LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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a vida é cruel. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. PESSOA. FROMER. eu me perdi” BRITTO. esta se baseia em um equívoco. Texto para as questões 21 e 22. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. ô. Logo depois. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. Voltar Língua Portuguesa .20. Do CD Cabeça de dinossauro. ele acelerou o seu veículo. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. eu não sabia Que o homem criava e também destruía.Interpretação de texto I Avançar . Vinha o motorista dirigindo o seu carro. Marcelo. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. para corrigi-la: Como muitas piadas. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. REIS. ô. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. Nando. Sérgio. UFR-RJ No texto Homem Primata. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. Ciro.

IV. 3. é causa principal do desfecho presente no cartum. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. 5. 24. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. III e IV. c) 2 e 4. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. b) 1. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. 11 JAGUAR. os antônimos: a) lentidão X velocidade. III e IV. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. Voltar Língua Portuguesa . O militarismo. 23. p. respectivamente.22. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. 166-167. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1968. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. e) passado X presente. e) III e IV. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. d) 3 e 5. d) estagnação X mudança. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. III. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. b) atraso X progresso. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. você é barbaro. b) I. e) 3. 1. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. d) II. IMPRIMIR GABARITO II. c) santidade X pecado. I. 4. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. Átila. 4 e 5. c) I. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante.Interpretação de texto I Avançar . UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. 2 e 4. III e IV. 2. II.

c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. Procure seu médico e siga a sua orientação. Hoje. ( ) Na última parte do texto. dois não brigam. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. INSTRUÇÃO: Com base no texto.” b) “Quem tudo quer tudo pode. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. obesidade. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. III Essas doenças. GABARITO 27. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. associadas a tabagismo. p. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade.25. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele.Interpretação de texto I Avançar . Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. o autor procura confundir o leitor. prepara-te para a guerra. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. estresse Líder em soluções Veja. 23/06/99.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. e) através de um jogo de palavras. por problemas cardiovasculares.” 26. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios.” e) “Devagar se vai ao longe. 153. daí ser um elemento anafórico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares.” c) “Se queres a paz. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. ( ) Em Ele é um novo homem. julgue os itens da questão 27.” d) “Quando um não quer.

Ele tem motor 4. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada.. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. Jeep Grand Cherokee. 11/10/98. autor que.. a mulher caracteriza-se pela pureza e. A vida moderna em favor da vida de verdade. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. a revelação de que apenas é uma lavadeira. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO..Interpretação de texto I Avançar . sofre muito o prestígio romântico da mulher. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. c) Em princípio. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. anjo entre nuvens. GABARITO 30. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . duplo air-bag. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. b) Num momento. em seguida. segundo Mário de Andrade.. U. a mulher é pálida sobre o leito e. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social.” Veja.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. O amor sexual lhe repugnava. o sofrimento das noites de vigília. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. A partir de R$ 55.” Nos versos acima. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. a fuga pelo sonho e pela morte. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. 13 28. num segundo momento. a surpresa da visão da mulher amada. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. Formas nuas no leito resvalando. à luz da lâmpada sombria. em outro momento. Negros olhos as pálpebras abrindo. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. de outro lado. 29. Jeep® Só Existe Um. Aponte-a: a) De um lado. d) Inicialmente.400. CELULAR. julgue os itens da questão 8. Não te rias de mim... pela nudez e sensualidade. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.0L High Output. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. Potiguar-RN “Soneto Pálida. Jeep Grand Cherokee.

IMPRIMIR Sobre os textos. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. Uniube-MG Com relação à estrutura. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. iniludível! O meu dia foi bom. Manuel. que revela segurança e certeza quanto ao futuro.. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). 34. d) Porque é amiga do poeta. a primeira. d) IV.Interpretação de texto I Avançar . In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. b) Porque não poupa ninguém. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil.. II. (A noite com seus sortilégios. 31.” Manuel Bandeira. o poema pode ser dividido em duas partes: I. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. Voltar Língua Portuguesa . que apresenta dúvida e descontrole emocional. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. pode a noite descer. d) Noite. c) Morte. o segundo aborda a beleza da mulher madura..) encontrará lavrado o campo. a primeira. b) Visita. que mostra incerteza do poeta. d) embora falem sobre o mesmo assunto. Talvez eu tenha medo. sobre o tema: Mulheres. e a segunda. e a segunda.1984. A mesa posta. In: Libertinagem. ou diga: – Alô. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. IV. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. nas mulheres. 32.. III. a casa limpa.” Vinícius de Moraes. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. E as feias. c) Porque aparece toda noite. c) III. que revela a felicidade de um dia de trabalho. b) II. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. 33. e a segunda. a primeira. Talvez eu sorria. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. embora diferentes. (. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido.. São Paulo: Global. b) ambos os textos vêem apenas belezas. e a segunda.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. e) os textos abordam temáticas diferentes.. a primeira. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. Com cada coisa em seu lugar. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.

A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral.Interpretação de texto I Avançar . no único personagem. assim como você. indica que. Novo Omo Multi Ação. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. apresentados no primeiro período do texto. o primeiro é denotativo e o segundo. criando uma relação com Quase memória. se sujarem. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. era o tempo do qual eu mais participara. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. em “como nenhum outro”. ( ) o vocábulo outro. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. ao passado ‘ao lado’ do passado. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem.. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. Com base nessa informação e na leitura do texto.” 36. removendo manchas de gordura como nenhum outro. 37. muito menos o tempo. estabelecem relação de causa e conseqüência. o ‘meu’ embrulho não abre nada. o produto foi aprovado pelo consumidor. conotativo. que seu filho precisa de liberdade para aprender. ou melhor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As questões 36 e 37 referem-se a ele. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. o meu caso. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. PUC-PR “Nada mais diferente (. não sendo eu. idéias deduzidas do início do texto. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. só a partir de agora. se sujarem”.35. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. ao passado depois do passado. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. UFGO Acerca da organização das frases. Ora. pelo fato de causar incoerência. no único tempo de um homem que. Porque não há aprendizado sem manchas. remetem à expressão “as crianças”. 2000. refere-se a um elemento extratextual. nunca pensara organizadamente na única pessoa.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. ao passado anterior ao passado. ( ) a palavra ainda. apresentado na abertura do texto. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido.. e) É um caso de associação de idéias. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. ou seja. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. de 7 jun. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto.

“TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. sendo “pátria”. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. 4. 2. maio de 1998. Em “Gosto de ser e de estar”. Velô-Caetano e a Banda Nova. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . desejada pelo autor. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. Caetano. 1984. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. 3.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO.” Marie Clarie. b) 1. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. confusão: espere até poder expressar suas idéias. a idéia de plenitude. grito de guerra de uma escola de samba. o que lhe trará entusiasmo.. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. conte com os amigos. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. e) 3 e 4. c) 2 e 4. o autor alude à idéia de que. julgue os itens da questão 38. Com Marte transitando em seu signo. 3 e 4. PolyGram. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. 39. Língua. 1. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. ora implicitamente ora diretamente.Interpretação de texto I Avançar . Para isso. No trabalho. 2 e 3. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. 16 Texto para as questões 39 e 40. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. 38. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. d) 2. Você poderá contribuir com o parceiro. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática.

asno vai. Nas expressões “confusões de prosódia”. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. 63. c) 1. 16. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo.40. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. que é discreta a fortuna em seus reveses. Burro foi ao subir tão alto clima. Estão corretas: a) 1. 02. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. que subir é desgraça muitas vezes. 3. do que burro em cima. Em terra de incompetentes. que não merece.Interpretação de texto I Avançar . 4. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. Cleise Furtado. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. que indigno cresce. d) 2 e 4 apenas. como resposta. e) 3 e 4 apenas. 04. onde jazia. e logo o homem desce. 1. 2. 32. 08. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. 2. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. Dê. 2 e 3 apenas. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. b) 1 e 4 apenas. Homem sei eu que foi Vossenhoria. como “roçar”. Desanda a roda. 3 e 4. Quem sobe a alto lugar. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. o menos incompetente reina. Salvador: EDUFBA. “cores”. Quando o pisava da Fortuna a Roda. Pois vá descendo do alto. “dores”. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. a soma das alternativas corretas. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. Voltar Língua Portuguesa . 17 41. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. 1996.” MENDES. burro parece. p. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. 64. Homem sobe.

Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. 44. c) I. Chico Buarque de. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 27. 12.” MORAES. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. o jogo amoroso e as relações humanas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 18. 13. d) I. Chico Buarque de Holanda. IV. 6. refere-se à palavra cidade. 18 1. 7. 42. b) o autor. III. 26. 21. 5. (Literatura Comentada). d) ela. c) ele. 23. nos versos 8 e 9. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. no verso 21. 43. 16. traz marcas de oralidade. 1980. 3. 11. 20. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. São Paulo. b) III e IV. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 24. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 10. p. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 4. III e IV. 19. 17. II.Interpretação de texto I Avançar . 14. 28. 8. II e IV. Uniube-MG Sobre o texto. 22. A expressão “pra”. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. 30-I. Abril Educação. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 9. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 25. 2. 29. A expressão “ali”. Vinícius de e HOLANDA. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 15.

o texto 2 pretende mobilizar seu humor. 102. 24/05/99. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. No Carnaval. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. II. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. II e III. Para uma adequada compreensão do texto 2. b) I e III. 45. III. Em Barretos. p. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. c) II e IV. é necessário levar em conta dados contextuais. cintos e chapéus vistosos. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. Zero Hora. e) I. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. Porto Alegre. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. II. a partir de uma informação que esse já tem. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. como veículo de divulgação.. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. imaculadas botas de couro. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. IV. 24/01/99. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. local e data. enfiados em calças jeans. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. (. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas.. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. TEXTO 2 19 Charge de lotti. III e IV. I. d) I.” Adaptado de: Época – Especial “Nós.Interpretação de texto I Avançar . brasileiros”. 46. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. Chegam de todos os cantos do país.

. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela.. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. espanhol – a valorização será maior. • mestrado.. Sua imagem perante os colegas de trabalho é..Interpretação de texto I Avançar . ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. • um curso de especialização. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. • doutorado.. mas se forem substituídos por outro idioma – como. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste.. por exemplo. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão... “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. • pós-graduação lato-sensu. Voltar Língua Portuguesa .Texto para a questão 47. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. ou 10 pontos. se tem um domínio regular.... informações coerentes com o teste do texto. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.

” SCLIAR. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. No segundo parágrafo. através de um discurso poético. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. Salvador-BA Por inferência. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. Está correto. infindas. em relação ao texto. lagoas não costumam estar em expansão. U. III. c) somente I e III. p. especialmente o que nos foi oferecido. In: Folha de S. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Águas são muitas. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. pelo seu poder evocativo. isso bastaria. senão pela sua precisão. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. no primeiro período. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. U. 50. considerando-se o uso atual. A terra em si é de muitos bons ares. Há. Marcelo. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. querendo-a aproveitar. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. para alindar ou afear. 27 ago. em geral. é só estimular o turismo. 21 49. 2000. b) um momento de percepção da realidade. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. e) I. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. Paulo. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. Hotéis não há muitos. o melhor que eu puder. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. uma infração à norma culta. Claro. Moacyr. há uma referência nova. Folha de S. esse é um modelo bidimensional do Universo. d) somente II e III. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. enquanto. o que se afirma em: a) somente II. Mais! 48.Interpretação de texto I Avançar . “Às vezes. Cada planta é uma galáxia. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. a imagem vale. sempre aumentando. Paulo. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. II. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. metafórico. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. 17/05/99. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. E em tal maneira é graciosa que. e) a exuberante natureza amazônica.” GLEISER. 29. b) somente I e II.Texto para as questões 48 e 49. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. cheia de vitóriasrégias. mas os poucos que existem são confortáveis. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. II e III. E que não houvesse mais que uma pousada. De qualquer forma. “As maiores estruturas do Universo”.

quanto mais tenho delinqüido. São Paulo: Melhoramentos. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. mas não porque hei pecado.F. escrever. metáfora de uma situação ou de um ente abominável.” MATOS. Para responder às questões de números 52 a 54. dentro do universo irreverente da poesia marginal. d) exaltação da sabedoria de Deus. que pereça um destes pequenos. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. U. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. 26 poetas hoje. e prazer tão repentino Vos deu. pensar e sentir. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. ouvir. Roberto. Perder na vossa ovelha a vossa glória. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Senhor. Mateus 18:12. como afirmais na Sacra História: Eu sou. Pastor Divino.Interpretação de texto I Avançar . a) O poema não se refere à obra Macunaíma. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. à qual Gregório de Matos recorre. Senhor.M. Se uma ovelha perdida. Gregório de. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. leia os textos a seguir. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. e já cobrada Glória tal. não é algo desejável para meu Pai. se por acaso a encontrar. c) O título do poema está na 1ª. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. Voltar Língua Portuguesa . não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. pessoa do plural.51. Que a mesma culpa. Vos tem para o perdão lisonjeado. que vos ha ofendido. Porque. Se basta a vos irar tanto um pecado. Da vossa piedade me despido. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. Poesia Barroca. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. Texto 2 “Pequei. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. a ovelha desgarrada Cobrai-a. que está no céu. de Mário de Andrade. pessoa do singular. GABARITO IMPRIMIR 52. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. F. e não queirais. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. Do mesmo modo. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. Vos tenho a perdoar mais empenhado. A abrandar-vos sobeja um só gemido.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras.

c) se perca. os religiosos. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. de artes. conforme a definição do dicionário Aurélio. ao vinho ou aos insetos. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. comemorado hoje. Marco Aurélio. pois. 54. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. de armas.Interpretação de texto I Avançar . Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. histórico e técnico”. talvez não precise de uma grande festa nacional. os que reverenciam a colonização ou profissões. O Dia do Museu. estudar. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. razão pela qual acredita que não será salvo. deixando que Ele decida se o salva ou não. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. F. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas.M. 18/05/00. F. merece a salvação. 55. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e.” SILVA. GABARITO Sobre o texto. chantageando o Senhor. A palavra museu. Jornal de Santa Catarina. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. assinale a alternativa correta. 23 d) argumenta. valorizar pelos mais diversos modos. Mas há também os arqueológicos. b) conversa com o Senhor. d) peque. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . antropológicos. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. e) padeça. e) submete-se à vontade de Deus. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. vem do grego “mouseon”.M. e sobretudo expor para deleite e educação do público. c) suplica pela salvação divina. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. do texto 2. coleções de interesse artístico. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. erguidos em homenagem à cerveja.53. mas não se arrepende deles. que significa templo de musas. b) sofra. oceanográficos. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. “para conservar. ecológicos. por isso.

aconchegaram-se e adormeceram. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. nem de falar ao capitão. 1999. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. e novamente para o castiçal. consentindo. Pelo trecho . evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. Fanadas – murchas. nem a ninguém. e assim mesmo acenava para a terra. Nada.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. como resposta.) Viu um deles umas contas de rosário. bastante comunicativos. SP. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. quando eles vieram. Mas nem sinal de cortesia fizeram. isto não queríamos nós entender. 08. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. a soma das alternativas corretas. Abril. e assim mesmo acenava para a terra. Fasc. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. Manuel. nem de falar ao Capitão.folgou muito com elas. 57. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. Isto tomávamos nós nesse sentido. O trecho . Pêro Vaz de Caminha. com um colar de ouro.. por assim o desejarmos. fez sinal que lhas dessem. ao pescoço (. 02. folgou muito com elas. e depois para o colar. como resposta.. carpete.. D. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. a soma das alternativas corretas. 56. na embarcação portuguesa. muito grande.. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. Em E eles entraram. 04. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. Dê. 04. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. E deitaram um manto por cima deles. nem a ninguém. estava sentado em uma cadeira.. como se davam ouro por aquilo...” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. Manuel. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um dos escrivães da armada portuguesa.) Acenderam-se tochas. I. E também olhou para um castiçal de prata. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. Coxim – almofada que serve de assento. como se lá também houvesse prata! (. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. E eles entraram...Interpretação de texto I Avançar . 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete.E também olhou para um castiçal de prata. Os tupiniquins. Mas nem sinal de cortesia fizeram. aos pés de uma alcatifa por estrado. UFSC De acordo com o texto.. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. E então estiraram-se de costas na alcatifa. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. UFSC A propósito do texto. Dê. e lançou-as ao pescoço. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. brancas. é correto afirmar que: 01.. 08. A expressão .. 01. as quais não eram fanadas. e. como se davam ouro por aquilo. escreve para o Rei de Portugal. 02. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. Isto tomávamos nós nesse sentido. e bem vestido.

Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo.Para quem fundamenta a sua cultura no teor.) ISTOÉ . Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. com o desaparecimento de centenas de etnias. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. 16. trechos dessa entrevista. A própria palavra tupi significa em pé. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. Não no sentido de retórica. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. Na opinião do escritor tapuia. A palavra tupuy designa ser. ser e linguagem são uma coisa só.O patrimônio da sabedoria. Os 500 anos de Brasil significam. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. (. que são respectivamente o ter e o ser. trataram aqui como primitivos.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. ISTOÉ . É por isso que os guaraniscayowas. em Dourados. Dê.Para o tupi-guarani. a soma das alternativas corretas.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . 01. como resposta. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos.De desencontro. publicada na revista Isto é (21/7/99. ISTOÉ . por ilusão dessas relações com os brancos. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. 32. Para os povos indígenas. A terra dos mil povos. Porque fala e alma são uma coisa só. 7-11).A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. em grandes áreas do País. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. 02.Os europeus chegaram trazendo o progresso.Texto para as questões 58 e 59. um tom de uma grande música cósmica. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram..Nesses 500 anos. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. Apresentamos.Há um trecho em seu livro. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. Para Kaká Jecupe. ISTOÉ . Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. preferem recolher a sua palavra-alma. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . Como você pensa essa relação? Kaká . UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). 64. ou Tupã. aquele que emite belas palavras. até para perceber que ela está em colapso. o qual chamamos de Namandu-ruetê. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani.Interpretação de texto I Avançar . regida por um grande espírito criador. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. O pajé é aquele que fala com o coração. 04.. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais.. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. é na base do tiro. a sua expressão no mundo. a seguir. para as etnias indígenas desaparecidas. que significa o som que se expande. Um dos nomes da alma é neeng.. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. 08. (. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nosso povo enxerga o ser como um som. que também significa fala. A realidade atual indígena não é fácil.)” 25 GABARITO 58. Ainda hoje. e fala do seu livro A terra dos mil povos. p. ter a percepção desse patrimônio. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . ISTOÉ .

como resposta. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. enquanto som. 08. 61. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. 08. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. 16. UFMS Os aspectos apontados.”. 1982). tendo a ver com sentimento. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. noção que a terra pertence aos indígenas. 04. Texto para as questões 60 e 61. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. como resposta. Dê. versus índio sofredor. é correto afirmar que: 01. 02. 04. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. e Quyquyho. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. provocado pela discórdia. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. oposição índio feliz. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. Dê. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. a soma das alternativas corretas. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. em Mato Grosso do Sul. 01. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. na tradição indígena. cuja letra reproduzimos abaixo. podem ser encontrados em “Quyquyho”. 16. palavra. nos primeiros tempos. Emprego de termos de origem indígena. a seguir. 32. 64. a partir da relação com o branco. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio.Interpretação de texto I Avançar . presença de um forte sentimento ufanista. como resposta. a soma das alternativas corretas. 32. pois a eles foi legada. significa “som em pé”. 16.59. Visão ingênua e idealizada do índio. 32. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. a linguagem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” 26 GABARITO 60. 02. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. em tupi. os guaranis-cayowas da região de Dourados. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). a soma das alternativas corretas. 08. e o ser são elementos distintos. 02. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. emoção. Dê. exceto: 01. 04.

Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. c) I e III. b) I e II. com narrador em primeira pessoa. “Não há lugar para essa gente”. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. somente. 65. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. Poesia completa e prosa. b) II. o advento de um Cristo seria impossível. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. p. II. 1. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. d) I e II. II e III.” MENDES. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. Ironiza a corrida armamentista. b) narrativa. O casal dirige-se a uma estrebaria. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1944. GABARITO 64. III. No romance. c) descritiva.m. Na crônica moderna. Atualiza a história de Cristo. com narrador em terceira pessoa. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. Conversa portátil. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Murilo. pois se apóia em argumentos encadeados. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. sobretudo nos três primeiros parágrafos. sobretudo nos três últimos parágrafos. 27 62.Interpretação de texto I Avançar . somente. II. No conto. Com base na definição acima. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Faz ver que. anotadas em estilo elegante. Unifor-CE Anacronismo. Está correto o que se afirma em: a) II. e) II e III. em nossa era. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. III. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. 1486. somente. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. c) III. mais do que no conto ou na novela. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. e) dissertativa. d) II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. 63. O menino nasce morto. S. as personagens ganham amplo desenvolvimento. somente. d) descritiva.

nem princípio. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. A cabra vadia: novas confissões. pouco a pouco. Depois não viu mais o junco. Um amor que não tinha fim. Durou um ano o amor sem palavras. O marido baixou a cabeça. o amor. andou em Hong Kong. E. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Resolveu viajar para a China. no meio de sordidez tamanha. o escândalo. parecia um delírio. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. Não houve uma palavra entre os dois. uma menina linda.” RODRIGUES. Foi também um adeus sem palavras. 67. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. você não se deve sentir traído”.. d) “não é pois todo amor alvo divino. Nelson. 68.” (Casimiro de Abreu). c) negar um amor para afirmar outro. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. Desce e percorre. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. d) “Como você não me amava nem eu a você. vê surgir. logo. tão só. de repente. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. por toda a parte. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . logo. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). b) “Só se trai a quem se ama. 28 66. cada um deve seguir a sua vida”. São Paulo: Companhia das Letras. nunca. Doeu-lhe.. como num milagre. Aquela beleza absurda. logo. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. Quis gritar. b) marcar as repetições da narrativa. Até que.Texto para as questões de 66 a 69. Primeiro. Olhou aquela miséria abjeta. eu amo outro. b) “Que não seja imortal. Um não conhecia a língua do outro. apanhou o automóvel e correu como um louco. O amor começou ali. eu não te amava nem você me amava. ninguém tem culpa dessa traição. Não temos nenhum amor a trair”. Um dia. Até que entra na primeira porta. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). Quando embarcou. Ele ficou muito tempo olhando. que começara muito antes e continuaria muito depois. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. uma aldeia miserável.Interpretação de texto I Avançar . Morreu só. ora. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. 1995. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. tens amor – eu medo! . A menina não voltou. certo de que a distância é o esquecimento. a pé. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. porém. como mulher. as faces escavadas da fome. Os dois formavam um maravilhoso ser único. Mas. Tinha sede e queria beber. logo. ora. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. eu não amo você”. eu não te trai”. nem você a mim. Viu. súbito. linda. Foi parar quase na fronteira com a China.

)” Revista Veja. c) somente a III. V. há três meses. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. é quase desconhecida. um sapateiro. a boca aberta no esforço desesperado por ar. no Brasil. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. quando abandonou o primeiro marido.. agosto de 1999. em Santa Catarina. Mas. Petersburg. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. 70. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. numa fazenda em Mandriole. de 2 anos. IV e V. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 30 de junho de 1999. oficialmente. um homem robusto. da mulher.69.. Bobbie. Paulo. é venerada como heroína da unificação. pedindo a presença de um fotógrafo. na Itália. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. em 30 de agosto de 1821. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. Bryan morreu em casa. d) II. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. Petersburg Times. e) somente a V. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). 71. por iniciativa da Câmara Municipal. Na imagem. e do filho Bryan Jr. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. III. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. Em poucos dias. Só no último dia 11 de maio. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos.” MARKUN. de olhos semicerrados. II. Univali-SC “Agonia pública Na cama.. Dez anos depois. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. jornal da cidade de St. Enquanto agonizava. No conto de Nelson Rodrigues. ao lado da mãe. No colo dele. na Flórida. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. Virou Anita. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. e) É pura e simplesmente uma narração. (. a cabeça sem cabelos. Lá. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). b) I e III. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. o cartório de Laguna. morreu nos braços de Garibáldi. sua mãe ligou para o St. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. Superinteressante. em 3 de junho. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. IV. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador.Interpretação de texto I Avançar . Tanto que só passou a existir. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. Às 11h56. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. Bryan Lee Curtis.

Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. ficariam prejudicados os demais dias da semana. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. “Se o senhor concorda. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. Um deles. O estudante. logo descobriremos. pois. (. Relacionando essa observação ao texto acima. “O senhor. efervescente. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. com 48 horas disponíveis.. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. afirmou o professor. “Parece-me justo”.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. rigoroso.. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano.)” Luiz Barco. como ele é o último dia com aulas na semana. Não foi necessário prosseguir. 73. financeira e política da mensagem. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. não deve ser usada em todos os casos.. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. emendou. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. ainda não tinha terminado. e nada mais”. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. portanto. o jovem ponderou: “Professor. Assustados. que o sábado está descartado.72. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical.. raciocinou. que a prova será na sexta-feira. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. Pelo mesmo critério. então. ( ) No texto. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. digamos. julgue os itens que se seguem. às vezes. vocês terão uma prova toda semana”. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. porém. Assim. porém. anunciou peremptoriamente. contrariando mais uma vez a regra imposta”. no entanto. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. para ser coerente. porém justo e lógico como o senhor tem sido. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. 30 Após a leitura do trecho acima. “Assim. os jovens se remexeram em suas carteiras. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. é este que fundamenta aquele.Interpretação de texto I Avançar . b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia.

31 “UM DIA QUALQUER . drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. 76. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. revelando. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. por exemplo. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. ou toma um café Hoje bobagem. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. o sentido da vida para o eu lírico. ( ) No texto. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. européia e cristã.. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um.Interpretação de texto I Avançar . assim como estes. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. onde as ondas se amansam. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.74. sem manter assim relações de sentido com o poema.. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ..” Interpretando-se os sentimentos do poema.cadeiras.. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. opõe-se “cearense migrante”. UFMT ( ) Na primeira estrofe. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem .

as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. II. d) I e III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. Vivem constrangidos. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. mais propriamente. não revolve os intestinos da vida. (.Interpretação de texto I Avançar . b) somente I e II. Não basta haver variedade de assunto. não corta na verdade a barriga da vida. Impede a conjugação de tantos outros verbos.. c) somente I e III. Está correto. como que em presença de um inválido.” Carlos Drummond de Andrade. de minhas fraquezas. Narração em primeira pessoa. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. fica em sua cadeira assuntando. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. aí está você. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. escrever exige predisposição e inspiração. de meus receios. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. e você não sabe ir além disso. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. purê de palavras. inclusive a simples claridade da hora. Conclui que não há assunto. II e III. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. A ação de escrever priva. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. quer dizer: que não há para você. e) II e III. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. Ou. por vezes. III. e) I. o que se afirma em: a) somente II. Dissertação. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. 79.. assuntando.) Que é isso. em relação ao texto. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. falar-lhe de minhas dúvidas. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. b) II. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. Prosa poética. Os dedos sobre o teclado. III. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. II. sem liberdade. Escrever é triste. que só a língua têm em comum. de falta de apetite para os milhares de assuntos. vedada a você. d) somente II e III. d) a falta. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. Então hoje não tem crônica. depende das condições intelectuais daquele que escreve. rapaz. bem como a abundância de assunto. Revolto-me contra mim mesmo. 78. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras.77. Entretanto. c) I e II. que está de olho na maquininha.

essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. Quem pode vai para fora. nos olhos e nas mãos. d) proteção e felicidade. A vida arranja tudo pelo melhor.” No texto. É preciso gostar da vida. Ah! dormir com o sentimento de pôr. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. as palavras destacadas conotam. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. O cheiro de terra. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Tinha uma árvore. Voltar Língua Portuguesa . um jardineiro risonho.80. talvez. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. depois até a gente tão simples. uma vez contextualizadas. mas triste. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. c) solução e realidade. Era um Jardim sereno. nas árvores. tão igual. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. Lembro-me dela. Ela pousa. b) muito arredio e pouco confiável.. Aquele jardim era meu amigo. com qualquer coisa de gato e de mulher.” Álvaro Moreyra. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. d) bastante descrente e desiludido. a: a) meio arredio e misterioso.Interpretação de texto I Avançar . como se dissesse – Bom-dia! Chega. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. amanhã. realidade de uso interno. Veio. Eles são as minhas aldeias. às vezes na realidade. logo mais. c) pouco desconfiado e muito observador. E tinha canteiros de rosas. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. 83. d) “céu imenso perdido”. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. 82. 84. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. do tempo. e) “luz cheia de sombras de asas”. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Semanticamente. semanticamente. b) “Sábado”. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. e) segurança e incerteza. não veio da cidade. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. primeiro. c) “cheiro de terra”. A noite caindo sem desastres. com certeza. Sábado. luz cheia de sombras de asas. Uma voz de água no silêncio.. Imagine o campo. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. Às vezes na imaginação. 33 81. b) lugarejo e beleza natural. Os outros ficam aqui mesmo. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. b) narração e a relação realidade-imaginação. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Hoje.

b) II.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e.. para o Terceiro Milênio. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. fax ou telefone.. II. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail.85. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. fazendo uma coisa de cada vez.. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. e não desliga mais. O estresse é uma doença moderna. afirma Aldo Colombo. Hans Dieter Didjurgeit. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. d) I.. III. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. c) II. IV e V. atualmente. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. O homem é uma máquina que nunca desliga. d) Todos os empresários. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios..Interpretação de texto I Avançar . o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios.. inventou a Internet. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. aboliu o Domingo. V. o fax e o telefone. b) O telefone. II e IV. III e V. o e-mail. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. uma das tantas doenças modernas. uma sociedade totalmente estressada. (. a partir daí.. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. II e III. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. como almoços e jantares com o cliente em potencial. IV. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. (. agosto de 1999. Ingo Tirgarten. o celular.. Uns dizem que o culpado é o trabalho. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. Depois capota”. É mais um desafio!” Missão Jovem.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. 86. trocou o dia pela noite. mantendo assim o humor e a alegria de viver. empresa especializada em sistemas de automação comercial. por vezes. fax ou e-mail”. e) todos os itens. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver.

( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. III e VI...) Na Europa. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. III e VI. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. (. enunciados “particulares”). d) I. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet.87. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. Sendo considerado como um animal santo. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. e) todos os itens. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. de um ponto de vista lógico. Dos itens acima. por mais elevado que seja o número destes últimos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. 35 88.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. mas não das demais ciências. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. Ora. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). ( ) Na estrofe 8. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. III e IV. II. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. tais como hipóteses ou teorias. IV. A igreja lhe virou as costas. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). 89. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. a enunciados universais. Univali-SC “No antigo Egito. Citar superstições acerca dos gatos. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria.Interpretação de texto I Avançar .) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. de Karl Popper. o gato foi honrado e enaltecido. fêmea do deus sol Rá. II. III. b) I. (.. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. IV e V.” Segundo Popper. V. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos.. algumas vezes. VI. ( ) Na estrofe 6. São idéias presentes no texto: I. c) I. ora um animal doce e afável). Nesta mesma época. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos.

.. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. 16 o preto... roxas.. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 32 . 30 mãos para agir pelo Brasil.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. brancas.. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. morenas... pretas. pardas.. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.Interpretação de texto I Avançar .. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 33 Mãos todas de trabalhadores. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. morenas. o pardo. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 34 pretas.. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. pardas.Texto para as questões 90 e 91. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí....

90. Voltar Língua Portuguesa . a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. aproximando-se. 31). 91. “todo brasileiro e não apenas. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. ( ) As “mãos” (l. mas não se enxuga. gravata vermelha e chapéu panamá.. vocês sabem. Trata-se de um casal. em relação à semântica e à estilística.” (l. e depois esticada. e baixota. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. o riacho. 40 a 48). 58). de Moacyr Scliar. 92. AEU-DF Julgue os itens seguintes. conotação pejorativa. ( ) “Qualquer” (l. usa terno branco. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. na história. em relação à compreensão e à interpretação do texto. 26 e 27) e no gerúndio (l.. Isto aqui já foi muito bucólico. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. pobres plantas. ( ) no fragmento. ( ) O termo “sindicais” (l.) A mulher também é gorda. antes. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. e costurada. 17) tem. no texto. por fim se definem.” . 15). os pássaros. Ele. um homem gordo. substância extraída do casulo de larvas. de 1ª pessoa. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l.. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. dirigindo-se a ele. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. 30. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. é situado no presente. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. e depois cortada. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. AEU-DF Julgue os itens abaixo.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). Pobre seda. às vezes. ( ) De tom otimista. não. Agora. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. Pobres larvas. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l.” e “Pobres larvas. pobres plantas. mas o acontecimento. no vestido da mulher.. pobre substância. seda. Vão se aproximando lentamente.que revela o sentimento de compaixão do narrador. e depois tingida. ( ) O termo “boreais” (l. Também está suada. Pobres fibras. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. Agora. UFGO “Segue-se um trecho. Reconheço. Muito tranqüilo. (No terno branco reconheço o linho. a brisa. ( ) o narrador. resmunga constantemente. 31. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. pobre substância.” (l. de idade. extraído do conto “Ecológica ”. 14). da técnica cinematográfica. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. A campina. Pobre seda.Interpretação de texto I Avançar . esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. acontecem coisas.

por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. grudado a um canto da janela. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. ( ) O uso dos dois pontos. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. para o redator do Diário. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha.” Isto é. — Morra o infame! bramia a malta. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. entrevistado. ( ) A referência “Isto é. pois indica situações diferentes. os olhos injetados. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. ( ) Na terceira manchete. porém. o camarada intrépido. serve para introduzir uma explicação. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. julgue os itens da questão 93.Interpretação de texto I Avançar . vozeando furiosos contra semelhante berraria. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. já de carreira para o Largo do Machado. Infelizmente.’ De repente. p. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. Casa de Pensão.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. 11/02/1981. mordendo os nós da mão. Aluísio. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 38 93. p. o sangue a saltar-lhe nas veias. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. pensava ele desesperado.15. revelou-se salazarista. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. 94. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. GABARITO Com base no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 11/02/81. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. naquela ocasião. no texto. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. — Oh! Era demais. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros.

analisando as características estilísticas. vive em zonas semidesérticas. já esquecidos do fato. Entretanto. passadas algumas semanas. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. no município de Simião Dias. parte de um verbete de dicionário. todos rodearam-na com uma atenção especial.Interpretação de texto I Avançar . o avestruz atinge o peso de abate. Compridos e desengonçados. em ambos os textos.500 reais. ( ) A fertilidade de um avestruz é. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. Veja. O animal estava sozinho no mundo. fugindo sem saber pra onde. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. U. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. 18 out. ( ) O segundo texto. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. Já são 800 animais. Além disso. a 8. A fazenda Chalé da Serra. mamãe. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. de Clarice Lispector. o filhote. em muito. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. p. 2000. é eminentemente descritivo. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. nos últimos cinco anos. não mate mais a galinha. a família. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. com seis espécies conhecidas. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. Ave estrutioniforme. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. a menina prometia nunca mais comer galinha. Voltar Língua Portuguesa . Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. Tem as asas atrofiadas. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. Avestruz. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Mas. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. 77. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. depois do acontecido. Atualmente é a maior das aves. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. após o evento. ( ) A função da linguagem.000 reais. interior de Sergipe. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. em torno de 110 quilos. cujo preço varia de 1. é a mesma: predominantemente referencial. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare.95. superior a de uma vaca. mata e come a galinha. Tinha a aparência de estar calma. na Arábia e na África. no prazo de doze meses. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.” Adaptado.5 quilo. indiferente.” GABARITO No texto “Uma galinha”. no qual se considera a situação da vida da personagem. 39 Com base no texto. caso aquela fosse morta. 96. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. os animais são um negócio de altíssimo rendimento.

C. J. sem medir consideração. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. coronel de patente.Interpretação de texto I Avançar . e tudo era dele. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. Trato as partes no macio. de palavra educada. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. em jeito de moça. lá num inverno dos antigos. O sol nascia. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. pois sou sujeito lavado de vaidade. 99. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. seja em sala de desembargador. de corpo alto. É invencioneiro e linguarudo. 1976. modéstia de lado. IMPRIMIR 100. o Dr. José. passei os anos de pequenice. do que tenho honra e faço alarde. os moleques da estrebaria. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. o “Velho” da boca dos trabalhadores. e era dele. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. pasto do mais fino. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. sem freio nos dentes. abro o peito: – Seu filho da égua. A grandeza da terra era a sua grandeza. de olhos miúdos. Tudo era do meu avô Bubu. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite.. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. O coronel e o lobisomem. de cacete na mão. responda às questões de números 99 e 100. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. Mas disso não faço glória. 97. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. e a água boa e doce nas suas vertentes. lá estavam as negras da cozinha. O seu grito estrondava até os confins. Rio de Janeiro: José Olympio. “Meus verdes anos”. Apesar de tudo. e tudo era dele. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. Sim. Com base no texto 2. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. seja em compartimento do governo. In: Ficção completa.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. Se não recebo cortesia de igual porte.)” CARVALHO. de barbas. as águas do céu se derramavam na terra. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. tudo era do meu avô. Digo. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. os trabalhadores do eito. 1978. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor.. o velho Bubu.. e tudo era dele. (. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. sou Ponciano de Azeredo Furtado. (. gado do mais gordo. o papai da Tia Maria. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. o Cazuza da velha Janoca. o rio corria. mimoso no trato. 98..)” 40 LINS DO REGO. no debaixo do capotão de meu avô. o meu pai da Tia Iaiá. Lá ia o gado para o pastoreador. Voltar Língua Portuguesa .

Quem tem ódio do Governo.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. sucesso.. O orgulho está em baixa.. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). sob pena de exclusão do sistema. A aparência do bom moço. à qual o artigo se refere. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. ira. avareza. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. executivos de empresas e apresentadores de TV. equivalente ao inferno. relatando suas conclusões. A criativa preguiça. portanto. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. todos à sua volta. 41 101.. ironiza e ridiculariza estes desafetos.) O psicanalista Eduardo Losicer.O Globo. (.” CEZIMBRA. imagens de jornais. A maioria movida a compulsões por trabalho. É a nova versão do invejoso. gula. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. que já não deseja ser o outro. mas ter tudo e. Já não há mais lugar para a ira. São ordens que devem ser obedecidas. 16/05/99. a preguiça e a gula.Interpretação de texto I Avançar . se possível. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. roupas. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer.. (. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. Para o antigo pecado capital da avareza. mas algo imaginário e. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. um superego. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. irreal. consumo.Leia o texto a seguir e responda às questões. Márcia . c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. a inveja. para quem o que importa não é ser alguém. prazeres e lucro. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. O pecado da luxúria. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. sem noção de valores materiais. preguiça.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. a avareza. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. a ira. 102. bebida ou drogas pesadas. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. Não há mais a moralidade do pecado.. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. transformou-se em mania de trabalho. adotada por ídolos do esporte. trabalho. Vivemos sob a moralidade dos mandados. Esta é a ameaça. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. segundo o texto... 103. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema.. o orgulho. Este era o pecado da gula. prazerosa e lúdica. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. cinema e TV.

e) todas as afirmações. por exemplo.Interpretação de texto I Avançar . ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. em vez de ter oferecido ajuda concreta. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar.104. Mesmo que não concorde com eles. 105. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado.” Fragmento retirado. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. a partir do excerto exposto acima. e adaptado. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. p. José tropeça. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. que pára. d) nenhuma das afirmações. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. 64. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. II. do livro Inteligência Emocional. 04. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. Serão criados banheiros especiais para deputados. com amigos ou numa parceria comercial. b) a segunda afirmação. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. 16. 02. machuca o joelho e começa a chorar. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. ter chamado a professora. 32. para o autor. Enquanto diminuem os soluços de José. Só ele notou a situação de dor de José. a soma das alternativas corretas. Não se trata de uma medida isolada. pois simulou a própria dor. diz. 08. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. seja no casamento. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. que: 01. como resposta. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). protesta a psicóloga. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. III. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . motivos e preocupações dos outros. e só ele tentou oferecer algum consolo. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. 26 de abril de 2000. Dê. c) a terceira afirmação. 131. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. de Daniel Goleman. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos.” Veja. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. Poderia. 42 É possível concluir.

em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. disciplinadamente. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo.. e) as novenas começavam sempre no domingo. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. outros maus. 109. pontualmente. Assim que anoitecia. c) com o passar do tempo. na maior alegria. ia esperá-lo voltar do trabalho. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As pessoas estranhavam. Como todos sabem. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. ainda essa festa é motivo de grande agitação.106. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. começava muito antes. amizade. 43 107. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. a orelha em pé. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. O jovem morreu num bombardeio. de Manuel Antônio de Almeida. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. para outros amigos. o focinho voltado para aquela direção. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. como se tivesse um relógio preso à pata. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. “correr animado”. Quiseram prendê-lo. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. distraí-lo. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. fazendo a crônica da fidelidade. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”.. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. cremos. introduz as personagens na narrativa.” Lygia Fagundes Telles. mas quem esse cachorro está esperando?. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. Hoje. “era jovem”. UFMT ( ) O artigo indefinido. todos os dias. Tudo em vão.Interpretação de texto I Avançar . afeição são as idéias centrais do texto. Então. uns bons. Assim que via o dono. Com relação ao texto. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. um pouco antes das seis da tarde. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. o jovem foi convocado. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado.. nove dias. “A disciplina do amor Foi na França. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. 108. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Os amigos. Postava-se na esquina. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. ( ) Fidelidade. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história.”. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. o jovem foi convocado. d) durante a festa havia muita confusão. Casou-se a noiva com um primo. depois. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. ia correndo ao seu encontro e. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. para que tivessem lugar as novenas”.. Os familiares voltaram-se para outros familiares. ( ) O uso de mas. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. voltava ao seu ponto de espera. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. “na maior alegria”.

p. III. em relação ao menino. da carrocinha de cachorro. mas continuou na janela. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. ed. d) deslumbramento. Podia ficar ali. ele sabia de tudo. vendo a vida passar. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. c) inseguro de seu objetivo. b) alienação. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. ou em dias especiais. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. passava a leprosa que pedia esmolas. d) “tinha”. numa reentrância da grade. Uneb-BA No segundo parágrafo. quando crescesse. via passar o leiteiro. O menino tinha pavor da leprosa. À tarde. III e IV. Duas ficavam fechadas. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. o homem que afiava tesouras e facas.Texto para as questões de 110 a 113. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. e) “fascinado”. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. e) comprometimento. c) “envolvido”. levaria sempre uma merendeira consigo. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. IV. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. “gostava” e “cresceu”. ele gostava de ficar ali. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. passava o sorveteiro. b) I e IV. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. 1999. Uneb-BA Sobre o menino. Um dia o menino cresceu. mas tinha medo da rua. 250-1. Da janela. tão-somente no seu caráter externo. escondendo o nariz deformado. “invejava” e “crescesse”. “via” e “participava”. 44 110. c) II e III. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. d) I. c) passividade. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas.” CONY. e) II. Um dia. III e IV. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. À noite. II. metade envolvido com o mundo. 112. imaginava o que elas continham. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. Carlos Heitor. mas nada tinha a ver com ele. b) “protegido”. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. dos mascarados do Carnaval. O menino gostava. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. I. “imaginava” e “levaria”. Ao meio-dia. Voltar Língua Portuguesa . só se abriam aos domingos. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua.Interpretação de texto I Avançar . In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. 3. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. como as estrelinhas de São João. ao escolher o seu espaço. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. era uma forma de estar metade protegido pela casa. “continuou” e “esperando”. quando todos começavam a ir para a cama. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. revela: a) medo. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. Pelas manhãs. IMPRIMIR GABARITO 113. 111.

ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. diz-se. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. 115. O resto. II. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. c) da ausência de conectivos. c) exposição descritiva de idéias. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. Afinal.. Unifor-CE Quanto à estrutura. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. d) I e II. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. Profissional especializado. b) exposição argumentativa de idéias. d) integração descritivo-narrativa. e) do emprego de orações reduzidas. 1996. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. E. A respeito dos enunciados acima. e) descrição argumentativa. entrando para a escola. Campinas: Mercado de Letras. 117-8. no mínimo menos perigoso. p.Interpretação de texto I Avançar . III. Tecnologia X Humanismo.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. c) III. d) da freqüência de preposições. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. atualmente. 114. que mais lhe interessam. b) II. b) da ligação adequada das orações. Formação técnica X Formação humanística. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. e) II e III. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica.. o cidadão. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 116. Unifor-CE I. Linguagem e ensino. João W. bom.

Educar é também conceder liberdade. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. por sua vez. Nunes teria ditado o texto para Brito que. não interessou-se em saber onde seria publicado. nem quanto custaria. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. Quando apenas um dos termos vale.. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Os filhos. só vêem o erro e não os acertos. Implica amor e firmeza. horários e deveres. C1. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. e) 2 e 4.” Missão Jovem. não sabem o que querem. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. passam horas falando ao telefone ou na Internet. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. só sabem dar broncas e impor regras. Alfenas-MG “Brito. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. Henrique Nunes.. que pregavam o amor livre. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. U. hoje. como autor da nota. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Porque experientes. Educar é.‘” O Estado de S. discurso indireto e discurso indireto livre. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. são agressivos. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. agosto de 1999. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções.117. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. disse Brito ao juiz. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. Voltar Língua Portuguesa . ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. Educar é ensinar que existem limites. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. Mas isto deve ser progressivo. são pais que optam por uma educação mais conservadora. os trajes nem sempre asseados. estão sempre de mau humor. Educação – ontem. 30/1/98. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. estão sempre desafiando os limites. apesar de subscrevê-lo. em seu depoimento. Os jovens libertários da década de 70. Paulo. c) 1 e 2. de trajar e com suas amizades.Interpretação de texto I Avançar . criam-se distorções. sobretudo. b) 2 e 3. existe quase um consenso: é preciso proibir. implicam com sua maneira de falar. exercitar o diálogo. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. a desobediência civil e o consumo de drogas. 118. d) 3 e 4.’ No texto.

escorraçar o animal. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. Depois de muito farejar descobre o corpo. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Coitados de nós. mas era infalível. O coelho. Isto é. O doido comprou um pastor alemão.Texto para as questões 119. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. animais racionais. O meu pastor é filhote. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. Julgamos os outros pela aparência. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Morto. No domingo. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. de tardinha.. lívido. Imagina o pobre do cachorro que. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. nós mesmos.. Juntos cresceram e amigos ficaram. Simplesmente genial. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. felizes. arrebentado.. Trazia o coelho entre os dentes. só podia dar nisso.Interpretação de texto I Avançar . Coitado do dono do cachorro. lambendo as pancadas. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. Para nós o cachorro é o irracional. Como o coelho não estava muito estraçalhado.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. E agora? Todos se olhavam.. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. Ficou lindo. o animal desconfiado que tem dentro de nós. é claro. Vamos dar um banho no coelho. Entendo de bicho. quando entra o pastor alemão na cozinha. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. 22/04/98. Provavelmente estivesse até chorando. Branco. Sim. parecia vivo. O cachorro rosnando lá fora. Pasmo. procurava em vão pelo amigo de infância. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. como convém a um coelho cardíaco.. assim fizeram.. Maquiada. Parecia que tinha visto um fantasma. o protagonista da história. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. é o cachorro. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta... deixar ele bem limpinho. Lembrou? Agora pintou uma nova. na semana passada. Eram dois vizinhos. Imagina. desde sexta-feira. E o homem continua achando que um banho. Problema nenhum. 120 e 121. sujo de terra e. Quase mataram o cachorro. E agora. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Vão crescer juntos. – De jeito nenhum. Coitado do cachorro. com as perninhas cruzadas. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. todo imundo. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. O bandido é o dono do cachorro. morto. Notam o alarido e os gritos das crianças. Enterrado. – O vizinho estava certo. que não pensamos duas vezes. O ser humano. diziam as crianças. Claro. E parece que o dono do cachorro tinha razão. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. assustado. bairro de classe média alta em São Paulo. pegar amizade. Isso na sexta-feira. As crianças. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado..” PRATA. E lá foi colocado. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. O cachorro é o herói.. Mário. o assassino confesso. o coelho. Até perfume colocaram no falecido.

depois de anos. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. no texto. hotéis. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. que regulamenta a profissão (só agora. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. d) épico. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. narrativa.” O Estado de S. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. U. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei.Interpretação de texto I Avançar . O bom-humor e a disposição podem ser autênticos.E. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. a) Identifique. Mais.” Isto é. a) Depois de dois anos. U. U. 120. Reescreva as passagens abaixo. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. 22 de março de 2000. b) O cachorro é o protagonista da história. 121. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. clubes e até condomínios. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). formado em Educação Física. Nas fábulas. A lei vale para clínicas. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. no entanto. e) de propaganda.119.E. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. portanto.E. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. 3-18. As entidades colocarão em prática a lei. A partir deste mês. reforma de prédios. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. p. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. 122. U. Identifique o antagonista. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16/05/99. 123. costuma haver um final moralizante. c) descritivo. de 1998. Deveria ser o requisito básico. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. Paulo. b) narrativo. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional.

( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. reelaborada. não? No Rio de Janeiro. na semana passada. Clarice. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão.” LISPECTOR. A propósito. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. o ensinamento principal mudou. e intenção de transmitir um ensinamento.. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Se chovia só eu sabia que era sábado. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho.Interpretação de texto I Avançar . GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. curtiu para valer. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. sangue e mel. Durante todo o outono. não desperdiçou um minuto sequer. e um produtor gostou da minha voz. tomando uma cervejinha. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. amiga. Seleção de Walnice Galvão. Era o inverno que estava começando. vou passar o inverno em Paris.geocities. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. “sempre”. cantou durante todo o outono. IMPRIMIR 125. Tem sido sábado. de súbito. começou a esfriar. escrita por La Fontaine. Então. e o vento: uma picada. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. dançou. verifica-se que.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada.124. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. exausta. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. a abelha no quintal. Quando abriu a porta para ver quem era. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. vejo que é sábado de tarde. aproveitou o Sol. Não aproveitou nada do Sol. quando se pensa que a semana vai morrer. sim. nesta versão. saiba dosar trabalho e lazer. Então eu não digo nada. na fábula original. um preceito ou uma lição de vida. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. uma rosa molhada. Os melhores contos de Clarice Lispector. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. Global. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. A formiguinha. passados alguns dias. ( ) Considerando que. mas já não me perguntam mais. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. julgue os itens a seguir. 1997. não atende às exigências da escrita culta: para tal. ( ) Nas linhas 8 e 9. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Em relação ao texto acima. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. a formiguinha trabalhou sem parar.html (com adaptações). E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. último período do texto. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. armazenando comida para o período de inverno. http://www. com um aconchegante casaco de visom. apesar de usual na língua falada. antes do vento espantado poder recomeçar. sábado de manhã. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. Domingo de manhã também é a rosa da semana. dentro de uma Ferrari. São Paulo. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. esse pronome deveria ser substituído por “o”. o rosto inchado. nós já tínhamos tomado banho. Enquanto isso. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. Voltar Língua Portuguesa .. aparentemente submissa. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e.

mas o “back”. UFPE No texto. “Se você começou como padeiro. 2 e 4. nestas terras. O texto demonstra que. no início era jogado em inglês. e os basbaques foram atrás. o basquete. 126. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. no Brasil. no regulamento do atual campeonato. esporte inglês. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. como “corner”. resolveu rotular as finais de “play-offs”. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. ( ) A teoria da leitora ganharia força. grande investidor ou latifundiário. empresário. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. O futebol. Há o importador e há o muambeiro. com a cultura colonizadora. UFPE Leia os enunciados abaixo. Entre a assistência e o play-off. (. “Disputam-se “play-offs”. não compliquemos. d) 2 e 3. Entrava. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. Seria um caso incurável de carência de colonizador.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. segundo ela.. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. c) 1 e 3. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. há políticos e politiqueiros. b) rompem. 50 Texto para as questões 127 a 129. 128. terapeutas e curandeiros. UFMT ( ) Segundo a leitora. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) De acordo com o texto. (. Chamemos o fenômeno por seu nome. A Confederação Brasileira de Futebol.. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. (. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. Jornal do Brasil. mesmo” confere um tom de repreensão.. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. embora um tanto jocoso. definitivamente. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. ao longo de algum tempo.. 127. 198.Interpretação de texto I Avançar . 4. que é o idioma. em virtude de irrefreável impulso de submissão. CBF.)” VERÍSSIMO. Veja. A história do futebol. É bobeira mesmo. como existem médicos. referentes às idéias expressas no texto. ao texto. entre outras coisas. p. Não. b) 1. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. Luís Fernando. 09/12/1998. é. é um sufixo pouco nobre. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. assim como brasileiros estão para curandeiros. 3. em campo não o goleiro. 2. não à língua inglesa da Inglaterra.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. atualmente. ingleses e brasileiros. Roberto Pompeu.” GABARITO TOLEDO. 3 e 4. uma história de triunfo da língua portuguesa. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. como no “goal” que virou “gol”. 7/10/95. facilmente. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. Aliás. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. por cúmulo. e) 2 e 4. c) acabaram por subverter.. no campeonato nacional. 1. e com termos emprestados de outro esporte. Nós é que nos oferecemos. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. introduzido por ingleses no país. Estão corretos apenas: a) 1.. mas dos Estados Unidos. timbaleiro ou seresteiro.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. Existem suecos.

Tomás Antônio.129. a) Na expressão ‘outro esporte’. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. Uneb-BA Este exercício. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. referido anteriormente. que me cerca e mata. Marília de Dirceu. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. adoro a tua formosura. “Nesta triste masmorra. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. 127. inda. extremoso. ‘nós’. b) Nesse trecho. São Paulo: Círculo do Livro. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. Quando em meu mal pondero. 51 130. Marília. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. tem como referente os brasileiros em geral. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. e aperto sobre o peito em vão os braços. e) Na última oração do texto. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. p. o pronome de 1ª pessoa do plural. que eu assim resista à dor imensa. s/d. Amor na minha idéia te retrata. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’.Interpretação de texto I Avançar . busca. de um semivivo corpo sepultura. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto.” GABARITO GONZAGA. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). no futuro do pretérito. o verbo ser.

os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. Nada justificará. O Globo. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. O Globo. outro ataque ao governador Mário Covas. Por causa dessa intenção.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa .” IMPRIMIR 134. seus defeitos. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. E a situação de extrema violência que nós. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. seja qual for a manifestação.03/06/2000. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. em 1º de junho. Marcelo Maciel. responda às questões de números 131 a 134. 133. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. jamais. UERJ Em geral. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. respectivamente. 52 131. b) construção de comprovações por meio de silogismos. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. se é que assim se pode dizer. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Concordo. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. Em função desse limite de espaço. 132. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. suas índoles. Nada justifica a agressão física. depois um ovo no ministro da saúde e. cariocas. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. seja quem for o agredido ou o agressor.03/06/2000.Com base nos textos abaixo. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Arthur. por mais digna que fosse a manifestação. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros.

Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. na verdadeira democracia. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público.Interpretação de texto I Avançar . as ruas são limpas. o salário exíguo num pais tão caro. “Ano Novo. mas está condicionado às limitações materiais. De menos ansiedade e mais profundidade. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. d) pessoal e financeira. 53 GABARITO 135. Feliz homem novo. Olhemos a cidade. a leitura espiritual. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. Quanto mais cidadania. Ano de nova qualidade de vida. um gesto litúrgico. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. mais democracia. Voltar Língua Portuguesa . d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. um travo. Por que acelerar tanto. p. 7. os filhos. encharcando-se de bebidas alcoólicas. abastece o crime ao consumir drogas. b) social e econômica. abrir espaço à presença do Inefável. a solidão entre matas. apegados à casa. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público.” Frei Beto. mas se esquece do material. Reencontrar. noite após noite. O Globo. em dezembro. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. IMPRIMIR 136. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. nas atuais circunstâncias. no ano que se inicia. No fundo da garganta. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. e) o homem busca a plenitude. De celebrar dez anos. os propósitos altruístas. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. 01 de janeiro de 1998. uma oração. Vontade de remar contra a corrente e. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. de Chico Mendes. o serviço de saúde. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Voto é delegação e. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. Mergulhar em nós. c) existencial e política. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. e) política e econômica. a adolescência tecida em sonhos e utopias. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Braços e corações abertos também ao semelhante. Ano Novo. vida nova. sem projeto. Em volta. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. a própria humanidade. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. tolerância é cumplicidade com maracutaias. Feliz mulher nova. A começar pelo réveillon. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. em janeiro. Ou a opção de um momento de silêncio. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. a rede educacional. Agora. da ressurreição de Henfil e.

. achando que isso resolve a questão. Univali-SC “Volta às aulas (.. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. d) estão corretas as afirmativas I e II. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. e) II e III são corretas. não constrói. b) somente a II é correta. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. Sair criticando o mundo. extraído de Machado de Assis. inquietas sombras?. consiste em: I. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. Não. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. GABARITO 140. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. como ao poeta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . inquietas sombras?. e as sombras viessem perpassar ligeiras..) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. nada sugere. ao se libertar de memórias antigas. desistir da herança e chorar a perda do tio. Veja. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. b) apenas a afirmativa II está correta. III... b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador.. III. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (..).137.. que nada sugere. II. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro.” Stephen Kanitz. I. Oh. Leia as afirmações a respeito do texto. de que fala o autor. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. 16 de fevereiro de 2000..” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (.Interpretação de texto I Avançar . É impossível ensinar a pensar. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno.). 54 139..” 138. II. não o do trem.. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. e) estão corretas as afirmativas I e III. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado.).”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. tolerância é cumplicidade com maracutaias. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente.” d) “Em política. c) somente a I é correta. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. c) apenas a afirmativa III está correta. d) somente a III é correta.. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve.

e. argumenta.)” AVENDANO. Nelson Marinho Teixeira. deixou-nos. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. (. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. Sobre o texto. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. a globalização. 29/12/1999. A propósito. segundo Machado de Assis. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. assim. a qualquer preço. já em 1873. muitas vezes. CASTRO. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. d) A língua portuguesa. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. 142. Machado de Assis. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. Jornal de Santa Catarina.141. Álvaro. Segundo ele. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. 19 e 20 de setembro de 1999. Jaime. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. É preciso inovar. para enfrentar – com conhecimento. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. “Protegendo a língua nacional”. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. nosso escritor. ‘Se pensarmos bem. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. função etc. e tentassem descobrir as suas virtudes. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. Voltar Língua Portuguesa .. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor.. com sucesso. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. e claro que desejável. não pode parar no século passado. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas.Interpretação de texto I Avançar . e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. necessita de mudança de humor. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. sensibilidade e altivez – a inevitável. Jornal de Santa Catarina. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante.

A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. como resposta. Talvez você mesmo pense assim. Dê. caráter espontâneo. Scipione. atentamente. Popular é. 16.Interpretação de texto I Avançar . 08. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . já que se trata de uma criação coletiva. Trata-se de um texto literário. tendência à universalização. como resposta. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. 04. criação rústica. Em alguns momentos. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. Com isso. 08. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. possui um caráter eminentemente regional. Irene. embora tenha um caráter universal. portanto. O texto utiliza uma linguagem informal. 32. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. é correto afirmar: 01. 1994. São Paulo. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. Literatura e redação. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. como resposta. veja bem. 04. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. Mas. Dê. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. Leia. uma manifestação cultural de caráter universal. não se prende a um autor específico. pois discorre sobre o conto popular. manifestação culturalmente rica. quando se trata de estudar gêneros literários. 04. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. Dê. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. a soma das alternativas corretas. as criações populares não conhecem normas nem limites. O conto popular. 16. 32. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. obediência às normas socialmente aprovadas. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. 145. Quanto à estruturação formal. UFMS Em relação ao texto lido. 16. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. UFMS O termo popular. 144. 02. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. O texto pode ser classificado como opinativo. a soma das alternativas corretas.” MACHADO. p. 08. 28. mas também em caracterizar o termo popular. 32. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. a soma das alternativas corretas. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. próxima da variante popular. 02. indiferença às imposições da cultura oficial. 02. Quer dizer. se assim fosse. tal como aparece no texto.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. 56 143. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva.

18 de nov. compreensão e interpretação textuais. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. Uma é o prestígio. GABARITO 147. 1948). e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. p. I.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. e não econômica. (. Revista Exame. Colômbia. temos complexo de vira-lata. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem.Interpretação de texto I Avançar . ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. conseqüentemente. 170. sua tecnologia e o american way of life. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Outra é a receptividade. Startar cassou o começar. Quem não aderiu se tornou out. seu cinema. que vende como ninguém sua música. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. ( ) Segundo Squarisi. Que corra atrás do prejuízo. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.” 57 146.. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. Deletar tomou a vez do velho apagar. Nós.“ SQUARISI. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.. Dad. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. É isso. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. 1998. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. A informática serve de exemplo. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. Além disso. E vire in. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.E. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. IMPRIMIR 148. printar e startar é meramente semântico. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. sua literatura. Printar expulsou o imprimir. Voltar Língua Portuguesa . de acordo com a leitura. O que vem de fora é melhor. é a ascendência cultural. sua televisão. como a realização dos postulados da justiça social’. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. já dizia Gláuber Rocha.Texto para a questão 146. Peça help. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos.

fogo. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. pois não há fome. pois ficando faminto. mas ela vos sangrou na veia d’arca.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. d) No texto I. e sem sustento..). Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. e os portugueses preguiça. 1996. que é título de zotes ordinário.. e tendo tão larguíssimas orelhas. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. e o segundo. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. Org. 171-2.Interpretação de texto I Avançar . Valha-vos. Poesias Reunidas. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. fogem vossas ovelhas de vós. Sois tão grande velhaco. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis.” SOUSA. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. Gabriel S. e saístes do intento tosqueado. e um canalha: mixelo hoje de chispo. Oswald de... com o título de seu poema. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. parodiar. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. como sendo tão bobo. e para a ceia (. já no texto II. Salvador: EDUFBA. calma. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. 150. Tratado Descritivo do Brasil. que o faça mover uma hora mais que outra.. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. Gregório de.)” IMPRIMIR MATOS. (. nome certo mui acomodado a este animal. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. frio. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. recém-descoberta. 1587. de. água. seduzir. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal.149. paradisíaca. MENDES. não só no léxico como também na sintaxe. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. e roubais. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. a que os índios chamam “aí”. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. p. nem outro perigo que veja diante. Gleise F. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. Voltar Língua Portuguesa . qual uma harpia. 58 Sobre os textos I e II..

. Castro. a gemer Galileu. se quiser. João.. a gemonia. MANUEL Foi isso mesmo. É justo!. o Leão de Judá. Na fogueira Grandier.. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. de Deus. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Loiola – aqui foi Nóbrega.. Mas você. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. (Coleção Prestígio). Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante.. Levantem-se todos. remembrando a negra Inquisição. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade.. (. Sevilha e Nantes na tortura. O tempo da mentira já passou. 1995. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. MANUEL Cale-se você. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. A hidra escura e vil da vil Teocracia.. Rio de Janeiro: Agir. não é lhe faltando com o respeito não.. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. ed. autoritário. 1972. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem.Interpretação de texto I Avançar . é Manuel. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. Colombo a soluçar. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. com o braço ocultando os olhos. atrevido. o Filho de Davi. mundano. 146-8. não. mais generosidade e virtude requer. que era Cristo. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. In: Poesias completas de Castro Alves. Sua obrigação era ser humilde. soberbo. o azeite. O Santo Ofício. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Lisboa. Seu tempo já passou. Tours. Rio de Janeiro: Ediouro. as provas.” SUASSUNA. pois vão ser julgados... Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. 17... João Huss na sepultura. mas você pode me chamar também de Jesus. Auto da Compadecida..) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. pode me chamar de Jesus. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Ariano.. Sou. de costas. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. p. santificando-se através dela.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. porque quanto mais alta é a função.. BISPO Cale-se. por quê? JOÃO GRILO Porque. grande grito... Esse é um de meus nomes. de Senhor. p. 145-6. 9 ed..

Texto para as questões 151. Pois. Ora. Em verdade. III. UFF-RJ “A certos respeitos. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. O que aqui está é. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. de memória. c) I. Jurisprudência. o interno não agüenta tinta. e lembrou-me escrever um livro. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. O mais do tempo é gasto em hortar. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. expressa no fragmento acima. IV. não consegui recompor o que foi nem o que fui. 152 e 153. e que apenas conserva o hábito externo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Dom Casmurro. Duas ou três fariam crer nela aos outros. vá. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. assim. VI. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. mas não me acudiram as forças necessárias. Depois. se o rosto é igual. IV e V. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. inquietas sombras ?. era obra modesta. mas exigia documentos e datas como preliminares. em determinado momento de sua vida. II. III. No Texto I. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. Tanto no Texto I quanto no II. a fisionomia é diferente. Os amigos que me restam são de data recente. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. e. b) II e III. como bem e não durmo mal. Sobre eles. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. d) II. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. III e VI. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha.. e quase todas crêem na mocidade. Machado de. como todos os documentos falsos. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. Em tudo. Talvez a narração me desse a ilusão. de memória. filosofia e política acudiram-me. mas não a mim. V. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. conservo alguma recordação doce e feiticeira. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos.” ASSIS. embora de épocas diferentes. senhor. outras de menos. vida diferente não quer dizer vida pior. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. 151. tudo árido e longo. tal como ocorreram então. e tal freqüência é cansativa.” Em relação à posição do narrador. Distrações raras. 810-11. distanciando-se. é outra coisa. esta monotonia acabou por exaurir-me também. d) O narrador. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. e restaurar na velhice a adolescência. como tudo cansa. p. IV e VI. I. mas falto eu mesmo. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. No Texto II. algumas datam de quinze anos. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. No Texto III. e esta lacuna é tudo. mal comparando. Capítulo II. como se diz nas autópsias.. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. Quanto às amigas. pouco apareço e menos falo. de suas reais funções. como ao poeta. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. na época em que antigamente vivia. e) II. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado.Os três textos. e. interrelacionam-se.Interpretação de texto I Avançar . pegasse da pena e contasse alguns. Quis variar. Entretanto. não o do trem. A certos respeitos. identifique as afirmativas verdadeiras. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Se só me faltassem os outros. v. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. e as sombras viessem perpassar ligeiras. jardinar e ler. conservo alguma recordação doce e feiticeira. 1.

mas não a mim. através de outra linguagem – o cartum –. senhor. algumas datam de quinze anos. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. a fisionomia é diferente.152. mas falto eu mesmo.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos.” b) “Em tudo.Interpretação de texto I Avançar . não consegui recompor o que foi nem o que fui.” 153. mal comparando. Porto Alegre: L&PM. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. não tem amigos de longa data. e tal freqüência é cansativa. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. com certo humor.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. e quase todas crêem na mocidade. e esta lacuna é tudo. Voltar Língua Portuguesa . e que apenas conserva o hábito externo. em sua narrativa. vá. como se diz nas autópsias. sd. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários.” e) “Quanto às amigas. “atar as duas pontas da vida”. se o rosto é igual. e tenta. o interno não agüenta tinta. Assinale a Opção em que. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. Só dói quando eu respiro. O que aqui está é. outras de menos. como todos os documentos falsos. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala.

que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. 1999. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. nem coisa alguma de metal ou ferro. planície. até agora. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. (Castro Alves). 3. um no meio e os dois nos cabos.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. “parma”: lisa como a palma da mão. dar-se-á nela tudo. De ponta a ponta. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. Rio de Janeiro: Lacerda. não tínhamos nenhuma vergonha. 154. é toda praia parma. porque. compridos pelas espáduas. Paulo Pereira (org. infindas. que pareciam espelhos de borracha. e suas vergonhas tão altas. Marília. Águas são muitas. delas vermelhas. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. nalgumas partes. por bem das águas que tem. b) “Minha terra tem palmeiras. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. delas brancas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. de as muito bem olharmos. de que nós deste porto houvemos vista. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. Tem.Interpretação de texto I Avançar . Pelo sertão nos pareceu. e outros quartejados de escaques. com cabelos muito pretos. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. 2. não pudemos saber que haja ouro. “tintura preta. 4. como os de Entre Douro e Minho. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). assim frios e temperados. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. ao longo do mar. a saber. Aí andavam outros. que andavam sem eles. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que.” (Murilo Mendes). bem moças e bem gentis. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. 62 GABARITO Vocabulário: 1. para transportar água ou vinho. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. E em tal maneira é graciosa que. “chã”: terreno plano. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “espelhos de pau. d) “Irás a divertir-te na floresta. a estender olhos. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. Nela. querendo-a aproveitar. grandes barreiras. E alguns. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. que nos parecia muito longa.Texto para as questões 154 e 155. 5. nem prata.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. a modos de azulada. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). Ali andavam entre eles três ou quatro moças. p 39-40. muito chã e muito formosa. / sustentada. Esta terra. outros traziam três daqueles bicos. quartejados de cores. a saber. vista do mar muito grande.

e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas.155.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. de modo esmagador. em algumas experiências. o sol. dando títulos nacionalistas às estrofes. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. respectivamente.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. criando estrofes simétricas e com títulos. o calor e o frio. por ocasião das eleições de 1994. de modo significativo. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. 156. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (. d) reconhecer e retomar a prática romântica. entre as classes mais pobres. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. sem prejuízo do sentido global. (. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro.”. de forma tão natural quanto a chuva. U. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. Oswald de. p. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída.. agora já faz parte de nossa cultura”.F. 1978. Poesias reunidas. entre as classes sociais mais ricas e.Interpretação de texto I Avançar . Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema... “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema.. 80. dando-lhes novos títulos. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. a) Para o autor do texto. que é possível o Brasil mudar esse quadro. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. via-de-regra. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. dando-lhes títulos novos.

Com relações tão complexas. p. A primeira é o tamanho do cérebro. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Ele consegue pescar. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. Onívoros de carteirinha. em flagrante. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. 08. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. esse macaco africano consegue aprender por observação. em fevereiro de 1999.E. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. seu prato preferido. interior de São Paulo. da mesma forma que o macaco-prego. 02. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. que dá uma destreza enorme ao animal. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida.” Superinteressante. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. depois que o zoológico municipal fechou. Dê. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. julho/00. Para comer coquinhos. além do homem e do chimpanzé. O apetite insaciável. da Universidade de São Paulo. diz Eduardo Ottoni. 04. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. aliás. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. “Não existe um único líder no bando. Entre os macacos-prego o poder é diluído. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. Parente mais próximo do homem. a soma das alternativas corretas. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. quando a Polícia Florestal prendeu. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. Se não houver frutas nem insetos à mão. é marca registrada dos espertos macacos-prego. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. 16. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. observa Ottoni. As chefias são formadas por até três animais”. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. Tiveram de apelar para o crime. e estavam com fome. Duas delas são fisiológicas. o dos macacos do Novo Mundo. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. com força. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. diferente dos outros primatas. como o macaco-aranha e o muriqui. O caso foi resolvido em março.Interpretação de texto I Avançar . o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos.72. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. Apesar da distância. usar ferramentas e se reconhecer no espelho.157. “São os únicos. capazes de partilhar alimento”. Voltar Língua Portuguesa . como resposta. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. U. Não é para menos.

representada pela Maria da canção. apenas suporta a dor de viver. ( ) Machado de Assis. Mas se isto é um fato incontestável. a lágrima em riso. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Maria. Maria É um dom. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. b) A mulher. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Texto para as questões 159 e 160. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. principalmente por parte dos escritores. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Cada tempo tem o seu estilo. Em geral. a mulher da canção. ( ) Machado. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. E não vive. entre a tradição e a modernidade.158. se fazem novas. simboliza os seres humanos que lutam. Pelo contrário. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. d) Maria. A este respeito a influência do povo é decisiva. A influência popular tem um limite. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. é o suor. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. sofrem e resistem à dor de viver. locuções novas. por intermédio dos escritores. ou antes por uma exageração de princípio. no texto. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. AEU-DF Julgue os itens abaixo. mas que sabem perfeitamente os clássicos. como são todas as mulheres do planeta. – não me parece que se deva desprezar. Feitas as exceções devidas. Nem tudo tinham os antigos. Maria. Divergência digo. porque. e) A mulher brasileira. propõe a mediação. c) Maria. em seu texto. e segue sua vida. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores.Interpretação de texto I Avançar . ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. apenas agüenta. transforma a dor em alegria. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Há portanto certos modos de dizer. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. é uma combinação de força e resistência. à força de velhas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Univali-SC “Maria Maria Maria. Uma força que nos alerta. não imputa aos literatos tal responsabilidade. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. uma certa magia.” GABARITO 159. desentranhar delas mil riquezas que. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. Maria É o som.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. outros há que os adotam por princípio. o que é um mal. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. é a cor. quando deve chorar. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. não se lêem. nem tudo temos os modernos. porém. não se lêem muito os clássicos no Brasil.

porto Alegre: Sulina. por si. nunca não encontra. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. com sua dialética irresistível. p. o texto lido pode ser classificado como crônica. 1984. o mesmo. festeiro. que então vigoravam no Brasil do século XIX. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. Érico. 3ª ed. Literatura brasileira.160. Galvez. De repente.o senhor querendo se procurar. econômica ou política nacional. Euclides da. Descemos por umas grotas. ( ) Nele. II. p. A estrada de todos os cotovelos. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. porém. 158. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. em magnífico resumo. o sertão vem.” RIBEIRO. revela-as. 1989. Sertão. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. visto que aqui o preconceito é econômico. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. por esses lugares. expõe os elementos que a compõem. Carvalho. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Porto Alegre: Mercado Aberto. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. As circunstâncias históricas. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Record. que o nome não se soubesse..” GABARITO VERÍSSIMO. João Ubaldo. Apud Sergius Gonzaga. Para isso. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. Volnir e Adão E. ( ) De roupagem metalingüística. p. Grande sertão: veredas. 1997. 227. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. em que todas as cores e raças se misturam livremente. Manual de literatura brasileira. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça.” SOUZA. Depois dele: o turismo multinacional. identificados abaixo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1995. Márcio. AEU-DF Julgue os itens que seguem. 13. 161. vol. quando a gente não espera. Guimarães. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. Os sertões. nem furacões. Mas. pois desconhece o preconceito racial.. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. prolongando-as até ao nosso tempo. nem terremotos. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. O tempo e o vento. um povo prestativo. após apresentação de uma tese. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. do Maranhão à Bahia. acolhamo-nos ao nosso assunto. aonde lá. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. Apud SANTOS. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. 626. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. era o sertão churro. os senhores de terras e gados. o imperador do Acre. até. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. Rio de Janeiro: Marco Zero. de coração bondoso. nem vulcões. Até. perfazendo indagação. 162. A marcha do povoamento. pela abertura de rodovias. nem lutas fratricidas. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que.. p.Interpretação de texto I Avançar . . ed.” ROSA. – valorização das idiossincrasias regionais. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. 12ª ed.” Fragmento I Procuremos. CUNHA. 5ª. In: Obra completa. nem pestes.. Viva o povo brasileiro. o próprio. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. 1984. p.se diz . na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. efêmera talvez. Ia fazendo receios. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras.

AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. são por natureza os nossos filhos naturais. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. não existe geração espontânea. Anna Paula. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. além de tudo. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. sem querer.” BUCHALLA. Das 500 maiores companhias transnacionais. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. Acontece que. Quanto a estes. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. na incauta adolescência. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. apesar de equivocada. por iniciativa própria. já que aqui não há executivos preparados. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. mais de 400 estão instaladas no país. “roubada” do Rio Grande do Sul. ressuscitada a cada geração. em relação à compreensão e à interpretação do texto. jamais fiz distinção entre uns e outros. Quanto a mim. 26/04/2000. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. Em São Paulo. em massa. por sua vez. Veja. Os (ainda) chamados modernistas. com os espetáculos de circo dos parnasianos. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. Para os executivos e a família. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. 162. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. entre novos e velhos. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. Texto para a questão 163. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. Desde 1990. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. Para as companhias.” 67 GABARITO 163.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. ( ) Para ele. a mudança é um sacolejo completo na vida. ( ) Para Mário Quintana. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. em prol do equilíbrio universal. E.Interpretação de texto I Avançar . “No Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. essa transferência representa um reforço na filial. E assim. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. procurar emprego em nosso país. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. graças à Renault. embora sem querer. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. sem rede de segurança . com a sua livre poética. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Tanto de um como de outro grupo etário. Hoje. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. existem colônias de franceses no Paraná.

Tem macaco até demais. Quanto aos bichos.Interpretação de texto I Avançar . Edição Zero. Como será esse país no futuro. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. s/d. A gente vai passear. Cruzados não faltarão. Salvo o devido respeito. nas praias douradas desse novo país. tão frios e temperados. b) No chão espeta um caniço. Rios e riachos corriam límpidos. melancias. assim os achávamos como os de lá. d) Diamantes tem à vontade. e) III e IV. III. rios.. c) I. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. GABARITO 165. cristalinos e plenos de peixes. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. mangueiras. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. árvores. II. No chão espeta um caniço. Diamantes tem à vontade..Textos para a questão 164. II e III. palmeiras. Banana que nem chuchu. Esmeralda é para os trouxas. apesar da leve mudança no estilo. Tão fértil eu nunca vi. cajueiros. Banana que nem chuchu.. papagaios. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos.55. onças e capivaras. Vossa perna encanareis. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. IV. De tal maneira é graciosa que.. já quinhentos anos passados.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. é muito boa de ares. quando for a vez desses meninos? Riachos. tem-nos muitos. tem-nos muitos. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. nem surfistas. nem mulatas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Araras. Tão fértil eu nunca vi. araras e papagaios. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . onças. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Bengala de castão de oiro. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. nem biquínis. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. Texto para as questões 41 e 42. capivaras. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. a arca. “Ainda não haviam louras. c) Tem goiabas. De plumagens mui vistosas. p. a terra em si. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. porque. Era assim o Brasil de Cabral. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. como os de Entre-Douro e Minho. d) II e IV. Tem goiabas. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Águas são muitas e infindas. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. Fortaleza: Editora RISO. neste tempo de agora. melancias. Reforçai. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. b) I e III. embora escrita no mesmo estilo.” 68 164. Senhor.

está correto o que se afirma somente em: a) I. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. IV. ligado à classificação morfológica do verbo ser. é sempre menos. no verso 5. 168. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. II. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. d) I e II. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. d) explorar a sinonímia das palavras. b) sentido excepcional. Cada minuto de vida Nunca é mais. como se o bom e o interessante não tivessem presente. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. que é de ligação. III. e) IV. estamos mais próximos da morte. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo.Interpretação de texto I Avançar . Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. sentimentos de angústia. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. “Ser”. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. Perpassam.166. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. d) sentimento saudosista. c) II e III. Ser é apenas uma face Do não ser. b) II e IV. e) ar misterioso. nem futuro. Unifor-CE I. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. Em suas reminiscências. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. niilismo e revolta. e não do ser. c) halo de encantamento. A respeito dos enunciados acima. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. Nessa operação mental. em todo o poema. a cada instante que passa. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. c) III. b) II. GABARITO 170. II. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. III. d) III e IV. 169. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. e) II e III.” Cassiano Ricardo. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra.” 69 167.

os hábitos de um decênio de arrocho. contra a existência de uma censura prévia. porém. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. Além disso. para publicar suas obras. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. 70 171. e a proibição de usar nomes verdadeiros. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. às vezes com louvores de sustentáculos dela. Isto. antes de começar. a polícia. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. e) tencionava prender-se aos fatos. ia-me parecendo cada vez mais difícil. Repugnava-me deformá-las. seria injustiça. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. caso o escrevesse. fazer do livro uma espécie de romance. b) um depoimento verdadeiro. com o decorrer do tempo. tiradas demagógicas. me impediram o trabalho. ainda nos podemos mexer. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. enfim.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. c) numa época de força policial. depois de muita hesitação. indulgentes ou cegos. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. ou alguém em quem não se pode confiar. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. o escritor é como um cego. 173. d) perdera as anotações que havia feito. Entre elas. quando formos verazes. realizando atos esquecidos. b) a falta de liberdade política. assim. quase impossível. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. 172. julgando a matéria superior às minhas forças. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. que o impediria de publicar seu livro. dar-lhes pseudônimo. palavras de ordem. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. e) sem liberdade de criação.” Graciliano Ramos. Efetivamente se queimaram alguns livros. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. em qualquer época ou lugar. sem romanceá-los. d) a impossibilidade de escrever com clareza. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. “Resolvo-me a contar. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. com intenção de dar veracidade aos fatos. como realmente haviam ocorrido. redigir esta narrativa. De fato ele não nos impediu escrever. com os nomes que têm no registro civil. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. é incorreta: a) existia uma censura prévia. casos passados há dez anos – e. como adiante se verá. ninguém nos dará crédito. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. sem disfarces. como limites à liberdade de expressão. Não vai aqui falsa modéstia. inibe também a capacidade de criação literária.

d) a simplicidade da vida campestre. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. perigoso. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas.Para responder às questões de números 174 a 175. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. no texto em que Otelo. transtornado. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. b) recorrente na literatura universal. 57. Antes dele e depois dele. e as sementes. o amigo é sincero. A tragédia. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. p. doente. por elevar seus galhos ao céu.. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. familiar e do mundo todo. linda. no ritmo lento da natureza. desde os tempos bíblicos. “Ciúme. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. considere o poema que segue. 2. mata a doce Desdêmona. d) inerente a qualquer manifestação literária. mata a mulher e se mata. e só por isso. 175. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore.. “Antes de lançares a semente no chão. 71 174.” LIMA. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. tanto espiritual. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. o verniz civilizatório ou. e) próprio da literatura socialmente engajada. (. v. Jorge de. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. 1974. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. antes de calculares os lucros da seara. desde que eles estejam floridos. o general mouro.Interpretação de texto I Avançar . Poesias Completas. e) a árvore é sinônimo de vida. no século XVII. b) os pássaros. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. paranóico. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. Rio de Janeiro: Aguilar. Voltar Língua Portuguesa . ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. c) cultivado pelas elegias pastoris. por aquilo que produz. IMPRIMIR 176. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. A mulher é honesta. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. para quem é alvo dele. são símbolos do poder divino. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. A realidade. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. A morte é uma atitude extrema. quanto terrestre. no mundo inteiro. o trai com um amigo. simplesmente. no seu cruel desenrolar. insuportável para quem sente e doído. é velha como o mundo.)” Veja: 14/06/2000. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. um sentimento insano. Por fim.

no início do ano. como faca. Arrecadou-se mais de 200 quilos. 3. d) nasce. c) desligamento da realidade. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. Voltar Língua Portuguesa .427 bolsas de sangue. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. E geme.. c) vento. do Rio de Janeiro. Para participar da festa. ou recolher lixo nas praias. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. 72 178. b) intenso questionamento sobre tempo. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. vagabunda. E sempre prossegue rumo ao norte. o vento nasce e morre no horizonte. b) lembrança. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. abolido. E no entanto o vento uiva. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. (. Texto para as questões 178 e 179. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. transformaram a recepção em coleta de sangue. O hemocentro de São Paulo recebeu. na árvore dobrada. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. todas de São Paulo. d) medo da fugacidade do tempo. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. e) curiosidade quanto à origem do vento.” Flávio Aguiar.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. unidos. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. mesmo na cidade: tem presente seu passado. como tema constante das tragédias gregas. Uma rês geme. levam os calouros para a rua e. Protegido no copo de conhaque. 179. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. E no entanto o tempo passa: Do campo.Época. d) o adultério. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. 26 de abril de 1999. Mais estranho: o mundo é redondo. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. e) passa. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. Lembrança – o vento pertence ao campo. gotejante: o vento a corta. Marceu . Estranha faca: gelo e água. Escolas como a FGV.. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. promoveram o “trote solidário”. Em vez de cumprir tarefas vexatórias.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. de uma vez por todas. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. Há 15 dias. 180. tarefa dos novatos de Oceanografia.” VIEIRA.177. b) a influência maléfica de uma obra literária. o vento chega arrefecido na cidade. que serão doados para obras sociais.

casar. e. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. assistência. Texto para as questões 182. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. as outras crianças que têm casa. ter filhos e uma fazenda..” Revista Caros Amigos . São alguns privilegiados – como artistas. comecei a levar o trabalho numa boa. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. no Brasil. ( ) Na linha 4.” Ícaro Brasil. E depois? Daqui a cinco anos. você tem que ser sexy.Interpretação de texto I Avançar . são apresentadoras dos programas infantis. família. 22. 1998. Hoje uma soldada na guerra... e) Algumas crianças têm tudo: casa. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. é uma palavra invariável quanto a gênero e número.181. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. amanhã uma perua no shopping. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. têm família. em tese. mas. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. no Bubby’s. São Paulo: Moderna. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. penso em cair fora. Não quero trabalhar para sempre. Texto para a questão 183. Quero aprender com a indústria da moda. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. ambos desamparados. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. maluquete. que intensifica “poucos” e “poucas”. Univali-SC “. uma exceção válida para muito poucos. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. em muito poucas circunstâncias. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. A idéia central do texto é: a) As crianças. enquanto outras nada têm. Com o tempo. a dança da garrafa. Quero voltar ao Brasil. Introdução. Mac Margolis.. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. ingênua e. Num dia. destinados às crianças. 1/2000 (com adaptações). ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. Então fica assim: de um lado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a passarela. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. esportistas. na prática. É como vida de atriz. Luiz Octávio de Lima.março de 1999. 73 182. só que o palco é a capa da revista. no outro. e vivem nas ruas. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. In: Educação para o lazer. de outro lado. que poderiam contribuir para a educação infantil. p. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. o objetivo de todos. em Nova York Trabalho e prazer. depois. o termo “muito”. não me destruir com ela. a respeito da organização das idéias do texto. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –.” CAMARGO. ainda que dificilmente ao mesmo tempo.

Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. já que estas representam o trato com o novo.” 74 184. Gisele Bündchen. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. ( ) No fragmento de texto. apesar de conviverem com ela. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. e responda à questão proposta. com atenção. toda segunda-feira. Elas fazem parte da vida das pessoas. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. como resposta. pois resultam de processos históricos e sociais que. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. viver e ser. não invadem a vida das pessoas. A organização de seus gêneros. publicada em O Popular. Afinal. 1999. ainda não a entendem. julgue os itens seguintes. DF: Ministério da Educação. ( ) No fragmento do texto. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. 185. 133-4). As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. da Católica e outras faculdades. Leia-o. respectivamente. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. p. com o desconhecido que amedronta. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. 02. o espaço. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. em primeiro lugar. a indagação de suas fontes. apesar de simbólicos a princípio. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. acabam por concretizar-se. 1999. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. mas produtos de práticas sociais. construídos historicamente. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. para depois haver uma adaptação mercadológica. corresponde tanto a eu. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. em seguida. atender às demandas sociais. espelham. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. 01. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. 16. 08. DIA 9. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas.183. respectivamente. a soma das alternativas corretas. a democratização de seus usos. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. portanto. pela significação textual. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. Novos modos de sentir. em 1º ago.Interpretação de texto I Avançar . As tecnologias não são apenas produtos de mercado. com cautela e moderação. pensar. o movimento: o mundo plural hoje vivido. o tempo. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. 04. Dê. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. a consciência de sua existência. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. às exigências do mercado de consumo para. o reconhecimento de suas possibilidades. na atualidade. 32. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. mas utilizálas. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. a trabalho e divertimento.

recebe a ênfase nessa comunicação. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. tudo muito morno e quente. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Chimarrão é o mate cevado. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. 02. Texto para a questão 187. Você fica louco da vida. vestibular e leitura dos livros. Se alguém falar alguma frase. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. devido à predominância da função fática. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. lendo o material anunciado. Leia o texto que segue para responder a questão 186. 4. dará mais sabor à erva. senão a erva pode azedar. explicitado pela palavra você. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. com sol forte e poeira envolvendo tudo. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. UCDB. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. Você corrige um erro. passar a cuia de uma mão para a outra. a soma das alternativas corretas. de cachimbo da paz. a conversa será mais lenta. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. 3. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. A expressão na hora do quiriri. 16. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. 2. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. ( ) o canal. daí se sugere que. Dê. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. como resposta. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. (. ótimo. regado a água quente. passa-se do chimarrão ao tereré. Você corrige dois erros. Campo Grande.Interpretação de texto I Avançar . como chê-kambá ou cunhataí. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. ( ) o vestibulando terá. O ideal é tomá-lo numa grande roda. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso.. sob um laranjal. alguma palavra em guarani. Raquel. 08. morena e matuta. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. 04. Tereré é o refresco. 01. sem açúcar.)” NOVEIRA.Considerando-se que. 32. Ed. para o vestibular. 1996.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . O arado e a estrela. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. para não azedar o mate. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. De acordo com o clima. respeitando a vez de cada um. mas também de ler os próprios livros. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis.’ Considere as seguintes atitudes: 1. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”.. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. 23. pode ser associada à chegada da noite. de uma boca para a outra. bem gelado. p. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. 75 186. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio.

deixando de lado os índios que nós. punk. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro.. UFMT Assinale V. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. tudo é show. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.Interpretação de texto I Avançar . os brasileiros. etc. já que a gente não os conhece nem de nome.187. ou até na rua. contrapõem-se duas cores. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”.. que. soap-opera. A começar que a nossa língua oficial. toma um susto. Nas páginas dedicadas ao show business. por exemplo. etc. o pataxó. etc. o que foi uma bênção. ou pior. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. UEMS No texto I.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. pelo menos. pretendemos ser. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. e) Palavras estrangeiras. cada uma fala o seu dialeto. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. é estrangeira imposta pelo colonizador. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. No esporte é a mesma coisa. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. E o leitor do noticiário. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. então. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. a todo instante tropeça e se engasga com rap. para verdadeiro.” Rachel de Queiroz. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. que alguns tentaram. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . onde as melodias podem ser originalmente nativas. o preto e o branco. por exemplo. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. é engraçado. Mas não pega. pelo menos. o português. se não for escolado no papo. inclui as apresentações em várias espécies de salas. Mas. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. Imagina se. Pegue um jornal. como na África. pelo menos é o que informam os especialistas. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. nós a recebemos do colonizador luso. se você for a fundo no assunto. Cantor de forró do Ceará. por exemplo: é todo recheado de inglês. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. como um peru de farofa. e F. mas devem ser chatos ou difíceis. Leia os textos que seguem. Os índios têm lá os jogos deles. especialmente o futebol (não mais foot-ball). 76 GABARITO Texto II 188. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. literalmente. funk. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. back é beque. como as do texto. ou. Pois aqui no Brasil. falemos de nós. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. tem significação mais extensa. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. por exemplo.. “meio-de-campo”. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. chamando-o de ‘desporto’.

281. 191. Misericórdia. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. Ofendido vos tem minha maldade. falar português é como falar inglês. e encaminharam-se todos para o interior da casa. Atravessaram o armazém. restituía-a ao cativeiro. Aluísio. São Paulo: Círculo do Livro. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. Estão corretas: a) I. com as mãos cruzadas nas costas. b) I e III. Abraços que me rendem vossa luz. então. UEMS A respeito do texto II.Interpretação de texto I Avançar . b) antes de calculares os lucros da seara. à frente deles. e que o seu amante. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. que a sua carta de alforria era uma mentira. II. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. c) I e II. p. estava de cócaras no chão. Jesus. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. A salvação pretendo em tais abraços. Botelho. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. Os polícias. que o acompanharam logo. Delinqüido vos tenho. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. Vencido quero ver-me e arrependido. 229-30. Vaidade que todo me há vencido. Quando necessárias. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Soneto. não tendo coragem para matá-la. antes que alguém conseguisse alcançá-la. d) II e III. Bertoleza. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. Arrependido a tanta enormidade. desembainharam os sabres. e ofendido. p. Senhor. ensinava-lhes o caminho. Arrependido estou de coração. s/d. é possível concluir que: I. In: Poemas escolhidos. Maldade que encaminha a vaidade.” E depois emborcou para a frente. d) ou os cofres que tu vais encher. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. para as não comprováveis. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. e) e as coisas que tu vais transformar. escamando peixe. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. Gregório de. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. Jesus!” MATOS. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. GABARITO 192. 190.” AZEVEDO. vendo que ela se não despachava. De coração vos busco. e chegaram finalmente à cozinha. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7.189. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. U. e) III. O cortiço. pálido. III. João Romão ia atrás. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. São Paulo: FTD. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. 1993. amor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Bertoleza. que hei delinqüido. dai-me os braços. Luz que claro me mostra a salvação. recuou de um salto e. para a ceia do seu homem. Em virtude de tantas palavras importadas. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. É verdade. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos.

fruto da luta política.Texto II “Através de grossas portas. Voltar Língua Portuguesa . 1972. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. conversam. Casa-Grande & Senzala. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. firmou-se em todas as regiões do Brasil. c) 1. 3. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. 4. é uma das falas mais doces deste mundo. imagina. mas a linguagem em geral. Sem rr nem ss. da gente. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. 9ª ed. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. 3 e 5.. festas. pipi. as durezas. ora ao texto II. sob a mesma influência do africano e do clima quente. A escolha das palavras. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. os ossos. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. d) 4 e 5. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. nesses campos. 3. nenen. toda ela sofreu no Brasil. lili (. solene.. 1958. p. mas fica escrita a sentença. A linguagem infantil brasileira. ed. Não fica bandeira escrita. Rio de Janeiro: José Aguilar. Rio de Janeiro: José Olympio. inaugurado com a ama negra. 2. tatá. tão tarde? Que escrevem. bumbum.” FREYRE. e) 1.” MEIRELES. a fala séria. e mesmo a portuguesa. indistintamente.. Estão corretas apenas: a) 2. GABARITO Com base na compreensão do texto.Interpretação de texto I Avançar . b) Liberdade enfocada no plano individual. principalmente. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. ao contacto do senhor com o escravo. 193. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. b) 1. “esse português de menino”. c) Liberdade. 3 e 4. tirou-lhes as espinhas. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. Cecília. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. a influência da cultura africana. IMPRIMIR 5. 3 e 5. 151-2. 2 e 4. destacando. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. inventa. Gilberto. O falar “doce”. sentem-se luzes acesas. 2. tem um sabor quase africano: cacá. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. Obra Poética. bem coletivo. “Que estão fazendo. do princípio ao final do texto. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. as sílabas finais moles. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente.

Augusto amava deveras. 197. que tanto me diverte. 125.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Por isso sou triste. Principalmente nasci em Itabira. atrevida. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas.” MACEDO. tive fazendas.” 196. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. reprimido. Oitenta por cento de ferro nas almas. Viu-a.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. Joaquim Manuel de. mais forte que seu espírito.” d) “Tive ouro.F. futuro aço do Brasil. que me paralisa o trabalho. São Paulo: Ática. U. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. no entanto. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. e pela primeira vez em sua vida. exercia nele um poder absoluto e invencível. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal.F. toda cheia de encantos e graças. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. orgulhoso: de ferro. delineia-se o impulso erótico que é. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. 1997 p. esperando-o em cima do rochedo. sem mulheres e sem horizontes. é doce herança itabirana. Hoje sou funcionário público. Ora. este orgulho. Itabira é apenas uma fotografia na parede. tive gado. abandona a postura crítica. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. não há idéias mais livres que as do preso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” 195. 79 194. Noventa por cento de ferro nas calçadas. pois. por esse mar imenso da imaginação. c) o poeta. e. orgulhoso: de ferro. de suas noites brancas. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. U.Interpretação de texto I Avançar . Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira.. este couro de anta. ao se tornar funcionário público. vem de Itabira. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. sem mulheres e sem horizontes. que voou. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. tive gado. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A Moreninha. E o hábito de sofrer. com seu vestido branco. estendido no sofá da sala de visitas.. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. A vontade de amar. esta cabeça baixa. Principalmente nasci em Itabira. tive fazendas. Tive ouro.” d) “de suas noites brancas. U. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. e o amor.F. Hoje sou funcionário público. viu-a chorar por ver que ele não chegava.

volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. Raimundo morreu de desastre. Pois que tenho um amor. 1996.Interpretação de texto I Avançar . o sagrado terror converto em jubilação. Rio de Janeiro: Record. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais.” ANDRADE. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. 161-3. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. p. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Reunião. 19. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Em ambos os textos. Texto para as questões de 198 a 201. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. talvez. João foi para os Estados Unidos. no mundo. Era tempo de terra. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. p. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. um sistema de erros. Teresa para o convento. porque me tocou um amor crepuscular. Onde não há jardim. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Mas. que se armou em coágulo. Explique. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Há que amar e calar. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. e a um e outro agradeço. Mas sou cada vez mais. Carlos Drummond de. Antologia Poética. mas sou. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . ed.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Carlos Drummond de. Rio de Janeiro: José Olympio. ANDRADE. 1973. Maria ficou para tia. pois que tenho um amor. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Deus me deu um amor porque o mereci. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. 32. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. há que amar diferente. com suas próprias palavras. pois jamais me sorriram. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro.

Interpretação de texto I Avançar . a soma das alternativas corretas. 02. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. 08. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 64. a soma das alternativas corretas. 32. relativizando a força demoníaca com que ele atua. 02. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. Dê. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 02. como resposta.198. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. 02. 32. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. 04. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. 200. é correto afirmar: 01. tende a se repetir. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 16. Dê. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. UFBA Com referência ao texto. Dê. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. 16. 04. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. Dê. 04. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. contudo. a soma das alternativas corretas. decorrentes da ação do tempo. “um amor” e “amor” referem-se. 64. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. dimensão nova. 16. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. UFBA No poema. o eu-lírico: 01. 04. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. 64. no presente. como resposta. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . enfatiza a origem divina do amor. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 08. como resposta. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. 08. “e”. 199. 08. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. respectivamente. no verso 26. 32. Há uma explicação correta em: 01. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. relata um desencanto amoroso passado que. a soma das alternativas corretas. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 16. servindo para especificá-lo. 32. 201. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. dando-lhe. como resposta. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético.

05/08/00.” e) “Quisera pascer cuidados. Assinale a alternativa que. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” 203. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. no país do ‘homem cordial’. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Paulo. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. nestes tempos neoliberais. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” b) “Por que. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. no país do ‘homem cordial’. na linguagem informal. ninguém fala. É a língua cotidiana. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. no país do ‘homem cordial’. / fecundar óvulos mortos.202. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. de 19/04/2000. no país do ‘homem cordial’. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar ..” IMPRIMIR Folha de S. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. No caso do Brasil.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. eu perdi o medo do mundo e do vento. no país do ‘homem cordial’.” 204. no país do ‘homem cordial’.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo.” c) “Por que.” GABARITO d) “Por que.” b) “Tendo-a ao meu lado. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.” e) “Por que. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios.” Revista Veja. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. melhor traduz a formalidade do discurso acima.

M. o segundo.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras.M. In: Burguesia.. questionando de forma contundente os seus valores. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. VAT.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . 1989. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.Interpretação de texto I Avançar . de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. LP 838 448-1. pois.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. ao de Cazuza. no qual está camuflada uma crítica. Neves.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume.A seguir. o que não ocorre no de Falcão. 206. In: Bonito. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206.” Um bodegueiro na FIEC. F. opondo-se. de G. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. 205.. Israel/Cazuza/E. CD 804. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. F.142.” Burguesia. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. PolyGram. são apresentados dois trechos de músicas. 1993. pela ironia. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. que a denuncia em tom de sarcasmo. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. lindo e joiado.

a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. amigos e marido. Muito está colocado. Porque não estão coladas nos filhos. a) “Nunca esteve tão bom para nós. pela melhoria das condições de vida das mulheres. Reflexões sobre o cotidiano. mulheres.” SUPLICY. abordado nas questões de 62 a 64. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. 208.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. e) hipérbole. Esta é uma hora para se parar e pensar. Porque. amigos e marido. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. mas da prática do obter e do ser. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. das passeatas. Porque não estão à disposição dos maridos. UFF-RJ Segundo o texto. b) ironia. onde fomos usadas pelo sistema. Nunca foi tão difícil. mas tudo está por fazer. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. São Paulo: Linoart. c) metonímia. 1986. fora dos jornais. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. o que deu errado. as creches continuam insuficientes. “exigimos”. Marta. mais difusa na realidade. 84 d) dos governos. por melhores salários. A luta de base. 209. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. Pensar pelo que brigamos até agora. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. o que fazer de agora em diante. mas basicamente com os companheiros de trabalho. Marina. 207. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. Unifor-CE No segundo parágrafo. É uma luta mais intimista de um lado. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”.” COLASANTI.Interpretação de texto I Avançar . o que conseguimos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de formiguinha. 1981. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. amigos e marido. para conscientizar os colegas. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Nem tão difícil. 210. p. cumprindo a sua vida. mulheres. contra todos os governos que as oprimem. e) das mulheres todas. b) de todas as mulheres. 124-5. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. Os salários não são iguais. d) Uma vez profissional. Mulher daqui pra frente. c) dos companheiros de trabalho. Porque não estão em casa. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. d) comparação.

211. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. Formas claras De luares. chamada: a) metáfora. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. participou do concurso e espera ser aprovado. É possível afirmar.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. Unifor-CE Muitas vezes. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões.. no sentido denotativo. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”.” Encontra-se uma figura de linguagem. de neves. d) Escrever é triste. no campo da concordância. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). brancas. Denominase silepse esse tipo de concordância.Interpretação de texto I Avançar . bons tempos. e) antonomásia. Incensos dos turíbulos das aras. Impede a conjugação de tantos outros verbos. e) Purê de palavras.. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. ambas.. c) Não corta na verdade a barriga da vida. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. ambas. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. d) sinestesia. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. resultante do cruzamento de sensações. b) metonímia.. somos seres lineares. c) catacrese. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. o que nos deixa agradecidos. publicado na Revista Época. UEPI Em: “Ó Formas alvas. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. o tempo trabalha a nosso favor.. Ó Formas vagas. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). de neblinas!. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. há muito tempo que não o vejo. não revolve os intestinos da vida. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. c) Fomos ouvidos com atenção. 214. de 20 de dezembro de 1999.. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. maus tempos. cristalinas. parece que foi ontem. 213. 212. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. da leitura do fragmento acima.” 85 GABARITO Pode-se observar. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. “Eis uma definição ampla de tempo. fluídas. a) Alguém. Voltar Língua Portuguesa . por exemplo. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. Assinale a alternativa que contém silepse. diz David Ewing Duncan. no sentido conotativo.

purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. Cintilações de uma alma brasileira. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela.215. cujo expoente é Oswald de Andrade. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. filha e irmã dedicadíssima. trate-a como uma companheira da sua vida. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. Mulheres / Ed. de Nelson Sargento. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. e por conseguinte sobre o destino das nações. boa e providente mãe. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. 115-7. 216. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. 1997 p. fazendo-a crer que é rainha. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. e a mulher será como deve ser. a nomes de medicamentos. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. Nísia. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. com claro conteúdo semântico. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. Voltar Língua Portuguesa . Não façais dela a mulher da Bíblia. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. terna e pudica esposa. rumo à regeneração dos povos. desde o berço até o leito de morte. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. da UNISC. terna e pudica esposa. dedique-lhe. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida.Interpretação de texto I Avançar . b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. de acordo com o texto. ao lado do homem. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. considere-a desde o berço até seu leito de morte. joguete ou escrava.” FLORESTA. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. boa e providente mãe”. por último. na sua grande maioria. ou sua escrava. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações.

da Universidade de São Paulo. laranja e vermelho. o amarelo. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. d) As cores do arco-íris. c) As cores. e) Ao pôr-do-sol. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. pois o Sol está abaixo do horizonte. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. que é a soma das cores restantes: o verde. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera.” Superinteressante . ao longo de um dia. o amarelo. o laranja e o vermelho. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). Por fim. o verde. o tratamento médico fica comprometido. acabam trombando e se desviando. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. 87 218. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. espalhando-se. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. o anil. Com isso. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. é branca. F. somadas. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo.217. À medida que o Sol vai se pondo. Setembro/99.1997. no crepúsculo. Quando o Sol está alto. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes.Interpretação de texto I Avançar . Lendo-se o trecho. o laranja e o vermelho. porque a atmosfera filtra os seus raios. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. ao trombarem. colidindo com mais obstáculos. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. Existem partículas de poeira. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. e) sem uma certa dose de magia. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. até as ondas longas. Mas as menores (o violeta. Afinal. explica o físico Henrique Fleming.M. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. dão à luz solar a cor branca. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. separando as cores.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. o azul.

pois. por motivos os mais diversos. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”.. pode-se concluir que o ato de ler é. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. uma peça musical. um quadro. ficamos cegos a ele. podemos ter em mente alguém lendo jornal. Maria Helena. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. em ler superficialmente. para a autora. O formato. fotonovelas. está: a) certa. a figura que representa. uma língua estrangeira. Por essas razões. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo.. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. uma conversa. não o compreendemos. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. pois. um vaso.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. p. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. ele pode ser considerado leitor. uma fantasia. por economia ou preguiça.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. ‘ler o espaço’. Neste sentido. ‘ler o tempo’. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. a cor.. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. e o leitor visto como decodificador da letra. revista. d) errada. diante de um empurrão proposital. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. um livro. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. Um discurso político. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. diante de uma batida casual. ao começarmos a pensar a questão da leitura.. Ler é interpretar. Falando em leitura.“ MARTINS. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. histórias em quadrinhos. um cinzeiro.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos.Interpretação de texto I Avançar . de uma situação. O que é leitura... o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. uma aula expositiva. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. IMPRIMIR c) certa. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. Quer dizer: não o lemos. ou de franca defesa. 7-10. folheto. 220. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. b) errada. “Falando em leitura. sem jamais tê-los de fato enxergado. para a autora. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora.) (. para a autora.) Sem dúvida. fotonovelas e histórias em quadrinhos. (. Ática. como se diz. d) ato prazeroso de decodificar romances. pois. ‘vive lendo’.. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. Se é sonoro. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. o material e as partes que o compõem.. a fazer sentido para nós. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. surdos. uma necessidade nossa. as imagens. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. em relação ao texto. em última análise. E consideramos sua beleza ou feiura. São Paulo. e) certa. (. minha reação pode ser de mero desagrado. ‘passar os olhos’. Um dia. 88 219. para a autora. seu conteúdo passam a ter sentido. Voltar Língua Portuguesa . melhor. na medida em que interpreta o que observa. ‘ler o olhar de alguém’. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. pois. Se o texto é visual.

UFR-RJ Paulo Freire. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. c) surpreender-se com o gesto do menino. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. UERJ O fotógrafo. onde os refugiados se encontravam instalados. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 223. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. Sebastião. Êxodos. ao enquadrar o trem parado ao fundo.Interpretação de texto I Avançar . Assim como textos. responda às questões de números 222 e 223. d) a infância e o mundo adulto. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. c) o progresso e a guerra.” 89 SALGADO. b) admirar a composição com o fundo. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. em 1994. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. 222. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. b) o real e o imaginário.221. Com base na foto abaixo. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. São Paulo: Companhia das Letras. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. d) refletir sobre o desamparo da criança. 2000.

V – V – F – V – F 96. d 56. F – F – F – V 48. c 6. V – F – V – F – V – F 94. 05 71. e 7. d 44. c 70. b 11. a 20.Interpretação de texto I Avançar . a 52. b 14. F – V – V – V 77. d 86. F – V – V – V 38. e 80. c 57. b 21. c 45. V – F – V – F 3. e 51. c 5. d 69. a 65. V – V – F – F – V 95. d 82. 07 58. V – V – F – V – F 92. b 79. b 46. a 40. c 27. b 25. b 63. V – F – V – F – F 18. V – V – V – F 74. c 15. V – F – V – V – F – F 2. 28 60. 02 49. a 34. d 66. F – V – F – F – V – V 16. e 53. c 32. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 24. e 89. b 85.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. V – V – V – F – F 17. d 55. c 47. c 54. a 81. b 87. b 31. c 36. V – V – F – F – F 29. 54 10. d 35. V – V – F – V 9. b 33. b 13. c 41. d 43. d 73. b 12. e 84. b 22. V – V – F – V 37. b 30. c 8. a 83. b 88. 01 50. a 78. 56 42. V – V – F – F – V 28. 56 59. c 72. V – F – F – F 76. a 26. V – V – V – F 75. a 19. b 68. b 4. c 64. V – V – F – V 93. 34 61. V – V – F – F – V 90. V – V – F – V – F 91. b 67. V – F – F 39. d 23. 25 62.

a) Narrativa. c 102. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. b 117. podendo ser caprichosa. • Maquiada. a 133. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. 80 105. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – F – V – F – V 127. 121. d 128. c 115. c 134. a 129. d 116. a 113. 122. 98. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. . F – F – F – V 126. a 123. V – F – V – V – V 125. Nos currais do Sobradinho. e 112. a) Agora surgiu uma nova. d 130. 101. c 107. arbitrária e violenta. 120. avô do personagem-narrador. .2 97. V – F – V – V 109. d 119. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. d 131. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. a 106. 100.Interpretação de texto I Avançar . b) O(s) dono(s) do cachorro. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. no debaixo do capotão de meu avô. • O ponto de vista é interno à narrativa.ou Agora apareceu uma nova. e 103. passei os anos de pequenice. b 118.ou O ser humano. a) Julgamento pela aparência. c 124. 99. V – V – F – V 110. o animal desconfiado que tem dentro de nós. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. a 111. c 132. • Julgamos os outros pela aparência. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. V – V – V – F 108. c 114. c 104. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite.

a 170. V – F – F – V 186. a 138. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. a 208. e 137. c 196. a 141. e 212. 04 202. c 151. d 211. a 195. c 189. V – F – V – F 184. 54 199. b 157. valorização da fantasia e da imaginação. d 154. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. c 213. c 169. 51 201. V – V – V – F 161. d 159. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. a 140. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par.3 135. e 175. a 176. c 167. d 163. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. e 214. 08 185. b 172. e 206. c 166. a 222. 198. b 207. Pinto Fernandes. a 174. 09 158. d 215. V – F – V – F – F – V 192. e 168. b 142. d 182.Interpretação de texto I Avançar . 46 200. F – F 148. e 221. c 203. V – V – F – F – F 160. F – V – V – F – F 183. e 179. a “que não amava ninguém”. b 194. Lili. a 153. e 210. d 181. e 193. d 223. b 204. a 216. b 165. e 173. b 191. e 139. b 190. V – F – V – F – V 164. 26 146. c 152. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 150. b 218. ela se casou com J. b 143. a 178. F – V – V – F – F 147. c 219. a 197. F – V – V 149. a 171. c 136. 22 187. b 180. a 205. b 156. c 220. V – F – V – V 188. b 177. V – V – V – F 162. d 217. 34 144. 43 145. c 155. uma personagem fora da quadrilha. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. d 209.

Não atinou. por conjetura ou por indício..LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. pág 59 – 60. não era de ninguém. quando menos pensam. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. em “preto e branco. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. e vai levá-las à feira. ela que sacrificara as opiniões aos princípios.’ — As opiniões é que não. achar. ‘Emancipado o preto. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. ‘Não. caracteriza um hipérbato. Não achava explicação. UEGO Assinale V. metonímia em “esperemos o sol“. até que muita gente a fez sua.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. ficou sendo patrimônio comum. Outrem a repetiu. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. 1 GABARITO 1. Alguém a proferiu um dia.” Natividade ficou atônita quando leu isto. mamãe. nascidas de nada e de ninguém. emancipando o preto.. Ele mesmo o disse. gravíssima” e “Era nova. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. em 1888. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. era enérgica. Há frases assim felizes. inclusive a vida e até a honra. significa: “descobrir pelo tino. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. mas a opinião uniu-os. 37. era enérgica. e para Paulo era o início da revolução.. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. dar com. pelo raciocínio. que para Pedro era um ato de justiça.” Esaú e Jacó. e F.. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. Cada um pega delas. Nascem modestamente. repetiu Natividade acabando de ler a carta. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. ( ) “– As opiniões é que não. discurso ou conversa. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. estão governando o mundo. Era nova. Cap. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Estavam então longe um do outro. era uma ameaça ao imperador e ao império.” ilustra um discurso indireto. resta emancipar o branco’. as opiniões é que não. onde todos as têm por suas. Paulo. e. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. verteas como pode. como a gente pobre. concluindo um discurso em S. ( ) Atinar. e continuou a viver sem mácula. era expressiva. acertar com. Como então não sacrificar?.. resta emancipar o branco. como no caso de Aires.. esperemos o sol. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. muitas aparecem órfãs. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. antítese. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. ainda que por diversa razão. repetiu Natividade. conforme o dicionário Aurélio. à semelhança das idéias. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. Nem sempre as mães atinam.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . as opiniões é que não. se era a política que o faria grande homem. para os itens verdadeiros.

1972. Machado de. quando a pressão é normal. se denominam máquinas de vapor. Portugália. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. que. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. c) conotativa. Aguiar estava encostado ao portal direito. à entrada do saguão. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. c) as afirmativas I e II.”. lição pretendida pelo eu-lírico. D. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Memorial de Aires. sais. É um bom dissolvente. d) paradoxal. Com relação às afirmativas acima. dei com os dois velhos sentados. Na segunda estrofe. p. sob um luar generoso e branco de camélia. Embora com exceções. Rio de Janeiro.” ASSIS.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . entrei e parei logo. dissolve tudo bem. e) somente a afirmativa I. 1989. ‘Lá estão eles’. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. à esquerda. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. Carmo. 244-5. tinha os braços cruzados à cinta. Consolava-os a saudade de si mesmos. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. e) sinestésica. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. Reduzida a vapor. olhando um para o outro.Leia o texto a seguir e responda a questão. Quando pura é inodora. In: Obra Completa. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. No texto. mas de um modo geral. b) coloquial. disse comigo. Ao transpor a porta para a rua. move os êmbolos das máquinas. Poesias completas (1956–1967). ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. II. Aguilar. achei aberta a porta do jardim. há uma informação físico-química que. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. ácidos. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. sob tensão e a alta temperatura. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. Fui a pé. embora incorreta. analise as seguintes afirmativas: I. bases. b) as afirmativas I e III. 2 3. por isso.” GEDEÃO. III. GABARITO Após a leitura do poema. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. U. d) as afirmativas II e III. Lisboa. Antonio. 2. Ao fundo. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. com as mãos sobre os joelhos. insípida e incolor.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .

GABARITO Texto para a questão 5. 20. 10. De seda. sem incorrer em qualquer erro gramatical. Sentaram-se à mesa. IESB Julgue os itens. Vieram famintos. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão.11) configuram oposição em nível conotativo. compreensão e interpretação textuais. Desnudos. IV. Ao longo estendida.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . foi usada a linguagem de nível técnico. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. b) I e II.5) e olhos tão ávidos (v. 3 4. ( ) Nos versos 16 e 17. nem pão.” 5. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. III. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. Sentiu-lhes a fome. Sentaram-se à mesa. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. ( ) olhos opacos (v. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. Chamou-os meus filhos. Vieram vestidos De linho. segundo os critérios da leitura.” Neusa Peçanha. nem peixe. d) III e IV. Nem água. 5. c) II e IV. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Na branca toalha. E ele chegou. Olhou-os nos olhos. Na redação do texto. II. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. Nem vinho. Sentiu-lhes o frio. Serviu-lhes a paz. Cansados.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Os olhos opacos. U. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . conseqüência. Alforjes vazios. entre outras. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. 15. I. e) I e IV.

Manuel A. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. e) inimigo irreconciliável. a quem uma vez tivesse posto a mão. o sentimento do Major frente à situação. isento de qualquer traço idealizante. por fim de contas. na 1ª linha. Mário. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada.m. 2 – Começo. e) meditativo. o Vidigal era até capaz. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. de ser seu amigo. c) desistir. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. d) enfurecido. 4 GABARITO 7. uma vida tão regular e tão lícita.” QUINTANA. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. d) fosse qual fosse a sua natureza. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. Da preguiça como método de trabalho. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar.. FTD. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original.) arranjasse depois a soltura. a) se o Leonardo (. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. Voltar Língua Portuguesa . mas tendo-o deixado mal. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias.. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. há outras. indica que o Major ficara: a) indiferente. mas. 83. que parecem estar insinuando outra coisa. fosse qual fosse a sua natureza. ficava-lhe sob a proteção.. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. driblando a escolta. Memórias de um Sargento de Milícias.. entre outras coisas. intitulado Escapula. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. como o Leonardo. muitas vezes./S.’” ALMEIDA. d) desanimar. *Incunábulo: [do lat. Incunabulu: berço] Adj.” WALDMAN. Globo 1987 p. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. uma leitura nos surpreende. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. c) envaidecido. ed. e degradá-lo diante dos granadeiros. “Prodígio de humor e ironia. consegui fugir. Se o Leonardo não tivesse fugido. por isso. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Nesse sentido. “Esparadrapo”. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. principalmente quando se tinha. b) eufórico. UFMS Leia o texto abaixo. ‘incunábulo*’. Rio de Janeiro. 1992. c) uma vida tão regular e tão lícita. origem. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. no caminho para a prisão.Leia o texto a seguir e responda a questão. aliás de nobre sentido. Berta. citada. Texto para as questões 7 e 8. No entanto. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. São Paulo. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. 6. lhe havia podido escapar. de. 8. tão do gosto do romance romântico da época. Por exemplo. b) machucar-se. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. por exemplo. e) destruir. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. retiradas do fragmento transcrito do romance. em Memórias de um Sargento de Milícias. a expressão fora às nuvens.

Esta base. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. que possibilite o trânsito correto da informação. c) . o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. d) . e) A continuação do exercício desta prática jornalística. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. Considere as seguintes afirmações: I.. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. da difusão da informação de interesse público. b) casa. A continuação do exercício desta prática jornalística. indispensável para a afirmação da cidadania. 5 Indique a opção. Egon José. retirada do texto acima. III.. 11. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. É o tipo de texto que analisa.. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. d) turma.. conotativo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. Na construção de uma sociedade justa e democrática. 10.. II e III. Jornal de Santa Catarina.9. e) companhia. II. e) apenas em II. da difusão da informação de interesse público. Nas referências descritivas de seres inanimados. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre.. tem especial relevância a existência da imprensa livre. cremos. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. U. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade.. participativa e laica. c) em I e II.. 22 de setembro de 1999. cuja frase. d) apenas em I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente.. Está correto o que se afirma: a) em I. b) em II e III. acreditamos. e não o sentido figurado.. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. com boas intenções. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. c) banda.” Carlos Drummond de Andrade. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. pluralista.” SCHRAMM. denotativo.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. interpreta e explica os dados da realidade. tem especial relevância a existência da imprensa livre. b) Esta base. cremos..

pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. / “Entretanto. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. / “O que aqui está é. em relação à semântica e à estilística. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. esta monotonia acabou por exaurir-me também. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . mas que sabem perfeitamente os clássicos. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Há portanto certos modos de dizer. Cada tempo tem o seu estilo. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. A este respeito a influência do povo é decisiva. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. porque. o capricho e a moda inventam e fazem correr. ou de dois ou mais versos. / “Ora. ou antes por uma exageração de princípio. GABARITO 13. / “Os amigos que me restam são de data recente. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de membros da mesma frase. o interno não agüenta tinta. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. Mas se isto é um fato incontestável. é outra coisa. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. porém de sentido diferente. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Divergência digo. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. não se lêem muito os clássicos no Brasil. nem tudo temos os modernos. e que apenas conserva o hábito externo.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. à força de velhas. pegasse da pena e contasse alguns. como se diz nas autópsias. para referir-se a determinados fatos. Feitas as exceções devidas. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. como tudo cansa. Em geral. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. desentranhar delas mil riquezas que. – não me parece que se deva desprezar. A influência popular tem um limite. porém. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. mal comparando. ( ) Por “no século de quinhentos”. Nem tudo tinham os antigos. se fazem novas. o que é um mal. vida diferente não quer dizer vida pior. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. locuções novas. Pelo contrário. não se lêem. entendemos os anos de mil e quinhentos.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo.12. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. outros há que os adotam por princípio.

Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Há antíteses na letra da música acima. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. a) ironia e hipérbole. IV. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão.. trancados na ilha do nosso egoísmo”. Tem sido sábado. III. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. quando se pensa que a semana vai morrer. F. a abelha no quintal.14. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. sábado de manhã. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. o rosto inchado. Os melhores contos de Clarice Lispector. não? No Rio de Janeiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) I e IV estão corretas. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta.M. e) contraste e alusão. nós já tínhamos tomado banho. leia o texto “Atenção ao sábado”. III e IV estão corretas.. Então eu não digo nada. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. vejo que é sábado de tarde. Domingo de manhã também é a rosa da semana. sangue e mel. Seleção de Walnice Galvão. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. antes do vento espantado poder recomeçar. Use V. e o vento: uma picada.” LISPECTOR. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. 15. aparentemente submissa. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. mas já não me perguntam mais. I. uma rosa molhada. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. e) II. A palavra paciência tem um sentido denotativo. para os verdadeiros.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . b) apenas a III está correta. c) todas as afirmações estão corretas. Clarice. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. Global. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. São Paulo. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. b) eclipse e paralelo. 16. c) antítese e metáfora. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. e F para os falsos. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. 1997. São também utilizadas expressões populares no texto. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. de súbito. d) ênfase e comparação. Se chovia só eu sabia que era sábado. II.

( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . para não azedar o mate. Campo Grande. ressuscitada a cada geração. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. Voltar Língua Portuguesa . “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. sob um laranjal. “Chimarrão é o mate cevado. Tanto de um como de outro grupo etário.. entre novos e velhos. no texto em que estão inseridas. aquele(s) em que há presença de conotação. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Chimarrão é o mate cevado. Raquel. a conversa será mais lenta.. de uma boca para a outra..coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. como resposta.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. a soma das alternativas corretas. alguma palavra em guarani. Se alguém falar alguma frase. como chê-kambá ou cunhataí.” 04. (. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. são por natureza os nossos filhos naturais. passa-se do chimarrão ao tereré. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. não existe geração espontânea. Tereré é o refresco.” 08. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. respeitando a vez de cada um. Sendo assim. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber.” 02. sem rede de segurança . dará mais sabor à erva. O arado e a estrela.)” NOVEIRA. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. por sua vez. em prol do equilíbrio universal. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. passar a cuia de uma mão para a outra. E assim. regado a água quente. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. entre os trechos abaixo. tudo muito morno e quente. Os (ainda) chamados modernistas. p. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. UCDB. explosão criadora. De acordo com o clima. 1996. embora sem querer. Ed.. O ideal é tomá-lo numa grande roda. com a sua livre poética. Quanto a estes. uma bomba ou bombilha e a erva moída. jamais fiz distinção entre uns e outros. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Quanto a mim. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. com os espetáculos de circo dos parnasianos. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. morena e matuta. bem gelado. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. sem açúcar. sem querer. 23. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”.17.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 18. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. sem açúcar. habitual). “. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. sob um laranjal. Acontece que. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. IMPRIMIR GABARITO 01. retirados do texto de Raquel Noveira. próprio. regado a água quente. E. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. em relação à semântica e à estilística. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. identifique.” 16. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. de cachimbo da paz. a conversa será mais lenta. ótimo. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. além de tudo.” Dê. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. na incauta adolescência. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo.

. 27/01/99 (METONÍMIA). e outro culto. 22. – Podes crê.. com vocabulário rico. Dois homens tramando um assalto. agosto/99 (ANTÍTESE).. Disfarça. Foram utilizados dois níveis de linguagem. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Apareceu um guarda. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. c) I. enche o cara de chumbo. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa... b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. II e III. d) eufemismo... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. sendo um popular. na passagem do guarda... UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. disfarça. É só entrá e pegá. III. poderia ser substituída.” Luís Fernando Veríssimo.. Estão corretas: a) II e III.. é correto afirmar: I. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). sujou. – Então vamlá... b) prosopopéia.. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. – Ih. e) ironia. O guarda se afasta. 14/04/99 (PLEONASMO). O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. sem mudar o sentido. 20. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. tá recheado? – Tá. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. – Tá com o berro aí? – Tá na mão.. b) I. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.19. – Discordo terminantemente. retiradas de revistas de circulação nacional. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. – O berro. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. 9 GABARITO 21. cheio de gírias. O guarda passa por eles. Pra arejá. ou seja.. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. d) I e III. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22.. “. em linguagem formal. c) hipérbole. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. Engrossou.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . – Valeu. Ou que os iluministas do século 18. Servicinho manero. U. e) I e II. 30/06/99 (METÁFORA).. II.

13. b) sinestesia. p. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha.. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece.23. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. IMPRIMIR Sobre os poemas. São Paulo: Brasiliense. 87. e) perífrase. 1984. como na poesia marginal em geral. c) “Luar. d) relação entre percepção de sentidos diferentes.E. 26. 2ª ed. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. Beijo na boca. presente e futuro. U. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários.. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. e) “Quando a gente é novo. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. d) metonímia. gosta de fazer bonito. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. c) Ambos enfocam a temática amorosa. (. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. 10 Na composição do excerto. b) Vi com meus próprios olhos. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. através da ironia que minimiza diferenças entre passado.” 24. p. U.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Ninguém chupa a manga da camisa.)” José Paulo Paes. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. Rio de Janeiro: 7 letras. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. U.” d) Toda profissão tem seus espinhos.” CHACAL. c) metáfora. d) Ambos ignoram a temática amorosa. 25. Drops de abril. 2000. b) Ambos focalizam a temática amorosa. despertando atenções para o eu-lírico.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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Vocabulário Avançar . 21. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 12. 14. 8. 6. 7. 17. b c c d e c e a c F-F. 4. 24. 15.F-V-F-V d d 13. 20. 9. 19. 23. 16. 18. 22. 2. 11. 10. 3. 5.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Fonologia. b) biologia e adquirida. b) hiato. e) polícia e principais. ortografia e formação das palavras Avançar . b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. d) negociação e países. d) Aproveito-me desta oportunidade. dígrafo e ditongo. GABARITO 3. nenhuma fonema. e) ditongo. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. c) científicas e biogenética.. nas palavras: a) ameaças e contrário. dígrafo e ditongo.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. existe.” “. dígrafo e hiato. enviavam-se muitas cartas em mão.. para os falsos. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. para os itens verdadeiros.. Você fica louco da vida.a lavadeira cheira a gim. encontro consonantal e ditongo. Unifor-CE “Vejam que país. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. Você corrige um erro. 4. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. Você corrige dois erros. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. d) ditongo. como humano.” Lourenço Diaféria. acentuação. 1 ( ) A letra h não representa. 2. Use V. 3. entre mim e eles. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. na Língua Portuguesa. 4. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. c) ditongo.. encontro consonantal e hiato. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. respectivamente.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. 2. e) Antigamente. uma separação formal e intransponível.’ Considere as seguintes atitudes: 1. e F.

tranqüilo. d) Ambiguidade. d) apenas I e II. “Daqui a alguns milênios.. tranquilo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... c) I e II.. Em chalera. “. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. Anhangüera.. I. adquiri. adqüiri.a velocidade da rotação. guaraná.” – fonemas /ku/. tranqüilo. distingui. 32. Em marcá. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. 16. III. Dê. “. Anhanguera. agüei.. ortografia e formação das palavras Avançar . houve substituição da consoante final por semivogal. agüei..F. algumas palavras sofreriam alterações. vai marcar. 02. U.. Anhangüera. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). distingui. güaraná. guaraná. 08. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. “Nevascas. “. tranqüilo. 04.Fonologia.. II e IV. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. distingüi.E. Sem contração de preposição com artigo.. 6. 64. güaraná. b) Anbiguidade. III.” I.. tranquilo. a) Ambigüidade. U. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. respectivamente.” – fonema /k/.” – fonema /k/.” – fonema /k/. formando um ditongo crescente.. e) apenas II e III. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. como resposta a soma das alternativas corretas. É goooool.” – fonemas /kw/.. “Os americanos acham. Anhangüera. e) I e III.um pião enlouquecido.. b) apenas II. IV.. aguei. II. e) Ambigüidade. adqüiri. Está(ão) correta(s): a) apenas I.” – fonema /k/. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. II.. De acordo com as regras de acentuação gráfica.” – fonemas / ku/. guaraná. Anhanguera. aguei.. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica.. 01. atenção. adquiri. adquiri. d) III e IV. c) apenas III..5.. b) II e III. distingüi. dá de chaleira. furacões. 7. 2 GABARITO 8. Em sensacionau. São corretas as afirmações: a) I. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial.enquanto dá voltas. “Séculos quentíssimos. agüei. acentuação. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. c) Ambigüidade. distingui.

extrangeiro. la mejor Parker Collection du monde. 180 e mucho más. ( ) O fato de o espanhol. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. e) ditongo – dígrafo – ditongo. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. a) Empolgação. ascenção. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. prazeiroso. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. d) velho. através. previlégio. Perché si non vous puede ficar sem. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). b) Eletricista. losango. ortografia e formação das palavras Avançar . UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. celebral. Gracias à abertura da nossa economia. 10. b) dígrafo – hiato – ditongo. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. vultosa. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. beneficiente. asterisco. alto-falante. U. d) Sicrano. “Agora in Brasile. Premier. capisci?” Revista Veja/SP. auto-falante. da globalização lingüística. asterístico. I tutto para você pagar com money brasileiro. assim como o português. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. ocorrem. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. ( ) As palavras gracias. Voltar Língua Portuguesa .INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. entitular. Come on. 12. no texto. c) confessar. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. IMPRIMIR GABARITO 13. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. acentuação.Fonologia. 3 9. despercebido. venga a buscar la suya. e) Eletrecista. 88. b) adivinhar. recriada por esse texto. celebral. c) Assessores. d) dígrafo – ditongo – ditongo. pretensão. pretenção. 11. 95. prazeiroso. Paraíba e caudal. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. a) qualquer. o italiano e o francês. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. c) ditongo – dígrafo – hiato. ( ) Na Babel global. frustado. a confusão de línguas também impede a comunicação. e) recorria.

“é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.... “. lingüística.. c) calabr. e e o...E. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.. acentuação... Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso... necessária.. 18. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.. “. 04.” 16... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. na grafia da língua portuguesa.. aliás. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha....” Dê.” 32. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i. b) filológica. às vezes.. U. “.. 01....esperando o próximo. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. b) exímio – vírus.. a e e. como resposta.. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 19.. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas.. Os vocábulos “macaco”.. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.... de várias maneiras.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm. d) óbvio.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins... úteis.. b) cert.... e) límpido – vôo.. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. 01. e) estranh. “.. “Esse público buscava na literatura apenas distração. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante... U.. a soma das alternativas corretas...... 16.. c) português.. ortografia e formação das palavras Avançar . 15. obrigatório.E. percebemos que havia um problemão a resolver. c) supérfluo – incêndio. d) viuv. a soma das alternativas corretas... alguém.” 02.. país.. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções.tão logo chegava ao final. O sufixo ESA.... as palavras da alternativa: a) língua..14. a) cândido – armário. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. d) incluído – sandália. 16.. São acentuados graficamente os vocábulos “só”. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. Dê. 08. usado nessa palavra em negrito na citação acima... 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas... assinale o que for correto...... sentido pejorativo...” 08... como resposta.Fonologia. fechava o livro e o esquecia.. U. 02.” 04.. completará corretamente a grafia de: a) bel.. 17.. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos... influência.

punk. b) ônibus – ígneo.I. ou pior... entre as expressões entre parênteses. a todo instante tropeça e se engasga com rap. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. chamando-o de ‘desporto’. “(... Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. o pataxó. o que foi uma bênção.. . rap. ortografia e formação das palavras Avançar ..... inclui as apresentações em várias espécies de salas. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.. que. 22. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos.” Rachel de Queiroz.. se não for escolado no papo. ele viu que.. mas Camarões venceu. por exemplo: é todo recheado de inglês.. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). pretendemos ser. toma um susto. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. e) Não estou ______ desses problemas políticos. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva... se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.20.... UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e.. E o leitor do noticiário. funk e hot dog. ‘meio-de-campo’. deixando de lado os índios que nós.. é engraçado. hamburger. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pelo menos é o que informam os especialistas. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. pelo menos.. Pegue um jornal. Imagina se. etc. b) Há gente que pretende .. como a maconha. Mas. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das.. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. especialmente o futebol (não mais foot-ball).. etc. ou até na rua. já que a gente não os conhece nem de nome. minhas. Nas páginas dedicadas ao show business. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem.. Suas idéias vão . c) colégio – sério.. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. se você for a fundo no assunto..... por exemplo... Os índios têm lá os jogos deles. mas devem ser chatos ou difíceis... e) convênio – válido... de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. tudo é show. assinale a alternativa correta. tem significação mais extensa. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. No esporte é a mesma coisa.. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro.. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. GABARITO 21.Fonologia.. acentuação.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. que alguns tentaram... depois. Pois aqui no Brasil.... c) Quando a chuva começou. Cantor de forró do Ceará. d) tórax – ingênuo. Correio do Estado 21/05/2000. 5 Palavras como show. pelo menos. nós a recebemos do colonizador luso. o português. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. como um peru de farofa. falemos de nós. milk shake: a) São estrangeirismos que. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. soap-opera. a) sacrário – difícil. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’... então. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa.. iria passar . Mas não pega.. Todos pensaram que ele fosse . cada uma fala o seu dialeto.. onde as melodias podem ser originalmente nativas.. ou. as drogas mais leves.... sem guarda-chuva. A começar que a nossa língua oficial.. o placar. etc. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.. funk. segundo a gramática normativa. back é beque. F.. como na África. os brasileiros.

Fonologia. de adubar nem de regar. não se precisa de limpa. timbaleiro ou seresteiro. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado..) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. Jornal do Brasil. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. 08. Os artigos definidos. Aliás.)” VERÍSSIMO. c) “espécie” – “idéias”. jornaleiro. Voltar Língua Portuguesa . d) “só” – “três”. (. Luís Fernando.. ingleses e brasileiros.. ortografia e formação das palavras Avançar . Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. 24. Existem suecos. e F. 26. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. é um sufixo pouco nobre. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. para as verdadeiras. UFMT Para julgar os itens que seguem. como existem médicos. e dão lucro imediato. Há o importador e há o muambeiro. segundo ela. 7/10/95. 01. (. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”.23. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. “a capital” e “o ar”. 02. João Cabral de Melo. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. para os falsos. e) “áreas” – “Mário”. “os parisienses”. são monossílabos átonos. e) “todo o velho contagia”. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. Use V. empresário.F. ‘Se você começou como padeiro. 04. 25.. como em “as páginas”. acentuação.E. terapeutas e curandeiros. grande investidor ou latifundiário.” NETO. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. há políticos e politiqueiros. U. d) “na minha longa descida”. leia o texto “Eiros”. a soma das alternativas corretas. b) “Até” – “propôs”. Dê. c) “jamais o cruzei a nado”. U. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. 16. como resposta. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. por isso jamais recebem acento gráfico. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. Morte e vida severina. b) “iguais em tudo e na sina”. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que.

pelas mesmas regras de água. d) provável – várias – obrigatória.F. “memória” e “atrás”. c) Apenas I e III. respectivamente. 30. c) Circular. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. d) lêem. 31. há. b) Apelar. d) silêncio. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. d) Crucifixo. aí. II e III. 29. véu. pára. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. só. insuportável e dúvida. pelas mesmas regras de “possível”. b) contigüidade.27. d) difícil – idéia – vocês. d) Apenas II e III. U. b) artística – compreensível – contemporânea. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. b) aceitável. domínio e até. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. e) Apedrejar. respectivamente. 7 GABARITO 32. b) Apenas II. e) vírus – fáceis – país. II. ortografia e formação das palavras Avançar . 28. baú. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. III. b) hífen – apóia – além. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. c) privação. a) Apogeu. ocorreria mudança de significado e de classe. d) inferioridade. até. línguas e contrário. e) I. c) árvore. e) intensidade. em: a) América. c) princípio. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. réu. c) caráter – cárie – até. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . acentuação. b) mágoa. Quais estão corretas? a) Apenas I. I. e) místico. também e incontestável. céu e pôr são: a) sábado. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. clássicos e século. heróico. pública e está. heroísmo. e) porém. a) fácil – vôlei – caí. 33. e) compreensível – artístico – várias.Fonologia.

acentuação. ortografia e formação das palavras Avançar . Motor de sobra para esticar o pé. d) público... 40. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. “admitiu” está corretamente grafado.... os jovens”. Mas a gente promete não falar delas. Hungria...... a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. ocorre corretamente em “ascensão”.. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”... c) Grafa-se corretamente com “ç”.. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38.. de 19/09/2000.. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. e) latex. melhor. bimano. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. 39... tulipa. crisantemo.. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico.Fonologia. b) O encontro “sc”.. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei.. • “A inteligência não se limita . c) prototipo. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. b) rubrica. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. d) Assim como “advinhar”... como em “sonegação”.. 35. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan... U.. antifrase. o vocábulo “compreenção”.. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .34. erudito.... a Hertz não para de conquistar o Brasil... capacidade de raciocínio lógico”.. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. c) tênis.. 36. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas.. b) econômico.. flacido. U.. d) ureter. como em “disciplina”.. cartomancia. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego.. respeito da mente humana”.. e) flâmula... . interim. ingreme. Quando mais longe for.. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta.

Se comparadas às palavras que lhes deram origem. b) I e III. e “butique”. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. os cabelos. c) empresa. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. PUC-RS-Modificada I. disse-se-dizia ela. admitem grafia ou pronúncia distintas. b) poetisa.41. que me gela!’” ROSA. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. b) este. “Partida do audaz navegante”. em seqüência. Guimarães. não parava. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. Identifique essa atitude. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. c) II e IV. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. e. U. acentuação. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. em “apelidados de peões de butique”. d) I. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. II. Porém. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. II e III. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. seria grafada chantilí. 42. Explique o processo de formação dessa palavra. explicando-a brevemente. “Cê”. Se a palavra “jeans”. e) prática. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. 44. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. um hiato e um ditongo oral crescente.Fonologia. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. calabreza. louro-cobre. obsessivo. um narizinho que-carícia. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. compreensão. compridos. III e IV. ortografia e formação das palavras Avançar . d) país. no meio deles. U. c) trabalho. fosse adaptada ao português. III. II. IV. 45. 43. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . andorinhava. pouco se vê. em “peão de boiadeiro virou caubói”. e) excesso. d) abstenção. do trecho “enfiados em calças jeans”. lisos. e) I.” De acordo com essa definição. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. possivelmente seria grafada jins. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. Aos tantos. Primeiras estórias. ascensão. As palavras “caubói”. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. o perfilzinho agudo. exceção.

d) conseguir. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. somente. Está correto que se afirma em: a) I. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. U. b) deter. b) Apelar. d) II e III. c) Circular. II e III.Fonologia. 52. c) trair. acentuação. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. mudança. d) infância. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. não aproveitaram para importar outro povo. II. e) As razões porque não importaram outro povo. 51. d) Crucifixo. c) I e II. 50. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . somente. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo.F. c) significativo. UERJ Quanto ao processo de formação. e) I. O sufixo empregado forma substantivo. U. com a abertura da nossa economia. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. d) domingueira. b) III. indicando resultado da ação. com a abertura da nossa economia. I. O radical da palavra tem origem grega. com a abertura da nossa economia. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. a) Apogeu. e) Apedrejar. b) endoculturação. e) transmissão. c) pirogravura. 49. somente.46. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. 47. ortografia e formação das palavras Avançar . e) ceder. são desconhecidas para mim. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. somente. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. b) desconhecida. 10 48. III.

c) Apenas I e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. d) preconceitos – descabidas. Voltar Língua Portuguesa . c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. 55. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV.” III. b) psicultura – ictiologia. a) inexpressiva – exportados.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. assinale a seqüência correta. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV.53. d) Apenas II e III. U. 57. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. é prova do despreparo de algumas pessoas. respectivamente. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. “Virou praga o uso indevido do gerúndio.F.” IV. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I... U. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. b) Os afixos têm sentido semelhante I. Nas palavras mental e sexual. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina.. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer.. 16. b) injusto – descomunal. 04. 56. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. referente aos afixos em destaque.F. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. “. como resposta. d) dissílabo – bisavô. c) recolocava – reconhecemos. nas duas palavras. é certo que: 01.Fonologia. c) multiforme – policromo. ortografia e formação das palavras Avançar . a soma das alternativas corretas. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si.E. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica..” II. Dê. um radical latino e um radical grego. II. a) altiplano – acrobata. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos.”. 08.. 54. b) Apenas II. e) filosofia – dicotomia. 02. II e III. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. III. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. acentuação. II e III. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. “.” A seguir. U. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. e) I.

b) régua. prática. que nos deu tanta alegria. sabedor. U.. c) atributo – atribuição – atributivo. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. a) tribunal – tributador – tribal. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. onde encontrava. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho.a um radical. parecia sentir alívio às suas”. U. E saiu para a rua.59. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. e) atribulação – atribular – atribulado. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”.E. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. 16. seja contra alguma coisa (al). 62. 04. a) abandono em “morrera de um abandono”. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. inexplorado. 04. d) fumaça. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. preocupação. reluzia vivinho da silva. acentuação. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. sofrimento. apesar de o elemento em comum significar “grande”. Dê. porque ambas as palavras representam uma ação. 16. pode ser notado em: 01. ventania. Não é que o canário tinha ressuscitado.Fonologia. cerebral. pequenino por dentro. e) explicável. d) régulo. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) sentimento. Embebeu de éter a bolinha de algodão. representada pelo elemento “foto”. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. 02. angustiado. para expressar a idéia de carinho. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. U.F. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”..E. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. 60. como resposta. 08. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. extinção. Você é diferente. pacificar. perdão.”. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. 08. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. intimidade. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. com uma fome danada? Dê. a soma das alternativas corretas. 61. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. a soma das alternativas corretas. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. c) regulador. de afeto. e) regularização. 02. sob todos os pontos de vista. contemplação. seja dentro de (en). d) tributo – tributar – tributável. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. 65. b) resistência. 64. c) facilidade. U. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. regularmente. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. alimentício. achando a condição humana uma droga. como resposta. uma força. ortografia e formação das palavras Avançar . regressar. b) tribuna – contribuição – tributal. mofino. 63.

13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. c) padronizar. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. b) des – igual – dade – s. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. c) neologismo. d) arcaísmo. em seus cavalos. d) ateu – incoercível – imerso. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade.F. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. mumumudos. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. 70. b) irreal – influir.66. d) des – i – gual – da – des. c) impuro – ilícito. Cefet-RJ Em “Como por socorro. neste exemplo. agregado à base um novo sentido. b) invalidar – inativo – ingerir. acentuação. principalmente os sertanejos. e) arcaísmo. b) arcaísmo. em relação icônica com o determinado. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. b) apadrinhar. o que prova que os falantes da língua portuguesa. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. e) inflamar – irretocável. obtido pela repetição de um elemento morfológico.Fonologia. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. uso típico da região sertaneja. espiei os três outros. 71. 69. intugidos até então. d) padroeiro. 68. composição por justaposição. como em ‘ilógico’. e o prefixo indica negação. a) inaproveitável –irremovível – irromper. e) desigual – dades. e) incriminar – imiscuir – imanente. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. há prefixos com o mesmo sentido. c) desi – gual – da – des. c) autos-de-fé – ocorre. a palavra destacada é um: a) neologismo. U. 67. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. ação contrária. são conservadores. ortografia e formação das palavras Avançar . de relevante valor expressivo. d) irradiar – imigrar. e) padre. a) paterno. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. feliz e mente.”. U.

c) laranjeira.” tem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 75. a) E depois a tomaram como espantados. d) movimento para além de. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa.F. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. b) é contrária à favela. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. c) nunca morou na favela. c) amamenta. e) cabeleira. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. e) consumidor. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. d) brasileira. b) poeira. a) cafeteira. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas.Fonologia.72.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. 74. e) trabalha em prol da favela. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. ortografia e formação das palavras Avançar .. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. acentuação. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. isto é. 77. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. 73. d) deixou de ser favelado. 76. b) sufixo que expressa intensidade. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. U. d) impossível.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. e) movimento intermitente. respectivamente. b) movimento em torno. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. c) posição além do limite. b) enxergado. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. b) Fez o salto real. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. o significado de: a) movimento através de.. Me firmo.

42. Voltar Língua Portuguesa . 45. acentuação. 49. dinâmica. 8. d 31. 48. F – F – F 27. d 34. b 39. 7. b 33. c 28. 51. 5. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. a 35. e 37. 44. d 40. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). ou seja. 3. No texto. 52. O valor subjetivo se soma ao objetivo. c 24. 16. 50. 47.Fonologia. espiando até “pelos entrefios”. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. sendo tão pequena. como é o caso. a 30. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). transmitir afetividade (valor subjetivo). 15. c 22. e 32. 13. 2. ortografia e formação das palavras Avançar . em um dado momento. a 38. 46.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 20. 11. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 19. d 41. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 26 26. 12. 9. ligeira e perspicaz como uma andorinha. 53. 10. 17. 14. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). significa que Brejeirinha tinha. c 23. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. e 29. c 25. 18. 4. Linguarudo: derivação sufixal. c 36. 6.

e b b d a e 31 e d c c 09 66. 65. 77. 60. 67. 69. 75. 61. acentuação. 73. 55. 72. 64. 63.54. 56. ortografia e formação das palavras Avançar . 57. 59. 62. 76.Fonologia. 58. 70. 74. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 71. 68.

. e. ( ) Em “. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. no nível mais fundamental.. adjetivos. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(.. ( ) Individualizar. S U B S T A N T IV O S .. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio..” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. pode ser permutado por particularizar. no primado do direito. ( ) Fosso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido.. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. verbos e adverbios Avançar . sem modificação sintática ou semântica.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. Para tal.... O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. que promete ser a questão do novo milênio”. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados.. 2. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. U. a definir melhor os direitos econômicos. ( ) Em “.. ( ) Em “. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .” o artigo em destaque poderia ser eliminado. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio..” GABARITO 1. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. Para eliminar esse fosso. sem alteração de sentido. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando.) nessa questão de engenharia genética.Artigos. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. sem alteração sintática ou semântica. A D JE T IV O S . substantivos.F... Em 1994. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.

” (Manuel Bandeira)./ Onde o rouxinol não canta. 7. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.000 reais está longe de ser popular. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12.” A partir desse conceito. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). em “deixou de ser um peso para os criadores”.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. b) criadores. na televisão brasileira. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. U.) a nada menos que US$500 milhões”. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. d) envergonhado. d) “Meu amigo. 6. c) grito. só o trágico é que faz sucesso. 2 4. que aparece destacado. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes).Artigos. b) “Paisagens da minha terra.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. d) século. d) “No Brasil. brancos e índios”.. a) brasileiro. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em “a mistura entre negros. e) combate. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. verbos e adverbios Avançar . adjetivos.3. no trecho anterior. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. U. no contexto..F. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. como adjetivo./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). em “o artista brasileiro dos dias atuais”. substantivos. c) brasileiro. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. e) brancos.F. vamos cantar. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. 5. em “o brasileiro era um envergonhado”. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. d) É trágico verificar que. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. em sua estrutura interna. b) conquista. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. O termo “a”.

66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. para os itens verdadeiros. b) formas e significados diferentes. e F. verbos e adverbios Avançar . IMPRIMIR 9. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. para os falsos.F. em termos de sentido. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema.Artigos. ou toma um café Hoje bobagem. pois a forma de tratamento você. Voltar Língua Portuguesa . não-específico. é sempre diferente. nessa estrofe. Use V. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). c) a mesma forma e o mesmo significado.8. adjetivos. substantivos. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. são pronunciadas de igual modo. segundo a gramática normativa do português culto. tem sentido indeterminado. d) a mesma forma e diferentes significados. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. mas o uso. está incorreta. “UM DIA QUALQUER . em várias regiões do país. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. U. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam.

. II. c) substantivo e adjetivo. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe.Artigos. assim. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. sem que houvesse alteração no sentido. b) adjetivo e adjetivo. não haveria alteração no sentido global da frase. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . uma versão nordestina para o Paciente Inglês. d) apenas II e III. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. d) substantivo e substantivo. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme.”. Isto é. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. III. e) colherezinhas – floreszinhas. verbos e adverbios Avançar . As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. I. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. adjetivos. c) apenas I e III. onde o aviador sobrevive à queda. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa.10. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. com freqüência. substantivos. e) I. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição.. 11. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. respectivamente: a) adjetivo e substantivo.”. 24/11/1999. II e III. b) apenas II. UFSE “.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. 12. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. cujas sementes deram início a este bosque. e) particípio e substantivo. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. c) florezinhas – mulherezinhas. 13. Quais estão corretas? a) apenas I. livres de ameaças reais. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. o uso coloquial.

. No trecho “Mas. a soma das alternativas corretas. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. adjetivos. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. e) pintura.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação.. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. substantivos... Se. UERJ “Vestibular UERJ 2001.. entretanto. veja bem.... por serem todas elas proparoxítonas.. As palavras rústica.. 16. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. o subjuntivo e o imperativo.. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. Construindo o cidadão do futuro.. d) acabamento. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo... a mesma palavra seria um adjetivo.. verbos e adverbios Avançar . 15. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. 16. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. b) chão. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede.. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. 04..Artigos. como resposta. procuram .. c) fundação.. 08...”. 02... desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. No segmento indiferente a tudo. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . base. segundo a gramática normativa. que se diferenciam. se assim fosse... 18. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Em “.. Dê.14.” 5 No enunciado acima.... b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. como na expressão perigo eminente. quando se trata de estudar. 01. o uso da crase é facultativo. que ameaça acontecer breve. sobretudo..” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. que significa que está em via de efetivação. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem...

b) Na Aliança Luso-brasileira. No poema há quantos adjetivos? a) 3. b) 5. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. verbos e adverbios Avançar . p. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. V Procure seu médico e siga a sua orientação. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. saias verdes-oliva. Use V. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. para assinalar os itens verdadeiros. respectivamente. e F. adjetivos. U. 21. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. e) 2. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. II Hoje. 23/06/99. procure e siga estão no imperativo. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. c) Na Aliança Luso-brasileira. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares.19. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dos verbos ir e ser. saias verde-olivas. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. que correspondem a 32% de todos os óbitos. e) Na Aliança Luso-brasileira. substantivos.Artigos. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. 20. associadas a tabagismo. ( ) As formas verbais foi e é são. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. III Essas doenças.” Veja. saias verdes-olivas.” Carlos Drummond de Andrade. c) 4. a primeira no pretérito e a segunda no presente. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. saias verde-oliva. 153. d) 6. a) Na Aliança Lusa-brasileira. para os falsos. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. saias azuis-pavões. d) Na Aliança Lusa-brasileira. obesidade. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas.

de tamanhos acima de 40. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. a Inglaterra contaria com a companhia. estão. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. e por isso a magra fotografa melhor. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. claro. acima de tudo. jornalistas. 28/06/2000. convocou uma entusiasmada ministra. sequíssima. da Argentina. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. Em “já que toda altíssima e magérrima”. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. Embalada em sua cruzada. no caso. seca como uva passa. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. nas butiques. Previsivelmente. e para a imensa maioria das mortais. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Nesse departamento. verbos e adverbios Avançar . I. independentemente dos hambúrgueres que consuma. respectivamente. c) apenas I e III. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. Também apontaram a falta. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos.” Veja. ‘A foto sempre engorda um pouco. quem é gordo e. como a de Victoria Adams. na voz de Theresa May. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. Mas. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. as palavras sublinhadas desempenham. b) apenas II. U. logo de quem. muito a contragosto por parte das revistas. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. Difícil dar certo. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. digamos.F. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. II. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. Tessa Jowell. II e III. Na quinta-feira. no contexto. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. que estão tentando dar um jeitinho. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. no máximo 42. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. Incitadas pelo governo trabalhista. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. quem diria. Tem de ser naturalmente magra’. normais. Quem quiser que acredite que vai funcionar. E não adianta a menina perder 20 quilos.22. o papel de substantivos. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. adjetivos. alinhou-se à facção das magérrimas. até porque. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. Por birra. substantivos.Artigos. sob suspeita de anorexia. a direita. ato contínuo. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. d) apenas II e III. e mais silhuetas. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. III. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. que equivale a muito seca. desde que moda é moda. e) I. A ministra Tessa.

d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. U. janela entreaberta. 02. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. E saiu para a rua.” QUEIRÓS. 04. algibeira arrasada. O menino pobre nasceu morto. 25. em Oliveira. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. A ilustre Casa de Ramires. 24. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho.23. angustiado. pecha. substantivos. bolo encomendado nas Matildes. Dê. d) água de rio – água pluvial. bule rachado. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. 26. Eça de. poeira a um canto. e) associar as ações das duas irmãs. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. as tecedeiras de todas as intrigas. b) nervo da audição – nervo auditivo. III. como resposta. achando a condição humana uma droga. pequenino por dentro. sensação. as espalhadoras de todas as maledicências. a soma das alternativas corretas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Embebeu de éter a bolinha de algodão. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. 8 GABARITO No texto. respectivamente. II. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. d) I e II. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. O pobre menino nasceu morto. c) xampu de capelo – xampu capilar. adjetivos. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. b) II. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I.E. não existia nódoa. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. e) monumento de rocha – monumento rupestre. coração dorido. entre os dentes ralos. vulto a uma esquina. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. não comentasse com malícia estridente. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. verbos e adverbios Avançar . 16. 08. e) I e III. E na desditosa cidade. escuras e gárrulas como cigarras. estado ou qualidade dos seres. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários.Artigos. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. desde longos anos. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. c) III. que nos deu tanta alegria.

comunicar-se..) 21h30 . c) aproximadamente uma tonelada”.C. verbos e adverbios Avançar . 01/01/2000 . Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. em jun. É como se eu estivesse congelada. apreciar a música. rir. c) cívico-religioso.. adjetivos. e) ao menos uma tonelada”. e) guarda-noturno. A questão 27 refere-se a ele. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. 30. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento.Restaurante chinês. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. tu dirás que queres viver. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. Não só por não ter me permitido comer.S. sem que a idéia básica do período seja modificada. “O diário de P. b) verde-oliva. de verdade do processo expresso pelo verbo.Artigos. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 29. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”.Leia abaixo o trecho do diário de P. 28. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. o lugar. 2000.S. ele que viesse falar comigo. publicado em uma reportagem na revista Isto é.Las Vegas (. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. de aproveitar a vida. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. d) azul-marinho. substantivos. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. b) justo uma tonelada”. d) tanto quanto uma tonelada”. a) surdo-mudo.. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas.C. U. Foi maravilhoso!” 9 27. c) Em 1970. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. vives. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado.

Reescreva a frase acima. no texto de Carlos Drummond de Andrade. Amar. d) pode ser que. declarou o médico. d) Saveiro Geração III. transpondo-a para a voz ativa. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. 35.. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. 33. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. verbos e adverbios Avançar . b) Além disso.” O advérbio talvez nos versos. c) com liberdade – libertinamente. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. por: a) embora. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. b) como amante – adulteramente. U. Tarifas que podem chegar a zero. desamar. Amar e malamar. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . adjetivos.E. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. senão. 32. não conseguiu capturar os fugitivos.Artigos. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. amar?” A palavra até. entre criaturas. o paciente teria morrido”. c) ainda que. Reescreva a frase acima.31. Londrina-PR “Que pode uma criatura. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. e) sem virtude – desvirtuadamente. substantivos. b) não obstante. até agora. 10 GABARITO 34. d) sem mistério – enigmaticamente. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. b) A polícia. até a você.. Resiste a tudo. ao pecado de saber mais do que nos convinha. sociologia e ecologia. sem perda de sentido. amar? Sempre e até de olhos vidrados. amar? Amar e esquecer. combinação de princípos da economia. pode ser substituído. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. a) com verdade – sinceramente. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. b) A econologia.

. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “.. U. além dos testes de QI.Artigos. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. 38. no passado. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. infelizmente. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância.” 11 No texto. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. para medir a inteligência. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. d) no passado..36. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade.. o quadro. 37. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes.” b) “. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. adjetivos. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram.” 40. observe seus efeitos de luz e sombra. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. Quando as __________ (ver).” e) “.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. substantivos. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. é mais sombrio. verbos e adverbios Avançar . Para bem comparar a técnica utilizada. poderá adotar outra perspectiva. __________ três explosões na plataforma de petróleo. UFRS-Modificada “Os testes de QI.. há motivo para otimismo”. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou.. 39. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade.

44. “for” equivale.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. respectivamente. b) somente na frase II.” Revista Época. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. c) tinha marcado – sentiu – visitara. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. e) em todas as quatro frases. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana.41. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. São inumeráveis as academias de ginástica. será o momento de todos o aplaudirmos. de 24/01/2000. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. Feita a pergunta. mas se deteu. II.. esperando oportunidade melhor. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. que vende e revela material fotográfico para amadores. como a De Plá. c) somente na frase III. 43. a) sabia – sentiu – chamara. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. de modo claro e objetivo. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. a) Em pouco mais de três meses. b) pretendia – sentiu – sabia. IV.Artigos. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. se ele manter adequadamente o tratamento.” Dessas ocorrências. verbos e adverbios Avançar . ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. d) somente na frase IV. a lesão do jogador poderá estar curada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. mas ele já havia saído. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. quando eu for presidente. c) Fui até o hotel para encontrá-lo.. adjetivos. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. 42. substantivos.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. sentiu o peso da responsabilidade. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. mandarei prender os que forem inimigos do país. d) chamara – sentiu – começaria. NESSA ORDEM. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos.

Eça de. não tinha comentado. Trata-se de: a) Ides. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. em Oliveira. vulto a uma esquina. janela entreaberta. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. Texto para a questão 47. substantivos. d) Pretendes. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. c) Bebeu tanto até cair. 48. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. bule rachado. as espalhadoras de todas as maledicências. e) não existiria. Voltar Língua Portuguesa . bolo encomendado nas Matildes. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. não teriam descortinado. b) Tenhais. U. Paulo. não comente. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. não comentasse com malícia estridente. não tinham descortinado. coração dorido. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. não descortinem.” QUEIRÓS. se verifica entre as formas verbais existia. 14 de abril de 2001. FUVEST-SP A correlação de tempos que. as tecedeiras de todas as intrigas. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). não comentava. adjetivos. uma das formas verbais não condiz com as demais. c) não existira. mantém-se apenas em: a) não existe. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. no diálogo entre Calvin e sua mãe. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. descortinassem e comentasse. desde longos anos. 47. pode-se perceber que.Artigos. não existia nódoa. “As duas manas Lousadas! Secas. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. b) Juntou até 10 mil reais. entre os dentes ralos. A ilustre Casa de Ramires. não tiverem descortinado. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. neste texto. e) Segui. pecha. portanto o emprego está adequado. c) Julgais. escuras e gárrulas como cigarras. verbos e adverbios Avançar . algibeira arrasada. E na desditosa cidade. b) não existiu. não teria comentado. d) não existirá. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. poeira a um canto.45. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. não tiver comentado. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. não descortinavam.

Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. c) desejará. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes.F. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. Voltar Língua Portuguesa . d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis.. 51. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. Não pôde ser diferente. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. e) previr.49. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. d) anteposição de um substantivo. U. b) flexão de tempo. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. UFRN Considere o período a seguir. d) desejaria. 18/08/1999. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. não tem gente parada. em relação às palavras. substantivos. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. b) preveria.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. abrandando-lhe a linguagem. principalmente. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. a) Sabe que você tem razão. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. Assinale. verbos e adverbios Avançar .” Veja. c) previera. Para diferenciar o verbo do substantivo. 53. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. b) desejar. GABARITO 52. c) presença indispensável à frase.Artigos. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas.” Para se manter a correspondência temporal no período. d) prever. creiamos. adjetivos. U.. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. teríamos: a) previer. seria necessário considerar. além do sentido de ação. 50. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. modo e pessoa. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. por exemplo.

requisesse.. |-a-| vogal temática... ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. Dê.. interviesse. interviesse. que é dourado. No trecho . sendo vinde a forma do plural.. verbos e adverbios Avançar .. vires. esses bens”. como resposta.. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. “Quando puseres a foto no álbum. sendo o plural vede.. vê através do pequeno embrião de árvore (.. quando previr o temporal”. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.. 02. “Se . c) III e IV. 56. comunica-me imediatamente”. Em Mas se tu me cativas.. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. U. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. requeresse... “Quando . 16.. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir.. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica... as lacunas das frases acima: a) vieres... b) II e III. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.. Em Por favor. Em O trigo... II. adjetivos...... ela ficará contente”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ...) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima.54. |começa-| tema.. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver.. reavesse c) vir.. cujo plural é vêm. III... cativa-me!..... |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. U. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. 32.. II...só se vê bem e os homens não têm mais tempo. “Se ele propuser um acordo.. a São Paulo. traga seu irmão”. Em . vieres. a soma das alternativas corretas.. fará com que eu me lembre de ti.. e seu amigo .. o modo verbal é o imperativo.. intervisse. Alfenas-MG Observe: I. 08... por isso ninguém interviu para liberá-los”..... “Ele voltará. 04.. que faz a 3ª pessoa do plural vêm.Artigos. IV.. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham... começaram a se tornar realidade. respectiva e corretamente. talvez você ... d) I e IV.. e) II e IV. reouvesse 57. reouvesse b) vier.. substantivos. requisesse... reouvesse e) vier... que isso é necessário. intervisse. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. 55. vires.. e seu plural é vêem... III... requeresse.. “Se você . aceitaríamos todas as condições”. Os verbos lembrar e esquecer. vires. vires. reavesse d) vier..... requeresse. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo... não são regidos por preposição.... interviesse.

UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético................... A palavra morto é particípio do verbo matar.I... e) Todos lêem o código de ética de seu clube. a João que se ...58.. 62..F... adjetivos...Artigos. d) Apenas a afirmação III. O verbo morrer tem dois particípios.” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa...... a seguir o conselho... porém..... ele...... a fumar e a beber................ Tem de ser naturalmente magra (. diga-lhe que seria bom que ele . no processo.. a prática do esporte poderá ser moralizada. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. c) Cada uma das afirmações.. U. para que você . UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia.....)” Considerando as transformações propostas... verbos e adverbios Avançar ..” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63. a bolsa de estudos.. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado......... F.... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ..... naturalmente magra.. A palavra morto é particípio do verbo morrer.. c) Se a opinião pública intervir. eventualmente . 60. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I................ Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . o professor. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59.. E não adianta que a menina . III.... “E não adianta a menina perder 20 quilos....... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir....... 61..... naturalmente magra. e) Nenhuma das afirmações.. b) Apenas a afirmação II. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. complete corretamente as lacunas.. II.... substantivos. do cigarro e do álcool. mas alguns talvez não o entendam bem.... É preciso que .... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.. mesmo que se ........ 20 quilos. Seria preciso que . d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato..

– transitivo indireto. nem surfistas. empregado com o sentido de não ter confiança. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.Artigos.” Considerando-se o verbete. c) teria sido. para apresentar correção.. verifica-se erro em: a) “.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. e) tenha sido. b) seguíssemos – admitiríamos. UEL-PR “Se seguirmos Freud. mantendo a correlação exigida pela norma culta.... 67.. sem acarretar mudança no significado da frase. c) está correto.64. – transitivo direto.” e) “. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. d) seguíssemos – admitíssemos. e) seguiremos – admitiremos. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. duvidar. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. quando for a vez desses meninos?”. um número sem fim de animais. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. 65. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus.. a) seguirmos – admitíssemos. b) Os jornais não deram a notícia. – intransitivo.. e) deve ser substituído por “ao que”.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. verbos e adverbios Avançar . – transitivo direto e indireto. 66. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar.. b) tivesse sido. a) pudesse ser. imaginava-se que um cérebro jovem (. adjetivos.. – intransitivo..” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. já quinhentos anos passados...) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade.. e) Esse dinheiro não dá. para apresentar correção. d) deve ser substituído por “isto que”.” a) está correto. nem mulatas. d) possa ser.” b) “Ainda não haviam louras. substantivos. c) O relógio deu onze horas. para apresentar correção.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. 68. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.

” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. está na alternativa: a) projetam-se. equivalente a em negrito acima.. Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar . e) Há... assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. 73...”.69. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. c) tinham queimado. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem.. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. Tenho de ler tudo.. d) eram queimados. c) transitivo indireto e verbo de ligação. no enunciado. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. e) foi queimado. 70. b) foram queimados.. d) intransitivo e transitivo indireto. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. porque vejo a questão de outra maneira. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”.” “Mas leio. essa história está cheirando mal.. com isso. 71. como: a) transitivo direto e intransitivo. leio. adjetivos.Artigos.). d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. substantivos. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. respectivamente. GABARITO 72. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. b) transitivo direto e transitivo indireto. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. Em filosofias / tropeço e caio. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. b) projetam. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. UFR-RJ “(. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. e) vão projetar-se.. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. haja prejuízo do significado. IMPRIMIR 74. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. c) é projetado. d) tinham projetado. Outra forma verbal. e) verbo de ligação e transitivo direto.). e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola.

Quando registrarem a infância da aviação.. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é.. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. Pensávamos. U. que.. como tantos brasileiros. U. derrubado o muro da ditadura. Não sabíamos que o país . eles a tinham popularizado. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. 04. o futuro. Unifor-CE “. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais.....” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação.. Se tivessem registrado a infância da aviação....” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. de novo a estrada interrompida. 08... e) terá descoberto.. . eles a teriam popularizado. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida... do Império da República Velha.. a soma das alternativas corretas. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil..Artigos....75.F. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. c) terão trabalhos. gramaticalmente equivalente.. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. 79. Desse texto. não se lêem muito os clássicos no Brasil.... F... como resposta. substantivos.. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. adjetivos. 78... naqueles tristes momentos.. 77. .. d) tem descoberto. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. c) teria descoberto. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. Voltar Língua Portuguesa . foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura...E. eles a popularizaram... verbos e adverbios Avançar . b) existirão trabalhos.. a inocência. F. 16. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. e) existirá trabalhos.. os fotógrafos a popularizaram. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. b) tinha descoberto.... os fotógrafos a popularizarão.. 01. para sempre. d) ocorrerá trabalhos. Dê... 02.

p.. Unifor-CE “.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. 86/87. Lentamente. essas crianças!” QUINTANA. 81.. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. substantivos. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado.” Nas frases abaixo. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. 1997.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. quem sabe?. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. explique o que é a infância na concepção do poema... E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. 6ª ed. quem sabe?. São Paulo: Globo..’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.. Só para judiar... “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. 82. Mário.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?... adjetivos.. verbos e adverbios Avançar . UFRJ . exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. Nova antologia poética. explique o emprego dos parênteses no verso 13.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. UFRJ Releia os versos 9 a 17. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. meu Deus. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado.Artigos.’ Ah.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis.

) ponha a saia mais leve. III. III. nas formas destacadas. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala.. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . I. a forma “eram invadidas”. 02. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. no imperativo. coluna de acordo com a 1ª.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal.. substantivos. c) passadas mas que têm validade permanente. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. A seguir..F. Uberlândia-MG Numere a 2ª.. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”.). “(. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam.. I. indiscutível. denota um(a): a) treinamento. o presente do indicativo. “voar” está empregado em função substantiva.. adjetivos. No trecho acima a seqüência de formas verbais. b) presentes e posteriores ao momento da fala. b) aconselhamento. como resposta. tendo em vista o emprego de verbos.E. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. Com o verbo na voz ativa. 84. 85.. 16. IV. II. U.83. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. “Por exemplo.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. em 1898”.” III. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. na voz passiva. c) ordem.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos.. a soma das alternativas corretas.” Carlos Drummond de Andrade.. 08..Artigos. com o sentido de existir. e passeie de mãos dadas com o ar. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. e) ponderação. I. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. “(. b) I. 01. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. d) solicitação. podem-se desenvolver espécies de milho (. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. 86.” IV.. IV. c) I. d) II. aquela de chita. Dê. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. 04. IV.. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (.” II. U. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. verbos e adverbios Avançar .

” ALENCAR. me dou.. enroscando-se como uma serpente.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. d) “(. posterior ao momento em que se fala. 91. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem.. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas.87. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação.. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos.) como bem o sabiam os romanos (.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. 90. Olhemos a cidade. UERJ Classifique. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. torna-se rio caudal. GABARITO Em relação ao texto. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. 92. quanto às vozes do verbo. que rola majestosamente em seu vasto leito. e) “rio caudal”. c) “(.. e) exigiam – exigem. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. adjetivos. b) “Se não zelássemos por nós. altivo e sobranceiro contra os rochedos.Artigos. c) obteve – obtenha. verbos e adverbios Avançar . substantivos. c) sugestão. e engrossando com os mananciais. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. Descreva essa mudança. b) era – são. José de.) o povo é ignorante. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. com minha secretária Eunice.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. “Onde avanço. o pequeno rio. curva-se humildemente aos pés do suserano.. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. na frase acima. a) “Pelo Natal estarei aí. d) certeza. b) reflexão. a seqüência dos tempos verbais em negrito. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. d) tinha – tem. e) solicitação. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. que recebe no seu curso de dez léguas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as três construções destacadas. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. 88. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. O Guarani..

substantivos.” b) “.....Artigos. b) vêm dominando...)” 94....” b) “(..93.uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.” d) “(.. adjetivos. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..F.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.“ 95. U..) Trunte retrucou que já era alguma coisa.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.) poderemos (.. d) vem dominando. verbos e adverbios Avançar .. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.. U.) manipular os peões (.) não compreende ele as coisas do Brasil. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”..) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .F..” c) “(.....” d) “(.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.ninguém supera a televisão.... Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.....) nada adiantava esse dinheiro.” 96..” d) “. c) dominam..” b) “(.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.” c) “(..

a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 7. 4. d 37. e 46. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. a 39. 25. 14. 21. 29. declarou o médico. 31. 17. verbos e adverbios Avançar . substantivos. Vier. 11. b 42. 19. a 44. 30. sociologia e ecologia. a 48. dispuser. 2. d 41. 23. vir. 27. 8. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 24.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . c 45. A D JE T IV O S . 33. o paciente teria morrido. 15. d Voltar Língua Portuguesa . 36. 10. adjetivos. 13. 6. 12. a 38. d 43. 34. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 40. 16. 28. satisfizer. se mantenha. 22. d 49. 9. 3. 5. combinação de princípos da economia.Artigos.” b) Ambientalistas defendem a econologia. c 47. 32. 20. S U B S T A N T IV O S . 26.

82. 72. 62. 67. 68. me dou: voz reflexiva. do qual se distancia. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 51. substantivos. 74. 57. na concepção do poema. 60. 59. 15 86. a 95. 70.Artigos. 78. b 94. 71. 81. verifica-se que. 63. 55. no verso 13. 77. c 92. Em avanço o “eu” é agente. 54. 75. 69. verbos e adverbios Avançar . b e b b e e d b e c e d b c b 65. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 73. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. A partir do emprego dos tempos verbais. 64. 53. 79. 56. a Voltar Língua Portuguesa . O emprego dos parênteses revela que. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. adjetivos. e 83. 76. a 93. a 96. 52. c 85. 66. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva.2 50. Onde avanço: voz ativa. c 89. 91. a 88. b 84. 61. 90. em me dou é agente e paciente. c 87. 58.

é própria de linguagem formal no Brasil. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. até . Além disso. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. é correto afirmar que a ênclise: I. III. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. no livre exercício de suas próprias soberanias. a) Apenas I é verdadeira. favorece uma tonicidade não usual em português.. para os verdadeiros.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.. para os falsos. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. como a realização dos postulados da justiça social’. ( ) Por equívoco do redator. e) I e III são verdadeiras. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia.” estão flexionados no mesmo tempo. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. Colômbia.E.. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. conseqüentemente. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. II. I. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. falta o hífen em “interamericano”. Use V..desses direitos.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados.. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. b) Apenas II é verdadeira. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. modo e pessoa. Assinale a alternativa correta.Pronomes Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. 2. 1948). d) I e II são verdadeiras.”. e F. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. c) Apenas III é verdadeira. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais.. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização.

c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. b) à forma de tocar violão. a) “. de Assis) d) “. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. beleza e ritmo. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade.F. a senhora. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. falou-me também da piedade e saudade da viúva. acrescentando-lhe saudade. de Assis). Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.. das alusões freqüentes na conversão.Pronomes Avançar . Exemplos: Tô.. Voltar Língua Portuguesa . e) à forma verbal acrescentando.. da veneração em que tinha a memória dele. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. pessoa do singular com a 3ª.3..” (M. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. 5. não deixaria de comparecer. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. na sua fala. a 2ª. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde.” (M. em vez de ficar séria e pensar em Deus.. 7. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. rindo. beleza e ritmo. U. de Assis) c) “Lalau sentou-se. pra. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. à qual está ligado por hífen.” (M.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. de Assis) 6. c) a saudade. b) A personagem mistura.” (M.. d) somente à palavra mais próxima: saudade. pessoa do singular.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. das relíquias que guardava.

desorientado. (. você é testemunha disto.. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. mau olhado no amor. Considerando-se os elementos em negrito. te. c) teu. ( ) no enunciado B. ( ) no enunciado C. ou até mesmo por não acreditar. fazer voltar alguém em sua companhia. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. C e D). BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. os. emitido por uma voz narrativa onisciente.) D. vossa.. te. 9. Leitor. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. estás desiludido. tua.. UFGO A.Texto para a questão 8. d) vosso. b) teu. muita inveja.. fazer voltar alguém em sua companhia. nos negócios. em qualquer assunto que lhe preocupe. muita inveja. em qualquer assunto que lhe preocupe. faça uma consulta. Muitas vezes não acha solução. Comprove estimado leitor. nos negócios. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. Todos se habituariam e pensar coletivamente. B. tua. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. por a) teu. a palavra todos tem valor anafórico. tens amor não correspondido ou rompido. 3 8. tens amor não correspondido ou rompido. Não fique na dúvida. tem o sentido de “nós”. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. desconfiasse de toda a gente (.Pronomes Avançar . muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. desorientado. a PROFa. 817”.) fazia que ela evitasse a companhia das outras... Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. Onde é que a gente se encontra? C. desanimado. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. com a PROFa. ou o próprio mal não deixa. deve-se substituir as palavras grifadas. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. a expressão a gente. tens caso íntimo à resolver. lhes. respectivamente. no seu trabalho. mau olhado no amor. ( ) no enunciado A. alguma dormiu mal ou nada. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. o. desanimado. vossa. e) vosso. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. muita sonhou com ele. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tua. tens caso íntimo à resolver. Muitas vezes. um problema que para muitos é um problemão. no seu trabalho. BETE. ( ) no enunciado D. respectivamente. faça isso agora.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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Rio de Janeiro: José Olympio. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. p. Manuel. 9ª ed. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. Estrela da vida inteira. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 118. UFRJ “O impossível carinho Escuta. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor.57.Pronomes Avançar . a) Identifique essas duas classes gramaticais. 1982.

o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. que estuda há oito anos. 30. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 35. 11. e por literatura.Pronomes Avançar . sendo regido pela preposição entre. 10. 27. 13.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. desta forma. 29. que é o caso. 26. 33. 4. b) Na função completiva. 25. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 37. O pronome em questão possui função completiva. 8. 5. 31. d GABARITO IMPRIMIR 19. 39. 20. pronome pessoal do caso oblíquo. 38. 15. 36. 16. 18. 6. 9. 17. 21. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 28. 24. 22. 23. 14. 12. 34. 32. 7. 2. está correto o uso do pronome mim. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 3. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. Voltar Língua Portuguesa .

b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. 48. Se. 54. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. uma atitude marcante na sua obra madura. 45. b a a No texto de Machado. 56. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ele é posposto ao verbo. 41. 42. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 49. 44. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 50. 47. 2 53. 43. porém. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 57.40. 51. 46. 55. 52.Pronomes Avançar .

e Carlitos. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. Nessa concepção. b) com objetividade. 3 ed. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. Perder a inteligência das coisas para vê-las. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro/São Paulo: Record.. teréns de rua e de música. d) vaga. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. moscas de pensão. portanto. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. deixando de lado o sujeito que olha. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. cisco de olho. UFMS “Mesmo sem fome. A expressão mesmo sem fome muda a situação. com fome. cozinhou as botas e as comeu. 2. d) pelo ponto de vista do especialista. em um filme. e) isolar-se do resto da humanidade. carvão de folhas.. em favor da poesia. Mesmo sem fome. Jogar pedrinhas nim moscas. O resto em Carlitos. 1999. c) fecunda.. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. personagem dos filmes de Charles Chaplin. poeta francês do século passado. automatizados. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. 3. Matéria de Poesias. uma tomada de posição ante o fazer poético. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. b) impermeável. comer as botas. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. o verso citado propõe que.Noções de literatura Avançar . Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto.. até os cadarços. c) recusando seu invólucro utilitário. Manoel de. e) cristalina. deitados de barriga. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. UFMS O poema cita Rimbaud. c) sofrer privações materiais. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis.” BARROS. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. Aprender a capinar com enxada cega. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata.

1986. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. não cante O humano coração com mais verdade. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. de um calmo amor prestante. b) a sensação de que o amor é indescritível. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. RJ: Nova Aguilar. e) vida – morte.Noções de literatura Avançar .. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. c) O amante experimenta formas diferentes de amar.. 2 4. Amo-te afim. 336. e) o amante vive a descrever o ser amado. simplesmente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. 6. p. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. presente na saudade..” MORAES. b) A realidade é diferente para quem ama pouco... meu amor. Amo-te como um bicho. 7. E te amo além. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. 5.. b) pureza – impureza. b) o amor destrói o corpo amado. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. Vinícius de.Texto para as questões 4 a 7. UFPI Na seqüência “. d) o amor se esgota no próprio desejo.”. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Poesia completa e prosa. enfim. Amo-te. não cante / O humano coração com mais verdade. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. UFPI Dos versos 3 e 4. c) verdade – mentira. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. E de te amar assim muito e amiúde. d) vício – virtude. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. c) o amante dá a vida pela amada.

..) tive saudades da casa paterna e chorei.... Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. d) “Um dia (. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. b) vício de linguagem.. foi quando.. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. / Como estrelas e nuvens e mulheres... emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. Rio de Janeiro: José Olympio.. e a afirmação que as segue. como acontece no verso de número .. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. em alguns momentos.. / Pela regra geral de todos seres.. em que é perceptível um lirismo .. d) onomatopéia modernista.Noções de literatura Avançar .. a outra abandonada uma nua na terra... de Vinícius de Moraes.. 9. UFRS Leia as estrofes abaixo.. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados.... .” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . 10. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma... Jeremias Sem-Chorar....Texto para as questões 8 e 9. outra no céu. típico de sua poesia. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. 3 8..” (João Cabral de Melo Neto).... Cassiano... c) reiteração expressiva... porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si..... 1964. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.. / Minha lira também seus tons varia. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. fundindo-as...” RICARDO.” (Gonçalves Dias). UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto.” (Casimiro de Abreu). b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (Álvares de Azevedo). / e sem fazer esforço ou maravilha..

IV. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. II. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. Das aves no sentimento. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo.Noções de literatura Avançar . conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. O medo da rejeição amorosa. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nas águas e no luar! (. III e IV c) II e IV 12. nos versos 14 e 15.. Pela análise das afirmativas. entre outros recursos poéticos. Toda poesia. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. julgue os itens a seguir. sobre o texto.11. II.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. em muito mais tempo que a natureza. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. determina o tom pessimista do texto. III.. Ferreira. ( ) O poeta. pelo poema Rosa do Povo. tema reincidente na poesia romântica. o que esta rapidamente consegue realizar. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. I. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. ( ) No verso 8. ( ) No verso 7. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR.

com o barulho do tiro. In: Antologia poética (Org. Introdução: Para responder a essas questões. São Paulo: Companhia das Letras. Em seguida.) 5 14. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. O tempo é ainda de fezes. maus poemas. 1997. Voltei. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente.Questões de 13 a 17. a) Sentimento de angústia. de espinhas no rosto. p. ‘espere aqui’. pelo autor). Carlos Drummond de. Fui na direção da minha casa. 13. p. surgiu inesperadamente. 1997. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. alucinações e espera. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. 1985. não faça isso de novo comigo. por parte do sujeito poético. 15. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. v. (Nossos Clássicos. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. então vi que era um menino franzino.” GONZAGA. 24.Noções de literatura Avançar . Feliz ano novo. vou de branco pela rua cinzenta. implacável. ‘Só tenho o senhor no mundo. ed. Org. o rosto fixo virado para o meu. que foi cobrindo a sua face. por Lúcia Helena. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. Ele era mais alto do que eu. o pedinte. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. em face de um mundo conturbado. Ele caiu no chão. ou se falou eu não ouvi. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. estou precisando de um dinheiro. Tomás Antônio. ou da minada serra. Uneb-BA “Tu não verás. ou dos cercos dos rios caudalosos. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu.” FONSECA. Rubem. ele me acompanhando. p. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. esta é a última vez. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. 90. Eu disse. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. fui ao meu quarto.” GABARITO ANDRADE. me vigiando curioso. desconfiado. sem armas. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. 36. só tenho o senhor no mundo’. In: Tomás Antônio Gonzaga. 114. até que chegamos na minha casa. conseguia esconder. enquanto caminhávamos. Devo seguir até o enjôo? Posso. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. Não acabou de falar. Marília. 2. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. doutor. o tempo não chegou de completa justiça. 85-6. Melancolias. Rio de Janeiro: Agir. Fechei a porta. ed. mercadorias espreitam-me. Rio de Janeiro São Paulo: Record. forte e ameaçador. Inferno.

Outras..16. 1982. completam-se e me dão hoje impressão de realidade..)” GABARITO RAMOS. o deus da bexiga. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante.. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. associaram-se. neste esmiuçamento. o que julgo ter notado. (. responda às questões de números 18 a 20. 12. é possível depreender. Ao longe. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. p. Outros devem possuir lembranças diversas. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. Jorge.. frases autênticas. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material.) Nesta reconstituição de fatos velhos. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. São Paulo: Record. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. recomeçou a mãe. gemidos. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. (.” 6 LISPECTOR. A tarde caía. Laços e família: contos. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. “(. gestos.. 85.. 1996.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. Memórias do cárcere. Lutar pelo direito. 111. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. 1984. e é inevitável mencioná-las. 18. como contavam a de seu pai. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida.. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. Rio. conservaram-se. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. cresceram.. de repente envelhecida e pobre.. Capitães da areia. E Catarina? Catarina olhava a mãe. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. 19. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos.. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade.” AMADO. a cor das folhas que tombavam das árvores. Não as contesto.. E os guindastes rodavam ruidosamente. associaram-se. pelo menos imagino que valiam pouco. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. Se ele existisse. Clarice. A negra se levantou. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. p. Um homem comprou cocada. a bolsa. ela ajeitava depressa as malas. Graciliano. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. As luzes se acenderam de repente. Ah! ah!. exponho o que notei. num pátio branco. relatada pelo narrador.. 17. em manhã de bruma. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. e a mãe olhava a filha. da leitura do texto. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. Rio de Janeiro: Record.Noções de literatura Avançar . UERJ Por causa da perda das anotações. porém. durante o Estado Novo. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. Certamente me irão fazer falta. exponho o que notei. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. a forma dos montes verdes. cresceram. ed. porém. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. Rio de Janeiro: José Olympio. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. 79. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. gritos. Com base no texto abaixo. E se esmoreceram. tintos de luz. ed. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. conservaram-se.. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade.

que amor tirano. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. U. nos versos 12. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. 22.F. Onde há mais resistência. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. 13 e 14. Que não me foi bastante a fortaleza. A partir dessa definição. a pedra. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. U. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas).” 7 21. a presença de antítese. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. A que dava ocasião minha brandura. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). mais se apura. Temei. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. dirige-se aos penhascos.F. c) o sujeito lírico. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. que ostentais a condição mais dura. pois é tão duro e resistente quanto eles. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. Santa Maria-RS Nesse poema. de Cláudio Manuel da Costa. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura.Noções de literatura Avançar . que representa seu berço. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. temei. narrador e personagem principal. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. nos versos 9 e 11. e) rima e versos decassílabos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. que é a exaltação dos penhascos. um peito sem dureza! Amor.20. b) nota-se. penhas. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. pois é tão duro quanto elas. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. um elemento típico da paisagem mineira. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. b) identidade de nome entre autor.

UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. a figura feminina se constrói entre dois pólos.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Voltar Língua Portuguesa . E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. Me ateia o sangue. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. Foram sonhos contudo. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. In: Leandro & Leonardo. A minha vida Se esgota em ilusões. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. Um espírito negro me desperta. me enlanguece a fronte. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. exemplo da tendência mórbida desse movimento. julgue os itens das questões de 23 a 26. Álvares de Azevedo apresenta. 1997. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA.. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo.Lira dos Vinte Anos.. Bernardes e Schiavon. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa.Noções de literatura Avançar . 10.. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. nesse texto. 24.. ( ) No texto I. Vol. E a donzela ideal nos róseos lábios. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não.

F. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I).Noções de literatura Avançar . 1992. UFMT ( ) No texto II. teus seios Se enchem de leite. na visão do eu-lírico. Vinícius de. há ocorrência de inversão sintática. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. ed. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. ( ) Neles. 196. ( ) Nos textos I e II. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva.” MORAES. Amiga. 11. Questões de 27 a 29. c) assemelha-se à “amiga”. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. 26. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba.25.. c) A mulher. UFMT ( ) Quanto à métrica. ( ) Escritos em séculos diferentes. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos.. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. São Paulo: Companhia das Letras. Vem. ( ) Em ambos. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. aparece envolta em sensualidade e erotismo. F. “A Ausente Amiga. amiga minha Em mim como no mar. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado.. 9 GABARITO 27.. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. os dois poemas são decassílabos. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. como um espelho e sua imagem. frases em ordem indireta. Voltar Língua Portuguesa . Antologia Poética. Católica de Salvador-BA No poema. IMPRIMIR 28. Vem mergulhar em mim Como no mar. p.

Rio. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. A moça olhou de lado e esperou. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. Lançando mão de um procedimento moderno. com a sua cara. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. c) II e III são corretas. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. ainda não me acostumei com o seu corpo.. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. você parece uma lagarta listada. Texto para as questões 30 e 31. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. d) somente I é correta.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. 10 30. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. d) busca a originalidade a qualquer preço. b) a lembrança de um certo namorado de infância. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. fez exclamações. b) somente III é correta. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. 1979. livre de rima e de métrica. III. A moça arregalou os olhos. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. como uma mancha no ermo. fresca e furta-cor.29. você é engraçada! Você parece louca. porque minha bisavó. José Olympio. Estrela da vida inteira: poesias reunidas.” BANDEIRA. 31. Foi esse o início de um destino esquerdo. também. Manuel. F. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. c) tenta conciliar o presente com o passado. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. O título do poema encerra uma ironia. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. e) I e II são corretas. A meninice brincou de novo nos olhos dela.. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. O rapaz concluiu: – Antônia. II. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora.Noções de literatura Avançar . a) I e III são corretas. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. I.

( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo.. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. levantando a voz como se nascesse rei”. que ainda demonstra sua submissão ao homem.Noções de literatura Avançar . 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Católica-GO ( ) No texto. porque me secaram as tetas.. de acordo com as normas da língua padrão.. ( ) De acordo com o texto....” ( ) Na frase “.”. levantando a voz como se nascesse rei.”. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. ( ) “. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. com enormes riscos de ouro.. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. portanto. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. obrigatoriamente. Caso o verbo estivesse presente deveria. ( ) A personagem demonstra que. e o bando de filhos seus primeiros súditos. continuava a ser uma pessoa vaidosa. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. U. é correto afirmar que a personagem.” considerando-se o contexto.”. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. metáfora e prosopopéia. são respectivamente: hipérbole. na terceira pessoa do singular. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto.. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”.. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. 33. claramente.... ( ) Em “. U. apesar de trabalhar muito. é correto afirmar que. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. sovar o dia do marido que vem chegando... não se mostra tão conformada como a avó. e o indireto livre. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. fresca e furta-cor. marcado por expressões como “.. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. a personagem. a elipse do verbo ser.” Percebe-se nessa frase... ‘destino esquerdo’. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.32. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’..

não há remate. azul em fora. é branco. IMPRIMIR 36. na mente. / A água e o reptil. F. Reinaldo Santos. pois não é prosa nem poesia. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe.” ( ) “Ela vem. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo.. merda. pela linguagem coloquial e referencial. / É transparente. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. com exceção de: a) é literário. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. / Que o sol filtrando em luz esteve. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. e me livre de ti em paralelo. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. de outro poema preto em verso branco. – o ar e o chão.I. d) não é literário. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. d) é lírico.34. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. a manhã nasce. / Pérolas vivas. p. GABARITO 35.” NEVES. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. é leve. com que ânsia. (sororal) vibrante como um sino.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. decassílabos. c) é dramático. In: Muito Soneto por nada. a luz tem cheiro. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. dor no cotovelo e tu. um soneto de versos. 58. / A noite no alto-mar anima as ondas. // Nasce a manhã. ao suplício. a flor e a fera. b) não é literário.. majestosamente. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. um poema épico.. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido.. ( ) “Tudo.. / Aroma de argental caçoula. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. Vitória: Cultural. a pedra e o tronco. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. vulgares.” ( ) “O luar. c) é literário.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. a folha e o inseto. Tem cheiro a luz. a fauna e a flora / A erva e o pássaro.. // Como lençóis claros de neve. os ninhos e a hera. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil.. as nereidas frias... só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. – na face / De anjo morto. 1998. sonora barcarola.I. construído em prosa poética. na voz. à tarefa. pela presença de termos chulos. ou por outra. entre sombras. Língua vernácula entre os dentes.Noções de literatura Avançar . / Azul. predominantemente. Voltar Língua Portuguesa . U. e) é um misto de literário e não literário. próprio do texto contemporâneo. pela intensidade do sentimento do eu poético. no olhar sobredivino. e) não é um soneto. b) é narrativo. que me livre de vez desses poemas. José. F..

II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a sonoridade da moenda a trabalhar. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. O verbo “como” (v. III. 9).)” Chico Buarque de Holanda. a dor. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína.. rouquenha. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. da canção de Caetano. quanto ao significado e à função sintática.37. permitem uma dupla leitura. c) Apenas I e II. talvez. repetições e paralelismos. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. 38. E ringindo e rangendo. respectivamente. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. o mal que vai. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. Quais estão corretas? a) Apenas I.8 ) e o pronome “você” (v. Considerando o poema acima. As duas canções apresentam. como rimas. Vive como a expiar uma culpa tremenda... d) Apenas II e III. Ringe e range.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. II e III.” Da Costa e Silva. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. a rígida moenda. O engenho de madeira a gemer e a chorar. causar. é o assunto desse poema.7). dessa atividade extrativa vegetal. em que a economia brasileira dependia. com a repetição de recursos poéticos. em comum. há uma preocupação com os procedimentos poéticos.. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. I. b) Apenas II. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (.Noções de literatura Avançar . principalmente. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. e) I.. julgue os itens a seguir.)” Caetano Veloso. Nos versos selecionados. À luz quente do sol e à fria luz do luar. II. Poemas..

unicamente minha. as demais. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. Mas leio. pensava eu. Não podendo dormir. Fica quieto. menos luzidios que os olhos dela. Carlos Drummond de. – não sei se mais bela.. ( ) Ser humano revelado como contraditório. São Paulo: Ática. cavalgo de novo meu verde livro.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. Julguei.672-673. Antes de ler. menino. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. e os brilhantes. verde. compra. É em percalina verde. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. atirei-me a ler e escrever. eu cresço logo. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. e sair. era dar prova de fraqueza. inveja de mim mesmo. Papai me compra agora.39. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. demais. Agora não. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. Amanhã começo a ler. em contos. O que saberei. poemas me vejo viver.” ASSIS. Agora não. o colo de leite. p. e doía-me que a vissem outros. Tenho de ler tudo. só 24 volumes. não. se mais natural. 1983. Depois. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. ( ) Sublimação do amor. Machado de. Compra. esse cristal de fluida transparência: verde.Noções de literatura Avançar . U. 96. compra. Em filosofias tropeço e caio. Meu filho. a pôr de lado as jóias e sedas. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. Via-a dali mesmo. 18 ed. eu vou comprar. Virgília começava a aborrecer-se de mim.” ANDRADE. pai. José Olympio. p. mata de pinheiros toda verde. reclinada no camarote. Via-a assim. Sou o mais rico menino destas redondezas. leio. – torná-la minha. Como te devoro. os cabelos postos em à maneira do tempo. com vestido soberbo que havia de ter. começava a despi-la. a torná-la. 1992. Reunião. Memórias Póstumas de Brás Cubas. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. medievo. Rio de Janeiro. o que não saberei nunca. verde pastagem. porém. – braços que eram meus. em cavalarias me perco. Compra assim mesmo. é livro demais para uma criança. disposto a esquecê-la e a matá-la. quis vestir-me. Chega cheirando a papel novo. Evidentemente. que bom passar a mão no som da percalina. somente minha. com os seus magníficos braços nus. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. “Biblioteca verde Papai. que chegaria tarde.. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. Quando crescer eu compro. consultei o relógio. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. (Orgulho. – fascinando os olhos de todos.

Não fosse ele. d) do emprego de verbos no modo imperativo. como era seu sonho de adolescência. -v. está na biblioteca em verde murmúrio”. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. verde pastagem. b) Machado de Assis culpa as mulheres.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. 14-15. e tio Cosme. -v. se eu fosse padre. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. 17-18.E. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .40. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. o que não saberei nunca. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. por ter sido escritor de romances. 19. 29-32. b) das construções com uso de vocativos. como me recomendara tio Cosme. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. e) “Amanhã começo a ler. todos os destinos estão neste século. ou uma pastoral. -v. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. 25-26. 25. mas a culpa é do vosso sexo. 41. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. O que saberei. como também o enredo da narrativa. b) “Antes de ler. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. por outro lado. porque um nasceu de outro.) Como te devoro. se bispo. b) “coleção/ de Obras Célebres. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial.. Tudo isto é obscuro. -v. dirigindo-se a uma leitora que. d) “verde pastagem” -v.. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. (N.Noções de literatura Avançar . que bom passar a mão no som da percalina. c) da predominância de orações coordenadas. 42. pai eu cresço logo. ou antes porei dois. nesse caso. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. ou uma encíclica47. Até lá os sonhos perseguiam-me. Agora não”. a não ser que ambos formem duas metades de um só. ainda acordado. 4-5. torna-se também culpada pelo destino dele.” -v. não só a sua vocação. U. Um só ponho. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. A leitura não está unicamente inscrita no texto. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. d) “(. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. dona leitora. 6-7. ‘Anda lá. por tê-lo induzido a casar cedo. meu rapaz. esse cristal”.F. e no menor número de palavras.” -v. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. 25-26. tenente e imperador. se papa. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. 10-11. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. 43.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação.

Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas.) nesta acepção: reza da capoeira. litania) S. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. sistema circulatório. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na cidade? A máquina o fará por nós. no último verso. ( ) Esse poema. ( ) O pronome “o”. Seleta em prosa e verso. no verso 17. da seguinte forma: primeira estrofe. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. e o texto III. julgue os itens que se seguem. Rio de Janeiro: José Olympio. imaginar”. digestivo e respiratório. terceira. os músculos. sistema neurovegetativo. no verso 19. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. pelo lat. na cidade”. os ossos? A automação. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete.)” Considerando o verbete acima. na forma como se apresenta. ( ) Como obra poética. narração.” RICARDO. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. a “labutar no campo.1. julgue os itens seguintes. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. discurso. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. ou conversa longa e fastidiosa. cantilena. sistemas motor. Por que pensar. INL. Ó máquina. Relação. 45. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. (ant. no verso 21. lengalenga. O cérebro eletrônico. Por que labutar no campo. 2. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. Cassiano. Cap. a “fazer um poema” e. (Sin. p. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. desvela a ironia com que se estrutura o poema. a “subir a escada de Jacó”. no verso 15. Fig. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. 85-6. imaginar? A máquina o fará por nós. em um contexto de capoeira. quarta e quinta. ( ) Ao longo do poema. sistema lingüístico. segunda. 1972. que aparece várias vezes no poema. ( ) A voz do poeta. refere-se.Noções de literatura Avançar . Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. corresponde. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. Bras.f. UnB-DF Acerca das idéias do texto. uma oração. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. ócio dourado. orai por nós. a “pensar.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Antônio Carlos Jobim. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. que descreve a paisagem. no silêncio. a canção que eu fiz pra te esquecer. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. brasileiro. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos.. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. os costumes e tradições do indianismo.” Antônio Carlos Jobim. c) O autor. então. agora. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e.Noções de literatura Avançar . Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. lento um trovador cheio de estrelas escuta. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. U. conseqüentemente. a fauna e flora. percebendo-se a sua influência ainda hoje. Vem cá. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas.. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset.46.

mais privadas. trabalho rotina. estejam presos ou soltos. 1994. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. num dos pulsos. João Cabral de Melo. que não são artistas nem artesãos. 18 e de pássaro cantor. se pássaros. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. Voltar Língua Portuguesa .Noções de literatura Avançar . se ouve palpitar um bicho. com voz de pássaro rouco. pelo tamanho e quebradiço da forma. 2 O que eles cantam. Obra completa. mais perto estão das gaiolas ao menos. vão num bolso. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. e nunca. Assim. 324-6. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. como em jaula. Se são jaulas não é certo.” NETO. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. em série. em nenhum momento. Umas vezes. não assinado. impessoal. a saltação que ela guarda. dentro das quais. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. p. outras vezes. tais gaiolas vão penduradas nos muros. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.

considerando-se o número de sílabas em cada verso. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. o ouro vem. quer dizer. barra. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. ( ) Na interpretação de poemas. a produção pessoal versus produção impessoal. torna-se pó. 49.” MEIRELES. “cantando”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por ser átona. Cecília. poder. em ordem direta. Romance II. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. rotineira.Noções de literatura Avançar . ( ) No primeiro verso do poema. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. folha. De seu calmo esconderijo. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. produção variada. 48. dócil e ingênuo. em função de seu assunto e da linguagem despojada. amor e pensamento.47. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. o povo. julgue os itens seguintes.. infinitas galerias penetram morros profundos. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. prestígio. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. “gaiolas”. “canto”. UnB-DF Em relação ao texto. Assim. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. na sexta estrofe. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. ( ) A linguagem é poética. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). engenho. É tão claro! – e turva tudo: honra. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. julgue os itens que se seguem. UnB-DF Ainda em relação ao texto.. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. “jaulas”. criativa versus produção em série.

Toda Poesia. d) da força dos verbos. e) da beleza dos substantivos saudosistas. e não vejo na vida. U.Texto para as questões 50 e 51. do dia-a-dia. Ando a pé. o autor não se utiliza: a) de comparações. Civilização Brasileira. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. de ônibus. de táxi. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. b) vermos algum sentido na vida. 1987. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. c) não nos desesperarmos. U. amigo. Rio de Janeiro. reservista. b) do efeito dos adjetivos. 51. povo solidário e unido. 20 GABARITO 50.” GULLAR. Ferreira. nenhum sentido. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. p. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. casado. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. maior. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. 229. e) sermos gente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) da construção de versos livres.Noções de literatura Avançar .

O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. com meu tédio sem voz. Nos dois primeiros versos. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. pela incomunicabilidade e. nesse poema. Cecília. por vezes. a soma das alternativas corretas. 1977. profundamente interiorizado. 16. como resposta. 02. O último verso indica. conseqüentemente. Percebe-se. Há. A arte pode ser “inverossímil”. no poema. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. trata-o com desdém. 32. uma por uma: porém minha alma sabe mais. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais.52. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. portanto. ela se permite dizer “inverdades”. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. no poema. Isso porque. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. e o da interioridade.” MEIRELES. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. Rio de Janeiro. 01. 04. Obra poética. U. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. portanto. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. “Interpretação As palavras aí estão. o delírio. 08. 256. a perda da percepção dos limites da realidade. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. p. Pode-se dizer que. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. Nova Aguilar. a existência de dois universos: o da exterioridade. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .E. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. ou seja. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Falai! meu mundo é feito de outra vida. Falai! que estou distante e distraída. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. Talvez nós não sejamos nós. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico.Noções de literatura Avançar . Dê. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística.

encalhe da família. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Urupês. e eu. Salvo se declara amor à minha mulher!. manca da perna esquerda e um tanto aluada. enchendo-se de coragem. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. já se vê. vencido. nos dias de folga. então nos dezessete.. mas o amor. Depois. coronel. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. com bastante sucesso. o coronel trancou o escritório. Escrevente. São Paulo: Editora Nacional. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. Triburtino não era homem de brincadeiras. O escrevente ressuscitou. Depois. histérica. Aqui se estrepou. madurota.Noções de literatura Avançar . explicou. Encontros na igreja. Toda a gente lhe tinha um vago medo. são três: da primeira pessoa – quem fala. troca de olhares. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense.. Depois.. voltando-se para dentro. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. — . Ama. . Laurinha.. — Os pronomes. Escolha! O escrevente. derrubou a cabeça.. ou à preta Luzia. minha mulher ou a preta. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. Escolha!” LOBATO. Abriu os olhos e a boca. — ..INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. com a pulga atrás da orelha. moço. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. O Colocador de pronomes. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . — Nada de frases. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. — Oh. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. não permitirei nunca. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. entretanto. por instinto. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. 1940. — Laurinha. mandou chamá-lo à sua presença. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. Vinte e três anos. nem tufos de cabelos no nariz. a tremer.. Magro. Abriu uma gaveta.. Depois.. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. da segunda pessoa – a quem se fala.. desdobrou-o. minha filha e tem a audácia de o declarar. balbuciou medrosa confirmação.. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. In: Contos pesados.. Silenciaram ambos. — Sei onde trago o meu nariz. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. que é mais forte que a morte. donzela. vesga. Parou. bilhetinho perfumado.. essa. sondando uma retirada estratégica. Não lhe erravam os pressentimentos.. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. e a do Carmo... a serenata fatal à esquina. da terceira pessoa – de quem se fala. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. apesar da distância hierárquica que os separava.. e neste caso Laurinha. bastava esse movimento de peão. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. quer o coronel dizer. cozinheira. com o Acorda. batendo-lhe no ombro paternalmente. apenas quatro palavras. Monteiro. Pois agora. como sabe. Mal o pilhou portas aquém. – nunca. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. o moço veio um tanto ressabiado. seu chefe natural. Apesar disso.. O velho fechou de novo a carranca. O escrevente.. e neste caso Maria do Carmo. em pausa de tragédia. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. Por fim o coronel. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. não receia sobrecenhos enfarruscados.. Negrinha e O macaco que se fez homem. roupa nova. tornando a si.. num pasmo. corrigiu o erro. do escrevente. Ar um tanto palerma. Namoro à moda velha. e neste caso vassuncê. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. o qual tinha duas.. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. moço. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. então. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. Para abrir o jogo.. à missa. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. depois de três dias de sobrecenho carregado. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. Ora. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. Escrevera nesse bilhetinho..

E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. Teus filhos que choram tão grande mudança.. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. parma.. 56. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico.. 54. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. Vinte e três anos. UFMT ( ) No trecho Escrevente. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. GABARITO 57. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. produzindo formas como ingreis. interrompendo o fluxo da narrativa. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. ( ) Nessa narrativa. há um exemplo de metonímia. Magro. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. e vive um só instante. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. mas cordial e receptivo a bajulações. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. em ambos os trechos. 23 55.. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. ambas dicionarizadas. “Meu Deus.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. craru. sar. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro.Noções de literatura Avançar . Senhor meu Deus. é incorreto afirmar que. Ar um tanto palerma. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. b) o eu poético se dirige a Deus. é casar!” . Voltar Língua Portuguesa . ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou.53. com o intuito de criar uma escrita brasileira. e. ( ) Na narrativa. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo.

INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. 60. enquanto não aparece negócio. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. através da repetição de alguns versos. traz meu lençol. destacando. e) São versos dodecassílabos. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. fatos passíveis de serem verdade. tornar seu mundo musical leve. entre outras tantas letras para suas músicas. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que eu estou no banco.58. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. de que as personagens pertencem à elite burguesa. estou muito esperançado Mas. d) Enredo. para a criação de personagens. no texto. 1979. o operário da construção civil consegue. U. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. c) O amor. e a poesia. ( ) Há indicações. metaforizando tal passagem com a morte. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. ô mulher. nos últimos instantes de sua vida. Rio de Janeiro. com severa crítica social. José Olympio. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. “Está tudo muito bem.F. Farsa da Boa Preguiça. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. 59. o poema a seguir. b) Escrito em versos alexandrinos. isto é. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. também musicado. deitado!” GABARITO SUASSANA. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta.Noções de literatura Avançar . provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. d) O início de alguns versos se repete. pessoal. Ariano.

Também meu coração. há pouco. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Já solta o bogari mais doce aroma. o verso 27. No silêncio da noite o bosque exala. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue.. movendo as folhas. e) A natureza. U. que não chega.61. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. à pessoa amada. Poesia. Já nos cimos do bosque rumoreja. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. brilham estrelas. Brilha a lua no céu. Jatir.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Do tamarindo a flor abriu-se. “Leito de folhas verdes Por que tardas.. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. como estas preces. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. como estas flores. ao rival de Jatir. Agir. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. no poema.F. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. não mais. Gonçalves. Correm perfumes no correr da brisa. não desempenha nenhuma função específica.Noções de literatura Avançar . Rio de Janeiro. o verso 20. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor.

na cruel agonia que só compreendem aqueles. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que.. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. e abandonar-me só neste mundo. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. Maria.. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” 26 GABARITO 62. Paulo. viram finar-se gradualmente uma vida querida. uma febre intensa que a fez delirar.. e abraçando a irmã. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. e abandonar-me só neste mundo.. porque ele era mais teu do que meu. Nesse texto em foco. por ti e por mim.. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. para as afirmações verdadeiras. Ama-o por ele.. sejam elas virgens ainda. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede.. lhe servirás de pai. de José Alencar. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . Vive por mim!” e em: “O dia se passou. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. Logo que lançar o aborto. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. Nosso filho. fica-te um pai. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio.. minha amiga! Quando ficares boa. à tua irmã. À noite declarou-se a febre.. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem.” Neste período. Sua mãe lhe servirá de túmulo. desde o primeiro dia em que nos encontramos. e a mim. Quero confessar-me. — Queres acompanhar teu filho. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. que não poderia amá-la.. ficará inteiramente boa. — Lançar!. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes.Noções de literatura Avançar .”. Paulo. Maria.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. promete-me que se ela não for tua mulher. — Para aliviá-la do seu incômodo.”. promete-me que se ela não for tua mulher. e F. “Apenas o médico saiu. exemplificando assim um caso de próclise. disse-lhe: — Perdes uma irmã.. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. — Iremos juntos!. “A febre lavrava com intensidade. Ana. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. Paulo. já não existe. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. que nenhum efeito produziu.. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. não engana. — O remédio de que eu preciso é o da religião. lhe servirás de pai. o teu. os termos grifados exemplificam metáforas. ajoelhados à borda de um leito. voou pelo aposento. Maria. Pela manhã. depois de um sono curto e agitado. UEGO Assinale V. e sempre mais graves. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta.. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. impelido com violência. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta.

não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. O serviço. p. relanceia-os lentamente pela janela. Ele se dirige para a sua carteira. Faz cálculos. sem interromper a conferência das contas. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno.. seu valor ou sua magnanimidade. pois.63. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. depois então ‘lançá-las’ com capricho. É preciso antes submetê-los a uma conferência.. nesses momentos. não necessita ‘estar em dia’. Ambos muito quietos. quadros risonhos. embora seja o protagonista. ver se as operações de cálculo estão certas. bate muitos carimbos. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. julgue os seguintes itens... quando não está ‘batendo’. Dispõe de grande prática. em forma de faturas. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. decifrando-lhe pensamentos.” MACHADO. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados... há sempre multiplicações e adições a fazer. seu anonimato e sua alienação. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. calcular. Depois. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. Custa um tostão. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. uma acusação contra si mesmo. não. É preciso classificar as notas. injustiça ou grosseria dos homens. lê um livro. São Paulo: Ática. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. não exige pressa. 26-7. 1992. sentimentos e sensações. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. O datilógrafo. 27 De acordo com o texto acima. que penetra na mente da personagem. não era raro vir-lhe um remorso. Já tomou um há pouco.. 12ª ed. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. porém.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . quando tem já um grupo de contas respeitável. Não tarda. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis... Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. Os ratos. não tinham. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. O primeiro escriturário confere contas. pequena. Mesmo assim. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. ( ) Pelo texto apresentado.. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. Era então uma simples contrariedade a esquecer. mas por sua mediocridade.. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. Naziazeno não quer café. quando. Dyonelio. É um serviço que faz há muito tempo. usa tinta encarnada. que este é custeado pelos funcionários. uma preterição.Noções de literatura Avançar . São ‘notas’ de consumo de materiais. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. aberto dentro da gavetinha ao lado. Na sala. lembranças. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. emperrados.

Noções de literatura Avançar . 17. 55. 47. 34. 13. 50. 4. 38. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 24. 20. 10. 14. 62. 6. 25. 15. 54. 12. 60. 44. 3. 53. 56. 39. 28. 41. 42. 61. 9. 49. 37. 63. 33. 58. 46. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 8.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 27. 40. 51. 16. 36. 59. 7. 22. 18. 31. 45. 57. 11. 35. 5. 19. 43. 30. 23. 2. 48. 29. 52. 21. 26.

sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. com medo do cevadoiro. em 1549. Sílvio. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. 02. 3. vendo-lhes tais feições. Colhemos e comemos muitos deles. 1 2.. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. d) I e II. 08. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. Porto Alegre: L & PM. chamava alguns para que viessem até ali. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. 1997. 64. e) II e III. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. diante de nós. GABARITO Dê.Literatura no período colonial Avançar . b) II. a soma das alternativas corretas.” – Interesse mercantil. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. como pardais. porque desejávamos saber se o havia na terra. CASTRO. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. “Aqueles outros. c) III. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. relato de viagem e pregação religiosa. por ele chefiada. 32.. “E uma daquelas moças era toda tingida (. E aquele de quem falei antes. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. 04. II. “No domingo de Páscoa. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. 16. 83. 87. U. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. por ser gente que ninguém entende. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. 85.” – Submissão religiosa. como resposta. p. de muito bons palmitos. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. III. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. que estiveram sempre presentes à pregação. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele.” – Visão paradisíaca. Ao longo dele há muitas palmeiras. que a muitas mulheres de nossa terra. 88 e 96.) tão graciosa. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. do que eles dariam se os levassem..” – Difusão do cristianismo.. Ninguém não lhe deve falar de rijo. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. intenção catequética e informação sobre a terra. não muito altas. pela manhã.

verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. e) constituem obras de gêneros diferentes.4. 46-7. 5. da reação do povo faminto. uns dão a culpa total à Câmara. Mas ao mesmo tempo. plena de inversões e de figuras. c) constituem obras do mesmo gênero. mas se a frota não traz nada. a carne. A fome me tem já mudo. produzidas no século XVII. e) O temor. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. os feijões. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. In: Poemas escolhidos.” MATOS. Unifor-CE No período colonial. o perdão divino. porque anda farta até aqui. 7.Literatura no período colonial Avançar . ( ) Parte da obra do Pe. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. o lastro que traz de areia. p. s/d. Voltar Língua Portuguesa . outra parte se destaca desse conjunto. com as dificuldades e os sucessos. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. ( ) Na época colonial. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. distribuídas em períodos diversos. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. buscar a espiritualidade. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. que é muda a boca esfaimada. que entrando co’a vela cheia. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. junto à natureza. Gregório de. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. 6. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. o andamento e as condições da obra de catequese. Décimas. São Paulo: Círculo do Livro. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. declarando daí: “Ponto em boca”. é coisa que me não toca: Ponto em boca. apesar da linguagem rebuscada. e se a Câmara olha e ri. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. ( ) Na poesia arcádica observa-se. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. ao mesmo tempo. por parte do sujeito poético. o peixe. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta.

8. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. que me embaça: Se cresce contra mim. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. p. o que lograva. ou seja. Antônio Soares. Pague no mal presente o bem passado. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. 1015. os senhores tratando-os como brutos. dirige-se o poeta à sua amada Babu. que tinha. ed.Literatura no período colonial Avançar . III. os escravos carregados de ferros. Sermão vigésimo sétimo. alta ventura. e morra suspirando O mal. ou pouco amava. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. 9. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. A presença de um grande número de antíteses. 58. In: AMORA. como estátuas da soberba e da tirania. In: Obras completas de Gregório de Matos. São Paulo: Cultrix. d) barroco. o que convinha. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. Se cresce para mim. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. “alta desgraça” / “alta ventura”). Que quem errou.” MATOS. Deixei como ignorante o bem. Deixei sem atender. p. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. que possuía. os escravos perecendo à fome. b) neoclássico. viver gozando. Salvador: Janaína. o bem. os escravos muitos.” Na estrofe acima. os senhores em pé apontando para o açoite. E morra. os escravos despidos e nus. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. que passo. v. os senhores nadando em ouro e prata.” VIEIRA. aonde vinha. U. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. Babu. 2. ( ) A dor daquele que. b) III e IV. e) I e III. GABARITO No texto. o estilo: a) barroco. Sermões. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. org. o que deixava. Ou entendia pouco. e) neoclássico. 10. Salvador-BA “Porque não conhecia. Que quem podia. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. s/d. IV. o que gozava. c) II e III. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. e não quis. Soneto. Padeça agora. que esta pena merecia. Vim sem considerar. IV. e tanto cresce. os senhores rompendo galas. c) barroco. quando menos confessado. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. Antônio. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. Confesse. alta desgraça. Gregório de. sem ver. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. O envolvimento político do jesuíta. Pe. 1981. os senhores banqueteando. Suspiro agora em vão. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. d) I e IV. 3 De acordo com o texto. Quando não me aproveita a pena minha. por ignorância.

é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. 1998. c) antecipação da estética do Romantismo. e sandeu. d) simplicidade clássica. As respostas. 64. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. Senhora Dona Bahia. como resposta.. 02. Dê. Honra. nesse contexto. U. Negócio Ambição Usura. (. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. p. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco.11. Verdade Honra Vergonha. e sandeu”. Poesia satírica de Gregório de Matos. 54. Vergonha. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. Pretos. Mestiços. enquanto o conteúdo.Literatura no período colonial Avançar . em cada verso. Salvador: EDUFBA.)” Pretos Mestiços Mulatos. 08. que estima por cabedal Pretos. tanto no aspecto formal quanto ideológico. que não sabe que o perdeu Negócio. inicialmente abordando aspectos éticos. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. Numa cidade onde falta Verdade. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. financeiros e étnicos. Ambição. Por mais que a fama a exalta. ameaçando sua própria posição. dou ao demo a gente asnal. nos tercetos. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. 04. Cleise Furtado. desenvolve-se em pares de estrofes. ao longo do poema. por rimas internas. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. a soma das alternativas corretas. 16. Usura. 32. é marcado. 12. que então viviam na cidade de Salvador. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. MENDES. procura.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A expressão “povo néscio. O ritmo do poema. Mulatos. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. com fatos e comentário. nos tercetos.

Literatura no período colonial Avançar . vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. e) II. III. A carta de Caminha. e) I. E a suavidade do prazer trocada. III. os meus montados São esses. em Marília de Dirceu. somente. e) épica de Basílio da Gama. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. tanto mais aborrece a luz do dia. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. Potiguar-RN “Já rompe. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. II. que suave. Está correto o que afirma em: a) I. b) lírica barroca de Gregório de Matos. b) I e II. II e III. 14. que sonora. Que alegre. d) II e III. d) I. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. que coisa é alegria. c) III e IV. b) II e III. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. 15. somente. que é o gozo do tempo presente. IV. Nise adorada não sabe inda. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I.13. III e IV. somente. com que a noite escura. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. a matutina aurora o negro manto. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. 16. II. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. d) simbolista. U. A natureza é descrita de forma objetiva. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. II e II. somente. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. por te não ver. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. e às vezes. c) I e III. Voltar Língua Portuguesa . c) romântica. tinha escondido a chama brilhadora.” COSTA. Na obra de Gregório de Matos. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. no espaço de uma natureza amena.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. Cláudio Manuel da. O último verso apresenta uma hipérbole. que aí vês. não te nego. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. b) barroca. UFSE “Sou pastor. sufocando do sol a face pura. afirma-se: I. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. Nise. a amada representada por uma pastora.

58 12. 62 3. c 16. d 4. c 2. b 14.Literatura no período colonial Avançar . F – V – V – F – V 7. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 11. d 8. d 6. V – F – V – F – F – F – V 9. d 13. c 10. b 5.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 15.

nem galinha. E em tal maneira é graciosa que. a estender olhos. Barroco e Arcadismo Avançar . seriam logo cristãos. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. porque eles.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . A feição deles é serem pardos. até agora. Deste Porto Seguro. nem prata. Jaime. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. que aqui há muito. Porém a terra em si é de muito bons ares.Humanismo. que a terra e as árvores de si lançam. Nem comem senão desse inhame. nem ovelha. nem cabra. querendo-a aproveitar. delas brancas. por bem das águas que tem. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil.” CORTESÃO. vista do mar. sem cobertura alguma. Quinhentismo. o melhor que eu puder. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. hoje esquecidos. mo fez pôr assim pelo miúdo. se algum pouco me alonguei. julgue os itens abaixo. nalgumas partes. primeiro dia de maio de 1500. Q U IN H E N T IS M O . não pudemos saber que haja ouro. nem coisa alguma de metal ou ferro. Nela. 1 GABARITO 1. nem vaca. Beijo as mãos de Vossa Alteza. ( ) Segundo Caminha. A carta de Pero Vaz de Caminha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . assim frios e temperados. é tudo praia-palma. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. grandes barreiras. Andam nus. por conter elementos da função poética da linguagem. com quanto trigo e legumes comemos. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. infindas. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. que nos parecia muito longa. Ela me perdoe. hoje. e dessa semente e fruitos. Coleção Clássicos e Contemporâneos. que nesta navegação agora se achou. da vossa Ilha de Vera Cruz. 199-241. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. nem qualquer outra alimária. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. de que nós deste porto houvemos vista. se homem os entendesse e eles a nós. Pero Vaz de Caminha. não têm nem entendem em nenhuma crença. sexta-feira. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Tem. bem feitos. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. Águas são muitas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. de bons rostos e bons narizes. que costumada seja ao viver dos homens. muito chã e muito formosa. maneira de avermelhados. Senhor. De ponta a ponta. E nesta maneira. Esta terra. dar-se-á nela tudo. E. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. Eles não lavram. nem criam. segundo parece. Não há aqui boi. Pelo sertão nos pareceu. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. como os de Entre-Doiro-e-Minho. também. porque. nem lho vimos. ao longo do mar. Parece-me gente de tal inocência que. p. delas vermelhas. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. muito grande. Senhor. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados.

consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. tem poderes maiores que Deus. II e III. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. pois. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. julgue os seguintes itens. considere as seguintes afirmações. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. 5. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). nesta peça. Quinhentismo. d) Apenas II e III. Além disso. ao julgar justos e pecadores. que a derruba. c) Apenas I e III.2. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. ( ) No nono parágrafo do texto. 4. substitui o propósito de edificação espiritual. na construção da farsa. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. UnB-DF Ainda com relação ao texto. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. pois legumes são sementes e trigo é fruto. Sugere que o diabo. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). de Gil Vicente. a primeira contém a segunda. mantêm-se as mesmas relações de idéias. II. III. de Gil Vicente. asno que a carrega. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . Voltar Língua Portuguesa . 3. b) Apenas I e II. d) O asno corresponde a Pero Marques. animal nobre. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. I. apesar dessa prática. mesmo sendo estes mais bem alimentados. o que evidencia o propósito de sátira social que. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. para a Biologia. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. Ressalta também que. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. e) I. guardando traços dos dois períodos. Quais estão corretas? a) Apenas I.

E se a um pouco alonguei. a saber. da Vossa Ilha de Vera Cruz. até outra ponta que contra o norte vem. Em tal maneira é graciosa que. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. o melhor fruto que dela se pode tirar. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. não podíamos ver. será tamanho. c) Realismo. até então. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. umas vermelhas e outras brancas. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis.o que d’Ela receberei em muita mercê. ou outra coisa de metal ou ferro. Deste Porto Seguro. ( ) A Carta. Quinhentismo. mo fez pôr assim pelo miúdo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . primeiro dia de maio de 1500. por me fazer singular mercê. e a terra de cima. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. da ponta que mais contra o sul vimos. de que nós deste porto houvemos vista. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura.Humanismo. a Ela peço que. Senhor. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. Águas são muitas. ( ) Para Caminha. nos pareceu vista do mar. De ponta a ponta. querendo a aproveitar. 7. que haver nela. muito grande. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. dar-se-á nela tudo. por causa das águas que tem! Contudo. b) Arcadismo. terra a dentro. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. por se tratar de uma missiva. infinitas. 8. ( ) Nele. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. ( ) No entender do autor. sexta-feira. meu genro .” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. parece-me que será salvar esta gente. parece-me que. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. que tinha o homem no centro de tudo. de Pero Vaz de Caminha. nem lha vimos. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. Senhor. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. Pelo sertão.” 3 GABARITO 6. AUE-DF Julgue os itens que seguem. e) Modernismo. hoje.Texto para as questões 6 e 7. d) Simbolismo. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. já seria uma grande dádiva. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. tamanha a sua abundância na nova terra. ( ) Este texto. É pois que. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. Beijo as mãos de Vossa Alteza. Ela me perdoe. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. é toda a praia muito chã e muito formosa. Barroco e Arcadismo Avançar . o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. tem característica oratórias. porque a estender olhos. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias.

( ) Os termos “fruto” e “semente”. (. Negros e finos cabelos. caracterizado como pastor.Humanismo.. Barroco e Arcadismo Avançar . antes de tudo. A pastora Marília.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. querendo-a aproveitar. ele é. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. darse-á nela tudo. de bons rostos e bons narizes. exigida pelas convenções neoclássicas. Texto II “O seu semblante é redondo.. 11. do jesuíta Fernão Cardim. AEU-DF Julgue os itens seguintes. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.. Teu lindo corpo bálsamo vapora. em relação à semântica e à estilística. e) do “Diário de Navegações”. por bem das águas que tem.) Porém a terra em si é de muito bons ares. utilize o texto das questões 6 e 7. com o padrão poético realizado em cada composição.) ( ) Por “contra o sul vimos. contra o norte vem”. Texto III “Papoula. Carnes de neve formadas. que são cor de neve. do Pe. ora é descrita como tendo cabelos negros. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. ser substituída por detalhadamente. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto.. Quinhentismo. escritas nos dois primeiros séculos. Manuel da Nóbrega. a pastora Marília.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. de Pero Lopes de Souza. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. estabelece-se um raciocínio analógico. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. sem nenhuma cobertura. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. 10. no texto.. E em tal maneira é graciosa que. (. escrivão do primeiro colonizador. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. descreve sua amada. uma idealização poética. ou rosa delicada. Manuel. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão.9. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. Sobrancelhas arqueadas. Voltar Língua Portuguesa . maneira de avermelhados. para dar a idéia do clima da nova terra. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. o de Martim Afonso de Souza. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora.). c) O sujeito lírico. Andam nus. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. e faces cor-de-rosa. estão empregados em sentido figurado. Maria Dorotéia. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga.. sem equívoco semântico. ligado à vida do poeta. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. e fina. bem feitos. carece de unidade de enfoques. ora loiros. Te cobre as faces.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. (Para esta questão. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos.

Humanismo. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil.p. 13. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. bucólica. 1999. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. São Paulo: Scipione. U. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. José de. Quinhentismo. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. b) V – V – V – V – F. dos frios gelos e dos sóis queimado. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. inspirados na frase de Horácio. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. e mais as finas lãs. das brancas ovelhinhas tiro o leite. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII.12. Tomás Antonio Gonzaga. frutas. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. dá-me vinho. exemplificando as tensões do seu tempo.” NICOLA. que viva de guardar alheio gado. Marília bela. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. Tomás Antonio. 106. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. de expressões grosseiro. é: a) V – F – F – F – F. b) Os árcades. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. legume. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. “O Arcadismo. d) F – F – V – V – V. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro.p. Graças. José de. Marília. de cima para baixo. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. de que me visto. que consiste no princípio de viver o presente. em seus poemas e sermões. 1999. pastoril. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. Marília de Dirceu. tenho próprio casal e nele assisto. não sou algum vaqueiro. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. é uma postura típica também dos árcades. 116. 14. e) F – F – F – V – V. Barroco e Arcadismo Avançar . c) V – V – F – V – F. São Paulo: Scipione. azeite. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.F. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. fugere urbem (“fugir da cidade”). onde o poeta viveu. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. Graças à minha estrela. assinale a alternativa incorreta. In: NICOLA.” GONZAGA. de tosco trato. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético.

mas vós não ofendeis a Deus com a memória. 16. e) romântico. 17. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. Por usar de siso mero. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. eu discordo. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. dirigida a Inês. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. UFRS Assinale a alternativa correta. GABARITO b) clássico-renascentista. Quinhentismo. asno que leve quero. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. Voltar Língua Portuguesa . Eu falo. significa “bravo”. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. Viória-ES –“Ah! Peixes.I. pelas comparações. pelo bucolismo. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. pelo conceitismo e cultismos. estai quando quiserdes estar. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. No canto I. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. pelo sentimentalismo. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. Barroco e Arcadismo Avançar . por sua religiosidade. e não cavalo folão. c) barroco.. d) árcade.15. eu quero. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. após o malogrado matrimônio com o escudeiro.Humanismo. na passagem que narra o concílio dos deuses. eu lembro-me. antes lebre que leão. no caso. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido.. F. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. de Camões. antes lavrador que Nero.

... Barroco e Arcadismo Avançar . que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. F.M.. por ser um poeta de transição..E. a natureza mineira. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. os navegantes prosseguem. pintura.. c) apesar das ameaças do gigante. Quinhentismo. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. Padre Antônio Vieira 04. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor.. e) exaltação à índia Lindóia. nos seus poemas de contestação social. escultura e arquitetura da época.... como resposta.. UFRS Assinale a alternativa incorreta. Além da literatura.. da qual participou... ao qual imprimiu características barrocas... e que se convencionou chamar de ..M. 19. ao dar lugar a um “medonho choro”.18. episódios da Inconfidência Mineira.. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. misto de missionário e colono português. no Uruguai. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. 20.. d) a nuvem negra que se desfaz. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou.. textos em prosa. fazendo ressaltar .. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. uma nova tendência. de traços bem definidos... F... sobretudo.. U. c) exaltação à terra brasileira. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso... b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. que o poeta compara ao paraíso.. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. Voltar Língua Portuguesa .. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. Gregório de Matos 16.Humanismo. U. d) crítica a Diogo Álvares Correia. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira.. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. contra o exército espanhol. 22. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. o que pode ser comprovado nas descrições. principalmente do Ceará e da Bahia. Manuel Botelho de Oliveira Dê... Cláudio Manuel da Costa 08. basicamente. e) narra. de Basílio da Gama. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado... é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro.. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. Tomás Antônio Gonzaga 02. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema... a soma das alternativas corretas. 21.. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta... estende-se à música... No canto V de Os Lusíadas. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. antes associada ao Cabo das Tormentas. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura.. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano .F.. bem como aspirações religiosas.

UFRS Leia o soneto abaixo. tu a mi empenhado. II. Oh se quisera Deus. “Um mover de olhos. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. um riso brando e honesto. c) a manifestação de apego a Portugal.23. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. um despejo quieto e vergonhoso. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. Barroco e Arcadismo Avançar . um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe.Humanismo. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. e tanto negociante. de qualquer alegria duvidoso. um ar sereno. 25. um medo sem ter culpa. d) Apenas I e III e) I. III. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. A ti trocou-te a máquina mercante. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. 8 c) o futuro desejado revela. c) Apenas I e II. Voltar Língua Portuguesa . Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. que se contrapõe à solenidade do poema épico. d) o poema faz referência ao contexto da época. no poema. brando e piedoso. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. Quinhentismo. um encolhido ousar. A mim foi-me trocando. a presença de uma voz moralizadora. Rica te vi eu já. I. idealizando a figura feminina. Que em tua larga barra tem entrado. quase forçado. um desejo gravíssimo e modesto. um doce e humilde gesto. Quais estão corretas? a) Apenas I.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. sem ver de quê. considere as seguintes afirmações. tu a mi abundante. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. limpo e gracioso. uma brandura. II e III. mantém-se distanciado do objeto criticado. uma pura bondade manifesto indício da alma. assumindo uma atitude de insensibilidade. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. b) Apenas III. 24. e tem trocado Tanto negócio. de Luís de Camões. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. no poema. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória.

179-80. Sendo só de mim o Pica. MATOS GUERRA. mas resta saber. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. que fico então Pica-flor. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. Barroco e Arcadismo Avançar . muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. décima – composição poética de 10 versos. usura – juro de capital. São Paulo. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. Nacional. juro excessivo. Marilena. patifaria. Gregório de. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. e o mais vosso. escuta. p. Quinhentismo. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. s. ao autor e à sua obra.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). 1) “A uma freira. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam.E. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. passarinho. 1977. Pica-flor aceito ser. se no nome que me dais. Heitor e MATSUOKA.26. U. pesquisa. In: MEGALE. 4.Humanismo. meteis a flor. claro fica. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. picardia – velhacaria. ed.

Neles. No primeiro. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). 5 e 6. U. No primeiro poema. 9 e 10. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. c) Ficção regionalista. Dê. extravagante. são comuns durante o período colonial. Quinhentismo. No primeiro. no conjunto formado pelos versos 3. estrutura característica da décima. No segundo. No segundo. d) Literatura informativa. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. sobretudo. como resposta. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. evidentes. sobretudo. corrupção e roubo generalizados. b) Sermões eucarísticos. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. dar-se-á nela tudo. ocorre elisão apenas no verso 2. Os dois poemas pertencem. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. No primeiro. Em tal maneira é graciosa que. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. infinitas. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. 4.F. No primeiro poema. por causa das águas que tem! Contudo. 5 e 6. No segundo. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. Os dois poemas pertencem. c) a técnica da disseminação e recolha. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. respectivamente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar.10 GABARITO 01. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. característica do Barroco. 4. 32. 02. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. 16. respectivamente. Santa Maria-RS “As águas são muitas. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. ocorrem elisões nos versos 2. 04. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos.Humanismo. 08. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. no primeiro poema. culta. e) Gênero lírico. Voltar Língua Portuguesa . 27. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. querendo-a aproveitar. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). a) Biografias de santos. estrutura comumente utilizada na composição da décima. já que é dirigido a uma freira. evidentes. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. a soma das alternativas corretas. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. no conjunto formado pelos versos 3. gosto pela maledicência. Barroco e Arcadismo Avançar .

ao descreverem o Brasil. e) I e III. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. Santa Maria-RS O Quinhentismo. Quinhentismo. III. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. Barroco e Arcadismo Avançar . A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. d) Apenas II e III. Está correto apenas o que se afirma em a) I. d) I e II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. ainda. uma produção informativa e doutrinária. b) Apenas II. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. e) Bento Teixeira Pinto. b) II. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. d) Gregório de Matos Guerra. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. 24 de maio de 2000. c) III. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. enquanto manifestação literária. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. em Os Lusíadas: I. e) Apenas III. c) Cláudio Manuel da Costa. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. não se pode falar. c) Apenas I e III. U. II.F. ou seja.F. III. na existência de uma literatura brasileira. 30. U. já velho e com um “saber só de experiência feito”. II. 29. b) Tomás Antonio Gonzaga.28.Humanismo. pode ser definido como uma época em que: I. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram.

) Entraram. linda Inês. como que nos dizendo que ali havia ouro. folgou muito com elas. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. Naquele engano da alma ledo e cego. Tuas aras banhar em sangue humano. (. No trecho selecionado. estava sentado em uma cadeira. Como se fora pérfida inimiga. PUC-SP “Tu. acenou que lhas dessem. III. II e III. como um todo. Que a fortuna não deixa durar muito. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta.” 12 Os Lusíadas. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Deste causa à molesta morte sua. do qual o trecho acima faz parte. puro amor. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. 32. b) Apenas II. c) Apenas I e II. posta em sossego. É porque queres.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. bem vestido. Aos montes ensinando e às ervinhas. Quinhentismo. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão.. humanizando os versos. (.. d) retrata a beleza de Inês. II. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. só tu. e aos pés uma alcatifa* por estrado. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. Entretanto. I. Quais estão corretas: a) Apenas I. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. quando eles vieram. e) I. Mas não fizeram sinal de cortesia.. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. Barroco e Arcadismo Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Desse episódio.) Viu um deles umas contas de rosário. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. De teus fermosos olhos nunca enxuito. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. De teus anos colhendo doce fruito.Humanismo. O nome que no peito escrito tinhas. Estavas. e lançou-as ao pescoço. obra de Camões. O episódio de Inês de Castro.. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Nos saudosos campos do Mondego. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. áspero e tirano. “O Capitão. legítima herdeira do trono de Portugal. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. brancas. UFRS Leia o texto abaixo.31. d) Apenas II e III. Se dizem fero Amor. posta em sossego. como dizendo que dariam ouro por aquilo.

ed. Por isso vos canta. ANCHIETA. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Moderna.” Vocabulário: folgar: alegrar. isso bastaria. infindas. Poesia. 5. Estudos de Língua e Literatura.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. E em tal maneira é graciosa que. orientação. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. acréscimo. muito numeroso. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. A Carta de Pero Vaz de Caminha.33. querendo-a aproveitar. Vossa santa vinda O diabo espanta. muito grande. adição.Humanismo. lume: luz. Barroco e Arcadismo Avançar . In: TUFANO. por bem das águas que tem. acrescentamento – aumento. Moderna. a saber. ed. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Douglas. São Paulo. o povo. U. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. São Paulo. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. Douglas. acrescentamento da nossa santa fé. Com prazer. Quinhentismo. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Estudos de Língua e Literatura. In: TUFANO. De Jesus querida. 1998. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. 5. em 1498. dar-seá nela tudo. 1998. 1) “Águas são muitas.E. Porém. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. José de. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.

O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). No segundo excerto. emprega a gradação. II. dar-se-á nela tudo. igualmente ricas de informações. a soma das alternativas corretas. Por mais que a fama a exalta. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. por bem das águas que tem”). portanto. 34. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. 08. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. vergonha. Gregório de. 02. documentando o processo de conquista e colonização. não se pode falar em literatura no Brasil.Humanismo. III. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. moral e cristã. O poema I. informando sobre a natureza. III. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. confirmando. c) apenas I. Nos dois excertos. II. b) apenas I. 04. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. II.14 01. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. O demo a viver se exponha. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. d) apenas I. denominado “ciclo dos descobrimentos”. e) todas. Nos dois excertos. como resposta. as reais intenções de expansão do comércio. infindas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. No primeiro excerto. Numa cidade onde falta Verdade. o índio. No segundo. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. IV. Rio de Janeiro: Record. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. 1990. Evidenciam-se. ao mesmo tempo. já conhecida dos portugueses. V. honra. IV. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. desse modo. No primeiro. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. Dê. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. Barroco e Arcadismo Avançar . refere-se à cidade de São Paulo. Que mais por sua desonra? Honra. por bem das águas que tem”). querendo-a aproveitar. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. V. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. Quinhentismo. E em tal maneira é graciosa que. catequizar os índios. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. as obras dos jesuítas aparecem. 16. Nos dois excertos. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. V. IV. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas.” MATOS. Então. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. emprega a ordem direta. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. V. enfatiza as idéias opostas. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter.

c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. In: Veja. Senhor. e) dirige-se ao rei de Portugal. não haverá quem entre nelas. do Padre Antonio Vieira. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Em todos os momentos da humanidade.Humanismo. cada vez mais. Silvio. U. o mais forte sobrepujou o mais fraco. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. Quinhentismo. a fim de salvar o país da invasão holandesa. dependerão de produtos fabricados pelo branco.F. motivos árcades. 36. Ver-se-ão ermas e solitárias. U. que já começava a destruir as igrejas da cidade. c) F – V – F. associando. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. Quase sempre de forma violenta. como costumava em semelhantes dias. 30 de junho de 1999. em suas composições. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. b) V – V – F. como nos campos. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. despojados os templos e derrubados os altares. corretamente. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. nele. Os moradores do parque. a fim de preservar o patrimônio da Igreja.F. nascerá erva nas igrejas. e) F – V – V. Barroco e Arcadismo Avançar . É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. Falam baixo. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. apresenta. e não haverá memória de vosso nascimento. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. enfermeiras. pedagogos. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica.35. Neste canto do Brasil. sempre que o choque ocorreu. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. pois ambos destacam. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica.” FERRAZ. acabar-se-á o culto divino. usa “salvação” no sentido religioso. d) V – F – V. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. a urbanização baterá às portas da reserva. elas têm cabelos compridos e tranças. em 1640. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. ou seja. e que as não pisa a devoção dos fiéis. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. médicos. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. Do Xingu.” GABARITO 37. passará a Quaresma e a Semana Santa. no sentido de salvação da alma. “Eles não usam barba. Passará um dia de Natal. Esguios. mingau de amendoim e frutas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vindos de diversas regiões brasileiras. porque não há quem venha à solenidade.F. quase três séculos depois. alimentados a peixe moqueado com biju. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. biólogas e engenheiros agrônomos. seu nome à característica presente nessa obra. A seqüência correta é: a) F – F – V. U. de converter o índio à fé católica. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. várias vezes.

ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. utiliza uma: a) ironia. 16 Sobe ao sol. U.38. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. bonzo bramá. Da vossa alta clemência me despido. Governador do Rio de Janeiro. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental.E. Barroco e Arcadismo Avançar . c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. Quer ser filho do sol. Se bem rei mais propício. a névoa. Por altiva. nascendo cá. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor.F. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. Vos tenho a perdoar mais empenhado. confiada. Que sem ser do Pequim. Primaz da Cafraria do Pegu.Humanismo. a Eneida e Os Lusíadas. Em régio estado não desterras flores. a luz lhe enfada. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. 39. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. Que ele estrelas desterra em régio estado. como a Odisséia. por lustrosa. única figura feminina do poema. c) gradação. por densa. A exaltação. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. a mariposa. U. mas não porque hei pecado. Quinhentismo. A esse cede amor em mil ternezas. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. cobre o dia. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. soberba. e mais amado. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. por ser do Açu. b) antítese. Voltar Língua Portuguesa . e) Lindóia. e) prosopopéia. d) onomatopéia. (Gregório de Matos) 40. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. (Gregório de Matos) b) Temerária. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. de Basílio da Gama. acentuando seu caráter bárbaro.

Começa o mundo enfim pela ignorância. Barroco e Arcadismo Avançar . luz/sombra. dia/noite. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. Há nele um jogo simétrico de contrastes. Em contínuas tristezas a alegria. c) somente III está correta. II.Humanismo. diante do curso seguido pelas forças naturais. “alegria” e “firmeza”. cuja última firmeza é a inconstância.” Gregório de Matos. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E na alegria sinta-se tristeza. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. b) somente II está correta. considere as afirmações abaixo: I. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. que são: rimas ricas. está fazendo referência à pureza primordial da infância. a formosura do dia. tais como o findar do dia e o início da noite. que cumpre os padrões da forma fixa. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. Quinhentismo. GABARITO e) todas estão corretas. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. esconder-se nos próprios sofrimentos. A respeito de tais afirmações. que se opõe à degradação dos bens materiais. se desfrutem as alegrias e. não sabe retê-la. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. que compõem a figura da antítese. 42. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto.. Em tristes sombras morre a formosura. como o Sol. de outro. e) O poema toca também na questão da inocência. ali. e não dura mais que um dia. deve-se dizer que: a) somente I está correta. por um lado. nas sombras da noite. e por “constância”. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. ao vivenciar a alegria. Depois da Lua se segue a noite escura. III. etc. Esse é um soneto oitocentista. 17 41. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”).Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. na tristeza. se acaba o Sol. Na formosura não se dê constância. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. d) somente I e III estão corretas. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. Porém. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. preferindo. tristeza/alegria. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. e na Luz falte a firmeza. pois.

Deus me guie. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. 45. vejo galas. que o ouro e a prata derretidos. onde das casas dos pequenos não se faz caso. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. mas não vejo a fé. e ao longe quintas. uns com libré. e) Romantismo. d) soneto com versos decassílabos. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. como se há de ver a fé.Humanismo. vejo baixelas. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. liteiras e coches. nem têm nome de casas. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. a risco de quebrar. das janelas vejo ao perto jardins. Primeiro que tudo vejo cavalos. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) texto curto. vejo jóias. Quinhentismo. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. parte por parte. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. haviam de verter sangue. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. c) José de Alencar. a quem não fazíeis a féria. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. Se o que vestem os lacaios e os pajens. b) Gregório de Matos. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. e) segundo o autor. c) Arcadismo. FEI-SP O autor do texto. Barroco e Arcadismo Avançar . (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. e as sedas se se espremeram. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. e. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. Padre Vieira. ou fora dele. perfumes e sensações táteis. 44. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. outros sem ela. b) Trovadorismo. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. d) Carlos Drummond de Andrade. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. 46. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. d) Realismo. 47. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. e) utilização de muitas frases interrogativas. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. e) Fernando Sabino. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. se queriam ir buscar a vida a outra parte. b) uso constante da metáfora e da antítese. as jóias e as baixelas. ou no Reino. os prendíeis e obrigáveis por força. enfim. vejo criados de diversos calibres. vejo todo o palácio e também o oratório.

Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Desterrando do Inverno os desfavores. d) provocar fortes emoções em seu público.Humanismo. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Em si perfeitos quatro AA encerra. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. têm mais valia. E nesta maioria. Que como junto ao mar o sítio é posto. O quarto A. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Tomo I. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Barroco e Arcadismo Avançar . certa assimetria entre a disseminação e a recolha.” 19 OLIVEIRA. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. p. Como maiores são. Quinhentismo. Música do Parnasso. Tem o terceiro A. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Rio de Janeiro: INL. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. As fruitas se produzem copiosas. GABARITO 49. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. todavia. sempre ledos. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. 1953. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Açúcar. no final. Que o têm clarificado nos seus gomos. característica do estilo barroco. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Tem o segundo A. Que dão a Portugal muitos ciúmes. Manuel Botelho de. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. para recolhê-las num só verso. e melhores. Ares. b) convencer e ensinar o seu público. no açúcar deleitoso.48. Águas. Mais que as da Europa doces. nas águas frias. e) confundir seus ouvintes. todas azedas. E para preferir a toda a terra. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Que refrescam o peito. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. E nas folhas parecem. E têm sempre a vantagem de maiores. 127-135. Tem o primeiro A. e são sadias. e gosto preparado. E são tão deleitosas.

na vida privada. c 22. 16. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). é um encontro adúltero. b 23. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. na cena final. c 21. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. e 14. Não sabe. c 12. e 5. c 15. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . a 9. F – V – F – V – F – F 7. b 18. colaborando. 04 27. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 6. e por não ter conhecimento dessa traição. e 29. Barroco e Arcadismo Avançar . pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. d 28. 18 20. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. para o qual ela se encaminha. Quinhentismo. em sua fala. F – F – V – V – V 11. a 10. e 19. a 4. b 25. a 13. F – V – F – F 8. d 30. ingenuamente. Q U IN H E N T IS M O . V – F – V – F – F 2. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. c 17. c 31. para ser traído por ela. a decadente sociedade portuguesa. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. O marido de Inês.Humanismo. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. b 26. a 24. mas o encontro com o ermitão. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. F – F – F – V 3.

nos arvoredos (…) Tem o segundo A. b 46. e 33. 24 34. e 36. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. c 43. e 39. b 38. Ou ainda. retomou os elementos assimetricamente. Voltar Língua Portuguesa .2 IMPRIMIR GABARITO 32. d 45. c 48. nas águas frias. b 49. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. Quinhentismo. c 41. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. a 44. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. Barroco e Arcadismo Avançar .Humanismo. b) Como se trata de um poema. ou seja. b 35. a 42. (…) O quarto A. e 40. a 37. e 47.

não me deixes. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. ou calem-se como lhes aprouver.Romantismo Avançar . não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão.) O povo que chupa o caju. (. “Portanto. Alencar opõe. Benção Paterna. não.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1.. Voltar Língua Portuguesa . e) desejo de morte pelo amor não correspondido. não!’ E a corrente passava. onde bela se mirava. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo.. a manga. não me deixes. A Literatura Brasileira através de textos. Texto para as questões 2 e 3. ‘Ai. e sempre embalde: ‘Ai. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. ed. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. José de. s. como a fruta que nos mandam em lata. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. São Paulo: Melhoramentos. não se constranjam. Quase a lamber o chão. Gonçalves. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira.d. In: MOISÉS. IMPRIMIR 2. Límpido ou turvo. Censurem. p. ( ) No segundo parágrafo. c) supervalorização da natureza. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. e aum. ilustres e não ilustres representantes da crítica. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. ( ) Na história da literatura brasileira. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. o cambucá e a jabuticaba. piquem. A corrente impiedosa a flor enleia. metonimicamente. a pêra. b) amor incondicional ao outro. 21. não!’” GABARITO DIAS. F. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. 1 1. In: Sonhos de Ouro. São Paulo: Cultrix. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. d) exaltação do sonho. te amarei constante ‘Mas não me deixes. por meio das frutas. rev. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. da fantasia.. Massaud. não me deixes. Leva-a do seu torrão. 1998. novas águas Após as outras vão. 135-6..

a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. 02. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. visão dos meus amores. extremoso. escapismo e subjetivismo. d) Em ambos os poemas. c) No poema de Álvares de Azevedo. U.F. 6. Dê. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. b) No poema de Gonzaga.” Tomás Antônio Gonzaga. c) “Nesta triste masmorra”. 16. socialismo e ilogismo. a soma das alternativas corretas.. Meus ais.” Álvares de Azevedo. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. 2 “Perdoa-me. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. U. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. não. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. naturalismo e pitoresco..F. em seus diversos momentos. imaginação criadora e amor à natureza. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. Marília. que me cerca e mata. 5. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. como recurso estilístico. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.. U. GABARITO 4. apresenta como características: 01. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. adoro a tua formosura. Amor na minha idéia te retrata. visão de meus amores Perdoa-me. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. como resposta.3.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. inda. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. Minha febre noturna delirando. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. de um semi-vivo corpo sepultura. 08.E. 04. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Romantismo Avançar . nacionalismo e religiosidade. busca. que eu assim resista À dor imensa. F..

vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. PUC-RS Pela análise das afirmativas.... II.Romantismo Avançar ..’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. Fui eu que te vesti do meu sudário. Vão três pálidas virgens. ‘Saúde. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta... I. Que vais fazer tão triste e solitário?. com a fome e com a morte. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo.. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. e) I. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.. III. Suspende em meio o hino augusto e forte. II. sobre o texto.. c) II e IV. d) futurismo. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. d) III e IV. analisar as afirmativas que seguem... Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. Idealiza a função do poeta. mísero atleta! Hoje... e) condoreirismo. 7. meu irmão! Eu sou a Morte. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. irmão! Eu sou a Indiferença. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. b) II e III. ‘Saúde. Quem no teu nome a escuridão projeta. 8. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. ler o texto que segue. Sou eu quem o teu negro pão consome.. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. O teu mísero pão.. meu irmão! Eu sou a Fome. IV. amanhã. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. c) nacionalismo. depois.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. b) ufanismo. III e IV.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

Jatir. há pouco. Sejam vales ou montes. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. pela presença dos elementos mitológicos. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. notam-se ainda no poema. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. Vai seguindo após ti meu pensamento. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto.Texto para a questão 9. ou dia ou noite. Brilha a lua no céu. Onde quer que tu vás. como estas flores. Também meu coração. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida.Romantismo Avançar . a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Nem outras mãos. No silêncio da noite o bosque exala. Outro amor nunca tive: és meu. para expressar o amor por meio da espera. “Leito de folhas verdes Por que tardas. lago ou terra. brilham estrelas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. recebida principalmente de Camões. como estas preces. os aspectos marcantes do Arcadismo. Correm perfumes no correr da brisa. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. “bosque” e “perfumes”. 4 GABARITO 9. Já nos cimos do bosque rumoreja. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. movendo as folhas. Já solta o bogari mais doce aroma. Jatir. tais como “luar”. e) Mesmo sendo romântico. d) Apesar da intensa presença da natureza. “vales”. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Não sentiram meus lábios outros lábios. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Do tamarindo a flor abriu-se. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Onde o frouxo luar brinca entre flores. não mais. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.

d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. para os itens verdadeiros. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar.F. 12. dos dois autores citados. sapos e jacarés sem conta: enfim. dignos de alta expressão literária. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. independência e as terras que ocupavam. tão necessário à poesia.” (Ferdinand Denis). de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. foi trabalhar a dualidade.” (Gonçalves Dias). alheia ao eu-lírico.” (José de Alencar). e F. U.. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. O romance Lucíola. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. c) “Imaginei um poema. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. uma criação recriada. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade.” (Gonçalves de Magalhães). colocando na mesma mulher as imagens de virgem. d) O Mulato e Canção do Exílio. 14. É o que se pode verificar quando se lêem. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. b) Quincas Borba e Os Escravos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. o marginal e o burguês. de Maria da Glória e da cortesã.Romantismo Avançar . c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico..Juca Pirama e O Guarani. devido aos exageros do eu-lírico. 11. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mulheres feiticeiras. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. Lúcia. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. para os falsos. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros.” (Machado de Assis). respectivamente. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. e) I . os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. realçando seus preceitos e preconceitos. um gênesis americano. uma Ilídia Brasileira. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. e) “O maravilhoso.10. 13. UEGO Assinale V. buscando nelas aspectos heróicos. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. UFSE No período romântico brasileiro.

identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos. Das horas longas a correr velozes...) O véu da noite me atormenta em dores.. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. “Tenho medo de mim. UFRS Leia o texto abaixo. da sombra.. Da luz. UFRS Leia o texto abaixo.... “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.. de ti. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. Se assentou sobre o grande jirau... sob o olhar apaixonado do poeta.. As paixões vivifica.. do chorar das fontes.... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa. excita o pasmo.” 6 Dos exemplos citados abaixo..” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I.” (Bernardo Guimarães) II...) Se é vate quem dos povos.. c) Apenas I e II..Romantismo Avançar . a mulher é freqüentemente ... do silêncio ou vozes.. d) Apenas II e III. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. E a velhinha.... dono de uma sensibilidade extraordinária...15. rainha da festa...... a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.. (.... ... de cunho romântico no Brasil.. II e III...” (Laurindo Rabelo) III.. que usa .. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. b) Apenas II. quando fala... Das folhas secas.. I.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A luz da aurora me intumesce os seios..... e) I... (. nela. de tudo..... é um tema dominante na poesia ...

Diogo. através da Senhora. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. 1994. O Guarani. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. agora longos sóis. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. para tudo murchar. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares.Romantismo Avançar . e a alegria voltou a habitar em sua alma. Diogo. d) Fernando. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. Mas basta um sopro do mar. Alencar revela traços realistas. buscava. não atingiu seu intento. mas o casamento. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. sentia-se no ermo. b) juntamente com Diva e Iracema. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Mantida a seqüência. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. arrependido. após o casamento. d) Álvaro / D. na praia. Iracema. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. FUVEST-SP “Assim. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore.17. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. …………… adorava. achando boa terra e fresca a sombra. São Paulo: Scipione. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. o cristão tornara às praias do mar. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. cheia de grandes desejos e nobres ambições. Lúcia Camargo que. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. numa tentativa de representar por completo o Brasil. e) Alencar. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. escreveu romances indianistas e urbanos. Diogo / Peri. 56. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. Neste excerto de O Guarani. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. Passava os já tão breves. Como o imbu na várzea. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. …………… desejava. “Logo após a vitória. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. as flores. Texto para as questões 19 e 20. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. b) Loredano / Álvaro / Peri. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. o outro uma paixão. após ser abandonada por Fernando Seixas. mas embalde. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. é desfeito. e) Loredano / D. p. o último uma religião. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. assim. porém nunca se valeu da composição regionalista e. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. O imbu.” ALENCAR. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. 18. filho da serra. vinga. leva-as a brisa. José de. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. já comprometido. José de. As folhas lastram o chão. …………… amava. Diogo / Peri. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. c) Loredano / Peri / D. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos.

a soma das alternativas corretas. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. como heróis ou como vilões. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. ambas com função revitalizadora. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. 16. 64. Dê. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. respectivamente. e morre amando. senão em vós se uniformara.. como resposta. Dê. Angélica na cara! Isso é ser flor. enquanto a segunda. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01... A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. para ambos.Romantismo Avançar . 02. 04. UFF-RJ Na literatura. já que a primeira dá idéia de concretude. molho de batatinhas. 08. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. 64. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor..19. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. a soma das alternativas corretas. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 20. Dá vida em teu alento à minha vida. 04. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. se tens pena De quem morre por ti. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. existe uma explicação adequada em: 01. Em quem. 21. pálida virgem. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 02. O trecho “os já tão breves. como resposta. feijão-roxinho. respectivamente.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 08. 16. 32. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. a firmeza de permanecer em terra estranha. Mas cantava.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. UFBA Com relação à linguagem. de abstração do sentimento amoroso. 32. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. frágil e inatingível. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. à chegada do inverno e à volta do esposo.

insere-se na linha primitivista da corrente romântica.” 9 GABARITO 24. FEI-SP Sobre o romance. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. I. é a novela picaresca espanhola. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. Quais estão corretas? a) Apenas I. o rio de um lado. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. de Bernardo Guimarães. 23. porém. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. 25. II e III. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português.22. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. d) José de Alencar. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. de canela. III. de Joaquim Manuel de Macedo. na sua apresentação inicial. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. referentes ao romance romântico no Brasil. urataí e outras árvores aromáticas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. e) Gonçalves Dias. A Moreninha.Romantismo Avançar . d) Apenas II e III. e sobretudo os répteis. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. b) Álvares de Azevedo. c) José Lins do Rego. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. de Manuel Antônio de Almeida. por isso tomara todas essas precauções. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. antes de partir. é mestiça. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. II. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. “O índio. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. A heroína de A Escrava Isaura. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. c) Apenas I e II. e sugasse uma gota desse sangue precioso. b) Apenas II. UFRS Considere as afirmações abaixo. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília.

imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. II. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. quanto à relação amorosa.26. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. a moça não insistiu. fatal. desde que mo deu. São Paulo: FTD. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. não lhe pedi nada mais. Senhora: perfil de mulher. é correto afirmar que: I. e) II e III estão corretas. e inquiriu do motivo. enfocados como pessoas comuns. e) Olavo Bilac. c) Casimiro de Abreu. b) Aurélia Camargo.Romantismo Avançar . e até pareceu esquecer a sua observação. e) poemas históricos. c) I e II estão corretas. eu lha restituo. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. III. 28. desempenha. Fernando. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. In: Vô imbolá. José de. revoltou-se contra si próprio. b) somente III está correta. valentia e brio. b) romance regionalista. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. Zeca. em que Seixas se mostrara mais preocupado. d) I e III estão corretas. já lho disse uma vez. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. d) poemas épicos. GABARITO 29. c) A obra. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. o papel da mulher fraca. Em sua música “Maldição”. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. d) Castro Alves. sem força de vontade. p. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. 27. típico desfecho da narrativa romântica. FEI-SP Em O Guarani.” ALENCAR. e) A obra apresenta o final feliz. 1992. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. vê com naturalidade o casamento de conveniência. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. na narrativa. 1999. mas o seu procedimento o indignava. a) somente I está correta. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. especialmente para uma das gerações do Romantismo). Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. A mim basta-me o seu amor. Fernando disfarçou. c) romance indianista. enquanto romântica. 104-6. b) Gonçalves Dias. Voltar Língua Portuguesa . Uma noite porém.

31. d) Naturalismo.” DIAS. b) forte subjetivismo. Compr’ender. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Se o duro combate Os fracos abate. sem que se veja. temendo roçar os seus vestidos. Cultrix. p.30. Viver é lutar. seus pensamentos. e desse amor se morre!” DIAS. E pois que és meu filho. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. a quem se adora.Romantismo Avançar . Penetra na vida: Pesada ou querida. Gonçalves. a) Barroco. 1959. meu filho. São Paulo. E. sem poder fitar seus olhos. Sê duro guerreiro Robusto. A vida é combate Que os fracos abate. valorizando o idioma nacional. e) idealização da mulher. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. revelando uma visão pessimista da vida. Quer seja tapuia. 372. transcendendo os limites da vida física. No arco que entesa Tem certa uma presa. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Que os fortes. Tamoio nasceste.. inspiração em elementos nacionais. Segui-la. partes do poema Canção do Tamoio. junto à natureza. [s/d]. através do sentimento nativista. especialmente nos índios e em sua civilização. UFF-RJ As estrofes abaixo. fragueiro. os bravos. sem lhe ouvir. Poesia Completa. b) Realismo. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. Condor ou tapir. que a vida É luta renhida. Só pode exaltar. Só teme fugir. Valente serás. Não chores. sem ousar dizer que amamos. Poemas de Gonçalves Dias. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. c) idealização do amor. Só pode exaltar. conduzindo o eu-lírico à depressão. Viver é lutar. d) realização de poemas lírico-amorosos. As armas ensaia. Gonçalves. Aos fortes. Voltar Língua Portuguesa . e) Romantismo. “Não chores. c) Modernismo. aos bravos. Amá-la. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Meus brios reveste. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio.

De acordo com a narrativa. quanto os Aimorés.. 33...Romantismo Avançar . Em Iracema. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. 01. durante o inverno europeu... na certeza de que serão vingadas.....” 04. Unicamp-SP Em Ubirajara. representante dos valores lusitanos. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. do Visconde de Taunay. são destruídos.. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro.. Durante um almoço.. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. b) Apenas II.. de José de Alencar.. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material.. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. Segundo Pereira: “Ih.. Quais estão corretas? a) Apenas I. de José de Alencar.... palco da história do amor de Inocência e Meyer. em contraste com a vida na corte.. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo... Em O Guarani. em especial a francesa. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. mulheres numa casa. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. meu Deus. Pereira enaltece a fartura do Brasil. c) Apenas I e II. o homem branco por quem se apaixonara. à míngua.... 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. d) Apenas II e III... No romance . no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. um processo gradativo de . 08.. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. uma vez que.. ela é motivo de constante preocupação para o pai. pode pôr a perder a honra familiar. UFRS Leia o texto abaixo. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. mais precisamente no Rio de Janeiro. experimentando... são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. Em O Guarani e Iracema.... e) Senhora – adolescente – ascensão social. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. sob a influência das culturas européias. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema.. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. 34.. que retratam o lado negativo da terra americana. II.32. tal como em Iracema e em O Guarani.. III. independente do julgo da metrópole portuguesa. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas.. uma ... a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. é coisa de meter medo.. II e III. por obra de qualquer descuido. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.. tanto a casa de Mariz. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.. I. e) I. 02.... tentanto tirá-la dos braços de seu amado.. a partir daí. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que se apaixona pela bela sertaneja.

e ao desprender-me das faixas infantis. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. nada. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. c) III. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. não queria. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Ao tratar desse tema. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. 38. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. GABARITO 39. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. Obras completas. foi ao ar livre. Mas. 37. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. b) II. 203.Romantismo Avançar . uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais.36. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia.. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. não. aos oito anos ia eu para a escola. 13 “Nasci no campo. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. a personalidade. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. d) I e II. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades.. é correto afirmar. ( ) Até o final do romance.. possa encontrar sua felicidade. II. de José de Alencar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFRJ Associado ao tema da infância. infante ainda. não. com suas palavras. Não foi na cidade. e) II e III. UFPR Sobre o romance Senhora. mas divididos por razões econômicas. ( ) Heroína romântica. de José de Alencar: I. Casimiro de. O autor valeu-se de uma narrativa. onde se morre abafado. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. os costumes. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. e.. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. os campos e as matas.” ABREU. III. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. Aqui. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. com suas palavras. Para responder às questões 37 e 38. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. ligado por laços afetivos sinceros. p. 1965. ao saltar do berço.

apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. por isso. 32. Dê. em termos históricos. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. Inocência é noiva de Manecão. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. por promessa de seu pai. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. 04. no entanto. 01. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. é correto afirmar que: 01. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.Romantismo Avançar . resgate. quitação. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. como resposta. apaixona-se por Cirino. A jovem. é um romance regionalista. como um bálsamo poderoso. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. preterida por Fernando Seixas. Tico. 08. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. mas. de Visconde de Taunay. intitulado “Loura e Morena”. Considerando a obra como um todo. como também as relações do homem com essa mesma natureza. A ação do romance. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. de desigualdade econômica. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. Dê. O tom confidencial da narrativa. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. 04. focalizado em primeira pessoa.40. de tendência sertanista. compra-o e ele contumaz caça-dote. reforça a grandeza do índio Peri. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. com final feliz. 02. porque. 42. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. a soma das alternativas corretas. 16. 16. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. 02. 08. nele. posse. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 41. V. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. o amor tudo vence. em oposição à vilania e à maldade. salva Peri da morte. é a do casamento. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. 64. Pereira. transcorre no século XVII. no cap. de José de Alencar. UFMS Sobre o romance Inocência. o anão que vigia Inocência o tempo todo. a soma das alternativas corretas. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). b) Aurélia Camargo. como resposta.

o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. O favo da jati não era doce como o seu sorriso.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio.. mal roçando. Nas ondas da escravidão.) pertencia a D. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. E provocaste a rajada..Romantismo Avançar .” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Mais rápida que a ema selvagem. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. barca de granito.) A habitação (. José de. São Paulo: Scipione.43. (. b) sentimentalismo realista. d) bucolismo neoclassicista. Antônio de Mariz. O pé grácil e nu. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.. 10. sublime artista. “Após a independência.. c) Essa estrofe é uma oitava. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. e mais longos que seu talhe de palmeira. onde campeava sua guerreira tribo.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. (. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século... 1998.’” NICOLA. temos uma das formas significativas do nacionalismo. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. em que o homem é apenas um simples comparsa. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.. 15 44.” ALENCAR. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. ler o texto que segue. sintetizado pelo: a) realismo naturalista.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. Iracema. Entretanto. e) São versos típicos de uma poesia que. romântica e exaltada. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. c) romantismo indianista. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. No ano da graça de 1604. século XIX. a virgem dos lábios de mel. “(. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. p. Cefet-RJ “Iracema. e) nativismo modernista.. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti.. 1994. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. 125. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. São Paulo: Scipione. José de. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. No texto de José de Alencar. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. da grande nação tabajara. p.

possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. A personagem referida. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião....... de Manuel Antônio de Almeida.. que é a protagonista da obra.. da ideologia dominante... Vem tu agora. em relação ao processo de ... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento. d) Escrito na época do Romantismo.. Fantástico alemão. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. PUC-RS A obra em questão .. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. própria da ironia romântica. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. O Lamartine É monótono e belo como a noite....... por exemplo. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . . Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. o passado histórico por meio de uma visão . foi o primeiro escrito no Brasil. de Cecília. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”)... Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.. Lira dos vinte anos. muito respeitados pela segunda geração romântica..” Memórias de um sargento de milícias.... só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.... 48.... de José de Alencar. Se pranteia por Deus de amor suspira. Com base no texto acima........... mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta.......45... Tem na lira do gênio uma só corda. como se pode observar.... Basta de Shakespeare. à cultura europeizada por que passa Peri.. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo.. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. o poder e a audácia dos novos habitantes. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. é correto afirmar que. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa... b) a dispersão do eu-lírico.. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca.... exprime-se na métrica irregular dos versos.. (…)” AZEVEDO.Romantismo Avançar .. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.. Parece-me que vou perdendo o gosto...... Álvares de..... b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ....... a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47.... GABARITO 47. nele.

que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.. 50. c) seria arquitetada por colonos degradados. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. a dois índios... e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. b) Senhora – abolicionista – simplicidade.. a) A Moreninha – realista – desigualdade. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral.. bem como criou romances de tendência . convertendo os índios. 17 49. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. era o ataque aos senhores da terra. que alegavam razões religiosas para seus atos. e) Lúciola – regionalista – diversidade. José de Alencar retratou. eram colonos degradados. A preocupação em retratar a . contra a vontade deles.. à liberdade dos índios...” DIAS. Gonçalves. No texto.. sem que a sua vontade fosse consultada. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares... contextos e temáticas urbanas. em obras como . do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro..... . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) insere-se no contexto do Romantismo.. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil....... 274. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem.. condenados à morte... cometera a violência de arrancar de suas terras.. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. 4º trim.. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. p. apesar do tom artificial de alguns romances... que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados....... d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis... 51. 1867. condenados à morte ou espíritos baixos.Romantismo Avançar . mas que eram movidas pela ganância. e) seria causada pelos condenados à morte.....

o Romantismo.” AZEVEDO. Nossa vida mais amores. 16. o personagem principal. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. b) tendência romântica ao misticismo. “Minha terra tem palmeiras. Sem qu’inda aviste as palmeiras. Dê. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. de imediato. 53. contrariando as convenções literárias da época. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. Não gorjeiam como lá. João VI. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. e) fuga romântica para o sonho. “Luar de verão”. Neste excerto. Leonardo. o compadre. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo.. desinteresse e tédio. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. é um anti-herói. capazes de atos de bravura e coragem. torna-se sargento. c) melancolia romântica. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. a comadre. d) as estrelas e as flores. Sem que eu volte para lá. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D.52. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. 54. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. A teus raios divinos me abandono. Onde canta o Sabiá. Nossos bosques têm mais vida. tornando a obra uma espécie de crônica da época. um aventureiro. a soma das alternativas corretas. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. comentando as ações dos personagens. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. 08. Nosso céu tem mais estrelas. destacando-se pela temática regionalista. por méritos próprios. 04. Leonardo. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. o personagem central.Romantismo Avançar . d) aversão dos românticos à natureza. Álvares de. que aqui gorjeiam. Lira dos vinte anos. Onde canta o Sabiá. é correto afirmar que: 01. ó minha lua. As aves. que mais tarde se casa com Vidinha e. (. UFRS Leia as estrofes seguintes. aproximando-a da estética realista.) Não permita Deus que eu morra. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. o barbeiro. 02. como resposta. referidas na segunda estrofe. mas revela. Nossas várzeas têm mais flores. que previa heróis moralmente elevados.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Romantismo Avançar . Gonçalves.F. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. d) insegurança amorosa. Já prélios incitam. que. b) projeção da própria morte. de Gonçalves Dias. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. U. sedentos de glória.55. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. solene e distante. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. já cantam vitória. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. b) à tendência romântica para a utopia.. 56. c) sátira impiedosa.)” DIAS. de Álvares de Azevedo. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. São rudos. de glória e terror! (. d) à vertente romântica indianista. nos ânimos fortes. e) força material do cotidiano. Dirce. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. I. Cercadas de troncos – cobertos de flores. a um tempo temida e desejada. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. c) à temática romântica da nostalgia. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras.. Literatura brasileira em curso. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. São muitos seus filhos.Juca-Pirama. severos. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. 57. retratada como musa etérea. In: RIEDEL. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. 1969. a: a) idealização da amada. revela-se um traço forte de sua poesia. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. Condão de prodígios. incorporando-as ao orgulho nacional. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade.. expressa num detalhismo quase realista.. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Bloch.

É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. Conforme os versos transcritos. sedento e arquejante. “negro quadro”. exaltação da natureza. E essas violetas inodoras. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. satanismo. 20 59. Quando louco. b) Filiado ao Simbolismo. linguagem coloquial. d) As referências ao universo da pintura. Só teme fugir.Romantismo Avançar . CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. de Gonçalves Dias. Texto para a questão 60. a) O idealismo.58. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. murchas. 16. 02. e) As marcas do erotismo. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. criam efeitos sinestésicos. ao menos. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Dê. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. expressão de ideais românticos. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No arco que entesa Tem certa uma presa. de Castro Alves. De bela adormecida. vida e morte. Não poderei na sepultura. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. Não encheste minh’alma de ventura. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. U. tais como: ventura e tristeza. imaginação criadora. 08. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. a imagem da mulher amada. a presença da morte. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. Nos lábios frios comprimir chorando. como resposta.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. ideal mimoso. Condor – ave semelhante à águia. “rompeu a tela”. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas.E. característica primordial do Romantismo. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. (…) GABARITO 60. Condor ou tapir. Quer seja tapuia. Tapir – anta. 04. o sonho. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. “onde eu pintara”. a soma das alternativas corretas. presentes no poema. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. U.F.

a seu modo. título da obra e período literário dos versos citados. A dor lacerou suas entranhas. 04. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa.F. U. 64. Em sangue a se banhar. de Manuel Antônio de Almeida. UFMS Memórias de um sargento de milícias. a retidão de caráter. 02. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. d) Alencar justifica.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência.F. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. estalar do açoite. à elite de sua época. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. de José de Alencar. sentindo que se lhe rompia o seio. Estreitou-se com a haste da palmeira. 62. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. Dentre as proposições abaixo.. Tinir de ferros. o nascido do meu sofrimento. a coragem e a fidelidade.F.linguagem simples e direta -. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. autor. As personagens do romance pertencem à classe dominante.. 63. e vivem situações idealizadas..) – Tu és Moacir. seja no plano da forma . tradições e falas de pessoas simples. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade.61. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. Voltar Língua Portuguesa . entre os anos de 1852 e 1853. consciente da sua missão de gerar a nova raça. Iracema. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. dor e sofrimento. as mulheres são devassas. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima.representação de pessoas comuns. e considerando a obra como um todo. U. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. 16. seja no processo de construção das personagens . de baixa renda e seus dramas cotidianos -. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. vulneráveis e desonestas. a soma das alternativas corretas. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. José de. o mestiço povo brasileiro. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. seja no espaço onde essas personagens circulam . buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa.” ALENCAR. (. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização... assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. Dê. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. 08..a periferia do Rio de Janeiro. como resposta. no romance... características da estética romântica.Romantismo Avançar . 01. corretamente. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. uma vez que registra traços dos hábitos. na perspectiva do idealismo romântico. U. Apresenta-se.

Desta forma.. como o esconderijo.Romantismo Avançar . – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. o amor platônico não é superado pelo amor físico. rompido temporariamente. eu ignoro por quê. direcionando-os para a vida religiosa. 66. Aquele branco da mortalha. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. pode-se encontrar (Assinale V. presente em grande parte da obra do autor. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). o vidrento dos olhos mal-apertados. naquela tez lívida e embaçada. idealizado na literatura ultra-romântica. da qual faz parte a peça O Noviço.. que. despreza o nacionalismo e o indianismo. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. b) V – V – F – F.65. Acentua traços característicos da literatura romântica. temas característicos da primeira geração romântica.. para os itens verdadeiros. Abri-o: era o de uma moça. Pesava como chumbo. Idealiza figuras imaginárias. Nessa obra.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. como o subjetivismo. mulheres incorpóreas ou virgens. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história.. 67. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. b) Apenas II e III estão corretas. as grinaldas da morte na fronte dela. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. e) Apenas I e III estão corretas. ( ) Nesta obra. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. Não sei se a noite era límpida ou negra. parágrafo. “Uma noite. a) Apenas I está correta. que se casa pelo dote. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. d) F – V – V – F. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez.. personagens que confirmam o amor inatingível. ainda. c) I. Saí. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. o egocentrismo e o sentimentalismo. Tematiza a morte. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. no 1º. II. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política.. d) Apenas I e II estão corretas. e após uma orgia. II e III estão corretas.” 22 Com relação ao fragmento acima. o disfarce e o erro de identificação. eu achara abertas. Assinale a alternativa correta. III.. o que leva ao efeito cômico desejado. afirma-se: I. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. em virtude da educação que recebera. elas só o são aparentemente.. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. na economia e principalmente na educação dos jovens. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. a punição do violão. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. ao contrário. c) V – F – F – V. Era uma defunta!. o equilíbrio.. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. por exemplo). ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro).

b) no segundo. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. a valorização de elementos ligados à natureza. como resposta. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. U. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. apesar de haver um tom de humor e sátira. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. c) no primeiro. 69. a morte como alívio para o “mal-do-século”. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. 16. Comparando os dois fragmentos. como: 01. à aflição e à busca da solidão. porém. a) no primeiro. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. 04. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . podemos afirmar que. e) no segundo.68. o desajustamento do indivíduo ao meio social. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. Sobre o leito de flores reclinada.. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. “Se eu morresse amanhã. a soma das alternativas corretas.. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. em poesia simples. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. que conduz à dor. pastoril. Como a lua por noite embalsamada. a exaltação de sentimentos pessoais. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. 02. 08. bucolicamente ingênua e inocente. com certeza.E. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. d) no segundo. Dê. o dolorido afã. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado.Romantismo Avançar . com desespero e pessimismo.

no qual está inserido o primeiro habitante do País. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. comparações sobre comparações. ( ) na poesia lírico-amorosa.70. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. 3.F. foram mais adiante do que isso. 2. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. ( ) na poesia saudosista. por saber quem é Leonardo. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. de José de Alencar. numa representação quase sempre épica. como a exaltação do pitoresco nacional. de Manuel Antônio de Almeida. porque tudo é narrado de forma explícita. e) I. Quais estão corretas? a) Apenas I. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. U.Romantismo Avançar . De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. não é dizer que vieram de braço. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. c) se 2. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. d) se 1. 3 e 4 estiverem corretas. estabelecendo. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. 72.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. fruto do negro e do branco. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. c) Apenas III. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. podemos dizer que: 1. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. O narrador. III. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. que deforma os encantos da mulher amada. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. 3 e 4 estiverem corretas. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. II. I. 71. e em lamentos melodramáticos. assim. como este último tinha querido quando foram para o Campo. UFRS Leia o texto abaixo. 4. predomina uma sensibilidade plástica singular. b) Apenas II. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. porém. II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. o índio. d) Apenas II e III. a saudosista e a lírico-amorosa. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. detectado no sentimentalismo exagerado. 24 GABARITO “Desta vez. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. Luizinha e Leonardo. embora o texto esteja em prosa.

a a) Como todo povo. 11. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 3. c 33. c 28. 37. 6. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena.Romantismo Avançar . tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 42. pois. a 19. e 26. 13. d 30. não com o preconceito europeu. já que. Voltar Língua Portuguesa . 49. 06 a Não segue integralmente. 12. d 22. a 29. 15. c 32. e 31. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. no último parágrafo. e 23. 7. 16. Sim. sua cultura. a 27. segue. 9. 5. e não européia. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. 2. o índio brasileiro também tem suas tradições. a natureza é lugar paradisíaco. 48. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. 8. 40. atribuem-se à infância traços negativos. d 24. 41. 39. 46. já que. de experiências positivas. 44. 34. As notas contribuem tratando o ritual. a qual passa por diferentes estágios. 43. 23 20. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. d 25. b 18. 36. 14. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 45. 05 21. 4. 10. mas com benevolência. 38. no texto. 47.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte.

66. 69. 58. 51. 55. 68.Romantismo Avançar . 65. 53. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 60. 59. 52. 56.50. 67. 54. 72. 71. 57. 61. 70. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 63. 64.

2. e) o emprego de uma linguagem simples e direta.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. posta em sossego. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. III. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. e) I e III. oferecem momentos em que o lirismo se expande. em Os Lusíadas: I. b) II. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. como um todo. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. O nome que no peito escrito tinhas. posta em sossego. d) I e II. 3. áspero e tirano. Entretanto. Que a fortuna não deixa durar muito. inserido em sua narrativa épica. c) III. humanizando os versos. que se contrapõe à solenidade do poema épico. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Se dizem fero Amor. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. linda Inês. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. II. tu. O episódio de Inês de Castro. Está correto apenas o que se afirma em a) I. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. já velho e com um “saber só de experiência feito”. PUC-SP “Tu só. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. Deste causa à molesta morte sua. puro amor. Como se fora pérfida inimiga. Desse episódio. Tuas aras banhar em sangue humano. legítima herdeira do trono de Portugal. Nos saudosos campos do Mondego.Classicismo Avançar . De teus anos colhendo doce fruito. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. c) a manifestação de apego a Portugal. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. De teus fermosos olhos nunca enxuito. obra de Camões. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. Estavas.” 1 GABARITO Os Lusíadas. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. do qual o trecho acima faz parte. Naquele engano da alma ledo e cego. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. Voltar Língua Portuguesa . É porque queres. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Aos montes ensinando e às ervinhas. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. d) retrata a beleza de Inês. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.

b 2.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 3.Classicismo Avançar .

” GABARITO Segundo o texto. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. centros comerciais). dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. como resposta. essa primazia pertence ao inglês. Para ilustrar essa tese. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. Está certo que os abusos beiram o ridículo. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Dê. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). ser multados. p. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. a seguir. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. (16) ao contrário dos lojistas.Interpretação de texto II Avançar . é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. 86-7). seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. diz o professor John Robert Schmitz. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . americano naturalizado brasileiro. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. a soma das alternativas corretas. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. não devendo. de uma cultura dominante. por isso. Entre eles.” Trecho 2: “Para os especialistas. São Paulo). Agora. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. UFMS Apresentamos. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. No entanto. Até o início do século XX. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. em geral. O texto traz a opinião do articulista de Veja. É normal que uma língua se nutra de outras.

(04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. portanto.2. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. p. locuções novas. suplantado pelo inglês. a soma das alternativas corretas. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. serem incorporadas à escrita. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. referentes aos trechos da questão 1. tendo sido. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. só então. é um processo normal. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para.Interpretação de texto II Avançar . certos modos de dizer. Dê. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. Dê. já explorada no texto acima. UFMS Veja. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. (02) para os especialistas.” In: Crítica literária. Há. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. com isso. 47. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. a expressão em negrito remete ao termo franceses. exceto: (01) a evolução de um idioma. a partir de então. (16) até o início do século XX. como resposta. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. a soma das alternativas corretas. como resposta. que não vem explicitado no texto. a evolução das línguas. estão corretas. A este respeito a influência do povo é decisiva. através do intercâmbio com outras línguas. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. com naturalidade. 3. UFMS Todas as proposições a seguir. agora. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. que não se pode impedir. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. criando. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto.

“A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Pior ainda. no geral. meios artísticos. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. Garanto que uma flor nasceu. mas certas situações que levam a isso estão aí. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. o nojo e o ódio. e muitas pela fama. ônibus. 5.” ZANINI. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. nesse fato. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. Garça. poder e dinheiro. Paulo de 30/08/2000. esportivos e de poder.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. nos círculos milionários. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. real. triste. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S.Interpretação de texto II Avançar . paralisem os [negócios. rompe o asfalto. A durabilidade de tais ligações. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. É feia. Laércio. Sua cor não se percebe. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. Sublinhe o termo em questão na sua frase. bondes. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. Há milênios. Suas pétalas não se abrem. […] Furou o asfalto. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . Duro. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. em relação às mulheres. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Mas é realmente uma flor. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. Tudo porque o homem não aprende. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Façam completo silêncio. rio de [aço do tráfego.4. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. posando com fêmeas muito mais jovens. Seu nome não está nos livros. um termo fortemente conotado. SP. o tédio. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto.

ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. Tornaram as leis antiquadas. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Transcreva pelo menos três. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. 4 Texto para as questões 7 e 8. GABARITO 7. c) a natureza precária das revoluções. c) “reformularam a economia”. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. desafiaram constituições. diz o professor do MIT. Nicholas Negroponte. Fuvest-SP No texto. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes.” O Estado de S. reordenaram prioridades. 8. redefiniram os locais de trabalho. 13/02/96. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. b) “tornaram as leis antiquadas”. com base no texto. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. e) “desafiaram constituições”.” Jornal do Brasil.Interpretação de texto II Avançar . a) No texto acima. diante de telas de computadores. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. reformularam a economia. as ‘infovias’. “A explosão dos computadores pessoais. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. e) o traço progressista das revoluções. d) o caráter radical das revoluções. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. enquanto o CD-Rom trabalha. Paulo. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. d) “redefiniram os locais de trabalho”.6. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. revoluções não são sutis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 12/10/2000. durante longos períodos de tempo.

” Época. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. O design é compacto. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade.9. É o maldito sapatinho que não serve para você. 12 anos de garantia anticorrosão. leia o anúncio que se segue. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. motor com 5 válvulas por cilindro. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. XYZ. ar-condicionado inteligente. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. freios ABS de 5ª geração. para um segmento específico da sociedade. 53 (com adaptações). É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. apesar de gostar de homens de verdade.Interpretação de texto II Avançar . também conhecido como Cinderela. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. e. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. como resposta. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. a mensagem do anúncio estaria preservada. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. por isso. Tendo em vista essa observação. Dê. 10. ludibriando involuntariamente o consumidor. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. Todavia. 13/12/99. que acaba comprando gato por lebre. portanto. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. por oposição. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. nº 82. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel.” Caras. a soma das alternativas corretas. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. não se voltando. p. como conteúdos pressupostos. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). Dessa forma. entretanto. Há. Tem carroceria 100% galvanizada. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. a valorização dos calçados anunciados. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. ( ) No trecho final. Voltar Língua Portuguesa . 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. 15/9/00. Mas a tecnologia é imensa. pois ludibriam o cliente. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais.

07. predomina I. na Antigüidade. cit. O cara morreu na hora. 12. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. marcas de oralidade. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. 6.” NP. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. assassina o marido. d) Atualmente. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. para resolver os pepinos em tempo. Egisto.C. p. Orestes. 07. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. projetou o mito muito além da sua época. 339. Paulo: editora EDUC/Cortez. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção.91. Agamênon.” NP. VI. para melhor se aproximar da língua padrão. V. II. op.07. em que não faltam.C. Quando sacaram que pintou sujeira. perceptível em nível morfológico. A tragédia de Ésquilo. .91. em Atenas). cit. 4. detonando três pipocos em Cícero. pintou confusão. Para julgar o crime. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. Nessa hora. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. o filho dela. 27. F. a transformação de notícias em narrativas. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma.” GABARITO NP.Interpretação de texto II Avançar . 230. III. uma preocupação de fundo metalingüístico. grande dramaturgo grego. Ana Rosa Ferreira. III. op. 298. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. Atena. Quanto às afirmações anteriores.91. julho de 1998. dado pelo presidente de um tribunal. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. no discurso jornalístico em questão. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. cit. pode-se dizer que. Texto 3 “Liberado pelos médicos. apud. IV e VI. fugiram. inclusive. de Ésquilo (525 a. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. 24. F. 27. passou para outras civilizações. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. da Universidade de São Paulo. d) I. Clitemnestra. op. 5. Aí. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. a empresa está informatizando todo o seu sistema. p.)’. estão corretas a) todas as afirmações. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. apud. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu.07. F. que inventou a expressão. apud DIAS. ou de linguagem popular e técnica.” Superinteressante. II. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. III. IV. Christi estava tirando seu Santana da garagem. S. ajudada pelo amante. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. Segundo os soldados.35.07. quando acontece empate em julgamento. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. II. Nessa tragédia. IV e V. uma tendência para a hipérbole. b) somente III e IV. uma deformação dos significantes. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. 2 F. p. p.11. c) somente I e IV.91. apud. U. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. e) I. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .456 a. que fica na mesma rua.

c) o homem perspicaz. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. I e II somente. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. justificam-se como hábeis negociadores. por essa razão. U. I. II e III somente. b) aquele que. pela gentileza de seus atos.Texto para a questão 13. meio malandra. Em relação ao texto. os brasileiros seriam PhDs nela. 14. ‘se der’. está honestamente preocupado com as regras sociais. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. meio diplomata. PUC/Campinas-SP “Na prática política. ‘vamos ver’. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. II. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. intencionalmente incapaz de magoar os outros. O tema é a prática da má política. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. III. 7 13.Interpretação de texto II Avançar .” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. ou mesmo das ‘negociatas’. de Londres e da Fairchild Publications. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. espertos negociantes. (…). de fato. (…).” KEPP. Michael. d) um “camaleão social”. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. I e III somente. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. Membros dessa espécie híbrida. que é a busca do ‘acordo entre partes’. 1996. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. In Folha de São Paulo. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. II e III. um tipo de enganador charmoso. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. híbrido e.

Não é preciso lembrar. 26 set. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. conhecendo como é o lugar. Revista ZH. d) Não há exemplo mais adequado. b) Nenhuma idéia é mais relevante. não cumpre seu real objetivo. no contexto. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. isto é. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. mas indo até lá. os da margem esquerda e os da margem direita.Interpretação de texto II Avançar . Durante muito tempo. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. 1999. da vida? No futuro. está o objetivo maior da educação. E também não nos ensinará o valor das emoções. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. ensino foi sinônimo de informação: nomes. Ninguém soube responder. mesmo. Era preciso recitá-los de memória. Nesse binômio. Texto “Quais são. Eu perguntaria ao leitor. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. daqui em diante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . batalhas. Não sei como será a escola no futuro. Trata-se de um rio longo. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. Ele pousou o giz. entendimento e emoção. ou liam nos livros. ao acúmulo de informações memorizadas. lugares. Informação memorizada é algo que. Exemplar. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. Por que é um mistério que nunca esclareci. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. Coisas que os alunos copiavam. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. todos nós estávamos ansiosos. Alfredo Steinbruch. basicamente. 8 15. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. A pergunta que. que lecionava Física no Julinho. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. b) Entre outras idéias. e portanto cheio de afluentes. e) Segundo o texto. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. é preciso saber como acessar. c) Nada é comparável. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. d) Numa perspectiva otimista e confiante. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. em geral. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. nunca tínhamos visto os rios da região. 16. a esse respeito. U. E aí os nomes surgirão naturalmente. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. U. F. F. mas sabíamos seus nomes. a) No texto. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. é o ensino da literatura. é criticado o ensino que visa. A propósito. datas. O professor Alfredo entrou na sala. ficará cada vez mais por conta do computador. como vivem os habitantes da região.

não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. corresponda um retrocesso político. O que é transmitido à maioria da humanidade é. resultou de projetos governamentais. por mais que avance tecnologicamente. confunde. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade.” SANTOS. 18. dos objetos que o formam. Paulo César Garcez. nas condições atuais.” MARINS. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. em lugar de esclarecer. Fuvest-SP Segundo o texto. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. d) o abastecimento de água das grandes cidades.Texto para as questões 17 e 18. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. b) punhado de atores / objetivos particulares. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. 9 17. Todavia. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. Milton. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. decorrente da industrialização. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. estruturados segundo os padrões da época. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais.Interpretação de texto II Avançar . É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. uma informação manipulada que. de fato. Por uma outra globalização. a cada avanço tecnológico. embora realizado de maneira desordenada. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. c) é da natureza do progresso que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. História da vida privada no Brasil. não será capaz de superar o egoísmo. GABARITO 19. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. intensificou-se nos bairros mais populares. e) a violência urbana.

caso. as palavras “mas”.Texto para as questões 20 e 21. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. 10 GABARITO 20. e) porque. E este ano foi mesmo. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. que é quase pegada à Chácara de vovó. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. se. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. as quais. entre elas. Até parece que a festa é nossa. c) porém. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. algumas afirmações críticas acerca do texto. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. eu gosto ainda mais. Helena. Fuvest-SP Leia. eu gosto ainda mais. a qual. a seguir. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. a incorreta.” Nesse primeiro período do texto. mas quando são na Igreja do Rosário. que é quase pegada à Chácara de vovó. mas quando são na Igreja do Rosário. d) entretanto. se. a qual. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos.Interpretação de texto II Avançar . respectivamente e sem prejuízo do sentido. na qual. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. da qual. na época em que. Minha vida de menina. “quando” e “que” podem ser substituídas. “Domingo. b) pois. Nenhum rejeita o cargo. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. por: a) contudo. se. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. 21. Assinale. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. no Brasil do século XIX. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto.

com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. boxe. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. In: Primo Altamirando e elas. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. graças à carona que pegara. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. decorando textos. Fora dormir inda agorinha. 11 GABARITO 22. mas muito bonzinho. Se fosse branco. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. não o tomara pela manhã. ( ) A garota-propaganda. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. A pobrezinha.Interpretação de texto II Avançar . não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. que não enruga nem encolhe. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. Ali estão os dois escolhendo o menu. quando voltaremos com novas atrações. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Estremunhada. Abriu a geladeira de 7 pés. vítima da sociedade de consumo. tome de sorriso na frente da câmara. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. mas preferiu outra coisa. facilmente removível e lavável. decorar outros textos.’” PONTE PRETA. que estais no Céu. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. no departamento comercial da televisão. vai poder dormir um pouquinho. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. levantou-se meio tonta. naturalmente). Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. Já eram quase três da matina. entrou no banheiro. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. abriu a cortina do boxe. Tinha de estar pronta em seguida. copa. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). que deixa saudade. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. Stanislau. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Um velho chato. macio e confortável. tinha de almoçar com um diretor de TV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De 5 às 8. É só até o dia 30. (Você nunca dará corda num Mido). que parece linho mas é linholene. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. de 8 e meia às 10. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. o teleteste que distribui brindes para você. como ficou dito. Finalmente. mas também não achou. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. O vestido não estava no armário. E. além disso. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. tudo conjugado. Eram onze e meia quando chegou à cidade. com Pulvolaque se faz. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela).) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. Afinal. Às quatro. aos pés do sofá-cama. Fechou o sofá-cama. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. Mas note bem. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. (Tudo que se faz com leite. banheiro.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. quitinete e área interna. quarto. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Boa noite. em pó. caso ela ficasse efetiva na programação. era verde. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. toda impermeável. Um perfume inebriante. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. Garota-propaganda não pode engordar.

e) pelo sensacionalismo. b) trocadilhos. Paulo. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. 25. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP No mesmo anúncio. b) Os pequenos erros são importantes. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. 26. Caderno 2/Cultura. Além disso.” SEREZA. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. e) expressões em inglês. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. se se querem grandes. O Estado de S. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. c) “Mais espaço entre as poltronas”. d) “aeroportos no mundo todo”. Fuvest-SP Neste anúncio. D.” GABARITO 24. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas não essenciais. 16/7/2000. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Mais espaço entre as poltronas. para a grandeza de homens e mulheres. Viajar virou sinônimo de relaxar. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. c) apelo direto ao leitor. b) “acumular e utilizar pontos”. d) enumeração acumulativa de vantagens. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. c) pela incoerência. e) “programa de milhagens”. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld.23. Business Intercontinental da Iberia. H. Utiliza-se de Itaparica. Sorria. d) pelo humor. b) pelo sentimentalismo.

b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. preço acessível. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). E para esclarecer suas dúvidas.Interpretação de texto II Avançar . c) preço acessível. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. Precisou de ajuda. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. e) presença de verbos no modo imperativo. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. opção pelos verbos no modo imperativo. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. as crianças). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. você escolhe a forma de pagamento. desobrigação da realização de exame médico prévio. facilidade de pagamento. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. mensal ou anual. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. grande número de postos de venda/contratação. baixo custo e facilidades de pagamento. apelo à sensibilidade do leitor. 29. d) “deixar essas coisas para amanhã”. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. desvinculação entre indenização e inventário. serviço de informações 24 horas. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. c) presença funcional de um slogan curto. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. repetição exaustiva do nome do produto. 28. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. b) uso sistemático da linguagem denotativa. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. 13 27. criativo e de fácil memorização. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. comparação com produtos similares. Porque quem é louco por alguém. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. opção dupla para a forma de pagamento. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. escolha da forma de pagamento. d) baixo custo. Fuvest-SP Segundo o texto. predomínio de verbos no futuro do indicativo. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. garantia de agilidade e segurança na indenização.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. anual ou vitalício). d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. definição e explicitação do público-alvo (no caso.

como as que seguem. II. F. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. II. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. Há muitas informações sobre a ambulância. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. IV. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. dependerá de autorização do comando. IV. danos de pequeno valor no veículo. dentre tantas outras possíveis. c) III. a ambulância não será usada em serviço. I.Interpretação de texto II Avançar . Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. I. também. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). d) II. o pára-brisa ficou quebrado. a ordem seria: a) I. morrendo na hora. I. que receberá. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. III. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. II. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. que morreu vítima do atropelamento. É o procedimento adotado neste tipo de situação.30. agora. relatório e fotos do acidente. III. ou seja. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. 8/6/1999). Segundanificado do o policial rodoviário. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. No deslocamento. III. b) I. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. e) IV. III. na parte dianteira do veículo. Se reordenássemos os itens acima expressos. Em virtude do acontecimento. IV. IV. O conserto. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. a ambulância não será usada em serviço. III. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. U.” 14 Quando lemos um texto. houve. O texto acima comporta leituras. IV. Por enquanto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . II. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. II. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. em conseqüência do acidente. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. I.

Interpretação de texto II Avançar . (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. além de muito cara. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. ( ) Os vocábulos “babe” (v. do ponto de vista ambiental. Coca-Cola. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. Haroldo de. p. como resposta. 32. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. e os primeiros testes apontam para isso. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. São Paulo: Duas Cidades. CAMPOS. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. 1975. dê. principalmente. retirado da Revista Veja.31. pelas famílias das vítimas. desejada pela opinião pública e. A razão é simples. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. 52. originalmente.2). julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas.7) têm em comum um sentido negativo. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. agosto de 2000. a até 20 metros da superfície. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Voltar Língua Portuguesa . mas. A profundidade em que se encontra a embarcação. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. babe cola e excrete caco pela cloaca. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. Décio. IMPRIMIR Em relação ao texto. também é segura. Augusto e CAMPOS. 15 A partir das informações do poema acima. p. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. Décio. In: PIGNATARI. a soma das afirmações corretas. “caco” (v. 108 metros. Uma operação de resgate. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. 1950-1960. 2ª ed. 85.5) e “cloaca” (v. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI.” GABARITO Fragmento de texto.

a alimentação e. os índios.Interpretação de texto II Avançar . Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. entra em colapso. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. a economia pára. 16 33. no canto das terras indígenas. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. p. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. 2000 (com adaptações). Edgard. na opinião do autor. em geral. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. as olhemos e dali tiremos a água. do dia e do tempo. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. que não está nas terras indígenas no momento da fala. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. Ou seja. Em energizês. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. copiaram e discutiram. as águas doces estão todas nas terras indígenas. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais.” MORIN. Simples assim. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite.” RAMIRO. Em 1997. pelo foco do silvícola. Se a geração de energia não for suficiente. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. lá. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. para que nós. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Veja. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. é correto concluir que. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). comum entre os vikings. O que pesa são os gastos industriais. no ano passado. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. no meio do mato. não um colapso na geração. Em nossas aldeias. ( ) Pelo segundo período do texto. Lá. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. há plantinhas e árvores grandes. No que diz respeito ao petróleo. os seres humanos. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. Queremos dizer isso a vocês. essa taxa no Brasil era de 5%. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. 6/9/2000. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. Se ela faltar. Quando falta luz em casa. Lá não temos problema de emagrecer. não temos academia de ginástica. Nós. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. em termos de vida. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. ( ) o culto do corpo são em mente sã. com uma pequena margem de sobra. estudaram. o país não pode crescer. o remédio. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Denise. a magia da vida. 135 (com adaptações). Rio de Janeiro: Garamond.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano.

arrebitado de beiços.Interpretação de texto II Avançar . esse figurava rindo feito pessoa. e com máscara de cachorro. ( ) No período final. cara de cão: determinaram — era o demo. ainda não-explorados. eu não quis avistar. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. Não tenho abusões. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. e denotativamente. se vai ver se deu mortos. ( ) Devido a novas tecnologias. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Por meu acerto. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. gosto. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. Daí. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. pressuposta no início do romance. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. Vieram emprestar minhas armas. no baixo do córrego. a situação brasileira é altamente favorável. ( ) No terceiro período. Povo prascóvio. vieram me chamar. cedi. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. O senhor tolere. Mesmo que. e) Para o narrador.34. os olhos de nem ser — se viu —. significando solução para o problema. Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal. então. Dono dele nem sei quem for. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. a falta deverá atingir 33. Voltar Língua Portuguesa . se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. Todo dia isso faço. “— Nonada. Mataram. Me disseram. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. de Guimarães Rosa. mas apenas transformada. Cara de gente. isto é o sertão. erroso. por defeito como nasceu. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. Causa dum bezerro: um bezerro branco. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. primeiro a cachorrada pega a latir.4 milhões de pessoas. 36. instantaneamente — depois. desde mal em minha mocidade. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. com referência à luz como energia luminosa. 35. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade.

duplo air-bag. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) o argumento de que. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou.Interpretação de texto II Avançar . apenas os mais ricos possuíam um televisor. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. A partir de R$ 55. UFGO O trecho abaixo. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média.” GABARITO Veja. a especificação de conceitos. 2000. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. no fragmento. 11/10/98. é possível afirmar que ( ) prevalece. A vida moderna em favor da vida de verdade. ( ) sobressai. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. no fragmento. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. no Brasil. Jeep® Só Existe Um. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. Ele tem motor 4. Jeep Grand Cherokee. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. CELULAR.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. reacionário ou malfeito é apenas popular. demasiadamente popular. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. de Alcino Leite Neto. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. de 30 jul. No início da década de 60. no interior do país.37. então predominantemente rural. UFMT Com base no texto acima. 38. consideradas num certo período e em determinado lugar. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. Jeep Grand Cherokee. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. foi publicado na TVFolha.0 L High Output. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela.

espaço. abotoaduras. quadros. giz. Táxi. cigarro. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. pasta. copo com lápis. fósforo. cigarro. U. caneta. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. de saída. canetas. papel e caneta. Mesa. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. sabonete. externo. cadeiras. fósforo. fósforo. creme dental. telefone. gravata. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. fósforo. Contos brasileiros contemporâneos. carro. caixa de fósforos. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. livro. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. Escova. telefone.Interpretação de texto II Avançar . que exerce uma função criativa. camisa. Creme para cabelo. cartaz. Jornal. talheres. papel. cinzeiro. cigarro. água. descarga. papéis. folheto. Provas disso são. caneta e papel. Chinelos. xícara. 71.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Carro. relógio. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. bule. por exemplo. papéis. copos. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. cheques. papéis. fotos. São Paulo: Moderna. talheres. telefone. água fria. guardanapo. Mesa. Cigarro e fósforo. pia. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. vaso. escova. Paletó. Quadros. cigarro. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. Maço de cigarros. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. pratos. guardanapos. prova de anúncio. telefone. papéis. Pia. Água. revista. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. Pasta. notas. provavelmente artística. revista. Vaso. garrafa. memorandos. pastas. In: LADEIRA. etc. chaves. copos. pincel. a soma das alternativas corretas. sapatos. papel e caneta. Mesa e poltrona. fósforo. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. (04) Trata-se de um texto em prosa. gilete. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. espuma. espátula. travesseiro. Bandeja. jornal. Mesa. Maço de cigarros. Abotoaduras. Xícaras. bilhetes. cortina. copo de papel. tempo. calça. meias. Cigarro. espuma. cavalete. papéis. lenço. J. toalha. caixas de entrada. água. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. pia. descarga. fósforo. marcada pela solidão e pelo automatismo. camisa. talheres. poltrona. pente. Dê. cigarro. singular e diferenciado dos demais.39. como resposta. sabonete. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. caixa de fósforos. p. creme de barbear. convertem-se no seu contrário. cueca. xícara e pires. Cueca. vaso com plantas. espuma. Ricardo. Escova de dentes. maço de cigarros. níqueis. pijama. caneta. Carteira. pratos. 1995. água. fósforo. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. pasta. Mictório. cigarro. guardanapo. bloco de notas. xícara. de G. telefone. quadro-negro. chinelos. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. prato. etc. papéis. água. xícara. Cigarro e fósforo. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. Cigarro e fósforo. gravata. projetor de filmes. Televisor. xícara pequena. cartas. Mesa e poltrona. lápis. caneta e papel. documentos. caixa de fósforos. (02) Trata-se de um texto em prosa. creme dental.” RAMOS. papel. paletó. cinzeiros. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . calça. Cigarro e fósforo. água. espaço. Quadros. “Circuito fechado Chinelos. telefone interno. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. Coberta. tempo. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. cadeira. água quente. cadeiras. relatórios. meias. toalha. sapatos. vales. relógio. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. Relógio. E. cadeiras. Papéis. Mesa. no caso. esclarecendo o título do texto. telefone. agenda. esboços de anúncios. Poltrona. Poltrona. bloco de papel. água. cadeiras. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. cama. copo.

cursaram o ensino médio. que há aos milhares. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. Apenas 25% dos brasileiros. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. 53% estão atrasados nos estudos. Segundo o Mec. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema.Interpretação de texto II Avançar . em idade de estudar no ensino médio. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. De resto.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. UEGO A partir da leitura do texto. Há cinco anos. cujos pais têm boa formação educacional.” Folha de S. começa construir a oposição ao que foi afirmado. Com a nova lei. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. em escola do Estado. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. 1. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. Em 1999. 2. eles eram 32%. Há 20 anos eles foram 57%. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. Na justificação do projeto senatorial. como justifica o projeto do Senado. Paulo. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. Mesmo assim. a partir do segundo. 05/09/99. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. presente no título. a oposição estabelecida nos dois primeiros. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. USP e Unicamp. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. aumentaria em 7. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. num processo decrescente vão reafirmar. no parágrafo final. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. em 98. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. Voltar Língua Portuguesa . 20 GABARITO 40. justificam. Cad. estão em escolas desse nível de instrução. p. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto.

quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. esses são anafóricos e. uma vez que sua conclusão é incontestável. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. como a realização dos postulados da justiça social’. ( ) Cada país membro encarrega-se. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. no interior de suas fronteiras. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. ( ) no segundo parágrafo. comprovando o caráter demagógico da medida. como tal. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. 1948). fatores de coesão textual. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. I. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. ( ) no terceiro parágrafo.Interpretação de texto II Avançar .” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Voltar Língua Portuguesa . pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. ( ) no quarto.E. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.41. conseqüentemente. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. 42. de acordo com a leitura. no livre exercício de suas próprias soberanias. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. Além disso. ( ) no último parágrafo. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. Colômbia.

mas também das que ainda pretendia fazer. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. a loja comercial. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. o nível informal. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. companhias de cartões de crédito. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. na verdade. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. forças armadas. companhias de serviços públicos. que era um anão. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. mas também das que ainda pretendia fazer. com relação ao modo de citação do discurso. U.) ‘Está enganado. a presença de um narrador personagem e.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. bancos. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. era um pouco mais negro do que o rosto. de acordo com a regra de colocação pronominal. ( ) No fragmento em análise. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. eu disse. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. levantou-se e. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. ( ) O uso da palavra “ainda”.Interpretação de texto II Avançar .Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. o proprietário senhorio. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. ( ) O período “Nariz de Ferro. que era um anão. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. minuciosa e sistematicamente. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. Nele descrevo. fodidos e oprimidos”. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. U. o qual se constrói com uso do discurso direto. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. o predomínio do diálogo. aniquilar. ( ) De acordo com o texto. imposto de renda. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. que significa “gabar-se. ( ) No fragmento em análise. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. fodidos e oprimidos. mostro como atacar saindo das sombras. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. que era um anão. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. nunca foi escrito. de linhas perfeitas. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. como atormentar e destruir sem misericórdia. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. (Esse livro. exterminar indivíduos e organizações odiosas. a polícia.” não teria o sentido de contraposição alterado. seja ele quem for. Ensino a técnica adequada para devassar. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. Seu nariz imenso. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . exibiu o perfil para mim. basta terem o poder. (…)” 22 43. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. dente por dente”. Nariz de Ferro. 44. sem interrompê-lo. desmoralizar.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. vangloriar-se”. com relação ao modo de narrar. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. mas também das que ainda pretendia fazer”. percebe-se. arruinar.

em “Parava em cada vitrina”. falando: Custa mil réis. Mário. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. 46. Julgue-as. Uma feita era dia da Flor. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo.” ANDRADE. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. ( ) A charge apresenta uma Imagina. “Uma feita era dia da Flor. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto.”. ( ) No texto. Parava em cada vitrina. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de acordo com as normas da língua padrão. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. no texto verbal da charge. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. U. exerce função sintática na frase em que aparece. No entanto.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. como pronome relativo. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A palavra “vitrina”. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa.45.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado.Interpretação de texto II Avançar . o brasileiro falado e o português escrito”. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. Macunaíma. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. U. o brasileiro falado e o português escrito. Já sabia o nome de tudo. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. Foi e viu um despropósito de coisas. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. o segundo “que” é pronome relativo e.

‘roubada’ do Rio Grande do Sul. graças à Renault. Para os executivos e a família.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. Andorinhas copulam no vôo. Hoje. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. e) companhias transnacionais. transferência dos brasileiros. existem colônias de franceses no Paraná. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. um poeta. O mundo não é o que pensamos. c) empresas da Ford. d) empresas da Renault. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. Em São Paulo.” BUCHALLA. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. 24 No fragmento anterior. mais de 400 estão instaladas no país. 47. companhias transnacionais. b) mudança dos executivos. Voltar Língua Portuguesa . Para as companhias. pois as frases estão soltas. pois não possui “elos” entre um verso e outro. transferência dos brasileiros. 48. e isto garante a sua coerência. a mudança é um sacolejo completo na vida. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. 26/04/2000. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. o poema não possui “elos” conectivos. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. os versos do poema estão justapostos. o poema é coerente. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. essa transferência representa um reforço na filial”. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. mudança dos executivos estrangeiros. Desde 1990. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. O orangotango é profundamente solitário. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. por isso esta empresa instalou-se lá. Das 500 maiores companhias transnacionais. Macacos também preferem o isolamento. essa transferência representa um reforço na filial. ao construir um poema. Anna Paula. 49.Interpretação de texto II Avançar . Veja. mudança dos executivos estrangeiros. Para as companhias. mas possui significação. não se preocupa com sua coerência.

Esperou o Carnaval. foi produzido.” Superinteressante. fazendo o que pareceu.Interpretação de texto II Avançar . reparou em algo estranho. Talvez estejam sonhando. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. um dos primeiros computadores do mundo. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. Hoje. Talvez não. nos arredores da cidade. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. Abril. como pensam alguns. no futuro. que o guarda até hoje. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. → o padre Giuseppe Leonardi. → os répteis que habitavam a região. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. no Rio de Janeiro. A análise das marcas confirmou o seu palpite. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. em 1946. → pegadas de répteis. assim. c) a potência do computador de hoje. no Rio de Janeiro. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. em todos eles.” GABARITO 51. d) a possibilidade de que. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. que supera o Eniac. que não seja possível sequer desligá-los. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nos arredores da cidade. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. que o guarda até hoje. Talvez não. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. na época. um dos maiores paleontólogos do mundo. assumindo. → o interior paulista. UFPR No texto abaixo. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). → Rio de Janeiro. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. que o guarda até hoje.50. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. Mas o padre-cientista não se abalou. no Rio de Janeiro. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. 1999. todos os robôs venham a ser desligados. o Eniac.

a TV descrevem as dificuldades de Cuba. não sabe ler. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. ao invés da opressão política imposta pelas elites. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Provavelmente. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. Recortes. Antonio. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. 54. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. a fim de pagar os sustos que deu. vive doente. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. alimentação. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. o rádio. políticos e jornalistas que se dizem democratas.Interpretação de texto II Avançar . sofre todas as privações e. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. na miséria e na desgraça coletiva. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. os jornais. relativa equivalência de oportunidades. a bicicleta substitui o automóvel. pois tem não apenas mantido. d) os defensores de uma falsa democracia.” CANDIDO. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo.52. 26 53. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. que só pode ser mencionada entre aspas. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que impede o povo de superar a opressão social e política. portanto. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. e) os cidadãos. Isso. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. cinco séculos depois do Descobrimento.

William Morris. GABARITO 57.. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. pela camada mais alta da população. a seu modo. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. que não é percebido como suficiente..’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. b) I. aquisição dos requisitos indispensáveis. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. II. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. que passou a vida lutando..55. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. II. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. c) III. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. III. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor.. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. II. atribuída a “esses críticos”. II. terá mostrado que o socialismo é possível. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. não apenas o daqueles mais ricos. na posse de bens particulares e influência pessoal.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. mas um homem de vigorosa fé social. Não era um cínico. Vejam que país. e) a ambição de possuir sempre mais. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. II. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. não se contentam com belas casas.Interpretação de texto II Avançar . deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. 27 56. no texto. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. está correto somente o que se afirma em a) I. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin.. e) I. tirar o povo da sujeição torpe: II. a lavadeira cheira a gim. e se chamava Bernard Shaw. b) uma preocupação mais ampla. queixam-se porque a operária está mal vestida. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa.” Rubem Braga. que tempo. a qualificação de “eufóricos”. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. d) uma possibilidade de exploração. tirar o povo da sujeição torpe. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. Em relação ao texto.. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. d) I.. e) II e III. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. terá mostrado que o socialismo é possível. aquisição dos requisitos indispensáveis.. c) I. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. querem belas cidades. b) II. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Voltar Língua Portuguesa . a costureira é anêmica. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. d) I e II. tendo em vista o bem da sociedade em geral. No segundo parágrafo.

b) enfatiza a necessidade do dinheiro. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual.Interpretação de texto II Avançar . a par dos órgãos governamentais.” Essa afirmação estabelece. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. c) caberia à camada mais rica da sociedade. inclusive Bernard Shaw. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) propriedades particulares e vida familiar organizada. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. no texto. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade.. GABARITO 60. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. 59. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. estabelecer condições para a igualdade social. sem preocupar-se com sua sobrevivência. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. habitualmente. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw.. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública.58.

b) Apenas I e III estão corretas. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. p. para dizer a verdade. não lhes poupei água e elas murcham. (org.” TREVISAN. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. Assinale a alternativa correta. bom chegar tarde. sozinho. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. esquecido na conversa da esquina. tanto no que diz respeito à organização da casa. Dalton. o leite pela primeira vez coalhou. c) Apenas II está correta. 62. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. por favor. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. d) Apenas II e III estão corretas. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Não tenho botão na camisa. Venha para casa. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. acostumado a viver com uma mulher. III. sem a Senhora. São Paulo: Cultrix. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. Senhora. Com os dias. sozinho. Senhora. 190. fui beber com os amigos. Senhora? Às suas violetas. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. e) Apenas III está correta. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. e até o canário ficou mudo. 29 61. Primeiros dias. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. a imagem de relance no espelho.Interpretação de texto II Avançar . Senhora. II. ah. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. ninguém os guardou debaixo da escada. a) Apenas I está correta. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. tanto no que diz respeito às camisas e meias. Acaso é saudade. calço a meia furada. o prato na mesa por engano.) O conto brasileiro contemporâneo. na janela. A. 1997. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Para não dar parte de fraco. não senti falta.Texto para as questões 61 e 62. como a última luz na varanda. Toda a casa era um corredor deserto. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. In BOSI. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I.

( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. foi a forma que fez. 595-6. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. sem controle seletivo. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. corpo a corpo com ele. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. até o onde quero. contrapondo-se ao plano do fundir. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. fundamentado em modelos preexistentes. domo-o. U. ( ) a verossimilhança. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. O ferro fundido é sem luta. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. então. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. Flores criadas numa outra língua. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. João Cabral de Melo. não até uma flor já sabida. é só derramá-lo na forma. 1994.Interpretação de texto II Avançar . Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Dou-lhe aqui humilde receita.63. não a mão.” NETO. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . cuja marca é a ausência do sujeito. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. In: Obra Completa. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. dobro-o. o efeito de verdade na obra de arte.

Durante. 31 64. só sinto vontade de ganhar. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Rubem. só sinto vontade de ganhar. visto que o afeto antes é de boa sorte. O afeto antes é de boa sorte. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. vontade de vencer e. no violino — cinqüenta e seis anos. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. Durante a luta. o pianista tem quarenta anos. continue. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. ela veio noutro porão’. Lúcia McCartney. Durante. parabéns. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. que nada de mau aconteça e. d) predomina o caráter descritivo. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. que nada de mau aconteça. Durante. que nada de mau aconteça. parabéns. antes é de boa sorte. depois. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. vontade de vencer. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. cinqüenta anos. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. parabéns. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. continue. três: piano. meio século atrás: espancado com uma vara fina. Todas as mesas estão ocupadas. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. só sinto vontade de ganhar e de vencer. a tocar a valsa da Viúva Alegre. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não exatamente ao mesmo tempo. bateria. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. trancado no banheiro. Durante. cristal puro. depois da luta. Durante a luta. o mais moço. tem oito filhos. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. um grande borborinho. o que lhe confere teor dissertativo. namorou dentro desse espelho’. mas é também o mais triste. vontade de vencer. b) o que mais determina o texto são as reflexões. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. e) apesar dos aspectos descritivos. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. o que se constata sobretudo pelos substantivos. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. Nesse instante chegam os músicos. continue. morreu. mulato. desse modo. continue. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. quanto ao afeto. Depois de terminada a luta. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta.Interpretação de texto II Avançar . parabéns. “Os Músicos Faz calor. e tudo continua no mesmo. violino. sua mãe. Depois da luta. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Depois da luta. 65. continue. parabéns. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. só sinto vontade de ganhar. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. de forma mais concisa e coesa. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. parabéns. o elemento determinante do texto é a narração.” FONSECA. que nada de mau aconteça.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. No ar. Depois da luta.Texto para a questão 64. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. as idéias discutidas ao longo dele. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. que nada de mau aconteça. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão.

os juazeiros alargavam duas manchas verdes. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. Graciliano. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. (. a viagem progredira bem três léguas. saudáveis’ consideram o saldo bancário.) quanto menor o nível social. a viagem progredira bem três léguas.. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. Vidas secas. 1999.. dado que ordinariamente andavam pouco. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. F. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. (. quanto mais alto o nível hierárquico. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. 9 jun. Até entre pessoas do mesmo estrato social. A ciência descobriu uma realidade mais complexa.. In: Veja. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. n. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. E.. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. 23. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. GABARITO IMPRIMIR 67. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. Fazia horas que procuravam uma sombra.). ano 32. Eduardo. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. menor a taxa de mortalidade. afastando-se do fumo e de outras drogas.” RAMOS. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco.. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. a dieta alimentar. a viagem progredira bem três léguas. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. ordinariamente andavam pouco. p. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (.. pela saúde das camadas mais pobres.” JUNQUEIRA. como se sabe. 134.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. Ordinariamente andavam pouco. e a viagem progredira bem três léguas. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. através dos galhos pelados da caatinga rala.. estavam cansados e famintos. entre elas o cigarro. Pequenas diferenças de salário. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais.. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot.Interpretação de texto II Avançar . porém. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. 32 66. por parte das autoridades. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. importantes e portanto.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. Voltar Língua Portuguesa .

soube conservar. volto à primeira idéia. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. minutos depois. uni o dedo grande ao polegar. e beijou-me na testa. Passa pela minha janela. incomodado. Apiedei-me. que tinha olhos. saí do quarto. um ar divino. Machado. tão negra como a outra. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. aterrou-a. Texto para responder a questão 70. pois as pessoas cultas se cuidam mais. modesta e negra. nem a pompa das folhas verdes. Imaginei que ela saíra do mato. vivem mais. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. mas tornando lá. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. — me consolou do malefício. e não é impossível que descobrisse meia verdade. Esta última idéia restitui-me a consolação. começou a mover as asas. uma estatura colossal. contra uma toalha de rosto. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Quando enxotada por mim. para recreio dos olhos.68. e achando-a ainda no mesmo lugar. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. mas o medo. Era negra como a noite. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. podendo. dous palmos de linho cru. a saber. Não lhe valeu a imensidade azul. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. senti um repelão dos nervos. se ela fosse azul. ou cor de laranja. que me aborreceu muito. E esta reflexão. F. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. que é também sugestivo. pernas. pois sabem que. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. nem a alegria das flores. o que era o homem. portanto. tinha um certo ar escarninho. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. lancei mão de uma toalha. braços. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. A manhã era linda. A idéia subjugou-a. por isso. invariavelmente. conservar melhor suas defesas. Era tempo. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. confesso. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. A borboleta. não sabia. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Não caiu morta. Não era. aí vinham já as próvidas formigas… Não. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e viu que me movia. para todas as asas.Interpretação de texto II Avançar . Suponho que nunca teria visto um homem. Lembrou-me o caso da véspera. e) Os empresários. e muito maior do que ela. Eusébia. mesmo trabalhando sob maior pressão. — uma das mais profundas que se tem feito. Era tarde. no susto que tivera. Sacudi-a. Veio por ali fora. F. depois de esvoaçar muito em torno de mim. assim. Memórias Póstumas de Brás Cubas. uma vez posta. e ri-me. desde a invenção das borboletas. foi pousar na vidraça. e. é justo dizê-lo. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. mas não é determinante quando se trata de saúde. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. almoçada e feliz. que estava ali o pai do inventor das borboletas. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. pousou-me na testa. apesar dele. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde.” ASSIS. e voou a pedir-lhe misericórdia. viu dali o retrato de meu pai. e na dignidade que. creio que para ela era melhor ter nascido azul. ela foi pousar na vidraça. espairecendo as suas borboletices. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. com alguma simpatia. não teria mais segura a vida. 69. bati-lhe e ela caiu. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. Fiquei um pouco aborrecido. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. que é sempre azul. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. e me reconciliou comigo mesmo. sob a vasta cúpula de um céu azul. entra e dá comigo. Dei de ombros. a principal causa da mortalidade. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. com dinheiro. porque eu a sacudisse de novo. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. entrei logo a pensar na filha de D. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. O gesto brando com que. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça.

Interpretação de texto II Avançar . 29.. para o país. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. p. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. 72. Assim que a economia voltar a crescer. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. com a modernização. Isso porque as empresas. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. por uma ironia do seu passado recente. Cíntia. 21 jul. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. talvez. não serão sanadas a longo prazo. ao constatar-se um gigante e. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. b) a abertura de constantes frentes de trabalho.” VALENTINI. F. assim que a economia brasileira voltar a crescer. 1999. embora difícil. já não precisam tanto de força física. viadutos. Eusébia. Durante mais de uma década. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. c) A situação do trabalhador braçal. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. o horizonte é desolador. recebendo salário mensal de 150 reais. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso.. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. E o desafio. no Brasil. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. d) se surpreende com a relatividade das coisas. querendo confundi-lo. deixou ruas se esburacarem. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. F. um mês atrás. Segundo o Instituto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. o governo abandonou estradas. um deus em relação à borboleta. o principal órgão de pesquisas sociais do país. ano 32. pode-se inferir que o problema de emprego. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. c) a implementação de um programa de educação. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. Para garantir a sobrevivência. Para os outros. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. 105. é alentadora. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. In: Veja. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. n. 34 71. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. pelo menos na área de construção civil. no Brasil.70. para as chamadas frentes de trabalho. (.

Interpretação de texto II Avançar . Nossa família. F. Rubem. conduz os bondes. 4. João. Sangue de nossa família. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. nos pastos. ed. Morava na rua da Alegria. na Inglaterra. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. F. c) pequenez. laça os bois. O cadáver foi removido para o necrotério. nas cozinhas. 75. nas usinas. Sempre por baixo. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. leio o nome do sujeito: João da Silva. 74. Nossa família quebra pedra. d) ironia. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. 76. João da Silva. no Japão. levanta os prédios. Nossa família. O homem estava morto. a família Guinle. como a Silva. faz os jornais. e) desprezo. em todo lugar onde se trabalha. vai mal em política. na França. Você não possuía sangue azul. enrola o tapete do circo. b) carinho. 44-5. 1984. no mato. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. c) expandir e explicar informações anteriores. U. Uma poça de sangue. Luto da família Silva. p. Um homem estava deitado na calçada. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. A Assistência voltou vazia. São Paulo: Ática. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. F. enche os porões dos navios. nas fábricas. A família Crespi. entretanto. a família Rocha Miranda. São Carlos-SP No texto. é que trabalha para os homens importantes. conta o dinheiro dos bancos. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. Na vala comum da glória. sugeridas também pelos nomes de família. serve no Exército e na Marinha. São Carlos-SP A oração faz tudo. e) retomar e explicar informações anteriores. F. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. v. Apesar disso. Apud: Para gostar de ler. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. U. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a família Matarazzo. U.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. nas fazendas. faz telhas de barro. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. U. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. Morreu de hemoptise. b) retomar e sintetizar informações anteriores. em destaque no texto. nos balcões. Veio tinindo. João da Silva. a família Pereira Carneiro. Na vala comum da miséria. nas minas. 35 73. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. 5. nas praias. d) explicar e comentar informações anteriores.

as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. 1997. não me compreendereis. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. por acaso. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. E. na sua universalidade. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. In: Poesia Completa. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. do ponto em que se encontrar. construtor da palavra perene. mesmo com a profanação dos homens de hoje. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. a palavra imortal há de adoecer? E. por acaso. Quando toda a confusão for desfeita. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. Jorge de. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. U. irmão!” LIMA. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. como promotora do entendimento entre os homens. Organização de Alexei Bueno. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. Voltar Língua Portuguesa .77.Interpretação de texto II Avançar . 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. por acaso. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. 388-9. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. p. o poeta não falará.

por amor de Deus! Queriam-me casado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. 37 GABARITO 78. Obra Poética. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. nada sois [que eu me sinta. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. fútil. leia os versos de Fernando Pessoa. mas tenho técnica [só dentro da técnica. Deus meu. Deixem-me em paz! Não tardo. U. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. [a vontade. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. como sou. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. das artes. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. Assim. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências.Interpretação de texto II Avançar . 1981.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. Quero [ser sozinho. guardem-na! Sou um técnico. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. Já disse que não quero nada. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. F. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. p. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Com todo o direito a sê-lo. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. c) um medo de revisitar Lisboa. Já disse que sou sozinho! Ah. Fernando. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. das ciências!) Das ciências. b) uma mágoa de Lisboa. e) uma saudade melancólica da infância. fazia-lhes. Fora disso sou doido. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. 290-1. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). nada me tirais. a todos. com todo o direito a sê-lo. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. ouviram? Não me macem.

Para mim. Inocência. meu anjo do céu. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. São Carlos-SP A forma verbal macem. — Deveras? perguntou ela incrédula. 1996. destacada no poema. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. a única que vi era você. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. e) a inquietude gerada na alma do poeta. para desenvolver sua arte. Salvador-BA “Passava as noites em claro. F. Dois gritos. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada.. 82. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. A princípio tomei também um grande susto. ( ) Atitude de irreverência do narrador... ímpetos tão desconhecidos e violentos. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. F. no último parágrafo. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. U. Visconde de. ed. almeja fazer parte da companhia. Numa dessas noites de ansiedade. era um macauã. 99-100..Interpretação de texto II Avançar . Cirino. abrasada também de amor.79. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. 80. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. U. rápido como uma seta. U. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. c) ofendam d) maltratem. b) importunem. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser... De noite. respondeu apressadamente Cirino. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas.. b) encontra na morte a única solução para os problemas. minha vida.. F. fui ver no laranjal.. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. Que foi? — Ah! não foi nada. desde que Adão e Eva a trocaram. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. verifiquei que não passava de miragem. ( ) Concepção idealizada de mulher. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. e) abandonem. 24. e a pedrada. por essa razão. p. d) sente-se solitário e. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. a gente em tudo vê maravilhas. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. A pobrezinha. U. — O grito? balbuciou ela. significa a) desprezem. superiores a todas as suas tentativas de resistência. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. e) aparta-se da sociedade. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. para agradar a todos. em face do religioso. São Carlos-SP Pela leitura do poema. — Deveras. São Paulo: Ática. 81.. ( ) Escapismo para o sonho. Depois.” TAUNAY. em virtude da sua solidão.

pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. Entre as exceções. não se lêem muito os clássicos no Brasil. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. 85. Feitas as exceções devidas. o que é um mal. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. sempre atual. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. A influência popular tem um limite. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. com seus ensinamentos. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. certos modos de dizer. que é importantíssima nesse processo. locuções novas. 39 83. Há. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. Mas se isto é um fato incontestável. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. porém. não se lêem. o capricho e a moda inventam e fazem correr. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. 84. Em geral. Unifor-CE De acordo com o texto. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. e) estudar sempre os autores clássicos. Cada tempo tem seu estilo. Pelo contrário. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. portanto. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. mas que sabem perfeitamente os clássicos. A este respeito a influência do povo é decisiva.Interpretação de texto II Avançar . ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma.” Machado de Assis. porém. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. dos autores clássicos da língua. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. um controle sobre elas e inibindo os abusos. pois somente eles. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso.

Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. Amostra Grátis. 1988. só no período de janeiro a abril. In: Poesias Reunidas (1968-1988). Francisco. publicada na revista Business Travell. p. Voltar Língua Portuguesa . parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. as seguintes notas. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. 13. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria.Interpretação de texto II Avançar . só no período de janeiro a abril. já foram 31”. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. de Rubem Tavares. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. São Paulo: Duas Cidades. 34. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos.86. o lápis o papel.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. neste ano. já foram 31. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. entre outras. no primeiro semestre de 2000. encontram-se.

Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. Eu considerei as contas que era preciso pagar. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. 89. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum.” ANDRADE. levando-o ao desatino da existência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. Alguma Poesia. c) a retificação das situações anteriores. b) “sob o lustre complacente”. que. 41 88. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. Carlos Drummond de. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. professores e consultores. d) é atraída pela música de um provável Chopin. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. além do fluxo de brasileiros para o exterior. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. b) a reiteração das situações apresentadas. e) “as dificuldades…” 90. Me disseram que era Chopin. e) se fixa na tristeza e na solidão. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. apesar de triste. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”).Interpretação de texto II Avançar .” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. estrangeiros residentes. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. a presença de turistas internacionais.Texto para a questão 88. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. e) a exclusão das situações expostas. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. os passos que era preciso dar. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas.

no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. no calor sem ar condicionado. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. A Desordem do Progresso.Interpretação de texto II Avançar . desvinculada de sua cultura. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. p. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. aventurando-se. teorias e linguagens pouco acuradas.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. o que constituiria entrave cultural. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. Como o homem dentro de um carro fechado. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. a soma das alternativas corretas. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. o motorista apontou para o carro à frente. para dar a impressão do bemestar do progresso. arriscando incoerências. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. o caos e a irracionalidade. tentando usar o sentimento. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. usam linguagens especiais. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. São Paulo: Paz e Terra. 4. como resposta. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. vê a si mesmo.’ Como aquele motorista. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. Prendem-se a modelos já preparados. Pervertendo o processo econômico. 5-6. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. como em qualquer mergulho. trabalhando na inconseqüência. incompatível com seus recursos. Aquele encontro.” BUARQUE. A teoria que se diz científica. ed. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Um mergulho no Brasil que. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Não pode se limitar a ver o Brasil. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. Dê. Sobretudo quando. construídas em torno de questões ultrapassadas. 1993. 91. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. além de dúvidas. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. como se tivessem lógica. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. Cristovam. em território tropical. A inconseqüência não é apenas do consumidor. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. no meio de um engarrafamento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com o carro e as janelas fechadas. para descrever e entender o país. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. eles não têm teorias alternativas. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto.

dentro da ótica do consumismo.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. antes. 93. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado).43 92. como se tivessem lógica. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. Dê.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. o caos a irracionalidade.” — Os economistas.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. subestimam a aparência em favor da realidade. com argumentos falseadores. com o carro e as janelas fechadas.Interpretação de texto II Avançar . se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. Dê. para dar a impressão do bem-estar do progresso. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. como resposta. a soma das alternativas corretas. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. a soma das alternativas corretas. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. falso. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. a respeito do fato que então se comenta. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. em território tropical. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). como resposta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

‘Sehnsucht’. de 51 anos. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos.94. 44 GABARITO 95. ‘jal’. ‘natsukashi’. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. e) talvez anterior à razão. b) A expressão “por outro lado”. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. e húngaros. c) comum a todos os seres humanos. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. contribui para tornar o trecho incoerente. efetivamente. Leão. 6/4/1996. 53 anos. Os russos têm ‘tosca’. Folha de S. já que seus outros dois irmãos. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram.” Correio Popular. de uma forma ou de outra. ‘sóvárgás’. sua terra natal. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’.” Saudade. b) os cães. Edmílson. ou talvez mesmo antes. letões. ITA-SP No texto. árabes. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. japoneses. 20/10/2000. assim como os seres humanos. a) O que aconteceria com Leão se ele. e Édson. sérvios e croatas. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. ‘garod’. ‘ilgas’.Interpretação de texto II Avançar . costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. ele sente saudade. Desde que o homem é homem. armênios. desde que aprendeu a falar aprendeu também. ‘nedôstatok’. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. Campinas. Por outro lado. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. Leão não dava um passo em falso. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. alemães. adaptado. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. a dizê-lo. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. no início do segundo período. mas a maneira de expressá-lo é diferente. 58. 96. ‘shauck’ e também ‘hanim’. Ora. Paulo. sentem saudade. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. são médicos. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. macedônios.

por serem mal contadas. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto.97. a palavra “louco” pode ser substituída. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. a palavra destacada tem o mesmo sentido. em estilo preciso. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. focalizando o principal beneficiário do seguro. por “delinqüente”. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. sintaticamente. b) em I.Interpretação de texto II Avançar . d) criticar certas histórias que. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. c) denunciar. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. e) em II. b) contornar as histórias mal contadas. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. os cabelos caíam despenteados. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. por meio da clareza e da elegância do estilo. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. a) Formosa e graça são. b) a exclusividade da forma impessoal. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. 101. nesse anúncio. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) em II. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. Fuvest-SP I.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. 99. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. talvez nem tivesse graça. que funcionam como argumentos para a tese defendida. “Porque quem é louco por alguém. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. é correto afirmar que a) em II. c) nas três ocorrências. II. a repetição da palavra “louco” é redundante. redundam em más reportagens. predicativos do sujeito moça. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. sem prejuízo do sentido. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. GABARITO 100. 98. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”.

invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. a partir de 1822. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. b) a relação de dependência econômica do país. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. sob idêntico ponto de vista. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. embora empregando palavras diferentes. III. Fuvest-SP I.” O Estado de S. b) II. Acostumados às apagadas. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. II. II. Paulo. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. os russos achavam que ela era influente demais. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. GABARITO 105. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. b) A que palavra. d) I e II. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. o fato parece mais grave que na segunda. apenas o que se afirma em a) I.102. Na 2ª manchete. desempregados. literalmente. mulheres dos dirigentes do Kremlin. d) sentam praça em algum lugar.Interpretação de texto II Avançar . b) sentam tijolos na parede. c) III. sem experiência. Para se candidatar a um emprego. arrogante. U. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. Na 1ª manchete.” Folha de S. 104. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. O jovem. às vezes literalmente. exibida. Paulo. e) sentam orgulhosamente. Está correto. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) sentam-se numa poltrona. “Incra suspende crédito para assentamentos. em relação às manchetes. 46 Considere as seguintes afirmações: I. e) II e III. em II. dança. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima.

Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. 108. a) Revela-se poético. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. sentam poltrona. d) linguagem coloquial. confere ao homem uma postura universalizante. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. b) sintaxe elíptica. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres.” NETO. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. exemplo único de concepção universal. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. os ferem nós debaixo. vó? — Naão. e) ironia. senão pregos. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio.Interpretação de texto II Avançar . de colégio. c) recriação de cena cotidiana. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. Texto para responder a questão 109. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. por ser anatômica. 47 106. A vida toda. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. João Cabral de Melo. se sentam mal sentados. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. o abaulado amigo. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. 107. 109. apesar de aproximar-se da prosa. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. sentam bancos ferrenhos. as curvas de afeto. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. A educação pela pedra. ecumênico. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. onde cabe qualquer homem e a contento. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. como compete à poesia. d) a tábua-de-latrina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . qualquer o assento.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. em efes e erres.

Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. depois. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas.O texto seguinte. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. mesmo que fosse eu. pelo menos no Brasil. as questões 110 e 111. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. foi publicado no Jornal O Globo. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. que promete ser a questão do novo milênio. de 28/10/99. U. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. E pensei: está aí. Mas desconfio que. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. U. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” 48 110. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Há algumas ironias. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. implícitas nessa questão de engenharia genética. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. 111. F. F. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. a genética ou a cultura. mas não o inverso.Interpretação de texto II Avançar . b) questionar a reprodução programada e. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. atletas e gênios não exista um serial killer. Para começar. em especial. Não sei o que herdou do pai. está redimida a eugenia. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. a qualidade do sangue ou do ambiente. Pela fotografia no jornal. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. que não tem qualquer opinião no assunto. Eu. que está em Paris para lançar um livro. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. Leia-o e responda. se fosse nascer hoje. se esta é a palavra.

(. Memórias de um Dinossauro. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. Foi este modo de vida que me inutilizou. E a desconfiança terrível. 112. Lá fora há uma treva dos diabos. e as fadas. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Se Madalena me via assim. 08 set. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. um grande silêncio. Frei. Fecho os olhos.Interpretação de texto II Avançar . e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. sem afeto e sem cultura. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. A vela está quase a extinguir-se. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. até não sei que hora.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. c) retrata o conflito íntimo da personagem. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. Sou um aleijado. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica.” Excerto de BETO. Cesgranrio Analisando o texto. com certeza me achava extraordinariamente feio. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. É horrível! Se aparecesse alguém. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. bruxas e reis. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. Vitória. rios cheios e uma figura de lobisomem. nervos diferentes dos nervos dos outros homens.. às escuras. no seu sentido geral. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Patifes! E eu vou ficar aqui. Estão todos dormindo. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. Marciano está dormindo. Nem sequer tenho amizade a meu filho. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. sem sonhos. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. aos brinquedos eletrônicos. 05.. uma boca enorme. as crianças são levadas precocemente ao consumo.. lacunas no cérebro. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. viciadas em indigência intelectual e espiritual. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. 49 113. corpo de criança e alma de mulher. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. p.. Aos quatro anos. Devo ter um coração miúdo. Se ao menos a criança chorasse. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. 98. E um nariz enorme. dedos enormes. Voltar Língua Portuguesa . podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. morto de fadiga. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso.” Graciliano Ramos. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. In: A Gazeta. IMPRIMIR GABARITO 114..) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto.. até que. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. O sonho é substituído pela TV.

ponha ali erva de manjericão bem triturada. argumentando indutivamente. UERJ Em 1648.. semelhante ao de Gregório de Matos. beira d’água. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. traço constante na poesia de Drummond”. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. Obra completa. você verá nascer pequenos escorpiões. Paquera. (. Namorado é a mais difícil das conquistas. História concisa da literatura brasileira.115. e passeie de mãos dadas com o ar. e) característico da primeira geração modernista. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. fruto da inspiração poética. show do Milton Nascimento. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada.. bosques enluarados. mesmo assim pode não ter namorado. caso. fazer compra junto. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. um químico holandês. chamado Jean Baptista von Helmont. Alfredo. Alguns dias mais tarde. até paixão é fácil. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. Segundo Bosi. ponha a saia mais leve. transa. c) irônico. Rio de Janeiro: Aguillar. brisa ou filosofia. sabemos que escorpiões não nascem assim. (. São Paulo: Cultrix.. 494. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. é muito difícil. d) tímido. atividade da razão..) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. mesmo. Necessita de adivinhação. Mas namorado. é poesia objetiva. um envolvimento e dois amantes. ‘expressão duma alma muito pessoal. gabiru. flerte. Definindo-lhe lucidamente o caráter. 116. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. no caso. 1989. De alma escovada e coração estouvado. fazer sesta abraçado. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. sem qualquer reflexão.” Hoje. (. lágrima. envolvimento. Enlou-cresça. dois paqueras. Carlos Drummond de. tendo o manjericão agido como fermento. 1982. Se você tem três pretendentes.” ANDRADE. 50 BOSI. quindim. A proteção dele não precisa ser parruda. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. Namorado não precisa ser o mais bonito. distanciado e lúdico. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. relatou a seguinte experiência. de saliva. p. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. ruas de sonhos ou musical da Metro. decidida. da qual fazia parte. nuvem. aquela de chita. de pele. fliperamas.Interpretação de texto II Avançar .’ Parece-me que alma muito pessoal significa. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. b) escarnecedor..

[…] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. A resposta à questão inicial é simples.. pensa o poeta. 120. o conhecimento do código de trânsito. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia.” 51 GABARITO 119. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. e. c) Para eles. no outro. (Introduz uma comparação). Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. para ser bem-sucedida. Ela pode dar impressão de firmeza. certa rua dá mão. o conhecimento do código de trânsito. e não para escravizá-lo. Sendo uma aventura intelectual. Pela perspectiva dos artistas. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. UFMG Em todas as alternativas. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. que variam conforme as convenções gerais de cada época. b) Ela pode dar impressão de firmeza. Para eles. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. UFR-RJ Para o autor. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. em valor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De outro. De um lado. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. indica novas propostas para o futuro. em valor. clamando por liberdade. impondo normas. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem.. dominar a norma culta do idioma não excede. deve possuir função estrutural. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. o emprego do termo.Interpretação de texto II Avançar . A língua existe para servir o indivíduo. Na maioria dos casos.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. guardiães da língua). (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito).117. pode ser que a mesma rua não exista. não dá. (Refere-se à transgressão de função estrutural). UFMG De acordo com o texto. dominar a norma culta do idioma não excede. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. (Refere-se aos gramáticos. A transgressão. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. 118. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. UFR-RJ “Enlou-cresça. de precisão. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. ficam os gramáticos. de ambigüidade. em nome de sua arte. Esse tipo de postura gerou um impasse. na próxima semana. que variam conforme as convenções gerais de cada época. os artistas. por natureza convencional e efêmero: num dia. destacado. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. Tanto no texto como no comportamento. ou expressão. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo.

o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional.Interpretação de texto II Avançar . São Paulo: Martins Fontes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . FERREIRA. 24/03/2000. ‘não percebi o que estava fazendo’. O Globo. compreendemos que já estamos sendo castigados. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. Dedução formal tal que. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. 1997. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. Monica Stahel. 121. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. Do mesmo modo. 52 Considerando essa definição. então. Ética para meu filho. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. oportunismo político ou desinformação. de Holanda. se não fosse assim. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. mesmo reconhecendo que é pouco. chamada conclusão. (. ‘perdi a cabeça’..Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. Trad. resistindo a apelos emocionais. UERJ silogismo. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. nelas logicamente implicada. B. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. então.” SAVATER. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo.. Nova Fronteira. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. Rio de Janeiro. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. Sérios. então. temos homens honrados e capazes. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. m. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. Por isso. o sensato é insensato. É que. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. então. L. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. etc. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. nem se daria ao trabalho de dizer nada. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Aqui o sério é temerário. Em compensação. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. ao crescermos. quebraria a Previdência. 1986... chamadas premissas. postas duas proposições.. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos.)” VERÍSSIMO.. S. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. sensatos. Lóg. ‘é mais forte do que eu’. nas circunstâncias. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. ou talvez até risse e pronto. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. delas se tira uma terceira. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. F. comprometeria o programa de estabilização do Governo. A. Se não fôssemos livres. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. é preciso alterar esse modelo econômico. Fernando. O país só é viável se metade da sua população não for. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. Grita exatamente porque sabe que foi ela.

b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. Para ele. é de 850 milhões de hectares. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. A sina dele era correr mundo. à toa! Como judeu errante.122. andar para cima e para baixo. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. de Graciliano Ramos. incluindo lagos. fenômeno na retina ou fenômeno físico. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. 53 “Entristeceu. Ora. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. inteiramente distintos. ou métodos de comparação. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. F. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. uns 400 milhões de hectares. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. continuando o caminho de Goethe. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. actualmente. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. 123. caem por terra. A respeito dos textos. sem fruto”. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . José Saramago.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. O restante (. M. Um vagabundo empurrado pela seca”. PUC-RJ Leia o texto abaixo.. W. Vidas Secas. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. de GOETHE. não basta dizer que a cor surge da luz. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. 124. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. Newton. Schopenhauer.) encontra-se em estado de improdutividade. no texto I. Assim. Mais ou menos metade desta superfície.. Nesse aspecto. São Paulo: Nova Alexandria. mas como aparece junto à luz. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. GABARITO 125. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios.Interpretação de texto II Avançar . em que se comenta o modo como o escritor alemão J. W. rios e montanhas. que é negado no texto II. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética.. considerando-se o sentido do texto II. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade.” GIANNOTTI. M. J. de abandono. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. 1993. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. sendo provocadas por sua vez por processos físicos.

não direi os suspiros ao anoitecer. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. Mas. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. A diversão. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. p. porque isso significa que. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. vamos de mãos dadas. U. de certa forma. considero a enorme realidade. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. principalmente a urbana. O presente é tão grande. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. não pretendendo. a romana e. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Estou preso à vida e olho meus companheiros. a vida presente. devastou-se a natureza. Não nos afastemos muito. Rio de Janeiro: Record. Não serei o cantor de uma mulher. Carlos Drummond de. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. pois. Luiz Octávio de. 1998. nesse texto. voltam com força total. Também não cantarei o mundo futuro. São Paulo: Moderna. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. GABARITO A partir do texto. O tempo é a minha matéria. 9. assustando algumas autoridades. não nos afastemos. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. que raramente o questionamos. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. como a recessão e a violência. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. à diversão. de uma história. Entre eles. F. neste final de milênio. tendo em vista a existência de graves problemas. entregar-se aos devaneios e à solidão. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . julgue os itens que se seguem. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. do presente. In: Educação para o lazer. ( ) Atualmente. 118. como a grega. a chinesa — foram esquecidos. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. em breve. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. os homens presentes. pela primeira vez na História. surgiram jornadas de trabalho brutais. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. trazendo preocupações novas. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. ( ) Infere-se que. o tempo presente. 1998. lazer e entretenimento como ideais de vida.Interpretação de texto II Avançar . a paisagem vista da janela. ao entretenimento. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. ao lazer.” ANDRADE. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. 127. ignorando o passado e o futuro. Antologia poética. não haverá mais quem trabalhe. “Introdução”. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. p. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. Nesse período.126. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. dos quais não pretende mais se afastar. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. o lazer.

eu também podia recorrer ao dr. Lá vêm outra semana. 28) – Inf. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. Dê. que não os mencionados. p. (02)“Vinho Mercosul no mundo. se transmuta em invernos. entre as alternativas apresentadas abaixo. como resposta. nada disso. como sabemos. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. jun. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”.: Para o autor. Opinião. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. que me conhece desde rapazinho (eu. UFMS Na construção do sentido de um texto. Nada de aposentadoria. especialmente por um ex-colega de magistério. outros compromissos.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. 84) – Inf. se o ex-ministro Magri. como também não quero ser chamado de vagabundo. e. não. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. mas posso perfeitamente inventá-la. nem de tentar facilitar a vida. Podia estar aposentado. procurando pistolões.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. eis que. sempre é afável comigo. 7) – Inf. dos saudosos 30 mil dólares. o povo era elegante. 5/9/99.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. eu também posso)./jul. mas a verdade é que. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. pondo a mão no meu ombro. enfim. Além disso. se bem que ele próprio aposentado. a síndrome ataca de igual maneira.” (Revista do Mercosul. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. Opinião. p.” (Veja. p. 128.: Quando usava outros tipos de vestimentas. 57) – Inf. chegou a verões. Alguns. p. não ele). fico um pouco melancólico. outra crônica.” (Istoé. mas com inquestionável empenho. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe.” (Época. logo. Com base nessas explicações. p. 103) – Inf. sem muito sucesso. começo na manhã da própria segunda. p. 27/9/99. morre de rir quando o crítico e. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (16)“Sem alarde. lá vem a segunda-feira. Antônio Carlos. Não. ago. Quis muitas vezes descondicionar-me. 5/7/99. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. logo. O Globo. 6/10/99. E o dr. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. a soma das alternativas corretas. mas não adianta. reconheça. ou seja. deve ser capaz de fazer inferências. Cad. 29) – Inf. já está em outonos e.” (Raça. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. outras chateações. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. 29/9/99. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. 1998. é necessária na atual conjuntura. Eu. (…)” O Globo. Cad. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. 7. já depois de muito tempo trabalhando em casa. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados.” (Roberto Campos. 1999. Antônio Carlos. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. Não tenho queixa.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. pôde. Ao trabalho. Por exemplo. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. p. mas não só levantar a papelada me infunde pânico.Interpretação de texto II Avançar . (32)“Max Floc.

ou seja. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. como resposta. por exemplo. rinite e gastrite. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. como o dr. como resposta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. como resposta. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). a soma das alternativas corretas. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. Dê. o autor emprega o sufixo grego -ite. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. sujeitos a horários e normas rígidas.”. (16)Para construir o vocábulo marajanato. 56 GABARITO 130. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. Dê. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural.Interpretação de texto II Avançar . (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. Antônio Carlos. 131. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. a de escritor. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. e na necessidade da situação atual. (01)Sendo quase sexagenário. como em baronato. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. inconformado. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. Dê. a soma das alternativas corretas. que me conhece desde rapazinho (eu. como. no caso do texto. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. pelo fato de obedecer a princípios éticos. ou seja. também ele inventor de palavras. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. a soma das alternativas corretas. que não a do locutor. desesperado. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (32)Já para criar segunda-feirite. Antônio Carlos. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano.129. (01)No início do primeiro parágrafo. UFMS Dentre os enunciados abaixo. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público.

( ) A exemplo da tipologia textual. a polícia passa a cada instante. 9/99. o imigrante passa a cada instante. a massa de pizza vem num saco com sessenta.Interpretação de texto II Avançar . autora de Boca do Inferno. corta o meu coração. pagam 1. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. o neném nasce e chora. a cidade é calmíssima. p. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. apenas alguns. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. 57 A partir do texto acima. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. Ana. tudo era apavorante. entre outros romances. o imigrante passa a cada instante. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. Smart Symphonies. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. tudo aqui tem o mesmo gosto. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. classic music to help stimulate your baby’s brain development. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. as ruas espalhadas. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX.” MIRANDA.132. ameaçador. as frutas são coloridas mas sem sabor. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. um sentimento vitorioso. não há edifícios de mais de três andares. poeta. as geladeiras são repletas de guloseimas.75 dólar. e as estruturas levíssimas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. por a polícia. a arquitetura do medo. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. faz calor mas não muito. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. Caros Amigos. de noite esfria. 19 (com adaptações). por causa dos terremotos. de Ana Miranda. de eternidade. associada a Rubem Braga. fomos a um mercadão de varejo. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. claro. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. ah. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. todo mundo de carro. (…) filmo o nascimento do Raphael. o imigrante e o chicano passam a cada instante. comem-se muita verdura e fruta. assim como o leite. o chicano passa a cada instante. escritora brasileira. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. nº 30. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. julgue os itens seguintes. ( ) Com a metáfora final do texto.

Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. 406-7. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. ( ) Para conquistar sua amada. Manuel. Falei de macumba. li Elvira a Morta [Virgem. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. Chorei. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. Mafuá do malungo. o passeio a pé. o automóvel. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. ( ) No verso 9. Que ela era gostosa. In: Poesia completa e prosa. julgue os itens que se seguem. simultaneamente. ( ) Entre os versos 11 e 15. Ajoelhei. 58 Com base no texto acima. o autor emprega. Fiz versinhos. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Utilizei o bonde. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional.Interpretação de texto II Avançar . produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva.133. Rio de Janeiro: Aguilar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ofereci pó… À toa: não fez efeito.10) e “Perdi meu tempo” (v. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Me rasguei todo. Disse que ela era boa. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. 1974. em “À toa” (v. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. p.19) há a mesma informação semântica. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho.

por uma ironia de seu passado recente. vai-se constituindo em disciplina curricular. conseqüentemente. perspectivas.“ SOARES. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. deixou ruas se esburacarem. São Paulo: Educ. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. à qual o texto se refere. isto é. Magda. 53. 59 134. 135. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. a escola. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. Língua portuguesa: história. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. c) a modernização das empresas que. Segundo o Instituto. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. p. por isso. e) o descompasso entre modernização e economia. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. o horizonte é desolador. com a modernização. ao longo do tempo.). subempregada. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. c) globalização. já não precisam tanto de força física. o governo abandonou estradas. Cintia. b) o avanço da economia informal. b) desemprego. Durante mais de uma década. 1999. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. uma perspectiva política. única saída para os desempregados. p. Isso porque as empresas. Veja. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. para o país. Apud: BASTOS. uma perspectiva psicológica. mas que os deixa desassistidos. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. E o desafio. as expectativas. Para os outros. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. e) modernização. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso.Interpretação de texto II Avançar . a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. 105. 136. hoje. uma perspectiva histórica. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. viadutos. Para garantir a sobrevivência. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma perspectiva cultural. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. Fempar Pela essência do texto. d) educação. Fempar A ironia.“ VALENTINI. ensino. o principal órgão de pesquisas sociais do país. 21 de julho. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. Neusa (org. Fempar Segundo o texto. Assim que a economia voltar a crescer. uma perspectiva social. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. 1998.

só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. respectivamente. Pela análise das afirmativas. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. b) 1 – 2 – 4. d) II e III. b) I e III. III. F. ou seja. aluno e o contexto em que interagem. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. F. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto.Interpretação de texto II Avançar . facilitando a leitura. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. II. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. 138. 3. 1. c) I. Pela análise das afirmativas. II e III. prioritariamente. e) III. “pode e deve” sugere uma gradação. b) social envolve professor. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. a metas e ações. F. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. U. 4. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. d) psicológica diz respeito. c) 1 – 2 – 3. U. “objetivos e procedimentos” correspondem. U. 139. ao “como” se aprende determinado conteúdo. e) 3 – 4. 2.137. I. estruturas de natureza semelhante. d) 2 – 3 – 4.

. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. F. (.) Sem dizer com todas as letras. na expressão “combustível fóssil”. 140. no total da produção de energia brasileira. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) a palavra “fóssil”. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. defendido por muitos especialistas.” Revista Galileu. um significado preciso.Interpretação de texto II Avançar . país não limítrofe com o Brasil.. para os críticos do programa de gás natural. A palavra fóssil tem.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. tem. para eles. (Adaptado). prevê a utilização de um combustível fóssil. que significa “embora não declare explicitamente”.. o que. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. Assinale a alternativa com a frase que. para certos críticos. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. e) O problema da falta de energia. (. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico... fornece uma quantidade significativa de gás natural. U. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra.. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. contendo informações cientificamente corretas.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil.. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (.). Nesse caso. U.. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. (. F. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. porque a Bolívia. Para exorcizar a ameaça. um significado preciso.. Segundo afirmam.. no Brasil. 141. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”.) O programa de gás natural. isso é o que o governo federal dá a entender.

Com base nessa afirmação. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. p. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. A grafologia pode até acertar algumas vezes. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. Francisco Lopes. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. Tarefa simples. feita por Lírio. Dê. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). Mas errou com Sérgio Lírio. como resposta. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso.Texto para as questões 142 e 143. 64) a forma como lírio escreve. Unioeste-PR Segundo o texto. 55. como resposta. Portanto. a soma das alternativas corretas. Lírio foi descartado. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. muito pelo contrário. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. Com essas inferências duvidosas. as inferências são duvidosas. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. 62 142. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Ou seja. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. técnicos e administrativos. Este ano. foi um sinal de audácia. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. de Vitória. 143. a soma das alternativas corretas. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pois Lírio acabou reprovado. Como ele soube? Simples.Interpretação de texto II Avançar . pois conseguiu emprego em um jornal importante. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. Pronto. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. julho de 2000. suas letras não se curvavam impetuosamente. Dê. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. ”O que diz a letra Em 1995. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka.“ Superinteressante. 04) a denúncia sobre o Banco Marka.

Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. de suas idéias e descobertas. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. 12. In: Folha de S. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. O que ainda vemos. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. p. em que tudo se transforma tão rapidamente. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. proporcionada pelas telecomunicações.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração.Interpretação de texto II Avançar . a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. fazendo com que sua divulgação não traga. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. deixando de lado o ‘porquê’. descontados os fãs. podemos reconciliar a ciência com o grande público. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. Ciência e espiritualidade. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. 63 GABARITO 144. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Caderno 5. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. Ou as pessoas de Deus. c) A massificação do conhecimento. dedicada a tirar Deus das pessoas. Paulo. claro. 1999. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. Marcelo.” GLEISER. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. de várias superstições (gnomos. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. como nas religiões orientais. necessariamente. pouco se preocupando com o ‘como’. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. então. como a televisão ou o cinema. anjos. sem dúvida. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. merecidamente!) perde a sua credibilidade. na maior parte desses veículos. Com isso. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. Como. uma atividade fria e manipuladora. A julgar por esses livros. enquanto outras pertencem somente à religião. Infelizmente. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. Parte da culpa pertence. Ela é encontrada no próprio ato criativo. mas muito ainda precisa ser feito. Inevitavelmente. Esse excesso de informação. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. Folha Mais. Essa situação está gradualmente se transformando. à comunidade científica: historicamente. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. Certas questões são exclusivas da ciência. ao público. 18 jul.

conhecimentos do mundo oriental.Interpretação de texto II Avançar . a soma das alternativas corretas. a não ser dentro dela. Na mesa grande do Salão de Banquetes. sentada. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. e) ultrapassa os limites do racional. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. 129. avise às outras. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. e trataram-na com muito carinho. como mandava o Decálogo. ações ardilosas e desumanas. não importando. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. c) distancia-se cada vez mais do homem. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. já que está se perdendo no materialismo científico. pregadas por diferentes religiões. como resposta. Vesti minha casaca. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. eu disse a tia Helena. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. Eu queria terminar logo a minha missão. para preservá-los. o carro de Ermê. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. Estou com medo. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. e passou o cachecol em torno do pescoço. São Paulo: Companhia das Letras. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. depois olhou na direção da casa. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. não sei por que mas estou com medo. b) aplicar. c) criar ela o seu próprio universo. foi cumprida a minha missão. Uneb-BA Para o autor. varada por um frio que não existia. em direção à casa. Com um gesto abrupto. 147. e o final da narrativa é maniqueísta. Rubem. Levei Ermê para a Sala Pequena. que me observava atentamente. na ciência. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. Será nesta noite mesmo. 1989. acelerou o carro e partiu. tia Julieta. Nau Catrineta. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. mas também subjetivo. Dê.145. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. e esperei que me viessem chamar. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. onde as tias estavam. em volta da mesa. Acho que é esta casa.” FONSECA. disse Ermê. agora resolutamente. através de ações não só de caráter objetivo. 135 e 136. com muita pompa e cerimônia. colocando-o no meu. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . retirou o Anel de seu dedo indicador. p. d) comprovar as verdades de natureza mística. Uneb-BA Segundo o autor. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. como as outras. como se soubesse que eu a estava observando. eu disse. entrar lentamente pelo portão de pedra. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. In: Feliz ano novo. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. com a capota arriada.” 146. Desci para recebê-la. ligados à meditação. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias.

Janio de. com maus pressentimentos mesmo. nunca que eu posso sumir. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. Haiti. 5. Ah. a América Latina. É que a situação mudou. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. Paulo. 1982. Pentágono e Departamento de Estado. nem merecedora de maior divulgação. e isso não é vida de homem. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. Nem da Europa. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. é América ainda. Não sei. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. passando do discurso à ação. Essa terra. a gente nunca. apropriadamente. diante de um impasse de ordem política. p. não fizesse disso um problema interno. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. 17 ago. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. mais sensibiliza a opinião pública americana. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. FBI. já foi uma boa terra. diz ele depois de muito tempo. a agência UPI. se tiram os recursos do homem. João Ubaldo. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. não vale quase mais nada. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. se Antunes não me sustenta. é um enterro. Porque. 83-4. Iugoslávia. isso não. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. (32)mantém. o que é que me sustenta? Não sei.148. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações.” RIBEIRO. com Ancrísio Antunes. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. anterior à guerra do Vietnã. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. o que é que deixam com o homem? Nada. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. diz o padre. Vozes conhecidas. agora. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. Um governo esperto tomaria precauções para que. Hoje essa terra não vale mais nada. disse o padre. como resposta. Por que vosmecê não some? Eu sumir. com intermediação do padre. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. uma relação de dependência econômica. Uma vida. não sei. In: Folha de S. Quem some é os outros. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. Sargento Getúlio. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. Quintal embora. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. 1999. ainda mais acentuadamente. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Iraque e Iugoslávia. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. p. não vão ter surpresas com a IPI. Temos o que esperar com apreensão. nos dois casos. possa ser. Dê. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta.Interpretação de texto II Avançar . a soma das alternativas corretas. mas não o inibiu: Panamá. diz o padre. Iraque. eu sumir? Como que eu posso sumir. que muda por questões de ordem religiosa. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. depois da Europa. lá e no mundo.” FREITAS. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. Caderno 1. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. região que. A criação da nova agência — IPI. Granada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. d) A América Latina. pode-se inferir: a) O poder americano. Mas é bom notar que. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. Nada disso. b) O mundo caminha para um estado de guerra. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. Quem não entende o que é pizza. Elas mostram que. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. ainda é o clássico francês que causa frisson’. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. globalizada a partir do tupi. diz Corrêa da Costa. ‘Neste fin-de-siècle high tech. no plano lingüístico. ele já existia. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. Veja. é consenso nos Estados Unidos. É o caso de ‘piranha’. pode vir a desmoronar. U. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. (…) Ainda no campo das surpresas. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. e) O mundo. superando a Europa. brincando com os estrangeirismos.” DIEGUEZ. o levantamento não deixa dúvida. pois se vive uma nova Guerra Fria. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. de certa forma. sem o paternalismo americano. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. U. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. d) A importância alcançada pela América Latina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .149. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. Consuelo. consultou 130 publicações de quinze países. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. São as chamadas ‘palavras universais’. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. 150. houve aquelas que andaram na contramão. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. Mas. 151. 22/03/2000.Interpretação de texto II Avançar . c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. U. Salvador-BA No segundo parágrafo. durante dois anos. de acordo com a sua visão. o autor faz uma declaração que é justificada. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). hambúrguer. no mundo. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos.

na verdade. ‘mundo’. hambúrguer. 3 e 5 67 153. o que está indicado no subtítulo. c) “Quem não entende o que é pizza. na íntegra. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. 5) ‘globalização’. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. e) A globalização das palavras respeitou.Interpretação de texto II Avançar . as pegadas dos povos conquistadores.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. É o caso de “piranha”. c) A hegemonia americana. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). d) “Ainda no campo das surpresas. tem como suporte um outro texto anterior. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . prevalece a linguagem figurada. ‘palavras universais’. Por isso. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. se estendeu também ao universo das línguas. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. conforme as perspectivas do poder político e econômico. 3. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. 4 e 5 b) 1. 154. Estão corretas: a) 2. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. 2) O texto.152. como se pôde constatar. globalizada a partir do tupi. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. 2.

1998. na segunda oração há dois. n. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. no fundo. na segunda oração apenas um. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. Sabemos apenas que. d) desenhar cópias de si mesmos. A comida milagrosa? Já existe. Para alguns cientistas.Interpretação de texto II Avançar . U. já existe um metal. c) Nada. viver em Marte. As previsões acima podem parecer ousadas. d) Nada. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Na primeira oração há dois adversários. Assumem. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. assim. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. UFRN Para alguns cientistas. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. que não nos será possível sequer desligá-los. na segunda oração há dois. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. ano 31. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. No campo dos materiais.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. Na primeira oração há um adversário. Ou seja. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. b) aprimorar formas de pensamento. 158. Talvez não. c) progresso da Medicina. no inferno. Assustador? Talvez.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. c) suplantar a inteligência humana. p. Na primeira oração há dois adversários. 156. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. pela primeira vez na história da humanidade.) 68 155. 23 dez. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. mas. Na primeira oração há um só adversário. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Não sabemos quando teremos robôs escravos. na segunda oração apenas um.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Basta aplicar um pouco de calor. o nitinol. d) otimização dos laboratórios. um dia. 157. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. Será uma época em que. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. Talvez estejam apenas sonhando. 126. estaremos entrando no paraíso. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. são até conservadoras.” Ambas têm em comum: a) Tudo. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Para outros. 51. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. b) avanço da tecnologia. b) Tudo. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu.

” Editorial da Folha de S. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. 69 GABARITO 159. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. o que leva o nome técnico de contrabando. 29/8/2000. Em termos penais. uma falta bem menos grave do que a sonegação. Talvez seja exagero. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 160. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. valores úteis para a vida em sociedade. e) avalia que o passe. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. Com adaptações. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. “em termos penais. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. sonegação e formação de quadrilha. Wanderley Luxemburgo. anticonstitucionalmente. olhando para o futebol. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. Culposo. Há pouco. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.Interpretação de texto II Avançar . Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. é anacrônico e absurdo. “o que leva o nome técnico de contrabando”. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. que recende a escravismo. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. por exemplo em “crime culposo”. Paulo. Em 94. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Para coroar. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. mas de forte estigma ético no meio futebolístico.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. negligência ou imperícia da pessoa. Mas. não do seu desejo de praticar um ato não legal. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. na linguagem do Direito. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. o então treinador da seleção brasileira. significa o que é resultante de imprudência. baseado apenas no futebol.

Interpretação de texto II Avançar . precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. estimulando sua atenção. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. ele precisa de empenho para parar’. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. b) podem tornar-se facilmente um vício. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. Assim. junho/99. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. os videogames: a) transformaram-se. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. Uma troca perigosa. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. p. 32. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. UFSE Há pouco. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol.161. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Wanderley Luxemburgo. 162. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. usar a cabeça só atrapalharia. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico.” Adaptado de Superinteressante. Para Setzer. não se raciocina. Unifor-CE De acordo com o texto. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. atualmente. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. o então treinador da seleção brasileira. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. inclusive com o risco de vício. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. Vista no contexto. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. Na verdade. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. o jovem tende ao retraimento. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. 70 GABARITO 163. UFSE … “olhando para o futebol. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. diz o professor. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. apesar do que se vê no futebol. Aliás. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quanto qualquer outro instrumento. para provocar sensações mais intensas. ‘Em um videogame. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. que pesquisa efeitos da informática no comportamento.

Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. muitas vezes. com frio. em detrimento do mundo real. Quando ficamos bem cansados. tive de repente um ataque de pudor. no meio do mato. Precisamos de uma casa. O telefone toca. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. para me fazer essa pergunta. a um tipo de diversão violento e cruel. que me fatigasse o corpo. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. com certeza. São Paulo: Círculo do Livro. Ele acendeu um fogo. São uma necessidade que inventei. Que prazer em comer aquele peixe. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. brilhar um pouco. uma simples mulher. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. assim. A vida bem poderia ser mais simples. nem sede. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. dá na gente um sonho de simplicidade. tirar areia do rio. não assim. tem de repente um sonho assim. doces. Uneb-BA No texto.Interpretação de texto II Avançar . precisamos apenas viver — sem nome. meu trago de cachaça. bons. para o narrador. os videogames significam proteção para os jovens.” BRAGA.164. Voltar Língua Portuguesa . que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. e isso era bom. nem frio. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. saber intrigas? Uma vez. como os bois. de repente. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. IMPRIMIR 166. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. algo de útil e concreto. Por que beber uísque. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. esquentamos um pouco junto do fogo. de noite. 200 crônicas escolhidas. É apenas um instante. subimos a barranca. E quando precisava de um pouco de evasão. distraídos. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. fortes. meio molhados. marcado por situações de extrema violência. mas deixasse a alma sossegada e limpa. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. Rubem. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. 3267. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. cortar lenha. nem número. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. me surpreendendo. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. apenas me fazem falta. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. 71 GABARITO 165. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. as mangueiras e o ribeirão. e chegamos à choça de um velho seringueiro. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. b) despojada. na noite escura. lavrar a terra. e) de evasão para um mundo de sonhos. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. e a água era boa. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. p. s/d. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. entrando numa loja para comprar uma gravata. Puxamos a rede afundando os pés na lama. Todo mundo. entre duas providências a tomar. comida.

revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. Isso eu procuro. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. e) no penúltimo parágrafo. confusão entre manhã e tarde. contudo. nenhum gasto de tecidos. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). mais me envolva. essencial. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. senão inúteis. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. porque o tempo não mais se divide em sessões. a fuga da fuga. sem dúvida.Interpretação de texto II Avançar . a perda voluntária de amor e memória. a limpeza da cor. 168. c) no terceiro parágrafo. já sem ornato ou comentário melódico. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. d) no quarto parágrafo.167. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. todos os gestos afinal impossíveis. vida mínima. 234-5. Não a morte. o verso / (E. o enredo. nem braço a mover-se nem unha crescendo. p. o eco já não correspondendo ao apelo. Não o morto nem o eterno ou o divino. b) “Porque a frase. indiferente e solitário vivo. mais longe de tudo. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. In: Antologia poética. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. o conceito. domado. a fuga de si mesmo. a desnecessidade do canto. um sono. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. o pequenino. já sem dor. sem ciência nem ironia. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. e este fundindo-se. ainda mais longe a fuga do feérico. o exílio sem água e palavra. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. calado. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. o tempo elidido. sem calor. 1993. menos que terra. ausência deles. Rio de Janeiro: Record. apenas o vivo. não respirado. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural.” ANDRADE Carlos Drummond de. b) no segundo parágrafo. um início. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”.

U. professores.” 171. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. como pais. eliminando. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. 172. ( ) temática de caráter social. as crenças. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. o comportamento. daí a objetividade no enfoque do tema. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. ( ) uma linguagem referencial. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. representantes do poder público. numa mesma sociedade. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. amigos. desde a infância. representando bem uma arte engajada. assim. político. 170. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. U. as angústias do homem. d) centraliza-se na definição de endoculturação. ( ) liberdade formal. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético.169. os modos de vida da sociedade a que pertence. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. a educação e a socialização se verificam. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. visando à expressividade. econômico etc).Interpretação de texto II Avançar . a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. vizinhos.

na medida em que limita o uso da tecnologia. até o momento. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. que levaria ao planejamento familiar. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. 174. como a mortalidade infantil. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. 74 173. principalmente. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. 31-2. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. Contudo. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. É compreensível. tornando-as mão-de-obra desejável. sem ocupação fixa. Unifor-CE De acordo com o texto. mesmo em alguns países mais adiantados. Fatores culturais são também importantes. 1988. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . África e América Latina. Paulo. O Estado de S. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. era muito grande.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente.Interpretação de texto II Avançar . Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. no Brasil. José. por conseguinte. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. 1/1/2000. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. as visitas a museus. Movimento n. os agrava e. nos vários continentes. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. b) a explosão populacional. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. em vários países. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. especialmente nas grandes cidades. parece estar levando a melhor. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. Contudo. então. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. Ao contrário. no passado. Um museu de portas abertas. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. p. 3. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas.” SEGALL. sobretudo nas grandes cidades. Lasar.

Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. b) realçar ironicamente as metáforas. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. 176. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. II. 75 177. no Brasil.175. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. Unifor-CE I. vêm sendo pouco prestigiados. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. no Brasil. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. b) II. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. como instituição artísticocultural. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. Os museus. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. III. pelos órgãos governamentais. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. c) III. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. “pouca conversa”. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. e) II e III. GABARITO 178. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. b) caracteriza as circunstâncias que. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. d) I e III. A respeito dos enunciados acima.Interpretação de texto II Avançar .

os incidentes pessoais não contam. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Carmo. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. disse comigo. trata da essência da própria poesia. d) velado humorismo. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. superior à própria vida e à morte. 1992.” ANDRADE. esse excelente. e) O poeta. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. em seu discurso metalingüístico. a vida é um sol estático. Memorial de Aires. GABARITO 180. In: Obra Completa. Consolava-os a saudade de si mesmos. Não faças poesia com o corpo. c) O autor defende a transcendência da poesia. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. F. 76 d) Para o autor. tão infenso à efusão lírica. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”.” ASSIS. 1989.Interpretação de texto II Avançar . p. Não há criação nem morte perante a poesia. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo.179. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. achei aberta a porta do jardim. b) Segundo o poeta. à entrada do saguão. com as mãos sobre os joelhos. ‘Lá estão eles’. b) suavidade e melancolia. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. à esquerda. Diante dela. não aquece nem ilumina. dei com os dois velhos sentados. intensamente elaborado. Machado. e) ceticismo e desesperança. 95s. D. entrei e parei logo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. As afinidades. c) desgosto e censura. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. Ao transpor a porta para a rua. tinha os braços cruzados à cinta. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Ao fundo. olhando um para o outro. os aniversários. Rio de Janeiro: Aguilar. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. U. completo e confortável corpo. Fui a pé. Aguiar estava encostado ao portal direito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Carlos Drummond de.

embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. São Paulo. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. 21/04/2000. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. Carlos Heitor. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. Por isso mesmo. em nossa essência. p. É também macunaímico. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. tomou sua própria vereda. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. Folha Ilustrada. 77 181. De outro. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. herói sem nenhuma definição. A imagem geométrica pode ser forçada. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis.” CONY. 5º Caderno. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas o homem é causa e efeito do verbo. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço.Interpretação de texto II Avançar . o homem miscigenado.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. o Macunaíma. a) O homem de Guimarães Rosa. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. potente e tendendo a ser feliz. Retomando a imagem literária. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. por ser sobretudo uma criação verbal. De um lado. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. Fomos e seremos assim. Ou seja. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. o opositor de uma e de outra. 12. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. apesar do ressentimento social que o caracteriza. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal.

conhecida característica de textos literários. 184. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. ‘As comemorações dos 500 anos. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. de certa forma. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. 183. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. expressão ligada ao nome “Brasil”. da tribo fulni-ô. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. ele fala para mais crianças e adultos.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. mostra arcos. c) “crianças de diferentes idades”. como dizia — e impedir conflitos futuros. b) “Brasil de antes de Cabral”. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. diz Ricardo Paes. d) “500 anos”. Desde o início da semana.Interpretação de texto II Avançar . antecedendo a expressão “500 anos”. c) “mais de”. d) “deixando preconceitos de lado”. nem sempre verdadeiro. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. mostra arcos. (…)” SÁ. de Pernambuco. coordenador do projeto. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. apresenta danças e ritos. até expõem a cultura indígena. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . encontra-se também em outros tipos de texto. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. Fátima. mas de maneira muito romântica. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. 22/03/2000. b) “um”. revela que um discurso oficial. referindo-se ao nome “Brasil”. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. predomina na sociedade. Agora. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. UERJ A linguagem figurada. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). Veja. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. GABARITO 182. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. no plural.

Aposentei os dentes. guardando imagens sem nexo.Interpretação de texto II Avançar . o estranho fenômeno se generaliza. tudo. Ali jaz a vida que poderia ter sido. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. sexo. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). uma câmara. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. J. por favor?). UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. 03/12/1996.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. De bom grado. esporte — me dás tudo. jamais terá tempo de rever o que filmou. 79 185. Nas férias. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. UERJ No poema. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. que o poupa de estar exposto ao destino. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. enfim. Nas festas de escolas primárias. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. Cônscia de sua relevância mística. e normalmente muito rápido. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. Depois. ele substitui a própria memória pela fita magnética. 1992. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. Prosas seguidas de odes mínimas. que vive. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo.” BUCCI. Eugênio. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. O turista é um apressado. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). P. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . Se a televisão é a arena da história contemporânea. escancarando em público o vazio em que existimos. um vidro. Continuará com pressa. 186. a televisão é humanizada. claro. São Paulo: Companhia das Letras. Ali jaz o desejo que não se satisfez. Protegido por sua máscara eletrônica. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. que se reserva a chance do inesperado. PAES. Sob o foco automático. Guerra. ele apenas grava imagens. Veja.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionament