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Exame Físico da Coluna Vertebral

O documento aborda manobras e testes clínicos para avaliação da coluna e articulações, incluindo a manobra de Valsava e o teste de Adson para a coluna torácica. Detalha também a inspeção, palpação e exame neurológico da coluna lombar, além de testes específicos para membros superiores e inferiores, como o teste de Kinkelstein e o teste de Trendelenburg. O conteúdo é voltado para a prática médica e avaliação de condições musculoesqueléticas.

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Exame Físico da Coluna Vertebral

O documento aborda manobras e testes clínicos para avaliação da coluna e articulações, incluindo a manobra de Valsava e o teste de Adson para a coluna torácica. Detalha também a inspeção, palpação e exame neurológico da coluna lombar, além de testes específicos para membros superiores e inferiores, como o teste de Kinkelstein e o teste de Trendelenburg. O conteúdo é voltado para a prática médica e avaliação de condições musculoesqueléticas.

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 MANOBRA DE
VALSAVA

O paciente deve prender


a respiração e fazer força
como se quisesse
evacuar. Com a
manobra ocorre
aumento da pressão
intratecal, agravando os sintomas de eventuais lesões que
comprimem o canal, como tumores e hérnias de disco cervicais.

 TESTE DE ADSON

Testa a permeabilidade da artéria subclávia que pode ser comprimida pela costela cervical.
Palpando-se o pulso radial, deve-se abduzir e rodar externamente o membro superior do
paciente. Em seguida, o paciente deve prender a respiração e mover a cabeça em direção ao
membro examinado. Qualquer compressão da artéria será percebida como diminuição ou
desaparecimento do pulso.

2. COLUNA TORÁCICA

INSPEÇÃO

A inspeção começa com o paciente em pé, de costas para o


examinador e, obrigatoriamente, com o tórax despido e os pés sem
sapatos.

Analisa-se a postura global do paciente, sua massa muscular, buscando


qualquer assimetria, contratura ou aumento de volume. Para observar
se os ombros estão no mesmo nível, é preciso deixar o paciente
relaxado.

A assimetria das escápulas pode identificar também a doença de


Sprengel ou escápula alta congênita.

A linha média vertebral precisa ser identificada; sempre retilínea.


Qualquer desvio nessa linha pode indicar a presença de deformidade.

A posição anatômica dos membros superiores, caídos paralelamente


ao tronco, determina, na altura da cintura, de cada lado, um triângulo
conhecido como “triângulo do talhe”; a comparação entre esses dois
espaços, à direita e à esquerda, pode demonstrar, por meio de sua
assimetria, a presença de escoliose.

Na inspeção lateral as curvaturas da coluna são mais bem


observadas. Os braços devem estar em extensão, paralelos ao solo. As
lordoses cervical e lombar devem estar compensadas pela cifose
torácica e apresentar harmonia.

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PALPAÇÃO

A palpação da região torácica se fará de melhor forma quando o paciente estiver sentado.
Devem-se procurar nodulações, deformidades e pontos dolorosos.

A palpação começa delimitando a escápula e identificando sua espinha; normalmente, a


escápula vai da 2a à 7a ou 8a costela.

EXAME NEUROLÓGICO

O exame sensitivo na região torácica é feito pelos testes


de sensibilidade tátil com um chumaço de algodão e
sensibilidade dolorosa com agulha sem ponta nos
dermátomos correspondentes.

Reflexo cutâneo abdominal : é feito pelo toque com


objeto pontiagudo que percorre rapidamente de lateral
para medial e a resposta esperada é a contração do
músculo abdominal para o lado estimulado. Ele é
mediado pelas raízes de T7-T12 e deve ser valorizado
quando houver assimetria entre os lados.

Compressão medular na região torácica pode cursar


com o aparecimento de reflexos patológicos, que indicam lesão do
neurônio motor superior, entre eles:

 Sinal de Babinski – extensão do hálux ao se realizar reflexo


cutaneoplantar, com estimulação da superfície plantar lateral
em direção à cabeça dos metatarsos. Em situação normal,
espera-se flexão do hálux ou artelhos.
 Oppenheim – estimula-se a região da crista da tíbia de proximal
para distal, obtém-se extensão do hálux.
 Clônus – é observado quando um músculo é alongado
passivamente e esse alongamento é mantido pelo examinador.
Ocorrem contrações repetidas do grupamento muscular
alongado que tendem a persistir enquanto o examinador
mantiver o alongamento.

3. COLUNA LOMBAR

A coluna lombar pode ser o sítio da manifestação de doenças sistêmicas (metástases tumorais,
mieloma múltiplo, leucemia, anemia falciforme, espondilite anquilosante).

A dor na coluna lombar pode ser a manifestação clínica de d oença de órgãos localizados no
abdômen (úlcera péptica, colecistite, pancreatite, apendicite retrocecal, aneurisma da aorta,
inflamações pélvicas, endometriose, doença da próstata), e doenças da articulação do quadril
e sacroilíaca podem apresentar sinais e sintomas na coluna lombar.

Aumentos da lordose podem ser compensatórios de patologias do quadril, sendo obrigatório o


exame desta articulação, nestas circunstâncias.

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PALPAÇÃO

As cristas ilíacas e as
espinhas ilíacas são
bilateralmente palpadas
para a verificação da
horizontalização da bacia.

Os processos espinhosos são


palpados na procura de
pontos dolorosos ou
depressões (espondiolistese).

A musculatura paravertebral é palpada para a identificação de contratura muscular ou


presença de nódulos e tumorações. Pequenas regiões hipersensíveis, denominadas ponto-
gatilho e relacionadas às síndromes miofasciais, podem
também ser palpadas na região lombar.

O nervo ciático deve ser palpado em todo seu trajeto,


desde a região da nádega até a região poplítea . Essa
palpação permite a identificação de compressões
nervosas localizadas fora do canal e forame vertebral.

Teste de Adams: Com o indivíduo mantendo a


inclinação do tronco, o médico aproxima-se e examina
a região dorsal e lombar à procura de desvios e
verificando se há assimetria nas regiões paravertebrais. A
saliência maior de uma das escápulas e/ou saliência
localizada em uma região paravertebral (giba) indicam
escoliose. Esta é a manobra mais acurada para o
diagnóstico de tal patologia, pois a inclinação do tronco
acentua tanto a curvatura escoliática, como a
gibosidade. Escoliose estruturada se torna mais evidente,
enquanto as não estruturadas melhora nesse teste (não
aparece a giba).

Teste de Schober modificado: auxilia na identificação dos pacientes que apresentam limitação
verdadeira dos movimentos da coluna lombar. Com o paciente na posição ortostática é
delimitado um espaço de 15cm (10cm acima e 5cm
abaixo do processo espinhoso de L5), e o teste é
considerado positivo se não ocorrer aumento de pelo
menos 6 cm na flexão máxima.

EXAME NEUROLÓGICO

A avaliação da parte motora deve considerar a


existência da lesão do neurônio motor superior e a da
lesão do neurônio motor inferior (células do corno
anterior da medula espinhal, raiz ventral do nervo
espinal).

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Nas lesões do neurônio motor inferior, o examinador geralmente detecta, durante o exame
físico, evidências de lesões ainda despercebidas pelo paciente , enquanto nas lesões do
neurônio motor superior ocorre o contrário. O paciente percebe os sintomas muito antes do
aparecimento dos sinais clínicos

Nas lesões do neurônio motor superior são observados sinais de lesão piramidal que ocorrem em
combinação e em uma sequência que consiste na alteração dos reflexos, alteração do tônus e
fraqueza muscular.

As lesões do neurônio motor inferior causam perda e fraqueza da musculatura e perda dos
reflexos locais.

AVALIAÇÃO DA FORÇA MOTORA

A força motora é avaliada por meio do exame da força muscular dos diferentes miótomos
(grupos musculares inervados por um mesmo segmento da medula) e classificada em graus de 0
a 5.

Testar os músculos da panturrilha e os dorsiflexores do tornozelo através da observação da


marcha sobre a ponta dos pés e sobre os calcanhares, que testam, respectivamente, a
musculatura da panturrilha (S1-S2) e os dorsiflexores do tornozelo (L4-L5).

AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS

O exame dos reflexos envolve a pesquisa daqueles relacionados às raízes


nervosas e ao neurônio motor superior.

 Reflexo adutor: realizando discreta rotação externa da coxa do


paciente com os joelhos fletidos, e por meio da percussão dos
dedos colocados sobre os tendões dos adutores, sentir se há
contratura na presença do reflexo. Esse reflexo é mediado pelo
nervo obturador e corresponde ao nível de L3.
 Reflexo patelar: é pesquisado por meio da percussão do
tendão patelar. É mediado pelo nervo femoral e corresponde
ao nível L4.
 Reflexo aquíleo: é pesquisado por meio da percussão do
tendão de aquiles que em situação normal, responde com a
flexão plantar do pé.

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 Reflexo cremastérico: está relacionado ao neurônio motor superior e testa a integridade


do nível T12 e L1. A elevação unilateral do sacro escrotal após estimulo da pele na face
interna da coxa caracteriza a presença do reflexo normal.

Membros superiores

OMBRO

A articulação do ombro é a mais móvel do corpo humano e os movimentos pesquisados são:


flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e rotação externa. A amplitude de todos os
movimentos é dada em graus, com exceção da rotação interna que é pesquisada solicitando-
se ao paciente para colocar a mão nas costas.

Completando a avaliação da movimentação, solicita-se ao indivíduo que faça elevação e


abaixamento dos ombros, bem como anteflexão e retropulsão deles.

COTOVELO

O cotovelo apresenta
quatro tipos de
movimentos, que são:
flexão, extensão,
pronação e supinação.
A flexoextensão ocorre
nas articulações
umeroulnar e
umerorradial, e a
pronossupinação, nas
articulações radioulnar
proximal e distal.

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PUNHO

No exame físico do punho devem-se testar,


inicialmente, os movimentos passivos e, depois, os
ativos, observando-se a amplitude e se há presença
ou não de dor.

O punho apresenta seis movimentos, quais sejam


pronação, supinação, flexão, extensão, desvios
radial e ulnar.

MANOBRAS ESPECIAIS

1. Teste de Kinkelstein: é usado para


diagnosticar a tenossinovite do primeiro
compartimento dorsal (tendões do abdutor
longo do polegar e do extensor curto do
polegar) ou tenossinovite de De Quervain. Esse
teste consiste em fazer um desvio ulnar do
punho do paciente, mantendo o polegar
aduzido e fletido. O teste é positivo quando o
paciente refere dor na região do processo
estiloide do rádio.

2. Teste de Phalen: usado para diagnosticar

a síndrome do túnel do carpo. Consiste em


manter o(s) punho(s) na flexão máxima
durante 1 minuto. É positivo quando a
sensação de formigamento ou dormência é
relatada no território do nervo mediano,
principalmente e com mais frequência no
dedo médio. O teste de Phalen invertido é o
mesmo, porém com os punhos em extensão
máxima.

3. Teste de Tinel: é a percussão suave


sobre um nervo. Deve-se percutir o nervo de
distal para proximal. No local correspondente
à regeneração, o paciente tem a sensação
de choque elétrico que se irradia pela
área de distribuição cutânea do nervo. A
progressão distal desse choque sugere
bom prognóstico.

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Marcela O

MEMBROS INFERIORES

QUADRIL

O quadril tem grande importância principalmente na movimentação,


além de ser responsável pela transmissão e distribuição do peso do corpo
para os membros inferiores.

Diferenciação entre escoliose estrutural e não estrutural é feita pedindo


para o paciente flexionar a coluna para frente e avaliando-se o grau de
flexão lombar. Nas escolioses não estruturais , o desvio não provém da
coluna, podendo ser por dissimetria dos membros inferiores, espasmos
musculares ou causas inflamatórias. Já nas escolioses estruturais a causa
provém das doenças da coluna.

Teste de Trendelenburg: o teste é feito pedindo o paciente para ficar de


costas e elevar uma perna de modo que apenas
um pé fique em apoio. Ao fazer esse movimento,
se houver um desnível do quadril para o lado
elevado significa que o lado de apoio possui uma
fraqueza da musculatura do glúteo médio. Isso
configura teste positivo.

Teste de Thomas: ele é utilizado para verificar


contratura (encurtamento) do ileopsoas. O
paciente vai estar em decúbito dorsal e pede-se
para ele fazer uma flexão de quadril bilateral,
segurando os joelhos para que ocorra uma
retificação da coluna lombar. O paciente passa a
segurar um dos membros e o outro membro será estendido. Nesse
momento o médico verifica se existe um vão entre a coxa e a
marca, e isso é sugestivo de um encurtamento do íleo psoas, teste
positivo.

Teste de Lasègue: é utilizado para identificar neurites do ciático muito


comum nas hérnias de disco. O paciente é colocado deitado, testa-
se primeiro o lado menos assintomático. E com a mão apoiando o
calcanhar, eleva-se vagarosamente o membro inferior ate 90º.
Geralmente a dor é referida até mais ou menos 40º, sendo muitas
vezes acompanhada de parestesia.

JOELHO

Semiologicamente, primeiro deve-se atentar para o alinhamento do


ângulo frontal do joelho que, na maioria das pessoas, é em discreto
valgo. Em perfil o joelho normal deve estender-se completamente

Os principais movimentos do joelho são flexão e extensão (em


verdade não são puros, mas associados a poucos graus de rotação).

MANOBRAS ESPECIAIS

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Teste da compressão patelar: com o joelho em extensão é


realizada a compressão da patela com uma das mãos,
deslocando ela para baixo e pedimos para o paciente
contrair o quadríceps. Se houver comprometimento da
cartilagem articular, condromalacia, artrose ou
instabilidade femoropatelar ocorre dor e crepitação.

TORNOZELO E PÉ

Teste de Thompson: é utilizado para


avaliar a integridade do tendão tricipital
(aquiles). Com o paciente em decúbito
ventral com o pé pendente, aplica-se
uma compressão manual na massa
muscular da panturrilha onde se situa os
ventres dos gêmeos e o musculo solear.
Essa compressão produz encurtamento da
massa muscular que se transmite ao
tendão. Se houver uma flexão plantar significa que o tendão esta integro e o teste é negativo.

O pé é dividido em 3 partes: o retro-pé, o médio-pé e o antepé.

Os principais movimentos são: flexão dorsal, flexão plantar (ou extensão), inversão e eversao.

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