítimo.
205
PRO 01
2.33.e – Quando o rasgo
helicoidal descobre a janela de
combustível.
2.35.b – É o combustível em
2.35.a – Porque a combustão
partículas tão pequenas, que
seria incompleta, haja vista que parece uma nuvem de vapor.
Subunidade 2.35
o combustível líquido não teria
tempo disponível para se
encontrar com as moléculas de
oxigênio.
Subunidade 2.38
2.38.a - Quando o operador 2.38.b – Entre 130 kg/cm² e 350
parar de acionar a alavanca da kg/cm².
bomba do aparelho de teste, o
2.38.c – Apenas por ocasião do
combustível não pode ficar
teste de pressão.
vazando pelo(s) furo(s).
206
2.39.d – Quando a face superior do êmbolo ou junço desse elemento
bombeador fecha a janela de combustível.
Subunidade 2.41
2.41.a – Quaisquer dois dos cinco itens seguintes:
2.44.m – b 2.44.n – b
207
PRO 01
Subunidade 2.45
2.45.e – Porque sua turbina aproveita uma parte da energia cinética
contida nos gases de descarga do motor, que seria perdida na
atmosfera.
2.46.c – soprador
Subunidade 2.48
Tarefa 2.48.a – Manualmente; 2.48.b – Acionar o sistema de
por motor pneumático; por motor acoplamento do pinhão com a
elétrico; por motor hidráulico; e cremalheira do volante do motor
por injeção de ar comprimido nos diesel, antes que o eixo do pinhão
cilindros. comece a girar.
2.48.c – De 25 a 30 bar.
208
Subunidade 2.52 2.52.b – Temperatura de ignição.
2.52.a – Combustível e
temperatura de ignição.
2.54.d – C 2.54.e – C
2.54.f – c 2.54.g – a
2.54.h – b
Subunidade 2.57 2.57.a – Alongar a vida útil do 2.57.b – Isso vai depender do
equipamento, evitando sua fator de maior relevância para a
paralisação. empresa no momento. Se é o
tempo necessário, o tempo
disponível, o custo de implantação
da manutenção, o custo de
realização da manutenção ou
outro fator qualquer.
2.57.c – Entre outras informações, ele traz: o objetivo do trabalho a
ser feito; uma breve descrição do que vai ser feito; os
procedimentos de segurança que têm de ser adotados; as
ferramentas e demais instrumentos a serem utilizados; o
procedimento seqüencial do trabalho a ser realizado; e, o
desenho esquemático do componente ou da peça do motor que
sofrerá a manutenção.
Subunidade 2.58
2.58.a – corretiva; avaria 2.58.b – cartão
2.58.c – c 2.58.d – b
2.58.e – a 2.58.f – c
2.58.g – d
209
PRO 01
210