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01 - Aula Da Unidade 4 Toxicologia

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TÉCNICO EM FARMÁCIA

MÓDULO III

Toxicologia
Profa. Dra. Larissa de Oliveira Passos
Toxicologia

Unidade IV

Doping;

Interações medicamentosas;

Centros de apoio ao paciente intoxicado.


Toxicologia

Doping
Drogas para melhora de desempenho no esporte (ou
PEDs, na sigla em inglês para performance-enhancing
drugs).
Agência Antidopagem dos Estados Unidos (USADA) e a
Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD),
bem como outras organizações antidopagem ao redor
do mundo, definiram os PEDs como drogas que têm a
habilidade ou potencial para alterar drasticamente o
corpo humano e algumas de suas funções biológicas,
incluindo a habilidade de melhorar considerável o
desenvolvimento atlético em certas instâncias.
Essas drogas, no entanto, podem ser extremamente
perigosas e, em certas situações, mortais.
Toxicologia

Anabolizantes
Agentes Anabólicos (incluindo Testosterona)
O uso médico em tratamentos de puberdade tardia, em alguns tipos de
impotência e perdas de funções causadas por infecção de HIV ou outra doença
que acarrete perda muscular.
Alguns efeitos são fisiológicos e psicológicos e têm potencial de impactar
qualquer usuário, enquanto outros são específicos por gênero.
Fisiológico
Surgimento de acne
Padrão de calvície Masculina
Danos no fígado
Encerramento prematuro dos centros de crescimento de ossos longos (em adolescentes), o que pode
resultar em atrofia de crescimento
Atrofia de crescimento e interrupção na puberdade em crianças
Psicológico
Aumento de agressividade e apetite sexual, algumas vezes resultando em comportamento anormal
sexual e criminal, muitas vezes referido como “Roid Rage” (raiva de esteroide, em tradução livre).
Retirada do uso de esteroides anabólicos pode ser associados com depressão e, em alguns casos,
suicídio.
Toxicologia

Anabolizantes
Toxicologia
Hormônio Peptídeo, Fatores
de Crescimento e Substâncias
relacionadas
O uso médico primário destes compostos varia, mas incluem o tratamento de
câncer ou ajuda aos bebês nascidos prematuramente. A presença de uma
Efeitos Fisiológicos
concentração anormal de hormônios e seus metabólitos, taxas relevantes ou
marcadores em sua amostra são considerados como indicativos de uso de Hipertensão (EPO/hGH)
substâncias proibidas, a menos que você possa comprovar que a
Leucemia (EPO/hGH)
concentração era devido a uma condição psicológica ou patológica.
Exemplos incluem hormônio humano do crescimento (hGH), eritropoietina Anemia (EPO)
(EPO), insulina, gonadotrofina coriônica humana (HCG) e hormônio Derrame (EPO)
adrenocorticotrófico (ACTH). Ataque cardíaco
Vale ressaltar que apesar da presença de alguns fatores de crescimento, Embolismo pulmonar (EPO)
preparações com derivados de plaquetas foram removidas da lista de Feminização (HCG)
métodos proibidos, já que estudos atuais sobre Plasma Ricos em Plaquetas
Problemas na tireóide (hGH)
(PRP), tratamento sanguíneo usado para acelerar a recuperação de lesões,
não demonstram qualquer potencial para melhora de desempenho além de
um efetivo potencial terapêutico.
Toxicologia
Hormônio de Crescimento
Humano (hGH)
Efeitos Fisiológicos

Dores de cabeça severa


Perda da visão
Acromegalia (maxilar,
sobrancelhas, crânio, mãos e
pés protuberantes ou
alargados)
Pressão sanguínea alta e
falha cardíaca
Diabetes e tumores
Artrite paralisante
Toxicologia

Agonista Beta-2

Efeitos Fisiológicos
O uso primário médico deste composto visa tratar
condições como asma e outras doenças respiratórias.
Alguns estudos têm mostrado que agonista beta-2 tem Palpitações
efeitos de melhora de desempenho quando em níveis altos Dores de cabeça
consistentemente presente no sangue.
Transpiração
Náusea
Cãibras musculares
Nervosismo
Toxicologia

Diuréticos

O uso médico primário destes compostos visa


Efeitos Fisiológicos
tratar condições como hipertensão, doenças
renais e insuficiência cardíaca congestiva.
Desidratação
Se utilizados sem supervisão médica, diuréticos
Cãibras musculares
podem resultar em perda de potássio e
Tonturas ou desmaios
possivelmente morte.
Queda da pressão
Perda de coordenação e equilíbrio
Toxicologia

Estimulantes
Efeitos Fisiológicos
Insônia
O uso médico primário destes compostos visa Ansiedade
tratar condições como déficit de atenção Perda de peso
Dependência e vício
(TDA/TDAH), asma, narcolepsia e obesidade.
Desidratação
Tremores
Aumento da frequência
cardíaca e pressão sanguínea
Aumento do risco de derrame,
ataque cardíaco e arritmia
cardíaca
Toxicologia

Narcóticos

Alívio para dores acentuadas e sono induzido. Efeitos Fisiológicos


Sensação de euforia e estímulo psicológico são
efeitos comuns no uso dessas substâncias, mas Sensação de
seu uso traz grandes riscos para saúde. invencibilidade
Fisiológico Náusea e vômito
Redução da frequência
cardíaca
Cannabis (maconha) Dependência
A maconha é classificada como a droga número
1 do Ato do Controle de Substâncias (CSA). Isto
Toxicologia

Cannabis
Efeitos Fisiológicos
Aumento da frequência
É classificada como a droga número 1 do Ato do cardíaca
Controle de Substâncias (CSA). Isto significa que Memória de curto prazo
tem um alto potencial para abuso. prejudicada
Coordenação e reação a
reflexos mais lentos
Psicológico Habilidade em se
concentrar diminuída
Senso de tempo e espaço
Instabilidade de humor
distorcidos
Raciocínio e compreensão de leitura prejudicados
Doenças respiratórias
Toxicologia

Glicocorticosteróide
Efeitos
EfeitosFisiológicos
Fisiológicos
O uso médico primário destes compostos visa Aumento da frequência
Perda de massa muscular
tratar alergias, asma, condições inflamatórias, cardíaca
Enfraquecimento de áreas
Memória de curto prazo
distúrbios de pele, entre outras doenças. machucadas
prejudicada em
músculos,
Coordenação ossos, tendões
e reação a
ou ligamentos
reflexos mais lentos
Diminuição
Habilidade emouse
interrupção
concentrar de
diminuída
Senso de tempo
crescimento eme pessoas
espaço
distorcidos
jovens
Doenças respiratórias
Toxicologia

Beta Bloqueadores

Usados no controle da hipertensão, arritmias Efeitos Fisiológicos


cardíacas, angina de peito (dor peitoral aguda),
enxaqueca, sensação de nervoso ou condições Redução da pressão
relacionadas à ansiedade. arterial sistemica
Redução do débito
cardíaco
Distúrbios do sono
Espasmos das vias
respiratórias
Toxicologia

Dopagem Sanguínea

É a prática do uso indevido de certas técnicas e


substâncias para aumentar o volume de hemácias do
corpo para transportar mais oxigênio para os músculos.
Isso permite que o corpo transporte mais oxigênio para Eritropoietina (EPO)
músculos que estejam trabalhando e, portanto, pode
aumentar a capacidade aeróbica e resistência dos Transportadores de
atletas, configurando dopagem. oxigênio sintéticos
O mau uso destas substâncias e técnicas pode levar a
problemas, como:
Aumento de estresse no coração
Transfusões de sangue
Coagulação sanguínea
Derrame
Toxicologia

Interações Medicamentosas
Toxicologia

Evento clínico em que os efeitos de um fármaco


são alterados pela presença de outro fármaco,
alimento, bebida ou algum agente químico
ambiental. Constitui causa comum de efeitos
adversos. Quando dois medicamentos são
administrados, concomitantemente, a um
paciente, eles podem agir de forma
independente ou interagirem entre si, com
aumento ou diminuição de efeito terapêutico ou
tóxico de um ou de outro.
Toxicologia

Farmacocinética

Interações farmacocinéticas são aquelas em que um fármaco altera a velocidade ou a


extensão de absorção, distribuição, biotransformação ou excreção de outro fármaco.
Isto é mais comumente mensurado por mudança em um ou mais parâmetros cinéticos,
tais como concentração sérica máxima, área sob a curva, concentração-tempo, meia-
vida, quantidade total do fármaco excretado na urina etc. Como diferentes
representantes de mesmo frupo farmacológico possuem perfil farmacocinético diferente,
as interações podem ocorrer com um fármaco e não obrigatoriamente com outro
congênere.
Toxicologia

Farmacodinâmica

Interações farmacodinâmicas ocorrem nos sítios de ação dos fármacos, envolvendo os


mecanismos pelos quais os efeitos desejados se processam. O efeito resulta da ação dos
fármacos envolvidos no mesmo receptor ou enzima. Um fármaco pode aumentar o efeito
do agonista por estimular a receptividade de seu receptor celular ou inibir enzimas que o
inativam no local de ação. A diminuição de efeito pode dever-se à competição pelo
mesmo receptor, tendo o antagonista puro maior afinidade e nenhuma atividade
intrínseca. Um exemplo de interação sinérgica no mecanismo de ação é o aumento do
espectro bacteriano de trimetoprima e sulfametoxazol que atuam em etapas diferentes
de mesma rota metabólica.
Toxicologia

Efeito

Interações de efeito ocorrem quando dois ou mais fármacos em uso


concomitante têm ações farmacológicas similares ou opostas. Podem produzir
sinergias ou antagonismos sem modificar farmacocinética ou mecanismo de
ação dos fármacos envolvidos. Por exemplo, álcool reforça o efeito sedativo de
hipnóticos e anti-histamínicos.
Toxicologia

Farmacêuticas

Interações farmacêuticas, também chamadas de incompatibilidade medicamentosa, ocorrem in


vitro, isto é, antes da administração dos fármacos no organismo, quando se misturam dois ou
mais deles numa mesma seringa, equipo de soro ou outro recipiente. Devem-se a reações
fisicoquímicas que resultam em:

• Alterações organolépticas – evidenciadas como mudanças de cor, consistência (sólidos), opalescência,


turvação, formação de cristais, floculação, precipitação, associadas ou não a mudança de atividade
farmacológica.
• Diminuição da atividade de um ou mais dos fármacos originais.
• Inativação de um ou mais fármacos originais.
• Formação de novo composto (ativo, inócuo, tóxico).
• Aumento da toxicidade de um ou mais dos fármacos originais.
A ausência de alterações macroscópicas não garante a inexistência de interação medicamentosa.
Toxicologia
Toxicologia
Atividade
1 O que é doping? Quais são os principais produtos usados para
melhorar a performance e desempenho físico de atletas?

2 Quais são os tipos de interacoes medicamentosas existentes?

3 Explique o que pode acontecer em cada um dos tipos de


interacoes citados na questão 2.

4 O que significam as siglas: SINITox e CIATs?


Referências
ANVISA. Farmacopéia Brasileira. 6ª ed. Brasília, 2019.

BRASIL. LEI No 5.991, DE 17 DE DEZEMBRO DE 1973. Disponível


em:[Link]
%20DEZEMBRO%20DE%201973.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Controle%20Sanit%C3%A1rio,Correlat
os%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20Provid%C3%AAncias. Acesso em: 11 de Agosto de 2023.

DORTA, Daniel Junqueira; YONAMINE, Mauricio; COSTA, José Luiz; MARTINIS, Bruno Spinosa. Toxicologia
Forense.São Paulo: Blucher, 2018.

Klaassen, D. Curtis; WATKINS III, John B. Fundamentos da Toxicologia de Casarett e Doull.2ªed. Porto Alegre:
AMGH, 2012.

Ministério da Saú[Link] nº 3.916, de 30 de Outubro de 1998. Disponível em:


[Link] Acesso em 11 de Agosto de
2023.

PAOLIELLO, Mônica Maria Bastos. Fundamentos da Toxicologia, 2000.

RUPPENTHAL, Janis Elisa. Toxicologia. Rio Grande do Sul:Rede e-Tec Brasil, [Link]ível
em:[Link] Acesso em 11 de Agosto de
2023.

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