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Arrebatamento e Anticristo em 2 Tessalonicenses

O documento discute a interpretação do livro bíblico de 2 Tessalonicenses no contexto da Grande Tribulação e do arrebatamento. Afirma que 2 Tessalonicenses não apoia a visão pós-tribulacionista e que eventos como a apostasia e a vinda do Anticristo devem ocorrer antes do dia do Senhor.

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deraldo vieira
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Arrebatamento e Anticristo em 2 Tessalonicenses

O documento discute a interpretação do livro bíblico de 2 Tessalonicenses no contexto da Grande Tribulação e do arrebatamento. Afirma que 2 Tessalonicenses não apoia a visão pós-tribulacionista e que eventos como a apostasia e a vinda do Anticristo devem ocorrer antes do dia do Senhor.

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* Na parte 1 desta série apresentei 7 evidências que

apontam o Arrebatamento para ANTES da GT


* Na parte 2 apresentei as principais defesas Pós-
Tribulacionistas e mostrei possíveis contestações.
De todas as defesas Pós-
Tribulacionistas apresentadas,
somente uma considero como a
mais forte e que precisa ser
examinada mais profunda e
detalhadamente:
2 Tessalonicenses, capítulo 2!
Das poucas pessoas que
entraram em contato comigo
para discutir a respeito do
assunto, a única contestação
que apresentaram foi justamente
a que é baseada em 2
Tessalonicenses 2.
“Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e
à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que
não vos movais facilmente do vosso modo de pensar,
nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por
palavra, quer por epístola como enviada de nós, como
se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de
modo algum vos engane; porque isto não sucederá
sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o
homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se
opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus
ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no
santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”
(2 Tessalonicenses 2.1-4)
“... como se o dia do Senhor estivesse já perto.
Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não
sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja
revelado o homem do pecado, o filho da perdição, ...”
(2 Tessalonicenses 2.1-4)

A APOSTASIA E A VINDA DO ANTICRISTO


PRECEDERÃO O DIA DO SENHOR E NÃO A
NOSSA REUNIÃO COM ELE – QUE NÃO É A
MESMA COISA.
“... não vos movais facilmente do vosso modo de
pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito,
quer por palavra, quer por epístola como enviada
de nós, como se o dia do Senhor estivesse já
perto. ...” (2 Tessalonicenses 2.1-4)

Se os cristãos tessalonicenses fossem PÓS-


TRIBULACIONISTAS não estariam perturbados pelo fato
do Dia do Senhor já ter começado (ou já estar bem perto).
Pelo contrário, estariam alegres sabendo que, com a
chegada do Dia do Senhor, o Arrebatamento iria acontecer
logo. Mas estavam perturbados. E por que? Porque
parece que o Arrebatamento tinha acontecido e eles foram
deixados para trás.
“Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas
quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que
o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois
o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que
agora o detém até que seja afastado;...”
(2 Tessalonicenses 2.5-7)

O Anticristo só se manifestará quando ALGO que o


DETÉM for AFASTADO – Se O Espírito Santo (obviamente
o poder que DETÉM o homem do pecado) for afastado
somente no final da Grande Tribulação, logicamente, o
Anticristo só governará no final e por um tempo pequeno
demais. Isso simplesmente não faz sentido.
Quem contesta a tese Pós-Tribulacionista (com
suposta base em 2 Tess 2), geralmente entende que
as expressões “... quanto à vinda de nosso Senhor
Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, ...” (versículo
1) significam:

1 – “Vinda de nosso Senhor” – 2ª Vinda de Cristo, em


poder e glória;

2- “Nossa reunião com ele” – o Arrebatamento.


“... quanto à vinda [2ª Vinda] de nosso Senhor Jesus
Cristo e à nossa reunião [Arrebatamento] com ele, ...”

Bem, acredito que essa interpretação é possível,


mesmo que a ordem apresentada seja inversa.
Mas, reconheço, que também é possível que as duas
expressões estejam se referindo a um evento único.
Já a expressão usada mais adiante “dia do Senhor”
(versículo 2) é geralmente usada em referência ao
período de juízos da Grande Tribulação ou ao
Retorno em Glória do Senhor para julgar e reinar na
Terra.
“... como se o dia do Senhor estivesse já perto. ...
porque isto não sucederá sem que venha primeiro a
apostasia e seja revelado o homem do pecado, ...” (2
Tess 2.1-4).
Gramaticalmente falando, parece claro que “isto”
está se referindo ao “dia do Senhor” citado
anteriormente. Nesse caso, parece claro que os
eventos propagados (Apostasia e surgimento do
Anticristo) terão que aparecer antes do tal “dia do
Senhor”. Isso não aponta para um Arrebatamento
Pós-Tribulacional. A não ser que:
E se o “dia do Senhor” for a mesma coisa que “a
vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa
reunião com ele”?
Algumas versões trazem “dia de Cristo” e alguns
estudiosos tentam fazer uma distinção entre tal dia e
o Dia do Senhor, a fim de apoiar a ideia do
Arrebatamento Pré.
Vejamos uma explicação clássica sobre o termo.
“A expressão ‘dia de Cristo’ ocorre nos seguintes
trechos: 1Co 1.8; 5.5; 2Coríntios 1.14; Filipenses
1.6,10; 2.16. Algumas versões apresentam ‘dia de
Cristo’, 2Tessalonicenses 2.2, incorretamente, para
‘dia do Senhor’ (Is 2.12; Ap 19.11-21). O ‘dia de Cristo’
está totalmente relacionado à recompensa e à
bênção dos santos na Sua vinda, enquanto o ‘dia do
Senhor’ está ligado ao julgamento. (SCOFIELD, op.
cit., p. 1212)”

* Citado por J. D. Pentecost em sua obra “MANUAL


DE ESCATOLOGIA”
“Scroggie escreve:
Parece que esse acontecimento, referido
freqüentemente como ‘dia de Cristo’, deve ser
diferenciado do ‘dia do Senhor’ de 1 Tessalonicenses
5.2 e de 2 Tessalonicenses 2.2. A última expressão
vem do Antigo Testamento e está relacionada ao
reino universal de Cristo; mas a expressão anterior é
encontrada apenas no Novo Testamento e está
relacionada ao Seu advento para a igreja. (Graham
SCROGGIE, The Lord's return, p. 53-4)”
* Citado por J. D. Pentecost em sua obra “MANUAL
DE ESCATOLOGIA”
Um erro comum e frequente é alguém achar que, se eu
concordo com uma ideia de alguém, obrigatoriamente
tenho que concordar com TODAS as ideias dele.
Ou seja, se sou um Pré-Tribulacionista, tenho que
concordar com todas as intepretações dos Pré-
Tribulacionistas.
Tenho, em minha biblioteca, centenas de livros, de
autores diversos e até contraditórios, cristãos e não
cristãos. Concordo com as ideias de alguns, discordo
de outros, mas uma coisa é muito clara:
NÃO EXISTE UM SÓ LIVRO (EXCETO A BÍBLIA) EM
QUE EU CONCORDE 100% COM O AUTOR.
Existem autores que eu admiro muito, são referenciais
para mim, possuo vários livros seus. Entretanto, todos
possuem certas ideias, teses e interpretações que eu
não aceito de forma nenhuma.
E essa discordância não faz com que eu me
decepcione com o autor (ou autores). Simplesmente
acredito que SÓ DEUS É INFALÍVEL e que todo mundo
está sujeito a cometer erros de lógica e interpretação.
Existem pessoas que idolatram escritores. Aí quando
se deparam com alguma ideia contraditória (e até
chocante) da parte dos tais autores, tomam atitudes
radicais, ou seja: jogam fora todos os seus livros e
prometem não ler mais nada deles.
Quem acompanha os estudos do Arquivo7 desde o inicio
sabe perfeitamente que já defendi certas teses que hoje
considero erradas ou equivocadas.
Especialmente em relação às profecias já expliquei
muitas vezes que a gente compreenderá melhor os
acontecimentos à medida em que nos aproximarmos
deles.
A próxima geração de cristãos estudiosos das profecias
(se o Senhor não voltar antes) saberá muito mais sobre
profecias do que a de hoje, porque estará cada vez mais
próxima do cumprimento delas.
Por isso, mesmo sendo um Pré-Tribulacionista, discordo
de algumas ideias defendidas pelos Pré-Tribulacionistas.
Uma delas é a seguinte:
“E ele fará um pacto firme com muitos
por uma semana [7 anos]; e na metade da
semana fará cessar o sacrifício e a
oblação; e sobre a asa das abominações
virá o assolador; e até a destruição
determinada, a qual será derramada
sobre o assolador.”
(Daniel 9.27)
A ideia popular (propagada por muitos pregadores)
chega a ser absurda: O ANTICRISTO ESTÁ NAS
SOMBRAS, ATÉ A IGREJA DESAPARECER. DE
REPENTE, OS CRISTÃOS SÃO ARREBATADOS. AÍ, O
LÍDER MUNDIAL MOSTRA A CARA
REPENTINAMENTE E MUITOS, AUTOMATICAMENTE,
ACEITAM SE ALIAR COM ELE.
Ora, qualquer acordo entre nações leva dias, meses
(às vezes até anos) para ser consumado. Para que tal
acordo seja aceito, é claro que o Anticristo já deve
ser um líder conhecido mundialmente.
“Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias
e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar
por quarenta e dois meses.”
(Apocalipse 13.5)

“Proferirá palavras contra o Altíssimo, e


consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em
mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão
entregues na mão por um tempo, e tempos, e
metade de um tempo.”
(Daniel 7.25)
Apesar de todo o período da última semana profética de
Daniel (7 anos) ser popularmente chamado de Grande
Tribulação, na verdade, esse famoso e temido dia de
“Angústia para Jacó” durará 3 anos e meio (a última
metade dos 7 anos).
O Anticristo já pode estar em alguma plataforma de
poder muito tempo antes, porém, seu profetizado
domínio de terror não será superior a 3 anos e meio.
O reino dele começará muito pequeno, aparentemente
insignificante (ele é chamado “CHIFRE PEQUENO”, em
Daniel 7 e 8). Mas irá crescer em poder e influência, até
se tornar uma espécie de ditador mundial.
“Quanto aos dez chifres, daquele mesmo
reino se levantarão dez reis; e depois
deles se levantará outro [11º chifre, o
Anticristo], o qual será diferente dos
primeiros, e abaterá a três reis.”
(Daniel 7.24)
Não é o Anticristo que vai formar o reino das 10
nações. Estes já existirão algum tempo antes,
formando alguma coalização ou mercado comum.
Nesse tempo, o Anticristo ainda é um líder pouco
conhecido, de um país ou reino de menor
importância entre as nações, talvez uma espécie de
principado.

PRINCIPADO?
“Um principado é um território governado por um príncipe. É
distinto de um reino, normalmente por ser um microestado,
outras vezes porque não tem soberania total.
No primeiro caso encontram-se Andorra, Liechtenstein e
Mónaco: os três são países localizados na Europa,
reconhecidos como estados (países) soberanos
independentes. Os três são membros plenos da ONU.
Em contraste, os principados de Gales no Reino Unido e de
Astúrias em Espanha não são estados atualmente. Em ambos
os casos, o herdeiro ao trono do país é o príncipe-titular do
principado.”
Fonte: [Link]
“Outra forma possível de principado a ser catalogada,
pela extensão territorial e pelas características políticas,
é o emirado, a exemplo do Kuwait, do Qatar e dos
Emirados Árabes Unidos. Nos dois primeiros, uma única
família governa o país; e no último onde sete famílias
detêm o controle político de cada um dos sete emirados,
sendo eleito dentre os sete emires, um presidente e um
vice-presidente pelo colégio de emires, a cada cinco
anos.”

Fonte: [Link]
“Os dez chifres que viste são dez reis, os
quais ainda não receberam o reino, mas
receberão autoridade, como reis, por uma
hora, juntamente com a besta.”
(Apocalipse 17.12)
Uma leitura apressada pode dar a entender,
erradamente, que as 10 nações ainda não formam um
reino, mas que só serão um reino durante uma hora.
Para provar que esse raciocínio é errado basta somente
aplicar a mesma interpretação à besta, pois o texto diz:
“... mas receberão autoridade, como reis, por uma hora,
juntamente com a besta”.
É claro que o reino da besta não será tão absurdamente
curto. O segredo para a intepretação verdadeira está na
palavra “juntamente”.
Ou seja, a coalizão formada pelos 11 reis (10 + o
Anticristo) é que durará pouco tempo.
“Quanto aos dez chifres, daquele mesmo
reino se levantarão dez reis; e depois
deles se levantará outro [11º chifre, o
Anticristo], o qual será diferente dos
primeiros, e abaterá a três reis.”
(Daniel 7.24)
Num certo momento da História surge um reino, uma
coalização ou coisa parecida, formada por 10 nações.
Algum tempo depois, levanta-se um outro reino, menor,
meio insignificante (chamado na profecia de “CHIFRE
PEQUENO”). De alguma forma este pequeno reino
chama a atenção da coalização dos 10 e todos resolvem
juntar as forças.
“Estes [10 reinos] têm um mesmo intento, e entregarão
o seu poder e autoridade à besta.” (Apocalipse 17.13).
Mas, repentinamente, o 11º chifre prova sua
superioridade e poder ao derrubar 3 dos 10 reinos.
Portanto, a “COALIZÃO DOS ONZE” tem mesmo vida
curta.
“E os dez chifres que viste, e a besta, estes
[Coalizão dos Onze] odiarão a prostituta e a
tornarão desolada e nua, e comerão as suas
carnes, e a queimarão no fogo.”
(Apocalipse 17.16)
“... Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade
forte! pois numa só hora veio o teu julgamento...
... Ai! ai da grande cidade,... porque numa só
hora foram assoladas tantas riquezas... Ai! ai da
grande cidade, ... porque numa só hora foi
assolada.” (Apocalipse 18.10,16,19)
É incrível como o sincronismo profético é perfeito.

1 - A “Coalizão dos Onze” dura somente uma hora;

2 - A Babilônia é destruída pela “Coalizão dos Onze”;

3 - E essa destruição acontece em apenas uma hora.


É fácil encaixar os fatos, difícil mesmo é explicá-los.
Por exemplo: Por que a “Coalizão dos Onze” vai odiar e
destruir a Babilônia?
1 - Apocalipse 18 parece indicar que a cidade de
Babilônia será destruída no final da Grande Tribulação;
2 – Mas Apocalipse 17 diz claramente que a “Coalizão
dos Onze” vai destruir Babilônia;
3 – E está provado que, durante os 3 anos e meio do
governo (de fato) do Anticristo, a “Coalizão dos Onze”
não existe mais – portanto, Babilônia tem que ser
destruída antes.
Como conciliar tais fatos?
Nos capítulos 17 e 18 de Apocalipse, Babilônia é
chamada de “cidade” e também de “prostituta”.
Alguns sugerem que “cidade” é algo literal, um ponto
geográfico, a capital do reino anticristão; já “prostituta”
se refere a algo mais místico, uma entidade ou sistema
religioso.
Na verdade, na antiga Babilônia havia uma cidade e uma
religião com sede nesta cidade.
Uma tese que parece encaixar as peças é:
1 – A “Coalização dos Onze” destrói a RELIGIÃO
BABILÕNICA (a mulher prostituta);
2 – E mais tarde o próprio Deus destrói a CIDADE.
Alguém pode contestar afirmando que as palavras “...
odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e
comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo.”
(Apocalipse 17.16) não tem como se realizar em algo
não-material como uma organização religiosa.
Pode ser. Mas acredito que a profecia nunca se
contradiz, as nossas interpretações é que podem ser
contraditórias.
Como um sistema religioso geralmente possui uma
cidade sede (tipo o catolicismo, no Vaticano), é
perfeitamente possível se provocar uma destruição
literal, matando os líderes responsável por tal
organização religiosa.
Um sistema religioso de grande influência domina o mundo
por um certo período. E nesse espaço de tempo conta até
com o apoio de vários líderes mundiais (10 chifres) e do
próprio Anticristo (ainda como um líder de pouco poder, mas
já popular e influente).
Esse sistema consegue seduzir muitos cristãos (a tal
Apostasia, de 2 Tess 2).
Mas então chega um momento de crise em que o poderoso
sistema religioso é derrubado e o Anticristo revela sua
verdadeira natureza. Aí se encaixa perfeitamente com 2
Tessalonicenses 2.4, quando diz: “... aquele que se opõe e se
levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de
adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus,
apresentando-se como Deus.”
“... a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia
de Satanás com todo o poder e sinais e
prodígios de mentira,...”
(2 Tessalonicenses 2.9)

“E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e


os seus pés como os de urso, e a sua boca como
a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu
trono e grande autoridade.”
(Apocalipse 13.2)
É um fato bem claro nas profecias que o Anticristo terá
“duas caras”, ou seja: Em um determinado momento,
ele mudará drasticamente de atitude, causando uma
crise mundial:
“E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana;
e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a
oblação; e sobre a asa das abominações virá o
assolador;...” (Daniel 9.27);
“Quando, pois, virdes estar no lugar santo a
abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel
(quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia
fujam para os montes;” (Mateus 25.15,16)
Até onde se sabe, nenhum ser humano já foi possuído
pelo próprio Satanás, somente por demônios de vários
tipos. Da mesma forma, nenhum ser humano (exceto
Jesus) já foi possuído pela Divindade na sua essência.
“... porque nele [em Cristo] habita corporalmente toda a
plenitude da Divindade, ...” (Colossenses 2.9)
Agora, se uma pessoa possessa (de demônios) é capaz
de provocar muitos estragos (não preciso citar
evidências disso aqui), imagine alguém tendo em seu
corpo o próprio Satanás?
“Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome
em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.”
(Apocalipse 9.11)
“E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que
sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará.”
(Apocalipse 11.7)
Se a besta sobe do abismo não pode ser simplesmente
um homem.
Satanás em carne humana é um evento terrível, inédito
(até onde se sabe) e que pode muito bem ser o evento
catalizador da Grande Tribulação [isto é, dos últimos 3
anos e meio].
* Mais detalhes sobre essa natureza satânica do Anticristo
iremos abordar futuramente (se Deus quiser), num dos próximos
capítulos da nossa série “C.S.I. Apocalíptico”. Atualmente, esta
série já possui 4 capítulos publicados:
Se a nossa análise dos fatos apresentados for simétrica,
isto é, verdadeira, a conclusão não pode ser outra:
1 – Os 7 anos da última semana de Daniel não
começarão com o Arrebatamento, mas com a assinatura
da misteriosa aliança do Anticristo;
2 – isso implica que o dito cujo já deverá ser bastante
conhecido por boa parte do mundo;
3 – Consequentemente, é bastante possível que os
cristãos da época o conheçam e que, talvez, até tenham
suas suspeitas.
4 – Aí, enquanto o Anticristo vai se tornando mais e
mais popular (não como Anticristo, é claro), de repente
acontece o Arrebatamento.
Nesse raciocínio, mesmo que 2
Tessalonicenses 2 esteja falando do
Arrebatamento, não há nada ali que prove
um Arrebatamento Pós-Tribulacional.
Aliás, na tese que estamos defendendo
aqui, um certo enigma do Apocalipse
pode, finalmente, fazer pleno sentido.
“... para que ninguém pudesse comprar ou
vender, senão aquele que tivesse o sinal,
ou o nome da besta, ou o número do seu
nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem
entendimento, calcule o número da besta;
porque é o número de um homem, e o seu
número é seiscentos e sessenta e seis.”
(Apocalipse 13.18)
Para os cristãos de hoje a expressão “número do seu
nome” não faz nenhum sentido. Mas, para os cristãos
do primeiro século era algo perfeitamente natural, pois
tanto o alfabeto grego quanto o hebraico eram alfa-
numéricos (já citei provas suficientes em vários estudos
do Arquivo7, portanto não preciso repeti-las aqui).
O que se conclui de uma análise preliminar de
Apocalipse 13.18?
1 - Que o NOME do Anticristo, de alguma forma, resulta
em 666;
2 – Que, quem estiver vivo na época e quiser uma prova
(adicional) de que tal político é a besta, basta calcular
seu nome.
1 – Apocalipse foi escrito em grego, uma língua alfa-
numérica;
2 – Entre os antigos herbreus e gregos era comum as
pessoas calcularem nomes, especialmente nomes
próprios (em busca de significados místicos ou
simplesmente por diversão);
3 – É perfeitamente possível que o nome do Anticristo
(quando calculado em grego ou hebraico) tenha o valor
666;
4 – É perfeitamente possível que isso seja considerado
uma espécie de “impressão digital”, para dar aos
cristãos da época, a certeza de que chegou a hora de se
mudarem para o Céu.
Falar da possibilidade de cristãos e o Anticristo estarem
na Terra ao mesmo tempo (num mesmo período) parece
absurdo e é totalmente contrário às muitas pregações
Pré-Tribulacionistas que escutamos por aí.
Por outro lado, tal ideia parece confirmar a tese Midi-
Tribulacionista, pois:
É fato que o Anticristo só assume o poder como tal na
última metade dos 7 anos;
E parece que, até lá, a Igreja ainda está na Terra.
Sim, parece. Mas existem, pelo menos, dois fatores e
princípios bíblicos devastadores contra a tese Midi-
Tribulacionista:
Muitos acontecimentos bíblicos (sempre ligados a
Israel) estão relacionados a datas e tempos
determinados.

- Servidão de Israel no Egito – 400 anos


- (Gn 15.13)
- Cativeiro de Israel na Babilônia – 70 anos
- (Dn 9.2)
- Tempo em que o Messias iria aparecer na terra
para morrer – 483 anos desde a reconstrução de
Jerusalém
- (Daniel 9.24 - 27)
Outros acontecimentos proféticos também envolvendo
datas, mas todos estão relacionados com ISRAEL e não
com a IGREJA.

2.300 tardes e manhãs até a purificação do


Santuário - Daniel 8.14.
1.290 dias até o fim da abominação desoladora –
Daniel 12.11.
1.335 dias de espera até a redenção final –
Daniel 12.12
390 anos para o fim da iniqüidade de Israel; e
40 anos para o fim da iniqüidade de Judá –
Ezequiel 4.4-6.
1.º Quando se trata de Israel, Deus sempre revela os
tempos calculados (400 anos, 70 anos, 490 anos,
etc.);

2.º Quando se trata da Igreja Cristã, não há data


nenhuma, nenhum número. É um mistério. Na verdade,
quando Paulo trata do assunto Igreja, costuma citar a
palavra mistério.
“... e demonstrar a
todos qual seja a
dispensação do
mistério que desde
os séculos esteve
oculto em Deus,
que tudo criou, para
que agora seja
manifestada, por
meio da igreja, aos
principados e
potestades nas
regiões celestes...”
(Efésios 3.9,10)

“Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e


à igreja.” (Efésios 5.32)
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me
ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-
me para proclamar libertação aos cativos, e
restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade
os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do
Senhor.” (Lucas 4.18)
“Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua
descendência ... será afligida por quatrocentos anos.”
(Gênesis 15.13)
“E toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; e
estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.”
(Jeremias 25.11)
“Setenta semanas estão decretadas sobre o teu
povo, e sobre a tua santa cidade,...” (Daniel 9.24)
01 - Daniel 7:25, "Tempo, e tempos,
e metade de um tempo"

02 - Daniel 12:7, "Tempo, tempos, e


metade de um tempo"

03 - Apocalipse 12:14, "Tempo, e


tempos, e metade um tempo"
04 - Apocalipse 11:2, "42 meses"

05 - Apocalipse 13:5, "42 meses"

06 - Apocalipse 11:3 “1260 dias”

07 - Apocalipse 12:6, “1260 dias”


“Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo
[ISRAEL], e sobre a tua santa cidade [JERUSALÉM],
para ... trazer a justiça eterna.” (Daniel 9.24)
As 69 semanas proféticas vão até Cristo, e na
época dEle, a Igreja ainda seria edificada
(Mateus 16.18).
“Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas
quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que
o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois
o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que
agora o detém até que seja afastado;...”
(2 Tessalonicenses 2.5-7)
[Link]

[Link]

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