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Corrosão e Proteção

Experiência 05

Alunos:
Marcos V. T. Magalhães
Tiago A. Teixeira
História do Aço
 O aço foi fabricado pela primeira vez em 1856 pelo inglês Henry Bessemer
como uma liga metálica de ferro e carbono.
 Desde então foi utilizado em larga escala na indústria devido a sua
facilidade de produção e por ser mais resistente que o ferro fundido.
Figura 1: Aço no cotidiano Figura 2: Vigas de aço

Fonte Figura 1: http://www.cmqv.org/upload/imagem_portal_artigo/1461//19985.jpg

Fonte Figura 2: http://www.aecweb.com.br/cls/anuncios/pes_22533/vu-1-med.jpg


Aço Carbono
 O aço carbono é um dos tipos de aço analisados nesse experimento e é
formado por ferro, carbono e outros elementos em menor escala como
manganês, silício e fósforo.
 Por ser um metal é suscetível a corrosão quando entra em contato com
certas substâncias.

Fonte: http://www.casadostubos.com.br/imagens/informacoes/chapa-aco-galvanizado-preco-01.jpg
Aço Zincado
 O aço zincado é obtido a partir do processo de galvanização do aço
carbono, na qual é adicionado zinco a sua superfície.
 Possui maior resistência a corrosão (chuvas ácidas derivadas da poluição
atmosférica, ácidos em meio aquoso).
 Utilizada também pela sua estética.

Fonte:

http://fiagro.ind.br/qualidade-dos-produtos/1325087934_295228095_1-chapa-aco-carbono-r-190-kg-jardim-contorno
Corrosão

 A corrosão dos metais é um processo eletroquímico espontâneo muito


presente em nosso cotidiano e que causa grandes prejuízos econômicos:
 Objetos metálicos nos lares são perdidos, tais como utensílios e
eletrodomésticos;
 Nas indústrias, equipamentos e máquinas industriais precisam receber
manutenção ou ser substituídos;
 Há o risco de vazamentos de materiais poluentes para o meio ambiente
em virtude da corrosão de tubulações e tanques, além de poder também
ocorrer acidentes.
 Nas cidades, ocorre a corrosão de estruturas de pontes, edifícios, carros,
navios e monumentos artísticos.
Exemplos

 A maresia e o contato direto com a


água do mar aceleram o processo
de corrosão e tornam o navio
enferrujado.

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/quimica/corrosao-dos-metais.htm
Líquidos em compartimentos metálicos podem vazar devido à corrosão.

Fonte: http://www.paraonline.com.br/brasileiro-descobre-como-inibir-corrosao-de-metais/
Conceitos

 O termo corrosão tem origem no latim “corrodere” que significa destruir


gradativamente.
 O fenômeno da corrosão pode ser entendido como uma deterioração do
material, devido às reações químicas e/ou eletroquímicas com o meio em
que interage.
 A corrosão está relacionada com a oxidação de um metal para a
formação de um composto mais estável termodinamicamente nas
condições a que está submetido.
 De modo mais específico, o fenômeno corrosivo representa uma situação
em que duas ou mais reações eletroquímicas diferentes ocorrem
simultaneamente e de forma espontânea, sendo pelo menos uma de
natureza anódica e outra catódica.
 Um sistema de análise do processo corrosivo é composto de quatro
elementos básicos:

• Ânodo: eletrodo no qual ocorre a oxidação (corrosão) e de onde a


corrente (na forma de íons metálicos positivos) entra no eletrólito.

• Eletrólito: meio condutor (geralmente líquido) que contém os íons que


transportam a corrente até o cátodo.

• Cátodo: eletrodo onde ocorre a redução e o local onde a corrente sai do


eletrólito.

• Circuito metálico: elo de ligação entre ânodo e cátodo e por onde


migram os elétrons (no sentido ânodo-cátodo).
Reações de oxirredução
 Uma reação de oxirredução é aquela na qual ocorrem ganho (redução)
e perda de elétrons (oxidação) entre os átomos do sistema.

 De modo geral, o principal causador da corrosão é o oxigênio. Isso ocorre


porque esse elemento é um não metal, logo, tende a ganhar elétrons,
enquanto os metais tendem a perder elétrons.

 Isso nos permite entender que, numa reação de oxirredução, os metais


têm a tendência de perder elétrons para o oxigênio.

 Muitas reações de oxirredução são comuns na vida diária e nas funções


vitais básicas, como o fogo, a ferrugem, o apodrecimento das frutas, a
respiração e a fotossíntese.
A Ferrugem
 O exemplo mais característico de corrosão é a oxidação do ferro, mais
conhecida como ferrugem em linguagem popular.
 O ferro é facilmente oxidado quando posto em contato com o ar e a
umidade. No processo de formação da ferrugem ocorrem as seguintes
reações:
 Reação anódica (oxidação):
Fe(s) → Fe2+ + 2 e-
 Reação catódica (redução):
2 H2O + 2e– → H2 + 2OH–
 Reação global:
Fe(s) + 2 H2O → Fe(OH)2 + H2

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/quimica/corrosao-dos-metais.htm
 Na presença de oxigênio, o hidróxido ferroso (Fe(OH)2) é oxidado para
formar hidróxido de ferro III (Fe(OH)3), que depois perde água e se
transforma no óxido de ferro (III) monohidratado (Fe2O3 . H2O), que é um
composto que possui coloração castanho-avermelhada, isto é, a ferrugem
que conhecemos:

2Fe(OH)3 → Fe2O3 . H2O + 2H2O


Proteção
 Em vista do prejuízo econômico que a oxidação dos metais,
principalmente do ferro, causa para a sociedade em geral, bem como os
perigos relacionados, os cientistas passaram a desenvolver algumas
técnicas eficazes para combater a corrosão dos metais.
 Proteção catódica:
Um eletrodo de sacrifício ou metal de sacrifício é colocado em contato
com o objeto feito de ferro ou de aço. Esse metal deve possuir um
potencial de oxidação maior que o do ferro para, assim, oxidar-se no
lugar dele (daí o nome “eletrodo de sacrifício”), fornecendo elétrons para
quaisquer íons Fe2+ que se formarem, voltando a ser ferro metálico.
Essa técnica é muito aplicada em tanques para combustíveis, navios,
oleodutos e tubulações.
 Revestimentos:
Sua função é simplesmente impedir o contato do ferro com o oxigênio do
ar ou com outro agente corrosivo. Exemplos: zarcão (tinta com suspensão
oleosa de Pb3O4), polímeros, óxidos, etc.
 Galvanização:
Um dos métodos de proteção mais eficientes, consiste no revestimento
de uma peça de ferro ou de aço com zinco metálico.
Quando o zinco se oxida, acontecem duas coisas importantes que
impedem o ferro de ser corroído. A primeira é que, visto que o potencial
de redução do zinco é menor que o do ferro (ou seja, Zn oxida mais
facilmente que Fe), ele reduz cátion Fe2+ a ferro metálico novamente:
Zn(s) → Zn2+ + 2e-
Fe2+ + 2e-→ Fe(s)
Zn(s) + Fe2+→ Zn2+ + Fe(s)
O segundo ponto é que, em contato com o ar e a água, o zinco origina
o composto Zn(OH)2, que se deposita sobre o ferro que estava exposto e
novamente o protege contra a corrosão.
Zn(s) → 2 Zn2+ + 4 e-
O2 + 2 H2O + 4 e- → 4 OH-
2 Zn + O2 + 2 H2O → 2 Zn(OH)2
 Inibidores:
Em muitos casos, a utilização de inibidores é muito mais econômica que o
uso de materiais mais resistentes.
Inibidores são substâncias que adicionadas ao meio, mesmo em baixas
concentrações, diminuem a taxa de corrosão de maneira significativa.
Os inibidores podem ser químicos ou eletroquímicos.
A trietanolamina, frequentemente abreviada como TEA é um composto
químico orgânico que pode ser usado como inibidor, assim como outras
aminas. Apresenta-se como um líquido viscoso e volátil, totalmente
solúvel em água.
Outro exemplo de inibidor químico é a tiouréia.
A TEA e a tiouréia são adsorvidas pela superfície metálica, formando uma
película que inibe as reações eletroquímicas.
Experimento

 No laboratório, será feita a análise de dois procedimentos experimentais:

(1) Corrosão do aço carbono em solução aquosa concentrada de ácido


sulfúrico na ausência e na presença de inibidores

(2) Decapagem de aço zincado em solução de ácido clorídrico + TEA


(trietanolamina)
Matérias e Reagentes

 Lixas d’água n. 400 e 600 – limpeza do aço carbono.

 FFonte: http://rondomix.com.br/lixas-dagua

 Frascos de acetona ou etanol – desengraxar (solventes orgânicos).

Fonte: http://www.mixperfumaria.com/acetona-farmax
 Pinças – manipular as amostras

 Tubos de ensaio – recipiente para reação do procedimento (2)

Fonte: www.naturalmed.com.br

 Provetas 50mL – recipiente para reação do procedimento (1)

Fonte: loja.weconsultoria.com.br

 Bastão de vidro

 Amostras de ferro
 Solução de H2SO4 3M – É o agente oxidante que atuará sobre a amostra no
procedimento (1)

 Solução de HCl 4M com TEA 1% - É o agente oxidante que atuará sobre a


amostra no procedimento (2)

 Tiouréia – É o inibidor cuja eficiência será analisada no procedimento (1)

 Balança analítica – Será utilizada para determinar a massa das amostras antes e
depois da reação de corrosão

 Paquímetro – Instrumento que será utilizado para obter as dimensões da


amostra, possibilitando o cálculo da área que estará exposta ao meio corrosivo

Fonte: catalogo.tecnoferramentas.com.br
Toxicidade e Cuidados
 A toxicidade dos ácidos fortes HCl e H2SO4 a
serem manuseados exige cuidados primordiais.
 Os ácidos ao entrarem em contato com a pele
humana desnaturam as proteínas, promovendo
queimaduras e destruição dos tecidos, além de
poderem causar reduções na visão ao entrar em
contato com os olhos e provável cegueira.
 A acetona também possui riscos relacionados ao seu manuseio, podendo
causar irritação ou agredir severamente regiões mais sensíveis (mucosas
ou feridas).
 Evitar descuidos que venham a quebrar frascos ou causar o derrame de
ácidos.
 Utilizar o vestuário adequado.
 Manter os ácidos e a acetona afastados de qualquer fonte de calor que
não seja controlada.
 Não ingerir nenhuma substância no laboratório.
Cálculos e unidades de medida
 Taxa de corrosão: Pode-se determinar a velocidade ou taxa de corrosão de
diversas maneiras. As mais comuns são:

 A) Perda de massa por unidade de área por unidade de tempo.


Ex: mg/dm².dia ou g/m².ano ou g/m².dia (g . m-2 . dia-1)

 B) Perda de espessura por unidade de tempo.


Ex: milésimo de polegada por ano (mpy) ou mm/ano (mm . ano-1)

 Obs: em (b) pode-se utilizar a seguinte relação:

Δm = perda de massa em mg
S = área exposta em cm²
T = tempo de exposição em dias
ρ = massa específica da amostra em g/cm³
 Espessura da camada de zinco sobre o aço: Como já foi visto, em posse
dos valores de:

• massa de Zinco corroída;


• área exposta;
• tempo decorrido e
• massa específica do Zinco,

é possível calcular a taxa de corrosão em mm/ano. Assim, temos a


relação:

espessura (mm) = taxa (mm/ano) x tempo (ano)

Ou seja, no cálculo da espessura (mm) o tempo não precisa ser


considerado.
Resultados esperados

 Em vista da propriedade de adsorção da tiouréia que será utilizada na


segunda etapa do procedimento (1), espera-se que os cálculos acusem
uma taxa de corrosão significativamente menor na presença desse
inibidor químico orgânico. Essa diferença evidenciará a eficiência dessa
substância no retardamento da corrosão da amostra.

 Espera-se que na decapagem do aço zincado, ocorra a reação


explicitada no slide sobre galvanização e que haja uma interrupção na
formação de bolhas (H2(g)) devido à corrosão completa da camada de
Zn(s) e consequente formação de uma proteção de Zn(OH)2.
Curiosidades
 Cuidado ao comprar alimentos em conserva!
 Alguns microorganismos também provocam corrosão em metais,
conhecida como corrosão biológica. Seu estudo e controle são
fundamentais para as indústrias alimentícias.
 Se a lata for amassada, o ferro e o estanho ficarão em contato com o
alimento, sendo que o ferro irá oxidar-se primeiro.
 Isso pode favorecer o desenvolvimento de uma toxina produzida pela
bactéria Clostridium botulinum, que causa o botulismo,
forma de intoxicação alimentar que pode ser mortal se
não tratada adequadamente.
 Por isso, ao comprar alimentos enlatados, tome
muito cuidado para que a lata não esteja amassada.

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/quimica/protecao-dos-metais-contra-corrosao.htm
 Nos Estados Unidos se gasta cerca de 80 bilhões de dólares por ano com
prejuízos causados pela corrosão (segundo o Instituto Canadá em 2013).
 Com isso a estátua da Liberdade, que é um dos maiores pontos turísticos
do mundo, corre risco por causa da corrosão. Ela é feita de uma estrutura
de ferro sobre placas de cobre.
 Visto que está em um ambiente marinho, o cobre entra em
contato com o ar úmido, levando à formação de uma
mistura tóxica de hidróxido de cobre I, hidróxido de cobre II,
carbonato de cobre I e carbonato de cobre II, que, com o
tempo, vai recobrindo a estátua com uma camada verde.
 No entanto, o ferro é mais reativo que o cobre, assim, ele
reage com o a mistura tóxica formada, deslocando os
cátions de cobre da mistura.
 Isso leva à corrosão e abala a estrutura da estátua. Fonte: Instituto Canadá

 No Brasil, o Cepel (Centro de Pesquisa da Eletrobrás), em Fortaleza, indicou


que o tempo de vida útil de um poste é de menos de 5 anos em cidades
litorâneas, sendo que em outros lugares pode chegar a 30 anos. Estima-se
que cerca de 20% do ferro produzido todo ano seja para repor os corroídos.
 Cuspes causam corrosão em pontes.
 Em Calcutá, Índia, a ponte Howrah, de 457 metros de comprimento, está
sendo ameaçada pela saliva dos pedestres.
 Por quê? O gutkha - a famosa mistura de folha de bétele, noz-de-areca e
hidróxido de cálcio, que muitos cidadãos mascam e depois cospem - é
altamente corrosivo.
 Segundo o The Telegraph, jornal de Calcutá, "o poder de corrosão
resultante das cusparadas das pessoas que passam pela ponte já reduziu
a espessura das coberturas de aço que protegem os pilares de 6 para 3
milímetros desde 2007".
 Cerca de 500 mil pedestres e 100 mil veículos usam essa ponte por dia.

 Chuvas ácidas também aceleram a corrosão de estruturas metálicas.


 Recentemente foi divulgado ao público em geral o temor que os donos
de postos de combustíveis tem da corrosão dos tanques de estocagem.
Referências Bibliográficas
 Sites acessados em outubro de 2015

 http://meuartigo.brasilescola.com/quimica/corrosao-metalica.htm
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Paquímetro
 http://meuartigo.brasilescola.com/quimica/corrosao-metalica.htm
 http://www.mundoeducacao.com/quimica/corrosao-dos-metais.htm
 http://www.mundoeducacao.com/quimica/protecao-dos-metais-contra-
corrosao.htm
 http://www.coladaweb.com/quimica/fisico-quimica/corrosao-de-metais
 http://estudio01.proj.ufsm.br/cadernos/ifpa/tecnico_metalurgica/corrosao
_tratamento_de_superficies.pdf
 http://www.ufrgs.br/lapec/wa_files/taxas_20de_20corros_c3_a3o.pdf
 http://www.iope.com.br/3i_corrosao_2.htm
 GENTIL, V. Corrosão. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos
Editora, 1994.
 FONTANA, M. G.; Greene, N. D.; Corrosion Engineering. New York: McGraw-
Hill Book Company, Inc, 1967.
 SILVA, P. Introdução à Corrosão e Proteção das Superfícies Metálicas. Belo
Horizonte, Imprensa Universitária da UFMG, 1981.
 Russel, John Blair, 1929 –Química Geral / John B. Russel; I et. Al. I –2. ed. –
São Paulo. Volume I
 Revista do Plástico Reforçado: Especial Corrosão. Ano I. No. 1.
janeiro/fevereiro 2000
 Química Aplicada – Corrosão: Equipe Petrobras
 http://wwwo.metalica.com.br/
 https://www.profissionaldoaco.com.br/destaques_in.asp?id_destaque=155
 http://ddsonline.com.br/dds-temas/temas-classicos/132-riscos-no-
manuseio-de-acidos.html