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O artigo a ser resenhado é “Orçamento Participativo (OP) Após Vinte Anos de Experiências no Brasil: mais Qualidade na Gestão Orçamentária Municipal

?” foi escrita por Valdemir Pires e Larissa de Jesus Martins em 2011. A obra consiste na análise de dissertações e teses sobre o Orçamento Participativo entre 2000 e 2009, revelando as principais instituições e áreas do conhecimento que se desenvolvem acerca do assunto. Sendo assim, o artigo começa com uma introdução breve sobre tema; depois, faz uma análise histórica da OP no Brasil e no mundo, mostrando onde, quando e por qual partido que foi introduzido a prática de OP, principalmente no Brasil. Após disso, vem a parte principal do artigo, que mostra as principais características das pesquisas acadêmicas sobre o tema no Brasil, entre 2000 e 2009, com base no Banco de Teses da CAPES. E por fim, vem a conclusão dos autores sobre o estudo do OP, indicando alguns aspectos pouco estudados. O Orçamento Participativo é a forma de participação da sociedade civil no processo de elaboração orçamentária, em que as decisões dos gastos público é dado por procedimentos de democracia representativa. Após fazer a análise acadêmica sobre o assunto, chegou-se a conclusão que há um baixo interesse de se estudar os aspectos orçamentários e financeiros do OP, já que o enfoque principal se dá na participação da sociedade na política brasileira. A partir disso, pode-se perceber a incongruência do Orçamento Participativo, que é não se analisar os impactos financeiros que essa prática traz para a sociedade. Isso porque, mesmo que o Brasil seja uma democracia, a sociedade nem sempre consegue ter uma influência direta nas políticas públicas e econômicas implementadas; portanto, a ideia de se poder decidir como o gasto público vai ser utilizado é muito atraente para os indivíduos que desejam ter uma participação mais ativa na política. Sendo, talvez, por isso que o enfoque de pesquisa acadêmica é tão grande para este segmento de estudo. Porém, não se pode deixar de lado que a ideia principal do Orçamento Participativo é melhorar a qualidade da gestão do dinheiro público, propiciando uma divisão mais eficiente para os segmentos políticos que possuam mais carência. Nem

além do governo (principalmente municipal) para que se avalie se o OP é financeiramente viável. . mas como também se há benefícios econômicos. o artigo serve de alerta para a população em geral que deve pensar não apenas se há benefícios democráticos. Portanto. E ainda. portanto é de extrema importância para os estudantes e pesquisadores de Administração Pública e de Gestão de Políticas Públicas. O artigo traz um aspecto importante justamente para alertar essa deficiência de estudos a respeito do tema. é imprescindível que haja uma análise mais específica sobre os impactos econômicos e financeiros do OP para a população como um todo.sempre as pessoas estão qualificadas para determinar a forma mais eficiente de utilizar os recursos financeiros.