Você está na página 1de 20
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville
Instituto Federal de Santa Catarina ‐ IFSC Campus Joinville

Instituto Federal de Santa Catarina IFSC Campus Joinville

Curso Técnico em Eletroeletrônica

JOSÉ FLÁVIO DUMS

Relatório de desenvolvimento

Projeto de um Inversor de Tensão – Etapa 1

Joinville SC Setembro de 2009

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

Sumário

1

Introdução

3

2

Estudo da estrutura e metodologia de

5

 

2.1

Funcionamento do

5

 

2.1.1 Primeira etapa de

6

2.1.2 Segunda etapa de

6

2.1.3 Regulação da

7

2.1.4 Formas de

7

 

2.2

Metodologia de projeto do

9

 

2.2.1 Dimensionamento

dos

9

2.2.2 Dimensionamento dos

11

2.2.3 Calculo térmico dos reguladores de

12

3

Layout e montagem do

14

4

Ensaios

16

5

19

6

Referências bibliográficas

20

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

1 Introdução

Desde a sua descoberta pelo filósofo grego Tales de Mileto, no início do século XVII, passando por toda evolução decorrida dos estudos de diversos físicos, nos séculos seguintes, bem como com a instalação da primeira usina hidrelétrica junto às cataratas do rio Niágara em meados do século XIX [1], e culminando com os dias atuais, a eletricidade tem se mostrado um grande avanço no fornecimento de energia para o acionamento dos mais diversos tipos de equipamentos e máquinas.

No decorrer desta história, também a eletrônica se fez presente. Seu surgimento se deu no

final do século XIX, a partir de experiências realizadas por Tomas Edison, Heinrich Hertz entre outros. Já a sua evolução apresenta alguns marcos importantes, como o ocorrido em 1907 quando Lee de Forest inventa a Válvula Triodo. A partir daí, os mais diversos tipos de sistemas eletrônicos passam a ser criado, como o rádio, osciloscópio entre outros equipamentos. [2]

Mas foi em 16 de dezembro de 1947 que a eletrônica sofreu sua maior revolução. Foi nessa data que William Bradfor Shockley, John Bardeen e Walter Houser Brattain inventaram o transistor. [3]

A partir deste momento, inúmeros dispositivos passaram a ser inventados e a

miniaturização dos equipamentos existentes tornouse possível. Esta é por muitos

considerada a maior invenção da história moderna.

Com a evolução da eletrônica, diversos sistemas passaram a ser criados, e juntamente com eles surge a necessidade de condicionar a energia elétrica, de forma a alimentar os sistemas em desenvolvimento. Como uma possível solução para esta necessidade; criaramse as primeiras fontes lineares reguladas, que são assim chamadas por possuírem um circuito integrado ou um transistor operando de forma linear em sua saída.

Mais adiante, por volta de 1960, as fontes chaveadas começam a ser desenvolvidas, visando sua aplicação nos programas espaciais. O objetivo de seu desenvolvimento era a substituição das fontes reguladas, do tipo lineares, que são pesadas, volumosas e dissipativas, por fontes compactas e de alto rendimento. [4]

Hoje em dia, as fontes chaveadas são altamente empregadas como dispositivos de alimentação para as mais diversas aplicações, como conversores de alta potência, No Breaks, [4] sistemas embarcados, microcomputadores, carregadores de celular entre outros.

Nesta primeira etapa do projeto a ser desenvolvido na disciplina de eletrônica industrial, será projetada e construída uma fonte de alimentação do tipo linear e regulada. Esta escolha se pela facilidade de desenvolvimento que este tipo de fonte possui frente ao projeto de uma fonte chaveada. Soma se a isso também o fato de uma fonte chaveada envolver um custo mais elevado de desenvolvimento, por necessitar de um maior numero de dispositivos semicondutores, que necessitariam ser adquiridos pelo executor.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

Desta forma, o projeto que se segue trata do estudo e desenvolvimento de uma fonte linear e regulada, operando com saídas simétricas em 12 Volts (V) e com capacidade de corrente de até 0,5 Ampères (A) por saída.

Este relatório trará a descrição do circuito e o seu funcionamento, a metodologia de projeto adotada e o projeto de um protótipo de acordo com as especificações citadas. Por fim será implementado um protótipo com o qual se verificará a coerência da metodologia adotada, além da obtenção de uma validação prática para o estudo realizado, a partir de ensaios e aquisições.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

2 Estu do da estrutura e metodologia de projeto.

Por tratarse neste projeto de uma fonte simétrica com saídas em +12V e 12V, a partir de uma alimentação da rede elétrica, é notória a necessidade de se utilizar um transformador para reduzir a tensão, e desta forma adaptá la a níveis mais convenientes para a montagem do protótipo.

O circuito proposto para esta aplicação, tendo em vista a percepção já mencionada, é apresentado na Figura 1 . Trata se de um retificador de onda completa em ponte, com cargas em série, porém com uma ligação adicional entre o ponto médio do transformador e ponto de referência das tensões nas saídas.

A vantagem desta configuração se pelo fato de que se obtém o comportamento de dois retificadores de onda completa, um e cada carga, com a utilização de apenas um transformador e quatro diodos. Desta forma, temse redução de custos no projeto pela não necessidade de número elevado de semicondutores bem como a redução do valor da capacitância necessária para manter uma ondulação de tensão dentro dos limites toleráveis na entrada dos reguladores de tensão.

V1
V1

CI1

   

+12V

   
   
   
   
   
     

LM7812C

D1 D2      

D1

D1 D2      

D2

     
 
 
   

C1

C3

V2

V2

D2             C1 C3 V2           V2
D2             C1 C3 V2           V2
D2             C1 C3 V2           V2
D2             C1 C3 V2           V2
     
         
   
V2

V2

 
C2 C4

C2

C4

D3 D4

D3

D3 D4

D4

 
   
   
 
   
   
 

LM7912C

-12V

CI2

Figura 1 Circuito da fonte implementada.

2.1 Funcionamento do circuito.

A seguir será apresentada a descrição do funcionamento do circuito proposto na Figura 1 . Esta descrição se dará por meio da análise das etapas de operação do circuito, considerando como parâmetro de separação das etapas a rede elétrica, operando nos dois semi ciclos da onda senoidal.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

2.1.1 Primeira etapa de operação.

Nesta etapa de operação, tem se o semi ciclo positivo da rede elétrica. Desta forma a energia elétrica provinda do enrolamento superior do secundário do transformador, circula, na forma de corrente elétrica, através do diodo D 1 e fornece energia ao capacitor C 1 , permitindo que este se carregue com o valor de pico da tensão do enrolamento. Esta carga se enquanto a tensão do capacitor estiver abaixo dos valores instantâneos daquela tensão. A mesma situação ocorre com a energia do enrolamento inferior do secundário do transformador. Esta energia circula em forma de corrente elétrica através do diodo D 4 , permitindo com isso que se carregue o capacitor C 2 . A Figura 2 ilustra esse funcionamento.

CI1 CI1 +12V +12V LM7812C LM7812C D1 D2 D1 D2 C1 C3 C1 C3 V2
CI1
CI1
+12V
+12V
LM7812C
LM7812C
D1
D2
D1
D2
C1
C3
C1
C3
V2
V2
V1
V1
V2
V2
C2
C4
C2
C4
D4
D4
D3
D3
LM7912C
LM7912C
-12V
-12V
CI2
CI2

Figura 2 Primeira etapa de operação.

2.1.2 Segunda etapa de operação.

Nesta etapa de operação, temse o semi ciclo negativo da rede elétrica. Desta forma a energia elétrica provinda do enrolamento inferior do secundário do transformador, circula, na forma de corrente elétrica, através do diodo D 2 e fornece energia ao capacitor C 1 , permitindo que este novamente se carregue com o valor de pico da tensão do enrolamento. A mesma situação ocorre com a energia do enrolamento superior do secundário do transformador. Esta energia circula em forma de corrente elétrica através do diodo D 3 , permitindo com isso que se carregue o capacitor C 2 . A Figura 3 ilustra esse funcionamento.

CI1

+12V LM7812C D1 D2 C1 C3 V2 V1 V1 V2 C2 C4 D4 D3 LM7912C
+12V
LM7812C
D1
D2
C1
C3
V2
V1
V1
V2
C2
C4
D4
D3
LM7912C
-12V
CI2

CI1

+12V LM7812C D1 D2 C1 C3 V2 V2 C2 C4 D4 D3 LM7912C -12V CI2
+12V
LM7812C
D1
D2
C1
C3
V2
V2
C2
C4
D4
D3
LM7912C
-12V
CI2

Figura 3 Segunda etapa de operação.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

2.1.3 Regulação da tensão.

Depois de retificada e filtrada, a tensão sobre os capacitores C 1 e C 2 é então fornecida para os Circuitos Integrados (CIs) responsáveis pela regulagem da tensão de saída do circuito. Estes dispositivos têm a capacidade de manter uma tensão de saída constante, independentemente da corrente que deles seja exigida, desde que esta não ultrapasse os limites por eles toleráveis. Outra garantia a ser dada, para o seu correto funcionamento, é que a tensão de entrada do mesmo esteja dentro de uma faixa de valores toleráveis, os quais podem ser encontrados no “ datasheet” do componente em questão [5].

Os capacitores de saída, indicados na Figura 1 como C 3 e C 4 não são necessários do ponto de vista de projeto, contudo o fabricante sugere sua utilização, sendo que os valores usuais para estes componentes também são fornecidos por ele, através do datasheet [5]. A importância destes capacitores se quando de uma demanda instantânea de corrente, superior a capacidade dos reguladores, for exigida pela carga. Estes componentes têm a capacidade de fornecer essa demanda de corrente, evitando com isso que a tensão na saída do regulador sofra uma variação negativa, perdendo com isso a regulagem do sistema.

2.1.4 Formas de ondas.

Para uma completa interpretação do funcionamento do circuito proposto, a seguir serão apresentadas algumas formas de onda relativas ao seu funcionamento. Estas formas de onda podem ser visualizadas na Figura 4 .

Como primeira forma de onda, se apresenta a tensão de saída em um dos secundários do transformador. Esta onda é a equivalente ao funcionamento do circuito sem carga. Esta forma de onda permite verificar os valores de tensão de pico existentes, uma vez que, ao acrescentar uma carga, esta forma de onda apresentará distorções significativas devido os picos de corrente nas cargas dos capacitores.

Em seguida, apresentamse as formas de onda da ondulação de tensão nos capacitores C 1

e C 2 , bem como as correntes dos mesmos. Nota se que, quando da carga dos capacitores, os picos de corrente são elevados, podendo chegar a mais de 5,0 A. É nesse momento que se tem

o crescimento dos valores de tensão. na descarga, a corrente se mantém em um valor

praticamente constante de 500 mili Ampères (mA), o que faz com que a descarga dos capacitores ocorra de forma linear. Isso se deve a característica do circuito, que disponibiliza

na saída uma tensão constante. Como ela é aplicada em uma carga ôhmica, a corrente de saída segue a mesma característica.

Na seqüência, também são apresentadas formas de onda de tensão e de corrente nos diodos do circuito. Nota se que durante os tempos de carga dos capacitores, os diodos estão conduzindo, e neste momento suas tensões é aproximadamente zero volt. É neste intervalo de tempo que a corrente de carga dos capacitores circula pelos diodos. Durante todo o restante de tempo, onde a tensão nos capacitores é maior que a tensão dos secundários do transformador, os diodos estão bloqueados. Estes intervalos de tempo podem ser vistos como

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

os instantes em que a corrente nos diodos é nula e a tensão apresenta valores
os instantes em que a corrente nos diodos é nula e a tensão apresenta valores negativos.
Como detalhe das tensões nos diodos, pode ‐ se verificar que o seu valor de pico tem o dobro
da amplitude do valor de pico da tensão na carga. Isso é característica dos circuitos
retificadores com ponto médio.
20V
0V
-20V

16V

15V

14V

5.0A

0A

-5.0A

-14V

-15V

-16V

5.0A

0A

-5.0A

0V

-20V

-40V

8.0A

4.0A

0A

0V

-20V

-40V

Tensão em um dos secundários do transformador (sem carga)

Tensão em um dos secundários do transformador (sem carga) Ondulação de tensão (ripple) no capacitor C1

Ondulação de tensão (ripple) no capacitor C1

(sem carga) Ondulação de tensão (ripple) no capacitor C1 Corrente no capacitor C1 Ondulação de Tensão

Corrente no capacitor C1

de tensão (ripple) no capacitor C1 Corrente no capacitor C1 Ondulação de Tensão (ripple) no capacitor

Ondulação de Tensão (ripple) no capacitor C2

capacitor C1 Ondulação de Tensão (ripple) no capacitor C2 Corrente no capacitor C2 Tensão nos Diodos

Corrente no capacitor C2

de Tensão (ripple) no capacitor C2 Corrente no capacitor C2 Tensão nos Diodos D1 e D4

Tensão nos Diodos D1 e D4

C2 Corrente no capacitor C2 Tensão nos Diodos D1 e D4 Corrente nos diodos D1 e

Corrente nos diodos D1 e D4

C2 Tensão nos Diodos D1 e D4 Corrente nos diodos D1 e D4 Tensão nos diodos

Tensão nos diodos D2 e D3

8.0A 4.0A 0A 100ms 105ms 110ms 115ms 120ms 125ms 130ms 133ms
8.0A
4.0A
0A
100ms
105ms
110ms
115ms
120ms
125ms
130ms
133ms

Corrente nos diodos D2 e D3

Tempo

Figura 4 Formas de onda esperadas para o circuito proposto.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

2.2 Metodologia de projeto do circuito.

Após o entendimento do funcionamento do circuito proposto, a etapa seguinte é o projeto e dimensionamento dos componentes a serem empregados, visando o seu correto funcionamento, bem como as condições adequadas para sua operação, sem prejuízo de queima de componente, mau funcionamento da estrutura ou perda de regulagem.

2.2.1 Dimensionamento dos capacitores.

Como forma de especificar os capacitores, é necessário conhecer os valores da ondulação de tensão que ele poderá permitir na entrada do regulador de tensão. Para tanto, fazse necessário conhecer os limites de tensão fornecida pelo transformador, às quedas de tensão decorrentes do funcionamento dos diodos e os valores limites de tensão toleráveis pelos reguladores.

Como transformador, para adequar a tensão de entrada do circuito retificador, será utilizado um transformador de 220V de entrada e uma saída de 24V, com derivação central. Desta forma ter seá um secundário com tensões de 12V+12V. Conforme visto na descrição do funcionamento do circuito, a tensão de uma derivação do secundário será aplicada ao capacitor, sendo que este deverá grampear entre seus terminais uma tensão equivalente a tensão de pico do secundário, porém descontando a queda de tensão em um diodo.

De acordo com o “ datasheet[6], o diodo escolhido para este projeto, proporciona uma queda de tensão de aproximadamente 1,1V quando o circuito estiver drenando uma corrente instantânea de aproximadamente 5A. Desta forma, a tensão de pico máxima possível no capacitor é dada conforme a equação (1.1), onde V Spk é a tensão de pico do enrolamento secundário e V D é a queda de tensão do diodo. O valor de V Spk é dado conforme a equação (1.2), onde V 2 é a tensão eficaz do secundário.

V

C max

V

Spk

=

=

V Spk 2
V
Spk
2

V

D

V

2

(1.1)

(1.2)

Aplicando os valores de V D , obtido de seu “ datasheet” e de V 2 conforme o transformador especificado, temse o valor da tensão máxima no capacitor (V Cmax ), determinado conforme a equação (1.3)

V

C

max

=

(

), determinado conforme a equação (1.3) V C max = ( 2 12 ) ⋅− 1,1

2 12

)

⋅−

1,1

V

C

max

=

15,8

V

(1.3)

Por outro lado, a tensão mínima que poderá ser admitido sobre o capacitor depende do circuito ao qual esta tensão será aplicada, no caso, o Circuito Integrado (CI) regulador de tensão. De acordo com o “datasheet[5] deste componente, a mínima tensão que garante seu correto funcionamento é de 14,5V, assim, considera se este valor como o valor de tensão mínima no capacitor (V Cmin ).

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

Também é importante conhecer a potência que será consumida nos capacitores, pois ela é função da corrente a ser drenada pela carga, que também é um parâmetro especificado neste projeto. Conhecendo se esta potência, passa a ser possível determinar a capacitância mínima necessária a ser utilizada.

A potência de saída (P L ) sobre o capacitor pode ser determinada conforme a equação (1.4) . Nesta equação, R é um valor de resistência que representa a carga máxima que poderá ser ligada na saída do circuito. Seu valor pode ser estimado pela tensão média do capacitor e pela corrente máxima a ser drenada, conforme mostra a equação (1.5) .

P =

L

(

V

C max

+ V 4 R

) 2

C min

R =

V

C

max

+

V

C

min

2 i

L

(1.4)

(1.5)

Resolvendo as equações (1.5) e (1.4), é possível determinar o valor de P L , conforme mostra a sequência de equações a seguir, e cujo resultado final é apresentando em (1.7).

R

P =

L

15,8 14,5

+

=

2 0,5

(

15,8 + 14,5

)

2

4 30,3

∴= R 30,3

Ω

∴=P 7,575W

L

(1.6)

(1.7)

De posse dos resultados obtidos, já é possível determinar o valor mínimo do capacitor a ser empregado neste circuito. Para tanto, aplica se a equação (1.8) mostrada a seguir [7], onde o parâmetro f é a frequência da onda retificada, ou seja, neste caso, por tratarse de um circuito de retificação de onda completa, f equivale a 120Hz. Desta forma, a resolução da equação (1.8) é apresentada em (1.9).

C

=

C =

2 P

L

fV

(

C max

2

V

C min

2

)

2 7,575

(

120 15,8

2

14,5

2

)

C

=

 

(1.8)

3, 2 mF

(1.9)

O valor encontrado na equação (1.9) significa que é necessário, no mínimo, uma capacitância de 3.200 micro Farad ( μF). Na prática, como este valor não existe comercialmente, adota se um capacitor com valor comercial acima, ou então, associamse capacitores de forma a obter um valor próximo ao calculado. Neste caso, por exemplo, pode ser utilizado um capacitor de 2.2000 μF em paralelo com um capacitor de 1.000 μF.

Devido as características do circuito, é importante que o capacitor seja capaz de suportar, no mínimo, uma tensão de 16 Volts (tensão de pico do secundário do transformador). Para

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

tanto, serão utilizados capacitores de 25V. Desta forma, temse uma margem de segurança, em caso de imprevistos ou sobre tensão da rede elétrica.

2.2.2 Dimensionamento dos diodos.

Outro tipo de componente fundamental neste circuito são os diodos retificadores. Eles têm a função de converter a tensão que alimenta o circuito, na forma alternada, em uma tensão com valor médio diferente de zero (tensão retificada).

Para se especificar o diodo corretamente, são necessários alguns parâmetros provenientes da operação do circuito. São eles: o valor médio da corrente em cada diodo, a tensão de pico reversa que ele deverá suportar e a potência dissipada. Os dois primeiros parâmetros são utilizados para a escolha do diodo. Já o terceiro parâmetro deve ser obtido para garantir que o componente opere normalmente sem correr o risco de destruição por superaquecimento.

De acordo com as especificações do projeto, e pela análise realizada do circuito, é possível identificar que a corrente média que cada diodo suporta, pode ser determinada pela equação (1.10), onde I Lmed é o valor de corrente máxima de saída, cujo valor foi especificado no início do projeto como sendo 500mA por saída.

I

I =∴=I

Dmed

2

Dmed

Lmed

250

mA

(1.10)

Em relação à tensão reversa que o diodo deverá suportar, de acordo com a Figura 4 é possível identificar que a tensão máxima aplicada no diodo equivale a duas vezes a tensão de pico de uma derivação secundária. Calculando este valor, chega se a uma tensão reversa de

33,94V.

Analisando os valores obtidos, adota se como um diodo possível, qualquer componente da família 1N400X , pois estes são capazes de suportar tensões a partir de 50V e correntes médias de até 1,0 A. Parâmetros estes que atendem com tranqüilidade os limites impostos pelo circuito.

Para a realização do cálculo da potência dissipada, é necessário conhecer também o valor de corrente eficaz nos diodos. Este pode ser obtido conforme indica a equação (1.11).

I

Def

=

I Lmed

2
2

∴=I

Def

353

mA

(1.11)

Utilizando então a equação (1.12), é possível determinar o valor da potência dissipada pelo diodo, conforme equacionamento a seguir. Neste procedimento, os valores de V D e r D são obtidos a partir do datasheet[6] do diodo escolhido, sendo eles: V D = 0,6 e r D = 1 Ω .

P =

D

(

P

D

0, 6 0, 25

)

= VI

D

Dmed

+⋅rI

D

Def

(

+⋅

1, 0 0,353

2

)

P =

D

 

(1.12)

0, 275

W

(1.13)

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

Aplicando o resultado obtido em (1.13) na equação (1.14), temse então o valor da resistência térmica do dissipador necessário para este componente. Nesta equação, T J representa a temperatura máxima interna que o diodo pode suportar, e que é fornecida pelo fabricante em [6] e T A representa a temperatura do ambiente onde o circuito estará operando. Comparando o valor obtido em (1.15) com os dados fornecidos pelo fabricante do componente, percebese que o valor calculado da resistência térmica esta muito acima do valor físico do componente, que é de 50 o C/W. Esta característica denota que conforme a sua operação, o diodo não necessita de dissipador.

R

TJA

=

R TJA

175 50

0, 275

=

T

J

T

A

P

D

∴= R 454,5

TJA

 

(1.14)

°

C W
C
W

(1.15)

2.2.3 Calculo térmico dos reguladores de tensão.

Componentes fundamentais deste circuito, os reguladores de tensão precisam estar operando dentro de condições adequadas. Isso implica dizer que o aquecimento dos reguladores precisa ser mantido dentro de limites toleráveis. Para saber se isso ocorrerá, é necessário proceder ao cálculo da potência dissipada durante a operação do circuito. Para determinar a potência dissipada, utiliza se a equação (1.16).

P =−VV i

REG

in

out

(

)

L max

(1.16)

Para resolver a equação (1.16), é necessário determinar os valores das variáveis. A variável V in é a tensão na entrada do regulador. Por esta tensão apresentar uma ondulação, considera se a tensão média de entrada, conforme mostra a equação (1.17) e cujo valor é calculado em (1.18). A variável V out é obtida pela tensão de saída do regulador. Neste caso, seu valor é constante e igual a 12V. Por fim, a variável i Lmax é obtida pela especificação do projeto, que prevê uma corrente de saída máxima de 500mA. De posse destes valore, é possível então determinar a potência consumida pelo regulador de tensão, pela resolução da equação (1.16) cujo resultado é apresentado em (1.19).

P

REG

V

in

=

V =

in

V

C max

+

2

V

C min

15,8 14,5

+

=

2

(15,15 −⋅ 12 0,5

)

∴= VV15,15

in

P

REG

=

1,575

 

(1.17)

(1.18)

W

(1.19)

Procedendo a análise da potência dissipada pelo componente, comparando com o gráfico disponibilizado pelo fabricante, e apresentado na Figura 5 , é possível verificar que com este nível de energia sendo dissipada, o dispositivo pode operar em uma temperatura ambiente de

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

aproximadamente 100 o C. Para este projeto, foi admitida uma temperatura ambiente máxima de 50 o C. Desta forma temse certeza de que o componente opera tranquilamente e não necessita de dissipador de calor.

e não necessita de dissipador de calor. Figura 5 ‐ Máxima potência dissipada no regulador de

Figura 5 Máxima potência dissipada no regulador de tensão [5] .

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

3 Layout e montagem do protótipo.

Como parte do projeto, fezse necessário a confecção em placa de circuito impresso, do protótipo projetado. Para tanto foi elaborado o layout a partir do circuito esquemático proposto na Figura 1 . O resultado deste layout é apresentado na Figura 6 , onde se tem a visão da vista superior (disposição dos componentes) e das trilhas para soldagem.

dos componentes) e das trilhas para soldagem. Figura 6 ‐ Layout da placa de circuito impresso.
dos componentes) e das trilhas para soldagem. Figura 6 ‐ Layout da placa de circuito impresso.

Figura 6 Layout da placa de circuito impresso. Trilhas no lado esquerdo (E), disposição dos componentes no lado Direito (D).

O Layout foi fabricado, através da transferência de imagem para a placa virgem, por meio de processo térmico e em seguida, pela corrosão em ácido “percloreto de ferro”. O resultado desta etapa pode ser visto na Figura 7 .

O resultado desta etapa pode ser visto na Figura 7 . Figura 7 ‐ Placa de

Figura 7 Placa de circuito impresso, após a corrosão ácida.

Após a corrosão, a placa foi montada, utilizando para isso os componentes projetados, ferro de solda e estanho. Estes componentes foram soldados à placa apresentada, para em seguida poder proceder aos ensaios práticos e a análise dos resultados obtidos. A Figura 8 apresenta o resultado após a montagem.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial Figura 8 ‐ Placa de circuito impressa montada.
Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial Figura 8 ‐ Placa de circuito impressa montada.

Figura 8 Placa de circuito impressa montada. Disposição dos componentes (E), detalhe das soldas (D).

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

4 Ensaios práticos.

Após a montagem realizada, procedeu se então aos ensaios práticos, para verificar se o projeto está atendendo as especificações admitidas nas etapas anteriores. A apresentação e a análise destes resultados serão expostas a seguir.

A Figura 9 trás as formas de onda em uma das saídas do transformador. Estas duas formas

de onda foram obtidas primeiramente sem a presença de carga nas saídas reguladas e em

seguida com a presença de carga. Nota se que quando sujeito a uma carga próxima da nominal, as tensões de saída do transformador sofrem achatamento.

tensões de saída do transformador sofrem achatamento. Figura 9 ‐ Aquisição da tensão de saída do
tensões de saída do transformador sofrem achatamento. Figura 9 ‐ Aquisição da tensão de saída do

Figura 9 Aquisição da tensão de saída do transformador sem carga (E) e com carga (D). (5V/div X 2ms/div)

O achatamento verificado nos picos da tensão de são ocasionados pelos picos de correntes

exigidos pelos capacitores, naquele momento. Como o tempo de carga dos capacitores é muito curto, frente ao período da rede, fazse necessário uma carga rápida. A forma de fornecer esta carga é através de uma corrente instantânea elevada. Lembrando que na saída do transformador existe uma impedância a ser considerada, quando por essa impedância circular uma corrente elétrica de valor elevado, terseá um queda de tensão significativa na

saída do transformador. Esta queda de tensão se torna visível então, pelo achatamento da forma de onda da tensão.

então, pelo achatamento da forma de onda da tensão. Figura 10 ‐ Tensão de entrada do

Figura 10 Tensão de entrada do circuito (5V/div) e tensão no diodo D 1 (10V/div). (2ms/div)

A Figura 10 apresenta a tensão de saída do transformador juntamente com a tensão

reversa sobre o diodo D 1 , conforme esquemático apresentado na Figura 1 . Através destas ondas, é possível verificar que o intervalo de tempo em que a tensão de entrada sofre

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

achatamento coincide com o tempo que o diodo se mantém conduzindo, ou seja, o tempo em que sua tensão é nula. Essa constatação ratifica o que foi afirmado anteriormente sobre o achatamento da onda senoidal.

A Figura 11 apresenta a tensão do diodo D 1 juntamente com a tensão no capacitor C 1 . Esta aquisição foi realizada com o intuito de mostrar que o valor de pico de tensão negativa obtida nos diodos equivale a duas vezes os valores de pico de tensão obtida nos capacitores.

os valores de pico de tensão obtida nos capacitores. Figura 11 ‐ Tensão no diodo D

Figura 11 Tensão no diodo D 1 (10V/div) e tensão no capacitor C 1 (5V/div). (2ms/div)

Na sequência, temse a Figura 12 que ilustra em detalhes a ondulação da tensão no capacitor C 1 em conjunto com a tensão no diodo D 1 . Percebese claramente por estas ondas que quando a tensão no capacitor esta aumentando, ou seja, ele está se carregando, a queda de tensão no diodo se mantém em zero, indicando que ele é quem está conduzindo a corrente de carga naquele instante.

Também fica claro por estas formas de onda, que no momento em que a tensão no diodo sofre distorção no pico, devido à condução do diodo D 2 , temse novamente um momento de carga do capacitor. Estas ondas reforçam, desta forma, o que havia sido verificado nas ondas anteriormente mostradas.

sido verificado nas ondas anteriormente mostradas. Figura 12 ‐ Tensão no diodo D 1 (10V/div) e

Figura 12 Tensão no diodo D 1 (10V/div) e ondulação de ripple em C 1 (0,5V/div). (2ms/div)

As formas de onda apresentada pela Figura 13 mostram que o mesmo efeito que acontece com a tensão no capacitor C 1 acontece também na tensão do capacitor C 2 . Ou seja, toda a análise desenvolvida anteriormente tem efeito igual quando observadas as tensões nos demais diodos do circuito, bem como no outro enrolamento secundário do transformador.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial Figura 13 ‐ Tensões nos capacitores de entrada dos

Figura 13 Tensões nos capacitores de entrada dos reguladores. (5V/div X 2ms/div)

A última aquisição, apresentada pela Figura 14 , ilustra a tensão de saída do circuito, após a regulagem e com carga total. Nota se que não existem ondulações nestas formas de onda, e que elas estão nos valores previstos em projeto, ou seja, +12V e 12V.

valores previstos em projeto, ou seja, +12V e ‐ 12V. Figura 14 ‐ Tensões de saída

Figura 14 Tensões de saída do circuito. (5V/div X 2ms/div)

Após toda a análise realizada, percebe se claramente que o funcionamento do circuito esta ocorrendo dentro do previsto e conforme com os parâmetros especificados e empregados na etapa de projeto. A atenção e o respeito a estes valores fez com que o êxito fosse obtido após a montagem e os ensaios do circuito.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

5 Co nclusão.

Após realizado o estudo da estrutura retificadora proposta para este projeto, algumas características de operação relevantes puderam ser comprovadas bem como algumas situações previamente não previstas foram verificadas. E de posse desses novos conhecimentos, alguns comentários relevantes podem ser tecidos.

Verificou se que a estrutura desenvolvida é bastante auspiciosa para a proposta que se fez, tendo em vista sua baixa complexidade de implementação e baixo custo de produção frente aos resultados obtidos.

Foi possível também constatar que algumas distorções não previstas na etapa de análise foram verificadas. No ensaio com carga da estrutura, devido à alta corrente de carga dos capacitores, ocorreu a distorção nos momentos de pico da tensão de alimentação. Essas distorções mostraramse relevantes, pois elas interferem nos valores máximos de carga dos capacitores, o que faz com que a ondulação de ripple da tensão de entrada dos reguladores atinja níveis críticos quando a máxima carga estiver instalada na saída do circuito. Esta distorção pode ser corrigida utilizando se um transformador de maior potência, assim, fornecendo uma capacidade de corrente suficiente para minimizar os efeitos de achatamento na forma de onda da tensão.

Outra característica a ser destacada, é em relação aos tempos de condução dos diodos, quando da inserção de capacitores na saída dos retificadores. Percebeu se por este projeto que estes tempos reduzem, uma vez que os diodos somente entram em condução quando a tensão de entrada estiver acima da tensão instantânea dos capacitores.

Por fim, apesar destas alterações que não estavam previstas, quando da análise inicial do circuito, o protótipo mostrou se adequado a aplicação desejada, e desta forma ele pode ser adotado como fonte de alimentação para as demais etapas do projeto, até que se tenha, ao final da quarta etapa, um inversor de tensão para acionamento de um motor monofásico de indução.

Como sugestão, para uma possível miniaturização da placa, poderia ser adotado um transformador com tensões secundárias de 15V+15V. Esta substituição permitirá a redução dos capacitores de entrada dos reguladores, sem risco de perda de regulagem, pois a ondulação da tensão nos capacitores poderia atingir níveis maiores, e ainda assim estar dentro da faixa tolerável pelo regulador de tensão.

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville Eletrônica Industrial

Instituto Federal de Santa Catarina Campus Joinville

Eletrônica Industrial

6 Re ferências bibliográficas

[1] História da Eletricidade . Disponível em:

http://www.mundociencia.com. br/fisica/eletricidade/historiaeletricidade.htm. Acesso em 03/09/2009 às 17h00min. [2] A História da Eletrônica. Disponível em:

http://www.if.ufrj.br/teachi ng/eletronica/texto2.html. Acesso em 03/09/2009 às

17h10min.

[3] BOYLESTAD, Robert L.; NASHELSKY, Louis. Dispositivos Eletrônicos e Teoria de Circuitos. Sexta Edição. Editora LTC. Rio de Janeiro – RJ. [4] BARBI, Ivo. Projetos de Fontes Chaveadas. Edição do Autor. Florianópolis SC. [ 5] LM78XX – Series Voltage Regulator. National semiconductors. Disponível em:

http://www.national.com/ds/LM/LM7512C.pdf#page=1. Acesso em 10/09/2009 as

15h40min.

[ 6] 1N4001 – 1N4007 . Fairchild semiconductors. Disponível em:

http://www.fairchildsemi.com/ds/1N/1N4007.pdf. Acesso em 17/09/2009 as

15h40min.

[ 7] BARBI, Ivo. Eletrônica de Potência. Edição do Autor. Edição. Florianópolis – SC.