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Carga Térmica

Denomina-se carga térmica ao calor (sensível ou latente) a ser fornecido ou extraído do ar, por
unidade de tempo, para manter no recinto as condições desejadas. Esta quantidade de calor é
calculada para duas condições, de modo a nunca termos situações de desconforto térmico nas
épocas críticas do ano.

A carga térmica varia com a estação:

☛ carga térmica de verão


☛ carga térmica de inverno

✓ Carga térmica de verão

1. Fontes de calor externo:

a) Calor do Sol
✓ transferência de calor por condução e convecção através de paredes,tetos, janelas, etc...
✓ transferência de calor por radiação através de janelas, paredes e teto.

b) Infiltração de Ar

c) Renovação de Ar

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Carga Térmica

2. Fontes de calor interno:

ü Pessoas, iluminação artificial, motores, cargas especiais.

DETERMINAÇÃO DA CARGA TÉRMICA DE VERÃO - Método ABNT

Todos os cálculos propostos pela ABNT prevêem regime permanente nos processos de
transferência de calor.

Etapas do cálculo da carga térmica

Deve-se estabelecer as condições (temperatura e umidade) do ar externo e interno.

a) Condições Internas Para Inverno


A tabela 1 nos dá as condições recomendadas de temperatura e umidade relativa internas ao
ambiente, segundo a ABNT.

Tabela 1 – Condições internas para inverno

TBS (°C) U.R. (%)


20 – 22 35 - 65

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TABELA 2 - Condições Internas para Verão

Recomendável Máxima
Finalidade Local
TBS (oC) UR (%) TBS (oC) UR (%)
Conforto Residências, Hoteis
23 a 25 40 a 60 26,5 65
Escritórios, Escolas
Lojas de Bancos, Barbearias,
curto tempo de Cabelereiros, Lojas, 24 a 26 40 a 60 27 65
ocupação Magazines, Supermercados
Ambientes c/ Teatros, Auditórios
grandes cargas Templos, Cinemas, Bares,
24 a 26 40 a 65 27 65
de calor latente Lanchonetes, Bibliotecas,
e/ou sensível Estúdios de TV
Locais de
reuniões com Boates, Salões de Baile 24 a 26 40 a 65 27 65
movimento
Depósitos de Livros,
21 a 23* 40 a 50* - -
Ambientes Manuscritos, Obras Raras
de Arte Museus e galerias
21 a 23* 50 a 55* - -
de arte
Acesso Halls de elevadores
- - 28 70

*Condições constantes para o ano inteiro


TBS = Temperatura de bulbo seco (°C)
UR = Umidade relativa (%)
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Tabela 3 – Condições externas para Verão

Cidades TBS TBU Temperatura Máxima


I - Região Norte
Macapá (AP) 34 28,5 34,7
Manaus (AM) 35 29,0 36,9
Santarém (AP) 35 28,5 37,3
Belém (PA) 33 27,0 34,9
II - Região Nordeste
João Pessoa (PB) 32 26,0 -
São Luís (MA) 33 28,0 33,9
Parnaíba (PI) 34 28,0 35,2
Terezina (PI) 38 28,0 40,3
Fortaleza (CE) 32 26,0 32,4
Natal (RN) 32 27,0 32,7
Recife (PE) 32 26,0 32,6
Petrolina (PE) 36 25,5 38,4
Maceió (AL) 33 27,0 35,0
Salvador (BA) 32 26,0 33,6
Aracajú (SE) 32 26,0 -

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continuação
Cidades TBS TBU Temperatura Máxima
III - Região Sudeste
Vitória (ES) 33 28,0 36,1
Belo Horizonte (MG) 32 24,0 35,5
Uberlândia (MG) 33 23,5 37,6
Rio (RJ) 35 26,5 39,4
São Paulo (SP) 31 24,0 34,9
Santos (SP) 33 27,0 37,7
Campinas (SP) 33 24,0 37,4
Pirassununga (SP) 33 24,0 37,8 Cidades TBS TBU Temperatura Máxima
IV - Região Centro-Oeste V - Região Sul
Brasília (DF) 32 23,5 34,8 Curitiba (PR) 30 23,5 33,3
Goiânia (GO) 33 26,0 37,3 Londrina (PR) 31 23,5 34,0
Cuiabá (MT) 36 27,0 39,0 Foz do Iguaçu (PR) 34 27,0 38,0
Campo Grande (MS) 34 25,0 37,0 Florianópolis (SC) 32 26,0 36,0
Ponta-Porã (MS) 32 26,0 35,8 Joinville (SC) 32 26,0 36,0
Blumenau (SC) 32 26,0 36,0
Porto Alegre (RS) 34 26,0 39,0
Santa Maria (RS) 35 25,5 40,0
Rio Grande (RS) 30 24,5 -
Pelotas (RS) 32 25,5 -
Caxias do Sul (RS) 29 22,0 -
Uruguaiana (RS) 34 25,5 -

Fonte: Tabelas Climatológicas da Diretoria de Rotas Aéreas, do


Ministério da Aeronáutica, apud ABNT.
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b) Penetração de Calor por Condução e Convecção


Ocorre por:
ü paredes externas;
ü paredes internas;
ü vidros;
ü cobertura.
É calculada com:

Q = U × A × ∆T

em kcal/h ou Watt, ou equivalente.


ü O coeficiente global de transferência de calor (ou Transmitância Térmica), U, deve ser
determinado a partir dos materiais constituintes. Apresenta-se, na tabela 4, alguns
valores indicativos.

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TABELA 4 – Coeficiente Global de Transferência de Calor

Descrição U (W/m2 0C)


Vidros simples Internos e Externos (6 mm) 4,7
Vidro duplo 2,0
Porta externa de madeira maciça – 4 cm 2,7
Paredes externas(acabamento comum – 1
2,0
tijolo maciço)
Paredes externas duplas de tijolo maciço,
1,5
com camada de ar de 5 a 12 cm
Paredes Divisórias - (1/2 tijolo oco, 12 cm,
2,2
acabamento comum)
Lajes expostas
3,5
(valor médio para lajes de cobertura)
Telhado
2,0
(valores médios)
Piso ou Teto
2,0
(em laje – valor médio)

O Coeficiente Global é o inverso da resistência térmica. Para uma lâmina simples de vidro, o
valor do Coeficiente Global de Transferência de Calor depende dos coeficientes de película,
englobando efeitos de convecção e de radiação, do lado interno e externo da janela, da
espessura do material e de sua condutibilidade térmica. Assim:

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1 onde:
U=
æ1 e 1ö hi: coeficiente de película interno (W/m2 °C);
çç + + ÷÷ e: espessura do vidro (m);
è hi k he ø k : condutibilidade térmica do vidro (W/m °C);
he: coeficiente de película externo (W/m2 °C).

Coeficientes de película

Geralmente, o coeficiente de película interno representa um parâmetro de convecção natural, com


temperatura do ar em torno de 24 °C, acrescido da radiação que a janela emite para as superfícies
interiores.
Assim:
hi = hci + hri = A(Tv − Ti )
o , 25
+
[e × σ (T
v
4
v − Ti
4
)]
(Tv − Ti )
onde:
hci: coeficiente de convecção interno (W/m2 °C);
hri: coeficiente de radiação interno (W/m2 °C);
A = 1,77;
ev: emitância da superfície interior do vidro;
σ: constante de Stefan-Boltzmann (σ = 5,6697 x 10-8 W/m2 K);
Tv: temperatura da superfície interior do vidro (K);
Ti: temperatura do ar interior (K).
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Coeficiente de película externo, he:


he = 10 + 4,1× v
Onde:
he é expresso em (W/m2 ) e v é a velocidade do vento (m/s).

c) Radiação
ü frente / fundos
ü laterais
ü cobertura

Q = U × A × ∆Teq
em [kcal/h ou Watt].

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TABELA 5 – Temperatura Equivalente (0C) (300 latitude sul)
Cor
Superfície Opaca
Escura Média Clara
SE (8h) 18 10 4,5
E (8h) 24 14,5 7
NE (8h) 15,5 9 4
N (12h) 3,5 0,5 -
NO (16h) 15,5 9 4
O (16h) 24 14,5 7
SO (16h) 18 10 4,5
Telhado (12h) 38 23 13
Superfície Transparente (1) (2) (3)
SE 70 35 21
E (8h) 96 48 28
NE (8h) 58,5 30 18
N (12h) 10,5 5 3,5
NO (16h) 58 30 18
O (16h) 96 48 28
Telhado (12h) 143 70 -

(1)Sem proteção contra a insolação ou cortinas escuras


(2)Com cortinas claras ou persianas internas
(3)Com persianas externas

Temperatura ar-sol
“A temperatura ar-sol, para a superfície de um dado elemento de envelope, é a temperatura externa
teórica que produz os mesmos efeitos térmicos no elemento que a combinação de condições de
temperatura do ar externo e radiação incidente”.

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d) Pessoas
ü taxa de ocupação (Tabela 6)

TABELA 6 – Valores para Ocupação dos Recintos

LOCAL m2 / Pessoa
Dormitórios 10
Salas residenciais 8
Salões de hotel 6
Escritórios privados 8
Escritórios em geral 6
Bancos – recintos 7
Bancos – recintos 4
Lojas de pouco público 5
Lojas de muito público 3
Restaurantes 2
Boites 1
Auditórios – 1,5
Teatros - Cinemas 0,75

• calor liberado por pessoa (Tabela 7) [kcal/h]

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TABELA 7 – Calor Liberado por pessoa (kcal/h)

Metabolis- TBS
Metabolis-
mo 28 27 26 24 21
LOCAL mo
homem
Médio( A) S L S L S L S L S L
adulto
Teatro, escola primária 98 88 44 44 49 39 53 35 58 30 65 23
Escola secundária 113 100 45 55 48 52 54 46 60 40 68 32
Escrit. Hotéis, Aptos.
120
Universidades
113 45 68 50 63 54 59 61 52 71 42
Supermercados
139
varejistas, lojas
Farmácias, drogarias 139
126 45 81 50 76 55 71 64 62 73 53
Bancos 139
Restaurantes (B) 126 139 48 91 55 84 61 78 71 68 81 58
Fábrica, trabalho leve 202 189 48 141 55 134 62 127 74 115 92 97
Salão de baile 227 214 55 159 62 152 69 145 82 132 101 113
Fábrica trabalho
252 252 68 184 76 176 83 169 96 156 116 136
moderadamente pesado
Boliches, fábricas,
378 365 113 252 117 248 122 243 132 233 152 213
ginásios (C)

S = Sensível L = Latente

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NOTAS:
a) O “Metabolismo Médio” corresponde a um grupo composto de adulto e crianças de ambos os
sexos, nas proporções normais. Estes Valores foram obtidos à base das seguintes hipóteses:
Metabolismo mulher adulta = Metabolismo homem adulto x 0,85
Metabolismo criança = Metabolismo homem adulto x 0,75
b) Estes valores compreendem 14 kcal/h (50% calor latente) por ocupante, para levar em conta o
calor desprendido pelos pratos
c) Boliche: admitindo uma pessoa jogando por pista e os outros sentados (100 kcal/h) ou de pé (139
kcal/h).

e) Ar para Renovação

ü Tabela 8 V nº. Pessoas . V = Vtotal


Qren = m . ∆h [kcal/h]

∆h = he − hi
Cálculo de he:

1. te (Tabela 9) πe pressão absoluta de vapor

2. pve = Ye. πe
onde y é a umidade relativa/100

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3. 0,622 × Pve
he = 0,24 × te + × (597 + 0,46 × te )
P − Pve
em [kcal/kg ar seco]
P = 700 mm (São Paulo)

Cálculo de hi:

1. ti (Tabela 9) πi

2. pvi=Yi. πi

0 , 622 × Pv i
3. h i = 0 , 24 × t i + × ( 597 + 0 , 46 × t i )
P − Pv i
em [kcal/kg ar seco]

P ×Vt 700×Vt ×13,6


m= =
R × T 29,27 × (273 + te )
em [kg/h]

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TABELA 8 – Ar Exterior para Renovação
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m /h Pessoas Concentração
LOCAL
recomendável mínimo de fumantes
Bancos 17 13 ocasional
Barbearias 25 17 considerável
Salões de beleza 17 13 ocasional
Bares 68 42 -
Cassinos-Grill–roon 45 35 -
Escritórios
Públicos 25 17 alguns
Privados 42 25 nenhum
Privados 51 42 considerável
Estúdios 35 25 nenhum
Lojas 17 13 ocasional
Salas de hotéis 51 42 grande
Residenciais 35 17 alguns
Restaurantes 25 20 considerável
Salas de diretores 85 50 muito grande
Teatros-Cinemas-Auditórios 13 8 nenhum
Teatros-Cinemas-Auditórios 25 17 alguns
Salas de aula 50 40 nenhum
Salas de reuniões 85 50 muito grande
Aplicações gerais
Por pessoa (não fumando) 13 8 -
Por pessoa (fumando) 68 42 -

Fonte: ASHRAE HANDBOOK OF FUNDAMENTALS – 1972 15


Carga Térmica
Tabela 9 - PROPRIEDADES DO AR ÚMIDO

Entalpia
Pressão Entalpia Entalpia Pressão Entalpia
Conteúdo Conteúdo do ar
de vapor do vapor do ar de vapor do vapor
de água de água úmido
t d’água de água úmido t d’água de água
0 por kg de 0 por kg de h
C absoluta hv h C absoluta hv
ar seco ar seco kcal/kg
h mm Hg kcal/kg de kcal/kg de hmm Hg kcal/kg de
x103 kg/kg 3
x10 kg/kg de ar
π H20 ar seco π H20
seco
20 17,53 14,684 606,0 13,70 60 149,39 152,20 623,2 109,24
21 18,64 15,638 606,5 14,52 61 156,45 161,20 623,6 115,20
22 19,82 16,652 606,9 15,39 62 163,81 170,9 624,0 121,50
23 21,06 17,726 607,3 16,28 63 171,39 181,1 624,4 128,2
24 22,37 18,862 607,8 17,22 64 179,33 192,1 624,8 135,4
25 23,75 20,066 608,2 18,20 65 187,57 203,8 625,2 143,0
26 25,20 21,332 608,6 19,22 66 196,10 216,3 625,6 151,2
27 26,73 22,674 609,1 20,29 67 205,00 229,7 626,0 159,9
28 28,34 24,094 609,5 21,41 68 214,2 244,1 626,4 169,2
29 30,03 25,591 610,0 22,57 69 223,76 259,9 626,9 179,2
30 31,81 27,174 610,4 23,79 70 233,69 276,2 627,3 190,1
31 33,69 28,85 610,8 25,06 71 243,99 294,1 627,7 201,7
32 35,65 30,62 611,3 26,40 72 254,73 313,6 628,1 214,3
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Carga Térmica
f) Infiltração
Tabela 10 Vinf.; he; hi; m
Q = m. ∆h [kcal/h]

TABELA 10 – Infiltração de Ar

A) Pelas frestas
Tipo de abertura Observação m3/h por metro
de fresta
- comum 3,0
- basculante 3,0
Mal ajustada 6,5
- guilhotina com caixilho de madeira Bem 2,0
ajustada
Sem 4,5
vedação
- guilhotina com caixilho metálico
Com 1,8
vedação
Mal ajustada 13,0
Portas Bem 6,5
ajustada

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Carga Térmica
continuação
B) Pelas portas
m3/h por pessoa
Local Porta Porta de vai e
giratória vem
(1,80 m) (0,90 m)
Bancos 11 14
Barbearias 7 9
Drogarias e Farmácias 10 12
Escritórios de Corretagem 9 9
Escritórios Privados - 4
Escritórios em Geral - 7
Lojas em Geral 12 14
Restaurantes 3 4
Lanchonetes 7 9

C) Pelas portas abertas


Porta até 90 cm 1350 m3/h
Porta de 90 cm até 180 cm 2000 m3/h

g) Iluminação

Potência dissipada por luminárias


Tabela 11

A carga térmica é a potência das lâmpadas multiplicada por um percentual devido aos reatores.
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Carga Térmica
TABELA 11 – Energia Dissipada pelas Luminárias
Nível de
Tipos de Potência
LOCAL Iluminação
Iluminação dissipada W/m2
LUX
Escritórios Fluorescente 1000 40
Lojas Fluorescente 1000 50
Residenciais Incandescente 300 30
Supermercados Fluorescente 1000 35
Barbearias e salões de beleza Fluorescente 500 20
Cinemas e teatros Incandescente 60 15
Museus Fluorescente 500 45
Bibliotecas Incandescente 500 70
Fluorescente 150 15
Restaurantes
Incandescente 150 25
Bancos Fluorescente 1000 35
Auditórios
a) Tribuna Incandescente 1000 50
b) Platéia Incandescente 500 30
c) Sala de espera Incandescente 150 20
Hotéis
a) Banheiros Incandescente 150 25
b) Corredores Incandescente 100 15
Fluorescente 500 45
c) Sala de leitura
Incandescente 500 70
d) Quartos Incandescente 500 35
e) Salas de Reuniões
- Platéias Incandescente 150 20
- Tablado Incandescente 500 30
f) Portaria e recepção Incandescente 250 35
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Carga Térmica

h) Cargas especiais TABELA 12 – Calor Liberado por Fontes Diversas


kcal/h
ü motor do ventilador; Equipamentos Diversos
Sensível Latente Total
ü equipamentos, etc...
Equipamento Elétrico

Aparelhos elétricos – por KW 860 0 860


Forno elétrico – Serviço de cozinha 690 170 860
por KW
Torradeiras e aparelhos de grelhar 770 90 860
por KW
Mesa quente – por KW 690 170 860
Cafeteiras – por litro 100 50 150

Equipamentos a Gás
GLP 50% butano + 50% propano por 5540 700 6240
m3 /h
GLP (50/50%) por kg 9800 1200 11000
Bico de Bunsen – tamanho grande 835 215 1050
Fogão a gás – Serviço de
Restaurante por m2 superfície da
mesa 10500 10500 21000

Banho Maria
Por m2 de superfície superior 2130 1120 3250
Cafeteira - por litro 150 50 200

Equipamentos a Vapor
Banho Maria por m 2 de boca 1125 2625 3750
20
Carga Térmica

continuação

kcal/h
Equipamentos Diversos
Sensível Latente Total
Alimentos
Por Pessoa (Restaurante) 7 7 14

Motores Elétricos
Potência Eficiência
(Placa) aproximada (%)
Até ¼ CV Por CV 60 1050 0 1050
½ a 1 CV Por CV 70 900 0 900
1 ½ a 5 CV Por CV 80 800 0 800
7 ½ a 20 Por CV 85 750 0 750
CV
Acima de Por CV 88 725 0 725
20 CV

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