LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. a vida é cruel. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar.Interpretação de texto I Avançar . “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. PESSOA. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. UFR-RJ No texto Homem Primata. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. FROMER. Logo depois. Texto para as questões 21 e 22. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. ô. para corrigi-la: Como muitas piadas. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. eu me perdi” BRITTO. REIS. Sérgio. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. Ciro. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção.20. Nando. ô. Voltar Língua Portuguesa . esta se baseia em um equívoco. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Marcelo. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. ele acelerou o seu veículo. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. Do CD Cabeça de dinossauro. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana.

3. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. é causa principal do desfecho presente no cartum. III e IV. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. III e IV. d) estagnação X mudança. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. c) 2 e 4. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. III. 2 e 4. c) I. b) atraso X progresso. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. os antônimos: a) lentidão X velocidade. I. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. 1. 5. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. 23. e) passado X presente. 2. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. respectivamente. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. você é barbaro.22. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. 1968. 11 JAGUAR. p. b) I. 4. III e IV. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. 24. 166-167. Átila. IV. c) santidade X pecado. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR GABARITO II. e) III e IV. d) II. e) 3. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. 4 e 5. O militarismo. II. d) 3 e 5.Interpretação de texto I Avançar . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. b) 1.

PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. GABARITO 27. ( ) Na última parte do texto. por problemas cardiovasculares. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. daí ser um elemento anafórico. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. Hoje. 23/06/99.25. III Essas doenças. estresse Líder em soluções Veja. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. Procure seu médico e siga a sua orientação. ( ) Em Ele é um novo homem. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. obesidade. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. 153.Interpretação de texto I Avançar . associadas a tabagismo. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” e) “Devagar se vai ao longe. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. dois não brigam. e) através de um jogo de palavras. INSTRUÇÃO: Com base no texto.” c) “Se queres a paz. prepara-te para a guerra. o autor procura confundir o leitor. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte.” 26. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele.” d) “Quando um não quer.” b) “Quem tudo quer tudo pode. julgue os itens da questão 27. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. p.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .0L High Output. 11/10/98. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. sofre muito o prestígio romântico da mulher. O amor sexual lhe repugnava. julgue os itens da questão 8. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. o sofrimento das noites de vigília. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos... 13 28. anjo entre nuvens. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho..INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. A vida moderna em favor da vida de verdade.400. c) Em princípio. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher.. CELULAR. GABARITO 30. a mulher caracteriza-se pela pureza e. d) Inicialmente. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. Negros olhos as pálpebras abrindo. Jeep Grand Cherokee. Jeep® Só Existe Um. Formas nuas no leito resvalando..” Veja.. em outro momento. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. num segundo momento. U. Aponte-a: a) De um lado. Potiguar-RN “Soneto Pálida. a mulher é pálida sobre o leito e. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. a revelação de que apenas é uma lavadeira. à luz da lâmpada sombria. pela nudez e sensualidade. segundo Mário de Andrade. a surpresa da visão da mulher amada. Ele tem motor 4. a fuga pelo sonho e pela morte. em seguida. Jeep Grand Cherokee. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. b) Num momento.Interpretação de texto I Avançar . “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. de outro lado. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. duplo air-bag. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. Não te rias de mim. autor que. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. A partir de R$ 55.” Nos versos acima. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. 29. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional.

b) II. o poema pode ser dividido em duas partes: I. Uniube-MG Com relação à estrutura. IMPRIMIR Sobre os textos.. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. Com cada coisa em seu lugar.. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. o segundo aborda a beleza da mulher madura. 34. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. d) IV. que revela a felicidade de um dia de trabalho.. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. a primeira. a primeira. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). b) ambos os textos vêem apenas belezas. pode a noite descer.. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. c) Morte.” Manuel Bandeira.. A mesa posta. b) Porque não poupa ninguém. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. e a segunda. In: Libertinagem. a casa limpa. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. III. e a segunda. d) Porque é amiga do poeta. nas mulheres. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. sobre o tema: Mulheres. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. e a segunda. Manuel. 33. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira.) encontrará lavrado o campo.” Vinícius de Moraes. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. a primeira. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. iniludível! O meu dia foi bom. e a segunda. que mostra incerteza do poeta. Talvez eu sorria. IV. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. que apresenta dúvida e descontrole emocional. d) Noite.Interpretação de texto I Avançar . ou diga: – Alô. d) embora falem sobre o mesmo assunto. E as feias. 32. c) III. a primeira. c) Porque aparece toda noite. e) os textos abordam temáticas diferentes. 31.1984. São Paulo: Global. embora diferentes. (A noite com seus sortilégios.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. II. Voltar Língua Portuguesa . Talvez eu tenha medo. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. b) Visita.. (. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso.

muito menos o tempo. ( ) os vocábulos “elas” e “se”.. não sendo eu. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) o vocábulo outro. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. removendo manchas de gordura como nenhum outro. em “como nenhum outro”. o primeiro é denotativo e o segundo. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. refere-se a um elemento extratextual. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. estabelecem relação de causa e conseqüência.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. ao passado depois do passado. o meu caso. UFGO Acerca da organização das frases.. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. PUC-PR “Nada mais diferente (.Interpretação de texto I Avançar . ao passado anterior ao passado. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. o produto foi aprovado pelo consumidor. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. ( ) a palavra ainda. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. se sujarem”. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. 2000. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. pelo fato de causar incoerência. ou melhor. As questões 36 e 37 referem-se a ele. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores.” 36. só a partir de agora. idéias deduzidas do início do texto.35. apresentado na abertura do texto. 37. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. indica que. remetem à expressão “as crianças”. Novo Omo Multi Ação. de 7 jun. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. ao passado ‘ao lado’ do passado. era o tempo do qual eu mais participara. apresentados no primeiro período do texto. assim como você.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. conotativo. no único tempo de um homem que. Ora. criando uma relação com Quase memória. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. se sujarem. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. Com base nessa informação e na leitura do texto. e) É um caso de associação de idéias. ou seja. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. nunca pensara organizadamente na única pessoa. no único personagem. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. que seu filho precisa de liberdade para aprender. Porque não há aprendizado sem manchas. o ‘meu’ embrulho não abre nada.

grito de guerra de uma escola de samba. sendo “pátria”.Interpretação de texto I Avançar . Com Marte transitando em seu signo. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. 1. e) 3 e 4. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. Velô-Caetano e a Banda Nova. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. maio de 1998. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. 3 e 4. Você poderá contribuir com o parceiro.” Marie Clarie. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde.. confusão: espere até poder expressar suas idéias. 16 Texto para as questões 39 e 40. ora implicitamente ora diretamente. d) 2. julgue os itens da questão 38. No trabalho. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. Para isso. conte com os amigos.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.. o que lhe trará entusiasmo. 1984. 38. 2. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. 3. Em “Gosto de ser e de estar”. Caetano. Língua. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. o autor alude à idéia de que. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. é expressa com os verbos “ser” e “estar”.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. b) 1. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. 39. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. 4. c) 2 e 4. PolyGram. desejada pelo autor. a idéia de plenitude. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. 2 e 3.

“profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão.Interpretação de texto I Avançar . 63. 04. como “roçar”. c) 1. do que burro em cima. 3 e 4. Quem sobe a alto lugar. 08. 17 41. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. 32. p. Dê. que é discreta a fortuna em seus reveses. a soma das alternativas corretas. 4. 2. asno vai. Em terra de incompetentes. Nas expressões “confusões de prosódia”. Burro foi ao subir tão alto clima. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal.40. Homem sobe. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Pois vá descendo do alto. b) 1 e 4 apenas. 2. Cleise Furtado. burro parece. 64. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. Desanda a roda. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. que não merece. “cores”. como resposta. “dores”. 3.” MENDES. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. Voltar Língua Portuguesa . Quando o pisava da Fortuna a Roda. e) 3 e 4 apenas. Salvador: EDUFBA. 16. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Homem sei eu que foi Vossenhoria. 2 e 3 apenas. que indigno cresce. 1996. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. onde jazia. d) 2 e 4 apenas. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. Estão corretas: a) 1. 1. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. 02. o menos incompetente reina. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. que subir é desgraça muitas vezes. e logo o homem desce.

28. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. 27. Abril Educação. 4. A expressão “pra”. 9. A expressão “ali”. II e IV. IV. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 29. 42. 1980. 24. 30-I. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. o jogo amoroso e as relações humanas.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 10. 17. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 44.Interpretação de texto I Avançar . E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. 6. Chico Buarque de. 43. 8. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 20. d) ela. b) o autor. 5. III e IV. 25. 14. 13. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. b) III e IV. 11.” MORAES. Chico Buarque de Holanda. 3. 18 1. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. no verso 21. traz marcas de oralidade. 12. São Paulo. 2. 26. 21. 16. p. 22. II. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. Uniube-MG Sobre o texto. (Literatura Comentada). nos versos 8 e 9. c) ele. c) I. 7. 19. refere-se à palavra cidade. d) I. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 23. Vinícius de e HOLANDA. III. 18. 15. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. 24/01/99. III e IV.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. 102.. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. 46. II. III. TEXTO 2 19 Charge de lotti. No Carnaval. IV. Zero Hora. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno.Interpretação de texto I Avançar . II. II e III. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. b) I e III. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. (. cintos e chapéus vistosos. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. é necessário levar em conta dados contextuais. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. Para uma adequada compreensão do texto 2. brasileiros”. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. c) II e IV. d) I.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. local e data. Chegam de todos os cantos do país. 24/05/99. Porto Alegre. enfiados em calças jeans. imaculadas botas de couro. I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. Em Barretos. e) I. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. a partir de uma informação que esse já tem.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. 45.. como veículo de divulgação. p.

por exemplo. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.Texto para a questão 47. • um curso de especialização.. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. ou 10 pontos.. • mestrado. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.... por meio de estruturas gramaticalmente corretas. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. espanhol – a valorização será maior. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. • doutorado. Voltar Língua Portuguesa . Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela... informações coerentes com o teste do texto... Sua imagem perante os colegas de trabalho é. mas se forem substituídos por outro idioma – como.. • pós-graduação lato-sensu. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática.. se tem um domínio regular.Interpretação de texto I Avançar .

” GLEISER. isso bastaria. b) somente I e II. II. 21 49. U. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. o que se afirma em: a) somente II.Texto para as questões 48 e 49. Paulo. enquanto. Há. 29. em geral. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. Moacyr. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. De qualquer forma. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. E em tal maneira é graciosa que. II e III. 17/05/99. No segundo parágrafo. no primeiro período. é só estimular o turismo. “As maiores estruturas do Universo”. e) a exuberante natureza amazônica. sempre aumentando. Marcelo. Está correto. 2000. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. uma infração à norma culta. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. b) um momento de percepção da realidade. Claro. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. Mais! 48. metafórico. esse é um modelo bidimensional do Universo. e) I. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. infindas.” SCLIAR. Hotéis não há muitos. Salvador-BA Por inferência.Interpretação de texto I Avançar . A terra em si é de muitos bons ares. Paulo. 27 ago. 50. senão pela sua precisão. para alindar ou afear. Cada planta é uma galáxia. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. Folha de S. U. p. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. mas os poucos que existem são confortáveis. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. Águas são muitas. pelo seu poder evocativo. III. In: Folha de S. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. através de um discurso poético. especialmente o que nos foi oferecido. a imagem vale. lagoas não costumam estar em expansão. cheia de vitóriasrégias. em relação ao texto. d) somente II e III. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. c) somente I e III. “Às vezes. querendo-a aproveitar. o melhor que eu puder. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. há uma referência nova. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. E que não houvesse mais que uma pousada. considerando-se o uso atual.

a) O poema não se refere à obra Macunaíma. GABARITO IMPRIMIR 52.” MATOS. Poesia Barroca. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. A abrandar-vos sobeja um só gemido. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Roberto. quanto mais tenho delinqüido. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta.F. Texto 2 “Pequei. Vos tenho a perdoar mais empenhado. que está no céu.M.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. à qual Gregório de Matos recorre. pensar e sentir. Que a mesma culpa. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Gregório de. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. se por acaso a encontrar. não é algo desejável para meu Pai. Se uma ovelha perdida. e não queirais. c) O título do poema está na 1ª. Se basta a vos irar tanto um pecado. São Paulo: Melhoramentos. de Mário de Andrade. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. a ovelha desgarrada Cobrai-a. Da vossa piedade me despido.51. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. F. que vos ha ofendido.Interpretação de texto I Avançar . Pastor Divino. mas não porque hei pecado. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. pessoa do singular. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. d) exaltação da sabedoria de Deus. Mateus 18:12. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. e prazer tão repentino Vos deu. que pereça um destes pequenos. dentro do universo irreverente da poesia marginal. Vos tem para o perdão lisonjeado. como afirmais na Sacra História: Eu sou. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. 26 poetas hoje. Voltar Língua Portuguesa . Perder na vossa ovelha a vossa glória. Senhor. U. leia os textos a seguir. Do mesmo modo. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. ouvir. escrever. pessoa do plural. Para responder às questões de números 52 a 54. Senhor. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. e já cobrada Glória tal. Porque. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª.

Jornal de Santa Catarina. 55. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. merece a salvação. comemorado hoje. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. estudar. d) peque. os religiosos. ecológicos.” SILVA. mas não se arrepende deles. e) padeça. oceanográficos.53. pois. e sobretudo expor para deleite e educação do público. razão pela qual acredita que não será salvo. b) sofra. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. valorizar pelos mais diversos modos. que significa templo de musas. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. assinale a alternativa correta. conforme a definição do dicionário Aurélio. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. talvez não precise de uma grande festa nacional. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. F. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. “para conservar. 54. Marco Aurélio. c) suplica pela salvação divina. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados.M. Mas há também os arqueológicos. e) submete-se à vontade de Deus. GABARITO Sobre o texto. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade.Interpretação de texto I Avançar .M. antropológicos. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. histórico e técnico”. ao vinho ou aos insetos. por isso. coleções de interesse artístico. do texto 2. vem do grego “mouseon”. de artes. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. erguidos em homenagem à cerveja. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de armas. os que reverenciam a colonização ou profissões. b) conversa com o Senhor. chantageando o Senhor. A palavra museu. F. O Dia do Museu. 18/05/00. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. 23 d) argumenta. c) se perca. deixando que Ele decida se o salva ou não. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender.

Todavia um deles fitou o colar do Capitão. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. 02.. folgou muito com elas. Manuel. bastante comunicativos.E também olhou para um castiçal de prata. Os tupiniquins. 04. Fasc. 1999. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. com um colar de ouro. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. e bem vestido. Dê.) Viu um deles umas contas de rosário. por assim o desejarmos.. quando eles vieram. Coxim – almofada que serve de assento. aos pés de uma alcatifa por estrado.. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar.. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. Isto tomávamos nós nesse sentido. 04. e novamente para o castiçal. I. escreve para o Rei de Portugal. UFSC A propósito do texto. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. brancas. e. carpete.) Acenderam-se tochas. Manuel. aconchegaram-se e adormeceram. como se davam ouro por aquilo. nem a ninguém. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. como se davam ouro por aquilo. 56. 57. E eles entraram. E também olhou para um castiçal de prata. Em E eles entraram. 01. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. Isto tomávamos nós nesse sentido.. D. como se lá também houvesse prata! (. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. SP. 08. e assim mesmo acenava para a terra. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. muito grande.Interpretação de texto I Avançar . um dos escrivães da armada portuguesa. fez sinal que lhas dessem. a soma das alternativas corretas.. 08. nem de falar ao capitão. nem de falar ao Capitão. nem a ninguém. O trecho . como resposta. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão.folgou muito com elas. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. E então estiraram-se de costas na alcatifa. Mas nem sinal de cortesia fizeram. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. isto não queríamos nós entender. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. a soma das alternativas corretas. Dê. Nada. Pelo trecho . e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. e depois para o colar. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins.. estava sentado em uma cadeira.. Mas nem sinal de cortesia fizeram. Fanadas – murchas.. e assim mesmo acenava para a terra. na embarcação portuguesa. 02. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra.. E deitaram um manto por cima deles.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. e lançou-as ao pescoço. Pêro Vaz de Caminha. ao pescoço (. Abril. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. consentindo. UFSC De acordo com o texto. A expressão . como resposta... é correto afirmar que: 01. as quais não eram fanadas.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio..

08. com o desaparecimento de centenas de etnias. (. 16. por ilusão dessas relações com os brancos. ser e linguagem são uma coisa só.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. A própria palavra tupi significa em pé. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. Dê. Para Kaká Jecupe. que também significa fala. até para perceber que ela está em colapso. Para os povos indígenas.Interpretação de texto I Avançar . motivado pelo acirramento de interesses econômicos. Ainda hoje. 04. regida por um grande espírito criador. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a seguir.Nesses 500 anos.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . trataram aqui como primitivos. (. p. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká .. Na opinião do escritor tapuia. Nosso povo enxerga o ser como um som. publicada na revista Isto é (21/7/99. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. o qual chamamos de Namandu-ruetê. Um dos nomes da alma é neeng. aquele que emite belas palavras. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. Como você pensa essa relação? Kaká . É por isso que os guaraniscayowas. ou Tupã. ISTOÉ . 64.Texto para as questões 58 e 59.De desencontro. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. ISTOÉ . A terra dos mil povos. em Dourados. preferem recolher a sua palavra-alma....” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . 32. a sua expressão no mundo. é na base do tiro. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. a soma das alternativas corretas. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. 01. A palavra tupuy designa ser. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. Os 500 anos de Brasil significam. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. 7-11).)” 25 GABARITO 58. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. ter a percepção desse patrimônio.Há um trecho em seu livro. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). ISTOÉ . para as etnias indígenas desaparecidas.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. Porque fala e alma são uma coisa só. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. e fala do seu livro A terra dos mil povos.O patrimônio da sabedoria. trechos dessa entrevista. como resposta. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. um tom de uma grande música cósmica.) ISTOÉ .Os europeus chegaram trazendo o progresso. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. Apresentamos. em grandes áreas do País. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas.Para o tupi-guarani. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. que significa o som que se expande. O pajé é aquele que fala com o coração. que são respectivamente o ter e o ser. 02. A realidade atual indígena não é fácil. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. ISTOÉ . Não no sentido de retórica.

a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. podem ser encontrados em “Quyquyho”. 01. a partir da relação com o branco. na tradição indígena. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 08. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. 16. e Quyquyho. versus índio sofredor. Emprego de termos de origem indígena.” 26 GABARITO 60. enquanto som. emoção. a seguir.Interpretação de texto I Avançar . vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. palavra. a soma das alternativas corretas. Texto para as questões 60 e 61. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). Visão ingênua e idealizada do índio. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. 64. 08. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. UFMS Os aspectos apontados. Dê. 1982). na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. tendo a ver com sentimento. 02. 04. 04. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. 61. 02. 02. como resposta. é correto afirmar que: 01. nos primeiros tempos. em tupi. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. provocado pela discórdia. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. presença de um forte sentimento ufanista.”. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. e o ser são elementos distintos. como resposta. a soma das alternativas corretas. Dê. 08. como resposta. a soma das alternativas corretas. cuja letra reproduzimos abaixo. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. Dê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os guaranis-cayowas da região de Dourados. a linguagem. 16. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. em Mato Grosso do Sul. pois a eles foi legada. significa “som em pé”. 32. noção que a terra pertence aos indígenas. 16. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. oposição índio feliz.59. 04. 32. 32. exceto: 01.

b) I e II. Está correto somente o que se afirma em: a) I. e) dissertativa. c) III. O menino nasce morto. d) II e III. Unifor-CE Anacronismo. II e III. b) narrativa. pois se apóia em argumentos encadeados. c) I e III. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. “Não há lugar para essa gente”. No romance. sobretudo nos três primeiros parágrafos. 65. III. Faz ver que. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. Murilo. Com base na definição acima. Está correto o que se afirma em: a) II. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. 1486. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram.Interpretação de texto I Avançar . d) descritiva. S. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. Na crônica moderna. d) I e II. b) II. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. com narrador em terceira pessoa. 1. No conto. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. somente. Atualiza a história de Cristo. sobretudo nos três últimos parágrafos. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. Conversa portátil. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 63. Poesia completa e prosa.m. GABARITO 64. II. e) II e III. 27 62. 1944. c) descritiva. O casal dirige-se a uma estrebaria. mais do que no conto ou na novela. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. o advento de um Cristo seria impossível. e) I. III. somente. com narrador em primeira pessoa. somente. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Ironiza a corrida armamentista. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. em nossa era. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . somente. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. anotadas em estilo elegante. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I.” MENDES. p. II. as personagens ganham amplo desenvolvimento.

. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. pouco a pouco. certo de que a distância é o esquecimento. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Quis gritar. ora. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. 1995. 68. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. b) “Que não seja imortal. como num milagre. Primeiro. nem princípio. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. como mulher. Um amor que não tinha fim. Resolveu viajar para a China. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nem você a mim. Até que. tens amor – eu medo! . Não temos nenhum amor a trair”. logo. logo. Um dia. Mas. Não houve uma palavra entre os dois. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. Depois não viu mais o junco. Um não conhecia a língua do outro. b) “Só se trai a quem se ama. vê surgir. que começara muito antes e continuaria muito depois. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais).” RODRIGUES. logo. as faces escavadas da fome. Nelson. linda. súbito. Ele ficou muito tempo olhando. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Foi também um adeus sem palavras.. 28 66. de repente. 67. eu amo outro. Tinha sede e queria beber. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. A cabra vadia: novas confissões. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. por toda a parte. uma aldeia miserável. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Durou um ano o amor sem palavras. Doeu-lhe. tão só. porém. E. eu não te amava nem você me amava. Viu. no meio de sordidez tamanha. d) “Como você não me amava nem eu a você. uma menina linda. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). d) “não é pois todo amor alvo divino. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. Morreu só. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. ora. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. São Paulo: Companhia das Letras. O amor começou ali. parecia um delírio. b) marcar as repetições da narrativa. logo.” (Casimiro de Abreu). Olhou aquela miséria abjeta. ninguém tem culpa dessa traição. cada um deve seguir a sua vida”. A menina não voltou. c) negar um amor para afirmar outro.Interpretação de texto I Avançar . o escândalo. andou em Hong Kong. nunca.Texto para as questões de 66 a 69. Foi parar quase na fronteira com a China. Aquela beleza absurda. Os dois formavam um maravilhoso ser único. você não se deve sentir traído”. Desce e percorre. apanhou o automóvel e correu como um louco. a pé. o amor. eu não amo você”. eu não te trai”. O marido baixou a cabeça. Quando embarcou. Até que entra na primeira porta.

há três meses. Univali-SC “Agonia pública Na cama. e) É pura e simplesmente uma narração. Bryan Lee Curtis.Interpretação de texto I Avançar . O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. (. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. Na imagem. e do filho Bryan Jr. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. por iniciativa da Câmara Municipal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. III. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa.. Paulo. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. 70. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. é quase desconhecida. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. um homem robusto. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. II. Bryan morreu em casa. Dez anos depois. na Flórida.69. a cabeça sem cabelos.” MARKUN. IV e V. é venerada como heroína da unificação. no Brasil. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. Superinteressante. em Santa Catarina. Só no último dia 11 de maio. em 3 de junho. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. V. Petersburg Times. Às 11h56. c) somente a III. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. numa fazenda em Mandriole. b) I e III. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. Mas. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. No conto de Nelson Rodrigues. Bobbie. pedindo a presença de um fotógrafo.. quando abandonou o primeiro marido. Enquanto agonizava. um sapateiro. Estão de acordo com o texto: a) somente a II.. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. Tanto que só passou a existir. o cartório de Laguna. agosto de 1999. Petersburg. Virou Anita. da mulher. e) somente a V. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. ao lado da mãe. a boca aberta no esforço desesperado por ar. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. No colo dele.)” Revista Veja. jornal da cidade de St. 30 de junho de 1999. Lá. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. em 30 de agosto de 1821. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. morreu nos braços de Garibáldi. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. oficialmente. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. IV. Em poucos dias. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. 71. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. na Itália. d) II. de 2 anos. sua mãe ligou para o St. de olhos semicerrados.

financeira e política da mensagem. O estudante.)” Luiz Barco. Um deles.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. e nada mais”. ainda não tinha terminado. “O senhor. pois.Interpretação de texto I Avançar . ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. então. ( ) No texto. digamos. Assim. contrariando mais uma vez a regra imposta”. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. rigoroso. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. ficariam prejudicados os demais dias da semana. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento.. que a prova será na sexta-feira. Relacionando essa observação ao texto acima. “Se o senhor concorda. Assustados. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos.. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. porém. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. Não foi necessário prosseguir. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora.. o jovem ponderou: “Professor. porém justo e lógico como o senhor tem sido. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. portanto. 30 Após a leitura do trecho acima. “Assim. julgue os itens que se seguem. 73. Pelo mesmo critério. como ele é o último dia com aulas na semana. que o sábado está descartado. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta.72. para ser coerente. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. (. com 48 horas disponíveis. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. os jovens se remexeram em suas carteiras. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. logo descobriremos. vocês terão uma prova toda semana”. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha.. efervescente. “Parece-me justo”. às vezes. raciocinou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não deve ser usada em todos os casos. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. afirmou o professor. no entanto. anunciou peremptoriamente. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. emendou. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. é este que fundamenta aquele. porém.

( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde.” Interpretando-se os sentimentos do poema.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade.. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira.cadeiras. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. revelando. ( ) No texto... 31 “UM DIA QUALQUER . opõe-se “cearense migrante”. assim como estes. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes.74.. o sentido da vida para o eu lírico. UFMT ( ) Na primeira estrofe. européia e cristã. onde as ondas se amansam. sem manter assim relações de sentido com o poema. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75.Interpretação de texto I Avançar . 76. por exemplo. ou toma um café Hoje bobagem. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito.

Então hoje não tem crônica. 78. III.” Carlos Drummond de Andrade. Conclui que não há assunto. purê de palavras. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. quer dizer: que não há para você.Interpretação de texto I Avançar . e você não sabe ir além disso. Está correto. Dissertação. d) a falta. Prosa poética. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. c) somente I e III. b) II. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. que está de olho na maquininha. Escrever é triste.77. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. aí está você. de falta de apetite para os milhares de assuntos. assuntando. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Vivem constrangidos. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não basta haver variedade de assunto. e) II e III. Os dedos sobre o teclado.. Ou. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. Impede a conjugação de tantos outros verbos. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. II. de meus receios. de minhas fraquezas. d) somente II e III. que só a língua têm em comum. escrever exige predisposição e inspiração. não revolve os intestinos da vida. III. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. como que em presença de um inválido. sem liberdade. A ação de escrever priva. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. II e III. mais propriamente. falar-lhe de minhas dúvidas. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. 79. b) somente I e II. o que se afirma em: a) somente II. por vezes. não corta na verdade a barriga da vida. vedada a você. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. c) I e II. II. Narração em primeira pessoa. d) I e III. em relação ao texto. Revolto-me contra mim mesmo. fica em sua cadeira assuntando. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. bem como a abundância de assunto. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. rapaz. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. e) I. Entretanto. depende das condições intelectuais daquele que escreve.) Que é isso. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. (.. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. inclusive a simples claridade da hora. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.

.80. às vezes na realidade. d) “céu imenso perdido”. Uma voz de água no silêncio. logo mais. b) “Sábado”. Voltar Língua Portuguesa . realidade de uso interno. amanhã. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. A vida arranja tudo pelo melhor. primeiro. Veio. c) “cheiro de terra”. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. uma vez contextualizadas. nas árvores.” Álvaro Moreyra. um jardineiro risonho. c) pouco desconfiado e muito observador. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. 33 81. b) muito arredio e pouco confiável. não veio da cidade. E tinha canteiros de rosas. 83. d) bastante descrente e desiludido. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. Aquele jardim era meu amigo. Tinha uma árvore. Hoje. mas triste. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. depois até a gente tão simples. Lembro-me dela. Ela pousa. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. tão igual. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. Sábado. d) proteção e felicidade. nos olhos e nas mãos. Semanticamente. como se dissesse – Bom-dia! Chega. Às vezes na imaginação. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. O cheiro de terra. A noite caindo sem desastres. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. talvez. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde.. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Quem pode vai para fora. com qualquer coisa de gato e de mulher. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. b) narração e a relação realidade-imaginação. 82. É preciso gostar da vida.Interpretação de texto I Avançar . e) segurança e incerteza. Eles são as minhas aldeias.” No texto. com certeza. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. luz cheia de sombras de asas. semanticamente. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. a: a) meio arredio e misterioso. e) “luz cheia de sombras de asas”. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. do tempo. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. 84. b) lugarejo e beleza natural. as palavras destacadas conotam. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Os outros ficam aqui mesmo. Era um Jardim sereno. Imagine o campo. c) solução e realidade. “ir para fora” tem um sentido mais libertador.

34 GABARITO Observe as afirmações: I. II e III. uma das tantas doenças modernas. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. d) Todos os empresários. III e V.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. O estresse é uma doença moderna.. e não desliga mais. fazendo uma coisa de cada vez. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. b) O telefone.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. e) todos os itens.. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. IV. trocou o dia pela noite. fax ou e-mail”. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. V. Hans Dieter Didjurgeit. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. aboliu o Domingo. III. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. como almoços e jantares com o cliente em potencial. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail.. o e-mail. Ingo Tirgarten. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. (. mantendo assim o humor e a alegria de viver.. Depois capota”. para o Terceiro Milênio.85. agosto de 1999. por vezes. É mais um desafio!” Missão Jovem. (. d) I. uma sociedade totalmente estressada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. Uns dizem que o culpado é o trabalho. afirma Aldo Colombo. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. o celular. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (.. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem.. empresa especializada em sistemas de automação comercial. a partir daí. inventou a Internet... IV e V. o fax e o telefone. O homem é uma máquina que nunca desliga. II e IV. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. atualmente. b) II. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. c) II. 86. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver.. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. fax ou telefone.Interpretação de texto I Avançar . Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. II.

III e VI. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. IV e V. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. VI. Ora. A igreja lhe virou as costas. d) I. enunciados “particulares”). Sendo considerado como um animal santo. a enunciados universais.) Na Europa. mas não das demais ciências. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934).Interpretação de texto I Avançar . IV. Citar superstições acerca dos gatos. (. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. de Karl Popper. ( ) Na estrofe 6. (. 35 88. de um ponto de vista lógico. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. Dos itens acima. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. por mais elevado que seja o número destes últimos.. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. fêmea do deus sol Rá. Univali-SC “No antigo Egito. tais como hipóteses ou teorias. III. V. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . II. 89. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. São idéias presentes no texto: I. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século.87. Nesta mesma época. algumas vezes. ( ) Na estrofe 8. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões.” Segundo Popper. c) I.. e) todos os itens. III e IV.. ora um animal doce e afável). o gato foi honrado e enaltecido. II. b) I. III e VI.. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência.

10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões... 33 Mãos todas de trabalhadores... 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens.. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais.. o pardo. 16 o preto. pardas. 30 mãos para agir pelo Brasil. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 34 pretas. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor.Interpretação de texto I Avançar . pretas. brancas. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 32 .. 29 ânimo de viver pelo Brasil.. pardas. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro...Texto para as questões 90 e 91..” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. roxas.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. 50 Mãos brasileiras 51 brancas.. morenas. morenas.

31. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. ( ) O termo “boreais” (l. AEU-DF Julgue os itens seguintes. e costurada.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). ( ) o narrador. seda. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. vocês sabem.. Pobre seda. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. e baixota. gravata vermelha e chapéu panamá.” e “Pobres larvas. em relação à compreensão e à interpretação do texto. aproximando-se. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. 40 a 48). substância extraída do casulo de larvas. pobre substância. Muito tranqüilo. Isto aqui já foi muito bucólico. UFGO “Segue-se um trecho. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado.. e depois cortada.90. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. no vestido da mulher.” (l. Trata-se de um casal.. da técnica cinematográfica. ( ) O termo “sindicais” (l. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. ( ) “Qualquer” (l. extraído do conto “Ecológica ”. Pobre seda. de Moacyr Scliar. de idade. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. ( ) no fragmento. (No terno branco reconheço o linho. Agora. Reconheço. o riacho. antes. 31). pobre substância. 91. Também está suada. na história. 14). 15). Vão se aproximando lentamente. Pobres fibras.” . ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota.) A mulher também é gorda.Interpretação de texto I Avançar . a brisa. resmunga constantemente. por fim se definem. às vezes. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Voltar Língua Portuguesa . e depois tingida. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. conotação pejorativa.” (l. 26 e 27) e no gerúndio (l. usa terno branco. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. A campina. ( ) As “mãos” (l. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. 58). Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte.. “todo brasileiro e não apenas. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. pobres plantas. dirigindo-se a ele. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. mas o acontecimento. mas não se enxuga. Ele. um homem gordo. é situado no presente. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. os pássaros. acontecem coisas.que revela o sentimento de compaixão do narrador. Agora. 30. 17) tem. ( ) De tom otimista. não. de 1ª pessoa. em relação à semântica e à estilística. e depois esticada. Pobres larvas. 92. no texto. pobres plantas.

das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. ( ) O uso dos dois pontos. naquela ocasião. Casa de Pensão.’ De repente. o camarada intrépido. GABARITO Com base no texto. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. 11/02/81. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque.” Isto é. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. — Oh! Era demais. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. grudado a um canto da janela. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. o sangue a saltar-lhe nas veias.15. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. julgue os itens da questão 93. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. Infelizmente. já de carreira para o Largo do Machado. 94.Interpretação de texto I Avançar . p. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A referência “Isto é. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. vozeando furiosos contra semelhante berraria. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. para o redator do Diário. 38 93. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. 11/02/1981. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. os olhos injetados. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. serve para introduzir uma explicação. Aluísio. pois indica situações diferentes. mordendo os nós da mão. — Morra o infame! bramia a malta. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. p. ( ) Na terceira manchete. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. entrevistado. revelou-se salazarista. no texto. pensava ele desesperado. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. porém. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré.

– Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. é eminentemente descritivo. após o evento. p. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos.” GABARITO No texto “Uma galinha”. parte de um verbete de dicionário. 96. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. A fazenda Chalé da Serra. 39 Com base no texto. Além disso. 2000. Ave estrutioniforme. já esquecidos do fato. ( ) O segundo texto. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. Tem as asas atrofiadas. a família. passadas algumas semanas. UFSE-PSS “O avestruz está em alta.Interpretação de texto I Avançar . A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. nos últimos cinco anos. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. em ambos os textos. indiferente. ( ) A função da linguagem.500 reais. Atualmente é a maior das aves.” Adaptado.5 quilo. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. a 8. Mas. mamãe. Tinha a aparência de estar calma. interior de Sergipe. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. analisando as características estilísticas. em muito. com seis espécies conhecidas. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 77. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. U. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. o avestruz atinge o peso de abate. superior a de uma vaca. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. Avestruz. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. Voltar Língua Portuguesa . sempre teve como carro-chefe a criação de gado. mata e come a galinha. depois do acontecido. na Arábia e na África. o filhote. vive em zonas semidesérticas. Veja. Compridos e desengonçados. de Clarice Lispector. Entretanto. cujo preço varia de 1. 18 out. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. O animal estava sozinho no mundo. em torno de 110 quilos. ( ) A fertilidade de um avestruz é.95. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã.000 reais. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. Já são 800 animais. é a mesma: predominantemente referencial. todos rodearam-na com uma atenção especial. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. no qual se considera a situação da vida da personagem. fugindo sem saber pra onde. no município de Simião Dias. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. a menina prometia nunca mais comer galinha. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). caso aquela fosse morta. no prazo de doze meses. não mate mais a galinha.

e tudo era dele. o velho Bubu. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. Apesar de tudo. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. e a água boa e doce nas suas vertentes. sou Ponciano de Azeredo Furtado. É invencioneiro e linguarudo. no debaixo do capotão de meu avô. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política.. lá num inverno dos antigos. “Meus verdes anos”. Tudo era do meu avô Bubu. em jeito de moça. tudo era do meu avô. de cacete na mão. IMPRIMIR 100. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. o “Velho” da boca dos trabalhadores. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. e tudo era dele. de corpo alto.)” 40 LINS DO REGO.Interpretação de texto I Avançar . passei os anos de pequenice.. A grandeza da terra era a sua grandeza. os trabalhadores do eito. pasto do mais fino. Trato as partes no macio. pois sou sujeito lavado de vaidade. In: Ficção completa. 1978. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. lá estavam as negras da cozinha. responda às questões de números 99 e 100. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. Sim. de barbas. as águas do céu se derramavam na terra. o Cazuza da velha Janoca. seja em sala de desembargador. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. (. 1976. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. 97.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. gado do mais gordo. 99. o Dr. (. coronel de patente. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Voltar Língua Portuguesa . de olhos miúdos. sem freio nos dentes. José. abro o peito: – Seu filho da égua. O coronel e o lobisomem.)” CARVALHO. seja em compartimento do governo. O seu grito estrondava até os confins. Mas disso não faço glória.. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Se não recebo cortesia de igual porte. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. o meu pai da Tia Iaiá. 98. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. J. e tudo era dele. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. o papai da Tia Maria. e era dele. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. modéstia de lado. C.. O sol nascia. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. do que tenho honra e faço alarde. mimoso no trato. Lá ia o gado para o pastoreador. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. Rio de Janeiro: José Olympio. Com base no texto 2. os moleques da estrebaria. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. o rio corria. sem medir consideração. Digo. de palavra educada. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. Não podia haver nada que não fosse do meu avô.

mas algo imaginário e. Quem tem ódio do Governo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Esta é a ameaça.O Globo. (. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. sem noção de valores materiais. ironiza e ridiculariza estes desafetos. avareza. bebida ou drogas pesadas. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. irreal. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. A maioria movida a compulsões por trabalho. a ira. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. preguiça. O orgulho está em baixa. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. Já não há mais lugar para a ira. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha.) O psicanalista Eduardo Losicer. A aparência do bom moço. Este era o pecado da gula. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade).. à qual o artigo se refere. a inveja. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso.Interpretação de texto I Avançar . imagens de jornais. adotada por ídolos do esporte. que já não deseja ser o outro. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. É a nova versão do invejoso. a avareza. roupas. o orgulho.. para quem o que importa não é ser alguém.. 41 101.” CEZIMBRA. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. a preguiça e a gula.. executivos de empresas e apresentadores de TV. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. trabalho. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. 103.. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. Para o antigo pecado capital da avareza. mas ter tudo e. prazerosa e lúdica. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. equivalente ao inferno. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. todos à sua volta. ira. portanto. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. cinema e TV.. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. um superego. transformou-se em mania de trabalho. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. A criativa preguiça. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria.. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. São ordens que devem ser obedecidas.. sob pena de exclusão do sistema. 16/05/99. Não há mais a moralidade do pecado. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. Márcia . relatando suas conclusões. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. consumo. 102. Vivemos sob a moralidade dos mandados. gula. (. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. O pecado da luxúria. prazeres e lucro. se possível.Leia o texto a seguir e responda às questões. segundo o texto. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. sucesso. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem.

Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. Dê. de Daniel Goleman. machuca o joelho e começa a chorar. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. 131. II.” Veja. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. d) nenhuma das afirmações. 42 É possível concluir. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. como resposta. p. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. Não se trata de uma medida isolada. e) todas as afirmações. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. que: 01. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. 26 de abril de 2000.” Fragmento retirado. Mesmo que não concorde com eles. com amigos ou numa parceria comercial. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. III. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por exemplo. a partir do excerto exposto acima. 02. motivos e preocupações dos outros. 16. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença.Interpretação de texto I Avançar . e adaptado. 32. a soma das alternativas corretas. em vez de ter oferecido ajuda concreta. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. protesta a psicóloga. pois simulou a própria dor. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. José tropeça. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. do livro Inteligência Emocional. Poderia. c) a terceira afirmação. 105. para o autor. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. 08. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. Só ele notou a situação de dor de José. b) a segunda afirmação. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. que pára. 64. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. ter chamado a professora. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. seja no casamento. Enquanto diminuem os soluços de José. diz. e só ele tentou oferecer algum consolo. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. 04. Serão criados banheiros especiais para deputados. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha.104.

um pouco antes das seis da tarde. todos os dias. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. Então. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. c) com o passar do tempo. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. cremos. UFMT ( ) O artigo indefinido. introduz as personagens na narrativa. Como todos sabem. “A disciplina do amor Foi na França. afeição são as idéias centrais do texto. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. ainda essa festa é motivo de grande agitação. Assim que via o dono. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. voltava ao seu ponto de espera. ia esperá-lo voltar do trabalho. na maior alegria. 109. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. Casou-se a noiva com um primo. Hoje. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. fazendo a crônica da fidelidade. o jovem foi convocado. 108. Com relação ao texto. para outros amigos. começava muito antes. para que tivessem lugar as novenas”. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. Os amigos.. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. ( ) Fidelidade. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. depois. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. d) durante a festa havia muita confusão. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. ( ) O uso de mas. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. “correr animado”. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. de Manuel Antônio de Almeida. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. “na maior alegria”. o focinho voltado para aquela direção. Os familiares voltaram-se para outros familiares. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109.. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. mas quem esse cachorro está esperando?. O jovem morreu num bombardeio. como se tivesse um relógio preso à pata. e) as novenas começavam sempre no domingo. pontualmente. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título.”. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. Assim que anoitecia.. Tudo em vão. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. a orelha em pé. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. As pessoas estranhavam. o jovem foi convocado. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. distraí-lo. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. “era jovem”. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. disciplinadamente. nove dias. mesmo que se vão perdendo certos hábitos.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. Quiseram prendê-lo. ia correndo ao seu encontro e. Postava-se na esquina. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e.106. 43 107. amizade.” Lygia Fagundes Telles. uns bons. outros maus.

e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. O menino tinha pavor da leprosa. Da janela.Texto para as questões de 110 a 113. Ao meio-dia. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. d) deslumbramento. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. como as estrelinhas de São João. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. IV. O menino gostava. numa reentrância da grade. 44 110. só se abriam aos domingos. “invejava” e “crescesse”. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. metade envolvido com o mundo. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. ele sabia de tudo. À tarde. d) I. em relação ao menino. “via” e “participava”. IMPRIMIR GABARITO 113. b) alienação. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. ele gostava de ficar ali. e) II. III e IV. dos mascarados do Carnaval. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. b) I e IV. levaria sempre uma merendeira consigo. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. p. Podia ficar ali. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. passava a leprosa que pedia esmolas. II. revela: a) medo. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. Uneb-BA No segundo parágrafo. e) comprometimento. quando todos começavam a ir para a cama. c) “envolvido”. 112. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. mas nada tinha a ver com ele. c) II e III.” CONY. III e IV. era uma forma de estar metade protegido pela casa. Pelas manhãs. ou em dias especiais. mas tinha medo da rua. escondendo o nariz deformado. da carrocinha de cachorro. Duas ficavam fechadas. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. o homem que afiava tesouras e facas. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. III. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. I. imaginava o que elas continham. 250-1. 1999. Um dia. “imaginava” e “levaria”.Interpretação de texto I Avançar . via passar o leiteiro. c) inseguro de seu objetivo. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. Um dia o menino cresceu. e) “fascinado”. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. c) passividade. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. d) “tinha”. vendo a vida passar. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. b) “protegido”. Carlos Heitor. quando crescesse. À noite. mas continuou na janela. Voltar Língua Portuguesa . passava o sorveteiro. 3. tão-somente no seu caráter externo. “gostava” e “cresceu”. Uneb-BA Sobre o menino. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. ao escolher o seu espaço. 111. “continuou” e “esperando”. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. ed.

Campinas: Mercado de Letras. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. III. c) exposição descritiva de idéias. b) exposição argumentativa de idéias. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. Linguagem e ensino.. p. e) do emprego de orações reduzidas.Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. d) integração descritivo-narrativa.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. b) da ligação adequada das orações. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. Unifor-CE I. 116. 117-8. Formação técnica X Formação humanística. Afinal. O resto. entrando para a escola. A respeito dos enunciados acima. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1996. d) I e II. o cidadão. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. e) descrição argumentativa. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. 114. Unifor-CE Quanto à estrutura. 115. Tecnologia X Humanismo. e) II e III. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. c) III. diz-se. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional.. II. bom. atualmente. João W. b) II. c) da ausência de conectivos. no mínimo menos perigoso. E. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. Profissional especializado. d) da freqüência de preposições. que mais lhe interessam.

GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. b) 2 e 3. Porque experientes. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. implicam com sua maneira de falar. Implica amor e firmeza. Voltar Língua Portuguesa . hoje. horários e deveres. que pregavam o amor livre..‘” O Estado de S. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. nem quanto custaria. Nunes teria ditado o texto para Brito que. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. só vêem o erro e não os acertos. C1. Os jovens libertários da década de 70. Educar é também conceder liberdade. passam horas falando ao telefone ou na Internet. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. a desobediência civil e o consumo de drogas. c) 1 e 2. não sabem o que querem. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. Paulo. como autor da nota. Educar é ensinar que existem limites.’ No texto. os trajes nem sempre asseados. disse Brito ao juiz. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. estão sempre desafiando os limites. em seu depoimento. só sabem dar broncas e impor regras. 30/1/98. Educação – ontem. por sua vez. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. agosto de 1999. criam-se distorções. e) 2 e 4.” Missão Jovem. 118.. exercitar o diálogo.117. Educar é. discurso indireto e discurso indireto livre. Henrique Nunes. são agressivos. sobretudo. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. não interessou-se em saber onde seria publicado. existe quase um consenso: é preciso proibir. d) 3 e 4. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. Alfenas-MG “Brito. de trajar e com suas amizades. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. Mas isto deve ser progressivo. são pais que optam por uma educação mais conservadora. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. Os filhos.Interpretação de texto I Avançar . apesar de subscrevê-lo. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. U. Quando apenas um dos termos vale. estão sempre de mau humor.

. escorraçar o animal. O cachorro rosnando lá fora. Trazia o coelho entre os dentes.. na semana passada.” PRATA. E agora? Todos se olhavam. E o homem continua achando que um banho.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Sim. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. O ser humano. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. com as perninhas cruzadas. Notam o alarido e os gritos das crianças. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.. As crianças. Parecia que tinha visto um fantasma. sujo de terra e.. só podia dar nisso. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. No domingo. Juntos cresceram e amigos ficaram. Simplesmente genial. Julgamos os outros pela aparência. bairro de classe média alta em São Paulo. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Imagina o pobre do cachorro que. desde sexta-feira. Quase mataram o cachorro. Isso na sexta-feira. assustado.. O bandido é o dono do cachorro. Morto. morto. O cachorro é o herói. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Como o coelho não estava muito estraçalhado. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. 22/04/98. Coitado do dono do cachorro. E lá foi colocado. Pasmo.. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. O coelho. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. E parece que o dono do cachorro tinha razão. o coelho. Ficou lindo. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Problema nenhum. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Branco. Coitados de nós. O meu pastor é filhote. E agora. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier.. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. assim fizeram. o protagonista da história. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. – O vizinho estava certo. é o cachorro.. lambendo as pancadas. O doido comprou um pastor alemão. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho.Texto para as questões 119.Interpretação de texto I Avançar .. felizes. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Para nós o cachorro é o irracional. Vão crescer juntos. animais racionais. Até perfume colocaram no falecido. Entendo de bicho. Imagina. é claro. como convém a um coelho cardíaco. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. quando entra o pastor alemão na cozinha. diziam as crianças. Maquiada. pegar amizade. lívido. Provavelmente estivesse até chorando. parecia vivo. 120 e 121.. nós mesmos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Depois de muito farejar descobre o corpo. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. procurava em vão pelo amigo de infância. Eram dois vizinhos. Lembrou? Agora pintou uma nova. que não pensamos duas vezes. – De jeito nenhum. mas era infalível. todo imundo. Vamos dar um banho no coelho. Enterrado. deixar ele bem limpinho. Mário. Coitado do cachorro. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. Isto é. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Claro. arrebentado. de tardinha. o assassino confesso. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu.

119. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. de 1998. no texto. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. costuma haver um final moralizante. e) de propaganda. Identifique o antagonista. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. Reescreva as passagens abaixo. narrativa. As entidades colocarão em prática a lei. d) épico.Interpretação de texto I Avançar . U. 22 de março de 2000. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. Mais.E. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. 123. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). onde deveriam ter aprendido o que ensinam. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. 16/05/99. c) descritivo. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. que regulamenta a profissão (só agora. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. a) Identifique. hotéis. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. depois de anos. clubes e até condomínios. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. 122. portanto. A partir deste mês. formado em Educação Física. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. Paulo. A lei vale para clínicas. U. p. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. U. b) narrativo. reforma de prédios. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. Nas fábulas. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. 3-18.E.” Isto é. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. 121. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) O cachorro é o protagonista da história. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. U. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. 120.” O Estado de S. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada.E. a) Depois de dois anos. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. no entanto. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. Deveria ser o requisito básico.

mas já não me perguntam mais. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. ( ) Nas linhas 8 e 9. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. Voltar Língua Portuguesa .html (com adaptações). sim. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. A formiguinha. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. quando se pensa que a semana vai morrer. A propósito. Se chovia só eu sabia que era sábado. amiga. Enquanto isso. um preceito ou uma lição de vida. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.124. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. reelaborada. Domingo de manhã também é a rosa da semana. sábado de manhã. escrita por La Fontaine. Era o inverno que estava começando. o rosto inchado. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. verifica-se que. o ensinamento principal mudou. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. aparentemente submissa. vejo que é sábado de tarde. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. começou a esfriar. ( ) Considerando que. na fábula original. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. Clarice.. Durante todo o outono. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. de súbito. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. sangue e mel. Os melhores contos de Clarice Lispector. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. nós já tínhamos tomado banho.. cantou durante todo o outono. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. a formiguinha trabalhou sem parar. Em relação ao texto acima. apesar de usual na língua falada. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. tomando uma cervejinha. Não aproveitou nada do Sol. uma rosa molhada. não desperdiçou um minuto sequer. e um produtor gostou da minha voz. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. 1997. antes do vento espantado poder recomeçar.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. julgue os itens a seguir. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. não? No Rio de Janeiro. dançou. http://www. Então. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. dentro de uma Ferrari. curtiu para valer. IMPRIMIR 125. armazenando comida para o período de inverno.geocities. Quando abriu a porta para ver quem era. na semana passada.” LISPECTOR. “sempre”. e intenção de transmitir um ensinamento. Então eu não digo nada. e o vento: uma picada. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. passados alguns dias. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. Global. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. aproveitou o Sol. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. com um aconchegante casaco de visom. Seleção de Walnice Galvão. saiba dosar trabalho e lazer. último período do texto. nesta versão. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. exausta. Tem sido sábado. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. esse pronome deveria ser substituído por “o”. vou passar o inverno em Paris. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra.Interpretação de texto I Avançar . a abelha no quintal. não atende às exigências da escrita culta: para tal. São Paulo.

Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. (. b) 1. em campo não o goleiro. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. Luís Fernando. 126. e) 2 e 4. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. no início era jogado em inglês.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso..Interpretação de texto I Avançar . como no “goal” que virou “gol”. em virtude de irrefreável impulso de submissão. O texto demonstra que. timbaleiro ou seresteiro.. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. O futebol. A história do futebol. 4. c) 1 e 3. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. Há o importador e há o muambeiro.” GABARITO TOLEDO. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. Veja. como “corner”. Existem suecos. ingleses e brasileiros. mesmo” confere um tom de repreensão.. introduzido por ingleses no país. por cúmulo. Roberto Pompeu. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. Aliás. assim como brasileiros estão para curandeiros. Entre a assistência e o play-off.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. que é o idioma. 50 Texto para as questões 127 a 129. segundo ela. Jornal do Brasil. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. d) 2 e 3. É bobeira mesmo. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. esporte inglês. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. 2 e 4. embora um tanto jocoso. mas o “back”. “Se você começou como padeiro. ao longo de algum tempo. terapeutas e curandeiros. 127. 128. e com termos emprestados de outro esporte. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. UFMT ( ) Segundo a leitora. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. 3. ( ) A teoria da leitora ganharia força. UFPE Leia os enunciados abaixo. (. resolveu rotular as finais de “play-offs”. A Confederação Brasileira de Futebol.. e os basbaques foram atrás. não à língua inglesa da Inglaterra. uma história de triunfo da língua portuguesa. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. é. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. 7/10/95. 198.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. é um sufixo pouco nobre. no Brasil. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. Entrava. no campeonato nacional. UFPE No texto. (. Chamemos o fenômeno por seu nome. Não. não compliquemos. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . atualmente. como existem médicos. nestas terras. ao texto. 1. referentes às idéias expressas no texto. “Disputam-se “play-offs”. grande investidor ou latifundiário. CBF. definitivamente. p.. c) acabaram por subverter. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. b) rompem. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. 3 e 4. Seria um caso incurável de carência de colonizador. 09/12/1998. há políticos e politiqueiros. empresário.. mas dos Estados Unidos. facilmente. ( ) De acordo com o texto. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. no regulamento do atual campeonato. Estão corretos apenas: a) 1.)” VERÍSSIMO. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. entre outras coisas. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. com a cultura colonizadora. Nós é que nos oferecemos. 2. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. o basquete.

e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. tem como referente os brasileiros em geral. adoro a tua formosura. Uneb-BA Este exercício. busca. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. que me cerca e mata. e) Na última oração do texto.Interpretação de texto I Avançar . ‘nós’. que eu assim resista à dor imensa. Tomás Antônio. o verbo ser. São Paulo: Círculo do Livro. Marília. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . referido anteriormente. inda. 51 130.” GABARITO GONZAGA. Amor na minha idéia te retrata. b) Nesse trecho. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. Quando em meu mal pondero. 127. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. a) Na expressão ‘outro esporte’. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. o pronome de 1ª pessoa do plural. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. extremoso. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor.129. e aperto sobre o peito em vão os braços. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. “Nesta triste masmorra. s/d. de um semivivo corpo sepultura. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. no futuro do pretérito. p. Marília de Dirceu. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga.

” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Marcelo Maciel. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos.” IMPRIMIR 134. O Globo. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. UERJ Em geral. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. Arthur. Nada justifica a agressão física. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. seja quem for o agredido ou o agressor. 133. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. outro ataque ao governador Mário Covas. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. responda às questões de números 131 a 134. Nada justificará. seus defeitos. em 1º de junho. 52 131.Com base nos textos abaixo. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. b) construção de comprovações por meio de silogismos. depois um ovo no ministro da saúde e. suas índoles. E a situação de extrema violência que nós.03/06/2000. seja qual for a manifestação. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. Por causa dessa intenção. É esse o papel de um educador?” ÁVILA.03/06/2000. se é que assim se pode dizer. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. Em função desse limite de espaço. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. jamais. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. cariocas. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. O Globo. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos.Interpretação de texto I Avançar . b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. 132. Concordo. por mais digna que fosse a manifestação.

Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. mas se esquece do material. tolerância é cumplicidade com maracutaias. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. c) existencial e política. vida nova. mais democracia. de Chico Mendes. No fundo da garganta.Interpretação de texto I Avançar . os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. o serviço de saúde. sem projeto. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. em dezembro. 01 de janeiro de 1998. IMPRIMIR 136. em janeiro. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. a própria humanidade. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. Voltar Língua Portuguesa . e) o homem busca a plenitude. Voto é delegação e. “Ano Novo. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Em volta.” Frei Beto. 7. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. a solidão entre matas. Ou a opção de um momento de silêncio. A começar pelo réveillon. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. O Globo. a rede educacional. nas atuais circunstâncias. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. a adolescência tecida em sonhos e utopias. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. Feliz mulher nova. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. no ano que se inicia. os filhos. a leitura espiritual.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. Quanto mais cidadania. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. e) política e econômica. Por que acelerar tanto. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. 53 GABARITO 135. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. Reencontrar. De menos ansiedade e mais profundidade. De celebrar dez anos. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. um travo. uma oração. um gesto litúrgico. abrir espaço à presença do Inefável. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. apegados à casa. noite após noite. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. b) social e econômica. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. da ressurreição de Henfil e. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. Agora. as ruas são limpas. os propósitos altruístas. d) pessoal e financeira. Feliz homem novo. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. Mergulhar em nós. Olhemos a cidade. Ano de nova qualidade de vida. p. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. Vontade de remar contra a corrente e. abastece o crime ao consumir drogas. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. mas está condicionado às limitações materiais. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. na verdadeira democracia. Ano Novo. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. Braços e corações abertos também ao semelhante. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. o salário exíguo num pais tão caro. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos.

Leia as afirmações a respeito do texto. É impossível ensinar a pensar.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (.. III.” 138. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. desistir da herança e chorar a perda do tio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . achando que isso resolve a questão. inquietas sombras?. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. consiste em: I. c) apenas a afirmativa III está correta.. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. 16 de fevereiro de 2000. 54 139.. d) somente a III é correta. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem.). contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia.. extraído de Machado de Assis. não constrói. c) somente a I é correta. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. Não. de que fala o autor. Univali-SC “Volta às aulas (. e) estão corretas as afirmativas I e III. nada sugere.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. II.).. b) somente a II é correta. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. d) estão corretas as afirmativas I e II. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. como ao poeta. e) II e III são corretas.” d) “Em política.” Stephen Kanitz. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. inquietas sombras?.. ao se libertar de memórias antigas.137. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. I. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve.. não o do trem. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. tolerância é cumplicidade com maracutaias. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. Sair criticando o mundo. b) apenas a afirmativa II está correta.Interpretação de texto I Avançar ..) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. Veja. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno... Cefet-PR Leia o seguinte trecho. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador.). II..” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. GABARITO 140.. Oh. e as sombras viessem perpassar ligeiras. que nada sugere. III. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele.

c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. a globalização. assim. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas.. (. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. nosso escritor. muitas vezes. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. 29/12/1999. não pode parar no século passado. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras.141. É preciso inovar. Machado de Assis. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. já em 1873. Nelson Marinho Teixeira. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. necessita de mudança de humor. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. 142. argumenta. A propósito. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. função etc. Jornal de Santa Catarina. Jaime. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. e. deixou-nos. Voltar Língua Portuguesa . ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. ‘Se pensarmos bem. 19 e 20 de setembro de 1999. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. e claro que desejável. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. sensibilidade e altivez – a inevitável. a qualquer preço. para enfrentar – com conhecimento. e tentassem descobrir as suas virtudes. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. CASTRO. “Protegendo a língua nacional”. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. d) A língua portuguesa. Álvaro. segundo Machado de Assis. com sucesso.Interpretação de texto I Avançar .)” AVENDANO. Jornal de Santa Catarina. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. Segundo ele.. Sobre o texto.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. Dê. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. quando se trata de estudar gêneros literários. embora tenha um caráter universal. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. O texto utiliza uma linguagem informal. 16. 02. 02. 144. tal como aparece no texto. manifestação culturalmente rica. como resposta. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. Popular é. como resposta. UFMS O termo popular. Leia. 32. 32. pois discorre sobre o conto popular. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. não se prende a um autor específico. 08. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. Com isso. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. as criações populares não conhecem normas nem limites. indiferença às imposições da cultura oficial. atentamente. 16. 02. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. Trata-se de um texto literário. Dê. possui um caráter eminentemente regional. Quanto à estruturação formal. caráter espontâneo. 04. criação rústica. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. 1994. como resposta. Scipione. 28. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. obediência às normas socialmente aprovadas. 08.Interpretação de texto I Avançar . é correto afirmar: 01. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. Irene.” MACHADO. já que se trata de uma criação coletiva. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. 04. a soma das alternativas corretas. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. Dê. portanto. se assim fosse. veja bem. Talvez você mesmo pense assim. Mas. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. tendência à universalização. 16. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. O texto pode ser classificado como opinativo. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. 32. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. UFMS Em relação ao texto lido. 56 143. O conto popular. Literatura e redação. 145. mas também em caracterizar o termo popular.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. Quer dizer. próxima da variante popular. 08. p. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. a soma das alternativas corretas. Em alguns momentos. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. uma manifestação cultural de caráter universal. 04. São Paulo. a soma das alternativas corretas.

( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. ( ) Segundo Squarisi. e não econômica. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos.Texto para a questão 146. p. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. Colômbia. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. Printar expulsou o imprimir. O que vem de fora é melhor. 170. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. 1948). printar e startar é meramente semântico. GABARITO 147. conseqüentemente. Deletar tomou a vez do velho apagar. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. já dizia Gláuber Rocha. Revista Exame. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. Quem não aderiu se tornou out. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. Voltar Língua Portuguesa . na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. Peça help.. seu cinema. Que corra atrás do prejuízo. sua televisão. É isso. é a ascendência cultural.Interpretação de texto I Avançar . e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. A informática serve de exemplo. sua tecnologia e o american way of life. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. E vire in. que vende como ninguém sua música. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. Nós. temos complexo de vira-lata.“ SQUARISI.” 57 146. sua literatura. 18 de nov. Uma é o prestígio. Startar cassou o começar.E. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. Dad. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. 1998. Além disso. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Outra é a receptividade. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. de acordo com a leitura. compreensão e interpretação textuais. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. IMPRIMIR 148. como a realização dos postulados da justiça social’.. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. (. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. I.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem.

heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. 1587. p. MENDES. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho..149. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. e roubais. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. frio. Sois tão grande velhaco. de.. como sendo tão bobo. pois não há fome. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. seduzir. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. e um canalha: mixelo hoje de chispo. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. mas ela vos sangrou na veia d’arca. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. e o segundo. d) No texto I. Tratado Descritivo do Brasil. nem outro perigo que veja diante.” SOUSA. a que os índios chamam “aí”. Salvador: EDUFBA. 1996. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. Valha-vos. com o título de seu poema. e saístes do intento tosqueado. (. e para a ceia (.. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. Oswald de.. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. já no texto II.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore.). e tendo tão larguíssimas orelhas. Gregório de. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. e os portugueses preguiça. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. que o faça mover uma hora mais que outra. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. água. qual uma harpia. recém-descoberta. Org. parodiar. pois ficando faminto. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. calma. Gleise F. fogo. fogem vossas ovelhas de vós. Poesias Reunidas. que é título de zotes ordinário. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. paradisíaca. nome certo mui acomodado a este animal.. Gabriel S.Interpretação de texto I Avançar . 171-2. e sem sustento.. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. 58 Sobre os textos I e II. não só no léxico como também na sintaxe. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. 150.)” IMPRIMIR MATOS. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. Voltar Língua Portuguesa .

com o braço ocultando os olhos.. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade.. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. mas você pode me chamar também de Jesus. a gemonia.. É justo!. mais generosidade e virtude requer. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. BISPO Cale-se.. o azeite. O Santo Ofício.. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. de Senhor. Lisboa. não é lhe faltando com o respeito não. Sua obrigação era ser humilde. 17.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. In: Poesias completas de Castro Alves... p..” SUASSUNA. 1972. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. 146-8. remembrando a negra Inquisição.Interpretação de texto I Avançar . Quem é? É Manuel? MANUEL Sim... pode me chamar de Jesus. Auto da Compadecida. Sou. 145-6. Sevilha e Nantes na tortura. Rio de Janeiro: Agir. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. p. Esse é um de meus nomes. a gemer Galileu.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. Ariano. MANUEL Cale-se você. Colombo a soluçar. ed. 9 ed. Castro. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. de costas. Na fogueira Grandier.. porque quanto mais alta é a função. Mas você. Seu tempo já passou.. (. MANUEL Foi isso mesmo.. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. (Coleção Prestígio). o Leão de Judá. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. João Huss na sepultura.. não.. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. por quê? JOÃO GRILO Porque. João. Levantem-se todos. O tempo da mentira já passou. grande grito. se quiser. Loiola – aqui foi Nóbrega. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. pois vão ser julgados.. atrevido. A hidra escura e vil da vil Teocracia. 1995. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. autoritário. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. as provas. de Deus. GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. que era Cristo. mundano. Rio de Janeiro: Ediouro. soberbo. é Manuel. Tours.. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. o Filho de Davi. santificando-se através dela.

I. mas não a mim. No Texto I. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. II. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. 151. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. expressa no fragmento acima. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. UFF-RJ “A certos respeitos. mas falto eu mesmo. IV e V. algumas datam de quinze anos. c) I. No Texto II. p. Tanto no Texto I quanto no II. é outra coisa. como bem e não durmo mal. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. d) II. o interno não agüenta tinta. a fisionomia é diferente. Em verdade. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. Machado de. tal como ocorreram então. Talvez a narração me desse a ilusão. mas não me acudiram as forças necessárias. III. III. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. tudo árido e longo. Sobre eles. A certos respeitos. e lembrou-me escrever um livro. Entretanto. era obra modesta. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. identifique as afirmativas verdadeiras. IV. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. mas exigia documentos e datas como preliminares. O mais do tempo é gasto em hortar. 810-11. como se diz nas autópsias. O que aqui está é. como todos os documentos falsos. e as sombras viessem perpassar ligeiras. e que apenas conserva o hábito externo. Os amigos que me restam são de data recente. e tal freqüência é cansativa. não o do trem. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ..Interpretação de texto I Avançar . jardinar e ler. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. e) II. IV e VI. Quis variar. 152 e 153. v. mal comparando. vida diferente não quer dizer vida pior. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. V. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. Capítulo II. e. Distrações raras. distanciando-se. pouco apareço e menos falo. esta monotonia acabou por exaurir-me também. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. III e VI. e quase todas crêem na mocidade. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. Se só me faltassem os outros. Ora. como ao poeta. interrelacionam-se. de memória. Duas ou três fariam crer nela aos outros. assim. Em tudo. No Texto III. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. inquietas sombras ?. Jurisprudência. e restaurar na velhice a adolescência. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. Texto para as questões 151. Pois. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. vá. na época em que antigamente vivia. 1. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Dom Casmurro. embora de épocas diferentes. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa.” Em relação à posição do narrador. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. pegasse da pena e contasse alguns. não consegui recompor o que foi nem o que fui. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. Depois. de memória. e. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Quanto às amigas. VI. se o rosto é igual. senhor. filosofia e política acudiram-me. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado.. b) II e III. outras de menos. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. de suas reais funções. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. e esta lacuna é tudo. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. d) O narrador. em determinado momento de sua vida. como tudo cansa.Os três textos.” ASSIS.

e quase todas crêem na mocidade. algumas datam de quinze anos. Só dói quando eu respiro. não tem amigos de longa data. outras de menos. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos.” e) “Quanto às amigas. Porto Alegre: L&PM. como se diz nas autópsias. e que apenas conserva o hábito externo. mal comparando. e esta lacuna é tudo. Voltar Língua Portuguesa . mas falto eu mesmo.Interpretação de texto I Avançar . como todos os documentos falsos.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. “atar as duas pontas da vida”. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. e tal freqüência é cansativa. a fisionomia é diferente.152. O que aqui está é. através de outra linguagem – o cartum –. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. em sua narrativa. o interno não agüenta tinta. Assinale a Opção em que. com certo humor.” b) “Em tudo. vá. se o rosto é igual. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. e tenta. mas não a mim. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. senhor. não consegui recompor o que foi nem o que fui. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros.” 153. sd.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.

“tintura preta. um no meio e os dois nos cabos. (Castro Alves). 2. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). de as muito bem olharmos. E em tal maneira é graciosa que. a saber. E alguns. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.Interpretação de texto I Avançar . e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Marília. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. que andavam sem eles. e outros quartejados de escaques. com cabelos muito pretos. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. 3. bem moças e bem gentis. “parma”: lisa como a palma da mão. b) “Minha terra tem palmeiras. grandes barreiras. nalgumas partes. para transportar água ou vinho. porque.” (Murilo Mendes). 1999. 154. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. quartejados de cores. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. Paulo Pereira (org. nem prata. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. muito chã e muito formosa. Esta terra. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. 62 GABARITO Vocabulário: 1. De ponta a ponta. planície. / sustentada. de que nós deste porto houvemos vista. outros traziam três daqueles bicos. que pareciam espelhos de borracha. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. assim frios e temperados. e suas vergonhas tão altas. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. a saber. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . delas vermelhas. compridos pelas espáduas. dar-se-á nela tudo. a estender olhos. Nela. delas brancas.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. infindas. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. d) “Irás a divertir-te na floresta. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. p 39-40. a modos de azulada. como os de Entre Douro e Minho. não tínhamos nenhuma vergonha. Rio de Janeiro: Lacerda.Texto para as questões 154 e 155. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. por bem das águas que tem. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. 4. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. Tem. é toda praia parma. “espelhos de pau. Pelo sertão nos pareceu. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. que nos parecia muito longa. não pudemos saber que haja ouro.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. vista do mar muito grande. “chã”: terreno plano. querendo-a aproveitar. Águas são muitas. 5. ao longo do mar. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. Aí andavam outros. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). nem coisa alguma de metal ou ferro. até agora. não podíamos ver senão terra com arvoredos.

) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. a) Para o autor do texto. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. dando-lhes títulos novos. em algumas experiências. que é possível o Brasil mudar esse quadro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. por ocasião das eleições de 1994. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro.”. (... via-de-regra. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. dando-lhes novos títulos.. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. d) reconhecer e retomar a prática romântica. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. sem prejuízo do sentido global. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. entre as classes sociais mais ricas e. de modo significativo. (.. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. Oswald de. U. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. criando estrofes simétricas e com títulos. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. agora já faz parte de nossa cultura”. 80. Poesias reunidas. 156. o sol.F.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema.Interpretação de texto I Avançar .155. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. o calor e o frio. p. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. dando títulos nacionalistas às estrofes. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. respectivamente.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. 1978. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. de forma tão natural quanto a chuva. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de modo esmagador. entre as classes mais pobres.

Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. a soma das alternativas corretas. Se não houver frutas nem insetos à mão. O caso foi resolvido em março.E.Interpretação de texto I Avançar . com força. Parente mais próximo do homem. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. Duas delas são fisiológicas. aliás. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. interior de São Paulo. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. esse macaco africano consegue aprender por observação. é marca registrada dos espertos macacos-prego. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. que dá uma destreza enorme ao animal. “São os únicos. A primeira é o tamanho do cérebro.72. Não é para menos. além do homem e do chimpanzé. observa Ottoni. 04. U. Entre os macacos-prego o poder é diluído. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. da mesma forma que o macaco-prego. diz Eduardo Ottoni. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. Tiveram de apelar para o crime. 02. seu prato preferido. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. em fevereiro de 1999. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. diferente dos outros primatas. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. julho/00. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Ele consegue pescar. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. “Não existe um único líder no bando. e estavam com fome. Com relações tão complexas. Para comer coquinhos. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. Apesar da distância. o dos macacos do Novo Mundo. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. Dê. capazes de partilhar alimento”. em flagrante.” Superinteressante. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. como o macaco-aranha e o muriqui. As chefias são formadas por até três animais”. 16. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Onívoros de carteirinha. da Universidade de São Paulo. Voltar Língua Portuguesa . Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. como resposta. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. O apetite insaciável. p. depois que o zoológico municipal fechou. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. quando a Polícia Florestal prendeu. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América.157. 08.

Divergência digo. outros há que os adotam por princípio. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. no texto. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Uma força que nos alerta. Cada tempo tem o seu estilo. não se lêem. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. em seu texto. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. por intermédio dos escritores. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. – não me parece que se deva desprezar. Maria É um dom. a mulher da canção. se fazem novas. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. mas que sabem perfeitamente os clássicos. sofrem e resistem à dor de viver. entre a tradição e a modernidade. é o suor. ( ) Machado. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. não imputa aos literatos tal responsabilidade. Maria. d) Maria. E não vive. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Mas se isto é um fato incontestável. e segue sua vida. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Texto para as questões 159 e 160. ou antes por uma exageração de princípio. b) A mulher. locuções novas. A influência popular tem um limite. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. a lágrima em riso. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. Em geral. Maria. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. e) A mulher brasileira. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. Univali-SC “Maria Maria Maria. simboliza os seres humanos que lutam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . desentranhar delas mil riquezas que. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. em relação à compreensão e à interpretação do texto. A este respeito a influência do povo é decisiva. porém. apenas agüenta. o que é um mal. apenas suporta a dor de viver.158. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. não se lêem muito os clássicos no Brasil. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. é a cor. uma certa magia. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Feitas as exceções devidas. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. é uma combinação de força e resistência. principalmente por parte dos escritores. Maria É o som. propõe a mediação. Nem tudo tinham os antigos. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Há portanto certos modos de dizer. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri.” GABARITO 159. ( ) Machado de Assis. porque. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. quando deve chorar. representada pela Maria da canção. transforma a dor em alegria.Interpretação de texto I Avançar . cuja opinião é diversa da minha neste ponto. como são todas as mulheres do planeta. Pelo contrário. c) Maria. nem tudo temos os modernos. à força de velhas. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem.

Márcio. Manual de literatura brasileira. Grande sertão: veredas. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. CUNHA. que o nome não se soubesse. Érico. De repente. pela abertura de rodovias. p.” GABARITO VERÍSSIMO. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. As circunstâncias históricas. o sertão vem. Porto Alegre: Mercado Aberto. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. nem vulcões. 3ª ed. Descemos por umas grotas. efêmera talvez. 1984. Rio de Janeiro: Marco Zero. João Ubaldo.” Fragmento I Procuremos. – valorização das idiossincrasias regionais. 13.” ROSA. Ia fazendo receios. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. nem terremotos. Volnir e Adão E. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. Apud SANTOS. Galvez. com sua dialética irresistível. Viva o povo brasileiro. Para isso.. os senhores de terras e gados. Depois dele: o turismo multinacional. porto Alegre: Sulina. de coração bondoso. revela-as. até. o texto lido pode ser classificado como crônica. o próprio. Literatura brasileira. ( ) Nele. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. econômica ou política nacional. Carvalho.. 162. o mesmo. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. Apud Sergius Gonzaga. visto que aqui o preconceito é econômico. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. identificados abaixo. acolhamo-nos ao nosso assunto. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes.se diz . 12ª ed. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. nem pestes. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. após apresentação de uma tese. A marcha do povoamento. 161. o imperador do Acre. ed. por esses lugares. 5ª. Os sertões. aonde lá. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. Até. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional.. 1984. do Maranhão à Bahia. festeiro. p. vol. expõe os elementos que a compõem. que então vigoravam no Brasil do século XIX.” SOUZA. A estrada de todos os cotovelos. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. prolongando-as até ao nosso tempo. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.” RIBEIRO. em que todas as cores e raças se misturam livremente.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. 158. 626. II. 1989. O tempo e o vento.160. ( ) De roupagem metalingüística. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. quando a gente não espera. 1995. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira.Interpretação de texto I Avançar .. p. p. In: Obra completa. porém. era o sertão churro. nem furacões. Guimarães. . um povo prestativo. 1997. 227. nunca não encontra. Voltar Língua Portuguesa . em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. em magnífico resumo. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. Euclides da. nem lutas fratricidas. Rio de Janeiro: Record. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. por si. p. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. Sertão. perfazendo indagação. AEU-DF Julgue os itens que seguem. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. pois desconhece o preconceito racial.o senhor querendo se procurar. Mas.

em massa. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. Tanto de um como de outro grupo etário. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Quanto a mim. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. não existe geração espontânea. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. procurar emprego em nosso país.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. graças à Renault. sem rede de segurança . Em São Paulo. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. jamais fiz distinção entre uns e outros. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. a mudança é um sacolejo completo na vida. são por natureza os nossos filhos naturais. ( ) Para ele. Anna Paula. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Os (ainda) chamados modernistas. “roubada” do Rio Grande do Sul. Para as companhias.Interpretação de texto I Avançar . Para os executivos e a família. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sem querer. em prol do equilíbrio universal. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná.” BUCHALLA. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. ressuscitada a cada geração. em relação à compreensão e à interpretação do texto. com a sua livre poética. 26/04/2000. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. mais de 400 estão instaladas no país. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. E assim. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. Hoje. embora sem querer. na incauta adolescência. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. essa transferência representa um reforço na filial. Quanto a estes. Acontece que. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. “No Brasil. Das 500 maiores companhias transnacionais. apesar de equivocada. além de tudo. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros.” 67 GABARITO 163. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. existem colônias de franceses no Paraná. Texto para a questão 163. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. 162. já que aqui não há executivos preparados. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. Veja. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. por sua vez. E. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. Desde 1990. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. ( ) Para Mário Quintana. entre novos e velhos. por iniciativa própria. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios.

Vossa perna encanareis. onças e capivaras. s/d. embora escrita no mesmo estilo. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. A gente vai passear. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. onças. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. cristalinos e plenos de peixes. II e III. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa.55.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui.” 68 164. já quinhentos anos passados. Águas são muitas e infindas. “Ainda não haviam louras. Banana que nem chuchu. assim os achávamos como os de lá. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Era assim o Brasil de Cabral. tão frios e temperados. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Diamantes tem à vontade. e) III e IV. quando for a vez desses meninos? Riachos. b) I e III. nem biquínis. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. p. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. Banana que nem chuchu. Tão fértil eu nunca vi. melancias. nem surfistas.. como os de Entre-Douro e Minho. rios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . araras e papagaios. Senhor. Cruzados não faltarão. cajueiros. Reforçai. Araras. Fortaleza: Editora RISO. II. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. nem mulatas. c) Tem goiabas. Rios e riachos corriam límpidos. tem-nos muitos. mangueiras. é muito boa de ares. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia.. Tem macaco até demais.Textos para a questão 164. No chão espeta um caniço. Tem goiabas. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. apesar da leve mudança no estilo. IV. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. melancias. tem-nos muitos. Tão fértil eu nunca vi. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. Edição Zero. III. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Esmeralda é para os trouxas. palmeiras. árvores. a terra em si. Salvo o devido respeito..Interpretação de texto I Avançar . De tal maneira é graciosa que. GABARITO 165. Texto para as questões 41 e 42. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. papagaios. d) Diamantes tem à vontade. Bengala de castão de oiro. capivaras. porque. Quanto aos bichos. d) II e IV. nas praias douradas desse novo país. c) I. b) No chão espeta um caniço.. a arca. neste tempo de agora. De plumagens mui vistosas. Como será esse país no futuro.

Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana.Interpretação de texto I Avançar . O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. no verso 5. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. d) III e IV. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. c) halo de encantamento. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. IV. ligado à classificação morfológica do verbo ser. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. e) II e III. Em suas reminiscências. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. d) explorar a sinonímia das palavras. que é de ligação. A respeito dos enunciados acima. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. nem futuro. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. c) II e III. II.” 69 167. III. estamos mais próximos da morte. c) III. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente.166. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. d) sentimento saudosista. “Ser”. b) II e IV. e) ar misterioso. Cada minuto de vida Nunca é mais. b) sentido excepcional. 168. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. e) IV. III. 169. GABARITO 170.” Cassiano Ricardo. sentimentos de angústia. como se o bom e o interessante não tivessem presente. Perpassam. a cada instante que passa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . niilismo e revolta. e não do ser. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. Nessa operação mental. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. d) I e II. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. II. está correto o que se afirma somente em: a) I. em todo o poema. Unifor-CE I. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. Ser é apenas uma face Do não ser. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. é sempre menos. b) II.

é incorreta: a) existia uma censura prévia. tiradas demagógicas. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. Não vai aqui falsa modéstia. como realmente haviam ocorrido. antes de começar. porém. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. para publicar suas obras. quando formos verazes. e a proibição de usar nomes verdadeiros.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. com os nomes que têm no registro civil. De fato ele não nos impediu escrever. d) perdera as anotações que havia feito. o escritor é como um cego. c) numa época de força policial. 172. 70 171. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. realizando atos esquecidos. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. palavras de ordem. sem romanceá-los. enfim. fazer do livro uma espécie de romance. inibe também a capacidade de criação literária. contra a existência de uma censura prévia. e) sem liberdade de criação. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. quase impossível. Isto. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. como adiante se verá. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. os hábitos de um decênio de arrocho. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome.” Graciliano Ramos. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. ou alguém em quem não se pode confiar. com o decorrer do tempo. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. b) a falta de liberdade política. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. e) tencionava prender-se aos fatos. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. indulgentes ou cegos. me impediram o trabalho. Repugnava-me deformá-las. seria injustiça. como limites à liberdade de expressão. que o impediria de publicar seu livro. julgando a matéria superior às minhas forças. redigir esta narrativa. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. Efetivamente se queimaram alguns livros. depois de muita hesitação. 173. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. dar-lhes pseudônimo. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. ia-me parecendo cada vez mais difícil. Além disso. assim. ainda nos podemos mexer. “Resolvo-me a contar. em qualquer época ou lugar. sem disfarces. caso o escrevesse. ninguém nos dará crédito. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. mas foram raríssimos esses autos-de-fé.Interpretação de texto I Avançar . Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Voltar Língua Portuguesa . a polícia. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. com intenção de dar veracidade aos fatos. d) a impossibilidade de escrever com clareza. Entre elas. b) um depoimento verdadeiro. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. às vezes com louvores de sustentáculos dela. casos passados há dez anos – e.

no mundo inteiro. e as sementes. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. no ritmo lento da natureza. v. simplesmente. p. considere o poema que segue. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. e só por isso. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. Jorge de. tanto espiritual. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. é velha como o mundo.. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. o verniz civilizatório ou. A realidade. transtornado. (. doente. c) cultivado pelas elegias pastoris.)” Veja: 14/06/2000. A mulher é honesta. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. b) os pássaros. A morte é uma atitude extrema. Rio de Janeiro: Aguilar. d) a simplicidade da vida campestre. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. para quem é alvo dele. por aquilo que produz. 71 174. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. insuportável para quem sente e doído. no século XVII. no texto em que Otelo. 1974. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. Voltar Língua Portuguesa . Antes dele e depois dele. 2. familiar e do mundo todo. são símbolos do poder divino. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. mata a doce Desdêmona. b) recorrente na literatura universal. Poesias Completas. d) inerente a qualquer manifestação literária.Para responder às questões de números 174 a 175. quanto terrestre. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. o amigo é sincero. desde que eles estejam floridos.. IMPRIMIR 176. o general mouro. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. no seu cruel desenrolar. linda. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso.Interpretação de texto I Avançar . o trai com um amigo.” LIMA. mata a mulher e se mata. A tragédia. 175. por elevar seus galhos ao céu. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. e) a árvore é sinônimo de vida. desde os tempos bíblicos. paranóico. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. perigoso. antes de calculares os lucros da seara. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. 57. “Antes de lançares a semente no chão. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. “Ciúme. e) próprio da literatura socialmente engajada. Por fim. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. um sentimento insano. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra.

na árvore dobrada. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. Protegido no copo de conhaque. 26 de abril de 1999. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. d) medo da fugacidade do tempo.” Flávio Aguiar. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. d) o adultério. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. E no entanto o tempo passa: Do campo. Em vez de cumprir tarefas vexatórias.. Voltar Língua Portuguesa . 72 178. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. do Rio de Janeiro. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. todas de São Paulo.. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. Uma rês geme. c) desligamento da realidade.427 bolsas de sangue. E geme. Há 15 dias. O hemocentro de São Paulo recebeu. Mais estranho: o mundo é redondo. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. 179. de uma vez por todas. e) curiosidade quanto à origem do vento. como faca. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. que serão doados para obras sociais.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. abolido. Para participar da festa. d) nasce. E no entanto o vento uiva.177. Estranha faca: gelo e água. tarefa dos novatos de Oceanografia. Lembrança – o vento pertence ao campo. b) intenso questionamento sobre tempo. promoveram o “trote solidário”. Marceu . Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. como tema constante das tragédias gregas. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. Texto para as questões 178 e 179. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. Arrecadou-se mais de 200 quilos. gotejante: o vento a corta. o vento chega arrefecido na cidade. o vento nasce e morre no horizonte. e) passa.Época. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. 180. b) a influência maléfica de uma obra literária.” VIEIRA. Escolas como a FGV. transformaram a recepção em coleta de sangue. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. (. unidos. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. vagabunda. mesmo na cidade: tem presente seu passado.Interpretação de texto I Avançar . no início do ano. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. 3. c) vento. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. b) lembrança. E sempre prossegue rumo ao norte. levam os calouros para a rua e. ou recolher lixo nas praias. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo.

Hoje uma soldada na guerra. e. In: Educação para o lazer. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. p. o objetivo de todos. ter filhos e uma fazenda. que intensifica “poucos” e “poucas”.. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. Texto para as questões 182. a respeito da organização das idéias do texto. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. que poderiam contribuir para a educação infantil. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. ( ) Na linha 4. no Bubby’s. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. Texto para a questão 183.” CAMARGO. no Brasil. uma exceção válida para muito poucos. Não quero trabalhar para sempre.. E depois? Daqui a cinco anos. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. têm família. as outras crianças que têm casa. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. em Nova York Trabalho e prazer. casar. Quero aprender com a indústria da moda. família. A idéia central do texto é: a) As crianças. esportistas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .março de 1999. São Paulo: Moderna. destinados às crianças. e) Algumas crianças têm tudo: casa. penso em cair fora. a dança da garrafa. a passarela. Introdução. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”.” Ícaro Brasil. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. São alguns privilegiados – como artistas. não me destruir com ela. depois. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. ambos desamparados. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. mas. Então fica assim: de um lado. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. maluquete.. na prática. em tese. amanhã uma perua no shopping. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. Com o tempo. assistência. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. o termo “muito”. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. em muito poucas circunstâncias. só que o palco é a capa da revista. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. 1/2000 (com adaptações). de outro lado. enquanto outras nada têm.181. ingênua e. 22. são apresentadoras dos programas infantis..” Revista Caros Amigos . você tem que ser sexy. É como vida de atriz. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. comecei a levar o trabalho numa boa. Mac Margolis. Num dia. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. Quero voltar ao Brasil. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. Univali-SC “. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. no outro. e vivem nas ruas.Interpretação de texto I Avançar . Luiz Octávio de Lima. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. 73 182. 1998.

Elas fazem parte da vida das pessoas. em 1º ago. e responda à questão proposta. o movimento: o mundo plural hoje vivido. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. portanto. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. na atualidade.Interpretação de texto I Avançar . a democratização de seus usos. já que estas representam o trato com o novo. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. em seguida. 185. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. viver e ser. pois resultam de processos históricos e sociais que. com o desconhecido que amedronta. DF: Ministério da Educação. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. o espaço. pela significação textual. apesar de simbólicos a princípio. corresponde tanto a eu. não invadem a vida das pessoas. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. julgue os itens seguintes. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. p. como resposta. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. 32. 04. respectivamente. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. a soma das alternativas corretas. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. 02. respectivamente. Gisele Bündchen. a trabalho e divertimento.183. espelham. ainda não a entendem. atender às demandas sociais. com cautela e moderação.” 74 184. apesar de conviverem com ela. Leia-o. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. A organização de seus gêneros. às exigências do mercado de consumo para. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. acabam por concretizar-se. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. Dê. a consciência de sua existência. toda segunda-feira. 16. 1999. 1999. ( ) No fragmento do texto. a indagação de suas fontes. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. Novos modos de sentir. DIA 9. da Católica e outras faculdades. ( ) No fragmento de texto. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. pensar. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. 01. o tempo. mas utilizálas. 133-4). por carregar bem o trabalho e precipitar-me. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. para depois haver uma adaptação mercadológica. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. 08. publicada em O Popular. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. com atenção. o reconhecimento de suas possibilidades. construídos historicamente. Afinal. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas produtos de práticas sociais. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. em primeiro lugar.

senão a erva pode azedar. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. ( ) o vestibulando terá. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. 3. passa-se do chimarrão ao tereré. 2. 02. p. Você corrige um erro. Ed. passar a cuia de uma mão para a outra. de cachimbo da paz. alguma palavra em guarani. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. morena e matuta. ótimo. O ideal é tomá-lo numa grande roda. para o vestibular. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. a conversa será mais lenta. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. lendo o material anunciado. 75 186. tudo muito morno e quente. dará mais sabor à erva.Interpretação de texto I Avançar . tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. daí se sugere que. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. Chimarrão é o mate cevado. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. 01. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. explicitado pela palavra você.)” NOVEIRA. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. bem gelado. recebe a ênfase nessa comunicação. 16. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . UCDB.Considerando-se que. Tereré é o refresco.’ Considere as seguintes atitudes: 1. a soma das alternativas corretas. respeitando a vez de cada um. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. 1996.. Dê. vestibular e leitura dos livros. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. (. de uma boca para a outra. Você fica louco da vida. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. sem açúcar. mas também de ler os próprios livros. Texto para a questão 187. Você corrige dois erros. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. Leia o texto que segue para responder a questão 186. 4. 04. como chê-kambá ou cunhataí. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. uma bomba ou bombilha e a erva moída. com sol forte e poeira envolvendo tudo. O arado e a estrela. A expressão na hora do quiriri. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. devido à predominância da função fática. 23. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. ( ) o canal. Se alguém falar alguma frase. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. De acordo com o clima. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. regado a água quente. Campo Grande. como resposta. 08.. para não azedar o mate. Raquel. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. 32. sob um laranjal. pode ser associada à chegada da noite. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição.

não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. pelo menos. A começar que a nossa língua oficial. como na África. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. pelo menos. punk. a todo instante tropeça e se engasga com rap. Mas não pega.187. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. ou pior. back é beque.. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). como as do texto. ou. Imagina se. deixando de lado os índios que nós. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.Interpretação de texto I Avançar . contrapõem-se duas cores. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. então. o preto e o branco. tudo é show. ou até na rua. e) Palavras estrangeiras.” Rachel de Queiroz. Mas. por exemplo. se não for escolado no papo. nós a recebemos do colonizador luso. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é engraçado. etc. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. etc. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. por exemplo. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. UFMT Assinale V. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. os brasileiros. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. onde as melodias podem ser originalmente nativas. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. E o leitor do noticiário. mas devem ser chatos ou difíceis. tem significação mais extensa. Os índios têm lá os jogos deles. como um peru de farofa. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. funk. pretendemos ser. o português. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. Pois aqui no Brasil. literalmente. por exemplo... Leia os textos que seguem. pelo menos é o que informam os especialistas. “meio-de-campo”. chamando-o de ‘desporto’. o pataxó. Cantor de forró do Ceará. Nas páginas dedicadas ao show business. que alguns tentaram. No esporte é a mesma coisa. por exemplo: é todo recheado de inglês. etc. é estrangeira imposta pelo colonizador. o que foi uma bênção. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. e F. soap-opera. já que a gente não os conhece nem de nome. que. 76 GABARITO Texto II 188. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. falemos de nós. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. inclui as apresentações em várias espécies de salas. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Pegue um jornal. cada uma fala o seu dialeto. especialmente o futebol (não mais foot-ball). Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. se você for a fundo no assunto.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. para verdadeiro. UEMS No texto I. toma um susto.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . restituía-a ao cativeiro. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. s/d. Aluísio. 281. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. d) II e III. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Vaidade que todo me há vencido. III. Quando necessárias. e ofendido. Misericórdia. e encaminharam-se todos para o interior da casa. 1993. São Paulo: FTD. e chegaram finalmente à cozinha. É verdade. Abraços que me rendem vossa luz. Soneto. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. O cortiço. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. c) I e II. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. com as mãos cruzadas nas costas. 191. Bertoleza. Estão corretas: a) I. Arrependido a tanta enormidade. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. recuou de um salto e. que o acompanharam logo. então. e) e as coisas que tu vais transformar. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. São Paulo: Círculo do Livro. dai-me os braços. b) I e III. d) ou os cofres que tu vais encher. amor. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. Luz que claro me mostra a salvação. Ofendido vos tem minha maldade. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. para a ceia do seu homem. Senhor. p. estava de cócaras no chão. para as não comprováveis. UEMS A respeito do texto II. Vencido quero ver-me e arrependido. Delinqüido vos tenho. Em virtude de tantas palavras importadas. que a sua carta de alforria era uma mentira. à frente deles. e que o seu amante. e) III. p. 229-30. In: Poemas escolhidos.Interpretação de texto I Avançar . c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Maldade que encaminha a vaidade. A salvação pretendo em tais abraços. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. que hei delinqüido. não tendo coragem para matá-la. Arrependido estou de coração. falar português é como falar inglês. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. GABARITO 192. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. Botelho.” AZEVEDO. De coração vos busco. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. antes que alguém conseguisse alcançá-la. pálido. desembainharam os sabres. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. b) antes de calculares os lucros da seara. Bertoleza. ensinava-lhes o caminho. João Romão ia atrás. 190. Os polícias.” E depois emborcou para a frente.189. é possível concluir que: I. vendo que ela se não despachava. Jesus!” MATOS. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. Jesus. II. Gregório de. Atravessaram o armazém. escamando peixe. U.

tão tarde? Que escrevem. solene. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. 1972. bem coletivo. “esse português de menino”.. 2. toda ela sofreu no Brasil. 151-2. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. Rio de Janeiro: José Olympio. Não fica bandeira escrita. Voltar Língua Portuguesa . e mesmo a portuguesa. analise a coerência das seguintes afirmações: 1.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. 3. as durezas. O falar “doce”. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. a influência da cultura africana. 1958. ora ao texto II. mas fica escrita a sentença. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. d) 4 e 5. GABARITO Com base na compreensão do texto..Texto II “Através de grossas portas. 9ª ed. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. p. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. c) 1. Obra Poética. b) Liberdade enfocada no plano individual. festas.. 3 e 4. inaugurado com a ama negra. 193. lili (. Rio de Janeiro: José Aguilar. tem um sabor quase africano: cacá. Estão corretas apenas: a) 2. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. A linguagem infantil brasileira. Cecília. da gente. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. b) 1. mas a linguagem em geral. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. firmou-se em todas as regiões do Brasil. inventa.Interpretação de texto I Avançar . 4. 2 e 4. pipi. tirou-lhes as espinhas. 3 e 5. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. imagina.” MEIRELES. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. e) 1. ao contacto do senhor com o escravo. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. do princípio ao final do texto. principalmente. A escolha das palavras. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. bumbum. é uma das falas mais doces deste mundo.” FREYRE. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. 3. tatá. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. 3 e 5. c) Liberdade. ed. nenen. conversam. fruto da luta política. destacando. Casa-Grande & Senzala. sob a mesma influência do africano e do clima quente. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. Sem rr nem ss. a fala séria. “Que estão fazendo. as sílabas finais moles. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. os ossos. Gilberto. IMPRIMIR 5. 2. indistintamente. nesses campos. sentem-se luzes acesas.

” 196. este orgulho. pois.F. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. mais forte que seu espírito. Tive ouro. Viu-a.” 195. Hoje sou funcionário público. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. no entanto. com seu vestido branco. que me paralisa o trabalho. vem de Itabira. e o amor. Hoje sou funcionário público.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. e pela primeira vez em sua vida. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. 125. A vontade de amar.F.” d) “de suas noites brancas.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. tive gado. 79 194. estendido no sofá da sala de visitas. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. U. orgulhoso: de ferro. tive fazendas. orgulhoso: de ferro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . este couro de anta. futuro aço do Brasil. Principalmente nasci em Itabira. não há idéias mais livres que as do preso.” d) “Tive ouro. Ora. por esse mar imenso da imaginação.” MACEDO. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. sem mulheres e sem horizontes.. reprimido. de suas noites brancas. esta cabeça baixa. exercia nele um poder absoluto e invencível. São Paulo: Ática. c) o poeta. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. toda cheia de encantos e graças. U. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. abandona a postura crítica. e. 197. esperando-o em cima do rochedo. que voou.. Principalmente nasci em Itabira. tive gado. que tanto me diverte. delineia-se o impulso erótico que é. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. sem mulheres e sem horizontes. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. atrevida. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. tive fazendas. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. Por isso sou triste. Noventa por cento de ferro nas calçadas. E o hábito de sofrer. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. é doce herança itabirana. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. Augusto amava deveras. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. 1997 p. A Moreninha. Joaquim Manuel de. viu-a chorar por ver que ele não chegava. U. Oitenta por cento de ferro nas almas. Itabira é apenas uma fotografia na parede. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas.Interpretação de texto I Avançar . PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde.F. ao se tornar funcionário público.

Mas sou cada vez mais. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. e a um e outro agradeço. Carlos Drummond de.” ANDRADE. mas sou. Há que amar e calar. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. pois que tenho um amor. Texto para as questões de 198 a 201. que se armou em coágulo. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Onde não há jardim. 32. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. ANDRADE. Mas. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . ed. Reunião. 1973. 19. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. p. um sistema de erros. pois jamais me sorriram. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. 161-3. Raimundo morreu de desastre. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. o sagrado terror converto em jubilação. Deus me deu um amor porque o mereci. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo.Interpretação de texto I Avançar . Carlos Drummond de. Explique. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. com suas próprias palavras. Antologia Poética. 1996. João foi para os Estados Unidos. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Rio de Janeiro: José Olympio. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. no mundo. há que amar diferente. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Era tempo de terra. p. porque me tocou um amor crepuscular. Pois que tenho um amor. talvez. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. Maria ficou para tia. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Teresa para o convento. Em ambos os textos. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. Rio de Janeiro: Record. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados.

16. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto I Avançar . A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. enfatiza a origem divina do amor. 04. como resposta. no verso 26. 08. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. a soma das alternativas corretas. 08. 64. como resposta. relata um desencanto amoroso passado que. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tende a se repetir. 32. 32. 04. relativizando a força demoníaca com que ele atua. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 02. 02.198. 32. 200. o eu-lírico: 01. “e”. 199. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. Há uma explicação correta em: 01. servindo para especificá-lo. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. Dê. 16. 64. Dê. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. como resposta. respectivamente. 08. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. 02. dando-lhe. 16. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. a soma das alternativas corretas. decorrentes da ação do tempo. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. 08. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. dimensão nova. como resposta. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. 04. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 64. é correto afirmar: 01. Dê. 02. no presente. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 32. contudo. UFBA No poema. 04. Dê. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. a soma das alternativas corretas. “um amor” e “amor” referem-se. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. UFBA Com referência ao texto. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 16. 201.

” b) “Por que. / fecundar óvulos mortos. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ninguém fala. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes.” 204. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. no país do ‘homem cordial’.202. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. 05/08/00. na linguagem informal.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” 203. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. no país do ‘homem cordial’. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. vemos esse bem ser atingido em seu âmago.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. de 19/04/2000. no país do ‘homem cordial’.” GABARITO d) “Por que. no país do ‘homem cordial’. nestes tempos neoliberais. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . no país do ‘homem cordial’. É a língua cotidiana. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. Assinale a alternativa que. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que.” e) “Quisera pascer cuidados. melhor traduz a formalidade do discurso acima.” IMPRIMIR Folha de S. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua.” c) “Por que. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala..” Revista Veja. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. Paulo. eu perdi o medo do mundo e do vento.” b) “Tendo-a ao meu lado. no país do ‘homem cordial’. No caso do Brasil..” e) “Por que. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000.

questionando de forma contundente os seus valores. lindo e joiado. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (.” Um bodegueiro na FIEC. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. CD 804. VAT. de G. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. In: Bonito..Interpretação de texto I Avançar . pois. no qual está camuflada uma crítica. 206.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . 1989. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras.M. que a denuncia em tom de sarcasmo.142. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. 205. o segundo. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses..A seguir. In: Burguesia. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. Israel/Cazuza/E. o que não ocorre no de Falcão.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. pela ironia. 1993. PolyGram. F. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. são apresentados dois trechos de músicas. LP 838 448-1.M. F. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. ao de Cazuza. opondo-se.” Burguesia. Neves.

das passeatas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) “Nunca esteve tão bom para nós. o que deu errado. as creches continuam insuficientes. e) hipérbole. Marina. Nunca foi tão difícil. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. b) ironia. 124-5.” SUPLICY. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. para exigir seus direitos publicamente em passeatas.” COLASANTI. UFF-RJ Segundo o texto. Reflexões sobre o cotidiano. Porque não estão coladas nos filhos. contra todos os governos que as oprimem. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. abordado nas questões de 62 a 64. 208. pela melhoria das condições de vida das mulheres. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. 209.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. Nem tão difícil. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. amigos e marido. p. Pensar pelo que brigamos até agora. b) de todas as mulheres. 210. “exigimos”. 84 d) dos governos. onde fomos usadas pelo sistema. amigos e marido. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. 207. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. É uma luta mais intimista de um lado. para conscientizar os colegas. fora dos jornais. e) das mulheres todas. cumprindo a sua vida. Unifor-CE No segundo parágrafo. de formiguinha. mas tudo está por fazer. Porque.Interpretação de texto I Avançar . 1986. A luta de base. Porque não estão em casa. mulheres. amigos e marido. d) comparação. Mulher daqui pra frente. 1981. por melhores salários. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. Marta. Os salários não são iguais. Esta é uma hora para se parar e pensar. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. d) Uma vez profissional. mas basicamente com os companheiros de trabalho. mais difusa na realidade. o que fazer de agora em diante. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. c) dos companheiros de trabalho. São Paulo: Linoart. mas da prática do obter e do ser. c) metonímia. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. mulheres. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. Muito está colocado. Porque não estão à disposição dos maridos. o que conseguimos.

reflexos no espelho (infiel) do dicionário. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos.. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. no sentido conotativo. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. Denominase silepse esse tipo de concordância. Ó Formas vagas. c) Fomos ouvidos com atenção. e) Purê de palavras. bons tempos.. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. de 20 de dezembro de 1999. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. não revolve os intestinos da vida. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. parece que foi ontem. 213. É possível afirmar. Incensos dos turíbulos das aras. cristalinas. no campo da concordância. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. por exemplo. da leitura do fragmento acima.. 214. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Assinale a alternativa que contém silepse. ambas.211. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. b) metonímia. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. resultante do cruzamento de sensações.” 85 GABARITO Pode-se observar. o que nos deixa agradecidos.. de neblinas!. brancas. c) catacrese. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. publicado na Revista Época. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. o tempo trabalha a nosso favor. somos seres lineares. maus tempos. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. no sentido denotativo. c) Não corta na verdade a barriga da vida. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. diz David Ewing Duncan. de neves. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. UEPI Em: “Ó Formas alvas. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). fluídas... “Eis uma definição ampla de tempo. ambas. d) Escrever é triste. há muito tempo que não o vejo. e) antonomásia. participou do concurso e espera ser aprovado. Unifor-CE Muitas vezes. d) sinestesia. a) Alguém.Interpretação de texto I Avançar .” Encontra-se uma figura de linguagem. Formas claras De luares. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. 212. chamada: a) metáfora. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. Voltar Língua Portuguesa . d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo.

considere-a desde o berço até seu leito de morte. e a mulher será como deve ser. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. da UNISC. e por conseguinte sobre o destino das nações. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. a nomes de medicamentos. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. fazendo-a crer que é rainha. de acordo com o texto. ao lado do homem. Cintilações de uma alma brasileira. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. na sua grande maioria. Não façais dela a mulher da Bíblia. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. 115-7. Voltar Língua Portuguesa . desde o berço até o leito de morte. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. terna e pudica esposa. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. boa e providente mãe. ou sua escrava. cujo expoente é Oswald de Andrade. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras.215. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. Mulheres / Ed. por último. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. terna e pudica esposa. 216. filha e irmã dedicadíssima. dedique-lhe. rumo à regeneração dos povos. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida.Interpretação de texto I Avançar . boa e providente mãe”. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. trate-a como uma companheira da sua vida. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. joguete ou escrava. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. 1997 p. com claro conteúdo semântico.” FLORESTA. de Nelson Sargento. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. Nísia. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações.

poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. Setembro/99. que é a soma das cores restantes: o verde. o tratamento médico fica comprometido. laranja e vermelho. Afinal. Com isso. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. e) Ao pôr-do-sol. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. Mas as menores (o violeta. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. acabam trombando e se desviando. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. À medida que o Sol vai se pondo. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. explica o físico Henrique Fleming. Quando o Sol está alto. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. o amarelo. separando as cores. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. é branca. o laranja e o vermelho. porque a atmosfera filtra os seus raios. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol.” Superinteressante . Por fim. até as ondas longas.Interpretação de texto I Avançar . no crepúsculo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) As cores.1997. colidindo com mais obstáculos. e) sem uma certa dose de magia. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. o azul. F. 87 218. d) As cores do arco-íris. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. Lendo-se o trecho. o anil. da Universidade de São Paulo. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). pois o Sol está abaixo do horizonte. o amarelo. ao longo de um dia. somadas. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso.217. o laranja e o vermelho. ao trombarem. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. dão à luz solar a cor branca. o verde. Existem partículas de poeira.M. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. espalhando-se.

a figura que representa. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. e o leitor visto como decodificador da letra. não o compreendemos. Falando em leitura.. para a autora. a fazer sentido para nós. pois. ‘ler o tempo’. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. seu conteúdo passam a ter sentido. Ler é interpretar. na medida em que interpreta o que observa. de uma situação. por motivos os mais diversos. Voltar Língua Portuguesa . O que é leitura.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos.. a cor. está: a) certa. por economia ou preguiça. 88 219. pois. surdos. um cinzeiro.) Sem dúvida. folheto. Por essas razões. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. Neste sentido.) (. pois. ‘ler o espaço’. uma conversa. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. histórias em quadrinhos. b) errada. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. pode-se concluir que o ato de ler é. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. uma língua estrangeira. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. para a autora. Quer dizer: não o lemos. o material e as partes que o compõem.. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. e) certa. ele pode ser considerado leitor. como se diz.. ficamos cegos a ele. Se o texto é visual. para a autora. Ática..” Pode-se dizer que a afirmativa acima. “Falando em leitura. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. diante de um empurrão proposital. uma peça musical. as imagens. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. IMPRIMIR c) certa. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. para a autora. O formato. (. 7-10. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. ‘vive lendo’. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. um vaso. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. Um dia. diante de uma batida casual. ao começarmos a pensar a questão da leitura. fotonovelas.. d) errada. fotonovelas e histórias em quadrinhos. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. ‘ler o olhar de alguém’. um quadro. (. pois. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. uma aula expositiva. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. ‘passar os olhos’. E consideramos sua beleza ou feiura. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. Um discurso político. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. revista. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. p. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto.. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. Se é sonoro. ou de franca defesa. em relação ao texto. São Paulo. d) ato prazeroso de decodificar romances. melhor. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. uma necessidade nossa. uma fantasia. em ler superficialmente. podemos ter em mente alguém lendo jornal. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. em última análise.“ MARTINS. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. minha reação pode ser de mero desagrado.. um livro. 220. Maria Helena. sem jamais tê-los de fato enxergado.Interpretação de texto I Avançar . pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita.

pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. Sebastião. Com base na foto abaixo. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto.Interpretação de texto I Avançar . pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. Assim como textos. em 1994. 2000. c) o progresso e a guerra. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. Êxodos. responda às questões de números 222 e 223. d) refletir sobre o desamparo da criança. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. b) admirar a composição com o fundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. c) surpreender-se com o gesto do menino. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. d) a infância e o mundo adulto. UFR-RJ Paulo Freire. ao enquadrar o trem parado ao fundo. 223. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. UERJ O fotógrafo. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra.” 89 SALGADO. 222. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema.221. onde os refugiados se encontravam instalados. São Paulo: Companhia das Letras. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. b) o real e o imaginário.

d 55. e 51. b 67. 07 58. V – F – F – F 76. d 56. a 65. b 88. c 36. b 31. c 27. V – F – V – V – F – F 2. 05 71. e 84. b 25. b 13. c 72. d 69. c 47. 56 42. c 8. 02 49. a 40. V – F – F 39. e 89. b 33. F – F – F – V 48. d 82. V – V – V – F 75. a 34. d 44. c 57. V – V – F – F – F 29. c 70. b 14. a 81. a 83. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 85. V – V – F – V 93.Interpretação de texto I Avançar . b 46. V – V – V – F 74. b 63. c 24. V – F – V – F 3. c 45. b 30. 28 60. V – V – F – V – F 92. a 20. a 26. a 78. a 52. V – V – F – V 9. c 41.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. V – V – V – F – F 17. d 66. V – F – V – F – F 18. V – V – F – F – V 90. V – V – F – V – F 96. V – V – F – V – F 91. c 32. 25 62. F – V – V – V 38. b 21. 54 10. 01 50. d 35. c 54. F – V – V – V 77. e 80. V – V – F – V 37. b 4. d 86. a 19. b 87. V – F – V – F – V – F 94. b 11. c 15. b 79. c 6. c 64. b 22. b 12. c 5. b 68. V – V – F – F – V 95. d 43. d 73. e 53. e 7. 34 61. d 23. V – V – F – F – V 28. F – V – F – F – V – V 16. 56 59.

a 111. c 102. 80 105. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. no debaixo do capotão de meu avô. a 106. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. . Nos currais do Sobradinho. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. 100. d 130. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. c 115. 122. 99. • Maquiada. c 104. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. 120. 121. d 131. . d 128. 98. e 103. • Julgamos os outros pela aparência. b 117. • O ponto de vista é interno à narrativa. a) Narrativa. V – F – V – V 109. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. c 124. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. c 132. passei os anos de pequenice. V – F – V – V – V 125. a) Julgamento pela aparência. F – F – F – V 126. 101. V – V – F – V 110. a 129. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. a 113. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. arbitrária e violenta. b 118. e 112. b) O(s) dono(s) do cachorro.ou O ser humano. c 107. d 119. a) Agora surgiu uma nova. podendo ser caprichosa. d 116.ou Agora apareceu uma nova. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato.Interpretação de texto I Avançar . o animal desconfiado que tem dentro de nós. a 133. V – F – V – F – V 127. c 134.2 97. V – V – V – F 108. c 114. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. a 123. avô do personagem-narrador. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial.

a 140. a 176. b 172. b 157. a 197. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. d 209. c 151. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. c 155. b 165. V – F – V – F – F – V 192. e 179. b 156. d 154. d 163. 43 145. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. V – F – V – F 184. F – V – V – F – F 183. V – F – V – F – V 164. 22 187. c 152. b 194. c 220. c 189. e 173. 198. a 205. c 219. e 221. b 218. V – F – V – V 188. a 178. c 166. b 180. d 211. V – V – V – F 161. e 214. Lili. c 196. a 222. d 223. c 169. e 206. a 171. b 143. 04 202. b 207. V – V – V – F 162. d 215. F – V – V – F – F 147. d 181. 26 146. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a 208. d 182. b 142. 46 200. 54 199. b 204. e 193. F – F 148. valorização da fantasia e da imaginação. a “que não amava ninguém”. c 213. e 139. V – F – F – V 186. d 159. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. F – V – V 149. 51 201. c 203. c 167. c 136. e 212. uma personagem fora da quadrilha. a 195. a 170. a 141. a 138. a 153. d 150. V – V – F – F – F 160. b 190. e 168. a 174. b 177. 08 185.Interpretação de texto I Avançar . e 175. d 217.3 135. ela se casou com J. e 137. e 210. 09 158. b 191. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. Pinto Fernandes. 34 144. a 216.

onde todos as têm por suas. até que muita gente a fez sua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘Não. Era nova. estão governando o mundo. repetiu Natividade. significa: “descobrir pelo tino. e para Paulo era o início da revolução. ( ) Atinar. dar com. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. as opiniões é que não. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. em “preto e branco. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. acertar com. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. Nascem modestamente. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. quando menos pensam. metonímia em “esperemos o sol“. era enérgica.” Esaú e Jacó. ficou sendo patrimônio comum. e vai levá-las à feira. era enérgica. como no caso de Aires. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. que para Pedro era um ato de justiça. as opiniões é que não.. Há frases assim felizes. muitas aparecem órfãs. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. Cap.. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. se era a política que o faria grande homem. 1 GABARITO 1. para os itens verdadeiros. Ele mesmo o disse. e. Alguém a proferiu um dia.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . gravíssima” e “Era nova. ( ) “– As opiniões é que não. conforme o dicionário Aurélio. era expressiva. Não atinou.. concluindo um discurso em S. ‘Emancipado o preto. antítese. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. achar. não era de ninguém. mas a opinião uniu-os. pelo raciocínio. emancipando o preto. Paulo. esperemos o sol. por conjetura ou por indício. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. e F. caracteriza um hipérbato. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. discurso ou conversa. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave.’ — As opiniões é que não.. 37.” ilustra um discurso indireto. resta emancipar o branco’. Como então não sacrificar?. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. resta emancipar o branco. mamãe. em 1888.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. inclusive a vida e até a honra. ainda que por diversa razão. Estavam então longe um do outro...LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. UEGO Assinale V. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. Outrem a repetiu. pág 59 – 60. verteas como pode. era uma ameaça ao imperador e ao império.” Natividade ficou atônita quando leu isto. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. e continuou a viver sem mácula. Nem sempre as mães atinam. à semelhança das idéias. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. Não achava explicação. repetiu Natividade acabando de ler a carta. Cada um pega delas. como a gente pobre. nascidas de nada e de ninguém.

vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. disse comigo. 244-5. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. mas de um modo geral. Poesias completas (1956–1967). há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. d) as afirmativas II e III. c) as afirmativas I e II. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) sinestésica. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III.” ASSIS. É um bom dissolvente. 1989. U. D. ‘Lá estão eles’. move os êmbolos das máquinas. Na segunda estrofe. analise as seguintes afirmativas: I. Carmo. GABARITO Após a leitura do poema. e) somente a afirmativa I. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo.Leia o texto a seguir e responda a questão. Reduzida a vapor. 2 3. bases. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. III.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . dei com os dois velhos sentados. se denominam máquinas de vapor. Consolava-os a saudade de si mesmos. sais. lição pretendida pelo eu-lírico. Aguilar. No texto. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. d) paradoxal. ácidos. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. sob um luar generoso e branco de camélia. achei aberta a porta do jardim. Rio de Janeiro. In: Obra Completa.”. Ao fundo. sob tensão e a alta temperatura. Machado de. Fui a pé. Aguiar estava encostado ao portal direito. que. c) conotativa. Embora com exceções. por isso.F. Lisboa. Ao transpor a porta para a rua. Memorial de Aires.” GEDEÃO. com as mãos sobre os joelhos. quando a pressão é normal. Antonio. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. há uma informação físico-química que. II. insípida e incolor. à entrada do saguão. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. olhando um para o outro. embora incorreta. entrei e parei logo. Com relação às afirmativas acima. b) as afirmativas I e III. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. 1972. à esquerda. dissolve tudo bem. b) coloquial. 2. p. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. Portugália. Quando pura é inodora. tinha os braços cruzados à cinta.

Ao longo estendida. IESB Julgue os itens. Alforjes vazios. Sentiu-lhes o frio. e) I e IV.11) configuram oposição em nível conotativo. Vieram famintos.” 5. compreensão e interpretação textuais. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. foi usada a linguagem de nível técnico. Na redação do texto. sem incorrer em qualquer erro gramatical. ( ) olhos opacos (v. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Chamou-os meus filhos.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Sentaram-se à mesa. I. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. c) II e IV. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão.” Neusa Peçanha. Vieram vestidos De linho. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. E ele chegou. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. Desnudos. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . conseqüência. U. 3 4. segundo os critérios da leitura. 10. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. 15. entre outras. II. Sentiu-lhes a fome. d) III e IV. GABARITO Texto para a questão 5. IV. Nem água.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Na branca toalha. nem pão. Os olhos opacos. 5. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. nem peixe. Nem vinho. Cansados. b) I e II. De seda. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. III. ( ) Nos versos 16 e 17.5) e olhos tão ávidos (v. 20. Sentaram-se à mesa. Serviu-lhes a paz. Olhou-os nos olhos.

era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. o sentimento do Major frente à situação. Voltar Língua Portuguesa . uma leitura nos surpreende. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. 1992. São Paulo. no caminho para a prisão. c) desistir. consegui fugir./S. e) meditativo. a expressão fora às nuvens. indica que o Major ficara: a) indiferente. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. mas tendo-o deixado mal. Manuel A. como o Leonardo. retiradas do fragmento transcrito do romance.Leia o texto a seguir e responda a questão. a quem uma vez tivesse posto a mão. Globo 1987 p. a) se o Leonardo (. d) desanimar. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. ed. No entanto. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto.. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. fosse qual fosse a sua natureza. lhe havia podido escapar. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. b) eufórico.. em Memórias de um Sargento de Milícias. Memórias de um Sargento de Milícias. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. Texto para as questões 7 e 8.) arranjasse depois a soltura. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. o Vidigal era até capaz. Da preguiça como método de trabalho. FTD. de. citada. isento de qualquer traço idealizante. mas. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. *Incunábulo: [do lat.m. 4 GABARITO 7. driblando a escolta. entre outras coisas. Se o Leonardo não tivesse fugido. d) enfurecido. muitas vezes. na 1ª linha. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. de ser seu amigo. c) uma vida tão regular e tão lícita. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. c) envaidecido. Por exemplo. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. Rio de Janeiro. Berta. e) inimigo irreconciliável. ficava-lhe sob a proteção. Nesse sentido. intitulado Escapula. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. 6. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. d) fosse qual fosse a sua natureza. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. tão do gosto do romance romântico da época.. origem. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. há outras. b) machucar-se. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. e degradá-lo diante dos granadeiros. por isso. Incunabulu: berço] Adj.” QUINTANA. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original.. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. ‘incunábulo*’. UFMS Leia o texto abaixo.” WALDMAN. “Esparadrapo”. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. e) destruir. 8. 2 – Começo. por exemplo. Mário. “Prodígio de humor e ironia.’” ALMEIDA.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . por fim de contas. que parecem estar insinuando outra coisa. 83. principalmente quando se tinha. uma vida tão regular e tão lícita. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. aliás de nobre sentido.

PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. b) casa. cremos. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. cremos. c) . o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. da difusão da informação de interesse público.. Nas referências descritivas de seres inanimados. Egon José.9. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. que possibilite o trânsito correto da informação. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. Considere as seguintes afirmações: I. pluralista.. conotativo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 5 Indique a opção. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. 10. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. III. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre.” SCHRAMM. participativa e laica.. Está correto o que se afirma: a) em I. Esta base.. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente... Na construção de uma sociedade justa e democrática. tem especial relevância a existência da imprensa livre. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. tem especial relevância a existência da imprensa livre. e) companhia. da difusão da informação de interesse público. b) Esta base.” Carlos Drummond de Andrade. acreditamos. d) apenas em I..) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. 11. c) banda. A continuação do exercício desta prática jornalística. d) turma. e não o sentido figurado. 22 de setembro de 1999. II. cuja frase. II e III. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias... se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente.. Jornal de Santa Catarina.. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade.. U. e) apenas em II. c) em I e II.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . b) em II e III. com boas intenções.. retirada do texto acima. É o tipo de texto que analisa. indispensável para a afirmação da cidadania. denotativo.. d) . interpreta e explica os dados da realidade.

– não me parece que se deva desprezar. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. de membros da mesma frase. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. é outra coisa. à força de velhas.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. ou antes por uma exageração de princípio. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. pegasse da pena e contasse alguns. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. A este respeito a influência do povo é decisiva. porém de sentido diferente. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. não se lêem. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. porque. o que é um mal. Em geral. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. mas que sabem perfeitamente os clássicos. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. ( ) Por “no século de quinhentos”. se fazem novas. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. como se diz nas autópsias. porém. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Cada tempo tem o seu estilo.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. desentranhar delas mil riquezas que. esta monotonia acabou por exaurir-me também. como tudo cansa. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. locuções novas. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. ou de dois ou mais versos. para referir-se a determinados fatos. em relação à semântica e à estilística. mal comparando. entendemos os anos de mil e quinhentos. Mas se isto é um fato incontestável. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. / “Os amigos que me restam são de data recente. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. Há portanto certos modos de dizer. o capricho e a moda inventam e fazem correr. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. outros há que os adotam por princípio. Divergência digo. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Feitas as exceções devidas.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vida diferente não quer dizer vida pior. / “Ora. / “Entretanto. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. e que apenas conserva o hábito externo. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. / “O que aqui está é. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. Pelo contrário. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. nem tudo temos os modernos.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. o interno não agüenta tinta. A influência popular tem um limite.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. Nem tudo tinham os antigos. não se lêem muito os clássicos no Brasil. GABARITO 13.12. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores.

UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. e F para os falsos. para os verdadeiros. F. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. sábado de manhã. III.. I. aparentemente submissa. d) ênfase e comparação. não? No Rio de Janeiro. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) eclipse e paralelo. c) antítese e metáfora. o rosto inchado. c) todas as afirmações estão corretas. trancados na ilha do nosso egoísmo”. a) ironia e hipérbole. Clarice. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. uma rosa molhada. e) contraste e alusão. III e IV estão corretas. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. vejo que é sábado de tarde. nós já tínhamos tomado banho. b) apenas a III está correta. de súbito. d) I e IV estão corretas. Se chovia só eu sabia que era sábado. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. Os melhores contos de Clarice Lispector. Há antíteses na letra da música acima. São Paulo.” LISPECTOR. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. e o vento: uma picada. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . II. A palavra paciência tem um sentido denotativo. antes do vento espantado poder recomeçar.. Tem sido sábado. Então eu não digo nada. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem.14. mas já não me perguntam mais. São também utilizadas expressões populares no texto. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. 15. leia o texto “Atenção ao sábado”. a abelha no quintal. e) II. Global. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. Use V. quando se pensa que a semana vai morrer. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. 1997. Seleção de Walnice Galvão. 16.M. sangue e mel. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. IV. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Domingo de manhã também é a rosa da semana.

sem açúcar. ótimo. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. O arado e a estrela. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém.. a soma das alternativas corretas.. na incauta adolescência. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’.. dará mais sabor à erva. de uma boca para a outra. a conversa será mais lenta. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas.” 02.17. no texto em que estão inseridas. Raquel. Campo Grande. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. com os espetáculos de circo dos parnasianos. jamais fiz distinção entre uns e outros. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. ressuscitada a cada geração. (. sem querer. O ideal é tomá-lo numa grande roda. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. passar a cuia de uma mão para a outra. Se alguém falar alguma frase. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. explosão criadora.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. respeitando a vez de cada um. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. em relação à semântica e à estilística. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. como chê-kambá ou cunhataí. IMPRIMIR GABARITO 01.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” 16. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. para não azedar o mate. Tereré é o refresco. Quanto a mim. E. “. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. sob um laranjal. regado a água quente. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . com a sua livre poética. entre os trechos abaixo. regado a água quente. Chimarrão é o mate cevado. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. além de tudo. 1996. Tanto de um como de outro grupo etário. De acordo com o clima. bem gelado. sem açúcar. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. entre novos e velhos. passa-se do chimarrão ao tereré. E assim. morena e matuta. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. embora sem querer. sob um laranjal. “O ideal é tomá-lo numa grande roda.” Dê. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. Acontece que. uma bomba ou bombilha e a erva moída. “Chimarrão é o mate cevado. Os (ainda) chamados modernistas. identifique. em prol do equilíbrio universal. tudo muito morno e quente. Sendo assim. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. como resposta. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. a conversa será mais lenta. alguma palavra em guarani. p. 23. Voltar Língua Portuguesa .. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. não existe geração espontânea. são por natureza os nossos filhos naturais. sem rede de segurança . por sua vez. retirados do texto de Raquel Noveira. Quanto a estes. habitual).)” NOVEIRA.” 04. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. aquele(s) em que há presença de conotação. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham.” 08. 18. próprio. UCDB. Ed. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. de cachimbo da paz.

30/06/99 (METÁFORA). enche o cara de chumbo. sendo um popular. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. U. – Então vamlá. – Ih. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. O guarda passa por eles.19. em linguagem formal.. III. ou seja. – O berro. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. Foram utilizados dois níveis de linguagem. c) hipérbole. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. 20. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora.. Pra arejá. II.” Luís Fernando Veríssimo. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. Estão corretas: a) II e III. Engrossou. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. 9 GABARITO 21. 14/04/99 (PLEONASMO). tá recheado? – Tá.. b) I. d) eufemismo. Apareceu um guarda. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. – Podes crê. Disfarça. e) I e II. com vocabulário rico. e outro culto. agosto/99 (PROSOPOPÉIA).. sem mudar o sentido. II e III. disfarça. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. e) ironia. na passagem do guarda. sujou. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais.. “. – Valeu. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é.. Dois homens tramando um assalto. Ou que os iluministas do século 18... d) I e III..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. 27/01/99 (METONÍMIA). b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa.. – Discordo terminantemente. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho.. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. c) I. b) prosopopéia. é correto afirmar: I. retiradas de revistas de circulação nacional.. Servicinho manero. 22. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. É só entrá e pegá. agosto/99 (ANTÍTESE). cheio de gírias.. O guarda se afasta.. poderia ser substituída....

10 Na composição do excerto.. 1984. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. Beijo na boca. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. gosta de fazer bonito. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. 87. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. b) Vi com meus próprios olhos. 13. c) “Luar. Ninguém chupa a manga da camisa. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. c) Ambos enfocam a temática amorosa. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. e) “Quando a gente é novo.” 24. Rio de Janeiro: 7 letras. U. como na poesia marginal em geral. 2ª ed. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. b) Ambos focalizam a temática amorosa. a) Aos amigos faltou-lhes coragem.” d) Toda profissão tem seus espinhos. 2000. 25. p. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. e) perífrase. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. d) Ambos ignoram a temática amorosa.” CHACAL. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. São Paulo: Brasiliense. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. 26.. presente e futuro. (. U.E. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. Voltar Língua Portuguesa . através da ironia que minimiza diferenças entre passado.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . p. d) metonímia. U. c) metáfora.)” José Paulo Paes.23. despertando atenções para o eu-lírico. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. b) sinestesia. IMPRIMIR Sobre os poemas. Drops de abril.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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14. 6. 8. 9. 3. b c c d e c e a c F-F. 11. 20. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 19. 12.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1.Vocabulário Avançar . 24. 7. 15. 21. 16. 4. 23. 5. 18. 22. 17. 2.F-V-F-V d d 13. 10.

encontro consonantal e hiato. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir.” Lourenço Diaféria. 4. c) ditongo.’ Considere as seguintes atitudes: 1. d) negociação e países. Unifor-CE “Vejam que país. e) Antigamente. para os falsos. ortografia e formação das palavras Avançar . e) polícia e principais. dígrafo e hiato. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um.. Você fica louco da vida. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. dígrafo e ditongo. b) biologia e adquirida. e) ditongo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. b) hiato.. como humano. respectivamente. dígrafo e ditongo.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. d) ditongo. GABARITO 3. nas palavras: a) ameaças e contrário.. Você corrige um erro.Fonologia. 4. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. para os itens verdadeiros. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. existe. 2. uma separação formal e intransponível.” “. na Língua Portuguesa. 2. 1 ( ) A letra h não representa. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua.a lavadeira cheira a gim. enviavam-se muitas cartas em mão. 3. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. Você corrige dois erros. nenhuma fonema. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. e F. encontro consonantal e ditongo. acentuação. d) Aproveito-me desta oportunidade. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . Use V.. entre mim e eles. c) científicas e biogenética.

guaraná. Anhangüera. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Em chalera. b) II e III.. 64. aguei. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. II. agüei.a velocidade da rotação. adquiri. U. 2 GABARITO 8. aguei.” I. atenção. d) III e IV.” – fonemas /ku/. e) I e III. “.” – fonema /k/. b) Anbiguidade. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira.. De acordo com as regras de acentuação gráfica. güaraná. U. Anhangüera. IV. e) Ambigüidade.enquanto dá voltas. distingui. a) Ambigüidade.. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é.5. 02. tranquilo.” – fonemas /kw/. houve substituição da consoante final por semivogal. “Os americanos acham. d) Ambiguidade. III. e) apenas II e III. “Daqui a alguns milênios. tranquilo. São corretas as afirmações: a) I. III. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. guaraná.. 01. “. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.” – fonema /k/. adqüiri.um pião enlouquecido. II e IV. adquiri. 32. ortografia e formação das palavras Avançar .. Anhangüera. adqüiri. Em sensacionau.. I. agüei.. acentuação... houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. II. c) I e II. como resposta a soma das alternativas corretas. güaraná.. c) apenas III. tranqüilo.. algumas palavras sofreriam alterações. furacões.. tranqüilo. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema.. distingui. dá de chaleira.Fonologia. “.E. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. agüei. 08.” – fonema /k/. 6.. Está(ão) correta(s): a) apenas I. vai marcar. Anhanguera. Em marcá. 04.. b) apenas II. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). distingüi. “Séculos quentíssimos. 16. d) apenas I e II.” – fonema /k/.” – fonemas / ku/. respectivamente. adquiri. distingui.F. c) Ambigüidade. Dê. tranqüilo.. distingüi. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. guaraná.... Sem contração de preposição com artigo. 7. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. É goooool.. formando um ditongo crescente. “Nevascas. Anhanguera.

b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. U. c) confessar. venga a buscar la suya. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. recriada por esse texto. extrangeiro.Fonologia. alto-falante. b) Eletricista. beneficiente. acentuação. losango. prazeiroso. 88. Paraíba e caudal. vultosa. ( ) As palavras gracias. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). da globalização lingüística. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). a) Empolgação. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. I tutto para você pagar com money brasileiro. ocorrem. o italiano e o francês. 12. 3 9. celebral. no texto. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. assim como o português. Voltar Língua Portuguesa . tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. c) Assessores. frustado. Perché si non vous puede ficar sem. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. 95. la mejor Parker Collection du monde. Come on. a confusão de línguas também impede a comunicação. asterístico. e) recorria. ( ) Na Babel global. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. 11. b) adivinhar. ortografia e formação das palavras Avançar . d) dígrafo – ditongo – ditongo. e) Eletrecista. pretensão. pretenção. despercebido. b) dígrafo – hiato – ditongo. d) velho. através. c) ditongo – dígrafo – hiato. entitular. asterisco. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. celebral. Premier. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. IMPRIMIR GABARITO 13. ( ) O fato de o espanhol. Gracias à abertura da nossa economia. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. 10. capisci?” Revista Veja/SP. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. e) ditongo – dígrafo – ditongo. “Agora in Brasile. ascenção. prazeiroso. 180 e mucho más. previlégio. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. auto-falante. d) Sicrano. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. a) qualquer.

necessária. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova. c) calabr. alguém.... fechava o livro e o esquecia.... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. assinale o que for correto. U... Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas... 16..E. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... “Esse público buscava na literatura apenas distração. d) incluído – sandália...esperando o próximo..tão logo chegava ao final.. lingüística. 02. Os vocábulos “macaco”. 08.. “.E.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha..... “.. U..passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. d) óbvio. e e o... as palavras da alternativa: a) língua.... que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. 17.. b) exímio – vírus.. 01. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. São acentuados graficamente os vocábulos “só”. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante..... U.... d) viuv. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas.. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. a e e. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.. 19...” 02.. c) português. percebemos que havia um problemão a resolver. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. 04.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.. 16. 18. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.14.. a) cândido – armário.... “... país. 15. às vezes.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm... e) estranh. sentido pejorativo.. a soma das alternativas corretas. usado nessa palavra em negrito na citação acima.Fonologia.. O sufixo ESA. obrigatório. 01. aliás... b) cert...” 04.... completará corretamente a grafia de: a) bel. de várias maneiras.” 16.. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica..” 32.. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o. úteis. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.. ortografia e formação das palavras Avançar .” Dê. na grafia da língua portuguesa.. c) supérfluo – incêndio. influência... a soma das alternativas corretas.. b) filológica. e) límpido – vôo. acentuação.. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. como resposta. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea...” 08.. Dê. “.. como resposta...

No esporte é a mesma coisa. o português. Cantor de forró do Ceará.. acentuação. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro...... o que foi uma bênção.. funk. segundo a gramática normativa. que alguns tentaram.. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte.. funk e hot dog. toma um susto.. c) Quando a chuva começou. pretendemos ser. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. Mas não pega.. onde as melodias podem ser originalmente nativas. deixando de lado os índios que nós. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. por exemplo: é todo recheado de inglês. especialmente o futebol (não mais foot-ball). a) sacrário – difícil. rap... etc.. como na África. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book.. 22. Mas... etc. pelo menos. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. Todos pensaram que ele fosse .I. . se você for a fundo no assunto. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. etc.. iria passar ..... mas devem ser chatos ou difíceis. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’.... mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. sem guarda-chuva. E o leitor do noticiário.. mas Camarões venceu. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. as drogas mais leves.. c) colégio – sério. o pataxó. e) convênio – válido. inclui as apresentações em várias espécies de salas.. back é beque. se não for escolado no papo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Os índios têm lá os jogos deles. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. pelo menos é o que informam os especialistas. “(. que. tudo é show. nós a recebemos do colonizador luso... minhas.. F.20. assinale a alternativa correta.... Nas páginas dedicadas ao show business. ou até na rua.. depois. GABARITO 21. então.... nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez.. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. como um peru de farofa. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários.. Imagina se. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. tem significação mais extensa. os brasileiros... e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. entre as expressões entre parênteses.. Pois aqui no Brasil. a todo instante tropeça e se engasga com rap. A começar que a nossa língua oficial. hamburger. chamando-o de ‘desporto’.. Suas idéias vão . d) tórax – ingênuo. é engraçado. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. ou pior.. falemos de nós. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. por exemplo. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. e) Não estou ______ desses problemas políticos. ele viu que..... 5 Palavras como show.. ortografia e formação das palavras Avançar . Pegue um jornal. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. soap-opera. ou. ‘meio-de-campo’.Fonologia. já que a gente não os conhece nem de nome. como a maconha. o placar. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.. b) ônibus – ígneo. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa).. cada uma fala o seu dialeto. punk. b) Há gente que pretende .. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu... O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. pelo menos. Correio do Estado 21/05/2000. milk shake: a) São estrangeirismos que. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem.” Rachel de Queiroz..

Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. d) “só” – “três”. para as verdadeiras. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”.Fonologia. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. ortografia e formação das palavras Avançar .. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. e dão lucro imediato. ‘Se você começou como padeiro. 24. acentuação. como em “as páginas”. 25. c) “jamais o cruzei a nado”. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. empresário.. 01. para os falsos. d) “na minha longa descida”. de adubar nem de regar. João Cabral de Melo. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. como existem médicos. Há o importador e há o muambeiro. como resposta. a soma das alternativas corretas. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear.)” VERÍSSIMO. e) “áreas” – “Mário”. jornaleiro. c) “espécie” – “idéias”. há políticos e politiqueiros. b) “iguais em tudo e na sina”. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. e) “todo o velho contagia”. timbaleiro ou seresteiro. segundo ela. b) “Até” – “propôs”. U. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. Voltar Língua Portuguesa . 04.. é um sufixo pouco nobre. por isso jamais recebem acento gráfico. (. Existem suecos. grande investidor ou latifundiário. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. “os parisienses”. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado.” NETO. 02. 08..E. leia o texto “Eiros”. 7/10/95. Os artigos definidos. U. 16. Use V. “a capital” e “o ar”. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. Aliás. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. UFMT Para julgar os itens que seguem. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. Jornal do Brasil.23. terapeutas e curandeiros. e F.F. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. não se precisa de limpa. (. Morte e vida severina. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. são monossílabos átonos. Luís Fernando. 26. Dê. ingleses e brasileiros.

28. 31. c) Circular. a) Apogeu. 33. ortografia e formação das palavras Avançar . “memória” e “atrás”. d) Crucifixo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em: a) América. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. b) artística – compreensível – contemporânea. 30. respectivamente. céu e pôr são: a) sábado. II e III. 29. U. aí. III. e) místico. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência.27. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. b) Apenas II. c) privação. e) Apedrejar. domínio e até. e) vírus – fáceis – país. e) compreensível – artístico – várias. pelas mesmas regras de água. d) inferioridade. acentuação. e) I. II. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. I. pública e está. d) lêem. baú. e) intensidade.F. b) mágoa. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. insuportável e dúvida. respectivamente. c) Apenas I e III. d) provável – várias – obrigatória. b) hífen – apóia – além. a) fácil – vôlei – caí. até. heróico. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. 7 GABARITO 32. heroísmo. b) aceitável. véu. clássicos e século. só. pelas mesmas regras de “possível”. pára. ocorreria mudança de significado e de classe. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. c) caráter – cárie – até. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. d) Apenas II e III. b) contigüidade. c) princípio. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica.Fonologia. d) silêncio. e) porém. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. Quais estão corretas? a) Apenas I. línguas e contrário. há. d) difícil – idéia – vocês. réu. c) árvore. também e incontestável. b) Apelar.

“admitiu” está corretamente grafado.. bimano. Hungria. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. capacidade de raciocínio lógico”. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38.. cartomancia.Fonologia. d) ureter.... Mas a gente promete não falar delas. a Hertz não para de conquistar o Brasil. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico.... Motor de sobra para esticar o pé. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”.... • “A inteligência não se limita .. 39. . b) rubrica. c) tênis.. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. melhor. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. d) público. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os jovens”... Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta.. de 19/09/2000. b) O encontro “sc”. e) latex... respeito da mente humana”. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. Quando mais longe for.. 40... acentuação. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. como em “disciplina”..... antifrase. ingreme. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença... c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz.. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . como em “sonegação”....34.. o vocábulo “compreenção”.. ocorre corretamente em “ascensão”. interim. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. e) flâmula.. U. d) Assim como “advinhar”.. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar.. c) Grafa-se corretamente com “ç”. U.. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. tulipa. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”... crisantemo. flacido..... 35.. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. c) prototipo. 36. b) econômico. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. erudito. ortografia e formação das palavras Avançar .

e) prática. fosse adaptada ao português.41. um hiato e um ditongo oral crescente. admitem grafia ou pronúncia distintas. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. II. acentuação. ortografia e formação das palavras Avançar . compridos. PUC-RS-Modificada I. em “apelidados de peões de butique”. II. U. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. d) I. seria grafada chantilí. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) poetisa. disse-se-dizia ela. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. em “peão de boiadeiro virou caubói”. 44. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. Porém. III e IV. c) II e IV. 45. As palavras “caubói”. “Partida do audaz navegante”. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. c) trabalho. d) abstenção. ascensão. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. IV. um narizinho que-carícia. e) excesso. compreensão. “Cê”. lisos. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. os cabelos. Aos tantos. Primeiras estórias. andorinhava. 43. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. Identifique essa atitude. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. e. 42. obsessivo. b) I e III. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. e) I. U. exceção. III. louro-cobre. Se a palavra “jeans”. que me gela!’” ROSA. no meio deles. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. b) este. não parava. o perfilzinho agudo. e “butique”. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. d) país. do trecho “enfiados em calças jeans”. Explique o processo de formação dessa palavra. pouco se vê. explicando-a brevemente. c) empresa. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação.” De acordo com essa definição. calabreza. II e III. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas.Fonologia. em seqüência. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. Guimarães. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. possivelmente seria grafada jins.

Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. d) domingueira. c) Circular. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. b) deter. e) As razões porque não importaram outro povo. e) I. III. c) I e II. não aproveitaram para importar outro povo. 50. c) significativo. somente. com a abertura da nossa economia. d) Crucifixo. mudança. b) III. acentuação. O sufixo empregado forma substantivo. b) endoculturação. 51. d) II e III. I. e) ceder. U. e) transmissão. somente. são desconhecidas para mim. O radical da palavra tem origem grega. d) conseguir. com a abertura da nossa economia. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. c) trair. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. ortografia e formação das palavras Avançar . e) Apedrejar. II. 52. 47. UERJ Quanto ao processo de formação. U. d) infância. 10 48. indicando resultado da ação.Fonologia. com a abertura da nossa economia. b) Apelar. c) pirogravura. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento.F. b) desconhecida.46. 49. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. somente. a) Apogeu. somente. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. II e III. Está correto que se afirma em: a) I. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo.

b) Os afixos têm sentido semelhante I. “. um radical latino e um radical grego. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. Dê. a) altiplano – acrobata. “Virou praga o uso indevido do gerúndio.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos.. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. 16. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo.53. d) dissílabo – bisavô. U. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. e) filosofia – dicotomia. assinale a seqüência correta. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. a) inexpressiva – exportados. Voltar Língua Portuguesa . a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV.”. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. nas duas palavras. b) Apenas II. II e III. d) Apenas II e III.... respectivamente.. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. ortografia e formação das palavras Avançar . Nas palavras mental e sexual. 02. III. como resposta.. c) multiforme – policromo. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. “. c) Apenas I e III. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. acentuação. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si.F. 57. c) recolocava – reconhecemos. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. U. é prova do despreparo de algumas pessoas. U. b) psicultura – ictiologia. 55.E. II. II e III. e) I. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos.Fonologia.F. 08.” II. b) injusto – descomunal. é certo que: 01.” III. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. referente aos afixos em destaque. 54. d) preconceitos – descabidas.” IV. a soma das alternativas corretas. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos.” A seguir. 04. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. Quais estão corretas? a) Apenas I. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. 56. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV.

pequenino por dentro. c) regulador.59. parecia sentir alívio às suas”. seja dentro de (en). mofino. acentuação. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. a soma das alternativas corretas.Fonologia.F. como resposta. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. para expressar a idéia de carinho. Embebeu de éter a bolinha de algodão. Você é diferente. 60. regressar. preocupação. pode ser notado em: 01. sofrimento. e) explicável. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”.. 04. sabedor. 62. ventania. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. d) tributo – tributar – tributável. 63. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. reluzia vivinho da silva. 08. porque ambas as palavras representam uma ação. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. a) sentimento. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. regularmente. como resposta. prática. a soma das alternativas corretas. a) tribunal – tributador – tribal. 65. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. U. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. apesar de o elemento em comum significar “grande”. 02. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ortografia e formação das palavras Avançar . b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. 64. pacificar. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. c) facilidade. seja contra alguma coisa (al). Dê. 16. angustiado. 61. 02. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. representada pelo elemento “foto”. c) atributo – atribuição – atributivo. b) régua. uma força. perdão. d) régulo. achando a condição humana uma droga. sob todos os pontos de vista.a um radical. inexplorado.. 08. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. de afeto. b) tribuna – contribuição – tributal. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. Não é que o canário tinha ressuscitado. cerebral. 04. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. U. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. com uma fome danada? Dê. 16. e) regularização. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo.E. contemplação.E.”. E saiu para a rua. U. intimidade. extinção. e) atribulação – atribular – atribulado. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. que nos deu tanta alegria. d) fumaça. U. alimentício. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. b) resistência. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. a) abandono em “morrera de um abandono”. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. onde encontrava.

Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. intugidos até então. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. agregado à base um novo sentido.Fonologia.”. a) paterno. e o prefixo indica negação. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. e) desigual – dades. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. b) arcaísmo. c) desi – gual – da – des. d) arcaísmo. feliz e mente. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. 69.66. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. e) arcaísmo. em seus cavalos. 70. ação contrária. a) inaproveitável –irremovível – irromper. acentuação. c) impuro – ilícito. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. U. de relevante valor expressivo. uso típico da região sertaneja. em relação icônica com o determinado. d) ateu – incoercível – imerso. ortografia e formação das palavras Avançar . U. b) invalidar – inativo – ingerir. há prefixos com o mesmo sentido. Cefet-RJ Em “Como por socorro. b) des – igual – dade – s. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. b) irreal – influir. d) padroeiro. obtido pela repetição de um elemento morfológico. c) neologismo. são conservadores. e) padre. 71. b) apadrinhar. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. espiei os três outros. c) autos-de-fé – ocorre. e) inflamar – irretocável.F. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. composição por justaposição. 68. c) padronizar. d) irradiar – imigrar. neste exemplo. o que prova que os falantes da língua portuguesa. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. d) des – i – gual – da – des. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como em ‘ilógico’. a palavra destacada é um: a) neologismo. mumumudos. 67. e) incriminar – imiscuir – imanente. principalmente os sertanejos.

ortografia e formação das palavras Avançar . e) consumidor. b) Fez o salto real.. c) amamenta. 73.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. d) brasileira.72. a) cafeteira. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. c) laranjeira. Me firmo. 76. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. a) E depois a tomaram como espantados. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. d) deixou de ser favelado. b) poeira. c) nunca morou na favela. b) enxergado. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. d) impossível. acentuação. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. e) movimento intermitente. e) trabalha em prol da favela. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. b) movimento em torno. d) movimento para além de. o significado de: a) movimento através de. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. isto é. U. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação.. c) posição além do limite. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. respectivamente. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente.Fonologia. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. 75. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados.” tem. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. b) é contrária à favela. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 77. 74. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela.F. b) sufixo que expressa intensidade. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. e) cabeleira. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo).

16. Linguarudo: derivação sufixal. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 52. como é o caso. em um dado momento. b 33. acentuação. F – F – F 27. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 47. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). d 41. 6. a 38. 3. c 22. O valor subjetivo se soma ao objetivo. ou seja. dinâmica. transmitir afetividade (valor subjetivo). a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 53. e 32. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 11. c 36. 44. 48. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. ortografia e formação das palavras Avançar . ligeira e perspicaz como uma andorinha. c 28. e 29. 8. espiando até “pelos entrefios”. d 40. 51. 45. 18. No texto. 15. d 34. 13. c 23. b 39. 12. c 25. 49. a 30. 50. 26 26. 7. 10. d 31. 5. 9. 42. Voltar Língua Portuguesa . sendo tão pequena. 46. e 37. 20. 2. a 35. 17. significa que Brejeirinha tinha. 4.Fonologia. c 24. 19. 14. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21.

65. 55. 75. 56. 73.54. 58. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 62. 72. 63. 59. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 70. acentuação. 67. 60. 69. 64. 61. 57. 68. 74. 76. 71. 77.Fonologia. ortografia e formação das palavras Avançar .

” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. e. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. U. sem alteração sintática ou semântica. S U B S T A N T IV O S . a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. pode ser permutado por particularizar. substantivos. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. no nível mais fundamental.... mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. ( ) Individualizar.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. Em 1994. ( ) Em “.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . adjetivos.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. no primado do direito.Artigos. sem alteração de sentido. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.. ( ) Em “.. sem modificação sintática ou semântica. ( ) Em “.... a fim de evitar as violações dos direitos humanos. Para tal.) nessa questão de engenharia genética. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. ( ) Fosso.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .. A D JE T IV O S .. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. que promete ser a questão do novo milênio”. a definir melhor os direitos econômicos... o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio.F. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. 2. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. verbos e adverbios Avançar ..” GABARITO 1. Para eliminar esse fosso. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos..

exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. em “deixou de ser um peso para os criadores”.F. b) criadores. d) século. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. a) brasileiro. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. b) “Paisagens da minha terra. c) brasileiro.3. d) envergonhado. brancos e índios”. c) grito. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. d) “No Brasil. como adjetivo.” A partir desse conceito.Artigos. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande.) a nada menos que US$500 milhões”. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade).” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. em sua estrutura interna. e) combate. d) É trágico verificar que. 7. d) “Meu amigo. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. que aparece destacado. vamos cantar. adjetivos. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. b) conquista. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. em “a mistura entre negros. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. só o trágico é que faz sucesso. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. O termo “a”. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza.000 reais está longe de ser popular.F. 5.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. na televisão brasileira./ Onde o rouxinol não canta. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. 2 4. 6. substantivos.” (Manuel Bandeira).. e) brancos.. verbos e adverbios Avançar . U. no contexto. em “o brasileiro era um envergonhado”. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). U. no trecho anterior. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12.

d) a mesma forma e diferentes significados. está incorreta. U. em termos de sentido. para os itens verdadeiros. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). tem sentido indeterminado.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. Voltar Língua Portuguesa .8. em várias regiões do país. pois a forma de tratamento você. “UM DIA QUALQUER . verbos e adverbios Avançar . ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. é sempre diferente. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. nessa estrofe. segundo a gramática normativa do português culto. Use V. adjetivos. são pronunciadas de igual modo. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. mas o uso. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau.Artigos. substantivos. IMPRIMIR 9. não-específico. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. c) a mesma forma e o mesmo significado. ou toma um café Hoje bobagem. para os falsos.F. b) formas e significados diferentes. e F. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.

Quais estão corretas? a) apenas I. não haveria alteração no sentido global da frase. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. d) substantivo e substantivo. b) apenas II.10. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. III. I. c) apenas I e III. onde o aviador sobrevive à queda. II. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. sem que houvesse alteração no sentido. e) colherezinhas – floreszinhas. e) particípio e substantivo. 13. substantivos. d) apenas II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I. c) substantivo e adjetivo. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. 11. b) adjetivo e adjetivo. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo.”. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. Isto é. UFSE “.. 12.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. c) florezinhas – mulherezinhas. livres de ameaças reais. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. adjetivos. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. o uso coloquial. cujas sementes deram início a este bosque. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos.”.. verbos e adverbios Avançar . assim. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. 24/11/1999. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. II e III.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo.Artigos. com freqüência. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme.

. 16. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. a soma das alternativas corretas.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. 04.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. e) pintura.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. quando se trata de estudar. 16.. Em “. a mesma palavra seria um adjetivo. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo.. b) chão.. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.. 01. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. 08. por serem todas elas proparoxítonas.. 02.. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno..... como na expressão perigo eminente... caráter e épocas estão acentuadas corretamente. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome.” 5 No enunciado acima. se assim fosse.14. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação... UERJ “Vestibular UERJ 2001. Se. No segmento indiferente a tudo... justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.. Dê... sobretudo. 18. como resposta. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . adjetivos. No trecho “Mas. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.Artigos. o uso da crase é facultativo.. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu.. o subjuntivo e o imperativo. que significa que está em via de efetivação. verbos e adverbios Avançar .. c) fundação.. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. 15. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. base. veja bem.. substantivos. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. que se diferenciam.”. Construindo o cidadão do futuro. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). entretanto.. procuram . segundo a gramática normativa.. As palavras rústica. que ameaça acontecer breve.. d) acabamento. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”.

os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. d) Na Aliança Lusa-brasileira. associadas a tabagismo. procure e siga estão no imperativo. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. c) Na Aliança Luso-brasileira. respectivamente. e) Na Aliança Luso-brasileira. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. saias verde-olivas. c) 4. a primeira no pretérito e a segunda no presente. substantivos. No poema há quantos adjetivos? a) 3. que correspondem a 32% de todos os óbitos.Artigos. 20. 21. dos verbos ir e ser. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. d) 6. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. p. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. para assinalar os itens verdadeiros.19.” Veja. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Na Aliança Lusa-brasileira. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. e F. U. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. saias verdes-oliva. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. III Essas doenças. verbos e adverbios Avançar . saias azuis-pavões. II Hoje. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. Use V.” Carlos Drummond de Andrade. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. V Procure seu médico e siga a sua orientação. obesidade. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. para os falsos. ( ) As formas verbais foi e é são. b) 5. saias verdes-olivas. 23/06/99. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. saias verde-oliva. 153. adjetivos. e) 2. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. b) Na Aliança Luso-brasileira.

o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’.” Veja. ato contínuo. a direita. Por birra. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. quem diria. Embalada em sua cruzada. Quem quiser que acredite que vai funcionar. d) apenas II e III. no máximo 42. Previsivelmente. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Em “já que toda altíssima e magérrima”. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. desde que moda é moda. e mais silhuetas. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. Tessa Jowell. Tem de ser naturalmente magra’. A ministra Tessa. b) apenas II. estão. as palavras sublinhadas desempenham. ‘A foto sempre engorda um pouco. respectivamente. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. e por isso a magra fotografa melhor. de tamanhos acima de 40. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. na voz de Theresa May. alinhou-se à facção das magérrimas. Também apontaram a falta. muito a contragosto por parte das revistas. E não adianta a menina perder 20 quilos. seca como uva passa. adjetivos. independentemente dos hambúrgueres que consuma. II e III. convocou uma entusiasmada ministra. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. U. I. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. Difícil dar certo. que estão tentando dar um jeitinho. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. normais. 28/06/2000. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Artigos. verbos e adverbios Avançar . um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. sequíssima. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. e para a imensa maioria das mortais. até porque. c) apenas I e III. sob suspeita de anorexia. substantivos. o papel de substantivos. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos.22. jornalistas. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. a Inglaterra contaria com a companhia. nas butiques.F. logo de quem. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. II. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. Incitadas pelo governo trabalhista. como a de Victoria Adams. quem é gordo e. claro. III. acima de tudo. digamos. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. no caso. e) I. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. Nesse departamento. que equivale a muito seca. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. da Argentina. no contexto. Na quinta-feira. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. Mas. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas.

O pobre menino nasceu morto. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. e) associar as ações das duas irmãs. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. entre os dentes ralos. substantivos. escuras e gárrulas como cigarras. como resposta. c) xampu de capelo – xampu capilar. Embebeu de éter a bolinha de algodão. 8 GABARITO No texto. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. II. bolo encomendado nas Matildes. 26. E na desditosa cidade. b) nervo da audição – nervo auditivo. em Oliveira. 16.23. respectivamente. coração dorido. que nos deu tanta alegria. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. adjetivos. poeira a um canto.E. 04. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. verbos e adverbios Avançar . Eça de. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. 02. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. 08. as tecedeiras de todas as intrigas. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. angustiado. janela entreaberta. a soma das alternativas corretas. não comentasse com malícia estridente. algibeira arrasada. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. d) I e II. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. 24. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. as espalhadoras de todas as maledicências. estado ou qualidade dos seres. não existia nódoa. achando a condição humana uma droga. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. b) II. sensação. E saiu para a rua. desde longos anos. 25. e) I e III. O menino pobre nasceu morto. c) III. pequenino por dentro. Dê. e) monumento de rocha – monumento rupestre. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. A ilustre Casa de Ramires.Artigos. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. vulto a uma esquina. III. d) água de rio – água pluvial. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. U. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. bule rachado. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. pecha.” QUEIRÓS.

publicado em uma reportagem na revista Isto é.S. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. 28.) 21h30 . ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. e) guarda-noturno. A questão 27 refere-se a ele. o lugar. 29. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. comunicar-se. c) Em 1970. c) aproximadamente uma tonelada”. 2000. Foi maravilhoso!” 9 27. vives. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. 30. de verdade do processo expresso pelo verbo.Las Vegas (. em jun. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações.Leia abaixo o trecho do diário de P. ele que viesse falar comigo. sem que a idéia básica do período seja modificada. c) cívico-religioso.Restaurante chinês. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto.. d) azul-marinho. b) justo uma tonelada”. e) ao menos uma tonelada”.C. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. apreciar a música. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. a) surdo-mudo. rir. É como se eu estivesse congelada. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. tu dirás que queres viver. U.S.Artigos. verbos e adverbios Avançar . 01/01/2000 . Não só por não ter me permitido comer. “O diário de P.C. adjetivos. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. de aproveitar a vida. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”.. b) verde-oliva. substantivos. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. d) tanto quanto uma tonelada”.

b) A econologia. b) como amante – adulteramente. Reescreva a frase acima. sem perda de sentido. b) A polícia. até a você. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. declarou o médico. transpondo-a para a voz ativa. 32. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. amar?” A palavra até. c) ainda que. adjetivos. verbos e adverbios Avançar . combinação de princípos da economia. substantivos. e) sem virtude – desvirtuadamente. ao pecado de saber mais do que nos convinha. Amar. 33. b) Além disso. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. entre criaturas. Resiste a tudo. o paciente teria morrido”. no texto de Carlos Drummond de Andrade. não conseguiu capturar os fugitivos. senão. Tarifas que podem chegar a zero. amar? Amar e esquecer. a) com verdade – sinceramente. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. d) sem mistério – enigmaticamente. por: a) embora. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. até agora. Londrina-PR “Que pode uma criatura. b) não obstante. d) pode ser que. sociologia e ecologia.31. amar? Sempre e até de olhos vidrados.” O advérbio talvez nos versos. 35. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) com liberdade – libertinamente. pode ser substituído. desamar. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. 10 GABARITO 34. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. Amar e malamar.Artigos. Reescreva a frase acima. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. d) Saveiro Geração III. U. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio.. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio..E.

FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. 37. é mais sombrio. adjetivos. verbos e adverbios Avançar . PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. no passado. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. poderá notar duas grandes fotos iluminadas.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. poderá adotar outra perspectiva. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. 39. U. além dos testes de QI.” e) “. há motivo para otimismo”.” b) “.” 40. para medir a inteligência.36. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. Para bem comparar a técnica utilizada. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. d) no passado. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. substantivos. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram.. 38.” 11 No texto.... e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram.. o quadro.. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia.Artigos. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. __________ três explosões na plataforma de petróleo. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. observe seus efeitos de luz e sombra. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. infelizmente.. UFRS-Modificada “Os testes de QI. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. Quando as __________ (ver).

substantivos. b) somente na frase II. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. e) em todas as quatro frases. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. 43. como a De Plá. de 24/01/2000. b) pretendia – sentiu – sabia. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos.. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. que vende e revela material fotográfico para amadores. quando eu for presidente. adjetivos.” Dessas ocorrências. será o momento de todos o aplaudirmos. respectivamente. esperando oportunidade melhor. c) somente na frase III. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. II. c) tinha marcado – sentiu – visitara. 42. 44.41. verbos e adverbios Avançar . Feita a pergunta. as locadoras de vídeo e os cursos de informática.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. “for” equivale. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. d) somente na frase IV. IV. São inumeráveis as academias de ginástica. de modo claro e objetivo.Artigos. a) Em pouco mais de três meses. d) chamara – sentiu – começaria. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. mas ele já havia saído. mandarei prender os que forem inimigos do país.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. a lesão do jogador poderá estar curada. III. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. a) sabia – sentiu – chamara.. sentiu o peso da responsabilidade. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. NESSA ORDEM.” Revista Época. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. mas se deteu. se ele manter adequadamente o tratamento. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”.

Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. substantivos. desde longos anos. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. coração dorido. c) não existira. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. pode-se perceber que. verbos e adverbios Avançar . em Oliveira. c) Julgais. entre os dentes ralos. não existia nódoa. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. se verifica entre as formas verbais existia. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). não comentasse com malícia estridente. não comente. uma das formas verbais não condiz com as demais. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. b) não existiu. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. não tiverem descortinado. 14 de abril de 2001.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. não descortinavam.” QUEIRÓS. b) Tenhais. não tiver comentado. não comentava. Paulo. A ilustre Casa de Ramires. vulto a uma esquina. as espalhadoras de todas as maledicências. adjetivos. Voltar Língua Portuguesa . poeira a um canto. não tinham descortinado. Eça de. não tinha comentado. escuras e gárrulas como cigarras. pecha. algibeira arrasada. neste texto. E na desditosa cidade. d) não existirá. mantém-se apenas em: a) não existe. não teriam descortinado. e) não existiria. portanto o emprego está adequado. janela entreaberta. bule rachado.45. Trata-se de: a) Ides. FUVEST-SP A correlação de tempos que. U. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. 48. c) Bebeu tanto até cair. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas.Artigos. bolo encomendado nas Matildes. b) Juntou até 10 mil reais. 47. e) Segui. d) Pretendes. no diálogo entre Calvin e sua mãe. não descortinem. Texto para a questão 47. descortinassem e comentasse. as tecedeiras de todas as intrigas. “As duas manas Lousadas! Secas. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. não teria comentado.

a) Sabe que você tem razão. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. seria necessário considerar. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. b) flexão de tempo. abrandando-lhe a linguagem.49.. d) anteposição de um substantivo. Para diferenciar o verbo do substantivo. 18/08/1999. verbos e adverbios Avançar .” Para se manter a correspondência temporal no período. c) previera. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. d) desejaria. além do sentido de ação. modo e pessoa. e) previr.Artigos. UFRN Considere o período a seguir. substantivos. 50. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. não tem gente parada. b) preveria. c) presença indispensável à frase. GABARITO 52. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir.” Veja. c) desejará. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso.F. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. 53. U.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. principalmente. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo.. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. adjetivos. Assinale. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. U. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. em relação às palavras. Voltar Língua Portuguesa . c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. d) prever. por exemplo. 51. b) desejar. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. creiamos. Não pôde ser diferente. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. teríamos: a) previer.

intervisse.. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir... |-a-| vogal temática... 04. traga seu irmão”. 32. aceitaríamos todas as condições”... “Quando puseres a foto no álbum.. “Se ele propuser um acordo... e seu amigo . adjetivos.. 55. quando previr o temporal”... UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar.. comunica-me imediatamente”.. “Quando . ela ficará contente”.. “Se você ..54... não são regidos por preposição. que isso é necessário.. que é dourado.. vires. vires. reouvesse 57.. reouvesse e) vier.Artigos. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.... Em O trigo..... Em Por favor. vires. Em . sendo vinde a forma do plural. vê através do pequeno embrião de árvore (.... requeresse. 02. sendo o plural vede. talvez você ... III...... requeresse. II. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. No trecho ... “Se .. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.... fará com que eu me lembre de ti. U. requeresse. interviesse.... U... 16. Os verbos lembrar e esquecer. começaram a se tornar realidade. b) II e III.. respectiva e corretamente.... vires. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III.. Em Mas se tu me cativas. d) I e IV.. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir... “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. “Ele voltará. vieres. interviesse.. verbos e adverbios Avançar . Dê.. |começa-| tema.. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. 08. 56. esses bens”. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. substantivos. o modo verbal é o imperativo. cujo plural é vêm. as lacunas das frases acima: a) vieres.. reavesse c) vir... o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. c) III e IV..... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham... intervisse.. III. a soma das alternativas corretas. requisesse... Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I... II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. como resposta.... reavesse d) vier.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. cativa-me!. IV. requisesse. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. e) II e IV. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical... a São Paulo. interviesse. e seu plural é vêem. Alfenas-MG Observe: I. reouvesse b) vier. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. por isso ninguém interviu para liberá-los”.só se vê bem e os homens não têm mais tempo.

.. Tem de ser naturalmente magra (. F... c) Se a opinião pública intervir.58........ O verbo morrer tem dois particípios.....)” Considerando as transformações propostas.....I.... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial.. naturalmente magra.... d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato. a fumar e a beber......” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... “E não adianta a menina perder 20 quilos. A palavra morto é particípio do verbo morrer. 62.... eventualmente ...... ele. no processo. Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I.... c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa......... mesmo que se ..... do cigarro e do álcool........ mas alguns talvez não o entendam bem......... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade....... U..... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.... UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético. naturalmente magra.....F.. b) Apenas a afirmação II.” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63.. É preciso que .. a prática do esporte poderá ser moralizada..... a seguir o conselho.. 20 quilos.. adjetivos.. E não adianta que a menina .. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59.. a João que se . UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia......... e) Todos lêem o código de ética de seu clube.. o professor. substantivos. II. porém......... a bolsa de estudos.. e) Nenhuma das afirmações..... verbos e adverbios Avançar . Seria preciso que .. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir.. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I.. diga-lhe que seria bom que ele . III... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ..... A palavra morto é particípio do verbo matar. para que você .. c) Cada uma das afirmações.. 61..Artigos... 60...... complete corretamente as lacunas.. d) Apenas a afirmação III..

um número sem fim de animais. quando for a vez desses meninos?”.. substantivos. e) deve ser substituído por “ao que”. c) está correto. – transitivo direto. já quinhentos anos passados. b) seguíssemos – admitiríamos. e) tenha sido.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. verbos e adverbios Avançar . empregado com o sentido de não ter confiança. sem acarretar mudança no significado da frase. verifica-se erro em: a) “. c) O relógio deu onze horas. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. b) deve ser substituído por “aquilo de que”.. nem surfistas.” d) “Era assim o Brasil de Cabral.Artigos. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. mantendo a correlação exigida pela norma culta. 66..” Considerando-se o verbete. b) tivesse sido.” e) “. UEL-PR “Se seguirmos Freud. c) teria sido. d) possa ser. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. 65. c) tivéssemos seguido – vamos admitir... a) seguirmos – admitíssemos. imaginava-se que um cérebro jovem (. e) Esse dinheiro não dá. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. – transitivo direto e indireto. a) pudesse ser. e) seguiremos – admitiremos... nem mulatas.. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”.64. 67.. para apresentar correção. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. d) deve ser substituído por “isto que”.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. para apresentar correção. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.. – intransitivo. adjetivos..” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. 68..” b) “Ainda não haviam louras. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. duvidar. – transitivo indireto. d) seguíssemos – admitíssemos. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. b) Os jornais não deram a notícia. – intransitivo.. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua.” a) está correto. para apresentar correção.

verbos e adverbios Avançar . e) foi queimado. c) é projetado. leio. Em filosofias / tropeço e caio. d) tinham projetado.”. porque vejo a questão de outra maneira. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. Voltar Língua Portuguesa .Artigos. b) projetam. b) transitivo direto e transitivo indireto. equivalente a em negrito acima. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado.” “Mas leio. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. Outra forma verbal.). GABARITO 72. como: a) transitivo direto e intransitivo. c) tinham queimado. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. c) transitivo indireto e verbo de ligação. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar.. adjetivos. b) foram queimados. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência.. 70. substantivos. d) eram queimados.. UFR-RJ “(. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. o que deixou sua mãe extremamente preocupada.69. no enunciado. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. IMPRIMIR 74. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. com isso. respectivamente. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. 71.. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. Tenho de ler tudo.. e) Há.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.. essa história está cheirando mal. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos.. e) vão projetar-se. 73. e) verbo de ligação e transitivo direto. está na alternativa: a) projetam-se. d) intransitivo e transitivo indireto.. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe..).. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. haja prejuízo do significado. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”.

. Não sabíamos que o país . Dê.. verbos e adverbios Avançar . e) terá descoberto. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. como resposta... os fotógrafos a popularizarão. para sempre. Quando registrarem a infância da aviação.. Unifor-CE “. F. .. F. que. Voltar Língua Portuguesa . 01. 79.. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76.. o futuro. 16. b) existirão trabalhos.. d) ocorrerá trabalhos. eles a tinham popularizado. eles a popularizaram.. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. c) terão trabalhos.. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos... a inocência. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.... 08.. derrubado o muro da ditadura. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação... Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. 77.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão.. Se tivessem registrado a infância da aviação.. como tantos brasileiros. d) tem descoberto. 02. Pensávamos.. os fotógrafos a popularizaram. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil..75. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais.. eles a teriam popularizado. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. U.. gramaticalmente equivalente... Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto... e) existirá trabalhos..Artigos. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. substantivos...” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. de novo a estrada interrompida. adjetivos. c) teria descoberto.. .... 78. naqueles tristes momentos. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. do Império da República Velha.. a soma das alternativas corretas. Desse texto. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. b) tinha descoberto.E. U.F... Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia....” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos... 04.

adjetivos. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. UFRJ Releia os versos 9 a 17... meu Deus.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio... Unifor-CE “. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. Só para judiar. UFRJ . A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. explique o que é a infância na concepção do poema... as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. essas crianças!” QUINTANA.. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. Nova antologia poética.Artigos. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida.’ Ah..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar.. verbos e adverbios Avançar . quem sabe?. explique o emprego dos parênteses no verso 13. Lentamente... São Paulo: Globo. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mário. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa..” Nas frases abaixo. quem sabe?.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. 86/87. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças.. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. p. 1997. 6ª ed. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. substantivos. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais.. 81. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. 82.

a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. c) ordem. 84. No trecho acima a seqüência de formas verbais. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II.. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. IV. Dê. U...” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. 08. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. Uberlândia-MG Numere a 2ª. d) que vão se realizar num futuro bem próximo..Artigos. d) solicitação. e) ponderação. b) presentes e posteriores ao momento da fala.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos.. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. adjetivos. III. U. 02.. nas formas destacadas. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. 85. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”.” IV.F.. denota um(a): a) treinamento. com o sentido de existir.. I.. b) aconselhamento. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética.. b) I. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. a soma das alternativas corretas. podem-se desenvolver espécies de milho (. como resposta.. aquela de chita. IV. 86. no imperativo. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. c) I. e passeie de mãos dadas com o ar. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. c) passadas mas que têm validade permanente. “(. substantivos. “Por exemplo. a forma “eram invadidas”. Com o verbo na voz ativa. d) II. I.E.” II. tendo em vista o emprego de verbos.” III.). em 1898”. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. II.) ponha a saia mais leve.83. IV. indiscutível. “(. III. “voar” está empregado em função substantiva. 16.. 01. I. o presente do indicativo. coluna de acordo com a 1ª.” Carlos Drummond de Andrade. 04. A seguir. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. na voz passiva. verbos e adverbios Avançar .

“vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. as três construções destacadas. c) sugestão. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. na frase acima.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. e) “rio caudal”. que recebe no seu curso de dez léguas.. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. d) “(. UERJ Classifique. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. GABARITO Em relação ao texto. a) “Pelo Natal estarei aí.” ALENCAR. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. c) obteve – obtenha. quanto às vozes do verbo. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. a seqüência dos tempos verbais em negrito.) o povo é ignorante. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. Olhemos a cidade. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba.. torna-se rio caudal. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. O Guarani. José de.. curva-se humildemente aos pés do suserano. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. 92. b) “Se não zelássemos por nós. e) exigiam – exigem..Artigos. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode.. que rola majestosamente em seu vasto leito. enroscando-se como uma serpente. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. substantivos. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. d) tinha – tem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . adjetivos. e engrossando com os mananciais.. “Onde avanço. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. c) “(.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. b) reflexão. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação.) como bem o sabiam os romanos (. d) certeza. 90. posterior ao momento em que se fala. altivo e sobranceiro contra os rochedos. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. b) era – são. e) solicitação. com minha secretária Eunice. Descreva essa mudança. 88. me dou. verbos e adverbios Avançar . o pequeno rio. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89.87. 91.

.... substantivos.” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua..” 96.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.93. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio. U.F.) manipular os peões (.Artigos. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”..” d) “.. d) vem dominando..” b) “(..F.” d) “(.. verbos e adverbios Avançar ...” c) “(.....) Trunte retrucou que já era alguma coisa.“ 95..) não compreende ele as coisas do Brasil.) poderemos (. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(. adjetivos.)” 94..) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .” c) “(. U... c) dominam.” b) “(.. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..” b) “..... b) vêm dominando..ninguém supera a televisão...... obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.” d) “(.) nada adiantava esse dinheiro...uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.

25. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 3. combinação de princípos da economia. 22. d 41. 15. 4. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 19. 7. verbos e adverbios Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 14. dispuser. 40. 6. 27. e 46. se mantenha. c 45.Artigos. vir. 5. 8. substantivos. 16. 13. 11. 28. 32. d 49. 21. S U B S T A N T IV O S . d Voltar Língua Portuguesa . c 47. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. adjetivos. 30. 10. d 37. 20. satisfizer. a 44.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 33. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 34. 9. d 43. 36. 2. a 48. a 38. A D JE T IV O S . Vier. 12. 31. 23. sociologia e ecologia. 29. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 26. a 39. declarou o médico. o paciente teria morrido. 24. b 42. 17.

o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. a infância é um estado permanente no eu-lírico. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 15 86. 51.2 50. 73. 61. 58. 82. 52. em me dou é agente e paciente. a 88. 79. 60. b 84. adjetivos. 90. 74. c 92. me dou: voz reflexiva.Artigos. O emprego dos parênteses revela que. b 94. A partir do emprego dos tempos verbais. verifica-se que. no verso 13. na concepção do poema. 63. 68. 64. 57. b e b b e e d b e c e d b c b 65. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. 62. 78. 66. c 87. do qual se distancia. 70. 75. 77. verbos e adverbios Avançar . o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. 69. 67. a Voltar Língua Portuguesa . Onde avanço: voz ativa. 54. 76. 72. 53. 81. a 96. 91. e 83. a 93. substantivos. Em avanço o “eu” é agente. a 95. 59. 71. 55. c 89. c 85. 56.

LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. a) Apenas I é verdadeira. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. é correto afirmar que a ênclise: I. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. III. 2.E. c) Apenas III é verdadeira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Colômbia. 1948). b) Apenas II é verdadeira. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. falta o hífen em “interamericano”. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’.”. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Use V.. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos..Pronomes Avançar . I... II.” estão flexionados no mesmo tempo. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. para os verdadeiros. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. até . Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. modo e pessoa. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. conseqüentemente. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. e F.desses direitos. como a realização dos postulados da justiça social’. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. favorece uma tonicidade não usual em português. Assinale a alternativa correta. para os falsos. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. Além disso. ( ) Por equívoco do redator. d) I e II são verdadeiras. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma.. e) I e III são verdadeiras. é própria de linguagem formal no Brasil. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais..

b) A personagem mistura. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. de Assis) d) “. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. pessoa do singular... c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. das relíquias que guardava. não deixaria de comparecer. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. pra. a senhora. das alusões freqüentes na conversão. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. a) “.Pronomes Avançar . d) somente à palavra mais próxima: saudade. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. da veneração em que tinha a memória dele. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado.” (M. pessoa do singular com a 3ª.. beleza e ritmo. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. b) à forma de tocar violão. de Assis) c) “Lalau sentou-se. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão.F. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora.” (M. Voltar Língua Portuguesa .. de Assis)..” (M. em vez de ficar séria e pensar em Deus. c) a saudade. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.” (M. e) à forma verbal acrescentando. 5. na sua fala. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. de Assis) 6. rindo. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. a 2ª. 7.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. falou-me também da piedade e saudade da viúva. U. à qual está ligado por hífen. beleza e ritmo. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula.. Exemplos: Tô. acrescentando-lhe saudade.3.

(. ( ) no enunciado B. Não fique na dúvida. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. 3 8. vossa. desconfiasse de toda a gente (.. fazer voltar alguém em sua companhia. faça uma consulta. desanimado. tens caso íntimo à resolver. com a PROFa. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”.. a PROFa. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. no seu trabalho. os.) D. tens amor não correspondido ou rompido. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. nos negócios. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. te. faça isso agora. Onde é que a gente se encontra? C. ou o próprio mal não deixa. o. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. tua. mau olhado no amor. desanimado.. 9. mau olhado no amor. ( ) no enunciado C. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. deve-se substituir as palavras grifadas. C e D). d) vosso. c) teu. ou até mesmo por não acreditar. a palavra todos tem valor anafórico. Todos se habituariam e pensar coletivamente. nos negócios. vossa. Leitor. Comprove estimado leitor. tua.. respectivamente. 817”.. UFGO A. desorientado. tens amor não correspondido ou rompido. Muitas vezes não acha solução. estás desiludido.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. ( ) no enunciado A. em qualquer assunto que lhe preocupe. lhes. e) vosso. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. tens caso íntimo à resolver. Considerando-se os elementos em negrito. fazer voltar alguém em sua companhia. a expressão a gente. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. desorientado. muita sonhou com ele. tem o sentido de “nós”.) fazia que ela evitasse a companhia das outras.. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. em qualquer assunto que lhe preocupe. emitido por uma voz narrativa onisciente. você é testemunha disto.Texto para a questão 8. muita inveja. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. um problema que para muitos é um problemão. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. por a) teu. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. Muitas vezes. muita inveja. ( ) no enunciado D. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . B.Pronomes Avançar . alguma dormiu mal ou nada. b) teu. respectivamente. tua. no seu trabalho. BETE. te.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. 118. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio.Pronomes Avançar . 9ª ed. Manuel.57. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. a) Identifique essas duas classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1982. p. UFRJ “O impossível carinho Escuta.

3. 31. 2. b) Na função completiva. 35. 16.Pronomes Avançar . que é o caso. 14. desta forma. 26. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 29. 13. 10. 18. d GABARITO IMPRIMIR 19. 36. 12. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). sendo regido pela preposição entre. 27. 39. e por literatura. 24. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 17. 4. 11. 8. 5. 6. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 34. 7. 30. 9. 33. 23. 15. 20. pronome pessoal do caso oblíquo. que estuda há oito anos. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 37. O pronome em questão possui função completiva. 25. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. está correto o uso do pronome mim. 32. 28. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 22. 21. Voltar Língua Portuguesa . 38.

2 53. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 45. 56. 51. 52. 48. 46. 47. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. 43. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. Se. 54. 49. 44. 50. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 41. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. uma atitude marcante na sua obra madura. porém. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 42.Pronomes Avançar . a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 55.40. b a a No texto de Machado. 57. ele é posposto ao verbo.

2. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . portanto. Mesmo sem fome. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. Manoel de. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. O resto em Carlitos. 3 ed. Perder a inteligência das coisas para vê-las. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. e Carlitos. 1999.. Nessa concepção. cozinhou as botas e as comeu. uma tomada de posição ante o fazer poético. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. Matéria de Poesias. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. d) vaga. carvão de folhas. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. automatizados. e) isolar-se do resto da humanidade. UFMS “Mesmo sem fome. personagem dos filmes de Charles Chaplin. Aprender a capinar com enxada cega. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1.” BARROS. com fome. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. b) impermeável. deitados de barriga. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. UFMS O poema cita Rimbaud. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos.. b) com objetividade. d) pelo ponto de vista do especialista. o verso citado propõe que. comer as botas. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno.. c) recusando seu invólucro utilitário. isolado na neve e não tendo com que se alimentar.Noções de literatura Avançar . até os cadarços. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. e) cristalina. A expressão mesmo sem fome muda a situação. c) sofrer privações materiais. deixando de lado o sujeito que olha. teréns de rua e de música. c) fecunda. Jogar pedrinhas nim moscas. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. em favor da poesia.. moscas de pensão. em um filme. Deixar os substantivos passarem anos no esterco.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. poeta francês do século passado. cisco de olho. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. 3.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) vício – virtude.. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. c) o amante dá a vida pela amada. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte.Noções de literatura Avançar . e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. 5. Amo-te afim. d) o amor se esgota no próprio desejo. 7. 6. não cante / O humano coração com mais verdade. 1986. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor.Texto para as questões 4 a 7.. presente na saudade. UFPI Na seqüência “. b) o amor destrói o corpo amado. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. RJ: Nova Aguilar. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. de um calmo amor prestante. enfim. Poesia completa e prosa. e) o amante vive a descrever o ser amado. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.” MORAES. Amo-te. p.. E de te amar assim muito e amiúde. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. Vinícius de..”. E te amo além... 2 4. simplesmente. meu amor.. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade.. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. c) verdade – mentira. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. UFPI Dos versos 3 e 4. não cante O humano coração com mais verdade. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. b) a sensação de que o amor é indescritível. 336. Amo-te como um bicho. e) vida – morte. b) pureza – impureza. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.

.... Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.. em que é perceptível um lirismo . em alguns momentos. .. 9. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca.... Um homem que tem fome como qualquer outro homem... / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Gonçalves Dias). como acontece no verso de número . / Minha lira também seus tons varia..) tive saudades da casa paterna e chorei.. 3 8.” (João Cabral de Melo Neto)..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. a outra abandonada uma nua na terra..Texto para as questões 8 e 9. d) onomatopéia modernista.. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.... 1964. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida... Cassiano. foi quando.. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. UFRS Leia as estrofes abaixo.. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma.. de Vinícius de Moraes..” RICARDO.... Rio de Janeiro: José Olympio.. b) vício de linguagem.Noções de literatura Avançar .. / Pela regra geral de todos seres. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. d) “Um dia (..... 10.. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.... 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. / Como estrelas e nuvens e mulheres.... típico de sua poesia. e a afirmação que as segue. outra no céu..” (Álvares de Azevedo). a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa . c) reiteração expressiva. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (Casimiro de Abreu). fundindo-as. Jeremias Sem-Chorar...

III. entre outros recursos poéticos. I. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. Ferreira. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. tema reincidente na poesia romântica. III e IV c) II e IV 12.11. ( ) No verso 8. o que esta rapidamente consegue realizar. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento.. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. nos versos 14 e 15. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pelo poema Rosa do Povo..Noções de literatura Avançar . ( ) No verso 7. sobre o texto. II. Das aves no sentimento. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. em muito mais tempo que a natureza. Toda poesia. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. ( ) O poeta. O medo da rejeição amorosa. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. II. IV. Nas águas e no luar! (. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. determina o tom pessimista do texto. Pela análise das afirmativas. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. julgue os itens a seguir.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem.

Uneb-BA “Tu não verás. com o barulho do tiro. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. surgiu inesperadamente. Carlos Drummond de. o rosto fixo virado para o meu. o tempo não chegou de completa justiça. Tomás Antônio. Devo seguir até o enjôo? Posso. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. alucinações e espera. Rubem. São Paulo: Companhia das Letras. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. 90. Feliz ano novo. Ele caiu no chão. pelo autor). 24. ‘Só tenho o senhor no mundo. não faça isso de novo comigo. (Nossos Clássicos. por Lúcia Helena. ele me acompanhando. até que chegamos na minha casa. In: Antologia poética (Org.” GONZAGA. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. Em seguida. ‘espere aqui’. 1985. que foi cobrindo a sua face. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. p. p. em face de um mundo conturbado. o pedinte. só tenho o senhor no mundo’. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. 1997. Ele era mais alto do que eu. 36. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. ou da minada serra. implacável. me vigiando curioso. Voltei. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. 13. sem armas.” GABARITO ANDRADE. Org. Fui na direção da minha casa. p. O tempo é ainda de fezes.Noções de literatura Avançar . ou dos cercos dos rios caudalosos. Marília. Introdução: Para responder a essas questões. 85-6. Fechei a porta. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. ed. conseguia esconder. 2. então vi que era um menino franzino. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor.) 5 14. 1997. Melancolias. vou de branco pela rua cinzenta. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. Rio de Janeiro: Agir. ed. esta é a última vez. a) Sentimento de angústia. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. ou se falou eu não ouvi. de espinhas no rosto. estou precisando de um dinheiro. enquanto caminhávamos. fui ao meu quarto.Questões de 13 a 17. forte e ameaçador. Rio de Janeiro São Paulo: Record. desconfiado. mercadorias espreitam-me.” FONSECA. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. v. Inferno. In: Tomás Antônio Gonzaga. doutor. Não acabou de falar. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. por parte do sujeito poético. Eu disse. 114. 15. maus poemas. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso.

. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. E Catarina? Catarina olhava a mãe. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. “(. relatada pelo narrador. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. 17. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. E os guindastes rodavam ruidosamente. (. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis.) Nesta reconstituição de fatos velhos. Graciliano.16. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. UERJ Por causa da perda das anotações. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor.. da leitura do texto. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. Memórias do cárcere. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas.Noções de literatura Avançar . 79. p. porém. o deus da bexiga.. Se ele existisse. o que julgo ter notado. gritos. Rio de Janeiro: Record. 19. Ah! ah!. ela ajeitava depressa as malas. Jorge.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. e a mãe olhava a filha... 18. gestos. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. associaram-se. é possível depreender. a forma dos montes verdes.” 6 LISPECTOR. e é inevitável mencioná-las. associaram-se.. durante o Estado Novo. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. Certamente me irão fazer falta.... como contavam a de seu pai. 1984. Outros devem possuir lembranças diversas. tintos de luz. responda às questões de números 18 a 20. 12. Rio. porém. ed. Outras. Clarice. p. recomeçou a mãe. Com base no texto abaixo. (. A negra se levantou. Laços e família: contos. num pátio branco. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. A tarde caía.. conservaram-se. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. exponho o que notei. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. Um homem comprou cocada.)” GABARITO RAMOS. Capitães da areia. 1982.. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. em manhã de bruma. a cor das folhas que tombavam das árvores. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. Ao longe. ed. 85. cresceram. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade.. Não as contesto. de repente envelhecida e pobre. neste esmiuçamento. a bolsa. gemidos. conservaram-se. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. São Paulo: Record. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. Lutar pelo direito. exponho o que notei. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. pelo menos imagino que valiam pouco. As luzes se acenderam de repente. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. cresceram. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. Rio de Janeiro: José Olympio. frases autênticas. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. 1996. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. E se esmoreceram. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras.” AMADO. 111.

um peito sem dureza! Amor. Temei.20. nos versos 12. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. Onde há mais resistência. a pedra. dirige-se aos penhascos. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. que amor tirano. U. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura.F. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. b) identidade de nome entre autor. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. mais se apura. de Cláudio Manuel da Costa. A que dava ocasião minha brandura.F. pois é tão duro e resistente quanto eles. a presença de antítese. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . narrador e personagem principal. que representa seu berço. que ostentais a condição mais dura.” 7 21. c) o sujeito lírico. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). d) os versos dos tercetos em redondilha maior. A partir dessa definição. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. penhas. 13 e 14. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. temei. pois é tão duro quanto elas. um elemento típico da paisagem mineira. Que não me foi bastante a fortaleza. que é a exaltação dos penhascos. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo.Noções de literatura Avançar . U. e) rima e versos decassílabos. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. b) nota-se. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. nos versos 9 e 11. Santa Maria-RS Nesse poema. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. 22. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas.

Um espírito negro me desperta. Voltar Língua Portuguesa . ( ) No texto I. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Bernardes e Schiavon. 1997. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. 24. me enlanguece a fronte. julgue os itens das questões de 23 a 26. In: Leandro & Leonardo.. A minha vida Se esgota em ilusões. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. exemplo da tendência mórbida desse movimento. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. a figura feminina se constrói entre dois pólos. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos... Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. Álvares de Azevedo apresenta. Foram sonhos contudo.Noções de literatura Avançar . colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor..INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. 10. Vol.Lira dos Vinte Anos. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. E a donzela ideal nos róseos lábios. Me ateia o sangue. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . 8 GABARITO IMPRIMIR 23. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. nesse texto.

196. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. ed.” MORAES.Noções de literatura Avançar . vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. p. 1992. na visão do eu-lírico. 26.. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. c) A mulher. 9 GABARITO 27. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba.. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. há ocorrência de inversão sintática. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. F. Vem. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. teus seios Se enchem de leite. Católica de Salvador-BA No poema. Vinícius de. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. UFMT ( ) No texto II. “A Ausente Amiga. Amiga. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. frases em ordem indireta. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo.. como um espelho e sua imagem. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer.25. ( ) Neles. 11. os dois poemas são decassílabos. Vem mergulhar em mim Como no mar. ( ) Escritos em séculos diferentes. UFMT ( ) Quanto à métrica. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. Questões de 27 a 29. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. ( ) Em ambos. ( ) Nos textos I e II. aparece envolta em sensualidade e erotismo. IMPRIMIR 28.. Voltar Língua Portuguesa . Católica de Salvador-BA Sobre o poema. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. F. amiga minha Em mim como no mar. Antologia Poética. São Paulo: Companhia das Letras. c) assemelha-se à “amiga”.

você parece uma lagarta listada. fresca e furta-cor. c) II e III são corretas. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. e) I e II são corretas. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. O rapaz concluiu: – Antônia. d) busca a originalidade a qualquer preço. Rio. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. III. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto.29. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando.Noções de literatura Avançar .. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas.” BANDEIRA. A meninice brincou de novo nos olhos dela. 31. você é engraçada! Você parece louca. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. O título do poema encerra uma ironia. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. b) somente III é correta.. fez exclamações. Texto para as questões 30 e 31. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. Manuel. livre de rima e de métrica. A moça arregalou os olhos. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. b) a lembrança de um certo namorado de infância. também. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. II. ainda não me acostumei com o seu corpo. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. a) I e III são corretas. 10 30. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. como uma mancha no ermo. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. 1979. Foi esse o início de um destino esquerdo. c) tenta conciliar o presente com o passado. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. d) somente I é correta. José Olympio. Lançando mão de um procedimento moderno. porque minha bisavó. I. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. F. com a sua cara. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. A moça olhou de lado e esperou. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia.

. e o bando de filhos seus primeiros súditos.. Católica-GO ( ) No texto. ( ) Em “. levantando a voz como se nascesse rei. com enormes riscos de ouro. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. continuava a ser uma pessoa vaidosa. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. Caso o verbo estivesse presente deveria. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”.”. sovar o dia do marido que vem chegando. marcado por expressões como “. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento.. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. e o indireto livre..”.Noções de literatura Avançar . ( ) “.. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte... ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa.. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. claramente..” Percebe-se nessa frase. ( ) De acordo com o texto. metáfora e prosopopéia. que ainda demonstra sua submissão ao homem. não se mostra tão conformada como a avó..” ( ) Na frase “. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres.. U. portanto. ( ) A personagem demonstra que.. a personagem. apesar de trabalhar muito. na terceira pessoa do singular. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas.. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .32. é correto afirmar que a personagem.. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’.. fresca e furta-cor. é correto afirmar que.. são respectivamente: hipérbole. porque me secaram as tetas.” considerando-se o contexto. ‘destino esquerdo’. 33. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e.. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. a elipse do verbo ser. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. U. de acordo com as normas da língua padrão. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.”.. levantando a voz como se nascesse rei”. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. obrigatoriamente.

não há remate. Língua vernácula entre os dentes. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. a folha e o inseto. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. a flor e a fera. F. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. próprio do texto contemporâneo. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece.” ( ) “Ela vem. b) é narrativo. U. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. um poema épico. c) é dramático. ou por outra. que me livre de vez desses poemas. Vitória: Cultural.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. b) não é literário. a manhã nasce... na mente. de outro poema preto em verso branco.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. um soneto de versos. p. IMPRIMIR 36. // Nasce a manhã. Tem cheiro a luz. / Que o sol filtrando em luz esteve.. – na face / De anjo morto. (sororal) vibrante como um sino. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. os ninhos e a hera.” NEVES. GABARITO 35. ( ) “Tudo. 1998. vulgares. c) é literário. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. à tarefa. na voz. // Como lençóis claros de neve. construído em prosa poética. / A água e o reptil.. dor no cotovelo e tu. d) é lírico.I. majestosamente.34. e) é um misto de literário e não literário. / A noite no alto-mar anima as ondas.. / Aroma de argental caçoula. merda. azul em fora. José. pela presença de termos chulos.” ( ) “O luar. é leve. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. In: Muito Soneto por nada. é branco. F.. predominantemente. entre sombras. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. ao suplício. com que ânsia. e me livre de ti em paralelo.Noções de literatura Avançar . decassílabos.I. d) não é literário. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. – o ar e o chão. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. / Pérolas vivas. a luz tem cheiro. 58. no olhar sobredivino. e) não é um soneto... pela intensidade do sentimento do eu poético. Reinaldo Santos. as nereidas frias. / Azul. com exceção de: a) é literário. pois não é prosa nem poesia.. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. Voltar Língua Portuguesa . / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. sonora barcarola. a pedra e o tronco.. / É transparente. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. pela linguagem coloquial e referencial.

9). 38.7). causar. respectivamente.. c) Apenas I e II. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Noções de literatura Avançar . Considerando o poema acima. a dor. com a repetição de recursos poéticos.” Da Costa e Silva. Vive como a expiar uma culpa tremenda. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. a rígida moenda. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. O verbo “como” (v. rouquenha. d) Apenas II e III. As duas canções apresentam. em que a economia brasileira dependia. talvez. II. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. Quais estão corretas? a) Apenas I. e) I. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. III.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso.37..8 ) e o pronome “você” (v. como rimas. E ringindo e rangendo. O engenho de madeira a gemer e a chorar. dessa atividade extrativa vegetal. julgue os itens a seguir. da canção de Caetano. Nos versos selecionados.. Poemas. II e III. À luz quente do sol e à fria luz do luar. repetições e paralelismos.. é o assunto desse poema. Ringe e range. I. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v.)” Caetano Veloso. permitem uma dupla leitura.)” Chico Buarque de Holanda. b) Apenas II. em comum. quanto ao significado e à função sintática. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. a sonoridade da moenda a trabalhar. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda.. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. principalmente.. o mal que vai.

– torná-la minha. Virgília começava a aborrecer-se de mim. menos luzidios que os olhos dela. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. Em filosofias tropeço e caio. Via-a dali mesmo. quis vestir-me. Como te devoro.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. É em percalina verde. Reunião. U. com vestido soberbo que havia de ter. verde pastagem. esse cristal de fluida transparência: verde. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. eu vou comprar.. 96. reclinada no camarote. em cavalarias me perco. José Olympio. 1983. demais. eu cresço logo.672-673. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Fica quieto. Via-a assim. que bom passar a mão no som da percalina. o colo de leite. em contos. Não podendo dormir. – fascinando os olhos de todos. verde. a torná-la. Julguei. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. poemas me vejo viver. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. p. era dar prova de fraqueza. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . “Biblioteca verde Papai. (Orgulho. Tenho de ler tudo. Memórias Póstumas de Brás Cubas.” ASSIS. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. Compra. que chegaria tarde. se mais natural.Noções de literatura Avançar . disposto a esquecê-la e a matá-la. pai. Agora não. e sair. – braços que eram meus. unicamente minha. Depois. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. Amanhã começo a ler. menino. Mas leio. Rio de Janeiro. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. começava a despi-la. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. compra. o que não saberei nunca. atirei-me a ler e escrever. mata de pinheiros toda verde. Antes de ler. Compra assim mesmo. Quando crescer eu compro. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. consultei o relógio. O que saberei. 1992. medievo. ( ) Sublimação do amor. e os brilhantes. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. os cabelos postos em à maneira do tempo. Agora não. pensava eu.” ANDRADE. compra. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. – não sei se mais bela. ( ) Ser humano revelado como contraditório. Sou o mais rico menino destas redondezas. Meu filho. Machado de. inveja de mim mesmo. com os seus magníficos braços nus. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. Papai me compra agora. 18 ed. Evidentemente. São Paulo: Ática. Chega cheirando a papel novo. Carlos Drummond de. somente minha. é livro demais para uma criança.39. só 24 volumes.. não. p. porém. e doía-me que a vissem outros. leio. as demais. cavalgo de novo meu verde livro. a pôr de lado as jóias e sedas.

) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. se papa. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. ainda acordado. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. ‘Anda lá. não só a sua vocação. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. mas a culpa é do vosso sexo. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. 6-7. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. Agora não”. e tio Cosme.) Como te devoro. como era seu sonho de adolescência. se eu fosse padre. que bom passar a mão no som da percalina. pai eu cresço logo. -v.. por ter sido escritor de romances. c) da predominância de orações coordenadas.” -v. O que saberei. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. d) “verde pastagem” -v. b) “coleção/ de Obras Célebres.. d) do emprego de verbos no modo imperativo. b) “Antes de ler. 25. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. se bispo. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. 41. todos os destinos estão neste século. -v. esse cristal”. 29-32.E. e) “Amanhã começo a ler.Noções de literatura Avançar . 14-15. 25-26. Um só ponho. 43. b) Machado de Assis culpa as mulheres. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. como me recomendara tio Cosme. Não fosse ele. nesse caso. Tudo isto é obscuro. está na biblioteca em verde murmúrio”. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. d) “(. Até lá os sonhos perseguiam-me. por tê-lo induzido a casar cedo. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . meu rapaz.F. b) das construções com uso de vocativos. ou uma pastoral. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. tenente e imperador. verde pastagem. A leitura não está unicamente inscrita no texto. o que não saberei nunca. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. ou antes porei dois. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. a não ser que ambos formem duas metades de um só.” -v. 25-26. ou uma encíclica47. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. dona leitora. 42. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. 10-11. 17-18. (N. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. e no menor número de palavras. por outro lado. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. -v. como também o enredo da narrativa. 4-5.40. torna-se também culpada pelo destino dele. -v. dirigindo-se a uma leitora que. 19. porque um nasceu de outro.

a “fazer um poema” e. que aparece várias vezes no poema. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete.” RICARDO. Seleta em prosa e verso. julgue os itens seguintes. a “labutar no campo. na cidade”. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. UnB-DF Acerca das idéias do texto. sistema circulatório. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. ( ) Ao longo do poema. no último verso. Por que pensar. Por que labutar no campo. no verso 15. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. 1972. lengalenga. Bras. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece.) nesta acepção: reza da capoeira. os músculos. Relação. orai por nós. na forma como se apresenta. uma oração. em um contexto de capoeira. a “pensar. discurso. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. e o texto III. julgue os itens que se seguem. a “subir a escada de Jacó”. Rio de Janeiro: José Olympio. ( ) O pronome “o”. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. no verso 17. desvela a ironia com que se estrutura o poema. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . imaginar? A máquina o fará por nós. cantilena. terceira. (Sin. (ant. quarta e quinta. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. Cassiano. 45. litania) S. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. da seguinte forma: primeira estrofe.)” Considerando o verbete acima.1. Cap. 2. Fig. ou conversa longa e fastidiosa. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete.f. os ossos? A automação. INL. sistema lingüístico. imaginar”. refere-se. O cérebro eletrônico. pelo lat. sistemas motor. 85-6. no verso 19. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. Ó máquina.Noções de literatura Avançar . ( ) A voz do poeta. digestivo e respiratório. ( ) Como obra poética. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. corresponde. narração. ( ) Esse poema. ócio dourado. sistema neurovegetativo. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. no verso 21. segunda. na cidade? A máquina o fará por nós. p.

GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas.Noções de literatura Avançar . já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. os costumes e tradições do indianismo. então. a canção que eu fiz pra te esquecer. que descreve a paisagem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. conseqüentemente. percebendo-se a sua influência ainda hoje. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. Antônio Carlos Jobim. c) O autor. agora. a fauna e flora.46. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. brasileiro. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando..” Antônio Carlos Jobim. lento um trovador cheio de estrelas escuta. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. U. no silêncio. Vem cá.

se pássaros. João Cabral de Melo. mais privadas. pelo tamanho e quebradiço da forma. em nenhum momento. Voltar Língua Portuguesa . Se são jaulas não é certo.Noções de literatura Avançar . 1994. mais perto estão das gaiolas ao menos. 18 e de pássaro cantor. 2 O que eles cantam. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. trabalho rotina.” NETO. num dos pulsos. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. tais gaiolas vão penduradas nos muros. como em jaula. vão num bolso. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. dentro das quais. e nunca. não assinado. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. em série. que não são artistas nem artesãos. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. p. estejam presos ou soltos. Assim. outras vezes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. com voz de pássaro rouco. a saltação que ela guarda. Umas vezes. Obra completa. impessoal. 324-6. se ouve palpitar um bicho. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho.

as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. julgue os itens seguintes. “gaiolas”. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. É tão claro! – e turva tudo: honra. amor e pensamento. em função de seu assunto e da linguagem despojada. ( ) No primeiro verso do poema. “cantando”. considerando-se o número de sílabas em cada verso. De seu calmo esconderijo. rotineira.47. “canto”. Assim. a produção pessoal versus produção impessoal. 49. Romance II.. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. dócil e ingênuo. julgue os itens que se seguem. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. o povo. poder. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. na sexta estrofe. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. engenho. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. por ser átona. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. barra. “jaulas”. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. quer dizer. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. UnB-DF Em relação ao texto. ( ) A linguagem é poética. criativa versus produção em série. UnB-DF Ainda em relação ao texto. Cecília. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. produção variada. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. 48. folha. em ordem direta. prestígio. ( ) Na interpretação de poemas. infinitas galerias penetram morros profundos.” MEIRELES. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto..Noções de literatura Avançar . o ouro vem. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). torna-se pó.

nenhum sentido. maior. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons.Texto para as questões 50 e 51. b) vermos algum sentido na vida. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. d) da força dos verbos.” GULLAR. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. Ando a pé. U. Ferreira. e) da beleza dos substantivos saudosistas. de táxi. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. amigo. casado. p. do dia-a-dia. U. Toda Poesia. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. e não vejo na vida. o autor não se utiliza: a) de comparações. 51. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro. de ônibus. 1987.Noções de literatura Avançar . 20 GABARITO 50. e) sermos gente. c) não nos desesperarmos. reservista. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. c) da construção de versos livres. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. 229. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. povo solidário e unido. b) do efeito dos adjetivos. Civilização Brasileira.

há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. 1977. nesse poema. Nos dois primeiros versos. Talvez nós não sejamos nós. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior.52.” MEIRELES. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. a soma das alternativas corretas. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. por vezes. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ou seja. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. a existência de dois universos: o da exterioridade. O último verso indica. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. trata-o com desdém. Dê. 32. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. ela se permite dizer “inverdades”. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. pela incomunicabilidade e. Isso porque. no poema. “Interpretação As palavras aí estão. Falai! que estou distante e distraída. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. como resposta. conseqüentemente. 04. Nova Aguilar. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. Percebe-se. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. com meu tédio sem voz. Pode-se dizer que. no poema.Noções de literatura Avançar . Rio de Janeiro. A arte pode ser “inverossímil”. Cecília. e o da interioridade. profundamente interiorizado. 08. U. uma por uma: porém minha alma sabe mais. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. 01. 02. portanto. Falai! meu mundo é feito de outra vida. o delírio. Há. Obra poética. a perda da percepção dos limites da realidade.E. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. p. portanto. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. 256. 16. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema.

— Os pronomes. manca da perna esquerda e um tanto aluada. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. coronel. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. bilhetinho perfumado. do escrevente. Laurinha. moço. explicou. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. Escolha!” LOBATO. não receia sobrecenhos enfarruscados. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. balbuciou medrosa confirmação. então nos dezessete. Para abrir o jogo. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Vinte e três anos. Escrevente. corrigiu o erro. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. troca de olhares. por instinto. Toda a gente lhe tinha um vago medo.. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório.. Parou. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. à missa. Depois.. Depois. Mal o pilhou portas aquém... histérica. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. Por fim o coronel. O Colocador de pronomes. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. batendo-lhe no ombro paternalmente. e neste caso Laurinha. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . In: Contos pesados. — Nada de frases.. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. Ama. Abriu os olhos e a boca. Pois agora.. a tremer. Depois. apesar da distância hierárquica que os separava. e neste caso Maria do Carmo.. Abriu uma gaveta. minha mulher ou a preta. são três: da primeira pessoa – quem fala. quer o coronel dizer. Ora. vesga. roupa nova.. moço. O escrevente ressuscitou. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Urupês... Depois. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. Escrevera nesse bilhetinho. Monteiro. vencido. bastava esse movimento de peão. a serenata fatal à esquina.. sondando uma retirada estratégica.. Apesar disso. — Oh. o moço veio um tanto ressabiado. que é mais forte que a morte. Salvo se declara amor à minha mulher!. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. . e desd’aí transformou-se no tutu da terra.. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56.. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. com o Acorda. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. essa. da segunda pessoa – a quem se fala. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. Silenciaram ambos. da terceira pessoa – de quem se fala.. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!.. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. O escrevente. Triburtino não era homem de brincadeiras. ou à preta Luzia. Não lhe erravam os pressentimentos. mas o amor. mandou chamá-lo à sua presença. e neste caso vassuncê. Aqui se estrepou. em pausa de tragédia. minha filha e tem a audácia de o declarar. donzela. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. tornando a si. — . não permitirei nunca. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. enchendo-se de coragem. Escolha! O escrevente. — Laurinha. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha.. apenas quatro palavras. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. Namoro à moda velha.. O velho fechou de novo a carranca. voltando-se para dentro. cozinheira.Noções de literatura Avançar . nos dias de folga. Ar um tanto palerma. Encontros na igreja.. o qual tinha duas. — . afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . já se vê. e a do Carmo. encalhe da família. com a pulga atrás da orelha. como sabe. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. 1940. São Paulo: Editora Nacional. o coronel trancou o escritório. nem tufos de cabelos no nariz. Negrinha e O macaco que se fez homem. Magro.. madurota. desdobrou-o. então. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos.. e eu. derrubou a cabeça. — Sei onde trago o meu nariz.. depois de três dias de sobrecenho carregado. num pasmo. entretanto.. seu chefe natural. com bastante sucesso. – nunca.

é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense.. 23 55. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante.53. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. Teus filhos que choram tão grande mudança. há um exemplo de metonímia.. Vinte e três anos. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. b) o eu poético se dirige a Deus. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. mas cordial e receptivo a bajulações. UFMT ( ) No trecho Escrevente. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora.. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. “Meu Deus. com o intuito de criar uma escrita brasileira. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo.Noções de literatura Avançar . GABARITO 57. produzindo formas como ingreis. Voltar Língua Portuguesa . ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês.. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. ( ) Nessa narrativa. Magro. sar. Ar um tanto palerma. e. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. 54. interrompendo o fluxo da narrativa. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ambas dicionarizadas. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. 56. é incorreto afirmar que. ( ) Na narrativa. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. craru. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. em ambos os trechos. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. e vive um só instante. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. é casar!” . ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. parma. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. Senhor meu Deus.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura.

e) São versos dodecassílabos. enquanto não aparece negócio. Rio de Janeiro. traz meu lençol.58. de que as personagens pertencem à elite burguesa. estou muito esperançado Mas. 59. isto é. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. deitado!” GABARITO SUASSANA. que eu estou no banco. U. fatos passíveis de serem verdade. d) O início de alguns versos se repete.Noções de literatura Avançar . d) Enredo. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. através da repetição de alguns versos. b) Escrito em versos alexandrinos. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. nos últimos instantes de sua vida. entre outras tantas letras para suas músicas. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. no texto. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. 60.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. o poema a seguir. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. 1979. tornar seu mundo musical leve. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para a criação de personagens. José Olympio. e a poesia. ( ) Há indicações. o operário da construção civil consegue. também musicado. ô mulher. Farsa da Boa Preguiça. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. pessoal.F. destacando. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. com severa crítica social. c) O amor. “Está tudo muito bem. metaforizando tal passagem com a morte. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. Ariano.

Já solta o bogari mais doce aroma. Agir. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. não mais. Onde o frouxo luar brinca entre flores. brilham estrelas. Correm perfumes no correr da brisa. Rio de Janeiro. como estas preces. U. Do tamarindo a flor abriu-se. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue.61. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. No silêncio da noite o bosque exala. Gonçalves. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. não desempenha nenhuma função específica. o verso 20. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Já nos cimos do bosque rumoreja. no poema. à pessoa amada..) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Poesia. que não chega. movendo as folhas. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. ao rival de Jatir. Também meu coração. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. o verso 27. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. como estas flores.Noções de literatura Avançar . Brilha a lua no céu. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Jatir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) A natureza. há pouco.F. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS..

e abandonar-me só neste mundo. já não existe. para as afirmações verdadeiras. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. lhe servirás de pai. uma febre intensa que a fez delirar.. — Lançar!.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola.. promete-me que se ela não for tua mulher. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica.. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. por ti e por mim.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. Paulo. À noite declarou-se a febre. desde o primeiro dia em que nos encontramos. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . Paulo. Sua mãe lhe servirá de túmulo. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. Nosso filho.. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. lhe servirás de pai. promete-me que se ela não for tua mulher. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. Pela manhã. e a mim.. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. Nesse texto em foco... Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. Quero confessar-me.Noções de literatura Avançar . Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. de José Alencar. fica-te um pai. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. Maria.. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio.”. Maria. ajoelhados à borda de um leito. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem.. ficará inteiramente boa. não engana. os termos grifados exemplificam metáforas.. que não poderia amá-la. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças.. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. depois de um sono curto e agitado.. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. Paulo. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. que nenhum efeito produziu.” Neste período. Maria. — Para aliviá-la do seu incômodo. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. — O remédio de que eu preciso é o da religião. UEGO Assinale V. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na cruel agonia que só compreendem aqueles. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. — Queres acompanhar teu filho. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. minha amiga! Quando ficares boa. à tua irmã.” 26 GABARITO 62. e F. Ana. Ama-o por ele.. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. “Apenas o médico saiu. viram finar-se gradualmente uma vida querida. “A febre lavrava com intensidade. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. disse-lhe: — Perdes uma irmã. e abraçando a irmã. sejam elas virgens ainda.”. e abandonar-me só neste mundo. voou pelo aposento. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. — Iremos juntos!. exemplificando assim um caso de próclise. porque ele era mais teu do que meu. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. impelido com violência. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. o teu. e sempre mais graves. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. Logo que lançar o aborto.

p. Os ratos. ( ) Pelo texto apresentado. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. lembranças. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses.. quando tem já um grupo de contas respeitável. pois. quadros risonhos. Faz cálculos.. Já tomou um há pouco. Não tarda. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. quando não está ‘batendo’. nesses momentos. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. O primeiro escriturário confere contas. O serviço. São Paulo: Ática. ver se as operações de cálculo estão certas. pequena. calcular. Na sala. Ambos muito quietos. que este é custeado pelos funcionários.. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões.. seu valor ou sua magnanimidade.. sem interromper a conferência das contas. usa tinta encarnada. embora seja o protagonista. em forma de faturas. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este.63. aberto dentro da gavetinha ao lado. que penetra na mente da personagem. É um serviço que faz há muito tempo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . depois então ‘lançá-las’ com capricho.Noções de literatura Avançar . uma acusação contra si mesmo. não exige pressa. não tinham. decifrando-lhe pensamentos.. Depois... Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis.. há sempre multiplicações e adições a fazer. 12ª ed. não. quando. É preciso classificar as notas. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. Dyonelio. São ‘notas’ de consumo de materiais. sentimentos e sensações. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. relanceia-os lentamente pela janela. 26-7. seu anonimato e sua alienação.. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. O datilógrafo. Mesmo assim.” MACHADO. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. injustiça ou grosseria dos homens. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. julgue os seguintes itens. Ele se dirige para a sua carteira. mas por sua mediocridade. porém. emperrados. bate muitos carimbos. Era então uma simples contrariedade a esquecer. ‘puxar’ cuidadosamente as somas.. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. não necessita ‘estar em dia’. 27 De acordo com o texto acima. lê um livro.. Naziazeno não quer café. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. 1992. não era raro vir-lhe um remorso. Custa um tostão. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. É preciso antes submetê-los a uma conferência. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. Dispõe de grande prática. uma preterição. essa compreensão inteligente e leviana das coisas.

62. 49. 13. 31. 60. 7. 6. 26. 61. 4. 22. 3. 54. 55. 34. 40. 27. 35. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 16. 14. 23. 15. 30. 38. 17.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 52. 51. 2. 45. 41. 29. 63. 39. 19. 56. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 12. 24.Noções de literatura Avançar . 59. 9. 43. 25. 11. 42. 18. 21. 57. 44. 33. 36. 48. 28. 5. 50. 10. 58. 20. 47. 53. 8. 46. 37.

vendo-lhes tais feições. “No domingo de Páscoa... b) II. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. Porto Alegre: L & PM. 85. não muito altas. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. Ninguém não lhe deve falar de rijo. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. por ele chefiada. 16. E aquele de quem falei antes. por ser gente que ninguém entende. p. Ao longo dele há muitas palmeiras. em 1549. que estiveram sempre presentes à pregação. GABARITO Dê. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. como resposta. relato de viagem e pregação religiosa. 1 2. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. II. 88 e 96. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. 04. c) III. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. com medo do cevadoiro. 83. Sílvio.. 87. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena.” – Visão paradisíaca. “E uma daquelas moças era toda tingida (. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. “Aqueles outros. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. 02.) tão graciosa.” – Submissão religiosa. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. U. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. 08. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. intenção catequética e informação sobre a terra. pela manhã. a soma das alternativas corretas. 3. d) I e II. diante de nós.Literatura no período colonial Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. 32.” – Difusão do cristianismo. do que eles dariam se os levassem. que a muitas mulheres de nossa terra. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador.” – Interesse mercantil. CASTRO. 1997.. de muito bons palmitos. porque desejávamos saber se o havia na terra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) II e III. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. como pardais. chamava alguns para que viessem até ali. 64. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. Colhemos e comemos muitos deles. III.

Gregório de. ao mesmo tempo. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação.” MATOS. é coisa que me não toca: Ponto em boca. e se a Câmara olha e ri. ( ) Parte da obra do Pe. In: Poemas escolhidos. ( ) Na poesia arcádica observa-se. o perdão divino. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. Unifor-CE No período colonial. porque anda farta até aqui. Décimas. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. Mas ao mesmo tempo. p. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. c) constituem obras do mesmo gênero. 6. junto à natureza. produzidas no século XVII. o lastro que traz de areia. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. e) O temor. que é muda a boca esfaimada. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. outra parte se destaca desse conjunto. mas se a frota não traz nada. São Paulo: Círculo do Livro. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. por parte do sujeito poético. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. distribuídas em períodos diversos. com as dificuldades e os sucessos. 46-7. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. o andamento e as condições da obra de catequese. plena de inversões e de figuras. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. os feijões. que entrando co’a vela cheia. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. ( ) Na época colonial. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. declarando daí: “Ponto em boca”. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. apesar da linguagem rebuscada. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. Voltar Língua Portuguesa . buscar a espiritualidade. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. da reação do povo faminto. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. s/d. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana.4. e) constituem obras de gêneros diferentes. a carne. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. o peixe. A fome me tem já mudo. uns dão a culpa total à Câmara.Literatura no período colonial Avançar . 7. 5.

os senhores banqueteando. e) I e III. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. o bem. GABARITO No texto. org. e não quis. s/d. Quando não me aproveita a pena minha. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal.” VIEIRA. Suspiro agora em vão.” MATOS. p. 9. 58. Gregório de. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. o que gozava. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. alta ventura. quando menos confessado. Pe. O envolvimento político do jesuíta. ed. Vim sem considerar. b) III e IV. e morra suspirando O mal. o que deixava. como estátuas da soberba e da tirania. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. Se cresce para mim. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. In: Obras completas de Gregório de Matos. e tanto cresce. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. ou pouco amava. b) neoclássico. São Paulo: Cultrix. sem ver. o que convinha. Ou entendia pouco. Babu. o estilo: a) barroco. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. os escravos muitos. Sermões. v. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. In: AMORA. alta desgraça. 1981. 1015. p. Soneto. que tinha. A presença de um grande número de antíteses. Antônio. Pague no mal presente o bem passado. que esta pena merecia. II. c) barroco. Deixei sem atender. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. “alta desgraça” / “alta ventura”). por ignorância. o que lograva. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. os senhores em pé apontando para o açoite. ( ) A dor daquele que. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. que me embaça: Se cresce contra mim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Que quem podia. IV. os escravos perecendo à fome. os senhores rompendo galas. os escravos despidos e nus. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. c) II e III. os senhores tratando-os como brutos. que passo. U. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”.Literatura no período colonial Avançar . 2. III. Salvador: Janaína. Confesse. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. e) neoclássico. os senhores nadando em ouro e prata. que possuía.8. Que quem errou. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. d) barroco. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. viver gozando. Deixei como ignorante o bem. dirige-se o poeta à sua amada Babu. 3 De acordo com o texto. aonde vinha. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. os escravos carregados de ferros. Padeça agora. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem.” Na estrofe acima. IV. Salvador-BA “Porque não conhecia. E morra. ou seja. Antônio Soares. Sermão vigésimo sétimo. d) I e IV. 10.

Dê. nesse contexto. 1998. tanto no aspecto formal quanto ideológico.. A expressão “povo néscio. ao longo do poema. Numa cidade onde falta Verdade.. é marcado. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. Poesia satírica de Gregório de Matos. 02. como resposta. desenvolve-se em pares de estrofes. 32. 64.Literatura no período colonial Avançar . em cada verso. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. 16. Honra. ameaçando sua própria posição. Vergonha. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. MENDES. dou ao demo a gente asnal. As respostas. Cleise Furtado. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. Negócio Ambição Usura. Mestiços. d) simplicidade clássica. Ambição. Salvador: EDUFBA. 12. 54. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. U. Pretos. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. inicialmente abordando aspectos éticos.)” Pretos Mestiços Mulatos. 04. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. p. que não sabe que o perdeu Negócio. procura. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. por rimas internas. Senhora Dona Bahia. e sandeu”. 08. com fatos e comentário. O ritmo do poema. Usura. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. financeiros e étnicos. nos tercetos. Mulatos. Verdade Honra Vergonha.11. nos tercetos. a soma das alternativas corretas. c) antecipação da estética do Romantismo. e sandeu. Por mais que a fama a exalta. (. que estima por cabedal Pretos. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. que então viviam na cidade de Salvador. enquanto o conteúdo.

e) épica de Basílio da Gama. c) III e IV. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. E a suavidade do prazer trocada. III. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. IV.” COSTA. Na obra de Gregório de Matos. d) simbolista. Voltar Língua Portuguesa . II e II. com que a noite escura. d) I. Está correto o que afirma em: a) I. II e III. Potiguar-RN “Já rompe. que coisa é alegria. A natureza é descrita de forma objetiva.13. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. III. a matutina aurora o negro manto. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. no espaço de uma natureza amena. que suave. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. II. O último verso apresenta uma hipérbole. que aí vês. b) lírica barroca de Gregório de Matos. b) II e III. tinha escondido a chama brilhadora. A carta de Caminha.Literatura no período colonial Avançar . b) barroca. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. Nise. somente. em Marília de Dirceu. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. afirma-se: I. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. e) II. por te não ver. c) I e III. III e IV. 15. somente. somente.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. UFSE “Sou pastor. c) romântica. a amada representada por uma pastora. d) II e III. Que alegre. 16. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. 14. não te nego. que sonora. os meus montados São esses. e) I. Cláudio Manuel da. sufocando do sol a face pura. e às vezes. tanto mais aborrece a luz do dia. U. Nise adorada não sabe inda. que é o gozo do tempo presente. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. b) I e II. somente. II. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa.

d 15. d 8. d 6. c 16. b 5.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. c 2. d 11. F – V – V – F – V 7. d 4. 62 3. c 10. 58 12.Literatura no período colonial Avançar . V – F – V – F – F – F – V 9. d 13. b 14. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . de bons rostos e bons narizes. seriam logo cristãos. muito chã e muito formosa. hoje esquecidos. nem prata. é tudo praia-palma. hoje. E. p. Pero Vaz de Caminha. da vossa Ilha de Vera Cruz. também. delas vermelhas. e dessa semente e fruitos. Andam nus. Eles não lavram. que costumada seja ao viver dos homens. Nela. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. porque. dar-se-á nela tudo. sem cobertura alguma. ( ) Segundo Caminha. julgue os itens abaixo. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. Senhor. Águas são muitas. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Tem. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. até agora. nem criam. não pudemos saber que haja ouro.Humanismo. de que nós deste porto houvemos vista. Deste Porto Seguro. E nesta maneira. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. nem coisa alguma de metal ou ferro. como os de Entre-Doiro-e-Minho. nalgumas partes. segundo parece. que nos parecia muito longa. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. Barroco e Arcadismo Avançar . não têm nem entendem em nenhuma crença. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. nem vaca. E em tal maneira é graciosa que. por bem das águas que tem. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Q U IN H E N T IS M O . nem cabra. Parece-me gente de tal inocência que. Porém a terra em si é de muito bons ares. se algum pouco me alonguei. Não há aqui boi. por conter elementos da função poética da linguagem. que a terra e as árvores de si lançam. delas brancas. mo fez pôr assim pelo miúdo. a estender olhos. Pelo sertão nos pareceu. assim frios e temperados. primeiro dia de maio de 1500. Senhor. que nesta navegação agora se achou. infindas.” CORTESÃO. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. A feição deles é serem pardos. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. grandes barreiras. Quinhentismo. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. bem feitos. o melhor que eu puder. De ponta a ponta. que aqui há muito. nem galinha. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. nem lho vimos. 1 GABARITO 1. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. maneira de avermelhados. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. Coleção Clássicos e Contemporâneos. muito grande. ao longo do mar. Beijo as mãos de Vossa Alteza. Nem comem senão desse inhame. nem ovelha. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. com quanto trigo e legumes comemos. Esta terra. 199-241. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. nem qualquer outra alimária. se homem os entendesse e eles a nós. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. porque eles. vista do mar. Jaime. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. Ela me perdoe. querendo-a aproveitar. sexta-feira. A carta de Pero Vaz de Caminha.

Ressalta também que. UnB-DF Ainda com relação ao texto. e) I. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados).Humanismo. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. que a derruba. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. d) O asno corresponde a Pero Marques. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. de Gil Vicente. animal nobre. asno que a carrega. Sugere que o diabo. Além disso. apesar dessa prática. guardando traços dos dois períodos. substitui o propósito de edificação espiritual. Quinhentismo. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. Barroco e Arcadismo Avançar . considere as seguintes afirmações. II e III. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. para a Biologia. 3. a primeira contém a segunda. na construção da farsa. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. tem poderes maiores que Deus. pois legumes são sementes e trigo é fruto. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). d) Apenas II e III. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. nesta peça. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. ao julgar justos e pecadores. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. julgue os seguintes itens. ( ) No nono parágrafo do texto. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. de Gil Vicente. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. pois. Voltar Língua Portuguesa . II. I. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. mantêm-se as mesmas relações de idéias. Quais estão corretas? a) Apenas I. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista.2. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. 4. b) Apenas I e II. o que evidencia o propósito de sátira social que. c) Apenas I e III. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. 5. mesmo sendo estes mais bem alimentados. III. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno.

porque a estender olhos. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. c) Realismo. ( ) A Carta. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. Ela me perdoe.Texto para as questões 6 e 7. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. 8. ( ) Nele. Em tal maneira é graciosa que. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. da ponta que mais contra o sul vimos. Senhor. por causa das águas que tem! Contudo. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de Pero Vaz de Caminha. Pelo sertão.” 3 GABARITO 6. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. ( ) Para Caminha. primeiro dia de maio de 1500. nos pareceu vista do mar. já seria uma grande dádiva. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. e a terra de cima. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. o melhor fruto que dela se pode tirar. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. que haver nela. De ponta a ponta. terra a dentro. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. Quinhentismo. por me fazer singular mercê. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. é toda a praia muito chã e muito formosa.o que d’Ela receberei em muita mercê. meu genro . que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. sexta-feira. ( ) No entender do autor. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. Beijo as mãos de Vossa Alteza. tem característica oratórias. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. Deste Porto Seguro. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. É pois que. 7. parece-me que. não podíamos ver. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. Senhor. ( ) Este texto. hoje. b) Arcadismo. até então. infinitas.Humanismo. umas vermelhas e outras brancas. Águas são muitas. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. da Vossa Ilha de Vera Cruz. e) Modernismo. mo fez pôr assim pelo miúdo. por se tratar de uma missiva. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. até outra ponta que contra o norte vem. querendo a aproveitar. AUE-DF Julgue os itens que seguem. ou outra coisa de metal ou ferro. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. parece-me que será salvar esta gente. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. E se a um pouco alonguei. que tinha o homem no centro de tudo. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. nem lha vimos. a Ela peço que. a saber. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. de que nós deste porto houvemos vista. d) Simbolismo. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. dar-se-á nela tudo. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. muito grande. tamanha a sua abundância na nova terra. Barroco e Arcadismo Avançar . Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. será tamanho.

A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene.Humanismo.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. (. AEU-DF Julgue os itens seguintes. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. Barroco e Arcadismo Avançar . do jesuíta Fernão Cardim. em relação à semântica e à estilística. darse-á nela tudo.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. Manuel da Nóbrega. (.9. escrivão do primeiro colonizador. maneira de avermelhados. c) O sujeito lírico. estão empregados em sentido figurado. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. no texto. sem equívoco semântico. Quinhentismo. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. estabelece-se um raciocínio analógico.) ( ) Por “contra o sul vimos. querendo-a aproveitar. por bem das águas que tem. Texto III “Papoula. escritas nos dois primeiros séculos. com o padrão poético realizado em cada composição. descreve sua amada. Voltar Língua Portuguesa . antes de tudo. caracterizado como pastor. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. ele é. utilize o texto das questões 6 e 7. Sobrancelhas arqueadas. Texto II “O seu semblante é redondo. uma idealização poética. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. carece de unidade de enfoques. Carnes de neve formadas. o de Martim Afonso de Souza. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul... para dar a idéia do clima da nova terra.. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. que são cor de neve.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. do Pe. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. bem feitos. sem nenhuma cobertura. ora é descrita como tendo cabelos negros. e fina. ou rosa delicada. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. Negros e finos cabelos. 10.. ligado à vida do poeta. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. exigida pelas convenções neoclássicas. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. ser substituída por detalhadamente. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. 11. a pastora Marília. de bons rostos e bons narizes. Andam nus. (Para esta questão. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. Manuel. e faces cor-de-rosa. Maria Dorotéia.. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. Teu lindo corpo bálsamo vapora.). e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. de Pero Lopes de Souza.) Porém a terra em si é de muito bons ares. e) do “Diário de Navegações”. contra o norte vem”. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. Te cobre as faces. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. ora loiros. E em tal maneira é graciosa que. A pastora Marília. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos.

( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. In: NICOLA. Graças. de cima para baixo. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. Barroco e Arcadismo Avançar . São Paulo: Scipione. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. Graças à minha estrela. Marília. e mais as finas lãs. Marília de Dirceu.” GONZAGA. que consiste no princípio de viver o presente.p. inspirados na frase de Horácio. 14. 106. bucólica. Marília bela. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. fugere urbem (“fugir da cidade”). José de.F. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. Quinhentismo. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. que viva de guardar alheio gado. legume. José de. c) V – V – F – V – F.Humanismo. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. onde o poeta viveu. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. 1999.p. é uma postura típica também dos árcades. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. U. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. de expressões grosseiro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. “O Arcadismo. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. de tosco trato. e) F – F – F – V – V. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. azeite. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. São Paulo: Scipione. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. exemplificando as tensões do seu tempo. frutas. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna.” NICOLA. 116. assinale a alternativa incorreta. 13. Tomás Antonio Gonzaga. dá-me vinho. Tomás Antonio.12. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. d) F – F – V – V – V. das brancas ovelhinhas tiro o leite. é: a) V – F – F – F – F. 1999. em seus poemas e sermões. de que me visto. b) V – V – V – V – F. b) Os árcades. dos frios gelos e dos sóis queimado. pastoril. tenho próprio casal e nele assisto. não sou algum vaqueiro.

Voltar Língua Portuguesa . Eu falo. pelo bucolismo.Humanismo. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. significa “bravo”. d) árcade. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. Barroco e Arcadismo Avançar . e não cavalo folão.I.15. estai quando quiserdes estar. eu quero. pelo sentimentalismo. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. Viória-ES –“Ah! Peixes. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. GABARITO b) clássico-renascentista.. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. No canto I. de Camões. Por usar de siso mero. eu discordo. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. eu lembro-me. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. por sua religiosidade. antes lavrador que Nero. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. F. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. antes lebre que leão. UFRS Assinale a alternativa correta. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. asno que leve quero. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. na passagem que narra o concílio dos deuses. dirigida a Inês. 17. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. Quinhentismo. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. pelo conceitismo e cultismos. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. e) romântico. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. c) barroco. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. 16. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira.. pelas comparações. no caso.

d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. ao dar lugar a um “medonho choro”. UFRS Assinale a alternativa incorreta. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.18. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. pintura.. ao qual imprimiu características barrocas. de Basílio da Gama... Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. e) exaltação à índia Lindóia.. F. 19. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil.. U. a soma das alternativas corretas.. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. 21..... c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. Além da literatura. F.. 20... é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões.. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro.. no Uruguai.. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves.. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. No canto V de Os Lusíadas. estende-se à música... o que pode ser comprovado nas descrições. textos em prosa.. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. fazendo ressaltar ... deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. antes associada ao Cabo das Tormentas.. Barroco e Arcadismo Avançar . como resposta.. 22.. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso... a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. misto de missionário e colono português. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor.. c) exaltação à terra brasileira. e que se convencionou chamar de . da qual participou..Humanismo. d) crítica a Diogo Álvares Correia.E. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai.. U. bem como aspirações religiosas.F.. d) a nuvem negra que se desfaz. sobretudo.. episódios da Inconfidência Mineira.. a natureza mineira. por ser um poeta de transição. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. . Tomás Antônio Gonzaga 02. basicamente. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700... Voltar Língua Portuguesa .M. os navegantes prosseguem. nos seus poemas de contestação social. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. c) apesar das ameaças do gigante. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. Padre Antônio Vieira 04.. principalmente do Ceará e da Bahia. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. contra o exército espanhol.. e) narra. Cláudio Manuel da Costa 08.... Quinhentismo. escultura e arquitetura da época.. uma nova tendência.M.. Manuel Botelho de Oliveira Dê. Gregório de Matos 16. de traços bem definidos.. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . que o poeta compara ao paraíso.

as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica.Humanismo. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Voltar Língua Portuguesa . de qualquer alegria duvidoso. A ti trocou-te a máquina mercante. c) a manifestação de apego a Portugal. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. quase forçado. um riso brando e honesto. Quais estão corretas? a) Apenas I. assumindo uma atitude de insensibilidade. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. III. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. considere as seguintes afirmações. sem ver de quê. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. tu a mi abundante. tu a mi empenhado. no poema. um doce e humilde gesto. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. Barroco e Arcadismo Avançar . uma brandura. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. 25. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. Quinhentismo. e tanto negociante. que se contrapõe à solenidade do poema épico. b) Apenas III. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. UFRS Leia o soneto abaixo. “Um mover de olhos. Rica te vi eu já.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. Oh se quisera Deus. brando e piedoso. d) Apenas I e III e) I. 8 c) o futuro desejado revela. no poema. c) Apenas I e II.23. a presença de uma voz moralizadora. um encolhido ousar. de Luís de Camões. Que em tua larga barra tem entrado. II e III. II. limpo e gracioso. uma pura bondade manifesto indício da alma. um ar sereno. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. A mim foi-me trocando. e tem trocado Tanto negócio. I. d) o poema faz referência ao contexto da época. um despejo quieto e vergonhoso. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. idealizando a figura feminina. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. um medo sem ter culpa. um desejo gravíssimo e modesto. 24. mantém-se distanciado do objeto criticado. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento.

que fico então Pica-flor.Humanismo. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. s. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. 4. Barroco e Arcadismo Avançar . 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . patifaria. MATOS GUERRA. ao autor e à sua obra. claro fica. 179-80.E. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. U. Sendo só de mim o Pica. Quinhentismo.26. Marilena. juro excessivo. décima – composição poética de 10 versos. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. 1) “A uma freira. In: MEGALE. Heitor e MATSUOKA. 1977. se no nome que me dais. picardia – velhacaria. meteis a flor. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. passarinho.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). pesquisa. escuta. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. mas resta saber. Gregório de. Nacional. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. p. usura – juro de capital. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. Pica-flor aceito ser. e o mais vosso. ed. São Paulo.

32. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. b) Sermões eucarísticos. No segundo. No segundo. No primeiro. 5 e 6. 5 e 6. No segundo. 08. querendo-a aproveitar. infinitas. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. evidentes. 02. estrutura comumente utilizada na composição da décima. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). no primeiro poema. corrupção e roubo generalizados. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. c) Ficção regionalista. culta. a soma das alternativas corretas. Santa Maria-RS “As águas são muitas. 04. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. 9 e 10. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. ocorrem elisões nos versos 2. d) Literatura informativa.10 GABARITO 01. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. respectivamente.F. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). c) a técnica da disseminação e recolha. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. 4. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. U. Os dois poemas pertencem.Humanismo. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. estrutura característica da décima. sobretudo. evidentes. Quinhentismo. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. Voltar Língua Portuguesa . b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. gosto pela maledicência. já que é dirigido a uma freira. a) Biografias de santos. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. No primeiro. No primeiro. No primeiro poema. No primeiro poema. no conjunto formado pelos versos 3. Os dois poemas pertencem. Dê. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. extravagante.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. 27. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. e) Gênero lírico. são comuns durante o período colonial. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. Neles. Barroco e Arcadismo Avançar . por causa das águas que tem! Contudo. característica do Barroco. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. dar-se-á nela tudo. Em tal maneira é graciosa que. 16. no conjunto formado pelos versos 3. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. respectivamente. ocorre elisão apenas no verso 2. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. 4. sobretudo. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. como resposta.

III. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. e) Bento Teixeira Pinto. d) I e II. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 30. 29. U. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. c) III. ainda.F. c) Cláudio Manuel da Costa. em Os Lusíadas: I. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. b) Tomás Antonio Gonzaga. e) I e III.Humanismo. II. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. já velho e com um “saber só de experiência feito”. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito.F. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. c) Apenas I e III. uma produção informativa e doutrinária. d) Gregório de Matos Guerra. ou seja. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. b) Apenas II. e) Apenas III.28. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. 24 de maio de 2000. III. Barroco e Arcadismo Avançar . II. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. Quinhentismo. Santa Maria-RS O Quinhentismo. ao descreverem o Brasil. U. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. b) II. enquanto manifestação literária. d) Apenas II e III. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. na existência de uma literatura brasileira. Está correto apenas o que se afirma em a) I. pode ser definido como uma época em que: I. não se pode falar.

Entretanto. Quinhentismo. e aos pés uma alcatifa* por estrado. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. O nome que no peito escrito tinhas. “O Capitão.. legítima herdeira do trono de Portugal. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Naquele engano da alma ledo e cego. posta em sossego. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. puro amor. De teus anos colhendo doce fruito. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e lançou-as ao pescoço. (. Deste causa à molesta morte sua. O episódio de Inês de Castro. humanizando os versos. acenou que lhas dessem.. folgou muito com elas.) Viu um deles umas contas de rosário.” 12 Os Lusíadas. c) Apenas I e II. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. só tu. Barroco e Arcadismo Avançar . Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. I.. II e III. Aos montes ensinando e às ervinhas. brancas. Nos saudosos campos do Mondego. PUC-SP “Tu.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. bem vestido. Se dizem fero Amor. áspero e tirano. como dizendo que dariam ouro por aquilo. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. b) celebra os amores secretos de Inês e de D.) Entraram. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. Que a fortuna não deixa durar muito. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. b) Apenas II. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. obra de Camões. UFRS Leia o texto abaixo. quando eles vieram. e) I. 32. estava sentado em uma cadeira.31. linda Inês. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. Tuas aras banhar em sangue humano. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Estavas. posta em sossego. Desse episódio. Mas não fizeram sinal de cortesia. d) retrata a beleza de Inês. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. como um todo.. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. Como se fora pérfida inimiga. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. (. como que nos dizendo que ali havia ouro. No trecho selecionado. III. d) Apenas II e III. do qual o trecho acima faz parte. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Quais estão corretas: a) Apenas I. É porque queres. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil.Humanismo. II.

ANCHIETA. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Douglas. Douglas.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. querendo-a aproveitar. a saber. muito grande.Humanismo. São Paulo. Poesia. orientação. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. adição. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. acrescentamento – aumento. In: TUFANO. Quinhentismo.” Vocabulário: folgar: alegrar. 1998.E. Moderna. 5. por bem das águas que tem. lume: luz.33. Por isso vos canta. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. E em tal maneira é graciosa que. Barroco e Arcadismo Avançar . E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. José de. o povo. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. infindas. Com prazer. 1) “Águas são muitas. A Carta de Pero Vaz de Caminha. dar-seá nela tudo. Vossa santa vinda O diabo espanta. 1998. Moderna. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. Estudos de Língua e Literatura. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. em 1498. acrescentamento da nossa santa fé. isso bastaria. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pousada – local onde se descansa durante uma viagem. acréscimo. ed. São Paulo. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. De Jesus querida. In: TUFANO. muito numeroso. U. Porém. Estudos de Língua e Literatura. ed. 5. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto.

Nos dois excertos. portanto. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. vergonha. c) apenas I. 1990. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . denominado “ciclo dos descobrimentos”. Então. emprega a ordem direta. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. catequizar os índios. por bem das águas que tem”). desse modo. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. V. No primeiro. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. moral e cristã. dar-se-á nela tudo. documentando o processo de conquista e colonização. honra. não se pode falar em literatura no Brasil. IV. E em tal maneira é graciosa que. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. igualmente ricas de informações. querendo-a aproveitar. como resposta. No segundo. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. Numa cidade onde falta Verdade. informando sobre a natureza. enfatiza as idéias opostas. infindas. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. já conhecida dos portugueses. ao mesmo tempo. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. 08. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. III. o índio. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. II. No segundo excerto. III. Que mais por sua desonra? Honra. Evidenciam-se. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. IV. Nos dois excertos. 02. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. II. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. Barroco e Arcadismo Avançar . 16. Gregório de. V. 04. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. No primeiro excerto. II. IV. O demo a viver se exponha. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. as obras dos jesuítas aparecem. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. as reais intenções de expansão do comércio. b) apenas I. por bem das águas que tem”). Nos dois excertos. confirmando. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. 34. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI.” MATOS. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. Por mais que a fama a exalta. d) apenas I. V. Dê. Quinhentismo. O poema I.Humanismo. emprega a gradação. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). e) todas. refere-se à cidade de São Paulo. a soma das alternativas corretas. Rio de Janeiro: Record.14 01. V.

e) dirige-se ao rei de Portugal. U. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. c) F – V – F. seu nome à característica presente nessa obra. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. nele. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. Os moradores do parque. motivos árcades. do Padre Antonio Vieira. A seqüência correta é: a) F – F – V. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. 36. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. a urbanização baterá às portas da reserva. vindos de diversas regiões brasileiras. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o mais forte sobrepujou o mais fraco.” GABARITO 37. ou seja.F. 30 de junho de 1999. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. médicos. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. usa “salvação” no sentido religioso. e que as não pisa a devoção dos fiéis. apresenta. U. porque não há quem venha à solenidade. Quase sempre de forma violenta. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. enfermeiras. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. Falam baixo. pois ambos destacam. “Eles não usam barba. d) V – F – V. como nos campos. corretamente.Humanismo.F. associando. e não haverá memória de vosso nascimento. Neste canto do Brasil. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Esguios. U. sempre que o choque ocorreu. pedagogos. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. Ver-se-ão ermas e solitárias. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. cada vez mais. a fim de salvar o país da invasão holandesa. várias vezes. acabar-se-á o culto divino. Do Xingu. nascerá erva nas igrejas. quase três séculos depois. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. biólogas e engenheiros agrônomos. alimentados a peixe moqueado com biju. elas têm cabelos compridos e tranças. In: Veja. dependerão de produtos fabricados pelo branco. e) F – V – V. Passará um dia de Natal. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. mingau de amendoim e frutas.F. b) V – V – F. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. Quinhentismo.35. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. despojados os templos e derrubados os altares. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. em 1640. em suas composições. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. que já começava a destruir as igrejas da cidade.” FERRAZ. de converter o índio à fé católica. passará a Quaresma e a Semana Santa. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. Silvio. Senhor. Em todos os momentos da humanidade. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. Barroco e Arcadismo Avançar . d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. não haverá quem entre nelas. como costumava em semelhantes dias. no sentido de salvação da alma.

que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. Governador do Rio de Janeiro. Voltar Língua Portuguesa . a mariposa. A esse cede amor em mil ternezas. Quinhentismo. Da vossa alta clemência me despido. soberba. e) Lindóia. b) antítese. 16 Sobe ao sol. a luz lhe enfada. d) onomatopéia. a névoa. por ser do Açu. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. Quer ser filho do sol. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. por lustrosa. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. c) gradação. Primaz da Cafraria do Pegu. (Gregório de Matos) b) Temerária. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. Barroco e Arcadismo Avançar . a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. confiada. e) prosopopéia. acentuando seu caráter bárbaro. Em régio estado não desterras flores. U. U.38. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. A exaltação. como a Odisséia. cobre o dia. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. utiliza uma: a) ironia. (Gregório de Matos) 40. Que ele estrelas desterra em régio estado. Se bem rei mais propício. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental.Humanismo. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. Que sem ser do Pequim. a Eneida e Os Lusíadas. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. e mais amado. mas não porque hei pecado. de Basílio da Gama. 39.F. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. Vos tenho a perdoar mais empenhado. bonzo bramá. Por altiva. por densa.E. nascendo cá. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. única figura feminina do poema.

nas sombras da noite. luz/sombra. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. na tristeza. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. deve-se dizer que: a) somente I está correta. pois. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. II. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. que se opõe à degradação dos bens materiais. de outro. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. tristeza/alegria. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. e) O poema toca também na questão da inocência. Em tristes sombras morre a formosura. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. cuja última firmeza é a inconstância. diante do curso seguido pelas forças naturais. esconder-se nos próprios sofrimentos. III. por um lado. não sabe retê-la. está fazendo referência à pureza primordial da infância. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. que cumpre os padrões da forma fixa. e por “constância”.Humanismo. b) somente II está correta. e na Luz falte a firmeza. Há nele um jogo simétrico de contrastes. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. considere as afirmações abaixo: I. tais como o findar do dia e o início da noite. 17 41. E na alegria sinta-se tristeza. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. preferindo. se desfrutem as alegrias e. como o Sol. se acaba o Sol. 42. d) somente I e III estão corretas. que são: rimas ricas. Esse é um soneto oitocentista. c) somente III está correta. dia/noite. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao vivenciar a alegria.” Gregório de Matos. que compõem a figura da antítese. a formosura do dia. “alegria” e “firmeza”..Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. etc. GABARITO e) todas estão corretas. Em contínuas tristezas a alegria. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. Na formosura não se dê constância. e não dura mais que um dia. A respeito de tais afirmações. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. Barroco e Arcadismo Avançar . Quinhentismo. Depois da Lua se segue a noite escura. Porém. Começa o mundo enfim pela ignorância. ali.

vejo jóias. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. c) José de Alencar. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. 45. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. uns com libré. e) utilização de muitas frases interrogativas. ou fora dele. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. os prendíeis e obrigáveis por força. 46. b) uso constante da metáfora e da antítese. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. e) Romantismo. mas não vejo a fé. nem têm nome de casas. vejo baixelas. ou no Reino. b) Trovadorismo. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. Barroco e Arcadismo Avançar . a quem não fazíeis a féria. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. d) Realismo. Quinhentismo. vejo criados de diversos calibres. haviam de verter sangue. as jóias e as baixelas. b) Gregório de Matos. b) texto curto. e as sedas se se espremeram. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) Carlos Drummond de Andrade. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. FEI-SP O autor do texto. Deus me guie. outros sem ela. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. e. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. 47. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. e) Fernando Sabino. c) Arcadismo. se queriam ir buscar a vida a outra parte. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. vejo todo o palácio e também o oratório. perfumes e sensações táteis. Se o que vestem os lacaios e os pajens. que o ouro e a prata derretidos. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. e) segundo o autor. Primeiro que tudo vejo cavalos. liteiras e coches.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. parte por parte. d) soneto com versos decassílabos. onde das casas dos pequenos não se faz caso. enfim. das janelas vejo ao perto jardins. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos.Humanismo. 44. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. Padre Vieira. e ao longe quintas. a risco de quebrar. como se há de ver a fé. vejo galas. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento.

Que dão a Portugal muitos ciúmes. Como maiores são. O quarto A. nas águas frias. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. sempre ledos. Barroco e Arcadismo Avançar . Açúcar. Que como junto ao mar o sítio é posto. característica do estilo barroco. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Tem o primeiro A. E nas folhas parecem. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Tem o segundo A. Em si perfeitos quatro AA encerra. E nesta maioria. As fruitas se produzem copiosas. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Um exame atento desse procedimento no poema revela. e gosto preparado. Águas. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. p. Que refrescam o peito. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. b) convencer e ensinar o seu público. têm mais valia. e) confundir seus ouvintes. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. antes se encerra Tal doce nestes pomos. e melhores. Rio de Janeiro: INL. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Tem o terceiro A. GABARITO 49. E são tão deleitosas. todas azedas. d) provocar fortes emoções em seu público. E para preferir a toda a terra. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. para recolhê-las num só verso.” 19 OLIVEIRA. Música do Parnasso. 1953. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. Tomo I.Humanismo. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. no final. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. 127-135. e são sadias. Quinhentismo. Manuel Botelho de. todavia. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. no açúcar deleitoso. Desterrando do Inverno os desfavores. Ares. E têm sempre a vantagem de maiores. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã.48. Que o têm clarificado nos seus gomos. Mais que as da Europa doces. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite.

B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. para o qual ela se encaminha. 04 27. 18 20. O marido de Inês. b 18. e 29. Q U IN H E N T IS M O . a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na cena final. a 24. c 31. e 19. V – F – V – F – F 2. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. Barroco e Arcadismo Avançar . c 21. a 9. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. F – V – F – V – F – F 7. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). a 13. Não sabe. colaborando. b 23. e 14. e por não ter conhecimento dessa traição. d 30. na vida privada. F – F – F – V 3. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. mas o encontro com o ermitão.Humanismo. Quinhentismo. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. é um encontro adúltero. c 22. em sua fala. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. c 12. c 17. para ser traído por ela. b 26. b 25. a 4. a 10.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . d 28. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. F – F – V – V – V 11. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. c 15. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. e 6. F – V – F – F 8. ingenuamente. 16. a decadente sociedade portuguesa. e 5.

retomou os elementos assimetricamente. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. Quinhentismo. b 38. d 45. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. (…) O quarto A. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. a 37. c 43. Voltar Língua Portuguesa . Ou ainda. nas águas frias. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. b 46. ou seja. a 44. e 33. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação.Humanismo. b 49. e 36. a 42. b 35. e 40. b) Como se trata de um poema. Barroco e Arcadismo Avançar . c 41.2 IMPRIMIR GABARITO 32. c 48. e 47. 24 34. e 39.

. A corrente impiedosa a flor enleia. São Paulo: Cultrix. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais..Romantismo Avançar . a manga. Massaud. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. Alencar opõe. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. 1 1. ( ) No segundo parágrafo. ( ) Na história da literatura brasileira. onde bela se mirava. rev. te amarei constante ‘Mas não me deixes. novas águas Após as outras vão. Quase a lamber o chão. não me deixes. In: Sonhos de Ouro. não se constranjam. Benção Paterna. Voltar Língua Portuguesa . ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. b) amor incondicional ao outro. não!’” GABARITO DIAS. In: MOISÉS. “Portanto. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. a pêra. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. ou calem-se como lhes aprouver. José de. não me deixes. ‘Ai. ed. Leva-a do seu torrão. por meio das frutas. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. não!’ E a corrente passava. Gonçalves. Límpido ou turvo. ilustres e não ilustres representantes da crítica. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. e sempre embalde: ‘Ai. Censurem. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. como a fruta que nos mandam em lata. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. A Literatura Brasileira através de textos. São Paulo: Melhoramentos.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1.. 1998. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. metonimicamente. não. 135-6. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. o cambucá e a jabuticaba. F. não me deixes. 21. e aum. p. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo..) O povo que chupa o caju. (. piquem.d. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. da fantasia. IMPRIMIR 2. Texto para as questões 2 e 3. d) exaltação do sonho. s. c) supervalorização da natureza.

nacionalismo e religiosidade. naturalismo e pitoresco. visão de meus amores Perdoa-me. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. busca. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. extremoso. visão dos meus amores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como resposta. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”.Romantismo Avançar . c) No poema de Álvares de Azevedo... 08. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. Meus ais.. que eu assim resista À dor imensa. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. Marília. Se a ti ergui meus olhos suspirando!.” Tomás Antônio Gonzaga.E. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. Minha febre noturna delirando. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. 02. 5. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5.” Álvares de Azevedo. U. apresenta como características: 01.. U. c) “Nesta triste masmorra”. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. 04.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. como recurso estilístico. imaginação criadora e amor à natureza. 2 “Perdoa-me.3. escapismo e subjetivismo. GABARITO 4. Amor na minha idéia te retrata. 6.F. d) Em ambos os poemas. socialismo e ilogismo. de um semi-vivo corpo sepultura. que me cerca e mata. não. 16. em seus diversos momentos.F. b) No poema de Gonzaga. adoro a tua formosura. inda. a soma das alternativas corretas. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. F. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. U. Dê.

.. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. depois. d) III e IV.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. b) II e III.. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. II.. mísero atleta! Hoje. Fui eu que te vesti do meu sudário. d) futurismo. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. analisar as afirmativas que seguem. meu irmão! Eu sou a Fome. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II..Instrução: Para responder às questões 7 e 8. c) II e IV. II. e) condoreirismo. PUC-RS Pela análise das afirmativas. e) I. I. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. Idealiza a função do poeta.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. Que vais fazer tão triste e solitário?.. IV. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. Suspende em meio o hino augusto e forte. Sou eu quem o teu negro pão consome. ‘Saúde.. amanhã. Vão três pálidas virgens.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Romantismo Avançar .. 8.. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. sobre o texto. b) ufanismo. irmão! Eu sou a Indiferença. c) nacionalismo. O teu mísero pão. com a fome e com a morte. ler o texto que segue. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa.. III e IV. ‘Saúde.. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. meu irmão! Eu sou a Morte.... Quem no teu nome a escuridão projeta. III. 7.. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.

recebida principalmente de Camões. “vales”. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. ou dia ou noite. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. Não sentiram meus lábios outros lábios. e) Mesmo sendo romântico. há pouco. os aspectos marcantes do Arcadismo. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Já nos cimos do bosque rumoreja. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. “bosque” e “perfumes”. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Sejam vales ou montes. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Também meu coração.Texto para a questão 9. notam-se ainda no poema. não mais. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Outro amor nunca tive: és meu. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. 4 GABARITO 9. Onde o frouxo luar brinca entre flores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Do tamarindo a flor abriu-se. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. lago ou terra. brilham estrelas. No silêncio da noite o bosque exala. d) Apesar da intensa presença da natureza. Nem outras mãos. Onde quer que tu vás. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Já solta o bogari mais doce aroma. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. movendo as folhas. como estas flores. pela presença dos elementos mitológicos. para expressar o amor por meio da espera. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Vai seguindo após ti meu pensamento. como estas preces. tais como “luar”. Correm perfumes no correr da brisa. Jatir. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Brilha a lua no céu.Romantismo Avançar . Jatir.

Lúcia. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. b) Quincas Borba e Os Escravos. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos.” (Machado de Assis). à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. respectivamente. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. independência e as terras que ocupavam. sapos e jacarés sem conta: enfim. e F.” (Ferdinand Denis). mulheres feiticeiras. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. 13. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura.. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. d) O Mulato e Canção do Exílio. realçando seus preceitos e preconceitos.. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. de Maria da Glória e da cortesã. e) “O maravilhoso. foi trabalhar a dualidade. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. 11. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. UFSE No período romântico brasileiro. tão necessário à poesia. uma Ilídia Brasileira. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos.F. devido aos exageros do eu-lírico. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. buscando nelas aspectos heróicos. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu.” (Gonçalves Dias). procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. alheia ao eu-lírico. O romance Lucíola. para os itens verdadeiros. c) “Imaginei um poema. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. 12. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. um gênesis americano. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. o marginal e o burguês. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. 14. uma criação recriada.” (José de Alencar). c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. para os falsos. U.Juca Pirama e O Guarani.Romantismo Avançar . dos dois autores citados.” (Gonçalves de Magalhães). as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. UEGO Assinale V. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. e) I . dignos de alta expressão literária. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis.10. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. É o que se pode verificar quando se lêem.

.....15.. dono de uma sensibilidade extraordinária. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. nela. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. rainha da festa. Se assentou sobre o grande jirau.. a mulher é freqüentemente ......... b) Apenas II. do silêncio ou vozes.. é um tema dominante na poesia .... II e III.. Da luz.... como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos...) Se é vate quem dos povos. (.” (Laurindo Rabelo) III... excita o pasmo.) O véu da noite me atormenta em dores. de tudo.” 6 Dos exemplos citados abaixo.. A luz da aurora me intumesce os seios.. “Tenho medo de mim... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna... Das folhas secas. E a velhinha.. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.. As paixões vivifica. UFRS Leia o texto abaixo.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I.. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. quando fala.. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. sob o olhar apaixonado do poeta..” (Bernardo Guimarães) II. da sombra. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. (.. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa... UFRS Leia o texto abaixo. de ti...... Das horas longas a correr velozes. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. de cunho romântico no Brasil. .... c) Apenas I e II.... I...Romantismo Avançar .. do chorar das fontes. que usa .... d) Apenas II e III.. e) I.

o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. …………… adorava. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. Lúcia Camargo que. o último uma religião. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. após o casamento. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. porém nunca se valeu da composição regionalista e. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. Diogo / Peri. e) Loredano / D. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. já comprometido. São Paulo: Scipione. d) Álvaro / D. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) juntamente com Diva e Iracema. c) Loredano / Peri / D. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Mantida a seqüência. é desfeito. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. p. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. arrependido. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. as flores. Diogo. …………… desejava. Diogo / Peri. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. filho da serra. escreveu romances indianistas e urbanos. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. 1994. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. buscava. 56. Texto para as questões 19 e 20. e) Alencar. vinga. após ser abandonada por Fernando Seixas. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. José de.” ALENCAR. O imbu. leva-as a brisa. 18. d) Fernando. Alencar revela traços realistas. “Logo após a vitória. Como o imbu na várzea. não atingiu seu intento. sentia-se no ermo. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre.Romantismo Avançar . Mas basta um sopro do mar. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. …………… amava. assim. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. cheia de grandes desejos e nobres ambições. achando boa terra e fresca a sombra. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. através da Senhora. e a alegria voltou a habitar em sua alma. Passava os já tão breves. O Guarani. As folhas lastram o chão. José de. agora longos sóis. Iracema. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. numa tentativa de representar por completo o Brasil. mas embalde. Neste excerto de O Guarani. FUVEST-SP “Assim. o cristão tornara às praias do mar. mas o casamento. o outro uma paixão. b) Loredano / Álvaro / Peri.17. para tudo murchar. Diogo. na praia. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução.

. UFBA Com relação à linguagem. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. O trecho “os já tão breves. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. 20. 02. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. Dá vida em teu alento à minha vida. já que a primeira dá idéia de concretude. feijão-roxinho. 32. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem.Romantismo Avançar . 32. respectivamente. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. UFF-RJ Na literatura. ambas com função revitalizadora. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. como resposta. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica.19. como heróis ou como vilões.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. pálida virgem. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. Dê. Angélica na cara! Isso é ser flor. respectivamente. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. molho de batatinhas.. senão em vós se uniformara.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. 08. 16. Mas cantava. 02. Dê. de abstração do sentimento amoroso. 08. para ambos. 21.. existe uma explicação adequada em: 01. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. frágil e inatingível. 64.. 04. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. se tens pena De quem morre por ti. como resposta. enquanto a segunda. 04. 64. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. à chegada do inverno e à volta do esposo. a soma das alternativas corretas. Em quem. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. a firmeza de permanecer em terra estranha. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. a soma das alternativas corretas. e morre amando. 16.

d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. Quais estão corretas? a) Apenas I. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. urataí e outras árvores aromáticas. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. I. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. é a novela picaresca espanhola. d) Apenas II e III. d) José de Alencar. de Bernardo Guimarães. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. e) I. e sobretudo os répteis. II e III.Romantismo Avançar . A Moreninha. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. antes de partir. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. e) Gonçalves Dias.22. UFRS Considere as afirmações abaixo. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. de Manuel Antônio de Almeida. A heroína de A Escrava Isaura. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. 25. de canela. b) Apenas II. c) José Lins do Rego. c) Apenas I e II. por isso tomara todas essas precauções. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. “O índio. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. FEI-SP Sobre o romance. é mestiça. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o rio de um lado. II. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. porém. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. III.” 9 GABARITO 24. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. referentes ao romance romântico no Brasil. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. de Joaquim Manuel de Macedo. e sugasse uma gota desse sangue precioso. b) Álvares de Azevedo. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. na sua apresentação inicial. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. 23. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo.

na narrativa. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. 104-6. A mim basta-me o seu amor. c) romance indianista. quanto à relação amorosa. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. enquanto romântica. c) Casimiro de Abreu. vê com naturalidade o casamento de conveniência. revoltou-se contra si próprio. GABARITO 29. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. enfocados como pessoas comuns. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. a moça não insistiu. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. d) poemas épicos. b) Aurélia Camargo. e) poemas históricos. a) somente I está correta. III. 1992. Senhora: perfil de mulher. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. 28. e até pareceu esquecer a sua observação. d) Castro Alves. sem força de vontade. Essa tendência é típica do: a) romance urbano.Romantismo Avançar . Fernando.” ALENCAR. desde que mo deu. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. In: Vô imbolá. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. o papel da mulher fraca. p. valentia e brio. São Paulo: FTD. não lhe pedi nada mais. c) I e II estão corretas. e) II e III estão corretas. Fernando disfarçou. c) A obra. Em sua música “Maldição”. Zeca. b) romance regionalista. e) Olavo Bilac. fatal. eu lha restituo. desempenha. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. é correto afirmar que: I. José de. FEI-SP Em O Guarani. e) A obra apresenta o final feliz. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. em que Seixas se mostrara mais preocupado. especialmente para uma das gerações do Romantismo). já lho disse uma vez. típico desfecho da narrativa romântica. 27. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. b) somente III está correta. e inquiriu do motivo. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. b) Gonçalves Dias.26. II. Uma noite porém. mas o seu procedimento o indignava. d) I e III estão corretas. 1999. Voltar Língua Portuguesa .

30. Poesia Completa. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. c) Modernismo. 1959. valorizando o idioma nacional. Que os fortes. os bravos. c) idealização do amor. Penetra na vida: Pesada ou querida. seus pensamentos. Gonçalves.Romantismo Avançar . através do sentimento nativista. Poemas de Gonçalves Dias. E pois que és meu filho. Viver é lutar. e) Romantismo. temendo roçar os seus vestidos. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. meu filho. São Paulo. aos bravos. Aos fortes. Gonçalves. As armas ensaia. Amá-la. Segui-la. Viver é lutar. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. fragueiro. a quem se adora.. d) Naturalismo. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. a) Barroco. No arco que entesa Tem certa uma presa. 372. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. partes do poema Canção do Tamoio. Compr’ender. inspiração em elementos nacionais. sem que se veja. Valente serás. UFF-RJ As estrofes abaixo. [s/d]. sem lhe ouvir. b) forte subjetivismo. que a vida É luta renhida. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. sem poder fitar seus olhos. Voltar Língua Portuguesa . revelando uma visão pessimista da vida. e desse amor se morre!” DIAS. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Quer seja tapuia. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Condor ou tapir. Se o duro combate Os fracos abate. especialmente nos índios e em sua civilização. Cultrix. E. e) idealização da mulher. Não chores. Só pode exaltar. d) realização de poemas lírico-amorosos. transcendendo os limites da vida física. A vida é combate Que os fracos abate. junto à natureza. Só pode exaltar. 31. Meus brios reveste. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. conduzindo o eu-lírico à depressão. Tamoio nasceste. p. “Não chores. Sê duro guerreiro Robusto. Só teme fugir. sem ousar dizer que amamos. b) Realismo.” DIAS. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte.

c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.32. e) I. meu Deus. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro.. em especial a francesa.. II e III. assinale a(s) alternativa(s) correta(s). que se apaixona pela bela sertaneja.. 34.. independente do julgo da metrópole portuguesa. 33. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. De acordo com a narrativa. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo.. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um processo gradativo de . Em O Guarani... que retratam o lado negativo da terra americana. na certeza de que serão vingadas.. d) Apenas II e III.. Unicamp-SP Em Ubirajara.Romantismo Avançar .. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. Segundo Pereira: “Ih. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. o homem branco por quem se apaixonara.. do Visconde de Taunay. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. II.... Em Iracema.. tal como em Iracema e em O Guarani. Pereira enaltece a fartura do Brasil.. sob a influência das culturas européias. por obra de qualquer descuido. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. Durante um almoço. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. pode pôr a perder a honra familiar.. tanto a casa de Mariz. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. No romance . representante dos valores lusitanos. Quais estão corretas? a) Apenas I... é coisa de meter medo. uma vez que... mulheres numa casa... ela é motivo de constante preocupação para o pai... 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. quanto os Aimorés. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual... mais precisamente no Rio de Janeiro... Essa exaltação dos recursos alimentares do país. de José de Alencar..” 04.. durante o inverno europeu. são destruídos. palco da história do amor de Inocência e Meyer... a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. 01. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.... Em O Guarani e Iracema. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha.... c) Apenas I e II.. UFRS Leia o texto abaixo. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. de José de Alencar. 08..São redomas de vidro que tudo pode quebrar. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência.. uma . III. I. experimentando. e) Senhora – adolescente – ascensão social.. b) Apenas II. a partir daí. 02.. em contraste com a vida na corte.. à míngua..

( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. não. onde se morre abafado. os costumes. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. com suas palavras.36. com suas palavras. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. não queria. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. 13 “Nasci no campo. ligado por laços afetivos sinceros. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. possa encontrar sua felicidade. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. b) II. infante ainda.. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. aos oito anos ia eu para a escola. ( ) Heroína romântica. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. de José de Alencar.. ao saltar do berço. foi ao ar livre. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. II. UFPR Sobre o romance Senhora. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. c) III. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. GABARITO 39.” ABREU. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Aqui. 203. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas.. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. Para responder às questões 37 e 38. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. III.. a personalidade. UFRJ Associado ao tema da infância. mas divididos por razões econômicas.Romantismo Avançar . d) I e II. de José de Alencar: I. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. 1965. 37. e) II e III. Casimiro de. p. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Obras completas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nada. ( ) Até o final do romance. Mas. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. Ao tratar desse tema. não. os campos e as matas. é correto afirmar. O autor valeu-se de uma narrativa. Não foi na cidade. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. 38. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. e. e ao desprender-me das faixas infantis.

cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. intitulado “Loura e Morena”. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. apaixona-se por Cirino. Considerando a obra como um todo. como também as relações do homem com essa mesma natureza. o amor tudo vence. Inocência é noiva de Manecão. no entanto. 02. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. resgate. o anão que vigia Inocência o tempo todo. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. b) Aurélia Camargo. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. porque. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. 01. 16. 02. como resposta. posse. A ação do romance. 04. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. quitação. Pereira. a soma das alternativas corretas. Tico. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. mas. a soma das alternativas corretas. focalizado em primeira pessoa. 42. 32. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. 08. por isso. 64. 04. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. de tendência sertanista. no cap. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. em oposição à vilania e à maldade. é correto afirmar que: 01. de desigualdade econômica. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. por promessa de seu pai. Dê. O tom confidencial da narrativa. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. com final feliz. A jovem. UFMS Sobre o romance Inocência. preterida por Fernando Seixas. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. de Visconde de Taunay. em termos históricos. salva Peri da morte.40. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. como resposta. Dê. V. como um bálsamo poderoso. 08. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. nele.Romantismo Avançar . 41. é um romance regionalista. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. 16. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. de José de Alencar. é a do casamento. reforça a grandeza do índio Peri. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). compra-o e ele contumaz caça-dote. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. transcorre no século XVII. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres.

Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. onde campeava sua guerreira tribo. (. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. 1994. 125. “Após a independência. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. 1998. c) Essa estrofe é uma oitava. e mais longos que seu talhe de palmeira.) pertencia a D. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. romântica e exaltada. 10. b) sentimentalismo realista. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. Nas ondas da escravidão. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. São Paulo: Scipione. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. O pé grácil e nu.. 15 44.. E provocaste a rajada.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. Mais rápida que a ema selvagem. No texto de José de Alencar.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.” ALENCAR. José de. d) bucolismo neoclassicista. José de. e) nativismo modernista. sublime artista. ler o texto que segue. São Paulo: Scipione.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. barca de granito.. “(. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. século XIX. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. e) São versos típicos de uma poesia que. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo.’” NICOLA.Romantismo Avançar .. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.43. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. p. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas... Cefet-RJ “Iracema. em que o homem é apenas um simples comparsa.. p. c) romantismo indianista..) A habitação (. da grande nação tabajara. No ano da graça de 1604. temos uma das formas significativas do nacionalismo. Iracema. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. (. Entretanto. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. a virgem dos lábios de mel.. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. Antônio de Mariz. mal roçando.

... PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . O Lamartine É monótono e belo como a noite.......... muito respeitados pela segunda geração romântica.. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. exprime-se na métrica irregular dos versos. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.... Com base no texto acima. (…)” AZEVEDO.. 48.... nele.. Fantástico alemão. própria da ironia romântica.. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns....... a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca....... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento. por exemplo. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo..... de Cecília.... mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta..45. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.” Memórias de um sargento de milícias... através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. A personagem referida.. Basta de Shakespeare. d) Escrito na época do Romantismo... Tem na lira do gênio uma só corda. Parece-me que vou perdendo o gosto... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”).. GABARITO 47.. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. o passado histórico por meio de uma visão .. o poder e a audácia dos novos habitantes.. Vem tu agora. da ideologia dominante... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. à cultura europeizada por que passa Peri..... Se pranteia por Deus de amor suspira... de José de Alencar. é correto afirmar que.. . Álvares de.Romantismo Avançar .. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época..... em relação ao processo de . como se pode observar.. que é a protagonista da obra.. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. Lira dos vinte anos.. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião....... de Manuel Antônio de Almeida.. .. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira... b) a dispersão do eu-lírico. foi o primeiro escrito no Brasil.. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa.. PUC-RS A obra em questão ..

. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem.. sem que a sua vontade fosse consultada.. c) seria arquitetada por colonos degradados. A preocupação em retratar a . b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral.. 1867. 51. em obras como . .. eram colonos degradados. e) seria causada pelos condenados à morte. No texto.... 50. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. contextos e temáticas urbanas. condenados à morte ou espíritos baixos.... contra a vontade deles. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis.. condenados à morte. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. bem como criou romances de tendência . cometera a violência de arrancar de suas terras. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal.Romantismo Avançar . Gonçalves... como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. mas que eram movidas pela ganância. à liberdade dos índios.. e) Lúciola – regionalista – diversidade.. a dois índios.... José de Alencar retratou.. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares.. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. b) Senhora – abolicionista – simplicidade... que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. p.. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. convertendo os índios... como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português... d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. que alegavam razões religiosas para seus atos. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. apesar do tom artificial de alguns romances. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. 17 49.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas..As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.” DIAS........ d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião.. 274. a) A Moreninha – realista – desigualdade.. b) insere-se no contexto do Romantismo. 4º trim. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. d) O Moço Loiro – realista – complexidade.... era o ataque aos senhores da terra..

) Não permita Deus que eu morra. (. e) fuga romântica para o sonho. tornando a obra uma espécie de crônica da época. desinteresse e tédio. As aves. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. Nosso céu tem mais estrelas. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. Álvares de. Nossas várzeas têm mais flores. que mais tarde se casa com Vidinha e. Leonardo. Neste excerto. referidas na segunda estrofe. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. de imediato. a soma das alternativas corretas.. Sem que eu volte para lá.” AZEVEDO.52. Nossa vida mais amores. é um anti-herói. Sem qu’inda aviste as palmeiras. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. destacando-se pela temática regionalista. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. UFRS Leia as estrofes seguintes. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. aproximando-a da estética realista. c) melancolia romântica. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. por méritos próprios. que previa heróis moralmente elevados. Onde canta o Sabiá. o personagem central. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. A teus raios divinos me abandono. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. mas revela. d) aversão dos românticos à natureza. o Romantismo. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. a comadre. Dê. que aqui gorjeiam.Romantismo Avançar . o barbeiro. 54. ó minha lua. “Minha terra tem palmeiras. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. contrariando as convenções literárias da época. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. o personagem principal. 16. capazes de atos de bravura e coragem. 02. como resposta. o compadre. comentando as ações dos personagens. 08. um aventureiro. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. 53. b) tendência romântica ao misticismo. 04. torna-se sargento. João VI. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. Nossos bosques têm mais vida. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. Lira dos vinte anos. é correto afirmar que: 01. Não gorjeiam como lá. d) as estrelas e as flores. “Luar de verão”. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. Onde canta o Sabiá. Leonardo..

que. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. d) insegurança amorosa. 1969. d) à vertente romântica indianista. revela-se um traço forte de sua poesia. 56. Condão de prodígios. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. nos ânimos fortes. Já prélios incitam. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão.Juca-Pirama.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Cercadas de troncos – cobertos de flores. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. retratada como musa etérea. expressa num detalhismo quase realista. c) à temática romântica da nostalgia. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira.. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. a: a) idealização da amada. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro.F. I. solene e distante. São rudos. p. já cantam vitória. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes.. de glória e terror! (. c) sátira impiedosa. sedentos de glória.55. e) força material do cotidiano. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. 57. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. de Álvares de Azevedo. b) à tendência romântica para a utopia. incorporando-as ao orgulho nacional. U. In: RIEDEL. b) projeção da própria morte. Literatura brasileira em curso. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. a um tempo temida e desejada. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. São muitos seus filhos..Romantismo Avançar . Rio de Janeiro: Bloch. Gonçalves.)” DIAS. de Gonçalves Dias. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. Dirce. severos. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico.

e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. U. “negro quadro”. criam efeitos sinestésicos. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. imaginação criadora. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. de Castro Alves.F. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. expressão de ideais românticos. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. de Gonçalves Dias. Condor – ave semelhante à águia.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. Não poderei na sepultura. como resposta. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. 16. Quando louco.58. 04. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. tais como: ventura e tristeza. presentes no poema. “rompeu a tela”. (…) GABARITO 60. U. b) Filiado ao Simbolismo. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. “onde eu pintara”. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. vida e morte. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nos lábios frios comprimir chorando. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. a presença da morte. 02.Romantismo Avançar . a soma das alternativas corretas. 08. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. Dê. o sonho. Texto para a questão 60. Não encheste minh’alma de ventura. ideal mimoso. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. linguagem coloquial. De bela adormecida. Conforme os versos transcritos. ao menos. 20 59. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. e) As marcas do erotismo. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. d) As referências ao universo da pintura. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. No arco que entesa Tem certa uma presa. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. Tapir – anta.E. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. a) O idealismo. exaltação da natureza. Quer seja tapuia. satanismo. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Condor ou tapir. a imagem da mulher amada. E essas violetas inodoras. característica primordial do Romantismo. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. murchas. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. sedento e arquejante. Só teme fugir.

62. Dentre as proposições abaixo. (. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. consciente da sua missão de gerar a nova raça.) – Tu és Moacir. a seu modo.. A dor lacerou suas entranhas.. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo.. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras.F. a soma das alternativas corretas.61.” ALENCAR. 16. título da obra e período literário dos versos citados. sentindo que se lhe rompia o seio. tradições e falas de pessoas simples. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. na perspectiva do idealismo romântico. A obra pode ser classificada como um romance de costumes.. Em sangue a se banhar. de Manuel Antônio de Almeida.. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. 01. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima.. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. U. à elite de sua época. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. UFMS Memórias de um sargento de milícias. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. d) Alencar justifica. corretamente. a retidão de caráter. entre os anos de 1852 e 1853.F. Estreitou-se com a haste da palmeira. e vivem situações idealizadas. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. 63. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. o nascido do meu sofrimento. no romance. seja no espaço onde essas personagens circulam . autor. U. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. seja no plano da forma . 04. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. U. O desfecho da obra apresenta histórias de luto.F. 08. o mestiço povo brasileiro. uma vez que registra traços dos hábitos. Dê. e considerando a obra como um todo. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. José de. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. Iracema. Apresenta-se. de José de Alencar.. As personagens do romance pertencem à classe dominante. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. como resposta. Voltar Língua Portuguesa . vulneráveis e desonestas.Romantismo Avançar . 02. a coragem e a fidelidade. dor e sofrimento.a periferia do Rio de Janeiro. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. características da estética romântica. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. 64. as mulheres são devassas. seja no processo de construção das personagens .. estalar do açoite.representação de pessoas comuns.linguagem simples e direta -. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. Tinir de ferros.

direcionando-os para a vida religiosa. ao contrário. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. Saí. b) Apenas II e III estão corretas. mulheres incorpóreas ou virgens. Acentua traços característicos da literatura romântica. Aquele branco da mortalha. ( ) Nesta obra.Romantismo Avançar . em virtude da educação que recebera. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. “Uma noite. b) V – V – F – F. o disfarce e o erro de identificação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. parágrafo.. 67. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. na economia e principalmente na educação dos jovens. Não sei se a noite era límpida ou negra. por exemplo). pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. Tematiza a morte. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). para os itens verdadeiros. c) I. como o esconderijo. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna.65. rompido temporariamente. despreza o nacionalismo e o indianismo. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. 66. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. Abri-o: era o de uma moça... o amor platônico não é superado pelo amor físico. idealizado na literatura ultra-romântica. ainda. eu ignoro por quê. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). Nessa obra. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. elas só o são aparentemente. d) Apenas I e II estão corretas. as grinaldas da morte na fronte dela. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas.. presente em grande parte da obra do autor. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja.. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez.. e) Apenas I e III estão corretas. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. o egocentrismo e o sentimentalismo. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social.. naquela tez lívida e embaçada. c) V – F – F – V. e após uma orgia. II. Idealiza figuras imaginárias. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói.. que. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. a) Apenas I está correta. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico.. III. personagens que confirmam o amor inatingível. o equilíbrio. Assinale a alternativa correta. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. d) F – V – V – F. afirma-se: I. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. o vidrento dos olhos mal-apertados. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. o que leva ao efeito cômico desejado. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. Pesava como chumbo. como o subjetivismo. no 1º. eu achara abertas. da qual faz parte a peça O Noviço.” 22 Com relação ao fragmento acima. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. Desta forma.. pode-se encontrar (Assinale V. que se casa pelo dote. Era uma defunta!. temas característicos da primeira geração romântica. II e III estão corretas. a punição do violão.

como resposta.. Comparando os dois fragmentos. c) no primeiro. a) no primeiro. e) no segundo. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. com desespero e pessimismo. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica.Romantismo Avançar . viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso.. a soma das alternativas corretas. a exaltação de sentimentos pessoais. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. o dolorido afã. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. Sobre o leito de flores reclinada. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. Dê. Como a lua por noite embalsamada. b) no segundo. a valorização de elementos ligados à natureza. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. U. com certeza. 16. bucolicamente ingênua e inocente. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. em poesia simples. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. como: 01. a morte como alívio para o “mal-do-século”. porém. pastoril. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. podemos afirmar que. o desajustamento do indivíduo ao meio social. apesar de haver um tom de humor e sátira. à aflição e à busca da solidão.68.E. 69. que conduz à dor. 04. “Se eu morresse amanhã. 08. d) no segundo. 02.

” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. U. ( ) na poesia lírico-amorosa. ( ) na poesia saudosista. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. b) Apenas II. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. 24 GABARITO “Desta vez. e em lamentos melodramáticos. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. não é dizer que vieram de braço. predomina uma sensibilidade plástica singular. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. II e III. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. assim. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. 3. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. 3 e 4 estiverem corretas. numa representação quase sempre épica. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. foram mais adiante do que isso. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. por saber quem é Leonardo. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim.70. como a exaltação do pitoresco nacional. 72. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. de Manuel Antônio de Almeida. fruto do negro e do branco. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. porém. 3 e 4 estiverem corretas. Quais estão corretas? a) Apenas I. III. porque tudo é narrado de forma explícita. embora o texto esteja em prosa. II. a saudosista e a lírico-amorosa. e) I. 4. podemos dizer que: 1. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. UFRS Leia o texto abaixo. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. estabelecendo. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. c) Apenas III. que deforma os encantos da mulher amada. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. Luizinha e Leonardo. O narrador. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. 2. detectado no sentimentalismo exagerado. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. de José de Alencar.Romantismo Avançar . I. comparações sobre comparações. como este último tinha querido quando foram para o Campo. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. d) se 1. d) Apenas II e III. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. o índio. 71. c) se 2.F. no qual está inserido o primeiro habitante do País. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

não com o preconceito europeu. 13. d 22. 12. no último parágrafo. As notas contribuem tratando o ritual. d 25. 48. 47. a 29. 40. pois. Voltar Língua Portuguesa . Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 41. 45. sua cultura. de experiências positivas. 38. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. c 33. e não européia. já que. c 32. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. 16. a a) Como todo povo. 39. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. 05 21. 7. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. e 23. 14. e 26. 10. 4. d 30. segue. 15. 23 20.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 6. 36. no texto. c 28. a 19. 11. já que. 43. 8. 3. 2. a qual passa por diferentes estágios. 42. atribuem-se à infância traços negativos. 9. mas com benevolência. a 27. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 37. 49. 44. 5. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. a natureza é lugar paradisíaco. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17.Romantismo Avançar . que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. 34. Sim. b 18. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. o índio brasileiro também tem suas tradições. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. 46. d 24. 06 a Não segue integralmente. e 31.

68. 71. 64. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 54. 59. 53. 51. 69. 65. 58. 55. 57. 61. 52. 72. 63.50. 66. 60. 70. 67. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 56.Romantismo Avançar .

Como se fora pérfida inimiga. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. É porque queres. posta em sossego. obra de Camões. 3. O nome que no peito escrito tinhas. II. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Tuas aras banhar em sangue humano. linda Inês. Entretanto. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.” 1 GABARITO Os Lusíadas. d) retrata a beleza de Inês.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. Que a fortuna não deixa durar muito. como um todo. III. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. puro amor. Está correto apenas o que se afirma em a) I. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. tu. b) II. Nos saudosos campos do Mondego. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. PUC-SP “Tu só. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Deste causa à molesta morte sua. De teus anos colhendo doce fruito. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. do qual o trecho acima faz parte. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. que se contrapõe à solenidade do poema épico. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. já velho e com um “saber só de experiência feito”. Voltar Língua Portuguesa .Classicismo Avançar . Estavas. O episódio de Inês de Castro. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. em Os Lusíadas: I. Aos montes ensinando e às ervinhas. e) I e III. legítima herdeira do trono de Portugal. Naquele engano da alma ledo e cego. 2. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. Se dizem fero Amor. c) a manifestação de apego a Portugal. d) I e II. oferecem momentos em que o lirismo se expande. áspero e tirano. humanizando os versos. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. Desse episódio. posta em sossego. c) III. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. De teus fermosos olhos nunca enxuito. inserido em sua narrativa épica.

e 3. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 2.Classicismo Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.

Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. americano naturalizado brasileiro. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. de uma cultura dominante. (16) ao contrário dos lojistas. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. Está certo que os abusos beiram o ridículo. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. Entre eles. como resposta. centros comerciais). Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. em geral. por isso. No entanto. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. Agora. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. São Paulo).LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. a soma das alternativas corretas. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. É normal que uma língua se nutra de outras. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Dê. p. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. O texto traz a opinião do articulista de Veja. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. essa primazia pertence ao inglês.” Trecho 2: “Para os especialistas. a seguir. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. Para ilustrar essa tese. Até o início do século XX. diz o professor John Robert Schmitz. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. não devendo. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). UFMS Apresentamos.Interpretação de texto II Avançar . ser multados.” GABARITO Segundo o texto. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. 86-7).

ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. como resposta. com naturalidade. que não vem explicitado no texto.2. UFMS Todas as proposições a seguir. 3. através do intercâmbio com outras línguas. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam.Interpretação de texto II Avançar . especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. serem incorporadas à escrita. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. a soma das alternativas corretas. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. p. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. a evolução das línguas. só então. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. (16) até o início do século XX. estão corretas.” In: Crítica literária. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. com isso. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. Dê. exceto: (01) a evolução de um idioma. (02) para os especialistas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. certos modos de dizer. UFMS Veja. que não se pode impedir. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. tendo sido. criando. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. agora. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. é um processo normal. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. 47. como resposta. Dê. já explorada no texto acima. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. a expressão em negrito remete ao termo franceses. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. A este respeito a influência do povo é decisiva. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. portanto. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. a partir de então. referentes aos trechos da questão 1. Há. locuções novas. suplantado pelo inglês.

associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa.4. Garça. o nojo e o ódio. Pior ainda.Interpretação de texto II Avançar . e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. Façam completo silêncio. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. bondes. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. um termo fortemente conotado. Duro. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. ônibus. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. […] Furou o asfalto. rompe o asfalto. É feia. poder e dinheiro. rio de [aço do tráfego. SP. Suas pétalas não se abrem. Sua cor não se percebe. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. Seu nome não está nos livros. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Laércio. esportivos e de poder. Mas é realmente uma flor. A durabilidade de tais ligações. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. Paulo de 30/08/2000. Há milênios. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. nos círculos milionários. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. meios artísticos. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. nesse fato. Sublinhe o termo em questão na sua frase. mas certas situações que levam a isso estão aí. no geral. Garanto que uma flor nasceu. real. posando com fêmeas muito mais jovens. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. 5. paralisem os [negócios. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. em relação às mulheres. o tédio.” ZANINI. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. e muitas pela fama. triste. Tudo porque o homem não aprende. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos.

Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. diz o professor do MIT. desafiaram constituições. Fuvest-SP No texto.6. e) “desafiaram constituições”. b) “tornaram as leis antiquadas”. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. redefiniram os locais de trabalho. d) o caráter radical das revoluções. a) No texto acima. reordenaram prioridades. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. Paulo. “A explosão dos computadores pessoais. d) “redefiniram os locais de trabalho”.” Jornal do Brasil. com base no texto. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. 4 Texto para as questões 7 e 8.” O Estado de S. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. durante longos períodos de tempo. 13/02/96. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. reformularam a economia. GABARITO 7. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. enquanto o CD-Rom trabalha. 8. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. Nicholas Negroponte. e) o traço progressista das revoluções. Tornaram as leis antiquadas. Transcreva pelo menos três. c) “reformularam a economia”. diante de telas de computadores. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. c) a natureza precária das revoluções. 12/10/2000. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. as ‘infovias’.Interpretação de texto II Avançar . mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. revoluções não são sutis.

uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. como resposta. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. por oposição.9. portanto. Mas a tecnologia é imensa. por isso. 15/9/00. 53 (com adaptações). Tendo em vista essa observação. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. pois ludibriam o cliente. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. nº 82. Todavia. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. freios ABS de 5ª geração. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. a soma das alternativas corretas. Dê. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. ar-condicionado inteligente. entretanto. 10. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. para um segmento específico da sociedade.” Caras. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. ludibriando involuntariamente o consumidor. também conhecido como Cinderela. a valorização dos calçados anunciados. Voltar Língua Portuguesa . E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. não se voltando. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada.Interpretação de texto II Avançar . que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. 12 anos de garantia anticorrosão. anúncios que apresentam apenas informações verídicas.” Época. motor com 5 válvulas por cilindro. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. XYZ. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. leia o anúncio que se segue. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. Dessa forma. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. Há. ( ) No trecho final. É o maldito sapatinho que não serve para você. como conteúdos pressupostos. e. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. 13/12/99. O design é compacto. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. a mensagem do anúncio estaria preservada. que acaba comprando gato por lebre. p. Tem carroceria 100% galvanizada. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. apesar de gostar de homens de verdade. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade.

24. julho de 1998. II. projetou o mito muito além da sua época. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. Atena. F. Para julgar o crime.11. perceptível em nível morfológico.” GABARITO NP. S. ajudada pelo amante. Egisto. II. IV e VI. dado pelo presidente de um tribunal. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. Christi estava tirando seu Santana da garagem. assassina o marido. Nessa tragédia. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides.Interpretação de texto II Avançar . a transformação de notícias em narrativas.91. para resolver os pepinos em tempo. a empresa está informatizando todo o seu sistema. predomina I.91. Metodista-SP Texto 1 “Por isso.C. detonando três pipocos em Cícero. em Atenas). Paulo: editora EDUC/Cortez. F. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. passou para outras civilizações. apud DIAS. cit. 339. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). III. 2 F. cit. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. grande dramaturgo grego. uma tendência para a hipérbole. fugiram. Quanto às afirmações anteriores. uma preocupação de fundo metalingüístico. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. marcas de oralidade. III.07. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. p. apud. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos.” Superinteressante. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. 4. b) somente III e IV. A tragédia de Ésquilo.91. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no discurso jornalístico em questão. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. apud.07. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. que inventou a expressão. para melhor se aproximar da língua padrão. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves.35. Ana Rosa Ferreira. da Universidade de São Paulo. 07. p. 27. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. inclusive. em que não faltam. IV e V. c) somente I e IV. na Antigüidade. Nessa hora. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. pode-se dizer que. II. Clitemnestra.456 a. op. U. VI. d) Atualmente. IV. apud.07.)’.C. cit. p. III. 6. estão corretas a) todas as afirmações.91. V.” NP. Segundo os soldados. . 12. uma deformação dos significantes. ou de linguagem popular e técnica. Aí. Agamênon. de Ésquilo (525 a. 230. F.07. Orestes. 27. que fica na mesma rua. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. e) I. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. O cara morreu na hora. op.” NP. 298. Quando sacaram que pintou sujeira. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. 5. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. o filho dela. pintou confusão. d) I. quando acontece empate em julgamento. p. Texto 3 “Liberado pelos médicos. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. op. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu.

por essa razão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (…). 14. b) aquele que. de Londres e da Fairchild Publications. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. híbrido e. justificam-se como hábeis negociadores. um tipo de enganador charmoso. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. ‘se der’. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. O tema é a prática da má política. 7 13. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. os brasileiros seriam PhDs nela. espertos negociantes. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. I e II somente.Interpretação de texto II Avançar . (…). I. U. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. c) o homem perspicaz. que é a busca do ‘acordo entre partes’. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. In Folha de São Paulo. ‘vamos ver’. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. II. Michael. I e III somente. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. Em relação ao texto. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática.” KEPP.Texto para a questão 13. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. III. Membros dessa espécie híbrida. II e III. II e III somente. ou mesmo das ‘negociatas’. está honestamente preocupado com as regras sociais. d) um “camaleão social”. 1996.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. meio malandra. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. intencionalmente incapaz de magoar os outros. pela gentileza de seus atos. de fato. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. meio diplomata. PUC/Campinas-SP “Na prática política. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’.

a) No texto. d) Numa perspectiva otimista e confiante. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. entendimento e emoção. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. Por que é um mistério que nunca esclareci. isto é. é o ensino da literatura. Era preciso recitá-los de memória. b) Entre outras idéias. F. 1999. ou liam nos livros. 8 15. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. no contexto. Ninguém soube responder. Eu perguntaria ao leitor. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. Não é preciso lembrar. não cumpre seu real objetivo. Coisas que os alunos copiavam. conhecendo como é o lugar. mesmo. b) Nenhuma idéia é mais relevante. 26 set. Revista ZH. 16. lugares. E também não nos ensinará o valor das emoções. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. Texto “Quais são.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. Durante muito tempo. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. datas. todos nós estávamos ansiosos. é criticado o ensino que visa. é preciso saber como acessar. d) Não há exemplo mais adequado. O professor Alfredo entrou na sala.Interpretação de texto II Avançar . Ele pousou o giz. daqui em diante. que lecionava Física no Julinho. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. Trata-se de um rio longo. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. e) Segundo o texto. basicamente. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas indo até lá. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. e portanto cheio de afluentes. Nesse binômio. Exemplar. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. está o objetivo maior da educação. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. c) Nada é comparável. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. Não sei como será a escola no futuro. nunca tínhamos visto os rios da região. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. E aí os nomes surgirão naturalmente. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. os da margem esquerda e os da margem direita. Alfredo Steinbruch. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. em geral. ficará cada vez mais por conta do computador. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. da vida? No futuro. U. U. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. A pergunta que. batalhas. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. ensino foi sinônimo de informação: nomes. mas sabíamos seus nomes. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. F. Informação memorizada é algo que. A propósito. ao acúmulo de informações memorizadas. como vivem os habitantes da região. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. a esse respeito. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante.

confunde. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. b) punhado de atores / objetivos particulares. dos objetos que o formam. História da vida privada no Brasil. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. d) o abastecimento de água das grandes cidades.” MARINS. por mais que avance tecnologicamente.Interpretação de texto II Avançar . chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. não será capaz de superar o egoísmo. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. em lugar de esclarecer. Paulo César Garcez. Por uma outra globalização. nas condições atuais. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. e) a violência urbana. Todavia. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. decorrente da industrialização. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. Fuvest-SP Segundo o texto.” SANTOS. estruturados segundo os padrões da época. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. uma informação manipulada que. embora realizado de maneira desordenada. O que é transmitido à maioria da humanidade é. a cada avanço tecnológico. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. corresponda um retrocesso político.Texto para as questões 17 e 18. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. c) é da natureza do progresso que. de fato. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. GABARITO 19. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. intensificou-se nos bairros mais populares. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. 9 17. Milton. resultou de projetos governamentais. 18.

Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. b) pois. E este ano foi mesmo. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. 10 GABARITO 20. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Assinale. entre elas. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. Até parece que a festa é nossa. mas quando são na Igreja do Rosário. mas quando são na Igreja do Rosário. que é quase pegada à Chácara de vovó. c) porém.” Nesse primeiro período do texto. a seguir. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. a qual. no Brasil do século XIX. por: a) contudo. eu gosto ainda mais. Minha vida de menina. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. se. na época em que. “quando” e “que” podem ser substituídas. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. respectivamente e sem prejuízo do sentido. Fuvest-SP Leia. que é quase pegada à Chácara de vovó. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. 21. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. se.Interpretação de texto II Avançar . caso. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a qual.Texto para as questões 20 e 21. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. Nenhum rejeita o cargo. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. eu gosto ainda mais. as palavras “mas”. a incorreta. da qual. as quais. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. algumas afirmações críticas acerca do texto. se. “Domingo. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. d) entretanto. na qual. Helena. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. e) porque.

que estais no Céu. Um velho chato. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. decorando textos. entrou no banheiro. (Tudo que se faz com leite. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. E. graças à carona que pegara. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). Fechou o sofá-cama. facilmente removível e lavável. Fora dormir inda agorinha. De 5 às 8. mas preferiu outra coisa. Estremunhada. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. com Pulvolaque se faz. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas.’” PONTE PRETA. A pobrezinha. vítima da sociedade de consumo. banheiro. quitinete e área interna. caso ela ficasse efetiva na programação. não o tomara pela manhã. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. de 8 e meia às 10. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. boxe. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou.Interpretação de texto II Avançar . não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. decorar outros textos. Finalmente. mas muito bonzinho. O vestido não estava no armário. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. copa. que não enruga nem encolhe. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. Garota-propaganda não pode engordar. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. abriu a cortina do boxe. o teleteste que distribui brindes para você. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. Já eram quase três da matina. naturalmente). fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. Stanislau. Se fosse branco. É só até o dia 30. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. Ali estão os dois escolhendo o menu. que parece linho mas é linholene. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. Boa noite. ( ) A garota-propaganda. além disso. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Abriu a geladeira de 7 pés. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Tinha de estar pronta em seguida. Mas note bem. tinha de almoçar com um diretor de TV. Um perfume inebriante. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. que deixa saudade. Afinal. (Você nunca dará corda num Mido). tome de sorriso na frente da câmara. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vai poder dormir um pouquinho. quando voltaremos com novas atrações.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. Eram onze e meia quando chegou à cidade. tudo conjugado. em pó. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. aos pés do sofá-cama. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. macio e confortável. quarto. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. era verde. como ficou dito. levantou-se meio tonta. Às quatro. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. no departamento comercial da televisão. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. mas também não achou.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. toda impermeável. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. 11 GABARITO 22. In: Primo Altamirando e elas.

Viajar virou sinônimo de relaxar. 16/7/2000.” GABARITO 24.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP No mesmo anúncio. Além disso. d) enumeração acumulativa de vantagens. se se querem grandes. c) apelo direto ao leitor. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. para a grandeza de homens e mulheres. c) “Mais espaço entre as poltronas”. H. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. b) trocadilhos. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. 25. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. b) Os pequenos erros são importantes. c) pela incoerência. e) expressões em inglês. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” SEREZA. Sorria. mas não essenciais. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. e) pelo sensacionalismo. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. O Estado de S. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. D. b) “acumular e utilizar pontos”.23. e) “programa de milhagens”. Fuvest-SP Neste anúncio. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. b) pelo sentimentalismo. 26. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. d) “aeroportos no mundo todo”. Business Intercontinental da Iberia. d) pelo humor. Utiliza-se de Itaparica. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. Paulo. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. Caderno 2/Cultura. Mais espaço entre as poltronas.

serviço de informações 24 horas. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. e) presença de verbos no modo imperativo. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. Porque quem é louco por alguém. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. grande número de postos de venda/contratação. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. 28. opção pelos verbos no modo imperativo. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. você escolhe a forma de pagamento. garantia de agilidade e segurança na indenização. definição e explicitação do público-alvo (no caso. c) presença funcional de um slogan curto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. apelo à sensibilidade do leitor. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. desobrigação da realização de exame médico prévio. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). b) uso sistemático da linguagem denotativa. predomínio de verbos no futuro do indicativo. desvinculação entre indenização e inventário.Interpretação de texto II Avançar . 29. mensal ou anual. opção dupla para a forma de pagamento. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. Fuvest-SP Segundo o texto. Precisou de ajuda. comparação com produtos similares. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. d) baixo custo. E para esclarecer suas dúvidas. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. facilidade de pagamento. baixo custo e facilidades de pagamento. as crianças). Um Itauvida não rouba suas noites de sono. criativo e de fácil memorização. c) preço acessível. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. repetição exaustiva do nome do produto. anual ou vitalício). não é louco de deixar essas coisas para amanhã. d) “deixar essas coisas para amanhã”. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. 13 27. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. preço acessível. escolha da forma de pagamento.

No deslocamento. O texto acima comporta leituras. Por enquanto. II. Em virtude do acontecimento. Há muitas informações sobre a ambulância. IV. III. II. também. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. II. que morreu vítima do atropelamento. a ordem seria: a) I. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. relatório e fotos do acidente. agora.” 14 Quando lemos um texto. na parte dianteira do veículo. que receberá. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. IV. a ambulância não será usada em serviço. IV. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. I. houve. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . IV. a ambulância não será usada em serviço. como as que seguem.30. danos de pequeno valor no veículo. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. em conseqüência do acidente. d) II. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. I. É o procedimento adotado neste tipo de situação. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. U. o pára-brisa ficou quebrado. III. Se reordenássemos os itens acima expressos. O conserto. II. III. I. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). F. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. dependerá de autorização do comando. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. morrendo na hora. I. b) I. Segundanificado do o policial rodoviário. III. 8/6/1999).Interpretação de texto II Avançar . atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. dentre tantas outras possíveis. IV. c) III. III. II. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. e) IV. ou seja. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. dos itens mais explícitos aos menos explícitos.

principalmente. pelas famílias das vítimas.5) e “cloaca” (v. além de muito cara. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. mas. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. 2ª ed. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos.31. a até 20 metros da superfície. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. Haroldo de. p. ( ) Os vocábulos “babe” (v. dê. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. 15 A partir das informações do poema acima. A profundidade em que se encontra a embarcação. como resposta. 85. CAMPOS. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. Augusto e CAMPOS. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano.” GABARITO Fragmento de texto. a soma das afirmações corretas. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. 1975.Interpretação de texto II Avançar . Uma operação de resgate. originalmente. 108 metros. Décio. e os primeiros testes apontam para isso. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. também é segura. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. desejada pela opinião pública e. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. IMPRIMIR Em relação ao texto. do ponto de vista ambiental. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. A razão é simples. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. Coca-Cola. retirado da Revista Veja. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk.2). São Paulo: Duas Cidades. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. 52. In: PIGNATARI. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. 1950-1960. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. Voltar Língua Portuguesa . babe cola e excrete caco pela cloaca. 32. p.7) têm em comum um sentido negativo. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Décio. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. agosto de 2000. “caco” (v. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca.

a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. Denise. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. Lá não temos problema de emagrecer. Lá. os seres humanos.” RAMIRO. no canto das terras indígenas. é correto concluir que. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. 16 33. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. Quando falta luz em casa. o remédio. 2000 (com adaptações). que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. entra em colapso. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). No que diz respeito ao petróleo. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. ( ) o culto do corpo são em mente sã. do dia e do tempo. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. no ano passado. Em nossas aldeias.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. no meio do mato. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. p. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. Se ela faltar. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. estudaram.Interpretação de texto II Avançar . comum entre os vikings. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Em 1997. Edgard. não um colapso na geração. a alimentação e.” MORIN. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. a magia da vida. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. para que nós. ( ) Pelo segundo período do texto. Queremos dizer isso a vocês. essa taxa no Brasil era de 5%. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. lá. Rio de Janeiro: Garamond. os índios. Se a geração de energia não for suficiente. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. pelo foco do silvícola. na opinião do autor. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. Em energizês. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. Veja. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. Ou seja. 6/9/2000. as olhemos e dali tiremos a água. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. 135 (com adaptações). que não está nas terras indígenas no momento da fala. em termos de vida. em geral. há plantinhas e árvores grandes. Simples assim. O que pesa são os gastos industriais. copiaram e discutiram. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. a economia pára. o país não pode crescer. com uma pequena margem de sobra. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. não temos academia de ginástica. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. Nós.

Cara de gente. Todo dia isso faço.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. Alvejei mira em árvores no quintal. Dono dele nem sei quem for. por defeito como nasceu. no baixo do córrego. a falta deverá atingir 33. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. ainda não-explorados. ( ) No período final. significando solução para o problema. e) Para o narrador. pressuposta no início do romance. O senhor tolere. com referência à luz como energia luminosa. Povo prascóvio. ( ) Devido a novas tecnologias. Vieram emprestar minhas armas. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. ( ) No terceiro período. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. Daí. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. desde mal em minha mocidade. Mesmo que. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. esse figurava rindo feito pessoa. Causa dum bezerro: um bezerro branco. eu não quis avistar. vieram me chamar. os olhos de nem ser — se viu —. Me disseram. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. e com máscara de cachorro. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Voltar Língua Portuguesa . isto é o sertão. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. 35. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. e denotativamente. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. Não tenho abusões. Mataram. se vai ver se deu mortos. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. a situação brasileira é altamente favorável. “— Nonada.34. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. instantaneamente — depois. Por meu acerto. mas apenas transformada. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. cara de cão: determinaram — era o demo. então.4 milhões de pessoas. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. gosto. 36. arrebitado de beiços. Deus esteja. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento.Interpretação de texto II Avançar . erroso. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. de Guimarães Rosa. cedi. primeiro a cachorrada pega a latir.

de 30 jul. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna.0 L High Output. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos.37.Interpretação de texto II Avançar . Jeep Grand Cherokee. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. Ele tem motor 4. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. A vida moderna em favor da vida de verdade. no fragmento. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. CELULAR. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. reacionário ou malfeito é apenas popular. ( ) sobressai.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. A partir de R$ 55. 2000. a especificação de conceitos. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 11/10/98. Jeep Grand Cherokee. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. UFGO O trecho abaixo. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. ( ) o argumento de que. de Alcino Leite Neto. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. apenas os mais ricos possuíam um televisor. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. consideradas num certo período e em determinado lugar. Jeep® Só Existe Um. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso.” GABARITO Veja. foi publicado na TVFolha. UFMT Com base no texto acima. No início da década de 60.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. no fragmento. é possível afirmar que ( ) prevalece. 38. duplo air-bag. então predominantemente rural. no Brasil. no interior do país. demasiadamente popular.

Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. cigarro. água. telefone. espaço. pratos. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. camisa. cadeiras. Quadros. pratos. Poltrona. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. (02) Trata-se de um texto em prosa. pijama. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. revista. cigarro. Provas disso são. Pia. água. de saída. escova. cama. caixa de fósforos. Táxi. guardanapo. convertem-se no seu contrário. espuma. pasta. fósforo. caixa de fósforos. quadro-negro. calça. 1995. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. descarga. Xícaras. cinzeiros. externo. que exerce uma função criativa. descarga. Maço de cigarros. bloco de papel. bloco de notas. livro. maço de cigarros. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. Maço de cigarros. cinzeiro. cadeiras. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. relógio. Poltrona. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. Coberta. canetas. níqueis. Chinelos. Cueca. água fria. cigarro. garrafa. fósforo. gravata. cadeira. quadros. caixa de fósforos. papéis. espuma. telefone. fósforo. espuma. sapatos.Interpretação de texto II Avançar . prova de anúncio. Bandeja. xícara pequena. Dê. vaso. fotos. xícara. pia. talheres. Mesa e poltrona. telefone. “Circuito fechado Chinelos. cueca. telefone. 71. Ricardo. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. etc. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. caneta. paletó. esclarecendo o título do texto. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. Água. cigarro. jornal. projetor de filmes. travesseiro. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. Paletó. papéis. Contos brasileiros contemporâneos. de G. fósforo. xícara. guardanapos. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. pente. pasta. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. marcada pela solidão e pelo automatismo. copo de papel. Mesa. cheques. telefone. Papéis. toalha. cartas. fósforo. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. tempo. gravata. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. Carteira. lápis. papel. Cigarro e fósforo. caneta e papel. toalha. cadeiras. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fósforo. no caso. Creme para cabelo. Mesa e poltrona. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. São Paulo: Moderna. Vaso. Escova. papel e caneta. E. Relógio. sapatos. cavalete. copo com lápis. creme dental. U. giz. Quadros. cartaz. Mesa.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. cigarro. xícara e pires. água. pastas. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. telefone interno. água. água quente. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. chaves. papéis. caneta e papel. xícara. p. água. copos. relatórios. sabonete. talheres. lenço. creme de barbear. sabonete. notas. papel e caneta. cadeiras. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. por exemplo. cigarro.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. gilete. pincel. folheto. abotoaduras. bilhetes. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. fósforo. vales. tempo. relógio. J. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. documentos. a soma das alternativas corretas. papéis. Mictório. copos. Cigarro. pia. como resposta. espátula. vaso com plantas. Pasta. calça. Escova de dentes. camisa. Mesa. copo. caixas de entrada. In: LADEIRA. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. água. singular e diferenciado dos demais. memorandos. Abotoaduras. Cigarro e fósforo. agenda. cortina. papéis. papel. revista. carro. meias. esboços de anúncios. papéis. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. Mesa. bule. Jornal. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. (04) Trata-se de um texto em prosa. Cigarro e fósforo. prato. poltrona. creme dental. provavelmente artística. Cigarro e fósforo.39. Carro. chinelos. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. caneta. espaço. Televisor.” RAMOS. etc. meias. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. guardanapo. talheres. telefone.

em 98. num processo decrescente vão reafirmar. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. a partir do segundo. USP e Unicamp.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. UEGO A partir da leitura do texto. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. como justifica o projeto do Senado. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei.” Folha de S. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. eles eram 32%. cursaram o ensino médio. De resto. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Segundo o Mec. justificam. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. Mesmo assim. 1. Há 20 anos eles foram 57%. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. em escola do Estado. presente no título. aumentaria em 7. no parágrafo final.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. estão em escolas desse nível de instrução. Há cinco anos. a oposição estabelecida nos dois primeiros. 20 GABARITO 40. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. Na justificação do projeto senatorial. p. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. Paulo. cujos pais têm boa formação educacional. Em 1999. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. Apenas 25% dos brasileiros. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. Cad. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. começa construir a oposição ao que foi afirmado. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. Com a nova lei. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. que há aos milhares. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. 2. em idade de estudar no ensino médio. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. Voltar Língua Portuguesa . 53% estão atrasados nos estudos. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. 05/09/99. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”.Interpretação de texto II Avançar .

aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. como tal. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. fatores de coesão textual.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. Voltar Língua Portuguesa . ( ) no quarto. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) no segundo parágrafo. como a realização dos postulados da justiça social’. de acordo com a leitura. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. Colômbia. ( ) Cada país membro encarrega-se. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. 42. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. conseqüentemente. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. esses são anafóricos e.Interpretação de texto II Avançar . se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. no livre exercício de suas próprias soberanias. no interior de suas fronteiras. Além disso. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. ( ) no último parágrafo. uma vez que sua conclusão é incontestável. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. comprovando o caráter demagógico da medida.41. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. 1948).Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos.E. I. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. ( ) no terceiro parágrafo.

o nível informal. com relação ao modo de citação do discurso. ( ) No fragmento em análise. desmoralizar. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. levantou-se e. exibiu o perfil para mim. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. seja ele quem for. Ensino a técnica adequada para devassar. que significa “gabar-se. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. o proprietário senhorio. bancos. ( ) No fragmento em análise. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. ( ) O uso da palavra “ainda”. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. U. como atormentar e destruir sem misericórdia. que era um anão. ( ) O período “Nariz de Ferro. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. U. Nele descrevo. que era um anão. aniquilar. a polícia. 44. o qual se constrói com uso do discurso direto. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. levando-se em consideração outras informações contidas no texto.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. mas tinha a postura de um gigante presunçoso.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. ( ) De acordo com o texto. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. minuciosa e sistematicamente. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. que era um anão. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . basta terem o poder. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. com relação ao modo de narrar. nunca foi escrito. exterminar indivíduos e organizações odiosas. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados.Interpretação de texto II Avançar . a presença de um narrador personagem e. de linhas perfeitas. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. o predomínio do diálogo. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. imposto de renda. (Esse livro. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. sem interrompê-lo. dente por dente”. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. percebe-se.” não teria o sentido de contraposição alterado. vangloriar-se”. companhias de cartões de crédito. era um pouco mais negro do que o rosto. (…)” 22 43. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. mas também das que ainda pretendia fazer. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. a loja comercial. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. mas também das que ainda pretendia fazer. arruinar. Nariz de Ferro. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. de acordo com a regra de colocação pronominal.) ‘Está enganado. companhias de serviços públicos. fodidos e oprimidos. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. mas também das que ainda pretendia fazer”. forças armadas. Seu nariz imenso. eu disse. na verdade. mostro como atacar saindo das sombras. fodidos e oprimidos”.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal.

no texto verbal da charge. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. No entanto. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. o segundo “que” é pronome relativo e. Foi e viu um despropósito de coisas. de acordo com as normas da língua padrão. Já sabia o nome de tudo. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. o brasileiro falado e o português escrito. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. Parava em cada vitrina. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A charge apresenta uma Imagina. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto.45. exerce função sintática na frase em que aparece. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) A palavra “vitrina”. como pronome relativo. falando: Custa mil réis. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas.”. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. ( ) No texto. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. 46. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. Mário. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. Macunaíma. “Uma feita era dia da Flor. Julgue-as. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. U. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. Uma feita era dia da Flor. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. o brasileiro falado e o português escrito”.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas.” ANDRADE.Interpretação de texto II Avançar . em “Parava em cada vitrina”. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas.

grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. mudança dos executivos estrangeiros. Para as companhias. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. os versos do poema estão justapostos. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. essa transferência representa um reforço na filial”. Das 500 maiores companhias transnacionais.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. 49.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. transferência dos brasileiros. pois não possui “elos” entre um verso e outro. companhias transnacionais. o poema não possui “elos” conectivos. Voltar Língua Portuguesa . Para os executivos e a família. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. não se preocupa com sua coerência. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. 47. e) companhias transnacionais. Macacos também preferem o isolamento. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. c) empresas da Ford. 48. Andorinhas copulam no vôo. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. mudança dos executivos estrangeiros. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. O mundo não é o que pensamos. 26/04/2000.Interpretação de texto II Avançar . um poeta. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. d) empresas da Renault. mas possui significação. o poema é coerente. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. graças à Renault. transferência dos brasileiros. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. a mudança é um sacolejo completo na vida. Hoje. Veja. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Em São Paulo.” BUCHALLA. essa transferência representa um reforço na filial. pois as frases estão soltas. Para as companhias. por isso esta empresa instalou-se lá. mais de 400 estão instaladas no país. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. e isto garante a sua coerência. 24 No fragmento anterior. Desde 1990. existem colônias de franceses no Paraná. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. b) mudança dos executivos. O orangotango é profundamente solitário. Anna Paula. ao construir um poema.

várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico.” Superinteressante. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. fazendo o que pareceu. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. Hoje. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. que o guarda até hoje. no Rio de Janeiro. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. assim. reparou em algo estranho. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. que o guarda até hoje. → Rio de Janeiro. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. na época. como pensam alguns. → o padre Giuseppe Leonardi. c) a potência do computador de hoje.50.” GABARITO 51. assumindo.Interpretação de texto II Avançar . A análise das marcas confirmou o seu palpite. no Rio de Janeiro. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. Abril. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). Talvez não. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. Mas o padre-cientista não se abalou. no futuro. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. nos arredores da cidade. 1999. um dos maiores paleontólogos do mundo. no Rio de Janeiro. Talvez estejam sonhando. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. Esperou o Carnaval. um dos primeiros computadores do mundo. Talvez não. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. que supera o Eniac. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. → pegadas de répteis. d) a possibilidade de que. UFPR No texto abaixo. em todos eles. o Eniac. todos os robôs venham a ser desligados. que não seja possível sequer desligá-los. nos arredores da cidade. em 1946. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. que o guarda até hoje. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. → os répteis que habitavam a região. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. foi produzido. → o interior paulista.

portanto. pois tem não apenas mantido. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. a bicicleta substitui o automóvel. d) os defensores de uma falsa democracia. a fim de pagar os sustos que deu. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. na miséria e na desgraça coletiva. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. o rádio. e) os cidadãos. não sabe ler. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. 26 53. 54. ao invés da opressão política imposta pelas elites.Interpretação de texto II Avançar . mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias.” CANDIDO. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cinco séculos depois do Descobrimento. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. Recortes. os jornais. vive doente. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. Isso. que impede o povo de superar a opressão social e política. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Provavelmente. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força.52. Antonio. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. que só pode ser mencionada entre aspas. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. sofre todas as privações e. políticos e jornalistas que se dizem democratas. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. relativa equivalência de oportunidades. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. alimentação. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais.

que não é percebido como suficiente. aquisição dos requisitos indispensáveis. Não era um cínico. não apenas o daqueles mais ricos. GABARITO 57. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. está correto somente o que se afirma em a) I. que tempo. no texto. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. a costureira é anêmica. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’.. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I.Interpretação de texto II Avançar . não se contentam com belas casas... William Morris. c) I. No segundo parágrafo. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. II. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. b) II. Voltar Língua Portuguesa . a seu modo. e) a ambição de possuir sempre mais. d) uma possibilidade de exploração. c) III. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. e) I. e) II e III. II. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. mas um homem de vigorosa fé social. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Vejam que país. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”... Kropotkin — têm enormes apetites sociais. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. b) I.. tendo em vista o bem da sociedade em geral. Em relação ao texto. tirar o povo da sujeição torpe: II.55. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. na posse de bens particulares e influência pessoal. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. e se chamava Bernard Shaw. atribuída a “esses críticos”. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. tirar o povo da sujeição torpe. que passou a vida lutando. 27 56. terá mostrado que o socialismo é possível. querem belas cidades.. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. pela camada mais alta da população. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance..” Rubem Braga. terá mostrado que o socialismo é possível. II. b) uma preocupação mais ampla. II. III. d) I. II. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. a qualificação de “eufóricos”. queixam-se porque a operária está mal vestida. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. a lavadeira cheira a gim. aquisição dos requisitos indispensáveis.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. d) I e II.

c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. no texto. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. a par dos órgãos governamentais. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) propriedades particulares e vida familiar organizada. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. c) caberia à camada mais rica da sociedade. GABARITO 60. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho.” Essa afirmação estabelece. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres.. estabelecer condições para a igualdade social. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família.58.Interpretação de texto II Avançar .. sem preocupar-se com sua sobrevivência. inclusive Bernard Shaw. 59. habitualmente.

Toda a casa era um corredor deserto. b) Apenas I e III estão corretas. a imagem de relance no espelho. sem a Senhora. para dizer a verdade. Para não dar parte de fraco. na janela. d) Apenas II e III estão corretas. por favor. Não tenho botão na camisa. (org. Senhora? Às suas violetas. III. acostumado a viver com uma mulher. Venha para casa. Primeiros dias. c) Apenas II está correta. como a última luz na varanda. sozinho. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. Assinale a alternativa correta. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. Senhora. não senti falta. e até o canário ficou mudo.) O conto brasileiro contemporâneo. tanto no que diz respeito à organização da casa. II. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa.Texto para as questões 61 e 62. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. sozinho. 62. 190. calço a meia furada. e) Apenas III está correta. Senhora. o leite pela primeira vez coalhou. Acaso é saudade. A. 1997. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora.Interpretação de texto II Avançar . c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Senhora. fui beber com os amigos. bom chegar tarde. 29 61. Dalton. ah. ninguém os guardou debaixo da escada. tanto no que diz respeito às camisas e meias. o prato na mesa por engano. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. São Paulo: Cultrix. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. esquecido na conversa da esquina. não lhes poupei água e elas murcham.” TREVISAN. Com os dias. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. In BOSI. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. p. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. a) Apenas I está correta.

Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima.Interpretação de texto II Avançar . então. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. foi a forma que fez. não a mão. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. não até uma flor já sabida. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. o efeito de verdade na obra de arte. In: Obra Completa. 595-6. é só derramá-lo na forma. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. contrapondo-se ao plano do fundir. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. João Cabral de Melo. 1994. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. fundamentado em modelos preexistentes. U. O ferro fundido é sem luta. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. cuja marca é a ausência do sujeito. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. p. corpo a corpo com ele. até o onde quero. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. Flores criadas numa outra língua. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. ( ) a verossimilhança. domo-o.” NETO. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Dou-lhe aqui humilde receita.63. sem controle seletivo. dobro-o.

cinqüenta anos. depois. parabéns. parabéns. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. Durante a luta.Interpretação de texto II Avançar . principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. Durante.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. depois da luta. mulato. que nada de mau aconteça. O afeto antes é de boa sorte. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Durante. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. um grande borborinho. Depois da luta. No ar. tem oito filhos. Durante. continue. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. só sinto vontade de ganhar e de vencer. b) o que mais determina o texto são as reflexões. o elemento determinante do texto é a narração. e tudo continua no mesmo. Depois de terminada a luta. mas é também o mais triste. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. desse modo. o mais moço. o que lhe confere teor dissertativo. continue. continue. Todas as mesas estão ocupadas. meio século atrás: espancado com uma vara fina. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. bateria. vontade de vencer e. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. parabéns. Durante a luta. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. Rubem. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. namorou dentro desse espelho’. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. parabéns. 65. Depois da luta. Durante. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 31 64. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. a tocar a valsa da Viúva Alegre. continue. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. morreu. vontade de vencer. que nada de mau aconteça e. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. Lúcia McCartney. parabéns. quanto ao afeto. antes é de boa sorte. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. vontade de vencer. só sinto vontade de ganhar. cristal puro. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. visto que o afeto antes é de boa sorte. continue. que nada de mau aconteça.” FONSECA. que nada de mau aconteça. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. violino. sua mãe. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. “Os Músicos Faz calor. três: piano. ela veio noutro porão’. de forma mais concisa e coesa. d) predomina o caráter descritivo. só sinto vontade de ganhar. Depois da luta. o pianista tem quarenta anos. Nesse instante chegam os músicos. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. o que se constata sobretudo pelos substantivos. e) apesar dos aspectos descritivos. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. parabéns.Texto para a questão 64. não exatamente ao mesmo tempo. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. só sinto vontade de ganhar. que nada de mau aconteça. trancado no banheiro. no violino — cinqüenta e seis anos. as idéias discutidas ao longo dele.

Pequenas diferenças de salário. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. Eduardo. a viagem progredira bem três léguas. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. 134. quanto mais alto o nível hierárquico.” RAMOS. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. Até entre pessoas do mesmo estrato social. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. Graciliano. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. In: Veja. ano 32. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. n. menor a taxa de mortalidade. e a viagem progredira bem três léguas. através dos galhos pelados da caatinga rala. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. dado que ordinariamente andavam pouco. (. pela saúde das camadas mais pobres..Interpretação de texto II Avançar . 23. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. E. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. 1999. os juazeiros alargavam duas manchas verdes.. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. Voltar Língua Portuguesa . eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. Vidas secas. a viagem progredira bem três léguas. entre elas o cigarro. estavam cansados e famintos. importantes e portanto. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. F. por parte das autoridades. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. afastando-se do fumo e de outras drogas. como se sabe. 9 jun.. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. Ordinariamente andavam pouco. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Fazia horas que procuravam uma sombra. ordinariamente andavam pouco.. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. p. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. GABARITO IMPRIMIR 67. saudáveis’ consideram o saldo bancário. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. (.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas.. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (.) quanto menor o nível social.. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos...) Médicos conscientes da tese ‘ricos. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano.).” JUNQUEIRA. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. 32 66. a viagem progredira bem três léguas. porém. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. a dieta alimentar.

e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim. com dinheiro. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. nem a pompa das folhas verdes. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. pousou-me na testa. vivem mais. não teria mais segura a vida. uma vez posta. incomodado. Memórias Póstumas de Brás Cubas. apesar dele. lancei mão de uma toalha. uma estatura colossal. senti um repelão dos nervos. Imaginei que ela saíra do mato. e) Os empresários. mesmo trabalhando sob maior pressão. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . aí vinham já as próvidas formigas… Não. soube conservar. aterrou-a. para todas as asas. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. ou cor de laranja. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. portanto. e. e ri-me. Apiedei-me. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. Veio por ali fora. confesso. tinha um certo ar escarninho. Lembrou-me o caso da véspera.Interpretação de texto II Avançar . d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. — uma das mais profundas que se tem feito. e achando-a ainda no mesmo lugar. E esta reflexão. foi pousar na vidraça. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. Não lhe valeu a imensidade azul. para recreio dos olhos. pois as pessoas cultas se cuidam mais. creio que para ela era melhor ter nascido azul. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. no susto que tivera. a principal causa da mortalidade. um ar divino. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. A borboleta. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. não sabia. e voou a pedir-lhe misericórdia. o que era o homem. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. por isso. almoçada e feliz. e viu que me movia. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. é justo dizê-lo. F. que estava ali o pai do inventor das borboletas. mas o medo. Era tempo. e não é impossível que descobrisse meia verdade. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. Eusébia. F. mas tornando lá. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. A manhã era linda. pois sabem que. Suponho que nunca teria visto um homem. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. viu dali o retrato de meu pai. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. com alguma simpatia. Texto para responder a questão 70. Fiquei um pouco aborrecido. Dei de ombros. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. tão negra como a outra. volto à primeira idéia. A idéia subjugou-a. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. que é sempre azul. Era tarde. O gesto brando com que. espairecendo as suas borboletices. assim. braços. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. minutos depois. Sacudi-a. Passa pela minha janela. nem a alegria das flores. e na dignidade que. pernas. conservar melhor suas defesas. 69. Machado. Era negra como a noite. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. mas não é determinante quando se trata de saúde. Não caiu morta. porque eu a sacudisse de novo. ela foi pousar na vidraça. contra uma toalha de rosto. — me consolou do malefício. Não era. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. modesta e negra. se ela fosse azul. dous palmos de linho cru. que tinha olhos. Esta última idéia restitui-me a consolação. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. depois de esvoaçar muito em torno de mim. e muito maior do que ela. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. podendo. e me reconciliou comigo mesmo. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. uni o dedo grande ao polegar. entrei logo a pensar na filha de D. desde a invenção das borboletas. a saber. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. invariavelmente. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. entra e dá comigo.68. saí do quarto. bati-lhe e ela caiu. sob a vasta cúpula de um céu azul. que me aborreceu muito. que é também sugestivo.” ASSIS. começou a mover as asas.

deixou ruas se esburacarem. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. Para os outros.70. In: Veja. Segundo o Instituto. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. para as chamadas frentes de trabalho. c) a implementação de um programa de educação. 34 71. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. Assim que a economia voltar a crescer. 105. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. não serão sanadas a longo prazo. n. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Para garantir a sobrevivência. já não precisam tanto de força física. é alentadora. um deus em relação à borboleta.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores.. talvez. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. pelo menos na área de construção civil. F. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. pode-se inferir que o problema de emprego. assim que a economia brasileira voltar a crescer. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. Eusébia. d) se surpreende com a relatividade das coisas. o principal órgão de pesquisas sociais do país. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. com a modernização. Isso porque as empresas. no Brasil. c) A situação do trabalhador braçal. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. viadutos.” VALENTINI. 1999. 21 jul. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. querendo confundi-lo. recebendo salário mensal de 150 reais. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. E o desafio. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. F.Interpretação de texto II Avançar . ano 32. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. para o país. no Brasil. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. o horizonte é desolador. (. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. 72. ao constatar-se um gigante e. Cíntia.. p. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. um mês atrás. Durante mais de uma década. o governo abandonou estradas. embora difícil. por uma ironia do seu passado recente. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. 29.

d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. Na vala comum da glória. a família Rocha Miranda. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é que trabalha para os homens importantes. Você não possuía sangue azul. O cadáver foi removido para o necrotério. conta o dinheiro dos bancos. serve no Exército e na Marinha. 35 73. b) carinho. F. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. Morreu de hemoptise. F. e) retomar e explicar informações anteriores. sugeridas também pelos nomes de família. O homem estava morto. Luto da família Silva. Apesar disso. a família Matarazzo. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. na Inglaterra. Nossa família. Um homem estava deitado na calçada. Rubem. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. Na vala comum da miséria. d) ironia. U. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. nas praias. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. levanta os prédios. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. nos balcões. 4. nas fábricas. enrola o tapete do circo. nos pastos. João da Silva. Uma poça de sangue. U. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. 1984. nas minas. e) desprezo. d) explicar e comentar informações anteriores. laça os bois. ed. b) retomar e sintetizar informações anteriores. a família Guinle. A Assistência voltou vazia. no Japão. v. na França. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. U. São Carlos-SP A oração faz tudo. U. Nossa família. São Carlos-SP No texto. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. São Paulo: Ática. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. 76. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. leio o nome do sujeito: João da Silva. F. como a Silva. p. vai mal em política. em destaque no texto. 75. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. entretanto. faz os jornais. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. c) pequenez. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. Sangue de nossa família. Morava na rua da Alegria.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. nas cozinhas. F. Nossa família quebra pedra. nas fazendas. 5. faz telhas de barro. Sempre por baixo. enche os porões dos navios. A família Crespi. c) expandir e explicar informações anteriores. João. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. nas usinas. Veio tinindo. a família Pereira Carneiro. em todo lugar onde se trabalha. 44-5. Apud: Para gostar de ler. João da Silva.Interpretação de texto II Avançar . 74. conduz os bondes. no mato. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família.

as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. irmão!” LIMA. 388-9.Interpretação de texto II Avançar . como promotora do entendimento entre os homens. In: Poesia Completa. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. Jorge de. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. Quando toda a confusão for desfeita. 1997. na sua universalidade. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. por acaso. não me compreendereis. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. por acaso. do ponto em que se encontrar. p. a palavra imortal há de adoecer? E. U. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. construtor da palavra perene. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. o poeta não falará. por acaso. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. Organização de Alexei Bueno. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. E. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. mesmo com a profanação dos homens de hoje. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas.77. Voltar Língua Portuguesa .

Fernando. b) uma mágoa de Lisboa. Deixem-me em paz! Não tardo. 290-1. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. das ciências!) Das ciências. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade.Interpretação de texto II Avançar . o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. leia os versos de Fernando Pessoa. 37 GABARITO 78. e) uma saudade melancólica da infância. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. fútil. U. Já disse que sou sozinho! Ah. das artes. Deus meu. p. F. como sou. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. fazia-lhes. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. por amor de Deus! Queriam-me casado. Já disse que não quero nada. a todos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. com todo o direito a sê-lo. c) um medo de revisitar Lisboa. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. nada me tirais. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Quero [ser sozinho. ouviram? Não me macem. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. 1981. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). Assim. Com todo o direito a sê-lo. nada sois [que eu me sinta. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. mas tenho técnica [só dentro da técnica. [a vontade. guardem-na! Sou um técnico. Fora disso sou doido. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Obra Poética. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA.

fui ver no laranjal. — O grito? balbuciou ela. desde que Adão e Eva a trocaram. 24. superiores a todas as suas tentativas de resistência. p. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. e) abandonem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Visconde de. e a pedrada. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. rápido como uma seta. Salvador-BA “Passava as noites em claro. São Carlos-SP Pela leitura do poema. ( ) Escapismo para o sonho. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. e) aparta-se da sociedade.. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. Que foi? — Ah! não foi nada. U. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. a gente em tudo vê maravilhas. c) tenta tornar-se uma outra pessoa.. ed. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. d) sente-se solitário e. almeja fazer parte da companhia. U. abrasada também de amor. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. em face do religioso.. para agradar a todos. ( ) Atitude de irreverência do narrador. A pobrezinha. F. 80. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. ímpetos tão desconhecidos e violentos.. Depois. A princípio tomei também um grande susto. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. F. 82. — Deveras? perguntou ela incrédula. U. Inocência. U. e) a inquietude gerada na alma do poeta. significa a) desprezem. Numa dessas noites de ansiedade.79. São Paulo: Ática. b) encontra na morte a única solução para os problemas. destacada no poema.” TAUNAY. em virtude da sua solidão. 99-100.. F. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. era um macauã. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe.. Cirino. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. a única que vi era você. c) ofendam d) maltratem. minha vida.. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. 81. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede.. — Deveras.. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. b) importunem. respondeu apressadamente Cirino. meu anjo do céu. no último parágrafo. 1996. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. ( ) Concepção idealizada de mulher. por essa razão. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. Dois gritos. verifiquei que não passava de miragem. Para mim. para desenvolver sua arte. De noite.Interpretação de texto II Avançar . São Carlos-SP A forma verbal macem.

ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. portanto. Feitas as exceções devidas. certos modos de dizer.Interpretação de texto II Avançar . Unifor-CE De acordo com o texto.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. porém. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. 84. A este respeito a influência do povo é decisiva.” Machado de Assis. Entre as exceções. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. pois somente eles. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. não se lêem. Mas se isto é um fato incontestável. que é importantíssima nesse processo. 39 83. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. Pelo contrário. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. com seus ensinamentos. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Em geral. locuções novas. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. porém. mas que sabem perfeitamente os clássicos. não se lêem muito os clássicos no Brasil. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. um controle sobre elas e inibindo os abusos. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. dos autores clássicos da língua. A influência popular tem um limite. Há. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. e) estudar sempre os autores clássicos. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. 85. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. Cada tempo tem seu estilo. sempre atual. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. o que é um mal. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua.

Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. Francisco. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. São Paulo: Duas Cidades. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. Amostra Grátis.Interpretação de texto II Avançar . já foram 31. no primeiro semestre de 2000. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. 13. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. encontram-se. neste ano. o lápis o papel. de Rubem Tavares. 34. In: Poesias Reunidas (1968-1988). só no período de janeiro a abril. já foram 31”. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. entre outras.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. p. as seguintes notas.86. 1988. publicada na revista Business Travell. só no período de janeiro a abril. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. Voltar Língua Portuguesa .

89. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. b) “sob o lustre complacente”. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”.Interpretação de texto II Avançar . d) somente a ratificação das situações já apresentadas. a presença de turistas internacionais. e) a exclusão das situações expostas.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. Alguma Poesia. 41 88. Me disseram que era Chopin. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). b) se apega aos “passos que era preciso dar”.” ANDRADE. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. os passos que era preciso dar. que. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. b) a reiteração das situações apresentadas. levando-o ao desatino da existência. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. apesar de triste. c) a retificação das situações anteriores. e) se fixa na tristeza e na solidão.Texto para a questão 88. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. professores e consultores. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. d) é atraída pela música de um provável Chopin. Eu considerei as contas que era preciso pagar. e) “as dificuldades…” 90. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. Carlos Drummond de. estrangeiros residentes. além do fluxo de brasileiros para o exterior. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) “meus cuidados voaram como borboletas”. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização.

o caos e a irracionalidade. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. ed. a soma das alternativas corretas. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico.’ Como aquele motorista.Interpretação de texto II Avançar . denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. p.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. tentando usar o sentimento. Prendem-se a modelos já preparados. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. como resposta. Cristovam. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. Sobretudo quando. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. o motorista apontou para o carro à frente.” BUARQUE. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Pervertendo o processo econômico. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. A inconseqüência não é apenas do consumidor. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. para dar a impressão do bemestar do progresso. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. com o carro e as janelas fechadas. Aquele encontro. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. como em qualquer mergulho. São Paulo: Paz e Terra. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. construídas em torno de questões ultrapassadas. aventurando-se. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. A teoria que se diz científica. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. incompatível com seus recursos. no calor sem ar condicionado. Um mergulho no Brasil que. arriscando incoerências. Dê. o que constituiria entrave cultural. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. eles não têm teorias alternativas. 1993. Como o homem dentro de um carro fechado. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. além de dúvidas. em território tropical. 5-6. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. Não pode se limitar a ver o Brasil. teorias e linguagens pouco acuradas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. usam linguagens especiais. trabalhando na inconseqüência. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. como se tivessem lógica. vê a si mesmo. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. A Desordem do Progresso. 91. no meio de um engarrafamento. para descrever e entender o país. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. desvinculada de sua cultura. 4.

um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. Dê. para dar a impressão do bem-estar do progresso. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. a respeito do fato que então se comenta. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. com argumentos falseadores. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). em território tropical. dentro da ótica do consumismo. como resposta.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. a soma das alternativas corretas. Dê.43 92. como resposta.” — Os economistas. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). antes.Interpretação de texto II Avançar . UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. subestimam a aparência em favor da realidade. falso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o caos a irracionalidade. 93. como se tivessem lógica.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. a soma das alternativas corretas. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). com o carro e as janelas fechadas. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo.

no início do segundo período. 58. Leão não dava um passo em falso. 53 anos. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. Ora. Campinas. 44 GABARITO 95. ‘jal’. ITA-SP No texto. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. ‘ilgas’. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. já que seus outros dois irmãos. ‘sóvárgás’. efetivamente. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. árabes. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. Paulo. Folha de S. macedônios. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. e húngaros. 96. 6/4/1996. ‘nedôstatok’. 20/10/2000. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. Por outro lado.” Saudade. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. ‘Sehnsucht’. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. Os russos têm ‘tosca’. mas a maneira de expressá-lo é diferente. c) comum a todos os seres humanos. a) O que aconteceria com Leão se ele. desde que aprendeu a falar aprendeu também. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. Leão. sentem saudade. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. alemães. ou talvez mesmo antes. de 51 anos. e) talvez anterior à razão. ‘shauck’ e também ‘hanim’. adaptado. armênios.” Correio Popular. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. letões. assim como os seres humanos. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. b) os cães. a dizê-lo. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘garod’. sua terra natal. sérvios e croatas. b) A expressão “por outro lado”. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. contribui para tornar o trecho incoerente. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros.94. Desde que o homem é homem. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. japoneses. de uma forma ou de outra. são médicos. e Édson. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. Edmílson. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. ele sente saudade. ‘natsukashi’.

45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. em estilo preciso. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. 99. b) contornar as histórias mal contadas. por serem mal contadas. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. os cabelos caíam despenteados. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. d) em II. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. a) Formosa e graça são. d) criticar certas histórias que. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. nesse anúncio. a repetição da palavra “louco” é redundante. a palavra destacada tem o mesmo sentido. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. GABARITO 100. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. b) a exclusividade da forma impessoal. sintaticamente. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. II. c) denunciar.Interpretação de texto II Avançar . e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. a palavra “louco” pode ser substituída. focalizando o principal beneficiário do seguro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar que a) em II. por meio da clareza e da elegância do estilo. redundam em más reportagens. c) nas três ocorrências. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. e) em II. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. 101. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. sem prejuízo do sentido. talvez nem tivesse graça. Fuvest-SP I. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. “Porque quem é louco por alguém. por “delinqüente”. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. predicativos do sujeito moça.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. que funcionam como argumentos para a tese defendida. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. 98.97. b) em I.

Interpretação de texto II Avançar . II. Fuvest-SP I.” O Estado de S. Está correto. c) sentam-se numa poltrona. II.102. d) I e II. c) III. e) sentam orgulhosamente. sob idêntico ponto de vista. dança. b) II. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. e) II e III. d) sentam praça em algum lugar. arrogante. b) sentam tijolos na parede. em relação às manchetes. 46 Considere as seguintes afirmações: I. Na 2ª manchete. apenas o que se afirma em a) I. embora empregando palavras diferentes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. III. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. Paulo. Para se candidatar a um emprego. a partir de 1822. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. Na 1ª manchete. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. literalmente. exibida. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. mulheres dos dirigentes do Kremlin. b) A que palavra. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. Acostumados às apagadas.” Folha de S. desempregados. “Incra suspende crédito para assentamentos. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. 104. b) a relação de dependência econômica do país. sem experiência. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. o fato parece mais grave que na segunda. GABARITO 105. Paulo. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. em II. U. os russos achavam que ela era influente demais. às vezes literalmente. O jovem.

e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . confere ao homem uma postura universalizante.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. vó? — Naão. 108. ecumênico. b) sintaxe elíptica. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. exemplo único de concepção universal. A educação pela pedra. sentam poltrona. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. como compete à poesia. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. o abaulado amigo. A vida toda. e) ironia. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. de colégio. 107. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. d) linguagem coloquial. apesar de aproximar-se da prosa. 47 106. senão pregos. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. qualquer o assento. a) Revela-se poético. João Cabral de Melo. c) recriação de cena cotidiana. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. as curvas de afeto. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. em efes e erres. os ferem nós debaixo. se sentam mal sentados. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha.Interpretação de texto II Avançar . Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio.” NETO. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. sentam bancos ferrenhos. Texto para responder a questão 109. d) a tábua-de-latrina. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. onde cabe qualquer homem e a contento. 109. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. por ser anatômica. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo.

atletas e gênios não exista um serial killer. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. E pensei: está aí. está redimida a eugenia. Há algumas ironias.” 48 110. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. F. em especial. se esta é a palavra. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. Leia-o e responda. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. U. Não sei o que herdou do pai. 111. que está em Paris para lançar um livro. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. foi publicado no Jornal O Globo. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. pelo menos no Brasil. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. mesmo que fosse eu. Para começar. F. a qualidade do sangue ou do ambiente. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto.O texto seguinte. se fosse nascer hoje. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. as questões 110 e 111. implícitas nessa questão de engenharia genética. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. a genética ou a cultura. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. b) questionar a reprodução programada e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. Mas desconfio que. que não tem qualquer opinião no assunto. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. depois. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Pela fotografia no jornal. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. mas não o inverso. que promete ser a questão do novo milênio. Eu. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. de 28/10/99. U. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética.Interpretação de texto II Avançar .

Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. Estão todos dormindo. 98. morto de fadiga.” Excerto de BETO. Marciano está dormindo. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. A vela está quase a extinguir-se. E um nariz enorme. uma boca enorme. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. Frei. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. 112. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. até não sei que hora. às escuras. p. com certeza me achava extraordinariamente feio. até que. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. dedos enormes. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. lacunas no cérebro. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. Sou um aleijado. O sonho é substituído pela TV. sem sonhos. c) retrata o conflito íntimo da personagem. É horrível! Se aparecesse alguém. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. as crianças são levadas precocemente ao consumo. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. Se Madalena me via assim. e as fadas. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. Devo ter um coração miúdo. 49 113. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. no seu sentido geral. Lá fora há uma treva dos diabos. Se ao menos a criança chorasse.Interpretação de texto II Avançar . Patifes! E eu vou ficar aqui.. In: A Gazeta. 08 set. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Cesgranrio Analisando o texto.. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. um grande silêncio. aos brinquedos eletrônicos. 05. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. Nem sequer tenho amizade a meu filho... isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. rios cheios e uma figura de lobisomem. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas.. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. viciadas em indigência intelectual e espiritual. E a desconfiança terrível. Memórias de um Dinossauro. IMPRIMIR GABARITO 114. Fecho os olhos. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Foi este modo de vida que me inutilizou. Aos quatro anos.” Graciliano Ramos. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. (. Vitória. bruxas e reis. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. corpo de criança e alma de mulher. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. sem afeto e sem cultura.. Voltar Língua Portuguesa .

c) irônico. beira d’água. argumentando indutivamente. (.. um envolvimento e dois amantes. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. tendo o manjericão agido como fermento. atividade da razão. 1989. De alma escovada e coração estouvado.” ANDRADE. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. fazer sesta abraçado. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. ‘expressão duma alma muito pessoal. e) característico da primeira geração modernista. São Paulo: Cultrix. envolvimento. (. Paquera.” Hoje. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. é muito difícil. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. fruto da inspiração poética. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. (. fazer compra junto.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. Alfredo.115. gabiru. Namorado não precisa ser o mais bonito. sem qualquer reflexão. ponha ali erva de manjericão bem triturada. relatou a seguinte experiência. sabemos que escorpiões não nascem assim.Interpretação de texto II Avançar . A proteção dele não precisa ser parruda. b) escarnecedor. 116. traço constante na poesia de Drummond”. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. é poesia objetiva. semelhante ao de Gregório de Matos. Mas namorado. bosques enluarados. ponha a saia mais leve. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. aquela de chita. chamado Jean Baptista von Helmont. lágrima. UERJ Em 1648. flerte. Segundo Bosi. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. show do Milton Nascimento. Rio de Janeiro: Aguillar. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. p. Carlos Drummond de. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. um químico holandês.. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.. transa. de saliva. fliperamas. História concisa da literatura brasileira. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. decidida. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. nuvem. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. ruas de sonhos ou musical da Metro. caso. mesmo. Se você tem três pretendentes.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. você verá nascer pequenos escorpiões. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. da qual fazia parte. 50 BOSI. dois paqueras. Enlou-cresça.. no caso. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. até paixão é fácil. Definindo-lhe lucidamente o caráter.. Necessita de adivinhação. mesmo assim pode não ter namorado. d) tímido.. distanciado e lúdico. e passeie de mãos dadas com o ar. Alguns dias mais tarde. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. quindim. de pele. 494. 1982. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. Namorado é a mais difícil das conquistas. brisa ou filosofia. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. Obra completa.

que variam conforme as convenções gerais de cada época. A língua existe para servir o indivíduo. De um lado.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. Na maioria dos casos. de ambigüidade. UFMG Em todas as alternativas. o conhecimento do código de trânsito.” 51 GABARITO 119. clamando por liberdade. 120. De outro. que variam conforme as convenções gerais de cada época. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. (Refere-se aos gramáticos. certa rua dá mão. guardiães da língua). por natureza convencional e efêmero: num dia. e. indica novas propostas para o futuro. pensa o poeta. Para eles. 118.117. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. Ela pode dar impressão de firmeza. Esse tipo de postura gerou um impasse. UFR-RJ Para o autor. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. Pela perspectiva dos artistas. e não para escravizá-lo. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. em valor.. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. em nome de sua arte. c) Para eles.Interpretação de texto II Avançar . dominar a norma culta do idioma não excede. ou expressão. Tanto no texto como no comportamento. dominar a norma culta do idioma não excede. Sendo uma aventura intelectual. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pode ser que a mesma rua não exista. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. no outro. (Refere-se à transgressão de função estrutural). o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. ficam os gramáticos. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. o emprego do termo. não dá. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. UFMG De acordo com o texto. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. A transgressão. em valor. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. para ser bem-sucedida. deve possuir função estrutural. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. de precisão. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. destacado. impondo normas. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. (Introduz uma comparação). os artistas. b) Ela pode dar impressão de firmeza. UFR-RJ “Enlou-cresça. A resposta à questão inicial é simples.. na próxima semana. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. o conhecimento do código de trânsito.

o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. chamadas premissas. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. chamada conclusão. B. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. o país necessita da miséria de grande parte da sua população.Interpretação de texto II Avançar . que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. sensatos. resistindo a apelos emocionais. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. oportunismo político ou desinformação. A. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. Em compensação. mesmo reconhecendo que é pouco. postas duas proposições. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. quebraria a Previdência. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. 52 Considerando essa definição. O Globo. São Paulo: Martins Fontes. L.. F. comprometeria o programa de estabilização do Governo. ‘perdi a cabeça’. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. delas se tira uma terceira. Sérios. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. UERJ silogismo. temos homens honrados e capazes. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. 121. etc. S. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. (. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. ao crescermos. se não fosse assim. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país.. É que. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. Aqui o sério é temerário. então. Ética para meu filho. 1986. o sensato é insensato. Se não fôssemos livres. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra.. ‘é mais forte do que eu’. Dedução formal tal que. Rio de Janeiro. ou talvez até risse e pronto. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. FERREIRA. ‘não percebi o que estava fazendo’. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. 24/03/2000. compreendemos que já estamos sendo castigados. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. nelas logicamente implicada. Lóg. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . m.. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo.. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. Monica Stahel. nem se daria ao trabalho de dizer nada.” SAVATER. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim.. 1997. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. O país só é viável se metade da sua população não for. Fernando. é preciso alterar esse modelo econômico. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. Do mesmo modo. Por isso. então.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. então. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (.)” VERÍSSIMO. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. Grita exatamente porque sabe que foi ela. Trad. de Holanda. Nova Fronteira. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. então.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. nas circunstâncias.

actualmente. fenômeno na retina ou fenômeno físico. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. considerando-se o sentido do texto II. GABARITO 125. ou métodos de comparação. M. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. PUC-RJ Leia o texto abaixo.. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. 53 “Entristeceu. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . W. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. Para ele. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. O restante (. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. José Saramago. de Graciliano Ramos. de abandono. Mais ou menos metade desta superfície. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe.122. 124. que é negado no texto II. Nesse aspecto. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. incluindo lagos.Interpretação de texto II Avançar . não basta dizer que a cor surge da luz. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. é de 850 milhões de hectares. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. W. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores.” GIANNOTTI. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. rios e montanhas. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. 1993. São Paulo: Nova Alexandria. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. 123. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. M. Um vagabundo empurrado pela seca”. J. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. Schopenhauer. no texto I. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. continuando o caminho de Goethe.. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. inteiramente distintos. F. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. Assim. Newton. caem por terra. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes.. à toa! Como judeu errante. Ora.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência.) encontra-se em estado de improdutividade. andar para cima e para baixo. sem fruto”. Vidas Secas. de GOETHE. mas como aparece junto à luz. A sina dele era correr mundo. A respeito dos textos. uns 400 milhões de hectares.

118.Interpretação de texto II Avançar . pela primeira vez na História. a paisagem vista da janela. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. não pretendendo. julgue os itens que se seguem. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. que raramente o questionamos. Não nos afastemos muito. Carlos Drummond de. à diversão. ( ) Infere-se que. ( ) Atualmente. não direi os suspiros ao anoitecer. não haverá mais quem trabalhe. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. os homens presentes. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. p. Também não cantarei o mundo futuro. entregar-se aos devaneios e à solidão. neste final de milênio. 127. F. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. p. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. como a grega. O presente é tão grande. pois. Entre eles. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. O tempo é a minha matéria. assustando algumas autoridades. a chinesa — foram esquecidos. ao lazer. em breve. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. dos quais não pretende mais se afastar. Luiz Octávio de. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. 9. Não serei o cantor de uma mulher. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. não nos afastemos. o lazer.126. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. de certa forma. São Paulo: Moderna. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. surgiram jornadas de trabalho brutais. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. vamos de mãos dadas. a vida presente. trazendo preocupações novas. principalmente a urbana. Antologia poética. GABARITO A partir do texto. devastou-se a natureza.” ANDRADE. 1998. A diversão. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. voltam com força total. tendo em vista a existência de graves problemas. In: Educação para o lazer. considero a enorme realidade. Estou preso à vida e olho meus companheiros. porque isso significa que. Rio de Janeiro: Record. lazer e entretenimento como ideais de vida. “Introdução”. do presente. ignorando o passado e o futuro. o tempo presente. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. nesse texto. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. 1998. de uma história. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. como a recessão e a violência. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. Nesse período. U. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. ao entretenimento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a romana e. Mas. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico.

(04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. é necessária na atual conjuntura.: Quando usava outros tipos de vestimentas. eu também posso). p. 5/7/99. Alguns. pôde. Com base nessas explicações. como também não quero ser chamado de vagabundo. mas não adianta. Lá vêm outra semana. 57) – Inf. Não. nada disso.” (Roberto Campos. outros compromissos. 84) – Inf. ago. 7) – Inf. Além disso. Opinião. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas./jul. a soma das alternativas corretas. Nada de aposentadoria. eu também podia recorrer ao dr. deve ser capaz de fazer inferências. 103) – Inf. a síndrome ataca de igual maneira. Antônio Carlos. Opinião. como sabemos. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. começo na manhã da própria segunda. o povo era elegante.” (Revista do Mercosul. p.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. eis que. mas com inquestionável empenho. como resposta. p. lá vem a segunda-feira. jun. e. Cad. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. nem de tentar facilitar a vida. já depois de muito tempo trabalhando em casa.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. 128. procurando pistolões. logo. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. Por exemplo. não ele). outras chateações.” (Época. (32)“Max Floc. (02)“Vinho Mercosul no mundo. E o dr.Interpretação de texto II Avançar . dos saudosos 30 mil dólares. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. (…)” O Globo.” (Istoé. outra crônica. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. p. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. se bem que ele próprio aposentado. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. 6/10/99. morre de rir quando o crítico e. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas.: Para o autor. Ao trabalho. fico um pouco melancólico. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. mas posso perfeitamente inventá-la. sem muito sucesso. entre as alternativas apresentadas abaixo.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. O Globo. p. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. Quis muitas vezes descondicionar-me. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. 29) – Inf. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP.” (Veja. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. se o ex-ministro Magri. Eu. que não os mencionados. especialmente por um ex-colega de magistério. chegou a verões. ou seja. 28) – Inf. UFMS Na construção do sentido de um texto. pondo a mão no meu ombro. 1998. já está em outonos e. 5/9/99. 27/9/99. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. 7. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. 29/9/99. Podia estar aposentado. logo. Cad. se transmuta em invernos. não. p. 1999. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. p. enfim.” (Raça. Dê. Antônio Carlos. que me conhece desde rapazinho (eu. reconheça. (16)“Sem alarde. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. sempre é afável comigo. mas a verdade é que. Não tenho queixa.

(01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. sujeitos a horários e normas rígidas. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. que me conhece desde rapazinho (eu. inconformado.Interpretação de texto II Avançar . que não a do locutor. 131. UFMS Dentre os enunciados abaixo. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. como o dr. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). a de escritor. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. a soma das alternativas corretas. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz.129. (01)No início do primeiro parágrafo. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. desesperado. (32)Já para criar segunda-feirite. Dê. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. o autor emprega o sufixo grego -ite. ou seja. por exemplo. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). como resposta. a soma das alternativas corretas. Dê. pelo fato de obedecer a princípios éticos. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. também ele inventor de palavras. (16)Para construir o vocábulo marajanato. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. Antônio Carlos. no caso do texto. Antônio Carlos. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. como resposta. como resposta. rinite e gastrite. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. Dê. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. a soma das alternativas corretas. como em baronato. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. (01)Sendo quase sexagenário. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. como.”. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. ou seja. 56 GABARITO 130. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. e na necessidade da situação atual.

o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. pagam 1. claro. p. o chicano passa a cada instante. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America.75 dólar. as geladeiras são repletas de guloseimas. 9/99. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. a polícia passa a cada instante. autora de Boca do Inferno. as ruas espalhadas. tudo era apavorante. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. (…) filmo o nascimento do Raphael. ameaçador. Ana. poeta. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. por a polícia. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. Caros Amigos. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. um sentimento vitorioso. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. a cidade é calmíssima. 57 A partir do texto acima.” MIRANDA.Interpretação de texto II Avançar . faz calor mas não muito. 19 (com adaptações). o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. ( ) Com a metáfora final do texto. Smart Symphonies. escritora brasileira. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. o imigrante passa a cada instante. fomos a um mercadão de varejo. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. ah. comem-se muita verdura e fruta. a arquitetura do medo. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. ( ) A exemplo da tipologia textual. julgue os itens seguintes. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . assim como o leite. de eternidade. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. o imigrante passa a cada instante. corta o meu coração. a massa de pizza vem num saco com sessenta. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. o neném nasce e chora. tudo aqui tem o mesmo gosto. nº 30. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. por causa dos terremotos. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. as frutas são coloridas mas sem sabor.132. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. o imigrante e o chicano passam a cada instante. apenas alguns. associada a Rubem Braga. entre outros romances. e as estruturas levíssimas. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. de Ana Miranda. de noite esfria. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. classic music to help stimulate your baby’s brain development. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. não há edifícios de mais de três andares. todo mundo de carro.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Aguilar. li Elvira a Morta [Virgem. ( ) Entre os versos 11 e 15. ofereci pó… À toa: não fez efeito. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. Falei de macumba. Que ela era gostosa. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. o autor emprega. Fiz versinhos. Disse que ela era boa. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. Utilizei o bonde. Mafuá do malungo. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Chorei. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. 1974. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Me rasguei todo. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. julgue os itens que se seguem. In: Poesia completa e prosa.10) e “Perdi meu tempo” (v. Manuel. p. o passeio a pé. simultaneamente. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva.133. ( ) Para conquistar sua amada. o automóvel. 58 Com base no texto acima. ( ) No verso 9. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. 406-7.Interpretação de texto II Avançar .19) há a mesma informação semântica. em “À toa” (v. Ajoelhei. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho.

Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. por isso. hoje. Magda. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. com a modernização. e) modernização. c) a modernização das empresas que. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. p. 135. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. Fempar Pela essência do texto. uma perspectiva histórica. 105. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços.“ VALENTINI. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. isto é. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. 53. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. Língua portuguesa: história. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. São Paulo: Educ. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. Fempar Segundo o texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) desemprego. por uma ironia de seu passado recente. viadutos. uma perspectiva cultural. à qual o texto se refere. Durante mais de uma década. Assim que a economia voltar a crescer. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. 1998. 136. Fempar A ironia. d) educação. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Veja. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. vai-se constituindo em disciplina curricular. p. Segundo o Instituto. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. Neusa (org. Para garantir a sobrevivência. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. E o desafio. o principal órgão de pesquisas sociais do país. Isso porque as empresas. mas que os deixa desassistidos. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. b) o avanço da economia informal. uma perspectiva social. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. a escola. Apud: BASTOS. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. para o país. já não precisam tanto de força física. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. perspectivas. e) o descompasso entre modernização e economia. c) globalização. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. 1999. Cintia. o horizonte é desolador.). conseqüentemente. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. Para os outros. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. uma perspectiva psicológica. ensino.“ SOARES. uma perspectiva política. deixou ruas se esburacarem. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito.Interpretação de texto II Avançar . b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. única saída para os desempregados. 21 de julho. 59 134. subempregada. ao longo do tempo. o governo abandonou estradas. as expectativas.

Pela análise das afirmativas. b) social envolve professor. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. 3. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) 1 – 2 – 3. d) psicológica diz respeito. 4. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. d) II e III. b) I e III. F. 1. “objetivos e procedimentos” correspondem. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. F. U. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. e) 3 – 4. III. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. 138. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado.137. estruturas de natureza semelhante. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. “pode e deve” sugere uma gradação. U. Pela análise das afirmativas. prioritariamente. I. U. facilitando a leitura. 139. respectivamente. II. b) 1 – 2 – 4. II e III. ao “como” se aprende determinado conteúdo. d) 2 – 3 – 4. c) I. a metas e ações. 2. aluno e o contexto em que interagem. F. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. ou seja. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. e) III.Interpretação de texto II Avançar .

no Brasil. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. U. porque a Bolívia. isso é o que o governo federal dá a entender. 140. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. 141. contendo informações cientificamente corretas. (. fornece uma quantidade significativa de gás natural. tem. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. no total da produção de energia brasileira. defendido por muitos especialistas. o que. (.) O programa de gás natural. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Assinale a alternativa com a frase que. para os críticos do programa de gás natural. Segundo afirmam. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. na expressão “combustível fóssil”. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. Para exorcizar a ameaça. um significado preciso. para eles. Nesse caso. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute.). Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil.” Revista Galileu.). essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico... F. A palavra fóssil tem. país não limítrofe com o Brasil..Interpretação de texto II Avançar ... (. b) a palavra “fóssil”. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. que significa “embora não declare explicitamente”. (Adaptado). o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”.. prevê a utilização de um combustível fóssil.. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele... F. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. e) O problema da falta de energia. U. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (.) Sem dizer com todas as letras. um significado preciso. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. para certos críticos.

64) a forma como lírio escreve. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. a soma das alternativas corretas. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. feita por Lírio. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista.Texto para as questões 142 e 143. como resposta. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. Mas errou com Sérgio Lírio. como resposta. p. Ou seja. de Vitória. as inferências são duvidosas. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna.Interpretação de texto II Avançar . indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. foi um sinal de audácia. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. Unioeste-PR Segundo o texto. Como ele soube? Simples. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. Lírio foi descartado. Tarefa simples. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. 55. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. 143. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. Portanto. técnicos e administrativos. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. Francisco Lopes. 62 142. Dê. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. a soma das alternativas corretas. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. julho de 2000. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. Com essas inferências duvidosas. A grafologia pode até acertar algumas vezes. muito pelo contrário.“ Superinteressante. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. Dê. Pronto. Com base nessa afirmação. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. Pois Lírio acabou reprovado. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. pois conseguiu emprego em um jornal importante. suas letras não se curvavam impetuosamente. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. ”O que diz a letra Em 1995. Este ano. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos.

O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. como a televisão ou o cinema. enquanto outras pertencem somente à religião. Esse excesso de informação. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. 1999. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. 18 jul. uma atividade fria e manipuladora. à comunidade científica: historicamente. Inevitavelmente. Folha Mais. necessariamente. Caderno 5. deixando de lado o ‘porquê’. descontados os fãs. Ciência e espiritualidade. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. proporcionada pelas telecomunicações. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. Ou as pessoas de Deus. em que tudo se transforma tão rapidamente. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. 63 GABARITO 144. de várias superstições (gnomos. O que ainda vemos. Paulo. sem dúvida. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. na maior parte desses veículos. merecidamente!) perde a sua credibilidade. Como. Com isso. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. anjos. fazendo com que sua divulgação não traga. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. mas muito ainda precisa ser feito. c) A massificação do conhecimento. claro. ao público. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. Marcelo. Infelizmente. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. 12. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. A julgar por esses livros. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. Essa situação está gradualmente se transformando.” GLEISER.Interpretação de texto II Avançar . então. Parte da culpa pertence. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. pouco se preocupando com o ‘como’. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. Certas questões são exclusivas da ciência. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. dedicada a tirar Deus das pessoas. p. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. In: Folha de S. podemos reconciliar a ciência com o grande público. como nas religiões orientais. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. Ela é encontrada no próprio ato criativo. de suas idéias e descobertas. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta.

e trataram-na com muito carinho. com muita pompa e cerimônia. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. p. que me observava atentamente. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. com a capota arriada. Uneb-BA Para o autor. Dê. mas também subjetivo. c) criar ela o seu próprio universo. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. agora resolutamente. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. não sei por que mas estou com medo. Acho que é esta casa. em volta da mesa. entrar lentamente pelo portão de pedra. 129. d) comprovar as verdades de natureza mística. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. e o final da narrativa é maniqueísta. como mandava o Decálogo. Rubem. e) ultrapassa os limites do racional. foi cumprida a minha missão. Será nesta noite mesmo. Na mesa grande do Salão de Banquetes. avise às outras. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. e passou o cachecol em torno do pescoço. na ciência.” FONSECA. a não ser dentro dela. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. como resposta. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. retirou o Anel de seu dedo indicador.” 146. Estou com medo. como se soubesse que eu a estava observando. Com um gesto abrupto. já que está se perdendo no materialismo científico. como as outras. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. depois olhou na direção da casa. colocando-o no meu. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. Desci para recebê-la. através de ações não só de caráter objetivo. não importando. Uneb-BA Segundo o autor. c) distancia-se cada vez mais do homem. eu disse a tia Helena. ligados à meditação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . acelerou o carro e partiu. conhecimentos do mundo oriental. Eu queria terminar logo a minha missão. ações ardilosas e desumanas. pregadas por diferentes religiões. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. 1989. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. São Paulo: Companhia das Letras. Vesti minha casaca. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. eu disse. 147. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade.145. para preservá-los. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. o carro de Ermê. In: Feliz ano novo.Interpretação de texto II Avançar . ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. sentada. disse Ermê. e esperei que me viessem chamar. b) aplicar. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. varada por um frio que não existia. em direção à casa. onde as tias estavam. Nau Catrineta. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. 135 e 136. Levei Ermê para a Sala Pequena. tia Julieta. a soma das alternativas corretas.

diante de um impasse de ordem política. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. Iraque e Iugoslávia. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. e isso não é vida de homem. nem merecedora de maior divulgação. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. passando do discurso à ação. depois da Europa. apropriadamente. 1999. Vozes conhecidas. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. se Antunes não me sustenta. Quintal embora. FBI. nos dois casos.” FREITAS. é um enterro. Janio de. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. que muda por questões de ordem religiosa. p. com intermediação do padre. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. 5. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. não vão ter surpresas com a IPI. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. Dê.Interpretação de texto II Avançar . mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. Nem da Europa. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. 83-4. o que é que deixam com o homem? Nada. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. João Ubaldo. ainda mais acentuadamente. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. Paulo. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. a agência UPI. o que é que me sustenta? Não sei. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. mais sensibiliza a opinião pública americana. diz o padre. não sei. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. A criação da nova agência — IPI. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. Hoje essa terra não vale mais nada. 1982. com Ancrísio Antunes. Iugoslávia. diz o padre. é América ainda. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma relação de dependência econômica. não vale quase mais nada. Ah. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. In: Folha de S. Um governo esperto tomaria precauções para que. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. Sargento Getúlio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. (32)mantém. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. p. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. Granada. se tiram os recursos do homem. isso não. Pentágono e Departamento de Estado. lá e no mundo. Temos o que esperar com apreensão.148. não fizesse disso um problema interno. já foi uma boa terra. região que. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações.” RIBEIRO. eu sumir? Como que eu posso sumir. nunca que eu posso sumir. Haiti. mas não o inibiu: Panamá. agora. Uma vida. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. Quem some é os outros. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. como resposta. a gente nunca. a América Latina. É que a situação mudou. com maus pressentimentos mesmo. Não sei. a soma das alternativas corretas. Porque. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. anterior à guerra do Vietnã. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. diz ele depois de muito tempo. disse o padre. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. possa ser. Caderno 1. Iraque. Por que vosmecê não some? Eu sumir. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Essa terra. 17 ago.

U. É o caso de ‘piranha’. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. e) O mundo. São as chamadas ‘palavras universais’. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. no plano lingüístico. é consenso nos Estados Unidos.149. durante dois anos. pode vir a desmoronar. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. Nada disso. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. consultou 130 publicações de quinze países. (…) Ainda no campo das surpresas. sem o paternalismo americano. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. superando a Europa. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. o autor faz uma declaração que é justificada. 22/03/2000. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. 151. d) A América Latina. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. Veja. globalizada a partir do tupi. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. Mas. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. ainda é o clássico francês que causa frisson’. pode-se inferir: a) O poder americano. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. de acordo com a sua visão.Interpretação de texto II Avançar . Quem não entende o que é pizza. ‘Neste fin-de-siècle high tech. b) O mundo caminha para um estado de guerra. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. d) A importância alcançada pela América Latina. 150. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. ele já existia. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o levantamento não deixa dúvida. brincando com os estrangeirismos. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. hambúrguer. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. Salvador-BA No segundo parágrafo. Consuelo. pois se vive uma nova Guerra Fria. de certa forma. U. houve aquelas que andaram na contramão. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes.” DIEGUEZ. Elas mostram que. U. Mas é bom notar que. diz Corrêa da Costa. no mundo.

” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. globalizada a partir do tupi. c) A hegemonia americana. c) “Quem não entende o que é pizza. 5) ‘globalização’. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. 3. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. as pegadas dos povos conquistadores.Interpretação de texto II Avançar . prevalece a linguagem figurada. 2) O texto.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. na íntegra. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. tem como suporte um outro texto anterior. 3 e 5 67 153. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). o que está indicado no subtítulo. conforme as perspectivas do poder político e econômico. 154. e) A globalização das palavras respeitou. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. d) “Ainda no campo das surpresas. ‘palavras universais’. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. 4 e 5 b) 1. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. Por isso. na verdade. hambúrguer. se estendeu também ao universo das línguas.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. 2. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. ‘mundo’. como se pôde constatar. É o caso de “piranha”. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. Estão corretas: a) 2.152.

na segunda oração há dois. n. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. Não sabemos quando teremos robôs escravos. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. As previsões acima podem parecer ousadas. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. Será uma época em que. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. Sabemos apenas que. Na primeira oração há um só adversário. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. mas. pela primeira vez na história da humanidade. no inferno. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. que não nos será possível sequer desligá-los. 126. Na primeira oração há dois adversários. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. estaremos entrando no paraíso. c) suplantar a inteligência humana. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. no fundo. d) otimização dos laboratórios. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. Assumem. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. b) aprimorar formas de pensamento. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. um dia. 156. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. assim. viver em Marte. Talvez estejam apenas sonhando. A comida milagrosa? Já existe. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. 51. b) avanço da tecnologia. Talvez não. 158.” Ambas têm em comum: a) Tudo. Assustador? Talvez. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. Ou seja. 23 dez. b) Tudo. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. 157. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFRN Para alguns cientistas.) 68 155. Basta aplicar um pouco de calor. 1998.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. Para alguns cientistas. U. ano 31. são até conservadoras. Para outros. d) desenhar cópias de si mesmos. No campo dos materiais. na segunda oração apenas um. d) Nada. Na primeira oração há dois adversários. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. na segunda oração apenas um. já existe um metal. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. na segunda oração há dois. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. c) Nada. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. o nitinol.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. Na primeira oração há um adversário. c) progresso da Medicina. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios.Interpretação de texto II Avançar .

Em termos penais. baseado apenas no futebol. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. uma falta bem menos grave do que a sonegação. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. Paulo. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. o então treinador da seleção brasileira. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado.” Editorial da Folha de S. negligência ou imperícia da pessoa. Há pouco. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. Com adaptações. Em 94. 160. 29/8/2000.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. sonegação e formação de quadrilha. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. Culposo. Wanderley Luxemburgo. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. valores úteis para a vida em sociedade.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. na linguagem do Direito. o que leva o nome técnico de contrabando. significa o que é resultante de imprudência. anticonstitucionalmente. por exemplo em “crime culposo”. que recende a escravismo. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. Talvez seja exagero. é anacrônico e absurdo. “o que leva o nome técnico de contrabando”. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. Para coroar. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. Mas. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. não do seu desejo de praticar um ato não legal. olhando para o futebol. e) avalia que o passe. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. 69 GABARITO 159. “em termos penais. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.

esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. 70 GABARITO 163. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer.161. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. ele precisa de empenho para parar’. UFSE … “olhando para o futebol. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. p. não se raciocina. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. UFSE Há pouco. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. quanto qualquer outro instrumento. estimulando sua atenção. ‘Em um videogame. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . usar a cabeça só atrapalharia. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. os videogames: a) transformaram-se. Vista no contexto. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. Assim. o então treinador da seleção brasileira. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. apesar do que se vê no futebol. Aliás. Unifor-CE De acordo com o texto. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas.Interpretação de texto II Avançar . o jovem tende ao retraimento. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. Na verdade. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. 162. 32.” Adaptado de Superinteressante. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. diz o professor. Para Setzer. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. junho/99. Uma troca perigosa. Wanderley Luxemburgo. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. para provocar sensações mais intensas. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. inclusive com o risco de vício. atualmente. b) podem tornar-se facilmente um vício.

o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. Por que beber uísque. não assim. Que prazer em comer aquele peixe. para o narrador. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. tive de repente um ataque de pudor. e isso era bom. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. em detrimento do mundo real. Quando ficamos bem cansados. entre duas providências a tomar. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. de noite. para me fazer essa pergunta. A vida bem poderia ser mais simples. nem frio. a um tipo de diversão violento e cruel. mas deixasse a alma sossegada e limpa. b) despojada. São Paulo: Círculo do Livro. São uma necessidade que inventei. comida.Interpretação de texto II Avançar . Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. brilhar um pouco. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. de repente. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida.164. meio molhados. nem número. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. e a água era boa. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. assim. fortes. apenas me fazem falta. dá na gente um sonho de simplicidade. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs.” BRAGA. É apenas um instante. E quando precisava de um pouco de evasão. saber intrigas? Uma vez. Rubem. no meio do mato. com certeza. subimos a barranca. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. com frio. marcado por situações de extrema violência. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. O telefone toca. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. p. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. muitas vezes. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. bons. distraídos. tem de repente um sonho assim. Ele acendeu um fogo. uma simples mulher. Precisamos de uma casa. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. cortar lenha. na noite escura. os videogames significam proteção para os jovens. as mangueiras e o ribeirão. esquentamos um pouco junto do fogo. lavrar a terra. precisamos apenas viver — sem nome. Voltar Língua Portuguesa . Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. que me fatigasse o corpo. IMPRIMIR 166. e) de evasão para um mundo de sonhos. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. me surpreendendo. nem sede. Puxamos a rede afundando os pés na lama. tirar areia do rio. meu trago de cachaça. doces. Uneb-BA No texto. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. algo de útil e concreto. 200 crônicas escolhidas. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. como os bois. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. 3267. Todo mundo. e chegamos à choça de um velho seringueiro. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. s/d. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. entrando numa loja para comprar uma gravata. 71 GABARITO 165. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar.

revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. 1993. já sem ornato ou comentário melódico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Isso eu procuro. a perda voluntária de amor e memória. 168. p. a fuga de si mesmo. não respirado. já sem dor. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. senão inúteis. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. e) no penúltimo parágrafo. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. vida mínima. porque o tempo não mais se divide em sessões. o pequenino. a limpeza da cor. sem calor. Rio de Janeiro: Record. Não a morte. sem dúvida.” ANDRADE Carlos Drummond de. b) no segundo parágrafo. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. essencial. b) “Porque a frase. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. confusão entre manhã e tarde. a desnecessidade do canto. o enredo.Interpretação de texto II Avançar . 234-5. mais me envolva. c) no terceiro parágrafo. apenas o vivo. e este fundindo-se. o conceito. contudo. o eco já não correspondendo ao apelo. Não o morto nem o eterno ou o divino. In: Antologia poética. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. o tempo elidido. d) no quarto parágrafo. domado. o verso / (E. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. todos os gestos afinal impossíveis. ainda mais longe a fuga do feérico. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. nenhum gasto de tecidos. a fuga da fuga. mais longe de tudo. calado. o exílio sem água e palavra. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. ausência deles. um início. indiferente e solitário vivo. um sono. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos.167. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. nem braço a mover-se nem unha crescendo. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. menos que terra. sem ciência nem ironia.

numa mesma sociedade. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. 172. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. as angústias do homem.Interpretação de texto II Avançar . ( ) uma linguagem referencial. ( ) temática de caráter social. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. como pais. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .169. amigos. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. daí a objetividade no enfoque do tema. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. assim. o comportamento. representando bem uma arte engajada. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. vizinhos. 170. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. a educação e a socialização se verificam. as crenças. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. ( ) liberdade formal. representantes do poder público.” 171. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. desde a infância. eliminando. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. político. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. d) centraliza-se na definição de endoculturação. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. U. os modos de vida da sociedade a que pertence. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. visando à expressividade. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. econômico etc). Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. professores.

parece estar levando a melhor. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. 31-2. José. então. por conseguinte. como a mortalidade infantil. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. sobretudo nas grandes cidades. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. em vários países. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. Um museu de portas abertas. 3.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. É compreensível. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. especialmente nas grandes cidades. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. 1/1/2000. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. os agrava e. no Brasil. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. 74 173. tornando-as mão-de-obra desejável. 174. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. O Estado de S. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. 1988. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. Lasar. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. no passado. Contudo. Ao contrário. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. Paulo. as visitas a museus. sem ocupação fixa. Unifor-CE De acordo com o texto. p. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. era muito grande. mesmo em alguns países mais adiantados. na medida em que limita o uso da tecnologia. nos vários continentes. Contudo. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. Fatores culturais são também importantes. principalmente. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. b) a explosão populacional.” SEGALL. até o momento. que levaria ao planejamento familiar. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. África e América Latina.Interpretação de texto II Avançar . Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. Movimento n.

d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. GABARITO 178. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. Unifor-CE I. A respeito dos enunciados acima. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. 75 177. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. c) III. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. III. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. como instituição artísticocultural. no Brasil. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. b) II. Os museus. pelos órgãos governamentais. b) caracteriza as circunstâncias que. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. b) realçar ironicamente as metáforas. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) II e III.Interpretação de texto II Avançar .175. “pouca conversa”. vêm sendo pouco prestigiados. no Brasil. 176. d) I e III. II. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus.

Carmo. D. dei com os dois velhos sentados. In: Obra Completa. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa.” ASSIS. ‘Lá estão eles’. disse comigo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. Não faças poesia com o corpo. superior à própria vida e à morte.Interpretação de texto II Avançar . c) desgosto e censura. Carlos Drummond de. 1992. Não há criação nem morte perante a poesia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. completo e confortável corpo. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. c) O autor defende a transcendência da poesia. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. e) O poeta. olhando um para o outro. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Ao fundo. em seu discurso metalingüístico. Aguiar estava encostado ao portal direito. As afinidades. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. 76 d) Para o autor. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. d) velado humorismo. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. entrei e parei logo. b) suavidade e melancolia. à esquerda. tinha os braços cruzados à cinta. Ao transpor a porta para a rua. GABARITO 180. não aquece nem ilumina. Machado. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. p. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. a vida é um sol estático. esse excelente. 1989. à entrada do saguão. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. os incidentes pessoais não contam. com as mãos sobre os joelhos. Memorial de Aires. intensamente elaborado.” ANDRADE. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. tão infenso à efusão lírica. 95s. Consolava-os a saudade de si mesmos. achei aberta a porta do jardim. Rio de Janeiro: Aguilar. F. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”.179. b) Segundo o poeta. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. Fui a pé. Diante dela. e) ceticismo e desesperança. trata da essência da própria poesia. os aniversários.

o Macunaíma. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. o opositor de uma e de outra. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fomos e seremos assim. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. em nossa essência.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. p. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. É também macunaímico. tomou sua própria vereda. Ou seja. a) O homem de Guimarães Rosa. 77 181.Interpretação de texto II Avançar . Carlos Heitor. 21/04/2000.” CONY. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. Folha Ilustrada. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. A imagem geométrica pode ser forçada. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. herói sem nenhuma definição. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. 5º Caderno. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. potente e tendendo a ser feliz. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. Por isso mesmo. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. por ser sobretudo uma criação verbal. De outro. apesar do ressentimento social que o caracteriza. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. o homem miscigenado. São Paulo. De um lado. mas o homem é causa e efeito do verbo. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. 12. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. Retomando a imagem literária.

flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. Agora. d) “deixando preconceitos de lado”.Interpretação de texto II Avançar . demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. d) “500 anos”. de Pernambuco. mostra arcos. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. como dizia — e impedir conflitos futuros. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. c) “mais de”. 22/03/2000. ele fala para mais crianças e adultos. encontra-se também em outros tipos de texto. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. de certa forma. ‘As comemorações dos 500 anos. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. b) “um”. 183. c) “crianças de diferentes idades”. da tribo fulni-ô. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. até expõem a cultura indígena. b) “Brasil de antes de Cabral”. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). Veja. mostra arcos. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. antecedendo a expressão “500 anos”. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. no plural. GABARITO 182. conhecida característica de textos literários. apresenta danças e ritos. diz Ricardo Paes. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. coordenador do projeto. predomina na sociedade. Desde o início da semana. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. nem sempre verdadeiro. expressão ligada ao nome “Brasil”. referindo-se ao nome “Brasil”. (…)” SÁ. mas de maneira muito romântica. revela que um discurso oficial. UERJ A linguagem figurada. Fátima. 184. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello.

o estranho fenômeno se generaliza. Cônscia de sua relevância mística. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . Ali jaz o desejo que não se satisfez. por favor?). Se a televisão é a arena da história contemporânea. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. Depois. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. Prosas seguidas de odes mínimas. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. J. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. a televisão é humanizada. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. O turista é um apressado. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). enfim. P. UERJ No poema. sexo. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Nas férias. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. 03/12/1996. Veja. jamais terá tempo de rever o que filmou. Guerra. que se reserva a chance do inesperado. que vive. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. Continuará com pressa. um vidro. que o poupa de estar exposto ao destino. tudo.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. Ali jaz a vida que poderia ter sido. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. PAES. Eugênio.Interpretação de texto II Avançar . Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. Sob o foco automático. Protegido por sua máscara eletrônica. escancarando em público o vazio em que existimos. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. esporte — me dás tudo. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. ele apenas grava imagens. ele substitui a própria memória pela fita magnética. Nas festas de escolas primárias. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. guardando imagens sem nexo. De bom grado. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. e normalmente muito rápido. uma câmara. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. 1992. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo.” BUCCI. 186. São Paulo: Companhia das Letras. 79 185. Aposentei os dentes. claro. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

84

GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

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Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa. 203. UFR-RJ Os diálogos, nesse texto, têm a função de a) caracterizar o discurso indireto na narrativa. b) refutar o ponto de vista do autor por meio dos personagens. c) reproduzir o ponto de vista dos personagens sobre o amor. d) servir de recurso para a argumentação às idéias do autor. e) demonstrar o alto grau de alienação daquele que se sente amando.

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Texto para as questões 204 a 206:
“LE NO