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STF 102.170
RE / 657718
10069 - DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO I Serviços
I Saúde I Tratamento Médico-Hospitalar e/ou Fornecimento de Medicamentos
Supremo Tribunal Federal
Sup",mo Tribunal Federal
1 09:08
I 1111111111111111111
I RECURSO EXTRAORDINÁRIO]
REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA
-
Dever do Estado de fornecer medicamento não autorizado pela Anvisa.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 657718
PROCEDo : MINAS GERAIS
ORlGEM : AC-I o 145095670 1730021-TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
ALCIRENE DE OLIVEIRA
Distribuição em: 28/09120 II
RECTE.(S)
PROC.(AlS)(ES)
RECDO.(AlS)
ADV.(AlS)
DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
\ ~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - /
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço
eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
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TribuQS!1 de Justiça do EstadÇ> de ,Minas Gerais
Autuação
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Cível
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Criminal
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T.JMG
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Feitos Espeeiais
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Recu'rsos a outros i==-'---
Volumes Apensos
O Segredo de Justiça O Agravo Retido O Réu Preso
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O Justiça Gratuita
O Menor O Recolhimento (Taxa) [;
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O Liminar O Maior de 60 anos O Art,600.§4'·CPP
Conexão Procurador de Justiça
'In CACIV
....
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C:í:VEI...
- 1.0145.09.567017 3/ 002
( 5670173-16.2009.8.13.01451
!)ü;'l.,':i.bu:í.dD em :}(il/ll/2v)l(il
Relator: .. l'larotti:\
..Ju:i. z Fl)Y"'':;\
DA FAZEI'IDA PlJBLICA E EBTADUAH,

/ Reexame Necessário
.... __ ... _----{
10145.09.567017-3/002 (5670173-16.2009.8.13.0145)
Cível/Reexame Necessário
7ª C:aMARA C:fVEL
REMETENTE
;.11) V FAZ CCWlARCA ,JUIZ
Apelante(s)
ESTADO UEr(AIS
Apelado(a) (5)
AI...CJ:REI'II::: DE
10145.09.567017-3/003
Embargos

'( )
(5670173-16.2009.8.13.0145)
de Cível
C:aMARA CiVEL
, !' 1.... 2º CAROT - URG
. ) ( ) PRIMEIRA VICE-PRESIDf::NCIA
1.0145.09.567017:"-3/004 (5670173-16.2009.8.13.0145)
Distribuido em 09/06/2011 10:18
r Dl .,-- "'''':11 _"",,,.
10145.09.567017-3/004 (5670173-16.2009.8.13.0145)
Jl.-" l-oRecurso Extraordinário
PRIMEIRA
Recorrente( 5)
ALe I RE:NE DE DL I VE I RA <.Ir <l L ri' .... I n
Recor ....
ESTADO MINAS GEPAIS
REPERCUSSÃO
GERAL
Alvará

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Mandado
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..



* .. PÚBLicA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTl\DUAL DA COMARCA DE
,
JUIZ DE FORAlMG
.,
Supr':lrllO Tribunal Federal
RE 0657718 - 19/09/2011 09·08
1//1/1//1/1/1//1111/11/1//1/1//1/1///111/111/1/1/////111//111////1//1////1/
0145 09 567017-3
J .
ALCIRENE DE OLIVEIRA, brasileiro (a), solteiro (a), aposentada, portador (a) do RG
nO MG-10.136.752, residente na Rua Branca Mascarenhas, 33/303, bairro Monte Castelo, TEL: 3226-
2010 e 9945-6042, Juiz de Fora/MG, assistido (a) pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais,
consubstanciada no art. 134, § da Constituição da República, e observado o art. 74, XI da Lei
Complementar Estadual 65/03, vem, com respeito e acatamento, à presença honrada de Vossa
Excelência, propor .
ACÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA
JURISDICIONAL
.em face do ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa juridica de direito público interno, ente federado da
República Federativa do Brasil, com representação judicial na Rua Chance ler Oswaldo Aranha, 60,
bairro São Mateus, pesta cidade, pelos fatos e fundamentos adiante expostos.
DA GRATUIDADE DE JUSTiÇA
Preliminarmente, afirma não ter condições financeiras para arcar com as custas do
processo e honorários advocaticios, sem o prejuizo do sustento próprio e de sua família, razão pela
qual faz jus a gratuidade de justiça, nos termos da Lei nO 1.060/50, e suas modificações posteriores,
indicando a Defensoria Pública, na pessoa do Defensor Pública com atuação junto a este Juizo, para
reclamar seus direitos.
1- DOS FATOS E DO DIREITO
De acordo com o laudo (s) médico (s) anexo (s) da (s) lavra (s) do (a) médico (a)
Rodrigo Reis Abrita, CRM-MG 27.690, o (a) Autor (a) é portador (a) de "doença renal crônica. Está em
hemodiálise há 14 anos e evolui com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária à doença renal,
hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina O.".
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COMARCA JUIZ DE FORA
15:31 DISTRIBUIçao 26/11/2009
PROCESSO: 014509567017-3
PROCEDIMENTO ORDINARIO
VALOR CAUSA: 5.000.00
DISTRIBUIçao POR SORTEIO
26/11/2009 ÀS 15:31:45
FAZENDA ESTADUAL
JUIZ(A) TITULAR:
MARCELO CAVALCANTI PIRAGIBE MAGALHaES
PROMOTOR(A) :
ANA LéIA SALOMaO E RIBEIRO
Judiciária * l




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... ~ .)
..





$-"E:ENSORIA PÚBLICA D ~ E S T A O O DE MINAS GERAIS
A patologia de que o (a) Autor (a) é portador (a) está comprovada pelos laudos
médicos e receituário (s) anexo (s), subscrito (s) por médico (s) cqnveniado (s) ao Sistema Único de
Saúde - SUS, sendo importante salientar que o rol de medicamentos/insumos prescritos poderá sofrer
acréscimos ou alterações, em decorrência da evolução de sua doença ou dos efeitos colaterais da
medicação. '
Portanto, foi (foram)-Ihe prescrito (s) o (s) seguinte (s) medicamento (s)
e/ou insumo (s), de uso continuo: (*)
'.
- Mjmpara 30 mg (Cinacalcet) ----------------------------- 1 frasco/mês - 1 cp/dia.
(*) Contra·fé de citação do Réu acompanhada com receituários médicos originais .
Censoante declarações inclusas da Ouvidoria Municipal de Saúde/Farmácia do SUS e
Secretaria Estaduat de Saúde, os medicamentos e insumos prescritos ou não fazem parte da cesta
básica de medicamentos do SUS ou estão em falta na rede pública municipal e estadual.
o (A) autor (a) não possui condições financeiras para adquiri-lo sem prejuizo do
sustento próprio e de sua família.
,
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 assegura a todos a
inviolabilidade do direito á vida (caput do artigo 5') e dispõe que a saúde é um direito social (caput do
artigo 6').
Viiando dar maior efetividade a este direito, a Constituição estabelece em seu art. 196
que a saúde é um direito de todos e é dever do Estado promovê-Ia .
Art. 196 .. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econõmicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e
ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
reçuperação.
Cumpre ressaltar que este direito à saúde deve ser efetivado mediante atendimento
integral, conforme dispõe o comando trazido no art. 198 da CRl88:
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e
hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes: ( .. .)
/I - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuizo
dos serviços assistenciais.
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
__ o •• ..-:. -----O-dir:eito-fondalllelltal-irsaácte-foi-ainda regulado pela Lei 8,080/90, oonhecida como


Lei Orgânica da S ~ ú d e , a qual estabelece que cabe ao Estado promqver os meios para a realização do
direito à saúde, fOInecendo todas as oondições necessárias para o seu pleno exercicio, inclusive
assistência terapêutica integral. Destacamos:
"Art, 2°, A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover
as condições indispensáveis ao seu pleno exercício, (".)
Aç, 6°, Estão incluídos no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS:
I -It execução de ações: (.,,)
d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, (.,,)
Art, 7°, As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou
conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de
acordo com as diretrizes previstas no ari, 198 da Constituição Federal, obedecendo
ainda aos seguintes princípios:
I -·universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os niveis de assistência;
/I -'integralidade de assistência, entendida como conjunto ariiculado e contínuo das
ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada
caso em todos os níveis de complexidade do sistema;"
Tais dispositivos obrigam o Estado a disponibilizar para a população a execução de
"
todas as ações indispensáveis ao tratamento médioo de enfermos, dentre as quais se inclui
expressamente a' assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, aos que dela
necessitarem, em todos os niveis de complexidade do sistema, Assim, comprovada a necessidade
dos medicamentos, eles deverão ser necessariamente fornecidos, e sem maiores delongas que
possam comprometer a integridade fisica e mental do cidadão,
"
Nos dizeres do ilustríssimo Ministro Celso de Mello, "". o direito público subjetivo à
saúde representa prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas pela
própria Constituição da República" (RExt 271 ,286/RS, reI. Min, Celso de Mello, Informativo STF nO, 210,
de 22.11,2000, p, 3),

CUTpre lembrar que não basta a prestação de qualquer atendimento médico, mas sim
daquele mais adequado e eficiente, que possa cumprir o fim a que se destina, No presente caso, há a
indicação, pela equipe de médicos especializados responsável pelo tratamento do (a) autor (a), de qual
é o tratamento necessário: os documentos ora juntados são claros em demonstrar a necessidade dos
remédios mencionados, que o Réu insiste em não fornecer com a esperada regularidade, fato que se
pretende garantir com o ajuizamento desta ação,
Afinal, não se pode admitir que, motivado por ausência de previsão expressa dos
medicamentos em instrumento normativo municipal qualquer, haja risco de vulneração ao maior direito
fundamental, que é o direito à vida,
'.
11 : DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM CARÁTER DE URGÊNCIA
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
É inconteste o direito do (a) Autor (a) à efetivação do direito à vida e à saúde, e os
laudos médicos anexados à presente constituem prova inequívoca da necessidade do tratamento na
forma descrita, razão pela qual se fazem presentes os requisitos legais do art, 273, do CPC, para a
concessão da dos efeitos da tutela em caráter de urgência,
,
Por se tratar de tratamento indispensável à garantia do próprio direito à vida do (a)
Autor (a), torna-se irrefutável a existência de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação
(art, 273, I, do CPC), decorrente da possibilidade iminente do agravamento do quadro clínico do (a)
Autor (a), Com efeito, caso não seja fornecido á (ao) Autor(a} os insumos e medicamentos, os danos à
sua saúde poderãO se tornar irreversíveis, levando-a à morte,
Tendo em vista a resistência do Estado de Minas Gerais em cumprir o seu dever, e
ante o permissivo do art, 273, §3°, do CPC, é importante seja fixada astreinte em valor satisfatório, a
qual se requer não seja inferior a R$1,000,00 (um mil reais) diário, devidos a partir da intimação da
concessão liminilI, caso continue a descumprir o seu dever de fornecer os medicamentos
mencionados,
Presentes a verossimilhança e o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, é
de rigor a antecipação dos efeitos da tutela, requerendo o seu deferimento, em caráter de urgência,
sob pena de tornar inócua a prestação jurisdicional perseguida,

!li • DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer:
a}.a antecipação dos efeitos da tutela, inaudita altera pars, para determinar que o
Réu, através de sua Secretaria de Saúde, em prazo máximo de 02 (dois) dias, fomeçam ao (à) Autor
(a) o (s) insumo (s) e medicamento (s) prescrito (s) no (s) receituário (s) médico (s) incluso (s) e
elencados na inicial, necessário (s) para o tratamento de sua moléstia e possíveis efeitos colaterais, e
continuar a fazê-lo regularmente no décimo dia de cada mês subseqüente por prazo indeterminado,
pelo tempo que o (a) Autor (a) necessitar, mediante prescrição médica mensal, sem prejuízo de outros
medicamentos quê eventualmente lhes sejam prescritos pelo médico em razão da patologia de que é
portador, sob penaae multa diária (astreinte) fixada no importe mínimo de R$5,000,00 (cinco mil reais),
na forma do artigo 461 do CPC, sem prejuízo da configuração do crime de desobediência;
b} a notificação do representante judicial do Réu nesta cidade (GRS) para dar
cumprimento imediato à decisão que conceder a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional;
c} a citação do Réu para, querendo, contestar a presente ação;

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
•• 0 __ • _ "_. __ o
d)ro julgamento antecipado da lide, eis a comprovação de plano dos fatos alegados
através de laudos médicos emitidos pelos próprios Réus;
e) a concessão dos benefícios da Assistência Judiciária Gratuita por se tratar de
pessoa pobre na acepção jurídica do termo;
...
n final, seja JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO, para condenar o Réu ao
fornecimento do (s) medicamento (5) e insumo (5) discriminado (s) anteriormente e constante (s) do
(s) receituário (s) médico (s) incluso (s), por tempo indeterminado e pelo tempo que durar o tratamento,
bem como outros medicamentos que, eventualmente, sejam prescritos pelo médico em razão da
patologia que o (a) Autor é portador, mediante prescrição médica mensal, até o décimo dia de cada
mês, fixando, em definitivo, multa diária para a hipótese de descumprimento da ordem judicial em valor
a ser estabelecido por Vossa Excelência, não inferior a R$5.000.00 (cinco mil reais);
g) a condenação do Réu em honorários advocatícios na base de 20% sobre o valor da
causa e em custas e demais despesas processuais, revertidos, aqueles, em prol da Defensoria Pública
de Minas Gerais;
h) em caso de descumprimento da decisão, determine o bloqueio judicial de verbas
públicas para garantia da efetivação da decisão judicial, expedindo-se mandado de avaliação para
tomada de preço em três estabelecimentos farmacêuticos no comércio local, a fim de optar-se pelo
menor preço .
Requer, ainda, sejam respeitadas as prerrogativas funcionais dos membros da
Defensoria Pública, sobretudo a intimação pessoal nos autos e a contagem em dobro de todos os atos
processuais', previstas na Lei Complementar Federal 80/94 e no art. 74, I, da Lei Complementar
Estadual 65/03 .
à causa o valor de R$5.000,00 (cinco mil reais).
Pede deferimento .
Juiz de Fora, 25 de nove ro de 2009.
\
• PAU O

Defensor Público
MADEP 0271
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, 'Of
,
de .Juiz de Fora
paciente:--=.n_L--=O_' _____ :,-____

RELATÓRIO
o paciente O , é portador de
I doença ,relial crônica. Esiá cin HEMODIÁLISE' 'háll anos'" e, evoluiu com
HIPERPARATIREOIDISMO SEV'ERO secundária à doença renal, e hipercalcemia
não resolvida com o uso de quelantes de fósforo e vitamina D.Pelá exposto, necessita fazer uso do
. - . . .
MIMPARA® (CINACALCET). Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificações
vasculares e em' partes moles, com alto risco cardiovascular (risco de morte) além de piora. da
doença óssea. Não há medicamentos substitutos.
-,
Respostas ás questões:
_ a), O paciente já faz uso -de quelante de fósforo e VIT AMlNA D porém evoluiu com PIORA

' doença e risco de necessidade de cirurgia. '
, b) Não respondeu a tratamentos anteriores.
c )Até o momento não há genérico.
d) O hiperparatireoidismo severo leva a deformidades 'ósseas, fraturas; dores intensas e
maior risco cardiovascular. Muitas vezes pode precisar de cirurgia de' radical para resolver o
problema ..
,CID: N18,8
N25.8
À disposição para maiores esclarecinwntos,
, .
DE FORA ato / 1'0
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RECEITA MÉDICA
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JUIZ de Fora
OUVIDORIA MUNICIPAL DE SAÚDE
LEI MUNICIPAL N" 8860 DE 21/05/96
JUIZ DE FORA - MfNAS GERAIS
Juiz de Fora, 113 de Novembro de 2009.
Declaração

Declaramos a pedido de Aldrene de Oliveira de 31 anos, que o Medicamento:
lVlimpara® (Cinacalcet) não faz parte de nenhum Programa Específico em nenhuma das esferas
governamentais, Município (lista básica), Estado (Programa de excepcionais) e União (RENAME -
Relação Nacional de Medicamentos) para sua dispensação, podendo tal informação ser constatada
..
através de verificação nas citadas listagens_
. Agradecemos, colocando-nos à disposição para o que se fizer necessário, reiterando
votos de estima e apreço_



Atenciosamente,
sarrda ~ h e a r
Ouvidora lVlunicipal de Saúde
Rua Batista de Oliveira, 239; 8
1
andar/804 - Centro - Juiz de Fora - MG.CEP 36013-300
Ouvidoria MuniCipal de Saúde Tel:3690-8135 ou 7453
Home-page: www.pjt.mq.gov.br/consaude I E-mail: ouvidoriadesaudejf@ig.com.br
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0\ .vmORlA MUNICIPAL DE SAÚD1Ç
I,Il MiWlClf'AL .N·1l860 VE 21/Q5/96
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS
. /!i IIfl/ /111 o/r)
O(s) illcdlcamento(s) .. . ________

parte de nenhum progr1llI1
a
eSpecifico da Assistência Farmacêutica. A SSSDA não
possui mecanismos para co.inpras indiViduais.
Juiz de Fora, 1 de / P de 2009 .
R ... Batista de O'"" ... 239; Il' '''d.rllJ04 '- C.nlTo • otn. <I. For., M(3.CEP 36013-300
OLMdÓria Municipal de Saüde Ter:369Ó4J135 ou'7453
WWw.ort.rnn9OV.br/consaudeIE_no OUVlloriad.saudejf@ig.=n.b,
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OU\!IDORlrA MUNICIPAL DE SAÚDE
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LEI MUNICLPAL N° 8860 DE 21/05/96
JUIZ DE FORA - MINAS GERAiS
Formulário de \'\teudimeuto
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Protocolo: 11 -:J) ')
Dados do Cidadão:
Nome completo: ;\0' V Ô J'D>m R. di {OI
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••
RELATÓRIO
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f\lr .. ·;V'I ... ,r. "":-.,0 I . -' .nA... '.
O paciente 11 V'\jv.:; '. ,'-' \ 'V...x: é portadordc
doença. ret\al crônica .. Está' ein HEMODIÁLISE.' .hã, <li·' anos '·eevoluiu· cpm.
HIPERPARATIREOlDIS!YiOSEV'ERO secundária à,doença renal; e hipercalcZ'mla
não resolvida com o uso de quelantes de fás'foro e vitamiria .o. PeJo exposto, rtecessitafazcf,llso d'o
. - . . .... .. .
MIMPARA® (CINACALCET), Caso. não use tal.medicamento poderá apresentar calcificações
vasculares' e em partes moles, com alto' risco,éardiovascular (risco' de mOlie)alé;i1 de piora da' ".'
doençaóssea. Não há ri1ediéàmentos substitütos. ' '. .

Respostas ás questões:'
a) O paciente já faz uso de quelante deJásforo eVITAMINÁ ti porém evoltiiL!coni PIORA
ea e risco de necessidade de Cirurgia, . ". .', ,
. . b) Não respondeu a tratamentos anterjores.

••
, c )Até o momento não há geriérico: .
d) O hiperparatireoidismo . severo levlt a defbnnidadesosseas,' fratüras; dores intensas e
maIor riSCO cardiovasclIlac Muitas vezes pode precisar de cirurgia de; radical para resolver o'
problema,.
CID:NI8,8
N25,8
À disposição para maiores esClarecimentos,
.. '.:
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.. DE ESTAI;> O .'
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.. iIZc;;;"tY6'": 1)(;"" OL/t/él)zÃ

jU/L Pé-- hnl4
---'

MEDICAMENTOS QUE SÃO DISPENSADOS NF.5TA UN1DADF. DO SUS PERTF.NrF.M AO PROGRAMA DF. MEDlCAMENTOS DF. Al.TO
lSTO ES-n.: PROGRAMA FOI CRIADO MINISTÉRIO DA SAllDI.: E SeGUE ALGUNS QUE PIWClIRAM GARAN"J1R [)
MELlIOR E M.1\15 SECillRO TRATAM1:NTQ AO C1DÃDÃO. DE FORMA 11 lJJ1L1ZAR o MEDICI\I\U::NTO C'ORRl.:TO. NA QIIANTIDAÍJE CERTA. DE
fORMA Er:IClF.NTE E COM A PREOCUPArÃO DF. ATENDER NÃO APENAS UM CIDADÃO. MAS TODOS AQlIFJ.F's QUE FSrÃO NECF.SSllADOS.
E';TLI) t"R1TÊRJOS FORAM PEl.O MJNISITRIO DA SAÚOF. POR MEIO DOS PROTOCOl.OS C!.iNICOS E DlRl:TRIZEJoi
HEM C'OMO PELAS LISTAS DE MEDICAMENTOS PADRONIZADOS PORTARIAS MS (iM l)I."il'ONivEl. EM
1"" Mr'D"'ANIENTO(Si sor.l(TI ADO(S);
NÃO ESTÁ (ÃOI CONTF.MPLADO (51 NO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS Dl' ÀLTOCUSm DO MINISrF.RIO DA SAÚDF,
o DEnINA(MI-SE A TRATAMUfro DE NEOPLASIA. TODOS OS MEDICAMENTOS NECESSÁRIOS SÃO GARANTIDOS PELOS CENTROS DE ALTA
COMPl.EXIDADF. F.M ONCOI.OGIA (CA('ON). PORTARIA MS GM 3.53598. CRF.DENClADDS PF.l.O MINISTF.R10 DA JoiAÜDF_ SOB A ---
('OORDENA("ÃO DO INS'nnrro NACIONAL DO rÂNC'ER (INCA) (DJSPONiVEL EM! WWW.INCAJiOV.UR):
Fl.:XI'ENC!':(M) AO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS [ A SUA .DISPENSAC'ÃO Ê RESPONSAl3JUDADE DE CII.DJ\ MUN!CiJ']O. OS
MEI)]CAMENTOS E DL: Alfl"OMON!TORlL:A('Ao PARA DJA13G-nC"Os E DO PROGRAMII. SAÚDE Dh MULllcR s'Ao DISPENSADOS
MEDIAN'n, A II)ENTIFlCAÇAn DO PACIENTE E APRESENTAÇÃO DA RECEIH MÉDICA EM UMA FARMArlA PÜIlUCA 011 UM POSTO DE
SA(JF>F.:
o I'ERTENCE(MI AO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS oSTRATÉGICOS E A SUA DISPl'NSA(AO É DERESI'ONSABlUDADE 00 MUNlCiI'IO,
D.-'.I.\
Renata O. Cunha
MASP 08831&'5

. n _ CRF 17313
___ .. __ =::-:-'------
.-\SSIN.-\ 1\ (' ,l.ltlk1HO Il(lIAII'RtlFl$SION,-\!. r • .j.l
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.. * DEFENSORIA PÚBLICA DO ESrADO DE MINAS GERAIS
DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA:
brasileilQ,.
'" _, do RG nO
domiciliad V. na
1:)1 -
CEP

______ " telefone , celular , tel parente
-;-_--= ___ " tel trabalho , DECLARO, a fim de fazer prova em Juízo,
e.



de acordo com parágrafo único do artigo 2° da Lei nO 1.060/50, que não possuo recursos
financeiros para arcar com as custas do processo e honorários de advogados, sem prejuízo de
meu próprio sustento e de minha família.
DECLARO, ainda, estar ciente de que a falsidade da presente declaração
pode implicar na sanção civil do pagamento do décuplo do valor devido, bem como na
sanção penal, prevista no artigo 299 do Código Penal, conforme transcrito abaixo:
"Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre
fato juridicamente relevante:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão
de um a três anos, e multa, se o documento é particular" .
Declara, ainda, estar ciente de que, ocorrendo mudança de endereço, esta tem
que ser imediatamente comunicada ao juizo.
Outrossim, comprometendo-se a comparecer quinzenalmente ao fórum e/ou à
Defensoria para acompanhar ou dar andamento ao processo, ficando ciente de que, nos
do inciso III do art. 267, do Código de Processo Civil, o processo será extinto sem
resolução de mérito quando o autor deixar de promover os atos e diligências que lhe
competir .
Juiz de Fora, J.l de , de
Ü Assinatura do (a) Assistido
Modelo PUd,,,,,,ltOda 2
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Demonstrativo Mensal
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ALCIRENE DE OLIVEIRA
Brades(Q
Cartões \':\

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coa .JIHI DE FORA NORTE MG
AlCIRENE DE OLIVEIRA
R BRANCA MASCARANHAE5 00033 AP303
NU CASTElO
36052-290 J.UIZ DE FORA MG
11I11 1111111111111111 '
Saldo Anterior R$
H Créditos/Pagamentos R$ O,=n
(+) Compras/Débitos R$ (I, J,)
(=) Total da Fatum R$ S.1.<1
n O 091109 R$
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Parcelado: Rede Visa ). •. I, ; 6,.32):] Q:m .
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Saldo Anterlór
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DE LOJA:
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i"'- . r-. OSASCO -. SP . -: CEP 06029-900
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f' f' . ra' CLIE.NTE: ALC1R.EHE DE OLIVEIRA NÚMERO DO CARTÃO:. 422.0.xXXX.XXXX.80'3
lmI Bradesco . NOSSO NÚM2fiO: 19/67ijfj6919646-2 y'ocrME.';ro: :5/11/200:)
CINZA 1 ANDAQ
__ V_!_L_A ___ Y_A_" __ A ______________
,.VALOR PAGO: R$ ____ _
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:('C'"radesco.' -2 I 23794.02510 95750.691966 48000, 060il03 ,8 44370000000000
" . LOC<lI de Pagamento '. VenClmenlo
c' .' PAGÁVEL PREFERENCIAtMENTE EM QUALQUER BRACESCO 15/11/2009
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EspeciQ Doe. Data
0.7 1 1/2009
Os enCargos dO pagamento em atraso 'constarão na
ApóS o vencimento' pagar somente nas agências do Bradesco.
Para pagar, preencha o valor 'desejado no campo Mval0r Pago'".
próxima fatura.
Em caso de dúvidas .contatar a Central de Atendimento ao Cl;ente atr-avés do'
telefone: para localidades não atendidas, 1 igue: 08:0 88J 40:33 .
. .
ALCIRENE DE OLlVE1RA ,
II
AgêncialCód Cedente
4025-8/0000600-9
C.'fleiraJNosso Numero
19/57506919648-2
(=) Võllor do Documento
(-) Outras Deduções
Moro/Multa
(=) Valor Cobrado
Ficha ele
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e.
e


CERTIDÃO
Certifico que nesta data recebi
os presentes autos da Distribuição Judicial da
Comarca, registrados e digitalizados no
Siscom/TJMG, conforme chancela no verso da 1
0
página da petição inicial no que ser refere à
classe, efetivando no banco de dados a
vinculação da matéria ou temas discutidos no
procedimento judicial, conforme portaria n° 775/
CGJ/2009 ,
Processo n° 14.;;.09.
Em.t:t/ / 0'1 .
Oficial Apoio Judicial,_-,1Ct?,,,,,-,, ... _____ _
Secretaria V.Fazenda Pública e Autarquias Estaduais
CONCLUSÃO
Em .:<..=t faço estes
autos conclusos à MM. Juíza de Direito em
substituição legal na Vara da Fazenda Pública e
Autarquias Estaduais de Juiz de Fora - MG.
Oficial Apoio Judicial __ 1-------
. Secretaria V.Fazenda Pública e Autarquias Estaduais
7.-0
/'"
O
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-

PROCESSO W
Natureza
145.09.567017-3
AÇÃO COMINATÓRIA
Decisão Interlocutória
Ato

DEFIRO A GRATUIDADE JUDICIÁRIA.
ALCIRENE DE OLIVEIRA qualificada, aJUlZOU Ação
Cominatória com pedido de Tutela Antecipada em face do ESTADO DE
MINAS GERAIS, visando compeli-lo a disponibilizar o medicamento
MIMPARA 30mg(CINACALCET), às expensas do SUS, visto ser portadora de
Doença Renal Crõnica, se encontrar em hemodiálise há 14 anos e evoluído
com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundário á doença renal,
hiperfosfatemia e hipercalcemia nào resolvidas com quelantes de fósforo e
vitamina D.
Instruiu a inicial com documentos de fls.07 (19, dentre eles,
(fls. 07/08)Dec1aração médica e respectivo receituário atestando a doença da
autora bem como a necessidade do uso do medicamento indicado e (fls.15)
de dispensação do medicamento pelo Estado, ao argumento de que
está contemplado no Programa de Medicamentos de Alto Custo do
Ministério da Saúde.
É o breve relato. Decido o pedido de antecipação dos efeitos
da tutela.
O Código de Processo Civil autoriza a antecipação dos
efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo
prova inequívoca, se convença o julgador da verossimilhança da
alegação e haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil
reparação (art. 273 do CPC).
De início, importante registrar que este Juízo, norteia suas
decisões atinentes a pedidos de medicamentos/insumos tomando como
parãmetro a lista de medicamentos que compõem a Farmácia de Minas, o
Programa de Medicamentos Excepcionais do Estado e a Relação Nacional de
Medicamentos Essenciais (RENAME).
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Todavia, pela Declaração Médica acostada às Os.07, verifica-
se tratar de quadro gravíssimo, pois, segundo o relato do profissional
que assiste a autora, ela é portadora de Doença renal crônica, está em
tratamento de hemodiálise há 14 anos, evoluindo com
Hiperparatitreoidismo Severo, secundária à doença renal,
hipefosfatemia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes de
fósforo e vitamina D, surgindo daí a necessidade de fazer uso do
medicamento MIMPARA (CINACALCET). Afirma o referido profissional
que caso a autora não use tal medicamento poderá apresentar

calcificações vasculares e em partes moles, com alto risco
'cardiovascular (risco de morte) além de piora da doença óssea e que não
há medicamentos substitutos.
Destarte, considerando o teor do documento médico
supracitado, configurados estão os requisitos que autorizam a concessão da
tutela, impondo seu deferimento.
Com estas considerações, contrariando posicionamento já
firmado, no caso concreto dos autos, hei por bem DEFERIR A TUTELA
ANTECIPADA COM RELAÇÃO AO PEDIDO DO MEDICAMENTO MIMPARA
(CINACALCET), determinando que o Estado de Minas Gerais disponibilize o
medicamento MIMPARA (CINACALCET) à autora, às expensas do SUS, nos
termos prescritos no receituário médico de fls.08, de forma contínua.
Expeça-se mandado, com urgência, para cumprimento desta
decisão, com encaminhamento do receituário original.
Ato continuo, cite-se o réu, através de seu representante legal,
.para, querendo, apresentar resposta, no prazo de 60 (sessenta) dias.
Cientifique o MP.
Int.
Juiz de Fora, 27 d novembro de 2009.
ANA MARIA "tft, .• JABOUR
Juíza Direito
Em substituição na Vara da Fazenda Estadual
RECi::BIMENTO DE AUTOS
em.-&I j i autos foram
de\lOlvictol. Secreb8ria.
O
2
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CERnDÃO Df INTIMAÇÃO NO Dk,
Ci«l1FlCO que. poro dênclallntlmoçoo das pt;:ies
inler9SS0dos. tal publicado o
constante de f,
no D.IG • DiÓl'1o Judiciário EletrOnJco' do Tribunol de
Justiça do de Minas Gerais. dlSjIOnlbllizodo
em.JliLJ1.J..2L 9 publicado em OJ..11& 1P.!i.
Edlçoc, n, • lJil. 1 05
O reMrldo • verdade e dou fê,
Juiz de ForG.IMGI 31\) I 11 I o,
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\/ore do P9bflcll e AutOl'qUIcs Es1uduals JF,
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Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
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SFDC-341 COMARCA DE JUIZ DE FORA - JUSTiÇA COMUM
FÓRUM BENJAMIM COLUCCI
AV. BARÃO DO RIO BRANCO, 2189,12
0
ANDAR, CENTRO, 3239,2600, CEPo 36010010
CARTA PRECATÓRIA
Processo: 0145 09 567017-3 FAZENDA ESTADUAL - PROCEDIMENTO ORDINARIO
Distribuição: 26/11/2009 - Emissão: 30/11/2009
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉU FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Se (a) :
FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - CNPJ: 21,572,292/0009-64
Endereço: AV AFONSO PENA, 1901 - l° ANDAR - Fone:
FUNCIONARIOS - CEPo 30130000 - BELO HORIZONTE/MG
Juízo DEPRECADO: Comarca de BELO HORIZONTE
apresentada.
VALOR DA CAUSA: R$ 5,000,00
MG ou a quem for esta
o MM(a} Juiz{a) de Direito desta comarca e vara supra, faz saber que por este
foro e vara tramita o processo descrito acima 8, como os atos processuais devam
realizar-se fora dos limites territoriais desta comarca, DEPRECA a V. Exa. que, em
exarando nesta o. seu cumpra-se, determine.
DESPACHO JUDICIAL
NOTIFIQUE-SE O ESTADO DE MINAS GERAIS, POR SEU REPRESENTANTE LEGAL, DE QUE FOI
DEFERIDA LIMINARMENTE A TUTELA ANTECIPADA , PARA QUE O ESTADO DE MINAS GERAIS
PROVIDENCIE AO AUTOR O MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET), CONFORME RECEITA MÉDICA
CONSTANTE DOS AUTOS FICA O ESTADO CITADO PARA RESPONDER EM 60 (SESSENTA) DIAS
(CPC ART 297 C/C 188), COM ADVERTÉNCIAS LEGAIS (CPC ART 285) ,FOI DEFERIDA A
~ T U I D A D E JUSTIÇA LEI 1060/50
Aproveito o ensejo para externar-lhe manifestações de estima e consideração.
JUIZ DE FORA, 30 de novembro de 2009,
Juiz(a} de Direito
o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS
O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NOS JUIZADOS ESPECIAIS É DE 08:00 ÀS 18:00 HORAS
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

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COMARCA DE JUIZ DE FORA - JUSTIÇA COMUM
FÓRUM BENJAMIM COLUCCI
URGENTE
A V. BARÃO DO RIO BRANCO, 2189 - 12
0
ANDAR - CENTRO - 3239-2600
282 - MANDADO DE INTIMAÇÃO DE TERCEIROS
J.vrt
FAZENDA ESTADUAL
PROCESSO: 0145 09 567017-3 MANDADO: 1
PROCEDIMENTO ORDINÁRIO - Distribuído em 26/11/2009
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉU : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Pessoa a ser intimada:
GERENCIA REGIONAL DE SAÚDE
Endereço:
AV DOS ANDRADAS, 222 - Fone:
CENTRO - CEP: 36010010 - JUIZ DE FORA/MG
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OrA) MM, Juiz(a) de Direito da vara supra manda ora) Oficial (a) de
Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) que, em cumprimento a este,
PROCEDA À INTIMAÇÃO da parte, nome e endereço acima , para os termos do
despacho transcrito,
DESPACHO JUDICIAL/COMPLEMENTO
de que foi deferida a tutela antecipada para determinar que o Estado
de Minas Gerais, providencie ao autor o medicamento Mimpara
(Cinacalcet), ás expensas do SUS, nos termos prescritos no receituário
médico de fls. 08, de forma contínua,
JUIZ DE FORA, 30 de novembro de 2009.
JJ.h •• v.o...

Escrivã(o) Judicial: MARCELO CARNEIRO FORTUNA
por ordem do(a) Juiz(a) de Direito
Rita M. R. Sales Cunha
Io\ASP 1205487-2
J J J I /0.. . /J CRF 10Q70
Ciente: __ ____ ______________________________ _
Ao comparecer em JuIzo, esteja munido de doc. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense.
Nome do Oficial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional:
BRIAN ANDRADE SOARES SILVA
REGIÃO: 999 - ZONA DE PLANTA0
Mandado: 1
ASSISTtNCIA
JUDICIÁRIA
C rt
'dã OVorso
e I o:I!{]Anexa
o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 AS 18:00 HORAS
Ú
"111. Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

••
CERTIDÃO
Certifico que, em cumprimento ao respeitável mandado
de nO ti.. expedido nos processo nO
0145 og 'f)'6Q- '3 que corre perante7q?.iJ6YA
tJ1Afl/ltl. , dirigi-me às ;.[0 h e ()v min, à rua
Av (JtlS /ttlO1lA-&t-f 222 C
--:--_---:-__ para todos os termos e conteúdo
do mandado referido que li e lhe dei para ler, do que ficou
• bem ciente, Dei-lhe a contrafé que aceitou no
mandado sua nota de ciência, Dou fé,


Juiz de Fora, O I de tl2r?ét hrJ20
lUstiça Avaliador(a)
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••



COMARCA DE JUIZ DE FORA - JUSTIÇA COMUM
FÓRUM BENJAMIM COLUCCI
URGENTE
AV. BARÃO DO RIO BRANCO, 2189 - 12
0
ANDAR - CENTRO - 3239-2600
282 - MANDADO DE INTIMAÇÃO DE TERCEIROS
Jirt
FAZENDA ESTADUAL
PROCESSO: 0145 09 567017-3 MANDADO: 2
PROCEDIMENTO ORDINÁRIO - Distribuído em 26/11/2009
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉu : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Pessoa a ser intimada:
PROCURADORIA REGIONAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Endereço:
R OSWALDO ARANHA, 60 - Fone:
CENTRO - CEP: 36010010 - JUIZ DE FORA/MG
O(A) MM, Juiz (a) de Direito da vara supra manda o(a) Oficial (a) de
Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) que, em cumprimento a este,
PROCEDA À INTIMAÇÃO da parte, nome e endereço acima , para os termos do
despacho transcrito.
DESPACHO JUDICIAL/COMPLEMENTO
Intimação da Procuradoria Regional do Estado de Minas Gerais em
Juiz de Fora, da decisão proferida por este Juízo, conforme cópia em
anexo, nos termos do art 10, § 4
0
da Lei 8.437, de 30 de julho de1992 e
art 10 da Lei 9.494 de 10 de setembro de 1997
Ciente:
JUIZ DE FORA, 30 de novembro de 2009.
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Escrivã (o) Judicial: MARCELO CARNEIRO FORTUNA
por ordem dota) Juiz(a) de Direito
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Ti :v Maranduba Schrodrt
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• 1.182.118·2 • OAB/IIl1!.ili
Ao compareder e Juizo;' esteja munido de doc. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense.
,
No)ne que deverá se identificar com sua Carteira Funcional:
Mandado: 2
PAULO CÉSAR BARBOSA
ASSISTÊNCIA
REGIÃO: 999 - ZONA DE PLANTA0
JUDICIÁRIA
\
Certidão:DVerso
DAnexa
O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 ÀS 18.00 HORAS
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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-.



CERTIDÃO
Certifico que, em cumprimento ao respeitável mandado
de nO do; s expedido nos autos, processo nO
0145 09 5670I7-3 que corre perante Fazenda Estadual
às T4. h e 40 min, à rua
OSW.uro ARANF.A n960,Bairro Centro,nesta,dia OI/I2/2009
onde
procedi à intimação da Procuradoria negional do Estado de
Minas Gerais na essoa do rocurador TIAi"! Ml\RANDUBA SCHRODER
x*x* x . x*x*x"'x*x*x*x"'x"'x*x* x* x*x*x* x"x"'x*x*x*x*x* x* x*x*x* x* x
x*x*x*x*x*x*x"x*x*x"x*x*x para todos os termos e conteúdo
do mandado referido que li e lhe dei para ler, do que ficou
bem ciente, Dei-lhe a contrafé que aceitou exarando no
mandado sua nota de ciência. Dou fé,
Juiz de Fora, .... ow,T __ de ---"-D .... e"'z'-Ce""mcuh'"-'ruo _____ de 2009
'e Justiça Avaliador(a)
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JUNTADA
EDl!UJJ2LJ.Qi, junto a estes autos
______ .... 8IIl frente
O(A) ESOrivAo(A)_--'l&JI'""-__ _
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t. ~ " .
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
OFÍCIO nO. 7081109/POlNúcleo.
Belo Horizonte, 29 de dezembro de 2009 .
REF.: Ordinária n°. 145.09.567.017-3 - VFP - Juiz de ForalMG.
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
CP-PRO: 090.781.
MM. Juiz,
Tendo em vista a ação em referência, solicito a V.Ex." o especial
obséquio de enviar a esta Advocacia-Geral do Estado, via postal, cópia dos documentos que
acompanharam a petição inicial, para que a Secretaria de Estado da Saúde possa cumprir a
decisão que concedeu a antecipação da tutela.
Na oportunidade, reitero a V.Ex."
protestos de apreço e
consideração .
Exmo. Sr.
MM_ Juiz de Direito
da Comarca de Juiz de F ora
Fórum Benjamim Colucei
Rua Marechal Deodoro, 662
Juiz de Fora - MG
CEP: 36.015-460
Núcleo - ALO
MMP/dlb
MARGARIDA
Procuradora do tado de Minas Gerais
Coordenadora da r curadoria de Obrigações
Av. Afonso Pena, nO 1901 - Funcionários, CEP: 30\30-004 - Belo Horizonte - MG.
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
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Seàetâria da Vara da Fazenda Públicã e Autãrquias "EStaduais
Comarca de Juiz de Fora - MG -
Avenida Barão do Rio Branco, nO 2.189, 12° andar, centro.
E-mail -jfa.fazesladual@tjmg.jus.br
Telefone (Oxx) 32 3239-2503 - CEP 36010.010
JUiz- Dr.Marcelo cavalcanti Piragibe Magalhães
l.. , .. Jsçrivão:: Bel. Marcelo Carneiro .l . ..;.. __
,. \
'"
• Oficio nO 0145 09.567.017-3
-.



Juiz de Fora, 08 de janeiro de 2010.
Prezada Senhora,
Pelo presente, extraido dos autos em epigrafe da Ação de
Ordinária em fase de cumprimento de liminar promovida por Alcirene de Oliveira
em face da Fazenda Pública do Estado de Minas Gerais, encaminho a Vossa
Senhora a documentação que acompanham a inicial, conforme vossa solicitação
através do oficio 7081/09/PO/Núcleo .
A
lima. Sra.
Atenciosamente
Marce'lo piragibe Gui
Ju!;: Direito
MARGARIDA MARIA PEDERSOLl
DO Procuradora do Estado de Minas Gerais
Coordenadora da Procuradoria de Obrigações
Av. Afonso Pena, 1901 - Funcionários
Belo Horizonte - MG
CEP 30130-004 "
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CERTiDAo - MOViMENTAÇÃO PROCESSUAL
Em á Instruç,lIo 173/88 da CGJ',m clc
29{) do TJMG ?rovimenlc 161/200e ót.
c·.,.·!ificú foi promovi de r; 2fl
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Jamento procee.suaJ nettas
t.-PJrn::i
C
-1 '!;"'r::o . H-jr-"'_' .. i!!' 'u" "'",r 'I" ::: 1014
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[J PiOC":;SO GUepent? !\rL 'lO Lei 6830/80
1-'1 G<L' ..... ':',...-;:-,' ;'1"'( 7 ..... '1 Á .... ('pr
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AG. Ce:,V· ____ _
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L:: .. da Vam da Fa;wnda a EstadU6is JF
JUNTADA
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A Judiciário do Estado de Minas Gerais
.L.)'Justiça de Primeira Instância
nLt
1_
_ J. rr,
Apensos
Autor ____________________________________________________________ ___
p
A
R
T Réu ______________________________________________________________ __
A
D
V
,
-I:

o
s
D Menor
D
D Réu preso
D
Segredo de Justiça
Representante do
Ministério Público
Judiciária
D Justiça Gratuità
lo. ,."'"
-----------fv-lvl--iJI'f-J-f"Jt"l;-1 lfll.e./
AUTUAÇÃO
Em ____ de __________ de ____ , nesta Secretaria, autuei
_________________________________ a seguir.
E para constar, lavrei o presente termo que subscrevo, _______________ _
I
·580-1
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e.
SFDC-341
COMARCA m: JUIZ DE FORA - JUSTiÇA COMUM
FÓRUM BE'NJAMIM COLUCCI
AV. BARÃO DO RIO BRANCO, 21 89 - 12" ANDAR - CENTRO - 3239-2600 - CEP: 36010010
CARTA PRECATÓRIA
Processo: 0145 09 567017-3 FAZENDA ESTADUAL - PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
Distribuição: 26/11/2009 - Emissão: 30/11/2009
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉU FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
0024 09 761580-1
Sr. (a) :
FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - CNPJ: 21.572.292/0009-64
Endereço: AV AFONSO PENA, 1901 - l° ANDAR - Fone:
FUNCIONARIOS - CEP: 30130000 - BELO HORIZONTE/MG
JUÍZO DEPRECADO: Comarca de BELO HORIZONTE
apresentada .
VALOR DA CAUSA: R$ 5_000,00
MG ou a quem for esta
o MM(a) Juiz(a) de Direito desta comarca e vara supra, faz saber que por este
foro e vara tramita o processo descrito acima e, como os atos processuais devam
realizar-se fora dos limites territoriais desta comarca, DEPRECA a V. Exa. que, em
exarando nesta o seu cumpra-se, determine.
DESPACHO JUDICIAL
NOTIFIQUE-SE O ESTADO DE MINAS GERAIS, POR SEU REPRESENTANTE LEGAL, DE QUE FOI
DEFERIDA LIMINARMENTE A TUTELA ANTECIPADA , PARA QUE O ESTADO DE MINAS GERAIS
PROVIDENCIE AO AUTOR O MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET), CONFORME RECEITA MÉDICA
CONSTANTE DOS AUTOS FICA O ESTADO CITADO PARA RESPONDER EM 60 (SESSENTA) DIAS
(CPC ART 297 C/C 188), COM ADVERTÊNCIAS LEGAIS (CPC ART 285) .FOI DEFERIDA A
411fRATUIDADE JUSTIÇA LEI 1060/50



Aproveito o ensejo para externar-lhe manifestações de estima e consideração .
(a) de.Djreit _L
Ana MaTUl Lamnt09 Juvour
Juiza de Direito
. _ Juiz de Direito
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o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETA IAS DE Juizo É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS
O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NOS JUIZADÓS ESPECIAIS É DE 08:00 ÀS 18:00 HORAS
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256


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JUIZ(A) TITULAR::
I'IAI:(IA CI:<I :,)'r I l'lr, Cl.JI'IHA C()!":'.j(,LH(.U
***
RECEBIMENTO
Em de 2009
Recebi estes autos do Distribuidor,
Do que para constar, lavrei este .
Luciano Augusto de Melo '
Escrivão Judicial
. CERTIDÃO,
Certifico e dou fé que expedi o(sj'inandado{s)
de nO(s) em __ 1_'_12009
e os entregue na Central em __ 1 __ 12009
Belo Iioriionte, __ 1_, __ 12009
o".
""
Luciano Augusto de Melo
Escrivão Judicial
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256


• -




Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento
pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
. ....
" .
COMARCA DE BELO HORIZONTE - JUSTiÇA COMUM
FÓRUM LAFAYETTE
I
AV. AUGUSTO DE UMA 1549 - 3"/OP3 J9 - BARRO PRETO - 3330-2242
308 - MANDADO DE NOTIFICAÇÃO
JJ.tj)
URGENTE
• ..---- PRECATÓRIA CÍVEL

'.


PROCESSO: 7615801-58.2009.8.13.0024 MANDADO: 1
0024 09 761580-1 MANDADO: 1
CARTA PRECATÓRIA - Distribuído em 22/12/2009
Processo Origem: 1234567-12.1234.8.13.0024 - FAZENDA ESTADUAL - JUIZ DE
FORA/MG
145095670173
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA·
RÉU : ESTADO DE MINAS GERAIS
PESSOA A SER NOTIFICADA:
ESTADO DE MINAS GERAIS - CNPJ: 18.715.607/0001-13
Representante Legal: NÃO CONSTA
Endereço:
AV AFONSO PENA, 1901 - 3° ANDAR - Fone:
FUNCIONÁRIOS - CEP: 30130000 - BELO HORIZONTE/MG
Referência: PRAÇA RIO BRANCO / PRAÇA DA BANDEIRA
OrA) MM. Juiz(a) de Direito da vara supra manda ao(a) Oficial(a) de
Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) , que em cumprimento a este e
observadas as formalidades legais, NOTIFIQUE A PARTE, nome e endereço
acima indicados, conforme despacho transcrito abaixo.
DESPACHO JUDICIAL
CITE-SE E NOTIFIQUE-SE, CUMPRA-SE
NECESSÁRIO E OBSERVADAS AS FORMALIDADES
DISPÓE O § 2° DO ART. 172 DO CPC. (CMOJ)l
NA FORMA DO DEPRECADO. SENDO
LEGAIS, DEFIRO DESDE JÁ O QUE
BELO 22
oo-dte..;embro de 2009.
.--_....... por
Direito
Ciente:
,
------------------------------------------------------
Ao comparecer em Juizo, esteja munido de doc. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense.
Nome do Oficial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional:
RENATO RY AL DIAS
REGIÃO: 999 - CONTORNO
-,--------- --
Mandado: 1 I
ASSISTÊNCIA
.JUDICIARIA I
C ·1- [1Vwo
C111(
o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE Juizo É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

CERTIDÃO
Certifico que, em cumprimento ao mandado retro, dirigi-me ao
endereço indicado, onde ali,CITEI E NOTIFIQUEI O ESTADO DE
MINAS GERAIS, na pessoa do Dr. Marco Antônio Rebelo
Romanelli que aceitou a contrafé que lhe li e ofereci para ler,
apondo sua assinatura no mandado. O referido é verdade e dou
• fé. Belo Horizonte, 28 de dezembro de 2009. A Oficiala de Justiça
~ .

~

Avaliadora IV,
A FÁTIMA DE QUEIROZ
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
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~



CERTIDÃO
Certifico e dou FÉ que publiquei a devolução desta Carta
Precatória, conforme determinado no despacho fls. 02.
Por ser verdade, firmo a presente.
Belo Horizonte, 16 de janeiro de 2 09 .
P/ Luciano u
. .
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
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RECEBIThiiEtNTO DE AUTOS
Em,.i2f./O 3 /20.l12.- 1:Etúf) Ü)l",;Jil
à secretaria.
($ Esc./Emf;;v. ai'>
Vara da FazerHi? Públlca




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EXMO. (A) SR. (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA'
PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG ~
Autos n.o 0145.09.567.017-3
Protocolo Integrado
O ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa jurídica de direito público
interno, nos autos da Ação Ordinária em epígrafe, proposta por ALCIRENE DE
OLIVEIRA, vem, por sua procuradora, à presença de V. Excelência, apresentar sua
CONTESTAÇÃO, pelos fundamentos seguintes:
DOS FATOS
A parte autora ajuizou em face do Estado de Minas Gerais ação
ordinária, com pedido de tutela antecipada, pleiteando o fornecimento do
medicamento MIMPARA (CINACALCET), alegando sofrer de insuficiência
renal crônica.
Em que pesem as alegações iniciais, improcede o direito
reivindicado, conforme adiante será demonstrado .
DO DIREITO
I. MEDICAMENTO CINACALCET - FÁRMACO NÃO COMERCIALIZADO NO
PAís -AUSÊNCIA 1)1': AUTORIZAÇÃO DA ANVISA
Na esteira das informações elaboradas pela Secretaria de Estado de
Saúde para o caso dos autos (nota técnica anexa), o medicamento
Advocacia Geral do Estado - Avenid"l Afonso Pena, n. 1901, CEP: 33. L30-004, Belo Horizonte/MG
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~ ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
CINACALCET não faz parte da relação dos medicamentos dispensados
gratuitamente pela SES:
".Deve-se destacar que, embora esse fármaco tenha sdo aprovado pela agencia
norte-americana de regulação de medicamentos (FOA. .. ) e em alguns países da
Europa, pelo EMEA( ... ), o fármaco cinacalcet ainda não possui registro junto à
Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o que significa que tal
medicamento não possui autorização para comercialização no país.".
Assim, na esteira da nota técnica aludida, o fármaco pleiteado não
obteve autorização da ANVlSA para ser comercializado no país, sendo que sua
disponibilização está condicionada a processo de importação, após autorização
especial da autarquia mencionada.
Não se pode olvidar que a comercialização de medicamentos no
território brasileiro exige prévia autorização da ANVISA, de forma a garantir a
segurança dos usuários e afastar a comercialização de produtos inócuos ou
mesmo prejudiciais à saúde.
Em face do que dispõe o artigo 6°, § lO, da Lei Federal n. 8.080/90,
no que diz respeito às ações atinentes à vigilância sanitária, foi editada a Lei
Federal n. 9.782/99 que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria
a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A ANVISA, autarquia federal, possui como finalidade institucional
"promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle
sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à
vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das
tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de
fronteiras" (art 6°).
Se o medicamento requerido, como no caso em tela, não pode ser
livremente comercializado no Brasil, não há como se imputar ao Estado de
Minas Gerais a obrigação de adquiri-lo e fornecê-lo à parte autora, sob pena de
ser determinada atuação em contrariedade a dispositivos legais. Se o
medicamento sequer foi autorizado para ser comercializado no Brasil, como
aferir sua UTILIDADE e EFICÁCIA para o tratamento da moléstia que acomete
a parte autora? Nesse aspecto, eventual procedência do pedido violará a
autoridade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA e, também,
a função executiva, o que lhe é vedado em face do princípio da separação dos
poderes (art. 2° da Constituição da República).
Praça da Lihcrdadr.:, s/nu. ELlifício da Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30.140-912 2
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
Em suma, o fato de o medicamento não possuir autorização da
ANVISA para ser comercializado no país impede, por si só, a procedência da
ação. Em suma, o fato de o medicamento não possuir autorização da ANVISA
para ser comercializado no país impede, por si só, a procedência da ação.
Noutro giro, o medicamento pleiteado pelo autor não se encontra no
rol veiculado como obrigação do ESTADO, o que demonstra que não é da
competência do Estado o seu fornecimento, não podendo ser o ente estatal
compelido a fornecer tratamento que se insere, em última análise, como há de se
ver abaixo, na esfera de atuação do Município onde reside o paciente.
Muito embora o Sistema Único de Saúde seja, por definição
constitucional, uno e financiado com recursos do orçamento da Seguridade
Social da União, dos Estados e do Distrito Federal. e dos Municípios, além de
outras fontes, é certo que cada uma das entidades públicas possui competências
específicas, fixadas por lei, que estabelecem seus deveres de atuação.
De fato, no ãmbito dos Estados, vigora o Programa de
Medicamentos de Dispensação Excepcional, responsável por disponibilizar
medicamentos para o tratamento de doenças específicas, que atingem um
número limitado de pacientes, os quais, na maioria das vezes, os utilizam por
períodos prolongados. Algumas das condições de utilização destes
medicamentos englobam: Doença de Gaucher, Doença de Parkinson, Alzheimer,
Hepatites B e C, pacientes renais crônicos, transplantados, portadores de asma
grave, anemia, dentre outras. São medicamentos de custo unitário geralmente
elevado, cujo fornecimento depende de aprovação específica das Secretarias
Estaduais de Saúde.
A Portaria GM/MS nO 2.577, de 27 de outubro de 2006,
regulamenta atualmente o Componente de Medicamentos de Dispensação
Excepcional da Assistência Farmacêutica - CMDE, definindo, dentre outros, a
lista de medicamentos (102 fármacos em 208 apresentações farmacêuticas), os
CID para os quais a prescrição é autorizada, valores de repasse aos estados e
normas de acesso.
Já aos Municípios compete a efetiva prestação da assistência
médica, incluindo a farmacêutica, à sua população, fornecendo os medicamentos
considerados básicos e os essenciais, ressalvando-se, apenas, os medicamentos
Praç,1 da Liberdade, s/no - hlifído da Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30.140-912 .3
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.-. ESTADO DE MINAS GERAIS
• ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
listados pelo Ministério da Saúde cuja dispensação em caráter excepcional
compele aos Estados Federados.
Assim, o Estado de Minas Gerais é mero executor da Política de
Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da Saúde e recebe recursos da
União Federal para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em
caráter excepcional, não podendo utilizar a verba recebida a esse título para a
aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo
Ministério da Saúde para a doença em questão .
11. PRINCíPIO DA EVENTUALIDADE - DA INDISPENSÁVEL EXIGÊNCIA DA
RETENÇÃO DE RECEITUÁRIO MÉDICO ATUALIZADO A CADA ENTREGA DE
INSUMOS E MEJ)JCAMENTOS - PREVENÇÃO DE ABUSOS E CONTROLE SANITÁRIO
Na hipótese de procedência dos pedidos iniciais, o que se admite
apenas em atenção aos princípios da eventualidade e concentração (ar!. 300,
CPC), imprescindível que se exija da parte autora a apresentação de receita
atualizada, que deverá ficar retida, para recebimento mensal da medicação.
Tal medida não impede ou restringe o cumprimento da sentença e,
por outro lado, assegura o fornecimento do medicamento apenas pelo período
necessário ao tratamento do apelado, prescrito regularmente por seu médico,
impedindo a utilização indevida de medicamentos e dispêndio desnecessário de
verbas públicas.
No julgamento do Mandado de Segurança (Autos nO
1.0000.08.484.330-9/000), o Exmo. Des. Carreira Machado concedeu a
segurança, determinou, contudo, a apresentação mensal da reeeita médica para
recebimento do medicamento postulado, verbis:
"( ... ) Entretanto, entendo prudente condicionar o fornecimento do medicamento
à retenção da receita, já que somente o médico tem condições de avaliar a
necessidade c a periodicidade do uso do remédio indicado; bem como
considero temerário determinar ao ente público que forneça medicamento de
uso contínuo sem a devida apresentação mensal da receita uma vez que o
tratamento pode sofrer alterações.
Ante o exposto, concedo parcialmente a segurança para determinar à
autoridade coatora o fornecimento à impetrante do medicamento
SILDENAFILA, 20 mg, na dosagem constante de receita médica mensal, a
qual deverá ticar retida."
Praça da Liberdade, sino - Edifício da Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30.140-912 4
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1t- ESTADO DE MINAS GERAIS
---> ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
lIl. DA [MPOSSIRILIDADE DA FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA,
ÀS EXPENSAS Do ESTADO, EM FAVOR DA DEFENSORIA PÚBLICA
Em atenção ao princípio da concentração, cumpre ao réu impugnar
eventual condenação em honorários de sucumbência em favor da Defensoria
Pública do Estado de Minas Gerais.
Ora, é incabível o pagamento de horários à Defensoria Pública pelo
próprio ente estatal, já que se trata de órgão integrante do estado, que não possui
personalidade jurídica própria, revelando-se inadmissível a condenação do ente
público ao pagamento de verba honorária em condenação nos processos contra
as defensorias, sob pena de se estabelecer confusão entre credor e devedor na
mesma pessoa, em confronto com a norma disposta no art. 381 do CPC, in
verbis: "Ar!. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se
confundam as qualidades de credor e devedor. "
Por definição, confusão "é fato que leva credor e devedor a se
confundirem em lima só pessoa, ou em um só patrimônio, extinguindo, pois, a
obrigação" (FIUZA, César. Direito Civil: curso completo. 8. e c!. , Belo
Horizonte: Del Rey, 2004, p. 343).
Consideração desta espécie foi feita pela ministra Denise Arruda, da
Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao votar para desobrigar o
Estado do Rio de Janeiro do pagamento de honorários à sua Defensoria Pública,
em processo que o obrigou a fornecer medicamentos para paciente de doença
grave: "É o recorrente quem mantém a instituição, proporcionando, por certo,
local para sua sede e remunerando seus integrantes".
No recurso Especial dirigido ao STJ, a Primeira Turma deu parcial
provimento ao recurso para afastar os honorários de sucumbência fixados em
favor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Vale aqui transcrever trecho do
voto de relatoria da em. Ministra Denise Arruda: "Efetivamente, os honorários
advocatícios sucumbenciais devidos nas ações ajuizadas pela Defensoria
Pública não são destinados à referida instituição, mas ao Estado para o qual
presta serviços de assistência jurídica a pessoas carentes. (..) Ademais. o fato
de existir lei estadual que lenha instituído fundo financeiro especial destinado
ao aparelhamento da Defensoria Pública não altera tal conclusüo. pois
permanece a situação jurídica relacionada ao credor e devedor da verba
honorária"
Praça da Liberdade, sIno - Edifício da Advocacia-Geral do Estado ~ Andar Térreo ~ CEP: 30.140-912 5
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Ainda segundo a relatora, a inovação constitucional fixada pela EC
nO 45/2004 no art. 134, § 2°, da CR/88 "não alterou as premissas que levaram o
STJ a deixar de reconhecer o direito à percepção de honorários advocalÍcios
por parte das Defensorias Públicas ",
Esse entendimento não é isolado, ao contrário, alinha-se à
jurisprudência pacificada do STJ sobre o tema. Citando apenas as mais recentes
decisões desta Corte: REsp 698828 Ministro Francisco Peçanha Martins 01
26.09.2005 p, 331; REsp 623432 Ministra Eliana Calmon 01 19.09.2005 p. 271;
REsp 755611 Ministro Teori, Albino Zavascki DJ 22.08.2005 p. 162; AgRg no
Ag 631754 Ministro 10ão Otávio de Noronha Dl 20.06.2005 p. 213.
Neste diapasão, se, ad argumentandum, o Estado de Minas Gerais
for vencido na presente demanda, inadmissível, por todo o exposto, a sua
condenação no pagamento de honorários em favor da Defensoria Pública de
Minas Gerais,
CONCLUSÃO
Pelo exposto, requer o Estado de Minas Gerais:
1. Sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais, condenando-
se o autor nos ônus da sucumbência;
2. Caso seja julgado procedente o pedido inicial, o que se admite
apenas em atenção ao princípio da eventualidade, que o fornecimento da
medicação seja condicionado à apresentação de receita médica atualizada, que
deve ficar retida;
3. A juntada das informações técnicas prestadas pela Secretaria
Estadual de Saúde, do Parecer Ministerial, bem como da legislação atinente à
espécie;
4. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova
juridicamente admitidos, sobretudo por juntada posterior de documentos, oitiva
testemunhal e perícia técnica,
Requer, ainda, o cadastramento da OAB da signatária da presente
manifestação e da Advogada Regional do Estado em Juiz de Fora, Sra. Maria da
Praça da Liherdade, sInO - Edifício ua A{lvocacia-Gl!ral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30. L40-912 6
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
Consolação Lanna, a fim de que possa constar nas futuras intimações e
publicações, nos termos da Resolução AGE n. 120/2004, ar!. 4°, e Resolução
AGE n. 199/2007, art. 2°, § 2°, inciso I.
Nestes termos, pede deferimento.
Belo Horizonte, 01 de março de 2010
Procuradora do Estado
OAB/MG 86.832 MASP: 1120.494-8
MARIA DA CONSOLAÇÃO LANNA
Advogada Regional do Estado em Juiz de Fora
MASP 150343-2 OAB/MG 24.847
Praça ua Lihcrdade, s/nO - Edifício da Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30.140-912 7
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE .
Ofício AT/5.ES nO 4270/09 (AF)
Belo Horizonte, 18 de dezembro de 2009
Margarida Maria Pedersoli
Procuradora do Estado de Minas Gerais
Coordenadora da Procuradoria de Obrigações'
Assunto: Processo nO 145.09.567.017-3
Alcirene de Oliveira
Sra. Procuradora,
Em ate(lção ao processo supracitado, encaminhamos Nota
Técnica AT/SES nO 2806/2009, contendo as informações pertinentes-o
Atel1ciosamente,
Vânia
Assessora-Chefe da AssessoriaTécnica/ATjSES
, -
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
NOTA TÉCNICA AT ISES nO '2806/2009
Trata-se de Ação Ordinária nO 0145.09.567.017-3 Vara da Fazenda Pública Estadual da
Comarca de Juiz de Fora/MG, da autoria de [\Icirene de Oliveira contra o Estado de Minas Gerais,
com pedido de antecipação de tutela deferido, determinando o fornecimento de medicamento.
Segundo informado na inicial da ação judicial em referência, a paciente é portadora de doença
renal crônica, em há 14 anos. Evoluiu com quadro de hiperparatireoidismo severo,
secundário à doe.nça renal.
Pleiteia o fornecimento do medicamento (cinacalcet) para seu tratamento, no
quantitativo de um comprim.ido ao dia. .
" .'

Cabe destacar, a princípio, que junto ao mandado de intimação de tel-ceiros referente à ação
judicial em referência, não foi -encaminhado documentos relativos a relatório médico e receíta
médica pertinentes, documentos esses necessários para melhor avaliação do caso clínico em
••
questão, tratamentps previame.nte empregados, dentre outros parâmetros.
'.
• Da doença
Insuficiência renal crônica é a perda lenta; progressiva e irreversível das funções renais, o que
torna o rim incapaz de realizar as suas funçiles normais. Por ser lenta e progressiva, esta perda
resulta em processos adaptativos que, até certo ponto, mantêm o paciente sem sintomas da
doença. O ritmo de progressão depende ela doença original e de causas agravantes, como
hipertensão; infecção urinária, nefrite, gota úrica e diabetes.
Como conseqüêncía da insuficiência renal crônica pode aparecer o hiperparatireoidismo, que se
caracteriza pela atividade aumentada da glilndulà paratireóide, a qual produz uma quantidade
excessiva de hormônios paratireóides em resposta a uma anormalidade fora da glândula
paratireóide. Ocorre uma. hipersecreção do hormônio da paratireóide (PTH), acarretando em
sinais e sintomas decorrentes do aumento de cálcio no sangue (hipercalcemia), na urina
(hipercalciúria) e da retirada de cálcio dos ossos. '
• O objetivo do'tratámento do hiperparatireoidismo secun'dário é promover a diminuição dos níveis
. sé ricos de PTH, cálcio e fósforo, para a prevenção da doença óssea progressiva e conseqüências
sistêmicas da desordem do metabolismo mineral. '. •


A paratireoidectomia cirúrgica é o único trat'3mento definitivo do hiperparatireoidismo. O uso de
fosfato oral é útil para reduzir os níveis séricos de cálcio, mas sua segurança e eficácia em longo
prazo. são questionáveis. Em mulheres mais velhas com doença moderada, o, tratamento com
estrogênio pode interromper a reabsorção ó,sea, mas, novamente, a eficácia em longo prazo é
desconhecida. '
• Do medicamento pleiteado
O medicamento pleiteado pelo nome comercial de Mimpara® é constituído pelo princípio ativo
cinacalcete. Esse fármaco corresponde a um agente antiparatireóide e calcimimético (ou seja,
que imita o cálcio), administrado pela via oral. Esse fármaco atua modulando a afinidade dos
receptores sensíveis ao cálcio existentes na superfície celular das glândulas paratireóides,
diminuindo, com isso, os níveis de ·PTH. Corno aumenta a sensibilidade elas glândulas aos níveis
de cálcio sangüíneo, esse fármaco pode levar à redução na liberação do hormônio PTH .pelas
paratireóides, reduzindo os nívi!is de cálcio e do .produto cálcio x fósforo.
I
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
Esse fármaco é indicado no tratamento do hiperparatireoidismo secundário em indivíduos com
insuficiência renal. em diálise e na diminuição da hipercalcemia em doentes com carcinoma de
paratireóide.
o cinacalcet é produzido nas apresentações de comprimidos de 30, 60 ou 90mg, sendo que a
dose recomendada, nos órgãos de vigilânci3 sanitária em que esse medicamenfo se encontra
registrado Para uso no tratamento do hiperparatireoidismo, é de uma dose inicial de 30mg uma
vez ao dia, podendo ser ajustada em intervalos não inferiores que 2-4 semanas, até a dose
máxima de 180mg uma vez ao dia.
Deve-se destacar que, embora esse fármacó t.enha sido aprovado pela ag'ência norte-americana
de regulação de medicamentos (FDA - Food and Drug Administration) e em alguns países da
Europa, pelo EMEA (European Medicines Agency), o fármaco cinacalcet ainda não possui registro
junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o que significa que tal medicamento
não possui autorização para comercialização no pais. •.
o Da regulamentação sanitária
Salienta-se que a ANVISA corresponde ao órgão de regulamenta(;ão sanitária nacional, sendo
responsável, dentre outras coisas, pelo controle e avaliação dos medicamentos disponibilizados e
comercializados no país.
.'
" •
Assim, cabe a este órgão, diante da das evidências clínicas existentes quãnto aos
'benefícios advindos com a utilização de tal medfcamento'e diante da comprovação da segurança
e eficácia do ·mesmo, conceder a aprovação e '0 registro de novos medicamentos ou novas
indicações de uso do 'medicamento, assegurando, com isso, a qualidade, segurança e eficácia
destes, objetivando prevenir, minimizar e eliminar riscos à saúde da população.
o medicamento cinacalcet é comercializado em outros países com os nomes de Sensipar® ou
Mimpara® e não se encontra registrado junto à ANVISA e, dessa forma, não é comercializado no
·país ..
A autorização de um novo medicamento pela ANVISA ocorre após avaliação criteriosa e análise

de dossiê apresentado pelo fabricante, cOltendo trabalhos reconhecidos pela comunidade
científica internacional, ou seja, estudos clínicos de fase IH. A padronização de medicamentos no .
serviço público de saúde, assim como o fornecimento dos mesmos para o tratamento de diversas'
patologias, ,deve ser 'realizada tendo como uma de suas base's principais a co"mpleta regularidade


sanitária do produto,
Cabe ressaltar que, por ser um serviço público, a Secretaria de Estado de Saúde está sujeita às
normas legais impostas pela ANVISA devend) obediênCia à regulaçâo sanitária vigente no país.
Como ressaltapo, o medicamento pleiteado nâo se encontra disponível no país sendo que, para a
sua aquisição é necessária a realização de processo de importação, mediante autorização
espeCial dada pela ANVISA, processo esse que demanda tempo e prazos legais a serem
cumpridos. . '
• de mediCamentos no SUS
Esclarece-se que o SUS possui uma estruturação específica, em que as competências de cada
ente governamental são bem estabelecidas, pr;ncipalmente no que diz respeito ao fornecimento
de medicamentos. . ,
, ,
Dentro dessa estruturação, cabe ao Estado, dentre' outras coisas, o fornecimento à população
dos medicamentos considerados como de dispensação excepCional, os quais foram 'padronizados
2
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS·GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
,
pela Portaria nO 106/2009, a qual aprovou o Componente de Medicamentos de Dispensação
Excepcional (CMDE),
Tendo em vista os fatos acima expostos, deve-se ressaltar que o medicamento cinacalcet não se
encontra incluído no elenco de medicamentos padronizados na portaria· supracitada e, dessa
forma, o mesmo não é disponibilizado pela SES/MG.
o tratamento do hiperparatireoidismo não se .encontra incluído para tratamento no Programa
Nacional de Medicamentos de Alto Custo/Excepcionais.
Diante do exposto, cabe frisar que o medicamento pleiteado corresponde a um fármaco
importado, não disponível no mercado farmacêutico nacional,e, que tendo em vista sua não
autorização pela ANVISA, não se encontra .incluTdo nos' programas de assistência farmacêutica do
. serviço público de saúde,
• Belo Horizonte, F de dezembro de 2009,
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Priscila eir agundes
Farmacêuti a .

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PÚBLICA E AUTARQUIAS ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE
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O ESTADO DE MINAS GERAIS, por sua procuradora adiante
subscrita, nos autos da Ação Cível Pública proposta por Alcirene de Oliveira,
atendendo ao disposto no artigo 526 do Código de Processo Civil, vem requerer
ajuntada da cópia do Agravo de Instrumento protocolado no dia OI de março de
2010, interposto contra a decisão que deferiu o pedido de tutela antecipada.
Informa que instruiu o recurso cópia integral dos autos.
Belo Horizonte, 04 de março de 2010 .
LI
PROCURADORA DO ESTADO
MASP 1120.490-8- OAB/MG 86.832
Advocacia Geral do Estado· Avenida Afonso Pena, n, 1901, CEP: 33.130·004, Belo Horizonte/MG
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

••

EXMO. SR: DESEMBARGADOR PRESIDENTE Dei TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DE MINAS GERAIS' .
!
o ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa júrídica direito públicó interno,
inconformado com a decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da Vara da Fazenda
Pública e Autarquias da Comarca de Juiz de Fora/MG, nos autos da ação ordinária n" '
0145.09.567.017-3" ajuizada em seu desfavor por ALCIRENE DE OLIVEIRA, vem, por'.
meio da procuradora que esta subscreve, respeitosamente à presença de V .
• Excelência, interpor o competente. recurso de


AGRAVO DE INSTRUMENTO
• •
O que faz com fulcro nos art. 522 e seguintes do CPC, com pedido de
concessão de efeito suspensivo, nos termos do arf 527, inciso m, c/é art. 558, ambos
do CPC, uma vez presente o risco de lesão irreparável para-0 Estado de
tudo pelas razõe,s que 'expõe na peça processual que segue àdiante .
Desde já, em conformidade com o disposto no 'art.. 524, 111, do CPC,
apresenta o agravante o nome e endereço completo dos advogados que atuam no feito
principal, como segue:
I - PELO AGRAVANTE: Alana· Lúcio de Oliveira, Procuradora do
Estado, OAB/MG 86832, co'm endereço profissional na com endereço profissional na
Avenida Afonso Pena, n: 1901, Funcionários, CEP 30.130-004, Belo Horizonte/MG;
Advocacia Geral do Estado - AVt:1l1da Afllnso Pena, n, 19(H, CEP: 33.130-004, Belo Horizollte/MG
/
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
11 - PELO AGRAVADO: Defensoria Pública de Minas Gerais -
Comarca de Juiz de Fora, na pessoa do Defensor Público Paulo Henrique Novelino,
MADEP 0271. '
Para a formação do instrumento do agravo, ora interposto, promove o .
Estado de Minas Gerais a juntada de cópia integral dos autos n. 0145.09.567,017-3,
corri todas as peças obrigatórias, necessárias e úteis para' o conhecimento do presente
agravo de ·instrumento.

' O agravante declara, por sua procuradorá, que as peças extraídas dos
autos do processo de origem e ora juntada.s ao presente instrumento do agravo são
autênticas, fazendo a mesma prova que os ciriginais, a teor do que dispõe.o art. 365,
inciso IV, do CPC, acrescentado pela Lei é 11.382/2006." .
••

-.

'. . ,
Antco exposto, espera o agravante que esta Câmara Julgadora
se digne a.receber o presente recurso em seus regulares efeilose, após b cumprimento
das demais formalidades legais, ineluí-Io em pauta de julgamento, onde certamente
será conhecido e provido.
Nestes termos, pede e espera deferimento.
Belo Horizonte, 26 de fevereiro· de 2010
ALANA LÚCIO DEOLlvEmA
Procurador.a do Estado
MASP 1 .. 120.494-8 OAB/MG 86832
Praça da sinO - Edifício da F.!-;Iado - And,n:'Térrco - CEP: 30.140-912 2
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO'
I E;tado de Minas Gerais--
Agravado: Alcirene de Oliveira
Origem; Vara da Fazenda Pública tstadualde Juiz de Fora


.,
-.
,
RAZÕES DE RECURSO

Egrégio Tribunal de Justiça,

.'
Colenda Turma Julgadora,
DOS FATOS
A parte autora, ora agravada, ajuizou em face do Estado de Minas Gerais
ação de conhecimento pelo rito ordinário, com pedido de, tutela antecipada,
pleiteando o fornecimento do medicamento MIMPARA (CINACALCET), a ser
utilizado no tratamento de Insuficiência Renal Crônica, doença que lhe acomete.
Conclusos os autos, o MM, Juiz a quo hoúve por bem deferir a tutela
antecipada pleiteada, determina'ndo ao Estado de Minas Gerais que forneça, nós
, exatos termos do relatório médico.
Essa é a decisão recorrida.
·Praça.da sln
U
- Edifício da do Estado Andar Térreo - CFP:' 30.140-912 3
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. '.
,. ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCl\CIA·GERAL DO ESTADO'
DAS RAZÕES PARA REFORMADA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
A questão ora posia ao crivo deste ego Tribunal de Justiça diz respeito à
-analise da presença, ou não, no caso em comento, dos pressupostos autorizadores da
conCessão da tutela antecipada, medida de urgência introduzida em nosso
ordenamento jurídico pela Lei 8,952/94, que modificou o artigo 273 do Código de
.Processo CiviL .

Segundo. o citado dispositivo, para fazer jus à tutela antecipada
,pretendida incumbe ao requerente trazer aos autos prova inequívoca que convença o
julgador da verossimilhança das alegações nas quais se funda o pedido antecipatório
(art. 273, caput, do CPC).
••


Além dos pressupostos de, natureza probatória" deverá demonstrar a,
ocorrência' de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou de abuso
de direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu (art. 273, incisos I e
li, do CPC).
Seguindo esta trilha de raciocínio, passa-se a cotejar a hipótese dos autos
com .os pressupostos legais cnsejadorcs da medida de urgência, a fim de demonstrar
que a decisão a quo que a deferiu está a merecer reforma por parte deste ego
Sodalício.
I - DA TEMPESTivIDADE E DO CABIMENTO DO AGRAVO DE, INSTRUMENTO AO CA'SO
EM TELA
inicialmente, ad cautelam, cumpre salieritar a tempestividade do presente
recurso, uma vez que o prazo de 20(vinte) dias - ex vi do disposto nos artigos 522
c/c 188, ambos do CPC - começou a fluir tão somenic em 09/02/2010 (fls. 36, verso),
primeiro dia útil seguinte à juntada da carta precatória de intimação do agravante.'
Convém, ao recorrente enfatizar, ainda, o cabimerito do pr,esente recurso
de agravo, na modalidade de instrumento, porquanto o· caso em apreço subsume-se
. perfeitamente à prim"eira hipótese prevista 'no ar!. 522 do CPL É dizer, a decisão
interlocutória ora agravada proferida pelo Juízo a quo é suscetível de causar ao
Estado de Minas Gerais lesão grave e de difícil reparação, uma vez que por mero dela
o agravante [oi compelido a fornecer medicamentos de marca e de alto custo, em
desacordo com a padronização levada a efeito pelo Ministério da Saúde, bem como
da legislação pertinente à espécie, enquanto existem outros cq'uivalcntes terapêuticOs
no âmbito do SUS, disponíveis à paéiente.
Praça da Liherda9c, s/nu - Edifício da do Estado - AIHJar Térrco-- CEP.: 30. J 40-9.l2 4
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
Para além, é importante destacar que, ·em caso de revogação da decisão
agravada somente ao [inal, toda a verba destinada ao custeio da implantação do
aparelho não poderá ser recuperada e o patrimônio público cst<jdual terá arcado com
. .
elevadíssima despesa .
. Como se vê, não há outro meio de o ESTADO se insurgir' contra a
decisão primeva que não seja o agravo de instrumento, uma vez que.lhé irromperià
inócua a via do agravo retido, por absoluta falta de interesse em reCOrrer, já que este
. recurso só seria apreciável pelo Tribunal de, Justiça de Minas Gerais ao ensejo de
.eventual Apelação, quando então se manifestaria a absolllta prejudicialidade do
Agravo: Na hip6tese vertente, a demora inerente'ao agravo retido impõe o manejo,
como recurso processual útil, do agravo . de . instr·umento.
•••
Comprovados, portanto" o cabimento e a tempestividade do presente
recurso, 'passa-se a discorrer sobre as razões para reforma da decisão a quo, o que o
faz nos seguiFltes termos:
11. DA INEXISTÊNCIA DE l'ROVA INEQuíVOCA E DA VEIWSSIMILHANÇA DAS
. ALEGAÇÕES:
A parte agravada não logrou comprovar a verossimilhança de suas
alegações, umâ vez que as provas que Iastreiam a peça de· ingresso não podem scr
qualificadas como prova inequívoca do suposto direito plciteado judicialmente .
•. Vejamos.
•••

Na esteira das informações elaboradas pela Secretaria de Estado de
Saúde para o caso dos autos (nota .técnica anexa), o .medicamento CrNACALCET não
faz parte da relação dos medicamentos dispensados gratuitamente pela SES:
".Deve-.\'e destacar que, emhora esse fárn;;lco tenha sdo aprovado pela agencia
de regu/çlçlio de. medicamentos (FDA.' . .j e em algum.; paíse,i,' da
Europa. pelo EMA"A( . .). o fiírmaco cinacalcet ainda não possui regi.'tro junto. à
Agencia Nacional de Vigilância Sanitúria (4NVrSA). o qlle significa qlle tal
medicamento nelO possui autorizClç'ülJ para comercializaç'(7o no páís . . : .
. Assim, na'esteira da nota técnica aludida, o fármaco pleiteado não obteve
autorizacão da ANVISA paTa ser comercializado no país, sendo . que sua
disponibilização está condicionada a processo de importação, após autorização
especial da autarquia mencionada.
Não se pode olvidar que a comercialização de medicamentos no
território brasileiro exige prévia autorizaçãó da ANVISA, de forma a garantir a
Praça da Liberdade, sM) - Edifício da AdvocaCia-Gerai' do Estado - Andar Térreo - CTiP: 30.140-9 L 2
• f.
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
segurança dos usuários c a afastar a comercialização de produtos inócuos Ou mesmo
prejudiciais à saúde. . '
Em face do que dispõe o artigo 6°, § 1°, da Lei Fcderal n. 8.080/90, no
que diz respeito às ações atinentes à vigilância sanitária, 'foi editada a Lei Federal n. ,
.9.782/99 ql!e define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a ANVISA
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
. A ANVISA, autarquia federal, possui como finalidade institucional

"promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da
, produção e da comercialização de produtos e' serviços supmetidos à vigilância
sanitáüa, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a
eles relacionados, bem como 'o controle de portos: aeroportos e de fronteiras" (art.
.'
Se' o medicamento requerido, como no caso em tela, não pode ser
• livremente comercializado no Brasil, não há como se imputar ao Estado de Minas
.' Gerais a obrigação de adquiri-Io"e fornecê-lo à parte autora/recori:ente, sob pena de.
ser determinada atuação em contrariedade a dispositivos legais. Se o medicamento
sequer roi autorizado para ser, comercializado -no Brasil, como aferir sua
UTILIDADE e EFICÁCIÀ para o tratamento da moléstia que acomete a partc
recorrente? Nesse aspecto, eventual procedência do pedido violará a autoridade da
AgênciaNacional de Vigilância Sanitária - ANVISA e, tambênl, a função executiva,
o que lhe é vedado em face do princípio da s'cparação dos poderes (art. 2° ,da
, '.,Constituiçãoda República).
, Em s'uma, o fato de o medicamento n,ão possuir autorização da ANVISA


ser comercializado no país impõe, por si só, a revogação da liminar.
Ressalte-se que devido ao fato do 'CINACALCET não ser
comercializado no mercado nacional, 'será necessária súa IMPORTAÇAO, o que
demanda tempo, ' .
: '
De fato, o Procedimento de Importação está sUjeIto às normas do
Regulamento Aduaneiro regulamentado pelo Decreto' 4765/2003' e é realizado pelo
núcleo de compras de medicamentos excepcionais e emergenciais,
Referido procedimento se inicia com a solicítação de emissão da Licença
de Importação (LI) ao despachante aduaneiro, submetida à análise do
de Operações de Comércio Exterior e, em seguida, à Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, órgão, anuente responsável pela autorização' de importação do
medicamento.
da Liberdade. sinO - Edifkio lia Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 2
6
, .
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(rtf.' ;" ESTADO DE MINAS GERAIS
"
• ADVOCACIA·GERAL DO ESTADO
Nesses termos, cpmo o medicamento pléiteado provém do exterior e
possui. substância não registrada deve se' sujeitar ao cClntr'ole sanitário,
Após a autorização da LI a secretaria emite a instrução de embarque ao
fornecedor que tem o prazo de até 15 (quinze) dias para embarcar o
Confirmada a.chegada dd.produto no aeroporto de Confins é iniciado o procedimento
de desembaraço aduaneiro de· importação, quando é feita a fiscalização sanitária
(ANYISA) e (Secretaria de Receita) e, posteriormente, o. medicamento é
. e liberado.
Noutro giro, e ,com a devida licença, entende o' Estado de Minas Gerais
que, por' mais que sejam, relatórios médicos produzidos unilateralmente
por médico particular. não podem ser considerados provas suficientes a cmbasar .a
procedência do pedido formu'.ado pela partc' agravada, principalmente em sede de
cognição sumária .
. e. Com .efeito, interpretações abstratas de dispositivos constitucionais c
legais não conferem ao' relatório médico uma espécie de "título" oponível contra o
Estado e não o tornam apto a afastàr automaticamente a padronização levada a efeito
pela Política Nacional de Assistência Farmacêutica.
. .
Ora, o relatório médico apresentado é simples documento particular quc
só se presta à prova. de fatos em relação ao signatário, isto' é, não é oponível a
e
terceiros. Vale dizer, o receituário subsc'ritopelo médico assistente da parte agraVada
tem força em relação a este e ao paciente, mas não perante terceiros, no caso, o
Estado de Minas Gerais.
e
e
Nesse sentido, a doutrina de Moacyr Amaral Santos:
• "Rcferentemente a terceiros, todavia, o instrumento particular. como res inter alios
aela, não tem a mesmaforça que tem entre a.\',partes. Os terceiro.< (/lIe seTo li
júrmaçüo do documento "e (.lO ali> nele representado, nüo podem sem mais qualqúer '
condição sujeitar-se aos seus efeitos prohatórios" (in: Prova ./udiciária no Cível e
Comercial. Vo!. 4. p. 178),
É mais; o Judiciário vem ressaltando" em suas decisões, que a
competência de prover a saúde pertence a todas as entidades gcivernamentais
196 e 23, inciso li da CF/88) .
No entanto, mister seja este dever exercitado em conformidade com os .
parâmctros traçados na própria Constituição Federal, sendo princípio. básico
estabelecido na Carta a de forma a tornar possível a
.Praça da Liberdade, sinO) - Edifício Advocacia.-GcraJ do Estado - Andar Térreo' - CEP: 30.140-,912 7

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ESTADO DE MINAS GERAIS
,. DO ESTADO
organização e racionalização do Sistema Único de Saúde, com a atribuição de
competências específicas para a Uniã<!, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Pois bem, o medicamento pleiteado pela parte agravada'não se encontra
no rol veiculado conio obrigação do ESTADO, o que demonstra que não é da
competência do Estado o seu fornecimento, não podendo ser o ente estatal compelido
a fcrnecer tratamento que se insere, em última análise, como há de se ver abaixo, na
esfera de atuação do Município onde reside o pacienfe.
e
' Muito embora o Sistema Único de Saúde seja, pcir definição
constitucional, uno e financiado com recursos do orçamento da Seguridade Social da
União, dos Estados e do Distrito Federal e dos MU!1icípios, além de outras fontes, é
certo que cada uma das entidades públicas possui competências específicas, fixadas
por lei, que estabelecem' seus deveres de atuação.
e.
Assim, o Estado de Minas Gerais é mero executor da Política de
Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério' da Saúde e recebe recursos da
União Federal para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em
caráter excepcional, não utilizar a verba recebida a esse título para a
aquisição de .outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo
Ministério da Saúge para a doença em questão.
Em conclusão;' a pretensão de recebimento de' medicamento em
desacordo com os termos da Portaria MS/GM n. 2981, de 26 de novembro de 2009,

que aprova o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica,. não merece
ser acolhida por esse i. juízo, sendo necessário diferenciar, de um lado, o direito
constitucional à assistência farmacêutica, consubstanciado no fornecimento gratuito e


universal de medicamentos previamente padronizad,os, e, de outro, a distribuição
indiscriminada de' todo e qualquer tipo de medicamento.à população, situação, por
certo, não agasalhada pelo te'xto constitucional. ' '
I IH) Do PEDIDO DE EFEITO SUSI'ENSIVO - ARTIGO 558 DO CPC,
Como cediçr, o relator poderá, nos casos em que da decisão agravada
possa resultar lesão grave e de difícil reparação, suspender o seu cumprimento até.
pronunciamento definitivo da cámara, nos termos do artigo 558' do CPc.
. . . . .
. ' '
Assim, a decisão interlocutória de 10 grau é suscetível de causar ao
Estado de Minas lesão grave e de difícil reparação, uma vez que por meio dela
o agravante foi compelido a fornecer, sob as penas da lei, medicaÍ11ento de alto custo;
não incluído na relação dos medicainentos dispensados pelas Secreíarias Estaduais'
em caráter excepcional, nos termos da Portaria MS/GM n. 2.577/2006, cUJa
Praça da Libt:rdadc, sino. Edifki() da Advocacia-Gt:nd do Eswdo -.Aildar Térreo - CEP; 30. [40-912 oS
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA'GERAL DO ESTADO
-
comercialização não foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
. (ANYISA)e .cuja aquisição reterá parte dos recursos públicos destinados ao
orçamento da saúde para atendimento dé um único paciente, ao passo que poderiam
ser utilizados para adquirir os medicamenlós'já padronizados c, com isso, atender um
número muito maior de pacientes.
Insta deixar registrado, pOr oportuno, trecho do voto do Em. Des.
Caetano Levi, relator 'do agravo de instrumento n. \.0024.06.217.884-3/001, acerca
da irreversibilidade da decisão que antecipou os efeitos da tutela: "Ka cçmcessao da

gratuidade â'e justiça para a recori'ida deixa claro que a medida é irreversível
porque"se nao for confirmada na sentença a antecipaçao de tutela. o erário público
irremediavelmente estará lesado com ,fornecimento de remédio cuja: venda so
..
interessa ao respectivo fabricante. Assim, tem pertinência a irresignaçao ".
Presentes, portanto, os requisitos necessários ao deferim'ento élc efeito
porquanto à irreversibilidade da decisão de primeiro grau expõe o
patrimônio público a riscos de danos irreparáveis ou de difícil reparação.
Em razão disso, deverá ser deferido o efeito suspensivo, determinando-se
a suspensão de tO,dos os termos dã decisão agravada até julgaménto final do presente
recurso.
DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer o Estado de Minas Gerais:

I) seja conferido efeito suspensivo ao agravo de instrumento,
.determinando-se a suspensão da decisão agravada até julgamento final do recurso, ou,
pelo princípio da eventualidade, ao menos a dilatação do prazo para cumprimento da
. decisão, nos termos do art. 527, inciso lIl,crc art. 558, ambos do CPC; .


. .
llY seja recebido e darlo provimento ao presenle recurso, com a
conseqüente r,evogação da decisão agravada face à ausência dos pressupostos
necessários para a sua manutenção .
Nestes termos, pede e espera deferimento.
Belo Horizo'nte, 26 de fevereiro de 2010
ALANl\. LÚCIO DE OLIVEIRA
Procuradora do Estado
MASP 1.1 86832
, t
. ::. .11> ,,..) - " 't. .
. Praça da Cihcrdade, s/nu -' Edifício da.Advo(:Ílciã-ccrâl dO ESlàdo"!... Anual' TérrCl) CEV: 30.140-912 <)
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
CARTÓRIO DA 7
a
CÂMARA CíVEL - UNIDADE GOIÁS
Ofício nO 679/2010
Belo Horizonte, 12 de março de 2010
Excelentíssimo Senhor Juiz,
De ordem do Excelentíssimo Senhor Desembargador Edivaldo
George dos Santos, Relator do Agravo nO 1,0145.09.567017 -3/001
(0072813-42.2010.8.13,0000), entre as partes ESTADO MINAS GERAIS
agravante(s) e AlCIRENE DE OLIVEIRA agravado(s), envio-lhe cópia do
despacho proferido nos referidos autos, solicitando a V.Ex(a) que preste as
informações que entender necessárias, no prazo de dez dias, nos termos do
art. 527, IV, do CPC.
O citado Agravo foi interposto contra decisão prolatada nos autos
da Ação Ordinária nO 0145.09.567017-3 que tramita na Vara da Fazenda
Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora.
Respeitosamente,
11 Katia Silva
Escrivão(ã) dei Cartório da 7
a
Câmara Cível - Unidade Goiás
Excelentíssimo Senhor
Juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da
Comarca de
Juiz de Fora - MG
Documento emitido pelo SIAP:
155920924101960430270002201518
Cód. 10.25.097-2
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AGRAVO DE INSTRUMENTO N°1.0145.09.567017-3/001
COMARCA
AGRAVANTE
AGRAVADO
RELATOR
BELO HORIZONTE
ESTADO DE MINAS GERAIS
ALCIRENE DE OLIVEIRA
DES. EDIVALDO GEORGE DOS lfANTOS .
,
DECISÃO
Cuida-se de agravo de instrumento, com pedido de
efeito suspensivo, interposto pelo ESTADO DE MINAS GERAIS, contra a r.
decisão de fls. 21/22, que ao deferir a antecipação de tutela pleiteada, compeliu o
agravante a fornecer o medicamento requerido pela agravada. Examinando a
minuta de agravo, bem como os documentos a ela acostadps, verifiquei não· ser
caso de aplicação do disposto nos arts. 527, inciso 111 e 558, do CPC, tendo em
vista não estar presente a relevância do fundamento do pedito, tendo em vista a
previsão constitucional, inserta no art. 196, da CF/88, que dispõe ser "ª
saúde direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem à· reduçã.o do ris90 de doença e de
outros agravos e ao acesso universal e igualitário às açôes e serviços
para sua promoção, proteção e recuperação." (Grifei)!.
Isto posto, indefiro o efeito suspenlsivo pleiteado .
Dessa forma, determino ao cartó+ que:
1. Solicite ao juiz da causa, no prazo de 10 (dez) dias,
as informações sobre o alegado na minuta de recurso, na prevista no inciso
IV, do art. 527, do CPC, e a decisão agravada está ou não selndo mantida;
2. Intime o agravado para, no prazo de 10 (dez) dias,
contra-minutar, querendo, o presente recurso; . I
I
3. Ultimadas tais providências,· sejam os autos
remetidos à Procuradoria de Justiça, para oferta de parecer, :nos termos dispostos
no inciso VI, do art. 527, do já citado Código.


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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais

8m1"7 I 03
faço estes autos conclusos ao
<M. Juiz da V. Faz. e AutarquNls
futaduais de Juiz fora • MG
O Esc./Escrev. __ _
Vara da Fazenda Pública Estadual
CÓd. 10.25.097-2 Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
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Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais t
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Processo nO. 09.567017-3
Vara da Fazenda Pública
e Autarquias Estaduais da
Comarca de Juiz de Fora
Vistos e etc ...
• 1. Cumpra-se decisão de FLS. 59.
2. Intime-se. Publique-se.
Juiz de Fora, 17 de Março de 2010
MARCELO CAVALCANTI PIRAGIBE MAGALHÃES
Juiz de Direito



C6d. 10.25.097·2
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'P9:J
6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Processo nO. 09.567017-3
Vara da Fazenda Pública
e Autarquias Estaduais da
Comarca de Juiz de Fora
Ao
Excelentíssimo Senhor
.sembargador EDIVALDO GEORDE DOS SNTOS
0_0_ Relator do Agravo de Instrumento n
0
1.0145_09.567017.,.3
1001 Senhor Desembargador,
o agravado requereu ação ordinária de
..
obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela,
pretendendo medida liminar para que o Estado de Minas
Gerais fornecesse os medicamentos indicados às FLS.03
para serem ministrados conforme orientação médica.
o pedido do agravante veio estribado por conta
• decisão que deferiu o pedido de tutela antecipada que
liminar determinando que ESTADO DE MINAS
GERAIS custeasse o tratamento com os medicamentos
retro-referidos.
Com efeito, fundamentei meu entendimento
• tendo em conta o que dispõe o Art.196 da Carta Magna que
• tem por destinatário todos os entes políticos que compõem
no plano institucional, a organização federativa do Estado
brasileiro, não podendo converter-se em promessa
constitucional inconseqüente, pois seria uma fraude às
expectativas da coletividade, pois é dever do Estado
garantir a saúde dos cidadãos.
C6d. 10.25.097-2 Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
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'P90
6 Poder Judiç.iário do Estado de Gerais
Processo nO. 09.567017-3
Vara da Fazenda Pública
e Autarquias Estaduais da
Comarca de Juiz de Fora
Informo, outrossim, que foram cumpridas as
determinações do Art.526 do CPC.

Destarte, fulcrado nessa linha de entendimento,
antive a decisão objurgada .
..
. Observo, outrossim, que mandei cumprir
decisão de Vossa Excelência .
Estas, Senhor Relator, as informações devidas,
pelas quais Vossa Excelência aquilatará as razões do
despacho espancado, mantendo-o ou não dentro do seu
livre convencimento .

Sendo oportuno, apresento a Vossa Excelência
protestos de elevada estima e consideração.


Juiz de Fora, 17 de Março de 2010
MARCELO
Juiz de Direito
LHÃES
Cód.10.25.097-2
RECEBIMENTO DE AUTOS
Em.1:3 I lilutos foram
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CERTlDÁO
CertifIco que nesla danl in1imei o
Público do Estado de Minas Gerais, mediante
carga no livro próprio. Dou fê.
Juiz de Fora, ,?à1
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VfH:l da
JUNTADA
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA
DE JUIZ DE FORAlMG.
Processo: 145.09.567.017-3
ALCIRENE DE OLIVEIRA, já qualificado (a) nos autos da Ação de
Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação dos Efeitos da Tutela Jurisdicional em epígrafe, que
move em face do Estado de Minas Gerais, através da Defensoria Pública do Estado de Minas
Gerais, vem, respeitosamente, à presença honrada de Vossa Excelência, , apresentar, em tempo
hábil, impugnação à contestação de fls. ,nos seguintes termos:
DA AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO DA ANVISA:
De início, cabe repelír, veementemente, a afirmação apresentada pelo
Réu, notadamente no que tange à impossibilidade, por restrição legal, de imputar-lhe a obrigação
pelo fornecimento de medicamento não registrado junto à ANVISA, como ocorre no caso sub
examine .
Ora, é cediço que a ausência de registro junto à ANVISA restringe, apenas
e tão-somente, a comercialização do medicamento dentro do país e não a sua importação através
de pessoa física ou jurídica, conforme permissivo legal vigente (doc. apresentado pelo próprio réu às
fls. 46). Tanto assim que o medicamento Cinacalcet vem sendo regularmente fornecido pelo Estado
de Minas Gerais à Autora, o que faz cair por terra as razões lançadas às fls.
Saliente-se, ainda, que a inexistência de registro junto à ANVISA não
decorre, necessariamente, de incomprovada eficácia de medicamento importado, mas quase
Defensoria Pllblica do Estado de Minas Gerais
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
sempre de um moroso e complexo procedimento administrativo que muitas vezes resulta em
prejuízos irreparáveis a incontáveis números de pessoas doentes que anseiam pela liberação de
determinado fármaco.
Excelência, no caso em especle, a Autora, portadora de grau mais
avançado da grave doença que a acomete, com comprometimento clínico que poderá levá-Ia a óbito
e tendo passado por todos, repita-se, todos os tratamentos até então disponibilizados no mercado
nacional, tem como última e única opção, para o controle de sua patologia e garantia da sua
sobrevida, o uso do medicamento Cinacalcet (aprovado nos EUA e em alguns países da Europa),
pelo que se impõe, data maxima venia, seja rejeitada a tese suscitada pelo Réu .
DA OBSERVÂNCIA DA REGULAMENTAÇÂO DO SUS - PORTARIA MS/GM N° 2.577 DE
27.10.2006:
Não merece maior tergiversação a alegação do Réu de que, no presente
caso, figurar como mero executor da política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da
Saúde e recebe recursos da União para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos
em caráter excepcional, não podendo utilizar a verba recebida a esse título para aquisição de outros
remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde para doença em
questão.
Ora, é pacífico, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, que o dever
de assegurar ao cidadão os medicamentosftnsumos necessários ao seu tratamento de saúde,
independentemente da patologia que está acometido, é solidário entre as pessoas jurídicas de
direito público interno, não havendo que se falar, portanto, em litisconsórcio necessário ou
legitimidade passiva exclusiva:
AÇÃO ORDINÁRIA - FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS - OBRIGAÇÃO
SOLIDÁRIA DA UNIÃO, ESTADOS E MUNIcíPIOS -NECESSIDADE PROVADA -
DIREITO DO CIDADÃO. Conforme preceito constitucional, é dever solidário da União,
Estados e Municípios assegurar ao cidadão os medicamentos necessários ao seu
tratamento de saúde, não havendo litisconsórcio necessário, no caso. Estando provada
a necessidade de receber tal medicamento, é procedente o pedido de condenação do
Município em fornecê-los. Preliminar rejeitada e sentença confirmada.
Defensoria Pública do Estado de Mina.<; Gerais
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO ORDINÁRIA. TUTELA ANTECIPADA.
COMPRA DE MEDICAMENTO TRANSFERÊNCIA DA RESPONSABILIDADE PARA O
ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA. INVIABILIDADE. -A obrigação de fornecer
medicamento ao necessitado que padece de mal físico ou mental é solidária entre as
pessoas juridicas de direito público interno. -Porque solidária o Município não pode
transferir tal obrigação para o Estado-membro quando somente aquele é demandado .
AGRAVO N" 1.0629.06.030391-0/001 - COMARCA DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO-
AGRAVANTE(S): MUNiCíPIO SAO JOÃO NEPOMUCENO - AGRAVADO(A)(S):
ESTADO MINAS GERAIS - RELATOR: EXMO. SR. DES. BEUZÁRIO DE LACERDA
MANDADO DE SEGURANÇA - SUS - FORNECIMENTO GRATUITO DE
MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DE DOENÇA PULMONAR CRÔNICA -
OBRIGAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL - OFENSA A DIREITO LÍQUIDO E
CERTO. - Representa ofensa ao direito liquido e cerlo do individuo de receber um
tratamento digno e adequado de saúde, assegurado constitucionalmente, a conduta
omissiva do Municipio, gestor local do SUS, que deixa de fornecer-lhe medicamentos de
uso continuo e equipamento de oxigênio, tendo em conta o caráter relevante do direito
subjetivo reconhecido pela Constituição Federal. (Des. Duarle de Paula, Ap.
1.0024.03.185422-7.001) .
A saúde é um direito social da pessoa que demanda do Estado a
formulação de políticas necessárias para sua implementação e que o alcancem efetivamente.
Assim, ao contrário dos direitos individuais, nos direitos sociais ao Estado é
exigido um facere a fim de que o individuo exerça com plenitude o direito elencado como social.
Ao nomear tais direitos, o Estado avocou para si a obrigação de garanti-los,
contudo, sem repartir com os entes da federação essa função. Logo, se o poder que tudo pode ao
estruturar e organizar o novo Estado a partir de 1988 não fez tal divisão, ao contrário, afirmou que:
"Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, ( ... )"
"Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas ( ... )"
Não há que se falar, em relação à saúde, em competéncia do municipio, ou
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
do estado ou da união, A competência é do ESTADO - PODER PÚBLICO - como ente maior não
importando ao cidadão se será o administrador público municipal, estadual ou federal quem irá
oferecer tal serviço de saúde.
O dever do poder público é de qualquer das esferas institucionais que não
podem mostrar-se indiferentes à sua obrigação e ao tratamento de que necessita o hipossuficiente .
Com efeito, fica afastada a alegação de ilegitimidade passiva, porquanto,
solidária a responsabilidade dos entes públicos, não será possivel ao Estado transferir tal obrigação
quando somente este for demandado.
CONCLUSÃO:
Por derradeiro, confia, o (a) Autor (a), em que Vossa Excelência, com
melhores e mais profundos suplementos, julgará, nos termos do artigo 330, I do CPC, procedente o
pedido constante na inicial, mantendo-se o pedido de antecipação de tutela já concedida.
Termos em que.
P. Deferimento
Juiz de Fora, 0l\bril de 2010 .

Defensor Público
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Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais
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E.mail de iG Mail - CENTRAL DE ATENDIMENTO ANVISA
Page 1 of 1
paulo henrique novelino <phnovelino@ig.com.br>
CENTRAL DE ATENDIMENTO ANVISA
1 mensagem
Unidade de Atendimento ao Publico - ANVISA
<atendimento.uniap@anvisa.gov.br>
15 de fevereiro de 2010
14:56
Para: phnovelino@ig.com.br
Prezado Senhor Paulo Henrique,
Em relação ao protocolo de atendimento 2010034196, informamos que:

ambito de atuação da GIPAF, informamos que de acordo com o Item 8 do CAPiTULO XXXVII da
C nO 81/08: "A importação de bens ou produtos não regularizados na ANVISA, vinculada à
obrigatoriedade de cumprimento de ações judiciais deferidas no interesse de tratamento clinico de
pacientes, na qual a pessoa jurldica importadora seja o Ministério da Saúde, Secretarias de Estado e
Distrito Federal ou Municipais de Saúde, deverá ter análise e o deferimento do Licenciamento de
Importação concedidos pela autoridade sanitária em exercício no local de desembaraço aduaneiro"
Agradecemos o contato e colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos.
.. Atenciosamente,
entrai de Atendimento


Agência Nacional de Vigilância Sanitária
0800 642 9782
portal.anvisa.gov. br
Este endereço eletrônico está habilitado apenas para enviar e-mails.Caso deseje entrar em contato com
a central, favor ligar no 0800 642 9782 ou acessar o Fale Conosco, disponivel no site da ANVISA
(portal.anvisa.gov.br). As ligações podem ser feitas de segunda a sexta - feira, das 7h30 às 19h30,
exceto feriados .
http://mail.mailig. ig.com. br/maill?ui=2&ik=ca2afb7c76&view=pt&search=inbox&th= 1... 6/4/20 l O
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora
t1
EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DEFORA-MG
Processo nO: 0145.09.567017-3
Autor: ALCIRENE DE OLIVEIRA
Réu: ESTADO DE MINAS GERAIS
PPI
I' .1." f '"
" ,
. .', ...
o ESTADO DE MINAS GERAIS, por sua procuradora ao final
assinada, nos autos do processo em epígrafe --; Ação de Conhecimento ajuizada
por Alcirene de Oliveira, vem, à de v6'ssa Excelência, requerer a
inclusão da procuradora ába'ixo indicada no SISCON e na capa dos autos, bem
como requerer que nas próximas publicações constem seu nome e OAB, para
fins de acompanhamento '.)'" .. , ,..I,
,
Nesses termos, pede deferimento.
Juiz de Fora, 10 de ma de 2010 .
AN'
rocuradora do Estado
. 1.122.386-4 OAB/MG 98.180
www.age.mg.gov.br
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..
CERTIDÃO
Certifico qlle cllIlas!reJ no SISCOM :1 OAB/MG
do(a) Dr.(ll). fNl\-t\bl i it h, lJfTlo S :
Juizdefurn, q5 I 04 j20..l.6.L
CONCLUSÃO
Em 11:) L 04 /20 .... 1 ..... ,0 __
faço estes autos conclusos ao
'M. Juiz da V. Faz. e Autarquias
Estaduais de Juiz dÁ\fora - MG
O Esc./Escrev. ___ ___ _
Vara da Fazenda Pública Estadual
I) EI1l Especifiquem as que
desejam produzir, fundamentadamente.
3) Intime-se , : :

"""v :::'.20&+--'
Marcelo Cavalcanti P. a Ihães
Juiz de Direito
RECEBIMENTO DE AUTOS
2utos foram
c."""':vidoli • S Oilcrlitêlriil.
O

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Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais


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C6d. 10.25.097-2
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JUNTADA
Junto a estes au",",
.. RtF em frenlC>
O(A) fllCrlvao lal ____ •


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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de }'ora
EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA,
ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORAlMG. t1J
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Processo nO: 0145.09.567017-3
Autor: ALCIRENE DE OLIVEIRA
Réu: ESTADO DE MINAS GERAIS
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o ESTADO DE MINAS GERAIS, por sua procuradora, nos autos
do processo em epígrafe - Ação de Conhecimento ajuizada por Alcirene de
Oliveira, vem, perante Vossa Excelência, em atenção à publicação de fl. retro,
informar que não pretende produzir mais nenhum meio de prova. notadamente
tendo em conta que o ônus probatório dos fatos alegados na inicial incumbe à
autora.
Ressalta, na oportunidade, que, conforme devidamente exposto na
contestação, a autora pretende por meio desta demanda o fornecimento de
um medicamento NÃO REGISTRADO NA ANVISA, e que, por
conseqüência, não possui autorização legal para comercialização no país.
O registro do medicamento perante a ANVISA - Agência Nacional
de Vigilância Sanitária - é exigência de segurança sanitária, não podendo o
Estado se ver compelido a fornecer a favor de jurisdicionados medicamentos
que não possuem controle sanitário nacional e, por isso, não possuem
autorização legal para o comércio interno .
Ressalte-se que, em recente decisão proferida pelo Supremo
Tribunal Federal, nas Suspensões de Tutela (STA) 175, 211 e 278; Suspensões
de Segurança 3724, 2944, 2361, 3345 e 3355; e Suspensão de Liminar (SL) 47,
o Ministro Gilmar Mendes deixou expressamente consignada a
impossibilidade de obrigar o Poder Público ao fornecimento de
medicamentos não registrados na ANVISA:
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, nO 60. Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora
Se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do
SUS, é imprescindível distinguir se a não prestação decorre de (1)
uma omissão legislativa ou administrativa, (2) de uma decisão
administrativa de não fornecê-la ou (3) de uma vedação legal a
sua dispensacão.
Não raro, busca-se, no Poder Judiciário, a condenação do Estado
ao fornecimento de prestação de saúde não registrada na
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) .
Como ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência
Pública. é vedado à Administração Pública fornecer {ármaco que
não possua registro na ANVISA. A Lei Federal n. o 6.360/76, ao
dispor sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os
medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos,
determina, em seu artigo 12, que "nenhum dos produtos de que
trata esta Lei, inclusive os importados, poderá ser industrializado,
exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no
Ministério da Saúde ". O artigo 16 da referida Lei estabelece os
requisitos para a obtenção do registro, entre eles o de que o
produto seja reconhecido como seguro e eficaz para o uso a que se
propõe. O Art. 18 ainda determina que, em se tratando de
medicamento de procedência estrangeira, deverá ser comprovada
a existência de registro válido no país de origem .
O registro de medicamento, como ressaltado pelo Procurador-
Geral da República na Audiência Pública, é uma garantia à
saúde pública. E, como ressaltou o Diretor- Presidente da ANVISA
na mesma ocasião, a Agência, por força da lei de sua criação,
também realiza a regulação econômica dos fármacos. Após
verificar a eficácia, a segurança e a qualidade do produto e
conceder-lhe o registro, a ANVISA passa a analisar a fixação do
preço definido, levando em consideração o beneficio clínico e o
custo do tratamento.
Havendo produto assemelhado, se o novo medicamento não
trouxer beneficio adicional, não poderá custar mais caro do que o
medicamento já existente com a mesma indicação. Por tudo isso. o
registro na ANVISA configura-se como condição necessária para
atestar a segurança e o beneficio do produto. sendo o primeiro
requisito para que o Sistema Único de Saúde possa considerar
sua incorporação.
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n' 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral ,do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora' •
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Claro que essa não é uma regra absoluta. Em casos excepcionais,
a importação de medicamento não registrado poderá ser
autorizada pela ANVISA. A Lei n. o 9. 782/99, que criou a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), permite que ela
dispense de "registro/:/fle.4ipWWf1:to.s w!guir;idos por intermédio
de organismos multilaterais internacionais, para uso de
programds ein saddê públiidpelo Ministério da Saúde.
Verifica-se, pois, n ~ " 'esteira do que devidamente exposto na
contestação e na nota técnica elabora pela Secretaria de Estado de Saúde, bem
como de acordo com a jurisprudência do STF, que não é possível acolher o
pedido formulado na inicial de fornecimento de medicamento que sequer
possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sendo
necessário, pois, o julgamento improcedente da ação .
Nesses termos, pede deferimento.
Juiz de Fora, 10· I e maio de 2010.
o
1\ .
An,m lIa e Matos Alves
r;t-ocuradora do Estado
Masl!.122.386-4 OAB/MG 98.180
... ."

Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n° 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 32 I 6,3:i30
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CERTIDÃO - MOVIMENTAÇÃO PROCESSUAL
Em cumprimento à Instrução 173/88 da CGJMG c/c
290 do T JMGe PrGvirnento 161/2005 da CGJMG,
certifico que foi promovido o andamento processuai nestas
aulos da seguinte rnam!im:
O Vi.ta õa Estado de Minas Gereis, via Procurador do Estado.
O Processo suspenso. Aí!. 40 Lei 6830l13C
O Processo SUSp>!!fl20. Parcelamento. Ar!. 792 cio CPC.
m ",';",. I:>E..f. Pl>
VISTA
Faço visIa destes lIUtoIJ â DEFENSORIA
PÚBLICA
Juiz de Fora, A
Escriv.i (ente):
RECEBIMENTO DE AlJ'l'OS
Em 09/06/2010 estee
foram devolvidos à
S€!cJ::'eteria pelo DefenEforia.
EscriVão (ente): _

.-



Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXMO. SR DR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA
DE JUIZ DE FORA .
ALCIRENE DE OLIVEIRA, já qualificada nos autos da Ação de 1
Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela que move em face do Estado de Minas , ~
Gerais, através da Defensoria Pública, vem, com respeito e acatamento, à presença honrada de
Vossa Excelência, expor e requerer o seguinte:
Ao contrário do que sugere o Réu, a inexistência de registro de
medicamento junto à ANVISA não restringe a sua aquisição, tanto por pessoa física quanto jurídica,
através de importação autorizada pelo indigitado órgão (fls. 68); mas, tão-somente a sua
industrialização, exposição à venda ou entrega a consumo interno antes de registrado no Ministério
da Saúde.
Tanto assim, que o Estado de Minas Gerais, mediante adoção de
todo o procedimento de importação, já fez diversas aquisições do medicamento Cinacalcet para dar
cumprimento a diversas determinações judiciais da mesma natureza.
E não para por ai, em ação ajuizada para o fim de que o Municipio de
Juiz de Fora fomecesse o medicamento Cinacalcet ao autor APP.A, foi determinado, pela d. juiza da
2" Vara da Fazenda Pública Municipal, que o referido ente público efetuasse o depósito do valor
referente a oito caixas do indigitado fármaco para que o autor, através de pessoa física, pudesse
importá-lo, uma vez que Município, por restrições administrativas momentâneas não pôde fazê-lo .
Saliente, neste particular, que a importação já foi concretizado e o
autor A.P.F.A já iniciou o tratamento que lhe foi prescrito com sucesso, restando, portanto,
demonstrada a sua eficácia.
Por derradeiro, imperioso salientar que, em relação à ausência de
registro do medicamente Cinacalcet junto à ANVISA, pelo que pode concluir-se, deve-se, apenas e
tão-somente, a notória burocracia e ineficiência de nossos órgãos públicos, eis que o fármaco em
questão já encontra-se aprovado e liberado para industrialização e comercialização pelos respectivos
órgãos competentes do EUA e da Europa (doc. anexo), sabidamente mais criteriosos em suas
análises.
Defensoria Pública do ESlado de Minas Gerais
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1 ) ~ ',., '. /'
.. .
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Assim, confia, o (a) Autor (a), em que Vossa Excelência, com
melhores e mais profundos suplementos, julgará, nos termos do artigo 330, I do CPC,
procedente o pedido constante na inicial, mantendo-se o pedido de antecipação de tutela já
concedida.
Termos em que,
P. deferimento.
Juiz de Fora, Oi' junho de 2010 .
Páulo Henrique Novelino
\ Defensor Publico
\ Madep 0271
\
\
Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais
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. ~ J- !I:
~ t 1 , ~ " , European Medicines Agency
Mimpara
cinacalcet
Doc. Ref.: EM EA/72169612009
EMEA/H/C/570
Resumo do EPAR destinado ao público
Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR). O seu
objectivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP)
avaliou os estudos realizados, afim de emitir recomendações sobre as condições de utilização do
medicamento.
Se necessitar de informação adicional sobre a sua doença ou o tratamento, leia o Folheto
Informativo (também parte do EPAR) ou con/acte o seu médico oufarmacêutico. Se quiser obter
mais informação sobre osfundamemos das recomendações do CHMP, leia a Discussão
Cientijica (também varte do EPAR) .
o que é o Mimpara?
O Mimpara é um medicamento que contém a substância activa cinacalcet. Encontra-se disponível sob
a forma de comprimidos ovais verde-claros (30, 60 e 90 mg).
Para que é utilizado o Mimpara?
O Mimpara é utilizado em pacientes adultos e idosos nas seguintes instâncias:
• para tratar o hiperparatiroidismo secundário em pacientes com doença renal grave que necessitem
de diálise para purificar o sangue de produtos residuais. O hiperparatiroidismo é uma doença em
que as glândulas paratiróides do pescoço produzem níveis demasiado elevados da hormona
paratiroideia (PTH), o que pode resultar em dor nos ossos e nas articulações e deformações nos
braços e nas pernas. "Secundário" significa que o hiperparatiroidismo é causado por outra
doença. O Mimpara pode ser usado como parte de um tratamento que inclua fixadores de fósforo
ou esteróis da vitamina D;
• para reduzir a hipercalcemia (niveis elevados de cálcio no sangue) em pacientes com carcinoma
das paratiróides (cancro das glândulas paratiróides) ou hiperparatiroidismo primário em que não
possam ser removidas as glândulas paratiróides, ou quando o médico não considere adequada a
remoção das glândulas paratiróides. "Primário" significa que o hiperparatiroidismo não é causado
por outra doença .
O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.
Como se utiliza o Mimpara?
No hiperparatiroidismo secundário, a dose inicial recomendada nos adultos é de 30 mg uma vez ao
dia. A dose é ajustada a cada duas a quatro semanas, consoante os níveis da PTH do paciente, até à
dose máxima de 180 mg uma vez ao dia. Os níveis da PTH devem ser verificados pelo menos 12 horas
após a administração da dose e uma a quatro semanas após cada ajustamento da dose de Mimpara Os
níveis de cálcio no sangue devem ser medidos frequentemente e no espaço de uma semana a contar de
cada ajustamento da dose de Mimpara. Uma vez estabelecida uma dose de manutenção, os níveis de
cálcio devem ser medidos mensalmente e os níveis da PTH devem ser medidos a cada um a três
meses.
Em pacientes com carcinoma da paratiróide ou hiperparatiroidismo primário, a dose inicial
recomendada de Mimpara para adultos é de 30 mg duas vezes ao dia. A dose de Mimpara deve ser
7 WestferT)' Circus, Canary Wharf, London E14 4HB, UK
Tel. (44-20) 741884 00 Fax (44-20) 74 188416
E-maiJ: mail@emea.europa.eu http://www.emea.europa.eu
© European Medicinas Agency. 2009. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.
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aumentada a cada duas a quatro semanas, sem ultrapassar os 90 mg três ou quatro vezes ao dia,
confonne necessário para reduzir a concentração de cálcio no sangue até aos níveis nannais.
O Mimpara deve ser tomado com alimentos ou logo após uma refeição.
Como funciona o Mimpara?
A substância activa do Mimpara, o cinacalcet, é um agente calcimimético. Isto significa que mimetiza
a acção do cálcio no organismo. O cinacalcet actua aumentando a sensibilidade dos receptores
sensíveis ao cálcio nas glândulas paratiróides que regulam a secreção da PTH. Ao aumentar a
sensibilidade destes receptores, o cinacalcet leva a uma diminuição da produção da PTH pelas
glândulas paratir6ides. A redução da PTH leva também a uma redução dos níveis de cálcio no sangue.
Como foi estudado o Mimpara?
O Mimpara foi foi comparado com placebo (tratamento simulado) em três estudos principais, que
incluíram 1136 pacientes com doença renal grave sujeitos a diálise. Os estudos tiveram a duração de
seis meses. O principal parâmetro de eficácia foi o número de pacientes que, no final do estudo,
apresentava um nível da PTH inferior a 250 microgramas por litro.
O Mimpara foi também testado num estudo que incluiu 46 pacientes com hipercalcemia, incluindo 29
pacientes com carcinoma das paratiróides e 17 pacientes com hiperparatiroidismo primário, cujas
glândulas paratir6ides não podiam ser retiradas ou nos quais a cirurgia para remoção das glândulas
paratiróides não foi eficaz. O principal parâmetro de eficácia foi o número de pacientes que
apresentaram uma redução dos níveis de cálcio no sangue superior a I mg por decilitro até ser
estabelecida uma dose de manutenção (entre duas e 16 semanas após o início do estudo). O estudo
continuou por mais três anos. Outros três estudos compararam o Mimpara com um placebo num total
de 136 pacientes com hiperparatiroidismo primário durante um máximo de um ano. Destes, 45 foram
incluídos num quarto estudo a longo prazo para estudar a eficácia do Mimpara durante um total de
quase seis anos.
Qual o beneficio demonstrado pelo Mimpara durante os estudos?
Dos pacientes com doença renal grave sujeitos a diálise, cerca de 40% dos que tomavam Mimpara
apresentaram níveis da PTH inferiores a 250 microgramas/I no final do estudo, em comparação com
cerca de 6% dos pacientes que tomavam placebo. O Mimpara permitiu uma redução dos níveis da
PTH de 42% em comparação com um aumento de 8% nos pacientes a receber o placebo .
O Mimpara produziu uma redução do cálcio no sangue superior a I mg/dl em 62% dos pacientes com
cancro (18 em 29) e em 88% dos pacientes com hiperparatiroidismo primário (15 em 17). Os
resultados dos estudos adicionais apoiam a utilização do Mimpara na hipercalcemia em pacientes com
hiperparatiroidismo primário.
Qual é o risco associado ao Mimpara?
Os efeitos secundários mais comuns associados ao Mimpara no hiperparatiroidismo secundário
(observados em mais de I em cada 10 pacientes) são náusea (enjoo) e vómitos. Nos pacientes com
carcinoma das paratiróides ou hiperparatiroidismo primário, os efeitos secundários mais comuns são
semelhantes aos verificados nos pacientes com doença renal prolongada, ou seja, náusea e vómitos.
Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao Mimpara, consulte o
Folheto Informativo.
O Mimpara não deve ser utilizado em pessoas hipersensíveis (alérgicas) ao cinacalcet ou a qualquer
outro componente do medicamento.
Por que foi aprovado o Mímpara?
O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os beneficios do Mimpara são
superiores aos seus riscos no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em pacientes com
insuficiência renal em fase terminal, em terapia de diálise de manutenção, bem como na redução da
hipercalcemia em pacientes com carcinoma das paratir6ides ou hiperparatiroidismo primário nos quais
a paratiroidectomia seria indicada com base nos níveis de cálcio sérico mas nos quais a
paratiroidectomia não é clinicamente adequada ou é contra-indicada. O Comité recomendou a
concessão de uma autorização de introdução no mercado para o Mimpara.
2/3
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Outras informações sobre o Mimpara
Em 22 de Outubro de 2004, a Comissão Europeia concedeu à Amgen Europe B. V. uma Autorização
de Introdução no Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento Mimpara. A
Autorização de Introdução no Mercado foi renovada em 22 de Outubro de 2009.
O EPAR completo sobre o Mimpara pode ser consultado aqui.
Este resumo foi ac!ualizado pela última vez em 10-2009 .
3/3
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TJMG - Andamento Processual - Andamentos
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6 T'-'MG
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Advogados
Comarca de Juiz de Fora - Dados do processo
Todos os Andamentos
-

NÚMERO TJMG: 014509561794-3 NUMERAÇÃO ÚNICA: 5617943-94.2009.8.13.0145
2 REG PUB/FZ MUN/FAL ATIV,O
,. . <-
CONCLUSOS PARA JULGAMENTO JUIZ(A) TITULAR 22221612 30/03/2010
JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA 29/03/2010
-.
RECEBIDOS OS AUTOS DO MINISTÉRIO
29/03/2010
PÚBLICO
AUTOS ENTREGUES EM CARGA AO MINISTÉRIO
PÚBLICO
PROMOTOR(A) 20001097 22/03/2010
ATO ORDINATÓRIO VISTA MP
19/03/2010
EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ JUDICIAL
19/03/2010
ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE
- '
"
. ,- 19/03/2010
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO

. '.
.- .J.
JUIZ(A) TITULAR 22221612 17/03/2010
ATO ORDINATÓRIO VISTA DEFENSOR
('..,./
17/03/2010
.NTADA DE DIVERSA 16/03/2010
ATO ORDINATORIO MERO EXPEDIENTE
16/03/2010
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO,
42221612 12/03/2010
. ,_' J.
JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA
12/03/2010
RECEBIDOS OS AUTOS DO ADVOGADO 099147/MG 11/03/2010
... 1 .• :. __ •
AUTOS ENTREGUES:EM CARGA AO ADVOGADO
099147/MG 08/03/2010
DO RÉU
'.'

PUBLICADO DESPACHO VISTA AO RÉU EM
08/03/2010
JUNTADA DE MANDADO
04/03/2010

JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA
04/03/2010
PUBLICADO DESPACHO VISTA AO RÉU EM
08/03/2010
ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE
03/03/2010
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO JUIZ(A) TITULAR 22221612 02/03/2010
EXPEDIÇÃO DE MANDADO
02/03/2010
JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA
01/03/2010
ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE
01/03/2010
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO
JUIZ(A) TITULAR 22221612 24/02/2010
RECEBIDOS OS AUTOS DO ADVOGADO
24/02/2010
AUTOS ENTREGUES EM CARGA AO ADVOGADO
099147/MG 23/02/2010
DO RÉU
http://www.tjmg.jus.br/juridico/sf/proc _ movimentacoes.jsp?comrCodigo= 145&numero... 2/6/2010
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Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número
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CONCLU§Ao
Et":L 1.p. I. 06 (w __
Conclusospara sentença.
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Marcelo p. M
Juiz
RECEBIMENTO DE AUTOS
cm o Co / 10 este" .utOi> foram
devolvidos ti S5crat .. ri ...
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CONCLUSÃO
O, deio
faço estes aU!./)$ c,onc!uEOi1 ao
f::iM. ,juiz. (38 V. Fa:r.,. e Au,,,:Jq:Ú:1B
I
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da
Comarca de Juiz de Fora
Autos: 0145.09.567017-3
AÇÂO ORDINÁRIA
AUTORA: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉU: ESTADO DE MINAS GERAIS
SENTENÇA
Vistos, etc ...
Tratam os presentes autos de AÇÃO DE
OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDO DE ANTECIPAÇÃO DOS
EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL aforado por ALCIRENE
DE OLIVEIRA em face do ESTADO DE MINAS GERAIS,
deduzindo, em síntese, que necessita fazer uso do medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET), 1 frasco/mês, por ser portadora
da doença Renal Crônica, estando em hemodiálise há 14 anos e
evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a
doença renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com
quelantes de fósforo e vitamina D .
Aduz, que por indicação de especialista, necessita do
uso do medicamento por tempo indeterminado. Requer a
Gratuidade Judiciária e pede a antecipação de tutela para
fornecimento contínuo do medicamento requerido.
Segundo a Autora e declarações da SECRETARIA
ESTADUAL DE SAÚDE o medicamento prescrito não faz parte do
programa de medicamentos de alto custo do Ministério da Saúde.
C6d.10.25.097-2
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6 Poder ..Judiciário do Estado de Minas Gerais
Alega a Autora, não ter condições de adquiri-los sem
prejuízo do sustento próprio e de sua família.
Junta documentos de FLS. 07/19.
Foram deferidas Gratuidade Judiciária e Antecipação
da Tutela Jurisdicional. Fls.21/22.
Contestação pelo ESTADO DE MINAS GERAIS às
FLS.37/43, aduzindo em síntese que o Poder Público, diante das
inúmeras opções terapêuticas existentes no mercado farmacêutico
e das limitações orçamentárias que o cercam, seleciona e
padroniza a aquisição daqueles necessários ao atendimento de sua
população.
Agravo de Instrumento ás FLS.49/57.
Entendendo estar maduro processo para julgamento,
sem qualquer acréscimo de provas ou documentos, os autos vieram
conclusos para sentença.
ESSE É O RELATÓRIO.
DECIDO.
Cuida-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER
COM PEDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA
JURISDICIONAL aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA pleiteando
a concessão de medicamento sob custas do ESTADO DE MINAS
GERAIS, prescrito por médico especializado, indicado para quadro
de doença Renal Crônica, estando em hemodiálise há 14 anos e
evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a
doença renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com
quelantes de fósforo e vitamina O, e que não possui condições
financeiras de comprar a medicação indicada .
Inquestionável o entendimento que a autora detém o
direito pleiteado, pois, trata-se de pessoa destituída de recursos
financeiros para adquirir o medicamento que lhe dê condições de
tratamento para o mal que está acometido.
Cód. 10.25.097·2
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6 Poder ..Judiciário do Estado de Minas Gerais
A prestação de tal serviço, ou seja, fornecimento de
medicamentos às pessoas destituídas de recursos financeiros é
dever constitucional do Poder Público. O direito a saúde constitui
conseqüência indissociável do direito à vida, ambos garantidos pela
Constituição Federal, consignados nos Arts.6°e 196, "in verbis":
Art. 6°- São direitos sociais a educação, a saúde,
o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a
previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados,na
forma desta Constituição.
Art. 196 - A saúde é direito de todos e dever do
Estado, garantido mediante políticas sociais em
econômicas que visem à redução do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso universal
e igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação.
O usuário do Sistema Único de Saúde tem direito a
atendimento digno e que possibilite, adequadamente, o seu
tratamento, não justificando que a Administração Pública se ampare
na obediência estrita a procedimentos orçamentários, sempre, em
detrimento da vida dos contribuintes.
É certo, não há dúvida, de que excessos existem de
cidadãos que buscam o Sistema Único de Saúde mesmo tendo
condições de suportar o ônus da medicação, assoberbando o
Estado e o Judiciário. Todavia, verifica-se que se trata de parcela
mínima da população, pois, a esmagadora maioria é de
necessitados e sem condições de suportar os medicamentos
indicados, com comprometimento de suas subsistências, sendo
cediço que quase todos os fármacos de uso contínuo, hoje fazem
diferença no orçamento dos brasileiros .
Com efeito, o Estado é competente para prestação
do atendimento da saúde da população. Assim, a gerência do
serviço público de saúde não é apenas da União, mas também do
Município e do Estado, de forma solidária, ressalvado o disposto no
inciso 111, alínea "a", do Art.16 da Lei 8.080/90, que dispõe sobre a
definição e coordenação dos Sistemas de Redes Integradas de
Assistência de Alta Complexidade.
Cód. 10.25.097·2
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Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Nesse passo, cumpre observar, que esse
medicamento pleiteado é indicado no tratamento do quadro de
doença Renal Crônica, estando em hemodiálise há 14 anos e
evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a
doença renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com
quelantes de fósforo e vitamina D.
Assim, havendo prescrição de médicos devidamente
inscritos no Conselho Regional de Medicina sobre a necessidade do
tratamento indicado, não pode o Estado negá-los, tendo em vista o
dever constitucional de garantir o direito à saúde, deixando de ser
comprovado nos autos, turno outro, que a droga pode ser
substituída por outra do dispensário de medicamentos públicos ou
que existam outras drogas disponibilizadas que não foram utilizadas
e que também possam responder positivamente ao tratamento da
moléstia de que padece a postulante .
Cód. 10.25.097-2
Nosso Tribunal tem decidido, "in verbis":
TJMG
DESEMBARGADORA HELOISA COMBAT
Data do julgamento: 07/10/2008
Data da Publicação: 24/10/2008
ACÃO ORDINÁRIA FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTO RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DO
MUNiCíPIO - SAÚDE - DIREITO GARANTIDO
CONSTITUCIONALMENTE NECESSIDADE
COMPROVADA - PROVA DA MOLÉSTIA E DA
CORRELACÃO COM OS MEDICAMENTOS
SOLICITADOS. - No que toca ao direito do
cidadão à saúde e à integridade física, a
responsabilidade do Estado é conjunta e solidária
com a dos Municípíos e a da União. E, tratando-se
de responsabilidade solidária, a parte necessitada
não é obrigada a dirigir seu pleito a todos os
entes da federação, podendo direcioná-lo àquele
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-.
6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
que lhe convier. O Sistema Único de Saúde, tendo
em vista o seu caráter de descentralização, torna
solidária a responsabilidade pela saúde,
alcançando a União, os Estados e os Municípios.-
Demonstrada a necessidade de determinada
prestação, por recomendação médica, para a
prevenção, controle ou cura de moléstia, a
demanda deve ser integralmente satisfeita, como
meio de tornar efetiva a garantia do direito à
saúde, à vida, ao bem-estar físico, psicológico e
mental e à dignidade da pessoa humana.
DISPOSITIVO
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a AÇÃO
PELO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO COM PEDIDO DE
TUTELA ANTECIPADA aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA em
face do ESTADO DE MINAS GERAIS para seja fornecido a autora,
às expensas do ESTADO DE MINAS GERAIS, o medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET), na dosagem e modo da
prescrição médica, enquanto durar o tratamento.
Deixo de condenar o Estado de Minas Gerais nas
custas e taxas judiciárias face sua isenção.
• Nos termos do Art.475,1 do Código de Processo Civil,


remeto de ofício os autos ao Egrégio Tribunal de Justiça.
Após o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquivem-
se os autos.
P.R.I .
.Juiz de 19 de agosto de 2.010
'IA-
IV-MARCELO CAVALCANTI'PIRAGIBE MAGAL -
Juiz de Direito
eód. 10.25.097-2
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RECEDJIrlilfENTO AUroS
Em, _ estes autos foram
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Certifico que registiE:i <l E0ntença(deci"f;o) ele
livro próprio da Secretuia.
Juiz de Fora, J.)
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Pr curadora do Estado
.122.386-4, OAB/MG 98.180
JUNTADA
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TRANSLADO
L ~ . TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N°1.0145.09.567017-3/001
11111 11111 111111 " 1i 11111111111111111111111111111
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - ANTECIPAÇÃO DE TUTELA-
REQUISITOS - PRESENÇA· FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO A CIDADÃO
NECESSITADO. Estando presentes os requisitos legais é cabível a concessão
de antecipação de tutela em 'lção cominatória, com vistas a compelir o Poder
Público a fornecer os medícamentos necessários ao tratamento da moléstia que
acomete o a ravado, cidadão necessitado .
AGRAVO DE INSTRUMENTO C VEL N°1.0145.09.567017-3/001 - COMARCA DE
JUIZ DE FORA - AGRAVANTE(S): ESTADO MINAS GERAIS - AGRAVADO(A)(S):
ALCIRENE DE OLIVEIRA - RELATOR: EXMO. SR. DES. EDIVALDO GEORGE DOS
SANTOS
Vistos etc., acorda, em Turma, a 7
a
CÂMARA CfVEL do Tribunal. de Justiça do Estado de Minas Gerais,
sob a Presidência do Desembargador ALVIM SOARES, incorporando
neste o relatório de fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das
notas taquigráficas, à unanimidade' de votos, EM NEGAR
PROVIMENTO .
Relator
FI. 1/6
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OOVlSNlfHl
8 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N°1.0145.09.567017-3/001
NOTASTAQUIGRÁFICAS
O SR. DES. EDIVALDO GEORGE DOS SANTOS:
~ O I O
Cuida-se de agravo de instrumento, com pedido de
efeito suspensivo, interposto pelo Estado de Minas Gerais, contra a
decisão de fls. 21/22, que deferiu a antecipação de tutela e determinou
o fornecimento dos medicamentos postulados na exordial da ação
ordinária que lhe é movida por Alcirene de Oliveira, com o que este não
se conforma. alegando, em resumo, que não foi demonstrada a
presença dos requisitos legais necessários ao deferimento de liminar,
havendo necessidade de dilação probatória; que o medicamento não
está incluído entre aqueles de sua competência: que não pode ser
obrigado a prever receita orçamentária inexistente: culminando, dentre
outras inúmeras digressões, por pedir o provimento do recurso.
• Com a minuta de agravo de fls. 02/11, o agravante


carreou os documentos de fls. 12/50.
O r. juiz da causa prestou informações
esclarecendo as razões pelas quais formou seu convencimento e pelas
nh.:'-'t'Tfep'cisão agravada .
Vertidos os autos à Procuradoria de Justiça, esta
se manifestou pelo desprovimento do recurso .
Analisando detidamente a questão posta, vejo que
o inconformismo do agravante não merece acolhida:
FI. 2/6
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TRIBUNAL DE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N°1.0145.09.567017-3/001
A agravada, representada pela Defensoria Pública,
é portadora de doença renal crônica, sendo submetida a hemodiálise
há 14 anos, hiperparatitreoidismo, hipefosfatemia e hipercalcemia, e
conforme relatório médico de fls. 24, e receituário de fls. 22/23,
subscrito por médico credenciado ao SUS, necessita do medicamento
MIMPARA (CINACALCET) conforme postulado na exordial e deferido,
em sede de antecipação de tutela, às fls. 31/32.
Segundo a deClaração do médico sem o uso de tal
medicamento há risco de'piora da doença óssea, calcificação vascular
e nas partes moles, com alto risco de problemas cardiovasculares e até
mesmo morte .
É mais que notório que a saúde é um dever do
Estado e um direito do cidadão. Tal prerrogativa está consignada no
texto constitucional vigente, em vàrios de seus dispositivos. O seu art.
5°garante ao cidadão, primordialmente, dentre inúmeros outros, o seu
direito à vida. O art. 6°dispõe também:
"Art. 6°. São direitos sociais a educação, a saúde,
o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a
previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados, na
forma desta Constituição."
O art. 196, pO-..;r o princípio acima
"Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do
Estado, garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução. do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso universal
e igualitário às ações e serviços para sua
FI. 3/6
-----r-.----------------------------------------------____________ _
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- ~
lRANSLADO
tl TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1.0145.09.567017-3/001
promoção, proteção e recuperação."
Do mesmo modo, em inúmeros outros dispositivos
constitucionais, vemos a preocupação com a saúde do cidadão, como,
por exemplo, nos arts. 7°, inciso XXII, 23, inciso 11, 24, inciso XII, 30,
inciso VII, 197, 198, 199 e 200 .
Portanto, ante a previsão constitucional acima
citada, percebe-se que a agravada demonstrou a presença da fumaça
do bom direito, necessária ao deferimento do medicamento pleiteado.
Corrobora esta afirmação a lição acerca de fumus bani iuris, dada pelo
Mestre Carreira Alvim:
"A constatação da verossimilhança e demais
condições que autorizam a antecipação da tutela
dependeram, sempre, de um juízo de deliberação
nos moldes análogos ao formulado para fins de
verificação dos pressupostos da medida liminar
em feitos cautelares ou mandamentais. Esse juizo
consiste em valorar os fatos e o direito,
certificando-se da probabilidade de êxito na
causa, no que pode influir a natureza do fato, a
especle oVa (prova preconstituída), e a
opria orientação jurisprudencial, notadamente a
sumulada." (in "Código de Processo Civil
Reformado", 2" edição, Editora Del Rey, Belo
Horizonte-1995, pág. 105) .
Ademais, a saúde da agravada não pode ficar ao
sabor das políticas públicas e orçamentárias dos diversos entes
públicos integrantes do SUS, nem tampouco submetida às evidentes
omissões destes. Pelo que entendo, a Lei nO 8.080/90, no seu artigo 7°,
IX, estabeleceu a descentralização da saúde pública no Brasil, sendo
que a própria Constituição Federal estabeleceu as competências de
FI. 4/6
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
'l
. ,
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1.0145.09.567017-3/001
cada ente público no tocante a tal matéria. Com isso, á União e aos
Estados coube cooperarem técnica e financeiramente e, aos
Municípios, coube a execução dos serviços, que é exatamente o que
pretende a ora agravada.
Colha-se a respeito, ainda, a lição dada pelo
insigne Mestre Humberto Theodoro Júnior:
"Para obtenção da tutela cautelar, a parte deverá
demonstrar fundado temor de que, enquanto
aguarda a tutela definitiva, venham a faltar as
circunstâncias de fato favoráveis á própria tutela.
E isto pode ocorrer quando haja o risco de
perecimento, destruição, desvio, deterioração, ou
de qualquer mutação das pessoas, bens ou
provas necessários para a perfeita e eficaz
atuação do provimento final do processo principal.
O perigo de dano refere-se, portanto, ao interesse
processual em obter uma justa composição do
litígio, seja em favor de uma ou de outra parte, o
que não poderá ser alcançado caso se concretize
o dano temido." (in "Curso de Direito Processual
Civil", Editora Forense, 16" edição, Rio de Janeiro-
1996, págs. 372/373).
E continua o brilhante processualista:
-- .
iz a lei que o perigo, justificador da atuação do
poder geral de cautela, deve ser:
a) "fundado";
b) relacionado a um dano "próximo"; e
c) que seja "grave" ou de "dificil reparação" (art.
798).
( ... )
FI. 5/6

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TRANSlADO
I ~ \ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1.0145.09.567017-3/001
Perigo de dano próximo ou iminente é, por sua
vez, o que se relaciona com uma lesão que
provavelmente deva ocorrer ainda durante o curso
do processo principal, isto é, antes da solução
definitiva ou de mérito." (obra citada, pág. 373).
Vislumbrando o julgador a presença dos requisitos
outro caminho não lhe resta senão deferir o pleito liminar. Ante isso,
vê-se que, no caso dos autos, não há que se falar em qualquer
ilegalidade da decisão singular recorrida, mormente porque se
assentou em amplo regramento constitucional a respeito.
Creio, então, ser correto o julgado, eis que o r. juiz
monocrático, em cognição sumária e baseado no seu poder geral de
cautela, concluiu pela presença dos pressupostos legais necessários
ao deferimento da antecipação de tutela.
Com tais considerações, NEGO PROVIMENTO ao
recurso e confirmo a bem lançada decisão recorrida.
Custas ex lege .
Vo de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es):
ANDER MAROTTA e BELlZÁRIO DE LACERDA.
NEGARAM PROVIMENTO .
1..
FI. 6/6
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Cód.10.25.097·2
',., .. t
. , ,-'
CARTORIO DA 7" CAMARA CIVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
CERTIFICO que o acórdão/decisão retro
transitou em julgado. O referido é verdade e dou
fé. Belo Horizonte, 28 de setembro de 2010 . Eu,
Kátia Maria da Cruz Silva, Escrivão(ã) do Cartório
da 7' Goié, .• "b"""i,
REMESSA
E os remeto ao ExcelenUssimo Senhor Juiz de
Direito da comarca de origem. OCA) Escrivão(ã),

Remetidos em 05/10/2010 .
Documento emitido pelo SIAP :
.,' ,
I 1..(:r I " c I •
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Certifico que em cumprimento 00 Provo 161/2006 do
C:-lM'f' jSladel para estes autos copias de "s.
-, . referente ao
emjulgado em023ffiJU. arquivando o Agr\!Yo na
caixa/maço not.I o SISCOMiTJMG.Julz
Fora,
Escrtvâo(ent8l
JUNTADA
. jun a ést1ls autos
_. __
OCA) ___ _

••



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.,
ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado .
Advocacia Regional em Juiz de Fora .
EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL DA ,COMARCA DE JUIZ DE FORA- MG
Processo nO: 0145.09.567017-3 .
Apelante: ESTADO DE MINAS
Apelado: ALCIRENE DE OLIVEIRA
Procuradoria das Obrigações'
.
O ESTADO DE MINAS GERAIS, por sua procuradora abaixo
.assinada, nos autos do processo em epígrafe - Ação de Conhecimento ajuizada
por Alcirene de Oliveira, vem à presença de Vossa Excelência, inconformado
com a sentença proferida às fls. 80/84, interpor RECURSO DE APELACÃO,
corri fulcro nos art, 500 e ss. do CPC, de acordo com as razões que seguem.
\
Requer, pois, o recebimento e processamento do presente em
primeiro grau de jurisdição, com a posterior remessa dos autos ao E, Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais, para julgamento do mesmo,
. ;::ç
ANA "fI' LjIft.
MASP:. 22.386-4 OAB-MG 98.180
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, nO 60, Bairro São Maleus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330

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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de, Fora
, RAZÕES DE APELAÇÃO
Apelante: ESTADO DE MINAS GERAIS
Apelado: ALCIRENE DE OLIVEIRA
JuÍZo de origem: Vara da Fazenda Pública, Estadual da tomarca de Juiz de
Fora -MG
Processo de Origem: 0145.09.567917-3
y
EGRÉGIA TURMA,
, EMÉRITOS JULGADORES,
, ,
Aduz o apelante as presentes razões, por ocasião de recurso de
apelação ora interposto contra sentença de 10 grau, que detenninou que o
apelante providenciasse o medicamento requerido pela apelada, qual seja,
,Mimpara (cinacalcet), em razão de apresentar a apelada quadro de doença renal
crônicil com evolução para hiperparatireoidismo secundário. -
,
1- SÍNTESEDOSFATOS
A apelada interpôs a ação ordinária com pedido de tutela
antecipada visando compelir o Poder' Público a fornecer o medicamento
Mimpara (cinacalcet), afirmando que é necessário para seu tratamento médico,
por apresentar quadro de doença renal crônica com evolução para
hiperparatireoidismo secundário.
Rua Chanceler O s w a l d ~ Aranha, nO 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora
Fundamentou sua pretensão na necessidade de' utilização dos
referidos medicamentos, na impossibilidade de custear o tratamento e, por fim,
no dever do Estado de garantir a todos o direito à vida e à saúde.
,
Na sentença o Juízo de primeira instância acolheu o pedido da
autora determinando que o Estado providencie os medicamentos requeridos,
porém sem determinar exatamente o prazo e os limites para seu fornecimento .
Em qu.e pesem os fundamentos trazidos pelo magistrado. sobre o
dever do Estado de garantir o fornecimento de medicamentos e tratamentos de
alto custo aos pacientes que não puderem pagar, o que se pretende discutir no
presente apelo é a forma genérica pela qual foi determinado o fornecimento do
tratamento e a ausência de uma avaliação criteriosa, de acordo com ocaso
concreto, o -que ofende em maior grau o interesse público que norteia estas
de direito à saúde. , '
/'
Ora, Nobres Desembargadores, não se discute o direito à saúde e o
dever do Estado em prestá-la, mas sim a necessidade de que o Poder Judiciário
assuma um compromisso com a sociedade na prolação de sentenças que avaliem
cada caso de acordo com suas especificidades e com base em um juízo de
proporcionalidade, eis que a concessão de um determinado medicamento
indiscriminadamente e sem a, comprovação efetiva' de sua eficácia e
necessidade, mormente ante' a existência de alternativas terapêuticas
disponibilizadas pelo SUS e não comprovadamente tentadas pelo paciente (o
que não é o caso em exame), ,ofende diretamente os princípios que norteiam a
Administração Pública.
Portanto, confia o apelante que a sentença recorrida será refOl:mada
pelos julgadores, de forma a corrigira falta de comprometimento para
com a evidente insuficiência de recursos do SUS, o que em última instância
atenta contra o direito à saúde de todos,da' forma como vem sendo garantido
, aos cidadãos pelo Estado na atualidade.
E diante deste relato inicial é que vem O· apelante pugnar pela
reforma da sentença, haja vista as especificidades do presente caso concreto e
diante dos seguintes argumentos. ,
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n° 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
, Tel/Fax: (32) 3216·3330
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Advocacia-Geral do Estado ru, IJ
Advocacia Regional em Juiz de Fora vU
ESTADO DE MINAS GERAIS
,

2 DA DOENÇA DA APELADA E DO SOLICITADO
MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA
A presente demanda foi ajuizada com o escopo de compelir o
Estado de Minas Gerais a fornecer os medicamentos Mimpara(clnacalcet)
para a apelada, diagnosticada como portadora de doença renal crônica com
evolução para hiperparatireoidismo severo. '
renal crônica é a perda lenta, progressiva e
irreversível das funções renais, o que toma o rim incapaz de ,realizar suas
funções normais. Como conseqüência da insuficiência renal crônica pode'
aparecer o hiperparatireoidismo, que se caracteriza pela atividade aumentada da
glândula paratireóide,' a qual produz ,uma quantidade excessiva de hormônios
paratireóides em resposta a uma anormalidade fora da glândula paratireóide .
o objetivo do tratamento do hipeiparatireoidismo secundário é
promover a diminuição dos níveis séricos de PTH, cálcio e fósforo, para a
prevenção da doença óssea progressiva e conseqüências sistêmicas da desordem
do metabolismo mineral. .
o medicamento Mimpara tem por substância ativa o cinacalcet,
sendo indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em indivíduos
com insuficiência. renal em diálise.
o medicamento cinacalcet não se encontra padronizado para
fornecimento pelo SUS, haja vista que não pOSSUi registro junto à Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
3 - DA IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO DO ESTADO A FORNECER
MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA .
Conforme devidamente destacado na contestação e ressaltado pelo
apelante na petição de fls. 71/73, o medicamento solicitado pelo apelado -
Cinacalcet (Mimpara) - não possui registro na Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA), de modo que sua comercialização no país é vedada por lei.
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5
ESTADO DE MINAS GERAIS \
Advocacia-Geral do Estado q6 IÍI

Esta circunstância foi devidamente ressaltada nos autos, sendo esta
a principal questão versada no presente processo ..
Contudo o julgador de 1". instância IGNOROU completamente este
fato, proferindo a sentença recorrida de forma absolutamente genérica, sem
tecer NENHUMA consideração a respeito da obrigação que está sendo imposta
ao Estado em fornecer medicamento não registrado na ANVISA .
Como é cediço, a Lei 8080/90 inclui no campo de atuação do
Sistema Único de Saúde a execução de ações de vigilância sanitária, estando
incluída entre estas ações a regulamentação e acompanhamentó da produção e
circulação de bem de consumo relacionados à saúde:
Lei 8080/90
Art. 6
0
Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde
(SUS):
I - a execução de ações:
a) de vigilância sanitária;
§ 10 Entende-se por vigilância sanitária um conjunto dé ações capàz de
eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas
sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da
prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se
relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da
produção ao consumo; e
II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou
indiretamente com a saúde.
Para executar estas ações, foi criada a - Agência de Vigilância
Sanitária, uma autarquia federal que tem suas atribuições definidas na Lei
9782/99, dentre elas a' atribuição de efetuar os registros dos medicamentos para
autorização de sua comercia!ização no país .
\
Lei 9782/99
Art. 6° A Agência terá por fin'alidade institucional promover a proteção
da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produÇão
e da comercialização de produtos e serviços submetidos - à vigilância'
sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das
tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de
fronteiras,
Art, 7° Compete à Agência proceder à implementação e à execução do
disposto nos incisos II a VII do art,2° desta Lei, devendo:
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n' 60, Bairro São Matous, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216·3330
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'.
••
ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em juiz de Fora
VII - autorizar' o funcionamento de empresas de ·fabricação, distribuição e
importação dos produtos mencionados no art. 80 desta Lei e de
comercialização de medicamentos;
Art., 4 L O registro dos produtos de que trata a Lei n° 6360, de 1976, e o
Decreto-Lei nO, 986, de 21 de outubro de 1969, poderá ser objeto de
regulamentação pelo Mini'stério da Saúde e pela Agência visando a
desburocratização e a agilidade nos procedimentos, desde que isto' não
implique riscos à saúde da população ou à condição de fiscalização ,das
atividades de produção e circulação,
Destaque-se que a Lei Federal 6360/76, veda totalmente a
possibilidade de medicamentos serem industrializados, expostos à venda ou
entregues ao consumo antes de registrados no Ministério da Saúde, sendo que o
. registro de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos devem
obedecer aos critérios fixados em Lei .
LEI No 6360, DE 23 DE SETEMBRO DE 1976.
Art, 12 - 'Nenhum dos produtos. de que trata' esta Lei, inclusive os
importados, poderá ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao
consumo antes de registrado no Ministério da Saúde,
Art, 16, O registro de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e
correlatos, dadas as suas características sanitárias, medicamentosas ou
profiláticas, curativas, paliativas, ou mesmo para fins de' diagnóstico, fica
sujeito, além do atendimento das exigências próprias, aos seguintes requisitos
específicos: (Redação dada pela Lei n° ! 0,742, de 6, I 02003)
Art. 17 - O registro dos produtos de que trata este Título será negado sempre
que não atendidas as condições, as exigências e os procedimentos para tal fim
previstos em lei, regulamento ou instrução do órgão competente,
Por todas as normas destacadas é que se tem por necessária a
reforma da sentença recorrida, na medida em que se está impondo ao Estado
uma obrigação de fornecimento de medicamento não 'registrado na ANVISA, o
que significa que o medicamento ainda não foi sujeito à fiscalização a respeito
de sua segurança sanitária e a respeito de sua eficácia no combate 'da .moléstia
da apelada,

Deve-se destacar que o STF já proferiu julgamento no sentido de
que não é possível impor ao Poder Público obrigação de fornecimento de
medicamento não registrado na Anvisa, haja vista que incide no caso uma
veçlação legal à dispensação do medicamento,
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, nO 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tevrax: (32) 3216·3330
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ESTADO DE MINAS GERAIS 7 ~
Advocacia-Geral do Estado rt
Advocacia Regional em Juiz de Fora r"g
- ~ ~ ~ - - - - ' - - - - - : - - - : ' I
Veja o excerto do voto do ministro Gilmar Mendes nas Suspensões
de Tutela (STA) 175, 211 e 278; Suspensões de Segurança 3724, 2944, 2361,
3345 e 3355; e Suspensão de Liminar (SL) 47:
Se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do
SUS, é imprescindível distinguir sea não prestação decorre de (1)
uma omissão 'legislativa ou administrativa, (2) de uma decisão
administrativa de não fornecê-la ou (3) de uma vedação legal a
sua dispensação.
Não raro, busca-se, no Poder Judiciário, a condenação do Estado
ao forneCimento de prestação de saúde não registrada na
AgênCia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Como' ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência
Pública, é vedado à Administração Pública fornecer fármaco que
. não possua registro na ANVISA. A Lei Federal n. () 6.360/76, ao
dispor sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os
medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos,
determina, em seu artigo 12, que "nenhum dos produtos de que
trata esta Lei, inclusive os importados, poderá ser industrializado,
exposto ti venda ou entregue ao consumo antes de registrado no
Ministério da Saúde". O artigo 16 da referida Lei estabelece os
requisitos para a obtenção do registro, entre eles. o de que o
produto seja reconhecido cOmO seguro e eficaz. para o uso a que se
propõe. . O Art. 18 ainda determina que. em se tratando de
medicamento de procedência estràngeira, deverá ser comprovada
a existência de registro válido no país de origem.
O registro de medicamento, como ressaltado pelo Procurador-
Geral da República na Audiência Pública, é uma garantia à
saúde pública. E, como ressaltou o Diretor- Presidente da A NVISA
na mesma ocasião, a Agência. por força da lei de sua criação,
também realiza a regulação econômica dos fármacos.Após
verificar. a eficácia, a segurança e a qualidade do produto e
conceder-lhe o registro, a ANVISA passa a analisar a fixação do
preço deftnido, levando em consideração o beneficio c!íi1Íco é o
,custo do tratamento.
Havendo produto assemelhado, se o novo medicamento não
trouxer beneficio adicional, não poderá custar mais caro do que o
medicamento já existente com a mesma indicação. Por tudo isso, o
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ESTADO DE MINAS GERAIS 8
Advocacia-Geral do Estado .
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registro na ANVISA configura-se como condição necessária para
atestar a segurança e o beneficio do produto, sendo o primeiro
requisito para que o Sistema Único de Saúde possa considerar
sua incorporacão.
Claro que essa não é uma regra absoluta. Em casos excepcionais,
a importação de medicamento não registrado poderá ser
autorizada pela ANVISA. A Lei n. 09.782/99, que criou a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), permite que ela
dispense de "registro". medicamentos adquiridos por intermédio
de organismos multilaterais internacionais, para uso de
programas em saúde pública pelo Ministério da Saúde.
, Pelo exposto, certamente .os eméritos julgadores concluirão pela
necessidade de reforma da sentença recorrida, em razão da ausência de
regulamentação do medicamento pleiteado junto à Anvisa, o que desautoriza
sua comercialização no país.
4-ApLICAÇÃO DO ARTIGO 196 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL - DIREITO À
SAÚDE DO CIDADÃO E DEVER DO ESTADO DE PRESTAÇÃO UNIVERSAL E
IGUALITÁRIA DE AÇÕES DE SAÚDE
4.1 - Direito subjetivo público à saúde - Necessidade de delimitação do
núcleo essencial desse direito fundamental conforme os direitos coletivos
contrapostos
.,
Evidentemente que não se pretende por meio deste recurso negar o
caráter de fundamentalidade ao direito social da saúde, haja vista a obviedade
da Constituição Federal neste sentido, rechaçando qualquer tentativa que afirma
inexistir direito público subjetivo dos cidadãos à prestação de ações, de saúde .
o que o Estado pretende, ao elaborar defesas em ações como a
presente, inclusive interpondo os recursos . cabíveis, é demonstrar a
impossibilidade de o Poder Judiciário deferir indiscriminadamente todos os
pleitos de fornecimento de medicamentos, comó se bastasse ao jurisdicionado
apresentar uma receita médica particular para se ver automaticamente fazendo
uso do medicamento escolhido pelo seu médico, às custas de toda a
coletividade.
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ESTADO DE MINAS GERAIS 9
Advocacia-Geral do Estado
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Com efeito, a todo direito fundamental previsto na Constituição há
a correspondência de um dever fundamental (seja ele positivo ou negativo),
sendo que no caso específico do direito fundamental da saúde, a Constituição
Federal previu expressamente; art. 196, qual seria o dever correspondente do
Estado, sendo ele: garantir a todos o direito à saúde, mediante políticas sociais'
e econômicas que visem à redução de doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e' serviços para sua promoção, proteção, e
recuperação.
Tem-se pela interpretação do referido dispositivo constitucional
que os cidadãos não possuem direito amplo e irrestrito ao recebimento de' um
determinado medicamento escolhido. pelo próprio paciente, pois esse
dispositivo também confere ao Estado a prerrogativa de escolher, dentre os
existentes no mercado e com base em critérios técnicos e científicos de
segurança sanitária e eficiência, aqueles medicamentos que serão fornecidos
gratuitamente à sua população.
De fato, os interesses e direitos individuais de cada cidadão não
podem ser analisados e atendidos à revelia dos interesses da coletividade em
geral, devendo haver, uma interpretação da regra constitucional que' impõe ao
Estado o dever de prestação da saúde de modo a compatibilizar o interesse de
todos.
Para a boà realização de -políticas públicas de saúde não basta
deferir para as ,pessoas interessadas os medicamentos que "alegam necessitar,
mas deve haver um estudo prévio daqueles medicamentos mais essenciais para a
saúde da população, a padronização de procedimentos e de requisitos para ob!ê-.
los, a dispensação igualitária para todos os que necessitam dos medicamentos, a
análise prévia e o planejamento do orçamento para custeio dos medicamentos .
Tudo levando em conta que a prestação de saúde não se limita apenas a
fornecimento de fármacos; mas também engloba a assistência médica e
hospitalar e o trabalho' de conscientização e prevenção. realizado junto a
comunidades .
. Quer dizer, a própria ordem constitucional impõe ao Estado a
obrigatoriedade de elaboração de políticas públicas, o que significa a eleição
de critérios e programas por parte do legislador ou do administrador, escolhas
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Advocacia-Geral do Estado I 11
Advocacia Regional em Juiz de Fora ..l O 1ll!--
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estas que são LEGÍTlMAS perante a sociedade, haja vista sua representação
democrática.
Todo este panorama geral não pode se ver prejudicado pelas
sucessivas e pontuais prestações de medicamentos toda vez que algum paciente
apresenta em juízo urna receita médica particular. A ação do póder judiciário
neste sentido,.desconsidera as escolhas alocativas feitas pelas políticas públicas
implementadas, atuando especificamente no caso concreto sem levar em conta o
interesse de toda a coletividade (realização de micro-justiça), violando o
princípio constitucional da separação de poderes.
As políticas públicas estabelecidas pelo Estado para o cumprimento
de seu dever de saúde não são baseadas em escolhas aleatórias, mas levam em
conta, segundo critérios científicos, as maiores necessidades da população,
atendendo-a de acordo com os recursos financeiros disponíveis, tudo segundo a
eficiência administrativa, visando à efetiva prestação de saúde para todos de
forma universal e igualitária.
Neste sentido se pOSICIOnou o Superior Tribunal de Justiça,
conforme se pode abstrair do seguinte texto informativo publicado no site do
tribunal, sobre a "judicialização' da saúde", do qual extraem-se as seguintes
passagens:
"No Superior Tribunal de Jústica (STJ), a discussão·sobre o tema reflete a
dicotomia que cerca a questão: privilegiar o. individual ou o coletivo?De
um lado, a participação do Judiciário sigilifica a fiscalização de eventuais
violações por parte do Estado na atenção à saúde. Mas, de outro, o excesso de
ordens judiciais pode inviabilizar a universalidade da saúde, um dos
fundamentos do SUS .
Os órgãos da Seção de Direito Público (Primeira Seção - Primeira e Segunda
Turmas) são encarregados de analisar as ações e os recursos que chegam ao
Tribunal a respeito do tema. Para o presidente da Primeira Seção, ministro
Teori Albino Zavascki, não existe um direito subjetivo constitucional de
acesso universal, gratuito, incondicional e a qualquer custo a todo e
qualquer meio de proteção à saúde. O ministro Teori Zavascki esclarece
que o direito à saúde não deve ser entendido "como direito a estar sempre
saudável", mas, sim, como o direito "a um sistema de proteção à saúde que
, dá oportunidades iguais para as pessoas alcançarem os mais altos níveis de
saúde possíveis".
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II j

____________________ .
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de For ..
Em julgamento de um recurso na Primeira Turma (RMS 28.962), o ministro
Benedito Gonçalves advertiu que as ações ajuizadas contra os entes públicos,
para obrigá-los indiscriminadamente a fornecer medicamento de alto custo,
devem ser analisadas com muita prudência.
o ministro Benedito Gonçalves observou que, ao. ingressar na esfera de
alçada da Administração Pública, o Judiciário cria probJemas de toda a
ordem, como' o desequilíbrio de contas públicas, o comprometimento de
serviços públicos, entre outros. Para ele a ideia de que o poder. público
'tem condição de satisfaz,er todas as
necessidades da coletividade ilimitadamente, seja na saúde ou em qualquer
outro segmento, é utópica. "O aparelhamento do Estado, ainda que
satisfatório aos anseios da coletividade, não será capaz de suprir as
infindáveis necessidades de todos os cidadãos" , avaliou.
Em outro caso analisado pela Segunda Turma, os ministros definiram que o
direito à saúde não alcança a possibilidade de o paciente escolher o
medicamento que mais se encaixe no seu tratamento. A relatora foi a ministra
Eliana Calmon (RMS 28.338). Ela observou que, na hipótese, o SUS oferecia
uma segunda opção de medicamento substitutivo, mas que, mesmo assim, o
paciente pleiteou o fornecimento de medicamento de que o SUS não dispunha,
sem provar que aquele não era adequado para seu tratamento."
Por isso é que o direito 'público subjetivo fundamental à.saúde, ao
servir de fundamento para decisões judiciais que impõem determinadas
obrigações específicas ao estado, não pode ser considérado de forma abstrata e
genérica, mas deve. ser protegido seu núcleo essencial conforme a moldura
que lhe seja dada pela análise das especificidades concretas, tanto 'no que se
referem aos problemas de saúde do jurisdicionado, quanto no que se
referem às escolhas, políticãs públicas e recursos financeiros apresentados
pelo estado em relação àquela doença do paciente .
4.2 - Prevalência das políticas públicas pré-estabelecidas - Decisão judicial
que contraria as políticas públicas deve ser baseada em critérios de
pondera cão e razoabilidade analisados segundo o caso concreto -
. Necessidade de comprovação· efetiva, por parte do_.requerente, da
necessidade de utilização do medicamento pleiteado
De tudo o que antes foi exposto é possível chegar à conclusão de
que as políticas públicas pré-estabelecidas pelo Poder Público devem ter
PREVALÊNCIA no que se refere ao atendimento da população para prestação
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12'
ESTADO DE MINAS GERAIS "'6
Advocacia-Geral do Estado il fi)
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de serviços de saúde.
Isto é, não obstante se admita certas interferências do Poder
Judiciário para implementação de deveres de prestação de saúde, o julgador
deve sempre dar prevalência ao que estabelecem as diretrizes e protocolos
do SUS, somente decidindo" deforma contrária ao estabelecido nestes
regulamentos em casos muito peculiares, que efetivamente demandam do
poder jUdiciário uma atuação efetiva para proteger o direito do cidadão,
mas sempre exigindo dele a prova contundente degtie há real necessidade
da prestação de saúdereguerida.
Outro não' foi o entendimento do Supremo Tribunal Federal, no.
julgamento das Suspensões de Tufela (ST A) 175, 211 e 278; das Suspensões de
Segurança 3724, 2944, 2361, 3345 e 3355; e da Suspensão de Liminar (SL) 47,
com relataria do Ministro Gilmar Mendes, após análise dos dados colhidos
audiência pública realizada sobre direito à saúde:
Não obstante, esse direito subjetivo público é assegurado mediante
políticas sociais e econômicas, ou seja, NÃO há um direito absoluto a
todo e qualquer procedimento necessário para a proteção, p"romoção
e recuperação. da saúde, in"dependentemente da existência de uma
política pública que o concretize. Há um direito público subjetivo a
políticas públicas que promovam, protejam e recuperem a saúde.
( ... )
A princípio, inferir que a obrigação do Estado, à luz do disPQsto'
no artigo 196 da Constituição, restringe-se ao fornecimento das políticas
sociais e econômicas por ele formuladas para a promúção, proteção e
recuperação da saúde.
Isso porque o Sistema Único de Saúde filiou-se à corrente da "Medicina
com base em evidências". Com isso, adotaram-se os "Protocolos Clínicos
e Diretrizes que consistem num ,conjunto de critérios que
permitem determümr o diagnóstico . de doenças e o tratamento
correspondente com os medicamentos disponíveis e as respectivas doses.
Assim, um medicamento ou tratamento em desconformidade cóm o
Protocólo deve ser visto com cautela, pois tende a contrariar um
consenso científico vigente.
Ademais, não se pode esquecer de que a gestão do Sistema Único de
Saúde, obrigado a observar o princípio constitucional do acesso
universal e igualitário às ações e prestações de saúde, só torna-se
viável mediante a elaboração de políticas públicas que repartam os
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ESTADO DE MINAS GERAIS 13
Advocacia-Gerar do Estado . li,
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recursos (naturalmente escassos) da forma mais eficiente possível.
Obrigar a rede pública a financiar toda e qualquer ação e prestação
de saúde existente geraria grave lesão â ordem administrativa e
levaria ao Fomprometimento do SUS, de' modo a prejudicar ainda
mais o atendimento médico -da parcela da população mais
necessitada, Dessa forma, podemos concluir que, em geral, deverá
ser privilegiado,o tratamento fornecido pelo SUS em detrimento de
opção diversa. escolhida pelo paciente, sempre que não for,
cQmprovada a ineficácia ou a impropriedade .da política de saúde
existente,
Essa conclusão não afasta, contudo, a possibilidade de o Poder
Judiciário, ou de a própria Administração, decidir que medida diferente
da custeada pelo SUS deve ser fornecida a determinada pessoa que, por
razões específicas do seu organismo, comprove que o tratamento
fornecido não é eficaz no seu caso.
( ... )
Parece certo que a inexistência de Protocolo Clínico·no SUS não pode
significar violação ao princípio da integralidade do sistema, nem
justificar a diferença entre as opções acessíveis aos usuários da rede .
pública e as disponíveis aos usuários da rede privada. Nesses casos, a
omissão administrativa no tratamento de determinada patologia poderá
ser objeto de impugnação judicial, tanto por ações individuais como
coletivas. No entanto, é imprescindível que haja instrucão processual,
com ampla produção de pi'ovas, o que poderá configurar-se um
obstáculo à'concessão de medida cautelar.
Conforme devidamente demonstrado na contestação, a aquisição do
medicàmento pleiteado viola as normas da Política Nacional de Medicamentos, ..
traçadas pela União Federal, com base no artigo 196 da CF/88 •
De fato, no ·âmbito dos Estados, vigora o Componente
Especializado de Assistência Farmacêutica, sendo que cumpre à União, com
base em estudos técnicos previamente realizados; indicativos dos medicamentos
de alto custo e uso contínuo de maior demanda por parte da população;'
estabelecer a respectiva relação e correspondentes métodos de fornecimento a
serem observados pelos Estados, via Secretarias de Saúde.
Assim, a Portaria GMlMS n° 2.891 de 26/11/2009 (que revogou a
portaria MS 2.577/06) regulamenta atualmente o Componente Especializado de
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.. (/1
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estad_o
Advocacia Regional em Juiz de Fora
Assistência Farmacêutica, definindo que o Estado disponibilizará medicamentos'
para tratamento de agravos nos seguintes critérios:
Art. 9° Os medicamentos que fazem parte das linhas de cuidado para as
doenças contempladas neste Componente estão divididos em três grupos com
características, responsabilidades e formas de organização distintas.
Grupo I "- Medicamentos sob responsabilidade da Vnião
Grupo 2 - Medicamentos sob responsabilidade dos Estados,' e Distrito.
Federal
Grupo 3 - Medicamentos sob responsabilidade dos Municípios e Distrito
Federal
Art. 12. O Grupo 2 foi constituído sob os seguintes critérios:
I - menor complexidade, da doença a ser tratada ambulatorialmente em
relação aos elencados no Grupo L;
Il- refratariedade ou intolerância a primeira linha de .
De lado, 'aos Municípios competem a efetiva prestação da
assistência médica' à sua população, incluindo a, farmacêutica, 'fornecendo os
medicamentos considerados básicos e os essenciais, ressalvando-se apenas os
medicamentos listados 'peloMinistério da Saúde cuja dispensação em caráter
excepcional compete aos Estados Federados.
Assim, é mister registrar que o Estado não "optou" por anuir,
sponte sua, aos parâmetros nacionais de fornecimento da medicação. Ora, a par
'da cediça distribuição constitucional de competências específicas que
estabelecem os deveres de atuação das três esferas políticas no âmbito do SUS,
é despicienda a afirmação de que ci Estado se submete a princípios
constitucionalmente prescritos, como o da legalidade e da e, no
que tange, especialmente, à Política Nacional de Assistência Farmaçêutica, na
esteira do que dispõe a Portaria MS nO 2.981/09, encontra-se vinculado à
observância de princípios como o da economicidade e seleção/aquisição de
medicamentos em face do custo/benefício.
Portanto, a não inclusão do medicamento pleiteado pela presente
demanda na lista de medicamentos dispensados pelo ES,tado para o tratamento
da doença do autor se deu em decorrência de todos os fatores científicos,
administrativos e financeiros levados em conta no momento da elaboração déi
s
diretrizes e protocolos terapêuticos do SUS.
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ESTADO DE MINAS GERAIS
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Decisão judicial que contrarie estes fatores deve ser proferida com
base em critérios de ponderação e razoabilidade, já que se encon'tram em
conflito os interesse coletivos de acesso universal é igualitário à saúde e o
interesse individual da apelada.
Incumbia à apelada, portanto, demonstrar com provas efetivas
que efetivamente necessita do tratamento médico pleiteado, sob pena de
grave prejuízo à sua saúde, sendo que também deveria fazer provas de que não
tem condições financeiras de custear o tratamento médico que não foi
disponibilizado gratuitamente à população de modo geral.
Estas provas não constam dos autos, tendo a apelada apenas
anexado receita médica particular indicando o uso do medicamento.
o julgador de la. instância considerou suficiente aprova frágil e
sjngular acostada aos autos, sem analisar atentamente a situação narrada nos
autos.
Ora, verifica-se com clareza que a sentença recorrida
. desconsiderou todos os fatores acima delineados, os quais, segundo decisões·
dos tribunais superiores, devem necessariamente;ser levados em conta antes que
se profira uma decisão contrária às políticas públicas pré-estabelecidas para
prestação de saúde, sob pena de trazer sérios prejuízos ao sistema único de
saúde, notadamente tendo em conta as incontáveis ações judiciais com o mesmo
teor da .
Ressalte-se, por fim, que o apelante sempre tem o cuidado, por
,meio de sua Secretaria de Saúde, de ·analisar aténtamente a doença do autor,
verificar quais os medicamentos indicados como os já utilizados pelo enfermo,
para fins de indicar qual é ·a política pública pré-estabelecida para otrataÍnento
da doença, inclusive informando as alternativas terapêuticas existentes.
Por todo o exposto, verifica-se a necessidade de reforma da
sentença recorrida, para que sejam observadas as peculiaridades do caso em
apreço, as quais devem obrigatoriamente incidir na formulação da decisão.
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ESTADO DE MINAS GERAIS 16
Advocacia-Geral do Estado
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5- DA NECESSIDADE DE RE.FORMA DA SENTENÇA NO QUE SE REFERE À
AUSÊNCIA-DE FIXAÇÃO DE CRITÉRIOS E LIMITES PARA FORNECIMENTO DO
MEDICAMENTO
, Caso seja mantida a sentença, requer o Apelante seja reformada
com relação ao tempo de fornecimento dos medicamentos solicitados pela parte
. apelada .
. Com efeito, a sentença recorrida apenas impõe ao Estado a
obrigação de fornecimento dos medicamentos, sem qualquer fixação de critérios
ou limites temporais, dizendo que deve ser fornecido o medicamento "na
dosagem e modo da prescrição médica, enquanto durar o tratamento"
Ora, não pode simplesmente o apelante se ver obrigado a dispensar
um medicamento sem, periodicanwnte, físcalizar as condições de saúde do
paciente, para confirmar se ainda necessita do remédio prescrito.
Ademais, deve ficar estabelecida uma condição temporal para o
fornecimento do medicamento"sob pena de ao Estado se impor uma obrigação
que se estende no tempo indefinidamente.
Neste sentido, caso seja mantida a condenação de 1 o grau, requer o
Estado de Minas Gerais, em homenagem ao princípio da supremacia do
interesse. público sobre o privado, que seja reformada a sentença parcialmente
para se determinar um limite ao fornecimento do medicamento ou
que seja condicionada a entrega dos medicamentos mediante
de receituário médico atualizado assinado por profissional saúde do
SUS .
Requer, ainda, que na sentença seja reconhecida a
possibilidade de o SUS realizar exames periciais periódicos a seu critério de .
conveniência, para fiscalizar se o autor/apelado, no decorrer do tempo,
continua sendo portador da ,doença necessitando do medicamento
pleiteado.
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ESTADO DE MINAS GERAIS 17
Advoéacia-Geral do Estado
_________________________________ log
6- DA NECESSIDADE DE REFORMA DA SENTENÇA NO QUE SE REFERE À.
CONDENAÇÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PELO NOME DO
FABRICANTE - MIMPARA
·Confonne se vê do dispositivo da sentença recorrida, o. Estado foi
condenado ao fornecimento de Mimpara (cinaca1cet). Porém, a condenação
determinou o fornecimento do medicamento pelo nome da marca, ao invés de.
fixar a condenação pelo nome da substância ativa cinacalcet.
Cabe destacar que não 'se revelá adequada a decisão judicial que
condena o Estado à prestação de medicamento fabricado por laboratório
específico, notadamente quando existem outras alternativas viáveis no, mercado,
haja vista o que dispõe o art. 3° da Lei Federal 9.787/99:
Art. 3° As aquisições de medicamentos, sob qualquer modalidade de
compra, e as prescrições médicas e odontológicas de medicamentos, no
âml!ito do Sistema Único de Saúde _·SUS, adotarão obrigatoriamente a
Denominação Comum Brasileira (DCB) OU, na sua falta, a Denominação
Comum Internacional (Del).
§ lo o órgão federal responsável pela vigilância sanitária edit<lrá,
periodicamente, a relação de medicamentos registrados no País, de acordo com
a classificação farmacológica da Relação Nacional de Medicamentos
Essenciais - Rename vigente e segundo a Denominação Comum Brasileira ou,
na sua falta, a Denominação Comum Internacional, seguindo-se os nomes
I comerciais e as correspondentes empresas fabricantes.
§ 20 Nas aquisições de medicamentos a que se refere o caput deste
artigo, o medicamento genérico, quando houver, terá preferência sobre os
, demais em condiç,ões de igualdade de preço.
§ 30 Nos' editais, propostas licitatórias e contratos de aquisição de
,medicamentos, no âmbito do SUS, serão exigidas, no que couber, as
/ especificações técnicas dos produtos, os respectivos métodos de controle de
qualidade e a sistemática de certificação de conformidade.
§ 40 A entrega dos medicamentos adquiridos será acompanhada dos
respectivos laudos de qualidade:
Pela leitura do dispositivo legal transcrito, observa-se, portanto, a
impossibilidade de o Estado ser condenado a fornecer medicamento ou insumo
pela sua respectiva marca, devendo haver a possibilidade de o apelante adquirir
aquele medicamento com mesmo que seja o de menor custo no.
mercado.
. Rua.Chanceler Oswaldo Aranha, nO 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330
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UI
ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional ém Juiz de Fora
18
Com efeito, virlcular o poder público à aquisição de medicamento
fabricado apenas por determinada indústria,farmacêutica onera indevidamente o
serviço públiço de saúde, ocasionando 'desperdício de recursos públicos, quando
há a possibilidade de aquisição de outro medicamento com mesmo princípio
, ativo de menor preço. .
, Assim; requer o apelante a reforma parc;ial da sentença; para que
seja determinada apenas a prestação do medicamento cihacalcet, sem que seja
da marca pretendida pelo apelado., .
.. /
..
7- DO PEDIDO
'"
, Diante de todas as razões acirria expostas, requer o apelante o
recebimento e processamento do presente' recurso, para que reformada a
sentença integralmente, conforme' as, raz;ões: anteriormente expostas,
notadamente tendo em conta a ausência de medicamento junto à
Anvisa.
Por fim, no caso de ser mantida a condenação de fornecimento do
medicamento, requer que a sentença seja reformada parcialmente, para que
sejam impostas condições e limites, de acordo com o exposto no item anterior,
bem como para que a condenação conste o nome da substância ativa do
medicamento cinacalcet e não Mimpara. '
"
Nesses termos, pede deferimento.
Juiz de Fora, O d _setembro de 2010.
.'- : .. \
..
,
'i'" ..
. :,
MASP: 1. 22.386-4 OAB-MG 98.18
-,
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n' 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330' '
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devolutivo. Intimle-se'
presente. Após,
Justiça de
s
CERTIDÃO DE INTiMAÇÃO NO DJe.
CERTIFICO qua, ....
t'h1
-. I .... :!oi ..
r. -".' r '.:'. '. .. t
o fê: .'
o . ""p.;; "JAn,t ..
Varo do Fazendo EsladumsJF.
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
1?ortJ

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C6<J.10.25.097'2
CONCLUSÃO
Ri!lI 1q i 1<
estes autos conclusos ao
'M. Juiz da V. FáZ. e Autarqll.i.a/:
Estaduais de Juiz d for.· IiG
O EIc./E.crev. '----\'Y----
V.a da Puenda P6 ca EA.dea1
Recebo.!IIIW: .. na(.) .... '
dev"tdlvo. IntlmHe o 8I)8IIIcIo paIII COIItralTlltoer a
Ap6s. subam os autos ao E. Tribunlll da
ue Minas Gerais.
Intime-se. Publlque-sa.
Juiz de FOfB. U de'.U
RECEBIMENTO DE AUTOS
Em..z.í.J 10 f 10 estes autos foram
devolvidos A
O ______ _
CERTIDÃO N NO DJe.
QWIi1CV..,e. dos panes
InWm O _ laI plilbdo o dlsposHIvo do
dotIpacho/d«ts&llJlnlWnçnCOn 1Ie: *' de f. 110
no DJe • DlOOO .JwdkI4lfo ElerGnlco' do Trlbunol de
)lISIIço do ... 0er0Is. dIsDoIWbilizado
em...:..J.iJ. 11 J 10 óq 11 •
Edlço6 n.· k· I 1<>
O referido tverdode e dou fé,
Ml de ForlI. (MGI .;1'1 I 10 I 'h
O Esc/ES(;uwenle r1I
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Vara do Fazendo Mbnco e Autarquias ErodlJrtls .IF.
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RECEBUlmNTO D'" ,\'nr;
CEF:T I D,m .>U é'", v
Ce'-t.ihco que n.?sta data Em,..QlL/..lL../20
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L-:::1r-ga nu.:. 1. '/("0 própr 1.ü. Dou\!.
fé. JU.i z de Fcr-a. a.ru ca Fale, Esta
llY10/2010.Esc,))1 .
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J U N T A D .
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXMO(A). DR(A). JUIZ(ÍZA) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA
COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG.
Processo: 014509 567 017-3
AlCIRENE DE OLIVEIRA, já qualificado (a) nos autos da Ação
de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela Que move em face do Estado de
Minas Gerais, através da DEFENSORIA PUBLICA DE MINAS GERAIS, vem, respeitosamente, à
presença honrada de Vossa Excelência, apresentar, em tempo hábil, CONTRA-RAZÕES de apelação
Termos em que,
P. Deferimento .
Juiz de Fora, 30 de setembro de 2010 .
MADEP0484
Cynthia C. V. Braga
DEFENSORA PUBLICA
MADEP 0245
Dr.lensoria PúbliOl do Estado d! f.enis -f.omara de FOR -IfG - AtD1(lo junlO Varll Famdirias
M./lu: (32) 3217.j)W3· Ibrão do Rio Rnnro. 2281, 9.' andu· G;bintle 12 - Ü'nlm - 36.010-010 -jnit de Flln -l1G
Piginll dú 6
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO
APELANTE: ESTADO DE MINAS GERAIS
APELADO: ALCIRENE DE OLIVEIRA
VARA DA FAZENDA PÚBUCA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG
PROCESSO NO 0145 09 567 017-3
Egrégio Tribunal
Colenda Câmara:
Não merece reparos, rogata maxima venia, a r. sentença que julgou
procedente o pedido para condenar o Estado de Minas Gerais a fornecer ao (ã) apelado (a) o (s)
medicamento (s) descrito (s) nos autos, sempre que a autora precisar, uma vez que foi proferida
rigorosamente dentro dos parâmetros estabelecidos pelo ordenamento jurídico vigente .
Ab iniüo, imperioso repelir, com veemência, o argumento de que, no
presente caso, não há prova no que tange à efetiva eficácia terapêutica da droga/procedimento e
também quanto à inexistência de outros insumos/medicamentos menos onerosos disponibilizados
pelo SUS, que possam igualmente ser utilizados para o tratamento da enfermidade que acomete o
(a) Autor (a) .
Percebe-se, sem maiores dificuldades, através dos documentos
acostados à Inicial que os Insumos/medicamentos prescritos ao (à) Autor (a) para o tratamento da
doença da qual está acometido foi subscrita por médico especialista de associação prestadora de
serviço ao SUS e que o (a) acompanha clinicamente desde o seu diagnóstico. Sendo clara e
específica a declaração no sentido que não consta de nenhum programa específico do Estado ou do
Município a sua concessão.
PUblica do de Gerais - de Fora - IIr. Atuação junto ls \'aru
TrI./b..,: (32) 3'm-0143· AVI!nida Bario do Rio 8ranco, 2281, 9.' andar - Gabinele 12 - ftnlm -l6.010'{)IO - Juiz de rao - ,IIG
l'igina 2 dd
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
cabe, repelir, ainda, a afirmativa do Apelante de que o fornecimento do
tipo de insumo pleiteado pelo Autor não é obrigação do Estado o seu fornecimento. Ora, Eméritos
Julgadores, estamos tratando de pessoa idosa, que segundo declaração médica de especialista
necessita do medicamento para tratamento médico, necessária para manutenção de sua saúde,
garantindo a efetividade de seu direito de personalidade. A negativa no fornecimento desse insumo
imprescindível para a saúde do apelado implica em ofensa aos princípios da universalidade e
integralidade da assistência da saúde aos cidadãos.
Ora, a negativa em fornecer o medicamento/insumo a uma
pessoa que dele necessita é que constitui, indubitavelmente, grave afronta aos
indigitados princípios, pois cabe ao Estado o dever de zelar pela efetiva prestação
farmacêutica, a tempo e modo, a todos que dela necessitarem, sendo esse um dos
objetivos dos princípiOS da uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços, nos
exatos termos do artigo 194, incíso 11 da CF/SS. Com efeito, incabível a alegação da
CLAUSULA DA RESERVA DO POSSIVEL para repelir a efetivação dos direitos
constitucionais fundamentais do cidadão consubstanciados na DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA, núcleo axiológico do constitucionalismo moderno .
Excelências, é cediço que o dever constitucional de garantir o direito à
saúde é absoluto e como tal, não pode ser negado, sob a alegação de reserva, tampouco de
economicidade,
Nesse sentido:
"Mandado de segurança. Sistema Único de Saúde. Município .
Competência concorrente. Direito à vida. Previsão orçamentária.
Irrelevância. Concessão da ordem. Em decorrência do direito
constitucional à vida e à saúde e em razão da competência
concorrente relativamente à gestão do Sistema Único de Saúde,
impãe-se a concessão da segurança para o fim de ser Fornecido o
medicamento imprescindível para o tratamento do impetrante"
(Processo nO 1.0000.04.408726-0/000 (1), ReI. Des. Fernando
Bráulio, p. em 09/03/2005).
Dfiensona I'liblica do .\Iimls - Comam. de Juiz de Fora - \lG - Aluação junlo às \'ms
(l2) -ArenHb Rario do Rio BDrrro, 2281, 9." II1dar· 12 - Ú'nlro - 36.DIO.()1O - Juiz de For./l-
Pigina 3 de 6
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Cumpre salientar que o direito social à saúde é resguardado na legislação
infraconsütucional pela Lei 8.080/90, que dispõe em seu art. 2° e seu parágrafo 1°, que:
Art. 2° A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo
o Estado prover as condições Indispensáveis ao seu pleno
exercício.
§ 1° O dever do Estado de garantir a saúde consiste na
formulação e execução de políticas econômicas e sociais que
visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos
estabelecimento de condições que asseaurem acesso universal e
iquaUtário às ações e aos servicos para a sua Promocão, protecão
e recuperação.
-.


E como direito social (ou direito de segunda geração), configura um
dever de agir do Estado, conforme preleciona o mestre José Afonso da Silva (09]:
"Os direitos sociais, como dimensão dos direitos fundamentais do
homem, são prestações positivas estatais, enunciadas em normas
constitucionais, que possibilitam melhores condições de vida aos
mais fracos, direitos que tendem a realizar a igualização de
situações sociais desiguais. São, portanto, direitos que se
conexionam com o direito da igualdade. Valem como pressupostos
do gozo dos direitos individuais na medida em que criam
condições materiais mais propícias ao auferimento da igualdade
real, o que, por sua vez, proporciona condição mais compatível
com o exercício efetivo da Iiberdade
H
Não se pode perder de vista, ainda, a assertiva apresentada pelo
Apelante de que inaceitável que o Poder Judiciário detenmine que esse ou aquele cidadão seja
_ beneficiado com o recebimento de medicamentos, insumos e equipamentos em detrimento de
outros cidadãos que se encontram em Idêntica situação.
Ora, olvida-se o Apelante que essa é a função jurisdicional do juiz, qual
seja, aplicar as nonmas em caso de falta de entendimento surgida no seio da sociedade.
rúbtil"1 do de Gmis Üllllirta Juiz df rlln - .IlG junto às Vms Fmndir:ias
Tfl.{lax: (32) 3217.aUJ· brio do Rio Rnnco. 2281. 9,' IlIdn- Gabinete 12 - Ü'nlro -36.0Ia.olG - Juiz de "ora - .I!G
r:igina ·i de 6
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A .. ··.

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
De mais a mais, não se pode admitir a tese do princípio da
universalidade, Quando o Que ocorre, na realidade, é a mais absoluta omissão dos gestores dos
SUS na realização de programas específicos, no sentido de prestarem assistência farmacêutica
adequada à realidade atual. Isso pode ser aferido através dos inúmeros casos de portadores das
mais diversas patologias de grande incidência, Que vêm às portas do judiciário em busca de
assistência farmacêutica comumente negada pelo SUS .
Destarte, trata-se, o presente caso, de uma luta incessante pelo direito à
vida, Que, indubitavelmente, deve sobrepor-se, por ser o mais sublime, a qualquer outro princípio
constitucional invocado pelo poder público, isso no afã de, Quase sempre, eximir-se da
improbidade/incompetência administrativa.
o papel da Justiça é de suma importância ao assegurar a efetivação da
dignidade da pessoa humana. Ela não pode falhar em sua alta missão de julgar, com absoluta
imparcialidade, os seus semelhantes. E a justiça falhará, desacreditando-se perante a opinião
pública, no dia em que deixar levar-se pela freqüente incapacidade administrativa no trato do
dinheiro público, no dia em que resignar a ser um mero instrumento da atuação, nem sempre
correta, de nossos governantes .
Com efeito, não se vislumbra, na espécie, profissional mais indicado do
Que espedalista Que acompanha todo o histórico clínico do (a) Autor (a), para prescrever o
tratamento mais eficaz para a sua doença. De mais a mais, não se pode sugerir, como Quer o Réu,
a suspeita do tratamento indicado ao Autor (a), uma vez que o médico que o prescreve pertence
ao Quadro do SUS na cidade de Juiz de Fora. Assim, não há como se negar a concessão do insumo
pleiteado na inidal, muito menos restringir a Quantidade de seu uso, contrariando as prescrições
médicas Quanto a sua posologia .
Assim, não merece maior tergiversação a alegação do Réu de que, no
presente caso, figura como mero executor da política de Assistência Farmacêutica traçada pelo
Ministério da Saúde e recebe recursos da União para aquisição e fornecimento de determinados
medicamentos em caráter excepcional, não podendo utilizar a verba recebida a esse título para
PUblirJ. do Esladll de !linas Gmis - fJ1mara df Juiz de Fon - .IIG - .\Iuaçio jnnlo às Varas
Te1./l.u: (.12) 32Ii.{l.l4.1- Avenida Balio do Rio Br.lllto, 2231, 9.' :andu· G.3binele 12 - Centro - 36.01(l..!)1(} - Jui! di! Fon-\U;
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DEFENSORIA PhlBUCADOESTAJ!)O CJ
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aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde
. --- -,.,-,.. .. --....... -.....
para doença em questão._. __ .• _ ... _. _____ • G
.ir;;JiH,JlJ ;:;,ihhi'l (,lIE,nr.'1 fone\!'
Nesse diapasão, não há que se falar; em relação à saúde, em competênda
especifica do município, ou do estado ou da união. A competência é do ESTADO, PODER PÚSUCO
• como ente maior não importando ao ddadão se será o administrador público municipal, estadual
ou federal quem irá oferecer tal serviço de saúde.
ISSO POSTO, requer o apelado, com melhores e mais profundos
suplementos, o não provimento ao presente recurso de apelação, com a manutenção, na íntegra,
da r. decisão recorrida, por ser medida de elementar e reclamada
]
Justiça!
Juiz de Fora, 09 de novembro de 2010.
Defensor Público
MADEP0484
Cynthia C. V. Braga
DEFENSORA PUBLICA
MADEP024S
,
Dr"'l1$(Jria do Eslido di' r,fortis-Comal'C2 de Juiz di' for.a - .\lr, - junto às rans Fuendárias
TeLfiu: (.l2) 32174«3 - do Rifl BrutCO. 22l11. andar - wbinfte 12 - {(Inlro - - Juiz Fora -
Pígina 6 de 6
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ÇERTIDÃO • REMESSA DE AUTOS
Em JJ 12012, faço urnes:;a desies
. O AD lufzo Deprecante, com nossas homen;lgeni.
01tlJ Juizo Competente da _____ _
e T;J"i'lÇ
___ _
V ... a da faua a Estadual.
- \

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Gerência de Estruturação Processual
Coordenação Estruturação Processos Originários e Recursais
Recebimento, Análise e
Remessa de Autos/Petição
COMARCA
.0145.09.567017-3/002 Juiz de Fora
) Isenção Prévia
CLASSETJMG
Apelação Cível/ Reexame
) Portador de Deficiência
) Maior de 60 anos
) Réu Preso
( ) do Réu
( ) Assistente do MP
( ) MP Fiscal da Lei

COMARCA JUIZ FORA REMETENTE
i
Gratuita
Classe Agravo de Instrumento Cível
ReI. Edivaldo George dos Santos
Rev.
lVg. wander Marotta
Belizário de Lacerda
N°1.0145.09.567017-3/001
Afast.24/11/2010-26/11/2010 6' CACIV - UG
Em Atividade 7' CACIV - UG
Afast.13/11/2010-03/12/2010 7' CACIV - UG
1_0145_09_567017-3/002
Pág. 1
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152580553217410110231007601426
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Ó
TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CONTROLE DE PROCESSOS
MAPA DE DISTRIBUICAO DIRIGIDA
TJMG
DISTRIBUiÇÃO POR EM 30/11/2010 08:38
Comarca: Juiz de Fora
Processo: 1.0145.09.567017-3/002
Classe: Apelação Civel/ Reexame Necessário
Câmara: 7' CÂMARA CIVEL
Cartório: Cartório da 7' Camara Civel - Unidade Goiás
Relator: Wander MaroHa
PROCESSOS LIGADOS:
Recurso Anterior: 1.0145.09.567017-3/001
Relator: Edivaldo George dos Santos - 6' CÂMARA CIVEL -
Revisor:
Vogal: Wander Marotta - 7' CÂMARA CIVEL-
.utos remetidos ao cartório acima em, 30/1112010
If<\lison Junqueira Garcia Mlseranl
Coordenação de Distribuição

30/11/2010
Pag: 1
SIRDST21
Qtde.
PROCESSOS
197+1=198
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COORDENAÇÃO DE AUTUAÇÃO-UG
DATA
Aos 30 de novembro de 2010 recebi estes autos.
O(A) Coordenador( a ),_---'iJlJ.:.,.....J!....!. }....!.i ....... cd::::..t.·yGUoo<Q....:::....::::.... __
CONCLUSÃO
E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor
Desembargador Relator. O(A) Coordenador(a),
• di)iQnú
Conclusos em 30/11/2010 .

Documento emitido pelo SIAP: ~ l m l m l m m l n n D l l l n l l l ~ ~ ~ l m l ~ l I l l l ~ m W
163380651000720510241006001238
Cód. 10.25.097-2
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A Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 4-.
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C/J( 0:,
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(J-J

REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO N° 1.0145.09.567017-3/002 (5670173-
16.2009.8.13.0145)
COMARCA DE JUIZ DE FORA - VARA FAZENDA PÚBLICA E AUTARQUIAS
APELANTE ESTADO DE MINAS GERAIS
APELADA ALCIRENE DE OLIVEIRA
RELATOR DES. WANDER MAROTTA
RELATÓRIO
Examina-se apelação interposta pelo ESTADO DE MINAS GERAIS
contra a r. sentença de fls.80/84 , que julgou procedente a ação de obrigação de
fazer ajuizada por ALCIRENE DE OLIVEIRA para condenar o apelante a fornecer
à autora o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET), na dosagem e modo
da prescrição médica, enquanto durar o tratamento.
Sustenta o apelante que o medicamento Cinacalcet, indicado no
tratamento do hiperparatiroidismo secundário em paciente com insuficiência renal
em diálise, não possui registro junto à ANVISA e que a sua comercialização no
país é vedada pela Lei Federal 6.360n6. Alega a impossibilidade de o Poder
Público deferir indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de
medicamentos. Pelo princípio da eventualidade, pugna por que seja imposta
condição e limite para o fornecimento do medicamento, bem como conste o nome
da substancia ativa do medicamento Cinacalcet e não Mimpara.
C6d. 10.25.097-2
Em contrarrazões a apelada pugna pelo desprovimento do recurso.
É o relatório; à douta revisão.
Belo Horizonte, 2 de 2010.
DES. W DER MAROTTA
elator)
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTÓRIO DA 7
a
CÂMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
DATA
Aos 03 de dezembro de 2010 recebi estes autos.
O(A)
CONCLUSÃO
E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor
Desembargador Revisor. O(A) Escrivão(ã),
Conclusos em 10/01/2011 .
REVISrc;St
"EÇO DIA PARA JULGAMENTO.
Documento emitido pelo SIAP:
100700145012510120231009301908
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f .


6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTORIO DA 7" CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
DATA
Aos 11 de janeiro de 2011 recebi estes autos.
O(A) ____
JUNTADA
Aos 11 de janeiro de. 2011, junto aos autos
petição adiante. O(A) Escrivão( ã),
f I
Documento emitido pelo SIAP:
102140833012161710230000101616
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
rr
a
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO .
EXMO. SR. DESEMBARGADOR RELATOR WANDER MAROTTA, DESTE EG.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS
Apelação n.o: 0145.09.567.017-3/002
O ESTADO DE MINAS GERAIS, por meio da Procuradora que esta
..,ubscreve, nos . autos em epígrafe, em que contende com ALCIRENE DE OLIVE1RA,
.em, respeitosamente à presença de V. Excelência, REQUERER o cadastramento do .
número da OAB da signatária da presente manifestação, a fim de que possa constar nas
futurás intimações e publicações.
Nestes termos, pede e espera deferimento.
Belo Horizonte, 06 de dezembro de 2010 .

~
CRISTIANE DE OLIVEIRA ELIAN
Procuradora do Estado
MASP 1.094.825-5 - OAB/MO 96.351
Av .. Afonso Pena. n" )'.901 - Funcionários, CEP; 30130-004 - Belo Horizonte: MG.
. \
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Certidão
de ordem do Exmo. Sr. Des. Presidente, os
ram incluídos na pauta da Sessão de
ign para o dia 25 de Janeiro de 2011, às
publ no Diário Oficial de hoje.
I' de Janeiro de 2011.
o subscrevi.
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-------


x.


f ~ . TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1.0145.09.567017-3/002
1111111111111111111111111111111111111111111111111
EMENTA: SUS - FORNECIMENTO PELO ESTADO DE MEDICAMENTO
IMPORTADO - AUSÊNCIA DE REGISTRO. NA ANVISA -IMPOSSIBILIDADE. Não
se recomenda o deferimento de pedido de medicamentos não aprovados na
ANVISA - Conclusão aprovada por maioria no 1°Curso do Fórum Permanente de
Direito à Saúde, realizado no dia 9 de agosto de 2010 neste Tribunal. Se o
medicamento indicado pelo médico do agravante não possui registro na
ANVISA, não há como exigir que o Estado o forneça, já que proibida a sua
comercialização.
APELAÇÃO clVEL / REEXAME NECESsARIO W 1.0145.09.567017-3/002 -
COMARCA DE JUIZ DE FORA - REMETENTE JD V FAZ COMARCA JUIZ FORA-
APELANTE(S): ESTADO MINAS GERAIS - APELADO(A)(S): ALCIRENE DE
OLIVEIRA - RELATOR: EXMO. SR: DES. WANDER MAROHA
Vistos etc., acorda, em Turma, a 7
a
CÂMARA CíVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais,
sob a Presidência do Desembargador WANDER MAROTTA ,
incorporando neste o relatório de fls., na conformidade da ata dos
julgamentos e das notas taquigráficas, à unanimidade de votos, EM
REFORMAR A SENTENÇA, NO REEXAME NECESSÁRIO,
PREJUDICADO O RECURSO VOLUNTÁRIO .
Belo Horizonte, de 2011.
DES. WAND
FI 1/9
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L} TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APElAÇAO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°1.0145.09.567017-3/002
NOTAS T AQUIGRÁFICAS
O SR. DES. WANDER MAROTTA:
'{OIO
Examina-se apelação interposta pelo ESTADO DE
MINAS GERAIS contra a r. sentença de fls. 80/84 , que julgou
procedente a ação de obrigação de fazer ajuizada por ALCIRENE DE
OLIVEIRA para condenar o apelante a fornecer à autora o
medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET), na dosagem e modo
da prescrição médica, enquanto durar o tratamento.
Sustenta o apelante que o medicamento
Cinacalcet, indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundàrio
em paciente com insuficiência renal em diàlise, não possui registro
junto à ANVISA e que a sua comercialização no pais é vedada pela Lei
Federal 6.360n6. Alega a impossibilidade de o Poder Público deferir
indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de
medicamentos. Pelo princípio da eventualidade, pugna por que seja
imposta condição e limite para o fornecimento do medicamento, bem
como conste o nome da substância ativa do medicamento Cinacalcet e
não Mimpara.
Conheço do recurso e da remessa oficial.
Objetiva a autora o fornecimento do medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET), na quantidade de 1 frasco por mês e
de uso continuo.
FI. 2/9
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~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
_c--
APELAÇAo CIVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°1.0145.09.567017-3/002
o relatório anexado ás fls. 7, emitido por médico
do Hospital da Universidade Federal de Juiz de Fora, Dr. Rodrigo Reis
Abrita, esclarece que a paciente "é portadora de doença renal crônica.
Está em HEMODIÁLISE há 14 anos e evoluiu com
HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária á doença renal,
hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes
de fósforo e vitamina D. Pelo exposto, necessita fazer uso do
MIMPARA (CINACALCET). Caso não use tal medicamento poderá
apresentar calcificaçôes vasculares e em partes moles, com alto risco
cardiovascular (risco de morte) além de piora da doença óssea. Não há
medicamentos substitutos .
A Nota Técnica AT/SES nO 2806/2009, emitida
pela Secretaria de Estado de Saúde, esclarece que:
"Embora esse fármaco tenha sido aprovado pela
agência norte-americana de regulação de
medicamentos (FDA Food and Drug
Administration) e em alguns paises da Europa,
pelo EMEA (European Medicines Agency), o
fármaco Cinacalcet ainda não possui registro junto
á Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA), o que significa que tal medicamento
não possui autorização para comercialização no
pais" - fls.46 .
Conquanto a saúde seja, de fato, um direito
constitucional previsto nos arts. 6° e 196 da CF, extensivo a toda a
população, tendo o usuário do SUS direito a atendimento que
possibilite o seu tratamento de forma adequada, independentemente
dos problemas orçamentários que a Administração diz ter, não se pode
forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um
medicamento sem registro na ANVISA. O medicamento ainda não tem
autorização para ser aqui utilizado, não podendo ser o Estado
FI 3/9
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6. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CiVEl / REEXAME NECESSÁRIO N°1.0145.09.567017-3/002
obrigado, judicialmente, a fornecê-lo a um paciente.
Como já decidido pelo Exmo. Ministro do S.T.F.
Gilmar Mendes, quando da SS 3989/ PI- PIAuí em 07/04/2010:
"( ... ) Como ficou claro nos depoimentos prestados
na Audiência Pública, é vedado à Administração
Pública fornecer fármaco que não possua registro
na ANVISA.
A Lei Federal n.o 6.360/76, ao dispor sobre a
vigilãncia sanitária a que ficam sujeitos os
medicamentos, as drogas, os insumos
farmacêuticos e correlatos, determina em seu
artigo 12 que "nenhum dos produtos de que trata
esta Lei, inclusive os importados, poderá ser
industrializado, exposto à venda ou entregue ao
consumo antes de registrado no Ministério da
Saúde". O artigo 16 da referida Lei estabelece os
requisitos para a obtenção do registro, entre eles,
que o produto seja reconhecido como seguro e
eficaz para o uso a que se propõe.
O Art. 18 ainda determina que, em se tratando de
medicamento de procedência estrangeira, deverá
ser comprovada a existência de registro válido no
país de origem.
O registro de medicamento, como lembrado pelo
Procurador-Geral da República, é uma garantia à
saúde pública. E, como ressaltou o Diretor-
Presidente da ANVISA, a agência, por força da lei
de sua criação, também realiza a regulação
econômica dos fármacos.
FI. 4/9
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6. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CIVEL/ REEXAME NECESSÁRIO N° 1.014509.567017-3/002
Tribunal:
Após verificar a eficácia, segurança e qualidade
do produto e conceder o registro, a ANVISA passa
a analisar a fixação do preço definido, levando em
consideração o benefício clínico e o custo do
tratamento. Havendo produto assemelhado, se o
novo medicamento não trouxer benefício
adicional, não poderá custar mais caro do que o
medicamento já existente com a mesma
indicação .
Por tudo isso, o registro na ANVISA mostra-se
como condição necessária para atestar a
segurança e o benefício do produto, sendo a
primeira condição para que o Sistema Único de
Saúde possa considerar sua incorporação."
No mesmo sentido, a jurisprudência deste
"MANDADO DE SEGURANÇA - MEDICAMENTO
NÃO REGISTRADO NA ANVISA - ILEGALIDADE
NA COMERCIALIZAÇÃO. Embora o Estado de
Minas Gerais deva fornecer medicamento
necessário ao tratamento de saúde de cidadão,
portador do vírus HIV, da respectiva enfermidade,
bem como de grave doença oportunista, não está
patente o direito líquido e certo do mesmo, a ser
amparado via mandado de segurança, em função
da impossibilidade de comercialização do
medicamento pleiteado, tendo em vista a
ausência de registro do mesmo junto a ANVISA"
(N° do processo: 1.000003.400524-9/000 -
Relator: Edivaldo George dos Santos - Data de
FI 5/9
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D . . ' ~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESsARIO N°1.0145.09.567017-3/002
publicação: 03/09/2004).
É incontroverso que a constituição assegura a todo
o cidadão o direito á saúde, correspondendo a dever do Estado a
adoção de políticas públicas para atender a essa garantia,
notadamente pela disponibilização de tratamento gratuito aos
necessitados, fornecendo-lhes os medicamentos necessários.
Entretanto, se o Estado apresenta elementos
fundados, confiáveis, de seu serviço médico oficial, atestando a
discussão estabelecida acerca da prescrição do pretendido fármaco,
este não pode ser concedido pelo judiciário.
Data venia, não se questiona aqui o conhecimento
e a capacidade do médico que aconselhou o uso do medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET) para tratamento da doença que
acomete a autora. No entanto, os casos como o sub judice, exigem o
máximo de cautela por parte do Judiciário. Como se sabe, nestas
condições, a concessão representaria verdadeira ingerência de um
Poder sobre outro, em utilização de prerrogativa que requer
razoabilidade.
Não se discute a obrigação do Estado e dos
Municipios em assegurar assistência á saúde do cidadão, mas tal
garantia não implica a prevalência da vontade de.ste em relação ás
possibilidades e limitações próprias ao Estado e, logo, á Administração .
Não há direito absoluto e, em razão da supremacia do interesse
coletivo, bem como dos principios previstos no art. 37 da CF, conclui-
se que ao administrador cabe gerir com probidade os recursos
públicos, distribuindo os serviços e funções de maneira a facilitar a
fiscalização e, assim, reduzir os gastos.
Assim, e tendo em vista a prova aqui produzida,
em reexame necessário reformo a sentença, para julgar improcedente
FI. 6/9
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6 TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

APELAÇÃO CIVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°
o pedido, tornando sem efeito a antecipação de tutela pretendida.
Ficam invertidos os ônus sucumbenciais.
Ressalto, apenas, que, deferida a liminar, não
deve haver devolução de valores pagos pelos fármacos já fornecidos,
tendo o S.T.J. se manifestado recentemente sobre o assunto. Nesse
sentido, jurisprudência citada no informativo 375:
MS. LIMINAR TRATAMENTO MÉDICO.
EXTERIOR
Na espécie, a recorrida sofria de retinose
pigmentar (patologia oftalmológica) e, como vários
outros, buscou o Judiciário, obtendo liminar contra
a União para que o SUS custeasse o tratamento
em Cuba. Para tanto, recebeu R$ 25.443,43.
Nessa época, a posição jurisprudencial concedia
o custeio de tais tratamentos, mas alterou-se
diante do parecer técnico do Conselho de
Oftalmologia Brasileiro, que levou o Ministério da
Saúde a baixar a Portaria n. 763, proibindo o
custeio do tratamento dessa doença no exterior
pelo SUS. Então, a recusa do Poder Judiciário em
confirmar a decisão liminar ensejou a União a
mover ação de cobrança, que foi repudiada, nas
instâncias ordinárias, ao argumento do fato
consumado e irreversibilidade do provimento. Isso
posto, para o Min. Relator, o ponto central do
aresto recorrido é o art. 7°da Lei n. 1.533/1951,
que trata especialmente da liminar em mandado
de segurança (MS). Ressalta que existe a Súm. n.
405-STF, que dá eficácia retroativa à revogação
superveniente de liminar em MS. Entretanto,
podem admitir-se, excepcionalmente, como no
caso, os conceitos do fato consumado e da boa-fé
FI. 7/9
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6. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°1.014509.567017-3/002
gratuidade .
objetiva no recebimento de valores pagos em
caráter alimentar e essa postura tem sido adotada
em julgados do próprio STF (como quando analisa
devolução pecuniária recebida de boa-fé por
servidores públicos e posteriormente declarada
inconstitucional), também há decisões deste
Superior Tribunal. Ademais, aplica-se ao caso o
princípio da confiança assente no Código Civil
alemão e constante do ordenamento jurídico
brasileiro como cláusula geral, que ultrapassa os
limites do CC/2002 (arts. 113, 187 e 422), o que
influencia a interpretação do Direito Público e a
ele chegando como subprincípio derivado da
moralidade administrativa, o qual serve de
fundamento á mantença do acórdão recorrido.
Precedentes citados: REsp 353.147-DF, DJ
18/8/2003; MS 8.895-DF, DJ 7/6/2004; REsp
697.768-RS, DJ 21/3/2005; REsp 627.808-RS, DJ
14/11/2005; REsp 955.969-DF, DJ 3/9/2008, e
REsp 1.031.356-DF, DJ 10/4/2008. REsp
944.325-RS, ReI. Min. Humberto Martins, julgado
em 4/11/2008.
Custas recursais pela recorrida, se não litigar sob
Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es):
BELlZÁRIO DE LACERDA e PEIXOTO HENRIQUES.
REFORMARAM A SENTENÇA, NO REEXAME
NECESSÁRIO, PREJUDICADO O RECURSO
FI. 8/9
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L ~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CíVEL! REEXAME NECESSÁRIO N° 1.0145.09.567017-3/002
VOLUNTÁRIO .
FI. 9/9
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.. '
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. .



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...
6 Poder Judiei.ário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTORIO DA 7
a
CAMARA CíVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
CERTIFICO que, para ciência das partes
interessadas, foi disponibilizado no "Diário .
Judiciário Eletrônico" de 1 0/02/2011 e publicado
em 11/02/2011, o dispositivo do acórdão retro. O
'referido é verdade e dou fé. Belo Horizonte, 11 de
fevereiro de 2011. Eu, Kátia Maria da Cruz Silva,
Escrivão(ã) do Cartório da la Câmara Cível - .
Unidade Goiás, a
______ _
Documento emitido peta StAP.
150000160119491820210004801607
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r
· .
. .
. .
....

..

6 Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTÓRIO DA 7
3
cAMARA CIVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
.
CERTIFICO que, nesta data, a Defensoria
Pública do Estado de Minas Gerais foi
devidamente intimada, na pessoa de seu
representante legal, da publicação do acórdão
retro. O referido é verdade e dou fé. Belo
Horizonte, 11 de fevereiro de 2011 . Eu, Kátia
Maria da Cruz Silva, Escrivão(ã) do Cartório da 7
a
Câmara Cível - Unidade Goiás, a subscrevi,
!41J

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51)
Documento emitido pelo SIAP:
102140333012461720260004001917
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTÓRIO DA 7" CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
DATA
Aos 24 de fevereiro. de M;b; e,le, "Ia,.
O(A) Escrivão(ã), . .. .
JUNTADA
Aos 25 de fevereiro de 2011, junto aos autos
Petição de Embargos
adiante.
O(A) Escrivão(ã), __ -+---=++-__ _
Documento emitido pelo SIAP :
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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DEFENSORIA PÜBLICA DO ESTADO DE M
.
itmji . \
< .. )k)
.. W
............. , . .-* ...
EXMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO
ESTADO DE MINAS GERAIS - UNIDADE GOIÁS.
7!! Câmara Cível O fJ
• Autos



A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, no exercício de sua
autonomia preconizada no §2
Q
do art. 134 da Constituição da República
Federativa do Brasil e no uso de sua competência legal prevista no art. 4Q da
lei Complementar Federal 80/94 e nos artigos 4
Q
e 5Q da lei Complementar
Estadual 65/03, por seu Órgão de Execução Oficiante infra assinado,
assistindo e patrocinando os interesses de AlCIRENE DE OLIVEIRA, parte
devidamente qualificada nos autos em epígrafe, em que contende com o
ESTADO DE MINAS GERAIS, parte devidamente qualificada, vem,
respeitosamente, opor
EMBARGOS DECLARATÓRIOS,
pelos fatos e fundamentos jurídicos abaixo elencados. Senão vejamos.
Rachei Aparecida de Aguiar Passos - Defensora Pública Sub,tituta·· MADEP 610 I
Rua Paracatu, n '304, 6'andar, Bairro Sarro Preto, Belo Ho.nzonte. MG CEP: 33130·090 Tel: (31)
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE M1NAS GERAIS
Eméritos julgadores
DA TEMPESTIVIDADE
A Defensora Pública que subscreve foi intimada da decisão de f. 125/133
em 11.02.2011, por meio de entrega dos autos, tal como determina o art. 74, I,
da Lei Complementar Estadual 65/2003, conforme consta na certidão de f. 135
dos autos.
Assim, o prazo ordinário de cinco dias, para os embargos de declaração,
venceria em 18.02.2011. Todavia, o prazo em dobro, que é prerrogativa
institucional do Defensor Público (art. 128, I, Lei Complementar Federal
80/1994 e art. 74, I, Lei Complementar Estadual 65/2003) vence apenas em
23.02.2010, donde se conclui pela tempestividade dos presentes embargos.
DOS VÍCIOS
o v. acórdão furtou-se ao exame de questões de direito.
É possível depreender que o v. acórdão padece do vício da omissão .
Da omissão
Em análise ao v. acórdão verifica-se que foi omitida a apreciação das
seguintes questões jurídicas. Senão vejamos.
o acórdão deixou de subsumir ao caso os arts. 1 º, caput e inciso III; art. Sº,
caput; art. 6º; art. 37, caput; art. 196, art. 198, caput; art. 198, I, 11, III e § 2º; art.
204, art. 212, da CF /88 .
Isso sob o fundamento de que por se tratar de remédios não aprovados
pela ANVISA, não há como se exigir do Estado o seu fornecimento, diante da
Conclusão aprovada no 1 º Curso do Fórum Permanente de Direito à Saúde,
realizado em 09 de agosto do corrente ano.
Rachei Aparecida de Aguiar Passos - Defensora Pública Substituta - MADEP 610
Rua Paracatu, n '304. 6'andar, 8airro Barro Preto. 8elo Horizonte - MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256




DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE Jl;IiNAS GERAIS
"Ab initio" cumpre dizer que o direito à saúde da embargante é
inquestionável e não é o fato da simples omissão do Poder Público em responder
ao pedido administrativo e impedirá o exerdcio de tal direito e da tutela
antecipada.
A omissão na resposta causa o efeito da negativa do próprio direito à
saúde .
o direito da parte embargante é inquestionável. Os direitos à vida e à
saúde estão previstos nos arts. Sº, 6º e 196, da CR/88:
"Art. Sº. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, e à
propriedade, nos seguintes termos: ( ... )"
"Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho,
a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a
proteção à maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, na forma desta Constituição."
"Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que
visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação."
Cumpre ressaltar que o direito à saúde deve ser efetivado mediante
atendimento integral, conforme dispõe o comando constitucional disposto no
artigo 198 da CR/88:
"Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um
sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes: ( ... )
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li - atendimento integral, com prioridade para as
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais."
Não se objete que o direito à saúde não poderia ser invocado, pela parte
recorrida, diretamente da Constituição. Encontra-se ultrapassado o enfoque da
Constituição enquanto simples repositório de boas intenções .
o direito constitucional à saúde, como cediço, encarta-se no rol dos
direitos à prestação, "que se realizam por intermédio do Estado."l
Mais especificamente, o direito à saúde integra os direitos a prestações
materiais. Ele está entre os direitos sociais e econômicos, os quais possuem por
objeto uma utilidade concreta (bem ou serviço), a ser fornecida pelo Estado.
2
É irrelevante o parâmetro da reserva do possível. quando se trata de
tutelar o mínimo existencial.
Por anos os direitos sociais e econômicos ficaram relegados à promessa.
Entendia-se que eles somente poderiam ser exigidos após densificados, por
meio de interposição do legislador, em nível infraconstitucionaJ.3 E esta
delimitação seria tarefa eminentemente poHtica
4
, sem qualquer possibilidade de
atuação do Poder Judiciário .
o direito à saúde, que outrora foi tido por norma puramente
programática, não poderia gerar direito subjetivo ao seu titular. Neste passo,
1 MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de
Direito Constitucional. Saraiva: 2007, p. 248.
, MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de
Direito Constitucional. Saraiva: 2007, p. 249.
3 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério 0$ direitos económicos, sociais e culturais. In:
Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT, 2008. p. 58.
<1- CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério os direitos económicos, sociais e culturais. In:
estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT, 2008. p. 59.
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explica Canotilho que "as normas de direitos fundamentais eram normas
'enfraquecidas' que só adquiriam robustez jurídica através de leis de
regulamentação desses mesmos direitos." 5
Argumentava-se, com base na teoria da reserva de caixa ou na teoria da
reserva do possível, que os direitos econômicos e sociais estariam sob a reserva
das capacidades financeiras do Estado.
6
Tal entendimento levou ao ponto que a doutrina denominou de "ditadura
dos cofres vazios"7. Ocorre que os direitos econômicos e sociais acabavam por
não encontrar implementação, sob o artifício de inexistência de recursos
específicos.
Atualmente, entende-se que o direito à saúde pode ser exigido
diretamente, por meio de ação judicial. pelo cidadão necessitado. Novamente,
esclarece Canotilho:
"Relativamente ao direito à vida, cremos que nenhum autor,
mesmo liberal 'à ou trance', tem hoje a coragem de dizer que
o cidadão não tem qualquer direito perante o Estado a
prestações mínimas e, correlativamente, que este não está
obrigado (ou tem o 'privilégio') de lhe não fornecer
prestações. Exclui-se, pois, uma 'relação opositiva' (jurai
oppositives) no que respeita ao direito à vida, na sua
dimensão de prestações existenciais mínimas perante o
Estado, e exclui-se uma relação correlativa (jurai
corre/atives) de não direito e privilégio. ( ... ) O cidadão. no
5 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério os direitos econômicos, sociais e culturais. In:
Estudos sobre Direitos Fundamentois. São Paulo: RT, 2008. p. 58.
6 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. "Metodologia fuzzy" e "camaleões normativos" na problemática
actual dos direitos econômicos, sociais e culturais. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo:
RT, 2008. p. 106.
7 CANOTlLHO, José Joaquim Gomes. "Metodologia fuzzy" e "camaleões normativos" na problemática
actual dos direitos económicos, sociais e culturais. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo:
RT,2008.p.109.
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campo das prestações existenciais mínimas do direito à
vida, tem um direito subjectivo (originário, definitivo) a
prestações existenciais, ao qual corresponde um dever
correlativo por parte deste."B
A doutrina da reserva do possível, que condicionava a eficácia dos direitos
fundamentais à reserva de caixa, foi limitada pela teoria do mínimo existencial,
que "obriga os poderes públicos à densificação de um grau mínimo de
existência".9
Portanto, no que tange ao mínimo existencial. os direitos fundamentais
sociais e econômicos aplicam-se diretamente, sem necessidade de norma
interposta (interpositio legislatoris) 10, dando plena efetividade ao disposto no
art. SQ, §l
Q
, da CR/88. As normas constitucionais, nesse passo, são aplicáveis
direta e imediatamente, na extensão máxima de sua densidade normativa.
Gilmar Ferreira Mendes e outros reconhecem o atual posicionamento do
STF, quanto à efetividade do direito à saúde pela ótica do mínimo existencial:
"A doutrina, porém, busca atenuar essas contingências
decepcionantes com a teoria do grau mínimo de efetividade
dos direitos a prestação material. Tenta-se extrair uma
garantia a um mínimo social dos direitos a prestação .
(00')
A Constituição brasileira acolheu essa garantia do mínimo
social.
(00')
8 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério os direitos económicos, sociais e culturais. In:
Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT, 2008. p. 57. Foram suprimidos os esquemas
gráficos empregados pelo autor no texto original.
9 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério os direitos económicos, sociais e culturais. In:
Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT. 2008. p. 66.
!O CANOTlLHO. José Joaquim Gomes. Métodos de proteção de direitos, liberdades e garantias. In: Estudos
sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT, 2008. p. 146.
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A jurisprudência do STF também registra precedentes em
que, para se obviar que normas de cunho social, ainda que
de feitio programático, convertam-se em 'promessa
constitucional inconseqüente', são reconhecidas
obril:acões mínimas que. com base nelas. o Estado deve
satisfazer - como nos vários casos em que se proclamou
o direito de pacientes de AIDS a receber medicamentos
gratuitos dos Poderes públicos."ll
Em notável precedente da relatoria do Min. Celso de Mello, o STForientou
que o parâmetro da reserva do possível não pode obstar a efetividade dos
direitos fundamentais, quando se trata de assegurar o mínimo essencial. Eis o
trecho mais relevante:
"a cláusula da 'reserva do possível' - ressalvada a
ocorrência de justo motivo objetivamente aferível - não
pode ser invocada, pelo Estado. com a finalidade de
exonerar-se do cumprimento de suas obrigacões
constitucionais. notadamente quando. dessa conduta
I:overnamental negativa. puder resultar nulificação Q!L
até mesmo. aniquilação de direitos constitucionai!i
impregnados de um sentido de essencial
fundamentalidade. Daí a correta ponderação de ANA
PAULA DE BARCELLOS (A Eficácia jurídica dos Princípios
Constitucionais, p. 245-246, 2002, Renovar): 'Em resumo: a
limitação de recursos existe e é uma contingência que não
se pode ignorar. O intérprete deverá levá-Ia em conta ao
afirmar que algum bem pode ser exigido judicialmente,
assim como o magistrado, ao determinar seu fornecimento
pelo Estado. Por outro lado, não se pode esquecer que a
finalidade do Estado ao obter recursos, para, em seguida,
gastá-los sob a forma de obras, prestação de serviços, ou
qualquer outra política pública, é exatamente realizar os
11 MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de
Direito Constitucional. Saraiva: 2007, p. 254.
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objetivos fundamentais da Constituição. A meta central das
Constituições modernas, e da Carta de 1988 em particular,
pode ser resumida, como já exposto, na promoção do bem-
estar do homem, cujo ponto de partida está em assegurar as
condições de sua própria dignidade, que inclui, além da
proteção dos direitos individuais, condições materiais
mínimas de existência. Ao apurar os elementos
fundamentais dessa dignidade (o mínimo existencial) .
estar-se-ão estabelecendo exatamente os alvos
prioritários dos gastos públicos. Apenas depois de atingi-
los é que se poderá discutir, relativamente aos recursos
remanescentes, em que outros projetos se deverá investir.
O mínimo existencial. como se vê. associado ao
estabelecimento de prioridades orçamentárias. é capaz
de conviver produtivamente com a reserva do possível.'
(grifei) ( ... ) Não obstante a formulação e a execução de
políticas públicas dependam de opções políticas a cargo
daqueles que, por delegação popular, receberam
investidura em mandato eletivo, cumpre reconhecer que
não se revela absoluta, nesse domínio, a liberdade de
conformação do legislador, nem a de atuação do Poder
Executivo. É que, se tais Poderes do Estado agirem de modo
irrazoável ou procederem com a clara intenção de
neutralizar, comprometendo·a, a eficácia dos direitos
sociais, econômicos e culturais, afetando, como decorrência
causal de uma injustificável inércia estatal ou de um
abusivo comportamento governamental, aguele núcleo
intangível consubstanciador de um conjunto
irredutível de condições mínimas necessárias a uma
existência digna e essenciais à própria sobrevivência
do indivíduo, aí, então, justificar-se·á, como
precedentemente já enfatizado - e até mesmo por razões
fundadas em um imperativo ético-jurídico -, a possibilidade
de intervenção do Poder Judiciário, em ordem a viabilizar, a
todos, o acesso aos bens cuja fruição lhes haja sido
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injustamente recusada pelo Estado." (STF, ADPF 45 MC/DF;
ReI. Min. Celso de Mello. D) 04-05-2004)
Ou seja, a proteção da vida abrange o dever de assegurar as condições
mínimas para torná-Ia possível. Assim, a tutela do mínimo existencial deflui do
direito à vida.
A jurisprudência do ST) também demonstra encontrar-se ultrapassada a
concepção de que o direito constitucional à saúde consistiria em norma
puramente programática:
"CONSTITUCIONAL. RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE
SEGURANÇA OBJETIVANDO O FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTO (RILUZOL/RILUTEK) POR ENTE PÚBLICO
À PESSOA PORTADORA DE DOENÇA GRAVE: ESCLEROSE
LATERAL AMIOTRÓFICA - ELA. PROTEÇÃO DE DIREITOS
FUNDAMENTAIS. DIREITO À VIDA (ART. 5º, CAPUT, CF /88)
E DIREITO À SAÚDE (ARTS. 6º E 196, CF /88).
ILEGALIDADE DA AUTORIDADE COATORA NA EXIGÊNCIA
DE CUMPRIMENTO DE FORMALIDADE BUROCRÁTICA.
1 - A existência, a validade, a eficácia e a efetividade da
Democracia está na prática dos atos administrativos do
Estado voltados para o homem. A eventual ausência de
cumprimento de uma formalidade burocrática exigida não
pode ser óbice suficiente para impedir a concessão da
medida porque não retira, de forma alguma, a gravidade e a
urgência da situação da recorrente: a busca para garantia
do maior de todos os bens, que é a própria vida.
2 - É dever do Estado assegurar a todos os cidadãos,
indistintamente, o direito à saúde, que é fundamental e está
consagrado na Constituição da República nos artigos 6º e
196.
3 - Diante da negativa/omissão do Estado em prestar
atendimento à população carente, que não possui meios
para a compra de medicamentos necessanos à sua
sobrevivência, a jurisprudência vem se fortalecendo no
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sentido de emitir preceitos pelos quais os necessitados
podem alcançar o benefício almejado.
4 - Despicienda de quaisquer comentários a discussão a
respeito de ser ou não a regra dos arts. 6º e 196, da
CF /88, normas programáticas ou de eficácia imediata.
Nenhuma regra hermenêutica pode sobrepor-se ao
princípio maior estabelecido, em 1988, na Constituição
Brasileira, de que "a saúde é direito de todos e dever do
Estado" (art. 196).
5 - Tendo em vista as particularidades do caso concreto, faz-
se imprescindível interpretar a lei de forma mais humana,
teleológica, em que princípios de ordem ético-jurídica
conduzam ao único desfecho justo: decidir pela preservação
da vida. ( ... ) (STJ, ROMS 11183/ PR; RECURSO ORDINARIO
EM MANDADO DE SEGURANÇA 1999/0083884-0 - Relator
Ministro José Delgado - grifamos)
A jurisprudência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais também
destaca que se encontra ultrapassada a concepção de que o direito
constitucional à saúde consistiria em norma puramente programática e repudia
a aplicação do pnnClplO da reserva do possível, destacando a
responsabilidade do Poder Judiciário na efetivação dos direitos
fundamentais:
CONSTITUCIONAL. OMISSÃO DO PODER EXECUTIVO NO
FORNECIMENTO DE SERViÇO DE RELEVÂNCIA PÚBLICA
DE TRANSPORTE DE DOENTES. DETERMINAÇÃO DO
PODER JUDICIÁRIO PARA CUMPRIMENTO DE DEVER
CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO
PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DE PODERES E À CLÁUSULA DA
RESERVA DO POSSÍVEL. O Ministério Público, como
defensor dos interesses da sociedade perante o Estado:
possui legitimidade para zelar pelo efetivo cumprimento
dos serviços de relevância pública assegurados na
Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua
garantia (art. 129, inciso 11 cumulado com art. 197, da CF).
Ademais, a sua atuação para assegurar a prestação de
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serviço de relevância pública encontra amparo no princípio
fundamental da dignidade da pessoa humana e nos direitos
sociais fundamentais à vida e à saúde. Um pedido, que
concretiza objetivos, princípios e direitos fundamentais da
República e que se harmoniza com o Estado Social e
Democrático de Direito, consagrado pela Constituição da
República de 1988, não pode ser considerado juridicamente
impossível. A judicialização de política pública, aqui
compreendida como implementação de política pública
pelo Poder Judiciário, harmoniza-se com a Constituição de
1988. A concretização do texto constitucional não é dever
apenas do Poder Executivo e Legislativo, mas também do
Judiciário. É certo que, em regra a implementação de
política pública, é da alçada do Executivo e do Legislativo,
todavia, na hipótese de injustificada omissão, o Judiciário
deve e pode agir para forçar os outros poderes a cumprirem
o dever constitucional que lhes é imposto. A mera alegação
de falta de recursos financeiros, destituída de qualquer
comprovação objetiva, não é hábil a afastar o dever
constitucional imposto ao Município de Teófilo Otoni de
prestar serviço de relevância pública correlacionado com a
área de saúde. Assim, a este caso não se aplica à cláusula da
Reserva do Possível, seja porque não foi comprovada a
incapacidade econômico-fmanceira do Município de Teófilo
Otoni, seja porque a pretensão social de transporte público
na área de saúde se afigura razoável, estando, pois, em
plena harmonia com o devido processo legal substancial.
Louve-se a atuação do Ministério Público do Estado de
Minas Gerais na defesa permanente dos direitos sociais da
população carente que, por ser menos favorecida do ponto
econômico, social, político e cultural, é constante esquecida
pelos donos do poder, sendo apenas lembrada em épocas
eleitorais. (TJMG, APELAÇÃO 1.0686.02.040.293-5/001(1)
- Relatora Maria Elza - DOMG 22/11/2004 - grifamos)
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o acórdão omitiu a incidência dos dispositivos da Lei 8.080/1990 que se
passam a alinhar:
Não bastassem as disposições constitucionais, que possuem incidência
imediata no caso em apreço, e as normas supralegais pertinentes à espécie,
tenha-se que o direito fundamental à saúde encontra-se assegurado na Lei
8.080/1990, conhecida como Lei Orgânica da Saúde, segundo a qual cabe ao
Estado promover os meios para a realização do direito à saúde, fornecendo
todas as condições necessárias para o seu pleno exercício, inclusive assistência
terapêutica integral:
"Art. 2°. A saúde é um direito fundamental do ser humano,
devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao
seu pleno exercício .
( ... )
Art. 6º. Estão incluídos no campo de atuação do Sistema
Único de Saúde-SUS:
[ - a execução de ações: C ... )
d) de assistência terapêutica integral, inclusive
farmacêutica. C ... )
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços
privados contratados ou conveniados que integram o
Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo
com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição
Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:
[ - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos
os níveis de assistência;
11 - integralidade de assistência, entendida como conjunto
articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e
curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso
em todos os níveis de complexidade do sistema I
( ... )
IX - descentralização político-administrativa, com direção
única em cada esfera de governo."
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Tais dispositivos obrigam o Estado (instituição) a disponibilizar para a
população a execução de todas as ações indispensáveis ao tratamento médico de
enfermos, dentre as quais se inclui expressamente a assistência terapêutica
integral aos que dela necessitarem, em todos os níveis de complexidade do
sistema. Assim, comprovada a necessidade do medicamento e do tratamento
médico para a garantia da vida da parte embargante, ele deverá ser fornecido .
o SUS é concebido como o conjunto de ações e serviços de saúde,
prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da
Administração direta e indireta.
A Lei nº 8.080/1990, além de estruturar o SUS e de fixar suas atribuições,
estabelece os princípios pelos quais sua atuação deve se orientar, dentre os
quais vale destacar o da universalidade - por força do qual se garante a todas as
pessoas o acesso às ações e serviços de saúde disponíveis.
Mais uma vez, resta confirmado que as normas constitucionais deixaram
de ser percebidas como integrantes de um documento estritamente político,
mera convocação à atuação do Legislativo e do Executivo, e passaram a
desfrutar de aplicabilidade direta e imediata por juízes e tribunais.
Definitivamente, os direitos sociais converteram-se em direitos subjetivos em
sentido pleno, comportando tutela judicial específica .
o acórdão omitiu a incidência do art. 23, II da CF /88.
A partir do "princípio da predominância de interesses" a CR/88, ao
repartir as competências entre as quatro entidades federativas, especificou as
matérias de competência comum de natureza administrativa, dentre elas a
saúde:
"Art. 23. é competência comum da União, dos Estados, dó
Distrito Federal e dos Municípios:
( ... )
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e
garantia das pessoas portadoras de deficiência;".
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Por conseqüência, o art. 198 da CR/88 é claro ao dispor que a saúde será
prestada através de um regime de cooperação entre os entes da Administração
direta (Sistema Único de Saúde), implicando que União, Estados, Municípios e
Distrito Federal concorram para o incremento do atendimento geral da saúde da
população:
"Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um
sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de
governo;
11 - atendimento integral, com prioridade para as atividades
preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade".
Na lição do prof. Kildare Gonçalves Carvalho:
"Quer isto significar que não mais haverá a difusa
administração da matéria na esfera da União, nem a
dispersão e superposição de órgãos e atribuições em esfera
estadual e municipal. Sendo único, o sistema deverá possuir
um específico modelo de relações entre o todo e as partes
que o integram ( ... ) Cada uma dessas esferas de governo
deve agir em concurso e de forma solidária. uma
suplementando a outra .. ."12
Como é cediço, no que tange à prestação da saúde, não há entre os entes
políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) simples obrigação
solidária, mas sim competência administrativa comum (é o que emana dos arts.
6°, 23, 11 e 196 da CF), pelo que passível postular a obrigação em tela somente do
Município em que reside a parte recorrida, do Estado-membro respectivo, ou
somente da União Federal.
12 CARVALHO. Kildare Gonçalves. Direito constitucional. 8elo Horizonte: Del Rey. 2005, p. 817.
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N esta esteira, a competência administrativa relaciona-se não à elaboração
legislativa, mas sim à execução e ao cumprimento das normas e à prestação dos
serviços públicos. Portanto, pela competência administrativa comum, cada ente
federativo prestará a saúde, dentro da sua esfera de interesse, como se único
responsável fosse, facultando-se ao postulante direcionar a lide em face de
todos, ou de apenas um dos responsáveis, com o escopo de viabilizar seu acesso
à justiça (muitas das vezes, a parte não terá condições estruturais de litigar
perante a Justiça Federal, pela absoluta falta, por exemplo, de Defensoria Pública
aparelhada). Neste sentido:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS SUS
DENUNCIAÇÃO À LIDE DA UNIÃO E DO ESTADO DE MINAS
GERAIS - IMPOSSIBILIDADE - INTELIGÊNCIA DO ART. 196,
CF /88 - DIVISÃO APENAS DA GESTÃO DA ASSISTÊNCIA,
NÃO DA ASSISTÊNCIA EM SI - RECURSO DESPROVIDO."
(TJMG, 7ª Câm. Cível, Processo: 1.0702.04.186311-
0/002(1), Relator: Pinheiro Lago, Data do acórdão:
08/11/2005, Data da publicação: 16/12/2005)
"Apelação cível. Ação ordinária. Fornecimento de remédio.
Legitimidade do Estado-membro. Medicamento de uso
contínuo. Responsabilidade concorrente entre a União,
Estados e Municípios. Portaria distribuindo competência.
Responsabilidade não excluída. Recurso não provido."
(TJMG, 2ª Câm. Cível, Número do processo:
1.0024.03.159735-4/004(1) Relator: CAETANO LEVI
LOPES, Data do acórdão: 26/04/2005, Data da publicação:
13/05/2005)
"APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO .
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA CONTRA O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
FORNECIMENTO DE PRÓTESE AUDITIVA À CRIANÇA
DEFICIENTE. - Desnecessidade de utilização de via
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,




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administrativa previamente à ação judicial. - Não cabimento
de chamamento ao processo, da União e do Município. -
Atuação do Poder Judiciário objetivando a efetivação dos
preceitos constitucionais não constitui invasão de
competência dos outros Poderes. - Direito à saúde é
prioridade absoluta garantido pela Constituição Federal. -
Recurso improvido. Sentença mantida em reexame
necessário." (TJRS, Apelação nO 70006697304, 22ª C. Civ.,
ReI. Juíza Leila Vani Pandolfo Machado, j. 16/09/03)
"APELAÇÃO CíVEL. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE.
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. PRELIMINARES DE
CARÊNCIA DE AÇÃO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. Em razão
da responsabilidade prevista no artigo 196 da Constituição
Federal, a legitimação passiva para a causa consiste na
coincidência entre a pessoa do réu e a pessoa de qualquer
um ou dos vários entes federativos. A presença de um dos
vários legitimados no pólo passivo da relação processual
decorre da escolha daquele que ajuíza a ação, já que todos e
qualquer um deles tem o dever de "cuidar da saúde e
assistência pública" na forma do inciso II do artigo 23 da
Constituição Federa!..." (TJRS, Ap. Civ. 70007759293, 22ª C.
Civ., ReI. Des. João Armando Bezerra Campos, j. 31/03/04)
Em sendo assim, não há qualquer dúvida quanto à responsabilidade da
parte agravante no que se refere ao pedido formulado nesta demanda.
Mormente porque, em se tratando de SUS, vigora o prinCÍpio da
capilarização, que procura atribuir prioritariamente a responsabilidade na
execução das políticas de saúde em geral, e de distribuição de medicamentos em
particular (art. 7º, I e IX, Lei 8.080/90), aos que se encontrarem mais próximos
do cidadão:
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços
privados contratados ou conveniados que integram o
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Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo
com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição
Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos
os níveis de assistência;
( ... )
IX - descentralização político-administrativa, com direção
única em cada esfera de governo.
Assim, resta pacífica a comprovação da responsabilidade da parte ora
recorrente no cumprimento da obrigação determinada, razão pela qual deve ser
mantida a decisão recorrida.
Do erro manifesto e correspondentes efeitos infringentes
"Anota Theotônio Negrão que se tem julgado possível a interposição de
embargos de declaração com efeitos infringentes nas seguintes hipóteses: 1 ª)
erro manifesto de julgamento; 2ª) quando houver erro material no exame dos
autos; 3ª) erro evidente quanto à tempestividade do recurso não conhecido, à
intempestividade de recurso conhecido, à qualificação jurídica do fato, a
formalidade essencial não observada nos autos, a fato relevante com
repercussão sobre a conclusão do julgado, a recurso conhecido por equívoco
manifesto, dentre outras hipóteses."13
Nota-se, pois, que houve nítido erro no acórdão, o que é de todo
compreensível, até porque errar é humano.
DO PREQUESTIONAMENTO
As questões jurídicas infraconstitucionais abordadas acima demandam o
prequestionamento ficto dos respectivos dispositivos legais, sem prejuízo das
demais modalidades de prequestionamento já realizadas.
13 ALVES, Francisco Glauber Pessoa, 005 efeitos ínfringentes nos embargos declaratórios e algumas
atualidades em assuntos afins. In: JÚNIOR, Nelson Nery; WAMBIER, Teresa Arruda A!vim (coord). Aspectos
polêmicos e atuais dos recursos cíveis - v, 4. São Paulo: RT, 2001, p, 446, 447.
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DEfENSORIA PÚBtlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Portanto, para efeito de prequestionamento, pede-se à douta Câmara
Julgadora que seja examinado o caso concreto à luz da incidência dos seguintes
dispositivos: art. 1 º, caput e inciso 1lI; art. 5º, caput; art. 6º; art. 23, 11; art. 37,
caput; art. 196, art. 198, caput; art. 198, I, li, IH e § 2º; art. 204, art. 212, da
CF /88// art. 331,11; art. 461; art. 522, CPC.
Vale lembrar que as questões ora abordadas surgiram no próprio
acórdão, o que dispensa o prequestionamento: "esta Corte possui consolidado o
entendimento de que é desnecessário o prequestionamento quando o vicio
surge no próprio acórdão recorrido." (STJ, EDcI nos EDcI no AgRg no Ag
939368/SP; ReI. Min. Jorge Mussi, DJe 02/02/2009). Todavia, pleiteia-se o
prequestionamento para ressalvar entendimento diverso .
Os vícios apontados devem ser resolvidos nesta oportunidade, sob pena
de se instaurar invencível negativa de prestação jurisdicional, que conforma
nulidade absoluta e que representa violação ao art. 535, li, do CPc.
O mesmo se diga quanto ao dever de fundamentar a decisão (arts. 165 e
458, lI, do CPC). Em famosa conferência sob o título "A Justiça no Limiar de Novo
Século", José Carlos Barbosa Moreira, com sua multíplice autoridade de
magistrado, professor e publicista de nomeada internacional, observou o dever
de conceder a prestação jurisdicional integral:
"Vem a propósito uma observação acerca do dever de
motivar as decisões, hoje igualmente consagrado em nível
constitucional, e sob expressa cominação de nulidade (Carta
da República, art. 93, nº IX). Há um modo puramente formal
de prestar homenagem a semelhante preceito, que está
longe de corresponder-lhe ao espírito .
Quantas vezes lemos pronunciamentos de órgãos judiciais
que indeferem o requerido 'por falta de amparo lega\', ou
'porque não concorrem os pressupostos necessários'! São
fórmulas vazias, que nada significam: fazer uso delas é
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DEFENSORIA PÚBI.ICA DO ESTADO DE M1NAS GERAIS
como tirar o chapéu para cumprimentar à distância
alguém que, ao mesmo tempo, entre dentes, se está
mandando ao inferno ... É notório que os juízes andam
normalmente assoberbados de serviço e não têm
possibilidade de alongar-se em dissertações para
fundamentar cada ato que pratiquem. Nem por isso
ficam autorizados a escamotear os motivos em que se
inspiraram para decidir. A escassez de tempo justifica a
síntese; não justifica a omissão."14
Ocorre que, quando a decisão não responde aos embargos de declaração,
ou o faz de forma precária, incorre em erro de procedimento (error in
procedendo) que consiste, justamente, na negativa de prestação jurisdicional
integral e no cerceamento de defesa, neste último caso porque gera indefinição
que não permite à parte exercer seu direito de recorrer sobre questões que
deveriam ser consideradas.
De se lembrar que, nestas hipóteses, resta violado o art. 535, 11, do CPC,
dando ensejo à interposição de recurso especial, para cassação da decisão e
retorno dos autos para sanar o vício. O ST), aliás, não tem titubeado em acatar
recusos especiais para este fim, conforme estampa a decisão infra:
"PROCESSO CIVIL
FUNCIONAMENTO
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE
ANATEL FALTA DE
PRONUNCIAMENTO DA CORTE DE SEGUNDO GRAU
SOBRE TESES EM TORNO DE DISPOSITIVOS
INFRACONSTITUCIONAIS - INFRINGÊNCIA AO ART. 535
DO CPC.
1. Em nosso sistema processuaL o juiz não está adstrito aos
fundamentos legais apontados pelas partes. Exige-se,
14 MOREIRo\, José Carlos Barbosa. A Justiça no limiar de novo século. Revista do Ministério Público. Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 83-93, jan./jun. 1995.
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apenas, que a decisão seja fundamentada. Aplica o
magistrado ao caso concreto a legislação por ele
considerada pertinente.
2. Há que se identificar. entretanto. as teses jurídicas
levantadas pelas partes potencialmente influentes. cuja
apreciacão. em tese. poderia modificar o resultado do
julgamento da causa.
3. Nesse diapasão. deve o Tribunal a quo pronunciar-se
sobre as questÕes devolvidas nas razÕes ou nas contra-
razÕes do recurso. sob pena de obstacu\arizar o acesso
à instância extraordinária.
4. À luz do princípio do devido processo legal. não é
suficiente a afirmativa de Que possuem os embargos
declaratórios caráter i n f r i n g e n ~ argumento de que
não existe omissão. obscuridade ou contradicão na
decisão embargada. eis Que a prestação jurisdicional
deve ser completa. clara e precisa.
5. OmissÕes sobre teses relevantes para a solução do
litígio suscitadas oportunamente e Que não foram
examinadas nos embargos declaratórios .
6. Recurso especial parcialmente provido." (STJ, REsp
689778/CE; ReI. Min. Eliana Calmon. DJ 10/10/2005 p.
321)
Isso. obviamente. sem prejuízo do apelo extremo em razão do
prequestionamento ficto .
DO PEDIDO
Diante do exposto. espera-se, pois, sejam recebidos e providos os
embargos declaratórios para expungir os vícios apontados, integrando-se o v.
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acórdão, com a manifestação (=prequestionamento) sobre as questões federais
apontadas e, ainda, quanto a:
a) manifestação, para efeito de prequestionamento, sobre a incidência, ao
caso, do seguintes dispositivos: art. 1
2
, caput e inciso II1; art. 52, caput; art.
6
2
; art. 23, 11; art. 37, caput; art. 196, art. 198, caput; art. 198, l, 11, JJI e §
22; art. 204, art. 212 da CF/88 / / art. 331, lI; art. 461; art. 522, CPC.
- Requer-se, ainda:
b) a intimação pessoal do Defensor Público que atua neste Tribunal, por
meio de vista dos autos, para todos os atos processuais, nos termos do art.
52, § 52 da Lei n
2
1.060/50 c/c art. 128, l, da Lei Complementar Federal n
2
80/94 e art. 74, l, da Lei Complementar Estadual n
2
65/03, bem como a
contagem em dobro dos prazos processuais;
c) a aplicação do Aviso n
2
17/2005 da Corregedoria Geral de Justiça,
publicado no Diário do Judiciário de 16 de abril de 2005, que determinou
fossem os Defensores Públicos cadastrados no SISCOM pelo número da
MADEP (Matrícula na Defensoria Pública);
Pede deferimento .
Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2011.

Defensora Pública Substituta
MADEP n.0610-D/MG
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Conc,lusos em 14/03/2011 .
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód, 10,25,097-2
CARTORIO DA 7" CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
DATA
Aos 17 de março de 2011 recebi estes autos,
O(A) Escrivão(ã), __ _
Documento emitido pelo SIAP: DlmmmmnmllMMllllllmlDUmlllll1l
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EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CíVEL N°1.0145.09.567017-3/003
1111111111111111111111111111111111111111111111111
EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. CONTRADiÇÃO INEXISTENTE.
REJEiÇÃO. Não implica contradição O simples fato de a decisão ser contrária
aos interesses da parte.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO cíVEL W 1.0145.09.567017-3/003 - COMARCA DE
JUIZ DE FORA - EMBARGANTE(S) ALCIRENE DE OLIVEIRA -
EMBARGADO(A)(S): ESTADO MINAS GERAIS - RELATOR: EXMO. SR. DES .
WANDER MAROTTA
Vistos etc., acorda, em Turma, a 7
a
CÂMARA CíVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais,
. sob a Presidência do Desembargador WANDER MAROTTA , na
conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas, á
unanimidade de votos, EM REJEITAR OS EMBARGOS .
DES. WANDER MAROTTA - Relator
FI. 1/4
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L ~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N°1.014509567017-3/003
NOTAS TAQUIGRÁFICAS
O SR. DES. WANDER MAROTTA:
'{OIO
Examinam-se embargos de declaração opostos
por ALCIRENE DE OLIVEIRA contra o v. acórdão de fls. 125/132 que,
no reexame necessário, reformou a r. sentença que julgou procedente
a ação de obrigação de fazer ajuizada pela embargante para condenar
o ESTADO DE MINAS GERAIS a fornecer-lhe o medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET), na dosagem e modo da prescrição
médica, enquanto durar o tratamento".
Sustenta o embargante que o v. acórdão é omisso,
uma vez que não observou as disposições contidas nos artigos 1°,
capute inciso 111; 5°, caput; art. 6°; 37, caput; 196; 198, caput, I, 11, 111 e
§2°; 204 e 212, todos da CF.
Com a devida vênia, não merecem acolhida os
embargos .
O exame do julgado mostra que não tem razão a
embargante, inexistindo, nele, qualquer contradição ou omissão. Não
consubstancia omissão o simples fato de a decisão ser contrária aos
interesses da parte.
O v. acórdão é claro ao consignar, verbis:
"Conquanto a saúde seja, de fato, um direito
FI. 2/4
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6. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N°1.014509567017-3/003
constitucional previsto nos arts. 6°e 196 da CF,
extensivo a toda a população, tendo o usuário do
SUS direito a atendimento que possibilite o seu
tratamento de forma adequada,
independentemente dos problemas orçamentários
que a Administração diz ter, não se pode forçar o
Estado a praticar descaminho ou a comercializar
um medicamento sem registro na ANVISA. O
medicamento ainda não tem autorização para ser
aqui utilizado, não podendo ser o Estado
obrigado, judicialmente, a fornecê-lo a um
paciente".
Como demonstrado, foram analisadas todas as
questões colocadas em debate. A decisão que acata tese diversa da
que foi defendida pelo embargante não é, só por isso, contraditória ou
omissa.
Assim, ao contrario do entendimento do
embargante, não houve violação aos artigos 1°, caput e inciso 111; 5°,
caput; 6°; 37, caput; 196; 198, caput, I, 11, 111 e §2°; 204 e 212, todos da
CF.
Se o que se quer, nesta via, é a rediscussão da
matéria ventilada no apelo, a lei veda o pretendido, como é de
conhecida e reiterada jurisprudência .
O CPC 535 é, enfim, expresso no sentido de que
cabem embargos de declaração apenas nos casos de omissão,
obscuridade ou contradição, vedando-se a interposição do recurso
para rediscutir a matéria ventilada em sede de apelação ou agravo.
~ entendimento jurisprudencial pacifico:
FI. 3/4
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~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBARGOS DE DECLARACÃO'civEL N°1.0145.09.567017-31003
"EMBARGOS DECLARATÓRIOS. RECURSO
ESPECIAL.
INTENÇÃO
REJEiÇÃO.
I - NÃO
OMISSÃO. INEXISTÊNCIA.
DE PREQUESTIONAMENTO.
SERVEM OS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO COMO ESPEQUE AO LEVANTE
DE QUESTÕES NOVAS, CUJO EXAME NÃO
CUMPRIRIA À DECISÃO EMBARGADA E,
MUITO MENOS, PRESTAM-SE AO
REJULGAMENTO DA CAUSA.
li-ADEMAIS, NÃO CONSUBSTANCIA OMISSÃO
O SIMPLES FATO DA DECISÃO SER
CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PARTE OU
NÃO LHE PROpORCIONAR MEIOS DE
RECORRER À INSTÃNCIA SUPERIOR.
111- EMBARGOS REJEITADOS." (ST J-1
a
Turma,
Resp nO 0016045, ReI. MIN. CESAR ASFOR
ROCHA; rejeitaram os embargos por
unanimidade, j. 05/08/92, publicado no DJ em
03/11/92, pg. 19.701 in JUIS-JURISPRUDÊNCIA
INFORMATIZADA SARAIVA).
Exposto isso, rejeito os embargos .
Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): I! j
ANDRÉ LEITE PRAÇA e PEIXOTO HENRIQUES. [Yl!
REJEITARAM OS EMBARGOS.
~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - F ~ I ~ . 4 ~ / 4
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTORIO DA 7
8
CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
CERTIFICO que, para ciência das partes
interessadas, foi disponibilizado no "Diário
Judiciário Eletrônico" de 07/04/2011 e publicado
em 08/04/2011, o dispositivo do acórdão retro. O
referido é verdade e dou fé. Belo Horizonte, 08 de
abril de 2011. Eu, Kátia Maria da Cruz Silva,
Escrivão(ã) do Cartório da 7
8
Câmara Cível -
Unidade Goiás, a
______ ,
Documento emitido pelo SIAP:
100760051011041840210004601607
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
• 1
I




6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód.10.25.097·2
CARTOR!O DA 7
3
CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
CERTIFICO que, nesta data, a Defensoria
Pública do Estado de Minas Gerais foi
devidamente intimacla, na pessoa de seu
representante legal, da publicação do acórdào
retro. O referido é verdade e dou fé. Belo
Horizonte, 08 de abril de 2011 . Eu, Kátia Maria
da Cruz Silva, Escrivão(ã) do Cartório da 7
a
Câmara Cível - Unidade Goi{ls, a subscrevi,

Docum,llto emitido pelo SIAP.
104930440012161740260004701907
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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FENSORA PU61IC"
MADEP: 135




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CARTÓRIO DA 7
a
CÂMARA CíVEL - UNIDADE
GOIÁS
VISTA
E os faço com vista ao Excelentíssimo Senhor
Procurador-Geral de Justiça. O(A) Escrivão(ã),

Vista em 20/05/2011
Ciente. Nada a requerer .
Belo Horizonte. 1 L_, ". /

.
.
, I \ í . .
FARIA MARTINS DA COSTA
\PIUcurador de Justiça
Coordenador aa1 P d·
rocura OnilS de Justiça Cíveis
Em 02.06.2011 fa
Tb ' ço remessa destes autos ao E, ..
n unal de Justiça Do.
. . que, pala constar, lavrei este.

Ministério Público
Documento emitido pelo SIAP:
151210551217611750230005701219
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••



Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
CARTÓRIO DA 7
8
CÂMARA CíVEL - UNIDADE GOIÁS
n07
DATA
Aos 02 de junho de 2011 recebi estes a u t o ~
(A) Escrivão(ã) \ : : : ~ .
JUNTADA
Aos 03 de junho de 2011, junto aos autos
Petição· de Recurso Extraordinário adiantr O(A)
Escrivão(ã) k .
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRIMEIRO VICE-
PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS -
UNIDADE GOIÁS
7' CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA APELAÇÃO No" 1.0145.09.567.017-3/002
COMARCA: JUIZ DE FORA - MG
RECORRENTE: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RECORRIDO: ESTADO DE MINAS GERAIS
ALCIRENE DE OLIVEIRA, já devidamente qualificada, nos autos supra,
assistida pela DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS, esta representada pelo seu órgão de execução infra, nos autos da
ação em que contende com o ESTADO DE MINAS GERAIS, parte
igualmente qualificada, vem, respeitosamente, interpor
RECURSO EXTRAORDINÁRIO,
1 I Recurso I
~ extraordinário I - - - - - - - - ~ ________ _
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2
DEFENSORIA PlÍBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
com pedido de imediato processamento, ao Colendo Supremo Tribunal
Federal, com fulcro na alínea "a", inciso III, do art. 102 da Constituição da
República, e o faz pelas razões anexas.
Requer seja o apelo extremo recebido, processado e admitido, remetendo-o
ao Tribunal ad quem, para que este possa conhecê-lo e provê-lo.
Recurso
extraordinário
Nestes termos,
Pede deferimento.
!I e maio de 2011.
ariana Mas ara Rodrigues de Oliveira
Defensora Pública - MADEP 135
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
7' CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA APELAÇÂO N.O 1.0145.09.567.017-3/002
COMARCA: JUIZ DE FORA - MG
RECORRENTE: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RECORRIDO: ESTADO DE MINAS GERAIS
Augusto Supremo Tribunal Federal,
Colenda Turma,
Eminente Ministro Relator,
i JUSTIÇA GRA TUIT A
Inicialmente, requer sejam concedidos os benefícios da assistência
judiciária à recorrente, nos termos do ar!. 5°, inciso LXXIV, da Constituição da República e
da Lei 1.060/50, em razão de a mesma não ter condições de arcar com os õnus processuais,
sem prejuízo do sustento próprio, bem como pelo fato de ser assistida juridicamente pela
Defensoria Pública.
3 I Recurso I
- - ~ extraordinário f--------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
I TEMPESTIVIDADE
Cumpre frisar, inicialmente, a tempestividade da presente peça, pois nos
termos do art. 128, inciso I, da Lei Complementar Federal 80/94 e art. 74, inciso I, da Lei
Complementar Estadual 65/2003, os Defensores Públicos deverão ser intimados
pessoalmente de todos os atos, com a contagem em dobro de todos os prazos processuais.
A prerrogativa da contagem em dobro está prevista, igualmente, no art. 5°,
§ 5°, da Lei 1.060/50.
No presente caso, a intimação pessoal efetivou-se com a entrega dos autos
com vista à Defensoria Pública em 08/04/2011, sexta-feira, conforme Certidão de fi. 165. A
contagem do prazo para apresentar contraminuta iniciou-se, desta forma, em 11/04/2011
(segunda-feira). O prazo encerrar-se-ia, portanto, tão somente em 10/05/2011.
Daí, portanto, a tempestividade das razões do presente recurso.
ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
4 I Recurso I
~ extraordinário 1----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADODE MINAS GERAIS
o presente recurso extraordinário é próprio e adequado à espécie e atende
aos ditames da tempestividade, conforme já exposto anteriormente. Estão preenchidos, desta
forma, os requisitos objetivos formais.
Presente, igualmente, legitimidade pára recorrer, uma vez que a assistida
pela Defensoria Pública restou sucumbente, em face do reexame necessário que reformou a
sentença de primeira instância.
Por último, encontra-se esgotada a instância, uma vez que a decisão
objurgada - decidida em última instância - contrariou dispositivos constitucionais, quais
sejam, arts. 194, 195 e 196 e ar!. 6°.
Plenamente satisfeito, desta forma, o indispensável requisito de
admissibilidade do recurso extraordinário, consistente no prequestionamento.
Neste sentido:
"( . .) Diz-se prequestionado o tema quando o órgão julgador haja
adotado entendimento explícito a respeito (..)" (STF, AgReg. em
Agr n. o 178745-7/DF, Rei. Min. Marco Aurélioj.
Presentes, portanto, todos os requisitos de admissibilidade do recurso
extraordinário.
5
Recurso
----I extraordinário
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..
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
i EXPOSiÇÃO DOS FATOS
Cuida-se de recurso extraordinário derivado de ação cominatória de
obrigação de fazer, objetivando o fornecimento de remédios/insumos médicos.
A parte recorrente é " portadora de doença renal crônica. Está em
hemodiálise, há 14 anos e evoluiu com hiperparatireoidismo severo, secundário à doença
renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia, não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina
D, tendo sido prescrito pelo médico assistente o medicamento Mimpara 30 mg (Cinacalcet).
Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificações vasculares e em partes
moles, com alto risco cardiovascular (risco de morte), além de piora da doença óssea. Não
há medicamentos substitutos, conforme relatório médico de fls. 07.
A antecipação de tutlea foi deferida e mantida em sentença de primeira
instância. Entretanto, a sentença foi reformada, no reexame necessário.
Não restou outra opção, pois, senão interpor o presente extraordinário.
É a síntese do essencial.
Tal decisão, contudo, não deve prosperar, pOIS viola, frontalmente,
dispositivos constitucionais.

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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AUSÊNICA DE REEXAME DO CONTEÚDO FÁTICO-
PROBATÓRIO
A decisão recorrida merece ser reformada, por esse Excelso Supremo
Tribunal Federal, pois se fundamentou no fato de que " não se pode forçar o Estado a
praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA. O
medicamento ainda não tem autorização para ser aqui utilizado, não podendo o Estado ser
obrigado, judicialmente, a fornecê-lo a um paciente".
Cabe ressaltar que não há que se falar em necessidade do reexame de
prova e da consequente aplicação da Súmula nO 279 do STF, para justificar eventual
negativa de seguimento do Recurso Extraordinário em questão.
É que os aspectos fáticos necessários à exata compreensão do caso em tela
encontram-se suficientemente descritos, bastando, tão-somente, seja reavaliada a incidência
dos dispositivos legais aplicados ao quadro fático apresentado.
Logicamente, poderá haver revaloração das provas explicitamente
delineadas no decisório recorrido, mas não se trata de reexame do quadro fático-probatório.
Importa consignar que o objeto do presente recurso extraordinário é a
interpretação da CR/88, arts. 1°,111; 6°, 23, H; 196, 198, 11, 198, § 2", 204 e 212.
Assim é o entendimento jurisprudencial do STF e do STJ sobre a
valoração jurídica e não material:
7 I Recurso I
~ extraordinário 1----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
"STJ. BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO. REQUISITOS.
PREENCHIMENTO. VALORAÇÃO. PROVA.
PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA.
I. Ausente o prequestionamento da matéria relativa ao art. 6° da Lei n°
6.367/76. Porquanto não apreciada pelo julgado recorrido, e à
míngua dos pertinentes embargos declaratórios, inviável o seu
conhecimento, no particular. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF.
2. A Terceira Seção deste Tribunal tem pacifico entendimento no
sentido de que, para a concessão do beneficio acidentário, além da
comprovação do nexo da causalidade entre a lesão e a atividade
profissional desenvolvida, assim como da incapacidade laborativa,
hipótese ocorrida consoante perícia judicial. 3. Não se trata de
reexame de provas. vedado pela Súmula 07/STJ. mas tão-somente de
valoração do coniunto probatório dos autos. 4. Recurso conhecido em
parte (letra "c") e, nesta extensão, provido." (Grifos nossos). (STJ
RESP 401.338/SP. 6" T. 11.02.2003. ReI. Min. Fernando Gonçalves.
DJ 7.03.2003).
"Quando se aprecia e se valoriza se a decisão local é manifestamente ou
não contrária à prova dos autos, ocorre valoração jurídica e não exame
de prova." (STF RE 99. 344/RS. I"TURMA. RTJ 109/338).
"(..) esta Corte suprema tem feito, a propósito, nítida distinção entre
apreciação de prova e valorização de prova. A primeira hipótese diz
respeito à pura operação mental da conta, peso e medida, a qual é imune
ao controle excepcional. Na segunda, exatamente porque se envolve na
teoria do valor ou conhecimento, esta Augusta corte pode sair da sua
posição de neutralidade, dispondo-se a apurar se houve ou não a
8 I Recurso I
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
infração de algum princípio probatório, e, desta perspectiva, tirar alguma
conclusão que sirva para emenda da injustiça porventura cometida" (ST
RE 57,420. Relator Ministro vials Boas. RTJ 321703).
"Para efeito de cabimento do recurso especial, é necessário discernir
entre a apreciação da prova e os critérios legais de sua valorização. No
primeiro caso há pura operação mental de conta, peso e medida, à qual é
imune o recurso. O segundo envolve a teoria do valor ou conhecimento,
em operação que apura se houve ou não a infração de algum princípio
probatório (RTJ 56167, RE n. 70. 5681GB)" (RSTJ 11/341).
"A valorização da prova diz respeito ao valor jurídico desta, para admiti-
la ou não em face da lei que a disciplina, razão por que é questão
estritamente de direito. Já o reexame da prova é diverso: implica a
reapreciação dos elementos probatórios para concluir-se se eles foram, ou
não, bem interpretados - é, portanto, questão que se circunscreve ao
terreno dos fatos " (RT.J 13211.337).
"O chamado erro na valoração ou valorização das provas, invocado para
permitir o conhecimento do recurso extraordinário, somente pode ser o
erro de direito, quanto ao valor da prova abstratamente considerado.
Assim, se a lei federal exige determinado meio de prova no tocante a certo
ato ou negócio jurídico, decisão judicial que tenha como provado o ato ou
negócio por outro meio de prova ofende o direito federal. Se a lei federal
exclui baste certo meio de prova quanto a determinados atos jurídicos,
acórdão que admita esse meio de prova excluído ofende a lei federal.
9 I Recurso I
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.'
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Somente nesses casos há direito federal sobre prova, acaso ofendido, a
justificar a defesa do 'ius constitutionis'" (RSTJ 8/478, citação da p, 481).
nA 'valorização da prova', que autoriza o apelo extremo e se caracteriza
como 'questão federal', diz respeito ao erro de direito quanto ao valor de
determinada prova abstratamente considerada." (STJ-4" Turma,
REsp 7.258-RJ, reI. Min. Athos Carneiro, j. 23.10.91, não conheceram,
v.u., DJU 25.11.91, p. 17.078).
Em momento algum, pretende a, recorrente o reexame de matéria
probatória. Isto porque, a análise da questão constitucional ora tratada, é necessário insistir,
não demanda o reexame do suporte fático-probatório. O que se almeja é a correta aplicação
dos preceitos legais vulnerados pelo Tribunal de origem.
Neste sentido, Eminentes Ministros, dada a similitude dos recursos
especial e extraordinário, cumpre transcrever a lição de João Claudinho de Oliveira e Cruz:
"A matéria de fato pode render ensejo ao recurso extraordinário quando
se admite critério contrário à letra da lei; quando se trata de .fixar o
princípio legal regulador da prova; quando, na apreciação da prova não
foram atendidos as formalidades ou condições estatuídas para a eficácia
do valor provante: quando se tratar do valor abstrato da prova, de sua
admissibilidade, dos meios de prova, admitidos em direito, quando o juiz
se afastar das diretrizes da lei quanto à eficácia, em tese, de questão legal
de ônus da prova ou da sua admissibilidade; mesmo porque a rigor,
quando incide a discussão em torno da prova jurídica, da classificação
10 I Recurso I
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
legal da prova, da admissibilidade da prova, a controvérsia é de direito e
não de(ato ". (Dos Recursos no Processo Civil, 2" ed, p. 433)
Tal avaliação, portanto, jamais poderá ser considerada como reexame do
material probatório, pois, por reexame da prova compreenda-se a reapreciação da matéria de
prova para concluir se elas foram, ou não, bem interpretadas, questão que se circunscreve ao
terreno fático e totalmente diversa da hipótese vertente.
Não custa lembrar que:
"conhecendo do recurso especial, o ST J julgará a causa. Para isso pode
ser necessário examinar questões não versadas pelo acórdão. Se para
decidi-las, entretanto, for indispensável acertar os fatos, mediante exame
de provas, devem os autos tornar ao tribunal de origem para que delibere
sobre os temas de que não cogitou ao apreciar a apelação" (RSTJ 28/347,
maioria).
Pois bem, o V. acórdão contrariou as seguintes normas contidas em na
Constituição da República: arts. 1°, IH; 6°,23, H; 196,198,11,198, §2°, 204 e 212.
11 I Recurso I
~ extraordinário 1-----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PRELIMINAR - REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL,
EXTRAORDINÁRIO
SUSCITADA NO RECURSO
o caso versado nestes autos trata do direito fundamental à saúde, mas,
especificamente, do fornecimento de medicamentos necessários e imprescindíveis à garantia
da saúde e da vida da recorrente, conforme documentos constantes dos autos.
Para averiguar a repercussão geral da questão constitucional, há que se
buscar um espelho na doutrina que analisava o conceito da análoga questão federal
relevante, tendo em vista a similitude destas.
o jurista Sérgio Bermudes traz algumas manifestações sobre a questão
federal relevante, dentre elas a do Min. Djaci Falcão, que explicou os critérios que
norteavam o STF na determinação do que seja esta questão relevante, ao afirmar que:
"Considera-se aí o interesse público de maior monta, ajustificar um
novo exame da questão, e não o interesse exclusivo das partes, de
repercussão limitada. Há de se ponderar o interesse público da
questão suscitada, na sua profundidade e na sua extensão. (..) "
o Min. Evandro Lins e Silva também disserta sobre a relevância da
questão federal, no mesmo sentido dos demais. Acentua o seguinte:
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Recurso
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DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
"o interesse puramente privado, a mera disputa de bens materiais
não se enquadra, em princípio, no requisito inovador. A relevância
tem outro alcance e visa à tutela de bens jurídicos de outro porte e
significado, abrangendo interesses superiores da Nação, questões de
estado civil, direitos fundamentais do homem. Essa é uma visão de
quem olha o horizonte do problema e não as suas cercanias. ( .. )"
(grifamos).
A questão discutida nestes autos apresenta, inegavelmente, conteúdo
coletivo. Cumpre frisar que este Excelso Sodalício já reconheceu a repercussão geral em
matéria envolvendo o fornecimento de medicamento. Com efeito, no RE 566471/RN, da
relatoria do Min. Marco Aurélio, o Supremo Tribunal Federal decidiu o seguinte:
"SAÚDE - ASSISTÊNCIA - MEDICAMENTO DE ALTO CUSTO-
FORNECIMENTO. Possui repercussão geral controvérsia sobre a
obrigatoriedade de o Poder Público fornecer medicamento de alto
custo. "
Portanto, demonstrada aqui questão relevante do ponto de vista econômico
e social (artigo 543-A, § 1° do CPC), o presente recurso merece ser conhecido e provido, na
forma da lei.
13 I Recurso I
-----, extraordinário 1------________________ _
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
NA HIPÓTESE DE SOBRETAMENTO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, QUE SEJA APRECIDADA A TUTELA
DE URGÊNCIA VEICULADA NESTA PEÇA - SÚMULA 635 -
STF
Na hipótese de sobrestamento deste recurso extraordinário, em razão da
repercussão geral reconhecida no RE-RG 566471IRN, STF, não restará outra opção senão
aplicar o disposto na Súmula 635 do STF:
"Súmula n° 635: Cabe ao presidente do tribunal de origem decidir o
pedido de medida cautelar em recurso extraordinário ainda pendente do
seu juízo de admissibilidade."
o fumus boni juris ou a verossimilhança do direito da parte recorrente
radica na superação da doutrina da reserva do possível que pretende suprimir o mínimo
existencial, ponto este que será detidamente abordado adiante.
Já o perigo de dano está na necessidade do medicamento para a
manutenção da vida da recorrente, conforme já abordado supra. Até o julgamento definitivo
deste recurso extraordinário, poderá sobrevir o falecimento da recorrente, ou o sério
agravamento de seu quadro de saúde, fatores que demonstram a necessidade de emprestar-
lhe real efetividade.
14
Recurso
-----1 extraordinário
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
A medida de urgência para assegurar à recorrente o medicamento
pleiteado, poderá ser concedida a título de cautelar incidental (art. 800, p. único, CPC) ou de
tutela antecipada recursal (art. 273, c/c art. 461, c/c art. 527, ITI, CPC; Sumo 635, STF).
Certamente "a antecipação da tutela pode ser concedida em qualquer fase:
no início do processo ou em seu curso, não só em primeiro grau de jurisdição, mas também
na fase recursal."!
Conforme lições de WilIiam Santos Ferreira, "a tutela antecipada não pode
ser um instituto represado na primeira instância, mas que terá sua função marcante, até com
maiores justificativas, no âmbito recursal".
2
Com efeito, a tutela antecipada pode ser concedida no agravo de
instrumento (art. 527, UI, CPC), na apelação, nos embargos infringentes ou nos recursos de
estrito direito (recursos especial e extraordinário ).3
José Roberto dos Santos Bedaque elucida:
"Nada obsta, todavia, a que, verificados os pressupostos, seja a
antecipação concedida em segundo grau. Nesse caso, a parte interessada
I ESTIGARA, Adriana. Da tutela antecipada em sede recursal: Jus Navigandi, Teresina, ano 9, n. 786, 28
ago. 2005. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=7202>. Acesso em: 17 abro 2009.
2 FERREIRA, William Santos. Tutela antecipada no âmbito recursal. São Paulo: RT, 2000, p. 54.
) TultelO antecipada no âmbito recursal. São Paulo: RT, 2000, p. 405.
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pode encaminhar petição ao relator ou ao Presidente do Tribunal,
pleiteando a concessão da medida. ,,4
"Por último, importante mencionar que o pedido de antecipação de tutela,
em sede recursal, pode ser efetuado tanto pelo autor como pelo réu. ,,5
( .. )
Ocorre que há casos em que, muito embora seja suspensa a decisão até o
julgamento do recurso, a prestação jurisdicional pode não se tornar
eficaz. ,,6
A jurisprudência tem admitido a antecipação de tutela no âmbito recursal,
para além do agravo de instrumento (art. 527, m, CPC). Vide TJMG, Apelação
1.0024.06,988136-5/002(1), ReI. Des. Dorival Guimarães Pereira. 13-05-2008; STJ, AgRg
na MC 12675/RJ; ReI. Min. Luiz Pux, DJ 20/09/2007 p. 219.
o Ministro do STJ Teori Albino Zavaski considera que a tutela antecipada
é medida necessária para assegurar a efetividade do recurso extraordinário:
4 BEDAQUE, José Roberto dos Santos (e outros). Código de Processo Civil Interpretado. São Paulo: Atlas,
2008, p. 841.
5 AMENDOEIRA JR, Sidnei. Abuso do direito de defesa, tutela antecipada e o sistema recursal. In: Aspectos
polêmicos e atuais dos recursos cíveis. NERY JR., Nelson; WAMBIER. Tereza Arruda Alvim (coord.). São
Paulo: RT, vol. 4, p. 1036.
6 RODRIGUES, Clóvis Fedrizzi. Antecipação de tutela recursal em sede de agravo e apelação - interpretação
da Lei /0.352/2001. in: Aspectos polêmicos e aluais dos recursos cíveis. NERY JR., Nelson; WAMBIER.
Tereza Arruda Alvim (coord.). São Paulo: RT, vol. 8, p. 98-99.
16 I Recurso I
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"Assim, em nome da 'proteção de direito suscetível de grave dano de
incerta reparação' ou 'para garantir a eficácia da ulterior decisão da
causa', ou, ainda, 'em atenção aos princípios da instrumentalidade e da
efetividade do processo', pode o tribunal não apenas conceder medida
para dar efeito suspensivo ao recurso especial ou extraordinário, mas
também, se necessário, antecipar, provisoriamente, os efeitos da tutela
recursal, sempre que tal antecipação seja indispensável à salvaguarda da
própria utilidade do futuro julgamento. De nada adiantaria ter a
Constituição assegurado à parte o direito de acesso ao Supremo Tribunal
Federal e ao Superior Tribunal de Justiça, se não lhe assegurasse,
também nos casos focados, que o provimento do seu recurso
extraordinário ou especial trará resultados efetivos. (...),,7
o cabimento da tutela antecipada, no recurso extraordinário, é imperativo
constitucional, Afinal, do direito fundamental à tutela jurisdicional efetiva deflui o direito
fundamental às medidas de urgência às medidas antecipatórias. O que permite enquadrar, na
hipótese sob análise, as seguintes observações tecidas por Luiz Guilherme Marinoni acerca
do direito fundamental à técnica antecipatória:
"Por outro lado, o jurisdicionado possui direito à técnica antecipatória. Direito
à técnica antecipatória quer dizer direito à possibilidade de requerimento e de
obtenção da antecipação de tutela.
(...)
7 ZA V ASKI, Teori Albino. Antecipaçao da tutela e colisao de direito fundamentais. Reforma do Código de
saraiva,' 1996, p. 130.
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No estágio atual do direito processual civil, é descabido pensar que o direito
fundamental à tutela jurisdicional efetiva possa descartar os direitos a essas
tutelas. Se o direito efetivo à prevenção depende da antecipação ou se o direito
à tutela jurisdicional efetiva não pode permitir que o autor sofra dano em razão
da demora na concessão da tutela jurisdicional final repressiva (a qual então
precisa ser antecipada), é pouco mais que evidente que a tutela antecipatória,
baseada nos arts. 273, I, 461 e 461-A do CPC e 84 do CDC, está albergada
neste direito fundamental. ,,8
Igualmente, é possível afinnar pela existência do "direito fundamental à
tutela cautelar", como já o fez o Tribunal Central Administrativo Sul de Portugal (Processo
01478/06; ReI. Fonseca da Paz; 27-04-2006).
Significa dizer que a Constituição concede ao cidadão o direito
fundamental às medidas cautelares ou às medidas antecipatórias em qualquer oportunidade
que se lhe apresente o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. A questão pode ser
sintetizada no seguinte esquema gráfico abaixo:
Direito fundamental
à técnica
Direito fundamental /
antecipatória
à tutela jurisdicional ~
efetiva
Direito fundamental
à técnica cautelar
8 MARINONI, Luiz Guilherme. Técnica Processual e Tutela dos Direitos. São Paulo: Revista dos Tribunais,
2004, p. 200 e 202.
18 I Recurso I
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Não há dúvidas sobre o cabimento da tutela cautelar no âmbito recursal, o
que está expressamente disposto no ar!. 800, p. único, do CPC. A questão é que, agora, esta
pretensão deve ser apreciada pelo presidente do tribunal de origem, nos termos da Súmula
635 do STF. Por conseguinte, o ar!. 273, § 7', do CPC estende a análise do pedido de tutela
antecipada ao presidente do tribunal de origem.
Lembre-se que, atualmente, não há sentido prático em diferenciar a tutela
antecipada da tutela cautelar, de acordo com a fungibilidade disposta no ar!. 273, § 7°, do
CPC. São oportunas, neste particular, as seguintes considerações do Ministro Teori Albino
Zavaski:
"Em síntese, as medidas cautelares e as antecipatórias: a) identificam-se
por desempenhar função constitucional semelhante, qual seja, a de
propiciar condições para a convivência harmônica dos direitos
fundamentais à segurança jurídica e à efetividade da jurisdição. ,,9
Assim, reitera-se o pedido de aplicação da Súmula 635 do STF, com a
concessão da tutela antecipada.
9 ZAV ASCKI, Teori Albino. Medidas Cautelares e Medidas Antecipatórias: Técnicas diferentes, função
constitucional semelhante. In: Revista de Processo, v. 21, n. 82. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 53·69,
abr./jun. 1996.
19 I Recurso I
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.-
! MÉRITO
>- DECISÃO HOSTILIZADA
Ao julgar a lide, a Colenda 7" Câmara Cível do Tribunal de Justiça de
Minas Gerais, em reexame necessário, reformou sentença de primeira instância, para julgar
improcedente o pedido, tornando sem efeito a antecipação de tutela pretendida.
Em que pese reconhecer o Em. Des. Relator do acórdão, o direito
fundamental à saúde da recorrente, reformou a r. decisão monocrática, sob o fundamento de
"que não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um
medicamento sem registro na ANVISA" (fi. 127).
Estes foram os fundamentos da decisão ora recorrida que, com as devidas
escusas, é injusta e está a desafiar Recurso Extraordinário, com fundamento no art. 102, inc.
111, alínea "a" da Carta Magna, por contrariar dispositivos Constitucionais, ao não
reconhecer o direito fundamental à saúde do recorrente, norma prevista nos arts. 196,
198, 194, 195 e 6° da CR, conforme demonstraremos a seguir.
20
Recurso
------1 extraordinário
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~ DEMONSTRAÇÃO DO CABIMENTO DO
RECURSO INTERPOSTO - ALÍNEA 'A' DO
INCISO III DO ART. 102 DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
,-
De acordo com o que acima foi exposto, a decisão hostilizada contrariou
dispositivos constitucionais - artigos arts. 1°, 111; 6°,23,11; 194, 195, 196, 198, 11, 198, §
2°,204.
21
Art. 1 ~ A República Federativa do Brasil, formada pela união
indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal,
constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como
fundamentos:
III - a dignidade da pessoa humana
Art. 6 ~ São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a
moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, naforma
desta Constituição.
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios:
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia
das pessoas portadoras de deficiência.
Recurso I
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Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido
mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do
risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e
igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação.
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único,
organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo:
11 - atendimento integral, com prioridade para as atividades
preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais:
111 - participação da comunidade.
Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de
ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas
a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à
assistência social.
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade,
de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais. (..)
Art. 198, §2°. A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de
saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais
calculados sobre:
22 I Recurso I
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Art. 204. As ações governamentais na área da assistência social
serão realizadas com recursos do orçamento da seguridade social,
previstos no art. 195, além de outras fontes, e organizadas com base
nas seguintes diretrizes:
o v. acórdão impugnado reputou que:
" É incontroverso que a constituição assegura a todo
cidadão o direito à saúde, correspondendo a dever do Estado a adoção de
políticas públicas para atender a essa garantia, notadamente pela
disponibilização de tratamento gratuito aos necessitados, fornecendo-lhes
os medicamentos necessários.
Entretanto, se o Estado apresenta elementos fundados,
confiáveis, de seu serviço médico oficial, atestando a discussão
estabelecida acerca da prescrição do pretendido fármaco, este não pode
ser concedido pelo judiciário".
Com efeito, reputou a 7' CACIV que a norma constitucional insculpida
no ar!. 196 CR, é de aplicabilidade imediata e pode, desta forma, ser exigível desde logo do
Estado. Não obstante, deve comportar limites, para evitar que o fornecimento de
determinado medicamento a um cidadão possa culminar na insuficiência de recursos para a
aquisição de outros remédios para outros cidadãos. O Poder Público deveria, isto sim, levar
em conta a chamada "reserva do possível".
23
Recurso
extraordinário
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Ora, compulsando os autos verifica-se, claramente, que a recorrente é
pobre no sentido legal, conforme declara a inicial, fato não impugnado pelo recorrido.
No caso presente, restou, portanto, configurada a hipossuficiência da
recorrente, aliado ao fato de que, considerando a moléstia de que padece, bem como a
imprescindibilidade do medicamento prescrito, pode, por óbvio a sua falta causar graves e
irreparáveis danos à sua saúde, não podendo a discussão em relação à execução de
programas de saúde e do princípio da seletividade e distributividade de medicamentos e
sobrepor-se ao direito à saúde, constitucionalmente assegurado, que obriga todas as esferas
de governo a atuarem de forma solidária na garantia do direito social à saúde.
~ ENTENDIMENTO ESPOSADO NA
DECISÃO HOSTILIZADA QUE VIOLA A
CR/88
Conforme mencionado acima, o Eg. TJMG reformou a sentença em
reexame necessário.
De se ver do bojo do próprio acórdão atacado que:
" Embora esse fármaco tenha sido aprovado pela
agência norte-americana de regulação de medicamentos (FDA - Food
and Drug Administration) e em alguns países da Europa, pelo EMEA
(Europena Medicines Agency), o fármaco Cinacalcet ainda não possui
24 I Recurso I
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DEFENSORIA Pl1BLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA), o
que significa que tal medicamento não possui autorização para
comercialização no pais)".
Permissa venia, a decisão é incorreta e injusta. O próprio TJMG tem
várias decisões em sentido contrário, como as seguintes:
AGRA VO DE INSTRUMENTO - AÇÃO ORDINARIA - DECISÃO QUE
DEFERE TUTELA ANTECIPATÓRIA REQUERIDA PARA IMPOR À
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O FORNECIMENTO DO MEDICAMENTO
INTERFERON GAMA (TRATAMENTO DE GRANULOMATOSA
CRÔNICA), NÃO REGISTRADO JUNTO À ANVISA - EXISTÊNCIA DE
PARECER TÉCNICO FAVORAVEL DA CONATEM - DROGA
DEVIDAMENTE REGISTRADA NO PAÍS DE ORIGEM - PARECER
MÉDICO ATESTANDO A ESSENCIALIDADE DO FARMACO -
HIPÓTESE EXCEPCIONAL QUE AUTORIZA A DISPENSA DO
REGISTRO - DECISÃO MANTIDA. A Lei n ~ 6.360/76. que dispõe sobre
a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos. as drogas.
os insumos farmacêuticos e correlatos. cosméticos. saneantes e outros
produtos. em seu art. 12 estabelece que nenhum dos produtos de que
trata esta Lei. inclusive os importados. poderá ser industrializado.
exposto à venda ou entregue ao consllmo antes de registrado no
Ministério da Saúde. Contudo. referida regra pode ser afastada
excepcionalmente. a fim de se determinar qlle o Poder Público (orneça
medicamento não registrado à criança e ao adolescente. sobretlldo
qllando o fármaco encontra-se devidamente registrado no país de
origem. existindo parecer favorável do CONATEM quanto à slla eficácia
25 I Recurso I
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DEfENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
e segurança, além de relatórios firmados por médiça especialista
assegurando a essencialidade do tratamento. (Agravo de instrumento nO
1.0024.10.116.910-0/001, 5" CACIV, Rei. Des. Mauro Sares Freitas, j.
24/02//1).
AGRAVO DE INSTRUMENTO - FORNECIMENTO MEDICAMENTO-
IMPORTAÇÃO - POSSIBILIDADE - GARANTIA À SAÚDE AMPLA E
IRRESTRITA - TUTELA ANTECIPADA - REQUISITOS PRESENTES -
RECURSO PROVIDO.
" Todavia, constata-se que o medicamento requerido (oi indicado pelo
médico do recorrente como sua única possibilidade de tratamento eficaz,
afirmando que, embora a medicação ainda não esteja disponível no país, já
teria sido liberada nos mercados americanos m. 33 T J). Ouer me parecer
que a assistência ao agravante deve ser integral, haja vista o estado de
saúde delicado em que se ençontra.
Além disso, considero que a necessidade de importação de medicamento
não pode ser óbice ao (ornecimento pleiteado, já que a garantia à saúde e,
em Última análise, à vida, é ampla e irrestrita, Ilão podendo a
Administração erguer barreiras burocráticas, obstaculizando ou mesmo
impedindo o tratamento adequado, notadamente na hipótese de cidadão
portador de moléstia grave.
Assim, entendo como evidenciados os pressupostos necessários à concessão
da tutela antecipada recursal.
26 I Recurso I
~ extraordinário 1----------
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DEFENSORlA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Ante a tais considerações, dou provimento ao recurso, para reformar a
decisão agravada e determinar que o recorrido forneça ao recorrente o
medicamento Cinacalcete 90 mg, na forma e quantidade prescritas na
receita de fl. 34 T J (/1. 27 dos autos de origem).
Custas ex lege ". ( Agravo de instrumento n° 1.0024.08.134.031-7/001, 4"
Câm. Cív., Rei. Des. Audebert Delage,j. 13//11/08).
Inarredável, pois, o provimento ao apelo recursal da recorrente, no
sentido do deferimento do pedido para determinar ao recorrido o fornecimento do
medicamento pleiteado.
É que sendo a saúde direito de todos, é dever do Estado prestá-Ia, de
maneira adequada, não se podendo permitir uma situação em que o portador de uma doença
grave, como é o caso da recorrente, não receba o tratamento compatível. A alegada falta de
previsão do medicamento na listagem do SUS, neste contexto, não pode servir de argumento
para que o ente público não assuma a sua responsabilidade.
Cumpre observar que a ausência de registro e comercialização da
medicação no país não se confunde com a vedação de sua importação e uso.
Neste contexto, ao contrário do alegado pelo recorrido, não apenas à
pessoa física é possibilitada a operação, mas também ao Poder Público, como expressamente
é previsto no Anexo VI, da Resolução n"350/2005 da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), que prevê o procedimento para "IMPORTAÇÃO POR PESSOA
JURÍDICA NÃO DETENTORA DA REGULARIZAÇÃO DA MERCADORIA JUNTO À
ANVISA".
27 I Recurso
- ---I extraordinário
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Assim, encontra-se presente, de forma inconteste, o direito da recorretne
em obter o medicamento perquirido, de forma a proporcionar-lhe condições de vida mais
humanas, ou o seu correspondente em pecúnia, justificando-se, até mesmo a penhora em
conta do ente público, caso a recorrente não consiga lograr êxito em receber a aludida
assistência do recorrido.
Como bem salientado pelo Ministro Celso de Mello: "entre proteger a
inviolabilidade do direito à vida. que se qualifica como direito subjetivo inalienável
assegurado pela própria Constituição da República caput), ou fazer prevalecer.
contra essa prerrogativa fundamental, um interesse financeiro e secundário do Estado.
evidencia-se - uma vez configurado esse dilema - que razões de ordem ético-jurídica
impõem ao julgador uma só e possível opção: o respeito indeclinável à vida. n.
Lado outro, além dos arts. 23, II e 196 da CR/88, que atribuem ao
Estado, o dever de propiciar ao cidadão o exercício de seu direito à saúde, seu cumprimento
atende a um dos pilares da República Federativa do Brasil, qual seja a dignidade da pessoa
humana, constante no ar\. P, III.
Não pode a lei ou outras espécies normativas, ao disciplinar a questão,
restringir o gozo do direito fundamental constitucionalmente assegurado. Se o constituinte
não o fez, não cabe ao legislador infraconstitucional assim proceder. Não se está negando a
prerrogativa dos entes federativos disporem e regulamentarem, até mesmo para que haja
uma racionalização e operacionalização quanto às ações destinadas à saúde, a forma e o
fornecimento dos medicamentos, contudo, esta regulamentação e o sistema criado deverão
estar abertos às exceções, existentes em cada caso, em que os remédios necessitados não são
28 I Recurso I
extraordinário 1-----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
aqueles usualmente fornecidos ou não se encontram à disposição, não restando caracterizada
nisso qualquer ofensa ao princípio da separação de poderes ou ao acesso universal à saúde.
o conjunto probatório dos autos demonstra restar configurado o direito a
amparar o pedido de fornecimento do medicamento indicado na inicial. Dessa forma, o
pedido formulado consiste em medida protetiva à saúde, fundando-se em normas e direitos
fundamentais de eficácia imediata, resguardados e assegurados na Constituição Federal.
Diante disso, não há como eximir o Estado de responsabilidade, no sentido de providenciar a
medicação necessária ao tratamento da recorrente.
Logo, a necessidade do uso do medicamento, pela recorrente, é
irrefutável, porque atestada por profissional especializado. As declarações do médico que
subscreve o laudo e a receita mencionados merecem crédito compatível com a fé do seu grau
e não são infirmadas, simplesmente, por oposição fundada nos protocolos genéricos de
padronização adotados pelo Poder Público.
Incumbe ao Poder Público regulamentar e fiscalizar os serviços de saúde,
sendo-lhe vedado impor restrições ou embaraços ao acesso a uma garantia constitucional,
pois, se a vida exige respeito incondicional por parte de quem quer que seja, não se pode
permitir que o SUS deixe de prestar assistência aos pacientes necessitados.
Anote-se ainda que, se é possível a ocorrência de prejuízo às finanças do
poder público, muito mais intenso será o dano decorrente da omissão ilegitimamente
baseada no princípio da economicidade, porquanto, na hipótese de não ser fornecido o
medicamento solicitado, será difícil conservar bens mais valiosos, que são a saúde e a vida.
A existência de limitação de valores ou de serviços a serem custeados
pelo SUS não afasta a obrigação constitucionalmente imposta aos entes políticos.
29 Recurso I
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
o prevalecimento dos critérios ou dos obstáculos administrativos
conduziria à assimilação de que a Constituição contém palavras inúteis, como também que
ela pode ser objeto de modificações, por via outra, que não a prevista no seu ar!. 60, e sem a
observância da vedação contida no § 4°, IV, do mencionado artigo.
A esse respeito, o posicionamento do Supremo Tribunal Federal na
ADPF n. 45, relator Ministro Celso de Melo:
"Não se mostrará lícito, no entanto, ao Poder Público, em tal
hipótese - mediante indevida manipulação de sua atividade
financeira e/ou político-administrativa - criar obstáculo artificial
que revele o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fi'audar,
de fi'ustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em
favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de
existência. Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da "reserva
do possível" - ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente
aferível - não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de
exonerar-se do cumprimento de suas obrigações constitucionais,
notadamente quando, dessa conduta governamental negativa, puder
resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos
constitucionais impregnados de um sentido de essencial
fundamentalidade. "
Nesse sentido, confira a jurisprudência do ego Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
"EMENTA: Mandado de Segurança. Direito líquido e certo.
Serviços de saúde pelo SUs. Fornecimento de medicamento. O
Estado deve assegurar a todos os cidadãos o direito fundamental à
saúde, porque decorrente de preceitos rígidos da Constituição
30 I Recurso I
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Federal. Demonstrada a necessidade de uso de medicamento, por
paciente portador de doença grave, impõe-se ao ente público o
custeio do tratamento indicado, porque é imperiosa a preservação
da vida, em obséquio da proteção aos direitos fundamentais que,
como frutos da própria natureza humana, são anteriores ao Estado e
inerentes à ordem jurídica brasileira. Concede-se a segurança.
MANDADa DE SEGURANÇA W 1.0000.07.462933-8/000 -
caMARCA DE CaNTAGEM - IMPETRANTE(S): WILZA PEREIRA
RIBEIRa - AUTaRID caATaRA: SECRETARIO ESTADa SAUDE
MINAS GERAIS - RELATaRA: E X M ~ S R ~ D E S ~ ALBERGARIA
caSTA - RELATaR PARA a ACÓRDÃO.: EXMa SR. DES.
ALMEIDA MELO. Julgamento 05.03.2.008.
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA - MEDICAMENTO -
TRATAMENTO DE PSORÍASE - DIREITO LÍQUIDO E CERTO
- FORNECIMENTO GRATUITO PELO PODER PÚBLICO -
DEVER CONSTITUCIONAL, CONJUNTO E SOLIDARIO DE
TODOS OS ENTES - DIREITO À SAÚDE INDISSOCIAVEL DO
DIREITO À V/DA - SEGURANÇA CONCEDIDA - Assegura-se
ao doente, portador de doença grave (psoríase), mormente se
desprovido de recursos financeiros, o direito constitucional ao
tratamento, mediante fornecimento gratuito dos medicamentos
prescritos pelo médico, dever que se impõe ao Poder Público. A
todos os cidadãos é garantido o direito à saúde - direito
fundamental indissociável do direito à vida - sendo dever do
Estado, com atuação conjunta e solidária das esferas institucionais
da organização federativa, efetivar pollticas socioeconômicas para
sua promoção, proteção e recuperação. A proteção à saúde, que
31
Recurso
-----1 extraordinário
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
implica na garantia de dignidade, gratuidade e boa qualidade no
atendimento e no tratamento, integra os objetivos prioritários do
Estado de Minas Gerais, em competência concorrente com a União
e os Municípios. Inteligência dos artigos 5°, 'caput', 6°, e 196, da
Constituição Federal" (MANDADO DE SEGURANÇA N°
1.0000.07.462630-0/000 - COMARCA DE BELO HORIZONTE -
IMPETRANTE(S): JOSE D'.ÁVILA PESSOA - AUTORlD
COATORA: SECRETÁRIO SAÚDE ESTADO MINAS GERAIS-
RELATOR: EXMO. SR. DES. NEPOMUCENO SILVA.
Julgamento 20.02.2008).
A Defensoria Pública entende que a decisão ora guerreada está
contrariando direito constitucionalmente previsto. Entendeu o v. acórdão, máxima vênia,
equivocadamente, que o Poder Público para a concretização do direito à saúde deve agir
seletiva e distributivamente, buscando a universalização deste serviço, e que o Judiciário não
pode interferir, analisando casos isolados, para determinar que o ente estatal suporte os
custos de medicamentos que não foram previamente selecionados mediante critérios
técnicos que indicam as necessidades mais prementes da população.
Tal posicionamento contraria frontalmente a Constituição Republicana,
pois, repita-se, se é possível a ocorrência de prejuízo às finanças do poder público, muito
mais intenso será o dano decorrente da omissão ilegitimamente baseada no princípio da
economicidade, porquanto, na hipótese de não ser fornecido o medicamento solicitado, será
difícil conservar bens mais valiosos, que são a saúde e a vida, a preservação da vida do
recorrente, é imperiosa, em obséquio da proteção dada aos direitos fundamentais que, como
frutos da própria natureza humana, são anteriores ao Estado e inerentes à ordem jurídica
brasileira, a teor do ar!. 5°, caput, da Constituição da República.
32 I Recurso I
~ extraordinário 1------------- --------
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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DEFENSORlA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
.,----..
! ~ RESERVADA VIDA X RESERVA DO POSSÍVEL
A chamada "reserva do possível", bem como a alegação do
comprometimento das demais políticas públicas, não são argumentos que possam ser aceitos
sem a devida demonstração.
Isto porque, além do que já foi dito, ainda que fosse possível a ocorrência
de prejuízo às finanças do Poder Público, muito mais intenso seria o dano decorrente da
omissão ilegitimamente fundada no princípio da economicidade. Um bem menos valioso
deve ceder diante de um bem jurídico mais valioso, qual seja, a saúde do indivíduo.
Problemas de caixa do ente federativo não podem ser elevados a
obstáculos à efetivação dos direitos fundamentais sociais, sobretudo em caso envolvendo o
direito fundamental tratado nestes autos. Ora, imaginar e exigir que a realização desses
direitos fundamentais sociais dependesse de caixas cheios dos ente federativos (ou mesmo
do Estado e da União) significaria reduzir a zero esses direitos fundamentais, e assim gerar
uma violenta frustração em relação à Constituição da República. Também é de absoluto
acerto as palavras do eminente magistrado federal DIRLEY DA CUNHA JÚNIOS:
"A chamada reserva do possível foi desenvolvida na Alemanha,
num contexto jurídico e social totalmente distinto da realidade
histórico-concreta brasileira. Nestas diferentes ordens jurídicas
concretas não variam apenas as formas de luta, conquistas e
realização e satisfação dos direitos, mas também os próprios
paradigmas jurídicos aos quais se sujeitam. Assim. enquanto !!
33 I Recurso I
~ extraordinário 1-____________________ _
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS


....

.....
Alemanha se insere entre os chamados países centrais. onde.iJ1.
existe !!!!l padrão ótimo de bem estar social. Q Brasil ainda !f.
considerado !!!!l país periférico. onde milhares não têm Q que
f!!!!l!!. f. são desprovidas de condicões mínimas de existência digna.
seja t1!! área da saúde. educacão. trabalho f. moradia. seja t1!! área
da assistência e previdência sociais. de tal modo que ª efetividade
dos direitos sociais ainda depende da luta pelo direito entendida
como processo de trans(ormacões econômicas f. sociais. t1!! medida
em que estas (orem necessárias para ª concretizacão desses
direitos" (Leituras Complementares de Constitucional - Direitos
Fundamentais, Ed Podivm, p. 286).
-----
Vale a pena citar, pelo brilhantismo da exposição, trecho da palestra
proferida pelo Juiz de Direito Antônio Vinícius Amaro da Silveira, do 2° Juizado da 4' Vara
da Fazenda Pública de Porto Alegre, no Seminário Medicamentos: Políticas Públicas e
Judicialização:
"As nossas politicas públicas, que devem garantir ao cidadão o
direto à saúde, são normas de cogéncia destinadas ao gestor. Desse
modo, devemos ter muito cuidado ao examinar a questão e não
pretender que se exija que o cidadão adapte as suas moléstias às
politicas estabelecidas pelo administrador, quando é o contrário, o
gestor, através de políticas públicas, é que deve garantir a saúde do
cidadão por meio de normas que viabilizem formalmente este
processo de prestar-lhe a saúde.
A questão da reserva do possível, nestes casos, não tenho nenhuma
dúvida em afirmar aos senhores que não pode ter aplicação, porque
34 I Recurso I
extraordinário 1-_____________________ _
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
se o Estado, amparado pela norma de cogência, estabelece políticas
mínimas de gestão para a saúde pública, estas têm que ser
cumpridas. Supõe-se que, a partir desse regramento básico, haja um
pressuposto orçamentário" (www.ajuris.org.br).
A população brasileira, por meio do Poder Constituinte Originário,
priorizou a saúde. A dotacão orcamentária deve, assim, adaptar-se l! isso. Jamais, desta
forma, poder-se-á falar em reserva do possível em relação l! fornecimento de
medicamentos, pois º próprio Estado, previamente, se dispôs l! cumprir º objetivo que
ele mesmo traçou ao elaborar o texto da Constituição.
Ainda que sejam limitados ou finitos os recursos públicos !: estejam ~
mesmos presos à observância das leis orçamentárias, no confronto de valores há que ~
dar prevalência l! saúde!: l! vida digna dos indivíduos. Tal conclusão torna-se mais
evidente mediante ! constatação de que º SUS tem como principais usuários
justamente aquelas pessoas que não ~ encontram !:!!! condições financeiras de obter
tratamento junto! rede privada de saúde, bem fQ!!!Q pelo fato de º Estado possuir
meios de buscar! responsabilidade civil !: criminal de todos os que tentarem obter
vantagem ilícita utilizando-se de processos judiciais fraudulentos.
Por outro lado, lei ordinária e meras portarias não têm força normativa de,
ao disciplinar a questão relativa à saúde, limitar o gozo deste direito fundamental,
assegurado pela Constituição da República e por· tratados internacionais, normas de
hierarquia superior às leis ordinárias e meras portarias, conforme já exposto.
35 I Recurso I
~ extraordinário (--____________________ _
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DEFENSORIA PlJBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Cabe, ainda, tecer alguns comentários acerca da alegação de
irreversibilidade da decisão.
Não há como aceitar o argumento de irreversibilidade da decisão.
Isto porque, negar o fornecimento· de medicamento sob tal alegação
violaria o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. Este princípio, como já
dito, compreende as garantias fundamentais à vida e à saúde.
Irreversibilidade maior ocorreria em caso de não fornecimento do
medicamento pleiteado. Isto porque, irreversível é a perda da vida.
Neste sentido:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO - OBRIGAÇÃO DE FAZER
TUTELA ANTECIPADA -TRATAMENTO MÉDICO
COBERTURA POR CONTRATO - VEROSSIMILHANÇA DO
"DIREITO ALEGADO - DEFERIMENTO DO PEDIDO -
IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA -IRRELEVÂNCIA - CAUÇÃO
DESNECESSIDADE. Havendo prova inequívoca da
verossimilhança do direito do beneficiário em obter autorização
para realização de tratamento médico cuja cobertura é
aparentemente prevista no contrato de prestação de serviços, e
sendo incontroverso o risco à vida do postulante da tutela
36 I Recurso I
- ~ extraordinário 1-----------------------
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( i I ~
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
antecipada, deve a medida ser deferida, a despeito do perigo de
irreversibilidade do provimento, que não deve representar óbice
intransponível à sua concessão" (Agravo de Instrumento n. o
1.0024.05.747.881-0/001, Rei. Des. Elias Camilo).
"A exigência da irreversibilidade inserta no §2" do artigo 273 do
CPC não pode ser levada ao extremo, sob pena de o novel instituto
da tutela antecipatória não cumprir a excelsa missão a que se
destina (STJ, 2"Turma, REsp 144.656, Rei. Min. Adhemar Maciel).
o Estado é custeado por todos os seus administrados por meio dos
tributos. Este custeio tem por finalidade justamente dotar o Estado de recursos necessário
para que possa prestar, dentre outras, assistência médica àquelas pessoas hipossuficientes no
plano econômico, ou seja, aos indivíduos que não têm condições de buscar assistência na
rede privada.
Por estas razões, a decisão do Tribunal Mineiro está a merecer reparo,
sendo inegável e flagrante, a ofensa provocada à Constituição.
37 I Recurso I
- - ~ extraordinário (-____________________ _
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
~ ~ ~
\ ~ ( ~
..
~ ARGUMENTO INVERÍDICO SOBRE A FALTA DE RECURSOS
PÚBLICOS. O CUSTO DO BENEFÍCIO E A LEGALIDADE DA
TUTELA REQUERIDA.
A decisão recorrida pretende eximir o ente federativo da obrigação
constitucional e legal a partir de argumentos infundados e totalmente distantes da realidade
dos cofres públicos, ao negar o fornecimento dos medicamentos e insumos, justificando-se a
partir da ausência de recursos públicos e sob a alegação de violação de cláusula de reserva
do possível.
É público e notório que a Lei Orçamentária Anual (LOA), a partir das
previsões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), destina verbas específicas para
atender as despesas com os chamados "índices constitucionais", ou seja, os valores
percentuais mínimos que os entes da Federação deverão destinar à educação e à saúde (o
que, obviamente, inclui a assistência social) - CR/88, artigos 204, 212 e 198, § 2°.
Ao consagrar o "princípio da universalidade" dos orçamentos públicos,
o ar!. 6° da Lei 4.320/64 determina que a LOA deve conter todas as despesas (autorizadas)
e todas a receitas (previstas) dos Poderes, seus fundos, órgãos e entidades da administração
direta e indireta, inclusive fundações mantidas e instituídas pelo Poder Público, por seus
valores brutos, vedadas quaisquer deduções.
E ainda que a dotação orçamentária para o benefício em questão não
fosse suficiente para atender todos os beneficiários, o Município disporia também da
abertura de crédito suplementar, ou seja, aquele que visa reforçar uma dotação
38 I Recurso I
~ extraordinário 1----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
/
orçamentária prevista na LOA, mas que se demonstrou insuficiente para satisfazer a despesa
inicialmente prevista. Aliás, prática muito comum na Administração Pública brasileira.
Assim, restam infundados tais argumentos, vez que as receitas
destinadas ao beneficio pleiteado, obrigatoriamente, estão sempre previstas no
orçamento anual atendendo as exigências constitucionais e legais já mencionadas.
I PEDIDOS
Ante o exposto, requer que seja conhecido e provido o presente recurso
extraordinário, de modo a restabelecer o império da Constituição da República, consoante os
pedidos que seguem.
39
a) pede-se, em sede de tutela específica antecipada (ar!. 461, §3° c/c ar!. 273, §3°, CPC),
que o M.D. Desembargador responsável pelo juízo de admissibilidade diferido no
tribunal a quo conceda, inaudita altera parts, o pedido de letra "c" ou, em assim não
entendendo V.Exa., que se lhe aplique a fungibilidade prevista no ar!. 273, §7° do
CPC, para o acolher como medida cautelar incidental a este processo, sob pena de
aplicação de multa diária (art. 461, §4°, CPC - astreintes), no importe de R$ 500,00
(quinhentos reais),em quaisquer hipóteses de acordo com a Súmula 635 do STF;
b) em não se entendendo pelo pedido anterior, que seja realizado o juízo de
admissibilidade diferido do presente recurso, a despeito do disposto no ar!. 328-A do
Recurso
extraordinário
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DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Regimento interno do STF
lO
, afastando-se o seu sobrestamento e remetendo-o ao
Pretório Excelso, de modo que, em sede de tutela específica antecipada (ar!. 461, §3°
cle art. 273, §3°, CPC), este Supremo Tribunal defira o pedido de letra "c" ou, em
assim não se entendendo, que se lhe aplique a fungibilidade prevista no ar!. 273, §7°
do CPC, para o acolher como medida cautelar incidental a este processo, sob pena de
aplicação de multa diária (ar!. 461, §4°, CPC - astreintes), no importe de R$ 500,00
(quinhentos reais);
c) que seja reformado o acórdão em foco, de modo determinar à parte recorrida o
fornecimento imediato do medicamento pleiteado na exordial;
- Requer ainda:
d) seja a parte recorrida intimada para, querendo, responder ao presente recurso;
e) a intimação pessoal do Defensor Público que atua neste Tribunal, por meio de
entrega dos autos, para todos os atos processuais, nos termos do ar!. 5°, § 5° da Lei nO
1.060150 c/c ar!. 128, I, da Lei Complementar Federal nO 80/94, bem como a
contagem em dobro dos prazos processuais;
f) a concessão/confirmação dos benefícios da Assistência Judiciária - Lei li.o 1.060150,
uma vez que a parte assistida pela Defensoria Pública é pobre no sentido legal, com a
10 "Arl. 328-A. Nos casos previstos no arl. 543-B, capul, do Código de Processo Civil, o Tribunal de origem
não emitirá juizo de admissibilidade sobre os recursos extraordinários já sobrestados, nem sobre os que
venham a ser interpostos, até que o Supremo Tribunal Federal decida os que tenham sido selecionados nos
termos do § l° daquele artigo."
I Recurso I
----, extraordinário 1------___________ . ____ _
40
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
g) conseqüente dispensa de preparo ou de qualquer outro pagamento condicionante.
Nestes termos,
Pede deferimento.
Mar ana Massara drigues de Oliveira
Defensora Pública - MADEP 135 .
41 I Recurso I
~ extraordinário 1---------------------
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CARTORIO DA 7
8
CAMARA CiVEL • UNIDADE
GOIÁS
REMESSA
E os remeto ao Segundo Cartório de Recursos à
. Escrivão(ã),
Remetidos em 03/06/2011.
Documento emitido pelo SIAP :
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097·2
2° CARTCRIO DE RECURSOS A OUTROS
TRIBUNAIS-UNID. R. GABAGLlA
CERTIDÃO
CERTIFICO que, pelo "Diário do Judiciário
Eletrônico" disponibilizado em 21/06/2011 e
publicado em 22/06/2011, foi aberta vista ao(à)(s)
recorrido(a)(s) para contrarrazões ao(s)
Recurso(s) Extraordinário(s). O referido é
verdade e dou fé. Belo Horizonte, 22 de junho
de 2011. ELyJ)Dulce Maria Diniz do Nascimento,
Escrivão(ã) db 2° Cartório de Recursos a Outros
Tribunais-Unid. R. Gabaglia, a subscrevi,
ver
Documento emitido pelo SIAP: m l l m m m l D l l l m l D I m I O O l l l l m l m ~ m l l
101140564013961860200004001418
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(. - ).

I\. Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
JUNTADA
Aos 28 de julho de 2011, junto aos autos a petição de
protocolo nO 0000470763201113 adiante.
PIA Escrivã, 0 ~ .
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""'I\""t"' !..lo.! u 1/t H ...
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,', ESTADO DE MINAS GERAIS
. ADVOCACIA-GERAL DO ES rADO

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EXMO. SR. I" DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS
GERAIS
COLÊNDA 7" CÂMARA CíVEL
I
L\TJMGI PROIOCOlO
111111111111111111111 1111111111" 11111111111
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- UIIO RJ'UIIJ:llli:1ülliJ

Recurso Extraordinário n°
Recorrente: Alcirene de Oliveira '
• Recorrido: Estado de Minas Gerais

(i1
o ESTADO DE MINAS GERAIS, nos autos do Recurso Extraordinário acima
discriminado, interposto. por Alcirene de. Oliveira, vem, respeitosamente, apresentar
suas CONTRA-RAZÕES, nos termos das razões anexas,
Belo Horizonte, julho de 2011
cd!1;:[2uCIO OE OLIVEIRA
Procu-rador do Estado
MASP 1120494-8.0AB/MG 86.832
Advocacia Geral do Estado - Avenida Afonso Pena, n. 190 L CEP: 33.130-004, Belo f{orizonte/MG
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8\ ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
Recorrente:Alcirene de Oliveira
Recorrido: Estado de Minas Gerais
7" Câmara Cível do T .fMG
Recurso Extraprdinário n.: 1.0145.09.567.017-3
CONTRARRAZÕES DE RECURSO
EXPOSIÇA"O DO FATO E DO DIREITO
Trata-se de Recurso Extraordinário interposto por Alcirene de Oliveira
contra o r. de tls. 125/133-n, que negou provimento ao recurso de apelação
interposto pela recorrente, reformou a' sentença, julgando improcedente o pedido
formulado inicialmente em sede de ação ordinária, em qU'e se postulada o recebimento
gratuito de medicamentos. .
Irresignada, após serem 'rejeitados embargos de declaração interpostos, a
parte interpôs o recurso raro,' sob o abstrato argumento de que a deCisão hostilizada
ofenderia os diversos dispositivos constitucionais elencados à fl. 2174,
DAS RAZÕES PARA MANUTENÇA"O DA DECiSÃO RECORRiDA
Da ausên'cia dc repercussão geral Art. 102, § 3°, da Constituição da República
O presente recurso foi interposto com fundamento no
artigo 102,. inciso lI!,' alínea a, da Constituição de 1988, que dispõ'e competir ao
Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-Ihé: ( ... )
"11/ - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única 011 última
instância, quando a decis(!o, recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição ",
. . .
Em linha de prin.cípio, há de se asseverar que o recurso extniordinário
interposto '1ão preel{che os pressupostos de admissibilidade necessários ao seu
processamento.
,
Advocacia Geral do Estado - Avenida Afonso Pena. n. 1901, CEP: '33.130-004, Belo Horizonte/MG 2
,
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••

."
13' %
-' f) \J J>
4: (p
ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA·OERAL DO ESTADO
??,
!9.-q,.t _
o art. 102, -§ 3", dã Constituição Federal, speito da
repercussão geral no recurso extraordinário, mais um requisito de admissibilidade
instituído pela Emenda Constitucional n. 45/2004. In verbis.'
"Art. ( ... ) "
3° No recurso e'xtraordinário o recorrente deverá demonstrar a
repercussão geral das 'questões constitucionais Cliscutidas no caso, nos
termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso,
podendo' recusÍí-I() pela manifestação de dois terços de seus
membros':.
De acordo com o' ·art. 2°, do CPC, 6 recorrente deverá
demonstrar, em preliminar do recurso, a existência da repercussão geral, sob pena de
não conhecimento do recurso. Assim, a partir da Emenda Constitucional n. 45/2004,
conhecida como "Re.forma do Judiciário ", nã.o basta alegar ofensa ao texto
constitucional, sendo necessário um plus, isto é, a questão, além de contrariar
dispositivo constitucional, deve ser dotada de repercussão geral, entendida como a
transcendência do caso concreto, que deve revestir-se de interesse geral do ponto de
vista ecoriõmico, político, social ou jurídico, ou seja, deve ultrapassar os interesses
subjetivos da causa.
Sobre o tema, lecionam Teresa Arruda Alvim Wambier, Luiz Rodrigues
Wambier e José Miguel Garcia Medina
l
:
"De acordo com o § 2° do art. 543-A, a existência de repercussão gáal
deverá ser demonstrada em preliminar do recurso. Ou seja, precisará
demonstrar que o tema discutido no recurso tem unJa relevância que
transcende àquele caso concreto, revestindo-se de interesse geral,
institucional, semelhántemente ao que já ocorria, no passado,. quando'
vigorava no sistema processual brasileiro o instituto da argüição de
relevância ".
Entretanto, apesar do esforço retórico empreendido· pela parte contrária
em suas razões de recurso, do compulsar dos autos não se extrai a repercussão geral
necessária à admissibilidade do recurso extraordinário.
Na origem, a autora, ajuizou ação ordinária com o escopo de
. .
compelir o de Minas Gerais a garantir o fornecimento dos medicamentos
exclusivamente para sua própria pessoa. .
I In: Breves Comemários {} Nova Sisremática Process/la/ Civil. Sào· Pau/o: Editora Revista dos Trib/l1lais, 2007.
·p.240-24/.
Advocacia Oeral do Eslado -.Avenida Afonso Pena. n. 190 I, CEP: 33.130-004. Bel6 Horizonte/MO. 3

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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
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Trata-se, portanto, de demanda que encerra dlscussao Jundlca em
de um cas9 específico, de um quadro clínico específico, de um paciente específico, da"Z..
necessidade de um tratamento fanpacológico especifico.
. . Dado esse panoràma fático, não há falar em relevância que transcenda o
próprio caso concreto, de modo a justificar a interposição 'do apelo extremo. De fato,
qual o interesse geral na apreciação pela mais alta Corte do país de ação envolvendo
, .
interesse de uma única pessoa?
Nota-se, portanto, que em nenhum aspecto esse caso concreto ultrapassa
os interesses subjetivos da causa.
, tais ponderações, conclui-se que o presente recurso não deve ser
por não restar configurada a repercussão geral prevista no art. 102, § 3° da
Constituição Federal.
Da Manifesta IntenÇão de no:va análise da 'matéria probatória e de discussão da
i ustica da decisão
Não merece ser conhecido o presente recurso também porque. encerra
manifesta intenção de revolver matéria probatória, propósito esse não admitido em
, sede de recurso raro.
Com éfeito, 11 discussão em torno do acerto da sentença e o do 'acórdão
que, em razão de pedido expresso da parte contrária de suspensão do fornecimento,
reconheceram a ausência de interesse processual no caso, necessariamente importa na
necessidade 'de reavaliação dos documentos juntados aos autos, vale dizer, das provas
com base nas quais a Secretaria de Estado de Saúde e o ludiciárió entenderam que a
parte abdicou do propósito de receb.er a medicação gratuitamente.
,
, '
Como se fosse pouco, basta ler o teor da peça recursal para perceber que
a irresignação se apóia - na mais favorável das perspectivas - apenas de forma mediata
em contrariedade à Constituição Federal.' -
Com efeito, o que se percebe, na verdade, é a nítida intenção da parte
contrária em tentar rediscutir, na instância extraordinária, a justiça da sentença e do
acórdão, propósito esse claramente inviável em sede de recurso raro.
Da inexistência de ofensas à constituição federal
Na remota e improvável hipótese' de ser o recurs'o extraordinário
conhecido, o que se admiie apenas em nome do princípio da eventualidade, melhor
sorte não assiste ao recorrente quanto ao mérito.
Geral do Estado - Avenida Afonso Pena. n. 190 r. CEP: 33.130-004, Belo Horizonte/MG 4
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Alega que o acórdão recorrido teria vulnerado as nonn s artigos 6 o.
194,195,195 e 196 da Constituição da República.
Ora, não houve nada disso.
Com efeito, o acórdão que julgou improcedente o pedido'da parte autora
entendeu corretamente que, tal como previsto nos disposiiivos tidos por violados, o
S US presta assistência à saúde à população através de políticas públicas que devem
ser prestigiadas, em detrimentb de tratámentos outros eventualmente pleiteados pelos
cidadãos, não fornecidos pelo poder púbhco. Eis o que dispõe o art. 196 da
Constituição:
"Art. 196. A Saúde é direito de todos e dever, do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução
do riscá de doença e de outros agravos e ao acesso . universal e
igualitário à ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperaçüo." {g.n,]
No caso em questão; o acórdão julgou improcedente. a demanda
precisamente porque a política pública em vigor prevê o fornecimento de tratamentd
para a doença da parte autora, Equivale dizer, que não há unl vazio assistencial, em
que o SUS não fornece qualquer tratamento ao cidadão, mas que simplesmente a parte
autora pretende uma terapia não disponível no sistema público, sem considerar a
existência de alternativa terapêutica oferecida pelo Estado.
Portanto, a decisão recorrida não viola a norma 'inserta no art. 196 da
Constituição qué dispõe queo Estado prestará á assistência à saúde através de políticas
públicas, O seguinte trecho do acórdão esclarece perfeitamente esse
"[A] saúde é direito .. fundamental, que se concretiza por
meio de prestações estatais que assegurem O' acesso de todos à
assistência farmacêutica, médica e hospitalar, bem como às políticas
públicas voltadas para esse fiín.
A eficácia desse serviço público, notadamente de'
assistência farmacêutica, depende da seleção e distribuição' à
populaçüó, para atingir o maior número, possível de pessoas, Para esse
o estabelecimento de diretrizes e critérios de aquisiçüo de
medicamentos, /lorteados pelos princlplOs da seletividade e.
distributividade,' requer padronização, muitas vezes incompatível com a
especificidade do caso."
Dessa forma, também no mérito nã'o há o que reparar na decisão
reco!Tida que julgou improcedente o pedido da autora .

Advocacia Ocral do Estado - Avenidã Afonso Pena, n, 1901, CEP: 33,130-004, Belo Horizonte/MO 5
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ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
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Portanto, o acórdão recorrido resolveu a questão jurídica ao interpretar
sistematicamente as normas do ordenamento jurídico em concatenação com à prova
dos autos, concluindo, assim, no caso específico, pela improcedência do pedido,
Feitas tais ponderações, conclui-se que o acórdão proferido pelo
Tribunal a quo deu adequado desa\c à lide, não carecendo, portanto, de reforma por
parte deste Supremo Tribunal Federal. .
Da Inexistência Dos Requisitos Para A Concessão Da Medida Cautelar Pleiteada
Embora a parte recorrente pleiteie a concessão de medida cautelar para
suspender os efeitos do acçírdão recorrido que cassou .a sentença que condenou o
Estado ao fornecimento de medicamentos, não. há na espécie' os requisitos
indispensáveis para a concessão da medida .

Com efeito, não há a demonstração do periclIlllm in mora, como visto e
• dofllmus bani illris .
. Inexiste o periclIlllm in mora porquanto sequer há a demonstração nos
autos da atual necessidade do tratamento Opl pleiteado pela parte autora.
Igualmente, também não há a "fumaça de bom direito", uma v'ez que,
como visto no próprio fundamento da decisão, através da política pública em vigor, o
Sistema Único de Saúde oferece tratamento para a doença que acomete a parte autora,
tratamento este que é sumariamente desconsiderado no presente pedido.
DO PEDIDO
Ante o exposto, requer o Estado de Minas Gerais o não conhecimento do
recurso.
-
Na remota hipótese de conhecimento, requer seja negado provimento ao
recurso extraordinário interposto, mantendo-se o acórdão' a quo.
'Nestes termos, pede deferimento.
Belo Horizonte, julho de 2011.
-."...---,
ALANA L -C OLlVEIRA
Procuraoor do Estado
MASP 1.120494-8 OAB/MG 86832
Advocacia Geral do Estado· Avenida Afonso Pena, n.1901. CEP: 33.130-004. Belo Horizonle/MG 6
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
CONCLUSÃO
E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor
Desembargador Primeiro Vice-Presidente.
P/A Escrivã, V.jd<::L-
Conclusos em 28/7 12011
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
RECURSO EXTRAORDINÁRIO Ng 1.0145.09.567017-3-004 EM REEXAME
NECESSÁRIO EM APELAÇÃO CIVEL
COMARCA:
RECORRENTE:
Advogado:
RECORRIDO:
Advogado:
JUIZ DE FORA
ALCIRENE DE OLIVEIRA
Mariana Massara Rodrigues de Oliveira
ESTADO DE MINAS GERAIS
Alana Lucio de Oliveira
Trata-se de recurso extraordinário de Alcirene de Oliveira, deduzido
com fundamento na alínea "a" do permissivo constitucional, após a rejeição
dos embargos declaratórios, contra acórdão desta Corte proferido nos autos
da ação de obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela, que
ajuizou em face do Estado de Minas Gerais, objetivando o fornecimento de
medicamento que necessita para tratamento de doença de que é portadora .
Em suas razões, a recorrente invoca a repercussão geral da
questão constitucional levantada no apelo e ofensa ao disposto nos artigos
194, 195, 196, 198, 11, § 2º, 1º, 111, 6º, 23, 11 e I, 204 e 212 da Constituição
Federal.
Recurso tempestivo e sem preparo Uustiça gratuita).
Inviável a ascensão do apelo.
De início, registro que a questão decidida pelo Colegiado mineiro
nestes autos, qual seja, a impossibilidade fornecimento pelo Estado de
medicamento não aprovado pela Anvisa, não coincide com a matéria
analisada no RE nº 566.471, sob julgamento no Tribunal de destino, onde se
discute a obrigatoriedade de fornecimento, pelo Poder Público, de
Cód. 10.25.097-2
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I I

6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
medicamentos de alto custo, razão pela qual deixo de proceder ao
sobrestamento do apelo.
Todavia, o apelo merece prosperar.
Trata-se de matéria devidamente analisada pela Turma Julgadora,
cujo desate estaria a exigir incursão no mérito, procedimento reservado ao
Tribunal de destino, motivo pelo qual se mostra prudente conferir trânsito ao
apelo.
Admito o recurso.
Cumpridas as formalidades legais, remetam-se os autos ao
Supremo Tribunal Federal, com as homenagens desta Vice-Presidência .
DCel
Cód. 10.25.097·2
Intimem-se.
Belo Horizonte, 12 de agosto de 2011.
Documento Assinado Digitalmente
Desembargador Mário Lúcio Carreira Machado
Primeiro Vice-Presidente
Assinatára válida
por
MARltiHUC10 CARREl RA

10.06.46
Mo1jyo:' Ube'!!Çj\o de
....::m
Rext n
9
1.0145.09.567017-3-004
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2°CARTORIO DE RECURSOS A OUTROS
TRIBUNAIS-UNID. R. GABAGLlA
DATA
Aos 24 de agosto de 2011 recebi estes autos.
O(A) Escrivão(ã € ______ ,
CERTIFICO que, para ciência das partes, foi
disponibilizada no "Diário do Judiciário
Eletrônico" de 25/08/2011 e publicada em
26/08/2011, a súmula do despacho retro . O
referido é verdade e dou fé. Belo Horizonte, 26 de
agosto de 2011. EurJ{Pulce Maria Diniz do
Nascimento, do 2° Cartório de
Recursos a Outros Tribunais-Unid. R. Gabaglia, a
subscrevi, 12--=\
Documento emitido pelo SIAP:
155140551219521680250008901916
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
2° CARTÓRIO DE RECURSOS A OUTROS
TRIBUNAIS- UNIDADE RAJA GABAGLlA
CERTIDÃO
CERTIFICO que, pelo "Diário do Judiciário
Eletrônico" disponibilizado em 13/09/2011 e
publicado em 14/09/2011, foi publicada a remessa
do Recurso Extraordinário Admitido ao Supremo
Tribunal Federal. O referido é verdade e dou fé.
Belo Horizonte, 14 de setembro de 2011. Eu, Dulce
Maria Diniz do Nascimento, Escrivã do 2°Cartório
de Recursos a outros Unidade \ Raja
Gabaglia, a subscrevi, I .
• REMESSA
E remeto estes autos ao Supremo Tribunal
Federal. P/A Escrivã,
Remetidos em 14/09/2011.
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TERMO DE RECEBIMENTO, REVISÃO,
AUTUAÇÃO E REGISTRO DE PROCESSO
ESTES AUTOS FORAM RECEBIDOS, REVISTOS, AUTUADOS E
REGISTRADOS EM MEIO MAGNÉ11CO NAS DATAS E COM AS
OBSERVAÇÕES ABAIXO:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 657718
PROCEDo : MINAS GERAIS
OTO. FOLHAS: 221 OTO. VOLUMES'
RELATOR(A): MIN. MARCO AURÉLIO .
DISTRIBUICAo EM 28/09/2011
1
OTO. APENSOS: O JUNTADAS: O
DT ENTRADA: 19·09·2011
COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO INICIAL,
TERMO DE CONCLUSÃO
Faço ~ s t ~ s autos conclusos ao(a)
Excelentlsslmo(a) SenhorIa) M· . t (
Relator(a . InIS rú a)-
Brasília, 8 de setembro de 2011.
? onio J u ~ e SOuza - 2121
"''''''AJumakt
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1° VP
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T.JMG
Volumes

TribuQS!1 de Justiça do EstadÇ> de ,Minas Gerais --=Cartórios Cível Feitos Espeeiais

Autuação

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Apensos

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Conexão

Segredo de Justiça Justiça Gratuita Liminar

O Criminal l~ li ,•• O Recu'rsos a outros Trib~n",ais i = = - ' - - O Agravo Retido O Réu Preso O Recolhimento (Taxa) CAR' O Menor O Maior de 60 anos O Art,600.§4'·CPP

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Procurador de Justiça

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VAr~A DA FAZEI'IDA PlJBLICA E AIJTAr~()l.JIA\:l EBTADUAH,
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Reexame Necessário
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Apelaç~o

Cível/Reexame Necessário 7ª C:aMARA C:fVEL
FOr~A

REMETENTE
;.11)

V FAZ CCWlARCA ,JUIZ
I'IINA~:;

Apelante(s)
ESTADO UEr(AIS
OL.IVEII~A

Apelado(a)

(5)

AI...CJ:REI'II::: DE

10145.09.567017-3/003
'( , ) !' 1....

(5670173-16.2009.8.13.0145)

Embargos de Declaraç~o Cível 7ª C:aMARA CiVEL
.) ( ) 2º CAROT - URG PRIMEIRA VICE-PRESIDf::NCIA

1.0145.09.567017:"-3/004 (5670173-16.2009.8.13.0145) Distribuido em 09/06/2011 10:18 r Dl .,-- ~ ~ "'''':11 r~~ ~k~Ch; _"",,,. 10145.09.567017-3/004 (5670173-16.2009.8.13.0145)
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Recorrente( 5) Recor .... ido(a)(~)

l-oRecurso Extraordinário PRIMEIRA VICE-PRESID~NCIA
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ALe I RE:NE DE DL I VE I RA
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ESTADO MINAS GEPAIS

REPERCUSSÃO GERAL
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U Trânsito _ _, 2.200-2/2001 de Trânsito _ _, a Infra-estrutura Trânsito _ _, _ _, ICP-Brasil. Trânsito _ pode_ _, _ _ Documento assinado digitalmente conforme MP n° _ _, _ _ 24/08/2001, que institui_ _, _ _ de Chaves Públicas Brasileira -_ _ O documento _, ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

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OE~NSORIA PÚBLicA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
.,
Supr':lrllO Tribunal Federal

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTl\DUAL DA COMARCA DE , JUIZ DE FORAlMG

RE 0657718 - 19/09/2011 09·08

1//1/1//1/1/1//1111/11/1//1/1//1/1///111/111/1/1/////111//111////1//1////1/
0145 09 567017-3
J.

ALCIRENE DE OLIVEIRA, brasileiro (a), solteiro (a), aposentada, portador (a) do RG nO MG-10.136.752, residente na Rua Branca Mascarenhas, 33/303, bairro Monte Castelo, TEL: 32262010 e 9945-6042, Juiz de Fora/MG, assistido (a) pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, consubstanciada no art. 134, § da Constituição da República, e observado o art. 74, XI da Lei Complementar Estadual 65/03, vem, com respeito e acatamento, à presença honrada de Vossa Excelência, propor .

ACÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL

.em face do ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa juridica de direito público interno, ente federado da República Federativa do Brasil, com representação judicial na Rua Chance ler Oswaldo Aranha, 60, bairro São Mateus, pesta cidade, pelos fatos e fundamentos adiante expostos.

DA GRATUIDADE DE JUSTiÇA Preliminarmente, afirma não ter condições financeiras para arcar com as custas do processo e honorários advocaticios, sem o prejuizo do sustento próprio e de sua família, razão pela qual faz jus a gratuidade de justiça, nos termos da Lei nO 1.060/50, e suas modificações posteriores, indicando a Defensoria Pública, na pessoa do Defensor Pública com atuação junto a este Juizo, para reclamar seus direitos.
1- DOS FATOS E DO DIREITO

De acordo com o laudo (s) médico (s) anexo (s) da (s) lavra (s) do (a) médico (a) Rodrigo Reis Abrita, CRM-MG 27.690, o (a) Autor (a) é portador (a) de "doença renal crônica. Está em hemodiálise há 14 anos e evolui com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária à doença renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina O.".

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15:31

COMARCA JUIZ DE FORA DISTRIBUIçao 26/11/2009

PROCESSO: 014509567017-3 PROCEDIMENTO ORDINARIO VALOR CAUSA: 5.000.00 DISTRIBUIçao POR SORTEIO 26/11/2009 ÀS 15:31:45 FAZENDA ESTADUAL JUIZ(A) TITULAR: MARCELO CAVALCANTI PIRAGIBE MAGALHaES PROMOTOR(A) : ANA LéIA SALOMaO E RIBEIRO
Assist~ncia

Judiciária

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• • • •

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

Viiando dar maior efetividade a este direito.Mjmpara 30 mg (Cinacalcet) ----------------------------.jus. Art. foi (foram)-Ihe prescrito (s) o (s) seguinte (s) medicamento (s) e/ou insumo (s). com prioridade para as atividades preventivas. 198 da CRl88: Art. ~ . A saúde é direito de todos e dever do Estado.SUS. 196. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.) /I . subscrito (s) por médico (s) cqnveniado (s) ao Sistema Único de Saúde .• . 198.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.1 cp/dia.1 frasco/mês . conforme dispõe o comando trazido no art. o (A) . em decorrência da evolução de sua doença ou dos efeitos colaterais da medicação.ICP-Brasil. '. os medicamentos e insumos prescritos ou não fazem parte da cesta básica de medicamentos do SUS ou estão em falta na rede pública municipal e estadual. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: (. ' Portanto.. (*) Contra·fé de citação do Réu acompanhada com receituários médicos originais .200-2/2001 de 24/08/2001.) $-"E:ENSORIA PÚBLICA D~ESTAOO DE MINAS GERAIS A patologia de que o (a) Autor (a) é portador (a) está comprovada pelos laudos médicos e receituário (s) anexo (s). sem prejuizo dos serviços assistenciais. a Constituição estabelece em seu art..asp sob o número 1490256 . autor (a) não possui condições financeiras para adquiri-lo sem prejuizo do sustento próprio e de sua família.stf. de uso continuo: (*) • . garantido mediante políticas sociais e econõmicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção.atendimento integral. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. proteção e reçuperação. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 assegura a todos a inviolabilidade do direito á vida (caput do artigo 5') e dispõe que a saúde é um direito social (caput do artigo 6'). . Cumpre ressaltar que este direito à saúde deve ser efetivado mediante atendimento integral. 196 que a saúde é um direito de todos e é dever do Estado promovê-Ia . Censoante declarações inclusas da Ouvidoria Municipal de Saúde/Farmácia do SUS e Secretaria Estaduat de Saúde.. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. • • • . sendo importante salientar que o rol de medicamentos/insumos prescritos poderá sofrer acréscimos ou alterações.

) Aç.." Tais dispositivos obrigam o Estado a disponibilizar para a população a execução de " todas as ações indispensáveis ao tratamento médioo de enfermos.. 2°. de qual é o tratamento necessário: os documentos ora juntados são claros em demonstrar a necessidade dos remédios mencionados.asp sob o número 1490256 '. 210. (". eles deverão ser necessariamente fornecidos. em todos os niveis de complexidade do sistema. 198 da Constituição Federal.ICP-Brasil..stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . CUTpre lembrar que não basta a prestação de qualquer atendimento médico. dentre as quais se inclui expressamente a' assistência terapêutica integral. são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no ari. Assim. /I -'integralidade de assistência. . pela equipe de médicos especializados responsável pelo tratamento do (a) autor (a). entendida como conjunto ariiculado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos. (. não se pode admitir que. que o Réu insiste em não fornecer com a esperada regularidade. aos que dela necessitarem. de 22. No presente caso.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS __ o -----O-dir:eito-fondalllelltal-irsaácte-foi-ainda regulado pela Lei 8. 7°. a qual estabelece que cabe ao Estado promqver os meios para a realização do direito à saúde.) Art. p. que possa cumprir o fim a que se destina. obedecendo ainda aos seguintes princípios: I -·universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os niveis de assistência.080/90. As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS).jus. "". fato que se pretende garantir com o ajuizamento desta ação. e sem maiores delongas que possam comprometer a integridade fisica e mental do cidadão. há a indicação. • • • "Art. inclusive farmacêutica.2000. exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Celso de Mello.: . Estão incluídos no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS: I -It execução de ações: (. que é o direito à vida. . reI.) d) de assistência terapêutica integral. . Min. inclusive farmacêutica. devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. inclusive assistência terapêutica integral.. 6°.286/RS. o direito público subjetivo à saúde representa prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas pela própria Constituição da República" (RExt 271 . Destacamos: •• . Informativo STF nO. • . • 11 : DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM CARÁTER DE URGÊNCIA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. motivado por ausência de previsão expressa dos medicamentos em instrumento normativo municipal qualquer. A saúde é um direito fundamental do ser humano. fOInecendo todas as oondições necessárias para o seu pleno exercicio. individuais e coletivos. " Nos dizeres do ilustríssimo Ministro Celso de Mello..200-2/2001 de 24/08/2001. oonhecida como Lei Orgânica da S~úde. 3). comprovada a necessidade dos medicamentos. Afinal.11. mas sim daquele mais adequado e eficiente. haja risco de vulneração ao maior direito fundamental.

Presentes a verossimilhança e o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. fomeçam ao (à) Autor (a) o (s) insumo (s) e medicamento (s) prescrito (s) no (s) receituário (s) médico (s) incluso (s) e elencados na inicial. os danos à sua saúde poderãO se tornar irreversíveis. I.000. e ante o permissivo do art. 273. b} a notificação do representante judicial do Réu nesta cidade (GRS) para dar cumprimento imediato à decisão que conceder a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional. Tendo em vista a resistência do Estado de Minas Gerais em cumprir o seu dever.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS É inconteste o direito do (a) Autor (a) à efetivação do direito à vida e à saúde. • !li • DOS PEDIDOS Ante o exposto. requerendo o seu deferimento. e continuar a fazê-lo regularmente no décimo dia de cada mês subseqüente por prazo indeterminado. 273. inaudita altera pars. torna-se irrefutável a existência de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação (art.000. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. querendo. e os laudos médicos anexados à presente constituem prova inequívoca da necessidade do tratamento na forma descrita.. . do CPC. na forma do artigo 461 do CPC. • . do CPC. sob penaae multa diária (astreinte) fixada no importe mínimo de R$5. é importante seja fixada astreinte em valor satisfatório. devidos a partir da intimação da concessão liminilI. mediante prescrição médica mensal. decorrente da possibilidade iminente do agravamento do quadro clínico do (a) Autor (a).00 (cinco mil reais). em caráter de urgência. 273.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. do CPC). sob pena de tornar inócua a prestação jurisdicional perseguida.a antecipação dos efeitos da tutela. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . caso continue a descumprir o seu dever de fornecer os medicamentos mencionados. §3°. c} a citação do Réu para. contestar a presente ação. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf. caso não seja fornecido á (ao) Autor(a} os insumos e medicamentos. para a concessão da ant~~ipação dos efeitos da tutela em caráter de urgência.jus.ICP-Brasil. razão pela qual se fazem presentes os requisitos legais do art. Com efeito. requer: a}. pelo tempo que o (a) Autor (a) necessitar. em prazo máximo de 02 (dois) dias.asp sob o número 1490256 • .200-2/2001 de 24/08/2001. sem prejuízo da configuração do crime de desobediência. é de rigor a antecipação dos efeitos da tutela. sem prejuízo de outros medicamentos quê eventualmente lhes sejam prescritos pelo médico em razão da patologia de que é portador. a qual se requer não seja inferior a R$1. levando-a à morte.00 (um mil reais) diário. • • • Por se tratar de tratamento indispensável à garantia do próprio direito à vida do (a) Autor (a). para determinar que o Réu. necessário (s) para o tratamento de sua moléstia e possíveis efeitos colaterais. através de sua Secretaria de Saúde.

sejam prescritos pelo médico em razão da patologia que o (a) Autor é portador.. g) a condenação do Réu em honorários advocatícios na base de 20% sobre o valor da causa e em custas e demais despesas processuais.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS •• 0 _ _• _ "_. revertidos. não inferior a R$5. bem como outros medicamentos que.ICP-Brasil. Requer. sejam respeitadas as prerrogativas funcionais dos membros da Defensoria Pública. expedindo-se mandado de avaliação para tomada de preço em três estabelecimentos farmacêuticos no comércio local. I.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. previstas na Lei Complementar Federal 80/94 e no art.. para condenar o Réu ao fornecimento do (s) medicamento (5) e insumo (5) discriminado (s) anteriormente e constante (s) do (s) receituário (s) médico (s) incluso (s).00 (cinco mil reais).jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . eventualmente. • . aqueles. em definitivo. determine o bloqueio judicial de verbas públicas para garantia da efetivação da decisão judicial. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. multa diária para a hipótese de descumprimento da ordem judicial em valor a ser estabelecido por Vossa Excelência. fixando.asp sob o número 1490256 . sobretudo a intimação pessoal nos autos e a contagem em dobro de todos os atos processuais'. 74. ~ h) em caso de descumprimento da decisão. eis a comprovação de plano dos fatos alegados através de laudos médicos emitidos pelos próprios Réus. Juiz de Fora. . mediante prescrição médica mensal.stf. ainda. \ • PAU O Defensor Público MADEP 0271 ~NOVELlNO ~: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. • • • seja JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO. à causa o valor de R$5. a fim de optar-se pelo menor preço . D~ n~o final. e) a concessão dos benefícios da Assistência Judiciária Gratuita por se tratar de pessoa pobre na acepção jurídica do termo. em prol da Defensoria Pública de Minas Gerais.000. por tempo indeterminado e pelo tempo que durar o tratamento. até o décimo dia de cada mês. 25 de nove ro de 2009.. Pede deferimento . __ o d)ro julgamento antecipado da lide.00 (cinco mil reais). da Lei Complementar Estadual 65/03 .200-2/2001 de 24/08/2001.000.

fraturas. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.Juiz de Fora paciente:--=.-_ _ _ _~ RELATÓRIO • I o paciente é portador de doença .relial crônica.8 À disposição para maiores esclarecinwntos. . -.:. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Pelá exposto. MIMPARA® (CINACALCET). necessita fazer uso do .200-2/2001 de 24/08/2001..jus. 'Of . AL(~A~Y)I[ ~ O lLu:\~ . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . ' • . da doença óssea. ..CID: N18.~ de . Esiá cin HEMODIÁLISE' ' h á l l anos'" e. . .~~~~'-=O::.stf.n_L--=O_' _'\A:~""'~\:. com alto risco cardiovascular (risco de morte) além de piora.~=_____ :...-=:. hiperfosfat~mia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes de fósforo e vitamina D.. dores intensas e maior risco cardiovascular.ICP-Brasil.::.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.-I~. Muitas vezes pode precisar de cirurgia de' radical para resolver o problema.. . c)Até o momento não há genérico..8 N25. Não há medicamentos substitutos.:. evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEV'ERO secundária à doença renal. Respostas ás questões: _a). O paciente já faz uso -de quelante de fósforo e VIT AMlNA D porém evoluiu com PIORA ' doença e risco de necessidade de cirurgia. d) O hiperparatireoidismo severo leva a deformidades 'ósseas. . Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificações vasculares e em' partes moles.asp sob o número 1490256 . JUI~ DE FORA 'ato / 1'0 /o~· -.:lA~'-'t:. b) Não respondeu a tratamentos anteriores.

• paciente:----. ... • .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .:.~_0='-' c0. :: ... .Gt:.stf....:. Documento assinado digitalmente conforme MP._ _ _ __ f \ " .' .'-.~_ '_~=: ..200-2/2001 de 24/08/2001... :... USOEV 30 MG. 1-. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. .· • C t r U ... O / documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ÂJ:f·\ Uni~':Í"$idade Federal de Juiz de Fora .-v~. (·CINACALCET) ...ilário Uflf .c' = ' .~~~'\.=_·'.=.'MIMPARA'.. . :~=-=o= . . RECEITA MÉDICA ' .: : - . . ".:. . " .\ .. ' .ICP-Brasil...l:.. n° 2..... ..·. .....:=-·-=-·-.'---... TOMAR 1 COMP'AO DIA • • \ • '.jus..' .. t~ :~~~. . ' '.~:-'-"'-. ."r. \ :. . ' • ~ ~p!al tJni.1 .asp sob o número 1490256 ._UU-~ _ o(lJ..

Município (lista básica). Estado (Programa de excepcionais) e União (RENAME Relação Nacional de Medicamentos) para sua dispensação.MG. JUIZ DE FORA . votos de estima e apreço_ • Declaração Atenciosamente. Declaramos a pedido de Aldrene de Oliveira de 31 anos. reiterando .asp sob o número 1490256 .6 _. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 239. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.Centro .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 81 andar/804 . Agradecemos.CEP 36013-300 Ouvidoria MuniCipal de Saúde Tel:3690-8135 ou 7453 Home-page: www. OUVIDORIA MUNICIPAL DE SAÚDE LEI MUNICIPAL N" 8860 DE 21/05/96 .br/consaude I E-mail: ouvidoriadesaudejf@ig. que o Medicamento: lVlimpara® (Cinacalcet) não faz parte de nenhum Programa Específico em nenhuma das esferas governamentais...pjt.br Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 113 de Novembro de 2009. podendo tal informação ser constatada através de verificação nas citadas listagens_ .200-2/2001 de 24/08/2001.stf.Juiz de Fora .ICP-Brasil.gov.MfNAS GERAIS JUIZ de Fora Juiz de Fora.jus. colocando-nos à disposição para o que se fizer necessário."5' .com. • •• Ouvidora lVlunicipal de Saúde sarrda~hear Rua Batista de Oliveira.mq. .

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . ~ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.MINAS GERAIS • O(s) illcdlcamento(s) .~o WWw. Il' '''d.nlTo • otn./111 @(I/~IlC/1j o/r)_ _. For. /!i.N·1l860 VE 21/Q5/96 JUIZ DE FORA . Juiz de Fora.br/consaudeIE_no OUVlloriad.ICP-Brasil... A SSSDA não possui mecanismos para co. Batista de O'"" .=n. 0\ .saudejf@ig. . 239. ..stf.200-2/2001 de 24/08/2001.jus.vmORlA MUNICIPAL DE SAÚD1Ç I.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.inpras indiViduais.C. ••• : R. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.Il MiWlClf'AL ..asp sob o número 1490256 .CEP 36013-300 OLMdÓria Municipal de Saüde Ter:369Ó4J135 ou'7453 Hom. 1 de / P de 2009.. M(3._~:_"_: IIfl/ .ort. _ _ _ _ _ _ --~-~----·----~-~~-~-~---~-_~nãOfuZ0m) a parte de nenhum progr1llI1 eSpecifico da Assistência Farmacêutica. <I.rllJ04 '..b.rnn9OV.

'.I. O . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .J:>A I'.. 'mo nn r E-niail: "... Ip • ) j ( ' i ' i .. documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. _~_.-".VYl .-...I iA! . 'j i 4I----~+/~~~~~-+~:-~4:---~/~~--.""'O. di i(i..MINAS GERAiS ".[ouY\(' CL . .. A o . I li i I / / (\j '--"' : \ • . .. i ..~ Z ?f 12êl-~-~3".l'r~ ./''2<[/..-. \.MG.. Mu~icipal de Sa'ide. ...'tatos: =r ... I !i.\0' V Ô J'D>m R.l.200-2/2001 de 24/08/2001......:.-I:' .:1". 1 . .. . . I.!. u:J.i~v<hr : I • {OI idade:~ ____ A-. 1. ~ 'dl..) Relilto: 1 Assunto:_~~}.ICP-Brasil. i .J.. '"". . . tft-chRo o .t w". li._=*"".·.... is Fora .c· .. ". i I . o_!_'.& A'ifi.' " 1 lIf • -"' 1 :1 : .'1_1 ' . .h.. \..d.~I:..asp sob o número 1490256 I I -' i .(' r. iJ ç-.":~.-" v .. .-c> "".O_ _ _ _ _ _ __ b b.rJ:. ""'" .\2. ... " I. ~'andarJ804..-: : -. i I II I.tIL' r'.(H .C ~P 36013-300 ou 7453 1. ..'t Cidade:-::)_ . . ... I Em j I : i 1 . !I. D .=r'./ y.::1.. ~ l Formulário de \'\teudimeuto Dados do Cidadão: Nome completo: Ende. Rua Batista de Olh Bir\.--~=-+i~------~ I' i : I . iI I .[_I_'-I"i. j ... . ~uu_ ~Juiz~d.l ro-lO. ... ' " (./ l=:..'-..!L.1 l.<v..."""."í .jus.Horário: .-. ..' .J2.. .' 239.'\ . i Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.'~_ _~_ _ _ _ _ _ _ _ __ :..... :1.L·v:).-eço: Bairro: Protocolo: I"" 11 -:J) ') ) -.OU\!IDORlrA MUNICIPAL DE SAÚDE LEI MUNICLPAL N° 8860 DE 21/05/96 JUIZ DE FORA .- a . . 0' Home-page·.stf. J.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.:l ih.1 i . .cl:v..'~/) f:-":lioLu5:..."<.) ) _ -. 1 !j''L't i JO no "I< ..'1 Cep: _ _ _ __ -t. ..._____________ - p..I cnm bl I I i ..l.'\... ...-.

. !"J.. "'". 1'( . . '..- . .2..200-2/2001 de 24/08/2001. . :\ .. \ : .. .' ". :1 ."i "'.:':' .. . . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil. ... 1. ·'HU~·· ~H'." '..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .. ".. o. "'. U n ive rs idade Fedéra I c. "" : I' '. •.!. I> . { .1 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .i . '+411. :'. .1_."Y . " :. .' .I .' . : " ")' . . "'.-. ". " . ".\ ..f1 . ' . . .. ." o'." "':'. .. i .'. T . .: ·USOEV. For" .' . . .i ._0 . 'i. "\ i .':. RECEITÂMÉDlcÁ :.:'.. •••• t . " .".o. . ~ ! .stf.' '.: '-. .. ". " . . ) . . ..: O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.-. " . \. . . '.' . r" . .leJuiz <..> .'. .1 . o. ..asp sob o número 1490256 . I· .Ie ' •.' . .I:!I I 1-"-' .'.spil~lulliversilário.. ' ••••• .. ....UfiF<' ... " ."r: . . '. . . ~.."f... f .. . .jus. .-:' .: .i '.' .

. . .:...' '" .. . ::f .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..." ~~:~ ... !. .I . :' :..\ ..'. . 'JLJlt DE ~ciRA... . . '.' " I . . : .!. . .: ( . : .~ .' '.jus. ... r -/-.'...':. .f: \' ...' i . :: .': ~ :: . 1 I ."\' '.... ':::. . "J-' I ..f .' . " :'. . UniverSidadéF'"".: "~I " '. i .. ' .r' .' '.'..\ 1. O " documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.: • " "1. .: ' ../ . t: <'. 1. .'.'...'.. .. . " . 'I' . . \.. ' :tt .I '.' .' . .ICP-Brasil. ." . . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . : .:i· t.'.' .... ' Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.' .' ~ . .'" . l .. .': '... .''? 9 ".. . . ~ '..stf.'. Paciente: . • .' .' .' ." . 'ÚSO'EV. O '~I Ô ':...~ '. . . .~ '. " \.\ '~. ' '.asp sob o número 1490256 .....i" '. . .: '. RECEITA:MÉDICA '1. . ... I" .\.. .. .:. '.. " .'.'.' " ..' .i .. :. .." .200-2/2001 de 24/08/2001....:' .~ . . .' . .:.! \.. .. . ... '. ." ~-:+- . . . '--... . . " .' . . ...' .' l' .' riO: \ ... " " .'e ·r.' .. . . IL..\ .~ ' .

o.·. d) O hiperparatireoidismo . c)Até o momento não há geriérico: .8 N25. .. anos '·eevoluiu· cpm. <li·' '..•• ~ RELATÓRIO r .'-' JI~.. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. com alto' risco. '. ' '. . .asp sob o número 1490256 .. Está' ein HEMODIÁLISE.hã.PeJo exposto.. rtecessitafazcf. Não há ri1ediéàmentos substitütos.. b) Não respondeu a tratamentos anterjores.r.i1 de piora da' ". I . . .medicamento poderá apresentar calcificações vasculares' e em partes moles. . '.llso d'o .~ . " .'.stf.200-2/2001 de 24/08/2001. radical para resolver o' problema..x: é portadordc doença.severo levlt a defbnnidadesosseas. .0 . hjperfosüit~mia e hipercalcZ'mla não resolvida com o uso de quelantes de fás'foro e vitamiria . dores intensas e maIor riSCO cardiovasclIlac Muitas vezes pode precisar de cirurgia de. ~ . .' doençaóssea.' fratüras.. f\lr . . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. • Respostas ás questões:' ea a) O paciente já faz uso de quelante deJásforo eVITAMINÁ ti porém evoltiiL!coni PIORA e risco de necessidade de Cirurgia. O paciente 11 V'\jv. Caso.doença renal.ICP-Brasil.' .nA.éardiovascular (risco' de mOlie)alé. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . HIPERPARATIREOlDIS!YiOSEV'ERO secundária à. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. não use tal.8 À disposição para maiores esClarecimentos. .V'I. .jus. MIMPARA® (CINACALCET). .. . ..~Uc:-'\ 'V. . ret\al crônica . doenç~ ••• CID:NI8..:. . "":-.

asp sob o número 1490256 . "~_" __ I> jU/L Pé-.-"l-. o DEnINA(MI-SE A TRATAMUfro DE NEOPLASIA. ..M ONCOI. (t~{'.: o I'ERTENCE(MI AO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS oSTRATÉGICOS E A SUA DISPl'NSA(AO É DERESI'ONSABlUDADE 00 MUNlCiI'IO.stf. DO INS'nnrro NACIONAL DO rÂNC'ER (INCA) (DJSPONiVEL EM! WWW.l ~ ..NrF. Cunha --r~~l. .. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .~"""=.. ~ NÃO ESTÁ (ÃOI CONTF.O MJNISITRIO DA SAÚOF.INCAJiOV.MPLADO (51 NO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS Dl' ÀLTOCUSm DO MINISrF.: PROGRAMA FOI CRIADO PE~O MINISTÉRIO DA SAllDI.\ Renata O.-'.l. SAÚDE Dh MULllcR s'Ao DISPENSADOS MEDIAN'n. .."il'ONivEl.-:.-". DO SUS PERTF. iIZc. LISTAS DE MEDICAMENTOS PADRONIZADOS HEM C'OMO PELAS ~ PORTARIAS MS (iM 1.l(TIADO(S).~·:_:~.i.u:».UR): Fl.. n _ MASP 08831&'5 CRF 17313 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2...iNICOS E DlRl:TRIZEJoi TERAI'~:Jn1C:As.".-' .200-2/2001 de 24/08/2001..~LlO r• .~E~\~f!~~~~~~~~J~~~1~~g~~~~~I~~~~~~~~~~~:._ _ _-.. ATENDER NÃO APENAS UM CIDADÃO..~.TO • lSTO 1.-\SSIN. DE fORMA Er:IClF.A~.F's QUE FSrÃO NECF.5TA UN1DADF.NTE E COM A PREOCUPArÃO DF...()~ [ A SUA .R10 DA JoiAÜDF_ SOB A --('OORDENA("ÃO Tt~TNIC'1I.M AO PROGRAMA DF.-\ rull~ 1\ (' ..\fi[l .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. TODOS OS MEDICAMENTOS NECESSÁRIOS SÃO GARANTIDOS PELOS CENTROS DE ALTA COMPl.DENClADDS PF. A II)ENTIFlCAÇAn DO PACIENTE E APRESENTAÇÃO DA RECEIH MÉDICA EM UMA FARMArlA PÜIlUCA 011 UM POSTO DE SA(JF>F. . '~~:P. . • D.SSllADOS. f~. POR MEIO DOS PROTOCOl.~o.1\15 SECillRO TRATAM1:NTQ AO C1DÃDÃO." . M'FOnrW1ENTE ""t~~r~=2~!-~~:7~~~E~~~~~~Ni~..: E SeGUE ALGUNS (.-\!." .::xn~l'nONA1S. CRF.DJ\ MUN!CiJ']O.TLI) t"R1TÊRJOS FORAM o MEDICI\I\U::NTO C'ORRl.DISPENSAC'ÃO Ê RESPONSAl3JUDADE DE CII..jus... --.O MINISTF.-~-··-·-·. PORTARIA MS GM 3.l. '. MAS TODOS AQlIFJ. OS MEI)]CAMENTOS E lNSlJM{)~ DL: Alfl"OMON!TORlL:A('Ao PARA DJA13G-nC"Os E DO PROGRAMII.:'l'lA SECRETARI~ DE ESTAI.EXIDADF.).RIT~RIOS QUE PIWClIRAM GARAN"J1R [) MELlIOR E M..DOI'i'I"nB\'TE . ..-õf~....~~2~~~T~D~ D!S!ENSAÇA~::.UTO~.. NA QIIANTIDAÍJE CERTA. ~ .. MEDlCAMENTOS DF.j. .N!!AF~..ltlk1HO Il(lIAII'RtlFl$SION..:TO.~771J/l l)I.:."tY6'": '__ .U.".:XI'ENC!':(M) AO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS BÂS1(.-. EM 1"" Mr'D"'ANIENTO(Si sor.RIO DA SAÚDF. -=-~ 1)(.(']J)OS PEl...~~t:::..."" OL/t/él)zà .OGIA (CA('ON).F.~~~~o~ ""~:. __. Al. DE FORMA 11 lJJ1L1ZAR E'.~"'.53598.ICP-Brasil.~J~~_ _=::-:-'--.l.rJ.I.. F.GERAIS. ~_H •• .LI-<OI1R S. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.~ ".:)TABEI.hnl4 ~ ---' MEDICAMENTOS QUE SÃO DISPENSADOS NF.OS C!.> O ~E SAYDER~c~IN. ES-n...' ~_.

e reclusão de um a três anos.-_--=___ " tel trabalho ..stf. e.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ICP-Brasil. ficando ciente de que. declaração que dele devia constar... 299 . estar ciente de que.. ainda. em documento público ou particular. _. e multa. Outrossim. de um a cinco anos.reclusão. J. Juiz de Fora. tel parente -. a fim de fazer prova em Juízo. Ü Assinatura do (a) Assistido Modelo PUd.asp sob o número 1490256 . nos l~rmos do inciso III do art. de acordo com parágrafo único do artigo 2° da Lei nO 1.* DEFENSORIA PÚBLICA DO ESrADO DE MINAS GERAIS DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA: '" r-PoI1ãê~r brasileilQ. conforme transcrito abaixo: "Art. na 1:)1 - • -4~~~rHI~-' CEP _ _ _ _ _ _" telefone .060/50. • •• Declara. do Código de Processo Civil.l de n~~ .de 20~. ainda.jus.ltOda ~ 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. DECLARO..200-2/2001 de 24/08/2001. prevista no artigo 299 do Código Penal.Omitir. se o documento é público. com o fim de prejudicar direito. celular . ocorrendo mudança de endereço.. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. se o documento é particular" . 267. bem como na sanção penal. estar ciente de que a falsidade da presente declaração pode implicar na sanção civil do pagamento do décuplo do valor devido. que não possuo recursos financeiros para arcar com as custas do processo e honorários de advogados. do RG nO domiciliad V. sem prejuízo de meu próprio sustento e de minha família. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. esta tem que ser imediatamente comunicada ao juizo. o processo será extinto sem resolução de mérito quando o autor deixar de promover os atos e diligências que lhe competir. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena . DECLARO. comprometendo-se a comparecer quinzenalmente ao fórum e/ou à Defensoria para acompanhar ou dar andamento ao processo. e multa.

.- .'1" .11".ro: :5/11/200:) \ ._ ..11. .'.<~ Central de Atendimento ao ClÍente: 4003-4033 ._ ~ ________________ ~ _____.1.1.691966 48000.XXXX._ ~ _ ~:_______ ~.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..~ .~ ~j. ' .'1:. .JIHI DE FORA NORTE MG AlCIRENE DE OLIVEIRA R BRANCA MASCARANHAE5 00033 AP303 NU CASTElO 36052-290 J.' .stf..11... ..!fNTO· MiNIIM): R$ 6.11.. . ligue 0800' 880 4033 '{:.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.m.1' .=n (I. Cedente EspeciQ Doe. :tJ~ do I'artlclptuite I ..: " ra' . NOSSO NÚM2fiO: .<1 11I11 n " 1111111111111111 ' O 091109 ~J.i .:. ' ' 23794.:...F..'fleiraJNosso Numero 0.jus. 17.. -: CEP 06029-900 __ V_!_L_A Y_A_" A______________ ___ __ NÚMERO DO CARTÃO:.. 1 igue: 08:0 88J 40:33 . ~:' . Saldo do Mês Saldo Total .. Autc~ticaçãoMecâniê3 :('C'"radesco.QQX.EHE DE OLIVEIRA 19/67ijfj6919646-2 .a.~. Saldo Anterlór .1 'o coa .. -'.200-2/2001 de 24/08/2001..:.8 44370000000000 VenClmenlo '..) (+) Compras/Débitos R$ (=) Total da Fatum R$ S. " " .ICP-Brasil._______.1111.UIZ DE FORA MG H Créditos/Pagamentos R$ O. r-. 15. 't"i' ~\ -. ' Demonstrativo Mensal " ' Brades(Q Cartões \':\ ALCIRENE DE OLIVEIRA ~ Saldo Anterior R$ 1.{~. 15/11/2009 AgêncialCód Cedente .90:( a."..VALOR PAGO: R$ _ _ _ __ .M I ~~:E~F'~. ' . :.Para localidades não atend. Para pagar. 060il03 .Évi~~~.I~ o ..~:_~~:~~_T_~ ______ ~ :.00 Data Descrição TOTAL GERAL DOS LANCAMEtlTOS R$ 1 RS.. ./... . .~. Em caso de dúvidas .__________ ~__________________ ~ ______.m."07 .. c' LOC<lI de Pagamento ~.LEGISLAÇAO DE LOJA: .NTE: ALC1R..00 .·4Ci.''1<~~:' " .\ .ente atr-avés do' telefone: 4Ct::.' 5._ . I.. " 'R$ RS· 407. Data Proce5Smr~nlo 4025-8/0000600-9 C. -' CIDADE DE DEUS.çJa.. ~.' . " :TOrAL " DA'FATURA: R$ 6. ?~...1.!=: ~~. (-) Outras Deduções (-~) Moro/Multa .xXXX. '.1.00· . 422." " 1~..~' .32):] Q:m . . SP . f' f' .2.das. BRAOE5CO :'1. ...07 ~ r~ : :~."_.11.81. LANÇADA E. CARTOES. <~ .75X a._________________.'l3~le para localidades não atendidas.I. f .alura R$ ~ . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . " Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.1 j 1.' . \' . ~.0.• o. (=) Valor Cobrado Sa~do I· ALCIRENE DE OLlVE1RA .: . Parcelado: Rede Visa ). ~ . '..' saque Parcelado . _______ ~ _ _..I hl'OSlO SOBRE .~•.O::.02510 95750. ApóS o vencimento' pagar somente nas agências do Bradesco.80'3 y'ocrME. . ' 814. J..m. parcelado':·Casa~·f1"j.' o ~ " - . .< fatura .asp sob o número 1490256 II Ficha ele Comp'~ns«ção .. '". M ':. .contatar a Central de Atendimento ao Cl.. .1... .7 1 1/2009 19/57506919648-2 (=) Võllor do Documento Os enCargos decorre~tes dO pagamento em atraso 'constarão na próxima fatura." ~I lmI Bradesco 'j. preencha o valor 'desejado no campo Mval0r Pago'".' PAGÁVEL PREFERENCIAtMENTE EM QUALQUER AG~NCIA BRACESCO '. OSASCO -.' 1:2~7 -2 I " . 15. . 6.. ) \ CLIE. ·'::. r a. ·'1 '~.75Xla.' S/N PREDIQ CINZA 1 ANDAQ i"'. PAGAJ.: . _~ ~ _ _ ~ ~ ______.

:::. « Ci a: w w ii: . o o Z Ifl w ii: :.-~-..IEN1E: AlCIIIENI...52C .a ~E ~o ~o ~ ..Ali.1319 ~ HOf!A: 11:27:31 CllNfI?rJLE: 153bl :11 QUf)!J3 . !.. OI A 00 SEllVI DOR PIJBL/ CO. 00 ITJT AL SALDOS 8LoQUEADOS :. ~:::. a: LL :E .ICP-Brasil.:: :~:=" :. :.:=:::==::._::.38C O OOC 352. bt~ iii .::.stf.. ORGULHO EMI RABALlIAR PARA O BRASIL.g a.':""':...:::::::'':::::::::: 'o: c:t iil~ «a: ~ ci..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.IIJ.AL [10 OI ~J'ONT VEI.IIIH. ::..200-2/2001 de 24/08/2001. cal xa. 165· 3 CI. G) ~i Ci ~ ~ ~ u ' w ..i a da CA!XA: 0800-725 74T4 WI..~~'.1 ~.1 c i ~ ~ «r) >M .. Cf) (l. L/M! TES 4..~.:-=~._=.. [1(1. SII!.ES cnIHREI'ICI A RE:JJMO 'r N "I 'ij iJí t ~ .: 153[.jus.. r'ec I amacoes. DF ül.>3. MANOEL HUNUli/O UMA: 2G/10/2009 IERMINAI..: ti ffi ~ u ' @g z o . 1La::!~ o~w~ iz.::-"':.~ ::-:. . 001.:. :.J 23 UE OUTUBRO. AUlOfl CfiEOI lOS A CONFI RMAR IJEU I 10:. o ~ -E u "O .:"~..z o > w z $ í' ~ :. <[~ QW (jj ~ o o .« t./JO PAR..::::. 14C 0. o ~ ~ i ~ N AlinlCI A 2519 .~.nu CONIA&IL AI'L/CACAIl UI?ESG..~.''':'-. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.000 :..41.52C . o g .:<cO W o ~·E ii uQ) :J0(/)J :Jz<t" -"11 cc U o ct«~!:::! o I n for~milCde"3..s e e I agi os SAC CAIXA: 0800'-7260101 Ouvldor.asp sob o número 1490256 I ~IIIII ~I ~ I1III1III1 • .AI.IIHestóp.Cl .«\!) ~- I"~ E o ~ ~~ " G (j ti .."-.Qoe 356.=<. A CONE IliMAR IOlAl.s .HALFtLo eorHA 0. o.'cS::JO~ oct-r'Zrn Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2../V[JllA .lOV. « Õ t. '.o. c . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .".".~ C'A·x~ "lf!ll' AlUlol MF~ITO .ooe 356.::::::::~'=... .. ~ o • c .e .:.

' ./ li .'lo ' . " '1 =Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..~· ~'i ." -----.'..i?~.9..jus.C ." " ..------'-.y f' http://www. f. í ... ..200-2/2001 de 24/08/2001. .. /\~ I ~ICO . -. . 000'0 I . "'~~...2-t--1 I..~..' ~ . 'f !~..APL!... I' I '"c •. ' ..'['0.. ..--".._.:..­ 1 .0'~'Ô....-- .-r ~- ..-..stf. ' .' VV r..er-::TIFICAQAO 425'71 PíI~ íl~. '.. ' "' < r .L4... . ."'ia.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . ~"-~'. .~.DE MIN'AS'GERAIS" SECRETA.' !=. c~ ...... .IN~mtrr-') DE l. I. SÚS' SIsTEMA.~~'dL ..-..:'.. li.SJADo.1 .---" " .... .'".'. .. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico .-. .\...'~v\ 16 ~rnento: se..:' '. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..".- I' " ~~~ =~.asp sob o número 1490256 ~. Munidpio de "'id.t.o.~"" Data "9 ~ .6 UCA '...'.. .::~. -.RIAOESEGUAANÇ. NO"".ICP-Brasil. $V j<jQ~i~~~ '-\ '-\ j. o"i..) 1_10.' .· ...":.<j.

asp sob o número 1490256 . !-oi ''C }. .. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . • .." .:.. t\:' ". " '" ·i I .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..... j . (1 I! .stf. "õ Documento assinado"digitalmente conforme MP n° 2..jus..200-2/2001 de 24/08/2001..D r"- !J:. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..'.": -- " ..) .•! '0 '-.ij {l": !'.. .• • • " '~ I ':.~ '.j" .ICP-Brasil..:0 ! • .

7. conforme chancela no verso da 10 página da petição inicial no que ser refere à classe.J!.MG.:<./~.444"-="I· . efetivando no banco de dados a vinculação da matéria ou temas discutidos no procedimento judicial.t:t/ ~1 / 0'1 .jus.. Oficial Apoio Judicial.Fazenda Pública e Autarquias Estaduais CONCLUSÃO Em ..Fazenda Pública e Autarquias Estaduais •• Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Secretaria V..~. Processo n° 14.1Ct?.. faço estes autos conclusos à MM.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Juíza de Direito em substituição legal na Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais de Juiz de Fora . registrados e digitalizados no Siscom/TJMG.. conforme portaria n° 775/ CGJ/2009 ..-. e Certifico que nesta data recebi os presentes autos da Distribuição Judicial da Comarca. _ _ _ _ __ ~..=t /...asp sob o número 1490256 ...stf..-..... Oficial Apoio Judicial_ _-:-.200-2/2001 de 24/08/2001.1 .ICP-Brasil.-0 /'" O CERTIDÃO e.09. Sb~OH·3 Em.*Secretaria V._-..

importante registrar que este Juízo.stf. (fls. -• O Código de Processo Civil autoriza a antecipação dos efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. De início.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.09.jus. desde que. visando compeli-lo a disponibilizar o medicamento MIMPARA 30mg(CINACALCET). 07/08)Dec1aração médica e respectivo receituário atestando a doença da autora bem como a necessidade do uso do medicamento indicado e (fls. aJUlZOU Ação Cominatória com pedido de Tutela Antecipada em face do ESTADO DE MINAS GERAIS.ICP-Brasil.07 (19. visto ser portadora de Doença Renal Crõnica. Instruiu a inicial com documentos de fls. É o breve relato.15) ~egativa de dispensação do medicamento pelo Estado. às expensas do SUS. o Programa de Medicamentos Excepcionais do Estado e a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME). ALCIRENE DE OLIVEIRA qualificada.567017-3 AÇÃO COMINATÓRIA Decisão Interlocutória • DEFIRO A GRATUIDADE JUDICIÁRIA. norteia suas decisões atinentes a pedidos de medicamentos/insumos tomando como parãmetro a lista de medicamentos que compõem a Farmácia de Minas. ao argumento de que ~ão está contemplado no Programa de Medicamentos de Alto Custo do Ministério da Saúde.PROCESSO W Natureza Ato 145. 273 do CPC). se convença o julgador da verossimilhança da alegação e haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação (art. Decido o pedido de antecipação dos efeitos da tutela. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 . se encontrar em hemodiálise há 14 anos e evoluído com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundário á doença renal. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . dentre eles. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. hiperfosfatemia e hipercalcemia nào resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina D.200-2/2001 de 24/08/2001. existindo prova inequívoca.

através de seu representante legal. cite-se o réu.para. Afirma o referido profissional que caso a autora não use tal medicamento poderá apresentar calcificações vasculares e em partes moles.08. evoluindo com Hiperparatitreoidismo Severo. . verificase tratar de quadro gravíssimo. configurados estão os requisitos que autorizam a concessão da tutela. querendo. apresentar resposta. segundo o relato do profissional que assiste a autora. com alto risco 'cardiovascular (risco de morte) além de piora da doença óssea e que não há medicamentos substitutos. --M~~------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. impondo seu deferimento.ICP-Brasil.. ela é portadora de Doença renal crônica.•~. hipefosfatemia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes de fósforo e vitamina D. hei por bem DEFERIR A TUTELA ANTECIPADA COM RELAÇÃO AO PEDIDO DO MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET). 27 d novembro de 2009. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. secundária à doença renal. Cientifique o MP. no prazo de 60 (sessenta) dias.asp sob o número 1490256 2 . nos termos prescritos no receituário médico de fls. de forma contínua. para cumprimento desta decisão. Com estas considerações. surgindo daí a necessidade de fazer uso do medicamento MIMPARA (CINACALCET).rev.200-2/2001 de 24/08/2001.07.jus.stf. determinando que o Estado de Minas Gerais disponibilize o medicamento MIMPARA (CINACALCET) à autora. Secreb8ria.• Todavia. ~ • ANA MARIA "tft. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . contrariando posicionamento já firmado. Juiz de Fora.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. às expensas do SUS. Int.-&I j i O I~este$ autos foram de\lOlvictol. está em tratamento de hemodiálise há 14 anos. Destarte. Ato continuo. E. no caso concreto dos autos.OGLIA JABOUR Juíza Direito Em substituição na Vara da Fazenda Estadual RECi::BIMENTO DE AUTOS em.c/~$. Expeça-se mandado. pela Declaração Médica acostada às Os. com encaminhamento do receituário original. com urgência. considerando o teor do documento médico supracitado. pois.

asp sob o número 1490256 .11& 1P.!i.ICP-Brasil. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.CERnDÃO Df INTIMAÇÃO NO Dk. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. tal publicado o dISPOst'~~íl~ ~cho/d0dsôo/sGntença constante de f. dlSjIOnlbllizodo em. ()fIcIEscr8vant. Ci«l1FlCO que. no D. poro dênclallntlmoçoo das pt.stf.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.J. • lJil. ~/ \/ore do r~ P9bflcll e AutOl'qUIcs Es1uduals JF. Edlçoc. n... Juiz de ForG.2L 9 publicado em OJ.:ies inler9SS0dos.IMGI 31\) I 11 I o.JliLJ1.IG • DiÓl'1o Judiciário EletrOnJco' do Tribunol de Justiça do E~tado de Minas Gerais. • • • • I.200-2/2001 de 24/08/2001.jus. 1 05 OreMrldo • verdade e dou fê. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

120 ANDAR.JUSTiÇA COMUM FÓRUM BENJAMIM COLUCCI AV. BARÃO DO RIO BRANCO.000. seu cumpra-se. 3239.PROCEDIMENTO ORDINARIO Distribuição: 26/11/2009 .Fone: FUNCIONARIOS .292/0009-64 Endereço: AV AFONSO PENA.SFDC-341 COMARCA DE JUIZ DE FORA .NOS institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .CNPJ: 21.jus.Emissão: 30/11/2009 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉU FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Se (a) : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 5. PARA QUE O ESTADO DE MINAS GERAIS PROVIDENCIE AO AUTOR O MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET).BELO HORIZONTE/MG Juízo VALOR DEPRECADO: DA CAUSA: Comarca R$ de BELO HORIZONTE MG ou a quem for esta apresentada.00 . 30 de novembro de 2009.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 2189.FOI DEFERIDA A ~TUIDADE JUSTIÇA LEI 1060/50 Aproveito o ensejo para externar-lhe manifestações de estima e consideração.2600. 1901 . DE QUE FOI DEFERIDA LIMINARMENTE A TUTELA ANTECIPADA . Exa. em exarando nesta o. CONFORME RECEITA MÉDICA CONSTANTE DOS AUTOS FICA O ESTADO CITADO PARA RESPONDER EM 60 (SESSENTA) DIAS (CPC ART 297 C/C 188). DESPACHO JUDICIAL NOTIFIQUE-SE O ESTADO DE MINAS GERAIS.200-2/2001 de 24/08/2001. COM ADVERTÉNCIAS LEGAIS (CPC ART 285) . como os atos processuais devam realizar-se fora dos limites territoriais desta comarca.CEPo 30130000 . DEPRECA a V.stf. Juiz(a} de Direito o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES que JUIZADOS ESPECIAIS É DE 08:00 ÀS 18:00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.572. CEPo 36010010 CARTA PRECATÓRIA Processo: 0145 09 567017-3 FAZENDA ESTADUAL . faz saber que por este vara tramita o processo descrito acima 8. •• o foro e MM(a} Juiz{a) de Direito desta comarca e vara supra. determine. CENTRO.. que.asp sob o número 1490256 . POR SEU REPRESENTANTE LEGAL. JUIZ DE FORA.l° ANDAR .

liIIE1e ( . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..stf. • • • JUHTA~ ika.. fiF .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 .9.1 e Oi..J_~_ _ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..200-2/2001 de 24/08/2001..• .J.l.~ rol! 0. ' ..ICP-Brasil."s~hão(§)_.11J...Q..\l.\L. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Iam a m..jus.. ~ ~~.Jb.'L.

PROCEDA À INTIMAÇÃO da parte.stf. nos termos prescritos no receituário médico de fls.ICP-Brasil. 08.h •• v.jus.Distribuído em 26/11/2009 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉU : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Pessoa a ser intimada: GERENCIA REGIONAL DE SAÚDE Endereço: AV DOS ANDRADAS. para os termos do despacho transcrito..j'/I'.. ás expensas do SUS.. de forma contínua. 222 . de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense. providencie ao autor o medicamento Mimpara (Cinacalcet). esteja munido de doc.o.JUIZ DE FORA/MG .'1 •.CEP: 36010010 .Fone: CENTRO . DESPACHO JUDICIAL/COMPLEMENTO de que foi deferida a tutela antecipada para determinar que o Estado de Minas Gerais.~' ijjJ-~l)j :J<>1 • .asp sob o número 1490256 Ú .COMARCA DE JUIZ DE FORA . R. • •• OrA) MM. nome e endereço acima . Juiz(a) de Direito da vara supra manda ora) Oficial (a) de Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) que.CENTRO . . "111.JUSTIÇA COMUM FÓRUM BENJAMIM COLUCCI AV.vrt 7n " .120 ANDAR . J J J I /0. . em cumprimento a este. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ~ I· Escrivã(o) Judicial: MARCELO CARNEIRO FORTUNA por ordem do(a) Juiz(a) de Direito JJ. 30 de novembro de 2009. Sales Cunha Ciente: __~~~~~I~~~~~~____N~A~'~I~O~~~'~'~~ _______________________________ Ao comparecer em JuIzo.200-2/2001 de 24/08/2001. . .3239-2600 URGENTE 282 .ZONA DE PLANTA0 OVorso C ert I'dão:I!{]Anexa o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 AS 18:00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. BARÃO DO RIO BRANCO. FAZENDA ESTADUAL PROCESSO: 0145 09 567017-3 MANDADO: 1 PROCEDIMENTO ORDINÁRIO . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 2189 .MANDADO DE INTIMAÇÃO DE TERCEIROS J. JUIZ DE FORA.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. /J Io\ASP 1205487-2 CRF 10Q70 Nome do Oficial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional: Mandado: 1 ASSISTtNCIA JUDICIÁRIA BRIAN ANDRADE SOARES SILVA REGIÃO: 999 .. Rita M. - .

asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil.iJ6YA tJ1Afl/ltl. do que ficou bem ciente. Dei-lhe a contrafé que aceitou ~kb no mandado sua nota de ciência. processo nO 0145 'f)'6Q.{J1~ ~ '3 que corre perante7q?. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. dirigi-me às . em cumprimento ao respeitável mandado de nO ti. Dou fé.stf.jus.200-2/2001 de 24/08/2001. •• Juiz de Fora.- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.[0 h e ()v min.CERTIDÃO • •• • Certifico que. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. expedido nos aut~. OI de tl2r?ét hrJ20 lUstiça Avaliador(a) '". à rua Av (JtlS /ttlO1lA-&t-f 222 ~ C G/I/~ og --:--_---:-_ _-=----:--_~ para todos os termos e conteúdo do mandado referido que li e lhe dei para ler.. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.

loS . de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense. DESPACHO JUDICIAL/COMPLEMENTO • •• Intimação da Procuradoria Regional do Estado de Minas Gerais em Juiz de Fora. PROCEDA À INTIMAÇÃO da parte.' esteja munido de doc.ICP-Brasil.~ .ZONA DE PLANTA0 O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 ÀS 18. ~ --I . § 4 0 da Lei 8.Fone: CENTRO .JUIZ DE FORA/MG O(A) MM.ili Juizo.494 de 10 de setembro de 1997 JUIZ DE FORA.437..200-2/2001 de 24/08/2001. BARÃO DO RIO BRANCO. No)ne ~ffcial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional: ~ PAULO CÉSAR BARBOSA REGIÃO: 999 . para os termos do despacho transcrito. Escrivã (o) Judicial: MARCELO CARNEIRO FORTUNA por ordem dota) Juiz(a) de Direito '\ \ 1\ J -'Í ~.118·2 • OAB/IIl1!.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .12 0 ANDAR .COMARCA DE JUIZ DE FORA .3239-2600 URGENTE Jirt \ 282 . nome e endereço acima .asp sob o número 1490256 .jus.182.00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.JUSTIÇA COMUM FÓRUM BENJAMIM COLUCCI AV. da decisão proferida por este Juízo. de 30 de julho de1992 e art 10 da Lei 9. nos termos do art 10.CEP: 36010010 .Distribuído em 26/11/2009 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉu : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Pessoa a ser intimada: PROCURADORIA REGIONAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Endereço: R OSWALDO ARANHA.CENTRO . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. . 2189 .stf. • •• Ciente: MR .j fo~ I') I In. Mandado: 2 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Certidão:DVerso DAnexa Ti :v Maranduba Schrodrt Ao compareder e I _ D O ESTADO • 1. Juiz (a) de Direito da vara supra manda o(a) Oficial (a) de Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) que. conforme cópia em anexo. 30 de novembro de 2009.MANDADO DE INTIMAÇÃO DE TERCEIROS FAZENDA ESTADUAL PROCESSO: 0145 09 567017-3 MANDADO: 2 PROCEDIMENTO ORDINÁRIO . em cumprimento a este. 60 .

x*x*x*x*x~'x*x*x"x"x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x' • Juiz de Fora.A n960. à rua OSW.200-2/2001 de 24/08/2001.CERTIDÃO • -.. •• Certifico que.T ---"-D e"'z'-Ce""mcuh'"-'ruo_____ de 2009 .Bairro Centro.dia OI/I2/2009 onde procedi à intimação da Procuradoria negional do Estado de Minas Gerais na essoa do rocurador TIAi"! Ml\RANDUBA SCHRODER x*x* x .nesta. Dou fé. processo nO 0145 09 5670I7-3 que corre perante Fazenda Estadual x*x*x"x"x*x*x~x:<:Iirigi-me às T4.jus.asp sob o número 1490256 .. _ _de ow. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www... . 'e Justiça Avaliador(a) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. s expedido nos autos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . h e 40 min.ICP-Brasil.. em cumprimento ao respeitável mandado de nO do..x*x*x"'x*x*x*x"'x"'x*x* x* x*x*x* x"x"'x*x*x*x*x* x* x*x*x* x* x x*x*x*x*x*x*x"x*x*x"x*x*x para todos os termos e conteúdo do mandado referido que li e lhe dei para ler. Dei-lhe a contrafé que aceitou exarando mandado sua nota de ciência.uro ARANF.stf. do que ficou no bem ciente.

O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil..stf.jus. junto a estes autos _ _ _ _ _ _. 8IIl frente O(A) ESOrivAo(A)_--'l&JI'""-_ __ J Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..Qi.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . > • ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento._.• • • JUNTADA EDl!UJJ2LJ.

• .567. MM. via postal. MM_ Juiz de Direito da Comarca de Juiz de Fora Fórum Benjamim Colucei Rua Marechal Deodoro.015-460 Núcleo .Juiz de ForalMG." consideração .ICP-Brasil." o especial obséquio de enviar a esta Advocacia-Geral do Estado.Ex.stf..t. ~".MG. 7081109/POlNúcleo.Belo Horizonte .: Ordinária n°.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.781. nO 1901 . Afonso Pena. protestos de apreço e MARGARIDA Procuradora do tado de Minas Gerais Coordenadora da r curadoria de Obrigações Exmo. CEP: 30\30-004 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001. AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA CP-PRO: 090.MG CEP: 36.017-3 . • •• REF. solicito a V. 29 de dezembro de 2009.09. Belo Horizonte. 662 Juiz de Fora . " GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO OFÍCIO nO. cópia dos documentos que acompanharam a petição inicial. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .Ex. reitero a V. Juiz. Tendo em vista a ação em referência.Funcionários.jus. Na oportunidade.asp sob o número 1490256 . 145. Sr. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.VFP . para que a Secretaria de Estado da Saúde possa cumprir a decisão que concedeu a antecipação da tutela.ALO MMP/dlb Av.

. .~. ~ i./1· . 'I . ··:. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . . ' : .200-2/2001 de 24/08/2001... "': . . . .~' ...' .' " "~..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ~. : Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf. .: . ... .... '-'. " . .'... ..:' .. . :~:.ICP-Brasil..jus. \.. . .asp sob o número 1490256 ..' '.' ' .

O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . • • \ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.• .stf. ."-: ': . ~ • "..:...br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus.asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil.

'" \ • Oficio nO 0145 09.MG - Avenida Barão do Rio Branco. • "..189.Funcionários Belo Horizonte . extraido dos autos em epigrafe da Ação de Ordinária em fase de cumprimento de liminar promovida por Alcirene de Oliveira em face da Fazenda Pública do Estado de Minas Gerais. 1901 . centro.fazesladual@tjmg. Jsçrivão:: Bel.017-3 Juiz de Fora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. -.stf..200-2/2001 de 24/08/2001. conforme vossa solicitação através do oficio 7081/09/PO/Núcleo . encaminho a Vossa Senhora a documentação que acompanham a inicial. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Marcelo Carneiro f9J1l·tn~. • Marce'lo Atenciosamente Cavalc~ piragibe Gui Ju!.jus. Pelo presente. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..~ . Afonso Pena. nO 2.MG CEP 30130-004 " .Marcelo cavalcanti Piragibe Magalhães l.CEP 36010.010 JUiz. MARGARIDA MARIA PEDERSOLl DO Procuradora do Estado de Minas Gerais Coordenadora da Procuradoria de Obrigações Av..Dr.br Telefone (Oxx) 32 3239-2503 ... 12° andar.__ .Seàetâria da Vara da Fazenda Públicã e Autãrquias "EStaduais Comarca de Juiz de Fora .ICP-Brasil..asp sob o número 1490256 r .567. .l.jus.: d~ Direito A lima. •• Prezada Senhora..~ . Sra. . 08 de janeiro de 2010.. E-mail -jfa.

. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.C. .. .r~.'........·..(\".jus.'. ... !.ICP-Brasil. ('pr •...wnda aAutarq(!i~s EstadU6is JF ~"-J..... - em !h6t\IiI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.I ~$..-'r:-!"""-·-':lI'tO . I AG. du.....m clc Rf.stf. C [J ~ 'I" ::: PiOC":.. ':'.••~ ... '1 Á . -*'.\J..JIJ: (.."'r::o (toiJ r::>~:j..MOViMENTAÇÃO PROCESSUAL Em cuml"rime~ia á Instruç. 7".....·!ificú q!)~ foi promovi de r.\~. . 29{) do TJMG ~\ ?rovimenlc 161/200e ót.asp sob o número 1490256 .. ·i~!:) 'u" "'".J.-<. )m1te ••.I.suaJ nettas t.iH~: -1 \i" .(MG}_~~C -.SI:.lr.. :. " .• ·\' .i!!'" \in. jo L::.. Ce:.' P-l~..-:. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..V· PIlE.. ~.t'~1Jç~... 1 fot'Ala·.-"uO.• • • JUNTADA .r. .-l'-' . 2fl rJamento procee... . :t~crévente da Vam da Fa. . ... ' . .·~. ".... H-jr-"'_' .CERTiDAo .2. '!. ..... oJ'"' ~. '-~·~t ...r 1014 _... .. G<L' .J~: c·.'.. .-PJrn::i Ô~~ s~:H~v:nti? rnano. v ..lLiJJ..~I.""'::Ü"\J.200-2/2001 de 24/08/2001...:-.\:0v .-. CG.-_ • .'1"'( .lIo 173/88 da CGJ'.~_T' _ _ _ __ Oi I J~iz oe Fpra.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento...SO GUepent? !\rL 'lO Lei 6830/80 1-'1 ~1·.

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 1_ rr.)'Justiça de Primeira Instância A P~der Judiciário do nLt p _ dOJUíZO~. E para constar. J. -----------fv-lvl--iJI'f-J-f"Jt"l. _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. nesta Secretaria.L.Estado de Minas Gerais .-1 lfll."'" . autuei _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ a seguir.ICP-Brasil. Apensos Autor _______________________________________________________________ A R T Réu ________________________________________________________________ D D A D Menor D D Segredo de Justiça ~Assistência Judiciária Réu preso Representante do Ministério Público D Justiça Gratuità lo. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. lavrei o presente termo que subscrevo. -I: V • ~ o s AUTUAÇÃO Em _ _ _ _ de _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ de _ _ _ _ ./ .200-2/2001 de 24/08/2001.stf.e..jus.asp sob o número 1490256 ·580-1 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

l° ANDAR . 411fRATUIDADE JUSTIÇA LEI 1060/50 • •• Aproveito o ensejo para externar-lhe manifestações de estima e consideração .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.00 o MM(a) Juiz(a) de Direito desta comarca e vara supra.3In"'IU o}Â \ eu o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETA IAS DE Juizo É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.CNPJ: 21. que.SFDC-341 COMARCA m: JUIZ DE FORA .CEP: 30130000 . (a) : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .asp sob o18:00 HORAS .292/0009-64 Endereço: AV AFONSO PENA. POR SEU REPRESENTANTE LEGAL.BELO HORIZONTE/MG 0024 09 761580-1 • e. CONFORME RECEITA MÉDICA CONSTANTE DOS AUTOS FICA O ESTADO CITADO PARA RESPONDER EM 60 (SESSENTA) DIAS COM ADVERTÊNCIAS LEGAIS (CPC ART 285) . DE QUE FOI DEFERIDA LIMINARMENTE A TUTELA ANTECIPADA . 1901 . VALOR DA CAUSA: Comarca de BELO HORIZONTE MG ou a quem for esta R$ 5_000.572. DEPRECA a V. 21 89 . • JUÍZO DEPRECADO: apresentada .Djreit Ana MaTUl Lamnt09 Juvour Juiza de Direito _L Rcdr .stf. BARÃO DO RIO BRANCO. Exa.CEP: 36010010 CARTA PRECATÓRIA Processo: 0145 09 567017-3 FAZENDA ESTADUAL .ICP-Brasil.jus.200-2/2001 de 24/08/2001. determine. DESPACHO JUDICIAL NOTIFIQUE-SE O ESTADO DE MINAS GERAIS.Fone: FUNCIONARIOS . _ Juiz de Direito ier parr as 1l.3239-2600 . (a) de. faz saber que por este foro e vara tramita o processo descrito acima e.PROCEDIMENTO ORDINÁRIO Distribuição: 26/11/2009 .FOI DEFERIDA A (CPC ART 297 C/C 188). que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .12" ANDAR .Emissão: 30/11/2009 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉU FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Sr. PARA QUE O ESTADO DE MINAS GERAIS PROVIDENCIE AO AUTOR O MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET). O O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NOS JUIZADÓS ESPECIAIS É DE 08:00 ÀS número 1490256 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.JUSTiÇA COMUM FÓRUM BE'NJAMIM COLUCCI AV. como os atos processuais devam realizar-se fora dos limites territoriais desta comarca.CENTRO . em exarando nesta o seu cumpra-se.

CERTIDÃO. lavrei este .:>...:>.)'r I l'lr.j(.00 l-J i' . \ • • .JI'IHA C()!":'.ICP-Brasil..asp sob o número 1490256 .. r ' \) )".u :g RECEBIMENTO Em de 2009 Recebi estes autos do Distribuidor.lí:jO":I. I I ' /- r .' ) T . Luciano Augusto de Melo ' Escrivão Judicial • • . . Do que para constar. .stf.__12009 e o". ~ARTA PRECATóRIA VALOI:( CAW. Cl.:: c"é)I ~:)TI:(U'UI ç~O ~::. :O.200-2/2001 de 24/08/2001.':j :I.LH(.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Luciano Augusto de Melo Escrivão Judicial "" Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.jus..U ~:. u *** .COMARCA BELO HORIZONTE Oi:) ('J('1. _ _1_.:~OO'? -('~4('O'7' 6:1. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. I JUIZ(A) TITULAR:: I'IAI:(IA CI:<I :.':/. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .A:: ()" O() PRECATóRIA CfVEL • e. Certifico dou fé que expedi o(sj'inandado{s) de nO(s) em _ _1_'_12009 e os entregue na Central em _ _1_ _12009 Belo Iioriionte.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .• • •• • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento .

AUGUSTO DE UMA 1549 .---- PRECATÓRIA CÍVEL PROCESSO: 7615801-58.715..ICP-Brasil...8. 1901 .MANDADO DE NOTIFICAÇÃO • .Distribuído em 22/12/2009 Processo Origem: 1234567-12.13.BELO HORIZONTE/MG Referência: PRAÇA RIO BRANCO / PRAÇA DA BANDEIRA OrA) MM.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.2009..FAZENDA ESTADUAL .embro de 2009. conforme despacho transcrito abaixo.3"/OP3 J9 .JJ. DESPACHO JUDICIAL CITE-SE E NOTIFIQUE-SE. DEFIRO DESDE JÁ O QUE DISPÓE O § 2° DO ART.13.tj) " ..asp sob o número 1490256 . NOTIFIQUE A PARTE.1234.3330-2242 308 .8. Nome do Oficial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional: RENATO RY AL DIAS REGIÃO: 999 .jus. (CMOJ)l BELO HOR~TE' 22 oo-dte.JUSTiÇA COMUM I URGENTE FÓRUM LAFAYETTE AV..CEP: 30130000 .BARRO PRETO .CONTORNO I I C o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE C111( ·1.Fone: FUNCIONÁRIOS . 172 DO CPC.Mandado: 1 ASSISTÊNCIA .200-2/2001 de 24/08/2001.stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.607/0001-13 Representante Legal: NÃO CONSTA Endereço: AV AFONSO PENA.JUIZ DE FORA/MG 145095670173 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA· RÉU : ESTADO DE MINAS GERAIS • '.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .0024 .. ------------------------------------------------------. . por l~ Direito Ciente: Ao comparecer em Juizo.[1Vwo aO:DAnc~ Juizo É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.JUDICIARIA ~ .. COMARCA DE BELO HORIZONTE .. que em cumprimento a este e observadas as formalidades legais.. CUMPRA-SE NA FORMA DO DEPRECADO. nome e endereço acima indicados. .--_. ~ .--------. • • PESSOA A SER NOTIFICADA: ESTADO DE MINAS GERAIS .0024 MANDADO: 1 0024 09 761580-1 MANDADO: 1 CARTA PRECATÓRIA ..CNPJ: 18. SENDO NECESSÁRIO E OBSERVADAS AS FORMALIDADES LEGAIS.3° ANDAR . esteja munido de doc. Juiz(a) de Direito da vara supra manda ao(a) Oficial(a) de Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) .. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense.

A FÁTIMA DE QUEIROZ • ~ • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Marco Antônio Rebelo Romanelli que aceitou a contrafé que lhe li e ofereci para ler. em cumprimento ao mandado retro.stf. ~. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.CITEI E NOTIFIQUEI O ESTADO DE MINAS GERAIS.asp sob o número 1490256 .jus.• CERTIDÃO Certifico que. onde ali. na pessoa do Dr. dirigi-me ao endereço indicado.ICP-Brasil. Belo Horizonte. 28 de dezembro de 2009. A Oficiala de Justiça Avaliadora IV.200-2/2001 de 24/08/2001. O referido é verdade e dou • fé. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. apondo sua assinatura no mandado.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Belo Horizonte.CERTIDÃO Certifico e dou FÉ que publiquei a devolução desta Carta Precatória. 16 de janeiro de 2 09 . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. firmo a presente.ICP-Brasil..asp sob o número 1490256 . 02.stf. • ~ P/ Luciano u • • • .200-2/2001 de 24/08/2001. Por ser verdade.jus. conforme determinado no despacho fls.

·. Vara da Públlca Esta::lll:~! O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 RECEBIThiiEtNTO DE AUTOS FazerHi? ai'> .stf.v..lvidos à secretaria..200-2/2001 de 24/08/2001..~r..ICP-Brasil.e~tz:. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.l12.• •~ • • Em.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 1:Etúf) Ü)l".jus./Emf.Jil ~:~./O 3 /20. ($ Esc..:..i2f. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

1901. Belo Horizonte/MG Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O ESTADO DE MINAS GERAIS.FÁRMACO NÃO COMERCIALIZADO NO PAís -AUSÊNCIA 1)1': AUTORIZAÇÃO DA ANVISA Na esteira das informações elaboradas pela Secretaria de Estado de para o caso dos autos (nota técnica anexa). MEDICAMENTO CINACALCET .017-3 Protocolo Integrado • e. Excelência.'. CEP: 33. nos autos da Ação Ordinária em epígrafe. proposta por ALCIRENE DE OLIVEIRA..' /k:.. por sua procuradora.. DO DIREITO improcede o direito I. vem.ICP-Brasil.. conforme adiante será demonstrado .asp sob o número 1490256 . fi .o 0145. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. • '" EXMO. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . à presença de V..jus. apresentar sua CONTESTAÇÃO..' ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO . reivindicado.200-2/2001 de 24/08/2001. com pedido de tutela antecipada...stf.. alegando sofrer de insuficiência renal crônica. o medicamento Saúde Advocacia Geral do Estado . n. pleiteando o fornecimento do medicamento MIMPARA (CINACALCET). L30-004.. Em que pesem as alegações iniciais. pessoa jurídica de direito público interno.Avenid"l Afonso Pena. (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA' PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG ~ z é '"• Autos n. pelos fundamentos seguintes: _' . .567.09.o • •• DOS FATOS A parte autora ajuizou em face do Estado de Minas Gerais ação ordinária. (A) SR.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.

CEP: 30. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ) e em alguns países da Europa. possui como finalidade institucional "promover a proteção da saúde da população. • •• A ANVISA. inclusive dos ambientes. bem como o controle de portos. Se o medicamento requerido. o fármaco cinacalcet ainda não possui registro junto à Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). embora esse fármaco tenha sdo aprovado pela agencia norte-americana de regulação de medicamentos (FOA. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . eventual procedência do pedido violará a autoridade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária . após autorização especial da autarquia mencionada. ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO CINACALCET não faz parte da relação dos medicamentos dispensados gratuitamente pela SES: ". como no caso em tela. ).140-912 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Não se pode olvidar que a comercialização de medicamentos no território brasileiro exige prévia autorização da ANVISA.stf. sob pena de ser determinada atuação em contrariedade a dispositivos legais.ICP-Brasil. Assim. também. Se o medicamento sequer foi autorizado para ser comercializado no Brasil.Andar Térreo . autarquia federal. . s/nu. dos processos.. como aferir sua UTILIDADE e EFICÁCIA para o tratamento da moléstia que acomete a parte autora? Nesse aspecto.. ELlifício da Advocacia-Geral do Estado . pelo EMEA( .jus. Em face do que dispõe o artigo 6°.:. não há como se imputar ao Estado de Minas Gerais a obrigação de adquiri-lo e fornecê-lo à parte autora. 9. o que lhe é vedado em face do princípio da separação dos poderes (art. • e. por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária. dos insumos e das tecnologias a eles relacionados.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. de forma a garantir a segurança dos usuários e afastar a comercialização de produtos inócuos ou mesmo prejudiciais à saúde.ANVISA e. Praça da Lihcrdadr. 8.~ 1(.Deve-se destacar que. na esteira da nota técnica aludida. o que significa que tal medicamento não possui autorização para comercialização no país. da Lei Federal n. o fármaco pleiteado não obteve autorização da ANVlSA para ser comercializado no país.". 2° da Constituição da República). no que diz respeito às ações atinentes à vigilância sanitária. aeroportos e de fronteiras" (art 6°).782/99 que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). sendo que sua disponibilização está condicionada a processo de importação. § lO. não pode ser livremente comercializado no Brasil. a função executiva.080/90. foi editada a Lei Federal n.. lia ''\ ~ .200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 .

140-912 . portadores de asma grave. Doença de Parkinson. De fato. apenas.577. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. fornecendo os medicamentos considerados básicos e os essenciais. dentre outras. como há de se ver abaixo. o fato de o medicamento não possuir autorização da ANVISA para ser comercializado no país impede. que atingem um número limitado de pacientes. A Portaria GM/MS nO 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. na esfera de atuação do Município onde reside o paciente. Hepatites B e C. definindo.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO Em suma. o fato de o medicamento não possuir autorização da ANVISA para ser comercializado no país impede. que estabelecem seus deveres de atuação. o que demonstra que não é da competência do Estado o seu fornecimento. Muito embora o Sistema Único de Saúde seja. na maioria das vezes. os CID para os quais a prescrição é autorizada.200-2/2001 de 24/08/2001. regulamenta atualmente o Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional da Assistência Farmacêutica .asp sob o número 1490256 . é certo que cada uma das entidades públicas possui competências específicas. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Alzheimer.3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.hlifído da Advocacia-Geral do Estado . por si só. valores de repasse aos estados e normas de acesso. Já aos Municípios compete a efetiva prestação da assistência médica.stf. os medicamentos • •• • •• Praç.jus. s/no . vigora o Programa de Medicamentos de Dispensação Excepcional. fixadas por lei.Andar Térreo . Noutro giro. cujo fornecimento depende de aprovação específica das Secretarias Estaduais de Saúde. incluindo a farmacêutica. a procedência da ação. anemia. Em suma. São medicamentos de custo unitário geralmente elevado. responsável por disponibilizar medicamentos para o tratamento de doenças específicas. o medicamento pleiteado pelo autor não se encontra no rol veiculado como obrigação do ESTADO. e dos Municípios. dentre outros. os quais. à sua população. de 27 de outubro de 2006.1 da Liberdade. por definição constitucional.CEP: 30. Algumas das condições de utilização destes medicamentos englobam: Doença de Gaucher. uno e financiado com recursos do orçamento da Seguridade Social da União. além de outras fontes. dos Estados e do Distrito Federal. no ãmbito dos Estados. por si só. transplantados. os utilizam por períodos prolongados. a procedência da ação. não podendo ser o ente estatal compelido a fornecer tratamento que se insere. pacientes renais crônicos.ICP-Brasil. ressalvando-se. em última análise.CMDE. a lista de medicamentos (102 fármacos em 208 apresentações farmacêuticas).

.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001. Tal medida não impede ou restringe o cumprimento da sentença e. assegura o fornecimento do medicamento apenas pelo período necessário ao tratamento do apelado. ESTADO DE MINAS GERAIS • ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO listados pelo Ministério da Saúde cuja dispensação em caráter excepcional compele aos Estados Federados. para recebimento mensal da medicação. Ante o exposto..stf. sino .asp sob o número 1490256 . impedindo a utilização indevida de medicamentos e dispêndio desnecessário de verbas públicas..CEP: 30.Edifício da Advocacia-Geral do Estado . prescrito regularmente por seu médico. a qual deverá ticar retida.ICP-Brasil. entendo prudente condicionar o fornecimento do medicamento à retenção da receita. contudo. por outro lado. que deverá ficar retida. na dosagem constante de receita médica mensal. Assim. CPC). o Estado de Minas Gerais é mero executor da Política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da Saúde e recebe recursos da União Federal para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em caráter excepcional. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. determinou. bem como considero temerário determinar ao ente público que forneça medicamento de uso contínuo sem a devida apresentação mensal da receita uma vez que o tratamento pode sofrer alterações.08. • •• 11. não podendo utilizar a verba recebida a esse título para a aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde para a doença em questão ." Praça da Liberdade. o Exmo.jus. Carreira Machado concedeu a segurança.330-9/000).140-912 • •• 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Des. imprescindível que se exija da parte autora a apresentação de receita atualizada. 20 mg. 300.Andar Térreo . No julgamento do Mandado de Segurança (Autos nO 1.. a apresentação mensal da reeeita médica para recebimento do medicamento postulado.484. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . concedo parcialmente a segurança para determinar à autoridade coatora o fornecimento à impetrante do medicamento SILDENAFILA. verbis: "( . ) Entretanto. o que se admite apenas em atenção aos princípios da eventualidade e concentração (ar!.. já que somente o médico tem condições de avaliar a necessidade c a periodicidade do uso do remédio indicado.0000.PREVENÇÃO DE ABUSOS E CONTROLE SANITÁRIO Na hipótese de procedência dos pedidos iniciais. PRINCíPIO DA EVENTUALIDADE - DA INDISPENSÁVEL EXIGÊNCIA DA RETENÇÃO DE RECEITUÁRIO MÉDICO ATUALIZADO A CADA ENTREGA DE INSUMOS E MEJ)JCAMENTOS .

os honorários advocatícios sucumbenciais devidos nas ações ajuizadas pela Defensoria Pública não são destinados à referida instituição. pois permanece a situação jurídica relacionada ao credor e devedor da verba honorária" • •• Praça da Liberdade. 2004. Ministra Denise Arruda: "Efetivamente.asp sob o número 1490256 . em confronto com a norma disposta no art. cumpre ao réu impugnar eventual condenação em honorários de sucumbência em favor da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. César.stf. o fato de existir lei estadual que lenha instituído fundo financeiro especial destinado ao aparelhamento da Defensoria Pública não altera tal conclusüo. 343). sIno . por certo. ao votar para desobrigar o Estado do Rio de Janeiro do pagamento de honorários à sua Defensoria Pública. ÀS EXPENSAS Do ESTADO. a Primeira Turma deu parcial provimento ao recurso para afastar os honorários de sucumbência fixados em favor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. • •• Ora. DA [MPOSSIRILIDADE DA FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. in verbis: "Ar!.ICP-Brasil.140-912 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 381. 381 do CPC.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Consideração desta espécie foi feita pela ministra Denise Arruda. No recurso Especial dirigido ao STJ. mas ao Estado para o qual presta serviços de assistência jurídica a pessoas carentes. . e c!. p. (. é incabível o pagamento de horários à Defensoria Pública pelo próprio ente estatal. Vale aqui transcrever trecho do voto de relatoria da em. extinguindo. " Por definição. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 8. revelando-se inadmissível a condenação do ente público ao pagamento de verba honorária em condenação nos processos contra as defensorias. (i ---> 1t- ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO lIl. a obrigação" (FIUZA.) Ademais. ou em um só patrimônio.'. proporcionando. Direito Civil: curso completo. Extingue-se a obrigação.200-2/2001 de 24/08/2001. confusão "é fato que leva credor e devedor a se confundirem em lima só pessoa. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . EM FAVOR DA DEFENSORIA PÚBLICA Em atenção ao princípio da concentração. já que se trata de órgão integrante do estado. da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça. Belo Horizonte: Del Rey. desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor. que não possui personalidade jurídica própria.jus.Edifício da Advocacia-Geral do Estado ~ Andar Térreo ~ CEP: 30. em processo que o obrigou a fornecer medicamentos para paciente de doença grave: "É o recorrente quem mantém a instituição. sob pena de se estabelecer confusão entre credor e devedor na mesma pessoa. local para sua sede e remunerando seus integrantes". pois..

CEP: 30. Neste diapasão.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 271. 2.08. a inovação constitucional fixada pela EC nO 45/2004 no art. 4. bem como da legislação atinente à espécie. inadmissível. Sra.09. 213. o cadastramento da OAB da signatária da presente manifestação e da Advogada Regional do Estado em Juiz de Fora. Caso seja julgado procedente o pedido inicial.Edifício ua A{lvocacia-Gl!ral do Estado . Esse entendimento não é isolado. sobretudo por juntada posterior de documentos. por todo o exposto.09. que o fornecimento da medicação seja condicionado à apresentação de receita médica atualizada. do Parecer Ministerial. REsp 755611 Ministro Teori. o Estado de Minas Gerais for vencido na presente demanda. 331. Citando apenas as mais recentes decisões desta Corte: REsp 698828 Ministro Francisco Peçanha Martins 01 26. alinha-se à jurisprudência pacificada do STJ sobre o tema. se. a sua condenação no pagamento de honorários em favor da Defensoria Pública de Minas Gerais. 134.2005 p.2005 p.stf. L40-912 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 . 3. requer o Estado de Minas Gerais: • •• • •• 1. o que se admite apenas em atenção ao princípio da eventualidade. AgRg no Ag 631754 Ministro 10ão Otávio de Noronha Dl 20. CONCLUSÃO Pelo exposto.06. Requer. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . sInO .Ainda segundo a relatora. que deve ficar retida. oitiva testemunhal e perícia técnica. Albino Zavascki DJ 22. § 2°. ao contrário. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova juridicamente admitidos.2005 p. ainda. Sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais. condenandose o autor nos ônus da sucumbência. ad argumentandum. da CR/88 "não alterou as premissas que levaram o STJ a deixar de reconhecer o direito à percepção de honorários advocalÍcios por parte das Defensorias Públicas ". REsp 623432 Ministra Eliana Calmon 01 19. 162. Maria da Praça da Liherdade. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. A juntada das informações técnicas prestadas pela Secretaria Estadual de Saúde.Andar Térreo .2005 p.jus.

2°.asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO Consolação Lanna. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.494-8 e.Andar Térreo . e Resolução AGE n.stf.200-2/2001 de 24/08/2001. 4°.847 e •• Praça ua Lihcrdade.Edifício da Advocacia-Geral do Estado . MARIA DA CONSOLAÇÃO LANNA Advogada Regional do Estado em Juiz de Fora MASP 150343-2 OAB/MG 24. art. ar!. 01 de março de 2010 e Procuradora do Estado OAB/MG 86. nos termos da Resolução AGE n. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Belo Horizonte. § 2°. 120/2004.140-912 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 199/2007. Nestes termos.CEP: 30.832 MASP: 1120. a fim de que possa constar nas futuras intimações e publicações.ICP-Brasil. s/nO . pede deferimento.jus. inciso I.

Em ate(lção ao processo supracitado.017-3 Alcirene de Oliveira e Sra..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 .- e • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.jus. 18 de dezembro de 2009 Margarida Maria Pedersoli Procuradora do Estado de Minas Gerais Coordenadora da Procuradoria de Obrigações' Assunto: Processo nO 145. encaminhamos Nota Técnica AT/SES nO 2806/2009.- Vânia F~~t~ãbello Assessora-Chefe da AssessoriaTécnica/ATjSES e. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Procuradora.567.200-2/2001 de 24/08/2001. e.stf. contendo as informações pertinentes-o Atel1ciosamente. • GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE . Ofício AT/5.ES nO 4270/09 (AF) Belo Horizonte.09. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..ICP-Brasil.

mas sua segurança e eficácia em longo prazo. com pedido de antecipação de tutela deferido.09. a eficácia em longo prazo é desconhecida. progressiva e irreversível das funções renais. hipersecreção do hormônio da paratireóide (PTH). acarretando em sinais e sintomas decorrentes do aumento de cálcio no sangue (hipercalcemia). documentos esses necessários para melhor avaliação do caso clínico em questão. Esse fármaco corresponde a um agente antiparatireóide e calcimimético (ou seja.nte empregados. a princípio. Pleiteia o fornecimento do medicamento ~Iimpara® (cinacalcet) para seu tratamento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . nefrite. •• • . são questionáveis.jus. não foi -encaminhado documentos relativos a relatório médico e receíta médica pertinentes. em hemodi~lise há 14 anos. no quantitativo de um comprim. que junto ao mandado de intimação de tel-ceiros referente à ação judicial em referência. na urina ' (hipercalciúria) e da retirada de cálcio dos ossos.• GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE NOTA TÉCNICA AT ISES nO '2806/2009 Trata-se de Ação Ordinária nO 0145. . secundário à doe. diminuindo. infecção urinária. O uso de fosfato oral é útil para reduzir os níveis séricos de cálcio. esse fármaco pode levar à redução na liberação do hormônio PTH .pelas paratireóides. gota úrica e diabetes. esta perda resulta em processos adaptativos que.sea. O ritmo de progressão depende ela doença original e de causas agravantes. dentre outros parâmetros. • " . ' Cabe destacar. mas. o. Segundo informado na inicial da ação judicial em referência. cálcio e fósforo. da autoria de [\Icirene de Oliveira contra o Estado de Minas Gerais. novamente. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. • Da doença '. o que torna o rim incapaz de realizar as suas funçiles normais.asp sob o número 1490256 . Ocorre uma. I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. determinando o fornecimento de medicamento. ' . reduzindo os nívi!is de cálcio e do . Em mulheres mais velhas com doença moderada. Insuficiência renal crônica é a perda lenta. com isso. O objetivo do'tratámento do hiperparatireoidismo secun'dário é promover a diminuição dos níveis sé ricos de PTH. ' • Do medicamento pleiteado •• O medicamento pleiteado pelo nome comercial de Mimpara® é constituído pelo princípio ativo cinacalcete.567. Por ser lenta e progressiva. como hipertensão. Esse fármaco atua modulando a afinidade dos receptores sensíveis ao cálcio existentes na superfície celular das glândulas paratireóides. Corno aumenta a sensibilidade elas glândulas aos níveis de cálcio sangüíneo. para a prevenção da doença óssea progressiva e conseqüências sistêmicas da desordem do metabolismo mineral.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. • A paratireoidectomia cirúrgica é o único trat'3mento definitivo do hiperparatireoidismo.ido ao dia.200-2/2001 de 24/08/2001. que imita o cálcio). os níveis de ·PTH. que se caracteriza pela atividade aumentada da glilndulà paratireóide. mantêm o paciente sem sintomas da doença. até certo ponto. tratamentps previame. tratamento com estrogênio pode interromper a reabsorção ó. a qual produz uma quantidade excessiva de hormônios paratireóides em resposta a uma anormalidade fora da glândula paratireóide. administrado pela via oral.nça renal. Como conseqüêncía da insuficiência renal crônica pode aparecer o hiperparatireoidismo.produto cálcio x fósforo.stf.017-3 ~ Vara da Fazenda Pública Estadual da Comarca de Juiz de Fora/MG. a paciente é portadora de doença renal crônica.ICP-Brasil. Evoluiu com quadro de hiperparatireoidismo severo.

.enha sido aprovado pela ag'ência norte-americana de regulação de medicamentos (FDA .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. assegurando. 60 ou 90mg. pelo controle e avaliação dos medicamentos disponibilizados e comercializados no país. o que significa que tal medicamento não possui autorização para comercialização no pais. . conceder a aprovação e '0 registro de novos medicamentos ou novas indicações de uso do 'medicamento.asp sob o número 1490256 . em diálise e na diminuição da hipercalcemia em doentes com carcinoma de paratireóide. dentre outras coisas. os quais foram 'padronizados 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. embora esse fármacó t. pr.'• • Salienta-se que a ANVISA corresponde ao órgão de regulamenta(.ICP-Brasil. sendo responsável. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . . mediante autorização espeCial dada pela ANVISA.Food and Drug Administration) e em alguns países da Europa. é de uma dose inicial de 30mg uma vez ao dia. segurança e eficácia destes. pelo EMEA (European Medicines Agency). de medicamentos. cabe a este órgão. o fármaco cinacalcet ainda não possui registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. podendo ser ajustada em intervalos não inferiores que 2-4 semanas.GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE Esse fármaco é indicado no tratamento do hiperparatireoidismo secundário em indivíduos com insuficiência renal. o cinacalcet é produzido nas apresentações de comprimidos de 30. dessa forma. para a sua aquisição é necessária a realização de processo de importação. o medicamento pleiteado nâo se encontra disponível no país sendo que.stf. o Da regulamentação sanitária " • . A padronização de medicamentos no . ' cumpridos. objetivando prevenir.deve ser 'realizada tendo como uma de suas base's principais a co"mpleta regularidade sanitária do produto. • Do~ornecimento de mediCamentos no SUS Esclarece-se que o SUS possui uma estruturação específica. cOltendo trabalhos reconhecidos pela comunidade científica internacional. em que as competências de cada ente governamental são bem estabelecidas. cabe ao Estado.ncipalmente no que diz respeito ao fornecimento . até a dose máxima de 180mg uma vez ao dia. não é comercializado no ·país . A autorização de um novo medicamento pela ANVISA ocorre após avaliação criteriosa e análise de dossiê apresentado pelo fabricante. medicamento cinacalcet é comercializado em outros países com os nomes de Sensipar® ou Mimpara® e não se encontra registrado junto à ANVISA e.ão sanitária nacional. processo esse que demanda tempo e prazos legais a serem . Cabe ressaltar que. por ser um serviço público. dentre' outras coisas. serviço público de saúde. Dentro dessa estruturação. . o •• Como ressaltapo. Deve-se destacar que.jus. . Assim. estudos clínicos de fase IH. com isso. sendo que a dose recomendada. diante da aná~ise das evidências clínicas existentes quãnto aos 'benefícios advindos com a utilização de tal medfcamento'e diante da comprovação da segurança e eficácia do ·mesmo. nos órgãos de vigilânci3 sanitária em que esse medicamenfo se encontra registrado Para uso no tratamento do hiperparatireoidismo. assim como o fornecimento dos mesmos para o tratamento de diversas' patologias. a Secretaria de Estado de Saúde está sujeita às normas legais impostas pela ANVISA devend) obediênCia à regulaçâo sanitária vigente no país. minimizar e eliminar riscos à saúde da população.200-2/2001 de 24/08/2001. • . o fornecimento à população dos medicamentos considerados como de dispensação excepCional. a qualidade. ou seja.

incluTdo nos' programas de assistência farmacêutica do serviço público de saúde. Belo Horizonte. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . o tratamento do hiperparatireoidismo não se .jus.stf. deve-se ressaltar que o medicamento cinacalcet não se encontra incluído no elenco de medicamentos padronizados na portaria· supracitada e. pela Portaria nO 106/2009.asp sob o número 1490256 . Priscila eir Farmacêuti a F . dessa forma.GOVERNO DO ESTADO DE MINAS·GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE . 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. de dezembro de 2009. o mesmo não é disponibilizado pela SES/MG. • Diante do exposto.e.encontra incluído para tratamento no Programa Nacional de Medicamentos de Alto Custo/Excepcionais. a qual aprovou o Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional (CMDE). que tendo em vista sua não autorização pela ANVISA. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ~ . Tendo em vista os fatos acima expostos.200-2/2001 de 24/08/2001. não se encontra . cabe frisar que o medicamento pleiteado corresponde a um fármaco importado. não disponível no mercado farmacêutico nacional. rdJAagundes • e• • • '.ICP-Brasil.

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. "" .-. n.017-3 Protoco lo Integrado :.. CEP: 33.490-8.130·004. :3: :t> <=> Autos n" 0145. LI PROCURADORA DO ESTADO MASP 1120.." c= '" ::s: r:t> .: <=> • •• O ESTADO DE MINAS GERAIS.ICP-Brasil..832 Advocacia Geral do Estado· Avenida Afonso Pena.. (A) SR._ DO ESTADO EXMO.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. -. atendendo ao disposto no artigo 526 do Código de Processo Civil. Informa que instruiu o recurso cópia integral dos autos.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. nos autos da Ação Cível Pública proposta por Alcirene de Oliveira.asp sob o número 1490256 ... "" -" co -.09..stf.200-2/2001 de 24/08/2001. 1901..OAB/MG 86. (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA E AUTARQUIAS ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG E -I '" ~ "" '" '" -I .• • •• ' ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA·G~RAL . 04 de março de 2010 . Belo Horizonte/MG Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. vem requerer ajuntada da cópia do Agravo de Instrumento protocolado no dia OI de março de 2010.jus." o <=> <=> -" .. Belo Horizonte. por sua procuradora adiante subscrita.567. interposto contra a decisão que deferiu o pedido de tutela antecipada..

pessoa júrídica d~ direito públicó interno. inciso m. recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO • •• O que faz com fulcro nos art. Excelência. do CPC. nos termos do arf 527. com pedido de concessão de efeito suspensivo.AVt:1l1da Afllnso Pena. vem. co'm endereço profissional na com endereço profissional na Avenida Afonso Pena. Belo Horizonte/MG.s que 'expõe na peça processual que segue àdiante . tudo pelas razõe.Gcrai~.. n. como segue: I .ICP-Brasil.09. SR: DESEMBARGADOR PRESIDENTE Dei TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS G E R A I S ' .• ~~Jc~~2A?a~~~~:.017-3" ajuizada em seu desfavor por ALCIRENE DE OLIVEIRA.~~~AIS EXMO. • •• • ! o ESTADO DE MINAS GERAIS.567.130-004.jus. Belo Horizollte/MG • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. CEP 30. meio da procuradora que esta subscreve. Juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Juiz de Fora/MG. 19(H. Procuradora do Estado. n: 1901. apresenta o agravante o nome e endereço completo dos advogados que atuam no feito principal. ambos do CPC. por'. CEP: 33. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. respeitosamente à presença de V . Desde já. 524. OAB/MG 86832. 522 e seguintes do CPC. Funcionários.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. inconformado com a decisão proferida pelo MM. 111. c/é art.200-2/2001 de 24/08/2001. Advocacia Geral do Estado .stf. nos autos da ação ordinária n" ' 0145. uma vez presente o risco de lesão irreparável para-0 Estado de Minas. interpor o competente. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .130-004. em conformidade com o disposto no 'art. 558.PELO AGRAVANTE: Alana· Lúcio de Oliveira.asp sob o número 1490256 / .

ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO 11 .09. • '.200-2/2001 de 24/08/2001. acrescentado pela Lei é 11. promove o . fazendo a mesma prova que os ciriginais. ' Para a formação do instrumento do agravo.Edifício da Advoçaçi~I-Gcral d~) F. 365. MADEP 0271. •• Antco exposto. 0145. corri todas as peças obrigatórias. ora interposto. após b cumprimento das demais formalidades legais.receber o presente recurso em seus regulares efeilose. que as peças extraídas dos autos do processo de origem e ora juntada. ' O agravante declara." . Belo Horizonte. . • Praça da Liherdad~. pede e espera deferimento.a do Estado MASP 1. onde certamente será conhecido e provido. 26 de fevereiro· de 2010 • - ALANA LÚCIO DEOLlvEmA Procurador.140-912 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 120. por sua procuradorá.017-3.n:'Térrco .!-.PELO AGRAVADO: Defensoria Pública de Minas Gerais Comarca de Juiz de Fora.ICP-Brasil. Nestes termos.jus.Iado - And.s ao presente instrumento do agravo são autênticas. .. necessárias e úteis para' o conhecimento do presente agravo de ·instrumento.asp sob o número 1490256 . sinO . do CPC. Estado de Minas Gerais a juntada de cópia integral dos autos n.567.494-8 OAB/MG 86832 . ineluí-Io em pauta de julgamento. espera o agravante que esta honr~da Câmara Julgadora se digne a. inciso IV. a teor do que dispõe.CEP: 30. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .stf.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.o art. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.382/2006. na pessoa do Defensor Público Paulo Henrique Novelino.

exatos termos do relatório médico. nós ..0145. Vara da Fazenda Pública tstadualde Juiz de Fora Processo:. o MM. Essa é a decisão recorrida. slnU - Edifício da Advocacia~GcTaI do Estado ~ Andar Térreo .200-2/2001 de 24/08/2001.~67.09. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. tutela antecipada. Juiz a quo hoúve por bem deferir a tutela antecipada pleiteada.da Lihcrdad~. RAZÕES DE RECURSO Egrégio Tribunal de Justiça.' . ora agravada. doença que lhe acomete.jus.tado de Minas Gerais-Agravado: Alcirene de Oliveira Origem.ICP-Brasil.CFP:' 30.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.017-3 • -. ·Praça. pleiteando o fornecimento do medicamento MIMPARA (CINACALCET). Colenda Turma Julgadora.140-912 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. • •. com pedido de.stf. a ser utilizado no tratamento de Insuficiência Renal Crônica. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . ajuizou em face do Estado de Minas Gerais ação de conhecimento pelo rito ordinário.asp sob o número 1490256 . determina'ndo ao Estado de Minas Gerais que forneça. .ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO' IAg~av~~te: E. Conclusos os autos. DOS FATOS A parte autora.

INSTRUMENTO AO CA'SO •• inicialmente. 273. I .asp sob o número 1490256 . porquanto o· caso em apreço subsume-se . passa-se a cotejar a hipótese dos autos com . Além dos pressupostos de. em desacordo com a padronização levada a efeito pelo Ministério da Saúde. ad cautelam.l2 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. '. 36. uma vez que por mero dela o agravante [oi compelido a fornecer medicamentos de marca e de alto custo. s/nu . Praça da Liherda9c. verso). .ICP-Brasil.CEP. primeiro dia útil seguinte à juntada da carta precatória de intimação do agravante. Seguindo esta trilha de raciocínio. uma vez que o prazo de 20(vinte) dias . 522 do CPL É dizer. que modificou o artigo 273 do Código de . bem como da legislação pertinente à espécie. ao recorrente enfatizar. o cabimerito do pr.esente recurso de agravo. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.Processo CiviL .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o citado dispositivo.: 30. ocorrência' de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou de abuso de direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu (art. natureza probatória" deverá demonstrar a. dos pressupostos autorizadores da conCessão da tutela antecipada. perfeitamente à prim"eira hipótese prevista 'no ar!. medida de urgência introduzida em nosso ordenamento jurídico pela Lei 8. do CPC). 273. do CPC).AIHJar Térrco-. caput. a fim de demonstrar que a decisão a quo que a deferiu está a merecer reforma por parte deste ego Sodalício.stf. ainda. no caso em comento. a decisão interlocutória ora agravada proferida pelo Juízo a quo é suscetível de causar ao Estado de Minas Gerais lesão grave e de difícil reparação.. ESTADO DE MINAS GERAIS ~ ADVOCl\CIA·GERAL DO ESTADO' DAS RAZÕES PARA REFORMADA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA . na modalidade de instrumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .os pressupostos legais cnsejadorcs da medida de urgência. para fazer jus à tutela antecipada .200-2/2001 de 24/08/2001. • •• A questão ora posia ao crivo deste ego Tribunal de Justiça diz respeito à -analise da presença.jus. ambos do CPC . disponíveis à paéiente.DA TEMPESTivIDADE EM TELA E DO CABIMENTO DO AGRAVO DE. incisos I e li.952/94. ou não.pretendida incumbe ao requerente trazer aos autos prova inequívoca que convença o julgador da verossimilhança das alegações nas quais se funda o pedido antecipatório (art.Edifício da ALlvocacia~Geral do Estado .começou a fluir tão somenic em 09/02/2010 (fls.' Convém. cumpre salieritar a tempestividade do presente recurso. Segundo. J 40-9. enquanto existem outros cq'uivalcntes terapêuticOs no âmbito do SUS.ex vi do disposto nos artigos 522 c/c 188.

Assim. por absoluta falta de interesse em reCOrrer. o qlle significa qlle tal medicamento nelO possui autorizClç'ülJ para comercializaç'(7o no páís.Edifício da AdvocaCia-Gerai' do Estado . toda a verba destinada ao custeio da implantação do aparelho não poderá ser recuperada e o patrimônio público cst<jdual terá arcado com elevadíssima despesa . o fármaco pleiteado não obteve autorizacão da ANVISA paTa ser comercializado no país.Como se vê. que sua disponibilização está condicionada a processo de importação.eventual Apelação. sM) . do agravo . Não se pode olvidar que a comercialização de medicamentos no território brasileiro exige prévia autorizaçãó da ANVISA. Na esteira das informações elaboradas pela Secretaria de Estado de Saúde para o caso dos autos (nota .140-9 L2 • f . instr·umento.\'e destacar que. . . .200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..stf. de forma a garantir a Praça da Liberdade. paíse.). uma vez que. quando então se manifestaria a absolllta prejudicialidade do Agravo: Na hip6tese vertente. DE l'ROVA INEQuíVOCA E DA VEIWSSIMILHANÇA DAS A parte agravada não logrou comprovar a verossimilhança de suas alegações.asp sob o número 1490256 .:.j e em algum. portanto" o cabimento e a tempestividade do presente recurso.. à Agencia Nacional de Vigilância Sanitúria (4NVrSA). .ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO Para além.'tro junto. . o fiírmaco cinacalcet ainda não possui regi.lco tenha sdo aprovado pela agencia ••• n~rle-americana de regu/çlçlio de. é importante destacar que. 'passa-se a discorrer sobre as razões para reforma da decisão a quo. de . após autorização especial da autarquia mencionada. • .Andar Térreo . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .' . umâ vez que as provas que Iastreiam a peça de· ingresso não podem scr qualificadas como prova inequívoca do suposto direito plciteado judicialmente . ALEGAÇÕES: ••• 11. recurso só seria apreciável pelo Tribunal de.CTiP: 30. medicamentos (FDA.ICP-Brasil.lhé irromperià inócua a via do agravo retido. Comprovados. sendo .medicamento CrNACALCET não faz parte da relação dos medicamentos dispensados gratuitamente pela SES: ". não há outro meio de o ESTADO se insurgir' contra a decisão primeva que não seja o agravo de instrumento. já que este . ~ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. a demora inerente'ao agravo retido impõe o manejo. ·em caso de revogação da decisão agravada somente ao [inal. como recurso processual útil. o que o faz nos seguiFltes termos: DA INEXISTÊNCIA .. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. na'esteira da nota técnica aludida. pelo EMA"A( ..jus. emhora esse fárn. o .' da • Europa.Deve-.técnica anexa).Vejamos.i. Justiça de Minas Gerais ao ensejo de .

ão possuir autorização da ANVISA ser comercializado no país impõe. ~raça da Liberdade.. que diz respeito . autarquia federal. Se o medicamento sequer roi autorizado para ser. § 1°. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. : ' De fato. por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e' serviços supmetidos à vigilância sanitáüa. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . .da . à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. possui como finalidade institucional "promover a proteção da saúde da população.14(~-91.• . .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. anuente responsável pela autorização' de importação do medicamento. e~. de Operações de Comércio Exterior e. o fato de o medicamento n. dos processos. 2° . 8. ' Gerais a obrigação de adquiri-Io"e fornecê-lo à parte autora/recori:ente. 'foi editada a Lei Federal n. por si só. às . submetida à análise do D~partamento. a revogação da liminar. ~ara Em s'uma. •• Ressalte-se que devido ao fato do 'CINACALCET pleitea~o não ser comercializado no mercado nacional. tambênl.080/90. ' Em face do que dispõe o artigo 6°. bem como 'o controle de portos: aeroportos e de fronteiras" (art. sinO . inclusive dos ambientes. não há como se imputar ao Estado de Minas . 2 6 .200-2/2001 de 24/08/2001. não pode ser livremente comercializado no Brasil.Edifkio lia Advocacia-Geral do Estado .jus. função executiva. comercializado -no Brasil. a .CEP: 30. dos insumos e das tecnologias a eles relacionados.782/99 ql!e define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). '. ' . o que lhe é vedado em face do princípio da s'cparação dos poderes (art. Referido procedimento se inicia com a solicítação de emissão da Licença de Importação (LI) ao despachante aduaneiro. A ANVISA. . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. eventual procedência do pedido violará a autoridade da AgênciaNacional de Vigilância Sanitária . órgão. .asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil. ' • Se' o medicamento requerido. em seguida. 'será necessária súa IMPORTAÇAO.9. o Procedimento de Importação está sUjeIto às normas do Regulamento Aduaneiro regulamentado pelo Decreto' 4765/2003' e é realizado pelo núcleo de compras de medicamentos excepcionais e emergenciais.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO segurança dos usuários c a afastar a comercialização de produtos inócuos Ou mesmo prejudiciais à saúde. ser determinada atuação em contrariedade a dispositivos legais.stf. no ações atinentes à vigilância sanitária. como no caso em tela.ANVISA e. sob pena de. o que demanda tempo. como aferir sua UTILIDADE e EFICÁCIÀ para o tratamento da moléstia que acomete a partc recorrente? Nesse aspecto.Andar Térreo . da Lei Fcderal n.Constituiçãoda República).

Andar Térreo' .ado pela partc' agravada. todavia. Após a autorização da LI a secretaria emite a instrução de embarque ao fornecedor que tem o prazo de até 15 (quinze) dias para embarcar o medi~amento. o. Judiciário vem ressaltando" em suas decisões.lO ali> nele representado.com a devida licença. entende o' Estado de Minas Gerais que. não é oponível a terceiros. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.Edifício ~Ia' Advocacia.ICP-Brasil. Nesse sentido. Confirmada a.~ (/lIe seTo li júrmaçüo do documento "e (.< alheio.CEP: 30. Ora.efeito. o receituário subsc'ritopelo médico assistente da parte agraVada tem força em relação a este e ao paciente.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.a procedência do pedido formu'.stf. 4.140-. principalmente em sede de cognição sumária . p.~I' (rtf. por' mais abalizado~ que sejam.. quando é feita a fiscalização sanitária (ANYISA) e fis~al (Secretaria de Receita) e. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . não tem a mesmaforça que tem entre a. posteriormente. " ESTADO DE MINAS GERAIS • ADVOCACIA·GERAL DO ESTADO " 55~ Nesses termos. interpretações abstratas de dispositivos constitucionais c legais não conferem ao' relatório médico uma espécie de "título" oponível contra o Estado e não o tornam apto a afastàr automaticamente a padronização levada a efeito pela Política Nacional de Assistência Farmacêutica. mister seja este dever exercitado em conformidade com os . e e . de forma a tornar possível a . sinO) .912 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.' . e ./udiciária no Cível e Comercial. mas não perante terceiros.e. nüo podem sem mais qualqúer ' condição sujeitar-se aos seus efeitos prohatórios" (in: Prova . o relatório médico apresentado é simples documento particular quc só se presta à prova.\'.chegada dd.asp sob o número 1490256 .Praça da Liberdade. não podem ser considerados provas suficientes a cmbasar . o instrumento particular. Noutro giro. 178). e É mais. o No entanto. parâmctros traçados na própria Constituição Federal. relatórios médicos produzidos unilateralmente por médico particular.partes. substância não registrada deve se' sujeitar ao cClntr'ole sanitário.-GcraJ do Estado . Vale dizer. Vo!. o Estado de Minas Gerais. isto' é. básico estabelecido na Carta Magna~ a dcscentra~ização.200-2/2001 de 24/08/2001. que a competência de prover a saúde pertence a todas as entidades gcivernamentais (A~tigos 196 e 23.produto no aeroporto de Confins é iniciado o procedimento de desembaraço aduaneiro de· importação. no caso. sendo princípio. como res inter alios aela.e .jus. a doutrina de Moacyr Amaral Santos: • "Rcferentemente a terceiros. cpmo o medicamento pléiteado provém do exterior e possui. . Com . inciso li da CF/88) . de fatos em relação ao signatário. medicamento é liberado. Os terceiro.

30.200-2/2001 de 24/08/2001. Pois bem.à população.asp sob o número 1490256 . não agasalhada pelo te'xto constitucional. dos Estados e do Distrito Federal e dos MU!1icípios. pcir definição constitucional. uma vez que por meio dela o agravante foi compelido a fornecer. é certo que cada uma das entidades públicas possui competências específicas. n. em última análise. Estados. Edifki() da Advocacia-Gt:nd do Eswdo -. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o relator poderá. . o medicamento pleiteado pela parte agravada'não se encontra no rol veiculado conio obrigação do ESTADO. ' ' Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. [40-912 oS . Distrito Federal e Municípios. não podendo ser o ente estatal compelido a fcrnecer tratamento que se insere. Como cediçr. Em conclusão. não pod~ndo utilizar a verba recebida a esse título para a aquisição de .Aildar Térreo .. Assim. o que demonstra que não é da competência do Estado o seu fornecimento.stf. 2.outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúge para a doença em questão. nos termos da Portaria MS/GM n. de 26 de novembro de 2009. por ' ' certo. e. sino. pronunciamento definitivo da cámara. não merece ser acolhida por esse i.CEP. sendo necessário diferenciar. de outro.' a pretensão de recebimento de' medicamento em desacordo com os termos da Portaria MS/GM 2981. sob as penas da lei. na esfera de atuação do Município onde reside o pacienfe..os. . uno e financiado com recursos do orçamento da Seguridade Social da União. de um lado. juízo. o Estado de Minas Gerais é mero executor da Política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério' da Saúde e recebe recursos da União Federal para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em caráter excepcional. fixadas por lei.jus. nos termos do artigo 558' do CPc. situação. . nos casos em que da decisão agravada possa resultar lesão grave e de difícil reparação.ICP-Brasil. que estabelecem' seus deveres de atuação. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. não incluído na relação dos medicainentos dispensados pelas Secreíarias Estaduais' em caráter excepcional. •• I IH) Do PEDIDO DE EFEITO SUSI'ENSIVO - ARTIGO 558 DO CPC.~: t\DVOCACIA~GERAL GERAIS ESTADO DE MINAS DO ESTADO organização e racionalização do Sistema Único de Saúde. • Assim. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . além de outras fontes. . como há de se ver abaixo. . o direito constitucional à assistência farmacêutica. e. medicaÍ11ento de alto custo. cUJa Praça da Libt:rdadc. . que aprova o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. com a atribuição de competências específicas para a Uniã<!.577/2006. a distribuição indiscriminada de' todo e qualquer tipo de medicamento. consubstanciado no fornecimento gratuito e universal de medicamentos previamente padronizad. suspender o seu cumprimento até. • ' e Muito embora o Sistema Único de Saúde seja. a decisão interlocutória de 10 grau é suscetível de causar ao Estado de Minas G~rais lesão grave e de difícil reparação.

" _ ~ .. seja recebido e darlo provimento ao presenle recurso. Des.~~8ithWlMG 86832 . portanto... com isso..fornecimento de remédio cuja: venda so interessa ao respectivo fabricante.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA'GERAL DO ESTADO comercialização não foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária . .1 io. -::'~":. t ~l-r.crc art. . . . pede e espera deferimento.-~ .... . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.Advo(:Ílciã-ccrâl dO ESlàdo"!.i\~~ . .... 527. inciso lIl.217..11> . ~ • .1' . Caetano Levi. . deverá ser deferido o efeito suspensivo. Anual' TérrCl) ~ CEV: 30. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . \. Insta deixar registrado.determinando-se a suspensão da decisão agravada até julgamento final do recurso. s/nu -' Edifício da.06. ou. . _ .200-2/2001 de 24/08/2001.cuja aquisição reterá parte dos recursos públicos destinados ao orçamento da saúde para atendimento dé um único paciente. ao passo que poderiam ser utilizados para adquirir os medicamenlós'já padronizados c. Belo Horizo'nte..dos os termos dã decisão agravada até julgaménto final do presente recurso. relator 'do agravo de instrumento n.. Assim.stf. ALANl\. ::. DOS PEDIDOS Ante o exposto. os requisitos necessários ao deferim'ento élc efeito à irreversibilidade da decisão de primeiro grau expõe o patrimônio público a riscos de danos irreparáveis ou de difícil reparação. (ANYISA)e .. _~. trecho do voto do Em. Nestes termos. - / • . ambos do CPC.884-3/001. . pOr oportuno. determinando-se a suspensão de tO.jus. :'-'01. acerca da irreversibilidade da decisão que antecipou os efeitos da tutela: "Ka cçmcessao da gratuidade â'e justiça para a recori'ida deixa claro que a medida é irreversível porque"se nao for confirmada na sentença a antecipaçao de tutela.ICP-Brasil.. 26 de fevereiro de 2010 llY . ao menos a dilatação do prazo para cumprimento da .~ 't.. tem pertinência a irresignaçao ". atender um número muito maior de pacientes. _ ..140-912 .. •• suspenslv~... . ..l ..) .asp sob o número 1490256 .0024. Praça da Cihcrdade. Presentes.. porquanto Em razão disso. requer o Estado de Minas Gerais: • I) seja conferido efeito suspensivo ao agravo de instrumento.~~~:.U" I. com a conseqüente r. decisão. 558. pelo princípio da eventualidade.evogação da decisão agravada face à ausência dos pressupostos necessários para a sua manutenção . LÚCIO DE OLIVEIRA Procuradora do Estado MASP 1. .'t!'.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.- <) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o erário público irremediavelmente estará lesado com .. nos termos do art.

. Q':l':f: .w~ .n da i'a~n!ta e:'u~rqllias ~~)!I • • • • • lUlfTAIM 1m.200-2/2001 de 24/08/2001.·'j " -"-..-.} C r<:'lJ'" .lLJ... que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .c..~..n. i ' L r..~.) @SIÚl..j Jri'U..stf.~_"I~. O AóJ ( ) Di~. . c€rH.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ..":'''.~i:.t: :y.D:: .:ir·.~.lG.L1int." ~ da CGJt.Jlc.1.···U. I ..""''''' / Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2...t. ~d' . .·. "'~"'-rn""""~""I'-'" ".. ":ç AGvn.r"~."'.\ Em cllmprirncntc t . .cl ( ) r.lna. cie f\.i".br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.....sTAfj.jus.asp sob o número 1490256 I ..In'·.l.. i\~". -"! .!·~Jt--"I"ij..:.....'-'0 proce~su>3·1 nestC·5 aJtÜ~l ~~?! S."E-"~-'~"'O J"'~ J\ d 1'.jnz.:" _ ~i"'s:h.... :~.ir~!\.. ' J... ~ .e~:C ...""G'!-I'-"'.. {~ que iei .I.-.fil.· :':..C~ ' 1 ' -....·.{) AIit~'lE. '.a~~eMc/~r-ak. \XIPO 10 dfa5 -O ~ "..l~-----'-U...ICP-Brasil...t. ..!c ~ 9G do TA/.~ c/c Resoluç.·~:::: O \'-!t~ au Estf. ·.tMN Judleilll "lO> U~i.\' !!.r.(:.:!Itt.r··-: :~~.11J.:.L t..0C -..r: 'i n~st" ~.ado F'~{ljvu&1 O Vi'. y'.j'llW . • ..'~~lo(l) {IJ/ •• ft:~ 1ID. H I 03 rt ' 10 • jcIE~m.. ': j....'.f!o de .:.lf·."" .'ri! .\'.. _ .-8 g} \1st~ j.o rú!Jw(o i~-.'Gf~r..~:-.i~vr ~"H}.

Katia Silva Escrivão(ã) deiCartório da 7a Câmara Cível . do CPC. nos termos do art. • •• Excelentíssimo Senhor Juiz. entre as partes ESTADO MINAS GERAIS agravante(s) e AlCIRENE DE OLIVEIRA agravado(s). 527.200-2/2001 de 24/08/2001." 6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 7a CÂMARA CíVEL .asp sob o número 1490256 Cód.MG Documento emitido pelo SIAP: 11~lmIU~II~IID~il~ml~n~l~milil 155920924101960430270002201518 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.567017-3 que tramita na Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora. no prazo de dez dias.0145..09.jus.stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.25.8. envio-lhe cópia do despacho proferido nos referidos autos. 12 de março de 2010 • .Ex(a) que preste as informações que entender necessárias. De ordem do Excelentíssimo Senhor Desembargador Edivaldo George dos Santos. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Relator do Agravo nO 1. 10. Respeitosamente.0000).13.567017-3/001 (0072813-42.Unidade Goiás 11 M~cruz Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora .097-2 .UNIDADE GOIÁS Ofício nO 679/2010 Belo Horizonte. solicitando a V.2010. O citado Agravo foi interposto contra decisão prolatada nos autos da Ação Ordinária nO 0145.09.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ICP-Brasil. IV.

para oferta de parecer. do CPC. contra a r.ICP-Brasil. 527.0145. e a decisão agravada está ou não selndo mantida. determino ao cartó+ que: "ª 1. compeliu o agravante a fornecer o medicamento requerido pela agravada. AGRAVO DE INSTRUMENTO N° 1. do CPC. da CF/88. que dispõe ser saúde direito de todos e dever do Estado. Ultimadas tais providências.'. EDIVALDO GEORGE DOS lfANTOS . Dessa forma. tendo em vista não estar presente a relevância do fundamento do pedito. 2. decisão de fls." (Grifei)!. querendo. • •• . inciso 111 e 558. verifiquei não· ser caso de aplicação do disposto nos arts.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.· sejam os autos remetidos à Procuradoria de Justiça. d~i&erlr16e~~~ r Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. bem como os documentos a ela acostadps. Intime o agravado para. DECISÃO Cuida-se de agravo de instrumento. :nos termos dispostos no inciso VI.jus. com pedido de efeito suspensivo. inserta no art. Solicite ao juiz da causa. . • . interposto pelo ESTADO DE MINAS GERAIS. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 527. tendo em vista a previsão constitucional.stf.asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001. proteção e recuperação. Isto posto. indefiro o efeito suspenlsivo pleiteado . no prazo de 10 (dez) dias. 21/22. Examinando a minuta de agravo. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à· reduçã.09.. do art. contra-minutar.567017-3/001 COMARCA AGRAVANTE AGRAVADO RELATOR BELO HORIZONTE ESTADO DE MINAS GERAIS ALCIRENE DE OLIVEIRA DES. Belo~nte. o presente recurso. 196.o do ris90 de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às açôes e serviços para sua promoção. no prazo de 10 (dez) dias. I I 3. as informações sobre o alegado na minuta de recurso. 527. do art. na fo~ma prevista no inciso IV. do já citado Código. que ao deferir a antecipação de tutela pleiteada.

:~o:./Escrev.stf..6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CONCLU~O 8m1"7 I 03 120.097-2 O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. Faz. • •• Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001.j. e AutarquNls futaduais de Juiz ~ fora • MG O Esc.. Juiz da V..--_ __ Vara da Fazenda Pública Estadual • .asp sob o número 1490256 ./. CÓd..lo~_ faço estes autos conclusos ao <M. 10..jus.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . _--..25.ICP-Brasil.

10.stf. 09. • 1. • •• Juiz de Fora..200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil.097·2 . 59.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.25.Ó .. Publique-se. 17 de Março de 2010 MARCELO CAVALCANTI PIRAGIBE MAGALHÃES Juiz de Direito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 C6d. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . .1Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais t Processo nO. 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.567017-3 Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora Vistos e etc . Intime-se.I . Cumpra-se decisão de FLS..jus..

pois seria uma fraude às expectativas da coletividade. pretendendo medida liminar para que o Estado de Minas Gerais fornecesse os medicamentos indicados às FLS.ICP-Brasil. pois é dever do Estado garantir a saúde dos cidadãos.3 1001 Senhor Desembargador.jus.03 para serem ministrados conforme orientação médica. não podendo converter-se em promessa constitucional inconseqüente.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. . .196 da Carta Magna que tem por destinatário todos os entes políticos que compõem no plano institucional. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001.0145_09.567017-3 Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora Ao Excelentíssimo Senhor . J 6 ~-L60"S~'0~ 'P9:J Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais Processo nO. fundamentei meu entendimento tendo em conta o que dispõe o Art. Com efeito.asp sob o número 1490256 ...567017. a organização federativa do Estado brasileiro. agravado requereu ação ordinária de obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela.25.097-2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o o pedido do agravante veio estribado por conta decisão que deferiu o pedido de tutela antecipada que ~ncedeu liminar determinando que ESTADO DE MINAS GERAIS custeasse o tratamento com os medicamentos retro-referidos. • • • C6d.sembargador EDIVALDO GEORDE DOS SNTOS 0_0_ Relator do Agravo de Instrumento n0 1. 09.stf.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 10.

Senhor Relator. 09. 17 de Março de 2010 MARCELO • CAVALCA~I~GIBE Juiz de Direito LHÃES c. que mandei cumprir . decisão de Vossa Excelência .567017-3 Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora Informo.6 ~-L60'9~'0\ 'P90 Poder Judiç._ . mantendo-o ou não dentro do seu livre convencimento .~~_. fulcrado nessa linha de entendimento.iário do Estado de M~nàs.10.lvldo5 oi ~QClA'. --:.ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001.1:3 I o~ /~lil>teli lilutos foram Cód. Destarte. • antive a decisão objurgada . apresento a Vossa Excelência protestos de elevada estima e consideração.25. que foram cumpridas as determinações do Art. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . as informações devidas. .jus. O 1i~!!ac:rQv.!arill. Gerais Processo nO..097-2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Sendo oportuno._ _ __ RECEBIMENTO DE AUTOS Em. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. outrossim.526 do CPC.Observo. •• Estas.r". pelas quais Vossa Excelência aquilatará as razões do despacho espancado. Juiz de Fora.asp sob o número 1490256 . outrossim.

• • • o I.])'j)l~' '.~~U. . ..~ ____. ... 'em Iren". VfH:l da Fazend~ca Es~adl!al .stf.l. j) s. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2." rol (Q.~ t ~ JUNTADA ~ ....'... que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .?à1 Esc..asp sob o número 1490256 . - i . mediante carga no livro próprio. '..ICP-Brasil.." .~-..o~IO junto a estes autoe _m .jus.a • AIt' rl 0 O(A\ fscriVllo (A) _ ' .m:.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .:s:..J-.:' ' E~ç\lD q . ..7 • . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www...' " ... Dou fê. \llV CERTlDÁO CertifIco que nesla danl in1imei o De~ Público do Estado de Minas Gerais... ')! Po tO .C!Cv.. Juiz de Fora. ..200-2/2001 de 24/08/2001.!J / '...O" .

c EXMO. vem. apenas e tão-somente. é cediço que a ausência de registro junto à ANVISA restringe. Ora.567.017-3 ALCIRENE DE OLIVEIRA. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. por restrição legal.. necessariamente. notadamente no que tange à impossibilidade. à presença honrada de Vossa Excelência.stf. " . como ocorre no caso sub examine . mas quase Defensoria Pllblica do Estado de Minas Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. apresentado pelo próprio réu às fls. através da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. ~'t-. que a inexistência de registro junto à ANVISA não decorre. Saliente-se. Tanto assim que o medicamento Cinacalcet vem sendo regularmente fornecido pelo Estado de Minas Gerais à Autora. • .jus. o que faz cair por terra as razões lançadas às fls. veementemente. DR. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . SR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORAlMG. a comercialização do medicamento dentro do país e não a sua importação através de pessoa física ou jurídica. . conforme permissivo legal vigente (doc. ainda.O• . já qualificado (a) nos autos da Ação de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação dos Efeitos da Tutela Jurisdicional em epígrafe. impugnação à contestação de fls. de incomprovada eficácia de medicamento importado.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS · ..ICP-Brasil. de imputar-lhe a obrigação pelo fornecimento de medicamento não registrado junto à ANVISA.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. em tempo hábil.nos seguintes termos: DA AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO DA ANVISA: De início.09.asp sob o número 1490256 . que move em face do Estado de Minas Gerais. cabe repelír. a afirmação apresentada pelo Réu. 46). • •• Processo: 145. respeitosamente. apresentar. .200-2/2001 de 24/08/2001.

. tem como última e única opção. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . a Autora. W . o uso do medicamento Cinacalcet (aprovado nos EUA e em alguns países da Europa). não havendo litisconsórcio necessário.jus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. repita-se. é pacífico.. Preliminar rejeitada e sentença confirmada. Estando provada a necessidade de receber tal medicamento. que o dever de assegurar ao cidadão os medicamentosftnsumos necessários ao seu tratamento de saúde..577 DE 27. no caso.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. todos os tratamentos até então disponibilizados no mercado nacional.<. portadora de grau mais avançado da grave doença que a acomete. • . ESTADOS E MUNIcíPIOS -NECESSIDADE PROVADA DIREITO DO CIDADÃO. figurar como mero executor da política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da Saúde e recebe recursos da União para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em caráter excepcional.FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS . é procedente o pedido de condenação do Município em fornecê-los. seja rejeitada a tese suscitada pelo Réu . Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.2006: Não merece maior tergiversação a alegação do Réu de que. . data maxima venia.asp sob o número 1490256 . Ora. portanto. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. não podendo utilizar a verba recebida a esse título para aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde para doença em questão. sempre de um moroso e complexo procedimento administrativo que muitas vezes resulta em prejuízos irreparáveis a incontáveis números de pessoas doentes que anseiam pela liberação de determinado fármaco. com comprometimento clínico que poderá levá-Ia a óbito e tendo passado por todos.PORTARIA MS/GM N° 2. Estados e Municípios assegurar ao cidadão os medicamentos necessários ao seu tratamento de saúde. independentemente da patologia que está acometido. não havendo que se falar. . para o controle de sua patologia e garantia da sua sobrevida. DA OBSERVÂNCIA DA REGULAMENTAÇÂO DO SUS .200-2/2001 de 24/08/2001. no presente caso.ICP-Brasil.stf.Gs f DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS F&'/ . pelo que se impõe. é solidário entre as pessoas jurídicas de direito público interno. • •• Excelência. é dever solidário da União. no caso em especle. Conforme preceito constitucional.10. em litisconsórcio necessário ou legitimidade passiva exclusiva: AÇÃO ORDINÁRIA . Defensoria Pública do Estado de Mina.OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA DA UNIÃO.

(Des. ao contrário. SR. BEUZÁRIO DE LACERDA MANDADO DE SEGURANÇA . gestor local do SUS.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. COMPRA DE MEDICAMENTO TRANSFERÊNCIA DA RESPONSABILIDADE PARA O ESTADO. Logo. -A obrigação de fornecer medicamento ao necessitado que padece de mal físico ou mental é solidária entre as pessoas juridicas de direito público interno. .03. INVIABILIDADE. DES. AGRAVO N" 1.jus. se o poder que tudo pode ao estruturar e organizar o novo Estado a partir de 1988 não fez tal divisão.SUS . em competéncia do municipio. Assim.001) . garantido mediante políticas sociais e econômicas (.06.asp sob o número 1490256 . A saúde é direito de todos e dever do Estado. que deixa de fornecer-lhe medicamentos de uso continuo e equipamento de oxigênio.0629. 198. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .FORNECIMENTO GRATUITO DE MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DE DOENÇA PULMONAR CRÔNICA OBRIGAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL .stf.030391-0/001 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. assegurado constitucionalmente. 1.AGRAVADO(A)(S): ESTADO MINAS GERAIS . Ao nomear tais direitos. em relação à saúde. -Porque solidária o Município não pode transferir tal obrigação para o Estado-membro quando somente aquele é demandado .200-2/2001 de 24/08/2001. )" "Art.OFENSA A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. tendo em conta o caráter relevante do direito subjetivo reconhecido pela Constituição Federal.185422-7. Ap. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único.. AÇÃO ORDINÁRIA.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. sem repartir com os entes da federação essa função. TUTELA ANTECIPADA.RELATOR: EXMO. nos direitos sociais ao Estado é exigido um facere a fim de que o individuo exerça com plenitude o direito elencado como social.COMARCA DE SÃO JOÃO NEPOMUCENOAGRAVANTE(S): MUNiCíPIO SAO JOÃO NEPOMUCENO .. ao contrário dos direitos individuais.0024. • •• A saúde é um direito social da pessoa que demanda do Estado a formulação de políticas necessárias para sua implementação e que o alcancem efetivamente.. a conduta omissiva do Municipio.Representa ofensa ao direito liquido e cerlo do individuo de receber um tratamento digno e adequado de saúde. )" Não há que se falar. 196. Duarle de Paula. ou Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. afirmou que: "Art. (.. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA. o Estado avocou para si a obrigação de garanti-los. contudo. • ..

PODER PÚBLICO .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. f. porquanto. não será possivel ao Estado transferir tal obrigação quando somente este for demandado. estadual ou federal quem irá oferecer tal serviço de saúde. A competência é do ESTADO . Deferimento Juiz de Fora. o (a) Autor (a). • •• O dever do poder público é de qualquer das esferas institucionais que não podem mostrar-se indiferentes à sua obrigação e ao tratamento de que necessita o hipossuficiente .. fica afastada a alegação de ilegitimidade passiva.stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 .. do estado ou da união.. 0l\bril de 2010 . confia.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ·G. P.' ~ . Com efeito.200-2/2001 de 24/08/2001. julgará. em que Vossa Excelência. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . CONCLUSÃO: Por derradeiro. • . solidária a responsabilidade dos entes públicos.ICP-Brasil. .. mantendo-se o pedido de antecipação de tutela já concedida. nos termos do artigo 330.. I do CPC.' . '" .'.'. com melhores e mais profundos suplementos.como ente maior não importando ao cidadão se será o administrador público municipal. pauiHenriq~OVelino Defensor Público \:' Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. procedente o pedido constante na inicial. Termos em que.jus.. . I· .

gov.br Prezado Senhor Paulo Henrique.gov.gov. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.feira.CENTRAL DE ATENDIMENTO ANVISA Page 1 of 1 paulo henrique novelino <phnovelino@ig. entrai de Atendimento Agência Nacional de Vigilância Sanitária 0800 642 9782 portal.br> Para: phnovelino@ig. na qual a pessoa jurldica importadora seja o Ministério da Saúde. Em relação ao protocolo de atendimento 2010034196.com.ANVISA <atendimento.anvisa.mailig.com. Atenciosamente. 6/4/20 l O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. deverá ter análise e o deferimento do Licenciamento de Importação concedidos pela autoridade sanitária em exercício no local de desembaraço aduaneiro" Agradecemos o contato e colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos. ig. br/maill?ui=2&ik=ca2afb7c76&view=pt&search=inbox&th= 1.Caso deseje entrar em contato com a central. informamos que: 15 de fevereiro de 2010 14:56 ambito de atuação da GIPAF.. informamos que de acordo com o Item 8 do CAPiTULO XXXVII da C nO 81/08: "A importação de bens ou produtos não regularizados na ANVISA.br> CENTRAL DE ATENDIMENTO ANVISA 1 mensagem Unidade de Atendimento ao Publico .E.uniap@anvisa. O http://mail. ..stf. disponivel no site da ANVISA (portal. vinculada à • obrigatoriedade de cumprimento de ações judiciais deferidas no interesse de tratamento clinico de pacientes. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus.mail de iG Mail .200-2/2001 de 24/08/2001. exceto feriados . br •• Este endereço eletrônico está habilitado apenas para enviar e-mails.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. favor ligar no 0800 642 9782 ou acessar o Fale Conosco.anvisa.ICP-Brasil. das 7h30 às 19h30.com.asp sob o número 1490256 . As ligações podem ser feitas de segunda a sexta . . Secretarias de Estado e Distrito Federal ou Municipais de Saúde.br).

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ) ' " . I' .180 www. à pres~rrç'á de v6'ssa Excelência. . o Nesses termos.200-2/2001 de 24/08/2001..1.'. • •• . SR.09. ... nos autos do processo em epígrafe --. . por sua procuradora ao final assinada.jus.gov. . . 1.age.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de Fora t1 EXMO.122.br Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. pede deferimento. AN' rocuradora do Estado .asp sob o número 1490256 .567017-3 Autor: ALCIRENE DE OLIVEIRA Réu: ESTADO DE MINAS GERAIS PPI " .I." f '" ESTADO DE MINAS GERAIS. • . Juiz de Fora.386-4 OAB/MG 98. para fins de acompanhamento pr~~~ssúaL ' . requerer a inclusão da procuradora ába'ixo indicada no SISCON e na capa dos autos. 10 de ma de 2010 . bem como requerer que nas próximas publicações constem seu nome e OAB. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf. Ação de Conhecimento ajuizada por Alcirene de Oliveira.mg... JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DEFORA-MG Processo nO: 0145. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. vem.ICP-Brasil.

___ _ _ __ ~~ Vara da Fazenda Pública Estadual • . fundamentadamente. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . : : """v ~! Marcelo Cavalcanti P. lJfTlo S : Juizdefurn.. desejam produzir. Juiz da V. O ~i!acr. q5 I 04 j20..------ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2./~~tõteG c.".l.._ _ 1...br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.stf. e Autarquias Estaduais de Juiz dÁ\fora ...L Em CONCLUSÃO 11:) L 04 /20 .:L. fNl\-t\bl i it h. ~.q.200-2/2001 de 24/08/2001. Faz.6.'iu :::'.0 faço estes autos conclusos ao 'M. • • • I) EI1l prov~s Especifiquem as prova~ que 3) Intime-se .. a Ihães Juiz de Direito ~~l:tiJ~~.20&+--' RECEBIMENTO DE AUTOS Em~/~..ICP-Brasil. 2utos foram ./Escrev.asp sob o número 1490256 .."""':vidoli • S Oilcrlitêlriil.jus.(ll). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. -~R>.CERTIDÃO Certifico qlle cllIlas!reJ no SISCOM :1 OAB/MG do(a) Dr.MG O Esc...

200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .stf.25.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.097-2 O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. C6d. 10.Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.

RtF em frenlC> O(A) fllCrlvao lal ~_--. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001.• • • ~. ____ • JUNTADA Em~~s2Jg Junto a estes au".t.".

t1J ~: ~I Processo nO: 0145. 2361. e que.567017-3 Autor: ALCIRENE DE OLIVEIRA Réu: ESTADO DE MINAS GERAIS PPI UI W <:> "" OI: ~:) "" ~ •• o ESTADO DE MINAS GERAIS. perante Vossa Excelência.ICP-Brasil. 2944. 3345 e 3355.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. por sua procuradora. notadamente tendo em conta que o ônus probatório dos fatos alegados na inicial incumbe à autora. a autora pretende por meio desta demanda o fornecimento de um medicamento NÃO REGISTRADO NA ANVISA. não possuem autorização legal para o comércio interno .Agência Nacional de Vigilância Sanitária .stf. ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORAlMG. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. O registro do medicamento perante a ANVISA . retro. nas Suspensões de Tutela (STA) 175. por conseqüência.Ação de Conhecimento ajuizada por Alcirene de Oliveira. Bairro São Mateus.09. Suspensões de Segurança 3724.é exigência de segurança sanitária. em recente decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. Ressalta. não possui autorização legal para comercialização no país.jus. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA. Ressalte-se que. nos autos do processo em epígrafe .ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de }'ora EXMO. vem. na oportunidade. conforme devidamente exposto na contestação. não podendo o Estado se ver compelido a fornecer a favor de jurisdicionados medicamentos que não possuem controle sanitário nacional e. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. e Suspensão de Liminar (SL) 47. em atenção à publicação de fl. por isso. que. nO 60.200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . o Ministro Gilmar Mendes deixou expressamente consignada a impossibilidade de obrigar o Poder Público ao fornecimento de medicamentos não registrados na ANVISA: • •• Rua Chanceler Oswaldo Aranha. SR. 211 e 278. informar que não pretende produzir mais nenhum meio de prova.

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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora


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Se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do SUS, é imprescindível distinguir se a não prestação decorre de (1) uma omissão legislativa ou administrativa, (2) de uma decisão administrativa de não fornecê-la ou (3) de uma vedação legal a sua dispensacão. Não raro, busca-se, no Poder Judiciário, a condenação do Estado ao fornecimento de prestação de saúde não registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) . Como ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência Pública. é vedado à Administração Pública fornecer {ármaco que não possua registro na ANVISA. A Lei Federal n. o 6.360/76, ao dispor sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, determina, em seu artigo 12, que "nenhum dos produtos de que trata esta Lei, inclusive os importados, poderá ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde ". O artigo 16 da referida Lei estabelece os requisitos para a obtenção do registro, entre eles o de que o produto seja reconhecido como seguro e eficaz para o uso a que se propõe. O Art. 18 ainda determina que, em se tratando de medicamento de procedência estrangeira, deverá ser comprovada a existência de registro válido no país de origem . O registro de medicamento, como ressaltado pelo ProcuradorGeral da República na Audiência Pública, é uma garantia à saúde pública. E, como ressaltou o Diretor- Presidente da ANVISA na mesma ocasião, a Agência, por força da lei de sua criação, também realiza a regulação econômica dos fármacos. Após verificar a eficácia, a segurança e a qualidade do produto e conceder-lhe o registro, a ANVISA passa a analisar a fixação do preço definido, levando em consideração o beneficio clínico e o custo do tratamento. Havendo produto assemelhado, se o novo medicamento não trouxer beneficio adicional, não poderá custar mais caro do que o medicamento já existente com a mesma indicação. Por tudo isso. o registro na ANVISA configura-se como condição necessária para atestar a segurança e o beneficio do produto. sendo o primeiro requisito para que o Sistema Único de Saúde possa considerar sua incorporação.

Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n' 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330

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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral ,do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora' •
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Claro que essa não é uma regra absoluta. Em casos excepcionais, a importação de medicamento não registrado poderá ser autorizada pela ANVISA. A Lei n. o 9. 782/99, que criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), permite que ela dispense de "registro/:/fle.4ipWWf1:to.s w!guir;idos por intermédio de organismos multilaterais internacionais, para uso de programds ein saddê públiidpelo Ministério da Saúde.


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Verifica-se, pois, n~" 'esteira do que devidamente exposto na contestação e na nota técnica elabora pela Secretaria de Estado de Saúde, bem como de acordo com a jurisprudência do STF, que não é possível acolher o pedido formulado na inicial de fornecimento de medicamento que sequer possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sendo necessário, pois, o julgamento improcedente da ação . Nesses termos, pede deferimento. Juiz de Fora, 10· e maio de 2010.
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An,m lIa e Matos Alves r;t-ocuradora do Estado Masl!.122.386-4 OAB/MG 98.180

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Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n° 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 32 I 6,3:i30

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CERTIDÃO - MOVIMENTAÇÃO PROCESSUAL
Em cumprimento à Instrução 173/88 da CGJMG c/c Re~olução 290 do TJMGe PrGvirnento 161/2005 da CGJMG, certifico que foi promovido o andamento processuai nestas aulos da seguinte rnam!im: O Vi.ta õa Estado de Minas Gereis, via Procurador do Estado. O Processo suspenso. Aí!. 40 Lei 6830l13C O Processo SUSp>!!fl20. Parcelamento. Ar!. 792 cio CPC. I:>E..f. e~cc

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RECEBIMENTO DE AlJ'l'OS
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

EXMO. SR DR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA .


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ALCIRENE DE OLIVEIRA, já qualificada nos autos da Ação de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela que move em face do Estado de Minas ,~ Gerais, através da Defensoria Pública, vem, com respeito e acatamento, à presença honrada de Vossa Excelência, expor e requerer o seguinte: Ao contrário do que sugere o Réu, a inexistência de registro de medicamento junto à ANVISA não restringe a sua aquisição, tanto por pessoa física quanto jurídica, através de importação autorizada pelo indigitado órgão (fls. 68); mas, tão-somente a sua industrialização, exposição à venda ou entrega a consumo interno antes de registrado no Ministério da Saúde. Tanto assim, que o Estado de Minas Gerais, mediante adoção de todo o procedimento de importação, já fez diversas aquisições do medicamento Cinacalcet para dar cumprimento a diversas determinações judiciais da mesma natureza. E não para por ai, em ação ajuizada para o fim de que o Municipio de Juiz de Fora fomecesse o medicamento Cinacalcet ao autor APP.A, foi determinado, pela d. juiza da 2" Vara da Fazenda Pública Municipal, que o referido ente público efetuasse o depósito do valor referente a oito caixas do indigitado fármaco para que o autor, através de pessoa física, pudesse importá-lo, uma vez que Município, por restrições administrativas momentâneas não pôde fazê-lo . Saliente, neste particular, que a importação já foi concretizado e o autor A.P.F.A já iniciou o tratamento que lhe foi prescrito com sucesso, restando, portanto, demonstrada a sua eficácia. Por derradeiro, imperioso salientar que, em relação à ausência de registro do medicamente Cinacalcet junto à ANVISA, pelo que pode concluir-se, deve-se, apenas e tão-somente, a notória burocracia e ineficiência de nossos órgãos públicos, eis que o fármaco em questão já encontra-se aprovado e liberado para industrialização e comercialização pelos respectivos órgãos competentes do EUA e da Europa (doc. anexo), sabidamente mais criteriosos em suas análises.

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Defensoria Pública do ESlado de Minas Gerais
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

"...jus.200-2/2001 de 24/08/2001. Juiz de Fora. procedente o pedido constante na inicial.stf.. Páulo Henrique Novelino \ Defensor Publico \ Madep 0271 \\ • •• Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. mantendo-se o pedido de antecipação de tutela já concedida.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . " 1)~ '. P.ICP-Brasil. I do CPC. /' Assim. . em que Vossa Excelência. nos termos do artigo 330. o (a) Autor (a). '. com melhores e mais profundos suplementos. Oi' junho de 2010 . confia.'.asp sob o número 1490256 .G. • •• Termos em que. deferimento. julgará.'C. '.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

europa.!I: European Medicines Agency Doc. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged. A dose é ajustada a cada duas a quatro semanas. a dose inicial recomendada nos adultos é de 30 mg uma vez ao dia. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .~ J. ou quando o médico não considere adequada a remoção das glândulas paratiróides. A dose de Mimpara deve ser 7 WestferT)' Circus.stf. o que pode resultar em dor nos ossos e nas articulações e deformações nos braços e nas pernas. O Mimpara pode ser usado como parte de um tratamento que inclua fixadores de fósforo • •• ou esteróis da vitamina D. Se necessitar de informação adicional sobre a sua doença ou o tratamento. Para que é utilizado o Mimpara? O Mimpara é utilizado em pacientes adultos e idosos nas seguintes instâncias: • para tratar o hiperparatiroidismo secundário em pacientes com doença renal grave que necessitem de diálise para purificar o sangue de produtos residuais.jus. a dose inicial recomendada de Mimpara para adultos é de 30 mg duas vezes ao dia.europa. afim de emitir recomendações sobre as condições de utilização do medicamento.emea. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.: EM EA/72169612009 EMEA/H/C/570 Mimpara cinacalcet Resumo do EPAR destinado ao público • •• Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR). Canary Wharf. Os níveis da PTH devem ser verificados pelo menos 12 horas após a administração da dose e uma a quatro semanas após cada ajustamento da dose de Mimpara Os níveis de cálcio no sangue devem ser medidos frequentemente e no espaço de uma semana a contar de cada ajustamento da dose de Mimpara.eu © European Medicinas Agency. O seu objectivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou os estudos realizados. UK Tel.asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ICP-Brasil. 60 e 90 mg). "Primário" significa que o hiperparatiroidismo não é causado por outra doença. (44-20) 741884 00 Fax (44-20) 74 188416 E-maiJ: mail@emea. Uma vez estabelecida uma dose de manutenção. Em pacientes com carcinoma da paratiróide ou hiperparatiroidismo primário. até à dose máxima de 180 mg uma vez ao dia.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.~". leia a Discussão Cientijica (também varte do EPAR) . Encontra-se disponível sob a forma de comprimidos ovais verde-claros (30.eu http://www. . para reduzir a hipercalcemia (niveis elevados de cálcio no sangue) em pacientes com carcinoma das paratiróides (cancro das glândulas paratiróides) ou hiperparatiroidismo primário em que não possam ser removidas as glândulas paratiróides. Se quiser obter mais informação sobre osfundamemos das recomendações do CHMP. O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.200-2/2001 de 24/08/2001. Ref. "Secundário" significa que o hiperparatiroidismo é causado por outra doença.~t1. o que é o Mimpara? O Mimpara é um medicamento que contém a substância activa cinacalcet. os níveis de cálcio devem ser medidos mensalmente e os níveis da PTH devem ser medidos a cada um a três meses. leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou con/acte o seu médico oufarmacêutico. consoante os níveis da PTH do paciente. London E14 4HB. • Como se utiliza o Mimpara? No hiperparatiroidismo secundário. 2009. O hiperparatiroidismo é uma doença em que as glândulas paratiróides do pescoço produzem níveis demasiado elevados da hormona paratiroideia (PTH).

asp sob o número 1490256 . Os estudos tiveram a duração de seis meses. no final do estudo. Isto significa que mimetiza a acção do cálcio no organismo. O estudo continuou por mais três anos.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o cinacalcet. O cinacalcet actua aumentando a sensibilidade dos receptores sensíveis ao cálcio nas glândulas paratiróides que regulam a secreção da PTH. Os resultados dos estudos adicionais apoiam a utilização do Mimpara na hipercalcemia em pacientes com hiperparatiroidismo primário.jus. Ao aumentar a sensibilidade destes receptores. O Mimpara produziu uma redução do cálcio no sangue superior a I mg/dl em 62% dos pacientes com cancro (18 em 29) e em 88% dos pacientes com hiperparatiroidismo primário (15 em 17). em comparação com cerca de 6% dos pacientes que tomavam placebo. o cinacalcet leva a uma diminuição da produção da PTH pelas glândulas paratir6ides. bem como na redução da hipercalcemia em pacientes com carcinoma das paratir6ides ou hiperparatiroidismo primário nos quais a paratiroidectomia seria indicada com base nos níveis de cálcio sérico mas nos quais a paratiroidectomia não é clinicamente adequada ou é contra-indicada. incluindo 29 pacientes com carcinoma das paratiróides e 17 pacientes com hiperparatiroidismo primário. Outros três estudos compararam o Mimpara com um placebo num total de 136 pacientes com hiperparatiroidismo primário durante um máximo de um ano. Nos pacientes com carcinoma das paratiróides ou hiperparatiroidismo primário. náusea e vómitos. 45 foram incluídos num quarto estudo a longo prazo para estudar a eficácia do Mimpara durante um total de quase seis anos. é um agente calcimimético. Por que foi aprovado o Mímpara? O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os beneficios do Mimpara são superiores aos seus riscos no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em pacientes com insuficiência renal em fase terminal. ou seja. Destes. consulte o Folheto Informativo. Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao Mimpara. Qual é o risco associado ao Mimpara? Os efeitos secundários mais comuns associados ao Mimpara no hiperparatiroidismo secundário (observados em mais de I em cada 10 pacientes) são náusea (enjoo) e vómitos. O Mimpara não deve ser utilizado em pessoas hipersensíveis (alérgicas) ao cinacalcet ou a qualquer outro componente do medicamento. O Mimpara deve ser tomado com alimentos ou logo após uma refeição. O principal parâmetro de eficácia foi o número de pacientes que apresentaram uma redução dos níveis de cálcio no sangue superior a I mg por decilitro até ser estabelecida uma dose de manutenção (entre duas e 16 semanas após o início do estudo).aumentada a cada duas a quatro semanas. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Como funciona o Mimpara? A substância activa do Mimpara. cerca de 40% dos que tomavam Mimpara apresentaram níveis da PTH inferiores a 250 microgramas/I no final do estudo. os efeitos secundários mais comuns são semelhantes aos verificados nos pacientes com doença renal prolongada. cujas glândulas paratir6ides não podiam ser retiradas ou nos quais a cirurgia para remoção das glândulas paratiróides não foi eficaz. • •• Como foi estudado o Mimpara? O Mimpara foi foi comparado com placebo (tratamento simulado) em três estudos principais. O principal parâmetro de eficácia foi o número de pacientes que. 2/3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O Comité recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado para o Mimpara. O Mimpara foi também testado num estudo que incluiu 46 pacientes com hipercalcemia.stf. confonne necessário para reduzir a concentração de cálcio no sangue até aos níveis nannais. • •• Qual o beneficio demonstrado pelo Mimpara durante os estudos? Dos pacientes com doença renal grave sujeitos a diálise. que incluíram 1136 pacientes com doença renal grave sujeitos a diálise. O Mimpara permitiu uma redução dos níveis da PTH de 42% em comparação com um aumento de 8% nos pacientes a receber o placebo . sem ultrapassar os 90 mg três ou quatro vezes ao dia. em terapia de diálise de manutenção. apresentava um nível da PTH inferior a 250 microgramas por litro. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. A redução da PTH leva também a uma redução dos níveis de cálcio no sangue.

A Autorização de Introdução no Mercado foi renovada em 22 de Outubro de 2009. V.asp sob o número 1490256 . • •• • •• 3/3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Este resumo foi ac!ualizado pela última vez em 10-2009. uma Autorização de Introdução no Mercado. para o medicamento Mimpara. a Comissão Europeia concedeu à Amgen Europe B.200-2/2001 de 24/08/2001. O EPAR completo sobre o Mimpara pode ser consultado aqui. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .Outras informações sobre o Mimpara Em 22 de Outubro de 2004.jus.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. válida para toda a União Europeia. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.

.. __ • AUTOS ENTREGUES:EM CARGA AO ADVOGADO DO RÉU PUBLICADO DESPACHO VISTA AO RÉU EM ·\_-"'l-1~./ 42221612 •• JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA RECEBIDOS OS AUTOS DO ADVOGADO .13.~------------------------------NÚMERO TJMG: 014509561794-3 NUMERAÇÃO ÚNICA: 5617943-94....br/juridico/sf/proc_ movimentacoes.2009.Dados do processo Todos os Andamentos .asp 2/6/2010 sob o número .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.- .ICPBrasil. JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA RECEBIDOS OS AUTOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO AUTOS ENTREGUES EM CARGA AO MINISTÉRIO PÚBLICO ATO ORDINATÓRIO VISTA MP EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ JUDICIAL ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO ATO ORDINATÓRIO VISTA DEFENSOR - ~. .. ('.jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..jus.jsp?comrCodigo= 145&numero.O JUIZ(A) TITULAR 22221612 30/03/2010 29/03/2010 29/03/2010 PROMOTOR(A) 20001097 22/03/2010 19/03/2010 19/03/2010 19/03/2010 17/03/2010 17/03/2010 16/03/2010 16/03/2010 JUIZ(~)}ITULAR CONCLUSOS PARA JULGAMENTO -.200-2/2001 de 24/08/2001.Andamentos Page I of2 i9{l.TJMG .stf. 6 T'-'MG Institucional Consultas Serviços Transparência Intranet Página IniCiai » Consultas» Andamento Processual» 1 a Instância» Resultados Advogados Comarca de Juiz de Fora .NTADA DE P~TIÇÃO DIVERSA ATO ORDINATORIO MERO EXPEDIENTE CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO.' JUNTADA DE MANDADO JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA PUBLICADO DESPACHO VISTA AO RÉU EM ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO EXPEDIÇÃO DE MANDADO JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO RECEBIDOS OS AUTOS DO ADVOGADO AUTOS ENTREGUES EM CARGA AO ADVOGADO DO RÉU JUIZ(A) TITULAR 22221612 JUIZ(A) TITULAR 22221612 24/02/2010 24/02/2010 23/02/2010 099147/MG Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Andamento Processual . '". 1 ..0145 2 REG PUB/FZ MUN/FAL .. .~ ~~ ' JUIZ(A) TITULAR 22221612 . . http://www. . <- - ATIV. .8._' J.1 ~ 12/03/2010 12/03/2010 11/03/2010 08/03/2010 08/03/2010 04/03/2010 04/03/2010 08/03/2010 03/03/2010 02/03/2010 02/03/2010 01/03/2010 01/03/2010 099147/MG 099147/MG '..J. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..•:.tjmg.

06 (w ....- .i LI': i. • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001... ""I"'~ ~o\ ~ /h.• beNTe~ f Juiz RECEBIMENTO DE AUTOS cm ~/ o Co / 10 este" .-.onc!uEOi1 ao f::iM.J~__ .. . CONCLUSÃO O... _h.utOi> foram €'-". rI. deio Em~'Lde faço estes aU!. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ... (38 V. devolvidos ti S5crat .. Fa:r.:~~ .'..-: ~ '..'..' Conclusospara sentença./)$ c.. ·lei •. M • .. Au.. . ' .:~ •.. ....:- .~.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento...1: . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. \':~. ~1> r:k Fetal ~ Marcelo Caval~n!i p.~ r G r.juiz.. I. Esc/Escrev.__ .. ri ..p..--. e 1"1...:....1 i. --.:....0 '.jus.. . ~ ~ " ••0..:Jq:Ú:1B ..-!i-:. _______ _ ~ .~ Et":L CONCLU§Ao 1. -----------..stf.asp sob o número 1490256 ._ .J :.J ---------------.ICP-Brasil... -'.

deduzindo. Segundo a Autora e declarações da SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE o medicamento prescrito não faz parte do programa de medicamentos de alto custo do Ministério da Saúde. hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina D. etc . 1 frasco/mês. por ser portadora da doença Renal Crônica. • •• Tratam os presentes autos de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA em face do ESTADO DE MINAS GERAIS. Requer a Gratuidade Judiciária e pede a antecipação de tutela para fornecimento contínuo do medicamento requerido.ICP-Brasil. O C6d.stf.asp sob o número 1490256 . necessita do uso do medicamento por tempo indeterminado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora • •• Autos: 0145. Aduz.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus. que necessita fazer uso do medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET)..097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.567017-3 AÇÂO ORDINÁRIA AUTORA: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉU: ESTADO DE MINAS GERAIS SENTENÇA Vistos. que por indicação de especialista.09. estando em hemodiálise há 14 anos e evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a doença renal.25.10.. em síntese.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

seleciona e padroniza a aquisição daqueles necessários ao atendimento de sua população. Inquestionável o entendimento que a autora detém o direito pleiteado. Foram deferidas Gratuidade Judiciária e Antecipação da Tutela Jurisdicional. Agravo de Instrumento ás FLS. DECIDO.21/22. estando em hemodiálise há 14 anos e evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a doença renal..25. Junta documentos de FLS. O Cód.Judiciário do Estado de Minas Gerais Alega a Autora. pois.jus. hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina O. prescrito por médico especializado. 10. • •• Cuida-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA pleiteando a concessão de medicamento sob custas do ESTADO DE MINAS GERAIS. os autos vieram conclusos para sentença.097·2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ESSE É O RELATÓRIO.49/57. Fls. 07/19. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 . • •• Contestação pelo ESTADO DE MINAS GERAIS às FLS.ICP-Brasil. Entendendo estar maduro processo para julgamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.6 Poder .200-2/2001 de 24/08/2001.stf. trata-se de pessoa destituída de recursos financeiros para adquirir o medicamento que lhe dê condições de tratamento para o mal que está acometido. e que não possui condições financeiras de comprar a medicação indicada . indicado para quadro de doença Renal Crônica.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. não ter condições de adquiri-los sem prejuízo do sustento próprio e de sua família. sem qualquer acréscimo de provas ou documentos.37/43. aduzindo em síntese que o Poder Público. diante das inúmeras opções terapêuticas existentes no mercado farmacêutico e das limitações orçamentárias que o cercam.

196 . a proteção à maternidade e à infância. consignados nos Arts. que dispõe sobre a definição e coordenação dos Sistemas de Redes Integradas de Assistência de Alta Complexidade. alínea "a". a segurança.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus. sempre. o lazer. Com efeito.asp sob o número 1490256 . o Estado é competente para prestação do atendimento da saúde da população. em detrimento da vida dos contribuintes. verifica-se que se trata de parcela mínima da população.ICP-Brasil. a assistência aos desamparados.200-2/2001 de 24/08/2001. Art.São direitos sociais a educação. É certo. de forma solidária..6 Poder .097·2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. "in verbis": Art.080/90. ambos garantidos pela Constituição Federal. a saúde. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O direito a saúde constitui conseqüência indissociável do direito à vida. a esmagadora maioria é de necessitados e sem condições de suportar os medicamentos indicados. fornecimento de medicamentos às pessoas destituídas de recursos financeiros é dever constitucional do Poder Público. mas também do Município e do Estado. adequadamente. do Art. 6° . ressalvado o disposto no inciso 111. de que excessos existem de cidadãos que buscam o Sistema Único de Saúde mesmo tendo condições de suportar o ônus da medicação. garantido mediante políticas sociais em econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. 10.stf. ou seja. Assim. sendo cediço que quase todos os fármacos de uso contínuo. não justificando que a Administração Pública se ampare na obediência estrita a procedimentos orçamentários. a previdência social. pois.na forma desta Constituição. Todavia. não há dúvida. O Cód. O usuário do Sistema Único de Saúde tem direito a atendimento digno e que possibilite. com comprometimento de suas subsistências. o seu tratamento. proteção e recuperação. a gerência do serviço público de saúde não é apenas da União. assoberbando o Estado e o Judiciário. a moradia.16 da Lei 8. hoje fazem diferença no orçamento dos brasileiros . o trabalho.25.A saúde é direito de todos e dever do Estado. • •• • •• Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.6° e 196.Judiciário do Estado de Minas Gerais A prestação de tal serviço.

200-2/2001 de 24/08/2001. turno outro.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Nosso Tribunal tem decidido. podendo direcioná-lo àquele Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. havendo prescrição de médicos devidamente inscritos no Conselho Regional de Medicina sobre a necessidade do tratamento indicado. estando em hemodiálise há 14 anos e evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a doença renal.PROVA DA MOLÉSTIA E DA CORRELACÃO COM OS MEDICAMENTOS SOLICITADOS. não pode o Estado negá-los.jus.DIREITO GARANTIDO CONSTITUCIONALMENTE NECESSIDADE COMPROVADA . hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina D. a parte necessitada não é obrigada a dirigir seu pleito a todos os entes da federação. "in verbis": • . Assim.Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais Nesse passo. O Cód. tratando-se de responsabilidade solidária. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 . . a responsabilidade do Estado é conjunta e solidária com a dos Municípíos e a da União.No que toca ao direito do cidadão à saúde e à integridade física. tendo em vista o dever constitucional de garantir o direito à saúde. cumpre observar. que esse medicamento pleiteado é indicado no tratamento do quadro de doença Renal Crônica.. E.ICP-Brasil. • •• TJMG DESEMBARGADORA HELOISA COMBAT Data do julgamento: 07/10/2008 Data da Publicação: 24/10/2008 ACÃO ORDINÁRIA FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA UNIÃO. deixando de ser comprovado nos autos.25.SAÚDE . que a droga pode ser substituída por outra do dispensário de medicamentos públicos ou que existam outras drogas disponibilizadas que não foram utilizadas e que também possam responder positivamente ao tratamento da moléstia de que padece a postulante .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. DOS ESTADOS E DO MUNiCíPIO . 10.stf.

I . por recomendação médica. Nos termos do Art.asp sob o número 1490256 . • Ante o exposto.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais que lhe convier. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET). para a prevenção. O eód. remeto de ofício os autos ao Egrégio Tribunal de Justiça. O Sistema Único de Saúde. controle ou cura de moléstia.1 do Código de Processo Civil. •• P. na dosagem e modo da prescrição médica.Demonstrada a necessidade de determinada prestação.010 AA~ (~\ 'IAIV-MARCELO CAVALCANTI'PIRAGIBE MAGAL Juiz de Direito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. torna solidária a responsabilidade pela saúde. tendo em vista o seu caráter de descentralização. psicológico e mental e à dignidade da pessoa humana. Deixo de condenar o Estado de Minas Gerais nas custas e taxas judiciárias face sua isenção. .ICP-Brasil. Após o trânsito em julgado.i>~a.jus. à vida. como meio de tornar efetiva a garantia do direito à saúde.R. JULGO PROCEDENTE a AÇÃO PELO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA em face do ESTADO DE MINAS GERAIS para seja fornecido a autora. dê-se baixa e arquivemse os autos. alcançando a União.25. os Estados e os Municípios. enquanto durar o tratamento. ao bem-estar físico.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.475. 10.stf. às expensas do ESTADO DE MINAS GERAIS. 19 de agosto de 2. DISPOSITIVO • -.200-2/2001 de 24/08/2001. a demanda deve ser integralmente satisfeita.Juiz de F.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.

<lO!. O \~ :lI documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.t.»J.l.jus._. J?Jj~/20.:l Fnzenda Pública Est:l!!'I.asp sob o número 1490256 .O-~.. à secretar!a.l.-I.~ " Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.) de.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..386-4.::O.'----fryi1~_de~ • •• • • '.ãJs . Juiz de Fora.122.~/. o ~Escrevenle "F (p t'if..stf.a:>'rM'-M:n Pr curadora do Estado ~ASP .n~i AUroS Em.o) ele fls..RECEDJIrlilfENTO J!.L. J.C:L'JL6.rn.no livro próprio da Secretuia.~ 'Anam.l!:f. ~/ rn VDra i.1 Certifico que registiE:i <l E0ntença(deci"f. OAB/MG 98..w.ICP-Brasil.180 JUNTADA t:mJ2/0/20\ o( a)( i ) -\L~!. !~ _ estes autos foram dcvoh'.!L.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O EscJEscrev. .

. L~. EM NEGAR PROVIMENTO . \ . na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas. acorda.AGRAVADO(A)(S): ALCIRENE DE OLIVEIRA . à unanimidade' de votos.200-2/2001 de 24/08/2001. 1/6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. sob a Presidência do Desembargador ALVIM SOARES. DES.0145.09. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . EDIVALDO GEORGE DOS SANTOS • '. ~ • •• Vistos etc. a 7 a CÂMARA CfVEL do Tribunal..PRESENÇA· FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO A CIDADÃO NECESSITADO..567017-3/001 TRANSLADO 11111 11111 111111 " 1i 11111111111111111111111111111 EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO . O . Relator FI.ICP-Brasil. SR.I. com vistas a compelir o Poder Público a fornecer os medícamentos necessários ao tratamento da moléstia que acomete o a ravado.0145. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N° 1. de Justiça do Estado de Minas Gerais.RELATOR: EXMO.AGRAVANTE(S): ESTADO MINAS GERAIS . incorporando neste o relatório de fls.\.567017-3/001 . Estando presentes os requisitos legais é cabível a concessão de antecipação de tutela em 'lção cominatória.COMARCA DE JUIZ DE FORA .09.ANTECIPAÇÃO DE TUTELAREQUISITOS . AGRAVO DE INSTRUMENTO C VEL N° 1. cidadão necessitado. em Turma.

jus. por pedir o provimento do recurso.ICP-Brasil.8 OOVlSNlfHl TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N° 1. Analisando detidamente a questão posta.567017-3/001 NOTASTAQUIGRÁFICAS O SR. em resumo. interposto pelo Estado de Minas Gerais.stf. juiz da causa prestou informações esclarecendo as razões pelas quais formou seu convencimento e pelas nh. que o medicamento não está incluído entre aqueles de sua competência: que não pode ser obrigado a prever receita orçamentária inexistente: culminando. 02/11. que não foi demonstrada a presença dos requisitos legais necessários ao deferimento de liminar. com o que este não se conforma. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. •• Vertidos os autos à Procuradoria de Justiça.200-2/2001 de 24/08/2001. DES. contra a decisão de fls. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 2/6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 . havendo necessidade de dilação probatória. esta se manifestou pelo desprovimento do recurso . 21/22. alegando.0145. O r. com pedido de efeito suspensivo. que deferiu a antecipação de tutela e determinou o fornecimento dos medicamentos postulados na exordial da ação ordinária que lhe é movida por Alcirene de Oliveira.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. dentre outras inúmeras digressões. o agravante carreou os documentos de fls.:'-'t'Tfep'cisão agravada . EDIVALDO GEORGE DOS SANTOS: • •• • ~OIO Cuida-se de agravo de instrumento. vejo que o inconformismo do agravante não merece acolhida: FI. 12/50. Com a minuta de agravo de fls.09.

e receituário de fls.09. a moradia.. A saúde é direito de todos e dever do Estado." • •• O art..:u::=a~~Gonsagra o princípio acima "Art. São direitos sociais a educação. 5° garante ao cidadão. sendo submetida a hemodiálise há 14 anos.200-2/2001 de 24/08/2001. a segurança. primordialmente.asp sob o número 1490256 . 31/32.ICP-Brasil. e conforme relatório médico de fls. a previdência social. 22/23. a saúde. necessita do medicamento MIMPARA (CINACALCET) conforme postulado na exordial e deferido.567017-3/001 • •• A agravada. dentre inúmeros outros. na forma desta Constituição. o seu direito à vida. O art. é portadora de doença renal crônica. pO-. o trabalho.----------------------------------------------_____________ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . hiperparatitreoidismo. 24. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução. 6°.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 3/6 -----r-.rs::. em sede de antecipação de tutela.. do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua FI. a assistência aos desamparados. o lazer.I~ TRIBUNAL DE JU~TIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N° 1. Segundo a deClaração do médico sem o uso de tal medicamento há risco de'piora da doença óssea. hipefosfatemia e hipercalcemia.0145. representada pela Defensoria Pública. subscrito por médico credenciado ao SUS. calcificação vascular e nas partes moles. 6° dispõe também: "Art. com alto risco de problemas cardiovasculares e até mesmo morte . É mais que notório que a saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. 196. às fls. em vàrios de seus dispositivos.jus. a proteção à maternidade e à infância. O seu art. 196. Tal prerrogativa está consignada no texto constitucional vigente. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.

inciso XXII. Editora Del Rey. sempre. 105) . Pelo que entendo." Do mesmo modo. ante a previsão constitucional acima citada. dada pelo Mestre Carreira Alvim: "A constatação da verossimilhança e demais condições que autorizam a antecipação da tutela dependeram. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. a saúde da agravada não pode ficar ao sabor das políticas públicas e orçamentárias dos diversos entes públicos integrantes do SUS. sendo que a própria Constituição Federal estabeleceu as competências de FI. 2" edição. 23. como. vemos a preocupação com a saúde do cidadão.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 198. inciso 11. inciso VII. e a opria orientação jurisprudencial. a Lei nO 8. Corrobora esta afirmação a lição acerca de fumus bani iuris.-~ tl lRANSLADO TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1. no seu artigo 7°. pág.stf.200-2/2001 de 24/08/2001.jus. percebe-se que a agravada demonstrou a presença da fumaça do bom direito. 197. 30. Portanto. Ademais. por exemplo. proteção e recuperação. 4/6 • •• • •• Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.567017-3/001 promoção. certificando-se da probabilidade de êxito na causa.asp sob o número 1490256 . nem tampouco submetida às evidentes omissões destes.ICP-Brasil. nos arts. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Belo Horizonte-1995. 7°.09. notadamente a sumulada. no que pode influir a natureza do fato. 24. 199 e 200 . a especle oVa (prova preconstituída). inciso XII. de um juízo de deliberação nos moldes análogos ao formulado para fins de verificação dos pressupostos da medida liminar em feitos cautelares ou mandamentais." (in "Código de Processo Civil Reformado".0145. em inúmeros outros dispositivos constitucionais. IX. necessária ao deferimento do medicamento pleiteado. estabeleceu a descentralização da saúde pública no Brasil. Esse juizo consiste em valorar os fatos e o direito.080/90.

O perigo de dano refere-se. bens ou provas necessários para a perfeita e eficaz atuação do provimento final do processo principal. a parte deverá demonstrar fundado temor de que. iz a lei que o perigo. deve ser: a) "fundado".0145. E isto pode ocorrer quando haja o risco de perecimento. Editora Forense. seja em favor de uma ou de outra parte. deterioração. ~. ao interesse processual em obter uma justa composição do litígio. . desvio. Com isso.------------------------~-------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 5/6 ------. aos Municípios. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001. o que não poderá ser alcançado caso se concretize o dano temido. E continua o brilhante processualista: • •• • •• -- . 372/373). que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . justificador da atuação do poder geral de cautela. ou de qualquer mutação das pessoas.jus. e c) que seja "grave" ou de "dificil reparação" (art. b) relacionado a um dano "próximo". ( . ) FI.stf.I~. 16" edição.." (in "Curso de Direito Processual Civil". rR~~·'SlADO AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1. enquanto aguarda a tutela definitiva.09.. a lição dada pelo insigne Mestre Humberto Theodoro Júnior: "Para obtenção da tutela cautelar.ICP-Brasil. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS 'l . coube a execução dos serviços.567017-3/001 cada ente público no tocante a tal matéria. que é exatamente o que pretende a ora agravada. 798). portanto.asp sob o número 1490256 ..-----. Rio de Janeiro1996. Colha-se a respeito. venham a faltar as circunstâncias de fato favoráveis á própria tutela.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. á União e aos Estados coube cooperarem técnica e financeiramente e. págs. ainda. destruição.

ser correto o julgado. • •• Vislumbrando o julgador a presença dos requisitos outro caminho não lhe resta senão deferir o pleito liminar. em cognição sumária e baseado no seu poder geral de cautela. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 373).ICP-Brasil. isto é.200-2/2001 de 24/08/2001. por sua vez.0145. no caso dos autos.09. Creio..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 . FI. mormente porque se assentou em amplo regramento constitucional a respeito. o que se relaciona com uma lesão que provavelmente deva ocorrer ainda durante o curso do processo principal. pág. Com tais considerações. antes da solução definitiva ou de mérito.567017-3/001 Perigo de dano próximo ou iminente é.TRANSlADO I~\ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1. 6/6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. então. juiz monocrático. NEGARAM PROVIMENTO . Ante isso. • -. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Custas ex lege . não há que se falar em qualquer ilegalidade da decisão singular recorrida.stf. vê-se que. NEGO PROVIMENTO ao recurso e confirmo a bem lançada decisão recorrida." (obra citada.jus. concluiu pela presença dos pressupostos legais necessários ao deferimento da antecipação de tutela. eis que o r. 1. Vo de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): ANDER MAROTTA e BELlZÁRIO DE LACERDA.

Documento emitido pelo SIAP : I 1..stf. .' I .• "b"""i. Escrivão(ã) do Cartório -. -:: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ma~"idad' Goié. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Eu.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. OCA) Escrivão(ã). Kátia Maria da Cruz Silva.25..097·2 da 7' c. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .-' CARTORIO DA 7" CAMARA CIVEL .ICP-Brasil.UNIDADE GOIÁS CERTIDÃO CERTIFICO que o acórdão/decisão retro transitou em julgado. " c I• .'. t .. .jus.200-2/2001 de 24/08/2001. • •• Cód. O referido é verdade e dou fé. . REMESSA E os remeto ao ExcelenUssimo Senhor Juiz de Direito da comarca de origem. 28 de setembro de 2010 . ~ Remetidos em 05/10/2010 .10... ~ .(:r . Belo Horizonte.asp sob o número 1490256 .

200-2/2001 de 24/08/2001..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .Julz not.. arquivando o Agr\!Yo na caixa/maço ~í1' SISCOMiTJMG.NÇ\A~ _.I o ~.ICP-Brasil.Certifico que em cumprimento 00 Provo 161/2006 do ~ C:-lM'f' jSladel para estes autos copias de "s. ~!jQI'&! Escrtvâo(ent8l • •• • • • . traM~adO emjulgado em023ffiJU. -.stf.jus. Fora.J1\o ..asp sob o número 1490256 .. _ _~_emfrellte OCA) Escrivão(ã)'--I~_ _ __ JUNTADA ~lÍ!. . referente ao ~ravolReeul'So. jun a ést1ls autos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.1?.

Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 0"' ~ "" ~ Rua Chanceler Oswaldo Aranha.! ~ . interpor RECURSO DE APELACÃO. por sua procuradora abaixo .386-4 OAB-MG 98. corri fulcro nos art.09. 22. ~ . Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.567017-3 . com a posterior remessa dos autos ao E. de acordo com as razões que seguem.200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. Bairro São Maleus. . \ Requer. do CPC. 500 e ss. o recebimento e processamento do presente rec~rso. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . •• MASP:. '" .180 . nos autos do processo em epígrafe .. O ESTADO DE MINAS GERAIS. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. .stf. EXMO.assinada.COMARCA DE JUIZ DE FORA.Ação de Conhecimento ajuizada por Alcirene de Oliveira. Apelante: ESTADO DE MINAS G~RAIS Apelado: ALCIRENE DE OLIVEIRA Procuradoria das Obrigações' • . nO 60.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado .. inconformado com a sentença proferida às fls. pois. 80/84.MG Processo nO: 0145.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Advocacia Regional em Juiz de Fora .. para julgamento do mesmo.jus.::ç ~ " ANA "fI' LjIft. em primeiro grau de jurisdição.asp sob o número 1490256 . SR.- . vem à presença de Vossa Excelência.

RAZÕES DE APELAÇÃO - • •. . afirmando que é necessário para seu tratamento médico. qual seja. - .stf. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. em razão de apresentar a apelada quadro de doença renal crônicil com evolução para hiperparatireoidismo secundário.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de. EMÉRITOS JULGADORES. Aduz o apelante as presentes razões.Mimpara (cinacalcet). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. por apresentar quadro de doença renal crônica com evolução para hiperparatireoidismo secundário. Bairro São Mateus. . Rua Chanceler Oswald~ Aranha. Fora .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . .567917-3 y EGRÉGIA TURMA.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 . nO 60.200-2/2001 de 24/08/2001.09. por ocasião de recurso de apelação ora interposto contra sentença de 10 grau. 1. Estadual da tomarca de Juiz de Fora -MG Processo de Origem: 0145.jus. • •-. que detenninou que o apelante providenciasse o medicamento requerido pela apelada.SÍNTESEDOSFATOS A apelada interpôs a ação ordinária com pedido de tutela antecipada visando compelir o Poder' Público a fornecer o medicamento Mimpara (cinacalcet). Apelante: ESTADO DE MINAS GERAIS Apelado: ALCIRENE DE OLIVEIRA JuÍZo de origem: Vara da Fazenda Pública. .

Rua Chanceler Oswaldo Aranha. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . por fim. porém sem determinar exatamente o prazo e os limites para seu fornecimento .e pesem os fundamentos trazidos pelo magistrado.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216·3330 . sobre o dever do Estado de garantir o fornecimento de medicamentos e tratamentos de alto custo aos pacientes que não puderem pagar. não se discute o direito à saúde e o dever do Estado em prestá-la. n° 60.da' forma como vem sendo garantido . de acordo com ocaso concreto. no dever do Estado de garantir a todos o direito à vida e à saúde. • •• ' • •• Ora. mas sim a necessidade de que o Poder Judiciário assuma um compromisso com a sociedade na prolação de sentenças que avaliem cada caso de acordo com suas especificidades e com base em um juízo de proporcionalidade. na impossibilidade de custear o tratamento e.jus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. o que se pretende discutir no presente apelo é a forma genérica pela qual foi determinado o fornecimento do tratamento e a ausência de uma avaliação criteriosa.ofende diretamente os princípios que norteiam a Administração Pública. E diante deste relato inicial é que vem O· apelante pugnar pela reforma da sentença. Em qu. .asp sob o número 1490256 . Bairro São Mateus. de forma a corrigira falta de comprometimento para com a evidente insuficiência de recursos do SUS. aos cidadãos pelo Estado na atualidade. . eis que a concessão de um determinado medicamento indiscriminadamente e sem a. haja vista as especificidades do presente caso concreto e diante dos seguintes argumentos. confia o apelante que a sentença recorrida será refOl:mada pelos emérito~ julgadores. . comprovação efetiva' de sua eficácia e necessidade. Portanto.200-2/2001 de 24/08/2001.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de Fora Fundamentou sua pretensão na necessidade de' utilização dos referidos medicamentos.stf. o -que ofende em maior grau o interesse público que norteia estas qu~stões de direito à saúde. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Nobres Desembargadores.ICP-Brasil. o que em última instância atenta contra o direito à saúde de todos. ' /' . mormente ante' a existência de alternativas terapêuticas disponibilizadas pelo SUS e não comprovadamente tentadas pelo paciente (o que não é o caso em exame). Na sentença o Juízo de primeira instância acolheu o pedido da autora determinando que o Estado providencie os medicamentos requeridos.

n° 60. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . progressiva e irreversível das funções renais. Insufi~iência o • o medicamento o 3- DA IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO DO ESTADO A FORNECER MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA .stf. sendo indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em indivíduos com insuficiência. objetivo do tratamento do hipeiparatireoidismo secundário é promover a diminuição dos níveis séricos de PTH.ESTADO DE MINAS GERAIS. Mimpara tem por substância ativa o cinacalcet. diagnosticada como portadora de doença renal crônica com evolução para hiperparatireoidismo severo. Bairro São Maleus. para a prevenção da doença óssea progressiva e conseqüências sistêmicas da desordem . o medicamento solicitado pelo apelado Cinacalcet (Mimpara) . cálcio e fósforo. haja vista que não pOSSUi registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). renal em diálise. Juiz de Fora TellFax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil.uma quantidade excessiva de hormônios paratireóides em resposta a uma anormalidade fora da glândula paratireóide . 71/73. Como conseqüência da insuficiência renal crônica pode' aparecer o hiperparatireoidismo.asp sob o número 1490256 . IJ Advocacia Regional em Juiz de Fora vU ~ ~~~~~~~~--------~--------~-- Advocacia-Geral do Estado 2 DA DOENÇA DA APELADA E DO MEDICAl~ENTO SOLICITADO MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA • •• A presente demanda foi ajuizada com o escopo de compelir o Estado de Minas Gerais a fornecer os medicamentos Mimpara(clnacalcet) para a apelada. o que toma o rim incapaz de . ' renal crônica é a perda lenta. que se caracteriza pela atividade aumentada da glândula paratireóide.jus.não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 4~ ru.200-2/2001 de 24/08/2001. Rua Chanceler Oswaldo Aranha.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. de modo que sua comercialização no país é vedada por lei. Conforme devidamente destacado na contestação e ressaltado pelo apelante na petição de fls. do metabolismo mineral.' a qual produz . medicamento cinacalcet não se encontra padronizado para fornecimento pelo SUS.realizar suas funções normais. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

~L \ q6 IÍI ~' • .o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde.2° desta Lei. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . sendo esta a principal questão versada no presente processo .à vigilância' sanitária. se relacionem com a saúde. Art.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ICP-Brasil. compreendidas todas as etapas e processos. n' 60. foi criada a . uma autarquia federal que tem suas atribuições definidas na Lei 9782/99. instância IGNOROU completamente este fato.stf. § 10 Entende-se por vigilância sanitária um conjunto dé ações capàz de eliminar. 60 Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS): I . aeroportos e de fronteiras.asp sob o número 1490256 . 7° Compete à Agência proceder à implementação e à execução do disposto nos incisos II a VII do art. dentre elas a' atribuição de efetuar os registros dos medicamentos para autorização de sua comercia!ização no país . Lei 9782/99 Art. 6° A Agência terá por fin'alidade institucional promover a proteção da saúde da população. abrangendo: I . sem tecer NENHUMA consideração a respeito da obrigação que está sendo imposta ao Estado em fornecer medicamento não registrado na ANVISA . inclusive dos ambientes.a execução de ações: a) de vigilância sanitária. e II . proferindo a sentença recorrida de forma absolutamente genérica.Agência de Vigilância Sanitária. da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde.o controle de bens de consumo que. •• • •• \ Para executar estas ações.jus. por intermédio do controle sanitário da produÇão e da comercialização de produtos e serviços submetidos . dos processos. a Lei 8080/90 inclui no campo de atuação do Sistema Único de Saúde a execução de ações de vigilância sanitária. estando incluída entre estas ações a regulamentação e acompanhamentó da produção e circulação de bem de consumo relacionados à saúde: Lei 8080/90 Art. Contudo o julgador de 1". devendo: Rua Chanceler Oswaldo Aranha. direta ou indiretamente.200-2/2001 de 24/08/2001. diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. da produção ao consumo.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado 5 ~A=d~vo~c=a~ci~a~R=eg~i~on=a=l~em~Ju=i~z~de~F~o=r~a_________________________________ Esta circunstância foi devidamente ressaltada nos autos.. dos insumos e das tecnologias a eles relacionados. bem como o controle de portos. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Bairro São Matous. Como é cediço.

• Deve-se destacar que o STF já proferiu julgamento no sentido de que não é possível impor ao Poder Público obrigação de fornecimento de medicamento não registrado na Anvisa. de 21 de outubro de 1969. •• • '. I 02003) Art. curativas. dadas as suas características sanitárias. aos seguintes requisitos específicos: (Redação dada pela Lei n° ! 0. 80 desta Lei e de comercialização de medicamentos. nO 60. e o Decreto-Lei nO.das atividades de produção e circulação. insumos farmacêuticos e correlatos.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em juiz de Fora VII .200-2/2001 de 24/08/2001. DE 23 DE SETEMBRO DE 1976. desde que isto' não implique riscos à saúde da população ou à condição de fiscalização . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. O registro de drogas. 12 . de 6. de que trata' esta Lei. de 1976. exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde.•• LEI No 6360. registro de drogas. haja vista que incide no caso uma veçlação legal à dispensação do medicamento.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.moléstia da apelada. 986. as exigências e os procedimentos para tal fim previstos em lei. na medida em que se está impondo ao Estado uma obrigação de fornecimento de medicamento não 'registrado na ANVISA. 16. Art. Art. medicamentos. 4 L O registro dos produtos de que trata a Lei n° 6360.742. poderá ser objeto de regulamentação pelo Mini'stério da Saúde e pela Agência visando a desburocratização e a agilidade nos procedimentos. distribuição e importação dos produtos mencionados no art. Art. Bairro São Mateus. medicamentos.ICP-Brasil. sendo que o .autorizar' o funcionamento de empresas de ·fabricação. Juiz de Fora Tevrax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.O registro dos produtos de que trata este Título será negado sempre que não atendidas as condições. medicamentosas ou profiláticas.jus. expostos à venda ou entregues ao consumo antes de registrados no Ministério da Saúde.. insumos farmacêuticos e correlatos devem obedecer aos critérios fixados em Lei . veda totalmente a possibilidade de medicamentos serem industrializados. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 . Por todas as normas destacadas é que se tem por necessária a reforma da sentença recorrida. fica sujeito. Rua Chanceler Oswaldo Aranha. o que significa que o medicamento ainda não foi sujeito à fiscalização a respeito de sua segurança sanitária e a respeito de sua eficácia no combate 'da . inclusive os importados. paliativas.stf. ou mesmo para fins de' diagnóstico. 17 . além do atendimento das exigências próprias.'Nenhum dos produtos. poderá ser industrializado. Destaque-se que a Lei Federal 6360/76. regulamento ou instrução do órgão competente.

inclusive os importados. 3345 e 3355. não possua registro na ANVISA. nO 60.Presidente da A NVISA na mesma ocasião. entre eles. (2) de uma decisão administrativa de não fornecê-la ou (3) de uma vedação legal a sua dispensação.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de Fora 7 ~ -~~~----'-----:---:'I r"g rt Veja o excerto do voto do ministro Gilmar Mendes nas Suspensões de Tutela (STA) 175. 18 ainda determina que. 2944. por força da lei de sua criação. é imprescindível distinguir sea não prestação decorre de (1) uma omissão 'legislativa ou administrativa. a ANVISA passa a analisar a fixação do preço deftnido. em seu artigo 12.O Art. () 6. Por tudo isso. a eficácia. que "nenhum dos produtos de que trata esta Lei. como ressaltou o Diretor. como ressaltado pelo ProcuradorGeral da República na Audiência Pública. O artigo 16 da referida Lei estabelece os requisitos para a obtenção do registro.stf. Suspensões de Segurança 3724. se o novo medicamento não trouxer beneficio adicional.200-2/2001 de 24/08/2001. e Suspensão de Liminar (SL) 47: Se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do SUS. 2361. em se tratando de medicamento de procedência estràngeira. .ICP-Brasil. Havendo produto assemelhado. Não raro. também realiza a regulação econômica dos fármacos.custo do tratamento. é uma garantia à saúde pública. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . os insumos farmacêuticos e correlatos. a Agência. exposto ti venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde".br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Como' ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência Pública. para o uso a que se propõe.360/76.asp sob o número 1490256 . O registro de medicamento. no Poder Judiciário. é vedado à Administração Pública fornecer fármaco que . Bairro São Mateus.jus. as drogas. poderá ser industrializado.Após verificar. a condenação do Estado ao forneCimento de prestação de saúde não registrada na AgênCia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). deverá ser comprovada a existência de registro válido no país de origem. busca-se. a segurança e a qualidade do produto e conceder-lhe o registro. ao dispor sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos. determina. Juiz de Fora TellFa<: (32)3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o • •• • •• Rua Chanceler Oswaldo Aranha. o de que o produto seja reconhecido cOmO seguro e eficaz. não poderá custar mais caro do que o medicamento já existente com a mesma indicação. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 211 e 278. E. levando em consideração o beneficio c!íi1Íco é o . A Lei Federal n.

.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que o Estado pretende.1 . a importação de medicamento não registrado poderá ser autorizada pela ANVISA. em razão da ausência de regulamentação do medicamento pleiteado junto à Anvisa.~gl=·o=na~l~em~Ju=i~z=de~. é demonstrar a impossibilidade de o Poder Judiciário deferir indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de medicamentos. comó se bastasse ao jurisdicionado apresentar uma receita médica particular para se ver automaticamente fazendo uso do medicamento escolhido pelo seu médico. Claro que essa não é uma regra absoluta. inclusive interpondo os recursos .782/99. A Lei n. haja vista a obviedade da Constituição Federal neste sentido. para uso de programas em saúde pública pelo Ministério da Saúde.200-2/2001 de 24/08/2001. Bairro São Mateus.Direito subjetivo público à saúde . medicamentos adquiridos por intermédio de organismos multilaterais internacionais.jus. o que desautoriza sua comercialização no país.3330 o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). permite que ela dispense de "registro".stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Em casos excepcionais. de saúde .. 09. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 . Pelo exposto. Juiz de Fora TellFax: (32) 3216. certamente . n° 60.F~o~ra~____________________________~qq • •• registro na ANVISA configura-se como condição necessária para atestar a segurança e o beneficio do produto. sendo o primeiro requisito para que o Sistema Único de Saúde possa considerar sua incorporacão. às custas de toda a coletividade.cabíveis.ESTADO DE MINAS GERAIS 8 Advocacia-Geral do Estado . • •• ' 4-ApLICAÇÃO DO ARTIGO 196 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Evidentemente que não se pretende por meio deste recurso negar o caráter de fundamentalidade ao direito social da saúde.Necessidade de delimitação do núcleo essencial desse direito fundamental conforme os direitos coletivos contrapostos . Rua Chanceler Oswaldo Aranha. ~~l ~A~dv~o~c~ac~ia~R~.os eméritos julgadores concluirão pela necessidade de reforma da sentença recorrida. ao elaborar defesas em ações como a presente. rechaçando qualquer tentativa que afirma inexistir direito público subjetivo dos cidadãos à prestação de ações.DIREITO À SAÚDE DO CIDADÃO E DEVER DO ESTADO DE PRESTAÇÃO UNIVERSAL E IGUALITÁRIA DE AÇÕES DE SAÚDE 4.ICP-Brasil.

Bairro São Mateus. a dispensação igualitária para todos os que necessitam dos medicamentos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. a análise prévia e o planejamento do orçamento para custeio dos medicamentos .~ ~ ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado 9 ~i ~A~d~vo~ca~c~ia~R~e~gl~·o~na~l~em~Ju~i~z~dc~F~o~r. 196. Para a boà realização de -políticas públicas de saúde não basta deferir para as . mas também engloba a assistência médica e hospitalar e o trabalho' de conscientização e prevenção. mas deve haver um estudo prévio daqueles medicamentos mais essenciais para a saúde da população. Tudo levando em conta que a prestação de saúde não se limita apenas a fornecimento de fármacos.ICP-Brasil. mediante políticas sociais' e econômicas que visem à redução de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e' serviços para sua promoção. qual seria o dever correspondente do Estado.stf. uma interpretação da regra constitucional que' impõe ao Estado o dever de prestação da saúde de modo a compatibilizar o interesse de todos. De fato. os interesses e direitos individuais de cada cidadão não podem ser analisados e atendidos à revelia dos interesses da coletividade em geral. aqueles medicamentos que serão fornecidos gratuitamente à sua população. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . escolhas • •• Rua Chanceler Oswaldo Aranha.asp sob o número 1490256 \ . n° 60.200-2/2001 de 24/08/2001. devendo haver. a padronização de procedimentos e de requisitos para ob!ê-. Tem-se pela interpretação do referido dispositivo constitucional que os cidadãos não possuem direito amplo e irrestrito ao recebimento de' um determinado medicamento escolhido. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. sendo que no caso específico do direito fundamental da saúde. pelo próprio paciente. Juiz de Fora TellFax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.~'________________~____________~~ • •• Com efeito.jus. e recuperação. pois esse dispositivo também confere ao Estado a prerrogativa de escolher. o que significa a eleição de critérios e programas por parte do legislador ou do administrador. realizado junto a comunidades .pessoas interessadas os medicamentos que "alegam necessitar. dentre os existentes no mercado e com base em critérios técnicos e científicos de segurança sanitária e eficiência. n~ art. a todo direito fundamental previsto na Constituição há a correspondência de um dever fundamental (seja ele positivo ou negativo). los. a Constituição Federal previu expressamente. proteção. sendo ele: garantir a todos o direito à saúde. .Quer dizer. a própria ordem constitucional impõe ao Estado a obrigatoriedade de elaboração de políticas públicas.

de outro. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Bairro São Mateus. Juizde Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. mas levam em conta. não existe um direito subjetivo constitucional de acesso universal. do qual extraem-se as seguintes passagens: "No Superior Tribunal de Jústica (STJ). as maiores necessidades da população. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . segundo critérios científicos.asp sob o número 1490256 . como o direito "a um sistema de proteção à saúde que . atendendo-a de acordo com os recursos financeiros disponíveis. o excesso de ordens judiciais pode inviabilizar a universalidade da saúde. a participação do Judiciário sigilifica a fiscalização de eventuais violações por parte do Estado na atenção à saúde. Neste sentido se pOSICIOnou o Superior Tribunal de Justiça. violando o princípio constitucional da separação de poderes. mas.jus. haja vista sua representação democrática. um dos fundamentos do SUS . tudo segundo a eficiência administrativa. incondicional e a qualquer custo a todo e qualquer meio de proteção à saúde. • •• • •• Rua Chanceler Oswaldo Aranha. dá oportunidades iguais para as pessoas alcançarem os mais altos níveis de saúde possíveis". visando à efetiva prestação de saúde para todos de forma universal e igualitária.ICP-Brasil. conforme se pode abstrair do seguinte texto informativo publicado no site do tribunal.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Mas.l ~~~~~~~~~------------------------~ O 1ll!-- ~ 11 estas que são LEGÍTlMAS perante a sociedade. sobre a "judicialização' da saúde". atuando especificamente no caso concreto sem levar em conta o interesse de toda a coletividade (realização de micro-justiça). Os órgãos da Seção de Direito Público (Primeira Seção . sim.ESTADO DE MINAS GERAIS' Advocacia-Geral do Estado 10 I Advocacia Regional em Juiz de Fora . ministro Teori Albino Zavascki.. As políticas públicas estabelecidas pelo Estado para o cumprimento de seu dever de saúde não são baseadas em escolhas aleatórias. Para o presidente da Primeira Seção.desconsidera as escolhas alocativas feitas pelas políticas públicas implementadas.. gratuito.stf. Todo este panorama geral não pode se ver prejudicado pelas sucessivas e pontuais prestações de medicamentos toda vez que algum paciente apresenta em juízo urna receita médica particular. O ministro Teori Zavascki esclarece que o direito à saúde não deve ser entendido "como direito a estar sempre saudável".200-2/2001 de 24/08/2001. nO 60.Primeira e Segunda Turmas) são encarregados de analisar as ações e os recursos que chegam ao Tribunal a respeito do tema. individual ou o coletivo?De um lado. A ação do póder judiciário neste sentido. a discussão·sobre o tema reflete a dicotomia que cerca a questão: privilegiar o.

público 'tem condição de satisfaz.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. mas deve.2 . o SUS oferecia uma segunda opção de medicamento substitutivo. nO 60. por parte do_. o comprometimento de serviços públicos.er todas as necessidades da coletividade ilimitadamente. mas que. não pode ser considérado de forma abstrata e genérica. Necessidade de comprovação· efetiva. devem ser analisadas com muita prudência..962). para obrigá-los indiscriminadamente a fornecer medicamento de alto custo. ao servir de fundamento para decisões judiciais que impõem determinadas obrigações específicas ao estado. é utópica. sem provar que aquele não era adequado para seu tratamento. ministro Benedito Gonçalves observou que. 4. o ministro Benedito Gonçalves advertiu que as ações ajuizadas contra os entes públicos. mesmo assim.saúde. os ministros definiram que o direito à saúde não alcança a possibilidade de o paciente escolher o medicamento que mais se encaixe no seu tratamento. A relatora foi a ministra Eliana Calmon (RMS 28. Juiz de Fora TeVFax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2." •• Por isso é que o direito 'público subjetivo fundamental à.. Em julgamento de um recurso na Primeira Turma (RMS 28.200-2/2001 de 24/08/2001. tanto 'no que se referem aos problemas de saúde do jurisdicionado. o paciente pleiteou o fornecimento de medicamento de que o SUS não dispunha.Prevalência das políticas públicas pré-estabelecidas . ser protegido seu núcleo essencial conforme a moldura que lhe seja dada pela análise das especificidades concretas. -.ICP-Brasil. ao.: : o Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de For.asp sob o número 1490256 u» r . - Em outro caso analisado pela Segunda Turma.UI .Decisão judicial que contraria as políticas públicas deve ser baseada em critérios de pondera cão e razoabilidade analisados segundo o caso concreto . entre outros. não será capaz de suprir as infindáveis necessidades de todos os cidadãos" . na hipótese.requerente. E~ST~A~D~O~D~E~M=I~N~A=S~G~E~RA~IS____________________ ~ II j . da necessidade de utilização do medicamento pleiteado De tudo o que antes foi exposto é possível chegar à conclusão de que as políticas públicas pré-estabelecidas pelo Poder Público devem ter PREVALÊNCIA no que se refere ao atendimento da população para prestação \ Rua Chancel~r Oswaldo Aranha. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . quanto no que se referem às escolhas.338). políticãs públicas e recursos financeiros apresentados pelo estado em relação àquela doença do paciente . Para ele a ideia de que o poder. como' o desequilíbrio de contas públicas. Bairro São Mateus.jus. "O aparelhamento do Estado. Ela observou que. ingressar na esfera de alçada da Administração Pública. ainda que satisfatório aos anseios da coletividade.stf. avaliou. o Judiciário cria probJemas de toda a ordem. seja na saúde ou em qualquer outro segmento.

no. proteção e recuperação da saúde. mas sempre exigindo dele a prova contundente degtie há real necessidade da prestação de saúdereguerida. com relataria do Ministro Gilmar Mendes. o julgador deve sempre dar prevalência ao que estabelecem as diretrizes e protocolos do SUS. das Suspensões de Segurança 3724. Com isso. pode~se inferir que a obrigação do Estado. Há um direito público subjetivo a políticas públicas que promovam. Bairro São Mateus.conjunto de critérios que permitem determümr o diagnóstico . à luz do disPQsto' no artigo 196 da Constituição. de doenças e o tratamento correspondente com os medicamentos disponíveis e as respectivas doses. NÃO há um direito absoluto a todo e qualquer procedimento necessário para a proteção. e da Suspensão de Liminar (SL) 47.. 3345 e 3355. Isto é. da saúde.200-2/2001 de 24/08/2001. Assim.jus. não se pode esquecer de que a gestão do Sistema Único de Saúde. esse direito subjetivo público é assegurado mediante políticas sociais e econômicas. 2944./Q3~ "'6 ~ de serviços de saúde. que consistem num . Juiz de Fora TeIJFax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. • •• . não obstante se admita certas interferências do Poder Judiciário para implementação de deveres de prestação de saúde.stf.asp sob o número 1490256 • -. ( . 211 e 278. Ademais. um medicamento ou tratamento em desconformidade cóm o Protocólo deve ser visto com cautela. p"romoção e recuperação. somente decidindo" deforma contrária ao estabelecido nestes regulamentos em casos muito peculiares. pois tende a contrariar um consenso científico vigente. in"dependentemente da existência de uma política pública que o concretize. protejam e recuperem a saúde. Outro não' foi o entendimento do Supremo Tribunal Federal. n' 60.12' ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado il fi) ~A~d~yo~c~ac~ia~R~eg~io~n~a~le~m~J~u~u~d~e~F~o~ra~________________~______________ . só torna-se viável mediante a elaboração de políticas públicas que repartam os Rua Chanceler Oswaldo Aranha. adotaram-se os "Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas~'.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. restringe-se ao fornecimento das políticas sociais e econômicas por ele formuladas para a promúção. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . que efetivamente demandam do poder jUdiciário uma atuação efetiva para proteger o direito do cidadão.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. após análise dos dados colhidos n~ audiência pública realizada sobre direito à saúde: Não obstante. Isso porque o Sistema Único de Saúde filiou-se à corrente da "Medicina com base em evidências".ICP-Brasil. ou seja. julgamento das Suspensões de Tufela (ST A) 175. ) A princípio. obrigado a observar o princípio constitucional do acesso universal e igualitário às ações e prestações de saúde. 2361.

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Juiz de Fora ' TellFax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. deverá ser privilegiado. sendo que cumpre à União. . com base em estudos técnicos previamente realizados. Obrigar a rede pública a financiar toda e qualquer ação e prestação de saúde existente geraria grave lesão â ordem administrativa e levaria ao Fomprometimento do SUS.' estabelecer a respectiva relação e correspondentes métodos de fornecimento a serem observados pelos Estados.891 de 26/11/2009 (que revogou a portaria MS 2. sempre que não for. Essa conclusão não afasta.o tratamento fornecido pelo SUS em detrimento de opção diversa. (/1 . cQmprovada a ineficácia ou a impropriedade . o que poderá configurar-se um obstáculo à'concessão de medida cautelar. podemos concluir que. é imprescindível que haja instrucão processual. pública e as disponíveis aos usuários da rede privada.. com ampla produção de pi'ovas. indicativos dos medicamentos de alto custo e uso contínuo de maior demanda por parte da população. ) Parece certo que a inexistência de Protocolo Clínico·no SUS não pode significar violação ao princípio da integralidade do sistema. De fato. nO 60.200-2/2001 de 24/08/2001. Nesses casos. Conforme devidamente demonstrado na contestação. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . por razões específicas do seu organismo. No entanto. contudo. li. a possibilidade de o Poder Judiciário. a Portaria GMlMS n° 2. ( . a omissão administrativa no tratamento de determinada patologia poderá ser objeto de impugnação judicial. ~e • •• • •• '. com base no artigo 196 da CF/88• Estados. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. traçadas pela União Federal. nem justificar a diferença entre as opções acessíveis aos usuários da rede . ou de a própria Administração.asp sob o número 1490256 . de' modo a prejudicar ainda mais o atendimento médico -da parcela da população mais necessitada. Dessa forma. via Secretarias de Saúde. comprove que o tratamento fornecido não é eficaz no seu caso.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Gerar do Estado 13 ~A~d~vo~c~a~ci~a~R~cg~io~n~a~le=m~'~Ju=i~z=de~F~o~r~a______________________~________~/~r recursos (naturalmente escassos) da forma mais eficiente possível. decidir que medida diferente da custeada pelo SUS deve ser fornecida a determinada pessoa que.577/06) regulamenta atualmente o Componente Especializado de . a aquisição do medicàmento pleiteado viola as normas da Política Nacional de Medicamentos.jus. Rua Chanceler Oswaldo Aranha.. Bairro São Mateus. em geral. tanto por ações individuais como coletivas.ICP-Brasil. vigora o Componente Especializado de Assistência Farmacêutica. no ·âmbito dos Assim.da política de saúde existente.stf.. escolhida pelo paciente.

é despicienda a afirmação de que ci Estado se submete a princípios constitucionalmente prescritos.menor complexidade. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . no que tange. à Política Nacional de Assistência Farmaçêutica. a não inclusão do medicamento pleiteado pela presente demanda na lista de medicamentos dispensados pelo ES. Juiz de Fora TellFax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. incluindo a. Il. encontra-se vinculado à observância de princípios como o da economicidade e seleção/aquisição de medicamentos em face do custo/benefício. • •• Rua Chanceler Oswaldo Ar~nha. sponte sua.Medicamentos sob responsabilidade dos Estados. 'aos Municípios competem a efetiva prestação da assistência médica' à sua população.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estad_o Advocacia Regional em Juiz de Fora Assistência Farmacêutica. 12. é mister registrar que o Estado não "optou" por anuir. aos parâmetros nacionais de fornecimento da medicação. ressalvando-se apenas os medicamentos listados 'peloMinistério da Saúde cuja dispensação em caráter excepcional compete aos Estados Federados. Assim. farmacêutica. Grupo I ". definindo que o Estado disponibilizará medicamentos' para tratamento de agravos nos seguintes critérios: Art. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.refratariedade ou intolerância a primeira linha de tratamen~o .981/09.jus. da doença a ser tratada ambulatorialmente em relação aos elencados no Grupo L. responsabilidades e formas de organização distintas. Federal Grupo 3 . 9° Os medicamentos que fazem parte das linhas de cuidado para as doenças contempladas neste Componente estão divididos em três grupos com características.ICP-Brasil. • •• De outr~ lado.stf. especialmente.200-2/2001 de 24/08/2001.' e Distrito.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Portanto. Bairro São Mateus. Ora. administrativos e financeiros levados em conta no momento da elaboração déi s diretrizes e protocolos terapêuticos do SUS. 'fornecendo os medicamentos considerados básicos e os essenciais. O Grupo 2 foi constituído sob os seguintes critérios: I . a par 'da cediça distribuição constitucional de competências específicas que estabelecem os deveres de atuação das três esferas políticas no âmbito do SUS. na esteira do que dispõe a Portaria MS nO 2.Medicamentos sob responsabilidade da Vnião Grupo 2 . 0° 60.tado para o tratamento da doença do autor se deu em decorrência de todos os fatores científicos.asp sob o número 1490256 . como o da legalidade e da impessoalid~de e.Medicamentos sob responsabilidade dos Municípios e Distrito Federal Art.

demonstrar com provas efetivas que efetivamente necessita do tratamento médico pleiteado. segundo decisões· dos tribunais superiores. tendo a apelada apenas anexado receita médica particular indicando o uso do medicamento. por . devem necessariamente.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado 15 \~ \\~ ~A~d~vo~c~ac~ia~R=e~g~io=na=l~em~J~ui~z=de~F~o~ra~____________~--------------~~6~ Decisão judicial que contrarie estes fatores deve ser proferida com base em critérios de ponderação e razoabilidade. sem analisar atentamente a situação narrada nos autos. as quais devem obrigatoriamente incidir na formulação da decisão. Juiz de Fora TeVFax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. desconsiderou todos os fatores acima delineados. verificar quais os medicamentos indicados como os já utilizados pelo enfermo. Ressalte-se. os quais. que o apelante sempre tem o cuidado.200-2/2001 de 24/08/2001. por fim. Estas provas não constam dos autos.jus. • -. de ·analisar aténtamente a doença do autor. . portanto. sendo que também deveria fazer provas de que não tem condições financeiras de custear o tratamento médico que não foi disponibilizado gratuitamente à população de modo geral. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. inclusive informando as alternativas terapêuticas existentes. para fins de indicar qual é ·a política pública pré-estabelecida para otrataÍnento da doença. • •• o julgador de Rua Chanceler Oswaldo Aranha.meio de sua Secretaria de Saúde. Bairro São Mateus. verifica-se com clareza que a sentença recorrida .stf. já que se encon'tram em conflito os interesse coletivos de acesso universal é igualitário à saúde e o interesse individual da apelada. Incumbia à apelada. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . para que sejam observadas as peculiaridades do caso em apreço. n° 60.asp sob o número 1490256 . la. sob pena de trazer sérios prejuízos ao sistema único de saúde.ICP-Brasil.ser levados em conta antes que se profira uma decisão contrária às políticas públicas pré-estabelecidas para prestação de saúde. instância considerou suficiente aprova frágil e sjngular acostada aos autos. Por todo o exposto. sob pena de grave prejuízo à sua saúde. verifica-se a necessidade de reforma da sentença recorrida. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. notadamente tendo em conta as incontáveis ações judiciais com o mesmo . teor da pre~ente. Ora.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . não pode simplesmente o apelante se ver obrigado a dispensar um medicamento sem.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.doença necessitando do medicamento pleiteado. continua sendo portador da . para fiscalizar se o autor/apelado.asp sob o número 1490256 .jus. periodicanwnte. público sobre o privado. que seja reformada a sentença parcialmente para se determinar um limite tempor~l ao fornecimento do medicamento ou que seja condicionada a entrega dos medicamentos mediante apresenta~ão de receituário médico atualizado assinado por profissional d~ saúde do SUS . Neste sentido. Rua Chance1er Oswaldo Aranha. enquanto durar o tratamento" Ora. • •• . • -. requer o Estado de Minas Gerais. no decorrer do tempo.FORMA DA SENTENÇA NO QUE SE REFERE À AUSÊNCIA-DE FIXAÇÃO DE CRITÉRIOS E LIMITES PARA FORNECIMENTO DO MEDICAMENTO ~ 5- . requer o Apelante seja reformada com relação ao tempo de fornecimento dos medicamentos solicitados pela parte . em homenagem ao princípio da supremacia do interesse. Caso seja mantida a sentença. sem qualquer fixação de critérios ou limites temporais.ICP-Brasil. Requer. ainda. Bairro São Mateu" Juiz de Fora TeIJFax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. para confirmar se ainda necessita do remédio prescrito.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado 16 ~ ~A~d~vo~c~ac~ia~R~e~g~io~lla=l~em~J~lIi=z=de~F~o=r=a________-----------------------1J1~ DA NECESSIDADE DE RE. a sentença recorrida apenas impõe ao Estado a obrigação de fornecimento dos medicamentos. Ademais. que na sentença seja reconhecida a possibilidade de o SUS realizar exames periciais periódicos a seu critério de .stf. dizendo que deve ser fornecido o medicamento "na dosagem e modo da prescrição médica. conveniência. deve ficar estabelecida uma condição temporal para o fornecimento do medicamento"sob pena de ao Estado se impor uma obrigação que se estende no tempo indefinidamente. caso seja mantida a condenação de 1o grau.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Com efeito. n° 60. físcalizar as condições de saúde do paciente. apelada.

adotarão obrigatoriamente a Denominação Comum Brasileira (DCB) OU.~ ~ 6- ESTADO DE MINAS GERAIS 17 Advoéacia-Geral do Estado _A_d_vo_c_a_ci_a_R~eg~io_n_a_l~em~Ju~i~z_de~F~o~r~a_________________________________log M.200-2/2001 de 24/08/2001.medicamentos. demais em condiç. no que couber. notadamente quando existem outras alternativas viáveis no. o medicamento genérico. seguindo-se os nomes I comerciais e as correspondentes empresas fabricantes.ICP-Brasil. o. Cabe destacar que não 'se revelá adequada a decisão judicial que condena o Estado à prestação de medicamento fabricado por laboratório específico. os respectivos métodos de controle de qualidade e a sistemática de certificação de conformidade. ao invés de. § 30 Nos' editais. Rua. ·Confonne se vê do dispositivo da sentença recorrida. a impossibilidade de o Estado ser condenado a fornecer medicamento ou insumo pela sua respectiva marca. no âml!ito do Sistema Único de Saúde _·SUS. Porém. no âmbito do SUS. nO 60. as / especificações técnicas dos produtos. CONDENAÇÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PELO NOME DO FABRICANTE . . mercado. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. na sua falta.787/99: Art.stf. de acordo com a classificação farmacológica da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais . § 20 Nas aquisições de medicamentos a que se refere o caput deste artigo. § 40 A entrega dos medicamentos adquiridos será acompanhada dos respectivos laudos de qualidade: •• • •• Pela leitura do dispositivo legal transcrito. quando houver. a Denominação Comum Internacional (Del). 3° da Lei Federal 9. 3° As aquisições de medicamentos. terá preferência sobre os . sob qualquer modalidade de compra. portanto.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. na sua falta.ões de igualdade de preço. fixar a condenação pelo nome da substância ativa cinacalcet.MIMPARA • .Rename vigente e segundo a Denominação Comum Brasileira ou.jus.asp sob o número 1490256 .Chanceler Oswaldo Aranha. a relação de medicamentos registrados no País. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. propostas licitatórias e contratos de aquisição de . periodicamente. e as prescrições médicas e odontológicas de medicamentos.~ DA NECESSIDADE DE REFORMA DA SENTENÇA NO QUE SE REFERE À. devendo haver a possibilidade de o apelante adquirir aquele medicamento com mesmo component~ que seja o de menor custo no. haja vista o que dispõe o art. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . mercado. observa-se. Bairro São Mateus. § lo o órgão federal responsável pela vigilância sanitária edit<lrá. serão exigidas. a condenação determinou o fornecimento do medicamento pelo nome da marca. a Denominação Comum Internacional. Estado foi condenado ao fornecimento de Mimpara (cinaca1cet).

' " Nesses termos. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . requer que a sentença seja reformada parcialmente. :. conforme' as. • •• .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. para que seja determinada apenas a prestação do medicamento cihacalcet. ativo de menor preço. virlcular o poder público à aquisição de medicamento fabricado apenas por determinada indústria. pede deferimento.do medicamento junto à Anvisa. requer o apelante a reforma parc.DO PEDIDO '" .asp sob o número 1490256 . Rua Chanceler Oswaldo Aranha.. requer o apelante o recebimento e processamento do presente' recurso. : . . . quando há a possibilidade de aquisição de outro medicamento com mesmo princípio . . sem que seja nec~ssariamente da marca pretendida pelo apelado. Diante de todas as razões acirria expostas.18 -. n' 60. MASP: 1. . Juiz de Fora...ICP-Brasil. ocasionando 'desperdício de recursos públicos..stf.386-4 OAB-MG 98.farmacêutica onera indevidamente o serviço públiço de saúde. Bairro São Mateus.ial da sentença. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. . notadamente tendo em conta a ausência de re~istro.ões: anteriormente expostas. O d _setembro de 2010.'- . bem como para que a condenação conste o nome da substância ativa do medicamento cinacalcet e não Mimpara. • -.UI ~ 18 ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional ém Juiz de Fora Com efeito. . Por fim. \ 'i'" . Assim. raz. no caso de ser mantida a condenação de fornecimento do medicamento. para que sejam impostas condições e limites. / 7. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330' ' Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.jus. de acordo com o exposto no item anterior. 22. para que reformada a sentença integralmente.200-2/2001 de 24/08/2001. .

..' r :~.. CERTIFICO qua. t t'h1 -.' o. Varo do Fazendo ~as • • EsladumsJF. CERTIDÃO DE INTiMAÇÃO NO DJe. . R~ooa~~aç~.rI""~I'lri"/lntlmaçõQ Irlj:_T~~-·l!ll0.asp sob o número 1490256 . Intimle-se' presente. ""p.. Após. o fê: . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.-:-~í::j:'."JAn.":+~""J'...200-2/2001 de 24/08/2001..'''tt.t .f. ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus. / Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil.. ~.. d'. '... :!oi r. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .'. . '...:'. Justiça de s • .«sJlefui!~s devolutivo. I .stf. r(!~\_·1. . -"..

1'1 I 10 I 'h r1I .lL.. Ap6s.' dev"tdlvo.e..z.) ./E.ü. .dea1 Recebo.cc. .6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 1?ortJ Ri!lI f&~o estes autos conclusos CONCLUSÃO 1q i 1< /20~_ ao . Esta llY10/2010.:.~rl e Jt:5c..stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. .10. Publlque-sa. ~ fé. Juiz de FOfB.crev.../20 este~autosj intimei 2... 11 J 10 .'~ ue Minas Gerais. ' .JwdkI4lfo ElerGnlco' do Trlbunol de )lISIIço do ~stado . C6<J...j~~_ __ L-:::1r-ga nu.c:: r.))1 .ICP-Brasil.Esc.iJ.uwenle .ru ca Fale.IF.Escrev.a/: Estaduais de Juiz d for.asp sob o número 1490256 .?sta data Em.QlL/. Dou\!.!IIIW:.>U Ce'-t. (MGI O Esc/ES(._-4:. dos panes InWm O_ laI plilbdo o dlsposHIvo do dotIpacho/d«ts&llJlnlWnçnCOn 1Ie: de f.. Tribunlll da Jus. FáZ._~~'4-_ _ _ _ _ __ CERTIDÃO N ~lIMAÇÃO NO DJe. JU.097'2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. dIsDoIWbilizado em.-. JJ. 1.jus."~'olvido5 à s-cc. Juiz da V. ~ 0er0Is.a da Puenda P6 ca EA. U de'. DE~fensoria.ihco que n.U /~ RECEBIMENTO DE AUTOS Em.. F'úblici~h. v ~ .· k· I 1<> O referido tverdode e dou fé.oj'-·"'i __ n=d' ' t O~ / _~.. '/("0 própr 1.:J.Ao ':::"~_""~.\'nr.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. *' Ml de ForlI.UJ.~~""~:. CEF:T I D. 110 no DJe • DlOOO . a. do t'l-i n.J.. Intime-se..J 10 f 10 estes autos foram devolvidos A Secr~arie." • -. QWIi1CV. O EscfEscrev. ~lnllmoçe.:'~ I o::::..· IiG O EIc. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.pubkado~ óq 11 I~ • Edlço6 n..m .V.\ ' Y .i z de Fcr-a.25... e Autarqll.'. RECEBUlmNTO D'" é'". ..:.. na(... subam os autos ao E. • •• 'M..í. IntlmHe o 8I)8IIIcIo paIII COIItralTlltoer a pr~""nte..i.Vara do Fazendo Mbnco e Autarquias ErodlJrtls ..

asp sob o número 1490256 . --_~1.• .U..' \ _ \O..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.stf.o~ .:W0l.I1.-_ _ ad i B Ilte· Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o{..• • • J U N T A D A~_. to a estés au.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Em.l.jus.ICP-Brasil.li.Il)(S) " . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. ~ . .

jus. Juiz de Fora. DR(A). 30 de setembro de 2010 .~\·enida Ibrão do Rio Rnnro.asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EXMO(A). CONTRA-RAZÕES de apelação Termos em que. Braga DEFENSORA PUBLICA MADEP 0245 Dr.stf. já qualificado (a) nos autos da Ação de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela Que move em face do Estado de Minas Gerais. apresentar. à presença honrada de Vossa Excelência. Deferimento . MADEP0484 Cynthia C.enis -f. respeitosamente.ICP-Brasil. JUIZ(ÍZA) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG. • •• P.36.j)W3· . • •• Processo: 014509 567 017-3 AlCIRENE DE OLIVEIRA. 9.AtD1(lo junlO i.200-2/2001 de 24/08/2001. V.' andu· G. 2281.Ü'nlm .010-010 -jnit de Flln -l1G Piginll dú 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. em tempo hábil. através da DEFENSORIA PUBLICA DE MINAS GERAIS.omara d~]um de FOR -IfG .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.bintle 12 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .~ Varll Famdirias M. vem./lu: (32) 3217.lensoria PúbliOl do Estado d! ~Iina~ f.

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: ESTADO DE MINAS GERAIS APELADO: ALCIRENE DE OLIVEIRA


••

VARA DA FAZENDA PÚBUCA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG PROCESSO NO 0145 09 567 017-3

Egrégio Tribunal Colenda Câmara:

Não merece reparos, rogata maxima venia, a r. sentença que julgou procedente o pedido para condenar o Estado de Minas Gerais a fornecer ao (ã) apelado (a) o (s) medicamento (s) descrito (s) nos autos, sempre que a autora precisar, uma vez que foi proferida

• ••

rigorosamente dentro dos parâmetros estabelecidos pelo ordenamento jurídico vigente .

Ab iniüo, imperioso repelir, com veemência, o argumento de que, no

presente caso, não há prova no que tange à efetiva eficácia terapêutica da droga/procedimento e também quanto

à inexistência de outros insumos/medicamentos menos onerosos disponibilizados

pelo SUS, que possam igualmente ser utilizados para o tratamento da enfermidade que acomete o (a) Autor (a) .

Percebe-se,

sem

maiores

dificuldades,

através

dos

documentos

acostados à Inicial que os Insumos/medicamentos prescritos ao (à) Autor (a) para o tratamento da doença da qual está acometido foi subscrita por médico especialista de associação prestadora de serviço ao SUS e que o (a) acompanha clinicamente desde o seu diagnóstico. Sendo clara e específica a declaração no sentido que não consta de nenhum programa específico do Estado ou do Município a sua concessão.

DcI~nsori1

PUblica do F.~tado de Minl.~ Gerais -

Coma~ d~]ui';:

de Fora - IIr. Atuação junto ls \'aru F3Z~ndâria.!

TrI./b..,: (32) 3'm-0143· AVI!nida Bario do Rio 8ranco, 2281, 9.' andar - Gabinele 12 - ftnlm -l6.010'{)IO - Juiz de rao - ,IIG
l'igina 2 dd

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

cabe, repelir, ainda, a afirmativa do Apelante de que o fornecimento do tipo de insumo pleiteado pelo Autor não é obrigação do Estado o seu fornecimento. Ora, Eméritos Julgadores, estamos tratando de pessoa idosa, que segundo declaração médica de especialista


••

necessita do medicamento para tratamento médico, necessária para manutenção de sua saúde, garantindo a efetividade de seu direito de personalidade. A negativa no fornecimento desse insumo imprescindível para a saúde do apelado implica em ofensa aos princípios da universalidade e integralidade da assistência da saúde aos cidadãos.

Ora, a negativa em fornecer o medicamento/insumo a uma pessoa que dele necessita é que constitui, indubitavelmente, grave afronta aos indigitados princípios, pois cabe ao Estado o dever de zelar pela efetiva prestação farmacêutica, a tempo e modo, a todos que dela necessitarem, sendo esse um dos objetivos dos princípiOS da uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços, nos exatos termos do artigo 194, incíso 11 da CF/SS. Com efeito, incabível a alegação da CLAUSULA DA RESERVA DO POSSIVEL para repelir a efetivação dos direitos

• ••

constitucionais fundamentais do cidadão consubstanciados na DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, núcleo axiológico do constitucionalismo moderno.
Excelências, é cediço que o dever constitucional de garantir o direito saúde

à

é absoluto e como tal, não pode ser negado, sob a alegação de reserva, tampouco de

economicidade, Nesse sentido:

"Mandado de segurança. Sistema Único de Saúde. Município. Competência concorrente. Direito à vida. Previsão orçamentária. Irrelevância. Concessão da ordem. Em decorrência do direito constitucional à vida e à saúde e em razão da competência concorrente relativamente à gestão do Sistema Único de Saúde, impãe-se a concessão da segurança para o fim de ser Fornecido o medicamento imprescindível para o tratamento do impetrante" (Processo nO 1.0000.04.408726-0/000 (1), ReI. Des. Fernando Bráulio, p. em 09/03/2005).
Dfiensona I'liblica do ~b.do rl~ .\Iimls Gerai~ - Comam. de Juiz de Fora - \lG - Aluação junlo às \'ms fuendari:L~ Rario do Rio BDrrro, 2281, 9." II1dar· Gtbinel~ 12 - Ú'nlro - 36.DIO.()1O - Juiz de For./l- ~G

Trl./I:I.~; (l2) l217~~(j - ArenHb

Pigina 3 de 6

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Cumpre salientar que o direito social

à saúde é resguardado na legislação

infraconsütucional pela Lei 8.080/90, que dispõe em seu art. 2° e seu parágrafo 1°, que:

• -. • •
_

Art. 2° A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições Indispensáveis ao seu pleno exercício.
§ 1° O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos ~ estabelecimento de condições que asseaurem acesso universal e iquaUtário às ações e aos servicos para a sua Promocão, protecão e recuperação.

E como direito social (ou direito de segunda geração), configura um dever de agir do Estado, conforme preleciona o mestre José Afonso da Silva (09]:

"Os direitos sociais, como dimensão dos direitos fundamentais do homem, são prestações positivas estatais, enunciadas em normas constitucionais, que possibilitam melhores condições de vida aos mais fracos, direitos que tendem a realizar a igualização de situações sociais desiguais. São, portanto, direitos que se conexionam com o direito da igualdade. Valem como pressupostos do gozo dos direitos individuais na medida em que criam condições materiais mais propícias ao auferimento da igualdade real, o que, por sua vez, proporciona condição mais compatível com o exercício efetivo da Iiberdade H
Não se pode perder de vista, ainda, a assertiva apresentada pelo Apelante de que inaceitável que o Poder Judiciário detenmine que esse ou aquele cidadão seja beneficiado com o recebimento de medicamentos, insumos e equipamentos em detrimento de outros cidadãos que se encontram em Idêntica situação.

Ora, olvida-se o Apelante que essa

é a função jurisdicional do juiz, qual

seja, aplicar as nonmas em caso de falta de entendimento surgida no seio da sociedade.

Ikk!n~Oril rúbtil"1 do E.~b.dB de ~ill1S Gmis Üllllirta d~ Juiz df rlln - .IlG ,uD~jO junto às Vms Fmndir:ias Tfl.{lax: (32) 3217.aUJ· .~vrnida brio do Rio Rnnco. 2281. 9,' IlIdn- Gabinete 12 - Ü'nlro -36.0Ia.olG - Juiz de "ora - .I!G

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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
De mais a mais, não se pode admitir a tese do princípio da universalidade, Quando o Que ocorre, na realidade, é a mais absoluta omissão dos gestores dos SUS na realização de programas específicos, no sentido de prestarem assistência farmacêutica adequada à realidade atual. Isso pode ser aferido através dos inúmeros casos de portadores das

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mais diversas patologias de grande incidência, Que vêm às portas do judiciário em busca de assistência farmacêutica comumente negada pelo SUS .

Destarte, trata-se, o presente caso, de uma luta incessante pelo direito à vida, Que, indubitavelmente, deve sobrepor-se, por ser o mais sublime, a qualquer outro princípio constitucional invocado pelo poder público, isso no afã de, Quase sempre, eximir-se da improbidade/incompetência administrativa.

o papel da Justiça é de suma importância ao assegurar a efetivação da
dignidade da pessoa humana. Ela não pode falhar em sua alta missão de julgar, com absoluta imparcialidade, os seus semelhantes. E a justiça falhará, desacreditando-se perante a opinião pública, no dia em que deixar levar-se pela freqüente incapacidade administrativa no trato do dinheiro público, no dia em que resignar a ser um mero instrumento da atuação, nem sempre correta, de nossos governantes .

Com efeito, não se vislumbra, na espécie, profissional mais indicado do Que espedalista Que acompanha todo o histórico clínico do (a) Autor (a), para prescrever o tratamento mais eficaz para a sua doença. De mais a mais, não se pode sugerir, como Quer o Réu, a suspeita do tratamento indicado ao Autor (a), uma vez que o médico que o prescreve pertence ao Quadro do SUS na cidade de Juiz de Fora. Assim, não há como se negar a concessão do insumo pleiteado na inidal, muito menos restringir a Quantidade de seu uso, contrariando as prescrições médicas Quanto a sua posologia .

Assim, não merece maior tergiversação a alegação do Réu de que, no presente caso, figura como mero executor da política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da Saúde e recebe recursos da União para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em caráter excepcional, não podendo utilizar a verba recebida a esse título para

Uek!lL~ria

PUblirJ. do Esladll de !linas Gmis - fJ1mara df Juiz de Fon - .IIG - .\Iuaçio jnnlo às Varas F:u:~nd.l.rias

Te1./l.u: (.12) 32Ii.{l.l4.1- Avenida Balio do Rio Br.lllto, 2231, 9.' :andu· G.3binele 12 - Centro - 36.01(l..!)1(} - Jui! di! Fon-\U;

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

Defensor Público MADEP0484 Cynthia C.. (j" .. ___ ~u. 09 de novembro de 2010. •.!l1O~10 .h~nidllb.' andar .36.. .. ... --..l2) 32174«3 .':t. em competênda • -. _.. ". Pígina 6 de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. _•• ~.. "J. _ .. ~. ISSO POSTO.. __ .. _____ • -... em relação G fone\!' à saúde. requer o apelado. da r.l~. com a manutenção. A competência é do ESTADO. 22l11..:~m.r:. o não provimento ao presente recurso de apelação.'''r·''·~''··'tl.JlJ ." •• ~ .i{ul (~A r-} aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde para doença em questão. " .rl~'"lr"":). .~".{(Inlro . • •• especifica do município. por ser medida de elementar e reclamada Justiça! Juiz de Fora. . _~:.. ....br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. ] . .. _ .O do Rifl BrutCO.. DEFENSORIA PhlBUCADOESTAJ!)O DEMINJ..'1 ~b Nesse diapasão. estadual ou federal quem irá oferecer tal serviço de saúde..ilir.>. .. - _._ r..~'-'il .r.~ __ ". .lIE... decisão recorrida. PODER PÚSUCO • como ente maior não importando ao ddadão se será o administrador público municipal...fortis-Comal'C2 de Juiz di' for.-. --- '-~-~-'-'~-----_..wbinfte 12 .?.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ...._~"'-- ._ .a .ICP-Brasil. ! .. __ .:~. ou do estado ou da união.Juiz d~ Fora - ~II.. não há que se falar..ihhi'l (.• _ . . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..:':~<J ij. com melhores e mais profundos suplementos._..ir.h :.. Braga DEFENSORA PUBLICA MADEP024S Dr"'l1$(Jria Púhli~ do Eslido di' ~liJIiS r. 4..\lr.~Iua{io junto às rans Fuendárias TeLfiu: (...:.ri..a........:.\SGER~S CJ ...jus.J1 ~ C 1:"\ \.200-2/2001 de 24/08/2001..asp sob o número 1490256 .JiH.. .... .nr. na íntegra..stf. V._.

- \ ÇERTIDÃO • REMESSA DE AUTOS Em ~l JJ 12012.jus.• • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. com nossas homen. 01tlJ Juizo Competente da _ _ _ _ __ e T. . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.a da faua a _ _ __ Estadual.lgeni..asp sob o número 1490256 ._~~~~ V.stf.a desies "tõto~. • . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil.J"i'lÇ ente.O AD lufzo Deprecante.. faço urnes:.

wander Marotta Belizário de Lacerda Em Afast. Análise e Remessa de Autos/Petição COMARCA ...UG Atividade 7' CACIV .Gerência de Estruturação Processual Coordenação Estruturação Processos Originários e Recursais Recebimento..ple!ljai~itjei(!is)::r. lVg.jus.09.567017-3/001 1_0145_09_567017-3/002 Pág."""::::::.24/11/2010-26/11/2010 6' CACIV .asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001.13/11/2010-03/12/2010 7' CACIV . Edivaldo George dos Santos Rev.0145.ICP-Brasil..09.A.:~ii~~"...=~ ) Isenção Prévia ) Portador de Deficiência ) Maior de 60 anos ) Réu Preso ( ) do Réu ( ) Assistente do MP ( ) MP Fiscal da Lei ~~~~~~R~e~ti~dO~. 1 Documento emitido pelo SIAP: ~~mlmmm~mllll~~IIIIIIImIDI~~~11 152580553217410110231007601426 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2....E~RA~I!s~.~:G.0145.UG N° 1.'=.~.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.567017-3/002 Juiz de Fora CLASSETJMG Apelação Cível/ Reexame ~~~~~~.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.~ COMARCA JUIZ FORA REMETENTE i Gratuita Classe Agravo de Instrumento Cível ReI.UG Afast.stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

6' CÂMARA CIVEL - Vogal: Wander Marotta .0145.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.stf. 30/1112010 If<\lison Junqueira Garcia Mlseranl Coordenação de Distribuição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.0145.Unidade Goiás • • • Cartório: Qtde.567017-3/001 Relator: Revisor: Edivaldo George dos Santos . PROCESSOS Relator: Wander MaroHa 197+1=198 PROCESSOS LIGADOS: Recurso Anterior: 1.09.Ó Classe: Câmara: TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS CONTROLE DE PROCESSOS MAPA DE DISTRIBUICAO DIRIGIDA 30/11/2010 Pag: 1 SIRDST21 TJMG DISTRIBUiÇÃO POR DEPEND~NCIA EM 30/11/2010 08:38 Comarca: Juiz de Fora Processo: 1. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001.jus. u t o s remetidos ao cartório acima em.567017-3/002 Apelação Civel/ Reexame Necessário 7' CÂMARA CIVEL Cartório da 7' Camara Civel .7' CÂMARA CIVEL- .09. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 .

ICP-Brasil.25.!..acessado no endereço eletrônico http://www...097-2 .}..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. _ _ CONCLUSÃO E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor Desembargador Relator. O documento podeCód...·yGUoo<Q....200-2/2001 de 24/08/2001. cd::::....!.asp sob o número 1490256 ser 10..t..jus.COORDENAÇÃO DE AUTUAÇÃO-UG DATA • • • Aos 30 de novembro de 2010 recebi estes autos..... di)iQnú Conclusos em 30/11/2010 .i... • Documento emitido pelo SIAP: ~lmlmlmmlnnDlllnlll~~~lml~lIlll~mW 163380651000720510241006001238 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..:::. O(A) Coordenador( a ).::::.J!.....stf. O(A) Coordenador(a).:. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..._---'iJlJ..

(J-J ~ \~~(tI ~ REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO N° 1. Alega a impossibilidade de o Poder Público deferir indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de medicamentos. • Belo Horizonte. indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em paciente com insuficiência renal em diálise.asp sob o número 1490256 . Examina-se apelação interposta pelo ESTADO DE MINAS GERAIS contra a r. à douta revisão. 4-. C6d. É o relatório. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .VARA FAZENDA PÚBLICA E AUTARQUIAS ESTADO DE MINAS GERAIS ALCIRENE DE OLIVEIRA DES. enquanto durar o tratamento. Pelo princípio da eventualidade.ICP-Brasil.13.~f~'·>.8.25.~ A Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais C/J( ~0'V1 \'11"\]i::'~\ ~\ 0:. na dosagem e modo da prescrição médica. 10.09. Em contrarrazões a apelada pugna pelo desprovimento do recurso.360n6.0145. 2 de de~17Il> 2010. DES. W DER MAROTTA elator) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. não possui registro junto à ANVISA e que a sua comercialização no país é vedada pela Lei Federal 6.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.2009. WANDER MAROTTA RELATÓRIO • .567017-3/002 (5670173- 16. que julgou procedente a ação de obrigação de fazer ajuizada por ALCIRENE DE OLIVEIRA para condenar o apelante a fornecer à autora o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET).~.200-2/2001 de 24/08/2001.0145) COMARCA DE JUIZ DE APELANTE APELADA RELATOR FORA . bem como conste o nome da substancia ativa do medicamento Cinacalcet e não Mimpara. pugna por que seja imposta condição e limite para o fornecimento do medicamento.stf. Sustenta o apelante que o medicamento Cinacalcet.80/84 . sentença de fls.jus.097-2 O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

!.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 7a CÂMARA CiVEL . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Conclusos em 10/01/2011 . Documento emitido pelo SIAP: mll1lllm~lml~nml~lruIIIHml~IIIII~IIIII~ 100700145012510120231009301908 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O Cód.200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 .25.stf.UNIDADE GOIÁS DATA • Aos 03 de dezembro de 2010 recebi estes autos. • REVISrc.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.St "EÇO DIA PARA JULGAMENTO.. 10.i4~=\----- • Desembargador CONCLUSÃO E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor Revisor..ICP-Brasil. O(A) Escrivão(ã).jus.. O(A) EsCrivão(ã)"_4~.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 2011. f I Documento emitido pelo SIAP: ~lm~llm~I~I~~IIIIImmIIIIDlllml~lml~11 102140833012161710230000101616 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. de.stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 10.asp sob o número 1490256 Cód.jus.UNIDADE GOIÁS DATA Aos 11 de janeiro de 2011 recebi estes autos. junto aos autos O(A) Escrivão( ã).-/--.097-2 .f .ICP-Brasil. 6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTORIO DA 7" CAMARA CiVEL .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. • • O(A) EsCriVãO(ã)'_--t(-.25.tr~_ _ _ _~ JUNTADA Aos 11 de janeiro petição adiante.200-2/2001 de 24/08/2001.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS . 06 de dezembro de 2010 .. pede e espera deferimento.ICP-Brasil.em. Afonso Pena. número da OAB da signatária da presente manifestação.autos em epígrafe. . SR. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. DESEMBARGADOR RELATOR WANDER MAROTTA. Nestes termos. . nos . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . n" )'.825-5 .Belo Horizonte: MG. Excelência.\ Apelação n.asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.o: 0145.09. por meio da Procuradora que esta . a fim de que possa constar nas futurás intimações e publicações.351 ~ Av. • CRISTIANE DE OLIVEIRA ELIAN Procuradora do Estado MASP 1. em que contende com ALCIRENE DE OLIVE1RA..OAB/MO 96.Funcionários. GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO . 30130-004 . ' >- . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.~~.567.ubscreve. respeitosamente à presença de V. REQUERER o cadastramento do .901 .094.stf.017-3/002 O ESTADO DE MINAS GERAIS.jus.rr -· a . EXMO. CEP. DESTE EG.200-2/2001 de 24/08/2001. Belo Horizonte.

I' de Janeiro de 2011.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.Certidão de ordem do Exmo.jus.asp sob o número 1490256 .stf. o • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Presidente. os ram incluídos na pauta da Sessão de ign para o dia 25 de Janeiro de 2011. às publ no Diário Oficial de hoje. Des. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Sr.ICP-Brasil. subscrevi.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

AUSÊNCIA DE REGISTRO.asp sob o número 1490256 .Conclusão aprovada por maioria no 1° Curso do Fórum Permanente de Direito à Saúde. APELAÇÃO clVEL / REEXAME NECESsARIO W 1.FORNECIMENTO PELO ESTADO DE MEDICAMENTO IMPORTADO . já que proibida a sua comercialização. EM REFORMAR A SENTENÇA.567017-3/002 1111111111111111111111111111111111111111111111111 EMENTA: SUS . WANDER MAROHA • x.------f~. NA ANVISA -IMPOSSIBILIDADE. a 7a CÂMARA CíVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. sob a Presidência do Desembargador WANDER MAROTTA . NO REEXAME NECESSÁRIO. de 2011. PREJUDICADO O RECURSO VOLUNTÁRIO . SR: DES.200-2/2001 de 24/08/2001. DES. à unanimidade de votos.. em Turma. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1. Não se recomenda o deferimento de pedido de medicamentos não aprovados na ANVISA .567017-3/002 COMARCA DE JUIZ DE FORA . não há como exigir que o Estado o forneça..jus.stf.ICP-Brasil.0145. • • Vistos etc.RELATOR: EXMO. incorporando neste o relatório de fls.0145.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.09. Se o medicamento indicado pelo médico do agravante não possui registro na ANVISA. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.REMETENTE JD V FAZ COMARCA JUIZ FORAAPELANTE(S): ESTADO MINAS GERAIS . • Belo Horizonte.09. acorda. WAND FI 1/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas.APELADO(A)(S): ALCIRENE DE OLIVEIRA . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . realizado no dia 9 de agosto de 2010 neste Tribunal.

ICP-Brasil. indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundàrio em paciente com insuficiência renal em diàlise. Alega a impossibilidade de o Poder Público deferir indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de medicamentos.567017-3/002 NOTAS T AQUIGRÁFICAS • O SR. Pelo princípio da eventualidade. 2/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.0145. 80/84 . Conheço do recurso e da remessa oficial.asp sob o número 1490256 . Sustenta o apelante que o medicamento Cinacalcet. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . que julgou procedente a ação de obrigação de fazer ajuizada por ALCIRENE DE OLIVEIRA para condenar o apelante a fornecer à autora o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET). WANDER MAROTTA: '{OIO • • Examina-se apelação interposta pelo ESTADO DE MINAS GERAIS contra a r.09. na dosagem e modo da prescrição médica. DES. Objetiva a autora o fornecimento do medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET).br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.L} TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APElAÇAO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1. sentença de fls.jus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001. pugna por que seja imposta condição e limite para o fornecimento do medicamento. na quantidade de 1 frasco por mês e de uso continuo. • FI.360n6. bem como conste o nome da substância ativa do medicamento Cinacalcet e não Mimpara. não possui registro junto à ANVISA e que a sua comercialização no pais é vedada pela Lei Federal 6. enquanto durar o tratamento.stf.

09. de fato. não podendo ser o Estado FI 3/9 o relatório anexado ás fls. o fármaco Cinacalcet ainda não possui registro junto á Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). emitido por médico do Hospital da Universidade Federal de Juiz de Fora. hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes de fósforo e vitamina D.stf. Conquanto a saúde seja. tendo o usuário do SUS direito a atendimento que possibilite o seu tratamento de forma adequada. independentemente dos problemas orçamentários que a Administração diz ter. um direito constitucional previsto nos arts.200-2/2001 de 24/08/2001. extensivo a toda a população. Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificaçôes vasculares e em partes moles.46 . emitida pela Secretaria de Estado de Saúde. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Dr. necessita fazer uso do MIMPARA (CINACALCET). esclarece que a paciente "é portadora de doença renal crônica.0145. pelo EMEA (European Medicines Agency). Está em HEMODIÁLISE há 14 anos e evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária á doença renal. Não há medicamentos substitutos . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA. Rodrigo Reis Abrita. 6° e 196 da CF.~ _c-- TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇAo CIVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1. esclarece que: "Embora esse fármaco tenha sido aprovado pela agência norte-americana de regulação de medicamentos (FDA Food and Drug Administration) e em alguns paises da Europa. • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o que significa que tal medicamento não possui autorização para comercialização no pais" . A Nota Técnica AT/SES nO 2806/2009.fls.ICP-Brasil.567017-3/002 • • • 7.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. com alto risco cardiovascular (risco de morte) além de piora da doença óssea.asp sob o número 1490256 . Pelo exposto. O medicamento ainda não tem autorização para ser aqui utilizado.

TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CiVEl / REEXAME NECESSÁRIO N° 1. 4/9 • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.6. entre eles. em se tratando de medicamento de procedência estrangeira. poderá ser industrializado.. inclusive os importados.. exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde". determina em seu artigo 12 que "nenhum dos produtos de que trata esta Lei. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf. por força da lei de sua criação. ao dispor sobre a vigilãncia sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos. que o produto seja reconhecido como seguro e eficaz para o uso a que se propõe.0145. também realiza a regulação econômica dos fármacos.PIAuí em 07/04/2010: • "( . quando da SS 3989/ PI.ICP-Brasil. a fornecê-lo a um paciente. as drogas. Como já decidido pelo Exmo. A Lei Federal n. 18 ainda determina que.T.567017-3/002 obrigado. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O artigo 16 da referida Lei estabelece os requisitos para a obtenção do registro. como lembrado pelo Procurador-Geral da República. os insumos farmacêuticos e correlatos. deverá ser comprovada a existência de registro válido no país de origem. ) Como ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência Pública. E. Ministro do S.F.jus. FI.360/76. a agência.asp sob o número 1490256 . O Art. é vedado à Administração Pública fornecer fármaco que não possua registro na ANVISA. é uma garantia à saúde pública. como ressaltou o DiretorPresidente da ANVISA.200-2/2001 de 24/08/2001.09. O registro de medicamento.o 6. Gilmar Mendes. judicialmente.

Data de FI 5/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. não está patente o direito líquido e certo do mesmo. o registro na ANVISA mostra-se como condição necessária para atestar a segurança e o benefício do produto. a ser amparado via mandado de segurança.000003. da respectiva enfermidade. segurança e qualidade do produto e conceder o registro. Embora o Estado de Minas Gerais deva fornecer medicamento necessário ao tratamento de saúde de cidadão. bem como de grave doença oportunista.400524-9/000 Relator: Edivaldo George dos Santos . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Havendo produto assemelhado." No mesmo sentido. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CIVEL/ REEXAME NECESSÁRIO N° 1.ICP-Brasil. levando em consideração o benefício clínico e o custo do tratamento.6.014509. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. se o novo medicamento não trouxer benefício adicional. não poderá custar mais caro do que o medicamento já existente com a mesma indicação .MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA . tendo em vista a ausência de registro do mesmo junto a ANVISA" (N° do processo: 1.asp sob o número 1490256 . a ANVISA passa a analisar a fixação do preço definido. portador do vírus HIV.567017-3/002 • • • Tribunal: Após verificar a eficácia.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001.jus. sendo a primeira condição para que o Sistema Único de Saúde possa considerar sua incorporação.ILEGALIDADE NA COMERCIALIZAÇÃO. Por tudo isso.stf. a jurisprudência deste • "MANDADO DE SEGURANÇA . em função da impossibilidade de comercialização do medicamento pleiteado.

os casos como o sub judice. assim. 6/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.'~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESsARIO N° 1.jus. não se questiona aqui o conhecimento e a capacidade do médico que aconselhou o uso do medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET) para tratamento da doença que acomete a autora.ICP-Brasil.stf. exigem o máximo de cautela por parte do Judiciário. confiáveis. Entretanto. se o Estado apresenta elementos fundados. . a concessão representaria verdadeira ingerência de um Poder sobre outro. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . em razão da supremacia do interesse coletivo. Data venia. distribuindo os serviços e funções de maneira a facilitar a fiscalização e. de seu serviço médico oficial.567017-3/002 publicação: 03/09/2004). fornecendo-lhes os medicamentos necessários. Não há direito absoluto e.0145. e tendo em vista a prova aqui produzida. este não pode ser concedido pelo judiciário. á Administração . mas tal garantia não implica a prevalência da vontade de.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. em reexame necessário reformo a sentença. No entanto. em utilização de prerrogativa que requer razoabilidade. correspondendo a dever do Estado a adoção de políticas públicas para atender a essa garantia. • • • Não se discute a obrigação do Estado e dos Municipios em assegurar assistência á saúde do cidadão. bem como dos principios previstos no art. Assim. 37 da CF. Como se sabe. reduzir os gastos. para julgar improcedente FI.200-2/2001 de 24/08/2001. concluise que ao administrador cabe gerir com probidade os recursos públicos. • É incontroverso que a constituição assegura a todo o cidadão o direito á saúde.09. nestas condições. logo.D.ste em relação ás possibilidades e limitações próprias ao Estado e.asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. notadamente pela disponibilização de tratamento gratuito aos necessitados. atestando a discussão estabelecida acerca da prescrição do pretendido fármaco.

Então. jurisprudência citada no informativo 375: MS. Entretanto. tendo o S. 405-STF. Para tanto. que foi repudiada. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 .T. Isso posto.ICP-Brasil. 7° da Lei n.stf.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. apenas. que dá eficácia retroativa à revogação superveniente de liminar em MS. tornando sem efeito a antecipação de tutela pretendida. podem admitir-se. 763.443.jus. que levou o Ministério da Saúde a baixar a Portaria n. para o Min. EXTERIOR Na espécie. proibindo o custeio do tratamento dessa doença no exterior pelo SUS.6 ~ ~ ~-==-' TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CIVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1~0145. se manifestado recentemente sobre o assunto. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Ressalta que existe a Súm. como vários outros. mas alterou-se diante do parecer técnico do Conselho de Oftalmologia Brasileiro. Nesse sentido. não deve haver devolução de valores pagos pelos fármacos já fornecidos. 7/9 • • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais. 1. a recorrida sofria de retinose pigmentar (patologia oftalmológica) e.43. Relator.533/1951. como no caso. LIMINAR TRATAMENTO MÉDICO. deferida a liminar. os conceitos do fato consumado e da boa-fé FI.567017-31002 o pedido. a posição jurisprudencial concedia o custeio de tais tratamentos. obtendo liminar contra a União para que o SUS custeasse o tratamento em Cuba.200-2/2001 de 24/08/2001. Nessa época.09. ao argumento do fato consumado e irreversibilidade do provimento. nas instâncias ordinárias. que. n. que trata especialmente da liminar em mandado de segurança (MS). recebeu R$ 25. a recusa do Poder Judiciário em confirmar a decisão liminar ensejou a União a mover ação de cobrança. o ponto central do aresto recorrido é o art. excepcionalmente. buscou o Judiciário.J. Ressalto.

6. 187 e 422). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Custas recursais pela recorrida. se não litigar sob • gratuidade . PREJUDICADO O RECURSO FI. Min. aplica-se ao caso o princípio da confiança assente no Código Civil alemão e constante do ordenamento jurídico brasileiro como cláusula geral.325-RS. Ademais. MS 8.ICP-Brasil. NO REEXAME NECESSÁRIO. Humberto Martins.014509.808-RS.031.895-DF.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. e REsp 1.567017-3/002 • • • objetiva no recebimento de valores pagos em caráter alimentar e essa postura tem sido adotada em julgados do próprio STF (como quando analisa devolução pecuniária recebida de boa-fé por servidores públicos e posteriormente declarada inconstitucional). REFORMARAM A SENTENÇA. DJ 14/11/2005.asp sob o número 1490256 .356-DF. DJ 21/3/2005. Precedentes citados: REsp 353. DJ 18/8/2003.969-DF. DJ 7/6/2004. REsp 697. que ultrapassa os limites do CC/2002 (arts. 113. o que influencia a interpretação do Direito Público e a ele chegando como subprincípio derivado da moralidade administrativa.200-2/2001 de 24/08/2001.147-DF. Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): BELlZÁRIO DE LACERDA e PEIXOTO HENRIQUES. REsp 944.stf. 8/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. ReI. também há decisões deste Superior Tribunal. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . REsp 955. DJ 10/4/2008.jus. julgado em 4/11/2008. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1.768-RS. o qual serve de fundamento á mantença do acórdão recorrido. DJ 3/9/2008. REsp 627.

O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus.567017-3/002 VOLUNTÁRIO . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .09.200-2/2001 de 24/08/2001. • • • • FI. 9/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.0145.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil.stf.L~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CíVEL! REEXAME NECESSÁRIO N° 1.

Unidade Goiás.200-2/2001 de 24/08/2001..asp sob o número 1490256 . CERTIFICO que. Belo Horizonte.... foi CERTIDÃO para ciência das no partes "Diário . ' 6 Poder Judiei. ~~lilmlll~I~llnmlllllillllnnml~I~I~m 150000160119491820210004801607 . • • '.~<=-~T"f'_ _ _ _ _ __ • Documento emitido peta StAP. 11 de fevereiro de 2011.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. 10. disponibilizado Judiciário Eletrônico" de 10/02/2011 e publicado em 11/02/2011....ário do Estado de Minas Gerais CARTORIO DA 7a CAMARA CíVEL .' .25. Escrivão(ã) do Cartório da la Câmara Cível .stf. interessadas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil. O 'referido é verdade e dou fé.UNIDADE GOIÁS '. Eu. O Cód. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Kátia Maria da Cruz Silva. a sUbscrevi._-. o dispositivo do acórdão retro.

Escrivão(ã) do Cartório da 7a Câmara Cível .· .200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . CERTIFICO Pública do que.asp sob o número 1490256 . nesta de data. ~.2~~SI)~"". da publicação do acórdão retro. C::. Kátia Maria da Cruz Silva. 10. 11 de fevereiro de 2011 . \ ILj ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. . .097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Eu. O referido é verdade e dou fé. devidamente na pessoa representante legal.0::< -::(0(( • ~~~.r . a subscrevi.~!!~: 51) Documento emitido pelo SIAP: !~lmlllmnlm~!I~IIII~II~lIllli!mlmlll~lImn 102140333012461720260004001917 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil.dGl /Lu~ r~wlo.Unidade Goiás..UNIDADE GOIÁS .. !41J ~{~cJ( ~r uYVlk OYruffi~. Belo Horizonte. Minas a Defensoria Gerais de foi seu Estado intimada. 1ÚBUC~ S~"31Tf1r" :t'.stf.25. .jus. 6 P~der Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 73 cAMARA CIVEL . O Cód. CERTIDÃO • ..

_ _-+---=++-_ __ • Documento emitido pelo SIAP : Documento assinado 10.le. ..097-2 conforme MP n° 2. junto aos autos Petição de Embargos adiante. . digitalmente documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.25.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. "Ia. . O(A) Escrivão(ã).200-2/2001 de 24/08/2001. e. O Cód. DATA Aos 24 de fevereiro.stf.UNIDADE GOIÁS • O(A) Escrivão(ã).jus. b .ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . de M . • JUNTADA • Aos 25 de fevereiro de 2011.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 7" CAMARA CiVEL .

~567017-3/0oj1..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento...jus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 4Q da lei Complementar Federal 80/94 e nos artigos 4 Q e 5Q da lei Complementar Estadual 65/03.. em que contende com o ESTADO DE MINAS GERAIS.. • parte devidamente qualificada. .~ . n '304...~ itmji . parte devidamente qualificada nos autos em epígrafe. pelos fatos e fundamentos jurídicos abaixo elencados. vem. MG CEP: 33130·090 Tel: (31) 3349-949~ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.t • A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. EXMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ....\ . <~.UNIDADE GOIÁS.asp sob o número 1490256 . )k) ~'. Belo Ho.. 7!! Câmara Cível O fJ • Autos n. assistindo e patrocinando os interesses de AlCIRENE DE OLIVEIRA..tituta·· MADEP 610 I Rua Paracatu. 6'andar. no exercício de sua autonomia preconizada no §2 Q do art.W ...nzonte. por seu Órgão de Execução Oficiante infra assinado. 134 da Constituição da República Federativa do Brasil e no uso de sua competência legal prevista no art. opor • EMBARGOS DECLARATÓRIOS.* .l.-~-'--::..Defensora Pública Sub.200-2/2001 de 24/08/2001. . Bairro Sarro Preto..ICP-Brasil..0145. respeitosamente..stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Senão vejamos.~. Rachei Aparecida de Aguiar Passos .DEFENSORIA PÜBLICA DO ESTADO DE M . .

212. 128. 1 º. 204.2010. para os embargos de declaração.02. Sº. caput. 74. I. art. diante da Conclusão aprovada no 1 º Curso do Fórum Permanente de Direito à Saúde. DOS VÍCIOS • • o v. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001. art. o prazo em dobro. 6º.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. n '304. Isso sob o fundamento de que por se tratar de remédios não aprovados pela ANVISA.02.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE M1NAS GERAIS Eméritos julgadores DA TEMPESTIVIDADE • A Defensora Pública que subscreve foi intimada da decisão de f. Lei Complementar Federal 80/1994 e art. acórdão verifica-se que foi omitida a apreciação das seguintes questões jurídicas. acórdão furtou-se ao exame de questões de direito. art. caput. 196.Defensora Pública Substituta . por meio de entrega dos autos. não há como se exigir do Estado o seu fornecimento. • caput. 125/133 em 11. tal como determina o art. art.02. 74. Assim. que é prerrogativa institucional do Defensor Público (art.ICP-Brasil.2011.jus. Lei Complementar Estadual 65/2003) vence apenas em 23. 37. art. art. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 11.asp sob o número 1490256 . 198. conforme consta na certidão de f. acórdão padece do vício da omissão .stf. I. I. o acórdão deixou de subsumir ao caso os arts. donde se conclui pela tempestividade dos presentes embargos. art. art. o prazo ordinário de cinco dias. I. caput e inciso III. da Lei Complementar Estadual 65/2003. 6'andar.MADEP 610 Rua Paracatu. É possível depreender que o v.2011. 135 dos autos. Da omissão Em análise ao v. 198. Senão vejamos. venceria em 18. 8elo Horizonte . 8airro Barro Preto.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. realizado em 09 de agosto do corrente ano. Todavia. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . III e § 2º. da CF /88 .

ICP-Brasil. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: (.MADEP 610 Rua Paracatu. à liberdade. a proteção à maternidade e à infância. e à propriedade. 196. a segurança. 6º e 196. ) • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos ." "Art. à segurança. 198. n '304.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE Jl.stf.asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. nos seguintes termos: (. na forma desta Constituição. Belo Horizonte· MG CEP: 33180·090 Tel: (31) 3349·9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. a previdência social. a saúde... que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . sem distinção de qualquer natureza. à igualdade. da CR/88: "Art. A saúde é direito de todos e dever do Estado.jus.Defensora Pública Substituta . garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. proteção e recuperação. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. 6'andar. a assistência aos desamparados. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. Os direitos à vida e à saúde estão previstos nos arts. Sº..200-2/2001 de 24/08/2001. Sº." Cumpre ressaltar que o direito à saúde deve ser efetivado mediante atendimento integral. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. • o direito da parte embargante é inquestionável. Bairro Barro Preto. )" "Art. A omissão na resposta causa o efeito da negativa do próprio direito à saúde . o lazer. o trabalho.IiNAS GERAIS "Ab initio" cumpre dizer que o direito à saúde da embargante é inquestionável e não é o fato da simples omissão do Poder Público em responder ao pedido administrativo e impedirá o exerdcio de tal direito e da tutela antecipada. a moradia. Todos são iguais perante a lei. conforme dispõe o comando constitucional disposto no artigo 198 da CR/88: "Art.. 6º São direitos sociais a educação.

3 E esta delimitação seria tarefa eminentemente poHtica 4. sociais e culturais. Saraiva: 2007.MADEP 610 Rua Paracatu. p. Saraiva: 2007.Defensora Pública Substituta . COELHO. o direito à saúde integra os direitos a prestações materiais. 2008. 58. Belo Horizonte . Paulo Gustavo Gonet. não poderia gerar direito subjetivo ao seu titular. encarta-se no rol dos direitos à prestação. Encontra-se ultrapassado o enfoque da Constituição enquanto simples repositório de boas intenções . COELHO. Entendia-se que eles somente poderiam ser exigidos após densificados. p. quando se trata de tutelar o mínimo existencial. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . 6'andar.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil. Gilmar Ferreira. 2008. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. José Joaquim Gomes. sem prejuízo dos serviços assistenciais. direito à saúde. 249.asp sob o número 1490256 . por meio de interposição do legislador.atendimento integral. os quais possuem por objeto uma utilidade concreta (bem ou serviço). sem qualquer possibilidade de atuação do Poder Judiciário ." • Não se objete que o direito à saúde não poderia ser invocado. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Ele está entre os direitos sociais e econômicos. direito constitucional à saúde. São Paulo: RT. <1- CANOTILHO. p. . a ser fornecida pelo Estado. com prioridade para as atividades preventivas. José Joaquim Gomes. 59. 2 o • • É irrelevante o parâmetro da reserva do possível. diretamente da Constituição.stf. Gilmar Ferreira. São Paulo: RT. MENDES. Tomemos a sério 0$ direitos económicos. BRANCO. BRANCO. que outrora foi tido por norma puramente programática.jus. em nível infraconstitucionaJ. Curso de • Direito Constitucional. o 1 MENDES. "que se realizam por intermédio do Estado. Por anos os direitos sociais e econômicos ficaram relegados à promessa. Paulo Gustavo Gonet. In: estudos sobre Direitos Fundamentais. Bairro Barro Preto. sociais e culturais."l Mais especificamente. n '304.DEFENSORIA PÚBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS li . Neste passo.200-2/2001 de 24/08/2001. Inocêncio Mártires. 3 CANOTILHO. Tomemos a sério os direitos económicos. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Curso de Direito Constitucional. p.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. como cediço. Inocêncio Mártires. 248. pela parte recorrida.

com base na teoria da reserva de caixa ou na teoria da reserva do possível. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . p. José Joaquim Gomes. mesmo liberal 'à ou trance'. tem hoje a coragem de dizer que o cidadão não tem qualquer direito perante o Estado a prestações mínimas e..stf. p. Tomemos a sério os direitos econômicos. Novamente. 2008. José Joaquim Gomes.jus. que os direitos econômicos e sociais estariam sob a reserva das capacidades financeiras do Estado. entende-se que o direito à saúde pode ser exigido diretamente.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS explica Canotilho que "as normas de direitos fundamentais eram normas 'enfraquecidas' que só adquiriam robustez jurídica através de leis de regulamentação desses mesmos direitos.. Ocorre que os direitos econômicos e sociais acabavam por não encontrar implementação. Exclui-se. Il"andar.MADEP 610 Rua Paracatu. São Paulo: RT.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 ~ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Belo Horizonte . na sua dimensão de prestações existenciais mínimas perante o Estado. e exclui-se uma relação correlativa (jurai corre/atives) de não direito e privilégio. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. ) O cidadão. uma 'relação opositiva' (jurai oppositives) no que respeita ao direito à vida. José Joaquim Gomes. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . no 5 • • • CANOTILHO. n '304. sob o artifício de inexistência de recursos específicos. 7 CANOTlLHO.200-2/2001 de 24/08/2001. 58. São Paulo: RT. Atualmente. pois. pelo cidadão necessitado. que este não está obrigado (ou tem o 'privilégio') de lhe não fornecer prestações. correlativamente. 106.Defensora Pública Substituta .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. por meio de ação judicial. 6 actual dos direitos econômicos. sociais e culturais.109. São Paulo: RT. "Metodologia fuzzy" e "camaleões normativos" na problemática • Estudos sobre Direitos Fundamentois.6 Tal entendimento levou ao ponto que a doutrina denominou de "ditadura dos cofres vazios"7.2008. esclarece Canotilho: "Relativamente ao direito à vida.p. ( . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. cremos que nenhum autor. sociais e culturais.ICP-Brasil. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. In: CANOTILHO. 2008. "Metodologia fuzzy" e "camaleões normativos" na problemática actual dos direitos económicos. Bairro Barro Preto." 5 Argumentava-se. sociais e culturais.asp sob o número 1490256 .

São Paulo: RT. Tenta-se extrair uma garantia a um mínimo social dos direitos a prestação .MADEP 610 Rua Paracatu. dando plena efetividade ao disposto no . quanto à efetividade do direito à saúde pela ótica do mínimo existencial: "A doutrina. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais.9 Portanto. 146. !O CANOTlLHO. que condicionava a eficácia dos direitos fundamentais à reserva de caixa. p. 9 CANOTILHO. 66. art. Tomemos a sério os direitos económicos. Métodos de proteção de direitos. sociais e culturais. São Paulo: RT. que "obriga os poderes públicos à densificação de um grau mínimo de existência". Tomemos a sério os direitos económicos. Foram suprimidos os esquemas gráficos empregados pelo autor no texto original. José Joaquim Gomes. busca atenuar essas contingências decepcionantes com a teoria do grau mínimo de efetividade dos direitos a prestação material. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. (00') • • • • 8 CANOTILHO.jus. n '304. 2008. José Joaquim Gomes. (00') A Constituição brasileira acolheu essa garantia do mínimo social. os direitos fundamentais sociais e econômicos aplicam-se diretamente. Bairro Barro Preto.Defensora Pública Substituta . 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. São Paulo: RT. na extensão máxima de sua densidade normativa."B A doutrina da reserva do possível. As normas constitucionais. 6°andar. p. são aplicáveis direta e imediatamente. SQ. 2008. Belo Horizonte· MG CEP. José Joaquim Gomes. Gilmar Ferreira Mendes e outros reconhecem o atual posicionamento do STF.stf. definitivo) a prestações existenciais. p. §l Q da CR/88.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil. porém. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . sociais e culturais. foi limitada pela teoria do mínimo existencial.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 57. ao qual corresponde um dever correlativo por parte deste. tem um direito subjectivo (originário.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS campo das prestações existenciais mínimas do direito à vida.200-2/2001 de 24/08/2001. nesse passo. no que tange ao mínimo existencial. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . liberdades e garantias. sem necessidade de norma interposta (interpositio legislatoris) 10. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. 2008. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais.

ao determinar seu fornecimento pelo Estado. convertam-se em 'promessa constitucional inconseqüente'. 254.Defensora Pública Substituta . Renovar): 'Em resumo: a limitação de recursos existe e é uma contingência que não se pode ignorar.jus. gastá-los sob a forma de obras. Por outro lado. para se obviar que normas de cunho social. p. Paulo Gustavo Gonet. são reconhecidas obril:acões mínimas que.ICP-Brasil. é exatamente realizar os 11 • • • MENDES. Saraiva: 2007. ainda que de feitio programático. Rachei ApareCida de Aguiar Passos . Curso de Direito Constitucional. 245-246. aniquilação de direitos constitucionai!i impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. n '304. quando se trata de assegurar o mínimo essencial. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . COELHO."ll Em notável precedente da relatoria do Min. o Estado deve satisfazer . ou qualquer outra política pública. prestação de serviços. Inocêncio Mártires. 6'andar. puder resultar nulificação Q!L até mesmo. notadamente quando. Belo Horizonte . assim como o magistrado. O intérprete deverá levá-Ia em conta ao afirmar que algum bem pode ser exigido judicialmente.ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. para.não pode ser invocada. com base nelas.stf.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. não se pode esquecer que a finalidade do Estado ao obter recursos. p. Celso de Mello. Gilmar Ferreira. pelo Estado. em seguida. Bairro Barro Prelo. o STForientou que o parâmetro da reserva do possível não pode obstar a efetividade dos direitos fundamentais. 2002.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • A jurisprudência do STF também registra precedentes em que.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Eis o trecho mais relevante: "a cláusula da 'reserva do possível' . Daí a correta ponderação de ANA PAULA DE BARCELLOS (A Eficácia jurídica dos Princípios Constitucionais.MADEP 610 Rua Paracatu. dessa conduta I:overnamental negativa. BRANCO.asp sob o número 1490256 .como nos vários casos em que se proclamou o direito de pacientes de AIDS a receber medicamentos gratuitos dos Poderes públicos. com a finalidade de exonerar-se do cumprimento de suas obrigacões constitucionais.

asp sob o número 1490256 . cujo ponto de partida está em assegurar as condições de sua própria dignidade.MADEP 610 Rua Paracatu.' (grifei) (. em que outros projetos se deverá investir. A meta central das Constituições modernas. a eficácia dos direitos sociais. cumpre reconhecer que não se revela absoluta.. aí. como precedentemente já enfatizado . aguele núcleo intangível consubstanciador de um conjunto irredutível de condições mínimas necessárias a uma existência digna e essenciais à própria sobrevivência do indivíduo.MG CEP: 33180-090 Te!: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.stf.Defensora Pública Substituta . além da proteção dos direitos individuais. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. em ordem a viabilizar. então. comprometendo·a. estar-se-ão estabelecendo exatamente os alvos prioritários dos gastos públicos. Apenas depois de atingilos é que se poderá discutir. econômicos e culturais. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . afetando. relativamente aos recursos remanescentes. a possibilidade de intervenção do Poder Judiciário. na promoção do bemestar do homem. como decorrência causal de uma injustificável inércia estatal ou de um abusivo comportamento governamental. Bairro Barro Preto. por delegação popular. O mínimo existencial. 6°andar.• • • • objetivos fundamentais da Constituição. pode ser resumida. ) Não obstante a formulação e a execução de políticas públicas dependam de opções políticas a cargo daqueles que.e até mesmo por razões fundadas em um imperativo ético-jurídico -. que inclui. a liberdade de conformação do legislador. receberam investidura em mandato eletivo. é capaz de conviver produtivamente com a reserva do possível. nem a de atuação do Poder Executivo. É que. a todos.. condições materiais mínimas de existência. Ao apurar os elementos fundamentais dessa dignidade (o mínimo existencial) . como já exposto.200-2/2001 de 24/08/2001. n '304.ICP-Brasil. associado ao estabelecimento de prioridades orçamentárias. se tais Poderes do Estado agirem de modo irrazoável ou procederem com a clara intenção de neutralizar. Selo Horizonte . como se vê. justificar-se·á. nesse domínio. e da Carta de 1988 em particular. o acesso aos bens cuja fruição lhes haja sido Rachei Aparecida de Aguiar Passos .

MAOEP 510 Rua Paracatu. CAPUT.200-2/2001 de 24/08/2001. 1 . 5º. a gravidade e a urgência da situação da recorrente: a busca para garantia do maior de todos os bens. 5'andar. indistintamente. que é fundamental e está consagrado na Constituição da República nos artigos 6º e 196.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. CF/88) E DIREITO À SAÚDE (ARTS.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ELA. que não possui meios para a compra de medicamentos necessanos à sua sobrevivência.asp sob o número 1490256 ." (STF. 3 . Bairro Barro Preto. a proteção da vida abrange o dever de assegurar as condições mínimas para torná-Ia possível.Defensora Pública Substituta . DIREITO À VIDA (ART.Diante da negativa/omissão do Estado em prestar atendimento à população carente.DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS Gf:RAIS injustamente recusada pelo Estado.É dever do Estado assegurar a todos os cidadãos. A eventual ausência de cumprimento de uma formalidade burocrática exigida não pode ser óbice suficiente para impedir a concessão da medida porque não retira. 2 . a jurisprudência vem se fortalecendo no • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos . o direito à saúde. ReI. Min. de forma alguma. Assim. que é a própria vida. Belo Horizonte . MANDADO DE SEGURANÇA OBJETIVANDO O FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO (RILUZOL/RILUTEK) POR ENTE PÚBLICO À PESSOA PORTADORA DE DOENÇA GRAVE: ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. CF /88). Celso de Mello. ADPF 45 MC/DF. n '304. • A jurisprudência do ST) também demonstra encontrar-se ultrapassada a concepção de que o direito constitucional à saúde consistiria em norma puramente programática: "CONSTITUCIONAL. D) 04-05-2004) Ou seja. 6º E 196. a validade. ILEGALIDADE DA AUTORIDADE COATORA NA EXIGÊNCIA DE CUMPRIMENTO DE FORMALIDADE BUROCRÁTICA. a tutela do mínimo existencial deflui do direito à vida.ICP-Brasil. a eficácia e a efetividade da Democracia está na prática dos atos administrativos do Estado voltados para o homem.A existência.jus. RECURSO ORDINÁRIO. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .stf. PROTEÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS.

teleológica. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 6º e 196.Relator Ministro José Delgado . destacando a responsabilidade do Poder Judiciário na efetivação dos direitos fundamentais: CONSTITUCIONAL. fazse imprescindível interpretar a lei de forma mais humana.DEFENSORIA PlÍBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • • • sentido de emitir preceitos pelos quais os necessitados podem alcançar o benefício almejado.Tendo em vista as particularidades do caso concreto. ROMS 11183/ PR. de que "a saúde é direito de todos e dever do Estado" (art.. da CF). promovendo as medidas necessárias a sua garantia (art. inciso 11 cumulado com art. 6'andar. O Ministério Público.jus.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Bairro Barro Preto. 5 .ICP-Brasil. ) (STJ. RECURSO ORDINARIO EM MANDADO DE SEGURANÇA 1999/0083884-0 . 196). que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Nenhuma regra hermenêutica pode sobrepor-se ao princípio maior estabelecido. 129. em 1988. Ademais. na Constituição Brasileira. OMISSÃO DO PODER EXECUTIVO NO FORNECIMENTO DE SERViÇO DE RELEVÂNCIA PÚBLICA DE TRANSPORTE DE DOENTES. 4 . em que princípios de ordem ético-jurídica conduzam ao único desfecho justo: decidir pela preservação da vida. Belo Horizonte .MADEP 610 Rua Paracatu.grifamos) A jurisprudência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais também destaca que se encontra ultrapassada a concepção de que o direito constitucional à saúde consistiria em norma puramente programática e repudia a aplicação do pnnClplO da reserva do possível.Despicienda de quaisquer comentários a discussão a respeito de ser ou não a regra dos arts. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DE PODERES E À CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL. como defensor dos interesses da sociedade perante o Estado: possui legitimidade para zelar pelo efetivo cumprimento dos serviços de relevância pública assegurados na Constituição. normas programáticas ou de eficácia imediata. DETERMINAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO PARA CUMPRIMENTO DE DEVER CONSTITUCIONAL.stf. n '304. 197.Defensora Pública Substituta .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 . a sua atuação para assegurar a prestação de • Rachei Aparecida de Aguiar Passos . (.200-2/2001 de 24/08/2001.. da CF /88.

grifamos) Rachei Aparecida de Aguiar Passos . pois. é da alçada do Executivo e do Legislativo.02. todavia. A judicialização de política pública. Assim. a este caso não se aplica à cláusula da Reserva do Possível.0686. mas também do Judiciário. sendo apenas lembrada em épocas eleitorais. é constante esquecida pelos donos do poder. harmoniza-se com a Constituição de 1988.DOMG 22/11/2004 . princípios e direitos fundamentais da República e que se harmoniza com o Estado Social e Democrático de Direito.MADEP 610 Rua Paracatu. seja porque não foi comprovada a incapacidade econômico-fmanceira do Município de Teófilo Otoni.200-2/2001 de 24/08/2001. 6'andar. que concretiza objetivos. por ser menos favorecida do ponto econômico. É certo que. não pode ser considerado juridicamente impossível. A concretização do texto constitucional não é dever apenas do Poder Executivo e Legislativo. Belo Horizonte .293-5/001(1) . estando.040.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. consagrado pela Constituição da República de 1988. político e cultural. Bairro Barro Preto.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MJNAS GERAIS • • • • serviço de relevância pública encontra amparo no princípio fundamental da dignidade da pessoa humana e nos direitos sociais fundamentais à vida e à saúde.Defensora Pública Substituta . aqui compreendida como implementação de política pública pelo Poder Judiciário. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. social. n '304.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.Relatora Maria Elza .jus. A mera alegação de falta de recursos financeiros. seja porque a pretensão social de transporte público na área de saúde se afigura razoável. na hipótese de injustificada omissão. o Judiciário deve e pode agir para forçar os outros poderes a cumprirem o dever constitucional que lhes é imposto. APELAÇÃO 1.asp sob o número 1490256 . em regra a implementação de política pública. (TJMG.stf.ICP-Brasil. não é hábil a afastar o dever constitucional imposto ao Município de Teófilo Otoni de prestar serviço de relevância pública correlacionado com a área de saúde. destituída de qualquer comprovação objetiva. Um pedido. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . em plena harmonia com o devido processo legal substancial. Louve-se a atuação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais na defesa permanente dos direitos sociais da população carente que.

. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . C ) . ) IX . Art.Defensora Pública Substituta .080/1990 que se passam a alinhar: Não bastassem as disposições constitucionais. 6"andar.integralidade de assistência.a execução de ações: C ) .." • • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos .. 11 . que possuem incidência imediata no caso em apreço. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. d) de assistência terapêutica integral. são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. tenha-se que o direito fundamental à saúde encontra-se assegurado na Lei 8.lCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS o acórdão omitiu a incidência dos dispositivos da Lei 8.. individuais e coletivos.stf. 6º. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS)..descentralização político-administrativa. Bairro Barro Preto. devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício . fornecendo todas as condições necessárias para o seu pleno exercício. e as normas supralegais pertinentes à espécie. Belo Horizonte ...DEFENSORIA PÚBI.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. inclusive farmacêutica. segundo a qual cabe ao Estado promover os meios para a realização do direito à saúde. conhecida como Lei Orgânica da Saúde. com direção única em cada esfera de governo. 2°. A saúde é um direito fundamental do ser humano.200-2/2001 de 24/08/2001.080/1990.universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.) Art. 198 da Constituição Federal. exigidos para cada caso I em todos os níveis de complexidade do sistema (.asp sob o número 1490256 . n '304.ICP-Brasil. Estão incluídos no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS: [ . (.jus. inclusive assistência terapêutica integral: "Art.MADEP 610 Rua Paracatu. entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos.MG CEP: 33180-090 Te!: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. obedecendo ainda aos seguintes princípios: [ ..

23. II da CF /88.por força do qual se garante a todas as pessoas o acesso às ações e serviços de saúde disponíveis. Belo Horizonte . Mais uma vez. os direitos sociais converteram-se em direitos subjetivos em sentido pleno. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Assim. n '304. A partir do "princípio da predominância de interesses" a CR/88.stf. ao repartir as competências entre as quatro entidades federativas. mera convocação à atuação do Legislativo e do Executivo. ) II .asp sob o número 1490256 . prestados por órgãos e instituições públicas federais.ICP-Brasil. além de estruturar o SUS e de fixar suas atribuições.080/1990. Definitivamente. 23. especificou as matérias de competência comum de natureza administrativa.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. dó Distrito Federal e dos Municípios: (. e passaram a desfrutar de aplicabilidade direta e imediata por juízes e tribunais. em todos os níveis de complexidade do sistema. comprovada a necessidade do medicamento e do tratamento médico para a garantia da vida da parte embargante. é competência comum da União.200-2/2001 de 24/08/2001.. estaduais e municipais.. da Administração direta e indireta. ele deverá ser fornecido . da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349·9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. • o SUS é concebido como o conjunto de ações e serviços de saúde. dentre os quais vale destacar o da universalidade .MADEP 610 Rua Paracatu. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Bairro Barro Preto. comportando tutela judicial específica. • Rachei Aparecida de Aguiar Passos .". dentre elas a saúde: "Art.Defensora Publica Substituta . 6'andar. dos Estados. dentre as quais se inclui expressamente a assistência terapêutica integral aos que dela necessitarem. estabelece os princípios pelos quais sua atuação deve se orientar.cuidar da saúde e assistência pública. resta confirmado que as normas constitucionais deixaram de ser percebidas como integrantes de um documento estritamente político.jus. • • o acórdão omitiu a incidência do art. A Lei nº 8.• DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Tais dispositivos obrigam o Estado (instituição) a disponibilizar para a população a execução de todas as ações indispensáveis ao tratamento médico de enfermos.

organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I . 11 . 2005.descentralização.ICP-Brasil.jus. 198. 23. o art. nem a dispersão e superposição de órgãos e atribuições em esfera estadual e municipal. pelo que passível postular a obrigação em tela somente do Município em que reside a parte recorrida. Na lição do prof. do Estado-membro respectivo. Municípios e Distrito Federal concorram para o incremento do atendimento geral da saúde da população: • • • "Art. n '304.. Bairro Barro Preto. 11 e 196 da CF). com direção única em cada esfera de governo. o sistema deverá possuir um específico modelo de relações entre o todo e as partes que o integram (. 6'andar. sem prejuízo dos serviços assistenciais.atendimento integral. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.MADEP 610 Rua Paracatu. Sendo único. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .participação da comunidade". mas sim competência administrativa comum (é o que emana dos arts. 8elo Horizonte: Del Rey.Defensora Pública Substituta . ou somente da União Federal. III . no que tange à prestação da saúde. uma suplementando a outra.asp sob o número 1490256 . Estados.. com prioridade para as atividades preventivas. 198 da CR/88 é claro ao dispor que a saúde será prestada através de um regime de cooperação entre os entes da Administração direta (Sistema Único de Saúde). Distrito Federal e Municípios) simples obrigação solidária.stf. implicando que União. ) Cada uma dessas esferas de governo deve agir em concurso e de forma solidária. 817. • 12 CARVALHO."12 Como é cediço.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Por conseqüência. não há entre os entes políticos (União. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 6°.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Kildare Gonçalves.200-2/2001 de 24/08/2001. . Rachei Aparecida de Aguiar Passos . Estados. Kildare Gonçalves Carvalho: "Quer isto significar que não mais haverá a difusa administração da matéria na esfera da União.. Direito constitucional. p. Belo Horizonte .

de Defensoria Pública aparelhada). Legitimidade do Estado-membro.AÇÃO CIVIL PÚBLICA FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS SUS DENUNCIAÇÃO À LIDE DA UNIÃO E DO ESTADO DE MINAS GERAIS . dentro da sua esfera de interesse. n '304. CF /88 . por exemplo. 2ª Câm.RECURSO DESPROVIDO. a parte não terá condições estruturais de litigar perante a Justiça Federal.159735-4/004(1) Relator: CAETANO LEVI LOPES. a competência administrativa relaciona-se não à elaboração legislativa. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. 196. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. FORNECIMENTO DE PRÓTESE AUDITIVA À CRIANÇA DEFICIENTE.1863110/002(1). Medicamento de uso contínuo.Defensora Pública Substituta . Responsabilidade não excluída. AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONTRA O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. mas sim à execução e ao cumprimento das normas e à prestação dos serviços públicos. 6'andar.asp sob o número 1490256 .03.MADEP 610 Rua Paracatu. NÃO DA ASSISTÊNCIA EM SI . facultando-se ao postulante direcionar a lide em face de todos." (TJMG. Recurso não provido.04.stf. Sairro Sarro Preto. Processo: 1. Neste sentido: • • "AGRAVO DE INSTRUMENTO .INTELIGÊNCIA DO ART. Portaria distribuindo competência.ICP-Brasil. como se único responsável fosse. 7ª Câm. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. Data da publicação: 16/12/2005) "Apelação cível." (TJMG. Belo Horizonte· MG CEP: 33180·090 Tel: (31) 3349·9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Fornecimento de remédio. Estados e Municípios. Data da publicação: 13/05/2005) "APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO . Ação ordinária. cada ente federativo prestará a saúde. Cível.DIVISÃO APENAS DA GESTÃO DA ASSISTÊNCIA. Relator: Pinheiro Lago. com o escopo de viabilizar seu acesso à justiça (muitas das vezes.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • Nesta esteira. .200-2/2001 de 24/08/2001. pela absoluta falta. Responsabilidade concorrente entre a União. Número do processo: 1. Cível. Data do acórdão: 08/11/2005.Desnecessidade de utilização de via • Rachei ApareCida de Aguiar Passos .0024. ou de apenas um dos responsáveis. Portanto. Data do acórdão: 26/04/2005.IMPOSSIBILIDADE . pela competência administrativa comum.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.0702.

7º. ILEGITIMIDADE PASSIVA. Em razão da responsabilidade prevista no artigo 196 da Constituição Federal. e de distribuição de medicamentos em particular (art. Recurso improvido. Sentença mantida em reexame necessário.Direito à saúde é prioridade absoluta garantido pela Constituição Federal. Des. n '304. A presença de um dos vários legitimados no pólo passivo da relação processual decorre da escolha daquele que ajuíza a ação. Civ." (TJRS." (TJRS. Belo Horizonte· MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. Juíza Leila Vani Pandolfo Machado. 31/03/04) Em sendo assim. 22ª C. da União e do Município. Bairro Barro Preio. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. .200-2/2001 de 24/08/2001. ReI.Não cabimento de chamamento ao processo.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento... Atuação do Poder Judiciário objetivando a efetivação dos preceitos constitucionais não constitui invasão de competência dos outros Poderes.MADEP 610 Rua Paracatu..jus. já que todos e qualquer um deles tem o dever de "cuidar da saúde e assistência pública" na forma do inciso II do artigo 23 da Constituição Federa!. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . João Armando Bezerra Campos. a legitimação passiva para a causa consiste na coincidência entre a pessoa do réu e a pessoa de qualquer um ou dos vários entes federativos. ReI. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. Apelação nO 70006697304. 70007759293. 6'andar.. em se tratando de SUS. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos . Mormente porque. 16/09/03) "APELAÇÃO CíVEL. Civ. vigora o prinCÍpio da capilarização.stf. 22ª C. que procura atribuir prioritariamente a responsabilidade na execução das políticas de saúde em geral. j. aos que se encontrarem mais próximos do cidadão: Art. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • administrativa previamente à ação judicial. .Defensora Pública Substituta .ICP-Brasil. I e IX.asp sob o número 1490256 . Ap. não há qualquer dúvida quanto à responsabilidade da parte agravante no que se refere ao pedido formulado nesta demanda. PRELIMINARES DE CARÊNCIA DE AÇÃO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. Lei 8. j.080/90). Civ.

005 efeitos ínfringentes nos embargos declaratórios e algumas atualidades em assuntos afins. sem prejuízo das demais modalidades de prequestionamento já realizadas. à intempestividade de recurso conhecido. São Paulo: RT. 2ª) quando houver erro material no exame dos autos. Nelson Nery.ICP-Brasil. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.descentralização político-administrativa. que houve nítido erro no acórdão.stf. 447. Belo Horizonte· MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 334g. com direção única em cada esfera de governo. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 2001. razão pela qual deve ser mantida a decisão recorrida. à qualificação jurídica do fato. In: JÚNIOR. 4.universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência. Assim. 198 da Constituição Federal. WAMBIER. Aspectos polêmicos e atuais dos recursos cíveis . a formalidade essencial não observada nos autos. 3ª) erro evidente quanto à tempestividade do recurso não conhecido."13 Nota-se. 6'andar. obedecendo ainda aos seguintes princípios: I . até porque errar é humano. são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. dentre outras hipóteses. Bairro Barro Preto.DEFENSORIA rÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Sistema Único de Saúde (SUS). 446. a recurso conhecido por equívoco manifesto.) • IX .MADEP 610 Rua Paracatu. resta pacífica a comprovação da responsabilidade da parte ora recorrente no cumprimento da obrigação determinada. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . a fato relevante com repercussão sobre a conclusão do julgado. 13 ALVES. (.9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. o que é de todo compreensível. p. • • Do erro manifesto e correspondentes efeitos infringentes "Anota Theotônio Negrão que se tem julgado possível a interposição de embargos de declaração com efeitos infringentes nas seguintes hipóteses: 1ª) erro manifesto de julgamento. n '304. Francisco Glauber Pessoa.Defensora Pública Substituta . DO PREQUESTIONAMENTO • As questões jurídicas infraconstitucionais abordadas acima demandam o prequestionamento ficto dos respectivos dispositivos legais.asp sob o número 1490256 . Teresa Arruda A!vim (coord).v. pois.jus..

Todavia. 331. caput. 1 º. lI.Defensora Pública Substituta . 212. nº IX). CPC. 23. art. Jorge Mussi. art. Min. do CPC). com sua multíplice autoridade de magistrado. • • • Vale lembrar que as questões ora abordadas surgiram no próprio acórdão. n '304.asp sob o número 1490256 .11. Os vícios apontados devem ser resolvidos nesta oportunidade. Belo Horizonte . 37. pleiteia-se o prequestionamento para ressalvar entendimento diverso . que conforma nulidade absoluta e que representa violação ao art. art. EDcI nos EDcI no AgRg no Ag 939368/SP. I.• DEfENSORIA PÚBtlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Portanto. e sob expressa cominação de nulidade (Carta da República. que está longe de corresponder-lhe ao espírito .ICP-Brasil. hoje igualmente consagrado em nível constitucional. Em famosa conferência sob o título "A Justiça no Limiar de Novo Século". 461. art. li. do CPc. art. 6º. 535. O mesmo se diga quanto ao dever de fundamentar a decisão (arts. Bairro Barro Preto. ReI.200-2/2001 de 24/08/2001. art. caput.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 196. li. para efeito de prequestionamento. professor e publicista de nomeada internacional. 93. 198. art. caput. o que dispensa o prequestionamento: "esta Corte possui consolidado o entendimento de que é desnecessário o prequestionamento quando o vicio surge no próprio acórdão recorrido.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. pede-se à douta Câmara Julgadora que seja examinado o caso concreto à luz da incidência dos seguintes dispositivos: art. ou 'porque não concorrem os pressupostos necessários'! São fórmulas vazias. art. José Carlos Barbosa Moreira. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. sob pena de se instaurar invencível negativa de prestação jurisdicional. 11. 6'andar. art. art. art. Há um modo puramente formal de prestar homenagem a semelhante preceito. que nada significam: fazer uso delas é • Rachei Aparecida de Aguiar Passos ." (STJ. 198. 204. Quantas vezes lemos pronunciamentos de órgãos judiciais que indeferem o requerido 'por falta de amparo lega\'. observou o dever de conceder a prestação jurisdicional integral: "Vem a propósito uma observação acerca do dever de motivar as decisões. 165 e 458. DJe 02/02/2009).jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . da CF /88// art. IH e § 2º.MADEP 610 Rua Paracatu.stf. caput e inciso 1lI. art. 522. 5º.

do CPC. n '304. neste último caso porque gera indefinição que não permite à parte exercer seu direito de recorrer sobre questões que deveriam ser consideradas.200-2/2001 de 24/08/2001. A escassez de tempo justifica a síntese.ICA DO ESTADO DE M1NAS GERAIS • como tirar o chapéu para cumprimentar à distância alguém que. se está mandando ao inferno . ou o faz de forma precária. Revista do Ministério Público. Rio de Janeiro. 6'andar. 535. ao mesmo tempo. 1. não tem titubeado em acatar recusos especiais para este fim. Em nosso sistema processuaL o juiz não está adstrito aos fundamentos legais apontados pelas partes. p. Estado do Rio de Janeiro. 11. Exige-se.stf. Bairro 8arro Preto. 1. 1."14 Ocorre que.DEFENSORIA PÚBI.MADEP 610 Rua Paracalu. De se lembrar que.INFRINGÊNCIA AO ART. aliás. É notório que os juízes andam normalmente assoberbados de serviço e não têm possibilidade de alongar-se em dissertações para fundamentar cada ato que pratiquem.ICP-Brasil. não justifica a omissão. • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos ./jun. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 535 DO CPC.asp sob o número 1490256 . 1995. jan. 83-93. A Justiça no limiar de novo século.Defensora Pública Substituta . justamente. resta violado o art. O ST). José Carlos Barbosa. incorre em erro de procedimento (error in procedendo) que consiste. v. 14 MOREIRo\. na negativa de prestação jurisdicional integral e no cerceamento de defesa. Belo Horizonte . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . quando a decisão não responde aos embargos de declaração. entre dentes.jus..MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Nem por isso ficam autorizados a escamotear os motivos em que se inspiraram para decidir. n. para cassação da decisão e retorno dos autos para sanar o vício. conforme estampa a decisão infra: "PROCESSO CIVIL TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO ANATEL FALTA DE PRONUNCIAMENTO DA CORTE DE SEGUNDO GRAU SOBRE TESES EM TORNO DE DISPOSITIVOS INFRACONSTITUCIONAIS .. dando ensejo à interposição de recurso especial. nestas hipóteses.

2. 321) Isso. Min.asp sob o número 1490256 . Aplica o magistrado ao caso concreto a legislação por ele considerada pertinente. Nesse diapasão. sejam recebidos e providos os embargos declaratórios para expungir os vícios apontados. 6'andar. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. não é suficiente a afirmativa de Que possuem os embargos declaratórios caráter infringen~ argumento de que não existe omissão. 5.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • • • apenas.Defensora Pública Substituta . n '304.ICP-Brasil. À luz do princípio do devido processo legal." (STJ. as teses jurídicas levantadas pelas partes potencialmente influentes. integrando-se o v. Belo Horizonte· MG CEP: 33180·090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ReI. Eliana Calmon. poderia modificar o resultado do julgamento da causa. 3. pois. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. obscuridade ou contradicão na decisão embargada. obviamente.200-2/2001 de 24/08/2001. Rachei Aparecida de Aguiar Passos .MADEP 610 Rua Paracatu. que a decisão seja fundamentada. cuja apreciacão. DO PEDIDO • Diante do exposto. eis Que a prestação jurisdicional deve ser completa. Há que se identificar. sem prejuízo do apelo extremo em razão do prequestionamento ficto .stf. 6. entretanto. sob pena de obstacu\arizar o acesso à instância extraordinária. Bairro Barro Preto. Recurso especial parcialmente provido. espera-se. deve o Tribunal a quo pronunciar-se sobre as questÕes devolvidas nas razÕes ou nas contrarazÕes do recurso. REsp 689778/CE. DJ 10/10/2005 p. 4. OmissÕes sobre teses relevantes para a solução do litígio suscitadas oportunamente e Que não foram examinadas nos embargos declaratórios . clara e precisa. em tese.

JJI e § 22. sobre a incidência. quanto a: a) manifestação. 1 2. ao caso. da Lei Complementar Federal n 2 80/94 e art. 6'andar. 128. 198. por meio de vista dos autos. 37. nos termos do art. 198. 14 de fevereiro de 2011. Belo Horizonte· MG CEP: 3:l180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 212 da CF/88 / / art. 11. art. 6 2. que determinou fossem os Defensores Públicos cadastrados no SISCOM pelo número da MADEP (Matrícula na Defensoria Pública). da Lei Complementar Estadual n 2 65/03. art. l. do seguintes dispositivos: art. Pede deferimento . l. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.060/50 c/c art. 23. para todos os atos processuais.ICP-Brasil. com a manifestação (=prequestionamento) sobre as questões federais apontadas e. Ra~~â~A~gUY'i~~V/ • Defensora Pública Substituta MADEP n. Bairro Barro Preto. 52.• DEFENSORIA PÚBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS acórdão. caput e inciso II1. 522.Requer-se. art.stf. caput. 196. § 52 da Lei n 2 1.Defensora Pública Substituta . bem como a contagem em dobro dos prazos processuais. n "304. art.asp sob o número 1490256 .0610-D/MG Rachei Aparecida de Aguiar Passos . 52. art. art. ainda. 11. caput. CPC.MADEP 610 Rua Paracatu. art. ainda: b) a intimação pessoal do Defensor Público que atua neste Tribunal. . 461. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . art. • • • Belo Horizonte. 74. para efeito de prequestionamento. art. l. publicado no Diário do Judiciário de 16 de abril de 2005. art.jus.200-2/2001 de 24/08/2001. caput. art. lI. 204. 331. c) a aplicação do Aviso n 2 17/2005 da Corregedoria Geral de Justiça.

.' ~. .. '.: .... . ..' .. · .. ... . : :.. " Desembargador ~:/ '. :.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .~ . ~"' .. 1 . -: '::' .' . 1 O(A) Escrivão(ã)..JudíCiário do . ! I. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.' ~'~'. · .tMv Relator. ..... . .' ".-:. 1 1 .pqd:~r." .jus. " ~ .::'r: . ..' : :: . Conc. . .. ..'.~' . Estado de Minas Gerais .. ..' I I I' f..:'... ~.•. ...:' : . .. .. ·.t. :·A'.: '.' . .. ' . ' .. . . f( ' . .:.'. . 10.. '. ' . .25. . ...097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.' .: I . Documento emitido pelo SIAP : . 1 . :' .. ' ·CONCLUSÃO . . ~. . · : -.. .. . 1 t/{:::~. 1 j E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor '. . '. . I I I _ . .r . O ". ...' .::~" . .' : . .~. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Cód.. · "~ -. .. .• " ' '" ." . . I I i 1 '. . '. : ~ . '. ' : ' '.....ICP-Brasil. ... .. " '.stf..lusos em 14/03/2011 ." . ' ' ..UNIDADE I I GOlAS . ' .. i ' . . .' . CARTORIO DA 7" CAMA~A CíVEL . ' .200-2/2001 de 24/08/2001.' · .' :. ~ ..--------------~~ I ~ .asp sob o número 1490256 :. .. . " . ". ... ' " " ILJ ...:~'::' ...':1 ... . . I li! . I ./:...'.' : . ..'-..' ... '. ... .. · .J ('f rr. ...

• • Aos 17 de março de 2011 recebi estes autos. Cód.jus.stf.ICP-Brasil. _<3--"<. 10. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.L'-"~~.-~ ___ I I " • " Documento emitido pelo SIAP: DlmmmmnmllMMllllllmlDUmlllll1l 152270252217311730280004701314 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. .097-2 O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. O(A) Escrivão(ã)."""".asp sob o número 1490256 .UNIDADE GOIÁS I~ DATA '.200-2/2001 de 24/08/2001.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTORIO DA 7" CAMARA CiVEL .25.

567017-3/003 . a 7a CÂMARA CíVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. acorda. 1/4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. WANDER MAROTTA • • • Vistos etc.COMARCA DE JUIZ DE FORA ..0145. á unanimidade de votos.Relator • FI. CONTRADiÇÃO INEXISTENTE. em Turma. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. EM REJEITAR OS EMBARGOS .ICP-Brasil. SR.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. WANDER MAROTTA . EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CíVEL N° 1. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .09.0145.stf.asp sob o número 1490256 . .09.jus.EMBARGANTE(S) ALCIRENE DE OLIVEIRA EMBARGADO(A)(S): ESTADO MINAS GERAIS . DES. REJEiÇÃO.RELATOR: EXMO. sob a Presidência do Desembargador WANDER MAROTTA . -. DES . na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas.. Não implica contradição O simples fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte.567017-3/003 1111111111111111111111111111111111111111111111111 EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO cíVEL W 1.

Com a devida vênia. acórdão de fls. não merecem acolhida os embargos .jus. 11. I. inexistindo. caput. todos da CF.stf.asp sob o número 1490256 . DES. art. WANDER MAROTTA: '{OIO • • Examinam-se embargos de declaração opostos por ALCIRENE DE OLIVEIRA contra o v. 37. 111 e §2°.200-2/2001 de 24/08/2001. um direito FI. O v. no reexame necessário.L~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N° 1. reformou a r. 125/132 que. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 196. 198. • O exame do julgado mostra que não tem razão a embargante. caput. Sustenta o embargante que o v. sentença que julgou procedente a ação de obrigação de fazer ajuizada pela embargante para condenar o ESTADO DE MINAS GERAIS a fornecer-lhe o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET). qualquer contradição ou omissão. acórdão é claro ao consignar. caput. de fato. 6°. 204 e 212. 5°. Não consubstancia omissão o simples fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte.014509567017-3/003 NOTAS TAQUIGRÁFICAS • O SR. na dosagem e modo da prescrição médica.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. verbis: "Conquanto a saúde seja. 2/4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. acórdão é omisso. capute inciso 111. enquanto durar o tratamento". nele. uma vez que não observou as disposições contidas nos artigos 1°.ICP-Brasil.

enfim. só por isso.200-2/2001 de 24/08/2001.stf. a lei veda o pretendido. O CPC 535 é. tendo o usuário do SUS direito a atendimento que possibilite o seu tratamento de forma adequada. 196. O medicamento ainda não tem autorização para ser aqui utilizado.ICP-Brasil. não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA. caput. ao contrario do entendimento do embargante. Se o que se quer. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N° 1. não houve violação aos artigos 1°. 204 e 212. 37. a fornecê-lo a um paciente". 11. extensivo a toda a população. foram analisadas todas as questões colocadas em debate. 3/4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. caput. independentemente dos problemas orçamentários que a Administração diz ter. contraditória ou omissa.6. todos da CF. nesta via. 6°. A decisão que acata tese diversa da que foi defendida pelo embargante não é. como é de conhecida e reiterada jurisprudência . vedando-se a interposição do recurso para rediscutir a matéria ventilada em sede de apelação ou agravo.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 198. Como demonstrado. judicialmente. I. não podendo ser o Estado obrigado. caput. caput e inciso 111. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 6° e 196 da CF. 111 e §2°. é a rediscussão da • matéria ventilada no apelo.asp sob o número 1490256 . obscuridade ou contradição.014509567017-3/003 • • • constitucional previsto nos arts. expresso no sentido de que cabem embargos de declaração apenas nos casos de omissão.jus. ~ entendimento jurisprudencial pacifico: FI. Assim. 5°.

09. I . publicado no DJ em 03/11/92. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . PRESTAM-SE AO REJULGAMENTO DA CAUSA.EMBARGOS REJEITADOS. Resp nO 0016045." (ST J-1 a Turma. li-ADEMAIS.stf.~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBARGOS DE DECLARACÃO'civEL N° 1. 05/08/92.NÃO SERVEM OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COMO ESPEQUE AO LEVANTE DE QUESTÕES NOVAS.4~/4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. ~-------------------------------------F~I~. CUJO EXAME NÃO CUMPRIRIA À DECISÃO EMBARGADA E. j.ICP-Brasil. OMISSÃO. MUITO MENOS. 111. I! j [Yl! REJEITARAM OS EMBARGOS. Exposto isso. INTENÇÃO REJEiÇÃO.701 in JUIS-JURISPRUDÊNCIA INFORMATIZADA SARAIVA). • Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): ANDRÉ LEITE PRAÇA e PEIXOTO HENRIQUES. DE PREQUESTIONAMENTO. 19. CESAR ASFOR ROCHA.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.567017-31003 • • • "EMBARGOS DECLARATÓRIOS.jus. ReI. NÃO CONSUBSTANCIA OMISSÃO O SIMPLES FATO DA DECISÃO SER CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PARTE OU NÃO LHE PROpORCIONAR MEIOS DE RECORRER À INSTÃNCIA SUPERIOR. MIN.0145. rejeito os embargos . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. RECURSO INEXISTÊNCIA.200-2/2001 de 24/08/2001. rejeitaram os embargos por unanimidade. pg.asp sob o número 1490256 . ESPECIAL.

Unidade Goiás._ _ _ _ _ _. Escrivão(ã) do Cartório da 78 Câmara Cível - sUbscrevi--. Eu..200-2/2001 de 24/08/2001.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTORIO DA 78 CAMARA CiVEL .-~-+"t. Kátia Maria da Cruz Silva.jus. 10. O referido é verdade e dou fé.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Belo Horizonte. 08 de abril de 2011.stf.asp sob o número 1490256 .. o dispositivo do acórdão retro. foi CERTIDÃO para ciência das no partes "Diário • • interessadas.UNIDADE GOIÁS • CERTIFICO que. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ICP-Brasil. O Cód.-/rL=.25. disponibilizado Judiciário Eletrônico" de 07/04/2011 e publicado em 08/04/2011. a • Documento emitido pelo SIAP: il~mmlil~lmI9mnlll~ml~~ml~I~I~I~ 100760051011041840210004601607 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.

UNIDADE GOIÁS • CERTIDÃO • • CERTIFICO Pública do que. ~ml~illlllillll~III~I~IIIII~lIllnllllflllll 104930440012161740260004701907 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode Cód.stf.200-2/2001 de 24/08/2001. nesta de data.ICP-Brasil. Kátia Maria da Cruz Silva. Escrivão(ã) do Cartório da 7a _. devidamente na pessoa representante legal. da publicação do acórdào retro. a subscrevi. • •1 I Docum.asp sob o número 1490256 ser acessado no .llto emitido pelo SIAP.10.097·2 endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Eu.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O referido é verdade e dou fé. Belo Horizonte.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTOR!O DA 73 CAMARA CiVEL .Unidade Goi{ls. Minas a Defensoria Gerais de foi seu Estado intimacla.25. 08 de abril de 2011 .jus._~- Câmara Cível .

tr :la ..200-2/2001 de 24/08/2001..ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.' . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. '-0 Zm -n -60 I ~ ~ -t.stf.jus.. • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .":.~ I . 05 /0'\ /11 tio" no IMSSOfO Il ~e Q\\veíro FENSORA PU61IC" MADEP: 135 • .asp sob o número 1490256 .

ICP-Brasil. Documento emitido pelo SIAP: ml~mlllln~elllmIDI~lnlllmlmnml 151210551217611750230005701219 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que. í . · !~ GERALD0. Nada a requerer.UNIDADE GOIÁS • VISTA E os faço com vista ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral de Justiça.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. pala constar. n unal de Justiça D o .. Belo Horizonte.2011 fa Tb ' ço remessa destes autos ao E. ~greglo . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 2~. Coordenado.jus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.D~ FARIA MARTINS DA COSTA \PIUcurador de Justiça Coordenador aa1 P d· rocura OnilS de Justiça Cíveis ..200-2/2001 de 24/08/2001.2tiCJÇ0". .:lrl~~ Ministério Público M'~~ .asp sob o número 1490256 . .06.stf. ~t I \ . Em 02.CARTÓRIO DA 7a CÂMARA CíVEL . / 1 L_. . lavrei este. O(A) Escrivão(ã).?5. • • • ~5\UCryv Vista em 20/05/2011 Ciente.

ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 .stf.200-2/2001 de 24/08/2001.UNIDADE GOIÁS DATA •• Aos 02 de junho de 2011 recebi estes (A) Escrivão(ã) \:::~ auto~ .Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 78 CÂMARA CíVEL . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. • • • n07 JUNTADA Aos 03 de junho de 2011. junto aos autos Petição· de Recurso Extraordinário adiantrO(A) Escrivão(ã) k .

567.ICP-Brasil. interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . respeitosamente. ~ 1 I Recurso extraordinário I I--------~ _ _ _ _ _ _ _ __ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. esta representada pelo seu órgão de execução infra.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.• DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRIMEIRO VICE- PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS UNIDADE GOIÁS 7' CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA APELAÇÃO No" 1.asp sob o número 1490256 .jus.MG RECORRENTE: ALCIRENE DE OLIVEIRA RECORRIDO: ESTADO DE MINAS GERAIS ALCIRENE DE OLIVEIRA. nos autos da ação em que contende com o ESTADO DE MINAS GERAIS. já devidamente qualificada.017-3/002 COMARCA: JUIZ DE FORA . assistida pela DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.stf. parte igualmente qualificada.09.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.0145. vem. nos autos supra.

stf. com fulcro na alínea "a".asp sob o número 1490256 . Pede deferimento.ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. ariana Mas ara Rodrigues de Oliveira Defensora Pública .DEFENSORIA PlÍBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS com pedido de imediato processamento. ao Colendo Supremo Tribunal Federal. !I e maio de 2011. para que este possa conhecê-lo e provê-lo. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . processado e admitido. inciso III. e o faz pelas razões anexas. do art. Requer seja o apelo extremo recebido.MADEP 135 2 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 102 da Constituição da República.jus. Nestes termos. remetendo-o ao Tribunal ad quem.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .060/50. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.09. i JUSTIÇA GRA TUIT A Inicialmente. bem como pelo fato de ser assistida juridicamente pela Defensoria Pública.567.ICP-Brasil. em razão de a mesma não ter condições de arcar com os õnus processuais.O 1.017-3/002 COMARCA: JUIZ DE FORA .jus.200-2/2001 de 24/08/2001.stf. nos termos do ar!. Colenda Turma. Eminente Ministro Relator. sem prejuízo do sustento próprio.0145. inciso LXXIV. --~ extraordinário 3 IRecurso I f-------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.MG RECORRENTE: ALCIRENE DE OLIVEIRA RECORRIDO: ESTADO DE MINAS GERAIS Augusto Supremo Tribunal Federal. requer sejam concedidos os benefícios da assistência judiciária à recorrente.asp sob o número 1490256 .DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS 7' CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA APELAÇÂO N. 5°.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. da Constituição da República e da Lei 1.

inciso I. 5°. 128. no art.asp sob o número 1490256 . da Lei 1. 165. inciso I. 74. a tempestividade das razões do presente recurso. Daí. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . desta forma.060/50. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. com a contagem em dobro de todos os prazos processuais. da Lei Complementar Federal 80/94 e art. No presente caso. sexta-feira.ICP-Brasil. igualmente.jus. A contagem do prazo para apresentar contraminuta iniciou-se.200-2/2001 de 24/08/2001. pois nos termos do art. inicialmente. tão somente em 10/05/2011. os Defensores Públicos deverão ser intimados pessoalmente de todos os atos. em 11/04/2011 (segunda-feira). portanto. a intimação pessoal efetivou-se com a entrega dos autos com vista à Defensoria Pública em 08/04/2011. a tempestividade da presente peça. conforme Certidão de fi.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS I TEMPESTIVIDADE Cumpre frisar. O prazo encerrar-se-ia. ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO ~ extraordinário 4 IRecurso 1---------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. portanto. § 5°. da Lei Complementar Estadual 65/2003. A prerrogativa da contagem em dobro está prevista.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.stf.

Por último.asp sob o número 1490256 .. Presente. Marco Aurélioj. 194. todos os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário. Estão preenchidos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. 5 Recurso .ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. os requisitos objetivos formais. o indispensável requisito de admissibilidade do recurso extraordinário. 195 e 196 e ar!.)" (STF.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. consistente no prequestionamento. em face do reexame necessário que reformou a sentença de primeira instância.) Diz-se prequestionado o tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito (. igualmente. em Agr n. portanto. quais sejam.stf.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADODE MINAS GERAIS o presente recurso extraordinário é próprio e adequado à espécie e atende aos ditames da tempestividade. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . uma vez que a decisão objurgada . o 178745-7/DF.decidida em última instância . encontra-se esgotada a instância.I extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. arts. Min.contrariou dispositivos constitucionais.. desta forma. Neste sentido: "( . AgReg. Presentes. Plenamente satisfeito. conforme já exposto anteriormente. 6°. Rei. uma vez que a assistida pela Defensoria Pública restou sucumbente. legitimidade pára recorrer. desta forma.jus..

A antecipação de tutlea foi deferida e mantida em sentença de primeira instância. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . hiperfosfatemia e hipercalcemia. senão interpor o presente extraordinário. objetivando o fornecimento de remédios/insumos médicos.. secundário à doença renal. A parte recorrente é " portadora de doença renal crônica. contudo. Não restou outra opção. há 14 anos e evoluiu com hiperparatireoidismo severo. 07. não deve prosperar. Não há medicamentos substitutos. não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina D.stf. no reexame necessário. ~ ::~:::~dinário ~-----------------Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. a sentença foi reformada.asp sob o número 1490256 . com alto risco cardiovascular (risco de morte). além de piora da doença óssea.jus. Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificações vasculares e em partes moles. tendo sido prescrito pelo médico assistente o medicamento Mimpara 30 mg (Cinacalcet). frontalmente.. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS i EXPOSiÇÃO DOS FATOS Cuida-se de recurso extraordinário derivado de ação cominatória de obrigação de fazer. Tal decisão. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. conforme relatório médico de fls.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. É a síntese do essencial. pOIS viola. dispositivos constitucionais. Entretanto. Está em hemodiálise. pois.

pois se fundamentou no fato de que " não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA. bastando.- t -= PROBATÓRIO f"·.. H. 198.asp sob o número 1490256 .DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. não podendo o Estado ser obrigado. mas não se trata de reexame do quadro fático-probatório.. 11.111.jus. . Assim é o entendimento jurisprudencial do STF e do STJ sobre a valoração jurídica e não material: 7 ~ I Recurso extraordinário 1---------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O medicamento ainda não tem autorização para ser aqui utilizado. 1°.stf. Logicamente.. . 6°.. 23.>J Cc AUSÊNICA DE REEXAME DO CONTEÚDO FÁTICO- A decisão recorrida merece ser reformada. Importa consignar que o objeto do presente recurso extraordinário é a interpretação da CR/88. poderá haver revaloração das provas explicitamente delineadas no decisório recorrido. seja reavaliada a incidência dos dispositivos legais aplicados ao quadro fático apresentado. para justificar eventual negativa de seguimento do Recurso Extraordinário em questão.200-2/2001 de 24/08/2001. ' ~. por esse Excelso Supremo Tribunal Federal..:. § 2". É que os aspectos fáticos necessários à exata compreensão do caso em tela encontram-se suficientemente descritos. judicialmente. arts.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 198. .. 196. 204 e 212. Cabe ressaltar que não há que se falar em necessidade do reexame de prova e da consequente aplicação da Súmula nO 279 do STF.' . tão-somente. a fornecê-lo a um paciente".

AUSÊNCIA.338/SP. A primeira hipótese diz respeito à pura operação mental da conta. RTJ 109/338). hipótese ocorrida consoante perícia judicial. 6" T.02. Fernando Gonçalves." (STF RE 99. 4.03.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Recurso conhecido em parte (letra "c") e. esta Augusta corte pode sair da sua posição de neutralidade. PROVA. ocorre valoração jurídica e não exame de prova. Na segunda. provido. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . I. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Não se trata de reexame de provas. 3. a propósito. e à míngua dos pertinentes embargos declaratórios. 6° da Lei n° 6. PREENCHIMENTO. (STJ RESP 401. mas tão-somente de valoração do coniunto probatório dos autos. nesta extensão. A Terceira Seção deste Tribunal tem pacifico entendimento no sentido de que.2003.2003). DJ 7. a qual é imune ao controle excepcional. vedado pela Súmula 07/STJ. exatamente porque se envolve na teoria do valor ou conhecimento. assim como da incapacidade laborativa.ICP-Brasil. peso e medida. REQUISITOS. Porquanto não apreciada pelo julgado recorrido.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • "STJ. BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO.) esta Corte suprema tem feito.stf. inviável o seu conhecimento. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF.. PREQUESTIONAMENTO. dispondo-se ~ extraordinário a apurar se houve ou não a 8 I Recurso 1----------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2." (Grifos nossos). 2.200-2/2001 de 24/08/2001. para a concessão do beneficio acidentário. "Quando se aprecia e se valoriza se a decisão local é manifestamente ou não contrária à prova dos autos. ReI. VALORAÇÃO. Ausente o prequestionamento da matéria relativa ao art. 11. além da comprovação do nexo da causalidade entre a lesão e a atividade profissional desenvolvida. 344/RS. nítida distinção entre apreciação de prova e valorização de prova. "(.jus. I"TURMA.367/76.asp sob o número 1490256 . no particular. Min.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil. para admitila ou não em face da lei que a disciplina.jus. Já o reexame da prova é diverso: implica a reapreciação dos elementos probatórios para concluir-se se eles foram.stf. se a lei federal exige determinado meio de prova no tocante a certo ato ou negócio jurídico.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. razão por que é questão estritamente de direito.420. somente pode ser o erro de direito. questão que se circunscreve ao terreno dos fatos " (RT. em operação que apura se houve ou não a infração de algum princípio probatório (RTJ 56167. RE n. Relator Ministro vials Boas. 70. "O chamado erro na valoração ou valorização das provas. bem interpretados . RTJ 321703).DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS infração de algum princípio probatório.200-2/2001 de 24/08/2001. quanto ao valor da prova abstratamente considerado. O segundo envolve a teoria do valor ou conhecimento. "A valorização da prova diz respeito ao valor jurídico desta. é necessário discernir entre a apreciação da prova e os critérios legais de sua valorização.J 13211. e. desta perspectiva. tirar alguma conclusão que sirva para emenda da injustiça porventura cometida" (ST RE 57. ou não. "Para efeito de cabimento do recurso especial. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Se a lei federal exclui baste certo meio de prova quanto a determinados atos jurídicos. portanto. No primeiro caso há pura operação mental de conta.asp sob o número 1490256 . à qual é imune o recurso. 5681GB)" (RSTJ 11/341). Assim. invocado para permitir o conhecimento do recurso extraordinário. peso e medida. acórdão que admita esse meio de prova excluído ofende a lei federal. ~--~ extraordinário 9 I Recurso I ----------------------f Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. decisão judicial que tenha como provado o ato ou negócio por outro meio de prova ofende o direito federal.é.337).

. REsp 7. admitidos em direito.u...jus.. Em momento algum..asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil. Isto porque. O que se almeja é a correta aplicação dos preceitos legais vulnerados pelo Tribunal de origem.11. 17.I Recurso quando incide a discussão em torno da prova jurídica. é necessário insistir. em tese. não demanda o reexame do suporte fático-probatório.. ~ 10 Iextraordinário 1 . pretende a. diz respeito ao erro de direito quanto ao valor de determinada prova abstratamente considerada. quando se trata de .. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. reI. de questão legal de ônus da prova ou da sua admissibilidade.. de sua admissibilidade... DJU 25.. cumpre transcrever a lição de João Claudinho de Oliveira e Cruz: "A matéria de fato pode render ensejo ao recurso extraordinário quando se admite critério contrário à letra da lei..078). que autoriza o apelo extremo e se caracteriza como 'questão federal'.258-RJ. da classificação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 23. quando o juiz se afastar das diretrizes da lei quanto à eficácia. Athos Carneiro.91. Eminentes Ministros.200-2/2001 de 24/08/2001.10... recorrente o reexame de matéria probatória. v. a análise da questão constitucional ora tratada... 481)... acaso ofendido. dos meios de prova.. na apreciação da prova não foram atendidos as formalidades ou condições estatuídas para a eficácia do valor provante: quando se tratar do valor abstrato da prova.91. não conheceram.." (STJ-4" Turma. nA 'valorização da prova'. quando. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .fixar o princípio legal regulador da prova. j.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Min. Neste sentido.. mesmo porque a rigor.. p.' DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Somente nesses casos há direito federal sobre prova. citação da p.stf. a justificar a defesa do 'ius constitutionis'" (RSTJ 8/478. dada a similitude dos recursos especial e extraordinário.

Se para decidi-las. por reexame da prova compreenda-se a reapreciação da matéria de prova para concluir se elas foram. ~ extraordinário 11 I Recurso I 1----------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.198. o V. ou não. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 2" ed.asp sob o número 1490256 . jamais poderá ser considerada como reexame do material probatório. IH. bem interpretadas.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • legal da prova.198.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Pois bem. da admissibilidade da prova. a controvérsia é de direito e não de(ato ".11. entretanto. o STJ julgará a causa. 1°. for indispensável acertar os fatos. maioria). que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . mediante exame de provas.23.stf. acórdão contrariou as seguintes normas contidas em na Constituição da República: arts.jus. 196. 6°. questão que se circunscreve ao terreno fático e totalmente diversa da hipótese vertente. Não custa lembrar que: "conhecendo do recurso especial. §2°. p. 433) Tal avaliação. pois.200-2/2001 de 24/08/2001. H. 204 e 212. Para isso pode ser necessário examinar questões não versadas pelo acórdão.ICP-Brasil. (Dos Recursos no Processo Civil. devem os autos tornar ao tribunal de origem para que delibere sobre os temas de que não cogitou ao apreciar a apelação" (RSTJ 28/347. portanto.

ajustificar um novo exame da questão. tendo em vista a similitude destas.. e não o interesse exclusivo das partes.REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL.ICP-Brasil. que explicou os critérios que norteavam o STF na determinação do que seja esta questão relevante. ao afirmar que: "Considera-se aí o interesse público de maior monta.asp sob o número 1490256 .1 extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. dentre elas a do Min. na sua profundidade e na sua extensão. Acentua o seguinte: 12 Recurso .. do fornecimento de medicamentos necessários e imprescindíveis à garantia da saúde e da vida da recorrente.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Djaci Falcão.stf. Para averiguar a repercussão geral da questão constitucional. de repercussão limitada. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. o jurista Sérgio Bermudes traz algumas manifestações sobre a questão federal relevante.) " o Min. EXTRAORDINÁRIO SUSCITADA NO RECURSO o caso versado nestes autos trata do direito fundamental à saúde.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • PRELIMINAR . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. especificamente. no mesmo sentido dos demais... há que se buscar um espelho na doutrina que analisava o conceito da análoga questão federal relevante. conforme documentos constantes dos autos. mas. Há de se ponderar o interesse público da questão suscitada. Evandro Lins e Silva também disserta sobre a relevância da questão federal. (.

200-2/2001 de 24/08/2001.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . " Portanto. extraordinário 13 IRecurso I 1 . § 1° do CPC).. na forma da lei.DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • "o interesse puramente privado. a mera disputa de bens materiais não se enquadra. inegavelmente. Marco Aurélio. Cumpre frisar que este Excelso Sodalício já reconheceu a repercussão geral em matéria envolvendo o fornecimento de medicamento.stf. direitos fundamentais do homem....jus. A questão discutida nestes autos apresenta.ICP-Brasil. ( . abrangendo interesses superiores da Nação.. A relevância tem outro alcance e visa à tutela de bens jurídicos de outro porte e significado... em princípio.asp sob o número 1490256 .ASSISTÊNCIA . questões de estado civil. conteúdo coletivo. no RE 566471/RN. Possui repercussão geral controvérsia sobre a obrigatoriedade de o Poder Público fornecer medicamento de alto custo. Essa é uma visão de quem olha o horizonte do problema e não as suas cercanias. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. . da relatoria do Min.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..MEDICAMENTO DE ALTO CUSTOFORNECIMENTO. Com efeito. o Supremo Tribunal Federal decidiu o seguinte: "SAÚDE . no requisito inovador. demonstrada aqui questão relevante do ponto de vista econômico e social (artigo 543-A.)" (grifamos).-_________________ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o presente recurso merece ser conhecido e provido.

200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. não restará outra opção senão aplicar o disposto na Súmula 635 do STF: "Súmula n° 635: Cabe ao presidente do tribunal de origem decidir o pedido de medida cautelar em recurso extraordinário ainda pendente do seu juízo de admissibilidade.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. em razão da repercussão geral reconhecida no RE-RG 566471IRN. Até o julgamento definitivo deste recurso extraordinário.jus. QUE SEJA APRECIDADA A TUTELA DE URGÊNCIA VEICULADA NESTA PEÇA . ponto este que será detidamente abordado adiante.SÚMULA 635 STF Na hipótese de sobrestamento deste recurso extraordinário.stf.." o fumus boni juris ou a verossimilhança do direito da parte recorrente radica na superação da doutrina da reserva do possível que pretende suprimir o mínimo existencial. ou o sério agravamento de seu quadro de saúde. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 14 Recurso . Já o perigo de dano está na necessidade do medicamento para a manutenção da vida da recorrente.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • NA HIPÓTESE DE SOBRETAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO..asp sob o número 1490256 . fatores que demonstram a necessidade de emprestarlhe real efetividade. poderá sobrevir o falecimento da recorrente.1 extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. conforme já abordado supra. STF.

Disponível em: <http://jus2. poderá ser concedida a título de cautelar incidental (art. p.ntos. mas que terá sua função marcante.. Acesso em: 17 abro 2009.. no âmbito recursal". CPC). UI. 2 FERREIRA... p.. todavia.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ITI...3 José Roberto dos Santos Bedaque elucida: "Nada obsta.. 527. n. c/c art. até com maiores justificativas..asp sob o número 1490256 . Certamente "a antecipação da tutela pode ser concedida em qualquer fase: no início do processo ou em seu curso.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS A medida de urgência para assegurar à recorrente o medicamento pleiteado..jus. STF).200-2/2001 de 24/08/2001. São Paulo: RT. verificados os pressupostos. extraordinário 1 . 2000. \\r~. 2005. .:r~. seja a antecipação concedida em segundo grau. a tutela antecipada pode ser concedida no agravo de instrumento (art.. 2 Com efeito. I ) ~~RREIRA. Nesse caso. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www... nos embargos infringentes ou nos recursos de estrito direito (recursos especial e extraordinário )."! Conforme lições de WilIiam Santos Ferreira. 461. William Santos. Adriana..Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. 2000.asp?id=7202>. a parte interessada ESTIGARA. 800.stf. Sumo 635. São Paulo: RT. "a tutela antecipada não pode ser um instituto represado na primeira instância. 405.uol.br/doutrina/texto.com. na apelação. TultelO antecipada no âmbito recursal.. 527. 273.. 28 ago....ICP-Brasil. 54... Teresina. p. 786. Tutela antecipada no âmbito recursal. não só em primeiro grau de jurisdição. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. a que. ano 9. CPC. c/c art. mas também na fase recursal. Da tutela antecipada em sede recursal: Jus Navigandi. único. CPC) ou de tutela antecipada recursal (art..

asp sob o número 1490256 . Vide TJMG. 6 RODRIGUES. vol. CPC).).Recurso I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. tutela antecipada e o sistema recursal. m. Apelação 1. o Ministro do STJ Teori Albino Zavaski considera que a tutela antecipada é medida necessária para assegurar a efetividade do recurso extraordinário: BEDAQUE. São Paulo: RT. 5 AMENDOEIRA JR.5 Ocorre que há casos em que.. São Paulo: RT. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. 98-99..0024.. 527. em sede recursal.. Nelson. p. In: Aspectos polêmicos e atuais dos recursos cíveis. . Luiz Pux.) . STJ. pleiteando a concessão da medida.. importante mencionar que o pedido de antecipação de tutela. muito embora seja suspensa a decisão até o julgamento do recurso. São Paulo: Atlas.... Clóvis Fedrizzi.4 "Por último. WAMBIER.. Nelson.. 4. Sidnei.. p. pode ser efetuado tanto pelo autor como pelo réu.. 841.... 8..200-2/2001 de 24/08/2001. para além do agravo de instrumento (art.ICP-Brasil. Dorival Guimarães Pereira. Min. Abuso do direito de defesa.. in: Aspectos polêmicos e aluais dos recursos cíveis.. a prestação jurisdicional pode não se tornar eficaz. Antecipação de tutela recursal em sede de agravo e apelação .. . ReI.. vol.interpretação da Lei /0.06.).. 4 ~ 16 I extraordinário 1 . ReI. NERY JR. 1036.jus. José Roberto dos Santos (e outros). NERY JR. p. Código de Processo Civil Interpretado. 2008.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. DJ 20/09/2007 p. WAMBIER.988136-5/002(1). 219..352/2001. AgRg na MC 12675/RJ.6 A jurisprudência tem admitido a antecipação de tutela no âmbito recursal. Des. 13-05-2008. ( ..stf.. Tereza Arruda Alvim (coord.. Tereza Arruda Alvim (coord.DEFENSORIA PlJBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS pode encaminhar petição ao relator ou ao Presidente do Tribunal.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.

p. Teori Albino. Direito à técnica antecipatória quer dizer direito à possibilidade de requerimento e de obtenção da antecipação de tutela.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. antecipar. sempre que tal antecipação seja indispensável à salvaguarda da própria utilidade do futuro julgamento. De nada adiantaria ter a Constituição assegurado à parte o direito de acesso ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça..DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS / "Assim. se necessário. que o provimento do seu recurso extraordinário ou especial trará resultados efetivos. provisoriamente. pode o tribunal não apenas conceder medida para dar efeito suspensivo ao recurso especial ou extraordinário.200-2/2001 de 24/08/2001. ~ extraordinário 1----------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O que permite enquadrar. Antecipaçao da tutela e colisao de direito fundamentais.. em nome da 'proteção de direito suscetível de grave dano de incerta reparação' ou 'para garantir a eficácia da ulterior decisão da causa'..stf.7 o cabimento da tutela antecipada. no recurso extraordinário. ainda.ICP-Brasil. (. também nos casos focados. ou. as seguintes observações tecidas por Luiz Guilherme Marinoni acerca do direito fundamental à técnica antecipatória: "Por outro lado.) 7 ZAV ASKI.asp sob o número 1490256 .). Reforma do Código de p~~cesso CiVi/'lã~!:~~: saraiva. na hipótese sob análise. se não lhe assegurasse. Afinal.jus.' 1996. (. mas também. 'em atenção aos princípios da instrumentalidade e da efetividade do processo'.. é imperativo constitucional. do direito fundamental à tutela jurisdicional efetiva deflui o direito fundamental às medidas de urgência às medidas antecipatórias. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . o jurisdicionado possui direito à técnica antecipatória. os efeitos da tutela recursal. 130. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..

ICP-Brasil... é pouco mais que evidente que a tutela antecipatória. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. como já o fez o Tribunal Central Administrativo Sul de Portugal (Processo 01478/06. 273. 461 e 461-A do CPC e 84 do CDC. ReI... está albergada neste direito fundamental..jus... .DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS No estágio atual do direito processual civil.200-2/2001 de 24/08/2001. 200 e 202.. Luiz Guilherme. São Paulo: Revista dos Tribunais.. Se o direito efetivo à prevenção depende da antecipação ou se o direito à tutela jurisdicional efetiva não pode permitir que o autor sofra dano em razão da demora na concessão da tutela jurisdicional final repressiva (a qual então precisa ser antecipada). A questão pode ser sintetizada no seguinte esquema gráfico abaixo: Direito fundamental / à tutela jurisdicional ~ efetiva Direito fundamental à técnica antecipatória Direito fundamental à técnica cautelar 8 MARINONI. p. Significa dizer que a Constituição concede ao cidadão o direito fundamental às medidas cautelares ou às medidas antecipatórias em qualquer oportunidade que se lhe apresente o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação.stf.8 Igualmente... I.. baseada nos arts... O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. é descabido pensar que o direito fundamental à tutela jurisdicional efetiva possa descartar os direitos a essas tutelas. 2004. 27-04-2006).br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 .I extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. Técnica Processual e Tutela dos Direitos. Fonseca da Paz.. é possível afinnar pela existência do "direito fundamental à tutela cautelar"... ~ 18 IRecurso 1 ..

Recurso I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. reitera-se o pedido de aplicação da Súmula 635 do STF... ZAV ASCKI. não há sentido prático em diferenciar a tutela antecipada da tutela cautelar.... 800. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. do CPC estende a análise do pedido de tutela antecipada ao presidente do tribunal de origem. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ... São oportunas.. . 273. com a concessão da tutela antecipada. do CPC. 53·69. de acordo com a fungibilidade disposta no ar!.. nos termos da Súmula 635 do STF.. neste particular. p.. 273. do CPC. Teori Albino. 21. São Paulo: Revista dos Tribunais.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. a de propiciar condições para a convivência harmônica dos direitos fundamentais à segurança jurídica e à efetividade da jurisdição.jus. 82...asp sob o número 1490256 ... esta pretensão deve ser apreciada pelo presidente do tribunal de origem. abr..ICP-Brasil. 1996.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Não há dúvidas sobre o cabimento da tutela cautelar no âmbito recursal. Medidas Cautelares e Medidas Antecipatórias: Técnicas diferentes. agora. In: Revista de Processo. atualmente..stf. qual seja.. o ar!. A questão é que. Lembre-se que. § 7°. Por conseguinte..200-2/2001 de 24/08/2001. o que está expressamente disposto no ar!. único. p. v.9 Assim. as medidas cautelares e as antecipatórias: a) identificam-se por desempenhar função constitucional semelhante./jun... função constitucional semelhante.. § 7'. n. 9 ~ 19 Iextraordinário 1 . as seguintes considerações do Ministro Teori Albino Zavaski: "Em síntese.

194. Estes foram os fundamentos da decisão ora recorrida que. com fundamento no art. 102. é injusta e está a desafiar Recurso Extraordinário.ICP-Brasil.. Em que pese reconhecer o Em.stf. o direito fundamental à saúde da recorrente. norma prevista nos arts.200-2/2001 de 24/08/2001. tornando sem efeito a antecipação de tutela pretendida. sob o fundamento de "que não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA" (fi.- ! MÉRITO >- DECISÃO HOSTILIZADA Ao julgar a lide. Relator do acórdão.1 extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. alínea "a" da Carta Magna. 195 e 6° da CR. Des. ao não reconhecer o direito fundamental à saúde do recorrente. 111.. conforme demonstraremos a seguir.jus. reformou a r.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. para julgar improcedente o pedido. em reexame necessário. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . reformou sentença de primeira instância. por contrariar dispositivos Constitucionais.asp sob o número 1490256 .. decisão monocrática. 198. a Colenda 7" Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. 127). 196. com as devidas escusas. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. Recurso 20 . inc.

6°.. do Distrito Federal e dos Municípios: II .1 extraordinário r----------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 11. a proteção à maternidade e à infância. 23. a segurança. 111. 198. dos Estados. a decisão hostilizada contrariou dispositivos constitucionais .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA De acordo com o que acima foi exposto.stf. 1°. naforma desta Constituição. 198.asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . a previdência social. formada pela união indissolúvel dos Estados. É competência comum da União.cuidar da saúde e assistência pública.artigos arts. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. § 2°.. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. a assistência aos desamparados.. 194.ICP-Brasil.ALÍNEA 'A' DO INCISO III DO ART.204.jus..23. 1~ A República Federativa do Brasil. Art.11. Municípios e do Distrito Federal. a saúde.a dignidade da pessoa humana Art. a moradia.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . o lazer. 195.- ~ DEMONSTRAÇÃO DO CABIMENTO DO RECURSO INTERPOSTO . 196. 21 Recurso I . o trabalho. Art. 6~ São direitos sociais a educação.

destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. A saúde é direito de todos e dever do Estado.participação da comunidade. 194. em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: 22 Recurso ~ extraordinário I 1---------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Art. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. do Distrito Federal e dos Municípios. com prioridade para as atividades preventivas..stf. A seguridade social será financiada por toda a sociedade.200-2/2001 de 24/08/2001.jus. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. sem prejuízo dos serviços assistenciais: 111 . A União. o Distrito Federal e os Municípios aplicarão. dos Estados.atendimento integral. anualmente. à previdência e à assistência social. mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. 198. nos termos da lei. e das seguintes contribuições sociais. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . (. proteção e recuperação.descentralização.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Art. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I . §2°.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Art. de forma direta e indireta. 198. Art.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil. 195.) Art. os Estados. 196. com direção única em cada esfera de governo: 11 .

O Poder Público deveria. é de aplicabilidade imediata e pode. acórdão impugnado reputou que: " É incontroverso que a constituição assegura a todo cidadão o direito à saúde. confiáveis.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001. correspondendo a dever do Estado a adoção de políticas públicas para atender a essa garantia. 204. levar em conta a chamada "reserva do possível". atestando a discussão estabelecida acerca da prescrição do pretendido fármaco.jus. 196 CR. este não pode ser concedido pelo judiciário". de seu serviço médico oficial. reputou a 7' CACIV que a norma constitucional insculpida no ar!.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Art. previstos no art. 195. para evitar que o fornecimento de determinado medicamento a um cidadão possa culminar na insuficiência de recursos para a aquisição de outros remédios para outros cidadãos. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . isto sim. 23 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. se o Estado apresenta elementos fundados. deve comportar limites.ICP-Brasil. Entretanto. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com recursos do orçamento da seguridade social. fornecendo-lhes os medicamentos necessários. ser exigível desde logo do Estado. Não obstante. e organizadas com base nas seguintes diretrizes: o v.stf. além de outras fontes. Com efeito. desta forma. notadamente pela disponibilização de tratamento gratuito aos necessitados.asp sob o número 1490256 .

asp sob o número 1490256 .stf.200-2/2001 de 24/08/2001. claramente. e ~ ENTENDIMENTO ESPOSADO NA DECISÃO HOSTILIZADA QUE VIOLA A CR/88 Conforme mencionado acima. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . por óbvio a sua falta causar graves e irreparáveis danos à sua saúde. pelo EMEA (Europena Medicines Agency).Food and Drug Administration) e em alguns países da Europa. conforme declara a inicial. o fármaco Cinacalcet ainda não possui 24 ~ extraordinário IRecurso 1---------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que a recorrente é pobre no sentido legal. No caso presente.ICP-Brasil. De se ver do bojo do próprio acórdão atacado que: " Embora esse fármaco tenha sido aprovado pela agência norte-americana de regulação de medicamentos (FDA .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. pode. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. configurada a hipossuficiência da recorrente.jus. fato não impugnado pelo recorrido. aliado ao fato de que. portanto. constitucionalmente assegurado. TJMG reformou a sentença em reexame necessário. considerando a moléstia de que padece. restou. o Eg. compulsando os autos verifica-se. que obriga todas as esferas de governo a atuarem de forma solidária na garantia do direito social à saúde. não podendo a discussão em relação à execução de programas de saúde e do princípio da seletividade e distributividade de medicamentos sobrepor-se ao direito à saúde. bem como a imprescindibilidade do medicamento prescrito.DEFENSORIA PlJBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Ora.

o que significa que tal medicamento não possui autorização para comercialização no pais)". em seu art.DECISÃO QUE DEFERE TUTELA ANTECIPATÓRIA REQUERIDA PARA IMPOR À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O FORNECIMENTO DO MEDICAMENTO INTERFERON GAMA (TRATAMENTO DE GRANULOMATOSA CRÔNICA). O próprio TJMG tem várias decisões em sentido contrário.AÇÃO ORDINARIA .. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www...DEFENSORIA Pl1BLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA).DECISÃO MANTIDA.. exposto à venda ou entregue ao consllmo antes de registrado no Ministério da Saúde. Contudo.EXISTÊNCIA DE PARECER TÉCNICO FAVORAVEL DA CONATEM DROGA DEVIDAMENTE REGISTRADA NO PAÍS DE ORIGEM .200-2/2001 de 24/08/2001. que dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos.jus. referida regra pode ser afastada excepcionalmente... as drogas.PARECER MÉDICO ATESTANDO A ESSENCIALIDADE DO FARMACO HIPÓTESE EXCEPCIONAL QUE AUTORIZA A DISPENSA DO REGISTRO .Recurso f Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. a fim de se determinar qlle o Poder Público (orneça medicamento não registrado à criança e ao adolescente.. sobretlldo qllando o fármaco encontra-se devidamente registrado no país de origem... que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 12 estabelece que nenhum dos produtos de que trata esta Lei.. os insumos farmacêuticos e correlatos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.360/76.. como as seguintes: AGRA VO DE INSTRUMENTO .asp sob o número 1490256 . saneantes e outros produtos. a decisão é incorreta e injusta. poderá ser industrializado.. cosméticos... NÃO REGISTRADO JUNTO À ANVISA . existindo parecer favorável do CONATEM quanto à slla eficácia 25 ~ Iextraordinário I ...stf.ICP-Brasil. inclusive os importados.. A Lei n~ 6. Permissa venia..

haja vista o estado de ~ extraordinário 26 IRecurso 1---------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. entendo como evidenciados os pressupostos necessários à concessão da tutela antecipada recursal.jus. Rei.10.REQUISITOS PRESENTES RECURSO PROVIDO. Além disso. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Ouer me parecer que a assistência ao agravante deve ser integral. já que a garantia à saúde e.FORNECIMENTO MEDICAMENTOIMPORTAÇÃO . notadamente na hipótese de cidadão portador de moléstia grave.TUTELA ANTECIPADA .stf. afirmando que.ICP-Brasil. " Todavia.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. obstaculizando ou mesmo impedindo o tratamento adequado.GARANTIA À SAÚDE AMPLA E IRRESTRITA . 33 TJ). considero que a necessidade de importação de medicamento não pode ser óbice ao (ornecimento pleiteado. já teria sido liberada nos mercados americanos saúde delicado em que se ençontra. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . (Agravo de instrumento nO 1. m. AGRAVO DE INSTRUMENTO . embora a medicação ainda não esteja disponível no país. 24/02//1). 5" CACIV.POSSIBILIDADE . além de relatórios firmados por médiça especialista assegurando a essencialidade do tratamento.0024. em Última análise.asp sob o número 1490256 . j. Assim.910-0/001. à vida.116. Des. Mauro Sares Freitas. constata-se que o medicamento requerido (oi indicado pelo médico do recorrente como sua única possibilidade de tratamento eficaz. é ampla e irrestrita. Ilão podendo a Administração erguer barreiras burocráticas.DEfENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS e segurança.

dou provimento ao recurso.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Des. A alegada falta de previsão do medicamento na listagem do SUS. 4" Câm. pois. não receba o tratamento compatível.08. de maneira adequada. Inarredável. Audebert Delage.DEFENSORlA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Ante a tais considerações.134. 34 TJ (/1.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. É que sendo a saúde direito de todos. Custas ex lege ".---II 27 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Cumpre observar que a ausência de registro e comercialização da medicação no país não se confunde com a vedação de sua importação e uso.200-2/2001 de 24/08/2001. ( Agravo de instrumento n° 1.0024.jus. da Resolução n"350/2005 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).031-7/001. não pode servir de argumento para que o ente público não assuma a sua responsabilidade. o provimento ao apelo recursal da recorrente. como expressamente é previsto no Anexo VI.ICP-Brasil. não se podendo permitir uma situação em que o portador de uma doença grave. Neste contexto. . é dever do Estado prestá-Ia. Cív. não apenas à pessoa física é possibilitada a operação. para reformar a decisão agravada e determinar que o recorrido forneça ao recorrente o medicamento Cinacalcete 90 mg. que prevê o procedimento para "IMPORTAÇÃO POR PESSOA JURÍDICA NÃO DETENTORA DA REGULARIZAÇÃO DA MERCADORIA JUNTO À ANVISA". na forma e quantidade prescritas na receita de fl.stf. neste contexto. Rei. ao contrário do alegado pelo recorrido.j. como é o caso da recorrente. 27 dos autos de origem). 13//11/08). mas também ao Poder Público.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. no sentido do deferimento do pedido para determinar ao recorrido o fornecimento do medicamento pleiteado.

II e 196 da CR/88. esta regulamentação e o sistema criado deverão estar abertos às exceções. ou fazer prevalecer.uma vez configurado esse dilema . Se o constituinte não o fez.5~ caput). ao disciplinar a questão.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. evidencia-se . de forma inconteste. seu cumprimento atende a um dos pilares da República Federativa do Brasil. III.200-2/2001 de 24/08/2001. constante no ar\. além dos arts.ICP-Brasil. em que os remédios necessitados não são 28 -~-~ extraordinário I Recurso 1----------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. não cabe ao legislador infraconstitucional assim proceder. um interesse financeiro e secundário do Estado. qual seja a dignidade da pessoa humana. justificando-se. Lado outro.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . contudo. o dever de propiciar ao cidadão o exercício de seu direito à saúde.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Assim. a forma e o fornecimento dos medicamentos. n. encontra-se presente. que atribuem ao Estado. de forma a proporcionar-lhe condições de vida mais humanas. existentes em cada caso. até mesmo a penhora em conta do ente público.stf. Não se está negando a prerrogativa dos entes federativos disporem e regulamentarem. 23.que razões de ordem ético-jurídica impõem ao julgador uma só e possível opção: o respeito indeclinável à vida. caso a recorrente não consiga lograr êxito em receber a aludida assistência do recorrido. Não pode a lei ou outras espécies normativas. restringir o gozo do direito fundamental constitucionalmente assegurado. o direito da recorretne em obter o medicamento perquirido. ou o seu correspondente em pecúnia. que se qualifica como direito subjetivo inalienável assegurado pela própria Constituição da República (art. Como bem salientado pelo Ministro Celso de Mello: "entre proteger a inviolabilidade do direito à vida. até mesmo para que haja uma racionalização e operacionalização quanto às ações destinadas à saúde. contra essa prerrogativa fundamental. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. P.jus.

pois. As declarações do médico que subscreve o laudo e a receita mencionados merecem crédito compatível com a fé do seu grau e não são infirmadas. Dessa forma.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. não se pode permitir que o SUS deixe de prestar assistência aos pacientes necessitados.. o pedido formulado consiste em medida protetiva à saúde. porquanto.. é irrefutável. que são a saúde e a vida. não restando caracterizada nisso qualquer ofensa ao princípio da separação de poderes ou ao acesso universal à saúde. não há como eximir o Estado de responsabilidade.- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Recurso 29 . será difícil conservar bens mais valiosos. por oposição fundada nos protocolos genéricos de padronização adotados pelo Poder Público. sendo-lhe vedado impor restrições ou embaraços ao acesso a uma garantia constitucional. se a vida exige respeito incondicional por parte de quem quer que seja.asp sob o número 1490256 . Diante disso.extraordinário . o conjunto probatório dos autos demonstra restar configurado o direito a amparar o pedido de fornecimento do medicamento indicado na inicial.. muito mais intenso será o dano decorrente da omissão ilegitimamente baseada no princípio da economicidade. se é possível a ocorrência de prejuízo às finanças do poder público.stf. pela recorrente.ICP-Brasil. Anote-se ainda que. na hipótese de não ser fornecido o medicamento solicitado.. a necessidade do uso do medicamento. Incumbe ao Poder Público regulamentar e fiscalizar os serviços de saúde..DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS aqueles usualmente fornecidos ou não se encontram à disposição. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus.200-2/2001 de 24/08/2001.. simplesmente. Logo. no sentido de providenciar a medicação necessária ao tratamento da recorrente. fundando-se em normas e direitos fundamentais de eficácia imediata. porque atestada por profissional especializado. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. resguardados e assegurados na Constituição Federal. A existência de limitação de valores ou de serviços a serem custeados pelo SUS não afasta a obrigação constitucionalmente imposta aos entes políticos. -_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ .

aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. até mesmo.ICP-Brasil. desse modo. como também que ela pode ser objeto de modificações. do mencionado artigo. pelo Estado.mediante indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa . Cumpre advertir.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. notadamente quando. confira a jurisprudência do ego Tribunal de Justiça de Minas Gerais. com a finalidade de exonerar-se do cumprimento de suas obrigações constitucionais. dessa conduta governamental negativa. Fornecimento de medicamento. " Nesse sentido. Direito líquido e certo. que a cláusula da "reserva do possível" . que não a prevista no seu ar!.stf.asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. A esse respeito. ao Poder Público. O Estado deve assegurar a todos os cidadãos o direito fundamental à saúde. puder resultar nulificação ou. no entanto. de condições materiais mínimas de existência. 45. "EMENTA: Mandado de Segurança.jus. de fi'ustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS o prevalecimento dos critérios ou dos obstáculos administrativos conduziria à assimilação de que a Constituição contém palavras inúteis. porque decorrente de preceitos rígidos da Constituição ~ extraordinário 30 IRecurso 1----------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.não pode ser invocada. Serviços de saúde pelo SUs. IV. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . em tal hipótese .200-2/2001 de 24/08/2001. e sem a observância da vedação contida no § 4°. relator Ministro Celso de Melo: "Não se mostrará lícito. em favor da pessoa e dos cidadãos. arbitrário e censurável propósito de fi'audar. 60. por via outra.ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível .criar obstáculo artificial que revele o ilegítimo. o posicionamento do Supremo Tribunal Federal na ADPF n.

MEDICAMENTO TRATAMENTO DE PSORÍASE . A proteção à saúde. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus.stf. como frutos da própria natureza humana.07. A todos os cidadãos é garantido o direito à saúde . com atuação conjunta e solidária das esferas institucionais da organização federativa. ALMEIDA MELO.direito fundamental indissociável do direito à vida . porque é imperiosa a preservação da vida. DES. impõe-se ao ente público o custeio do tratamento indicado. CONJUNTO E SOLIDARIO DE TODOS OS ENTES . proteção e recuperação.sendo dever do Estado. em obséquio da proteção aos direitos fundamentais que.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.RELATaRA: caSTA . portador de doença grave (psoríase). EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA .DIREITO LÍQUIDO E CERTO . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.IMPETRANTE(S): WILZA PEREIRA RIBEIRa . o direito constitucional ao tratamento. Demonstrada a necessidade de uso de medicamento.AUTaRID caATaRA: SECRETARIO ESTADa SAUDE MINAS GERAIS . mormente se desprovido de recursos financeiros. por paciente portador de doença grave.0000.03. Concede-se a segurança. que 31 -----1 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 .008.Assegura-se ao doente. MANDADa DE SEGURANÇA W 1.ICP-Brasil.FORNECIMENTO GRATUITO PELO PODER PÚBLICO DEVER CONSTITUCIONAL.200-2/2001 de 24/08/2001. mediante fornecimento gratuito dos medicamentos prescritos pelo médico.RELATaR PARA EXM~ SR~ DES~ ALBERGARIA a ACÓRDÃO. dever que se impõe ao Poder Público. Julgamento 05.462933-8/000 - caMARCA DE CaNTAGEM . são anteriores ao Estado e inerentes à ordem jurídica brasileira. efetivar pollticas socioeconômicas para sua promoção.DIREITO À SAÚDE INDISSOCIAVEL DO DIREITO À V/DA .: EXMa SR.2.SEGURANÇA CONCEDIDA .DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Federal.

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

implica na garantia de dignidade, gratuidade e boa qualidade no atendimento e no tratamento, integra os objetivos prioritários do Estado de Minas Gerais, em competência concorrente com a União e os Municípios. Inteligência dos artigos 5°, 'caput', 6°, e 196, da Constituição Federal" (MANDADO DE SEGURANÇA N° 1.0000.07.462630-0/000 - COMARCA DE BELO HORIZONTE IMPETRANTE(S): JOSE D'.ÁVILA PESSOA - AUTORlD COATORA: SECRETÁRIO SAÚDE ESTADO MINAS GERAISRELATOR: EXMO. SR. DES. NEPOMUCENO SILVA.

Julgamento 20.02.2008).

A Defensoria Pública entende que a decisão ora guerreada está contrariando direito constitucionalmente previsto. Entendeu o v. acórdão, máxima vênia, equivocadamente, que o Poder Público para a concretização do direito à saúde deve agir seletiva e distributivamente, buscando a universalização deste serviço, e que o Judiciário não pode interferir, analisando casos isolados, para determinar que o ente estatal suporte os custos de medicamentos que não foram previamente selecionados mediante critérios técnicos que indicam as necessidades mais prementes da população.

Tal posicionamento contraria frontalmente a Constituição Republicana, pois, repita-se, se é possível a ocorrência de prejuízo às finanças do poder público, muito mais intenso será o dano decorrente da omissão ilegitimamente baseada no princípio da economicidade, porquanto, na hipótese de não ser fornecido o medicamento solicitado, será difícil conservar bens mais valiosos, que são a saúde e a vida, a preservação da vida do recorrente, é imperiosa, em obséquio da proteção dada aos direitos fundamentais que, como frutos da própria natureza humana, são anteriores ao Estado e inerentes à ordem jurídica brasileira, a teor do ar!. 5°, caput, da Constituição da República.

~ extraordinário

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IRecurso

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I

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

DEFENSORlA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
.,----..

!~

RESERVADA VIDA X RESERVA DO POSSÍVEL

A chamada "reserva do

possível",

bem

como a

alegação

do

comprometimento das demais políticas públicas, não são argumentos que possam ser aceitos sem a devida demonstração.

Isto porque, além do que já foi dito, ainda que fosse possível a ocorrência de prejuízo às finanças do Poder Público, muito mais intenso seria o dano decorrente da omissão ilegitimamente fundada no princípio da economicidade. Um bem menos valioso deve ceder diante de um bem jurídico mais valioso, qual seja, a saúde do indivíduo.

Problemas de caixa do ente federativo não podem ser elevados a obstáculos à efetivação dos direitos fundamentais sociais, sobretudo em caso envolvendo o direito fundamental tratado nestes autos. Ora, imaginar e exigir que a realização desses direitos fundamentais sociais dependesse de caixas cheios dos ente federativos (ou mesmo do Estado e da União) significaria reduzir a zero esses direitos fundamentais, e assim gerar uma violenta frustração em relação à Constituição da República. Também é de absoluto acerto as palavras do eminente magistrado federal DIRLEY DA CUNHA JÚNIOS:

"A chamada reserva do possível foi desenvolvida na Alemanha, num contexto jurídico e social totalmente distinto da realidade histórico-concreta brasileira. Nestas diferentes ordens jurídicas concretas não variam apenas as formas de luta, conquistas e realização e satisfação dos direitos, mas também os próprios paradigmas jurídicos aos quais se sujeitam. Assim. enquanto !!
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I Recurso

extraordinário

I

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

\~(\ .....
Alemanha se insere entre os chamados países centrais. onde.iJ1. existe !!!!l padrão ótimo de bem estar social. Q Brasil ainda considerado !!!!l país periférico. onde milhares não têm
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que

f!!!!l!!. f. são desprovidas de condicões mínimas de existência digna.

seja t1!! área da saúde. educacão. trabalho f. moradia. seja t1!! área da assistência e previdência sociais. de tal modo que

ª efetividade

dos direitos sociais ainda depende da luta pelo direito entendida como processo de trans(ormacões econômicas f. sociais. t1!! medida em que estas (orem necessárias para Fundamentais, Ed Podivm, p. 286).

ª concretizacão desses

direitos" (Leituras Complementares de Constitucional - Direitos

Vale a pena citar, pelo brilhantismo da exposição, trecho da palestra proferida pelo Juiz de Direito Antônio Vinícius Amaro da Silveira, do 2° Juizado da 4' Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, no Seminário Medicamentos: Políticas Públicas e Judicialização:

"As nossas politicas públicas, que devem garantir ao cidadão o direto à saúde, são normas de cogéncia destinadas ao gestor. Desse modo, devemos ter muito cuidado ao examinar a questão e não pretender que se exija que o cidadão adapte as suas moléstias às politicas estabelecidas pelo administrador, quando é o contrário, o gestor, através de políticas públicas, é que deve garantir a saúde do cidadão por meio de normas que viabilizem formalmente este processo de prestar-lhe a saúde. A questão da reserva do possível, nestes casos, não tenho nenhuma
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I Recurso

dúvida em afirmar aos senhores que não pode ter aplicação, porque

extraordinário

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

se o Estado, amparado pela norma de cogência, estabelece políticas mínimas de gestão para a saúde pública, estas têm que ser cumpridas. Supõe-se que, a partir desse regramento básico, haja um pressuposto orçamentário" (www.ajuris.org.br).

A população brasileira, por meio do Poder Constituinte Originário, priorizou a saúde. A dotacão orcamentária deve, assim, adaptar-se l! isso. Jamais, desta forma, poder-se-á falar em reserva do possível em relação l! fornecimento de medicamentos, pois

º próprio Estado, previamente, se dispôs l! cumprir º objetivo que

ele mesmo traçou ao elaborar o texto da Constituição.

Ainda que sejam limitados ou finitos os recursos públicos !: estejam mesmos presos à observância das leis orçamentárias, no confronto de valores há que dar prevalência

~
~

l!

saúde!:

l!

vida digna dos indivíduos. Tal conclusão torna-se mais

evidente mediante ! constatação de que justamente aquelas pessoas que não
~

º SUS

tem como principais usuários

encontram !:!!! condições financeiras de obter

tratamento junto! rede privada de saúde, bem fQ!!!Q pelo fato de

º Estado possuir

meios de buscar! responsabilidade civil !: criminal de todos os que tentarem obter vantagem ilícita utilizando-se de processos judiciais fraudulentos.

Por outro lado, lei ordinária e meras portarias não têm força normativa de, ao disciplinar a questão relativa à saúde, limitar o gozo deste direito fundamental, assegurado pela Constituição da República e por· tratados internacionais, normas de hierarquia superior às leis ordinárias e meras portarias, conforme já exposto.

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I extraordinário I _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ Recurso (--_

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

Irreversibilidade maior ocorreria em caso de não fornecimento do medicamento pleiteado. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ainda. como já dito.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 .VEROSSIMILHANÇA DO "DIREITO ALEGADO - DEFERIMENTO DO PEDIDO - IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA -IRRELEVÂNCIA .CAUÇÃO DESNECESSIDADE. compreende as garantias fundamentais à vida e à saúde. Havendo prova inequívoca da verossimilhança do direito do beneficiário em obter autorização para realização de tratamento médico cuja cobertura é aparentemente prevista no contrato de prestação de serviços. Isto porque. Isto porque. tecer alguns comentários acerca da alegação de irreversibilidade da decisão. Este princípio. negar o fornecimento· de medicamento sob tal alegação violaria o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. irreversível é a perda da vida.200-2/2001 de 24/08/2001. e sendo incontroverso o risco à vida do postulante da tutela 36 -~ extraordinário IRecurso 1----------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Não há como aceitar o argumento de irreversibilidade da decisão.stf.jus.DEFENSORIA PlJBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Cabe. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .OBRIGAÇÃO DE FAZER TUTELA ANTECIPADA -TRATAMENTO MÉDICO COBERTURA POR CONTRATO . Neste sentido: "AGRAVO DE INSTRUMENTO .

REsp 144.stf.200-2/2001 de 24/08/2001. dentre outras. Des. deve a medida ser deferida. que não deve representar óbice intransponível à sua concessão" (Agravo de Instrumento n. o 1. Adhemar Maciel). que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . aos indivíduos que não têm condições de buscar assistência na rede privada. Rei. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Min. Rei.05. o Estado é custeado por todos os seus administrados por meio dos tributos. a decisão do Tribunal Mineiro está a merecer reparo.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.0024. Este custeio tem por finalidade justamente dotar o Estado de recursos necessário para que possa prestar. sendo inegável e flagrante. 37 --~ Iextraordinário I _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ Recurso (-_ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil.jus. sob pena de o novel instituto da tutela antecipatória não cumprir a excelsa missão a que se destina (STJ. a despeito do perigo de irreversibilidade do provimento.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ( i I ~ antecipada. "A exigência da irreversibilidade inserta no §2" do artigo 273 do CPC não pode ser levada ao extremo.asp sob o número 1490256 . a ofensa provocada à Constituição. Elias Camilo).747. 2"Turma. Por estas razões.656.881-0/001. assistência médica àquelas pessoas hipossuficientes no plano econômico. ou seja.

CR/88.... É público e notório que a Lei Orçamentária Anual (LOA).320/64 determina que a LOA deve conter todas as despesas (autorizadas) e todas a receitas (previstas) dos Poderes.. E ainda que a dotação orçamentária para o benefício em questão não fosse suficiente para atender todos os beneficiários...DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS \~( ~ . órgãos e entidades da administração direta e indireta. justificando-se a partir da ausência de recursos públicos e sob a alegação de violação de cláusula de reserva do possível.200-2/2001 de 24/08/2001.. seus fundos. os valores percentuais mínimos que os entes da Federação deverão destinar à educação e à saúde (o que. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . artigos 204. inclui a assistência social) .. obviamente..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..jus. o Município disporia também da abertura de crédito suplementar.ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf. destina verbas específicas para atender as despesas com os chamados "índices constitucionais". § 2°. por seus valores brutos. Ao consagrar o "princípio da universalidade" dos orçamentos públicos..- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. inclusive fundações mantidas e instituídas pelo Poder Público. aquele que visa reforçar uma dotação ~ 38 I Recurso extraordinário 1 . a partir das previsões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).. 6° da Lei 4. ou seja. 212 e 198.. O CUSTO DO BENEFÍCIO E A LEGALIDADE DA TUTELA REQUERIDA... A decisão recorrida pretende eximir o ente federativo da obrigação constitucional e legal a partir de argumentos infundados e totalmente distantes da realidade dos cofres públicos.. ou seja.asp sob o número 1490256 . vedadas quaisquer deduções..... ao negar o fornecimento dos medicamentos e insumos. o ar!. ~~~ ~ ARGUMENTO INVERÍDICO SOBRE A FALTA DE RECURSOS PÚBLICOS.

CPC). a) pede-se.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 273. §4°.. para o acolher como medida cautelar incidental a este processo. I PEDIDOS Ante o exposto. que o M. CPC . que seja realizado o juízo de admissibilidade diferido do presente recurso. b) em não se entendendo pelo pedido anterior. 461. estão sempre previstas no orçamento anual atendendo as exigências constitucionais e legais já mencionadas. restam infundados tais argumentos. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.em quaisquer hipóteses de acordo com a Súmula 635 do STF.asp sob o número 1490256 .00 (quinhentos reais). que se lhe aplique a fungibilidade prevista no ar!. a despeito do disposto no ar!. vez que as receitas destinadas ao beneficio pleiteado.jus. §7° do CPC. §3° c/c ar!. consoante os pedidos que seguem. 273. no importe de R$ 500. requer que seja conhecido e provido o presente recurso extraordinário. 461. Desembargador responsável pelo juízo de admissibilidade diferido no tribunal a quo conceda. inaudita altera parts. obrigatoriamente. 328-A do 39 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o pedido de letra "c" ou.ICP-Brasil.stf.astreintes).200-2/2001 de 24/08/2001. de modo a restabelecer o império da Constituição da República. Aliás.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS / orçamentária prevista na LOA.Exa. §3°. mas que se demonstrou insuficiente para satisfazer a despesa inicialmente prevista. em assim não entendendo V.D. sob pena de aplicação de multa diária (art. em sede de tutela específica antecipada (ar!. Assim. prática muito comum na Administração Pública brasileira.

afastando-se o seu sobrestamento e remetendo-o ao Pretório Excelso.. §3° cle art. CPC . no importe de R$ 500. o Tribunal de origem não emitirá juizo de admissibilidade sobre os recursos extraordinários já sobrestados. este Supremo Tribunal defira o pedido de letra "c" ou. bem como a contagem em dobro dos prazos processuais.Lei li.. uma vez que a parte assistida pela Defensoria Pública é pobre no sentido legal.. do Código de Processo Civil. querendo. para todos os atos processuais. em sede de tutela específica antecipada (ar!.DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Regimento interno do STF lO . 461. 273.. I.060150 c/c ar!. CPC).. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.060150. da Lei Complementar Federal nO 80/94. §4°. 543-B. §7° do CPC. por meio de entrega dos autos. . 328-A. f) a concessão/confirmação dos benefícios da Assistência Judiciária .. 273. para o acolher como medida cautelar incidental a este processo.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.Requer ainda: d) seja a parte recorrida intimada para. nos termos do ar!. 128.00 (quinhentos reais). 5°. c) que seja reformado o acórdão em foco. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 461. até que o Supremo Tribunal Federal decida os que tenham sido selecionados nos termos do § l° daquele artigo. sob pena de aplicação de multa diária (ar!. Nos casos previstos no arl. extraordinário 1 .o 1.200-2/2001 de 24/08/2001. de modo que.asp sob o número 1490256 .. § 5° da Lei nO 1.. capul. responder ao presente recurso. com a "Arl. de modo determinar à parte recorrida o fornecimento imediato do medicamento pleiteado na exordial.ICP-Brasil. que se lhe aplique a fungibilidade prevista no ar!._ _ _ __ I Recurso I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.astreintes).-_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _. e) a intimação pessoal do Defensor Público que atua neste Tribunal. nem sobre os que venham a ser interpostos.stf. §3°. em assim não se entendendo." 10 40 .

41 ~ extraordinário I Recurso 1--------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Pede deferimento.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS g) conseqüente dispensa de preparo ou de qualquer outro pagamento condicionante. Nestes termos.MADEP 135 .ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 .jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Mar ana Massara drigues de Oliveira Defensora Pública .stf.

ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. ~(O(A) Escrivão(ã).br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 .jus.stf.CARTORIO DA 78 CAMARA CiVEL • UNIDADE GOIÁS REMESSA • E os remeto ao Segundo Cartório de Recursos à outros~~bunais . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Documento emitido pelo SIAP : Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Remetidos em 03/06/2011.

referido verdade e dou fé. Documento emitido pelo SIAP: mllmmmlDlllmlDImIOOllllmlm~mll 101140564013961860200004001418 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 22 de junho de 2011.ICP-Brasil.jus.200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 ser 10. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Belo Horizonte. Gabaglia.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 2° CARTCRIO DE RECURSOS A OUTROS TRIBUNAIS-UNID. R. GABAGLlA • CERTIDÃO CERTIFICO que.stf. • Escrivão(ã) db 2° Cartório de Recursos a Outros Tribunais-Unid. foi aberta vista ao(à)(s) recorrido(a)(s) Recurso(s) para contrarrazões O ao(s) é Extraordinário(s). O documento podeCód. a subscrevi.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ELyJ)Dulce Maria Diniz do Nascimento. Eletrônico" pelo "Diário do Judiciário 21/06/2011 e • disponibilizado em publicado em 22/06/2011.25.097·2 .acessado no endereço eletrônico http://www. ver R.

junto aos autos a petição de protocolo nO 0000470763201113 adiante.jus. • • ). 0~ .ICP-Brasil. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.I\.200-2/2001 de 24/08/2001. Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais • • PIA Escrivã. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 .stf. JUNTADA Aos 28 de julho de 2011. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. (.

stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .lo. ' .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.! u 1/t H . .ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 .""'I\""t"' !. .jus...l • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. • • ..200-2/2001 de 24/08/2001.

'. '0-'.- EXMO.UIIO RJ'UIIJ:llli:1ülliJ • • Recurso Extraordinário n° 1. julho de 2011 cd!1. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. c.P~Ol eeee4?e?S3281 13 . 'i!. "i " i r§J jJJ . -y.:[2uCIO OE OLIVEIRA Procu-rador do Estado MASP 1120494-8.. if'~ . respeitosamente. ~'.0AB/MG 86. SR. 190 L CEP: 33.014S.stf.'.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. nos autos do Recurso Extraordinário acima discriminado.z. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . "-:. vem.832 Advocacia Geral do Estado .567.200-2/2001 de 24/08/2001.. • (i1 Belo Horizonte.~~~ .017-3/0~ Recorrente: Alcirene de Oliveira ' Recorrido: Estado de Minas Gerais ~ o ESTADO DE MINAS GERAIS. apresentar suas CONTRA-RAZÕES.. por Alcirene de.asp sob o número 1490256 . n.ICP-Brasil.'!!~1l .130-004. ESTADO DE MINAS GERAIS .jus..~ ADVOCACIA-GERAL DO ES rADO .. I" VICE~PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS L\TJMGI PROIOCOlO COLÊNDA 7" CÂMARA CíVEL I 111111111111111111111 1111111111" 11111111111 r..09. w.çl\::P~ ''''/. Belo f{orizonte/MG Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. nos termos das razões anexas. Oliveira. interposto.Avenida Afonso Pena.

) "11/ . julgando improcedente o pedido formulado inicialmente em sede de ação ordinária. recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição ".567. que dispõ'e competir ao Supremo Tribunal Federal. Irresignada. processamento.jus.Avenida Afonso Pena. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 102. cabendo-Ihé: (. em qU'e se postulada o recebimento gratuito de medicamentos. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. .cípio.: 1.' alínea a. Em linha de prin. n.0145. reformou a' sentença. . Advocacia Geral do Estado .ICP-Brasil. 2174.017-3 CONTRARRAZÕES DE RECURSO • • EXPOSIÇA"O DO FATO E DO DIREITO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto por Alcirene de Oliveira contra o r. precipuamente.200-2/2001 de 24/08/2001.' sob o abstrato argumento de que a deCisão hostilizada ofenderia os diversos dispositivos constitucionais elencados à fl. mediante recurso extraordinário. a parte interpôs o recurso raro.130-004. da Constituição da República O presente recurso ext~aordinário foi interposto com fundamento no artigo 102. a guarda da Constituição.asp sob o número 1490256 . .stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . que negou provimento ao recurso de apelação interposto pela recorrente. há de se asseverar que o recurso extniordinário interposto '1ão preel{che os pressupostos de admissibilidade necessários ao seu ...8\ l~ ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO ESTADO DE MINAS GERAIS Recorrente:Alcirene de Oliveira Recorrido: Estado de Minas Gerais 7" Câmara Cível do T. da Constituição de 1988. CEP: '33.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. inciso lI!. as causas decididas em única 011 última instância. Belo Horizonte/MG .09. após serem 'rejeitados embargos de declaração interpostos. ~córdão de tls.fMG Recurso Extraprdinário n. . • DAS RAZÕES PARA MANUTENÇA"O DA DECiSÃO RECORRiDA Da ausên'cia dc repercussão geral Art. 1901. § 3°. 125/133-n. quando a decis(!o.julgar..

2007. precisará demonstrar que o tema discutido no recurso tem unJa relevância que transcende àquele caso concreto. n..200-2/2001 de 24/08/2001. Sào· Pau/o: Editora Revista dos Trib/l1lais. ·p. quando' vigorava no sistema processual brasileiro o instituto da argüição de relevância ".jus. so~ente podendo' recusÍí-I() pela manifestação de dois terços de seus membros':.' ??. conhecida como "Re. CEP: 33. a questão.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. a existência da repercussão geral. em preliminar do recurso. compelir o ~stado de Minas Gerais a garantir o fornecimento dos medicamentos exclusivamente para sua própria pessoa. In verbis."?J' ~ ~"'A-:-'" . nos termos da lei. a autora.~-'lj "Art..stf. a partir da Emenda Constitucional n. . mais um requisito de admissibilidade instituído pela Emenda Constitucional n. Na origem.I)~i f) \J ~ % J> (p ~'j! c:.forma do Judiciário ".Avenida Afonso Pena.. Luiz Rodrigues Wambier e José Miguel Garcia Medina l : • •• "De acordo com o § 2° do art.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA·OERAL DO ESTADO -' 4: 13' art. deve ultrapassar os interesses subjetivos da causa." . a existência de repercussão gáal deverá ser demonstrada em preliminar do recurso. a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso. do CPC. ) " 3° No recurso e'xtraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das 'questões constitucionais Cliscutidas no caso.asp sob o número 1490256 . além de contrariar dispositivo constitucional. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . sendo necessário um plus. social ou jurídico. 45/2004. Ou seja. 5~3-A. 10~: ( . _ !9.o basta alegar ofensa ao texto constitucional. Assim. revestindo-se de interesse geral. dã Constituição Federal. Entretanto. -§ 3". lecionam Teresa Arruda Alvim Wambier. Advocacia Oeral do Eslado -. sob pena de não conhecimento do recurso.ICP-Brasil. 45/2004. institucional. político. 6 recorrente deverá demonstrar. 190 I. do compulsar dos autos não se extrai a repercussão geral necessária à admissibilidade do recurso extraordinário. semelhántemente ao que já ocorria. De acordo com o' ·art. entendida como a transcendência do caso concreto. Sobre o tema.t o ~ ". deve ser dotada de repercussão geral. dispõ~-Y speito da repercussão geral no recurso extraordinário.130-004. ordinária com o escopo de . 543-A. 102. ajuizou ação .-q. 3 • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. I In: Breves Comemários {} Nova Sisremática Process/la/ Civil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Bel6 Horizonte/MO. 2°. isto é. que deve revestir-se de interesse geral do ponto de vista ecoriõmico.240-24/. apesar do esforço retórico empreendido· pela parte contrária em suas razões de recurso. nã. ou seja. no passado.

qual o interesse geral na apreciação pela mais alta Corte do país de ação envolvendo .stf. da"Z. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. de um paciente específico. conclui-se que o presente recurso não deve ser conh~cido.I IQ . Feita~ tais ponderações.~.1 • .200-2/2001 de 24/08/2001. 190 r.130-004. por não restar configurada a repercussão geral prevista no art. interesse de uma única pessoa? .apenas de forma mediata em contrariedade à Constituição Federal. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . o que se percebe. '.-.Avenida Afonso Pena. sede de recurso raro. é a nítida intenção da parte contrária em tentar rediscutir. propósito esse não admitido em . CEP: 33. Da inexistência de ofensas à constituição federal Na remota e improvável hipótese' de ser o recurs'o extraordinário conhecido. . portanto. Advocaci~ Geral do Estado . . n.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.na mais favorável das perspectivas . 11 discussão em torno do acerto da sentença e o do 'acórdão que. em razão de pedido expresso da parte contrária de suspensão do fornecimento. a justiça da sentença e do acórdão. ~i"C-<!0 Nota-se.. das provas com base nas quais a Secretaria de Estado de Saúde e o ludiciárió entenderam que a parte abdicou do propósito de receb. necessidade de um tratamento fanpacológico especifico. Belo Horizonte/MG 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. vale dizer.er a medicação gratuitamente. ~.~'. § 3° da Constituição Federal.' Com efeito. o que se admiie apenas em nome do princípio da eventualidade. na instância extraordinária. de modo a justificar a interposição 'do apelo extremo.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 -( . \Q ~ tornií~ <". reconheceram a ausência de interesse processual no caso. ~ l~ ~/JJ1 -\ . portanto. ' Como se fosse pouco.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO Trata-se. Dado esse panoràma fático. basta ler o teor da peça recursal para perceber que a irresignação se apóia . . não há falar em relevância que transcenda o próprio caso concreto. propósito esse claramente inviável em sede de recurso raro. necessariamente importa na necessidade 'de reavaliação dos documentos juntados aos autos. -" . de demanda que encerra dlscussao Jundlca em de um cas9 específico. Com éfeito. "-r &~y. 102. encerra manifesta intenção de revolver matéria probatória. de um quadro clínico específico. . na verdade. • . que em nenhum aspecto esse caso concreto ultrapassa os interesses subjetivos da causa. Da Manifesta IntenÇão de no:va análise da 'matéria probatória e de discussão da i ustica da decisão Não merece ser conhecido o presente recurso também porque. De fato.jus. melhor sorte não assiste ao recorrente quanto ao mérito.

muitas vezes incompatível com a especificidade do caso. Ora. também no mérito nã'o há o que reparar na decisão reco!Tida que julgou improcedente o pedido da autora . sem considerar a existência de alternativa terapêutica oferecida pelo Estado.~ A eficácia desse serviço público.. • Advocacia Ocral do Estado ..8 0. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . . depende da seleção e distribuição' à populaçüó. o acórdão julgou improcedente. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do riscá de doença e de outros agravos e ao acesso .:.. A Saúde é direito de todos e dever... _ <õ~~ .] No caso em questão.' 'Q'. não houve nada disso.195.~' $' Alega que o acórdão recorrido teria vulnerado as nonn 194.195 e 196 da Constituição da República. Para esse d~siderato.. a demanda precisamente porque a política pública em vigor prevê o fornecimento de tratamentd para a doença da parte autora. que não há unl vazio assistencial. possível de pessoas. bem como às políticas públicas voltadas para esse fiín. o acórdão que julgou improcedente o pedido'da parte autora entendeu corretamente que.jus. s artigos 6 o. tal como previsto nos disposiiivos tidos por violados.200-2/2001 de 24/08/2001. a decisão recorrida não viola a norma 'inserta no art.n.. 196.S1~ÇA 1). O seguinte trecho do acórdão esclarece perfeitamente esse ~ntendimento: "[A] saúde é direito. CEP: 33. Belo Horizonte/MO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. notadamente de' assistência farmacêutica. para atingir o maior número.J. ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO ! f~~) ~ ~. proteção e recuperaçüo. Portanto. .ICP-Brasil.' requer padronização. 196 da Constituição: • • "Art.. Com efeito. distributividade. em que o SUS não fornece qualquer tratamento ao cidadão. Equivale dizer. 1901.stf. não fornecidos pelo poder púbhco." Dessa forma. médica e hospitalar.Avenidã Afonso Pena. do Estado. Eis o que dispõe o art.. mas que simplesmente a parte autora pretende uma terapia não disponível no sistema público. ."~~"..fundamental. em detrimentb de tratámentos outros eventualmente pleiteados pelos cidadãos. n.. que se concretiza por meio de prestações estatais que assegurem O' acesso de todos à assistência farmacêutica. 196 da Constituição qué dispõe queo Estado prestará á assistência à saúde através de políticas públicas.. o SUS presta assistência à saúde à população através de políticas públicas que devem ser prestigiadas..asp sob o número 1490256 . o estabelecimento de diretrizes e critérios de aquisiçüo de medicamentos.130-004.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. universal e igualitário à ações e serviços para sua promoção.. /lorteados pelos princlplOs da seletividade e." {g.:.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. .7' $ • .

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Portanto, o acórdão recorrido resolveu a questão jurídica ao interpretar sistematicamente as normas do ordenamento jurídico em concatenação com à prova dos autos, concluindo, assim, no caso específico, pela improcedência do pedido, Feitas tais ponderações, conclui-se que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo deu adequado desa\c à lide, não carecendo, portanto, de reforma por parte deste Supremo Tribunal Federal. .

Da Inexistência Dos Requisitos Para A Concessão Da Medida Cautelar Pleiteada Embora a parte recorrente pleiteie a concessão de medida cautelar para suspender os efeitos do acçírdão recorrido que cassou .a sentença que condenou o Estado ao fornecimento de medicamentos, não. há na espécie' os requisitos indispensáveis para a concessão da medida .

• •

Com efeito, não há a demonstração do periclIlllm in mora, como visto e • dofllmus bani illris . . Inexiste o periclIlllm in mora porquanto sequer há a demonstração nos autos da atual necessidade do tratamento Opl pleiteado pela parte autora. Igualmente, também não há a "fumaça de bom direito", uma v'ez que, como visto no próprio fundamento da decisão, através da política pública em vigor, o Sistema Único de Saúde oferece tratamento para a doença que acomete a parte autora, tratamento este que é sumariamente desconsiderado no presente pedido.
DO PEDIDO

Ante o exposto, requer o Estado de Minas Gerais o não conhecimento do recurso. Na remota hipótese de conhecimento, requer seja negado provimento ao recurso extraordinário interposto, mantendo-se int~gralmente o acórdão' a quo. 'Nestes termos, pede deferimento. Belo Horizonte, julho de 2011.

-

-."...---,

L -C OLlVEIRA Procuraoor do Estado MASP 1.120494-8 OAB/MG 86832
ALANA

Advocacia Geral do Estado· Avenida Afonso Pena, n.1901. CEP: 33.130-004. Belo Horizonle/MG

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Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais


P/A Escrivã,

CONCLUSÃO

E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor Desembargador Primeiro Vice-Presidente.

V.jd<::LConclusos em 28/7 12011

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Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais

RECURSO EXTRAORDINÁRIO Ng 1.0145.09.567017-3-004 EM REEXAME NECESSÁRIO EM APELAÇÃO CIVEL COMARCA: RECORRENTE: Advogado: RECORRIDO: Advogado: JUIZ DE FORA ALCIRENE DE OLIVEIRA Mariana Massara Rodrigues de Oliveira ESTADO DE MINAS GERAIS Alana Lucio de Oliveira


~./

p.

Trata-se de recurso extraordinário de Alcirene de Oliveira, deduzido com fundamento na alínea "a" do permissivo constitucional, após a rejeição dos embargos declaratórios, contra acórdão desta Corte proferido nos autos da ação de obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela, que ajuizou em face do Estado de Minas Gerais, objetivando o fornecimento de medicamento que necessita para tratamento de doença de que é portadora . Em suas razões, a recorrente invoca a repercussão geral da questão constitucional levantada no apelo e ofensa ao disposto nos artigos 194, 195, 196, 198, 11, § 2º, 1º, 111, 6º, 23, 11 e I, 204 e 212 da Constituição Federal. Recurso tempestivo e sem preparo Uustiça gratuita). Inviável a ascensão do apelo. De início, registro que a questão decidida pelo Colegiado mineiro nestes autos, qual seja, a impossibilidade fornecimento pelo Estado de medicamento não aprovado pela Anvisa, não coincide com a matéria analisada no RE nº 566.471, sob julgamento no Tribunal de destino, onde se discute a obrigatoriedade de fornecimento, pelo Poder Público, de

'.'

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O Cód. 10.25.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o apelo merece prosperar. Documento Assinado Digitalmente Desembargador Mário Lúcio Carreira Machado Primeiro Vice-Presidente DCel • I . remetam-se os autos ao Supremo Tribunal Federal."~2iifj9 . procedimento reservado ao Tribunal de destino.567017-3-004 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que ~ Desj!ae"".ICP-Brasil.0145.~ Rext n 9 1.acessado no endereço eletrônico http://www..stf. Todavia. • Cumpridas as formalidades legais." 6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais medicamentos de alto custo. Intimem-se.. 12 de agosto de 2011. O de 24/08/2001. Belo Horizonte. Trata-se de matéria devidamente analisada pela Turma Julgadora. com as homenagens desta Vice-Presidência . Admito o recurso.06. Da.jus. cujo desate estaria a exigir incursão no mérito.JilAD.09.-í2.200-2/2001 Mo1jyo:' Ube'!!Çj\o de institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .46 .~ I Assinatára válida Assinad.. razão pela qual deixo de proceder ao sobrestamento do apelo.a.O:01 06~934615.25.::m documento pode Cód.asp sob o número 1490256 ser 10.~itaJ~~nte por MARltiHUC10 CARREl RA M~C.097·2 10. motivo pelo qual se mostra prudente conferir trânsito ao apelo.

a súmula do despacho retro . a subscrevi. 26 de agosto de 2011. CERTIFICO que..OO:::1L~l. R. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. foi disponibilizada Eletrônico" de no "Diário e do Judiciário em 25/08/2011 publicada 26/08/2011...br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. R. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..200-2/2001 de 24/08/2001..ICP-Brasil..l--_ _ _ _ _ _ .jus. EurJ{Pulce Maria Diniz do Nascimento. GABAGLlA DATA Aos 24 de agosto de 2011 recebi estes autos. para ciência das partes. O referido é verdade e dou fé.stf. Escrivão(ã~ do 2° Cartório de Recursos a Outros Tribunais-Unid. • • O(A) Escrivão(ã ).. Gabaglia.. 12--=\ Documento emitido pelo SIAP: ~imiIID~~~llm~lllllmlmIUmrnll~IWlil 155140551219521680250008901916 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Belo Horizonte.asp sob o número 1490256 .\€.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 2° CARTORIO DE RECURSOS A OUTROS TRIBUNAIS-UNID.

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. P/A Escrivã.asp sob o número 1490256 . O referido é verdade e dou fé.~----Remetidos em 14/09/2011.UNIDADE RAJA GABAGLlA CERTIDÃO CERTIFICO que. Escrivã do 2° Cartório de Recursos a outros Gabaglia.Q. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 2° CARTÓRIO DE RECURSOS A OUTROS TRIBUNAIS. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ."I::!. Unidade \ Raja I . Eu. foi publicada a remessa do Recurso Extraordinário Admitido ao Supremo Tribunal Federal.200-2/2001 de 24/08/2001. 14 de setembro de 2011. Eletrônico" pelo "Diário do Judiciário em 13/09/2011 e disponibilizado • publicado em 14/09/2011. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Dulce Maria Diniz do Nascimento. • REMESSA E remeto estes autos ao Supremo Tribunal Federal. ---'------l. a subscrevi. Belo Horizonte.ICP-Brasil.jus.

jus. DISTRIBUICAo EM 28/09/2011 1 OTO. "'' ' 'AJumakt TERMO DE CONCLUSÃO Faço ~st~s autos conclusos ao(a) Excelentlsslmo(a) SenhorIa) M· . InIS rú a)Brasília. 8 de setembro de 2011. REVISTOS.asp sob o número 1490256 . FOLHAS: 221 OTO. AUTUAÇÃO E REGISTRO DE PROCESSO ESTES AUTOS FORAM RECEBIDOS.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.TERMO DE RECEBIMENTO. ? onio Ju~e SOuza .ICP-Brasil. MARCO AURÉLIO . AUTUADOS E REGISTRADOS EM MEIO MAGNÉ11CO NAS DATAS E COM AS OBSERVAÇÕES ABAIXO: RECURSO EXTRAORDINÁRIO 657718 PROCEDo : MINAS GERAIS OTO. APENSOS: O JUNTADAS: O DT ENTRADA: 19·09·2011 COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO INICIAL. VOLUMES' RELATOR(A): MIN.200-2/2001 de 24/08/2001.stf.2121 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. t ( Relator(a . REVISÃO. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .