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Sigilo Médico e Documentos Médicos

O documento aborda o sigilo médico, destacando a proibição de revelação de informações confidenciais sem consentimento do paciente, exceto em situações específicas previstas por lei. Também discute a importância do prontuário médico como registro dos cuidados prestados e sua propriedade, além de regras sobre a documentação médica e a digitalização de prontuários. O texto enfatiza a proteção do segredo médico e os direitos do paciente em relação ao acesso às suas informações de saúde.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Sigilo Médico e Documentos Médicos

O documento aborda o sigilo médico, destacando a proibição de revelação de informações confidenciais sem consentimento do paciente, exceto em situações específicas previstas por lei. Também discute a importância do prontuário médico como registro dos cuidados prestados e sua propriedade, além de regras sobre a documentação médica e a digitalização de prontuários. O texto enfatiza a proteção do segredo médico e os direitos do paciente em relação ao acesso às suas informações de saúde.
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Sigilo Médico e

Documentos Médicos

Paula Fleury Curado


Sigilo Médico
• É vedado ao médico:
• Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua
profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do
paciente.
Parágrafo único. Permanece essa proibição: a) mesmo que o fato seja de
conhecimento público ou o paciente tenha falecido; b) quando de seu depoimento
como testemunha. Nessa hipótese, o médico comparecerá perante a autoridade e
declarará seu impedimento; c) na investigação de suspeita de crime, o médico
estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal.
• Art. 74. Revelar sigilo profissional relacionado a paciente menor de idade, inclusive
a seus pais ou representantes legais, desde que o menor tenha capacidade de
discernimento, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente.
Sigilo Médico
• Art. 75. Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou
seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos
médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do
paciente.
• Art. 76. Revelar informações confidenciais obtidas quando do exame médico
de trabalhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de empresas ou de
instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos empregados ou da
comunidade.
• Art. 77. Prestar informações a empresas seguradoras sobre as circunstâncias
da morte do paciente sob seus cuidados, além das contidas na declaração de
óbito. (nova redação – Resolução CFM nº 1997/2012)
Sigilo Médico
• Art. 78. Deixar de orientar seus auxiliares e alunos a respeitar o sigilo
profissional e zelar para que seja por eles mantido.
• Art. 79. Deixar de guardar o sigilo profissional na cobrança de
honorários por meio judicial ou extrajudicial
Juramento de Hipócrates
• 1. Beneficência
• “Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes”

• 2. Não Maleficência
• “Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca
para causar dano ou mal a alguém”

• 3. Compromisso corporativo
• “estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e,
se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos;
ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem
compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino,
meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da
profissão, porém, só a estes”

• 4. Sigilo/Segredo
• “Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu
tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto”
Direito à Inviolabilidade do Segredo Médico

• 1. Declaração Universal dos Direitos do Homem.

• “Ninguém será sujeito à interferência na sua vida


privada, na família, no seu lar ou na sua
correspondência, nem ataque à sua honra e reputação.
Toda pessoa tem direito à proteção contra tais
interferência ou ataques
Direito à Inviolabilidade do Segredo Médico

• 2. Código Internacional de Ética Médica.

• “O médico deverá manter segredo absoluto sobre tudo


que sabe de um paciente, dada a confiança que nele
depositou“.
Direito à Inviolabilidade do Segredo Médico

• 3. Declaração de Genebra.

• “Respeitarei os segredos a mim confiados“.


Direito à Inviolabilidade do Segredo Médico

• 4. Declaração de Havana.

• “O médico está obrigado a guardar o segredo médico


no exercício de sua profissão“.
Direito a Sigilo
• Constituição da República - 1988

• Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer


natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no
País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
• II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão
em virtude de lei;
• X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das
pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação;
• Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido
mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Violações do Sigilo
• 1. Consentimento por escrito, do paciente (livre e
esclarecido);

• 2. Dever legal;

• 3. Motivo justo.
Violações do Sigilo
• Jurisprudência / Legislação

• Superior Tribunal de Justiça


• “Ementa - sigilo médico. No choque entre dois interesses sociais o que se liga
resguardo do sigilo e o correspondente a repressão do crime – a lei dá
prevalência ao primeiro. É certo que abre as exceções, por exemplo, no caso de
moléstia contagiosa de notificação compulsória. Então há interesse social maior,
que prepondera sobre o interesse atinente a manutenção do sigilo. Esses e
outros motivos previstos em lei são a justa causa, a que se refere o Código Penal,
para permitir, excepcionalmente, a quebra do sigilo (STJ-RE.60176/GB)”.

• Código Penal Brasileiro


• “Artigo 154 – É crime – Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem
ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação
possa produzir dano a outrem. Pena – detenção, de três meses a um ano, ou
multa”
Prontuário médico
O que é ?
O prontuário médico é o conjunto de documentos padronizados e
ordenados, onde devem ser registrados todos os cuidados
profissionais prestados aos pacientes e que atesta o atendimento
médico a uma pessoa numa instituição de assistência médica ou num
consultório médico. É também documento repositário do segredo
médico do paciente
Prontuário Médico
O preenchimento do Prontuario Médico é obrigação e
responsabilidade intransferíveis do médico. Exceção hospitais
escola."
"Todo ato médico deve ser reduzido a termo. O PRONTUÁRIO
MÉDICO PERTENCE AO PACIENTE E NÃO A ENTIDADE HOSPITALAR
Tipos de Prontuários Médicos

Ficha clínica: anamnese, exame físico, hipóteses diagnóstica e plano
terapêutico

Laudos de exames complementares
. Folha de evolução clínica

Folha de pedido de parecer

Folha de prescrição médica

Resumo de alta/óbito

Ficha de anestesia (anestesiologia)
Ficha de cirurgia
ATESTADO MÉDICO - de óbito
A quem pertence o Prontuário Médico ??

• "É de propriedade do paciente a disponibilidade permanente das


informações que possam ser objeto da sua necessidade de ordem
pública ou privada. Mas o médico e a instituição têm o direito (e
dever - de guarda" (Genival Veloso de França, Direito Médico - 2001)
• Parecer CFM 6.979/98, de 20 de julho de 2000. aprovado em
13/9/2000. Opina pela revogação da Res. CFM nº 1.331/89 que
determina o tempo de guarda de documentos de 10 anos e sugere
que seja de cinco anos. Que após a microfilmagem pode ser
destruído.
DOCUMENTOS MÉDICOS
• É vedado ao médico:
• Art. 80. Expedir documento médico sem ter praticado ato profissional que o
justifique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade.
• Art. 81. Atestar como forma de obter vantagens.
• Art. 82. Usar formulários de instituições públicas para prescrever ou atestar fatos
verificados na clínica privada.
• Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não
tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer como
plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação médico-legal.
• Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência,
exceto quando houver indícios de morte violenta.
DOCUMENTOS MÉDICOS
• Art. 85. Permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por
pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua
responsabilidade.
• Art. 86. Deixar de fornecer laudo médico ao paciente ou a seu
representante legal quando aquele for encaminhado ou transferido
para continuação do tratamento ou em caso de solicitação de alta.
DOCUMENTOS MÉDICOS
• Art. 87. Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente.
• § 1º O prontuário deve conter os dados clínicos necessários para a boa
condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem
cronológica com data, hora, assinatura e número de registro do médico no
Conselho Regional de Medicina.
• § 2º O prontuário estará sob a guarda do médico ou da instituição que assiste
o paciente.

Art. 88. Negar, ao paciente, acesso a seu prontuário, deixar de lhe fornecer
cópia quando solicitada, bem como deixar de lhe dar explicações necessárias
à sua compreensão, salvo quando ocasionarem riscos ao próprio paciente ou
a terceiros.
DOCUMENTOS MÉDICOS
• Art. 89. Liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando
autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou
para a sua própria defesa.
• § 1º Quando requisitado judicialmente o prontuário será
disponibilizado ao perito médico nomeado pelo juiz.
• § 2º Quando o prontuário for apresentado em sua própria defesa, o
médico deverá solicitar que seja observado o sigilo profissional.
DOCUMENTOS MÉDICOS

• Art. 90. Deixar de fornecer cópia do prontuário médico de seu


paciente quando de sua requisição pelos Conselhos Regionais de
Medicina.
• Art. 91. Deixar de atestar atos executados no exercício profissional,
quando solicitado pelo paciente ou por seu representante legal
Resolução CFM n.º 1.605, de 15 de setembro de
2000.
Diário Oficial da União; Poder Executivo, Brasília, DF, 29
set. 2000. Seção 1, p. 30
• Art. 1º - O médico não pode, sem o consentimento do paciente,
revelar o conteúdo do prontuário ou ficha médica.

• Art. 2º - Nos casos do art. 269 do Código Penal, onde a


comunicação de doença é compulsória, o dever do médico restringe-
se exclusivamente a comunicar tal fato à autoridade competente,
sendo proibida a remessa do prontuário médico do paciente.

• Art. 3º - Na investigação da hipótese de cometimento de crime o


médico está impedido de revelar segredo que possa expor o
paciente a processo criminal.
Resolução CFM n.º 1.605, de 15 de setembro de
2000.
Diário Oficial da União; Poder Executivo, Brasília, DF, 29
set. 2000. Seção 1, p. 30
• Art. 4º - Se na instrução de processo criminal for requisitada, por autoridade
judiciária competente, a apresentação do conteúdo do prontuário ou da ficha
médica, o médico disponibilizará os documentos ao perito nomeado pelo juiz,
para que neles seja realizada perícia restrita aos fatos em questionamento.

• Art. 5º - Se houver autorização expressa do paciente, tanto na solicitação


como em documento diverso, o médico poderá encaminhar a ficha ou
prontuário médico diretamente à autoridade requisitante.

• Art. 6º - O médico deverá fornecer cópia da ficha ou do prontuário médico


desde que solicitado pelo paciente ou requisitado pelos Conselhos Federal ou
Regional de Medicina.
RESOLUÇÃO CFM Nº 1.821, DE 11 JULHO DE 2007
Diário Oficial da União; Poder Executivo, Brasília, DF, 23
nov. 2007. Seção I, p. 252

• Art. 2º Autorizar a digitalização dos prontuários dos pacientes, desde que o modo de
armazenamento dos documentos digitalizados obedeça a norma específica de digitalização contida
nos parágrafos abaixo e, após análise obrigatória da Comissão de Revisão de Prontuários, as
normas da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos da unidade médico-hospitalar
geradora do arquivo.

•§ 1º Os métodos de digitalização devem reproduzir todas as informações dos documentos originais.

• § 2º Os arquivos digitais oriundos da digitalização dos documentos do prontuário dos pacientes


deverão ser controlados por sistema especializado (Gerenciamento eletrônico de documentos -
GED), que possua, minimamente, as seguintes características:

• a) Capacidade de utilizar base de dados adequada para o armazenamento dos arquivos


digitalizados;
• b) Método de indexação que permita criar um arquivamento organizado, possibilitando a pesquisa
de maneira simples e eficiente;
• c) Obediência aos requisitos do "Nível de garantia de segurança 2 (NGS2)", estabelecidos no
Manual de Certificação para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde;
RESOLUÇÃO CFM Nº 1.821, DE 11 JULHO DE 2007
Diário Oficial da União; Poder Executivo, Brasília, DF, 23
nov. 2007. Seção I, p. 252

• Art. 3º - Autorizar o uso de sistemas informatizados para a guarda e manuseio de


prontuários de pacientes e para a troca de informação identificada em saúde, eliminando
a obrigatoriedade do registro em papel, desde que esses sistemas atendam
integralmente aos requisitos do "Nível de garantia de segurança 2 (NGS2)", estabelecidos
no Manual de Certificação para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde;

• Art. 4º - Não autorizar a eliminação do papel quando da utilização somente do "Nível de


garantia de segurança 1 (NGS1)", por falta de amparo legal.

• Art. 5º - Como o "Nível de garantia de segurança 2 (NGS2)", exige o uso de assinatura


digital, e conforme os artigos 2º e 3º desta resolução, está autorizada a utilização de
certificado digital padrão ICP-Brasil, até a implantação do CRM Digital pelo CFM, quando
então será dado um prazo de 360 (trezentos e sessenta) dias para que os sistemas
informatizados incorporem este novo certificado.
“Mais vale uma pálida tinta que uma boa memória”.
Provérbio chinês.

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