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SETOR DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO DE CAMPINAS: UM CAMINHO PARA A PACIFICAÇÃO SOCIAL

CAMPINAS 2010

2 SETOR DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO DE CAMPINAS

COMPOSIÇÃO ATUAL

Juiz Coordenador Venilton Cavalcante Marrera Titular da 3 . Vara de Família e das Sucessões da Comarca de Campinas
a

Juiz Adjunto Ricardo Sevalho Gonçalves Titular da 4 . Vara de Família e das Sucessões da Comarca de Campinas
a

Juíza Colaboradora Renata Manzini Titular da 5a. Vara Cível da Comarca de Campinas

Funcionária Responsável Ivana Lima Regis - Psicóloga Judiciária

Outros Integrantes Giane Cristina Colussi Câmara Mattos – Escrevente Mara Cristina Souza Munhoz – Escrevente Hellen Joice Silva – Estagiária do Ensino Médio

Quadro de Conciliadores 65 Voluntários

3 SETOR DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO DE CAMPINAS

PRINCIPAIS COLABORADORES

Juiz Diretor do Fórum Luiz Antônio Alves Torrano Titular da 1 . Vara de Família e das Sucessões da Comarca de Campinas
a

Promotores de Justiça Ângelo Santos de Carvalhaes Titular da 14a. Promotoria de Justiça de Campinas Eliane Cristina Zerati Titular da 36 . Promotoria de Justiça de Campinas Lucia Maria de Figueiredo F. P. Leite Titular da 18a. Promotoria de Justiça de Campinas Rachel Ottoni Diniz Titular da 16a. Promotoria de Justiça de Campinas Roque José Stringhini Titular da 30a. Promotoria de Justiça de Campinas Solange Mendonça D. da Mota Fonseca Titular da 11a. Promotoria de Justiça de Campinas
a

Defensoria Pública José Moacyr Doretto Nascimento Coordenador da Regional Campinas

Universidade Paulista Maura Provedel Carvalhaes Supervisora do Núcleo de Prática Jurídica Coordenadora do Setor de Conciliação e Mediação de Campinas – Unidade UNIP

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Trabalho apresentado ao Grupo do Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação, do Conselho Nacional de Justiça, para concorrer ao “I Prêmio Conciliar é Legal”. Orientadores: Exmo. Sr. Dr.Venilton Cavalcante Marrera Exmo. Sr. Dr. Ricardo Sevalho Gonçalves Exma. Sra. Dra. Renata Manzini Redação: Ivana Lima Regis

CAMPINAS 2010

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O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. João Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas

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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO............................................................................................................. 7 1. HISTÓRICO................................................................................................................... 9 1.1. Da instalação aos dias atuais........................................................................................ 9 2. CONFIGURAÇÃO ATUAL.......................................................................................... 12 2.1. Quadro de pessoal........................................................................................................ 13 2.2. Quadro de conciliadores.............................................................................................. 13 2.3. Espaço físico................................................................................................................ 15 3. SISTEMA DE FUNCIONAMENTO............................................................................. 19 3.1. Segmento processual cível........................................................................................... 21 3.2. Segmento processual família....................................................................................... 22 3.3. Segmento pré-processual............................................................................................. 23 4. PROJETOS PARALELOS............................................................................................. 29 4.1. Conciliação em dois tempos........................................................................................ 29 4.2. Mediação...................................................................................................................... 31 5. UNIDADE EXTERNA................................................................................................... 33 6. RESULTADOS DO MOVIMENTO JUDICIÁRIO...................................................... 35 6.1. Relatório estatístico...................................................................................................... 36 7. MUTIRÕES DE CONCILIAÇÃO................................................................................. 39 7.1. Evento externo: o piloto do segmento pré-processual (Junho/2006).......................... 39 7.2. Demais eventos............................................................................................................ 40 8. CURSOS DE CAPACITAÇÃO................................................................................ 9. ROL DE CONCILIADORES.................................................................................... 10. ANEXOS.................................................................................................................... 45 47 49

7 APRESENTAÇÃO A comarca de Campinas1 é dividida em foro central e foro regional. O foro central reúne vinte e nove juízos: dez cíveis, quatro de família e sucessões, seis criminais, dois de execução criminal, dois do juizado especial cível, um da infância e juventude, dois do júri e dois da fazenda pública. Já o foro regional é formado por cinco varas judiciais. Os juízos do foro central2 estão situados na “Cidade Judiciária”, espaço que também abriga treze promotorias de justiça (onze cíveis e duas de execução criminal), a Defensoria Pública e a Casa do Advogado. O Setor de Conciliação e Mediação de Campinas (doravante, SCMC) funciona nas dependências da “Cidade Judiciária” e desenvolve suas atividades no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O campo de atuação do SCMC compreende a realização de audiências de conciliação na fase processual (com a lide já instaurada) e na fase préprocessual (antes do ajuizamento da ação). A fase processual envolve a realização de audiências de processos em trâmite nas varas cíveis (fase processual cível) e nas varas de família (fase processual família) da comarca. A fase pré-processual abrange a realização de audiências referentes a questões cíveis que versem sobre direitos patrimoniais disponíveis, independente do valor ou qualidade da parte (fase pré-processual cível) e questões relativas ao direito de família (fase pré-processual família). O SCMC é organizado em três segmentos: processual cível, processual família e pré-processual. Cada um desses segmentos reúne procedimentos distintos no que se refere a: (i) elaboração das pautas: via designação judicial ou via atendimento ao público; (ii) organização das pautas: freqüência, duração e número de audiências designadas; (iii) realização das audiências: horário (manhã ou tarde), local (salas do juízo ou do setor), auxiliares (escreventes de sala ou do setor).

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Campinas possui 1.064.669 habitantes, a terceira maior população do Estado de São Paulo. Com exceção das duas varas do júri, localizadas no prédio do “Fórum Central”, no centro de Campinas.

8 O SCMC também possui um “posto de conciliação” (Unidade UNIP), instalado por meio de convênio firmado com a Universidade Paulista (UNIP). Desenvolve ainda dois projetos paralelos, sendo eles: “Conciliação em dois tempos”, em parceria com a juíza da 5a. vara cível, que envolve a realização de audiências de conciliação previstas no art. 331 do CPC, e “Mediação”, que prevê a aplicação de técnicas específicas desse instituto em audiências de conciliação da fase processual. Em razão da mutiplicidade de procedimentos reunidos em um único projeto, destinados à promoção da pacificação social, o SCMC pode ser considerado um “sistema de múltiplas portas”: trata-se de um serviço centralizado, instalado dentro de um “fórum”, e que conta quase tão somente com a estrutura usualmente disponibilizada pelo Poder Judiciário. O funcionamento do SCMC é regulado pelo Provimento 953/05 do Conselho Superior da Magistratura, que autoriza e disciplina a criação, instalação e funcionamento do “Setor de Conciliação ou de Mediação” nas Comarcas e Foros do Estado (anexo 1). O SCMC não é uma unidade administrativa autônoma. Os juízes coordenador, adjunto e colaboradora exercem suas atividades sem prejuízo de suas varas e sem qualquer acréscimo de remuneração. Os funcionários que nele atuam são cedidos por outras unidades. Os conciliadores são voluntários e não remunerados.

9 1. HISTÓRICO

O histórico do SCMC abrange o período de julho de 2005 a agosto de 2010. A síntese aqui apresentada focaliza os seguintes aspectos do desenvolvimento do setor: campo de atuação, sistema de funcionamento, espaço físico, equipe de pessoal, quadro de conciliadores e projetos em andamento.

1.1. Da instalação aos dias atuais

Em 27 de julho de 2005, os juízes Mariella Ferraz de Arruda Pollice Nogueira, à época, titular da 9ª. Vara Cível de Campinas, e Fábio Henrique Prado de Toledo, titular da 2ª. Vara Cível de Campinas, instalaram o SCMC e assumiram sua coordenação, respectivamente, na qualidade de Juíza Coordenadora e Juiz Adjunto. Entre agosto de 2005 e julho de 2006, o campo de atuação do setor restringia-se às audiências de conciliação da fase processual cível, realizadas nas salas de audiência do juízo, com o auxílio do escrevente de sala ou de outro funcionário. O SCMC contava com vinte conciliadores: dois juízes aposentados, dezessete advogados, uma psicóloga judiciária. Cada conciliador atuava, em média, uma vez por semana, em dias fixos. O setor não dispunha de estrutura física, tampouco de equipamentos e pessoal. As audiências eram realizadas no período da manhã. Em agosto de 2006, o SCMC ampliou suas atividades, passando a atuar na fase pré-processual. Obteve, então, espaço físico próprio, equipamentos de informática, uma funcionária e um estagiário3; todos disponibilizados pelo juiz José Henrique Rodrigues Torres, titular da 1a. Vara do Júri de Campinas e, à época, Diretor do Fórum. Nessa ocasião, havia dezoito conciliadores no setor4, mas apenas sete atuavam no pré-processual. As audiências e o atendimento ao público eram realizados no período da tarde. Em maio de 2007, houve nova expansão e o SCMC começou a atuar em audiências de processos em trâmite perante as varas de família da comarca. As
3 Trata-se de estagiário do Ensino Médio, contratado por meio de convênio entre o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e o Centro de Integração Empresa-Escola. 4 Em fevereiro de 2007, o setor voltou a ter vinte conciliadores.

10 audiências de conciliação da “fase processual família” ocorriam, no período da manhã, nas salas do setor. A digitação das atas de audiência ficava a cargo de duas escreventes, cedidas ao setor por outras unidades. Em 10 dezembro de 2007, os juízes Venilton Cavalcante Marrera, titular da 3ª. Vara de Família e das Sucessões de Campinas, e Ricardo Sevalho Gonçalves, titular da 4ª. Vara de Família e das Sucessões de Campinas, assumiram a coordenação do SCMC, respectivamente, na qualidade de Juiz Coordenador e Juiz Adjunto. O setor contava, então, com trinta e cinco conciliadores, que atuavam na fase processual e na fase pré-processual. Em termos de espaço físico e pessoal, dispunha de três salas de audiência e uma pequena sala de atendimento, que funcionava como secretaria, bem como de quatro funcionárias (03 em período integral; 01 no período da tarde) e um estagiário (período da tarde). Vale ressaltar que a troca na coordenação do SCMC não alterou seu sistema de funcionamento ou campo de atuação; as mudanças foram pontuais. No período de julho a dezembro de 2008, houve um aumento significativo no quadro de pessoal (05 funcionárias e 02 estagiários) e no espaço físico (ampliação da sala de atendimento) do setor. O número de conciliadores, contudo, manteve-se entre trinta e oito e quarenta e dois. Nesse período, foram realizadas as primeiras audiências do projeto “Mediação”. Em maio de 2009, o SCMC chegou à sua configuração atual no que se refere ao espaço físico, ampliado para quatro salas de audiência, e ao quadro de pessoal, reduzido para três funcionárias e um estagiário. A partir de junho de 2009, o setor começou a receber novos conciliadores com uma freqüência cada vez maior até que, em junho de 2010, atingiu o número atual de sessenta e cinco conciliadores.5 Em novembro de 2009, teve início o projeto “Conciliação em dois tempos”, desenvolvido em parceria com a juíza Renata Manzini, da 5a. Vara Cível de Campinas.

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Dois fatores, certamente, contribuíram para essa expansão: a realização de um curso de capacitação de conciliadores viabilizado pelo setor, em junho de 2009, e o reconhecimento da atividade de conciliador como “atividade jurídica”, nos termos do art. 59 da Resolução 75/09 do CNJ, publicada em maio de 2009.

11 Em agosto de 2010, o SCMC, mais uma vez, ampliou suas atividades com a inauguração da “Unidade UNIP”, mantida em convênio com a Universidade Paulista. Por fim, cabe destacar que, entre agosto de 2005 e agosto de 2010, o setor promoveu onze mutirões de conciliação e viabilizou a realização de cinco cursos de capacitação em conciliação e mediação6.

O item 7 é dedicado aos mutirões de conciliação e o item 8 traz informações sobre os cursos de capacitação viabilizados pelo setor.

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12 2. CONFIGURAÇÃO ATUAL

O setor de conciliação e mediação é um projeto coletivo, compartilhado não apenas com os conciliadores que nele atuam, mas com todos os que dele participam: juízes, promotores, defensores, advogados, funcionários dos cartórios e da administração, escreventes de sala, funcionários do Ministério Público, estagiários de Direito e do Ensino Médio. Cada um contribui a seu modo, na medida de suas possibilidades. Há aqueles, no entanto, cuja contribuição é fundamental, freqüente e/ou direta no que se refere:

(a) ao engajamento em novos projetos em parceria com o setor e participação ativa em seu cotidiano por meio de orientações e sugestões: Juíza Colaboradora. (b) à garantia das condições físicas e materiais que viabilizam o funcionamento do setor7: Juiz Diretor do Fórum; (c) à disponibilidade para participar do segmento pré-processual, intervindo, nas hipóteses necessárias, e orientando sempre que solicitados: Promotores de Justiça; (d) à adesão à proposta do segmento pré-processual, sendo responsáveis pelo encaminhamento da grande maioria dos casos que chega ao setor: Defensores Públicos; (e) ao histórico de parcerias que viabilizaram a realização de eventos e mutirões promovidos pelo SCMC, culminando na instalação do “Setor de Conciliação e Mediação de Campinas – Unidade UNIP”: Universidade Paulista.

Pode-se dizer que estes são os principais colaboradores do SCMC e que o princípio que rege o funcionamento do SCMC é justamente a colaboração. Sem ela, a própria existência do setor ficaria comprometida, já que o trabalho nele desenvolvido
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Como já foi mencionado, o SCMC não é uma unidade administrativa autônoma.

13 pressupõe uma atuação conjunta de maior amplitude, atuação esta que é respaldada por um número muito pequeno de sujeitos a ele vinculados institucionalmente: um Juiz Coordenador, um Juiz Adjunto e três funcionárias cedidas.

2.1. Quadro de pessoal

O SCMC conta com uma psicóloga judiciária e duas escreventes, lotadas, respectivamente, na Vara da Infância e da Juventude (VIJ) e na Diretoria de Administração Geral da comarca. No período da tarde, conta também com uma estagiária do Ensino Médio. A psicóloga judiciária, cedida pela VIJ desde janeiro de 2007, é a funcionária responsável pelo setor8. Suas principais atividades estão relacionadas com o agendamento de audiências, orientações ao público, esclarecimentos aos conciliadores e aos advogados, ajustes nos termos de acordo, condução de audiências de conciliação, elaboração das escalas de audiência (tanto as enviadas para as varas quanto as de conciliadores) e controle dos dados estatísticos do setor. As escreventes, cedidas ao setor desde abril de 2007, atuam, principalmente, nas audiências de conciliação, digitando atas de audiência da fase processual família e termos de acordo pré-processuais. Também elaboram mandados e ofícios, cuidam do arquivamento dos expedientes pré-processuais e de outras providências administrativas. De modo geral, a estagiária do Ensino Médio auxilia no atendimento ao público e no trâmite dos expedientes pré-processuais levados ao Ministério Público, nos casos em que se faz necessária a intervenção desse órgão.

2.2. Quadro de conciliadores

Logo abaixo, um quadro com o perfil dos conciliadores que, atualmente, atuam junto ao setor:

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Essa funcionária também é Bacharel em Direito e atua como conciliadora junto ao setor desde março de 2006.

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Quadro 1: Perfil dos conciliadores TOTAL DE CONCILIADORES 65 PROFISSÃO 56 02 02 03 02 Advogados Juízes aposentados Psicólogas Bacharéis em Direito Estudantes de Direito CURSO DE CAPACITAÇÃO (conciliação e/ou mediação) 47 18 Participaram Não participaram SEXO 44 21 Feminino Masculino TEMPO DE ATUAÇÃO (em anos) 09 18 07 15 16 Mais de quatro anos Entre três e quatro anos Entre dois e três anos Entre um e dois anos Menos de um ano DISPONIBILIDADE (frequência) 17 06 34 08 Semanal Entre duas e três vezes por mês Duas vezes por mês Mensal FLEXIBILIDADE (dias da semana e períodos do dia) 14 31 20 Dias e períodos fixos Períodos fixos Sem dias e períodos fixos

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ÁREA DE ATUAÇÃO (restrições por parte dos conciliadores) 06 08 51 Apenas na fase processual cível Apenas na fase processual família Sem restrições por fase

2.3. Espaço físico

O SCMC, localizado no mesmo andar das salas dos juízos cíveis e de família, dispõe de quatro salas de audiência (103, 109, 111, 164) e de uma sala de atendimento (112)9. As salas de audiência são espaçosas, com paredes claras, devidamente mobiliadas, equipadas e climatizadas. Há quadros nas paredes e, além disso, a sala 109 possui uma mesa redonda, doada ao setor anos atrás. Esse tipo de mesa, que torna o ambiente mais aconchegante, favorece a interação entre as partes, entre elas e o conciliador, enfim, favorece o diálogo, imprescindível quando se busca uma solução consensual para qualquer conflito. A sala de atendimento é ampla, decorada, climatizada e se constitui como ponto de referência espacial do SCMC. Além de funcionar como secretaria, destinada ao atendimento ao público e arquivamento de documentos, também é um espaço de convivência, já que todos os que participam do setor circulam pelo local. A seguir, fotos das salas do setor:

9 Apesar da numeração, as salas são próximas. As salas 103, 109, 111 e 112 estão do mesmo lado do corredor e não há outras salas de audiência (ou outras seções) entre elas. A sala 164 está do outro lado do corredor. As salas 111 e 112 estão em frente a um saguão, que funciona como sala de espera para as audiências.

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Sala de audiência (109)

Sala de audiência (103)

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Sala de audiência (164)

Sala de audiência (111)

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Sala de atendimento (112): agendamento

Sala de atendimento (112): espaço reservado

19 3. SISTEMA DE FUNCIONAMENTO:

O Juiz Coordenador seleciona os conciliadores por meio de entrevista. Nessa ocasião, eles devem apresentar um currículo10 resumido, contendo: (i) informações pessoais: nome, telefone, email, endereço residencial, número do documento de identificação; (ii) informações profissionais: formação acadêmica, experiência profissional, endereço comercial; (iii) informações específicas sobre a área de conciliação: experiência anterior como conciliador, participação em cursos de capacitação e mutirões de conciliação; (iv) disponibilidade para atuação junto ao SCMC. A maioria dos interessados possui alguma experiência na área de conciliação, seja em razão de haver atuado nos Postos dos Juizados Especiais Cíveis instalados na comarca mediante convênios com universidades, seja em razão de haver participado de mutirões de conciliação e/ou de cursos de capacitação. A orientação geral, no entanto, consiste em assistir a um número razoável de audiências, conduzidas por conciliadores mais experientes do setor, antes de começar a atuar. Os interessados assistem às audiências da fase (processual cível, processual família, pré-processual) em que pretendem atuar. Durante esse período de adaptação/preparação não há qualquer controle de frequência. Com o tempo11, eles ou desistem ou consolidam seu interesse em participar do setor. Assim que começam a conduzir audiências, os conciliadores recebem uma pasta individual, contendo fichas de controle de frequência, onde são registrados: data, horário de entrada e saída, vara em atuaram (ou pré-processual) e os números dos autos (ou expedientes pré-processuais) que compõem a pauta. Essas fichas são vistadas por uma das funcionárias do SCMC e as pastas permanecem arquivadas no setor. As certidões e declarações expedidas, a pedido dos conciliadores, são elaboradas a partir dos dados registrados nessas fichas de controle de frequência. Os conciliadores são escalados para as audiências, mensalmente, de acordo com os dias da semana, os períodos do dia (manhã ou tarde), a frequência (semanal, duas vezes por mês, duas a três vezes por mês, mensal) que disponibilizam,
Os currículos dos interessados ficam arquivados no setor. O período de adaptação é variável (geralmente, de 15 a 60 dias) e depende de uma série de fatores, tais como, experiência anterior em conciliação, frequência com que comparece para assistir às audiências etc.
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20 sendo as escalas enviadas, com antecedência, por email. Eventuais preferências (ou restrições), por parte dos conciliadores, quanto à área de atuação também são respeitadas12. Desde novembro de 2009, quatro escalas diferentes são elaboradas: processual cível, processual família, pré-processual e “conciliação em dois tempos13”. A disponibilidade dos conciliadores sofre variações de um mês para o outro. Quando há alguma alteração, eles entram em contato (via email, telefone, bilhetes, recados etc) para que se proceda aos ajustes necessários. Diariamente, na véspera das audiências, os conciliadores escalados (em média, seis ou sete) são contatados por telefone para que confirmem (ou não) sua presença no dia seguinte. É importante ressaltar que o setor nunca trabalhou com conciliadores “de reserva” (isto é, nunca mobilizou conciliadores em número maior do que o necessário para determinado dia, prevenindo-se de eventual ausência). Sempre houve o compromisso de que, em caso de algum imprevisto, o conciliador deveria entrar em contato, com a maior brevidade possível, para que a sua substituição pudesse ser feita em tempo hábil. Contudo, nos casos em que a substituição não é possível, a funcionária responsável pelo setor, que também é conciliadora, assume a condução das audiências designadas. Esse procedimento tem por objetivo evitar: (i) transtornos e prejuízos para juízes, partes, advogados e outros envolvidos; (ii) abalos na credibilidade do trabalho desenvolvido pelo setor. Além do próprio controle de frequência realizado por meio das fichas, mencionadas anteriormente, fica a cargo do conciliador o registro dos resultados das audiências, ao qual incumbe anotar, em planilha própria14, os seguintes dados: número de audiências realizadas, conciliações obtidas, audiências prejudicadas, motivo da não realização das audiências (redesignação, ausência do requerente, do requerido, de ambos).

Sobre a disponibilidade (frequência), a flexibilidade (dias da semana e períodos do dia) e restrições com relação à área de atuação, ver quadro 1: Perfil dos conciliadores, item 2.2. 13 Trata-se de projeto paralelo do setor desenvolvido em parceira com a juíza da 5a. vara cível. Ver item 4.1. 14 Geralmente, o conciliador anexa a pauta a essa planilha. No caso do segmento pré-processual, a pauta tem um formato diferenciado: traz as audiências e uma coluna para registro dos resultados. Sobre a pauta do préprocessual, ver item 3.3.

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21 Os dados estatísticos do setor são lançados, até o dia 10 de cada mês, no “Relatório Planilha do Movimento Judiciário – Conciliação Mediação” (ver exemplo, anexo 2), e enviados para a Corregedoria Geral de Justiça a fim de inserir os resultados do SCMC no movimento judiciário do Estado. As planilhas preenchidas pelos conciliadores são a base desse levantamento.

3.1. Segmento processual cível

O segmento processual cível, implantado em agosto de 2005, destina-se à realização de audiências de processos em trâmite perante as varas cíveis da comarca. O sistema utilizado para a designação das audiências de conciliação é o seguinte: escalas mensais, elaboradas pela funcionária responsável pelo setor, enviadas aos juízes das varas cíveis, disponibilizando dois períodos de audiência, por semana, para cada uma das varas. O setor delimita horários, freqüência e quantidade de audiências que podem ser designadas. Seguindo esses parâmetros, cada juiz elabora sua pauta, designando, no máximo, cinco audiências de conciliação por dia, sempre no período da manhã, no horário das 09h40 às 11h00. Ou seja, em um mês, nos oito períodos de audiência disponibilizados, cada juiz pode designar até quarenta audiências de conciliação. Cabe ressaltar que a pauta de audiências do SCMC é independente em relação à pauta do juízo, sendo a limitação da quantidade de audiências necessária para viabilizar o funcionamento do setor, em nada prejudicando a atuação do juiz do processo na busca de outras soluções consensuais para a lide ou na realização de outras audiências de conciliação. As audiências de conciliação são realizadas nas salas de audiência dos juízos, com a participação do escrevente de sala ou de outro funcionário que possa exercer tal função. No período inicial do SCMC, entre agosto de 2005 e julho de 2006, das dez varas cíveis da comarca, oito participaram do segmento processual cível, mas apenas cinco mantiveram um fluxo ininterrupto de designações de audiências, sendo elas: 1ª, 3ª, 4ª, 6ª e 9ª varas cíveis.

22 Nos anos seguintes, os juízes dessas cinco varas cíveis continuaram participando, sistematicamente, do setor. A participação dos demais juízes, contudo, tornou-se cada vez mais esporádica até que, em fevereiro de 2007, as escalas de audiência do segmento processual cível passaram a ser entregues apenas para os juízes dessas cinco varas. Desde fevereiro de 2010, com retorno da 5a. vara cível ao setor, seis varas cíveis estão participando desse segmento. O “Relatório Planilha do Movimento Judiciário” do setor não registra a natureza das audiências designadas pelos juízes. Contudo, relatos dos conciliadores que atuam nesse segmento indicam forte prevalência das audiências previstas no art. 277 do CPC, sendo que apenas três juízes incluem as audiências dos arts. 331 e 125, IV, do referido diploma legal, na pauta destinada ao SCMC.

3.2. Segmento processual família

O segmento processual família teve início em maio de 2007 e destina-se à realização de audiências de processos em trâmite perante as varas de família e sucessões da comarca. A designação das audiências de conciliação é feita do seguinte modo: escalas mensais, elaboradas pela funcionária responsável pelo setor, enviadas aos juízes das varas de família, disponibilizando um período de audiência, por semana, para cada uma das varas. Assim como no segmento cível, o setor delimita horários, freqüência e quantidade de audiências que podem ser designadas. Contudo, as audiências do processual família são realizadas nas salas do setor. A princípio, cada juiz pode designar até dez audiências de conciliação por dia, divididas em duas pautas, com cinco audiências em cada uma, sempre no período da manhã, no horário das 09h00 às 11h00. Os autos e as pautas são encaminhados ao setor na véspera das audiências. Embora disponha de quatro salas de audiência, o SCMC conta apenas com duas escreventes. Assim, caso tenha interesse em designar mais de dez audiências, no mesmo dia, formando uma terceira pauta, o juiz deve disponibilizar um

23 escrevente para auxiliar o conciliador no pregão e na digitação das respectivas atas de audiência. Atualmente, das quatro varas de família da comarca, três designam quinze audiências por semana, de modo sistemático, mobilizando um escrevente para atuar junto ao conciliador na terceira sala de audiência do setor. De modo geral, as ações que formam a pauta destinada ao SCMC versam sobre alimentos (pedido, oferta, revisional e exoneração), execução de alimentos, separação, divórcio, reconhecimento e dissolução de união estável, reconhecimento de paternidade, guarda e regulamentação de visitas.

3.3. Segmento pré-processual

A conciliação pré-processual é um método de prevenção de litígios que funciona como opção alternativa ao ingresso na via judicial; destina-se à solução de conflitos antes do ajuizamento da ação. Podem ser levadas à conciliação na fase pré-processual do setor questões cíveis que versem sobre direitos patrimoniais disponíveis, independente do valor ou qualidade da parte e questões relativas ao direito de família15. As práticas e procedimentos desenvolvidos no segmento préprocessual, instalado em agosto de 2006, encontram sua origem nos fundamentos da conciliação pré-processual, a saber: (i) objeto: conflitos não jurisdicionalizados; (ii) objetivo: pacificação social; (iii) meio: composição; (iv) âmbito: preventivo; (v) princípios: oralidade, simplicidade, informalidade, desburocratização e gratuidade. Senão vejamos. O acesso de qualquer interessado ao pré-processual ocorre por meio da atividade de atendimento ao público. Para agendar uma audiência, basta que o interessado compareça ao setor, no horário das 13h30 às 17h30, e faça um relato verbal dos fatos que o levaram a procurar o serviço. Se a reclamação apresentada puder ser levada à conciliação pré-processual, emite-se uma carta-convite16, a ser encaminhada pelo próprio

Não estão contempladas questões da infância e juventude, também previstas no art. 1o. do Provimento CSM 953/2005. 16 Essa carta-convite, que tem como remetente o próprio SCMC, é colocada em um envelope com o timbre do Poder Judiciário, sendo que apenas o nome do destinatário é nele lançado por ocasião do agendamento.

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24 interessado à outra parte, contendo: o nome dos interessados; dia horário, local e tema da audiência; e documentos necessários. Abaixo, um exemplo da carta-convite emitida pelo setor17:

Os procedimentos envolvidos no agendamento das audiências são orientados pelos já mencionados princípios da conciliação pré-processual. A atividade de agendar audiências, contudo, não é tarefa das mais simples: trata-se de identificar, a partir do relato verbal do interessado, o(s) fato(s) gerador(es) da reclamação, verificando, ainda que superficialmente, como esse(s) fato(s) é(são) regulado(s) pelo ordenamento jurídico a fim de avaliar se ele(s) pode(m) ser

Essa carta-convite é do ano de 2008. Atualmente, consta: “Expediente Pré-Processual” em vez de “Expediente Extraprocessual”; “Interessado” – indicando apenas do nome de quem agendou a audiência.

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25 levado(s) à conciliação na fase pré-processual do setor. Em caso afirmativo, deve-se identificar ainda quem são as partes, quais os documentos necessários e qual é o tema da audiência. Geralmente, o tema da audiência, indicado na carta-convite, é definido a partir de uma aproximação entre as questões que serão abordadas, durante a tentativa de conciliação, e um determinado tipo de ação. Por exemplo, considerando algumas das ações que versam sobre alimentos em direito de família, os temas indicados podem ser: “alimentos”, “oferta de alimentos”, “execução de alimentos”, “revisional de alimentos” e ainda “reconhecimento de paternidade e alimentos”, “conversão de separação em divórcio com alteração de cláusula de alimentos”. Alguns dados, obtidos durante o agendamento, devem ser registrados na(s) agenda(s) do pré-processual, sendo eles: nome das partes, tema da audiência e telefone de contato. Cada caso agendado recebe uma numeração em ordem crescente. Por exemplo, Expediente Pré-Processual No.1234/10, Expediente Pré-Processual No. 1235/10 e, assim, sucessivamente. As pautas de audiência, que não obedecem a qualquer divisão por área (cível / família), são montadas a partir desses dados. O controle dos resultados das audiências, a cargo dos conciliadores e escreventes do setor, também é marcado na pauta. Abaixo, a foto de uma pauta do pré-processual:

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Como não há registro escrito dos fatos relatados, as únicas informações de que o conciliador dispõe, antes do início da audiência, são as que constam na pauta. Logo, um bom agendamento, com definição acertada do tema e dos documentos necessários, além de evitar transtornos (por exemplo, reagendamento de audiência provocado por indicação incorreta de documentos), é de grande valia para o conciliador. Ao contrário dos segmentos processual cível e processual família, o pré-processual passou por inúmeras mudanças no que se refere à duração e ao número de audiências que compõem a pauta. Entre agosto de 2006 e abril de 2007, a pauta diária previa uma hora de duração para as conciliações da área de família e trinta minutos para as da área cível18. Com o passar do tempo e o crescimento da demanda, o número de audiências aumentou, chegando ocorrer, simultaneamente, em três salas do setor e o intervalo entre elas diminuiu.

A partir de outubro de 2006, o setor passou a elaborar um outro tipo de pauta, chamada de “pauta corrida”: cerca de dez audiências, envolvendo negociação de dívida, agendadas de 15 em 15 minutos. O índice elevado de audiências prejudicadas possibilitava um intervalo mais curto entre elas. Esses casos eram levados ao setor por advogados que representavam instituições financeiras, instituições de ensino, condomínios e planos de saúde.

18

27 Atualmente, as audiências ocupam duas salas do setor, sendo que cada uma das pautas é formada por cinco ou seis audiências: as audiências de família são agendadas a cada trinta minutos e as da área cível a cada quinze minutos. A experiência acumulada dos conciliadores e das escreventes que atuam junto ao setor é, certamente, um dos fatores que permite a realização de audiências pré-processuais em um intervalo tão curto de tempo sem comprometer a qualidade do atendimento. Durante a audiência, se a tentativa de conciliação restar frutífera, o acordo é reduzido a termo e impresso em três vias: duas serão entregues às partes e a terceira permanecerá arquivada no setor. Quando o acordo envolve interesses de incapazes, o expediente pré-processual – acompanhado de documentos – é encaminhado ao Representante do Ministério Público (MP)19 para manifestação20. Depois, segue para homologação pelo Juiz Coordenador do setor, convertendo-se em título executivo judicial. As partes recebem orientação para retornarem ao setor, no prazo de quinze dias contados da data da audiência, a fim de providenciarem a retirada do termo de acordo que, então, já estará homologado. Por outro lado, se a audiência for infrutífera ou prejudicada por ausência de uma das partes, segue-se orientação quanto à possibilidade de se reagendar a audiência ou de se buscar satisfação de eventual direito perante a Justiça Comum ou Juizado Especial Cível. Na fase pré-processual, as audiências reagendadas a pedido de ambas as partes são mais comuns do que na fase processual. De modo geral, os reagendamentos são motivados ou pela falta de algum documento (que inviabiliza a audiência) ou pela complexidade do caso (que requer outros encontros). Os fundamentos da conciliação pré-processual, mencionados anteriormente, não apenas orientam o funcionamento do pré-processual, mas também inspiram a criação de inúmeros procedimentos, característicos desse segmento. Dois exemplos:
19 Os promotores de justiça da comarca, principalmente, os que atuam junto às varas de família e sucessões, enviam uma escala mensal ao setor com os dias disponibilizados por cada um para o trabalho no SCMC. 20 Assim que o expediente pré-processual retorna do MP, os documentos são devolvidos às partes.

28

a) o próprio termo de acordo homologado serve como mandado para que se proceda à averbação junto aos cartórios de registro civil da comarca; b) a abertura de conta corrente para depósito de pensão alimentícia, no banco que administra as contas judiciais, é realizada à vista do termo homologado.

Com o passar do tempo, esses procedimentos se consolidaram e, atualmente, encontram-se incorporados à rotina do segmento pré-processual (ver modelo de termo de acordo pré-processual, anexo 3).21 O pré-processual atende, em média, quarenta pessoas por dia. O atendimento ao público, que dura quatro horas (13h30 às 17h30), envolve basicamente: (i) agendamento de audiências, sendo a maioria dos casos encaminhado pela Defensoria Pública; (ii) entrega de termos de acordo homologados; (iii) pedido/entrega de 2a. via de documentos (mandados, ofícios etc); (iv) pedido/entrega de cópia de expedientes préprocessuais; (v) esclarecimentos, orientações e encaminhamentos à outros serviços (Defensoria Pública, Postos dos Juizados Especiais Cíveis, escritórios de assistência jurídica gratuita mantidos pelas Faculdades de Direito).

21 As principais diferenças entre as atas de audiência de conciliação da fase processual e os termos préprocessuais são abordadas no item 7.1. “Evento externo: o piloto do segmento pré-processual”.

29 4. PROJETOS PARALELOS

4.1. Conciliação em dois tempos

O projeto “Conciliação em dois tempos”, destinado à realização de audiências de conciliação previstas no art. 331 do CPC, é desenvolvido em parceria com a Juíza Colaboradora do setor, titular da 5a. vara cível da comarca.

O projeto teve início em novembro de 2009 e, logo nos primeiros meses, apresentou resultados satisfatórios, elevando o número de conciliações obtidas: em quatro meses, o índice de acordos aumentou de 7% para 26,78%. As audiências de conciliação do projeto ocorrem, às quintas-feiras, no período da tarde, e ocupam duas salas distintas: a sala da vara e uma sala de audiência do setor22. Em um primeiro momento, as partes, acompanhadas de seus advogados, são levadas até a sala do setor, onde será instalada uma audiência de tentativa de conciliação, conduzida por duas conciliadoras. Geralmente, esse primeiro contato com os envolvidos é feito pela funcionária responsável pelo setor, sendo a abordagem realizada enquanto eles estão aguardando o pregão nas proximidades da sala de audiência do juízo. No caminho até o setor, a referida funcionária conversa com os envolvidos sobre a matéria discutida no processo na tentativa de aproximá-los, diminuindo possíveis animosidades23. Instalada a audiência no setor, se a conciliação for obtida, o acordo é reduzido a termo, sendo a ata digitada por uma das conciliadoras e, em seguida, homologado pela juíza do processo. Se a conciliação restar infrutífera, eventuais propostas ou requerimentos não são atermados: as partes são conduzidas, de volta, até sala da vara, onde a audiência deverá prosseguir. Nesse segundo momento, a audiência é presidida pela juíza que, novamente, tenta a concilação entre as partes visando à obtenção de um acordo. Se

22

23

As audiências desse projeto são realizadas na sala 103 do SCMC. Em algumas ocasiões, os acordos são obtidos durante esse percurso.

30 infrutífera a conciliação, a audiência prossegue com a fixação dos pontos controvertidos, análise das questões processuais pendentes e decisão sobre a produção de provas, designando-se, se o caso, audiência de instrução e julgamento. Os resultados obtidos nesse projeto são lançados no “Relatório Planilha do Movimento Judiciário – Conciliação e Mediação” no campo reservado à fase processual cível. As matérias publicadas sobre esse projeto na página do TJSP e em jornal de circulação local encontram-se no anexo 4. Abaixo, algumas fotos:

Corredor que leva à sala de audiência do SCMC

31

Audiência de conciliação na sala da 5a. Vara Cível

4.2. Mediação

O projeto Mediação, iniciado em setembro de 2008, destina-se à realização de audiências de conciliação da fase processual (cível e família) em um formato diferenciado: (i) consulta prévia à funcionária responsável pelo setor, única conciliadora que participa desse projeto, a fim de verificar a disponibilidade de horários antes de designar as audiências; (ii) pauta formada por uma ou duas audiências, agendadas sempre às quintas-feiras, no período da manhã; (iii) ampla flexibilidade da conciliadora para, em comum acordo com as partes, marcar “novo encontro”, fazendo constar tal decisão na ata da audiência. O “piloto” do projeto, que durou cerca de seis meses, envolveu a realização de audiências de processos em trâmite perante a 3a. vara da família, da qual o Juiz Coordenador do setor é titular. Nesse período, foram designadas entre três e quatro audiências por mês, mas a maioria restou prejudicada em razão da ausência de uma ou de ambas as partes. Em maio de 2009, a Juíza Colaboradora do setor aderiu ao projeto e, desde então, a média de audiências designadas tem se mantido entre cinco e sete por mês. Como não há uma planilha específica para controlar os resultados dessas audiências, os dados (audiências prejudicadas e realizadas, conciliações obtidas etc)

32 são computados ou na fase processual família ou na fase processual cível, dependendo do caso.

33 5. UNIDADE EXTERNA

No último mês de agosto, foi firmado convênio entre o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e a Universidade Paulista para a instalação de uma unidade do SCMC nas dependências do “campus Campinas/Swift”, denominado “Setor de Conciliação e Mediação de Campinas – Unidade UNIP”24. A Unidade UNIP funciona de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17h, para atendimento ao público e realização de audiências, e está localizada no bloco A do “campus”, em espaço amplo dividido em sala de atendimento, secretaria, duas salas de audiência, além da sala de coordenação. A unidade conta com uma coordenadora, três professorasorientadoras, quatro funcionários e estagiários do Curso de Direito da UNIP. O campo de atuação da Unidade UNIP compreende a realização de audiências na fases pré-processual cível e pré-processual família (apenas nas hipóteses em que não há intervenção do Ministério Público). O agendamento dos casos é feito pelos funcionários e as audiências de conciliação são conduzidas pelas professoras-orientadoras. Os estagiários de Direito participam dessas duas atividades. Em seu primeiro mês de funcionamento, a unidade obteve 47 acordos nas 60 audiências realizadas, com um índice de 78%. Em 13 audiências não houve acordo, e 34 audiências não foram realizadas em razão da ausência de uma das partes ou de ambas.25 A seguir, uma foto da sala de atendimento da Unidade UNIP:

O convênio foi aprovado conforme publicação no Diário Oficial do Estado de 15 de abril de 2010, pág. 22, Seção II, Subseção I, Julgamentos do Conselho Superior da Magistratura, e seus termos foram posteriormente firmados entre as partes. 25 Esses resultados da Unidade UNIP estão incluídos no Movimento Judiciário do SCMC referente ao mês de agosto/2010 (anexo 7: tabela 15 e anexo 8: tabela 20).

24

34

35 6. RESULTADOS DO MOVIMENTO JUDICIÁRIO

Como já foi mencionado no item 3 (Sistema de Funcionamento), os dados estatísticos do SCMC são lançados, mensalmente, no “Relatório Planilha do Movimento Judiciário – Conciliação e Mediação” e encaminhados para a Corregedoria Geral de Justiça. Cada uma dessas planilhas traz o resultado mensal das quatro fases (processual cível, processual família, pré-processual cível, pré-processual família) abrangidas pelo o campo de atuação setor, fato que inviabiliza a análise longitudinal dos dados. A partir dessas planilhas foram elaboradas vinte tabelas, divididas por fase, que apresentam os resultados mensais obtidos em cada uma delas, em determinado ano, no período de setembro de 2005 a agosto de 201026. Essas tabelas encontram-se anexadas e estão organizadas do seguinte modo: • • • •

Anexo 5: Fase Processual Cível: Tabelas 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Anexo 6: Fase Processual Família: Tabelas 7, 8, 9 e 10. Anexo 7: Fase Pré-Processual Cível: Tabelas 11, 12, 13,14 e 15. Anexo 8: Fase Pré-Processual Família: Tabelas 16, 17, 18, 19 e 20.

Os resultados aqui apresentados – Grades 1, 2, 3, 4 e 5 – foram extraídos das referidas tabelas.

Os resultados de mutirões de conciliação promovidos pelo setor, com exceção do “Meta 2- CNJ” (Tabela 5), não são lançados no “Relatório Planilha do Movimento Judiciário – Conciliação e Mediação” e, em consequência, não constam dessas tabelas.

26

36 6.1. Relatório Estatístico
Grade 1: Estatística: Fase Processual Cível: Setembro/2005 a Agosto/2010

FASE PROCESSUAL CÍVEL Ano 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total Audiências designadas Audiências realizadas Acordos obtidos Percentual acordos*

460 1583 1345 1211 1567 974 7140

249 947 649 604 860 547 3856

98 303 193 312 374 238 1518

39% 32% 30% 53% 43% 43% 39%

* Obtido sobre o número de audiências realizadas.

Grade 2: Estatística: Fase Processual Família: Maio/2007 a Agosto/2010

FASE PROCESSUAL FAMÍLIA Ano 2007 2008 2009 2010 Total Audiências designadas Audiências realizadas Acordos obtidos Percentual acordos*

665 1489 1767 1405 5326

483 977 1232 937 3629

376 618 711 546 2251

78% 63% 58% 58% 62%

* Obtido sobre o número de audiências realizadas.

37

Grade 3: Estatística: Fase Pré-Processual Cível: Agosto/2006 a Agosto/2010

FASE PRÉ-PROCESSUAL CÍVEL Ano 2006 2007 2008 2009 2010 Total Audiências designadas Audiências realizadas Acordos obtidos Percentual acordos*

149 1094 1125 1585 423 4376

92 365 504 892 225 2078

29 210 327 587 123 1276

34% 57% 65% 66% 51% 61%

* Obtido sobre o número de audiências realizadas.

Grade 4: Estatística: Fase Pré-Processual Família: Agosto/2006 a Agosto/2010

FASE PRÉ-PROCESSUAL FAMÍLIA Ano 2006 2007 2008 2009 2010 Total Audiências designadas Audiências realizadas Acordos obtidos Percentual acordos*

74 892 2094 2415 1457 6932

53 581 1411 1580 923 4548

38 503 1187 1299 752 3779

72% 86% 84% 82% 82% 83%

* Obtido sobre o número de audiências realizadas.

38

Grade 5: Estatística: SCMC (por fase e área): Setembro/2005 a Agosto/2010

SETOR DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO DE CAMPINAS

FASE PROCESSUAL Varas Cíveis Família Total Audiências Designadas Audiências Realizadas Acordos Obtidos Percentual Acordos*

7140 5326 12466

3856 3629 7485

1518 2251 3769

39% 62% 50%

FASE PRÉ-PROCESSUAL Reclamações Cíveis Família Total Audiências Designadas Audiências Realizadas Acordos Obtidos Percentual Acordos*

4376 6932 11308

2078 4548 6626

1276 3779 5055

61% 83% 76%

RESULTADOS CONSOLIDADOS
Fases Processual Pré-Processual TOTAL Audiências Designadas Audiências Realizadas Acordos Obtidos Percentual Acordos*

12466 11308 23774

7485 6626 14111

3769 5055 8824

50% 76% 62%

* Obtido sobre o número de audiências realizadas.

39

7. MUTIRÕES DE CONCILIAÇÃO

O evento exposto no item 7.1. traz uma breve descrição sobre o funcionamento da conciliação pré-processual. Os demais eventos são apresentados apenas com informações básicas sobre sua realização (data, local etc) e resultados obtidos.

7.1. Evento externo: o piloto do segmento pré-processual

Em 24 de junho de 2006, o SCMC participou de um evento no SESI-Campinas, em comemoração aos sessenta anos da entidade. A proposta era promover “um dia de cidadania”, nos moldes do “Ação Global”, iniciativa que agrega e oferece à população diversos serviços, entre eles, os jurídicos27. O setor participou do evento realizando audiências de conciliação pré-processual, todas envolvendo questões de família (tais como, separação, conversão de separação em divórcio, guarda e alimentos). A maioria das audiências havia sido agendada pelos defensores públicos, por ocasião dos atendimentos feitos ao público, mas algumas pessoas compareceram ao local do evento espontaneamente. As audiências foram realizadas por conciliadores do setor, procuradores do Estado e advogados que, trabalhando em duplas, revezavam-se na condução das audiências e na digitação dos termos de acordo. Havia modelos, provenientes de uma das varas de família da comarca, instalados nos computadores, mas inúmeras adaptações foram necessárias. Não se tratava de redigir uma ata de audiência de conciliação frutífera, realizada no curso de um processo, mas, sim, um termo de acordo pré-processual: o texto, que não apresentava o relato dos fatos, devia ser conciso e trazer apenas o acordo propriamente dito (por exemplo, o registro da livre e espontânea manifestação de vontade das partes quanto à separação, o
27

O “Ação Global”, evento promovido pelo SESI em parceria com a Rede Globo, é realizado anualmente em todo o país e tem como objetivo resgatar a cidadania de milhões de brasileiros, facilitando o acesso a direitos essenciais, além de incentivar parcerias entre setores da Indústria, Governo e Sociedade no combate às desigualdades sociais. No mesmo dia e local, é possível emitir documentos, receber orientação jurídica, atendimento médico-odontológico e participar de atividades de educação, cultura, esporte e lazer.

40 valor dos alimentos que seriam pagos aos filhos menores, as regras de visitação etc). Por outro lado, como seria submetido à apreciação judicial para homologação desacompanhado de petições e outros documentos, esse termo também devia conter informações (qualificação e endereço das partes, identificação dos filhos menores, data e local da realização do casamento etc) que garantissem sua autonomia, já que seria convertido em título executivo judicial. Os termos de acordo, impressos em três vias, recebiam uma numeração (por exemplo, “Expediente Pré-Processual No. 04/06”) e, depois de homologados, eram entregues às partes, sendo a terceira via arquivada provisoriamente em uma pasta28. Se o acordo entre as partes envolvesse interesses de incapazes, os promotores de justiça que estavam participando do evento registravam sua manifestação no próprio termo que, só então, seguia para homologação. Esse evento pode ser considerado um “piloto” do segmento préprocessual do setor, que viria a ser instalado cerca de um mês depois. Diversos procedimentos característicos da fase pré-processual foram utilizados pelos conciiadores, entre eles: a identificação dos temas que seriam tratados na audiência a partir do relato verbal das partes, a verificação da adequação entre esses temas e os documentos apresentados, a redação do termo contendo apenas os itens do acordo (isto é, sem o registro dos fatos relatados) e a impressão dos expedientes pré-processuais em três vias. Durante o evento, o setor obteve 18 acordos nas 20 audiências realizadas, alcançando o índice de 90% de conciliações obtidas.29

7.2. Demais eventos •

Dia Nacional da Conciliação/2006: Realizado no Sesi-Campinas em 08/12/2006. Envolveu audiências de processos em trâmite nas varas cíveis e de família da comarca e conciliações pré-processuais (cíveis e de família). O setor obteve 296

28

Em agosto de 2006, esses expedientes pré-processuais foram devidamente arquivados no SCMC que, então, já havia passado a dispor de espaço físico próprio. 29 Não há registro sobre o número de audiências previamente agendadas.

41 acordos nas 570 audiências realizadas, alcançando o índice de 52% de conciliações obtidas. Na fase processual, obteve 119 acordos (46%); na fase préprocessual, obteve 177 acordos (57%). • Justiça para Todos: Realizado no Sesi-Campinas em 11/08/2007. Mutirão de conciliação pré-processual (cível e família). O setor obteve 1014 acordos nas 1643 audiências realizadas, alcançando o índice de 62% de conciliações obtidas. Relatório estatístico completo do evento disponível no “Xad Camomila: o blog da conciliação”30. Matérias publicadas sobre o mutirão em jornais e páginas da internet: anexo 9. Abaixo, algumas fotos31:

Triagem da CDHU

Em junho de 2008, a funcionária responsável pelo setor criou esse blog com o objetivo principal, dentre outros, de divulgar informações (eventos, estatística, modelos de termos de acordo etc) sobre o SCMC e sobre os métodos alternativos de resolução de conflitos (MARC). O blog também traz um diretório de projetos em andamento nos tribunais, trabalhos acadêmicos e artigos sobre os MARC. O endereço do blog é: http://scmcampinas.blogspot.com/ 31 Todas as fotos do evento estão em: http://picasaweb.google.com/ivana.regis/JusticaParaTodosAgosto2007#

30

42

Stand de audiências da CPFL

Audiência de Família

Semana Nacional da Conciliação/2007: Evento ocorrido entre 03 e 08 de dezembro de 2007. Mutirão de conciliação: processual (cível e família) realizado na “Cidade Judiciária”; pré—processual (cível e família) realizado no Sesi-Campinas. O SCMC promoveu a realização de 1.163 audiências, sendo 211 audiências referentes ao segmento processual e 952 audiências referentes ao segmento préprocessual. No segmento processual, obteve 81 acordos (38%) e, no pré-processual, obteve 871 acordos (91% )32.

32

Fotos em: http://picasaweb.google.com/ivana.regis/SemanaNacionalDaConciliacaoDezembro2007#

43 • Sabadania: Realizado em 23/08/2008. Evento promovido pela Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, em comemoração ao 2o. aniversário do CIC Campinas. O setor realizou um mutirão de conciliação pré-processual envolvendo questões da área de família. Obteve 18 acordos (82%) nas 22 audiências realizadas. Matérias publicadas sobre o mutirão em jornais e páginas da internet: anexo 10. •

Mutirão da CPFL: Realizado na UNIP-Campinas (campus Vitalle) em 18/10/2008. Mutirão de conciliação pré-processual com casos de contas de energia elétrica vencidas e não pagas. O SCMC obteve 86 acordos (93%) nas 92 audiências realizadas. Matéria publicada sobre o mutirão na página do TJSP na internet: anexo 11.

Projeto Paternidade Responsável: O projeto, que tem por objetivo estimular o reconhecimento voluntário de paternidade, foi realizado na Cidade Judiciária em 28/11/2008. O setor obteve 72 acordos (95%) nas 76 audiências realizadas. Matérias publicadas sobre o projeto em jornais de circulação local: anexo 12.33

Semana Nacional da Conciliação/2008: Evento realizado na Cidade Judiciária de Campinas no período de 01 a 05 de dezembro de 2008. Envolveu audiências de conciliação da fase processual (cível e família). O SCMC obteve 76 acordos (44%) nas 174 audiências realizadas. Em 98 audiências não houve acordo e 97 audiências não foram realizadas em razão da ausência de uma das partes ou de ambas. Os valores negociados alcançaram R$ 639.835,86.34

Mutirão da CPFL: Realizado na UNIP-Campinas (campus Vitalle) em 25/04/2009. Mutirão de conciliação pré-processual com casos de contas de energia

33

Fotos e outras informações no blog “Xad Camomila”: http://scmcampinas.blogspot.com/2008/11/em-nomedo-pai-projeto-paternidade_28.html 34 Fotos e outras informações no blog “Xad Camomila”: http://scmcampinas.blogspot.com/search/label/Semana%20Nacional%20da%20Concilia%C3%A7%C3%A3o %2F2008

44 elétrica vencidas e não pagas. O SCMC obteve 132 acordos (79%) nas 169 audiências realizadas.35 •

Mutirão da CDHU: Realizado na UNIP-Campinas (campus Vitalle) em 25/04/2009. Mutirão de conciliação pré-processual envolvendo dívidas de mutuários da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O mutirão obteve 154 acordos (81%) nas 189 audiências realizadas.36

Mutirão Meta 2: Realizado no SCMC no período de 14 de setembro a 04 de dezembro de 2009. Os resultados da primeira semana do mutirão (14 a 18 de setembro) foram registrados em planilha específica do evento: o Setor obteve 36 acordos (31%) nas 114 audiências realizadas. Os demais resultados constam do “Relatório Planilha do Movimento Judiciário – Conciliação e Mediação” e não serão apresentados aqui (ver anexo 5, tabela 5).37

35

Fotos e outras informações no blog “Xad Camomila”: http://scmcampinas.blogspot.com/2009/04/mutiraoda-cpfl.html 36 Fotos e outras informações no blog “Xad Camomila”: http://scmcampinas.blogspot.com/2009/05/o-setorde-conciliacao-e-mediacao-de.html 37 Fotos e outras informações no blog “Xad Camomila”: http://scmcampinas.blogspot.com/2009/09/blogpost.html

45 8. CURSOS DE CAPACITAÇÃO

Entre outubro de 2005 e agosto de 2010, o SCMC viabilizou a realização de cinco cursos de capacitação em conciliação e mediação com os seguintes objetivos: (i) promover a capacitação e a reciclagem dos conciliadores junto ao setor; (ii) divulgar os métodos alternativos de resolução de conflitos (MARC) bem como a cultura da conciliação38. A seguir, uma lista com informações sobre os cursos:

1. “Curso de Conciliação e Mediação”, promovido pelo CEBEPEJ (Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais), em parceria com o IMAB (Instituto de Mediação e Arbitragem do Brasil) e o CEREMA (Centro de Referência em Mediação), realizado no auditório da APAMAGIS (Associação Paulista de Magistrados), no prédio do “Fórum Central”, em Campinas, com carga horária de 36 horas/aula. O curso contou com a participação de cerca de cinqüenta pessoas (Outubro de 2005); 2. “Curso de Iniciação em Capacitação de Conciliadores e Mediadores Judiciais”, do Projeto Pacificação de Lides, promovido pela EPM (Escola Paulista da Magistratura), realizado no Salão do Júri, na Cidade Judiciária de Campinas, com carga horária de 18 horas/aula. O curso contou com cento e dez participantes (Maio de 2007) 3. “Curso de Capacitação Parcial em Conciliação e Mediação Judiciais”, do Projeto Pacificação de Lides, promovido pela EPM (Escola Paulista da Magistratura), realizado no Salão do Júri, na Cidade Judiciária de Campinas, com carga horária de 30 horas/aula. O curso contou com a participação de oitenta e dois inscritos (Setembro de 2007); 4. “Curso de Capacitação de Mediadores”, promovido pela APAMAGIS (Associação Paulista de Magistrados), em parceria com o CEBEPEJ (Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais), realizado no Salão do Júri, na Cidade Judiciária de Campinas. Sessenta pessoas participaram do curso (Junho de 2008); 5. “Curso de Capacitação de Conciliadores”, promovido pela APAMAGIS (Associação Paulista de Magistrados), em parceria com o CEBEPEJ (Centro
38

Vale anotar que as incrições são custeadas pelos participantes.

46 Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais), realizado no Salão do Júri, na Cidade Judiciária de Campinas, com carga horária de 24 horas/aula. O curso contou com cinquenta participantes (Maio de 2009).

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9. ROL DE CONCILIADORES Adriana Helena Caram Ana Carolina Junqueira Veloni Ana Paula dos Santos Menezes André Aparecido Fernandes Antônio Firmino dos Santos Beatriz Curi Dameto Beatriz Marques Dealis Rocha Camila Abreu Madernas Camila Rogatto Belluomini Carla Fernanda Piera Agostinho Carlos Jesus Ramos Ribeiro Carolina Camilotti Castro Ferro Carolina Zaupa Caroline Figueiredo Soares de Almeida Claudinei Aparecido Pelicer Deborah Baptistella Sundfeld de Carvalho Eduardo Aparecido Lopes Trindade Emili Bombonatti Maia Ernani Dantas Glaucia Cóis Gustavo Henrique Afonso Macedo Helena Flávia de Rezende Melo Igor Lourenço Ivana Lima Regis Jaqueline Muller Alam João Carlos Murer José Antonio César José Carlos Manoel José dos Santos José Rafael de Santis Julia Pereira Ezequiel de Oliveira Lílian Cornetta Lucia Helena Belinteni Lucas Arnaldo Santos Mara Cristina Souza Munhoz Marcela Scaglione Pimenta Márcia de Arruda Almeida Marcia Regina Carneiro Lopes Marcia Regina de Oliveira Reis Steca Maria Aparecida Mazetto Maria Benedicta Puecker Maria Cecília Salvestrim Maria Cristina Fernandes Marques Maria Dora de Araújo e Silva

48 Maria Elaine Lopes Maria Helena André Amaral Mariana Isadora Villa da Silva Mario Massao Nakamura Maura Provedel Carvalhaes Mauricio Pantalena Mônica Regina Vieira Morelli D´Avila Nathália Ribeiro de Carvalho Geraldo Paula Cristina Gonçalves Ladeira Priscila Miranda Mesquita Roberto Telles Sampaio Renata Barbosa de Aquino Renata Maria Bonavita Bittencourt Renato da Cunha Canto Rita Maria Bannwart Cardoso dos Santos Nucci Rodolpho Vannucci Rosiley Jovita Silva Cucatti Solange Maria de Paiva Sales Araújo Zilda Pereira Simão Zingaro Pitta Marinho Wladimir Correia de Mello

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