Metodologia Inovadora para Vestibulares
Metodologia Inovadora para Vestibulares
Ao elaborar o seu material inovador, completo e moderno, o Hexag considerou como principal diferencial sua exclusiva metodologia em período integral,
com aulas e Estudo Orientado (E.O.), e seu plantão de dúvidas personalizado. O material didático é composto por 6 cadernos de aula e 107 livros, totali-
zando uma coleção com 113 exemplares. O conteúdo dos livros é organizado por aulas temáticas. Cada assunto contém uma rica teoria que contempla,
de forma objetiva e transversal, as reais necessidades dos alunos, dispensando qualquer tipo de material alternativo complementar. Para melhorar a
aprendizagem, as aulas possuem seções específicas com determinadas finalidades. A seguir, apresentamos cada seção:
Coordenador-geral
Murilo de Almeida Gonçalves
Editoração eletrônica
Letícia de Brito
Matheus Franco da Silveira
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ISBN
978-85-9542-264-3
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por fim único e exclusivo o ensino. Caso exista algum texto a respeito do qual seja necessária a in-
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SUMÁRIO
BIOLOGIA
ECOLOGIA 5
AULAS 17 E 18: BIOMAS 007
AULAS 19 E 20: BIOMAS AQUÁTICOS 025
AULAS 21 E 22: CICLOS BIOGEOQUÍMICOS 030
AULAS 23 E 24: PROBLEMAS AMBIENTAIS 038
AULAS 25 E 26: TIPOS DE REPRODUÇÃO E CICLOS DE VIDA 057
ZOOLOGIA 67
AULAS 17 E 18: MOLUSCOS 069
AULAS 19 E 20: ANELÍDEOS 078
AULAS 21 E 22: ARTRÓPODES E EQUINODERMOS 085
AULAS 23 E 24: CORDADOS I 097
AULAS 25 E 26: CORDADOS II 105
CITOLOGIA 121
AULAS 17 E 18: MEIOSE E VARIABILIDADE GENÉTICA 123
AULAS 19 E 20: GAMETOGÊNESE 131
AULAS 21 E 22: HISTOLOGIA I 140
AULAS 23 E 24: HISTOLOGIA II 156
AULAS 25 E 26: RESPIRAÇÃO CELULAR E FERMENTAÇÃO 164
MATRIZ DE REFERÊNCIA DO ENEM
Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de
produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade.
Competência 1
H1 Reconhecer características ou propriedades de fenômenos ondulatórios ou oscilatórios, relacionando-os a seus usos em diferentes contextos.
H2 Associar a solução de problemas de comunicação, transporte, saúde ou outro, com o correspondente desenvolvimento científico e tecnológico.
H3 Confrontar interpretações científicas com interpretações baseadas no senso comum, ao longo do tempo ou em diferentes culturas.
Avaliar propostas de intervenção no ambiente, considerando a qualidade da vida humana ou medidas de conservação, recuperação ou utilização
H4
sustentável da biodiversidade.
Associar intervenções que resultam em degradação ou conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações
científico-tecnológicos.
Identificar etapas em processos de obtenção, transformação, utilização ou reciclagem de recursos naturais, energéticos ou matérias-primas, con-
H8
Competência 3
Compreender interações entre organismos e ambiente, em particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhecimentos científicos,
aspectos culturais e características individuais.
Competência 4
H13 Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características dos seres vivos.
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações com o ambiente,
H14
sexualidade, entre outros.
H15 Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de organização dos sistemas biológicos.
H16 Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos
Entender métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e aplicá-los em diferentes contextos.
Competência 5
Relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou biológicas,
H17
como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemáticas ou linguagem simbólica.
H18 Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam.
Avaliar métodos, processos ou procedimentos das ciências naturais que contribuam para diagnosticar ou solucionar problemas de ordem social,
H19
econômica ou ambiental.
Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.
Competência 6
H20 Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partículas, substâncias, objetos ou corpos celestes.
H21 Utilizar leis físicas e (ou) químicas para interpretar processos naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e(ou) do eletromagnetismo.
Compreender fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria em suas manifestações em processos naturais ou tecnológicos,
H22
ou em suas implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais.
Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais,
H23
sociais e/ou econômicas.
Apropriar-se de conhecimentos da química para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.
Competência 7
H24 Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais, substâncias ou transformações químicas.
Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua
H25
obtenção ou produção.
Avaliar implicações sociais, ambientais e/ou econômicas na produção ou no consumo de recursos energéticos ou minerais, identificando transfor-
H26
mações químicas ou de energia envolvidas nesses processos.
H27 Avaliar propostas de intervenção no meio ambiente aplicando conhecimentos químicos, observando riscos ou benefícios.
Apropriar-se de conhecimentos da biologia para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.
Competência 8
Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes ambientes, em
H28
especial em ambientes brasileiros.
Interpretar experimentos ou técnicas que utilizam seres vivos, analisando implicações para o ambiente, a saúde, a produção de alimentos, matérias
H29
primas ou produtos industriais.
Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e a implementação da saúde individual,
H30
coletiva ou do ambiente.
BIOLOGIA
ECOLOGIA
LIVRO
TEÓRICO
INCIDÊNCIA DO TEMA NAS PRINCIPAIS PROVAS
Exige a interpretação de imagens, mapas Costuma trazer questões em que seja ne- Costuma integrar conceitos de ecologia,
e gráficos. Interações ecológicas e teias ali- cessário relacionar conceitos de ecologia como relações ecológicas e problemas
mentares são conceitos recorrentes dentro com problemas ambientais atuais. ambientais, entre si e com diferentes áreas
de ecologia. da Biologia.
Prova com poucas questões de ecologia, Questões que misturam diferentes áreas Problemas ambientais, relações ecológicas Teias alimentares, relações ecológicas e
sendo interação entre os seres vivos (teias da Biologia, com assuntos como sucessão e conceitos básicos de ecologia (popula- problemas ambientais são os principais
alimentares e relações ecológicas) o tema ecológica, problemas ambientais e relações ção, comunidade, ecossistema) são muito assuntos.
mais recorrente. ecológicas. presentes.
Questões interdisciplinares que cobram Questões bastante específicas relacionadas Enfoque em conceitos básicos de ecologia,
conteúdos altamente específicos – cos- a teias alimentares e interações e pirâmides como dinâmica populacional, relações eco-
tumam aparecer conceitos gerais de eco- ecológicas. lógicas e teias alimentares.
logia, assim como pirâmides e relações
ecológicas.
Prova com ênfase em problemas ambien- Com perfil similar à Fuvest e questões Prova com foco em citologia e genética,
tais e relações ecológicas. bem específicas, os temas mais frequen- portanto, as poucas questões sobre ecolo-
tes são problemas ambientais e relações gia são concentradas em relações ecológi-
ecológicas. cas e problemas ambientais.
VOLUME 3
CN
estão a energia radiante recebida na Terra (temperatura), o
índice pluviométrico e as características do solo.
COMPETÊNCIA(s)
8
O conceito de bioma
AULAS HABILIDADE(s)
28 e 30
O conceito de bioma é fundamental para a compre-
ensão da distribuição dos seres vivos no planeta. Se-
VIVENCIANDO
A vegetação apresenta uma grande biodiversidade no planeta. Devido a um gradiente térmico latitudinal produzido
pela incidência de irradiação solar, formaram-se três grandes áreas: os polos, as áreas temperadas e a área equatorial.
Em cada grande área, são encontrados diversos biomas, que se caracterizam por uma fauna e uma flora específicas.
Por meio da caracterização e compreensão da estrutura e do funcionamento dos biomas, pode-se elucidar a distri-
buição geográfica dos seres vivos na Terra.
2.2.1. Tipos de solo e dura somente dois meses. Durante ela, ocorre o dege-
lo da parte superior, expondo uma área rica em matéria
O conhecimento dos solos vem se desenvolvendo bastan-
orgânica, permitindo o crescimento dos seres autótrofos,
te, mas, devido à complexidade da distribuição e classifica-
como as gramíneas, briófitas e líquens, que cobrem exten-
ção dos solos, é ainda controverso. Sabe-se que os quatro
sas áreas. O subsolo fica permanentemente congelado e é
maiores processos, ou regimes pedogênicos, produziram
denominado permafrost.
quatro tipos primários: são aqueles de áreas florestadas
frias (solos podzólicos), floresta tropical úmida (solos A tundra apresenta poucas espécies capazes de suportar
lateríticos), região com arbustos e vegetação herbácea essas condições desfavoráveis. A vegetação é rasteira, com
(calcários) e a região polar (gleização). predominância de espécies herbáceas, arbustivas, briófitas
(como musgos) e líquens. Existem raras plantas lenhosas,
3. Biomas como os salgueiros, que são extremamente baixas e cres-
cem paralelas ao solo. As plantas completam o ciclo de
Os biomas são conjuntos de ecossistemas que interagem
vida num curto espaço de tempo: germinam as sementes,
formando uma unidade paisagística coerente. Cada bioma
crescem, produzem grandes flores (comparadas com o ta-
terrestre se caracteriza pelo tipo vegetal ou estrato domi-
manho das plantas), são polinizadas, fecundadas e frutifi-
nante: árvores (arbóreo), ervas (herbáceo), arbustos (arbus-
cam, dispersando rapidamente as suas sementes.
tivo), formações mistas, etc. Trata-se de uma área geográ-
fica grande e sua existência é controlada pelo macroclima.
Os biomas, assim como os climas correspondentes, não po-
dem ser delimitados com exatidão porque as variações são
graduais. Dessa forma, da tundra para a taiga, por exem-
plo, há uma vegetação arbustiva. Na passagem do campo Fotografias da vegetação presente na tundra. Observe a predominância
para o deserto ou das savanas para a floresta também apa- de espécies de pequeno porte, como gramíneas, briófitas e líquens.
3.1. Tundra
A tundra localiza-se no Círculo Polar Ártico e não ocorre
VOLUME 3
3.5. Savanas
As savanas são definidas como ecossistemas compostos por
estrato herbáceo, muitas vezes contínuo ou compartilhado
com estratos arbustivos e arbóreos, que variam na intensi-
dade de cobertura vegetal. Geralmente, as savanas ocorrem
por influência edáfica (resulta de fatores inerentes do solo)
ou pela ação do fogo e, muitas vezes, decorre de origem an-
trópica. Além desses fatores, o clima pode ser determinante
para o estabelecimento e definição de fisionomias savânicas.
VOLUME 3
3.7. Desertos
VOLUME 3
Venezuela
RR
AP
0° 0°
AM PA
MA CE
RN
PB
PI
PE
AC
AL
-10° RO TO -10°
SE
Peru BA
MT
DF
Bolívia GO
MG
ES
MS
-20° -20°
SP
RJ
OCEANO Paraguai
PA C Í F I C O
Chile PR
SC
OCEANO
ATLÂNTICO
RS
Argentina
-30°
Uruguai -30°
Biomas LIM IT ES
Es tadual
A mazônia
C aatinga
Fronteira Nacional
S is tema
C os teiro-M arinho
Projeção Policônica
Datum S IR GA S 2 0 0 0
M eridiano de R eferência: 5 4 ° W. Gr.
Paralelo de R eferência: 0 °
to do seu território ocupado por florestas alagadas ou de
-80° -70° -60° -50° -40° -30°
várzea, as quais são suscetíveis ao regime de chuvas que
enriquecem o solo durante as enchentes. O rio Amazo-
Distribuição geográfica dos biomas brasileiros
nas, a maior bacia hidrográfica do mundo, cobre
4.1. Floresta Amazônica uma extensão aproximada de 6 milhões de km2 e corta a
região para desaguar no oceano Atlântico, lançando no
O ambiente da floresta Amazônica é quente e úmido,
mar, a cada segundo, cerca de 175 milhões de litros de
possuindo chuvas abundantes e um solo quimicamente
água. Esse número corresponde a 20% da vazão conjun-
pobre em nutrientes. O bioma vive do seu próprio material
ta de todos os rios da Terra. Nessas águas se encontra
VOLUME 3
o nível de umidade devido à presença de uma cadeia cos- espécies, a Mata Atlântica continua sendo devastada.
teira de montanhas que atua como barreira contra o vapor
de água que vem do oceano, permitindo a condensação e
precipitação. Atualmente, é uma das florestas tropicais mais
4.3. Cerrado
Percebe-se que a mata é estratificada: O cerrado é uma savana tropical em que se intercalam pe-
A) estrato superior: com árvores que podem
alcançar até 30 metros de altura;
ríodos bem definidos de seca e de chuvas abundantes. O
B) estrato intermediário: com árvores e cerrado ocupa cerca de 24% do território nacional, sendo o
palmeiras que atingem até 20 metros; segundo maior bioma brasileiro. São 2 milhões de km2 espa-
C) estrato inferior: com pequenas árvores, arbustos e
samambaias que chegam até 5 metros; e
lhados por dez estados.
D) estrato herbáceo: com grande quantidade de
plântulas em crescimento.
Esquema demonstrativo dos tipos de vegetação do bioma Cerrado. Ilustração por José Felipe Ribeiro.
[Link]
-defesa-do-cerrado/
lo de detritos e outros materiais nos leitos de rios e lago- dem contar com as chuvas de verão. Quando não chove,
as) dos cursos de água. A erosão causada pela atividade os habitantes do sertão sofrem muito. Precisam caminhar
mineradora tem sido tão intensa que, em alguns casos, quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularida-
chegou até mesmo a impossibilitar a própria extração do de climática é um dos fatores que mais interfere na vida do
ouro rio abaixo. sertanejo, promovendo um rigoroso controle de natalidade.
a cutia, o gambá, o preá, o veado-catingueiro, o tatu-peba Basicamente, o equilíbrio desse ecossistema depende do
e o sagui-do-nordeste. fluxo de entrada e saída de enchentes que, por sua vez,
está diretamente ligado à pluviosidade regional. As chuvas
VOLUME 3
drilhas de caçadores de couro. uma região plana de vegetação aberta e de pequeno porte,
Foi a partir de 1989 que o risco de um desequilíbrio total do que se estende do Rio Grande do Sul para além das frontei-
ecossistema pantaneiro ficou mais próximo de se tornar uma ras com a Argentina e o Uruguai. De clima temperado do
triste realidade. A razão dessa ameaça é o megaprojeto de tipo subtropical frio, possui as quatro estações definidas.
Criação de gado sob pastoreio; queimadas; plantio de soja e trigo; desertificação; introdução
Campos/Matas 210 mil km2
de espécies arbóreas exóticas (frutíferas de clima temperado); perda de habitats naturais e
de Araucária (área de araucária = 300 mil ha)
extinção de espécies; aprofundamento dos lençóis freáticos.
VOLUME 3
HABILIDADE 28
Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distri-
buição em diferentes ambientes, em especial em ambientes brasileiros.
É de grande interesse do Enem que os alunos conheçam os biomas existentes, principalmente os brasile-
iros, e saibam identificá-los de acordo com a região e o clima correspondentes. Além disso, é preciso saber
o que pode acontecer com esses biomas e com as mudanças climáticas que vêm sendo observadas nos
últimos anos.
MODELO 1
(Enem) No mapa estão representados os biomas brasileiros que, em função de suas características físicas e do
modo de ocupação do território, apresentam problemas ambientais distintos.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A área correspondente ao problema ambiental indicada no mapa é o bioma brasileiro caatinga. Esse bioma
já é naturalmente vulnerável a alterações ambientais, como o aumento da temperatura global. Ainda existe
a remoção da sua vegetação para a produção de carvão mineral, o que agrava ainda mais a sua degradação.
A principal consequência desse conjunto de fatores é a desertificação.
VOLUME 3
RESPOSTA Alternativa A
BIOMAS
FLORESTA FLORESTA
SAVANAS TAIGA
TROPICAL CADUCIFÓLIA
BIOMAS
BRASILEIROS
FLORESTA MATA
PANTANAL MANGUE
AMAZÔNICA ATLÂNTICA
VOLUME 3
CN
não recebe luz.
A temperatura varia muito de acordo com a profundidade
COMPETÊNCIA(s)
dos oceanos. A camada mais aquecida é a superficial, que
3, 6, 7 e 8
também é a mais sujeita às variações das estações do ano.
A salinidade fica em torno de 35 partes por mil e ocorre
AULAS HABILIDADE(s)
10, 12, 18, 27, 28, 29 e 30
uma variação muito grande de sais dissolvidos, predomi-
nando o cloreto de sódio (NaCℓ).
19 E 20
1.1. Divisões das zonas oceânicas
O biociclo marinho possui um domínio bentônico, relati-
vo ao fundo dos mares, e um pelágico, correspondente às
massas de água. Além disso, também pode ser dividido em
três grandes áreas:
§ Águas costeiras – região dividida em duas áreas dis-
tintas, beira-mar e zona litorânea, é também denomi-
nada plataforma continental e abrange uma área com
largura de cerca de 50 km, podendo atingir até 200 m de
1. Biociclo marinho profundidade. Os produtores dessa região são as algas
ou talassociclo e algumas raras espécies de angiospermas. O fundo da
zona litorânea pode ser arenoso, lodoso ou rochoso. Nas
O biociclo marinho é o maior de todos os biociclos. Devido águas costeiras ocorrem os corais, encontrados em águas
claras, limpas e com temperatura acima de 20°C. Eles
à sua extensão, trata-se de um grande ambiente contínuo
estão frequentemente associados com algas vermelhas.
e homogêneo. Por isso, o conceito de bioma não deve ser
aplicado a esses ambientes, que ocupam 3/4 da biosfera. § Mar aberto – trata-se de uma região de difícil adapta-
ção para os seres vivos, uma vez que é a região depen-
Nos mares e oceanos, os fatores abióticos mais importan-
dente das marés. É mais pobre do que a região costeira,
tes são a iluminação e a turbidez da água, a pressão hi- porém certas áreas apresentam correntes de ressur-
drostática, a salinidade e a temperatura. A pressão hidros- gência que movimentam e trazem para a superfície
tática aumenta 1 atmosfera a cada 10 m de profundidade. parte dos nutrientes minerais acumulados no fundo.
A luz vai sendo absorvida pelos seres autótrofos, as algas, Os produtores estão representados pelo fitoplâncton
à medida que penetra na água; assim, as radiações que (diatomáceas e dinoflagelados). Os consumidores são
mais penetram são azul e violeta. Três regiões costumam representados pelos mais diferentes animais nectônicos,
ser dintinguidas no mar em função da presença da luz: desde o plâncton até tubarões, baleias, etc.
Processos físico-químicos, como a ação da água, transformam rochas em grãos. Esse constante trabalho sobre o litoral
VOLUME 3
transforma os relevos em planícies. Processos termodinâmicos, como o calor e o frio, são responsáveis pelo surgimento
de ondas, correntes e marés, o que pode aumentar o processo de erosão. Essa alteração no relevo pode causar mudan-
ças na fauna e flora local e modificar o ecossistema aquático.
Bentos
Considere como exemplo uma lagoa: os produtores das
lagoas são principalmente representados por algas mi-
croscópicas que formam o fitoplâncton (diatomáceas, cia-
nofíceas, dinoflagelados, etc.), com algumas outras plantas
As diferentes comunidades biológicas do biociclo marinho.
26 CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
(geralmente angiospermas) que vivem fixadas no fundo ou 2.2. Águas lóticas ou correntes
são flutuantes. Os consumidores são representados pelo zo-
oplâncton, caracterizado por protozoários, pequenos crustá- As águas lóticas são formadas por água em movimento. Essa
constância de correntes permite um ambiente vertical mais
ceos e outros animais. Além de larvas de peixes, moluscos,
homogêneo em relação ao oxigênio, à temperatura e à taxa
peixes adultos, anfíbios, aves e mamíferos, como ariranhas
de nutrientes, enquanto o tipo e a quantidade do movimento
e lontras. Quando os seres vivos morrem, acumulam-se no
pode determinar as características do ecossistema. Compreen-
fundo da lagoa e são transformados por ação dos decom-
dem os riachos, córregos e rios. Nelas são encontradas três re-
positores (bactérias e fungos).
giões distintas: nascente, curso médio e curso baixo (foz).
O curso superior (ou nascente) é pobre em seres vivos devido à
violência das águas. Nele não ocorre plâncton, podendo ocor-
rer algas fixas ao fundo, larvas de insetos, etc. O curso médio
dos rios é o mais importante, pois é mais lento e apresenta
maior diversificação de vida. O fitoplâncton é representado
por algas verdes, diatomáceas, cianofíceas, etc. Plantas flutu-
antes, como o aguapé e outros vegetais, são encontradas nas
margens. O zooplâncton é representado por microcrustáceos,
larvas de insetos e outros. Observa-se, ainda, riqueza em pei-
xes. Por todos esses aspectos, o curso médio apresenta intenso
intercâmbio com animais terrestres. O curso inferior ou foz (es-
tuário) apresenta grande variação de salinidade (água salobra)
e constitui uma zona de transição com o mar.
De acordo com os nutrientes, podem ser classificados em:
eutróficos (alta produtividade, águas ricas em nutrientes);
mesotróficos (ecossistemas que possuem valores interme-
diários entre um ecossistema eutófrico e oligotrófico); e o oli-
Comunidade biológica de um ecossistema lêntico gotrófico (baixa produtividade, águas pobres em nutrientes).
VIVENCIANDO
O controle da pesca é fundamental para o equilíbrio dos ciclos de vida de certos peixes. O estudo de biomas aquá-
ticos possibilita a compreensão do nicho ecológico desses animais, o que contribui para minimizar interferências e
impactos sobre os ciclos ecológicos do ecossistema.
De acordo com a temperatura, podem ser classificados em: epilímnio (águas superficiais, mais quentes e circulantes, alto
teor de oxigênio); termoclino (águas intermediárias, ocorre variação na taxa de oxigênio e temperatura com a profundida-
de); e hipolímnio (águas inferiores, águas não circulantes, pobres em oxigênio).
VOLUME 3
multimídia: site
[Link]/biologia/ecossistemas-aquaticos/
HABILIDADE 10
Analisar perturbações ambientais, identificando fontes, transporte e/ou destino dos poluentes ou prevendo
efeitos em sistemas naturais, produtivos ou sociais.
Os impactos ambientais causados pela humanidade são constantemente abordados no Enem, uma vez
que podem ter consequências tanto para a vida selvagem como para o homem e suas atividades, trazendo
prejuízos econômicos e sociais. Cabe ao aluno analisar o contexto apresentado para compreender as cau-
sas, como também poder apresentar medidas paliativas ou corretivas para a situação.
HABILIDADE 28
Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distri-
buição em diferentes ambientes, em especial em ambientes brasileiros.
O modo de vida dos organismos abrange diferentes características que determinam o nicho ecológico de
cada espécie. Reconhecer os fatores bióticos e abióticos que influenciam a sobrevivência das espécies, assim
como analisar adequadamente gráficos e tabelas fornecidos na prova, é importante para avaliar os impactos
que poderão ocorrer devido às atividades humanas, como também possibilitar a remediação dos mesmos.
MODELO 1
(Enem) Um estudo caracterizou cinco ambientes aquáticos, nomeados de A a E, em uma região, medindo parâ-
metros físico-químicos de cada um deles, incluindo o pH nos ambientes. O gráfico I representa os valores de pH
dos cinco ambientes. Utilizando o gráfico II, que representa a distribuição estatística de espécies em diferentes
faixas de pH, pode-se esperar um maior número de espécies no ambiente:
a) A. b) B. c) C. d) D. e) E.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A poluição ambiental pode alterar o pH do meio, tornando-o mais ácido ou mais básico, e influenciar
diretamente na sobrevivência de espécies nativas. Assim, a análise desse fator abiótico é de grande im-
portância para a conservação da biodiversidade. Essa questão, no entanto, exige do aluno a leitura correta
e a associação dos dados apresentados em cada um dos gráficos. No gráfico II, observa-se que a sobrevida
das espécies aquáticas é maior entre pH 7 e 8, ou seja, próximo do neutro. No gráfico I, observa-se que
o ambiente aquático D é o único que atende a essa condição, sendo, portanto, o ambiente onde haverá
VOLUME 3
maior número de espécies; os demais, por sua vez, são mais ácidos (B, C e E) ou mais alcalino (A).
RESPOSTA Alternativa D
BIOCICLOS
AQUÁTICOS
MARINHO DULCÍCOLA
(TALASSOCICLO) (LIMNOCICLO)
VOLUME 3
CN
ciclos sedimentares. No primeiro caso, o reservatório
está situado na atmosfera; enquanto que, no segundo, lo-
COMPETÊNCIA(s) caliza-se na crosta terrestre.
3, 6, 7 e 8 As etapas desses ciclos podem ocorrer em um intervalo de
tempo compatível com o tempo de vida dos seres vivos,
AULAS HABILIDADE(s)
9, 12, 19, 27 e 30
ou mesmo levar milhares de anos. A velocidade depende
do tipo de ciclo (sendo o gasoso geralmente mais rápido),
21 E 22 da natureza do elemento químico e de sua relação com os
seres vivos. Além disso, as atividades humanas dos últimos
100 anos acabaram catalisando algumas dessas etapas e
alterando o equilíbrio de outras.
Quando pensamos nos seres vivos, existem alguns ele-
mentos e substâncias especialmente importantes, como os
casos da água, do carbono, do hidrogênio, do oxigênio, do
nitrogênio, do fósforo e do enxofre.
As trocas de materiais nos ciclos se dão segundo vias mais biológicas que se desenvolvem nas camadas superficiais
ou menos circulares. Em cada um desses ciclos, existe um dos continentes.
compartimento que funciona como reservatório do nutrien- O escoamento superficial é responsável (ao lado da res-
te, constituindo um componente bastante grande em rela- surgência de águas infiltradas) pela formação de córregos,
O aquecimento global contribui para a acidez dos oceanos, o que pode levar à morte de corais, já que o gás carbô-
nico, principal gás do efeito estufa e participante dos ciclos do carbono e oxigênio, reage com o esqueleto calcário
desses cnidários. Para compreender essas reações, são necessários conceitos de química. A queima de combustível
fóssil libera CO2 para a atmosfera, que pode entrar em contato com a água e formar o ácido carbônico. Esse ácido
carbônico pode se ionizar na água liberando íons H+ e bicarbonato. A saturação desses íons pode resultar em pro-
blemas para a flora e a fauna marinha.
VOLUME 3
§ Fotossíntese
luz
6CO2 + 6H2O C6H12O6 + 6O2
clorofila
multimídia: vídeo
§ Respiração celular
Fonte: Youtube
Ciclo do carbono C6H12O6 + 6O2 6CO2 + 6H2O + ENERGIA
A biofixação é realizada por microrganismos quimiossintetizantes de vida livre ou em associação com raízes de leguminosas
e promove a incorporação do nitrogênio em compostos orgânicos, permitindo a absorção por parte das plantas e,
posteriormente, pelos consumidores. Dessa forma, é possível absorver o nitrogênio na forma de compostos altamente oxidados,
como amônia, nitrato e nitrito.
VIVENCIANDO
A compreensão dos ciclos biológicos, a exemplo o ciclo do carbono, o qual envolve processos como a respiração
celular e a fotossíntese, pode contribuir para elucidar mecanismos que podem diminuir as consequências do efeito
estufa e indicar maneiras para controlá-lo.
VOLUME 3
HABILIDADE 30
Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e à
implementação da saúde individual, coletiva ou do ambiente.
MODELO 1
(Enem) A modernização da agricultura, também conhecida como Revolução Verde, ficou marcada pela expan-
são da agricultura nacional. No entanto, trouxe consequências como o empobrecimento do solo, o aumento
da erosão e dos custos de produção, entre outras. Atualmente, a preocupação com a agricultura sustentável
tem suscitado práticas como a adubação verde, que consiste na incorporação ao solo de fitomassa de espécies
vegetais distintas, sendo as mais difundidas as leguminosas.
Adaptado de: ANUNCIAÇÃO, G.C.F. Disponível em: [Link]. Acesso em: 20 dez. 2012.
A utilização de leguminosas nessa prática de cultivo visa reduzir a:
a) utilização de agrotóxicos;
b) atividade biológica do solo;
c) necessidade do uso de fertilizantes;
d) decomposição da matéria orgânica;
e) capacidade de armazenamento de água no solo.
ANÁLISE EXPOSITIVA
As espécies vegetais necessitam não somente de sol e água para realização da fotossíntese, como tam-
bém absorvem do solo nutrientes importantes para seu desenvolvimento. Em um ambiente natural, os
ciclos biogeoquímicos se mantêm em equilíbrio; no entanto, as áreas cultivadas tendem a interferir na
microbiota do solo, como também retiram a cobertura vegetal (serapilheira) que alimentam os ciclos dos
nutrientes. Desse modo, para aumentar a produtividade das plantações, deve-se recobrir o solo a fim
de protegê-lo da erosão, além de aumentar a decomposição e, assim, disponibilizar naturalmente mais
nutrientes, reduzindo a necessidade de fertilizantes. A utilização de espécies da família das leguminosas
(feijão, lentilha, ervilha, soja, etc.) garante ainda aumento da fixação de nitrogênio, uma vez que, nas
raízes dessas espécies vegetais, encontram-se bactérias (Rhizobium) que convertem o nitrogênio gasoso
em moléculas nitrogenadas inorgânicas, que serão aproveitadas pelas plantas.
RESPOSTA Alternativa C
VOLUME 3
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
CARBONO OXIGÊNIO
CO2 O2
VEGETAIS ANIMAIS FOTOSSÍNTESE COMBUSTÃO
DECOMPOSITORES RESPIRAÇÃO
AERÓBIO
NO2- NO3-
SOLO /
MAR PO43- ; SO43- (aq.) DECOMPOSITORES
VEGETAÇÃO
SUBSOLO
VOLUME 3
CN
ção ao ambiente através do tempo, variando em função de
sua tecnologia, cultura, religião e desenvolvimento social e
COMPETÊNCIA(s) econômico. Ainda hoje, as relações do ser humano com o
3 ambiente são alteradas em função dessas variáveis, como
em nome de um progresso tecnológico e econômico ou de
AULAS HABILIDADE(s)
8e9
uma “volta à natureza” menos mercadológica.
A tradição cultural desempenha importante papel no pro-
23 E 24 cesso de decisão que define o comportamento dos grupos
sociais humanos com o ambiente. Assim sendo, pode-se
dizer que as diferentes posturas humanas de relação com
o ambiente são tão diversas quanto as tradições culturais
observadas no mundo.
Quando considera-se a estrutura da paisagem em dado
momento, deve-se levar em conta que o planeta é um
grande sistema, no qual todos os seus componentes in-
teragem. Essa interação permite a autorregulação, a recuperação ou mesmo a degradação ambiental. Assim, o processo
de modificação dessa arquitetura é resultante da interação de fatores ambientais, humanos e tecnológicos, que mudam
sucessivamente os diferentes usos da paisagem, alterando os fatores ambientais e retroalimentando o próprio processo
de modificação. Questões Ambientais Globais
VOLUME 3
Mapa com a distribuição global de impactos ambientais causados pelo ser humano
As interferências humanas desordenadas sobre o ambiente podem originar impactos de diversas naturezas. Observe, nas figuras
a seguir, exemplos de impactos socioambientais.
Miséria e Pobreza
Ecologia da paisagem
Degradação − degradação
ambiental e exclusão
ambiental
VIVENCIANDO
Os problemas ambientais acompanham nosso cotidiano. Poluição do ar, degradação do solo, desmatamento e super-
VOLUME 3
população representam enormes ameaças que devem ser sanadas para que o planeta continue sendo um ambiente
para todas as espécies. Compreendendo os conceitos que permeiam os problemas ambientais, podemos criar solu-
ções possíveis para essas situações.
2.2. Alterações química Lembre-se de que os solos tropicais não são, via de regra, fér-
teis e que muitas vezes a biodiversidade que eles sustentam
Aplicar agrotóxicos modifica a química e a fertilidade do está associada a altas e rápidas taxas de degradação de maté-
solo, além de gerar diversos impactos biológicos e de saú- ria orgânica pelos seres decompositores e pela absorção e
de pública. O uso indiscriminado dos defensivos agrícolas incorporação vegetal desses nutrientes. Por isso que o desma-
causa diversos impactos negativos a médio e longo prazo. tamento de áreas florestais como Amazônia e Mata Atlântica
Devido a sua ação erosiva, torna o solo pouco produtivo e não sustentam culturas agrícolas por muito mais do que 4 ou
dependente de produtos químicos. 5 anos, quando ocorre o esgotamento dos nutrientes do solo.
O processo de fertilização ou adubação pode alterar a Outro processo de alteração química é a correção do pH do
composição química do solo, corrigindo-a para melhor aten- solo através da calagem, mantendo-o ótimo para a cultura
der às necessidades da cultura vegetal de interesse. A aplica- desejada e fornecendo cálcio e magnésio para as plantas.
ção continuada e intensiva de fertilizantes concentra vastos Além disso, reduz a disponibilidade de alumínio e aumen-
VOLUME 3
estoques de NPK, o que vai alterar significativamente o ciclo ta a de fósforo. Essa atuação é bastante comum nos solos
do nitrogênio e as taxas de decomposição no solo. Tudo isso tropicais, que muitas vezes são ácidos e tóxicos. A região
exige grandes implementos e mecanização especializada Centro-Oeste, domínio original dos cerrados, apresenta esse
para tornar o solo produtivo novamente, o que nem sempre é problema. As grandes monoculturas de cana-de-açúcar e
viável financeiramente para pequenos e médios agricultores. soja só são possíveis graças à correção do solo.
A indústria pesqueira, atividade econômica bastante impor- Desde a década de 1940, alguns inseticidas do grupo dos
tante para muitas culturas e países, normalmente não respeita organoclorados foram usados extensivamente nas lavouras
diversos pontos das legislações nacional e internacional: es- devido à sua alta eficiência contra diversos insetos. Absor-
pécies permitidas, períodos de reprodução, quantidades má- vido pela pele ou pelos alimentos, o acúmulo de DDT no or-
ximas permitidas, sobrepesca e atuação em águas costeiras. ganismo humano está relacionado com doenças do fígado,
Perda de Biodiversidade - Queimadas como a cirrose e o câncer. O uso indiscriminado e descon-
Observe, a seguir, nas ilustrações, aspectos da perda da bio- trolado do DDT fez com que o leite humano, em algumas
diversidade associada às interferências humanas. regiões dos EUA, chegasse a apresentar mais inseticida do
que o permitido por lei no leite de vaca.
O DDT, além de outros inseticidas e poluentes, possui a
capacidade de se concentrar em organismos. Ostras, por
exemplo, que obtêm alimento por filtração da água, po-
dem acumular quantidades enormes de inseticida em seus
corpos, concentrando-o até cerca de 70 mil vezes. Em
Perda de Biodiversidade - Tráfico
determinados ecossistemas, também é absorvido pelos
Perda de biodiversidade − queimadas
produtores e consumidores primários. Assim, o DDT passa
para os próximos organismos e tende a se concentrar nos
níveis tróficos superiores.
4. Impacto da atividade
humana sobre a atmosfera
O ser humano alterou pela primeira vez a ação local da at-
Perda de Biodiversidade - Desmatamento
mosfera e, portanto, o clima, há 7 ou 9 mil anos, ao mudar
Perda de biodiversidade − tráfico
a face da Terra com a derrubada de florestas, a semeadura
e a irrigação. No entanto, é provável que no decurso deste
século as ações antrópicas tenham intensificado e acelerado
inadvertidamente o ritmo de mudança do clima do globo.
Uma vez que a atmosfera é um sistema contínuo e único,
pode-se concluir que as mudanças são transmissíveis em
VOLUME 3
O efeito de ilhas de calor ocorre devido à elevada taxa de absorção e retenção de calor de superfícies urbanas, à falta de cobertura vegetal que
auxilia na reflexão do calor e aumenta a taxa de transpiração (umidade), à impermeabilização do solo que impede a infiltração e a evaporação,
à presença de construções verticais que prejudicam a circulação do vento e ao acúmulo de gases poluentes que aumentam a temperatura
MODIFICAÇÃO DO CLIMA REGIONAL DE e sua maior fonte emissora são os motores a combustão dos
UMA ÁREA URBANA INDUSTRIALIZADA automóveis. O monóxido de carbono tem a propriedade de se
combinar irreversivelmente com a hemoglobina do sangue,
Composição núcleos de condensação aumenta em 1 000%
atmosférica emissão de gases aumenta em 1 500%
inutilizando-a para o transporte de oxigênio. O indivíduo afe-
radiação solar diminui em 10%
tado por esse gás tem sintomas de asfixia, com aumento dos
temperatura média anual aumenta em 1 oC
ritmos respiratório e cardíaco. A exposição prolongada ao mo-
Temperatura
temperatura
nóxido de carbono pode levar à perda de consciência e à morte.
aumenta em 1,5 oC
mínima invernal
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA (veículos/indústrias)
anual aumenta em 5%
Precipitação Concentração Sintomas em
dias de chuva mínima aumenta em 10%
de CO (ppm) seres humanos
velocidade média diminui em 20%
Vento 10 Nenhum
dias calmos aumenta em 10%
15 Diminuição da capacidade visual
radiação ultravio-
diminui em 30% 60 Dores de cabeça
Outros leta (inverno)
umidade relativa (verão) diminui em 10% 100 Tonturas, fraqueza muscular
parâmetros
neblina (inverno) aumenta em 100% 270 Inconsciência
800 Morte
Gráfico de modificações do clima em uma área urbana
Concentração de CO (ppm)
Qualidade do ar
(média de 8 h)
4.1. Poluição atmosférica Inadequada 15 a 30
Detalhes da formação da chuva ácida a partir de lançamento de NO2 e SO2 de origem antrópica na atmosfera
Nas cidades modernas, há grande quantidade de partículas em suspensão no ar, produzidas principalmente pelo des-
gaste de pneus e freios de automóveis. Pastilhas de freio, por exemplo, liberam partículas de amianto, que podem causar
doenças pulmonares.
Grandes responsáveis pela produção de matéria particulada no ar são as siderúrgicas e as fábricas de cimento, estas últimas
responsáveis pela liberação de partículas de sílica. A sílica, como o amianto, quando particulada no ar, é a causa comprovada
de diversas doenças pulmonares, tais como fibroses e enfisemas.
Para entender melhor como acontece o efeito estufa, é preciso, antes, compreender o que são radiações eletromag-
néticas. Essas ondas têm alguns parâmetros que as definem, como a distância entre duas ondas e o comprimento
de onda. Assim, conceitos de Física facilitam a compreensão de como as ondas são refletidas e absorvidas pela
atmosfera terrestre, levando ao efeito estufa e ao aquecimento global.
EFEITO ESTUFA
Gases Contribuição (%)
dióxido de carbono 61
metano 15
óxido de nitrogênio 4
clorofluorcarboneto 11
outros, inclusive vapor de água 9
Contribuição percentual dos principais gases do efeito estufa
Esses compostos gasosos são capazes de absorver radiação na frequência do infravermelho, aprisionando calor na atmosfera. Apesar
de a maior parte da radiação solar que atinge o solo ser refletida pelas nuvens e pela superfície terrestre, a outra parte é absorvida e
reirradiada na forma de radiação infravermelha − inclusive de volta para a superfície terrestre, que se aquece.
desses
retém
Esse
Assim, o efeito estufa é um processo natural e permite a sobrevivência da vida terrestre, mantendo as temperaturas estáveis e garan-
tindo que a maior parte da água permaneça em estado líquido. Porém, as atividades humanas contribuem para o rápido aumento das
taxas de emissão e concentração de GEE na atmosfera, ampliando os impactos do efeito estufa e ocasionando o aquecimento global.
O determinante fundamental do clima é a entrada de radiação solar que impulsiona os mecanismos da atmosfera. Os elementos
de clima, temperatura, pressão, vento e precipitação podem ser considerados efeitos secundários da diferença de aquecimento
da atmosfera e da superfície. Portanto, mudanças na refletividade da superfície da Terra (albedo) alteram o aquecimento da
VOLUME 3
atmosfera inferior.
A quantidade de gás carbônico, um dos principais causadores do efeito estufa, vem aumentando significativamente na
atmosfera desde a Revolução Industrial, quando o ser humano começou a empregar a queima de combustíveis (carvão e pe-
tróleo) em larga escala, a fim de produzir energia. Com isso, a concentração de gás carbônico no ar se elevou nesses últimos
100 anos, de 0,029% para quase 0,04% da composição atmosférica, o que corresponde a um aumento da ordem de 38%.
O efeito estufa vem despertando polêmicas. As imagens efeito estufa. Além disso, se o gelo derreter em proporções
de impacto mostram desertos se expandindo, cidades cos- consideráveis, isso provocaria outras distorções na circula-
teiras inundadas e grandes alterações climáticas. Supõe-se ção atmosférica e nos padrões do equilíbrio térmico.
que a tendência natural para o resfriamento no clima mun-
dial desde a década de 1950 já foi [Link] cientistas 4.4. Camada de ozônio
acreditam que, se os gases que provocam o efeito estufa A camada de ozônio, também chamada de ozonosfera,
continuarem a se acumular na atmosfera, devemos esperar
é uma das camadas de nossa atmosfera, que está localiza-
uma elevação de até 4 °C na temperatura média mundial
da a cerca de 50 km da superfície do planeta. É constituída,
nos próximos 50 anos.
basicamente, de ozônio (O3).
Esse elemento é formado a partir da ação fotoquímica dos
raios ultravioleta sobre as moléculas de oxigênio. Devido ao
consumo da radiação ultravioleta A e B (UVA e UVB), a
camada funciona como um “filtro”, impedindo que essas ra-
diações mutagênicas e, portanto, cancerígenas, sobretu-
do para a pele humana, consigam atingir a superfície terrestre.
O2 + 1 + ultravioleta → O3
2O2
§ Tratamento preliminar − tem a finalidade de remover características físico-químicas das águas residuárias. Tam-
sólidos grosseiros e é aplicado normalmente a qualquer bém utilizado para a remoção de sólidos em suspensão de
tipo de água residuária. Consiste de grade, peneiras, cai- efluentes de natureza orgânica. Consiste em coagulação/
xas de areia, caixas de retenção de óleos e graxas. floculação, precipitação química, oxidação, neutralização.
§ Tratamento primário − sistemas de tratamento de
águas residuárias de natureza orgânica, muito embora 5.4. Saneamento básico
seja utilizado para qualquer tipo de despejo. Tem a finali- O saneamento básico é um dos objetivos da área da saú-
dade de remover resíduos finos dos efluentes. Consiste de de pública, que lida com o controle ambiental, com a
tanques de flotação, decantadores, fossas sépticas, flocu- prevenção e o combate a doenças infectocontagiosas. As
lação/decantação. atividades sanitárias incluem o processamento e a distribui-
§ Tratamento secundário − é utilizado para a depuração ção de alimentos, no intuito de prevenir a contaminação
de águas residuárias através de processo biológico e tem dos produtos alimentícios durante os diversos estágios de
a finalidade de reduzir o teor de matéria orgânica solúvel manipulação. O sanitarismo supervisiona igualmente o tra-
nos despejos. Consiste de lodos ativados e suas variações, tamento de água potável e de esgotos, visando ao combate
filtros biológicos, lagoas aeradas, lagoas de estabilização, a bactérias, vírus, etc, e procurando reduzir os despejos de
digestor anaeróbico e fluxo ascendente e sistemas de dis- dejetos sólidos e produtos químicos nos rios, lagos e outros
posição no solo. recursos hídricos (de que se serve a população).
§ Tratamento terciário − é um estágio avançado de tra- As autoridades sanitárias são responsáveis ainda pelo con-
tamento de águas residuárias e visa à remoção de subs- trole ou erradicação de agentes transmissores de doenças,
tâncias não eliminadas a níveis desejados nos tratamentos como insetos e roedores, bem como o esclarecimento da
anteriores, como nutrientes, micro-organismos patogêni- população sobre a adoção de medidas sanitárias básicas.
cos, substâncias que causam cor nas águas, etc. Consiste
em lagoas e maturação, cloração, ozonização, filtros de 5.5. Eutrofização
carvão ativo, precipitação química em alguns casos.
Quando um corpo de água recebe uma grande quantida-
§ Tratamento de lodos − utilizado para todos os tipos de de de efluentes com matéria orgânica, dizemos que ele foi
lodos, visa à sua desidratação ou adequação para dispo- eutrofizado − alimentado. Efluentes são resíduos líquidos
sição final. Consiste de leitos de secagem, centrífugas, fil- de atividades de origem humana, sobretudo domésticos e
tros-prensa, filtros a vácuo, digestão aeróbia ou anaeróbia,
VOLUME 3
industriais.
incineração, disposição no solo. A drenagem de fertilizantes e o lançamento de outros
§ Tratamento físico-químico − basicamente utilizado efluentes eleva a quantidade de matéria orgânica, em espe-
para as águas residuárias de natureza inorgânica, visa à cial de compostos ricos em nitrogênio e fósforo, o que esti-
remoção de sólidos em todas as formas e à alteração das mula a absorção de nutrientes pelas algas e o consequente
solo, resíduos, no menor espaço possível, sem causar plos as garrafas não retornáveis de cervejas e outras be-
danos ao meio ambiente ou à saúde pública. Essa técni- bidas, que podem ser separadas do lixo e encaminhadas
ca consiste basicamente na compactação dos resíduos à indústria de fabricação de vidro, onde são utilizadas
no solo, na forma de camadas que são periodicamente como matéria-prima no processo, gerando novos pro-
cobertas com terra ou outro material inerte. Apesar de dutos de vidro.
HABILIDADE 9
Compreender o significado e a importância da água e de seu ciclo para a manutenção da vida, em sua rela-
ção com condições socioambientais, sabendo quantificar variações de temperatura e mudanças de fase em
processos naturais e de intervenção humana.
A água é de suma importância para vida, servindo como meio para realização das reações metabólicas de
todos os organismos, como também atua como habitat de diferentes espécies, seja quando está em estado
líquido ou sólido. Sendo assim, a cobrança desse assunto nas provas do Enem pode apresentar diferentes
abordagens, exigindo que o aluno saiba fazer uma análise crítica do ciclo hidrológico e dos impactos cau-
sados devido a sua alteração.
MODELO 1
(Enem) Nos últimos 50 anos, as temperaturas de inverno na península Antártica subiram quase 6 °C. Ao con-
trário do esperado, o aquecimento tem aumentado a precipitação de neve. Isso ocorre porque o gelo marinho,
que forma um manto impermeável sobre o oceano, está derretendo devido à elevação de temperatura, o que
permite que mais umidade escape para a atmosfera. Essa umidade cai na forma de neve.
Logo depois de chegar a essa região, certa espécie de pinguins precisa de solos nus para construir seus ninhos
de pedregulhos. Se a neve não derrete a tempo, eles põem seus ovos sobre ela. Quando a neve finalmente
derrete, os ovos se encharcam de água e goram.
Adaptado de: Scientific American Brasil, ano 2, n. 21, 2004, p. 80.
ANÁLISE EXPOSITIVA
O aquecimento global é um dos problemas ambientais mais em pauta atualmente, devido a sua amplitude
geográfica e diversidade de impactos em ambientes naturais ou diretamente nas atividades humanas. O au-
mento da temperatura no planeta impacta diretamente o ciclo da água, que, em ambientes polares, causará
a redução de habitats com o derretimento das calotas e outras consequências indiretas que afetarão o ciclo
de vida dos animais nesses ambientes, dificultando a alimentação e reprodução, como no caso descrito no
texto de apoio.
RESPOSTA Alternativa E
VOLUME 3
PROBLEMAS AMBIENTAIS
POLUIÇÃO DA ATMOSFERA
DESMATAMENTO
• PERDA DA BIODIVERSIDADE
• ASSOREAMENTO DE RIOS
• DESERTIFICAÇÃO
CN
material genético ou a intervenção de células especializadas
(gametas). Desse modo, não há fecundação e, consequente-
COMPETÊNCIA(s)
mente, não ocorre formação do zigoto.
4e8 Nesse tipo de reprodução, os descendentes desenvolvem-se
a partir de uma célula ou de um conjunto de células do pro-
AULAS HABILIDADE(s)
13, 16 e 28
genitor. Logo, a partir de um só organismo podem formar-se
numerosos indivíduos geneticamente idênticos, os chamados
B - Planária
A - Estrela-do-mar
Figura 1 Figura 2
Fragmentação em estrelas-do-mar e planárias
Processo de divisão binária bacteriana
2.4. Gemulação
Na gemulação ou gemiparidade, há a formação de
expansões, chamadas gomos ou gemas, na superfície da
Figura 1 Figura 2
célula ou do indivíduo que, ao separarem-se, dão origem
a novos organismos, geralmente de menor tamanho que o
Cissiparidade em protozoários do gênero Paramecium
progenitor. Ocorre em seres unicelulares, como as leveduras
(tipo de fungo), e pluricelulares, como a esponja e a hidra.
2.2. Divisão mútipla
A divisão múltipla, também denominada pluriparti-
ção ou esquizogonia, ocorre em organismos eucariontes
unicelulares, como protozoários. Nesse tipo de reprodução
assexuada, o núcleo também se denomina de pluripar-
tição ou esquizogonia. Na divisão múltipla, o núcleo
da célula-mãe divide-se em vários núcleos. Depois, cada
núcleo rodeia-se de uma porção de citoplasma e de uma
membrana, dando origem às células-filhas, que são liberta-
das quando a membrana da célula-mãe se rompe.
que vários indivíduos são obtidos a partir da regeneração gão em abelhas, mas essa reprodução assexuada está pre-
de fragmentos de um organismo progenitor. Ocorre em al- sente também em outros invertebrados (como pulgões e
gas, plantas e animais invertebrados, como alguns equino- dáfnias), plantas e em alguma espécies de peixes, anfíbios
dermos e platelmintos. e répteis.
2.6. Esporulação
Consiste na formação de novos seres vivos a partir de cé-
lulas especiais denominadas esporos, as quais possuem
uma camada protetora espessa e resistente a ambientes
desfavoráveis. A esporulação ocorre em bactérias, algas,
plantas (como a samambaia representada na figura A) e
fungos (figura B). A esporulação é um processo de repro- Foto de um rizoma. Observe como em determinados pontos
é possível formar raízes, ramos aéreos e folhas.
dução comum em pteridófitas (figura A).
Esporos
§ Tubérculos: os tubérculos são caules subterrâneos vo-
Esporângio lumosos e ricos em substâncias de reserva, sendo a ba-
Hifas
tata um dos mais conhecidos. Os tubérculos possuem
Micélio
Enxerto
garfo
Ráfia
multimídia: site
[Link]/conteudos/embriologia/reprodu-
[Link]
[Link]/conteudos/embriologia/repro-
[Link] Na enxertia por encosto, os ramos descascados de duas
plantas são unidos. Após a cicatrização, corta-se os ramos
de forma que a nova planta é constituída pelo sistema
radicular e tronco do cavalo e pelos ramos do cavaleiro.
§ Mergulhia: esse tipo de multiplicação vegetativa con-
siste em dobrar um ramo da planta-mãe até enterrá-lo
no solo. A parte enterrada irá ganhar raízes e, enraiza-
da, pode separar-se da planta-mãe, obtendo-se, assim,
uma planta independente.
VOLUME 3
§ Enxertia: consiste na junção das superfícies cortadas Na enxertia por borbulha, a planta receptora é cortada
em forma de T para receber o enxerto, constituído por um
de duas partes de plantas diferentes. As plantas uti-
pedaço de casca contendo um gomo da planta doadora.
lizadas são da mesma espécie, ou de espécies muito
Uma das mais fascinantes questões da Biologia evolutiva envolve as razões da manutenção da reprodução sexuada entre os
seres vivos. Esse processo está associado a um elevado dispêndio energético (disputas territoriais e acasalamentos) e expõe os
indivíduos a uma série de riscos, como predação, parasitismo e ferimentos causados em disputas por parceiros.
A reprodução é o mecanismo que garante a transmissão das características genéticas de um indivíduo para a sua prole.
Os organismos mais adaptados ao ambiente têm maior sucesso reprodutivo e, com o passar do tempo, os genes que
conferem essa vantagem evolutiva aos seus portadores tornam-se mais representados na população.
Algumas fêmeas fazem “seleção sexual” dos machos mais aptos para se reproduzirem a partir de características como
plumagem, coloração e uma série de comportamentos exibidos pelos machos durante o período de acasalamento. Essas
características, contudo, tornam esses indivíduos mais vulneráveis a predadores. Esse risco também é elevado durante o
período em que as fêmeas ou o casal têm de cuidar da sua prole.
Portanto, se existem tantos riscos e gastos energéticos envolvidos com a reprodução sexuada, por que motivo os
seres vivos não passam a reproduzirem-se assexuadamente como as bactérias e outros organismos primitivos?
Os processos de formação de gametas e a fecundação, que ocorrem na reprodução sexuada, promovem a variabi-
lidade genética das populações, justificando a opção por esse tipo de estratégia. A presença de populações geneti-
camente heterogêneas é um fator chave para a sobrevivência a longo prazo das espécies do nosso planeta. Quanto
mais cópias diferentes dos seus genes uma espécie possuir, mais apta estará para enfrentar mudanças ambientais
e novas pressões seletivas, evitando, por mais tempo, a sua extinção.
Os tipos de ciclo de vida sexuados, portanto, podem ser organizados de acordo com o tipo de meiose realizada e com a ploidia
dos indivíduos adultos. Assim, antes de entender os diferentes tipos de ciclo sexuado retomaremos o conteúdo de meiose.
VIVENCIANDO
As bactérias podem se reproduzir tanto sexuada (conjugação, transdução, transformação) quanto assexuadamente
(bipartição) e, assim, passar os genes de resistência para as próximas gerações. Com a compreensão da reprodução,
bacteriana foi possível entender melhor a resistência bacteriana, bem como os possíveis mecanismos para o controle
VOLUME 3
desse parasita.
Um cromossoma de cada
+
DIPLOBIONTE + HAPLOBIONTE
Zigoto
Fecundação
HAPLOIDIPLOBIONTE
+
2n
Fecundação Zigoto
2n Fecundação Fecundação Zigoto
+ Zigoto
2n +
+
Organismo 2n
2n adulto (n)
2n 2n organismo
Mitose 2n
adulto (2n)
organismo
2n
adulto (2n)
2n
b) Oogamia – quando os gametas diferem na forma A variabilidade genética dos indivíduos de uma popu-
e no modo de locomoção, sendo um pequeno e lação contribui para o seu sucesso evolutivo, uma vez que,
móvel e o outro grande e com mobilidade reduzida. num ambiente em mudança, pelo menos alguns dos mem-
Mecanismo comum nas plantas e nos animais. bros da população estarão aptos a sobreviver.
Para calcular o número de indivíduos de populações que têm uma taxa de reprodução alta, podem-se utilizar fórmu-
las matemáticas para prever o tamanho dessa população ao longo do tempo. Acompanhar o crescimento de uma
população é importante para monitorar espécies que estão em processos de extinção.
VOLUME 3
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
A reprodução é um processo essencial para a manutenção das espécies e, portanto, é importante que o
aluno conheça os modos distintos de proliferação das populações dos diferentes organismos e as van-
tagens e desvantagens que cada um desses processos pode apresentar. A partir disso, é possível, por
exemplo, compreender o desenvolvimento de diferentes doenças e propor medidas preventivas e corretivas
para as mesmas.
MODELO 1
(Enem) O uso prolongado de lentes de contato, sobretudo durante a noite, aliado a condições precárias de higiene,
representa fatores de risco para o aparecimento de uma infecção denominada ceratite microbiana, que causa
ulceração inflamatória da córnea. Para interromper o processo da doença, é necessário tratamento antibiótico.
De modo geral, os fatores de risco provocam a diminuição da oxigenação corneana e determinam mudanças
no seu metabolismo, de um estado aeróbico para anaeróbico.
Como decorrência, observa-se a diminuição no número e na velocidade de mitoses do epitélio, o que predispõe
ao aparecimento de defeitos epiteliais e à invasão bacteriana.
Adaptado de: CRESTA. F. Lente de contato e infecção ocular.
Revista Sinopse de Oftalmologia. São Paulo: Moreira Jr., n. 04. 2002.
A instalação das bactérias e o avanço do processo infeccioso na córnea estão relacionados a algumas carac-
terísticas gerais desses microrganismos, tais como:
a) a grande capacidade de adaptação, considerando as constantes mudanças no ambiente em que se re-
produzem, e o processo aeróbico como a melhor opção desses microrganismos para a obtenção de energia;
b) a grande capacidade de sofrer mutações, aumentando a probabilidade do aparecimento de formas resis-
tentes, e o processo anaeróbico da fermentação como a principal via de obtenção de energia;
c) a diversidade morfológica entre as bactérias, aumentando a variedade de tipos de agente infeccioso, e a
nutrição heterotrófica como forma de esses microrganismos obterem matéria-prima e energia;
d) o alto poder de reprodução, aumentando a variabilidade genética dos milhares de indivíduos, e a nutrição
heterotrófica como única forma de obtenção de matéria-prima e energia desses microrganismos;
e) o alto poder de reprodução, originando milhares de descendentes geneticamente idênticos entre si, e a
diversidade metabólica, considerando processos aeróbicos e anaeróbicos para a obtenção de energia.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A utilização inadequada de lentes de contato reduz as trocas gasosas no local, danificando as fun-
ções normais do epitélio ocular, já que suas células necessitam de um ambiente aeróbico para se
manterem íntegras. Desse modo, se favorece também o desenvolvimento bacteriano no local. As
bactérias são microrganismos unicelulares, cujo metabolismo pode ser aeróbico ou anaeróbico, e
realizam reprodução assexuada por bipartição. Esse processo tem como vantagem permitir a rápida
proliferação da população, ainda que como consequência os descendentes sejam geneticamente
idênticos entre si, podendo ser uma característica desvantajosa em caso de alteração ambiental.
VOLUME 3
RESPOSTA Alternativa E
TIPOS DE REPRODUÇÃO
E CICLOS DE VIDA
TIPOS
• NÃO DEPENDE
DE PARCEIRO NÃO GERA VARIABILIDADE
• RÁPIDO CRESCIMENTO • BIPARTIÇÃO GENÉTICA
POPULACIONAL • DIVISÃO MÚLTIPLA
• GEMULAÇÃO
• ESPORULAÇÃO
• FRAGMENTAÇÃO
• PARTENOGÊNESE
• MULTIPLICAÇÃO VEGETATIVA
CICLOS
VARIABILIDADE REPRODUTIVOS
ELEVADO CUSTO
GENÉTICA
ENERGÉTICO
(MEIOSE E FECUNDAÇÃO)
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VOLUME 3
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ZOOLOGIA
LIVRO
TEÓRICO
INCIDÊNCIA DO TEMA NAS PRINCIPAIS PROVAS
É generalista com relação às características As questões dissertativas cobram mais É importante conhecer bem as principais
dos seres vivos, não aborda grupos especí- especificamente as doenças causadas por características animais para reconhecer
ficos, opta por comparar um vasto número vermes, bem como anatomia de invertebra- com facilidade as semelhanças e diferenças
de grupos. Além de seu caráter interdiscipli- dos, vetores e agentes etiológicos. entre os filos.
nar, é evidente a presença de questões que
dialogam com situações cotidianas.
É direcionada a teorias evolutivas, embrio- Possui caráter essencialmente comparativo Com poucas questões de Biologia, cobra A Santa Casa cobra conhecimentos relacio-
logia e taxonomia dos seres vivos. e questões que misturam diferentes áreas conhecimento acerca da anatomia com- nados a verminoses comuns no Brasil, além
da Biologia. Há presença de assuntos como parada dos filos animais e da classificação de embriologia e anatomia comparada dos
diversidade de seres vivos e comparação dos seres vivos. animais.
entre os reinos e entre os filos animais.
É uma prova com questões interdisciplina- Possui questões com alto nível de especi- Apresenta questões com enfoque em ana-
res e conteúdo específico, sendo importan- ficidade, que abordam doenças causadas tomia comparada.
te reconhecer características dos animais e por vermes e anatomia comparada dos
saber comparar os diferentes filos. diferentes filos animais.
A prova tende a cobrar questões quanto Os temas de maior recorrência dentro da É essencial saber interpretar cladogramas,
às relações evolutivas, taxonomia e ver- Zoologia são características exclusivas e além de saber classificar e diferenciar os
minoses. diferenças entre os filos animais. seres vivos.
VOLUME 3
CN
bem nítida nos caramujos e polvos, mas não é diferenciada
nas ostras. O pé é uma massa musculosa e ventral que se
COMPETÊNCIA(s) constitui num órgão locomotor, fixador e cavador, também
4e8 servindo de base para a classificação dos moluscos. A mas-
sa visceral contém os órgãos e pode ser protegida por um
AULAS HABILIDADE(s)
13, 15, 16 e 28
exoesqueleto, a concha. A maioria dos moluscos tem vida
aquática, com grande distribuição marinha; alguns cara-
17 E 18 mujos levam vida inteiramente terrestre. O filo apresenta
sete classes, sendo que as principais são: Gastropoda (ex.:
caramujos), Bivalvia (ex.: ostras), Cephalopoda (ex.: lulas),
Scaphopoda (ex.: dentálios) e Polyplacophora (ex.: quítons).
Observe na imagem a diversidade de tipos morfológicos
existente entre os moluscos:
1. Moluscos -- o surgimento do
celoma e do sistema circulatório
Os moluscos compõem um dos filos mais abundantes em
número de espécies, com 50 mil espécies descritas. Apre-
sentam amplo registro fóssil, principalmente devido à pre-
sença de concha mineral, indicando que o seu surgimento
é antigo. Do ponto de vista evolutivo, lembre-se de que já Exemplo da biodiversidade de moluscos
apareceram sistemas digestivo, respiratório e nervoso. Nes-
ses animais, no desenvolvimento embrionário, surge uma
cavidade totalmente revestida por mesoderme, o celoma.
Acredita-se que o celoma representa uma ampliação do
espaço dentro do animal, o que permitiu o desenvolvimen-
to e o alojamento de mais órgãos e sistemas.
Acelomado Pseudocelomado Celomado
multimídia: vídeo
Fonte: Youtube
Moluscos - O que são? Quem são?
fonte: [Link]
4. Pelecípodes -- os bivalves
Partícula
Camadas nacaradas
estranha
envolvem a
Manto
partícula estranha
Entre espécies dulcícolas e marinhas, os bivalves são represen-
tados pelas ostras e pelos mexilhões e apresentam cabeça di-
ferenciada ou ausente, com um pé e massa visceral protegidas
por uma concha formada por duas valvas que se unem dorsal-
mente, através de um ligamento elástico, à charneira. As valvas
se mantêm fechadas por fortes músculos. Pérola
Esquema de formação de pérolas
O pé é um órgão musculoso, retrátil, em forma de quilha ou fonte: [Link]
machado, servindo para ancorar o animal na areia. A maioria
deixa de se locomover depois da fixação em algum substrato. 5. Cefalópodes
Esses animais filtram o alimento puxando água com um sifão
Representados por polvos, lulas e nautilus, os cefalópodes
inalante e eliminam os detritos por um sifão exalante. As partí-
constituem um grupo especializado e muito mais complexo
culas são capturadas e o oxigênio é trocado. Observe a seguir
do que os demais moluscos. Além disso, apresentam repre-
os aspectos morfológicos de um bivalve inteiro e de sua ana-
sentantes que são os maiores invertebrados, como a lula
tomia interna:
Sifão exalante
gigante, que pode chegar a 16 metros. Eles são exclusi-
Charneira
Chameira vamente marinhos e possuem cabeça diferenciada, massa
visceral alongada e pé transformado em tentáculos habili-
dosos e braços que envolvem a cabeça. A concha é redu-
VOLUME 3
Sépia Polvo
VIVENCIANDO
A classe dos cefalópodes, na qual estão incluídos polvos e lulas, é muito utilizada na culinária. Em termos de sabor, a
lula e o polvo são bem similares. O polvo possui uma carne macia que, geralmente, é servida com grelhados. A lula,
por sua vez, tem mais elasticidade e pode ser usada em saladas e ensopados.
Muito popular no Japão, o polvo ainda é pouco comum na culinária do Brasil. No entanto, por apresentar uma carne
macia, de textura elástica e bastante saborosa, tem crescido sua procura. Normalmente ele compõe pratos da culinária
japonesa – presente em sushis, sashimis e temakis – e chinesa, além de outras refeições. Ele oferece benefícios à saúde,
em especial no combate ao colesterol alto e a doenças cardíacas, por conter ômega-3. Pesquisadores da Universidade Es-
tadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) constataram que o polvo é um alimento de alto valor nutritivo e biológico por ser de
fácil digestão, rico em vitaminas A e B, tendo baixo índice de gordura e colesterol, quando comparado a outros mariscos.
Fonte: <[Link]/forca-do-polvo-no-mercado>
manto
molusco na areia. pé
gânglio pedioso e
Da abertura da concha sai uma série de tentáculos que fun- junto o estatocisto manto
ânus
cavidade paleal
concha
cionam como órgãos táteis e adesivos para a apreensão de cavidade paleal
alimento. Em geral, medem cerca de sete centímetros, mas Anatomia interna de escafópodes
Olho
Coração
bránquial
Bránqueas
Cavidade do manto
Saco de tinta
Ânus Radula
Sifão
Exemplar de escafópodes
7. Poliplacóforos
Os quítons apresentam oito placas calcárias no dorso,
em vez de uma concha única, e são muito adaptados a
sobreviverem em regiões que recebem impacto de ondas,
pois são achatados e aderem fortemente às rochas. Eles multimídia: vídeo
representam a linhagem de moluscos mais próxima dos
seus ancestrais. Fonte: Youtube
Bivalve: Mexilhões, Ostras, Amêijoas...
9. Digestão
O sistema digestório é completo e compreende boca, farin-
ge, esôfago, estômago, intestino e ânus. A faringe ou cavi-
dade bucal apresenta, inferiormente, a rádula, uma placa
recoberta por dentículos quitinosos utilizada para raspar o
alimento. Ostras e mexilhões são filtradores, retendo nas
brânquias algas microscópicas, protozoários e bactérias
Quíton usados como alimento. Os não filtradores, como caracóis,
fonte: [Link] polvos e lulas, são herbívoros ou carnívoros.
A rádula, estrutura raspadora ausente nos filtradores, é
8. Fisiologia: tegumento projetada para frente e retraída para trás graças a múscu-
los protatores e retratores, respectivamente. Observe a
e esqueleto seguir a anatomia do sistema digestivo:
O tegumento é formado por um epitélio simples, às ve-
Saco radular Odontóforo
zes ciliado e contendo grande número de células muco- Esôfago Glândula salivar
univalve, ou seja, formada por uma só peça; ostras e Anatomia do sistema digestivo, com destaque da rádula
VOLUME 3
Gânglios
cerebrais
11. Circulação
Possuem sistema circulatório lacunar ou aberto, com o Gânglios
Gânglios viscerais
coração situado dorsalmente no interior de uma cavidade bucais
Gânglios pedais
pericárdica. O sangue sai do coração e passa pelas arté-
Anatomia interna do sistema nervoso
rias, que terminam em hemóceles, das quais é coletado por
fonte: [Link]
veias e volta ao coração. Apenas nos cefalópodes o sistema
circulatório é fechado. Observe a seguir a ilustração de um
sistema aberto: 14. Reprodução
Em geral, os moluscos são unissexuados (dioicos), com al-
guns casos de hermafroditismo, como é o caso do caracol de
jardim. Nas espécies terrestres e nos cefalópodes, a fecunda-
ção é interna com cópula (primeira figura), sendo o desenvol-
vimento direto a partir de postura de ovos (segunda figura).
Nos demais, a fecundação é externa e o desenvolvimento
indireto, por meio de larvas ciliadas denominadas trocóforas.
12. Excreção
O sistema excretor é formado por um órgão especiali- fonte: [Link]
zado, com dois pares de metanefrídeos que têm aspecto [Link]
A aplicação de conceitos físicos é fundamental na compreensão do movimento do polvo por meio da propulsão
a jato. “A propulsão é o movimento criado a partir de uma força que dá impulso. A propulsão pode ser criada em
qualquer ato de impelir para frente ou dar impulso. No corpo humano, os ossos e músculos devem estar em harmo-
nia, para conseguir criar propulsão para andar, correr e se movimentar.” Essa definição mostra claramente o conceito
da terceira lei de Newton, ou princípio de ação e reação, que diz que “toda força é resultado da interação física de
dois corpos distintos, ou mesmo partes distintas de um mesmo corpo. Ou seja, quando um corpo A aplica uma força
sobre um corpo B, recebe deste uma força de mesma intensidade e mesma direção, porém, de sentido contrário”. O
jato de água expelido pelo polvo exerce uma força sobre a água e, em consequência, tem uma reação que leva ao
movimento do animal.
15. Importância dos moluscos iscas à base de aldeído, que devem ser distribuídas à noite
nos lugares de maior ocorrência dos caracóis.
[Link]
Lymnaea sp.
[Link]
HABILIDADE 15
Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de
organização dos sistemas biológicos.
Moluscos são animais heterótrofos. Entretanto, o exercício apresenta um fenômeno diferente do padrão,
que é um molusco que incorpora um gene de outra espécie (algas) e, com isso, adquire capacidade de fazer
fotossíntese. Essa questão exige a interpretação correta desse modelo, além de um conhecimento de compo-
nentes vegetais.
MODELO 1
(Enem) Um molusco, que vive no litoral oeste dos EUA, pode redefinir tudo o que se sabe sobre a divisão entre
animais e vegetais. Isso porque o molusco (Elysia chlorotica) é um híbrido de bicho com planta. Cientistas
americanos descobriram que o molusco conseguiu incorporar um gene das algas e, por isso, desenvolveu a
capacidade de fazer fotossíntese. É o primeiro animal a se “alimentar” apenas de luz e CO2, como as plantas.
GARATONI, B. Superinteressante. Edição 276, mar. 2010 (adaptado).
A capacidade de o molusco fazer fotossíntese deve estar associada ao fato de o gene incorporado permitir que
ele passe a sintetizar:
a) clorofila, que utiliza a energia do carbono para produzir glicose;
b) citocromo, que utiliza a energia da água para formar oxigênio;
c) clorofila, que doa elétrons para converter gás carbônico em oxigênio;
d) citocromo, que doa elétrons da energia luminosa para produzir glicose;
e) clorofila, que transfere a energia da luz para compostos orgânicos.
ANÁLISE EXPOSITIVA
Para conseguir realizar o processo de fotossíntese, o gene que o molusco incorporou da alga deve ser
aquele responsável pela produção de clorofila, que é um pigmento responsável pela absorção de luz
utilizada em uma das etapas do processo de fotossíntese, que culmina na produção de compostos
VOLUME 3
RESPOSTA Alternativa E
MOLUSCOS CLASSES
CARACTERÍSTICAS
PELECÍPODES
CELOMADOS
GASTRÓPODES
METANEFRÍDEOS
DIOICOS
VOLUME 3
CN COMPETÊNCIA(s)
4e8
Oligoquetos
AULAS HABILIDADE(s)
13, 14, 16 e 28
19 E 20
Poliquetos
Aquetos
1. Introdução 2. Poliquetos
Os anelídeos, do latim annulatus (anel) e do grego eidos Os poliquetos são vermes de corpo nitidamente segmen-
(forma), são animais vermiformes, de simetria bilateral, tado, no qual se destaca uma cabeça com olhos, palpos e
caracterizados pela segmentação ou metamerização tentáculos. Em cada segmento, possuem um par de para-
(metameria), que continuará a aparecer na maioria da pódios, expansões laterais não articuladas. Como primiti-
organização corporal dos próximos grupos a partir dos vas estruturas de locomoção, aparecem numerosas cerdas,
anelídeos. O corpo é segmentado, isto é, formado por uma eixos quitinosos implantados nos parapódios.
sucessão de anéis, denominados segmentos ou metâme-
ros. São organismos que vivem em ambiente terrestre, O nereis, um predador de hábito noturno, atinge 45 cm de
marinho e dulcícola. Possuem o corpo alongado, cilíndrico comprimento. É possível observá-lo na ilustração a seguir.
e metamerizado, cuja divisão ocorre tanto externa como O Eunice gigantea chega a ter 3 metros de comprimento.
internamente. Cada anel abriga diversos órgãos individu- Os chamados tubícolas vivem no interior de tubos que eles
alizados, como nervos, estruturas musculares e excretoras. constroem, aglutinando grãos de areia em torno do corpo.
São classificados em três classes e um dos critérios de clas- Outros vivem em buracos que cavam na areia das praias ou
sificação é a presença e quantidade de cerdas ao longo do em zonas profundas dos ambientes marinhos. Os tubícolas
corpo, que auxiliam na movimentação pelo substrato. são animais filtradores, ou seja, fazem a água passar por
eles e retêm as partículas alimentares.
Os oligoquetos apresentam poucas cerdas e apresen-
tam os exemplares mais conhecidos: as minhocas, como Tentáculos peristomiais
a minhoca-da-terra (Lumbricus terrestris), a minhoca-louca Olhos
(Pherentima hawayana) e a minhocoçu (Glossoscolex gi- Tentáculos prostomiais
Parapódio
ganteus). Esses animais vivem sobre o solo úmido, perfu- Palpos
rando-o. Alimentam-se de detritos orgânicos e eliminam Boca
Cabeça em vista lateral
partículas menores, facilitando a ação de bactérias e fun-
gos na decomposição. Tentáculos Parapódio
prostomiais
Os poliquetos apresentam várias cerdas e os principais Olhos
representantes são os vermes marinhos como Eunice viridis
VOLUME 3
quantidades. Não possuem tentáculos nem parapódios. O sangue circula em sentido posteroanterior, e outro ven-
corpo é dorsoventralmente achatado com duas ventosas, tral, no qual o sangue flui em sentido inverso. Em cada
uma em cada extremidade. A ventosa anterior envolve a segmento, os vasos dorsais são interligados por outros
boca, que apresenta três mandíbulas em forma de serra transversais que rodeiam o tubo digestivo e formam
semicircular. Locomovem-se de forma peculiar: fixando-se redes capilares. O sangue é impulsionado por contra-
5.4. A respiração
5.6. O sistema nervoso
Os anelídeos possuem o corpo revestido por um tecido
epitelial simples, que secreta uma cutícula delicada, cuja Os anelídeos apresentam um sistema nervoso do tipo gan-
função é proteger o organismo contra a desidratação. A glionar ventral. Existem dois gânglios cerebroides ou supra-
maioria dos anelídeos tem respiração cutânea, ou seja, faríngeos ligados, por meio de anéis perifaríngeos, a dois
as trocas gasosas são efetuadas através da pele. A respi- gânglios infrafaríngeos dos quais parte a cadeia ganglionar
ração cutânea é encontrada principalmente em anelídeos ventral, com um par de gânglios em cada segmento. Como
terrestres e que vivem em locais úmidos. Ocorre por meio elementos sensoriais, aparecem papilas e tentáculos com
da intensa vascularização que existe abaixo da epiderme. funções táteis e gustativas, além de olhos para percepção
As brânquias, por sua vez, são típicas de representantes luminosa. Observe a figura a seguir:
aquáticos, como os poliquetos. As brânquias retiram o O2
dissolvido na água por difusão. Em algumas espécies, elas
podem estar presentes nos parapódios, expansões laterali-
zadas do corpo relacionadas com locomoção, que podem
ser intensamente vascularizadas. Brânquias ramificadas e
arborescentes são comuns em anelídeos marinhos que vi-
vem em tubos (tubícolas). Observe a figura a seguir:
capilar sanguíneo músculos longitudinais Gânglios intrafaringeos
intrafaríngeos Gânglios
músculos circulares segmentar
epiderme Organização do sistema nervoso.
5.7. A reprodução
Quanto à reprodução, os poliquetos são dioicos, com fe-
cundação externa e desenvolvimento indireto a partir da
CO2 O2
larva trocófora. Oligoquetos e hirudíneos são monoicos,
VOLUME 3
tiflossolis
multimídia: site
cerdas ventrais
células
cels. cloragógenas cordão
vaso ventral
nervoso
[Link]/conteudos/Reinos2/[Link]
Corte transversal de um anelídeo
Algumas espécies parasitas de anelídeos produzem uma substância denominada hirudina, que é anestésica e anti-
coagulante. Ela é secretada juntamente à saliva na região de fixação no hospedeiro. Essa substância é usada pela
indústria farmacêutica para produção de medicamentos anticoagulantes. Além disso, desde a antiguidade, as san-
guessugas são usadas na medicina. Anos atrás, era comum o uso desses animais para realizar sangrias; atualmente,
as sanguessugas ainda são utilizadas para sugar o sangue coagulado de ferimentos.
A substância hirudina é considerada um anticoagulante e é liberada por indivíduos da classe hirudínea, que são
ectoparasitas. Para compreender a ação dessa substância no organismo, são necessários conceitos de fisiologia do
tecido sanguíneo. Conceitos químicos também podem ser aplicados aqui, podendo indicar a estrutura da molécula
de hirudina e seus grupos químicos presentes.
VOLUME 3
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
O conhecimento da biodiversidade é fundamental para sua preservação, como também permite ao homem
desenvolver suas atividades econômicas utilizando técnicas que usufruam de características naturais dos
diferentes organismos, agredindo menos o ambiente e se desenvolvendo de forma sustentável. Assim, as
questões do Enem tendem a fazer uma abordagem mais ecológica sobre as espécies, geralmente sem
cobrar de forma seca e direta as características que definem cada grupo.
MODELO 1
(Enem)
Na charge, a arrogância do gato com relação ao comportamento alimentar da minhoca, do ponto de vista
biológico:
a) não se justifica, porque ambos, como consumidores, devem “cavar” diariamente o seu próprio alimento;
b) é justificável, visto que o felino possui função superior à da minhoca numa teia alimentar;
c) não se justifica, porque ambos são consumidores primários em uma teia alimentar;
d) é justificável, porque as minhocas, por se alimentarem de detritos, não participam das cadeias alimentares;
e) é justificável, porque os vertebrados ocupam o topo das teias alimentares.
ANÁLISE EXPOSITIVA
As minhocas pertencem ao grupo dos anelídeos e são animais detritívoros que se alimentam de restos de
matéria orgânica no solo, auxiliando na reciclagem dos nutrientes. Elas são, portanto, classificadas como
consumidores na cadeia trófica (heterotróficos), assim como todos os organismos dentro do Reino Animal,
no qual também se encontram os gatos, que, apesar de não serem detritívoros, também devem explorar os
recursos alimentares do ambiente. A arrogância apresentada na charge ocorre devido ao personagem Gar-
field ser um gato doméstico, o qual é alimentado pelo seu dono e apresenta hábitos preguiçosos, ao con-
trário do que se espera de um felino selvagem; entretanto, encontra-se no nível trófico dos consumidores.
RESPOSTA Alternativa A
VOLUME 3
ANELÍDEOS
CLASSES
CN
mosca, mosquito.
§ Diplópodes – piolho-de-cobra (embuá).
COMPETÊNCIA(s)
§ Quilópodes – lacraia.
4e8
Coxa
Trocanter
Fêmur
1. Artrópodes Tíbia
Tibia
Cutícula Músculo
rígida
Cutícula flexível
Apêndice articulado
multimídia: vídeo
A principal consequência do exoesqueleto nos artrópodes Fonte: Youtube
é o crescimento descontínuo, que pode ser observado e Melhor documentário sobre insetos, invertebrados...
entendido no gráfico a seguir.
fibras estriadas inseridas sobre diversos elementos esque- Em crustáceos e aracnídeos, encontramos como órgãos
léticos e, por meio da contração, funciona como alavanca. excretores especializados: as glândulas verdes (crustáceos)
Fibras musculares lisas encarregam-se da motilidade das e coxais (aracnídeos). Insetos, diplópodes e quilópodes ex-
paredes intestinais e outras vísceras. cretam através dos tubos de Malpighi.
1.11. A reprodução
Antênula
A reprodução dos artrópodes é sexuada. Geralmente, os Pereiópodes
artrópodes são unissexuados; as cracas são crustáceos her- Pleiópodes Telson
Urópodes
mafroditas. É comum o dimorfismo sexual, sendo as fême-
as maiores do que os machos. Na maioria, a fecundação O abdômen é nitidamente segmentado, apresentando no
é interna; apêndices modificados funcionam como órgãos último anel uma expansão pontiaguda chamada telson. Os
copuladores. O desenvolvimento é direto e indireto. Formas apêndices abdominais são natatórios e podem ser dividi-
partenogenéticas ocorrem entre crustáceos (cladóceros) e dos em pleiópodes (curtos) e urópodes (largos, formando
insetos (abelhas). as nadadeiras caudais).
§ Sistema digestório – completo: estômago com den-
1.12. Classificação tes para triturar o alimento (molinete gástrico), glându-
las anexas (hepatopâncreas).
A variedade desses animais é subdividida em cinco princi- § Sistema circulatório – aberto ou lacunar, plasma
pais grupos. Os critérios principais para a classificação dos provido de hemocianina para transporte de gases.
artrópodes devem-se ao tipo de segmentação do corpo, ao
número de antenas e ao número de patas. § Sistema respiratório – branquial.
§ Sistema excretor – glândula verde, localizada abaixo
1.12.1. Crustáceos das antenas, retira excretas do celoma e lança para o
meio externo.
Apresentam corpo segmentado em cefalotórax e abdô-
men, cinco ou mais pares de patas e dois pares de antenas. § Sistema reprodutor – dioicos, fecundação interna,
Os apêndices são bifurcados. desenvolvimento direto ou indireto com sucessivos es-
tágios larvais: naupilus, zoea, mysis.
Cracas Tatuzinho-de-jardim
Tatuzinho de Jardim Lagosta
Apêndice bifurcado
Há sobre o corpo, além do exoesqueleto quitinoso, uma Anatomia interna de um crustáceo
Anatomia interna de um lagostim
camada de carbonato de cálcio. A maioria é marinha, mas músculo
há representantes de água doce e terrestres. encéfalo estômago coração gônada extensor
o esqueleto forma uma casca ou crosta muito resistente, que esôfago maxilipídeo cadeia gânglio da glândula músculo ânus
aparece na lagosta, no camarão, no siri e no caranguejo. nervosa cadeia nervosa digestiva flexor
ventral ventral
Pós-abdômen
Telson
Pré-abdômen
Cefalotórax
Olhos
VOLUME 3
Patas Pedipalpos
Quelíceras
Queliceras Aranha caranguejeira
1.12.3. Insetos
Os insetos representam a maior variedade de espécies na
face da Terra. Aprentam um corpo dividido em três partes:
cabeça, tórax e abdômen. Na cabeça, além de olhos, en-
contra-se um par de antenas. No tórax, saem três pares de
patas e podem desenvolver dois pares de asas. Nas moscas
e mosquitos, aparece apenas um par de asas e por isso são
multimídia: site
chamados de dípteros (di = dois; pteri = asa).
A cabeça é constituída pela fusão de seis segmentos e [Link]/conteudos/Reinos3/Artropo-
apresenta um par de olhos compostos, vários ocelos, um [Link]
par de antenas e um aparelho bucal. Existem quatro tipos [Link]/conteudos/Reinos3/Equinoder-
básicos de aparelho bucal: mastigador (gafanhoto), lam- [Link]
bedor (abelhas), sugador (borboletas) e picador-sugador
(mosquitos). O tórax é o centro locomotor dos insetos, Anatomia interna de um inseto
composto por três segmentos: anterior, médio e posterior.
Cada anel ou segmento torácico apresenta um par de pa-
tas em todos os insetos e um par de asas no segmento
mediano e outro no posterior, na maioria das espécies. O
abdômen é a mais volumosa das partes em que se divide
o corpo dos insetos, constituindo o centro da nutrição e da
reprodução. Os últimos segmentos abdominais formam a
armadura genital ou genitália, que nas fêmeas apresenta
o ovipositor. Com o maior número de espécies do que
qualquer outro grupo, os insetos ocorrem nos mais varia- A grande adaptação dos insetos, além da reprodução rápi-
dos ambientes; somente os oceanos são quase completa- da e do enorme número de descendentes, são, justamente,
mente desprovidos de insetos. as asas. Outra particularidade é o tipo de desenvolvimento
do ovo até chegar ao adulto. Veja os tipos a seguir:
Só para exemplificar, citaremos algumas ordens: ortópte-
ros (grilos e gafanhotos), isópteros (cupins), anopluros § Ametábolos – sem metamorfose. O ovo eclode e libe-
(piolhos), hemípteros (percevejos), lepidópteros (bor- ra o indivíduo jovem com forma semelhante ao adulto.
boletas), dípteros (moscas e mosquitos), coleópteros Ex.: traça.
(besouros) e himenópteros (abelhas, vespas e formigas). OVO → FORMA JOVEM → ADULTO
§ Hemimetábolo – com metamorfose incompleta: o
ovo eclode e libera uma ninfa (forma jovem diferente
do adulto), sem asas e sem órgão sexuais. Essa nin-
fa sofre ecdises sucessivas, adquirindo características
VOLUME 3
adultas.
Piolho Mosquito Formiga Exs.: gafanhoto, barata, louva-a-deus, cigarra, libélula.
§ Sistema digestivo – completo com glândulas ane- eclosão mudas
xas (salivares e cecos gástricos). OVO → NINFA → ADULTO
VIVENCIANDO
Insetos são constantemente usados para controle biológico de pragas em lavouras. O controle biológico consiste na
utilização de conhecimentos sobre as cadeias e teias ecológicas, e, assim, identifica-se o predador de uma determina-
da praga e passa-se a usá-lo para controlar sua população. Veja um exemplo desse controle na reportagem a seguir:
O voo dos insetos tem grande estabilidade, dinâmica e agilidade. A biofísica pode explicar essas características. Atra-
vés do uso de conceitos como fisiologia do tecido muscular, aerodinâmica desses animais e mecânica das forças, os
cientistas biomecânicos conseguiram desvendar como é possível certos insetos voarem com alta eficiência.
VOLUME 3
Crinoideos
Piolho-de-cobra
Holothuroideos
Cabeça
Ophiuroideos
Patas
Mandíbula (2 pares)
Antena Poro genital
Echinoideos
(curta)
Anatomia do corpo de diplópodes
1.12.5. Quilópodes
Como as lacraias ou centopeias, também apresentam
corpo dividido em cabeça e tronco, mas há apenas um
par de patas por segmento. O tronco é mais achatado
dorso-ventralmente e as patas partem, praticamente, da
lateral do corpo. São animais que caminham rápido, são
predadores que possuem um par de apêndices, as forcí-
pulas, que injetam veneno. Veja, a seguir, a imagem de
um quilópode.
PES ambulacrais
ampola 2.3. Classificação dos equinodermos
pé ambulacrário
Braço
Cálice
Canal
pétreo Ampola
Pendúculo
Cirros
2.2. Aspectos embriológicos
Além do esqueleto interno, outra característica importante é
o desenvolvimento embrionário. Tanto nos cordados como 2.3.2. Classe Asteroidea
nos equinodermos, o ânus surge de uma estrutura (o blastó- Os asteroides compreendem as estrelas-do-mar, que devem
poro), que nos demais grupos forma a boca. Podemos dizer seu nome à forma do corpo, constituído por um disco cen-
que, na maioria dos animais, a boca surge antes (na verdade, tral do qual partem cinco braços radialmente dispostos. A
deriva do blastóporo), o que os torna protostômios, enquan- superfície do corpo é densamente revestida por pequenos
VOLUME 3
to que, em equinodermos e cordados, o ânus é que surge espinhos, irregularmente distribuídos. Na face dorsal distin-
antes (deriva do blastóporo), o que os torna deuterostômios. guem-se o ânus e a placa madrepórica. Em vista ventral, os
Essa característica aproxima os dois grupos, equinodermos e braços apresentam os sulcos ambulacrários com duas a qua-
cordados, em termos evolutivos. tro fileiras de pés ambulacrários, usados na locomoção.
Pés
Ambulacrários
intestino ânus
Ânus Boca gônada
Vista dorsal Vista ventral
estômago
Estômago
Pilórico Canal Radial
Estômago
Cardíaco Ampolas
placa
pé ambulacrário
calcária
gônada
Ânus (glândula reprodutora) pés boca
ampola esôfago cordão
canal lateral nervoso radial carapaça
canal radial
Canal
Circular
2.3.5. Os holoturoides
glândula
digestiva Os holoturoides, vulgarmente conhecidos por pepinos-
Espinha -do-mar, são animais de simetria bilateral, corpo cilíndrico
e achatado. A boca, situada na extremidade anterior, é cir-
cundada por tentáculos, simples ou ramificados.
2.3.3. Classe Ophiuroidea
Os ofiuroides são vulgarmente conhecidos por serpen-
tes-do-mar; apresentam o corpo formado por um disco
central bem diferenciado dos braços. Os braços, geral-
mente em número de 5, são cilíndricos, delgados, simples
ou ramificados, com movimentos serpenteantes, vindo
Exemplo de pepino-do-mar
daí o nome da classe.
2.10. A reprodução
Os equinodermos são animais unissexuados sem dimorfis-
2.6. A respiração mo sexual. A fecundação é externa e o desenvolvimento in-
Nos equinodermos, as trocas respiratórias são realizadas direto. As larvas apresentam simetria bilateral, existindo um
pelo sistema ambulacrário. Brânquias pequenas e dérmicas tipo de larva para cada classe. Asteroides e holoturoides
ocorrem nos asteroides e equinoides. são dotados de uma elevada capacidade de regeneração.
VOLUME 3
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
Para que possamos preservar a biodiversidade no planeta, é necessário que haja estudos para conhecermos
suas características não só anatômicas, como também ecológicas. Isso permite também que o homem desen-
volva suas atividades econômicas utilizando técnicas que usufruam e respeitem as características naturais dos
diferentes organismos, agredindo menos o ambiente e se desenvolvendo de forma sustentável. Desse modo, as
questões do Enem tendem a fazer uma abordagem mais ecológica sobre as espécies, fornecendo alguns dados
e esperando que o aluno consiga relacionar os conteúdos, levantando hipóteses coerentes e chegando a conclu-
sões adequadas sobre o assunto.
MODELO 1
(Enem) A atividade pesqueira é, antes de tudo, extrativista, o que causa impactos ambientais. Muitas espécies
já apresentam sério comprometimento em seus estoques e, para diminuir esse impacto, várias espécies vêm
sendo cultivadas. No Brasil, o cultivo de algas, mexilhões, ostras, peixes e camarões vem sendo realizado há
alguns anos, com grande sucesso, graças ao estudo minucioso da biologia dessas espécies.
Os crustáceos decápodes, por exemplo, apresentam durante seu desenvolvimento larvário várias etapas com mu-
dança radical de sua forma. Não só a sua forma muda, mas também a sua alimentação e habitat. Isso faz com
que os criadores estejam atentos a essas mudanças, porque a alimentação ministrada tem de mudar a cada fase.
Se para o criador essas mudanças são um problema para a espécie em questão, essa metamorfose apresenta
uma vantagem importante para sua sobrevivência, pois:
a) aumenta a predação entre os indivíduos;
b) aumenta o ritmo de crescimento;
c) diminui a competição entre os indivíduos da mesma espécie;
d) diminui a quantidade de nichos ecológicos ocupados pela espécie;
e) mantém a uniformidade da espécie.
ANÁLISE EXPOSITIVA
Os crustáceos compõem uma classe do filo dos Artrópodes e, como esses, além de realizar mudas do exoes-
queleto (ecdises) para que ocorra crescimento corporal, o ciclo de vida também pode apresentar metamor-
fose até chegar à fase adulta. Portanto, para a criação de crustáceos, é importante conhecer essas diferentes
formas de desenvolvimento, que pode ser direto (sem metamorfose) ou indireto com diferentes formas
larvárias que ocuparão diferentes nichos ecológicos. Esse processo reduz o ritmo de crescimento; no entanto,
irá também reduzir a competição entre indivíduos da mesma espécie pelos recursos ambientais onde vivem.
VOLUME 3
RESPOSTA Alternativa C
ARTRÓPODES CLASSES
ARACNÍDEOS
EXS.: ARANHA, ESCORPIÃO,
CARACTERÍSTICAS
ÁCARO, CARRAPATO
GERAIS
• QUELÍCERAS
• CORPO SEGMENTADO • 4 PARES DE PATAS
• PARES DE APÊNDICES ARTICULADOS
• EXOESQUELETO DE QUITINA INSETOS
• ECDISE (MUDAS)
• CIRCULAÇÃO ABERTA EXS.: FORMIGA, BARATA, ABELHA,
• RESPIRAÇÃO PULMÃO FOLIÁCEO, CUPIM, BORBOLETA, TRAÇA, PULGA
TRAQUEAL OU BRANQUEAL • 1 PAR DE ANTENAS
• DESENVOLVIMENTO DIRETO OU INDIRETO • 2 PARES DE ASAS (MAIORIA)
• 3 PARES DE PATAS
CRUSTÁCEOS
EXS.: CARANGUEJO, CA-
MARÃO, SIRI, LAGOSTA
• 2 PARES DE ANTENAS
EQUINODERMOS • 5 OU MAIS PARES DE PATAS
DIPLÓPODES
EXS.: PIOLHO-DE-COBRA
CARACTERÍSTICAS • 2 PARES DE PATAS POR SEGMENTO
GERAIS
QUILÓPODES
• SIMETRIA RADIAL SECUNDÁRIA
• CORPO COM ESPINHOS E EN- EXS.: LACRAIA
DOESQUELETO CALCÁRIO
• 1 PAR DE PATAS POR SEGMENTO
• AMBIENTE MARINHO
• SISTEMA AMBULACRÁRIO LOCOMOÇÃO,
CIRCULAÇÃO, RESPIRAÇÃO E EXCREÇÃO CRINOIDES LÍRIO-DO-MAR (FIXOS)
• FECUNDAÇÃO EXTERNA E DESENVOLVIMENTO
INDIRETO (LARVA COM SIMETRIA BILATERAL) ASTEROIDES ESTRELA-DO-MAR
• CAPACIDADE DE REGENERAÇÃO
OFIUROIDES SERPENTE-DO-MAR
EQUINOIDES OURIÇO-DO-MAR
HOLOTUROIDES PEPINO-DO-MAR
VOLUME 3
CN COMPETÊNCIA(s)
4e8
multimídia: vídeo
Fonte: Youtube
Evolução dos cordados
AULAS HABILIDADE(s)
13, 15, 16 e 28
23 E 24 Anfioxo
Intestino Músculos
Notocorda
Tubo nervoso
dorsal
Átrio Ânus
Boca Cauda
Atrióporo
Faringe com
fendas
branquiais
Tentáculos
Crânio Cintura
escapular Coluna vertebral
Cintura
pélvica
Mandíbula Cauda
(maxilar inferior) Sustentação
da laringe Costelas
(esqueleto visceral) (caixa torácica) boca
fendas
Membros
Membros branquiais
posteriores
anteriores
Ciclóstomo esquematizado
(gnatostomados)
A descoberta e o estudo dos fósseis, somados aos conhe-
cimentos sobre as camadas do solo e atmosfera terrestre,
evidenciaram que muitos animais foram extintos ao longo
dos milhões de anos, dentro dos aproximados 5 bilhões de
anos da existência da Terra. Muitos desses fósseis mostram
uma semelhança com os animais existentes hoje, o que
sugere um grau de parentesco entre todos os vertebrados.
Outros estudos reforçam essas ideias, pois mostram que os
sistemas internos dos vertebrados são muito parecidos; o comparações de embriões
Ostracodermos
VOLUME 3
6. Os peixes cartilaginosos
(Chondrichthyes)
Esses peixes, também conhecidos como condrictes, apre-
sentam um esqueleto interno formado de cartilagem, mais Exemplo de tubarão
leve que o esqueleto ósseo. Como exemplos típicos temos
os tubarões, as raias e as quimeras. Esses animais são os 6.1. Fisiologia dos condrictes
atuais representantes mais próximos dos primeiros verte- A respiração dos condrictes é branquial e a circulação de gases
brados com mandíbula. Esses peixes respiram por brân- é feita por meio do sangue. A excreção é feita pela eliminação
quias, que retiram o oxigênio da água. Em cada lado do de ureia. A circulação é fechada e simples, partindo do coração
corpo observam-se fendas branquiais (5 ou mais). A boca com duas cavidades, um átrio e um ventrículo, seguindo para
localiza-se na região ventral e apresenta inúmeros dentes. as brânquias, órgãos e retornando para o coração. A digestão é
A pele é revestida por escamas microscópicas, obtendo um completamente extracelular.
aspecto áspero. Alguns desses peixes cartilaginosos nas-
cem a partir de ovos depositados pelas fêmeas, enquanto
que em outras espécies os ovos eclodem dentro da mãe e 7. Os peixes ósseos
terminam o seu desenvolvimento ainda dentro dela.
(Osteichthyes)
Assim como os Osteichthyes, os condrictes apresentam visão
limitada e olfato e ouvido interno bem desenvolvidos. A linha Esses peixes apresentam um esqueleto interno ósseo com
lateral, sequência de orifícios organizados de forma linear no algumas cartilagens e o corpo pode ser revestido por esca-
comprimento do corpo, permite captar as vibrações da água, mas ou por couro. Entre esses animais encontramos uma
já que se conecta com botões sensoriais e nervos. Para per- enorme variedade, como: sardinha, salmão, dourado, tilápia,
mitir a flutuação, apresentam grandes quantidades de óleo carpa, traíra, pintado, linguado, baiacu, pirarucu, jáu, bagre,
no fígado, o que reduz a densidade corpórea. pacu, namorado, piranha, acará-bandeira, paulistinha, neón,
anchova, atum, lambari, cavalo-marinho, etc. São peixes que
Os tubarões, apesar da fama de violência e crueldade, são colonizaram ambientes marinhos e de água doce, entretan-
carnívoros fundamentais para o equilíbrio de populações to, alguns são capazes de migrar do mar aos rios para se
de outros peixes nos mares. reproduzirem, os filhotes fazem o caminho inverso.
As quimeras não são comuns no litoral brasileiro, mas surgem
em abundância em mares do Hemisfério Norte principalmente.
VOLUME 3
brânquias
Opérculo Água
Arco
brânquial
Os osteíctes apresentam uma vesícula gasosa interna que, ao 7.1. Fisiologia dos osteíctes
se encher de gases vindos do sangue, torna o peixe mais leve.
A respiração dos peixes ósseos é branquial e a circulação de
Chamada de bexiga natatória, ela permite que o animal con-
gases é feita por meio do sangue com hemáceas nucleadas.
trole o movimento vertical na água, podendo parar facilmente.
O sistema excretor é composto por pronefros e metanefros
Pneumoduto (fisóstomos)
ausente = fisoclistos que excretam amônia. A circulação é simples, partindo do
coração com duas cavidades, um átrio e um ventrículo, se-
Bexiga
guindo para as brânquias, órgãos e retornando para o cora-
Ânus ção. A digestão é completamente extracelular.
Opérculo
Tubo digestivo
A bexiga natatória (osteictios) com pneumoduto
8. O início da colonização
dos mbientes terrestres
pelos vertebrados
8.1. Os anfíbios
Os estudos indicam que os primeiros vertebrados a ocu-
parem o ambiente terrestre foram os ancestrais dos anfí-
multimídia: vídeo bios atuais, os primeiros tetrápodes − animais com quatro
Fonte: Youtube membros. Parte desse sucesso deve-se ao esqueleto com
duas cinturas de ossos (escapular e pélvica) de onde se li-
Aventura visual documentários - Os
gam membros (patas).
peixes , características...
Cromatóforo
Neuromasto
Derme
Nervo longitudinal
Alguns peixes de água doce apresentam incrível adapta- anuros urodelos ápodes
ção a períodos de seca. Os peixes “pulmonados”, como
“O coaxo dos anfíbios anuros, em termos científicos, é chamado de vocalização. Na grande maioria das vezes, é o
macho quem vocaliza e esta é uma forma de defender territórios e atrair fêmeas e, principalmente, quanto à primeira,
é também uma forma de economizar energia.”
[Link]
Pesquisadores que estudam esse tipo de comunicação entre os anfíbios precisam entender conceitos físicos das
características do som, como altura, intensidade, duração, frequência, tamanho da onda, amplitude da onda e timbre.
VIVENCIANDO
Certas substâncias isoladas de anfíbios podem ser úteis dentro da Medicina experimental e clínica, como é
o caso do peptídeo bombesina. Esse peptídeo foi isolado da pele de um sapo nativo da Europa, Bombina
bombina. Através de estudos com antissoro contra bombesina, descobriu-se seu análogo em mamíferos.
Vários trabalhos com experimentação animal utilizam a bombesina para manipular a formação da memória
VOLUME 3
emocional, mostrando que esse peptídeo pode ser um alvo terapêutico para possíveis desordens do sistema
nervoso central, como a Doença de Alzheimer, estresse pós-traumático e outros.
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
O conhecimento da biodiversidade é de suma importância para sua preservação, como também permite
ao homem desenvolver suas atividades econômicas utilizando técnicas que usufruam de características
naturais dos diferentes organismos, agredindo menos o ambiente e se desenvolvendo de forma sustentá-
vel. Desse modo, as questões do Enem tendem a fazer uma abordagem mais ecológica sobre as espécies,
desejando que o aluno consiga relacionar os impactos das atividades antrópicas no modo de vida dos
animais e as consequências que isso irá acarretar.
MODELO 1
(Enem) O fenômeno da piracema (subida do rio) é um importante mecanismo que influencia a reprodução de
algumas espécies de peixes, pois induz o processo que estimula a queima de gordura e ativa mecanismos hor-
monais complexos, preparando-os para a reprodução. Intervenções antrópicas nos ambientes aquáticos, como
a construção de barragens, interferem na reprodução desses animais.
Adaptado de: MALTA, P. Impacto ambiental das barragens hidrelétricas.
Disponível em: [Link] Acesso em: 10 maio 2013.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A piracema é o nome dado para a migração rio acima realizada por certos peixes e é essencial para
seu ciclo de vida, uma vez que durante o trajeto ocorre a queima de gordura nesses animais que induz
a liberação de hormônios que influenciam na sua reprodução. Desse modo, é possível concluir que a
construção de barragens afeta o percurso de migração e, consequentemente, interrompe o complexo
mecanismo necessário ao processo reprodutivo desses peixes.
RESPOSTA Alternativa A
VOLUME 3
CARACTERÍSTICAS
CORDADOS GERAIS
• NOTOCORDA
• TUBO NERVOSO DORSAL
VERTEBRADOS • FENDAS BRANQUIAIS
FARÍNGEAS
• CAUDA PÓS-ANAL
GNATOSTOMADOS AGNATOS
PEIXES
CARTILAGINOSOS: CONDRICTES
• ESQUELETO CARTILAGINOSO
• BOCA VENTRAL
• FLUTUAÇÃO: GRANDE FÍGADO COM ÓLEOS MENOS DENSOS QUE A ÁGUA
• EXCREÇÃO: UREIA
EX.: TUBARÃO, RAIA E QUIMERA
ÓSSEOS: OSTEÍCTES
• ESQUELETO ÓSSEO
• BOCA ANTERIOR; OPÉRCULO; BEXIGA NATATÓRIA; LINHA LATERAL EVIDENTE
• EXCREÇÃO: AMÔNIA
EX.: SALMÃO, TILÁPIA E LAMBARI
• FLUTUAÇÃO: BEXIGA NATATÓRIA
ANFÍBIOS
PRIMEIROS TETRÁPODES
• AMBIENTE TERRESTRE ÚMIDO E ÁGUA DOCE
• RESPIRAÇÃO CUTÂNEA E PULMONAR (ADULTOS)
• FECUNDAÇÃO EXTERNA E OVOS SEM CASCA
• DESENVOLVIMENTO INDIRETO: LARVA AQUÁTICA
EX.: SAPO, PERERECA, SALAMANDRA E COBRA-CEGA
RÉPTEIS
AVES
MAMÍFEROS
VOLUME 3
CN COMPETÊNCIA(s)
4e8
AULAS HABILIDADE(s)
13, 14, 16 e 28 3. Squamatas: lagartos, serpentes e o grupo Amphisbae-
nia (cobra-cega ou cobra-de-duas-cabeças).
25 E 26
4. Rincocéfalos: tuataras.
ovo amniótico
Bolsa amniótica
Cório
Cheia de líquido, essa bolsa
Anexo que protege o embrião e protege o embrião quanto a
todos os demais anexos. Na choques mecânicos (tremores)
região ligada ao alantoide, e contra a desidratação.
permite a passagem de ar.
Alantoide
Al
EMBRIÃO
Saco vitelino
O ovo amniótico, ou seja, com os anexos embrionários explicados acima, está presente em todos os próximos grupos a partir
dos répteis, o que permite o desenvolvimento da vida terrestre.
VOLUME 3
2.3. Ectotermia
Embora os répteis sejam ectotérmicos – dependem da
temperatura ambiental para manter a corpórea –, pequenos
répteis mantêm uma temperatura constante alta e regular A exceção é a circulação dos répteis crocodilianos. O
em um ambiente quente e ensolarado, principalmente atra- ventrículo desses animais é completamente dividido, e o
vés de mudanças no seu comportamento, embora a maio- coração perfaz quatro câmaras: dois átrios e dois ventrí-
ria deles não tenha condições de manter a temperatura do culos. Entretanto, na emergência das artérias pulmonar e
corpo quando o sol se põe. Por isso, os répteis têm que ser aorta, há uma comunicação, o forame de Panizza, pelo
criaturas diurnas, com maior atividade durante o dia para se qual ainda ocorre mistura de sangue arterial e venoso.
abrigarem a noite. Os lagartos espinhosos dos desertos man-
têm sua temperatura corporal em aproximadamente 34 °C
durante a maior parte do dia. Se a temperatura corporal cai
abaixo do limiar da atividade normal, o lagarto fica em ân-
gulo reto com os raios solares, expondo assim a maior parte
da superfície do corpo ao sol; mas se a temperatura do corpo
aumenta muito, o lagarto procura um abrigo ou fica paralelo
aos raios solares. É claro que os répteis maiores não podem
sempre encontrar sombra necessária, mas o seu grande ta-
manho corporal provê alguma estabilidade térmica porque
um tempo considerável é necessário para aquecer ou resfriar
sua grande massa corporal. Esse pode ter sido o principal
mecanismo de regulação térmica dos dinossauros. Além da
regulação comportamental, os répteis também podem dissi- sistema circulatório dos répteis crocodilianos
Cágado
Cágado
Jabuti Jabuti
Tartaruga
Tartaruga
Tuatara
cobra naja
4. A extensão dos
domínios terrestres pelas
aves e mamíferos
Observando a distribuição de aves e mamíferos, percebe-se
que eles ocupam regiões em que os répteis não aparecem.
As aves e os mamíferos apresentam pelo menos duas ca-
racterísticas em comum, que permitem a esses animais so-
cobra de pestana
breviverem em regiões mais frias: uma camada adiposa (de
§ Lagartos: são os membros mais antigos da ordem, os gordura) sob a pele e o controle interno da temperatura do
primeiros fósseis são do Cretáceo. A maioria é quadrú- corpo (homeotermia). As aves e os mamíferos são consi-
pede e varia de tamanho desde alguns centímetros a derados animais de “sangue quente” ou, mais apropriada-
metros, como o dragão de Komodo. mente, endotermos ou homeotermos. Essa característica
deve-se ao fato de que esses animais conseguem acelerar
o metabolismo do corpo (reações químicas nas células),
VOLUME 3
Há inúmeras diferenças, mas destacamos algumas que são contradas desde as regiões polares até o equador e vivem
suficientes para caracterizar bem tais animais em grupos nas montanhas, desertos, florestas e matas. Algumas pas-
distintos. sam a maior parte de sua vida nos oceanos e só retomam
O gráfico a seguir mostra a variação da temperatura cor- a terra para reproduzir-se e construir seus ninhos.
pórea do gato (mamífero) e da cobra (réptil) em função da
temperatura ambiental. Note que a temperatura do mamí-
fero se mantém constante e independente da temperatura
ambiental, ou seja, um caso de endotermia. Já a do réptil
varia em função da temperatura do ambiente, um exemplo
de ectotermia.
Aves
Sacos aéreos
restres, o voo requer um alto dispêndio de energia. Todas acumulam líquido. A excreção
é consituída de cristais de ácido
úrico, um material sólido.
aéreas.
Traqueia
Tráquea
Sacos aéreos
5.3. Nutrição
VOLUME 3
Pulmão
O sistema digestório é do tipo completo. As aves possuem
bico e língua córneos; não há dentes. As aves granívoras Sacos aéreos
Circulação
DUPLA Capílares A característica que dá nome a esse grupo é a presença de
sistérmicos
glândulas mamárias, produtoras de leite para a prole. O fato de,
Sistema circulatório em sua maioria, possuírem placenta, que permite uma grande
interação entre mãe e filho até o fim da gestação, é continuado
pela presença das mamas (glândulas mamárias concentradas
5.6. Sistema excretor em uma região), característica que aproxima ainda mais as
Os rins são metanefros, com dois ureteres que desembo- mães de suas crias para alimentá-las até que possam procurar
cam na cloaca, pois não possuem bexiga urinária e a sua seu próprio alimento.
excreção é rica em ácido úrico.
6.2. Regulação da temperatura
6. Os mamíferos Os mamíferos, assim como as aves, podem produzir calor
internamente, mantendo uma temperatura corporal relati-
Entre todos os grupos de vertebrados, os mamíferos vamente alta e constante, tanto durante o dia quanto du-
(classe Mammalia, do latim mamma, mama) são de rante a noite. Eles são endotérmicos. Muitas espécies de
particular interesse para nós, pois somos mamíferos, as- mamíferos são noturnas; muitas vivem em regiões frias do
sim como nossos animais domésticos que nos auxiliam mundo, onde nenhum réptil conseguiria sobreviver.
em nossos trabalhos e nos fornecem lã, couro e grande
parte da nossa alimentação. 6.2.1. Mecanismos de regulação
Os mecanismos de regulação de temperatura nos mamíferos
contemporâneos são bem conhecidos. O calor é produzido
internamente através do alto nível metabólico. A sua perda é
reduzida devido a uma camada subcutânea de gordura
e a pelos que fornecem uma camada de isolamento de ar
próximo à pele; essas são outras duas características marcan-
tes dos mamíferos. O calor pode ser perdido por um aumento
na quantidade de sangue, que flui através da pele, e por um
Morcego
resfriamento, devido à evaporação do suor produzido pelas
Morcego Golfinho
glândulas sudoríparas ou pela respiração ofegante, que é
a evaporação da água através das vias respiratórias.
Por meio desses mecanismos, os mamíferos podem manter
VOLUME 3
Para compreender esse tipo de movimento, conceitos físicos, como mecânica, são utilizados.
Molares
Incisivos Molares Entre os incisivos e os
molares existe um espaço
chamado barra ou diastema.
cia eliminada pela célula, que pode ter um fim específico no organismo.
Há várias estratégias para eliminação das excretas.
Pelos pulmões, eliminamos o gás carbônico advindo do metabolismo celular, especialmente da degradação aeróbica da
glicose (respiração aeróbica). O gás carbônico em determinadas concentrações pode alterar o grau de acidez da célula,
afetando várias reações químicas. Resumindo, a troca gasosa é uma maneira eficaz de obtermos o oxigênio e eliminarmos
6.8.4. Edentados
Équidna
Preguiça, tamanduá, tatu. Sua história parece restrita à
América do Sul. Há evidência de que preguiças gigantes,
VOLUME 3
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
O conhecimento da biodiversidade é de suma importância para sua preservação; para tanto, deve-se rea-
lizar estudos das suas características ecológicas e distribuição biogeográfica. Desse modo, as questões do
Enem tendem a fazer uma abordagem mais ecológica sobre as espécies, desejando que o aluno correlacio-
ne informações apresentadas em gráficos e tabelas com seus conhecimentos sobre os diferentes grupos.
MODELO 1
(Enem) O Puma concolor (suçuarana, puma, leão da montanha) é o maior felino das Américas, com uma distri-
buição biogeográfica que se estende da Patagônia ao Canadá.
O padrão de distribuição mostrado na figura está associado a possíveis características desse felino.
I. É muito resistente a doenças.
II. É facilmente domesticável e criado em cativeiro.
III. É tolerante a condições climáticas diversas.
IV. Ocupa diversos tipos de formações vegetais.
Características desse felino compatíveis com sua distribuição biogeográfica estão evidenciadas apenas em:
a) I e II. d) I, II e IV.
b) I e IV. e) II, III e IV.
c) III e IV.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A questão exige do aluno não apenas conhecimentos da espécie indicada, como também conhecimento so-
bre biomas, possibilitando inferir sobre a localização das diferentes formações vegetais e climas encontrados
nas Américas. Pela análise do mapa, é possível observar que há uma ampla distribuição geográfica do Puma
concolor, ocupando, assim, diferentes formações vegetais e condições climáticas diversas. Essa distribuição
se refere ao animal em seu ambiente natural, não em cativeiro, como também é sabido que esse felino não
é facilmente domesticável. Por fim, como qualquer espécie, eles são sensíveis a doenças às quais ainda não
VOLUME 3
desenvolveu resistência.
RESPOSTA Alternativa C
CORDADOS
AVES
ADAPTAÇÃO AO VOO
CARACTERÍSTICAS
• ASAS E PENAS
• OSSOS PNEUMÁTICOS, PULMÕES, E SACOS AÉREOS
GLÂNDULA UROPIAGIANA
ENDOTÉRMICOS
MAMÍFEROS
MAMAS, PELOS E PLACENTA
CARACTERÍSTICAS
DENTES ESPECIALIZADOS (HETERODONTES)
ENDOTÉRMICOS
PROTOTÉRIOS: MONOTREMATA
• BOTAM OVOS E NÃO POSSUEM DENTES
EX.: ORNITORRINCO
METATÉRIOS: MONOTREMATA
• DESENVOLVIMENTO NO ÚTERO E, POSTERIORMENTE, NO MARSÚPIO; PLACENTA RUDIMENTAR
EX.: GAMBÁ E CANGURU
EUTÉRIOS: PLACENTÁRIOS
• PLACENTA DESENVOLVIDA
EX.: RATO, BALEIA, MORCEGO, PEIXE-BOI, SER HUMANO
VOLUME 3
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VOLUME 3
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CITOLOGIA
LIVRO
TEÓRICO
INCIDÊNCIA DO TEMA NAS PRINCIPAIS PROVAS
Prova com caráter muito interdisciplinar e Função e reconhecimento de organelas são Prova que frequentemente apresenta ques-
foco principal em processos bioquímicos e recorrentes nessa prova. tões relacionadas ao metabolismo energé-
nas funções das organelas. tico (respiração celular e fotossíntese) e à
bioquímica básica.
Divisões celulares, funções e identificação É importante saber relacionar o funciona- Vestibular que envolve, em todos os anos, É uma das temáticas mais presentes nesse
de organelas e metabolismo energético mento e a diferenciação das células com assuntos como divisões celulares, metabo- vestibular, com questões sobre funções das
(respiração celular e fotossíntese) são bas- o tecido que elas compõem ou o meio em lismo energético (respiração celular e fotos- organelas, transporte através de mem-
tante presentes. que vivem. síntese) e funções das organelas. brana, divisões celulares e metabolismo
energético.
Prova com alto grau de especificidade, Questões com alto nível de especificida- Citologia é o principal tema cobrado em
envolvendo principalmente síntese proteica de, relacionadas a funções de organelas, Biologia, abordando divisões celulares e
e o dogma central da Biologia, além de divisões celulares e transporte através da síntese proteica (transcrição e tradução),
transporte através de membrana e divisões membrana. além de propriedades e transporte através
celulares. da membrana.
Citologia é um dos temas mais recorrentes, Prova com alto grau de especificidade. A citologia é uma das áreas mais recorren-
sendo que os assuntos principais são bio- Quanto à citologia, os assuntos mais co- tes nessa prova, voltada, principalmente,
química, síntese proteica, divisões celulares brados são metabolismo energético (respi- às divisões celulares (propriedades e com-
e identificação e função das organelas. ração celular e fotossíntese) e análise das parações) e ao metabolismo energético
organelas (funções e identificação). (respiração celular e fotossíntese).
VOLUME 3
CN
terianas e o brotamento de algas, produz indivíduos ge-
neticamente idênticos, também chamados de clones. Já
COMPETÊNCIA(s) a reprodução sexuada envolve a combinação de material
8 genético de dois indivíduos, gerando um indivíduo geneti-
camente único. Essa combinação pode ser realizada a par-
AULAS HABILIDADE(s)
13 e 14
tir da fusão de células haploides, denominadas gametas,
gerando uma célula diploide que, por sucessivas mitoses,
17 E 18 formará o novo organismo.
A meiose é o tipo de divisão celular em que uma célula
diploide (2n), depois de duplicar os cromossomos, sofre
duas divisões sucessivas, produzindo quatro células-filhas
haploides (n). A meiose é um processo importante para a
variabilidade genética das espécies pois permite a reprodu-
ção sexuada e a formação de novos indivíduos diferentes
dos seus parentais. Além disso, outros processos que ocor-
rem na meiose também favorecem uma maior variabilida-
de genética, como a separação independente dos cromossomos e a recombinação gênica (processo também conhecido
como crossing-over, que será detalhado a seguir).
MeioseMeiose:
– Visão
visão geral
Geral
fonte: [Link]
O processo de meiose é essencial para a manutenção da ploidia das espécies, ou seja, é essencial para a manutenção da
quantidade de conjuntos cromossômicos de cada célula e, consequentemente, de cada indivíduo. Para que a ploidia de
VOLUME 3
uma espécie seja mantida, é necessário que os gametas sejam haploides (n), ou seja, apresentem apenas um conjunto de
cromossomos. Dessa forma, quando dois gametas fundirem seus núcleos no processo de fecundação, teremos a formação
de zigotos diploides (2n), ou seja, com dois conjuntos de cromossomos. Se os gametas fossem diploides (2n), a fecundação
produziria um organismo tetraploide (4n) e, a cada geração sucessiva, o número cromossômico duplicaria, tornando a vida
Interfase
Organismo
2n
Mitose Crossing-over
Meiose
Zigoto 2n Meiose
Óvulo n
Espermatozoide n
Constância cromossômica
multimídia: vídeo
Fonte: Youtube
Meiose 3D Dublado
3
observar regiões onde as cromátides dos cromossomos
cromátides- cromátide 3
irmãs
maternas 4
homólogos permanecem cruzadas, sinalizando que na-
cromátide 4
INTERFASE ZIGÓTENO
DIPLÓTENO SEGUIDO
POR DIACINESE
quela região ocorreu o processo de crossing-over. Essas
regiões de sobreposição das cromátides são chamadas
TEMPO
de quiamas, assim, o número de quiasmas representa
Meiose e crossing-over. A permuta ou crossing-over ocorre na prófase I,
que se divide em cinco subfases: leptóteno, zigóteno, paquíteno quantas regiões sofreram crossing-over no estágio ante-
(quando ocorre a quebra e fusão invertida), diplóteno a diacinese. rior (paquíteno).
fonte: [Link] § Diacinese − o processo de separação dos quiasmas é a
aula-cromossomos-ciclo-celular-divisao-celular
principal característica da diacinese. Os quiasmas, à me-
dida que os homólogos se afastam, vão desaparecendo
Crossing-over
e o estágio termina com o desaparecimento do nucléolo
A B
e a desintegração do envoltório nuclear.
A b
a B
A B
a b [Link]. Metáfase I
Meiose e crossing-over. Troca de segmentos entre cromátides homólogas
− nunca irmãs. Permite recombinação gênica. Ocorre quando os Nessa etapa, os cromossomos, ligados às fibras do fuso
cromossomos homólogos estão pareados (sinapse) na prófase I da meiose. através dos seus centrômeros, migram até se alinharem na
Os cromossomos homólogos que estão pareando, ao se espiralizarem,
sofrem quebras em locais correspondentes. Muitas vezes, essas quebras
região equatorial da célula. Quando todos os cromossomos
são reparadas erradamente, ou seja, os segmentos são trocados. estão alinhados nesse região, eles formam a placa equa-
Centrômero
torial, que é simplesmente um nome dado para o conjunto
Pares
Homólogos de todos os cromossomos organizados na região equatorial
de Homólogos
da célula. A metáfase é o momento de maior condensação
Cromátides
irmãs
Centrômeros
Anáfase I é a fase em que há migração de cada cromosso-
Cromátides
mo do par de homólogos para um polo distinto da célula.
(a) (b)
Em contraste com a anáfase da mitose, os centrômeros
Meiose e crossing-over. As tétrades ou bivalentes correspondem
a um par de cromossomos homólogos pareados e apresentam,
não se dividem nesse momento. Os dois membros de cada
como o nome indica, quatro cromátides. par de homólogos se separam e seus respectivos centrô-
[Link]. Prófase II
A prófase II é muito rápida e corresponde ao período de
2. A meiose e a diversidade genética
desintegração das cariotecas e formação de novo fuso, Na meiose, as células produzidas na divisão I são genetica-
geralmente perpendicular ao primeiro. Os cromossomos mente diferentes por duas razões. A primeira é a ocorrên-
não perdem a sua condensação durante a telófase cia de crossing-over, que produz cromossomos com novas
I. Assim, depois da formação do fuso e do desaparecimen- combinações gênicas. A segunda é a separação, totalmente
to da membrana nuclear, as células resultantes entram na ao acaso, dos homólogos para as células-filhas. Exemplifi-
metáfase II. cando: no núcleo diploide, existem dois pares de cromosso-
mo designados por 1 e 2. Para a célula-filha, existem várias
[Link]. Metáfase II possibilidades. Assim, ela pode receber o cromossomo 1
Na metáfase II, os cromossomos, ainda constituídos cada materno e o 2 paterno, ou o 1 paterno e o 2 materno, ou,
um por duas cromátides, alinham-se no centro do fuso. A então, ambos maternos ou ambos paternos.
Meiose - Divisão Reducional (R!)
cada cinetócoro de cada centrômero se ligam duas fibras Meiose
do fuso, uma de cada polo.
[Link]. Anáfase II
É na anáfase II que os centrômeros se dividem e as fibras
do fuso se encurtam, permitindo a separação das cromáti-
des para polos opostos da célula.
[Link]. Telófase II
VOLUME 3
VIVENCIANDO
A meiose pode auxiliar na formação natural (partenocarpia) ou artifical de frutos sem sementes. Uma planta
VOLUME 3
com 40 cromossomos produz um gameta com 20 cromossomos, e uma planta com 42 cromossomos produz
um gameta com 21 cromossomos. Unindo os gametas de ambas as plantas, será gerado um indivíduo de 41
cromossomos. Esse indivíduo produzido terá grandes dificuldades no processo de meiose devido ao número
ímpar de cromossomos, pois poderá produzir gametas com 20 ou 21 cromossomos. Assim, a fertilidade desse
indivíduo em gerar gametas ficará prejudicada e, consequentemente, pode-se gerar um fruto sem sementes.
Para que os eventos de divisão celular ocorram, é necessário que ocorra previamente a duplicação do DNA. A du-
plicação do DNA envolve a separação das fitas de DNA através de processos químicos que envolvem a quebra de
ligações químicas (nesse caso, ligações de hidrogênio), como a desnaturação e a renaturação. A desnaturação ocorre
quando as ligações de hidrogênio entre as cadeias complementares se rompem e as fitas se separam. O inverso é
chamado de renaturação e permite que todas as propriedades originais da molécula sejam restabelecidas. A ligação
de hidrogênio é uma ligação química em que apenas dois elétrons são compartilhados por três átomos, tratando-se,
portanto, de uma ligação deficiente de elétrons.
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
A diversidade de seres vivos pode ser interpretada do ponto de vista genético. Saber como processos que
ocorrem no material genético dos seres vivos proporcionam biodiversidade é fundamental na resolução dessa
questão.
MODELO 1
(Enem) O Brasil possui um grande número de espécies distintas entre animais, vegetais e microrganismos en-
voltos em uma imensa complexidade e distribuídas em uma grande variedade de ecossistemas.
SANDES, A.R.R.; BLASI, G. Biodiversidade e diversidade química e genética. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 22 set. 2015 (adaptado).
O incremento da variabilidade ocorre em razão da permuta genética, a qual propicia a troca de segmentos
entre cromátides não irmãs na meiose. Essa troca de segmentos é determinante na:
a) produção de indivíduos mais férteis;
b) transmissão de novas características adquiridas;
c) recombinação genética na formação dos gametas;
d) ocorrência de mutações somáticas nos descendentes;
e) variação do número de cromossomos característico da espécie.
ANÁLISE EXPOSITIVA
Uma das maneiras de se promover variabilidade genética e consequentemente o aumento da bio-
diversidade é a ocorrência de crossing-over ou permutação na meiose, processo de divisão celular
que, em animais, forma os gametas. Nesse processo, ocorre troca de “pedaços” entre cromossomos
homólogos promovendo uma recombinação genética.
RESPOSTA Alternativa C
VOLUME 3
MEIOSE
MEIOSE I MEIOSE II
(REDUCIONAL) (EQUACIONAL)
• LEPTÓTENO
PRÓFASE I PRÓFASE II
2n=4
• ZIGÓTENO n=2
• PAQUÍTENO
(CROSSING-
OVER)
• DIPLÓTENO
• DIACINESE
METÁFASE I METÁFASE II
ANÁFASE I ANÁFASE II
TELÓFASE I TELÓFASE II
N=2 • DIVISÃO REDUCIONAL (2N-->N) N=2
IMPORTANTE PARA MANTER
A PLOIDIA DE CADA ESPÉCIE
• FORMAÇÃO DE GAMETAS (ANI-
MAIS) E ESPOROS (VEGETAIS)
• IMPORTANTE PARA A
VARIABILIDADE GENÉTICA
VOLUME 3
CN
ções hormonais, que consequentemente trazem alterações
fisiológicas, principalmente relacionadas ao amadurecimen-
COMPETÊNCIA(s)
to dos órgãos reprodutivos e também ao desenvolvimento
8
de características sexuais secundárias, como o crescimento
de pelos nas axilas, face e regiões pubianas. Além disso, nos
AULAS HABILIDADE(s)
13 e 14
indivíduos do sexo masculino ocorre também o crescimento
dos testículos dentro do saco escrotal, desenvolvimento do
19 E 20 pênis e alterações na voz. Nos indivíduos do sexo feminino,
é comum o acúmulo de gordura na região dos quadris, além
do crescimento dos seios e o início dos ciclos menstruais.
Entretanto, essas mudanças não obedecem a padrões infle-
xíveis. Adolescentes com a mesma idade podem apresentar
diferenças na altura, na quantidade de pelos, timbre de voz,
entre outras características. Diversos fatores podem influen-
ciar essas características e causar variações, como fatores
genéticos, hábitos alimentares, prática de atividades físicas e
também, em alguns casos, problemas de saúde. Alterações no equilíbrio hormonal podem causar acúmulo de gordura na região
do peito em indivíduos do sexo masculino, ou surgimento excessivo de pelos em indivíduos do sexo feminino; porém essas
alterações costumam desaparecer com o tempo, sendo aconselhável orientação médica caso persistam.
O sistema reprodutor masculino é formado por pênis, saco escrotal, testículos, epidídimo e glândulas anexas, como será
descrito a seguir:
§ Pênis – O pênis é um órgão de formato cilíndrico constituído principalmente por tecido erétil (com capacidade de se
VOLUME 3
erguer). Durante a excitação sexual, esse tecido recebe uma maior quantidade de sangue, que o torna ereto e rígido. O
pênis é formado pela glande (“cabeça do pênis”), que pode se apresentar coberta pelo prepúcio – um pedaço de pele
que cobre essa área. A uretra é um canal comum aos sistemas urinário e reprodutor e tem seu orifício externo na região
da glande. A variação do tamanho do pênis não tem relação com fertilidade ou com potência sexual. Durante o estímulo
sam pela uretra, eles se juntam ao líquido lubrificante nunca se romper completamente. É importante ressaltar
sintetizado pelas glândulas bulbouretrais, que colabora que a sexualidade de cada pessoa é distinta, e a visão do
para limpeza da uretra. Os espermatozoides e os líquidos hímen como uma estrutura que representa a virgindade
produzidos pelas glândulas bulbouretrais, glândulas se- é bastante datada e não tem nenhuma finalidade ou em-
minais e próstata são denominados sêmen ou esperma. basamento biológico.
§ Períneo – Nome dado à região entre o pudendo e o § Ovários – Os ovários são gônadas femininas, respon-
ânus. Essa região apresenta músculos muito importantes sáveis pela formação dos gametas e também pela fabri-
para o controle da micção, defecação e também envol- cação de alguns hormônios. Durante o desenvolvimento
vidos na contração da vagina. No homem, por sua vez, embrionário da mulher, os ovários possuem armazena-
o períneo está localizado entre o saco escrotal e o ânus. dos cerca de 500 mil gametas femininos. Contudo, mais
da metade degenera antes da puberdade. As células
sexuais femininas são denominadas óvulos, que são
células haploides contendo metade do número de cro-
mossomos de uma célula somática. Assim, a união de
Orifício da uretra
um óvulo com o gameta masculino (espermatozoide),
também haploide, gera um zigoto diploide. Os óvulos se
encontram imaturos nos ovários, necessitando da ação
dos hormônios sexuais para maturação e liberação na
tuba uterina, fenômeno denominado ovulação e que
precede a menstruação.
§ Tubas uterinas – Os ovários são ligados ao útero por
dois tubos delgados, as tubas uterinas (antigamente
chamadas de trompas de falópios). Esses tubos são re-
vestidos internamente por células ciliadas que facilitam
o deslocamento do óvulo até a cavidade uterina.
4. Gametogênese
Alila Medical Media
Ovário
O fenômeno de produção dos gametas é denominado
Tuba uterina
gametogênese. Nos animais, esse processo ocorre nas
gônadas, órgãos que também sintetizam os hormônios
Útero sexuais e originam o desenvolvimento de características
sexuais secundárias.
O processo principal da gametogênese é a meiose, que re-
Bexiga Cérvix
duz à metade o número de cromossomos das células, produ-
Recto
Uretra zindo células haploides (gametas). A fusão de dois gametas
haploides recompõe o número diploide característico de
Ânus
Vagina cada espécie, processo conhecido como fecundação.
A gametogênese feminina (ovulogênese ou ovogênese) e a
§ Vagina – A vagina é um canal muscular que se abre gametogênese masculina (ou espermatogênese) possuem
externamente na região do pudendo feminino. Interna- etapas semelhantes. Os gametas são oriundos de células
mente, a vagina se estende até o colo uterino (também germinativas ou gônias, situadas nas gônadas. O conjunto
chamado de cérvix). A vagina é o órgão que recebe o das células germinativas constitui a linhagem germinativa
pênis durante a penetração. A vagina é extremamente (ou germe). Observe a seguir a imagem dos dois processos,
elástica, e permite a passagem do bebê que sai do útero espermatogênese e ovogênese.
VOLUME 3
}
Espermatogênese
}
Célula germinativa 2n Célula germinativa 2n
Mitose
geminativo
Mitose
Período
geminativo
Espermatogônias 2n 2n
Ovogônias 2n 2n
Período
Mitose Mitose
2n 2n 2n 2n
Espermatogônias
}
Ovogônias 2n 2n 2n 2n
}
Crescimento
crescimento
sem divisão Crescimento
Período de
celular sem divisão
crescimento
Espermatócito I celular
Período de
2n
}
Meiose I Ovócito I 2n
}
Espermatócito II n
Período de
maturação
n
Meiose I Glóbulo polar
Meiose II
Ovócito II n n
Período de
maturação
n n n n
Espermátides
}
Meiose II
diferenciação
Período de
n n n n
Óvulo n n n n
Espermatozoides
Glóbulos polares
4.1. Espermatogênese
A produção dos espermatozoides se divide em quatro etapas: período germinativo, período de crescimento, período de
maturação e período de espermiogênese.
§ Período germinativo – As células germinativas masculinas diploides, as espermatogônias, dividem-se ativamente por
mitose, originando outras espermatogônias também diploides. Nos machos de mamíferos, esse período pode acontecer
durante toda a vida do indivíduo.
§ Período de crescimento – Nesse período cessam as divisões celulares e não ocorre mitose. Ocorre o crescimento em volume
da espermatogônia (2n), que passa a ser chamada de espermatócito I (2n) ou espermatócito primário ou de primeira ordem.
§ Período de maturação – Cada espermatócito I (2n) sofre divisão meiótica. Depois da meiose I, as duas células resul-
tantes dessa divisão celular são denominadas espermatócitos II (n) ou espermatócito secundário ou de segunda ordem.
Cada espermatócito II, depois do processo de meiose II, dá origem a duas células denominadas espermátides (n).
§ Período de espermiogênese – As espermátides (n) são transformadas em espermatozoides por meio do processo
de diferenciação.
VOLUME 3
Espermatozoide
ovócito II (n) ou ovócito secundário ou de segunda or- Folículos de Graaf em diferentes estágios de desenvolvimento.
Com estímulo hormonal específico, há o crescimento dos folículos
dem, que contém praticamente todo o citoplasma do e, a cada ciclo menstrual, apenas um folículo amadurece e
ovócito I, e outra muito pequena chamada de primeiro dá sequência ao processo de gametogênese e a ovulação
VOLUME 3
o
o
Zona
(fecundação interna). Excetuando-se muitos dos artrópodes, pelúcida
os répteis, as aves e os mamíferos, a fecundação de todos os Grânulos
corticais
outros animais é externa e só acontece em meio aquático.
Fertilização
Óvulo
multimídia: site
[Link]/conteudos/Citologia2/
[Link]
Fecundação
VIVENCIANDO
A gametogênese é uma área da biologia que estuda a formação dos gametas. A compreensão desse tema é funda-
mental para clínicas de reprodução humana, que aplicam esses conceitos para auxiliar na descoberta de problemas
na fertilidade de homens e mulheres, auxiliando casais que querem ter filhos por meio de inseminação artificial.
O processo de formação dos gametas é a meiose, um tipo de divisão celular que, a partir de uma célula diploide, for-
ma quatro células haploides. Assim, fórmulas matemáticas podem ser utilizadas para medir a produção de gametas
de um indivíduo. Além de prever quantos gametas serão formados a partir de células progenitoras nas gônadas, é
possível verificar problemas de fertilidade, como o número menor de espermatozoides nos homens.
VOLUME 3
HABILIDADE 13
Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características
dos seres vivos.
Os conhecimentos acerca da transmissão das informações genéticas possibilitaram grande avanço na área
médica, pois permitiu a identificação de doenças genéticas e também influenciou em questões relativas à
medicina reprodutiva e forense, uma vez que a análise do DNA permite realizar a identificação de paterni-
dade, de vítimas de desastres e de suspeitos de um crime. Desse modo, conhecer as diferenças que ocorrem
entre a gametogênese feminina e a masculina se torna essencial na resolução de questões referentes ao
assunto.
MODELO 1
(Enem) Para a identificação de um rapaz vítima de acidente, fragmentos de tecidos foram retirados e subme-
tidos à extração de DNA nuclear, para comparação com o DNA disponível dos possíveis familiares (pai, avô
materno, avó materna, filho e filha). Como o teste com o DNA nuclear não foi conclusivo, os peritos optaram
por usar também DNA mitocondrial, para dirimir dúvidas.
Para identificar o corpo, os peritos devem verificar se há homologia entre o DNA mitocondrial do rapaz e o DNA
mitocondrial do(a):
a) pai;
b) filho;
c) filha;
d) avó materna;
e) avô materno.
ANÁLISE EXPOSITIVA
As gametogêneses masculina e feminina ocorrem com algumas diferenças que resultarão em gametas
com características bem distintas. Nos machos, há alta produção de pequenos gametas móveis (esper-
matozoides), que precisam de muitas mitocôndrias para movimentação do flagelo; entretanto, essas or-
ganelas não penetrarão no gameta feminino (óvulo). Esse, por sua vez, é uma célula que preserva seu
citoplasma e as demais organelas, fornecendo-as para o zigoto que será formado com a fecundação. Desse
modo, é possível concluir que o DNA mitocondrial é sempre de linhagem materna e, portanto, na situação
apresentada deverá ser analisada a molécula referente a sua avó materna.
RESPOSTA Alternativa D
VOLUME 3
GAMETOGÊNESE
LINHAGEM GERMINATIVA
2n
GERMINATIVO
PERÍODO
ESPERMATOGÊNESE 2n OVOGÊNESE
(TESTÍCULOS) (OVÁRIO)
MITOSES
ESPERMATOGÔNIAS OVOGÔNIAS
2n 2n
CRESCIMENTO
PERÍODO DE
MEIOSE
ESPERMATÓCITO I 2n
ESPERMATÓCITO II n n OVÓCITO I 2n
DIFERENCIAÇÃO
PERÍODO DE
ESPERMÁTIDES n n n n n
(ESPERMIOGÊNESE)
OVÓCITO II n
DIFERENCIAÇÃO
PERÍODO DE
ÓVULO n
CORPÚSCULOS
POLARES
CN
vamos estudar nesta unidade.
A histologia é a ciência que estuda os tecidos biológicos:
COMPETÊNCIA(s) origem, característica, tipo de célula e funcionamento.
4
1.1. Tecido
AULAS HABILIDADE(s)
15 e 16 O corpo de um organismo multicelular é composto por
distintos tipos de células, especializadas em funções di-
21 E 22 ferentes. Células especializadas podem se organizam em
grupos, formando o que chamamos de tecidos. Existem te-
cidos formados por células com a mesma forma e função,
e outros constituídos por células com diferentes formas e
funções, que juntas contribuem para a concretização de
uma função maior.
Os tecidos são compostos por células e matriz extracelular, o
meio onde essas células estão inseridas, na qual há diversos
tipos de moléculas. A matriz extracelular é responsável por nutrir e sustentar as células dos tecidos. Os tecidos diferem na quanti-
dade de matriz extracelular que apresentam; há tecidos com uma grande quantidade de matriz em comparação com a quantidade
de células, enquanto há tecidos com pouca matriz em comparação com a quantidade de células. A composição da matriz extra-
celular também é variável entre diferentes tecidos. As células e a matriz extracelular dos tecidos atuam em conjunto para atender
às necessidades do organismo.
Fonte: [Link] Matriz extracelular conferindo suporte às células formadoras das fibras
Fibras
protéicas
Matriz
Extracelular
Células
1.3. Função dos tecidos básicos de substância extracelular. As células possuem uma grande
aderência entre si, devido às junções intracelulares.
§ Epitélio – é o revestimento superficial externo do corpo
Os epitélios não vascularizados, portanto, não sangram se
(compõe a pele), dos órgãos e das cavidades corporais
feridos. A nutrição das células ocorre por difusão a partir
internas. Também pode apresentar função de secreção.
dos capilares sanguíneos presentes no tecido conjuntivo
§ Conjuntivo – composto por vários tipos células e por frouxo, que se encontra logo abaixo da epiderme. Devido a
farta matriz extracelular, secretada pelas próprias célu- esse fato, geralmente os epitélios estão apoiados sobre te-
las desse tecido. A função do tecido é sustentar, preen- cido conjuntivo. A área da célula voltada para o tecido con-
cher e transportar as substâncias. juntivo é nomeada polo basal ou porção basal; enquanto a
§ Muscular – as células desse tecido são multinuclea- área celular oposta, geralmente voltada para uma cavida-
das, alongadas e com características contráteis. de, é nomeada polo apical ou porção apical. Entre o tecido
§ Nervoso – as células desse tecido exibem longos pro- conjuntivo e as células epiteliais há a lâmina basal, uma
longamentos citoplasmáticos e realizam a função de fina lâmina de moléculas que também está presente em
receber, gerar, codificar e transmitir impulsos nervosos. outros tecidos, quando existe contato com o tecido conjun-
tivo. Essas moléculas desempenham várias funções, como:
mossomos são semelhantes a um botão adesivo, uma Cúbico simples Encontrado em túbulos renais
metade está ligada à membrana de uma célula e a Cúbico estratificado Encontrado em glândulas sudoríparas
outra metade está ligada à célula vizinha, já os hemi-
Prismático simples Encontrado no intestino delgado
desmossomos conectam as células à membrana basal.
Encontrado na membrana conjuntiva
§ Junções de comunicação – junções comunicantes ou Prismático estratificado
do olho
junções gap, que criam um canal cilíndrico, de origem
Prismático pseu- Encontrado revestindo a traqueia e os
proteica, que permite a comunicação e troca de subs- doestratificado brônquios
tâncias entre células vizinhas.
§ Interdigitações: aumento da superfície de con- Observação: O epitélio que reveste a bexiga é constituído
de células com superfície convexa. Se forem submetidas
tato. São prolongamentos citoplasmáticos celulares que
ao estiramento ocasionado pela dilatação do órgão, elas
interagem, como se fossem dedos das mãos uns entre
VOLUME 3
Epitélio de
Estratificado transição
Estratificado Pseudoestratificado
cúbico
pavimentoso colunar
EPIDERME
DERME
HIPODERME
VOLUME 3
Tecido epitelial de revestimento pluriestratificado Outras células da epiderme são os melanócitos, que pro-
pavimentoso queratinizado. Microscopia óptica. (e) epiderme,
(d) derme, (sc) células queratinizadas e cera. duzem melanina (pigmento marrom-escuro) que protege a
pele contra a ação dos raios ultravioletas. Logo abaixo da
Anexos da pele
2.3.3. Tecido epitelial glandular
Existem três estruturas da pele, originadas na epiderme,
imprescindíveis à adaptação dos mamíferos ao ambien- As células do tecido epitelial glandular são produtoras
te terrestre: pelos, que participam do isolamento térmico; de substâncias que podem ser usadas por outras partes
glândulas sebáceas, que lubrificam a pele, e glândulas su- do organismo (secreção) ou eliminadas (excreção). Essas
doríparas, que regulam a temperatura corpórea. substâncias podem ser:
Lâmina basal
Tecido conjuntivo
Ducto Desaparecimento
das células do
ducto
Capilares
VOLUME 3
Porção
secretora
Porção
secretora
Dentro da medicina existe uma área especializada em pele, que é composta por tecido conjuntivo e tecido epitelial.
Essa área é a dermatologia.
“Dermatologia é uma especialização médica, cuja área de conhecimento se concentra no diagnóstico, prevenção e
tratamento de doenças e afecções relacionadas à pele, pelos, mucosas, cabelo e unhas.”
[Link]
3. Tecido conjuntivo
Formado por diferentes tipos de células imersas em material extracelular (substância amorfa ou matriz), que é produzido
pelas próprias células do tecido. Essa matriz, de aspecto transparente e gelatinoso, é formada principalmente por água,
glicoproteínas e fibras proteicas.
Fibroblasto
Macrófago
Mastócito
Grande célula globosa sem prolongamentos e repleta de grânulos que, em grande quan-
tidade, dificultam a visualização do núcleo, quando visualizada ao microscópio. Nos
grânulos há heparina – substância anticoagulante – e histamina – substância envolvida
nos processos de alergia – , essa substância é liberada quando desencadeada a reação
alérgica.
Plasmócito
fibras
Membrana plasmática
Núcleo
Citoplasma
Complexo de Golgi
VOLUME 3
oxigênio).
BruceBlaus
Célula cujo núcleo é pouco Atuam na fagocitose de microrganismos
volumoso, de 2 a 5 lóbulos, invasores graças à emissão de pseudó-
e compõe a maioria dos podes. Constituem a primeira
glóbulos brancos. linha de defesa do sangue.
G
R
A Eosinófilo
N
BruceBlaus
U
L Célula cujo núcleo
Abundantes na defesa contra
Ó diversos parasitas. Atuam particularmente
contém 2 lóbulos.
em doenças alérgicas.
C
I
T
O
Basófilo
S
BruceBlaus
Linfócito
Exitem dois tipos de linfócitos,
BruceBlaus
C
Atravessam as paredes dos capilares
I Célula cujo núcleo tem sanguíneos. Nos tecidos diferenciam-se
T forma de ferradura. em macrófagos ou osteoclastos, que são
O células especializadas em fagocitose.
S
3.7. Tecido conjuntivo ósseo (sem cavidade) e osso esponjoso (muitas cavidades comu-
nicantes). Do ponto de vista da visão microscópica dos os-
Possui função de sustentação e compõe os ossos do es- sos, é formado por inúmeras unidades chamadas sistemas
queleto dos vertebrados. É um tecido rígido devido à matriz de Havers. Cada um deles possui uma matriz mineralizada
rica em sais de cálcio, fósforo, magnésio, além de fibras
VOLUME 3
OpenStax College
Epífise proximal
tos citoplasmáticos, e passa a ocupar o centro da lacuna.
Formam-se canalículos onde estavam os prolongamentos
Metáfise Tecido ósseo esponjoso citoplasmáticos, e estes permitem a comunicação entre as
Disco epifisários
lacunas, possibilitando a chegada às células ósseas do gás
Medula vermelha
oxigênio e de substâncias nutritivas provenientes do san-
gue. Há ainda outro tipo celular nesse tecido, o osteoclasto,
que são células principalmente ativas na destruição das
áreas envelhecidas e das áreas lesadas do osso (permitem
a regeneração do tecido pelos osteoblastos). Os ossos es-
Cavidade ou canal medular
tão sempre em constante remodelação devido à atividade
Diáfise Medula amarela
Perióstio
de destruição e de reconstrução exercidas, respectivamen-
te, pelos osteoclastos e osteoblastos.
Arteria nutricia
Canal de Lamelas Osteócitos
Mavers
Metáfise
Epífise distal
Cartilagem articular
A B
Cartilagem hialina
não calcificada
Célula
mesenquimatosa
Cartilagem hialina
Pericôndrio calcificada
Centro de
ossificação
Condrocito
Cendroblasto
Área
ampliada
Periósteo
Capilar do
periósteo
Matriz da
cartilagem
Osso subperiósteo
Ossificação endocondral
Artéria
epifisária
C D E
Centro de ossificação
Disco cartilagionoso
da epífase
epifisário
Artéria Artéria
epifisária nutridora
Epífase
Cavidade medular
do osso longo
Epífase
Centro de ossificação
da epífase
uma região de cartilagem (cartilagem de crescimento). Essa cartilagem possibilita o contínuo evento de ossificação endocondral.
Os osteoclastos reabsorvem continuamente o tecido ósseo e formam novo tecido. A atuação conjunta de reabsorção do osso
preexistente e da deposição de novo tecido ósseo consiste no processo de crescimento de um osso. Quando a cartilagem de
crescimento sofre ossificação, cessa o crescimento do osso em comprimento.
Procurador do Osteoblasto
Osteoclasto Novo osso
osteoblasto maduro
Periósteo
Cartilagem
Osso novo
2. proliferação
do periósteo
Calo
interno
Fragmentos
ósseos Calo
externo
3. ossificação
Hematoma do tecido regenerado
da fratura
Osso morto
4. formação de calo
1. remoção de células mortas,
ósseo com tecido
e de restos de matriz óssea,
ósseo primário
por fagocitose.
Com o envelhecimento, o sistema esquelético sofre perda de cálcio, fenômeno conhecido como osteoporose. A redução da
síntese de proteínas também ocorre com o envelhecimento quando a produção da parte orgânica da matriz óssea diminui.
Consequência: acúmulo de parte inorgânica da matriz com a fragilização dos ossos, que se tornam mais suscetíveis a fraturas.
VOLUME 3
O uso de aparelhos ortodônticos remodela os ossos, resultando na remodelação da arcada dentária. Esses aparelhos exercem
forças diferentes das forças às quais os dentes estão naturalmente submetidos. Nos pontos em que há pressão, ocorre reabsor-
ção óssea, ao passo que, na posição oposta, há deposição de matriz. Os dentes movimentam-se pelos ossos da arcada dentária
e passam a ocupar a posição desejada.
HABILIDADE 15
Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de
organização dos sistemas biológicos.
Associar o conteúdo sobre os componentes do corpo humano (células, tecidos, metabolismo e sua regula-
ção) com os distúrbios decorrentes do seu mau funcionamento é essencial para que possamos desenvolver
soluções para seu tratamento, promovendo melhor qualidade de vida para os portadores de doenças. É
nesse contexto que o Enem costuma abordar os conteúdos de histologia humana.
MODELO 1
(Enem) Pesquisadores criaram um tipo de plaqueta artificial, feita com um polímero gelatinoso coberto de
anticorpos, que promete agilizar o processo de coagulação quando injetada no corpo. Se houver sangramento,
esses anticorpos fazem com que a plaqueta mude sua forma e se transforme em uma espécie de rede que
gruda nas lesões dos vasos sanguíneos e da pele.
Adaptado de: MOUTINHO, S. Coagulação acelerada. Disponível em: [Link] Acesso em: 19 fev. 2013.
Qual é a doença cujos pacientes teriam melhora de seu estado de saúde com o uso desse material?
a) Filariose
b) Hemofilia
c) Aterosclerose
d) Doença de Chagas
e) Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
ANÁLISE EXPOSITIVA
RESPOSTA Alternativa B
VOLUME 3
HISTOLOGIA
ÓSSEO SUSTENTAÇÃO:
MATRIZ INORGÂNICA (CÁLCIO, FÓSFORO)
TECIDO MUSCULAR
TECIDO NERVOSO
VOLUME 3
CN
tubo digestório. O tecido muscular é formado por células
especializadas bastante alongadas, chamadas de fibras
COMPETÊNCIA(s) musculares ou miócitos. O citoplasma das fibras muscu-
4 lares é rico em filamentos de duas proteínas principais:
actina e miosina, responsáveis pela contração e distensão
AULAS HABILIDADE(s)
15 e 16
dessas células, que geram o movimento muscular. Para
um músculo ser estimulado a ser contraído, é necessário
23 E 24 que os filamentos de actina deslizem entre os filamentos
de miosina, o que leva à diminuição de tamanho da célu-
la, caracterizando a contração.
Núcleo
Músculo cardíaco
Contração forte,
rápida,
contínua e
involuntária
é uma célula com vários núcleos periféricos que pode medir centímetros de comprimento. No citoplasma encontram-se
as fibras contráteis dispostas longitudinalmente, as miofibrilas, constituídas de dois tipo de fibras proteicas, miosina e
actina. Essas proteínas são organizadas de modo que originam as bandas transversais (claras e escuras), particularidades
das células musculares estriadas esqueléticas e cardíacas.
Linha Z Linha Z
Miofibrilas Banda A
Banda I Banda I
Linha Z
Sarcômero Linha Z
Retículo
Fibra Túbulos T Sarcoplasmático
Núcleo
Filamento grosso
Filamento delgado
Troponina
Actina Tropomiosina
Durante a contração muscular, os miofilamentos conservam o tamanho, enquanto os sarcômeros reduzem. Toda a célula
muscular se contrai, devido ao deslizamento dos filamentos de actinas sobre os de miosina.
Sarcômero estirado
Músculo
estirado
Sarcômero contraído
Quando uma célula recebe um estímulo satisfatoria- Isso permite que as células desse tecido se contraiam
mente forte, ele é impresso a todas as demais células, em diferentes direções, e não apenas em uma direção
e, assim, o músculo cardíaco contrai-se como um todo. única como as células do tecido muscular estriado es-
Essa transmissão se alastra pelos canais de passagem quelético.
de água e íons entre as células, promovendo a difusão
CCélula
élula relaxada
relaxadado
domúsculo
músculolisoliso
VIVENCIANDO
Uma das grandes lacunas da ciência se dá com relação ao funcionamento do nosso cérebro. O tecido nervoso, em
muitos aspectos, ainda é algo nebuloso para os pesquisadores, porém alguns fatos já são conhecidos sobre esse
tecido, e esse conhecimento auxilia médicos e pesquisadores a descobrirem causas e possíveis tratamentos para
distúrbios neurológicos, aumentando a qualidade de vida dos pacientes.
2. Tecido nervoso
Os seres vivos interagem com o meio e reagem aos estímulos ambientais. Assim, mudanças ambientais, como calor e frio,
sons, choques, são percebidas pelo indivíduo. O tecido nervoso é o responsável pela recepção do estímulo e pela escolha da
resposta adequada muscular. No tecido nervoso praticamente não existe substância intercelular. Seus fundamentais consti-
tuintes celulares são os neurônios e as células da glia.
§ Neurônios
Mariana Ruiz LadyofHats
Sinapse
São células nervosas que recebem, codificam Neurofibrilas
Vesículas sinápticas
Neurotransmissor Sinapse
e transmitem estímulos nervosos, permi- (axoaxônica)
Fenda sináptica
tindo ao indivíduo responder às mudanças RER
(corpo de Nissl)
Terminal axônico
Nódulos de
Ranvier
A neurotransmissão envolve o que chamamos de potenciação de ação. Esse processo consiste em impulsos elétricos
através das células nervosas, os neurônios, que passam a informação para a próxima célula nervosa, fazendo a co-
municação entre todo o organismo e promovendo a interação do indivíduo com o meio. Conceitos de física elétrica
auxiliam essa área da Biologia, dando embasamento para muitas teorias e processos.
VOLUME 3
HABILIDADE 15
Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de
organização dos sistemas biológicos.
MODELO 1
(Enem) A água é um dos componentes mais importantes das células. A tabela a seguir mostra como a quanti-
dade de água varia em seres humanos, dependendo do tipo de célula. Em média, a água corresponde a 70%
da composição química de um indivíduo normal.
tipos de célula quantidade de água
tecido nervoso – substância cinzenta 85%
tecido nervoso – substância branca 70%
medula óssea 75%
tecido conjuntivo 60%
tecido adiposo 15%
hemácias 65%
ossos sem medula 20%
Durante uma biópsia, foi isolada uma amostra de tecido para análise em um laboratório. Enquanto intacta, essa
amostra pesava 200 mg. Após secagem em estufa, quando se retirou toda a água do tecido, a amostra passou
a pesar 80 mg. Baseado na tabela, pode-se afirmar que essa é uma amostra de:
a) tecido nervoso – substância cinzenta;
b) tecido nervoso – substância branca;
c) hemácias;
d) tecido conjuntivo;
e) tecido adiposo.
ANÁLISE EXPOSITIVA
Os diferentes tecidos apresentam um teor de água ligado as suas características morfológicas e à intensidade
de seu metabolismo. Para desenvolver a questão, é necessário utilizar os dados fornecidos para identificar a
porcentagem de água no tecido amostrado e, em seguida, utilizar os valores de referência apresentados na
tabela. Desse modo, após a secagem, verifica-se que a amostra de tecido passou de 200 mg para 80 mg,
revelando que o teor hídrico do tecido analisado era de 120 mg, correspondentes a 60% de água. Logo, a
amostra é de tecido conjuntivo.
RESPOSTA Alternativa D
VOLUME 3
TECIDO CONJUNTIVO
FIBRAS CONTRÁTEIS
TECIDO MUSCULAR (ACTINA E MIOSINA)
• VOLUNTÁRIO
ESQUELÉTICO • FIBRAS VERMELHAS: LENTAS
ESTRIADO • FIBRAS BRANCAS: RÁPIDAS
CARDÍACO • INVOLUNTÁRIO
• RITMADO
RECEBE E TRANSMITE
TECIDO NERVOSO ESTÍMULOS NERVOSOS
• NEURÔNIOS
CÉLULAS • DE SHWANN (BAINHA DE MIELINA)
• DA GLIA
• UNIDIRECIONAL:
TRANSMISSÃO DO
DENTRITO CORPO CELULAR AXÔNIO
IMPULSO NERVOSO
SINAPSE QUÍMICA:
NEUROTRANSMISSORES
VOLUME 3
CN
os. Foram atribuídas a eles diferentes funções, entre elas a
energética – geração de energia para o corpo vivo. Vamos
elucidar agora como acontece esse processo.
COMPETÊNCIA(s)
5
Primeiramente, é preciso esclarecer que, de modo geral, as
reações metabólicas ocorridas em um organismo têm início
na célula, ou seja, para que o todo funcione é necessária a
AULAS HABILIDADE(s)
18 atividade das células que o compõem.
Adenosina monofosfato
(AMP)
Adenosina difosfato
(ADP)
Adenosina trifosfato
(ADP)
O ATP armazena energia em duas de suas ligações-fosfato, que se desprende assim que uma delas se rompe. Geralmente,
só ocorre a quebra de uma ligação-fosfato se resultar desta equação:
Adenosina monofosfato cíclico
ATP ⇒ ADP + Pi + energia(cAMP)
Adenina
Grupos fosfato
Energia
íon fosfato
VOLUME 3
Adenina
grupos fosfato
Pi = fosfato inorgânico
2. Respiração celular
A respiração celular é basicamente um processo de ex-
tração de energia química armazenada em moléculas de
substâncias orgânicas. A intensidade da respiração tem
relação com a necessidade metabólica de cada célula e
pode ser medida pelo gás carbônico liberado e oxigênio
absorvido. Para retirar efetivamente dos nutrientes a ener-
VOLUME 3
A fermentação e a respiração são processos bioquímicos que necessitam do embasamento de conceitos químicos,
como reagentes e produtos, e das enzimas envolvidas nessas reações químicas. A estrutura das moléculas que parti-
cipam desses processos também auxilia na compreensão desse metabolismo energético.
Durante esse ciclo, são produzidas três moléculas de NADH, uma de FADH2, duas moléculas de CO2 e uma de GTP (gua-
VOLUME 3
nosina trifosfato), responsáveis por armazenar parte da energia que logo será transferida para a molécula de ATP.
Apesar de o ciclo de Krebs ser exemplificado a partir de um produto originado do processamento (glicólise) de um car-
boidrato, também podem participar desse ciclo lipídios e proteínas, bem como, para sua síntese, podem utilizar-se de
produtos originados no ciclo de Krebs.
e-
NAD
citocromo
b
e- e-
citocromo citocromo
c a
ADP + Pi ATP
e-
ADP + Pi ATP
citocromo
a3 O2
H + e-
H2O
Esquema da cadeia respiratória
O NADH é um bom doador de elétron, portanto ele pode mando água. São necessários quatro elétrons para reduzir
transferir seus elétrons diretamente para o primeiro cito- cada molécula de O2, e duas moléculas de água são forma-
cromo da cadeia transportadora, voltando a ser NAD+. das no processo.
Conforme os elétrons percorrem os citocromos, energia é Ao final da cadeia transportadora de elétrons, os transporta-
liberada e usada para bombear prótons da matriz para o dores de elétrons NADH e FADH2 voltam ao estado de NAD+
espaço intermembranar. e FADH, podendo voltar a participar da glicólise, ciclo de Krebs
O FADH2 não é tão bom doador de elétrons quanto o ou outras reações metabólicas.
NADH (ou seja, seus elétrons estão em um nível de energia A cadeia transportadora também produz um gradiente de
mais baixa), então não pode transferir seus elétrons para prótons na membrana mitocondrial interna, com uma con-
o primeiro citocromo da cadeia transportadora de elétrons. centração maior de H+ no espaço intermembranar e uma
Em vez disso, ele os leva diretamente para o segundo citro- concentração menor na matriz. Esse gradiente será usado
cromo da cadeia. para produzir ATP.
Por causa desse “atalho”, cada molécula de FADH2 faz
com que menos prótons sejam bombeados (e contribui
menos ao gradiente de próton) do que cada molécula
de NADH.
Conforme os elétrons percorrem a cadeia transportadora
de elétrons, íons são bombeados através da membrana, e
os elétrons são finalmente entregues ao último citocromo,
multimídia: vídeo
VOLUME 3
ATP sintase
Matriz mitocondrial
ATP sintase
O ADP sai do citosol e entra na mitocôndria, onde é utilizado para síntese de ATP, que, por sua vez, vai para o citosol, onde
age como “combustível’ para alimentar as reações químicas; na fosforilação oxidativa são produzidos cerca de 32 mol de
ATP, o que constitui a etapa de maior rendimento energético da respiração aeróbia; no entanto, como a mitocôndria precisa
utilizar energia, o saldo de ATP é cerca de 30; por isso a respiração aeróbia é definida como a oxidação total da glicose em
presença de oxigênio; parte da energia liberada dos nutrientes é dissipada em forma de calor, utilizado para aquecer o corpo.
VOLUME 3
Total 10 2 2 28 a 34 26 a 32
Sucedida a glicólise, a redução do piruvato é catalisada
pela enzima lactato-desidrogenase. O equilíbrio global
Observe: 1NADH = 2 a 2,5 ATP e 1 FADH2 = 1 a 1,5 ATP. dessa reação favorece significativamente a formação
de lactato. Microrganismos fermentadores regeneram
continuamente o NAD+ ao transferirem os elétrons do
3. Fermentação NADH que formam um produto final reduzido, como no
É oxidação incompleta da glicose sem necessidade de oxi- caso o lactato.
gênio feita por alguns seres vivos. Nesse processo denomi-
nado fermentação, a quebra da glicose (glicólise) termina
com a fabricação de apenas dois ATPs. A fermentação é
um processo efetivado por microrganismos, como fungos
e bactérias. Praticamente, todos os seres vivos podem
usar a glicose para sintetizar a energia necessária aos seus
processos metabólicos. A glicose e outros açúcares são O rendimento em ATP da glicólise sob condições anaeró-
transformados em outras substâncias que liberam energia. bicas – 2 ATP por molécula de glicose – é muito menor
Dependendo do tipo de microrganismos e do meio em que que o obtido na oxidação completa da glicose sob con-
vivem, determina-se o tipo substâncias que será produzido. dições aeróbicas.
Existem vários tipos de fermentação, como lática, alcoólica,
Portanto, para produzir a mesma quantidade de ATP, é
acética e butírica.
necessário consumir cerca de 18 vezes mais glicose do
que em condições aeróbicas. Sob o ponto de vista ener-
gético, a glicólise libera apenas uma pequena fração de
energia total disponível na molécula da glicose.
Fermentação alcoólica
rico e gás. É característica das bactérias do gênero Clostri- menos espesso de acordo com o tipo de bactéria.
dium, que exalam odores pútridos e desagradáveis.
A fermentação e a respiração são processos bioquímicos que necessitam do embasamento de conceitos químicos,
como reagentes e produtos, e das enzimas envolvidas nessas reações químicas. A estrutura das moléculas que parti-
cipam desses processos também auxilia na compreensão desse metabolismo energético.
HABILIDADE 18
Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnoló-
gicos às finalidades a que se destinam.
O conhecimento dos processos metabólicos na produção de energia é importante tanto para o estudo
relacionado a nossa saúde e bem-estar como também são muito explorados na indústria alimentícia,
devido aos diferentes metabolismos energéticos encontrados em microrganismos. Desse modo, apesar da
complexidade das reações químicas relacionadas a esse assunto, as questões do Enem geralmente cobram
que o aluno consiga compreender a visão geral desses processos e suas consequências, principalmente
quando aplicados à indústria alimentícia.
MODELO 1
(Enem) Há milhares de anos, o homem faz uso da biotecnologia para a produção de alimentos como pães,
cervejas e vinhos. Na fabricação de pães, por exemplo, são usados fungos unicelulares, chamados de leveduras,
que são comercializados como fermento biológico. Eles são usados para promover o crescimento da massa,
deixando-a leve e macia.
O crescimento da massa do pão pelo processo citado é resultante da:
a) liberação de gás carbônico;
b) formação de ácido lático;
c) formação de água;
d) produção de ATP;
e) liberação de calor.
ANÁLISE EXPOSITIVA
Na fabricação de pães são utilizadas leveduras para promover o crescimento da massa. Esses organismos
realizam fermentação alcoólica (tipo de metabolismo anaeróbico pelo qual os fungos produzem energia
através do consumo de açúcares provenientes da massa e, como produto, obtém-se álcool, que, nesse
caso, vai evaporar no forno) e liberam gás carbônico (responsável pelo crescimento da massa, já que cria
bolhas que ficam retidas, deixando o pão aerado em seu interior).
VOLUME 3
RESPOSTA Alternativa A
ETAPAS
2ATP + PRODUTO
FERMENTAÇÃO GLICOSE
PIRUVATO FINAL SALDO:
2ATP
2NADH 2NAD+
ETAPAS