LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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Ciro. ele acelerou o seu veículo.20. Nando. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. esta se baseia em um equívoco. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. Logo depois. para corrigi-la: Como muitas piadas. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. Texto para as questões 21 e 22. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. PESSOA. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Sérgio. Voltar Língua Portuguesa . ô. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. ô. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. a vida é cruel.Interpretação de texto I Avançar . FROMER. REIS. Marcelo. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. Do CD Cabeça de dinossauro. UFR-RJ No texto Homem Primata. eu me perdi” BRITTO. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna.

Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. 5. c) 2 e 4. b) I. III. III e IV. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. os antônimos: a) lentidão X velocidade. p. 1968. você é barbaro. I. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. 4 e 5. IV. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. b) atraso X progresso. 3. II. 2 e 4. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. 1. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. respectivamente. é causa principal do desfecho presente no cartum. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. 11 JAGUAR. b) 1. Átila. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. d) 3 e 5. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. Voltar Língua Portuguesa . 4. d) estagnação X mudança. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. IMPRIMIR GABARITO II. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. III e IV. 166-167. e) 3. O militarismo. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens.22.Interpretação de texto I Avançar . e) III e IV. 2. 24. c) I. III e IV. 23. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. e) passado X presente. d) II. c) santidade X pecado.

por problemas cardiovasculares. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos.” d) “Quando um não quer. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. p.” 26. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 153. obesidade. Procure seu médico e siga a sua orientação. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto.” e) “Devagar se vai ao longe. GABARITO 27. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele.” c) “Se queres a paz. estresse Líder em soluções Veja.Interpretação de texto I Avançar . e) através de um jogo de palavras. prepara-te para a guerra. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. dois não brigam. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. julgue os itens da questão 27. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. III Essas doenças. daí ser um elemento anafórico.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. associadas a tabagismo. INSTRUÇÃO: Com base no texto. Hoje.” b) “Quem tudo quer tudo pode. 23/06/99. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida.25. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. ( ) Em Ele é um novo homem. ( ) Na última parte do texto. o autor procura confundir o leitor.

INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. o sofrimento das noites de vigília. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. A partir de R$ 55. CELULAR. GABARITO 30. a mulher caracteriza-se pela pureza e. 29. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo.. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. de outro lado. 13 28. c) Em princípio. Formas nuas no leito resvalando.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.” Nos versos acima. em seguida. autor que. Jeep® Só Existe Um. a fuga pelo sonho e pela morte.... num segundo momento. Jeep Grand Cherokee. b) Num momento. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. Não te rias de mim. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. à luz da lâmpada sombria. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando.Interpretação de texto I Avançar . julgue os itens da questão 8. Potiguar-RN “Soneto Pálida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sofre muito o prestígio romântico da mulher. Ele tem motor 4. a mulher é pálida sobre o leito e.” Veja. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. A vida moderna em favor da vida de verdade. anjo entre nuvens. Jeep Grand Cherokee. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira.400.. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho.. a surpresa da visão da mulher amada. pela nudez e sensualidade. a revelação de que apenas é uma lavadeira. em outro momento.0L High Output. d) Inicialmente. segundo Mário de Andrade. O amor sexual lhe repugnava. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. 11/10/98. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. duplo air-bag. Negros olhos as pálpebras abrindo. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. U. Aponte-a: a) De um lado.

Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. e a segunda. que apresenta dúvida e descontrole emocional.” Manuel Bandeira. a primeira. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. São Paulo: Global.” Vinícius de Moraes. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. E as feias. o segundo aborda a beleza da mulher madura. d) Noite. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. c) III. e a segunda. e a segunda. pode a noite descer. b) Visita. que revela a felicidade de um dia de trabalho. d) IV. a primeira. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. (A noite com seus sortilégios.. Voltar Língua Portuguesa . Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes.Interpretação de texto I Avançar .Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. c) Morte. a primeira. Manuel. a primeira. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. Com cada coisa em seu lugar. In: Libertinagem. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. embora diferentes. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. Talvez eu tenha medo. o poema pode ser dividido em duas partes: I. e) os textos abordam temáticas diferentes. expressa pelos advérbios de negação e dúvida.. 34. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. que mostra incerteza do poeta. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso.. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). A mesa posta. d) embora falem sobre o mesmo assunto. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. (. 32. 31. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. b) ambos os textos vêem apenas belezas. III. 33.. II.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem.) encontrará lavrado o campo. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. iniludível! O meu dia foi bom. Uniube-MG Com relação à estrutura. ou diga: – Alô. b) Porque não poupa ninguém. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. d) Porque é amiga do poeta. Talvez eu sorria.1984. c) Porque aparece toda noite. nas mulheres. e a segunda. IV. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. sobre o tema: Mulheres. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas.. a casa limpa. b) II.. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. IMPRIMIR Sobre os textos. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada.

o primeiro é denotativo e o segundo. ou seja. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. só a partir de agora. no único personagem.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. pelo fato de causar incoerência. ( ) a palavra ainda. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem.. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. apresentado na abertura do texto.35. 37. 2000. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. refere-se a um elemento extratextual. PUC-PR “Nada mais diferente (. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado.Interpretação de texto I Avançar . muito menos o tempo. ao passado depois do passado. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. conotativo. criando uma relação com Quase memória. removendo manchas de gordura como nenhum outro. remetem à expressão “as crianças”. apresentados no primeiro período do texto. o meu caso. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. estabelecem relação de causa e conseqüência. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. não sendo eu. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. ( ) o vocábulo outro. As questões 36 e 37 referem-se a ele. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. que seu filho precisa de liberdade para aprender.. indica que. UFGO Acerca da organização das frases. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. se sujarem. o ‘meu’ embrulho não abre nada.” 36.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. se sujarem”. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. ao passado anterior ao passado. o produto foi aprovado pelo consumidor. de 7 jun. ou melhor. Porque não há aprendizado sem manchas. ao passado ‘ao lado’ do passado. era o tempo do qual eu mais participara. Ora. em “como nenhum outro”. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. idéias deduzidas do início do texto. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. no único tempo de um homem que. Com base nessa informação e na leitura do texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. nunca pensara organizadamente na única pessoa. assim como você. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. Novo Omo Multi Ação. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. e) É um caso de associação de idéias.

ora implicitamente ora diretamente. Você poderá contribuir com o parceiro. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. 4. 2 e 3. confusão: espere até poder expressar suas idéias. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. grito de guerra de uma escola de samba.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. 38. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . maio de 1998. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. julgue os itens da questão 38. Com Marte transitando em seu signo. e) 3 e 4. 16 Texto para as questões 39 e 40. PolyGram. Língua. sendo “pátria”. 2. Velô-Caetano e a Banda Nova. conte com os amigos. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. Para isso. c) 2 e 4. a idéia de plenitude. desejada pelo autor. d) 2. o que lhe trará entusiasmo. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. 1984. Em “Gosto de ser e de estar”.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. No trabalho. o autor alude à idéia de que. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. 3 e 4. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. 3..Interpretação de texto I Avançar . “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade..” Marie Clarie. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. 1. 39. Caetano. b) 1.

que indigno cresce.” MENDES. 2. Homem sobe. “cores”. a soma das alternativas corretas. burro parece. que não merece. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. como resposta. Desanda a roda. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. 1996. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. p. c) 1. 08. 2. Pois vá descendo do alto. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. do que burro em cima. asno vai. Quando o pisava da Fortuna a Roda. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. d) 2 e 4 apenas. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 2 e 3 apenas. que é discreta a fortuna em seus reveses. Cleise Furtado. Homem sei eu que foi Vossenhoria. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. Nas expressões “confusões de prosódia”. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. “dores”. e logo o homem desce. 16. que subir é desgraça muitas vezes. 04. Quem sobe a alto lugar. 4. Em terra de incompetentes. o menos incompetente reina. 63. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. 32. Estão corretas: a) 1. Dê. e) 3 e 4 apenas. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. 64. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. Burro foi ao subir tão alto clima. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. como “roçar”. Salvador: EDUFBA. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. Voltar Língua Portuguesa . onde jazia. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. b) 1 e 4 apenas.Interpretação de texto I Avançar .40. 1. 17 41. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. 02. 3. 3 e 4.

43. Uniube-MG Sobre o texto. 22. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. III. 10. c) I. II e IV. II. IV. c) ele. 8. 2. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 29. 30-I. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. III e IV. 5. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 26. 44. 18. 12. refere-se à palavra cidade. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. 19. Abril Educação. 6. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. no verso 21. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 23. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. d) I. Chico Buarque de Holanda. 13. Vinícius de e HOLANDA. 9. 28. São Paulo.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 14. (Literatura Comentada). d) ela. 15. 3. 27. 21. b) o autor. 18 1.” MORAES. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. 1980. 20. A expressão “pra”. traz marcas de oralidade. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 7. o jogo amoroso e as relações humanas. A expressão “ali”. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. p. nos versos 8 e 9. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 24. 11. 42.Interpretação de texto I Avançar . 17. 25. 4. Chico Buarque de. b) III e IV.

reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. b) I e III. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. I. (. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. Chegam de todos os cantos do país. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. Zero Hora. imaculadas botas de couro. No Carnaval. como veículo de divulgação.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. II. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. IV. e) I. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. 24/01/99.. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. cintos e chapéus vistosos. III. II. Porto Alegre. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. 24/05/99. 102. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II.. d) I.Interpretação de texto I Avançar . TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. p. Para uma adequada compreensão do texto 2. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. Em Barretos.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. II e III. III e IV. local e data. TEXTO 2 19 Charge de lotti. 45. a partir de uma informação que esse já tem. brasileiros”. enfiados em calças jeans. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. é necessário levar em conta dados contextuais. c) II e IV. 46.

• um curso de especialização. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela... por meio de estruturas gramaticalmente corretas.Interpretação de texto I Avançar ... Voltar Língua Portuguesa .... • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão..Texto para a questão 47. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou.. por exemplo. • pós-graduação lato-sensu.. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. • mestrado. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. mas se forem substituídos por outro idioma – como.. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. informações coerentes com o teste do texto. se tem um domínio regular. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.. espanhol – a valorização será maior. • doutorado. ou 10 pontos.

Claro. Está correto. e) I. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. c) somente I e III. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. 50. U. Folha de S. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. II e III. b) um momento de percepção da realidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . há uma referência nova. em geral. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. lagoas não costumam estar em expansão. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. 17/05/99. Paulo. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. especialmente o que nos foi oferecido. De qualquer forma. Moacyr. senão pela sua precisão. Salvador-BA Por inferência. 21 49. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental.” SCLIAR. é só estimular o turismo. Há. 2000. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. Águas são muitas. pelo seu poder evocativo. e) a exuberante natureza amazônica.Interpretação de texto I Avançar . infindas. isso bastaria. p. em relação ao texto. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. II. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. III. b) somente I e II. o que se afirma em: a) somente II. para alindar ou afear. “Às vezes. E em tal maneira é graciosa que. “As maiores estruturas do Universo”. A terra em si é de muitos bons ares. através de um discurso poético. d) somente II e III. In: Folha de S. sempre aumentando. esse é um modelo bidimensional do Universo. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. No segundo parágrafo. mas os poucos que existem são confortáveis. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. Marcelo. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. a imagem vale. E que não houvesse mais que uma pousada. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. Cada planta é uma galáxia.Texto para as questões 48 e 49. querendo-a aproveitar. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. 29. Paulo. uma infração à norma culta. enquanto. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. o melhor que eu puder. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. U. Hotéis não há muitos. 27 ago. no primeiro período. considerando-se o uso atual. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. metafórico. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. cheia de vitóriasrégias. Mais! 48. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa.” GLEISER. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados.

Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado.M. Que a mesma culpa.F. pensar e sentir. pessoa do plural. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Da vossa piedade me despido. Mateus 18:12. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Perder na vossa ovelha a vossa glória. dentro do universo irreverente da poesia marginal. Porque. Pastor Divino. São Paulo: Melhoramentos. de Mário de Andrade. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. a ovelha desgarrada Cobrai-a. pessoa do singular. 26 poetas hoje. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. e já cobrada Glória tal. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. d) exaltação da sabedoria de Deus. Vos tem para o perdão lisonjeado. c) O título do poema está na 1ª. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. que está no céu. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. Texto 2 “Pequei. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. A abrandar-vos sobeja um só gemido. leia os textos a seguir. e prazer tão repentino Vos deu. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Se basta a vos irar tanto um pecado. que pereça um destes pequenos. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. Senhor. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. escrever. Senhor. não é algo desejável para meu Pai. mas não porque hei pecado. Gregório de. que vos ha ofendido. Para responder às questões de números 52 a 54. se por acaso a encontrar. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. à qual Gregório de Matos recorre. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. e não queirais.51. Poesia Barroca.” MATOS.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Do mesmo modo. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. Se uma ovelha perdida. U. Voltar Língua Portuguesa . corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. quanto mais tenho delinqüido.Interpretação de texto I Avançar . como afirmais na Sacra História: Eu sou. Roberto. ouvir. F. Vos tenho a perdoar mais empenhado. GABARITO IMPRIMIR 52.

conforme a definição do dicionário Aurélio. merece a salvação. b) conversa com o Senhor. A palavra museu. do texto 2. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. O Dia do Museu. e sobretudo expor para deleite e educação do público. e) padeça. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. oceanográficos. de armas. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. valorizar pelos mais diversos modos. erguidos em homenagem à cerveja. 55. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. assinale a alternativa correta. GABARITO Sobre o texto. 54. “para conservar. 18/05/00. estudar.Interpretação de texto I Avançar .M. chantageando o Senhor. coleções de interesse artístico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao vinho ou aos insetos. mas não se arrepende deles. d) peque. antropológicos. os religiosos. ecológicos. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. 23 d) argumenta. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. comemorado hoje. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. de artes. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. Marco Aurélio. F.” SILVA. Mas há também os arqueológicos. F. que significa templo de musas.53. pois. c) suplica pela salvação divina. c) se perca. os que reverenciam a colonização ou profissões. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. vem do grego “mouseon”. razão pela qual acredita que não será salvo. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. b) sofra. Jornal de Santa Catarina.M. deixando que Ele decida se o salva ou não. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. talvez não precise de uma grande festa nacional. histórico e técnico”. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. e) submete-se à vontade de Deus. por isso. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais.

na embarcação portuguesa. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra... E deitaram um manto por cima deles.. Manuel. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. as quais não eram fanadas. UFSC De acordo com o texto. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. é correto afirmar que: 01. 02. 56. por assim o desejarmos. como resposta. ao pescoço (. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. 08. consentindo. muito grande. Pelo trecho .. E também olhou para um castiçal de prata. Coxim – almofada que serve de assento. nem de falar ao Capitão.) Viu um deles umas contas de rosário. nem a ninguém. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. Os tupiniquins. bastante comunicativos. 02.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. Isto tomávamos nós nesse sentido. e novamente para o castiçal. folgou muito com elas. e assim mesmo acenava para a terra. e bem vestido. fez sinal que lhas dessem.. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. Abril. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). E eles entraram.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. 04. como resposta. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. e depois para o colar. e..) Acenderam-se tochas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFSC A propósito do texto.. e assim mesmo acenava para a terra. aconchegaram-se e adormeceram. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. quando eles vieram.E também olhou para um castiçal de prata. E então estiraram-se de costas na alcatifa. carpete. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. Pêro Vaz de Caminha. Mas nem sinal de cortesia fizeram. como se davam ouro por aquilo. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. Isto tomávamos nós nesse sentido. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. um dos escrivães da armada portuguesa. como se davam ouro por aquilo.. brancas. 1999. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. como se lá também houvesse prata! (. aos pés de uma alcatifa por estrado. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. 08. com um colar de ouro. 04. D. I.. a soma das alternativas corretas.. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar.. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. nem a ninguém. nem de falar ao capitão. Nada. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. escreve para o Rei de Portugal.. 57. Mas nem sinal de cortesia fizeram. 01. isto não queríamos nós entender. a soma das alternativas corretas. A expressão . Dê.. Fanadas – murchas. O trecho . Em E eles entraram. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. Manuel. estava sentado em uma cadeira. SP.folgou muito com elas. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas.. Dê.Interpretação de texto I Avançar . e lançou-as ao pescoço. Fasc. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário.

. ser e linguagem são uma coisa só.Nesses 500 anos.De desencontro. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. ISTOÉ . trechos dessa entrevista. por ilusão dessas relações com os brancos. regida por um grande espírito criador. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). preferem recolher a sua palavra-alma. como resposta.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil.Interpretação de texto I Avançar . 08. A terra dos mil povos. que são respectivamente o ter e o ser. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. ter a percepção desse patrimônio. a sua expressão no mundo. 04. e fala do seu livro A terra dos mil povos. a soma das alternativas corretas. Porque fala e alma são uma coisa só. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká .” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. publicada na revista Isto é (21/7/99. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. ou Tupã.. Dê. A palavra tupuy designa ser. com o desaparecimento de centenas de etnias. (. 64. um tom de uma grande música cósmica. até para perceber que ela está em colapso. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. Não no sentido de retórica. Como você pensa essa relação? Kaká . Um pajé é aquele que emite neeng-porã. Para Kaká Jecupe. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição.Há um trecho em seu livro.Texto para as questões 58 e 59. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. p. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. ISTOÉ . Para os povos indígenas. O pajé é aquele que fala com o coração. Na opinião do escritor tapuia. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. Apresentamos. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. o qual chamamos de Namandu-ruetê. (.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. 01.O patrimônio da sabedoria. que significa o som que se expande. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência.) ISTOÉ . é na base do tiro. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. 7-11). A própria palavra tupi significa em pé. para as etnias indígenas desaparecidas. em Dourados. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. Um dos nomes da alma é neeng. ISTOÉ . A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade.. trataram aqui como primitivos. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. ISTOÉ . que também significa fala. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. 02. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. em grandes áreas do País. 32. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. Nosso povo enxerga o ser como um som. motivado pelo acirramento de interesses econômicos.Os europeus chegaram trazendo o progresso. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . É por isso que os guaraniscayowas.)” 25 GABARITO 58.E qual é a razão desse desencontro? Kaká .. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. a seguir. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. Os 500 anos de Brasil significam. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. aquele que emite belas palavras.Para o tupi-guarani. Ainda hoje. 16. A realidade atual indígena não é fácil. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso.

noção que a terra pertence aos indígenas. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). 02. em tupi. exceto: 01. como resposta. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Dê. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. 16. 64. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 16. 02. oposição índio feliz. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. 16. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. e o ser são elementos distintos. emoção. 08. os guaranis-cayowas da região de Dourados. Dê. provocado pela discórdia. a soma das alternativas corretas. é correto afirmar que: 01. na tradição indígena. a seguir. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. presença de um forte sentimento ufanista. a soma das alternativas corretas. nos primeiros tempos. enquanto som. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 32. 61. Emprego de termos de origem indígena. como resposta. e Quyquyho. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio.” 26 GABARITO 60. cuja letra reproduzimos abaixo. Visão ingênua e idealizada do índio. 02. pois a eles foi legada. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. 32. tendo a ver com sentimento. podem ser encontrados em “Quyquyho”. a linguagem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a partir da relação com o branco. UFMS Os aspectos apontados. Texto para as questões 60 e 61. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 08. 08. a soma das alternativas corretas. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. em Mato Grosso do Sul. 32. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 04.59. significa “som em pé”. 01.Interpretação de texto I Avançar . 04. 1982). palavra. 04. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. como resposta. Dê. versus índio sofredor.”. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos.

Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Poesia completa e prosa.” MENDES. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. 27 62. O casal dirige-se a uma estrebaria. com narrador em primeira pessoa. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. No conto. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. p. d) I e II. b) II. O menino nasce morto. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. III. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. mais do que no conto ou na novela. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. sobretudo nos três últimos parágrafos. c) descritiva.Interpretação de texto I Avançar . Ironiza a corrida armamentista. pois se apóia em argumentos encadeados. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. S. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. Murilo. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. e) I. Faz ver que. anotadas em estilo elegante. Com base na definição acima. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. em nossa era. c) III. 1. somente. e) II e III. Conversa portátil. 65. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. II e III. II. c) I e III. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. Está correto somente o que se afirma em: a) I. 1944. as personagens ganham amplo desenvolvimento. No romance. Unifor-CE Anacronismo. sobretudo nos três primeiros parágrafos. GABARITO 64. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. d) II e III. somente. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. 1486. d) descritiva. Na crônica moderna. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. o advento de um Cristo seria impossível. e) dissertativa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Atualiza a história de Cristo. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. somente. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. 63. com narrador em terceira pessoa. b) narrativa. “Não há lugar para essa gente”. somente. III. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. b) I e II. Está correto o que se afirma em: a) II.m.

Um amor que não tinha fim. Durou um ano o amor sem palavras. o escândalo. Depois não viu mais o junco. Até que. A menina não voltou. de repente. apanhou o automóvel e correu como um louco. Mas. nunca. O marido baixou a cabeça. vê surgir. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. Doeu-lhe. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. Primeiro. uma menina linda. por toda a parte. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. Desce e percorre. Não temos nenhum amor a trair”. c) negar um amor para afirmar outro. São Paulo: Companhia das Letras. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade).Interpretação de texto I Avançar . “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. como mulher. cada um deve seguir a sua vida”. eu não te trai”.. Morreu só. Quis gritar. Olhou aquela miséria abjeta. o amor. O amor começou ali. b) “Que não seja imortal. nem você a mim. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). você não se deve sentir traído”. Aquela beleza absurda. pouco a pouco. ora. nem princípio. E. b) “Só se trai a quem se ama. 1995. súbito. linda. logo. Um dia. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. d) “não é pois todo amor alvo divino. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos.. A cabra vadia: novas confissões. eu não te amava nem você me amava. Os dois formavam um maravilhoso ser único. 68. eu amo outro. tens amor – eu medo! . Viu. Até que entra na primeira porta. logo. tão só. Resolveu viajar para a China. b) marcar as repetições da narrativa. parecia um delírio. Nelson. ora.” RODRIGUES. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Não houve uma palavra entre os dois. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. d) “Como você não me amava nem eu a você. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). Tinha sede e queria beber. a pé. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Foi também um adeus sem palavras. ninguém tem culpa dessa traição. andou em Hong Kong. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto.Texto para as questões de 66 a 69. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. certo de que a distância é o esquecimento. Um não conhecia a língua do outro. 28 66. como num milagre.” (Casimiro de Abreu). no meio de sordidez tamanha. Quando embarcou. logo. 67. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. Foi parar quase na fronteira com a China. eu não amo você”. uma aldeia miserável. logo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . as faces escavadas da fome. Ele ficou muito tempo olhando. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. porém. que começara muito antes e continuaria muito depois.

. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões.69. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. é venerada como heroína da unificação.Interpretação de texto I Avançar . por iniciativa da Câmara Municipal. na Flórida. morreu nos braços de Garibáldi.)” Revista Veja. o cartório de Laguna. um sapateiro. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. em Santa Catarina. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. Lá. IV e V. IV. Bryan morreu em casa. d) II.. Bryan Lee Curtis. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. No colo dele. Petersburg Times. oficialmente. Univali-SC “Agonia pública Na cama. Tanto que só passou a existir. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. Às 11h56. um homem robusto. quando abandonou o primeiro marido. Paulo. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. c) somente a III. Superinteressante. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. a cabeça sem cabelos. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. Mas. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. jornal da cidade de St. Enquanto agonizava. (. numa fazenda em Mandriole. Bobbie. 71. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). há três meses. b) I e III. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. Em poucos dias. ao lado da mãe. é quase desconhecida. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. a boca aberta no esforço desesperado por ar. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. V. de 2 anos. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. e) somente a V. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas.. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. e) É pura e simplesmente uma narração. de olhos semicerrados. sua mãe ligou para o St. No conto de Nelson Rodrigues. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. 70. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). os olhos salientes pela magreza do doente terminal. e do filho Bryan Jr. da mulher. na Itália. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. 30 de junho de 1999. em 30 de agosto de 1821. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. em 3 de junho. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. Só no último dia 11 de maio.” MARKUN. no Brasil. Dez anos depois. Petersburg. pedindo a presença de um fotógrafo. Virou Anita. agosto de 1999. II. III. Na imagem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo.

E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999.Interpretação de texto I Avançar . que o sábado está descartado. O estudante. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. Um deles. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Pelo mesmo critério. logo descobriremos. 73. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. “O senhor.72. digamos. às vezes. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. para ser coerente. 30 Após a leitura do trecho acima.. ainda não tinha terminado. não deve ser usada em todos os casos. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. “Assim. porém. é este que fundamenta aquele. (. como ele é o último dia com aulas na semana. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. emendou. raciocinou. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. porém justo e lógico como o senhor tem sido. financeira e política da mensagem. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado.. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. Assustados. afirmou o professor. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. o jovem ponderou: “Professor.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. no entanto. Assim. julgue os itens que se seguem. vocês terão uma prova toda semana”. “Se o senhor concorda. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. com 48 horas disponíveis.. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. Não foi necessário prosseguir. anunciou peremptoriamente. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. que a prova será na sexta-feira. “Parece-me justo”. portanto. efervescente. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. Relacionando essa observação ao texto acima. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. porém. pois. contrariando mais uma vez a regra imposta”.)” Luiz Barco. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. os jovens se remexeram em suas carteiras. rigoroso. e nada mais”. então. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado.. ( ) No texto. ficariam prejudicados os demais dias da semana. nunca poderá reservar o sábado para nos testar.

por exemplo. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. UFMT ( ) Na primeira estrofe. predomina a narração com a manutenção da unidade temática..74.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. européia e cristã. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. sem manter assim relações de sentido com o poema.” Interpretando-se os sentimentos do poema. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira..66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. revelando. ou toma um café Hoje bobagem. onde as ondas se amansam. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro..cadeiras. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. opõe-se “cearense migrante”. o sentido da vida para o eu lírico. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. 76. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. assim como estes. 31 “UM DIA QUALQUER . UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ( ) No texto.

e) II e III.) Que é isso. escrever exige predisposição e inspiração. Prosa poética. aí está você. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. de minhas fraquezas. em relação ao texto. não revolve os intestinos da vida. d) a falta.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. quer dizer: que não há para você. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. Então hoje não tem crônica. assuntando. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. que só a língua têm em comum. rapaz. não corta na verdade a barriga da vida. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. 78. III. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. c) I e II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sem liberdade.Interpretação de texto I Avançar . depende das condições intelectuais daquele que escreve. Narração em primeira pessoa. A ação de escrever priva. II. mais propriamente. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. de falta de apetite para os milhares de assuntos. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. b) II. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. Vivem constrangidos. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos.. 79.” Carlos Drummond de Andrade. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. Entretanto. d) I e III. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. c) somente I e III. Revolto-me contra mim mesmo. falar-lhe de minhas dúvidas. por vezes. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. Conclui que não há assunto. II. que está de olho na maquininha. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. inclusive a simples claridade da hora. como que em presença de um inválido. bem como a abundância de assunto.77. e) I. d) somente II e III. Não basta haver variedade de assunto. de meus receios. vedada a você. Está correto. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Escrever é triste. fica em sua cadeira assuntando. Dissertação. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Ou.. II e III. Os dedos sobre o teclado. (. e você não sabe ir além disso. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. Impede a conjugação de tantos outros verbos. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. b) somente I e II. III. purê de palavras. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. o que se afirma em: a) somente II.

b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. d) “céu imenso perdido”. uma vez contextualizadas. tão igual. Às vezes na imaginação. Eles são as minhas aldeias. um jardineiro risonho. logo mais. as palavras destacadas conotam. 82. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. É preciso gostar da vida. Uma voz de água no silêncio. nos olhos e nas mãos. Ela pousa. Tinha uma árvore. Quem pode vai para fora. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos.80. depois até a gente tão simples. Aquele jardim era meu amigo. d) proteção e felicidade.Interpretação de texto I Avançar . essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. b) “Sábado”. c) pouco desconfiado e muito observador. c) solução e realidade. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. E tinha canteiros de rosas. talvez. O cheiro de terra. e) segurança e incerteza. mas triste. Lembro-me dela. com certeza. Ah! dormir com o sentimento de pôr. realidade de uso interno. não veio da cidade. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. às vezes na realidade. e) “luz cheia de sombras de asas”. A noite caindo sem desastres. “ir para fora” tem um sentido mais libertador.. Imagine o campo. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. b) lugarejo e beleza natural. A vida arranja tudo pelo melhor. nas árvores. Voltar Língua Portuguesa . amanhã. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. Semanticamente. Era um Jardim sereno.” No texto. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. 83. como se dissesse – Bom-dia! Chega. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. primeiro. do tempo. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. d) bastante descrente e desiludido. Veio. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. a: a) meio arredio e misterioso. com qualquer coisa de gato e de mulher. Hoje. b) muito arredio e pouco confiável. Os outros ficam aqui mesmo. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. luz cheia de sombras de asas. 84. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Sábado. b) narração e a relação realidade-imaginação. c) “cheiro de terra”. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. semanticamente. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. 33 81. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!..” Álvaro Moreyra. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos.

uma das tantas doenças modernas. Depois capota”. V. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez..85. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver.. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. empresa especializada em sistemas de automação comercial. (. e não desliga mais. d) I. III e V. trocou o dia pela noite. b) O telefone. II. b) II. Ingo Tirgarten. por vezes. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. o fax e o telefone. c) II. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. o e-mail. (. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. como almoços e jantares com o cliente em potencial.. d) Todos os empresários. para o Terceiro Milênio. afirma Aldo Colombo. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. III.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. atualmente. a partir daí. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. e) todos os itens. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O homem é uma máquina que nunca desliga.. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. uma sociedade totalmente estressada. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. fazendo uma coisa de cada vez. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. inventou a Internet..Interpretação de texto I Avançar .. Uns dizem que o culpado é o trabalho. II e IV. fax ou e-mail”.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. Hans Dieter Didjurgeit. o celular. II e III. É mais um desafio!” Missão Jovem. aboliu o Domingo. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. mantendo assim o humor e a alegria de viver. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. agosto de 1999. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. IV e V. O estresse é uma doença moderna. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios... IV. fax ou telefone. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. 86. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas.. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática.

Univali-SC “No antigo Egito. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade.. o gato foi honrado e enaltecido. (. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. V. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria.Interpretação de texto I Avançar . Ora. III e IV. enunciados “particulares”). UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. Dos itens acima. Justificar a importância dos gatos e dos ratos.87. A igreja lhe virou as costas. IV e V. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. a enunciados universais. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. São idéias presentes no texto: I. ( ) Na estrofe 6. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). VI. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente.. (. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo.. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. 89. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo.. ( ) Na estrofe 8. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. mas não das demais ciências.) Na Europa. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. fêmea do deus sol Rá. por mais elevado que seja o número destes últimos. Sendo considerado como um animal santo. III e VI. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. algumas vezes. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. tais como hipóteses ou teorias. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. Citar superstições acerca dos gatos. III. b) I. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. ora um animal doce e afável). Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. e) todos os itens. c) I. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). d) I. IV. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. 35 88.” Segundo Popper. de um ponto de vista lógico. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. II. III e VI. de Karl Popper. Nesta mesma época. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. II.

.Texto para as questões 90 e 91. pardas.. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 34 pretas. 16 o preto. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 30 mãos para agir pelo Brasil. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis.. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. morenas. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro.... 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. pardas.. pretas. 33 Mãos todas de trabalhadores... 28 coragem de morrer pelo Brasil.. morenas. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. o pardo. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais..Interpretação de texto I Avançar . o roxo e não apenas o branco e o semibranco. brancas.. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. 32 .” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. roxas.. 29 ânimo de viver pelo Brasil.

Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. e costurada. 91.. Agora. Reconheço. e depois tingida. ( ) As “mãos” (l. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. ( ) O termo “sindicais” (l. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. (No terno branco reconheço o linho. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. e baixota. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l.” (l. Vão se aproximando lentamente. Pobres larvas. Ele. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. na história. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento.) A mulher também é gorda. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. pobre substância. substância extraída do casulo de larvas. ( ) De tom otimista. a brisa. os pássaros. pobre substância.que revela o sentimento de compaixão do narrador. aproximando-se. no vestido da mulher. 17) tem. não. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. ( ) o narrador. Isto aqui já foi muito bucólico. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda... pobres plantas. o riacho. vocês sabem. ( ) O termo “boreais” (l. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. de Moacyr Scliar. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. 14).. pobres plantas. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. “todo brasileiro e não apenas. antes. 30.90. mas o acontecimento. 31). por fim se definem. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. 31. usa terno branco. Pobre seda. extraído do conto “Ecológica ”. 26 e 27) e no gerúndio (l. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. resmunga constantemente. gravata vermelha e chapéu panamá. é situado no presente. acontecem coisas. no texto. em relação à compreensão e à interpretação do texto.” e “Pobres larvas.” (l. UFGO “Segue-se um trecho. 58). mas não se enxuga. Pobre seda.Interpretação de texto I Avançar . Muito tranqüilo. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. AEU-DF Julgue os itens abaixo. 15). Pobres fibras. ( ) “Qualquer” (l.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). A campina.” . de 1ª pessoa. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. 40 a 48). Também está suada. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. conotação pejorativa. da técnica cinematográfica. Agora. de idade. Trata-se de um casal. seda. Voltar Língua Portuguesa . e depois cortada. em relação à semântica e à estilística. às vezes. ( ) no fragmento. AEU-DF Julgue os itens seguintes. um homem gordo. e depois esticada. 92. dirigindo-se a ele.

15. 11/02/81. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. Aluísio. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. grudado a um canto da janela. o camarada intrépido. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. Casa de Pensão. mordendo os nós da mão. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. no texto. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. pois indica situações diferentes. Infelizmente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo.Interpretação de texto I Avançar . GABARITO Com base no texto. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. julgue os itens da questão 93. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. ( ) A referência “Isto é. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. o sangue a saltar-lhe nas veias. entrevistado. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 11/02/1981. naquela ocasião. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. pensava ele desesperado. já de carreira para o Largo do Machado. — Morra o infame! bramia a malta. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. vozeando furiosos contra semelhante berraria. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. — Oh! Era demais. p. os olhos injetados. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. ( ) Na terceira manchete. p. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. 94. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural.’ De repente. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. ( ) O uso dos dois pontos. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. para o redator do Diário. revelou-se salazarista. serve para introduzir uma explicação. porém. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos.” Isto é. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. 38 93. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela.

A fazenda Chalé da Serra. Tem as asas atrofiadas. Mas. mamãe. U. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. não mate mais a galinha. 39 Com base no texto.” Adaptado. 18 out. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. Veja.95. ( ) O segundo texto. é a mesma: predominantemente referencial. superior a de uma vaca. ( ) A função da linguagem. após o evento. indiferente. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. cujo preço varia de 1. Além disso. fugindo sem saber pra onde. Ave estrutioniforme. passadas algumas semanas. vive em zonas semidesérticas. em muito. parte de um verbete de dicionário.5 quilo. em torno de 110 quilos. a 8. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. na Arábia e na África. de Clarice Lispector. no prazo de doze meses. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. 2000. interior de Sergipe. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. 77. 96. Compridos e desengonçados. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. é eminentemente descritivo. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. Entretanto. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. o avestruz atinge o peso de abate. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. Atualmente é a maior das aves. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. em ambos os textos. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). Tinha a aparência de estar calma. o filhote. já esquecidos do fato. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha.000 reais. a família. com seis espécies conhecidas. no qual se considera a situação da vida da personagem. O animal estava sozinho no mundo. analisando as características estilísticas. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. ( ) A fertilidade de um avestruz é. todos rodearam-na com uma atenção especial. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. mata e come a galinha.” GABARITO No texto “Uma galinha”. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. nos últimos cinco anos. Avestruz.500 reais. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. Voltar Língua Portuguesa . depois do acontecido. Já são 800 animais. caso aquela fosse morta. p. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo.Interpretação de texto I Avançar . a menina prometia nunca mais comer galinha. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. no município de Simião Dias.

Rio de Janeiro: José Olympio. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. (. responda às questões de números 99 e 100. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. passei os anos de pequenice. e era dele. IMPRIMIR 100. o velho Bubu. 99.)” 40 LINS DO REGO. A grandeza da terra era a sua grandeza. O sol nascia. os moleques da estrebaria. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. pasto do mais fino. Apesar de tudo. modéstia de lado. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado.. e tudo era dele. Trato as partes no macio. J. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. no debaixo do capotão de meu avô. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. e a água boa e doce nas suas vertentes. o rio corria. de olhos miúdos. e tudo era dele. o “Velho” da boca dos trabalhadores.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. gado do mais gordo. C. o papai da Tia Maria. Voltar Língua Portuguesa . lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar.. e tudo era dele. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. É invencioneiro e linguarudo. de cacete na mão. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. lá estavam as negras da cozinha. Com base no texto 2. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. O coronel e o lobisomem. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. em jeito de moça. tudo era do meu avô. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. de corpo alto. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. pois sou sujeito lavado de vaidade. de barbas. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política.)” CARVALHO.Interpretação de texto I Avançar . UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. “Meus verdes anos”. Digo. 98. In: Ficção completa. lá num inverno dos antigos. O seu grito estrondava até os confins. 1978. o meu pai da Tia Iaiá. (. de palavra educada.. o Dr. seja em sala de desembargador. sem medir consideração. o Cazuza da velha Janoca. José. Tudo era do meu avô Bubu. Mas disso não faço glória. do que tenho honra e faço alarde. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. as águas do céu se derramavam na terra. os trabalhadores do eito. Se não recebo cortesia de igual porte. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. Lá ia o gado para o pastoreador. 1976. mimoso no trato. abro o peito: – Seu filho da égua. 97. sem freio nos dentes.. sou Ponciano de Azeredo Furtado. Sim. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. coronel de patente. seja em compartimento do governo. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão.

para quem o que importa não é ser alguém. mas algo imaginário e. imagens de jornais. bebida ou drogas pesadas. a preguiça e a gula. a inveja. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. Márcia . São ordens que devem ser obedecidas. portanto.. ira.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. gula. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. roupas. Não há mais a moralidade do pecado. Já não há mais lugar para a ira. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. Para o antigo pecado capital da avareza. (. O orgulho está em baixa.. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. 103. d) determinação de alcançar o paraíso celeste.. Esta é a ameaça.. transformou-se em mania de trabalho. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. todos à sua volta.Leia o texto a seguir e responda às questões.. equivalente ao inferno.Interpretação de texto I Avançar . preguiça. O pecado da luxúria. mas ter tudo e. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. o orgulho. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. prazerosa e lúdica. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. executivos de empresas e apresentadores de TV. um superego. A aparência do bom moço. sucesso. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. É a nova versão do invejoso. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. 16/05/99. consumo.. segundo o texto. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. a ira. Vivemos sob a moralidade dos mandados. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. prazeres e lucro. se possível. A criativa preguiça.. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. avareza.” CEZIMBRA.. sem noção de valores materiais. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. relatando suas conclusões. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. (. Quem tem ódio do Governo. 41 101. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. 102. trabalho.O Globo. à qual o artigo se refere. que já não deseja ser o outro. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. irreal. a avareza. sob pena de exclusão do sistema. adotada por ídolos do esporte. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) O psicanalista Eduardo Losicer. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. Este era o pecado da gula. cinema e TV. A maioria movida a compulsões por trabalho. ironiza e ridiculariza estes desafetos.

” Veja. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. pois simulou a própria dor. d) nenhuma das afirmações. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. b) a segunda afirmação. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. 02. com amigos ou numa parceria comercial. em vez de ter oferecido ajuda concreta. ter chamado a professora. Só ele notou a situação de dor de José. protesta a psicóloga. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. e só ele tentou oferecer algum consolo. 131. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Não se trata de uma medida isolada.” Fragmento retirado. que: 01. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). a soma das alternativas corretas. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. 08. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. motivos e preocupações dos outros. Enquanto diminuem os soluços de José. 105. Mesmo que não concorde com eles. por exemplo. p. 42 É possível concluir. a partir do excerto exposto acima. 32. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. mas os outros continuam a correr – menos Roberto.104. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. c) a terceira afirmação. e adaptado. seja no casamento. que pára. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. Dê. e) todas as afirmações. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora.Interpretação de texto I Avançar . 16. 64. para o autor. José tropeça. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 04. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. machuca o joelho e começa a chorar. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. de Daniel Goleman. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. diz. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. como resposta. Poderia. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. do livro Inteligência Emocional. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. 26 de abril de 2000. III. Serão criados banheiros especiais para deputados. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. II.

Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. afeição são as idéias centrais do texto. ( ) Fidelidade. Postava-se na esquina.”. As pessoas estranhavam. cremos. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. “correr animado”. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. ainda essa festa é motivo de grande agitação. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. um pouco antes das seis da tarde. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. introduz as personagens na narrativa. mas quem esse cachorro está esperando?. “na maior alegria”. ia esperá-lo voltar do trabalho. como se tivesse um relógio preso à pata. o focinho voltado para aquela direção.” Lygia Fagundes Telles. ia correndo ao seu encontro e. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. Assim que via o dono. Assim que anoitecia. na maior alegria. Casou-se a noiva com um primo. Como todos sabem... responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. depois. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. e) as novenas começavam sempre no domingo.. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia.Interpretação de texto I Avançar . pontualmente. uns bons. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. 108. o jovem foi convocado. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias.106. “A disciplina do amor Foi na França. de Manuel Antônio de Almeida. Hoje. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. 109. a orelha em pé. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. ( ) O uso de mas. c) com o passar do tempo. Os amigos. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. Quiseram prendê-lo. UFMT ( ) O artigo indefinido. “era jovem”. disciplinadamente. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. todos os dias. amizade. O jovem morreu num bombardeio. Tudo em vão. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. fazendo a crônica da fidelidade.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. 43 107. para outros amigos. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. distraí-lo. para que tivessem lugar as novenas”. começava muito antes. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. Com relação ao texto. outros maus. o jovem foi convocado. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. voltava ao seu ponto de espera. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. d) durante a festa havia muita confusão. nove dias. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Então. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados.

44 110. b) I e IV. dos mascarados do Carnaval. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. quando todos começavam a ir para a cama. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. o homem que afiava tesouras e facas. e) II. À tarde. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. “via” e “participava”. d) I. revela: a) medo. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. O menino tinha pavor da leprosa. II. vendo a vida passar. em relação ao menino. À noite. Duas ficavam fechadas. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. como as estrelinhas de São João. do bonde que cortara a perna do seu Almeida.Texto para as questões de 110 a 113. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. da carrocinha de cachorro. 111. 1999. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. III. Pelas manhãs. via passar o leiteiro. escondendo o nariz deformado. d) deslumbramento. levaria sempre uma merendeira consigo. Da janela. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. mas continuou na janela. IMPRIMIR GABARITO 113. Podia ficar ali. era uma forma de estar metade protegido pela casa. mas tinha medo da rua. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. Um dia o menino cresceu. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. b) alienação. numa reentrância da grade. c) “envolvido”. quando crescesse. tão-somente no seu caráter externo.” CONY. ele sabia de tudo. c) II e III. c) passividade. “imaginava” e “levaria”. ed. e) “fascinado”. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. b) “protegido”. 112. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. c) inseguro de seu objetivo. 3.Interpretação de texto I Avançar . O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. 250-1. “gostava” e “cresceu”. e) comprometimento. Uneb-BA No segundo parágrafo. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. Voltar Língua Portuguesa . “continuou” e “esperando”. Ao meio-dia. IV. passava o sorveteiro. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. Uneb-BA Sobre o menino. só se abriam aos domingos. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. O menino gostava. ou em dias especiais. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. Carlos Heitor. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. p. imaginava o que elas continham. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. d) “tinha”. III e IV. passava a leprosa que pedia esmolas. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. ele gostava de ficar ali. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. metade envolvido com o mundo. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. Um dia. “invejava” e “crescesse”. I. mas nada tinha a ver com ele. ao escolher o seu espaço. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. III e IV.

116. bom. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. b) exposição argumentativa de idéias. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. 1996. e) II e III. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. João W. d) da freqüência de preposições. 117-8. Formação técnica X Formação humanística. E. c) exposição descritiva de idéias. b) II. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor.. p. diz-se. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . entrando para a escola. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. A respeito dos enunciados acima. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção.Interpretação de texto I Avançar . atualmente. Linguagem e ensino. e) descrição argumentativa. no mínimo menos perigoso. d) I e II. e) do emprego de orações reduzidas. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. III. Afinal. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. que mais lhe interessam. Tecnologia X Humanismo. b) da ligação adequada das orações. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. Unifor-CE I. d) integração descritivo-narrativa. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. c) da ausência de conectivos. c) III. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. O resto. o cidadão. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. 114. Campinas: Mercado de Letras. II. Profissional especializado.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. Unifor-CE Quanto à estrutura. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. 115.. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica.

nem quanto custaria. sobretudo. Educação – ontem.Interpretação de texto I Avançar . exercitar o diálogo. os trajes nem sempre asseados. U. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. apesar de subscrevê-lo. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. Os jovens libertários da década de 70. são agressivos. não interessou-se em saber onde seria publicado. agosto de 1999. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. só vêem o erro e não os acertos. Nunes teria ditado o texto para Brito que. horários e deveres. Educar é ensinar que existem limites. b) 2 e 3. como autor da nota. criam-se distorções. 118. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. discurso indireto e discurso indireto livre. que pregavam o amor livre. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. Quando apenas um dos termos vale.. não sabem o que querem. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. Educar é. Educar é também conceder liberdade. estão sempre desafiando os limites. implicam com sua maneira de falar. são pais que optam por uma educação mais conservadora. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. 30/1/98. Alfenas-MG “Brito. Voltar Língua Portuguesa . só sabem dar broncas e impor regras. Os filhos. Implica amor e firmeza. disse Brito ao juiz. de trajar e com suas amizades. existe quase um consenso: é preciso proibir. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos.‘” O Estado de S. e) 2 e 4. em seu depoimento. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”.’ No texto. estão sempre de mau humor. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós.. c) 1 e 2. Henrique Nunes. C1. Mas isto deve ser progressivo. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. por sua vez. Paulo. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. Porque experientes. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘.” Missão Jovem. a desobediência civil e o consumo de drogas. hoje. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. passam horas falando ao telefone ou na Internet. d) 3 e 4. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4.117.

procurava em vão pelo amigo de infância. Trazia o coelho entre os dentes. O ser humano. E agora? Todos se olhavam.Texto para as questões 119. 120 e 121. é claro. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. o animal desconfiado que tem dentro de nós. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Isto é. Depois de muito farejar descobre o corpo. com as perninhas cruzadas. escorraçar o animal.. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. assustado. na semana passada. Coitados de nós. parecia vivo. só podia dar nisso.. arrebentado.. E lá foi colocado. bairro de classe média alta em São Paulo. Ficou lindo. morto. pegar amizade. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho.. o protagonista da história. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido.” PRATA. sujo de terra e. desde sexta-feira. Mário. como convém a um coelho cardíaco. Juntos cresceram e amigos ficaram. assim fizeram. E agora. quando entra o pastor alemão na cozinha. Parecia que tinha visto um fantasma. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi.. Provavelmente estivesse até chorando. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. O coelho. Julgamos os outros pela aparência.. Isso na sexta-feira. que não pensamos duas vezes. Vamos dar um banho no coelho. O doido comprou um pastor alemão. Claro. Quase mataram o cachorro. Notam o alarido e os gritos das crianças.. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Coitado do cachorro. Imagina o pobre do cachorro que.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. O cachorro é o herói. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Vão crescer juntos. de tardinha. Para nós o cachorro é o irracional. Como o coelho não estava muito estraçalhado.. Entendo de bicho. mas era infalível. Morto. 22/04/98. As crianças. E o homem continua achando que um banho. nós mesmos.. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. o assassino confesso. Sim. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. é o cachorro. Lembrou? Agora pintou uma nova. Maquiada. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. O meu pastor é filhote. – De jeito nenhum. – O vizinho estava certo. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. o coelho. lívido.. Pasmo. No domingo. Eram dois vizinhos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Enterrado. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. felizes. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Até perfume colocaram no falecido. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. lambendo as pancadas. O bandido é o dono do cachorro. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Problema nenhum. diziam as crianças. animais racionais. Simplesmente genial. deixar ele bem limpinho. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. O cachorro rosnando lá fora. Branco. Imagina. Coitado do dono do cachorro. E parece que o dono do cachorro tinha razão.Interpretação de texto I Avançar . todo imundo.

onde deveriam ter aprendido o que ensinam. 16/05/99. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física.” Isto é. b) narrativo. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. c) descritivo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. clubes e até condomínios. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. b) O cachorro é o protagonista da história. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação).Interpretação de texto I Avançar .E. U. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. Nas fábulas. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. Deveria ser o requisito básico. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. que regulamenta a profissão (só agora.119.E. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. de 1998. depois de anos. a) Identifique. 3-18. narrativa. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. 22 de março de 2000. no texto. no entanto.” O Estado de S. As entidades colocarão em prática a lei. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. U. U. A lei vale para clínicas. Mais. 120. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. 123. Identifique o antagonista. portanto. U. reforma de prédios. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. Reescreva as passagens abaixo. Paulo. p. A partir deste mês. costuma haver um final moralizante. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. 122. d) épico.E. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. hotéis. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. e) de propaganda. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. a) Depois de dois anos. 121. formado em Educação Física. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado.

sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. Clarice. Então. a formiguinha trabalhou sem parar. sim. exausta. Era o inverno que estava começando.html (com adaptações). pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine.. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. esse pronome deveria ser substituído por “o”. IMPRIMIR 125. vejo que é sábado de tarde. mas já não me perguntam mais. nesta versão. curtiu para valer. saiba dosar trabalho e lazer. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. não desperdiçou um minuto sequer. ( ) Nas linhas 8 e 9. Durante todo o outono. aproveitou o Sol. A formiguinha. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. nós já tínhamos tomado banho. e um produtor gostou da minha voz. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. antes do vento espantado poder recomeçar. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. um preceito ou uma lição de vida. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. dentro de uma Ferrari. e o vento: uma picada. apesar de usual na língua falada. verifica-se que. ( ) Considerando que. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. Não aproveitou nada do Sol. na fábula original. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. quando se pensa que a semana vai morrer. http://www. não atende às exigências da escrita culta: para tal. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. São Paulo. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. amiga. sábado de manhã.Interpretação de texto I Avançar . Enquanto isso. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. 1997. Então eu não digo nada. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. começou a esfriar. com um aconchegante casaco de visom. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. Quando abriu a porta para ver quem era. o ensinamento principal mudou. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida.” LISPECTOR. não? No Rio de Janeiro.. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. uma rosa molhada. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Tem sido sábado. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. julgue os itens a seguir. a abelha no quintal. armazenando comida para o período de inverno. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade.124. Se chovia só eu sabia que era sábado. Os melhores contos de Clarice Lispector. sangue e mel. aparentemente submissa. Global. Em relação ao texto acima. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. A propósito. escrita por La Fontaine.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. cantou durante todo o outono. tomando uma cervejinha. o rosto inchado. último período do texto. Seleção de Walnice Galvão. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. Domingo de manhã também é a rosa da semana. na semana passada. passados alguns dias. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. e intenção de transmitir um ensinamento. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. dançou. “sempre”.geocities. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. de súbito.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. vou passar o inverno em Paris. Voltar Língua Portuguesa . reelaborada.

A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) 2 e 4.. é um sufixo pouco nobre. Entre a assistência e o play-off. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. no campeonato nacional.. 7/10/95.” GABARITO TOLEDO. e os basbaques foram atrás. que é o idioma. e com termos emprestados de outro esporte.. UFPE No texto. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. definitivamente. como existem médicos. (.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. com a cultura colonizadora.)” VERÍSSIMO. uma história de triunfo da língua portuguesa. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. 127. 198. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. Roberto Pompeu. entre outras coisas. 3 e 4. facilmente. no regulamento do atual campeonato. Jornal do Brasil. Seria um caso incurável de carência de colonizador. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. não à língua inglesa da Inglaterra. A história do futebol. 09/12/1998. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. c) acabaram por subverter. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. 2.. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. Nós é que nos oferecemos. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. nestas terras. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. Estão corretos apenas: a) 1. no Brasil. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. (. b) 1. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. UFPE Leia os enunciados abaixo. grande investidor ou latifundiário. o basquete. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. 1. ( ) De acordo com o texto. esporte inglês. Veja. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. no início era jogado em inglês.. há políticos e politiqueiros. como “corner”. ingleses e brasileiros. d) 2 e 3. Existem suecos. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. 128. 4. “Se você começou como padeiro. em campo não o goleiro. ( ) A teoria da leitora ganharia força. não compliquemos. 3. UFMT ( ) Segundo a leitora. Luís Fernando. O futebol. assim como brasileiros estão para curandeiros. em virtude de irrefreável impulso de submissão. é. Entrava. mas dos Estados Unidos. É bobeira mesmo. ao texto. resolveu rotular as finais de “play-offs”. CBF. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro.. Há o importador e há o muambeiro. embora um tanto jocoso. p. Chamemos o fenômeno por seu nome. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. introduzido por ingleses no país. mesmo” confere um tom de repreensão. mas o “back”. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. O texto demonstra que. Aliás. segundo ela. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. b) rompem. timbaleiro ou seresteiro. “Disputam-se “play-offs”. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. atualmente. A Confederação Brasileira de Futebol. 2 e 4. 50 Texto para as questões 127 a 129. Não. como no “goal” que virou “gol”. terapeutas e curandeiros. c) 1 e 3. ao longo de algum tempo. (. por cúmulo. 126. empresário.Interpretação de texto I Avançar . referentes às idéias expressas no texto.

c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. São Paulo: Círculo do Livro. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. o pronome de 1ª pessoa do plural. o verbo ser. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. a) Na expressão ‘outro esporte’.Interpretação de texto I Avançar . Uneb-BA Este exercício. Quando em meu mal pondero. adoro a tua formosura. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto.” GABARITO GONZAGA. e) Na última oração do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 127. no futuro do pretérito. que eu assim resista à dor imensa. inda. p. Marília. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). s/d. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. referido anteriormente. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. tem como referente os brasileiros em geral. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. que me cerca e mata. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. busca. 51 130. extremoso.129. Tomás Antônio. de um semivivo corpo sepultura. e aperto sobre o peito em vão os braços. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. Marília de Dirceu. Amor na minha idéia te retrata. “Nesta triste masmorra. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. ‘nós’. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. b) Nesse trecho. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial.

É esse o papel de um educador?” ÁVILA. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. Nada justifica a agressão física. seja qual for a manifestação. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. seja quem for o agredido ou o agressor. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. respectivamente. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. Marcelo Maciel. Em função desse limite de espaço. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. outro ataque ao governador Mário Covas. se é que assim se pode dizer. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. depois um ovo no ministro da saúde e.Com base nos textos abaixo. por mais digna que fosse a manifestação.” IMPRIMIR 134. b) construção de comprovações por meio de silogismos. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes.03/06/2000. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Voltar Língua Portuguesa . jamais. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores.03/06/2000. E a situação de extrema violência que nós. responda às questões de números 131 a 134. 132. UERJ Em geral. O Globo. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. Arthur. 52 131. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. seus defeitos. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. Nada justificará. Por causa dessa intenção. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. Concordo. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. cariocas. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. 133.Interpretação de texto I Avançar . UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. O Globo. em 1º de junho. suas índoles. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras.

Olhemos a cidade. a adolescência tecida em sonhos e utopias. Quanto mais cidadania. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela.” Frei Beto. “Ano Novo. Vontade de remar contra a corrente e. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. e) o homem busca a plenitude. apegados à casa. Ano de nova qualidade de vida. sem projeto. Agora. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. Reencontrar. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. De celebrar dez anos. mas se esquece do material. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. na verdadeira democracia. IMPRIMIR 136. Em volta.Interpretação de texto I Avançar . Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. Voltar Língua Portuguesa . Por que acelerar tanto. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. 01 de janeiro de 1998. de Chico Mendes. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. a rede educacional. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. encharcando-se de bebidas alcoólicas. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. c) existencial e política. Braços e corações abertos também ao semelhante. Mergulhar em nós. d) pessoal e financeira. tolerância é cumplicidade com maracutaias. abastece o crime ao consumir drogas. noite após noite. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. mais democracia. O Globo. No fundo da garganta. Voto é delegação e. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. De menos ansiedade e mais profundidade. e) política e econômica. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. nas atuais circunstâncias. 53 GABARITO 135. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. vida nova. os propósitos altruístas. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. em janeiro. A começar pelo réveillon. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. um travo. da ressurreição de Henfil e. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. os filhos. p. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. mas está condicionado às limitações materiais. um gesto litúrgico. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. b) social e econômica. o serviço de saúde. a leitura espiritual. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. abrir espaço à presença do Inefável. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. 7. em dezembro. Ou a opção de um momento de silêncio. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. no ano que se inicia. uma oração. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. Ano Novo. a solidão entre matas. as ruas são limpas. Feliz homem novo. o salário exíguo num pais tão caro. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. a própria humanidade. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. Feliz mulher nova.

não o do trem.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem.. Sair criticando o mundo. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. Não.). 54 139.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. III. Leia as afirmações a respeito do texto.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. inquietas sombras?. c) apenas a afirmativa III está correta. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. c) somente a I é correta. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (.. e) estão corretas as afirmativas I e III. III.” 138. Univali-SC “Volta às aulas (. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro.. d) estão corretas as afirmativas I e II.” d) “Em política. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. GABARITO 140. Veja. II.. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez.).Interpretação de texto I Avançar .” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. tolerância é cumplicidade com maracutaias. II. 16 de fevereiro de 2000. b) somente a II é correta. achando que isso resolve a questão. como ao poeta. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. Oh.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Cefet-PR Leia o seguinte trecho. e as sombras viessem perpassar ligeiras..” A “luta terrível” na alma do sobrinho. extraído de Machado de Assis. nada sugere. ao se libertar de memórias antigas. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão.137.... e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões..). e) II e III são corretas. que nada sugere.. inquietas sombras?. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. de que fala o autor. consiste em: I..” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. I. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. desistir da herança e chorar a perda do tio. d) somente a III é correta.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. não constrói. b) apenas a afirmativa II está correta.” Stephen Kanitz. É impossível ensinar a pensar. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta.

segundo Machado de Assis. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. d) A língua portuguesa. Machado de Assis.Interpretação de texto I Avançar . interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. assim. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta.141. A propósito. função etc. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. com sucesso. e tentassem descobrir as suas virtudes. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. muitas vezes. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. já em 1873. Jaime. deixou-nos. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. nosso escritor. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. argumenta. Jornal de Santa Catarina. 142. sensibilidade e altivez – a inevitável. 19 e 20 de setembro de 1999. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). Voltar Língua Portuguesa . Jornal de Santa Catarina. 29/12/1999. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. “Protegendo a língua nacional”. CASTRO. a globalização.)” AVENDANO. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. necessita de mudança de humor.. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. Nelson Marinho Teixeira. e. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. Álvaro. (. não pode parar no século passado. a qualquer preço. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. Sobre o texto. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. e claro que desejável.. ‘Se pensarmos bem. É preciso inovar. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. Segundo ele. para enfrentar – com conhecimento. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural.

mas também em caracterizar o termo popular. a soma das alternativas corretas. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. Dê. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. 16. 1994. Scipione. tal como aparece no texto. 02. veja bem. 144. obediência às normas socialmente aprovadas. Popular é. tendência à universalização. p. uma manifestação cultural de caráter universal. portanto. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. a soma das alternativas corretas. Dê. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. possui um caráter eminentemente regional. Quanto à estruturação formal. 04. 02. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. 02. O texto utiliza uma linguagem informal. 04. 16.” MACHADO. 08. Em alguns momentos. embora tenha um caráter universal. 145. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. 04. é correto afirmar: 01. criação rústica. 08. caráter espontâneo. 08. já que se trata de uma criação coletiva. 56 143. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. as criações populares não conhecem normas nem limites. indiferença às imposições da cultura oficial. pois discorre sobre o conto popular. 28. O texto pode ser classificado como opinativo. UFMS Em relação ao texto lido. não se prende a um autor específico. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. São Paulo. Irene. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica.Interpretação de texto I Avançar . Leia. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. Talvez você mesmo pense assim. quando se trata de estudar gêneros literários. como resposta. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. Com isso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . se assim fosse. 32. Quer dizer. 32. 16. manifestação culturalmente rica. Trata-se de um texto literário. próxima da variante popular. como resposta. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. Mas. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. como resposta. 32. O conto popular. Dê. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. atentamente.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. UFMS O termo popular. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. a soma das alternativas corretas. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. Literatura e redação.

Dad. já dizia Gláuber Rocha. IMPRIMIR 148. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. Que corra atrás do prejuízo.“ SQUARISI. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. compreensão e interpretação textuais.Texto para a questão 146. e não econômica. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. p. I.E. Quem não aderiu se tornou out. Printar expulsou o imprimir. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. 1998. como a realização dos postulados da justiça social’. (. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. Peça help. Colômbia. printar e startar é meramente semântico.. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. Revista Exame. A informática serve de exemplo. GABARITO 147. ( ) Segundo Squarisi. temos complexo de vira-lata. seu cinema. E vire in. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. 170. Nós. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Startar cassou o começar. Deletar tomou a vez do velho apagar. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. 18 de nov. Outra é a receptividade. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. sua literatura. Além disso. O que vem de fora é melhor. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. 1948). sua televisão. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir.” 57 146. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. que vende como ninguém sua música. Voltar Língua Portuguesa . UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. sua tecnologia e o american way of life. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. no livre exercício de suas próprias soberanias. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. É isso. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. de acordo com a leitura. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. é a ascendência cultural.Interpretação de texto I Avançar . considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. Uma é o prestígio.. conseqüentemente.

UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho.). 58 Sobre os textos I e II. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. 150. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. Tratado Descritivo do Brasil.. e para a ceia (. e um canalha: mixelo hoje de chispo. calma. Sois tão grande velhaco. 171-2. recém-descoberta. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. d) No texto I.)” IMPRIMIR MATOS. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. Valha-vos. Gleise F. como sendo tão bobo. paradisíaca. (. e saístes do intento tosqueado.149.. pois não há fome. Oswald de. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. 1996. Gregório de. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. que o faça mover uma hora mais que outra. que é título de zotes ordinário. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (.. e o segundo.” SOUSA. e tendo tão larguíssimas orelhas. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. nem outro perigo que veja diante. qual uma harpia. de.. parodiar. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia.. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. com o título de seu poema. a que os índios chamam “aí”. fogem vossas ovelhas de vós. 1587. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. água. MENDES.Interpretação de texto I Avançar . heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. Poesias Reunidas.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. fogo. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. e os portugueses preguiça. Salvador: EDUFBA.. e sem sustento. mas ela vos sangrou na veia d’arca. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. frio. p. nome certo mui acomodado a este animal. pois ficando faminto. e roubais. Org. Voltar Língua Portuguesa . seduzir. não só no léxico como também na sintaxe. Gabriel S. já no texto II.

(.. 17. pode me chamar de Jesus. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Sua obrigação era ser humilde. João Huss na sepultura. a gemonia. Tours. Esse é um de meus nomes.. O tempo da mentira já passou. 1995. Loiola – aqui foi Nóbrega. p. o azeite. 9 ed. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel.. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. porque quanto mais alta é a função..Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. 1972.. de Deus. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. Seu tempo já passou. se quiser.. Castro.. O Santo Ofício. 146-8. João. MANUEL Foi isso mesmo. mundano.” SUASSUNA.. que era Cristo. o Filho de Davi. de Senhor. santificando-se através dela. Na fogueira Grandier.. (Coleção Prestígio). não é lhe faltando com o respeito não... MANUEL Cale-se você.Interpretação de texto I Avançar . Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. o Leão de Judá. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. por quê? JOÃO GRILO Porque. remembrando a negra Inquisição. mas você pode me chamar também de Jesus. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Rio de Janeiro: Agir. A hidra escura e vil da vil Teocracia. não. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. Rio de Janeiro: Ediouro. com o braço ocultando os olhos. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. é Manuel. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. soberbo. mais generosidade e virtude requer. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. BISPO Cale-se. Sou. de costas.. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. In: Poesias completas de Castro Alves. pois vão ser julgados. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. É justo!. Levantem-se todos. Ariano.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. Sevilha e Nantes na tortura. as provas. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. ed. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. Lisboa.. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. Colombo a soluçar. grande grito. Auto da Compadecida. Mas você. a gemer Galileu. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. atrevido... 145-6. p.. autoritário.. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante..

tudo árido e longo. inquietas sombras ?. conservo alguma recordação doce e feiticeira. e restaurar na velhice a adolescência. expressa no fragmento acima. 1. Em tudo. jardinar e ler. V. e) II. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. embora de épocas diferentes. de memória. como ao poeta. e que apenas conserva o hábito externo. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. IV. e esta lacuna é tudo. 151. e lembrou-me escrever um livro. assim. não consegui recompor o que foi nem o que fui. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. Tanto no Texto I quanto no II. b) II e III. Os amigos que me restam são de data recente. mas exigia documentos e datas como preliminares. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. e. e quase todas crêem na mocidade. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. Pois. tal como ocorreram então. III. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. O mais do tempo é gasto em hortar. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. identifique as afirmativas verdadeiras. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos.Interpretação de texto I Avançar .. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. No Texto III. Em verdade. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. mas não me acudiram as forças necessárias. Dom Casmurro. v. III e VI. a fisionomia é diferente. mas não a mim. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. esta monotonia acabou por exaurir-me também. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. vida diferente não quer dizer vida pior. Distrações raras.” ASSIS. II. na época em que antigamente vivia. e as sombras viessem perpassar ligeiras. e tal freqüência é cansativa. como tudo cansa. interrelacionam-se. é outra coisa. p. O que aqui está é. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. distanciando-se. 152 e 153. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez.Os três textos. Sobre eles. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. VI. era obra modesta. e. Capítulo II. Quis variar. 810-11. No Texto I. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. Duas ou três fariam crer nela aos outros. algumas datam de quinze anos. se o rosto é igual. UFF-RJ “A certos respeitos. pegasse da pena e contasse alguns. Jurisprudência. Depois. Quanto às amigas. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. Se só me faltassem os outros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . filosofia e política acudiram-me. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. mas falto eu mesmo. Entretanto. senhor. de memória. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. pouco apareço e menos falo. outras de menos. de suas reais funções. c) I. d) II. No Texto II. mal comparando. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. IV e VI.. A certos respeitos. III. Ora. Texto para as questões 151. o interno não agüenta tinta. como todos os documentos falsos. vá. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. I.” Em relação à posição do narrador. não o do trem. Machado de. IV e V. Talvez a narração me desse a ilusão. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. como se diz nas autópsias. em determinado momento de sua vida. d) O narrador. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. como bem e não durmo mal.

em sua narrativa.Interpretação de texto I Avançar . um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. “atar as duas pontas da vida”. Assinale a Opção em que. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. o interno não agüenta tinta. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. se o rosto é igual. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. vá. como todos os documentos falsos.152. mal comparando. e tenta. O que aqui está é. algumas datam de quinze anos. como se diz nas autópsias. mas não a mim. Voltar Língua Portuguesa . sd.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. Porto Alegre: L&PM.” e) “Quanto às amigas.” 153. e que apenas conserva o hábito externo.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. e tal freqüência é cansativa.” b) “Em tudo. e esta lacuna é tudo. com certo humor. mas falto eu mesmo. a fisionomia é diferente. através de outra linguagem – o cartum –.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. senhor. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. não tem amigos de longa data. Só dói quando eu respiro. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. não consegui recompor o que foi nem o que fui. outras de menos. e quase todas crêem na mocidade. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois.

tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. “espelhos de pau. 62 GABARITO Vocabulário: 1. 2. b) “Minha terra tem palmeiras. Pelo sertão nos pareceu. (Castro Alves). por bem das águas que tem. E em tal maneira é graciosa que. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. Tem. delas vermelhas. outros traziam três daqueles bicos. d) “Irás a divertir-te na floresta. Aí andavam outros.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. vista do mar muito grande. Marília. 4.Interpretação de texto I Avançar . até agora. não pudemos saber que haja ouro.” (Murilo Mendes). “parma”: lisa como a palma da mão. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). de que nós deste porto houvemos vista. com cabelos muito pretos. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). De ponta a ponta. que andavam sem eles. Nela. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Esta terra. e outros quartejados de escaques. 3. a saber. grandes barreiras. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. E alguns. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. dar-se-á nela tudo. de as muito bem olharmos. 5. ao longo do mar. infindas. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. nem coisa alguma de metal ou ferro. p 39-40. nalgumas partes. Rio de Janeiro: Lacerda. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. delas brancas. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. a modos de azulada. como os de Entre Douro e Minho. um no meio e os dois nos cabos. é toda praia parma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Paulo Pereira (org.Texto para as questões 154 e 155. 1999. que nos parecia muito longa. porque. compridos pelas espáduas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. querendo-a aproveitar. nem prata. a estender olhos. 154. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. para transportar água ou vinho. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. “tintura preta. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. planície. e suas vergonhas tão altas. a saber. assim frios e temperados. bem moças e bem gentis. não tínhamos nenhuma vergonha.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. quartejados de cores. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. / sustentada. muito chã e muito formosa. “chã”: terreno plano. que pareciam espelhos de borracha. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Águas são muitas.

80. por ocasião das eleições de 1994. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente.Interpretação de texto I Avançar . o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. respectivamente. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. entre as classes sociais mais ricas e. Poesias reunidas. criando estrofes simétricas e com títulos. p. 156. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela.155. entre as classes mais pobres. sem prejuízo do sentido global.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. o sol. via-de-regra. d) reconhecer e retomar a prática romântica. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. Oswald de. dando títulos nacionalistas às estrofes. dando-lhes novos títulos. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. de modo significativo. (. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos.F. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural.. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. o calor e o frio. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. dando-lhes títulos novos. U. 1978. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. em algumas experiências. a) Para o autor do texto.. agora já faz parte de nossa cultura”. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar.. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. que é possível o Brasil mudar esse quadro.. (. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. de forma tão natural quanto a chuva. de modo esmagador.”.

são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. em flagrante. em fevereiro de 1999. com força. e estavam com fome. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas.157. 04. seu prato preferido. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. interior de São Paulo. Se não houver frutas nem insetos à mão. As chefias são formadas por até três animais”. quando a Polícia Florestal prendeu. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. O apetite insaciável.72. “São os únicos. O caso foi resolvido em março. diferente dos outros primatas. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. aliás. da mesma forma que o macaco-prego. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. depois que o zoológico municipal fechou. Parente mais próximo do homem. da Universidade de São Paulo. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. Não é para menos. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. “Não existe um único líder no bando. a soma das alternativas corretas. como o macaco-aranha e o muriqui. Voltar Língua Portuguesa . U. como resposta. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis.” Superinteressante. A primeira é o tamanho do cérebro. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. esse macaco africano consegue aprender por observação. Duas delas são fisiológicas. Dê. Para comer coquinhos. Ele consegue pescar. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. é marca registrada dos espertos macacos-prego. 02. Entre os macacos-prego o poder é diluído. observa Ottoni. Onívoros de carteirinha. p. Tiveram de apelar para o crime. diz Eduardo Ottoni. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. Apesar da distância. além do homem e do chimpanzé. capazes de partilhar alimento”. julho/00. o dos macacos do Novo Mundo. que dá uma destreza enorme ao animal. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. 16. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes.Interpretação de texto I Avançar . abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. Com relações tão complexas. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. 08. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América.E. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima.

é uma combinação de força e resistência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sofrem e resistem à dor de viver. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. e) A mulher brasileira. porque. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. nem tudo temos os modernos. Uma força que nos alerta. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. não se lêem. A influência popular tem um limite. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Texto para as questões 159 e 160. ( ) Machado. principalmente por parte dos escritores.158.” GABARITO 159. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. quando deve chorar. Univali-SC “Maria Maria Maria. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. é a cor. o capricho e a moda inventam e fazem correr. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. em seu texto. Cada tempo tem o seu estilo. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. propõe a mediação. Maria É o som. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. apenas suporta a dor de viver. A este respeito a influência do povo é decisiva.Interpretação de texto I Avançar . o que é um mal. a mulher da canção. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Maria É um dom. no texto. – não me parece que se deva desprezar. d) Maria. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ou antes por uma exageração de princípio. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Maria. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Mas se isto é um fato incontestável. outros há que os adotam por princípio. à força de velhas. b) A mulher. Pelo contrário.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. porém. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Feitas as exceções devidas. é o suor. entre a tradição e a modernidade. a lágrima em riso. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. representada pela Maria da canção. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. E não vive. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. por intermédio dos escritores. como são todas as mulheres do planeta. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. transforma a dor em alegria. desentranhar delas mil riquezas que. Divergência digo. não imputa aos literatos tal responsabilidade. simboliza os seres humanos que lutam. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Em geral. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. uma certa magia. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. apenas agüenta. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. ( ) Machado de Assis. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. se fazem novas. Nem tudo tinham os antigos. c) Maria. Há portanto certos modos de dizer. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Maria. locuções novas. e segue sua vida. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum.

Carvalho. 1995. nem vulcões. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. nunca não encontra. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.o senhor querendo se procurar. p. 1997. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Os sertões. 13. In: Obra completa. pela abertura de rodovias. por esses lugares. aonde lá. Grande sertão: veredas. p. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. que o nome não se soubesse. pois desconhece o preconceito racial. Depois dele: o turismo multinacional. efêmera talvez. econômica ou política nacional. – valorização das idiossincrasias regionais. perfazendo indagação. em magnífico resumo. por si. Guimarães. revela-as. Sertão. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. após apresentação de uma tese.Interpretação de texto I Avançar . p. . A marcha do povoamento. com sua dialética irresistível. nem furacões. Para isso. Rio de Janeiro: Record. 1989. em que todas as cores e raças se misturam livremente. o texto lido pode ser classificado como crônica. Érico. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. o mesmo. acolhamo-nos ao nosso assunto. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros.se diz . Voltar Língua Portuguesa . 162.” ROSA. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. AEU-DF Julgue os itens que seguem. ed. II. Euclides da.” SOUZA. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço.. visto que aqui o preconceito é econômico. um povo prestativo. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. p.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Literatura brasileira. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. o próprio. Mas. De repente. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. identificados abaixo. nem terremotos. 3ª ed. de coração bondoso. ( ) Nele. Manual de literatura brasileira. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. os senhores de terras e gados. festeiro.. Márcio. 1984. era o sertão churro. nem lutas fratricidas. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. ( ) De roupagem metalingüística. 5ª.. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. quando a gente não espera. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. que então vigoravam no Brasil do século XIX. 161. Apud Sergius Gonzaga. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. CUNHA.” RIBEIRO. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. Volnir e Adão E. 227. prolongando-as até ao nosso tempo. expõe os elementos que a compõem. porto Alegre: Sulina. porém. A estrada de todos os cotovelos. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores.” Fragmento I Procuremos. Até. o imperador do Acre. do Maranhão à Bahia. Ia fazendo receios. João Ubaldo. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. 158.. vol. Apud SANTOS. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. Viva o povo brasileiro.” GABARITO VERÍSSIMO. Porto Alegre: Mercado Aberto. Rio de Janeiro: Marco Zero. As circunstâncias históricas. nem pestes. 1984. 12ª ed. 626. até. p. o sertão vem. Galvez.160. O tempo e o vento. Descemos por umas grotas.

Anna Paula. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. já que aqui não há executivos preparados. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. jamais fiz distinção entre uns e outros. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. Tanto de um como de outro grupo etário. por sua vez. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. mais de 400 estão instaladas no país. com a sua livre poética. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. Quanto a estes. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. a mudança é um sacolejo completo na vida. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. ressuscitada a cada geração. não existe geração espontânea. apesar de equivocada. Em São Paulo. graças à Renault. em relação à compreensão e à interpretação do texto. além de tudo. Para os executivos e a família.” 67 GABARITO 163. sem rede de segurança . Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. existem colônias de franceses no Paraná. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. entre novos e velhos. 162. com os espetáculos de circo dos parnasianos. procurar emprego em nosso país. essa transferência representa um reforço na filial. 26/04/2000. E assim. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. são por natureza os nossos filhos naturais.Interpretação de texto I Avançar . Para as companhias. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. E. ( ) Para Mário Quintana. sem querer. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. em massa. Das 500 maiores companhias transnacionais. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. ( ) Para ele. Desde 1990. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. Quanto a mim. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. em prol do equilíbrio universal. embora sem querer. por iniciativa própria. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros.” BUCHALLA. Acontece que. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. Veja. “No Brasil. na incauta adolescência. Hoje. Os (ainda) chamados modernistas. Texto para a questão 163. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. “roubada” do Rio Grande do Sul. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros.

Banana que nem chuchu. Senhor. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Fortaleza: Editora RISO. já quinhentos anos passados. IV. Águas são muitas e infindas. porque.. Tão fértil eu nunca vi. capivaras. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. No chão espeta um caniço. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral.. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. rios. Salvo o devido respeito. Cruzados não faltarão. “Ainda não haviam louras. neste tempo de agora. palmeiras. De tal maneira é graciosa que. II. c) Tem goiabas. papagaios. Banana que nem chuchu. como os de Entre-Douro e Minho. Bengala de castão de oiro. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. árvores. tem-nos muitos. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. c) I. s/d. nem surfistas. apesar da leve mudança no estilo. Esmeralda é para os trouxas. De plumagens mui vistosas. tem-nos muitos. quando for a vez desses meninos? Riachos. Rios e riachos corriam límpidos. A gente vai passear. GABARITO 165. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. d) Diamantes tem à vontade. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. e) III e IV. Tem goiabas.Interpretação de texto I Avançar . é muito boa de ares. d) II e IV. melancias. Tão fértil eu nunca vi. Vossa perna encanareis. a arca. Como será esse país no futuro. Texto para as questões 41 e 42. b) No chão espeta um caniço. Quanto aos bichos.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. tão frios e temperados. onças e capivaras. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. Edição Zero. a terra em si. araras e papagaios. Era assim o Brasil de Cabral. Tem macaco até demais. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. cristalinos e plenos de peixes. embora escrita no mesmo estilo. b) I e III. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. Diamantes tem à vontade. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. nem mulatas... III.Textos para a questão 164. assim os achávamos como os de lá. Araras. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. Reforçai. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. mangueiras. II e III. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. nem biquínis.” 68 164. nas praias douradas desse novo país. cajueiros.55. p. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. onças. melancias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui.

III. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. corresponde à nossa existência que é o estado transitório.” Cassiano Ricardo. c) II e III.” 69 167. a cada instante que passa. e) II e III. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo.Interpretação de texto I Avançar . c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. d) explorar a sinonímia das palavras. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. ligado à classificação morfológica do verbo ser.166. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. que é de ligação. GABARITO 170. d) I e II. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. 168. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. b) II. b) sentido excepcional. e) ar misterioso. Nessa operação mental. III. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. II. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. e não do ser. é sempre menos. em todo o poema. e) IV. Ser é apenas uma face Do não ser. Unifor-CE I. c) halo de encantamento. b) II e IV. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. niilismo e revolta. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. nem futuro. 169. Em suas reminiscências. no verso 5. c) III. A respeito dos enunciados acima. está correto o que se afirma somente em: a) I. como se o bom e o interessante não tivessem presente. d) sentimento saudosista. IV. “Ser”. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. II. sentimentos de angústia. estamos mais próximos da morte. d) III e IV. Cada minuto de vida Nunca é mais. Perpassam.

seria injustiça. como realmente haviam ocorrido. e) tencionava prender-se aos fatos. indulgentes ou cegos. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. porém. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. antes de começar. que o impediria de publicar seu livro. caso o escrevesse. sem romanceá-los. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. redigir esta narrativa. para publicar suas obras. julgando a matéria superior às minhas forças. dar-lhes pseudônimo. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. Além disso. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas.” Graciliano Ramos. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. Não vai aqui falsa modéstia. De fato ele não nos impediu escrever. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Voltar Língua Portuguesa . com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. ou alguém em quem não se pode confiar. d) perdera as anotações que havia feito. tiradas demagógicas. b) um depoimento verdadeiro. com intenção de dar veracidade aos fatos. Efetivamente se queimaram alguns livros.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. quando formos verazes. palavras de ordem. Repugnava-me deformá-las. os hábitos de um decênio de arrocho. inibe também a capacidade de criação literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Entre elas. contra a existência de uma censura prévia. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. fazer do livro uma espécie de romance. Isto. e) as normas gramaticais e as ações da força policial.Interpretação de texto I Avançar . Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. com os nomes que têm no registro civil. c) numa época de força policial. com o decorrer do tempo. o escritor é como um cego. a polícia. casos passados há dez anos – e. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. quase impossível. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. ainda nos podemos mexer. em qualquer época ou lugar. como adiante se verá. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. como limites à liberdade de expressão. 173. é incorreta: a) existia uma censura prévia. enfim. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. 70 171. e) sem liberdade de criação. depois de muita hesitação. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. às vezes com louvores de sustentáculos dela. “Resolvo-me a contar. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. assim. me impediram o trabalho. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. 172. b) a falta de liberdade política. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. sem disfarces. e a proibição de usar nomes verdadeiros. ia-me parecendo cada vez mais difícil. realizando atos esquecidos. d) a impossibilidade de escrever com clareza. ninguém nos dará crédito.

no texto em que Otelo. A morte é uma atitude extrema. 1974. A realidade. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. transtornado. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. e) próprio da literatura socialmente engajada. e só por isso. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. Rio de Janeiro: Aguilar. paranóico. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. (. 2. o general mouro. c) cultivado pelas elegias pastoris. para quem é alvo dele. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. 57. doente. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes.)” Veja: 14/06/2000. no seu cruel desenrolar. Voltar Língua Portuguesa . no mundo inteiro. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. b) os pássaros. por aquilo que produz. o amigo é sincero. Antes dele e depois dele. Poesias Completas. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. perigoso. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. simplesmente. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. mata a mulher e se mata. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. e as sementes. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. é velha como o mundo. tanto espiritual. antes de calculares os lucros da seara. v. desde que eles estejam floridos. quanto terrestre. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. A tragédia. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. d) inerente a qualquer manifestação literária. “Antes de lançares a semente no chão. por elevar seus galhos ao céu. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra.” LIMA. A mulher é honesta. mata a doce Desdêmona. o trai com um amigo. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. no ritmo lento da natureza.. d) a simplicidade da vida campestre. o verniz civilizatório ou. e) a árvore é sinônimo de vida.. “Ciúme. IMPRIMIR 176. são símbolos do poder divino. no século XVII. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. Por fim. considere o poema que segue.Para responder às questões de números 174 a 175. um sentimento insano. 175. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. 71 174. b) recorrente na literatura universal. Jorge de. familiar e do mundo todo. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina.Interpretação de texto I Avançar . desde os tempos bíblicos. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. p. linda. insuportável para quem sente e doído.

“(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. Lembrança – o vento pertence ao campo. promoveram o “trote solidário”. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. d) o adultério. E no entanto o tempo passa: Do campo. transformaram a recepção em coleta de sangue. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. 180. c) desligamento da realidade. e) curiosidade quanto à origem do vento. unidos. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo.427 bolsas de sangue. E geme. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. b) lembrança. de uma vez por todas. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. vagabunda. E sempre prossegue rumo ao norte. como faca. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. 72 178. como tema constante das tragédias gregas. O hemocentro de São Paulo recebeu. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. E no entanto o vento uiva. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes.Interpretação de texto I Avançar . na árvore dobrada. Uma rês geme.” Flávio Aguiar.177. Há 15 dias. no início do ano. Marceu . c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. todas de São Paulo. Arrecadou-se mais de 200 quilos. Texto para as questões 178 e 179. gotejante: o vento a corta. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais.Época. abolido.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. Protegido no copo de conhaque. c) vento. Mais estranho: o mundo é redondo. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. Estranha faca: gelo e água. Voltar Língua Portuguesa .” VIEIRA. o vento chega arrefecido na cidade. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. b) intenso questionamento sobre tempo. tarefa dos novatos de Oceanografia. 3. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. Escolas como a FGV. do Rio de Janeiro.. o vento nasce e morre no horizonte. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. b) a influência maléfica de uma obra literária. e) passa.. mesmo na cidade: tem presente seu passado. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. 179. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. 26 de abril de 1999. (. que serão doados para obras sociais. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. d) nasce. Para participar da festa. d) medo da fugacidade do tempo. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. levam os calouros para a rua e. ou recolher lixo nas praias. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo.

Então fica assim: de um lado. que intensifica “poucos” e “poucas”. e vivem nas ruas. têm família.” CAMARGO. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. ingênua e. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. Hoje uma soldada na guerra. Num dia. em tese. o termo “muito”. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. 1998. E depois? Daqui a cinco anos. são apresentadoras dos programas infantis. ambos desamparados. Texto para a questão 183. de outro lado. Com o tempo. o objetivo de todos. Não quero trabalhar para sempre. as outras crianças que têm casa. ter filhos e uma fazenda. 73 182. São alguns privilegiados – como artistas. a respeito da organização das idéias do texto. não me destruir com ela. Introdução. 1/2000 (com adaptações). pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. na prática. você tem que ser sexy. Quero aprender com a indústria da moda. São Paulo: Moderna. casar. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. a passarela. p. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. assistência. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. penso em cair fora. ( ) Na linha 4.” Revista Caros Amigos . artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –.. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas.” Ícaro Brasil. amanhã uma perua no shopping. esportistas. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. e) Algumas crianças têm tudo: casa. família. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. e. maluquete. depois. no Brasil. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. Mac Margolis. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. a dança da garrafa. no Bubby’s. enquanto outras nada têm. 22. em Nova York Trabalho e prazer. que poderiam contribuir para a educação infantil. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. só que o palco é a capa da revista. Luiz Octávio de Lima. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. É como vida de atriz. A idéia central do texto é: a) As crianças.181. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é.março de 1999.. destinados às crianças. Texto para as questões 182. uma exceção válida para muito poucos. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio.. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. Quero voltar ao Brasil. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. comecei a levar o trabalho numa boa. In: Educação para o lazer. no outro. em muito poucas circunstâncias.Interpretação de texto I Avançar . ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. mas. Univali-SC “.

( ) No fragmento do texto. 1999. com atenção. 185. pensar. ( ) No fragmento de texto. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. às exigências do mercado de consumo para. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que.Interpretação de texto I Avançar . respectivamente. pois resultam de processos históricos e sociais que. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. 1999. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. A organização de seus gêneros. julgue os itens seguintes. para depois haver uma adaptação mercadológica. com o desconhecido que amedronta. publicada em O Popular. atender às demandas sociais. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. já que estas representam o trato com o novo. a indagação de suas fontes. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. mas produtos de práticas sociais. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. na atualidade. Gisele Bündchen. o reconhecimento de suas possibilidades. Afinal. 02. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. Novos modos de sentir. 04. em seguida. 16. DF: Ministério da Educação. 08. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta. pela significação textual. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. 01. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. a democratização de seus usos. em 1º ago. a soma das alternativas corretas. toda segunda-feira. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. viver e ser. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. 133-4). Leia-o. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura.” 74 184. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. apesar de conviverem com ela. construídos historicamente. a consciência de sua existência. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. mas utilizálas. As tecnologias não são apenas produtos de mercado.183. a trabalho e divertimento. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. corresponde tanto a eu. apesar de simbólicos a princípio. o movimento: o mundo plural hoje vivido. portanto. com cautela e moderação. Dê. 32. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. o tempo. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. DIA 9. espelham. em primeiro lugar. ainda não a entendem. Elas fazem parte da vida das pessoas. respectivamente. não invadem a vida das pessoas. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. da Católica e outras faculdades. acabam por concretizar-se. p. e responda à questão proposta. o espaço. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e.

UCDB. Dê. 32. regado a água quente. daí se sugere que. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. respeitando a vez de cada um. explicitado pela palavra você. Campo Grande. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. Chimarrão é o mate cevado. 1996. vestibular e leitura dos livros. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. 4. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. passar a cuia de uma mão para a outra. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. dará mais sabor à erva.Interpretação de texto I Avançar . Se alguém falar alguma frase. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar.’ Considere as seguintes atitudes: 1.. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. de cachimbo da paz. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. lendo o material anunciado. 04. pode ser associada à chegada da noite. Ed. ( ) o canal. 08. ótimo. Texto para a questão 187. A expressão na hora do quiriri. Você corrige um erro. bem gelado. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. para não azedar o mate. De acordo com o clima. O arado e a estrela.Considerando-se que. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. devido à predominância da função fática. 2. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. Raquel. para o vestibular. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. ( ) o vestibulando terá. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. p. passa-se do chimarrão ao tereré. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. sob um laranjal. senão a erva pode azedar. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress.. a conversa será mais lenta. sem açúcar. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. como resposta. morena e matuta. com sol forte e poeira envolvendo tudo.)” NOVEIRA. mas também de ler os próprios livros. Tereré é o refresco. Você fica louco da vida. tudo muito morno e quente. 01. (. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. alguma palavra em guarani. 75 186. 16. Leia o texto que segue para responder a questão 186. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. a soma das alternativas corretas. de uma boca para a outra. 02. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. O ideal é tomá-lo numa grande roda. como chê-kambá ou cunhataí. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. Você corrige dois erros. recebe a ênfase nessa comunicação. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. 23. 3.

se você for a fundo no assunto. então. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. especialmente o futebol (não mais foot-ball). E o leitor do noticiário. e) Palavras estrangeiras. back é beque. o que foi uma bênção. é estrangeira imposta pelo colonizador. ou até na rua. soap-opera. o pataxó.187. tem significação mais extensa. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. Pois aqui no Brasil. ou. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. Pegue um jornal. já que a gente não os conhece nem de nome. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. etc. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. Cantor de forró do Ceará. 76 GABARITO Texto II 188. mas devem ser chatos ou difíceis.” Rachel de Queiroz. e F. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. nós a recebemos do colonizador luso. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. como na África. que alguns tentaram.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. os brasileiros. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. literalmente. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. como as do texto.. “meio-de-campo”. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. por exemplo.. pelo menos. cada uma fala o seu dialeto. Mas. pelo menos é o que informam os especialistas. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. o preto e o branco. pretendemos ser. se não for escolado no papo. a todo instante tropeça e se engasga com rap. tudo é show. Os índios têm lá os jogos deles. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. é engraçado. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. contrapõem-se duas cores. A começar que a nossa língua oficial. UEMS No texto I. Nas páginas dedicadas ao show business. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma.Interpretação de texto I Avançar . para verdadeiro. onde as melodias podem ser originalmente nativas. punk. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz.. etc. como um peru de farofa. falemos de nós. por exemplo: é todo recheado de inglês. UFMT Assinale V. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. chamando-o de ‘desporto’. por exemplo. deixando de lado os índios que nós. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). o português. etc. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. inclui as apresentações em várias espécies de salas. No esporte é a mesma coisa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que. Imagina se. toma um susto. Leia os textos que seguem. ou pior. Mas não pega. pelo menos. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. funk. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. por exemplo.

Os polícias. b) I e III. Arrependido estou de coração. Vaidade que todo me há vencido. e) III. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. 191. dai-me os braços. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro.189. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. desembainharam os sabres. d) ou os cofres que tu vais encher.” AZEVEDO. GABARITO 192. Em virtude de tantas palavras importadas. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. É verdade. ensinava-lhes o caminho. Maldade que encaminha a vaidade. Bertoleza. Arrependido a tanta enormidade. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. para a ceia do seu homem. Quando necessárias. Estão corretas: a) I. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. 281. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. II. que hei delinqüido. b) antes de calculares os lucros da seara. vendo que ela se não despachava. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. De coração vos busco. Delinqüido vos tenho. Gregório de. então. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. Misericórdia. Aluísio. c) I e II. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. e encaminharam-se todos para o interior da casa. e) e as coisas que tu vais transformar. com as mãos cruzadas nas costas. III. Soneto. pálido. Vencido quero ver-me e arrependido. e ofendido. Bertoleza. p. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. In: Poemas escolhidos. U. 190. não tendo coragem para matá-la. João Romão ia atrás. A salvação pretendo em tais abraços. s/d. Luz que claro me mostra a salvação. São Paulo: Círculo do Livro. estava de cócaras no chão. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Abraços que me rendem vossa luz. p. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. ( ) Consciência da efemeridade das coisas.” E depois emborcou para a frente. é possível concluir que: I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . erguendo-se com ímpeto de anta bravia. que a sua carta de alforria era uma mentira. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. para as não comprováveis. Senhor. à frente deles. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. que o acompanharam logo. Jesus. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. e chegaram finalmente à cozinha. e que o seu amante. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. restituía-a ao cativeiro. Botelho. Jesus!” MATOS. Ofendido vos tem minha maldade. falar português é como falar inglês.Interpretação de texto I Avançar . antes que alguém conseguisse alcançá-la. O cortiço. recuou de um salto e. 229-30. São Paulo: FTD. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. amor. Atravessaram o armazém. d) II e III. 1993. UEMS A respeito do texto II. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. escamando peixe.

tirou-lhes as espinhas. tatá. bem coletivo. Rio de Janeiro: José Aguilar. mas fica escrita a sentença. “esse português de menino”. A linguagem infantil brasileira. lili (. p. 9ª ed. 1972. 193. d) 4 e 5. analise a coerência das seguintes afirmações: 1.” MEIRELES.. “Que estão fazendo. conversam. O falar “doce”. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. a fala séria. toda ela sofreu no Brasil. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. 4. as sílabas finais moles. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. é uma das falas mais doces deste mundo. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. destacando. ao contacto do senhor com o escravo. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. 2 e 4. a influência da cultura africana. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. principalmente. pipi. nenen. imagina.” FREYRE. e mesmo a portuguesa.Texto II “Através de grossas portas. 2.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. fruto da luta política. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. ed. Rio de Janeiro: José Olympio. c) Liberdade. do princípio ao final do texto. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. e) 1. inventa. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido.. nesses campos. 3. 3 e 5. A escolha das palavras. sob a mesma influência do africano e do clima quente. as durezas. b) Liberdade enfocada no plano individual. ora ao texto II. inaugurado com a ama negra. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. Casa-Grande & Senzala. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. os ossos. Obra Poética. indistintamente. GABARITO Com base na compreensão do texto. Sem rr nem ss. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. 3 e 4. 3 e 5. 3. festas. Estão corretas apenas: a) 2.. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. c) 1. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. Não fica bandeira escrita. solene. Gilberto. tão tarde? Que escrevem. IMPRIMIR 5. sentem-se luzes acesas. tem um sabor quase africano: cacá. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. 151-2. mas a linguagem em geral. bumbum. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. da gente.Interpretação de texto I Avançar . Cecília. Voltar Língua Portuguesa . firmou-se em todas as regiões do Brasil. 1958. b) 1. 2.

que tanto me diverte. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. que voou. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.F. tive gado. E o hábito de sofrer. Principalmente nasci em Itabira.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. tive gado. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. esperando-o em cima do rochedo.Interpretação de texto I Avançar .” 195. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. U.” 196. São Paulo: Ática. com seu vestido branco. pois. esta cabeça baixa. Ora. Noventa por cento de ferro nas calçadas. 125. de suas noites brancas. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. ao se tornar funcionário público. c) o poeta. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. futuro aço do Brasil. toda cheia de encantos e graças. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1997 p. e pela primeira vez em sua vida. U. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma.” d) “Tive ouro. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. não há idéias mais livres que as do preso. no entanto. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. viu-a chorar por ver que ele não chegava. Oitenta por cento de ferro nas almas. este orgulho. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. Hoje sou funcionário público. estendido no sofá da sala de visitas. U. sem mulheres e sem horizontes. sem mulheres e sem horizontes. 197. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Augusto amava deveras. A vontade de amar.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. Itabira é apenas uma fotografia na parede.. A Moreninha. mais forte que seu espírito. e o amor. vem de Itabira. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. 79 194. Hoje sou funcionário público. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. Viu-a. orgulhoso: de ferro. Por isso sou triste. que me paralisa o trabalho.F. e. por esse mar imenso da imaginação.” d) “de suas noites brancas.F. abandona a postura crítica. reprimido.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. tive fazendas. Tive ouro.” MACEDO. este couro de anta. exercia nele um poder absoluto e invencível. atrevida. orgulhoso: de ferro. é doce herança itabirana. delineia-se o impulso erótico que é. Joaquim Manuel de. tive fazendas..

Onde não há jardim. um sistema de erros. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. e a um e outro agradeço. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde.Interpretação de texto I Avançar . Rio de Janeiro: Record. Texto para as questões de 198 a 201. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Deus me deu um amor porque o mereci. p.” ANDRADE. 19. o sagrado terror converto em jubilação. Carlos Drummond de. Era tempo de terra. Teresa para o convento. Carlos Drummond de. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. mas sou. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. 161-3. p. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. De tantos que já tive ou tiveram em mim. João foi para os Estados Unidos. Rio de Janeiro: José Olympio.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. pois que tenho um amor. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . Maria ficou para tia. Em ambos os textos. talvez. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. 32. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Há que amar e calar. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Raimundo morreu de desastre. que se armou em coágulo. há que amar diferente. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. 1973. Explique. no mundo. Reunião. 1996. ed. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. Pois que tenho um amor. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Antologia Poética. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. ANDRADE. Mas. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. Mas sou cada vez mais. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. com suas próprias palavras. porque me tocou um amor crepuscular. pois jamais me sorriram. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

02. 32. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 04. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. o eu-lírico: 01. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. decorrentes da ação do tempo. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. Dê. como resposta. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 32. a soma das alternativas corretas. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. UFBA No poema. contudo. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo.Interpretação de texto I Avançar . O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. 199. dando-lhe. 08. como resposta. 32. a soma das alternativas corretas.198. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. 04. 02. 64. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. Dê. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. UFBA Com referência ao texto. 04. como resposta. a soma das alternativas corretas. 04. 08. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. 64. relata um desencanto amoroso passado que. a soma das alternativas corretas. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 200. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. 16. 08. “um amor” e “amor” referem-se. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. 64. “e”. dimensão nova. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. 16. relativizando a força demoníaca com que ele atua. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. é correto afirmar: 01. no verso 26. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. tende a se repetir. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dê. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. respectivamente. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. 16. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 02. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. como resposta. servindo para especificá-lo. enfatiza a origem divina do amor. 08. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. Dê. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 201. 02. 16. Há uma explicação correta em: 01. 32. no presente.

na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. no país do ‘homem cordial’. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. no país do ‘homem cordial’.” Revista Veja.202. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que.” IMPRIMIR Folha de S. ninguém fala. melhor traduz a formalidade do discurso acima.” GABARITO d) “Por que. de 19/04/2000. É a língua cotidiana.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo.” 204.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. 05/08/00. nestes tempos neoliberais. Voltar Língua Portuguesa .” e) “Por que. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. no país do ‘homem cordial’. / fecundar óvulos mortos. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa.. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” e) “Quisera pascer cuidados. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.Interpretação de texto I Avançar .” b) “Tendo-a ao meu lado. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. Assinale a alternativa que.” b) “Por que.” 203. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. No caso do Brasil. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. Paulo. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. eu perdi o medo do mundo e do vento.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. na linguagem informal. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” c) “Por que.

A seguir. opondo-se. F. ao de Cazuza.142. PolyGram. 206. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. que a denuncia em tom de sarcasmo. 205. o que não ocorre no de Falcão. CD 804.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.M. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. pois.M. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. In: Burguesia. o segundo.” Burguesia. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. Israel/Cazuza/E.. 1989.Interpretação de texto I Avançar . 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. lindo e joiado. de G. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita.” Um bodegueiro na FIEC. pela ironia. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. no qual está camuflada uma crítica. In: Bonito. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. LP 838 448-1. F. são apresentados dois trechos de músicas. 1993. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (.. VAT.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. Neves. questionando de forma contundente os seus valores.

a) “Nunca esteve tão bom para nós. 207. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. mulheres. 1986. Esta é uma hora para se parar e pensar. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. 84 d) dos governos. 1981. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. contra todos os governos que as oprimem. 208. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. o que deu errado. mas da prática do obter e do ser. amigos e marido. Porque não estão à disposição dos maridos. Mulher daqui pra frente. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. Nunca foi tão difícil. o que conseguimos. c) metonímia. onde fomos usadas pelo sistema. d) Uma vez profissional. Porque não estão coladas nos filhos. Marina. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Linoart. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. c) dos companheiros de trabalho.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais.Interpretação de texto I Avançar . 210. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. de formiguinha. b) ironia. amigos e marido. fora dos jornais. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. amigos e marido. Porque. mulheres. d) comparação. p.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. Marta. e) das mulheres todas. b) de todas as mulheres. abordado nas questões de 62 a 64. “exigimos”. É uma luta mais intimista de um lado. Porque não estão em casa. Unifor-CE No segundo parágrafo. para conscientizar os colegas. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. A luta de base. o que fazer de agora em diante. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. 124-5. Muito está colocado. mais difusa na realidade. Nem tão difícil. UFF-RJ Segundo o texto. das passeatas.” COLASANTI. Os salários não são iguais.” SUPLICY. pela melhoria das condições de vida das mulheres. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. Pensar pelo que brigamos até agora. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. cumprindo a sua vida. mas basicamente com os companheiros de trabalho. as creches continuam insuficientes. Reflexões sobre o cotidiano. e) hipérbole. 209. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. por melhores salários. mas tudo está por fazer.

d) sinestesia. 212. Formas claras De luares. É possível afirmar. da leitura do fragmento acima. Ó Formas vagas. fluídas.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. Denominase silepse esse tipo de concordância. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. 214.. e) Purê de palavras. no campo da concordância. de neblinas!. c) Não corta na verdade a barriga da vida. há muito tempo que não o vejo. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. diz David Ewing Duncan. chamada: a) metáfora.” Encontra-se uma figura de linguagem. cristalinas. c) catacrese. Assinale a alternativa que contém silepse. no sentido conotativo.. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. por exemplo. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece.211.” 85 GABARITO Pode-se observar. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. somos seres lineares. Unifor-CE Muitas vezes. não revolve os intestinos da vida. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. maus tempos. b) metonímia. o que nos deixa agradecidos. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. e) antonomásia. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. c) Fomos ouvidos com atenção. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida.. 213. de neves. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. “Eis uma definição ampla de tempo. ambas. a) Alguém. no sentido denotativo. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. parece que foi ontem.. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão.. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. publicado na Revista Época. o tempo trabalha a nosso favor. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. resultante do cruzamento de sensações. d) Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica.. ambas. UEPI Em: “Ó Formas alvas. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . Incensos dos turíbulos das aras. bons tempos. participou do concurso e espera ser aprovado. brancas. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. de 20 de dezembro de 1999.

a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. Voltar Língua Portuguesa . e a mulher será como deve ser. da UNISC. Mulheres / Ed. de acordo com o texto. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. na sua grande maioria. Não façais dela a mulher da Bíblia. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. desde o berço até o leito de morte. a nomes de medicamentos. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida.” FLORESTA. fazendo-a crer que é rainha. rumo à regeneração dos povos. considere-a desde o berço até seu leito de morte. dedique-lhe. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. com claro conteúdo semântico. cujo expoente é Oswald de Andrade. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida.215. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. trate-a como uma companheira da sua vida. Cintilações de uma alma brasileira. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. filha e irmã dedicadíssima. ou sua escrava. ao lado do homem. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. por último. Nísia. Florianópolis / Santa Cruz: Ed.Interpretação de texto I Avançar . inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. 216. boa e providente mãe”. terna e pudica esposa. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. terna e pudica esposa. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. de Nelson Sargento. e por conseguinte sobre o destino das nações. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. 1997 p. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. joguete ou escrava. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. 115-7. boa e providente mãe.

dão aos raios solares as respectivas tonalidades. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. e) Ao pôr-do-sol. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. da Universidade de São Paulo. o laranja e o vermelho. c) As cores. separando as cores. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. acabam trombando e se desviando. o anil. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. pois o Sol está abaixo do horizonte. Por fim. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. colidindo com mais obstáculos. F. Afinal. Com isso. que é a soma das cores restantes: o verde. À medida que o Sol vai se pondo. o tratamento médico fica comprometido. ao trombarem. espalhando-se. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. ao longo de um dia. 87 218. somadas. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo.217. o verde. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. no crepúsculo. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. Setembro/99. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. o azul. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul).” Superinteressante . Mas as menores (o violeta. porque a atmosfera filtra os seus raios.M. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. Existem partículas de poeira.1997. dão à luz solar a cor branca. até as ondas longas. Lendo-se o trecho.Interpretação de texto I Avançar . O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. laranja e vermelho. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. é branca. e) sem uma certa dose de magia. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. o laranja e o vermelho. d) As cores do arco-íris. explica o físico Henrique Fleming. o amarelo. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Quando o Sol está alto. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. o amarelo.

‘ler o espaço’. b) errada. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. a cor.. uma fantasia. para a autora. as imagens. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. para a autora. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. O formato. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. a figura que representa. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. pois.. ele pode ser considerado leitor. uma conversa. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. para a autora. fotonovelas. d) ato prazeroso de decodificar romances.. folheto. revista. Por essas razões. e) certa. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. pode-se concluir que o ato de ler é. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. Um discurso político.“ MARTINS. uma necessidade nossa. de uma situação. 7-10.) Sem dúvida. fotonovelas e histórias em quadrinhos. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra.. sem jamais tê-los de fato enxergado. em última análise. Um dia. (. Neste sentido. um livro. ‘ler o tempo’. ‘ler o olhar de alguém’. pois. seu conteúdo passam a ter sentido. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. pois. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. um vaso. diante de um empurrão proposital. não o compreendemos. melhor. uma aula expositiva. ‘vive lendo’. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. uma peça musical. surdos. pois. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. Ática. minha reação pode ser de mero desagrado. Se é sonoro. está: a) certa. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. Ler é interpretar. Maria Helena. histórias em quadrinhos. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. o material e as partes que o compõem. “Falando em leitura.. como se diz. Se o texto é visual.. Falando em leitura. (. em relação ao texto. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos.) (. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. ou de franca defesa. um quadro. Quer dizer: não o lemos.Interpretação de texto I Avançar . impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. para a autora. p. por economia ou preguiça... ficamos cegos a ele. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. e o leitor visto como decodificador da letra. 220. em ler superficialmente. ‘passar os olhos’. Voltar Língua Portuguesa . E consideramos sua beleza ou feiura. podemos ter em mente alguém lendo jornal. por motivos os mais diversos. na medida em que interpreta o que observa. 88 219. diante de uma batida casual. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. O que é leitura. São Paulo.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. IMPRIMIR c) certa. um cinzeiro. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. a fazer sentido para nós. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. d) errada. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. uma língua estrangeira. ao começarmos a pensar a questão da leitura.

enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. ao enquadrar o trem parado ao fundo. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. 222. em 1994. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. responda às questões de números 222 e 223. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra.” 89 SALGADO. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. UERJ O fotógrafo. 2000. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema.Interpretação de texto I Avançar .221. onde os refugiados se encontravam instalados. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. c) o progresso e a guerra. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. Com base na foto abaixo. Sebastião. b) o real e o imaginário. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. 223. c) surpreender-se com o gesto do menino. d) a infância e o mundo adulto. São Paulo: Companhia das Letras. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. b) admirar a composição com o fundo. Assim como textos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) refletir sobre o desamparo da criança. Êxodos. UFR-RJ Paulo Freire.

c 36. c 47. c 27. V – F – F 39. V – V – F – F – F 29. b 33.Interpretação de texto I Avançar . F – F – F – V 48. V – V – F – V – F 96. e 53. c 64. 28 60. a 40. c 6. b 46. b 22. V – F – V – V – F – F 2. a 83. d 66. 07 58. b 14. b 13. a 34. a 78. a 19. d 82. d 73. d 69. b 30. a 26. V – V – V – F 74. a 20. d 56. c 32. V – F – V – F 3. c 24. a 52. 02 49. d 43. c 8. b 67. b 63. d 55. d 86. e 84. e 7. V – F – V – F – V – F 94. 56 59. c 57. V – V – F – V – F 92. 56 42. c 15. b 88. b 31. V – F – V – F – F 18. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 41. V – V – V – F – F 17. c 54. b 25. e 80. V – V – F – V 37. b 12. V – V – V – F 75. 34 61. b 85. F – V – V – V 77. V – F – F – F 76. 05 71. a 65. V – V – F – F – V 28. d 35. V – V – F – V – F 91. 25 62.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. c 72. c 70. V – V – F – F – V 90. 01 50. V – V – F – V 9. b 4. b 87. e 51. a 81. b 68. V – V – F – F – V 95. d 23. V – V – F – V 93. e 89. F – V – F – F – V – V 16. d 44. c 5. c 45. F – V – V – V 38. 54 10. b 11. b 21. b 79.

• Maquiada. a 133. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. arbitrária e violenta. d 131. avô do personagem-narrador. o animal desconfiado que tem dentro de nós. c 134. e 103. a 123. b) O(s) dono(s) do cachorro. d 130.ou Agora apareceu uma nova. V – V – V – F 108. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. a) Narrativa. V – V – F – V 110. • Julgamos os outros pela aparência. 100. • O ponto de vista é interno à narrativa. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. c 104. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. a 111. e 112. 80 105. d 116. a) Julgamento pela aparência. passei os anos de pequenice. c 115. . 101. d 119. . 98.Interpretação de texto I Avançar . 99. F – F – F – V 126. 120. b 118. podendo ser caprichosa. a 129. b 117. a) Agora surgiu uma nova. c 124. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. c 132. c 114. Nos currais do Sobradinho. c 102. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. d 128. 122. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. V – F – V – V – V 125. a 113. c 107. 121. a 106. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. no debaixo do capotão de meu avô.ou O ser humano. V – F – V – F – V 127. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. V – F – V – V 109.2 97.

a 197. e 193. F – V – V 149. e 179. d 217. 43 145. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. V – V – F – F – F 160. 198. 54 199. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. valorização da fantasia e da imaginação. e 206. a 208. b 190. e 214. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – F – V – F – V 164. e 221. a 216. c 220. 04 202. b 218. b 180. d 182. d 215. c 167. a 153. a 141. F – V – V – F – F 183. d 163. c 151.3 135. c 166. d 211. e 168. V – V – V – F 162. b 172. Lili. d 159. a 195. 26 146. b 142. Pinto Fernandes. c 136. b 143. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. a “que não amava ninguém”. b 191. 09 158. F – V – V – F – F 147. c 189. c 213. d 150. a 178. c 219. c 196. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. c 152. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. 08 185. d 154. V – F – F – V 186. b 165. d 223. V – V – V – F 161.Interpretação de texto I Avançar . uma personagem fora da quadrilha. V – F – V – F – F – V 192. a 171. b 194. 34 144. e 173. a 176. ela se casou com J. b 157. a 140. e 212. c 155. 22 187. V – F – V – F 184. e 139. 46 200. c 203. a 138. F – F 148. V – F – V – V 188. d 181. 51 201. a 170. a 174. d 209. a 205. a 222. b 177. b 156. e 210. e 137. e 175. b 207. b 204. c 169.

em 1888. Ele mesmo o disse. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. repetiu Natividade acabando de ler a carta. Paulo. UEGO Assinale V. para os itens verdadeiros.” ilustra um discurso indireto. acertar com. Há frases assim felizes. mamãe.. não era de ninguém. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura.” Natividade ficou atônita quando leu isto. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. nascidas de nada e de ninguém. era enérgica. Não achava explicação. muitas aparecem órfãs.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. quando menos pensam. pág 59 – 60. verteas como pode. como no caso de Aires. 37. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. ‘Não. era enérgica. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. pelo raciocínio. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. Estavam então longe um do outro. Outrem a repetiu. até que muita gente a fez sua. repetiu Natividade. era expressiva. antítese. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”.’ — As opiniões é que não. metonímia em “esperemos o sol“. resta emancipar o branco. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. concluindo um discurso em S. significa: “descobrir pelo tino. Cap. inclusive a vida e até a honra. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar.. Cada um pega delas. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. Nascem modestamente. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. ( ) Atinar. Era nova. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. 1 GABARITO 1. as opiniões é que não.. como a gente pobre. por conjetura ou por indício. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. Nem sempre as mães atinam. discurso ou conversa. dar com. caracteriza um hipérbato.. e. se era a política que o faria grande homem. Não atinou. onde todos as têm por suas. em “preto e branco. ficou sendo patrimônio comum. e F. ( ) “– As opiniões é que não. achar. ‘Emancipado o preto. estão governando o mundo. que para Pedro era um ato de justiça.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. emancipando o preto.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e para Paulo era o início da revolução.. esperemos o sol. e vai levá-las à feira. à semelhança das idéias. as opiniões é que não.. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. Alguém a proferiu um dia. mas a opinião uniu-os. resta emancipar o branco’. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também.” Esaú e Jacó. era uma ameaça ao imperador e ao império. e continuou a viver sem mácula. gravíssima” e “Era nova. ainda que por diversa razão. Como então não sacrificar?. conforme o dicionário Aurélio.

se denominam máquinas de vapor.F. bases. 2 3. d) as afirmativas II e III. achei aberta a porta do jardim. p. tinha os braços cruzados à cinta. e) sinestésica. entrei e parei logo. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. III. 244-5. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. c) conotativa. quando a pressão é normal. U. Quando pura é inodora. b) coloquial. Fui a pé. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. Com relação às afirmativas acima. In: Obra Completa. Poesias completas (1956–1967). que. por isso. dissolve tudo bem. sob tensão e a alta temperatura. com as mãos sobre os joelhos. move os êmbolos das máquinas. Lisboa. d) paradoxal. Na segunda estrofe. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. sob um luar generoso e branco de camélia. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. Aguilar. Antonio. Ao fundo. olhando um para o outro. Reduzida a vapor. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Rio de Janeiro. D. 1972. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. e) somente a afirmativa I. ácidos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Embora com exceções. II. c) as afirmativas I e II. 1989. No texto. dei com os dois velhos sentados. disse comigo. Portugália. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé.Leia o texto a seguir e responda a questão. mas de um modo geral. ‘Lá estão eles’. Consolava-os a saudade de si mesmos. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. Machado de. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. Ao transpor a porta para a rua. Memorial de Aires. Aguiar estava encostado ao portal direito. sais. lição pretendida pelo eu-lírico.”.” GEDEÃO. É um bom dissolvente. GABARITO Após a leitura do poema. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. à esquerda. há uma informação físico-química que. à entrada do saguão. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. embora incorreta. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. insípida e incolor.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . analise as seguintes afirmativas: I. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu.” ASSIS. Carmo. b) as afirmativas I e III. 2.

nem peixe. 5.” Neusa Peçanha. De seda.” 5. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. b) I e II. conseqüência. 20. Ao longo estendida. ( ) Nos versos 16 e 17. nem pão. Olhou-os nos olhos. Serviu-lhes a paz. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. 15. Chamou-os meus filhos. Vieram vestidos De linho. Vieram famintos. III. foi usada a linguagem de nível técnico. Nem água. Desnudos. entre outras. sem incorrer em qualquer erro gramatical. Na branca toalha. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. Os olhos opacos. Sentaram-se à mesa. Nem vinho. segundo os critérios da leitura. c) II e IV. II. Na redação do texto. Cansados. Sentiu-lhes o frio. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. GABARITO Texto para a questão 5. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. IV. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Sentiu-lhes a fome. E ele chegou. U. e) I e IV. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. 3 4. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .11) configuram oposição em nível conotativo. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos.Texto para a questão 4: “A Paz 1. d) III e IV. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. IESB Julgue os itens. ( ) olhos opacos (v. compreensão e interpretação textuais. Alforjes vazios. Sentaram-se à mesa. 10. I. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .5) e olhos tão ávidos (v.

tão do gosto do romance romântico da época.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Globo 1987 p. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. b) machucar-se. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio.” QUINTANA. intitulado Escapula. entre outras coisas. há outras. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. d) desanimar. e degradá-lo diante dos granadeiros. o Vidigal era até capaz./S. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. “Prodígio de humor e ironia. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. 4 GABARITO 7. *Incunábulo: [do lat. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. Manuel A. mas. muitas vezes. principalmente quando se tinha. ed. b) eufórico. indica que o Major ficara: a) indiferente. por fim de contas. em Memórias de um Sargento de Milícias.. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. 8. Da preguiça como método de trabalho. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. 83. Texto para as questões 7 e 8. isento de qualquer traço idealizante. c) envaidecido. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. Memórias de um Sargento de Milícias.. na 1ª linha. fosse qual fosse a sua natureza. o sentimento do Major frente à situação. São Paulo. retiradas do fragmento transcrito do romance. c) desistir. Berta. a) se o Leonardo (. Incunabulu: berço] Adj. Por exemplo. Rio de Janeiro. 1992. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. Nesse sentido. 6. por exemplo. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. e) meditativo. ficava-lhe sob a proteção. citada.m. e) inimigo irreconciliável. aliás de nobre sentido. que parecem estar insinuando outra coisa. consegui fugir. ‘incunábulo*’. uma leitura nos surpreende.Leia o texto a seguir e responda a questão. Se o Leonardo não tivesse fugido. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. FTD. d) enfurecido. no caminho para a prisão. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. d) fosse qual fosse a sua natureza. 2 – Começo. a quem uma vez tivesse posto a mão. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. c) uma vida tão regular e tão lícita. mas tendo-o deixado mal. lhe havia podido escapar. de ser seu amigo. origem. No entanto. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. “Esparadrapo”. a expressão fora às nuvens.) arranjasse depois a soltura.. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. por isso. como o Leonardo. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias.” WALDMAN. de.. Mário. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. UFMS Leia o texto abaixo. driblando a escolta.’” ALMEIDA. uma vida tão regular e tão lícita. Voltar Língua Portuguesa . ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. e) destruir.

.. II e III. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. conotativo. d) . onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. Está correto o que se afirma: a) em I. interpreta e explica os dados da realidade. tem especial relevância a existência da imprensa livre. c) banda. e não o sentido figurado... Na construção de uma sociedade justa e democrática. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. com boas intenções. U. 5 Indique a opção.” SCHRAMM. da difusão da informação de interesse público. Esta base.9. tem especial relevância a existência da imprensa livre. Jornal de Santa Catarina... Univali-SC “Visões de um novo tempo (. denotativo. II. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. b) Esta base... cuja frase. pluralista. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias.. Considere as seguintes afirmações: I. participativa e laica. c) em I e II. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. indispensável para a afirmação da cidadania.. da difusão da informação de interesse público. retirada do texto acima. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. d) turma. d) apenas em I. cremos. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. III. 22 de setembro de 1999. c) . o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade.. 10.” Carlos Drummond de Andrade. Egon José. 11. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. e) apenas em II. Nas referências descritivas de seres inanimados. que possibilite o trânsito correto da informação.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . b) casa. É o tipo de texto que analisa. e) companhia.. acreditamos. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cremos. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras.. A continuação do exercício desta prática jornalística.. b) em II e III.

ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. à força de velhas. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. porém de sentido diferente. – não me parece que se deva desprezar. / “Entretanto.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. e que apenas conserva o hábito externo. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. Feitas as exceções devidas. pegasse da pena e contasse alguns. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. para referir-se a determinados fatos. Nem tudo tinham os antigos. vida diferente não quer dizer vida pior. como se diz nas autópsias. ou de dois ou mais versos. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. o que é um mal. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. Divergência digo. porém. / “O que aqui está é. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. Pelo contrário. mal comparando. mas que sabem perfeitamente os clássicos. ou antes por uma exageração de princípio.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Em geral. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. é outra coisa. desentranhar delas mil riquezas que. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. A este respeito a influência do povo é decisiva. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. não se lêem. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. locuções novas. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. nem tudo temos os modernos. como tudo cansa. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Cada tempo tem o seu estilo. GABARITO 13.12. entendemos os anos de mil e quinhentos. de membros da mesma frase. / “Os amigos que me restam são de data recente. em relação à semântica e à estilística. Há portanto certos modos de dizer. não se lêem muito os clássicos no Brasil. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. o interno não agüenta tinta. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. ( ) Por “no século de quinhentos”. / “Ora. porque. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. se fazem novas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. esta monotonia acabou por exaurir-me também. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Mas se isto é um fato incontestável.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. o capricho e a moda inventam e fazem correr. A influência popular tem um limite. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. outros há que os adotam por princípio.

antes do vento espantado poder recomeçar. Seleção de Walnice Galvão. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. sábado de manhã. Tem sido sábado. e o vento: uma picada. Global. F. Use V. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. Domingo de manhã também é a rosa da semana. São Paulo. I. Clarice. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. não? No Rio de Janeiro. IV. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. mas já não me perguntam mais.. c) antítese e metáfora. Então eu não digo nada. II. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. Os melhores contos de Clarice Lispector. o rosto inchado. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta.14. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. e) II. c) todas as afirmações estão corretas. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento.. quando se pensa que a semana vai morrer.M. Há antíteses na letra da música acima. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. A palavra paciência tem um sentido denotativo. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. e) contraste e alusão. sangue e mel. aparentemente submissa. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. 16. 1997. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Se chovia só eu sabia que era sábado.” LISPECTOR. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. trancados na ilha do nosso egoísmo”. d) ênfase e comparação. a) ironia e hipérbole. III. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. uma rosa molhada. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. nós já tínhamos tomado banho. vejo que é sábado de tarde. III e IV estão corretas. leia o texto “Atenção ao sábado”. a abelha no quintal. para os verdadeiros.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . b) apenas a III está correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. 15. e F para os falsos. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. b) eclipse e paralelo. d) I e IV estão corretas. de súbito. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. São também utilizadas expressões populares no texto.

Raquel. Tereré é o refresco. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. regado a água quente. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. sob um laranjal. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Se alguém falar alguma frase. em prol do equilíbrio universal. de uma boca para a outra. 1996.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. passa-se do chimarrão ao tereré. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. E. alguma palavra em guarani. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia.” 02.” 08.17.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. sem açúcar. Quanto a mim. O ideal é tomá-lo numa grande roda. UCDB. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Campo Grande. IMPRIMIR GABARITO 01. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. de cachimbo da paz. De acordo com o clima. sem rede de segurança . a soma das alternativas corretas.” 04. embora sem querer. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’.. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. Voltar Língua Portuguesa . “. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . com a sua livre poética. sem querer. dará mais sabor à erva. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. aquele(s) em que há presença de conotação. identifique. passar a cuia de uma mão para a outra. no texto em que estão inseridas. E assim. Ed. como resposta. habitual). na incauta adolescência... p. não existe geração espontânea. 23. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos.)” NOVEIRA. ressuscitada a cada geração. a conversa será mais lenta. jamais fiz distinção entre uns e outros. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. próprio. Quanto a estes. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. (. O arado e a estrela. regado a água quente. além de tudo.” 16. Os (ainda) chamados modernistas. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. ótimo. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. morena e matuta. bem gelado.. Chimarrão é o mate cevado. a conversa será mais lenta. em relação à semântica e à estilística. Tanto de um como de outro grupo etário. retirados do texto de Raquel Noveira.” Dê. entre os trechos abaixo. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. explosão criadora. por sua vez. são por natureza os nossos filhos naturais. para não azedar o mate. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. respeitando a vez de cada um. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. 18. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. sob um laranjal. “Chimarrão é o mate cevado. como chê-kambá ou cunhataí. entre novos e velhos. tudo muito morno e quente. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Sendo assim. sem açúcar. Acontece que. uma bomba ou bombilha e a erva moída.

por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. 30/06/99 (METÁFORA). Foram utilizados dois níveis de linguagem. 20. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. sendo um popular.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. sujou. II. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. poderia ser substituída. – Ih. Ou que os iluministas do século 18... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 14/04/99 (PLEONASMO). b) prosopopéia. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. Estão corretas: a) II e III. cheio de gírias. Disfarça. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. com vocabulário rico... enche o cara de chumbo. d) I e III. II e III.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 27/01/99 (METONÍMIA). na passagem do guarda. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora.. Engrossou. O guarda passa por eles. – Valeu.19.. Pra arejá. ou seja.. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. Apareceu um guarda. 9 GABARITO 21.. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. e outro culto. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. agosto/99 (ANTÍTESE). e) ironia. III. – Discordo terminantemente. Dois homens tramando um assalto.. É só entrá e pegá.. – Então vamlá. em linguagem formal. c) hipérbole. d) eufemismo. Servicinho manero. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. – O berro. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. e) I e II. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. disfarça. c) I. tá recheado? – Tá. – Tá com o berro aí? – Tá na mão.” Luís Fernando Veríssimo. – Podes crê. sem mudar o sentido. “... A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas... O guarda se afasta. U. b) I.. 22. retiradas de revistas de circulação nacional. é correto afirmar: I.. agosto/99 (PROSOPOPÉIA)..

mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. São Paulo: Brasiliense. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. Beijo na boca. U. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. despertando atenções para o eu-lírico. b) Ambos focalizam a temática amorosa. IMPRIMIR Sobre os poemas..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Voltar Língua Portuguesa . você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. 26. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro.” CHACAL.. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte.23. U. U. b) Vi com meus próprios olhos. p. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. c) “Luar. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. 1984. 2ª ed. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. c) Ambos enfocam a temática amorosa. e) “Quando a gente é novo. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. 2000. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. b) sinestesia. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. d) metonímia. c) metáfora.” d) Toda profissão tem seus espinhos. 25.” 24.E. (. 10 Na composição do excerto. 13. Rio de Janeiro: 7 letras. 87. Drops de abril. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. d) Ambos ignoram a temática amorosa. presente e futuro. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte.)” José Paulo Paes. como na poesia marginal em geral. p. gosta de fazer bonito. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. Ninguém chupa a manga da camisa. e) perífrase.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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4. 23.Vocabulário Avançar . 20. 6. 14. 5. 7. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 11. 22. 8. 18. 16. 15. 12. 9.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 2. b c c d e c e a c F-F. 10. 24.F-V-F-V d d 13. 19. 21. 17. 3.

UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. d) negociação e países. uma separação formal e intransponível. acentuação. d) Aproveito-me desta oportunidade. para os falsos. enviavam-se muitas cartas em mão. para os itens verdadeiros. dígrafo e ditongo. dígrafo e hiato. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. nas palavras: a) ameaças e contrário.’ Considere as seguintes atitudes: 1. 1 ( ) A letra h não representa.Fonologia. 2. dígrafo e ditongo. entre mim e eles. 2. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. e) ditongo. b) hiato. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. Use V. ortografia e formação das palavras Avançar . d) ditongo.. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. c) científicas e biogenética. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Você fica louco da vida. na Língua Portuguesa. 4. c) ditongo.” Lourenço Diaféria.” “... em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . nenhuma fonema. Você corrige dois erros. b) biologia e adquirida. Você corrige um erro. respectivamente. encontro consonantal e ditongo. e) Antigamente. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. como humano.a lavadeira cheira a gim. 3.. e F. 4. existe.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. GABARITO 3. encontro consonantal e hiato. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. Unifor-CE “Vejam que país. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. e) polícia e principais.

Anhangüera. c) Ambigüidade.. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. III. tranquilo.um pião enlouquecido.. II e IV. respectivamente. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). distingui. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas.” – fonemas /ku/. Em marcá.. agüei.. d) III e IV. III. adquiri.a velocidade da rotação. distingüi. furacões.” – fonema /k/.Fonologia.. “Daqui a alguns milênios. güaraná. c) apenas III. “. tranqüilo. Dê. e) Ambigüidade. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. Anhangüera. guaraná. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. güaraná. tranquilo.. agüei. tranqüilo. guaraná...” – fonema /k/.F. guaraná. adqüiri. 32.5. b) apenas II. distingui.. “Os americanos acham. 02... aguei. São corretas as afirmações: a) I. d) Ambiguidade. “Séculos quentíssimos. aguei. Em sensacionau. c) I e II. distingüi. houve substituição da consoante final por semivogal. II. atenção. Em chalera.. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. U. 6. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. Sem contração de preposição com artigo. “Nevascas. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. adquiri. Está(ão) correta(s): a) apenas I.” – fonemas / ku/.enquanto dá voltas.” – fonema /k/. Anhanguera. a) Ambigüidade.. 16. 7. De acordo com as regras de acentuação gráfica. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. 08. vai marcar. e) apenas II e III.E. É goooool.. adquiri. distingui. “. I. dá de chaleira.” – fonema /k/. b) Anbiguidade. 04.. II.. acentuação. “. adqüiri. agüei. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. tranqüilo. formando um ditongo crescente. U. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) apenas I e II. ortografia e formação das palavras Avançar . 64.” I.. IV.. Anhanguera. e) I e III. algumas palavras sofreriam alterações. 2 GABARITO 8. b) II e III. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.” – fonemas /kw/. como resposta a soma das alternativas corretas. Anhangüera. 01. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira..

( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. b) adivinhar. b) dígrafo – hiato – ditongo. celebral. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. 12. a confusão de línguas também impede a comunicação. assim como o português. venga a buscar la suya. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. d) dígrafo – ditongo – ditongo. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. 10. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. 95. c) Assessores. asterisco. d) velho. 88. d) Sicrano. auto-falante. prazeiroso. através. 11. losango. b) Eletricista. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. ( ) Na Babel global. ocorrem. Perché si non vous puede ficar sem. a) qualquer. celebral. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. capisci?” Revista Veja/SP. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). ascenção. e) ditongo – dígrafo – ditongo. c) ditongo – dígrafo – hiato. entitular. Voltar Língua Portuguesa . extrangeiro. vultosa. asterístico. c) confessar.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. Premier. frustado. U. e) recorria. Paraíba e caudal. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. alto-falante. da globalização lingüística. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. Gracias à abertura da nossa economia. la mejor Parker Collection du monde. IMPRIMIR GABARITO 13. I tutto para você pagar com money brasileiro. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). prazeiroso. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. pretenção. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. a) Empolgação. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. 3 9. ( ) O fato de o espanhol. beneficiente. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. ortografia e formação das palavras Avançar . acentuação. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. e) Eletrecista. o italiano e o francês.Fonologia. no texto. pretensão. ( ) As palavras gracias. “Agora in Brasile. Come on. previlégio. despercebido. recriada por esse texto. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. 180 e mucho más.

.. necessária. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas.. obrigatório.... 15. U.. de várias maneiras. “. úteis.. “Esse público buscava na literatura apenas distração. aliás.... ridicularizando ou ironizando a idéia expressa... A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova. b) exímio – vírus....... 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . alguém. São acentuados graficamente os vocábulos “só”..” Dê. Dê... a) cândido – armário. “... sentido pejorativo. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções.. ortografia e formação das palavras Avançar ... d) óbvio. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. as palavras da alternativa: a) língua... d) incluído – sandália. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos.. fechava o livro e o esquecia.. país. 19.E.E. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida.. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica... usado nessa palavra em negrito na citação acima. a soma das alternativas corretas.. c) supérfluo – incêndio. e) estranh...” 32.. “.” 02... a e e.esperando o próximo. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. na grafia da língua portuguesa. d) viuv.... FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm... U. b) cert. 02. 17. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i..” 04.. 01. e e o. 16.. às vezes... “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o. a soma das alternativas corretas..Fonologia. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.. influência. lingüística.. c) calabr. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.. acentuação..cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.. 04. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas.... completará corretamente a grafia de: a) bel... c) português..” 16. 18... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo... como resposta.. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”. Os vocábulos “macaco”.. assinale o que for correto.tão logo chegava ao final.. “. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha. b) filológica.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. e) límpido – vôo..14.. 08....... O sufixo ESA. como resposta.. U. percebemos que havia um problemão a resolver. 16. 01.” 08..

Todos pensaram que ele fosse . c) Quando a chuva começou. Correio do Estado 21/05/2000. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. punk. mas devem ser chatos ou difíceis. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. depois... de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. minhas. .. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. como um peru de farofa..20... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância.. Suas idéias vão .Fonologia. sem guarda-chuva.. o pataxó. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro.. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. etc. hamburger. GABARITO 21. cada uma fala o seu dialeto.. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. E o leitor do noticiário.. toma um susto.. pelo menos. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. por exemplo: é todo recheado de inglês. que alguns tentaram.. Nas páginas dedicadas ao show business. o placar.. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’.I.” Rachel de Queiroz. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. milk shake: a) São estrangeirismos que. ou. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. Pegue um jornal.. Imagina se. Cantor de forró do Ceará. Os índios têm lá os jogos deles. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book.. Mas.. o que foi uma bênção. pelo menos. funk. b) ônibus – ígneo. funk e hot dog. onde as melodias podem ser originalmente nativas. a) sacrário – difícil. segundo a gramática normativa. as drogas mais leves.. e) convênio – válido.. chamando-o de ‘desporto’.. nós a recebemos do colonizador luso. é engraçado.... mas Camarões venceu. A começar que a nossa língua oficial. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa........ já que a gente não os conhece nem de nome.... nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’.. etc. ou pior. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. ou até na rua. se não for escolado no papo. como a maconha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Pois aqui no Brasil. ‘meio-de-campo’.. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. especialmente o futebol (não mais foot-ball)... F. c) colégio – sério. b) Há gente que pretende .. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar... (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. tudo é show. se você for a fundo no assunto. No esporte é a mesma coisa. tem significação mais extensa... falemos de nós. por exemplo. rap. assinale a alternativa correta. d) tórax – ingênuo. como na África.. o português... (a par – ao par) expressão escolhida: a par. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas.. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. pelo menos é o que informam os especialistas.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. 5 Palavras como show. e) Não estou ______ desses problemas políticos. “(. back é beque. então. Mas não pega. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa).... etc. ortografia e formação das palavras Avançar . a todo instante tropeça e se engasga com rap. deixando de lado os índios que nós. entre as expressões entre parênteses. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. iria passar . c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. soap-opera.. inclui as apresentações em várias espécies de salas. ele viu que. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. os brasileiros.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. 22. acentuação. pretendemos ser.... que..... e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva..

e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. para as verdadeiras. e F. timbaleiro ou seresteiro. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. Aliás. por isso jamais recebem acento gráfico. b) “Até” – “propôs”. 26. Há o importador e há o muambeiro.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. 02. como em “as páginas”. 25. e) “áreas” – “Mário”.. 08. empresário. ortografia e formação das palavras Avançar . Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. Jornal do Brasil. João Cabral de Melo. é um sufixo pouco nobre. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. há políticos e politiqueiros.E.. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. a soma das alternativas corretas. jornaleiro. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. ingleses e brasileiros. (. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’.” NETO. c) “espécie” – “idéias”. d) “só” – “três”. c) “jamais o cruzei a nado”. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. “a capital” e “o ar”. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. segundo ela.. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. 01. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. 7/10/95. grande investidor ou latifundiário.. não se precisa de limpa. Morte e vida severina. Voltar Língua Portuguesa . e dão lucro imediato.F. como resposta. 16. “os parisienses”. leia o texto “Eiros”. 04. de adubar nem de regar.Fonologia. Use V. b) “iguais em tudo e na sina”. d) “na minha longa descida”. como existem médicos.23. terapeutas e curandeiros. (. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. acentuação. Os artigos definidos. UFMT Para julgar os itens que seguem. Existem suecos. Dê.)” VERÍSSIMO. ‘Se você começou como padeiro. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. Luís Fernando. e) “todo o velho contagia”. U. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. U. 24. são monossílabos átonos. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. para os falsos.

b) aceitável. 31. II. véu. ocorreria mudança de significado e de classe. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. pelas mesmas regras de água. há. e) compreensível – artístico – várias. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. domínio e até. clássicos e século. c) Circular. também e incontestável. c) privação. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. b) mágoa. Quais estão corretas? a) Apenas I. 30. línguas e contrário. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. I. e) vírus – fáceis – país. acentuação. aí. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica.F. até. b) contigüidade. c) árvore. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. respectivamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . baú. b) hífen – apóia – além. 29. c) princípio. e) místico.Fonologia. 28. b) Apelar. b) Apenas II. “memória” e “atrás”. heroísmo. b) artística – compreensível – contemporânea. réu. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. pára. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. c) caráter – cárie – até. e) Apedrejar. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. pública e está. 33. U. c) Apenas I e III. a) fácil – vôlei – caí. respectivamente. heróico. 7 GABARITO 32. d) inferioridade. em: a) América. insuportável e dúvida. e) I. d) Apenas II e III.27. d) silêncio. pelas mesmas regras de “possível”. e) intensidade. céu e pôr são: a) sábado. e) porém. d) Crucifixo. d) difícil – idéia – vocês. só. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. II e III. a) Apogeu. ortografia e formação das palavras Avançar . d) lêem. d) provável – várias – obrigatória. III.

• “A inteligência não se limita . d) Assim como “advinhar”.34. Quando mais longe for. melhor.... c) prototipo... 35.. “admitiu” está corretamente grafado. e) flâmula. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença.. U.. flacido. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz... FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. crisantemo. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada ...... Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo... como em “disciplina”.. b) O encontro “sc”.. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. a Hertz não para de conquistar o Brasil.. Mas a gente promete não falar delas. d) ureter. o vocábulo “compreenção”... Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo... os jovens”. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais.. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas... erudito. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. tulipa.. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. Motor de sobra para esticar o pé. c) tênis. b) rubrica. acentuação. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. cartomancia. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U... c) Grafa-se corretamente com “ç”... d) público. 39.. ocorre corretamente em “ascensão”.. capacidade de raciocínio lógico”. b) econômico. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica.. .. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. como em “sonegação”.. 40.. de 19/09/2000. ortografia e formação das palavras Avançar . a) Existem coisas que o dinheiro não compra. e) latex..Fonologia.. 36.. ingreme.. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. interim.. respeito da mente humana”. Hungria.. bimano. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. antifrase.

Fonologia. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. “Partida do audaz navegante”. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. U. Porém. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. ascensão. b) este. b) poetisa. no meio deles. exceção. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. obsessivo. 45. em “apelidados de peões de butique”. seria grafada chantilí. c) trabalho. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. “Cê”. fosse adaptada ao português. III e IV.41. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. possivelmente seria grafada jins. d) país. Aos tantos. acentuação. II. um hiato e um ditongo oral crescente. não parava. 44. compridos. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. Explique o processo de formação dessa palavra. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. d) I. Se a palavra “jeans”. compreensão. c) empresa. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. c) II e IV. PUC-RS-Modificada I. II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que me gela!’” ROSA. e) I. Guimarães. 42. louro-cobre. os cabelos. III. As palavras “caubói”. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. b) I e III. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. Primeiras estórias. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa.” De acordo com essa definição. e) prática. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. do trecho “enfiados em calças jeans”. em “peão de boiadeiro virou caubói”. e) excesso. 43. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. pouco se vê. IV. um narizinho que-carícia. calabreza. d) abstenção. II e III. Identifique essa atitude. admitem grafia ou pronúncia distintas. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. disse-se-dizia ela. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. em seqüência. U. andorinhava. e. e “butique”. ortografia e formação das palavras Avançar . lisos. explicando-a brevemente. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. o perfilzinho agudo. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar.

d) infância. d) Crucifixo. e) As razões porque não importaram outro povo. indicando resultado da ação. com a abertura da nossa economia. II e III. c) trair. Está correto que se afirma em: a) I. b) III. somente. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. c) pirogravura. 50. 51. d) domingueira. somente. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. somente. são desconhecidas para mim. a) Apogeu. 52. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. e) ceder. acentuação.Fonologia. c) I e II. III. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. 49.46. com a abertura da nossa economia. d) conseguir. UERJ Quanto ao processo de formação. O sufixo empregado forma substantivo. e) Apedrejar. ortografia e formação das palavras Avançar . 10 48. b) deter. não aproveitaram para importar outro povo. I. mudança. d) II e III. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. com a abertura da nossa economia. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. e) transmissão. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. b) Apelar. O radical da palavra tem origem grega. b) endoculturação. U. U. 47. e) I. c) Circular. somente. b) desconhecida.F. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. II. c) significativo.

“Virou praga o uso indevido do gerúndio. “. b) injusto – descomunal.”. referente aos afixos em destaque.F. II.. c) multiforme – policromo. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. 55. b) Os afixos têm sentido semelhante I.” II. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. b) Apenas II. respectivamente. a) altiplano – acrobata. 02. Voltar Língua Portuguesa . 57.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. d) Apenas II e III. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. um radical latino e um radical grego. b) psicultura – ictiologia. é prova do despreparo de algumas pessoas. é certo que: 01. II e III. ortografia e formação das palavras Avançar . 08. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. Nas palavras mental e sexual. d) dissílabo – bisavô. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. “. como resposta. e) I. e) filosofia – dicotomia. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. c) recolocava – reconhecemos.53. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer.” IV. acentuação. II e III. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. U. a) inexpressiva – exportados.E. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. assinale a seqüência correta. 16. III.” A seguir. 56. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. c) Apenas I e III... 54.. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. Dê. 04. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição.F. U. d) preconceitos – descabidas.” III... Quais estão corretas? a) Apenas I. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. U. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. nas duas palavras. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. a soma das alternativas corretas.Fonologia.

seja contra alguma coisa (al). seja dentro de (en). d) tributo – tributar – tributável. 08. acentuação. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. como resposta. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. 04.a um radical. Embebeu de éter a bolinha de algodão.E. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. preocupação. uma força. E saiu para a rua..59. achando a condição humana uma droga. e) explicável. 60. intimidade. 61. U. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. a soma das alternativas corretas. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. representada pelo elemento “foto”. c) facilidade. inexplorado. apesar de o elemento em comum significar “grande”. 62. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. 16.Fonologia.. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. a) sentimento. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. 08. e) atribulação – atribular – atribulado. Dê. sofrimento. alimentício. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. ventania. e) regularização. 04. sob todos os pontos de vista. porque ambas as palavras representam uma ação. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. sabedor. prática. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. que nos deu tanta alegria. regressar. parecia sentir alívio às suas”. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. regularmente.E. contemplação. pequenino por dentro. U. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. para expressar a idéia de carinho. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. Não é que o canário tinha ressuscitado. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mofino. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. d) régulo. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. perdão. a) abandono em “morrera de um abandono”. ortografia e formação das palavras Avançar . c) regulador. 63. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. reluzia vivinho da silva. como resposta. c) atributo – atribuição – atributivo. cerebral. b) tribuna – contribuição – tributal. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. d) fumaça. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. 02. pode ser notado em: 01.”.F. U. 65. 64. a) tribunal – tributador – tribal. com uma fome danada? Dê. pacificar. extinção. onde encontrava. Você é diferente. U. b) resistência. de afeto. a soma das alternativas corretas. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. b) régua. angustiado. 16. 02.

composição por justaposição. em relação icônica com o determinado.”. agregado à base um novo sentido. b) apadrinhar. e) arcaísmo. e) inflamar – irretocável. 70. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. c) padronizar. como em ‘ilógico’. c) desi – gual – da – des. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . intugidos até então. ortografia e formação das palavras Avançar .F. d) padroeiro. a palavra destacada é um: a) neologismo. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. ação contrária. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. c) impuro – ilícito. uso típico da região sertaneja.66. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. a) paterno. obtido pela repetição de um elemento morfológico. e) desigual – dades. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. U.Fonologia. são conservadores. principalmente os sertanejos. d) irradiar – imigrar. b) irreal – influir. b) des – igual – dade – s. d) arcaísmo. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. d) ateu – incoercível – imerso. a) inaproveitável –irremovível – irromper. de relevante valor expressivo. acentuação. b) arcaísmo. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. 67. neste exemplo. 71. e) incriminar – imiscuir – imanente. em seus cavalos. U. c) autos-de-fé – ocorre. 68. b) invalidar – inativo – ingerir. o que prova que os falantes da língua portuguesa. 69. e o prefixo indica negação. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. Cefet-RJ Em “Como por socorro. espiei os três outros. há prefixos com o mesmo sentido. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. c) neologismo. d) des – i – gual – da – des. mumumudos. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. e) padre. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. feliz e mente. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”.

o significado de: a) movimento através de. e) cabeleira. c) posição além do limite. b) sufixo que expressa intensidade. e) consumidor. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. 74. c) nunca morou na favela. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. b) movimento em torno. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. d) brasileira.Fonologia. a) E depois a tomaram como espantados. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. b) é contrária à favela. d) deixou de ser favelado. b) enxergado. c) amamenta. 77. respectivamente. 75. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados.72. b) Fez o salto real. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. 76. e) trabalha em prol da favela. ortografia e formação das palavras Avançar . acentuação. 73. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. d) impossível. U. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos... c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo.F. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. e) movimento intermitente. isto é. d) movimento para além de. a) cafeteira.” tem. Me firmo. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). c) laranjeira. b) poeira.

c 25. Voltar Língua Portuguesa . um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 52. d 41. a 35. 20. transmitir afetividade (valor subjetivo). 14. 8. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. d 40. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 3. 19. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 9. c 24. 10. No texto. e 29. e 32. 13. 2. a 38. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). c 36. 48. d 31.Fonologia. espiando até “pelos entrefios”. 44. 51. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 6. e 37. significa que Brejeirinha tinha. 53. 15. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. 11. 50. 26 26. b 39. 4. ou seja. F – F – F 27. 5. 12. 18. em um dado momento. O valor subjetivo se soma ao objetivo. ligeira e perspicaz como uma andorinha. 45. c 22. 7. b 33. sendo tão pequena. dinâmica. c 28. 17. d 34. c 23. como é o caso. acentuação. 49. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 46. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. Linguarudo: derivação sufixal. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 47. ortografia e formação das palavras Avançar . 16.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 42. a 30.

67. 68. 59. ortografia e formação das palavras Avançar . 58. acentuação. 70. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 57. 63. 69. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 76. 73. 56. 74. 61. 65. 72. 77. 75. 55.Fonologia. 64. 71.54. 60. 62.

adjetivos. sem modificação sintática ou semântica. ( ) Em “.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. sem alteração de sentido.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados.. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos.... U. no nível mais fundamental. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. verbos e adverbios Avançar .. a fim de evitar as violações dos direitos humanos.. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. Para tal.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural.Artigos. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio.. pode ser permutado por particularizar.) nessa questão de engenharia genética. A D JE T IV O S . a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. no primado do direito. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(.. ( ) Em “. a definir melhor os direitos econômicos. Para eliminar esse fosso. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. S U B S T A N T IV O S .. 2. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. Em 1994. substantivos. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . ( ) Individualizar. que promete ser a questão do novo milênio”. sem alteração sintática ou semântica. e. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. ( ) Em “.” GABARITO 1. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio... b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas... ( ) Fosso.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária.

2 4. b) criadores./ Onde o rouxinol não canta. em “deixou de ser um peso para os criadores”. d) “Meu amigo. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. no trecho anterior.. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. d) É trágico verificar que. O termo “a”. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). 7. 6.. e) combate.” A partir desse conceito. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. brancos e índios”. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. c) grito. em “a mistura entre negros. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”.F. vamos cantar. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. na televisão brasileira. b) conquista. d) século.” (Manuel Bandeira). a) brasileiro. U. c) brasileiro. verbos e adverbios Avançar . já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. em sua estrutura interna.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .3. substantivos.Artigos. e) brancos. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. no contexto. U. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca.F.000 reais está longe de ser popular.) a nada menos que US$500 milhões”. d) “No Brasil. b) “Paisagens da minha terra. como adjetivo./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). d) envergonhado. que aparece destacado. 5. só o trágico é que faz sucesso. em “o brasileiro era um envergonhado”. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. adjetivos. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”.

b) formas e significados diferentes.Artigos. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. substantivos. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. em termos de sentido. é sempre diferente. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). e F. verbos e adverbios Avançar . respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. U.8. Use V. tem sentido indeterminado. segundo a gramática normativa do português culto. para os itens verdadeiros. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. ou toma um café Hoje bobagem. “UM DIA QUALQUER . não-específico. nessa estrofe. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. c) a mesma forma e o mesmo significado. para os falsos. adjetivos. em várias regiões do país. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. são pronunciadas de igual modo. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR 9. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. mas o uso. está incorreta.F. pois a forma de tratamento você. d) a mesma forma e diferentes significados.

sem que houvesse alteração no sentido. Isto é. com freqüência. livres de ameaças reais. II.10. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores.Artigos. III. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. I. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. verbos e adverbios Avançar . o uso coloquial. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. 24/11/1999. b) adjetivo e adjetivo. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. c) substantivo e adjetivo. 13.. assim.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. não haveria alteração no sentido global da frase.. 11. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. substantivos. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. Quais estão corretas? a) apenas I. e) colherezinhas – floreszinhas.”. adjetivos. c) florezinhas – mulherezinhas. d) apenas II e III. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. UFSE “. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme.”. cujas sementes deram início a este bosque. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. onde o aviador sobrevive à queda. e) particípio e substantivo. d) substantivo e substantivo.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. c) apenas I e III. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. II e III. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. b) apenas II. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. 12. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. e) I. uma versão nordestina para o Paciente Inglês.

Unifor-CE As lacunas da frase “Os . 04.. Dê.. 15.. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno.. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. e) pintura.”. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. c) fundação. 02. Se. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. veja bem.. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. d) acabamento. que ameaça acontecer breve. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). No trecho “Mas. que se diferenciam. 01..... por serem todas elas proparoxítonas. 18... sobretudo. como na expressão perigo eminente. como resposta. 16... a mesma palavra seria um adjetivo. 08. adjetivos. a soma das alternativas corretas...Artigos. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. procuram .. o uso da crase é facultativo. verbos e adverbios Avançar . de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. se assim fosse. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . base.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17.. UERJ “Vestibular UERJ 2001. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. quando se trata de estudar. que significa que está em via de efetivação. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. As palavras rústica..” 5 No enunciado acima.. entretanto. o subjuntivo e o imperativo.. segundo a gramática normativa.. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. b) chão... caráter e épocas estão acentuadas corretamente. Construindo o cidadão do futuro. 16. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular...14... Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. substantivos... No segmento indiferente a tudo. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. Em “..

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. saias verde-olivas. II Hoje. b) Na Aliança Luso-brasileira. ( ) As formas verbais foi e é são. d) Na Aliança Lusa-brasileira. dos verbos ir e ser. e) 2. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. obesidade. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. substantivos. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. a primeira no pretérito e a segunda no presente.” Carlos Drummond de Andrade.19. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. c) 4. 20. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. que correspondem a 32% de todos os óbitos. b) 5. e F. saias azuis-pavões. a) Na Aliança Lusa-brasileira.” Veja. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. No poema há quantos adjetivos? a) 3. Use V. adjetivos. V Procure seu médico e siga a sua orientação. verbos e adverbios Avançar . c) Na Aliança Luso-brasileira. d) 6. para assinalar os itens verdadeiros. 153. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. p. procure e siga estão no imperativo. 21. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. e) Na Aliança Luso-brasileira. U. saias verdes-olivas. 23/06/99. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. III Essas doenças. respectivamente. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. associadas a tabagismo. saias verdes-oliva. saias verde-oliva. para os falsos.Artigos. 20% da população adulta brasileira é hipertensa.

e por isso a magra fotografa melhor.22. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. d) apenas II e III. logo de quem. verbos e adverbios Avançar . que estão tentando dar um jeitinho. ato contínuo. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Em “já que toda altíssima e magérrima”. Difícil dar certo. c) apenas I e III. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. no caso. até porque. III. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. quem diria. Está(ão) correta(s): a) apenas I. acima de tudo. nas butiques. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. II e III. a Inglaterra contaria com a companhia. b) apenas II. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Embalada em sua cruzada. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. quem é gordo e. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. que equivale a muito seca. substantivos. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Também apontaram a falta. o papel de substantivos. U. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. de tamanhos acima de 40.Artigos. Nesse departamento. A ministra Tessa. muito a contragosto por parte das revistas. convocou uma entusiasmada ministra. Incitadas pelo governo trabalhista. Mas. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. Por birra. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. independentemente dos hambúrgueres que consuma. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. e) I. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. digamos. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. seca como uva passa. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. respectivamente. estão. normais. jornalistas. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo.” Veja. e mais silhuetas. Previsivelmente. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. desde que moda é moda. alinhou-se à facção das magérrimas. Tem de ser naturalmente magra’. como a de Victoria Adams. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. as palavras sublinhadas desempenham. E não adianta a menina perder 20 quilos. da Argentina. sob suspeita de anorexia. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. adjetivos. I. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. e para a imensa maioria das mortais. 28/06/2000. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. ‘A foto sempre engorda um pouco. Quem quiser que acredite que vai funcionar. II. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. sequíssima. Tessa Jowell. Na quinta-feira. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. no máximo 42. no contexto. a direita.F. claro. na voz de Theresa May.

não existia nódoa.E. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. c) xampu de capelo – xampu capilar. O menino pobre nasceu morto. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. achando a condição humana uma droga. adjetivos. 16. as espalhadoras de todas as maledicências. E saiu para a rua. angustiado. as tecedeiras de todas as intrigas. verbos e adverbios Avançar . Dê. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. II. Eça de. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. entre os dentes ralos. 08. d) água de rio – água pluvial.23. d) I e II. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. como resposta. 24. 02. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. desde longos anos. a soma das alternativas corretas. não comentasse com malícia estridente.” QUEIRÓS. b) nervo da audição – nervo auditivo. coração dorido. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. janela entreaberta. 25.Artigos. bule rachado. 8 GABARITO No texto. sensação. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. 04. pequenino por dentro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I e III. escuras e gárrulas como cigarras. U. b) II. substantivos. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. 26. Embebeu de éter a bolinha de algodão. bolo encomendado nas Matildes. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. A ilustre Casa de Ramires. algibeira arrasada. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. e) associar as ações das duas irmãs. em Oliveira. c) III. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. que nos deu tanta alegria. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. vulto a uma esquina. poeira a um canto. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. III. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. O pobre menino nasceu morto. respectivamente. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. e) monumento de rocha – monumento rupestre. estado ou qualidade dos seres. E na desditosa cidade. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. pecha. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários.

A questão 27 refere-se a ele.) 21h30 . apreciar a música. c) aproximadamente uma tonelada”. É como se eu estivesse congelada. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. vives. “O diário de P. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. de aproveitar a vida. tu dirás que queres viver. substantivos. adjetivos. c) cívico-religioso. c) Em 1970. e) ao menos uma tonelada”. sem que a idéia básica do período seja modificada.Las Vegas (. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. b) justo uma tonelada”. em jun. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. Não só por não ter me permitido comer. e) guarda-noturno. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. 2000. comunicar-se. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. b) verde-oliva. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. U. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. d) azul-marinho. ele que viesse falar comigo. de verdade do processo expresso pelo verbo. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. 28.S. d) tanto quanto uma tonelada”.Restaurante chinês. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) surdo-mudo.. rir.. 01/01/2000 .S. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar.Artigos. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto.. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas.C.Leia abaixo o trecho do diário de P. Foi maravilhoso!” 9 27. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.C. 29. 30. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. verbos e adverbios Avançar . o lugar. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. publicado em uma reportagem na revista Isto é.

ao pecado de saber mais do que nos convinha. senão. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. b) A econologia. c) ainda que. a) com verdade – sinceramente. no texto de Carlos Drummond de Andrade.31. o paciente teria morrido”. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. por: a) embora. amar?” A palavra até. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. Amar e malamar. desamar. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. d) Saveiro Geração III. adjetivos. Amar. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. transpondo-a para a voz ativa. até a você. 10 GABARITO 34. verbos e adverbios Avançar . sociologia e ecologia. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. U.E. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. d) pode ser que. Londrina-PR “Que pode uma criatura. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. 35. d) sem mistério – enigmaticamente. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. declarou o médico. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. até agora. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. pode ser substituído.” O advérbio talvez nos versos. amar? Sempre e até de olhos vidrados. b) A polícia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . combinação de princípos da economia. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. Reescreva a frase acima. b) não obstante. c) com liberdade – libertinamente. substantivos. Resiste a tudo. b) Além disso. Tarifas que podem chegar a zero.Artigos. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre.. não conseguiu capturar os fugitivos. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. sem perda de sentido. amar? Amar e esquecer. entre criaturas. e) sem virtude – desvirtuadamente. Reescreva a frase acima. b) como amante – adulteramente. 33. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. 32..

substantivos. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram..” 11 No texto. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 38. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade.” e) “. __________ três explosões na plataforma de petróleo. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. poderá adotar outra perspectiva...” b) “. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade..” 40. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. o quadro. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. no passado. adjetivos. d) no passado. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. verbos e adverbios Avançar . o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente..” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. Para bem comparar a técnica utilizada. U. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. para medir a inteligência. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. é mais sombrio. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. 37.. observe seus efeitos de luz e sombra.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. 39.36. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. há motivo para otimismo”.. infelizmente. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. Quando as __________ (ver). UFRS-Modificada “Os testes de QI. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. além dos testes de QI. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.Artigos..

e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. sentiu o peso da responsabilidade. c) somente na frase III. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. 42. d) somente na frase IV. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos.” Revista Época.41. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. como a De Plá. b) somente na frase II. c) Fui até o hotel para encontrá-lo.. de 24/01/2000. IV. substantivos. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. quando eu for presidente. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. II. São inumeráveis as academias de ginástica. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. esperando oportunidade melhor. III. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. mas se deteu. respectivamente. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. verbos e adverbios Avançar . adjetivos. d) chamara – sentiu – começaria. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I.” Dessas ocorrências. a lesão do jogador poderá estar curada. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. mandarei prender os que forem inimigos do país. 44. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. mas ele já havia saído. NESSA ORDEM. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 43. e) em todas as quatro frases. a) sabia – sentiu – chamara. c) tinha marcado – sentiu – visitara. Feita a pergunta. “for” equivale. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. se ele manter adequadamente o tratamento. será o momento de todos o aplaudirmos.Artigos. a) Em pouco mais de três meses.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I.. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. que vende e revela material fotográfico para amadores.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. de modo claro e objetivo. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. b) pretendia – sentiu – sabia. do articulista Marcos Sá Corrêa: “.

não tiverem descortinado. janela entreaberta. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. não comentava. em Oliveira. uma das formas verbais não condiz com as demais. A ilustre Casa de Ramires. “As duas manas Lousadas! Secas.45. d) Pretendes. não comentasse com malícia estridente. entre os dentes ralos. Voltar Língua Portuguesa . Trata-se de: a) Ides. d) não existirá. as espalhadoras de todas as maledicências. verbos e adverbios Avançar . não teria comentado. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. pode-se perceber que. não tinha comentado. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. pecha. portanto o emprego está adequado. Eça de. algibeira arrasada. não tinham descortinado. não teriam descortinado. vulto a uma esquina. c) não existira. b) não existiu. poeira a um canto. E na desditosa cidade. adjetivos. se verifica entre as formas verbais existia. coração dorido. e) “Respiravam e até transpiravam” 46.” QUEIRÓS. não descortinem. b) Juntou até 10 mil reais. c) Julgais. substantivos. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra).Artigos.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. descortinassem e comentasse. Texto para a questão 47. no diálogo entre Calvin e sua mãe. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. as tecedeiras de todas as intrigas. 14 de abril de 2001. não tiver comentado. FUVEST-SP A correlação de tempos que. bolo encomendado nas Matildes. neste texto. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. escuras e gárrulas como cigarras. e) não existiria. b) Tenhais. 47. mantém-se apenas em: a) não existe. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. não descortinavam. Paulo. não existia nódoa. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. c) Bebeu tanto até cair. não comente. U. bule rachado. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. e) Segui. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. desde longos anos. 48.

53. b) flexão de tempo. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. a) Sabe que você tem razão.Artigos. adjetivos. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras.” Para se manter a correspondência temporal no período. d) prever. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. por exemplo. U. em relação às palavras. b) preveria. UFRN Considere o período a seguir. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. creiamos. c) previera. Para diferenciar o verbo do substantivo. teríamos: a) previer. não tem gente parada. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. além do sentido de ação. verbos e adverbios Avançar .49. principalmente. U. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. seria necessário considerar.F. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. 51. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. 50. b) desejar. Não pôde ser diferente. d) anteposição de um substantivo. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. Voltar Língua Portuguesa . 18/08/1999. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir.. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. substantivos.. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. d) desejaria. Assinale. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal.” Veja. c) desejará. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. GABARITO 52. abrandando-lhe a linguagem. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. e) previr. modo e pessoa. c) presença indispensável à frase.

III..... 16... 08. 32. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. vires. interviesse. b) II e III. Em Por favor.. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. que isso é necessário.. Alfenas-MG Observe: I. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.. “Quando puseres a foto no álbum. requeresse. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. comunica-me imediatamente”. II... que faz a 3ª pessoa do plural vêm. a São Paulo... 04. por isso ninguém interviu para liberá-los”... substantivos.. “Se ele propuser um acordo. esses bens”. respectiva e corretamente.. vires. e seu amigo . c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver.. “Ele voltará. adjetivos.. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. |começa-| tema. que é dourado.... Em O trigo.. “Se .. vieres. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta... e seu plural é vêem. 55.. reavesse c) vir. Os verbos lembrar e esquecer. “Se você . traga seu irmão”.. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis... UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.. vê através do pequeno embrião de árvore (. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. interviesse. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. vires... “Quando .só se vê bem e os homens não têm mais tempo.... Em . a soma das alternativas corretas... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham.. c) III e IV.. Dê. não são regidos por preposição. ela ficará contente”... III. 56. 02. U. requeresse... a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo... o verbo cativar classifica-se como transitivo direto... verbos e adverbios Avançar ...... talvez você .. cujo plural é vêm..... ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.. requisesse. começaram a se tornar realidade. requeresse. reouvesse b) vier. II.. vires.. Em Mas se tu me cativas. as lacunas das frases acima: a) vieres.. reavesse d) vier.. intervisse.. sendo vinde a forma do plural. o modo verbal é o imperativo.. fará com que eu me lembre de ti. d) I e IV.. e) II e IV. reouvesse e) vier. No trecho . reouvesse 57.. intervisse. cativa-me!.. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III..Artigos.. U..) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima.. requisesse... |-a-| vogal temática. aceitaríamos todas as condições”. IV. quando previr o temporal”.. interviesse..... e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver.54... sendo o plural vede.

... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre ...... ele.. a João que se ... U.....F. diga-lhe que seria bom que ele ... a seguir o conselho... adjetivos.. substantivos. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir. mesmo que se . II... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético. F.. e) Todos lêem o código de ética de seu clube. 62.. “E não adianta a menina perder 20 quilos.... 20 quilos.. A palavra morto é particípio do verbo morrer.. Seria preciso que . c) Se a opinião pública intervir.. b) Apenas a afirmação II... a prática do esporte poderá ser moralizada. e) Nenhuma das afirmações...” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63.Artigos... eventualmente ....... É preciso que .. O verbo morrer tem dois particípios.... porém.. a fumar e a beber. E não adianta que a menina .... É verdadeira: a) Apenas a afirmação I... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação... A palavra morto é particípio do verbo matar.. complete corretamente as lacunas............... naturalmente magra.)” Considerando as transformações propostas.......... d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.. d) Apenas a afirmação III..... III. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado..... mas alguns talvez não o entendam bem......... a bolsa de estudos....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. para que você .... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia.. naturalmente magra....58.............. Tem de ser naturalmente magra (.. verbos e adverbios Avançar ........ c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. 61.... 60.. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. do cigarro e do álcool. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I....... c) Cada uma das afirmações...I. no processo.. o professor.

e) tenha sido.” d) “Era assim o Brasil de Cabral.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nem surfistas. já quinhentos anos passados. d) seguíssemos – admitíssemos. e) deve ser substituído por “ao que”. mantendo a correlação exigida pela norma culta. d) deve ser substituído por “isto que”. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. c) O relógio deu onze horas. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar.64. – transitivo direto e indireto. – transitivo direto. c) teria sido.. – intransitivo. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. b) tivesse sido. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. empregado com o sentido de não ter confiança.. 67. e) seguiremos – admitiremos. b) Os jornais não deram a notícia.” e) “. substantivos. 68. para apresentar correção. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. para apresentar correção. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. sem acarretar mudança no significado da frase. c) está correto..” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua... e) Esse dinheiro não dá. quando for a vez desses meninos?”. duvidar. imaginava-se que um cérebro jovem (. nem mulatas. b) seguíssemos – admitiríamos. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar..” Considerando-se o verbete. a) seguirmos – admitíssemos. adjetivos.” b) “Ainda não haviam louras.. a) pudesse ser.. um número sem fim de animais. 66.. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. – transitivo indireto.. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus..” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.Artigos. 65..” a) está correto. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. b) deve ser substituído por “aquilo de que”.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. d) possa ser. UEL-PR “Se seguirmos Freud. verbos e adverbios Avançar . para apresentar correção.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. verifica-se erro em: a) “. – intransitivo.

e) Há. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. equivalente a em negrito acima. 71. d) tinham projetado. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa.. UFR-RJ “(. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado.Artigos. b) foram queimados. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que.. Outra forma verbal.69. b) transitivo direto e transitivo indireto. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. adjetivos.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. e) foi queimado. Voltar Língua Portuguesa .” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). e) vão projetar-se. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. com isso. Tenho de ler tudo.. e) verbo de ligação e transitivo direto. haja prejuízo do significado. b) projetam. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. d) intransitivo e transitivo indireto. GABARITO 72. verbos e adverbios Avançar .. 73. Em filosofias / tropeço e caio. respectivamente.. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe.. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. d) eram queimados. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem.. no enunciado. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. 70. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado.. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. essa história está cheirando mal.”. leio.. está na alternativa: a) projetam-se.). Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. IMPRIMIR 74. c) transitivo indireto e verbo de ligação. c) tinham queimado. substantivos.. porque vejo a questão de outra maneira. o que deixou sua mãe extremamente preocupada.).” “Mas leio. c) é projetado. como: a) transitivo direto e intransitivo.

Dê. 01... ... U.... gramaticalmente equivalente.. c) terão trabalhos.Artigos. 02. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. Voltar Língua Portuguesa . que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. U. b) tinha descoberto. 04.. como tantos brasileiros..F. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. c) teria descoberto.. .. 78. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. Quando registrarem a infância da aviação. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. substantivos. os fotógrafos a popularizarão..... a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. F. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. Se tivessem registrado a infância da aviação.. 77.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. do Império da República Velha. não se lêem muito os clássicos no Brasil.... estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. e) existirá trabalhos. naqueles tristes momentos. d) tem descoberto.. a soma das alternativas corretas.. b) existirão trabalhos. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil.. adjetivos.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. Desse texto. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil... F. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. os fotógrafos a popularizaram... Não sabíamos que o país . eles a teriam popularizado. para sempre.. eles a popularizaram.E. o futuro.. a inocência.75.. Unifor-CE “. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação.. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão.. verbos e adverbios Avançar . eles a tinham popularizado. 08... d) ocorrerá trabalhos. derrubado o muro da ditadura. 79. 16.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. que... Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil.... de novo a estrada interrompida... e) terá descoberto. Pensávamos.. como resposta.

quem sabe?. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida.. explique o emprego dos parênteses no verso 13... 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo.’ Ah. 86/87. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.. São Paulo: Globo. Mário.. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios.. explique o que é a infância na concepção do poema.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. Só para judiar. essas crianças!” QUINTANA. quem sabe?. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. p.” Nas frases abaixo.. UFRJ Releia os versos 9 a 17.. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. meu Deus. 82. Unifor-CE “. substantivos.Artigos. verbos e adverbios Avançar . as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima..’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. 1997.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. Nova antologia poética. adjetivos.. 6ª ed. Lentamente. UFRJ . 81...’ Eu tinha oito anos e sabia esperar.

) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. 86..” IV. c) I. b) aconselhamento. aquela de chita. a forma “eram invadidas”. verbos e adverbios Avançar .83. I. III. IV. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. IV. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. I.).. c) ordem.E. U.. III. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . coluna de acordo com a 1ª. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria.) ponha a saia mais leve. denota um(a): a) treinamento.. IV.. b) presentes e posteriores ao momento da fala. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo.” III. A seguir. adjetivos. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. d) II. d) solicitação. “voar” está empregado em função substantiva. e passeie de mãos dadas com o ar.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. “Por exemplo. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. 84. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. Dê. b) I.. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. Com o verbo na voz ativa. 85. c) passadas mas que têm validade permanente. “(. 02. 16..F. 04. U. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. Uberlândia-MG Numere a 2ª. No trecho acima a seqüência de formas verbais.. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. na voz passiva...Artigos. em 1898”. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. no imperativo. substantivos. 08. e) ponderação. podem-se desenvolver espécies de milho (. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo.” II. 01. como resposta... I. nas formas destacadas. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. indiscutível.” Carlos Drummond de Andrade. o presente do indicativo. tendo em vista o emprego de verbos. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. com o sentido de existir. a soma das alternativas corretas. II. “(.

) o povo é ignorante. Olhemos a cidade. c) “(.) como bem o sabiam os romanos (.. na frase acima. o pequeno rio. O Guarani. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. quanto às vozes do verbo. enroscando-se como uma serpente. d) “(. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. e engrossando com os mananciais. c) sugestão. a) “Pelo Natal estarei aí.Artigos. b) era – são. com minha secretária Eunice.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. b) “Se não zelássemos por nós. que rola majestosamente em seu vasto leito. “Onde avanço. curva-se humildemente aos pés do suserano. 88. UERJ Classifique.87.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. 92. c) obteve – obtenha. e) exigiam – exigem. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. e) solicitação. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. Descreva essa mudança. verbos e adverbios Avançar . d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem.. a seqüência dos tempos verbais em negrito. torna-se rio caudal. d) certeza.” ALENCAR. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. GABARITO Em relação ao texto. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. posterior ao momento em que se fala. 91. as três construções destacadas. 90.. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. altivo e sobranceiro contra os rochedos.. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. d) tinha – tem. e) “rio caudal”. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. substantivos. b) reflexão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. adjetivos. que recebe no seu curso de dez léguas. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. me dou. José de. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89.. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90..

.. verbos e adverbios Avançar .uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.) poderemos (. U.” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua......93..ninguém supera a televisão.” b) “(.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa..) Trunte retrucou que já era alguma coisa..” d) “.” b) “(.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.. d) vem dominando.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .” b) “.” 96.. substantivos.) nada adiantava esse dinheiro.. U. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.” c) “(.. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”... obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.......” c) “(.. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(..Artigos.” d) “(.“ 95.....) manipular os peões (. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica... 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) dominam.. adjetivos..F.) não compreende ele as coisas do Brasil..F.)” 94. b) vêm dominando..” d) “(.

36.” b) Ambientalistas defendem a econologia. a 38. S U B S T A N T IV O S . 22. 4. adjetivos. combinação de princípos da economia. 10. e 46. c 45. a 39. 40. A D JE T IV O S . 26. 20. 15. d Voltar Língua Portuguesa . V E R B O S E A D V É R B IO S 1.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . satisfizer. d 37.Artigos. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 23. substantivos. o paciente teria morrido. 17. c 47. 32. 8. 19. 7. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 11. d 41. 12. 28. 25. Vier. 24. 27. a 44. b 42. 30. verbos e adverbios Avançar . vir. 34. 29. d 49. 3. 5. 6. 13. 9. se mantenha. d 43. 33. 31. sociologia e ecologia. a 48. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. declarou o médico. 14. 16. 21. dispuser. 2. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35.

53. em me dou é agente e paciente.2 50. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. me dou: voz reflexiva. 54. 15 86. Onde avanço: voz ativa. 90. 74. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. a 96. 60. Em avanço o “eu” é agente. b 84. 61. 69. b 94. 59. 70. A partir do emprego dos tempos verbais. 75. 76. e 83. c 92. 51. c 89. 71. a Voltar Língua Portuguesa . 63. c 85. 62. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. a 95. no verso 13. a infância é um estado permanente no eu-lírico. substantivos. do qual se distancia. 81. a 93. verifica-se que. 67. 52. 91. 68. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 66.Artigos. 64. 58. 57. 55. 78. adjetivos. 73. a 88. 82. c 87. na concepção do poema. verbos e adverbios Avançar . O emprego dos parênteses revela que. 79. 72. 56. 77.

I. 1948). Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. 2. a) Apenas I é verdadeira. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. Assinale a alternativa correta. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. b) Apenas II é verdadeira. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. como a realização dos postulados da justiça social’. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. Além disso. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres.E. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. até . e F.Pronomes Avançar . ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é própria de linguagem formal no Brasil.. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. III. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais.. para os falsos. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. ( ) Por equívoco do redator. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. II.desses direitos. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.. Use V. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. c) Apenas III é verdadeira. d) I e II são verdadeiras. favorece uma tonicidade não usual em português. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa.. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. modo e pessoa.. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. Colômbia. para os verdadeiros. no livre exercício de suas próprias soberanias.” estão flexionados no mesmo tempo. e) I e III são verdadeiras.”. falta o hífen em “interamericano”. conseqüentemente. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. é correto afirmar que a ênclise: I.

pra. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. de Assis). PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. b) A personagem mistura. não deixaria de comparecer.3. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado.” (M. a senhora. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. das relíquias que guardava. 5. da veneração em que tinha a memória dele. de Assis) 6.Pronomes Avançar . e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula.” (M. a) “. das alusões freqüentes na conversão. e) à forma verbal acrescentando.F. Voltar Língua Portuguesa . em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. em vez de ficar séria e pensar em Deus. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. beleza e ritmo.. à qual está ligado por hífen..” (M. c) a saudade. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo.. pessoa do singular com a 3ª.. U.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. a 2ª.. na sua fala. de Assis) c) “Lalau sentou-se. b) à forma de tocar violão. 7. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. beleza e ritmo.. acrescentando-lhe saudade. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. d) somente à palavra mais próxima: saudade. rindo. Exemplos: Tô. pessoa do singular.” (M. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. de Assis) d) “. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. falou-me também da piedade e saudade da viúva. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos.

você é testemunha disto. muita inveja. respectivamente. te. o. no seu trabalho. ( ) no enunciado D. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. em qualquer assunto que lhe preocupe. vossa. BETE. tua. a expressão a gente. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. Onde é que a gente se encontra? C. Comprove estimado leitor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . alguma dormiu mal ou nada. tens caso íntimo à resolver. estás desiludido. em qualquer assunto que lhe preocupe. ou o próprio mal não deixa. muita sonhou com ele. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. C e D). te. ( ) no enunciado A. Muitas vezes. desanimado. deve-se substituir as palavras grifadas. UFGO A. 817”. fazer voltar alguém em sua companhia. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. desconfiasse de toda a gente (. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. fazer voltar alguém em sua companhia. nos negócios. 3 8. faça uma consulta. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. emitido por uma voz narrativa onisciente. lhes. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. Todos se habituariam e pensar coletivamente. tua. Leitor. B. mau olhado no amor. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. ( ) no enunciado C. b) teu. Não fique na dúvida. a palavra todos tem valor anafórico. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. por a) teu. faça isso agora. vossa.) fazia que ela evitasse a companhia das outras.Pronomes Avançar . pois ambas necessitam da explicitação do termo gente.. ( ) no enunciado B. ou até mesmo por não acreditar. tens amor não correspondido ou rompido. nos negócios. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. tua. mau olhado no amor. com a PROFa. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. desorientado. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. os.. respectivamente. Muitas vezes não acha solução. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. c) teu. Considerando-se os elementos em negrito. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”.Texto para a questão 8. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. e) vosso. (.. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. desorientado. tem o sentido de “nós”. d) vosso. desanimado. 9.. muita inveja. no seu trabalho. tens caso íntimo à resolver.. um problema que para muitos é um problemão. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. a PROFa..) D. tens amor não correspondido ou rompido.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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GABARITO

Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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57. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. Estrela da vida inteira. a) Identifique essas duas classes gramaticais. p.Pronomes Avançar . b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. 1982. Manuel. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. Rio de Janeiro: José Olympio. 118. UFRJ “O impossível carinho Escuta. 9ª ed. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

25. 12. 29. 2. que estuda há oito anos. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 27. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 13. 20. 31. 24. 28. Voltar Língua Portuguesa . 3. 8. 11. 21. está correto o uso do pronome mim. 36.Pronomes Avançar . d GABARITO IMPRIMIR 19. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 30. 6. 4. 35. 5. pronome pessoal do caso oblíquo. 37. 38. e por literatura. O pronome em questão possui função completiva. 9. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 33. que é o caso. 18. 10. 26. 34. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. desta forma. 22. 14. sendo regido pela preposição entre. 16. 32. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 7.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 15. b) Na função completiva. 17. 39. 23.

a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. porém. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Se. 46.Pronomes Avançar .40. uma atitude marcante na sua obra madura. 52. 42. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. 45. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 51. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 57. 2 53. 54. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 44. 56. 41. ele é posposto ao verbo. 50. 47. 48. 43. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. b a a No texto de Machado. 49. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 55.

A expressão mesmo sem fome muda a situação.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. c) fecunda. e Carlitos. Perder a inteligência das coisas para vê-las. 3. em um filme. deitados de barriga. d) vaga. e) cristalina. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. personagem dos filmes de Charles Chaplin. O resto em Carlitos. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. Manoel de. comer as botas. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. c) sofrer privações materiais.Noções de literatura Avançar . propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. deixando de lado o sujeito que olha. até os cadarços. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra.. automatizados. o verso citado propõe que. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. Mesmo sem fome. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. em favor da poesia.. e) isolar-se do resto da humanidade. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. UFMS “Mesmo sem fome. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. 2. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. c) recusando seu invólucro utilitário. com fome. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. b) impermeável. Jogar pedrinhas nim moscas. Nessa concepção. UFMS O poema cita Rimbaud. d) pelo ponto de vista do especialista. cisco de olho. 3 ed. poeta francês do século passado. uma tomada de posição ante o fazer poético. cozinhou as botas e as comeu.” BARROS. teréns de rua e de música. Aprender a capinar com enxada cega. carvão de folhas. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. moscas de pensão.. portanto. b) com objetividade. Matéria de Poesias. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. 1999.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis.

Poesia completa e prosa. d) o amor se esgota no próprio desejo. de um calmo amor prestante.”.. 336. Vinícius de.. presente na saudade. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. 7. 1986. simplesmente. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. b) pureza – impureza. c) o amante dá a vida pela amada. Amo-te.. enfim. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade... existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. b) a sensação de que o amor é indescritível.. c) verdade – mentira. E de te amar assim muito e amiúde. meu amor. c) O amante experimenta formas diferentes de amar..Noções de literatura Avançar .” MORAES. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. UFPI Dos versos 3 e 4. não cante O humano coração com mais verdade. Amo-te afim. e) vida – morte. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. e) o amante vive a descrever o ser amado. 2 4. Amo-te como um bicho. RJ: Nova Aguilar. p. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. UFPI Na seqüência “. b) o amor destrói o corpo amado. d) vício – virtude. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões 4 a 7. E te amo além. 6. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. não cante / O humano coração com mais verdade.. 5.

em alguns momentos...” (Álvares de Azevedo). 9. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa.. 1964. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .” (Casimiro de Abreu). Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma... UFRS Leia as estrofes abaixo..” (Gonçalves Dias). e a afirmação que as segue... b) vício de linguagem. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados.. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.. como acontece no verso de número .. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada..... / Minha lira também seus tons varia.. d) “Um dia (.. .) tive saudades da casa paterna e chorei.. / e sem fazer esforço ou maravilha.. a outra abandonada uma nua na terra. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. de Vinícius de Moraes. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua... Jeremias Sem-Chorar. 3 8. Um homem que tem fome como qualquer outro homem... típico de sua poesia. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. c) reiteração expressiva..Texto para as questões 8 e 9. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. outra no céu..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. fundindo-as..Noções de literatura Avançar . Cassiano.. Rio de Janeiro: José Olympio. / Como estrelas e nuvens e mulheres.. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.” RICARDO. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca.. / Pela regra geral de todos seres..... d) onomatopéia modernista...... 10. em que é perceptível um lirismo ...” (João Cabral de Melo Neto). 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. foi quando... c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si....

as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. sobre o texto. Pela análise das afirmativas. determina o tom pessimista do texto.11. ( ) No verso 8. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. em muito mais tempo que a natureza. entre outros recursos poéticos. Das aves no sentimento. Ferreira. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. tema reincidente na poesia romântica. ( ) No verso 7. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. julgue os itens a seguir. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. III. com que se inaugura a poesia moderna brasileira.Noções de literatura Avançar . IV. Nas águas e no luar! (. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. III e IV c) II e IV 12. Toda poesia.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem.. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. ( ) O poeta. o que esta rapidamente consegue realizar. II. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. pelo poema Rosa do Povo. O medo da rejeição amorosa. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. II. nos versos 14 e 15. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. I.

surgiu inesperadamente. In: Tomás Antônio Gonzaga. ed. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. de espinhas no rosto. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. Ele era mais alto do que eu. ‘Só tenho o senhor no mundo. Carlos Drummond de. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. o rosto fixo virado para o meu. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. O tempo é ainda de fezes.” FONSECA. ele me acompanhando. pelo autor). 24. com o barulho do tiro. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Voltei. Inferno. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. 36. p. não faça isso de novo comigo. em face de um mundo conturbado. esta é a última vez. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. enquanto caminhávamos. fui ao meu quarto. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele.” GABARITO ANDRADE. Rio de Janeiro São Paulo: Record. Fui na direção da minha casa. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. ou se falou eu não ouvi. doutor. 13. 1997. por parte do sujeito poético.Noções de literatura Avançar . 15. Ele caiu no chão.Questões de 13 a 17. Feliz ano novo. Org. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. ou da minada serra. a) Sentimento de angústia. me vigiando curioso. ed. Não acabou de falar. Marília. In: Antologia poética (Org. que foi cobrindo a sua face. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. por Lúcia Helena. 1985. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. 114. alucinações e espera. p. então vi que era um menino franzino. ‘espere aqui’. 2. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. Tomás Antônio. sem armas. Melancolias. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. o pedinte. v. até que chegamos na minha casa. mercadorias espreitam-me. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue.) 5 14. vou de branco pela rua cinzenta. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. o tempo não chegou de completa justiça. maus poemas. p. Fechei a porta. implacável. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. ou dos cercos dos rios caudalosos. só tenho o senhor no mundo’. São Paulo: Companhia das Letras. desconfiado. Uneb-BA “Tu não verás. conseguia esconder. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. Rubem. estou precisando de um dinheiro. 1997. Em seguida. (Nossos Clássicos. forte e ameaçador. Devo seguir até o enjôo? Posso. Rio de Janeiro: Agir. Eu disse.” GONZAGA. 90. Introdução: Para responder a essas questões. 85-6.

porém. Rio. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água.. Memórias do cárcere. Graciliano. 18. responda às questões de números 18 a 20. a cor das folhas que tombavam das árvores. e é inevitável mencioná-las. porém. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. Com base no texto abaixo. conservaram-se. frases autênticas.. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. 19. o que julgo ter notado.” AMADO. associaram-se. p. Laços e família: contos. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. gemidos. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos.) Nesta reconstituição de fatos velhos. A tarde caía. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. relatada pelo narrador. Um homem comprou cocada. como contavam a de seu pai. E se esmoreceram. pelo menos imagino que valiam pouco. 12. Se ele existisse. São Paulo: Record. 79. Lutar pelo direito... 1982. Rio de Janeiro: José Olympio. Certamente me irão fazer falta. conservaram-se.. UERJ Por causa da perda das anotações. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. 1996. Não as contesto. a forma dos montes verdes. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. “(. Outras. durante o Estado Novo. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. Rio de Janeiro: Record. Outros devem possuir lembranças diversas. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. da leitura do texto.. associaram-se. Capitães da areia. cresceram. Jorge. recomeçou a mãe. ela ajeitava depressa as malas.)” GABARITO RAMOS. é possível depreender. a bolsa. E Catarina? Catarina olhava a mãe. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. As luzes se acenderam de repente. ed. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. Ah! ah!.. E os guindastes rodavam ruidosamente. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor.” 6 LISPECTOR. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. 85.. A negra se levantou. 111. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. tintos de luz. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político.. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. de repente envelhecida e pobre. Ao longe. 17. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história.. gestos.Noções de literatura Avançar . cresceram.. 1984. p. gritos. exponho o que notei.. e a mãe olhava a filha. em manhã de bruma. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. neste esmiuçamento. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. ed. Clarice. o deus da bexiga. (. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. num pátio branco. deixá-las no esquecimento: valiam pouco.. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. exponho o que notei.16. (.

e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. de Cláudio Manuel da Costa. dirige-se aos penhascos. A partir dessa definição. um elemento típico da paisagem mineira. Temei. Santa Maria-RS Nesse poema. que ostentais a condição mais dura. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. temei. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. mais se apura. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. que é a exaltação dos penhascos. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que.20. Onde há mais resistência. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. nos versos 9 e 11. pois é tão duro quanto elas. que representa seu berço. 22. nos versos 12. a pedra. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). Que não me foi bastante a fortaleza. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. a presença de antítese.F. A que dava ocasião minha brandura. um peito sem dureza! Amor. c) o sujeito lírico. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. U. U. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. que amor tirano.Noções de literatura Avançar . a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. pois é tão duro e resistente quanto eles. e) rima e versos decassílabos. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. b) nota-se.” 7 21. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. 13 e 14. b) identidade de nome entre autor. narrador e personagem principal. penhas.F.

Lira dos Vinte Anos. Foram sonhos contudo.. E a donzela ideal nos róseos lábios. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. Voltar Língua Portuguesa ... ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Um espírito negro me desperta.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos.. Álvares de Azevedo apresenta. In: Leandro & Leonardo. A minha vida Se esgota em ilusões. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. exemplo da tendência mórbida desse movimento. 8 GABARITO IMPRIMIR 23.Noções de literatura Avançar . 24. a figura feminina se constrói entre dois pólos. ( ) No texto I. Bernardes e Schiavon. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. me enlanguece a fronte. 1997. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. julgue os itens das questões de 23 a 26. nesse texto. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. Me ateia o sangue. Vol. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. 10.

na visão do eu-lírico. 196. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. os dois poemas são decassílabos. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. ( ) Em ambos. ed. há ocorrência de inversão sintática. 11. Antologia Poética.. ( ) Neles. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. 9 GABARITO 27. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. Amiga. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. UFMT ( ) Quanto à métrica. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva.25. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. como um espelho e sua imagem. “A Ausente Amiga. F. ( ) Nos textos I e II. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. amiga minha Em mim como no mar.. 26. UFMT ( ) No texto II. Vem. frases em ordem indireta. ( ) Escritos em séculos diferentes. c) A mulher.. Vinícius de. Questões de 27 a 29. São Paulo: Companhia das Letras. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. IMPRIMIR 28. p. teus seios Se enchem de leite. 1992. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo.Noções de literatura Avançar . e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. Vem mergulhar em mim Como no mar.” MORAES. Católica de Salvador-BA No poema. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. aparece envolta em sensualidade e erotismo. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. c) assemelha-se à “amiga”. F.. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais.

. I. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. O rapaz concluiu: – Antônia. Texto para as questões 30 e 31. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. com a sua cara. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. ainda não me acostumei com o seu corpo. 31. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. a) I e III são corretas. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro.” BANDEIRA. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. você é engraçada! Você parece louca. c) II e III são corretas. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. e) I e II são corretas. A moça olhou de lado e esperou. porque minha bisavó. você parece uma lagarta listada. A moça arregalou os olhos. como uma mancha no ermo. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos.. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. fez exclamações. fresca e furta-cor. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. d) busca a originalidade a qualquer preço. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. c) tenta conciliar o presente com o passado. b) somente III é correta. Rio. F. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. José Olympio. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. II. d) somente I é correta. livre de rima e de métrica. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. também. 10 30.29. Lançando mão de um procedimento moderno. O título do poema encerra uma ironia. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. Manuel. b) a lembrança de um certo namorado de infância. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. Foi esse o início de um destino esquerdo. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. 1979. III. A meninice brincou de novo nos olhos dela.Noções de literatura Avançar . c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina.

( ) Em “. metáfora e prosopopéia. são respectivamente: hipérbole. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. U.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. e o bando de filhos seus primeiros súditos. a personagem. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.” Percebe-se nessa frase. levantando a voz como se nascesse rei”. U. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e.”.” considerando-se o contexto. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. porque me secaram as tetas.. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. a elipse do verbo ser. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) De acordo com o texto. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. na terceira pessoa do singular.. fresca e furta-cor.. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.”. de acordo com as normas da língua padrão. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. com enormes riscos de ouro. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. que ainda demonstra sua submissão ao homem. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. obrigatoriamente. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar que.. marcado por expressões como “..32. Católica-GO ( ) No texto. ‘destino esquerdo’. e o indireto livre. ( ) “..Noções de literatura Avançar ... que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. continuava a ser uma pessoa vaidosa. apesar de trabalhar muito. sovar o dia do marido que vem chegando.. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. 33. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros.. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. ( ) A personagem demonstra que. claramente. é correto afirmar que a personagem.... Caso o verbo estivesse presente deveria.. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. portanto. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto.. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.” ( ) Na frase “. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar..”. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo... levantando a voz como se nascesse rei.

.34. entre sombras. que me livre de vez desses poemas. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. Língua vernácula entre os dentes. – na face / De anjo morto. é branco. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. e) não é um soneto. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. não há remate. d) é lírico. (sororal) vibrante como um sino.I. vulgares. um soneto de versos. / A água e o reptil. pela linguagem coloquial e referencial. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. merda.Noções de literatura Avançar . // Nasce a manhã. IMPRIMIR 36. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. c) é dramático..I.” ( ) “Ela vem.... a fauna e a flora / A erva e o pássaro. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. / Pérolas vivas. Reinaldo Santos. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. a folha e o inseto. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. a luz tem cheiro. pois não é prosa nem poesia. as nereidas frias. b) não é literário. construído em prosa poética. majestosamente. à tarefa. a flor e a fera.. e) é um misto de literário e não literário. p. c) é literário..” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. Vitória: Cultural. com que ânsia. um poema épico. / A noite no alto-mar anima as ondas. predominantemente.” NEVES. na voz. com exceção de: a) é literário. é leve.. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. a pedra e o tronco. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. In: Muito Soneto por nada. F. 58. sonora barcarola. Tem cheiro a luz. próprio do texto contemporâneo. a manhã nasce. d) não é literário. F. GABARITO 35. azul em fora. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe.” ( ) “O luar.. ( ) “Tudo. / Azul. e me livre de ti em paralelo. ou por outra. decassílabos. dor no cotovelo e tu. b) é narrativo. Voltar Língua Portuguesa . na mente. José. 1998. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. pela intensidade do sentimento do eu poético. de outro poema preto em verso branco. – o ar e o chão. ao suplício. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. / Sobem das fundas úmidas Golcondas.. pela presença de termos chulos. / É transparente. no olhar sobredivino. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. os ninhos e a hera. // Como lençóis claros de neve. / Aroma de argental caçoula. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. U. / Que o sol filtrando em luz esteve.

)” Caetano Veloso. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. quanto ao significado e à função sintática. causar. Quais estão corretas? a) Apenas I. como rimas. III. repetições e paralelismos. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. E ringindo e rangendo. o mal que vai. Considerando o poema acima. talvez. 38. Poemas. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. As duas canções apresentam.8 ) e o pronome “você” (v.. em comum.37. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. da canção de Caetano. e) I.. rouquenha. Ringe e range.” Da Costa e Silva. I. 9). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II.Noções de literatura Avançar . b) Apenas II. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. II e III. c) Apenas I e II. a dor. dessa atividade extrativa vegetal. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. Nos versos selecionados. O verbo “como” (v. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v.. II.)” Chico Buarque de Holanda. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. em que a economia brasileira dependia.. com a repetição de recursos poéticos. d) Apenas II e III. permitem uma dupla leitura. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. Vive como a expiar uma culpa tremenda..7).7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. À luz quente do sol e à fria luz do luar. O engenho de madeira a gemer e a chorar. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. a rígida moenda. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. respectivamente. a sonoridade da moenda a trabalhar. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica.. julgue os itens a seguir. principalmente. é o assunto desse poema.

Via-a assim. leio. Papai me compra agora. eu vou comprar. Como te devoro. Em filosofias tropeço e caio. quis vestir-me. ( ) Sublimação do amor. começava a despi-la. com vestido soberbo que havia de ter. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. que chegaria tarde. (Orgulho. unicamente minha. U. 18 ed. Carlos Drummond de. os cabelos postos em à maneira do tempo. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F.” ANDRADE. – não sei se mais bela.. o que não saberei nunca. pensava eu. 96. compra. se mais natural. – torná-la minha. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. verde pastagem. pai. Machado de. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. é livro demais para uma criança. p. porém. e doía-me que a vissem outros. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Quando crescer eu compro. Não podendo dormir.672-673. Compra assim mesmo. era dar prova de fraqueza. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. inveja de mim mesmo. cavalgo de novo meu verde livro. em cavalarias me perco. É em percalina verde. a torná-la. não. atirei-me a ler e escrever. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico.Noções de literatura Avançar . consultei o relógio. Compra. 1983. poemas me vejo viver.” ASSIS. medievo. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. “Biblioteca verde Papai.. eu cresço logo. 1992. só 24 volumes. Mas leio. – braços que eram meus. disposto a esquecê-la e a matá-la. Amanhã começo a ler. a pôr de lado as jóias e sedas. Julguei.39.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. e os brilhantes. verde. mata de pinheiros toda verde. menino. – fascinando os olhos de todos. Meu filho. Virgília começava a aborrecer-se de mim. Via-a dali mesmo. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. somente minha. demais. Reunião. Memórias Póstumas de Brás Cubas. esse cristal de fluida transparência: verde. que bom passar a mão no som da percalina. Fica quieto. Agora não. e sair. ( ) Ser humano revelado como contraditório. José Olympio. em contos. Sou o mais rico menino destas redondezas. São Paulo: Ática. O que saberei. com os seus magníficos braços nus. Evidentemente. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . Tenho de ler tudo. Antes de ler. as demais. reclinada no camarote. Agora não. Rio de Janeiro. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. o colo de leite. p. Depois. Chega cheirando a papel novo. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. menos luzidios que os olhos dela. compra.

todos os destinos estão neste século. Até lá os sonhos perseguiam-me. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. d) do emprego de verbos no modo imperativo. 14-15. como me recomendara tio Cosme. dona leitora. 29-32. e no menor número de palavras. ou antes porei dois. se papa. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. A leitura não está unicamente inscrita no texto. nesse caso. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho.) Como te devoro. ou uma encíclica47. o que não saberei nunca. está na biblioteca em verde murmúrio”. 19. se eu fosse padre. b) “Antes de ler. 25-26. não só a sua vocação. e tio Cosme. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. 25-26. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. tenente e imperador. ou uma pastoral. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular.” -v. 43. porque um nasceu de outro. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. a não ser que ambos formem duas metades de um só. por outro lado. que bom passar a mão no som da percalina. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. d) “verde pastagem” -v. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. b) das construções com uso de vocativos.” -v. 10-11. esse cristal”.F. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. meu rapaz. 6-7. (N. Tudo isto é obscuro. se bispo. e) “Amanhã começo a ler.E. 4-5. torna-se também culpada pelo destino dele. como era seu sonho de adolescência. mas a culpa é do vosso sexo.. -v. ainda acordado. 25. Um só ponho. como também o enredo da narrativa. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. verde pastagem. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. Agora não”. ‘Anda lá.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista.Noções de literatura Avançar . c) da predominância de orações coordenadas. d) “(. b) “coleção/ de Obras Célebres. -v. -v.. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. por ter sido escritor de romances. 17-18. por tê-lo induzido a casar cedo. Não fosse ele. 42. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. -v. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. U. dirigindo-se a uma leitora que. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. O que saberei. b) Machado de Assis culpa as mulheres. pai eu cresço logo.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz.40. 41. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial.

sistema circulatório. ( ) Como obra poética. no verso 21. p. ou conversa longa e fastidiosa. imaginar? A máquina o fará por nós. Por que labutar no campo. segunda. ócio dourado. Cap. na cidade”. ( ) O pronome “o”. corresponde. (ant. orai por nós. na cidade? A máquina o fará por nós. O cérebro eletrônico. a “pensar. no verso 19. julgue os itens que se seguem. a “labutar no campo. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. UnB-DF Acerca das idéias do texto. ( ) A voz do poeta. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. uma oração. Relação. terceira. os ossos? A automação. da seguinte forma: primeira estrofe. 85-6. e o texto III. no verso 15. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. pelo lat. (Sin.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Cassiano. ( ) Esse poema. sistema lingüístico. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44.” RICARDO.f. INL. Seleta em prosa e verso. narração. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. que aparece várias vezes no poema. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. na forma como se apresenta. Ó máquina. sistemas motor. discurso. desvela a ironia com que se estrutura o poema. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. ( ) Ao longo do poema. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. julgue os itens seguintes. imaginar”. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. sistema neurovegetativo. 2.Noções de literatura Avançar . no último verso. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. a “subir a escada de Jacó”. quarta e quinta.) nesta acepção: reza da capoeira. litania) S. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. Fig. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. em um contexto de capoeira. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. refere-se. os músculos. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. Por que pensar. a “fazer um poema” e. digestivo e respiratório. Bras. cantilena. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. lengalenga.)” Considerando o verbete acima. 45. no verso 17. Rio de Janeiro: José Olympio. 1972.1.

Antônio Carlos Jobim. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. agora. então.46. no silêncio. U. c) O autor. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa.. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda.” Antônio Carlos Jobim. os costumes e tradições do indianismo. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. lento um trovador cheio de estrelas escuta. Vem cá.Noções de literatura Avançar . me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. a fauna e flora.. que descreve a paisagem. conseqüentemente. brasileiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a canção que eu fiz pra te esquecer. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. percebendo-se a sua influência ainda hoje.

324-6. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. impessoal. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. Obra completa. 1994. dentro das quais. Voltar Língua Portuguesa . num dos pulsos. Se são jaulas não é certo. a saltação que ela guarda. em nenhum momento. trabalho rotina. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. como em jaula. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. estejam presos ou soltos. que não são artistas nem artesãos. outras vezes. pelo tamanho e quebradiço da forma. 2 O que eles cantam. com voz de pássaro rouco. se ouve palpitar um bicho.” NETO.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. p. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. em série. vão num bolso. Umas vezes. e nunca. tais gaiolas vão penduradas nos muros. mais perto estão das gaiolas ao menos. Assim. João Cabral de Melo.Noções de literatura Avançar . não assinado. se pássaros. mais privadas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 18 e de pássaro cantor.

em função de seu assunto e da linguagem despojada. “gaiolas”. amor e pensamento. criativa versus produção em série. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. 48. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. UnB-DF Ainda em relação ao texto.47. ( ) No primeiro verso do poema. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. torna-se pó. em ordem direta. “cantando”. na sexta estrofe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. “jaulas”. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. poder. ( ) A linguagem é poética. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. É tão claro! – e turva tudo: honra. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). o ouro vem. 49. rotineira. Cecília. UnB-DF Em relação ao texto. engenho. Assim. infinitas galerias penetram morros profundos. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. De seu calmo esconderijo. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. barra. “canto”. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. a produção pessoal versus produção impessoal. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. por ser átona. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. Romance II.. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. produção variada. quer dizer. dócil e ingênuo. ( ) Na interpretação de poemas. o povo. julgue os itens seguintes. prestígio. julgue os itens que se seguem. folha. considerando-se o número de sílabas em cada verso.Noções de literatura Avançar . ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio.” MEIRELES.

senão lutarmos juntos por um mundo melhor. e) sermos gente. U. de táxi. Civilização Brasileira. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. do dia-a-dia. b) vermos algum sentido na vida. Rio de Janeiro. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. c) não nos desesperarmos. d) da força dos verbos. 20 GABARITO 50. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. povo solidário e unido. e) da beleza dos substantivos saudosistas. e não vejo na vida. casado.” GULLAR. Toda Poesia. Ferreira. Ando a pé. c) da construção de versos livres. nenhum sentido. amigo.Texto para as questões 50 e 51. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. U.Noções de literatura Avançar . reservista. 51. p. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor não se utiliza: a) de comparações. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. 1987. 229. de ônibus. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. maior. b) do efeito dos adjetivos.

De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. o delírio. ou seja. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. ela se permite dizer “inverdades”. Há. Rio de Janeiro. Cecília. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. Percebe-se. Falai! que estou distante e distraída. uma por uma: porém minha alma sabe mais. conseqüentemente. U. 02. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. 04. Pode-se dizer que. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. trata-o com desdém. p. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. por vezes. com meu tédio sem voz. profundamente interiorizado. como resposta. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. “Interpretação As palavras aí estão. 16. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. a perda da percepção dos limites da realidade. 1977. nesse poema. Dê. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. e o da interioridade. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. portanto. 08.Noções de literatura Avançar . Talvez nós não sejamos nós. no poema.” MEIRELES. pela incomunicabilidade e. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. Nova Aguilar. no poema. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. A arte pode ser “inverossímil”. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. a existência de dois universos: o da exterioridade.E. portanto.52. a soma das alternativas corretas. O último verso indica. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. 01. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. 256. 32. Nos dois primeiros versos. Isso porque. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. Falai! meu mundo é feito de outra vida. Obra poética.

. minha mulher ou a preta. manca da perna esquerda e um tanto aluada. com bastante sucesso. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. apenas quatro palavras. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. Aqui se estrepou. Negrinha e O macaco que se fez homem. Vinte e três anos. Apesar disso. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. O Colocador de pronomes. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo.. Magro... enchendo-se de coragem. donzela. o moço veio um tanto ressabiado. O velho fechou de novo a carranca. Monteiro. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório.. do escrevente. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. e eu. Escolha!” LOBATO. Depois. 1940. então nos dezessete.. vesga. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno.. bastava esse movimento de peão. minha filha e tem a audácia de o declarar. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. como sabe. apesar da distância hierárquica que os separava. num pasmo. seu chefe natural. com a pulga atrás da orelha. já se vê. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. à missa. depois de três dias de sobrecenho carregado. o coronel trancou o escritório. coronel.. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo.. voltando-se para dentro. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. Parou. sondando uma retirada estratégica. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. mandou chamá-lo à sua presença. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões.. o qual tinha duas. In: Contos pesados. O escrevente. são três: da primeira pessoa – quem fala. corrigiu o erro. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . — . então. roupa nova. nos dias de folga. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. da segunda pessoa – a quem se fala. quer o coronel dizer. Abriu os olhos e a boca. moço.. Namoro à moda velha. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. Mal o pilhou portas aquém. a serenata fatal à esquina. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. batendo-lhe no ombro paternalmente. por instinto. ou à preta Luzia. Laurinha. Escolha! O escrevente. — Oh. Urupês.. Ama. madurota. troca de olhares. Ora. Por fim o coronel. moço. derrubou a cabeça.. da terceira pessoa – de quem se fala. Para abrir o jogo. desdobrou-o... e neste caso vassuncê. tornando a si. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa.. Depois. — . – nunca. Triburtino não era homem de brincadeiras. balbuciou medrosa confirmação.. explicou. e a do Carmo. — Sei onde trago o meu nariz. que é mais forte que a morte.. e neste caso Maria do Carmo. Escrevente. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. com o Acorda.. cozinheira. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. entretanto.. a tremer. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!.. Não lhe erravam os pressentimentos. Salvo se declara amor à minha mulher!. em pausa de tragédia. vencido. O escrevente ressuscitou.. não receia sobrecenhos enfarruscados. Encontros na igreja. . Silenciaram ambos. bilhetinho perfumado. — Os pronomes. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. Abriu uma gaveta. histérica.. — Laurinha. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. e neste caso Laurinha. mas o amor.. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Pois agora. essa. não permitirei nunca.Noções de literatura Avançar . São Paulo: Editora Nacional. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. Depois. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. Depois. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . Ar um tanto palerma. Escrevera nesse bilhetinho. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. — Nada de frases. encalhe da família. Toda a gente lhe tinha um vago medo. nem tufos de cabelos no nariz.

( ) Nessa narrativa. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. Magro. interrompendo o fluxo da narrativa. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. craru. UFMT ( ) No trecho Escrevente. parma.. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante.Noções de literatura Avançar . Teus filhos que choram tão grande mudança. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. produzindo formas como ingreis. com o intuito de criar uma escrita brasileira. 54. ( ) Na narrativa. é casar!” . é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. Voltar Língua Portuguesa . ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão.. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. há um exemplo de metonímia. “Meu Deus. GABARITO 57. Vinte e três anos. 56.53. Senhor meu Deus. Ar um tanto palerma. 23 55. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. ambas dicionarizadas. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. é incorreto afirmar que. e. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. b) o eu poético se dirige a Deus. mas cordial e receptivo a bajulações. em ambos os trechos. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião.. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. sar. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada.. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. e vive um só instante.

enquanto não aparece negócio. destacando. “Está tudo muito bem. entre outras tantas letras para suas músicas. ô mulher. 59.Noções de literatura Avançar . pessoal. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. 60. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. o poema a seguir. ( ) Há indicações. e a poesia. deitado!” GABARITO SUASSANA. através da repetição de alguns versos. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. também musicado. nos últimos instantes de sua vida. no texto. d) Enredo. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . isto é. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. traz meu lençol. e) São versos dodecassílabos. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. Ariano. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. com severa crítica social. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. U. de que as personagens pertencem à elite burguesa. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. metaforizando tal passagem com a morte.F. o operário da construção civil consegue. d) O início de alguns versos se repete. que eu estou no banco. Farsa da Boa Preguiça. fatos passíveis de serem verdade. c) O amor. para a criação de personagens. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. José Olympio. b) Escrito em versos alexandrinos. 1979.58. estou muito esperançado Mas. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. Rio de Janeiro. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. tornar seu mundo musical leve.

61. no poema. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. Onde o frouxo luar brinca entre flores. movendo as folhas. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Do tamarindo a flor jaz entreaberta.F. ao rival de Jatir. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. que não chega. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Gonçalves. No silêncio da noite o bosque exala. Correm perfumes no correr da brisa. Brilha a lua no céu. brilham estrelas. Do tamarindo a flor abriu-se. Jatir. como estas flores. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada.. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Já nos cimos do bosque rumoreja. e) A natureza. Agir. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor.Noções de literatura Avançar .) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Já solta o bogari mais doce aroma. como estas preces. “Leito de folhas verdes Por que tardas. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. Poesia. o verso 20. não desempenha nenhuma função específica.. Também meu coração. não mais. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. à pessoa amada. Rio de Janeiro. há pouco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o verso 27. U.

( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. depois de um sono curto e agitado. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. — Para aliviá-la do seu incômodo.. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Paulo. os termos grifados exemplificam metáforas. e abandonar-me só neste mundo. Maria.. Nesse texto em foco. Maria.” Neste período. na cruel agonia que só compreendem aqueles. lhe servirás de pai. de José Alencar. e a mim. Pela manhã. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis.. sejam elas virgens ainda.. à tua irmã. — Lançar!. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. Sua mãe lhe servirá de túmulo. desde o primeiro dia em que nos encontramos. Quero confessar-me. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ama-o por ele. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. À noite declarou-se a febre. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . não engana.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. que não poderia amá-la. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. disse-lhe: — Perdes uma irmã. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. promete-me que se ela não for tua mulher. e sempre mais graves. viram finar-se gradualmente uma vida querida. e abraçando a irmã.” 26 GABARITO 62. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica.. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem.”.. voou pelo aposento. — Queres acompanhar teu filho. minha amiga! Quando ficares boa. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta.. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências.. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. Paulo. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. para as afirmações verdadeiras. porque ele era mais teu do que meu. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. Ana. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. “A febre lavrava com intensidade. Maria. — Iremos juntos!. que nenhum efeito produziu. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. Paulo.Noções de literatura Avançar . já não existe. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. fica-te um pai. ficará inteiramente boa. impelido com violência. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. exemplificando assim um caso de próclise. e F.. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. e abandonar-me só neste mundo.. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. UEGO Assinale V. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. promete-me que se ela não for tua mulher. “Apenas o médico saiu. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. ajoelhados à borda de um leito.. Logo que lançar o aborto. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. por ti e por mim. lhe servirás de pai. uma febre intensa que a fez delirar. o teu.. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. — O remédio de que eu preciso é o da religião.”. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. Nosso filho..

de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. ( ) Pelo texto apresentado. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. não era raro vir-lhe um remorso. embora seja o protagonista..Noções de literatura Avançar . calcular.. Mesmo assim. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. São ‘notas’ de consumo de materiais.. Ambos muito quietos. sem interromper a conferência das contas. Dyonelio. porém.. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’.. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. 27 De acordo com o texto acima. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. em forma de faturas. Na sala. 12ª ed. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. Depois. decifrando-lhe pensamentos. O serviço. quadros risonhos. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. uma preterição. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. relanceia-os lentamente pela janela. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. Era então uma simples contrariedade a esquecer. Não tarda. Já tomou um há pouco. seu anonimato e sua alienação.. não necessita ‘estar em dia’. quando não está ‘batendo’. que penetra na mente da personagem.63. há sempre multiplicações e adições a fazer. nesses momentos. É preciso antes submetê-los a uma conferência. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. p. pequena. Ele se dirige para a sua carteira. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. não exige pressa. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. depois então ‘lançá-las’ com capricho. quando tem já um grupo de contas respeitável. É um serviço que faz há muito tempo. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. Naziazeno não quer café. mas por sua mediocridade.” MACHADO. pois. lembranças. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. seu valor ou sua magnanimidade. não. aberto dentro da gavetinha ao lado. não tinham. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. Os ratos.. lê um livro. Dispõe de grande prática.. julgue os seguintes itens.. injustiça ou grosseria dos homens. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. uma acusação contra si mesmo. ver se as operações de cálculo estão certas. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. quando.. usa tinta encarnada. O datilógrafo. Custa um tostão. sentimentos e sensações. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. 26-7. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. emperrados.. bate muitos carimbos. O primeiro escriturário confere contas.. São Paulo: Ática. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. É preciso classificar as notas. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. 1992. que este é custeado pelos funcionários. Faz cálculos.

c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 24. 51. 47. 33. 9. 18. 4. 7. 10. 50. 45. 42. 56. 44. 30. 20. 38. 5. 62. 37. 35. 26. 40. 16. 14. 57. 8. 53. 2. 13. 19. 17. 3.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 63. 25. 6. 39. 28. 41. 46. 29. 31. 36. 49. 52. 43. 55. 27. 48. 12. 21. 15. 23. 59. 60. 61. 58. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 54.Noções de literatura Avançar . 11. 22. 34.

e) II e III. que estiveram sempre presentes à pregação.. 04. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .) tão graciosa. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. porque desejávamos saber se o havia na terra. “E uma daquelas moças era toda tingida (.” – Submissão religiosa. diante de nós. não muito altas. II.Literatura no período colonial Avançar . Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. 87. 02. c) Informativa dos jesuítas no Brasil.. Ninguém não lhe deve falar de rijo..” – Visão paradisíaca. 1 2. 83. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. Sílvio.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. como resposta. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. b) II. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. E aquele de quem falei antes. relato de viagem e pregação religiosa. como pardais. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. Ao longo dele há muitas palmeiras. pela manhã. 16. 3. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena.” – Interesse mercantil. III. chamava alguns para que viessem até ali. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. por ele chefiada. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. c) III. p. 64. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. GABARITO Dê. de muito bons palmitos. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. 1997. por ser gente que ninguém entende. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador.” – Difusão do cristianismo. intenção catequética e informação sobre a terra. do que eles dariam se os levassem. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. em 1549. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. 85. com medo do cevadoiro. “No domingo de Páscoa. U. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. “Aqueles outros. vendo-lhes tais feições. que a muitas mulheres de nossa terra. Porto Alegre: L & PM. CASTRO. d) I e II. a soma das alternativas corretas. 32. 08..) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. 88 e 96. Colhemos e comemos muitos deles.

a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. ( ) Na poesia arcádica observa-se. 7. produzidas no século XVII. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. que é muda a boca esfaimada. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. outra parte se destaca desse conjunto. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata.” MATOS. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. 5. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. p. junto à natureza. ( ) Na época colonial. a carne. declarando daí: “Ponto em boca”. por parte do sujeito poético. 46-7. o perdão divino. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. In: Poemas escolhidos. uns dão a culpa total à Câmara. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. mas se a frota não traz nada. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. o peixe.4. apesar da linguagem rebuscada. buscar a espiritualidade. c) constituem obras do mesmo gênero. os feijões. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. o andamento e as condições da obra de catequese. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. o lastro que traz de areia. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. Mas ao mesmo tempo. Décimas. Gregório de. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. e) O temor. s/d. é coisa que me não toca: Ponto em boca. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Parte da obra do Pe. da reação do povo faminto. 6. e) constituem obras de gêneros diferentes. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. plena de inversões e de figuras. e se a Câmara olha e ri. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. São Paulo: Círculo do Livro. ao mesmo tempo. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade.Literatura no período colonial Avançar . Unifor-CE No período colonial. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. que entrando co’a vela cheia. distribuídas em períodos diversos. A fome me tem já mudo. porque anda farta até aqui. com as dificuldades e os sucessos.

Sermões. “alta desgraça” / “alta ventura”). In: Obras completas de Gregório de Matos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. Pe. 3 De acordo com o texto. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. os escravos carregados de ferros. d) barroco. Soneto. Deixei sem atender.” MATOS. Vim sem considerar.8. ou pouco amava. c) barroco. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. viver gozando. A presença de um grande número de antíteses. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. c) II e III. p. b) neoclássico. o que deixava. d) I e IV. Ou entendia pouco. IV. Deixei como ignorante o bem. Confesse. II. Se cresce para mim. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. Salvador: Janaína. os senhores banqueteando. os senhores rompendo galas. os senhores tratando-os como brutos. U. os escravos muitos. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. GABARITO No texto. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. ou seja. III. s/d. que passo. Suspiro agora em vão. quando menos confessado. alta ventura. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. 1981. 58. Antônio. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. e tanto cresce. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. os escravos perecendo à fome. Que quem errou. IV. ( ) A dor daquele que. por ignorância. o bem. ed. 10. 9.” VIEIRA. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. o que convinha. e morra suspirando O mal. os senhores em pé apontando para o açoite. que possuía. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Salvador-BA “Porque não conhecia. 1015. dirige-se o poeta à sua amada Babu. os escravos despidos e nus. E morra. b) III e IV. Gregório de. e não quis. Pague no mal presente o bem passado. o que lograva. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria.Literatura no período colonial Avançar . São Paulo: Cultrix. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos.” Na estrofe acima. aonde vinha. O envolvimento político do jesuíta. Padeça agora. p. v. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. 2. org. que me embaça: Se cresce contra mim. como estátuas da soberba e da tirania. alta desgraça. Babu. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. Sermão vigésimo sétimo. Antônio Soares. Que quem podia. Quando não me aproveita a pena minha. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. o que gozava. sem ver. que esta pena merecia. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. que tinha. o estilo: a) barroco. In: AMORA. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. e) I e III. os senhores nadando em ouro e prata. e) neoclássico.

c) antecipação da estética do Romantismo. A expressão “povo néscio. 04. enquanto o conteúdo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . dou ao demo a gente asnal.11. que estima por cabedal Pretos. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. que então viviam na cidade de Salvador. nos tercetos. Usura. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. e sandeu.. 12. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. Cleise Furtado. Pretos. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. 02. Mestiços. 1998. que não sabe que o perdeu Negócio. Senhora Dona Bahia. 64. Dê. procura. em cada verso. nos tercetos. O ritmo do poema. 16.. d) simplicidade clássica. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. com fatos e comentário. MENDES. 32. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco.)” Pretos Mestiços Mulatos. 54. Verdade Honra Vergonha. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. a soma das alternativas corretas. 08. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. inicialmente abordando aspectos éticos. tanto no aspecto formal quanto ideológico. Negócio Ambição Usura. ameaçando sua própria posição. como resposta. Vergonha. p. Poesia satírica de Gregório de Matos. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. As respostas. Ambição. nesse contexto. Honra. financeiros e étnicos. desenvolve-se em pares de estrofes. é marcado.Literatura no período colonial Avançar . Salvador: EDUFBA. por rimas internas. Mulatos. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. U. (. Numa cidade onde falta Verdade. e sandeu”. ao longo do poema. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. Por mais que a fama a exalta. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01.

que sonora. e) I. Cláudio Manuel da. Está correto o que afirma em: a) I.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. somente. III. II. A carta de Caminha. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. somente. c) III e IV. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. Voltar Língua Portuguesa . A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. somente. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. em Marília de Dirceu. Que alegre. que coisa é alegria. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. d) I. Na obra de Gregório de Matos. IV. Nise adorada não sabe inda. II e III. afirma-se: I. 15. b) lírica barroca de Gregório de Matos. d) simbolista. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. c) romântica. d) II e III. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. c) I e III.” COSTA. b) I e II. que aí vês. que é o gozo do tempo presente. UFSE “Sou pastor. Nise. tinha escondido a chama brilhadora. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. no espaço de uma natureza amena. que suave. O último verso apresenta uma hipérbole. E a suavidade do prazer trocada. sufocando do sol a face pura. tanto mais aborrece a luz do dia. U. Potiguar-RN “Já rompe. a matutina aurora o negro manto. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. III. com que a noite escura. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. não te nego. e) II. 16. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. os meus montados São esses.Literatura no período colonial Avançar . e às vezes. por te não ver. e) épica de Basílio da Gama. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. b) barroca. somente. III e IV.13. 14. II. b) II e III. II e II. a amada representada por uma pastora. A natureza é descrita de forma objetiva. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar.

LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 15. d 11. c 10. b 5. d 4. V – F – V – F – F – F – V 9. 58 12.Literatura no período colonial Avançar . d 6. 62 3. d 13. c 16. c 2. F – V – V – F – V 7. d 8. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 14.

se algum pouco me alonguei. Barroco e Arcadismo Avançar . de bons rostos e bons narizes. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. ( ) Segundo Caminha. Porém a terra em si é de muito bons ares. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. querendo-a aproveitar. nem galinha. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. sem cobertura alguma. nem coisa alguma de metal ou ferro. infindas. que costumada seja ao viver dos homens. Andam nus. Deste Porto Seguro. que aqui há muito. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. Pelo sertão nos pareceu. e dessa semente e fruitos. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. grandes barreiras. hoje. Tem. Pero Vaz de Caminha.Humanismo. bem feitos. é tudo praia-palma. nem prata. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nem criam. E. a estender olhos. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. muito chã e muito formosa. por conter elementos da função poética da linguagem. por bem das águas que tem. Quinhentismo. não têm nem entendem em nenhuma crença. nem vaca. Q U IN H E N T IS M O . os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. nem lho vimos. julgue os itens abaixo. Ela me perdoe. ao longo do mar. até agora. que nos parecia muito longa. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. Esta terra. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. E nesta maneira. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. porque eles. Eles não lavram. delas brancas. Senhor. Nela. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. Senhor. De ponta a ponta. assim frios e temperados. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. delas vermelhas. A carta de Pero Vaz de Caminha. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Águas são muitas. dar-se-á nela tudo. 199-241. Não há aqui boi. seriam logo cristãos. p. de que nós deste porto houvemos vista. A feição deles é serem pardos. como os de Entre-Doiro-e-Minho. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. que a terra e as árvores de si lançam. que nesta navegação agora se achou. porque. primeiro dia de maio de 1500. nem qualquer outra alimária. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. o melhor que eu puder. Nem comem senão desse inhame. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. não pudemos saber que haja ouro. também. hoje esquecidos. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. vista do mar. se homem os entendesse e eles a nós. nem cabra. E em tal maneira é graciosa que. sexta-feira. Parece-me gente de tal inocência que. maneira de avermelhados. nalgumas partes. com quanto trigo e legumes comemos. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. Beijo as mãos de Vossa Alteza. Coleção Clássicos e Contemporâneos.” CORTESÃO. Jaime. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. da vossa Ilha de Vera Cruz. 1 GABARITO 1. nem ovelha. mo fez pôr assim pelo miúdo. segundo parece.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . muito grande.

para a Biologia. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. e) I. mantêm-se as mesmas relações de idéias. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores.Humanismo. nesta peça. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. na construção da farsa. Ressalta também que. pois. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. Quinhentismo. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. mesmo sendo estes mais bem alimentados. de Gil Vicente. substitui o propósito de edificação espiritual. I. tem poderes maiores que Deus. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. 3.2. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. II. Sugere que o diabo. UnB-DF Ainda com relação ao texto. guardando traços dos dois períodos. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. 5. pois legumes são sementes e trigo é fruto. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. 4. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. o que evidencia o propósito de sátira social que. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. de Gil Vicente. III. a primeira contém a segunda. d) O asno corresponde a Pero Marques. Barroco e Arcadismo Avançar . um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. animal nobre. Além disso. que a derruba. ( ) No nono parágrafo do texto. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. apesar dessa prática. d) Apenas II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. asno que a carrega. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). b) Apenas I e II. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. II e III. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. julgue os seguintes itens. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). considere as seguintes afirmações. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. ao julgar justos e pecadores. Voltar Língua Portuguesa . c) Apenas I e III. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência.

a Ela peço que. que tinha o homem no centro de tudo. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto.Texto para as questões 6 e 7. nos pareceu vista do mar. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. da ponta que mais contra o sul vimos. a saber. AUE-DF Julgue os itens que seguem. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. por se tratar de uma missiva. c) Realismo. será tamanho. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. Beijo as mãos de Vossa Alteza. tamanha a sua abundância na nova terra. porque a estender olhos. terra a dentro. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. Ela me perdoe. 8. ( ) Este texto. Deste Porto Seguro. umas vermelhas e outras brancas.” 3 GABARITO 6. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. parece-me que será salvar esta gente. Quinhentismo. parece-me que. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. Barroco e Arcadismo Avançar . 7. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. dar-se-á nela tudo. Em tal maneira é graciosa que. De ponta a ponta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E se a um pouco alonguei. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. meu genro . quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. Águas são muitas. infinitas. até outra ponta que contra o norte vem. ou outra coisa de metal ou ferro. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. da Vossa Ilha de Vera Cruz. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. ( ) No entender do autor. ( ) A Carta. tem característica oratórias. d) Simbolismo. Senhor. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. É pois que. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. primeiro dia de maio de 1500. ( ) Para Caminha. nem lha vimos. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. não podíamos ver. já seria uma grande dádiva. por me fazer singular mercê. sexta-feira. e a terra de cima.Humanismo. mo fez pôr assim pelo miúdo. ( ) Nele. muito grande. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. Senhor. é toda a praia muito chã e muito formosa. por causa das águas que tem! Contudo.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. b) Arcadismo. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. Pelo sertão. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. de Pero Vaz de Caminha.o que d’Ela receberei em muita mercê. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. o melhor fruto que dela se pode tirar. querendo a aproveitar. até então. hoje. e) Modernismo. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. de que nós deste porto houvemos vista. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. que haver nela.

com o padrão poético realizado em cada composição. estão empregados em sentido figurado. e) do “Diário de Navegações”. Barroco e Arcadismo Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Andam nus.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Sobrancelhas arqueadas. para dar a idéia do clima da nova terra. do jesuíta Fernão Cardim. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu.9. e faces cor-de-rosa. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. uma idealização poética. Manuel. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília.. A pastora Marília. ser substituída por detalhadamente. e fina. escritas nos dois primeiros séculos. carece de unidade de enfoques. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. a pastora Marília. 11.) ( ) Por “contra o sul vimos. de bons rostos e bons narizes. descreve sua amada. Te cobre as faces. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. Teu lindo corpo bálsamo vapora. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. caracterizado como pastor. ora é descrita como tendo cabelos negros. exigida pelas convenções neoclássicas. Texto II “O seu semblante é redondo. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. c) O sujeito lírico. contra o norte vem”. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. E em tal maneira é graciosa que. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. Carnes de neve formadas. Manuel da Nóbrega. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. Quinhentismo.). antes de tudo. utilize o texto das questões 6 e 7. escrivão do primeiro colonizador.. ele é. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. que são cor de neve. bem feitos. (Para esta questão. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. ora loiros. ligado à vida do poeta. querendo-a aproveitar. do Pe.Humanismo. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. (. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. darse-á nela tudo. (. estabelece-se um raciocínio analógico. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. de Pero Lopes de Souza. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. Texto III “Papoula... A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. ou rosa delicada.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. no texto. o de Martim Afonso de Souza. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. em relação à semântica e à estilística. 10. sem nenhuma cobertura.) Porém a terra em si é de muito bons ares. Maria Dorotéia. por bem das águas que tem. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. sem equívoco semântico. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros.. Negros e finos cabelos. maneira de avermelhados.. AEU-DF Julgue os itens seguintes.

b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. São Paulo: Scipione. In: NICOLA.p.Humanismo. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. das brancas ovelhinhas tiro o leite. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. 1999. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. Tomás Antonio. de cima para baixo. 14. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) V – V – F – V – F. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. é uma postura típica também dos árcades. pastoril. de expressões grosseiro. Marília. de tosco trato. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. 106. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano.F. José de. Tomás Antonio Gonzaga. e mais as finas lãs. Quinhentismo.12. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. dos frios gelos e dos sóis queimado. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. “O Arcadismo. 13. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. dá-me vinho. frutas. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro.” GONZAGA. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. fugere urbem (“fugir da cidade”). legume. que viva de guardar alheio gado. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. Graças à minha estrela. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. 116.p. Barroco e Arcadismo Avançar . de que me visto. d) F – F – V – V – V. exemplificando as tensões do seu tempo. é: a) V – F – F – F – F. inspirados na frase de Horácio. que consiste no princípio de viver o presente. b) Os árcades. Graças. onde o poeta viveu. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. não sou algum vaqueiro. São Paulo: Scipione. bucólica.” NICOLA. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. em seus poemas e sermões. Marília bela. U. assinale a alternativa incorreta. e) F – F – F – V – V. José de. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. Marília de Dirceu. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. 1999. b) V – V – V – V – F. azeite. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. tenho próprio casal e nele assisto.

Quinhentismo. eu quero.15. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. e) romântico. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. 17. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. pelo bucolismo. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. pelas comparações. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. no caso.I. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. Voltar Língua Portuguesa . Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. Por usar de siso mero. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. de Camões. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. e não cavalo folão. eu discordo. c) barroco.. estai quando quiserdes estar. pelo conceitismo e cultismos. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. pelo sentimentalismo.Humanismo. d) árcade. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. No canto I. GABARITO b) clássico-renascentista. Eu falo. antes lavrador que Nero. Viória-ES –“Ah! Peixes. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. asno que leve quero. dirigida a Inês. na passagem que narra o concílio dos deuses. F. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. eu lembro-me. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. antes lebre que leão. por sua religiosidade. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. significa “bravo”.. 16. Barroco e Arcadismo Avançar . UFRS Assinale a alternativa correta.

... sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.... 22. d) a nuvem negra que se desfaz.. principalmente do Ceará e da Bahia... Além da literatura. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. e) exaltação à índia Lindóia. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa.... Voltar Língua Portuguesa . é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. ao qual imprimiu características barrocas.. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. 20. F. escultura e arquitetura da época. Cláudio Manuel da Costa 08. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”.... Quinhentismo.. misto de missionário e colono português. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. ao dar lugar a um “medonho choro”. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou.. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. d) crítica a Diogo Álvares Correia.. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. U... b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta.. episódios da Inconfidência Mineira. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. no Uruguai. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios.18. contra o exército espanhol. pintura.. sobretudo. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. Tomás Antônio Gonzaga 02. c) apesar das ameaças do gigante. Padre Antônio Vieira 04.M. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira.. os navegantes prosseguem. de traços bem definidos. textos em prosa. F..... e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. o que pode ser comprovado nas descrições. da qual participou....Humanismo. e) narra.. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. Manuel Botelho de Oliveira Dê. No canto V de Os Lusíadas. fazendo ressaltar . como resposta. U. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. de Basílio da Gama. a natureza mineira. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. por ser um poeta de transição..F.. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados.. 19.M. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos..E. UFRS Assinale a alternativa incorreta.. estende-se à música. a soma das alternativas corretas.. e que se convencionou chamar de . basicamente... Barroco e Arcadismo Avançar . bem como aspirações religiosas. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado.. c) exaltação à terra brasileira. 21. que o poeta compara ao paraíso. uma nova tendência. antes associada ao Cabo das Tormentas. nos seus poemas de contestação social.. .. Gregório de Matos 16..

Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. a presença de uma voz moralizadora. 24. tu a mi empenhado. II. e tem trocado Tanto negócio. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. um doce e humilde gesto. um medo sem ter culpa. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. tu a mi abundante. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. 25. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. c) a manifestação de apego a Portugal. de Luís de Camões. mantém-se distanciado do objeto criticado.Humanismo. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. Rica te vi eu já. um desejo gravíssimo e modesto. uma brandura. no poema. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. A mim foi-me trocando. Quais estão corretas? a) Apenas I. A ti trocou-te a máquina mercante. 8 c) o futuro desejado revela. c) Apenas I e II. assumindo uma atitude de insensibilidade. de qualquer alegria duvidoso. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. d) o poema faz referência ao contexto da época. que se contrapõe à solenidade do poema épico. Voltar Língua Portuguesa . III. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. Que em tua larga barra tem entrado. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. II e III. I. e tanto negociante. uma pura bondade manifesto indício da alma.23. UFRS Leia o soneto abaixo. sem ver de quê. b) Apenas III. d) Apenas I e III e) I. Quinhentismo. um despejo quieto e vergonhoso. um encolhido ousar. no poema. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. um riso brando e honesto. brando e piedoso. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. limpo e gracioso. idealizando a figura feminina. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. quase forçado. “Um mover de olhos. Barroco e Arcadismo Avançar . considere as seguintes afirmações. um ar sereno. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. Oh se quisera Deus. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote.

décima – composição poética de 10 versos. que fico então Pica-flor. juro excessivo. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. s. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . se no nome que me dais. e o mais vosso. Heitor e MATSUOKA. patifaria.E. Gregório de. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. MATOS GUERRA. passarinho.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. picardia – velhacaria. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. Quinhentismo. Nacional. mas resta saber. ed. São Paulo. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. pesquisa. 1977. Sendo só de mim o Pica. p. U. claro fica. In: MEGALE.Humanismo. meteis a flor. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. escuta. Pica-flor aceito ser. 1) “A uma freira.26. usura – juro de capital. 4. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. ao autor e à sua obra. Barroco e Arcadismo Avançar . Marilena. 179-80.

No segundo. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. 4. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). sobretudo.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. No primeiro. sobretudo. gosto pela maledicência. corrupção e roubo generalizados. U. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. característica do Barroco. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. 16. Voltar Língua Portuguesa . 4. respectivamente. e) Gênero lírico. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. 5 e 6. ocorrem elisões nos versos 2. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. No segundo. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. por causa das águas que tem! Contudo. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. no primeiro poema. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. Neles. Quinhentismo. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. a) Biografias de santos. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. No segundo. dar-se-á nela tudo.10 GABARITO 01. c) a técnica da disseminação e recolha. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. ocorre elisão apenas no verso 2. no conjunto formado pelos versos 3. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. estrutura característica da décima. Barroco e Arcadismo Avançar . extravagante. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. No primeiro. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. 08. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. estrutura comumente utilizada na composição da décima. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. No primeiro poema. são comuns durante o período colonial. infinitas. querendo-a aproveitar. Santa Maria-RS “As águas são muitas. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. 02. 27. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. Dê. b) Sermões eucarísticos. 9 e 10. já que é dirigido a uma freira. Os dois poemas pertencem. culta. d) Literatura informativa. 5 e 6. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. 04. respectivamente.Humanismo. 32. Os dois poemas pertencem. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. como resposta. evidentes. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. No primeiro. evidentes. no conjunto formado pelos versos 3. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. No primeiro poema. c) Ficção regionalista. a soma das alternativas corretas. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. Em tal maneira é graciosa que.F.

GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta.F. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. e) Bento Teixeira Pinto. c) Apenas I e III. não se pode falar. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. b) Apenas II. enquanto manifestação literária. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. uma produção informativa e doutrinária. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. c) Cláudio Manuel da Costa. Barroco e Arcadismo Avançar . e) Apenas III. d) I e II. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. Está correto apenas o que se afirma em a) I. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. 30. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. U. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. III. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. U. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. pode ser definido como uma época em que: I. Quinhentismo. e) I e III. ao descreverem o Brasil. II. Santa Maria-RS O Quinhentismo. II. 24 de maio de 2000. d) Apenas II e III. 29.F. já velho e com um “saber só de experiência feito”. c) III.Humanismo. b) Tomás Antonio Gonzaga. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na medida em que todos os escritores eram nativos da terra.28. ainda. b) II. na existência de uma literatura brasileira. III. ou seja. em Os Lusíadas: I. d) Gregório de Matos Guerra. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque.

Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. Naquele engano da alma ledo e cego. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. puro amor. (. acenou que lhas dessem. só tu. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. c) Apenas I e II.) Entraram. áspero e tirano. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. folgou muito com elas. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. d) Apenas II e III.. do qual o trecho acima faz parte. “O Capitão. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. De teus fermosos olhos nunca enxuito.31. 32.. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. Que a fortuna não deixa durar muito. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. Desse episódio. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. II e III. humanizando os versos.” 12 Os Lusíadas.Humanismo. como dizendo que dariam ouro por aquilo. posta em sossego. Aos montes ensinando e às ervinhas. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. b) Apenas II. como que nos dizendo que ali havia ouro. Quinhentismo. bem vestido. Se dizem fero Amor. legítima herdeira do trono de Portugal. II. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. UFRS Leia o texto abaixo. e lançou-as ao pescoço. I. Deste causa à molesta morte sua. É porque queres. d) retrata a beleza de Inês. De teus anos colhendo doce fruito. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. quando eles vieram. Barroco e Arcadismo Avançar . com um colar de ouro mui grande ao pescoço. Mas não fizeram sinal de cortesia. No trecho selecionado. posta em sossego. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Como se fora pérfida inimiga. O episódio de Inês de Castro. obra de Camões.) Viu um deles umas contas de rosário. linda Inês. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.. PUC-SP “Tu. Nos saudosos campos do Mondego. como um todo. e) I. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nem de falar ao Capitão nem a ninguém. Tuas aras banhar em sangue humano. estava sentado em uma cadeira. Entretanto.. e aos pés uma alcatifa* por estrado.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. Estavas. Quais estão corretas: a) Apenas I. brancas. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. O nome que no peito escrito tinhas. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. (. III.

adição. querendo-a aproveitar. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. por bem das águas que tem. Vossa santa vinda O diabo espanta. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. U. ANCHIETA. 5. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. Douglas. Por isso vos canta. São Paulo. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo.E. José de. In: TUFANO. São Paulo. ed. Douglas. Moderna. 5. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. orientação. De Jesus querida. em 1498.Humanismo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. dar-seá nela tudo. 1998. Quinhentismo. acrescentamento – aumento. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja.” Vocabulário: folgar: alegrar.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. acréscimo. infindas. E em tal maneira é graciosa que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Porém. Com prazer. In: TUFANO. 1998. Estudos de Língua e Literatura. Moderna. ed.33. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. o povo. acrescentamento da nossa santa fé. 1) “Águas são muitas. Estudos de Língua e Literatura. Barroco e Arcadismo Avançar . muito numeroso. muito grande. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. A Carta de Pero Vaz de Caminha. lume: luz. a saber. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. Poesia. isso bastaria.

/ como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. No primeiro. a soma das alternativas corretas. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. documentando o processo de conquista e colonização. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. ao mesmo tempo. 08. Rio de Janeiro: Record. IV. as obras dos jesuítas aparecem. Quinhentismo. emprega a ordem direta. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . IV. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. E em tal maneira é graciosa que. 34. c) apenas I. Por mais que a fama a exalta. catequizar os índios. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. dar-se-á nela tudo. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. V. confirmando. igualmente ricas de informações. b) apenas I. O poema I. III. Nos dois excertos. vergonha. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. informando sobre a natureza. honra. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. Que mais por sua desonra? Honra. e) todas. enfatiza as idéias opostas. 04. o índio. No segundo. Nos dois excertos. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. Dê. as reais intenções de expansão do comércio. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. não se pode falar em literatura no Brasil. Evidenciam-se.14 01. II. desse modo. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. emprega a gradação. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. por bem das águas que tem”). V. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). O demo a viver se exponha. 16.” MATOS. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. querendo-a aproveitar. V. IV. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. d) apenas I. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. V. denominado “ciclo dos descobrimentos”. III. como resposta. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. já conhecida dos portugueses. moral e cristã. refere-se à cidade de São Paulo. por bem das águas que tem”). II. Então. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. 02. No primeiro excerto. No segundo excerto. Numa cidade onde falta Verdade. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. portanto. infindas. Nos dois excertos. 1990. Gregório de. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem.

acabar-se-á o culto divino. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. associando. não haverá quem entre nelas. 36. Neste canto do Brasil. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha.35. Passará um dia de Natal. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. Quase sempre de forma violenta. elas têm cabelos compridos e tranças. e que as não pisa a devoção dos fiéis. b) V – V – F. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. biólogas e engenheiros agrônomos. em suas composições. Esguios. usa “salvação” no sentido religioso. e) F – V – V. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. despojados os templos e derrubados os altares. várias vezes. “Eles não usam barba. o mais forte sobrepujou o mais fraco. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. no sentido de salvação da alma. como costumava em semelhantes dias. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Ver-se-ão ermas e solitárias. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. alimentados a peixe moqueado com biju. quase três séculos depois. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. seu nome à característica presente nessa obra. para responder às questões 128 e 129: “Enfim.F. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. passará a Quaresma e a Semana Santa. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. In: Veja. cada vez mais. U. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. corretamente. Barroco e Arcadismo Avançar . enfermeiras. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. pedagogos. dependerão de produtos fabricados pelo branco. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. que já começava a destruir as igrejas da cidade. Silvio. vindos de diversas regiões brasileiras. d) V – F – V. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. de converter o índio à fé católica. do Padre Antonio Vieira. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. U.” GABARITO 37. e não haverá memória de vosso nascimento. 30 de junho de 1999. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. apresenta.” FERRAZ.Humanismo. nascerá erva nas igrejas. como nos campos. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. A seqüência correta é: a) F – F – V. porque não há quem venha à solenidade. Do Xingu.F. a fim de salvar o país da invasão holandesa. médicos. U. c) F – V – F. sempre que o choque ocorreu. Senhor. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. ou seja. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. motivos árcades. Os moradores do parque. mingau de amendoim e frutas. a urbanização baterá às portas da reserva. e) dirige-se ao rei de Portugal. nele. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses.F. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. Quinhentismo. Em todos os momentos da humanidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Falam baixo. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. em 1640. pois ambos destacam.

(Gregório de Matos) b) Temerária. a névoa. confiada. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII.Humanismo. cobre o dia. Que sem ser do Pequim. U. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. Primaz da Cafraria do Pegu. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. nascendo cá. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. de Basílio da Gama. acentuando seu caráter bárbaro. (Gregório de Matos) 40. única figura feminina do poema. por densa. 39. e mais amado. Da vossa alta clemência me despido. U. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. Barroco e Arcadismo Avançar . GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido.F. c) gradação.E. por ser do Açu. Quer ser filho do sol. por lustrosa. Por altiva. b) antítese. A esse cede amor em mil ternezas. a luz lhe enfada. d) onomatopéia. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. utiliza uma: a) ironia. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. Governador do Rio de Janeiro. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Em régio estado não desterras flores. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. e) prosopopéia. a mariposa. 16 Sobe ao sol. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica.38. mas não porque hei pecado. Que ele estrelas desterra em régio estado. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. Voltar Língua Portuguesa . A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. e) Lindóia. como a Odisséia. bonzo bramá. a Eneida e Os Lusíadas. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. A exaltação. Se bem rei mais propício. soberba. Quinhentismo.

Na formosura não se dê constância. considere as afirmações abaixo: I. tais como o findar do dia e o início da noite. diante do curso seguido pelas forças naturais.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. luz/sombra. Quinhentismo. II. não sabe retê-la. esconder-se nos próprios sofrimentos. GABARITO e) todas estão corretas. que cumpre os padrões da forma fixa. cuja última firmeza é a inconstância. deve-se dizer que: a) somente I está correta. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. por um lado. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. e não dura mais que um dia.Humanismo. pois. como o Sol. e) O poema toca também na questão da inocência. ali. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. d) somente I e III estão corretas. “alegria” e “firmeza”. b) somente II está correta. etc. de outro. que são: rimas ricas. preferindo. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. está fazendo referência à pureza primordial da infância. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. Começa o mundo enfim pela ignorância. Em tristes sombras morre a formosura. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. que se opõe à degradação dos bens materiais. Porém. que compõem a figura da antítese. nas sombras da noite.” Gregório de Matos. Depois da Lua se segue a noite escura. Em contínuas tristezas a alegria. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. se desfrutem as alegrias e. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo.. A respeito de tais afirmações. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. se acaba o Sol. ao vivenciar a alegria. III. Esse é um soneto oitocentista. Barroco e Arcadismo Avançar . E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. na tristeza. e por “constância”. E na alegria sinta-se tristeza. a formosura do dia. Há nele um jogo simétrico de contrastes. dia/noite. 17 41. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 42. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. tristeza/alegria. c) somente III está correta. e na Luz falte a firmeza.

vejo todo o palácio e também o oratório. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. Primeiro que tudo vejo cavalos. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. onde das casas dos pequenos não se faz caso. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. FEI-SP O autor do texto. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. Quinhentismo. b) Trovadorismo. b) uso constante da metáfora e da antítese. que o ouro e a prata derretidos.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. se queriam ir buscar a vida a outra parte. a quem não fazíeis a féria. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. e) Romantismo. liteiras e coches. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. 45. d) Realismo. das janelas vejo ao perto jardins. ou fora dele. nem têm nome de casas. vejo galas. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. Padre Vieira. b) Gregório de Matos. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. uns com libré. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. c) José de Alencar. e) segundo o autor. e ao longe quintas. e. d) Carlos Drummond de Andrade. perfumes e sensações táteis. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. mas não vejo a fé. vejo jóias. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. vejo baixelas. e) utilização de muitas frases interrogativas. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. d) soneto com versos decassílabos. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. Barroco e Arcadismo Avançar . 47. os prendíeis e obrigáveis por força. e as sedas se se espremeram. c) Arcadismo. outros sem ela. 44. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. 46. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. e) Fernando Sabino. b) texto curto. as jóias e as baixelas. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. ou no Reino. haviam de verter sangue. como se há de ver a fé. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo.Humanismo. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. vejo criados de diversos calibres. parte por parte. Se o que vestem os lacaios e os pajens. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a risco de quebrar. enfim. Deus me guie.

Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. As fruitas se produzem copiosas. Ares. e gosto preparado. todavia. E nas folhas parecem. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. no açúcar deleitoso. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. b) convencer e ensinar o seu público. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. E para preferir a toda a terra. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Como maiores são. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. para recolhê-las num só verso. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. sempre ledos. todas azedas. Açúcar. característica do estilo barroco. d) provocar fortes emoções em seu público.Humanismo. 127-135. e melhores. 1953. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. Quinhentismo. E nesta maioria. Música do Parnasso. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Que refrescam o peito.48. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Desterrando do Inverno os desfavores.” 19 OLIVEIRA. e) confundir seus ouvintes. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Tem o segundo A. Que o têm clarificado nos seus gomos. Em si perfeitos quatro AA encerra. GABARITO 49. e são sadias. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. O quarto A. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. nas águas frias. Manuel Botelho de. Águas. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. Esmeraldas de Abril em seus verdores. p. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Tem o primeiro A. Tomo I. têm mais valia. Mais que as da Europa doces. E têm sempre a vantagem de maiores. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Que dão a Portugal muitos ciúmes. Que como junto ao mar o sítio é posto. no final. E são tão deleitosas. Barroco e Arcadismo Avançar . certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Tem o terceiro A. Rio de Janeiro: INL.

e 6. c 12. b 23. F – F – F – V 3. colaborando. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. c 17. na cena final. mas o encontro com o ermitão. d 30. c 21. F – F – V – V – V 11. e por não ter conhecimento dessa traição. Barroco e Arcadismo Avançar . c 22. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. Não sabe. e 14. O marido de Inês. F – V – F – V – F – F 7. e 29.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. 16. a 24. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. 18 20. a decadente sociedade portuguesa. para ser traído por ela. V – F – V – F – F 2. b 18. 04 27. na vida privada. a 9. a 13. c 15. a 4. e 19. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. d 28. é um encontro adúltero. F – V – F – F 8. para o qual ela se encaminha. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). a leva em seus ombros para que atravesse o rio. ingenuamente. a 10. e 5. em sua fala. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. Quinhentismo. b 25. Q U IN H E N T IS M O . Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja.Humanismo. b 26. c 31.

c 43. Quinhentismo. b) Como se trata de um poema. c 41. b 35. e 33. e 36. (…) O quarto A. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. e 40. d 45. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. a 37. c 48. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. e 39. e 47. nas águas frias. nos arvoredos (…) Tem o segundo A.2 IMPRIMIR GABARITO 32. Barroco e Arcadismo Avançar . ou seja. 24 34. b 46. b 38. Ou ainda. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. a 44. b 49. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. retomou os elementos assimetricamente. Voltar Língua Portuguesa .Humanismo. a 42.

UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência.Romantismo Avançar . “Portanto. Leva-a do seu torrão. s. In: MOISÉS. o cambucá e a jabuticaba. Voltar Língua Portuguesa . e) desejo de morte pelo amor não correspondido. não se constranjam. ( ) Na história da literatura brasileira. IMPRIMIR 2.. e aum. novas águas Após as outras vão. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão.. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. F. In: Sonhos de Ouro. metonimicamente. p. 1 1. Límpido ou turvo. São Paulo: Cultrix. a pêra. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. não me deixes. b) amor incondicional ao outro. Massaud. não!’ E a corrente passava. te amarei constante ‘Mas não me deixes. Gonçalves. 21. A Literatura Brasileira através de textos.d. e sempre embalde: ‘Ai. 1998. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai.. onde bela se mirava. Texto para as questões 2 e 3.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. (. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. ed. por meio das frutas. Quase a lamber o chão. piquem. não me deixes.) O povo que chupa o caju. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. ( ) No segundo parágrafo. da fantasia. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. rev. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. c) supervalorização da natureza. 135-6. Benção Paterna. como a fruta que nos mandam em lata. Alencar opõe. não. São Paulo: Melhoramentos. não me deixes. d) exaltação do sonho. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. José de.. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. ‘Ai. ilustres e não ilustres representantes da crítica. não!’” GABARITO DIAS. ou calem-se como lhes aprouver. A corrente impiedosa a flor enleia. Censurem. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. a manga.

em seus diversos momentos. adoro a tua formosura. como resposta. d) Em ambos os poemas. escapismo e subjetivismo. 2 “Perdoa-me. inda.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor.F.” Tomás Antônio Gonzaga. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Amor na minha idéia te retrata. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. que eu assim resista À dor imensa. Meus ais. naturalismo e pitoresco. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira.. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. que me cerca e mata.E. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. Dê. 04. nacionalismo e religiosidade.. 08. 16. U.. como recurso estilístico. 6. c) “Nesta triste masmorra”. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. visão de meus amores Perdoa-me. 02. de um semi-vivo corpo sepultura.” Álvares de Azevedo. F. apresenta como características: 01. visão dos meus amores. b) No poema de Gonzaga. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. a soma das alternativas corretas. U. Minha febre noturna delirando. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.Romantismo Avançar . imaginação criadora e amor à natureza. não. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. c) No poema de Álvares de Azevedo.3. Marília. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores.. socialismo e ilogismo. extremoso. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. busca.F. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. U. 5. GABARITO 4.

III e IV. b) II e III.... II. com a fome e com a morte. PUC-RS Pela análise das afirmativas. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta.. sobre o texto.. c) nacionalismo.. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias..Instrução: Para responder às questões 7 e 8. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta.... e) condoreirismo.Romantismo Avançar . I.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. II. 7. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. b) ufanismo. Quem no teu nome a escuridão projeta. analisar as afirmativas que seguem. IV.. e) I. mísero atleta! Hoje.. O teu mísero pão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Suspende em meio o hino augusto e forte. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. depois. Que vais fazer tão triste e solitário?.. Vão três pálidas virgens. d) futurismo. meu irmão! Eu sou a Morte. III. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. Sou eu quem o teu negro pão consome. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. d) III e IV. ler o texto que segue. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. ‘Saúde. meu irmão! Eu sou a Fome. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo... Idealiza a função do poeta. 8. amanhã. Fui eu que te vesti do meu sudário. ‘Saúde. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. c) II e IV. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. irmão! Eu sou a Indiferença... Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte.

4 GABARITO 9. Do tamarindo a flor abriu-se. Também meu coração. Já nos cimos do bosque rumoreja. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Sejam vales ou montes. Jatir. há pouco. notam-se ainda no poema. Onde quer que tu vás. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. No silêncio da noite o bosque exala. Outro amor nunca tive: és meu. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. pela presença dos elementos mitológicos. Nem outras mãos. Brilha a lua no céu. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. brilham estrelas.Texto para a questão 9. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. como estas preces. e) Mesmo sendo romântico. tais como “luar”. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Jatir. d) Apesar da intensa presença da natureza. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Já solta o bogari mais doce aroma.Romantismo Avançar . o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. “vales”. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. para expressar o amor por meio da espera. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Vai seguindo após ti meu pensamento. Não sentiram meus lábios outros lábios. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. ou dia ou noite. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. lago ou terra. como estas flores. recebida principalmente de Camões. os aspectos marcantes do Arcadismo. “bosque” e “perfumes”. Correm perfumes no correr da brisa. movendo as folhas. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Onde o frouxo luar brinca entre flores. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. não mais.

( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. UEGO Assinale V. foi trabalhar a dualidade. b) Quincas Borba e Os Escravos. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. UFSE No período romântico brasileiro. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. buscando nelas aspectos heróicos. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. d) O Mulato e Canção do Exílio. e) I . c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. para os falsos. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. colocando na mesma mulher as imagens de virgem.” (José de Alencar).” (Gonçalves de Magalhães). e F. uma criação recriada. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. realçando seus preceitos e preconceitos.” (Machado de Assis). procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. uma Ilídia Brasileira. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. alheia ao eu-lírico. 13. U. Lúcia. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. É o que se pode verificar quando se lêem. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. O romance Lucíola. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. mulheres feiticeiras. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. um gênesis americano. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos.Romantismo Avançar . c) “Imaginei um poema. 11. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. tão necessário à poesia. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 14. respectivamente. independência e as terras que ocupavam. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar.” (Ferdinand Denis).. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. 12. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura.Juca Pirama e O Guarani. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência.” (Gonçalves Dias). devido aos exageros do eu-lírico.10. para os itens verdadeiros. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. dignos de alta expressão literária. sapos e jacarés sem conta: enfim. dos dois autores citados.F. e) “O maravilhoso.. o marginal e o burguês. de Maria da Glória e da cortesã.

. a mulher é freqüentemente ... do silêncio ou vozes.. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa. nela.. c) Apenas I e II.” 6 Dos exemplos citados abaixo.. dono de uma sensibilidade extraordinária.. sob o olhar apaixonado do poeta..... Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.. Das folhas secas. de tudo. UFRS Leia o texto abaixo........... UFRS Leia o texto abaixo. de cunho romântico no Brasil. “Tenho medo de mim. As paixões vivifica. (..” (Laurindo Rabelo) III. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima... Das horas longas a correr velozes..) O véu da noite me atormenta em dores..” (Bernardo Guimarães) II.. A luz da aurora me intumesce os seios. . (. Da luz. I. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.. e) I. excita o pasmo. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos... é um tema dominante na poesia . Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto.Romantismo Avançar ... II e III... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I.15. de ti.. do chorar das fontes.. Se assentou sobre o grande jirau............. quando fala. que usa . E a velhinha.. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.... d) Apenas II e III. b) Apenas II. rainha da festa...... “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau..) Se é vate quem dos povos. da sombra.

na praia. b) Loredano / Álvaro / Peri. e) Loredano / D. para tudo murchar. é desfeito. sentia-se no ermo. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. O imbu. Alencar revela traços realistas. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. já comprometido. o cristão tornara às praias do mar. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. achando boa terra e fresca a sombra. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. 1994. assim. FUVEST-SP “Assim.” ALENCAR. arrependido. as flores. não atingiu seu intento. Diogo. vinga. mas embalde. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. Diogo / Peri. porém nunca se valeu da composição regionalista e. Mantida a seqüência. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. mas o casamento. através da Senhora. Mas basta um sopro do mar. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. numa tentativa de representar por completo o Brasil. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. buscava. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. o último uma religião. p. As folhas lastram o chão. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. …………… amava. Diogo / Peri. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. após o casamento. Passava os já tão breves. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. Neste excerto de O Guarani. Diogo.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. escreveu romances indianistas e urbanos. b) juntamente com Diva e Iracema. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. e) Alencar.17. agora longos sóis. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. “Logo após a vitória. e a alegria voltou a habitar em sua alma. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. leva-as a brisa. Como o imbu na várzea. 56. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. Iracema. José de. O Guarani. José de. São Paulo: Scipione. c) Loredano / Peri / D. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. o outro uma paixão. Texto para as questões 19 e 20. 18. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. filho da serra. d) Álvaro / D. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. …………… adorava. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. Lúcia Camargo que. …………… desejava. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. d) Fernando. após ser abandonada por Fernando Seixas.Romantismo Avançar . cheia de grandes desejos e nobres ambições. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa.

O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . Em quem. 08.19. Mas cantava. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. 04. 02. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. UFF-RJ Na literatura. feijão-roxinho. Dê. respectivamente. Angélica na cara! Isso é ser flor. 64. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. ambas com função revitalizadora. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. a soma das alternativas corretas.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim...Romantismo Avançar .” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. 21. 16. existe uma explicação adequada em: 01. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . 08. frágil e inatingível. enquanto a segunda. 32. a firmeza de permanecer em terra estranha. já que a primeira dá idéia de concretude. como resposta. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. a soma das alternativas corretas. senão em vós se uniformara. como resposta. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco.. e morre amando. 16. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea.. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. à chegada do inverno e à volta do esposo. 20. Dá vida em teu alento à minha vida. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. de abstração do sentimento amoroso. UFBA Com relação à linguagem. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. molho de batatinhas. respectivamente. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. Dê. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. 32. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. 04. se tens pena De quem morre por ti. 64. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. O trecho “os já tão breves. pálida virgem. para ambos. como heróis ou como vilões. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. 02.

II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. II. por isso tomara todas essas precauções. b) Apenas II. III. d) José de Alencar. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil.22. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. de Bernardo Guimarães. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. UFRS Considere as afirmações abaixo. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. d) Apenas II e III. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. 23. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. e) I. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”.” 9 GABARITO 24. de Joaquim Manuel de Macedo. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. A heroína de A Escrava Isaura. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. na sua apresentação inicial. antes de partir. o rio de um lado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “O índio. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. de canela. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora.Romantismo Avançar . O autor desse romance é: a) Machado de Assis. FEI-SP Sobre o romance. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. 25. referentes ao romance romântico no Brasil. é mestiça. b) Álvares de Azevedo. e sugasse uma gota desse sangue precioso. A Moreninha. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. c) José Lins do Rego. é a novela picaresca espanhola. porém. e sobretudo os répteis. urataí e outras árvores aromáticas. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. de Manuel Antônio de Almeida. e) Gonçalves Dias. I. c) Apenas I e II.

e até pareceu esquecer a sua observação. FEI-SP Em O Guarani. e) Olavo Bilac. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. José de. c) romance indianista. p. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. d) poemas épicos. In: Vô imbolá. Zeca. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. eu lha restituo. III. vê com naturalidade o casamento de conveniência. valentia e brio. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. mas o seu procedimento o indignava. 28. São Paulo: FTD. d) I e III estão corretas. 1992. enfocados como pessoas comuns. A mim basta-me o seu amor. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. Voltar Língua Portuguesa . Fernando disfarçou. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. II. c) Casimiro de Abreu. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO.26. sem força de vontade. Uma noite porém. é correto afirmar que: I. Fernando. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. d) Castro Alves. especialmente para uma das gerações do Romantismo). o papel da mulher fraca. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. já lho disse uma vez. b) somente III está correta. c) I e II estão corretas. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. e) II e III estão corretas. não lhe pedi nada mais. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. GABARITO 29. revoltou-se contra si próprio. Em sua música “Maldição”. b) Aurélia Camargo. e inquiriu do motivo. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. c) A obra. em que Seixas se mostrara mais preocupado. e) A obra apresenta o final feliz. b) Gonçalves Dias. Senhora: perfil de mulher. enquanto romântica. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. típico desfecho da narrativa romântica. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. 104-6. b) romance regionalista. na narrativa. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia.Romantismo Avançar . a moça não insistiu. fatal. a) somente I está correta. desde que mo deu. desempenha. 1999. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza.” ALENCAR. e) poemas históricos. 27. quanto à relação amorosa.

UFF-RJ As estrofes abaixo. e desse amor se morre!” DIAS. Só pode exaltar. Meus brios reveste. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou.” DIAS. [s/d]. a) Barroco. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. junto à natureza. São Paulo. conduzindo o eu-lírico à depressão. através do sentimento nativista. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. 372. 31. fragueiro. Poesia Completa. transcendendo os limites da vida física. a quem se adora. Só teme fugir. Amá-la. Poemas de Gonçalves Dias. Cultrix. c) Modernismo. sem que se veja. temendo roçar os seus vestidos. revelando uma visão pessimista da vida. os bravos. que a vida É luta renhida. Não chores. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Se o duro combate Os fracos abate.. Valente serás. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. b) Realismo. Só pode exaltar. meu filho. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Aos fortes. Penetra na vida: Pesada ou querida. seus pensamentos. Compr’ender. sem lhe ouvir. A vida é combate Que os fracos abate. Condor ou tapir. e) Romantismo. “Não chores. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. inspiração em elementos nacionais. b) forte subjetivismo. d) Naturalismo. e) idealização da mulher. Gonçalves. especialmente nos índios e em sua civilização. c) idealização do amor. E. aos bravos. Gonçalves. Viver é lutar. Tamoio nasceste. E pois que és meu filho. 1959. No arco que entesa Tem certa uma presa. Segui-la. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. sem ousar dizer que amamos.30. Voltar Língua Portuguesa . Quer seja tapuia. As armas ensaia. d) realização de poemas lírico-amorosos.Romantismo Avançar . valorizando o idioma nacional. sem poder fitar seus olhos. Viver é lutar. p. partes do poema Canção do Tamoio. Sê duro guerreiro Robusto. Que os fortes.

à míngua.Romantismo Avançar .. I... sinônimo dos recursos naturais do Brasil. UFRS Leia o texto abaixo. Pereira enaltece a fartura do Brasil. a partir daí. d) Apenas II e III. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. de José de Alencar. tanto a casa de Mariz. tal como em Iracema e em O Guarani. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro.. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. são destruídos... e) I. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. uma .. palco da história do amor de Inocência e Meyer. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. durante o inverno europeu... mais precisamente no Rio de Janeiro.São redomas de vidro que tudo pode quebrar.” 04. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino.. representante dos valores lusitanos. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35... 34. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. experimentando. que se apaixona pela bela sertaneja.. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. independente do julgo da metrópole portuguesa..... meu Deus. Segundo Pereira: “Ih. b) Apenas II. uma vez que. Em O Guarani e Iracema.... mulheres numa casa. sob a influência das culturas européias. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.. II... c) Apenas I e II. Em Iracema. de José de Alencar. ela é motivo de constante preocupação para o pai. um processo gradativo de .. na certeza de que serão vingadas... e) Senhora – adolescente – ascensão social. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência.. quanto os Aimorés. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. Quais estão corretas? a) Apenas I.... pode pôr a perder a honra familiar.. 08.. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.. por obra de qualquer descuido.. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. Em O Guarani... em especial a francesa. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. o homem branco por quem se apaixonara.32. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. II e III. 33.... Unicamp-SP Em Ubirajara. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima... No romance . a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. Durante um almoço.. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.. em contraste com a vida na corte. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha.. 02.. De acordo com a narrativa. que retratam o lado negativo da terra americana.. III. do Visconde de Taunay. é coisa de meter medo. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. 01. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.

não. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. GABARITO 39. b) II. d) I e II. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias.. com suas palavras. 13 “Nasci no campo. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFRJ Associado ao tema da infância. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. 1965. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. Ao tratar desse tema. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. os campos e as matas. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. os costumes. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. é correto afirmar. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. O autor valeu-se de uma narrativa. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Para responder às questões 37 e 38. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. não. 37. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. não queria. possa encontrar sua felicidade. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. aos oito anos ia eu para a escola. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. mas divididos por razões econômicas. e ao desprender-me das faixas infantis. onde se morre abafado. UFPR Sobre o romance Senhora. a personalidade. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. 203. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. nada. Não foi na cidade. ao saltar do berço. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!.. c) III..Romantismo Avançar . iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. com suas palavras. Obras completas. ligado por laços afetivos sinceros. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”.36. II. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal.” ABREU. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. de José de Alencar: I. ( ) Heroína romântica. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. e) II e III. de José de Alencar. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. Mas. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. p. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. III. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. 38.. ( ) Até o final do romance. infante ainda. foi ao ar livre. e. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. Casimiro de. Aqui.

levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. mas. no entanto. compra-o e ele contumaz caça-dote. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. de desigualdade econômica. b) Aurélia Camargo. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. quitação. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. de José de Alencar. porque. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. de tendência sertanista. a soma das alternativas corretas. Dê. transcorre no século XVII. A ação do romance. O tom confidencial da narrativa. salva Peri da morte. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). 08. o amor tudo vence. o romance estrutura-se em quatro partes: preço.Romantismo Avançar . como um bálsamo poderoso. como resposta. focalizado em primeira pessoa. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. Inocência é noiva de Manecão. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. em oposição à vilania e à maldade. reforça a grandeza do índio Peri. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. A jovem. Dê. é um romance regionalista. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. 16. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. Tico. resgate. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. 16. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em termos históricos. como resposta. 02. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. no cap. 08. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. a soma das alternativas corretas. posse. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. apaixona-se por Cirino. preterida por Fernando Seixas. o anão que vigia Inocência o tempo todo. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. de Visconde de Taunay. 01. 41. com final feliz. nele. 04. é a do casamento. Pereira. como também as relações do homem com essa mesma natureza. por promessa de seu pai. intitulado “Loura e Morena”. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. Considerando a obra como um todo. 02. por isso. 04. é correto afirmar que: 01. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. 42. 32.40. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. V. UFMS Sobre o romance Inocência. 64.

Romantismo Avançar . (. No texto de José de Alencar. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas.. São Paulo: Scipione. e) São versos típicos de uma poesia que. da grande nação tabajara. e) nativismo modernista. Iracema. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. Instrução: Para responder às questões 45 e 46.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. Nas ondas da escravidão.. p. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo.” ALENCAR.’” NICOLA. (. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. José de. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. d) bucolismo neoclassicista. 1998. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. b) sentimentalismo realista. José de.. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. e mais longos que seu talhe de palmeira. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. p. 15 44. ler o texto que segue. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. mal roçando.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. 1994. século XIX.. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. E provocaste a rajada. 10. “(. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. No ano da graça de 1604. onde campeava sua guerreira tribo. São Paulo: Scipione. c) romantismo indianista. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. romântica e exaltada..) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio... 125. c) Essa estrofe é uma oitava.. O pé grácil e nu. a virgem dos lábios de mel.43. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. temos uma das formas significativas do nacionalismo.) A habitação (. Cefet-RJ “Iracema.) pertencia a D. Mais rápida que a ema selvagem. barca de granito. Antônio de Mariz. em que o homem é apenas um simples comparsa. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. Entretanto. sublime artista. “Após a independência. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão.

... muito respeitados pela segunda geração romântica... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”)... da ideologia dominante....” Memórias de um sargento de milícias. ... possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. à cultura europeizada por que passa Peri.. exprime-se na métrica irregular dos versos. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião... 48..... Lira dos vinte anos. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa... através da fundação daquela que se tornaria a sua capital.45. (…)” AZEVEDO... Basta de Shakespeare. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.... Se pranteia por Deus de amor suspira... de José de Alencar. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. PUC-RS A obra em questão ... PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . em relação ao processo de ... nele. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. por exemplo..... como se pode observar. o poder e a audácia dos novos habitantes. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo.... Tem na lira do gênio uma só corda. Álvares de. ....... d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.... A personagem referida.. b) a dispersão do eu-lírico......... que é a protagonista da obra... o passado histórico por meio de uma visão .... Fantástico alemão. de Manuel Antônio de Almeida. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. GABARITO 47. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta.. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida..Romantismo Avançar . a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca... Parece-me que vou perdendo o gosto... d) Escrito na época do Romantismo... é correto afirmar que. Vem tu agora.... foi o primeiro escrito no Brasil... de Cecília.... UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento. Com base no texto acima. O Lamartine É monótono e belo como a noite. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. própria da ironia romântica...

cometera a violência de arrancar de suas terras. convertendo os índios.. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. contra a vontade deles... que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.. a) A Moreninha – realista – desigualdade. em obras como . ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra.. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.... 274.. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta... a dois índios...Romantismo Avançar . No texto.... . 50. à liberdade dos índios. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. contextos e temáticas urbanas. c) seria arquitetada por colonos degradados. condenados à morte.. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado.. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. 1867. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas... que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados..... do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil.. 4º trim.” DIAS. b) Senhora – abolicionista – simplicidade.. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal.. eram colonos degradados.. e) seria causada pelos condenados à morte. 17 49. 51. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral... ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem... e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. sem que a sua vontade fosse consultada.. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. era o ataque aos senhores da terra. que alegavam razões religiosas para seus atos. apesar do tom artificial de alguns romances. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. mas que eram movidas pela ganância.. e) Lúciola – regionalista – diversidade.. José de Alencar retratou.. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. Gonçalves. b) insere-se no contexto do Romantismo. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. bem como criou romances de tendência ... p. condenados à morte ou espíritos baixos... como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. A preocupação em retratar a .

Nossa vida mais amores.. 02. Onde canta o Sabiá. Dê. Sem qu’inda aviste as palmeiras. “Minha terra tem palmeiras. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. um aventureiro. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. é correto afirmar que: 01. 53. d) aversão dos românticos à natureza. contrariando as convenções literárias da época. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. d) as estrelas e as flores. A teus raios divinos me abandono. o personagem principal. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça.52. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. é um anti-herói. João VI. Nosso céu tem mais estrelas. (. Nossas várzeas têm mais flores. b) tendência romântica ao misticismo. torna-se sargento. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral.Romantismo Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que previa heróis moralmente elevados. destacando-se pela temática regionalista. de imediato. 54. comentando as ações dos personagens. Leonardo. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. c) melancolia romântica. Nossos bosques têm mais vida. Lira dos vinte anos. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. aproximando-a da estética realista. como resposta. a comadre. o personagem central.) Não permita Deus que eu morra. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. referidas na segunda estrofe. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. Onde canta o Sabiá. desinteresse e tédio. e) fuga romântica para o sonho. que aqui gorjeiam. 04. ó minha lua. Neste excerto. 16. Não gorjeiam como lá. Álvares de. o barbeiro. capazes de atos de bravura e coragem.. “Luar de verão”. As aves. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. 08. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. UFRS Leia as estrofes seguintes. por méritos próprios.” AZEVEDO. que mais tarde se casa com Vidinha e. mas revela. Sem que eu volte para lá. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. a soma das alternativas corretas. Leonardo. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. o compadre. tornando a obra uma espécie de crônica da época. o Romantismo.

Já prélios incitam. c) à temática romântica da nostalgia. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. Rio de Janeiro: Bloch. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. expressa num detalhismo quase realista. retratada como musa etérea.)” DIAS. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. São muitos seus filhos. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes.. sedentos de glória. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. d) insegurança amorosa. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. 56. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. solene e distante.Romantismo Avançar . revela-se um traço forte de sua poesia. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. p. incorporando-as ao orgulho nacional. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. b) projeção da própria morte. In: RIEDEL. severos. d) à vertente romântica indianista. U. Dirce.. Gonçalves.Juca-Pirama. Literatura brasileira em curso. Cercadas de troncos – cobertos de flores. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. de Gonçalves Dias. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão.55. e) força material do cotidiano. nos ânimos fortes. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. de glória e terror! (. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. I. São rudos. 1969.F. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. que... de Álvares de Azevedo. 57. a um tempo temida e desejada. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. Condão de prodígios. a: a) idealização da amada. já cantam vitória. c) sátira impiedosa. b) à tendência romântica para a utopia.

04. expressão de ideais românticos. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. Quer seja tapuia. como resposta. b) Filiado ao Simbolismo. Texto para a questão 60. E essas violetas inodoras. 20 59.Romantismo Avançar . e) As marcas do erotismo. criam efeitos sinestésicos. Não encheste minh’alma de ventura. Condor – ave semelhante à águia. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. presentes no poema. linguagem coloquial. Só teme fugir. ideal mimoso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . exaltação da natureza. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. Tapir – anta. 08. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto.58. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. “rompeu a tela”. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes.E. vida e morte. “negro quadro”. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. sedento e arquejante. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. a imagem da mulher amada. (…) GABARITO 60. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. Não poderei na sepultura. a soma das alternativas corretas. de Castro Alves. murchas. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. De bela adormecida. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. satanismo. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. 16. Conforme os versos transcritos. a) O idealismo. U. “onde eu pintara”. Condor ou tapir. Nos lábios frios comprimir chorando. Quando louco. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. d) As referências ao universo da pintura. ao menos. imaginação criadora. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. característica primordial do Romantismo. de Gonçalves Dias.F. U. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. 02.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. No arco que entesa Tem certa uma presa. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. Dê. o sonho. a presença da morte. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. tais como: ventura e tristeza.

Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. dor e sofrimento. o mestiço povo brasileiro. José de. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. 08. a seu modo. de José de Alencar.. Tinir de ferros. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. d) Alencar justifica. como resposta. e considerando a obra como um todo. Dê. a soma das alternativas corretas. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. seja no processo de construção das personagens . na perspectiva do idealismo romântico. no romance. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa.. Apresenta-se. o nascido do meu sofrimento. Dentre as proposições abaixo. A dor lacerou suas entranhas. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. Estreitou-se com a haste da palmeira. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização.. estalar do açoite.F. título da obra e período literário dos versos citados. (. As personagens do romance pertencem à classe dominante.F. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência.Romantismo Avançar . autor.F. vulneráveis e desonestas. 01. características da estética romântica. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. 02. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. entre os anos de 1852 e 1853. 16. Iracema. U. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. a retidão de caráter.a periferia do Rio de Janeiro. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. tradições e falas de pessoas simples. UFMS Memórias de um sargento de milícias.. à elite de sua época. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. uma vez que registra traços dos hábitos. corretamente. 04. as mulheres são devassas. de Manuel Antônio de Almeida. Em sangue a se banhar. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. e vivem situações idealizadas. 62. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. U. 64.. U..” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica.linguagem simples e direta -.” ALENCAR..61. a coragem e a fidelidade. sentindo que se lhe rompia o seio. Voltar Língua Portuguesa . e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. seja no plano da forma . 63. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização.) – Tu és Moacir.representação de pessoas comuns. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. consciente da sua missão de gerar a nova raça. seja no espaço onde essas personagens circulam .. de baixa renda e seus dramas cotidianos -.

.Romantismo Avançar . II.65. Aquele branco da mortalha. Acentua traços característicos da literatura romântica. na economia e principalmente na educação dos jovens. c) V – F – F – V. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. b) Apenas II e III estão corretas. eu ignoro por quê. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. no 1º. 67. o equilíbrio. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara.. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. para os itens verdadeiros. Era uma defunta!. Nessa obra. d) F – V – V – F.. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. Desta forma. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852).. naquela tez lívida e embaçada. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. que se casa pelo dote. idealizado na literatura ultra-romântica. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. c) I. afirma-se: I. o egocentrismo e o sentimentalismo. d) Apenas I e II estão corretas. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas.. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. o amor platônico não é superado pelo amor físico.. por exemplo). mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas.. que. “Uma noite. eu achara abertas. ainda.. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. parágrafo. despreza o nacionalismo e o indianismo. Assinale a alternativa correta. em virtude da educação que recebera.. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. rompido temporariamente. mulheres incorpóreas ou virgens. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. presente em grande parte da obra do autor. personagens que confirmam o amor inatingível. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. pode-se encontrar (Assinale V. Não sei se a noite era límpida ou negra. Tematiza a morte. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. e após uma orgia. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. e) Apenas I e III estão corretas. b) V – V – F – F. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. Saí. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. como o esconderijo. elas só o são aparentemente. direcionando-os para a vida religiosa. Abri-o: era o de uma moça. da qual faz parte a peça O Noviço. as grinaldas da morte na fronte dela. ( ) Nesta obra. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. o que leva ao efeito cômico desejado. Pesava como chumbo. ao contrário. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. 66. temas característicos da primeira geração romântica. II e III estão corretas. a) Apenas I está correta. Idealiza figuras imaginárias.” 22 Com relação ao fragmento acima. III. o vidrento dos olhos mal-apertados. o disfarce e o erro de identificação. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas.. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. como o subjetivismo. a punição do violão.

Sobre o leito de flores reclinada. 69. 08. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. o dolorido afã. apesar de haver um tom de humor e sátira. à aflição e à busca da solidão. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. 02. pastoril. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. com desespero e pessimismo. a) no primeiro. como: 01. bucolicamente ingênua e inocente. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. c) no primeiro. d) no segundo. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. com certeza. podemos afirmar que. que conduz à dor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica.E. Dê. e) no segundo. em poesia simples. como resposta. “Se eu morresse amanhã. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. 16. a exaltação de sentimentos pessoais. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. U. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória.Romantismo Avançar . Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. a morte como alívio para o “mal-do-século”. a soma das alternativas corretas. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros.. b) no segundo. a valorização de elementos ligados à natureza. Comparando os dois fragmentos. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta.68.. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. o desajustamento do indivíduo ao meio social. porém. Como a lua por noite embalsamada. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. 04.

Romantismo Avançar .70. e) I. porque tudo é narrado de forma explícita. não é dizer que vieram de braço. 3. podemos dizer que: 1. 72. e em lamentos melodramáticos. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. O narrador. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético.F. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. c) se 2. b) Apenas II. estabelecendo. embora o texto esteja em prosa. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. no qual está inserido o primeiro habitante do País. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. como este último tinha querido quando foram para o Campo. 3 e 4 estiverem corretas. 71. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. III. 2. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. como a exaltação do pitoresco nacional. d) Apenas II e III. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . predomina uma sensibilidade plástica singular. Quais estão corretas? a) Apenas I. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. d) se 1. 4. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. UFRS Leia o texto abaixo. fruto do negro e do branco. II e III. que deforma os encantos da mulher amada. foram mais adiante do que isso. comparações sobre comparações. II. de José de Alencar. porém. ( ) na poesia lírico-amorosa. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. o índio. por saber quem é Leonardo. ( ) na poesia saudosista. a saudosista e a lírico-amorosa. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. assim. I. Luizinha e Leonardo. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. 24 GABARITO “Desta vez. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. 3 e 4 estiverem corretas. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. numa representação quase sempre épica. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. c) Apenas III. detectado no sentimentalismo exagerado. de Manuel Antônio de Almeida.

V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. 2. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 49. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. Voltar Língua Portuguesa . já que. 38. 7. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. 5. a a) Como todo povo. a qual passa por diferentes estágios. 05 21. 48. sua cultura. 16. 13. no último parágrafo. 10.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 45. c 33. 14. já que. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. 34. d 24. c 28. 9. 4. 43. 46. 12. As notas contribuem tratando o ritual. a natureza é lugar paradisíaco. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. mas com benevolência. 8.Romantismo Avançar . 06 a Não segue integralmente. 6. Sim. 37. d 25. 47. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. 23 20. a 29. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. 41. 15. c 32. a 19. b 18. d 22. pois. 44. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. d 30. a 27. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. e 26. atribuem-se à infância traços negativos. 39. e 23. 42. 11. não com o preconceito europeu. segue. e não européia. no texto. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. o índio brasileiro também tem suas tradições. 3. de experiências positivas. e 31. 40. 36. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios.

64. 68. 70. 52. 71. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 55. 57. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 60. 67. 63. 59. 69. 51.50. 66. 61. 72.Romantismo Avançar . 56. 58. 53. 65. 54.

áspero e tirano. Voltar Língua Portuguesa . que se contrapõe à solenidade do poema épico. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. Como se fora pérfida inimiga. inserido em sua narrativa épica. De teus anos colhendo doce fruito. oferecem momentos em que o lirismo se expande. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Se dizem fero Amor. posta em sossego.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. posta em sossego. em Os Lusíadas: I. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. humanizando os versos. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Naquele engano da alma ledo e cego. já velho e com um “saber só de experiência feito”. Desse episódio. c) III. legítima herdeira do trono de Portugal. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. 2.Classicismo Avançar . Está correto apenas o que se afirma em a) I. III. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. d) retrata a beleza de Inês. PUC-SP “Tu só. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. Aos montes ensinando e às ervinhas. linda Inês. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Deste causa à molesta morte sua. O nome que no peito escrito tinhas. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. do qual o trecho acima faz parte. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga.” 1 GABARITO Os Lusíadas. Estavas. como um todo. tu. Que a fortuna não deixa durar muito. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. II. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. 3. c) a manifestação de apego a Portugal. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. puro amor. Tuas aras banhar em sangue humano. obra de Camões. b) II. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Nos saudosos campos do Mondego. d) I e II. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Entretanto. e) I e III. É porque queres. O episódio de Inês de Castro. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. e) o emprego de uma linguagem simples e direta.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 3.Classicismo Avançar . b 2.

Entre eles. a seguir. O texto traz a opinião do articulista de Veja. Até o início do século XX. de uma cultura dominante.” Trecho 2: “Para os especialistas. Está certo que os abusos beiram o ridículo. p. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’.” GABARITO Segundo o texto. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. ser multados. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. diz o professor John Robert Schmitz. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. americano naturalizado brasileiro.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. essa primazia pertence ao inglês. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. centros comerciais). não devendo. 86-7). ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. em geral. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. como resposta. por isso. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. Para ilustrar essa tese. UFMS Apresentamos. É normal que uma língua se nutra de outras. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. Dê.Interpretação de texto II Avançar . (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. Agora. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. (16) ao contrário dos lojistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. No entanto. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. a soma das alternativas corretas. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. São Paulo).

(04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. suplantado pelo inglês. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. referentes aos trechos da questão 1. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. a evolução das línguas. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. com naturalidade. portanto. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. a soma das alternativas corretas. com isso. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. estão corretas. que não vem explicitado no texto. exceto: (01) a evolução de um idioma. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. Dê.Interpretação de texto II Avançar . agora. (16) até o início do século XX. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . locuções novas. criando. certos modos de dizer. a partir de então. p. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. serem incorporadas à escrita. UFMS Todas as proposições a seguir. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. A este respeito a influência do povo é decisiva. Dê. que não se pode impedir. só então. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. como resposta. a soma das alternativas corretas. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. 47. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. 3. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas.2. como resposta. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. é um processo normal. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. já explorada no texto acima. UFMS Veja. (02) para os especialistas. Há. tendo sido. através do intercâmbio com outras línguas. a expressão em negrito remete ao termo franceses.” In: Crítica literária.

e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. e muitas pela fama. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Tudo porque o homem não aprende. no geral. Seu nome não está nos livros. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. real. esportivos e de poder. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres.4.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres.” ZANINI. rompe o asfalto. Laércio. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. bondes. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. É feia. SP. ônibus. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. em relação às mulheres. Pior ainda. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. o tédio. posando com fêmeas muito mais jovens. Sublinhe o termo em questão na sua frase. o nojo e o ódio. […] Furou o asfalto. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. um termo fortemente conotado. Sua cor não se percebe. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. meios artísticos. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. paralisem os [negócios. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. Façam completo silêncio. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. Garça. 5. nesse fato. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. Há milênios. Garanto que uma flor nasceu. mas certas situações que levam a isso estão aí. poder e dinheiro.Interpretação de texto II Avançar . c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. nos círculos milionários. Mas é realmente uma flor. A durabilidade de tais ligações. Suas pétalas não se abrem. triste. Duro. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. rio de [aço do tráfego. Paulo de 30/08/2000.

A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. durante longos períodos de tempo. “A explosão dos computadores pessoais. a) No texto acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. enquanto o CD-Rom trabalha.” O Estado de S. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios.Interpretação de texto II Avançar . d) o caráter radical das revoluções. c) a natureza precária das revoluções. d) “redefiniram os locais de trabalho”. b) “tornaram as leis antiquadas”. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tornaram as leis antiquadas. Paulo. redefiniram os locais de trabalho. 4 Texto para as questões 7 e 8. as ‘infovias’. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. Transcreva pelo menos três. desafiaram constituições. 13/02/96. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. c) “reformularam a economia”. diante de telas de computadores. reordenaram prioridades. diz o professor do MIT. com base no texto. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF.” Jornal do Brasil. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. GABARITO 7. reformularam a economia. e) o traço progressista das revoluções. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. revoluções não são sutis. Nicholas Negroponte. 12/10/2000. 8. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. Fuvest-SP No texto.6. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. e) “desafiaram constituições”. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”.

( ) No trecho final. e. 15/9/00. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. por isso. 12 anos de garantia anticorrosão. Há. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. freios ABS de 5ª geração. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. pois ludibriam o cliente. XYZ. nº 82. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. Mas a tecnologia é imensa. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). Dê. para um segmento específico da sociedade. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. não se voltando. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. 10. portanto. ar-condicionado inteligente. Dessa forma. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. Voltar Língua Portuguesa . UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. Todavia. como conteúdos pressupostos. que acaba comprando gato por lebre. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. a valorização dos calçados anunciados. a soma das alternativas corretas. como resposta.” Caras. apesar de gostar de homens de verdade. O design é compacto.9. leia o anúncio que se segue. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. 13/12/99. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. entretanto. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. 53 (com adaptações). também conhecido como Cinderela. p. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. a mensagem do anúncio estaria preservada. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel.Interpretação de texto II Avançar . Tendo em vista essa observação. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. motor com 5 válvulas por cilindro. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. É o maldito sapatinho que não serve para você. ludibriando involuntariamente o consumidor.” Época. Tem carroceria 100% galvanizada. por oposição.

três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. V. S. 12. Nessa tragédia. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular.C.91. Segundo os soldados.07.91. julho de 1998. de Ésquilo (525 a. d) Atualmente. Ana Rosa Ferreira. . F. passou para outras civilizações. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. F. projetou o mito muito além da sua época. 27.07. predomina I.” NP. para melhor se aproximar da língua padrão. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. d) I. III. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. a transformação de notícias em narrativas. apud. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes.” NP. II. 24. assassina o marido. ajudada pelo amante. op. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 4. grande dramaturgo grego. apud. e) I. apud. Egisto. Nessa hora.91. no discurso jornalístico em questão.11. 230. pode-se dizer que. 2 F. quando acontece empate em julgamento. uma deformação dos significantes.456 a. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. p. Aí. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. p. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. o filho dela. 339.” GABARITO NP. Christi estava tirando seu Santana da garagem. Para julgar o crime. II. inclusive. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. IV e V. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. 298. fugiram. Paulo: editora EDUC/Cortez.C. que inventou a expressão. uma preocupação de fundo metalingüístico. 5.” Superinteressante. da Universidade de São Paulo. op. p. b) somente III e IV. pintou confusão. em Atenas). 6. III.07.)’. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. 07. cit. Clitemnestra. Quando sacaram que pintou sujeira. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma.91. Atena. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). na Antigüidade. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. A tragédia de Ésquilo. dado pelo presidente de um tribunal. apud DIAS. op. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. Orestes. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. IV. ou de linguagem popular e técnica. 27. marcas de oralidade.Interpretação de texto II Avançar . II. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. Quanto às afirmações anteriores. cit. p. III. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. Agamênon. para resolver os pepinos em tempo. uma tendência para a hipérbole. VI. perceptível em nível morfológico. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo.07. U. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. IV e VI. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. O cara morreu na hora. detonando três pipocos em Cícero. c) somente I e IV. em que não faltam. estão corretas a) todas as afirmações. F. que fica na mesma rua. cit. a empresa está informatizando todo o seu sistema. Texto 3 “Liberado pelos médicos.35.

Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. está honestamente preocupado com as regras sociais. de Londres e da Fairchild Publications. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. I e II somente. Michael. I. 14. ‘se der’. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. intencionalmente incapaz de magoar os outros. meio malandra. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. (…). In Folha de São Paulo. Membros dessa espécie híbrida. U. II e III somente. c) o homem perspicaz. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. pela gentileza de seus atos. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. PUC/Campinas-SP “Na prática política. espertos negociantes.Interpretação de texto II Avançar . e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. justificam-se como hábeis negociadores. 7 13. I e III somente. os brasileiros seriam PhDs nela. Em relação ao texto. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. O tema é a prática da má política. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. híbrido e. por essa razão. (…). ‘vamos ver’. meio diplomata. ou mesmo das ‘negociatas’. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. 1996. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos.Texto para a questão 13. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. que é a busca do ‘acordo entre partes’. b) aquele que.” KEPP. d) um “camaleão social”. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. um tipo de enganador charmoso. de fato. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . II. II e III. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática.

e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. Por que é um mistério que nunca esclareci. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. da vida? No futuro. c) Nada é comparável. Eu perguntaria ao leitor. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. a esse respeito. F. O professor Alfredo entrou na sala. ou liam nos livros. Trata-se de um rio longo. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. não cumpre seu real objetivo. b) Nenhuma idéia é mais relevante. e portanto cheio de afluentes. 1999.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Nesse binômio. mesmo. que lecionava Física no Julinho. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. b) Entre outras idéias. e) Segundo o texto. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. está o objetivo maior da educação. conhecendo como é o lugar. em geral. Informação memorizada é algo que. Coisas que os alunos copiavam. Não sei como será a escola no futuro. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. ao acúmulo de informações memorizadas. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. ficará cada vez mais por conta do computador. Alfredo Steinbruch. todos nós estávamos ansiosos. entendimento e emoção. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. é o ensino da literatura. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. isto é. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. mas sabíamos seus nomes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. Texto “Quais são. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. U. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. ensino foi sinônimo de informação: nomes. Durante muito tempo. é preciso saber como acessar. datas. os da margem esquerda e os da margem direita. 26 set. F. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. Ninguém soube responder. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. Não é preciso lembrar. a) No texto. A propósito.Interpretação de texto II Avançar . batalhas. d) Não há exemplo mais adequado. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. lugares. Revista ZH. E também não nos ensinará o valor das emoções. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. E aí os nomes surgirão naturalmente. A pergunta que. 16. é criticado o ensino que visa. Ele pousou o giz. daqui em diante. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. d) Numa perspectiva otimista e confiante. nunca tínhamos visto os rios da região. Era preciso recitá-los de memória. como vivem os habitantes da região. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. mas indo até lá. 8 15. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. Exemplar. no contexto. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. basicamente. U.

Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas.” SANTOS. 18. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração.Interpretação de texto II Avançar . História da vida privada no Brasil. estruturados segundo os padrões da época. Paulo César Garcez. a cada avanço tecnológico.” MARINS. b) punhado de atores / objetivos particulares. d) o abastecimento de água das grandes cidades. c) é da natureza do progresso que. de fato. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 19. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. decorrente da industrialização. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. uma informação manipulada que. em lugar de esclarecer. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. e) a violência urbana. Por uma outra globalização. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. 9 17. Todavia. Fuvest-SP Segundo o texto. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. O que é transmitido à maioria da humanidade é. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. não será capaz de superar o egoísmo. por mais que avance tecnologicamente. resultou de projetos governamentais. embora realizado de maneira desordenada.Texto para as questões 17 e 18. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. intensificou-se nos bairros mais populares. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. confunde. Milton. corresponda um retrocesso político. dos objetos que o formam. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. nas condições atuais. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada.

A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. se. algumas afirmações críticas acerca do texto. mas quando são na Igreja do Rosário. as palavras “mas”. Nenhum rejeita o cargo. a seguir. eu gosto ainda mais. d) entretanto. b) pois. as quais. se.Texto para as questões 20 e 21. a qual. que é quase pegada à Chácara de vovó. 21. “quando” e “que” podem ser substituídas. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. e) porque. na qual.” Nesse primeiro período do texto. da qual. por: a) contudo. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. a qual. mas quando são na Igreja do Rosário. que é quase pegada à Chácara de vovó. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. entre elas. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. se. “Domingo. caso. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. eu gosto ainda mais. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E este ano foi mesmo. no Brasil do século XIX. Assinale. a incorreta. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. respectivamente e sem prejuízo do sentido.Interpretação de texto II Avançar . Helena. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. Fuvest-SP Leia. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. c) porém. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. 10 GABARITO 20. Até parece que a festa é nossa. na época em que. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Minha vida de menina.

de 8 e meia às 10. não o tomara pela manhã. Já eram quase três da matina.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. naturalmente). banheiro. A pobrezinha. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. aos pés do sofá-cama. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. Stanislau. (Tudo que se faz com leite. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. levantou-se meio tonta. decorar outros textos. Ali estão os dois escolhendo o menu. Garota-propaganda não pode engordar. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Fora dormir inda agorinha. Se fosse branco. Finalmente. que parece linho mas é linholene. copa. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. Eram onze e meia quando chegou à cidade. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. como ficou dito. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. decorando textos.Interpretação de texto II Avançar . quarto. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. com Pulvolaque se faz. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. É só até o dia 30. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. além disso. Um perfume inebriante. graças à carona que pegara. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. ( ) A garota-propaganda. Fechou o sofá-cama. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vai poder dormir um pouquinho. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. mas preferiu outra coisa. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). O vestido não estava no armário. Boa noite. facilmente removível e lavável. Um velho chato. Estremunhada. mas muito bonzinho. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. abriu a cortina do boxe. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. boxe. no departamento comercial da televisão. que não enruga nem encolhe. Abriu a geladeira de 7 pés. o teleteste que distribui brindes para você. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. Tinha de estar pronta em seguida. Afinal. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. tudo conjugado. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. mas também não achou. E. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. tome de sorriso na frente da câmara. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. quando voltaremos com novas atrações. In: Primo Altamirando e elas. tinha de almoçar com um diretor de TV. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. caso ela ficasse efetiva na programação. Às quatro. era verde. em pó. quitinete e área interna. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. 11 GABARITO 22. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. (Você nunca dará corda num Mido). Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Mas note bem. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. entrou no banheiro. que estais no Céu. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. toda impermeável. De 5 às 8. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. vítima da sociedade de consumo.’” PONTE PRETA. que deixa saudade. macio e confortável. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão.

16/7/2000. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. Paulo. Mais espaço entre as poltronas.” SEREZA. para a grandeza de homens e mulheres. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. Caderno 2/Cultura. b) trocadilhos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. c) “Mais espaço entre as poltronas”. b) pelo sentimentalismo. D. Fuvest-SP Neste anúncio. Utiliza-se de Itaparica. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Sorria. e) “programa de milhagens”. O Estado de S. c) apelo direto ao leitor. e) pelo sensacionalismo. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. Business Intercontinental da Iberia. se se querem grandes. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. e) expressões em inglês.23. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. d) pelo humor. H. 26. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. c) pela incoerência. Viajar virou sinônimo de relaxar. d) “aeroportos no mundo todo”. Fuvest-SP No mesmo anúncio. b) Os pequenos erros são importantes.” GABARITO 24. b) “acumular e utilizar pontos”. Além disso. d) enumeração acumulativa de vantagens. 25.Interpretação de texto II Avançar . só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. mas não essenciais. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente.

e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. garantia de agilidade e segurança na indenização.Interpretação de texto II Avançar . criativo e de fácil memorização. comparação com produtos similares. baixo custo e facilidades de pagamento. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. mensal ou anual. facilidade de pagamento. definição e explicitação do público-alvo (no caso. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. apelo à sensibilidade do leitor. Precisou de ajuda. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. d) “deixar essas coisas para amanhã”. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . anual ou vitalício). Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. grande número de postos de venda/contratação. escolha da forma de pagamento. repetição exaustiva do nome do produto. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. desobrigação da realização de exame médico prévio. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. E para esclarecer suas dúvidas. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. você escolhe a forma de pagamento. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. as crianças). predomínio de verbos no futuro do indicativo. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. preço acessível. d) baixo custo. opção dupla para a forma de pagamento. Fuvest-SP Segundo o texto. Porque quem é louco por alguém. desvinculação entre indenização e inventário. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. 29. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. opção pelos verbos no modo imperativo. b) uso sistemático da linguagem denotativa. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. 13 27. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. 28. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). c) preço acessível. e) presença de verbos no modo imperativo. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. c) presença funcional de um slogan curto.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. serviço de informações 24 horas. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo.

que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. III. II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . dependerá de autorização do comando. I. Por enquanto. II. como as que seguem. No deslocamento. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. É o procedimento adotado neste tipo de situação. que morreu vítima do atropelamento. a ambulância não será usada em serviço. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. também. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Segundanificado do o policial rodoviário. que receberá. houve. II. IV. I. II. e) IV. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. agora.” 14 Quando lemos um texto. Se reordenássemos os itens acima expressos. na parte dianteira do veículo. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. I. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular.Interpretação de texto II Avançar . F. III. c) III. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. b) I. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. II. em conseqüência do acidente. U. o pára-brisa ficou quebrado. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. IV. Há muitas informações sobre a ambulância. a ambulância não será usada em serviço. III. ou seja. O texto acima comporta leituras. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. III. d) II. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. dentre tantas outras possíveis. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. I. IV. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. III. danos de pequeno valor no veículo. morrendo na hora. O conserto. 8/6/1999). atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. relatório e fotos do acidente. IV. Em virtude do acontecimento. a ordem seria: a) I. IV. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo.30.

uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. p. 15 A partir das informações do poema acima. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade.5) e “cloaca” (v.” GABARITO Fragmento de texto. 32. Décio. desejada pela opinião pública e. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. a soma das afirmações corretas. Décio. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas.7) têm em comum um sentido negativo. a até 20 metros da superfície. pelas famílias das vítimas. originalmente. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Os vocábulos “babe” (v. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. do ponto de vista ambiental. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. In: PIGNATARI. Augusto e CAMPOS. babe cola e excrete caco pela cloaca. 108 metros. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. mas. e os primeiros testes apontam para isso. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. São Paulo: Duas Cidades. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. IMPRIMIR Em relação ao texto. dê.2). Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. A razão é simples. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes.31. CAMPOS. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. agosto de 2000. 1950-1960. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. também é segura. “caco” (v. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. 1975.Interpretação de texto II Avançar . Haroldo de. A profundidade em que se encontra a embarcação. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. Uma operação de resgate. Coca-Cola. 52. principalmente. como resposta. p. 85. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. retirado da Revista Veja. 2ª ed. além de muito cara.

6/9/2000. ( ) Pelo segundo período do texto. Se ela faltar. 2000 (com adaptações). nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. p. Rio de Janeiro: Garamond. Lá. do dia e do tempo. Simples assim. as águas doces estão todas nas terras indígenas. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. Em energizês. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. é correto concluir que. na opinião do autor. Denise. Em 1997. que não está nas terras indígenas no momento da fala.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. com uma pequena margem de sobra. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. No que diz respeito ao petróleo. Lá não temos problema de emagrecer. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. para que nós. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. o país não pode crescer. Quando falta luz em casa. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. 16 33. O que pesa são os gastos industriais. a alimentação e. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. não temos academia de ginástica. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. 135 (com adaptações). no meio do mato. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. Veja. a economia pára. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. os seres humanos. o remédio. essa taxa no Brasil era de 5%. em geral. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . estudaram. comum entre os vikings. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. em termos de vida. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. Queremos dizer isso a vocês. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). entra em colapso. lá. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. não um colapso na geração. copiaram e discutiram. as olhemos e dali tiremos a água. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral.” RAMIRO. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. Se a geração de energia não for suficiente. ( ) o culto do corpo são em mente sã. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. no canto das terras indígenas. pelo foco do silvícola.Interpretação de texto II Avançar . julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. Nós. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. Em nossas aldeias.” MORIN. Ou seja. no ano passado. há plantinhas e árvores grandes. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. os índios. a magia da vida. Edgard. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas.

Causa dum bezerro: um bezerro branco. mas apenas transformada. Mesmo que. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. se vai ver se deu mortos. no baixo do córrego.34. gosto. eu não quis avistar. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. e com máscara de cachorro. de Guimarães Rosa. e denotativamente. Vieram emprestar minhas armas. Todo dia isso faço. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. ( ) No terceiro período. esse figurava rindo feito pessoa. Voltar Língua Portuguesa .4 milhões de pessoas. com referência à luz como energia luminosa. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. então. cara de cão: determinaram — era o demo. Mataram. Daí. vieram me chamar. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. a falta deverá atingir 33. O senhor tolere. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. Dono dele nem sei quem for. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. pressuposta no início do romance. ( ) Devido a novas tecnologias. 35. e) Para o narrador. significando solução para o problema. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. ( ) No período final. Alvejei mira em árvores no quintal. cedi. erroso. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. Deus esteja. instantaneamente — depois. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. os tiros sempre indicam que houve morte de homens.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. Por meu acerto. ainda não-explorados. “— Nonada. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando.Interpretação de texto II Avançar . ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. primeiro a cachorrada pega a latir. Povo prascóvio. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. Cara de gente. desde mal em minha mocidade. isto é o sertão. arrebitado de beiços. 36. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. Não tenho abusões. Me disseram. por defeito como nasceu. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. a situação brasileira é altamente favorável. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. os olhos de nem ser — se viu —.

0 L High Output. duplo air-bag. ( ) o argumento de que. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. Jeep Grand Cherokee. de Alcino Leite Neto.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. Jeep® Só Existe Um. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso.Interpretação de texto II Avançar . UFMT Com base no texto acima. apenas os mais ricos possuíam um televisor. 11/10/98. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. no fragmento. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. Jeep Grand Cherokee. 38. No início da década de 60. no fragmento. 2000. ( ) sobressai. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. é possível afirmar que ( ) prevalece. demasiadamente popular. reacionário ou malfeito é apenas popular. no interior do país. no Brasil. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. UFGO O trecho abaixo. A vida moderna em favor da vida de verdade.” GABARITO Veja. a especificação de conceitos. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. então predominantemente rural.37. CELULAR.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A televisão foi implantada no Brasil em 1950. A partir de R$ 55. consideradas num certo período e em determinado lugar. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. foi publicado na TVFolha. de 30 jul. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. Ele tem motor 4. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos.

Pasta. Cigarro e fósforo. revista. como resposta. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. canetas. Mesa. marcada pela solidão e pelo automatismo. convertem-se no seu contrário. cinzeiro. xícara. água. fósforo. caixa de fósforos. água fria. Cigarro. Televisor. guardanapo. garrafa. Quadros. J. documentos. sapatos. cadeiras. telefone. pasta. Cigarro e fósforo. água. papéis. Escova de dentes. caneta e papel. calça. Provas disso são. maço de cigarros. telefone. prato. por exemplo. cueca. fósforo. água. cadeiras. notas. Ricardo. cama. revista. fósforo. Abotoaduras. talheres. Carro. Creme para cabelo. copo. Mesa e poltrona. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. creme de barbear. papéis. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. relógio. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. etc. cigarro. papel. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. espaço. bloco de notas. relatórios. xícara. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. meias. copo com lápis. guardanapos. caixa de fósforos. espuma. caneta. Mictório. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. quadro-negro. relógio. gravata. agenda. papel e caneta. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. cartas. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. provavelmente artística. sabonete. Jornal. cavalete. 1995. “Circuito fechado Chinelos. jornal. (04) Trata-se de um texto em prosa. meias. água. chinelos. Água. prova de anúncio. fotos. vales. paletó. sapatos. telefone interno. E. lápis. escova. pia. fósforo. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. talheres. Maço de cigarros. Mesa. p. papel. água. Escova. In: LADEIRA. copos. telefone. de G. espátula. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. Poltrona. vaso. lenço. caneta. Contos brasileiros contemporâneos. abotoaduras.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. vaso com plantas. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. travesseiro. Mesa e poltrona. creme dental. tempo. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. Carteira. esboços de anúncios. pincel.39. Vaso. água. pente. U. talheres. sabonete. folheto. pasta. externo. memorandos. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. no caso. fósforo. cortina. cadeira. etc. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. cartaz. cigarro. cigarro. xícara pequena. São Paulo: Moderna. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. poltrona. cinzeiros. Paletó. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. caixas de entrada. Poltrona. bloco de papel. níqueis. xícara e pires. cheques. pratos. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. Mesa. telefone. gilete. descarga. fósforo. papel e caneta. cadeiras. pastas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fósforo. toalha. projetor de filmes. pijama. telefone. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. cigarro. Cigarro e fósforo. água quente. singular e diferenciado dos demais. caixa de fósforos.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. Chinelos. cadeiras. caneta e papel. gravata. 71. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. cigarro. camisa. Dê.” RAMOS. Pia. Maço de cigarros. tempo. chaves. camisa. a soma das alternativas corretas. Coberta. papéis. descarga. Táxi. (02) Trata-se de um texto em prosa.Interpretação de texto II Avançar . Cueca. pratos. copo de papel. esclarecendo o título do texto. Xícaras. papéis. xícara. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. giz. Bandeja. Mesa. Cigarro e fósforo. espaço. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. copos. espuma. Quadros. papéis. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. guardanapo. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. espuma. creme dental. carro. telefone. quadros. pia. toalha. bilhetes. livro. Papéis. que exerce uma função criativa. bule. calça. de saída. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. papéis. Relógio. cigarro.

uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. Cad. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. num processo decrescente vão reafirmar. Com a nova lei. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. cursaram o ensino médio. estão em escolas desse nível de instrução. em escola do Estado.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. 05/09/99. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. aumentaria em 7. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. em idade de estudar no ensino médio.Interpretação de texto II Avançar . 53% estão atrasados nos estudos. UEGO A partir da leitura do texto.” Folha de S. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. que há aos milhares. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. De resto. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. presente no título. Mesmo assim. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. Apenas 25% dos brasileiros. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. Na justificação do projeto senatorial. começa construir a oposição ao que foi afirmado. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. Em 1999. a oposição estabelecida nos dois primeiros. Voltar Língua Portuguesa . mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. 2. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. 20 GABARITO 40. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. cujos pais têm boa formação educacional. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. a partir do segundo. eles eram 32%. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. como justifica o projeto do Senado. Há 20 anos eles foram 57%. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. p. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. em 98. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. no parágrafo final. Há cinco anos. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. 1. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. Paulo. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. USP e Unicamp. justificam. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. Segundo o Mec. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto.

durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.41. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. como a realização dos postulados da justiça social’. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. 42. ( ) no último parágrafo. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. no interior de suas fronteiras. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. esses são anafóricos e. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito.E. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. Voltar Língua Portuguesa . quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. 1948). temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. Colômbia.Interpretação de texto II Avançar . ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. conseqüentemente. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. Além disso. uma vez que sua conclusão é incontestável. ( ) no terceiro parágrafo. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. I. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ( ) no quarto. fatores de coesão textual. como tal. ( ) no segundo parágrafo. comprovando o caráter demagógico da medida. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. de acordo com a leitura. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. ( ) Cada país membro encarrega-se. no livre exercício de suas próprias soberanias.

a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. com relação ao modo de narrar. a polícia. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. sem interrompê-lo. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. mas também das que ainda pretendia fazer. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. percebe-se. seja ele quem for. vangloriar-se”. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. levantou-se e. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. forças armadas. U. na verdade. ( ) De acordo com o texto. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. basta terem o poder. de linhas perfeitas. Nariz de Ferro. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. ( ) No fragmento em análise. o nível informal. de acordo com a regra de colocação pronominal.Interpretação de texto II Avançar . a loja comercial. companhias de cartões de crédito. aniquilar. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. nunca foi escrito. Ensino a técnica adequada para devassar. o predomínio do diálogo. minuciosa e sistematicamente. mostro como atacar saindo das sombras. com relação ao modo de citação do discurso. que significa “gabar-se. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. ( ) O uso da palavra “ainda”. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. fodidos e oprimidos”. mas também das que ainda pretendia fazer”. exterminar indivíduos e organizações odiosas.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. fodidos e oprimidos. U. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. bancos. ( ) No fragmento em análise. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. Seu nariz imenso. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados.) ‘Está enganado. eu disse. (…)” 22 43. a presença de um narrador personagem e. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. era um pouco mais negro do que o rosto. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. como atormentar e destruir sem misericórdia. que era um anão. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. arruinar. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. o proprietário senhorio. que era um anão. companhias de serviços públicos. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. dente por dente”. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. ( ) O período “Nariz de Ferro. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. (Esse livro. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. desmoralizar. que era um anão. imposto de renda.” não teria o sentido de contraposição alterado. Nele descrevo. o qual se constrói com uso do discurso direto. mas também das que ainda pretendia fazer. exibiu o perfil para mim. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. 44.

”. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . Mário. 46. Parava em cada vitrina. ( ) A palavra “vitrina”. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. Uma feita era dia da Flor. o segundo “que” é pronome relativo e. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. no texto verbal da charge. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. ( ) No texto. o brasileiro falado e o português escrito”. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. Macunaíma. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. U. Julgue-as. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. o brasileiro falado e o português escrito. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. Foi e viu um despropósito de coisas. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. Já sabia o nome de tudo. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. em “Parava em cada vitrina”. ( ) A charge apresenta uma Imagina. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. exerce função sintática na frase em que aparece. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa.” ANDRADE. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. de acordo com as normas da língua padrão. falando: Custa mil réis. como pronome relativo. No entanto. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. U. “Uma feita era dia da Flor. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado.45.

o poema é coerente. Anna Paula. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. pois as frases estão soltas. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. 48. a mudança é um sacolejo completo na vida. Macacos também preferem o isolamento. Para as companhias. Veja. existem colônias de franceses no Paraná. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Para os executivos e a família. Para as companhias. 24 No fragmento anterior. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. transferência dos brasileiros. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. graças à Renault. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. não se preocupa com sua coerência. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. essa transferência representa um reforço na filial. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. mas possui significação. Desde 1990. d) empresas da Renault. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Em São Paulo. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. os versos do poema estão justapostos. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz.” BUCHALLA. pois não possui “elos” entre um verso e outro. essa transferência representa um reforço na filial”. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. Hoje. Das 500 maiores companhias transnacionais. O mundo não é o que pensamos. 49. ao construir um poema. O orangotango é profundamente solitário. e isto garante a sua coerência. 26/04/2000. e) companhias transnacionais. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios.Interpretação de texto II Avançar . UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. mais de 400 estão instaladas no país. por isso esta empresa instalou-se lá. Andorinhas copulam no vôo. um poeta. o poema não possui “elos” conectivos. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. b) mudança dos executivos. mudança dos executivos estrangeiros. 47. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. companhias transnacionais. transferência dos brasileiros. c) empresas da Ford. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. mudança dos executivos estrangeiros.

que o guarda até hoje. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. → o interior paulista. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . um dos primeiros computadores do mundo. Talvez não. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. em todos eles. no Rio de Janeiro. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. d) a possibilidade de que. Abril. que o guarda até hoje.” GABARITO 51. o Eniac. Talvez não. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Mas o padre-cientista não se abalou. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. fazendo o que pareceu. assim. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Hoje. reparou em algo estranho. A análise das marcas confirmou o seu palpite. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. UFPR No texto abaixo. → Rio de Janeiro. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. que supera o Eniac. → os répteis que habitavam a região. no Rio de Janeiro. → o padre Giuseppe Leonardi. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. nos arredores da cidade. 1999. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. que o guarda até hoje. no futuro. no Rio de Janeiro. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. nos arredores da cidade. c) a potência do computador de hoje. todos os robôs venham a ser desligados. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. Talvez estejam sonhando. em 1946.50. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Esperou o Carnaval. um dos maiores paleontólogos do mundo. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. como pensam alguns. que não seja possível sequer desligá-los. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. → pegadas de répteis.Interpretação de texto II Avançar . assumindo.” Superinteressante. na época. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. foi produzido.

relativa equivalência de oportunidades. Isso. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. na miséria e na desgraça coletiva. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. Provavelmente. 54. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. 26 53. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. que só pode ser mencionada entre aspas. pois tem não apenas mantido. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. alimentação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. que impede o povo de superar a opressão social e política. a fim de pagar os sustos que deu. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. d) os defensores de uma falsa democracia. e) os cidadãos. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona.Interpretação de texto II Avançar . a bicicleta substitui o automóvel. Recortes. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias.” CANDIDO. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. cinco séculos depois do Descobrimento. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. não sabe ler. os jornais. sofre todas as privações e. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. Antonio. portanto. ao invés da opressão política imposta pelas elites. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. vive doente. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais.52. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. o rádio. políticos e jornalistas que se dizem democratas. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores.

” Rubem Braga. Fuvest-SP No terceiro parágrafo.. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. 27 56. tirar o povo da sujeição torpe: II. e se chamava Bernard Shaw. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. II. a seu modo. c) III. III. terá mostrado que o socialismo é possível. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. d) I. a costureira é anêmica. c) I. d) I e II. que passou a vida lutando. no texto.55. está correto somente o que se afirma em a) I. e) II e III. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. e) I. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. mas um homem de vigorosa fé social. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. II.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. Voltar Língua Portuguesa . No segundo parágrafo. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. tirar o povo da sujeição torpe. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. b) I. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida.. GABARITO 57. II. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. não se contentam com belas casas. a lavadeira cheira a gim.. terá mostrado que o socialismo é possível.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. Em relação ao texto. b) uma preocupação mais ampla. William Morris. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. atribuída a “esses críticos”. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas.. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. que tempo. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. II.. Não era um cínico. pela camada mais alta da população. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho.. queixam-se porque a operária está mal vestida.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. aquisição dos requisitos indispensáveis. não apenas o daqueles mais ricos. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. Vejam que país. aquisição dos requisitos indispensáveis.. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. d) uma possibilidade de exploração.. II. que não é percebido como suficiente. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. a qualificação de “eufóricos”. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. tendo em vista o bem da sociedade em geral. querem belas cidades. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. e) a ambição de possuir sempre mais. na posse de bens particulares e influência pessoal. b) II.

de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. habitualmente. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. GABARITO 60. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. c) caberia à camada mais rica da sociedade. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. a par dos órgãos governamentais. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. no texto. 59. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo.58. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. estabelecer condições para a igualdade social... Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. sem preocupar-se com sua sobrevivência.” Essa afirmação estabelece. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. inclusive Bernard Shaw.

Venha para casa. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. II. Senhora. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão.” TREVISAN. não senti falta. ninguém os guardou debaixo da escada. como a última luz na varanda. Senhora. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. para dizer a verdade.Texto para as questões 61 e 62. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. e até o canário ficou mudo. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. São Paulo: Cultrix. tanto no que diz respeito à organização da casa. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. p. esquecido na conversa da esquina. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. d) Apenas II e III estão corretas. c) Apenas II está correta. b) Apenas I e III estão corretas. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. o prato na mesa por engano. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. 190. por favor. Dalton. Toda a casa era um corredor deserto. 29 61. sem a Senhora. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. Acaso é saudade. a imagem de relance no espelho. Com os dias. o leite pela primeira vez coalhou. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. In BOSI. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. Senhora. Primeiros dias. fui beber com os amigos. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. Não tenho botão na camisa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. na janela. Para não dar parte de fraco. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia.) O conto brasileiro contemporâneo. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. e) Apenas III está correta. bom chegar tarde. não lhes poupei água e elas murcham. Assinale a alternativa correta. ah. tanto no que diz respeito às camisas e meias. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. 1997. A. calço a meia furada. Senhora? Às suas violetas. III. acostumado a viver com uma mulher. 62. (org. a) Apenas I está correta. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina.Interpretação de texto II Avançar . Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. sozinho. sozinho.

sem controle seletivo. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. domo-o.63. 1994. O ferro fundido é sem luta. não até uma flor já sabida. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. não a mão. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa.Interpretação de texto II Avançar .” NETO. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. ( ) a verossimilhança. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. fundamentado em modelos preexistentes. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. até o onde quero. U. In: Obra Completa. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. foi a forma que fez. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. o efeito de verdade na obra de arte. dobro-o. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. 595-6. Dou-lhe aqui humilde receita. corpo a corpo com ele. Flores criadas numa outra língua. então. cuja marca é a ausência do sujeito. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. é só derramá-lo na forma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . João Cabral de Melo. contrapondo-se ao plano do fundir. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado.

o que lhe confere teor dissertativo. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. morreu. um grande borborinho. o mais moço. Nesse instante chegam os músicos. que nada de mau aconteça. No ar. ela veio noutro porão’. e) apesar dos aspectos descritivos. só sinto vontade de ganhar e de vencer. parabéns. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. parabéns. bateria. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. que nada de mau aconteça. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. desse modo. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. parabéns. vontade de vencer. que nada de mau aconteça e. no violino — cinqüenta e seis anos. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. sua mãe.Interpretação de texto II Avançar . ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. Depois de terminada a luta. continue. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. 65. O afeto antes é de boa sorte. Durante. meio século atrás: espancado com uma vara fina.” FONSECA. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. só sinto vontade de ganhar. o elemento determinante do texto é a narração. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Durante. o pianista tem quarenta anos. “Os Músicos Faz calor.Texto para a questão 64. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. mas é também o mais triste. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . continue. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. só sinto vontade de ganhar. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. violino. cinqüenta anos. quanto ao afeto. a tocar a valsa da Viúva Alegre. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Todas as mesas estão ocupadas. Rubem. depois da luta. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. parabéns. trancado no banheiro. o que se constata sobretudo pelos substantivos. não exatamente ao mesmo tempo. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. parabéns. 31 64. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. d) predomina o caráter descritivo. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. Depois da luta. Durante a luta. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. visto que o afeto antes é de boa sorte. antes é de boa sorte. Durante. vontade de vencer. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. Lúcia McCartney. cristal puro. Durante. continue. só sinto vontade de ganhar. vontade de vencer e. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. continue. Depois da luta. continue. as idéias discutidas ao longo dele. namorou dentro desse espelho’. tem oito filhos. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. Durante a luta. Depois da luta. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. que nada de mau aconteça. de forma mais concisa e coesa. depois. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. três: piano. que nada de mau aconteça.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. b) o que mais determina o texto são as reflexões. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. parabéns. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. e tudo continua no mesmo. mulato.

dado que ordinariamente andavam pouco. e a viagem progredira bem três léguas. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados.” JUNQUEIRA. 134. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. por parte das autoridades. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. 1999. Até entre pessoas do mesmo estrato social. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. como se sabe. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. ano 32. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais... d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. afastando-se do fumo e de outras drogas. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. a dieta alimentar. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. a viagem progredira bem três léguas. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. E. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. F..) quanto menor o nível social. GABARITO IMPRIMIR 67. 32 66.. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos... 9 jun. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. porém. Vidas secas. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. ordinariamente andavam pouco. (. entre elas o cigarro. importantes e portanto.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. p. menor a taxa de mortalidade. estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco. (. quanto mais alto o nível hierárquico. In: Veja. a viagem progredira bem três léguas.Interpretação de texto II Avançar . 23. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot... Eduardo. pela saúde das camadas mais pobres. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética.” RAMOS. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. Graciliano. Voltar Língua Portuguesa . através dos galhos pelados da caatinga rala.). a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. Fazia horas que procuravam uma sombra. a viagem progredira bem três léguas. saudáveis’ consideram o saldo bancário. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. n. Pequenas diferenças de salário. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. os juazeiros alargavam duas manchas verdes.

a saber. ela foi pousar na vidraça. contra uma toalha de rosto. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. e voou a pedir-lhe misericórdia. ou cor de laranja.68. 69. pois as pessoas cultas se cuidam mais. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. Dei de ombros. tinha um certo ar escarninho. almoçada e feliz. Veio por ali fora. no susto que tivera. volto à primeira idéia. uma vez posta. nem a pompa das folhas verdes. Imaginei que ela saíra do mato. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. não teria mais segura a vida. a principal causa da mortalidade. vivem mais. por isso. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. saí do quarto. Machado. A manhã era linda. não sabia. viu dali o retrato de meu pai. invariavelmente. modesta e negra. Fiquei um pouco aborrecido. Memórias Póstumas de Brás Cubas. senti um repelão dos nervos. que estava ali o pai do inventor das borboletas. soube conservar. assim. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. Era tempo. que é sempre azul. com dinheiro. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. — uma das mais profundas que se tem feito. Quando enxotada por mim. pousou-me na testa. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. que me aborreceu muito. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. e não é impossível que descobrisse meia verdade. que tinha olhos. depois de esvoaçar muito em torno de mim. Era negra como a noite. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. podendo. incomodado. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. creio que para ela era melhor ter nascido azul. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. o que era o homem. e muito maior do que ela. aí vinham já as próvidas formigas… Não. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. Passa pela minha janela. para recreio dos olhos. minutos depois. entra e dá comigo. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. um ar divino. aterrou-a. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. Não lhe valeu a imensidade azul. e na dignidade que. pernas. entrei logo a pensar na filha de D. braços. Era tarde. Eusébia. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. Esta última idéia restitui-me a consolação. e me reconciliou comigo mesmo. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. porque eu a sacudisse de novo. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. dous palmos de linho cru. se ela fosse azul. e beijou-me na testa. mesmo trabalhando sob maior pressão. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. conservar melhor suas defesas. com alguma simpatia. F. mas o medo. confesso.” ASSIS. uni o dedo grande ao polegar. tão negra como a outra. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. mas tornando lá. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. sob a vasta cúpula de um céu azul. — me consolou do malefício. que é também sugestivo. para todas as asas. e. apesar dele. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. foi pousar na vidraça. e) Os empresários. portanto. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Não caiu morta. lancei mão de uma toalha. começou a mover as asas. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. e viu que me movia. é justo dizê-lo. uma estatura colossal. nem a alegria das flores. Suponho que nunca teria visto um homem. Lembrou-me o caso da véspera. pois sabem que. espairecendo as suas borboletices.Interpretação de texto II Avançar . Texto para responder a questão 70. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. desde a invenção das borboletas. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. F. O gesto brando com que. Não era. Sacudi-a. e ri-me. A idéia subjugou-a. E esta reflexão. A borboleta. e achando-a ainda no mesmo lugar. mas não é determinante quando se trata de saúde. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. bati-lhe e ela caiu. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. Apiedei-me.

e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. querendo confundi-lo. c) a implementação de um programa de educação. 34 71. talvez. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. ao constatar-se um gigante e. 1999.” VALENTINI. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. pode-se inferir que o problema de emprego. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. o principal órgão de pesquisas sociais do país. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. c) A situação do trabalhador braçal. pelo menos na área de construção civil. recebendo salário mensal de 150 reais. para o país.. 29. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. o horizonte é desolador. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. por uma ironia do seu passado recente. assim que a economia brasileira voltar a crescer. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. embora difícil. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. 72. F. ano 32. já não precisam tanto de força física. In: Veja. no Brasil. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. p. E o desafio. 21 jul. d) se surpreende com a relatividade das coisas. Isso porque as empresas. um mês atrás. é alentadora. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. (. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. Eusébia. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. Cíntia. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. viadutos. não serão sanadas a longo prazo. Assim que a economia voltar a crescer. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. 105. F. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto.. Durante mais de uma década. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro.Interpretação de texto II Avançar . que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. um deus em relação à borboleta. para as chamadas frentes de trabalho. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. no Brasil. Para os outros. com a modernização. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. o governo abandonou estradas. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. n. Segundo o Instituto. Para garantir a sobrevivência. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano.70. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. deixou ruas se esburacarem.

Na vala comum da miséria. conduz os bondes. 5. em destaque no texto. laça os bois.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. na Inglaterra. d) ironia. vai mal em política. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. Sempre por baixo. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. F. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. nas fazendas. d) explicar e comentar informações anteriores. Veio tinindo. João da Silva. serve no Exército e na Marinha. Apesar disso. Nossa família. como a Silva. enrola o tapete do circo. Nossa família quebra pedra. a família Rocha Miranda. nas fábricas. Luto da família Silva. U. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. 76. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. Sangue de nossa família. c) pequenez. a família Guinle.Interpretação de texto II Avançar . 35 73. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. levanta os prédios. São Carlos-SP No texto. entretanto. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. Você não possuía sangue azul. nas minas. F. e) retomar e explicar informações anteriores. a família Pereira Carneiro. Uma poça de sangue. c) expandir e explicar informações anteriores. enche os porões dos navios. 44-5. b) carinho. Morava na rua da Alegria. U. nos balcões. faz telhas de barro. A família Crespi. ed. Um homem estava deitado na calçada. e) desprezo. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. sugeridas também pelos nomes de família. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. nas usinas. 74. 75. 1984. F. conta o dinheiro dos bancos. v. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. nas praias. Nossa família. em todo lugar onde se trabalha. São Carlos-SP A oração faz tudo. faz os jornais. no Japão. Rubem. Morreu de hemoptise. a família Matarazzo. p. Na vala comum da glória. F. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. é que trabalha para os homens importantes. Apud: Para gostar de ler. A Assistência voltou vazia. O homem estava morto. U. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. O cadáver foi removido para o necrotério. João. São Paulo: Ática. U. leio o nome do sujeito: João da Silva. no mato. 4. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. nos pastos. b) retomar e sintetizar informações anteriores. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. nas cozinhas. na França. João da Silva. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira.

E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. In: Poesia Completa. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. Quando toda a confusão for desfeita.Interpretação de texto II Avançar . por acaso. por acaso. Voltar Língua Portuguesa . ( ) o poeta como reinventor da linguagem. como promotora do entendimento entre os homens. do ponto em que se encontrar. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. 388-9. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. U.77. mesmo com a profanação dos homens de hoje. na sua universalidade. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. Jorge de. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. a palavra imortal há de adoecer? E. Organização de Alexei Bueno. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. construtor da palavra perene. p. E. 1997. por acaso. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. o poeta não falará. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. não me compreendereis. irmão!” LIMA.

Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. guardem-na! Sou um técnico. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. das ciências!) Das ciências. c) um medo de revisitar Lisboa. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. ouviram? Não me macem. com todo o direito a sê-lo. como sou. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada.Interpretação de texto II Avançar . p. Obra Poética. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. nada me tirais. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Já disse que sou sozinho! Ah. Quero [ser sozinho. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. Assim. U. 290-1. Já disse que não quero nada. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Fora disso sou doido. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. Deus meu. mas tenho técnica [só dentro da técnica. b) uma mágoa de Lisboa. Deixem-me em paz! Não tardo. Fernando. Com todo o direito a sê-lo. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. fútil. a todos. e) uma saudade melancólica da infância. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . fazia-lhes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. F. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. leia os versos de Fernando Pessoa. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. 1981. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. por amor de Deus! Queriam-me casado. [a vontade. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). das artes. nada sois [que eu me sinta. 37 GABARITO 78.

significa a) desprezem. e) a inquietude gerada na alma do poeta. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. Visconde de. U. — O grito? balbuciou ela. minha vida. Que foi? — Ah! não foi nada. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. São Carlos-SP A forma verbal macem. São Paulo: Ática.. U. São Carlos-SP Pela leitura do poema. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. Cirino. — Deveras. no último parágrafo.. ( ) Concepção idealizada de mulher. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. 80. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede.. A pobrezinha. 82. e a pedrada. U. destacada no poema. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. Salvador-BA “Passava as noites em claro. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. rápido como uma seta. Para mim. fui ver no laranjal. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. b) encontra na morte a única solução para os problemas. em virtude da sua solidão.” TAUNAY. 99-100. por essa razão. era um macauã. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. F. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. superiores a todas as suas tentativas de resistência.Interpretação de texto II Avançar . para agradar a todos. e) aparta-se da sociedade. respondeu apressadamente Cirino. meu anjo do céu. Depois. ( ) Atitude de irreverência do narrador. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. a única que vi era você. em face do religioso.. 81. p. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. F. ímpetos tão desconhecidos e violentos.79. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. Numa dessas noites de ansiedade. c) ofendam d) maltratem. ( ) Escapismo para o sonho. U. d) sente-se solitário e. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. verifiquei que não passava de miragem. — Deveras? perguntou ela incrédula.. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada.. ed. De noite. A princípio tomei também um grande susto. b) importunem.. abrasada também de amor. 24. e) abandonem. a gente em tudo vê maravilhas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. almeja fazer parte da companhia. Dois gritos. F. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite.. Inocência. para desenvolver sua arte.. desde que Adão e Eva a trocaram. 1996..

o que é um mal. que é importantíssima nesse processo. porém. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Pelo contrário. um controle sobre elas e inibindo os abusos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Unifor-CE De acordo com o texto. A influência popular tem um limite. Cada tempo tem seu estilo. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Feitas as exceções devidas. porém. 85.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. 84. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. Em geral. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. portanto. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência.” Machado de Assis. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. mas que sabem perfeitamente os clássicos. com seus ensinamentos. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. Mas se isto é um fato incontestável. não se lêem. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público.Interpretação de texto II Avançar . dos autores clássicos da língua. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. não se lêem muito os clássicos no Brasil. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. e) estudar sempre os autores clássicos. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. Há. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. pois somente eles. locuções novas. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. certos modos de dizer. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. 39 83. A este respeito a influência do povo é decisiva. Entre as exceções. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. sempre atual.

São Paulo: Duas Cidades. publicada na revista Business Travell. já foram 31. 34. encontram-se. já foram 31”. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. Amostra Grátis. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. 1988. neste ano.86. o lápis o papel. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. In: Poesias Reunidas (1968-1988). as seguintes notas. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal.Interpretação de texto II Avançar . Francisco. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. 13.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. só no período de janeiro a abril. no primeiro semestre de 2000. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. Voltar Língua Portuguesa . de Rubem Tavares. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. p. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. só no período de janeiro a abril. entre outras. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM.

e) “as dificuldades…” 90.” ANDRADE. d) somente a ratificação das situações já apresentadas.Interpretação de texto II Avançar . o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . levando-o ao desatino da existência. professores e consultores. apesar de triste. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. d) é atraída pela música de um provável Chopin. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. os passos que era preciso dar. 89. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. e) a exclusão das situações expostas. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. Carlos Drummond de. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. Me disseram que era Chopin. Alguma Poesia. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”).Texto para a questão 88. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. e) se fixa na tristeza e na solidão.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. 41 88. estrangeiros residentes. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. Eu considerei as contas que era preciso pagar. c) a retificação das situações anteriores. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. b) a reiteração das situações apresentadas. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. que. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. b) “sob o lustre complacente”. além do fluxo de brasileiros para o exterior. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. a presença de turistas internacionais. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”.

Prendem-se a modelos já preparados. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. o que constituiria entrave cultural. 91. tentando usar o sentimento. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. 4. como em qualquer mergulho. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade.Interpretação de texto II Avançar . Não pode se limitar a ver o Brasil. 1993. a soma das alternativas corretas. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. Um mergulho no Brasil que. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. eles não têm teorias alternativas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. como resposta.’ Como aquele motorista. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 5-6. A Desordem do Progresso. para descrever e entender o país. p. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. arriscando incoerências. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Pervertendo o processo econômico. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. aventurando-se. trabalhando na inconseqüência. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Dê.” BUARQUE. além de dúvidas. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. para dar a impressão do bemestar do progresso. usam linguagens especiais. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. Sobretudo quando. Como o homem dentro de um carro fechado. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. no calor sem ar condicionado. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. teorias e linguagens pouco acuradas. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. o motorista apontou para o carro à frente. Aquele encontro. no meio de um engarrafamento. o caos e a irracionalidade. como se tivessem lógica. com o carro e as janelas fechadas. desvinculada de sua cultura. A inconseqüência não é apenas do consumidor. Cristovam. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. construídas em torno de questões ultrapassadas. vê a si mesmo. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. em território tropical. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. São Paulo: Paz e Terra. ed. A teoria que se diz científica. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. incompatível com seus recursos.

(16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). a soma das alternativas corretas. em território tropical. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. Dê. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. subestimam a aparência em favor da realidade.Interpretação de texto II Avançar . dentro da ótica do consumismo. antes.43 92. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. 93. como se tivessem lógica.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. com o carro e as janelas fechadas. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. falso. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”.” — Os economistas. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. com argumentos falseadores. o caos a irracionalidade.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. a soma das alternativas corretas. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. Dê. como resposta. para dar a impressão do bem-estar do progresso. a respeito do fato que então se comenta.

b) os cães. b) A expressão “por outro lado”.Interpretação de texto II Avançar . Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. ‘sóvárgás’. Leão não dava um passo em falso. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. contribui para tornar o trecho incoerente. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. árabes. alemães. ‘shauck’ e também ‘hanim’. japoneses. Ora. 6/4/1996. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. macedônios. c) comum a todos os seres humanos. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘garod’. ‘Sehnsucht’. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer.” Correio Popular. e húngaros. 44 GABARITO 95. Leão. ele sente saudade. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. Paulo. ‘nedôstatok’. sentem saudade. a dizê-lo. efetivamente.94. Campinas. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. são médicos. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. sérvios e croatas. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. adaptado. no início do segundo período. desde que aprendeu a falar aprendeu também. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. 53 anos. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. 20/10/2000. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. já que seus outros dois irmãos. mas a maneira de expressá-lo é diferente. Edmílson. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. Os russos têm ‘tosca’. ‘ilgas’. de uma forma ou de outra. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. armênios. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. ou talvez mesmo antes. ‘natsukashi’. e Édson. sua terra natal. ‘jal’. de 51 anos. Folha de S. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. ITA-SP No texto. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. Desde que o homem é homem. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. 96. a) O que aconteceria com Leão se ele. Por outro lado. e) talvez anterior à razão. assim como os seres humanos. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. letões.” Saudade. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. 58.

c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. talvez nem tivesse graça. sintaticamente. focalizando o principal beneficiário do seguro. a palavra “louco” pode ser substituída. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. por serem mal contadas. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. b) contornar as histórias mal contadas. Fuvest-SP I. redundam em más reportagens. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 100. é correto afirmar que a) em II. d) em II. e) em II. 99. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. nesse anúncio. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. b) a exclusividade da forma impessoal. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. II. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. c) nas três ocorrências. por “delinqüente”. os cabelos caíam despenteados. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. que funcionam como argumentos para a tese defendida. “Porque quem é louco por alguém. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. em estilo preciso. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. 101. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. por meio da clareza e da elegância do estilo. predicativos do sujeito moça.97. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. d) criticar certas histórias que. a) Formosa e graça são. a palavra destacada tem o mesmo sentido. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. b) em I. a repetição da palavra “louco” é redundante. 98. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. c) denunciar. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. sem prejuízo do sentido. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”.Interpretação de texto II Avançar . já que não acrescenta nenhum sentido à frase. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma.

o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. mulheres dos dirigentes do Kremlin. embora empregando palavras diferentes. Fuvest-SP I. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103.102. desempregados. em relação às manchetes. d) sentam praça em algum lugar. II. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. exibida. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. c) III. Para se candidatar a um emprego. d) I e II. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. b) A que palavra. b) a relação de dependência econômica do país. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. O jovem. GABARITO 105. b) sentam tijolos na parede. em II. 104. c) sentam-se numa poltrona. a partir de 1822. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Paulo. e) II e III. b) II. 46 Considere as seguintes afirmações: I. o fato parece mais grave que na segunda. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. sem experiência. às vezes literalmente. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas.” Folha de S. literalmente. Acostumados às apagadas. “Incra suspende crédito para assentamentos. III. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822.Interpretação de texto II Avançar . Na 2ª manchete. dança. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. II. Paulo. sob idêntico ponto de vista. arrogante. U. e) sentam orgulhosamente. Está correto.” O Estado de S. Na 1ª manchete. apenas o que se afirma em a) I. os russos achavam que ela era influente demais.

confere ao homem uma postura universalizante. João Cabral de Melo. onde cabe qualquer homem e a contento. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. Texto para responder a questão 109. vó? — Naão. a) Revela-se poético. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. sentam bancos ferrenhos. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. as curvas de afeto. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve.Interpretação de texto II Avançar . b) sintaxe elíptica. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. A educação pela pedra. 109. c) recriação de cena cotidiana.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo.” NETO. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. sentam poltrona. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. d) linguagem coloquial. por ser anatômica. e) ironia. ecumênico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. de colégio. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. como compete à poesia. os ferem nós debaixo. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. 107. 47 106. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. A vida toda. senão pregos. exemplo único de concepção universal. apesar de aproximar-se da prosa. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. o abaulado amigo. em efes e erres. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. qualquer o assento. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. se sentam mal sentados. d) a tábua-de-latrina. 108. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos.

d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. que promete ser a questão do novo milênio. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. E pensei: está aí. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. foi publicado no Jornal O Globo. atletas e gênios não exista um serial killer. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. escrito por Luís Fernando Veríssimo. 111. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. está redimida a eugenia. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. F.” 48 110. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. Pela fotografia no jornal. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. mas não o inverso. U. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. as questões 110 e 111. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. em especial. mesmo que fosse eu. Não sei o que herdou do pai. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. U. a qualidade do sangue ou do ambiente. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. F. Eu. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. que não tem qualquer opinião no assunto. b) questionar a reprodução programada e. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. de 28/10/99.O texto seguinte. pelo menos no Brasil. se fosse nascer hoje. se esta é a palavra. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. Há algumas ironias. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. a genética ou a cultura. Leia-o e responda. que está em Paris para lançar um livro.Interpretação de texto II Avançar . o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. depois. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. Para começar. implícitas nessa questão de engenharia genética. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Mas desconfio que. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade.

c) retrata o conflito íntimo da personagem. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. dedos enormes. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças.” Graciliano Ramos. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. Memórias de um Dinossauro. no seu sentido geral. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. um grande silêncio. A vela está quase a extinguir-se. 49 113. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. Se ao menos a criança chorasse. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. e as fadas. Fecho os olhos. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. 08 set. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. bruxas e reis. rios cheios e uma figura de lobisomem. Estão todos dormindo. Sou um aleijado. Cesgranrio Analisando o texto. Voltar Língua Portuguesa . Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. as crianças são levadas precocemente ao consumo. E um nariz enorme. Marciano está dormindo. p. às escuras. viciadas em indigência intelectual e espiritual.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. (. sem sonhos. sem afeto e sem cultura. Patifes! E eu vou ficar aqui. 98. morto de fadiga.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. 05.. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança.. até que.Interpretação de texto II Avançar . Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. uma boca enorme. Nem sequer tenho amizade a meu filho. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. aos brinquedos eletrônicos. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. IMPRIMIR GABARITO 114. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. com certeza me achava extraordinariamente feio. Foi este modo de vida que me inutilizou. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. Devo ter um coração miúdo. Aos quatro anos. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. Frei. 112. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. até não sei que hora. O sonho é substituído pela TV.... Lá fora há uma treva dos diabos.” Excerto de BETO. É horrível! Se aparecesse alguém. lacunas no cérebro. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce.. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. E a desconfiança terrível. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. Vitória. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. corpo de criança e alma de mulher. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. Se Madalena me via assim. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. In: A Gazeta.

sua frio e quase desmaia pedindo proteção. 50 BOSI. ruas de sonhos ou musical da Metro. ponha ali erva de manjericão bem triturada.. Segundo Bosi.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Necessita de adivinhação. e passeie de mãos dadas com o ar. um envolvimento e dois amantes. d) tímido. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. transa. Alguns dias mais tarde. é poesia objetiva. beira d’água.Interpretação de texto II Avançar . show do Milton Nascimento.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. p. você verá nascer pequenos escorpiões. e) característico da primeira geração modernista. Rio de Janeiro: Aguillar. Namorado é a mais difícil das conquistas.. ‘expressão duma alma muito pessoal. Enlou-cresça. envolvimento. 116. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. 1982. Obra completa. sabemos que escorpiões não nascem assim. distanciado e lúdico. fruto da inspiração poética. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. ponha a saia mais leve. semelhante ao de Gregório de Matos. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. (. um químico holandês. UERJ Em 1648. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. (. atividade da razão. caso. tendo o manjericão agido como fermento. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. mesmo assim pode não ter namorado. Definindo-lhe lucidamente o caráter. flerte. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . aquela de chita. Paquera. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. de saliva. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. b) escarnecedor. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. nuvem. quindim.” Hoje.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.” ANDRADE. c) irônico. argumentando indutivamente. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. Mas namorado. gabiru. lágrima. é muito difícil. de pele. mesmo.. São Paulo: Cultrix. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. relatou a seguinte experiência. fazer compra junto. fazer sesta abraçado.. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. fliperamas. até paixão é fácil. sem qualquer reflexão. 1989. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. bosques enluarados. Namorado não precisa ser o mais bonito. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. dois paqueras. traço constante na poesia de Drummond”. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. 494..) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. brisa ou filosofia. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. chamado Jean Baptista von Helmont. De alma escovada e coração estouvado. no caso. Alfredo. História concisa da literatura brasileira. Se você tem três pretendentes. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada.115. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. decidida. Carlos Drummond de. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. (. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. da qual fazia parte. A proteção dele não precisa ser parruda.

que variam conforme as convenções gerais de cada época. clamando por liberdade. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). De um lado. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. (Introduz uma comparação). contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. A transgressão. UFR-RJ “Enlou-cresça. os artistas. que variam conforme as convenções gerais de cada época. (Refere-se aos gramáticos. de precisão. o conhecimento do código de trânsito. o emprego do termo.. Sendo uma aventura intelectual. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. Na maioria dos casos. certa rua dá mão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e não para escravizá-lo. pensa o poeta. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. Pela perspectiva dos artistas. Ela pode dar impressão de firmeza.117. na próxima semana. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. em valor. não dá. ficam os gramáticos. Para eles. Tanto no texto como no comportamento. 118. e. guardiães da língua). Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. de ambigüidade. De outro. destacado. dominar a norma culta do idioma não excede. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. ou expressão. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. dominar a norma culta do idioma não excede. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. no outro.. 120. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. indica novas propostas para o futuro. o conhecimento do código de trânsito. (Refere-se à transgressão de função estrutural). e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. UFR-RJ Para o autor. UFMG De acordo com o texto. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. Observa-se o mesmo nas normas da gramática.” 51 GABARITO 119. Esse tipo de postura gerou um impasse. A língua existe para servir o indivíduo. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar.Interpretação de texto II Avançar . deve possuir função estrutural. em nome de sua arte. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. em valor. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. A resposta à questão inicial é simples. pode ser que a mesma rua não exista. por natureza convencional e efêmero: num dia. b) Ela pode dar impressão de firmeza.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. para ser bem-sucedida. impondo normas. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. c) Para eles. UFMG Em todas as alternativas. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. está corretamente explicado pela frase entre parênteses.

então. ‘não percebi o que estava fazendo’. São Paulo: Martins Fontes. Se não fôssemos livres. Por isso. oportunismo político ou desinformação. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. de Holanda. nem se daria ao trabalho de dizer nada. Ética para meu filho. ‘é mais forte do que eu’. A. É que. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. L. Lóg. Grita exatamente porque sabe que foi ela. o sensato é insensato. O país só é viável se metade da sua população não for.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. FERREIRA. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. resistindo a apelos emocionais. temos homens honrados e capazes. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. postas duas proposições. 1997. Em compensação. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos.Interpretação de texto II Avançar . O Globo. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. ou talvez até risse e pronto. então. Rio de Janeiro.” SAVATER. ‘perdi a cabeça’. 121. delas se tira uma terceira. chamadas premissas. UERJ silogismo.. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. B. 52 Considerando essa definição. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. Dedução formal tal que. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. comprometeria o programa de estabilização do Governo. Do mesmo modo. chamada conclusão. Fernando. 24/03/2000. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. ao crescermos. então. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional.. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. Sérios. Nova Fronteira. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. é preciso alterar esse modelo econômico. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. quebraria a Previdência. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. mesmo reconhecendo que é pouco.. compreendemos que já estamos sendo castigados. sensatos. Trad. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. então. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade.. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. S. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. etc.. Aqui o sério é temerário. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. Monica Stahel. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. (. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. nas circunstâncias.)” VERÍSSIMO.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. nelas logicamente implicada. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. m. se não fosse assim. 1986. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. F.

embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. 53 “Entristeceu. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. de abandono. A respeito dos textos. à toa! Como judeu errante. J. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. andar para cima e para baixo. A sina dele era correr mundo. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. rios e montanhas. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios.) encontra-se em estado de improdutividade. actualmente. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. F. 124. ou métodos de comparação. continuando o caminho de Goethe. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. O restante (. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. mas como aparece junto à luz. Nesse aspecto. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. M. inteiramente distintos. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. fenômeno na retina ou fenômeno físico. José Saramago. no texto I. GABARITO 125. caem por terra. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. Vidas Secas. sem fruto”. Assim. Newton. é de 850 milhões de hectares. não basta dizer que a cor surge da luz. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. Um vagabundo empurrado pela seca”. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor..Interpretação de texto II Avançar .. 1993. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. uns 400 milhões de hectares.. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. São Paulo: Nova Alexandria. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. Mais ou menos metade desta superfície. M. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. considerando-se o sentido do texto II. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. W. de Graciliano Ramos. que é negado no texto II. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. Para ele. de GOETHE. W.” GIANNOTTI. Schopenhauer. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste.122. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . 123. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. incluindo lagos. Ora. PUC-RJ Leia o texto abaixo. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa.

1998. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . devastou-se a natureza. pela primeira vez na História. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. não pretendendo. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. assustando algumas autoridades. não haverá mais quem trabalhe. F. que raramente o questionamos. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. ( ) Infere-se que. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. O tempo é a minha matéria. lazer e entretenimento como ideais de vida. In: Educação para o lazer. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. a chinesa — foram esquecidos. não direi os suspiros ao anoitecer. 9. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. p. p. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. não nos afastemos.Interpretação de texto II Avançar . nesse texto. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Mas. tendo em vista a existência de graves problemas.126. Carlos Drummond de. voltam com força total. Entre eles. O presente é tão grande. Não serei o cantor de uma mulher. em breve. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. a vida presente. 118. principalmente a urbana. Luiz Octávio de. à diversão. a romana e. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. Rio de Janeiro: Record. neste final de milênio. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. julgue os itens que se seguem. 127. como a recessão e a violência. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. A diversão. pois. Nesse período. trazendo preocupações novas.” ANDRADE. dos quais não pretende mais se afastar. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. ( ) Atualmente. porque isso significa que. 1998. de certa forma. os homens presentes. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. de uma história. ao lazer. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. U. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. ignorando o passado e o futuro. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. São Paulo: Moderna. Não nos afastemos muito. ao entretenimento. vamos de mãos dadas. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. a paisagem vista da janela. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. entregar-se aos devaneios e à solidão. Também não cantarei o mundo futuro. o lazer. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. “Introdução”. o tempo presente. do presente. considero a enorme realidade. GABARITO A partir do texto. Antologia poética. como a grega. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. surgiram jornadas de trabalho brutais. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros.

a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. 7.: Para o autor. se o ex-ministro Magri. Com base nessas explicações. como sabemos. 103) – Inf. mas com inquestionável empenho. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. 7) – Inf. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. a soma das alternativas corretas. que me conhece desde rapazinho (eu.: Quando usava outros tipos de vestimentas. Cad. Lá vêm outra semana. já está em outonos e. Quis muitas vezes descondicionar-me. Opinião. já depois de muito tempo trabalhando em casa. jun. Podia estar aposentado. como também não quero ser chamado de vagabundo. logo./jul. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. Alguns. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. Ao trabalho. se bem que ele próprio aposentado. nem de tentar facilitar a vida. o povo era elegante. lá vem a segunda-feira. 27/9/99.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador.Interpretação de texto II Avançar . (02)“Vinho Mercosul no mundo. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. mas não adianta. e. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. 57) – Inf. Antônio Carlos. mas a verdade é que. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. eu também posso). Por exemplo. outras chateações. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas.” (Revista do Mercosul. se transmuta em invernos. Cad. 29) – Inf. 5/9/99. Não tenho queixa. 128. Eu.” (Veja. 28) – Inf. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. Não. mas posso perfeitamente inventá-la. a síndrome ataca de igual maneira. logo. procurando pistolões. 6/10/99. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. entre as alternativas apresentadas abaixo. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. não ele). não. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. ou seja. 1998. fico um pouco melancólico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é necessária na atual conjuntura. reconheça. nada disso.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. sem muito sucesso. que não os mencionados. sempre é afável comigo. Nada de aposentadoria. outros compromissos. Além disso. enfim. eu também podia recorrer ao dr. outra crônica. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. 1999.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. (…)” O Globo. p. ago.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. Opinião. pôde. E o dr. p.” (Istoé. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. morre de rir quando o crítico e. (32)“Max Floc. 29/9/99. O Globo. UFMS Na construção do sentido de um texto. 5/7/99.” (Raça. Antônio Carlos. (16)“Sem alarde. eis que. pondo a mão no meu ombro. começo na manhã da própria segunda. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. deve ser capaz de fazer inferências. chegou a verões. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. p. p. p. especialmente por um ex-colega de magistério. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’.” (Roberto Campos. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. como resposta. 84) – Inf. Dê. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. p.” (Época. dos saudosos 30 mil dólares. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. p.

(64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. como resposta. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. (16)Para construir o vocábulo marajanato. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. 56 GABARITO 130. como. Antônio Carlos. desesperado. inconformado. rinite e gastrite. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. ou seja. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. e na necessidade da situação atual. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. como resposta. Dê. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. sujeitos a horários e normas rígidas. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. no caso do texto. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. Dê. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. a de escritor. a soma das alternativas corretas. como o dr. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). Antônio Carlos. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. que me conhece desde rapazinho (eu. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. UFMS Dentre os enunciados abaixo. Dê. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. como em baronato. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. (32)Já para criar segunda-feirite. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. por exemplo. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. pelo fato de obedecer a princípios éticos. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. (01)No início do primeiro parágrafo. (32)A palavra macambúzio significa revoltado.129. como resposta. ou seja. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. 131. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). que não a do locutor. (01)Sendo quase sexagenário. o autor emprega o sufixo grego -ite. a soma das alternativas corretas. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. também ele inventor de palavras.”. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão.

a garrafa de champagne era mais alta do que eu. poeta. um sentimento vitorioso. ameaçador. Caros Amigos.132.Interpretação de texto II Avançar . enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. 19 (com adaptações). o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. (…) filmo o nascimento do Raphael. associada a Rubem Braga. tudo era apavorante. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. apenas alguns. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. corta o meu coração. pagam 1. 9/99. fomos a um mercadão de varejo. a arquitetura do medo. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. tudo aqui tem o mesmo gosto. o imigrante e o chicano passam a cada instante. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. Ana. comem-se muita verdura e fruta. p. ( ) Com a metáfora final do texto. o imigrante passa a cada instante. claro. a massa de pizza vem num saco com sessenta. por a polícia. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. faz calor mas não muito. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. ( ) A exemplo da tipologia textual. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. escritora brasileira. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. de noite esfria. o neném nasce e chora. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. o imigrante passa a cada instante. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. todo mundo de carro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 57 A partir do texto acima. a polícia passa a cada instante. Smart Symphonies. as frutas são coloridas mas sem sabor. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. de Ana Miranda. julgue os itens seguintes. não há edifícios de mais de três andares. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. as geladeiras são repletas de guloseimas. e as estruturas levíssimas.75 dólar. entre outros romances. ah. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. a cidade é calmíssima. por causa dos terremotos. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. assim como o leite. as ruas espalhadas. de eternidade. o chicano passa a cada instante. nº 30.” MIRANDA. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. autora de Boca do Inferno. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. classic music to help stimulate your baby’s brain development.

ofereci pó… À toa: não fez efeito. Chorei. julgue os itens que se seguem. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher.133. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. simultaneamente. o automóvel. Que ela era gostosa. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. ( ) Entre os versos 11 e 15.Interpretação de texto II Avançar . Fiz versinhos. ( ) Para conquistar sua amada. ( ) No verso 9. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. o passeio a pé. o autor emprega. em “À toa” (v. Me rasguei todo. 58 Com base no texto acima. Falei de macumba. Manuel. li Elvira a Morta [Virgem. Mafuá do malungo. 1974. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. In: Poesia completa e prosa. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 406-7.10) e “Perdi meu tempo” (v.19) há a mesma informação semântica. Disse que ela era boa. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. Utilizei o bonde. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Rio de Janeiro: Aguilar. Ajoelhei.

Neusa (org. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. o principal órgão de pesquisas sociais do país. uma perspectiva psicológica. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. uma perspectiva histórica. Língua portuguesa: história. viadutos. por isso. à qual o texto se refere. c) a modernização das empresas que. por uma ironia de seu passado recente. Para os outros. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. Apud: BASTOS. Cintia. já não precisam tanto de força física. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. 135. com a modernização.“ VALENTINI. 53. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. 21 de julho. Durante mais de uma década. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. Assim que a economia voltar a crescer. São Paulo: Educ. c) globalização. subempregada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. uma perspectiva política. a escola. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. Para garantir a sobrevivência. vai-se constituindo em disciplina curricular.“ SOARES. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. p. ensino. uma perspectiva cultural. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. o horizonte é desolador. 1999. perspectivas. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. isto é.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. p. para o país. Fempar Segundo o texto.Interpretação de texto II Avançar . b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Segundo o Instituto. Veja. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. Fempar A ironia. conseqüentemente. d) educação. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. Isso porque as empresas. uma perspectiva social. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. deixou ruas se esburacarem. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. mas que os deixa desassistidos. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. o governo abandonou estradas. hoje. b) o avanço da economia informal. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. única saída para os desempregados. b) desemprego. e) o descompasso entre modernização e economia. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. 1998. e) modernização. Fempar Pela essência do texto. 105. Magda. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. E o desafio. 59 134.). 136. ao longo do tempo. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. as expectativas.

e) III. “pode e deve” sugere uma gradação. I. 4. II. 138. facilitando a leitura. aluno e o contexto em que interagem. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. U. c) 1 – 2 – 3. estruturas de natureza semelhante. e) 3 – 4. “objetivos e procedimentos” correspondem. 1. Pela análise das afirmativas. ao “como” se aprende determinado conteúdo. III.137. U. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. b) social envolve professor. II e III. b) 1 – 2 – 4. 3. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. F. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. d) psicológica diz respeito. d) 2 – 3 – 4. c) I. 139. a metas e ações. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. b) I e III. F. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas.Interpretação de texto II Avançar . 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. U. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. 2. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. F. Pela análise das afirmativas. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. prioritariamente. respectivamente. d) II e III. ou seja.

na expressão “combustível fóssil”. F... que significa “embora não declare explicitamente”.Interpretação de texto II Avançar . 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato.).. um significado preciso. para os críticos do programa de gás natural. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (. país não limítrofe com o Brasil.. Segundo afirmam.. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. (Adaptado). prevê a utilização de um combustível fóssil. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. Para exorcizar a ameaça. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. contendo informações cientificamente corretas. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. fornece uma quantidade significativa de gás natural. para eles. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. F. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. isso é o que o governo federal dá a entender. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil.. (. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. o que. tem. Assinale a alternativa com a frase que... no total da produção de energia brasileira. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. para certos críticos.). Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. U. U. e) O problema da falta de energia. no Brasil. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. porque a Bolívia. (. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. defendido por muitos especialistas. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. 140. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. Nesse caso. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. 141. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. A palavra fóssil tem.. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. b) a palavra “fóssil”.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute.” Revista Galileu. um significado preciso.) A energia solar é outra fonte a ser considerada.) Sem dizer com todas as letras..) O programa de gás natural.

procurou dar contornos mais adequados a sua letra. Ou seja. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. Pois Lírio acabou reprovado.“ Superinteressante. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. Este ano. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Mas errou com Sérgio Lírio. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. Unioeste-PR Segundo o texto. de Vitória. pois conseguiu emprego em um jornal importante. Lírio foi descartado. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. como resposta. Dê. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. a soma das alternativas corretas. julho de 2000. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Francisco Lopes. Com essas inferências duvidosas. suas letras não se curvavam impetuosamente. 62 142. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. ”O que diz a letra Em 1995. Pronto. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. foi um sinal de audácia. Com base nessa afirmação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. Como ele soube? Simples. muito pelo contrário. 143. 64) a forma como lírio escreve. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. como resposta. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter.Texto para as questões 142 e 143. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. técnicos e administrativos. Portanto. p. feita por Lírio. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). A grafologia pode até acertar algumas vezes. Dê. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. a soma das alternativas corretas. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. 55.Interpretação de texto II Avançar . as inferências são duvidosas. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. Tarefa simples. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo.

b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. podemos reconciliar a ciência com o grande público. Como. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. como a televisão ou o cinema.Interpretação de texto II Avançar . Infelizmente. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. descontados os fãs. Paulo. então. Certas questões são exclusivas da ciência. 63 GABARITO 144. de suas idéias e descobertas.” GLEISER. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. p. merecidamente!) perde a sua credibilidade. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. ao público. Ciência e espiritualidade. Folha Mais. 12. uma atividade fria e manipuladora. anjos. mas muito ainda precisa ser feito. dedicada a tirar Deus das pessoas. enquanto outras pertencem somente à religião. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. pouco se preocupando com o ‘como’. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. de várias superstições (gnomos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Inevitavelmente. necessariamente. Essa situação está gradualmente se transformando.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. à comunidade científica: historicamente. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. Ela é encontrada no próprio ato criativo. 1999. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. fazendo com que sua divulgação não traga. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. claro. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. Parte da culpa pertence. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. na maior parte desses veículos. 18 jul. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. Marcelo. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. O que ainda vemos. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. In: Folha de S. Esse excesso de informação. Caderno 5. A julgar por esses livros. c) A massificação do conhecimento. deixando de lado o ‘porquê’. como nas religiões orientais. em que tudo se transforma tão rapidamente. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. proporcionada pelas telecomunicações. Ou as pessoas de Deus. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. sem dúvida. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. Com isso. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões.

As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. através de ações não só de caráter objetivo. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. Uneb-BA Segundo o autor. o carro de Ermê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 147. conhecimentos do mundo oriental.145. mas também subjetivo. Rubem. 135 e 136. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. a não ser dentro dela. com a capota arriada. eu disse a tia Helena. Desci para recebê-la. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. ligados à meditação. entrar lentamente pelo portão de pedra. disse Ermê. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. Estou com medo. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. onde as tias estavam. Vesti minha casaca. agora resolutamente. em direção à casa. retirou o Anel de seu dedo indicador.” 146. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. em volta da mesa. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. b) aplicar. São Paulo: Companhia das Letras. e trataram-na com muito carinho. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. 1989. 129. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. já que está se perdendo no materialismo científico. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. varada por um frio que não existia. com muita pompa e cerimônia. para preservá-los. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. Será nesta noite mesmo. Uneb-BA Para o autor.Interpretação de texto II Avançar . Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. c) criar ela o seu próprio universo. Acho que é esta casa. Nau Catrineta. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. Na mesa grande do Salão de Banquetes. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. ações ardilosas e desumanas. acelerou o carro e partiu. Eu queria terminar logo a minha missão. depois olhou na direção da casa. e passou o cachecol em torno do pescoço. avise às outras. colocando-o no meu. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. In: Feliz ano novo. como as outras. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. d) comprovar as verdades de natureza mística. eu disse. c) distancia-se cada vez mais do homem. sentada. p. a soma das alternativas corretas. foi cumprida a minha missão. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. não sei por que mas estou com medo. como resposta. e o final da narrativa é maniqueísta.” FONSECA. não importando. que me observava atentamente. como mandava o Decálogo. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. como se soubesse que eu a estava observando. e esperei que me viessem chamar. pregadas por diferentes religiões. tia Julieta. na ciência. Com um gesto abrupto. Levei Ermê para a Sala Pequena. Dê. e) ultrapassa os limites do racional. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido.

possa ser. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. Uma vida. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. diz ele depois de muito tempo. diz o padre. Sargento Getúlio. 1999. anterior à guerra do Vietnã. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. diz o padre.” RIBEIRO. Vozes conhecidas. se tiram os recursos do homem. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. a América Latina. Hoje essa terra não vale mais nada. se Antunes não me sustenta. não sei. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. Granada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. A criação da nova agência — IPI. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. p. Janio de.148. É que a situação mudou. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. a soma das alternativas corretas. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. Iraque. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. nos dois casos. que muda por questões de ordem religiosa. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. Quintal embora. eu sumir? Como que eu posso sumir. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. Dê.Interpretação de texto II Avançar . é América ainda. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. Um governo esperto tomaria precauções para que. diante de um impasse de ordem política. Quem some é os outros. Não sei. Pentágono e Departamento de Estado. Iugoslávia. p. FBI. João Ubaldo. com intermediação do padre. o que é que deixam com o homem? Nada. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. Por que vosmecê não some? Eu sumir.” FREITAS. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. In: Folha de S. passando do discurso à ação. o que é que me sustenta? Não sei. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. agora. Paulo. lá e no mundo. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. mais sensibiliza a opinião pública americana. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. a gente nunca. (32)mantém. ainda mais acentuadamente. 17 ago. não vão ter surpresas com a IPI. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. já foi uma boa terra. Ah. depois da Europa. Porque. nem merecedora de maior divulgação. 83-4. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. mas não o inibiu: Panamá. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. é um enterro. nunca que eu posso sumir. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. 1982. com maus pressentimentos mesmo. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. Nem da Europa. Iraque e Iugoslávia. Essa terra. 5. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. e isso não é vida de homem. uma relação de dependência econômica. com Ancrísio Antunes. isso não. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. não vale quase mais nada. Haiti. não fizesse disso um problema interno. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. disse o padre. Caderno 1. apropriadamente. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. região que. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. Temos o que esperar com apreensão. a agência UPI.

houve aquelas que andaram na contramão. e) O mundo. o levantamento não deixa dúvida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É o caso de ‘piranha’. superando a Europa. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. Veja. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. durante dois anos. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. pois se vive uma nova Guerra Fria. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. no plano lingüístico. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. diz Corrêa da Costa. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). d) A América Latina. de acordo com a sua visão. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. é consenso nos Estados Unidos. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. de certa forma. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. ainda é o clássico francês que causa frisson’. U. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. (…) Ainda no campo das surpresas. brincando com os estrangeirismos. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. hambúrguer. no mundo. 150. Salvador-BA No segundo parágrafo. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. ‘Neste fin-de-siècle high tech. Mas. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. U.149. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. b) O mundo caminha para um estado de guerra. sem o paternalismo americano. 151. globalizada a partir do tupi. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. Mas é bom notar que. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. d) A importância alcançada pela América Latina. Nada disso. o autor faz uma declaração que é justificada. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. 22/03/2000. U.Interpretação de texto II Avançar . d) eles sabem das intenções da criação do IPI. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. pode vir a desmoronar. consultou 130 publicações de quinze países.” DIEGUEZ. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. Elas mostram que. pode-se inferir: a) O poder americano. Quem não entende o que é pizza. São as chamadas ‘palavras universais’. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. ele já existia. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. Consuelo. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário.

É o caso de “piranha”. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. c) A hegemonia americana. ‘mundo’. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. Por isso. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. 3. o que está indicado no subtítulo. c) “Quem não entende o que é pizza. 5) ‘globalização’.Interpretação de texto II Avançar .152. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). na verdade. 2) O texto. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. na íntegra. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. 2. 3 e 5 67 153. d) “Ainda no campo das surpresas. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. as pegadas dos povos conquistadores. tem como suporte um outro texto anterior. prevalece a linguagem figurada. Estão corretas: a) 2. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. conforme as perspectivas do poder político e econômico.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. 154. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. 4 e 5 b) 1.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. e) A globalização das palavras respeitou. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. como se pôde constatar. ‘palavras universais’. hambúrguer. globalizada a partir do tupi. se estendeu também ao universo das línguas. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão.

não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. Será uma época em que. pela primeira vez na história da humanidade. 156. um dia.) 68 155. Na primeira oração há dois adversários. UFRN Para alguns cientistas. Talvez estejam apenas sonhando. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. Para outros. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. 126. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. que não nos será possível sequer desligá-los. p. na segunda oração apenas um. 51. c) Nada. Talvez não. Assustador? Talvez. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. 1998. Na primeira oração há um só adversário. Ou seja. Na primeira oração há um adversário. 157. na segunda oração há dois. Basta aplicar um pouco de calor. n. 23 dez. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. na segunda oração apenas um. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. A comida milagrosa? Já existe. viver em Marte. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. são até conservadoras. Não sabemos quando teremos robôs escravos. no fundo. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. o nitinol. Na primeira oração há dois adversários. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. 158. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. c) suplantar a inteligência humana. no inferno. d) desenhar cópias de si mesmos. ano 31.” Ambas têm em comum: a) Tudo. mas. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. assim. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. b) Tudo. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. estaremos entrando no paraíso. As previsões acima podem parecer ousadas. U. b) avanço da tecnologia. d) otimização dos laboratórios. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar.Interpretação de texto II Avançar . b) aprimorar formas de pensamento. c) progresso da Medicina. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. d) Nada. Assumem. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. Para alguns cientistas. No campo dos materiais. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. já existe um metal. Sabemos apenas que. na segunda oração há dois. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70.

olhando para o futebol. Mas. Há pouco. Culposo. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. Paulo. 29/8/2000. uma falta bem menos grave do que a sonegação. valores úteis para a vida em sociedade. e) avalia que o passe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o então treinador da seleção brasileira. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. é anacrônico e absurdo. Wanderley Luxemburgo. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. significa o que é resultante de imprudência. Em termos penais. não do seu desejo de praticar um ato não legal. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. por exemplo em “crime culposo”. negligência ou imperícia da pessoa. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. o que leva o nome técnico de contrabando. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. “o que leva o nome técnico de contrabando”. Em 94. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe.” Editorial da Folha de S. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. sonegação e formação de quadrilha. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. Com adaptações. que recende a escravismo. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. Talvez seja exagero. “em termos penais. anticonstitucionalmente. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. na linguagem do Direito. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. 69 GABARITO 159. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. Para coroar. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. 160. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. baseado apenas no futebol.Interpretação de texto II Avançar .

161. Para Setzer. ele precisa de empenho para parar’. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. UFSE Há pouco. diz o professor. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão.Interpretação de texto II Avançar . d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. estimulando sua atenção. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. Assim. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. inclusive com o risco de vício. Aliás.” Adaptado de Superinteressante. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. não se raciocina. UFSE … “olhando para o futebol. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. p. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. junho/99. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. Na verdade. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. 70 GABARITO 163. quanto qualquer outro instrumento. ‘Em um videogame. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. Vista no contexto. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. 162. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . atualmente. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. usar a cabeça só atrapalharia. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. Wanderley Luxemburgo. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. o jovem tende ao retraimento. 32. Uma troca perigosa. Unifor-CE De acordo com o texto. o então treinador da seleção brasileira. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. apesar do que se vê no futebol. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. para provocar sensações mais intensas. b) podem tornar-se facilmente um vício. os videogames: a) transformaram-se.

c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. os videogames significam proteção para os jovens. com certeza. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. São Paulo: Círculo do Livro. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. saber intrigas? Uma vez. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. E quando precisava de um pouco de evasão. meu trago de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe. entre duas providências a tomar. dá na gente um sonho de simplicidade. em detrimento do mundo real. e) de evasão para um mundo de sonhos. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. s/d. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. Puxamos a rede afundando os pés na lama. mas deixasse a alma sossegada e limpa. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. uma simples mulher. muitas vezes. de repente. apenas me fazem falta. na noite escura. nem sede. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. Ele acendeu um fogo. Rubem. brilhar um pouco. p. para me fazer essa pergunta. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. 200 crônicas escolhidas. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. Quando ficamos bem cansados.” BRAGA. algo de útil e concreto. doces. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. meio molhados. comida. 3267. A vida bem poderia ser mais simples. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. Voltar Língua Portuguesa . marcado por situações de extrema violência. bons. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. tirar areia do rio. no meio do mato. Por que beber uísque.Interpretação de texto II Avançar . Precisamos de uma casa. tem de repente um sonho assim. O telefone toca. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. b) despojada. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. 71 GABARITO 165. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. não assim. de noite. e isso era bom. É apenas um instante. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. e chegamos à choça de um velho seringueiro. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. distraídos. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. nem frio. que me fatigasse o corpo. com frio. fortes. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. como os bois. Uneb-BA No texto. entrando numa loja para comprar uma gravata. a um tipo de diversão violento e cruel. me surpreendendo. Todo mundo. e a água era boa. precisamos apenas viver — sem nome. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então.164. as mangueiras e o ribeirão. esquentamos um pouco junto do fogo. tive de repente um ataque de pudor. subimos a barranca. cortar lenha. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. São uma necessidade que inventei. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. IMPRIMIR 166. nem número. para o narrador. lavrar a terra. assim.

negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. o pequenino. a limpeza da cor.Interpretação de texto II Avançar . revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. mais me envolva. e) no penúltimo parágrafo. b) “Porque a frase. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. Isso eu procuro. d) no quarto parágrafo. In: Antologia poética. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. Não a morte. porque o tempo não mais se divide em sessões. o exílio sem água e palavra. sem calor. o eco já não correspondendo ao apelo. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. Não o morto nem o eterno ou o divino. o verso / (E. nem braço a mover-se nem unha crescendo. p. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. senão inúteis. ainda mais longe a fuga do feérico. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. contudo. o tempo elidido. um início. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. não respirado. a fuga da fuga. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). indiferente e solitário vivo. já sem ornato ou comentário melódico. Rio de Janeiro: Record. 234-5. essencial. menos que terra. sem dúvida.167. apenas o vivo. sem ciência nem ironia. mais longe de tudo. vida mínima. todos os gestos afinal impossíveis. calado. a desnecessidade do canto. um sono. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural.” ANDRADE Carlos Drummond de. nenhum gasto de tecidos. e este fundindo-se. a perda voluntária de amor e memória. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. 1993. confusão entre manhã e tarde. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. o conceito. o enredo. domado. 168. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. b) no segundo parágrafo. ausência deles. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. c) no terceiro parágrafo. já sem dor. a fuga de si mesmo.

172. as angústias do homem. desde a infância. representando bem uma arte engajada.169. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. político. daí a objetividade no enfoque do tema. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. visando à expressividade. ( ) liberdade formal. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. ( ) funções emotiva e poética da linguagem.” 171. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. 170. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. representantes do poder público. U. ( ) uma linguagem referencial. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. vizinhos. U. eliminando. como pais. amigos. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. o comportamento. ( ) temática de caráter social. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. as crenças. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. os modos de vida da sociedade a que pertence. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. econômico etc). Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. numa mesma sociedade. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. a educação e a socialização se verificam. assim. d) centraliza-se na definição de endoculturação. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. professores.Interpretação de texto II Avançar .

ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. Contudo. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. É compreensível. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. em vários países. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. Fatores culturais são também importantes. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. sem ocupação fixa. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. principalmente. então. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. por conseguinte. parece estar levando a melhor. especialmente nas grandes cidades. nos vários continentes. Contudo.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição.” SEGALL. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. b) a explosão populacional. Lasar. 3. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. Paulo. 74 173. até o momento. 174. Um museu de portas abertas. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. Unifor-CE De acordo com o texto. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tornando-as mão-de-obra desejável. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. 31-2. os agrava e. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. como a mortalidade infantil. África e América Latina. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. O Estado de S. no Brasil. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. era muito grande. sobretudo nas grandes cidades.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. no passado. que levaria ao planejamento familiar. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. 1988. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. Ao contrário. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. as visitas a museus. p. José. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. Movimento n.Interpretação de texto II Avançar . c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. na medida em que limita o uso da tecnologia. 1/1/2000. mesmo em alguns países mais adiantados. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família.

b) II. no Brasil. d) I e III. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. no Brasil. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. III. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. c) III. 75 177. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. b) realçar ironicamente as metáforas. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. como instituição artísticocultural. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 176. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. Unifor-CE I.Interpretação de texto II Avançar . A respeito dos enunciados acima. Os museus. GABARITO 178. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. pelos órgãos governamentais. II. vêm sendo pouco prestigiados. e) II e III. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. “pouca conversa”. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto.175. b) caracteriza as circunstâncias que.

Rio de Janeiro: Aguilar. 1989. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. tinha os braços cruzados à cinta. completo e confortável corpo. Carmo.” ANDRADE. Fui a pé. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. intensamente elaborado. Consolava-os a saudade de si mesmos. Memorial de Aires. Não há criação nem morte perante a poesia. disse comigo. b) suavidade e melancolia. c) O autor defende a transcendência da poesia. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. entrei e parei logo. dei com os dois velhos sentados. esse excelente. olhando um para o outro. Machado. Carlos Drummond de. trata da essência da própria poesia. As afinidades. 1992. F. em seu discurso metalingüístico. Diante dela. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. b) Segundo o poeta.179. com as mãos sobre os joelhos. Ao transpor a porta para a rua. achei aberta a porta do jardim. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. não aquece nem ilumina. D. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. à entrada do saguão. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. In: Obra Completa. GABARITO 180. p. U. d) velado humorismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ao fundo.” ASSIS. e) O poeta.Interpretação de texto II Avançar . tão infenso à efusão lírica. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. à esquerda. os aniversários. Não faças poesia com o corpo. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. a vida é um sol estático. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. c) desgosto e censura. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. e) ceticismo e desesperança. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 95s. Aguiar estava encostado ao portal direito. 76 d) Para o autor. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. ‘Lá estão eles’. superior à própria vida e à morte. os incidentes pessoais não contam. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu.

torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. Por isso mesmo. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. São Paulo. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. De outro. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. o homem miscigenado. a) O homem de Guimarães Rosa. Carlos Heitor. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo.Interpretação de texto II Avançar . p. Retomando a imagem literária. potente e tendendo a ser feliz. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. apesar do ressentimento social que o caracteriza. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. 21/04/2000. mas o homem é causa e efeito do verbo. 12. A imagem geométrica pode ser forçada. Ou seja. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. Fomos e seremos assim. em nossa essência. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. o opositor de uma e de outra. 77 181. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. tomou sua própria vereda. É também macunaímico. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. por ser sobretudo uma criação verbal. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. herói sem nenhuma definição.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro.” CONY. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De um lado. o Macunaíma. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. 5º Caderno. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. Folha Ilustrada.

nem sempre verdadeiro. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. encontra-se também em outros tipos de texto. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. referindo-se ao nome “Brasil”. mostra arcos. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. mas de maneira muito romântica. coordenador do projeto. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. UERJ A linguagem figurada. Desde o início da semana. ‘As comemorações dos 500 anos. GABARITO 182. expressão ligada ao nome “Brasil”. revela que um discurso oficial. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. diz Ricardo Paes. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. Veja. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mostra arcos. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. b) “um”.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. c) “crianças de diferentes idades”. 22/03/2000. c) “mais de”. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. Agora. predomina na sociedade. antecedendo a expressão “500 anos”. apresenta danças e ritos. conhecida característica de textos literários. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. de Pernambuco. (…)” SÁ. 183. Fátima. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. d) “500 anos”. como dizia — e impedir conflitos futuros. b) “Brasil de antes de Cabral”.Interpretação de texto II Avançar . ele fala para mais crianças e adultos. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. da tribo fulni-ô. no plural. d) “deixando preconceitos de lado”. de certa forma. 184. até expõem a cultura indígena.

Aposentei os dentes. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. guardando imagens sem nexo. enfim. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. o estranho fenômeno se generaliza. 1992. que vive. Nas festas de escolas primárias. tudo.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. Guerra. UERJ No poema. que se reserva a chance do inesperado. sexo. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. jamais terá tempo de rever o que filmou. Depois. uma câmara. ele substitui a própria memória pela fita magnética. claro. Nas férias. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. 79 185. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. 03/12/1996. ele apenas grava imagens. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. Se a televisão é a arena da história contemporânea. P. PAES. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . um vidro. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. Ali jaz o desejo que não se satisfez. Veja.” BUCCI. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. Continuará com pressa. que o poupa de estar exposto ao destino. e normalmente muito rápido. Prosas seguidas de odes mínimas. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. 186. Eugênio.Interpretação de texto II Avançar . pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). Ali jaz a vida que poderia ter sido. a televisão é humanizada. O turista é um apressado. De bom grado. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). esporte — me dás tudo. São Paulo: Companhia das Letras. Cônscia de sua relevância mística. Protegido por sua máscara eletrônica. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. J. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. escancarando em público o vazio em que existimos. por favor?). Sob o foco automático.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso ense