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Ifes – Instituto Federal do Espírito Santo Coordenadoria de Ciências e Tecnologias Químicas Curso de

Ifes – Instituto Federal do Espírito Santo

Coordenadoria de Ciências e Tecnologias Químicas Curso de Licenciatura em Química Presencial Especial Professor: Luiz Carlos Tedesco

Química Presencial Especial Professor: Luiz Carlos Tedesco RELATÓRIO QUÍMICA GERAL I Experimento: TESTE DE CHAMA

RELATÓRIO

QUÍMICA GERAL I

Experimento: TESTE DE CHAMA

Componentes do grupo:

Janine Seda

Maria Auxiliadora Barbosa

Vitória, 29 de maio de 2010

I)

INTRODUÇÃO:

O teste analítico qualitativo de espectrofotometria de chama é um procedimento

utilizado em Química para detectar a presença de íons metálicos, baseado no espectro de emissão característico para cada elemento. O teste envolve a introdução

da

amostra em uma chama e a observação da cor resultante

O

teste de chama apenas fornece informação qualitativa, baseado no fato de que

quando certa quantidade de energia é fornecida a um determinado elemento químico alguns elétrons da camada de valência absorvem esta energia passando para um nível

de energia mais elevado, produzindo o que chamamos de estado excitado. Quando um

desses elétrons excitados retorna ao estado fundamental, ele libera a energia recebida

anteriormente em forma de radiação.

Devido à cor característica que eles emitem quando aquecidos numa chama é possível identificar a presença de certos elementos. Cada elemento libera a radiação em um comprimento de onda característico emitindo luzes quando retornam ao seu estado fundamental de cor e intensidade, que podem ser detectados com considerável certeza e sensibilidade através da observação visual da chama, pois a quantidade de energia necessária para excitar um elétron é única para cada elemento.

O Bico de Bunsen é empregado em laboratório como fonte de calor para diversos

procedimentos, o combustível normalmente é o gás liquefeito do petróleo e o comburente é o oxigênio do ar atmosférico que em proporção adequada permite obter uma chama de alto poder energético. Este equipamento possui uma chama suficiente para excitar uma quantidade de elétrons. A radiação liberada por alguns elementos possui comprimento de onda na faixa do espectro visível, ou seja, o olho humano é capaz de enxergá-las através de cores. Porém, a quantidade de elementos detectáveis

é pequena e existe uma dificuldade em detectar concentrações baixas de alguns elementos, enquanto que outros elementos produzem cores muito fortes que tendem a mascarar sinais mais fracos.

Objetivos:

1. Conhecer o funcionamento do Bico de Bunsen;

2. Reconhecer regiões da chama do Bico de Bunsen;

3. Detectar através do ensaio por via seca os elementos, teste analítico qualitativo

de espectrofotometria de chama;

II)

UTENSÍLIOS E REAGENTES:

Béquer Bico de Bunsen Cabo de Kole Fio de Monel (Liga de Ni-Cr) Fósforos Vidro de relógio HCl 6 mol/L

BaCl

CaCl

CuCl

KCl

NaCl

SrCl 2

2

2

2

III) PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS:

A) Bico de Bunsen

De acordo com as normas de segurança do laboratório ligou-se o bico de bunsen pela torneira de borracha com as janelas fechadas para observar a chama produzida pela combustão incompleta do gás. Foram abertas gradativamente as janelas do bico e observada alterações na chama. Em ambiente escuro observaram-se as zonas da chama testa com um palito de fósforo as regiões de zona oxidante e redutora. Também aprendeu-se a forma correta de desligamento do bico de bunsem para prevenir de gás e/ou explosões.

B) Teste analítico Qualitativo de Espectrofotometria de Chama

Utilizou-se o fio de Monel fixado na extremidade do cabo de Kole e foi feita a sua limpeza com solução de ácido clorídrico 6 Mol L -1 e em seguida leva-se o fio à chama na região oxidante, para eliminar resíduos que atrapalhem a identificação da chama.

Para a execução do teste da chama mergulhou-se o fio na solução de ácido clorídrico contido em um béquer e, então em uma porção da substância em análise, de modo que esta ficou aderida ao fio. Levou-se o fio contendo a amostra à zona oxidante inferior da chama e, então, observou-se a cor transmitida na chama. Foi repetido o procedimento de limpeza do fio e foram testados outros sais.

IV) RESULTADOS E DISCUSSÃO:

A) Bico de Bunsen

A regulagem do Bico de Bunsem permite a observação da combustão completa, caracterizada por uma chama amarelada e luminosa com produção de fuligem e observação da combustão completa, que apresenta chama azulada com alto poder calorífico. Ao ajustar o bico de Bunsen com as janelas abertas observa-se a combustão completa, nota-se uma chama não-luminosa, azulada, dividida em duas regiões bem visíveis e uma terceira quase imperceptível:

Região Oxidante: Parte externa e superior da chama, de cor violeta, muito pouco visível, onde a temperatura chega aos 1560 0 C.

Região Redutora: parte interna da chama, onde os gases sofrem combustão incompleta, com a temperatura chegando aos 530 0 C.

Região Neutra: logo acima da parte superior da câmara de mistura, onde há gases que não sofrerem combustão. Nessa região, a temperatura fica por volta de 300 0 C. Ao inserirmos um palito de fósforo na zona oxidante observa-se que pega fogo rapidamente acedendo o palito, o que não acontece ao inserir o palito na zona redutora, isto acontece devido poder calorífico.

o palito, o que não acontece ao inserir o palito na zona redutora, isto acontece devido
o palito, o que não acontece ao inserir o palito na zona redutora, isto acontece devido

B) Teste analítico Qualitativo de Espectrofotometria de Chama

Sal analisado

Metal presente

Cor da chama

Cloreto de Bário

Bário

Amarelo Esverdeado

BaCl 2 Cloreto de Cálcio

Cálcio

vermelho

CaCl 2 Cloreto de Cobre CuCl 2

Cobre

verde

Cloreto de Potássio

Potássio

Violeta Pálido

KCl Cloreto de Sódio NaCl

Sódio

Amarelo Alaranjado

Cloreto de Estrôncio SrCl 2

Estrôncio

Laranja

Ao aquecer os sais de metais de íons positivos os elétrons podem ser excitados ocorrendo absorção de energia, ao regressarem ao seu estado fundamental liberam energia que pode ser visualizada em forma de chama colorida. Os elementos analisados nesta prática emitem radiação na região visível sendo possível identificar sua presença na amostra. Os íons negativos, neste caso cloretos, não interferem na obsergvação do espectro, porém, alguns contaminastes ou descuido na preparação da amostra, podem interferir no resultado da coloração, dificultando assim o reconhecimento do sal metálico.

Chama produzida pelo Bário

Chama produzida pelo Bário

Figura 2

Chama produzida pelo Cálcio

Chama produzida pelo Cobre

Chama produzida pelo Cálcio Chama produzida pelo Cobre Chama produzida pelo Potássio Chama produzida pelo Sódio
Chama produzida pelo Cálcio Chama produzida pelo Cobre Chama produzida pelo Potássio Chama produzida pelo Sódio

Chama produzida pelo Potássio

Chama produzida pelo Sódio

Chama produzida pelo Estrôncio

Chama produzida pelo Cobre Chama produzida pelo Potássio Chama produzida pelo Sódio Chama produzida pelo Estrôncio
Chama produzida pelo Cobre Chama produzida pelo Potássio Chama produzida pelo Sódio Chama produzida pelo Estrôncio
Chama produzida pelo Cobre Chama produzida pelo Potássio Chama produzida pelo Sódio Chama produzida pelo Estrôncio

V) CONCLUSÃO:

Durante esta prática foram realizados teste de chama para reconhecimento de sais metálicos, identificando-os através de sua chama emitida. Este reconhecimento é provável devido à excitação do elétron que ao retorna ao seu estado fundamental libera energia em forma de radiação. Cada elemento libera uma radiação em formato de onda com características próprias, pois a quantidade de energia necessária para excitar um elétron é unica para cada elemento.

O manuseio apropriado do bico de Bunsen e seus respectivos cuidados a serem tomados também foram aplicados nesta aula prática.

REFERÊNCIAS

ESPECTRÔMENTRO. Disponível em:

<http://www.if.ufrgs.br/oei/cgu/espec/intro.htm> Acesso em: 01 de junho de 2010.

OHLWEILER, O. A.; Química Analítica Quantitativa. 3ª ed., Livros Técnicos e Científico SP. 1987.

QUÍMICA ANALÍTICA E QUALITATIVA. Disponível em:

<http://www.qmc.ufsc.br/analitica/quali/qualigrupo5.pdf> Acesso em: 02 de junho de 2010.

RUSSEL, J. B.; Química Geral. 2ª ed, Makron Books SP. 1994.