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Trechos Sobre ToL

O Teste de Torre de Londres (TOL) é uma ferramenta neuropsicológica utilizada para avaliar a capacidade de planejamento, um componente das funções executivas. Embora existam várias versões do teste, a versão original de Shallice e a padronizada por Krikorian são as mais reconhecidas. O TOL é particularmente útil na identificação de déficits de planejamento em diversos grupos clínicos, embora apresente limitações, como efeito teto e baixa capacidade discriminativa em indivíduos normais.
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Trechos Sobre ToL

O Teste de Torre de Londres (TOL) é uma ferramenta neuropsicológica utilizada para avaliar a capacidade de planejamento, um componente das funções executivas. Embora existam várias versões do teste, a versão original de Shallice e a padronizada por Krikorian são as mais reconhecidas. O TOL é particularmente útil na identificação de déficits de planejamento em diversos grupos clínicos, embora apresente limitações, como efeito teto e baixa capacidade discriminativa em indivíduos normais.
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O Teste de Torre de Londres é uma medida neuropsicológica tradicionalmente

adotada na avaliação de aspectos relacionados às funções executivas, mais


especificamente a capacidade de planejamento. Diferentes versões da Torre de
Londres foram desenvolvidas com o passar dos anos, embora a versão original
proposta por Tim Shallice (1981) e posteriormente padronizada por Robert Krikorian
e colaboradores (1994) esteja entre as mais utilizadas no contexto clínico. Existem
na literatura diferentes versões do teste que variam em função de sua complexidade
e critérios de correção.

de Paula, Jonas & Malloy-Diniz, Leandro. (2018). Torre de Londres e Torre de


Hanói.
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A Torre de Londres (TOL) é uma tarefa utilizada para a avaliação das habilidades de
planejamento, um componente das funções executivas.
As funções executivas consistem em um conjunto de processos mentais de alta
complexidade que permitem o comportamento direcionado a metas. Estas funções
estão relacionadas à seleção de objetivos, escolha de estratégias para alcançá-los,
ao monitoramento da eficácia de tais estratégias e à identificação de novos objetivos
concorrentes ou concomitantes (Lezak et al., 2004). Dada a sua complexidade, tais
funções são de crucial importância para a adaptação do indivíduo ao meio, sendo
determinantes de sua funcionalidade e qualidade de vida (Chaytor, Schimitter-
Edgecombe, & Burr, 2006).

Tais processos cognitivos estão relacionados às atividades de circuitos neurais


relacionados ao córtex pré-frontal, aos núcleos da base e o cerebelo (Diamond,
2000). Diferentes circuitos fronto-estriatais, envolvendo os córtices dorsolateral,
orbitofrontal e o do cíngulo anterior, estão relacionados a aspectos específicos das
funções executivas (Bradshaw, 2001; Fuster, 2008). O circuito dorsolateral,
especificamente, está relacionado às funções executivas frias como planejamento e
solução de problemas, fluência, abstração e categorização, memória operacional,
flexibilidade cognitiva, auto-regulação, julgamento e insight (Lin, Chan, Zheng, Yang
& Wang, 2007).
No ciclo vital, o desenvolvimento das funções executivas tem a forma de uma curva
em "U" invertido, apresentando aumento funcional durante a infância e
adolescência, estabilidade na idade adulta, e declínio na transição para a velhice
(Zelazo, Craik & Booth, 2004)
O exame das funções executivas geralmente requer o uso de diferentes
procedimentos de avaliação. A Torre de Londres (TOL) é um paradigma
frequentemente utilizado na avaliação da habilidade de planejamento, um
importante aspecto das funções executivas. O teste da TOL envolve o rearranjo de
três esferas de forma a alcançar uma configuração específica, com o número
mínimo de movimentos necessários para reproduzir o modelo. Para alcançar a
solução correta é preciso visualizar mentalmente a sucessão de passos adequados
para que se alcance a solução correta de forma eficiente, sendo que tal processo
demanda a atividade dos circuitos pré-frontais (Levin et al., 1997).
Desde sua descrição inicial por Shallice (1982), diversas versões da TOL foram
desenvolvidas sendo muitas delas usadas no exame neuropsicológico clínico.
Dentre as versões mais utilizadas, está a desenvolvida por Krikorian, Bartok e Gay
(1994) a qual foi posteriormente modificada por Portella et al. (2003) visando
aumentar a eficiência do teste na identificação de déficits no planejamento. A
despeito das evidências de a TOL é útil na identificação de dificuldades de
planejamento em diversos grupos clínicos (Sullivan, Riccio & Castillo, 2009) existem
poucos estudos que investigaram a validade de critério do instrumento,
principalmente em se tratando da diferenciação entre o envelhecimento cognitivo
normal e patológico (Mendez et al., 2007; Marchegiani, Gianneli, & Odetti, 2010).
Paula, Jonas Jardim de, Costa, Danielle de Souza, Moraes, Edgar Nunes de,
Nicolato, Rodrigo, & Malloy-Diniz, Leandro Fernandes. (2012). Contribuições da
Torre de Londres para o exame do planejamento em idosos com Comprometimento
Cognitivo Leve. Neuropsicologia Latinoamericana, 4(2), 16-21.
https://dx.doi.org/10.5579/rnl.2012.0089
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Funções executivas permitem ao indivíduo resolver problemas complexos e lidar


com novos contextos. Dentre elas, o planejamento é considerado uma função de
alta ordem que está fortemente relacionada aos circuitos frontoestriatais, cujos
déficits podem ser encontrados em diversos transtornos, como autismo, transtorno
do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e depressão. Um dos principais
instrumentos para avaliar planejamento é a Torre de Londres (ToL), que, apesar de
boas qualidades, tem apresentado problemas como efeito teto e baixa capacidade
discriminativa em indivíduos normais. O presente estudo
visa avaliar as propriedades psicométricas de uma versão
computadorizada, brasileira, da Torre de Londres (ToL-BR). Foram
testadas todas as possibilidades de itens possíveis no instrumento (35);
após as exclusões dos itens com baixo poder discriminativo (rpb≤0,30),
ficaram na ToL-BR um total de 19 itens. Os resultados preliminares,
somados a estudos anteriores, sugerem que esse instrumento se mostra
mais adequado para avaliar pessoas nos níveis inferior a médio das
habilidades de planejamento.

Resolver problemas complexos e lidar com novos contextos depende de processos


cognitivos de alta ordem, como, por exemplo, as funções executivas. Segundo
Diamond1, podem ser consideradas funções executivas nucleares a memória
operacional, o controle inibitório e a flexibilidade cognitiva, que subsidiam funções
executivas complexas, como o planejamento, a resolução de problemas, o
raciocínio dedutivo e a inteligência fluida. As funções executivas são consideradas a
base do comportamento intencional e nos permitem a definição de objetivos, a
antecipação e a seleção de etapas, a organização de recursos e o gerenciamento
de tempo, monitorando o curso das ações e mudando o comportamento, se
necessário.

Entre as medidas neuropsicológicas para avaliação do planejamento está a Torre de


Londres (ToL) desenvolvida por Shallice. A tarefa consiste na solução de problemas
em que, com o menor número de movimentos possível, o voluntário deverá
posicionar três esferas de cores diferentes em três pinos de tamanhos diferentes
para que elas fiquem em uma configuração-alvo apresentada ao sujeito. A
dificuldade da tarefa consiste em realizar a ordenação correta das esferas dentro de
uma quantidade máxima de movimentos. Desde seu surgimento, a tarefa tem se
mostrado bastante útil na identificação de problemas de planejamento em pessoas
com comprometimentos envolvendo lesões pré-frontais. Do mesmo modo, pacientes
com transtornos neuropsiquiátricos também apresentam dificuldades nessa tarefa,
como os indivíduos com TDAH, demência frontotemporal e Alzheimer, transtorno
bipolar, epilepsia, entre outros. Existem diversas versões da ToL, que variam em
quantidade problemas empregados, formas de medidas utilizadas e pontuações.
Usualmente, a ToL é composta por 12 problemas apresentados em ordem
crescente de dificuldade em função do número de movimentos necessários para se
alcançar a posição-alvo (de dois a cinco movimentos). Para cada problema, o
sujeito tem três chances de solução, com a menor quantidade de movimentos
possível; a pontuação pode variar entre 3 (se conseguir resolver o problema na
primeira apresentação) e 0 pontos (se não conseguir resolver em nenhuma das
apresentações).

Serpa, A. L. de O., Timóteo, A. P. P., Querino, E. H. G., & Malloy-Diniz, L. F. (2019).


Desenvolvimento do teste de planejamento Torre de Londres – versão brasileira
(TOL-BR). Debates Em Psiquiatria, 9(4), 10–19. https://doi.org/10.25118/2763-
9037.2019.v9.45

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