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Filo Sofia

O documento aborda os direitos humanos como fundamentais para a dignidade e desenvolvimento da pessoa humana, destacando sua relação com a justiça social. A filosofia é apresentada como essencial na reflexão sobre esses direitos e sua aplicação em uma sociedade equitativa. O trabalho explora a evolução histórica dos direitos humanos, seus pressupostos filosóficos e a importância da justiça social na promoção da igualdade e dignidade.

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O documento aborda os direitos humanos como fundamentais para a dignidade e desenvolvimento da pessoa humana, destacando sua relação com a justiça social. A filosofia é apresentada como essencial na reflexão sobre esses direitos e sua aplicação em uma sociedade equitativa. O trabalho explora a evolução histórica dos direitos humanos, seus pressupostos filosóficos e a importância da justiça social na promoção da igualdade e dignidade.

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1

ESCOLA SECUNDÁRIA HERÓIS MOÇAMBICANOS


Disciplina: INTRODUÇÃO À FILOSOFIA

Os direitos humanos são direitos fundamentais da pessoa humana.


São fundamentais porque sem eles a pessoa humana não é capaz de
existir nem de densenvolver e participar plenamente da vida. Eles
representam às mínimas condições necessárias para que uma pessoa
possa ter uma vida digna ou ainda eles correspondem às
necessidades essenciais da pessoa humana.

"EBFF_ Estudante brilhante, futuro fascinante"


2

ESCOLA SECUNDÁRIA HERÓIS MOÇAMBICANOS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À FILOSOFIA

TEMA: Direitos humanos e Justiça


° Definição, Densenvolvimento e conclusão

Cíntia José Taimo. N°. 12


Guipson Leandro Meque. N°. 26
Wilson Samuel Lissane. N°. 62

Turma: B22/ 12ª classe


Prof.: Reinaldo Langa

Maputo, aos 12 de Maio de 2025


3

Sumário

Capa.............................................................................................................................1
Sub-capa......................................................................................................................2
Sumário.......................................................................................................................3
Introdução...................................................................................................................4
Direitos humanos.......................................................................................................5
Os pressupostos filosóficos dos direitos humanos..............................................6
Direitos positivos particulares.................................................................................7
Ética e Direitos humanos.........................................................................................8
Direitos de cidadania...............................................................................................9
Realização integral da pessoa...............................................................................10
Justiça social........................................................................................................11
John Rawls.....................................................................................................12/13
Frederich August Von
Hayek...............................................................................14/15
Conclusão.................................................................................................................16
Bibliografia................................................................................................................17
4

Introdução

Os direitos humanos e a justiça social são pilares fundamentais para a construção de


uma sociedade mais equitativa, onde todos os indivíduos possam viver com
dignidade, liberdade e igualdade de oportunidades. A filosofia, ao longo da história,
tem desempenhado um papel essencial na reflexão crítica sobre a natureza desses
direitos e sobre os princípios que devem nortear uma convivência justa entre os
seres humanos. Neste trabalho, abordaremos o conceito de direitos humanos, suas
origens e desenvolvimento, bem como a importância da justiça social na promoção
de uma sociedade mais inclusiva e solidária. Buscaremos compreender, à luz do
pensamento filosófico, como esses dois conceitos se relacionam e se
complementam na luta contra as desigualdades e na defesa da dignidade humana.
5

Direitos Humanos

1. Ética, Direitos humanos e cidadania (Moralidade, Liberdade, Justiça)


2. A violência e a questão do mal.
3. Bioética, Biodireito e direitos humanos.
4. O desafio dos direitos humanos na contemporaneidade ( Racismo, Sexismo,
Fanatismo religioso, xenofobia, preconceito, Desigualdades/ injustiças, intolerância)

Os pressupostos filosóficos dos direitos humanos


Direitos humanos => São direitos fundamentais da pessoa humana.
São fundamentais porque sem eles a pessoa humana não é capaz de existir
nem de se densenvolver e participar plenamente da vida. Eles representam às
mínimas condições necessárias para que uma pessoa possa ter uma vida digna ou
ainda eles correspondem às necessidades essenciais da pessoa humana. Os
direitos humanos se fundamentam na ideia de dignidade humana.

Dignidade humana
Dignidade humana é àquilo que caracteriza a humanidade do homem
• A dignidade é um valor inerente ao ser humano que nos faz considera-lo como algo
diferente de uma coisa, de um objeto.
• O respeito pela dignidade da pessoa humana deve existir sempre em qualquer
lugar e de maneira igual para todos.

Dignidade- Considerar o outro como fim e não como meio (Kant).

A dignidade é um valor incondicional, incomensurável, insubstituível.

É necessário fundamentar os direitos humanos para que tenham legitimidade,


validade, exequibilidade, e cabe ao pensamento humano(filosofia, doutrinas políticas,
teorias científicas) fundamenta-los sob forma de categorias, conceitos ou ideias
fundadas na razão.

Exemplos/ tipos de direitos humanos ( Direitos naturais × Direitos


positivos)
6

- Direito a vida (sobrevivência)


- À liberdade
- À felicidade
- À vida boa (Aristóteles).

Para tanto é necessário alimentação, saúde, moradia, educação, à participação na


vida sócio-politica do país, segurança, paz, e tantas outros direitos fundamentais.

Direitos humanos. 1ª noção: Direitos fundamentais inatos a todos os seres


humanos.
Origem: Surgimento do homem sobre a terra (primeiras sociedades humanas).
Origem histórica/formal: Código de Hamurabi
Profetas Judeus (direitos divinos/humanos)
Buda/Confúcio
Gregos/Romanos (postulado filosófico).

Os pressupostos filosóficos dos direitos humanos


- Desde a Grécia antiga os direitos humanos existem como problema filosófico.
- Tragédias (Antígona, Edipo Rei, Medeia).
- Filosofia (Sócrates, Platão, Aristóteles).
||
- Direito a vida, a viver em sociedade, a ser feliz.
- Paideia, formação do homem/ formação do cidadão da pólis.

Ética -- Política ==> União indissolúvel

Filosofia grega: Ideal cosmopolita de um mundo sem fronteiras.


Diógenes: Fronteiras são convenções que separam e isolam o homem.
Idade média: Os direitos humanos passam a ser considerados como obra de Deus.
Direito divino dos reis: Absolutismo.
Direito a propriedade feudal: privilégio de poucos.
Humanismo Renascentista: Emancipação do gênero humano.
Século XVII: Direitos humanos --> direitos naturais.

Direito natural racional (Jusnaturalismo) (Locke, Rousseau, Wolff)


7

Locke (séc. XVII): O homem naturalmente tem direito à vida e a igualdade de


oportunidades.

Rousseau: Todos os homens nascem livres e iguais por natureza.

Rousseau (Emílio ou da Educação): Elabora os princípios que regem o coração


virtuoso para o aperfeiçoamento dos costumes.

Rousseau: Não há pátria sem liberdade.


Liberdade sem virtude.
Virtude sem cidadãos.

Direito natural/Racional: Prerrogativa inviolável e inalienável, inelutável -->


Princípios universais.

1. Direitos positivos particulares (Homem/ Cidadão apenas)

1.1. Direitos de primeira geração (Civil e políticos).


Declaração dos direitos do homem e do cidadão (França-1789).

Direitos individuais
- Direitos de liberdade
- Igualdade
- propriedade
- Direitos políticos (homens).

1.2. Direitos de segunda geração (Direitos sociais).


Século XIX até início do século XX.
EX. Constituição Mexicana (1917), constituição russa (1919).

- Direitos sociais, econômicos e culturais.


- Relações trabalhistas.
- Saúde, educação.

2. Direitos positivos universais


8

2.1. Direitos de Terceira geração (Transindividuais-Coletivos).


Ex. Declaração universal dos direitos humanos (ONU-1948).
Ao mesmo tempo em que nascem iguais, todas às pessoas nascem livres.

Direito à liberdade: Algo inerente ao ser humano (homem condenado à liberdade).


Gozar de um direito é uma faculdade da pessoa humana, não uma obrigação.

Problema: como realizar direitos de amplitude universal?


Como efetivar tais direitos em face da variabilidade da história da diversidade de
culturas, hábitos, costumes, comportamentos próprios às inúmeras sociedades?

- Ética da convicção (Imperativo categórico) (Kant)- Razão prática/Universalidade da


lei.
- Ética da responsabilidade (solução pragmática) (Weber)- Circunstâncias
contextuais.

Problema: Relativismo X Universalismo


Dimensão histórica dos direitos humanos
Cada direito é filho do seu tempo.
A fundamentação filosófica dos direitos humanos é indissociável dos problemas
históricos, políticos, econômicos, sociais inerentes à sua realização.

Ética e direitos humanos: aporiais preliminares


Direitos humanos: Situação paradoxal
^ Ampliação dos direitos civis, políticos, sociais.
√ Respeito por grupos sociais e governos.

Direitos humanos: Idealização? Promessa Utópica?


- Conflito entre valores universais, textos legais, práticas político-Juridicas.

- Descrença nas possibilidades objectivas dos direitos humanos.

- Por outro lado há uma conscientização crescente da sociedade civil sobre a


necessidade de se respeitar os direitos fundamentais (Democracias modernas).
9

D.H. Refere-se a inúmeras situações/significação emotiva/Vacuidade.


D.H. Direitos naturais/Princípios gerais do direito/ vontade do constituinte.
D.H. Contemporaneidade: Norma mínima das instituições políticas aplicável a todos
os Estados que íntegram uma sociedade politicamente justa(Rawls).

Direitos humanos = Garantias constituicionais/Direitos de cidadania


Observância dos D.H - Condição necessária para a legitimação de um regime
político e da ordem jurídica de um estado.

D.H. Limite último de sobrevivência e pluralismo entre os povos.


D.H. Expressam-se mediante normas políticas e jurídicas (relação entre às nações).
D.H. Visa estabelecer uma ordem internacional politicamente justa.

Norma comum-> Direito cosmopolita (critério universal para o reconhecimento dos


sistemas políticos e jurídicos racionais).

Mínima moralia internacional -> Expressa no texto e na prática constitucional.


D.H. Status de norma constitucional.

Por detrás do debate sobre os fundamentos dos direitos humanos para a sombra
dos direitos naturais como modelo justificador do direito positivo.

A partir do século XIX__> Busca de uma matriz conceptual matajuridica capaz de


separar os direitos naturais da ordem jurídica positiva.

Noção de direitos públicos subjectivos(Jellineck) = direitos gerais dos cidadãos.

DPS -> Direitos do indivíduo face ao Estado.


A partir da declaração de 1789 -> Identificação dos Estados nacionais com os D.H.
Nacionalismo: Obstáculo para a objectificacao dos D.H.

A conotação nacional enfraqueceu os direitos humanos (relegando ao esquecimento


ou restrito ao debate político-> proliferação de declarações/Legislações/Dispositivos
legais.
10

D.H. Norma de carácter universal (Consenso da humanidade civilizada).

Mas a realidade das experiências jurídicas (diversidade cultural) afasta a


possibilidade de se dotar os princípios gerais do direito de um conteúdo comum.

Realização integral da pessoa


Hëffe: Introduz na temática dos direitos humanos a questão do estado.

Imperativo categórico jurídico: Responsabilidade social do estado(função do


estado: Zelar pelo bem comum).
Höffer: os direitos sociais são a condição para a eficácia dos direitos humanos.
Os direitos humanos não podem ser absolutos e sua eficácia depende da eficácia de
outros direitos.

Os direitos sociais devem ser analisados sob a ética e não dá interpretação


positivista da ordem jurídica ou de uma concepção economista da ordem social.

Tratar-se de superar a ideia peculiar do liberalismo individualista em favor de uma


concepção moral do homem como ser social.

Todavia, a satisfação completa das necessidades sociais e econômicas é uma


ilusão. O estado não pode atender a todas essas demandas e libertar o ser humano
do reino da necessidade.
11

Justiça social
Justiça social é uma construção moral e política baseada na igualdade de direitos
e na solidariedade coletiva.
Em termos de desenvolvimento, a justiça social é vista como o cruzamento entre o
pilar econômico e o pilar social.

O conceito surge em meados do século XIX, referido às situações de desigualdade


social, e define a busca de equilíbrio entre partes desiguais , por meio da criação de
proteções (ou desigualdades de sinais contrários), a favor dos sinais fracos.

Para ilustrar o conceito, diz-se que, enquanto a justiça tradicional é cega, a Justiça
social deve tirar a venda para ver a realidade e compensar às desigualdades que
nela se produzem. No mesmo sentido, diz-se que, enquanto a Chamada justiça
comutativa é a que se aplica aos iguais, a justiça social corresponderia à justiça
distributiva, aplicando-se aos desiguais.
O mais importante teórico contemporâneo da justiça distributiva é o filósofo liberal
John Rawls.

Em uma teoria da justiça ( A theory of justice ), de 1971, Rawls defende que uma
sociedade será justa se respeitar três princípios:

1. Garantia das liberdades fundamentais para todos.


2. Igualdade equitativa de oportunidades; e
3. Manutenção de desigualdades apenas para favorecer os mais desfavorecidos.

Segundo Ubiratan Borges de Macedo, a aplicação do termo "justiça social" seguiu


a seguinte cronologia:
Inicialmente foi usada por Edward Gibbons, em Declínio e Queda do império
romano, no séc. XVIII, no sentido de aplicação das normas de conduta justa numa
sociedade em 1793, William Godwin, em Enquiry Concerning political justice,
usou a descrição com o emprego atual, mas sob a denominação de justiça política.
Em 1840, Luigi Taparelli D'Azeglio , Em Saggio Teoretico de Diritto Naturale,
filósofo jesuíta, foi o primeiro a usar o termo em sua atual concepção. Para ele, a
justiça social se traduz na igualdade de direitos de todas às pessoas da forma em
que todos os seres foram feitos pela natureza divina. Oito anos depois Antônio
12

Rossini, em A constituição segundo a justiça social- O sacerdote, político e


educador, difunde este conceito e a ideia passa a ser associada à doutrina social
católica. A seguir, é o liberal John Stuart mill, em Utilitarismo (1861) a aderir à ideia
de justiça social e distributiva, como ele mesmo o diz, que atribui à sociedade dever
de tratar a todos igualitariamente considerando para isso aqueles que têm méritos
iguais.

John Rawls
O professor e filosofia John Rawls apresenta contribuições importantíssimas na área
da filosofia política, tendo em sua autoria diversos artigos e livros que trabalham a
ideia de justiça na sociedade, sendo os principais: A theory of justice (1971),
Political Liberalism (1993), The Law off people's (1999), e justice as Fairness A
Restatement (2001).

Em seu primeiro livro há um conjunto de oito capítulos que sistematizam os seus


conceitos. A teoria da justiça de Rawls apresenta os princípios do que é justiça
delimitando-a a partir da ideia de uma estrutura de democracia constitucional.

Para ilustrar e dar base a sua ideia de justiça equitativa, Rawls apresenta a ideia de
posição inicial, indo ao encontro do conceito de estado de natureza usado pelos
contratualistas.

Afirmei que a posição original é o status que inicial apropriado para


assegurar que os consensos básicas nele estabelecidos sejam
equitativos,(...) Entendidas dessa forma a questão da justificativa se resolve
com a solução de um problema de deliberação: precisamos definir quais
princípios seriam racionalmente adotados dada a situação contractual

A justiça equitativa de Rawls surge da busca por um ideal de justiça que de certa
forma neutralize o modo de ser, social e piologico (no que diz respeito as habilidades
naturais que dão vantagens aos indivíduos) que de algum modo pode ser arbitrário.
Rawls utiliza do contrato social como método para estabelecer os dois princípios da
justiça, sendo eles a liberdade e igualdade.
13

Primeiro: cada pessoa deve ter um direito igual ao mais abrangente


sistema de liberdades básicas iguais que sejam compatíveis com um
sistema de liberdade para às outras.
Segundo: às desigualdades sociais e econômicas devem ser ordenadas de
tal modo que sejam ao mesmo tempo:
a) Considerados como vantajosos para todos dentro dos limites do razoável
(princípio da diferença), e
b) Vinculadas a posições e cargos acessíveis a todos (princípio da
igualdade de oportunidades).

A teoria da justiça como equidade centra-se no indivíduo (muito por conta dos vieis
liberal do autor), porém esse não é o fundamento principal de sua ideia.

O ponto essencial é que, apesar das características individualistas da teoria


da justiça como equidade, os dois princípios não dependem de forma
contigente dos desejos existentes ou das condições sociais presentes.
Todos possuem um sentido da justiça semelhante e, sob este aspecto, uma
sociedade bem ordenada é homogênea.

O centro da justiça como equidade está em aceitar a Justiça política, independente


das variedades da moralidade existente entre elas.

Na justiça como equidade, a unidade social e a lealdade dos cidadãos com


respeito à suas instituições comuns não estão calcadas na ideia de que
todas às pessoas sustentam a mesma concepção do bem, mas em que
aceitam publicamente uma concepção política de justiça para regular a
estrutura básica da sociedade.

Por fim, pode-se concluir que a obra de John Rawls fundamenta o conceito de
justiça, atentando para às liberdades e direitos fundamentais, mas também
buscando um bem comum, seja ele político, social ou econômico, assim como
aponta o juiz federal e professor Ricardo Perligeno Mendes da Silva:

O sistema social deve ser concebido por forma a que o resultado seja justo,
aconteça o que acontecer.
14

Para atingir este objetivo é necessário que o processo econômico e social


seja enquadrado por instituições políticas e jurídicas adequadas.

Frederich August Von Hayek


Frederich August Von Hayek concebe justiça social como uma expressão desprovida
de sentido, apesar de possuir uma Aura Sacra. Além de ser um pleonasmo (pois
justiça é um fenômeno social). Hayek também diz que o uso da justiça no termo é
apenas porque trata-se de uma palavra eficiente e atraente. Para ele, os defensores
da expressão promovem uma ideia de distribuição de riquezas ou bens que não
apresentam um concenso: quando se considera como critério para tal às virtudes ou
o mérito, nasce a necessidade de se determinar o que constitui o merecimento.
Se distribuir pela necessidade, seria um ato de caridade, e isto séria inviável se não
fosse orientado por regras formais.
Se for pela igualdade, sem considerar às diferenças, todos os indivíduos seriam
tratados como Iguais.

Frederich Hayek analisa justiça social no mesmo sentido da expressão justiça


distributiva, porque, segundo ele, atualmente às duas são empregadas como
equivalentes. Para Hayek, a justiça social (ou, por vezes, a justiça econômica, por se
tratar sempre de redistribuição de renda) passou a ser considerada algo que às
ações da sociedade, ou o tratamento dado pela sociedade aos indivíduos com base
em merecimento cria um distanciamento com a justiça pura e simples, além de
mostrar um vácuo no conceito.

A reivindicação de justiça social é dirigida não ao indivíduo, mas à


sociedade. No entanto, a sociedade, no sentido restrito em que deve ser
distinguida do aparelho governamental, não age com vistas a um propósito
específico, e, assim, a reivindicação de justiça social converte -se numa
reivindicação de que os membros da sociedade se organizem de modo a
possibilitar a distribuição de cotas do produto da sociedade aos diferentes
indivíduos ou grupos. A questão básica passa a ser então saber se há o
dever moral de se submeter a um poder capaz de coordenar os esforços
dos membros da sociedade com o objetivo de atingir determinado padrão de
distribuição considerado justo.
15

Para Hayek, justiça social é uma miragem, algo inatingível, e a busca por esse ideal
destruirá o único clima em que os valores Morais tradicionais podem florescer ou
seja, a liberdade individual.

Fried Hayek alega que a expressão justiça social não é ingênua, de boa vontade
para com os menos afortunados, mas sim uma insinuação desonesta de que se tem
o dever de se concordar com uma exigência feita por algum grupo de pressão
incapaz de justifica-la concretamente:

Para que o debate político seja honesto, é necessário que às pessoas


reconheçam que a expressão é desonrosa, do ponto de vista intelectual,
símbolo da demagogia ou do jornalismo barato, que pensadores
responsáveis deviam envergonhar-se de usar, pois , uma vez reconhecida
sua ingenuidade, emprega-la seria desonesto.
16

Conclusão

Diante do que foi exposto, é possível compreender que os direitos humanos e a


justiça social estão intrinsecamente ligados à busca por uma sociedade mais justa,
igualitária e solidária. A filosofia, ao questionar e refletir sobre os fundamentos da
moral, da liberdade e da dignidade humana, contribui significativamente para a
compreensão e fortalecimento desses princípios. Garantir os direitos de todos e
promover a justiça social não é apenas um dever do Estado, mas uma
responsabilidade coletiva que exige consciência crítica, empatia e ação. Assim,
refletir filosoficamente sobre esses temas nos impulsiona a construir um mundo onde
a igualdade e o respeito à dignidade de cada ser humano sejam efetivamente uma
realidade.

Além disso, é fundamental reconhecer que a efetivação dos direitos humanos e da


justiça social depende não só de leis e políticas públicas, mas também de uma
mudança de mentalidade por parte da sociedade. Combater o preconceito, a
exclusão e as desigualdades exige um compromisso contínuo com os valores éticos
que sustentam a convivência humana. Por meio da educação, do diálogo e da
valorização da diversidade, é possível criar condições para uma cultura de paz,
solidariedade e respeito mútuo. Assim, a filosofia não apenas nos convida a pensar,
mas também a agir em prol de um mundo mais justo para todos.
17

Bibliografia

WIKIPÉDIA. Direitos humanos. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em:


[Link] Acesso em: 12 maio 2025.

BRASIL ESCOLA. Justiça social. Disponível em:


[Link] Acesso em: 27 maio
2025.

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