LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. Logo depois. Voltar Língua Portuguesa . ô. esta se baseia em um equívoco. eu me perdi” BRITTO. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. PESSOA. para corrigi-la: Como muitas piadas. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. REIS. ele acelerou o seu veículo. Nando. FROMER. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ô. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. Do CD Cabeça de dinossauro. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. Marcelo. eu não sabia Que o homem criava e também destruía.20. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. a vida é cruel. UFR-RJ No texto Homem Primata. Ciro. Sérgio. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21.Interpretação de texto I Avançar . Texto para as questões 21 e 22.

2. b) I. d) estagnação X mudança. 2 e 4. III e IV. 1. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. 3. você é barbaro. Átila. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II.22. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. III e IV. d) II. III e IV. I. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. c) 2 e 4. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. d) 3 e 5. b) atraso X progresso. 4 e 5. e) 3. Voltar Língua Portuguesa . Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. 11 JAGUAR. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. 5. IV. b) 1. O militarismo. e) III e IV. os antônimos: a) lentidão X velocidade.Interpretação de texto I Avançar . III. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. c) I. e) passado X presente. p. 24. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. IMPRIMIR GABARITO II. 23. II. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. c) santidade X pecado. 1968. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. 166-167. é causa principal do desfecho presente no cartum. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. 4. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. respectivamente. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico.

Hoje. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. ( ) Em Ele é um novo homem. e) através de um jogo de palavras. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. 23/06/99. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. prepara-te para a guerra. julgue os itens da questão 27. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte.” e) “Devagar se vai ao longe.” d) “Quando um não quer.Interpretação de texto I Avançar . as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. INSTRUÇÃO: Com base no texto. ( ) Na última parte do texto. III Essas doenças.” c) “Se queres a paz. p. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 27. obesidade. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. Procure seu médico e siga a sua orientação.25. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto.” 26. o autor procura confundir o leitor. 153.” b) “Quem tudo quer tudo pode. estresse Líder em soluções Veja. por problemas cardiovasculares. associadas a tabagismo. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. dois não brigam. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. daí ser um elemento anafórico. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele.

c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. a fuga pelo sonho e pela morte. a mulher é pálida sobre o leito e. a revelação de que apenas é uma lavadeira.. Ele tem motor 4. c) Em princípio. em outro momento. A partir de R$ 55.Interpretação de texto I Avançar . de outro lado. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro.400. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. CELULAR. b) Num momento. em seguida. a surpresa da visão da mulher amada. d) Inicialmente. sofre muito o prestígio romântico da mulher. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. U. A vida moderna em favor da vida de verdade.. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. pela nudez e sensualidade. Não te rias de mim. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. a mulher caracteriza-se pela pureza e. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando.” Veja. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. segundo Mário de Andrade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. Aponte-a: a) De um lado. Formas nuas no leito resvalando. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. Potiguar-RN “Soneto Pálida. Jeep Grand Cherokee.. 13 28. Jeep Grand Cherokee. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO.” Nos versos acima. julgue os itens da questão 8. 29. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo... Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando.. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. num segundo momento. o sofrimento das noites de vigília. anjo entre nuvens.0L High Output. 11/10/98. Jeep® Só Existe Um. Negros olhos as pálpebras abrindo. GABARITO 30.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. à luz da lâmpada sombria. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. duplo air-bag. O amor sexual lhe repugnava. autor que.

Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Global. d) Porque é amiga do poeta.Interpretação de texto I Avançar . que mostra incerteza do poeta.. b) II. a casa limpa. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes.. 34. a primeira. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. 33. que revela segurança e certeza quanto ao futuro.. E as feias.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil.. e) os textos abordam temáticas diferentes. c) III. c) Porque aparece toda noite.) encontrará lavrado o campo. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. embora diferentes. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. d) embora falem sobre o mesmo assunto. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. a primeira. Com cada coisa em seu lugar. d) IV.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. In: Libertinagem. sobre o tema: Mulheres. o poema pode ser dividido em duas partes: I. Talvez eu tenha medo. c) Morte. iniludível! O meu dia foi bom. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. a primeira. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema.. e a segunda. 32. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. (A noite com seus sortilégios. IMPRIMIR Sobre os textos. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). pode a noite descer. ou diga: – Alô. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. nas mulheres.” Manuel Bandeira.1984. IV. Talvez eu sorria. d) Noite.. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. o segundo aborda a beleza da mulher madura. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. a primeira. e a segunda. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. III. II. e a segunda. Uniube-MG Com relação à estrutura. (. b) Visita. b) ambos os textos vêem apenas belezas. que revela a felicidade de um dia de trabalho. A mesa posta. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. 31.” Vinícius de Moraes. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. que apresenta dúvida e descontrole emocional. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. b) Porque não poupa ninguém. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. Manuel. e a segunda.

o produto foi aprovado pelo consumidor. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. Ora. se sujarem”. muito menos o tempo. conotativo. em “como nenhum outro”. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ( ) a palavra ainda. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. que seu filho precisa de liberdade para aprender. ao passado anterior ao passado. no único personagem. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. era o tempo do qual eu mais participara. remetem à expressão “as crianças”. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. indica que. estabelecem relação de causa e conseqüência. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. ( ) o vocábulo outro.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. UFGO Acerca da organização das frases. PUC-PR “Nada mais diferente (. se sujarem. 2000. e) É um caso de associação de idéias. 37. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. o meu caso. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil.Interpretação de texto I Avançar . elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. de 7 jun. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. As questões 36 e 37 referem-se a ele... assim como você. só a partir de agora. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. o ‘meu’ embrulho não abre nada. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. apresentados no primeiro período do texto. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. ou seja.35. Novo Omo Multi Ação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no único tempo de um homem que. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. removendo manchas de gordura como nenhum outro. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. ou melhor. não sendo eu. ao passado depois do passado. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. o primeiro é denotativo e o segundo. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. idéias deduzidas do início do texto. ao passado ‘ao lado’ do passado. refere-se a um elemento extratextual.” 36. pelo fato de causar incoerência. nunca pensara organizadamente na única pessoa. Porque não há aprendizado sem manchas. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. apresentado na abertura do texto. Com base nessa informação e na leitura do texto. criando uma relação com Quase memória.

Língua. Em “Gosto de ser e de estar”. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. o autor alude à idéia de que. grito de guerra de uma escola de samba. Com Marte transitando em seu signo. 3 e 4. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. Você poderá contribuir com o parceiro. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. Velô-Caetano e a Banda Nova. 16 Texto para as questões 39 e 40. 39. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. julgue os itens da questão 38. sendo “pátria”. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. desejada pelo autor. 2 e 3. Caetano. d) 2. é expressa com os verbos “ser” e “estar”.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. 3.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. c) 2 e 4. confusão: espere até poder expressar suas idéias. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. 2. o que lhe trará entusiasmo. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ora implicitamente ora diretamente. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos.” Marie Clarie. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. conte com os amigos. 38. e) 3 e 4. a idéia de plenitude.. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. 4.. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde.Interpretação de texto I Avançar . PolyGram. 1984. 1. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. Para isso. No trabalho. b) 1. maio de 1998.

40. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. b) 1 e 4 apenas. perpassa a idéia comum de “pluralidade”.” MENDES. que indigno cresce. 2. burro parece. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. onde jazia. 02. Quem sobe a alto lugar. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. “dores”. “cores”. Quando o pisava da Fortuna a Roda. c) 1. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe.Interpretação de texto I Avançar . Dê. Pois vá descendo do alto. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. 08. Cleise Furtado. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. Voltar Língua Portuguesa . e) 3 e 4 apenas. e logo o homem desce. Burro foi ao subir tão alto clima. Homem sei eu que foi Vossenhoria. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. 2 e 3 apenas. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. 3. 4. 1. 17 41. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. como “roçar”. como resposta. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. 3 e 4. Estão corretas: a) 1. Desanda a roda. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. do que burro em cima. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. 04. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. o menos incompetente reina. Em terra de incompetentes. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Salvador: EDUFBA. a soma das alternativas corretas. que subir é desgraça muitas vezes. p. d) 2 e 4 apenas. que não merece. 2. 32. 1996. 64. Homem sobe. 16. que é discreta a fortuna em seus reveses. asno vai. Nas expressões “confusões de prosódia”. 63.

b) III e IV. 6. 5. 42. 25. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 21. 2. o jogo amoroso e as relações humanas. IV. d) I.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 28. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. traz marcas de oralidade. 10. III. 3. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. Uniube-MG Sobre o texto. Vinícius de e HOLANDA. 30-I. 43. 11. (Literatura Comentada). c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 18. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 18 1. 14. 7. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 16. São Paulo. 17.” MORAES. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. 26. Chico Buarque de. no verso 21. d) ela. 8. Chico Buarque de Holanda. c) ele.Interpretação de texto I Avançar . b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. 1980. refere-se à palavra cidade. A expressão “ali”. Abril Educação. A expressão “pra”. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 23. 27. 4. 24. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. III e IV. 9. II. nos versos 8 e 9. 19. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. p. b) o autor. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. 44. 20. 15. 12. 29. c) I. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 22. 13. II e IV. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I.

Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. TEXTO 2 19 Charge de lotti. Chegam de todos os cantos do país. c) II e IV. II.Interpretação de texto I Avançar . a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. 46. p. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. 45. Para uma adequada compreensão do texto 2. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. Porto Alegre. a partir de uma informação que esse já tem. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. 24/05/99. II. IV. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. enfiados em calças jeans. brasileiros”. é necessário levar em conta dados contextuais. b) I e III. imaculadas botas de couro. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 24/01/99. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. d) I. (. II e III. cintos e chapéus vistosos.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. I. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. III. como veículo de divulgação. Zero Hora. local e data. Em Barretos.. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. 102. III e IV.. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. No Carnaval. e) I. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições.

“TESTE Avalie suas chances de obter um emprego...Interpretação de texto I Avançar . CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é.. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. se tem um domínio regular.... espanhol – a valorização será maior.Texto para a questão 47... por exemplo. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. informações coerentes com o teste do texto. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. • mestrado. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou.. • doutorado. • pós-graduação lato-sensu.. mas se forem substituídos por outro idioma – como.. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. • um curso de especialização. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. Voltar Língua Portuguesa . por meio de estruturas gramaticalmente corretas. Sua imagem perante os colegas de trabalho é.. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. ou 10 pontos. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.

o que se afirma em: a) somente II. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. para alindar ou afear. esse é um modelo bidimensional do Universo. querendo-a aproveitar. Paulo. II e III. “Às vezes. 17/05/99. pelo seu poder evocativo. Paulo. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. 27 ago. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. E que não houvesse mais que uma pousada. senão pela sua precisão. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. no primeiro período. U. uma infração à norma culta. 2000. Folha de S.” SCLIAR. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. Está correto. De qualquer forma. em relação ao texto.” GLEISER. b) um momento de percepção da realidade. “As maiores estruturas do Universo”. Moacyr. lagoas não costumam estar em expansão. In: Folha de S. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. b) somente I e II. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. Cada planta é uma galáxia. considerando-se o uso atual. e) a exuberante natureza amazônica. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista.Texto para as questões 48 e 49. Mais! 48. E em tal maneira é graciosa que. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais.Interpretação de texto I Avançar . infindas. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. c) somente I e III. 29. a imagem vale. enquanto. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. mas os poucos que existem são confortáveis. II. U. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. cheia de vitóriasrégias. o melhor que eu puder. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. e) I. especialmente o que nos foi oferecido. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. Há. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 21 49. No segundo parágrafo. através de um discurso poético. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. em geral. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. Hotéis não há muitos. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. p. há uma referência nova. Salvador-BA Por inferência. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. isso bastaria. é só estimular o turismo. A terra em si é de muitos bons ares. 50. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. III. Claro. d) somente II e III. Águas são muitas. sempre aumentando. Marcelo. metafórico.

dentro do universo irreverente da poesia marginal. se por acaso a encontrar. Que a mesma culpa. Voltar Língua Portuguesa . c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. leia os textos a seguir.Interpretação de texto I Avançar . São Paulo: Melhoramentos. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. e já cobrada Glória tal. a) O poema não se refere à obra Macunaíma.” MATOS. não é algo desejável para meu Pai. GABARITO IMPRIMIR 52.M. de Mário de Andrade. 26 poetas hoje. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. Poesia Barroca. como afirmais na Sacra História: Eu sou. Roberto. Se basta a vos irar tanto um pecado. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. A abrandar-vos sobeja um só gemido. e prazer tão repentino Vos deu. d) exaltação da sabedoria de Deus. Senhor. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Pastor Divino. Senhor. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Gregório de.F. ouvir. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta.51. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. U. Vos tem para o perdão lisonjeado. Da vossa piedade me despido. Texto 2 “Pequei. 22 d) O poema sugere que o “gorila”.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. à qual Gregório de Matos recorre. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. Se uma ovelha perdida. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. pensar e sentir. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. que vos ha ofendido. Porque. Para responder às questões de números 52 a 54. escrever. que está no céu. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. quanto mais tenho delinqüido. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. e não queirais. pessoa do singular. c) O título do poema está na 1ª. a ovelha desgarrada Cobrai-a. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. que pereça um destes pequenos. F. Perder na vossa ovelha a vossa glória. Do mesmo modo. mas não porque hei pecado. pessoa do plural. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. Mateus 18:12. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino.

os religiosos. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. mas não se arrepende deles. b) conversa com o Senhor.M. 23 d) argumenta. Jornal de Santa Catarina.Interpretação de texto I Avançar . c) suplica pela salvação divina. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. e) submete-se à vontade de Deus. antropológicos. histórico e técnico”. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. “para conservar.53. conforme a definição do dicionário Aurélio. F. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. de artes. os que reverenciam a colonização ou profissões.M. F. 55. valorizar pelos mais diversos modos. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. assinale a alternativa correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) peque. 54. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. talvez não precise de uma grande festa nacional. razão pela qual acredita que não será salvo. merece a salvação. chantageando o Senhor. pois. Marco Aurélio. estudar. Mas há também os arqueológicos. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. ecológicos. e sobretudo expor para deleite e educação do público. A palavra museu. por isso. do texto 2. c) se perca. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. que significa templo de musas. comemorado hoje. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. ao vinho ou aos insetos. coleções de interesse artístico. oceanográficos. GABARITO Sobre o texto. erguidos em homenagem à cerveja. deixando que Ele decida se o salva ou não. e) padeça. vem do grego “mouseon”. de armas. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. b) sofra. O Dia do Museu.” SILVA. 18/05/00.

e assim mesmo acenava para a terra.) Viu um deles umas contas de rosário. como resposta. a soma das alternativas corretas. e bem vestido. muito grande. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. Mas nem sinal de cortesia fizeram. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. e. as quais não eram fanadas.. I. 56. Dê. folgou muito com elas.Interpretação de texto I Avançar . 02.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. como resposta. nem de falar ao capitão. estava sentado em uma cadeira.. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. nem a ninguém. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas... um dos escrivães da armada portuguesa. Em E eles entraram. e lançou-as ao pescoço. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. E também olhou para um castiçal de prata. brancas.. como se lá também houvesse prata! (. 02. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. E deitaram um manto por cima deles. por assim o desejarmos. como se davam ouro por aquilo. carpete. Abril. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. E eles entraram. 1999... com um colar de ouro. SP.) Acenderam-se tochas.. Pêro Vaz de Caminha. 04. como se davam ouro por aquilo. fez sinal que lhas dessem. UFSC De acordo com o texto. Dê. nem de falar ao Capitão.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. 04.. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. e depois para o colar. isto não queríamos nós entender. escreve para o Rei de Portugal. Manuel. Os tupiniquins. Manuel. consentindo. O trecho .E também olhou para um castiçal de prata. na embarcação portuguesa. e novamente para o castiçal. Nada. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. 08. 01. Mas nem sinal de cortesia fizeram. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. A expressão . pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. Coxim – almofada que serve de assento. Fasc. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. quando eles vieram. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). aconchegaram-se e adormeceram.. Fanadas – murchas. ao pescoço (.. Pelo trecho . D. 08. e assim mesmo acenava para a terra. bastante comunicativos. Isto tomávamos nós nesse sentido. é correto afirmar que: 01. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim.folgou muito com elas.. 57. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. a soma das alternativas corretas. E então estiraram-se de costas na alcatifa. UFSC A propósito do texto. Isto tomávamos nós nesse sentido. nem a ninguém. aos pés de uma alcatifa por estrado.

A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. ISTOÉ . motivado pelo acirramento de interesses econômicos..Há um trecho em seu livro. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. preferem recolher a sua palavra-alma. trechos dessa entrevista. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. A terra dos mil povos. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa.)” 25 GABARITO 58. em Dourados. Ainda hoje. O pajé é aquele que fala com o coração.Texto para as questões 58 e 59. Porque fala e alma são uma coisa só. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos.. ISTOÉ . Um pajé é aquele que emite neeng-porã. o qual chamamos de Namandu-ruetê. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. que significa o som que se expande. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . A realidade atual indígena não é fácil. 7-11). ou Tupã.O patrimônio da sabedoria. até para perceber que ela está em colapso.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. 01. 32. Nosso povo enxerga o ser como um som. Os 500 anos de Brasil significam. como resposta. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. 08. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. 16. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. e fala do seu livro A terra dos mil povos.. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. Na opinião do escritor tapuia. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. Um dos nomes da alma é neeng. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Para quem fundamenta a sua cultura no teor. é na base do tiro. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil..A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. ser e linguagem são uma coisa só. A própria palavra tupi significa em pé. 04. que são respectivamente o ter e o ser.) ISTOÉ .Para o tupi-guarani. publicada na revista Isto é (21/7/99. Apresentamos. em grandes áreas do País.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . Dê. 02. É por isso que os guaraniscayowas. Para Kaká Jecupe. ISTOÉ . UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Não no sentido de retórica. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. A palavra tupuy designa ser. a seguir.Interpretação de texto I Avançar . são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . aquele que emite belas palavras. 64. regida por um grande espírito criador. que também significa fala. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais.Nesses 500 anos. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. Para os povos indígenas.De desencontro. ISTOÉ . com o desaparecimento de centenas de etnias.Os europeus chegaram trazendo o progresso. por ilusão dessas relações com os brancos. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. a sua expressão no mundo. (. (. um tom de uma grande música cósmica. a soma das alternativas corretas. ter a percepção desse patrimônio. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Como você pensa essa relação? Kaká . para as etnias indígenas desaparecidas. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. trataram aqui como primitivos. p. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado.

nos primeiros tempos. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. emoção. 02. 32.” 26 GABARITO 60. em tupi. Visão ingênua e idealizada do índio. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. 08. 02. presença de um forte sentimento ufanista. a partir da relação com o branco. como resposta. versus índio sofredor. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. enquanto som. palavra. pois a eles foi legada. 02. exceto: 01. 64. 16. cuja letra reproduzimos abaixo. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. 32. 16. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 61. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. é correto afirmar que: 01. e Quyquyho. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 1982). ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . entendendo alma e fala como “uma coisa só”. Dê. a seguir. os guaranis-cayowas da região de Dourados. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 16. 32. Dê. significa “som em pé”. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. a soma das alternativas corretas. na tradição indígena. 04. a soma das alternativas corretas. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. 04. 04. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. oposição índio feliz. Emprego de termos de origem indígena. como resposta.”. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. UFMS Os aspectos apontados. provocado pela discórdia. como resposta.59. tendo a ver com sentimento. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. Texto para as questões 60 e 61. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. podem ser encontrados em “Quyquyho”. noção que a terra pertence aos indígenas. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). e o ser são elementos distintos. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. a linguagem. 08. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio.Interpretação de texto I Avançar . menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. 01. Dê. 08. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. em Mato Grosso do Sul. a soma das alternativas corretas.

Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. Está correto somente o que se afirma em: a) I. c) III. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Poesia completa e prosa. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas.Interpretação de texto I Avançar . d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. c) descritiva. GABARITO 64. pois se apóia em argumentos encadeados. d) I e II. somente. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. somente. com narrador em primeira pessoa. o advento de um Cristo seria impossível. 1944. mais do que no conto ou na novela. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. Conversa portátil. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 27 62. Unifor-CE Anacronismo. II e III. com narrador em terceira pessoa. III. d) II e III. 1. No romance. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. Faz ver que. b) II. as personagens ganham amplo desenvolvimento. S. III. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. O casal dirige-se a uma estrebaria. 63. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Com base na definição acima. somente. O menino nasce morto. No conto. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. Na crônica moderna. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. II.m. Murilo. d) descritiva. “Não há lugar para essa gente”. b) I e II. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. somente. c) I e III. Está correto o que se afirma em: a) II. sobretudo nos três primeiros parágrafos. em nossa era. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. e) I. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. 1486. b) narrativa. e) dissertativa. e) II e III. sobretudo nos três últimos parágrafos. Ironiza a corrida armamentista. anotadas em estilo elegante.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue.” MENDES. 65. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. Atualiza a história de Cristo. p. II. c) soldados de Herodes a elementos radioativos.

Olhou aquela miséria abjeta. nem você a mim. b) “Que não seja imortal. Depois não viu mais o junco. no meio de sordidez tamanha. Quis gritar. eu não te trai”. A cabra vadia: novas confissões. as faces escavadas da fome. de repente. cada um deve seguir a sua vida”. uma aldeia miserável. Os dois formavam um maravilhoso ser único. nem princípio. pouco a pouco. Até que. Nelson. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. São Paulo: Companhia das Letras. Viu. súbito. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. d) “não é pois todo amor alvo divino. andou em Hong Kong.” (Casimiro de Abreu). b) “Só se trai a quem se ama.Texto para as questões de 66 a 69. nunca. Aquela beleza absurda. apanhou o automóvel e correu como um louco. logo. d) “Como você não me amava nem eu a você. Um amor que não tinha fim.” RODRIGUES. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. b) marcar as repetições da narrativa. que começara muito antes e continuaria muito depois. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Não houve uma palavra entre os dois. Um dia. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. uma menina linda. o amor. Desce e percorre. Foi também um adeus sem palavras.. eu amo outro. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. logo. Morreu só. Tinha sede e queria beber. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. Não temos nenhum amor a trair”. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa.. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. eu não amo você”. Foi parar quase na fronteira com a China. 68. 67. logo. logo. eu não te amava nem você me amava. Resolveu viajar para a China. O amor começou ali. O marido baixou a cabeça. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). linda. a pé. como mulher. tão só. ora.Interpretação de texto I Avançar . você não se deve sentir traído”. certo de que a distância é o esquecimento. Primeiro. parecia um delírio. 28 66. E. ninguém tem culpa dessa traição. Durou um ano o amor sem palavras. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. c) negar um amor para afirmar outro. tens amor – eu medo! . o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Doeu-lhe. Um não conhecia a língua do outro. por toda a parte. vê surgir. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. o escândalo. como num milagre. Quando embarcou. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. Ele ficou muito tempo olhando. Mas. Até que entra na primeira porta. ora. 1995. A menina não voltou. porém. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade).

70. quando abandonou o primeiro marido. Bryan morreu em casa. 71.Interpretação de texto I Avançar . No colo dele. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. na Itália. Dez anos depois. ao lado da mãe. Enquanto agonizava. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. Bryan Lee Curtis. Mas. no Brasil. Bobbie. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. numa fazenda em Mandriole. da mulher. há três meses. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. na Flórida. Lá. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. em Santa Catarina. o cartório de Laguna. IV e V. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. (. jornal da cidade de St. 30 de junho de 1999. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. agosto de 1999. e do filho Bryan Jr. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. um sapateiro. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. Petersburg Times. b) I e III. Petersburg. d) II. um homem robusto. a cabeça sem cabelos. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882).. sua mãe ligou para o St. morreu nos braços de Garibáldi. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente.. Univali-SC “Agonia pública Na cama. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo.. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. c) somente a III. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. é venerada como heroína da unificação.)” Revista Veja. é quase desconhecida. Paulo. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. por iniciativa da Câmara Municipal. Só no último dia 11 de maio. IV. Em poucos dias. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. de olhos semicerrados. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. II. a boca aberta no esforço desesperado por ar.69. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. Às 11h56. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . oficialmente. Na imagem. Virou Anita. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. pedindo a presença de um fotógrafo. V. e) somente a V. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. de 2 anos. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). em 3 de junho. Tanto que só passou a existir. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. Superinteressante. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. em 30 de agosto de 1821. e) É pura e simplesmente uma narração.” MARKUN. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. No conto de Nelson Rodrigues. III.

raciocinou. (.. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. pois. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. contrariando mais uma vez a regra imposta”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nunca poderá reservar o sábado para nos testar. que a prova será na sexta-feira. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. Um deles. às vezes. afirmou o professor. é este que fundamenta aquele. “Assim. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. portanto. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. com 48 horas disponíveis. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. os jovens se remexeram em suas carteiras. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. vocês terão uma prova toda semana”. efervescente. financeira e política da mensagem. “Se o senhor concorda. Não foi necessário prosseguir. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado.72. rigoroso.)” Luiz Barco. porém.. 30 Após a leitura do trecho acima. “Parece-me justo”. emendou. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. Relacionando essa observação ao texto acima. então. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. ( ) No texto. 73. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. para ser coerente. digamos. Pelo mesmo critério. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. ainda não tinha terminado. Assustados. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. como ele é o último dia com aulas na semana. porém. Assim. porém justo e lógico como o senhor tem sido. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. ficariam prejudicados os demais dias da semana. O estudante. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto.Interpretação de texto I Avançar . então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. “O senhor. julgue os itens que se seguem. logo descobriremos. o jovem ponderou: “Professor. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. anunciou peremptoriamente. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. e nada mais”. não deve ser usada em todos os casos. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. que o sábado está descartado.. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. no entanto.. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. ao terminar a nossa aula de quarta-feira.

31 “UM DIA QUALQUER .. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. revelando. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. ou toma um café Hoje bobagem. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. assim como estes. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. opõe-se “cearense migrante”. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77.” Interpretando-se os sentimentos do poema. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. o sentido da vida para o eu lírico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar .. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. por exemplo. 76.74. sem manter assim relações de sentido com o poema. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. onde as ondas se amansam.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.. ( ) No texto. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um.cadeiras. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. UFMT ( ) Na primeira estrofe.. européia e cristã.

com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. de minhas fraquezas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. aí está você. como que em presença de um inválido. Impede a conjugação de tantos outros verbos. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. assuntando. c) somente I e III. que só a língua têm em comum. Conclui que não há assunto. de falta de apetite para os milhares de assuntos. Entretanto. rapaz. quer dizer: que não há para você. escrever exige predisposição e inspiração. d) somente II e III.” Carlos Drummond de Andrade. e você não sabe ir além disso. inclusive a simples claridade da hora. que está de olho na maquininha. Escrever é triste. bem como a abundância de assunto. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. fica em sua cadeira assuntando. III. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. de meus receios. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. vedada a você. II.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. mais propriamente. II e III. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. não corta na verdade a barriga da vida. Narração em primeira pessoa. Não basta haver variedade de assunto. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Revolto-me contra mim mesmo.. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel.) Que é isso. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. em relação ao texto. Os dedos sobre o teclado. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. d) a falta. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. III. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. o que se afirma em: a) somente II. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. Dissertação. Prosa poética. II. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto.77. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. Está correto. Ou. Vivem constrangidos. depende das condições intelectuais daquele que escreve. 78. (. 79. e) I. Então hoje não tem crônica.Interpretação de texto I Avançar . e) II e III. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. falar-lhe de minhas dúvidas. A ação de escrever priva. b) somente I e II. por vezes. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. não revolve os intestinos da vida. c) I e II. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. b) II. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. sem liberdade. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. d) I e III. purê de palavras.

d) proteção e felicidade. Veio. Os outros ficam aqui mesmo. a: a) meio arredio e misterioso. tão igual. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Voltar Língua Portuguesa . um jardineiro risonho. realidade de uso interno. 33 81. e) segurança e incerteza. luz cheia de sombras de asas. não veio da cidade. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. d) bastante descrente e desiludido.. Imagine o campo. b) narração e a relação realidade-imaginação. semanticamente. É preciso gostar da vida.80.Interpretação de texto I Avançar . d) “céu imenso perdido”.” Álvaro Moreyra. Eles são as minhas aldeias. A vida arranja tudo pelo melhor. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. primeiro. E tinha canteiros de rosas. mas triste. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. amanhã. as palavras destacadas conotam. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. do tempo. Às vezes na imaginação. 82. b) muito arredio e pouco confiável. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias.. Ah! dormir com o sentimento de pôr. c) solução e realidade. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. às vezes na realidade. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. Sábado. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. 83. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. Uma voz de água no silêncio. e) “luz cheia de sombras de asas”. como se dissesse – Bom-dia! Chega. Lembro-me dela. logo mais. Quem pode vai para fora. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. com certeza. Aquele jardim era meu amigo. A noite caindo sem desastres. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão.” No texto. Ela pousa. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. nas árvores. Era um Jardim sereno. nos olhos e nas mãos. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. O cheiro de terra. talvez. b) lugarejo e beleza natural. Hoje. uma vez contextualizadas. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. 84. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Semanticamente. Tinha uma árvore. c) pouco desconfiado e muito observador. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. c) “cheiro de terra”. depois até a gente tão simples. b) “Sábado”. com qualquer coisa de gato e de mulher. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos.

fax ou telefone. O estresse é uma doença moderna. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail... b) O telefone. c) II. fax ou e-mail”. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. b) II. fazendo uma coisa de cada vez. afirma Aldo Colombo... o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. III e V. Hans Dieter Didjurgeit. Uns dizem que o culpado é o trabalho.. (. II. o fax e o telefone. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. d) Todos os empresários. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. o e-mail. V.. II e IV. IV. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mantendo assim o humor e a alegria de viver. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez.Interpretação de texto I Avançar . como almoços e jantares com o cliente em potencial. e) todos os itens. II e III.. agosto de 1999. trocou o dia pela noite. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. e não desliga mais. uma sociedade totalmente estressada. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem.. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. empresa especializada em sistemas de automação comercial. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. É mais um desafio!” Missão Jovem. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. Depois capota”. Ingo Tirgarten. a partir daí. O homem é uma máquina que nunca desliga. (. atualmente. 86. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse.85. inventou a Internet. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver.. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. para o Terceiro Milênio. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. o celular. uma das tantas doenças modernas. III. IV e V. por vezes. d) I. aboliu o Domingo. 30% dos brasileiros sofrem de estresse.

III e IV. por mais elevado que seja o número destes últimos. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. Univali-SC “No antigo Egito. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. tais como hipóteses ou teorias. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas.” Segundo Popper. V. A igreja lhe virou as costas. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. b) I. fêmea do deus sol Rá. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. III. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. a enunciados universais. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. III e VI. Citar superstições acerca dos gatos.. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões.. o gato foi honrado e enaltecido. de Karl Popper. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. São idéias presentes no texto: I. II.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. d) I. IV e V. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. VI. IV. e) todos os itens. 35 88.) Na Europa. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. c) I. enunciados “particulares”). ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. ora um animal doce e afável). isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. de um ponto de vista lógico. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. Nesta mesma época. ( ) Na estrofe 8. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet.. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade.Interpretação de texto I Avançar . Sendo considerado como um animal santo. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). 89. mas não das demais ciências. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. (. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . algumas vezes. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. ( ) Na estrofe 6.. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. III e VI. II. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. Ora. (. Dos itens acima.87.

.. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil.Interpretação de texto I Avançar . pardas.. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro....Texto para as questões 90 e 91. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. morenas. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. pardas.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . morenas. 16 o preto. o roxo e não apenas o branco e o semibranco.... 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. 30 mãos para agir pelo Brasil. roxas. pretas. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. 32 .. 29 ânimo de viver pelo Brasil. o pardo.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. 33 Mãos todas de trabalhadores. 34 pretas. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. 28 coragem de morrer pelo Brasil.. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. brancas...

( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. Isto aqui já foi muito bucólico. ( ) As “mãos” (l. no texto. 14). revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. em relação à compreensão e à interpretação do texto. seda. 30. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. conotação pejorativa. de Moacyr Scliar. Vão se aproximando lentamente.. e depois esticada. os pássaros. ( ) De tom otimista.. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. extraído do conto “Ecológica ”. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. o riacho. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. aproximando-se. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. e depois tingida. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. e baixota. ( ) o narrador. Pobre seda.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). de idade. Muito tranqüilo. às vezes. em relação à semântica e à estilística. substância extraída do casulo de larvas. 17) tem. a brisa.. 92. AEU-DF Julgue os itens abaixo. resmunga constantemente. Ele. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. mas o acontecimento. não. UFGO “Segue-se um trecho.Interpretação de texto I Avançar . o seu emprego propicia a expansão da narrativa. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento.. (No terno branco reconheço o linho. vocês sabem. Pobres larvas. Agora. 31). gravata vermelha e chapéu panamá. A campina. pobre substância. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. 91. Trata-se de um casal. 15). no vestido da mulher. Pobre seda. Pobres fibras. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. e depois cortada. na história.90. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. pobre substância.) A mulher também é gorda. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. 26 e 27) e no gerúndio (l. um homem gordo. acontecem coisas. ( ) “Qualquer” (l.que revela o sentimento de compaixão do narrador. Também está suada. 40 a 48). AEU-DF Julgue os itens seguintes. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo.” e “Pobres larvas. 58). 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. usa terno branco. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. Agora. Reconheço. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado.” .” (l. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. é situado no presente. pobres plantas. ( ) O termo “sindicais” (l. dirigindo-se a ele. ( ) no fragmento. pobres plantas. de 1ª pessoa. ( ) O termo “boreais” (l. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. e costurada. por fim se definem. “todo brasileiro e não apenas. Voltar Língua Portuguesa . antes. mas não se enxuga. 31. da técnica cinematográfica.” (l.

um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. 11/02/1981.Interpretação de texto I Avançar . entrevistado. julgue os itens da questão 93. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o sangue a saltar-lhe nas veias. ( ) O uso dos dois pontos. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. serve para introduzir uma explicação.’ De repente. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. porém. — Morra o infame! bramia a malta. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. para o redator do Diário. GABARITO Com base no texto. naquela ocasião. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. no texto. pensava ele desesperado. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. p. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. 94. Infelizmente. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. p. 38 93. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. — Oh! Era demais. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o camarada intrépido. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. Casa de Pensão. ( ) Na terceira manchete. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural.” Isto é. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. mordendo os nós da mão. ( ) A referência “Isto é. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo.15. revelou-se salazarista. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. os olhos injetados. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. pois indica situações diferentes. vozeando furiosos contra semelhante berraria. já de carreira para o Largo do Machado. 11/02/81. grudado a um canto da janela. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. Aluísio.

sempre teve como carro-chefe a criação de gado. com seis espécies conhecidas. todos rodearam-na com uma atenção especial. Tinha a aparência de estar calma.500 reais. Tem as asas atrofiadas. ( ) A função da linguagem. 39 Com base no texto. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. interior de Sergipe. na Arábia e na África. Compridos e desengonçados. após o evento. ( ) A fertilidade de um avestruz é. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. A fazenda Chalé da Serra. Ave estrutioniforme. a família. o avestruz atinge o peso de abate. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. a menina prometia nunca mais comer galinha.” GABARITO No texto “Uma galinha”. em torno de 110 quilos. superior a de uma vaca. não mate mais a galinha.” Adaptado. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical.95. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. fugindo sem saber pra onde. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. é a mesma: predominantemente referencial. O animal estava sozinho no mundo.5 quilo. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. Veja. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. Além disso. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. é eminentemente descritivo. indiferente. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. no qual se considera a situação da vida da personagem. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. 18 out. ( ) O segundo texto. Atualmente é a maior das aves. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. Avestruz. em ambos os textos. caso aquela fosse morta. no prazo de doze meses. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). U. 2000. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. depois do acontecido. de Clarice Lispector. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. nos últimos cinco anos. Voltar Língua Portuguesa . 96. a 8. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Já são 800 animais.000 reais. já esquecidos do fato. p. em muito. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. Entretanto. cujo preço varia de 1. vive em zonas semidesérticas. analisando as características estilísticas. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. passadas algumas semanas.Interpretação de texto I Avançar . Mas. o filhote. mamãe. parte de um verbete de dicionário. 77. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. mata e come a galinha. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. no município de Simião Dias.

UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. gado do mais gordo. modéstia de lado. IMPRIMIR 100.. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. 97. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. Voltar Língua Portuguesa . que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. o Cazuza da velha Janoca. pasto do mais fino. o velho Bubu. e tudo era dele. o Dr. e tudo era dele. (. o rio corria. 99. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. de olhos miúdos. A grandeza da terra era a sua grandeza. de palavra educada. os moleques da estrebaria. É invencioneiro e linguarudo. responda às questões de números 99 e 100. O coronel e o lobisomem. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. o meu pai da Tia Iaiá. do que tenho honra e faço alarde. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. Apesar de tudo. Rio de Janeiro: José Olympio. de corpo alto. os trabalhadores do eito. Com base no texto 2. 1976. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pois sou sujeito lavado de vaidade. J. O sol nascia. Sim. seja em sala de desembargador. 98.. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. o “Velho” da boca dos trabalhadores. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. In: Ficção completa.. tudo era do meu avô. Mas disso não faço glória. coronel de patente. no debaixo do capotão de meu avô. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. C. passei os anos de pequenice. lá estavam as negras da cozinha. o papai da Tia Maria. lá num inverno dos antigos. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. Chegavam de longe portadores de outros engenhos.)” CARVALHO. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. (. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor.)” 40 LINS DO REGO.Interpretação de texto I Avançar . Lá ia o gado para o pastoreador. Se não recebo cortesia de igual porte. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Digo. sem freio nos dentes. José. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. “Meus verdes anos”. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. Tudo era do meu avô Bubu. e tudo era dele. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. seja em compartimento do governo. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. abro o peito: – Seu filho da égua. e a água boa e doce nas suas vertentes. as águas do céu se derramavam na terra. em jeito de moça. sou Ponciano de Azeredo Furtado. Trato as partes no macio. de cacete na mão. sem medir consideração. 1978. e era dele. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca.. de barbas. O seu grito estrondava até os confins. mimoso no trato. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu.

prazerosa e lúdica. Não há mais a moralidade do pecado. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. bebida ou drogas pesadas. O orgulho está em baixa. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. consumo. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. sem noção de valores materiais. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. Este era o pecado da gula. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. São ordens que devem ser obedecidas. roupas. que já não deseja ser o outro.. adotada por ídolos do esporte. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. cinema e TV... Márcia . todos à sua volta. 102. Já não há mais lugar para a ira. o orgulho.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. mas ter tudo e. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. mas algo imaginário e. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias.. irreal. A maioria movida a compulsões por trabalho. à qual o artigo se refere. (. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. (.Interpretação de texto I Avançar . Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. Esta é a ameaça. trabalho.” CEZIMBRA. portanto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. ironiza e ridiculariza estes desafetos. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. avareza. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. um superego. sob pena de exclusão do sistema. A aparência do bom moço. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. Quem tem ódio do Governo. Vivemos sob a moralidade dos mandados. a ira. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. imagens de jornais.. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas.Leia o texto a seguir e responda às questões. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos.O Globo. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. Para o antigo pecado capital da avareza. 16/05/99. para quem o que importa não é ser alguém. a inveja. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. O pecado da luxúria. preguiça. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais.) O psicanalista Eduardo Losicer. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. relatando suas conclusões. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. ira. A criativa preguiça. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. segundo o texto. gula. 41 101. 103. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. se possível. transformou-se em mania de trabalho. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. equivalente ao inferno. sucesso. a preguiça e a gula. a avareza. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. É a nova versão do invejoso. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro.. executivos de empresas e apresentadores de TV. prazeres e lucro...

por exemplo. c) a terceira afirmação. 04. em vez de ter oferecido ajuda concreta. de Daniel Goleman. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. 08. Enquanto diminuem os soluços de José. b) a segunda afirmação. pois simulou a própria dor. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho.104. Dê. III. protesta a psicóloga.” Fragmento retirado. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. Serão criados banheiros especiais para deputados. com amigos ou numa parceria comercial. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. Poderia. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. 02. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. José tropeça. 64. diz. Mesmo que não concorde com eles. Só ele notou a situação de dor de José. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. e) todas as afirmações. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. e só ele tentou oferecer algum consolo. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. 16. 105. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. que: 01. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘.Interpretação de texto I Avançar . como resposta. 26 de abril de 2000. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. para o autor.” Veja. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. a soma das alternativas corretas. II. do livro Inteligência Emocional. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. 42 É possível concluir. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. Não se trata de uma medida isolada. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. ter chamado a professora. 32. 131. motivos e preocupações dos outros. que pára. d) nenhuma das afirmações. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. e adaptado. a partir do excerto exposto acima. p. seja no casamento. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. machuca o joelho e começa a chorar. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos.

na maior alegria. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. 109. introduz as personagens na narrativa..Interpretação de texto I Avançar . Com relação ao texto. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. mas quem esse cachorro está esperando?. o focinho voltado para aquela direção. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores.. como se tivesse um relógio preso à pata. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. para que tivessem lugar as novenas”. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. “era jovem”. todos os dias. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. Como todos sabem.” Lygia Fagundes Telles. Assim que anoitecia. 43 107. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. distraí-lo. começava muito antes. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados.”. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. nove dias. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. cremos.. ainda essa festa é motivo de grande agitação. Casou-se a noiva com um primo. o jovem foi convocado. ia correndo ao seu encontro e. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. Os amigos. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. pontualmente. ia esperá-lo voltar do trabalho. d) durante a festa havia muita confusão. fazendo a crônica da fidelidade. ( ) Fidelidade. disciplinadamente. afeição são as idéias centrais do texto. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109.106. um pouco antes das seis da tarde. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. de Manuel Antônio de Almeida.. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. amizade. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Hoje. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Então. As pessoas estranhavam. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. UFMT ( ) O artigo indefinido. Quiseram prendê-lo. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. uns bons. “correr animado”. outros maus. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. e) as novenas começavam sempre no domingo. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. ( ) O uso de mas. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. 108. para outros amigos. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . voltava ao seu ponto de espera. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. “A disciplina do amor Foi na França. a orelha em pé. c) com o passar do tempo. O jovem morreu num bombardeio. o jovem foi convocado. depois. Postava-se na esquina. Assim que via o dono. Tudo em vão. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. “na maior alegria”. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte.

Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. p. Um dia. b) I e IV.Interpretação de texto I Avançar . os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. “invejava” e “crescesse”. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. c) II e III. e) “fascinado”. como as estrelinhas de São João. 3. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. d) I. em relação ao menino. só se abriam aos domingos. levaria sempre uma merendeira consigo. 112. c) inseguro de seu objetivo. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. ed. da carrocinha de cachorro. À noite. c) “envolvido”. Um dia o menino cresceu. Uneb-BA Sobre o menino. era uma forma de estar metade protegido pela casa. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência.” CONY. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. III e IV. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. 1999. Podia ficar ali. revela: a) medo. dos mascarados do Carnaval. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. O menino tinha pavor da leprosa. “via” e “participava”. Carlos Heitor. e) comprometimento. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. d) deslumbramento. do bonde que cortara a perna do seu Almeida.Texto para as questões de 110 a 113. quando todos começavam a ir para a cama. vendo a vida passar. II. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. O menino gostava. IV. 111. mas continuou na janela. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. “imaginava” e “levaria”. III e IV. metade envolvido com o mundo. ou em dias especiais. imaginava o que elas continham. passava a leprosa que pedia esmolas. ele sabia de tudo. e) II. via passar o leiteiro. ele gostava de ficar ali. “continuou” e “esperando”. 250-1. Uneb-BA No segundo parágrafo. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. 44 110. d) “tinha”. “gostava” e “cresceu”. IMPRIMIR GABARITO 113. ao escolher o seu espaço. III. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. À tarde. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. quando crescesse. o homem que afiava tesouras e facas. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. passava o sorveteiro. Pelas manhãs. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. mas nada tinha a ver com ele. numa reentrância da grade. mas tinha medo da rua. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. Da janela. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. Duas ficavam fechadas. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. c) passividade. Ao meio-dia. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. b) “protegido”. Voltar Língua Portuguesa . I. escondendo o nariz deformado. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. b) alienação. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. tão-somente no seu caráter externo.

. bom. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. c) da ausência de conectivos. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. e) do emprego de orações reduzidas. c) exposição descritiva de idéias. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. Unifor-CE Quanto à estrutura. e) descrição argumentativa. e) II e III. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. II. Formação técnica X Formação humanística. entrando para a escola. Unifor-CE I. d) integração descritivo-narrativa. 114.. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. Tecnologia X Humanismo.Interpretação de texto I Avançar . Linguagem e ensino. b) exposição argumentativa de idéias. 117-8. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. que mais lhe interessam. III. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. d) I e II. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. diz-se. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. o cidadão. d) da freqüência de preposições. 116. 1996. c) III. João W. O resto.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. Afinal. b) II. atualmente. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. A respeito dos enunciados acima. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. b) da ligação adequada das orações. 115. Campinas: Mercado de Letras. no mínimo menos perigoso. Profissional especializado. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. E. p. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas.

. exercitar o diálogo. Voltar Língua Portuguesa . sobretudo. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. Nunes teria ditado o texto para Brito que. apesar de subscrevê-lo. 30/1/98. horários e deveres. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. são agressivos. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. e) 2 e 4. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. existe quase um consenso: é preciso proibir.’ No texto. Henrique Nunes. 118. em seu depoimento. são pais que optam por uma educação mais conservadora.. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. Educação – ontem. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. c) 1 e 2. U. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘.117. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. Os jovens libertários da década de 70. Paulo. Porque experientes. b) 2 e 3. implicam com sua maneira de falar. os trajes nem sempre asseados. por sua vez.‘” O Estado de S. só sabem dar broncas e impor regras. Alfenas-MG “Brito.Interpretação de texto I Avançar . Educar é. Quando apenas um dos termos vale. como autor da nota. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. Os filhos. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. Educar é ensinar que existem limites. hoje. criam-se distorções. estão sempre de mau humor. só vêem o erro e não os acertos. disse Brito ao juiz. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. Educar é também conceder liberdade. discurso indireto e discurso indireto livre. de trajar e com suas amizades. nem quanto custaria. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. Mas isto deve ser progressivo. passam horas falando ao telefone ou na Internet. d) 3 e 4. não sabem o que querem. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. estão sempre desafiando os limites. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. Implica amor e firmeza. agosto de 1999. C1. que pregavam o amor livre. não interessou-se em saber onde seria publicado.” Missão Jovem. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. a desobediência civil e o consumo de drogas.

E agora? Todos se olhavam. E lá foi colocado. na semana passada.. O meu pastor é filhote. com as perninhas cruzadas. Eram dois vizinhos. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Vamos dar um banho no coelho. E o homem continua achando que um banho. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. O cachorro rosnando lá fora. As crianças. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Vão crescer juntos. Juntos cresceram e amigos ficaram. Claro. Enterrado. morto. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. Coitado do dono do cachorro. Coitados de nós. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. Notam o alarido e os gritos das crianças. – De jeito nenhum. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. Morto. Entendo de bicho. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. o protagonista da história.. Julgamos os outros pela aparência. é o cachorro.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Isso na sexta-feira. pegar amizade. quando entra o pastor alemão na cozinha. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Branco. todo imundo. Simplesmente genial. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Problema nenhum. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. diziam as crianças. Coitado do cachorro.. O cachorro é o herói. parecia vivo. desde sexta-feira. Pasmo. O ser humano. felizes. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia.. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho.Interpretação de texto I Avançar . “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. Maquiada. deixar ele bem limpinho. arrebentado.Texto para as questões 119. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. 22/04/98. como convém a um coelho cardíaco. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho.. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. No domingo. Como o coelho não estava muito estraçalhado. é claro. Parecia que tinha visto um fantasma. Quase mataram o cachorro. assustado. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Depois de muito farejar descobre o corpo. Mário. o coelho. E parece que o dono do cachorro tinha razão. – O vizinho estava certo.. Lembrou? Agora pintou uma nova. Imagina o pobre do cachorro que.. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. bairro de classe média alta em São Paulo. Isto é. O bandido é o dono do cachorro.. só podia dar nisso. Trazia o coelho entre os dentes. Para nós o cachorro é o irracional. lambendo as pancadas. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia.” PRATA. que não pensamos duas vezes. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Provavelmente estivesse até chorando. mas era infalível. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. O doido comprou um pastor alemão. assim fizeram. 120 e 121. sujo de terra e. Imagina. escorraçar o animal.. Sim. de tardinha. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. procurava em vão pelo amigo de infância. nós mesmos. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. O coelho. animais racionais. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. o assassino confesso. Até perfume colocaram no falecido. E agora. lívido. Ficou lindo. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier.

Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. clubes e até condomínios. A partir deste mês. formado em Educação Física.” O Estado de S. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. 122. e) de propaganda. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. Mais. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. Paulo. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. U. b) narrativo. b) O cachorro é o protagonista da história.119. a) Depois de dois anos. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. Nas fábulas. U. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. d) épico. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. U. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. U. 121. narrativa. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. 22 de março de 2000. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. costuma haver um final moralizante. As entidades colocarão em prática a lei. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia.” Isto é. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. portanto.Interpretação de texto I Avançar . Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. Reescreva as passagens abaixo. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. 3-18. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). Identifique o antagonista. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. Deveria ser o requisito básico.E. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. hotéis. 16/05/99. que regulamenta a profissão (só agora. de 1998. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. 123. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. c) descritivo. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. a) Identifique. 120. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . depois de anos. no entanto. A lei vale para clínicas. no texto.E.E. p. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. reforma de prédios.

http://www. saiba dosar trabalho e lazer. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. sim. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. São Paulo. Quando abriu a porta para ver quem era. antes do vento espantado poder recomeçar. uma rosa molhada. não atende às exigências da escrita culta: para tal.Interpretação de texto I Avançar . um preceito ou uma lição de vida. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. e o vento: uma picada. vejo que é sábado de tarde. quando se pensa que a semana vai morrer. nós já tínhamos tomado banho. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. com um aconchegante casaco de visom. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá.. escrita por La Fontaine. ( ) Considerando que. Se chovia só eu sabia que era sábado. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. ( ) Nas linhas 8 e 9. apesar de usual na língua falada. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. Voltar Língua Portuguesa . passados alguns dias. Global. armazenando comida para o período de inverno. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. cantou durante todo o outono. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. Seleção de Walnice Galvão. aproveitou o Sol. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. tomando uma cervejinha. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. A formiguinha. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. 1997. “sempre”. começou a esfriar. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. dançou.” LISPECTOR. Durante todo o outono. exausta.html (com adaptações). esse pronome deveria ser substituído por “o”. último período do texto. não? No Rio de Janeiro. Então eu não digo nada. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. IMPRIMIR 125. a formiguinha trabalhou sem parar. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. amiga. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Enquanto isso. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. o rosto inchado. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. sangue e mel. não desperdiçou um minuto sequer. verifica-se que. Então. de súbito.geocities. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. o ensinamento principal mudou. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. vou passar o inverno em Paris. reelaborada. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. e um produtor gostou da minha voz. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. a abelha no quintal. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. aparentemente submissa. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo.. na fábula original. sábado de manhã. Os melhores contos de Clarice Lispector. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. Tem sido sábado. dentro de uma Ferrari. curtiu para valer. Em relação ao texto acima. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. nesta versão. julgue os itens a seguir. A propósito. Não aproveitou nada do Sol.124. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Clarice. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. na semana passada. e intenção de transmitir um ensinamento. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. Era o inverno que estava começando. Domingo de manhã também é a rosa da semana. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. mas já não me perguntam mais.

CBF. empresário. é. 2 e 4.. que é o idioma.. d) 2 e 3. em campo não o goleiro. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. UFMT ( ) Segundo a leitora. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. embora um tanto jocoso. resolveu rotular as finais de “play-offs”. no Brasil. 09/12/1998. ao longo de algum tempo. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. Chamemos o fenômeno por seu nome. em virtude de irrefreável impulso de submissão. (. Veja. e com termos emprestados de outro esporte. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. como no “goal” que virou “gol”. É bobeira mesmo. 1. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. UFPE No texto. 128. 126. p. O futebol. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. atualmente. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. 50 Texto para as questões 127 a 129. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. é um sufixo pouco nobre. por cúmulo. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. no campeonato nacional. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. c) acabaram por subverter. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. (.” GABARITO TOLEDO. 2. b) rompem. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso.. timbaleiro ou seresteiro. terapeutas e curandeiros. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. Estão corretos apenas: a) 1.)” VERÍSSIMO. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. ingleses e brasileiros. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. há políticos e politiqueiros. nestas terras. ao texto. 7/10/95. e os basbaques foram atrás. 198. Nós é que nos oferecemos. no regulamento do atual campeonato. Seria um caso incurável de carência de colonizador.. referentes às idéias expressas no texto. 3. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. (. com a cultura colonizadora.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. “Se você começou como padeiro. assim como brasileiros estão para curandeiros.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. Não. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Entre a assistência e o play-off.. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. 4. não compliquemos. c) 1 e 3. como “corner”. mas o “back”. Aliás. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. b) 1.Interpretação de texto I Avançar . como existem médicos. esporte inglês. 3 e 4. Entrava. grande investidor ou latifundiário. Há o importador e há o muambeiro. ( ) A teoria da leitora ganharia força. Roberto Pompeu. mas dos Estados Unidos. O texto demonstra que. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. uma história de triunfo da língua portuguesa.. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. entre outras coisas. o basquete. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. Existem suecos. e) 2 e 4. facilmente. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. no início era jogado em inglês. 127. Jornal do Brasil. A Confederação Brasileira de Futebol. definitivamente. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. não à língua inglesa da Inglaterra. Luís Fernando. mesmo” confere um tom de repreensão. UFPE Leia os enunciados abaixo. “Disputam-se “play-offs”. ( ) De acordo com o texto. A história do futebol. segundo ela. introduzido por ingleses no país.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada.

” GABARITO GONZAGA. p. adoro a tua formosura. Marília. Tomás Antônio. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. b) Nesse trecho. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. “Nesta triste masmorra. referido anteriormente. Quando em meu mal pondero. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. inda. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. 127. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. o verbo ser. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. Uneb-BA Este exercício. de um semivivo corpo sepultura. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. que me cerca e mata. busca. ‘nós’. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. e aperto sobre o peito em vão os braços. s/d. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. o pronome de 1ª pessoa do plural. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. no futuro do pretérito. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial.129. extremoso.Interpretação de texto I Avançar . refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). que eu assim resista à dor imensa. 51 130. Amor na minha idéia te retrata. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. e) Na última oração do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Círculo do Livro. a) Na expressão ‘outro esporte’. Marília de Dirceu. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. tem como referente os brasileiros em geral. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo.

Com base nos textos abaixo. Arthur. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. Marcelo Maciel. Por causa dessa intenção. se é que assim se pode dizer.” IMPRIMIR 134. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. 132. O Globo. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. respectivamente. seja qual for a manifestação. Em função desse limite de espaço. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. suas índoles. jamais. Nada justifica a agressão física. cariocas.Interpretação de texto I Avançar .03/06/2000. Voltar Língua Portuguesa . As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. 133. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos.03/06/2000. por mais digna que fosse a manifestação. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. 52 131. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Nada justificará. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. responda às questões de números 131 a 134. O Globo. UERJ Em geral. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. E a situação de extrema violência que nós. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. seja quem for o agredido ou o agressor. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. em 1º de junho. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. seus defeitos. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. depois um ovo no ministro da saúde e. Concordo. outro ataque ao governador Mário Covas. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. b) construção de comprovações por meio de silogismos.

b) social e econômica. 7. p. vida nova. tolerância é cumplicidade com maracutaias. a leitura espiritual. Agora. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. no ano que se inicia. Voto é delegação e. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Reencontrar. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. Em volta. Ano Novo. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. noite após noite. um gesto litúrgico. sem projeto. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público.” Frei Beto. Olhemos a cidade. a solidão entre matas. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Vontade de remar contra a corrente e. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. O Globo. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. Feliz homem novo. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. mas está condicionado às limitações materiais. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. a rede educacional. a adolescência tecida em sonhos e utopias. De menos ansiedade e mais profundidade. os propósitos altruístas. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. Voltar Língua Portuguesa . d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. 53 GABARITO 135. A começar pelo réveillon. uma oração. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. Ou a opção de um momento de silêncio. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. IMPRIMIR 136. “Ano Novo. Mergulhar em nós. apegados à casa. mais democracia. o serviço de saúde. e) o homem busca a plenitude. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. abastece o crime ao consumir drogas. Feliz mulher nova. os filhos. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. e) política e econômica. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. na verdadeira democracia. 01 de janeiro de 1998. No fundo da garganta. o salário exíguo num pais tão caro. Quanto mais cidadania. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. abrir espaço à presença do Inefável. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. Ano de nova qualidade de vida. as ruas são limpas. de Chico Mendes. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela.Interpretação de texto I Avançar . em janeiro. mas se esquece do material. Braços e corações abertos também ao semelhante. Por que acelerar tanto. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. nas atuais circunstâncias. da ressurreição de Henfil e. c) existencial e política. em dezembro. a própria humanidade. d) pessoal e financeira. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. um travo. De celebrar dez anos.

c) somente a I é correta. inquietas sombras?. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. d) estão corretas as afirmativas I e II... c) apenas a afirmativa III está correta. não o do trem.). nada sugere. II. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. Leia as afirmações a respeito do texto. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. ao se libertar de memórias antigas. b) apenas a afirmativa II está correta.. achando que isso resolve a questão. tolerância é cumplicidade com maracutaias.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. GABARITO 140.. e as sombras viessem perpassar ligeiras. de que fala o autor..” A “luta terrível” na alma do sobrinho. como ao poeta.. III. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. desistir da herança e chorar a perda do tio. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. e) II e III são corretas.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.Interpretação de texto I Avançar .” 138. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. que nada sugere. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. III.). Sair criticando o mundo. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. II.. b) somente a II é correta. Univali-SC “Volta às aulas (. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. 16 de fevereiro de 2000. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. É impossível ensinar a pensar.” Stephen Kanitz.). c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. extraído de Machado de Assis.... Veja.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” d) “Em política. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. 54 139. Oh. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. e) estão corretas as afirmativas I e III. Não. não constrói. inquietas sombras?. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho.137.. I. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. consiste em: I. d) somente a III é correta.. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia.

mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. não pode parar no século passado. “Protegendo a língua nacional”. função etc. d) A língua portuguesa. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. ‘Se pensarmos bem.. com sucesso. deixou-nos. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. e claro que desejável. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. e. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. e tentassem descobrir as suas virtudes. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. 29/12/1999. segundo Machado de Assis. sensibilidade e altivez – a inevitável. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. já em 1873. argumenta. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. (. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. A propósito.. muitas vezes. Jaime. Sobre o texto. Voltar Língua Portuguesa . nosso escritor. 142. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. assim. para enfrentar – com conhecimento.Interpretação de texto I Avançar . mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. Álvaro. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. Jornal de Santa Catarina. necessita de mudança de humor. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis.141. É preciso inovar. Machado de Assis. Jornal de Santa Catarina. CASTRO. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. 19 e 20 de setembro de 1999. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). a qualquer preço. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. Segundo ele. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. a globalização. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes.)” AVENDANO. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. Nelson Marinho Teixeira. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’.

Mas. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. indiferença às imposições da cultura oficial.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. criação rústica. 32. a soma das alternativas corretas. Quer dizer. embora tenha um caráter universal. 08. mas também em caracterizar o termo popular. 02. a soma das alternativas corretas. Em alguns momentos. pois discorre sobre o conto popular.” MACHADO. a soma das alternativas corretas. como resposta. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. tendência à universalização. Dê. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 04. veja bem.Interpretação de texto I Avançar . 56 143. atentamente. 02. já que se trata de uma criação coletiva. caráter espontâneo. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. possui um caráter eminentemente regional. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. Talvez você mesmo pense assim. 08. O texto pode ser classificado como opinativo. 16. 02. Irene. manifestação culturalmente rica. O conto popular. UFMS O termo popular. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. Leia. 04. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. 32. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. é correto afirmar: 01. 08. portanto. se assim fosse. tal como aparece no texto. 28. próxima da variante popular. Literatura e redação. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. Dê. 32. 16. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. Quanto à estruturação formal. uma manifestação cultural de caráter universal. Popular é. O texto utiliza uma linguagem informal. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. Com isso. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. obediência às normas socialmente aprovadas. Scipione. São Paulo. como resposta. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. as criações populares não conhecem normas nem limites. Trata-se de um texto literário. UFMS Em relação ao texto lido. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. 144. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. 16. p. como resposta. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. 1994. 04. quando se trata de estudar gêneros literários. 145. não se prende a um autor específico. Dê. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular.

Deletar tomou a vez do velho apagar. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. sua literatura. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. (. p. Dad.Texto para a questão 146. Além disso. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 147. no livre exercício de suas próprias soberanias. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. sua tecnologia e o american way of life. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. printar e startar é meramente semântico. temos complexo de vira-lata.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Uma é o prestígio. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização.. que vende como ninguém sua música. Startar cassou o começar. compreensão e interpretação textuais. Revista Exame. seu cinema. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. 18 de nov. A informática serve de exemplo. é a ascendência cultural. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. I. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir.Interpretação de texto I Avançar . “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. sua televisão. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. Que corra atrás do prejuízo. Quem não aderiu se tornou out. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Outra é a receptividade. como a realização dos postulados da justiça social’. Peça help. Nós. e não econômica. Printar expulsou o imprimir. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.” 57 146. conseqüentemente. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. já dizia Gláuber Rocha. Colômbia. 1948). INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões.“ SQUARISI. ( ) Segundo Squarisi.E.. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. IMPRIMIR 148. 1998. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. É isso. E vire in. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. de acordo com a leitura. O que vem de fora é melhor. 170.

Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. mas ela vos sangrou na veia d’arca... seduzir. Salvador: EDUFBA. d) No texto I. e um canalha: mixelo hoje de chispo. a que os índios chamam “aí”. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza.)” IMPRIMIR MATOS. qual uma harpia. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. 171-2. MENDES. e o segundo. parodiar. pois não há fome. Valha-vos. que o faça mover uma hora mais que outra. 58 Sobre os textos I e II. p. frio. de. Voltar Língua Portuguesa . que é título de zotes ordinário. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. Oswald de. Sois tão grande velhaco. e roubais. e saístes do intento tosqueado.149. recém-descoberta. não só no léxico como também na sintaxe. Gabriel S. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro.).. e tendo tão larguíssimas orelhas. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. Org. Gregório de.” SOUSA. já no texto II. e os portugueses preguiça. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. pois ficando faminto. como sendo tão bobo. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. (. paradisíaca.. com o título de seu poema. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. nem outro perigo que veja diante. calma. 1587. 1996. Gleise F. e sem sustento. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. Tratado Descritivo do Brasil.. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. e para a ceia (. fogo. 150.Interpretação de texto I Avançar .) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. Poesias Reunidas. nome certo mui acomodado a este animal. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. fogem vossas ovelhas de vós.. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. água. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho.

João Huss na sepultura.. remembrando a negra Inquisição. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. de Deus. pois vão ser julgados. o Filho de Davi. Mas você. A hidra escura e vil da vil Teocracia. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. MANUEL Foi isso mesmo... JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO.. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. (. Auto da Compadecida. o azeite. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. 145-6. Tours. com o braço ocultando os olhos.... não é lhe faltando com o respeito não. Sua obrigação era ser humilde. Sevilha e Nantes na tortura. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. o Leão de Judá.. Loiola – aqui foi Nóbrega. Lisboa. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura.. 1972. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. Na fogueira Grandier. santificando-se através dela.. Castro.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós.. Sou. 146-8. 17.. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. 9 ed. grande grito. É justo!. atrevido. Se aqui houve selvagens – eles os educaram.. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. autoritário. Seu tempo já passou. João. ed. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. de costas.” SUASSUNA. p. mas você pode me chamar também de Jesus. O tempo da mentira já passou. de Senhor. que era Cristo. pode me chamar de Jesus. 1995. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. Rio de Janeiro: Ediouro.. é Manuel. In: Poesias completas de Castro Alves. GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . não. p.. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. Esse é um de meus nomes. (Coleção Prestígio). BISPO Cale-se. Levantem-se todos. se quiser.. Rio de Janeiro: Agir. porque quanto mais alta é a função. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. mais generosidade e virtude requer. soberbo. a gemer Galileu. as provas. MANUEL Cale-se você. a gemonia. por quê? JOÃO GRILO Porque. Colombo a soluçar..) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. O Santo Ofício.. Ariano. mundano. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram.

expressa no fragmento acima. 810-11. de suas reais funções. mas não me acudiram as forças necessárias. vida diferente não quer dizer vida pior. e. e tal freqüência é cansativa. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. b) II e III. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. e esta lacuna é tudo. No Texto II. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. Quis variar. II. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. em determinado momento de sua vida. Machado de. Jurisprudência. senhor. assim. outras de menos. Capítulo II. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. mas não a mim. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. na época em que antigamente vivia. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha.” ASSIS. v. mas exigia documentos e datas como preliminares. e restaurar na velhice a adolescência. d) II. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V.. UFF-RJ “A certos respeitos. Se só me faltassem os outros. IV. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. No Texto III. Texto para as questões 151. vá. Quanto às amigas. algumas datam de quinze anos. IV e VI. 1. No Texto I. era obra modesta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. c) I. não o do trem.Interpretação de texto I Avançar . O mais do tempo é gasto em hortar.Os três textos. filosofia e política acudiram-me. Em verdade. como ao poeta. d) O narrador. IV e V. 152 e 153. Sobre eles. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. é outra coisa. distanciando-se. Dom Casmurro. interrelacionam-se. e lembrou-me escrever um livro. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Talvez a narração me desse a ilusão. Ora.. I. e que apenas conserva o hábito externo. embora de épocas diferentes. VI. III. inquietas sombras ?. Pois. Distrações raras. Tanto no Texto I quanto no II. O que aqui está é. conservo alguma recordação doce e feiticeira. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. V. e quase todas crêem na mocidade. tudo árido e longo. como todos os documentos falsos.” Em relação à posição do narrador. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. pouco apareço e menos falo. como tudo cansa. mal comparando. não consegui recompor o que foi nem o que fui. se o rosto é igual. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. identifique as afirmativas verdadeiras. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. Duas ou três fariam crer nela aos outros. III. mas falto eu mesmo. de memória. pegasse da pena e contasse alguns. conservo alguma recordação doce e feiticeira. 151. III e VI. A certos respeitos. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. de memória. o interno não agüenta tinta. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. e as sombras viessem perpassar ligeiras. esta monotonia acabou por exaurir-me também. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. tal como ocorreram então. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. p. Os amigos que me restam são de data recente. e) II. como bem e não durmo mal. e. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. como se diz nas autópsias. Em tudo. Depois. a fisionomia é diferente. Entretanto. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. jardinar e ler.

sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. com certo humor. sd. “atar as duas pontas da vida”.” e) “Quanto às amigas. Assinale a Opção em que.152. se o rosto é igual. Voltar Língua Portuguesa . UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. e quase todas crêem na mocidade.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. em sua narrativa. como todos os documentos falsos. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. mal comparando. senhor. vá. e esta lacuna é tudo.Interpretação de texto I Avançar . não tem amigos de longa data. não consegui recompor o que foi nem o que fui. O que aqui está é. e tal freqüência é cansativa. mas não a mim. a fisionomia é diferente. como se diz nas autópsias. outras de menos.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. Porto Alegre: L&PM.” 153.” b) “Em tudo. mas falto eu mesmo. e tenta. o interno não agüenta tinta. Só dói quando eu respiro. e que apenas conserva o hábito externo.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. através de outra linguagem – o cartum –. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. algumas datam de quinze anos.

Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. bem moças e bem gentis. nem coisa alguma de metal ou ferro. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Marília. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). Águas são muitas. um no meio e os dois nos cabos. 3. E alguns. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). Pelo sertão nos pareceu. por bem das águas que tem. até agora. 62 GABARITO Vocabulário: 1. quartejados de cores. a modos de azulada. delas vermelhas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. outros traziam três daqueles bicos. Aí andavam outros. muito chã e muito formosa. não pudemos saber que haja ouro. “chã”: terreno plano. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. a estender olhos. De ponta a ponta. Paulo Pereira (org. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. querendo-a aproveitar. nalgumas partes. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. p 39-40. “parma”: lisa como a palma da mão. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. a saber. é toda praia parma. ao longo do mar. 154.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. compridos pelas espáduas. não tínhamos nenhuma vergonha.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. 4. d) “Irás a divertir-te na floresta. e outros quartejados de escaques. para transportar água ou vinho. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. Nela. Rio de Janeiro: Lacerda. porque. vista do mar muito grande. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. “tintura preta. Tem. nem prata. Esta terra. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. dar-se-á nela tudo. a saber. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. 1999.Texto para as questões 154 e 155. como os de Entre Douro e Minho. delas brancas. infindas. E em tal maneira é graciosa que. com cabelos muito pretos. não podíamos ver senão terra com arvoredos. que nos parecia muito longa. de as muito bem olharmos. 5.” (Murilo Mendes). b) “Minha terra tem palmeiras. que pareciam espelhos de borracha. de que nós deste porto houvemos vista. / sustentada.Interpretação de texto I Avançar . tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. planície. e suas vergonhas tão altas. (Castro Alves). “espelhos de pau. que andavam sem eles. grandes barreiras. assim frios e temperados. 2. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro.

de modo esmagador. (. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. respectivamente. por ocasião das eleições de 1994. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. U.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. 156.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de forma tão natural quanto a chuva. dando-lhes novos títulos. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. de modo significativo. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. dando títulos nacionalistas às estrofes. a) Para o autor do texto. a UNICEF e a Fundação Odebrecht.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. em algumas experiências. o calor e o frio. que é possível o Brasil mudar esse quadro.155. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. (.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. p. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro.Interpretação de texto I Avançar . Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. agora já faz parte de nossa cultura”. entre as classes mais pobres. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. o sol. d) reconhecer e retomar a prática romântica... Oswald de. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. dando-lhes títulos novos. via-de-regra. criando estrofes simétricas e com títulos. 80. sem prejuízo do sentido global. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. 1978.. entre as classes sociais mais ricas e. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. Pelotas-RS Na imprensa brasileira.”. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela..

o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. O apetite insaciável. seu prato preferido. da mesma forma que o macaco-prego. observa Ottoni. o dos macacos do Novo Mundo. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. 08. com força. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. e estavam com fome. diz Eduardo Ottoni. como o macaco-aranha e o muriqui. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. “Não existe um único líder no bando. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. Voltar Língua Portuguesa . Duas delas são fisiológicas. Parente mais próximo do homem. 16. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. esse macaco africano consegue aprender por observação. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. como resposta. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. capazes de partilhar alimento”. Ele consegue pescar. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. O caso foi resolvido em março.Interpretação de texto I Avançar .” Superinteressante. da Universidade de São Paulo. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. 02. diferente dos outros primatas. em flagrante. U. Apesar da distância. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. Não é para menos. além do homem e do chimpanzé. Dê. que dá uma destreza enorme ao animal. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. julho/00. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. aliás.E. depois que o zoológico municipal fechou. Com relações tão complexas.157. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. Tiveram de apelar para o crime. Para comer coquinhos. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. p. As chefias são formadas por até três animais”. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Onívoros de carteirinha. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. “São os únicos. 04. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. Entre os macacos-prego o poder é diluído. A primeira é o tamanho do cérebro. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. é marca registrada dos espertos macacos-prego. Se não houver frutas nem insetos à mão. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. em fevereiro de 1999. a soma das alternativas corretas. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América.72. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. interior de São Paulo. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. quando a Polícia Florestal prendeu.

e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. A este respeito a influência do povo é decisiva. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. não se lêem. Cada tempo tem o seu estilo. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. ( ) Machado de Assis. Maria É o som. à força de velhas. Maria. em seu texto. porém. ou antes por uma exageração de princípio. Divergência digo. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . cuja opinião é diversa da minha neste ponto. não se lêem muito os clássicos no Brasil. simboliza os seres humanos que lutam. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. quando deve chorar. uma certa magia. não imputa aos literatos tal responsabilidade. locuções novas. c) Maria. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. é uma combinação de força e resistência. a lágrima em riso. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. e) A mulher brasileira. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Uma força que nos alerta. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. porque. e segue sua vida. Há portanto certos modos de dizer. Nem tudo tinham os antigos. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Feitas as exceções devidas. desentranhar delas mil riquezas que. propõe a mediação. ( ) Machado.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. Mas se isto é um fato incontestável. apenas suporta a dor de viver. sofrem e resistem à dor de viver. outros há que os adotam por princípio. d) Maria. – não me parece que se deva desprezar. a mulher da canção. se fazem novas. transforma a dor em alegria. no texto. é o suor. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão.” GABARITO 159. Maria É um dom. Texto para as questões 159 e 160. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. o que é um mal. é a cor. Pelo contrário. nem tudo temos os modernos. principalmente por parte dos escritores. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. A influência popular tem um limite.Interpretação de texto I Avançar . apenas agüenta. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. E não vive. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Maria. Univali-SC “Maria Maria Maria. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. em relação à compreensão e à interpretação do texto. por intermédio dos escritores.158. b) A mulher. entre a tradição e a modernidade. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. o capricho e a moda inventam e fazem correr. representada pela Maria da canção. Em geral. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. como são todas as mulheres do planeta. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem.

p.. 1984. nem furacões. . ed. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. nunca não encontra. Para isso. de coração bondoso. Ia fazendo receios. Grande sertão: veredas.. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Euclides da. do Maranhão à Bahia. acolhamo-nos ao nosso assunto. perfazendo indagação. – valorização das idiossincrasias regionais. A estrada de todos os cotovelos. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. ( ) De roupagem metalingüística. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. que então vigoravam no Brasil do século XIX. CUNHA. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. 1989. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. identificados abaixo. Até. O tempo e o vento. Descemos por umas grotas. Rio de Janeiro: Marco Zero. 158. Os sertões. nem pestes. 162. 1984. De repente. As circunstâncias históricas. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. o mesmo. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. quando a gente não espera. Érico. vol. os senhores de terras e gados. festeiro. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. com sua dialética irresistível. por si. o sertão vem.” SOUZA. expõe os elementos que a compõem. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas.160.” ROSA. p. p. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional.o senhor querendo se procurar. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. Guimarães. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. AEU-DF Julgue os itens que seguem. Depois dele: o turismo multinacional. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. A marcha do povoamento. aonde lá. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. João Ubaldo. 5ª.Interpretação de texto I Avançar .. Galvez. Sertão. Rio de Janeiro: Record. o texto lido pode ser classificado como crônica. 626. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. nem lutas fratricidas. após apresentação de uma tese. Márcio. p. o próprio. 13. em magnífico resumo. por esses lugares. nem vulcões. efêmera talvez. 161. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície.” GABARITO VERÍSSIMO. Voltar Língua Portuguesa .se diz . em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. II. 3ª ed. pela abertura de rodovias. revela-as. pois desconhece o preconceito racial. Literatura brasileira.. Apud SANTOS. que o nome não se soubesse.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. Apud Sergius Gonzaga. Porto Alegre: Mercado Aberto. porém. em que todas as cores e raças se misturam livremente. 1997. prolongando-as até ao nosso tempo. 12ª ed. ( ) Nele. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. era o sertão churro. Carvalho. 1995. Volnir e Adão E. até. um povo prestativo. nem terremotos.” RIBEIRO. Manual de literatura brasileira. In: Obra completa. 227. o imperador do Acre. p. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Viva o povo brasileiro. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. Mas. porto Alegre: Sulina. originaram diferenças iniciais no enlace das raças.” Fragmento I Procuremos. econômica ou política nacional. visto que aqui o preconceito é econômico.

O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. “No Brasil. Para as companhias. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. Para os executivos e a família. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford.” 67 GABARITO 163. 26/04/2000. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. Acontece que. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. mais de 400 estão instaladas no país. Texto para a questão 163.Interpretação de texto I Avançar . E. sem rede de segurança . sem querer. Hoje. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Quanto a mim. Veja. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. procurar emprego em nosso país. Tanto de um como de outro grupo etário. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Para Mário Quintana. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos.” BUCHALLA. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. com os espetáculos de circo dos parnasianos. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. ( ) Para ele. entre novos e velhos. embora sem querer. são por natureza os nossos filhos naturais. em massa. Desde 1990. E assim. por iniciativa própria. não existe geração espontânea. já que aqui não há executivos preparados. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. Das 500 maiores companhias transnacionais. Em São Paulo. Anna Paula. graças à Renault. apesar de equivocada. a mudança é um sacolejo completo na vida. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. por sua vez. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. na incauta adolescência. em prol do equilíbrio universal. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. Os (ainda) chamados modernistas. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. com a sua livre poética. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. “roubada” do Rio Grande do Sul. ressuscitada a cada geração. em relação à compreensão e à interpretação do texto. jamais fiz distinção entre uns e outros. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. Quanto a estes. existem colônias de franceses no Paraná. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. 162. além de tudo. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. essa transferência representa um reforço na filial. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela.

Bengala de castão de oiro. nem mulatas. Águas são muitas e infindas. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. como os de Entre-Douro e Minho. embora escrita no mesmo estilo. “Ainda não haviam louras. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . IV. Texto para as questões 41 e 42. nem surfistas. b) No chão espeta um caniço. Tem macaco até demais.Interpretação de texto I Avançar . a terra em si. melancias. Rios e riachos corriam límpidos. onças e capivaras. c) I. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. Vossa perna encanareis. Senhor.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. apesar da leve mudança no estilo..55. Esmeralda é para os trouxas. Era assim o Brasil de Cabral. Banana que nem chuchu. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. assim os achávamos como os de lá. Reforçai. Tão fértil eu nunca vi. II. mangueiras. A gente vai passear. b) I e III. é muito boa de ares. II e III. quando for a vez desses meninos? Riachos. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . d) II e IV. Araras. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. nem biquínis. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. s/d. d) Diamantes tem à vontade. Como será esse país no futuro. Quanto aos bichos. nas praias douradas desse novo país. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. onças. III. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. Banana que nem chuchu. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. Diamantes tem à vontade. GABARITO 165. árvores. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos.. araras e papagaios. cristalinos e plenos de peixes. tão frios e temperados. Edição Zero. c) Tem goiabas. Cruzados não faltarão. Salvo o devido respeito. cajueiros. e) III e IV. já quinhentos anos passados. tem-nos muitos. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. a arca.Textos para a questão 164. No chão espeta um caniço.. neste tempo de agora. porque. De tal maneira é graciosa que. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta.. capivaras. Fortaleza: Editora RISO. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. rios. De plumagens mui vistosas. palmeiras. tem-nos muitos. papagaios. Tem goiabas. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. melancias. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta.” 68 164. p. Tão fértil eu nunca vi.

As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. GABARITO 170. b) II e IV. “Ser”. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. que é de ligação. em todo o poema. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana.” 69 167. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. 169. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. como se o bom e o interessante não tivessem presente. Nessa operação mental. c) II e III.166. niilismo e revolta. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. d) explorar a sinonímia das palavras. Em suas reminiscências. Cada minuto de vida Nunca é mais. c) halo de encantamento. no verso 5. d) I e II. d) III e IV. II. ligado à classificação morfológica do verbo ser. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. b) II. Perpassam. a cada instante que passa.” Cassiano Ricardo. b) sentido excepcional. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. nem futuro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) ar misterioso. Unifor-CE I. III. é sempre menos. Ser é apenas uma face Do não ser. sentimentos de angústia. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. III. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. 168. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. e não do ser. II. A respeito dos enunciados acima. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. d) sentimento saudosista. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. está correto o que se afirma somente em: a) I. estamos mais próximos da morte. c) III. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70.Interpretação de texto I Avançar . corresponde à nossa existência que é o estado transitório. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. e) II e III. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. IV. e) IV.

Repugnava-me deformá-las. Voltar Língua Portuguesa . Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. caso o escrevesse. 70 171. para publicar suas obras. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. como realmente haviam ocorrido. “Resolvo-me a contar. redigir esta narrativa. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. fazer do livro uma espécie de romance. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. contra a existência de uma censura prévia. e a proibição de usar nomes verdadeiros. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. me impediram o trabalho. d) a impossibilidade de escrever com clareza. e) sem liberdade de criação. inibe também a capacidade de criação literária.Interpretação de texto I Avançar . com o decorrer do tempo. Além disso. enfim. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. Entre elas. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. b) um depoimento verdadeiro. a polícia. Não vai aqui falsa modéstia. como adiante se verá. com os nomes que têm no registro civil. quase impossível. ainda nos podemos mexer. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. que o impediria de publicar seu livro. com intenção de dar veracidade aos fatos. como limites à liberdade de expressão. assim. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. porém. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. seria injustiça. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. sem romanceá-los. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. d) perdera as anotações que havia feito. 172. Isto. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. quando formos verazes. e) tencionava prender-se aos fatos.” Graciliano Ramos. De fato ele não nos impediu escrever. c) numa época de força policial. ninguém nos dará crédito. o escritor é como um cego. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. antes de começar. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. sem disfarces. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. Efetivamente se queimaram alguns livros. ou alguém em quem não se pode confiar. palavras de ordem. às vezes com louvores de sustentáculos dela. depois de muita hesitação. casos passados há dez anos – e. tiradas demagógicas. indulgentes ou cegos. b) a falta de liberdade política. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. em qualquer época ou lugar. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. é incorreta: a) existia uma censura prévia. dar-lhes pseudônimo. ia-me parecendo cada vez mais difícil. os hábitos de um decênio de arrocho. 173. julgando a matéria superior às minhas forças. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. realizando atos esquecidos.

d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina.” LIMA.. é velha como o mundo. Por fim. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. linda.)” Veja: 14/06/2000. e) próprio da literatura socialmente engajada. tanto espiritual. 57. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. simplesmente. no século XVII. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. no seu cruel desenrolar. mata a mulher e se mata. (. no ritmo lento da natureza. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. A tragédia. considere o poema que segue. d) inerente a qualquer manifestação literária. por aquilo que produz. um sentimento insano. doente. são símbolos do poder divino. “Antes de lançares a semente no chão. Poesias Completas. Rio de Janeiro: Aguilar. A morte é uma atitude extrema. b) recorrente na literatura universal. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. mata a doce Desdêmona. d) a simplicidade da vida campestre. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos.. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. o trai com um amigo. Voltar Língua Portuguesa . 1974. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. para quem é alvo dele. transtornado. Antes dele e depois dele.Para responder às questões de números 174 a 175. p. por elevar seus galhos ao céu. “Ciúme. antes de calculares os lucros da seara. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. desde os tempos bíblicos. desde que eles estejam floridos. 175. o verniz civilizatório ou. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. e) a árvore é sinônimo de vida. o general mouro. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. A realidade. e as sementes. A mulher é honesta. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. e só por isso. b) os pássaros. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. v. no texto em que Otelo. o amigo é sincero. 71 174. c) cultivado pelas elegias pastoris. 2. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. no mundo inteiro. insuportável para quem sente e doído. familiar e do mundo todo.Interpretação de texto I Avançar . paranóico. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. Jorge de. IMPRIMIR 176. quanto terrestre. perigoso. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas.

a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. E sempre prossegue rumo ao norte. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. Estranha faca: gelo e água. 26 de abril de 1999. b) a influência maléfica de uma obra literária. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. E no entanto o tempo passa: Do campo. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. d) nasce. E geme. 3. na árvore dobrada. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. gotejante: o vento a corta. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. de uma vez por todas. Protegido no copo de conhaque. Lembrança – o vento pertence ao campo. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. todas de São Paulo. c) vento. b) intenso questionamento sobre tempo. ou recolher lixo nas praias. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. o vento chega arrefecido na cidade.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. Há 15 dias. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ.Época. abolido. transformaram a recepção em coleta de sangue. como faca. d) o adultério. Texto para as questões 178 e 179. O hemocentro de São Paulo recebeu. mesmo na cidade: tem presente seu passado. Voltar Língua Portuguesa . d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. vagabunda. e) curiosidade quanto à origem do vento. o vento nasce e morre no horizonte...Interpretação de texto I Avançar . como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. Marceu .427 bolsas de sangue. Mais estranho: o mundo é redondo. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. do Rio de Janeiro. (. E no entanto o vento uiva.” Flávio Aguiar. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. levam os calouros para a rua e. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. 179. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. promoveram o “trote solidário”. 72 178. c) desligamento da realidade. Escolas como a FGV. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça.177.” VIEIRA. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. b) lembrança. Arrecadou-se mais de 200 quilos. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. tarefa dos novatos de Oceanografia. d) medo da fugacidade do tempo. unidos. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. 180. e) passa. Uma rês geme. como tema constante das tragédias gregas. Para participar da festa. que serão doados para obras sociais. no início do ano. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados.

.março de 1999. a respeito da organização das idéias do texto. Então fica assim: de um lado. Texto para as questões 182. no Brasil. não me destruir com ela. 1998.. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. no Bubby’s. Introdução.” Revista Caros Amigos . É como vida de atriz. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. em Nova York Trabalho e prazer. depois. maluquete. Com o tempo. ingênua e. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. Num dia. Quero voltar ao Brasil. São alguns privilegiados – como artistas. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. Mac Margolis. e) Algumas crianças têm tudo: casa. em tese. que poderiam contribuir para a educação infantil. casar. ter filhos e uma fazenda. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. e vivem nas ruas. enquanto outras nada têm. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. o objetivo de todos. ambos desamparados. penso em cair fora. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. no outro. Luiz Octávio de Lima. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a dança da garrafa. o termo “muito”. Hoje uma soldada na guerra. Univali-SC “. Texto para a questão 183. de outro lado. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. esportistas. 22.” Ícaro Brasil. as outras crianças que têm casa. 73 182. comecei a levar o trabalho numa boa. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. você tem que ser sexy.. p. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. só que o palco é a capa da revista. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. têm família. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria.Interpretação de texto I Avançar . em muito poucas circunstâncias. família. são apresentadoras dos programas infantis. E depois? Daqui a cinco anos. In: Educação para o lazer. mas. na prática. uma exceção válida para muito poucos. Quero aprender com a indústria da moda. ( ) Na linha 4. assistência. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. 1/2000 (com adaptações). pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. amanhã uma perua no shopping. e.181. São Paulo: Moderna. UnB-DF Julgue os itens que se seguem..” CAMARGO. a passarela. que intensifica “poucos” e “poucas”. destinados às crianças. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. Não quero trabalhar para sempre. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. A idéia central do texto é: a) As crianças.

Novos modos de sentir. mas utilizálas. a soma das alternativas corretas. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. Gisele Bündchen. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. pela significação textual. em seguida. 16. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. às exigências do mercado de consumo para. 04. pois resultam de processos históricos e sociais que. a democratização de seus usos. o movimento: o mundo plural hoje vivido. Afinal. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. da Católica e outras faculdades. respectivamente. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. apesar de conviverem com ela. com cautela e moderação. corresponde tanto a eu. o reconhecimento de suas possibilidades. Leia-o. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. a indagação de suas fontes. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. 133-4). é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. DIA 9. a trabalho e divertimento. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. em 1º ago. portanto. mas produtos de práticas sociais. atender às demandas sociais. 1999. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. publicada em O Popular. Dê. com o desconhecido que amedronta. construídos historicamente. 185. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. já que estas representam o trato com o novo. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. ( ) No fragmento do texto. ( ) No fragmento de texto. toda segunda-feira.Interpretação de texto I Avançar . com atenção. como resposta.” 74 184. espelham. e responda à questão proposta. viver e ser. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. 02. p. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. respectivamente. o espaço. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. na atualidade. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. Elas fazem parte da vida das pessoas. em primeiro lugar. 1999. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. acabam por concretizar-se. A organização de seus gêneros. 32. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . para depois haver uma adaptação mercadológica. 08. ainda não a entendem. não invadem a vida das pessoas. DF: Ministério da Educação. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. 01. a consciência de sua existência. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. pensar. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. apesar de simbólicos a princípio.183. julgue os itens seguintes. o tempo.

conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. 2. O arado e a estrela. 01. lendo o material anunciado. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. tudo muito morno e quente. daí se sugere que. Texto para a questão 187. ( ) o vestibulando terá. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.)” NOVEIRA. respeitando a vez de cada um. 02. a conversa será mais lenta. morena e matuta. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. Leia o texto que segue para responder a questão 186.’ Considere as seguintes atitudes: 1. regado a água quente. 3. 16. passa-se do chimarrão ao tereré. senão a erva pode azedar. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. alguma palavra em guarani. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. Você corrige dois erros. Dê.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . O ideal é tomá-lo numa grande roda. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. 4. 08. ótimo. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. 75 186. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. de cachimbo da paz. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. 32. para não azedar o mate. recebe a ênfase nessa comunicação. passar a cuia de uma mão para a outra. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos.Interpretação de texto I Avançar . “Faz parte de nossa tradição tomar mate. a soma das alternativas corretas. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. Raquel. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. 1996. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. sem açúcar. dará mais sabor à erva. p.Considerando-se que. mas também de ler os próprios livros. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. 23. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia.. Chimarrão é o mate cevado. A expressão na hora do quiriri. Campo Grande. ( ) o canal. De acordo com o clima. pode ser associada à chegada da noite. sob um laranjal. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. Ed. UCDB. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. como resposta. Se alguém falar alguma frase. explicitado pela palavra você. Você fica louco da vida. 04. uma bomba ou bombilha e a erva moída. bem gelado.. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Você corrige um erro. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. de uma boca para a outra. como chê-kambá ou cunhataí. Tereré é o refresco. vestibular e leitura dos livros. (. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. para o vestibular. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. devido à predominância da função fática. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas.

a todo instante tropeça e se engasga com rap. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. nós a recebemos do colonizador luso. cada uma fala o seu dialeto. ou até na rua. o preto e o branco.187. Pegue um jornal. Mas não pega. Mas. como as do texto. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. e F. onde as melodias podem ser originalmente nativas. toma um susto. No esporte é a mesma coisa. Nas páginas dedicadas ao show business. Leia os textos que seguem. o pataxó. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. deixando de lado os índios que nós.. Os índios têm lá os jogos deles. é estrangeira imposta pelo colonizador. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. por exemplo.. mas devem ser chatos ou difíceis. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. se não for escolado no papo. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. se você for a fundo no assunto. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. já que a gente não os conhece nem de nome. soap-opera. falemos de nós. para verdadeiro. que. contrapõem-se duas cores. é engraçado. etc. os brasileiros. pelo menos. que alguns tentaram. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. back é beque.Interpretação de texto I Avançar . ou. como um peru de farofa. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. por exemplo: é todo recheado de inglês. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. então. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. tem significação mais extensa. por exemplo. literalmente.” Rachel de Queiroz. A começar que a nossa língua oficial.. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. inclui as apresentações em várias espécies de salas. UFMT Assinale V. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Cantor de forró do Ceará. chamando-o de ‘desporto’. etc. pelo menos. funk. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. Imagina se. etc. o português. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. como na África. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. tudo é show. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. pelo menos é o que informam os especialistas. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. ou pior. E o leitor do noticiário. punk. Pois aqui no Brasil. e) Palavras estrangeiras. o que foi uma bênção. “meio-de-campo”. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. pretendemos ser. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. UEMS No texto I. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. por exemplo. 76 GABARITO Texto II 188. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. especialmente o futebol (não mais foot-ball). ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita.

Botelho. In: Poemas escolhidos. U. Os polícias. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. 191. São Paulo: Círculo do Livro. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Ofendido vos tem minha maldade. Arrependido estou de coração. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. III. Arrependido a tanta enormidade. Vencido quero ver-me e arrependido. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. p. desembainharam os sabres.” E depois emborcou para a frente. escamando peixe. restituía-a ao cativeiro. Jesus. e ofendido. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. São Paulo: FTD. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Estão corretas: a) I. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. e que o seu amante. Atravessaram o armazém. Abraços que me rendem vossa luz. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. e chegaram finalmente à cozinha. Senhor. 281. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. é possível concluir que: I. Gregório de. falar português é como falar inglês.” AZEVEDO. que o acompanharam logo. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. para a ceia do seu homem. pálido. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. d) II e III. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. II. Aluísio. Jesus!” MATOS. amor. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. O cortiço. não tendo coragem para matá-la. UEMS A respeito do texto II. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. d) ou os cofres que tu vais encher.189. Bertoleza. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Quando necessárias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Soneto. b) I e III. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. à frente deles. 1993. 229-30. Delinqüido vos tenho. Em virtude de tantas palavras importadas. para as não comprováveis. GABARITO 192. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto.Interpretação de texto I Avançar . a rigidez métrica e a regularidade das rimas. 190. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. Luz que claro me mostra a salvação. vendo que ela se não despachava. ensinava-lhes o caminho. Maldade que encaminha a vaidade. Misericórdia. que hei delinqüido. recuou de um salto e. c) I e II. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. e encaminharam-se todos para o interior da casa. Bertoleza. estava de cócaras no chão. A salvação pretendo em tais abraços. Vaidade que todo me há vencido. então. João Romão ia atrás. e) III. com as mãos cruzadas nas costas. dai-me os braços. s/d. De coração vos busco. p. b) antes de calculares os lucros da seara. que a sua carta de alforria era uma mentira. e) e as coisas que tu vais transformar. É verdade.

3 e 5. p. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. 3 e 5. Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: José Olympio. tão tarde? Que escrevem. solene. nenen. é uma das falas mais doces deste mundo. Gilberto. sob a mesma influência do africano e do clima quente. Cecília. inaugurado com a ama negra. 2. 151-2.. do princípio ao final do texto. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. indistintamente. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. os ossos.” MEIRELES. bem coletivo. 3. A escolha das palavras. sentem-se luzes acesas. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. firmou-se em todas as regiões do Brasil. 2. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. ora ao texto II. lili (. 193. Obra Poética. conversam. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. 1972. as durezas. ao contacto do senhor com o escravo. c) 1. mas fica escrita a sentença. da gente. tatá. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras.. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. tem um sabor quase africano: cacá. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. fruto da luta política. Não fica bandeira escrita. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. e) 1. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. O falar “doce”.. Rio de Janeiro: José Aguilar. Estão corretas apenas: a) 2. 3 e 4.” FREYRE. tirou-lhes as espinhas. nesses campos. A linguagem infantil brasileira. 1958. imagina. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. Casa-Grande & Senzala. mas a linguagem em geral. d) 4 e 5. ed. GABARITO Com base na compreensão do texto. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. 3. 4. as sílabas finais moles. destacando. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. inventa. 9ª ed. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. toda ela sofreu no Brasil. “esse português de menino”. a fala séria. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. festas. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana.Texto II “Através de grossas portas. a influência da cultura africana. c) Liberdade. principalmente. e mesmo a portuguesa. b) 1. b) Liberdade enfocada no plano individual. bumbum.Interpretação de texto I Avançar . “Que estão fazendo. pipi. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. IMPRIMIR 5. Sem rr nem ss. 2 e 4.

PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. futuro aço do Brasil. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. tive gado.Interpretação de texto I Avançar . reprimido. sem mulheres e sem horizontes. 79 194. delineia-se o impulso erótico que é. esta cabeça baixa. Oitenta por cento de ferro nas almas. E o hábito de sofrer.F. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. U. Itabira é apenas uma fotografia na parede. com seu vestido branco. Augusto amava deveras. c) o poeta. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Por isso sou triste. e pela primeira vez em sua vida. estendido no sofá da sala de visitas. Tive ouro. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. que me paralisa o trabalho. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. U. São Paulo: Ática.F.. Ora..F. 125. esperando-o em cima do rochedo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. exercia nele um poder absoluto e invencível. Principalmente nasci em Itabira. este orgulho.” 195. mais forte que seu espírito. tive fazendas. atrevida. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. toda cheia de encantos e graças. Hoje sou funcionário público.” 196. orgulhoso: de ferro. viu-a chorar por ver que ele não chegava. que voou. 1997 p.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha.” MACEDO.” d) “Tive ouro. U. Principalmente nasci em Itabira. sem mulheres e sem horizontes. e. no entanto. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. abandona a postura crítica.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. ao se tornar funcionário público. tive fazendas. 197. este couro de anta. orgulhoso: de ferro. e o amor. por esse mar imenso da imaginação. Viu-a. pois. tive gado. Hoje sou funcionário público. que tanto me diverte. A Moreninha.” d) “de suas noites brancas.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. não há idéias mais livres que as do preso. A vontade de amar. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. é doce herança itabirana. Joaquim Manuel de. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. de suas noites brancas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. vem de Itabira. Noventa por cento de ferro nas calçadas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. pois que tenho um amor. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. p.Interpretação de texto I Avançar . Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. no mundo. mas sou. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. e a um e outro agradeço. 161-3. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. que se armou em coágulo. p. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pois que tenho um amor. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . 19. 1973. Antologia Poética.” ANDRADE. Era tempo de terra. talvez. Maria ficou para tia. Raimundo morreu de desastre. ANDRADE. João foi para os Estados Unidos. Explique. 1996. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. um sistema de erros. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. pois jamais me sorriram. Há que amar e calar. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Carlos Drummond de. o sagrado terror converto em jubilação. com suas próprias palavras. Mas sou cada vez mais. Em ambos os textos. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro: José Olympio. Onde não há jardim. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Texto para as questões de 198 a 201. Mas. 32. Deus me deu um amor porque o mereci. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Carlos Drummond de. porque me tocou um amor crepuscular. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Reunião. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. Rio de Janeiro: Record. há que amar diferente. Teresa para o convento. ed.

A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. como resposta. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 08. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. a soma das alternativas corretas. 02. 16. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. 04. servindo para especificá-lo. 64. dimensão nova. o eu-lírico: 01. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. como resposta. 08. 04. 04. enfatiza a origem divina do amor. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. como resposta. 16. 32. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente.Interpretação de texto I Avançar . passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. Dê. relata um desencanto amoroso passado que. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. 08. contudo. 04. respectivamente. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. UFBA Com referência ao texto. Dê. no presente. é correto afirmar: 01. UFBA No poema. no verso 26. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 16. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 32. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. decorrentes da ação do tempo. dando-lhe. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 08. Há uma explicação correta em: 01. relativizando a força demoníaca com que ele atua. a soma das alternativas corretas. 201. 64. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. 16. 32. “e”. 02. a soma das alternativas corretas. Dê. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente.198. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. Dê. tende a se repetir. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. 199. a soma das alternativas corretas. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. 02. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 200. “um amor” e “amor” referem-se. 64. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. 02. 32. como resposta. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. na tentativa de atingir a plenitude amorosa.

de 19/04/2000. Assinale a alternativa que.” 203. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. nestes tempos neoliberais. melhor traduz a formalidade do discurso acima.Interpretação de texto I Avançar . Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. no país do ‘homem cordial’.. / fecundar óvulos mortos. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza.” c) “Por que. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que.” e) “Quisera pascer cuidados. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes.” b) “Por que. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. 05/08/00. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.” e) “Por que. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. no país do ‘homem cordial’. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa.” GABARITO d) “Por que.202.” b) “Tendo-a ao meu lado. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. eu perdi o medo do mundo e do vento. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ninguém fala. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. no país do ‘homem cordial’.” 204.” Revista Veja.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. No caso do Brasil. Paulo. É a língua cotidiana. no país do ‘homem cordial’.” IMPRIMIR Folha de S.. no país do ‘homem cordial’. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. na linguagem informal. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Voltar Língua Portuguesa .

GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. questionando de forma contundente os seus valores. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. In: Bonito.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.142. In: Burguesia.Interpretação de texto I Avançar . são apresentados dois trechos de músicas. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. 206.. de G. o segundo. PolyGram. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. ao de Cazuza. CD 804.A seguir.M.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . 205.M. VAT.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. opondo-se. no qual está camuflada uma crítica. lindo e joiado. o que não ocorre no de Falcão. que a denuncia em tom de sarcasmo. F. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. 1993. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. F. 1989. pela ironia. Neves.” Burguesia. pois.” Um bodegueiro na FIEC. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. LP 838 448-1. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. Israel/Cazuza/E. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume.. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (.

a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. Reflexões sobre o cotidiano. fora dos jornais. “exigimos”.” COLASANTI. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. 84 d) dos governos. mas basicamente com os companheiros de trabalho. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Porque não estão em casa. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. amigos e marido. mas da prática do obter e do ser. das passeatas. amigos e marido. de formiguinha. b) de todas as mulheres. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. o que deu errado.” SUPLICY. Mulher daqui pra frente. 207.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. cumprindo a sua vida. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. amigos e marido. mulheres. São Paulo: Linoart.Interpretação de texto I Avançar . mas tudo está por fazer. as creches continuam insuficientes. mais difusa na realidade. 124-5. Porque. Nem tão difícil. Porque não estão à disposição dos maridos. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. 209. 1986. o que fazer de agora em diante. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. É uma luta mais intimista de um lado. c) dos companheiros de trabalho. 1981. onde fomos usadas pelo sistema. e) das mulheres todas. o que conseguimos. p. d) Uma vez profissional. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Os salários não são iguais. 208. b) ironia. e) hipérbole. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. para conscientizar os colegas. abordado nas questões de 62 a 64. por melhores salários. mulheres. contra todos os governos que as oprimem. a) “Nunca esteve tão bom para nós. A luta de base. Esta é uma hora para se parar e pensar. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. UFF-RJ Segundo o texto. c) metonímia. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. Nunca foi tão difícil. d) comparação. Muito está colocado. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. Porque não estão coladas nos filhos. Pensar pelo que brigamos até agora. pela melhoria das condições de vida das mulheres. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. 210. Unifor-CE No segundo parágrafo. Marina. Marta. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos.

213. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. UEPI Em: “Ó Formas alvas. resultante do cruzamento de sensações. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália.. e) Purê de palavras.. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo.. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. c) Fomos ouvidos com atenção. Assinale a alternativa que contém silepse. 214. bons tempos. a) Alguém. b) metonímia. brancas. parece que foi ontem. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo.. publicado na Revista Época. participou do concurso e espera ser aprovado. somos seres lineares. Unifor-CE Muitas vezes.Interpretação de texto I Avançar .. ambas.. Impede a conjugação de tantos outros verbos. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. Voltar Língua Portuguesa . ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). d) Escrever é triste. d) sinestesia. há muito tempo que não o vejo. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. Ó Formas vagas. e) antonomásia. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. no campo da concordância. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. c) catacrese. de neblinas!. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. ambas. maus tempos. no sentido conotativo. o que nos deixa agradecidos. c) Não corta na verdade a barriga da vida. Denominase silepse esse tipo de concordância. 212. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. diz David Ewing Duncan. de 20 de dezembro de 1999. não revolve os intestinos da vida. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. por exemplo.” Encontra-se uma figura de linguagem. o tempo trabalha a nosso favor. chamada: a) metáfora.211.” 85 GABARITO Pode-se observar.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. cristalinas. de neves. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. É possível afirmar. da leitura do fragmento acima. Incensos dos turíbulos das aras. no sentido denotativo. “Eis uma definição ampla de tempo. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. fluídas. Formas claras De luares. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo.

215. trate-a como uma companheira da sua vida. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. joguete ou escrava. Cintilações de uma alma brasileira. 216. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. de acordo com o texto. terna e pudica esposa. por último.” FLORESTA. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. 1997 p. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. cujo expoente é Oswald de Andrade. ao lado do homem. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. boa e providente mãe”. dedique-lhe. com claro conteúdo semântico. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. Não façais dela a mulher da Bíblia. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. e a mulher será como deve ser. de Nelson Sargento. desde o berço até o leito de morte. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. Voltar Língua Portuguesa . da UNISC. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. Nísia. Mulheres / Ed. 115-7. fazendo-a crer que é rainha. filha e irmã dedicadíssima. na sua grande maioria. ou sua escrava. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. a nomes de medicamentos. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. e por conseguinte sobre o destino das nações. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. boa e providente mãe. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. rumo à regeneração dos povos. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. terna e pudica esposa. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. considere-a desde o berço até seu leito de morte.Interpretação de texto I Avançar . Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete.

é branca. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. Por fim. até as ondas longas. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. no crepúsculo. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). Afinal. 87 218. e) sem uma certa dose de magia. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. o anil. Com isso. c) As cores. ao trombarem. separando as cores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao longo de um dia. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. explica o físico Henrique Fleming. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. pois o Sol está abaixo do horizonte. o laranja e o vermelho. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. o azul. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”.M. acabam trombando e se desviando. Existem partículas de poeira. laranja e vermelho.1997. dão à luz solar a cor branca. o amarelo. Quando o Sol está alto.” Superinteressante . o tratamento médico fica comprometido. que é a soma das cores restantes: o verde. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. e) Ao pôr-do-sol. À medida que o Sol vai se pondo. colidindo com mais obstáculos. d) As cores do arco-íris. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. Lendo-se o trecho. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. espalhando-se. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. somadas. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’.217.Interpretação de texto I Avançar . o laranja e o vermelho. Mas as menores (o violeta. o amarelo. Setembro/99. F. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. da Universidade de São Paulo. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. o verde. porque a atmosfera filtra os seus raios. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana.

por motivos os mais diversos. uma conversa.. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. histórias em quadrinhos. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. ele pode ser considerado leitor. pois. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. Um dia. melhor. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. minha reação pode ser de mero desagrado.. um cinzeiro. para a autora. pois. pois. IMPRIMIR c) certa. “Falando em leitura. um vaso. e) certa.“ MARTINS. está: a) certa. diante de uma batida casual. Quer dizer: não o lemos. O formato.. uma necessidade nossa. em última análise. Por essas razões. como se diz. ficamos cegos a ele. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. Se é sonoro. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. Ler é interpretar. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. (. O que é leitura. a cor. fotonovelas e histórias em quadrinhos. d) errada. Neste sentido. b) errada. pois. de uma situação. um quadro. a fazer sentido para nós. não o compreendemos. para a autora. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. podemos ter em mente alguém lendo jornal. revista. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita.. (. ‘passar os olhos’. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. um livro.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. para a autora. 7-10. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência.. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. surdos. ou de franca defesa.. e o leitor visto como decodificador da letra. seu conteúdo passam a ter sentido. sem jamais tê-los de fato enxergado. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. em relação ao texto. uma aula expositiva. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. Voltar Língua Portuguesa . ao começarmos a pensar a questão da leitura. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. o material e as partes que o compõem. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. folheto. São Paulo. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. pode-se concluir que o ato de ler é.. Ática. Maria Helena. Falando em leitura. 88 219.) Sem dúvida. ‘ler o espaço’. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós.Interpretação de texto I Avançar . Se o texto é visual. uma peça musical. uma fantasia. na medida em que interpreta o que observa. uma língua estrangeira. 220.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. Um discurso político. para a autora. ‘vive lendo’. ‘ler o olhar de alguém’. p.. fotonovelas. em ler superficialmente. por economia ou preguiça. ‘ler o tempo’. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais.) (. diante de um empurrão proposital. E consideramos sua beleza ou feiura. d) ato prazeroso de decodificar romances. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. a figura que representa. as imagens.

Sebastião. c) surpreender-se com o gesto do menino. 2000.221. b) o real e o imaginário. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. São Paulo: Companhia das Letras. d) refletir sobre o desamparo da criança. 223. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. 222. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo.Interpretação de texto I Avançar . c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. Êxodos. em 1994.” 89 SALGADO. Assim como textos. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. d) a infância e o mundo adulto. b) admirar a composição com o fundo. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. UERJ O fotógrafo. Com base na foto abaixo. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. UFR-RJ Paulo Freire. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. c) o progresso e a guerra. responda às questões de números 222 e 223. onde os refugiados se encontravam instalados. ao enquadrar o trem parado ao fundo.

e 53. V – F – V – V – F – F 2. V – V – F – V 93. V – V – V – F 75. b 88.Interpretação de texto I Avançar . V – F – V – F – V – F 94. c 45. 25 62. c 41. c 15. b 31. V – V – F – V – F 92. e 80. F – V – V – V 77. V – F – F – F 76. c 5. b 25. c 54. a 81. 54 10. V – V – F – F – V 95. b 4. b 87. 07 58. a 20. b 46. e 51. a 83. 28 60. c 64. V – V – F – V 9. a 26. b 79. V – V – F – F – V 28. c 27. d 56. d 43. V – V – F – F – V 90. b 21. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – V – F – V 37. V – V – F – V – F 91. b 63. V – F – F 39. b 22. e 84. d 66. b 12. c 72. d 44. 02 49. V – V – F – F – F 29. d 55. 56 42. d 82. d 23. c 36. V – F – V – F – F 18. c 8. d 73. e 7. c 32. F – V – F – F – V – V 16. F – V – V – V 38. b 30. a 34. V – V – V – F – F 17. V – F – V – F 3. c 6. 56 59. c 47. c 24. 34 61. c 57. a 52. c 70. V – V – V – F 74. b 14. e 89. 01 50. 05 71. V – V – F – V – F 96. b 85. b 68. a 78. d 86. a 19. F – F – F – V 48. d 69. a 40.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. b 33. d 35. b 13. b 11. a 65. b 67.

e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. V – F – V – V – V 125. • O ponto de vista é interno à narrativa. c 104. d 119. c 114. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. a 133. c 132. a 123.ou O ser humano. podendo ser caprichosa. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. a) Narrativa. o animal desconfiado que tem dentro de nós. e 112.ou Agora apareceu uma nova. d 131. V – F – V – F – V 127. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . arbitrária e violenta. c 124. b) O(s) dono(s) do cachorro. a 106. 121. Nos currais do Sobradinho. a 129. c 102. 80 105. d 130. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. b 117. e 103. • Maquiada. • As crianças o enterraram no fundo do quintal.2 97. 99. V – V – V – F 108. d 116. 101. 100. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. 98. b 118. no debaixo do capotão de meu avô. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. F – F – F – V 126. . • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. 122. c 107. d 128. . • Julgamos os outros pela aparência. c 134. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. V – F – V – V 109. 120. a) Julgamento pela aparência. a 113.Interpretação de texto I Avançar . V – V – F – V 110. a 111. avô do personagem-narrador. a) Agora surgiu uma nova. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. passei os anos de pequenice. c 115.

a 222. F – V – V – F – F 183. e 206. a 197. a 208. c 167. F – F 148. a 174. c 136. 46 200. e 214. b 177. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. c 213. c 152. c 151. c 203. b 191. F – V – V 149. d 159. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. d 150. c 155. e 193. a 140. c 220. d 211. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 223. a 195. 04 202. 51 201. b 165. 22 187. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. a 171. Pinto Fernandes. a 178. uma personagem fora da quadrilha. d 182. e 179. e 168. d 217.Interpretação de texto I Avançar . b 194. 08 185. a 216. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. e 221. a 153. c 196. b 143. b 218. e 139. c 219. a “que não amava ninguém”. a 141. V – V – V – F 162. 43 145.3 135. 54 199. 34 144. e 137. b 142. V – V – F – F – F 160. a 205. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. b 180. d 181. e 210. 26 146. Lili. e 173. b 204. c 169. d 215. b 156. c 166. e 212. e 175. ela se casou com J. a 138. 09 158. b 207. V – F – V – F 184. b 190. a 170. d 163. b 157. F – V – V – F – F 147. d 154. valorização da fantasia e da imaginação. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. b 172. 198. d 209. c 189. V – F – F – V 186. V – V – V – F 161. V – F – V – F – V 164. V – F – V – F – F – V 192. V – F – V – V 188. a 176.

” ilustra um discurso indireto. nascidas de nada e de ninguém. Cap. resta emancipar o branco’.. para os itens verdadeiros.. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. Era nova. 37. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. como no caso de Aires. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. como a gente pobre. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. e continuou a viver sem mácula. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. concluindo um discurso em S. e para Paulo era o início da revolução. era uma ameaça ao imperador e ao império. pelo raciocínio. ( ) Atinar. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. mas a opinião uniu-os. Há frases assim felizes. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. discurso ou conversa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . esperemos o sol. Estavam então longe um do outro. metonímia em “esperemos o sol“. onde todos as têm por suas. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. resta emancipar o branco.. e F. repetiu Natividade acabando de ler a carta. acertar com. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. verteas como pode. ‘Não. Ele mesmo o disse. 1 GABARITO 1. quando menos pensam. as opiniões é que não. significa: “descobrir pelo tino. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. achar. muitas aparecem órfãs. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política.’ — As opiniões é que não. ainda que por diversa razão. e vai levá-las à feira. estão governando o mundo. por conjetura ou por indício. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. Outrem a repetiu. Não achava explicação. em “preto e branco.. era enérgica. Nem sempre as mães atinam. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que.” Esaú e Jacó.. repetiu Natividade. que para Pedro era um ato de justiça.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. ( ) “– As opiniões é que não. ‘Emancipado o preto. Como então não sacrificar?. Paulo. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. Nascem modestamente. e. mamãe. conforme o dicionário Aurélio. Alguém a proferiu um dia. pág 59 – 60. era enérgica.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. até que muita gente a fez sua. era expressiva. Não atinou.” Natividade ficou atônita quando leu isto.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. UEGO Assinale V. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. antítese. emancipando o preto. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. em 1888. à semelhança das idéias. ficou sendo patrimônio comum. caracteriza um hipérbato. gravíssima” e “Era nova. Cada um pega delas. não era de ninguém. inclusive a vida e até a honra. se era a política que o faria grande homem. dar com. as opiniões é que não.

apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. lição pretendida pelo eu-lírico. Machado de. 2 3. Na segunda estrofe. Ao fundo. b) as afirmativas I e III. d) as afirmativas II e III. c) conotativa. analise as seguintes afirmativas: I. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. p. e) somente a afirmativa I. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. quando a pressão é normal. que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Com relação às afirmativas acima. 2. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. há uma informação físico-química que. Memorial de Aires. Embora com exceções.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e) sinestésica. Reduzida a vapor. Aguilar. olhando um para o outro. 244-5. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. b) coloquial. ácidos. à esquerda. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. mas de um modo geral. achei aberta a porta do jardim. tinha os braços cruzados à cinta. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. embora incorreta. É um bom dissolvente. se denominam máquinas de vapor. sais. Rio de Janeiro.” ASSIS. Aguiar estava encostado ao portal direito. Fui a pé. U. No texto. Antonio. por isso. ‘Lá estão eles’. Ao transpor a porta para a rua. GABARITO Após a leitura do poema. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. disse comigo. d) paradoxal. sob um luar generoso e branco de camélia. entrei e parei logo. Consolava-os a saudade de si mesmos. II. c) as afirmativas I e II.Leia o texto a seguir e responda a questão.”. III.” GEDEÃO. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. D. move os êmbolos das máquinas. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. insípida e incolor. Portugália. 1972. bases. 1989. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. Carmo. In: Obra Completa. à entrada do saguão.F. sob tensão e a alta temperatura. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. Quando pura é inodora. dei com os dois velhos sentados. dissolve tudo bem. com as mãos sobre os joelhos. Poesias completas (1956–1967). vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Lisboa.

Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. Na redação do texto. Cansados. E ele chegou. De seda. I. 15. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Vieram vestidos De linho. Nem vinho. GABARITO Texto para a questão 5. Olhou-os nos olhos. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico.11) configuram oposição em nível conotativo. entre outras. Sentaram-se à mesa.” 5. 10. segundo os critérios da leitura. Os olhos opacos. IESB Julgue os itens. Chamou-os meus filhos. nem peixe. Sentiu-lhes o frio. U.” Neusa Peçanha. Desnudos.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ( ) Nos versos 16 e 17. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. Sentiu-lhes a fome. Sentaram-se à mesa. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. III.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Vieram famintos. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. Na branca toalha.5) e olhos tão ávidos (v. IV. ( ) olhos opacos (v. 3 4. Ao longo estendida. conseqüência. b) I e II. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. e) I e IV. nem pão. Serviu-lhes a paz. d) III e IV. compreensão e interpretação textuais. Nem água. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. foi usada a linguagem de nível técnico. sem incorrer em qualquer erro gramatical. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. Alforjes vazios. c) II e IV. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. 5. 20.

Texto para as questões 7 e 8. uma vida tão regular e tão lícita. e) destruir. 83. uma leitura nos surpreende. no caminho para a prisão. driblando a escolta.) arranjasse depois a soltura. ‘incunábulo*’. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. Memórias de um Sargento de Milícias. a expressão fora às nuvens. UFMS Leia o texto abaixo. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. fosse qual fosse a sua natureza. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. mas tendo-o deixado mal. principalmente quando se tinha.’” ALMEIDA. c) desistir. Por exemplo. 4 GABARITO 7. indica que o Major ficara: a) indiferente. 2 – Começo. 8. aliás de nobre sentido. origem. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. há outras. “Esparadrapo”. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia.. retiradas do fragmento transcrito do romance. *Incunábulo: [do lat. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. por isso. por fim de contas. de.. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum.m. e) meditativo. Nesse sentido. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. c) envaidecido. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. No entanto. citada. d) enfurecido. Da preguiça como método de trabalho. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. b) machucar-se. d) fosse qual fosse a sua natureza. Globo 1987 p. mas. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. “Prodígio de humor e ironia. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. que parecem estar insinuando outra coisa. e) inimigo irreconciliável. consegui fugir. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. intitulado Escapula. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. 6. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. ficava-lhe sob a proteção. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. como o Leonardo. a quem uma vez tivesse posto a mão. c) uma vida tão regular e tão lícita. d) desanimar.” QUINTANA. em Memórias de um Sargento de Milícias. Mário. o Vidigal era até capaz. o sentimento do Major frente à situação. Incunabulu: berço] Adj. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Manuel A. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. b) eufórico. Voltar Língua Portuguesa . isento de qualquer traço idealizante. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada.. ed. muitas vezes. entre outras coisas. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. Rio de Janeiro. por exemplo. de ser seu amigo. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. São Paulo. tão do gosto do romance romântico da época. 1992. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. FTD.” WALDMAN. Se o Leonardo não tivesse fugido. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo.. lhe havia podido escapar. Berta. a) se o Leonardo (. e degradá-lo diante dos granadeiros.Leia o texto a seguir e responda a questão./S. na 1ª linha.

de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. b) casa.. e não o sentido figurado. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. Considere as seguintes afirmações: I. b) em II e III. da difusão da informação de interesse público. d) apenas em I. É o tipo de texto que analisa.. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. conotativo. 22 de setembro de 1999.. 5 Indique a opção.. tem especial relevância a existência da imprensa livre. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre.. c) . que possibilite o trânsito correto da informação. d) . PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. 11. denotativo. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente..” SCHRAMM.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.9. Na construção de uma sociedade justa e democrática. cremos. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. II. e) A continuação do exercício desta prática jornalística.. cuja frase. d) turma. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. Esta base. acreditamos. retirada do texto acima. Nas referências descritivas de seres inanimados. c) banda. Jornal de Santa Catarina. participativa e laica. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite... da difusão da informação de interesse público. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. interpreta e explica os dados da realidade. indispensável para a afirmação da cidadania. com boas intenções. cremos. Está correto o que se afirma: a) em I.. pluralista. c) em I e II. tem especial relevância a existência da imprensa livre.. II e III.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras.” Carlos Drummond de Andrade.. III. Egon José. 10. e) apenas em II. U.. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. b) Esta base.. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. e) companhia. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. A continuação do exercício desta prática jornalística.

/ “Entretanto. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. porém de sentido diferente. o interno não agüenta tinta. porque. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. outros há que os adotam por princípio. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. pegasse da pena e contasse alguns. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. esta monotonia acabou por exaurir-me também.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Nem tudo tinham os antigos. / “Ora.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. entendemos os anos de mil e quinhentos. de membros da mesma frase. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. porém. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. o capricho e a moda inventam e fazem correr. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. Em geral. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. mal comparando. – não me parece que se deva desprezar. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Pelo contrário. Feitas as exceções devidas. e que apenas conserva o hábito externo. à força de velhas. A este respeito a influência do povo é decisiva. para referir-se a determinados fatos. desentranhar delas mil riquezas que. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. se fazem novas. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mas se isto é um fato incontestável. Divergência digo.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. A influência popular tem um limite. / “O que aqui está é. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Há portanto certos modos de dizer. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. em relação à semântica e à estilística. nem tudo temos os modernos. o que é um mal.12. GABARITO 13. / “Os amigos que me restam são de data recente. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ou de dois ou mais versos. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. vida diferente não quer dizer vida pior. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. não se lêem. é outra coisa. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. ( ) Por “no século de quinhentos”. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. como tudo cansa. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. ou antes por uma exageração de princípio. locuções novas. como se diz nas autópsias. Cada tempo tem o seu estilo.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação.

M. d) ênfase e comparação. nós já tínhamos tomado banho. III. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. sábado de manhã. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Se chovia só eu sabia que era sábado. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. Clarice. São também utilizadas expressões populares no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e F para os falsos. a) ironia e hipérbole. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. e) II. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. vejo que é sábado de tarde. II. de súbito. mas já não me perguntam mais. Global. 16. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. IV. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. sangue e mel. c) antítese e metáfora.. Tem sido sábado. quando se pensa que a semana vai morrer. c) todas as afirmações estão corretas. F. trancados na ilha do nosso egoísmo”. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. b) eclipse e paralelo.14. e o vento: uma picada. Há antíteses na letra da música acima. a abelha no quintal. leia o texto “Atenção ao sábado”. São Paulo. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta.” LISPECTOR. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. d) I e IV estão corretas. Os melhores contos de Clarice Lispector. aparentemente submissa. para os verdadeiros. Domingo de manhã também é a rosa da semana. não? No Rio de Janeiro. o rosto inchado. Use V. 15. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. antes do vento espantado poder recomeçar. A palavra paciência tem um sentido denotativo. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. III e IV estão corretas. b) apenas a III está correta. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado.. e) contraste e alusão. I. uma rosa molhada. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. Seleção de Walnice Galvão. Então eu não digo nada. 1997.

Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. a conversa será mais lenta. aquele(s) em que há presença de conotação. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo.)” NOVEIRA.17. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. passar a cuia de uma mão para a outra. sob um laranjal. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. 23. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. E. de cachimbo da paz. UCDB. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. ótimo. em prol do equilíbrio universal. Tereré é o refresco.” Dê. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. de uma boca para a outra. com os espetáculos de circo dos parnasianos. são por natureza os nossos filhos naturais. explosão criadora. Quanto a estes.. Se alguém falar alguma frase. para não azedar o mate. Tanto de um como de outro grupo etário. 1996. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. De acordo com o clima. por sua vez. morena e matuta. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. 18. sob um laranjal. “Chimarrão é o mate cevado.. E assim. em relação à semântica e à estilística. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. O ideal é tomá-lo numa grande roda. sem rede de segurança . o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. respeitando a vez de cada um. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. sem querer. entre novos e velhos.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Raquel. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. identifique. além de tudo. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. bem gelado. uma bomba ou bombilha e a erva moída. sem açúcar. Campo Grande. IMPRIMIR GABARITO 01. passa-se do chimarrão ao tereré.” 16..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” 08. tudo muito morno e quente. próprio. Voltar Língua Portuguesa . não existe geração espontânea. habitual). ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . Quanto a mim. entre os trechos abaixo. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. retirados do texto de Raquel Noveira. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’.” 02. no texto em que estão inseridas. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. “. Sendo assim.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. p. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. como resposta. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. como chê-kambá ou cunhataí. Acontece que. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. sem açúcar. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. dará mais sabor à erva. a soma das alternativas corretas. na incauta adolescência. a conversa será mais lenta.” 04. Os (ainda) chamados modernistas. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. embora sem querer.. (. jamais fiz distinção entre uns e outros. Ed. Chimarrão é o mate cevado. alguma palavra em guarani. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. regado a água quente. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. regado a água quente. O arado e a estrela. com a sua livre poética. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. ressuscitada a cada geração.

14/04/99 (PLEONASMO). – Valeu. d) eufemismo. é correto afirmar: I. Disfarça. poderia ser substituída. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora... retiradas de revistas de circulação nacional. c) I. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa.. – Discordo terminantemente. ou seja. e outro culto. – O berro. II.. sendo um popular.. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. Dois homens tramando um assalto. e) I e II. c) hipérbole.. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”... II e III. Engrossou.. sujou. É só entrá e pegá.. em linguagem formal. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. com vocabulário rico. cheio de gírias. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho.. disfarça. sem mudar o sentido. 30/06/99 (METÁFORA). mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. agosto/99 (ANTÍTESE). Servicinho manero. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. Foram utilizados dois níveis de linguagem. “. d) I e III. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais.. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). Ou que os iluministas do século 18. na passagem do guarda. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. 22. Pra arejá. 27/01/99 (METONÍMIA). A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. tá recheado? – Tá. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Luís Fernando Veríssimo. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. 20. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. – Então vamlá. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. b) prosopopéia.... III. O guarda se afasta. b) I. Apareceu um guarda. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. O guarda passa por eles. enche o cara de chumbo. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. 9 GABARITO 21. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22.. Estão corretas: a) II e III.19. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. – Ih. – Podes crê. e) ironia... por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. U.

” CHACAL. Ninguém chupa a manga da camisa.)” José Paulo Paes.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 10 Na composição do excerto. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte.23.. Voltar Língua Portuguesa . A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. (. 2000. p. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. 26. 2ª ed. gosta de fazer bonito. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. despertando atenções para o eu-lírico. b) Vi com meus próprios olhos. p. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. U. c) “Luar. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. Rio de Janeiro: 7 letras. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. 25. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. c) Ambos enfocam a temática amorosa. d) metonímia. como na poesia marginal em geral. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. b) sinestesia. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro.” d) Toda profissão tem seus espinhos. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. IMPRIMIR Sobre os poemas. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos.” 24. 87. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. 13. e) perífrase. presente e futuro.E. c) metáfora. 1984. d) Ambos ignoram a temática amorosa. U. U. e) “Quando a gente é novo. Beijo na boca. b) Ambos focalizam a temática amorosa. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. São Paulo: Brasiliense.. Drops de abril. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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Vocabulário Avançar . 19. 21. 16. 7. 15. 12.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 4. 18. 3. 5. 9. 23. 22. 10. 11. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 17. b c c d e c e a c F-F. 2.F-V-F-V d d 13. 14. 20. 24. 8. 6.

respectivamente. Use V. enviavam-se muitas cartas em mão. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. c) científicas e biogenética. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir.. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. Unifor-CE “Vejam que país. e F. Você fica louco da vida. existe. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia.Fonologia. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. b) biologia e adquirida.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para os itens verdadeiros. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema..” “. 2. 3.” Lourenço Diaféria. dígrafo e ditongo.. 4. encontro consonantal e hiato. ortografia e formação das palavras Avançar . b) hiato. uma separação formal e intransponível. Você corrige um erro. c) ditongo. 1 ( ) A letra h não representa. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. 2.. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. d) negociação e países. encontro consonantal e ditongo. e) ditongo.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . d) Aproveito-me desta oportunidade. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. na Língua Portuguesa. Você corrige dois erros. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. acentuação. e) polícia e principais. GABARITO 3. dígrafo e hiato. dígrafo e ditongo.’ Considere as seguintes atitudes: 1. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. entre mim e eles. nas palavras: a) ameaças e contrário. 4. d) ditongo. como humano.a lavadeira cheira a gim. e) Antigamente. para os falsos. nenhuma fonema.

“Os americanos acham. acentuação. 7. d) III e IV... b) II e III. De acordo com as regras de acentuação gráfica. adquiri.” – fonema /k/. houve substituição da consoante final por semivogal. tranqüilo. “Séculos quentíssimos. Anhanguera. É goooool.E.Fonologia. tranqüilo.. b) Anbiguidade. güaraná. como resposta a soma das alternativas corretas. e) Ambigüidade. 02. adquiri..a velocidade da rotação. distingui. II e IV. adquiri.. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Anhangüera. 64.... agüei. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. 04.” – fonema /k/. III. Sem contração de preposição com artigo. São corretas as afirmações: a) I. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. agüei.. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. ortografia e formação das palavras Avançar . 08. vai marcar. d) Ambiguidade. IV. Anhangüera. Em sensacionau. distingui.. respectivamente.” – fonemas /ku/. adqüiri. furacões. guaraná.enquanto dá voltas. 16. “. 2 GABARITO 8. U. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. c) Ambigüidade. distingüi. Anhangüera. formando um ditongo crescente.” – fonema /k/. “Nevascas.” – fonema /k/. e) I e III. Em chalera. guaraná.um pião enlouquecido. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). Dê.. tranquilo. I. II. “. “.. Anhanguera.. güaraná.F. “Daqui a alguns milênios.. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. guaraná. III. distingüi. tranqüilo. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”.. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. aguei..” – fonemas /kw/. 32. e) apenas II e III. a) Ambigüidade. d) apenas I e II. algumas palavras sofreriam alterações. c) apenas III. Em marcá. dá de chaleira. U.” I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 6... c) I e II. b) apenas II.” – fonemas / ku/. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira.. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. aguei. 01.5. distingui. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial.. tranquilo. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. agüei. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. adqüiri. II. atenção.

la mejor Parker Collection du monde. através. frustado. Perché si non vous puede ficar sem. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. a) Empolgação. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. 180 e mucho más. U. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. beneficiente. asterístico. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. Come on. “Agora in Brasile. pretenção. ocorrem. da globalização lingüística. previlégio. 88. IMPRIMIR GABARITO 13. c) confessar. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). recriada por esse texto. o italiano e o francês. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. alto-falante. 11. celebral. Premier. acentuação. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. prazeiroso. pretensão. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. Voltar Língua Portuguesa . a confusão de línguas também impede a comunicação. b) adivinhar. Paraíba e caudal. auto-falante. b) dígrafo – hiato – ditongo. b) Eletricista. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. 95. 10. despercebido. a) qualquer. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. ( ) Na Babel global.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. entitular. e) Eletrecista.Fonologia. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). Gracias à abertura da nossa economia. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. ortografia e formação das palavras Avançar . assim como o português. asterisco. extrangeiro. capisci?” Revista Veja/SP. d) velho. d) Sicrano. ascenção. d) dígrafo – ditongo – ditongo. I tutto para você pagar com money brasileiro. 12. celebral. c) Assessores. vultosa. venga a buscar la suya. c) ditongo – dígrafo – hiato. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. losango. no texto. prazeiroso. ( ) O fato de o espanhol. 3 9. ( ) As palavras gracias. e) recorria. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. e) ditongo – dígrafo – ditongo.

cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. as palavras da alternativa: a) língua. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. e) estranh. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos... sentido pejorativo. 16. assinale o que for correto. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento.. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas..” 32. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.. “.. b) filológica. 01. às vezes. d) óbvio.. “... São acentuados graficamente os vocábulos “só”. 04... U. 01.. U.. c) português..Fonologia... 19. e e o. 16. 08.. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções.. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. completará corretamente a grafia de: a) bel.. U....E.. a) cândido – armário. úteis..” Dê. alguém.14. c) calabr.... 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..tão logo chegava ao final.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm.. percebemos que havia um problemão a resolver. c) supérfluo – incêndio. d) incluído – sandália. d) viuv. país.. “. aliás. a soma das alternativas corretas. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo.. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. influência. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida..” 16.... 17... de várias maneiras.. e) límpido – vôo. fechava o livro e o esquecia.. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.. O sufixo ESA... a e e. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. “Esse público buscava na literatura apenas distração.. a soma das alternativas corretas.. como resposta. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.. ortografia e formação das palavras Avançar .” 08. necessária.. como resposta. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.” 02..esperando o próximo.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha... O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i. na grafia da língua portuguesa..... 18. usado nessa palavra em negrito na citação acima....... acentuação....... Os vocábulos “macaco”.... b) cert.. “. 15.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis.. b) exímio – vírus...... Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. obrigatório. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea.” 04. lingüística. 02... Dê.E..

(inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar... tudo é show. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. como na África. e) convênio – válido. Mas não pega.... traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. Cantor de forró do Ceará.. ou.. cada uma fala o seu dialeto. a todo instante tropeça e se engasga com rap. falemos de nós.. Imagina se. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. a) sacrário – difícil. ‘meio-de-campo’.......” Rachel de Queiroz. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. back é beque. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’... se você for a fundo no assunto.. c) colégio – sério. No esporte é a mesma coisa. toma um susto. rap. F. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. c) Quando a chuva começou. o português. ele viu que. ou pior. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. sem guarda-chuva. como a maconha. Todos pensaram que ele fosse . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . punk. milk shake: a) São estrangeirismos que. Os índios têm lá os jogos deles. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. o que foi uma bênção. chamando-o de ‘desporto’. minhas. E o leitor do noticiário. soap-opera. . Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões.. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. Mas. 5 Palavras como show. b) Há gente que pretende .. segundo a gramática normativa. Suas idéias vão ... (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. por exemplo. funk e hot dog. Nas páginas dedicadas ao show business. pelo menos é o que informam os especialistas.. especialmente o futebol (não mais foot-ball). Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e... Correio do Estado 21/05/2000.. Pois aqui no Brasil. Pegue um jornal. então. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. depois. b) ônibus – ígneo. que alguns tentaram... etc... o placar.. acentuação. GABARITO 21.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo.. tem significação mais extensa. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos... Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. “(. iria passar .. é engraçado. os brasileiros. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas.. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. ortografia e formação das palavras Avançar . etc... não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. pelo menos. se não for escolado no papo......20. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem.. hamburger.. como um peru de farofa.I. A começar que a nossa língua oficial.. funk. mas devem ser chatos ou difíceis. (a par – ao par) expressão escolhida: a par.. as drogas mais leves. d) tórax – ingênuo. 22. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. nós a recebemos do colonizador luso. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. deixando de lado os índios que nós... e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. que.. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. por exemplo: é todo recheado de inglês. já que a gente não os conhece nem de nome. ou até na rua.. etc. inclui as apresentações em várias espécies de salas. pelo menos. onde as melodias podem ser originalmente nativas.. e) Não estou ______ desses problemas políticos.Fonologia.. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa... assinale a alternativa correta. mas Camarões venceu.... o pataxó. entre as expressões entre parênteses.. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. pretendemos ser..

nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. jornaleiro. e) “áreas” – “Mário”. d) “só” – “três”. b) “Até” – “propôs”. Voltar Língua Portuguesa . ‘Se você começou como padeiro. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. 01. U.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. e) “todo o velho contagia”. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. 04. ingleses e brasileiros.F.. Jornal do Brasil. Aliás. U.. (. Use V. 25. b) “iguais em tudo e na sina”. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. para os falsos. timbaleiro ou seresteiro. leia o texto “Eiros”. a soma das alternativas corretas. UFMT Para julgar os itens que seguem. 24. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. e dão lucro imediato. para as verdadeiras. Morte e vida severina. Há o importador e há o muambeiro. c) “jamais o cruzei a nado”. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. terapeutas e curandeiros. e F. “os parisienses”.Fonologia. c) “espécie” – “idéias”. ortografia e formação das palavras Avançar . (. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. 08. é um sufixo pouco nobre. 26. d) “na minha longa descida”. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. 16. como em “as páginas”.. “a capital” e “o ar”. são monossílabos átonos. 7/10/95. Existem suecos. empresário. acentuação. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. não se precisa de limpa. Luís Fernando. Dê. há políticos e politiqueiros.. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. 02.” NETO.)” VERÍSSIMO. Os artigos definidos. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. de adubar nem de regar. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. como resposta.E. João Cabral de Melo. grande investidor ou latifundiário. como existem médicos. segundo ela. por isso jamais recebem acento gráfico.23.

Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. b) artística – compreensível – contemporânea. b) aceitável. d) lêem. d) inferioridade. 30. b) Apelar. III. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. Quais estão corretas? a) Apenas I. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. b) Apenas II. pelas mesmas regras de “possível”. domínio e até. e) Apedrejar. 7 GABARITO 32. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. aí. ortografia e formação das palavras Avançar .27. ocorreria mudança de significado e de classe. d) Crucifixo. II e III. c) Circular. respectivamente. c) Apenas I e III. I. pública e está. e) vírus – fáceis – país. e) porém.F. 33. heroísmo. e) intensidade. c) caráter – cárie – até. d) Apenas II e III. e) I. e) compreensível – artístico – várias. d) silêncio. réu. pelas mesmas regras de água. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. heróico. em: a) América. respectivamente. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. e) místico. pára. 31. até. há.Fonologia. véu. b) contigüidade. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. c) árvore. acentuação. b) hífen – apóia – além. a) fácil – vôlei – caí. b) mágoa. d) difícil – idéia – vocês. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) privação. a) Apogeu. 29. baú. d) provável – várias – obrigatória. línguas e contrário. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. céu e pôr são: a) sábado. também e incontestável. 28. c) princípio. U. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. “memória” e “atrás”. só. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. clássicos e século. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. II. insuportável e dúvida.

.. Quando mais longe for.Fonologia. c) tênis. U. crisantemo.. interim. o vocábulo “compreenção”... UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. os jovens”... d) público.. acentuação. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz... Mas a gente promete não falar delas. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (Hertz – Locadora de Veículos) 37. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan.. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas.. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. 40. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. b) rubrica..... b) O encontro “sc”. 39. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo.. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . ingreme. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. como em “sonegação”.. e) flâmula. “admitiu” está corretamente grafado.. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais.. ortografia e formação das palavras Avançar . bimano. 35. cartomancia. Motor de sobra para esticar o pé. d) ureter.. c) Grafa-se corretamente com “ç”.. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. melhor. a Hertz não para de conquistar o Brasil.. d) Assim como “advinhar”. antifrase.. respeito da mente humana”. ocorre corretamente em “ascensão”. b) econômico. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. c) prototipo. U.. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego.. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. erudito...34. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta.. 36... • “A inteligência não se limita .. de 19/09/2000. capacidade de raciocínio lógico”. e) latex... como em “disciplina”.... . tulipa. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. Hungria. flacido.......

( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. IV. admitem grafia ou pronúncia distintas. acentuação. em seqüência. do trecho “enfiados em calças jeans”. 44. explicando-a brevemente.41. c) trabalho. U. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. 43. III e IV. um hiato e um ditongo oral crescente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As palavras “caubói”. disse-se-dizia ela. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. calabreza. PUC-RS-Modificada I. pouco se vê. compridos. fosse adaptada ao português. Se a palavra “jeans”. Porém. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. e) I. II. Guimarães. “Cê”. e) excesso. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. d) I. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. d) país. b) I e III. b) este. obsessivo.Fonologia. em “apelidados de peões de butique”. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. possivelmente seria grafada jins. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. louro-cobre. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. “Partida do audaz navegante”. não parava. ortografia e formação das palavras Avançar . os cabelos. Explique o processo de formação dessa palavra. Primeiras estórias. d) abstenção. ascensão. andorinhava. o perfilzinho agudo. U. Identifique essa atitude. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. compreensão. e) prática. Aos tantos. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. III. seria grafada chantilí. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til.” De acordo com essa definição. exceção. c) II e IV. e. 45. e “butique”. no meio deles. lisos. II. 42. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. que me gela!’” ROSA. II e III. um narizinho que-carícia. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. em “peão de boiadeiro virou caubói”. b) poetisa. c) empresa.

somente. UERJ Quanto ao processo de formação. U. O radical da palavra tem origem grega. d) conseguir. ortografia e formação das palavras Avançar . FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. O sufixo empregado forma substantivo. somente. são desconhecidas para mim. e) Apedrejar. 10 48. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. c) pirogravura. com a abertura da nossa economia. mudança. c) significativo. c) trair. 47. e) As razões porque não importaram outro povo. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. com a abertura da nossa economia.46. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. b) Apelar. e) ceder. b) endoculturação. d) II e III. e) I. acentuação. b) deter. b) desconhecida. II e III. III. d) Crucifixo. d) domingueira. e) transmissão. somente. 52. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. com a abertura da nossa economia. b) III. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. II. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia.Fonologia.F. I. não aproveitaram para importar outro povo. a) Apogeu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. c) I e II. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. indicando resultado da ação. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. 50. 51. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. d) infância. 49. Está correto que se afirma em: a) I. c) Circular. somente.

” A seguir.53. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I.. 55. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV.E. assinale a seqüência correta. acentuação. 54. III. b) injusto – descomunal.” IV. 56. e) I. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. Dê. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação.”. 16. é prova do despreparo de algumas pessoas. nas duas palavras. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. “. Voltar Língua Portuguesa . um radical latino e um radical grego. II e III. U. “. II e III..F. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. Nas palavras mental e sexual. 08.. 02. referente aos afixos em destaque. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. c) recolocava – reconhecemos.Fonologia. e) filosofia – dicotomia.. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. c) multiforme – policromo. b) Os afixos têm sentido semelhante I. U. a) altiplano – acrobata. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. 57.F. a) inexpressiva – exportados. d) dissílabo – bisavô. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV.” II. é certo que: 01.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma.” III. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. ortografia e formação das palavras Avançar . a soma das alternativas corretas.. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. 04. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. respectivamente. d) Apenas II e III. U.. II. c) Apenas I e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. d) preconceitos – descabidas. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. b) Apenas II. como resposta. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. b) psicultura – ictiologia.

12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) regularização. b) resistência. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. reluzia vivinho da silva. pacificar.. sofrimento. porque ambas as palavras representam uma ação.59. a soma das alternativas corretas. a) abandono em “morrera de um abandono”. 64. 60. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. cerebral. para expressar a idéia de carinho. d) fumaça.E. Não é que o canário tinha ressuscitado. sabedor. seja contra alguma coisa (al). 04. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. extinção. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. 65. Você é diferente. 63. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. a soma das alternativas corretas. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. parecia sentir alívio às suas”. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. seja dentro de (en). onde encontrava. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. d) régulo. prática. apesar de o elemento em comum significar “grande”. uma força. 02. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. Dê. como resposta.F. d) tributo – tributar – tributável. c) atributo – atribuição – atributivo. Embebeu de éter a bolinha de algodão. 04. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria.E. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. angustiado. de afeto. pode ser notado em: 01. preocupação. b) tribuna – contribuição – tributal. 02. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. ventania. regressar. perdão. U. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”.Fonologia. com uma fome danada? Dê. U. acentuação. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. 16.”. U. intimidade. 62. representada pelo elemento “foto”. 08. 16. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. c) facilidade. inexplorado. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. a) sentimento. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. 61. 08. e) atribulação – atribular – atribulado. a) tribunal – tributador – tribal. como resposta. U. contemplação. ortografia e formação das palavras Avançar . c) regulador.a um radical. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. alimentício. achando a condição humana uma droga. regularmente. b) régua.. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. mofino. e) explicável. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. pequenino por dentro. E saiu para a rua. sob todos os pontos de vista. que nos deu tanta alegria.

d) irradiar – imigrar. intugidos até então. b) arcaísmo. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. a) inaproveitável –irremovível – irromper. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. a) paterno. b) des – igual – dade – s. a palavra destacada é um: a) neologismo.Fonologia. b) invalidar – inativo – ingerir. c) autos-de-fé – ocorre. 67.F. como em ‘ilógico’. neste exemplo. d) padroeiro. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. U. e) incriminar – imiscuir – imanente. ação contrária. d) des – i – gual – da – des. c) padronizar. uso típico da região sertaneja. em relação icônica com o determinado. U. composição por justaposição. c) impuro – ilícito. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. obtido pela repetição de um elemento morfológico. e) inflamar – irretocável. e) padre. são conservadores. d) ateu – incoercível – imerso. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . principalmente os sertanejos. c) desi – gual – da – des. feliz e mente. e) arcaísmo. de relevante valor expressivo. 71. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. c) neologismo. espiei os três outros. b) irreal – influir. mumumudos. há prefixos com o mesmo sentido. 68. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas.”. d) arcaísmo. e) desigual – dades. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular.66. 70. e o prefixo indica negação. agregado à base um novo sentido. Cefet-RJ Em “Como por socorro. em seus cavalos. b) apadrinhar. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. o que prova que os falantes da língua portuguesa. 69. ortografia e formação das palavras Avançar . acentuação. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega.

75. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. e) trabalha em prol da favela. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-.. 76. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. isto é. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. b) movimento em torno. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. c) nunca morou na favela. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) deixou de ser favelado. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. o significado de: a) movimento através de.Fonologia. b) Fez o salto real. e) cabeleira. d) impossível.” tem. c) posição além do limite. Me firmo. 73. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. c) laranjeira. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. b) poeira. b) enxergado. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo).72. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. acentuação. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. a) cafeteira. e) movimento intermitente. b) é contrária à favela.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo.. 77. respectivamente. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. d) movimento para além de. e) consumidor. b) sufixo que expressa intensidade. a) E depois a tomaram como espantados. d) brasileira. ortografia e formação das palavras Avançar . U. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. c) amamenta. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. 74. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis.F.

espiando até “pelos entrefios”. c 36. 20. 49. ou seja. b 33. e 37. 9. 8. d 34. c 23. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 4. 15. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. d 41. 5. e 29. 45. 12.Fonologia. 53. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 18. 3. dinâmica. Linguarudo: derivação sufixal. a 38. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. a 35. como é o caso. ortografia e formação das palavras Avançar . 48. transmitir afetividade (valor subjetivo). acentuação. d 40. 2. 7. significa que Brejeirinha tinha. 19. 17. e 32. 14. F – F – F 27. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 13. Voltar Língua Portuguesa . em um dado momento. 44. c 24. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. b 39. 50. 11. c 25. d 31. 47. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). 6. O valor subjetivo se soma ao objetivo. 52. 10. ligeira e perspicaz como uma andorinha. c 28.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 46. 51. a 30. sendo tão pequena. 16. 42. c 22. 26 26. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. No texto.

74. 76. acentuação. 59. 61. ortografia e formação das palavras Avançar . 63. 68. 73.Fonologia. 67.54. 69. 64. 62. 56. 77. 60. 71. 57. 70. 65. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 72. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 75. 55. 58.

” o artigo em destaque poderia ser eliminado. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.) nessa questão de engenharia genética. ( ) Em “. S U B S T A N T IV O S .Artigos. no nível mais fundamental. a fim de evitar as violações dos direitos humanos.. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas.F.. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. ( ) Individualizar.. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. A D JE T IV O S .” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. Para tal.. Para eliminar esse fosso. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados.. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. verbos e adverbios Avançar .. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. sem alteração de sentido. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio.” GABARITO 1. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. no primado do direito. que promete ser a questão do novo milênio”. U. ( ) Em “. substantivos.. pode ser permutado por particularizar. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. ( ) Fosso.. 2. a definir melhor os direitos econômicos.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. adjetivos. e.. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos.. sem alteração sintática ou semântica. Em 1994.. sem modificação sintática ou semântica. ( ) Em “.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido..

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. 5. c) brasileiro.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. b) conquista.) a nada menos que US$500 milhões”. em “o brasileiro era um envergonhado”. a) brasileiro. brancos e índios”. d) século. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”.3. no contexto. verbos e adverbios Avançar . FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical.. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. d) envergonhado. em sua estrutura interna. em “deixou de ser um peso para os criadores”. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. e) combate.Artigos./ Onde o rouxinol não canta. b) “Paisagens da minha terra. 2 4.F. substantivos. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. que aparece destacado. c) grito. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. vamos cantar. U. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. O termo “a”. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação.” (Manuel Bandeira). só o trágico é que faz sucesso.. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). b) criadores. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. 6. adjetivos. e) brancos.F.” A partir desse conceito. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). d) “No Brasil. d) É trágico verificar que. no trecho anterior. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número.000 reais está longe de ser popular. 7.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. em “a mistura entre negros. como adjetivo. na televisão brasileira. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. d) “Meu amigo.

nessa estrofe. c) a mesma forma e o mesmo significado. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.8.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.F. adjetivos. é sempre diferente. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. Use V. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. para os falsos. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. pois a forma de tratamento você. segundo a gramática normativa do português culto. ou toma um café Hoje bobagem. em várias regiões do país. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). mas o uso.Artigos. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. b) formas e significados diferentes. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. não-específico. IMPRIMIR 9. para os itens verdadeiros. tem sentido indeterminado. em termos de sentido. substantivos. d) a mesma forma e diferentes significados. e F. verbos e adverbios Avançar . U. está incorreta. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. Voltar Língua Portuguesa . “UM DIA QUALQUER . são pronunciadas de igual modo.

uma versão nordestina para o Paciente Inglês. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza.Artigos. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. d) apenas II e III. 11. substantivos. o uso coloquial. Isto é. adjetivos.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. UFSE “. com freqüência. onde o aviador sobrevive à queda. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. 13. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. e) I.10. 12. 24/11/1999. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. c) substantivo e adjetivo. e) particípio e substantivo. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. d) substantivo e substantivo.”.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. cujas sementes deram início a este bosque. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas.”. Quais estão corretas? a) apenas I. III. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. assim. I. b) adjetivo e adjetivo. c) apenas I e III. livres de ameaças reais. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. II. b) apenas II. verbos e adverbios Avançar . II e III. d) mulherzinhas – coraçãozinhos.. e) colherezinhas – floreszinhas. b) mulherzinhas – coraçõezinhos.. não haveria alteração no sentido global da frase. sem que houvesse alteração no sentido. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. c) florezinhas – mulherezinhas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

e) pintura. 02.. 15.... c) fundação.. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... o uso da crase é facultativo. 08. quando se trata de estudar.. que ameaça acontecer breve. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. a soma das alternativas corretas.. No trecho “Mas. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. veja bem. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. base. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno.. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. b) chão. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. 16. a mesma palavra seria um adjetivo. que se diferenciam. Unifor-CE As lacunas da frase “Os ..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. caráter e épocas estão acentuadas corretamente.. segundo a gramática normativa. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. o subjuntivo e o imperativo. 16... 04. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.” 5 No enunciado acima. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. Se....” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo.. sobretudo.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.14. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. Construindo o cidadão do futuro. como na expressão perigo eminente..... “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. 18.. substantivos. procuram . os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam.. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. se assim fosse.. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. Dê. verbos e adverbios Avançar . justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. que significa que está em via de efetivação. As palavras rústica. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. como resposta.. por serem todas elas proparoxítonas.. No segmento indiferente a tudo. adjetivos. UERJ “Vestibular UERJ 2001.Artigos. 01. entretanto. Em “. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. d) acabamento. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos..”.

os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. Use V. obesidade. que correspondem a 32% de todos os óbitos. ( ) As formas verbais foi e é são. II Hoje. V Procure seu médico e siga a sua orientação. No poema há quantos adjetivos? a) 3. procure e siga estão no imperativo. e) 2. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. c) 4. c) Na Aliança Luso-brasileira. para os falsos. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. verbos e adverbios Avançar . Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. saias verdes-olivas.” Veja. b) Na Aliança Luso-brasileira.19. 21. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. 20. saias azuis-pavões. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. 23/06/99. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. e F.Artigos. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. d) 6. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas.” Carlos Drummond de Andrade. 153. a primeira no pretérito e a segunda no presente. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. saias verdes-oliva. associadas a tabagismo. dos verbos ir e ser. U. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Na Aliança Lusa-brasileira. saias verde-oliva. adjetivos. substantivos. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. para assinalar os itens verdadeiros. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. e) Na Aliança Luso-brasileira. p. a) Na Aliança Lusa-brasileira. b) 5. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. respectivamente. III Essas doenças. saias verde-olivas.

d) apenas II e III. convocou uma entusiasmada ministra. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. I. no caso. Na quinta-feira. a Inglaterra contaria com a companhia. Difícil dar certo. que equivale a muito seca. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. c) apenas I e III. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. claro. respectivamente.” Veja. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. Mas. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. substantivos. as palavras sublinhadas desempenham. U. normais. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. 28/06/2000. desde que moda é moda. Por birra. quem diria. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. E não adianta a menina perder 20 quilos. ato contínuo. Está(ão) correta(s): a) apenas I. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. o papel de substantivos. logo de quem. a direita. II. nas butiques. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. de tamanhos acima de 40. Tem de ser naturalmente magra’. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. verbos e adverbios Avançar . e para a imensa maioria das mortais. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. Tessa Jowell. jornalistas. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. acima de tudo. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. ‘A foto sempre engorda um pouco. no máximo 42. A ministra Tessa. da Argentina. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .F. quem é gordo e. e mais silhuetas. e por isso a magra fotografa melhor. seca como uva passa. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. Previsivelmente. como a de Victoria Adams. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. Em “já que toda altíssima e magérrima”. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. alinhou-se à facção das magérrimas. estão. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias.22. Quem quiser que acredite que vai funcionar. até porque. Nesse departamento.Artigos. na voz de Theresa May. Embalada em sua cruzada. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. digamos. b) apenas II. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. sob suspeita de anorexia. muito a contragosto por parte das revistas. adjetivos. Incitadas pelo governo trabalhista. III. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. independentemente dos hambúrgueres que consuma. que estão tentando dar um jeitinho. Também apontaram a falta. e) I. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. sequíssima. no contexto. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. II e III. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”.

24. 02. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. verbos e adverbios Avançar . que nos deu tanta alegria. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. janela entreaberta. E saiu para a rua. poeira a um canto. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. III. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. c) xampu de capelo – xampu capilar. bolo encomendado nas Matildes.E. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. as tecedeiras de todas as intrigas. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. e) associar as ações das duas irmãs. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. as espalhadoras de todas as maledicências. entre os dentes ralos. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. 26. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. pequenino por dentro. desde longos anos. c) III. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. achando a condição humana uma droga. estado ou qualidade dos seres. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. Embebeu de éter a bolinha de algodão. O pobre menino nasceu morto. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. a soma das alternativas corretas. A ilustre Casa de Ramires. d) I e II. não existia nódoa. respectivamente. O menino pobre nasceu morto. 16. sensação. b) nervo da audição – nervo auditivo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uma nuvem poderosa abre o horizonte. 8 GABARITO No texto. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. E na desditosa cidade. 25. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. escuras e gárrulas como cigarras. e) monumento de rocha – monumento rupestre. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura.” QUEIRÓS. substantivos. angustiado. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. U. não comentasse com malícia estridente. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. 08. vulto a uma esquina. II. d) água de rio – água pluvial. como resposta. pecha. Eça de.23. adjetivos. b) II. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. e) I e III. em Oliveira. 04. algibeira arrasada. Dê. bule rachado.Artigos. coração dorido.

Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. substantivos.Leia abaixo o trecho do diário de P. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.Restaurante chinês. c) cívico-religioso. 28.C. de verdade do processo expresso pelo verbo. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. o lugar. adjetivos. 2000. Foi maravilhoso!” 9 27. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em jun. verbos e adverbios Avançar . e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”.Las Vegas (. “O diário de P. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. c) aproximadamente uma tonelada”. d) azul-marinho. ele que viesse falar comigo.. c) Em 1970. vives. de aproveitar a vida. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. 30. b) verde-oliva. a) surdo-mudo. publicado em uma reportagem na revista Isto é. sem que a idéia básica do período seja modificada.Artigos. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. A questão 27 refere-se a ele. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. d) tanto quanto uma tonelada”. 29. 01/01/2000 . Não só por não ter me permitido comer. comunicar-se. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. e) ao menos uma tonelada”. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações.S. e) guarda-noturno. U. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas.C.S. É como se eu estivesse congelada. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado.) 21h30 .. b) justo uma tonelada”.. apreciar a música. rir. tu dirás que queres viver. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas.

. Reescreva a frase acima. por: a) embora. 32. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 33. amar? Sempre e até de olhos vidrados. Amar. amar? Amar e esquecer. b) A econologia. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. b) A polícia.Artigos. o paciente teria morrido”. Londrina-PR “Que pode uma criatura. 10 GABARITO 34. 35. substantivos. combinação de princípos da economia. Amar e malamar. d) Saveiro Geração III. Resiste a tudo. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. senão. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. não conseguiu capturar os fugitivos. a) com verdade – sinceramente. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. U. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. b) Além disso. amar?” A palavra até. pode ser substituído.. b) como amante – adulteramente. declarou o médico. Reescreva a frase acima. b) não obstante.” O advérbio talvez nos versos. entre criaturas. ao pecado de saber mais do que nos convinha.E. e) sem virtude – desvirtuadamente. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial.31. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. até agora. transpondo-a para a voz ativa. até a você. desamar. c) com liberdade – libertinamente. d) pode ser que. no texto de Carlos Drummond de Andrade. d) sem mistério – enigmaticamente. c) ainda que. verbos e adverbios Avançar . adjetivos. sem perda de sentido. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. Tarifas que podem chegar a zero. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. sociologia e ecologia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria.

37. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. poderá adotar outra perspectiva. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. no passado.. d) no passado. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou.” b) “.” e) “. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é mais sombrio.. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. para medir a inteligência.36.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. verbos e adverbios Avançar .. infelizmente. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. há motivo para otimismo”. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo.. observe seus efeitos de luz e sombra. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.” 11 No texto.. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. além dos testes de QI. substantivos. o quadro.Artigos. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. U. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram.” 40. Para bem comparar a técnica utilizada. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. adjetivos. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. 39. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade.. 38. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. Quando as __________ (ver).. __________ três explosões na plataforma de petróleo. UFRS-Modificada “Os testes de QI.

43. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo.. verbos e adverbios Avançar . será o momento de todos o aplaudirmos. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. São inumeráveis as academias de ginástica.” Revista Época. a) sabia – sentiu – chamara. respectivamente. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. mas ele já havia saído. 44. quando eu for presidente. mas se deteu. de 24/01/2000..Artigos. e) em todas as quatro frases. “for” equivale. III. como a De Plá. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. b) pretendia – sentiu – sabia. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. b) somente na frase II. II. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. se ele manter adequadamente o tratamento. esperando oportunidade melhor. mandarei prender os que forem inimigos do país. que vende e revela material fotográfico para amadores. 42. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. adjetivos. NESSA ORDEM. do articulista Marcos Sá Corrêa: “.” Dessas ocorrências. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. Feita a pergunta. d) chamara – sentiu – começaria.41. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. IV. a lesão do jogador poderá estar curada.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. sentiu o peso da responsabilidade. c) tinha marcado – sentiu – visitara. de modo claro e objetivo.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. c) somente na frase III. substantivos. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. a) Em pouco mais de três meses. d) somente na frase IV. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”.

b) Tenhais. entre os dentes ralos. em Oliveira. bule rachado. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. não comentasse com malícia estridente. desde longos anos. 47. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. Paulo. U. escuras e gárrulas como cigarras.” QUEIRÓS. algibeira arrasada. não tiverem descortinado. 14 de abril de 2001. as espalhadoras de todas as maledicências. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. Voltar Língua Portuguesa . portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). c) não existira. neste texto. A ilustre Casa de Ramires. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. descortinassem e comentasse.45.Artigos. as tecedeiras de todas as intrigas. Eça de. b) Juntou até 10 mil reais. vulto a uma esquina. uma das formas verbais não condiz com as demais. d) não existirá. se verifica entre as formas verbais existia. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. 48. não tinha comentado. “As duas manas Lousadas! Secas. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. mantém-se apenas em: a) não existe. não descortinavam. não teriam descortinado. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. pode-se perceber que. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. c) Julgais. verbos e adverbios Avançar . janela entreaberta. não descortinem. não comente. coração dorido. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. não tinham descortinado. e) não existiria. não comentava. não tiver comentado. E na desditosa cidade. Texto para a questão 47. poeira a um canto. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. adjetivos. pecha. c) Bebeu tanto até cair. Trata-se de: a) Ides. portanto o emprego está adequado. no diálogo entre Calvin e sua mãe. e) Segui. FUVEST-SP A correlação de tempos que. não existia nódoa. d) Pretendes. não teria comentado. substantivos. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. bolo encomendado nas Matildes. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. b) não existiu.

e) previr. verbos e adverbios Avançar . b) desejar. 51. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. seria necessário considerar. adjetivos. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. creiamos. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. GABARITO 52. Assinale. Voltar Língua Portuguesa . por exemplo.. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. c) presença indispensável à frase. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. Para diferenciar o verbo do substantivo. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. principalmente. d) desejaria. não tem gente parada. em relação às palavras. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. 18/08/1999. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras.49. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. 50. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. teríamos: a) previer. 53. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. substantivos.. além do sentido de ação. UFRN Considere o período a seguir. abrandando-lhe a linguagem. modo e pessoa. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. d) anteposição de um substantivo. U. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. b) preveria. b) flexão de tempo. a) Sabe que você tem razão. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. d) prever.F. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. c) desejará. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. U.” Veja. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco.” Para se manter a correspondência temporal no período. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso.Artigos. Não pôde ser diferente. c) previera. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso.

d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. Em Por favor. cujo plural é vêm. II. requeresse. “Se . IV... Em . Os verbos lembrar e esquecer. esses bens”. cativa-me!.. No trecho .. sendo o plural vede. comunica-me imediatamente”. Alfenas-MG Observe: I. que faz a 3ª pessoa do plural vêm.. o modo verbal é o imperativo. III.. requisesse.. que é dourado... reavesse d) vier. II. talvez você . Em Mas se tu me cativas. interviesse. “Quando puseres a foto no álbum.. a São Paulo.. “Se ele propuser um acordo. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.. |-a-| vogal temática. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... Dê. 55. por isso ninguém interviu para liberá-los”.... |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. vires.Artigos.. c) III e IV....... não são regidos por preposição. vires. reouvesse e) vier... c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.... |começa-| tema. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. vieres... adjetivos..54. como resposta. vê através do pequeno embrião de árvore (. interviesse. 08.. 32.. começaram a se tornar realidade.. III... vires. “Quando . aceitaríamos todas as condições”. intervisse.. 02...) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima.. quando previr o temporal”.. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica.. Em O trigo.... vires. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. ela ficará contente”... interviesse. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo..... e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver... as lacunas das frases acima: a) vieres..... o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical... requeresse.... intervisse. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III... e) II e IV. sendo vinde a forma do plural. U.. reouvesse 57. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. b) II e III.. e seu plural é vêem. requisesse. U... substantivos. respectiva e corretamente. e seu amigo . 56. “Se você . requeresse.. reouvesse b) vier.. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver... verbos e adverbios Avançar . 16. que isso é necessário. “Ele voltará. a soma das alternativas corretas. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham..só se vê bem e os homens não têm mais tempo. fará com que eu me lembre de ti.. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir.. 04. traga seu irmão”..... reavesse c) vir. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.. d) I e IV.

. 60.... E não adianta que a menina ........... porém. “E não adianta a menina perder 20 quilos... F.. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.. a fumar e a beber. II....” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63.... d) Apenas a afirmação III. naturalmente magra.. b) Apenas a afirmação II. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.. U.... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59..... 20 quilos..” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... a prática do esporte poderá ser moralizada... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I.. Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . mesmo que se .. III.... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade.. a bolsa de estudos.... Seria preciso que ........ naturalmente magra... ele. do cigarro e do álcool......... adjetivos.. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético. diga-lhe que seria bom que ele .... eventualmente ............ c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.. 61..F.. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I... o professor.... A palavra morto é particípio do verbo morrer....Artigos...... Tem de ser naturalmente magra (.. para que você .. mas alguns talvez não o entendam bem.. c) Se a opinião pública intervir.....I.. a João que se . a seguir o conselho........... e) Todos lêem o código de ética de seu clube.... substantivos. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia. O verbo morrer tem dois particípios. A palavra morto é particípio do verbo matar. e) Nenhuma das afirmações. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.. verbos e adverbios Avançar ....... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .... complete corretamente as lacunas.... 62..)” Considerando as transformações propostas...... no processo.. c) Cada uma das afirmações. É preciso que .58.....

. para apresentar correção. – transitivo direto e indireto. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. verbos e adverbios Avançar .Artigos.” a) está correto. empregado com o sentido de não ter confiança. b) Os jornais não deram a notícia. d) deve ser substituído por “isto que”. para apresentar correção..... b) deve ser substituído por “aquilo de que”.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. d) seguíssemos – admitíssemos. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. 65. e) seguiremos – admitiremos. – intransitivo. a) pudesse ser. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”..” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse..” d) “Era assim o Brasil de Cabral.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. para apresentar correção. e) tenha sido. duvidar. sem acarretar mudança no significado da frase. c) está correto. adjetivos. nem mulatas.. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima.. c) O relógio deu onze horas. – intransitivo. – transitivo direto.64. – transitivo indireto. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. b) tivesse sido. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. imaginava-se que um cérebro jovem (. a) seguirmos – admitíssemos.” Considerando-se o verbete. 66. mantendo a correlação exigida pela norma culta. e) deve ser substituído por “ao que”. b) seguíssemos – admitiríamos.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. um número sem fim de animais. e) Esse dinheiro não dá. quando for a vez desses meninos?”.. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. d) possa ser.” b) “Ainda não haviam louras...” e) “. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. 68. verifica-se erro em: a) “. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. c) teria sido. UEL-PR “Se seguirmos Freud. substantivos. 67.. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. nem surfistas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . já quinhentos anos passados. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.

porque vejo a questão de outra maneira.Artigos. no enunciado. essa história está cheirando mal.. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. b) transitivo direto e transitivo indireto.” “Mas leio. está na alternativa: a) projetam-se. 71. e) vão projetar-se. leio. respectivamente. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. e) Há. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. b) projetam.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima.). d) intransitivo e transitivo indireto.)... IMPRIMIR 74. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”.. 73. 70. UFR-RJ “(.69. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. Outra forma verbal. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou.. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los.. adjetivos.. substantivos. como: a) transitivo direto e intransitivo. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado.”. com isso. verbos e adverbios Avançar . b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada.. c) é projetado. GABARITO 72. e) verbo de ligação e transitivo direto. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que.. c) tinham queimado. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. Tenho de ler tudo.. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. b) foram queimados. haja prejuízo do significado. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. equivalente a em negrito acima. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. o que deixou sua mãe extremamente preocupada.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. e) foi queimado. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. c) transitivo indireto e verbo de ligação. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. Em filosofias / tropeço e caio. d) tinham projetado. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. Voltar Língua Portuguesa . d) eram queimados.

... a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. Se tivessem registrado a infância da aviação. ..” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos..... Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. c) teria descoberto. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. e) terá descoberto.. d) ocorrerá trabalhos.. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura.. o futuro. eles a tinham popularizado. 02. substantivos. 01. os fotógrafos a popularizarão... eles a popularizaram. para sempre.. 77..” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra... Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.. Desse texto. F. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. do Império da República Velha. de novo a estrada interrompida. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil.. eles a teriam popularizado.. Unifor-CE “. naqueles tristes momentos... a soma das alternativas corretas.. b) tinha descoberto.E.75.. c) terão trabalhos. que.. U. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação.. b) existirão trabalhos..F. os fotógrafos a popularizaram. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. 78... ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. a inocência.. não se lêem muito os clássicos no Brasil. 79. d) tem descoberto. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. Quando registrarem a infância da aviação. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. verbos e adverbios Avançar .. como tantos brasileiros..” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. F.. ... derrubado o muro da ditadura.. 08. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. Dê. e) existirá trabalhos. U. Pensávamos... Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia.. gramaticalmente equivalente. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil.. 04. como resposta. Não sabíamos que o país .... Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. 16. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. Voltar Língua Portuguesa . adjetivos.Artigos..

Mário. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida.Artigos. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis.. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado.” Nas frases abaixo. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. 81. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. adjetivos. UFRJ Releia os versos 9 a 17. Só para judiar. quem sabe?...As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo.. São Paulo: Globo.. verbos e adverbios Avançar .. explique o emprego dos parênteses no verso 13. essas crianças!” QUINTANA. explique o que é a infância na concepção do poema. Unifor-CE “. Lentamente..) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. meu Deus.. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. 86/87. UFRJ . 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. 1997.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. 6ª ed..’ Ah.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. 82... c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. p. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. quem sabe?. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. Nova antologia poética. substantivos.

( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. denota um(a): a) treinamento. “Por exemplo. e) ponderação. U. c) I.. I. como resposta. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. No trecho acima a seqüência de formas verbais. b) presentes e posteriores ao momento da fala. U. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam.” III. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. b) aconselhamento. tendo em vista o emprego de verbos. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. nas formas destacadas.). d) solicitação. c) ordem. na voz passiva. III.. 08.” II. 86. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. 84.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. no imperativo. A seguir. Uberlândia-MG Numere a 2ª.. Dê. podem-se desenvolver espécies de milho (...) ponha a saia mais leve. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. I... “(.E.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. 01. e passeie de mãos dadas com o ar. 02. I. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. a forma “eram invadidas”. IV.F. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. adjetivos. o presente do indicativo.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. Com o verbo na voz ativa. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. d) II. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. 16. substantivos. 04.” IV. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com o sentido de existir.Artigos. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. b) I. IV.. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”.. III. a soma das alternativas corretas..” Carlos Drummond de Andrade. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. IV. II. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. “(. aquela de chita.83. indiscutível. “voar” está empregado em função substantiva. verbos e adverbios Avançar . c) passadas mas que têm validade permanente... 85. coluna de acordo com a 1ª. em 1898”.

adjetivos. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica..) como bem o sabiam os romanos (. d) “(. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. verbos e adverbios Avançar . a seqüência dos tempos verbais em negrito. O Guarani.87. altivo e sobranceiro contra os rochedos. d) tinha – tem. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. que recebe no seu curso de dez léguas. com minha secretária Eunice. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. b) reflexão.” ALENCAR. 92. b) era – são. a) “Pelo Natal estarei aí. que rola majestosamente em seu vasto leito. quanto às vozes do verbo. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. substantivos. enroscando-se como uma serpente. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. torna-se rio caudal. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. GABARITO Em relação ao texto. e) exigiam – exigem.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. “Onde avanço. 91. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. c) obteve – obtenha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . posterior ao momento em que se fala. Olhemos a cidade. curva-se humildemente aos pés do suserano.. as três construções destacadas. c) sugestão. UERJ Classifique.. Descreva essa mudança.) o povo é ignorante. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. c) “(. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba.. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. d) certeza. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. o pequeno rio. b) “Se não zelássemos por nós. e engrossando com os mananciais. 88. na frase acima. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. José de. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos..)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. e) “rio caudal”.Artigos. e) solicitação. me dou. 90.

U.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência ... d) vem dominando. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.) nada adiantava esse dinheiro...” c) “(.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.. c) dominam. adjetivos..” 96...93.......) poderemos (. U.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio..F.F. b) vêm dominando..Artigos..” b) “(.” d) “(.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa....” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.” b) “(.” d) “...” b) “. substantivos.ninguém supera a televisão.” d) “(.“ 95. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar ... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”..) não compreende ele as coisas do Brasil.” c) “(...) Trunte retrucou que já era alguma coisa...) manipular os peões (.. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.)” 94..

2. 30.Artigos. 15. a 39. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 4.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . c 45. sociologia e ecologia. 40. 25. 34. Vier. 13. b 42. substantivos. a 38. vir. 24. 10. 21. verbos e adverbios Avançar . a 48. 3. 11. 14. 20. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. satisfizer. se mantenha. 29. S U B S T A N T IV O S . 27. c 47. 19. 26. 28. d 41. combinação de princípos da economia. adjetivos. d 37. declarou o médico. 6. 31. 33. a 44. d 43.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 32. 8. e 46. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 23. 36. 22. 9. 17. 7. o paciente teria morrido. 5. A D JE T IV O S . d 49. 16. dispuser. d Voltar Língua Portuguesa . como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 12.

em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. c 87. 70. 71. 82. me dou: voz reflexiva. a 88. 77. do qual se distancia. Em avanço o “eu” é agente. no verso 13. 15 86. Onde avanço: voz ativa. 74. substantivos. 76. 67. 63. 55.2 50. b e b b e e d b e c e d b c b 65. a 93. e 83. 90. 75. c 85. na concepção do poema. c 92. 52. A partir do emprego dos tempos verbais. 91. 79. verifica-se que. 81. 78. em me dou é agente e paciente. a 95. 53. adjetivos. 58. verbos e adverbios Avançar . 57. a Voltar Língua Portuguesa . 64. 68. 56. 72. 51. 54. 66. O emprego dos parênteses revela que. 62. 69. a infância é um estado permanente no eu-lírico. a 96. c 89. b 94. 60. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. 61. b 84. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 73.Artigos. 59.

sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’.Pronomes Avançar . c) Apenas III é verdadeira.desses direitos. ( ) Por equívoco do redator.. e F. favorece uma tonicidade não usual em português.. Assinale a alternativa correta. Além disso. é própria de linguagem formal no Brasil. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. II. 2. I. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. no livre exercício de suas próprias soberanias. 1948). UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. falta o hífen em “interamericano”. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização... a) Apenas I é verdadeira. Use V. Colômbia. conseqüentemente. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.”. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. b) Apenas II é verdadeira.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. III.E. d) I e II são verdadeiras. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. e) I e III são verdadeiras. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. para os falsos.. é correto afirmar que a ênclise: I. modo e pessoa. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. para os verdadeiros. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. até .” estão flexionados no mesmo tempo. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. como a realização dos postulados da justiça social’.

da veneração em que tinha a memória dele..” (M. de Assis). pessoa do singular com a 3ª.” (M.Pronomes Avançar . acrescentando-lhe saudade. em vez de ficar séria e pensar em Deus.. não deixaria de comparecer. a) “. de Assis) c) “Lalau sentou-se. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. rindo.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. beleza e ritmo. pessoa do singular. de Assis) 6. Exemplos: Tô. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. de Assis) d) “. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. b) A personagem mistura. das alusões freqüentes na conversão. 7. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. Voltar Língua Portuguesa . e) à forma verbal acrescentando. 5. d) somente à palavra mais próxima: saudade. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. falou-me também da piedade e saudade da viúva. a senhora. c) a saudade.” (M. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. à qual está ligado por hífen. na sua fala. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4.” (M. U.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. das relíquias que guardava.. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.3. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. pra.. b) à forma de tocar violão. beleza e ritmo.. acontece um erro quanto à norma culta da Língua.F.. a 2ª.

Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. C e D). Leitor. por a) teu. desconfiasse de toda a gente (. um problema que para muitos é um problemão. em qualquer assunto que lhe preocupe. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. faça uma consulta. Considerando-se os elementos em negrito. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. 3 8. estás desiludido.. ou até mesmo por não acreditar.Texto para a questão 8. ( ) no enunciado A. os. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente.. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. Muitas vezes.. (. muita inveja. você é testemunha disto.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. o. Todos se habituariam e pensar coletivamente. desanimado. mau olhado no amor.. tua. te. c) teu. tua. respectivamente. fazer voltar alguém em sua companhia. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. UFGO A. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. te. nos negócios. a palavra todos tem valor anafórico. em qualquer assunto que lhe preocupe. tens caso íntimo à resolver. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B.) D. lhes. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. desorientado. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. com a PROFa. muita inveja. ( ) no enunciado D. desanimado. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. vossa. b) teu. no seu trabalho. tens amor não correspondido ou rompido. deve-se substituir as palavras grifadas. desorientado.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. B.. e) vosso. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. ( ) no enunciado C. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. fazer voltar alguém em sua companhia. Comprove estimado leitor. respectivamente. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. a expressão a gente. a PROFa. tens amor não correspondido ou rompido. ou o próprio mal não deixa.Pronomes Avançar . BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. vossa. Muitas vezes não acha solução. faça isso agora. emitido por uma voz narrativa onisciente. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. Não fique na dúvida. ( ) no enunciado B. tem o sentido de “nós”. muita sonhou com ele. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Onde é que a gente se encontra? C. tua. nos negócios. alguma dormiu mal ou nada. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. d) vosso.. no seu trabalho. 817”. mau olhado no amor. tens caso íntimo à resolver. 9. BETE.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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57. p. UFRJ “O impossível carinho Escuta. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. Rio de Janeiro: José Olympio. Estrela da vida inteira. 1982. 118.Pronomes Avançar . A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. 9ª ed. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. Manuel. a) Identifique essas duas classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA.

pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. e por literatura. que é o caso. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. Voltar Língua Portuguesa . 39. 13. 21. 6. 38.Pronomes Avançar . 2. que estuda há oito anos. 10. d GABARITO IMPRIMIR 19. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. está correto o uso do pronome mim. 17. 5. 18. 7. 25. 33. pronome pessoal do caso oblíquo. 11. 37. 31. 3. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. sendo regido pela preposição entre. 36. 23. O pronome em questão possui função completiva. 26. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 15. 16. 34. 4. 35. 29. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 32. 8. 12. 14. desta forma. 24. 9. b) Na função completiva. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 27. 20.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 30. 22. 28.

47. Se. 2 53. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 54. 48. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 41. b a a No texto de Machado. porém. 55. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. 49. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. ele é posposto ao verbo. 51. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 45. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 52. uma atitude marcante na sua obra madura. 50. 43. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 46. 42. 44.Pronomes Avançar . b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 56. 57.40.

UFMS “Mesmo sem fome. comer as botas.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. 2. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. UFMS O poema cita Rimbaud. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. o verso citado propõe que. cisco de olho. e) cristalina. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. e) isolar-se do resto da humanidade. Perder a inteligência das coisas para vê-las. teréns de rua e de música. Nessa concepção.. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. portanto. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. Rio de Janeiro/São Paulo: Record.Noções de literatura Avançar . Matéria de Poesias. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. moscas de pensão. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. c) sofrer privações materiais.. 3.. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. 1999.” BARROS. e Carlitos. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. poeta francês do século passado. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. d) vaga. O resto em Carlitos. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. Aprender a capinar com enxada cega.. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. c) fecunda. Manoel de. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. até os cadarços. automatizados. 3 ed. c) recusando seu invólucro utilitário. em favor da poesia. Mesmo sem fome. b) impermeável. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. uma tomada de posição ante o fazer poético. com fome. deixando de lado o sujeito que olha. deitados de barriga. b) com objetividade. em um filme. personagem dos filmes de Charles Chaplin. Jogar pedrinhas nim moscas. carvão de folhas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. d) pelo ponto de vista do especialista. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. A expressão mesmo sem fome muda a situação. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. cozinhou as botas e as comeu.

b) A realidade é diferente para quem ama pouco. Amo-te. E te amo além. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. b) a sensação de que o amor é indescritível. Amo-te como um bicho. RJ: Nova Aguilar. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte.. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. c) O amante experimenta formas diferentes de amar.”. d) vício – virtude. e) o amante vive a descrever o ser amado. não cante / O humano coração com mais verdade. simplesmente. presente na saudade.... 2 4. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. c) verdade – mentira. 1986. 6. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 5. de um calmo amor prestante. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. Poesia completa e prosa. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. e) vida – morte. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.” MORAES.. meu amor. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. d) o amor se esgota no próprio desejo. p. Vinícius de. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor.Texto para as questões 4 a 7. UFPI Na seqüência “. b) o amor destrói o corpo amado.. UFPI Dos versos 3 e 4.Noções de literatura Avançar . Amo-te afim. não cante O humano coração com mais verdade. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim muito e amiúde. 7. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto... b) pureza – impureza. enfim. c) o amante dá a vida pela amada. 336.

d) “Um dia (. e a afirmação que as segue.” RICARDO. / e sem fazer esforço ou maravilha. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados.... 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. c) reiteração expressiva. 1964. UFRS Leia as estrofes abaixo. em que é perceptível um lirismo . em alguns momentos.Noções de literatura Avançar .” (Gonçalves Dias)... Cassiano.... 3 8.. 10. 9. Rio de Janeiro: José Olympio. / Pela regra geral de todos seres. outra no céu.” (João Cabral de Melo Neto). b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas... a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa . b) vício de linguagem. ....” (Álvares de Azevedo).. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. Jeremias Sem-Chorar........ de Vinícius de Moraes.. d) onomatopéia modernista........ Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma.. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.... As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida.....Texto para as questões 8 e 9. / Como estrelas e nuvens e mulheres. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa.) tive saudades da casa paterna e chorei. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. a outra abandonada uma nua na terra.” (Casimiro de Abreu). fundindo-as. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.. típico de sua poesia. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia...” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . como acontece no verso de número .. foi quando. / Minha lira também seus tons varia...

conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I.Noções de literatura Avançar . julgue os itens a seguir. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. ( ) No verso 8. III..) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. Nas águas e no luar! (. ( ) No verso 7. Pela análise das afirmativas. I. IV. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. entre outros recursos poéticos. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. nos versos 14 e 15.. Ferreira. sobre o texto. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. II. em muito mais tempo que a natureza. O medo da rejeição amorosa. pelo poema Rosa do Povo. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. Toda poesia. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente.11. ( ) O poeta. III e IV c) II e IV 12. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. II. o que esta rapidamente consegue realizar. determina o tom pessimista do texto. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. tema reincidente na poesia romântica. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. Das aves no sentimento. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento.

” GABARITO ANDRADE. 90. 114. 2. Ele caiu no chão. mercadorias espreitam-me. 1997. conseguia esconder.Noções de literatura Avançar .) 5 14. forte e ameaçador. Inferno. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. a) Sentimento de angústia. 13.” GONZAGA. 1997. Feliz ano novo. 36. São Paulo: Companhia das Letras. não faça isso de novo comigo. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo.Questões de 13 a 17. o pedinte. ‘espere aqui’. implacável. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto.” FONSECA. sem armas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ele era mais alto do que eu. 85-6. Rio de Janeiro São Paulo: Record. de espinhas no rosto. maus poemas. Rio de Janeiro: Agir. alucinações e espera. Org. desconfiado. ou dos cercos dos rios caudalosos. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. doutor. 15. o tempo não chegou de completa justiça. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. Melancolias. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. Fechei a porta. Carlos Drummond de. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. em face de um mundo conturbado. fui ao meu quarto. ‘Só tenho o senhor no mundo. In: Tomás Antônio Gonzaga. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. que foi cobrindo a sua face. (Nossos Clássicos. pelo autor). me vigiando curioso. Rubem. ed. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. p. ou da minada serra. então vi que era um menino franzino. Introdução: Para responder a essas questões. ed. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. Não acabou de falar. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. Voltei. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. Devo seguir até o enjôo? Posso. o rosto fixo virado para o meu. só tenho o senhor no mundo’. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. até que chegamos na minha casa. estou precisando de um dinheiro. Em seguida. ele me acompanhando. v. esta é a última vez. Marília. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. enquanto caminhávamos. ou se falou eu não ouvi. com o barulho do tiro. Tomás Antônio. Fui na direção da minha casa. por Lúcia Helena. O tempo é ainda de fezes. p. 1985. 24. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. p. Uneb-BA “Tu não verás. surgiu inesperadamente. vou de branco pela rua cinzenta. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. In: Antologia poética (Org. por parte do sujeito poético. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. Eu disse. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não.

E os guindastes rodavam ruidosamente. ela ajeitava depressa as malas. ed. a cor das folhas que tombavam das árvores. Rio de Janeiro: Record. UERJ Por causa da perda das anotações. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. Ao longe. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. 85. “(. a forma dos montes verdes. 1984. (. associaram-se.” 6 LISPECTOR. Memórias do cárcere. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. Um homem comprou cocada. 111. E Catarina? Catarina olhava a mãe. gritos. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus.) Nesta reconstituição de fatos velhos. 19.. 18.16. responda às questões de números 18 a 20. em manhã de bruma. Laços e família: contos. Não as contesto.. cresceram. e é inevitável mencioná-las. 1982. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. frases autênticas. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis.. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. Lutar pelo direito. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. a bolsa. cresceram. relatada pelo narrador. Se ele existisse. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. E se esmoreceram... Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Ah! ah!. gestos. A negra se levantou. Certamente me irão fazer falta. durante o Estado Novo. Outros devem possuir lembranças diversas.. Capitães da areia. 17. (. porém. Graciliano. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante.. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. A tarde caía. tintos de luz. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. de repente envelhecida e pobre. neste esmiuçamento. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. exponho o que notei. associaram-se. completam-se e me dão hoje impressão de realidade.. é possível depreender. o que julgo ter notado.. Clarice. As luzes se acenderam de repente. ed. como contavam a de seu pai. Rio de Janeiro: José Olympio. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. pelo menos imagino que valiam pouco. gemidos.. p. Com base no texto abaixo.. o deus da bexiga. Rio. Jorge. conservaram-se.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. exponho o que notei. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos.)” GABARITO RAMOS.. conservaram-se. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos..” AMADO. 1996. recomeçou a mãe. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. 12. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. num pátio branco. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. exclamou a mãe como a um desastre irremediável.Noções de literatura Avançar . mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. e a mãe olhava a filha. Outras. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. p. 79. da leitura do texto. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. São Paulo: Record. porém.

c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. pois é tão duro quanto elas. nos versos 12. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que.F. que é a exaltação dos penhascos. A que dava ocasião minha brandura.” 7 21. penhas. um elemento típico da paisagem mineira. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. que representa seu berço.Noções de literatura Avançar . que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. nos versos 9 e 11. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. Temei. e) rima e versos decassílabos. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. 13 e 14.20. que ostentais a condição mais dura. de Cláudio Manuel da Costa. que amor tirano. b) identidade de nome entre autor. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. U. dirige-se aos penhascos. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. narrador e personagem principal. a presença de antítese. um peito sem dureza! Amor. c) o sujeito lírico. temei. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. U. mais se apura. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. 22. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. a pedra. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. Que não me foi bastante a fortaleza. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. pois é tão duro e resistente quanto eles. A partir dessa definição. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós.F. Onde há mais resistência. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. Santa Maria-RS Nesse poema. b) nota-se. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura.

Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. 24. Álvares de Azevedo apresenta. nesse texto. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. a figura feminina se constrói entre dois pólos. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos.. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. In: Leandro & Leonardo. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA.. 1997. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”.Noções de literatura Avançar . Me ateia o sangue. Um espírito negro me desperta. 10. E a donzela ideal nos róseos lábios. me enlanguece a fronte. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. Bernardes e Schiavon. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. Voltar Língua Portuguesa . O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . exemplo da tendência mórbida desse movimento.Lira dos Vinte Anos. Vol. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Foram sonhos contudo. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade.. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. ( ) No texto I. A minha vida Se esgota em ilusões. julgue os itens das questões de 23 a 26..

11. frases em ordem indireta. p.” MORAES.. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. amiga minha Em mim como no mar. 26. ed. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. 196. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. IMPRIMIR 28. F. São Paulo: Companhia das Letras. Amiga. ( ) Nos textos I e II. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente.. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. UFMT ( ) No texto II. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam.. 9 GABARITO 27. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. ( ) Escritos em séculos diferentes. teus seios Se enchem de leite. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). como um espelho e sua imagem. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas.Noções de literatura Avançar .. Questões de 27 a 29. ( ) Neles. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. F. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. c) assemelha-se à “amiga”. na visão do eu-lírico. aparece envolta em sensualidade e erotismo. Vem mergulhar em mim Como no mar. c) A mulher. 1992. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. Vinícius de. Voltar Língua Portuguesa . Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. Vem. os dois poemas são decassílabos. Católica de Salvador-BA No poema.25. há ocorrência de inversão sintática. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. UFMT ( ) Quanto à métrica. Antologia Poética. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. ( ) Em ambos. “A Ausente Amiga. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim.

livre de rima e de métrica. Lançando mão de um procedimento moderno. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola.. F. você parece uma lagarta listada. fez exclamações. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. d) busca a originalidade a qualquer preço. O rapaz concluiu: – Antônia. porque minha bisavó. c) tenta conciliar o presente com o passado. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. II. ainda não me acostumei com o seu corpo.” BANDEIRA. A moça arregalou os olhos.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. b) a lembrança de um certo namorado de infância.Noções de literatura Avançar . III. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. José Olympio. 31. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. a) I e III são corretas. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. 10 30. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. você é engraçada! Você parece louca. c) II e III são corretas. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. fresca e furta-cor. Texto para as questões 30 e 31. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. 1979. O título do poema encerra uma ironia. e) I e II são corretas. A meninice brincou de novo nos olhos dela. com a sua cara. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. d) somente I é correta. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. como uma mancha no ermo.29. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. Manuel. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. A moça olhou de lado e esperou. b) somente III é correta. I. Foi esse o início de um destino esquerdo. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. também. Rio. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta.

.. e o indireto livre.. ( ) “. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .”.. sovar o dia do marido que vem chegando. a personagem. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres.. com enormes riscos de ouro. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. é correto afirmar que.Noções de literatura Avançar . portanto. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. claramente. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. de acordo com as normas da língua padrão. ( ) Em “. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. e o bando de filhos seus primeiros súditos. marcado por expressões como “. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’..” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem.. Católica-GO ( ) No texto.”.” Percebe-se nessa frase. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. ‘destino esquerdo’. ( ) A personagem demonstra que. fresca e furta-cor.. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. ( ) De acordo com o texto. levantando a voz como se nascesse rei”. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento.. levantando a voz como se nascesse rei. que ainda demonstra sua submissão ao homem. a elipse do verbo ser. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. é correto afirmar que a personagem. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.. metáfora e prosopopéia.”. Caso o verbo estivesse presente deveria. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. obrigatoriamente. porque me secaram as tetas. continuava a ser uma pessoa vaidosa.... 33. na terceira pessoa do singular.32.. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. são respectivamente: hipérbole.” considerando-se o contexto. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas.” ( ) Na frase “. apesar de trabalhar muito. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias..... U. U.

As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. as nereidas frias.34. U.. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. a manhã nasce. 58. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. b) é narrativo. / Azul.. F. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. Voltar Língua Portuguesa .. / Pérolas vivas. predominantemente.” ( ) “Ela vem. In: Muito Soneto por nada. com exceção de: a) é literário. / Aroma de argental caçoula. c) é dramático. 1998. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. dor no cotovelo e tu. um soneto de versos. não há remate. e) não é um soneto. ( ) “Tudo. pois não é prosa nem poesia.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. merda. azul em fora. d) não é literário. GABARITO 35. c) é literário. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo.I. / A noite no alto-mar anima as ondas. ao suplício. Tem cheiro a luz. que me livre de vez desses poemas. majestosamente. p. Reinaldo Santos. Língua vernácula entre os dentes. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. à tarefa. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. F.. a folha e o inseto. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. pela linguagem coloquial e referencial. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. ou por outra. decassílabos. – na face / De anjo morto.. sonora barcarola. os ninhos e a hera. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido.. José. b) não é literário. // Como lençóis claros de neve.Noções de literatura Avançar . de outro poema preto em verso branco. é leve. pela intensidade do sentimento do eu poético. um poema épico.” ( ) “O luar. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. e) é um misto de literário e não literário. e me livre de ti em paralelo. // Nasce a manhã. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo.” NEVES. na voz. a luz tem cheiro. d) é lírico. construído em prosa poética. – o ar e o chão. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. na mente. a flor e a fera. (sororal) vibrante como um sino. / É transparente. / A água e o reptil.I. vulgares. a pedra e o tronco. pela presença de termos chulos. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece.. / Que o sol filtrando em luz esteve.. é branco. Vitória: Cultural... IMPRIMIR 36. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. no olhar sobredivino. entre sombras. com que ânsia. próprio do texto contemporâneo.

a sonoridade da moenda a trabalhar. Considerando o poema acima. Ringe e range. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. quanto ao significado e à função sintática... há uma preocupação com os procedimentos poéticos. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A época áurea da cana-de-açúcar.. b) Apenas II. Poemas.. II e III. o mal que vai. O engenho de madeira a gemer e a chorar. julgue os itens a seguir. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. rouquenha. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. II.)” Caetano Veloso. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda.. Vive como a expiar uma culpa tremenda. repetições e paralelismos. Nos versos selecionados. a rígida moenda. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. E ringindo e rangendo. I. em comum. II. c) Apenas I e II. em que a economia brasileira dependia.. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. III. a dor. permitem uma dupla leitura.7).Noções de literatura Avançar . como rimas.)” Chico Buarque de Holanda. As duas canções apresentam. O verbo “como” (v. talvez.” Da Costa e Silva. 9). dessa atividade extrativa vegetal. com a repetição de recursos poéticos. é o assunto desse poema. 38. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. Quais estão corretas? a) Apenas I.8 ) e o pronome “você” (v. e) I.37.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. À luz quente do sol e à fria luz do luar. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. da canção de Caetano. respectivamente. principalmente. d) Apenas II e III. causar.

O que saberei. atirei-me a ler e escrever. U. Carlos Drummond de. era dar prova de fraqueza. porém. verde pastagem. unicamente minha. reclinada no camarote. É em percalina verde. menos luzidios que os olhos dela. somente minha. medievo. inveja de mim mesmo. p. e os brilhantes. Não podendo dormir. mata de pinheiros toda verde. Julguei. pensava eu. Compra assim mesmo. Sou o mais rico menino destas redondezas. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. demais. Rio de Janeiro. – braços que eram meus. não. (Orgulho.672-673. Via-a assim. pai. Mas leio.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. 1983. que bom passar a mão no som da percalina. poemas me vejo viver. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. 96. José Olympio. esse cristal de fluida transparência: verde. Chega cheirando a papel novo. Antes de ler. 1992. 18 ed. Reunião.. Virgília começava a aborrecer-se de mim. Evidentemente. compra. Fica quieto.” ASSIS. consultei o relógio. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Agora não. cavalgo de novo meu verde livro. com vestido soberbo que havia de ter. Em filosofias tropeço e caio. verde. disposto a esquecê-la e a matá-la. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. quis vestir-me. só 24 volumes. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. Depois. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. e doía-me que a vissem outros. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. Compra. – fascinando os olhos de todos. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. eu cresço logo. o colo de leite. Papai me compra agora. Quando crescer eu compro. com os seus magníficos braços nus. a torná-la. “Biblioteca verde Papai. os cabelos postos em à maneira do tempo. começava a despi-la.Noções de literatura Avançar .39. Memórias Póstumas de Brás Cubas. as demais. Agora não. a pôr de lado as jóias e sedas. em cavalarias me perco. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. o que não saberei nunca. ( ) Ser humano revelado como contraditório.” ANDRADE. Amanhã começo a ler. ( ) Sublimação do amor. São Paulo: Ática. se mais natural. que chegaria tarde. em contos. compra. leio. Machado de. Via-a dali mesmo. – não sei se mais bela.. eu vou comprar. menino. e sair. p. Tenho de ler tudo. Como te devoro. é livro demais para uma criança. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. – torná-la minha. Meu filho.

a não ser que ambos formem duas metades de um só. e tio Cosme. 25. pai eu cresço logo. -v. b) “coleção/ de Obras Célebres. nesse caso.) Como te devoro. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v.F. que bom passar a mão no som da percalina. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. como era seu sonho de adolescência. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial..” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. dona leitora. Não fosse ele. b) “Antes de ler. 14-15. b) das construções com uso de vocativos. -v.” -v. ainda acordado. c) da predominância de orações coordenadas. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. U. d) do emprego de verbos no modo imperativo. ou uma pastoral. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. o que não saberei nunca. como me recomendara tio Cosme. (N. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances.Noções de literatura Avançar . torna-se também culpada pelo destino dele. A leitura não está unicamente inscrita no texto. e no menor número de palavras. não só a sua vocação. tenente e imperador. d) “verde pastagem” -v. porque um nasceu de outro. 4-5. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. como também o enredo da narrativa. todos os destinos estão neste século. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. 10-11. meu rapaz. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. O que saberei. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. por ter sido escritor de romances. b) Machado de Assis culpa as mulheres. 19.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. 43. dirigindo-se a uma leitora que. 42. ‘Anda lá. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas a culpa é do vosso sexo. d) “(. por tê-lo induzido a casar cedo. está na biblioteca em verde murmúrio”. 25-26. Tudo isto é obscuro. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho.” -v. 6-7. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. esse cristal”. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. Agora não”. verde pastagem. se eu fosse padre. -v. Até lá os sonhos perseguiam-me. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. por outro lado. 41. 25-26. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. se papa. 29-32. -v. Um só ponho. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. ou antes porei dois. 17-18. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. e) “Amanhã começo a ler. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão.E.40. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. se bispo. ou uma encíclica47. c) “Tudo que sei é ela que me ensina..

em um contexto de capoeira. Cap. no último verso. ( ) Ao longo do poema. Relação. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. Por que pensar. ( ) O pronome “o”. uma oração. sistema neurovegetativo. cantilena. na forma como se apresenta. 45. Cassiano. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. (Sin. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. desvela a ironia com que se estrutura o poema. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. os músculos. Bras. Fig. digestivo e respiratório. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .f. a “labutar no campo. ( ) Esse poema. refere-se. Por que labutar no campo. na cidade? A máquina o fará por nós. lengalenga. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. no verso 15.1.” RICARDO. que aparece várias vezes no poema. narração. imaginar”. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. O cérebro eletrônico. 1972.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. ou conversa longa e fastidiosa. ( ) Como obra poética. imaginar? A máquina o fará por nós. terceira. segunda. sistema circulatório. julgue os itens que se seguem. e o texto III. a “subir a escada de Jacó”. sistema lingüístico. da seguinte forma: primeira estrofe. Ó máquina. UnB-DF Acerca das idéias do texto. sistemas motor. no verso 21. na cidade”. INL. Rio de Janeiro: José Olympio. 85-6. orai por nós.Noções de literatura Avançar . no verso 19. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. 2. julgue os itens seguintes. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós.)” Considerando o verbete acima. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. os ossos? A automação. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. a “fazer um poema” e. ( ) A voz do poeta. no verso 17. litania) S. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. a “pensar. corresponde. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. (ant. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. pelo lat. ócio dourado. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. Seleta em prosa e verso. quarta e quinta.) nesta acepção: reza da capoeira. discurso. p. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete.

agora. que descreve a paisagem. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. c) O autor. Antônio Carlos Jobim. a canção que eu fiz pra te esquecer. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. a fauna e flora. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. U. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa.” Antônio Carlos Jobim. percebendo-se a sua influência ainda hoje. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. Vem cá. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. então. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e.Noções de literatura Avançar . os costumes e tradições do indianismo. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. lento um trovador cheio de estrelas escuta. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana.. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. no silêncio. conseqüentemente. brasileiro..46.

dentro das quais. mais privadas. 324-6. como em jaula. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. Assim. vão num bolso. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. que não são artistas nem artesãos.” NETO. 2 O que eles cantam. tais gaiolas vão penduradas nos muros. se pássaros. 18 e de pássaro cantor. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. não assinado. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. Umas vezes. p. João Cabral de Melo. impessoal. trabalho rotina. mais perto estão das gaiolas ao menos. se ouve palpitar um bicho. Voltar Língua Portuguesa . em série. outras vezes. e nunca. estejam presos ou soltos. Obra completa. pelo tamanho e quebradiço da forma.Noções de literatura Avançar . 1994. num dos pulsos. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. a saltação que ela guarda. em nenhum momento. Se são jaulas não é certo. com voz de pássaro rouco.

“gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. 48.Noções de literatura Avançar . prestígio. infinitas galerias penetram morros profundos. engenho. Cecília. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. em função de seu assunto e da linguagem despojada. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários.. ( ) A linguagem é poética. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. amor e pensamento. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. a produção pessoal versus produção impessoal. julgue os itens que se seguem. “jaulas”. produção variada. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. Romance II. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. “gaiolas”. É tão claro! – e turva tudo: honra. quer dizer. em ordem direta. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. por ser átona. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). julgue os itens seguintes. o ouro vem. UnB-DF Ainda em relação ao texto. poder. dócil e ingênuo. considerando-se o número de sílabas em cada verso. 49. ( ) Na interpretação de poemas. “canto”. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. De seu calmo esconderijo. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. ( ) No primeiro verso do poema. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. na sexta estrofe. UnB-DF Em relação ao texto.” MEIRELES. criativa versus produção em série. rotineira. torna-se pó.47. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. “cantando”.. folha. o povo. barra. Assim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

nenhum sentido. U. de ônibus. Rio de Janeiro. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. casado. b) do efeito dos adjetivos. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. 229. 20 GABARITO 50. Ando a pé. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. Civilização Brasileira. 51. d) da força dos verbos. povo solidário e unido. c) não nos desesperarmos. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. U. e) sermos gente. b) vermos algum sentido na vida. reservista. do dia-a-dia. Ferreira. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. amigo. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”.Noções de literatura Avançar . e não vejo na vida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) da beleza dos substantivos saudosistas. c) da construção de versos livres. de táxi.Texto para as questões 50 e 51. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. p. Toda Poesia. maior.” GULLAR. 1987. o autor não se utiliza: a) de comparações.

01. Nova Aguilar. o delírio. trata-o com desdém. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”.Noções de literatura Avançar . “Interpretação As palavras aí estão. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. como resposta. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. Pode-se dizer que. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior.E. Percebe-se. 1977.” MEIRELES. nesse poema. O último verso indica. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. portanto. 08. com meu tédio sem voz. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. Isso porque. portanto. ela se permite dizer “inverdades”. p. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Falai! meu mundo é feito de outra vida. a perda da percepção dos limites da realidade. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. por vezes. 16. Talvez nós não sejamos nós. uma por uma: porém minha alma sabe mais. Falai! que estou distante e distraída. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 02. Nos dois primeiros versos. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. Obra poética. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. no poema. 256. ou seja. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. Há. U. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. 32. A arte pode ser “inverossímil”. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto.52. Dê. a soma das alternativas corretas. no poema. a existência de dois universos: o da exterioridade. Rio de Janeiro. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. 04. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. profundamente interiorizado. conseqüentemente. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. e o da interioridade. pela incomunicabilidade e. Cecília. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres.

com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. e eu. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. por instinto. com a pulga atrás da orelha.. apenas quatro palavras. Para abrir o jogo. mandou chamá-lo à sua presença. seu chefe natural. histérica. o moço veio um tanto ressabiado. depois de três dias de sobrecenho carregado. — Oh. Pois agora. Vinte e três anos. batendo-lhe no ombro paternalmente. Não lhe erravam os pressentimentos. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. Depois.. Negrinha e O macaco que se fez homem. Namoro à moda velha. — . afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . Escolha!” LOBATO. In: Contos pesados. não receia sobrecenhos enfarruscados. Abriu os olhos e a boca. Salvo se declara amor à minha mulher!. troca de olhares. Encontros na igreja. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. quer o coronel dizer. — . são três: da primeira pessoa – quem fala.. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. Toda a gente lhe tinha um vago medo. Depois. — Os pronomes. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. ou à preta Luzia. Por fim o coronel.Noções de literatura Avançar .. Depois. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. a serenata fatal à esquina. Aqui se estrepou. Laurinha.. entretanto. — Sei onde trago o meu nariz. . explicou. vencido. corrigiu o erro. Urupês. Ama. — Nada de frases. sondando uma retirada estratégica. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. derrubou a cabeça. então. não permitirei nunca. e desd’aí transformou-se no tutu da terra.. 1940. em pausa de tragédia. e a do Carmo. moço. minha mulher ou a preta. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E.... com o Acorda. Ora. O Colocador de pronomes. Magro. o coronel trancou o escritório. roupa nova. balbuciou medrosa confirmação.. a tremer. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. num pasmo. e neste caso Laurinha. Triburtino não era homem de brincadeiras. com bastante sucesso. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Apesar disso. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. Parou. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. desdobrou-o. São Paulo: Editora Nacional.. Escrevente. minha filha e tem a audácia de o declarar. Silenciaram ambos. Escrevera nesse bilhetinho. tornando a si. nos dias de folga. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. cozinheira.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56.. o qual tinha duas.. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. — Laurinha. e neste caso vassuncê. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’.. vesga... donzela. coronel. mas o amor. então nos dezessete..... à missa. que é mais forte que a morte. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. O escrevente. madurota. – nunca. O escrevente ressuscitou. apesar da distância hierárquica que os separava. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. voltando-se para dentro. essa. Ar um tanto palerma. do escrevente. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. Depois. manca da perna esquerda e um tanto aluada. bilhetinho perfumado... bastava esse movimento de peão. e neste caso Maria do Carmo. Mal o pilhou portas aquém. Monteiro. nem tufos de cabelos no nariz. Escolha! O escrevente... já se vê. da segunda pessoa – a quem se fala. como sabe. da terceira pessoa – de quem se fala. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. enchendo-se de coragem. encalhe da família. O velho fechou de novo a carranca. moço. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. Abriu uma gaveta.

( ) Na narrativa. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. UFMT ( ) No trecho Escrevente. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. 54. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. é incorreto afirmar que. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. com o intuito de criar uma escrita brasileira.. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. Voltar Língua Portuguesa . ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. Senhor meu Deus. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. e vive um só instante. ( ) Nessa narrativa.53. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. mas cordial e receptivo a bajulações. interrompendo o fluxo da narrativa. e.. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. produzindo formas como ingreis. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. Vinte e três anos..Noções de literatura Avançar . 23 55. parma. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento.. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. há um exemplo de metonímia. “Meu Deus. Ar um tanto palerma. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. é casar!” . em ambos os trechos. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. Teus filhos que choram tão grande mudança. craru. b) o eu poético se dirige a Deus. sar. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. ambas dicionarizadas. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. 56. Magro. GABARITO 57. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança.

tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. fatos passíveis de serem verdade.Noções de literatura Avançar . José Olympio. entre outras tantas letras para suas músicas. Ariano. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. Rio de Janeiro. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. metaforizando tal passagem com a morte. 59. o poema a seguir. de que as personagens pertencem à elite burguesa. e) São versos dodecassílabos. deitado!” GABARITO SUASSANA. 60. com severa crítica social. para a criação de personagens. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59.58. Farsa da Boa Preguiça. que eu estou no banco. tornar seu mundo musical leve. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. o operário da construção civil consegue. ( ) Há indicações. estou muito esperançado Mas. isto é. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. nos últimos instantes de sua vida.F. c) O amor. e a poesia. também musicado. destacando. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no texto. 1979. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. b) Escrito em versos alexandrinos. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. “Está tudo muito bem. através da repetição de alguns versos. ô mulher. enquanto não aparece negócio. U. traz meu lençol. d) Enredo. d) O início de alguns versos se repete.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. pessoal. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o verso 27. No silêncio da noite o bosque exala. como estas flores.. Do tamarindo a flor abriu-se. Rio de Janeiro. brilham estrelas. Brilha a lua no céu. Jatir. Gonçalves. Já nos cimos do bosque rumoreja.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. Correm perfumes no correr da brisa. Poesia. e) A natureza. movendo as folhas. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS.F. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. Agir. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. U. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. o verso 20. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. à pessoa amada. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas.. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. não mais. como estas preces.Noções de literatura Avançar . A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Onde o frouxo luar brinca entre flores. no poema. Já solta o bogari mais doce aroma. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol.61. não desempenha nenhuma função específica. que não chega. há pouco. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. ao rival de Jatir. Também meu coração.

esse casamento nos tornaria infelizes a ti.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na cruel agonia que só compreendem aqueles. e F. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem.. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. Nosso filho. porque ele era mais teu do que meu.. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. exemplificando assim um caso de próclise.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. e abandonar-me só neste mundo.” Neste período. — Iremos juntos!. “A febre lavrava com intensidade. “Apenas o médico saiu. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. Maria.”. Maria. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. Ama-o por ele.Noções de literatura Avançar . Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. viram finar-se gradualmente uma vida querida. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Paulo. Pela manhã. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. minha amiga! Quando ficares boa. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. lhe servirás de pai. fica-te um pai. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. desde o primeiro dia em que nos encontramos.. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. e abandonar-me só neste mundo.. Paulo. Ana. que nenhum efeito produziu. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. Quero confessar-me. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. uma febre intensa que a fez delirar. de José Alencar. já não existe.. disse-lhe: — Perdes uma irmã. — Lançar!. — Para aliviá-la do seu incômodo. Nesse texto em foco. ficará inteiramente boa.”. e sempre mais graves. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. — Queres acompanhar teu filho.. à tua irmã. impelido com violência..” 26 GABARITO 62. ajoelhados à borda de um leito. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. depois de um sono curto e agitado.. — O remédio de que eu preciso é o da religião. Logo que lançar o aborto. Maria. e abraçando a irmã. não engana. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta.. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. Paulo. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. promete-me que se ela não for tua mulher. os termos grifados exemplificam metáforas. o teu. sejam elas virgens ainda. promete-me que se ela não for tua mulher. Sua mãe lhe servirá de túmulo. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. e a mim. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. por ti e por mim. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. UEGO Assinale V.. lhe servirás de pai.. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. voou pelo aposento. para as afirmações verdadeiras.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. que não poderia amá-la. À noite declarou-se a febre..

( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. Não tarda. São Paulo: Ática..63. Os ratos. Dyonelio. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. não tinham. aberto dentro da gavetinha ao lado. não necessita ‘estar em dia’. Ele se dirige para a sua carteira. Ambos muito quietos. que penetra na mente da personagem. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. quadros risonhos.. 26-7. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. depois então ‘lançá-las’ com capricho. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. ( ) Pelo texto apresentado. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. não era raro vir-lhe um remorso.. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. Depois. seu valor ou sua magnanimidade. usa tinta encarnada. uma preterição. decifrando-lhe pensamentos. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. 27 De acordo com o texto acima. O primeiro escriturário confere contas. Já tomou um há pouco. O serviço. lembranças. quando. essa compreensão inteligente e leviana das coisas..Noções de literatura Avançar . pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. Dispõe de grande prática.. Faz cálculos. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. emperrados. pois. não exige pressa. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. não. São ‘notas’ de consumo de materiais. há sempre multiplicações e adições a fazer. sem interromper a conferência das contas. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. seu anonimato e sua alienação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . É preciso classificar as notas. embora seja o protagonista. em forma de faturas. relanceia-os lentamente pela janela. nesses momentos. injustiça ou grosseria dos homens. pequena. Era então uma simples contrariedade a esquecer. 12ª ed. bate muitos carimbos. p. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis.. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. porém. lê um livro. que este é custeado pelos funcionários... O datilógrafo. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. uma acusação contra si mesmo. 1992. Na sala.” MACHADO. Custa um tostão. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. Naziazeno não quer café.. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo... julgue os seguintes itens. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. calcular.. sentimentos e sensações. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. ver se as operações de cálculo estão certas. mas por sua mediocridade. quando não está ‘batendo’. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. Mesmo assim. quando tem já um grupo de contas respeitável. É um serviço que faz há muito tempo. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. É preciso antes submetê-los a uma conferência. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho.

22. 3. 17. 50. 30. 15. 14. 40. 9. 18. 10. 25. 2. 4. 57. 5. 33. 56. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 37. 53. 42. 39. 59. 35. 16. 26. 21. 54. 55. 12. 61. 60. 19. 31. 28. 48. 34. 51. 8. 6. 43. 13. 44. 7. 27. 29. 23.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 20. 62. 38. 49. 52. 11. 63. 41. 24. 45. 36. 47. 46. 58. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32.Noções de literatura Avançar .

estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. pela manhã. porque desejávamos saber se o havia na terra. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (.. 04. e) II e III. Ninguém não lhe deve falar de rijo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. 85. como pardais. que a muitas mulheres de nossa terra. por ele chefiada. c) III. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. com medo do cevadoiro. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. b) II. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. 02.” – Visão paradisíaca. 64.) tão graciosa. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento.” – Difusão do cristianismo. do que eles dariam se os levassem. 87. II. “E uma daquelas moças era toda tingida (. a soma das alternativas corretas. 1 2. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. que estiveram sempre presentes à pregação.. por ser gente que ninguém entende. vendo-lhes tais feições. Colhemos e comemos muitos deles. 08. em 1549.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. de muito bons palmitos. 3. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. “Aqueles outros. 88 e 96. não muito altas. Porto Alegre: L & PM.. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. U. diante de nós. III. p. d) I e II. Ao longo dele há muitas palmeiras. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. intenção catequética e informação sobre a terra. E aquele de quem falei antes. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. “No domingo de Páscoa. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. Sílvio. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena.Literatura no período colonial Avançar . c) Informativa dos jesuítas no Brasil.” – Submissão religiosa.” – Interesse mercantil. GABARITO Dê. 83.. chamava alguns para que viessem até ali. como resposta. CASTRO. relato de viagem e pregação religiosa. 32. 1997.

46-7. declarando daí: “Ponto em boca”. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 7. e) O temor. 5. A fome me tem já mudo. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. o andamento e as condições da obra de catequese. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. a carne. In: Poemas escolhidos. uns dão a culpa total à Câmara. é coisa que me não toca: Ponto em boca. plena de inversões e de figuras. produzidas no século XVII. ( ) Parte da obra do Pe. ( ) Na época colonial.Literatura no período colonial Avançar . os feijões. s/d. que entrando co’a vela cheia. com as dificuldades e os sucessos. p. ao mesmo tempo. o peixe. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. que é muda a boca esfaimada. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. ( ) Na poesia arcádica observa-se. junto à natureza. porque anda farta até aqui. Unifor-CE No período colonial. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. da reação do povo faminto. Mas ao mesmo tempo. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. mas se a frota não traz nada.4. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. Gregório de. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. o lastro que traz de areia. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. 6. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. Voltar Língua Portuguesa . e se a Câmara olha e ri. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. o perdão divino. distribuídas em períodos diversos. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. São Paulo: Círculo do Livro. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. por parte do sujeito poético. apesar da linguagem rebuscada. buscar a espiritualidade. outra parte se destaca desse conjunto. c) constituem obras do mesmo gênero. e) constituem obras de gêneros diferentes. Décimas.” MATOS. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples.

Ou entendia pouco. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. o bem. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Vim sem considerar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Soneto.” MATOS. II. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. s/d. c) II e III. v. 3 De acordo com o texto. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. GABARITO No texto.8. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. alta desgraça. dirige-se o poeta à sua amada Babu. O envolvimento político do jesuíta. In: Obras completas de Gregório de Matos. que passo. d) I e IV. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. d) barroco. como estátuas da soberba e da tirania. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. o que deixava. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. Se cresce para mim. 10. viver gozando. e) neoclássico. que me embaça: Se cresce contra mim. Antônio Soares. sem ver. 58. p. U. que possuía. A presença de um grande número de antíteses. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. o estilo: a) barroco. Gregório de. p. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. Sermões. Pe. 2.” Na estrofe acima. Sermão vigésimo sétimo. os escravos despidos e nus. os senhores banqueteando. Pague no mal presente o bem passado. ed. Que quem errou.Literatura no período colonial Avançar . os senhores rompendo galas. os senhores tratando-os como brutos. E morra. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. o que gozava. aonde vinha. Suspiro agora em vão. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. Babu. quando menos confessado. que tinha. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. “alta desgraça” / “alta ventura”). os senhores nadando em ouro e prata. Antônio. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos.” VIEIRA. o que lograva. os escravos perecendo à fome. e tanto cresce. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. os senhores em pé apontando para o açoite. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. 9. São Paulo: Cultrix. IV. os escravos carregados de ferros. Deixei sem atender. e morra suspirando O mal. por ignorância. e não quis. 1015. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. IV. b) neoclássico. ou seja. c) barroco. o que convinha. In: AMORA. os escravos muitos. ( ) A dor daquele que. 1981. III. Confesse. alta ventura. Que quem podia. Deixei como ignorante o bem. b) III e IV. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. Quando não me aproveita a pena minha. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. Salvador-BA “Porque não conhecia. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. Padeça agora. org. e) I e III. que esta pena merecia. Salvador: Janaína. ou pouco amava.

Por mais que a fama a exalta. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. ao longo do poema. 54. Numa cidade onde falta Verdade. é marcado. Dê. 64. que não sabe que o perdeu Negócio. ameaçando sua própria posição. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. tanto no aspecto formal quanto ideológico. com fatos e comentário. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. Honra. a soma das alternativas corretas. nesse contexto. enquanto o conteúdo. e sandeu”. em cada verso. MENDES. (. que então viviam na cidade de Salvador. A expressão “povo néscio. inicialmente abordando aspectos éticos.)” Pretos Mestiços Mulatos. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. 02. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. 08. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. d) simplicidade clássica. por rimas internas. Ambição.Literatura no período colonial Avançar . Mestiços. As respostas. Vergonha. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. 12. procura. Usura.. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. 1998. O ritmo do poema. Mulatos. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. c) antecipação da estética do Romantismo. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. financeiros e étnicos. como resposta. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. desenvolve-se em pares de estrofes. p.. Verdade Honra Vergonha. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. Pretos. 16. que estima por cabedal Pretos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. Cleise Furtado. Negócio Ambição Usura. e sandeu. Poesia satírica de Gregório de Matos. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. 04. Senhora Dona Bahia. dou ao demo a gente asnal.11. nos tercetos. 32. nos tercetos. Salvador: EDUFBA.

c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. 14. 16. b) II e III. III e IV. E a suavidade do prazer trocada.Literatura no período colonial Avançar . c) romântica. e) épica de Basílio da Gama. Na obra de Gregório de Matos. e às vezes. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. somente. afirma-se: I. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. b) I e II. U. no espaço de uma natureza amena. II e II. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. O último verso apresenta uma hipérbole. A natureza é descrita de forma objetiva. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. IV. III. somente. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. tanto mais aborrece a luz do dia. II. b) barroca. em Marília de Dirceu. que coisa é alegria. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. II e III. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. por te não ver. a matutina aurora o negro manto. Nise. somente. Voltar Língua Portuguesa . a amada representada por uma pastora. III. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II.13. 15. d) II e III. d) simbolista. c) I e III. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. com que a noite escura. que é o gozo do tempo presente. b) lírica barroca de Gregório de Matos.” COSTA.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. os meus montados São esses. II. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. sufocando do sol a face pura. não te nego. que suave. UFSE “Sou pastor. tinha escondido a chama brilhadora. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. Nise adorada não sabe inda. e) I. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. Cláudio Manuel da. d) I. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. c) III e IV. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. somente. que aí vês. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. Está correto o que afirma em: a) I. que sonora. Potiguar-RN “Já rompe. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. e) II. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. A carta de Caminha. Que alegre.

F – V – V – F – V 7. 58 12. d 6.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 11. 62 3. d 15. d 8.Literatura no período colonial Avançar . c 10. b 14. d 4. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 16. d 13. V – F – V – F – F – F – V 9. b 5. c 2.

Quinhentismo. nem galinha. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. assim frios e temperados. Andam nus. ( ) Segundo Caminha.Humanismo. julgue os itens abaixo. Águas são muitas. nem criam. 1 GABARITO 1. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. Eles não lavram. a estender olhos. nem qualquer outra alimária. Nela. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Senhor. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. Esta terra. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Barroco e Arcadismo Avançar . de que nós deste porto houvemos vista. porque. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. Não há aqui boi.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . p. Deste Porto Seguro. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. que nesta navegação agora se achou. dar-se-á nela tudo. nalgumas partes. Jaime. como os de Entre-Doiro-e-Minho. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. E nesta maneira. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. hoje esquecidos. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. com quanto trigo e legumes comemos. é tudo praia-palma. Senhor. também. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. Coleção Clássicos e Contemporâneos. hoje. primeiro dia de maio de 1500. Nem comem senão desse inhame. Pelo sertão nos pareceu. mo fez pôr assim pelo miúdo. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. grandes barreiras. e dessa semente e fruitos. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. muito grande. nem prata. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Parece-me gente de tal inocência que. querendo-a aproveitar. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. maneira de avermelhados. que a terra e as árvores de si lançam. Tem. que aqui há muito. 199-241. nem ovelha. porque eles. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. De ponta a ponta. Porém a terra em si é de muito bons ares. Beijo as mãos de Vossa Alteza. Ela me perdoe. por bem das águas que tem. vista do mar. de bons rostos e bons narizes. delas vermelhas. nem lho vimos. nem coisa alguma de metal ou ferro. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. o melhor que eu puder. até agora. E. bem feitos. por conter elementos da função poética da linguagem. Q U IN H E N T IS M O . sexta-feira. nem vaca. Pero Vaz de Caminha. delas brancas. muito chã e muito formosa. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota.” CORTESÃO. que nos parecia muito longa. E em tal maneira é graciosa que. A carta de Pero Vaz de Caminha. se homem os entendesse e eles a nós. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. A feição deles é serem pardos. não pudemos saber que haja ouro. infindas. sem cobertura alguma. da vossa Ilha de Vera Cruz. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. que costumada seja ao viver dos homens. se algum pouco me alonguei. nem cabra. seriam logo cristãos. ao longo do mar. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. não têm nem entendem em nenhuma crença. segundo parece.

que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. julgue os seguintes itens. e) I. tem poderes maiores que Deus. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. pois. substitui o propósito de edificação espiritual. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. apesar dessa prática. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. pois legumes são sementes e trigo é fruto. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. considere as seguintes afirmações. d) O asno corresponde a Pero Marques.2. nesta peça. UnB-DF Ainda com relação ao texto. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. 5. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. Além disso. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. Barroco e Arcadismo Avançar . III. Quinhentismo. Sugere que o diabo. a primeira contém a segunda. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). de Gil Vicente. mantêm-se as mesmas relações de idéias. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. ao julgar justos e pecadores. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. ( ) No nono parágrafo do texto. II e III. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. para a Biologia. I. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). asno que a carrega. o que evidencia o propósito de sátira social que. guardando traços dos dois períodos. na construção da farsa. mesmo sendo estes mais bem alimentados. animal nobre. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira.Humanismo. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. 4. que a derruba. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas I e II. Ressalta também que. 3. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. II. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. de Gil Vicente. Voltar Língua Portuguesa . as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo.

( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. nos pareceu vista do mar. infinitas. até outra ponta que contra o norte vem. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. que tinha o homem no centro de tudo. Pelo sertão. meu genro . quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. não podíamos ver. c) Realismo. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. d) Simbolismo. já seria uma grande dádiva. tem característica oratórias. tamanha a sua abundância na nova terra.Humanismo. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. Barroco e Arcadismo Avançar . de que nós deste porto houvemos vista. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. até então.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. Deste Porto Seguro. b) Arcadismo. E se a um pouco alonguei. ( ) No entender do autor.Texto para as questões 6 e 7. será tamanho. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa.o que d’Ela receberei em muita mercê. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Águas são muitas. a Ela peço que. da ponta que mais contra o sul vimos. É pois que. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. é toda a praia muito chã e muito formosa. por me fazer singular mercê. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. dar-se-á nela tudo. a saber. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista.” 3 GABARITO 6. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. Ela me perdoe. por se tratar de uma missiva. parece-me que. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. parece-me que será salvar esta gente. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. da Vossa Ilha de Vera Cruz. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. umas vermelhas e outras brancas. AUE-DF Julgue os itens que seguem. nem lha vimos. sexta-feira. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. Beijo as mãos de Vossa Alteza. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. 8. De ponta a ponta. ( ) Este texto. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. ou outra coisa de metal ou ferro. primeiro dia de maio de 1500. terra a dentro. muito grande. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. de Pero Vaz de Caminha. ( ) Nele. que haver nela. e) Modernismo. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. e a terra de cima. ( ) A Carta. porque a estender olhos. Senhor. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. o melhor fruto que dela se pode tirar. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. ( ) Para Caminha. querendo a aproveitar. por causa das águas que tem! Contudo. mo fez pôr assim pelo miúdo. Quinhentismo. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. Em tal maneira é graciosa que. 7. Senhor. hoje.

o de Martim Afonso de Souza. 10. Texto III “Papoula. E em tal maneira é graciosa que. ou rosa delicada. que são cor de neve. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. maneira de avermelhados. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. escrivão do primeiro colonizador. ele é. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. a pastora Marília. utilize o texto das questões 6 e 7. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. em relação à semântica e à estilística. Andam nus. de Pero Lopes de Souza. do Pe. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. sem nenhuma cobertura. com o padrão poético realizado em cada composição. no texto. descreve sua amada. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. querendo-a aproveitar. Texto II “O seu semblante é redondo. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. ora é descrita como tendo cabelos negros. estão empregados em sentido figurado. uma idealização poética. escritas nos dois primeiros séculos.. (. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. Maria Dorotéia.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Manuel da Nóbrega.) Porém a terra em si é de muito bons ares. Voltar Língua Portuguesa . estabelece-se um raciocínio analógico.. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. bem feitos. c) O sujeito lírico. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. e fina. Barroco e Arcadismo Avançar . (. 11. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília.. AEU-DF Julgue os itens seguintes. exigida pelas convenções neoclássicas. para dar a idéia do clima da nova terra. antes de tudo. e faces cor-de-rosa.Humanismo.. Carnes de neve formadas. Sobrancelhas arqueadas. (Para esta questão. de bons rostos e bons narizes. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”.9.) ( ) Por “contra o sul vimos. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. Teu lindo corpo bálsamo vapora. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real.). A pastora Marília. contra o norte vem”.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. ora loiros. carece de unidade de enfoques. sem equívoco semântico..” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. do jesuíta Fernão Cardim. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. Manuel. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. darse-á nela tudo. Negros e finos cabelos. Quinhentismo. por bem das águas que tem. ligado à vida do poeta. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”.. ser substituída por detalhadamente. caracterizado como pastor. Te cobre as faces. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. e) do “Diário de Navegações”. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo.

( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. José de. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. bucólica. Graças à minha estrela. b) V – V – V – V – F. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. “O Arcadismo. e mais as finas lãs. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. em seus poemas e sermões. 116. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. Graças. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. azeite. U. b) Os árcades. assinale a alternativa incorreta. das brancas ovelhinhas tiro o leite. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. Marília. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. dá-me vinho. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. fugere urbem (“fugir da cidade”). Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Quinhentismo. é: a) V – F – F – F – F. Marília bela. In: NICOLA. pastoril. inspirados na frase de Horácio. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos.” GONZAGA. tenho próprio casal e nele assisto. frutas. exemplificando as tensões do seu tempo. 1999. não sou algum vaqueiro. onde o poeta viveu. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. Barroco e Arcadismo Avançar . que viva de guardar alheio gado. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. que consiste no princípio de viver o presente. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. d) F – F – V – V – V. Tomás Antonio. e) F – F – F – V – V. dos frios gelos e dos sóis queimado. José de. 106. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. Tomás Antonio Gonzaga. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. de cima para baixo.” NICOLA. Marília de Dirceu.p. 13. legume. c) V – V – F – V – F. é uma postura típica também dos árcades. São Paulo: Scipione. de que me visto. de tosco trato.F. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. 1999.p. de expressões grosseiro. 14. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.Humanismo. São Paulo: Scipione. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos.12. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro.

O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. e não cavalo folão. No canto I. UFRS Assinale a alternativa correta. e) romântico. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. Eu falo. de Camões. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. pelo sentimentalismo. eu discordo. pelo bucolismo. por sua religiosidade. GABARITO b) clássico-renascentista. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. Quinhentismo. asno que leve quero. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. antes lavrador que Nero. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. dirigida a Inês. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça.I. Por usar de siso mero.15. Barroco e Arcadismo Avançar . quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês.. eu lembro-me. eu quero. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. d) árcade. 16. estai quando quiserdes estar. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. 17. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. c) barroco. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. F. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”.. pelas comparações. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. Viória-ES –“Ah! Peixes. antes lebre que leão. pelo conceitismo e cultismos. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. na passagem que narra o concílio dos deuses. no caso.Humanismo. significa “bravo”.

..M.. que o poeta compara ao paraíso. Barroco e Arcadismo Avançar . basicamente. Padre Antônio Vieira 04.... d) a nuvem negra que se desfaz. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”.. F. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. de Basílio da Gama.. Cláudio Manuel da Costa 08. contra o exército espanhol. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. episódios da Inconfidência Mineira.. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. de traços bem definidos.. Quinhentismo. estende-se à música.. c) apesar das ameaças do gigante. Manuel Botelho de Oliveira Dê. fazendo ressaltar . F. e) narra... e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. d) crítica a Diogo Álvares Correia. principalmente do Ceará e da Bahia. bem como aspirações religiosas... abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. o que pode ser comprovado nas descrições.18.. a soma das alternativas corretas.. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. nos seus poemas de contestação social. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves.. no Uruguai. sobretudo. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou..Humanismo. UFRS Assinale a alternativa incorreta. . e que se convencionou chamar de . Além da literatura.... 22. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01.. ao dar lugar a um “medonho choro”. U. textos em prosa.. ao qual imprimiu características barrocas. 19. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.. Tomás Antônio Gonzaga 02. pintura.. Voltar Língua Portuguesa . misto de missionário e colono português. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. antes associada ao Cabo das Tormentas. No canto V de Os Lusíadas.... a natureza mineira.. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. 21. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões.. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. uma nova tendência. e) exaltação à índia Lindóia. c) exaltação à terra brasileira. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos.F.. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . os navegantes prosseguem.. escultura e arquitetura da época.... da qual participou. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. por ser um poeta de transição. como resposta...M. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai.. Gregório de Matos 16. 20... U..E..

um desejo gravíssimo e modesto. um encolhido ousar. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. Que em tua larga barra tem entrado. A mim foi-me trocando. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. de Luís de Camões. e tem trocado Tanto negócio. d) Apenas I e III e) I. A ti trocou-te a máquina mercante. um medo sem ter culpa. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. um doce e humilde gesto. UFRS Leia o soneto abaixo. tu a mi empenhado. idealizando a figura feminina. mantém-se distanciado do objeto criticado. c) a manifestação de apego a Portugal. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. Oh se quisera Deus. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. assumindo uma atitude de insensibilidade. I. no poema. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. considere as seguintes afirmações. Voltar Língua Portuguesa . a presença de uma voz moralizadora. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. 24. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. III.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. Quais estão corretas? a) Apenas I. que se contrapõe à solenidade do poema épico. limpo e gracioso. II e III. c) Apenas I e II. Barroco e Arcadismo Avançar . tu a mi abundante. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. quase forçado. 25. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. d) o poema faz referência ao contexto da época. “Um mover de olhos. uma brandura. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. um ar sereno. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. brando e piedoso. 8 c) o futuro desejado revela.23. e tanto negociante. Rica te vi eu já.Humanismo. de qualquer alegria duvidoso. um despejo quieto e vergonhoso. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. um riso brando e honesto. II. no poema. sem ver de quê. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. b) Apenas III. Quinhentismo. uma pura bondade manifesto indício da alma. FUVEST-SP Em Os Lusíadas.

1977. In: MEGALE. meteis a flor. Heitor e MATSUOKA. Gregório de. p. picardia – velhacaria. Marilena.Humanismo. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. juro excessivo. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. Sendo só de mim o Pica. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. Nacional. 1) “A uma freira. Pica-flor aceito ser. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. passarinho.E. U. Quinhentismo. s.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. claro fica. se no nome que me dais. 4.26. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . décima – composição poética de 10 versos. escuta. mas resta saber. ed. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. e o mais vosso. que fico então Pica-flor. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. 179-80. Barroco e Arcadismo Avançar . Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. MATOS GUERRA. patifaria. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. ao autor e à sua obra. usura – juro de capital. São Paulo. pesquisa. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas.

culta.F. estrutura comumente utilizada na composição da décima. sobretudo. Voltar Língua Portuguesa . a) Biografias de santos. a soma das alternativas corretas. 02. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). Os dois poemas pertencem. no conjunto formado pelos versos 3. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. Dê. estrutura característica da décima. No primeiro poema. 27. Santa Maria-RS “As águas são muitas. infinitas. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. como resposta. 4. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. Quinhentismo. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. No primeiro. corrupção e roubo generalizados. ocorrem elisões nos versos 2. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. 16. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. gosto pela maledicência. 04. e) Gênero lírico. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. 32. por causa das águas que tem! Contudo. extravagante.Humanismo. Neles. c) a técnica da disseminação e recolha. querendo-a aproveitar. No segundo. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. ocorre elisão apenas no verso 2. 5 e 6. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. b) Sermões eucarísticos. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. evidentes. No segundo. já que é dirigido a uma freira. dar-se-á nela tudo. Os dois poemas pertencem. No primeiro. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. U.10 GABARITO 01. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). no primeiro poema. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. c) Ficção regionalista. 5 e 6. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. Em tal maneira é graciosa que. No segundo. respectivamente. 4. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. 08. evidentes. No primeiro. característica do Barroco. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. No primeiro poema. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. Barroco e Arcadismo Avançar . d) Literatura informativa. no conjunto formado pelos versos 3. 9 e 10. sobretudo. respectivamente. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). são comuns durante o período colonial. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras.

já velho e com um “saber só de experiência feito”. ou seja. enquanto manifestação literária. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. não se pode falar.28. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. d) Gregório de Matos Guerra.Humanismo. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. Santa Maria-RS O Quinhentismo. Está correto apenas o que se afirma em a) I. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. III. e) Apenas III. em Os Lusíadas: I. b) II.F. II. b) Tomás Antonio Gonzaga. U. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. pode ser definido como uma época em que: I. U. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. III. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. na existência de uma literatura brasileira. II. c) III. Quinhentismo. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. c) Apenas I e III. d) I e II. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. ao descreverem o Brasil. e) I e III. 24 de maio de 2000. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. uma produção informativa e doutrinária. Barroco e Arcadismo Avançar . encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Cláudio Manuel da Costa. 29. d) Apenas II e III. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. 30. b) Apenas II. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu.F. ainda. e) Bento Teixeira Pinto.

d) retrata a beleza de Inês. puro amor. e) I. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. d) Apenas II e III. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. Como se fora pérfida inimiga. I. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. (.31. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica.Humanismo. O nome que no peito escrito tinhas. do qual o trecho acima faz parte. 32. como que nos dizendo que ali havia ouro. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. folgou muito com elas. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. legítima herdeira do trono de Portugal. estava sentado em uma cadeira. só tu.. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. bem vestido. acenou que lhas dessem. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. áspero e tirano. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Barroco e Arcadismo Avançar . Quais estão corretas: a) Apenas I. De teus fermosos olhos nunca enxuito. É porque queres. como dizendo que dariam ouro por aquilo. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. PUC-SP “Tu. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga.) Viu um deles umas contas de rosário. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. como um todo. brancas. e aos pés uma alcatifa* por estrado. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. “O Capitão. O episódio de Inês de Castro.) Entraram. posta em sossego. Deste causa à molesta morte sua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nos saudosos campos do Mondego. Se dizem fero Amor. Desse episódio. humanizando os versos... Entretanto. Aos montes ensinando e às ervinhas. (. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. posta em sossego. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Quinhentismo. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. II. Que a fortuna não deixa durar muito.” 12 Os Lusíadas. Tuas aras banhar em sangue humano. b) Apenas II. No trecho selecionado. e lançou-as ao pescoço. Mas não fizeram sinal de cortesia. quando eles vieram. obra de Camões. II e III. III. UFRS Leia o texto abaixo. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Estavas. De teus anos colhendo doce fruito. linda Inês.. c) Apenas I e II. Naquele engano da alma ledo e cego.

In: TUFANO. acrescentamento da nossa santa fé. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. acrescentamento – aumento.33. muito numeroso. 1998. A Carta de Pero Vaz de Caminha. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Douglas. São Paulo. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. adição.E. José de. São Paulo. In: TUFANO. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Estudos de Língua e Literatura. infindas. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. ANCHIETA. Douglas. Quinhentismo. E em tal maneira é graciosa que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Por isso vos canta. ed.” Vocabulário: folgar: alegrar. muito grande. a saber. Moderna. orientação.Humanismo. Poesia. por bem das águas que tem. ed. isso bastaria. em 1498. De Jesus querida. Vossa santa vinda O diabo espanta. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. 1998. 1) “Águas são muitas. lume: luz. U. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. 5. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. querendo-a aproveitar. acréscimo. Com prazer. Moderna. Barroco e Arcadismo Avançar . dar-seá nela tudo. Estudos de Língua e Literatura. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. 5. Porém. o povo.

Barroco e Arcadismo Avançar . Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta.Humanismo. não se pode falar em literatura no Brasil. Então. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. portanto. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. querendo-a aproveitar. dar-se-á nela tudo. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). b) apenas I. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. Que mais por sua desonra? Honra. a soma das alternativas corretas. III. IV. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. No segundo excerto. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. V. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. III. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. emprega a ordem direta. 34. d) apenas I. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. 04.14 01. Evidenciam-se. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. infindas. catequizar os índios. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. vergonha. Nos dois excertos. II. Por mais que a fama a exalta. confirmando. II. II. Rio de Janeiro: Record. como resposta. Gregório de. No primeiro excerto. 1990. V. Numa cidade onde falta Verdade. 08.” MATOS. V. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. Nos dois excertos. desse modo. igualmente ricas de informações. e) todas. as reais intenções de expansão do comércio. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. IV. ao mesmo tempo. IV. denominado “ciclo dos descobrimentos”. refere-se à cidade de São Paulo. No primeiro. c) apenas I. por bem das águas que tem”). Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. emprega a gradação. o índio. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. O poema I. No segundo. 16. honra. Nos dois excertos. E em tal maneira é graciosa que. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. já conhecida dos portugueses. informando sobre a natureza. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. 02. documentando o processo de conquista e colonização. V. por bem das águas que tem”). Dê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Quinhentismo. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. O demo a viver se exponha. enfatiza as idéias opostas. moral e cristã. as obras dos jesuítas aparecem. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I.

e) F – V – V. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. In: Veja. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. de converter o índio à fé católica. Do Xingu. elas têm cabelos compridos e tranças. Silvio. Senhor. várias vezes. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. ou seja. porque não há quem venha à solenidade. Em todos os momentos da humanidade. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. Esguios. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. b) V – V – F. U. Ver-se-ão ermas e solitárias. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. e que as não pisa a devoção dos fiéis. como nos campos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . cada vez mais. pois ambos destacam. nascerá erva nas igrejas. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. motivos árcades. 30 de junho de 1999. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. o mais forte sobrepujou o mais fraco. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. Passará um dia de Natal. e não haverá memória de vosso nascimento.F. alimentados a peixe moqueado com biju. a fim de salvar o país da invasão holandesa. e) dirige-se ao rei de Portugal.F. nele.Humanismo.” FERRAZ. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. em suas composições. em 1640. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. médicos. apresenta. quase três séculos depois. dependerão de produtos fabricados pelo branco. Quinhentismo. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. acabar-se-á o culto divino. Barroco e Arcadismo Avançar . corretamente. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. U. U. Falam baixo. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. que já começava a destruir as igrejas da cidade. biólogas e engenheiros agrônomos. seu nome à característica presente nessa obra. Os moradores do parque. Quase sempre de forma violenta. c) F – V – F. sempre que o choque ocorreu. como costumava em semelhantes dias. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. pedagogos. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. usa “salvação” no sentido religioso.” GABARITO 37. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. “Eles não usam barba. associando. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. 36. no sentido de salvação da alma. enfermeiras. a urbanização baterá às portas da reserva. mingau de amendoim e frutas.35. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. vindos de diversas regiões brasileiras. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. d) V – F – V. A seqüência correta é: a) F – F – V.F. passará a Quaresma e a Semana Santa. não haverá quem entre nelas. Neste canto do Brasil. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. do Padre Antonio Vieira. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. despojados os templos e derrubados os altares. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses.

por lustrosa. a mariposa. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. a Eneida e Os Lusíadas. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. por densa. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. bonzo bramá.F. (Gregório de Matos) 40. cobre o dia. Se bem rei mais propício. Que sem ser do Pequim. e) prosopopéia. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. Da vossa alta clemência me despido. U. mas não porque hei pecado.38. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. e) Lindóia. acentuando seu caráter bárbaro. Quer ser filho do sol. como a Odisséia. confiada. Vos tenho a perdoar mais empenhado. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. Barroco e Arcadismo Avançar . a luz lhe enfada. A exaltação. Em régio estado não desterras flores. 16 Sobe ao sol. Governador do Rio de Janeiro. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. Que ele estrelas desterra em régio estado. Por altiva. por ser do Açu. Primaz da Cafraria do Pegu.Humanismo. e mais amado. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. b) antítese. Voltar Língua Portuguesa . morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. A esse cede amor em mil ternezas. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. c) gradação. a névoa. utiliza uma: a) ironia. Quinhentismo. de Basílio da Gama. d) onomatopéia. (Gregório de Matos) b) Temerária. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII.E. única figura feminina do poema. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. U. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. 39. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. soberba. nascendo cá.

ali. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. Depois da Lua se segue a noite escura. nas sombras da noite. de outro. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). Começa o mundo enfim pela ignorância. na tristeza. Na formosura não se dê constância. Esse é um soneto oitocentista. que se opõe à degradação dos bens materiais. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. e não dura mais que um dia. Em contínuas tristezas a alegria. etc. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. tais como o findar do dia e o início da noite. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. dia/noite. como o Sol.” Gregório de Matos. GABARITO e) todas estão corretas.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. II. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. considere as afirmações abaixo: I. não sabe retê-la. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E na alegria sinta-se tristeza. Há nele um jogo simétrico de contrastes. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. cuja última firmeza é a inconstância. Barroco e Arcadismo Avançar . 17 41. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. deve-se dizer que: a) somente I está correta. está fazendo referência à pureza primordial da infância. por um lado. luz/sombra. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. A respeito de tais afirmações. tristeza/alegria. b) somente II está correta. que cumpre os padrões da forma fixa. “alegria” e “firmeza”. diante do curso seguido pelas forças naturais. 42. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. e na Luz falte a firmeza.. que compõem a figura da antítese. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. Quinhentismo. c) somente III está correta. e) O poema toca também na questão da inocência. se desfrutem as alegrias e. Porém. a formosura do dia.Humanismo. se acaba o Sol. que são: rimas ricas. Em tristes sombras morre a formosura. ao vivenciar a alegria. esconder-se nos próprios sofrimentos. e por “constância”. pois. d) somente I e III estão corretas. preferindo. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. III. por que nascia? Se é tão formosa a Luz.

foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. os prendíeis e obrigáveis por força. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. e ao longe quintas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . vejo criados de diversos calibres. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. Padre Vieira. se queriam ir buscar a vida a outra parte.Humanismo. 46. e) segundo o autor. Barroco e Arcadismo Avançar . como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. 47. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. ou no Reino. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. ou fora dele. b) texto curto. b) Gregório de Matos. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. e) Fernando Sabino. mas não vejo a fé. 45. b) Trovadorismo. uns com libré. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. Primeiro que tudo vejo cavalos. perfumes e sensações táteis. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. vejo baixelas. a risco de quebrar. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. Quinhentismo. vejo jóias. d) soneto com versos decassílabos. enfim. e. c) Arcadismo. como se há de ver a fé. e as sedas se se espremeram. FEI-SP O autor do texto. outros sem ela. liteiras e coches. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. haviam de verter sangue. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. e) Romantismo. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. as jóias e as baixelas. e) utilização de muitas frases interrogativas. a quem não fazíeis a féria. nem têm nome de casas. que o ouro e a prata derretidos. das janelas vejo ao perto jardins. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. vejo todo o palácio e também o oratório. vejo galas. d) Realismo. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. b) uso constante da metáfora e da antítese. d) Carlos Drummond de Andrade. Se o que vestem os lacaios e os pajens. Deus me guie. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. onde das casas dos pequenos não se faz caso. 44. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. parte por parte. c) José de Alencar. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo.

Tomo I. As fruitas se produzem copiosas. e melhores. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. antes se encerra Tal doce nestes pomos. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. têm mais valia. Que o têm clarificado nos seus gomos. para recolhê-las num só verso.” 19 OLIVEIRA. 1953. Quinhentismo. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. e) confundir seus ouvintes. O quarto A. E nas folhas parecem. sempre ledos. Tem o segundo A.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . Tem o primeiro A. p. GABARITO 49. Mais que as da Europa doces. Águas. Desterrando do Inverno os desfavores. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. Manuel Botelho de. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são.48. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. 127-135. Tem o terceiro A. todavia. E nesta maioria. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. e são sadias. Ares. e gosto preparado. b) convencer e ensinar o seu público. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. Um exame atento desse procedimento no poema revela. característica do estilo barroco. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. d) provocar fortes emoções em seu público. Em si perfeitos quatro AA encerra. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. todas azedas. no açúcar deleitoso. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Música do Parnasso. Que refrescam o peito. nas águas frias. no final. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. Que como junto ao mar o sítio é posto. Açúcar. Esmeraldas de Abril em seus verdores. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. E são tão deleitosas. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. E para preferir a toda a terra. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Como maiores são. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. E têm sempre a vantagem de maiores. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Rio de Janeiro: INL. Que dão a Portugal muitos ciúmes.

é um encontro adúltero. e 19. O marido de Inês. mas o encontro com o ermitão. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. c 21. b 18. Barroco e Arcadismo Avançar . e 5. c 12. c 31. a 13. e 14. V – F – V – F – F 2. F – F – F – V 3. b 26. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. 16. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. F – F – V – V – V 11. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. ingenuamente. e 29. Quinhentismo.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . a decadente sociedade portuguesa. F – V – F – V – F – F 7. d 30. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). para o qual ela se encaminha. d 28.Humanismo. colaborando. c 22. em sua fala. e 6. b 23. c 15. a 24. e por não ter conhecimento dessa traição. para ser traído por ela. a 4. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. a 9. Não sabe. Q U IN H E N T IS M O . a 10. na vida privada. F – V – F – F 8. 04 27. na cena final. c 17. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 18 20. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. b 25.

Voltar Língua Portuguesa . nas águas frias. a 42. b 46. c 48. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. retomou os elementos assimetricamente. b 38. d 45. b 35. nos arvoredos (…) Tem o segundo A.2 IMPRIMIR GABARITO 32. ou seja. b) Como se trata de um poema. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. c 43. (…) O quarto A. 24 34. c 41. e 36. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. Quinhentismo. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. e 47. Barroco e Arcadismo Avançar .Humanismo. e 33. e 39. a 44. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. a 37. Ou ainda. b 49. e 40.

Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. São Paulo: Cultrix. Voltar Língua Portuguesa . ou calem-se como lhes aprouver. São Paulo: Melhoramentos. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. “Portanto.d. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. Quase a lamber o chão..) O povo que chupa o caju.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. ( ) No segundo parágrafo. d) exaltação do sonho. 1998. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. a pêra. e aum. 1 1.Romantismo Avançar . Leva-a do seu torrão. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. p. rev. da fantasia. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. ilustres e não ilustres representantes da crítica. F. o cambucá e a jabuticaba. não!’ E a corrente passava. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. não me deixes. José de. Censurem. te amarei constante ‘Mas não me deixes. Texto para as questões 2 e 3. (. s.. não se constranjam. Gonçalves. por meio das frutas. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. Massaud. onde bela se mirava.. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. In: MOISÉS. c) supervalorização da natureza. IMPRIMIR 2. A Literatura Brasileira através de textos. novas águas Após as outras vão. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. Límpido ou turvo. ‘Ai. ( ) Na história da literatura brasileira. a manga. b) amor incondicional ao outro. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. Benção Paterna. In: Sonhos de Ouro. não me deixes. e sempre embalde: ‘Ai. como a fruta que nos mandam em lata.. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. não. não!’” GABARITO DIAS. metonimicamente. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. 135-6. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. ed. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. 21. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. Alencar opõe. piquem. não me deixes. A corrente impiedosa a flor enleia. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor.

. em seus diversos momentos. U. 2 “Perdoa-me. extremoso.E. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. U. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado.. como recurso estilístico. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. b) No poema de Gonzaga. que eu assim resista À dor imensa. a soma das alternativas corretas. socialismo e ilogismo. 5. Meus ais. visão de meus amores Perdoa-me. não. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”.” Álvares de Azevedo. 02. 04. que me cerca e mata. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. c) No poema de Álvares de Azevedo. de um semi-vivo corpo sepultura.. Dê. adoro a tua formosura. visão dos meus amores. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. Minha febre noturna delirando. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor.F. imaginação criadora e amor à natureza. apresenta como características: 01. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. naturalismo e pitoresco.Romantismo Avançar . escapismo e subjetivismo. Amor na minha idéia te retrata. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira.3. 16. GABARITO 4.F. inda. d) Em ambos os poemas. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. c) “Nesta triste masmorra”. 08. Marília. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. U. F. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes.” Tomás Antônio Gonzaga. busca. como resposta. nacionalismo e religiosidade. 6. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores.

Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. depois. ler o texto que segue.. c) nacionalismo. IV. Fui eu que te vesti do meu sudário. Idealiza a função do poeta.. e) I. mísero atleta! Hoje. Vão três pálidas virgens. 8. II. 7. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. II. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7.. irmão! Eu sou a Indiferença.. Suspende em meio o hino augusto e forte. d) futurismo. c) II e IV... Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. Que vais fazer tão triste e solitário?. d) III e IV.Instrução: Para responder às questões 7 e 8... Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. sobre o texto. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. O teu mísero pão. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. Quem no teu nome a escuridão projeta. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. III e IV. Sou eu quem o teu negro pão consome..’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. b) II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. analisar as afirmativas que seguem.Romantismo Avançar . e) condoreirismo. amanhã. b) ufanismo. PUC-RS Pela análise das afirmativas. meu irmão! Eu sou a Fome... ‘Saúde. ‘Saúde.. III. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. com a fome e com a morte.. I. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. meu irmão! Eu sou a Morte..

melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. pela presença dos elementos mitológicos. No silêncio da noite o bosque exala. há pouco. movendo as folhas. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. notam-se ainda no poema. “bosque” e “perfumes”. tais como “luar”. Nem outras mãos. Jatir. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. Vai seguindo após ti meu pensamento. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Também meu coração. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. os aspectos marcantes do Arcadismo. Não sentiram meus lábios outros lábios. ou dia ou noite. Onde o frouxo luar brinca entre flores. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. e) Mesmo sendo romântico. Brilha a lua no céu. recebida principalmente de Camões. como estas flores. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. “vales”. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Do tamarindo a flor abriu-se. Já solta o bogari mais doce aroma. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. para expressar o amor por meio da espera. como estas preces. d) Apesar da intensa presença da natureza. Sejam vales ou montes. Outro amor nunca tive: és meu. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não mais. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor.Romantismo Avançar .Texto para a questão 9. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Já nos cimos do bosque rumoreja. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Jatir. Correm perfumes no correr da brisa. brilham estrelas. Onde quer que tu vás. 4 GABARITO 9. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. lago ou terra.

alheia ao eu-lírico. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. para os falsos. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. foi trabalhar a dualidade. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. realçando seus preceitos e preconceitos. independência e as terras que ocupavam. UFSE No período romântico brasileiro. 13.” (Gonçalves Dias). devido aos exageros do eu-lírico. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum.” (Gonçalves de Magalhães). e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. dignos de alta expressão literária. sapos e jacarés sem conta: enfim. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. mulheres feiticeiras. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 12. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. tão necessário à poesia. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo.10. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar.” (José de Alencar).. Lúcia. 14. uma criação recriada. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. buscando nelas aspectos heróicos. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. um gênesis americano. 11. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante.Romantismo Avançar . b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. b) Quincas Borba e Os Escravos. UEGO Assinale V. U. de Maria da Glória e da cortesã. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos.Juca Pirama e O Guarani. dos dois autores citados. É o que se pode verificar quando se lêem. e F. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. O romance Lucíola. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. uma Ilídia Brasileira. para os itens verdadeiros. e) “O maravilhoso. d) O Mulato e Canção do Exílio.F. o marginal e o burguês. e) I . Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. c) “Imaginei um poema. respectivamente..” (Machado de Assis).” (Ferdinand Denis). UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros.

. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. UFRS Leia o texto abaixo. Das folhas secas.) O véu da noite me atormenta em dores.. E a velhinha.. I.... Da luz. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.” (Laurindo Rabelo) III... (... . (.... Das horas longas a correr velozes. sob o olhar apaixonado do poeta. d) Apenas II e III.Romantismo Avançar ..” (Bernardo Guimarães) II. UFRS Leia o texto abaixo..) Se é vate quem dos povos. b) Apenas II..... do chorar das fontes..... de tudo... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. II e III.... é um tema dominante na poesia ...... de cunho romântico no Brasil. rainha da festa.... quando fala.. de ti. que usa .15. excita o pasmo.. As paixões vivifica. do silêncio ou vozes.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos..” 6 Dos exemplos citados abaixo.. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. A luz da aurora me intumesce os seios. e) I... Se assentou sobre o grande jirau..... c) Apenas I e II.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a mulher é freqüentemente . a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16. nela...... dono de uma sensibilidade extraordinária. “Tenho medo de mim...” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I..... da sombra.

na praia. e a alegria voltou a habitar em sua alma. p. achando boa terra e fresca a sombra. para tudo murchar. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. Diogo / Peri. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. José de. …………… adorava. Como o imbu na várzea. d) Fernando. FUVEST-SP “Assim. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. Lúcia Camargo que. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci.” ALENCAR. Iracema. já comprometido. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. numa tentativa de representar por completo o Brasil. vinga. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. e) Loredano / D. 56. Texto para as questões 19 e 20. o cristão tornara às praias do mar. sentia-se no ermo. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. José de. Mas basta um sopro do mar. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem.Romantismo Avançar . Diogo. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores.17. através da Senhora. 18. leva-as a brisa. arrependido. b) juntamente com Diva e Iracema. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. Diogo / Peri. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não atingiu seu intento. o outro uma paixão. após ser abandonada por Fernando Seixas. e) Alencar. Neste excerto de O Guarani. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. mas o casamento. O Guarani. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. o último uma religião. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. as flores. Passava os já tão breves. “Logo após a vitória. cheia de grandes desejos e nobres ambições. …………… desejava. Mantida a seqüência. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. mas embalde. 1994.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. assim. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. As folhas lastram o chão. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. Alencar revela traços realistas. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. após o casamento. c) Loredano / Peri / D. O imbu. agora longos sóis. São Paulo: Scipione. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. d) Álvaro / D. escreveu romances indianistas e urbanos. buscava. b) Loredano / Álvaro / Peri. é desfeito. porém nunca se valeu da composição regionalista e. filho da serra. Diogo. …………… amava. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos.

O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. Em quem.. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. 02. 02. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. respectivamente. pálida virgem. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. já que a primeira dá idéia de concretude. a firmeza de permanecer em terra estranha. 64. frágil e inatingível. 21. feijão-roxinho. para ambos. Dê. a soma das alternativas corretas. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 08. 04. UFF-RJ Na literatura. se tens pena De quem morre por ti. enquanto a segunda. UFBA Com relação à linguagem. à chegada do inverno e à volta do esposo. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. como resposta. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. respectivamente.19.. como resposta. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. molho de batatinhas.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. de abstração do sentimento amoroso. Dê. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. 32. a soma das alternativas corretas. senão em vós se uniformara. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. como heróis ou como vilões. Mas cantava.Romantismo Avançar . evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. e morre amando. Dá vida em teu alento à minha vida. O trecho “os já tão breves.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. existe uma explicação adequada em: 01. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 64. 08. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam.. Angélica na cara! Isso é ser flor. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. 16. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. 04. 20.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz.. 32. 16. ambas com função revitalizadora.

b) Apenas II. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. d) José de Alencar. na sua apresentação inicial. porém. antes de partir. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. d) Apenas II e III.22. I.” 9 GABARITO 24. urataí e outras árvores aromáticas. UFRS Considere as afirmações abaixo. o rio de um lado. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. e) Gonçalves Dias. c) Apenas I e II. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. e sobretudo os répteis. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. b) Álvares de Azevedo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . referentes ao romance romântico no Brasil. de Manuel Antônio de Almeida. de canela. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. 23.Romantismo Avançar . II. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. 25. II e III. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. de Bernardo Guimarães. Quais estão corretas? a) Apenas I. A heroína de A Escrava Isaura. c) José Lins do Rego. e sugasse uma gota desse sangue precioso. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. é mestiça. por isso tomara todas essas precauções. é a novela picaresca espanhola. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. e) I. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. “O índio. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. FEI-SP Sobre o romance. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. A Moreninha. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. III. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. de Joaquim Manuel de Macedo. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém.

e) Olavo Bilac. Senhora: perfil de mulher. c) romance indianista. e até pareceu esquecer a sua observação. p. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. d) I e III estão corretas. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. 28. b) Aurélia Camargo. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. é correto afirmar que: I. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. Uma noite porém. c) Casimiro de Abreu. A mim basta-me o seu amor. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. d) Castro Alves. a moça não insistiu.” ALENCAR. c) I e II estão corretas. GABARITO 29. enquanto romântica. desde que mo deu. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. Voltar Língua Portuguesa .26. e) II e III estão corretas. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. b) somente III está correta.Romantismo Avançar . III. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. Fernando disfarçou. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. 104-6. II. 1992. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. em que Seixas se mostrara mais preocupado. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. sem força de vontade. enfocados como pessoas comuns. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. típico desfecho da narrativa romântica. na narrativa. vê com naturalidade o casamento de conveniência. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. Zeca. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. não lhe pedi nada mais. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. FEI-SP Em O Guarani. b) Gonçalves Dias. mas o seu procedimento o indignava. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. b) romance regionalista. Em sua música “Maldição”. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. e) poemas históricos. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. já lho disse uma vez. fatal. a) somente I está correta. quanto à relação amorosa. c) A obra. d) poemas épicos. In: Vô imbolá. revoltou-se contra si próprio. valentia e brio. e) A obra apresenta o final feliz. 27. especialmente para uma das gerações do Romantismo). desempenha. São Paulo: FTD. e inquiriu do motivo. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. 1999. José de. Fernando. o papel da mulher fraca. eu lha restituo. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro.

partes do poema Canção do Tamoio. São Paulo. meu filho. c) Modernismo. Segui-la. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio.Romantismo Avançar . os bravos. 31. Que os fortes. Meus brios reveste. Amá-la. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. Cultrix. Se o duro combate Os fracos abate. E pois que és meu filho. conduzindo o eu-lírico à depressão. d) Naturalismo. UFF-RJ As estrofes abaixo. b) forte subjetivismo. Tamoio nasceste. d) realização de poemas lírico-amorosos. valorizando o idioma nacional. sem que se veja. No arco que entesa Tem certa uma presa. aos bravos. temendo roçar os seus vestidos. Quer seja tapuia. Poemas de Gonçalves Dias. através do sentimento nativista. “Não chores. sem lhe ouvir. transcendendo os limites da vida física. Voltar Língua Portuguesa . e) idealização da mulher. Aos fortes. Viver é lutar. junto à natureza. c) idealização do amor. e desse amor se morre!” DIAS. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Viver é lutar. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. E. 372. Gonçalves. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. A vida é combate Que os fracos abate. fragueiro.30. Sê duro guerreiro Robusto. especialmente nos índios e em sua civilização.” DIAS. a) Barroco. [s/d]. sem ousar dizer que amamos. Só pode exaltar. Só teme fugir. seus pensamentos.. Poesia Completa. sem poder fitar seus olhos. b) Realismo. a quem se adora. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Penetra na vida: Pesada ou querida. Só pode exaltar. e) Romantismo. 1959. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. p. Gonçalves. Condor ou tapir. Não chores. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. inspiração em elementos nacionais. que a vida É luta renhida. Compr’ender. Valente serás. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. revelando uma visão pessimista da vida. As armas ensaia.

.. do Visconde de Taunay.. 08. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. independente do julgo da metrópole portuguesa. Em Iracema... II.. d) Apenas II e III.. em contraste com a vida na corte... ela é motivo de constante preocupação para o pai. 33. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. são destruídos... b) Apenas II. I... UFRS Leia o texto abaixo.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. em especial a francesa... mulheres numa casa. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. tanto a casa de Mariz.... o homem branco por quem se apaixonara. palco da história do amor de Inocência e Meyer. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física.32.Romantismo Avançar . que se apaixona pela bela sertaneja. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.. II e III. Unicamp-SP Em Ubirajara. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. Pereira enaltece a fartura do Brasil.. quanto os Aimorés. sob a influência das culturas européias.. De acordo com a narrativa... as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. à míngua. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. na certeza de que serão vingadas. meu Deus. de José de Alencar. mais precisamente no Rio de Janeiro.. No romance .. uma . tal como em Iracema e em O Guarani. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. por obra de qualquer descuido. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim....... aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. Quais estão corretas? a) Apenas I. 01. um processo gradativo de .. 02. III.” 04. a partir daí. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.. e) I.. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha.. pode pôr a perder a honra familiar. é coisa de meter medo.. que retratam o lado negativo da terra americana. c) Apenas I e II... no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. 34. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. durante o inverno europeu. Segundo Pereira: “Ih. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro... Em O Guarani.... uma vez que. Em O Guarani e Iracema.. e) Senhora – adolescente – ascensão social. Durante um almoço. sinônimo dos recursos naturais do Brasil.. de José de Alencar.. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. representante dos valores lusitanos. experimentando... assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. tentanto tirá-la dos braços de seu amado.

foi ao ar livre. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). não queria. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. com suas palavras. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. Ao tratar desse tema. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância.. nada. II. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. GABARITO 39.36. d) I e II. os costumes. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. 37. infante ainda. e ao desprender-me das faixas infantis. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) III.. ligado por laços afetivos sinceros. Obras completas. Não foi na cidade. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. é correto afirmar.. 38. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. onde se morre abafado. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. não. O autor valeu-se de uma narrativa. ( ) Até o final do romance.” ABREU. não. aos oito anos ia eu para a escola. UFPR Sobre o romance Senhora. possa encontrar sua felicidade. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. mas divididos por razões econômicas. ( ) Heroína romântica. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. UFRJ Associado ao tema da infância. e) II e III. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. Aqui. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. de José de Alencar. ao saltar do berço. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. de José de Alencar: I. p. b) II. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia.. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos.Romantismo Avançar . 1965. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. com suas palavras. a personalidade. e. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. Casimiro de. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. 13 “Nasci no campo. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Mas. 203. os campos e as matas. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. Para responder às questões 37 e 38.

quitação. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. salva Peri da morte. de Visconde de Taunay. Dê. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). em termos históricos. 02. Inocência é noiva de Manecão. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. apaixona-se por Cirino. 02. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. 16. 08. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro.Romantismo Avançar . Considerando a obra como um todo. em oposição à vilania e à maldade. por promessa de seu pai. intitulado “Loura e Morena”. como também as relações do homem com essa mesma natureza. Pereira. 08. 42. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. 16. é um romance regionalista. a soma das alternativas corretas. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. posse. UFMS Sobre o romance Inocência. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. com final feliz. o anão que vigia Inocência o tempo todo. 04. é a do casamento. A ação do romance. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. no entanto. A jovem. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. Tico. mas. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. nele. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre.40. transcorre no século XVII. 41. de José de Alencar. V. como resposta. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. o amor tudo vence. por isso. a soma das alternativas corretas. como resposta. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. 64. preterida por Fernando Seixas. 32. de tendência sertanista. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. como um bálsamo poderoso. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. 01. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. porque. focalizado em primeira pessoa. compra-o e ele contumaz caça-dote. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. de desigualdade econômica. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. reforça a grandeza do índio Peri. b) Aurélia Camargo. 04. resgate. O tom confidencial da narrativa. no cap. é correto afirmar que: 01. Dê. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização.

.’” NICOLA. onde campeava sua guerreira tribo. 1998. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. Antônio de Mariz. sublime artista. 10. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. mal roçando. 15 44. p..Romantismo Avançar . 1994. d) bucolismo neoclassicista. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. c) romantismo indianista. 125. (. José de.43. O pé grácil e nu. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. século XIX. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. Iracema. São Paulo: Scipione. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. No ano da graça de 1604. e mais longos que seu talhe de palmeira. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. “Após a independência. barca de granito. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. a virgem dos lábios de mel. Mais rápida que a ema selvagem.” ALENCAR. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas.. c) Essa estrofe é uma oitava. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. São Paulo: Scipione.) pertencia a D. No texto de José de Alencar. “(.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. e) nativismo modernista. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século.... Cefet-RJ “Iracema.. temos uma das formas significativas do nacionalismo. p. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. (. e) São versos típicos de uma poesia que.. Entretanto. E provocaste a rajada. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna..) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. José de. Nas ondas da escravidão. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. b) sentimentalismo realista. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. romântica e exaltada. em que o homem é apenas um simples comparsa. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto.) A habitação (. ler o texto que segue. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. da grande nação tabajara.

é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias.... e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.... 48.. GABARITO 47... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. por exemplo. d) Escrito na época do Romantismo. exprime-se na métrica irregular dos versos. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”)... ..... d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira. em relação ao processo de .. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.. como se pode observar..... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.... c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza.45. que é a protagonista da obra.. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta... Álvares de.Romantismo Avançar .. Lira dos vinte anos....... é correto afirmar que. o poder e a audácia dos novos habitantes.. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta. Tem na lira do gênio uma só corda.. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida.... poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo.. o passado histórico por meio de uma visão . a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca...... Basta de Shakespeare. Com base no texto acima. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia......” Memórias de um sargento de milícias.... de Cecília... própria da ironia romântica. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46.. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa. à cultura europeizada por que passa Peri. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.. b) a dispersão do eu-lírico.. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. .. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . da ideologia dominante.... (…)” AZEVEDO. O Lamartine É monótono e belo como a noite.. muito respeitados pela segunda geração romântica. nele. de Manuel Antônio de Almeida.. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa..... Se pranteia por Deus de amor suspira. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. Parece-me que vou perdendo o gosto... PUC-RS A obra em questão ........ de José de Alencar... A personagem referida. foi o primeiro escrito no Brasil.. Vem tu agora. Fantástico alemão..

. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. 50. .. b) Senhora – abolicionista – simplicidade..... em obras como . convertendo os índios. contra a vontade deles.. c) seria arquitetada por colonos degradados... como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra.. A preocupação em retratar a . b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral....... p.... que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação.. Gonçalves. era o ataque aos senhores da terra. que alegavam razões religiosas para seus atos. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. condenados à morte. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares.. b) insere-se no contexto do Romantismo.... d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião...Romantismo Avançar .. 4º trim. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. e) seria causada pelos condenados à morte.. 51.. bem como criou romances de tendência . apesar do tom artificial de alguns romances. José de Alencar retratou. 17 49. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. condenados à morte ou espíritos baixos. a dois índios. eram colonos degradados.. a) A Moreninha – realista – desigualdade. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro... à liberdade dos índios.. contextos e temáticas urbanas..” DIAS.. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. sem que a sua vontade fosse consultada.. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. 274. cometera a violência de arrancar de suas terras. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil.. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal.. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. mas que eram movidas pela ganância.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas.. No texto. e) Lúciola – regionalista – diversidade.. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. 1867.

Onde canta o Sabiá. de imediato. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. um aventureiro.Romantismo Avançar . o barbeiro. o personagem central. que aqui gorjeiam. a soma das alternativas corretas. o personagem principal. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. destacando-se pela temática regionalista. As aves. capazes de atos de bravura e coragem. “Luar de verão”. comentando as ações dos personagens. contrariando as convenções literárias da época. João VI. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. Nossa vida mais amores. Nosso céu tem mais estrelas. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. a comadre. desinteresse e tédio. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. 02. como resposta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . torna-se sargento. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. d) as estrelas e as flores. por méritos próprios. 04.52. Sem qu’inda aviste as palmeiras. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. 54. aproximando-a da estética realista.” AZEVEDO. Leonardo. mas revela.) Não permita Deus que eu morra. 08. A teus raios divinos me abandono. 53.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora.. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. Neste excerto. Não gorjeiam como lá. o compadre. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. o Romantismo. e) fuga romântica para o sonho. é correto afirmar que: 01. UFRS Leia as estrofes seguintes. que previa heróis moralmente elevados.. ó minha lua. Dê. Onde canta o Sabiá. que mais tarde se casa com Vidinha e. d) aversão dos românticos à natureza. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. c) melancolia romântica. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. Álvares de. Sem que eu volte para lá. (. tornando a obra uma espécie de crônica da época. Nossas várzeas têm mais flores. referidas na segunda estrofe. é um anti-herói. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. Nossos bosques têm mais vida. b) tendência romântica ao misticismo. Leonardo. 16. Lira dos vinte anos. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. “Minha terra tem palmeiras.

de Gonçalves Dias. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. 57. sedentos de glória.55. b) à tendência romântica para a utopia. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. de glória e terror! (. 1969. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. Rio de Janeiro: Bloch. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. Literatura brasileira em curso.. c) sátira impiedosa. São rudos. 56.Romantismo Avançar . solene e distante. In: RIEDEL. a: a) idealização da amada.. Já prélios incitam. revela-se um traço forte de sua poesia. I. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. retratada como musa etérea. Gonçalves.F. a um tempo temida e desejada. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. e) força material do cotidiano.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. p. Dirce. incorporando-as ao orgulho nacional. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. nos ânimos fortes. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. já cantam vitória. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. b) projeção da própria morte. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. São muitos seus filhos. Cercadas de troncos – cobertos de flores. severos. d) à vertente romântica indianista..Juca-Pirama.. d) insegurança amorosa. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. Condão de prodígios. de Álvares de Azevedo. expressa num detalhismo quase realista. c) à temática romântica da nostalgia. que. U. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro.)” DIAS. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais.

02. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. tais como: ventura e tristeza. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. Não encheste minh’alma de ventura. (…) GABARITO 60. Texto para a questão 60. b) Filiado ao Simbolismo.Romantismo Avançar . A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. Não poderei na sepultura. sedento e arquejante. ideal mimoso. a imagem da mulher amada. U. “negro quadro”. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. “onde eu pintara”. Quer seja tapuia. No arco que entesa Tem certa uma presa. característica primordial do Romantismo. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. como resposta. a presença da morte. “rompeu a tela”. linguagem coloquial. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nos lábios frios comprimir chorando. Dê. Condor – ave semelhante à águia. Conforme os versos transcritos. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. a soma das alternativas corretas. Tapir – anta. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. E essas violetas inodoras. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. Quando louco. expressão de ideais românticos. imaginação criadora. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. de Castro Alves. criam efeitos sinestésicos. exaltação da natureza. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. ao menos. a) O idealismo. vida e morte. De bela adormecida. 20 59. 16. Só teme fugir. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. e) As marcas do erotismo. U. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela.F. Condor ou tapir. satanismo. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo.E. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. murchas. de Gonçalves Dias. o sonho. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. 04. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. presentes no poema. 08. d) As referências ao universo da pintura.58.

título da obra e período literário dos versos citados. estalar do açoite.F.) – Tu és Moacir. dor e sofrimento.. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. de José de Alencar. Dê. como resposta. A dor lacerou suas entranhas. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo.61.. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. o nascido do meu sofrimento. 01.. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. na perspectiva do idealismo romântico. 08.a periferia do Rio de Janeiro. tradições e falas de pessoas simples. As personagens do romance pertencem à classe dominante. as mulheres são devassas. UFMS Memórias de um sargento de milícias.representação de pessoas comuns. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. U. Apresenta-se. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. 04.Romantismo Avançar . Estreitou-se com a haste da palmeira. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. Em sangue a se banhar. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. a seu modo. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. à elite de sua época.F. seja no processo de construção das personagens .. 02. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. entre os anos de 1852 e 1853. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima.F. autor. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo.. d) Alencar justifica. consciente da sua missão de gerar a nova raça.” ALENCAR. de Manuel Antônio de Almeida. Dentre as proposições abaixo. (. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. sentindo que se lhe rompia o seio. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. e considerando a obra como um todo. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. seja no espaço onde essas personagens circulam .. 62. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. U. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. a coragem e a fidelidade. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. Iracema. o mestiço povo brasileiro. Tinir de ferros. U. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. Voltar Língua Portuguesa . não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. 16.linguagem simples e direta -. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo.. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro.. 64. 63. vulneráveis e desonestas. a retidão de caráter. e vivem situações idealizadas. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. corretamente. no romance. a soma das alternativas corretas. uma vez que registra traços dos hábitos. seja no plano da forma . a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. José de. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. características da estética romântica.

Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. a punição do violão. rompido temporariamente. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. que se casa pelo dote. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. Tematiza a morte. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. ao contrário. idealizado na literatura ultra-romântica. mulheres incorpóreas ou virgens.. II. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. c) V – F – F – V. em virtude da educação que recebera. no 1º. d) Apenas I e II estão corretas. da qual faz parte a peça O Noviço. d) F – V – V – F. como o esconderijo. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. afirma-se: I.. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. por exemplo). o disfarce e o erro de identificação. o egocentrismo e o sentimentalismo. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. Idealiza figuras imaginárias. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. 66. temas característicos da primeira geração romântica.. Nessa obra. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). Desta forma. II e III estão corretas. c) I. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. presente em grande parte da obra do autor.. ainda. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. como o subjetivismo. Assinale a alternativa correta.. e) Apenas I e III estão corretas. Não sei se a noite era límpida ou negra. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. o equilíbrio. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. despreza o nacionalismo e o indianismo. na economia e principalmente na educação dos jovens. direcionando-os para a vida religiosa. elas só o são aparentemente.” 22 Com relação ao fragmento acima. para os itens verdadeiros. que. parágrafo. Pesava como chumbo. o amor platônico não é superado pelo amor físico. e após uma orgia. b) Apenas II e III estão corretas. b) V – V – F – F. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. naquela tez lívida e embaçada. Abri-o: era o de uma moça. Acentua traços característicos da literatura romântica. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. Era uma defunta!.65. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o que leva ao efeito cômico desejado. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas.. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. III.. 67. “Uma noite. Aquele branco da mortalha. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. o vidrento dos olhos mal-apertados. Saí. a) Apenas I está correta. personagens que confirmam o amor inatingível. ( ) Nesta obra.Romantismo Avançar .. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor... eu achara abertas. eu ignoro por quê. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. as grinaldas da morte na fronte dela. pode-se encontrar (Assinale V.

. 02. a morte como alívio para o “mal-do-século”.. bucolicamente ingênua e inocente. como: 01. 69. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. a exaltação de sentimentos pessoais. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. 16. b) no segundo. pastoril. Como a lua por noite embalsamada. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. Comparando os dois fragmentos. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. U. o desajustamento do indivíduo ao meio social. a soma das alternativas corretas. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. Sobre o leito de flores reclinada. “Se eu morresse amanhã.68. Dê. d) no segundo. que conduz à dor. podemos afirmar que. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. em poesia simples. como resposta. a valorização de elementos ligados à natureza. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. porém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”.Romantismo Avançar . E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. 08. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes.E. à aflição e à busca da solidão. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. com desespero e pessimismo. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. com certeza. o dolorido afã. a) no primeiro. 04. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. apesar de haver um tom de humor e sátira. e) no segundo. c) no primeiro. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento.

3. 71. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. de José de Alencar. por saber quem é Leonardo. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. não é dizer que vieram de braço.Romantismo Avançar . numa representação quase sempre épica. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. d) Apenas II e III. assim. U. podemos dizer que: 1.F. e) I. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. 3 e 4 estiverem corretas. Quais estão corretas? a) Apenas I. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. ( ) na poesia saudosista. no qual está inserido o primeiro habitante do País. b) Apenas II. III. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. O narrador. como este último tinha querido quando foram para o Campo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . embora o texto esteja em prosa. a saudosista e a lírico-amorosa. II e III. 3 e 4 estiverem corretas. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. porque tudo é narrado de forma explícita. detectado no sentimentalismo exagerado.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. UFRS Leia o texto abaixo. c) Apenas III. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. como a exaltação do pitoresco nacional. o índio. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. comparações sobre comparações.70. Luizinha e Leonardo. c) se 2. que deforma os encantos da mulher amada. predomina uma sensibilidade plástica singular. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. porém. foram mais adiante do que isso. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. 2. 24 GABARITO “Desta vez. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. 4. fruto do negro e do branco. estabelecendo. d) se 1. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. II. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. de Manuel Antônio de Almeida. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. ( ) na poesia lírico-amorosa. 72. e em lamentos melodramáticos. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. I. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro.

49. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 4. d 25. 05 21. 12. As notas contribuem tratando o ritual. 42. a a) Como todo povo. 38. 36. 7. no texto. já que. 16. c 33. o índio brasileiro também tem suas tradições. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. a natureza é lugar paradisíaco. c 28. 14. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. b 18. 47.Romantismo Avançar . Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. d 22. mas com benevolência. e 31. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. 41. 2. pois. d 30. 11. 15. 06 a Não segue integralmente. já que. a 29. atribuem-se à infância traços negativos. 9. e 23. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. não com o preconceito europeu. 39. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. Sim. a 19. 40. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. no último parágrafo. 37. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 23 20. sua cultura. 44. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 10. 3. 43. 8. 6. c 32. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 45. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. 34. a qual passa por diferentes estágios. segue. a 27. 13. 48. Voltar Língua Portuguesa . de experiências positivas. e não européia. 46. d 24. e 26. 5.

51. 53. 57. 55. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 60. 52. 59. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 71.Romantismo Avançar . 56. 67. 58. 63. 68. 69. 66. 54.50. 61. 72. 70. 64. 65.

Como se fora pérfida inimiga. oferecem momentos em que o lirismo se expande. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. O nome que no peito escrito tinhas. tu. legítima herdeira do trono de Portugal. III. Estavas. II. O episódio de Inês de Castro. Se dizem fero Amor. Está correto apenas o que se afirma em a) I. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. áspero e tirano. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. posta em sossego. Desse episódio. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. De teus fermosos olhos nunca enxuito. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. 2. posta em sossego. humanizando os versos. Deste causa à molesta morte sua.Classicismo Avançar . d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. Entretanto. e) I e III. 3. b) II. obra de Camões. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.” 1 GABARITO Os Lusíadas. que se contrapõe à solenidade do poema épico. em Os Lusíadas: I. do qual o trecho acima faz parte. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. como um todo. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Que a fortuna não deixa durar muito. Tuas aras banhar em sangue humano. d) I e II. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. d) retrata a beleza de Inês. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Aos montes ensinando e às ervinhas. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. linda Inês. puro amor. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. Naquele engano da alma ledo e cego. c) a manifestação de apego a Portugal. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Nos saudosos campos do Mondego. já velho e com um “saber só de experiência feito”. De teus anos colhendo doce fruito. Voltar Língua Portuguesa . c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. c) III. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. inserido em sua narrativa épica. É porque queres. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. PUC-SP “Tu só.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. e 3.Classicismo Avançar . b 2. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

em geral. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. p. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. por isso. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. essa primazia pertence ao inglês. a soma das alternativas corretas. Até o início do século XX. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. Agora. diz o professor John Robert Schmitz.” GABARITO Segundo o texto. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. O texto traz a opinião do articulista de Veja. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. UFMS Apresentamos. a seguir. São Paulo). Dê. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional).Interpretação de texto II Avançar . de uma cultura dominante. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. Para ilustrar essa tese. não devendo. americano naturalizado brasileiro. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. Entre eles. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. como resposta. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. No entanto. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. É normal que uma língua se nutra de outras. ser multados. 86-7).” Trecho 2: “Para os especialistas. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. (16) ao contrário dos lojistas. Está certo que os abusos beiram o ridículo. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. centros comerciais).

p. já explorada no texto acima. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. a expressão em negrito remete ao termo franceses. só então. 47. é um processo normal. certos modos de dizer. portanto. (02) para os especialistas. Há. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas.” In: Crítica literária. (16) até o início do século XX. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. Dê. referentes aos trechos da questão 1. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. tendo sido. a partir de então. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. criando. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. locuções novas. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. A este respeito a influência do povo é decisiva. suplantado pelo inglês. como resposta. exceto: (01) a evolução de um idioma. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. que não se pode impedir. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. estão corretas. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. com isso. Dê.2. agora. através do intercâmbio com outras línguas. UFMS Todas as proposições a seguir. com naturalidade. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. a soma das alternativas corretas. serem incorporadas à escrita. a evolução das línguas. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. que não vem explicitado no texto. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes.Interpretação de texto II Avançar . a soma das alternativas corretas. 3. como resposta. UFMS Veja. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas.

4. nesse fato. Paulo de 30/08/2000.Interpretação de texto II Avançar . poder e dinheiro. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . Garanto que uma flor nasceu. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. real. esportivos e de poder. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. Seu nome não está nos livros. mas certas situações que levam a isso estão aí. Mas é realmente uma flor. 5. Há milênios. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. triste. rio de [aço do tráfego. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Pior ainda. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. paralisem os [negócios. rompe o asfalto. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. um termo fortemente conotado. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. ônibus. É feia. o nojo e o ódio. Garça. […] Furou o asfalto. Façam completo silêncio. Laércio. Sublinhe o termo em questão na sua frase. em relação às mulheres. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. SP. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. Tudo porque o homem não aprende. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. bondes. posando com fêmeas muito mais jovens. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. no geral. e muitas pela fama. meios artísticos. A durabilidade de tais ligações. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Suas pétalas não se abrem. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. nos círculos milionários. o tédio. Sua cor não se percebe. Duro.” ZANINI.

Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. a) No texto acima. 13/02/96. d) o caráter radical das revoluções. 4 Texto para as questões 7 e 8. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. desafiaram constituições. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. as ‘infovias’. durante longos períodos de tempo. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. c) a natureza precária das revoluções. revoluções não são sutis.Interpretação de texto II Avançar . diante de telas de computadores. b) “tornaram as leis antiquadas”. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. reordenaram prioridades. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. reformularam a economia. GABARITO 7. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. enquanto o CD-Rom trabalha. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Paulo. Transcreva pelo menos três. redefiniram os locais de trabalho.” O Estado de S. e) “desafiaram constituições”. “A explosão dos computadores pessoais. com base no texto. d) “redefiniram os locais de trabalho”. 12/10/2000.6. c) “reformularam a economia”. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. e) o traço progressista das revoluções. diz o professor do MIT. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. Fuvest-SP No texto. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. Tornaram as leis antiquadas. 8. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes.” Jornal do Brasil. Nicholas Negroponte.

Dessa forma. 13/12/99. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. que acaba comprando gato por lebre. a valorização dos calçados anunciados. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia.” Caras. Voltar Língua Portuguesa .9. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. Dê. 15/9/00. não se voltando. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. como resposta. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. pois ludibriam o cliente.Interpretação de texto II Avançar . XYZ. ar-condicionado inteligente. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. a mensagem do anúncio estaria preservada. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. freios ABS de 5ª geração. Há. como conteúdos pressupostos. a soma das alternativas corretas. 53 (com adaptações). Alguns anúncios são sabidamente enganosos. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. 10. ( ) No trecho final. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. apesar de gostar de homens de verdade. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. e. Todavia. motor com 5 válvulas por cilindro. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. O design é compacto. p. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. por isso. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. também conhecido como Cinderela. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. por oposição. É o maldito sapatinho que não serve para você. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. portanto. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. nº 82. Tem carroceria 100% galvanizada. entretanto. Mas a tecnologia é imensa. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. para um segmento específico da sociedade. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. 12 anos de garantia anticorrosão. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. leia o anúncio que se segue. Tendo em vista essa observação.” Época. ludibriando involuntariamente o consumidor.

pode-se dizer que. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral).” Superinteressante.07. projetou o mito muito além da sua época. cit.11. A tragédia de Ésquilo. p. apud. Ana Rosa Ferreira. IV.456 a. Para julgar o crime. Nessa hora. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. na Antigüidade. F. 24. no discurso jornalístico em questão. p.” NP. Aí. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão.91. Orestes. 6. Quando sacaram que pintou sujeira. Atena.35. 4. 2 F.” GABARITO NP.)’. Nessa tragédia. op. O cara morreu na hora. op. 5. d) Atualmente. para resolver os pepinos em tempo. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. IV e V. fugiram. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. da Universidade de São Paulo. F. VI. p. assassina o marido.07. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. ou de linguagem popular e técnica. apud. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. o filho dela. 07. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. 27. dado pelo presidente de um tribunal. estão corretas a) todas as afirmações. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. . Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. ajudada pelo amante. 339.C. que fica na mesma rua. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. F. perceptível em nível morfológico. a empresa está informatizando todo o seu sistema. de Ésquilo (525 a. passou para outras civilizações. cit. em Atenas).Interpretação de texto II Avançar . apud DIAS. uma tendência para a hipérbole. 27. 12. a transformação de notícias em narrativas. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. p. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. Clitemnestra. III. Texto 3 “Liberado pelos médicos. julho de 1998. U. Christi estava tirando seu Santana da garagem. grande dramaturgo grego. IV e VI. 230. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. S. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. uma preocupação de fundo metalingüístico. detonando três pipocos em Cícero. em que não faltam. Egisto.” NP. cit.91. inclusive. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. d) I. op. apud.07. II. Segundo os soldados. que inventou a expressão. III. II. V.07. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. para melhor se aproximar da língua padrão. c) somente I e IV. Quanto às afirmações anteriores. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. Paulo: editora EDUC/Cortez. quando acontece empate em julgamento. 298. predomina I. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. Agamênon. marcas de oralidade. III. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. pintou confusão. uma deformação dos significantes.C. b) somente III e IV.91. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo.91. II. e) I.

Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. meio malandra. Membros dessa espécie híbrida. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. In Folha de São Paulo. (…). III. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. II.Interpretação de texto II Avançar . espertos negociantes. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. justificam-se como hábeis negociadores. PUC/Campinas-SP “Na prática política.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. I. de Londres e da Fairchild Publications. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. U. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. meio diplomata. ‘vamos ver’. de fato. I e II somente. II e III.Texto para a questão 13. O tema é a prática da má política. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. intencionalmente incapaz de magoar os outros. c) o homem perspicaz. I e III somente. Em relação ao texto. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. por essa razão. está honestamente preocupado com as regras sociais. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta.” KEPP. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. 7 13. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. que é a busca do ‘acordo entre partes’. os brasileiros seriam PhDs nela. híbrido e. (…). ‘se der’. II e III somente. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. Michael. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. b) aquele que. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. ou mesmo das ‘negociatas’. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. um tipo de enganador charmoso. 1996. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. 14. d) um “camaleão social”. pela gentileza de seus atos. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos.

lugares. ficará cada vez mais por conta do computador. E também não nos ensinará o valor das emoções. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. como vivem os habitantes da região. da vida? No futuro. Informação memorizada é algo que. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. não cumpre seu real objetivo. d) Numa perspectiva otimista e confiante. Ele pousou o giz. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . isto é. em geral. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. daqui em diante. U. que lecionava Física no Julinho. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. Exemplar. Não é preciso lembrar. 26 set. ou liam nos livros. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. mas sabíamos seus nomes. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. Nesse binômio. Ninguém soube responder.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. d) Não há exemplo mais adequado. O professor Alfredo entrou na sala. é preciso saber como acessar. no contexto. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. e portanto cheio de afluentes. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. 16. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. b) Nenhuma idéia é mais relevante. F. a) No texto. U. ao acúmulo de informações memorizadas. A propósito. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. Alfredo Steinbruch. Eu perguntaria ao leitor. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. A pergunta que. Era preciso recitá-los de memória. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. Revista ZH. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. é criticado o ensino que visa. c) Nada é comparável. todos nós estávamos ansiosos. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. Durante muito tempo.Interpretação de texto II Avançar . O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. e) Segundo o texto. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. Trata-se de um rio longo. a esse respeito. está o objetivo maior da educação. 1999. F. 8 15. os da margem esquerda e os da margem direita. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. basicamente. b) Entre outras idéias. Coisas que os alunos copiavam. Não sei como será a escola no futuro. mas indo até lá. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. Texto “Quais são. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. mesmo. Por que é um mistério que nunca esclareci. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. conhecendo como é o lugar. ensino foi sinônimo de informação: nomes. E aí os nomes surgirão naturalmente. é o ensino da literatura. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. batalhas. datas. entendimento e emoção. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. nunca tínhamos visto os rios da região. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz.

Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares.Texto para as questões 17 e 18. História da vida privada no Brasil. em lugar de esclarecer. estruturados segundo os padrões da época. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. GABARITO 19. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. nas condições atuais. uma informação manipulada que. intensificou-se nos bairros mais populares. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. não será capaz de superar o egoísmo. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. 9 17. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção.” MARINS. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. decorrente da industrialização. b) punhado de atores / objetivos particulares. Fuvest-SP Segundo o texto. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros.Interpretação de texto II Avançar . aprofundando assim os processos de criação de desigualdades.” SANTOS. dos objetos que o formam. Paulo César Garcez. corresponda um retrocesso político. por mais que avance tecnologicamente. O que é transmitido à maioria da humanidade é. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. embora realizado de maneira desordenada. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. e) a violência urbana. a cada avanço tecnológico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. Por uma outra globalização. confunde. Milton. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. 18. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. resultou de projetos governamentais. d) o abastecimento de água das grandes cidades. Todavia. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. de fato. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. c) é da natureza do progresso que. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta.

se. E este ano foi mesmo. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. que é quase pegada à Chácara de vovó. no Brasil do século XIX. b) pois. e) porque. algumas afirmações críticas acerca do texto. “Domingo. a seguir. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. eu gosto ainda mais. mas quando são na Igreja do Rosário. se. Minha vida de menina. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. da qual. mas quando são na Igreja do Rosário. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. d) entretanto. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. a qual. Até parece que a festa é nossa. se. respectivamente e sem prejuízo do sentido. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. caso. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. as quais. a incorreta. entre elas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) porém.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. 21.Texto para as questões 20 e 21. 10 GABARITO 20. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. as palavras “mas”. que é quase pegada à Chácara de vovó. por: a) contudo.” Nesse primeiro período do texto. Helena. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. a qual. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. na qual. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. eu gosto ainda mais. Nenhum rejeita o cargo. “quando” e “que” podem ser substituídas. Assinale. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. na época em que. Fuvest-SP Leia.

Abriu a geladeira de 7 pés. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. copa. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV.Interpretação de texto II Avançar . Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela).’” PONTE PRETA. que não enruga nem encolhe. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. Garota-propaganda não pode engordar. Tinha de estar pronta em seguida. facilmente removível e lavável. Já eram quase três da matina. Às quatro. mas muito bonzinho. graças à carona que pegara. naturalmente). vítima da sociedade de consumo. entrou no banheiro. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O vestido não estava no armário. toda impermeável. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. que estais no Céu. tudo conjugado. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. tinha de almoçar com um diretor de TV. A pobrezinha. de 8 e meia às 10. abriu a cortina do boxe. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. decorando textos. (Você nunca dará corda num Mido). quitinete e área interna. 11 GABARITO 22. Afinal. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. decorar outros textos. Se fosse branco. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. levantou-se meio tonta. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. era verde. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. Mas note bem. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Stanislau. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. aos pés do sofá-cama. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. não o tomara pela manhã. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. Boa noite. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. como ficou dito.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. que deixa saudade. mas também não achou. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. além disso. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. É só até o dia 30. quarto. no departamento comercial da televisão. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. tome de sorriso na frente da câmara. Um perfume inebriante. caso ela ficasse efetiva na programação. vai poder dormir um pouquinho. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. Ali estão os dois escolhendo o menu. o teleteste que distribui brindes para você. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. E. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. macio e confortável. Um velho chato. ( ) A garota-propaganda. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). com Pulvolaque se faz. Eram onze e meia quando chegou à cidade. Fechou o sofá-cama. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. em pó. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. In: Primo Altamirando e elas. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. boxe. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. mas preferiu outra coisa. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. (Tudo que se faz com leite. Estremunhada. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. que parece linho mas é linholene. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. quando voltaremos com novas atrações. banheiro. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Finalmente. Fora dormir inda agorinha.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. De 5 às 8.

Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. b) “acumular e utilizar pontos”. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Business Intercontinental da Iberia. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. b) pelo sentimentalismo. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. b) Os pequenos erros são importantes.23. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis.” GABARITO 24. Mais espaço entre as poltronas. Utiliza-se de Itaparica. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. mas não essenciais. O Estado de S.Interpretação de texto II Avançar . d) “aeroportos no mundo todo”. e) pelo sensacionalismo. c) pela incoerência. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. Fuvest-SP No mesmo anúncio. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. d) pelo humor. 25. Paulo. e) expressões em inglês. 16/7/2000. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. H. Viajar virou sinônimo de relaxar. d) enumeração acumulativa de vantagens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) “programa de milhagens”. 26. para a grandeza de homens e mulheres. Caderno 2/Cultura. b) trocadilhos. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. D. Fuvest-SP Neste anúncio. se se querem grandes. c) “Mais espaço entre as poltronas”. c) apelo direto ao leitor. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. Além disso. Sorria.” SEREZA. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”.

com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. b) uso sistemático da linguagem denotativa.Interpretação de texto II Avançar . seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. e) presença de verbos no modo imperativo. Porque quem é louco por alguém. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. d) baixo custo. 29. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. c) preço acessível. desvinculação entre indenização e inventário. anual ou vitalício). e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. E para esclarecer suas dúvidas. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. criativo e de fácil memorização. facilidade de pagamento. você escolhe a forma de pagamento. grande número de postos de venda/contratação. serviço de informações 24 horas. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. c) presença funcional de um slogan curto. mensal ou anual. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). desobrigação da realização de exame médico prévio. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. definição e explicitação do público-alvo (no caso. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. comparação com produtos similares. opção dupla para a forma de pagamento. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. as crianças). 28. Precisou de ajuda. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. 13 27. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. opção pelos verbos no modo imperativo. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. Fuvest-SP Segundo o texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) “deixar essas coisas para amanhã”. baixo custo e facilidades de pagamento. predomínio de verbos no futuro do indicativo. repetição exaustiva do nome do produto. escolha da forma de pagamento. preço acessível. apelo à sensibilidade do leitor. garantia de agilidade e segurança na indenização.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa.

Se reordenássemos os itens acima expressos. dentre tantas outras possíveis. O texto acima comporta leituras. U. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. que morreu vítima do atropelamento. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. No deslocamento. b) I. É o procedimento adotado neste tipo de situação. danos de pequeno valor no veículo. houve. I. e) IV. III. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. morrendo na hora. II. II. IV. d) II. II. como as que seguem. I. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. relatório e fotos do acidente. II. em conseqüência do acidente. agora. I.” 14 Quando lemos um texto. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. I. a ambulância não será usada em serviço. Por enquanto. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. que receberá. III. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. a ambulância não será usada em serviço. IV. também. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. c) III. Segundanificado do o policial rodoviário. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . IV. III. III. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. na parte dianteira do veículo. a ordem seria: a) I. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. III. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. ou seja. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. F. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. o pára-brisa ficou quebrado. IV. 8/6/1999).30. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. II. Em virtude do acontecimento.Interpretação de texto II Avançar . dependerá de autorização do comando. Há muitas informações sobre a ambulância. IV. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. O conserto.

São Paulo: Duas Cidades. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. a até 20 metros da superfície. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. In: PIGNATARI.5) e “cloaca” (v. 15 A partir das informações do poema acima. 108 metros.” GABARITO Fragmento de texto. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. originalmente. principalmente. Décio. a soma das afirmações corretas. 2ª ed. p. A razão é simples. ( ) Os vocábulos “babe” (v. também é segura. IMPRIMIR Em relação ao texto. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. do ponto de vista ambiental. Uma operação de resgate. CAMPOS. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. Augusto e CAMPOS. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. 52. Coca-Cola. 32. pelas famílias das vítimas. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. como resposta. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos.7) têm em comum um sentido negativo. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. desejada pela opinião pública e. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. Voltar Língua Portuguesa . e os primeiros testes apontam para isso. “caco” (v. 85. babe cola e excrete caco pela cloaca.31.Interpretação de texto II Avançar . 1950-1960. mas. 1975. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto.2). além de muito cara. p. Décio. agosto de 2000. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. retirado da Revista Veja. dê. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. Haroldo de. A profundidade em que se encontra a embarcação.

Nós. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. não um colapso na geração. há plantinhas e árvores grandes. pelo foco do silvícola. No que diz respeito ao petróleo. Se a geração de energia não for suficiente. Lá. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. Se ela faltar. a economia pára. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . lá. do dia e do tempo. 16 33. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Em energizês. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. essa taxa no Brasil era de 5%. em geral. ( ) o culto do corpo são em mente sã. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. 135 (com adaptações). O que pesa são os gastos industriais. ( ) Pelo segundo período do texto. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. os seres humanos. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. Veja.” RAMIRO. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano.Interpretação de texto II Avançar . entra em colapso. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. estudaram. o país não pode crescer. com uma pequena margem de sobra. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). Edgard. os índios. p. as olhemos e dali tiremos a água.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. a alimentação e. 2000 (com adaptações). Rio de Janeiro: Garamond. para que nós. que não está nas terras indígenas no momento da fala. no ano passado. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. Simples assim. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. no canto das terras indígenas. Quando falta luz em casa. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. não temos academia de ginástica. em termos de vida. copiaram e discutiram. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. no meio do mato. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. 6/9/2000. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar.” MORIN. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. a magia da vida. é correto concluir que. Ou seja. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. Queremos dizer isso a vocês. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. comum entre os vikings. Em 1997. na opinião do autor. Em nossas aldeias. Denise. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. Lá não temos problema de emagrecer. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. o remédio. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar.

gosto. instantaneamente — depois. pressuposta no início do romance. ( ) Devido a novas tecnologias. por defeito como nasceu. O senhor tolere. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. significando solução para o problema. com referência à luz como energia luminosa. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. erroso. Vieram emprestar minhas armas. Deus esteja. cedi. desde mal em minha mocidade. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. no baixo do córrego. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. Alvejei mira em árvores no quintal. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. 35. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. a situação brasileira é altamente favorável. Mesmo que. Causa dum bezerro: um bezerro branco. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. arrebitado de beiços. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia.4 milhões de pessoas. Voltar Língua Portuguesa . pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. “— Nonada. isto é o sertão. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. Mataram.34. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. cara de cão: determinaram — era o demo. Povo prascóvio. primeiro a cachorrada pega a latir.Interpretação de texto II Avançar . e denotativamente. Todo dia isso faço. mas apenas transformada. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. e) Para o narrador. Daí. ( ) No período final. Me disseram. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. eu não quis avistar. então. ( ) No terceiro período. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. 36. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. vieram me chamar. Por meu acerto. esse figurava rindo feito pessoa. Dono dele nem sei quem for. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. Cara de gente. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. de Guimarães Rosa. os olhos de nem ser — se viu —. a falta deverá atingir 33. ainda não-explorados. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. e com máscara de cachorro. se vai ver se deu mortos. Não tenho abusões.

a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. 11/10/98.” GABARITO Veja. ( ) sobressai. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso.0 L High Output.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .37. Ele tem motor 4. UFMT Com base no texto acima. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. No início da década de 60. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. de Alcino Leite Neto. é possível afirmar que ( ) prevalece.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. então predominantemente rural. consideradas num certo período e em determinado lugar. no fragmento. foi publicado na TVFolha. Jeep Grand Cherokee. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. 2000. no fragmento. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. a especificação de conceitos. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. UFGO O trecho abaixo. A vida moderna em favor da vida de verdade. apenas os mais ricos possuíam um televisor. Jeep® Só Existe Um. Jeep Grand Cherokee. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. de 30 jul. CELULAR. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. demasiadamente popular. ( ) o argumento de que. A partir de R$ 55. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. duplo air-bag. reacionário ou malfeito é apenas popular. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. no interior do país. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. no Brasil. 38. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou.

Mictório. cadeiras. níqueis. papel. cadeiras. espuma. papéis. Cigarro e fósforo. no caso.” RAMOS. tempo. poltrona. p. cueca. Vaso. paletó. bloco de notas. documentos. pasta. talheres. de saída.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. creme dental. vaso com plantas. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. caneta e papel. camisa. fósforo. copo de papel. Escova de dentes. esclarecendo o título do texto. Dê. talheres. cadeiras. chinelos. telefone. cigarro. Poltrona. (04) Trata-se de um texto em prosa. livro. carro. Jornal. cavalete. Cigarro e fósforo. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. toalha. J. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. caixa de fósforos. In: LADEIRA. provavelmente artística. Água. cigarro. sabonete. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. quadros.39. jornal. cigarro. garrafa. meias. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. papel. espaço. caneta. caixa de fósforos. cigarro. cartas. Provas disso são. descarga. água. copos. Cigarro e fósforo. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. papel e caneta. água quente. agenda. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. prato. toalha. Táxi. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. marcada pela solidão e pelo automatismo. Xícaras. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. caneta e papel. cartaz. relógio. lenço. U. Mesa. papéis. externo. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. tempo. Mesa. Abotoaduras. guardanapo. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. travesseiro. pijama. xícara. “Circuito fechado Chinelos. água. pincel. de G. caneta. memorandos. Mesa e poltrona. fósforo. canetas.Interpretação de texto II Avançar . água. Contos brasileiros contemporâneos. revista. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. creme de barbear. gravata. Mesa. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. papéis. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. Maço de cigarros. relatórios. fotos. que exerce uma função criativa. descarga. a soma das alternativas corretas. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. espátula. Carro. calça. caixas de entrada. Mesa. cama. telefone. xícara. meias. sapatos. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. quadro-negro. prova de anúncio. pente. notas. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. cinzeiros. pastas. E. espaço. cortina. copo. cadeira. Bandeja. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. lápis. papéis. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. fósforo. guardanapo. telefone. como resposta. Ricardo. fósforo. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. xícara pequena. Coberta. Papéis. telefone. guardanapos. Quadros. espuma. sapatos. pasta. papel e caneta. giz. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. Quadros. etc. etc. Maço de cigarros. Poltrona. Televisor. telefone. maço de cigarros. talheres. pia. água.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. revista. Pasta. 71. papéis. gilete. Pia. 1995. cigarro. chaves. calça. copos. xícara e pires. bule. bloco de papel. escova. convertem-se no seu contrário. caixa de fósforos. cheques. camisa. vales. Paletó. Escova. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. Relógio. vaso. fósforo. creme dental. água. bilhetes. pratos. singular e diferenciado dos demais. cadeiras. sabonete. telefone interno. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. copo com lápis. São Paulo: Moderna. folheto. água fria. fósforo. cinzeiro. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. abotoaduras. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. cigarro. Creme para cabelo. relógio. Chinelos. telefone. esboços de anúncios. gravata. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . espuma. Carteira. Cigarro e fósforo. projetor de filmes. xícara. por exemplo. (02) Trata-se de um texto em prosa. fósforo. pratos. Mesa e poltrona. Cigarro. pia. água. Cueca. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. papéis.

podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia.Interpretação de texto II Avançar . 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. em escola do Estado. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. estão em escolas desse nível de instrução. Voltar Língua Portuguesa . mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. em idade de estudar no ensino médio. De resto. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. que há aos milhares. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. Com a nova lei. em 98. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. a oposição estabelecida nos dois primeiros. Há 20 anos eles foram 57%. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. Mesmo assim. Paulo. como justifica o projeto do Senado. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. num processo decrescente vão reafirmar. 05/09/99. Cad. eles eram 32%. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. Na justificação do projeto senatorial. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. começa construir a oposição ao que foi afirmado.” Folha de S. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. justificam. p. presente no título. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. 53% estão atrasados nos estudos. cujos pais têm boa formação educacional. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. Há cinco anos. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. 20 GABARITO 40. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. 1. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. Em 1999. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. 2.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. aumentaria em 7. cursaram o ensino médio. UEGO A partir da leitura do texto. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. no parágrafo final. a partir do segundo. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. Apenas 25% dos brasileiros. USP e Unicamp. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. Segundo o Mec. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar.

41. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. ( ) no quarto. fatores de coesão textual. de acordo com a leitura. ( ) no último parágrafo. conseqüentemente. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Voltar Língua Portuguesa .E. 1948). sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. 42. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. ( ) Cada país membro encarrega-se. comprovando o caráter demagógico da medida. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. I. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. ( ) no segundo parágrafo. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. ( ) no terceiro parágrafo. como a realização dos postulados da justiça social’. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. no interior de suas fronteiras. no livre exercício de suas próprias soberanias. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. Além disso. esses são anafóricos e. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto.Interpretação de texto II Avançar . como tal. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Colômbia. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. uma vez que sua conclusão é incontestável. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias.

( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. minuciosa e sistematicamente. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que era um anão. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. que era um anão. mas também das que ainda pretendia fazer. a polícia. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. ( ) No fragmento em análise. o qual se constrói com uso do discurso direto. (…)” 22 43. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. eu disse. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. basta terem o poder. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. fodidos e oprimidos”. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. (Esse livro. percebe-se. a presença de um narrador personagem e. seja ele quem for.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. desmoralizar. vangloriar-se”. dente por dente”. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. o predomínio do diálogo. era um pouco mais negro do que o rosto. ( ) O uso da palavra “ainda”. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. nunca foi escrito. U. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. que era um anão. de linhas perfeitas.) ‘Está enganado. mas também das que ainda pretendia fazer. forças armadas. como atormentar e destruir sem misericórdia. levantou-se e. exterminar indivíduos e organizações odiosas. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. sem interrompê-lo. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. que significa “gabar-se. Seu nariz imenso. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. fodidos e oprimidos. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. de acordo com a regra de colocação pronominal. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. U. Nele descrevo. ( ) De acordo com o texto. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. exibiu o perfil para mim. Nariz de Ferro. arruinar. ( ) O período “Nariz de Ferro. mas também das que ainda pretendia fazer”. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. imposto de renda. mas tinha a postura de um gigante presunçoso.” não teria o sentido de contraposição alterado.Interpretação de texto II Avançar .Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. com relação ao modo de citação do discurso. mostro como atacar saindo das sombras. Ensino a técnica adequada para devassar.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. o nível informal. a loja comercial. o proprietário senhorio. bancos. com relação ao modo de narrar. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. companhias de cartões de crédito. 44. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. companhias de serviços públicos. aniquilar. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. na verdade. ( ) No fragmento em análise. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’.

é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. “Uma feita era dia da Flor. o brasileiro falado e o português escrito. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. U. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. exerce função sintática na frase em que aparece. Julgue-as. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. ( ) A palavra “vitrina”. Foi e viu um despropósito de coisas. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. no texto verbal da charge. o brasileiro falado e o português escrito”. Macunaíma. No entanto. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. ( ) No texto. Já sabia o nome de tudo. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. de acordo com as normas da língua padrão.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. ( ) A charge apresenta uma Imagina. falando: Custa mil réis. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. o segundo “que” é pronome relativo e. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. Parava em cada vitrina.Interpretação de texto II Avançar . Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. como pronome relativo.45. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas.” ANDRADE. em “Parava em cada vitrina”. 46.”. Uma feita era dia da Flor. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. U. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. Mário. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

48. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. transferência dos brasileiros. e isto garante a sua coerência. essa transferência representa um reforço na filial”. Desde 1990. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. o poema é coerente. Para as companhias. graças à Renault. O mundo não é o que pensamos. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Andorinhas copulam no vôo. pois as frases estão soltas. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. os versos do poema estão justapostos. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. Macacos também preferem o isolamento. Hoje. mudança dos executivos estrangeiros. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. O orangotango é profundamente solitário. e) companhias transnacionais. Para os executivos e a família. Em São Paulo. o poema não possui “elos” conectivos. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. ao construir um poema. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Veja. 24 No fragmento anterior. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. Para as companhias. d) empresas da Renault. Voltar Língua Portuguesa . e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. não se preocupa com sua coerência. companhias transnacionais. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. existem colônias de franceses no Paraná. transferência dos brasileiros. Das 500 maiores companhias transnacionais. 49. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. mais de 400 estão instaladas no país. Anna Paula.Interpretação de texto II Avançar . UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. mas possui significação.” BUCHALLA. b) mudança dos executivos. pois não possui “elos” entre um verso e outro. c) empresas da Ford. 47. mudança dos executivos estrangeiros. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. um poeta. 26/04/2000. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. por isso esta empresa instalou-se lá. a mudança é um sacolejo completo na vida. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. essa transferência representa um reforço na filial. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade.

que o guarda até hoje. Hoje. que o guarda até hoje. assim. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. assumindo. fazendo o que pareceu. como pensam alguns. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. na época. um dos primeiros computadores do mundo. → pegadas de répteis. A análise das marcas confirmou o seu palpite. → os répteis que habitavam a região. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. que o guarda até hoje. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim.50. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Talvez não. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. todos os robôs venham a ser desligados. → Rio de Janeiro. que supera o Eniac. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. foi produzido. c) a potência do computador de hoje.” Superinteressante. no Rio de Janeiro. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. Talvez não. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. em todos eles. → o interior paulista. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. nos arredores da cidade. Mas o padre-cientista não se abalou.” GABARITO 51. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. no Rio de Janeiro.Interpretação de texto II Avançar . Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). Abril. nos arredores da cidade. UFPR No texto abaixo. d) a possibilidade de que. → o padre Giuseppe Leonardi. no futuro. Esperou o Carnaval. Talvez estejam sonhando. no Rio de Janeiro. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. que não seja possível sequer desligá-los. em 1946. reparou em algo estranho. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. um dos maiores paleontólogos do mundo. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. o Eniac. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. 1999. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade.

mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. relativa equivalência de oportunidades. vive doente. Isso. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. sofre todas as privações e. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. 26 53. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. Antonio. Provavelmente. a fim de pagar os sustos que deu. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. que impede o povo de superar a opressão social e política. pois tem não apenas mantido. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo.Interpretação de texto II Avançar . afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos.” CANDIDO. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. ao invés da opressão política imposta pelas elites. portanto. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. 54. na miséria e na desgraça coletiva. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. o rádio. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. e) os cidadãos. que só pode ser mencionada entre aspas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. a bicicleta substitui o automóvel. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. Recortes. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. alimentação. não sabe ler. políticos e jornalistas que se dizem democratas. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que.52. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. cinco séculos depois do Descobrimento. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. os jornais. d) os defensores de uma falsa democracia. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária.

.55. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. e se chamava Bernard Shaw. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. No segundo parágrafo. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. III.. b) uma preocupação mais ampla. b) II. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. no texto.. GABARITO 57. aquisição dos requisitos indispensáveis. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. II. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. na posse de bens particulares e influência pessoal. tirar o povo da sujeição torpe: II.Interpretação de texto II Avançar . as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. não apenas o daqueles mais ricos. terá mostrado que o socialismo é possível.. Voltar Língua Portuguesa . Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. aquisição dos requisitos indispensáveis. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. d) I e II. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. atribuída a “esses críticos”. e) a ambição de possuir sempre mais. está correto somente o que se afirma em a) I. tendo em vista o bem da sociedade em geral. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. d) uma possibilidade de exploração. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Não era um cínico. Em relação ao texto. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. mas um homem de vigorosa fé social.” Rubem Braga. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa.. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. e) I.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. Vejam que país. tirar o povo da sujeição torpe. d) I. não se contentam com belas casas. William Morris. II. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. pela camada mais alta da população. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin.. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. c) III. a costureira é anêmica. b) I. a lavadeira cheira a gim. II. terá mostrado que o socialismo é possível. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. II. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. querem belas cidades. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. c) I. 27 56. II. que tempo. queixam-se porque a operária está mal vestida.. a seu modo. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. que não é percebido como suficiente. que passou a vida lutando. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. e) II e III.. a qualificação de “eufóricos”. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais.

e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho.” Essa afirmação estabelece.Interpretação de texto II Avançar . Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. 59. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. c) caberia à camada mais rica da sociedade. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. habitualmente. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres..58. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. a par dos órgãos governamentais. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. no texto. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. inclusive Bernard Shaw. estabelecer condições para a igualdade social. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. sem preocupar-se com sua sobrevivência.. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. GABARITO 60. b) enfatiza a necessidade do dinheiro.

PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I.) O conto brasileiro contemporâneo. Não tenho botão na camisa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. sem a Senhora. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. ninguém os guardou debaixo da escada. acostumado a viver com uma mulher. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. c) Apenas II está correta. Toda a casa era um corredor deserto. para dizer a verdade. na janela. e) Apenas III está correta. bom chegar tarde. II. por favor. tanto no que diz respeito às camisas e meias. Assinale a alternativa correta. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. o leite pela primeira vez coalhou. como a última luz na varanda. 1997. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. 190. Senhora. sozinho. (org. Com os dias. tanto no que diz respeito à organização da casa. III. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. p. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. sozinho. In BOSI. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. não senti falta. São Paulo: Cultrix. e até o canário ficou mudo. Primeiros dias. 62. Venha para casa. o prato na mesa por engano. Para não dar parte de fraco. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. Acaso é saudade. Senhora? Às suas violetas. Senhora. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. a imagem de relance no espelho. d) Apenas II e III estão corretas. calço a meia furada. A. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa.Texto para as questões 61 e 62. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero.” TREVISAN. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. 29 61. não lhes poupei água e elas murcham. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. a) Apenas I está correta. esquecido na conversa da esquina. Dalton. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. fui beber com os amigos. Senhora. b) Apenas I e III estão corretas. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. ah. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana.Interpretação de texto II Avançar .

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . fundamentado em modelos preexistentes. é só derramá-lo na forma. 595-6.Interpretação de texto II Avançar . dobro-o. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. cuja marca é a ausência do sujeito. 1994. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. In: Obra Completa. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. Flores criadas numa outra língua. domo-o. Dou-lhe aqui humilde receita. O ferro fundido é sem luta. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. então. não até uma flor já sabida. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. contrapondo-se ao plano do fundir. corpo a corpo com ele. foi a forma que fez. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. até o onde quero. p. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga.63. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. U. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. não a mão. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. ( ) a verossimilhança. sem controle seletivo. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia.” NETO. João Cabral de Melo. o efeito de verdade na obra de arte.

só sinto vontade de ganhar. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. namorou dentro desse espelho’. parabéns. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. Depois da luta. continue. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. mulato. no violino — cinqüenta e seis anos. vontade de vencer. quanto ao afeto.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. O afeto antes é de boa sorte.” FONSECA. cinqüenta anos. b) o que mais determina o texto são as reflexões. depois. morreu. três: piano. que nada de mau aconteça. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. No ar. Todas as mesas estão ocupadas. Depois de terminada a luta. continue. parabéns. Nesse instante chegam os músicos. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. antes é de boa sorte. o que se constata sobretudo pelos substantivos. que nada de mau aconteça e. de forma mais concisa e coesa. que nada de mau aconteça. d) predomina o caráter descritivo. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. meio século atrás: espancado com uma vara fina. vontade de vencer e. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. Durante a luta. o pianista tem quarenta anos. só sinto vontade de ganhar e de vencer. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. parabéns. as idéias discutidas ao longo dele. 31 64. não exatamente ao mesmo tempo. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. e tudo continua no mesmo. trancado no banheiro. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. Durante. Durante. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. continue. Lúcia McCartney. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. Durante a luta. Durante. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. mas é também o mais triste. Durante. só sinto vontade de ganhar. um grande borborinho. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros.Texto para a questão 64. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. 65. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. Rubem. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. o mais moço. parabéns. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. o que lhe confere teor dissertativo. continue.Interpretação de texto II Avançar . Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. que nada de mau aconteça. bateria. parabéns. a tocar a valsa da Viúva Alegre. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. visto que o afeto antes é de boa sorte. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. “Os Músicos Faz calor. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. depois da luta. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. continue. cristal puro. desse modo. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. violino. vontade de vencer. Depois da luta. Depois da luta. sua mãe. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. o elemento determinante do texto é a narração. e) apesar dos aspectos descritivos. só sinto vontade de ganhar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que nada de mau aconteça. tem oito filhos. ela veio noutro porão’. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. parabéns. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo.

). E. Ordinariamente andavam pouco. n. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. 1999. a viagem progredira bem três léguas. 9 jun. a dieta alimentar. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável.. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. F. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (.Interpretação de texto II Avançar . a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. a viagem progredira bem três léguas. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. pela saúde das camadas mais pobres. 23. os juazeiros alargavam duas manchas verdes...) quanto menor o nível social. ano 32. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. entre elas o cigarro. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. quanto mais alto o nível hierárquico.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. porém. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes.. Voltar Língua Portuguesa . e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. por parte das autoridades. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. ordinariamente andavam pouco. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. GABARITO IMPRIMIR 67. através dos galhos pelados da caatinga rala. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Até entre pessoas do mesmo estrato social. estavam cansados e famintos. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais.” RAMOS. In: Veja. p. importantes e portanto. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. Eduardo. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. dado que ordinariamente andavam pouco. (.. como se sabe. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. Graciliano... (. Pequenas diferenças de salário. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. menor a taxa de mortalidade. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. e a viagem progredira bem três léguas.. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. Vidas secas. 134. 32 66. saudáveis’ consideram o saldo bancário.” JUNQUEIRA. afastando-se do fumo e de outras drogas. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco.

se ela fosse azul. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. que tinha olhos. não teria mais segura a vida. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. sob a vasta cúpula de um céu azul. A idéia subjugou-a. 69. confesso. que estava ali o pai do inventor das borboletas. e voou a pedir-lhe misericórdia. vivem mais. minutos depois. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. volto à primeira idéia. pois sabem que. contra uma toalha de rosto. ou cor de laranja. mas o medo.” ASSIS. aterrou-a. A borboleta. e não é impossível que descobrisse meia verdade. tinha um certo ar escarninho. tão negra como a outra. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. porque eu a sacudisse de novo. e) Os empresários. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Veio por ali fora. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. e na dignidade que. mas tornando lá. aí vinham já as próvidas formigas… Não. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. creio que para ela era melhor ter nascido azul. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. F. Quando enxotada por mim. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. modesta e negra. podendo. que é sempre azul. mas não é determinante quando se trata de saúde. Era tarde. o que era o homem. uni o dedo grande ao polegar. e beijou-me na testa. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. pois as pessoas cultas se cuidam mais. assim. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. a saber. Era tempo. nem a pompa das folhas verdes. pernas. pousou-me na testa. ela foi pousar na vidraça. e viu que me movia. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. uma estatura colossal. Imaginei que ela saíra do mato. e. entra e dá comigo. E esta reflexão. não sabia. entrei logo a pensar na filha de D. começou a mover as asas. Apiedei-me. invariavelmente. A manhã era linda. com alguma simpatia.Interpretação de texto II Avançar . Sacudi-a. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. Eusébia. incomodado. almoçada e feliz. braços. Suponho que nunca teria visto um homem. Lembrou-me o caso da véspera. conservar melhor suas defesas. e muito maior do que ela. Esta última idéia restitui-me a consolação. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. O gesto brando com que. viu dali o retrato de meu pai. depois de esvoaçar muito em torno de mim. um ar divino. Passa pela minha janela. — me consolou do malefício. Não era. Dei de ombros. e me reconciliou comigo mesmo. e ri-me. — uma das mais profundas que se tem feito. nem a alegria das flores. desde a invenção das borboletas. F. apesar dele. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. para recreio dos olhos. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. Não caiu morta. Texto para responder a questão 70. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Era negra como a noite. para todas as asas. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. mesmo trabalhando sob maior pressão. Não lhe valeu a imensidade azul. e achando-a ainda no mesmo lugar. é justo dizê-lo. soube conservar. espairecendo as suas borboletices. saí do quarto. Machado. senti um repelão dos nervos. dous palmos de linho cru. no susto que tivera. bati-lhe e ela caiu. foi pousar na vidraça. portanto. a principal causa da mortalidade. Memórias Póstumas de Brás Cubas. lancei mão de uma toalha. uma vez posta. Fiquei um pouco aborrecido.68. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. que é também sugestivo. por isso. que me aborreceu muito. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. com dinheiro.

pelo menos na área de construção civil. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. recebendo salário mensal de 150 reais. pode-se inferir que o problema de emprego. viadutos.70. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. Assim que a economia voltar a crescer. por uma ironia do seu passado recente. 34 71. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. não serão sanadas a longo prazo. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. para as chamadas frentes de trabalho. 72. Eusébia. E o desafio. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. para o país. o principal órgão de pesquisas sociais do país. no Brasil. c) A situação do trabalhador braçal. deixou ruas se esburacarem. Segundo o Instituto. p. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. é alentadora.Interpretação de texto II Avançar . isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. d) se surpreende com a relatividade das coisas. já não precisam tanto de força física. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. (. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. 105. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. no Brasil.. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. um mês atrás. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. com a modernização.. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. In: Veja. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. F.” VALENTINI. querendo confundi-lo. 1999. Cíntia. Durante mais de uma década. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) a implementação de um programa de educação. embora difícil. talvez. um deus em relação à borboleta. ano 32. assim que a economia brasileira voltar a crescer. Isso porque as empresas. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. ao constatar-se um gigante e. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. o horizonte é desolador. F. 29. 21 jul. Para os outros. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. o governo abandonou estradas. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. Para garantir a sobrevivência. n. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições.

F. leio o nome do sujeito: João da Silva. Uma poça de sangue. a família Rocha Miranda. A família Crespi. a família Pereira Carneiro. levanta os prédios. U. São Carlos-SP No texto. c) expandir e explicar informações anteriores. d) ironia. Luto da família Silva. 76. em destaque no texto. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. João da Silva. 4. a família Matarazzo. faz os jornais. enrola o tapete do circo. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. F. Um homem estava deitado na calçada. 1984. conta o dinheiro dos bancos. faz telhas de barro. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. Apesar disso. João. no Japão. a família Guinle. serve no Exército e na Marinha. São Paulo: Ática. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. b) retomar e sintetizar informações anteriores. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. 75. A Assistência voltou vazia. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. em todo lugar onde se trabalha. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. Na vala comum da miséria. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. Apud: Para gostar de ler. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. O homem estava morto. c) pequenez. Na vala comum da glória. p.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. F. 74. vai mal em política. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. Morava na rua da Alegria. na França. e) desprezo. nos pastos. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. enche os porões dos navios. Sangue de nossa família. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. entretanto. nas usinas. Rubem. João da Silva. b) carinho. São Carlos-SP A oração faz tudo. 44-5. Você não possuía sangue azul. é que trabalha para os homens importantes. 35 73. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. nas minas.Interpretação de texto II Avançar . nas cozinhas. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. ed. nos balcões. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. v. Sempre por baixo. e) retomar e explicar informações anteriores. como a Silva. sugeridas também pelos nomes de família. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 5. conduz os bondes. F. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. nas fazendas. Nossa família. nas praias. U. U. nas fábricas. d) explicar e comentar informações anteriores. Nossa família. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. Veio tinindo. laça os bois. na Inglaterra. Nossa família quebra pedra. O cadáver foi removido para o necrotério. Morreu de hemoptise. no mato. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. U.

a palavra imortal há de adoecer? E. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos.77. como promotora do entendimento entre os homens. Quando toda a confusão for desfeita.Interpretação de texto II Avançar . Rio de Janeiro: Nova Aguilar. U. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. Organização de Alexei Bueno. Voltar Língua Portuguesa . as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. na sua universalidade. In: Poesia Completa. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. mesmo com a profanação dos homens de hoje. não me compreendereis. Jorge de. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. 388-9. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. irmão!” LIMA. do ponto em que se encontrar. o poeta não falará. por acaso. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. por acaso. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. p. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. E. 1997. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. construtor da palavra perene. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. por acaso.

fazia-lhes. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. com todo o direito a sê-lo. ouviram? Não me macem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . F. 37 GABARITO 78. Obra Poética. [a vontade. Com todo o direito a sê-lo. 290-1. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. guardem-na! Sou um técnico. a todos. fútil. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. Fernando. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto.Interpretação de texto II Avançar . da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). c) um medo de revisitar Lisboa. mas tenho técnica [só dentro da técnica. b) uma mágoa de Lisboa. nada me tirais. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. das artes. p. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. leia os versos de Fernando Pessoa. das ciências!) Das ciências. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. Deixem-me em paz! Não tardo. Deus meu. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. 1981.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. como sou. por amor de Deus! Queriam-me casado. Já disse que sou sozinho! Ah. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. e) uma saudade melancólica da infância. Fora disso sou doido. U. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Quero [ser sozinho. Assim. nada sois [que eu me sinta. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Já disse que não quero nada.

ímpetos tão desconhecidos e violentos. — O grito? balbuciou ela. Dois gritos. c) ofendam d) maltratem. no último parágrafo. meu anjo do céu. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. 82. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. minha vida. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. São Carlos-SP A forma verbal macem. F. U. por essa razão. verifiquei que não passava de miragem.79. Depois. Que foi? — Ah! não foi nada. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. a única que vi era você. Salvador-BA “Passava as noites em claro. Inocência. 80. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem.. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. U. 1996.. ed. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego.. p.Interpretação de texto II Avançar .. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. em face do religioso. U. para agradar a todos.” TAUNAY. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem.. ( ) Atitude de irreverência do narrador. — Deveras. abrasada também de amor. São Paulo: Ática. fui ver no laranjal. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. e) aparta-se da sociedade. em virtude da sua solidão. F.. F. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. d) sente-se solitário e. São Carlos-SP Pela leitura do poema.. para desenvolver sua arte. Cirino. A pobrezinha.. A princípio tomei também um grande susto. 81. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. superiores a todas as suas tentativas de resistência. e) abandonem. a gente em tudo vê maravilhas. rápido como uma seta. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência.. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 24. respondeu apressadamente Cirino. e a pedrada. destacada no poema. De noite. U. e) a inquietude gerada na alma do poeta. significa a) desprezem. b) encontra na morte a única solução para os problemas. — Deveras? perguntou ela incrédula. Visconde de. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. Para mim. c) tenta tornar-se uma outra pessoa.. ( ) Escapismo para o sonho. Numa dessas noites de ansiedade. 99-100. b) importunem. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. ( ) Concepção idealizada de mulher. almeja fazer parte da companhia. desde que Adão e Eva a trocaram. era um macauã.

Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. porém. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. A este respeito a influência do povo é decisiva. Cada tempo tem seu estilo. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.” Machado de Assis. porém. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. e) estudar sempre os autores clássicos. com seus ensinamentos. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. certos modos de dizer. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. 39 83. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Entre as exceções. Feitas as exceções devidas. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. que é importantíssima nesse processo. um controle sobre elas e inibindo os abusos. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. Unifor-CE De acordo com o texto. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. Mas se isto é um fato incontestável. Há. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. sempre atual. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Pelo contrário. portanto. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. dos autores clássicos da língua.Interpretação de texto II Avançar . A influência popular tem um limite. o capricho e a moda inventam e fazem correr. não se lêem muito os clássicos no Brasil. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. pois somente eles. Em geral. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. mas que sabem perfeitamente os clássicos. 85. o que é um mal. não se lêem. locuções novas.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. 84. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público.

São Paulo: Duas Cidades. In: Poesias Reunidas (1968-1988). 34. p. Amostra Grátis. publicada na revista Business Travell.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. neste ano. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria.Interpretação de texto II Avançar . parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. 1988. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”.86. Voltar Língua Portuguesa . o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. as seguintes notas. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. só no período de janeiro a abril. encontram-se. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. Francisco. 13. no primeiro semestre de 2000. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. já foram 31. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. já foram 31”. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. de Rubem Tavares. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. entre outras. o lápis o papel.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. só no período de janeiro a abril.

Me disseram que era Chopin. c) a retificação das situações anteriores. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . além do fluxo de brasileiros para o exterior.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. professores e consultores. e) se fixa na tristeza e na solidão. que. e) “as dificuldades…” 90. apesar de triste. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. e) a exclusão das situações expostas. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. b) “sob o lustre complacente”. levando-o ao desatino da existência. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. d) é atraída pela música de um provável Chopin. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”.Texto para a questão 88. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. Alguma Poesia. b) se apega aos “passos que era preciso dar”.” ANDRADE. a presença de turistas internacionais. 89. estrangeiros residentes. Carlos Drummond de. b) a reiteração das situações apresentadas. Eu considerei as contas que era preciso pagar. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). 41 88.Interpretação de texto II Avançar . d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. os passos que era preciso dar. c) “meus cuidados voaram como borboletas”.

A Desordem do Progresso. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. eles não têm teorias alternativas.” BUARQUE. para descrever e entender o país. 4. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. Prendem-se a modelos já preparados. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. no meio de um engarrafamento. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. em território tropical. tentando usar o sentimento. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. 91. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. o caos e a irracionalidade. Como o homem dentro de um carro fechado. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. como resposta. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. A inconseqüência não é apenas do consumidor. Um mergulho no Brasil que. 1993.Interpretação de texto II Avançar . incompatível com seus recursos. o que constituiria entrave cultural. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. p. o motorista apontou para o carro à frente. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. no calor sem ar condicionado.’ Como aquele motorista. construídas em torno de questões ultrapassadas. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. A teoria que se diz científica. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. Aquele encontro. Sobretudo quando. São Paulo: Paz e Terra. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. Cristovam. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. desvinculada de sua cultura. ed. a soma das alternativas corretas. teorias e linguagens pouco acuradas. arriscando incoerências.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. além de dúvidas. Dê. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. aventurando-se. trabalhando na inconseqüência. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. como em qualquer mergulho. com o carro e as janelas fechadas. Pervertendo o processo econômico. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. para dar a impressão do bemestar do progresso. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. vê a si mesmo. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. usam linguagens especiais. Não pode se limitar a ver o Brasil. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. 5-6. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. como se tivessem lógica. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que.

(16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar.Interpretação de texto II Avançar . em território tropical. com o carro e as janelas fechadas. a soma das alternativas corretas. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. Dê. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado).” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. o caos a irracionalidade. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. subestimam a aparência em favor da realidade. com argumentos falseadores. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dê. como resposta. 93. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. falso. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se.” — Os economistas. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. antes. dentro da ótica do consumismo. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. como resposta.43 92. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. como se tivessem lógica. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). a soma das alternativas corretas. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. a respeito do fato que então se comenta. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. para dar a impressão do bem-estar do progresso.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro.

já que seus outros dois irmãos. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. adaptado. de 51 anos. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. macedônios. c) comum a todos os seres humanos. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. a) O que aconteceria com Leão se ele. ‘jal’. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos.94. 6/4/1996. de uma forma ou de outra. Paulo. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. sua terra natal. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. e Édson. Os russos têm ‘tosca’. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. Leão. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. ele sente saudade. a dizê-lo. mas a maneira de expressá-lo é diferente. e) talvez anterior à razão. sentem saudade. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. ou talvez mesmo antes. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. no início do segundo período.” Correio Popular. Edmílson. b) os cães. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. alemães. Desde que o homem é homem. sérvios e croatas. Campinas. 20/10/2000. ‘garod’. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. japoneses. ‘shauck’ e também ‘hanim’.Interpretação de texto II Avançar . ‘natsukashi’. Ao chegar à seleção brasileira em 1970.” Saudade. armênios. 44 GABARITO 95. 53 anos. Ora. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. letões. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. 96. ‘nedôstatok’. e húngaros. Por outro lado. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. são médicos. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. ITA-SP No texto. Folha de S. ‘ilgas’. 58. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. árabes. efetivamente. assim como os seres humanos. desde que aprendeu a falar aprendeu também. b) A expressão “por outro lado”. ‘Sehnsucht’. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Leão não dava um passo em falso. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. contribui para tornar o trecho incoerente. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. ‘sóvárgás’.

por meio da clareza e da elegância do estilo. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. sintaticamente. redundam em más reportagens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 99. b) em I. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. os cabelos caíam despenteados. 101. sem prejuízo do sentido. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. é correto afirmar que a) em II. c) denunciar. II. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. que funcionam como argumentos para a tese defendida. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. em estilo preciso. por “delinqüente”. Fuvest-SP I. GABARITO 100. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. a) Formosa e graça são. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. por serem mal contadas. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. 98. talvez nem tivesse graça. d) em II. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. b) a exclusividade da forma impessoal. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. nesse anúncio. “Porque quem é louco por alguém. b) contornar as histórias mal contadas. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. focalizando o principal beneficiário do seguro. e) em II. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. a palavra “louco” pode ser substituída. a repetição da palavra “louco” é redundante. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. predicativos do sujeito moça.Interpretação de texto II Avançar . c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima.97. a palavra destacada tem o mesmo sentido. d) criticar certas histórias que. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. c) nas três ocorrências.

estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. os russos achavam que ela era influente demais. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. apenas o que se afirma em a) I. b) sentam tijolos na parede. sob idêntico ponto de vista. II. o fato parece mais grave que na segunda. sem experiência.” O Estado de S. 104. c) sentam-se numa poltrona. d) I e II. exibida. a partir de 1822. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. em II. literalmente. e) II e III. b) a relação de dependência econômica do país. embora empregando palavras diferentes. b) A que palavra. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. III. Na 2ª manchete. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. Fuvest-SP I. “Incra suspende crédito para assentamentos. Está correto. d) sentam praça em algum lugar. Acostumados às apagadas. II. c) III. U.Interpretação de texto II Avançar . mulheres dos dirigentes do Kremlin. Paulo. Paulo. GABARITO 105. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. Na 1ª manchete. dança. b) II. Para se candidatar a um emprego. desempregados. O jovem.102. e) sentam orgulhosamente. em relação às manchetes. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. 46 Considere as seguintes afirmações: I. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. arrogante. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. às vezes literalmente.” Folha de S. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima.

Interpretação de texto II Avançar . e) ironia. ecumênico. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. d) linguagem coloquial. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. de colégio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Revela-se poético. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. Texto para responder a questão 109. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. como compete à poesia. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. A vida toda. 107. em efes e erres. por ser anatômica. sentam poltrona. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. vó? — Naão. 109. A educação pela pedra. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. sentam bancos ferrenhos. os ferem nós debaixo. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. d) a tábua-de-latrina. as curvas de afeto. qualquer o assento. onde cabe qualquer homem e a contento. apesar de aproximar-se da prosa. 108. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. exemplo único de concepção universal. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. o abaulado amigo. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. b) sintaxe elíptica. c) recriação de cena cotidiana. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos.” NETO. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. se sentam mal sentados. confere ao homem uma postura universalizante. João Cabral de Melo.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. senão pregos. 47 106. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás.

preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. Não sei o que herdou do pai. E pensei: está aí. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. em especial.” 48 110. Para começar. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. Pela fotografia no jornal. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. F. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Leia-o e responda. as questões 110 e 111. se fosse nascer hoje. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos.O texto seguinte. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. de 28/10/99. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”.Interpretação de texto II Avançar . atletas e gênios não exista um serial killer. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. a genética ou a cultura. escrito por Luís Fernando Veríssimo. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. que está em Paris para lançar um livro. foi publicado no Jornal O Globo. que promete ser a questão do novo milênio. se esta é a palavra. Eu. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. mas não o inverso. b) questionar a reprodução programada e. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. Há algumas ironias. Mas desconfio que. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. depois. mesmo que fosse eu. pelo menos no Brasil. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. implícitas nessa questão de engenharia genética. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. 111. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. a qualidade do sangue ou do ambiente. F. U. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. está redimida a eugenia. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. que não tem qualquer opinião no assunto. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil.

. E a desconfiança terrível. Foi este modo de vida que me inutilizou. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. uma boca enorme. 08 set. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. até que. Nem sequer tenho amizade a meu filho. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. In: A Gazeta. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. Memórias de um Dinossauro. um grande silêncio. Estão todos dormindo.Interpretação de texto II Avançar . 112. Se ao menos a criança chorasse. até não sei que hora. Patifes! E eu vou ficar aqui. c) retrata o conflito íntimo da personagem. 98. IMPRIMIR GABARITO 114. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. E um nariz enorme. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. Voltar Língua Portuguesa . É horrível! Se aparecesse alguém. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. Devo ter um coração miúdo. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. e as fadas. às escuras. Se Madalena me via assim. no seu sentido geral. 49 113. rios cheios e uma figura de lobisomem. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso.” Graciliano Ramos. A vela está quase a extinguir-se. aos brinquedos eletrônicos. Vitória. Fecho os olhos. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. (. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. dedos enormes.. as crianças são levadas precocemente ao consumo. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. viciadas em indigência intelectual e espiritual. Marciano está dormindo. Frei. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. Aos quatro anos. 05. Lá fora há uma treva dos diabos. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. morto de fadiga. p. com certeza me achava extraordinariamente feio.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. lacunas no cérebro... sem sonhos. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. O sonho é substituído pela TV. bruxas e reis. Cesgranrio Analisando o texto. Sou um aleijado. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. corpo de criança e alma de mulher.” Excerto de BETO... que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. sem afeto e sem cultura. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. d) caracteriza o mundo exterior como hostil.

Se você tem três pretendentes.. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. sem qualquer reflexão. b) escarnecedor. ponha a saia mais leve.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. fazer compra junto.Interpretação de texto II Avançar . Carlos Drummond de. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. (. Paquera. relatou a seguinte experiência. é poesia objetiva. c) irônico. sabemos que escorpiões não nascem assim. bosques enluarados. Alfredo. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. 1982. atividade da razão. Alguns dias mais tarde. caso. ruas de sonhos ou musical da Metro. gabiru. envolvimento. p. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. flerte. 494. distanciado e lúdico. 1989. e) característico da primeira geração modernista. transa. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. A proteção dele não precisa ser parruda. chamado Jean Baptista von Helmont. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. Mas namorado. traço constante na poesia de Drummond”. fruto da inspiração poética. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. nuvem.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. (. Definindo-lhe lucidamente o caráter. Segundo Bosi. da qual fazia parte. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. brisa ou filosofia. Rio de Janeiro: Aguillar.. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.. show do Milton Nascimento. São Paulo: Cultrix. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. semelhante ao de Gregório de Matos. quindim. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. beira d’água. fazer sesta abraçado. no caso. mesmo. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. decidida. mesmo assim pode não ter namorado. aquela de chita. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. (. UERJ Em 1648. Namorado não precisa ser o mais bonito. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo.” Hoje. 50 BOSI. De alma escovada e coração estouvado.115. e passeie de mãos dadas com o ar. ponha ali erva de manjericão bem triturada. Obra completa. 116. tendo o manjericão agido como fermento. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade.” ANDRADE.. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede... um químico holandês. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. um envolvimento e dois amantes. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. d) tímido. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. de pele. lágrima. de saliva. argumentando indutivamente. até paixão é fácil. Necessita de adivinhação. História concisa da literatura brasileira.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ‘expressão duma alma muito pessoal. você verá nascer pequenos escorpiões. fliperamas. Enlou-cresça. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. Namorado é a mais difícil das conquistas. é muito difícil. dois paqueras.

Pela perspectiva dos artistas. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). UFMG Em todas as alternativas. indica novas propostas para o futuro. A transgressão. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. por natureza convencional e efêmero: num dia. Sendo uma aventura intelectual. certa rua dá mão. o emprego do termo. em nome de sua arte. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo.Interpretação de texto II Avançar . ficam os gramáticos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para ser bem-sucedida. ou expressão.117. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. e não para escravizá-lo. em valor.. Tanto no texto como no comportamento. não dá. Esse tipo de postura gerou um impasse. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. na próxima semana. que variam conforme as convenções gerais de cada época. (Refere-se à transgressão de função estrutural). c) distingue o que é concreto do que é abstrato. impondo normas. em valor. os artistas. o conhecimento do código de trânsito. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. pensa o poeta. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. pode ser que a mesma rua não exista. Para eles. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. UFR-RJ “Enlou-cresça. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. no outro. de precisão. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. c) Para eles. e. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. o conhecimento do código de trânsito. (Refere-se aos gramáticos. b) Ela pode dar impressão de firmeza. (Introduz uma comparação). c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. UFR-RJ Para o autor. clamando por liberdade. deve possuir função estrutural. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. De outro.” 51 GABARITO 119. que variam conforme as convenções gerais de cada época. 118. A língua existe para servir o indivíduo.. dominar a norma culta do idioma não excede. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. A resposta à questão inicial é simples. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. UFMG De acordo com o texto. de ambigüidade. 120. Ela pode dar impressão de firmeza. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. destacado. dominar a norma culta do idioma não excede. Na maioria dos casos. guardiães da língua). só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. De um lado.

A. então. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. Monica Stahel. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. delas se tira uma terceira. O Globo. nas circunstâncias. se não fosse assim. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. Lóg. sensatos. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. compreendemos que já estamos sendo castigados.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas.. ao crescermos. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. então. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. então. Trad. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. F. 121. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. temos homens honrados e capazes. é preciso alterar esse modelo econômico. Se não fôssemos livres. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. o adulto é irreal e o responsável é criminoso.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. Em compensação. ou talvez até risse e pronto. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. 52 Considerando essa definição. Fernando. O país só é viável se metade da sua população não for. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. Ética para meu filho. 1986. nelas logicamente implicada. Grita exatamente porque sabe que foi ela. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. 24/03/2000. nem se daria ao trabalho de dizer nada. ‘não percebi o que estava fazendo’. etc. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo.. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. oportunismo político ou desinformação. B. comprometeria o programa de estabilização do Governo.. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. São Paulo: Martins Fontes. Nova Fronteira. 1997. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. então. Rio de Janeiro. É que. o sensato é insensato. mesmo reconhecendo que é pouco.Interpretação de texto II Avançar . Por isso. chamadas premissas. chamada conclusão. m. FERREIRA. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. ‘perdi a cabeça’. ‘é mais forte do que eu’. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. Sérios..” SAVATER. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. Dedução formal tal que. quebraria a Previdência. Aqui o sério é temerário. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. Do mesmo modo.. S. postas duas proposições. de Holanda.)” VERÍSSIMO. ao agirmos mal e nos darmos conta disso.. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. UERJ silogismo. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. (. L. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . resistindo a apelos emocionais.

Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. Mais ou menos metade desta superfície. José Saramago. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. PUC-RJ Leia o texto abaixo. 53 “Entristeceu. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. ou métodos de comparação. sem fruto”.Interpretação de texto II Avançar . rios e montanhas. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. Vidas Secas. GABARITO 125. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste.) encontra-se em estado de improdutividade. Um vagabundo empurrado pela seca”. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. Ora. andar para cima e para baixo. M. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. 123. A sina dele era correr mundo. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. à toa! Como judeu errante. Assim. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. 1993.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. uns 400 milhões de hectares. F. de GOETHE. Newton. caem por terra. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. não basta dizer que a cor surge da luz. Para ele. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. fenômeno na retina ou fenômeno físico. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. que é negado no texto II. São Paulo: Nova Alexandria. é de 850 milhões de hectares. W. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. incluindo lagos.. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. W. de abandono. inteiramente distintos. actualmente. Schopenhauer. de Graciliano Ramos. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. continuando o caminho de Goethe. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética.” GIANNOTTI. mas como aparece junto à luz. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. considerando-se o sentido do texto II. no texto I. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. Nesse aspecto. O restante (.. A respeito dos textos. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor..122. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. J. M. 124.

Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. o tempo presente.” ANDRADE. voltam com força total. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. Nesse período. 1998. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. ao entretenimento. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. não pretendendo. não nos afastemos. que raramente o questionamos. surgiram jornadas de trabalho brutais. vamos de mãos dadas. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. F. do presente. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. neste final de milênio. ( ) Atualmente. de certa forma. devastou-se a natureza. pela primeira vez na História. a paisagem vista da janela. 9. “Introdução”. Mas. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Não serei o cantor de uma mulher. 127. Não nos afastemos muito. a romana e. não direi os suspiros ao anoitecer. In: Educação para o lazer. São Paulo: Moderna. A diversão. GABARITO A partir do texto. em breve. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. à diversão. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. p. o lazer. Rio de Janeiro: Record. Antologia poética. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. principalmente a urbana. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano.Interpretação de texto II Avançar . assustando algumas autoridades. tendo em vista a existência de graves problemas. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. não haverá mais quem trabalhe. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. 118. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. O tempo é a minha matéria. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. como a grega.126. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. Luiz Octávio de. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. p. ( ) Infere-se que. lazer e entretenimento como ideais de vida. porque isso significa que. entregar-se aos devaneios e à solidão. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. ao lazer. O presente é tão grande. trazendo preocupações novas. a chinesa — foram esquecidos. como a recessão e a violência. Também não cantarei o mundo futuro. nesse texto. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. a vida presente. Entre eles. julgue os itens que se seguem. dos quais não pretende mais se afastar. os homens presentes. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. Carlos Drummond de. considero a enorme realidade. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. de uma história. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. ignorando o passado e o futuro. pois. 1998. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. U.

que me conhece desde rapazinho (eu. 1999. p. (16)“Sem alarde. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. Alguns. mas posso perfeitamente inventá-la. Cad. pôde. entre as alternativas apresentadas abaixo. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. como resposta.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. 29/9/99. como sabemos. Com base nessas explicações. 128.” (Veja. Dê. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. Ao trabalho. Cad. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. enfim. eu também podia recorrer ao dr.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. a síndrome ataca de igual maneira.” (Roberto Campos. 5/7/99. logo. Além disso. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sempre é afável comigo. eu também posso). especialmente por um ex-colega de magistério. reconheça. é necessária na atual conjuntura. p. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. (…)” O Globo. outras chateações. p. Antônio Carlos. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. E o dr. procurando pistolões. sem muito sucesso. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade.” (Raça. Lá vêm outra semana. outra crônica. que não os mencionados. ou seja. 6/10/99. chegou a verões. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. mas não adianta. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. Quis muitas vezes descondicionar-me. se o ex-ministro Magri.” (Istoé. logo. eis que. outros compromissos. morre de rir quando o crítico e. a soma das alternativas corretas. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. UFMS Na construção do sentido de um texto. Podia estar aposentado. 7. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. p.Interpretação de texto II Avançar . Nada de aposentadoria. 1998. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. nada disso. 103) – Inf. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente.: Quando usava outros tipos de vestimentas. (02)“Vinho Mercosul no mundo. O Globo. deve ser capaz de fazer inferências. lá vem a segunda-feira. 27/9/99. jun. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. e. ago. se bem que ele próprio aposentado. 7) – Inf. dos saudosos 30 mil dólares. 5/9/99.” (Época.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. mas a verdade é que. nem de tentar facilitar a vida. não. 57) – Inf. pondo a mão no meu ombro. o povo era elegante. Por exemplo. não ele). Opinião. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. 84) – Inf. Não tenho queixa.” (Revista do Mercosul. Antônio Carlos. se transmuta em invernos. como também não quero ser chamado de vagabundo. já depois de muito tempo trabalhando em casa. 28) – Inf. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. 29) – Inf. Opinião. fico um pouco melancólico. começo na manhã da própria segunda. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. Não. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. p.: Para o autor. p. (32)“Max Floc./jul. Eu. já está em outonos e.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. mas com inquestionável empenho.

(64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. Dê.Interpretação de texto II Avançar . o autor emprega o sufixo grego -ite. (32)Já para criar segunda-feirite. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. como resposta. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. rinite e gastrite. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões.”. como resposta. como em baronato. a soma das alternativas corretas. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. Dê. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. a de escritor. UFMS Dentre os enunciados abaixo. ou seja. que me conhece desde rapazinho (eu. no caso do texto. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. também ele inventor de palavras. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. desesperado. a soma das alternativas corretas. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. a soma das alternativas corretas. por exemplo. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. pelo fato de obedecer a princípios éticos. que não a do locutor. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. 56 GABARITO 130. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s).129. ou seja. como resposta. (16)Para construir o vocábulo marajanato. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. Dê. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. Antônio Carlos. (01)No início do primeiro parágrafo. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. e na necessidade da situação atual. (01)Sendo quase sexagenário. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. Antônio Carlos. 131. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. como o dr. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . inconformado. sujeitos a horários e normas rígidas. como. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público.

comem-se muita verdura e fruta. escritora brasileira. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. Ana. julgue os itens seguintes. a arquitetura do medo. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. fomos a um mercadão de varejo. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. por causa dos terremotos. claro. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. assim como o leite. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. poeta. as ruas espalhadas. classic music to help stimulate your baby’s brain development. associada a Rubem Braga.” MIRANDA. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. 19 (com adaptações). (…) filmo o nascimento do Raphael. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. não há edifícios de mais de três andares. de eternidade. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. Smart Symphonies. apenas alguns. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. nº 30. as frutas são coloridas mas sem sabor. ( ) Com a metáfora final do texto. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. a massa de pizza vem num saco com sessenta. a cidade é calmíssima. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. por a polícia. 57 A partir do texto acima. entre outros romances. todo mundo de carro. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. o neném nasce e chora. de Ana Miranda. ah. a polícia passa a cada instante. p. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. 9/99. tomamos vinho e comemos bolo de nozes.132. tudo era apavorante. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII.75 dólar. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. corta o meu coração. Caros Amigos. o imigrante passa a cada instante. as geladeiras são repletas de guloseimas. um sentimento vitorioso. autora de Boca do Inferno. tudo aqui tem o mesmo gosto. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. e as estruturas levíssimas. o imigrante e o chicano passam a cada instante.Interpretação de texto II Avançar . o chicano passa a cada instante. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. de noite esfria. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. ( ) A exemplo da tipologia textual. faz calor mas não muito. pagam 1. o imigrante passa a cada instante. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. ameaçador. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer.

Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Manuel. o automóvel. In: Poesia completa e prosa. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. 1974. Que ela era gostosa. em “À toa” (v. Fiz versinhos. Ajoelhei. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. Mafuá do malungo. ofereci pó… À toa: não fez efeito. o autor emprega. 58 Com base no texto acima. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Rio de Janeiro: Aguilar. ( ) No verso 9. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. Disse que ela era boa. ( ) Para conquistar sua amada. 406-7. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. simultaneamente. ( ) Entre os versos 11 e 15. li Elvira a Morta [Virgem.133. Me rasguei todo. Falei de macumba. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. p.10) e “Perdi meu tempo” (v. Utilizei o bonde. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA.19) há a mesma informação semântica. o passeio a pé. julgue os itens que se seguem. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax.Interpretação de texto II Avançar . Chorei. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito.

hoje. deixou ruas se esburacarem. mas que os deixa desassistidos. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. 1998. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. p. o horizonte é desolador. Durante mais de uma década. o governo abandonou estradas. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. Fempar A ironia. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Segundo o Instituto. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. Fempar Pela essência do texto. Assim que a economia voltar a crescer. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. 135. d) educação. isto é. Para os outros. Magda. b) o avanço da economia informal. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora.). vai-se constituindo em disciplina curricular. Cintia. conseqüentemente. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. única saída para os desempregados. c) a modernização das empresas que. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. 136. Para garantir a sobrevivência. uma perspectiva cultural. viadutos. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. ensino. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. p. perspectivas. 59 134. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. São Paulo: Educ. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem.Interpretação de texto II Avançar . Neusa (org. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. as expectativas. Fempar Segundo o texto. para o país. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo.“ VALENTINI. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. 21 de julho. e) o descompasso entre modernização e economia. a escola. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . já não precisam tanto de força física. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. ao longo do tempo. uma perspectiva psicológica. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. b) desemprego. c) globalização. Isso porque as empresas. 1999. uma perspectiva histórica. 105. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. à qual o texto se refere. com a modernização. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. 53. uma perspectiva política. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar.“ SOARES. Língua portuguesa: história. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. subempregada. Apud: BASTOS. por isso. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. uma perspectiva social. Veja. e) modernização. por uma ironia de seu passado recente. E o desafio. o principal órgão de pesquisas sociais do país.

sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. “pode e deve” sugere uma gradação. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. U. c) 1 – 2 – 3. respectivamente. “objetivos e procedimentos” correspondem. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. II. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. ou seja. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a metas e ações. III. F. prioritariamente. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. F. 4. e) III. estruturas de natureza semelhante. e) 3 – 4. Pela análise das afirmativas. b) social envolve professor. ao “como” se aprende determinado conteúdo. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. 2. 139. II e III. d) psicológica diz respeito. U. 3. 1. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. facilitando a leitura. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. U. aluno e o contexto em que interagem. d) II e III. c) I. b) I e III. F. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto.137. d) 2 – 3 – 4. Pela análise das afirmativas. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. I. 138. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência.Interpretação de texto II Avançar . b) 1 – 2 – 4. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado.

por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes.. no total da produção de energia brasileira.. no Brasil. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. 141. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. 140. (. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. A palavra fóssil tem. U. Segundo afirmam. porque a Bolívia. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. um significado preciso. F...” Revista Galileu. isso é o que o governo federal dá a entender.. fornece uma quantidade significativa de gás natural. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados.). (. tem..) A energia solar é outra fonte a ser considerada. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. (Adaptado). o que. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. um significado preciso. contendo informações cientificamente corretas. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. para certos críticos. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. país não limítrofe com o Brasil.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. que significa “embora não declare explicitamente”. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil..) O programa de gás natural. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. prevê a utilização de um combustível fóssil.. na expressão “combustível fóssil”.Interpretação de texto II Avançar . U.. para eles.) Sem dizer com todas as letras.. F.). e) O problema da falta de energia. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. Para exorcizar a ameaça. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. para os críticos do programa de gás natural. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. b) a palavra “fóssil”. Nesse caso. (. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. Assinale a alternativa com a frase que. defendido por muitos especialistas.

suas letras não se curvavam impetuosamente. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. 55. Ou seja. Lírio foi descartado. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. como resposta. p. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna.“ Superinteressante. Unioeste-PR Segundo o texto.Texto para as questões 142 e 143. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. como resposta. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. ”O que diz a letra Em 1995. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. a soma das alternativas corretas. Este ano. as inferências são duvidosas. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. Dê. Tarefa simples. pois conseguiu emprego em um jornal importante. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. Dê. técnicos e administrativos. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. Pronto. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. 64) a forma como lírio escreve. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. Portanto. Francisco Lopes. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. 143. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. a soma das alternativas corretas. Com essas inferências duvidosas. Mas errou com Sérgio Lírio. 62 142. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. feita por Lírio. de Vitória. Com base nessa afirmação.Interpretação de texto II Avançar . 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Como ele soube? Simples. julho de 2000. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Pois Lírio acabou reprovado. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. muito pelo contrário. foi um sinal de audácia. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos.

observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. como nas religiões orientais. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. Paulo. Ciência e espiritualidade. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. uma atividade fria e manipuladora. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. Como. Infelizmente. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. de suas idéias e descobertas. Esse excesso de informação. claro.Interpretação de texto II Avançar . especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pouco se preocupando com o ‘como’. Essa situação está gradualmente se transformando. In: Folha de S. A julgar por esses livros. como a televisão ou o cinema. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. descontados os fãs. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. Com isso. em que tudo se transforma tão rapidamente. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. 18 jul. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. O que ainda vemos. Certas questões são exclusivas da ciência. Ela é encontrada no próprio ato criativo. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. merecidamente!) perde a sua credibilidade. c) A massificação do conhecimento. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. Inevitavelmente. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. necessariamente. à comunidade científica: historicamente. 63 GABARITO 144. Folha Mais. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. ao público. sem dúvida. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. podemos reconciliar a ciência com o grande público. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. 1999. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. Ou as pessoas de Deus. enquanto outras pertencem somente à religião. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. Caderno 5. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. proporcionada pelas telecomunicações. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. de várias superstições (gnomos. p. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. mas muito ainda precisa ser feito. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida.” GLEISER. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. dedicada a tirar Deus das pessoas. Marcelo. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. 12. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. fazendo com que sua divulgação não traga. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. deixando de lado o ‘porquê’. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. anjos. então. Parte da culpa pertence. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. na maior parte desses veículos.

retirou o Anel de seu dedo indicador. agora resolutamente. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. na ciência. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. como as outras. c) criar ela o seu próprio universo. com a capota arriada.145. pregadas por diferentes religiões. Vesti minha casaca. e esperei que me viessem chamar. In: Feliz ano novo. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. conhecimentos do mundo oriental. 135 e 136. como se soubesse que eu a estava observando. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. disse Ermê. p. Uneb-BA Para o autor. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. Dê. Uneb-BA Segundo o autor. ações ardilosas e desumanas.” 146. onde as tias estavam. e passou o cachecol em torno do pescoço. d) comprovar as verdades de natureza mística. colocando-o no meu. para preservá-los. e trataram-na com muito carinho. eu disse. Com um gesto abrupto. avise às outras. a soma das alternativas corretas. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. depois olhou na direção da casa. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. através de ações não só de caráter objetivo. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente.Interpretação de texto II Avançar . Desci para recebê-la. entrar lentamente pelo portão de pedra. São Paulo: Companhia das Letras. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. varada por um frio que não existia. em direção à casa. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. c) distancia-se cada vez mais do homem. mas também subjetivo. Será nesta noite mesmo. 1989. Na mesa grande do Salão de Banquetes. 129. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. Eu queria terminar logo a minha missão. eu disse a tia Helena. Levei Ermê para a Sala Pequena. não importando. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. Acho que é esta casa. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas.” FONSECA. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. b) aplicar. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. já que está se perdendo no materialismo científico. com muita pompa e cerimônia. Rubem. ligados à meditação. 147. e o final da narrativa é maniqueísta. em volta da mesa. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. a não ser dentro dela. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. tia Julieta. o carro de Ermê. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. como resposta. acelerou o carro e partiu. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. como mandava o Decálogo. sentada. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. foi cumprida a minha missão. Nau Catrineta. que me observava atentamente. Estou com medo. não sei por que mas estou com medo. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. e) ultrapassa os limites do racional. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. iluminado pelo claro brilho da lua cheia.

que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. Quem some é os outros. diz o padre. uma relação de dependência econômica. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. João Ubaldo. Hoje essa terra não vale mais nada.” FREITAS. o que é que deixam com o homem? Nada. a agência UPI. Pentágono e Departamento de Estado. Temos o que esperar com apreensão. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. Vozes conhecidas. diz ele depois de muito tempo. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. Granada. passando do discurso à ação. A criação da nova agência — IPI. a gente nunca. p. 17 ago. Um governo esperto tomaria precauções para que. Dê. Ah. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. Janio de. Caderno 1. já foi uma boa terra. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. In: Folha de S. ainda mais acentuadamente. possa ser. Quintal embora. se tiram os recursos do homem. é América ainda. isso não. com intermediação do padre. não sei. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. anterior à guerra do Vietnã. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. diante de um impasse de ordem política. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. não fizesse disso um problema interno. nem merecedora de maior divulgação. não vão ter surpresas com a IPI. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. 1999. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. 5.” RIBEIRO. Não sei. o que é que me sustenta? Não sei. p. a soma das alternativas corretas. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Porque.148. Essa terra. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. agora. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. Haiti. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. Por que vosmecê não some? Eu sumir. nos dois casos. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. Uma vida. FBI. com Ancrísio Antunes. que muda por questões de ordem religiosa. mais sensibiliza a opinião pública americana. disse o padre. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. a América Latina. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. como resposta. nunca que eu posso sumir. 83-4. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. mas não o inibiu: Panamá. Paulo. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. diz o padre. é um enterro. Iugoslávia. É que a situação mudou. região que. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. se Antunes não me sustenta. Iraque e Iugoslávia. e isso não é vida de homem.Interpretação de texto II Avançar . e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. Nem da Europa. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. Iraque. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. eu sumir? Como que eu posso sumir. depois da Europa. Sargento Getúlio. apropriadamente. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. lá e no mundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não vale quase mais nada. com maus pressentimentos mesmo. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. 1982. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. (32)mantém.

se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. Veja. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. no mundo. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. brincando com os estrangeirismos. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. 151. globalizada a partir do tupi.Interpretação de texto II Avançar . no plano lingüístico. ele já existia. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. Mas. sem o paternalismo americano. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. durante dois anos. de certa forma. Elas mostram que. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. diz Corrêa da Costa. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. U. ‘Neste fin-de-siècle high tech. (…) Ainda no campo das surpresas. e) O mundo. U. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. Consuelo. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. Nada disso. o levantamento não deixa dúvida. pois se vive uma nova Guerra Fria. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. pode vir a desmoronar. pode-se inferir: a) O poder americano. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mas é bom notar que. ainda é o clássico francês que causa frisson’. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. o autor faz uma declaração que é justificada. d) A importância alcançada pela América Latina. consultou 130 publicações de quinze países. houve aquelas que andaram na contramão. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. Quem não entende o que é pizza. é consenso nos Estados Unidos. de acordo com a sua visão. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. superando a Europa. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. hambúrguer. É o caso de ‘piranha’. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. São as chamadas ‘palavras universais’. 150. 22/03/2000. d) A América Latina. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo.149. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. Salvador-BA No segundo parágrafo. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. U.” DIEGUEZ. b) O mundo caminha para um estado de guerra. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual.

e) A globalização das palavras respeitou. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. ‘mundo’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. Estão corretas: a) 2. se estendeu também ao universo das línguas. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). 2) O texto. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. tem como suporte um outro texto anterior. 154. as pegadas dos povos conquistadores. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. 5) ‘globalização’.Interpretação de texto II Avançar . como se pôde constatar. 2. c) “Quem não entende o que é pizza. 3 e 5 67 153. ‘palavras universais’. conforme as perspectivas do poder político e econômico. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. 4 e 5 b) 1. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. Por isso. d) “Ainda no campo das surpresas.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. na íntegra. c) A hegemonia americana. globalizada a partir do tupi. hambúrguer. 3. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. na verdade. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. prevalece a linguagem figurada. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. o que está indicado no subtítulo.152. É o caso de “piranha”. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores.

158. Na primeira oração há um só adversário. mas. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. na segunda oração apenas um. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. na segunda oração há dois. na segunda oração há dois. Assustador? Talvez. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. c) progresso da Medicina. b) aprimorar formas de pensamento. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. Na primeira oração há dois adversários. 51. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. viver em Marte. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. c) suplantar a inteligência humana. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Para alguns cientistas. 1998. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica.) 68 155. c) Nada. Para outros. estaremos entrando no paraíso. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. UFRN Para alguns cientistas. no fundo.” Ambas têm em comum: a) Tudo. já existe um metal. assim. no inferno. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. 23 dez.Interpretação de texto II Avançar . d) otimização dos laboratórios. No campo dos materiais. Sabemos apenas que.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. são até conservadoras. b) avanço da tecnologia. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. Assumem. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. 156. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. na segunda oração apenas um. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. b) Tudo. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. Na primeira oração há um adversário. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. d) Nada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não sabemos quando teremos robôs escravos. Ou seja. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. p. pela primeira vez na história da humanidade.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. n. que não nos será possível sequer desligá-los. As previsões acima podem parecer ousadas. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. A comida milagrosa? Já existe. Será uma época em que. U. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. ano 31. d) desenhar cópias de si mesmos. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Talvez não. Talvez estejam apenas sonhando. um dia. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. Na primeira oração há dois adversários. 126. o nitinol. Basta aplicar um pouco de calor. 157.

“em termos penais. Há pouco. anticonstitucionalmente. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. 69 GABARITO 159. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Em termos penais. sonegação e formação de quadrilha. Para coroar. uma falta bem menos grave do que a sonegação. que recende a escravismo. é anacrônico e absurdo. valores úteis para a vida em sociedade.” Editorial da Folha de S. Com adaptações.Interpretação de texto II Avançar . na linguagem do Direito. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. Culposo. significa o que é resultante de imprudência. por exemplo em “crime culposo”. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. Wanderley Luxemburgo. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. Em 94. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. Paulo. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. não do seu desejo de praticar um ato não legal. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. 160. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. negligência ou imperícia da pessoa. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. baseado apenas no futebol. o então treinador da seleção brasileira. “o que leva o nome técnico de contrabando”. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. Mas. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. olhando para o futebol. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. o que leva o nome técnico de contrabando. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. Talvez seja exagero. 29/8/2000. e) avalia que o passe.

para provocar sensações mais intensas. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. Aliás. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. atualmente. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. Para Setzer. inclusive com o risco de vício. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. o jovem tende ao retraimento. ele precisa de empenho para parar’. o então treinador da seleção brasileira. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. estimulando sua atenção. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. Na verdade. Uma troca perigosa. não se raciocina. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. 70 GABARITO 163. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. Vista no contexto.Interpretação de texto II Avançar . p. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético.161. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. Unifor-CE De acordo com o texto. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. diz o professor. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. usar a cabeça só atrapalharia. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. junho/99. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. 32. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. apesar do que se vê no futebol. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. Wanderley Luxemburgo. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. os videogames: a) transformaram-se. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. ‘Em um videogame. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. Assim. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’.” Adaptado de Superinteressante. 162. b) podem tornar-se facilmente um vício. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. UFSE Há pouco. quanto qualquer outro instrumento. UFSE … “olhando para o futebol.

” BRAGA. não assim. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. brilhar um pouco. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. esquentamos um pouco junto do fogo. para o narrador. A vida bem poderia ser mais simples. com frio. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. distraídos. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. Que prazer em comer aquele peixe. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. doces. saber intrigas? Uma vez. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. e a água era boa. tive de repente um ataque de pudor. e isso era bom. s/d. meu trago de cachaça. marcado por situações de extrema violência. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. Todo mundo. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. no meio do mato. e chegamos à choça de um velho seringueiro. Voltar Língua Portuguesa . em detrimento do mundo real. que me fatigasse o corpo. nem sede. São Paulo: Círculo do Livro. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. mas deixasse a alma sossegada e limpa. É apenas um instante. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. b) despojada. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. comida. Precisamos de uma casa. a um tipo de diversão violento e cruel. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. tem de repente um sonho assim. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. Ele acendeu um fogo. E quando precisava de um pouco de evasão. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. bons. cortar lenha. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. com certeza. Por que beber uísque. 200 crônicas escolhidas. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. me surpreendendo. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. precisamos apenas viver — sem nome.164. São uma necessidade que inventei. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então.Interpretação de texto II Avançar . Quando ficamos bem cansados. p. nem número. lavrar a terra. IMPRIMIR 166. Rubem. e) de evasão para um mundo de sonhos. algo de útil e concreto. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. nem frio. dá na gente um sonho de simplicidade. como os bois. muitas vezes. Uneb-BA No texto. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. para me fazer essa pergunta. 3267. subimos a barranca. os videogames significam proteção para os jovens. Puxamos a rede afundando os pés na lama. entre duas providências a tomar. O telefone toca. entrando numa loja para comprar uma gravata. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. 71 GABARITO 165. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. de noite. na noite escura. de repente. uma simples mulher. tirar areia do rio. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. fortes. as mangueiras e o ribeirão. apenas me fazem falta. assim. meio molhados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça.

Isso eu procuro. o enredo. In: Antologia poética. sem ciência nem ironia. confusão entre manhã e tarde. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. d) no quarto parágrafo. essencial. c) no terceiro parágrafo. domado. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. Não o morto nem o eterno ou o divino. mais me envolva. porque o tempo não mais se divide em sessões. Não a morte. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. sem dúvida. todos os gestos afinal impossíveis. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. sem calor. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. menos que terra. ainda mais longe a fuga do feérico. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. indiferente e solitário vivo. um sono. senão inúteis. 1993. nem braço a mover-se nem unha crescendo. 234-5. 168. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. a fuga de si mesmo. b) no segundo parágrafo.” ANDRADE Carlos Drummond de. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. o exílio sem água e palavra. o tempo elidido. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. vida mínima.Interpretação de texto II Avançar . a limpeza da cor. e) no penúltimo parágrafo. Rio de Janeiro: Record. a desnecessidade do canto. o conceito. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. já sem ornato ou comentário melódico. nenhum gasto de tecidos. o verso / (E.167. já sem dor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. o eco já não correspondendo ao apelo. apenas o vivo. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. e este fundindo-se. o pequenino. contudo. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. não respirado. calado. um início. a fuga da fuga. b) “Porque a frase. ausência deles. a perda voluntária de amor e memória. p. mais longe de tudo.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . representantes do poder público. U. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social.169. assim. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador.” 171. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. U. o comportamento. político. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. daí a objetividade no enfoque do tema. como pais. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina.Interpretação de texto II Avançar . as angústias do homem. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. professores. visando à expressividade. ( ) temática de caráter social. a educação e a socialização se verificam. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. desde a infância. os modos de vida da sociedade a que pertence. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. numa mesma sociedade. 170. vizinhos. representando bem uma arte engajada. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. ( ) liberdade formal. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. econômico etc). ( ) uma linguagem referencial. d) centraliza-se na definição de endoculturação. amigos. 172. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. eliminando. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. as crenças. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização.

Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. Unifor-CE De acordo com o texto. Lasar. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. tornando-as mão-de-obra desejável. O Estado de S. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. em vários países. É compreensível. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. p.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. então. no Brasil. que levaria ao planejamento familiar. 1/1/2000. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. nos vários continentes. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. até o momento.Interpretação de texto II Avançar . c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. os agrava e. parece estar levando a melhor. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. era muito grande. como a mortalidade infantil. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. sobretudo nas grandes cidades. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. Fatores culturais são também importantes. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. as visitas a museus. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. sem ocupação fixa. Contudo. Contudo. Movimento n. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. principalmente. Ao contrário. José. mesmo em alguns países mais adiantados. por conseguinte. na medida em que limita o uso da tecnologia. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. no passado. Paulo. 74 173. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. 31-2. 174. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’.” SEGALL. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. b) a explosão populacional. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. 1988. África e América Latina. especialmente nas grandes cidades. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. Um museu de portas abertas. 3.

75 177. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. “pouca conversa”. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. Unifor-CE I. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. como instituição artísticocultural. 176. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. A respeito dos enunciados acima. c) III. b) realçar ironicamente as metáforas. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. no Brasil. b) II. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. III. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”.175. Os museus.Interpretação de texto II Avançar . no Brasil. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. pelos órgãos governamentais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. GABARITO 178. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. vêm sendo pouco prestigiados. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. d) I e III. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. e) II e III. b) caracteriza as circunstâncias que.

UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. Fui a pé. tão infenso à efusão lírica. entrei e parei logo. esse excelente. em seu discurso metalingüístico. Diante dela. não aquece nem ilumina. d) velado humorismo. achei aberta a porta do jardim. Ao fundo. c) desgosto e censura. tinha os braços cruzados à cinta. Machado. F. ‘Lá estão eles’. 1992. GABARITO 180. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. os aniversários. p. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. com as mãos sobre os joelhos. dei com os dois velhos sentados. Carlos Drummond de. D. As afinidades. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. c) O autor defende a transcendência da poesia. e) O poeta. Consolava-os a saudade de si mesmos. b) Segundo o poeta. U. Aguiar estava encostado ao portal direito. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.179. In: Obra Completa.Interpretação de texto II Avançar .” ANDRADE. 1989. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. Não faças poesia com o corpo. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. à entrada do saguão. disse comigo. trata da essência da própria poesia. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. 76 d) Para o autor. Rio de Janeiro: Aguilar. os incidentes pessoais não contam. superior à própria vida e à morte. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. a vida é um sol estático. 95s.” ASSIS. b) suavidade e melancolia. e) ceticismo e desesperança. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. completo e confortável corpo. intensamente elaborado. olhando um para o outro. à esquerda. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Ao transpor a porta para a rua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. Carmo. Memorial de Aires. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. Não há criação nem morte perante a poesia.

o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. apesar do ressentimento social que o caracteriza. Retomando a imagem literária. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. tomou sua própria vereda. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. 21/04/2000. Ou seja. 12. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. 5º Caderno. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. Carlos Heitor. p. em nossa essência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De outro. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. o opositor de uma e de outra. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. potente e tendendo a ser feliz. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais.Interpretação de texto II Avançar . Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. A imagem geométrica pode ser forçada. Folha Ilustrada. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. o homem miscigenado. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. É também macunaímico.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. De um lado. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. a) O homem de Guimarães Rosa. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. 77 181. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. Por isso mesmo.” CONY. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. o Macunaíma. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. São Paulo. herói sem nenhuma definição. por ser sobretudo uma criação verbal. Fomos e seremos assim. mas o homem é causa e efeito do verbo.

expressão ligada ao nome “Brasil”. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. Desde o início da semana. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. coordenador do projeto. revela que um discurso oficial. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . antecedendo a expressão “500 anos”.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. nem sempre verdadeiro. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. Fátima. encontra-se também em outros tipos de texto. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. GABARITO 182. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. até expõem a cultura indígena. Agora. conhecida característica de textos literários. b) “Brasil de antes de Cabral”. d) “deixando preconceitos de lado”. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). c) “mais de”. 22/03/2000. Veja. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. d) “500 anos”. b) “um”. 183. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. como dizia — e impedir conflitos futuros. 184. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. apresenta danças e ritos. mas de maneira muito romântica.Interpretação de texto II Avançar . O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. mostra arcos. ‘As comemorações dos 500 anos. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. de certa forma. (…)” SÁ. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. mostra arcos. UERJ A linguagem figurada. c) “crianças de diferentes idades”. referindo-se ao nome “Brasil”. de Pernambuco. predomina na sociedade. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. diz Ricardo Paes. ele fala para mais crianças e adultos. da tribo fulni-ô. no plural. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado.

Aposentei os dentes. De bom grado. ele apenas grava imagens. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Se a televisão é a arena da história contemporânea.” BUCCI. 186. P. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. Ali jaz o desejo que não se satisfez. uma câmara. 79 185. Eugênio. que vive. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. Ali jaz a vida que poderia ter sido. O turista é um apressado. Nas férias. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. São Paulo: Companhia das Letras. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. PAES. guardando imagens sem nexo. tudo. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. e normalmente muito rápido. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. Prosas seguidas de odes mínimas. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. por favor?). as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). o estranho fenômeno se generaliza. 1992. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). Guerra. Sob o foco automático. Depois. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Veja.Interpretação de texto II Avançar . 03/12/1996. Nas festas de escolas primárias. Protegido por sua máscara eletrônica. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . que o poupa de estar exposto ao destino. sexo. claro. jamais terá tempo de rever o que filmou. escancarando em público o vazio em que existimos. um vidro. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. UERJ No poema. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. ele substitui a própria memória pela fita magnética. enfim. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. esporte — me dás tudo. Continuará com pressa. que se reserva a chance do inesperado. J. Cônscia de sua relevância mística. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. a televisão é humanizada.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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GABARITO

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa. 203. UFR-RJ Os diálogos, nesse texto, têm a função de a) caracterizar o discurso ind