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Oncologia Ortopédica: Tumores e Tratamentos

Este documento apresenta uma introdução à oncologia ortopédica, discutindo vários tipos de tumores ósseos como osteossarcoma, condrossarcoma e sarcoma de Ewing, além de exames de diagnóstico e classificações de tumores.
Direitos autorais
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Este documento apresenta uma introdução à oncologia ortopédica, discutindo vários tipos de tumores ósseos como osteossarcoma, condrossarcoma e sarcoma de Ewing, além de exames de diagnóstico e classificações de tumores.
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Introdução a Oncologia Ortopédica 1

Introdução a Oncologia
Ortopédica
Câncer
Conjunto de mais de 100 doenças que em como em
comum o crescimento desordenado de células que
tendem a invadir tecidos vizinhos, em qualquer idade.
Osteocondroma
Entre o início da formação do tumor até a descoberta pelo Crescimento ósseo benigno coberto por uma capa de
exame físico pode passar, em média, 10 anos. Após 3-4 cartilagem. É o mais comum dentre os tumores ósseos
anos de descoberta pela palpação, tem-se como benignos. É mais predominante em homens, é
prognóstico a morte. tipicamente metafisária e tem chance menor de 1% de
virar um tumor maligno.
O tumor de mama duplica seu tamanho a cada 3-4
meses.

Tumor Ósseo
Sarcomas de partes moles e ósseos são raros,
aparecendo em menos de 1% dos tumores em adultos e
5%-8% nas neoplasias malignas pediátricas. Os tumores
ósseos mais comuns são osteossarcoma,
condrossarcoma e sarcomas de Ewing. A metástase é a
causa mais comum de tumores ósseos em adultos.

Adultos: Condrossarcoma > osteossarcoma > cordomas


> tumor de Ewing.

Crianças e adolescentes: Osteossarcoma > tumores de


Ewing > condrossarcoma.

Classificação dos Tumores


Tumor de Células Gigantes (TGC)
São de aspecto osteolítico, que dostroem toda a epífise
chegando até a cartilagem articular. Possuem chance de
malignização de 1%-3% e são mais comuns em mãos,
pés e fêmur e 50% são encontrados ao redor do joelho.
Predominam em mulheres e na idade de 20-40 anos.

Classificação de Enneking
para Tumores Benignos
B1. Latente: sem crescimento ou se curam
espontaneamente.

B2. Ativos: há crescimento, porém não comprometem


barreiras naturais.

B3. Agressivos: Destroem as barreiras naturais.


Introdução a Oncologia Ortopédica 2

Classificação de Campanacci Osteossarcoma


Apenas para TGC Sarcoma ósseo mais comum, representando 20% de
todos os sarcomas. Acomete mais a regiões metafisárias
dos ossos longos e 50% no joelho. Pode haver invasão
da placa de crescimento . Mais comum em homens e
entre a 2ª e 5ª decáda de vida.

Osteoma Osteóide
Maior incidência nos ossos longos e principalmente na
região da metáfise da tíbia e do fêmur e possuem
tamanho menor do que 2cm. Dor noturna é aliviada por
salicilatos. Predominam nos homens e nas 1ª e 2ª Tratamento de osteossarcoma
décadas de vida.

Cisto Ósseo Simples


Caracterizada por uma cavidade repleta de líquido e tem
predileção pela metáfise proximal do úmero e do
fêmur. Aparecem na infância e na adolescência. Fratura
é a primeira menifestação clínica, ocorre em 70% dos
casos.

Condrossarcoma
Lesão cartilaginosa maligna, mais frequente na pelve e
nos ossos longos. Disseminação metástica precoce e
10% de alto grau tem um mau prognóstico. Ocorre
primariamente no adulto. Mais comum nos homens e na
3ª-6ª década de vida.
Cisto Ósseo Aneurismático
Lesão osteolítica expansiva com perturbações
circulatórias locais (aumento da pressão venosa e a
produção de hemorragia local). Corresponde a 9% dos
tumores ósseos e é mais predominante em mulheres e
70%-90% antes dos 20 anos.

Tumores malignos
1. Intracompartimentais
2. Extracompartimentais

O fato de destruírem as barreiras naturais identifica os


tumores mais avançados ou agressivos.
Introdução a Oncologia Ortopédica 3

Sarcoma de Ewing
Tem origem na medula óssea e é devirado de células
embrionárias e corresponde a 6% do total dos tumores
ósseos malignos. Mais comum na pelve, fêmur, tíbia e
úmero. Invade partes moles formando um tumor com
grande volume. Sem predileção por sexo e é mais
comum entre 5-20 anos.

Lesão Osteoblástica
Tem o aumento da atividade dos osteoblastos com
crescimento tumoral aumentado em formação óssea e
aumento da densidade óssea na radiografia. Liberação
Cordoma de endotelina-1 e proteínas morfogenéticas.
Caracterizado por remanescentes embriológicos da • Metástase de Próstata
notocorda sendo uma lesão agressiva localmente e de
crescimento lento. Mais frequente no sacro e na base do Lesão Osteolítica
crânio e acima dos 20 anos.
Aumento da atividade dos osteoclastos pois o tumor
produz substâncias que devastam o osso. Tem
diminuiçãom da densidade na radiografia. Há liberação
dos hormônios da paratireóide e fator de
crescimento-B.

• Metástase de Mama, Rim, Pulmão e Tireóide

Classificação de tumores ósseos


Primários Secundários

Aspectos Clínicos

Sobrevida em 5 anos

Metástase Óssea
O sistema esquelético é o terceiro local mais frequente
de metástases e 2/3 dos pacientes estão entre 40-60
anos. 20% desenvolve para fratura patológica.
Introdução a Oncologia Ortopédica 4

Estadiamento
Utilizada para classificar tumores malignos e benignos Pet Scan
Avalia o corpo interiro detalhadamente e visualizar
reações metabólicas e funcionais. Importante para
detectar e avaliar a evolução de um tumor. É excelente
para diagnóstico, porém é extremamente caro. Normal
o cérebro ficar mais iluminado pois é uma região com
bastante sinapse.

Biópsia
Pode ser percutânea ou cirúrgica e fornece a graduação
histológica do tumor.

Exames Laboratoriais
Importante na avaliação inicial pois alguns tumores
alteram seus resultados.

Localização no osso
Central Excêntrica Periosteal

Diagnóstico
Radiografias
Radiografia simples permite estabelecer hipóteses
diagnósticas e avaliar agressividade e possível
malignidade da lesão.
Tipos de lesão no osso
Tomografia Computadorizada Condensação Rarefação Insuflação
Avalia a integridade da cortical, o padrão de ossificação,
presença ou ausência de calcificações e erosão
endosteal.

Ressonância Magnética
Exame padrão para avaliar o tamanho do tumor, a
extensão e relação anatômica com tecidos
adjacentes (feixe vascularn – amputação- e canal
intramedular – ressecção-).

Cintilografia
Método de imagem mais apropriado para determinar
extensão do tumor e detectar metástase múltiplas no
esqueleto.
Introdução a Oncologia Ortopédica 5

Limites da lesão no osso


Precisos Imprecisos

Reabilitando um
paciente oncológico
Reação Periosteal
O paciente apresenta comprometimento de funções
orgânicas de forma aguda ou tardia (musculoesquelética,
circulatórias, cutâneas e/ou respiratórias). Esses efeitos
são decorrentes do próprio repouso prolongado que são
agravados no paciente pela doença ou tratamento.
Crianças menores tendem a fazer uma recuperação
funcional notável.
• Grande potencial de crescimento
• Capacidade de adaptação
• Compensação das limitações físicas
• Desenvolvem novas habilidades motoras

Em adolescentes a adaptação a um défict funcional é

Princípios da cirurgia oncológica mais difícil pois a dominância motora já foi estabelecida
e a coordenação e o equilíbrio estão completos.

60% dos pacientes que têm cura realizam apenas a


Prioridades do tratamento
cirurgia. • Função
Principal objetivo da cirurgia curativa é remover o tumor • Qualidade de vida
primário com margens adequadas e, na maioria das • Controle de sintomas
vezes, o máximo possível da drenagem linfática loco- • Restaurar/melhorar a mobilidade
regional. • Promover a independencia funcional (autonomia)
• Possibilitar integração social e participação na
Tipos vida familiar

• Intralesional (curetagem) Condutas


• Marginal (potencialmente contaminada)
• Ampliada (zona reacional respeitando a São definidas de acordo com a fase no processo da
margem) – Mais fácil de não reicidivar! doença e tem como base restaurá-lo dentro de suas
• Radical (todo o comprimento) possibilidades, respeitando os limites biológicos e
tempo de cicatrização e exigir do paciente apenas o
suficiente para sua reabilitação. – Quando o paciente
estiver fazendo quimio, ele irá ficar mais cansado -. São
elas:
Introdução a Oncologia Ortopédica 6

• Fortalecimento ou recuperação muscular • Inflamações de mucosas


• Melhorar os sintomas da fadiga oncológica • Queda de cabelo/pelos na área irradiada
(cansaço constante e alterações do sono) • Contraturas
• Drenagem linfática manual • Rigidez tecidual generalizada
• Massoterapia
• Eletroterapia (TENS) Quimioterapia
• Restrição total ou parcial de carga nos membros
Pode ser neoadjuvante ou Adjuvante. É um tratamento
inferiores – dispositivo auxiliar –
em ciclos intercalando medicação e repouso.
Condutas Pré-operatórias
• Instruções sobre a deambulação com
dispositivos de apoio
• Posicionamento no leito
• Exercícios na fase inicial
o Motores
o Respiratórios
o Metabólicos

Verificar as expectativas para o pós-operatório,


fornecendo informações sobre o processo de
reabilitação. Efeitos Deletérios
Condutas Pós-operatórias
• Discussões frequentes
• Resultados inconclusivos
• Sem conduta específica

Todos os procedimentos fisioterápicos são discutidos


com a equipe, principalmente pela falta de embasamento
na literatura e experiência prévia.
PICC
Radioterapia Catéter venoso central de inserção periférica (PICC) é
colocado em umas das veias perto da dobra do cotovelo
Radiação para destruir ou impedir o crescimento das
ou na parte superior do braço. Pode permanecer no local
células de um tumor.
por muitas semanas ou meses. O catéter e o curativo não
• Neoadjuvante: Diminuir o volume do tumor podem ser molhados.
• Adjuvante: associado a quimioterapia ou a
cirurgia
• Curativa: Quando é considerada a principal arma
no combate ao câncer
• Paliativa: Para melhorar a qualidade de vida do
paciente

Port a Cath
É um tipo de catéter com um dispositivo de acesso
venoso central totalmente implantado, inserido
cirurgicamente, por baixo da pele.

Efeitos colaterais:
• Irritações na pele ou leves queimaduras
(radiodermite)
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Garante maior segurança para a criança.

Reabilitação durante a quimioterapia


• Hematócrito menor que 25%
• Hemoglobina menor que 8g/dl

Apenas exercícios passivos e isométricos

• Plaquetas abaixo de 20.000


• Sódio abaixo de 130
• Potássio abaixo de 3
• Cálcio abaixo de 6

Suspensão da fisioterapia

Conclusão
A atividade física tem sido sugerida como terapia
adjuvante eficaz para minimizar as sequelas causadas
pelo câncer e seus tratamentos adjuvantes.

A literatura reforça a segurança e os efeitos benéficos da


atividade física sobre a saúde física, psicológica,
emocional e social para sobreviventes de câncer.

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