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Acidente

vascular

cerebral

O que é e como prevenir

O nosso cérebro é uma estrutura complexa e extremamente

sensível. O cérebro é o centro de comando da vida – sem ele você não

seria capaz de pensar, não seria capaz de sentir, não seria capaz de lembrar, não teria emoções. O cérebro faz de você um ser humano.

Para manter essa estrutura em funcionamento perfeito e contínuo, o cérebro é irrigado por sangue – é através do sangue que chegam ao cérebro o oxigênio que respiramos e os nutrientes que o mantêm vivo.

No entanto, por várias razões, em algum momento esse fluxo de sangue pode ser interrompido levando a uma alteração do funcionamento de determinada área do cérebro. Essa interrupção do fluxo sanguíneo é chamada de isquemia cerebral. Quando isso acontece por um certo período de tempo, aquela região do cérebro é lesionada. Essa lesão cerebral é chamada de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Algumas vezes, o paciente apresenta sintomas neurológicos que duram menos de 24 horas, geralmente minutos, como dificuldade para falar, visão dupla, vertigem e fraqueza ou formigamento em uma metade do corpo. Em outras ocasiões, os sintomas do Acidente Vascular Cerebral podem melhorar espontaneamente em poucos dias. Situações como essas ocorrem em conseqüência de uma isquemia cerebral transitória.

É importante conhecer os sintomas da isquemia cerebral

transitória, pois podem anteceder em dias ou semanas o verdadeiro AVC.

Os principais sintomas incluem:

fraqueza muscular,

paralisia,

perda da sensibilidade e formigamento,

dificuldade para articular as palavras,

dificuldade para elaborar a linguagem ou para compreender a linguagem,

sintomas visuais como visão dupla, ou perda do campo visual à direita ou à esquerda.

Sinais de alarme do Acidente Vascular Cerebral

O

AVC

é

uma

urgência

neurológica

e

deve ser tratado

imediatamente depois que acontece. Mas é possível prever que esse acidente está para acontecer. Lembre-se: o corpo fala. É importante

conhecer os sintomas mais freqüentes desse tipo de acidente:

 

Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo;

Alteração

súbita

da

sensibilidade

com

sensação

de

formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo;

Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos;

 

Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular e expressar ou para compreender a linguagem;

Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;

 

Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

 

Fatores de risco para o Acidente Vascular Cerebral

 

Existem diversos fatores de risco para um AVC. Alguns deles são inevitáveis e não dependem de você, tais como:

Idade – O envelhecimento aumenta o risco de AVC. A partir dos 55 anos de idade, a incidência desse tipo de acidente duplica a cada década de idade;

Sexo;

Raça;

Genética.

 

Para todos os outros, é possível tomar uma atitude de prevenção que exige atenção e um esforço de mudança de hábitos e estilos de vida:

Hipertensão arterial;

 

Diabetes mellitus;

Doenças cardíacas;

Tabagismo;

Consumo de bebidas alcoólicas;

 

Obesidade;

 

Inatividade física.

 
 

Prevenção de um novo Acidente Vascular Cerebral

É

muito importante identificar as pessoas com risco de recorrência

de AVC. Cerca de 10 por cento das pessoas que sofreram um AVC têm risco de voltarem a apresentar novo AVC no primeiro ano após o evento. Após o primeiro ano, esse risco diminui, mas é preciso atenção especial nos casos de pessoas que têm algum tipo de doença cardíaca.

A

mudança no estilo de vida é muito importante.

Uma vida mais ativa, com atividades físicas regulares, dieta rica em frutas e fibras e pobre em gorduras ajudam a perder peso, diminuir os níveis de colesterol e controlar a pressão arterial. A diminuição de sal na dieta ajuda a diminuir a pressão arterial e a prevenir o AVC.

A

diminuição de álcool e a abstenção de fumo podem, também,

ajudar a prevenir o AVC. O consumo de álcool e o tabagismo aumentam o risco de um AVC. É extremamente importante que você abandone o fumo. No entanto, a ingestão de pequenas quantidades de álcool junto às refeições, especialmente de vinho tinto, é comprovadamente um hábito que contribui para a prevenção do AVC.