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Aula Algodão

O documento apresenta uma revisão abrangente sobre a cultura do algodão, abordando aspectos como botânica, fisiologia, manejo, pragas e doenças, além de sua importância econômica e potencial na agricultura familiar. Destaca a relevância do algodão na produção de fibras e óleo, bem como os desafios enfrentados pela cotonicultura ao longo das décadas. O texto também discute técnicas de cultivo, adubação e controle de pragas, enfatizando a necessidade de inovações tecnológicas para aumentar a competitividade no mercado.
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O documento apresenta uma revisão abrangente sobre a cultura do algodão, abordando aspectos como botânica, fisiologia, manejo, pragas e doenças, além de sua importância econômica e potencial na agricultura familiar. Destaca a relevância do algodão na produção de fibras e óleo, bem como os desafios enfrentados pela cotonicultura ao longo das décadas. O texto também discute técnicas de cultivo, adubação e controle de pragas, enfatizando a necessidade de inovações tecnológicas para aumentar a competitividade no mercado.
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REVISÃO DE LITERATURA

CULTURA DO ALGODÃO
(Gossypium hirsutum L. r. latifolium Hutch)

ALGODÃO IRRIGADO

ALDODÃO NA
AGRICULTURA FAMILIAR

ALGODÃO DE SEQUEIRO
NO CERRADO
TÓPICOS
Introdução
Importância econômica
Aspectos gerais da cultura
• Botânica e fisiologia
• Clima e solos
• Calagem e adubação.
• Plantio e densidade populacional
• Doenças
• Pragas
• Controle de plantas daninhas
Técnicas de manejo na colheita e processamento
Potencial econômico para a região
Considerações finais
O objetivo deste trabalho é organizar um compilado de informações
literárias sobre todo o sistema de produção do algodoeiro, com
informações sobre as fisiologia da planta, sua importância econômica, as
técnicas de produção e processamento, principais pragas e doenças e as
perspectiva para a cultura no cenário regional e nacional.
INTRODUÇÃO
O algodoeiro é considerado planta “trina”
fibra
proteína
energia- biodiesel
+ Biomassa • Pluma
• Caroço
• Línter
• Óleo bruto
• Tortas
• Farinhas
• Farelos
Aproveitamento:

Fibra (35% do peso da produção). + 95% celulose

Caroço (65%).

O caroço (semente):
Rico em óleo (18-25%)----------média atual 14%
20-25% de proteína bruta.

O óleo é refinado e destinado à alimentação humana e


fabricação de margarina e sabões.
FIBRA
• Produção de fios e tecidos , e veste quase metade da
humanidade. Mais de 95 % é celulose , tendo ceras , proteínas e
outras substâncias

• Movimenta por ano mais de 600 bilhões de dólares ( Cadeia do


algodão no mundo ) e segunda fonte de renda e primeira de
emprego no mundo.
SEMENTE
• Línter 6,0 a 12,0 % do peso
• Óleo bruto, média 14,0 %
• Torta , média de 47,0 %
• Casca , média de 25,7 %
• Resíduos , média de 5,9 %.
SEMENTE - óleo
• Quinta oleaginosa do mundo e a segunda do Brasil ;

• 34 milhões de hectares cultivados em mais de 60 países;

• Excelente óleo para a alimentação humana , rico em vitaminas A , D e E;

• Devido a suas características química é uma excelente fonte para a


produção de biodiesel.
SEMENTE - línter

• Fibras curtas , com menos de 12,7 mm;


• Estofamentos ;
• Algodão hidrófilo;
• Misturas com lã;
• Fabricação de filtros;
• Celulose;
• Pólvora seca , entre outros.
SEMENTE -torta
• Resíduo da extração do óleo. Muita rica em proteínas de elevado
valor biológico.

• Grande interesse a nutrição


animal proteína + energia;

• Cuidado gossipol – para


suínos 0,002% livre na ração
pode intoxicar- verificar
níveis para outros animais.
BREVE HISTÓRICO
Décadas de 70-80 crise da cotonicultura:
• Baixos preços no mercado internacional
• Redução nas taxas de importação de 55% para
3%
• Longos prazos para pagamento
• Surgimento do Bicudo do algodoeiro • Recuperação nos anos
subsequentes
• Importação em massa
• Safra 2011/2012 recorde na área
plantada
• 1,4 milhões de há
• 1,96milhões de toneladas de
pluma
Para ser competitivo no mercado internacional (CIA et al.)

• Aumentar as áreas de plantio

• Investir e novas tecnologias que preservem a qualidade da fibra

• Aumentar a produtividade

• Usar máquinas e equipamentos adaptados a realidade nacional

• Adotar visão holística da cadeia produtiva

• Adoção de conhecimento técnico-científico sobre todo o ciclo


produtivo da cultura
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
• Brasil- autossuficiência em fibras;

• Domínio de toda cadeia produtiva:


Produção;
Varejo;
Fabricação da fibra; • 5º Produtor mundial da fibra
Fiação; • 5º consumidor mundial
Tecelagem e confecções. • 0,33% do PIB 19 Bilhões de
dólares
• 15% de todo PIB industrial
Brasil décadas de 70 e 80

• Região nordeste maior produtor;


• Importante para a agricultura familiar;

Atualidade

• Centro Oeste maior produtor


• Destaque para MT, 55% da produção nacional e BA
COM 29,5% (IBGE, 2013).
Atualidade

• Aumento dos estoques mundiais;

• Redução de mais de 10% no consumo mundial-crise econômica;

• Redução das áreas plantadas;

• Produtores migrando provisoriamente para outras culturas;


ASPECTOS GERAIS DA CULTURA
Botânica

• Planta dicotiledônea

• Família das Malváceas

• Planta de autofecundação embora apresente


até 50% de fecundação cruzada

• Planta de ciclo anual ou perene- 120 a 160 dias

• Raiz pivotante
Botânica

• Caule herbáceo ou lenhoso com ramos vegetativos;

• Flores hermafroditas, axilares ou não, possuindo um terceiro


verticilo floral, as brácteas, que faz uma proteção extra.
Botânica

• Frutos- maçãs quando verde e capulhos quando se abrem;

• São capsulares de deiscência longitudinal, possuindo três a cinco


lóculos, podendo chegar de seis a dez sementes;

• As sementes são revestidas de pelos, mais ou menos longos,


denominados de fibra ou línter
Botânica

• Dois tipos de ramos- vegetativos e frutíferos;


RAMOS VEGETATIVOS E FRUTÍFEROS
Após 4 a 5 semanas inicia-se a formação dos ramos vegetativos e
reprodutivos;

Ramos vegetativos são menos frequentes que os ramos reprodutivos;


Originam-se das gemas axilares mais inferiores (4ª à 8ª gema). São mais vigorosos e
lenhosos e seu crescimento é governado por uma gema apical –Apresenta
crescimento vertical.

Ramos reprodutivos originam-se a partir da 4ª gema, embora nas variedades


mais modernas esses, geralmente, originam-se da 7ª gema. As gemas para formação
de ramos reprodutivos são inseridas, lateralmente, na base de cada capucho (maçã
ou botão floral). O ramo reprodutivo sempre termina em uma flor. Apresenta
crescimento horizontal.
• Em cada ponto de frutificação- pelo menos duas gemas ( 1ºaxilar e 2º axilar)
podendo ter uma terceira (extra axilar)

• Grande capacidade de frutificação e recuperação em condições adversar


FISIOLOGIA
Planta C3

• Alta taxa de fotorrespiratória—até 50% da


fotossíntese;
• Baixa adaptação altas temperaturas;
• Não satura com luz;
• Baixa eficiência no uso da água;
Pouco eficiente quanto aos processos:

• Fotossíntese
• Respiração
• Transpiração
• Alocação de fotoassimilados
Aspectos produtivos importantes

• Número de capulhos por plantas- aspecto mais importante;


• Potencialidade- até 17,5 t./há de algodão em caroço, embora realidade
esteja distante.

Plantas ideais:
• Apresentando sementes pequenas, com menos de 7,5 g por 100 sementes;
• Maior numero de sementes por frutos e mais fibras por sementes;
• Elevado rendimento de fibras;
• Resistente a pragas e doenças;
CLIMA
• Cultura sensível a temperaturas-ideal médias entre 18 e 3O °C;
• Noites frias restringem seu desenvolvimento;
• Precipitação entre 700 e 1300 mm- necessidades distintas por fases;
• Colheita deve coincidir com período de seco;
Efeitos da temperatura no
crescimento e peso das maçãs
CICLO FENOLÓGICO

FASE 1. Embebição, Germinação, Emergência e Estabelecimento dos


cotilédones.......... 4 a 10 Dias

FASE 2. Surge o primeiro botão floral ......30 dias

FASE 3. Aparecimento da primeira flor......45 dias

FASE 4. Abertura do primeiro capulho.......90 dias

FASE 5. Primeira e última colheitas............126 dias


SOLOS
Ideal
• Boa fertilidade
• Textura média
• Profundos
• Altos tores de m. orgânica Limitantes
• Permeáveis (boa drenagem) • Solos rasos,
• Topografia mecanizável • Muito arenosos
• Pedregosos
• Muito argilosos
• Pouca permeabilidade,
• Áreas sujeitas a
encharcamento,
• Topografia desfavorável
PREPARO DO SOLO

• Uma aração e duas gradagens- para áreas anteriormente cultivadas


com algodão;

• Duas arações e duas gradagens para áreas mais danificadas não


cultivadas anteriormente.

• Portaria da Ministério da Agricultura (n.º75 de 16 de junho de


1993, n.º77 de 23 de junho de 1993 e n.º116 de 16 de junho de 1994).
CALAGEM
• Cultura pouco tolerante a solos ácidos com altos teores de alumínio;

• Exigente em Ca, principalmente na germinação e desenvolvimento


inicial da raízes;

• Melhores produtividades com V= 60%.


ADUBAÇÃO

• Pouca exportação de nutrientes;

• Pratica do arranquio leva a perdas de nutrientes que poderiam


voltar para o solo;

• o algodoeiro é mais exigente em Mg, S e Fe nos primeiros 30 dias;

• N, P, K e Ca entre a fase de abotoamento e máxima floração.


Para uma produtividade de 1780 kg/ha (caroço) é extraído do solo:
• 105 kg de N,
• 42 kg de P2O5
• 80 kg de K2O.

• Nitrogênio –incentiva o florescimento, regulariza o ciclo e aumenta


a produção, melhora a resistência e comprimento da fibra;

• Fósforo –Favoreçe ao desenvolvimento do sistema radicular e vigor


da planta, floração, frutificação e maturação;

• Potássio –Melhora a resistência às doenças e produção


fotossintética.
MICRONUTRIENTES
Especial atenção ao Boro:

• Deficiência durante o florescimento causa queda de frutos;

• Reduz a produtividade e a qualidade da fibra;

• Mesmo quando temporária, a deficiência leva à má formação dos


vasos do xilema, podendo diminuir a translocação de nutrientes e
de carboidratos para novos tecidos
PLANTIO E DENSIDADE
• A densidade de cultivo e a resposta da cultura à população de
plantas varia de acordo com a cultivar, do clima, do sistema de
cultivo, da fertilidade do solo e forma de colheita;
• Espaçamento ideal aquele que fecha as entrelinhas sem
entrelaçar;
PLANTIO E DENSIDADE
Fatores que afetam a densidade de plantio:

• Disponibilidade de água e fertilidade do solo;

BELTRÃO (2009) afirma que altas populações de plantas associado a alta


disponibilidade de água em solos férteis pode levar a disfunções fisiológicas
com plantas estéreis e redução no número de maçãs;

Silva et al., (2006) afirma que quanto menor o espaçamento na


entrelinha e maior o número de plantas na linha maior a área foliar e
menor a espessura do caule devido ao estiolamento.- Problema para
colheita mecanizadas.
PLANTIO E DENSIDADE

População de plantas:
• 200.000 a 320.000 plantas/ha.

Espaçamento:
• 0,75 m entre linhas, 10 a 12 plantas/metro linear.

Profundidade:
• 5 a 6 cm.
EMERGÊNCIA DA SEMENTE

A emergência acontece em 5 a 15 dias se as condições forem favoráveis

• Temperaturas abaixo de 15,6oCdiminui a velocidade de germinação;

• Temperatura ótima do solo para plantio é de 25 à 30oC;

• Radícula é facilmente danificada por geadas, falta de oxigênio e excesso de umidade;

• Outro sistema radicular será formado mais superficial diminuindo a resistência ao


déficit hídrico.
DOENÇAS

• Murcha de Fusarium (Fusarium oxysporum f. vasinfectum);

• Mancha angular (Xanthomonas campestres pv. Malvacearum);

• Mancha branca ou mancha de ramulária (Ramularia aréola);

• Ramulose (Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides)

• Tombamento(fungos dos gêneros Colletotrichum, Fusarium, Pythium e


Rhizoctonia, sendo este último o mais importante);
Murcha de Fusarium (Fusarium oxysporum f. vasinfectum);

• Sintomas de murchamento de ramos e folhas;


• Morte de plantas novas;
• Brotamentos não produtivos próximo ao solo nas sobreviventes;
• Plantas mortas perdem todas as folhas permanecendo apenas o
caule;

• Recomendação de variedades resistentes.


Mancha angular (Xanthomonas campestres pv. Malvacearum);

Doença bacteriana;
• Lesões nas folhas, lesões nos pedúnculos das maçãs, lesões dos pecíolos das
folhas, coloração parda, encarquilhamento;

Controle
• Uso de variedades resistentes ( BRS Aroeira, BRS Ipê, BRS Sucupíra), rotação
de culturas, uso de sementes certificadas e pulverizações químicas
preventivas com cúpricos;
Mancha branca ou mancha de ramulária (Ramularia aréola)

• Não existe variedades resistentes e sim tolerante BRS


Aroeira, BRS Ipê, BRS Sucupíra;

• Condições de alta umidade e ambientes sombreados,


sobretudo no terço inferior da planta pode afetar o
algodoeiro ainda precoce e ocasionar queda de folhas
e quando não caem reduz a área de fotossíntese;
Ramulose

• Doença fungica que causa encurtamento dos internódios e superbrotamento da


região apical, dando aspecto de vassoura aos ramos terminais;

• Alta pluviosidade e fertilidade do solo, temperaturas entre 25º e 30ºC e


umidade relativa do ar acima de 80% favorecem a ação do fungo;

Uso de variedades resistentes e controle químico com produtos registrados.


Tombamento- Damping-off

• Doenças causada por fungos de diversos gêneros sendo do gênero


Rhizoctonia, o mais importante;
• Pode atacar desde os primeiros estádios fenológicos;
• Ocorre em todas as regiões, principalmento com altas pluviosidades;
• Controle feito através do tratamento de sementes.
PRAGAS
• Bicudo (Anthonomus grandis);
• Lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens);
• Percevejo de renda (Gargaphia
• Lagarta rosca (Agrotis spp.); torresi);
• Lagartas do gênero Spodoptera (S.frugiperda e • Percevejos (Horcias nobilellus e
S. eridania), Dysdercus spp.);
• Lagarta rosada (Pectinophora gossypiella); • Brocas (Eutinobothrus brasiliensis e
Conotrachellus denieri);
• Curuquerê (Alabama argillacea);
• Pulgões (Aphis gossypii e Myzus
persicae);
• Tripes (Frankliniella spp.);
• Ácaros (Tetranychus urticae,
Polyphagotarsonemus latus),
• Bosca branca (Bemisia tabaci),
MIP

Sistema preconizado pela EMBRAPA para controle de pragas,


através de várias estratégias de controle;

• Manipulação de cultivar e plantio (ciclo precoce) época correta;


• Conservação do solo e adubação;
• Densidade de plantio;
• Controle climático;
• Controle Biológico;
• Controle Químico;
Palavra chave:
• Destruição dos restos de cultura; MONITORAMENTO
• Rotação de cultura;
PRAGAS

Anthonomus grandis
Anthonomus grandis

• Pode provocar perdas de até 70%- épocas chuvosas favorecem este inseto;

• Danifica as flores e as maçãs do algodão, mas o alvo preferido são os


botões florais, onde ficam armazenados os ovos, as larvas e as pupas do
bicudo;

• Ataque começa nas margens da lavoura- bordaduras;

• Armadilhas devem ser colocadas das bordas da lavoura;


Anthonomus grandis
• O manejo pode ser feito de três formas de controle: biológico, cultural e
químico;
• Os pontos mais importantes são a escolha da cultivar; época de plantio;
catação de botões florais; destruição da soqueira e rotação de culturas.
Lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens)

• 600 ovos por fêmea ovopositado na


brácteas das maçãs;

• Lagartas recém eclodidas se alimentam se


alimentam de tecidos novos, folhas ou
botões florais;

• Destroem os botões e as maçãs, favorecem


a entrada de microorganismos.

• Perda de qualidade da fibra.


Lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens)

• Pulverizações químicas inadequadas


destroem os inimigos naturais deste inseto;

• Uso de controle cultural, químico e biológico;

• Controle químico:
Nas primeiras etapas do cultivo, uso de
inseticidas de ação estomacal
Aplicações de Bacillus thuringiensis.
CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS

• Ensaios científicos de longa duração demonstram que as P. Daninhas


podem reduzir a produtividade em até 93%;

• Dificulta o controle de pragas e doenças e diminui a eficiência dos


insumos agrícolas;

• Para regiões do cerrado o controle deve ser realizado até a sexta


semana após a emergência;

• Controle manual, por tração animal e químico.


CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS
CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS

Herbicidas Registrados para a Cultura do Algodão

Alachlor, Alachlor+Trifluralin, Amônio – Glufosinato, Clethodim,


Clomazone, Cyanazine, Diuron, Diuron + MSMA, Diuron + Paraquat,
Fluazifop – P- Butil, Linuron, MSMA, Norflurazon, Oxadiazon,
Oxyfluorfen, Paraquat, Pendimethalin, Propaquizafop, Pyrithiiobac –
Sodium, Sethoxidin e Trifluralin (Rodrigues & Almeida, 1998).
FITOREGULADORES

REGULADORES:
• Crescimento, desfolhantes e maturadores.

O POR QUÊ:
• Plantas acima de 1,5m de altura, dificultam colheita mecanizada e
controle de pragas, além de determinar sombreamento das partes mais
baixas da planta resultando no apodrecimento de maçãs.

• Geralmente feita na dosagem de 40 a 600 ml/ha de PIX (Cloreto de


Mepiquat) ou Tuval100 (Cloromequat). Número de aplicação de 1 a 4
conforme necessidade.
DESFOLHANTES:

• Podem ser específicos (produzindo a queda das folhas antes da


senescência) e herbicidas

• Herbicidas ruins para colheitas, folhas permanecem ligadas;

• A desfolha apressa a maturação do fruto e a abertura dos capulhos


facilitando a colheita.
MATURADORES:

• Os maturadores devem ser aplicados quando 90% dos capulhos


estiverem abertos.

• O alvo único é o fruto, acelerando sua maturação e abertura.


COLHEITA
• Para colheita o uso de desfolhantes quando 60-70% dos capulhos estiverem
abertos é necessário para não contaminar as fibras;

• A desfolha ocorre de dez a quinze dias após a aplicação;

• O uso de colhedeiras automotrizes maximizam o processo e reduz os custos;


Preços @

Fonte: Agrolink
Coeficientes técnicos
Coeficientes técnicos
Coeficientes técnicos
Coeficientes técnicos

• Produtividade de algodão em caroço MT SAFRA 2012/2013 258@/ha;

• A arroba da pluma está cotada em R$ 51,90 em Rondonópolis;

• 258*0,35= 90,3@ de plumas *51,90= 4.686,57 reais +


subprodutos (óleo,torta, farelos...)
• Algodão em caroço Rondonopolis= 26,00 reais @

• Produtividade MT 258@ *26,00= 6708,00 reais

• Custo de produção 4.572,00 reais

• Líquido 6708,00-4572,00= 2136,00 Reais/ ha


BENEFICIAMENTO

Industrialização do caroço

• Limpeza
• Deslintamento
• Descascamento
• Moagem
• Cozimento e extração do óleo por prensagem
ALGODÃO EM RONDÔNIA
ALGODÃO EM RONDÔNIA
Portaria 338 de 18/08 2011 do MAPA define o zoneamento agrícola de risco
climático para a cultura do algodão herbáceo para o Estado de Rondônia

Viabilidade nos 54 municípios..


VARIEDADES RECOMENDADAS PELA EMBRAPA:
• BRS 269;
• BRS 293;
• BRS ARACÁ;
• BRS AROEIRA;
• BRS CEDRO

PLANTIO ENTRE 10/12 e 10/01


CONSIDERAÇÕES FINAIS

• Mesmo com oferta maior que a demanda, o algodão continua sendo


uma importante cultura para o agronegócio brasileiro e mundial;

• É uma cultura que gera riqueza e desenvolvimento social ao longo de


sua cadeia produtiva;

• O Brasil detém solos férteis e abundantes, clima favorável e


conhecimento técnico e cientifico sobre a cultura, nos qualificando
com um dos maiores produtores mundiais, em quantidade e qualidade
de fibras, além de conhecimento sobre todas as etapas da cadeia
produtiva: produção, processamento, industrialização e
comercialização.
OBRIGADO A TODOS !

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