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teoria_adensamento_terzaghi

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Tema: Teoria do Adensamemento de Terzaghi

Prof. Marcelo Denser Monteiro Maio-2012

. • Analogia mecânica de Terzaghi. apresentada por Taylor (1948).O processo do adensamento Fenômeno pelo qual os recalques ocorrem com a expulsão da água do interior dos vazios do solo (espaços intergranulares).

onde a água sai lentamente.• Considerar que a estrutura do solo seja semelhante a uma mola. • A expulsão progressiva da água provocará uma deformação na mola (carga total será suportada em parte pela água e em parte pela mola). não haverá mais sobrecarga na água e cessará a saída do êmbolo. • Solo saturado (mola) dentro de um pistão cheio de água. • Fim: quando toda a carga for suportada pela mola. • Início: toda a carga aplicada estará suportada pela água. . sairá pelo êmbolo (exterior em pressão atmosférica). com um orifício no êmbolo de reduzida dimensão. • Com a água em carga.

constitui a teoria do adensamento de Terzaghi. • Início: Não há deformação no solo. • Quando acréscimo de pressão é aplicado. pois apenas a tensão efetiva deforma o solo. . • Aumento da pressão neutra = SOBREPRESSÃO. o que indica que está ocorrendo aumento da tensão efetiva – parta da pressão aplicada passa a ser suportada pelo solo. • Se a carga for superior à que estabelece equilíbrio com o meio externo. Pressão neutra aumenta para o valor da carga aplicada. passa a haver percolação da água (por meio de camadas drenantes – maior permeabilidade). suporta toda esta pressão. ou seja. • Fim: quando toda a pressão aplicada se tornar acréscimo de tensão efetiva com a dissipação da sobrepressão. • A saída de água indica que os vazios estão diminuindo. com a consequente redução do volume. inicialmente.• Com o solo ocorre processo similar. está ocorrendo deformação no solo. A tensão efetiva não se altera. a água dos poros. A maneira como ocorre esta transferência de pressão neutra para a estrutura sólida do solo.

8. não se afasta da realidade. O SOLO É TOTALMENTE SATURADO A COMPRESSÃO É UNIDIMENSIONAL O FLUXO D’ÁGUA É UNIDIMENSIONAL O SOLO É HOMOGÊNEO PARTÍCULAS SÓLIDAS E ÁGUA INCOMPRESSÍVEIS PERANTE A INCOMPRESSIBILDADE DO SOLO O SOLO PODE SER ESTUDADO COMO ELEMENTOS INFINITESIMAIS FLUXO GOVERNADO PELA LEI DE DARCY AS PROPRIEDADES DO SOLO NÃO VARIAM NO PROCESSO DE ADENSAMENTO ÍNDICE DE VAZIOS VARIA LINEARMENTE COM O AUMENTO DA TENSÃO EFETIVA Teoria se restringe ao caso da compressão edométrica. (+++++) . usada para tornar a solução matemática sem maiores complexidades. É uma aproximação da realidade. 7. permeabilidade (por exemplo). com fluxo unidimensional e em solos saturados. Aceitáveis Cautela! As propriedades variam. 3. mas há um efeito compensatório. 9.PREMISSAS PARA A TEORIA DO ADENSAMENTO 1. Entretanto. 4. 5. 6. 2. para pequenos acréscimos de tensão.

ou seja.GRAU DE ADENSAMENTO (Uz) • Surge a partir da premissa (9). Admitindo esta linearidade. . • = deformação de um elemento numa posição (z) em um dado tempo • Matematicamente é relacionável com a deformação final devida ao acréscimo de pressão e com o índice de vazios. podemos expressar a porcentagem de adensamento em função das pressões neutras. pode-se dizer que o Grau de adensamento é a relação entre a variação do índice de vazios até um dado instante (t) e a variação total do índice de vazios devida ao carregamento. Portanto. pode-se definir a inclinação da reta como o COEFICIENTE DE COMPRESSIBILIDADE do solo (av). pois permite que o aumento da tensão efetiva e a correspondente dissipação da pressão neutra sejam associados com o desenvolvimento de recalques de maneira simples. Uz é igual ao GRAU DE DISSIPAÇÃO DAS PRESSÕES NEUTRAS. Por dedução matemática. Uz é equivalente ao GRAU DE ACRÉSCIMO DE TENSÃO EFETIVA.

Quanto maior o mv. Considerando que a carga hidráulica pode ser substituída pela razão entre a poro-pressão e o peso específico da água e que a variação da velocidade ao longo de z depende da variação de volumes nos elementos do solo. maior será a variação do volume unitário para um certo incremento.DESENVOLVIMENTO DA TEORIA A água é expulsa dos vazios com velocidade e gradiente hidráulicos definidos pela lei de Darcy (lembrando que a velocidade e gradiente são variáveis em função da profundidade z). matematicamente chegamos até a fórmula do coeficiente de variação volumétrica (mv). .

em uma camada à variargilosa saturada. tanto mais rápido se processa o adensamento do solo. toda variação de volume se dará na profundidade z. Quanto maior o valor do Cv. Com isso podemos chegar à equação diferencial do adensamento e. ao longo da profundidade. consequentemente. Pode ser conveniente raciocinar sobre o processo de adensamento dos solos pela analogia com o processo de dissipação de calor. haverá uma variação da velocidade originada pelo aumento da vazão. conhecido na Física. já que ambos obedecem à mesma equação diferencial. o Cv é uma propriedade dos solos. ao coeficiente de consolidação (ou adensamento). . é semelhante ação da temperatura com o tempo num corpo aquecido que tenha condições de contorno análogas. Isto significa que a forma de variação da poropressão ou pressão neutra com o tempo.DESENVOLVIMENTO DA TEORIA Considerando que o fluxo no elemento do solo é unidimensional. através do tempo. Esta equação diferencial indica a variação da pressão. Assim como mv e k.

onde U é o grau de adensamento ao longo da profundidade.DESENVOLVIMENTO DA TEORIA Na resolução da teoria são adotadas algumas condições de contorno: • Completa drenagem nas duas extremidades da amostra (uma extremidade é z=0 e outra é z=2Hd) – Hd é a metade da espessura da amostra H e indica a maior distância de percolação da água (associar ao conceito de divisor de água). Solução matemática da equação do adensamento. que correlaciona os tempos de recalque às características do solo (através do cv) e às condições de drenagem do solo (através do Hd). Quanto mais próximo das faces de drenagem. T é o “fator tempo”. adimensional. A integração desta equação é muito trabalhosa. • A sobrepressão neutra inicial. constante ao longo de toda a altura. é igual ao acréscimo da pressão aplicada. mais rápida será a dissipação. . e a variável “tempo” sempre aparece associada ao coeficiente de adensamento e à maior distância de percolação. pois a dissipação da pressão neutra não se dá uniformemente ao longo de toda a profundidade.

.Solução Gráfica: Pressão neutra ao longo da espessura. Isócronas mostram que a dissipação da pressão neutra e as deformações ocorrem mais rapidamente nas proximidades das faces de drenagem. Exemplo. para diversos instantes após o carregamento.

O recalque que se observa na superfície do terreno é resultante da somatória da deformação dos diversos elementos ao longo da profundidade. . É o grau de adensamento médio.Solução Gráfica: Fenômeno semelhante para todos os solos. ou Porcentagem de Recalque.

que se liga ao tempo real pelo coeficiente de adensamento e pelas condições de drenagem de cada situação prática. mas a curva está referida ao fator tempo. os recalques serão mais lentos. ou a distância de drenagem for maior.Todos os recalques de adensamento seguem a mesma evolução. . Se o solo for mais impermeável.

. porém o tempo é 4x maior. Hd é o dobro e os tempos variam com o quadrado de Hd.E a drenagem por uma face? Valor total de recalque é igual.

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