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Escrito Oposição Possessória

O documento apresenta uma oposição a uma diligência de entrega de bens imóveis. A advogada Aida Helena Vergara representa Juan Carlos Álvarez, que alegam possuir três terrenos em San Benito Abad, Sucre há mais de 10 anos de forma pública, pacífica e ininterrupta com ânimo de proprietário. Argumenta-se que Álvarez cumpre os requisitos para ser considerado possuidor dos terrenos e que seu direito possessório deve ser reconhecido e respeitado. Solicita-se que não seja realizado.
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Escrito Oposição Possessória

O documento apresenta uma oposição a uma diligência de entrega de bens imóveis. A advogada Aida Helena Vergara representa Juan Carlos Álvarez, que alegam possuir três terrenos em San Benito Abad, Sucre há mais de 10 anos de forma pública, pacífica e ininterrupta com ânimo de proprietário. Argumenta-se que Álvarez cumpre os requisitos para ser considerado possuidor dos terrenos e que seu direito possessório deve ser reconhecido e respeitado. Solicita-se que não seja realizado.
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AIDA HELENA VERGARA VARGARA

ADVOGADA
Carrera 58 No. 92-32 Of. 301 Rio Negro, Bogotá vergara6828h@gmail.com

Senhora
INSPEÇÃO DA POLÍCIA DE SAN BENITO ABAD - SUCRE
ALCANDARIA MUNICIPAL DE SAN BENITO
E. S. D.

REF: PRÁTICA DE COMISSÃO PARA DILIGÊNCIA DE ENTREGA DE BEM


IMÓVEL DATA 23 DE JULHO DE 2021.

AIDA HELENA VERGARA VERGARA, identificada com C.C. 34.942.258 de San


Marcos – Sucre, portadora da T.P. 78.252. do C.S. da J, domiciliada em
Bogotá, advogada em exercício e que atua na qualidade de procuradora do senhor
JUAN CARLOS ALVAREZ ALVAREZdomiciliado em Chinú - Córdoba
identificado comC.C. N: 1.066.183.953 de chinú,de acordo com o poder conferido que se
adjunto com este escrito, respeitosamente me dirijo ao seu gabinete dentro da
diligência da referência com o intuito de interporA OPOSIÇÃO POR SER
POSEIDOR MATERIAL À DILIGÊNCIA DE ENTREGA DOS IMÓVEIS
A ESMERALDA, MACARRERA OU O TOTUMITO, LEBRUN OU O CHUPO, os
quais estão devidamente registrados naOFICINA DE
INSTRUMENTOS PÚBLICOS DE SINCE(Sucre) sob asmatrículas
imobiliárias Nos. 347-8810, 347-37, 347-286, respectivamente e localizados em
zona rural do município de San Benito (abad) – Sucre, o qual me permito
to sustain

EXISTÊNCIA DE POSSESSÃO MATERIAL PÚBLICA, PACÍFICA E


ININTERRUPTAMENTE COM ÂNIMO DE SENHOR E DONO SOBRE OS PREDIOS
COM MATRÍCULA 347-8810, 347-37, 347-286

Meu mandanteJUAN CARLOS ÁLVAREZ ÁLVAREZ,atualmente é possuidor


material há mais de 10 anos dos terrenosA ESMERALDA,
MACARRERA O EL TOTUMITO, LEBRUN O EL CHUPO,registrados na
OFICINA DE INSTRUMENTOS PÚBLICOS DE SINCE(Sucre) sob a
matrículas imobiliárias Nos. 347-8810, 347-37, 347-286, com ânimo de senhor e
proprietário em nome próprio e sem reconhecer titularidade ou posse sobre os imóveis a
qualquer outra pessoa, daí se desprende o direito legal de mim
poderdante a exercer a posse sobre os bens já descritos, direito que
está amparado legalmente e por isso é digno de legalização mediante a
prescrição aquisitiva extraordinária e tal direito assistido não é viável a
prática da diligência comissionada pelo Juizado Promíscuo do Circuito de
Sincé.

O art. 762 do Código Civil sustenta:A posse é a detenção de uma coisa


determinada com ânimo de senhor ou dono, seja que o dono ou aquele que se dá por tal,
tenha a coisa para si mesmo, ou por outra pessoa que a tenha em lugar e ao nome
de ele”. “O possuidor é reputado proprietário, enquanto outra pessoa não justificar que o seja.”

Intrinsecamente, meu outorgante é possuidor de boa-fé, refutado e conhecido por


AIDA HELENA VERGARA VARGARA
ADVOGADA
Carrera 58 No. 92-32 Of. 301 Rio Negro, Bogotá E-mail : vergara6828h@gmail.com
meios legítimos isentos de fraudes e de todo outro vício. Assim, nos títulos
traslaticios de

domínio, a boa-fé supõe a persuasão de ter recebido a coisa de quem


tinha a faculdade de Aliená-la e de não haver havido fraude nem outro vício no ato
o contrato. Um erro justo em matéria de fato não se opõe à boa fé. Mas o
erro, na matéria do direito, constitui uma presunção de má-fé, que não admite
prova em contrário.

ARTIGO 769. PRESUNÇÃO DE BOA-FÉ. A boa-fé se presume,


exceto nos casos em que a lei estabelece a presunção contrária. Em todos os
outros, a má-fé deverá ser provada.

É assim que o Código Civil Colombiano trata claramente as condições de


proteção ao direito da posse como está estabelecido peloart. 779,ao referir-se
concretamente àposse de coisa pro indiviso, declarando sua proteção
cada um dos participantes de uma coisa que era possuída em comum, entender-se-á
tê-lo possuído exclusivamente a parte que por divisão lhe couber, durante todo
o tempo que durou a indivisão. Poderá, pois, adicionar este tempo ao de sua posse
exclusiva e as alienações que tenha feito por si só da coisa comum, e os
direitos reais com que a tenha gravado, subsistirão sobre dita parte se houver
sido compreendida na alienação ou ônus.

ARTIGO 780. PRESUNÇÕES NA POSSESe começou a


possuir em nome próprio, presume-se que esta posse tenha continuado até o
momento em que se alega.

A posse é um fato que tem as consequências jurídicas necessárias para sua


proteção por parte do ordenamento jurídico. Na Colômbia, a legislação civil
defende a teoria subjetiva dessa instituição, uma vez que se identifica com uma
concepção material que requer para sua configuração o corpus e o animus.
Tais exigências eliminam a opção de que se considere a posse à inscrição.
do título que demonstra a subordinação física de um imóvel em relação a uma pessoa.

A Suprema Corte de Justiça na sentença SC12323-2015, com a apresentação do


honrável magistrado LUIS ARMANDO TOLOSA VILLABONA, construiu uma
vasta e profunda linha jurisprudencial, sobre os distintos tópicos relacionados
com a natureza e alcance jurídico da prescrição aquisitiva de domínio. Em
em particular, em repetidas providências, destacou que a posse pode ser
exercida diretamente por atos próprios ou através de a figura de a soma de
posses, reconhecida na ordenação civil, nos artigos 778 e 2521 do
Código Civil, como uma forma benéfica de projeção do poder de fato das
personas sobre as coisas y pode ter seu fonte em
aacesso da possepor ato entre vivos ou na sucessão de posse,
quando o falecido transmite a posse aos seus herdeiros. Ao poder
agregar o tempo de seu antecessor ou antecessores, o último possuidor poderá
beneficiar-se, e ganhar por prescrição um bem determinado.
AIDA HELENA VERGARA VARGARA
ADVOGADA
Carrera 58 No. 92-32 Of. 301 Rio Negro, Bogotá E-mail : vergara6828h@gmail.com
cujo direito deve ser reconhecido e respeitado por qualquer pessoa e por
qualquer autoridade judicial e administrativa.

A posse material, suficientemente é conhecida, se ergue como pressuposto da


prescrição aquisitiva de domínio, na medida em que assegura o direito de propriedade
radicada em pessoas distintas do possuidor, para quem se extingue, depois de
exercida durante o tempo disposto na ordenação positiva.

Por isso,nos termos do artigo 2512 do Código Civil,aprescrição é


um modo de adquirir as coisas alheias, ou de extinguir as ações e direitos
alheios, por ter possuído as coisas e não ter exercido tais ações e
direitos durante certo período de tempo, e cumprindo os demais requisitos
legais.

O fundamento da usucapião, segundo o Tribunal, repousa no "abandono do


dono do uso e gozo da coisa. Trata-se de uma espécie de sanção contra o
titular do direito, precisamente, ao não reivindicá-lo oportunamente.

Se a prescrição aquisitiva tem como objetivo o domínioestranhoem coerência com


o acima argumentado, resulta inócuo ao legítimo titular, fundado em sua posse,
reclamar um direito seu, evocando a mesma linguagem da censura, “se tudo o
tem”.

Corresponde, em referência à classificação tripartida do projeto de Código Civil


de 1853 de dom Andrés Bello, à posse "unida ao domínio, que é o exercido
pelo verdadeiro Senhor, também conhecida, na época, como posse registrada,
qual tem precisado a Corte.

Em todo caso, como lá mesmo foi anotado, distinta da dequem não é dono, mas
tem justo título e boa-fé, denominada posse civil ; e à de “quem nem é
o proprietário tem justo título ou boa fé,chamada posse natural”.

Estas últimas, em sua ordem, conhecidas como posse regular e irregular (artigo
764 do Código Civil). Em correlação, únicas estatutadas para adquirir o domínio
alheio pelo modo da prescrição ordinária (artigos 2527 e 2528) ou
extraordinário (artigo 2531), conforme o caso.

EXISTÊNCIA DOS REQUISITOS QUE ESTRUTURAM A POSSE


ALEGADA

Meu outorgante reúne integralmente todos os requisitos estruturais para ser


possuído de forma pacífica, pública e ininterrupta sobre os imóveisLA
ESMERALDA, MACARRERA OU O TOTUMITO, LEBRUN OU O CHUPO, os
quais estão devidamente registrados naOFICINA DE
INSTRUMENTOS PÚBLICOS DE SINCE(Sucre) sob amatrículas
imobiliárias Nos. 347-8810, 347-37, 347-286, respectivamente e localizados em
AIDA HELENA VERGARA VARGARA
ADVOGADA
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1. O animus;definido como o elemento subjetivo, ou seja, como a apreensão
material do bem para seu benefício pessoal e econômico.Este é o elemento
O subjetivo da posse é a intenção manifesta de ser proprietário. Torna-se evidente.
pelo exercício público dos atos que o direito possuído permite ao seu titular e
sendo

exercidos de forma exclusiva porque não se reconhece poder semelhante a favor de outro
persona, salvo o caso da copossessão, semelhante ao codomínio.

2. O corpus;definido como o elemento objetivo, com a intenção e convicção de


senhor e dono. São a mesma coisa e a relação de fato material ou imaterial que
se tem sobre ela. O corpus se manifesta pelo exercício dos atos de senhor e
dono executado pelo possuidor sobre a coisa possuída. Todo o conjunto de
atos que o possuidor exerce de maneira continuada constituem o corpus e fazem
notório esse elemento diante dos terceiros que apreciam a conduta do possuidor e o
têm, por isso, como verdadeiro dono do bem enquanto dura a posse.

Animus domini;definido como o nexo causal entre o animus e o corpus para


que se integre a posse. A posse é um estado de fato que consiste em
ter uma coisa de maneira exclusiva e executar sobre ela os mesmos atos de uso
e gozo de proprietários”, sendo “a posse é a subordinação de fato,
exclusiva, total ou parcial, dos bens ao homem.

Na instituição distinguem-se duas categorias, a saber: simples e qualificada. A


primeira, entendida como a consciência de agir com lealdade, retidão e honestidade, se
exige e presumem normalmente em todas as condutas realizadas pelas pessoas
naturais e jurídicas (públicas ou privadas), conforme ditado no artigo 83 do
Constituição Política.

O trabalho de ponderação desses requisitos em um determinado assunto deve ter


em conta os usos correntes, e, sobretudo, os meios de enteramento que têm
rodeado o erro, os quais levaram a terceiros a se manterem ou não legitimamente
às determinações contidas em tais atos publicitários.

4. Boa fé;Em matéria possessória, vigora a presunção de “boa fé simples”


conforme estabelecido no artigo 768 do Código Civil, definindo-a como a
consciência de ter adquirido o domínio da coisa por meios legítimos,
isentos de fraudes e de todo outro vício. Assim,nos títulos traslativos de
domínio, a boa fé pressupõe a persuasão de ter recebido a coisa de
quem tinha a faculdade de aliená-la.

Em conclusão, o possuidor de boa fé é aquele que detém o bem como um


proprietário, acreditando recebê-lo de seu dono em virtude de um título justocujos vícios
ignora”1, vale dizer, trata-se de uma convicção formada de que nenhuma outra
persona, salvo él, tem direito sobre o terreno. Dessa forma, “a boa-fé não é
somente a ignorância do direito de outro na coisa, mas a certeza de que
se é proprietário”
AIDA HELENA VERGARA VARGARA
Advogada
Carrera 58 No. 92-32 Of. 301 Rio Negro, Bogotá E-mail : vergara6828h@gmail.com
ignora2, vale dizer, trata-se de uma convicção formada de que nenhuma outra
persona, salvo él, tem direito sobre o terreno. Desse modo, "a boa-fé não é
somente a ignorância do direito de outro na coisa, mas a certeza de que
se você é proprietário

DA OPOSIÇÃO LEGAL EXECUTADA PELO POSSESSOR MATERIAL DE


OS BENS IMÓVEIS OBJETO DA DILIGÊNCIA EM COMENTO DE
COMPETÊNCIA DO JUÍZ QUE ORDENA A COMISSÃO

Em virtude do art. 309 do C.G.P. numeral 2, que sustenta: “Pode opor-se a


pessoa em cujo poder se encontra o bem e contra quem a sentença não
produza efeitos, se de qualquer forma alegar fatos constitutivos de posse e
apresenta prova ao menos sumária que os demonstre. O opositor e o interessado
na entrega poderão solicitar depoimentos de pessoas que compareçam à
diligência, relacionados com a posse. O juiz acrescentará ao processo os
documentos que se apresentem, desde que se relacionem com a posse, e
praticará o interrogatório do opositor, se estiver presente, e as demais provas
que estime necessárias.

Meu mandante reúne todas as qualidades legais requeridas para se opor a


diligência comissionada pelo Juízo Promíscuo do Circuito de Sincé, em virtude
da posse material que exerce sobre os imóveis em questão, daí que com
com base no fundamento probatório não se pode adiantar a diligência de entrega
em busca de vulnerar o direito ao devido processo constitucional previsto em seu
art.29.

A Corte Suprema de Justiça na sentença STC5695-2017, com a apresentação do


honrado magistrado ARIEL SALAZAR RAMÍREZ, sustentou:De fato, embora o
o artigo 40 do C.G.P estabelece que o comissário terá os mesmos poderes
do comitente em relação à diligência que lhe for delegada, inclusive as de
resolver reposições e conceder apelações contra as providências que proferir,
susceptíveis desses recursos, é certo que isso é aplicável àqueles casos
onde o legislador não previu uma disposição especial como é o caso da
oposição formulada na diligência de entrega, por um terceiro contra quem não
tem efeitos a sentença e alega direitos de posse, hipótese na qual quem
deve dirimir o assunto é o Juiz de conhecimento e não o comissário.

Como existe uma norma especial para o trâmite da oposição à diligência de


entrega, era essa e não a geral e abstrata contida no artigo 40 do C.G.P,
a destinada a aplicarse ao assunto e, nessa medida, o próprio era devolver a
comissão ao juiz para os efeitos previstos no numeral 6º do artigo 309 que
aponta:dentro dos cinco (5) dias seguintes, poderão solicitar provas que se
relacionem com a oposição. Decorrido esse prazo, o juiz convocará uma audiência
na qual praticará os testes e resolverá o que for necessário.
AIDA HELENA VERGARA VARGARA
ADVOGADA
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afectadas em relação aos bens sobre os quais se exerce posse material
o tenência.

Pode-se afirmar inequivocamente que, da norma citada, decorre que a


posse é “a posse de uma coisa determinada com ânimo de senhor ou dono”.
Daqui se infere seus dois elementos essenciais: o corpus e o animus. O corpus
é o corpo da posse, este é o elemento material, objetivo, os fatos
fisicamente considerados com que se manifesta a subordinação, em que uma
coisa

se encontra em relação ao homem. O animus, por sua vez, é o elemento interno


o subjetivo, é o comportar-se "como senhor e proprietário" do bem, cuja propriedade se
desfrute.

Essa oposição por parte do possuidor ou detentor pode ser feita de maneira
pessoal sem intervenção de advogado, ou seja, é uma exceção ao direito de
postulação, o que é possível demonstrar que a condição de detentor ou de
poseedor com simples provas sumárias.

De maneira que, nossa legislação permite formular a oposição ao terceiro de


manera direta para fazer valer seus direitos, inclusive, este pode interpor os
recursos de reposição e apelação, mas, já na instância superior, deve fazê-lo por
conduto de advogado, se o assunto é de menor ou maior quantia.

Sobre este particular, é importante destacar que sempre é obrigatório praticar


o interrogatório ao opositor, então, se esse opositor tem contato com a coisa e
não reconhece ninguém como dono, desprendendo-se de suas respostas que
mantém uma posse pública, pacífica e ininterrupta, sendo respaldados com
os demais meios de prova, seja prova sumária ou de pessoa que
concorrem no momento da prática do sequestro, a probabilidade mais alta é que
essa oposição triunfa porque um bom interrogatório pode inferir se o opositor é
um verdadeiro possuidor material ou se reconhece domínio alheio.

Se formulada a oposição está presente o opositor, deverá ser praticado.


obrigatoriamente o interrogatório a este, pois ninguém melhor que o opositor para
explicar se certamente é um possuidor material ou se, pelo contrário, reconhece
domínio alheio. Para o anterior, quem formula o interrogatório deve ter uma
hipótese definida de se existe, ou não, um possuidor em poder do bem e a razão do
mesmo, corroborar ou desvirtuar se o opositor é um verdadeiro possuidor material ou
qual é a relação com a coisa.

Nessa relação de pergunta e resposta, o que se busca é que o interrogado


responda de maneira clara e direta e informe sobre as consequências de sua
desacato, ao qual o juiz ou comissário, conforme o caso, pode solicitar
explicações sobre o sentido e os alcances das respostas.

O anterior ganha importância quando se trata de comunheiros ou herdeiros, porque


na relação direta do sujeito com a coisa, isto é, a condição de possuidor
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comporta como um possuidor material, com possibilidades jurídicas, inclusive, de
demandar a declaração de pertencimento, de acordo com os termos do artigo 375.3 do
Código Geral do Processo.

- Requisitos para alegar a oposição:

1Que o opositor seja alheio à relação jurídica substancial que está em debate no
processo.

2.Que aleguem fatos constitutivos de posse.

3.Que presente prova sequer sumária para demonstrar a posse material.

AUSÊNCIA DE PROVA PERICIAL JUDICIAL DE CORROBORÇÃO DE


LINDEROS

Como se pode apreciar, não existe laudo judicial que corrobore os limites de
os prédios objeto de entrega e diante da confusão plasmada pelo Juízo
Promíscuo do Circuito de Sincé ao ordenar a entrega de um imóvel inexistente
materialmente por seus limites, tanto a sentença de data 16 de dezembro de
2019 proferido pelo Juizado Promíscuo do Circuito de Sincé, como a
providência de data 08 de junho de 2021 e o ofício civil 054 de 21 de junho do
ano em curso incorrem em um defeito fático.

A Corte Constitucional na sentença de unificação SU – 774 DE 2014,


indicou“A jurisprudência constitucional apontou que o
O defeito fático está relacionado a erros probatórios durante o
processo.

Isso se configura quando a decisão judicial é tomada sem que se encontre


plenamente comprovado o suposto de fato que legalmente a determina; (ii)
como consequência de uma omissão no decreto ou avaliação das provas; (iii)
de uma avaliação irracional das mesmas; (iv) da suposição de uma prova;
o (v) do outorgamento de um alcance contraevidente aos meios probatórios.

Caráter vinculante da jurisprudência constitucional:

O caráter vinculativo do precedente das altas cortes, e especialmente da Corte


Constitucional, tem sido uma questão várias vezes tratada por esta Corporação em
proteção do direito à igualdade, à segurança jurídica e evitando a
arbitrariedade judicial. "Dentro das distintas qualidades desejáveis dos
sistemas jurídicos nos Estados democráticos está sua preditibilidade e
coerência das decisões judiciais. Os cidadãos esperam que, em todo
caso, diante da existência de assuntos análogos em seus fatos jurídicos relevantes,
os juízes concedem decisões igualmente semelhantes”. Em prol da garantia do
o princípio constitucional mencionado reconhece que as regras de direito ou
o ratio decidendi das sentenças da Corte Constitucional adquirem valor
AIDA HELENA VERGARA VARGARA
ADVOGADA
Carrera 58 No. 92-32 Of. 301 Rio Negro, Bogotá E-mail : vergara6828h@gmail.com
FALTA DE LEGITIMAÇÃO NA AÇÃO POR ATIVA DO AUTOR
PARA RECLAMAR OS IMÓVEIS

Na qualidade de possuidor material com ânimo de senhor e dono do meu outorgante


JUAN CARLOS ÁLVAREZ ÁLVAREZ, sobre os imóveisA ESMERALDA,
MACARRERA OU O TOTUMITO, LEBRUN OU O CHUPO,registrados na
OFICINA DE INSTRUMENTOS PÚBLICOS DE SINCE(Sucre) sob a
matrículas imobiliárias Nos. 347-8810, 347-37, 347-286, manifeste que meu
poderdantedesconhece totalmenteao senhor ADOLFO DE JESUS MACARENO
JARABA como proprietário ou possuidor da parte que se reclama, já que essa faculdade
recaí única e exclusivamente na cabeça de quem faz a oposição por ser
posseiro.

Por isso, o senhor ADOLFO DE JESUS MACARENO JARABA não possui


legitimidade ativa para reclamar a entrega dos imóveis sobre
os folios de matrícula imobiliária N: 347 – 37, 347 - 286 e 347 – 8810, apesar de
ter uma sentença que não é coincidente com o imóvel a reivindicar por ser
inexistente.

Por isso, solicita-se:

PETIÇÕES:

PRIMEIRA:Abster-se da prática da diligência de entrega dos imóveis


com os folhetos de matrícula imobiliária n: 347 – 37, 347 - 286 e 347 – 8810
comissionada em virtude do exposto.

SEGUNDA:Consequentemente ao acima exposto devolver os autos ao Juízo


Promíscuo do Circuito de Sincé, com as indicações de improcedência para
antecipar a diligência solicitada.

TERCEIRA:Caso o seu escritório tomar uma decisão contrária, será


trâmiteaos recursos de reposição em subsídio apelaçãoque deverá ser
resolvido pelo superior da Inspeção de Polícia e pelo Juizado misto do
Circuito de Sincé.

FUNDAMENTOS DE DIREITO:

Se fundamenta este escrito en os arts. 308 e 309 número 2 do C.G.P, a


jurisprudência invocada, art. 762 e seguintes do Código Civil.

MEIOS PROBATÓRIOS

TESTIMONIALES

Solicita-se respeitosamente a prática da prova testemunhal, a qual em virtude


dos princípios depertinência, conducência e utilidadedeve ser feito
comparecer a as seguintes pessoas que deporão sobre a posse
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agrícola dos prédios e os limites objeto de posse e para o qual se solicita a
declaração de:

LUIS EDUARDO LOPEZ SIMANCA;identificado com C.C. N: 92.515.780 de


Sincelejo, residente na rua 24 A N: 39 – 12 de Sincelejo, celular: 3205004664.

2. PEDRO ELIAS FADUL ORDOSGOITIA;identificado com C.C. N: 6.618.781,


3126917079

MANIFESTAÇÃO JURAMENTADA EM VIRTUDE DO DECRETO 806 DE 2020 e


ART. 82 NÚMERO 10 E PARÁGRAGO C.G.P:

- Em virtude do decreto 806 de 2020 e do art. 82, numeral 10 e parágrafo do C.G.P,


me permito indicar sob juramento que se desconhecem os e-mails de

os testemunhos objeto da prova testemunhal solicitada, pelo que a enunciação


das direções físicas de seus domicílios e telefones é plenamente suficiente.

INSPEÇÃO JUDICIAL:

Solicita-se a inspeção judicial sobre os imóveis com os folhas de matrícula.


imobiliária N: 347 – 37, 347 -286 e 347 – 8810, objeto da diligência com o fim
de constatar as cabidas, linderos, localização e possuidores em virtude do art. 308
numeral 2 do C.G.P.

NOTIFICAÇÃO DA OPOSIÇÃO AOS DEMAIS CONDÔMINOS:

Solicita-se respeitosamente que se notifique da OPOSIÇÃO DO POSSESSOR


MATERIAL JUAN CARLOS ALVAREZ ALVAREZ, pessoalmente aos coproprietários
os comunheiros dos imóveis com os folhos de matrícula imobiliária N: 347 – 37,
347 -286 e 347 -8810ANTONIO MACARENO JARABAcom C.C. 6.809.734,
NADIN ANTONIO MACARENO JARABAcom C.C. 92.500.500,ANTONIO JOSÉ
MACARENO JARABAcom C.C. 913.859,HUGO ANTONIO MACARENO
JARABAcom CC. 913.730.

ANEXOS:

Permito-me anexar o poder conferido.

NOTIFICAÇÕES:

O senhor JUAN CARLOS ALVAREZ ALVAREZ as receberá na rua 13 KR N: 4


-25 bairro lavalomo de Chinú – Córdoba Celular: 3017109741.

A inscrita apoderada as receberá em ele e-mail eletrônico


vergara6828h@gmail.com, celular: 3107774407.
AIDA HELENA VERGARA VARGARA
ADVOGADA
Carrera 58 No. 92-32 Of. 301 Rio Negro, Bogotá E-mail : vergara6828h@gmail.com
T.P. 78.252 do C.S.j.

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