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Questoes Portugues Literatura

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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“Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. esta se baseia em um equívoco. Sérgio. Voltar Língua Portuguesa . para corrigi-la: Como muitas piadas. eu me perdi” BRITTO. ô. Texto para as questões 21 e 22. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. Nando. ele acelerou o seu veículo. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. PESSOA. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. Do CD Cabeça de dinossauro. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. REIS. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. ô. Homem primata Capitalismo selvagem Ô.20. a vida é cruel. Marcelo. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. Ciro. UFR-RJ No texto Homem Primata. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. Logo depois. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco.Interpretação de texto I Avançar . a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. FROMER. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas.

PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. 4 e 5. c) santidade X pecado. p. é causa principal do desfecho presente no cartum. III. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. c) I. 23.22. 24. d) II. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. 5. b) 1. os antônimos: a) lentidão X velocidade. d) 3 e 5. 11 JAGUAR. 2. Voltar Língua Portuguesa . Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. Átila. 1. 1968.Interpretação de texto I Avançar . III e IV. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. O militarismo. 3. d) estagnação X mudança. IMPRIMIR GABARITO II. e) 3. e) passado X presente. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. b) I. III e IV. III e IV. respectivamente. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. I. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. 2 e 4. 166-167. b) atraso X progresso. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. II. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. 4. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. c) 2 e 4. IV. você é barbaro. e) III e IV. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto.

c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. 23/06/99. associadas a tabagismo. GABARITO 27. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. p. julgue os itens da questão 27.” c) “Se queres a paz.” b) “Quem tudo quer tudo pode. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. e) através de um jogo de palavras. ( ) Em Ele é um novo homem. dois não brigam. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estresse Líder em soluções Veja.Interpretação de texto I Avançar . ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. prepara-te para a guerra. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. por problemas cardiovasculares. o autor procura confundir o leitor. 153. obesidade.” d) “Quando um não quer. Procure seu médico e siga a sua orientação. III Essas doenças.25. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. daí ser um elemento anafórico.” 26. INSTRUÇÃO: Com base no texto.” e) “Devagar se vai ao longe. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. ( ) Na última parte do texto. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. Hoje. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa.

Aponte-a: a) De um lado. Jeep Grand Cherokee. a mulher é pálida sobre o leito e. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir..400. anjo entre nuvens. c) Em princípio. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. 13 28. em outro momento. Jeep® Só Existe Um. de outro lado. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. 29. O amor sexual lhe repugnava. Não te rias de mim. Jeep Grand Cherokee. Potiguar-RN “Soneto Pálida. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. 11/10/98.. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando.” Veja. Ele tem motor 4. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. U. o sofrimento das noites de vigília.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. autor que. a mulher caracteriza-se pela pureza e.” Nos versos acima. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. julgue os itens da questão 8. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. num segundo momento. a surpresa da visão da mulher amada. d) Inicialmente. Negros olhos as pálpebras abrindo. à luz da lâmpada sombria. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira.. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. A partir de R$ 55. pela nudez e sensualidade.0L High Output. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. sofre muito o prestígio romântico da mulher. Formas nuas no leito resvalando. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro.Interpretação de texto I Avançar .. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou.. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. segundo Mário de Andrade. A vida moderna em favor da vida de verdade. CELULAR.. duplo air-bag. a revelação de que apenas é uma lavadeira. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. b) Num momento. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. em seguida. GABARITO 30. a fuga pelo sonho e pela morte.

e a segunda. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. II. o poema pode ser dividido em duas partes: I. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . IV. sobre o tema: Mulheres. e a segunda. 34. (A noite com seus sortilégios. São Paulo: Global. e a segunda. a primeira. 32. d) Noite. que revela sua ousadia e destemor diante da vida.) encontrará lavrado o campo. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. b) ambos os textos vêem apenas belezas. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. embora diferentes. d) Porque é amiga do poeta..1984. Talvez eu sorria. c) Morte. Uniube-MG Com relação à estrutura. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada.. e) os textos abordam temáticas diferentes.” Vinícius de Moraes. Com cada coisa em seu lugar. que mostra incerteza do poeta. e a segunda.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. c) Porque aparece toda noite. a primeira. d) IV. o segundo aborda a beleza da mulher madura. Manuel. a primeira..Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. (. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. In: Libertinagem. nas mulheres.” Manuel Bandeira. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. ou diga: – Alô. d) embora falem sobre o mesmo assunto. III. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. A mesa posta. IMPRIMIR Sobre os textos. 33.. iniludível! O meu dia foi bom.. que revela a felicidade de um dia de trabalho. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. b) Visita. que apresenta dúvida e descontrole emocional. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. c) III. Talvez eu tenha medo. pode a noite descer. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. E as feias.. 31. a casa limpa. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. b) II. b) Porque não poupa ninguém. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. a primeira.

2000. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. que seu filho precisa de liberdade para aprender. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. o meu caso. 37. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. ao passado depois do passado. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores.35. refere-se a um elemento extratextual. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. no único personagem.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. só a partir de agora. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. não sendo eu. e) É um caso de associação de idéias. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem.. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. Novo Omo Multi Ação. apresentados no primeiro período do texto.Interpretação de texto I Avançar . PUC-PR “Nada mais diferente (. removendo manchas de gordura como nenhum outro. nunca pensara organizadamente na única pessoa. em “como nenhum outro”. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. era o tempo do qual eu mais participara. ao passado ‘ao lado’ do passado. indica que. remetem à expressão “as crianças”.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. idéias deduzidas do início do texto. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. conotativo. As questões 36 e 37 referem-se a ele. o produto foi aprovado pelo consumidor. criando uma relação com Quase memória. ou melhor. Com base nessa informação e na leitura do texto. assim como você. pelo fato de causar incoerência. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. ( ) a palavra ainda. Ora. o primeiro é denotativo e o segundo. estabelecem relação de causa e conseqüência. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. de 7 jun. muito menos o tempo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. o ‘meu’ embrulho não abre nada. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor.. Porque não há aprendizado sem manchas. UFGO Acerca da organização das frases. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. se sujarem”. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. ao passado anterior ao passado. no único tempo de um homem que. apresentado na abertura do texto. ou seja.” 36. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. se sujarem. ( ) o vocábulo outro.

. 16 Texto para as questões 39 e 40.Interpretação de texto I Avançar . “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. sendo “pátria”. o autor alude à idéia de que. Para isso. maio de 1998. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. Velô-Caetano e a Banda Nova. e) 3 e 4. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. desejada pelo autor. julgue os itens da questão 38. 39. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. PolyGram.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. ora implicitamente ora diretamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Língua. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. Com Marte transitando em seu signo. b) 1. conte com os amigos. confusão: espere até poder expressar suas idéias. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. a idéia de plenitude.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. o que lhe trará entusiasmo. Em “Gosto de ser e de estar”. 1984. 2. Você poderá contribuir com o parceiro. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. 2 e 3. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. No trabalho. grito de guerra de uma escola de samba. 38. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos.. 3 e 4.” Marie Clarie. 4. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. Caetano. 1. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. 3. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. d) 2. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. c) 2 e 4.

c) 1. Quem sobe a alto lugar. p. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. e) 3 e 4 apenas. 2 e 3 apenas. “dores”. Homem sobe. que indigno cresce. 32. Quando o pisava da Fortuna a Roda. como “roçar”. 1996. d) 2 e 4 apenas. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. Cleise Furtado. e logo o homem desce. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. 1. 02. a soma das alternativas corretas. Voltar Língua Portuguesa . b) 1 e 4 apenas. asno vai. Desanda a roda. Burro foi ao subir tão alto clima. burro parece. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. que não merece. 3 e 4. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. que é discreta a fortuna em seus reveses. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. Nas expressões “confusões de prosódia”. Dê. 3. 04. 4. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. Homem sei eu que foi Vossenhoria. 2. Pois vá descendo do alto. “cores”. que subir é desgraça muitas vezes. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo.” MENDES. 16. como resposta. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. 2.Interpretação de texto I Avançar . Em terra de incompetentes. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. onde jazia. 08. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. do que burro em cima. 64. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. Salvador: EDUFBA. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Estão corretas: a) 1. 17 41. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem.40. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. o menos incompetente reina. 63.

(Literatura Comentada). “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. III. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. o jogo amoroso e as relações humanas.” MORAES. 27. 4. 7. 21.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. A expressão “pra”. Uniube-MG Sobre o texto. 29. 11. d) I. c) I. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. II e IV. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 24. c) ele. 6. 43.Interpretação de texto I Avançar . 20. 42. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. Abril Educação. 9. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) III e IV. 3. 25. nos versos 8 e 9. p. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. IV. 19. 2. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 18. d) ela. 8. 10. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. b) o autor. 1980. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. São Paulo. 5. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. Chico Buarque de. 13. II. 26. no verso 21. 15. traz marcas de oralidade. Vinícius de e HOLANDA. 16. 18 1. Chico Buarque de Holanda. 30-I. III e IV. 23. 22. refere-se à palavra cidade. 28. 44. 17. A expressão “ali”. 12. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 14.

brasileiros”. IV. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. 24/05/99. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. (. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito.. II e III. 24/01/99. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. c) II e IV. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. enfiados em calças jeans. b) I e III. II. III e IV.. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. p. imaculadas botas de couro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. cintos e chapéus vistosos. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. a partir de uma informação que esse já tem. Zero Hora. e) I. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional.Interpretação de texto I Avançar . No Carnaval. local e data. 46. III. Chegam de todos os cantos do país. II.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. I. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. d) I. Porto Alegre. TEXTO 2 19 Charge de lotti. 45. 102. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. Em Barretos. Para uma adequada compreensão do texto 2. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. como veículo de divulgação. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. é necessário levar em conta dados contextuais. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country.

espanhol – a valorização será maior. informações coerentes com o teste do texto.. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. se tem um domínio regular. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela..Texto para a questão 47. Voltar Língua Portuguesa . • doutorado. • mestrado. • um curso de especialização... por exemplo. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego.. mas se forem substituídos por outro idioma – como.. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.Interpretação de texto I Avançar ..... • pós-graduação lato-sensu.. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. ou 10 pontos.. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou.

as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. e) a exuberante natureza amazônica. II. enquanto. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. 27 ago. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. 21 49. “As maiores estruturas do Universo”. e) I.Texto para as questões 48 e 49. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. em relação ao texto. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. In: Folha de S. c) somente I e III. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. Claro. há uma referência nova. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. mas os poucos que existem são confortáveis. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. lagoas não costumam estar em expansão. através de um discurso poético. 2000. Está correto. A terra em si é de muitos bons ares. em geral. sempre aumentando. III. Águas são muitas. No segundo parágrafo. d) somente II e III. o que se afirma em: a) somente II.” GLEISER. E em tal maneira é graciosa que. II e III. Moacyr. cheia de vitóriasrégias. Mais! 48. querendo-a aproveitar. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. é só estimular o turismo. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. b) um momento de percepção da realidade.Interpretação de texto I Avançar . b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. Cada planta é uma galáxia. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. U. a imagem vale. 50. metafórico. pelo seu poder evocativo. “Às vezes. Há. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. o melhor que eu puder. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. E que não houvesse mais que uma pousada. considerando-se o uso atual. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. no primeiro período. 29. isso bastaria.” SCLIAR. para alindar ou afear. b) somente I e II. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. Folha de S. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. Paulo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. esse é um modelo bidimensional do Universo. uma infração à norma culta. infindas. U. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. De qualquer forma. p. 17/05/99. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. senão pela sua precisão. Salvador-BA Por inferência. Paulo. Marcelo. especialmente o que nos foi oferecido. Hotéis não há muitos.

e não queirais. Que a mesma culpa. Gregório de. a ovelha desgarrada Cobrai-a.M. à qual Gregório de Matos recorre.Interpretação de texto I Avançar . e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. F. dentro do universo irreverente da poesia marginal. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. Roberto. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. A abrandar-vos sobeja um só gemido. escrever. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Pastor Divino. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. se por acaso a encontrar. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. São Paulo: Melhoramentos. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira.” MATOS. 26 poetas hoje. e já cobrada Glória tal. Perder na vossa ovelha a vossa glória. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. U. que está no céu. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. quanto mais tenho delinqüido. como afirmais na Sacra História: Eu sou. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. pessoa do singular. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. ouvir. que vos ha ofendido. que pereça um destes pequenos. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Porque. c) O título do poema está na 1ª. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Para responder às questões de números 52 a 54. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. Senhor. Texto 2 “Pequei. Se basta a vos irar tanto um pecado. GABARITO IMPRIMIR 52. Se uma ovelha perdida.51.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Do mesmo modo. e prazer tão repentino Vos deu. Poesia Barroca. Senhor. leia os textos a seguir. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. Mateus 18:12.F. pensar e sentir. não é algo desejável para meu Pai. Voltar Língua Portuguesa . “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. Vos tem para o perdão lisonjeado. de Mário de Andrade. mas não porque hei pecado. d) exaltação da sabedoria de Deus. Da vossa piedade me despido. pessoa do plural. Vos tenho a perdoar mais empenhado.

53. conforme a definição do dicionário Aurélio. merece a salvação. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. F. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. b) conversa com o Senhor. e) submete-se à vontade de Deus. de armas. d) peque. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. antropológicos. os que reverenciam a colonização ou profissões. 55. c) se perca. que significa templo de musas. estudar. e) padeça. assinale a alternativa correta. A palavra museu. 23 d) argumenta. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. Mas há também os arqueológicos. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. GABARITO Sobre o texto. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve.Interpretação de texto I Avançar . vem do grego “mouseon”. c) suplica pela salvação divina.M. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. histórico e técnico”. razão pela qual acredita que não será salvo. 54. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. os religiosos. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. oceanográficos. por isso.M. mas não se arrepende deles. valorizar pelos mais diversos modos. Marco Aurélio. coleções de interesse artístico. pois. F. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. erguidos em homenagem à cerveja. “para conservar. de artes. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. 18/05/00. do texto 2. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. deixando que Ele decida se o salva ou não. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . comemorado hoje. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. O Dia do Museu. ecológicos. chantageando o Senhor. b) sofra. Jornal de Santa Catarina. ao vinho ou aos insetos. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. talvez não precise de uma grande festa nacional.” SILVA. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. e sobretudo expor para deleite e educação do público. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais.

como se davam ouro por aquilo. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. nem de falar ao Capitão. 08. Abril. como se lá também houvesse prata! (. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. E eles entraram. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. Isto tomávamos nós nesse sentido. e novamente para o castiçal. I. Dê.. brancas. fez sinal que lhas dessem. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. ao pescoço (. a soma das alternativas corretas..E também olhou para um castiçal de prata. 56.. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. isto não queríamos nós entender. as quais não eram fanadas. Em E eles entraram. 01. Isto tomávamos nós nesse sentido. Coxim – almofada que serve de assento. quando eles vieram. folgou muito com elas. 04. nem a ninguém.. 04.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. E deitaram um manto por cima deles. estava sentado em uma cadeira. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão..) Viu um deles umas contas de rosário. aconchegaram-se e adormeceram. bastante comunicativos. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário.. 02.. na embarcação portuguesa. como resposta. por assim o desejarmos. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. Manuel. e assim mesmo acenava para a terra... 57. E também olhou para um castiçal de prata. A expressão . com um colar de ouro. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. Nada. 02. e lançou-as ao pescoço. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. Pêro Vaz de Caminha. como se davam ouro por aquilo.. Pelo trecho . Fanadas – murchas. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço.Interpretação de texto I Avançar . aos pés de uma alcatifa por estrado. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Mas nem sinal de cortesia fizeram.. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. carpete. O trecho . e bem vestido. Dê. Os tupiniquins. e depois para o colar. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim.. muito grande. Manuel. SP. Mas nem sinal de cortesia fizeram. nem a ninguém. UFSC A propósito do texto. E então estiraram-se de costas na alcatifa. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins.folgou muito com elas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins.. consentindo. um dos escrivães da armada portuguesa. 08. e. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. a soma das alternativas corretas. como resposta. e assim mesmo acenava para a terra.) Acenderam-se tochas.. 1999. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). UFSC De acordo com o texto. Fasc. nem de falar ao capitão. é correto afirmar que: 01. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. escreve para o Rei de Portugal. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. D. Todavia um deles fitou o colar do Capitão.

Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. Dê. o qual chamamos de Namandu-ruetê.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser.Há um trecho em seu livro.Interpretação de texto I Avançar . ser e linguagem são uma coisa só. Apresentamos. A palavra tupuy designa ser. Nosso povo enxerga o ser como um som. 16. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria.. Os 500 anos de Brasil significam. Para os povos indígenas. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. como resposta. É por isso que os guaraniscayowas.De desencontro. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. Ainda hoje. 64. A própria palavra tupi significa em pé.. preferem recolher a sua palavra-alma. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos.Texto para as questões 58 e 59. A terra dos mil povos. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição.Os europeus chegaram trazendo o progresso. 32.O patrimônio da sabedoria. e fala do seu livro A terra dos mil povos. ter a percepção desse patrimônio.Para o tupi-guarani.) ISTOÉ . trechos dessa entrevista.)” 25 GABARITO 58. O pajé é aquele que fala com o coração. Como você pensa essa relação? Kaká . é na base do tiro. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. publicada na revista Isto é (21/7/99. 7-11). UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Na opinião do escritor tapuia. em Dourados.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . Um dos nomes da alma é neeng. A realidade atual indígena não é fácil. ISTOÉ . para as etnias indígenas desaparecidas. 02. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. 01. ISTOÉ . trataram aqui como primitivos. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. com o desaparecimento de centenas de etnias. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. em grandes áreas do País. a seguir. por ilusão dessas relações com os brancos. ISTOÉ . qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. um tom de uma grande música cósmica. Não no sentido de retórica. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. até para perceber que ela está em colapso. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. ISTOÉ .Nesses 500 anos. 04.. p. Para Kaká Jecupe. a sua expressão no mundo. Porque fala e alma são uma coisa só. a soma das alternativas corretas. que são respectivamente o ter e o ser. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . que também significa fala. que significa o som que se expande. aquele que emite belas palavras. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. ou Tupã. Um pajé é aquele que emite neeng-porã.. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . (. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. 08. regida por um grande espírito criador.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação.

como resposta. 61. Dê. 64. noção que a terra pertence aos indígenas. 32. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 08. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. 02. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. Visão ingênua e idealizada do índio. a linguagem. a soma das alternativas corretas. exceto: 01. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 04. a seguir. 1982). presença de um forte sentimento ufanista. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. 16. palavra. 02. oposição índio feliz. versus índio sofredor. Dê. 08. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. como resposta. cuja letra reproduzimos abaixo. 32. UFMS Os aspectos apontados. significa “som em pé”. enquanto som. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. 32. em tupi. 16. tendo a ver com sentimento. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. pois a eles foi legada. Emprego de termos de origem indígena. a soma das alternativas corretas. na tradição indígena. os guaranis-cayowas da região de Dourados. 04. Texto para as questões 60 e 61. Dê.”. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. provocado pela discórdia. 01. em Mato Grosso do Sul. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. emoção. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). 02. a partir da relação com o branco. 04.” 26 GABARITO 60. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e Quyquyho. é correto afirmar que: 01. 16. podem ser encontrados em “Quyquyho”. a soma das alternativas corretas. nos primeiros tempos. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. 08.59. como resposta. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra.Interpretação de texto I Avançar . e o ser são elementos distintos. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura.

d) II e III. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. e) II e III. Conversa portátil. Está correto somente o que se afirma em: a) I. c) III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No romance. o advento de um Cristo seria impossível. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. No conto. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. Murilo. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. Na crônica moderna. sobretudo nos três primeiros parágrafos. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. II. sobretudo nos três últimos parágrafos. somente. Ironiza a corrida armamentista. “Não há lugar para essa gente”. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. anotadas em estilo elegante. II. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. II e III. d) descritiva. c) I e III.Interpretação de texto I Avançar . c) descritiva.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. GABARITO 64. e) I. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 27 62. em nossa era. b) II. somente. 63. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. O casal dirige-se a uma estrebaria. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. S. 1486. b) I e II.” MENDES. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. as personagens ganham amplo desenvolvimento. Está correto o que se afirma em: a) II. 1944. somente. com narrador em primeira pessoa. p. O menino nasce morto. Atualiza a história de Cristo. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. Unifor-CE Anacronismo. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. III. Poesia completa e prosa. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. 65. Faz ver que. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. III.m. mais do que no conto ou na novela. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. e) dissertativa. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. Com base na definição acima. 1. d) I e II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. somente. pois se apóia em argumentos encadeados. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. b) narrativa. com narrador em terceira pessoa.

ninguém tem culpa dessa traição. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. 1995. Um amor que não tinha fim. como num milagre. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. você não se deve sentir traído”. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). Não temos nenhum amor a trair”. parecia um delírio. O marido baixou a cabeça. 68. certo de que a distância é o esquecimento. que começara muito antes e continuaria muito depois. d) “não é pois todo amor alvo divino. súbito. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. cada um deve seguir a sua vida”. Um não conhecia a língua do outro. O amor começou ali. no meio de sordidez tamanha. Quis gritar. São Paulo: Companhia das Letras.. as faces escavadas da fome. pouco a pouco. b) marcar as repetições da narrativa. de repente. Um dia. Primeiro. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). Os dois formavam um maravilhoso ser único. Aquela beleza absurda. logo. como mulher. o amor. nem você a mim.Texto para as questões de 66 a 69. Viu. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. uma aldeia miserável. o escândalo. eu não te trai”. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido.Interpretação de texto I Avançar .” (Casimiro de Abreu). Quando embarcou. ora. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam.. Desce e percorre. eu não amo você”. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. c) negar um amor para afirmar outro. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. Depois não viu mais o junco. Durou um ano o amor sem palavras. andou em Hong Kong. eu amo outro. uma menina linda. Mas. Resolveu viajar para a China. Morreu só. eu não te amava nem você me amava. 67. Até que entra na primeira porta. nem princípio. Olhou aquela miséria abjeta. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Ele ficou muito tempo olhando. A menina não voltou. d) “Como você não me amava nem eu a você. ora. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. apanhou o automóvel e correu como um louco. tão só. logo. nunca.” RODRIGUES. porém. 28 66. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. A cabra vadia: novas confissões. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Doeu-lhe. por toda a parte. b) “Que não seja imortal. a pé. E. Não houve uma palavra entre os dois. logo. linda. Foi também um adeus sem palavras. Tinha sede e queria beber. logo. Nelson. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. Até que. b) “Só se trai a quem se ama. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). Foi parar quase na fronteira com a China. vê surgir. tens amor – eu medo! .

com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. II. no Brasil. por iniciativa da Câmara Municipal. da mulher. em 3 de junho. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. No conto de Nelson Rodrigues. a boca aberta no esforço desesperado por ar. ao lado da mãe. a cabeça sem cabelos. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. na Itália. Bryan Lee Curtis. Virou Anita.)” Revista Veja. b) I e III. de olhos semicerrados. um homem robusto. é venerada como heroína da unificação. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). Em poucos dias. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Enquanto agonizava.. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. em Santa Catarina. em 30 de agosto de 1821. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 30 de junho de 1999. Lá. Univali-SC “Agonia pública Na cama. sua mãe ligou para o St. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. Dez anos depois. numa fazenda em Mandriole. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. No colo dele. agosto de 1999. e do filho Bryan Jr. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. Petersburg. quando abandonou o primeiro marido. III. IV e V. Paulo. Só no último dia 11 de maio. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. Tanto que só passou a existir. (. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. e) somente a V. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. Às 11h56. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas.” MARKUN. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. 70.Interpretação de texto I Avançar . Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. d) II. oficialmente. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. Na imagem. Petersburg Times. V. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. e) É pura e simplesmente uma narração. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos.. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). há três meses. c) somente a III.. na Flórida. Bryan morreu em casa. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. Mas. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. pedindo a presença de um fotógrafo. de 2 anos. um sapateiro. Bobbie.69. é quase desconhecida. jornal da cidade de St. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. 71. IV. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. o cartório de Laguna. morreu nos braços de Garibáldi. Superinteressante.

com 48 horas disponíveis. emendou. afirmou o professor... d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. é este que fundamenta aquele.Interpretação de texto I Avançar . ao terminar a nossa aula de quarta-feira. Relacionando essa observação ao texto acima. ficariam prejudicados os demais dias da semana. porém. 30 Após a leitura do trecho acima. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. 73. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. que a prova será na sexta-feira. então. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. contrariando mais uma vez a regra imposta”. para ser coerente. vocês terão uma prova toda semana”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Assim. (. “Assim. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”.. Um deles. Assustados. “Parece-me justo”. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. pois.. anunciou peremptoriamente. e nada mais”. “O senhor. raciocinou. ( ) No texto. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. como ele é o último dia com aulas na semana. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. o jovem ponderou: “Professor. porém. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. financeira e política da mensagem. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. rigoroso. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. ainda não tinha terminado. “Se o senhor concorda.72. no entanto. que o sábado está descartado. julgue os itens que se seguem. O estudante. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. os jovens se remexeram em suas carteiras. digamos. Pelo mesmo critério. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. às vezes.)” Luiz Barco. logo descobriremos. não deve ser usada em todos os casos. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. portanto. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. porém justo e lógico como o senhor tem sido. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. Não foi necessário prosseguir. efervescente. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”.

( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca.74. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. por exemplo.. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. o sentido da vida para o eu lírico. predomina a narração com a manutenção da unidade temática.” Interpretando-se os sentimentos do poema. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . 31 “UM DIA QUALQUER . opõe-se “cearense migrante”. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira.. onde as ondas se amansam. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. ( ) No texto.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. revelando. européia e cristã. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”.cadeiras. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. ou toma um café Hoje bobagem. sem manter assim relações de sentido com o poema. assim como estes. 76. UFMT ( ) Na primeira estrofe.Interpretação de texto I Avançar . ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”...

reflexos no espelho (infiel) do dicionário. Dissertação. de meus receios. c) I e II. aí está você. Revolto-me contra mim mesmo. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. de falta de apetite para os milhares de assuntos. d) a falta. de minhas fraquezas. fica em sua cadeira assuntando. Escrever é triste. III. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. purê de palavras. Vivem constrangidos. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. assuntando. e) I.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. II. que só a língua têm em comum. d) I e III. II e III. Conclui que não há assunto. o que se afirma em: a) somente II. em relação ao texto. Está correto. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. (. 79.) Que é isso. vedada a você. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. Entretanto. depende das condições intelectuais daquele que escreve. e você não sabe ir além disso. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo.. como que em presença de um inválido. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. Os dedos sobre o teclado. c) somente I e III. A ação de escrever priva.” Carlos Drummond de Andrade. sem liberdade. quer dizer: que não há para você. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor.77. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. inclusive a simples claridade da hora. falar-lhe de minhas dúvidas. II. bem como a abundância de assunto. que está de olho na maquininha. III. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. 78. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. não corta na verdade a barriga da vida. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. por vezes. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. Prosa poética. rapaz. Ou. Impede a conjugação de tantos outros verbos. não revolve os intestinos da vida.. Não basta haver variedade de assunto. d) somente II e III. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica.Interpretação de texto I Avançar . Então hoje não tem crônica. escrever exige predisposição e inspiração. b) somente I e II. e) II e III. mais propriamente. b) II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Narração em primeira pessoa.

c) pouco desconfiado e muito observador. 82. Imagine o campo. do tempo. talvez. as palavras destacadas conotam. 83. Tinha uma árvore. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. b) lugarejo e beleza natural. com qualquer coisa de gato e de mulher. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. Eles são as minhas aldeias. realidade de uso interno. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. d) bastante descrente e desiludido. b) “Sábado”. luz cheia de sombras de asas. d) “céu imenso perdido”. tão igual. b) narração e a relação realidade-imaginação. e) segurança e incerteza. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. c) solução e realidade. Os outros ficam aqui mesmo. 84. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. depois até a gente tão simples. E tinha canteiros de rosas.80. nos olhos e nas mãos. Lembro-me dela. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. d) proteção e felicidade. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. às vezes na realidade. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos.” No texto. semanticamente. Quem pode vai para fora. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. logo mais. Às vezes na imaginação. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. como se dissesse – Bom-dia! Chega. Era um Jardim sereno. a: a) meio arredio e misterioso. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Veio. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. Aquele jardim era meu amigo. amanhã.. Ela pousa. b) muito arredio e pouco confiável..Interpretação de texto I Avançar . um jardineiro risonho.” Álvaro Moreyra. A vida arranja tudo pelo melhor. A noite caindo sem desastres. não veio da cidade. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. uma vez contextualizadas. mas triste. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Uma voz de água no silêncio. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Semanticamente. Sábado. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. primeiro. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. O cheiro de terra. Voltar Língua Portuguesa . Hoje. e) “luz cheia de sombras de asas”. com certeza. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. É preciso gostar da vida. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. 33 81. nas árvores. c) “cheiro de terra”. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!.

agosto de 1999. como almoços e jantares com o cliente em potencial. inventou a Internet. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. II. O homem é uma máquina que nunca desliga. 86. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. fax ou e-mail”. II e III. II e IV. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. para o Terceiro Milênio.Interpretação de texto I Avançar . V. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. empresa especializada em sistemas de automação comercial... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (.. a partir daí. fazendo uma coisa de cada vez.. (.. b) II.. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios.85. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. atualmente. mantendo assim o humor e a alegria de viver. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. afirma Aldo Colombo. o celular. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. uma das tantas doenças modernas. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. Depois capota”. É mais um desafio!” Missão Jovem. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. o fax e o telefone.. e não desliga mais. o e-mail. Ingo Tirgarten. IV. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. Uns dizem que o culpado é o trabalho. c) II. b) O telefone.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e.. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. d) I. O estresse é uma doença moderna. IV e V. e) todos os itens. III. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. aboliu o Domingo. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. por vezes. d) Todos os empresários. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. uma sociedade totalmente estressada. trocou o dia pela noite. III e V. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. fax ou telefone.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. Hans Dieter Didjurgeit. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (..

UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. Dos itens acima. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. II. de um ponto de vista lógico. c) I. e) todos os itens. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. III e VI. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos.87.. 35 88. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. Ora. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. ora um animal doce e afável). UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). a enunciados universais.. por mais elevado que seja o número destes últimos.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. mas não das demais ciências. IV e V. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. ( ) Na estrofe 8. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. (. 89. Sendo considerado como um animal santo. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. enunciados “particulares”). IV.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal.” Segundo Popper. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. ( ) Na estrofe 6. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria.) Na Europa. d) I. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). o gato foi honrado e enaltecido... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . III e IV. algumas vezes. Univali-SC “No antigo Egito. fêmea do deus sol Rá. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. (. A igreja lhe virou as costas. São idéias presentes no texto: I. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. III e VI. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. Nesta mesma época. Citar superstições acerca dos gatos. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. VI. tais como hipóteses ou teorias. V. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. b) I. II.Interpretação de texto I Avançar . III. de Karl Popper.

morenas. roxas.. morenas... brancas. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 16 o preto. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. 29 ânimo de viver pelo Brasil. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. pardas. pardas.Interpretação de texto I Avançar .Texto para as questões 90 e 91.. 32 .. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis.. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. pretas. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor..” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 34 pretas. o pardo.. 30 mãos para agir pelo Brasil.. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais... 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. 33 Mãos todas de trabalhadores..

gravata vermelha e chapéu panamá.. de 1ª pessoa. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. resmunga constantemente. e depois tingida. AEU-DF Julgue os itens seguintes. por fim se definem. AEU-DF Julgue os itens abaixo. usa terno branco. mas não se enxuga. os pássaros. 58). Voltar Língua Portuguesa . “todo brasileiro e não apenas. conotação pejorativa. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. ( ) O termo “boreais” (l. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. em relação à compreensão e à interpretação do texto. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. pobre substância. e baixota. ( ) no fragmento. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. acontecem coisas. em relação à semântica e à estilística. ( ) De tom otimista. Ele. Pobres fibras. às vezes.” (l. 91. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. dirigindo-se a ele. e depois cortada. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. não.Interpretação de texto I Avançar . Muito tranqüilo. no vestido da mulher. de Moacyr Scliar. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe.) A mulher também é gorda. Pobre seda. 31). 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. e costurada. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. 92. pobres plantas. 40 a 48). tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. Também está suada. no texto. e depois esticada. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. seda. a brisa. 26 e 27) e no gerúndio (l.” .” e “Pobres larvas. UFGO “Segue-se um trecho. ( ) “Qualquer” (l. (No terno branco reconheço o linho. pobre substância. Agora... Trata-se de um casal. antes. ( ) As “mãos” (l. na história. da técnica cinematográfica. A campina. ( ) o narrador. o riacho. ( ) O termo “sindicais” (l. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros.90. 17) tem. pobres plantas. extraído do conto “Ecológica ”. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. Reconheço. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. Pobres larvas. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. 15).” (l. Vão se aproximando lentamente. 31. Pobre seda. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. Agora. Isto aqui já foi muito bucólico. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal).. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. um homem gordo. mas o acontecimento. aproximando-se. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. 14). 30. vocês sabem. de idade.que revela o sentimento de compaixão do narrador. substância extraída do casulo de larvas. é situado no presente. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l.

mordendo os nós da mão. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. revelou-se salazarista.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Aluísio. o camarada intrépido. ( ) Na terceira manchete. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. ( ) A referência “Isto é. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. 11/02/1981. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. 94. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. vozeando furiosos contra semelhante berraria. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’.15. 11/02/81. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. naquela ocasião. julgue os itens da questão 93. p. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas.Interpretação de texto I Avançar . p. já de carreira para o Largo do Machado. porém. serve para introduzir uma explicação. ( ) O uso dos dois pontos.’ De repente. — Oh! Era demais. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. Casa de Pensão. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. GABARITO Com base no texto. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. no texto. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o sangue a saltar-lhe nas veias. grudado a um canto da janela. — Morra o infame! bramia a malta. pois indica situações diferentes. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. pensava ele desesperado. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras.” Isto é. para o redator do Diário. entrevistado. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. 38 93. Infelizmente. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. os olhos injetados.

apenas dois dedos em cada pé e é onívora. não mate mais a galinha. passadas algumas semanas. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). é a mesma: predominantemente referencial.95. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. A fazenda Chalé da Serra. p. a 8. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. em ambos os textos. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. com seis espécies conhecidas. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. Tinha a aparência de estar calma.” GABARITO No texto “Uma galinha”. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. mata e come a galinha. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. fugindo sem saber pra onde. 96. de Clarice Lispector. Avestruz. Voltar Língua Portuguesa . sempre teve como carro-chefe a criação de gado. indiferente. caso aquela fosse morta.5 quilo. mamãe. ( ) O segundo texto. 39 Com base no texto. o avestruz atinge o peso de abate. no prazo de doze meses.000 reais. 77. interior de Sergipe. a menina prometia nunca mais comer galinha. 18 out. ( ) A fertilidade de um avestruz é. Mas. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. depois do acontecido. na Arábia e na África. após o evento. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. ( ) A função da linguagem. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. Tem as asas atrofiadas. a família. 2000. já esquecidos do fato. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. O animal estava sozinho no mundo. Entretanto. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. superior a de uma vaca.” Adaptado. U. Já são 800 animais. no município de Simião Dias. no qual se considera a situação da vida da personagem. Atualmente é a maior das aves. vive em zonas semidesérticas. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo.500 reais. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. cujo preço varia de 1. parte de um verbete de dicionário. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Veja. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. Ave estrutioniforme. os animais são um negócio de altíssimo rendimento.Interpretação de texto I Avançar . é eminentemente descritivo. em torno de 110 quilos. Além disso. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. todos rodearam-na com uma atenção especial. analisando as características estilísticas. o filhote. nos últimos cinco anos. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. em muito. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. Compridos e desengonçados.

o “Velho” da boca dos trabalhadores. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. e tudo era dele. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. passei os anos de pequenice. o Dr. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. do que tenho honra e faço alarde. de corpo alto. o rio corria.. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. seja em sala de desembargador. A grandeza da terra era a sua grandeza. sem medir consideração. Se não recebo cortesia de igual porte. “Meus verdes anos”. e tudo era dele. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. lá num inverno dos antigos. Rio de Janeiro: José Olympio. gado do mais gordo. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. no debaixo do capotão de meu avô. Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Nova Aguilar. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. sem freio nos dentes. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. o velho Bubu. J. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. O seu grito estrondava até os confins. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. de palavra educada. O coronel e o lobisomem. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. o meu pai da Tia Iaiá. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. Mas disso não faço glória. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. 98. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. os moleques da estrebaria. 1976. Lá ia o gado para o pastoreador. mimoso no trato. os trabalhadores do eito. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. 1978. de cacete na mão. as águas do céu se derramavam na terra.)” CARVALHO. de olhos miúdos. In: Ficção completa. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. e a água boa e doce nas suas vertentes. É invencioneiro e linguarudo. (. responda às questões de números 99 e 100. Sim. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. 97. sou Ponciano de Azeredo Furtado. em jeito de moça. abro o peito: – Seu filho da égua. tudo era do meu avô. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. seja em compartimento do governo.)” 40 LINS DO REGO. 99. o Cazuza da velha Janoca. Apesar de tudo.Interpretação de texto I Avançar . o papai da Tia Maria. C. pois sou sujeito lavado de vaidade.. Digo. O sol nascia.. e tudo era dele. Tudo era do meu avô Bubu. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. coronel de patente. e era dele. lá estavam as negras da cozinha. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor.. IMPRIMIR 100. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. pasto do mais fino. Com base no texto 2. modéstia de lado. José. Trato as partes no macio. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. (. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. de barbas. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado.

A maioria movida a compulsões por trabalho. se possível. É a nova versão do invejoso. mas ter tudo e. Não há mais a moralidade do pecado.Interpretação de texto I Avançar . gula. à qual o artigo se refere. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. O pecado da luxúria. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. 16/05/99.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. cinema e TV. a ira. (. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. sem noção de valores materiais. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. imagens de jornais. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) sensação de um vazio existencial e afetivo. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido.O Globo. preguiça. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. sob pena de exclusão do sistema. roupas.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais... que já não deseja ser o outro. Já não há mais lugar para a ira. 103. (. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. bebida ou drogas pesadas. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. O orgulho está em baixa. executivos de empresas e apresentadores de TV. São ordens que devem ser obedecidas. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa... ira. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. Quem tem ódio do Governo. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. A criativa preguiça. mas algo imaginário e. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. Márcia . Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados.. transformou-se em mania de trabalho. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século.Leia o texto a seguir e responda às questões. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso.. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. segundo o texto. o orgulho. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. a avareza. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. consumo. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). trabalho. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. todos à sua volta. prazerosa e lúdica.. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. 102. equivalente ao inferno. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. um superego. Vivemos sob a moralidade dos mandados. adotada por ídolos do esporte.” CEZIMBRA. Esta é a ameaça. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. ironiza e ridiculariza estes desafetos. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. a inveja. 41 101. a preguiça e a gula. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. Este era o pecado da gula. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. sucesso. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. irreal. para quem o que importa não é ser alguém. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. A aparência do bom moço. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias.. relatando suas conclusões. prazeres e lucro. portanto. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. Para o antigo pecado capital da avareza.) O psicanalista Eduardo Losicer. avareza.

Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. para o autor. Enquanto diminuem os soluços de José. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. 02. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. 04. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. protesta a psicóloga. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. 26 de abril de 2000. pois simulou a própria dor. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. Mesmo que não concorde com eles. Não se trata de uma medida isolada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. 08. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. 131. com amigos ou numa parceria comercial. b) a segunda afirmação. por exemplo. e) todas as afirmações. motivos e preocupações dos outros.” Veja. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. II. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. que pára. seja no casamento. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. c) a terceira afirmação. Dê. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. machuca o joelho e começa a chorar. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. a partir do excerto exposto acima. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. p. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. 42 É possível concluir. a soma das alternativas corretas. Só ele notou a situação de dor de José.104. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. Serão criados banheiros especiais para deputados. do livro Inteligência Emocional. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. José tropeça. e adaptado. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. 105. Poderia. 16. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). diz. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. 32. em vez de ter oferecido ajuda concreta. 64. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. como resposta.” Fragmento retirado. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. e só ele tentou oferecer algum consolo. ter chamado a professora. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. d) nenhuma das afirmações. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite).Interpretação de texto I Avançar . crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. de Daniel Goleman. que: 01.

( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. mas quem esse cachorro está esperando?. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. distraí-lo. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. o focinho voltado para aquela direção. ( ) Fidelidade. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. 108. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Como todos sabem. para outros amigos. o jovem foi convocado. e) as novenas começavam sempre no domingo. todos os dias. introduz as personagens na narrativa. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. “A disciplina do amor Foi na França. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. 109. uns bons. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. depois.Interpretação de texto I Avançar . mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. fazendo a crônica da fidelidade. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. 43 107.. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. UFMT ( ) O artigo indefinido. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. ia correndo ao seu encontro e. ia esperá-lo voltar do trabalho.” Lygia Fagundes Telles. “correr animado”. cremos. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. voltava ao seu ponto de espera.. de Manuel Antônio de Almeida. o jovem foi convocado. um pouco antes das seis da tarde. na maior alegria. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Os familiares voltaram-se para outros familiares. c) com o passar do tempo. disciplinadamente.”. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. “era jovem”. As pessoas estranhavam. afeição são as idéias centrais do texto. ainda essa festa é motivo de grande agitação. nove dias. d) durante a festa havia muita confusão. Postava-se na esquina. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. Os amigos. começava muito antes. outros maus.. Então. O jovem morreu num bombardeio. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. Casou-se a noiva com um primo. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia.106. pontualmente. Assim que anoitecia. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. como se tivesse um relógio preso à pata. a orelha em pé. Quiseram prendê-lo. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. para que tivessem lugar as novenas”. amizade. Hoje. Com relação ao texto.. Assim que via o dono. “na maior alegria”. ( ) O uso de mas. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Tudo em vão.

Ao meio-dia. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. revela: a) medo. ou em dias especiais. IV. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. b) I e IV. 250-1. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. II. c) passividade. e) II. via passar o leiteiro.” CONY. e) “fascinado”. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. III. Uneb-BA Sobre o menino. III e IV. da carrocinha de cachorro. À noite. Pelas manhãs. 1999. b) “protegido”. Podia ficar ali. b) alienação. como as estrelinhas de São João. I. d) “tinha”.Interpretação de texto I Avançar . só se abriam aos domingos. era uma forma de estar metade protegido pela casa. e) comprometimento. escondendo o nariz deformado. O menino tinha pavor da leprosa. 111. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. em relação ao menino. “invejava” e “crescesse”. O menino gostava. 44 110. mas tinha medo da rua. Um dia o menino cresceu.Texto para as questões de 110 a 113. “gostava” e “cresceu”. ed. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. Carlos Heitor. p. Duas ficavam fechadas. vendo a vida passar. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. “continuou” e “esperando”. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. À tarde. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. mas nada tinha a ver com ele. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. c) inseguro de seu objetivo. III e IV. “imaginava” e “levaria”. passava o sorveteiro. mas continuou na janela. d) I. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. levaria sempre uma merendeira consigo. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. metade envolvido com o mundo. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Um dia. passava a leprosa que pedia esmolas. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. quando todos começavam a ir para a cama. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. tão-somente no seu caráter externo. imaginava o que elas continham. IMPRIMIR GABARITO 113. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. o homem que afiava tesouras e facas. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. “via” e “participava”. numa reentrância da grade. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. c) “envolvido”. 3. dos mascarados do Carnaval. Da janela. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. Voltar Língua Portuguesa . ao escolher o seu espaço. d) deslumbramento. ele gostava de ficar ali. 112. Uneb-BA No segundo parágrafo. ele sabia de tudo. quando crescesse. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. c) II e III. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro.

está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. Unifor-CE Quanto à estrutura. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. p. d) integração descritivo-narrativa. 114. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. 116. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos.. 1996. no mínimo menos perigoso. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. o cidadão. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. e) do emprego de orações reduzidas. E. entrando para a escola.Interpretação de texto I Avançar . O resto. Afinal. d) da freqüência de preposições. Campinas: Mercado de Letras. b) exposição argumentativa de idéias. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. João W. Formação técnica X Formação humanística. Profissional especializado. II. Linguagem e ensino. c) da ausência de conectivos. 115. e) descrição argumentativa. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. b) II. diz-se. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. e) II e III. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. que mais lhe interessam. 117-8. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. c) III. d) I e II. atualmente.. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. Unifor-CE I. c) exposição descritiva de idéias. III. A respeito dos enunciados acima. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. Tecnologia X Humanismo. bom. b) da ligação adequada das orações.

disse Brito ao juiz. estão sempre desafiando os limites. exercitar o diálogo. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. estão sempre de mau humor. criam-se distorções. Educar é. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. Os filhos. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. Implica amor e firmeza. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. 118. são agressivos. c) 1 e 2. Alfenas-MG “Brito. que pregavam o amor livre. Mas isto deve ser progressivo. agosto de 1999. Porque experientes. d) 3 e 4. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. são pais que optam por uma educação mais conservadora. por sua vez. existe quase um consenso: é preciso proibir. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. hoje. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. passam horas falando ao telefone ou na Internet. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Educação – ontem. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. Nunes teria ditado o texto para Brito que.Interpretação de texto I Avançar . horários e deveres.” Missão Jovem. discurso indireto e discurso indireto livre. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. Voltar Língua Portuguesa . C1. Educar é também conceder liberdade. U. 30/1/98. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘.. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. Henrique Nunes. de trajar e com suas amizades. só vêem o erro e não os acertos. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. Quando apenas um dos termos vale. só sabem dar broncas e impor regras.. Os jovens libertários da década de 70. apesar de subscrevê-lo. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. sobretudo. Educar é ensinar que existem limites.117. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. a desobediência civil e o consumo de drogas. como autor da nota. b) 2 e 3. não interessou-se em saber onde seria publicado. os trajes nem sempre asseados. não sabem o que querem. Paulo. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. implicam com sua maneira de falar. e) 2 e 4. em seu depoimento. nem quanto custaria. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação.‘” O Estado de S.’ No texto.

um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. Coitados de nós. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. com as perninhas cruzadas. Problema nenhum. Imagina. O cachorro é o herói.Interpretação de texto I Avançar . Parecia que tinha visto um fantasma. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. escorraçar o animal. – O vizinho estava certo. No domingo. O cachorro rosnando lá fora.. o protagonista da história. na semana passada. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. desde sexta-feira. animais racionais. Branco.. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos. Juntos cresceram e amigos ficaram. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. sujo de terra e. Notam o alarido e os gritos das crianças.. Depois de muito farejar descobre o corpo. E parece que o dono do cachorro tinha razão. Até perfume colocaram no falecido. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Trazia o coelho entre os dentes.. mas era infalível. O doido comprou um pastor alemão. assim fizeram. Isto é.. é claro. Simplesmente genial. O bandido é o dono do cachorro. lambendo as pancadas. nós mesmos. Eram dois vizinhos. Mário.. O coelho. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Coitado do dono do cachorro. Coitado do cachorro. Sim. E agora. como convém a um coelho cardíaco. pegar amizade. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Julgamos os outros pela aparência. Isso na sexta-feira. E lá foi colocado. 120 e 121. Enterrado. bairro de classe média alta em São Paulo. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. o coelho. deixar ele bem limpinho. E o homem continua achando que um banho. Imagina o pobre do cachorro que. Pasmo. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.Texto para as questões 119. parecia vivo.. Ficou lindo. morto.. Provavelmente estivesse até chorando. O ser humano. felizes. procurava em vão pelo amigo de infância. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. assustado. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. quando entra o pastor alemão na cozinha. Quase mataram o cachorro. E agora? Todos se olhavam. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. arrebentado. Claro. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. As crianças. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . só podia dar nisso. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. o assassino confesso. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Lembrou? Agora pintou uma nova. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. – De jeito nenhum. lívido. de tardinha. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. diziam as crianças. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. é o cachorro. Maquiada..) O personagem que mais me cativa nesta história toda. 22/04/98.. Entendo de bicho. todo imundo. Como o coelho não estava muito estraçalhado.” PRATA. que não pensamos duas vezes. Vamos dar um banho no coelho. Morto. Para nós o cachorro é o irracional.

e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física.119. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. de 1998. p. As entidades colocarão em prática a lei. portanto. Identifique o antagonista. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. depois de anos.E.Interpretação de texto I Avançar . hotéis. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. A lei vale para clínicas. Nas fábulas. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. formado em Educação Física. 16/05/99. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. d) épico. no entanto. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. e) de propaganda. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. 3-18. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. Mais. narrativa. U. costuma haver um final moralizante. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. U. que regulamenta a profissão (só agora. Reescreva as passagens abaixo. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa.E. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial.E. b) narrativo. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. no texto. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho.” O Estado de S. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. 22 de março de 2000. U. reforma de prédios. b) O cachorro é o protagonista da história. c) descritivo.” Isto é. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. 120. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. Paulo. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. A partir deste mês. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. 122. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. 123. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. Deveria ser o requisito básico. a) Depois de dois anos. 121. clubes e até condomínios. a) Identifique. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula.

julgue os itens a seguir. aparentemente submissa. sim. http://www. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. o rosto inchado. uma rosa molhada. escrita por La Fontaine. vou passar o inverno em Paris.. exausta. com um aconchegante casaco de visom. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas..Interpretação de texto I Avançar .html (com adaptações). Seleção de Walnice Galvão.geocities. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. não? No Rio de Janeiro. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. cantou durante todo o outono. Se chovia só eu sabia que era sábado. vejo que é sábado de tarde. Então. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. saiba dosar trabalho e lazer. reelaborada. Era o inverno que estava começando. IMPRIMIR 125. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. Em relação ao texto acima. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. curtiu para valer. de súbito. antes do vento espantado poder recomeçar. aproveitou o Sol. não desperdiçou um minuto sequer. Voltar Língua Portuguesa . Enquanto isso. nesta versão. e um produtor gostou da minha voz.124.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. armazenando comida para o período de inverno. verifica-se que. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. quando se pensa que a semana vai morrer. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. Global. sábado de manhã. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. Clarice. dentro de uma Ferrari. Não aproveitou nada do Sol. um preceito ou uma lição de vida. ( ) Nas linhas 8 e 9. passados alguns dias. e o vento: uma picada. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. esse pronome deveria ser substituído por “o”. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. na semana passada. e intenção de transmitir um ensinamento. sangue e mel. “sempre”. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. último período do texto. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. a formiguinha trabalhou sem parar. Os melhores contos de Clarice Lispector. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. São Paulo. Tem sido sábado. A formiguinha. A propósito. amiga. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. na fábula original. ( ) Considerando que.” LISPECTOR. nós já tínhamos tomado banho. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. começou a esfriar. a abelha no quintal. Então eu não digo nada. Durante todo o outono. o ensinamento principal mudou. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. dançou. Domingo de manhã também é a rosa da semana. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. apesar de usual na língua falada. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. tomando uma cervejinha. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. 1997. mas já não me perguntam mais. Quando abriu a porta para ver quem era. não atende às exigências da escrita culta: para tal. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade.

entre outras coisas. 126. Jornal do Brasil.. no início era jogado em inglês. O texto demonstra que. p. assim como brasileiros estão para curandeiros. 3. b) 1.” GABARITO TOLEDO. 198. Existem suecos. ao longo de algum tempo. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. 09/12/1998. Estão corretos apenas: a) 1. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. como no “goal” que virou “gol”.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. Há o importador e há o muambeiro. ( ) A teoria da leitora ganharia força. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. Veja. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. 50 Texto para as questões 127 a 129. c) acabaram por subverter. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. esporte inglês. timbaleiro ou seresteiro. CBF. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. e os basbaques foram atrás. no Brasil. A história do futebol. não à língua inglesa da Inglaterra.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. b) rompem. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol.. como “corner”. facilmente. resolveu rotular as finais de “play-offs”. Seria um caso incurável de carência de colonizador. UFPE Leia os enunciados abaixo. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. atualmente. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. 127. 2. com a cultura colonizadora. e) 2 e 4. mesmo” confere um tom de repreensão. como existem médicos.. embora um tanto jocoso. que é o idioma. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e.)” VERÍSSIMO. “Disputam-se “play-offs”. UFMT ( ) Segundo a leitora. 3 e 4. Chamemos o fenômeno por seu nome. há políticos e politiqueiros. “Se você começou como padeiro. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. no regulamento do atual campeonato. grande investidor ou latifundiário. mas dos Estados Unidos. 1. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. Roberto Pompeu.. Entre a assistência e o play-off. ( ) De acordo com o texto. uma história de triunfo da língua portuguesa. Nós é que nos oferecemos. É bobeira mesmo. não compliquemos. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. mas o “goalkeeper” não o zagueiro.Interpretação de texto I Avançar . ao texto. (. ingleses e brasileiros. Não. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. empresário. nestas terras. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. 7/10/95. UFPE No texto. referentes às idéias expressas no texto. definitivamente. o basquete. 2 e 4. Entrava. é. em campo não o goleiro. (. (. no campeonato nacional. 4. terapeutas e curandeiros. O futebol. é um sufixo pouco nobre. e com termos emprestados de outro esporte. d) 2 e 3. em virtude de irrefreável impulso de submissão. Luís Fernando. A Confederação Brasileira de Futebol.. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. 128. mas o “back”.. c) 1 e 3. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. segundo ela. por cúmulo. introduzido por ingleses no país. Aliás. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol.

d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. que eu assim resista à dor imensa.” GABARITO GONZAGA. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial.Interpretação de texto I Avançar . no futuro do pretérito. e aperto sobre o peito em vão os braços. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. referido anteriormente. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. ‘nós’. tem como referente os brasileiros em geral. o pronome de 1ª pessoa do plural. busca. de um semivivo corpo sepultura. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. adoro a tua formosura. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’.129. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Amor na minha idéia te retrata. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). Quando em meu mal pondero. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. 127. 51 130. Marília de Dirceu. Tomás Antônio. e) Na última oração do texto. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. a) Na expressão ‘outro esporte’. s/d. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. que me cerca e mata. “Nesta triste masmorra. Uneb-BA Este exercício. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. inda. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. o verbo ser. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. São Paulo: Círculo do Livro. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. p. Marília. extremoso. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. b) Nesse trecho.

é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. Nada justificará. Em função desse limite de espaço. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. O Globo.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. Marcelo Maciel. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. E a situação de extrema violência que nós.03/06/2000. Por causa dessa intenção. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. O Globo. Nada justifica a agressão física.Com base nos textos abaixo. seus defeitos. jamais. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. seja quem for o agredido ou o agressor. cariocas. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. responda às questões de números 131 a 134. por mais digna que fosse a manifestação. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. UERJ Em geral. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes.” IMPRIMIR 134. depois um ovo no ministro da saúde e. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. respectivamente.Interpretação de texto I Avançar . UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. Arthur. seja qual for a manifestação. outro ataque ao governador Mário Covas.03/06/2000. 132. b) construção de comprovações por meio de silogismos. suas índoles. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. se é que assim se pode dizer. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. 52 131. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. Voltar Língua Portuguesa . em 1º de junho. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. Concordo. 133. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes.

b) social e econômica. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. d) pessoal e financeira. a própria humanidade. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. o serviço de saúde. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Braços e corações abertos também ao semelhante. p. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. nas atuais circunstâncias. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. IMPRIMIR 136. Ano Novo. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. 7. vida nova. mas está condicionado às limitações materiais. Mergulhar em nós. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. os filhos. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. No fundo da garganta. a solidão entre matas. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. Voto é delegação e. Olhemos a cidade. Feliz homem novo. Agora. a leitura espiritual. Reencontrar. na verdadeira democracia. e) política e econômica. no ano que se inicia. Voltar Língua Portuguesa . o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. apegados à casa. a rede educacional. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. em dezembro. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. noite após noite. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Ano de nova qualidade de vida. mais democracia. O Globo. tolerância é cumplicidade com maracutaias. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. os propósitos altruístas. c) existencial e política. uma oração. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política.Interpretação de texto I Avançar . Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. a adolescência tecida em sonhos e utopias. abrir espaço à presença do Inefável. mas se esquece do material. Vontade de remar contra a corrente e.” Frei Beto. e) o homem busca a plenitude. Feliz mulher nova. sem projeto. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. Por que acelerar tanto. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. da ressurreição de Henfil e. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. o salário exíguo num pais tão caro. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. “Ano Novo. abastece o crime ao consumir drogas. De menos ansiedade e mais profundidade. as ruas são limpas. um travo. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. um gesto litúrgico. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. De celebrar dez anos. em janeiro. Quanto mais cidadania. A começar pelo réveillon. 01 de janeiro de 1998. 53 GABARITO 135. Em volta. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. de Chico Mendes. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Ou a opção de um momento de silêncio.

tolerância é cumplicidade com maracutaias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) apenas a afirmativa III está correta. Não. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro.. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. de que fala o autor. I.. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. II.137. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. extraído de Machado de Assis.). GABARITO 140. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. consiste em: I. não o do trem.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. como ao poeta. b) somente a II é correta. c) somente a I é correta.). d) somente a III é correta. d) estão corretas as afirmativas I e II. b) apenas a afirmativa II está correta.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. 54 139. Veja.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.). nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele.Interpretação de texto I Avançar . e as sombras viessem perpassar ligeiras.” d) “Em política. e) estão corretas as afirmativas I e III. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. Leia as afirmações a respeito do texto.” Stephen Kanitz. inquietas sombras?.. Sair criticando o mundo.. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. Oh. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. Cefet-PR Leia o seguinte trecho... e) II e III são corretas. II. que nada sugere.. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. inquietas sombras?. 16 de fevereiro de 2000. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão.. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. III. achando que isso resolve a questão. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. III. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente..” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez.. É impossível ensinar a pensar..” 138. não constrói. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. desistir da herança e chorar a perda do tio.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. nada sugere.. Univali-SC “Volta às aulas (. ao se libertar de memórias antigas.

19 e 20 de setembro de 1999. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. função etc. Jornal de Santa Catarina. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. a globalização. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. já em 1873. “Protegendo a língua nacional”. Sobre o texto. sensibilidade e altivez – a inevitável. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. necessita de mudança de humor. CASTRO. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. argumenta. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. e. Voltar Língua Portuguesa . para enfrentar – com conhecimento. segundo Machado de Assis.. 29/12/1999.. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. assim. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. muitas vezes. Segundo ele. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade.141. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. (. Jaime. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. d) A língua portuguesa. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. nosso escritor. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego.)” AVENDANO. Jornal de Santa Catarina. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. Machado de Assis. e tentassem descobrir as suas virtudes. não pode parar no século passado.Interpretação de texto I Avançar . Álvaro. A propósito. com sucesso. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). ‘Se pensarmos bem. Nelson Marinho Teixeira. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. É preciso inovar. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. a qualquer preço. deixou-nos. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. e claro que desejável. 142.

embora tenha um caráter universal. 04. como resposta. Scipione. tendência à universalização. 02. UFMS O termo popular. tal como aparece no texto. 08. 32. quando se trata de estudar gêneros literários. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. Irene. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. as criações populares não conhecem normas nem limites. Popular é. já que se trata de uma criação coletiva. 28. 145. uma manifestação cultural de caráter universal. portanto. p. atentamente. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. 02. Talvez você mesmo pense assim. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. UFMS Em relação ao texto lido. 08. como resposta. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. é correto afirmar: 01. possui um caráter eminentemente regional. 1994. 32. Literatura e redação. Com isso. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. 144. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. Em alguns momentos. 16. 04. indiferença às imposições da cultura oficial. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. 08.” MACHADO. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. O conto popular. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. Mas. caráter espontâneo. 16. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. próxima da variante popular. 32. 04. Leia. manifestação culturalmente rica. criação rústica. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. Quanto à estruturação formal. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. Trata-se de um texto literário. 16. a soma das alternativas corretas.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. pois discorre sobre o conto popular. Dê. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. se assim fosse. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. obediência às normas socialmente aprovadas.Interpretação de texto I Avançar . 02. O texto pode ser classificado como opinativo. O texto utiliza uma linguagem informal. não se prende a um autor específico. 56 143. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. como resposta. mas também em caracterizar o termo popular. Dê. Quer dizer. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. veja bem. Dê. São Paulo. a soma das alternativas corretas. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva.

sua tecnologia e o american way of life. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. Revista Exame. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. O que vem de fora é melhor. Deletar tomou a vez do velho apagar. conseqüentemente. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. (. temos complexo de vira-lata. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. É isso. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. compreensão e interpretação textuais. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. e não econômica. Colômbia. Nós. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. sua literatura.Texto para a questão 146. Que corra atrás do prejuízo. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. Voltar Língua Portuguesa . como a realização dos postulados da justiça social’. printar e startar é meramente semântico. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Printar expulsou o imprimir. 1948). 18 de nov. Além disso. é a ascendência cultural. 170. I. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. Startar cassou o começar.“ SQUARISI. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. no livre exercício de suas próprias soberanias. Uma é o prestígio. Quem não aderiu se tornou out.E. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. E vire in. A informática serve de exemplo. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. de acordo com a leitura.. que vende como ninguém sua música. p.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) Segundo Squarisi. Outra é a receptividade. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. sua televisão. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.” 57 146.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR 148. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. já dizia Gláuber Rocha. seu cinema. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos.. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. 1998. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. GABARITO 147. Peça help. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. Dad.

qual uma harpia. Org. e sem sustento. nome certo mui acomodado a este animal. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. paradisíaca. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. Salvador: EDUFBA. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. 1996. (. 171-2. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. pois ficando faminto. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. frio. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. Gleise F. d) No texto I.. Gabriel S. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. 58 Sobre os textos I e II. parodiar. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. não só no léxico como também na sintaxe. e para a ceia (. seduzir. como sendo tão bobo. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. Sois tão grande velhaco. e roubais. Oswald de.. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. de. Tratado Descritivo do Brasil. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. já no texto II. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. a que os índios chamam “aí”.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. 150.. recém-descoberta.)” IMPRIMIR MATOS. com o título de seu poema. calma. 1587. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum.” SOUSA.).. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. fogem vossas ovelhas de vós. e o segundo. Valha-vos. e um canalha: mixelo hoje de chispo. Voltar Língua Portuguesa . p. e tendo tão larguíssimas orelhas. e saístes do intento tosqueado.Interpretação de texto I Avançar . que é título de zotes ordinário. Gregório de. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE.. MENDES. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. mas ela vos sangrou na veia d’arca. nem outro perigo que veja diante. e os portugueses preguiça. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. fogo.. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. pois não há fome. Poesias Reunidas. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus.149. água. que o faça mover uma hora mais que outra.

59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO... 17. que era Cristo. remembrando a negra Inquisição. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. O tempo da mentira já passou... GABARITO Voltar Língua Portuguesa . soberbo. Na fogueira Grandier. Mas você. Levantem-se todos.. Loiola – aqui foi Nóbrega.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. pode me chamar de Jesus.. mundano. atrevido. ed. 146-8. p. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. com o braço ocultando os olhos. (Coleção Prestígio)... BISPO Cale-se. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. por quê? JOÃO GRILO Porque. Sua obrigação era ser humilde. MANUEL Foi isso mesmo. In: Poesias completas de Castro Alves. 145-6. mas você pode me chamar também de Jesus.Interpretação de texto I Avançar .. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo.. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. João Huss na sepultura. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta.. de costas. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. Ariano. de Deus. MANUEL Cale-se você. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. A hidra escura e vil da vil Teocracia. as provas. não. 1995. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem.. o Leão de Judá.. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Rio de Janeiro: Ediouro. grande grito. Castro. Esse é um de meus nomes. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. O Santo Ofício. é Manuel.. (.. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Colombo a soluçar. Tours. É justo!. 1972. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. p. o azeite. 9 ed. santificando-se através dela. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu.” SUASSUNA. mais generosidade e virtude requer. Seu tempo já passou. a gemonia. não é lhe faltando com o respeito não. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. Sou. João. Sevilha e Nantes na tortura. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. de Senhor. o Filho de Davi. Lisboa. se quiser. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez.. pois vão ser julgados.. Auto da Compadecida. autoritário. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. Rio de Janeiro: Agir. porque quanto mais alta é a função. a gemer Galileu..

filosofia e política acudiram-me. de suas reais funções. e lembrou-me escrever um livro. IV. conservo alguma recordação doce e feiticeira. em determinado momento de sua vida. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. v.Interpretação de texto I Avançar . Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. não consegui recompor o que foi nem o que fui. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. V. Ora. III. Em tudo. d) O narrador. VI. Distrações raras. pouco apareço e menos falo. vá.” Em relação à posição do narrador. III. II. Dom Casmurro. o interno não agüenta tinta.. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. e esta lacuna é tudo. embora de épocas diferentes. Entretanto.Os três textos. Os amigos que me restam são de data recente. na época em que antigamente vivia. e quase todas crêem na mocidade. a fisionomia é diferente. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. UFF-RJ “A certos respeitos. e. e) II. p. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. jardinar e ler. se o rosto é igual. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. senhor. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. A certos respeitos. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. IV e VI. 810-11. esta monotonia acabou por exaurir-me também. tal como ocorreram então. como se diz nas autópsias. assim. No Texto III. distanciando-se. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. Tanto no Texto I quanto no II. algumas datam de quinze anos. IV e V.. Machado de. e tal freqüência é cansativa. mas exigia documentos e datas como preliminares. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. Jurisprudência. Se só me faltassem os outros. e. d) II. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. identifique as afirmativas verdadeiras. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. mal comparando. Pois. 152 e 153. Capítulo II. interrelacionam-se. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Depois. Sobre eles. Duas ou três fariam crer nela aos outros. pegasse da pena e contasse alguns. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. III e VI. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. tudo árido e longo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. O que aqui está é. como bem e não durmo mal. mas não me acudiram as forças necessárias. mas falto eu mesmo. No Texto II. expressa no fragmento acima.” ASSIS. é outra coisa. Talvez a narração me desse a ilusão. e as sombras viessem perpassar ligeiras. era obra modesta. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. b) II e III. No Texto I. 1. conservo alguma recordação doce e feiticeira. O mais do tempo é gasto em hortar. e que apenas conserva o hábito externo. c) I. vida diferente não quer dizer vida pior. outras de menos. como ao poeta. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. Texto para as questões 151. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. como tudo cansa. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. e restaurar na velhice a adolescência. Em verdade. não o do trem. Quanto às amigas. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. de memória. 151. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. I. mas não a mim. Quis variar. como todos os documentos falsos. de memória. inquietas sombras ?.

um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. Porto Alegre: L&PM. Voltar Língua Portuguesa . percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. o interno não agüenta tinta. senhor. e esta lacuna é tudo. não consegui recompor o que foi nem o que fui. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois.Interpretação de texto I Avançar . como se diz nas autópsias. mal comparando. e tal freqüência é cansativa. com certo humor. e que apenas conserva o hábito externo. mas falto eu mesmo.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. sd. Só dói quando eu respiro.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. se o rosto é igual. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. mas não a mim.” b) “Em tudo. vá. e tenta. a fisionomia é diferente.” e) “Quanto às amigas. Assinale a Opção em que. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. O que aqui está é. algumas datam de quinze anos.” 153. em sua narrativa. outras de menos. e quase todas crêem na mocidade. não tem amigos de longa data. “atar as duas pontas da vida”. através de outra linguagem – o cartum –. como todos os documentos falsos.152.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.

e outros quartejados de escaques. / sustentada. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. assim frios e temperados. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. delas brancas. delas vermelhas. (Castro Alves). UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. grandes barreiras. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. nem prata. a saber. não pudemos saber que haja ouro. a modos de azulada. e suas vergonhas tão altas.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta.Interpretação de texto I Avançar . será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Pelo sertão nos pareceu.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. Paulo Pereira (org. outros traziam três daqueles bicos. que nos parecia muito longa. compridos pelas espáduas. a estender olhos. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. para transportar água ou vinho. 3. como os de Entre Douro e Minho. 62 GABARITO Vocabulário: 1. Marília. querendo-a aproveitar. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E alguns. E em tal maneira é graciosa que. Tem.Texto para as questões 154 e 155. infindas. é toda praia parma. vista do mar muito grande. b) “Minha terra tem palmeiras. bem moças e bem gentis. d) “Irás a divertir-te na floresta. planície. um no meio e os dois nos cabos. Nela.” (Murilo Mendes). ao longo do mar. “parma”: lisa como a palma da mão. com cabelos muito pretos. “chã”: terreno plano. muito chã e muito formosa. 154. Rio de Janeiro: Lacerda. Aí andavam outros. que pareciam espelhos de borracha. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. por bem das águas que tem. 1999. Esta terra. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. nem coisa alguma de metal ou ferro. nalgumas partes. “espelhos de pau. de que nós deste porto houvemos vista. dar-se-á nela tudo. p 39-40. 5. “tintura preta. 4. a saber. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. que andavam sem eles. não podíamos ver senão terra com arvoredos. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). 2. de as muito bem olharmos. Águas são muitas. quartejados de cores. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. não tínhamos nenhuma vergonha. até agora. De ponta a ponta. porque. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. p. a) Para o autor do texto.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. agora já faz parte de nossa cultura”. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. entre as classes mais pobres. em algumas experiências. dando títulos nacionalistas às estrofes.”. dando-lhes títulos novos. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. entre as classes sociais mais ricas e. que é possível o Brasil mudar esse quadro. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. (. de modo esmagador... quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. o sol. Oswald de. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. Poesias reunidas. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. 1978. dando-lhes novos títulos. criando estrofes simétricas e com títulos.. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. d) reconhecer e retomar a prática romântica. por ocasião das eleições de 1994. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas.155. respectivamente. via-de-regra. 156.Interpretação de texto I Avançar . “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. o calor e o frio. (..) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. sem prejuízo do sentido global. de modo significativo. 80. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. U. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. de forma tão natural quanto a chuva.F.

As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. 16. capazes de partilhar alimento”. além do homem e do chimpanzé.72. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. com força. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. Com relações tão complexas.Interpretação de texto I Avançar . esse macaco africano consegue aprender por observação. depois que o zoológico municipal fechou. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. As chefias são formadas por até três animais”. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. que dá uma destreza enorme ao animal. o dos macacos do Novo Mundo. A primeira é o tamanho do cérebro. Apesar da distância. quando a Polícia Florestal prendeu. U. Tiveram de apelar para o crime. observa Ottoni. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. Para comer coquinhos. p. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. Não é para menos. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. diferente dos outros primatas. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. da mesma forma que o macaco-prego. seu prato preferido. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. Ele consegue pescar. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. “Não existe um único líder no bando. interior de São Paulo. Entre os macacos-prego o poder é diluído. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. 04. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. 08. Onívoros de carteirinha. como o macaco-aranha e o muriqui. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. “São os únicos. O apetite insaciável. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. diz Eduardo Ottoni. O caso foi resolvido em março. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. Dê.157. a soma das alternativas corretas. em fevereiro de 1999. aliás. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. como resposta. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Se não houver frutas nem insetos à mão. Parente mais próximo do homem. da Universidade de São Paulo. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América.E.” Superinteressante. é marca registrada dos espertos macacos-prego. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. em flagrante. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Duas delas são fisiológicas. e estavam com fome. 02. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. julho/00. Voltar Língua Portuguesa .

apenas agüenta. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. não se lêem. em relação à compreensão e à interpretação do texto. transforma a dor em alegria. d) Maria. Texto para as questões 159 e 160.158. ( ) Machado de Assis. não imputa aos literatos tal responsabilidade. Maria É um dom. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. nem tudo temos os modernos. ou antes por uma exageração de princípio.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Maria É o som. e) A mulher brasileira. – não me parece que se deva desprezar. por intermédio dos escritores. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. é a cor. principalmente por parte dos escritores. propõe a mediação. sofrem e resistem à dor de viver. Pelo contrário. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. E não vive. se fazem novas. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. Divergência digo. Feitas as exceções devidas. Há portanto certos modos de dizer. uma certa magia. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. A influência popular tem um limite. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. à força de velhas. AEU-DF Julgue os itens abaixo.Interpretação de texto I Avançar . quando deve chorar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Em geral. Maria. como são todas as mulheres do planeta. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Nem tudo tinham os antigos. a mulher da canção. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Univali-SC “Maria Maria Maria. b) A mulher. o capricho e a moda inventam e fazem correr. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. locuções novas. e segue sua vida. simboliza os seres humanos que lutam. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Cada tempo tem o seu estilo. A este respeito a influência do povo é decisiva. a lágrima em riso. no texto. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. porém. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Uma força que nos alerta. Maria.” GABARITO 159. desentranhar delas mil riquezas que. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. c) Maria. porque. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. é o suor. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. o que é um mal. ( ) Machado. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. apenas suporta a dor de viver. representada pela Maria da canção. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. em seu texto. outros há que os adotam por princípio. entre a tradição e a modernidade. é uma combinação de força e resistência. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. Mas se isto é um fato incontestável.

Sertão. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. o próprio. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. efêmera talvez. Grande sertão: veredas. nem furacões. 161.” SOUZA. p. Rio de Janeiro: Marco Zero. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. em que todas as cores e raças se misturam livremente.160. p. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. Galvez. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. In: Obra completa.Interpretação de texto I Avançar . Márcio. Érico. porto Alegre: Sulina. o imperador do Acre. de coração bondoso. aonde lá. 1997. 3ª ed. Carvalho. Manual de literatura brasileira. 5ª. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. em magnífico resumo. 13. Mas. era o sertão churro. 1995. Literatura brasileira. . Guimarães. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. p. festeiro. o texto lido pode ser classificado como crônica. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. Depois dele: o turismo multinacional. CUNHA. após apresentação de uma tese. Descemos por umas grotas.se diz . Porto Alegre: Mercado Aberto. 162. revela-as. o mesmo. nem pestes. Volnir e Adão E. prolongando-as até ao nosso tempo.” GABARITO VERÍSSIMO. que o nome não se soubesse. 1989. – valorização das idiossincrasias regionais. que então vigoravam no Brasil do século XIX. porém. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. 626. Ia fazendo receios. II. nem terremotos. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. Viva o povo brasileiro. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. expõe os elementos que a compõem. pois desconhece o preconceito racial. Apud SANTOS. perfazendo indagação.” Fragmento I Procuremos. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. ( ) De roupagem metalingüística. p. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Apud Sergius Gonzaga. do Maranhão à Bahia. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. O tempo e o vento. As circunstâncias históricas. identificados abaixo.. vol. quando a gente não espera. Rio de Janeiro: Record. Até. De repente. pela abertura de rodovias.. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. o sertão vem. os senhores de terras e gados. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. ( ) Nele. 12ª ed. 158. João Ubaldo. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. com sua dialética irresistível.o senhor querendo se procurar. 1984. A estrada de todos os cotovelos. acolhamo-nos ao nosso assunto. por esses lugares. visto que aqui o preconceito é econômico. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores.” RIBEIRO. por si. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. nem lutas fratricidas. 227. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. um povo prestativo. ed. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. até. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. Voltar Língua Portuguesa . Para isso. econômica ou política nacional. A marcha do povoamento.. Os sertões.” ROSA. nunca não encontra. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. p.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. 1984. nem vulcões. AEU-DF Julgue os itens que seguem. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros.. Euclides da.

26/04/2000. Desde 1990.” BUCHALLA.” 67 GABARITO 163. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. Quanto a mim. Para as companhias. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. E. Acontece que. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. Quanto a estes. “No Brasil. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. essa transferência representa um reforço na filial. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. 162. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. Anna Paula. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. sem querer. com a sua livre poética. graças à Renault. embora sem querer. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. não existe geração espontânea. com os espetáculos de circo dos parnasianos. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Texto para a questão 163. apesar de equivocada. em relação à compreensão e à interpretação do texto. ressuscitada a cada geração. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. por iniciativa própria. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros.Interpretação de texto I Avançar . mais de 400 estão instaladas no país. na incauta adolescência.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. já que aqui não há executivos preparados. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. entre novos e velhos. sem rede de segurança . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E assim. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. Em São Paulo. Para os executivos e a família. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. ( ) Para ele. existem colônias de franceses no Paraná. em prol do equilíbrio universal. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. Tanto de um como de outro grupo etário. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Os (ainda) chamados modernistas. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Das 500 maiores companhias transnacionais. por sua vez. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. em massa. jamais fiz distinção entre uns e outros. são por natureza os nossos filhos naturais. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. Veja. “roubada” do Rio Grande do Sul. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. além de tudo. procurar emprego em nosso país. Hoje. ( ) Para Mário Quintana. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. a mudança é um sacolejo completo na vida. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial.

ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Reforçai. Banana que nem chuchu. nem surfistas. Senhor.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. s/d. No chão espeta um caniço. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. nem biquínis.. cristalinos e plenos de peixes. Banana que nem chuchu. neste tempo de agora. b) No chão espeta um caniço. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral.Interpretação de texto I Avançar . faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. melancias.. A gente vai passear.” 68 164. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. araras e papagaios. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . nem mulatas. capivaras. rios. c) Tem goiabas. nas praias douradas desse novo país. onças e capivaras. Esmeralda é para os trouxas. IV. c) I. Edição Zero. a terra em si. é muito boa de ares. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. Bengala de castão de oiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. b) I e III. apesar da leve mudança no estilo. como os de Entre-Douro e Minho. II e III. De tal maneira é graciosa que. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. quando for a vez desses meninos? Riachos. Fortaleza: Editora RISO. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. assim os achávamos como os de lá. III. Diamantes tem à vontade. árvores. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. De plumagens mui vistosas. p. Texto para as questões 41 e 42. “Ainda não haviam louras. Tem macaco até demais. Rios e riachos corriam límpidos. mangueiras. Salvo o devido respeito. palmeiras. embora escrita no mesmo estilo.Textos para a questão 164. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. II.55. já quinhentos anos passados. tem-nos muitos. d) Diamantes tem à vontade. Quanto aos bichos. papagaios. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. Araras. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Como será esse país no futuro. tão frios e temperados. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. tem-nos muitos. cajueiros. a arca. e) III e IV. Era assim o Brasil de Cabral. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. porque.. Cruzados não faltarão. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. Tem goiabas. melancias. Águas são muitas e infindas. Tão fértil eu nunca vi. onças. Tão fértil eu nunca vi. GABARITO 165. d) II e IV. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. Vossa perna encanareis.

Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. e não do ser. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. 169. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. e) II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) III. “Ser”. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. Em suas reminiscências. b) sentido excepcional.” 69 167. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. é sempre menos. e) ar misterioso. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. Ser é apenas uma face Do não ser. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. c) halo de encantamento.Interpretação de texto I Avançar .166. A respeito dos enunciados acima. estamos mais próximos da morte. GABARITO 170. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. IV. c) II e III. nem futuro. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. como se o bom e o interessante não tivessem presente. niilismo e revolta. e) IV. Unifor-CE I. III. 168. Perpassam. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. no verso 5. d) I e II. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. d) III e IV. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. ligado à classificação morfológica do verbo ser. III. d) explorar a sinonímia das palavras. b) II e IV. que é de ligação. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. a cada instante que passa. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. Nessa operação mental. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. em todo o poema. sentimentos de angústia. está correto o que se afirma somente em: a) I. b) II. II. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. d) sentimento saudosista.” Cassiano Ricardo. II. Cada minuto de vida Nunca é mais.

esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. em qualquer época ou lugar. com os nomes que têm no registro civil. e) tencionava prender-se aos fatos. fazer do livro uma espécie de romance. “Resolvo-me a contar. sem disfarces. os hábitos de um decênio de arrocho. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. 172. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. quando formos verazes. seria injustiça. contra a existência de uma censura prévia. indulgentes ou cegos. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. d) a impossibilidade de escrever com clareza. julgando a matéria superior às minhas forças. como adiante se verá. palavras de ordem. para publicar suas obras.” Graciliano Ramos. Além disso. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. b) a falta de liberdade política. d) perdera as anotações que havia feito. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. que o impediria de publicar seu livro. me impediram o trabalho. Repugnava-me deformá-las. assim. ou alguém em quem não se pode confiar. caso o escrevesse. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. 173. com o decorrer do tempo. sem romanceá-los. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. como realmente haviam ocorrido. é incorreta: a) existia uma censura prévia. e) sem liberdade de criação. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. dar-lhes pseudônimo. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. inibe também a capacidade de criação literária. ninguém nos dará crédito. depois de muita hesitação. enfim. o escritor é como um cego. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. e a proibição de usar nomes verdadeiros. ia-me parecendo cada vez mais difícil. às vezes com louvores de sustentáculos dela. Não vai aqui falsa modéstia. como limites à liberdade de expressão. Isto. b) um depoimento verdadeiro. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. De fato ele não nos impediu escrever. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. com intenção de dar veracidade aos fatos. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. porém.Interpretação de texto I Avançar . casos passados há dez anos – e. c) numa época de força policial. Voltar Língua Portuguesa . 70 171. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. redigir esta narrativa. Entre elas. Efetivamente se queimaram alguns livros. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. realizando atos esquecidos. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. ainda nos podemos mexer. a polícia.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. antes de começar. tiradas demagógicas. quase impossível. mas foram raríssimos esses autos-de-fé.

como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. e) próprio da literatura socialmente engajada. “Ciúme. no ritmo lento da natureza. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. são símbolos do poder divino. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme..Para responder às questões de números 174 a 175. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. 1974. induz a uma acomodação do homem à rotina diária.)” Veja: 14/06/2000. insuportável para quem sente e doído. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. “Antes de lançares a semente no chão. no texto em que Otelo. o general mouro. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. paranóico. 175. linda. no seu cruel desenrolar. desde os tempos bíblicos. e só por isso. considere o poema que segue. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. um sentimento insano. o verniz civilizatório ou. 71 174. por elevar seus galhos ao céu. A morte é uma atitude extrema. IMPRIMIR 176. 2. por aquilo que produz. perigoso.” LIMA. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. tanto espiritual. desde que eles estejam floridos. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. para quem é alvo dele. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. (. d) inerente a qualquer manifestação literária. e) a árvore é sinônimo de vida.. Antes dele e depois dele. v. Poesias Completas. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. Rio de Janeiro: Aguilar. mata a doce Desdêmona. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. no mundo inteiro. b) os pássaros. Por fim. transtornado. mata a mulher e se mata. simplesmente. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. no século XVII. A realidade. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. d) a simplicidade da vida campestre. c) cultivado pelas elegias pastoris. e as sementes. o amigo é sincero. b) recorrente na literatura universal. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. A tragédia. Jorge de.Interpretação de texto I Avançar . A mulher é honesta. é velha como o mundo. familiar e do mundo todo. antes de calculares os lucros da seara. 57. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. Voltar Língua Portuguesa . doente. quanto terrestre. o trai com um amigo. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. p.

e) curiosidade quanto à origem do vento. Lembrança – o vento pertence ao campo. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado.427 bolsas de sangue. transformaram a recepção em coleta de sangue. O hemocentro de São Paulo recebeu. promoveram o “trote solidário”. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. mesmo na cidade: tem presente seu passado. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. gotejante: o vento a corta. como faca. tarefa dos novatos de Oceanografia. ou recolher lixo nas praias.. que serão doados para obras sociais. Marceu . Para participar da festa. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. Uma rês geme. b) lembrança. b) a influência maléfica de uma obra literária. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. de uma vez por todas. Protegido no copo de conhaque. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça.177.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. 26 de abril de 1999. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. d) nasce. e) passa. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. na árvore dobrada.Época. Texto para as questões 178 e 179. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. Estranha faca: gelo e água.Interpretação de texto I Avançar . 180. o vento nasce e morre no horizonte. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. c) vento. Arrecadou-se mais de 200 quilos. todas de São Paulo. Há 15 dias. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. Mais estranho: o mundo é redondo. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. b) intenso questionamento sobre tempo. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. levam os calouros para a rua e.” Flávio Aguiar. Escolas como a FGV.. unidos.” VIEIRA. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. 3. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. d) o adultério. Voltar Língua Portuguesa . c) desligamento da realidade. abolido. 72 178. E geme. E no entanto o tempo passa: Do campo. E sempre prossegue rumo ao norte. 179. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. do Rio de Janeiro. no início do ano. d) medo da fugacidade do tempo. E no entanto o vento uiva. vagabunda. o vento chega arrefecido na cidade. como tema constante das tragédias gregas. (.

No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. Então fica assim: de um lado. o objetivo de todos. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. penso em cair fora. no Brasil. a passarela. maluquete. Quero voltar ao Brasil. ( ) Na linha 4. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. que intensifica “poucos” e “poucas”.181. Univali-SC “. Quero aprender com a indústria da moda.Interpretação de texto I Avançar . ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. assistência. em Nova York Trabalho e prazer. de outro lado. e) Algumas crianças têm tudo: casa. você tem que ser sexy. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. no outro. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. a dança da garrafa. 22.. É como vida de atriz. depois. têm família. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Hoje uma soldada na guerra. que poderiam contribuir para a educação infantil. esportistas. A idéia central do texto é: a) As crianças. Introdução.março de 1999.” Ícaro Brasil. são apresentadoras dos programas infantis. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. Texto para as questões 182. Não quero trabalhar para sempre. Texto para a questão 183. 1/2000 (com adaptações). artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. p. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens.” Revista Caros Amigos . enquanto outras nada têm. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras.. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. destinados às crianças. e. família. a respeito da organização das idéias do texto. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. em muito poucas circunstâncias. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. comecei a levar o trabalho numa boa. não me destruir com ela. em tese. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. In: Educação para o lazer. ambos desamparados. o termo “muito”. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. mas. só que o palco é a capa da revista.. no Bubby’s. as outras crianças que têm casa. 73 182. e vivem nas ruas. Com o tempo.. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. ter filhos e uma fazenda. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. amanhã uma perua no shopping. E depois? Daqui a cinco anos. na prática. casar. Num dia. São Paulo: Moderna. São alguns privilegiados – como artistas. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. ingênua e. Mac Margolis. Luiz Octávio de Lima.” CAMARGO. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. 1998. uma exceção válida para muito poucos.

da Católica e outras faculdades. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. apesar de simbólicos a princípio. p. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. a trabalho e divertimento. a democratização de seus usos. ainda não a entendem. Leia-o. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. DF: Ministério da Educação. com cautela e moderação. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. 185. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. 32. em primeiro lugar. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. para depois haver uma adaptação mercadológica. 16. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. 04. 1999.Interpretação de texto I Avançar . pela significação textual. espelham. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. na atualidade. A organização de seus gêneros. respectivamente. às exigências do mercado de consumo para. não invadem a vida das pessoas. mas produtos de práticas sociais. julgue os itens seguintes. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. 133-4).” 74 184. portanto. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. com atenção. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. acabam por concretizar-se. já que estas representam o trato com o novo. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. 1999. corresponde tanto a eu. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. publicada em O Popular. ( ) No fragmento de texto. ( ) No fragmento do texto. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. DIA 9. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem.183. viver e ser. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. mas utilizálas. em seguida. o tempo. 02. Gisele Bündchen. o reconhecimento de suas possibilidades. respectivamente. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Afinal. o movimento: o mundo plural hoje vivido. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. em 1º ago. Novos modos de sentir. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. 08. pensar. a soma das alternativas corretas. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. apesar de conviverem com ela. construídos historicamente. e responda à questão proposta. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. pois resultam de processos históricos e sociais que. atender às demandas sociais. Elas fazem parte da vida das pessoas. a indagação de suas fontes. como resposta. 01. com o desconhecido que amedronta. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. o espaço. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. Dê. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. toda segunda-feira. a consciência de sua existência. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília.

IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. uma bomba ou bombilha e a erva moída. passa-se do chimarrão ao tereré. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. O arado e a estrela. 4.Considerando-se que. Você corrige dois erros. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. passar a cuia de uma mão para a outra. Campo Grande. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. O ideal é tomá-lo numa grande roda.. 16. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. como resposta. sem açúcar. 01. 04. bem gelado. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. morena e matuta. 1996.. vestibular e leitura dos livros. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. ótimo. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. recebe a ênfase nessa comunicação.)” NOVEIRA. 23.Interpretação de texto I Avançar . Leia o texto que segue para responder a questão 186. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. dará mais sabor à erva. daí se sugere que. Se alguém falar alguma frase. UCDB. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . 2.’ Considere as seguintes atitudes: 1. explicitado pela palavra você. para o vestibular. 3. (. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. mas também de ler os próprios livros. tudo muito morno e quente. alguma palavra em guarani. p. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. Texto para a questão 187. Dê. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. senão a erva pode azedar. respeitando a vez de cada um. Você fica louco da vida. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. Chimarrão é o mate cevado. Você corrige um erro. a conversa será mais lenta. ( ) o vestibulando terá. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. 32. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. Raquel. De acordo com o clima. de cachimbo da paz. a soma das alternativas corretas. lendo o material anunciado. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. como chê-kambá ou cunhataí. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. A expressão na hora do quiriri. 75 186. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. regado a água quente. de uma boca para a outra. pode ser associada à chegada da noite. 08. ( ) o canal. 02. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. sob um laranjal. para não azedar o mate. devido à predominância da função fática. Ed. Tereré é o refresco.

ou até na rua. onde as melodias podem ser originalmente nativas.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. e F. nós a recebemos do colonizador luso. cada uma fala o seu dialeto. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. funk. UFMT Assinale V. é estrangeira imposta pelo colonizador. que alguns tentaram. No esporte é a mesma coisa. falemos de nós. por exemplo. como na África. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. Pegue um jornal. Leia os textos que seguem. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. Os índios têm lá os jogos deles. A começar que a nossa língua oficial. então.Interpretação de texto I Avançar . Mas não pega. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. etc. é engraçado. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz.. o português. para verdadeiro. o preto e o branco. toma um susto. deixando de lado os índios que nós. o pataxó. etc. o que foi uma bênção. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. UEMS No texto I. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. Mas. E o leitor do noticiário. como um peru de farofa. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. especialmente o futebol (não mais foot-ball). como as do texto. literalmente. 76 GABARITO Texto II 188. tudo é show. se não for escolado no papo. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. por exemplo: é todo recheado de inglês. a todo instante tropeça e se engasga com rap. chamando-o de ‘desporto’. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. pretendemos ser. back é beque. ou. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. e) Palavras estrangeiras.187. já que a gente não os conhece nem de nome. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Imagina se. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”.” Rachel de Queiroz. contrapõem-se duas cores. por exemplo. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. pelo menos. ou pior. se você for a fundo no assunto. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. os brasileiros. soap-opera. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. Nas páginas dedicadas ao show business. Pois aqui no Brasil. punk. Cantor de forró do Ceará. inclui as apresentações em várias espécies de salas. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. “meio-de-campo”. tem significação mais extensa. por exemplo. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. que.. pelo menos é o que informam os especialistas. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. etc. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. pelo menos. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa).. mas devem ser chatos ou difíceis.

então. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. Arrependido estou de coração. com as mãos cruzadas nas costas. e encaminharam-se todos para o interior da casa. p. e ofendido. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. d) II e III. Bertoleza. é possível concluir que: I. II. Aluísio.Interpretação de texto I Avançar . e um calafrio percorreu-lhe o corpo. U. Jesus!” MATOS. Misericórdia. Botelho. Estão corretas: a) I. ensinava-lhes o caminho. dai-me os braços. 190. e que o seu amante. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. Maldade que encaminha a vaidade. e chegaram finalmente à cozinha. Luz que claro me mostra a salvação. pálido. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. à frente deles. p. estava de cócaras no chão. Abraços que me rendem vossa luz. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. para a ceia do seu homem. In: Poemas escolhidos. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. escamando peixe. Atravessaram o armazém. 281. falar português é como falar inglês. restituía-a ao cativeiro. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. Soneto. vendo que ela se não despachava. Vencido quero ver-me e arrependido. d) ou os cofres que tu vais encher. GABARITO 192. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. que o acompanharam logo. Ofendido vos tem minha maldade. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F.” E depois emborcou para a frente. b) antes de calculares os lucros da seara. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. para as não comprováveis. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. recuou de um salto e. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. João Romão ia atrás. s/d. Quando necessárias. Em virtude de tantas palavras importadas. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma.” AZEVEDO. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 229-30.189. É verdade. Bertoleza. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. que a sua carta de alforria era uma mentira. Delinqüido vos tenho. São Paulo: Círculo do Livro. Vaidade que todo me há vencido. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e) e as coisas que tu vais transformar. b) I e III. 1993. não tendo coragem para matá-la. desembainharam os sabres. 191. De coração vos busco. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. Gregório de. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. amor. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. O cortiço. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. Senhor. Jesus. Os polícias. e) III. Arrependido a tanta enormidade. UEMS A respeito do texto II. A salvação pretendo em tais abraços. III. que hei delinqüido. c) I e II. São Paulo: FTD.

ora ao texto II. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. ed.” FREYRE. O falar “doce”. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. 9ª ed.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. “esse português de menino”. toda ela sofreu no Brasil. as durezas. principalmente. Sem rr nem ss. c) 1. A linguagem infantil brasileira. sob a mesma influência do africano e do clima quente. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. 3. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. Gilberto. p. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. nesses campos. sentem-se luzes acesas. e) 1. mas fica escrita a sentença. 4. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. d) 4 e 5. 2. Não fica bandeira escrita. A escolha das palavras. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR 5. imagina. firmou-se em todas as regiões do Brasil. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. tirou-lhes as espinhas. bem coletivo. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. a fala séria. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. 2 e 4. nenen. Rio de Janeiro: José Aguilar. 1972. ao contacto do senhor com o escravo. do princípio ao final do texto. Estão corretas apenas: a) 2. inventa. 3 e 5. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. da gente.” MEIRELES. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. lili (. tatá. mas a linguagem em geral. tão tarde? Que escrevem. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. Obra Poética. as sílabas finais moles.Texto II “Através de grossas portas. bumbum. pipi. é uma das falas mais doces deste mundo. 2. inaugurado com a ama negra. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. solene. Voltar Língua Portuguesa . do escravo preto junto ao filho do senhor branco. a influência da cultura africana. Rio de Janeiro: José Olympio. “Que estão fazendo. e mesmo a portuguesa. Cecília. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. festas. conversam.. 151-2. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. GABARITO Com base na compreensão do texto. tem um sabor quase africano: cacá. fruto da luta política. destacando. 1958. indistintamente. b) 1. os ossos. c) Liberdade.. 3 e 4.. 3 e 5. 193. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. 3. Casa-Grande & Senzala. b) Liberdade enfocada no plano individual. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura.

d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. Noventa por cento de ferro nas calçadas. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. não há idéias mais livres que as do preso. tive gado. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. Joaquim Manuel de. mais forte que seu espírito.” MACEDO. e. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. tive gado. futuro aço do Brasil.” d) “de suas noites brancas.. E o hábito de sofrer. no entanto. este orgulho. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. orgulhoso: de ferro. c) o poeta.” 196. A Moreninha. Augusto amava deveras. sem mulheres e sem horizontes.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. exercia nele um poder absoluto e invencível. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. reprimido. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” 195. Oitenta por cento de ferro nas almas. por esse mar imenso da imaginação. 125. U. Hoje sou funcionário público. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. Principalmente nasci em Itabira. A vontade de amar.F. U. e o amor. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. que me paralisa o trabalho. pois. este couro de anta. esta cabeça baixa.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Tive ouro.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. orgulhoso: de ferro.F. Por isso sou triste. Ora. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. ao se tornar funcionário público.Interpretação de texto I Avançar .. Principalmente nasci em Itabira. estendido no sofá da sala de visitas. São Paulo: Ática. toda cheia de encantos e graças.” d) “Tive ouro. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. de suas noites brancas. é doce herança itabirana. com seu vestido branco. 1997 p. 79 194. sem mulheres e sem horizontes. vem de Itabira. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. viu-a chorar por ver que ele não chegava. 197. delineia-se o impulso erótico que é. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. U. Hoje sou funcionário público.F. e pela primeira vez em sua vida. tive fazendas. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Viu-a. tive fazendas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. que tanto me diverte. esperando-o em cima do rochedo. abandona a postura crítica. que voou. atrevida.

Pois que tenho um amor. 1996. Reunião. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. 161-3. porque me tocou um amor crepuscular. e a um e outro agradeço. Mas sou cada vez mais. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro: Record. Texto para as questões de 198 a 201. o sagrado terror converto em jubilação. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. pois jamais me sorriram. Raimundo morreu de desastre. com suas próprias palavras. Teresa para o convento. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. Antologia Poética. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Maria ficou para tia. um sistema de erros. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Onde não há jardim. João foi para os Estados Unidos. Era tempo de terra. Rio de Janeiro: José Olympio. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Há que amar e calar. p. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Explique.Interpretação de texto I Avançar . o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. Carlos Drummond de. De tantos que já tive ou tiveram em mim. p.” ANDRADE. mas sou. Carlos Drummond de. 19. Em ambos os textos. 1973. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. ed. Mas. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . no mundo. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. 32. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. pois que tenho um amor. talvez. há que amar diferente. ANDRADE. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Deus me deu um amor porque o mereci. que se armou em coágulo.

como resposta. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. 02.198. “um amor” e “amor” referem-se. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 02. 08. 02. Dê. dando-lhe. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. a soma das alternativas corretas. como resposta. decorrentes da ação do tempo. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. 16. a soma das alternativas corretas. 08. contudo. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 04. no presente. Dê. 64. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. relativizando a força demoníaca com que ele atua. no verso 26. como resposta. 04.Interpretação de texto I Avançar . 04. UFBA Com referência ao texto. 201. 32. 64. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 08. Dê. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 32. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. dimensão nova. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. como resposta. tende a se repetir. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. 02. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 32. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. 16. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. enfatiza a origem divina do amor. Dê. 32. a soma das alternativas corretas. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 04. o eu-lírico: 01. relata um desencanto amoroso passado que. 64. a soma das alternativas corretas. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. respectivamente. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. UFBA No poema. “e”. é correto afirmar: 01. servindo para especificá-lo. 200. Há uma explicação correta em: 01. 08. 199. 16. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. 16. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.” e) “Quisera pascer cuidados. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. Assinale a alternativa que. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. no país do ‘homem cordial’. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.” e) “Por que. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. nestes tempos neoliberais.” 203. no país do ‘homem cordial’.” IMPRIMIR Folha de S.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza.202.” b) “Por que.. de 19/04/2000. Paulo. eu perdi o medo do mundo e do vento.” Revista Veja. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. no país do ‘homem cordial’. ninguém fala. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. na linguagem informal.” 204. Voltar Língua Portuguesa .” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. melhor traduz a formalidade do discurso acima.. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar.” b) “Tendo-a ao meu lado.” c) “Por que.Interpretação de texto I Avançar . UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque.” GABARITO d) “Por que. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. / fecundar óvulos mortos. 05/08/00. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. No caso do Brasil. no país do ‘homem cordial’. É a língua cotidiana. no país do ‘homem cordial’.

M. In: Bonito. que a denuncia em tom de sarcasmo. 1989.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. de G. Israel/Cazuza/E.A seguir. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda.. In: Burguesia. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.Interpretação de texto I Avançar . Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. pois. 205. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. Neves. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita.” Burguesia. LP 838 448-1. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. pela ironia.142. ao de Cazuza. opondo-se. CD 804. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. o que não ocorre no de Falcão.M. lindo e joiado.. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. F. F. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. questionando de forma contundente os seus valores. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. VAT.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. PolyGram. no qual está camuflada uma crítica. são apresentados dois trechos de músicas.” Um bodegueiro na FIEC. 206. 1993. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. o segundo.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . porém apontam para a impossibilidade de rompê-los.

d) comparação. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. c) dos companheiros de trabalho. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. e) hipérbole. por melhores salários. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. o que deu errado. pela melhoria das condições de vida das mulheres. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. A luta de base. o que conseguimos. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. UFF-RJ Segundo o texto. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. mulheres. Porque não estão coladas nos filhos. 210. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. mais difusa na realidade. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. 208. mulheres. Marta. mas da prática do obter e do ser. e) das mulheres todas. contra todos os governos que as oprimem. Esta é uma hora para se parar e pensar. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. amigos e marido. cumprindo a sua vida. c) metonímia. de formiguinha.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais.” COLASANTI. a) “Nunca esteve tão bom para nós. Nunca foi tão difícil. Mulher daqui pra frente. amigos e marido. mas basicamente com os companheiros de trabalho. as creches continuam insuficientes. 1986. Nem tão difícil. mas tudo está por fazer. Reflexões sobre o cotidiano. fora dos jornais. p. das passeatas. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. “exigimos”. Porque. 209. 207. 84 d) dos governos. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. Porque não estão em casa.” SUPLICY. Pensar pelo que brigamos até agora. Marina. Porque não estão à disposição dos maridos. b) de todas as mulheres. onde fomos usadas pelo sistema. É uma luta mais intimista de um lado. para conscientizar os colegas. Os salários não são iguais. Unifor-CE No segundo parágrafo. amigos e marido. o que fazer de agora em diante. b) ironia. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Muito está colocado. 1981. 124-5. d) Uma vez profissional.Interpretação de texto I Avançar . São Paulo: Linoart. abordado nas questões de 62 a 64.

participou do concurso e espera ser aprovado. ambas. Formas claras De luares. bons tempos. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.211. Denominase silepse esse tipo de concordância. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. chamada: a) metáfora. cristalinas. 212. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica.. d) Escrever é triste.. publicado na Revista Época. “Eis uma definição ampla de tempo. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos.. c) catacrese. c) Fomos ouvidos com atenção. no sentido denotativo. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). no sentido conotativo. ambas. e) Purê de palavras. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. de neblinas!. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. de 20 de dezembro de 1999. Impede a conjugação de tantos outros verbos. 214. o que nos deixa agradecidos. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. UEPI Em: “Ó Formas alvas. Voltar Língua Portuguesa . há muito tempo que não o vejo. diz David Ewing Duncan. não revolve os intestinos da vida. É possível afirmar. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”.” 85 GABARITO Pode-se observar. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. Assinale a alternativa que contém silepse. somos seres lineares. e) antonomásia. a) Alguém.. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. resultante do cruzamento de sensações. Incensos dos turíbulos das aras. c) Não corta na verdade a barriga da vida. Ó Formas vagas. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. brancas. maus tempos.” Encontra-se uma figura de linguagem. fluídas. o tempo trabalha a nosso favor.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. b) metonímia. Unifor-CE Muitas vezes. no campo da concordância. da leitura do fragmento acima. por exemplo. de neves. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. d) sinestesia.. parece que foi ontem..Interpretação de texto I Avançar . b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. 213. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões.

considere-a desde o berço até seu leito de morte. terna e pudica esposa. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. joguete ou escrava. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. ou sua escrava. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. cujo expoente é Oswald de Andrade. trate-a como uma companheira da sua vida. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. Não façais dela a mulher da Bíblia. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. fazendo-a crer que é rainha. boa e providente mãe”. por último. 216. desde o berço até o leito de morte. de acordo com o texto. da UNISC. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. Cintilações de uma alma brasileira. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração.215. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. na sua grande maioria. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. de Nelson Sargento. rumo à regeneração dos povos. a nomes de medicamentos. com claro conteúdo semântico. e a mulher será como deve ser. Nísia. e por conseguinte sobre o destino das nações. Mulheres / Ed. dedique-lhe.Interpretação de texto I Avançar . e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela.” FLORESTA. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. 1997 p. 115-7. ao lado do homem. terna e pudica esposa. Voltar Língua Portuguesa . preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. filha e irmã dedicadíssima. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. boa e providente mãe.

87 218. colidindo com mais obstáculos. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol.217. ao trombarem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no crepúsculo. o verde. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. separando as cores. até as ondas longas. Existem partículas de poeira. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. é branca. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo.” Superinteressante . c) As cores. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. o amarelo. À medida que o Sol vai se pondo. pois o Sol está abaixo do horizonte. Com isso. que é a soma das cores restantes: o verde.1997. o anil. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. Quando o Sol está alto. Por fim.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. e) sem uma certa dose de magia. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). dão à luz solar a cor branca. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. Lendo-se o trecho. porque a atmosfera filtra os seus raios. da Universidade de São Paulo. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. espalhando-se. somadas. o laranja e o vermelho. F. Mas as menores (o violeta. o azul. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. o laranja e o vermelho. e) Ao pôr-do-sol. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. Setembro/99. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. ao longo de um dia.M. explica o físico Henrique Fleming. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol.Interpretação de texto I Avançar . laranja e vermelho. Afinal. o tratamento médico fica comprometido. o amarelo. d) As cores do arco-íris. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. acabam trombando e se desviando. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes.

ele pode ser considerado leitor. b) errada. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. em ler superficialmente. melhor.. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. em relação ao texto. diante de um empurrão proposital. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. minha reação pode ser de mero desagrado. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados.. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. histórias em quadrinhos. 220. Ler é interpretar. d) ato prazeroso de decodificar romances. por motivos os mais diversos. de uma situação. Maria Helena. em última análise.. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. um vaso. para a autora. está: a) certa. “Falando em leitura. e) certa. ficamos cegos a ele. revista. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. Quer dizer: não o lemos. p.Interpretação de texto I Avançar . E consideramos sua beleza ou feiura. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. pode-se concluir que o ato de ler é.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. na medida em que interpreta o que observa. para a autora. as imagens. surdos. o material e as partes que o compõem.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. não o compreendemos. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita..) (. pois. fotonovelas. sem jamais tê-los de fato enxergado. e o leitor visto como decodificador da letra. um cinzeiro. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. a cor. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. ‘ler o olhar de alguém’. uma língua estrangeira. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. diante de uma batida casual. d) errada. Um discurso político. uma conversa. IMPRIMIR c) certa. O formato. para a autora. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. fotonovelas e histórias em quadrinhos. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns.“ MARTINS. uma aula expositiva. um quadro. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. ‘ler o tempo’. pois.. como se diz. para a autora. pois. a fazer sentido para nós. Se é sonoro. a figura que representa. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. pois. (. (. Neste sentido.. São Paulo. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. ao começarmos a pensar a questão da leitura. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. seu conteúdo passam a ter sentido. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. um livro. ‘vive lendo’. Um dia. uma peça musical. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. podemos ter em mente alguém lendo jornal. ‘passar os olhos’. Ática.) Sem dúvida. uma necessidade nossa. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. Por essas razões. Se o texto é visual. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. folheto. por economia ou preguiça. O que é leitura. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária.. Voltar Língua Portuguesa . 88 219..) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. ‘ler o espaço’. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. Falando em leitura. 7-10. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. ou de franca defesa. uma fantasia.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) refletir sobre o desamparo da criança. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. Com base na foto abaixo.Interpretação de texto I Avançar . em 1994. Sebastião. 2000. UERJ O fotógrafo. b) o real e o imaginário. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. b) admirar a composição com o fundo. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. 222. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. d) a infância e o mundo adulto. responda às questões de números 222 e 223. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. São Paulo: Companhia das Letras. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. c) surpreender-se com o gesto do menino. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. 223.” 89 SALGADO. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. ao enquadrar o trem parado ao fundo. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. c) o progresso e a guerra. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. Assim como textos.221. onde os refugiados se encontravam instalados. UFR-RJ Paulo Freire. Êxodos.

a 19. V – V – F – F – V 95. V – F – V – F – F 18. b 13.Interpretação de texto I Avançar . c 6. c 70. a 34. c 36. c 54. V – V – V – F – F 17. b 22. V – F – V – V – F – F 2. b 25. V – V – F – F – V 90. d 23. d 56. 07 58. c 45. 01 50. 25 62. 28 60. a 65. a 81. V – V – F – V 93. c 64. e 89. b 88. V – V – F – V 9. b 79. e 7. d 43. V – V – F – F – F 29. d 69. c 27. d 55. b 4. V – V – F – V – F 91. b 33. d 35. b 21. b 46. b 12. c 5. c 32. V – F – F 39. c 24. b 68. c 57. b 14. e 84. b 87. a 52. V – V – F – F – V 28. d 66. 56 42. d 82. V – F – V – F – V – F 94. a 26. b 85. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 73. F – F – F – V 48. 54 10. F – V – V – V 77. c 41. b 11. c 15. 02 49. F – V – V – V 38. V – V – F – V – F 92. b 30. 34 61. b 31. b 67.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. a 83. a 78. V – V – V – F 74. d 44. d 86. V – V – F – V 37. e 53. c 8. V – F – F – F 76. V – V – V – F 75. V – V – F – V – F 96. e 51. 05 71. a 40. e 80. F – V – F – F – V – V 16. c 72. a 20. V – F – V – F 3. c 47. b 63. 56 59.

b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. 80 105. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. a 129. d 116. c 107. V – V – F – V 110. a) Julgamento pela aparência. Nos currais do Sobradinho. d 131. b) O(s) dono(s) do cachorro. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. 98. V – F – V – V 109. V – F – V – V – V 125. c 114. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. a) Agora surgiu uma nova. arbitrária e violenta. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. 122. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal.ou O ser humano. F – F – F – V 126. • Julgamos os outros pela aparência. c 132. a 111. d 119. c 104. d 130. 120. a 133. b 118. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. • Maquiada. o animal desconfiado que tem dentro de nós. 121. podendo ser caprichosa.ou Agora apareceu uma nova. . e 103. e 112. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. b 117. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. avô do personagem-narrador. a) Narrativa. passei os anos de pequenice. 100. no debaixo do capotão de meu avô. c 124. V – V – V – F 108. c 134. a 123.Interpretação de texto I Avançar . a 113. 101. . a 106. 99. c 102. d 128. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. c 115. V – F – V – F – V 127.2 97. • O ponto de vista é interno à narrativa. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial.

Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. c 203. V – V – F – F – F 160. b 218. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. e 179. c 152. d 217. a 174. e 212. 04 202. d 182. c 189. b 172. a 197. V – F – V – F 184. 43 145. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. c 220. a 171. a 176. b 204. 51 201. a 141. d 209. d 215.Interpretação de texto I Avançar . a 195. b 157. a 138. c 219. F – V – V – F – F 147. a 153. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 210. uma personagem fora da quadrilha. a 216. d 154. 26 146. 46 200. c 136. V – F – V – V 188. d 159. e 137. e 214. a 178. 198. c 155. ela se casou com J. a 170. d 163. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. b 207. a 205. a 208. c 167. 08 185. V – F – F – V 186. Pinto Fernandes. e 175. d 223. a 222. b 156. F – V – V – F – F 183. c 151. e 168. V – V – V – F 161. b 165. d 181. 34 144. b 177. b 191. b 180. c 196. 22 187. e 193. c 213. valorização da fantasia e da imaginação. a “que não amava ninguém”. F – F 148. c 166. e 173. 54 199. V – V – V – F 162. V – F – V – F – V 164. Lili. V – F – V – F – F – V 192. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. b 143.3 135. e 221. d 150. F – V – V 149. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. b 194. e 139. d 211. b 190. c 169. e 206. b 142. a 140. 09 158.

era expressiva.’ — As opiniões é que não. pelo raciocínio.” Natividade ficou atônita quando leu isto. caracteriza um hipérbato.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . como no caso de Aires. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. até que muita gente a fez sua. dar com. resta emancipar o branco’. acertar com. UEGO Assinale V. à semelhança das idéias. e. onde todos as têm por suas. Cap. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. significa: “descobrir pelo tino. Paulo.. Há frases assim felizes. Nem sempre as mães atinam.. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. para os itens verdadeiros. as opiniões é que não. era uma ameaça ao imperador e ao império. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. que para Pedro era um ato de justiça. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. resta emancipar o branco. Cada um pega delas. e F. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. se era a política que o faria grande homem.” Esaú e Jacó. antítese. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. Não achava explicação. muitas aparecem órfãs.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. verteas como pode.. ‘Emancipado o preto. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma.. Estavam então longe um do outro. ficou sendo patrimônio comum. metonímia em “esperemos o sol“. nascidas de nada e de ninguém. gravíssima” e “Era nova. ( ) Atinar. repetiu Natividade. Não atinou. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. Nascem modestamente. mamãe. ( ) “– As opiniões é que não. por conjetura ou por indício. Como então não sacrificar?. era enérgica. em “preto e branco. mas a opinião uniu-os. era enérgica. emancipando o preto. conforme o dicionário Aurélio. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. concluindo um discurso em S. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. pág 59 – 60. 37. estão governando o mundo. ‘Não. as opiniões é que não. e vai levá-las à feira. esperemos o sol. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. Alguém a proferiu um dia. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. ainda que por diversa razão. quando menos pensam..” ilustra um discurso indireto. como a gente pobre. inclusive a vida e até a honra. discurso ou conversa. 1 GABARITO 1. Outrem a repetiu. achar. não era de ninguém.. repetiu Natividade acabando de ler a carta. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. e para Paulo era o início da revolução. Era nova. em 1888. Ele mesmo o disse. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. e continuou a viver sem mácula.

c) conotativa. e) somente a afirmativa I. ácidos. 244-5. b) coloquial.Leia o texto a seguir e responda a questão. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. lição pretendida pelo eu-lírico. III. Embora com exceções. Ao fundo. b) as afirmativas I e III. Rio de Janeiro. Antonio. que. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. à esquerda. por isso. Aguiar estava encostado ao portal direito. mas de um modo geral. GABARITO Após a leitura do poema. dissolve tudo bem. Reduzida a vapor. Com relação às afirmativas acima. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. Fui a pé. d) as afirmativas II e III. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. Machado de. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água.” ASSIS. sais.F. há uma informação físico-química que. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. insípida e incolor. tinha os braços cruzados à cinta. e) sinestésica. 1989. Lisboa. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Ao transpor a porta para a rua. In: Obra Completa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Portugália. Poesias completas (1956–1967). olhando um para o outro. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. D.”.” GEDEÃO. à entrada do saguão. c) as afirmativas I e II. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. Aguilar. disse comigo. 2. É um bom dissolvente. entrei e parei logo. se denominam máquinas de vapor. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. ‘Lá estão eles’. sob um luar generoso e branco de camélia. dei com os dois velhos sentados. analise as seguintes afirmativas: I. II. 1972. move os êmbolos das máquinas. U. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. Consolava-os a saudade de si mesmos. embora incorreta. sob tensão e a alta temperatura. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. 2 3. p. Quando pura é inodora. quando a pressão é normal. No texto. Memorial de Aires. bases. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . com as mãos sobre os joelhos. Carmo. d) paradoxal. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. Na segunda estrofe. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. achei aberta a porta do jardim. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo.

d) III e IV. entre outras. Na redação do texto. Ao longo estendida. 5. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. e) I e IV. b) I e II. nem peixe. Olhou-os nos olhos. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. Serviu-lhes a paz. 20. Alforjes vazios. 10. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. compreensão e interpretação textuais. E ele chegou. IV. Cansados.5) e olhos tão ávidos (v. Chamou-os meus filhos. Sentiu-lhes a fome. I. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão.” 5. Vieram famintos. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. nem pão.” Neusa Peçanha. sem incorrer em qualquer erro gramatical. Sentaram-se à mesa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . foi usada a linguagem de nível técnico. Na branca toalha. Os olhos opacos. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Desnudos. IESB Julgue os itens. GABARITO Texto para a questão 5. De seda. segundo os critérios da leitura.11) configuram oposição em nível conotativo. III. Nem vinho. ( ) olhos opacos (v. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. 15. 3 4. Sentiu-lhes o frio. conseqüência. ( ) Nos versos 16 e 17. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Sentaram-se à mesa. U. Nem água.Texto para a questão 4: “A Paz 1. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. c) II e IV. Vieram vestidos De linho. II.

8. origem. Rio de Janeiro. Por exemplo. Memórias de um Sargento de Milícias. e) inimigo irreconciliável. retiradas do fragmento transcrito do romance. no caminho para a prisão. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. 6. a quem uma vez tivesse posto a mão. uma vida tão regular e tão lícita. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500.” QUINTANA.” WALDMAN. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. consegui fugir. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. entre outras coisas. Nesse sentido. *Incunábulo: [do lat./S. mas tendo-o deixado mal. como o Leonardo. “Prodígio de humor e ironia.) arranjasse depois a soltura. Texto para as questões 7 e 8. principalmente quando se tinha.Leia o texto a seguir e responda a questão. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. o sentimento do Major frente à situação. na 1ª linha. intitulado Escapula. Da preguiça como método de trabalho. o Vidigal era até capaz. No entanto. Incunabulu: berço] Adj. d) enfurecido. por exemplo. de. b) machucar-se. Manuel A. e) destruir.. UFMS Leia o texto abaixo. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. driblando a escolta. Mário.. São Paulo. Se o Leonardo não tivesse fugido. 83. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. 4 GABARITO 7. em Memórias de um Sargento de Milícias. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. por isso. tão do gosto do romance romântico da época.’” ALMEIDA. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico.m. a) se o Leonardo (. c) envaidecido. e degradá-lo diante dos granadeiros. 2 – Começo. b) eufórico. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. 1992. mas. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. isento de qualquer traço idealizante. ‘incunábulo*’. lhe havia podido escapar. de ser seu amigo. fosse qual fosse a sua natureza. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. c) desistir. muitas vezes. Globo 1987 p. Voltar Língua Portuguesa . Berta. “Esparadrapo”. ficava-lhe sob a proteção. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. uma leitura nos surpreende. d) desanimar. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. que parecem estar insinuando outra coisa. c) uma vida tão regular e tão lícita. citada. a expressão fora às nuvens..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . FTD. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. d) fosse qual fosse a sua natureza. aliás de nobre sentido. ed.. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. há outras. indica que o Major ficara: a) indiferente. por fim de contas. e) meditativo. e tinha-o consigo em todas as ocasiões.

. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. indispensável para a afirmação da cidadania... retirada do texto acima. que possibilite o trânsito correto da informação. cremos. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. tem especial relevância a existência da imprensa livre. d) apenas em I. Nas referências descritivas de seres inanimados. c) . pluralista. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. participativa e laica. acreditamos. cremos. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. c) banda. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) em I e II.. Na construção de uma sociedade justa e democrática. II e III.. 22 de setembro de 1999. e) companhia. da difusão da informação de interesse público. d) . PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio.. Considere as seguintes afirmações: I. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. A continuação do exercício desta prática jornalística. U. b) casa. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda.. conotativo. da difusão da informação de interesse público. b) em II e III..” Carlos Drummond de Andrade. Jornal de Santa Catarina. Esta base.” SCHRAMM. III.. É o tipo de texto que analisa. e não o sentido figurado.... O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. 10. tem especial relevância a existência da imprensa livre. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. Univali-SC “Visões de um novo tempo (.9. d) turma. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. e) apenas em II.. cuja frase. b) Esta base. II. 11.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. Egon José.. interpreta e explica os dados da realidade. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. com boas intenções. 5 Indique a opção. denotativo. Está correto o que se afirma: a) em I.

” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. ( ) Por “no século de quinhentos”. o interno não agüenta tinta. Em geral. ou antes por uma exageração de princípio. Pelo contrário.12.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. porque. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. / “Os amigos que me restam são de data recente. não se lêem. e que apenas conserva o hábito externo. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Mas se isto é um fato incontestável. mal comparando.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. Divergência digo. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. o que é um mal. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. porém. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. / “O que aqui está é. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Nem tudo tinham os antigos. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. – não me parece que se deva desprezar. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. entendemos os anos de mil e quinhentos. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. em relação à semântica e à estilística. outros há que os adotam por princípio. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. vida diferente não quer dizer vida pior. A este respeito a influência do povo é decisiva. Cada tempo tem o seu estilo. Há portanto certos modos de dizer. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. é outra coisa. porém de sentido diferente. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. / “Entretanto. para referir-se a determinados fatos.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Feitas as exceções devidas. / “Ora. locuções novas. o capricho e a moda inventam e fazem correr. como se diz nas autópsias. A influência popular tem um limite. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. esta monotonia acabou por exaurir-me também.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não se lêem muito os clássicos no Brasil. pegasse da pena e contasse alguns. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. se fazem novas. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. desentranhar delas mil riquezas que. mas que sabem perfeitamente os clássicos. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. ou de dois ou mais versos. como tudo cansa.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. de membros da mesma frase. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. GABARITO 13. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. à força de velhas. nem tudo temos os modernos. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum.

c) todas as afirmações estão corretas. 1997. mas já não me perguntam mais. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. Global. quando se pensa que a semana vai morrer. 15. sangue e mel. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. III. d) ênfase e comparação. e) contraste e alusão. leia o texto “Atenção ao sábado”. sábado de manhã. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana.. I. A palavra paciência tem um sentido denotativo. a abelha no quintal. II. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. o rosto inchado. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e.” LISPECTOR. nós já tínhamos tomado banho. e F para os falsos. F. e o vento: uma picada. IV. c) antítese e metáfora. e) II.. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. trancados na ilha do nosso egoísmo”. Os melhores contos de Clarice Lispector. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Use V. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. uma rosa molhada. São também utilizadas expressões populares no texto. Então eu não digo nada.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . antes do vento espantado poder recomeçar. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Clarice. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de súbito. para os verdadeiros. 16. b) apenas a III está correta. Seleção de Walnice Galvão. Domingo de manhã também é a rosa da semana. III e IV estão corretas. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. Se chovia só eu sabia que era sábado. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. aparentemente submissa. a) ironia e hipérbole.14. d) I e IV estão corretas. vejo que é sábado de tarde. não? No Rio de Janeiro. Tem sido sábado.M. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. Há antíteses na letra da música acima. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. São Paulo. b) eclipse e paralelo.

Os (ainda) chamados modernistas. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. além de tudo. sem açúcar. de cachimbo da paz. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. ótimo. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. aquele(s) em que há presença de conotação. identifique. sem rede de segurança . AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. Acontece que.)” NOVEIRA. como resposta. morena e matuta. “. De acordo com o clima. entre novos e velhos. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. retirados do texto de Raquel Noveira. em relação à semântica e à estilística. Sendo assim.” Dê. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’.” 02..” 16. Quanto a mim. não existe geração espontânea. Campo Grande.. sob um laranjal. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. 1996. de uma boca para a outra. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. regado a água quente. sem açúcar. a soma das alternativas corretas.17. Quanto a estes. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. tudo muito morno e quente. dará mais sabor à erva. para não azedar o mate. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. “Chimarrão é o mate cevado.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. regado a água quente. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. Voltar Língua Portuguesa . passa-se do chimarrão ao tereré. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. são por natureza os nossos filhos naturais.. UCDB. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. O ideal é tomá-lo numa grande roda. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. E assim. sem querer. bem gelado. a conversa será mais lenta. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. sob um laranjal. próprio. 23. ressuscitada a cada geração. por sua vez. embora sem querer. a conversa será mais lenta. respeitando a vez de cada um. Raquel. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Tanto de um como de outro grupo etário. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. na incauta adolescência.” 04. em prol do equilíbrio universal. Tereré é o refresco. Ed. Chimarrão é o mate cevado. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Se alguém falar alguma frase. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. passar a cuia de uma mão para a outra. uma bomba ou bombilha e a erva moída. IMPRIMIR GABARITO 01. com a sua livre poética. entre os trechos abaixo. (. jamais fiz distinção entre uns e outros. E. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. no texto em que estão inseridas. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” .. alguma palavra em guarani.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . p. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. como chê-kambá ou cunhataí. com os espetáculos de circo dos parnasianos. 18.” 08. O arado e a estrela. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. habitual). explosão criadora.

e) I e II. Dois homens tramando um assalto. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. b) I. Engrossou.. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. agosto/99 (ANTÍTESE).. Pra arejá. agosto/99 (PROSOPOPÉIA)..” Luís Fernando Veríssimo. e) ironia... – Tá com o berro aí? – Tá na mão. “. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. III. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. disfarça. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa.. enche o cara de chumbo. Ou que os iluministas do século 18. c) I. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. ou seja. b) prosopopéia. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. 20. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . – Ih. cheio de gírias. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora.. em linguagem formal. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. II e III. O guarda se afasta. Disfarça... Apareceu um guarda. c) hipérbole.. Servicinho manero. é correto afirmar: I. 22. – Discordo terminantemente. 9 GABARITO 21. Foram utilizados dois níveis de linguagem. 27/01/99 (METONÍMIA). O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. sem mudar o sentido. retiradas de revistas de circulação nacional. – O berro. Estão corretas: a) II e III. com vocabulário rico. 30/06/99 (METÁFORA). sendo um popular. na passagem do guarda.. – Podes crê. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . d) I e III. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes.. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. e outro culto. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. – Então vamlá. 14/04/99 (PLEONASMO). É só entrá e pegá. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito.. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas.. – Valeu.19. d) eufemismo.. tá recheado? – Tá. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. O guarda passa por eles. II.. sujou. poderia ser substituída... mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho.

(. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. 2ª ed. p. IMPRIMIR Sobre os poemas. Ninguém chupa a manga da camisa.” d) Toda profissão tem seus espinhos. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte.. e) “Quando a gente é novo. p. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. U. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese.E.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . c) metáfora. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. Rio de Janeiro: 7 letras. Voltar Língua Portuguesa . mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. 13. d) Ambos ignoram a temática amorosa. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra.” 24. presente e futuro. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. b) Vi com meus próprios olhos. b) sinestesia. Beijo na boca.)” José Paulo Paes. São Paulo: Brasiliense. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. U. 25. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. e) perífrase. c) Ambos enfocam a temática amorosa. 10 Na composição do excerto. d) metonímia. 26. 2000. 87. como na poesia marginal em geral. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira.” CHACAL. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras.23.. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. c) “Luar. Drops de abril. gosta de fazer bonito. despertando atenções para o eu-lírico. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. U. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. 1984. b) Ambos focalizam a temática amorosa. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16. 12. 5. 23. 3. 18. b c c d e c e a c F-F. 15.F-V-F-V d d 13. 7. 11. 24. 6. 21. 20. 22.Vocabulário Avançar . 9. 10. 19. 17. 2. 8. 14. 4.

( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. Você corrige um erro. Você fica louco da vida. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia.a lavadeira cheira a gim..’ Considere as seguintes atitudes: 1.” Lourenço Diaféria. b) hiato. c) científicas e biogenética. GABARITO 3. entre mim e eles. uma separação formal e intransponível. dígrafo e ditongo. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. acentuação. encontro consonantal e hiato. d) Aproveito-me desta oportunidade. e) polícia e principais. b) biologia e adquirida. enviavam-se muitas cartas em mão. e) Antigamente. e) ditongo.. 4.. nas palavras: a) ameaças e contrário. d) negociação e países. d) ditongo. na Língua Portuguesa. Unifor-CE “Vejam que país. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para os itens verdadeiros.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. dígrafo e ditongo. respectivamente. nenhuma fonema. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. existe. para os falsos. e F. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. 2. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. c) ditongo.Fonologia.” “. encontro consonantal e ditongo. Você corrige dois erros.. Use V. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. 3. como humano. 1 ( ) A letra h não representa. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. ortografia e formação das palavras Avançar . 2.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. 4. dígrafo e hiato. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos.

ortografia e formação das palavras Avançar . A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. güaraná.. Anhangüera.. Anhangüera. aguei.. “Séculos quentíssimos.. atenção. 01. 64. Em marcá... Está(ão) correta(s): a) apenas I.” I... Em sensacionau. vai marcar.. U. Dê.” – fonema /k/. b) apenas II. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.” – fonemas /kw/. distingüi. tranqüilo. e) Ambigüidade. tranqüilo. agüei. distingui. “Daqui a alguns milênios.. É goooool.a velocidade da rotação. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. II. distingüi. “Os americanos acham.. c) Ambigüidade. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. güaraná. “. adquiri. guaraná. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. U. guaraná. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. tranquilo. como resposta a soma das alternativas corretas. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. formando um ditongo crescente. 08. e) apenas II e III... distingui.. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. adqüiri. adquiri.” – fonema /k/. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. aguei. e) I e III.” – fonema /k/.. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. dá de chaleira. acentuação. De acordo com as regras de acentuação gráfica. Em chalera. furacões. agüei. Anhangüera. b) Anbiguidade. Anhanguera. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”..” – fonemas /ku/. 2 GABARITO 8.. II e IV. respectivamente. 16. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. Sem contração de preposição com artigo..” – fonemas / ku/.Fonologia. guaraná. São corretas as afirmações: a) I. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. 04. houve substituição da consoante final por semivogal. “. adquiri. d) III e IV.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Nevascas. agüei. III. 32. “. IV. d) Ambiguidade. III. c) I e II. Anhanguera. algumas palavras sofreriam alterações.enquanto dá voltas. 7. d) apenas I e II. adqüiri. c) apenas III. tranquilo. II. tranqüilo.um pião enlouquecido. a) Ambigüidade. 02. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. b) II e III. 6...” – fonema /k/. distingui.5. I.E.

asterisco. 12. vultosa. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. despercebido. Gracias à abertura da nossa economia. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). 3 9. d) Sicrano. pretenção. extrangeiro. capisci?” Revista Veja/SP. através. d) velho. assim como o português. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. Perché si non vous puede ficar sem. entitular. losango. 11. celebral. Voltar Língua Portuguesa . no texto. e) Eletrecista. da globalização lingüística. Come on. IMPRIMIR GABARITO 13. o italiano e o francês. alto-falante. ( ) Na Babel global. frustado. U. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. a) Empolgação. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. celebral. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. e) ditongo – dígrafo – ditongo. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. a) qualquer. auto-falante. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. asterístico. c) confessar. d) dígrafo – ditongo – ditongo. “Agora in Brasile. 180 e mucho más. c) ditongo – dígrafo – hiato. 88. previlégio. Premier. beneficiente. e) recorria. b) adivinhar. recriada por esse texto. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. ocorrem. acentuação. 10. 95. la mejor Parker Collection du monde. venga a buscar la suya. a confusão de línguas também impede a comunicação. prazeiroso. Paraíba e caudal. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). ascenção. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. prazeiroso. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. pretensão. ortografia e formação das palavras Avançar . Unifor-CE Nas palavras Paquequer. ( ) As palavras gracias. b) dígrafo – hiato – ditongo.Fonologia. ( ) O fato de o espanhol. I tutto para você pagar com money brasileiro. b) Eletricista. ( ) As palavras estrangeiras funcionam.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. c) Assessores.

O sufixo ESA... 02.. d) incluído – sandália.. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. 16.esperando o próximo.. acentuação. 17.. lingüística.. 18.. assinale o que for correto. 19... “. influência.Fonologia.. e e o. 08. 01....14. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm... alguém.. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.. “. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..” 02.. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.... Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 01... b) filológica. completará corretamente a grafia de: a) bel. úteis. U. Dê.tão logo chegava ao final. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova... “.. como resposta.. sentido pejorativo.” 08.. a soma das alternativas corretas. a e e...... Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. de várias maneiras. e) estranh.. as palavras da alternativa: a) língua.. Os vocábulos “macaco”.... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. d) óbvio. 04. obrigatório. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. “Esse público buscava na literatura apenas distração...” 04... a) cândido – armário.. e) límpido – vôo.. fechava o livro e o esquecia. como resposta. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. percebemos que havia um problemão a resolver. país.. b) cert..... a soma das alternativas corretas. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.E. necessária. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. usado nessa palavra em negrito na citação acima.. “....” 16.. aliás. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis.. U. 15. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento.. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa......... 16. b) exímio – vírus.... que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. às vezes..” 32...cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.. c) português. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o. na grafia da língua portuguesa.E.. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. c) supérfluo – incêndio... c) calabr. ortografia e formação das palavras Avançar . U... d) viuv.” Dê..

minhas.. se você for a fundo no assunto.. chamando-o de ‘desporto’. inclui as apresentações em várias espécies de salas. c) colégio – sério. pelo menos.... acentuação.. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). etc. c) Quando a chuva começou. falemos de nós.. ou pior. Suas idéias vão . Imagina se. o pataxó. back é beque.” Rachel de Queiroz. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. ... hamburger. funk..) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. como um peru de farofa.. depois. milk shake: a) São estrangeirismos que. b) ônibus – ígneo.. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. como a maconha. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book... “(. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. como na África. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem.. então. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. pelo menos é o que informam os especialistas. tem significação mais extensa. toma um susto. o português. E o leitor do noticiário.. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter... c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. nós a recebemos do colonizador luso. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. mas devem ser chatos ou difíceis. pelo menos.. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. que... d) tórax – ingênuo.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. b) Há gente que pretende . etc. Todos pensaram que ele fosse .. GABARITO 21. entre as expressões entre parênteses. iria passar . tudo é show. a todo instante tropeça e se engasga com rap.. é engraçado. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. se não for escolado no papo.Fonologia. rap.I... os brasileiros. sem guarda-chuva. Cantor de forró do Ceará. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) convênio – válido. A começar que a nossa língua oficial.. por exemplo: é todo recheado de inglês. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. ortografia e formação das palavras Avançar . Pegue um jornal.. soap-opera. o placar.. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários.. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.. e) Não estou ______ desses problemas políticos.... e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos... 22.. etc. F. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.. No esporte é a mesma coisa... onde as melodias podem ser originalmente nativas. Mas.. a) sacrário – difícil.. ou. deixando de lado os índios que nós... especialmente o futebol (não mais foot-ball)... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. ‘meio-de-campo’. Correio do Estado 21/05/2000... cada uma fala o seu dialeto.. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. funk e hot dog.. as drogas mais leves. mas Camarões venceu.. 5 Palavras como show. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu... já que a gente não os conhece nem de nome. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. o que foi uma bênção. ou até na rua.. punk. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. que alguns tentaram..20. pretendemos ser. ele viu que. Os índios têm lá os jogos deles.. Mas não pega. Pois aqui no Brasil. Nas páginas dedicadas ao show business. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. assinale a alternativa correta. segundo a gramática normativa.. por exemplo.

Use V. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. ortografia e formação das palavras Avançar . c) “jamais o cruzei a nado”. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. d) “só” – “três”.23. 04. Os artigos definidos. João Cabral de Melo. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. como em “as páginas”. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”..F. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. 7/10/95. Existem suecos. “os parisienses”. não se precisa de limpa. e F. 16. Jornal do Brasil. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias.E. ‘Se você começou como padeiro. de adubar nem de regar. c) “espécie” – “idéias”. (. há políticos e politiqueiros. são monossílabos átonos. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética.” NETO. como resposta. U. por isso jamais recebem acento gráfico. é um sufixo pouco nobre. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. jornaleiro. “a capital” e “o ar”. para os falsos. Dê. Luís Fernando. d) “na minha longa descida”. 25. 01. Aliás. leia o texto “Eiros”. como existem médicos. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. Voltar Língua Portuguesa .)” VERÍSSIMO. timbaleiro ou seresteiro. Há o importador e há o muambeiro. UFMT Para julgar os itens que seguem.. ingleses e brasileiros. segundo ela. U. grande investidor ou latifundiário. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. 02. 24. 08. para as verdadeiras.Fonologia. acentuação. e) “áreas” – “Mário”. e dão lucro imediato. e) “todo o velho contagia”. empresário.. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. 26. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. b) “iguais em tudo e na sina”..) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. (. Morte e vida severina. a soma das alternativas corretas. terapeutas e curandeiros. b) “Até” – “propôs”.

b) hífen – apóia – além. respectivamente. baú. b) contigüidade. c) Circular. b) Apenas II. clássicos e século. 29. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. réu. respectivamente. d) provável – várias – obrigatória. 7 GABARITO 32. c) árvore. d) difícil – idéia – vocês. b) Apelar. pelas mesmas regras de “possível”. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. há.27. também e incontestável. “memória” e “atrás”. e) vírus – fáceis – país. aí. d) silêncio. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. c) privação. e) Apedrejar. II e III. c) Apenas I e III. 28. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) mágoa. 30. só. d) Crucifixo. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. pública e está. céu e pôr são: a) sábado. e) porém. d) Apenas II e III. 31. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. ocorreria mudança de significado e de classe. a) Apogeu. acentuação. c) princípio.F. II. b) aceitável. línguas e contrário. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. e) intensidade. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. pára. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. em: a) América. e) místico. c) caráter – cárie – até. a) fácil – vôlei – caí. heroísmo. ortografia e formação das palavras Avançar . d) lêem. Quais estão corretas? a) Apenas I. I.Fonologia. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. pelas mesmas regras de água. heróico. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. e) compreensível – artístico – várias. insuportável e dúvida. 33. d) inferioridade. domínio e até. e) I. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. III. véu. b) artística – compreensível – contemporânea. U. até.

. c) prototipo. ingreme.. e) flâmula. interim. d) ureter. 36.. d) público.. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. c) Grafa-se corretamente com “ç”. U..34... de 19/09/2000.. acentuação.. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. a Hertz não para de conquistar o Brasil. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.. 35.. capacidade de raciocínio lógico”... UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada .. ortografia e formação das palavras Avançar . Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica... cartomancia. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan.. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. b) rubrica.. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta.. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. U. erudito. Quando mais longe for... o vocábulo “compreenção”. crisantemo.. respeito da mente humana”. flacido. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais.. antifrase. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”..Fonologia. “admitiu” está corretamente grafado.. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. (Hertz – Locadora de Veículos) 37.. tulipa. c) tênis. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo... como em “sonegação”. ocorre corretamente em “ascensão”.. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. e) latex.. d) Assim como “advinhar”. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... 39. . melhor. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. os jovens”. b) O encontro “sc”... b) econômico.... bimano. Motor de sobra para esticar o pé. 40... a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar... Mas a gente promete não falar delas. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. • “A inteligência não se limita . Hungria.. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. como em “disciplina”..

Se comparadas às palavras que lhes deram origem.41.Fonologia. 45. seria grafada chantilí. II e III. d) país. em “peão de boiadeiro virou caubói”. IV. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. explicando-a brevemente. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. Identifique essa atitude. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. b) este. e) excesso. pouco se vê. 43. em “apelidados de peões de butique”. ascensão. compridos. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. e “butique”. U. obsessivo. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. II. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. b) poetisa. e. fosse adaptada ao português. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. calabreza. As palavras “caubói”. do trecho “enfiados em calças jeans”. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. Se a palavra “jeans”. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. III. e) prática. Guimarães. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) I e III. PUC-RS-Modificada I. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. acentuação. possivelmente seria grafada jins. no meio deles. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. lisos. Primeiras estórias. Porém. disse-se-dizia ela. “Cê”.” De acordo com essa definição. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. Explique o processo de formação dessa palavra. “Partida do audaz navegante”. d) abstenção. um narizinho que-carícia. um hiato e um ditongo oral crescente. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. c) II e IV. 44. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. em seqüência. III e IV. louro-cobre. II. compreensão. Aos tantos. o perfilzinho agudo. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. c) trabalho. os cabelos. U. exceção. que me gela!’” ROSA. 42. admitem grafia ou pronúncia distintas. c) empresa. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. d) I. andorinhava. não parava. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. ortografia e formação das palavras Avançar . e) I.

52. Está correto que se afirma em: a) I. d) II e III. c) trair. U. UERJ Quanto ao processo de formação. c) significativo. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. não aproveitaram para importar outro povo. e) ceder. b) III. 51. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. c) I e II. e) transmissão. O sufixo empregado forma substantivo. d) infância. b) desconhecida. com a abertura da nossa economia. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Apelar. e) Apedrejar. 47. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. II.46. com a abertura da nossa economia. U. somente. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. somente. 49. II e III. O radical da palavra tem origem grega.F. mudança. I. ortografia e formação das palavras Avançar . com a abertura da nossa economia. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. são desconhecidas para mim. indicando resultado da ação. b) endoculturação. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. d) conseguir. somente. acentuação. 10 48. a) Apogeu. d) domingueira. c) Circular. e) I. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. e) As razões porque não importaram outro povo. c) pirogravura.Fonologia. d) Crucifixo. somente. 50. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. III. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. b) deter.

c) Apenas I e III.” A seguir.53. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. Dê.” IV. é certo que: 01. III. 08. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação.E. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. a soma das alternativas corretas.. U. ortografia e formação das palavras Avançar . acentuação. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos.. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica.” III. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. Voltar Língua Portuguesa . c) recolocava – reconhecemos. assinale a seqüência correta. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. U. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. “. c) multiforme – policromo. 04. “. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I.. a) altiplano – acrobata. 57. Nas palavras mental e sexual. respectivamente. 56. b) Os afixos têm sentido semelhante I.” II.”. e) filosofia – dicotomia. b) injusto – descomunal. é prova do despreparo de algumas pessoas. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. b) psicultura – ictiologia. nas duas palavras. a) inexpressiva – exportados. d) dissílabo – bisavô. e) I. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. 55.F. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento.Fonologia.F. referente aos afixos em destaque. 54. 02. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. um radical latino e um radical grego. d) preconceitos – descabidas. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. 16. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. b) Apenas II. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. como resposta.. Quais estão corretas? a) Apenas I. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. II e III.. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. II. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. d) Apenas II e III. II e III.. U.

com uma fome danada? Dê. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo.F. ventania.59.. c) facilidade.a um radical. para expressar a idéia de carinho. ortografia e formação das palavras Avançar . Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. c) atributo – atribuição – atributivo. 60. e) regularização.E. a soma das alternativas corretas. contemplação. regressar. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. pacificar. sofrimento. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. 08. a) abandono em “morrera de um abandono”. como resposta. b) tribuna – contribuição – tributal. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. reluzia vivinho da silva. 62. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. Não é que o canário tinha ressuscitado. Dê. como resposta. seja contra alguma coisa (al). relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. de afeto. U. 02. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. porque ambas as palavras representam uma ação. que nos deu tanta alegria. pode ser notado em: 01. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. 16.E. prática. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. 65. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. 63. 64. apesar de o elemento em comum significar “grande”. U. angustiado. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. 02.Fonologia. a) sentimento. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. seja dentro de (en). a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”.. d) fumaça. U. regularmente. achando a condição humana uma droga. Embebeu de éter a bolinha de algodão. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. 16. sabedor. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. 04. onde encontrava. pequenino por dentro. parecia sentir alívio às suas”. b) resistência. e) explicável. 04. E saiu para a rua. uma força. extinção. preocupação. cerebral. b) régua. U. intimidade. d) régulo. 08. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. sob todos os pontos de vista. 61. e) atribulação – atribular – atribulado. mofino. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. alimentício. d) tributo – tributar – tributável. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. Você é diferente. a) tribunal – tributador – tribal. perdão. c) regulador. acentuação. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. representada pelo elemento “foto”.”. inexplorado.

são conservadores. agregado à base um novo sentido. b) arcaísmo. 67. em relação icônica com o determinado. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. espiei os três outros. Cefet-RJ Em “Como por socorro. uso típico da região sertaneja. intugidos até então. e) incriminar – imiscuir – imanente. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas.”. b) invalidar – inativo – ingerir.Fonologia. e o prefixo indica negação. principalmente os sertanejos. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. d) ateu – incoercível – imerso. b) apadrinhar. há prefixos com o mesmo sentido. e) inflamar – irretocável. o que prova que os falantes da língua portuguesa. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. d) arcaísmo. e) padre. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. c) desi – gual – da – des. c) neologismo. em seus cavalos. c) padronizar. U. d) padroeiro. U. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. como em ‘ilógico’. a palavra destacada é um: a) neologismo. obtido pela repetição de um elemento morfológico. c) autos-de-fé – ocorre. composição por justaposição. acentuação. mumumudos. a) paterno. e) arcaísmo. 69. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. 70. ação contrária. de relevante valor expressivo. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. b) des – igual – dade – s. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) irradiar – imigrar. a) inaproveitável –irremovível – irromper. 68.66. 71. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. c) impuro – ilícito. feliz e mente. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in.F. d) des – i – gual – da – des. ortografia e formação das palavras Avançar . c) irrestrito – improfícuo – imberbe. e) desigual – dades. b) irreal – influir. neste exemplo.

tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). c) laranjeira. a) E depois a tomaram como espantados. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. b) movimento em torno. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados.Fonologia. c) nunca morou na favela. c) posição além do limite. U.” tem.72. e) consumidor.. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. isto é. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. d) deixou de ser favelado. 77. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. d) brasileira. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. b) poeira. e) cabeleira. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. b) sufixo que expressa intensidade.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. 76. b) Fez o salto real. e) movimento intermitente. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. Me firmo. 74. e) trabalha em prol da favela. b) é contrária à favela. o significado de: a) movimento através de. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. acentuação. c) amamenta. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”..F. d) movimento para além de. 75. d) impossível. 73. ortografia e formação das palavras Avançar . a) cafeteira. respectivamente. b) enxergado.

a 38. 18. b 33. No texto. d 34. d 31. c 36. d 41. a 35. e 29. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 12. d 40. sendo tão pequena. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 52. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. transmitir afetividade (valor subjetivo). a 30. 13. 10. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 49. c 24.Fonologia. 20. F – F – F 27. e 32. 14. O valor subjetivo se soma ao objetivo. ou seja. c 23. 6. 17. espiando até “pelos entrefios”. 8. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 45. 11. e 37. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 46. b 39. dinâmica. ligeira e perspicaz como uma andorinha. 4. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 44. 51. ortografia e formação das palavras Avançar . 15. 53. 50. c 22. 26 26. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 42. como é o caso. 16.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . em um dado momento. Voltar Língua Portuguesa . Linguarudo: derivação sufixal. 7. c 28. 5. 19. c 25. 47. 48. 2. significa que Brejeirinha tinha. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 3. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). acentuação. 9.

67. 73. acentuação.54. 63. 62. 70. 57. 65.Fonologia. 77. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 75. 60. 61. 58. 56. 69. 76. 64. 74. 55. ortografia e formação das palavras Avançar . 72. 68. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 59. 71.

S U B S T A N T IV O S .” GABARITO 1. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a fim de evitar as violações dos direitos humanos. pode ser permutado por particularizar.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos..” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando..” o artigo em destaque poderia ser eliminado. U. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. adjetivos..as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. no primado do direito. substantivos. que promete ser a questão do novo milênio”. Para tal.. a definir melhor os direitos econômicos... as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. ( ) Em “. ( ) Em “. 2. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas.Artigos. no nível mais fundamental. sem alteração sintática ou semântica. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. sem alteração de sentido..F. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. e. sem modificação sintática ou semântica.. ( ) Em “.. verbos e adverbios Avançar . o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.) nessa questão de engenharia genética. Para eliminar esse fosso.. ( ) Fosso.... Em 1994. ( ) Individualizar. A D JE T IV O S .

em sua estrutura interna. na televisão brasileira. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. b) conquista. O termo “a”. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. c) brasileiro. em “deixou de ser um peso para os criadores”. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. d) “Meu amigo. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes).” (Manuel Bandeira). b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. U. e) combate.. 5. no trecho anterior. só o trágico é que faz sucesso. U. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). em “o brasileiro era um envergonhado”. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. c) grito. em “a mistura entre negros.) a nada menos que US$500 milhões”. adjetivos. 2 4.Artigos. d) envergonhado./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). substantivos.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000./ Onde o rouxinol não canta.F. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. que aparece destacado. como adjetivo. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza.3. 7. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica.000 reais está longe de ser popular. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. vamos cantar. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. verbos e adverbios Avançar . d) É trágico verificar que. e) brancos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. 6. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase..F. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.” A partir desse conceito. no contexto. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. brancos e índios”. a) brasileiro. b) “Paisagens da minha terra. d) “No Brasil. d) século. b) criadores.

em várias regiões do país. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. b) formas e significados diferentes. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. pois a forma de tratamento você. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. adjetivos. mas o uso. nessa estrofe. ou toma um café Hoje bobagem. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. IMPRIMIR 9. para os falsos. substantivos.F. tem sentido indeterminado. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema.Artigos. é sempre diferente.8. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. está incorreta. “UM DIA QUALQUER . segundo a gramática normativa do português culto. são pronunciadas de igual modo. U. Use V. para os itens verdadeiros. em termos de sentido. não-específico. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). c) a mesma forma e o mesmo significado.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. e F. Voltar Língua Portuguesa . d) a mesma forma e diferentes significados. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. verbos e adverbios Avançar .

livres de ameaças reais. verbos e adverbios Avançar .”. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. 13. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. 24/11/1999.. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. c) florezinhas – mulherezinhas. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. cujas sementes deram início a este bosque. e) colherezinhas – floreszinhas. b) apenas II.Artigos.”. assim. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. UFSE “.. onde o aviador sobrevive à queda. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. c) substantivo e adjetivo. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. e) particípio e substantivo. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. d) apenas II e III. Isto é. II e III.10. d) substantivo e substantivo. o uso coloquial. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. e) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. não haveria alteração no sentido global da frase.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. sem que houvesse alteração no sentido. Quais estão corretas? a) apenas I. I. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. 12. 11. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. c) apenas I e III. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. adjetivos. b) adjetivo e adjetivo. substantivos. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. com freqüência. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. II. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. III. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme.

. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. No segmento indiferente a tudo. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. 01..Artigos. o uso da crase é facultativo. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. base. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. Se. por serem todas elas proparoxítonas.. 15. Em “. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. d) acabamento. segundo a gramática normativa. 16. entretanto.. e) pintura.. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. se assim fosse.. As palavras rústica.. 04..” 5 No enunciado acima. que se diferenciam. o subjuntivo e o imperativo... como resposta. a mesma palavra seria um adjetivo..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17... Dê. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”.14. como na expressão perigo eminente. 08. veja bem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. c) fundação. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.”... No trecho “Mas.... 02. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. adjetivos. verbos e adverbios Avançar . sobretudo. que significa que está em via de efetivação.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo... UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”... b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. substantivos. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. caráter e épocas estão acentuadas corretamente... quando se trata de estudar. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.... os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. que ameaça acontecer breve. Construindo o cidadão do futuro. 16. 18. UERJ “Vestibular UERJ 2001... procuram ... de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. a soma das alternativas corretas. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. b) chão..

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . V Procure seu médico e siga a sua orientação. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. adjetivos. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. ( ) As formas verbais foi e é são. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. dos verbos ir e ser. e) 2. p. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. que correspondem a 32% de todos os óbitos. procure e siga estão no imperativo. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. a primeira no pretérito e a segunda no presente. 20. e) Na Aliança Luso-brasileira.” Carlos Drummond de Andrade. b) 5. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. e F. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. 21. c) 4. Use V. saias verde-oliva. III Essas doenças. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta.19. saias azuis-pavões.” Veja. II Hoje. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. 153. a) Na Aliança Lusa-brasileira. respectivamente. 23/06/99. obesidade. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino.Artigos. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. verbos e adverbios Avançar . c) Na Aliança Luso-brasileira. saias verdes-oliva. substantivos. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. para os falsos. d) 6. No poema há quantos adjetivos? a) 3. U. para assinalar os itens verdadeiros. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. saias verdes-olivas. b) Na Aliança Luso-brasileira. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. d) Na Aliança Lusa-brasileira. saias verde-olivas. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. associadas a tabagismo.

7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. ‘A foto sempre engorda um pouco. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. sequíssima. c) apenas I e III. A ministra Tessa. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Na quinta-feira. Embalada em sua cruzada. E não adianta a menina perder 20 quilos. I. de tamanhos acima de 40.22. adjetivos. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. II e III. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. Quem quiser que acredite que vai funcionar. que estão tentando dar um jeitinho. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Tem de ser naturalmente magra’. digamos. no máximo 42. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. a direita. II. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. acima de tudo. no contexto. claro. 28/06/2000.” Veja. e) I. da Argentina. independentemente dos hambúrgueres que consuma. muito a contragosto por parte das revistas. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. estão. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. Nesse departamento. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. Também apontaram a falta. convocou uma entusiasmada ministra. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. jornalistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Previsivelmente.Artigos. a Inglaterra contaria com a companhia. quem diria. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. U. o papel de substantivos. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. Mas. e para a imensa maioria das mortais. até porque. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. Está(ão) correta(s): a) apenas I. nas butiques. Em “já que toda altíssima e magérrima”. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. no caso. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. respectivamente. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. desde que moda é moda. substantivos. sob suspeita de anorexia. e por isso a magra fotografa melhor. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias.F. b) apenas II. Por birra. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. Incitadas pelo governo trabalhista. que equivale a muito seca. alinhou-se à facção das magérrimas. III. seca como uva passa. logo de quem. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. as palavras sublinhadas desempenham. d) apenas II e III. como a de Victoria Adams. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. na voz de Theresa May. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. Tessa Jowell. Difícil dar certo. normais. verbos e adverbios Avançar . “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. quem é gordo e. e mais silhuetas. ato contínuo. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos.

E na desditosa cidade.” QUEIRÓS. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Eça de. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. Embebeu de éter a bolinha de algodão. d) I e II. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. verbos e adverbios Avançar . 25. não comentasse com malícia estridente. e) associar as ações das duas irmãs. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. sensação. II. estado ou qualidade dos seres. achando a condição humana uma droga. pecha. b) II. angustiado. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. bule rachado. substantivos.23. respectivamente. d) água de rio – água pluvial. O menino pobre nasceu morto. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. 08. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. c) III. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. algibeira arrasada. janela entreaberta. coração dorido. O pobre menino nasceu morto. E saiu para a rua. escuras e gárrulas como cigarras. não existia nódoa. Dê. U. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. 16. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. como resposta. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. A ilustre Casa de Ramires. c) xampu de capelo – xampu capilar. as tecedeiras de todas as intrigas. pequenino por dentro. III. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I.Artigos. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. bolo encomendado nas Matildes. 8 GABARITO No texto. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. 26. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. 02. entre os dentes ralos. em Oliveira. 24. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. as espalhadoras de todas as maledicências. que nos deu tanta alegria. desde longos anos. vulto a uma esquina. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. a soma das alternativas corretas. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. e) monumento de rocha – monumento rupestre. poeira a um canto. 04. adjetivos. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas.E. e) I e III. b) nervo da audição – nervo auditivo.

É como se eu estivesse congelada. em jun. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. vives. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. e) guarda-noturno. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”.C. o lugar. A questão 27 refere-se a ele. de aproveitar a vida. apreciar a música. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”.S. c) Em 1970. publicado em uma reportagem na revista Isto é. comunicar-se.Las Vegas (. b) justo uma tonelada”. d) tanto quanto uma tonelada”. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês.S.. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. 01/01/2000 . Foi maravilhoso!” 9 27. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. 30. ele que viesse falar comigo. b) verde-oliva. sem que a idéia básica do período seja modificada. rir. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe.. U. “O diário de P. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. 2000. e) ao menos uma tonelada”. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. de verdade do processo expresso pelo verbo.C. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações.Restaurante chinês. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. substantivos. 28. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas.Artigos. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. c) cívico-religioso.) 21h30 . c) aproximadamente uma tonelada”. d) azul-marinho.Leia abaixo o trecho do diário de P. adjetivos. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. verbos e adverbios Avançar . 29. Não só por não ter me permitido comer. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. a) surdo-mudo. tu dirás que queres viver.

mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. 10 GABARITO 34. substantivos.Artigos. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. Amar. combinação de princípos da economia. b) A polícia. ao pecado de saber mais do que nos convinha. U. amar?” A palavra até. no texto de Carlos Drummond de Andrade. adjetivos. d) pode ser que. amar? Sempre e até de olhos vidrados. desamar. Londrina-PR “Que pode uma criatura. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula.” O advérbio talvez nos versos. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. por: a) embora.. b) A econologia.. d) Saveiro Geração III. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. pode ser substituído. verbos e adverbios Avançar . mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. senão.E. b) Além disso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Reescreva a frase acima. o paciente teria morrido”. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. d) sem mistério – enigmaticamente. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. até a você.31. b) não obstante. 32. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. declarou o médico. b) como amante – adulteramente. Reescreva a frase acima. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. c) com liberdade – libertinamente. não conseguiu capturar os fugitivos. transpondo-a para a voz ativa. c) ainda que. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. Tarifas que podem chegar a zero. e) sem virtude – desvirtuadamente. amar? Amar e esquecer. Amar e malamar. sociologia e ecologia. sem perda de sentido. até agora. a) com verdade – sinceramente. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. 35. Resiste a tudo. entre criaturas. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. 33.

.. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. adjetivos. é mais sombrio. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. Para bem comparar a técnica utilizada.. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade.Artigos.. 37. U. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “.36. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram..” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. substantivos. poderá adotar outra perspectiva.” e) “. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. observe seus efeitos de luz e sombra. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade.” b) “.” 11 No texto. infelizmente. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.. verbos e adverbios Avançar . c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. 38. o quadro.. d) no passado. além dos testes de QI. para medir a inteligência. UFRS-Modificada “Os testes de QI.” 40. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. 39. __________ três explosões na plataforma de petróleo. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. no passado. Quando as __________ (ver). há motivo para otimismo”.

43.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. a) Em pouco mais de três meses. III. c) tinha marcado – sentiu – visitara. como a De Plá. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. substantivos. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. respectivamente. esperando oportunidade melhor. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. se ele manter adequadamente o tratamento. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. d) somente na frase IV. b) pretendia – sentiu – sabia. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir.Artigos. “for” equivale. sentiu o peso da responsabilidade. 42. c) somente na frase III. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. II. IV. de modo claro e objetivo. São inumeráveis as academias de ginástica. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. 44. d) chamara – sentiu – começaria. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. e) em todas as quatro frases. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. adjetivos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. que vende e revela material fotográfico para amadores. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. b) somente na frase II. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. a lesão do jogador poderá estar curada. verbos e adverbios Avançar . Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. mas se deteu. quando eu for presidente.41. de 24/01/2000. será o momento de todos o aplaudirmos. NESSA ORDEM.. a) sabia – sentiu – chamara.. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. Feita a pergunta. mas ele já havia saído. mandarei prender os que forem inimigos do país. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso.” Dessas ocorrências. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema.” Revista Época.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado.

podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. não teria comentado. no diálogo entre Calvin e sua mãe. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. c) não existira. verbos e adverbios Avançar .” QUEIRÓS. não comentava. pode-se perceber que. pecha. bolo encomendado nas Matildes. descortinassem e comentasse. desde longos anos. não descortinem. as tecedeiras de todas as intrigas.Artigos.45. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. não teriam descortinado. c) Julgais. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. e) Segui. e) não existiria. não descortinavam. mantém-se apenas em: a) não existe. A ilustre Casa de Ramires. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). substantivos. janela entreaberta. FUVEST-SP A correlação de tempos que. não tinham descortinado. c) Bebeu tanto até cair. Eça de. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. 48. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. escuras e gárrulas como cigarras. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. não tiverem descortinado. bule rachado. uma das formas verbais não condiz com as demais. coração dorido. algibeira arrasada. não existia nódoa. não comentasse com malícia estridente. se verifica entre as formas verbais existia. d) não existirá. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. vulto a uma esquina. não tinha comentado. Paulo. b) não existiu. entre os dentes ralos. Voltar Língua Portuguesa . FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. adjetivos. não tiver comentado. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. E na desditosa cidade.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. portanto o emprego está adequado. b) Tenhais. Trata-se de: a) Ides. 14 de abril de 2001. “As duas manas Lousadas! Secas. b) Juntou até 10 mil reais. Texto para a questão 47. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. U. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. neste texto. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. em Oliveira. não comente. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. poeira a um canto. d) Pretendes. 47. as espalhadoras de todas as maledicências.

e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. 53. por exemplo. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se.F. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. Para diferenciar o verbo do substantivo. UFRN Considere o período a seguir. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. c) previera. d) prever.” Para se manter a correspondência temporal no período. U.49. c) desejará. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. Voltar Língua Portuguesa . 18/08/1999. U. Assinale. e) previr. GABARITO 52. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. Não pôde ser diferente. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. 50. a) Sabe que você tem razão. principalmente. d) desejaria. verbos e adverbios Avançar . teríamos: a) previer. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. d) anteposição de um substantivo.. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. c) presença indispensável à frase. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. b) desejar. em relação às palavras. seria necessário considerar. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. além do sentido de ação.Artigos.” Veja. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. Mirtes? b) Nos Estados Unidos.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. modo e pessoa. substantivos. não tem gente parada. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. b) flexão de tempo. b) preveria. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. adjetivos. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. 51. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. abrandando-lhe a linguagem.. creiamos.

não são regidos por preposição. e seu plural é vêem.. que faz a 3ª pessoa do plural vêm.. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.. que isso é necessário. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.54... II...... Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. b) II e III.. reouvesse e) vier.. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis.. Os verbos lembrar e esquecer.. e) II e IV.. as lacunas das frases acima: a) vieres. a São Paulo. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.. requisesse.. Em Mas se tu me cativas.... sendo vinde a forma do plural. “Quando puseres a foto no álbum. que é dourado... vires. e seu amigo ..... “Se você . Dê.. aceitaríamos todas as condições”. fará com que eu me lembre de ti. esses bens”.... requeresse. respectiva e corretamente. |começa-| tema. talvez você . vires. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. comunica-me imediatamente”.. interviesse... por isso ninguém interviu para liberá-los”... III. “Se . intervisse. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.. U.. reouvesse b) vier.Artigos.. requeresse. Em . U. II. 02..) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. como resposta.. substantivos. interviesse... d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. 08. III... requeresse. requisesse. quando previr o temporal”.só se vê bem e os homens não têm mais tempo... cativa-me!. vires.. verbos e adverbios Avançar . traga seu irmão”... Em O trigo.... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. “Quando . Em Por favor.. reavesse d) vier. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. vê através do pequeno embrião de árvore (. o modo verbal é o imperativo... d) I e IV. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.... adjetivos. |-a-| vogal temática. intervisse. c) III e IV. IV. cujo plural é vêm... reouvesse 57. “Ele voltará..... ela ficará contente”.. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver.... 55. começaram a se tornar realidade. 16. sendo o plural vede.. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.. 32... reavesse c) vir... e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver.. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto.. vieres... vires.. 56. a soma das alternativas corretas. 04. “Se ele propuser um acordo. No trecho . Alfenas-MG Observe: I. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. interviesse..

.. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético...F.. F... naturalmente magra. adjetivos. a bolsa de estudos.. b) Apenas a afirmação II.............. eventualmente . porém. Seria preciso que ... c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. do cigarro e do álcool.. Tem de ser naturalmente magra (.. II...58... o professor.... O verbo morrer tem dois particípios. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ...... mesmo que se . complete corretamente as lacunas. para que você .. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade........ 61....... naturalmente magra... a João que se ....)” Considerando as transformações propostas.. E não adianta que a menina ..... III... substantivos.... A palavra morto é particípio do verbo morrer. 62..Artigos....... U.. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.. diga-lhe que seria bom que ele ...” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63..I... ele. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial... É preciso que .. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I...... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre .... É verdadeira: a) Apenas a afirmação I... a fumar e a beber. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação........ mas alguns talvez não o entendam bem.. “E não adianta a menina perder 20 quilos.. A palavra morto é particípio do verbo matar...... 20 quilos.. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59... a seguir o conselho. e) Todos lêem o código de ética de seu clube.. e) Nenhuma das afirmações... d) Apenas a afirmação III.. verbos e adverbios Avançar .. 60....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir... c) Cada uma das afirmações. a prática do esporte poderá ser moralizada... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.............. c) Se a opinião pública intervir.... no processo....

” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. b) Os jornais não deram a notícia. para apresentar correção. 65.” Considerando-se o verbete..) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. – transitivo direto. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.. mantendo a correlação exigida pela norma culta. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. – intransitivo. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão.. a) seguirmos – admitíssemos.64. c) O relógio deu onze horas. – transitivo direto e indireto. verifica-se erro em: a) “.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. nem surfistas... 67. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar.. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. c) teria sido. c) está correto. verbos e adverbios Avançar .” e) “.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. nem mulatas. já quinhentos anos passados. 68. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. para apresentar correção.... d) seguíssemos – admitíssemos. – transitivo indireto.Artigos. adjetivos. d) possa ser. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. substantivos. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. 66. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. e) tenha sido. e) deve ser substituído por “ao que”. d) deve ser substituído por “isto que”. a) pudesse ser. quando for a vez desses meninos?”.” a) está correto.. empregado com o sentido de não ter confiança. b) seguíssemos – admitiríamos... duvidar..” b) “Ainda não haviam louras. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. UEL-PR “Se seguirmos Freud. para apresentar correção. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. – intransitivo. sem acarretar mudança no significado da frase. e) seguiremos – admitiremos.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. um número sem fim de animais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . imaginava-se que um cérebro jovem (. e) Esse dinheiro não dá. b) tivesse sido.

PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. respectivamente. adjetivos. 71. d) eram queimados..” “Mas leio... assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos.. e) foi queimado. como: a) transitivo direto e intransitivo. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. Outra forma verbal. haja prejuízo do significado. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. e) vão projetar-se. b) foram queimados.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). IMPRIMIR 74. c) é projetado. Em filosofias / tropeço e caio. e) verbo de ligação e transitivo direto. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou.. b) projetam. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. com isso... c) tinham queimado.). GABARITO 72.Artigos. verbos e adverbios Avançar . no enunciado. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. d) intransitivo e transitivo indireto. b) transitivo direto e transitivo indireto. essa história está cheirando mal. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. leio.). Voltar Língua Portuguesa . 73. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. d) tinham projetado..69.. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”.. c) transitivo indireto e verbo de ligação. porque vejo a questão de outra maneira. e) Há. 70.”. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. UFR-RJ “(. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. substantivos. equivalente a em negrito acima. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. está na alternativa: a) projetam-se. Tenho de ler tudo. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada.

. Pensávamos. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. c) terão trabalhos. . eles a tinham popularizado.. b) tinha descoberto.. derrubado o muro da ditadura. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação.. 16.. do Império da República Velha......E... a soma das alternativas corretas. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação.. F. U. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. substantivos.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. F..F. Não sabíamos que o país . 04. 01... 08.... d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. Dê. para sempre. . b) existirão trabalhos. Quando registrarem a infância da aviação. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. adjetivos... e) existirá trabalhos.Artigos.. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente.. verbos e adverbios Avançar . os fotógrafos a popularizarão. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. Unifor-CE “.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. os fotógrafos a popularizaram.. c) teria descoberto. como tantos brasileiros. U. que...... a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é..75... Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação.. de novo a estrada interrompida.... não se lêem muito os clássicos no Brasil... Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. Voltar Língua Portuguesa ... e) terá descoberto. eles a popularizaram. 77. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. a inocência. o futuro. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil.. 78. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra.. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. Se tivessem registrado a infância da aviação.. como resposta. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. 02.. gramaticalmente equivalente. d) tem descoberto. 79. Desse texto. d) ocorrerá trabalhos. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. eles a teriam popularizado. naqueles tristes momentos.

No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. substantivos.. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades.. explique o emprego dos parênteses no verso 13. adjetivos.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. Unifor-CE “.. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns..Artigos.. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. meu Deus.. São Paulo: Globo.. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. UFRJ Releia os versos 9 a 17. 6ª ed.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima.. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado.. 86/87. 1997. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. Só para judiar. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. 81. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. p. Nova antologia poética. Lentamente. quem sabe?... UFRJ . explique o que é a infância na concepção do poema.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.’ Ah.” Nas frases abaixo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar . 82.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. Mário. essas crianças!” QUINTANA...As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. quem sabe?. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida.

IV. aquela de chita. II. Dê.. a forma “eram invadidas”. em 1898”.. 85. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. “Por exemplo. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. Uberlândia-MG Numere a 2ª. o presente do indicativo. A seguir. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas.. coluna de acordo com a 1ª. b) I.. III. 02. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. d) que vão se realizar num futuro bem próximo.E. e) ponderação. 01. na voz passiva. “(. c) passadas mas que têm validade permanente. e passeie de mãos dadas com o ar. tendo em vista o emprego de verbos. b) presentes e posteriores ao momento da fala. 08. 84. com o sentido de existir.. 86. 04. I. IV. denota um(a): a) treinamento. b) aconselhamento.. “voar” está empregado em função substantiva.. No trecho acima a seqüência de formas verbais.” Carlos Drummond de Andrade. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. U. como resposta.) ponha a saia mais leve. verbos e adverbios Avançar ..) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. a soma das alternativas corretas. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. c) I.. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. 16.).. adjetivos.” II. IV.F. no imperativo. substantivos. “(.. nas formas destacadas. d) II. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. III. indiscutível. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. podem-se desenvolver espécies de milho (.” III. I. c) ordem.Artigos. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. U.” IV. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria.83. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) solicitação. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. I. Com o verbo na voz ativa..) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética.

curva-se humildemente aos pés do suserano. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. as três construções destacadas. com minha secretária Eunice. me dou.. b) era – são. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata.87. GABARITO Em relação ao texto. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas.Artigos. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. a) “Pelo Natal estarei aí. “Onde avanço. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. 90. a seqüência dos tempos verbais em negrito. b) “Se não zelássemos por nós. substantivos. na frase acima. Olhemos a cidade.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. quanto às vozes do verbo. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. adjetivos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .) como bem o sabiam os romanos (. e) solicitação. b) reflexão. c) sugestão. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. c) obteve – obtenha. UERJ Classifique. Descreva essa mudança. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. e engrossando com os mananciais. d) tinha – tem. que recebe no seu curso de dez léguas. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. o pequeno rio. e) “rio caudal”. que rola majestosamente em seu vasto leito. 91.” ALENCAR. 88. 92. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado.) o povo é ignorante. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. altivo e sobranceiro contra os rochedos. verbos e adverbios Avançar .. José de. d) certeza. c) “(. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem.. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. posterior ao momento em que se fala. e) exigiam – exigem. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. d) “(. O Guarani.. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. enroscando-se como uma serpente. torna-se rio caudal.. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89..” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável.

” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua...” b) “(..Artigos.” c) “(.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde..) nada adiantava esse dinheiro...F. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(..F...) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência ..” c) “(. d) vem dominando. U..” b) “(...“ 95. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.” d) “. U..... 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.) não compreende ele as coisas do Brasil..” b) “......) manipular os peões (. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.... c) dominam.. b) vêm dominando..)” 94..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca. adjetivos. verbos e adverbios Avançar .” d) “(.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.ninguém supera a televisão. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.” 96...) poderemos (.... substantivos.) Trunte retrucou que já era alguma coisa.93.” d) “(.

S U B S T A N T IV O S . sociologia e ecologia. 31. 26. d 49. 11. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. d 37. a 39. 22. 3. a 38. satisfizer. 27. 20. declarou o médico. 16. verbos e adverbios Avançar . 12. d Voltar Língua Portuguesa . 10. d 43.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 2. 14.” b) Ambientalistas defendem a econologia. vir. 13. substantivos. 21. 28. 19. 30. 40. d 41. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. b 42. 7. 8. 32. e 46. 25. combinação de princípos da economia. 33. c 45. 4. A D JE T IV O S . 24. dispuser. c 47. 17.Artigos. 23. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. Vier. 36. se mantenha. adjetivos. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 6. a 48. 15. 34. 9. o paciente teria morrido. 5. 29. a 44.

no verso 13. 91. 74. do qual se distancia. 15 86. 58. 53. na concepção do poema. 67. 51. em me dou é agente e paciente. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. Em avanço o “eu” é agente. A partir do emprego dos tempos verbais. 71. c 85. 79. a 93. Onde avanço: voz ativa. 75. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 57. a infância é um estado permanente no eu-lírico. b 94. 68.Artigos. 56. 90. 72. 62. a 96. b 84. 64. 81. substantivos. 63. e 83. 76. 55. 59. 52. 73. 69. c 89. adjetivos. 61. a 95. c 92. 77. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 66. c 87. 82. 78. me dou: voz reflexiva. 60. a Voltar Língua Portuguesa . a 88. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. 54. 70.2 50. O emprego dos parênteses revela que. verifica-se que. verbos e adverbios Avançar .

( ) Por equívoco do redator. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. é correto afirmar que a ênclise: I. a) Apenas I é verdadeira. 1948). 2. até . Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. no livre exercício de suas próprias soberanias. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. é própria de linguagem formal no Brasil..” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. b) Apenas II é verdadeira. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. e F. c) Apenas III é verdadeira. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1.Pronomes Avançar . Além disso.”. I. Colômbia. para os verdadeiros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. favorece uma tonicidade não usual em português. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. modo e pessoa. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.desses direitos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. Assinale a alternativa correta. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa.E. II. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. para os falsos. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. como a realização dos postulados da justiça social’. d) I e II são verdadeiras.. Use V.. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. III. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. falta o hífen em “interamericano”. e) I e III são verdadeiras. conseqüentemente.. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes.” estão flexionados no mesmo tempo.

à qual está ligado por hífen.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”.” (M. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. das alusões freqüentes na conversão.. b) A personagem mistura. falou-me também da piedade e saudade da viúva. 7.” (M. pra. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4.. c) a saudade. pessoa do singular com a 3ª. U. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. em vez de ficar séria e pensar em Deus. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. Voltar Língua Portuguesa . b) É bom que falemos-lhes toda a verdade.” (M. 5. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora.. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. acrescentando-lhe saudade. pessoa do singular.3. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. beleza e ritmo. a) “. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. d) somente à palavra mais próxima: saudade. a senhora. das relíquias que guardava. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco.F. a 2ª.. Exemplos: Tô. e) à forma verbal acrescentando. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula.. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. b) à forma de tocar violão. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro.” (M. de Assis)..Pronomes Avançar . de Assis) c) “Lalau sentou-se. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. de Assis) d) “. beleza e ritmo. da veneração em que tinha a memória dele. não deixaria de comparecer. na sua fala. rindo. de Assis) 6. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens.

muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. nos negócios. te. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. 3 8. faça uma consulta. ( ) no enunciado A.. Leitor. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido.Pronomes Avançar . deve-se substituir as palavras grifadas. os. Todos se habituariam e pensar coletivamente. em qualquer assunto que lhe preocupe. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. Muitas vezes. Comprove estimado leitor. BETE. lhes. faça isso agora. um problema que para muitos é um problemão. desanimado. no seu trabalho. fazer voltar alguém em sua companhia.. tens caso íntimo à resolver. Onde é que a gente se encontra? C.Texto para a questão 8. desorientado...) D. tua. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. ( ) no enunciado B. você é testemunha disto. 9. a PROFa. muita sonhou com ele. por a) teu. alguma dormiu mal ou nada. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. te. tens amor não correspondido ou rompido.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. mau olhado no amor. estás desiludido. muita inveja. vossa. desorientado. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. com a PROFa. emitido por uma voz narrativa onisciente. ( ) no enunciado D. (. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . desanimado. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. Considerando-se os elementos em negrito. e) vosso. ( ) no enunciado C. o. vossa. c) teu. no seu trabalho. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. tens amor não correspondido ou rompido. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. tem o sentido de “nós”. nos negócios. desconfiasse de toda a gente (. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. a expressão a gente. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. Não fique na dúvida. tua. tua.. respectivamente. a palavra todos tem valor anafórico. UFGO A. b) teu. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. B. tens caso íntimo à resolver. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. 817”. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. em qualquer assunto que lhe preocupe. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. Muitas vezes não acha solução. respectivamente. C e D). muita inveja. d) vosso. ou até mesmo por não acreditar. mau olhado no amor.. ou o próprio mal não deixa. fazer voltar alguém em sua companhia. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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9ª ed. a) Identifique essas duas classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. 118. Estrela da vida inteira. p. UFRJ “O impossível carinho Escuta. Manuel.Pronomes Avançar . Rio de Janeiro: José Olympio. 1982.57. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 27. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 35. 29. 38. 39. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 10. 8. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 17. 6. sendo regido pela preposição entre. 34. 28. O pronome em questão possui função completiva. 18. Voltar Língua Portuguesa . b) Na função completiva. 33. 20.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. está correto o uso do pronome mim. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 36. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 4. 9. 15. desta forma. 24. 31. 30. que é o caso. 7. 23. 37. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 2. 26. e por literatura. que estuda há oito anos. 5. 21. 12. 13. 25. 22. pronome pessoal do caso oblíquo. 14. 3. 11.Pronomes Avançar . 16. 32. d GABARITO IMPRIMIR 19.

b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 56. 52. 57. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 43. 50. 51. b a a No texto de Machado. 48. porém.40. ele é posposto ao verbo. 55. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 49. 54. 44. 41. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano.Pronomes Avançar . a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 42. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 46. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 45. 2 53. uma atitude marcante na sua obra madura. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 47. Se.

UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. cisco de olho. b) com objetividade. UFMS “Mesmo sem fome. Nessa concepção. carvão de folhas. 3. Perder a inteligência das coisas para vê-las. 3 ed. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. A expressão mesmo sem fome muda a situação. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. o verso citado propõe que. deixando de lado o sujeito que olha. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se.” BARROS. portanto. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. Matéria de Poesias. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. até os cadarços. com fome. automatizados. personagem dos filmes de Charles Chaplin. Aprender a capinar com enxada cega.. comer as botas.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3.Noções de literatura Avançar . e Carlitos. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. UFMS O poema cita Rimbaud. e) isolar-se do resto da humanidade. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. em um filme. Manoel de. c) sofrer privações materiais. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. e) cristalina. 2. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. Rio de Janeiro/São Paulo: Record.. cozinhou as botas e as comeu. d) vaga. b) impermeável. teréns de rua e de música. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. c) recusando seu invólucro utilitário.. 1999. Mesmo sem fome. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. em favor da poesia.. Jogar pedrinhas nim moscas. O resto em Carlitos. poeta francês do século passado. moscas de pensão. c) fecunda. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. deitados de barriga. d) pelo ponto de vista do especialista. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. uma tomada de posição ante o fazer poético.

E te amo além. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFPI Dos versos 3 e 4. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. e) vida – morte. simplesmente.Noções de literatura Avançar . d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. enfim. e) o amante vive a descrever o ser amado. Vinícius de. b) o amor destrói o corpo amado. não cante O humano coração com mais verdade.. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. d) o amor se esgota no próprio desejo. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. meu amor. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.. 336.. 5. 2 4. Poesia completa e prosa.” MORAES. não cante / O humano coração com mais verdade. 1986. UFPI Na seqüência “. RJ: Nova Aguilar. 7. c) o amante dá a vida pela amada.”. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente.. c) verdade – mentira. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. Amo-te afim. Amo-te como um bicho. p. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. de um calmo amor prestante. d) vício – virtude... 6. b) a sensação de que o amor é indescritível. presente na saudade. Amo-te. b) pureza – impureza. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor.Texto para as questões 4 a 7. E de te amar assim muito e amiúde...

” (Álvares de Azevedo)..” (Gonçalves Dias). / e sem fazer esforço ou maravilha. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. d) onomatopéia modernista.. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas... “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. Cassiano.. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.... Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.... que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.Texto para as questões 8 e 9.. d) “Um dia (.” (Casimiro de Abreu). emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.” RICARDO..” (João Cabral de Melo Neto).. típico de sua poesia.. em que é perceptível um lirismo .. . 1964.) tive saudades da casa paterna e chorei...Noções de literatura Avançar .. / Minha lira também seus tons varia. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. foi quando.... As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. a outra abandonada uma nua na terra.. UFRS Leia as estrofes abaixo.. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. 3 8. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa ...... 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto.. 10.. c) reiteração expressiva.. em alguns momentos. outra no céu... fundindo-as. / Como estrelas e nuvens e mulheres. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.. e a afirmação que as segue. de Vinícius de Moraes. 9.....” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . b) vício de linguagem..... Rio de Janeiro: José Olympio. / Pela regra geral de todos seres. como acontece no verso de número ... Jeremias Sem-Chorar.

Ferreira... III. entre outros recursos poéticos. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. ( ) O poeta. ( ) No verso 8. determina o tom pessimista do texto. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. o que esta rapidamente consegue realizar.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. ( ) No verso 7. Pela análise das afirmativas. Nas águas e no luar! (. III e IV c) II e IV 12. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. em muito mais tempo que a natureza. O medo da rejeição amorosa. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. pelo poema Rosa do Povo. II.11. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR.Noções de literatura Avançar . Toda poesia. IV. julgue os itens a seguir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com que se inaugura a poesia moderna brasileira. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. I. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. nos versos 14 e 15. sobre o texto. Das aves no sentimento. tema reincidente na poesia romântica. II. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo.

Ele caiu no chão. v. com o barulho do tiro. Rubem. por Lúcia Helena. vou de branco pela rua cinzenta. Eu disse. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. o pedinte. Feliz ano novo. Tomás Antônio. maus poemas. surgiu inesperadamente.) 5 14. que foi cobrindo a sua face. ‘Só tenho o senhor no mundo. 1997. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. Inferno. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. o rosto fixo virado para o meu. Carlos Drummond de.” GONZAGA. Fui na direção da minha casa. ele me acompanhando. Melancolias. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. 24. 114. p. ou da minada serra. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. o tempo não chegou de completa justiça. Fechei a porta. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. 85-6. Marília. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Questões de 13 a 17.” GABARITO ANDRADE. 15. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. implacável. Rio de Janeiro: Agir. Introdução: Para responder a essas questões. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. me vigiando curioso. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. Org. forte e ameaçador. ed. O tempo é ainda de fezes. ‘espere aqui’. enquanto caminhávamos. ou dos cercos dos rios caudalosos. só tenho o senhor no mundo’. alucinações e espera. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. Devo seguir até o enjôo? Posso. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. In: Tomás Antônio Gonzaga. Uneb-BA “Tu não verás. por parte do sujeito poético. em face de um mundo conturbado. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. desconfiado. Ele era mais alto do que eu. 1997. 90. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. 13. então vi que era um menino franzino.” FONSECA. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. 1985. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. 36. ou se falou eu não ouvi. São Paulo: Companhia das Letras. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. de espinhas no rosto. Em seguida. sem armas. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. não faça isso de novo comigo. Voltei. pelo autor). Rio de Janeiro São Paulo: Record. ed. esta é a última vez. In: Antologia poética (Org. (Nossos Clássicos. doutor. Não acabou de falar.Noções de literatura Avançar . 2. estou precisando de um dinheiro. p. a) Sentimento de angústia. até que chegamos na minha casa. fui ao meu quarto. conseguia esconder. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. mercadorias espreitam-me. p.

gestos. “(. frases autênticas. exponho o que notei. Com base no texto abaixo.. como contavam a de seu pai. Jorge.. tintos de luz. porém. exponho o que notei. Clarice. porém. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se.. São Paulo: Record.) Nesta reconstituição de fatos velhos. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade.. E se esmoreceram. Laços e família: contos. Graciliano. Outros devem possuir lembranças diversas.Noções de literatura Avançar . p.” 6 LISPECTOR. 18. 17. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. durante o Estado Novo.. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. E Catarina? Catarina olhava a mãe. relatada pelo narrador.. Se ele existisse. a bolsa. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa.. ela ajeitava depressa as malas. o deus da bexiga. A negra se levantou. Certamente me irão fazer falta. num pátio branco. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. a forma dos montes verdes. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas.. cresceram. 111. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido.16. UERJ Por causa da perda das anotações. ed. p. 19. recomeçou a mãe. Outras. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. Rio de Janeiro: Record. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. (. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade.. conservaram-se. gemidos. Rio. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. ed. (. 79. em manhã de bruma. 1982. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. a cor das folhas que tombavam das árvores. é possível depreender. Memórias do cárcere. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada... da leitura do texto. responda às questões de números 18 a 20. associaram-se. e a mãe olhava a filha. Capitães da areia. Ao longe. 85. 1996. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. Um homem comprou cocada. gritos. Lutar pelo direito. o que julgo ter notado..)” GABARITO RAMOS. cresceram. pelo menos imagino que valiam pouco. e é inevitável mencioná-las. Não as contesto. conservaram-se. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: José Olympio. 12.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Ah! ah!. A tarde caía. E os guindastes rodavam ruidosamente. 1984. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis.. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. associaram-se. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. neste esmiuçamento. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. de repente envelhecida e pobre. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. As luzes se acenderam de repente.” AMADO.

e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. de Cláudio Manuel da Costa.20. mais se apura. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. a pedra. penhas. c) o sujeito lírico. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. Onde há mais resistência. que amor tirano. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo.” 7 21. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. um peito sem dureza! Amor.F. dirige-se aos penhascos. Que não me foi bastante a fortaleza. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. 22.Noções de literatura Avançar . U. pois é tão duro quanto elas. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. Temei. a presença de antítese. e) rima e versos decassílabos. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. que é a exaltação dos penhascos. nos versos 12. narrador e personagem principal. A partir dessa definição.F. b) nota-se. que representa seu berço. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) os versos dos tercetos em redondilha maior. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. um elemento típico da paisagem mineira. que ostentais a condição mais dura. pois é tão duro e resistente quanto eles. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. U. Santa Maria-RS Nesse poema. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. A que dava ocasião minha brandura. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. temei. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. 13 e 14. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. nos versos 9 e 11. b) identidade de nome entre autor. a exemplo do livro de Graciliano Ramos.

E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos.Noções de literatura Avançar . UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. julgue os itens das questões de 23 a 26. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. 10. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. E a donzela ideal nos róseos lábios. me enlanguece a fronte. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. Bernardes e Schiavon. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. Vol. 24. Álvares de Azevedo apresenta. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade.. a figura feminina se constrói entre dois pólos. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. A minha vida Se esgota em ilusões. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos.. 1997. exemplo da tendência mórbida desse movimento. ( ) No texto I. nesse texto.Lira dos Vinte Anos. Voltar Língua Portuguesa . Me ateia o sangue... UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Foram sonhos contudo. Um espírito negro me desperta. In: Leandro & Leonardo.

25. IMPRIMIR 28. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. na visão do eu-lírico. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. 26. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. c) assemelha-se à “amiga”. c) A mulher.” MORAES... cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. 11. Vem. F. ( ) Neles. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. como um espelho e sua imagem. Questões de 27 a 29. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. São Paulo: Companhia das Letras. Voltar Língua Portuguesa . Católica de Salvador-BA No poema. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. F. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. ( ) Em ambos. 196. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. p. há ocorrência de inversão sintática. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. ( ) Escritos em séculos diferentes. “A Ausente Amiga. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. 9 GABARITO 27. amiga minha Em mim como no mar. Vinícius de. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. ed. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). teus seios Se enchem de leite. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer.Noções de literatura Avançar . Vem mergulhar em mim Como no mar. UFMT ( ) Quanto à métrica. ( ) Nos textos I e II. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. Amiga. aparece envolta em sensualidade e erotismo. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. Antologia Poética. UFMT ( ) No texto II. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. frases em ordem indireta... os dois poemas são decassílabos. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. 1992. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa.

também. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. d) somente I é correta. livre de rima e de métrica. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. A meninice brincou de novo nos olhos dela. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. José Olympio. O rapaz concluiu: – Antônia. F. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. I. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. A moça olhou de lado e esperou. III. 1979. como uma mancha no ermo. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. b) a lembrança de um certo namorado de infância. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. c) II e III são corretas. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. O título do poema encerra uma ironia. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. b) somente III é correta. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. e) I e II são corretas. Foi esse o início de um destino esquerdo. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. c) tenta conciliar o presente com o passado.29. II. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. você parece uma lagarta listada.” BANDEIRA. Texto para as questões 30 e 31. A moça arregalou os olhos. Manuel.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Lançando mão de um procedimento moderno. com a sua cara.. 31. fez exclamações. porque minha bisavó. você é engraçada! Você parece louca. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. ainda não me acostumei com o seu corpo. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. fresca e furta-cor.. d) busca a originalidade a qualquer preço. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. Rio. 10 30. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. a) I e III são corretas.Noções de literatura Avançar . – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano.

não se mostra tão conformada como a avó.”. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto.. são respectivamente: hipérbole. ‘destino esquerdo’. levantando a voz como se nascesse rei”. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. e o bando de filhos seus primeiros súditos. ( ) A personagem demonstra que. a elipse do verbo ser. com enormes riscos de ouro. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. continuava a ser uma pessoa vaidosa. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. metáfora e prosopopéia. levantando a voz como se nascesse rei. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. é correto afirmar que. a personagem. apesar de trabalhar muito. U. ( ) “. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto.32..” considerando-se o contexto. marcado por expressões como “. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e.. obrigatoriamente. U.. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento.Noções de literatura Avançar .”.. e o indireto livre. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa.. de acordo com as normas da língua padrão... cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela.. sovar o dia do marido que vem chegando.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. na terceira pessoa do singular. 33.. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. porque me secaram as tetas. portanto.” ( ) Na frase “. que ainda demonstra sua submissão ao homem... Caso o verbo estivesse presente deveria.”. fresca e furta-cor. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. ( ) Em “.” Percebe-se nessa frase.. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.. é correto afirmar que a personagem. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. claramente. Católica-GO ( ) No texto. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora.... ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa.. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) De acordo com o texto.

p. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. na mente.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais.. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. os ninhos e a hera. / Aroma de argental caçoula. dor no cotovelo e tu. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. a folha e o inseto.. que me livre de vez desses poemas. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra... não há remate. E eu quero? É Sísifo o meu modelo.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. – na face / De anjo morto. José. Voltar Língua Portuguesa . pela intensidade do sentimento do eu poético. c) é dramático. (sororal) vibrante como um sino. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo.34. entre sombras. azul em fora. com que ânsia. U. d) é lírico. a flor e a fera. a manhã nasce. Língua vernácula entre os dentes. / Pérolas vivas. majestosamente. Vitória: Cultural. 1998.” ( ) “O luar. / É transparente. c) é literário.. com exceção de: a) é literário. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. predominantemente. e me livre de ti em paralelo. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. merda. pois não é prosa nem poesia. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. IMPRIMIR 36. vulgares.. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. / A noite no alto-mar anima as ondas. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. é leve. no olhar sobredivino.I. a pedra e o tronco. sonora barcarola.. In: Muito Soneto por nada. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. ao suplício.. é branco..” NEVES. pela linguagem coloquial e referencial. Reinaldo Santos. GABARITO 35. F. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. de outro poema preto em verso branco. construído em prosa poética. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. // Nasce a manhã. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. e) é um misto de literário e não literário. ( ) “Tudo. um poema épico. Tem cheiro a luz. ou por outra. / Que o sol filtrando em luz esteve. F. à tarefa. b) não é literário. d) não é literário. b) é narrativo. e) não é um soneto. próprio do texto contemporâneo. decassílabos. pela presença de termos chulos.I. um soneto de versos.” ( ) “Ela vem.. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. // Como lençóis claros de neve. – o ar e o chão. na voz.Noções de literatura Avançar . 58. / Azul. as nereidas frias. / A água e o reptil. a luz tem cheiro.

( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. b) Apenas II. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica.” Da Costa e Silva. em comum. E ringindo e rangendo. a rígida moenda. permitem uma dupla leitura.. d) Apenas II e III.8 ) e o pronome “você” (v. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. Vive como a expiar uma culpa tremenda.)” Caetano Veloso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I.37. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. Quais estão corretas? a) Apenas I. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (.. é o assunto desse poema. causar. III. Nos versos selecionados. a sonoridade da moenda a trabalhar. respectivamente. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. rouquenha.)” Chico Buarque de Holanda. Ringe e range. da canção de Caetano.. As duas canções apresentam. O engenho de madeira a gemer e a chorar. o mal que vai. c) Apenas I e II. II. julgue os itens a seguir. 9). Poemas. dessa atividade extrativa vegetal. repetições e paralelismos. II e III. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. I. 38. principalmente. À luz quente do sol e à fria luz do luar.. quanto ao significado e à função sintática.Noções de literatura Avançar . 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. em que a economia brasileira dependia. talvez.. com a repetição de recursos poéticos.7). O verbo “como” (v. II.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. a dor.. Considerando o poema acima. como rimas. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v.

Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. eu cresço logo. Em filosofias tropeço e caio. quis vestir-me. 18 ed. que bom passar a mão no som da percalina. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. Meu filho.” ANDRADE. somente minha. Memórias Póstumas de Brás Cubas. porém. Depois. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. São Paulo: Ática. Compra assim mesmo. cavalgo de novo meu verde livro. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Chega cheirando a papel novo. Carlos Drummond de. Reunião. a torná-la.” ASSIS. p.672-673. 1983. verde. “Biblioteca verde Papai.. Evidentemente. Mas leio. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. em cavalarias me perco. ( ) Sublimação do amor.39. o que não saberei nunca. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. é livro demais para uma criança. Agora não. em contos. pensava eu. começava a despi-la. Como te devoro. É em percalina verde. 1992. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. 96. – torná-la minha. consultei o relógio. O que saberei. não. Fica quieto. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. o colo de leite. esse cristal de fluida transparência: verde. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa .. ( ) Ser humano revelado como contraditório. mata de pinheiros toda verde. era dar prova de fraqueza. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. e sair. U. com os seus magníficos braços nus. (Orgulho. p. reclinada no camarote. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro.Noções de literatura Avançar . Quando crescer eu compro. com vestido soberbo que havia de ter. Agora não. os cabelos postos em à maneira do tempo. demais. Papai me compra agora. compra. – não sei se mais bela. – braços que eram meus. verde pastagem. Não podendo dormir. Sou o mais rico menino destas redondezas. Virgília começava a aborrecer-se de mim. Antes de ler. Via-a assim. pai. Amanhã começo a ler. Tenho de ler tudo. leio. poemas me vejo viver. unicamente minha. Rio de Janeiro. eu vou comprar. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. menino. disposto a esquecê-la e a matá-la. medievo. menos luzidios que os olhos dela. Compra. que chegaria tarde. Julguei. as demais. atirei-me a ler e escrever. Machado de. compra. inveja de mim mesmo. – fascinando os olhos de todos. se mais natural. e doía-me que a vissem outros. só 24 volumes. e os brilhantes. a pôr de lado as jóias e sedas. José Olympio. Via-a dali mesmo.

b) das construções com uso de vocativos. -v.” -v. 29-32. 14-15. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz.F.) Como te devoro. ou uma pastoral. por outro lado. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. ‘Anda lá. a não ser que ambos formem duas metades de um só. b) “Antes de ler. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora.E.. 42. se eu fosse padre. torna-se também culpada pelo destino dele.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. ou antes porei dois. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. tenente e imperador. b) Machado de Assis culpa as mulheres. -v. 43. mas a culpa é do vosso sexo. como me recomendara tio Cosme. ou uma encíclica47. 17-18. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro.40. d) “(. Um só ponho. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. c) da predominância de orações coordenadas. se papa. e tio Cosme.. c) “cristal/ de fluida transparência” -v.Noções de literatura Avançar . dona leitora. U. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. e no menor número de palavras. não só a sua vocação. 6-7. verde pastagem. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. -v. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. Tudo isto é obscuro. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. como era seu sonho de adolescência. pai eu cresço logo.” -v. dirigindo-se a uma leitora que. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. 4-5. d) “verde pastagem” -v. b) “coleção/ de Obras Célebres. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. se bispo. por ter sido escritor de romances. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. 19. meu rapaz. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. como também o enredo da narrativa. está na biblioteca em verde murmúrio”. Não fosse ele. A leitura não está unicamente inscrita no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 25. o que não saberei nunca.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. d) do emprego de verbos no modo imperativo. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. Até lá os sonhos perseguiam-me. (N. por tê-lo induzido a casar cedo. que bom passar a mão no som da percalina. 25-26. 10-11. 25-26. porque um nasceu de outro. O que saberei. e) “Amanhã começo a ler. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. 41. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. Agora não”. ainda acordado. nesse caso. -v. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. todos os destinos estão neste século. esse cristal”.

no verso 21. no verso 17. da seguinte forma: primeira estrofe. ( ) Ao longo do poema. na cidade? A máquina o fará por nós. quarta e quinta. segunda. imaginar? A máquina o fará por nós. 1972. a “labutar no campo. imaginar”. INL. Por que labutar no campo.) nesta acepção: reza da capoeira. a “fazer um poema” e. a “subir a escada de Jacó”. desvela a ironia com que se estrutura o poema. na forma como se apresenta. Bras. digestivo e respiratório. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. Ó máquina. ou conversa longa e fastidiosa. no verso 15. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. lengalenga. no verso 19.1. Cassiano. litania) S. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. no último verso. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. Rio de Janeiro: José Olympio. 45. sistemas motor. que aparece várias vezes no poema. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. (Sin.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. terceira. Por que pensar. e o texto III. julgue os itens que se seguem. ( ) Como obra poética. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. ócio dourado. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. a “pensar. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. (ant.” RICARDO.Noções de literatura Avançar . p. pelo lat. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. em um contexto de capoeira. os músculos. discurso. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. 85-6. sistema neurovegetativo. julgue os itens seguintes. narração. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. Fig. ( ) Esse poema. os ossos? A automação. sistema circulatório. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece.f. O cérebro eletrônico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UnB-DF Acerca das idéias do texto.)” Considerando o verbete acima. na cidade”. cantilena. Cap. sistema lingüístico. refere-se. uma oração. orai por nós. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. ( ) O pronome “o”. corresponde. 2. ( ) A voz do poeta. Seleta em prosa e verso. Relação.

já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. Antônio Carlos Jobim. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem.Noções de literatura Avançar . d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. que descreve a paisagem. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. brasileiro. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. Vem cá. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. os costumes e tradições do indianismo.. U. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset.” Antônio Carlos Jobim. a fauna e flora.. c) O autor. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. percebendo-se a sua influência ainda hoje. então. a canção que eu fiz pra te esquecer. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. conseqüentemente. agora. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda.46. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. lento um trovador cheio de estrelas escuta. no silêncio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. estejam presos ou soltos. que não são artistas nem artesãos. tais gaiolas vão penduradas nos muros. se ouve palpitar um bicho. em nenhum momento. dentro das quais. em série.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. 324-6.Noções de literatura Avançar . com voz de pássaro rouco. se pássaros. trabalho rotina. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. a saltação que ela guarda. 18 e de pássaro cantor. outras vezes. Umas vezes. 2 O que eles cantam. impessoal. Voltar Língua Portuguesa . mais privadas. não assinado. p. mais perto estão das gaiolas ao menos. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. vão num bolso. num dos pulsos. 1994. Assim. Obra completa. e nunca. pelo tamanho e quebradiço da forma. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho.” NETO. Se são jaulas não é certo. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. como em jaula. João Cabral de Melo.

( ) A linguagem é poética. É tão claro! – e turva tudo: honra. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. folha. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. “gaiolas”. Romance II. rotineira. por ser átona. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. ( ) Na interpretação de poemas. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre.47. UnB-DF Em relação ao texto.Noções de literatura Avançar . amor e pensamento. julgue os itens que se seguem. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. “canto”. torna-se pó. a produção pessoal versus produção impessoal. julgue os itens seguintes. o povo. ( ) No primeiro verso do poema. De seu calmo esconderijo. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. o ouro vem. UnB-DF Ainda em relação ao texto. barra. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. “jaulas”. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. em função de seu assunto e da linguagem despojada. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. “cantando”.” MEIRELES. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. Cecília. produção variada. prestígio. considerando-se o número de sílabas em cada verso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 48. poder. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso).. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. criativa versus produção em série. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. 49. Assim. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. dócil e ingênuo. na sexta estrofe. infinitas galerias penetram morros profundos. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. em ordem direta. quer dizer.. engenho. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos.

e) da beleza dos substantivos saudosistas. Ferreira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ando a pé.Noções de literatura Avançar . povo solidário e unido. 20 GABARITO 50. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. U. d) da força dos verbos. Toda Poesia. casado. c) da construção de versos livres. reservista. c) não nos desesperarmos. p. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. b) do efeito dos adjetivos. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. amigo. de ônibus. e não vejo na vida. o autor não se utiliza: a) de comparações. do dia-a-dia. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. Rio de Janeiro. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. de táxi. Civilização Brasileira. 1987. e) sermos gente.” GULLAR.Texto para as questões 50 e 51. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. 229. U. maior. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. b) vermos algum sentido na vida. 51. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. nenhum sentido.

Obra poética. profundamente interiorizado.52. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. A arte pode ser “inverossímil”. U. Rio de Janeiro. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. conseqüentemente. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. 04. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. 01. Dê. Há. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. pela incomunicabilidade e. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. ou seja. a soma das alternativas corretas. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .E. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. Nos dois primeiros versos. uma por uma: porém minha alma sabe mais. portanto. portanto. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. Falai! que estou distante e distraída. e o da interioridade. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. o delírio. 02. trata-o com desdém. Falai! meu mundo é feito de outra vida. Nova Aguilar. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. Cecília. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. a perda da percepção dos limites da realidade. por vezes. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. Talvez nós não sejamos nós. no poema. Isso porque. Pode-se dizer que. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. no poema. com meu tédio sem voz. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. ela se permite dizer “inverdades”. nesse poema. 256. 16. 32. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. 08.” MEIRELES. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. como resposta. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. 1977. O último verso indica. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas.Noções de literatura Avançar . “Interpretação As palavras aí estão. p. a existência de dois universos: o da exterioridade. Percebe-se.

In: Contos pesados. explicou. Abriu uma gaveta. então.. moço. vesga. à missa. enchendo-se de coragem. Magro.. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. e neste caso Maria do Carmo. desdobrou-o. Aqui se estrepou. com a pulga atrás da orelha. — Oh. como sabe. bastava esse movimento de peão.Noções de literatura Avançar . bilhetinho perfumado. mas o amor. O velho fechou de novo a carranca. Depois. e neste caso Laurinha. nem tufos de cabelos no nariz. com o Acorda. entretanto. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. Laurinha. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. minha mulher ou a preta. – nunca. por instinto. e eu. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. 1940. da terceira pessoa – de quem se fala.. — . fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. manca da perna esquerda e um tanto aluada. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. Abriu os olhos e a boca. Salvo se declara amor à minha mulher!. O escrevente ressuscitou. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. — Os pronomes. — .. Escrevente. voltando-se para dentro.. Toda a gente lhe tinha um vago medo. Para abrir o jogo. roupa nova. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. vencido. Negrinha e O macaco que se fez homem. Escolha!” LOBATO. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. Apesar disso. São Paulo: Editora Nacional. Escolha! O escrevente. — Sei onde trago o meu nariz. Triburtino não era homem de brincadeiras. Silenciaram ambos. tornando a si. não receia sobrecenhos enfarruscados. Monteiro. Escrevera nesse bilhetinho. num pasmo.. não permitirei nunca. mandou chamá-lo à sua presença. o coronel trancou o escritório. ou à preta Luzia... e a do Carmo. Ora. Parou. Vinte e três anos. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela.. Depois.. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. nos dias de folga. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. então nos dezessete. são três: da primeira pessoa – quem fala. a serenata fatal à esquina. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. do escrevente. a tremer. quer o coronel dizer. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. histérica. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. Depois. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. balbuciou medrosa confirmação.. em pausa de tragédia. batendo-lhe no ombro paternalmente. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. donzela.. Ar um tanto palerma. Namoro à moda velha. — Laurinha. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. Mal o pilhou portas aquém. o moço veio um tanto ressabiado. encalhe da família. Depois. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. troca de olhares. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. minha filha e tem a audácia de o declarar. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo.. corrigiu o erro. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões.. moço. apenas quatro palavras.. Encontros na igreja. Por fim o coronel.. seu chefe natural. Pois agora. apesar da distância hierárquica que os separava. depois de três dias de sobrecenho carregado.. madurota. O escrevente. o qual tinha duas. já se vê. da segunda pessoa – a quem se fala.. Urupês. e neste caso vassuncê. sondando uma retirada estratégica.. — Nada de frases. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas.. com bastante sucesso.. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. Ama.... essa. Não lhe erravam os pressentimentos. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. que é mais forte que a morte. cozinheira. coronel. O Colocador de pronomes. . derrubou a cabeça. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara.

Vinte e três anos.. b) o eu poético se dirige a Deus. UFMT ( ) No trecho Escrevente. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. Ar um tanto palerma. Voltar Língua Portuguesa . c) o eu poético fala de um estado de sofrimento.53. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. Magro.Noções de literatura Avançar . ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. sar. 23 55. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. 56. e vive um só instante. 54. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico.. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. produzindo formas como ingreis.. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. Senhor meu Deus. há um exemplo de metonímia. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. parma. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. GABARITO 57. com o intuito de criar uma escrita brasileira. interrompendo o fluxo da narrativa. em ambos os trechos. mas cordial e receptivo a bajulações. craru. “Meu Deus. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. ( ) Nessa narrativa. Teus filhos que choram tão grande mudança. ambas dicionarizadas. é casar!” . a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido.. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ( ) Na narrativa. e. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. é incorreto afirmar que.

Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . metaforizando tal passagem com a morte. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. “Está tudo muito bem. Rio de Janeiro. ô mulher. b) Escrito em versos alexandrinos. através da repetição de alguns versos. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. Farsa da Boa Preguiça. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. destacando.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. para a criação de personagens. e) São versos dodecassílabos. 60. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis.58. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. 59. o poema a seguir. estou muito esperançado Mas. deitado!” GABARITO SUASSANA. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. entre outras tantas letras para suas músicas. Ariano. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. que eu estou no banco. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. José Olympio. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. pessoal. o operário da construção civil consegue. d) O início de alguns versos se repete. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. de que as personagens pertencem à elite burguesa. U.Noções de literatura Avançar . c) O amor. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. nos últimos instantes de sua vida. d) Enredo. enquanto não aparece negócio. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. com severa crítica social. e a poesia. ( ) Há indicações. 1979. fatos passíveis de serem verdade. no texto. isto é. tornar seu mundo musical leve. traz meu lençol. também musicado. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59.F.

que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. U. ao rival de Jatir. Poesia. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor.Noções de literatura Avançar . melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. não mais.. no poema. movendo as folhas. Também meu coração. há pouco. Gonçalves.F.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. Agir. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. como estas flores. Já nos cimos do bosque rumoreja. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. como estas preces. Jatir. à pessoa amada. brilham estrelas. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Do tamarindo a flor abriu-se. não desempenha nenhuma função específica. o verso 20. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. Rio de Janeiro. Correm perfumes no correr da brisa. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. o verso 27.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Onde o frouxo luar brinca entre flores. No silêncio da noite o bosque exala. e) A natureza. que não chega. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.61. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Já solta o bogari mais doce aroma. Brilha a lua no céu.

De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. Logo que lançar o aborto. disse-lhe: — Perdes uma irmã. Paulo. fica-te um pai. Ana. exemplificando assim um caso de próclise. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. Maria. lhe servirás de pai. Maria. e abandonar-me só neste mundo. “Apenas o médico saiu. à tua irmã. já não existe. — Queres acompanhar teu filho. — Para aliviá-la do seu incômodo.”. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. ficará inteiramente boa. Pela manhã. Ama-o por ele. que não poderia amá-la. Maria. promete-me que se ela não for tua mulher. e abandonar-me só neste mundo.”. minha amiga! Quando ficares boa. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. UEGO Assinale V. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica.. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. À noite declarou-se a febre. porque ele era mais teu do que meu. e abraçando a irmã.. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes.. o teu.. Paulo. de José Alencar. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. viram finar-se gradualmente uma vida querida. — Iremos juntos!. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. desde o primeiro dia em que nos encontramos. voou pelo aposento. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. — O remédio de que eu preciso é o da religião. Paulo. e a mim. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças.. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias.. na cruel agonia que só compreendem aqueles. Sua mãe lhe servirá de túmulo.. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. Quero confessar-me. promete-me que se ela não for tua mulher. impelido com violência. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. ajoelhados à borda de um leito. para as afirmações verdadeiras.. sejam elas virgens ainda.. “A febre lavrava com intensidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . — Lançar!. uma febre intensa que a fez delirar.. que nenhum efeito produziu.. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. lhe servirás de pai.. e F. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. e sempre mais graves. não engana.” Neste período. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. Nosso filho. por ti e por mim.. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito.Noções de literatura Avançar . mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. depois de um sono curto e agitado. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”.” 26 GABARITO 62. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. Nesse texto em foco. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . os termos grifados exemplificam metáforas.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”.

Naziazeno não quer café. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. relanceia-os lentamente pela janela. p. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. injustiça ou grosseria dos homens. não necessita ‘estar em dia’. não tinham. em forma de faturas. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. pois. uma acusação contra si mesmo. sem interromper a conferência das contas. que penetra na mente da personagem.. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. Ele se dirige para a sua carteira. São ‘notas’ de consumo de materiais. quando. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões.. julgue os seguintes itens. não era raro vir-lhe um remorso. ver se as operações de cálculo estão certas. Dyonelio. Faz cálculos. lembranças.Noções de literatura Avançar .. O datilógrafo. uma preterição. que este é custeado pelos funcionários. quando tem já um grupo de contas respeitável. embora seja o protagonista. mas por sua mediocridade. É preciso antes submetê-los a uma conferência. nesses momentos. Ambos muito quietos.. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos.. 12ª ed. Os ratos. Não tarda. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’.. pequena. Depois. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. É um serviço que faz há muito tempo. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. quadros risonhos. O primeiro escriturário confere contas. Era então uma simples contrariedade a esquecer.. sentimentos e sensações.. Na sala.. há sempre multiplicações e adições a fazer. lê um livro.. seu anonimato e sua alienação. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. depois então ‘lançá-las’ com capricho. É preciso classificar as notas. seu valor ou sua magnanimidade. quando não está ‘batendo’. ( ) Pelo texto apresentado. decifrando-lhe pensamentos. 27 De acordo com o texto acima. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo.. porém.63. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. aberto dentro da gavetinha ao lado. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . calcular. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. Custa um tostão. bate muitos carimbos. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. usa tinta encarnada. 1992. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. Dispõe de grande prática. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. emperrados. não. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. O serviço. não exige pressa. Mesmo assim. São Paulo: Ática.. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. 26-7. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. Já tomou um há pouco.” MACHADO. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho.

42. 14. 12. 46. 40. 38. 17. 39. 51. 21. 60. 56. 13. 41. 45. 63. 28. 36. 26. 7. 15. 3. 52. 61. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 20. 47. 4. 27. 35. 37. 22. 24. 58. 23.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 16. 53. 9. 49. 44. 48. 50. 31. 29. 2. 59. 33. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 30. 57. 25. 62. 19. 55. 5. 10. 34.Noções de literatura Avançar . 43. 18. 6. 8. 11. 54.

“E uma daquelas moças era toda tingida (. CASTRO. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. que a muitas mulheres de nossa terra.. pela manhã. e) II e III. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. d) I e II.. U. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. 3. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado.” – Submissão religiosa.” – Difusão do cristianismo. diante de nós. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1 2. “Aqueles outros. 87. b) II. por ele chefiada. chamava alguns para que viessem até ali. c) III.) tão graciosa.” – Visão paradisíaca. III. “No domingo de Páscoa.” – Interesse mercantil. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. Ninguém não lhe deve falar de rijo. 08.. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. em 1549. 64.Literatura no período colonial Avançar . 1997. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. de muito bons palmitos. por ser gente que ninguém entende. 88 e 96.. GABARITO Dê. Porto Alegre: L & PM. Sílvio. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. 02. vendo-lhes tais feições. 32. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. intenção catequética e informação sobre a terra. 85. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. Ao longo dele há muitas palmeiras. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. 16. E aquele de quem falei antes.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. do que eles dariam se os levassem. a soma das alternativas corretas. p. com medo do cevadoiro. como pardais. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. 83. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. não muito altas. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. porque desejávamos saber se o havia na terra. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. 04. II. que estiveram sempre presentes à pregação. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. como resposta. relato de viagem e pregação religiosa. Colhemos e comemos muitos deles.

b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. com as dificuldades e os sucessos. que é muda a boca esfaimada. Décimas. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. 6. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. Voltar Língua Portuguesa . que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. São Paulo: Círculo do Livro. distribuídas em períodos diversos. a carne. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. c) constituem obras do mesmo gênero. o lastro que traz de areia. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. e se a Câmara olha e ri. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. que entrando co’a vela cheia. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. ( ) Parte da obra do Pe. ( ) Na época colonial. In: Poemas escolhidos. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões.Literatura no período colonial Avançar . s/d. o perdão divino. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. uns dão a culpa total à Câmara. o peixe. Mas ao mesmo tempo. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. junto à natureza. os feijões. A fome me tem já mudo. e) constituem obras de gêneros diferentes. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. mas se a frota não traz nada. porque anda farta até aqui. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. é coisa que me não toca: Ponto em boca.” MATOS. buscar a espiritualidade. 5.4. Gregório de. ao mesmo tempo. p. da reação do povo faminto. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. Unifor-CE No período colonial. outra parte se destaca desse conjunto. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. produzidas no século XVII. declarando daí: “Ponto em boca”. plena de inversões e de figuras. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. ( ) Na poesia arcádica observa-se. apesar da linguagem rebuscada. 46-7. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. e) O temor. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. por parte do sujeito poético. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. o andamento e as condições da obra de catequese. 7.

( ) A dor daquele que.8. IV. ou seja. E morra. e tanto cresce. como estátuas da soberba e da tirania. e) I e III. os senhores em pé apontando para o açoite. quando menos confessado. os escravos despidos e nus. Quando não me aproveita a pena minha. os senhores banqueteando. Pe. sem ver. Salvador-BA “Porque não conhecia. os escravos muitos. Salvador: Janaína. 2. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. v.Literatura no período colonial Avançar . o bem. Confesse. 58. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. dirige-se o poeta à sua amada Babu. 10. e não quis. c) barroco. II. O envolvimento político do jesuíta. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. 1981. que me embaça: Se cresce contra mim. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. alta desgraça. os escravos carregados de ferros. 9. o estilo: a) barroco. os senhores rompendo galas. Suspiro agora em vão. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. Pague no mal presente o bem passado. os escravos perecendo à fome. por ignorância. Vim sem considerar. b) neoclássico. In: AMORA. A presença de um grande número de antíteses. que passo. 3 De acordo com o texto. e) neoclássico. c) II e III. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. GABARITO No texto. Sermões. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. Babu. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. b) III e IV. Deixei como ignorante o bem. viver gozando. alta ventura. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. o que lograva. os senhores nadando em ouro e prata. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . org. o que convinha. Gregório de. que possuía. aonde vinha. Que quem errou. Padeça agora. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. e morra suspirando O mal. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. “alta desgraça” / “alta ventura”). procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. que esta pena merecia. São Paulo: Cultrix.” VIEIRA. que tinha. III. p. U. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. Antônio. ed. In: Obras completas de Gregório de Matos. ou pouco amava. Que quem podia.” MATOS. os senhores tratando-os como brutos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos.” Na estrofe acima. p. o que deixava. Deixei sem atender. Sermão vigésimo sétimo. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. o que gozava. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. Ou entendia pouco. 1015. d) barroco. d) I e IV. s/d. IV. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. Se cresce para mim. Soneto. Antônio Soares.

Por mais que a fama a exalta. U. desenvolve-se em pares de estrofes.Literatura no período colonial Avançar . O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. enquanto o conteúdo. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. 08. Verdade Honra Vergonha. Usura. MENDES. que estima por cabedal Pretos. nos tercetos. procura. financeiros e étnicos. Dê..)” Pretos Mestiços Mulatos. 12. p. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio.11. c) antecipação da estética do Romantismo. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. 04. 64. inicialmente abordando aspectos éticos. d) simplicidade clássica. ameaçando sua própria posição. como resposta. é marcado. e sandeu. As respostas. tanto no aspecto formal quanto ideológico. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. ao longo do poema. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. com fatos e comentário. Honra. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. Ambição. Vergonha. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. Numa cidade onde falta Verdade. Senhora Dona Bahia. Mestiços. nesse contexto. Salvador: EDUFBA. que não sabe que o perdeu Negócio. O ritmo do poema. 16. Negócio Ambição Usura. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. 1998. a soma das alternativas corretas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e sandeu”. Pretos. por rimas internas. que então viviam na cidade de Salvador. Cleise Furtado. em cada verso. 32. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. 02. 54. (.. Mulatos. nos tercetos. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. A expressão “povo néscio. dou ao demo a gente asnal. Poesia satírica de Gregório de Matos.

a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. b) I e II. 15. Nise adorada não sabe inda. d) I. b) barroca.Literatura no período colonial Avançar . vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. sufocando do sol a face pura. a amada representada por uma pastora. II e III. e) I. 16. somente. somente. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. II. c) III e IV. U. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. que suave. que sonora. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. III. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. somente. A natureza é descrita de forma objetiva. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. II e II. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. Voltar Língua Portuguesa . tinha escondido a chama brilhadora. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. d) II e III. e às vezes. IV. Nise. III. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. c) I e III. que é o gozo do tempo presente. que coisa é alegria. Potiguar-RN “Já rompe.13. E a suavidade do prazer trocada. no espaço de uma natureza amena. por te não ver. os meus montados São esses. que aí vês. e) II. Na obra de Gregório de Matos. não te nego. O último verso apresenta uma hipérbole. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. em Marília de Dirceu. somente.” COSTA. com que a noite escura. Que alegre. d) simbolista. b) lírica barroca de Gregório de Matos. UFSE “Sou pastor. 14. A carta de Caminha. e) épica de Basílio da Gama. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. c) romântica. a matutina aurora o negro manto. III e IV. b) II e III. tanto mais aborrece a luz do dia. afirma-se: I. II. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. Cláudio Manuel da. Está correto o que afirma em: a) I.

d 4. b 14. c 2. V – F – V – F – F – F – V 9. F – V – V – F – V 7.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 13. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Literatura no período colonial Avançar . d 15. d 11. c 16. 58 12. d 6. c 10. d 8. 62 3. b 5.

dar-se-á nela tudo. sem cobertura alguma. seriam logo cristãos. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. E. Senhor. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. Beijo as mãos de Vossa Alteza.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . Andam nus. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Esta terra. julgue os itens abaixo. sexta-feira. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. A carta de Pero Vaz de Caminha. nem prata. que nos parecia muito longa. infindas. nem qualquer outra alimária. nem criam. p. E em tal maneira é graciosa que. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. se algum pouco me alonguei. da vossa Ilha de Vera Cruz. que nesta navegação agora se achou. que a terra e as árvores de si lançam. o melhor que eu puder. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer.” CORTESÃO. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Quinhentismo. nem ovelha. como os de Entre-Doiro-e-Minho. Q U IN H E N T IS M O . a estender olhos. primeiro dia de maio de 1500. Águas são muitas. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. não têm nem entendem em nenhuma crença. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. porque. nem vaca. e dessa semente e fruitos. Ela me perdoe. que costumada seja ao viver dos homens. Pero Vaz de Caminha. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. por bem das águas que tem. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Nem comem senão desse inhame. delas vermelhas. mo fez pôr assim pelo miúdo. Deste Porto Seguro. nem galinha. se homem os entendesse e eles a nós. Pelo sertão nos pareceu. bem feitos. não podíamos ver senão terra com arvoredos. até agora. hoje esquecidos. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. De ponta a ponta. Nela. nem coisa alguma de metal ou ferro. por conter elementos da função poética da linguagem. muito chã e muito formosa. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. Coleção Clássicos e Contemporâneos. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. de que nós deste porto houvemos vista. também. Parece-me gente de tal inocência que. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. ( ) Segundo Caminha. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. maneira de avermelhados. de bons rostos e bons narizes. 1 GABARITO 1. 199-241. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. Eles não lavram. vista do mar. Porém a terra em si é de muito bons ares. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. delas brancas. assim frios e temperados. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. hoje. Tem. Não há aqui boi. nalgumas partes. querendo-a aproveitar. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. grandes barreiras. Jaime. com quanto trigo e legumes comemos. não pudemos saber que haja ouro. segundo parece. A feição deles é serem pardos. E nesta maneira. muito grande. que aqui há muito. Senhor. porque eles. é tudo praia-palma. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. nem cabra. ao longo do mar. nem lho vimos.

d) O asno corresponde a Pero Marques.Humanismo. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. substitui o propósito de edificação espiritual. Ressalta também que. pois. Barroco e Arcadismo Avançar . Quais estão corretas? a) Apenas I. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. asno que a carrega. ao julgar justos e pecadores. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. na construção da farsa. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. ( ) No nono parágrafo do texto. o que evidencia o propósito de sátira social que. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. tem poderes maiores que Deus. c) Apenas I e III. considere as seguintes afirmações. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. b) Apenas I e II. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. I. animal nobre. nesta peça. II e III. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. Quinhentismo. UnB-DF Ainda com relação ao texto. Sugere que o diabo. apesar dessa prática. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. II.2. pois legumes são sementes e trigo é fruto. para a Biologia. Voltar Língua Portuguesa . colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. guardando traços dos dois períodos. mesmo sendo estes mais bem alimentados. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. a primeira contém a segunda. mantêm-se as mesmas relações de idéias. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. 4. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. e) I. que a derruba. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. III. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. 3. de Gil Vicente. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. Além disso. de Gil Vicente. 5. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. julgue os seguintes itens. d) Apenas II e III. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio.

Texto para as questões 6 e 7. nos pareceu vista do mar. porque a estender olhos. primeiro dia de maio de 1500. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista.” 3 GABARITO 6. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. infinitas. meu genro . ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. ou outra coisa de metal ou ferro. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. dar-se-á nela tudo. ( ) Este texto.o que d’Ela receberei em muita mercê. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. o melhor fruto que dela se pode tirar. por causa das águas que tem! Contudo. da Vossa Ilha de Vera Cruz. sexta-feira. já seria uma grande dádiva. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. ( ) No entender do autor. Em tal maneira é graciosa que. que haver nela. c) Realismo. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. hoje. parece-me que. Senhor. que tinha o homem no centro de tudo. por me fazer singular mercê. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. E se a um pouco alonguei. mo fez pôr assim pelo miúdo. da ponta que mais contra o sul vimos. Senhor. até outra ponta que contra o norte vem. e) Modernismo. 8. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. AUE-DF Julgue os itens que seguem. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. Ela me perdoe. é toda a praia muito chã e muito formosa. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. tem característica oratórias. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. Águas são muitas. Quinhentismo. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Deste Porto Seguro. Pelo sertão. não podíamos ver. d) Simbolismo. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. a Ela peço que. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. parece-me que será salvar esta gente. Barroco e Arcadismo Avançar . tamanha a sua abundância na nova terra. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. ( ) A Carta. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. De ponta a ponta. ( ) Nele. umas vermelhas e outras brancas. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer.Humanismo. É pois que. e a terra de cima. b) Arcadismo. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. nem lha vimos. será tamanho. 7. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. de Pero Vaz de Caminha. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. querendo a aproveitar. até então. ( ) Para Caminha. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. de que nós deste porto houvemos vista. por se tratar de uma missiva. Beijo as mãos de Vossa Alteza. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. terra a dentro. a saber. muito grande. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras.

(. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. Maria Dorotéia.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. (Para esta questão. Teu lindo corpo bálsamo vapora.) Porém a terra em si é de muito bons ares. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. antes de tudo. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real.. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Voltar Língua Portuguesa . na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. Carnes de neve formadas. do jesuíta Fernão Cardim. c) O sujeito lírico. carece de unidade de enfoques. darse-á nela tudo. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. no texto. 11. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas.. Sobrancelhas arqueadas. bem feitos. exigida pelas convenções neoclássicas. contra o norte vem”.Humanismo. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo.). estão empregados em sentido figurado. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. ser substituída por detalhadamente. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.9. descreve sua amada. por bem das águas que tem. Quinhentismo. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. (. Andam nus. em relação à semântica e à estilística. Texto II “O seu semblante é redondo.. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. ora loiros.. Manuel da Nóbrega. uma idealização poética. e) do “Diário de Navegações”. ligado à vida do poeta. Barroco e Arcadismo Avançar . suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. de Pero Lopes de Souza. e fina. maneira de avermelhados. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. Negros e finos cabelos. caracterizado como pastor. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. ora é descrita como tendo cabelos negros. para dar a idéia do clima da nova terra. 10. ele é. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. do Pe. com o padrão poético realizado em cada composição. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. e faces cor-de-rosa. AEU-DF Julgue os itens seguintes.. sem equívoco semântico.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. estabelece-se um raciocínio analógico. sem nenhuma cobertura. o de Martim Afonso de Souza. a pastora Marília.. que são cor de neve. de bons rostos e bons narizes. Te cobre as faces.) ( ) Por “contra o sul vimos. querendo-a aproveitar. Manuel. A pastora Marília. utilize o texto das questões 6 e 7. E em tal maneira é graciosa que. escrivão do primeiro colonizador. escritas nos dois primeiros séculos. Texto III “Papoula. ou rosa delicada.

que consiste no princípio de viver o presente. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. exemplificando as tensões do seu tempo. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. é: a) V – F – F – F – F. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. e) F – F – F – V – V. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. bucólica. d) F – F – V – V – V.” GONZAGA. onde o poeta viveu. São Paulo: Scipione. pastoril. São Paulo: Scipione. legume. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Graças à minha estrela. não sou algum vaqueiro. b) V – V – V – V – F. Tomás Antonio Gonzaga. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. José de. Tomás Antonio. Marília de Dirceu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. das brancas ovelhinhas tiro o leite. José de. de tosco trato. U. dá-me vinho. é uma postura típica também dos árcades. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. Barroco e Arcadismo Avançar . “O Arcadismo. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. inspirados na frase de Horácio.F. de cima para baixo. Marília. azeite. 1999. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. assinale a alternativa incorreta. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. de que me visto.” NICOLA. Graças. In: NICOLA. tenho próprio casal e nele assisto. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. 106. 116.Humanismo. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII.p. 1999. e mais as finas lãs. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. Marília bela. dos frios gelos e dos sóis queimado. Quinhentismo. c) V – V – F – V – F. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.12. b) Os árcades. em seus poemas e sermões. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. que viva de guardar alheio gado. de expressões grosseiro. 13. 14. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. fugere urbem (“fugir da cidade”).p. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. frutas.

que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. dirigida a Inês. pelo sentimentalismo. Barroco e Arcadismo Avançar . asno que leve quero. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. eu lembro-me. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. no caso. GABARITO b) clássico-renascentista. Voltar Língua Portuguesa . Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. antes lavrador que Nero. eu quero. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas.I.. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. Viória-ES –“Ah! Peixes. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. Eu falo. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. Quinhentismo. pelo bucolismo. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. e não cavalo folão. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. Por usar de siso mero. pelas comparações. por sua religiosidade. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. c) barroco.. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. c) reconhece a grandeza do povo lusitano.Humanismo. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. estai quando quiserdes estar. 17. na passagem que narra o concílio dos deuses. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. pelo conceitismo e cultismos. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. e) romântico. antes lebre que leão. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. UFRS Assinale a alternativa correta.15. eu discordo. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. significa “bravo”. d) árcade. F. de Camões. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. No canto I. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. 16. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio.

. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. c) exaltação à terra brasileira. Cláudio Manuel da Costa 08.F. . Manuel Botelho de Oliveira Dê.. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. bem como aspirações religiosas.. sobretudo. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro.. Voltar Língua Portuguesa .. Barroco e Arcadismo Avançar ... fazendo ressaltar ... pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. e) narra. Além da literatura. e) exaltação à índia Lindóia.. no Uruguai. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. estende-se à música. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. Tomás Antônio Gonzaga 02. UFRS Assinale a alternativa incorreta... 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou.. 21. misto de missionário e colono português. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. de Basílio da Gama. ao qual imprimiu características barrocas. antes associada ao Cabo das Tormentas.. uma nova tendência... c) apesar das ameaças do gigante. escultura e arquitetura da época. Gregório de Matos 16. a soma das alternativas corretas.Humanismo. os navegantes prosseguem. 19.. Quinhentismo. 22... nos seus poemas de contestação social.18. de traços bem definidos. a natureza mineira.. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados.E. basicamente.. 20. d) a nuvem negra que se desfaz.. F... e que se convencionou chamar de . como resposta. que o poeta compara ao paraíso. U.. da qual participou. F. por ser um poeta de transição.. No canto V de Os Lusíadas.. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.. principalmente do Ceará e da Bahia.M. textos em prosa. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor.. d) crítica a Diogo Álvares Correia. contra o exército espanhol. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri.. ao dar lugar a um “medonho choro”... o que pode ser comprovado nas descrições.. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. U. episódios da Inconfidência Mineira. pintura..M..... deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.... tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . Padre Antônio Vieira 04.. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira.

que se contrapõe à solenidade do poema épico. b) Apenas III. a presença de uma voz moralizadora. 24. assumindo uma atitude de insensibilidade. uma brandura. considere as seguintes afirmações. Quais estão corretas? a) Apenas I. Voltar Língua Portuguesa .Humanismo. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. II e III. um doce e humilde gesto. c) a manifestação de apego a Portugal. um encolhido ousar. d) Apenas I e III e) I. tu a mi empenhado. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. tu a mi abundante. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. I. no poema. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. Que em tua larga barra tem entrado. d) o poema faz referência ao contexto da época. A ti trocou-te a máquina mercante. A mim foi-me trocando. um ar sereno. uma pura bondade manifesto indício da alma. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. de Luís de Camões. II. Barroco e Arcadismo Avançar .” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. limpo e gracioso. quase forçado. e tanto negociante. idealizando a figura feminina. sem ver de quê. “Um mover de olhos. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. Rica te vi eu já. um despejo quieto e vergonhoso. III. 8 c) o futuro desejado revela. mantém-se distanciado do objeto criticado. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. um desejo gravíssimo e modesto. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. um riso brando e honesto. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. um medo sem ter culpa. de qualquer alegria duvidoso. no poema. Quinhentismo. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica.23. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. 25. c) Apenas I e II. Oh se quisera Deus. e tem trocado Tanto negócio. UFRS Leia o soneto abaixo. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. brando e piedoso.

9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1977. ao autor e à sua obra. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. mas resta saber. Barroco e Arcadismo Avançar . e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. Sendo só de mim o Pica. Heitor e MATSUOKA. passarinho. Marilena. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. In: MEGALE. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. 1) “A uma freira. 4. usura – juro de capital. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. Gregório de. 179-80.E. meteis a flor. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. se no nome que me dais.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. s. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. Pica-flor aceito ser. décima – composição poética de 10 versos.Humanismo. U. que fico então Pica-flor. e o mais vosso. São Paulo. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. pesquisa. Quinhentismo. Nacional. picardia – velhacaria. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. MATOS GUERRA. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais.26. p. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. patifaria. juro excessivo. ed. claro fica. escuta.

Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. d) Literatura informativa. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar.F. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). já que é dirigido a uma freira. por causa das águas que tem! Contudo. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. Os dois poemas pertencem. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. 27. estrutura comumente utilizada na composição da décima. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. dar-se-á nela tudo. estrutura característica da décima. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. corrupção e roubo generalizados. como resposta. 02. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. c) a técnica da disseminação e recolha. extravagante. no conjunto formado pelos versos 3. característica do Barroco.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. U. a) Biografias de santos. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. b) Sermões eucarísticos. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. c) Ficção regionalista. 9 e 10. No primeiro poema. sobretudo. No primeiro. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. 4. querendo-a aproveitar. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. no primeiro poema. No segundo. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. No segundo. Quinhentismo.10 GABARITO 01. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). Barroco e Arcadismo Avançar . a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. a soma das alternativas corretas. respectivamente.Humanismo. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). culta. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. ocorrem elisões nos versos 2. evidentes. No primeiro poema. Santa Maria-RS “As águas são muitas. Os dois poemas pertencem. No primeiro. 32. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. no conjunto formado pelos versos 3. Em tal maneira é graciosa que. infinitas. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. No primeiro. evidentes. 4. No segundo. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. Voltar Língua Portuguesa . 08. 5 e 6. gosto pela maledicência. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. 04. e) Gênero lírico. Dê. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. ocorre elisão apenas no verso 2. são comuns durante o período colonial. 16. Neles. sobretudo. 5 e 6. respectivamente.

a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. b) Tomás Antonio Gonzaga. III. e) Apenas III.Humanismo. U. ao descreverem o Brasil. uma produção informativa e doutrinária. 24 de maio de 2000. Barroco e Arcadismo Avançar . Está(ão) correta(s): a) Apenas I.F. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. c) Apenas I e III. e) Bento Teixeira Pinto. ou seja. Quinhentismo. U. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. ainda. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. já velho e com um “saber só de experiência feito”. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. Santa Maria-RS O Quinhentismo. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. na existência de uma literatura brasileira. d) I e II. c) III. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor.F. d) Apenas II e III. d) Gregório de Matos Guerra. c) Cláudio Manuel da Costa. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. III. em Os Lusíadas: I. enquanto manifestação literária. b) II. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. II. b) Apenas II. II. e) I e III. 29. existe alguém mais ACM do que eu? Veja.28. pode ser definido como uma época em que: I. não se pode falar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 30. Está correto apenas o que se afirma em a) I.

legítima herdeira do trono de Portugal. Quinhentismo. como um todo. UFRS Leia o texto abaixo. No trecho selecionado. posta em sossego. obra de Camões. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. c) Apenas I e II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. folgou muito com elas. só tu. 32. Aos montes ensinando e às ervinhas. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. puro amor. “O Capitão. É porque queres. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Desse episódio. III. humanizando os versos. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. acenou que lhas dessem. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor.) Entraram. quando eles vieram. e) I. Quais estão corretas: a) Apenas I. nem de falar ao Capitão nem a ninguém.Humanismo.31. Naquele engano da alma ledo e cego. I. posta em sossego. b) Apenas II. Se dizem fero Amor. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Que a fortuna não deixa durar muito. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. bem vestido.. De teus anos colhendo doce fruito. Estavas.. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. Tuas aras banhar em sangue humano. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica.) Viu um deles umas contas de rosário. Barroco e Arcadismo Avançar . O episódio de Inês de Castro. De teus fermosos olhos nunca enxuito. estava sentado em uma cadeira. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. e lançou-as ao pescoço. e aos pés uma alcatifa* por estrado. oferecem momentos em que o lirismo se expande. como dizendo que dariam ouro por aquilo. II. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. PUC-SP “Tu.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. (. (.. linda Inês. Deste causa à molesta morte sua. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. Como se fora pérfida inimiga. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. Nos saudosos campos do Mondego. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. O nome que no peito escrito tinhas.. Entretanto. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. d) retrata a beleza de Inês.” 12 Os Lusíadas. Mas não fizeram sinal de cortesia. áspero e tirano. brancas. d) Apenas II e III. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. como que nos dizendo que ali havia ouro. II e III. do qual o trecho acima faz parte.

por bem das águas que tem. Por isso vos canta. Douglas. 5. isso bastaria. querendo-a aproveitar. Douglas. Moderna. Vossa santa vinda O diabo espanta. adição. 1998. In: TUFANO. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. acrescentamento da nossa santa fé. lume: luz.Humanismo. Porém. Barroco e Arcadismo Avançar . pousada – local onde se descansa durante uma viagem. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dar-seá nela tudo. Poesia. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. muito grande. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. infindas. José de. 5. ed. In: TUFANO. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. 1) “Águas são muitas. em 1498. Estudos de Língua e Literatura.E. E em tal maneira é graciosa que. o povo.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. ed. Estudos de Língua e Literatura.” Vocabulário: folgar: alegrar. acréscimo.33. acrescentamento – aumento. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. muito numeroso. São Paulo. 1998. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Com prazer. U. ANCHIETA. Moderna. Quinhentismo. orientação. a saber. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. De Jesus querida. São Paulo.

as obras dos jesuítas aparecem. desse modo. Evidenciam-se. Que mais por sua desonra? Honra. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dar-se-á nela tudo. Dê. igualmente ricas de informações. Quinhentismo. as reais intenções de expansão do comércio. refere-se à cidade de São Paulo. No segundo excerto. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. informando sobre a natureza. II. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. confirmando. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. 04. b) apenas I. III. catequizar os índios. O poema I. IV. por bem das águas que tem”). IV. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. já conhecida dos portugueses. 08. moral e cristã. Nos dois excertos.Humanismo. o índio. Nos dois excertos. V. Numa cidade onde falta Verdade. infindas. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. 34. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. vergonha. emprega a gradação. não se pode falar em literatura no Brasil. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. e) todas. c) apenas I. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. Barroco e Arcadismo Avançar . emprega a ordem direta. II. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. IV. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. Então. No primeiro excerto. E em tal maneira é graciosa que. querendo-a aproveitar. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. 16. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. como resposta. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. II. Nos dois excertos. denominado “ciclo dos descobrimentos”. V. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. III. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. enfatiza as idéias opostas. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. honra. documentando o processo de conquista e colonização. portanto. a soma das alternativas corretas. por bem das águas que tem”). O demo a viver se exponha. 1990. No primeiro. Rio de Janeiro: Record. Por mais que a fama a exalta. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos.” MATOS. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. No segundo. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. d) apenas I.14 01. V. ao mesmo tempo. V. 02. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. Gregório de. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”).

dependerão de produtos fabricados pelo branco. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. seu nome à característica presente nessa obra. várias vezes. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. d) V – F – V.F.Humanismo. no sentido de salvação da alma. U. Do Xingu. médicos. alimentados a peixe moqueado com biju. nele. Esguios. Silvio. Falam baixo. In: Veja. apresenta.” GABARITO 37. porque não há quem venha à solenidade. Barroco e Arcadismo Avançar . b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. corretamente. Neste canto do Brasil. “Eles não usam barba. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. Assinale a alternativa que identifica esse autor. 36. ou seja. associando. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. usa “salvação” no sentido religioso.” FERRAZ. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. que já começava a destruir as igrejas da cidade. como costumava em semelhantes dias. despojados os templos e derrubados os altares. mingau de amendoim e frutas. do Padre Antonio Vieira. U. pedagogos. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. a urbanização baterá às portas da reserva. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. biólogas e engenheiros agrônomos. pois ambos destacam. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. Quinhentismo. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) F – V – V. Senhor. sempre que o choque ocorreu. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. 30 de junho de 1999. cada vez mais. como nos campos. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. não haverá quem entre nelas.F.35. motivos árcades. de converter o índio à fé católica. passará a Quaresma e a Semana Santa. elas têm cabelos compridos e tranças. b) V – V – F. U. Quase sempre de forma violenta. em 1640. quase três séculos depois. a fim de salvar o país da invasão holandesa. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. Ver-se-ão ermas e solitárias. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. Os moradores do parque. c) F – V – F.F. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. o mais forte sobrepujou o mais fraco. Em todos os momentos da humanidade. em suas composições. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. e) dirige-se ao rei de Portugal. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. Passará um dia de Natal. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. e que as não pisa a devoção dos fiéis. enfermeiras. e não haverá memória de vosso nascimento. vindos de diversas regiões brasileiras. acabar-se-á o culto divino. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. nascerá erva nas igrejas. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. A seqüência correta é: a) F – F – V.

Quinhentismo. mas não porque hei pecado.F. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. a névoa. por densa. Barroco e Arcadismo Avançar . (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor.Humanismo. b) antítese. (Gregório de Matos) b) Temerária. cobre o dia.38. única figura feminina do poema. A exaltação. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas.E. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. Primaz da Cafraria do Pegu. confiada. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. (Gregório de Matos) 40. Voltar Língua Portuguesa . Por altiva. soberba. Se bem rei mais propício. a luz lhe enfada. e) Lindóia. 16 Sobe ao sol. nascendo cá. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. U. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. d) onomatopéia. Quer ser filho do sol. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. utiliza uma: a) ironia. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. Vos tenho a perdoar mais empenhado. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. Que ele estrelas desterra em régio estado. Da vossa alta clemência me despido. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. c) gradação. por ser do Açu. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. A esse cede amor em mil ternezas. e mais amado. Que sem ser do Pequim. por lustrosa. a mariposa. acentuando seu caráter bárbaro. Governador do Rio de Janeiro. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. U. de Basílio da Gama. como a Odisséia. 39. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. Em régio estado não desterras flores. a Eneida e Os Lusíadas. e) prosopopéia. bonzo bramá.

d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. preferindo. considere as afirmações abaixo: I. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. GABARITO e) todas estão corretas. Começa o mundo enfim pela ignorância. Barroco e Arcadismo Avançar . E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. c) somente III está correta. II. que compõem a figura da antítese. 17 41. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. III. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). Esse é um soneto oitocentista. se acaba o Sol.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. d) somente I e III estão corretas. que cumpre os padrões da forma fixa. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. e) O poema toca também na questão da inocência.” Gregório de Matos. que se opõe à degradação dos bens materiais. Há nele um jogo simétrico de contrastes. E na alegria sinta-se tristeza. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. Porém. nas sombras da noite. deve-se dizer que: a) somente I está correta. Na formosura não se dê constância.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . diante do curso seguido pelas forças naturais. Quinhentismo. esconder-se nos próprios sofrimentos. por um lado. Em tristes sombras morre a formosura. como o Sol. na tristeza. que são: rimas ricas. tristeza/alegria. Em contínuas tristezas a alegria. de outro. 42. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. ao vivenciar a alegria. se desfrutem as alegrias e. não sabe retê-la. etc. “alegria” e “firmeza”. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. pois. a formosura do dia. cuja última firmeza é a inconstância. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. tais como o findar do dia e o início da noite. e por “constância”.Humanismo. Depois da Lua se segue a noite escura. e na Luz falte a firmeza. b) somente II está correta. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. ali. luz/sombra. dia/noite. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. está fazendo referência à pureza primordial da infância. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. e não dura mais que um dia. A respeito de tais afirmações.

FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. a quem não fazíeis a féria. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. c) José de Alencar. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. vejo galas. das janelas vejo ao perto jardins. b) Gregório de Matos. Quinhentismo. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. vejo criados de diversos calibres. ou fora dele. 45.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48.Humanismo. ou no Reino. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. enfim. e ao longe quintas. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. e. onde das casas dos pequenos não se faz caso. Primeiro que tudo vejo cavalos. 46. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. vejo todo o palácio e também o oratório. perfumes e sensações táteis. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. que o ouro e a prata derretidos. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. Deus me guie. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. mas não vejo a fé. vejo jóias. os prendíeis e obrigáveis por força. e as sedas se se espremeram. 47. b) texto curto. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. e) Romantismo. vejo baixelas. e) Fernando Sabino. d) Realismo. FEI-SP O autor do texto. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. 44. parte por parte. Barroco e Arcadismo Avançar . como se há de ver a fé. Se o que vestem os lacaios e os pajens. a risco de quebrar. b) Trovadorismo. e) utilização de muitas frases interrogativas. d) Carlos Drummond de Andrade. b) uso constante da metáfora e da antítese. se queriam ir buscar a vida a outra parte. c) Arcadismo. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. d) soneto com versos decassílabos. outros sem ela. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. as jóias e as baixelas. uns com libré. Padre Vieira. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. haviam de verter sangue. e) segundo o autor. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. nem têm nome de casas. liteiras e coches.

Rio de Janeiro: INL. E têm sempre a vantagem de maiores.48. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. e são sadias. Barroco e Arcadismo Avançar . Que refrescam o peito. Esmeraldas de Abril em seus verdores. p. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos.Humanismo. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. todas azedas. todavia. Tem o segundo A. Mais que as da Europa doces. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Música do Parnasso. E para preferir a toda a terra. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Que o têm clarificado nos seus gomos. Quinhentismo. As fruitas se produzem copiosas. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Águas. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. GABARITO 49. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. Açúcar. Tem o terceiro A. E são tão deleitosas. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Em si perfeitos quatro AA encerra. Tomo I. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. Manuel Botelho de. têm mais valia. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Como maiores são. E nas folhas parecem. para recolhê-las num só verso. Tem o primeiro A. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. e) confundir seus ouvintes. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no final. E nesta maioria. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. 127-135. sempre ledos. característica do estilo barroco. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Desterrando do Inverno os desfavores. Que como junto ao mar o sítio é posto. e gosto preparado. b) convencer e ensinar o seu público. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. 1953. e melhores. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância.” 19 OLIVEIRA. nas águas frias. Ares. d) provocar fortes emoções em seu público. O quarto A. Que dão a Portugal muitos ciúmes. no açúcar deleitoso. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado.

a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. Q U IN H E N T IS M O . e 19. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. b 26. a decadente sociedade portuguesa. Quinhentismo. d 30. e por não ter conhecimento dessa traição. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. para o qual ela se encaminha. e 29. F – V – F – F 8. é um encontro adúltero. a 9.Humanismo. b 23. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não sabe. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. em sua fala. 16. V – F – V – F – F 2. colaborando. e 14. mas o encontro com o ermitão. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. b 25. O marido de Inês. F – F – V – V – V 11. 18 20. a 13. F – V – F – V – F – F 7. b 18. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. para ser traído por ela. c 31. e 6. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). c 15. 04 27. na cena final. a 10. d 28. a 24. a 4. na vida privada. e 5.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . ingenuamente. c 17. F – F – F – V 3. Barroco e Arcadismo Avançar . c 12. c 21. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. c 22.

24 34. b) Como se trata de um poema. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. ou seja. b 49. c 41.Humanismo. nas águas frias. e 40. e 47. b 46. a 37. c 48. c 43. a 42. e 39. d 45. b 38. nos ares puros (…) Tem o terceiro A.2 IMPRIMIR GABARITO 32. (…) O quarto A. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. b 35. e 36. e 33. Ou ainda. a 44. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. Barroco e Arcadismo Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Quinhentismo. retomou os elementos assimetricamente.

( ) No segundo parágrafo. onde bela se mirava. São Paulo: Melhoramentos. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. Gonçalves. c) supervalorização da natureza. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. metonimicamente. novas águas Após as outras vão. não!’ E a corrente passava. a manga. rev. F. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. 1998. 135-6. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. não se constranjam. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. ed. piquem. Alencar opõe. IMPRIMIR 2. da fantasia. A Literatura Brasileira através de textos. não me deixes. d) exaltação do sonho. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda.. e sempre embalde: ‘Ai. ‘Ai. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1.) O povo que chupa o caju. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. Massaud.d. b) amor incondicional ao outro.. a pêra.. 1 1. 21. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Na história da literatura brasileira. não me deixes. A corrente impiedosa a flor enleia. Benção Paterna. por meio das frutas. ou calem-se como lhes aprouver. como a fruta que nos mandam em lata. não!’” GABARITO DIAS. Leva-a do seu torrão. “Portanto. ilustres e não ilustres representantes da crítica. e aum. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. o cambucá e a jabuticaba. não. s. In: Sonhos de Ouro. In: MOISÉS.. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. Límpido ou turvo. p. não me deixes. Texto para as questões 2 e 3.Romantismo Avançar . São Paulo: Cultrix. Quase a lamber o chão. (. te amarei constante ‘Mas não me deixes. Censurem. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. José de. e) desejo de morte pelo amor não correspondido.

em seus diversos momentos. como resposta. nacionalismo e religiosidade. 02.” Tomás Antônio Gonzaga. imaginação criadora e amor à natureza. Minha febre noturna delirando. 08. não. 16.3. Dê. 04. c) “Nesta triste masmorra”. d) Em ambos os poemas. GABARITO 4. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira.Romantismo Avançar . que me cerca e mata. como recurso estilístico. 6. apresenta como características: 01. F. adoro a tua formosura. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. a soma das alternativas corretas. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. inda. escapismo e subjetivismo.” Álvares de Azevedo. c) No poema de Álvares de Azevedo. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.. visão de meus amores Perdoa-me.. busca. socialismo e ilogismo..F. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes.F. U. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. que eu assim resista À dor imensa. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores.. extremoso. 5. visão dos meus amores. Meus ais. Amor na minha idéia te retrata.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. de um semi-vivo corpo sepultura. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. Marília. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. 2 “Perdoa-me. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. naturalismo e pitoresco. U.E. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. b) No poema de Gonzaga.

Instrução: Para responder às questões 7 e 8. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. Quem no teu nome a escuridão projeta. O teu mísero pão. meu irmão! Eu sou a Morte. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. analisar as afirmativas que seguem.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. e) I. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. Idealiza a função do poeta. ‘Saúde. III. sobre o texto. IV. III e IV. e) condoreirismo. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. ler o texto que segue. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo.. d) futurismo. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. d) III e IV. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta.. com a fome e com a morte. Suspende em meio o hino augusto e forte.Romantismo Avançar .. ‘Saúde. c) nacionalismo. PUC-RS Pela análise das afirmativas. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.. II.. meu irmão! Eu sou a Fome.. amanhã. 7.. mísero atleta! Hoje. Que vais fazer tão triste e solitário?. Sou eu quem o teu negro pão consome.. b) ufanismo.. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. depois. Fui eu que te vesti do meu sudário.. Vão três pálidas virgens. b) II e III.. c) II e IV..... I. 8. irmão! Eu sou a Indiferença..

o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Não sentiram meus lábios outros lábios. e) Mesmo sendo romântico. recebida principalmente de Camões. Correm perfumes no correr da brisa. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Já solta o bogari mais doce aroma. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Também meu coração. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Brilha a lua no céu.Texto para a questão 9. d) Apesar da intensa presença da natureza.Romantismo Avançar . Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. “vales”. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. tais como “luar”. “bosque” e “perfumes”. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. para expressar o amor por meio da espera. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. 4 GABARITO 9. Jatir. lago ou terra. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. No silêncio da noite o bosque exala. “Leito de folhas verdes Por que tardas. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. brilham estrelas. Onde quer que tu vás. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Outro amor nunca tive: és meu. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. os aspectos marcantes do Arcadismo. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. notam-se ainda no poema. ou dia ou noite. como estas flores. há pouco. Do tamarindo a flor abriu-se. movendo as folhas. pela presença dos elementos mitológicos. não mais. Jatir. Nem outras mãos. Já nos cimos do bosque rumoreja. Vai seguindo após ti meu pensamento. como estas preces. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Sejam vales ou montes.

de Maria da Glória e da cortesã. independência e as terras que ocupavam.” (Gonçalves Dias). o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. U. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. 14.” (José de Alencar). alheia ao eu-lírico. foi trabalhar a dualidade. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. O romance Lucíola. 13. o marginal e o burguês. dos dois autores citados. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. b) Quincas Borba e Os Escravos. UFSE No período romântico brasileiro.F. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. e) “O maravilhoso. UEGO Assinale V. realçando seus preceitos e preconceitos.. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. tão necessário à poesia. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . buscando nelas aspectos heróicos.” (Machado de Assis). b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. 12. e F. uma criação recriada. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. É o que se pode verificar quando se lêem. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo.. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. uma Ilídia Brasileira. c) “Imaginei um poema. 11. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. para os falsos. respectivamente. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. dignos de alta expressão literária. um gênesis americano. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. para os itens verdadeiros. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós.Juca Pirama e O Guarani. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. Lúcia. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. mulheres feiticeiras. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica.” (Gonçalves de Magalhães). c) Ressurreição e O Navio Negreiro. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. devido aos exageros do eu-lírico. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. sapos e jacarés sem conta: enfim.” (Ferdinand Denis). ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. e) I .10.Romantismo Avançar . d) O Mulato e Canção do Exílio. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros.

. As paixões vivifica. (....... Da luz... identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima.......Romantismo Avançar .” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I.... Das folhas secas..... excita o pasmo. A luz da aurora me intumesce os seios.) O véu da noite me atormenta em dores. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa. E a velhinha..” (Laurindo Rabelo) III. “Tenho medo de mim.... a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16..) Se é vate quem dos povos.. é um tema dominante na poesia .. sob o olhar apaixonado do poeta. II e III...... nela. UFRS Leia o texto abaixo. rainha da festa.. .. a mulher é freqüentemente ..” (Bernardo Guimarães) II. c) Apenas I e II... (.. e) I. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.. UFRS Leia o texto abaixo. I.” 6 Dos exemplos citados abaixo. que usa ..... quando fala... d) Apenas II e III. de ti. Se assentou sobre o grande jirau. b) Apenas II. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum..15. do chorar das fontes. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. da sombra.. Das horas longas a correr velozes... dono de uma sensibilidade extraordinária... de cunho romântico no Brasil.... de tudo. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto.. do silêncio ou vozes..

Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. 18. o cristão tornara às praias do mar. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. e) Loredano / D. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. Passava os já tão breves. Mas basta um sopro do mar. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se.Romantismo Avançar . após ser abandonada por Fernando Seixas. já comprometido. para tudo murchar. …………… desejava. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. c) Loredano / Peri / D. …………… amava. José de. cheia de grandes desejos e nobres ambições. vinga. d) Álvaro / D. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. José de. e) Alencar. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. assim. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. porém nunca se valeu da composição regionalista e. leva-as a brisa. …………… adorava. 56. p. Mantida a seqüência. Diogo / Peri. 1994. e a alegria voltou a habitar em sua alma. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. Alencar revela traços realistas. mas o casamento. o último uma religião. na praia. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. O Guarani. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. FUVEST-SP “Assim. Texto para as questões 19 e 20. não atingiu seu intento. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. O imbu. b) Loredano / Álvaro / Peri. numa tentativa de representar por completo o Brasil. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. “Logo após a vitória. Diogo / Peri. escreveu romances indianistas e urbanos. após o casamento. Como o imbu na várzea. Diogo. Iracema. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos.17. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. As folhas lastram o chão. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. São Paulo: Scipione. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. filho da serra. mas embalde. é desfeito. Neste excerto de O Guarani. o outro uma paixão.” ALENCAR. Diogo. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. arrependido. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. d) Fernando. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. as flores. b) juntamente com Diva e Iracema. achando boa terra e fresca a sombra. através da Senhora. Lúcia Camargo que. agora longos sóis. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . buscava. sentia-se no ermo. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares.

32. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. Dê. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. 04.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . 32. feijão-roxinho. 08. 64. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo.19. ambas com função revitalizadora. Angélica na cara! Isso é ser flor. e morre amando. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. para ambos. 16. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. existe uma explicação adequada em: 01. à chegada do inverno e à volta do esposo. como resposta. UFBA Com relação à linguagem. 04. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. senão em vós se uniformara. enquanto a segunda. 20. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. a soma das alternativas corretas. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. Dê. já que a primeira dá idéia de concretude.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. 02. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. Em quem. UFF-RJ Na literatura. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. respectivamente.. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. frágil e inatingível. 08. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. molho de batatinhas. como resposta. pálida virgem.Romantismo Avançar . a soma das alternativas corretas. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. 64.. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O trecho “os já tão breves. 02. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . 21.. Mas cantava. de abstração do sentimento amoroso. a firmeza de permanecer em terra estranha.. 16. respectivamente. se tens pena De quem morre por ti. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. como heróis ou como vilões. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. Dá vida em teu alento à minha vida.

o rio de um lado. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. de Manuel Antônio de Almeida. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. I. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani.Romantismo Avançar . b) Álvares de Azevedo.22.” 9 GABARITO 24. porém. urataí e outras árvores aromáticas. c) Apenas I e II. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. e) Gonçalves Dias. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. A heroína de A Escrava Isaura. é mestiça. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. d) Apenas II e III. UFRS Considere as afirmações abaixo. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. e sobretudo os répteis. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. 23. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. II. na sua apresentação inicial. e sugasse uma gota desse sangue precioso. d) José de Alencar. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. antes de partir. FEI-SP Sobre o romance. é a novela picaresca espanhola. II e III. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. de Joaquim Manuel de Macedo. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. referentes ao romance romântico no Brasil. e) I. “O índio. III. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. b) Apenas II. de canela. por isso tomara todas essas precauções. 25. c) José Lins do Rego. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. A Moreninha. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. Quais estão corretas? a) Apenas I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de Bernardo Guimarães.

na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. José de. Voltar Língua Portuguesa . e até pareceu esquecer a sua observação. Em sua música “Maldição”. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. quanto à relação amorosa. eu lha restituo. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. Fernando disfarçou. 28. In: Vô imbolá. c) Casimiro de Abreu. a) somente I está correta. c) I e II estão corretas. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. b) Aurélia Camargo.” ALENCAR. desde que mo deu. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. não lhe pedi nada mais. b) somente III está correta. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. revoltou-se contra si próprio. em que Seixas se mostrara mais preocupado. GABARITO 29. d) poemas épicos. fatal. São Paulo: FTD. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. p. III. c) romance indianista. e) A obra apresenta o final feliz. enquanto romântica. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. II. vê com naturalidade o casamento de conveniência. e) Olavo Bilac. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. desempenha. Zeca. 1999. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. 104-6. d) Castro Alves. Fernando. b) romance regionalista. sem força de vontade. d) I e III estão corretas. b) Gonçalves Dias. 1992. o papel da mulher fraca. e inquiriu do motivo. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. Uma noite porém. enfocados como pessoas comuns. A mim basta-me o seu amor. valentia e brio. típico desfecho da narrativa romântica. mas o seu procedimento o indignava. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. já lho disse uma vez. na narrativa. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. especialmente para uma das gerações do Romantismo).26. e) II e III estão corretas. é correto afirmar que: I. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. c) A obra. 27. a moça não insistiu.Romantismo Avançar . com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. FEI-SP Em O Guarani. e) poemas históricos. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. Senhora: perfil de mulher.

Valente serás. a) Barroco. Não chores. São Paulo. conduzindo o eu-lírico à depressão. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. que a vida É luta renhida. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Cultrix.Romantismo Avançar . Poemas de Gonçalves Dias. Condor ou tapir. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. e desse amor se morre!” DIAS. e) Romantismo. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. Gonçalves. aos bravos. sem lhe ouvir. Viver é lutar. 1959. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. Aos fortes. Compr’ender. Segui-la. Amá-la. Só teme fugir. Se o duro combate Os fracos abate. E pois que és meu filho. Só pode exaltar. os bravos. seus pensamentos. No arco que entesa Tem certa uma presa. Penetra na vida: Pesada ou querida. d) Naturalismo. partes do poema Canção do Tamoio. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. 31. Tamoio nasceste.30. Quer seja tapuia. UFF-RJ As estrofes abaixo. Sê duro guerreiro Robusto. fragueiro.” DIAS. a quem se adora. “Não chores. através do sentimento nativista. meu filho. p. sem poder fitar seus olhos. b) forte subjetivismo. Gonçalves. sem ousar dizer que amamos. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. [s/d]. Viver é lutar. A vida é combate Que os fracos abate. Que os fortes. 372. especialmente nos índios e em sua civilização.. E. c) idealização do amor. e) idealização da mulher. junto à natureza. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. valorizando o idioma nacional. sem que se veja. Poesia Completa. Só pode exaltar. transcendendo os limites da vida física. c) Modernismo. temendo roçar os seus vestidos. Meus brios reveste. Voltar Língua Portuguesa . 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. revelando uma visão pessimista da vida. inspiração em elementos nacionais. d) realização de poemas lírico-amorosos. b) Realismo. As armas ensaia.

Essa exaltação dos recursos alimentares do país. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. pode pôr a perder a honra familiar.. 34. em contraste com a vida na corte. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. um processo gradativo de . assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. do Visconde de Taunay..São redomas de vidro que tudo pode quebrar. independente do julgo da metrópole portuguesa... misturam-se cenas da Guerra do Paraguai... quanto os Aimorés. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. No romance . b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física.. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico.. de José de Alencar... c) Apenas I e II. Unicamp-SP Em Ubirajara.. por obra de qualquer descuido. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. Durante um almoço.” 04. e) Senhora – adolescente – ascensão social.. Em O Guarani. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. o homem branco por quem se apaixonara.. sob a influência das culturas européias... mais precisamente no Rio de Janeiro.. 08.. b) Apenas II. são destruídos.. à míngua. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. II e III. UFRS Leia o texto abaixo.. que se apaixona pela bela sertaneja. tal como em Iracema e em O Guarani.. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. Quais estão corretas? a) Apenas I... uma vez que.32. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. na certeza de que serão vingadas.... De acordo com a narrativa. representante dos valores lusitanos. mulheres numa casa.. a partir daí.. 33.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.. II.. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual.. meu Deus. experimentando. I. 01. d) Apenas II e III. e) I. tentanto tirá-la dos braços de seu amado... 02. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35.. Em Iracema.. Em O Guarani e Iracema. ela é motivo de constante preocupação para o pai. uma .. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. em especial a francesa. de José de Alencar.. Pereira enaltece a fartura do Brasil.. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. tanto a casa de Mariz. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência.. III.Romantismo Avançar .. Segundo Pereira: “Ih... durante o inverno europeu. palco da história do amor de Inocência e Meyer. é coisa de meter medo. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral... que retratam o lado negativo da terra americana..

Não foi na cidade. ( ) Até o final do romance.” ABREU. 13 “Nasci no campo. Obras completas. e ao desprender-me das faixas infantis. onde se morre abafado. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. UFRJ Associado ao tema da infância.36. c) III. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. p. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). não. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. Ao tratar desse tema. b) II. UFPR Sobre o romance Senhora. III. e) II e III. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. não queria. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. os campos e as matas. II. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. 37. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. ( ) Heroína romântica. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. aos oito anos ia eu para a escola.. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas.Romantismo Avançar .. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica.. infante ainda. 203. Aqui. não. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. O autor valeu-se de uma narrativa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de José de Alencar. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. 1965. com suas palavras. GABARITO 39. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. 38. e. possa encontrar sua felicidade. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. os costumes. nada. Mas. ao saltar do berço. Para responder às questões 37 e 38. Casimiro de. ligado por laços afetivos sinceros. a personalidade. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. com suas palavras. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. mas divididos por razões econômicas. é correto afirmar. de José de Alencar: I. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais.. foi ao ar livre. Está correto somente o que se afirma em: a) I. d) I e II.

08. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. 01. a soma das alternativas corretas. por promessa de seu pai. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. como resposta. focalizado em primeira pessoa. resgate. 41. como também as relações do homem com essa mesma natureza. em termos históricos. Dê. o anão que vigia Inocência o tempo todo. de desigualdade econômica.40. por isso. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. O tom confidencial da narrativa. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. preterida por Fernando Seixas. compra-o e ele contumaz caça-dote. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. a soma das alternativas corretas. V. como resposta. é um romance regionalista. UFMS Sobre o romance Inocência. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. salva Peri da morte. no cap. Pereira. Considerando a obra como um todo.Romantismo Avançar . mas. como um bálsamo poderoso. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . transcorre no século XVII. 32. 04. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. 02. 08. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. o amor tudo vence. com final feliz. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. porque. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. A ação do romance. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. 04. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. em oposição à vilania e à maldade. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. de Visconde de Taunay. posse. apaixona-se por Cirino. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. de José de Alencar. 16. é a do casamento. nele. é correto afirmar que: 01. A jovem. Dê. reforça a grandeza do índio Peri. quitação. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. b) Aurélia Camargo. no entanto. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. Tico. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. 42. 16. 64. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. intitulado “Loura e Morena”. 02. Inocência é noiva de Manecão. de tendência sertanista.

a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. a virgem dos lábios de mel. romântica e exaltada. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”.43. Iracema.. e) São versos típicos de uma poesia que. mal roçando.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) Essa estrofe é uma oitava. sublime artista. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. 125. (. ler o texto que segue. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. e mais longos que seu talhe de palmeira.” ALENCAR. c) romantismo indianista. p. “Após a independência. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.Romantismo Avançar . José de. 1994. 10.) pertencia a D.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio.. barca de granito. d) bucolismo neoclassicista. E provocaste a rajada. “(.. 15 44.’” NICOLA. Antônio de Mariz.. da grande nação tabajara. Mais rápida que a ema selvagem.. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. b) sentimentalismo realista. p.) A habitação (. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. O pé grácil e nu. São Paulo: Scipione. (. No ano da graça de 1604. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna.. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos.. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. 1998. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. José de. No texto de José de Alencar. século XIX. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. temos uma das formas significativas do nacionalismo. São Paulo: Scipione. Nas ondas da escravidão.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. onde campeava sua guerreira tribo.. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. em que o homem é apenas um simples comparsa.. Entretanto. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. e) nativismo modernista. Cefet-RJ “Iracema.

. Fantástico alemão.Romantismo Avançar . o passado histórico por meio de uma visão .... em relação ao processo de .. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.... O Lamartine É monótono e belo como a noite.. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.. 48. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. Álvares de.... e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ...45. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida.. por exemplo..... própria da ironia romântica.. à cultura europeizada por que passa Peri..... a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. muito respeitados pela segunda geração romântica. b) a dispersão do eu-lírico... PUC-RS A obra em questão .. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.... Lira dos vinte anos..... a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46.. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas..... 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. Basta de Shakespeare. Vem tu agora... da ideologia dominante...... PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra ... evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.....” Memórias de um sargento de milícias. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo.. Com base no texto acima.. de Cecília.. d) Escrito na época do Romantismo. exprime-se na métrica irregular dos versos.. como se pode observar... nele.. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias.. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca.... que é a protagonista da obra... (…)” AZEVEDO. A personagem referida. de José de Alencar. de Manuel Antônio de Almeida. GABARITO 47. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza.. Parece-me que vou perdendo o gosto. foi o primeiro escrito no Brasil.... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta... Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital... .. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”). é correto afirmar que. Tem na lira do gênio uma só corda. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira. Se pranteia por Deus de amor suspira..... ... o poder e a audácia dos novos habitantes....

.. eram colonos degradados. contra a vontade deles. No texto.. 274.. b) insere-se no contexto do Romantismo.. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. bem como criou romances de tendência . que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. cometera a violência de arrancar de suas terras. a) A Moreninha – realista – desigualdade. contextos e temáticas urbanas. convertendo os índios.. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. 51. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. José de Alencar retratou. Gonçalves..As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. mas que eram movidas pela ganância. 1867. d) O Moço Loiro – realista – complexidade... e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta.... apesar do tom artificial de alguns romances.... e) seria causada pelos condenados à morte. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra... 17 49... que alegavam razões religiosas para seus atos. 4º trim...... era o ataque aos senhores da terra. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. c) seria arquitetada por colonos degradados. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. sem que a sua vontade fosse consultada. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. p. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa.....” DIAS.. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. 50. condenados à morte ou espíritos baixos... a dois índios. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. em obras como . à liberdade dos índios.. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português.. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. condenados à morte.. b) Senhora – abolicionista – simplicidade... . UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas..Romantismo Avançar ..... A preocupação em retratar a . do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. e) Lúciola – regionalista – diversidade. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares.

contrariando as convenções literárias da época. c) melancolia romântica. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. destacando-se pela temática regionalista.. que previa heróis moralmente elevados. por méritos próprios. A teus raios divinos me abandono. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias.Romantismo Avançar .. Álvares de. d) aversão dos românticos à natureza. capazes de atos de bravura e coragem.” AZEVEDO. é um anti-herói. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. Sem qu’inda aviste as palmeiras. é correto afirmar que: 01. João VI. torna-se sargento. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. que mais tarde se casa com Vidinha e. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. 04. 53. aproximando-a da estética realista. mas revela. Sem que eu volte para lá.52. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. e) fuga romântica para o sonho. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. tornando a obra uma espécie de crônica da época. referidas na segunda estrofe. o personagem central. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. o Romantismo. Nosso céu tem mais estrelas. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. Onde canta o Sabiá. Onde canta o Sabiá. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. “Minha terra tem palmeiras. Neste excerto. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. Lira dos vinte anos. o barbeiro. Leonardo. a soma das alternativas corretas.) Não permita Deus que eu morra. ó minha lua. Leonardo. 16. 02. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. UFRS Leia as estrofes seguintes. (. comentando as ações dos personagens. 54. o compadre. Não gorjeiam como lá. “Luar de verão”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. desinteresse e tédio. de imediato. Nossos bosques têm mais vida. d) as estrelas e as flores. 08. um aventureiro. que aqui gorjeiam. a comadre. Nossas várzeas têm mais flores. b) tendência romântica ao misticismo. Nossa vida mais amores. Dê. como resposta. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. As aves. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. o personagem principal.

d) à vertente romântica indianista. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. nos ânimos fortes. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. c) sátira impiedosa. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. c) à temática romântica da nostalgia.)” DIAS. d) insegurança amorosa.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores.. expressa num detalhismo quase realista. Rio de Janeiro: Bloch. severos. b) projeção da própria morte. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. Já prélios incitam. b) à tendência romântica para a utopia. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. 56. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. e) força material do cotidiano. Condão de prodígios. U..Romantismo Avançar .55. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. 1969. Cercadas de troncos – cobertos de flores. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. solene e distante. Dirce. 57. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira.. a um tempo temida e desejada.Juca-Pirama. a: a) idealização da amada. In: RIEDEL. I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. incorporando-as ao orgulho nacional. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. já cantam vitória. sedentos de glória. retratada como musa etérea.F. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. de glória e terror! (. revela-se um traço forte de sua poesia. de Gonçalves Dias. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. p. Literatura brasileira em curso. de Álvares de Azevedo.. que. Gonçalves. São rudos. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. São muitos seus filhos. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas.

d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. tais como: ventura e tristeza. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Texto para a questão 60. como resposta. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Só teme fugir. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. ao menos. Conforme os versos transcritos. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. exaltação da natureza. a presença da morte.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. (…) GABARITO 60.E. vida e morte. U. de Castro Alves. presentes no poema. b) Filiado ao Simbolismo. murchas. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. linguagem coloquial. “rompeu a tela”. 04. d) As referências ao universo da pintura. “onde eu pintara”. criam efeitos sinestésicos. U. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. satanismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . confirmando a filiação do poema à estética simbolista. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Condor ou tapir. Nos lábios frios comprimir chorando. “negro quadro”. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. sedento e arquejante. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. a imagem da mulher amada. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes.Romantismo Avançar . Dê. Quer seja tapuia. De bela adormecida. 20 59. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. 02. ideal mimoso. de Gonçalves Dias. a soma das alternativas corretas. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. Condor – ave semelhante à águia. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. Não poderei na sepultura. característica primordial do Romantismo. o sonho. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito.F. Não encheste minh’alma de ventura. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. 08. imaginação criadora.58. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. E essas violetas inodoras. No arco que entesa Tem certa uma presa. Tapir – anta. e) As marcas do erotismo. expressão de ideais românticos. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. a) O idealismo. Quando louco. 16.

U. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. a coragem e a fidelidade. As personagens do romance pertencem à classe dominante. (. Tinir de ferros. autor.. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. o mestiço povo brasileiro. e considerando a obra como um todo. U.a periferia do Rio de Janeiro. 62. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. 63.linguagem simples e direta -. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. estalar do açoite.) – Tu és Moacir. 08. as mulheres são devassas. a retidão de caráter. tradições e falas de pessoas simples. dor e sofrimento. José de. 04. UFMS Memórias de um sargento de milícias. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. o nascido do meu sofrimento. seja no plano da forma . Dê. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. Apresenta-se. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima.. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras.Romantismo Avançar . a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. a seu modo. U. sentindo que se lhe rompia o seio.. seja no espaço onde essas personagens circulam . na perspectiva do idealismo romântico. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. de José de Alencar. Em sangue a se banhar. e vivem situações idealizadas. de Manuel Antônio de Almeida. vulneráveis e desonestas. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho.” ALENCAR. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade.. Dentre as proposições abaixo. 01. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. d) Alencar justifica. título da obra e período literário dos versos citados. 64.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. 16. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. à elite de sua época. Estreitou-se com a haste da palmeira.61.representação de pessoas comuns.. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. de baixa renda e seus dramas cotidianos -.F. características da estética romântica. A dor lacerou suas entranhas.. Voltar Língua Portuguesa . Iracema. entre os anos de 1852 e 1853. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão.. 02. uma vez que registra traços dos hábitos. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. corretamente. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. consciente da sua missão de gerar a nova raça.F. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. a soma das alternativas corretas. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local.. seja no processo de construção das personagens . buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. como resposta. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. O desfecho da obra apresenta histórias de luto.F. no romance.

Abri-o: era o de uma moça. Saí.. ainda. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. a punição do violão. personagens que confirmam o amor inatingível. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). o que leva ao efeito cômico desejado. “Uma noite. Tematiza a morte. b) Apenas II e III estão corretas. que se casa pelo dote. direcionando-os para a vida religiosa. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. elas só o são aparentemente... no 1º. III. ao contrário. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. em virtude da educação que recebera. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. Era uma defunta!. que. a) Apenas I está correta.. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. na economia e principalmente na educação dos jovens. Não sei se a noite era límpida ou negra.” 22 Com relação ao fragmento acima. d) Apenas I e II estão corretas. b) V – V – F – F. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Desta forma. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez... Assinale a alternativa correta. Pesava como chumbo. temas característicos da primeira geração romântica.. como o esconderijo.. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. Aquele branco da mortalha. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. o amor platônico não é superado pelo amor físico. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. para os itens verdadeiros. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. rompido temporariamente. e) Apenas I e III estão corretas. o egocentrismo e o sentimentalismo. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. pode-se encontrar (Assinale V. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. o equilíbrio. c) I. da qual faz parte a peça O Noviço. Idealiza figuras imaginárias. c) V – F – F – V.Romantismo Avançar . pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. Acentua traços característicos da literatura romântica. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). presente em grande parte da obra do autor. 66. mulheres incorpóreas ou virgens. 67. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. idealizado na literatura ultra-romântica. despreza o nacionalismo e o indianismo. afirma-se: I.. ( ) Nesta obra. II e III estão corretas. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e.65. naquela tez lívida e embaçada. d) F – V – V – F. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. Nessa obra. II. eu ignoro por quê. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. e após uma orgia. parágrafo. as grinaldas da morte na fronte dela. eu achara abertas. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. como o subjetivismo. o disfarce e o erro de identificação. o vidrento dos olhos mal-apertados. por exemplo)..

08. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. com desespero e pessimismo. Como a lua por noite embalsamada. 02. “Se eu morresse amanhã. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. com certeza. em poesia simples. porém.. como: 01. a soma das alternativas corretas. c) no primeiro. b) no segundo. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. Sobre o leito de flores reclinada. a valorização de elementos ligados à natureza.. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. e) no segundo. podemos afirmar que.Romantismo Avançar . é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. pastoril. U.68. bucolicamente ingênua e inocente. Comparando os dois fragmentos. à aflição e à busca da solidão. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. a morte como alívio para o “mal-do-século”. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. a) no primeiro. a exaltação de sentimentos pessoais. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. Dê. como resposta. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. que conduz à dor. apesar de haver um tom de humor e sátira. 69. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. o desajustamento do indivíduo ao meio social. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica.E. o dolorido afã. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. d) no segundo. 04. 16.

embora o texto esteja em prosa. podemos dizer que: 1. por saber quem é Leonardo. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. II e III. estabelecendo. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. 3.70. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. detectado no sentimentalismo exagerado. b) Apenas II. o índio.Romantismo Avançar . Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. foram mais adiante do que isso. c) Apenas III. I. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. 4. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. no qual está inserido o primeiro habitante do País. de José de Alencar. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. O narrador. III. Quais estão corretas? a) Apenas I. 3 e 4 estiverem corretas. d) se 1. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. 2. a saudosista e a lírico-amorosa. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. e) I. UFRS Leia o texto abaixo. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. 71. 72. c) se 2. que deforma os encantos da mulher amada. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto.F. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. assim. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. 24 GABARITO “Desta vez. fruto do negro e do branco. como a exaltação do pitoresco nacional. numa representação quase sempre épica. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. 3 e 4 estiverem corretas. predomina uma sensibilidade plástica singular. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. II. como este último tinha querido quando foram para o Campo. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. ( ) na poesia lírico-amorosa. ( ) na poesia saudosista. comparações sobre comparações. não é dizer que vieram de braço. de Manuel Antônio de Almeida. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. porém. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. U. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. d) Apenas II e III. Luizinha e Leonardo. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. e em lamentos melodramáticos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . porque tudo é narrado de forma explícita.

pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. Voltar Língua Portuguesa . 39. 41. e não européia. 06 a Não segue integralmente. c 28. a natureza é lugar paradisíaco. 36. a 27. 23 20. 45. 34. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. d 22. 40. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 5. de experiências positivas. d 25. e 31. 48. e 23. 7.Romantismo Avançar . e 26. As notas contribuem tratando o ritual. a qual passa por diferentes estágios. 05 21. atribuem-se à infância traços negativos. 6. 16. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. no texto. 43.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. 49. já que. a 29. 47. 42. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. d 30. c 33. 11. segue. o índio brasileiro também tem suas tradições. a a) Como todo povo. Sim. pois. 46. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. b 18. 44. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. c 32. 10. não com o preconceito europeu. 38. sua cultura. 3. no último parágrafo. 4. d 24. 12. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. 9. já que. 8. 2. a 19. 13. mas com benevolência. 15. 37. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 14.

63. 60. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 64. 66.50. 58. 69. 71. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 67.Romantismo Avançar . 61. 54. 55. 53. 65. 56. 72. 57. 68. 70. 52. 59. 51.

Classicismo Avançar . Tuas aras banhar em sangue humano. posta em sossego. b) II. posta em sossego. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. Estavas. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. Entretanto. É porque queres. c) a manifestação de apego a Portugal. tu.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. que se contrapõe à solenidade do poema épico. áspero e tirano. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. Como se fora pérfida inimiga.” 1 GABARITO Os Lusíadas. Voltar Língua Portuguesa . De teus anos colhendo doce fruito. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. De teus fermosos olhos nunca enxuito. O nome que no peito escrito tinhas. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Deste causa à molesta morte sua. Que a fortuna não deixa durar muito. inserido em sua narrativa épica. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. Desse episódio. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. em Os Lusíadas: I. oferecem momentos em que o lirismo se expande. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. e) I e III. obra de Camões. 3. Naquele engano da alma ledo e cego. legítima herdeira do trono de Portugal. O episódio de Inês de Castro. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. Está correto apenas o que se afirma em a) I. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. II. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. III. 2. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. c) III. como um todo. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. do qual o trecho acima faz parte. d) retrata a beleza de Inês. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. puro amor. já velho e com um “saber só de experiência feito”. humanizando os versos. d) I e II. PUC-SP “Tu só. Nos saudosos campos do Mondego. linda Inês. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. Aos montes ensinando e às ervinhas. Se dizem fero Amor. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 3.Classicismo Avançar . b 2.

centros comerciais). No entanto. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. em geral.” GABARITO Segundo o texto. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). São Paulo). não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem.” Trecho 2: “Para os especialistas. p. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. americano naturalizado brasileiro. a seguir. essa primazia pertence ao inglês. UFMS Apresentamos. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. a soma das alternativas corretas. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. diz o professor John Robert Schmitz. de uma cultura dominante. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Está certo que os abusos beiram o ridículo. É normal que uma língua se nutra de outras. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. Para ilustrar essa tese. O texto traz a opinião do articulista de Veja. por isso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. como resposta. Entre eles. 86-7). Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. ser multados. Agora. não devendo.Interpretação de texto II Avançar . (16) ao contrário dos lojistas. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. Até o início do século XX. Dê.

através do intercâmbio com outras línguas. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. a partir de então. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. como resposta. UFMS Todas as proposições a seguir. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. Dê. referentes aos trechos da questão 1. serem incorporadas à escrita. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. só então. tendo sido. que não se pode impedir. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. com isso.2. com naturalidade. é um processo normal. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. A este respeito a influência do povo é decisiva.” In: Crítica literária. já explorada no texto acima. portanto. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 3. Dê. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. estão corretas. a soma das alternativas corretas. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. a expressão em negrito remete ao termo franceses. certos modos de dizer. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. 47. criando. Há. agora. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua.Interpretação de texto II Avançar . exceto: (01) a evolução de um idioma. UFMS Veja. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. (02) para os especialistas. (16) até o início do século XX. que não vem explicitado no texto. a evolução das línguas. como resposta. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. suplantado pelo inglês. locuções novas. p. a soma das alternativas corretas.

na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . nos círculos milionários. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Suas pétalas não se abrem. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. […] Furou o asfalto. Façam completo silêncio.” ZANINI. mas certas situações que levam a isso estão aí. real. Há milênios. nesse fato. Laércio. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. paralisem os [negócios. Garça. Sua cor não se percebe. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. posando com fêmeas muito mais jovens. Garanto que uma flor nasceu. e muitas pela fama. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. Sublinhe o termo em questão na sua frase. no geral. Duro. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. poder e dinheiro.Interpretação de texto II Avançar . rompe o asfalto. ônibus. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. A durabilidade de tais ligações. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. rio de [aço do tráfego.4. SP. Mas é realmente uma flor. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. o tédio. triste. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. Tudo porque o homem não aprende. 5. meios artísticos. Seu nome não está nos livros. É feia. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. um termo fortemente conotado. Paulo de 30/08/2000. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. Pior ainda. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. em relação às mulheres. o nojo e o ódio. esportivos e de poder. bondes. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade.

b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. 8. 12/10/2000. Tornaram as leis antiquadas. e) o traço progressista das revoluções. diante de telas de computadores. Fuvest-SP No texto. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto.” O Estado de S. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. “A explosão dos computadores pessoais. as ‘infovias’. reordenaram prioridades. durante longos períodos de tempo. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. e) “desafiaram constituições”. b) “tornaram as leis antiquadas”. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. com base no texto.Interpretação de texto II Avançar . enquanto o CD-Rom trabalha. Nicholas Negroponte. d) o caráter radical das revoluções. c) “reformularam a economia”. Paulo. reformularam a economia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal.” Jornal do Brasil.6. redefiniram os locais de trabalho. a) No texto acima. 4 Texto para as questões 7 e 8. GABARITO 7. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. Transcreva pelo menos três. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. d) “redefiniram os locais de trabalho”. 13/02/96. revoluções não são sutis. c) a natureza precária das revoluções. desafiaram constituições. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. diz o professor do MIT. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”.

12 anos de garantia anticorrosão. XYZ. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. a soma das alternativas corretas. também conhecido como Cinderela. como conteúdos pressupostos. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. Todavia. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. por isso. entretanto. e. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia.” Caras. 15/9/00. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. p. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. apesar de gostar de homens de verdade. a mensagem do anúncio estaria preservada. 10. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. Tendo em vista essa observação. 13/12/99.9. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. que acaba comprando gato por lebre.Interpretação de texto II Avançar . Alguns anúncios são sabidamente enganosos. motor com 5 válvulas por cilindro. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. 53 (com adaptações). (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. ludibriando involuntariamente o consumidor. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. Mas a tecnologia é imensa. O design é compacto. Há. ( ) No trecho final. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. Tem carroceria 100% galvanizada. Dê. por oposição. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade.” Época. É o maldito sapatinho que não serve para você. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. leia o anúncio que se segue. ar-condicionado inteligente. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. Voltar Língua Portuguesa . Dessa forma. como resposta. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. pois ludibriam o cliente. para um segmento específico da sociedade. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. não se voltando. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. freios ABS de 5ª geração. nº 82. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. portanto. a valorização dos calçados anunciados.

91. cit. inclusive. ou de linguagem popular e técnica. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. 339. Segundo os soldados. IV e VI. no discurso jornalístico em questão. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. A tragédia de Ésquilo. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. III.” NP. Christi estava tirando seu Santana da garagem. 2 F. IV. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu.)’. p. Atena. F.Interpretação de texto II Avançar . em que não faltam. projetou o mito muito além da sua época. apud. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. Nessa hora. Texto 3 “Liberado pelos médicos. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. 230. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. 5. cit. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. 6. p. Aí. F.11. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. op. a empresa está informatizando todo o seu sistema.07. julho de 1998. cit. estão corretas a) todas as afirmações. Nessa tragédia. apud DIAS. apud. II. 27. dado pelo presidente de um tribunal. marcas de oralidade. IV e V. d) I. pode-se dizer que. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. passou para outras civilizações.” GABARITO NP. III. 298. op. O cara morreu na hora. Orestes. uma preocupação de fundo metalingüístico. op.” NP. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. c) somente I e IV. uma tendência para a hipérbole.91. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. uma deformação dos significantes. 4. na Antigüidade. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro.07. VI. que inventou a expressão.35. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). em Atenas). ajudada pelo amante. Egisto. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. assassina o marido. II. grande dramaturgo grego. 07. Para julgar o crime. 12. quando acontece empate em julgamento.456 a. para melhor se aproximar da língua padrão. predomina I. d) Atualmente. da Universidade de São Paulo. 27.91. 24. de Ésquilo (525 a. Quanto às afirmações anteriores. II. para resolver os pepinos em tempo. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma.C. Paulo: editora EDUC/Cortez. perceptível em nível morfológico. U. b) somente III e IV.C.91. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. fugiram. V. apud. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. p. Quando sacaram que pintou sujeira. S. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes.” Superinteressante. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. Clitemnestra. a transformação de notícias em narrativas. e) I. detonando três pipocos em Cícero. pintou confusão. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides.07. que fica na mesma rua. Agamênon. F. .07. o filho dela. III. Ana Rosa Ferreira.

(…). um tipo de enganador charmoso.” KEPP. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. que é a busca do ‘acordo entre partes’. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. 1996.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I.Texto para a questão 13. Em relação ao texto. meio diplomata. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. 14. II e III somente. Membros dessa espécie híbrida. II e III. U. de fato. I. espertos negociantes. os brasileiros seriam PhDs nela. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. c) o homem perspicaz. por essa razão. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. ou mesmo das ‘negociatas’. pela gentileza de seus atos. 7 13. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. ‘vamos ver’. justificam-se como hábeis negociadores. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. I e II somente. Michael. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. b) aquele que. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. ‘se der’. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. d) um “camaleão social”. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. (…). Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. I e III somente. está honestamente preocupado com as regras sociais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. intencionalmente incapaz de magoar os outros. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. II.Interpretação de texto II Avançar . Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. meio malandra. O tema é a prática da má política. III. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. PUC/Campinas-SP “Na prática política. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. de Londres e da Fairchild Publications. híbrido e. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. In Folha de São Paulo. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’.

se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. Alfredo Steinbruch. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. d) Numa perspectiva otimista e confiante. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. em geral. Revista ZH. basicamente. os da margem esquerda e os da margem direita.Interpretação de texto II Avançar . Trata-se de um rio longo. Não é preciso lembrar. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. datas. d) Não há exemplo mais adequado. batalhas. Exemplar. Não sei como será a escola no futuro. como vivem os habitantes da região. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. A pergunta que. ficará cada vez mais por conta do computador. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. E também não nos ensinará o valor das emoções. mesmo. F. isto é. da vida? No futuro. 26 set. conhecendo como é o lugar. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. b) Entre outras idéias. ao acúmulo de informações memorizadas. Nesse binômio. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. Era preciso recitá-los de memória. todos nós estávamos ansiosos. 8 15. a) No texto. no contexto. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. daqui em diante. ensino foi sinônimo de informação: nomes. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. O professor Alfredo entrou na sala. Durante muito tempo. Coisas que os alunos copiavam. E aí os nomes surgirão naturalmente. Informação memorizada é algo que. 16. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. mas indo até lá. U. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. a esse respeito. é criticado o ensino que visa. c) Nada é comparável. Texto “Quais são. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. ou liam nos livros. que lecionava Física no Julinho. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. nunca tínhamos visto os rios da região. U. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. é o ensino da literatura. lugares. b) Nenhuma idéia é mais relevante. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. não cumpre seu real objetivo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. Por que é um mistério que nunca esclareci.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. e portanto cheio de afluentes. A propósito. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. e) Segundo o texto. está o objetivo maior da educação. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. mas sabíamos seus nomes. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. 1999. é preciso saber como acessar. Ele pousou o giz. F. Eu perguntaria ao leitor. entendimento e emoção. Ninguém soube responder.

b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Milton. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. e) a violência urbana. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. História da vida privada no Brasil. GABARITO 19. confunde. de fato. nas condições atuais. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. embora realizado de maneira desordenada. decorrente da industrialização. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. uma informação manipulada que. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. intensificou-se nos bairros mais populares.Interpretação de texto II Avançar . as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. O que é transmitido à maioria da humanidade é.” MARINS. a cada avanço tecnológico. resultou de projetos governamentais. b) punhado de atores / objetivos particulares. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. em lugar de esclarecer. Paulo César Garcez. corresponda um retrocesso político. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. Todavia. 9 17. 18. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem.Texto para as questões 17 e 18. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. Por uma outra globalização. estruturados segundo os padrões da época. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. c) é da natureza do progresso que. dos objetos que o formam. não será capaz de superar o egoísmo.” SANTOS. d) o abastecimento de água das grandes cidades. Fuvest-SP Segundo o texto. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. por mais que avance tecnologicamente. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros.

que é quase pegada à Chácara de vovó. no Brasil do século XIX. as quais. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. 10 GABARITO 20. da qual. eu gosto ainda mais.Texto para as questões 20 e 21. E este ano foi mesmo. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos.” Nesse primeiro período do texto. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. Nenhum rejeita o cargo. entre elas. as palavras “mas”. mas quando são na Igreja do Rosário. a qual. na qual. a qual. eu gosto ainda mais. d) entretanto. Helena. respectivamente e sem prejuízo do sentido. por: a) contudo. algumas afirmações críticas acerca do texto. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a seguir. Assinale. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. “Domingo. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP Leia. “quando” e “que” podem ser substituídas. 21. e) porque. se. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. caso. que é quase pegada à Chácara de vovó. na época em que. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. a incorreta. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. se. c) porém. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. b) pois. se. mas quando são na Igreja do Rosário. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. Minha vida de menina. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. Até parece que a festa é nossa.

É só até o dia 30. em pó. levantou-se meio tonta. com Pulvolaque se faz. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. decorando textos. no departamento comercial da televisão. Stanislau. graças à carona que pegara. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. De 5 às 8. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. copa. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. entrou no banheiro. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. não o tomara pela manhã. Fora dormir inda agorinha. facilmente removível e lavável. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela).Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. mas preferiu outra coisa. E. de 8 e meia às 10. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. tome de sorriso na frente da câmara. abriu a cortina do boxe. toda impermeável. Um perfume inebriante. macio e confortável. mas também não achou. vítima da sociedade de consumo. (Você nunca dará corda num Mido). mas muito bonzinho. o teleteste que distribui brindes para você. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força.Interpretação de texto II Avançar . O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. Se fosse branco. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. O vestido não estava no armário. que não enruga nem encolhe. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. tinha de almoçar com um diretor de TV. In: Primo Altamirando e elas. tudo conjugado. quitinete e área interna. era verde. Garota-propaganda não pode engordar. A pobrezinha. Afinal. aos pés do sofá-cama.’” PONTE PRETA. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. decorar outros textos. Tinha de estar pronta em seguida. vai poder dormir um pouquinho. como ficou dito. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. Já eram quase três da matina. Estremunhada. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. Eram onze e meia quando chegou à cidade. banheiro. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. quando voltaremos com novas atrações. naturalmente). caso ela ficasse efetiva na programação. Abriu a geladeira de 7 pés. Fechou o sofá-cama. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. além disso. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. que parece linho mas é linholene. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. Às quatro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Ali estão os dois escolhendo o menu. ( ) A garota-propaganda. 11 GABARITO 22. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. boxe. Mas note bem. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. quarto. que estais no Céu. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Finalmente. (Tudo que se faz com leite. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. que deixa saudade. Um velho chato. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Boa noite. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Utiliza-se de Itaparica. mas não essenciais. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica.23. b) trocadilhos. d) enumeração acumulativa de vantagens. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. e) “programa de milhagens”. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. Além disso. Viajar virou sinônimo de relaxar.” GABARITO 24. O Estado de S. d) “aeroportos no mundo todo”. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. c) “Mais espaço entre as poltronas”. Fuvest-SP No mesmo anúncio. 26. Fuvest-SP Neste anúncio. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. c) apelo direto ao leitor. para a grandeza de homens e mulheres.” SEREZA. Caderno 2/Cultura. 25. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. c) pela incoerência. H. d) pelo humor. Mais espaço entre as poltronas. Business Intercontinental da Iberia. e) pelo sensacionalismo. Sorria. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. D. Paulo. se se querem grandes. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. b) pelo sentimentalismo. b) “acumular e utilizar pontos”. 16/7/2000. b) Os pequenos erros são importantes.Interpretação de texto II Avançar . e) expressões em inglês. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo.

predomínio de verbos no futuro do indicativo. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. anual ou vitalício). e) presença de verbos no modo imperativo. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. Precisou de ajuda. Um Itauvida não rouba suas noites de sono.Interpretação de texto II Avançar . facilidade de pagamento. criativo e de fácil memorização. baixo custo e facilidades de pagamento. definição e explicitação do público-alvo (no caso. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. E para esclarecer suas dúvidas.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. preço acessível. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. desobrigação da realização de exame médico prévio. Porque quem é louco por alguém. opção pelos verbos no modo imperativo. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. d) baixo custo. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. opção dupla para a forma de pagamento. apelo à sensibilidade do leitor. c) preço acessível. garantia de agilidade e segurança na indenização. c) presença funcional de um slogan curto. 28. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. repetição exaustiva do nome do produto. 13 27. desvinculação entre indenização e inventário. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. você escolhe a forma de pagamento. 29. mensal ou anual. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. comparação com produtos similares. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. serviço de informações 24 horas. grande número de postos de venda/contratação. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. b) uso sistemático da linguagem denotativa. escolha da forma de pagamento. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). Fuvest-SP Segundo o texto. as crianças). d) “deixar essas coisas para amanhã”.

I. danos de pequeno valor no veículo. III. também. É o procedimento adotado neste tipo de situação. U. Em virtude do acontecimento. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. IV. O texto acima comporta leituras. IV. houve. III. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. Há muitas informações sobre a ambulância. a ambulância não será usada em serviço. I. Segundanificado do o policial rodoviário. dentre tantas outras possíveis. IV. I. a ordem seria: a) I. como as que seguem. c) III. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. O conserto. agora. ou seja. b) I. a ambulância não será usada em serviço. No deslocamento. Por enquanto. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. que receberá. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. dependerá de autorização do comando. II. II. II. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. em conseqüência do acidente. III. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro.” 14 Quando lemos um texto. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista.Interpretação de texto II Avançar . O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. I. na parte dianteira do veículo. o pára-brisa ficou quebrado. 8/6/1999). III. Se reordenássemos os itens acima expressos. morrendo na hora. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. IV. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .30. II. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. e) IV. d) II. que morreu vítima do atropelamento. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. III. IV. II. relatório e fotos do acidente. F.

Haroldo de.Interpretação de texto II Avançar . A razão é simples. 1975. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. A profundidade em que se encontra a embarcação. Augusto e CAMPOS. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas.7) têm em comum um sentido negativo. dê. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. pelas famílias das vítimas. 108 metros. do ponto de vista ambiental. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk.31. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. Uma operação de resgate. originalmente. 52. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. CAMPOS.5) e “cloaca” (v. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. 15 A partir das informações do poema acima. a soma das afirmações corretas. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. IMPRIMIR Em relação ao texto. além de muito cara. 32. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. também é segura. 85. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação.” GABARITO Fragmento de texto. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. 2ª ed. a até 20 metros da superfície. p.2). é arriscada: o submarino pode rachar no processo. e os primeiros testes apontam para isso. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. retirado da Revista Veja. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. como resposta. principalmente. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. Décio. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. ( ) Os vocábulos “babe” (v. Décio. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. desejada pela opinião pública e. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. Voltar Língua Portuguesa . (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. 1950-1960. agosto de 2000. babe cola e excrete caco pela cloaca. p. mas. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. São Paulo: Duas Cidades. In: PIGNATARI. “caco” (v. Coca-Cola.

( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. do dia e do tempo. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. 2000 (com adaptações). No que diz respeito ao petróleo. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. lá. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Denise. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. Ou seja. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro.” RAMIRO. os índios. Nós. a economia pára. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. entra em colapso. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. pelo foco do silvícola. Queremos dizer isso a vocês. o país não pode crescer. Se a geração de energia não for suficiente. comum entre os vikings. ( ) Pelo segundo período do texto. Se ela faltar. Edgard. essa taxa no Brasil era de 5%. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. o remédio. ( ) o culto do corpo são em mente sã. é correto concluir que. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. 16 33. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia.Interpretação de texto II Avançar . Lá não temos problema de emagrecer. não um colapso na geração. Em energizês. Quando falta luz em casa. em termos de vida. Em nossas aldeias. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. a magia da vida. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. que não está nas terras indígenas no momento da fala. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. estudaram. Simples assim. Em 1997. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. no ano passado. há plantinhas e árvores grandes. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. copiaram e discutiram. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. Veja. com uma pequena margem de sobra.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. O que pesa são os gastos industriais. 135 (com adaptações). pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. 6/9/2000. as olhemos e dali tiremos a água. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. não temos academia de ginástica. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. no canto das terras indígenas. p. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. os seres humanos. Lá. no meio do mato. Rio de Janeiro: Garamond.” MORIN. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. para que nós. em geral. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. na opinião do autor. a alimentação e. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio.

O senhor tolere. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. e com máscara de cachorro. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. Dono dele nem sei quem for. Vieram emprestar minhas armas. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. 35. gosto. Alvejei mira em árvores no quintal. mas apenas transformada. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. ( ) Devido a novas tecnologias. 36. Não tenho abusões. se vai ver se deu mortos.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. cedi. Povo prascóvio. “— Nonada. Todo dia isso faço. esse figurava rindo feito pessoa.Interpretação de texto II Avançar . havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. vieram me chamar. primeiro a cachorrada pega a latir. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. por defeito como nasceu. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Cara de gente. desde mal em minha mocidade. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. os olhos de nem ser — se viu —. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. e denotativamente. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial.34. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. Daí. então. arrebitado de beiços. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. pressuposta no início do romance. Me disseram. a situação brasileira é altamente favorável. erroso. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. de Guimarães Rosa. Mesmo que. Mataram. ( ) No período final. ( ) No terceiro período. Por meu acerto. Causa dum bezerro: um bezerro branco. a falta deverá atingir 33. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. Deus esteja. significando solução para o problema. cara de cão: determinaram — era o demo. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. ainda não-explorados. no baixo do córrego. Voltar Língua Portuguesa . e) Para o narrador. eu não quis avistar.4 milhões de pessoas. isto é o sertão. com referência à luz como energia luminosa. instantaneamente — depois.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. apenas os mais ricos possuíam um televisor. No início da década de 60. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. foi publicado na TVFolha. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. então predominantemente rural. demasiadamente popular. é possível afirmar que ( ) prevalece. ( ) o argumento de que. 38. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. Jeep Grand Cherokee. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. reacionário ou malfeito é apenas popular. consideradas num certo período e em determinado lugar. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. de 30 jul. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. A partir de R$ 55. duplo air-bag. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. 2000. Jeep® Só Existe Um. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. UFMT Com base no texto acima. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou.” GABARITO Veja. ( ) sobressai. no fragmento. de Alcino Leite Neto. Jeep Grand Cherokee. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. a especificação de conceitos. 11/10/98.37. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos.Interpretação de texto II Avançar .0 L High Output. no fragmento.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. no interior do país. Ele tem motor 4. UFGO O trecho abaixo. no Brasil. CELULAR. A vida moderna em favor da vida de verdade. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos.

Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. esboços de anúncios. Cigarro e fósforo. Creme para cabelo. pasta. Coberta. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. papéis. espuma. In: LADEIRA. Carro. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. toalha. meias. “Circuito fechado Chinelos. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. fósforo. água quente. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. quadros. folheto. projetor de filmes. xícara. fósforo. cinzeiros. cheques. relógio. Carteira. cigarro. que exerce uma função criativa.” RAMOS. fósforo. copos. no caso. Mesa. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. Dê. fósforo. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. camisa. toalha. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. papel e caneta. papel. fotos. Cigarro e fósforo. tempo. documentos. pia. pastas. J. cadeiras. espuma. Pia. marcada pela solidão e pelo automatismo. água. talheres. cadeira. papel. Escova de dentes. cadeiras. creme dental. provavelmente artística. prova de anúncio. cavalete. copo com lápis. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. Paletó. papel e caneta. descarga. pia. etc. telefone. maço de cigarros. camisa. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. agenda. cartaz. Vaso. Quadros. convertem-se no seu contrário. (04) Trata-se de um texto em prosa. garrafa. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. pasta.Interpretação de texto II Avançar . água. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . chaves. 1995. paletó. Chinelos. descarga. poltrona. telefone. pijama. Pasta. níqueis. telefone. caneta. pratos. vaso com plantas. tempo. caixa de fósforos. fósforo. Mesa. copos. água fria. esclarecendo o título do texto. Contos brasileiros contemporâneos. quadro-negro. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. prato. abotoaduras. caixa de fósforos. cigarro. Cigarro e fósforo. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. fósforo. jornal. caneta. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. cinzeiro. xícara. cama. gravata. relatórios. Maço de cigarros. giz. Escova. chinelos. gilete. xícara.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Cigarro e fósforo. Cueca. guardanapo. lenço. telefone. espuma. externo. Ricardo. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. de saída. cigarro. Mictório. cigarro. escova. E. cadeiras. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. bloco de papel. água. caneta e papel. notas. etc. Televisor. Mesa. creme de barbear. espaço. espátula. copo. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. por exemplo. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. água. guardanapo. vaso. singular e diferenciado dos demais. Água. caixas de entrada. p. cigarro. a soma das alternativas corretas. livro. Papéis. 71. sabonete. Poltrona. calça. Quadros. Poltrona. Bandeja. papéis. papéis. xícara e pires. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. travesseiro. creme dental. pratos. vales. Táxi. (02) Trata-se de um texto em prosa. xícara pequena. sapatos. cartas. carro. água. cigarro. meias. telefone. Mesa e poltrona. U. bule. caixa de fósforos. lápis. telefone interno. bilhetes. Mesa. água. sabonete. calça. Jornal. papéis. fósforo. memorandos. espaço. Cigarro. bloco de notas. caneta e papel. guardanapos. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. Abotoaduras. cadeiras. sapatos. cortina. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. pincel.39. como resposta. relógio. talheres. Maço de cigarros. revista. papéis. Relógio. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. pente. telefone. Xícaras. cueca. copo de papel. Mesa e poltrona. revista. Provas disso são. talheres. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. gravata. canetas. de G. papéis. São Paulo: Moderna.

Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. UEGO A partir da leitura do texto. cujos pais têm boa formação educacional. Na justificação do projeto senatorial. em idade de estudar no ensino médio. cursaram o ensino médio. em escola do Estado. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. 53% estão atrasados nos estudos. presente no título. eles eram 32%. Há cinco anos. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. USP e Unicamp. Apenas 25% dos brasileiros. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública.” Folha de S. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. 05/09/99. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. Com a nova lei. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. 1. no parágrafo final. num processo decrescente vão reafirmar. a oposição estabelecida nos dois primeiros. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. 20 GABARITO 40. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. p. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. De resto. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Voltar Língua Portuguesa . ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. Paulo. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. aumentaria em 7. 2. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. justificam. Há 20 anos eles foram 57%. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. Mesmo assim. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. Cad. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. Em 1999. começa construir a oposição ao que foi afirmado. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. como justifica o projeto do Senado. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. que há aos milhares. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. estão em escolas desse nível de instrução. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. em 98. a partir do segundo. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto.Interpretação de texto II Avançar . Segundo o Mec. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média.

sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. no livre exercício de suas próprias soberanias.Interpretação de texto II Avançar . quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. ( ) Cada país membro encarrega-se.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. como tal. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor.E. conseqüentemente. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. esses são anafóricos e. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) no quarto. 42. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. uma vez que sua conclusão é incontestável. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. de acordo com a leitura. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. fatores de coesão textual. como a realização dos postulados da justiça social’. ( ) no terceiro parágrafo. ( ) no último parágrafo. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. Voltar Língua Portuguesa .” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir.41. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. 1948). temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Colômbia. comprovando o caráter demagógico da medida. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) no segundo parágrafo. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Além disso. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. I. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. no interior de suas fronteiras. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e.

Interpretação de texto II Avançar . como atormentar e destruir sem misericórdia. U. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. o proprietário senhorio. bancos. mas também das que ainda pretendia fazer. companhias de cartões de crédito. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. Nele descrevo. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. que era um anão. 44. dente por dente”. imposto de renda.) ‘Está enganado. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. arruinar. de linhas perfeitas. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. desmoralizar. nunca foi escrito. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) O uso da palavra “ainda”. que era um anão. Nariz de Ferro. basta terem o poder. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. seja ele quem for. exibiu o perfil para mim. com relação ao modo de narrar.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. era um pouco mais negro do que o rosto. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. o nível informal. de acordo com a regra de colocação pronominal.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. percebe-se. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. o predomínio do diálogo. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. (…)” 22 43. Ensino a técnica adequada para devassar. a presença de um narrador personagem e. o qual se constrói com uso do discurso direto. na verdade. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. ( ) O período “Nariz de Ferro. fodidos e oprimidos”. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. (Esse livro. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. que era um anão. mas também das que ainda pretendia fazer. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. com relação ao modo de citação do discurso. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. vangloriar-se”. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. sem interrompê-lo.” não teria o sentido de contraposição alterado. mostro como atacar saindo das sombras. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. aniquilar. mas também das que ainda pretendia fazer”. a loja comercial.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. a polícia. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. exterminar indivíduos e organizações odiosas. Seu nariz imenso. levantou-se e. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. eu disse. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. ( ) No fragmento em análise. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. forças armadas. fodidos e oprimidos. ( ) De acordo com o texto. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. que significa “gabar-se. companhias de serviços públicos. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. minuciosa e sistematicamente. ( ) No fragmento em análise.

percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. “Uma feita era dia da Flor. Já sabia o nome de tudo. Macunaíma. ( ) No texto. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. U. o segundo “que” é pronome relativo e. e examinava dentro dela aquela porção de monstros.”. o brasileiro falado e o português escrito. falando: Custa mil réis. exerce função sintática na frase em que aparece. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. Mário. No entanto. Parava em cada vitrina. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. 46. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias.” ANDRADE. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A palavra “vitrina”. Uma feita era dia da Flor. no texto verbal da charge. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. Julgue-as. ( ) A charge apresenta uma Imagina. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação.45. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. em “Parava em cada vitrina”. U. de acordo com as normas da língua padrão. Foi e viu um despropósito de coisas. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. o brasileiro falado e o português escrito”. como pronome relativo.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo.

mudança dos executivos estrangeiros. Desde 1990. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. os versos do poema estão justapostos. Em São Paulo. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. o poema é coerente. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. Veja. O mundo não é o que pensamos. Voltar Língua Portuguesa . UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. c) empresas da Ford. um poeta. 26/04/2000. Para os executivos e a família. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. existem colônias de franceses no Paraná. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais.Interpretação de texto II Avançar . e isto garante a sua coerência. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. Andorinhas copulam no vôo. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. Para as companhias. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. mudança dos executivos estrangeiros. 49. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. transferência dos brasileiros. essa transferência representa um reforço na filial. essa transferência representa um reforço na filial”. não se preocupa com sua coerência. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. d) empresas da Renault. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. por isso esta empresa instalou-se lá. Anna Paula. Hoje. b) mudança dos executivos. e) companhias transnacionais. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. mais de 400 estão instaladas no país. Para as companhias.” BUCHALLA. O orangotango é profundamente solitário. Das 500 maiores companhias transnacionais. a mudança é um sacolejo completo na vida. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. pois as frases estão soltas. 48. Macacos também preferem o isolamento. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. mas possui significação. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. graças à Renault.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. o poema não possui “elos” conectivos. 47. companhias transnacionais. pois não possui “elos” entre um verso e outro. transferência dos brasileiros. ao construir um poema. 24 No fragmento anterior. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul.

estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. no futuro. no Rio de Janeiro. Abril. fazendo o que pareceu. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. reparou em algo estranho. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. foi produzido. Hoje. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral.50. 1999. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. A análise das marcas confirmou o seu palpite.” Superinteressante. d) a possibilidade de que. Esperou o Carnaval. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. Talvez estejam sonhando. Mas o padre-cientista não se abalou. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946.Interpretação de texto II Avançar . Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. assim. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. o Eniac.” GABARITO 51. c) a potência do computador de hoje. → o interior paulista. no Rio de Janeiro. Talvez não. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). → o padre Giuseppe Leonardi. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. que supera o Eniac. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. UFPR No texto abaixo. que o guarda até hoje. em 1946. nos arredores da cidade. na época. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. → os répteis que habitavam a região. no Rio de Janeiro. nos arredores da cidade. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. um dos primeiros computadores do mundo. um dos maiores paleontólogos do mundo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que o guarda até hoje. Talvez não. assumindo. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. como pensam alguns. que não seja possível sequer desligá-los. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. que o guarda até hoje. todos os robôs venham a ser desligados. → pegadas de répteis. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. em todos eles. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. → Rio de Janeiro.

a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. que só pode ser mencionada entre aspas. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana.52. que impede o povo de superar a opressão social e política. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões.” CANDIDO. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. os jornais. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. e) os cidadãos. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. 26 53. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. relativa equivalência de oportunidades. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. 54. Provavelmente. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. a bicicleta substitui o automóvel.Interpretação de texto II Avançar . alimentação. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. vive doente. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. Recortes. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. Isso. não sabe ler. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. sofre todas as privações e. d) os defensores de uma falsa democracia. o rádio. na miséria e na desgraça coletiva. Antonio. portanto. a fim de pagar os sustos que deu. políticos e jornalistas que se dizem democratas. pois tem não apenas mantido. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. cinco séculos depois do Descobrimento. ao invés da opressão política imposta pelas elites.

II. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. não apenas o daqueles mais ricos. terá mostrado que o socialismo é possível. d) I e II. e) I. a costureira é anêmica. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP No terceiro parágrafo.55. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor... II. Não era um cínico. e) a ambição de possuir sempre mais. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho... dar-lhe o sentimento da própria dignidade. está correto somente o que se afirma em a) I. b) I. c) I.. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. que passou a vida lutando. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. e se chamava Bernard Shaw. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. II.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. c) III. Em relação ao texto. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. na posse de bens particulares e influência pessoal. 27 56. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. e) II e III. a qualificação de “eufóricos”. mas um homem de vigorosa fé social. a seu modo. aquisição dos requisitos indispensáveis. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. no texto. queixam-se porque a operária está mal vestida. tendo em vista o bem da sociedade em geral. b) uma preocupação mais ampla.. II. GABARITO 57. II.” Rubem Braga. não se contentam com belas casas. pela camada mais alta da população. tirar o povo da sujeição torpe: II. atribuída a “esses críticos”. d) uma possibilidade de exploração. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. III. William Morris. querem belas cidades. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. Vejam que país. No segundo parágrafo. terá mostrado que o socialismo é possível. aquisição dos requisitos indispensáveis. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance.. a lavadeira cheira a gim. que tempo. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. tirar o povo da sujeição torpe. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. b) II.. d) I. que não é percebido como suficiente.

Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. sem preocupar-se com sua sobrevivência. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade.” Essa afirmação estabelece. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres.. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo.58. habitualmente. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. 59. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. a par dos órgãos governamentais.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. c) caberia à camada mais rica da sociedade. estabelecer condições para a igualdade social. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. no texto. inclusive Bernard Shaw. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. GABARITO 60. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente.. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual.

Acaso é saudade. Senhora. e até o canário ficou mudo.Interpretação de texto II Avançar . como a última luz na varanda. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. In BOSI. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. esquecido na conversa da esquina. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. 62. Não tenho botão na camisa. acostumado a viver com uma mulher. ninguém os guardou debaixo da escada.) O conto brasileiro contemporâneo. II. b) Apenas I e III estão corretas. São Paulo: Cultrix. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. o leite pela primeira vez coalhou.Texto para as questões 61 e 62. Primeiros dias. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. 1997. sozinho. III. A. ah. Toda a casa era um corredor deserto. sozinho. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. 190. d) Apenas II e III estão corretas. Com os dias. Dalton. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. por favor. tanto no que diz respeito às camisas e meias. para dizer a verdade. Para não dar parte de fraco. Venha para casa. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. Senhora. não lhes poupei água e elas murcham. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Senhora. a imagem de relance no espelho. o prato na mesa por engano. calço a meia furada.” TREVISAN. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. não senti falta. c) Apenas II está correta. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. a) Apenas I está correta. e) Apenas III está correta. fui beber com os amigos. p. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. (org. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. bom chegar tarde. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. sem a Senhora. Senhora? Às suas violetas. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. na janela. 29 61. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. tanto no que diz respeito à organização da casa. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. Assinale a alternativa correta. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. não até uma flor já sabida. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. In: Obra Completa. é só derramá-lo na forma. Dou-lhe aqui humilde receita. contrapondo-se ao plano do fundir. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. U. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. Flores criadas numa outra língua. foi a forma que fez. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. domo-o. 595-6. então. O ferro fundido é sem luta. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. p. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. não a mão.63. o efeito de verdade na obra de arte. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. corpo a corpo com ele.” NETO. fundamentado em modelos preexistentes. até o onde quero. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. dobro-o. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. João Cabral de Melo. sem controle seletivo. 1994.Interpretação de texto II Avançar . ( ) a verossimilhança. cuja marca é a ausência do sujeito.

e tudo continua no mesmo. o pianista tem quarenta anos. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. cinqüenta anos. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. meio século atrás: espancado com uma vara fina. morreu. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. depois da luta. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. depois. cristal puro. não exatamente ao mesmo tempo. 31 64. namorou dentro desse espelho’. quanto ao afeto.Texto para a questão 64. sua mãe. Durante a luta. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. antes é de boa sorte. só sinto vontade de ganhar. parabéns. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. mulato. que nada de mau aconteça. três: piano. parabéns.” FONSECA. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. vontade de vencer e. o elemento determinante do texto é a narração. Depois da luta. Lúcia McCartney. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. Depois de terminada a luta. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. continue. desse modo. Durante. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. parabéns. continue. O afeto antes é de boa sorte. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. parabéns. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. violino. trancado no banheiro. continue. as idéias discutidas ao longo dele. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. No ar. mas é também o mais triste. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. Durante a luta. o que se constata sobretudo pelos substantivos. continue. a tocar a valsa da Viúva Alegre. Todas as mesas estão ocupadas. e) apesar dos aspectos descritivos. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. Durante. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. de forma mais concisa e coesa. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. Durante. “Os Músicos Faz calor. só sinto vontade de ganhar. ela veio noutro porão’. Durante. um grande borborinho. só sinto vontade de ganhar e de vencer. no violino — cinqüenta e seis anos. Rubem. que nada de mau aconteça. tem oito filhos. Depois da luta. o que lhe confere teor dissertativo. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. o mais moço. que nada de mau aconteça. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Depois da luta. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. vontade de vencer. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. d) predomina o caráter descritivo. Nesse instante chegam os músicos. continue. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. bateria. 65. que nada de mau aconteça e. parabéns. visto que o afeto antes é de boa sorte. b) o que mais determina o texto são as reflexões. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas.Interpretação de texto II Avançar . parabéns. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. vontade de vencer. só sinto vontade de ganhar. que nada de mau aconteça.

n. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. a viagem progredira bem três léguas. entre elas o cigarro. Vidas secas. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. In: Veja.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. quanto mais alto o nível hierárquico. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco..) quanto menor o nível social. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. p.” JUNQUEIRA. menor a taxa de mortalidade. estavam cansados e famintos. (. Eduardo. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. (.Interpretação de texto II Avançar . A folhagem dos juazeiros apareceu longe. E. saudáveis’ consideram o saldo bancário.. ordinariamente andavam pouco. 1999. como se sabe. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. 32 66. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. e a viagem progredira bem três léguas.” RAMOS. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco.. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. importantes e portanto.. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. por parte das autoridades. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. Até entre pessoas do mesmo estrato social. Graciliano. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. dado que ordinariamente andavam pouco. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco... 9 jun. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. GABARITO IMPRIMIR 67. porém. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. F. a dieta alimentar. Voltar Língua Portuguesa . pela saúde das camadas mais pobres. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. Ordinariamente andavam pouco. 134. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos.. afastando-se do fumo e de outras drogas. a viagem progredira bem três léguas. Pequenas diferenças de salário. ano 32.. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. através dos galhos pelados da caatinga rala. a viagem progredira bem três léguas.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. 23. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. Fazia horas que procuravam uma sombra.). educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação.

uma vez posta. pousou-me na testa. Era negra como a noite. e me reconciliou comigo mesmo. Quando enxotada por mim. modesta e negra. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. A manhã era linda. Machado.68. tão negra como a outra. F. senti um repelão dos nervos. e viu que me movia.” ASSIS. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. um ar divino. Era tarde. dous palmos de linho cru. começou a mover as asas. bati-lhe e ela caiu. ela foi pousar na vidraça. pernas. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. uma estatura colossal. e na dignidade que. saí do quarto. creio que para ela era melhor ter nascido azul. mas o medo. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. e. mesmo trabalhando sob maior pressão. Dei de ombros. e muito maior do que ela. Esta última idéia restitui-me a consolação. nem a alegria das flores. nem a pompa das folhas verdes. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. Passa pela minha janela. mas não é determinante quando se trata de saúde. Eusébia. A idéia subjugou-a. minutos depois. aterrou-a. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. Sacudi-a. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 69. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a saber. Suponho que nunca teria visto um homem. Apiedei-me. — uma das mais profundas que se tem feito. que me aborreceu muito. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. e achando-a ainda no mesmo lugar. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. portanto. que tinha olhos. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. o que era o homem. viu dali o retrato de meu pai. não sabia. soube conservar. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. tinha um certo ar escarninho.Interpretação de texto II Avançar . aí vinham já as próvidas formigas… Não. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. pois as pessoas cultas se cuidam mais. e voou a pedir-lhe misericórdia. e beijou-me na testa. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. para recreio dos olhos. Não era. mas tornando lá. E esta reflexão. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. Fiquei um pouco aborrecido. invariavelmente. se ela fosse azul. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. pois sabem que. com dinheiro. no susto que tivera. F. e) Os empresários. que é sempre azul. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. assim. Veio por ali fora. é justo dizê-lo. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. almoçada e feliz. a principal causa da mortalidade. — me consolou do malefício. Imaginei que ela saíra do mato. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. A borboleta. não teria mais segura a vida. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. vivem mais. depois de esvoaçar muito em torno de mim. apesar dele. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. Não lhe valeu a imensidade azul. por isso. para todas as asas. uni o dedo grande ao polegar. Era tempo. incomodado. confesso. com alguma simpatia. conservar melhor suas defesas. sob a vasta cúpula de um céu azul. braços. Lembrou-me o caso da véspera. e não é impossível que descobrisse meia verdade. ou cor de laranja. O gesto brando com que. desde a invenção das borboletas. contra uma toalha de rosto. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. que estava ali o pai do inventor das borboletas. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. e ri-me. Texto para responder a questão 70. que é também sugestivo. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. Não caiu morta. volto à primeira idéia. lancei mão de uma toalha. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. entrei logo a pensar na filha de D. foi pousar na vidraça. espairecendo as suas borboletices. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. porque eu a sacudisse de novo. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. podendo. entra e dá comigo.

é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. 105.Interpretação de texto II Avançar . que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. o governo abandonou estradas. para o país. Eusébia.70. Assim que a economia voltar a crescer. c) a implementação de um programa de educação. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. talvez. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. E o desafio. para as chamadas frentes de trabalho. assim que a economia brasileira voltar a crescer. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. é alentadora. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. o principal órgão de pesquisas sociais do país. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. In: Veja. ano 32. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. Cíntia. 1999. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. d) se surpreende com a relatividade das coisas. pelo menos na área de construção civil. viadutos. Para os outros. Isso porque as empresas.” VALENTINI. no Brasil. p. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. por uma ironia do seu passado recente. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. pode-se inferir que o problema de emprego. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto.. Segundo o Instituto. não serão sanadas a longo prazo. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. já não precisam tanto de força física. Durante mais de uma década. com a modernização. c) A situação do trabalhador braçal. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. (. querendo confundi-lo. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. Para garantir a sobrevivência. embora difícil. recebendo salário mensal de 150 reais. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 21 jul. F.. deixou ruas se esburacarem. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. um mês atrás. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. 34 71. 72. o horizonte é desolador. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. ao constatar-se um gigante e. no Brasil. um deus em relação à borboleta. F. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. 29. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. n.

Morreu de hemoptise. levanta os prédios. conta o dinheiro dos bancos. sugeridas também pelos nomes de família. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. c) expandir e explicar informações anteriores. b) retomar e sintetizar informações anteriores. João. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. F. enrola o tapete do circo. Na vala comum da miséria. F. v. João da Silva. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. em destaque no texto. vai mal em política. nos pastos. Rubem. b) carinho. laça os bois. Um homem estava deitado na calçada. como a Silva. d) explicar e comentar informações anteriores. nas minas. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. U. 35 73. na França. 44-5. Nossa família. A Assistência voltou vazia. Você não possuía sangue azul. na Inglaterra. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. Sangue de nossa família. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. nas cozinhas. Sempre por baixo. é que trabalha para os homens importantes. 74. Nossa família. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. 5. no mato. e) retomar e explicar informações anteriores. 76. F. no Japão. São Carlos-SP No texto. a família Matarazzo. nos balcões. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. enche os porões dos navios. leio o nome do sujeito: João da Silva. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. ed. serve no Exército e na Marinha. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. nas usinas. faz os jornais. a família Guinle. e) desprezo. a família Pereira Carneiro. 1984. Apud: Para gostar de ler. d) ironia. entretanto. Morava na rua da Alegria. conduz os bondes. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. faz telhas de barro.Interpretação de texto II Avançar . São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. Luto da família Silva. Nossa família quebra pedra. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. Veio tinindo. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. nas fábricas. A família Crespi. 75. 4. U. p. O homem estava morto. O cadáver foi removido para o necrotério. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. c) pequenez. São Paulo: Ática. Na vala comum da glória. em todo lugar onde se trabalha. São Carlos-SP A oração faz tudo. Apesar disso. U. Uma poça de sangue. U. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. F. nas praias. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. nas fazendas. João da Silva. a família Rocha Miranda.

a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. In: Poesia Completa. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel.77. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. 388-9. por acaso. por acaso. mesmo com a profanação dos homens de hoje. a palavra imortal há de adoecer? E. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. construtor da palavra perene. não me compreendereis. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. irmão!” LIMA. do ponto em que se encontrar. como promotora do entendimento entre os homens. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. 1997. Voltar Língua Portuguesa . na sua universalidade. p. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. U. Jorge de. por acaso. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. Organização de Alexei Bueno. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. E. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. o poeta não falará.Interpretação de texto II Avançar . e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. Quando toda a confusão for desfeita.

[a vontade. 37 GABARITO 78. c) um medo de revisitar Lisboa.Interpretação de texto II Avançar . Deus meu. fazia-lhes. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). 1981. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. das artes. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. leia os versos de Fernando Pessoa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. mas tenho técnica [só dentro da técnica. Obra Poética. com todo o direito a sê-lo. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. e) uma saudade melancólica da infância. Com todo o direito a sê-lo. Quero [ser sozinho. F. 290-1. b) uma mágoa de Lisboa. Já disse que não quero nada. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. Fernando. nada sois [que eu me sinta. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. nada me tirais. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. das ciências!) Das ciências. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. guardem-na! Sou um técnico. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. fútil. Assim. U. por amor de Deus! Queriam-me casado. ouviram? Não me macem. Deixem-me em paz! Não tardo. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. como sou. Fora disso sou doido. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. a todos. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. Já disse que sou sozinho! Ah. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. p.

Que foi? — Ah! não foi nada. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. destacada no poema.. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. — Deveras? perguntou ela incrédula. U. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. verifiquei que não passava de miragem.. e) abandonem. De noite. rápido como uma seta. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. em virtude da sua solidão. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. 82. b) importunem. almeja fazer parte da companhia. a única que vi era você.. São Carlos-SP Pela leitura do poema.. fui ver no laranjal. U. — Deveras. por essa razão. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe... 1996. 99-100.. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Escapismo para o sonho. d) sente-se solitário e. meu anjo do céu. A princípio tomei também um grande susto. ( ) Atitude de vassalagem amorosa.79. Numa dessas noites de ansiedade. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. Para mim. respondeu apressadamente Cirino. c) ofendam d) maltratem. F. significa a) desprezem. Salvador-BA “Passava as noites em claro. para agradar a todos.Interpretação de texto II Avançar . quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. Depois.. b) encontra na morte a única solução para os problemas. ( ) Atitude de irreverência do narrador. ed. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. São Carlos-SP A forma verbal macem. 24. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. abrasada também de amor. Cirino. p. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. para desenvolver sua arte. 80. Dois gritos. 81. e) a inquietude gerada na alma do poeta. desde que Adão e Eva a trocaram. U. ( ) Concepção idealizada de mulher.. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. F. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. era um macauã. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. a gente em tudo vê maravilhas.. São Paulo: Ática. no último parágrafo. Visconde de. — O grito? balbuciou ela. e) aparta-se da sociedade.” TAUNAY. A pobrezinha. ímpetos tão desconhecidos e violentos. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. em face do religioso. U. e a pedrada. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. Inocência. minha vida. superiores a todas as suas tentativas de resistência. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso.

b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. pois somente eles. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. sempre atual. Cada tempo tem seu estilo. certos modos de dizer. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. não se lêem. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. Unifor-CE De acordo com o texto. Feitas as exceções devidas. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. mas que sabem perfeitamente os clássicos. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. um controle sobre elas e inibindo os abusos. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. A este respeito a influência do povo é decisiva. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. 85. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. o capricho e a moda inventam e fazem correr. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. Entre as exceções. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. que é importantíssima nesse processo. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. 39 83. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. locuções novas. porém. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. dos autores clássicos da língua. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. 84. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. Pelo contrário. Há. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. não se lêem muito os clássicos no Brasil.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. portanto. A influência popular tem um limite. com seus ensinamentos. o que é um mal. Em geral. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor.” Machado de Assis. porém. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Mas se isto é um fato incontestável. e) estudar sempre os autores clássicos. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua.Interpretação de texto II Avançar .

já foram 31”. só no período de janeiro a abril. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. 1988. Amostra Grátis.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. o lápis o papel. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. no primeiro semestre de 2000. as seguintes notas. publicada na revista Business Travell. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota.Interpretação de texto II Avançar . Francisco.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. São Paulo: Duas Cidades. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos.86. entre outras. Voltar Língua Portuguesa . o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. só no período de janeiro a abril. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. neste ano. In: Poesias Reunidas (1968-1988). 34. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. de Rubem Tavares. 13. encontram-se. já foram 31. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. p.

e) se fixa na tristeza e na solidão. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. professores e consultores. Carlos Drummond de.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. Me disseram que era Chopin. b) “sob o lustre complacente”. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) a exclusão das situações expostas. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. estrangeiros residentes. c) a retificação das situações anteriores. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. 89. a presença de turistas internacionais. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. c) “meus cuidados voaram como borboletas”.” ANDRADE. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. além do fluxo de brasileiros para o exterior. e) “as dificuldades…” 90. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. levando-o ao desatino da existência. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. d) é atraída pela música de um provável Chopin. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala.Interpretação de texto II Avançar . apesar de triste. b) a reiteração das situações apresentadas.Texto para a questão 88. Alguma Poesia. 41 88. que. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. Eu considerei as contas que era preciso pagar. os passos que era preciso dar.

denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. A teoria que se diz científica. a soma das alternativas corretas. Não pode se limitar a ver o Brasil. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. Um mergulho no Brasil que. Como o homem dentro de um carro fechado. no meio de um engarrafamento. construídas em torno de questões ultrapassadas. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. A teoria econômica diria que o consumidor obtém.’ Como aquele motorista. 4. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Pervertendo o processo econômico. Aquele encontro. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. 1993. A inconseqüência não é apenas do consumidor. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. com o carro e as janelas fechadas. São Paulo: Paz e Terra. o que constituiria entrave cultural. o motorista apontou para o carro à frente. usam linguagens especiais. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. eles não têm teorias alternativas. Cristovam. p. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. 91. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. A Desordem do Progresso. para descrever e entender o país.Interpretação de texto II Avançar . além de dúvidas. vê a si mesmo. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. Prendem-se a modelos já preparados. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. arriscando incoerências. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. como em qualquer mergulho. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. tentando usar o sentimento. trabalhando na inconseqüência. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. incompatível com seus recursos.” BUARQUE. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. Sobretudo quando. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. teorias e linguagens pouco acuradas. o caos e a irracionalidade. em território tropical. para dar a impressão do bemestar do progresso. como resposta. desvinculada de sua cultura. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. aventurando-se. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. Dê. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. ed. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. no calor sem ar condicionado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. como se tivessem lógica. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. 5-6.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984.

a soma das alternativas corretas. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. a soma das alternativas corretas. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. como resposta. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. em território tropical. 93. falso. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. dentro da ótica do consumismo. com o carro e as janelas fechadas. a respeito do fato que então se comenta. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). como resposta.43 92.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. para dar a impressão do bem-estar do progresso. como se tivessem lógica. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Dê.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. Dê. antes. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado.” — Os economistas.Interpretação de texto II Avançar . um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. subestimam a aparência em favor da realidade. com argumentos falseadores. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. o caos a irracionalidade.

quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial.Interpretação de texto II Avançar . sérvios e croatas. 96. Desde que o homem é homem. mas a maneira de expressá-lo é diferente. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. 44 GABARITO 95. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. e húngaros. árabes. ITA-SP No texto. b) A expressão “por outro lado”. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. alemães. de 51 anos. ele sente saudade. ‘sóvárgás’. Edmílson. no início do segundo período. ou talvez mesmo antes. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. b) os cães. adaptado. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. efetivamente. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. sua terra natal. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. ‘natsukashi’. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. Folha de S. e) talvez anterior à razão. 20/10/2000. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. Paulo. armênios. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. 6/4/1996. Ora. de uma forma ou de outra. a) O que aconteceria com Leão se ele. assim como os seres humanos. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. Leão. Campinas. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. são médicos. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. contribui para tornar o trecho incoerente. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. ‘nedôstatok’. desde que aprendeu a falar aprendeu também. e Édson. ‘ilgas’.94. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”.” Saudade. ‘Sehnsucht’. já que seus outros dois irmãos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . macedônios. c) comum a todos os seres humanos. ‘shauck’ e também ‘hanim’. 58. Leão não dava um passo em falso. a dizê-lo. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. 53 anos. letões. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. japoneses. Os russos têm ‘tosca’. ‘garod’. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. sentem saudade. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado.” Correio Popular. ‘jal’. Por outro lado. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões.

por “delinqüente”. por serem mal contadas. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. Fuvest-SP I. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. nesse anúncio. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos.Interpretação de texto II Avançar . evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. talvez nem tivesse graça. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. redundam em más reportagens. II. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. por meio da clareza e da elegância do estilo. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. GABARITO 100. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. a palavra “louco” pode ser substituída. b) a exclusividade da forma impessoal. focalizando o principal beneficiário do seguro. d) criticar certas histórias que. e) em II. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. a palavra destacada tem o mesmo sentido. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. “Porque quem é louco por alguém. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. os cabelos caíam despenteados. a repetição da palavra “louco” é redundante.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. em estilo preciso. 101. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. predicativos do sujeito moça. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) contornar as histórias mal contadas. 99. sem prejuízo do sentido. b) em I. c) denunciar. c) nas três ocorrências. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. a) Formosa e graça são.97. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. d) em II. que funcionam como argumentos para a tese defendida. é correto afirmar que a) em II. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. 98. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. sintaticamente.

em II. dança. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. O jovem. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. a partir de 1822.Interpretação de texto II Avançar . sob idêntico ponto de vista. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. II. Paulo. “Incra suspende crédito para assentamentos. arrogante. mulheres dos dirigentes do Kremlin. d) sentam praça em algum lugar. sem experiência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822.” O Estado de S. b) sentam tijolos na parede. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. Para se candidatar a um emprego. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. b) II. embora empregando palavras diferentes. e) II e III. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. e) sentam orgulhosamente. 104.” Folha de S. II. Na 1ª manchete. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. d) I e II. U. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. Acostumados às apagadas. os russos achavam que ela era influente demais. c) sentam-se numa poltrona. exibida. Está correto. às vezes literalmente.102. apenas o que se afirma em a) I. b) A que palavra. III. o fato parece mais grave que na segunda. Paulo. Na 2ª manchete. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. b) a relação de dependência econômica do país. em relação às manchetes. desempregados. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. c) III. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. 46 Considere as seguintes afirmações: I. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. literalmente. Fuvest-SP I. GABARITO 105.

de colégio. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. as curvas de afeto. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. o abaulado amigo. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. e) ironia. 47 106. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. 109. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. apesar de aproximar-se da prosa. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. em efes e erres. d) a tábua-de-latrina. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha.” NETO. exemplo único de concepção universal. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. onde cabe qualquer homem e a contento. b) sintaxe elíptica. ecumênico. sentam poltrona. senão pregos. sentam bancos ferrenhos. A vida toda. qualquer o assento. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. A educação pela pedra. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. d) linguagem coloquial. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. 108. Texto para responder a questão 109. vó? — Naão. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. João Cabral de Melo. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. c) recriação de cena cotidiana. se sentam mal sentados. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. confere ao homem uma postura universalizante.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. como compete à poesia. a) Revela-se poético. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. os ferem nós debaixo. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. por ser anatômica. 107.Interpretação de texto II Avançar .

Não sei o que herdou do pai. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. em especial. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. E pensei: está aí. se fosse nascer hoje. 111. atletas e gênios não exista um serial killer. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. Há algumas ironias. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. está redimida a eugenia. F. Eu. F. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. escrito por Luís Fernando Veríssimo. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. se esta é a palavra. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. implícitas nessa questão de engenharia genética. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. foi publicado no Jornal O Globo. Mas desconfio que. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. que promete ser a questão do novo milênio. mas não o inverso. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. as questões 110 e 111. a qualidade do sangue ou do ambiente. mesmo que fosse eu. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. Para começar. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino.Interpretação de texto II Avançar .” 48 110. que não tem qualquer opinião no assunto.O texto seguinte. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. que está em Paris para lançar um livro. de 28/10/99. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. depois. U. Pela fotografia no jornal. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. U. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. a genética ou a cultura. b) questionar a reprodução programada e. Leia-o e responda. pelo menos no Brasil. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter.

A vela está quase a extinguir-se. rios cheios e uma figura de lobisomem. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. 98. Marciano está dormindo. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. no seu sentido geral. Lá fora há uma treva dos diabos. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. Cesgranrio Analisando o texto. viciadas em indigência intelectual e espiritual. Se ao menos a criança chorasse. sem afeto e sem cultura. sem sonhos. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. uma boca enorme. às escuras. morto de fadiga.. Patifes! E eu vou ficar aqui. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. Fecho os olhos. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. (. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. p. um grande silêncio. Devo ter um coração miúdo. até não sei que hora. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. Vitória. com certeza me achava extraordinariamente feio. corpo de criança e alma de mulher. 08 set. até que. as crianças são levadas precocemente ao consumo. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. 49 113. bruxas e reis. Aos quatro anos. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. O sonho é substituído pela TV. Memórias de um Dinossauro. c) retrata o conflito íntimo da personagem. E a desconfiança terrível. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. e as fadas.Interpretação de texto II Avançar . Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje.. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. aos brinquedos eletrônicos. dedos enormes.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. In: A Gazeta. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. Frei.. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. 112. 05. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. lacunas no cérebro. IMPRIMIR GABARITO 114. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. Voltar Língua Portuguesa . b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. Se Madalena me via assim...” Excerto de BETO. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. É horrível! Se aparecesse alguém.. Foi este modo de vida que me inutilizou. Estão todos dormindo. E um nariz enorme.” Graciliano Ramos. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. cansadas perante um futuro que ainda não viveram.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Sou um aleijado. Nem sequer tenho amizade a meu filho. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce.

Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. aquela de chita. De alma escovada e coração estouvado.. show do Milton Nascimento.Interpretação de texto II Avançar . 116. decidida. da qual fazia parte. Mas namorado. distanciado e lúdico. atividade da razão. chamado Jean Baptista von Helmont.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. tendo o manjericão agido como fermento. sabemos que escorpiões não nascem assim. ‘expressão duma alma muito pessoal. ponha a saia mais leve. 50 BOSI. Namorado é a mais difícil das conquistas. A proteção dele não precisa ser parruda.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de pele. beira d’água. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. caso. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. ponha ali erva de manjericão bem triturada. mesmo assim pode não ter namorado. b) escarnecedor. relatou a seguinte experiência. 494. e passeie de mãos dadas com o ar. no caso.. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. argumentando indutivamente. (.. um químico holandês. Obra completa. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. d) tímido. bosques enluarados. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. Necessita de adivinhação. traço constante na poesia de Drummond”. quindim. dois paqueras. ruas de sonhos ou musical da Metro. UERJ Em 1648. Enlou-cresça. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. (. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.” Hoje. fliperamas. brisa ou filosofia. c) irônico. sem qualquer reflexão. Se você tem três pretendentes.. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. envolvimento. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não.. Paquera. é poesia objetiva. Alguns dias mais tarde. flerte. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. 1982. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. lágrima. gabiru.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. (. Alfredo. fazer compra junto. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele.115. Namorado não precisa ser o mais bonito. e) característico da primeira geração modernista. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. um envolvimento e dois amantes. Definindo-lhe lucidamente o caráter. até paixão é fácil. fazer sesta abraçado. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. é muito difícil. de saliva. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. Segundo Bosi. 1989. História concisa da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Aguillar. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.” ANDRADE. transa. semelhante ao de Gregório de Matos. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. p. Carlos Drummond de.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo.. fruto da inspiração poética. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. você verá nascer pequenos escorpiões. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. São Paulo: Cultrix. mesmo. nuvem.

d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. clamando por liberdade. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. o conhecimento do código de trânsito. Tanto no texto como no comportamento. 120. UFMG De acordo com o texto.Interpretação de texto II Avançar . De um lado. e. certa rua dá mão. Esse tipo de postura gerou um impasse. por natureza convencional e efêmero: num dia. Pela perspectiva dos artistas. A transgressão. o emprego do termo. os artistas. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. UFR-RJ “Enlou-cresça. deve possuir função estrutural. Para eles. em nome de sua arte. para ser bem-sucedida. A língua existe para servir o indivíduo. (Refere-se aos gramáticos. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. em valor. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o conhecimento do código de trânsito. dominar a norma culta do idioma não excede.. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. de ambigüidade. no outro. Na maioria dos casos.” 51 GABARITO 119. indica novas propostas para o futuro. De outro. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. impondo normas. que variam conforme as convenções gerais de cada época. e não para escravizá-lo. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. pensa o poeta. guardiães da língua). b) Ela pode dar impressão de firmeza. destacado. (Introduz uma comparação). Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. ficam os gramáticos. na próxima semana. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. não dá. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. que variam conforme as convenções gerais de cada época. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. ou expressão. UFR-RJ Para o autor. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. A resposta à questão inicial é simples. c) Para eles. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. Sendo uma aventura intelectual. dominar a norma culta do idioma não excede. (Refere-se à transgressão de função estrutural). é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado.117. UFMG Em todas as alternativas. em valor. Ela pode dar impressão de firmeza. 118. c) distingue o que é concreto do que é abstrato.. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. pode ser que a mesma rua não exista. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. de precisão. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual.

) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém.. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. compreendemos que já estamos sendo castigados. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. oportunismo político ou desinformação. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. então. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. chamadas premissas.” SAVATER. delas se tira uma terceira. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. FERREIRA. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. Aqui o sério é temerário. B. etc. Do mesmo modo. nas circunstâncias. se não fosse assim. UERJ silogismo. O Globo. o sensato é insensato. 24/03/2000. 1997.. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. nem se daria ao trabalho de dizer nada. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. (. A. Se não fôssemos livres. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. resistindo a apelos emocionais. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. sensatos..)” VERÍSSIMO. ou talvez até risse e pronto. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. Grita exatamente porque sabe que foi ela. Em compensação. Trad. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. ao crescermos. chamada conclusão. m. de Holanda. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. Lóg. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. S. Nova Fronteira. É que. então. temos homens honrados e capazes. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. F. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. 52 Considerando essa definição.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. Por isso. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. ‘não percebi o que estava fazendo’. então. 121. São Paulo: Martins Fontes.. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. Fernando. ‘é mais forte do que eu’. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. O país só é viável se metade da sua população não for. nelas logicamente implicada. então. postas duas proposições. é preciso alterar esse modelo econômico. ‘perdi a cabeça’.Interpretação de texto II Avançar . mesmo reconhecendo que é pouco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1986. comprometeria o programa de estabilização do Governo. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. Ética para meu filho. L. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. Sérios.. quebraria a Previdência. Dedução formal tal que. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. Monica Stahel.. Rio de Janeiro. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo.

é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. de GOETHE.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. Newton. W. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. O restante (. ou métodos de comparação. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. GABARITO 125. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . 1993.122. Para ele. Assim. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. fenômeno na retina ou fenômeno físico. A respeito dos textos. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I.. A sina dele era correr mundo. F. andar para cima e para baixo. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. considerando-se o sentido do texto II. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. Ora. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. no texto I. 53 “Entristeceu. W. PUC-RJ Leia o texto abaixo.. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. J. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. Um vagabundo empurrado pela seca”. b) delimita o que é defendido e o que é atacado.) encontra-se em estado de improdutividade. incluindo lagos. é de 850 milhões de hectares. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. continuando o caminho de Goethe. Mais ou menos metade desta superfície. rios e montanhas. uns 400 milhões de hectares. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física.” GIANNOTTI. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. Vidas Secas. Schopenhauer. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. São Paulo: Nova Alexandria. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios.Interpretação de texto II Avançar . sem fruto”. José Saramago. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. de abandono.. não basta dizer que a cor surge da luz. 124. à toa! Como judeu errante. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. inteiramente distintos. actualmente. que é negado no texto II. M. Nesse aspecto. caem por terra. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. M. mas como aparece junto à luz. de Graciliano Ramos. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. 123.

F. U. como a recessão e a violência.Interpretação de texto II Avançar . não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. julgue os itens que se seguem. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. os homens presentes.” ANDRADE. Antologia poética. à diversão. de certa forma. Entre eles. pela primeira vez na História. trazendo preocupações novas. considero a enorme realidade. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. que raramente o questionamos. ao lazer. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. 127. Carlos Drummond de. o tempo presente. não direi os suspiros ao anoitecer. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. tendo em vista a existência de graves problemas. surgiram jornadas de trabalho brutais. São Paulo: Moderna. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. voltam com força total. como a grega. 1998. neste final de milênio. O tempo é a minha matéria. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. O presente é tão grande. Não serei o cantor de uma mulher. Não nos afastemos muito. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. entregar-se aos devaneios e à solidão. em breve. Rio de Janeiro: Record. dos quais não pretende mais se afastar. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. GABARITO A partir do texto. não nos afastemos. p. principalmente a urbana. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. o lazer. 1998. ignorando o passado e o futuro. a vida presente. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vamos de mãos dadas. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. lazer e entretenimento como ideais de vida. Também não cantarei o mundo futuro. Nesse período. ( ) Infere-se que. “Introdução”. p. a romana e. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. do presente. 118. devastou-se a natureza. a paisagem vista da janela. ao entretenimento. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. não haverá mais quem trabalhe.126. nesse texto. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. não pretendendo. pois. In: Educação para o lazer. Mas. Estou preso à vida e olho meus companheiros. 9. porque isso significa que. assustando algumas autoridades. Luiz Octávio de. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. A diversão. ( ) Atualmente. a chinesa — foram esquecidos. de uma história.

como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. logo. como também não quero ser chamado de vagabundo. Cad. é necessária na atual conjuntura. (…)” O Globo. nada disso. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. lá vem a segunda-feira. ou seja. 27/9/99. 29/9/99. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. se o ex-ministro Magri. e.” (Revista do Mercosul. Lá vêm outra semana. (32)“Max Floc. deve ser capaz de fazer inferências. UFMS Na construção do sentido de um texto. já está em outonos e.: Quando usava outros tipos de vestimentas. (02)“Vinho Mercosul no mundo. Não.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. p. p. Nada de aposentadoria. O Globo. Podia estar aposentado.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. Não tenho queixa. fico um pouco melancólico. Eu. 28) – Inf. 84) – Inf. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia.: Para o autor. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. não ele). Alguns. ago. 6/10/99. 7) – Inf. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. 29) – Inf. 103) – Inf. (16)“Sem alarde. mas com inquestionável empenho. como sabemos. começo na manhã da própria segunda. Quis muitas vezes descondicionar-me. reconheça. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. mas a verdade é que. a soma das alternativas corretas.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. outra crônica. não. Por exemplo. chegou a verões. 57) – Inf. outros compromissos. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. especialmente por um ex-colega de magistério.” (Época. Dê. o povo era elegante.” (Veja. 5/7/99. enfim. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. Opinião. sempre é afável comigo. p. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. Além disso.Interpretação de texto II Avançar . quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. sem muito sucesso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 128. se bem que ele próprio aposentado. eu também podia recorrer ao dr. Ao trabalho. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. como resposta. Cad. nem de tentar facilitar a vida. eis que. 7. mas não adianta. 1999./jul. mas posso perfeitamente inventá-la. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. E o dr. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. a síndrome ataca de igual maneira.” (Raça. Antônio Carlos. outras chateações. pondo a mão no meu ombro. 1998. p. morre de rir quando o crítico e. que me conhece desde rapazinho (eu. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. já depois de muito tempo trabalhando em casa. p. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. se transmuta em invernos. p. Antônio Carlos. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. que não os mencionados. p. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. dos saudosos 30 mil dólares. jun. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. procurando pistolões. 5/9/99. entre as alternativas apresentadas abaixo. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. Com base nessas explicações. eu também posso).” (Roberto Campos. Opinião.” (Istoé. pôde. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. logo.

como em baronato. a soma das alternativas corretas. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. (32)Já para criar segunda-feirite. como resposta. UFMS Dentre os enunciados abaixo. 56 GABARITO 130. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. sujeitos a horários e normas rígidas. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. ou seja. também ele inventor de palavras. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. por exemplo. (16)Para construir o vocábulo marajanato. a soma das alternativas corretas. Dê. que não a do locutor. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. (01)Sendo quase sexagenário. Antônio Carlos. ou seja. Antônio Carlos. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. Dê. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. desesperado. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. como. (01)No início do primeiro parágrafo. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. que me conhece desde rapazinho (eu. o autor emprega o sufixo grego -ite.”. e na necessidade da situação atual. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns.129. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. pelo fato de obedecer a princípios éticos. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. como resposta. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. inconformado. como resposta. no caso do texto. como o dr. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. rinite e gastrite. a soma das alternativas corretas. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). Dê. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). a de escritor. 131.

de Ana Miranda. (…) filmo o nascimento do Raphael. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. a arquitetura do medo. pagam 1. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. 57 A partir do texto acima. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. p. assim como o leite. nº 30. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. a massa de pizza vem num saco com sessenta. comem-se muita verdura e fruta. e as estruturas levíssimas. poeta. as geladeiras são repletas de guloseimas. entre outros romances. não há edifícios de mais de três andares. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. classic music to help stimulate your baby’s brain development. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. um sentimento vitorioso. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. o chicano passa a cada instante. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. associada a Rubem Braga.” MIRANDA. apenas alguns. tudo aqui tem o mesmo gosto. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. julgue os itens seguintes. o imigrante passa a cada instante. todo mundo de carro. por a polícia. as ruas espalhadas. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. faz calor mas não muito. o neném nasce e chora. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. claro. escritora brasileira. ameaçador. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX.75 dólar. a cidade é calmíssima. de eternidade. corta o meu coração. por causa dos terremotos. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. fomos a um mercadão de varejo. ah. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. ( ) A exemplo da tipologia textual. 19 (com adaptações). Ana. de noite esfria. o imigrante e o chicano passam a cada instante. Caros Amigos. a polícia passa a cada instante. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. Smart Symphonies. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. ( ) Com a metáfora final do texto. 9/99. as frutas são coloridas mas sem sabor.Interpretação de texto II Avançar . em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tudo era apavorante. autora de Boca do Inferno. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo.132. o imigrante passa a cada instante.

julgue os itens que se seguem. Rio de Janeiro: Aguilar. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. Disse que ela era boa. p. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. em “À toa” (v. 1974.133.Interpretação de texto II Avançar . ( ) No verso 9. Chorei.10) e “Perdi meu tempo” (v. Utilizei o bonde. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. 406-7. Fiz versinhos. o autor emprega. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. simultaneamente. Que ela era gostosa. ofereci pó… À toa: não fez efeito. In: Poesia completa e prosa. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Me rasguei todo. ( ) Entre os versos 11 e 15. ( ) Para conquistar sua amada. Mafuá do malungo. li Elvira a Morta [Virgem. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. Falei de macumba. o automóvel. Ajoelhei. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax.19) há a mesma informação semântica. 58 Com base no texto acima. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Manuel. o passeio a pé.

105. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. Para os outros. uma perspectiva política. uma perspectiva cultural. única saída para os desempregados. conseqüentemente. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. São Paulo: Educ. Apud: BASTOS. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e.“ SOARES. 136. 1999. p. c) a modernização das empresas que. para o país. já não precisam tanto de força física. Fempar Segundo o texto. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. Neusa (org. uma perspectiva social. d) educação. mas que os deixa desassistidos. por isso. Veja. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. vai-se constituindo em disciplina curricular. à qual o texto se refere. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. E o desafio. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. c) globalização. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. p. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. Fempar Pela essência do texto. Durante mais de uma década. com a modernização. subempregada. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. por uma ironia de seu passado recente. hoje. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. uma perspectiva psicológica.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. o principal órgão de pesquisas sociais do país. 21 de julho. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. e) o descompasso entre modernização e economia. ao longo do tempo. a escola. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. 135.Interpretação de texto II Avançar . que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. o governo abandonou estradas. 53.). as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. as expectativas. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. perspectivas. Fempar A ironia. isto é. Isso porque as empresas. 59 134. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. Língua portuguesa: história. ensino. uma perspectiva histórica. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. b) o avanço da economia informal. Segundo o Instituto. deixou ruas se esburacarem. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. Assim que a economia voltar a crescer. Cintia. 1998. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. e) modernização. Magda. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema.“ VALENTINI. o horizonte é desolador. b) desemprego. Para garantir a sobrevivência. viadutos.

137. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. F.Interpretação de texto II Avançar . só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. F. d) 2 – 3 – 4. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. aluno e o contexto em que interagem. b) I e III. e) 3 – 4. U. I. III. a metas e ações. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. II e III. facilitando a leitura. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. ou seja. 2. II. U. 138. prioritariamente. Pela análise das afirmativas. c) I. 3. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. Pela análise das afirmativas. b) social envolve professor. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. d) II e III. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. 1. F. b) 1 – 2 – 4. e) III. 139. U. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. “pode e deve” sugere uma gradação. 4. “objetivos e procedimentos” correspondem. estruturas de natureza semelhante. c) 1 – 2 – 3. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. ao “como” se aprende determinado conteúdo. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. d) psicológica diz respeito.

Segundo afirmam. b) a palavra “fóssil”.) O programa de gás natural. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. para os críticos do programa de gás natural.” Revista Galileu... remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. tem.. F. fornece uma quantidade significativa de gás natural. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. (. no Brasil. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. U. isso é o que o governo federal dá a entender. que significa “embora não declare explicitamente”. Nesse caso. porque a Bolívia. Para exorcizar a ameaça.Interpretação de texto II Avançar . A palavra fóssil tem. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. para eles.. Assinale a alternativa com a frase que. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele.. o que. (Adaptado). U. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. defendido por muitos especialistas. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. para certos críticos.). e) O problema da falta de energia. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. (.). contendo informações cientificamente corretas.. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. prevê a utilização de um combustível fóssil.. 140. F. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. no total da produção de energia brasileira. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. país não limítrofe com o Brasil. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. um significado preciso. um significado preciso.. (. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. na expressão “combustível fóssil”. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 141. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados..) Sem dizer com todas as letras.. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato.

e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. Dê. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. Ou seja. como resposta.“ Superinteressante. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. Pronto. ”O que diz a letra Em 1995. 55. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Com essas inferências duvidosas. as inferências são duvidosas. suas letras não se curvavam impetuosamente. Com base nessa afirmação. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. 62 142. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. como resposta. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Tarefa simples. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. Portanto. 143.Interpretação de texto II Avançar .Texto para as questões 142 e 143. Unioeste-PR Segundo o texto. Lírio foi descartado. Pois Lírio acabou reprovado. p. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. Francisco Lopes. Este ano. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. técnicos e administrativos. muito pelo contrário. Dê. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. a soma das alternativas corretas. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. 64) a forma como lírio escreve. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. feita por Lírio. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. pois conseguiu emprego em um jornal importante. Como ele soube? Simples. Mas errou com Sérgio Lírio. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. foi um sinal de audácia. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. julho de 2000. de Vitória. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade.

Folha Mais. em que tudo se transforma tão rapidamente. Certas questões são exclusivas da ciência. In: Folha de S. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. 63 GABARITO 144. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. deixando de lado o ‘porquê’. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. descontados os fãs. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. Infelizmente. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. na maior parte desses veículos. fazendo com que sua divulgação não traga. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. dedicada a tirar Deus das pessoas. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. Marcelo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sem dúvida. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. como nas religiões orientais. Ciência e espiritualidade. uma atividade fria e manipuladora. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. então. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. 12. c) A massificação do conhecimento.” GLEISER. Parte da culpa pertence. ao público. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. 18 jul. anjos. podemos reconciliar a ciência com o grande público. proporcionada pelas telecomunicações. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. Como. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. Ou as pessoas de Deus. necessariamente. à comunidade científica: historicamente. Esse excesso de informação. Ela é encontrada no próprio ato criativo. enquanto outras pertencem somente à religião. A julgar por esses livros. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. O que ainda vemos. Paulo. de suas idéias e descobertas. Inevitavelmente. merecidamente!) perde a sua credibilidade. como a televisão ou o cinema. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. de várias superstições (gnomos. Caderno 5. 1999.Interpretação de texto II Avançar . claro. p. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. Essa situação está gradualmente se transformando. pouco se preocupando com o ‘como’. Com isso. mas muito ainda precisa ser feito.

não sei por que mas estou com medo. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. em direção à casa. Nau Catrineta. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. Levei Ermê para a Sala Pequena. Na mesa grande do Salão de Banquetes. acelerou o carro e partiu. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. e passou o cachecol em torno do pescoço. sentada. e trataram-na com muito carinho. disse Ermê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tia Julieta. colocando-o no meu. com a capota arriada. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. pregadas por diferentes religiões. não importando.145.” FONSECA. 135 e 136.” 146. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. Dê. Com um gesto abrupto. para preservá-los. Uneb-BA Para o autor. Rubem. o carro de Ermê. e esperei que me viessem chamar. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. agora resolutamente. ações ardilosas e desumanas.Interpretação de texto II Avançar . em volta da mesa. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. Eu queria terminar logo a minha missão. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. já que está se perdendo no materialismo científico. 147. Uneb-BA Segundo o autor. Vesti minha casaca. como se soubesse que eu a estava observando. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. 1989. Estou com medo. Desci para recebê-la. conhecimentos do mundo oriental. eu disse. b) aplicar. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. avise às outras. depois olhou na direção da casa. na ciência. a não ser dentro dela. como as outras. e) ultrapassa os limites do racional. retirou o Anel de seu dedo indicador. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. como resposta. a soma das alternativas corretas. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. através de ações não só de caráter objetivo. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. com muita pompa e cerimônia. Será nesta noite mesmo. que me observava atentamente. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. onde as tias estavam. eu disse a tia Helena. c) criar ela o seu próprio universo. Acho que é esta casa. ligados à meditação. São Paulo: Companhia das Letras. d) comprovar as verdades de natureza mística. e o final da narrativa é maniqueísta. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. mas também subjetivo. entrar lentamente pelo portão de pedra. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. foi cumprida a minha missão. In: Feliz ano novo. varada por um frio que não existia. p. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. c) distancia-se cada vez mais do homem. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. 129. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. como mandava o Decálogo.

Pentágono e Departamento de Estado. Ah. é um enterro. se tiram os recursos do homem. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. isso não. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. anterior à guerra do Vietnã. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. com maus pressentimentos mesmo. Quintal embora. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. a soma das alternativas corretas. como resposta. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. depois da Europa. o que é que deixam com o homem? Nada. diz o padre. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. Caderno 1. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. Iugoslávia. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. Uma vida. nunca que eu posso sumir. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Granada. não sei. 5. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. Paulo. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. Não sei. e isso não é vida de homem. Quem some é os outros. Vozes conhecidas. uma relação de dependência econômica. Haiti. a América Latina. apropriadamente. é América ainda. p. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. com intermediação do padre. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. não vão ter surpresas com a IPI. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. 17 ago. mas não o inibiu: Panamá. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. Iraque e Iugoslávia. Essa terra. João Ubaldo. possa ser. (32)mantém. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. a gente nunca. não fizesse disso um problema interno. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. lá e no mundo.Interpretação de texto II Avançar . com Ancrísio Antunes. Porque. se Antunes não me sustenta. nem merecedora de maior divulgação. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. nos dois casos. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública.” RIBEIRO. 1982. que muda por questões de ordem religiosa. disse o padre. a agência UPI. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. já foi uma boa terra. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p. diz ele depois de muito tempo. 83-4. In: Folha de S. eu sumir? Como que eu posso sumir. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. agora. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. o que é que me sustenta? Não sei. Sargento Getúlio.148. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. Por que vosmecê não some? Eu sumir. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. A criação da nova agência — IPI. É que a situação mudou. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. Nem da Europa.” FREITAS. Temos o que esperar com apreensão. Um governo esperto tomaria precauções para que. mais sensibiliza a opinião pública americana. Janio de. 1999. Dê. Hoje essa terra não vale mais nada. diante de um impasse de ordem política. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. passando do discurso à ação. região que. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. diz o padre. não vale quase mais nada. Iraque. ainda mais acentuadamente. FBI. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo.

iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa.Interpretação de texto II Avançar . conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. sem o paternalismo americano. (…) Ainda no campo das surpresas. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. brincando com os estrangeirismos. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. no mundo. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). Consuelo. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica.” DIEGUEZ. e) O mundo. o autor faz uma declaração que é justificada. 151. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. diz Corrêa da Costa. São as chamadas ‘palavras universais’. pode-se inferir: a) O poder americano. U. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. é consenso nos Estados Unidos. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. Nada disso. no plano lingüístico. d) A importância alcançada pela América Latina. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. globalizada a partir do tupi. superando a Europa. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. U. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. Quem não entende o que é pizza. Mas é bom notar que. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. ele já existia. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. É o caso de ‘piranha’. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. Veja. pois se vive uma nova Guerra Fria. U. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. Mas. pode vir a desmoronar. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. hambúrguer. consultou 130 publicações de quinze países. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. ainda é o clássico francês que causa frisson’. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. d) A América Latina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Salvador-BA No segundo parágrafo. durante dois anos. Elas mostram que. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. de acordo com a sua visão. houve aquelas que andaram na contramão. o levantamento não deixa dúvida. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. b) O mundo caminha para um estado de guerra. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. 22/03/2000. 150.149. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. ‘Neste fin-de-siècle high tech. de certa forma.

conforme as perspectivas do poder político e econômico. É o caso de “piranha”. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. c) A hegemonia americana.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. 2) O texto.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. 4 e 5 b) 1. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. na íntegra. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. Estão corretas: a) 2. como se pôde constatar. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. 5) ‘globalização’. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. o que está indicado no subtítulo.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. se estendeu também ao universo das línguas. 3 e 5 67 153. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. 3.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. c) “Quem não entende o que é pizza. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto.152. ‘palavras universais’. Por isso. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. prevalece a linguagem figurada. d) “Ainda no campo das surpresas. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. hambúrguer. globalizada a partir do tupi. 154. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. ‘mundo’. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. na verdade. e) A globalização das palavras respeitou.Interpretação de texto II Avançar . 2. as pegadas dos povos conquistadores. tem como suporte um outro texto anterior.

Para alguns cientistas. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Ou seja. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. Assustador? Talvez. o nitinol. na segunda oração há dois. Na primeira oração há dois adversários.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. UFRN Para alguns cientistas. d) desenhar cópias de si mesmos. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. b) Tudo.Interpretação de texto II Avançar . c) progresso da Medicina. d) Nada. n.” Ambas têm em comum: a) Tudo. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. As previsões acima podem parecer ousadas. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. d) otimização dos laboratórios. No campo dos materiais. c) Nada. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. são até conservadoras. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. 126. 1998. 157. p.) 68 155. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. pela primeira vez na história da humanidade. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Assumem. já existe um metal. b) avanço da tecnologia. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. viver em Marte. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. ano 31. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. Será uma época em que. um dia. 51. Sabemos apenas que. c) suplantar a inteligência humana. Basta aplicar um pouco de calor. estaremos entrando no paraíso. U. b) aprimorar formas de pensamento. que não nos será possível sequer desligá-los. Na primeira oração há dois adversários. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. na segunda oração apenas um. no fundo. assim. no inferno. na segunda oração apenas um. Talvez não. Na primeira oração há um só adversário. na segunda oração há dois. A comida milagrosa? Já existe. 156. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. mas. 158. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. Não sabemos quando teremos robôs escravos. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. Talvez estejam apenas sonhando.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Na primeira oração há um adversário. Para outros. 23 dez.

UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. sonegação e formação de quadrilha. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Paulo.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. Para coroar. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. baseado apenas no futebol. 69 GABARITO 159. na linguagem do Direito. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. o que leva o nome técnico de contrabando. negligência ou imperícia da pessoa. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. Wanderley Luxemburgo. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. Talvez seja exagero. o então treinador da seleção brasileira. Em 94. anticonstitucionalmente. não do seu desejo de praticar um ato não legal. e) avalia que o passe. por exemplo em “crime culposo”. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. “em termos penais. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. Em termos penais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é anacrônico e absurdo. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. uma falta bem menos grave do que a sonegação. 160. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei.” Editorial da Folha de S. Com adaptações. significa o que é resultante de imprudência. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. Mas. Culposo. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. olhando para o futebol. que recende a escravismo. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. Há pouco. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. 29/8/2000. valores úteis para a vida em sociedade.Interpretação de texto II Avançar . “o que leva o nome técnico de contrabando”.

e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. 32. diz o professor. b) podem tornar-se facilmente um vício. usar a cabeça só atrapalharia. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. Uma troca perigosa. Assim. ele precisa de empenho para parar’. o então treinador da seleção brasileira. Unifor-CE De acordo com o texto. ‘Em um videogame. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. 70 GABARITO 163. inclusive com o risco de vício. não se raciocina. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. 162. Vista no contexto. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. Aliás. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. apesar do que se vê no futebol. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Na verdade. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. UFSE … “olhando para o futebol. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. os videogames: a) transformaram-se. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. p. estimulando sua atenção. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. para provocar sensações mais intensas. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol.161. o jovem tende ao retraimento. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. b) a seleção brasileira não tem mais treinador.Interpretação de texto II Avançar . É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. atualmente. quanto qualquer outro instrumento. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. Wanderley Luxemburgo. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. UFSE Há pouco. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. junho/99.” Adaptado de Superinteressante. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. Para Setzer. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

bons. entrando numa loja para comprar uma gravata. de noite. para me fazer essa pergunta. meu trago de cachaça. a um tipo de diversão violento e cruel. comida. dá na gente um sonho de simplicidade. cortar lenha. esquentamos um pouco junto do fogo. tive de repente um ataque de pudor. tirar areia do rio. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. É apenas um instante. São uma necessidade que inventei. subimos a barranca. São Paulo: Círculo do Livro. saber intrigas? Uma vez. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. IMPRIMIR 166. Todo mundo. distraídos. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. O telefone toca. Que prazer em comer aquele peixe. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. Rubem. e chegamos à choça de um velho seringueiro. Voltar Língua Portuguesa . Por que beber uísque. algo de útil e concreto. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. marcado por situações de extrema violência. me surpreendendo. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. os videogames significam proteção para os jovens. e isso era bom. assim. as mangueiras e o ribeirão. Precisamos de uma casa. brilhar um pouco. para o narrador. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. não assim. que me fatigasse o corpo. Uneb-BA No texto. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. precisamos apenas viver — sem nome. Quando ficamos bem cansados. nem frio. com certeza. muitas vezes. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. Ele acendeu um fogo. de repente. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. s/d. tem de repente um sonho assim. Será um sonho vão? Detenho-me um instante.Interpretação de texto II Avançar . 200 crônicas escolhidas. 71 GABARITO 165. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. nem número. com frio. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. e a água era boa. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. p. meio molhados. b) despojada. uma simples mulher. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. E quando precisava de um pouco de evasão.” BRAGA. entre duas providências a tomar. no meio do mato. A vida bem poderia ser mais simples. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. lavrar a terra. em detrimento do mundo real. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. fortes. doces. como os bois.164. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. e) de evasão para um mundo de sonhos. apenas me fazem falta. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. na noite escura. nem sede. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. 3267. mas deixasse a alma sossegada e limpa. Puxamos a rede afundando os pés na lama. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana.

essencial. b) no segundo parágrafo. Não o morto nem o eterno ou o divino. a perda voluntária de amor e memória. Não a morte. a fuga de si mesmo. o tempo elidido. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. nem braço a mover-se nem unha crescendo. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. calado. 168. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. e este fundindo-se. domado. um sono.167. não respirado. a desnecessidade do canto. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. sem ciência nem ironia. todos os gestos afinal impossíveis. porque o tempo não mais se divide em sessões. mais longe de tudo. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar.Interpretação de texto II Avançar . b) “Porque a frase. um início. 234-5. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. senão inúteis. indiferente e solitário vivo. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. o verso / (E. confusão entre manhã e tarde. Rio de Janeiro: Record. ausência deles. d) no quarto parágrafo. Isso eu procuro. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. sem calor. o eco já não correspondendo ao apelo. apenas o vivo. já sem ornato ou comentário melódico. o exílio sem água e palavra. já sem dor. In: Antologia poética. o conceito. contudo. c) no terceiro parágrafo. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. p. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. o pequenino. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. a limpeza da cor. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. a fuga da fuga.” ANDRADE Carlos Drummond de. vida mínima. e) no penúltimo parágrafo. menos que terra. mais me envolva. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. nenhum gasto de tecidos. 1993. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. o enredo. sem dúvida. ainda mais longe a fuga do feérico.

visando à expressividade. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. as angústias do homem. professores. U. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. daí a objetividade no enfoque do tema. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. os modos de vida da sociedade a que pertence. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. as crenças. U. a educação e a socialização se verificam. ( ) liberdade formal.169. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. vizinhos. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. ( ) uma linguagem referencial. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. representando bem uma arte engajada. numa mesma sociedade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. o comportamento. ( ) temática de caráter social.” 171. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. desde a infância. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. 172. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. 170. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. ( ) funções emotiva e poética da linguagem.Interpretação de texto II Avançar . amigos. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. como pais. eliminando. político. econômico etc). representantes do poder público. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. assim. d) centraliza-se na definição de endoculturação.

os agrava e. até o momento. Ao contrário. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. era muito grande. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. sem ocupação fixa. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. Contudo. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. tornando-as mão-de-obra desejável. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia.Interpretação de texto II Avançar . só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. no passado. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. Lasar. parece estar levando a melhor. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. Unifor-CE De acordo com o texto.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. 3. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. sobretudo nas grandes cidades. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. mesmo em alguns países mais adiantados. Contudo. b) a explosão populacional. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. 1988. nos vários continentes. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. Um museu de portas abertas. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. 174. que levaria ao planejamento familiar. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1/1/2000. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. então. na medida em que limita o uso da tecnologia. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. 74 173. as visitas a museus. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. p. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. Fatores culturais são também importantes. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. por conseguinte. principalmente. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. como a mortalidade infantil. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. É compreensível. África e América Latina. em vários países. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. O Estado de S. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. no Brasil. Paulo. especialmente nas grandes cidades. 31-2. José.” SEGALL. Movimento n.

Unifor-CE I. b) realçar ironicamente as metáforas. e) II e III. 176. b) II. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. c) III. II. GABARITO 178. Os museus.Interpretação de texto II Avançar . mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. A respeito dos enunciados acima. como instituição artísticocultural. pelos órgãos governamentais. “pouca conversa”. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. b) caracteriza as circunstâncias que. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. no Brasil. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística.175. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. d) I e III. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. 75 177. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. vêm sendo pouco prestigiados. no Brasil.

c) desgosto e censura. a vida é um sol estático. entrei e parei logo. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. Consolava-os a saudade de si mesmos. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. 1992. e) O poeta. Rio de Janeiro: Aguilar. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé.” ASSIS. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. esse excelente. e) ceticismo e desesperança. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. à esquerda. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. tinha os braços cruzados à cinta. disse comigo. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. Não faças poesia com o corpo. Fui a pé. completo e confortável corpo. b) Segundo o poeta. Machado. à entrada do saguão. achei aberta a porta do jardim. superior à própria vida e à morte. As afinidades. Não há criação nem morte perante a poesia. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. ‘Lá estão eles’. intensamente elaborado. não aquece nem ilumina. os incidentes pessoais não contam. Ao transpor a porta para a rua. d) velado humorismo. GABARITO 180.179. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. 1989. olhando um para o outro. dei com os dois velhos sentados. F.” ANDRADE. tão infenso à efusão lírica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . trata da essência da própria poesia. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. Diante dela. b) suavidade e melancolia. com as mãos sobre os joelhos. Ao fundo. os aniversários. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. em seu discurso metalingüístico. Carmo. c) O autor defende a transcendência da poesia. 76 d) Para o autor. In: Obra Completa. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. 95s.Interpretação de texto II Avançar . Memorial de Aires. p. Carlos Drummond de. D. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. U. Aguiar estava encostado ao portal direito. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”.

A imagem geométrica pode ser forçada. 21/04/2000. por ser sobretudo uma criação verbal. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. o Macunaíma. Folha Ilustrada. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. p. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. Por isso mesmo. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. potente e tendendo a ser feliz. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. Retomando a imagem literária. 12.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. De outro.Interpretação de texto II Avançar . teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. De um lado. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. 77 181. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. São Paulo. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. apesar do ressentimento social que o caracteriza. 5º Caderno. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. É também macunaímico. Carlos Heitor. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa.” CONY. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. a) O homem de Guimarães Rosa. em nossa essência. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. o homem miscigenado. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. tomou sua própria vereda. herói sem nenhuma definição. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. mas o homem é causa e efeito do verbo. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. Ou seja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fomos e seremos assim. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. o opositor de uma e de outra. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas.

Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. diz Ricardo Paes. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. c) “mais de”. encontra-se também em outros tipos de texto. como dizia — e impedir conflitos futuros. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. apresenta danças e ritos. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. de Pernambuco. revela que um discurso oficial. Desde o início da semana. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. de certa forma. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. d) “500 anos”. no plural.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. referindo-se ao nome “Brasil”. ‘As comemorações dos 500 anos. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. mostra arcos. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). GABARITO 182. 184. mostra arcos. conhecida característica de textos literários. c) “crianças de diferentes idades”. d) “deixando preconceitos de lado”. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. predomina na sociedade. b) “um”. 22/03/2000. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. nem sempre verdadeiro. antecedendo a expressão “500 anos”.Interpretação de texto II Avançar . mas de maneira muito romântica. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fátima. expressão ligada ao nome “Brasil”. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. (…)” SÁ. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. UERJ A linguagem figurada. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. coordenador do projeto. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. da tribo fulni-ô. b) “Brasil de antes de Cabral”. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. até expõem a cultura indígena. Agora. 183. ele fala para mais crianças e adultos. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. Veja.

uma câmara. tudo. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. ele substitui a própria memória pela fita magnética. Nas festas de escolas primárias. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. que o poupa de estar exposto ao destino. Cônscia de sua relevância mística. claro. Veja. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. Ali jaz o desejo que não se satisfez. Protegido por sua máscara eletrônica. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. Prosas seguidas de odes mínimas. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). Ali jaz a vida que poderia ter sido. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. Continuará com pressa. esporte — me dás tudo. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . guardando imagens sem nexo.Interpretação de texto II Avançar . jamais terá tempo de rever o que filmou. a televisão é humanizada. Depois. 79 185. PAES. e normalmente muito rápido. enfim. 03/12/1996. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. por favor?). 186. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras.” BUCCI. P. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. UERJ No poema. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. 1992. De bom grado. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. ele apenas grava imagens. um vidro. Nas férias. J. O turista é um apressado. Guerra. Eugênio. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. sexo. o estranho fenômeno se generaliza. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. que se reserva a chance do inesperado. escancarando em público o vazio em que existimos. Se a televisão é a arena da história contemporânea. que vive. Aposentei os dentes. Sob o foco automático.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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Avançar

199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - I