LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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para corrigi-la: Como muitas piadas. Texto para as questões 21 e 22. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. PESSOA. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Voltar Língua Portuguesa .20. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. FROMER. Nando. UFR-RJ No texto Homem Primata. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. a vida é cruel. Sérgio. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. esta se baseia em um equívoco. ele acelerou o seu veículo. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender.Interpretação de texto I Avançar . Logo depois. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. Do CD Cabeça de dinossauro. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. Marcelo. ô. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. eu me perdi” BRITTO. Ciro. ô. REIS.

p. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. c) 2 e 4. 1. III. c) santidade X pecado. c) I. IV. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. é causa principal do desfecho presente no cartum. d) estagnação X mudança. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. 166-167. b) atraso X progresso. 11 JAGUAR. I.Interpretação de texto I Avançar . você é barbaro. b) 1. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens.22. 2 e 4. 5. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. 1968. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. d) 3 e 5. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. respectivamente. b) I. os antônimos: a) lentidão X velocidade. e) 3. e) passado X presente. 23. O militarismo. e) III e IV. Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. III e IV. 4. 3. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. IMPRIMIR GABARITO II. II. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. Átila. 2. 24. III e IV. 4 e 5. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. III e IV. d) II. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto.

” 26. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. 23/06/99. III Essas doenças. Procure seu médico e siga a sua orientação. prepara-te para a guerra. o autor procura confundir o leitor. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. INSTRUÇÃO: Com base no texto. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto.Interpretação de texto I Avançar . o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. julgue os itens da questão 27.” d) “Quando um não quer. por problemas cardiovasculares.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado.25. daí ser um elemento anafórico. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares.” b) “Quem tudo quer tudo pode. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa.” e) “Devagar se vai ao longe. GABARITO 27. ( ) Na última parte do texto. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. obesidade.” c) “Se queres a paz. associadas a tabagismo. e) através de um jogo de palavras. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. estresse Líder em soluções Veja. p. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. Hoje. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. ( ) Em Ele é um novo homem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 153. dois não brigam. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto.

CELULAR. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. Jeep Grand Cherokee. O amor sexual lhe repugnava. em seguida. autor que. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. a surpresa da visão da mulher amada. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. a mulher caracteriza-se pela pureza e. segundo Mário de Andrade. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. Formas nuas no leito resvalando. Ele tem motor 4. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando.0L High Output. Jeep Grand Cherokee. b) Num momento. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho.. em outro momento.. a fuga pelo sonho e pela morte.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.” Veja. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. pela nudez e sensualidade. a mulher é pálida sobre o leito e.. de outro lado. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. Aponte-a: a) De um lado. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos.. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. num segundo momento. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. 29. GABARITO 30... anjo entre nuvens. 13 28. a revelação de que apenas é uma lavadeira. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. d) Inicialmente. U. à luz da lâmpada sombria. 11/10/98.400. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. Potiguar-RN “Soneto Pálida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. Não te rias de mim. sofre muito o prestígio romântico da mulher.Interpretação de texto I Avançar . duplo air-bag. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. c) Em princípio. A partir de R$ 55. o sofrimento das noites de vigília.” Nos versos acima. Jeep® Só Existe Um. julgue os itens da questão 8. A vida moderna em favor da vida de verdade. Negros olhos as pálpebras abrindo. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.

Manuel. 34. Talvez eu tenha medo. d) IV. o segundo aborda a beleza da mulher madura. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. d) Porque é amiga do poeta. (. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. e) os textos abordam temáticas diferentes.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem.. e a segunda. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil.. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental.. c) Morte. que mostra incerteza do poeta. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. embora diferentes. d) Noite. 31. nas mulheres. (A noite com seus sortilégios. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). c) Porque aparece toda noite. b) II. II. a primeira. pode a noite descer. E as feias. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido.. d) embora falem sobre o mesmo assunto. e a segunda. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema.. b) ambos os textos vêem apenas belezas. ou diga: – Alô.) encontrará lavrado o campo. IMPRIMIR Sobre os textos. iniludível! O meu dia foi bom.1984. a primeira. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. o poema pode ser dividido em duas partes: I. a casa limpa. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. Voltar Língua Portuguesa . 33. Uniube-MG Com relação à estrutura. IV. c) III.” Manuel Bandeira. sobre o tema: Mulheres.” Vinícius de Moraes. São Paulo: Global. que revela a felicidade de um dia de trabalho. In: Libertinagem. a primeira. Com cada coisa em seu lugar. que revela sua ousadia e destemor diante da vida.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. A mesa posta.Interpretação de texto I Avançar . certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. e a segunda. e a segunda. Talvez eu sorria. b) Porque não poupa ninguém. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. III.. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. a primeira. que apresenta dúvida e descontrole emocional. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. b) Visita. 32. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera.

15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. o ‘meu’ embrulho não abre nada. apresentados no primeiro período do texto. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. nunca pensara organizadamente na única pessoa. só a partir de agora.Interpretação de texto I Avançar .” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. apresentado na abertura do texto. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. ao passado anterior ao passado. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. 37. muito menos o tempo. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. que seu filho precisa de liberdade para aprender.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai.. UFGO Acerca da organização das frases. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. de 7 jun..” 36. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. ao passado depois do passado. remetem à expressão “as crianças”. estabelecem relação de causa e conseqüência. assim como você. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. e) É um caso de associação de idéias. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. Novo Omo Multi Ação. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ( ) a palavra ainda. ou seja. no único personagem. PUC-PR “Nada mais diferente (. ( ) o vocábulo outro. não sendo eu. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. pelo fato de causar incoerência. As questões 36 e 37 referem-se a ele. Porque não há aprendizado sem manchas. Com base nessa informação e na leitura do texto. ao passado ‘ao lado’ do passado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Ora. 2000. o meu caso. criando uma relação com Quase memória. indica que. no único tempo de um homem que. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. idéias deduzidas do início do texto. o produto foi aprovado pelo consumidor. conotativo. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. se sujarem”. em “como nenhum outro”. o primeiro é denotativo e o segundo. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. era o tempo do qual eu mais participara. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. refere-se a um elemento extratextual.35. removendo manchas de gordura como nenhum outro. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. se sujarem. ou melhor.

Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. confusão: espere até poder expressar suas idéias. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. 39. 16 Texto para as questões 39 e 40. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. grito de guerra de uma escola de samba.” Marie Clarie. julgue os itens da questão 38. conte com os amigos. ora implicitamente ora diretamente.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. 1984. b) 1. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. Para isso.Interpretação de texto I Avançar . Língua.. maio de 1998. Com Marte transitando em seu signo. o autor alude à idéia de que. Você poderá contribuir com o parceiro. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. Em “Gosto de ser e de estar”.. 3. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. c) 2 e 4. 38. PolyGram. 1. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. Caetano.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. desejada pelo autor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2 e 3. e) 3 e 4. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. 3 e 4. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. d) 2. Velô-Caetano e a Banda Nova. 2. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. a idéia de plenitude. No trabalho. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. sendo “pátria”. 4. o que lhe trará entusiasmo.

Homem sobe. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. Estão corretas: a) 1. 3. e) 3 e 4 apenas. 63. 17 41. Burro foi ao subir tão alto clima. Quando o pisava da Fortuna a Roda. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. que é discreta a fortuna em seus reveses. a soma das alternativas corretas. que indigno cresce. burro parece. Dê. “dores”. Desanda a roda. 1996. Nas expressões “confusões de prosódia”. 3 e 4. Em terra de incompetentes. como “roçar”. d) 2 e 4 apenas. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo.” MENDES. 16. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. 1. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. 08. 4.Interpretação de texto I Avançar . 02. como resposta. o menos incompetente reina. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”.40. 04. do que burro em cima. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. Homem sei eu que foi Vossenhoria. c) 1. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Quem sobe a alto lugar. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. que não merece. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. onde jazia. “cores”. Voltar Língua Portuguesa . 2. que subir é desgraça muitas vezes. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. Pois vá descendo do alto. 2. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. 64. b) 1 e 4 apenas. p. 32. e logo o homem desce. Cleise Furtado. Salvador: EDUFBA. asno vai. 2 e 3 apenas. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal.

24. A expressão “pra”. 43. 3. 27. 29. 6. 4. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 10. 14. (Literatura Comentada). 23. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. no verso 21. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 8. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. c) ele. 5. 15. 17. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 18. São Paulo. II e IV. 19. 25. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. Uniube-MG Sobre o texto. 20. 13. refere-se à palavra cidade. IV. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. A expressão “ali”. 7. 11. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 26. II. traz marcas de oralidade. Vinícius de e HOLANDA. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. III. d) ela. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 2. d) I. 21. 9. 18 1. 28. Chico Buarque de. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. Abril Educação. nos versos 8 e 9. 16. b) o autor. 30-I.” MORAES. o jogo amoroso e as relações humanas. Chico Buarque de Holanda. 42. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. c) I. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 1980.Interpretação de texto I Avançar . 12. b) III e IV. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 22. p. 44. III e IV.

46. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. II e III. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. 24/05/99. IV. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. a partir de uma informação que esse já tem. como veículo de divulgação. Zero Hora. III e IV. d) I. 102.. b) I e III. c) II e IV. II. imaculadas botas de couro.Interpretação de texto I Avançar . a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. II. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. 45. Porto Alegre. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. Chegam de todos os cantos do país. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. cintos e chapéus vistosos. p. No Carnaval. e) I. (. local e data. brasileiros”. I. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. o texto 2 pretende mobilizar seu humor.. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. Para uma adequada compreensão do texto 2. é necessário levar em conta dados contextuais. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. TEXTO 2 19 Charge de lotti. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. Em Barretos. III. 24/01/99. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. enfiados em calças jeans.

. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste.. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.. • mestrado. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. por exemplo. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. por meio de estruturas gramaticalmente corretas.. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez...Interpretação de texto I Avançar .. • um curso de especialização.. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. ou 10 pontos. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é... espanhol – a valorização será maior. • pós-graduação lato-sensu. mas se forem substituídos por outro idioma – como. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. se tem um domínio regular. Voltar Língua Portuguesa . ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. • doutorado. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.Texto para a questão 47. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é... informações coerentes com o teste do texto.

arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. Está correto. em geral. 17/05/99. infindas. b) somente I e II. considerando-se o uso atual. e) I. Salvador-BA Por inferência. Águas são muitas. 2000. através de um discurso poético. no primeiro período.” SCLIAR. senão pela sua precisão. c) somente I e III. Moacyr. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. o melhor que eu puder. U. Hotéis não há muitos. Há. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. p. há uma referência nova. cheia de vitóriasrégias. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. em relação ao texto.Interpretação de texto I Avançar . é só estimular o turismo. lagoas não costumam estar em expansão. E que não houvesse mais que uma pousada. Paulo. d) somente II e III. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. Cada planta é uma galáxia. III. No segundo parágrafo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “As maiores estruturas do Universo”. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. Marcelo. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. 27 ago. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. Folha de S. enquanto. II. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. E em tal maneira é graciosa que. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. b) um momento de percepção da realidade. In: Folha de S. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. metafórico. Mais! 48. pelo seu poder evocativo. a imagem vale. para alindar ou afear. mas os poucos que existem são confortáveis. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. querendo-a aproveitar.Texto para as questões 48 e 49. 50. 29. Claro. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. II e III. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. isso bastaria. U. esse é um modelo bidimensional do Universo. uma infração à norma culta. e) a exuberante natureza amazônica. Paulo.” GLEISER. “Às vezes. A terra em si é de muitos bons ares. 21 49. De qualquer forma. o que se afirma em: a) somente II. especialmente o que nos foi oferecido. sempre aumentando. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme.

26 poetas hoje. Texto 2 “Pequei. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Perder na vossa ovelha a vossa glória. não é algo desejável para meu Pai. Senhor. pessoa do plural. mas não porque hei pecado. ouvir. se por acaso a encontrar. quanto mais tenho delinqüido. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. Pastor Divino. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. Para responder às questões de números 52 a 54.” MATOS.51. Da vossa piedade me despido. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. pensar e sentir. que vos ha ofendido. e não queirais. Que a mesma culpa. que está no céu. Poesia Barroca. à qual Gregório de Matos recorre. F. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. Vos tem para o perdão lisonjeado. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. Senhor. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. A abrandar-vos sobeja um só gemido. Mateus 18:12.Interpretação de texto I Avançar . Se basta a vos irar tanto um pecado. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Vos tenho a perdoar mais empenhado.M. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. Se uma ovelha perdida. a ovelha desgarrada Cobrai-a.F. GABARITO IMPRIMIR 52. leia os textos a seguir. dentro do universo irreverente da poesia marginal. e prazer tão repentino Vos deu. d) exaltação da sabedoria de Deus. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. Do mesmo modo. de Mário de Andrade. e já cobrada Glória tal. São Paulo: Melhoramentos. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. Gregório de. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. escrever. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. Porque. que pereça um destes pequenos. como afirmais na Sacra História: Eu sou. U. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. pessoa do singular. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Voltar Língua Portuguesa . c) O título do poema está na 1ª. Roberto. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam.

Mas há também os arqueológicos. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. 55. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. de armas. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. ecológicos. valorizar pelos mais diversos modos. c) suplica pela salvação divina. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. que significa templo de musas. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. estudar. 18/05/00. “para conservar.M. Jornal de Santa Catarina. F. coleções de interesse artístico. b) conversa com o Senhor. do texto 2. 54. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. e) padeça. b) sofra. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. por isso. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. mas não se arrepende deles. O Dia do Museu. conforme a definição do dicionário Aurélio. GABARITO Sobre o texto. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. os que reverenciam a colonização ou profissões. d) peque. 23 d) argumenta.” SILVA. e) submete-se à vontade de Deus. pois. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. e sobretudo expor para deleite e educação do público. de artes. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. histórico e técnico”. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. chantageando o Senhor. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. oceanográficos. merece a salvação. ao vinho ou aos insetos. erguidos em homenagem à cerveja. A palavra museu. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. c) se perca. Marco Aurélio. antropológicos. razão pela qual acredita que não será salvo. assinale a alternativa correta.M. deixando que Ele decida se o salva ou não. os religiosos. comemorado hoje.53. F.Interpretação de texto I Avançar . vem do grego “mouseon”. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. talvez não precise de uma grande festa nacional.

02.Interpretação de texto I Avançar . e lançou-as ao pescoço. como resposta. e bem vestido..folgou muito com elas. nem a ninguém. como se davam ouro por aquilo. E deitaram um manto por cima deles. nem de falar ao Capitão. por assim o desejarmos. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. aos pés de uma alcatifa por estrado. com um colar de ouro. e.E também olhou para um castiçal de prata. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins.... E também olhou para um castiçal de prata. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. as quais não eram fanadas. 57. 1999. 56. 08. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. 02. SP. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. e novamente para o castiçal. Abril. escreve para o Rei de Portugal..) Acenderam-se tochas.. E eles entraram. Isto tomávamos nós nesse sentido. consentindo. E então estiraram-se de costas na alcatifa.. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. Dê. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na embarcação portuguesa. aconchegaram-se e adormeceram. como se davam ouro por aquilo... falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. nem a ninguém. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. O trecho . Manuel. D. muito grande. a soma das alternativas corretas. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. folgou muito com elas. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. UFSC De acordo com o texto..Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). fez sinal que lhas dessem. Fanadas – murchas. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. nem de falar ao capitão. Pelo trecho .. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. Dê. UFSC A propósito do texto. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. I. Os tupiniquins. carpete. a soma das alternativas corretas. Pêro Vaz de Caminha. ao pescoço (. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. 08. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. estava sentado em uma cadeira. Em E eles entraram. um dos escrivães da armada portuguesa. e assim mesmo acenava para a terra. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete.) Viu um deles umas contas de rosário.. Isto tomávamos nós nesse sentido. é correto afirmar que: 01. e depois para o colar. bastante comunicativos. 04. quando eles vieram. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. como se lá também houvesse prata! (. Nada. brancas. e assim mesmo acenava para a terra. Mas nem sinal de cortesia fizeram. Mas nem sinal de cortesia fizeram. 04.. isto não queríamos nós entender. como resposta.. 01. A expressão . Manuel. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. Coxim – almofada que serve de assento. Fasc.

A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. ISTOÉ . (. um tom de uma grande música cósmica. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. 16. A realidade atual indígena não é fácil. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . A própria palavra tupi significa em pé. Na opinião do escritor tapuia. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação.. aquele que emite belas palavras. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. com o desaparecimento de centenas de etnias. a sua expressão no mundo.Interpretação de texto I Avançar . Dê. p. 02. e fala do seu livro A terra dos mil povos. 01. é na base do tiro. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. Nosso povo enxerga o ser como um som. 04. Não no sentido de retórica. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. ser e linguagem são uma coisa só.De desencontro.. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. o qual chamamos de Namandu-ruetê. O pajé é aquele que fala com o coração. que também significa fala.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká .)” 25 GABARITO 58. 7-11). em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser.Os europeus chegaram trazendo o progresso. 08. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. por ilusão dessas relações com os brancos. para as etnias indígenas desaparecidas. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. que são respectivamente o ter e o ser.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas.Texto para as questões 58 e 59. 64.. A terra dos mil povos. trechos dessa entrevista. regida por um grande espírito criador. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. ter a percepção desse patrimônio. ISTOÉ . Um dos nomes da alma é neeng.Para o tupi-guarani. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. ou Tupã. Os 500 anos de Brasil significam. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século.) ISTOÉ .O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. ISTOÉ . “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).Para quem fundamenta a sua cultura no teor. Para Kaká Jecupe.Há um trecho em seu livro. A palavra tupuy designa ser. (.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser.O patrimônio da sabedoria. Para os povos indígenas. até para perceber que ela está em colapso.. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. que significa o som que se expande. Como você pensa essa relação? Kaká . em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil.Nesses 500 anos. em Dourados. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. 32. publicada na revista Isto é (21/7/99. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. em grandes áreas do País. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. como resposta. É por isso que os guaraniscayowas. Porque fala e alma são uma coisa só. Ainda hoje. preferem recolher a sua palavra-alma. trataram aqui como primitivos. Apresentamos. a seguir. ISTOÉ .

“Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. 04. enquanto som. 16. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). é correto afirmar que: 01. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. Dê. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. Emprego de termos de origem indígena. versus índio sofredor.” 26 GABARITO 60. 32. 16. na tradição indígena. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. noção que a terra pertence aos indígenas. Texto para as questões 60 e 61. podem ser encontrados em “Quyquyho”. a linguagem. palavra. em Mato Grosso do Sul. 02. como resposta. e o ser são elementos distintos. significa “som em pé”. UFMS Os aspectos apontados. 08. a soma das alternativas corretas. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. exceto: 01. a partir da relação com o branco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 04. os guaranis-cayowas da região de Dourados. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. emoção.Interpretação de texto I Avançar .”. oposição índio feliz. tendo a ver com sentimento. Dê. 32. a seguir. em tupi. a soma das alternativas corretas. 32. 61. 01.59. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 08. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. como resposta. 04. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. como resposta. 1982). a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. Dê. 16. 08. a soma das alternativas corretas. 02. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. cuja letra reproduzimos abaixo. 02. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. nos primeiros tempos. Visão ingênua e idealizada do índio. presença de um forte sentimento ufanista. 64. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. provocado pela discórdia. pois a eles foi legada. e Quyquyho.

Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. e) I. S. d) I e II. Está correto somente o que se afirma em: a) I. somente. II. e) dissertativa. 63.Interpretação de texto I Avançar . o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. Com base na definição acima. d) II e III.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. c) III. 1. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. Conversa portátil. c) descritiva. b) I e II. somente. II e III. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. sobretudo nos três primeiros parágrafos. as personagens ganham amplo desenvolvimento. Ironiza a corrida armamentista. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. Poesia completa e prosa. b) narrativa. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. anotadas em estilo elegante. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. 1486. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. Atualiza a história de Cristo. GABARITO 64. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. Murilo. “Não há lugar para essa gente”. mais do que no conto ou na novela. p. com narrador em terceira pessoa. O casal dirige-se a uma estrebaria. somente. pois se apóia em argumentos encadeados. d) descritiva. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. Está correto o que se afirma em: a) II. sobretudo nos três últimos parágrafos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. O menino nasce morto. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. No conto.” MENDES. com narrador em primeira pessoa. c) I e III. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. o advento de um Cristo seria impossível. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No romance. em nossa era. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. III. e) II e III. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Faz ver que. 1944. Unifor-CE Anacronismo. b) II. Na crônica moderna. 65. 27 62. III. somente.m. II. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém.

logo. A cabra vadia: novas confissões. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Um dia. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. tens amor – eu medo! . vê surgir. andou em Hong Kong. Até que. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. como mulher. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Doeu-lhe. você não se deve sentir traído”. Viu. eu amo outro. Quando embarcou. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. Quis gritar. as faces escavadas da fome. ninguém tem culpa dessa traição. 68. tão só. 28 66. pouco a pouco. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. A menina não voltou. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). cada um deve seguir a sua vida”. Não temos nenhum amor a trair”. uma aldeia miserável. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. Ele ficou muito tempo olhando. o escândalo. Desce e percorre. Um amor que não tinha fim. Tinha sede e queria beber. linda. como num milagre.” RODRIGUES. Olhou aquela miséria abjeta. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). de repente. Até que entra na primeira porta. Primeiro. logo. O marido baixou a cabeça. porém.Texto para as questões de 66 a 69.” (Casimiro de Abreu). logo.Interpretação de texto I Avançar . c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Durou um ano o amor sem palavras. 67. Foi parar quase na fronteira com a China. b) marcar as repetições da narrativa. ora. por toda a parte. E. Os dois formavam um maravilhoso ser único. Aquela beleza absurda. Foi também um adeus sem palavras. apanhou o automóvel e correu como um louco.. nem princípio. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. c) negar um amor para afirmar outro. logo. Morreu só. súbito. ora. eu não te trai”. O amor começou ali. Nelson. 1995. certo de que a distância é o esquecimento. d) “não é pois todo amor alvo divino. b) “Só se trai a quem se ama. a pé. no meio de sordidez tamanha. o amor. Um não conhecia a língua do outro. eu não amo você”. d) “Como você não me amava nem eu a você. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. Depois não viu mais o junco. Mas. parecia um delírio.. eu não te amava nem você me amava. uma menina linda. b) “Que não seja imortal. Resolveu viajar para a China. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. nem você a mim. que começara muito antes e continuaria muito depois. São Paulo: Companhia das Letras. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Não houve uma palavra entre os dois. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nunca. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China.

Bryan morreu em casa. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. Virou Anita. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. há três meses. Tanto que só passou a existir. é venerada como heroína da unificação. de olhos semicerrados. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. um sapateiro. Univali-SC “Agonia pública Na cama. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. III. 70. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Enquanto agonizava. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. e) É pura e simplesmente uma narração. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. morreu nos braços de Garibáldi. No conto de Nelson Rodrigues. d) II.. um homem robusto. pedindo a presença de um fotógrafo. IV e V. Paulo. No colo dele. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. da mulher. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. quando abandonou o primeiro marido. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. na Flórida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e do filho Bryan Jr. b) I e III. IV. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. ao lado da mãe. Superinteressante. a cabeça sem cabelos. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. é quase desconhecida. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). numa fazenda em Mandriole.)” Revista Veja. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente.69. em 30 de agosto de 1821. Dez anos depois.. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). oficialmente. Em poucos dias. Na imagem. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. em 3 de junho. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. em Santa Catarina. no Brasil. Bryan Lee Curtis. (.” MARKUN. por iniciativa da Câmara Municipal. de 2 anos. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. e) somente a V. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. 30 de junho de 1999. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. Às 11h56.Interpretação de texto I Avançar .. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. agosto de 1999. Lá. Petersburg. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. II. Petersburg Times. o cartório de Laguna. c) somente a III. V. Bobbie. sua mãe ligou para o St. a boca aberta no esforço desesperado por ar. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. na Itália. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. Mas. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. jornal da cidade de St. Só no último dia 11 de maio. 71.

GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. anunciou peremptoriamente. emendou. 30 Após a leitura do trecho acima. efervescente. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. no entanto. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. 73.. “Parece-me justo”. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. o jovem ponderou: “Professor. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar.. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. como ele é o último dia com aulas na semana.)” Luiz Barco. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. que o sábado está descartado. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. os jovens se remexeram em suas carteiras. logo descobriremos. O estudante. às vezes. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. afirmou o professor. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. Pelo mesmo critério. para ser coerente. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. porém. “Assim.72. é este que fundamenta aquele. portanto. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. ficariam prejudicados os demais dias da semana. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. rigoroso. e nada mais”.. Assustados. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. porém. (. financeira e política da mensagem. porém justo e lógico como o senhor tem sido. pois. Relacionando essa observação ao texto acima. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. não deve ser usada em todos os casos. digamos. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. Não foi necessário prosseguir. com 48 horas disponíveis. contrariando mais uma vez a regra imposta”. ainda não tinha terminado. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. que a prova será na sexta-feira. vocês terão uma prova toda semana”. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. então.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) No texto. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. Um deles. “Se o senhor concorda. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. julgue os itens que se seguem. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. “O senhor.Interpretação de texto I Avançar . então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. raciocinou.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. Assim. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos.

assim como estes. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. européia e cristã.Interpretação de texto I Avançar . 31 “UM DIA QUALQUER . tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto.74. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. opõe-se “cearense migrante”. UFMT ( ) Na primeira estrofe.cadeiras. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. 76. sem manter assim relações de sentido com o poema. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.” Interpretando-se os sentimentos do poema.. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ou toma um café Hoje bobagem.. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca.. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. o sentido da vida para o eu lírico.. por exemplo. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. onde as ondas se amansam. revelando. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. ( ) No texto. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito.

depende das condições intelectuais daquele que escreve. Está correto. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. III. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. aí está você.. de minhas fraquezas. e) I. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. d) a falta. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. bem como a abundância de assunto. falar-lhe de minhas dúvidas. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. 78. e você não sabe ir além disso. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. fica em sua cadeira assuntando. b) II. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. Então hoje não tem crônica. Os dedos sobre o teclado. em relação ao texto. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. II e III. d) somente II e III. c) somente I e III. b) somente I e II. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. Ou. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. por vezes. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. mais propriamente. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. III. como que em presença de um inválido.Interpretação de texto I Avançar . que está de olho na maquininha. Dissertação. de falta de apetite para os milhares de assuntos. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. Não basta haver variedade de assunto.” Carlos Drummond de Andrade. A ação de escrever priva. que só a língua têm em comum. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. Entretanto.. Prosa poética. o que se afirma em: a) somente II. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I.77. Conclui que não há assunto. II. d) I e III. c) I e II. Revolto-me contra mim mesmo. sem liberdade. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo.) Que é isso. escrever exige predisposição e inspiração. Narração em primeira pessoa. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. Impede a conjugação de tantos outros verbos. e) II e III. quer dizer: que não há para você. Vivem constrangidos. inclusive a simples claridade da hora. de meus receios. assuntando. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. rapaz. purê de palavras. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. não revolve os intestinos da vida. 79. (. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. II. Escrever é triste. vedada a você. não corta na verdade a barriga da vida.

Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Uma voz de água no silêncio.. b) “Sábado”.. nas árvores. uma vez contextualizadas. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. luz cheia de sombras de asas. Aquele jardim era meu amigo. c) “cheiro de terra”. d) bastante descrente e desiludido. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. d) proteção e felicidade. talvez. e) “luz cheia de sombras de asas”. às vezes na realidade. c) solução e realidade. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. d) “céu imenso perdido”. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Voltar Língua Portuguesa . b) narração e a relação realidade-imaginação. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. e) segurança e incerteza. como se dissesse – Bom-dia! Chega. a: a) meio arredio e misterioso. Lembro-me dela. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. mas triste. Sábado. nos olhos e nas mãos. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Imagine o campo. Era um Jardim sereno. A vida arranja tudo pelo melhor.Interpretação de texto I Avançar .80. não veio da cidade. logo mais. 82. Tinha uma árvore. realidade de uso interno.” No texto. as palavras destacadas conotam. E tinha canteiros de rosas. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. b) lugarejo e beleza natural. amanhã. c) pouco desconfiado e muito observador. Os outros ficam aqui mesmo. O cheiro de terra. Eles são as minhas aldeias. do tempo. primeiro. b) muito arredio e pouco confiável. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Às vezes na imaginação. É preciso gostar da vida. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. com qualquer coisa de gato e de mulher. 84. tão igual. Quem pode vai para fora. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. Hoje. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. com certeza. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Veio. 33 81. semanticamente. um jardineiro risonho. Ela pousa. depois até a gente tão simples. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre.” Álvaro Moreyra. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. 83. A noite caindo sem desastres. Semanticamente.

Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. c) II.. atualmente. o e-mail. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. como almoços e jantares com o cliente em potencial. e) todos os itens. fax ou e-mail”. 30% dos brasileiros sofrem de estresse.. o celular. II e III.. fazendo uma coisa de cada vez. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada.85.. d) I. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. O homem é uma máquina que nunca desliga. a partir daí. II e IV. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. mantendo assim o humor e a alegria de viver. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. III e V. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. agosto de 1999. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem.. fax ou telefone. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. Uns dizem que o culpado é o trabalho. o fax e o telefone. IV. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. empresa especializada em sistemas de automação comercial. V. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio.. II. (. inventou a Internet. trocou o dia pela noite. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. b) II.. III. uma sociedade totalmente estressada. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios.. 86.. e não desliga mais. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. O estresse é uma doença moderna. Depois capota”. afirma Aldo Colombo. uma das tantas doenças modernas. b) O telefone. Hans Dieter Didjurgeit. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Todos os empresários. para o Terceiro Milênio.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente.Interpretação de texto I Avançar .) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. por vezes. IV e V. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. aboliu o Domingo. É mais um desafio!” Missão Jovem. (. Ingo Tirgarten. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. 34 GABARITO Observe as afirmações: I.

Interpretação de texto I Avançar .. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. Dos itens acima. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. d) I. tais como hipóteses ou teorias.” Segundo Popper. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. c) I. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. III e VI.) Na Europa. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. (. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. Ora. a enunciados universais. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões.. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. III e IV. ( ) Na estrofe 8. III e VI. (. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). de um ponto de vista lógico. São idéias presentes no texto: I. fêmea do deus sol Rá. por mais elevado que seja o número destes últimos. e) todos os itens. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). Nesta mesma época. algumas vezes.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. 89. III. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. 35 88. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. IV e V. II. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. ora um animal doce e afável). o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. IV. Citar superstições acerca dos gatos. V. Univali-SC “No antigo Egito. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . VI. b) I.. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos.. o gato foi honrado e enaltecido. II. de Karl Popper. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. enunciados “particulares”). ( ) Na estrofe 6. A igreja lhe virou as costas.87. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. mas não das demais ciências. Sendo considerado como um animal santo. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria.

brancas.. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. morenas.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais... 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens.. 34 pretas. morenas. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 16 o preto. pardas..” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 30 mãos para agir pelo Brasil. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. roxas. 29 ânimo de viver pelo Brasil... 50 Mãos brasileiras 51 brancas. pretas. 33 Mãos todas de trabalhadores. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor.. pardas. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões.. 32 .. o pardo. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro.Interpretação de texto I Avançar ..Texto para as questões 90 e 91.

dirigindo-se a ele. 26 e 27) e no gerúndio (l. antes. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. acontecem coisas. resmunga constantemente. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. 92.” (l. vocês sabem. Ele. 58). por fim se definem. ( ) no fragmento.Interpretação de texto I Avançar . de 1ª pessoa. Pobres fibras. Reconheço. 31). Isto aqui já foi muito bucólico. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. Vão se aproximando lentamente. 30. aproximando-se.” (l. 14). na história. 91. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. gravata vermelha e chapéu panamá. Também está suada. pobres plantas. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte.90. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento.) A mulher também é gorda. Voltar Língua Portuguesa .” . de Moacyr Scliar. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. 40 a 48). pobres plantas. AEU-DF Julgue os itens seguintes. e depois tingida. o riacho. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. um homem gordo. UFGO “Segue-se um trecho. mas não se enxuga. 15). Trata-se de um casal. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. às vezes. e costurada. Muito tranqüilo. AEU-DF Julgue os itens abaixo. ( ) O termo “boreais” (l. de idade.que revela o sentimento de compaixão do narrador. e depois cortada. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. em relação à compreensão e à interpretação do texto. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. e baixota. ( ) De tom otimista. ( ) “Qualquer” (l. e depois esticada. substância extraída do casulo de larvas. Pobre seda. (No terno branco reconheço o linho. 31. os pássaros. da técnica cinematográfica. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. pobre substância. Agora.. Pobre seda. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. pobre substância. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. não. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. Pobres larvas. Agora. 17) tem. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. “todo brasileiro e não apenas. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. seda. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. a brisa. no texto. ( ) O termo “sindicais” (l. usa terno branco.. é situado no presente. A campina. em relação à semântica e à estilística.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). ( ) As “mãos” (l. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. ( ) o narrador. mas o acontecimento. conotação pejorativa. extraído do conto “Ecológica ”.. no vestido da mulher.” e “Pobres larvas..

Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. ( ) A referência “Isto é. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.Interpretação de texto I Avançar .” Isto é. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. Casa de Pensão. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. ( ) O uso dos dois pontos. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. naquela ocasião. serve para introduzir uma explicação. pensava ele desesperado. p. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. julgue os itens da questão 93. o camarada intrépido. 11/02/1981. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. entrevistado. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. já de carreira para o Largo do Machado. o sangue a saltar-lhe nas veias. para o redator do Diário. pois indica situações diferentes. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. vozeando furiosos contra semelhante berraria. no texto. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha.15. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. p. grudado a um canto da janela. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. GABARITO Com base no texto. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. mordendo os nós da mão.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. porém. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. Infelizmente. Aluísio. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. — Morra o infame! bramia a malta. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. revelou-se salazarista. ( ) Na terceira manchete. 94. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. os olhos injetados. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo.’ De repente. 11/02/81. 38 93. — Oh! Era demais. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque.

pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). ( ) A fertilidade de um avestruz é. 2000. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito.500 reais. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. já esquecidos do fato. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. Compridos e desengonçados. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. vive em zonas semidesérticas. é eminentemente descritivo. mata e come a galinha.95. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. depois do acontecido. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. ( ) A função da linguagem. O animal estava sozinho no mundo. no qual se considera a situação da vida da personagem. a família.5 quilo. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. ( ) O segundo texto. o avestruz atinge o peso de abate. de Clarice Lispector. Atualmente é a maior das aves. fugindo sem saber pra onde. superior a de uma vaca. em muito. caso aquela fosse morta. 18 out. 39 Com base no texto. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. parte de um verbete de dicionário. a 8. em ambos os textos. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. todos rodearam-na com uma atenção especial. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. indiferente. 77. no prazo de doze meses. com seis espécies conhecidas. Voltar Língua Portuguesa . sempre teve como carro-chefe a criação de gado. A fazenda Chalé da Serra. p. é a mesma: predominantemente referencial. nos últimos cinco anos. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. Além disso. Entretanto. mamãe. após o evento. a menina prometia nunca mais comer galinha. Avestruz.000 reais. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. Mas. 96. no município de Simião Dias. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos.” Adaptado. U. passadas algumas semanas. cujo preço varia de 1. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. Tinha a aparência de estar calma. não mate mais a galinha. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. Veja.” GABARITO No texto “Uma galinha”. Já são 800 animais. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. na Arábia e na África. em torno de 110 quilos. Tem as asas atrofiadas. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. analisando as características estilísticas.Interpretação de texto I Avançar . Ave estrutioniforme. o filhote. interior de Sergipe. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha.

Se não recebo cortesia de igual porte. Trato as partes no macio. o rio corria. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. lá estavam as negras da cozinha. IMPRIMIR 100. no debaixo do capotão de meu avô. de cacete na mão. pois sou sujeito lavado de vaidade.. de barbas. O sol nascia. os trabalhadores do eito. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. 99. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. e a água boa e doce nas suas vertentes. Lá ia o gado para o pastoreador... Digo. sem medir consideração. o “Velho” da boca dos trabalhadores. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Com base no texto 2. as águas do céu se derramavam na terra. José. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. do que tenho honra e faço alarde. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. o meu pai da Tia Iaiá. seja em sala de desembargador. abro o peito: – Seu filho da égua. passei os anos de pequenice. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto.Interpretação de texto I Avançar . 97. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Voltar Língua Portuguesa . 1978. gado do mais gordo. tudo era do meu avô. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. lá num inverno dos antigos. e tudo era dele. responda às questões de números 99 e 100. O seu grito estrondava até os confins. Rio de Janeiro: José Olympio. (. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. J. de corpo alto. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. modéstia de lado. In: Ficção completa. em jeito de moça. de olhos miúdos. Tudo era do meu avô Bubu. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. “Meus verdes anos”. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. 1976. sou Ponciano de Azeredo Furtado. Mas disso não faço glória. os moleques da estrebaria. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade.. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. e tudo era dele. o velho Bubu. Sim.)” CARVALHO. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. (. e era dele. mimoso no trato. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. sem freio nos dentes. A grandeza da terra era a sua grandeza. o Cazuza da velha Janoca. o Dr.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. e tudo era dele. seja em compartimento do governo. de palavra educada. C.)” 40 LINS DO REGO. 98. É invencioneiro e linguarudo. o papai da Tia Maria. pasto do mais fino. Apesar de tudo. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. O coronel e o lobisomem. coronel de patente. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho.

ira. para quem o que importa não é ser alguém. São ordens que devem ser obedecidas. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. 102. ironiza e ridiculariza estes desafetos.O Globo. sem noção de valores materiais. relatando suas conclusões. gula... Vivemos sob a moralidade dos mandados. Márcia . b) compulsão cada vez maior pela vida interior. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. portanto. sob pena de exclusão do sistema. o orgulho. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. 103. A maioria movida a compulsões por trabalho.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. todos à sua volta. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem.Interpretação de texto I Avançar . prazeres e lucro. O pecado da luxúria. bebida ou drogas pesadas. irreal.Leia o texto a seguir e responda às questões. mas algo imaginário e. se possível. avareza. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. à qual o artigo se refere. executivos de empresas e apresentadores de TV. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido.. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. Não há mais a moralidade do pecado. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem..) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. É a nova versão do invejoso. (.. equivalente ao inferno. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. cinema e TV. Esta é a ameaça. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. segundo o texto. trabalho. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. (. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. O orgulho está em baixa. a preguiça e a gula. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. A aparência do bom moço. Este era o pecado da gula. a inveja. um superego. imagens de jornais. a ira. prazerosa e lúdica. roupas. mas ter tudo e. 16/05/99. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema.) O psicanalista Eduardo Losicer. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso.. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. A criativa preguiça. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. que já não deseja ser o outro. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. transformou-se em mania de trabalho. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. 41 101. adotada por ídolos do esporte. consumo. Já não há mais lugar para a ira. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. Para o antigo pecado capital da avareza.. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. sucesso. a avareza. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno.” CEZIMBRA.. preguiça. Quem tem ódio do Governo.

p. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. a soma das alternativas corretas. motivos e preocupações dos outros. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. e) todas as afirmações. Não se trata de uma medida isolada. com amigos ou numa parceria comercial. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. 131. c) a terceira afirmação. 42 É possível concluir. em vez de ter oferecido ajuda concreta. diz. e só ele tentou oferecer algum consolo. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. seja no casamento. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. por exemplo. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. para o autor. pois simulou a própria dor. 64.” Veja. 16. d) nenhuma das afirmações. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. III. II. 02. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. 04. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a partir do excerto exposto acima. Só ele notou a situação de dor de José. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos.Interpretação de texto I Avançar . Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. que pára. b) a segunda afirmação. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. do livro Inteligência Emocional. Mesmo que não concorde com eles. 08. 32. como resposta.104. 26 de abril de 2000. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. de Daniel Goleman. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. protesta a psicóloga. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. ter chamado a professora. que: 01. machuca o joelho e começa a chorar. Dê. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. 105. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. Serão criados banheiros especiais para deputados. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP).” Fragmento retirado. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. José tropeça. Enquanto diminuem os soluços de José. Poderia. e adaptado.

nove dias. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. Então.. como se tivesse um relógio preso à pata. Os amigos. para que tivessem lugar as novenas”. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. 108. “A disciplina do amor Foi na França. o jovem foi convocado. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. ia esperá-lo voltar do trabalho. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. pontualmente. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Os familiares voltaram-se para outros familiares.”. Postava-se na esquina. ia correndo ao seu encontro e. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. voltava ao seu ponto de espera. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. para outros amigos. Como todos sabem. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. e) as novenas começavam sempre no domingo. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. depois. outros maus. ainda essa festa é motivo de grande agitação. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. ( ) O uso de mas. O jovem morreu num bombardeio. 109. disciplinadamente. começava muito antes. c) com o passar do tempo. UFMT ( ) O artigo indefinido.” Lygia Fagundes Telles. “na maior alegria”. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. Tudo em vão. “era jovem”. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. “correr animado”. 43 107. mas quem esse cachorro está esperando?. um pouco antes das seis da tarde. As pessoas estranhavam. o jovem foi convocado. Com relação ao texto. Hoje. afeição são as idéias centrais do texto. Assim que anoitecia.Interpretação de texto I Avançar . introduz as personagens na narrativa. cremos. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. todos os dias. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. uns bons. fazendo a crônica da fidelidade. a orelha em pé. o focinho voltado para aquela direção. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. distraí-lo.. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. na maior alegria. d) durante a festa havia muita confusão. amizade. ( ) Fidelidade. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina.106. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”.. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. Assim que via o dono. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de Manuel Antônio de Almeida. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. Quiseram prendê-lo.. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores.

ele gostava de ficar ali. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. III. c) “envolvido”. IMPRIMIR GABARITO 113. via passar o leiteiro. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. ou em dias especiais. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. passava o sorveteiro. da carrocinha de cachorro.” CONY. b) “protegido”. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. 111. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. dos mascarados do Carnaval. ed. passava a leprosa que pedia esmolas.Interpretação de texto I Avançar . 3. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. 1999. Uneb-BA Sobre o menino. mas continuou na janela. d) I. era uma forma de estar metade protegido pela casa. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. Um dia. “invejava” e “crescesse”. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. b) alienação. c) inseguro de seu objetivo. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. e) II. Voltar Língua Portuguesa . Pelas manhãs. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. Carlos Heitor. Ao meio-dia. numa reentrância da grade. c) II e III. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. tão-somente no seu caráter externo. III e IV. I. quando todos começavam a ir para a cama. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. Duas ficavam fechadas. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. e) “fascinado”. À noite. II. vendo a vida passar. d) deslumbramento. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. À tarde. escondendo o nariz deformado. em relação ao menino. “imaginava” e “levaria”. como as estrelinhas de São João. “via” e “participava”. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. 112. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. metade envolvido com o mundo. b) I e IV. só se abriam aos domingos. levaria sempre uma merendeira consigo. revela: a) medo. o homem que afiava tesouras e facas. mas tinha medo da rua. O menino tinha pavor da leprosa. c) passividade. 44 110. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. 250-1. quando crescesse. mas nada tinha a ver com ele. IV. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. Da janela. e) comprometimento. Um dia o menino cresceu. “gostava” e “cresceu”. O menino gostava. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. “continuou” e “esperando”.Texto para as questões de 110 a 113. Uneb-BA No segundo parágrafo. ele sabia de tudo. imaginava o que elas continham. d) “tinha”. p. ao escolher o seu espaço. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. Podia ficar ali. III e IV.

a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. Unifor-CE I. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. João W. c) exposição descritiva de idéias. no mínimo menos perigoso. E. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. Unifor-CE Quanto à estrutura. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. d) I e II. Formação técnica X Formação humanística.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. Campinas: Mercado de Letras. e) II e III. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. e) descrição argumentativa. II.Interpretação de texto I Avançar . que mais lhe interessam. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. p. b) II. Profissional especializado. c) III. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. d) integração descritivo-narrativa. d) da freqüência de preposições. diz-se. atualmente. o cidadão. entrando para a escola. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. 115. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. Linguagem e ensino. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. Afinal... Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. 117-8. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O resto. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. b) exposição argumentativa de idéias. 116. Tecnologia X Humanismo. b) da ligação adequada das orações. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. bom. e) do emprego de orações reduzidas. 114. 1996. A respeito dos enunciados acima. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. c) da ausência de conectivos.

Nunes teria ditado o texto para Brito que. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. por sua vez. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. existe quase um consenso: é preciso proibir. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. agosto de 1999. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Educar é ensinar que existem limites.’ No texto. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. de trajar e com suas amizades. Educar é também conceder liberdade. não sabem o que querem. passam horas falando ao telefone ou na Internet. C1. Os jovens libertários da década de 70.. e) 2 e 4. como autor da nota. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. Alfenas-MG “Brito. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. U. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. sobretudo. implicam com sua maneira de falar. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. Educar é. apesar de subscrevê-lo. d) 3 e 4. Paulo. não interessou-se em saber onde seria publicado. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. que pregavam o amor livre. em seu depoimento. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. Educação – ontem. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. Porque experientes.‘” O Estado de S. nem quanto custaria. criam-se distorções. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. são pais que optam por uma educação mais conservadora. Os filhos. hoje. disse Brito ao juiz. estão sempre de mau humor. b) 2 e 3. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. 30/1/98. Mas isto deve ser progressivo. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções.117. Implica amor e firmeza. discurso indireto e discurso indireto livre. Henrique Nunes. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. só sabem dar broncas e impor regras.. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. a desobediência civil e o consumo de drogas. c) 1 e 2. horários e deveres. os trajes nem sempre asseados. exercitar o diálogo. Voltar Língua Portuguesa .” Missão Jovem.Interpretação de texto I Avançar . estão sempre desafiando os limites. são agressivos. 118. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. Quando apenas um dos termos vale. só vêem o erro e não os acertos. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio.

No domingo. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho.. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.. procurava em vão pelo amigo de infância. Sim. Coitado do cachorro.Interpretação de texto I Avançar . Coitado do dono do cachorro. o protagonista da história. com as perninhas cruzadas. E agora. Para nós o cachorro é o irracional. Imagina o pobre do cachorro que. Isso na sexta-feira.. O cachorro rosnando lá fora. lívido. escorraçar o animal. pegar amizade. Ficou lindo. de tardinha. Imagina. Maquiada. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. O cachorro é o herói. Isto é. – De jeito nenhum. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. O ser humano. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido.. lambendo as pancadas. As crianças. deixar ele bem limpinho. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Notam o alarido e os gritos das crianças. O coelho. 22/04/98. o coelho. bairro de classe média alta em São Paulo. Branco. Provavelmente estivesse até chorando.. morto.. sujo de terra e. animais racionais. nós mesmos. como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. felizes. 120 e 121. Trazia o coelho entre os dentes. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Mário. E o homem continua achando que um banho.Texto para as questões 119. é o cachorro. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. assustado. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. Lembrou? Agora pintou uma nova. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu.. só podia dar nisso. O bandido é o dono do cachorro. Quase mataram o cachorro. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. E parece que o dono do cachorro tinha razão. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Morto. Pasmo. desde sexta-feira.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Coitados de nós. Enterrado. Entendo de bicho. Juntos cresceram e amigos ficaram. Julgamos os outros pela aparência. Vão crescer juntos. Problema nenhum. E agora? Todos se olhavam. E lá foi colocado. Até perfume colocaram no falecido. arrebentado. que não pensamos duas vezes. Parecia que tinha visto um fantasma. na semana passada. quando entra o pastor alemão na cozinha. parecia vivo. o animal desconfiado que tem dentro de nós. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. Eram dois vizinhos. todo imundo.. O meu pastor é filhote. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. Vamos dar um banho no coelho.” PRATA. o assassino confesso. Simplesmente genial. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem.. Depois de muito farejar descobre o corpo. Como o coelho não estava muito estraçalhado. é claro.. Claro. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. diziam as crianças. – O vizinho estava certo. assim fizeram. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. O doido comprou um pastor alemão. mas era infalível.

b) narrativo. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. costuma haver um final moralizante.” Isto é.119. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. narrativa. Paulo. formado em Educação Física. c) descritivo. p. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional.Interpretação de texto I Avançar . hotéis. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. 120.” O Estado de S. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. depois de anos. portanto. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos.E. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. U. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. 22 de março de 2000. As entidades colocarão em prática a lei. 121. b) O cachorro é o protagonista da história. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento.E. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. 123. clubes e até condomínios. Identifique o antagonista. 3-18. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). de 1998. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. no entanto. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. d) épico. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. que regulamenta a profissão (só agora. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. 16/05/99. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas.E. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. reforma de prédios. A lei vale para clínicas. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. U. Reescreva as passagens abaixo. U. Deveria ser o requisito básico. 122. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no texto. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. a) Identifique. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. A partir deste mês. Mais. a) Depois de dois anos. U. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. Nas fábulas. e) de propaganda.

sangue e mel. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. http://www. na fábula original. mas já não me perguntam mais.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. vejo que é sábado de tarde. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. sábado de manhã. Durante todo o outono. ( ) Considerando que.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. a abelha no quintal. Então. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. não? No Rio de Janeiro. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. Se chovia só eu sabia que era sábado. o rosto inchado. e intenção de transmitir um ensinamento. São Paulo. não desperdiçou um minuto sequer.geocities. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. último período do texto. Quando abriu a porta para ver quem era. com um aconchegante casaco de visom. tomando uma cervejinha. dançou. A propósito. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. o ensinamento principal mudou. nós já tínhamos tomado banho. dentro de uma Ferrari. não atende às exigências da escrita culta: para tal. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. vou passar o inverno em Paris. reelaborada. de súbito. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. Enquanto isso. Tem sido sábado. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. armazenando comida para o período de inverno. nesta versão. na semana passada. Em relação ao texto acima. apesar de usual na língua falada. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. uma rosa molhada. exausta.124. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. Voltar Língua Portuguesa . sem se preocupar com o inverno que estava por vir. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. cantou durante todo o outono. A formiguinha. começou a esfriar. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10.. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. Então eu não digo nada. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. Clarice. esse pronome deveria ser substituído por “o”. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. amiga. IMPRIMIR 125. aproveitou o Sol. julgue os itens a seguir. Seleção de Walnice Galvão. “sempre”. Era o inverno que estava começando. e o vento: uma picada. escrita por La Fontaine. quando se pensa que a semana vai morrer. ( ) Nas linhas 8 e 9. 1997. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. e um produtor gostou da minha voz. antes do vento espantado poder recomeçar. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. passados alguns dias. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro.Interpretação de texto I Avançar . com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. Os melhores contos de Clarice Lispector. aparentemente submissa. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. verifica-se que. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida.html (com adaptações).” LISPECTOR. a formiguinha trabalhou sem parar. curtiu para valer. um preceito ou uma lição de vida. Global.. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. sim. saiba dosar trabalho e lazer. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. Não aproveitou nada do Sol.

suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas.. 127. por cúmulo. é um sufixo pouco nobre. O futebol. 126. 3. b) rompem. 3 e 4. esporte inglês. em campo não o goleiro. 7/10/95. Não.)” VERÍSSIMO. É bobeira mesmo. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa.. com a cultura colonizadora. facilmente. é.. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. Seria um caso incurável de carência de colonizador. 50 Texto para as questões 127 a 129. ao longo de algum tempo. como no “goal” que virou “gol”. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. não compliquemos. Há o importador e há o muambeiro. e os basbaques foram atrás. “Disputam-se “play-offs”. mesmo” confere um tom de repreensão. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. mas dos Estados Unidos. 1. UFPE No texto. c) acabaram por subverter.Interpretação de texto I Avançar . UFMT ( ) Segundo a leitora. Entrava. Estão corretos apenas: a) 1. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. 09/12/1998. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. d) 2 e 3.. A Confederação Brasileira de Futebol. 128. no regulamento do atual campeonato. referentes às idéias expressas no texto. assim como brasileiros estão para curandeiros. timbaleiro ou seresteiro. (. ( ) A teoria da leitora ganharia força.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. (. Chamemos o fenômeno por seu nome. entre outras coisas. 198.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. grande investidor ou latifundiário. segundo ela. e) 2 e 4. Veja. b) 1. Roberto Pompeu.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. como existem médicos. no Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. c) 1 e 3. Entre a assistência e o play-off. Luís Fernando. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. definitivamente. Jornal do Brasil. ingleses e brasileiros. introduzido por ingleses no país. embora um tanto jocoso. 2. no início era jogado em inglês. UFPE Leia os enunciados abaixo. terapeutas e curandeiros. resolveu rotular as finais de “play-offs”. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. e com termos emprestados de outro esporte. ao texto. ( ) De acordo com o texto. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. o basquete. mas o “back”. como “corner”. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. (. no campeonato nacional. atualmente. A história do futebol. Aliás. p. nestas terras. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. Nós é que nos oferecemos. O texto demonstra que.. 4. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. uma história de triunfo da língua portuguesa. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. “Se você começou como padeiro. CBF. empresário. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. Existem suecos. não à língua inglesa da Inglaterra. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. 2 e 4. que é o idioma. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. em virtude de irrefreável impulso de submissão. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo.” GABARITO TOLEDO. há políticos e politiqueiros. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política.

que eu assim resista à dor imensa. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. b) Nesse trecho. o pronome de 1ª pessoa do plural. adoro a tua formosura. extremoso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. Tomás Antônio. Amor na minha idéia te retrata. e) Na última oração do texto. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. s/d. Uneb-BA Este exercício.129. de um semivivo corpo sepultura. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. Quando em meu mal pondero.” GABARITO GONZAGA. que me cerca e mata. ‘nós’. 51 130. inda. 127. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. e aperto sobre o peito em vão os braços. São Paulo: Círculo do Livro.Interpretação de texto I Avançar . e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. no futuro do pretérito. busca. a) Na expressão ‘outro esporte’. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. o verbo ser. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. Marília de Dirceu. Marília. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. referido anteriormente. tem como referente os brasileiros em geral. “Nesta triste masmorra. p.

UERJ Em geral. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. Marcelo Maciel. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação.” IMPRIMIR 134. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. em 1º de junho. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. depois um ovo no ministro da saúde e. responda às questões de números 131 a 134. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. O Globo. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. 132. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. 52 131.Interpretação de texto I Avançar . outro ataque ao governador Mário Covas. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. suas índoles. por mais digna que fosse a manifestação.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. jamais. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. b) construção de comprovações por meio de silogismos. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. seja qual for a manifestação. respectivamente. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. Concordo. seus defeitos. Arthur. Em função desse limite de espaço.Com base nos textos abaixo. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. se é que assim se pode dizer. E a situação de extrema violência que nós. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. Nada justificará. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. cariocas. seja quem for o agredido ou o agressor. 133. Por causa dessa intenção. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva.03/06/2000. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. O Globo.03/06/2000. Nada justifica a agressão física. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. Voltar Língua Portuguesa .

Olhemos a cidade. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. 7. No fundo da garganta. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. Ou a opção de um momento de silêncio. em janeiro. O Globo. no ano que se inicia. “Ano Novo. p. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. Ano de nova qualidade de vida. na verdadeira democracia. b) social e econômica. Ano Novo. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. mas está condicionado às limitações materiais. c) existencial e política. 53 GABARITO 135. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. de Chico Mendes. e) política e econômica. Feliz homem novo. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. tolerância é cumplicidade com maracutaias. mas se esquece do material. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. apegados à casa. A começar pelo réveillon. Braços e corações abertos também ao semelhante. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. Vontade de remar contra a corrente e. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. noite após noite. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Mergulhar em nós. a leitura espiritual. Quanto mais cidadania. De menos ansiedade e mais profundidade. Em volta. Voltar Língua Portuguesa . Voto é delegação e. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. a adolescência tecida em sonhos e utopias.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. um travo. a própria humanidade. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Por que acelerar tanto. nas atuais circunstâncias.” Frei Beto. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. os propósitos altruístas. uma oração. encharcando-se de bebidas alcoólicas. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. sem projeto. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. o serviço de saúde. da ressurreição de Henfil e. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. o salário exíguo num pais tão caro. Reencontrar. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. d) pessoal e financeira. 01 de janeiro de 1998.Interpretação de texto I Avançar . os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. abrir espaço à presença do Inefável. e) o homem busca a plenitude. mais democracia. a solidão entre matas. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. abastece o crime ao consumir drogas. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. as ruas são limpas. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. Feliz mulher nova. Agora. De celebrar dez anos. os filhos. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. em dezembro. IMPRIMIR 136. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. vida nova. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. um gesto litúrgico. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. a rede educacional.

de que fala o autor. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói..137. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. III.). UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. achando que isso resolve a questão. 16 de fevereiro de 2000. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno.. GABARITO 140. III. inquietas sombras?.). Oh. não o do trem.).” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. c) somente a I é correta. nada sugere. b) somente a II é correta.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. I. Não. Veja. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro.. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. extraído de Machado de Assis. e) II e III são corretas. Univali-SC “Volta às aulas (. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. d) somente a III é correta.” Stephen Kanitz. não constrói. desistir da herança e chorar a perda do tio. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.” d) “Em política. consiste em: I. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária.. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. c) apenas a afirmativa III está correta.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim... Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões.. e) estão corretas as afirmativas I e III. É impossível ensinar a pensar. Leia as afirmações a respeito do texto. Sair criticando o mundo.. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. como ao poeta. que nada sugere. d) estão corretas as afirmativas I e II. 54 139. inquietas sombras?. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. e as sombras viessem perpassar ligeiras.. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado..” 138.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. b) apenas a afirmativa II está correta. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. II..” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. ao se libertar de memórias antigas. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ..Interpretação de texto I Avançar . tolerância é cumplicidade com maracutaias. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. II.

c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. sensibilidade e altivez – a inevitável. Álvaro. função etc. 142. a globalização. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. Machado de Assis. não pode parar no século passado. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. A propósito.)” AVENDANO. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. necessita de mudança de humor. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. É preciso inovar. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. “Protegendo a língua nacional”. deixou-nos. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. e. (. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). Nelson Marinho Teixeira. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. 29/12/1999. para enfrentar – com conhecimento. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . nosso escritor. Jornal de Santa Catarina. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. a qualquer preço. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. segundo Machado de Assis. assim. muitas vezes. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. Sobre o texto. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes.. d) A língua portuguesa. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. CASTRO. e claro que desejável. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. já em 1873. Jornal de Santa Catarina. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. 19 e 20 de setembro de 1999. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. argumenta. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria.. Segundo ele. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. ‘Se pensarmos bem. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. com sucesso. Jaime.141. e tentassem descobrir as suas virtudes. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar.

08. próxima da variante popular. 28. Leia. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. quando se trata de estudar gêneros literários. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral.” MACHADO. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. 02. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. 144. Quer dizer. Mas. indiferença às imposições da cultura oficial. 04. já que se trata de uma criação coletiva. O texto pode ser classificado como opinativo. 16. Irene. veja bem. 04. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. 1994. como resposta. 08. 145. Trata-se de um texto literário. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. 32. Quanto à estruturação formal. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. 56 143. Dê. Em alguns momentos. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. 02. criação rústica. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. como resposta. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. possui um caráter eminentemente regional. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. a soma das alternativas corretas. São Paulo. a soma das alternativas corretas. p. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. Popular é. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. a soma das alternativas corretas. UFMS Em relação ao texto lido. 32. não se prende a um autor específico. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. atentamente. 08. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. manifestação culturalmente rica. UFMS O termo popular. como resposta. pois discorre sobre o conto popular. O conto popular. 32. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. Talvez você mesmo pense assim. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. Scipione. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. obediência às normas socialmente aprovadas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tendência à universalização. 16. 16. 02. uma manifestação cultural de caráter universal. tal como aparece no texto. Literatura e redação. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. Com isso. é correto afirmar: 01. as criações populares não conhecem normas nem limites. O texto utiliza uma linguagem informal. Dê. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional.Interpretação de texto I Avançar . 04. mas também em caracterizar o termo popular. se assim fosse. Dê. caráter espontâneo. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. embora tenha um caráter universal. portanto. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01.

18 de nov.. Dad. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. GABARITO 147. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Colômbia. O que vem de fora é melhor. Printar expulsou o imprimir. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Além disso. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. Deletar tomou a vez do velho apagar. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. de acordo com a leitura. I. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Revista Exame. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Quem não aderiu se tornou out. Peça help. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. 1998. A informática serve de exemplo. que vende como ninguém sua música. no livre exercício de suas próprias soberanias. sua televisão. Uma é o prestígio. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. p. já dizia Gláuber Rocha. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. E vire in. e não econômica. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras.“ SQUARISI.. conseqüentemente. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. Que corra atrás do prejuízo. como a realização dos postulados da justiça social’. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. ( ) Segundo Squarisi. É isso. Nós. temos complexo de vira-lata. compreensão e interpretação textuais.E. sua tecnologia e o american way of life. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. IMPRIMIR 148.Texto para a questão 146. é a ascendência cultural. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.” 57 146. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. Voltar Língua Portuguesa . (. Startar cassou o começar. 1948). Outra é a receptividade. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. seu cinema. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. sua literatura. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. 170. printar e startar é meramente semântico. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas.

não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. frio. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. e tendo tão larguíssimas orelhas. como sendo tão bobo. Gregório de. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. Poesias Reunidas. fogo.. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. pois não há fome. p. Org. e roubais. parodiar. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. e um canalha: mixelo hoje de chispo. recém-descoberta. MENDES. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. não só no léxico como também na sintaxe. de. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (.. e o segundo. Tratado Descritivo do Brasil. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. Valha-vos. Voltar Língua Portuguesa .” SOUSA. Sois tão grande velhaco. água.).. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia.. mas ela vos sangrou na veia d’arca. a que os índios chamam “aí”. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. 150. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. que o faça mover uma hora mais que outra. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. d) No texto I. que é título de zotes ordinário. nome certo mui acomodado a este animal.)” IMPRIMIR MATOS. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. seduzir. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. e saístes do intento tosqueado. 1996.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar.Interpretação de texto I Avançar . e sem sustento. fogem vossas ovelhas de vós. e os portugueses preguiça. pois ficando faminto. Gabriel S. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. calma. nem outro perigo que veja diante.. 58 Sobre os textos I e II. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. já no texto II. 1587. com o título de seu poema. paradisíaca. Oswald de. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. Salvador: EDUFBA. 171-2.149. qual uma harpia. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. e para a ceia (. Gleise F.. (.

. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. 1995. Ariano. É justo!.” SUASSUNA. é Manuel. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. (Coleção Prestígio). MANUEL Cale-se você. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado.. BISPO Cale-se.. O Santo Ofício. MANUEL Foi isso mesmo. Lisboa.. A hidra escura e vil da vil Teocracia. Loiola – aqui foi Nóbrega. Sevilha e Nantes na tortura. mundano. remembrando a negra Inquisição. p. autoritário.Interpretação de texto I Avançar . Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. o Filho de Davi. 17. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. João Huss na sepultura.. de Deus. que era Cristo. o Leão de Judá. Na fogueira Grandier. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. Castro. mas você pode me chamar também de Jesus. por quê? JOÃO GRILO Porque. In: Poesias completas de Castro Alves. Rio de Janeiro: Ediouro... Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. 146-8. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. com o braço ocultando os olhos.... a gemonia. se quiser. porque quanto mais alta é a função. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. não é lhe faltando com o respeito não. João. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. soberbo... não. (.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. p. de Senhor. 145-6. 9 ed. Mas você. Colombo a soluçar. 1972. Sou.. mais generosidade e virtude requer. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. Tours.. santificando-se através dela. Esse é um de meus nomes. atrevido. Levantem-se todos. ed. pois vão ser julgados. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. as provas. grande grito. Seu tempo já passou. de costas. o azeite. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade.. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Auto da Compadecida. a gemer Galileu. pode me chamar de Jesus. Rio de Janeiro: Agir...Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós.. O tempo da mentira já passou. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Sua obrigação era ser humilde.

O que aqui está é. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. Dom Casmurro. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. e. como se diz nas autópsias. esta monotonia acabou por exaurir-me também. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. d) II. Pois. de memória. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. III. Talvez a narração me desse a ilusão. embora de épocas diferentes. mal comparando. 151. Quanto às amigas. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. o interno não agüenta tinta. Em verdade. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. 1. Distrações raras. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. Duas ou três fariam crer nela aos outros.Interpretação de texto I Avançar . mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. 810-11. na época em que antigamente vivia. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. era obra modesta. d) O narrador. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. Entretanto. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. p. I. No Texto III. 152 e 153. distanciando-se. pouco apareço e menos falo. O mais do tempo é gasto em hortar. No Texto I. não consegui recompor o que foi nem o que fui. IV e VI. Jurisprudência. e restaurar na velhice a adolescência. c) I. VI. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. como todos os documentos falsos. vá. III e VI. a fisionomia é diferente. filosofia e política acudiram-me. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. IV e V. jardinar e ler. V. tal como ocorreram então. tudo árido e longo. mas falto eu mesmo.Os três textos. e esta lacuna é tudo. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. v.” ASSIS. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. se o rosto é igual. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. e quase todas crêem na mocidade. algumas datam de quinze anos.” Em relação à posição do narrador. assim. pegasse da pena e contasse alguns. mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente. e que apenas conserva o hábito externo. UFF-RJ “A certos respeitos. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. e) II. A certos respeitos. interrelacionam-se. como tudo cansa. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. é outra coisa. como bem e não durmo mal. e tal freqüência é cansativa. Quis variar. Ora. como ao poeta. Se só me faltassem os outros. II. IV. mas não me acudiram as forças necessárias. outras de menos. vida diferente não quer dizer vida pior. expressa no fragmento acima. e as sombras viessem perpassar ligeiras. identifique as afirmativas verdadeiras. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. conservo alguma recordação doce e feiticeira. mas exigia documentos e datas como preliminares. e. não o do trem. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. Depois... senhor. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. III. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. Capítulo II. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. inquietas sombras ?. Em tudo. Sobre eles. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. Machado de. em determinado momento de sua vida. No Texto II. b) II e III. Texto para as questões 151. de memória. e lembrou-me escrever um livro. Tanto no Texto I quanto no II. de suas reais funções.

e que apenas conserva o hábito externo. o interno não agüenta tinta. mas não a mim. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. Só dói quando eu respiro. se o rosto é igual. e quase todas crêem na mocidade. Assinale a Opção em que. não tem amigos de longa data. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Voltar Língua Portuguesa . O que aqui está é.” e) “Quanto às amigas. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. como se diz nas autópsias.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. Porto Alegre: L&PM. a fisionomia é diferente. com certo humor. e tal freqüência é cansativa.” b) “Em tudo. mas falto eu mesmo. em sua narrativa.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. mal comparando.Interpretação de texto I Avançar . não consegui recompor o que foi nem o que fui. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala.152. algumas datam de quinze anos. e tenta. como todos os documentos falsos.” 153. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. através de outra linguagem – o cartum –. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. sd. “atar as duas pontas da vida”. outras de menos. vá. senhor. e esta lacuna é tudo.

3. “parma”: lisa como a palma da mão. Esta terra. 154. Rio de Janeiro: Lacerda. que pareciam espelhos de borracha. b) “Minha terra tem palmeiras. querendo-a aproveitar. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. que andavam sem eles. e suas vergonhas tão altas.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. nem coisa alguma de metal ou ferro. a estender olhos. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. Tem. nem prata. dar-se-á nela tudo. / sustentada. com cabelos muito pretos. 5. Águas são muitas. “espelhos de pau. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. de que nós deste porto houvemos vista. E em tal maneira é graciosa que. assim frios e temperados. um no meio e os dois nos cabos. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. bem moças e bem gentis. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. não podíamos ver senão terra com arvoredos. 1999. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. grandes barreiras. Marília. não tínhamos nenhuma vergonha. “tintura preta. de as muito bem olharmos.Texto para as questões 154 e 155. 2. não pudemos saber que haja ouro. vista do mar muito grande.Interpretação de texto I Avançar . E alguns. De ponta a ponta. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. e outros quartejados de escaques. planície. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nela. para transportar água ou vinho.” (Murilo Mendes). 62 GABARITO Vocabulário: 1. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. até agora. como os de Entre Douro e Minho. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. delas brancas. porque. que nos parecia muito longa. ao longo do mar. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). p 39-40. é toda praia parma. delas vermelhas. por bem das águas que tem. a saber. muito chã e muito formosa. quartejados de cores. compridos pelas espáduas. d) “Irás a divertir-te na floresta. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. nalgumas partes. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. (Castro Alves). a saber. a modos de azulada. Aí andavam outros. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. outros traziam três daqueles bicos. “chã”: terreno plano. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Paulo Pereira (org. 4. infindas. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. Pelo sertão nos pareceu.

155. sem prejuízo do sentido global. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. entre as classes mais pobres. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. agora já faz parte de nossa cultura”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 156. d) reconhecer e retomar a prática romântica. p. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. dando títulos nacionalistas às estrofes.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. de forma tão natural quanto a chuva. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE.. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. dando-lhes títulos novos. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. a) Para o autor do texto. entre as classes sociais mais ricas e. via-de-regra. que é possível o Brasil mudar esse quadro. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha.Interpretação de texto I Avançar . quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. (.. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. de modo significativo. respectivamente. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. o sol. em algumas experiências. dando-lhes novos títulos. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam.. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. a UNICEF e a Fundação Odebrecht.”. o calor e o frio.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. Oswald de. por ocasião das eleições de 1994. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não.. 80. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. Poesias reunidas. U. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. (. 1978. de modo esmagador. criando estrofes simétricas e com títulos.F.

A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. O caso foi resolvido em março. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. da mesma forma que o macaco-prego. como o macaco-aranha e o muriqui. 04. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. em flagrante. Com relações tão complexas. é marca registrada dos espertos macacos-prego. Parente mais próximo do homem. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos.72.Interpretação de texto I Avançar . Não é para menos. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. Duas delas são fisiológicas. Onívoros de carteirinha. da Universidade de São Paulo. 08. Ele consegue pescar. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. U. julho/00. p. seu prato preferido. diferente dos outros primatas. em fevereiro de 1999. 02. o dos macacos do Novo Mundo. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. interior de São Paulo. quando a Polícia Florestal prendeu. 16. aliás. Apesar da distância. “Não existe um único líder no bando. observa Ottoni. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. diz Eduardo Ottoni. além do homem e do chimpanzé. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. A primeira é o tamanho do cérebro. a soma das alternativas corretas. Para comer coquinhos. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01.E. Entre os macacos-prego o poder é diluído. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. esse macaco africano consegue aprender por observação. As chefias são formadas por até três animais”.” Superinteressante. com força. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. capazes de partilhar alimento”. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. Voltar Língua Portuguesa . Dê.157. “São os únicos. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. Se não houver frutas nem insetos à mão. O apetite insaciável. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. e estavam com fome. depois que o zoológico municipal fechou. como resposta. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. que dá uma destreza enorme ao animal. Tiveram de apelar para o crime.

Maria É um dom. d) Maria. c) Maria. Pelo contrário.” GABARITO 159. propõe a mediação. Há portanto certos modos de dizer. uma certa magia. Cada tempo tem o seu estilo. apenas agüenta. porque. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. e) A mulher brasileira. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. é o suor. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. simboliza os seres humanos que lutam. Em geral. AEU-DF Julgue os itens abaixo. o que é um mal. b) A mulher. em relação à compreensão e à interpretação do texto.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. sofrem e resistem à dor de viver. em seu texto. A influência popular tem um limite. Mas se isto é um fato incontestável. Feitas as exceções devidas. se fazem novas. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Machado de Assis. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. – não me parece que se deva desprezar. Univali-SC “Maria Maria Maria. ( ) Machado. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. locuções novas. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. mas que sabem perfeitamente os clássicos. quando deve chorar. entre a tradição e a modernidade. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. nem tudo temos os modernos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. representada pela Maria da canção. ou antes por uma exageração de princípio. não se lêem. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Nem tudo tinham os antigos. outros há que os adotam por princípio.158. E não vive. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. a mulher da canção. Maria. porém. apenas suporta a dor de viver. é a cor. não imputa aos literatos tal responsabilidade. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. é uma combinação de força e resistência. transforma a dor em alegria. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. e segue sua vida. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Texto para as questões 159 e 160. a lágrima em riso. como são todas as mulheres do planeta. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. desentranhar delas mil riquezas que. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz.Interpretação de texto I Avançar . Uma força que nos alerta. A este respeito a influência do povo é decisiva. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Maria É o som. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. não se lêem muito os clássicos no Brasil. principalmente por parte dos escritores. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. por intermédio dos escritores. à força de velhas. Divergência digo. no texto. Maria.

porto Alegre: Sulina. os senhores de terras e gados. A marcha do povoamento. 626. Ia fazendo receios. 1997. o imperador do Acre. o sertão vem. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural.o senhor querendo se procurar. O tempo e o vento. Euclides da. p. Apud SANTOS. Sertão. Guimarães. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. p. nunca não encontra.. que o nome não se soubesse. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. pela abertura de rodovias.se diz . 227. – valorização das idiossincrasias regionais. As circunstâncias históricas. aonde lá. de coração bondoso. Apud Sergius Gonzaga. p. nem pestes. Até. após apresentação de uma tese. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. um povo prestativo. 12ª ed. o mesmo. A estrada de todos os cotovelos. In: Obra completa. nem lutas fratricidas. Os sertões. quando a gente não espera. De repente. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. 161.” RIBEIRO. efêmera talvez. Viva o povo brasileiro. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. p. acolhamo-nos ao nosso assunto. identificados abaixo. visto que aqui o preconceito é econômico. revela-as. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. que então vigoravam no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. até. nem terremotos. ed. João Ubaldo. . do Maranhão à Bahia. pois desconhece o preconceito racial. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. Volnir e Adão E. Literatura brasileira. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou.” GABARITO VERÍSSIMO.Interpretação de texto I Avançar . Galvez. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial.. 1995. 1984.160. Porto Alegre: Mercado Aberto. Voltar Língua Portuguesa . 1984. 13. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. 1989. porém. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. p. perfazendo indagação. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. 158. Descemos por umas grotas. com sua dialética irresistível. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. Rio de Janeiro: Marco Zero. era o sertão churro. prolongando-as até ao nosso tempo. AEU-DF Julgue os itens que seguem. Grande sertão: veredas. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. 5ª. vol. ( ) Nele. 162. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. expõe os elementos que a compõem.. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. por si. econômica ou política nacional. em magnífico resumo. o próprio. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Érico. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. o texto lido pode ser classificado como crônica. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. festeiro. Márcio. Manual de literatura brasileira.” SOUZA. Carvalho. em que todas as cores e raças se misturam livremente. Mas. Para isso. Rio de Janeiro: Record. II. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. nem furacões.” Fragmento I Procuremos. Depois dele: o turismo multinacional..) Ali estão dois representantes do clã pastoril. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. nem vulcões. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. ( ) De roupagem metalingüística. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. 3ª ed. por esses lugares.” ROSA. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. CUNHA.

os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. existem colônias de franceses no Paraná. 162. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. ( ) Para ele. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. ressuscitada a cada geração. graças à Renault. procurar emprego em nosso país. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. Hoje. apesar de equivocada. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. ( ) Para Mário Quintana. não existe geração espontânea. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. por sua vez.” 67 GABARITO 163. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. em massa. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. em relação à compreensão e à interpretação do texto. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. mais de 400 estão instaladas no país. Texto para a questão 163. Para as companhias. Em São Paulo. Tanto de um como de outro grupo etário. são por natureza os nossos filhos naturais. a mudança é um sacolejo completo na vida. embora sem querer. essa transferência representa um reforço na filial. sem rede de segurança . Quanto a mim. Anna Paula. E. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Acontece que. entre novos e velhos. sem querer. Quanto a estes.Interpretação de texto I Avançar . d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. 26/04/2000. Para os executivos e a família. em prol do equilíbrio universal. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. Veja. E assim. Os (ainda) chamados modernistas. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos.” BUCHALLA. com a sua livre poética. “No Brasil. jamais fiz distinção entre uns e outros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . muitos espanhóis na esteira da Telefônica. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. “roubada” do Rio Grande do Sul. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. por iniciativa própria. na incauta adolescência. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Das 500 maiores companhias transnacionais. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. além de tudo. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. Desde 1990. já que aqui não há executivos preparados. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado.

onças. neste tempo de agora. quando for a vez desses meninos? Riachos. mangueiras. Rios e riachos corriam límpidos. apesar da leve mudança no estilo. b) No chão espeta um caniço. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Texto para as questões 41 e 42. IV. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. capivaras.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. a arca.Textos para a questão 164. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. tão frios e temperados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I.55. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. Tem goiabas. papagaios. Esmeralda é para os trouxas. onças e capivaras. Quanto aos bichos. c) I. Era assim o Brasil de Cabral. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.Interpretação de texto I Avançar . s/d.. tem-nos muitos. Edição Zero. Vossa perna encanareis. tem-nos muitos. e) III e IV. Tão fértil eu nunca vi. Tão fértil eu nunca vi. araras e papagaios. III. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. árvores. II e III. Senhor. cristalinos e plenos de peixes. nem mulatas. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. De tal maneira é graciosa que. Fortaleza: Editora RISO.” 68 164. Diamantes tem à vontade. No chão espeta um caniço. Salvo o devido respeito. A gente vai passear. embora escrita no mesmo estilo. p. assim os achávamos como os de lá. porque. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. Bengala de castão de oiro. “Ainda não haviam louras. como os de Entre-Douro e Minho. Cruzados não faltarão. Reforçai. Banana que nem chuchu. já quinhentos anos passados. d) II e IV. De plumagens mui vistosas.. melancias.. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Araras. Como será esse país no futuro. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. cajueiros. c) Tem goiabas. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta.. b) I e III. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. d) Diamantes tem à vontade. melancias. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. II. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. nas praias douradas desse novo país. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. rios. a terra em si. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. palmeiras. nem surfistas. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Tem macaco até demais. GABARITO 165. é muito boa de ares. nem biquínis. Banana que nem chuchu. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Águas são muitas e infindas.

ligado à classificação morfológica do verbo ser. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. c) III. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. sentimentos de angústia. Em suas reminiscências. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. Cada minuto de vida Nunca é mais. a cada instante que passa. III. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. II. II. Nessa operação mental. no verso 5. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. como se o bom e o interessante não tivessem presente. Unifor-CE I. Ser é apenas uma face Do não ser. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. b) sentido excepcional. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. d) III e IV. nem futuro. b) II e IV. em todo o poema. que é de ligação. c) halo de encantamento. estamos mais próximos da morte. 168. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. A respeito dos enunciados acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) II e III. Perpassam. c) II e III. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea.Interpretação de texto I Avançar . d) explorar a sinonímia das palavras. b) II. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. é sempre menos. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. corresponde à nossa existência que é o estado transitório.” Cassiano Ricardo. d) sentimento saudosista. “Ser”. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. está correto o que se afirma somente em: a) I. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. e) IV. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. IV. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. 169. e não do ser. e) ar misterioso. GABARITO 170. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. niilismo e revolta. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. d) I e II.” 69 167.166. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. III. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III.

Interpretação de texto I Avançar . e disto escasso prejuízo veio à produção literária. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. julgando a matéria superior às minhas forças. os hábitos de um decênio de arrocho. que o impediria de publicar seu livro. Isto. 70 171. realizando atos esquecidos. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. ia-me parecendo cada vez mais difícil. como realmente haviam ocorrido. 172.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. seria injustiça. sem romanceá-los. Efetivamente se queimaram alguns livros. d) perdera as anotações que havia feito. como adiante se verá. contra a existência de uma censura prévia. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. como limites à liberdade de expressão. indulgentes ou cegos. para publicar suas obras. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. e) tencionava prender-se aos fatos. Além disso. casos passados há dez anos – e. fazer do livro uma espécie de romance. e a proibição de usar nomes verdadeiros. e) sem liberdade de criação. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. b) um depoimento verdadeiro. Repugnava-me deformá-las. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. b) a falta de liberdade política. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. caso o escrevesse. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. sem disfarces. tiradas demagógicas. Entre elas. ou alguém em quem não se pode confiar. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. com intenção de dar veracidade aos fatos. com os nomes que têm no registro civil. é incorreta: a) existia uma censura prévia. antes de começar. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. Voltar Língua Portuguesa . Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. me impediram o trabalho. depois de muita hesitação. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. c) numa época de força policial. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. quase impossível.” Graciliano Ramos. em qualquer época ou lugar. De fato ele não nos impediu escrever. ninguém nos dará crédito. às vezes com louvores de sustentáculos dela. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. Não vai aqui falsa modéstia. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. enfim. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. com o decorrer do tempo. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. quando formos verazes. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. palavras de ordem. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. o escritor é como um cego. “Resolvo-me a contar. ainda nos podemos mexer. porém. inibe também a capacidade de criação literária. 173. a polícia. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. redigir esta narrativa. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. d) a impossibilidade de escrever com clareza. assim. dar-lhes pseudônimo. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas.

” LIMA. desde que eles estejam floridos. A realidade. para quem é alvo dele. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. desde os tempos bíblicos. mata a doce Desdêmona. p. 71 174. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. Antes dele e depois dele. b) recorrente na literatura universal. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. no século XVII. A mulher é honesta. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. 1974. b) os pássaros. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. Por fim. (.Para responder às questões de números 174 a 175. d) inerente a qualquer manifestação literária. Voltar Língua Portuguesa . o amigo é sincero. por aquilo que produz. o general mouro. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva.. e) a árvore é sinônimo de vida. perigoso. Rio de Janeiro: Aguilar. e) próprio da literatura socialmente engajada. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. v. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. o trai com um amigo. no seu cruel desenrolar. insuportável para quem sente e doído. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. são símbolos do poder divino. no texto em que Otelo. 175. é velha como o mundo. Jorge de. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. familiar e do mundo todo. 57. Poesias Completas. A morte é uma atitude extrema. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. no mundo inteiro. considere o poema que segue.Interpretação de texto I Avançar . transtornado. doente. antes de calculares os lucros da seara. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. e as sementes. simplesmente. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. paranóico. no ritmo lento da natureza. e só por isso.. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. por elevar seus galhos ao céu. linda. quanto terrestre. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. 2. o verniz civilizatório ou. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. d) a simplicidade da vida campestre. IMPRIMIR 176. mata a mulher e se mata. “Ciúme. um sentimento insano. A tragédia.)” Veja: 14/06/2000. tanto espiritual. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. “Antes de lançares a semente no chão. c) cultivado pelas elegias pastoris.

d) medo da fugacidade do tempo. Uma rês geme. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. Escolas como a FGV. E geme.” Flávio Aguiar. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. 3. Há 15 dias. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. gotejante: o vento a corta. levam os calouros para a rua e. Voltar Língua Portuguesa .427 bolsas de sangue. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. (. de uma vez por todas. na árvore dobrada. todas de São Paulo. b) intenso questionamento sobre tempo. ou recolher lixo nas praias.Interpretação de texto I Avançar . abolido. vagabunda. c) desligamento da realidade. d) nasce. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. 180. E no entanto o vento uiva. Estranha faca: gelo e água. transformaram a recepção em coleta de sangue. c) vento. Para participar da festa. 179. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. unidos. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. como tema constante das tragédias gregas. tarefa dos novatos de Oceanografia. mesmo na cidade: tem presente seu passado. d) o adultério. Arrecadou-se mais de 200 quilos. E sempre prossegue rumo ao norte.177. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. promoveram o “trote solidário”. o vento nasce e morre no horizonte. b) a influência maléfica de uma obra literária. como faca. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. Lembrança – o vento pertence ao campo. Mais estranho: o mundo é redondo. E no entanto o tempo passa: Do campo. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça.. Texto para as questões 178 e 179. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. Protegido no copo de conhaque. 72 178. que serão doados para obras sociais. e) passa.Época. e) curiosidade quanto à origem do vento. no início do ano. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. o vento chega arrefecido na cidade. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. 26 de abril de 1999. do Rio de Janeiro. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. O hemocentro de São Paulo recebeu.” VIEIRA. b) lembrança. Marceu ..

Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. amanhã uma perua no shopping... Univali-SC “. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. ambos desamparados. que poderiam contribuir para a educação infantil. que intensifica “poucos” e “poucas”.181. Introdução. de outro lado. 73 182. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. não me destruir com ela. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . só que o palco é a capa da revista. enquanto outras nada têm. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. assistência. você tem que ser sexy. 1998.” CAMARGO. no Bubby’s. Então fica assim: de um lado. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. In: Educação para o lazer. as outras crianças que têm casa. uma exceção válida para muito poucos.Interpretação de texto I Avançar . é uma palavra invariável quanto a gênero e número. Num dia. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. o termo “muito”. Quero aprender com a indústria da moda. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. na prática. são apresentadoras dos programas infantis.. A idéia central do texto é: a) As crianças. e) Algumas crianças têm tudo: casa. penso em cair fora. a dança da garrafa.” Revista Caros Amigos . esportistas. em tese. 22. destinados às crianças. Hoje uma soldada na guerra. Texto para as questões 182. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. casar. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. em Nova York Trabalho e prazer. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. no outro. ainda que dificilmente ao mesmo tempo.” Ícaro Brasil. Mac Margolis. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. têm família. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. e vivem nas ruas. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. ter filhos e uma fazenda. É como vida de atriz. Texto para a questão 183. família. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. no Brasil. Não quero trabalhar para sempre. mas.março de 1999. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. a passarela. São alguns privilegiados – como artistas. ( ) Na linha 4.. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. Quero voltar ao Brasil. a respeito da organização das idéias do texto. p. e. comecei a levar o trabalho numa boa. E depois? Daqui a cinco anos. o objetivo de todos. Luiz Octávio de Lima. Com o tempo. ingênua e. São Paulo: Moderna. 1/2000 (com adaptações). depois. maluquete. em muito poucas circunstâncias.

pois resultam de processos históricos e sociais que. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. viver e ser. a consciência de sua existência. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. respectivamente. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. apesar de conviverem com ela. com o desconhecido que amedronta. 01. atender às demandas sociais.” 74 184. corresponde tanto a eu. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. apesar de simbólicos a princípio. 02. DIA 9. pela significação textual. ainda não a entendem. pensar. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. o reconhecimento de suas possibilidades. e responda à questão proposta. a indagação de suas fontes. 08. Afinal. às exigências do mercado de consumo para. para depois haver uma adaptação mercadológica. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. não invadem a vida das pessoas. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. a soma das alternativas corretas. ( ) No fragmento de texto. 16. 133-4). estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. em 1º ago. com cautela e moderação. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. 04. 32. em primeiro lugar. 1999. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. DF: Ministério da Educação. acabam por concretizar-se. Dê. respectivamente. Novos modos de sentir. em seguida. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. construídos historicamente.183. A organização de seus gêneros. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura.Interpretação de texto I Avançar . Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 185. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. 1999. Gisele Bündchen. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. o movimento: o mundo plural hoje vivido. a democratização de seus usos. ( ) No fragmento do texto. portanto. espelham. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. julgue os itens seguintes. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. com atenção. na atualidade. o espaço. o tempo. como resposta. mas produtos de práticas sociais. Leia-o. a trabalho e divertimento. publicada em O Popular. p. Elas fazem parte da vida das pessoas. toda segunda-feira. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. mas utilizálas. da Católica e outras faculdades. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. já que estas representam o trato com o novo. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas.

Você corrige dois erros. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. Campo Grande.’ Considere as seguintes atitudes: 1.Interpretação de texto I Avançar . daí se sugere que. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. UCDB. mas também de ler os próprios livros. 08. a soma das alternativas corretas. passar a cuia de uma mão para a outra. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. dará mais sabor à erva. de uma boca para a outra. uma bomba ou bombilha e a erva moída. tudo muito morno e quente. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis.Considerando-se que. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. O ideal é tomá-lo numa grande roda. devido à predominância da função fática. 23. como resposta. A expressão na hora do quiriri. 16. Ed. 32. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. para o vestibular. regado a água quente. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. ótimo. 75 186. de cachimbo da paz.)” NOVEIRA. Se alguém falar alguma frase. bem gelado. passa-se do chimarrão ao tereré. p. para não azedar o mate. ( ) o canal. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. Texto para a questão 187. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. 1996. 4. vestibular e leitura dos livros. morena e matuta. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. 01. (. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. pode ser associada à chegada da noite. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. Raquel. De acordo com o clima. Você corrige um erro. sob um laranjal. 04.. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. alguma palavra em guarani. a conversa será mais lenta. explicitado pela palavra você. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão.. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. como chê-kambá ou cunhataí. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. lendo o material anunciado. recebe a ênfase nessa comunicação. Chimarrão é o mate cevado. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. 02. respeitando a vez de cada um. Leia o texto que segue para responder a questão 186. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. Tereré é o refresco. Dê. sem açúcar. senão a erva pode azedar. 3. O arado e a estrela. ( ) o vestibulando terá. Você fica louco da vida. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . 2.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UEMS No texto I. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. “meio-de-campo”. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Nas páginas dedicadas ao show business. Leia os textos que seguem. pelo menos é o que informam os especialistas. então. Pois aqui no Brasil. por exemplo.. deixando de lado os índios que nós. etc. para verdadeiro. back é beque. onde as melodias podem ser originalmente nativas. se você for a fundo no assunto. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. No esporte é a mesma coisa.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo.187. contrapõem-se duas cores. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita.. Os índios têm lá os jogos deles. é estrangeira imposta pelo colonizador. Cantor de forró do Ceará. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. nós a recebemos do colonizador luso. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. por exemplo. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. Pegue um jornal. o pataxó. pelo menos. tem significação mais extensa. é engraçado. e) Palavras estrangeiras. pelo menos. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. inclui as apresentações em várias espécies de salas.Interpretação de texto I Avançar . como na África. o português. a todo instante tropeça e se engasga com rap. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. que alguns tentaram. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. toma um susto. etc. por exemplo: é todo recheado de inglês. o preto e o branco. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. que. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). ou. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. A começar que a nossa língua oficial.. como um peru de farofa. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. e F. cada uma fala o seu dialeto. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. chamando-o de ‘desporto’. como as do texto. já que a gente não os conhece nem de nome. ou pior. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.” Rachel de Queiroz. E o leitor do noticiário. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. falemos de nós. Mas. 76 GABARITO Texto II 188. tudo é show. etc. mas devem ser chatos ou difíceis. UFMT Assinale V. Mas não pega. punk. os brasileiros. Imagina se. o que foi uma bênção. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. soap-opera. especialmente o futebol (não mais foot-ball). ou até na rua. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. por exemplo. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. funk. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. pretendemos ser. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. se não for escolado no papo. literalmente.

pálido. Vaidade que todo me há vencido. São Paulo: Círculo do Livro. Atravessaram o armazém. não tendo coragem para matá-la. Misericórdia. Delinqüido vos tenho. para as não comprováveis. Quando necessárias. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Estão corretas: a) I. É verdade. São Paulo: FTD. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UEMS A respeito do texto II. p. desembainharam os sabres. Abraços que me rendem vossa luz. dai-me os braços. d) ou os cofres que tu vais encher. que o acompanharam logo. vendo que ela se não despachava. 191. Ofendido vos tem minha maldade. III. Aluísio. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. Senhor. à frente deles. A salvação pretendo em tais abraços. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. João Romão ia atrás. e) e as coisas que tu vais transformar. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. c) I e II. II.Interpretação de texto I Avançar . GABARITO 192. ensinava-lhes o caminho. b) antes de calculares os lucros da seara. In: Poemas escolhidos. com as mãos cruzadas nas costas. U. que a sua carta de alforria era uma mentira. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. Soneto. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. 1993. é possível concluir que: I. estava de cócaras no chão. e ofendido. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. Os polícias. que hei delinqüido. Vencido quero ver-me e arrependido. d) II e III. O cortiço. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. s/d. e) III. e encaminharam-se todos para o interior da casa.189. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. então. Gregório de. Bertoleza. e que o seu amante. De coração vos busco. Maldade que encaminha a vaidade. 190. para a ceia do seu homem.” E depois emborcou para a frente. 229-30. restituía-a ao cativeiro. Botelho. e chegaram finalmente à cozinha.” AZEVEDO. Luz que claro me mostra a salvação. amor. escamando peixe. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Bertoleza. Jesus!” MATOS. 281. recuou de um salto e. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. Jesus. Em virtude de tantas palavras importadas. p. Arrependido estou de coração. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. b) I e III. falar português é como falar inglês. Arrependido a tanta enormidade.

Sem rr nem ss. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. ora ao texto II. principalmente. solene. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. p. sentem-se luzes acesas. inventa. Voltar Língua Portuguesa . analise a coerência das seguintes afirmações: 1. as sílabas finais moles. nenen. b) Liberdade enfocada no plano individual. é uma das falas mais doces deste mundo. indistintamente. tatá. 2. do princípio ao final do texto.Texto II “Através de grossas portas. c) 1. O falar “doce”. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. pipi. bem coletivo. fruto da luta política. tão tarde? Que escrevem. nesses campos. 1958. e mesmo a portuguesa. ao contacto do senhor com o escravo. IMPRIMIR 5.. sob a mesma influência do africano e do clima quente. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. 193.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. Estão corretas apenas: a) 2. 3. “Que estão fazendo. Gilberto. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. mas a linguagem em geral. “esse português de menino”. inaugurado com a ama negra. 3 e 5.Interpretação de texto I Avançar . tem um sabor quase africano: cacá. GABARITO Com base na compreensão do texto. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. os ossos. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. festas. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. 3 e 5. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. lili (. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente.. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. 1972. 2. 3 e 4. 3. toda ela sofreu no Brasil. tirou-lhes as espinhas. 4. do escravo preto junto ao filho do senhor branco.” FREYRE. da gente. d) 4 e 5. A escolha das palavras.. Não fica bandeira escrita. Casa-Grande & Senzala. b) 1. A linguagem infantil brasileira. e) 1. imagina. Obra Poética. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. c) Liberdade. 9ª ed. Rio de Janeiro: José Aguilar. a influência da cultura africana. Cecília. mas fica escrita a sentença. 2 e 4. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. ed. 151-2. destacando. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. bumbum. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’.” MEIRELES. Rio de Janeiro: José Olympio. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. as durezas. firmou-se em todas as regiões do Brasil. conversam. a fala séria.

125. Itabira é apenas uma fotografia na parede. orgulhoso: de ferro. mais forte que seu espírito. 79 194.” MACEDO.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma.” d) “de suas noites brancas. esperando-o em cima do rochedo. reprimido. de suas noites brancas. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.” 196. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. Augusto amava deveras. futuro aço do Brasil. delineia-se o impulso erótico que é. ao se tornar funcionário público. com seu vestido branco. U. Por isso sou triste. é doce herança itabirana. sem mulheres e sem horizontes. esta cabeça baixa. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. tive fazendas. U. no entanto. que tanto me diverte. Joaquim Manuel de. Noventa por cento de ferro nas calçadas.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.” d) “Tive ouro. por esse mar imenso da imaginação. orgulhoso: de ferro.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. e pela primeira vez em sua vida. A vontade de amar. E o hábito de sofrer. Tive ouro. não há idéias mais livres que as do preso. exercia nele um poder absoluto e invencível. toda cheia de encantos e graças. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. pois. que me paralisa o trabalho. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. sem mulheres e sem horizontes. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1997 p. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. c) o poeta. este couro de anta.. estendido no sofá da sala de visitas. São Paulo: Ática. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. U. que voou.. Principalmente nasci em Itabira. Hoje sou funcionário público. A Moreninha. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. e.F. e o amor. Ora. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas.” 195. Hoje sou funcionário público. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. tive gado. tive fazendas. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema.F. abandona a postura crítica. vem de Itabira. este orgulho. viu-a chorar por ver que ele não chegava. 197.Interpretação de texto I Avançar . tive gado. atrevida.F. Viu-a. Oitenta por cento de ferro nas almas.

Há que amar e calar. pois jamais me sorriram. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Em ambos os textos. Explique. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. 1973. porque me tocou um amor crepuscular. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. 1996. há que amar diferente. ANDRADE. Reunião. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. ed. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. 32. talvez. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. 161-3. o sagrado terror converto em jubilação. Era tempo de terra. Maria ficou para tia. Carlos Drummond de. Carlos Drummond de. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Mas. no mundo. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Mas sou cada vez mais. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Texto para as questões de 198 a 201. e a um e outro agradeço. p. Rio de Janeiro: José Olympio. com suas próprias palavras. um sistema de erros. pois que tenho um amor. 19. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. que se armou em coágulo. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Rio de Janeiro: Record. Pois que tenho um amor. p. Raimundo morreu de desastre. Deus me deu um amor porque o mereci. Onde não há jardim.Interpretação de texto I Avançar .” ANDRADE. João foi para os Estados Unidos. mas sou. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Antologia Poética. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. Teresa para o convento.

a soma das alternativas corretas. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. 16. contudo. Há uma explicação correta em: 01. no verso 26. 32. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 04. 64. 64.198. 02. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. dimensão nova. 08. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. 16. 200. dando-lhe. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. “e”. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. Dê. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 32. Dê. como resposta. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. relata um desencanto amoroso passado que. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo.Interpretação de texto I Avançar . 199. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. relativizando a força demoníaca com que ele atua. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. “um amor” e “amor” referem-se. UFBA Com referência ao texto. no presente. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. como resposta. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. a soma das alternativas corretas. 04. respectivamente. 16. o eu-lírico: 01. 02. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. 04. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 08. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. enfatiza a origem divina do amor. 08. 04. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. a soma das alternativas corretas. 201. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. 08. 16. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 02. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. Dê. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. como resposta. 32. decorrentes da ação do tempo. UFBA No poema. 64. 32. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. a soma das alternativas corretas. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. servindo para especificá-lo. Dê. tende a se repetir. como resposta. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. 02. é correto afirmar: 01.

É a língua cotidiana. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” 204.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios.Interpretação de texto I Avançar . Paulo. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque.. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” e) “Quisera pascer cuidados. Assinale a alternativa que. melhor traduz a formalidade do discurso acima. no país do ‘homem cordial’.” 203. Voltar Língua Portuguesa . no país do ‘homem cordial’. / fecundar óvulos mortos. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar.” IMPRIMIR Folha de S.” Revista Veja. No caso do Brasil. 05/08/00.” e) “Por que. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. ninguém fala.” GABARITO d) “Por que. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. vemos esse bem ser atingido em seu âmago.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.” b) “Por que.. no país do ‘homem cordial’. de 19/04/2000. na linguagem informal. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. no país do ‘homem cordial’. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril.” c) “Por que.202.” b) “Tendo-a ao meu lado. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. no país do ‘homem cordial’. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. eu perdi o medo do mundo e do vento. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. nestes tempos neoliberais.

porém apontam para a impossibilidade de rompê-los.142. F. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. LP 838 448-1. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. pois.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. 1989. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro.M.. Israel/Cazuza/E. 1993.” Burguesia. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. o que não ocorre no de Falcão.Interpretação de texto I Avançar . 205.M. 206. F.A seguir. opondo-se.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. ao de Cazuza.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. Neves. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. In: Burguesia. no qual está camuflada uma crítica.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . lindo e joiado. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume.. CD 804. o segundo. que a denuncia em tom de sarcasmo.” Um bodegueiro na FIEC. pela ironia. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. In: Bonito. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. VAT. PolyGram. de G. questionando de forma contundente os seus valores. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. são apresentados dois trechos de músicas.

contra todos os governos que as oprimem. para conscientizar os colegas. mulheres. Muito está colocado. mas basicamente com os companheiros de trabalho. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o que deu errado. as creches continuam insuficientes. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham.” SUPLICY. Porque não estão à disposição dos maridos. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. amigos e marido. cumprindo a sua vida. por melhores salários. 84 d) dos governos. mas tudo está por fazer. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. b) ironia. onde fomos usadas pelo sistema. Reflexões sobre o cotidiano. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. p. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora.Interpretação de texto I Avançar . abordado nas questões de 62 a 64. “exigimos”. Nem tão difícil. amigos e marido. 210. de formiguinha. Esta é uma hora para se parar e pensar. 1981.” COLASANTI. d) Uma vez profissional. 209. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. É uma luta mais intimista de um lado. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. Porque não estão em casa. pela melhoria das condições de vida das mulheres. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. Unifor-CE No segundo parágrafo. 208. Marta. e) hipérbole. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. c) dos companheiros de trabalho. 207. 124-5. a) “Nunca esteve tão bom para nós. d) comparação. amigos e marido. São Paulo: Linoart. Marina. mais difusa na realidade. Porque não estão coladas nos filhos. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. e) das mulheres todas. o que fazer de agora em diante. mas da prática do obter e do ser. Nunca foi tão difícil. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. o que conseguimos. mulheres. A luta de base. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. das passeatas. fora dos jornais. Os salários não são iguais. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. UFF-RJ Segundo o texto. Pensar pelo que brigamos até agora. c) metonímia. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. 1986. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. Porque. Mulher daqui pra frente.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. b) de todas as mulheres.

de neves. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. Impede a conjugação de tantos outros verbos.” Encontra-se uma figura de linguagem.. ambas. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. e) Purê de palavras. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. b) metonímia. há muito tempo que não o vejo. c) Não corta na verdade a barriga da vida.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura.” 85 GABARITO Pode-se observar. não revolve os intestinos da vida. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. fluídas. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. diz David Ewing Duncan. a) Alguém. 214. “Eis uma definição ampla de tempo. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. brancas. publicado na Revista Época. Voltar Língua Portuguesa . É possível afirmar. resultante do cruzamento de sensações. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália.. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). maus tempos. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). e) antonomásia..211. Ó Formas vagas.. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. no campo da concordância. de 20 de dezembro de 1999. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. no sentido conotativo. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos.Interpretação de texto I Avançar . b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. chamada: a) metáfora. parece que foi ontem. Formas claras De luares. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. ambas. o tempo trabalha a nosso favor. cristalinas. somos seres lineares. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. UEPI Em: “Ó Formas alvas. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. bons tempos. de neblinas!. o que nos deixa agradecidos. no sentido denotativo. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. da leitura do fragmento acima. c) catacrese. c) Fomos ouvidos com atenção. 212. Assinale a alternativa que contém silepse. d) Escrever é triste. participou do concurso e espera ser aprovado. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. Unifor-CE Muitas vezes.. por exemplo. 213. Incensos dos turíbulos das aras.. d) sinestesia. Denominase silepse esse tipo de concordância. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho.

purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. dedique-lhe.” FLORESTA. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. 115-7. boa e providente mãe. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. de Nelson Sargento. considere-a desde o berço até seu leito de morte. e por conseguinte sobre o destino das nações. desde o berço até o leito de morte. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. trate-a como uma companheira da sua vida. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. terna e pudica esposa. na sua grande maioria. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. 1997 p.215. fazendo-a crer que é rainha. ao lado do homem. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. de acordo com o texto. Não façais dela a mulher da Bíblia. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. Voltar Língua Portuguesa . nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. Mulheres / Ed. por último. da UNISC. cujo expoente é Oswald de Andrade. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. a nomes de medicamentos. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. ou sua escrava. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. Cintilações de uma alma brasileira. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. rumo à regeneração dos povos. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. 216. filha e irmã dedicadíssima. terna e pudica esposa. com claro conteúdo semântico. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. boa e providente mãe”. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. Nísia.Interpretação de texto I Avançar . e a mulher será como deve ser. joguete ou escrava.

o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. o laranja e o vermelho. e) Ao pôr-do-sol. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”.” Superinteressante . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. Por fim. Existem partículas de poeira. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. d) As cores do arco-íris. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. o azul. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. porque a atmosfera filtra os seus raios. Setembro/99. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. somadas. o amarelo. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. da Universidade de São Paulo. o verde. espalhando-se.1997. até as ondas longas. o anil. laranja e vermelho. c) As cores. colidindo com mais obstáculos. o laranja e o vermelho. Com isso. explica o físico Henrique Fleming. é branca. Mas as menores (o violeta. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. o tratamento médico fica comprometido. À medida que o Sol vai se pondo. separando as cores. ao trombarem. o amarelo. acabam trombando e se desviando. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas.M. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. e) sem uma certa dose de magia. 87 218. dão à luz solar a cor branca.217. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). pois o Sol está abaixo do horizonte. no crepúsculo. Quando o Sol está alto. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. que é a soma das cores restantes: o verde.Interpretação de texto I Avançar . o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. Lendo-se o trecho. F. Afinal. ao longo de um dia. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. dão aos raios solares as respectivas tonalidades.

O que é leitura. Um dia. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. Por essas razões. e) certa. O formato. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. para a autora..“ MARTINS. para a autora. a fazer sentido para nós. um quadro. ‘vive lendo’.Interpretação de texto I Avançar . o material e as partes que o compõem. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. pode-se concluir que o ato de ler é.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. ‘passar os olhos’. em última análise. Se é sonoro. sem jamais tê-los de fato enxergado. a figura que representa. de uma situação. ao começarmos a pensar a questão da leitura.) Sem dúvida. um livro. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. d) errada. ele pode ser considerado leitor. pois.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. “Falando em leitura. não o compreendemos. melhor.. uma conversa. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. Quer dizer: não o lemos. d) ato prazeroso de decodificar romances. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. para a autora. p.. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. podemos ter em mente alguém lendo jornal. diante de um empurrão proposital. 7-10. revista. diante de uma batida casual. em relação ao texto. a cor. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto.. uma necessidade nossa. Falando em leitura. uma aula expositiva.. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais.. por economia ou preguiça.) (. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. minha reação pode ser de mero desagrado. (. 220. Voltar Língua Portuguesa . talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. um vaso. uma fantasia. Ler é interpretar. São Paulo. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. está: a) certa. ficamos cegos a ele. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. b) errada. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. na medida em que interpreta o que observa. folheto. (. uma peça musical. as imagens. e o leitor visto como decodificador da letra. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. um cinzeiro. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. 88 219. ‘ler o espaço’. pois. histórias em quadrinhos.. Um discurso político. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. fotonovelas e histórias em quadrinhos. Se o texto é visual. pois. Ática. em ler superficialmente. pois. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. para a autora. por motivos os mais diversos. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. E consideramos sua beleza ou feiura. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. Neste sentido. ‘ler o olhar de alguém’. IMPRIMIR c) certa. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. fotonovelas.. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. ou de franca defesa. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. seu conteúdo passam a ter sentido. como se diz. surdos. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. uma língua estrangeira. Maria Helena. ‘ler o tempo’. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo.

d) refletir sobre o desamparo da criança. São Paulo: Companhia das Letras. c) surpreender-se com o gesto do menino. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. 223. Assim como textos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . onde os refugiados se encontravam instalados. 2000. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. b) admirar a composição com o fundo. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto.Interpretação de texto I Avançar . d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo.221. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. 222. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. d) a infância e o mundo adulto. Sebastião. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. c) o progresso e a guerra. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. Êxodos. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. responda às questões de números 222 e 223.” 89 SALGADO. Com base na foto abaixo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. b) o real e o imaginário. ao enquadrar o trem parado ao fundo. em 1994. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. UERJ O fotógrafo. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. UFR-RJ Paulo Freire.

F – V – V – V 38. c 32. c 36. d 43. c 8. V – V – V – F – F 17. a 78. d 56. a 34. b 88. V – F – V – F – V – F 94. c 57. b 4. 28 60. a 20. e 53. 25 62. V – V – F – F – V 95. e 80. a 19. b 46. V – V – F – F – V 90. b 14. c 54. e 51. V – V – F – V – F 91. d 66. a 52. V – F – V – V – F – F 2. V – F – V – F 3. F – F – F – V 48. d 69. b 67. V – F – F – F 76. b 68.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. V – V – F – V 9. 07 58. d 86. b 87. a 81. V – V – V – F 75. b 12. c 27. c 15. d 35. b 25. b 22. V – F – F 39. 05 71. b 13. c 6. 34 61. b 11. d 44. V – V – F – V 93. a 83.Interpretação de texto I Avançar . b 85. c 72. 56 42. a 26. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – V – F – F – F 29. d 23. V – V – F – V – F 92. V – F – V – F – F 18. b 31. V – V – F – V 37. c 24. b 63. b 21. V – V – V – F 74. d 82. 02 49. e 84. 54 10. F – V – F – F – V – V 16. c 41. b 33. V – V – F – V – F 96. d 55. a 40. a 65. d 73. c 70. c 64. b 79. c 5. 01 50. c 45. e 89. c 47. e 7. 56 59. F – V – V – V 77. V – V – F – F – V 28. b 30.

V – V – V – F 108. a) Narrativa. a 123. V – F – V – F – V 127.2 97. e 103. a 129. e 112. F – F – F – V 126. V – V – F – V 110. c 134. 80 105. • Maquiada. 122. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato.ou Agora apareceu uma nova. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 118. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. d 131. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. no debaixo do capotão de meu avô. 100. c 124. 120. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. b 117. • Julgamos os outros pela aparência. . d 116. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. 121.ou O ser humano. a) Julgamento pela aparência. d 128. Nos currais do Sobradinho. c 104. 99. • O ponto de vista é interno à narrativa. b) O(s) dono(s) do cachorro. V – F – V – V 109. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. arbitrária e violenta. c 107. c 115. a 111. c 132. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. c 114. c 102. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. V – F – V – V – V 125.Interpretação de texto I Avançar . . passei os anos de pequenice. o animal desconfiado que tem dentro de nós. a) Agora surgiu uma nova. d 119. 98. a 113. a 133. podendo ser caprichosa. a 106. 101. d 130. avô do personagem-narrador.

51 201. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. a 153. V – V – V – F 161. c 196. valorização da fantasia e da imaginação. e 206. b 194. ela se casou com J. c 189. a “que não amava ninguém”. b 177. b 218. c 155. b 190. a 140. V – V – V – F 162. c 152. a 197. d 159. 22 187. a 208. a 176. F – V – V – F – F 147. e 212. d 150. a 195. V – F – V – F – F – V 192. F – V – V 149. c 151. a 205. d 215. d 223. e 193. 46 200. b 142. e 221. 26 146. a 174. d 163. d 217. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. c 219. a 138.Interpretação de texto I Avançar . 43 145. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. c 167. c 203. e 175. b 207. b 156. 08 185.3 135. b 157. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. b 165. Pinto Fernandes. a 170. V – F – V – F 184. a 216. F – V – V – F – F 183. e 179. e 214. uma personagem fora da quadrilha. c 220. V – F – V – F – V 164. 04 202. e 139. d 154. b 180. 34 144. c 136. e 137. c 213. e 173. e 168. c 166. V – V – F – F – F 160. V – F – V – V 188. c 169. b 172. Lili. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a 222. b 191. d 181. 54 199. a 171. d 211. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. a 141. d 182. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. d 209. a 178. 09 158. F – F 148. b 143. V – F – F – V 186. e 210. b 204. 198.

“Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. Outrem a repetiu. 1 GABARITO 1. inclusive a vida e até a honra. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. por conjetura ou por indício. ( ) Atinar. e continuou a viver sem mácula. não era de ninguém. UEGO Assinale V. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. Estavam então longe um do outro. as opiniões é que não. Paulo. Não achava explicação. pág 59 – 60.” Natividade ficou atônita quando leu isto. à semelhança das idéias. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. concluindo um discurso em S. se era a política que o faria grande homem. Era nova.. ‘Emancipado o preto. 37. acertar com. onde todos as têm por suas. mamãe.. Cap. e F. e.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. até que muita gente a fez sua. era uma ameaça ao imperador e ao império.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. Cada um pega delas. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. Ele mesmo o disse. que para Pedro era um ato de justiça. Como então não sacrificar?. antítese. repetiu Natividade acabando de ler a carta. caracteriza um hipérbato. conforme o dicionário Aurélio. era enérgica. nascidas de nada e de ninguém. ficou sendo patrimônio comum. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. verteas como pode. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. era expressiva. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política.’ — As opiniões é que não. era enérgica. e vai levá-las à feira. significa: “descobrir pelo tino. achar. esperemos o sol. estão governando o mundo. como no caso de Aires. as opiniões é que não. ( ) “– As opiniões é que não. ‘Não. ainda que por diversa razão. resta emancipar o branco’. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. mas a opinião uniu-os. muitas aparecem órfãs. emancipando o preto. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. gravíssima” e “Era nova. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. Nem sempre as mães atinam. discurso ou conversa.. e para Paulo era o início da revolução.. em “preto e branco. Não atinou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quando menos pensam. pelo raciocínio. como a gente pobre.. repetiu Natividade. resta emancipar o branco. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. Nascem modestamente. Alguém a proferiu um dia. dar com. para os itens verdadeiros.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. metonímia em “esperemos o sol“.” ilustra um discurso indireto.. Há frases assim felizes. em 1888.” Esaú e Jacó.

É um bom dissolvente.”. 2. d) paradoxal. tinha os braços cruzados à cinta. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. 1972. 1989. b) coloquial. Aguiar estava encostado ao portal direito. mas de um modo geral. b) as afirmativas I e III. e) somente a afirmativa I. Quando pura é inodora. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. Antonio. olhando um para o outro. por isso. analise as seguintes afirmativas: I. c) conotativa. lição pretendida pelo eu-lírico. No texto. dei com os dois velhos sentados. disse comigo. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão.F.Leia o texto a seguir e responda a questão. Machado de. à esquerda. Carmo. Na segunda estrofe. achei aberta a porta do jardim. Ao transpor a porta para a rua. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. Ao fundo. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. D. In: Obra Completa. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. p. c) as afirmativas I e II. e) sinestésica. Reduzida a vapor. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. II. entrei e parei logo. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. III. sais. à entrada do saguão. d) as afirmativas II e III. move os êmbolos das máquinas. 244-5. insípida e incolor. sob tensão e a alta temperatura. que. 2 3. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. sob um luar generoso e branco de camélia. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. bases. ácidos. Aguilar. Memorial de Aires. Consolava-os a saudade de si mesmos. se denominam máquinas de vapor. GABARITO Após a leitura do poema. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Poesias completas (1956–1967). Fui a pé. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Portugália. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. quando a pressão é normal.” GEDEÃO.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Embora com exceções. há uma informação físico-química que. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. ‘Lá estão eles’. dissolve tudo bem. Lisboa. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. com as mãos sobre os joelhos. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. embora incorreta. U. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. Rio de Janeiro. Com relação às afirmativas acima.” ASSIS.

20. Chamou-os meus filhos. 3 4. nem pão. conseqüência. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. 15. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. Nem vinho. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. segundo os critérios da leitura. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. Os olhos opacos. nem peixe. Olhou-os nos olhos. E ele chegou. Sentiu-lhes a fome.” 5.” Neusa Peçanha. ( ) olhos opacos (v. U. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão.11) configuram oposição em nível conotativo. Ao longo estendida. Sentaram-se à mesa. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. Sentaram-se à mesa. III. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. I. Alforjes vazios. 10. Na redação do texto. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .5) e olhos tão ávidos (v. ( ) Nos versos 16 e 17. Cansados. De seda. entre outras. compreensão e interpretação textuais. sem incorrer em qualquer erro gramatical. e) I e IV. Vieram vestidos De linho. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. Na branca toalha. II. IV. c) II e IV. Nem água. GABARITO Texto para a questão 5. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. b) I e II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Vieram famintos.Texto para a questão 4: “A Paz 1. foi usada a linguagem de nível técnico. Desnudos. Serviu-lhes a paz. Sentiu-lhes o frio. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. 5. d) III e IV. IESB Julgue os itens.

O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. consegui fugir. fosse qual fosse a sua natureza. Nesse sentido.m. 83. 6. de ser seu amigo.. Memórias de um Sargento de Milícias. “Esparadrapo”. na 1ª linha. c) envaidecido. no caminho para a prisão. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. uma leitura nos surpreende. ‘incunábulo*’. São Paulo. No entanto. Texto para as questões 7 e 8. citada. Se o Leonardo não tivesse fugido.Leia o texto a seguir e responda a questão. Mário. e) inimigo irreconciliável. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. Rio de Janeiro. em Memórias de um Sargento de Milícias. uma vida tão regular e tão lícita.” QUINTANA. ficava-lhe sob a proteção. como o Leonardo. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. o sentimento do Major frente à situação. e degradá-lo diante dos granadeiros. 8. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. Globo 1987 p. mas tendo-o deixado mal. c) uma vida tão regular e tão lícita. e) meditativo. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia.. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. Por exemplo. a expressão fora às nuvens. “Prodígio de humor e ironia.) arranjasse depois a soltura. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. origem. ed. d) enfurecido.. mas. Berta. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. 1992. o Vidigal era até capaz. a) se o Leonardo (. muitas vezes. retiradas do fragmento transcrito do romance. a quem uma vez tivesse posto a mão. Incunabulu: berço] Adj.’” ALMEIDA.” WALDMAN.. 2 – Começo. de. b) eufórico. principalmente quando se tinha. entre outras coisas. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. tão do gosto do romance romântico da época. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. por exemplo. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. Da preguiça como método de trabalho. d) desanimar. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. por fim de contas. Voltar Língua Portuguesa . Manuel A. *Incunábulo: [do lat. indica que o Major ficara: a) indiferente. c) desistir. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. b) machucar-se. e tinha-o consigo em todas as ocasiões./S. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. isento de qualquer traço idealizante. que parecem estar insinuando outra coisa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 4 GABARITO 7. UFMS Leia o texto abaixo. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. FTD. há outras. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. driblando a escolta. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. d) fosse qual fosse a sua natureza. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. por isso. aliás de nobre sentido. e) destruir. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. lhe havia podido escapar. intitulado Escapula.

de qualidade e com profunda afinidade com a realidade.. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda.. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. acreditamos. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. cremos... 22 de setembro de 1999. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. da difusão da informação de interesse público. A continuação do exercício desta prática jornalística. Considere as seguintes afirmações: I. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. cuja frase. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias.” Carlos Drummond de Andrade. É o tipo de texto que analisa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. c) . o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade.. II.. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. U. indispensável para a afirmação da cidadania.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. e não o sentido figurado. b) em II e III. que possibilite o trânsito correto da informação. d) . conotativo. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. Nas referências descritivas de seres inanimados. tem especial relevância a existência da imprensa livre. c) em I e II. Está correto o que se afirma: a) em I. da difusão da informação de interesse público... d) apenas em I. b) casa. d) turma.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . o autor premia os cinco sentidos do corpo humano.. e) apenas em II. participativa e laica. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. denotativo.” SCHRAMM. III. II e III.. interpreta e explica os dados da realidade. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. Jornal de Santa Catarina.. c) banda. pluralista. tem especial relevância a existência da imprensa livre. 5 Indique a opção. cremos. b) Esta base. 11.9.. retirada do texto acima. e) companhia. Esta base.. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. 10. Na construção de uma sociedade justa e democrática.. com boas intenções. Egon José.

todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. desentranhar delas mil riquezas que. Pelo contrário. outros há que os adotam por princípio. de membros da mesma frase. ou antes por uma exageração de princípio. / “O que aqui está é. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. Nem tudo tinham os antigos. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. é outra coisa. não se lêem muito os clássicos no Brasil. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. A este respeito a influência do povo é decisiva. vida diferente não quer dizer vida pior. à força de velhas.12.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. Em geral. / “Ora. porém de sentido diferente. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. entendemos os anos de mil e quinhentos. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Há portanto certos modos de dizer. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. porém. e que apenas conserva o hábito externo. GABARITO 13. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. para referir-se a determinados fatos. como tudo cansa. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. ( ) Por “no século de quinhentos”. – não me parece que se deva desprezar. se fazem novas. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Mas se isto é um fato incontestável. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. pegasse da pena e contasse alguns. em relação à semântica e à estilística.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. A influência popular tem um limite. o interno não agüenta tinta. não se lêem. nem tudo temos os modernos. Divergência digo. / “Os amigos que me restam são de data recente. ou de dois ou mais versos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. como se diz nas autópsias. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. esta monotonia acabou por exaurir-me também. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. o capricho e a moda inventam e fazem correr.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . mal comparando. o que é um mal.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Feitas as exceções devidas. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. locuções novas. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Cada tempo tem o seu estilo. / “Entretanto. porque.

15. leia o texto “Atenção ao sábado”. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. não? No Rio de Janeiro. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. e) contraste e alusão.14.” LISPECTOR. 16. d) I e IV estão corretas. uma rosa molhada. IV. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. c) todas as afirmações estão corretas. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. trancados na ilha do nosso egoísmo”. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Há antíteses na letra da música acima. A palavra paciência tem um sentido denotativo. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. São também utilizadas expressões populares no texto.M. 1997. nós já tínhamos tomado banho. c) antítese e metáfora. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana.. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. mas já não me perguntam mais. Use V. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. Então eu não digo nada. Clarice. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. antes do vento espantado poder recomeçar. de súbito. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. a) ironia e hipérbole. F. III. a abelha no quintal. Domingo de manhã também é a rosa da semana. e) II. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. sangue e mel. b) apenas a III está correta. e F para os falsos. e o vento: uma picada. I. aparentemente submissa. d) ênfase e comparação. Os melhores contos de Clarice Lispector. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. quando se pensa que a semana vai morrer.. vejo que é sábado de tarde. II. Global. sábado de manhã. o rosto inchado. Se chovia só eu sabia que era sábado. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. Tem sido sábado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. São Paulo. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. b) eclipse e paralelo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. III e IV estão corretas. para os verdadeiros. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. Seleção de Walnice Galvão.

O arado e a estrela. entre novos e velhos. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar.. Campo Grande.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. não existe geração espontânea. na incauta adolescência. habitual). UCDB. bem gelado. E. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. uma bomba ou bombilha e a erva moída.” 02.. Tereré é o refresco. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista.17. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . “Chimarrão é o mate cevado. (. sem rede de segurança . O ideal é tomá-lo numa grande roda. embora sem querer. respeitando a vez de cada um. Chimarrão é o mate cevado. Acontece que. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. aquele(s) em que há presença de conotação. E assim. sem querer. próprio. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém.)” NOVEIRA.” 08. p.” 16. dará mais sabor à erva. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. por sua vez. para não azedar o mate. ótimo. passar a cuia de uma mão para a outra. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. a conversa será mais lenta. regado a água quente. retirados do texto de Raquel Noveira. em relação à semântica e à estilística. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. sem açúcar. alguma palavra em guarani. Tanto de um como de outro grupo etário. a conversa será mais lenta. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. De acordo com o clima. regado a água quente. com os espetáculos de circo dos parnasianos. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. sob um laranjal. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. de uma boca para a outra. 1996. Quanto a mim. 23. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. entre os trechos abaixo..” 04. IMPRIMIR GABARITO 01. Quanto a estes. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. a soma das alternativas corretas. identifique. passa-se do chimarrão ao tereré. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. como chê-kambá ou cunhataí. em prol do equilíbrio universal. Os (ainda) chamados modernistas. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. morena e matuta. de cachimbo da paz. além de tudo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . jamais fiz distinção entre uns e outros. explosão criadora. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. como resposta. Sendo assim. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. no texto em que estão inseridas.” Dê.. 18. Voltar Língua Portuguesa . fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. “. ressuscitada a cada geração. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. são por natureza os nossos filhos naturais. com a sua livre poética. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. Se alguém falar alguma frase. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. tudo muito morno e quente. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Ed. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. sem açúcar. sob um laranjal. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. Raquel. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham.

Engrossou. III. O guarda passa por eles. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. Pra arejá.. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. e) I e II... Apareceu um guarda. 30/06/99 (METÁFORA). por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. d) eufemismo. Estão corretas: a) II e III. sendo um popular. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. enche o cara de chumbo. É só entrá e pegá. na passagem do guarda. II. em linguagem formal. ou seja. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Dois homens tramando um assalto. U. Ou que os iluministas do século 18. Servicinho manero.. II e III. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. sem mudar o sentido. cheio de gírias. d) I e III. – Valeu. e) ironia. – Ih.... agosto/99 (ANTÍTESE). Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. Disfarça. com vocabulário rico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. e outro culto.. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. sujou. disfarça.. b) prosopopéia. c) hipérbole. “.. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. poderia ser substituída. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.. – Então vamlá. b) “A supermoeda murchou“ – Veja.19. tá recheado? – Tá. 22.. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. 20. Foram utilizados dois níveis de linguagem. O guarda se afasta.. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. 9 GABARITO 21. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. c) I. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho.. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). – Podes crê. – O berro. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. retiradas de revistas de circulação nacional..” Luís Fernando Veríssimo. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. 27/01/99 (METONÍMIA). é correto afirmar: I.. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. – Discordo terminantemente. 14/04/99 (PLEONASMO). b) I..

através da ironia que minimiza diferenças entre passado. Drops de abril. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. p. despertando atenções para o eu-lírico. e) “Quando a gente é novo. como na poesia marginal em geral. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. 25. U. São Paulo: Brasiliense. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. U.23. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. U.” CHACAL. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. c) Ambos enfocam a temática amorosa. 1984. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. d) Ambos ignoram a temática amorosa. 2000. Ninguém chupa a manga da camisa. b) Vi com meus próprios olhos. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. p. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. (.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . c) “Luar. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos.)” José Paulo Paes. b) sinestesia.” 24. 13. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. presente e futuro. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. 26. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. 87. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. IMPRIMIR Sobre os poemas. gosta de fazer bonito. d) metonímia.” d) Toda profissão tem seus espinhos. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. Voltar Língua Portuguesa . Beijo na boca.. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos.E. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. b) Ambos focalizam a temática amorosa. 2ª ed. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. e) perífrase.. Rio de Janeiro: 7 letras. c) metáfora. 10 Na composição do excerto.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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6. b c c d e c e a c F-F. 12. 9. 7. 3. 4.Vocabulário Avançar . 19. 24. 20. 18. 5. 10. 8. 2. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 15.F-V-F-V d d 13. 11. 22.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 17. 21. 23. 14. 16.

e F. entre mim e eles. d) ditongo.. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 3.” “.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. acentuação. dígrafo e hiato. e) ditongo.. Você corrige dois erros. 4. c) científicas e biogenética. na Língua Portuguesa. e) polícia e principais. uma separação formal e intransponível. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1.. nenhuma fonema. e) Antigamente. c) ditongo. para os itens verdadeiros.a lavadeira cheira a gim. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. d) Aproveito-me desta oportunidade.. 2. respectivamente. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. encontro consonantal e hiato.Fonologia. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. Use V. para os falsos. 4. 1 ( ) A letra h não representa. b) biologia e adquirida. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. Unifor-CE “Vejam que país. encontro consonantal e ditongo. Você corrige um erro. existe.’ Considere as seguintes atitudes: 1.” Lourenço Diaféria. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. enviavam-se muitas cartas em mão. Você fica louco da vida. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. nas palavras: a) ameaças e contrário. dígrafo e ditongo. como humano. 2. b) hiato. ortografia e formação das palavras Avançar . Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. d) negociação e países. GABARITO 3. dígrafo e ditongo. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

c) apenas III. distingüi. 6. U.” – fonemas / ku/. respectivamente. III.. 02.. Sem contração de preposição com artigo. atenção.” – fonema /k/. ortografia e formação das palavras Avançar .. güaraná.” – fonemas /ku/. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco.. dá de chaleira.5. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. adqüiri. tranquilo. agüei. Em marcá. guaraná. c) I e II. II e IV.. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. Anhangüera. tranquilo... d) III e IV. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. agüei. como resposta a soma das alternativas corretas. II.. guaraná. agüei. Anhanguera. vai marcar. U. b) II e III.. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. acentuação. É goooool.. distingui... “. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). distingüi. d) apenas I e II. “Séculos quentíssimos. adquiri. 32. Em sensacionau. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. II..” – fonema /k/. 16. adqüiri. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. I. São corretas as afirmações: a) I.. a) Ambigüidade. furacões.um pião enlouquecido. d) Ambiguidade. 7. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. b) apenas II. 01. IV. distingui.F. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. “... aguei.. houve substituição da consoante final por semivogal. Anhanguera.” – fonema /k/. adquiri. e) Ambigüidade. tranqüilo. Em chalera.” I. c) Ambigüidade. 64. 08.” – fonemas /kw/. Anhangüera. b) Anbiguidade.” – fonema /k/. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. aguei. tranqüilo. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. tranqüilo. 2 GABARITO 8.enquanto dá voltas. Dê. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. e) apenas II e III. “Nevascas. III.a velocidade da rotação. güaraná.E. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. “Os americanos acham. algumas palavras sofreriam alterações. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. adquiri.. De acordo com as regras de acentuação gráfica. distingui. formando um ditongo crescente. Anhangüera.. e) I e III.. 04.Fonologia. guaraná. “Daqui a alguns milênios.

a) qualquer.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. 12. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). celebral. Come on.Fonologia. pretensão. 180 e mucho más. despercebido. alto-falante. frustado. ( ) Na Babel global. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. prazeiroso. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. b) adivinhar. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. no texto. c) ditongo – dígrafo – hiato. através. o italiano e o francês. ascenção. venga a buscar la suya. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. ( ) O fato de o espanhol. asterístico. da globalização lingüística. assim como o português. 11. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. IMPRIMIR GABARITO 13. a) Empolgação. Perché si non vous puede ficar sem. 95. b) dígrafo – hiato – ditongo. celebral. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. ortografia e formação das palavras Avançar . a confusão de línguas também impede a comunicação. losango. pretenção. Paraíba e caudal. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. d) velho. capisci?” Revista Veja/SP. ( ) As palavras gracias. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. “Agora in Brasile. I tutto para você pagar com money brasileiro. entitular. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. ocorrem. la mejor Parker Collection du monde. e) ditongo – dígrafo – ditongo. U. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. acentuação. extrangeiro. Voltar Língua Portuguesa . 3 9. d) Sicrano. c) Assessores. asterisco. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. recriada por esse texto. c) confessar. auto-falante. beneficiente. 10. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. Gracias à abertura da nossa economia. previlégio. 88. vultosa. e) recorria. b) Eletricista. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. Premier. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). prazeiroso. d) dígrafo – ditongo – ditongo. e) Eletrecista.

c) supérfluo – incêndio. sentido pejorativo.14.... c) português. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. acentuação... d) óbvio.. a e e.. e e o. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. 18.. a) cândido – armário. as palavras da alternativa: a) língua. a soma das alternativas corretas.. U.. usado nessa palavra em negrito na citação acima.. aliás.. “.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. 16.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm.” Dê.... necessária.” 02. 17.. 15.. país.. às vezes. lingüística. 01. a soma das alternativas corretas. U. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. percebemos que havia um problemão a resolver.. ortografia e formação das palavras Avançar . Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”........” 16. assinale o que for correto.E...... “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.. obrigatório.. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.. e) límpido – vôo. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. como resposta. 08.” 04...... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea..cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos.E.. “Esse público buscava na literatura apenas distração.. úteis. fechava o livro e o esquecia.” 08. “.... “. completará corretamente a grafia de: a) bel.” 32. Dê. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... 01.... A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova..... Os vocábulos “macaco”. “.tão logo chegava ao final.. São acentuados graficamente os vocábulos “só”. 02.. 04.Fonologia. na grafia da língua portuguesa.. c) calabr.. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas.. d) viuv... b) filológica. de várias maneiras. U..esperando o próximo... e) estranh.. como resposta. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento.. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida... influência.. b) exímio – vírus. 19. O sufixo ESA... Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 16... d) incluído – sandália.. b) cert.. alguém... ridicularizando ou ironizando a idéia expressa.

b) Há gente que pretende . Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte.. segundo a gramática normativa.. d) tórax – ingênuo. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos.. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. soap-opera.. pelo menos. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. tem significação mais extensa. Mas. 5 Palavras como show. por exemplo. pelo menos é o que informam os especialistas. entre as expressões entre parênteses. c) Quando a chuva começou. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. como na África.” Rachel de Queiroz. especialmente o futebol (não mais foot-ball). mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. rap.. a) sacrário – difícil. ou.Fonologia. assinale a alternativa correta.... GABARITO 21.. o que foi uma bênção. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Cantor de forró do Ceará. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book... Suas idéias vão . chamando-o de ‘desporto’. etc... onde as melodias podem ser originalmente nativas. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e.... se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. ortografia e formação das palavras Avançar . falemos de nós. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. então. etc. como a maconha.. que. cada uma fala o seu dialeto.. que alguns tentaram. sem guarda-chuva.. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. ou pior.. 22.. e) convênio – válido.. A começar que a nossa língua oficial.. se você for a fundo no assunto. b) ônibus – ígneo. pelo menos. nós a recebemos do colonizador luso. ou até na rua. mas devem ser chatos ou difíceis. Pois aqui no Brasil. punk... (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. milk shake: a) São estrangeirismos que. F. c) colégio – sério. minhas... o português. Pegue um jornal. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das.. Mas não pega.. como um peru de farofa.. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.. E o leitor do noticiário. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os brasileiros... ele viu que. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. Os índios têm lá os jogos deles.... a todo instante tropeça e se engasga com rap. No esporte é a mesma coisa. Todos pensaram que ele fosse . c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. . o pataxó. o placar... Imagina se.. tudo é show. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’.. mas Camarões venceu. acentuação... iria passar . Correio do Estado 21/05/2000. por exemplo: é todo recheado de inglês. e) Não estou ______ desses problemas políticos.I. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto.. hamburger. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu.. Nas páginas dedicadas ao show business.. se não for escolado no papo... Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. as drogas mais leves. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’... pretendemos ser.. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. deixando de lado os índios que nós. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. é engraçado. já que a gente não os conhece nem de nome... ‘meio-de-campo’. funk. depois. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões... funk e hot dog... (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. “(. back é beque. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. etc.. toma um susto. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). inclui as apresentações em várias espécies de salas..20..

F. ‘Se você começou como padeiro. Há o importador e há o muambeiro. U. e) “áreas” – “Mário”. (. grande investidor ou latifundiário. e F. 04. Jornal do Brasil. para as verdadeiras. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias.. 25. “a capital” e “o ar”. 08. Os artigos definidos. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. c) “espécie” – “idéias”.. acentuação. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’.)” VERÍSSIMO. jornaleiro. Aliás. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. 02. b) “iguais em tudo e na sina”. c) “jamais o cruzei a nado”.” NETO. e) “todo o velho contagia”. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. são monossílabos átonos. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. segundo ela. e dão lucro imediato. empresário. como existem médicos.Fonologia. não se precisa de limpa. UFMT Para julgar os itens que seguem. U. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”.E. Dê. como resposta.. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. timbaleiro ou seresteiro. 16. d) “na minha longa descida”.. b) “Até” – “propôs”. como em “as páginas”. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. 01. terapeutas e curandeiros. Existem suecos.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. por isso jamais recebem acento gráfico. ingleses e brasileiros. “os parisienses”. ortografia e formação das palavras Avançar . Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. 26. João Cabral de Melo. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. Morte e vida severina.23. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. a soma das alternativas corretas. é um sufixo pouco nobre. Use V. 24. de adubar nem de regar. Luís Fernando. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. (. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. Voltar Língua Portuguesa . nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. para os falsos. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. há políticos e politiqueiros. d) “só” – “três”. leia o texto “Eiros”. 7/10/95.

31. d) lêem. d) difícil – idéia – vocês. c) princípio.F. em: a) América. c) Circular. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. b) mágoa. d) inferioridade. céu e pôr são: a) sábado. II e III. também e incontestável. pára. clássicos e século. 30. há. d) silêncio. e) I. c) Apenas I e III. 7 GABARITO 32. baú. heroísmo. heróico. e) porém. II. d) provável – várias – obrigatória. III. respectivamente. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. 33. c) árvore.Fonologia. “memória” e “atrás”. c) privação. acentuação. b) aceitável. b) Apenas II. véu. e) místico. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. a) fácil – vôlei – caí. insuportável e dúvida. pública e está. 28. c) caráter – cárie – até. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. respectivamente. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. d) Crucifixo. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. a) Apogeu. domínio e até. b) contigüidade.27. ocorreria mudança de significado e de classe. e) intensidade. aí. e) vírus – fáceis – país. Quais estão corretas? a) Apenas I. só. 29. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. até. d) Apenas II e III. réu. b) Apelar. e) Apedrejar. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. I. pelas mesmas regras de água. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. e) compreensível – artístico – várias. b) artística – compreensível – contemporânea. ortografia e formação das palavras Avançar . b) hífen – apóia – além. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. línguas e contrário. U. pelas mesmas regras de “possível”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

(Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença.. de 19/09/2000.. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico...Fonologia. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. a Hertz não para de conquistar o Brasil. Quando mais longe for... UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. ingreme.. os jovens”. 39.. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. e) flâmula. d) Assim como “advinhar”. como em “disciplina”..34.. d) público. acentuação. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas.. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. d) ureter. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais... interim... e) latex. flacido.. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (Hertz – Locadora de Veículos) 37. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. Motor de sobra para esticar o pé. Mas a gente promete não falar delas. b) rubrica. “admitiu” está corretamente grafado.... a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar.. 40.. U. cartomancia. .. • “A inteligência não se limita . a) Existem coisas que o dinheiro não compra. tulipa.. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. capacidade de raciocínio lógico”. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38... c) prototipo. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada .. respeito da mente humana”. ortografia e formação das palavras Avançar . U. antifrase. crisantemo.. Hungria.... c) Grafa-se corretamente com “ç”. o vocábulo “compreenção”... melhor... b) econômico. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”.. como em “sonegação”. b) O encontro “sc”. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.... erudito. c) tênis. ocorre corretamente em “ascensão”.. 35... 36. bimano...

II. possivelmente seria grafada jins. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. e) prática. calabreza. c) empresa. que me gela!’” ROSA. os cabelos.41. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. andorinhava. e) excesso. b) poetisa. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. Aos tantos. um hiato e um ditongo oral crescente. b) este. e. Se a palavra “jeans”. III. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. As palavras “caubói”. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. em “apelidados de peões de butique”. PUC-RS-Modificada I. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. disse-se-dizia ela. “Cê”. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Identifique essa atitude. louro-cobre. II e III.Fonologia. exceção. U. 45. pouco se vê. no meio deles. d) país. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. ortografia e formação das palavras Avançar . FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. admitem grafia ou pronúncia distintas. Guimarães. ascensão. fosse adaptada ao português. seria grafada chantilí. um narizinho que-carícia. em “peão de boiadeiro virou caubói”. compridos. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. 44. Primeiras estórias. compreensão. lisos. do trecho “enfiados em calças jeans”. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. d) I. Explique o processo de formação dessa palavra. em seqüência. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. 43. d) abstenção. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. U. e) I. obsessivo. não parava. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. o perfilzinho agudo. 42. e “butique”. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. acentuação. “Partida do audaz navegante”. IV. Porém. c) II e IV. c) trabalho. explicando-a brevemente. III e IV. b) I e III.” De acordo com essa definição.

c) trair. 50. ortografia e formação das palavras Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Apelar. d) II e III. com a abertura da nossa economia. d) Crucifixo. b) desconhecida. b) III. 52. com a abertura da nossa economia. Está correto que se afirma em: a) I. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. III. c) pirogravura. e) ceder. com a abertura da nossa economia. e) Apedrejar. c) I e II. O sufixo empregado forma substantivo. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. d) domingueira. U.F. e) transmissão. somente. 10 48. e) I. 49. a) Apogeu. II e III. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. c) Circular. são desconhecidas para mim. II. indicando resultado da ação. I. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. mudança. b) endoculturação. O radical da palavra tem origem grega. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. d) conseguir. e) As razões porque não importaram outro povo. b) deter. d) infância. acentuação. UERJ Quanto ao processo de formação. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. somente. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. somente. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer.46.Fonologia. c) significativo. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. não aproveitaram para importar outro povo. 47. somente. 51. U.

d) preconceitos – descabidas. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. e) I. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. a) inexpressiva – exportados. Quais estão corretas? a) Apenas I. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. 02. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem.” II. d) dissílabo – bisavô.53.. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. 16. é prova do despreparo de algumas pessoas. acentuação. 56. um radical latino e um radical grego.Fonologia. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. a) altiplano – acrobata. “. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. II e III.. ortografia e formação das palavras Avançar . respectivamente. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. II.. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. b) psicultura – ictiologia. d) Apenas II e III. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. 08. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. U. é certo que: 01. 04.F. Nas palavras mental e sexual. II e III.” A seguir. Dê. Voltar Língua Portuguesa . III.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. b) injusto – descomunal.” III. e) filosofia – dicotomia. 54.. 55. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. c) multiforme – policromo.E. 57. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. referente aos afixos em destaque. U.F. assinale a seqüência correta. a soma das alternativas corretas. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. U.. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos.” IV. como resposta. b) Apenas II. nas duas palavras.. b) Os afixos têm sentido semelhante I. “. c) Apenas I e III. c) recolocava – reconhecemos. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I.”. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento.

macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. d) tributo – tributar – tributável. c) regulador. como resposta. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. de afeto. a soma das alternativas corretas. cerebral. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. Você é diferente. U. a) abandono em “morrera de um abandono”. 04. b) régua. E saiu para a rua. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. 63. 61. e) explicável.”. onde encontrava. 04. regressar. acentuação. 16.Fonologia. pequenino por dentro. 02. d) régulo. com uma fome danada? Dê. 65. 60.. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. mofino. pode ser notado em: 01. alimentício. U.F. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. Embebeu de éter a bolinha de algodão. a) tribunal – tributador – tribal. parecia sentir alívio às suas”. reluzia vivinho da silva. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. e) atribulação – atribular – atribulado. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. inexplorado. angustiado. prática. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. Não é que o canário tinha ressuscitado. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. representada pelo elemento “foto”. ventania. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. U. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. preocupação.E. que nos deu tanta alegria. e) regularização. c) facilidade. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho.59. c) atributo – atribuição – atributivo.. a) sentimento. como resposta. seja contra alguma coisa (al). seja dentro de (en). U. 64. achando a condição humana uma droga. regularmente. uma força.a um radical. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. b) tribuna – contribuição – tributal. b) resistência. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. 08. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. d) fumaça. perdão. a soma das alternativas corretas. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. 62. 16. sob todos os pontos de vista. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. porque ambas as palavras representam uma ação. contemplação. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. apesar de o elemento em comum significar “grande”. extinção. para expressar a idéia de carinho. 02. pacificar. intimidade.E. Dê. sabedor. ortografia e formação das palavras Avançar . Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. sofrimento. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. 08. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria.

mumumudos. e) incriminar – imiscuir – imanente. feliz e mente. 70. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. obtido pela repetição de um elemento morfológico. 71. uso típico da região sertaneja. em seus cavalos. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. d) padroeiro. e) padre. e o prefixo indica negação. intugidos até então. c) autos-de-fé – ocorre. agregado à base um novo sentido. U. espiei os três outros. em relação icônica com o determinado. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. c) padronizar. c) desi – gual – da – des. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. 69. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. como em ‘ilógico’.66. b) des – igual – dade – s. a) paterno. principalmente os sertanejos. c) neologismo. o que prova que os falantes da língua portuguesa. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. d) arcaísmo. b) invalidar – inativo – ingerir. 67.Fonologia. d) ateu – incoercível – imerso. acentuação. d) des – i – gual – da – des. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. e) desigual – dades. a palavra destacada é um: a) neologismo. e) inflamar – irretocável. a) inaproveitável –irremovível – irromper. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. de relevante valor expressivo. são conservadores. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. Cefet-RJ Em “Como por socorro. b) apadrinhar. ação contrária. e) arcaísmo. composição por justaposição. ortografia e formação das palavras Avançar .”. b) irreal – influir. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .F. neste exemplo. b) arcaísmo. d) irradiar – imigrar. c) impuro – ilícito. 68. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. há prefixos com o mesmo sentido. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. U.

b) sufixo que expressa intensidade.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente.F. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. acentuação. c) amamenta. 75. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis.. a) E depois a tomaram como espantados. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. Me firmo. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. 77. isto é. b) movimento em torno. o significado de: a) movimento através de. d) deixou de ser favelado. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas.72. e) cabeleira. c) nunca morou na favela. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação.” tem. d) impossível. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação..Fonologia. e) movimento intermitente. U. 74. c) posição além do limite. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. 73. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. c) laranjeira. b) Fez o salto real. e) consumidor. ortografia e formação das palavras Avançar . c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). 76. b) poeira. d) brasileira. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. a) cafeteira. d) movimento para além de. b) enxergado. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. e) trabalha em prol da favela. respectivamente. b) é contrária à favela. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa.

2. 49. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). 18.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . d 34. 3. significa que Brejeirinha tinha. ligeira e perspicaz como uma andorinha. a 38. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. e 32. Voltar Língua Portuguesa . c 25. 16. transmitir afetividade (valor subjetivo). a 35. c 28. c 22. 47. 51. b 39. 13. a 30. No texto. c 23. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. Linguarudo: derivação sufixal. 7. ortografia e formação das palavras Avançar . 53.Fonologia. 45. c 24. 48. dinâmica. 50. d 31. 46. 6. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. O valor subjetivo se soma ao objetivo. 19. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. e 37. espiando até “pelos entrefios”. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 17. 20. 52. 42. b 33. 4. 15. 11. 26 26. acentuação. F – F – F 27. d 40. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 5. sendo tão pequena. c 36. como é o caso. 8. 9. e 29. ou seja. 44. em um dado momento. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. 14. d 41. 12. 10.

67. ortografia e formação das palavras Avançar . 72. 60. 59. 69. 57. 75. 56. 71. 68. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 62. 58. 70. acentuação. 65. 77.54. 74.Fonologia. 55. 76. 61. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 73. 63. 64.

as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos.F. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. U. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. no nível mais fundamental.Artigos. pode ser permutado por particularizar. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. ( ) Em “.. ( ) Individualizar.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.” GABARITO 1. sem alteração sintática ou semântica. ( ) Em “.. A D JE T IV O S .... adjetivos. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. ( ) Em “. ( ) Fosso. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. e... substantivos. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos...LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. Em 1994.) nessa questão de engenharia genética.. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio... O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. verbos e adverbios Avançar . Para tal. sem alteração de sentido. 2. no primado do direito.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. a definir melhor os direitos econômicos. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas..” o artigo em destaque poderia ser eliminado. S U B S T A N T IV O S . V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. Para eliminar esse fosso.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. sem modificação sintática ou semântica. que promete ser a questão do novo milênio”.

b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. d) “No Brasil.. 6. U.Artigos. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. em sua estrutura interna.000 reais está longe de ser popular. b) “Paisagens da minha terra.” (Manuel Bandeira). FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). e) combate. d) “Meu amigo. 2 4. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. c) grito. d) envergonhado. a) brasileiro. adjetivos. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. 7. vamos cantar. c) brasileiro.3. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes).” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. em “a mistura entre negros. que aparece destacado. U. O termo “a”. em “deixou de ser um peso para os criadores”. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. na televisão brasileira. no trecho anterior. d) século.) a nada menos que US$500 milhões”. 5. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. b) conquista. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. substantivos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” A partir desse conceito. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza..F.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. brancos e índios”. como adjetivo. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. b) criadores. e) brancos. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. em “o brasileiro era um envergonhado”. d) É trágico verificar que.F. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). só o trágico é que faz sucesso. no contexto./ Onde o rouxinol não canta. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. verbos e adverbios Avançar .

Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. não-específico.8. para os falsos. ou toma um café Hoje bobagem. para os itens verdadeiros. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. d) a mesma forma e diferentes significados.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. nessa estrofe. c) a mesma forma e o mesmo significado. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. Voltar Língua Portuguesa . tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. e F. tem sentido indeterminado.F. “UM DIA QUALQUER . substantivos. são pronunciadas de igual modo. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. segundo a gramática normativa do português culto. verbos e adverbios Avançar . adjetivos. b) formas e significados diferentes. IMPRIMIR 9. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. em termos de sentido. está incorreta. pois a forma de tratamento você. em várias regiões do país. mas o uso. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). é sempre diferente. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau.Artigos. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. U. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. Use V.

com freqüência. II e III.”. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. não haveria alteração no sentido global da frase. o uso coloquial. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. substantivos. I. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. Quais estão corretas? a) apenas I. uma versão nordestina para o Paciente Inglês.”. b) apenas II. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os.10. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. adjetivos.. cujas sementes deram início a este bosque. livres de ameaças reais. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. UFSE “. II. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. e) particípio e substantivo. onde o aviador sobrevive à queda. b) adjetivo e adjetivo. Isto é. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. 13. c) apenas I e III. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. c) substantivo e adjetivo. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. sem que houvesse alteração no sentido. 11. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. e) colherezinhas – floreszinhas. 24/11/1999. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. verbos e adverbios Avançar . em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. e) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Artigos. 12. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. d) apenas II e III. d) substantivo e substantivo.. III. c) florezinhas – mulherezinhas. assim. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo.

02. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . se assim fosse. 15.. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo... quando se trata de estudar.. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. Se. entretanto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Em “. o subjuntivo e o imperativo. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. o uso da crase é facultativo. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno..... sobretudo.. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. No trecho “Mas.. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. substantivos. base. segundo a gramática normativa. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo.. procuram . que significa que está em via de efetivação. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.. a soma das alternativas corretas.. Construindo o cidadão do futuro.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. a mesma palavra seria um adjetivo. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. d) acabamento. 01. como na expressão perigo eminente.”. 08.. b) chão. como resposta.Artigos. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”.... que ameaça acontecer breve.. por serem todas elas proparoxítonas. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. As palavras rústica. c) fundação. 04... como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. 18. que se diferenciam. UERJ “Vestibular UERJ 2001. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. Dê.. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.” 5 No enunciado acima. 16. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes... c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação.... c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. 16. adjetivos. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. No segmento indiferente a tudo.. e) pintura. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.14. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. verbos e adverbios Avançar .... veja bem.

e) Na Aliança Luso-brasileira. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. No poema há quantos adjetivos? a) 3. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”.” Veja. para assinalar os itens verdadeiros. associadas a tabagismo. verbos e adverbios Avançar . obesidade. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado.19. dos verbos ir e ser. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. p. procure e siga estão no imperativo. saias verdes-oliva. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. U. substantivos. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite.” Carlos Drummond de Andrade. saias verdes-olivas. 23/06/99. c) 4. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. saias azuis-pavões. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. e) 2. 20. d) 6. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. d) Na Aliança Lusa-brasileira. a) Na Aliança Lusa-brasileira. respectivamente. que correspondem a 32% de todos os óbitos. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. e F. ( ) As formas verbais foi e é são. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. b) 5. a primeira no pretérito e a segunda no presente. c) Na Aliança Luso-brasileira. II Hoje. adjetivos. Use V. saias verde-olivas. V Procure seu médico e siga a sua orientação. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. III Essas doenças. 153. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher.Artigos. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. 21. b) Na Aliança Luso-brasileira. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. saias verde-oliva. para os falsos. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas.

Nesse departamento. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. Em “já que toda altíssima e magérrima”. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. Quem quiser que acredite que vai funcionar. a Inglaterra contaria com a companhia. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. ato contínuo. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. o papel de substantivos. digamos. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. que estão tentando dar um jeitinho. E não adianta a menina perder 20 quilos. Tem de ser naturalmente magra’. da Argentina. como a de Victoria Adams. no caso. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. que equivale a muito seca. adjetivos. Mas. I. Difícil dar certo. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. e mais silhuetas. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. Tessa Jowell. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. alinhou-se à facção das magérrimas. convocou uma entusiasmada ministra. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. nas butiques. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. muito a contragosto por parte das revistas. jornalistas. c) apenas I e III. Incitadas pelo governo trabalhista. d) apenas II e III.F. acima de tudo. seca como uva passa. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda.22. 28/06/2000. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. no máximo 42. a direita. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. A ministra Tessa. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. as palavras sublinhadas desempenham. sequíssima. estão. Na quinta-feira. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. substantivos. respectivamente. independentemente dos hambúrgueres que consuma. e por isso a magra fotografa melhor. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. quem é gordo e. Embalada em sua cruzada. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. claro. Também apontaram a falta. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. ‘A foto sempre engorda um pouco. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. e para a imensa maioria das mortais.” Veja. Por birra. III. sob suspeita de anorexia. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. no contexto. II. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. até porque. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) apenas II. na voz de Theresa May.Artigos. de tamanhos acima de 40. U. verbos e adverbios Avançar . e) I. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. desde que moda é moda. Está(ão) correta(s): a) apenas I. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. II e III. Previsivelmente. quem diria. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. logo de quem. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. normais.

apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. em Oliveira. Dê. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. poeira a um canto. b) II. respectivamente. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. e) I e III. A ilustre Casa de Ramires. as espalhadoras de todas as maledicências. as tecedeiras de todas as intrigas. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. bolo encomendado nas Matildes. 8 GABARITO No texto. E saiu para a rua. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. Eça de. coração dorido. O pobre menino nasceu morto. desde longos anos. c) III. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. b) nervo da audição – nervo auditivo. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. U. angustiado. III. 16. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. d) água de rio – água pluvial.Artigos. O menino pobre nasceu morto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) xampu de capelo – xampu capilar. a soma das alternativas corretas. e) associar as ações das duas irmãs. 04. estado ou qualidade dos seres. Embebeu de éter a bolinha de algodão. substantivos. II. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. 26. d) I e II. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. algibeira arrasada. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. e) monumento de rocha – monumento rupestre. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. 24. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. não existia nódoa. pequenino por dentro. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura.23. verbos e adverbios Avançar . situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. 08. não comentasse com malícia estridente. E na desditosa cidade. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. 25. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. que nos deu tanta alegria. adjetivos. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. janela entreaberta. entre os dentes ralos. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. achando a condição humana uma droga. sensação. escuras e gárrulas como cigarras. bule rachado. pecha.” QUEIRÓS.E. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. como resposta. vulto a uma esquina. 02.

publicado em uma reportagem na revista Isto é.S. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade.Las Vegas (.. tu dirás que queres viver. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. em jun. comunicar-se. vives.C. 01/01/2000 . comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. de verdade do processo expresso pelo verbo. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. U. A questão 27 refere-se a ele. 30. e) guarda-noturno. b) justo uma tonelada”. c) aproximadamente uma tonelada”. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. É como se eu estivesse congelada. substantivos. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. verbos e adverbios Avançar .Artigos. o lugar. b) verde-oliva. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General.) 21h30 . rir. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. sem que a idéia básica do período seja modificada. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.S. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Leia abaixo o trecho do diário de P. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. 29. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. adjetivos. e) ao menos uma tonelada”. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. “O diário de P. d) azul-marinho.. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. 2000. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. ele que viesse falar comigo. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas.C. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. c) cívico-religioso. d) tanto quanto uma tonelada”. de aproveitar a vida. a) surdo-mudo. 28. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. c) Em 1970..Restaurante chinês. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. apreciar a música. Foi maravilhoso!” 9 27. Não só por não ter me permitido comer.

amar? Amar e esquecer. c) ainda que. b) como amante – adulteramente.E. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. senão.Artigos. e) sem virtude – desvirtuadamente. combinação de princípos da economia. Tarifas que podem chegar a zero. o paciente teria morrido”. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. a) com verdade – sinceramente.31. transpondo-a para a voz ativa. Amar e malamar.” O advérbio talvez nos versos. no texto de Carlos Drummond de Andrade. Resiste a tudo. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. até agora. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. b) A econologia. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. b) A polícia. 35. b) Além disso. amar? Sempre e até de olhos vidrados. 10 GABARITO 34. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. U. Reescreva a frase acima. d) sem mistério – enigmaticamente. pode ser substituído. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sem perda de sentido. d) Saveiro Geração III. declarou o médico. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. 32. Londrina-PR “Que pode uma criatura. verbos e adverbios Avançar . entre criaturas. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. d) pode ser que. c) com liberdade – libertinamente. desamar. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. adjetivos. não conseguiu capturar os fugitivos. substantivos. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. 33. até a você. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. sociologia e ecologia.. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. ao pecado de saber mais do que nos convinha. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. por: a) embora. Reescreva a frase acima. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. amar?” A palavra até.. Amar. b) não obstante.

é mais sombrio. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. Quando as __________ (ver). há motivo para otimismo”.. substantivos.. 38. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses.. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. no passado. infelizmente.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. verbos e adverbios Avançar . e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. o quadro. __________ três explosões na plataforma de petróleo.Artigos. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. adjetivos.” b) “. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade.. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. UFRS-Modificada “Os testes de QI. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. poderá adotar outra perspectiva. 39. observe seus efeitos de luz e sombra. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar..36.” e) “. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. Para bem comparar a técnica utilizada. d) no passado. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. 37. além dos testes de QI.. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram.. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.” 11 No texto. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais.” 40. U. para medir a inteligência..

” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. d) Leocádia estava terrivelmente irritada.Artigos. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. se ele manter adequadamente o tratamento. será o momento de todos o aplaudirmos. adjetivos. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. São inumeráveis as academias de ginástica. III. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. mas se deteu. de 24/01/2000.41. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. 44. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mandarei prender os que forem inimigos do país. b) somente na frase II. respectivamente. d) somente na frase IV. c) somente na frase III. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. 43. NESSA ORDEM. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. quando eu for presidente. “for” equivale. sentiu o peso da responsabilidade. Feita a pergunta. II. c) tinha marcado – sentiu – visitara. substantivos.. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. d) chamara – sentiu – começaria. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. de modo claro e objetivo. IV. a) sabia – sentiu – chamara. a) Em pouco mais de três meses. esperando oportunidade melhor. como a De Plá. mas ele já havia saído. a lesão do jogador poderá estar curada. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer.” Revista Época. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. 42.. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. verbos e adverbios Avançar . que vende e revela material fotográfico para amadores.” Dessas ocorrências. e) em todas as quatro frases. b) pretendia – sentiu – sabia.

bolo encomendado nas Matildes. d) não existirá. descortinassem e comentasse. mantém-se apenas em: a) não existe. vulto a uma esquina. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. portanto o emprego está adequado. coração dorido. Texto para a questão 47. Eça de. não teriam descortinado. não tiver comentado. as espalhadoras de todas as maledicências. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. E na desditosa cidade. verbos e adverbios Avançar . c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. FUVEST-SP A correlação de tempos que.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. “As duas manas Lousadas! Secas. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. algibeira arrasada. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. bule rachado. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. c) Julgais. não comentava. U. entre os dentes ralos. se verifica entre as formas verbais existia. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. poeira a um canto. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). no diálogo entre Calvin e sua mãe. não descortinavam. uma das formas verbais não condiz com as demais. pecha. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. desde longos anos. b) Tenhais. 47. substantivos. escuras e gárrulas como cigarras. c) Bebeu tanto até cair. não comentasse com malícia estridente. d) Pretendes. Paulo. não comente. b) não existiu. e) não existiria. 14 de abril de 2001. não descortinem. pode-se perceber que. as tecedeiras de todas as intrigas. em Oliveira. A ilustre Casa de Ramires. b) Juntou até 10 mil reais. não tiverem descortinado. c) não existira.45. não teria comentado. 48. não tinha comentado. neste texto. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. Trata-se de: a) Ides. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. janela entreaberta. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra.” QUEIRÓS. e) Segui. Voltar Língua Portuguesa . adjetivos. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. não existia nódoa. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. não tinham descortinado.Artigos.

além do sentido de ação.. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. c) previera. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”.F. 53. teríamos: a) previer. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. d) prever. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. verbos e adverbios Avançar . com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. a) Sabe que você tem razão. substantivos. b) flexão de tempo. GABARITO 52. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. U. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. Voltar Língua Portuguesa . c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. 18/08/1999. adjetivos. em relação às palavras. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se.. U. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. 51. 50. d) anteposição de um substantivo.Artigos. b) desejar. e) previr. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo.” Para se manter a correspondência temporal no período. b) preveria. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. d) desejaria. creiamos. Não pôde ser diferente. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. UFRN Considere o período a seguir. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. c) desejará. não tem gente parada. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. Para diferenciar o verbo do substantivo. seria necessário considerar. por exemplo. Assinale. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje.” Veja. abrandando-lhe a linguagem. principalmente. c) presença indispensável à frase. modo e pessoa. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional.49. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais.

. Em Por favor.. reavesse d) vier. adjetivos.. Os verbos lembrar e esquecer. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. aceitaríamos todas as condições”...... b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir.. interviesse..54.. III.. 04. reouvesse b) vier.... que é dourado..Artigos... sendo o plural vede. as lacunas das frases acima: a) vieres. substantivos.. II.. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis.. 55. IV. III........ e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. Dê. 08. verbos e adverbios Avançar .. começaram a se tornar realidade. requisesse. esses bens”. interviesse. “Ele voltará. requeresse. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham... “Se . talvez você . No trecho . Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. reavesse c) vir.. “Se você . vieres. 56. que faz a 3ª pessoa do plural vêm...) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima....... que isso é necessário. traga seu irmão”. d) I e IV.. requeresse.só se vê bem e os homens não têm mais tempo. reouvesse e) vier... Alfenas-MG Observe: I.. vê através do pequeno embrião de árvore (. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.. II. fará com que eu me lembre de ti. Em O trigo. respectiva e corretamente..... vires. interviesse. vires.. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. intervisse. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não são regidos por preposição.. 02. 16. U... sendo vinde a forma do plural. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. cativa-me!.. |-a-| vogal temática. c) III e IV. U.. e seu plural é vêem... b) II e III.. cujo plural é vêm.. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir.. como resposta. 32. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. |começa-| tema. e) II e IV.. por isso ninguém interviu para liberá-los”. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se..... o modo verbal é o imperativo.. ela ficará contente”. “Se ele propuser um acordo.. requisesse.. e seu amigo . Em Mas se tu me cativas. “Quando . a soma das alternativas corretas. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.. vires.... reouvesse 57. a São Paulo. requeresse... quando previr o temporal”. intervisse. Em . vires.... comunica-me imediatamente”..... “Quando puseres a foto no álbum.

... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ... Seria preciso que .58. eventualmente .... diga-lhe que seria bom que ele . no processo......... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I... c) Se a opinião pública intervir. ele. 62... A palavra morto é particípio do verbo matar. O verbo morrer tem dois particípios......)” Considerando as transformações propostas. a João que se . d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação..... porém... II... F. a bolsa de estudos.. complete corretamente as lacunas. 61..... d) Apenas a afirmação III.. naturalmente magra........... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre ... 60....... adjetivos... a fumar e a beber.. U.. naturalmente magra... substantivos... do cigarro e do álcool. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I. e) Nenhuma das afirmações... verbos e adverbios Avançar ......F.. mas alguns talvez não o entendam bem......... c) Cada uma das afirmações. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato. E não adianta que a menina ... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59. “E não adianta a menina perder 20 quilos. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado...I.. o professor.. É preciso que .... A palavra morto é particípio do verbo morrer........ III..... a prática do esporte poderá ser moralizada....Artigos...................” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a seguir o conselho. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia.. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade..... b) Apenas a afirmação II.. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético. Tem de ser naturalmente magra (. mesmo que se .” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63.. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial... 20 quilos.. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir. e) Todos lêem o código de ética de seu clube.... para que você .......

duvidar. mantendo a correlação exigida pela norma culta. 65. b) tivesse sido.” a) está correto. nem mulatas.64. 68. a) pudesse ser. c) teria sido.. e) seguiremos – admitiremos. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.” b) “Ainda não haviam louras.. verbos e adverbios Avançar . c) tivéssemos seguido – vamos admitir..” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. substantivos. adjetivos. – transitivo indireto... c) está correto.. quando for a vez desses meninos?”. b) seguíssemos – admitiríamos. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.. – transitivo direto e indireto. UEL-PR “Se seguirmos Freud. e) deve ser substituído por “ao que”.” Considerando-se o verbete.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. para apresentar correção. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) seguíssemos – admitíssemos. para apresentar correção. 67. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. d) possa ser. d) deve ser substituído por “isto que”. verifica-se erro em: a) “. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. empregado com o sentido de não ter confiança. e) Esse dinheiro não dá.Artigos. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. c) O relógio deu onze horas. já quinhentos anos passados. um número sem fim de animais.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade.. para apresentar correção. a) seguirmos – admitíssemos. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. sem acarretar mudança no significado da frase. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. – transitivo direto. – intransitivo. e) tenha sido... UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. imaginava-se que um cérebro jovem (. – intransitivo. b) Os jornais não deram a notícia. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”.. 66. nem surfistas..” e) “. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.

haja prejuízo do significado. 73.” “Mas leio... porque vejo a questão de outra maneira. substantivos. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali.). e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. verbos e adverbios Avançar . 71. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. equivalente a em negrito acima.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso.). d) eram queimados..Artigos. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe.. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. Outra forma verbal.. Tenho de ler tudo. c) tinham queimado. d) intransitivo e transitivo indireto. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. IMPRIMIR 74. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. leio. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. está na alternativa: a) projetam-se. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. GABARITO 72. b) projetam. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. como: a) transitivo direto e intransitivo. essa história está cheirando mal. b) foram queimados. d) tinham projetado. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). c) transitivo indireto e verbo de ligação. com isso.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. adjetivos. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar.”.69. Voltar Língua Portuguesa . d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. c) é projetado. b) transitivo direto e transitivo indireto.. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. respectivamente. 70.. e) Há. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. e) vão projetar-se. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los.. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. e) verbo de ligação e transitivo direto. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. Em filosofias / tropeço e caio. e) foi queimado.. no enunciado. UFR-RJ “(.

. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. o futuro. d) tem descoberto. 08. . ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos.Artigos.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. como resposta.. e) existirá trabalhos.. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. Voltar Língua Portuguesa . de novo a estrada interrompida. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida..... a soma das alternativas corretas. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. Unifor-CE “. b) existirão trabalhos. 04.. 77. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil... e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil.. 16. verbos e adverbios Avançar .... Pensávamos. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. Desse texto.. 78. Dê.. Se tivessem registrado a infância da aviação. como tantos brasileiros.. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. F. derrubado o muro da ditadura... d) ocorrerá trabalhos... do Império da República Velha. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. eles a teriam popularizado... 01. .. naqueles tristes momentos. gramaticalmente equivalente..... b) tinha descoberto..F. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. adjetivos...” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. a inocência. Quando registrarem a infância da aviação..” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. c) teria descoberto.. substantivos. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. os fotógrafos a popularizaram.E. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente... para sempre. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. e) terá descoberto. eles a popularizaram.. os fotógrafos a popularizarão..” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. eles a tinham popularizado. U. U.... 02.. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. 79. F.. c) terão trabalhos. não se lêem muito os clássicos no Brasil.. Não sabíamos que o país . que.75.

exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. Unifor-CE “. explique o que é a infância na concepção do poema.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. verbos e adverbios Avançar ... Nova antologia poética. Mário.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80.Artigos. UFRJ Releia os versos 9 a 17. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. quem sabe?. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. São Paulo: Globo. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais.. substantivos. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. 81.. explique o emprego dos parênteses no verso 13. 86/87. p. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.. 1997. essas crianças!” QUINTANA... “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.’ Ah. UFRJ . meu Deus.. Lentamente. 82. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. quem sabe?. Só para judiar..” Nas frases abaixo.. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. 6ª ed. adjetivos. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida..) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?..

I. na voz passiva. “voar” está empregado em função substantiva. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. adjetivos. em 1898”.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética.. 02.. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. IV. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. substantivos... d) II.” II. com o sentido de existir.83. “(. d) solicitação. Uberlândia-MG Numere a 2ª. no imperativo. “Por exemplo. U. II. U. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. 04. 16. IV. tendo em vista o emprego de verbos. 08. b) I. indiscutível. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.Artigos. e passeie de mãos dadas com o ar. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. III.E. podem-se desenvolver espécies de milho (. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. I. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. a soma das alternativas corretas. coluna de acordo com a 1ª. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”.” Carlos Drummond de Andrade. I.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. como resposta. “(.” III.. denota um(a): a) treinamento. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. 86. Dê. o presente do indicativo. 01.F.) ponha a saia mais leve. verbos e adverbios Avançar . 84. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. No trecho acima a seqüência de formas verbais.. Com o verbo na voz ativa.. aquela de chita. IV. A seguir. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. a forma “eram invadidas”. b) aconselhamento.” IV... a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. e) ponderação. c) I.). 85. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”.. c) ordem. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. nas formas destacadas. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. c) passadas mas que têm validade permanente. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo... III. b) presentes e posteriores ao momento da fala.

” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. b) reflexão. e) exigiam – exigem. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. as três construções destacadas. com minha secretária Eunice. adjetivos.. altivo e sobranceiro contra os rochedos. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata.87. GABARITO Em relação ao texto. e) solicitação... Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. curva-se humildemente aos pés do suserano. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação.) o povo é ignorante. c) “(. d) “(. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. o pequeno rio. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90.” ALENCAR.. 91.Artigos. “Onde avanço. a) “Pelo Natal estarei aí.. 90. e) “rio caudal”. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. d) tinha – tem. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. O Guarani. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. que recebe no seu curso de dez léguas. José de. na frase acima. UERJ Classifique. c) obteve – obtenha. d) certeza. b) “Se não zelássemos por nós. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. e engrossando com os mananciais. torna-se rio caudal. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. a seqüência dos tempos verbais em negrito. Olhemos a cidade. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. enroscando-se como uma serpente. posterior ao momento em que se fala. que rola majestosamente em seu vasto leito. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. c) sugestão. 88. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. b) era – são. quanto às vozes do verbo. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. verbos e adverbios Avançar . é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. 92.) como bem o sabiam os romanos (. me dou. Descreva essa mudança. substantivos.

d) vem dominando..F.) manipular os peões (.. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.. U. c) dominam..... b) vêm dominando.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica..” b) “(.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.” b) “.. verbos e adverbios Avançar . Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.” d) “..) não compreende ele as coisas do Brasil.” c) “(.F...“ 95.. substantivos. adjetivos.) nada adiantava esse dinheiro..” b) “(..93.” c) “(. U.) poderemos (...” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua...ninguém supera a televisão.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde....)” 94..” d) “(..) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência ..” 96.. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..” d) “(..) Trunte retrucou que já era alguma coisa. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”..Artigos...

adjetivos. 40. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 7. d 41. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 15.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 4. verbos e adverbios Avançar . a 39. 3. A D JE T IV O S . 19. a 38. 25. vir. 29. d 43. satisfizer.Artigos. 27. a 48. 13. 28. d 37. sociologia e ecologia. 16. substantivos. 30. 12. 5. 32. 10. 36. 11. 14. a 44. d Voltar Língua Portuguesa . 22. c 45. 24. 31. 8. combinação de princípos da economia. e 46. 34.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 6. o paciente teria morrido. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 2. 20. 9. 33. declarou o médico. b 42. 23. se mantenha. Vier. 21. S U B S T A N T IV O S . 26. c 47. dispuser. 17. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. d 49.

59. 82. 68. adjetivos. 56. 74. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 91. b 84. em me dou é agente e paciente. c 92. b e b b e e d b e c e d b c b 65.Artigos. 78. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. 54. Onde avanço: voz ativa. e 83. a 95. 55. a 88. verifica-se que. a 96. A partir do emprego dos tempos verbais. c 87. 72. a 93. c 85. 63. 76. substantivos. c 89. 70. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. 57. 75. 61. 71. 69. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. Em avanço o “eu” é agente. 58. 51. 64. 62. me dou: voz reflexiva. na concepção do poema. O emprego dos parênteses revela que. do qual se distancia. 73. 53. 60. 52. no verso 13. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 66. b 94. 90. verbos e adverbios Avançar . 79.2 50. 15 86. 81. a Voltar Língua Portuguesa . 77. 67.

1948). foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. c) Apenas III é verdadeira. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. como a realização dos postulados da justiça social’. Além disso. para os verdadeiros. é própria de linguagem formal no Brasil. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. b) Apenas II é verdadeira. I. no livre exercício de suas próprias soberanias.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . até . II.Pronomes Avançar . estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. modo e pessoa.desses direitos.E... e) I e III são verdadeiras. ( ) Por equívoco do redator.. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) I e II são verdadeiras. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. para os falsos. é correto afirmar que a ênclise: I. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. 2. III. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. conseqüentemente. favorece uma tonicidade não usual em português. Colômbia. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.. falta o hífen em “interamericano”. Assinale a alternativa correta. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.. a) Apenas I é verdadeira. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.” estão flexionados no mesmo tempo. e F. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados.”. Use V.

pessoa do singular com a 3ª.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. Exemplos: Tô. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos.” (M. da veneração em que tinha a memória dele. e) à forma verbal acrescentando. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. das alusões freqüentes na conversão.. de Assis). A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. à qual está ligado por hífen.F. falou-me também da piedade e saudade da viúva. U. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. Voltar Língua Portuguesa . a senhora.” (M.. acrescentando-lhe saudade. c) a saudade.. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma.Pronomes Avançar . c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. não deixaria de comparecer. pra. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. de Assis) 6. 5.” (M. d) somente à palavra mais próxima: saudade. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. rindo. de Assis) c) “Lalau sentou-se. a) “. beleza e ritmo. de Assis) d) “. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens.. na sua fala. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo.. b) A personagem mistura. pessoa do singular.” (M.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. a 2ª. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão.3. das relíquias que guardava. em vez de ficar séria e pensar em Deus. beleza e ritmo. 7. b) à forma de tocar violão. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade..

fazer voltar alguém em sua companhia. a palavra todos tem valor anafórico. tens amor não correspondido ou rompido. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos.. 817”. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. te. desanimado. Não fique na dúvida. emitido por uma voz narrativa onisciente. tua. no seu trabalho. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. Onde é que a gente se encontra? C.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. deve-se substituir as palavras grifadas. desorientado. um problema que para muitos é um problemão. b) teu. vossa.) D.. tem o sentido de “nós”. ( ) no enunciado A. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. lhes. alguma dormiu mal ou nada. Leitor. 3 8. ou até mesmo por não acreditar. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. em qualquer assunto que lhe preocupe.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. te. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. mau olhado no amor. tua. por a) teu. ou o próprio mal não deixa. c) teu. nos negócios. tua. faça isso agora.Pronomes Avançar . em qualquer assunto que lhe preocupe.. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção.. Todos se habituariam e pensar coletivamente. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. desanimado. respectivamente. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. vossa. Muitas vezes. os. muita inveja. (. C e D). no seu trabalho. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. nos negócios. o. muita inveja. ( ) no enunciado D. com a PROFa. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. B. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. Muitas vezes não acha solução. faça uma consulta. BETE. 9. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. a PROFa. fazer voltar alguém em sua companhia. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. desorientado. tens caso íntimo à resolver. a expressão a gente. respectivamente. desconfiasse de toda a gente (. tens caso íntimo à resolver. muita sonhou com ele. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. tens amor não correspondido ou rompido.Texto para a questão 8. estás desiludido. d) vosso. ( ) no enunciado C. você é testemunha disto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Considerando-se os elementos em negrito. ( ) no enunciado B.. Comprove estimado leitor. UFGO A. e) vosso.. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. mau olhado no amor.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

GABARITO

In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1982. 9ª ed. 118. Rio de Janeiro: José Olympio. p. a) Identifique essas duas classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA.57.Pronomes Avançar . UFRJ “O impossível carinho Escuta. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. Estrela da vida inteira. Manuel. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor.

7. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 35. e por literatura. 6. 12. 18. pronome pessoal do caso oblíquo.Pronomes Avançar . 25. b) Na função completiva. 26. 15. 38. 32. 21. 11. 14. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 17. 5. 9. sendo regido pela preposição entre. que é o caso. 2. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 16. 20. 23. 27. d GABARITO IMPRIMIR 19. 31. 28. 13. 30. está correto o uso do pronome mim. Voltar Língua Portuguesa . 29. 24. que estuda há oito anos. 36. O pronome em questão possui função completiva. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 37. 3. 39. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 10. 22.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 34. 4. desta forma. 33. 8.

45. 54. 41. 44. 48.40. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. porém. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. 43. 2 53. Se. 51. 52. 47. 46. 55. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 56. 42.Pronomes Avançar . 49. uma atitude marcante na sua obra madura. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. 57. 50. b a a No texto de Machado. ele é posposto ao verbo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

A expressão mesmo sem fome muda a situação. cisco de olho. c) fecunda. Aprender a capinar com enxada cega. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto.. Nessa concepção.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. poeta francês do século passado. isolado na neve e não tendo com que se alimentar.. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. Jogar pedrinhas nim moscas. personagem dos filmes de Charles Chaplin. Manoel de. UFMS “Mesmo sem fome. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. Matéria de Poesias. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. com fome. portanto. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. comer as botas. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. 3 ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. O resto em Carlitos. e) cristalina. deixando de lado o sujeito que olha. b) impermeável.” BARROS. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . uma tomada de posição ante o fazer poético. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. moscas de pensão. Mesmo sem fome. deitados de barriga. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. e) isolar-se do resto da humanidade.. 2. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. c) sofrer privações materiais. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. automatizados. Perder a inteligência das coisas para vê-las. carvão de folhas. em favor da poesia. e Carlitos.Noções de literatura Avançar . Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. b) com objetividade. até os cadarços. c) recusando seu invólucro utilitário. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos.. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. d) pelo ponto de vista do especialista. 1999. UFMS O poema cita Rimbaud. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. 3. o verso citado propõe que. teréns de rua e de música. cozinhou as botas e as comeu. d) vaga. em um filme.

6..”. 5.” MORAES. Amo-te como um bicho. c) O amante experimenta formas diferentes de amar.. p. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante.Texto para as questões 4 a 7. Amo-te afim. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. d) o amor se esgota no próprio desejo. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. E te amo além. e) vida – morte.. d) vício – virtude.. enfim. c) verdade – mentira. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor.. Amo-te. 336. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. b) o amor destrói o corpo amado. c) o amante dá a vida pela amada. 2 4. não cante O humano coração com mais verdade. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. meu amor.. UFPI Na seqüência “. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 7. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. b) a sensação de que o amor é indescritível. b) pureza – impureza.Noções de literatura Avançar .. UFPI Dos versos 3 e 4. e) o amante vive a descrever o ser amado. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Poesia completa e prosa. E de te amar assim muito e amiúde. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. simplesmente. 1986.. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. Vinícius de. não cante / O humano coração com mais verdade. de um calmo amor prestante. RJ: Nova Aguilar. presente na saudade.

.. em alguns momentos.. Cassiano.... Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma.. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.... 3 8.. como acontece no verso de número .... Um homem que tem fome como qualquer outro homem. a outra abandonada uma nua na terra. fundindo-as. 9.Noções de literatura Avançar . UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.. . As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. / Minha lira também seus tons varia. b) vício de linguagem.... 10. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa.” RICARDO. UFRS Leia as estrofes abaixo. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa . / Como estrelas e nuvens e mulheres... c) reiteração expressiva.) tive saudades da casa paterna e chorei.. Rio de Janeiro: José Olympio. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto...” (Gonçalves Dias)........” (João Cabral de Melo Neto). Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.Texto para as questões 8 e 9. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca.. d) “Um dia (...... foi quando... típico de sua poesia. 1964. outra no céu. / e sem fazer esforço ou maravilha. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. d) onomatopéia modernista. Jeremias Sem-Chorar... de Vinícius de Moraes. / Pela regra geral de todos seres...” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos .” (Casimiro de Abreu). porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.” (Álvares de Azevedo).. e a afirmação que as segue. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. em que é perceptível um lirismo .

. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. Toda poesia. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. I. sobre o texto. ( ) No verso 7. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. nos versos 14 e 15. julgue os itens a seguir. o que esta rapidamente consegue realizar. Pela análise das afirmativas. O medo da rejeição amorosa. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. ( ) O poeta. tema reincidente na poesia romântica.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. ( ) No verso 8. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pelo poema Rosa do Povo.. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. Ferreira. Das aves no sentimento. determina o tom pessimista do texto. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente.Noções de literatura Avançar . O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. III e IV c) II e IV 12. Nas águas e no luar! (. II. III. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. II. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. IV. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade.11. em muito mais tempo que a natureza. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. entre outros recursos poéticos.

doutor. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. Ele caiu no chão. por Lúcia Helena. 85-6. desconfiado.” FONSECA. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. alucinações e espera. conseguia esconder. ed. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou dos cercos dos rios caudalosos. o pedinte. forte e ameaçador. p. o rosto fixo virado para o meu.Noções de literatura Avançar . Inferno. Não acabou de falar. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. sem armas. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. 114. o tempo não chegou de completa justiça. surgiu inesperadamente. In: Antologia poética (Org. vou de branco pela rua cinzenta. Uneb-BA “Tu não verás. Carlos Drummond de. Fui na direção da minha casa. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. 15. Org. pelo autor). 2. até que chegamos na minha casa. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. a) Sentimento de angústia. 90.” GABARITO ANDRADE. Em seguida. que foi cobrindo a sua face. São Paulo: Companhia das Letras. p. Ele era mais alto do que eu. In: Tomás Antônio Gonzaga. então vi que era um menino franzino. estou precisando de um dinheiro. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. em face de um mundo conturbado. Rubem. de espinhas no rosto. por parte do sujeito poético. Feliz ano novo. com o barulho do tiro. me vigiando curioso. Devo seguir até o enjôo? Posso. mercadorias espreitam-me. 24. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. Introdução: Para responder a essas questões. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. Eu disse. 1997. 36. Voltei. implacável. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue.) 5 14. ‘Só tenho o senhor no mundo. 1985. (Nossos Clássicos. ed. Melancolias. maus poemas. 1997. ele me acompanhando. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. esta é a última vez. só tenho o senhor no mundo’. Fechei a porta. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. Rio de Janeiro: Agir. O tempo é ainda de fezes. Marília. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo.” GONZAGA. não faça isso de novo comigo. ou se falou eu não ouvi. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. p. ou da minada serra. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. fui ao meu quarto. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. 13. enquanto caminhávamos. Rio de Janeiro São Paulo: Record. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. v. Tomás Antônio. ‘espere aqui’.Questões de 13 a 17.

o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. 18.. 79. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. exponho o que notei. 19.. Se ele existisse. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade.” 6 LISPECTOR. 1982. As luzes se acenderam de repente. num pátio branco. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça.. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. como contavam a de seu pai. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. pelo menos imagino que valiam pouco. responda às questões de números 18 a 20. relatada pelo narrador. Jorge. associaram-se. Rio. São Paulo: Record. ed. recomeçou a mãe. neste esmiuçamento. ela ajeitava depressa as malas. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. cresceram. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro.)” GABARITO RAMOS. durante o Estado Novo. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. E se esmoreceram. ed.. gritos. cresceram. a forma dos montes verdes. Rio de Janeiro: José Olympio... 17. 12. (. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Com base no texto abaixo. o deus da bexiga. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . frases autênticas. E os guindastes rodavam ruidosamente. (. associaram-se.. em manhã de bruma.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. gestos.. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. conservaram-se.. A negra se levantou. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. p.. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade.. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Memórias do cárcere. porém. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. é possível depreender. 85. Certamente me irão fazer falta. 111. conservaram-se. Capitães da areia.Noções de literatura Avançar . porém. E Catarina? Catarina olhava a mãe.16. Rio de Janeiro: Record. Ah! ah!. de repente envelhecida e pobre. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido.. Laços e família: contos. e é inevitável mencioná-las. Outros devem possuir lembranças diversas. 1996. A tarde caía. e a mãe olhava a filha. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. Um homem comprou cocada. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. p. Outras.. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. 1984. gemidos. a cor das folhas que tombavam das árvores. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Ao longe. Lutar pelo direito. “(. Clarice. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Não as contesto. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. da leitura do texto. tintos de luz. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político.” AMADO. a bolsa. Graciliano. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. UERJ Por causa da perda das anotações. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. o que julgo ter notado. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus.) Nesta reconstituição de fatos velhos. exponho o que notei.

dirige-se aos penhascos. narrador e personagem principal. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. que ostentais a condição mais dura. mais se apura. e) rima e versos decassílabos. a pedra.20. Santa Maria-RS Nesse poema. b) nota-se.” 7 21. pois é tão duro e resistente quanto eles. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). Temei. 13 e 14. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. nos versos 12. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de Cláudio Manuel da Costa. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. nos versos 9 e 11. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. que é a exaltação dos penhascos. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. U. Onde há mais resistência. penhas. a exemplo do livro de Graciliano Ramos.F. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. c) o sujeito lírico. 22. pois é tão duro quanto elas. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. Que não me foi bastante a fortaleza. um peito sem dureza! Amor. U. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). d) os versos dos tercetos em redondilha maior. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. que representa seu berço. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. A que dava ocasião minha brandura. que amor tirano. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. b) identidade de nome entre autor.F. A partir dessa definição. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade.Noções de literatura Avançar . constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. a presença de antítese. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. um elemento típico da paisagem mineira. temei.

exemplo da tendência mórbida desse movimento. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia.. a figura feminina se constrói entre dois pólos. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. A minha vida Se esgota em ilusões. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . Um espírito negro me desperta. me enlanguece a fronte. 10. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”.. Me ateia o sangue. 24. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. Vol. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Foram sonhos contudo. E a donzela ideal nos róseos lábios. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. In: Leandro & Leonardo. Álvares de Azevedo apresenta. 8 GABARITO IMPRIMIR 23.Noções de literatura Avançar .. julgue os itens das questões de 23 a 26. Bernardes e Schiavon. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. nesse texto. Voltar Língua Portuguesa . 1997. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”..Lira dos Vinte Anos. ( ) No texto I. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo.

São Paulo: Companhia das Letras. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. ( ) Escritos em séculos diferentes. Amiga. teus seios Se enchem de leite. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. c) assemelha-se à “amiga”. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. UFMT ( ) Quanto à métrica.. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). ( ) Nos textos I e II. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. Vem mergulhar em mim Como no mar. IMPRIMIR 28. como um espelho e sua imagem. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. ( ) Em ambos. Questões de 27 a 29. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. Voltar Língua Portuguesa . ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. 196. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa.” MORAES. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. Vem. “A Ausente Amiga.. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. os dois poemas são decassílabos. p. 11. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. c) A mulher.Noções de literatura Avançar . Católica de Salvador-BA No poema. há ocorrência de inversão sintática. ed. UFMT ( ) No texto II. Vinícius de. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. Antologia Poética. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. na visão do eu-lírico... frases em ordem indireta. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. amiga minha Em mim como no mar.25. F. aparece envolta em sensualidade e erotismo. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. ( ) Neles. F. 26. 1992. 9 GABARITO 27.

na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. porque minha bisavó. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. d) busca a originalidade a qualquer preço. fresca e furta-cor. Manuel. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. II. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. 10 30. 1979. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. você parece uma lagarta listada. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo.Noções de literatura Avançar . pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético.. como uma mancha no ermo. José Olympio. Foi esse o início de um destino esquerdo. também.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. d) somente I é correta. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. Rio. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. A meninice brincou de novo nos olhos dela. A moça arregalou os olhos. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. Texto para as questões 30 e 31. e) I e II são corretas. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.” BANDEIRA. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. fez exclamações. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. O rapaz concluiu: – Antônia. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado.. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. b) a lembrança de um certo namorado de infância.29. ainda não me acostumei com o seu corpo. F. 31. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. A moça olhou de lado e esperou. Lançando mão de um procedimento moderno. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. O título do poema encerra uma ironia. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. livre de rima e de métrica. I. c) II e III são corretas. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. b) somente III é correta. a) I e III são corretas. com a sua cara. III. você é engraçada! Você parece louca. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. c) tenta conciliar o presente com o passado.

levantando a voz como se nascesse rei”. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. sovar o dia do marido que vem chegando. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. na terceira pessoa do singular. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. ( ) “. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto.. são respectivamente: hipérbole.. U. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas.. Caso o verbo estivesse presente deveria.” ( ) Na frase “.32. apesar de trabalhar muito. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela.. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres... de acordo com as normas da língua padrão. porque me secaram as tetas...” Percebe-se nessa frase. a elipse do verbo ser. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto.”. 33. claramente.Noções de literatura Avançar . que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. levantando a voz como se nascesse rei. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e.. ( ) A personagem demonstra que. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e.... e o bando de filhos seus primeiros súditos. fresca e furta-cor. marcado por expressões como “. a personagem. que ainda demonstra sua submissão ao homem. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.. é correto afirmar que. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. é correto afirmar que a personagem. portanto. Católica-GO ( ) No texto.. não se mostra tão conformada como a avó... e o indireto livre. U.. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . metáfora e prosopopéia. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. com enormes riscos de ouro. ( ) Em “.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar..”. ( ) De acordo com o texto. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto.”. ‘destino esquerdo’. continuava a ser uma pessoa vaidosa.” considerando-se o contexto. obrigatoriamente.

que me livre de vez desses poemas. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo.” ( ) “Ela vem.. Com que gana! E que suplício: não há ponto final.. / Azul. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. / É transparente. predominantemente. / Aroma de argental caçoula. de outro poema preto em verso branco. próprio do texto contemporâneo. vulgares. azul em fora. ( ) “Tudo. 1998.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. entre sombras. U.” NEVES. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe.. a folha e o inseto. p. / Que o sol filtrando em luz esteve.. IMPRIMIR 36. d) não é literário. Reinaldo Santos. merda. a fauna e a flora / A erva e o pássaro.34. pela intensidade do sentimento do eu poético. c) é literário. com que ânsia. b) é narrativo. é branco. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. Vitória: Cultural. e me livre de ti em paralelo. não há remate. b) não é literário. // Como lençóis claros de neve. à tarefa. / A noite no alto-mar anima as ondas. / A água e o reptil. as nereidas frias. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. ou por outra. c) é dramático. José. os ninhos e a hera.Noções de literatura Avançar . e) não é um soneto. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. – na face / De anjo morto. decassílabos. Língua vernácula entre os dentes.. a manhã nasce. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. construído em prosa poética. sonora barcarola. F. dor no cotovelo e tu. – o ar e o chão. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. ao suplício. pela presença de termos chulos. na voz. F. pois não é prosa nem poesia. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. majestosamente. d) é lírico.. a pedra e o tronco.I. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. é leve. (sororal) vibrante como um sino. no olhar sobredivino.. 58..” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. GABARITO 35. // Nasce a manhã. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora.. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. um poema épico. a flor e a fera. pela linguagem coloquial e referencial. a luz tem cheiro. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. In: Muito Soneto por nada. um soneto de versos. Tem cheiro a luz. / Pérolas vivas. na mente.. Voltar Língua Portuguesa .” ( ) “O luar. com exceção de: a) é literário. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. e) é um misto de literário e não literário.I.

II. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. 38. À luz quente do sol e à fria luz do luar. rouquenha. II. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. repetições e paralelismos. Vive como a expiar uma culpa tremenda. d) Apenas II e III. E ringindo e rangendo. a dor. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. b) Apenas II. Considerando o poema acima. da canção de Caetano. a sonoridade da moenda a trabalhar. a rígida moenda. julgue os itens a seguir. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar.. é o assunto desse poema....” Da Costa e Silva.)” Chico Buarque de Holanda. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. com a repetição de recursos poéticos.7).)” Caetano Veloso. Ringe e range.8 ) e o pronome “você” (v. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. respectivamente. há uma preocupação com os procedimentos poéticos.. II e III. Poemas.. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. o mal que vai.Noções de literatura Avançar . I. c) Apenas I e II. III. 9). e) I. Nos versos selecionados. O verbo “como” (v. O engenho de madeira a gemer e a chorar. dessa atividade extrativa vegetal. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. quanto ao significado e à função sintática. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. em comum. causar. permitem uma dupla leitura. Quais estão corretas? a) Apenas I.37. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. como rimas.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. As duas canções apresentam. principalmente. talvez. em que a economia brasileira dependia.

96. eu cresço logo. Tenho de ler tudo. Depois. que chegaria tarde. esse cristal de fluida transparência: verde. inveja de mim mesmo. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F.39. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. quis vestir-me. se mais natural. menino. Chega cheirando a papel novo. consultei o relógio. p. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Fica quieto. com os seus magníficos braços nus. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. – torná-la minha. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. 1983. Antes de ler. “Biblioteca verde Papai. – braços que eram meus. São Paulo: Ática. com vestido soberbo que havia de ter.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. 1992. porém. Via-a assim. verde pastagem. unicamente minha. não. começava a despi-la. eu vou comprar. o que não saberei nunca.” ANDRADE. e os brilhantes. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Machado de. disposto a esquecê-la e a matá-la. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. em cavalarias me perco. cavalgo de novo meu verde livro. mata de pinheiros toda verde. José Olympio. Meu filho. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. Quando crescer eu compro. Virgília começava a aborrecer-se de mim. as demais. e sair. Evidentemente. que bom passar a mão no som da percalina. p. reclinada no camarote. o colo de leite. somente minha. medievo.. Carlos Drummond de. poemas me vejo viver. Em filosofias tropeço e caio.672-673.Noções de literatura Avançar . E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. Reunião. Não podendo dormir. pensava eu. Mas leio. É em percalina verde. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. Compra. Compra assim mesmo. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. a torná-la. e doía-me que a vissem outros. O que saberei. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . U. Papai me compra agora. Rio de Janeiro. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas.” ASSIS. Amanhã começo a ler. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. – fascinando os olhos de todos. atirei-me a ler e escrever. os cabelos postos em à maneira do tempo. leio. demais. compra. Agora não. verde. Julguei. – não sei se mais bela. Via-a dali mesmo. Como te devoro.. em contos. compra. era dar prova de fraqueza. Sou o mais rico menino destas redondezas. menos luzidios que os olhos dela. ( ) Sublimação do amor. é livro demais para uma criança. Agora não. (Orgulho. ( ) Ser humano revelado como contraditório. pai. só 24 volumes. 18 ed. a pôr de lado as jóias e sedas.

e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. 41. que bom passar a mão no som da percalina. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. 14-15. como era seu sonho de adolescência. e tio Cosme. 25-26. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. o que não saberei nunca. d) “(. A leitura não está unicamente inscrita no texto. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. por tê-lo induzido a casar cedo. b) Machado de Assis culpa as mulheres. U. 42. está na biblioteca em verde murmúrio”. (N. -v. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. tenente e imperador. dona leitora. b) “Antes de ler. 6-7.” -v. por ter sido escritor de romances. Agora não”. c) “cristal/ de fluida transparência” -v.. ou uma pastoral. torna-se também culpada pelo destino dele. 4-5. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. pai eu cresço logo. meu rapaz. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘Anda lá. Até lá os sonhos perseguiam-me. por outro lado. esse cristal”. não só a sua vocação. nesse caso. -v. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. dirigindo-se a uma leitora que. -v.Noções de literatura Avançar . 43. ou uma encíclica47. a não ser que ambos formem duas metades de um só. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. 10-11.. e no menor número de palavras. se eu fosse padre. O que saberei. -v. b) “coleção/ de Obras Célebres.40. mas a culpa é do vosso sexo. ainda acordado. se papa. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v.” -v. ou antes porei dois. se bispo. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. d) do emprego de verbos no modo imperativo. 25-26. b) das construções com uso de vocativos. todos os destinos estão neste século. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. Um só ponho. como me recomendara tio Cosme.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. d) “verde pastagem” -v. 25. e) “Amanhã começo a ler. 29-32. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. c) da predominância de orações coordenadas. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. 19. Tudo isto é obscuro. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. porque um nasceu de outro. verde pastagem. Não fosse ele. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista.F.E. como também o enredo da narrativa. 17-18.) Como te devoro. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro.

sistemas motor. e o texto III. uma oração.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. 1972. sistema neurovegetativo. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Bras. (ant. 2. na forma como se apresenta. Por que labutar no campo. a “labutar no campo. imaginar”. ( ) A voz do poeta. no verso 19.)” Considerando o verbete acima. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. no verso 15. ( ) Ao longo do poema. em um contexto de capoeira. a “pensar. na cidade”. os ossos? A automação. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. 45. Relação.1.” RICARDO. litania) S. discurso. ( ) Como obra poética. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. ( ) Esse poema. Cap. ou conversa longa e fastidiosa. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. INL. os músculos. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. Por que pensar. que aparece várias vezes no poema. Ó máquina. a “subir a escada de Jacó”. UnB-DF Acerca das idéias do texto. segunda. digestivo e respiratório. 85-6. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. no verso 21. Rio de Janeiro: José Olympio. Fig. sistema lingüístico. ócio dourado. imaginar? A máquina o fará por nós. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. a “fazer um poema” e. refere-se. O cérebro eletrônico. pelo lat. ( ) O pronome “o”. na cidade? A máquina o fará por nós. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós.) nesta acepção: reza da capoeira. julgue os itens que se seguem. p. no último verso. narração. Cassiano. lengalenga. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. no verso 17.Noções de literatura Avançar . Seleta em prosa e verso. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. julgue os itens seguintes.f. cantilena. da seguinte forma: primeira estrofe. corresponde. quarta e quinta. (Sin. terceira. orai por nós. sistema circulatório. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. desvela a ironia com que se estrutura o poema.

a canção que eu fiz pra te esquecer. c) O autor.Noções de literatura Avançar . já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. percebendo-se a sua influência ainda hoje. no silêncio. lento um trovador cheio de estrelas escuta. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. conseqüentemente. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. Vem cá. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. Antônio Carlos Jobim. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. a fauna e flora. U.” Antônio Carlos Jobim.46. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. agora. então. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. que descreve a paisagem. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. os costumes e tradições do indianismo.. brasileiro. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem.

a saltação que ela guarda.” NETO. se ouve palpitar um bicho. se pássaros. mais privadas. Assim. num dos pulsos.Noções de literatura Avançar . dentro das quais. 2 O que eles cantam. outras vezes. impessoal. e nunca. 18 e de pássaro cantor. Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. 324-6. como em jaula. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. em nenhum momento. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. com voz de pássaro rouco. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. não assinado. que não são artistas nem artesãos. João Cabral de Melo. estejam presos ou soltos. tais gaiolas vão penduradas nos muros. mais perto estão das gaiolas ao menos. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. pelo tamanho e quebradiço da forma. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. Obra completa. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. trabalho rotina. vão num bolso. 1994. em série. Se são jaulas não é certo. p. Umas vezes.

a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. Cecília. “gaiolas”. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. ( ) Na interpretação de poemas.Noções de literatura Avançar .. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. barra. infinitas galerias penetram morros profundos. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos.” MEIRELES. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. torna-se pó. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. julgue os itens que se seguem. folha. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. ( ) A linguagem é poética. Romance II. “canto”. por ser átona. Assim. criativa versus produção em série. “cantando”. julgue os itens seguintes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .47. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. dócil e ingênuo. 49. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. o povo. ( ) No primeiro verso do poema. em ordem direta. rotineira. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. amor e pensamento. É tão claro! – e turva tudo: honra. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. quer dizer. a produção pessoal versus produção impessoal. engenho. em função de seu assunto e da linguagem despojada.. o ouro vem. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. prestígio. 48. considerando-se o número de sílabas em cada verso. De seu calmo esconderijo. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. “jaulas”. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. produção variada. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. UnB-DF Em relação ao texto. poder. na sexta estrofe. UnB-DF Ainda em relação ao texto.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . maior. e não vejo na vida. U. 1987. povo solidário e unido. reservista. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. Ferreira. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. amigo. e) da beleza dos substantivos saudosistas. U. 51. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro.” GULLAR. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. Toda Poesia. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. 229. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns.Texto para as questões 50 e 51. Rio de Janeiro. Ando a pé. e) sermos gente. d) da força dos verbos. b) vermos algum sentido na vida. Civilização Brasileira. de ônibus. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. de táxi. 20 GABARITO 50. c) não nos desesperarmos. nenhum sentido. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. do dia-a-dia. p. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. o autor não se utiliza: a) de comparações. casado.Noções de literatura Avançar . c) da construção de versos livres. b) do efeito dos adjetivos.

pela incomunicabilidade e.E. e o da interioridade. “Interpretação As palavras aí estão. com meu tédio sem voz. nesse poema. como resposta. conseqüentemente. Nos dois primeiros versos. Nova Aguilar.Noções de literatura Avançar . no poema. Há. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. p. trata-o com desdém. a perda da percepção dos limites da realidade. portanto. A arte pode ser “inverossímil”. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. portanto. 32. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. 04. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. o delírio. a soma das alternativas corretas. Obra poética. profundamente interiorizado. 1977. uma por uma: porém minha alma sabe mais. 16. 01. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. a existência de dois universos: o da exterioridade. ela se permite dizer “inverdades”. Talvez nós não sejamos nós. Rio de Janeiro.” MEIRELES. Dê. no poema. Falai! que estou distante e distraída. 08. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que.52. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. ou seja. Percebe-se. 256. O último verso indica. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. por vezes. Cecília. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. Falai! meu mundo é feito de outra vida. Isso porque. Pode-se dizer que. 02. U. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”.

Negrinha e O macaco que se fez homem. depois de três dias de sobrecenho carregado. que é mais forte que a morte. derrubou a cabeça. Abriu uma gaveta.. bastava esse movimento de peão. – nunca. sondando uma retirada estratégica. num pasmo. Depois. seu chefe natural. Monteiro. Parou. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E.. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. e a do Carmo. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. então nos dezessete. corrigiu o erro. Por fim o coronel. desdobrou-o. não permitirei nunca. da terceira pessoa – de quem se fala. bilhetinho perfumado. quer o coronel dizer. .. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. por instinto. minha filha e tem a audácia de o declarar. roupa nova.. — . Triburtino não era homem de brincadeiras. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. nos dias de folga. Depois.. O escrevente ressuscitou. Escrevera nesse bilhetinho.. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. Urupês.. Ar um tanto palerma. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. madurota. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. mas o amor... encalhe da família. Magro. donzela. — Sei onde trago o meu nariz. Abriu os olhos e a boca.. e neste caso vassuncê. cozinheira. então. Ama. são três: da primeira pessoa – quem fala. não receia sobrecenhos enfarruscados. In: Contos pesados. coronel. Aqui se estrepou. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Vinte e três anos. mandou chamá-lo à sua presença. Apesar disso. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. — Laurinha. a serenata fatal à esquina. o coronel trancou o escritório. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. Escolha! O escrevente. manca da perna esquerda e um tanto aluada. voltando-se para dentro. moço. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas.. Silenciaram ambos. com bastante sucesso. minha mulher ou a preta. — Oh. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. e eu. Depois. batendo-lhe no ombro paternalmente. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. da segunda pessoa – a quem se fala. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. Não lhe erravam os pressentimentos. Escolha!” LOBATO. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. apenas quatro palavras. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. — Os pronomes. Laurinha. com o Acorda. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos.. do escrevente. São Paulo: Editora Nacional. Pois agora. como sabe. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. — Nada de frases. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. enchendo-se de coragem. Ora..INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. apesar da distância hierárquica que os separava. e neste caso Laurinha.. Mal o pilhou portas aquém. vesga. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. entretanto. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Para abrir o jogo.. ou à preta Luzia. nem tufos de cabelos no nariz. já se vê. e neste caso Maria do Carmo. à missa. 1940. Toda a gente lhe tinha um vago medo. Encontros na igreja. Escrevente.. O Colocador de pronomes.. tornando a si. balbuciou medrosa confirmação. vencido.. Depois. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. Salvo se declara amor à minha mulher!.Noções de literatura Avançar . em pausa de tragédia. essa. moço. explicou.. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo.. troca de olhares. O escrevente. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . a tremer. com a pulga atrás da orelha.. O velho fechou de novo a carranca.. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa.. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. — .. Namoro à moda velha. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. histérica. o qual tinha duas. o moço veio um tanto ressabiado.

e vive um só instante. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. há um exemplo de metonímia. UFMT ( ) No trecho Escrevente. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. é casar!” .” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. e. Teus filhos que choram tão grande mudança. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. parma. Senhor meu Deus.53. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. b) o eu poético se dirige a Deus. interrompendo o fluxo da narrativa. é incorreto afirmar que. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. 56. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens.. com o intuito de criar uma escrita brasileira. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. GABARITO 57.. ( ) Nessa narrativa. 23 55. Ar um tanto palerma.. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense.Noções de literatura Avançar . o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. sar. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. ( ) Na narrativa. ambas dicionarizadas. mas cordial e receptivo a bajulações. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. 54. em ambos os trechos. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. produzindo formas como ingreis. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. “Meu Deus. Magro.. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. craru. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. Voltar Língua Portuguesa . UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. Vinte e três anos.

o operário da construção civil consegue. tornar seu mundo musical leve. U. nos últimos instantes de sua vida.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. ô mulher. deitado!” GABARITO SUASSANA. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. que eu estou no banco. para a criação de personagens. e) São versos dodecassílabos. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. Ariano. d) O início de alguns versos se repete. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . através da repetição de alguns versos.F. Rio de Janeiro. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. fatos passíveis de serem verdade. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. enquanto não aparece negócio. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. pessoal. b) Escrito em versos alexandrinos. e a poesia. também musicado. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. entre outras tantas letras para suas músicas. d) Enredo. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. isto é. traz meu lençol. c) O amor. no texto. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. Farsa da Boa Preguiça. com severa crítica social. José Olympio. destacando. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. “Está tudo muito bem.58.Noções de literatura Avançar . o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. 59. estou muito esperançado Mas. metaforizando tal passagem com a morte. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. ( ) Há indicações. 1979. de que as personagens pertencem à elite burguesa. o poema a seguir. 60.

Do tamarindo a flor jaz entreaberta..) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. à pessoa amada. Jatir. No silêncio da noite o bosque exala. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Onde o frouxo luar brinca entre flores. como estas flores. movendo as folhas. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Já solta o bogari mais doce aroma.61. o verso 20. U. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. ao rival de Jatir. Também meu coração. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. como estas preces. Gonçalves. no poema. brilham estrelas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o verso 27. Correm perfumes no correr da brisa. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS.F. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. que não chega.Noções de literatura Avançar . 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. Brilha a lua no céu.. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Do tamarindo a flor abriu-se. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. Poesia. não mais. Já nos cimos do bosque rumoreja. há pouco. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. não desempenha nenhuma função específica. e) A natureza. Agir. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Rio de Janeiro.

Nosso filho. os termos grifados exemplificam metáforas. Maria. Sua mãe lhe servirá de túmulo. uma febre intensa que a fez delirar. ajoelhados à borda de um leito. por ti e por mim. lhe servirás de pai. e F. voou pelo aposento. Quero confessar-me. exemplificando assim um caso de próclise. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias.. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas.. Ama-o por ele. Paulo.”. minha amiga! Quando ficares boa. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e abandonar-me só neste mundo. Logo que lançar o aborto. de José Alencar. na cruel agonia que só compreendem aqueles. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho.. À noite declarou-se a febre. “A febre lavrava com intensidade. lhe servirás de pai.. já não existe. promete-me que se ela não for tua mulher. não engana... a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação.”. disse-lhe: — Perdes uma irmã. à tua irmã. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. Pela manhã. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. promete-me que se ela não for tua mulher. esse casamento nos tornaria infelizes a ti.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Ana. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. porque ele era mais teu do que meu.. Nesse texto em foco. — Para aliviá-la do seu incômodo. Maria. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. e abraçando a irmã. “Apenas o médico saiu. Paulo. ficará inteiramente boa. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. e a mim. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. Paulo. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. que não poderia amá-la. — Queres acompanhar teu filho. — Lançar!. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. e sempre mais graves. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. — Iremos juntos!. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. Maria. que nenhum efeito produziu. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. sejam elas virgens ainda. o teu.Noções de literatura Avançar .. e abandonar-me só neste mundo. UEGO Assinale V. impelido com violência. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. fica-te um pai.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. viram finar-se gradualmente uma vida querida. — O remédio de que eu preciso é o da religião. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade.” Neste período. desde o primeiro dia em que nos encontramos.” 26 GABARITO 62. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis... evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. para as afirmações verdadeiras. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta... depois de um sono curto e agitado..

Mesmo assim. Dispõe de grande prática. não tinham. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. É preciso classificar as notas. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. seu valor ou sua magnanimidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . lê um livro.Noções de literatura Avançar . infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. 26-7. que este é custeado pelos funcionários. não exige pressa. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. bate muitos carimbos. Depois.” MACHADO. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. relanceia-os lentamente pela janela. Não tarda. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. Ambos muito quietos. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas.. São Paulo: Ática. lembranças.. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. ( ) Pelo texto apresentado. É preciso antes submetê-los a uma conferência. sentimentos e sensações. decifrando-lhe pensamentos. seu anonimato e sua alienação.. que penetra na mente da personagem. emperrados. mas por sua mediocridade. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. Na sala. quando.. Dyonelio. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. uma acusação contra si mesmo. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. 12ª ed. Os ratos. porém. Já tomou um há pouco. não. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho.. embora seja o protagonista. O serviço. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. pois. depois então ‘lançá-las’ com capricho. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores..63.. calcular. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. em forma de faturas. quadros risonhos. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. pequena. usa tinta encarnada. julgue os seguintes itens. 1992. Ele se dirige para a sua carteira. Naziazeno não quer café. p.. não era raro vir-lhe um remorso.. há sempre multiplicações e adições a fazer. São ‘notas’ de consumo de materiais. quando não está ‘batendo’. Faz cálculos. O datilógrafo. nesses momentos. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. 27 De acordo com o texto acima. ver se as operações de cálculo estão certas.. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. quando tem já um grupo de contas respeitável. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. sem interromper a conferência das contas.. É um serviço que faz há muito tempo. Era então uma simples contrariedade a esquecer. uma preterição. Custa um tostão. injustiça ou grosseria dos homens. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. aberto dentro da gavetinha ao lado. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído.. O primeiro escriturário confere contas. não necessita ‘estar em dia’.

22. 11. 2. 36. 60. 13. 35. 63. 61. 49. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 12. 10. 7. 19. 53. 23. 43. 34. 51. 59. 21. 58.Noções de literatura Avançar . 29. 8. 44. 6. 50. 24.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 20. 41. 54. 14. 42. 52. 15. 48. 45. 9. 25. 30. 3. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 56. 39. 4. 37. 31. 17. 57. 5. 40. 55. 28. 33. 62. 47. 46. 16. 26. 27. 38. 18.

b) A das relações estabelecidas entre os românticos. 16. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha.” – Visão paradisíaca. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. a soma das alternativas corretas. U.Literatura no período colonial Avançar . Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. chamava alguns para que viessem até ali. 02.” – Interesse mercantil. Ninguém não lhe deve falar de rijo. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. relato de viagem e pregação religiosa. 85. b) II. 64. 1 2. que estiveram sempre presentes à pregação. GABARITO Dê. E aquele de quem falei antes. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. com medo do cevadoiro. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. do que eles dariam se os levassem. “No domingo de Páscoa.) tão graciosa. c) III..LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. 3. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. Porto Alegre: L & PM. Colhemos e comemos muitos deles. 83. não muito altas. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. “E uma daquelas moças era toda tingida (. CASTRO. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. 32. III. “Aqueles outros. diante de nós. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. porque desejávamos saber se o havia na terra. como pardais. 04. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. d) I e II. Ao longo dele há muitas palmeiras. Sílvio.” – Difusão do cristianismo. intenção catequética e informação sobre a terra. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele.. 88 e 96..” – Submissão religiosa. 08.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. que a muitas mulheres de nossa terra. e) II e III. vendo-lhes tais feições. p. como resposta. 1997. de muito bons palmitos. pela manhã. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. em 1549. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. 87. por ser gente que ninguém entende. II.. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. por ele chefiada. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. mas ninguém o entendia e nem ele a nós.

que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. p. junto à natureza. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. ( ) Na poesia arcádica observa-se. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. apesar da linguagem rebuscada. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. e se a Câmara olha e ri. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. produzidas no século XVII. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. A fome me tem já mudo. 5. 6. mas se a frota não traz nada. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. uns dão a culpa total à Câmara. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. que é muda a boca esfaimada. outra parte se destaca desse conjunto.Literatura no período colonial Avançar . Mas ao mesmo tempo. 7. declarando daí: “Ponto em boca”. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. Gregório de. o peixe. plena de inversões e de figuras. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. a carne. ( ) Parte da obra do Pe. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. ( ) Na época colonial. s/d.” MATOS. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. Unifor-CE No período colonial. In: Poemas escolhidos.4. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. os feijões. e) constituem obras de gêneros diferentes. com as dificuldades e os sucessos. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. c) constituem obras do mesmo gênero. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. o perdão divino. porque anda farta até aqui. que entrando co’a vela cheia. o lastro que traz de areia. Voltar Língua Portuguesa . o andamento e as condições da obra de catequese. distribuídas em períodos diversos. é coisa que me não toca: Ponto em boca. Décimas. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. ao mesmo tempo. da reação do povo faminto. 46-7. e) O temor. por parte do sujeito poético. buscar a espiritualidade. São Paulo: Círculo do Livro.

O envolvimento político do jesuíta. A presença de um grande número de antíteses. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. 2. 3 De acordo com o texto. III. c) II e III.8. 10. 58. 1981. e não quis. e morra suspirando O mal. os escravos despidos e nus. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. Deixei como ignorante o bem. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. 9. v. o que lograva. E morra. Deixei sem atender. São Paulo: Cultrix. os escravos muitos. d) I e IV. sem ver. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. e) neoclássico. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. alta ventura. p. Ou entendia pouco. Vim sem considerar. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. IV. o que gozava. como estátuas da soberba e da tirania. ou seja. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. os senhores tratando-os como brutos. Padeça agora. aonde vinha. U. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. Confesse. 1015. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. que possuía. dirige-se o poeta à sua amada Babu. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. GABARITO No texto. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. os senhores nadando em ouro e prata. o estilo: a) barroco.” Na estrofe acima. que me embaça: Se cresce contra mim.” VIEIRA. IV. Salvador-BA “Porque não conhecia. c) barroco. que passo. “alta desgraça” / “alta ventura”). adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. In: Obras completas de Gregório de Matos. e) I e III. Salvador: Janaína. Se cresce para mim. alta desgraça. e tanto cresce. Suspiro agora em vão. In: AMORA. quando menos confessado. Que quem errou. o que convinha. Antônio. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. p. Sermão vigésimo sétimo. b) III e IV. Pague no mal presente o bem passado. ed. Antônio Soares. que esta pena merecia. Sermões. d) barroco. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. II. b) neoclássico. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. os senhores banqueteando. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. Gregório de. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. s/d. os senhores em pé apontando para o açoite. Pe. os escravos carregados de ferros. o bem.Literatura no período colonial Avançar . ( ) A dor daquele que. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. viver gozando. Quando não me aproveita a pena minha.” MATOS. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. que tinha. org. os escravos perecendo à fome. por ignorância. Babu. ou pouco amava. Que quem podia. o que deixava. Soneto. os senhores rompendo galas.

Verdade Honra Vergonha. Numa cidade onde falta Verdade. Pretos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é marcado. Senhora Dona Bahia. Mestiços. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. O ritmo do poema. ao longo do poema. a soma das alternativas corretas. MENDES. 32. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. Usura. 16. Ambição. Mulatos. por rimas internas. c) antecipação da estética do Romantismo. Dê. Salvador: EDUFBA. 12. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. Negócio Ambição Usura. que não sabe que o perdeu Negócio. Honra. como resposta. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. que então viviam na cidade de Salvador. com fatos e comentário. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. Poesia satírica de Gregório de Matos. p. 54. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. nesse contexto. Por mais que a fama a exalta.11. As respostas. Vergonha. d) simplicidade clássica. nos tercetos. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. e sandeu. 64. 04. nos tercetos. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha.. inicialmente abordando aspectos éticos..)” Pretos Mestiços Mulatos. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo.Literatura no período colonial Avançar . U. dou ao demo a gente asnal. e sandeu”. (. 02. desenvolve-se em pares de estrofes. A expressão “povo néscio. tanto no aspecto formal quanto ideológico. procura. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. financeiros e étnicos. que estima por cabedal Pretos. em cada verso. ameaçando sua própria posição. Cleise Furtado. 08. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. 1998. enquanto o conteúdo. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes.

c) I e III. somente. II. II e III. a amada representada por uma pastora. que aí vês. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. 15. c) romântica.” COSTA. IV. d) simbolista. UFSE “Sou pastor. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. A natureza é descrita de forma objetiva. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. II. Que alegre. E a suavidade do prazer trocada. somente. b) I e II. com que a noite escura. somente. por te não ver. O último verso apresenta uma hipérbole. e) II. afirma-se: I. que suave. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. 16. Está correto o que afirma em: a) I. em Marília de Dirceu. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. 14. a matutina aurora o negro manto. Cláudio Manuel da. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. que é o gozo do tempo presente. Voltar Língua Portuguesa . A carta de Caminha. Potiguar-RN “Já rompe. Na obra de Gregório de Matos. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. e às vezes. U. Nise adorada não sabe inda. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. no espaço de uma natureza amena. Nise. os meus montados São esses. tinha escondido a chama brilhadora.Literatura no período colonial Avançar .13. b) II e III. III e IV. III. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. que sonora. que coisa é alegria. somente. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. III. c) III e IV. e) épica de Basílio da Gama. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. e) I. d) I. II e II. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. não te nego.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. b) lírica barroca de Gregório de Matos. d) II e III. tanto mais aborrece a luz do dia. sufocando do sol a face pura. b) barroca.

c 16. d 15. c 2. b 5. d 4.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Literatura no período colonial Avançar . d 8. c 10. F – V – V – F – V 7. d 13. d 11. d 6. V – F – V – F – F – F – V 9. b 14. 58 12. 62 3.

se algum pouco me alonguei. porque eles. Senhor. não têm nem entendem em nenhuma crença. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. nalgumas partes. nem galinha. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Nem comem senão desse inhame. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. como os de Entre-Doiro-e-Minho. Deste Porto Seguro. e dessa semente e fruitos. muito chã e muito formosa. que a terra e as árvores de si lançam. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. bem feitos. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. até agora. é tudo praia-palma. ( ) Segundo Caminha. primeiro dia de maio de 1500. que aqui há muito. Pero Vaz de Caminha. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. Não há aqui boi. sem cobertura alguma. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Quinhentismo. delas brancas. que nos parecia muito longa. mo fez pôr assim pelo miúdo. de que nós deste porto houvemos vista. Q U IN H E N T IS M O . E. E em tal maneira é graciosa que. nem lho vimos. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . nem qualquer outra alimária. que costumada seja ao viver dos homens. com quanto trigo e legumes comemos. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. Pelo sertão nos pareceu. nem prata. Coleção Clássicos e Contemporâneos. vista do mar. 199-241. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Barroco e Arcadismo Avançar . ao longo do mar. hoje esquecidos. Beijo as mãos de Vossa Alteza. A feição deles é serem pardos.” CORTESÃO. querendo-a aproveitar. de bons rostos e bons narizes. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. a estender olhos. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. da vossa Ilha de Vera Cruz. nem criam. Ela me perdoe. que nesta navegação agora se achou. nem vaca. não podíamos ver senão terra com arvoredos. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. Parece-me gente de tal inocência que. Nela. assim frios e temperados. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. p. por conter elementos da função poética da linguagem. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. infindas. Andam nus. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. grandes barreiras. A carta de Pero Vaz de Caminha. Águas são muitas. Esta terra. não pudemos saber que haja ouro. hoje. muito grande. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. maneira de avermelhados. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. dar-se-á nela tudo. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Senhor. seriam logo cristãos. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. o melhor que eu puder. porque. E nesta maneira. Tem. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. Jaime. segundo parece. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sexta-feira. julgue os itens abaixo. nem coisa alguma de metal ou ferro. nem ovelha. Eles não lavram. 1 GABARITO 1.Humanismo. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. se homem os entendesse e eles a nós. Porém a terra em si é de muito bons ares. delas vermelhas. também. por bem das águas que tem. nem cabra. De ponta a ponta.

colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. substitui o propósito de edificação espiritual. UnB-DF Ainda com relação ao texto. nesta peça. guardando traços dos dois períodos. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. de Gil Vicente. considere as seguintes afirmações. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. Quais estão corretas? a) Apenas I. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. mesmo sendo estes mais bem alimentados. Barroco e Arcadismo Avançar . PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. II. a primeira contém a segunda. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). apesar dessa prática. de Gil Vicente. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. que a derruba. Sugere que o diabo. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. tem poderes maiores que Deus. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. Além disso. ao julgar justos e pecadores. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. III.2. e) I. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. asno que a carrega. d) Apenas II e III. ( ) No nono parágrafo do texto. d) O asno corresponde a Pero Marques. b) Apenas I e II.Humanismo. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. c) Apenas I e III. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. Quinhentismo. o que evidencia o propósito de sátira social que. pois. II e III. animal nobre. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. pois legumes são sementes e trigo é fruto. na construção da farsa. I. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. julgue os seguintes itens. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. mantêm-se as mesmas relações de idéias. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. Ressalta também que. 4. 3. 5. Voltar Língua Portuguesa . para a Biologia.

c) Realismo. parece-me que será salvar esta gente. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. ( ) A Carta. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. ( ) Este texto. 8. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. porque a estender olhos. de Pero Vaz de Caminha. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. muito grande. sexta-feira. AUE-DF Julgue os itens que seguem. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. primeiro dia de maio de 1500. infinitas. por se tratar de uma missiva. e a terra de cima. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. E se a um pouco alonguei.Humanismo. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. tem característica oratórias. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. que haver nela. ( ) Nele. nos pareceu vista do mar. a Ela peço que. nem lha vimos. Senhor. da Vossa Ilha de Vera Cruz. É pois que. terra a dentro. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. Senhor. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco.o que d’Ela receberei em muita mercê. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. hoje. 7. ou outra coisa de metal ou ferro. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. Deste Porto Seguro. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. é toda a praia muito chã e muito formosa. Ela me perdoe. tamanha a sua abundância na nova terra. e) Modernismo. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Quinhentismo. b) Arcadismo. Beijo as mãos de Vossa Alteza. até outra ponta que contra o norte vem. parece-me que. d) Simbolismo. que tinha o homem no centro de tudo. Em tal maneira é graciosa que. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto.” 3 GABARITO 6. por me fazer singular mercê. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. querendo a aproveitar. Barroco e Arcadismo Avançar . não podíamos ver. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. meu genro . porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. dar-se-á nela tudo. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. de que nós deste porto houvemos vista. a saber. mo fez pôr assim pelo miúdo. já seria uma grande dádiva. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. De ponta a ponta. Águas são muitas. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. por causa das águas que tem! Contudo.Texto para as questões 6 e 7. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. Pelo sertão. da ponta que mais contra o sul vimos. ( ) No entender do autor. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . será tamanho. umas vermelhas e outras brancas. até então. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. ( ) Para Caminha. o melhor fruto que dela se pode tirar.

antes de tudo. Texto III “Papoula. Maria Dorotéia.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. do jesuíta Fernão Cardim. caracterizado como pastor.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. por bem das águas que tem. o de Martim Afonso de Souza. em relação à semântica e à estilística.). ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. maneira de avermelhados. bem feitos. Manuel da Nóbrega. Carnes de neve formadas. escrivão do primeiro colonizador. Andam nus. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. do Pe. Teu lindo corpo bálsamo vapora. Negros e finos cabelos. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. no texto. descreve sua amada. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.. querendo-a aproveitar. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia.. e faces cor-de-rosa. E em tal maneira é graciosa que. Voltar Língua Portuguesa . (Para esta questão. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora.Humanismo. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. ligado à vida do poeta.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. de Pero Lopes de Souza. (. ora é descrita como tendo cabelos negros. ele é. Quinhentismo. c) O sujeito lírico. 11. sem equívoco semântico. estabelece-se um raciocínio analógico. ou rosa delicada. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. utilize o texto das questões 6 e 7. ser substituída por detalhadamente.. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. com o padrão poético realizado em cada composição. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. estão empregados em sentido figurado. (. Os teus cabelos são uns fios d’ouro.) Porém a terra em si é de muito bons ares. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. A pastora Marília. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. que são cor de neve..9.. AEU-DF Julgue os itens seguintes. ora loiros. a pastora Marília. e) do “Diário de Navegações”. 10. e fina. Sobrancelhas arqueadas. sem nenhuma cobertura. uma idealização poética. carece de unidade de enfoques.. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. contra o norte vem”.) ( ) Por “contra o sul vimos. Manuel. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. exigida pelas convenções neoclássicas. escritas nos dois primeiros séculos. para dar a idéia do clima da nova terra. darse-á nela tudo. Te cobre as faces. de bons rostos e bons narizes. Texto II “O seu semblante é redondo. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. Barroco e Arcadismo Avançar .

inspirados na frase de Horácio. não sou algum vaqueiro.” NICOLA. 13. Graças. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. São Paulo: Scipione. 106. de que me visto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Os árcades. Tomás Antonio. frutas. Quinhentismo. dá-me vinho. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. b) V – V – V – V – F. fugere urbem (“fugir da cidade”). e) F – F – F – V – V. Marília.” GONZAGA. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. Marília de Dirceu. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.12. U. 14. São Paulo: Scipione. Barroco e Arcadismo Avançar . “O Arcadismo. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. de cima para baixo. Tomás Antonio Gonzaga. Marília bela. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Graças à minha estrela. tenho próprio casal e nele assisto. José de. In: NICOLA. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. de expressões grosseiro. é: a) V – F – F – F – F. 1999. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. em seus poemas e sermões. exemplificando as tensões do seu tempo. d) F – F – V – V – V. e mais as finas lãs. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. legume. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. onde o poeta viveu. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos.Humanismo. 116. bucólica. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. pastoril. assinale a alternativa incorreta. que consiste no princípio de viver o presente. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. é uma postura típica também dos árcades. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. azeite. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético.p. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. José de. 1999. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas.F.p. das brancas ovelhinhas tiro o leite. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. de tosco trato. c) V – V – F – V – F. dos frios gelos e dos sóis queimado. que viva de guardar alheio gado. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr.

GABARITO b) clássico-renascentista. 16. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. No canto I. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. Barroco e Arcadismo Avançar . UFRS Assinale a alternativa correta. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. Por usar de siso mero. na passagem que narra o concílio dos deuses. Viória-ES –“Ah! Peixes. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. e) romântico. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. antes lebre que leão. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. no caso.. d) árcade. pelo sentimentalismo. eu quero. asno que leve quero. significa “bravo”. eu lembro-me. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. estai quando quiserdes estar. por sua religiosidade. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. Eu falo. Voltar Língua Portuguesa . pelas comparações. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. pelo bucolismo. antes lavrador que Nero. 17. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. F. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques.. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. dirigida a Inês. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. c) barroco. eu discordo.15. c) reconhece a grandeza do povo lusitano.Humanismo.I. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. Quinhentismo. e não cavalo folão. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. de Camões. pelo conceitismo e cultismos. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero.

.. Quinhentismo. contra o exército espanhol. UFRS Assinale a alternativa incorreta. uma nova tendência. 21.. c) exaltação à terra brasileira. 22. c) apesar das ameaças do gigante. e que se convencionou chamar de .. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. o que pode ser comprovado nas descrições. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. como resposta. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado... a soma das alternativas corretas.. . os navegantes prosseguem. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta... Além da literatura. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai.. a natureza mineira. e) exaltação à índia Lindóia... c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”..Humanismo.. de traços bem definidos... 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. 20. estende-se à música. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. Voltar Língua Portuguesa . misto de missionário e colono português. Cláudio Manuel da Costa 08.. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. pintura. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. Padre Antônio Vieira 04... F. fazendo ressaltar . nos seus poemas de contestação social. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. no Uruguai. sobretudo... Gregório de Matos 16.. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado.. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. que o poeta compara ao paraíso.... de Basílio da Gama. da qual participou. ao dar lugar a um “medonho choro”. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira.. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios.M. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. principalmente do Ceará e da Bahia. episódios da Inconfidência Mineira. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . Manuel Botelho de Oliveira Dê. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos.. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. ao qual imprimiu características barrocas.. antes associada ao Cabo das Tormentas... U. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.. por ser um poeta de transição.. Tomás Antônio Gonzaga 02...E. d) crítica a Diogo Álvares Correia.. textos em prosa... basicamente. U. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. bem como aspirações religiosas.M. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange.. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura... e) narra. No canto V de Os Lusíadas. Barroco e Arcadismo Avançar .F. escultura e arquitetura da época. 19. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. d) a nuvem negra que se desfaz. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados.. F.18..

“Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. a presença de uma voz moralizadora. no poema. quase forçado. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. um encolhido ousar. c) a manifestação de apego a Portugal. um riso brando e honesto. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. assumindo uma atitude de insensibilidade. um ar sereno. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. Quais estão corretas? a) Apenas I. um desejo gravíssimo e modesto. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. 8 c) o futuro desejado revela. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. 25. d) o poema faz referência ao contexto da época. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. um medo sem ter culpa. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. Rica te vi eu já. e tanto negociante. Que em tua larga barra tem entrado. c) Apenas I e II. II e III. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. de Luís de Camões. II. Oh se quisera Deus. d) Apenas I e III e) I. considere as seguintes afirmações. tu a mi abundante. tu a mi empenhado. III. e tem trocado Tanto negócio. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. uma pura bondade manifesto indício da alma. no poema.23. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. A mim foi-me trocando. uma brandura. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. 24. Quinhentismo. UFRS Leia o soneto abaixo. mantém-se distanciado do objeto criticado. que se contrapõe à solenidade do poema épico. limpo e gracioso. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. “Um mover de olhos. um despejo quieto e vergonhoso.Humanismo. de qualquer alegria duvidoso. sem ver de quê. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. A ti trocou-te a máquina mercante. um doce e humilde gesto. idealizando a figura feminina. b) Apenas III. I. Voltar Língua Portuguesa . brando e piedoso. Barroco e Arcadismo Avançar .

Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. In: MEGALE. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. 1977. U. Pica-flor aceito ser. picardia – velhacaria.E. se no nome que me dais. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. ed. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. décima – composição poética de 10 versos. Nacional.Humanismo. s. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. Marilena. p. meteis a flor. passarinho. patifaria. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. MATOS GUERRA. juro excessivo. pesquisa. ao autor e à sua obra.26. Heitor e MATSUOKA. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. usura – juro de capital. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. 179-80.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). que fico então Pica-flor. Quinhentismo. 1) “A uma freira. 4. Gregório de. claro fica. escuta. e o mais vosso. Barroco e Arcadismo Avançar . São Paulo. mas resta saber. Sendo só de mim o Pica.

o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. d) Literatura informativa. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. Neles. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. Os dois poemas pertencem. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. e) Gênero lírico. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. Santa Maria-RS “As águas são muitas. no conjunto formado pelos versos 3. evidentes. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. são comuns durante o período colonial. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. 5 e 6. No segundo. ocorre elisão apenas no verso 2. sobretudo. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. gosto pela maledicência.F. infinitas. extravagante. 4. 02. culta. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. já que é dirigido a uma freira.10 GABARITO 01. 4.Humanismo. sobretudo. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. 27. característica do Barroco. querendo-a aproveitar. estrutura comumente utilizada na composição da décima. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. 9 e 10. Quinhentismo. a) Biografias de santos. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. ocorrem elisões nos versos 2. Dê. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. por causa das águas que tem! Contudo. No segundo. dar-se-á nela tudo. no conjunto formado pelos versos 3. No primeiro. estrutura característica da décima. 5 e 6. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. no primeiro poema. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. 04. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado).” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. No primeiro. No segundo. 32. Os dois poemas pertencem. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. como resposta. 08. Voltar Língua Portuguesa . c) a técnica da disseminação e recolha. corrupção e roubo generalizados. evidentes. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). No primeiro poema. Em tal maneira é graciosa que. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. respectivamente. U. b) Sermões eucarísticos. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. a soma das alternativas corretas. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. Barroco e Arcadismo Avançar . c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. 16. No primeiro. No primeiro poema. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. c) Ficção regionalista. respectivamente.

F. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. uma produção informativa e doutrinária. e) I e III. b) Tomás Antonio Gonzaga. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. II. c) Apenas I e III. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. III. em Os Lusíadas: I. c) Cláudio Manuel da Costa. II. Está correto apenas o que se afirma em a) I. e) Apenas III. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. d) Apenas II e III. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. Barroco e Arcadismo Avançar . d) I e II. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. ou seja.F. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. Santa Maria-RS O Quinhentismo. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) II. não se pode falar. enquanto manifestação literária.28. Quinhentismo. e) Bento Teixeira Pinto. 29. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. c) III. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. b) Apenas II. pode ser definido como uma época em que: I. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. já velho e com um “saber só de experiência feito”. III.Humanismo. 30. U. 24 de maio de 2000. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. ao descreverem o Brasil. ainda. U. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. na existência de uma literatura brasileira. d) Gregório de Matos Guerra.

b) Apenas II. UFRS Leia o texto abaixo. Como se fora pérfida inimiga. humanizando os versos. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. legítima herdeira do trono de Portugal. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. (. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. No trecho selecionado. 32. De teus anos colhendo doce fruito. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. acenou que lhas dessem. Desse episódio. posta em sossego. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. Barroco e Arcadismo Avançar . ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. como que nos dizendo que ali havia ouro. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. oferecem momentos em que o lirismo se expande. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. folgou muito com elas. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. Que a fortuna não deixa durar muito. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. bem vestido. PUC-SP “Tu. só tu. O nome que no peito escrito tinhas.) Viu um deles umas contas de rosário. Estavas.. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. quando eles vieram. Deste causa à molesta morte sua. Quais estão corretas: a) Apenas I. áspero e tirano. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão.. II.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. como um todo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. e) I. brancas. III. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. II e III.Humanismo. Entretanto. como dizendo que dariam ouro por aquilo. É porque queres. do qual o trecho acima faz parte.) Entraram. Quinhentismo. obra de Camões. Nos saudosos campos do Mondego. Se dizem fero Amor. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. estava sentado em uma cadeira.” 12 Os Lusíadas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. “O Capitão. Naquele engano da alma ledo e cego. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. I. e aos pés uma alcatifa* por estrado. O episódio de Inês de Castro. d) Apenas II e III. d) retrata a beleza de Inês. Mas não fizeram sinal de cortesia.. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. posta em sossego. c) Apenas I e II.31. (.. e lançou-as ao pescoço. puro amor. Tuas aras banhar em sangue humano. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. linda Inês. Aos montes ensinando e às ervinhas.

muito grande. 1998. Por isso vos canta. Douglas. 5. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. 5. adição.33. São Paulo. Estudos de Língua e Literatura. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. lume: luz. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Estudos de Língua e Literatura.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. In: TUFANO. acréscimo.E. isso bastaria.Humanismo. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. infindas. querendo-a aproveitar. José de. Vossa santa vinda O diabo espanta. Moderna. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. São Paulo. Douglas. In: TUFANO. muito numeroso. E em tal maneira é graciosa que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por bem das águas que tem. Quinhentismo. acrescentamento – aumento. Com prazer. ANCHIETA. 1) “Águas são muitas. Poesia. Porém. ed. em 1498.” Vocabulário: folgar: alegrar. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. o povo. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. U. 1998. Barroco e Arcadismo Avançar . dar-seá nela tudo. orientação. De Jesus querida. a saber. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. ed. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. acrescentamento da nossa santa fé. Moderna. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama.

FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. Barroco e Arcadismo Avançar . c) apenas I. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). as reais intenções de expansão do comércio. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. emprega a ordem direta. desse modo. III. Nos dois excertos. Nos dois excertos. O demo a viver se exponha. Nos dois excertos. honra. refere-se à cidade de São Paulo. O poema I. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. vergonha. Numa cidade onde falta Verdade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por bem das águas que tem”). 34. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. Evidenciam-se. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). a soma das alternativas corretas. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. e) todas. dar-se-á nela tudo. 08. II. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. No segundo. Gregório de. II. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. V. 16. V. Quinhentismo. informando sobre a natureza. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. d) apenas I. documentando o processo de conquista e colonização. IV. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. E em tal maneira é graciosa que. 1990. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. No primeiro excerto. II. o índio. moral e cristã. enfatiza as idéias opostas.14 01. infindas. por bem das águas que tem”). V. Então. portanto. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. as obras dos jesuítas aparecem. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. já conhecida dos portugueses. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. Dê. Que mais por sua desonra? Honra. Por mais que a fama a exalta. Rio de Janeiro: Record. emprega a gradação. confirmando. denominado “ciclo dos descobrimentos”. igualmente ricas de informações. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. querendo-a aproveitar. IV. 04. b) apenas I.” MATOS. No primeiro. IV. ao mesmo tempo. III. catequizar os índios. como resposta. V. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava.Humanismo. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. No segundo excerto. não se pode falar em literatura no Brasil. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. 02. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo.

Ver-se-ão ermas e solitárias. no sentido de salvação da alma. enfermeiras. Quinhentismo. U. Os moradores do parque. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. c) F – V – F. a urbanização baterá às portas da reserva. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. usa “salvação” no sentido religioso. alimentados a peixe moqueado com biju. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . seu nome à característica presente nessa obra. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. acabar-se-á o culto divino. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil.F. e que as não pisa a devoção dos fiéis. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. pois ambos destacam. que já começava a destruir as igrejas da cidade.” GABARITO 37. ou seja. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas.F. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. 36. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. em suas composições. biólogas e engenheiros agrônomos.Humanismo. sempre que o choque ocorreu. motivos árcades. a fim de salvar o país da invasão holandesa. e) F – V – V.35. dependerão de produtos fabricados pelo branco. mingau de amendoim e frutas. Falam baixo. e) dirige-se ao rei de Portugal. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. do Padre Antonio Vieira. Neste canto do Brasil. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. cada vez mais. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. associando. d) V – F – V. “Eles não usam barba. porque não há quem venha à solenidade. o mais forte sobrepujou o mais fraco. Quase sempre de forma violenta. A seqüência correta é: a) F – F – V. U. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. pedagogos. de converter o índio à fé católica. corretamente. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. elas têm cabelos compridos e tranças. nascerá erva nas igrejas. médicos. Esguios. In: Veja. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. Em todos os momentos da humanidade.F. quase três séculos depois. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. Passará um dia de Natal. em 1640. Assinale a alternativa que identifica esse autor. e não haverá memória de vosso nascimento. várias vezes. despojados os templos e derrubados os altares. vindos de diversas regiões brasileiras. U. passará a Quaresma e a Semana Santa. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. Do Xingu. apresenta.” FERRAZ. como costumava em semelhantes dias. Senhor. Barroco e Arcadismo Avançar . As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. Silvio. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. como nos campos. 30 de junho de 1999. não haverá quem entre nelas. b) V – V – F. nele.

cobre o dia. nascendo cá. e) Lindóia. c) gradação. a mariposa. Vos tenho a perdoar mais empenhado. a luz lhe enfada. A esse cede amor em mil ternezas. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. b) antítese. a Eneida e Os Lusíadas. Primaz da Cafraria do Pegu.F.38. Se bem rei mais propício. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. Voltar Língua Portuguesa . 16 Sobe ao sol. U. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. Da vossa alta clemência me despido. como a Odisséia. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. a névoa. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. confiada. A exaltação. Que ele estrelas desterra em régio estado. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. por densa. acentuando seu caráter bárbaro.E. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. e) prosopopéia. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. por lustrosa. d) onomatopéia. Governador do Rio de Janeiro. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. por ser do Açu. (Gregório de Matos) b) Temerária. Que sem ser do Pequim. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. soberba. 39. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. utiliza uma: a) ironia. Quinhentismo. de Basílio da Gama. e mais amado. Em régio estado não desterras flores. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. única figura feminina do poema. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. bonzo bramá. mas não porque hei pecado.Humanismo. U. (Gregório de Matos) 40. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. Por altiva. Barroco e Arcadismo Avançar . (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. Quer ser filho do sol. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica.

Em tristes sombras morre a formosura.. considere as afirmações abaixo: I. como o Sol. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. Começa o mundo enfim pela ignorância. cuja última firmeza é a inconstância. Porém. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. está fazendo referência à pureza primordial da infância. Esse é um soneto oitocentista. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. III. Em contínuas tristezas a alegria. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. ali. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. e na Luz falte a firmeza. diante do curso seguido pelas forças naturais. A respeito de tais afirmações. b) somente II está correta. e) O poema toca também na questão da inocência. luz/sombra. Barroco e Arcadismo Avançar . esconder-se nos próprios sofrimentos. tais como o findar do dia e o início da noite. 42. nas sombras da noite.Humanismo. não sabe retê-la. E na alegria sinta-se tristeza. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) somente III está correta. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). Quinhentismo. d) somente I e III estão corretas. e não dura mais que um dia. Há nele um jogo simétrico de contrastes. II. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. Na formosura não se dê constância. dia/noite. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. por um lado. 17 41. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas.” Gregório de Matos. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. pois. GABARITO e) todas estão corretas. “alegria” e “firmeza”. tristeza/alegria. etc. deve-se dizer que: a) somente I está correta. preferindo. que cumpre os padrões da forma fixa. ao vivenciar a alegria. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. que são: rimas ricas. se acaba o Sol. na tristeza. que se opõe à degradação dos bens materiais. Depois da Lua se segue a noite escura. que compõem a figura da antítese. se desfrutem as alegrias e. a formosura do dia. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. de outro. e por “constância”. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua.

perfumes e sensações táteis. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. e) Fernando Sabino. Barroco e Arcadismo Avançar . 47. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. das janelas vejo ao perto jardins. b) texto curto. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. Primeiro que tudo vejo cavalos. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. 45. Deus me guie. b) uso constante da metáfora e da antítese. Se o que vestem os lacaios e os pajens. c) José de Alencar. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. e. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. a risco de quebrar. liteiras e coches. enfim. onde das casas dos pequenos não se faz caso. b) Gregório de Matos. ou fora dele. haviam de verter sangue. vejo todo o palácio e também o oratório. uns com libré. c) Arcadismo. outros sem ela. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. d) soneto com versos decassílabos. e) segundo o autor. e as sedas se se espremeram. a quem não fazíeis a féria. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. vejo baixelas. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. d) Realismo. e ao longe quintas.Humanismo. vejo jóias. vejo criados de diversos calibres. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. que o ouro e a prata derretidos. e) Romantismo. Padre Vieira. FEI-SP O autor do texto. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. se queriam ir buscar a vida a outra parte. 44. como se há de ver a fé. ou no Reino. vejo galas. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. os prendíeis e obrigáveis por força. e) utilização de muitas frases interrogativas. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. 46. b) Trovadorismo. d) Carlos Drummond de Andrade. as jóias e as baixelas. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. Quinhentismo.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. nem têm nome de casas. mas não vejo a fé. parte por parte. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres.

Que é do Mundo o regalo mais mimoso. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Como maiores são. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Tem o terceiro A. no açúcar deleitoso. d) provocar fortes emoções em seu público. e são sadias. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. Música do Parnasso. Rio de Janeiro: INL. característica do estilo barroco. p. no final. sempre ledos. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. e) confundir seus ouvintes. b) convencer e ensinar o seu público. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto.” 19 OLIVEIRA. E nas folhas parecem. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. todavia. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. e gosto preparado. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Quinhentismo. E têm sempre a vantagem de maiores. 127-135. Barroco e Arcadismo Avançar . Ares. para recolhê-las num só verso. 1953. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Manuel Botelho de. E para preferir a toda a terra. e melhores. Tem o segundo A. Em si perfeitos quatro AA encerra. O quarto A. nas águas frias. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos.48. Mais que as da Europa doces. E nesta maioria. têm mais valia. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . VUNESP A técnica de disseminação e recolha.Humanismo. Um exame atento desse procedimento no poema revela. E são tão deleitosas. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Açúcar. Tomo I. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. Tem o primeiro A. Que refrescam o peito. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Que o têm clarificado nos seus gomos. todas azedas. Águas. Que dão a Portugal muitos ciúmes. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. As fruitas se produzem copiosas. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Que como junto ao mar o sítio é posto. GABARITO 49. Desterrando do Inverno os desfavores. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância.

c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. Não sabe. b 23. ingenuamente. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. a 13. c 15. colaborando. e 19. 04 27. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). F – V – F – F 8. a 24. b 26. e 6. b 18. a 4. Quinhentismo.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . c 12. b 25. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. mas o encontro com o ermitão. c 31. F – F – F – V 3. V – F – V – F – F 2. Q U IN H E N T IS M O . e 14. c 17. c 21. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na cena final. e 29. e por não ter conhecimento dessa traição. a decadente sociedade portuguesa.Humanismo. F – F – V – V – V 11. 16. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. a 10. F – V – F – V – F – F 7. 18 20. c 22. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. e 5. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. para o qual ela se encaminha. Barroco e Arcadismo Avançar . em sua fala. na vida privada. d 30. é um encontro adúltero. d 28. O marido de Inês. para ser traído por ela. a 9.

a 42. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. nas águas frias. e 39.Humanismo. b) Como se trata de um poema. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. Ou ainda.2 IMPRIMIR GABARITO 32. a 44. b 46. 24 34. ou seja. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. retomou os elementos assimetricamente. (…) O quarto A. c 43. Voltar Língua Portuguesa . e 36. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. a 37. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. e 33. c 41. b 38. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. Quinhentismo. d 45. c 48. e 47. b 35. b 49. e 40. Barroco e Arcadismo Avançar .

1998. da fantasia.d. (. onde bela se mirava. A Literatura Brasileira através de textos. Massaud. Leva-a do seu torrão. s. p. ( ) Na história da literatura brasileira. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. Alencar opõe.Romantismo Avançar . a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. não. ou calem-se como lhes aprouver. Censurem. Benção Paterna. In: MOISÉS. a pêra. 21. metonimicamente. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. não!’” GABARITO DIAS. 135-6. Voltar Língua Portuguesa . a manga.. São Paulo: Melhoramentos. In: Sonhos de Ouro. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. te amarei constante ‘Mas não me deixes. b) amor incondicional ao outro.) O povo que chupa o caju. como a fruta que nos mandam em lata. Límpido ou turvo. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. Gonçalves. e sempre embalde: ‘Ai. não se constranjam. ilustres e não ilustres representantes da crítica. não me deixes. não!’ E a corrente passava. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. não me deixes. 1 1.. novas águas Após as outras vão. o damasco e a nêspera?” ALENCAR.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. ‘Ai. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. F. A corrente impiedosa a flor enleia. d) exaltação do sonho. rev.. e aum. piquem. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. São Paulo: Cultrix. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. c) supervalorização da natureza. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. por meio das frutas. ed. ( ) No segundo parágrafo. o cambucá e a jabuticaba. não me deixes. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. José de. “Portanto. Quase a lamber o chão. Texto para as questões 2 e 3.. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. IMPRIMIR 2. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste.

no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes.3. Minha febre noturna delirando. Se a ti ergui meus olhos suspirando!... que eu assim resista À dor imensa. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. Meus ais. imaginação criadora e amor à natureza. 04. como resposta. 08. 6. adoro a tua formosura. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. c) “Nesta triste masmorra”. U.F. escapismo e subjetivismo. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. c) No poema de Álvares de Azevedo. visão de meus amores Perdoa-me. apresenta como características: 01.Romantismo Avançar .” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. d) Em ambos os poemas. 5. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 02. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. extremoso. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. Amor na minha idéia te retrata. naturalismo e pitoresco. b) No poema de Gonzaga. não.E. Dê. GABARITO 4.. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. U. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. nacionalismo e religiosidade. U. 16. a soma das alternativas corretas.” Álvares de Azevedo. em seus diversos momentos. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira.. busca.” Tomás Antônio Gonzaga. F.F. inda. socialismo e ilogismo. visão dos meus amores. Marília. como recurso estilístico. de um semi-vivo corpo sepultura. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. que me cerca e mata. 2 “Perdoa-me.

depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. e) I.. II. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. IV. mísero atleta! Hoje.. Vão três pálidas virgens.. meu irmão! Eu sou a Morte. Quem no teu nome a escuridão projeta. III. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. b) ufanismo. PUC-RS Pela análise das afirmativas.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. com a fome e com a morte. Suspende em meio o hino augusto e forte. irmão! Eu sou a Indiferença. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. Fui eu que te vesti do meu sudário. II. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. c) nacionalismo..... d) futurismo. ‘Saúde. c) II e IV. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. d) III e IV.. ler o texto que segue.. O teu mísero pão. Idealiza a função do poeta. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. 7. meu irmão! Eu sou a Fome. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. sobre o texto... Sou eu quem o teu negro pão consome.. III e IV. I.. amanhã.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. ‘Saúde. 8. analisar as afirmativas que seguem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Que vais fazer tão triste e solitário?. b) II e III. depois. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa... Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. uma vez que esta ultrapassa a condição humana... e) condoreirismo.Romantismo Avançar .

Jatir. Jatir. d) Apesar da intensa presença da natureza. recebida principalmente de Camões. Onde o frouxo luar brinca entre flores. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Brilha a lua no céu. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. lago ou terra. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. “vales”. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. Vai seguindo após ti meu pensamento.Romantismo Avançar . Outro amor nunca tive: és meu. os aspectos marcantes do Arcadismo. Já nos cimos do bosque rumoreja. como estas flores. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. movendo as folhas. pela presença dos elementos mitológicos. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. Sejam vales ou montes. Não sentiram meus lábios outros lábios. ou dia ou noite. Já solta o bogari mais doce aroma. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. e) Mesmo sendo romântico. “Leito de folhas verdes Por que tardas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nem outras mãos. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. há pouco. para expressar o amor por meio da espera. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Também meu coração. 4 GABARITO 9. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. No silêncio da noite o bosque exala. notam-se ainda no poema. como estas preces. Correm perfumes no correr da brisa. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. não mais. tais como “luar”. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor.Texto para a questão 9. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. Do tamarindo a flor abriu-se. “bosque” e “perfumes”. Onde quer que tu vás. brilham estrelas.

d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. e) “O maravilhoso. devido aos exageros do eu-lírico.. alheia ao eu-lírico. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. É o que se pode verificar quando se lêem. 11. uma Ilídia Brasileira.” (José de Alencar). Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. para os itens verdadeiros. dignos de alta expressão literária. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade.” (Gonçalves de Magalhães). 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) Ressurreição e O Navio Negreiro.F. o marginal e o burguês. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais..Juca Pirama e O Guarani. 12. para os falsos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos.10.” (Ferdinand Denis). U. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. 14. tão necessário à poesia. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. independência e as terras que ocupavam. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. e) I . d) O Mulato e Canção do Exílio. respectivamente. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. de Maria da Glória e da cortesã. mulheres feiticeiras. UFSE No período romântico brasileiro. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. foi trabalhar a dualidade. realçando seus preceitos e preconceitos.Romantismo Avançar . b) Quincas Borba e Os Escravos. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. e F. UEGO Assinale V. 13. Lúcia. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. buscando nelas aspectos heróicos. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. dos dois autores citados. um gênesis americano. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. O romance Lucíola. c) “Imaginei um poema.” (Machado de Assis). UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. sapos e jacarés sem conta: enfim.” (Gonçalves Dias). uma criação recriada. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.

.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos... d) Apenas II e III.. do silêncio ou vozes.... de tudo.... UFRS Leia o texto abaixo. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.15......... da sombra.) O véu da noite me atormenta em dores.. Se assentou sobre o grande jirau... “Tenho medo de mim...Romantismo Avançar ... é um tema dominante na poesia . “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. .. a mulher é freqüentemente .. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. Da luz.. quando fala. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. de ti. c) Apenas I e II. II e III. excita o pasmo. do chorar das fontes.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... As paixões vivifica. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. (. nela....) Se é vate quem dos povos.... UFRS Leia o texto abaixo. de cunho romântico no Brasil.. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima....... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. Das horas longas a correr velozes..” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. dono de uma sensibilidade extraordinária. Das folhas secas. E a velhinha.” (Laurindo Rabelo) III. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.. I..” (Bernardo Guimarães) II. b) Apenas II... e) I. (.. que usa .” 6 Dos exemplos citados abaixo.... A luz da aurora me intumesce os seios. rainha da festa.. sob o olhar apaixonado do poeta....

as flores. vinga. não atingiu seu intento. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. o último uma religião. Diogo / Peri. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. e) Alencar. o cristão tornara às praias do mar. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. 18. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros.Romantismo Avançar . trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. …………… adorava. 1994. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. O Guarani. Diogo. achando boa terra e fresca a sombra. Passava os já tão breves. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. FUVEST-SP “Assim. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. Texto para as questões 19 e 20. porém nunca se valeu da composição regionalista e. b) juntamente com Diva e Iracema. Lúcia Camargo que. buscava. p. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. Iracema. Mantida a seqüência. na praia. mas embalde. …………… amava. para tudo murchar. Diogo. filho da serra. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. Alencar revela traços realistas. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. o outro uma paixão. José de. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. agora longos sóis. José de. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. sentia-se no ermo. arrependido. é desfeito. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. b) Loredano / Álvaro / Peri. através da Senhora. Como o imbu na várzea. 56. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. cheia de grandes desejos e nobres ambições. leva-as a brisa.” ALENCAR. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. numa tentativa de representar por completo o Brasil. Diogo / Peri. escreveu romances indianistas e urbanos. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. Mas basta um sopro do mar. Neste excerto de O Guarani. e a alegria voltou a habitar em sua alma. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. e) Loredano / D. c) Loredano / Peri / D. “Logo após a vitória. mas o casamento. …………… desejava.17. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. d) Álvaro / D. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. São Paulo: Scipione. após ser abandonada por Fernando Seixas. d) Fernando. já comprometido. O imbu. As folhas lastram o chão. assim. após o casamento.

02. já que a primeira dá idéia de concretude. para ambos. existe uma explicação adequada em: 01. de abstração do sentimento amoroso.. 04. a soma das alternativas corretas.. O trecho “os já tão breves. à chegada do inverno e à volta do esposo. UFF-RJ Na literatura. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. Dê. como resposta. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. 20. se tens pena De quem morre por ti. a soma das alternativas corretas..19. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. a firmeza de permanecer em terra estranha.Romantismo Avançar . UFBA Com relação à linguagem. 04. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. Dê. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. ambas com função revitalizadora. 32. Angélica na cara! Isso é ser flor. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. Em quem. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . pálida virgem. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. 64. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 08. Dá vida em teu alento à minha vida. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. frágil e inatingível. 16. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. 08. 64. como heróis ou como vilões. senão em vós se uniformara. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . feijão-roxinho. enquanto a segunda. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. 32. respectivamente. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. 21. molho de batatinhas. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. 16. respectivamente. e morre amando. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome.. como resposta. Mas cantava. 02. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam.

é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 23. por isso tomara todas essas precauções. UFRS Considere as afirmações abaixo. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. d) Apenas II e III. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. c) Apenas I e II. de canela. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. referentes ao romance romântico no Brasil. de Bernardo Guimarães. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. Quais estão corretas? a) Apenas I. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. de Joaquim Manuel de Macedo. urataí e outras árvores aromáticas. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. I. e sugasse uma gota desse sangue precioso. antes de partir.” 9 GABARITO 24. de Manuel Antônio de Almeida. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. FEI-SP Sobre o romance. “O índio. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. 25. II e III.22. é mestiça. porém. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. e) I. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. b) Apenas II.Romantismo Avançar . b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. na sua apresentação inicial. II. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. e) Gonçalves Dias. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. A Moreninha. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. e sobretudo os répteis. A heroína de A Escrava Isaura. III. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. b) Álvares de Azevedo. o rio de um lado. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. c) José Lins do Rego. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. d) José de Alencar. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. é a novela picaresca espanhola.

mas o seu procedimento o indignava. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. e até pareceu esquecer a sua observação. d) Castro Alves. e) Olavo Bilac. II. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. o papel da mulher fraca. desde que mo deu. fatal. A mim basta-me o seu amor. na narrativa. valentia e brio. Fernando disfarçou. revoltou-se contra si próprio. d) poemas épicos. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. não lhe pedi nada mais. Uma noite porém. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. b) romance regionalista. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. a) somente I está correta. sem força de vontade. típico desfecho da narrativa romântica. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis.” ALENCAR. FEI-SP Em O Guarani. b) Gonçalves Dias. especialmente para uma das gerações do Romantismo). com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. b) somente III está correta. desempenha. 104-6. é correto afirmar que: I. In: Vô imbolá. p. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. em que Seixas se mostrara mais preocupado. c) Casimiro de Abreu. José de. 1999. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. enquanto romântica. e) A obra apresenta o final feliz. enfocados como pessoas comuns. c) I e II estão corretas. Voltar Língua Portuguesa . Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. c) romance indianista. b) Aurélia Camargo. e) II e III estão corretas. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. Em sua música “Maldição”. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. 28.26. a moça não insistiu. 27.Romantismo Avançar . Essa tendência é típica do: a) romance urbano. 1992. c) A obra. já lho disse uma vez. e inquiriu do motivo. Fernando. quanto à relação amorosa. e) poemas históricos. São Paulo: FTD. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. vê com naturalidade o casamento de conveniência. GABARITO 29. Zeca. III. eu lha restituo. d) I e III estão corretas. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. Senhora: perfil de mulher.

temendo roçar os seus vestidos. E. No arco que entesa Tem certa uma presa.” DIAS. sem ousar dizer que amamos. Cultrix. Viver é lutar. Amá-la. inspiração em elementos nacionais. 31. b) Realismo. sem que se veja. Gonçalves. revelando uma visão pessimista da vida. b) forte subjetivismo. As armas ensaia. fragueiro. “Não chores. E pois que és meu filho. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. valorizando o idioma nacional. Só pode exaltar. c) Modernismo. especialmente nos índios e em sua civilização. junto à natureza. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Que os fortes. p. Viver é lutar. e) Romantismo. Só teme fugir. São Paulo. Quer seja tapuia. Voltar Língua Portuguesa . A vida é combate Que os fracos abate. Poemas de Gonçalves Dias. Se o duro combate Os fracos abate. c) idealização do amor. Tamoio nasceste. através do sentimento nativista. d) realização de poemas lírico-amorosos. Condor ou tapir. 1959. Sê duro guerreiro Robusto. [s/d]. aos bravos. os bravos. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. e desse amor se morre!” DIAS. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. meu filho. e) idealização da mulher. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. Segui-la. 372. d) Naturalismo. Meus brios reveste. Não chores. sem lhe ouvir. Poesia Completa. seus pensamentos. UFF-RJ As estrofes abaixo. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. a quem se adora. partes do poema Canção do Tamoio. Gonçalves. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Aos fortes. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. que a vida É luta renhida. conduzindo o eu-lírico à depressão. Penetra na vida: Pesada ou querida. Só pode exaltar. a) Barroco.30. sem poder fitar seus olhos.Romantismo Avançar . transcendendo os limites da vida física.. Compr’ender. Valente serás.

.Romantismo Avançar . No romance . 01.. que se apaixona pela bela sertaneja. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.. Pereira enaltece a fartura do Brasil. UFRS Leia o texto abaixo. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. tal como em Iracema e em O Guarani. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. a partir daí. c) Apenas I e II. e) Senhora – adolescente – ascensão social. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. à míngua.. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física.. Segundo Pereira: “Ih.. palco da história do amor de Inocência e Meyer.. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim... são destruídos. b) Apenas II. representante dos valores lusitanos. Em O Guarani e Iracema. d) Apenas II e III. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro.. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. na certeza de que serão vingadas.32.. 33. 02.. durante o inverno europeu. quanto os Aimorés. mulheres numa casa... mais precisamente no Rio de Janeiro. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. de José de Alencar........ c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. Quais estão corretas? a) Apenas I. De acordo com a narrativa. um processo gradativo de . 34. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. II. independente do julgo da metrópole portuguesa. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema.. em especial a francesa.. Em O Guarani.. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. uma . II e III. pode pôr a perder a honra familiar.... 08... experimentando. Durante um almoço. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. em contraste com a vida na corte. uma vez que. e) I. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. por obra de qualquer descuido.. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. do Visconde de Taunay. que retratam o lado negativo da terra americana. o homem branco por quem se apaixonara.. Em Iracema. meu Deus.. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. sob a influência das culturas européias.. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo.. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. III. sinônimo dos recursos naturais do Brasil.. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. I....” 04...... tanto a casa de Mariz. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).... ela é motivo de constante preocupação para o pai. de José de Alencar. Unicamp-SP Em Ubirajara. é coisa de meter medo... misturam-se cenas da Guerra do Paraguai.São redomas de vidro que tudo pode quebrar.

Ao tratar desse tema. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. aos oito anos ia eu para a escola. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. não. Mas. 38. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. GABARITO 39. Obras completas. 37. p. UFPR Sobre o romance Senhora. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. 1965. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. e ao desprender-me das faixas infantis. os costumes. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. 13 “Nasci no campo. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. O autor valeu-se de uma narrativa. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. mas divididos por razões econômicas. Rio de Janeiro: Edição de Ouro.” ABREU. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. os campos e as matas. não queria... vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. Aqui. com suas palavras. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. UFRJ Associado ao tema da infância. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. ligado por laços afetivos sinceros. nada. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. Está correto somente o que se afirma em: a) I. ( ) Até o final do romance. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. III. e) II e III. não. d) I e II.36. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. onde se morre abafado. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. é correto afirmar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não foi na cidade. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. infante ainda. de José de Alencar. ( ) Heroína romântica. e. Para responder às questões 37 e 38. possa encontrar sua felicidade.. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. foi ao ar livre. b) II. com suas palavras. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias.Romantismo Avançar . ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. de José de Alencar: I. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. II. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas.. Casimiro de. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). c) III. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. a personalidade. 203. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. ao saltar do berço. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta.

por isso. 08. 32. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. O tom confidencial da narrativa. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. transcorre no século XVII. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. como também as relações do homem com essa mesma natureza. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. no cap. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. o anão que vigia Inocência o tempo todo. 64. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). nele. b) Aurélia Camargo. 02. Inocência é noiva de Manecão. no entanto. 04. quitação. A ação do romance. de tendência sertanista. compra-o e ele contumaz caça-dote. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. 16. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. como resposta.Romantismo Avançar . 16. apaixona-se por Cirino. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. como resposta. é correto afirmar que: 01. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. é a do casamento. o amor tudo vence. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. Pereira.40. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. 41. é um romance regionalista. A jovem. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. Dê. a soma das alternativas corretas. com final feliz. salva Peri da morte. Dê. porque. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. em termos históricos. 08. de José de Alencar. mas. a soma das alternativas corretas. Considerando a obra como um todo. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. 02. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. preterida por Fernando Seixas. Tico. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. intitulado “Loura e Morena”. V. 42. por promessa de seu pai. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. como um bálsamo poderoso. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. UFMS Sobre o romance Inocência. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. reforça a grandeza do índio Peri. focalizado em primeira pessoa. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. 01. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. 04. resgate. posse. de desigualdade econômica. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. de Visconde de Taunay. em oposição à vilania e à maldade. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas.

que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. barca de granito.. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. em que o homem é apenas um simples comparsa.. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. 10. ler o texto que segue. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Cefet-RJ “Iracema. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. 1998. temos uma das formas significativas do nacionalismo. Nas ondas da escravidão. “(. romântica e exaltada.. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. d) bucolismo neoclassicista. Iracema. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) São versos típicos de uma poesia que.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. 125. século XIX. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior.” ALENCAR. b) sentimentalismo realista. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna.Romantismo Avançar . sublime artista. São Paulo: Scipione.’” NICOLA. onde campeava sua guerreira tribo. e) nativismo modernista. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. (. José de. E provocaste a rajada. São Paulo: Scipione..) pertencia a D.43.) A habitação (. c) romantismo indianista. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. p. No texto de José de Alencar... da grande nação tabajara. p. mal roçando. Mais rápida que a ema selvagem. a virgem dos lábios de mel. José de. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. O favo da jati não era doce como o seu sorriso.. e mais longos que seu talhe de palmeira. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. 1994. 15 44. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. c) Essa estrofe é uma oitava. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. O pé grácil e nu. No ano da graça de 1604. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século.. Antônio de Mariz. (. “Após a independência. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Entretanto. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos..

(…)” AZEVEDO. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra .. Álvares de... 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa.. o poder e a audácia dos novos habitantes....... b) a dispersão do eu-lírico. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.. .. de Cecília. por exemplo....” Memórias de um sargento de milícias. O Lamartine É monótono e belo como a noite. da ideologia dominante. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. Lira dos vinte anos..... Vem tu agora. A personagem referida. à cultura europeizada por que passa Peri..... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”).... que é a protagonista da obra. Fantástico alemão.. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46... como se pode observar. própria da ironia romântica... Tem na lira do gênio uma só corda.. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. Se pranteia por Deus de amor suspira.. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. de José de Alencar. Com base no texto acima.... 48. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa....... PUC-RS A obra em questão .. exprime-se na métrica irregular dos versos... o passado histórico por meio de uma visão .... muito respeitados pela segunda geração romântica. nele.. em relação ao processo de . através da fundação daquela que se tornaria a sua capital... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza..45.. Basta de Shakespeare. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira......Romantismo Avançar . Parece-me que vou perdendo o gosto. de Manuel Antônio de Almeida.. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca............. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.. .. é correto afirmar que. d) Escrito na época do Romantismo.. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião. GABARITO 47. foi o primeiro escrito no Brasil...... Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida.. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias..

e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal..... p. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. condenados à morte.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas..... contra a vontade deles.. 51.. c) seria arquitetada por colonos degradados. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares... mas que eram movidas pela ganância. em obras como .. bem como criou romances de tendência . que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. José de Alencar retratou. era o ataque aos senhores da terra... que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. 50. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis.... ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. contextos e temáticas urbanas. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem.. a) A Moreninha – realista – desigualdade... c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. 4º trim. convertendo os índios. 1867.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. sem que a sua vontade fosse consultada. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. b) insere-se no contexto do Romantismo. . d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado... b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral.. condenados à morte ou espíritos baixos.. 274.. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. cometera a violência de arrancar de suas terras..” DIAS.... como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.. eram colonos degradados. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. a dois índios... Gonçalves.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. que alegavam razões religiosas para seus atos. à liberdade dos índios. e) seria causada pelos condenados à morte. 17 49.Romantismo Avançar . A preocupação em retratar a . e) Lúciola – regionalista – diversidade... apesar do tom artificial de alguns romances.... No texto.

“Minha terra tem palmeiras. Nosso céu tem mais estrelas. A teus raios divinos me abandono. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. é um anti-herói. Nossa vida mais amores. 53. 08. aproximando-a da estética realista. Onde canta o Sabiá. o compadre. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. 16. Nossas várzeas têm mais flores. a comadre. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. Leonardo. Nossos bosques têm mais vida.. UFRS Leia as estrofes seguintes. Neste excerto. (. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. desinteresse e tédio. Álvares de. Onde canta o Sabiá. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. 04.) Não permita Deus que eu morra.” AZEVEDO. b) tendência romântica ao misticismo. é correto afirmar que: 01.Romantismo Avançar . e) fuga romântica para o sonho. capazes de atos de bravura e coragem. o barbeiro. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. tornando a obra uma espécie de crônica da época. o personagem central. d) as estrelas e as flores. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. que previa heróis moralmente elevados. como resposta. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. Leonardo. por méritos próprios.52. contrariando as convenções literárias da época. “Luar de verão”. Não gorjeiam como lá. c) melancolia romântica. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. um aventureiro. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. Dê. a soma das alternativas corretas. que aqui gorjeiam. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. que mais tarde se casa com Vidinha e. João VI. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. comentando as ações dos personagens. 54. Lira dos vinte anos. mas revela. o Romantismo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Sem qu’inda aviste as palmeiras. referidas na segunda estrofe. torna-se sargento. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. Sem que eu volte para lá.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. d) aversão dos românticos à natureza. ó minha lua. 02. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. de imediato.. o personagem principal. As aves. destacando-se pela temática regionalista.

c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras.. Dirce.. de Gonçalves Dias. severos. e) força material do cotidiano. de Álvares de Azevedo. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. que. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. c) à temática romântica da nostalgia. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. nos ânimos fortes. b) à tendência romântica para a utopia. expressa num detalhismo quase realista. Condão de prodígios. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. a: a) idealização da amada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .55. b) projeção da própria morte. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. d) à vertente romântica indianista. Rio de Janeiro: Bloch.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores.Romantismo Avançar . e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico.F. solene e distante. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. São muitos seus filhos.)” DIAS. retratada como musa etérea.Juca-Pirama. p. 1969. sedentos de glória. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. São rudos. incorporando-as ao orgulho nacional. 57. U. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade.. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. 56. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico.. de glória e terror! (. In: RIEDEL. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. Já prélios incitam. c) sátira impiedosa. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. Cercadas de troncos – cobertos de flores. d) insegurança amorosa. revela-se um traço forte de sua poesia. já cantam vitória. I. Gonçalves. Literatura brasileira em curso. a um tempo temida e desejada. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão.

No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis.E. 04. Nos lábios frios comprimir chorando. como resposta. vida e morte. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. linguagem coloquial. exaltação da natureza. Não encheste minh’alma de ventura. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. a imagem da mulher amada. 16. Texto para a questão 60. de Gonçalves Dias. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. Quando louco. a) O idealismo. expressão de ideais românticos. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. No arco que entesa Tem certa uma presa. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. “onde eu pintara”. (…) GABARITO 60. Conforme os versos transcritos. Dê. Só teme fugir. “negro quadro”. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. 08. presentes no poema. ao menos. imaginação criadora. Condor – ave semelhante à águia. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. U. 20 59. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. a presença da morte. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U.Romantismo Avançar . de Castro Alves. E essas violetas inodoras. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. Quer seja tapuia. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. b) os índios estão em guerra contra os tapuias.F. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. b) Filiado ao Simbolismo. ideal mimoso. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. e) As marcas do erotismo. d) As referências ao universo da pintura. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. De bela adormecida. Não poderei na sepultura. criam efeitos sinestésicos. característica primordial do Romantismo. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. satanismo. a soma das alternativas corretas. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. “rompeu a tela”. Tapir – anta. murchas. tais como: ventura e tristeza. sedento e arquejante. 02.58. o sonho. Condor ou tapir.

A obra pode ser classificada como um romance de costumes. Tinir de ferros. Estreitou-se com a haste da palmeira. e considerando a obra como um todo. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho.” ALENCAR. e vivem situações idealizadas. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. na perspectiva do idealismo romântico. Em sangue a se banhar. U.. seja no espaço onde essas personagens circulam . d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. d) Alencar justifica. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. 64.representação de pessoas comuns. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. U. 04. autor. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. estalar do açoite.61. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro.F. UFMS Memórias de um sargento de milícias. as mulheres são devassas. o nascido do meu sofrimento. tradições e falas de pessoas simples. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. 63. 62. o mestiço povo brasileiro. 02. Dê. entre os anos de 1852 e 1853.. vulneráveis e desonestas. José de. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. de José de Alencar. (. a seu modo. a retidão de caráter. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. características da estética romântica.Romantismo Avançar . Iracema. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa.F. no romance. título da obra e período literário dos versos citados. seja no processo de construção das personagens . corretamente. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. 08. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. Voltar Língua Portuguesa . consciente da sua missão de gerar a nova raça. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. de Manuel Antônio de Almeida.a periferia do Rio de Janeiro. uma vez que registra traços dos hábitos.. a coragem e a fidelidade. Dentre as proposições abaixo.. como resposta.. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema.) – Tu és Moacir. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. dor e sofrimento..” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. 16. a soma das alternativas corretas.linguagem simples e direta -. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo.F. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. à elite de sua época. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. 01. seja no plano da forma . de baixa renda e seus dramas cotidianos -. A dor lacerou suas entranhas. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. U. As personagens do romance pertencem à classe dominante. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. Apresenta-se. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. sentindo que se lhe rompia o seio...

ainda. II. que. despreza o nacionalismo e o indianismo. Abri-o: era o de uma moça. ao contrário. e) Apenas I e III estão corretas. Idealiza figuras imaginárias. Desta forma. na economia e principalmente na educação dos jovens.. III. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados..65.. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. e após uma orgia.Romantismo Avançar . pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. o equilíbrio. mulheres incorpóreas ou virgens. por exemplo). mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. o amor platônico não é superado pelo amor físico. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. afirma-se: I. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. c) V – F – F – V. no 1º. o que leva ao efeito cômico desejado. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. da qual faz parte a peça O Noviço. as grinaldas da morte na fronte dela. Era uma defunta!. a) Apenas I está correta. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. eu ignoro por quê. rompido temporariamente. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. parágrafo. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época.” 22 Com relação ao fragmento acima. Pesava como chumbo. como o subjetivismo. 67. Saí.. naquela tez lívida e embaçada. eu achara abertas. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. direcionando-os para a vida religiosa. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. Acentua traços característicos da literatura romântica. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. Nessa obra. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. personagens que confirmam o amor inatingível. pode-se encontrar (Assinale V. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. Tematiza a morte. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto.. II e III estão corretas. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. o egocentrismo e o sentimentalismo. 66.. Assinale a alternativa correta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. o disfarce e o erro de identificação. para os itens verdadeiros. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite.. elas só o são aparentemente. o vidrento dos olhos mal-apertados. “Uma noite. b) V – V – F – F. em virtude da educação que recebera. a punição do violão. idealizado na literatura ultra-romântica. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. b) Apenas II e III estão corretas. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. d) F – V – V – F. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. c) I. Não sei se a noite era límpida ou negra. temas característicos da primeira geração romântica.. presente em grande parte da obra do autor. como o esconderijo. que se casa pelo dote. ( ) Nesta obra. Aquele branco da mortalha. d) Apenas I e II estão corretas.

que conduz à dor. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. a valorização de elementos ligados à natureza.. em poesia simples. com certeza. com desespero e pessimismo. Comparando os dois fragmentos. o desajustamento do indivíduo ao meio social.. e) no segundo. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. 16. U. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. como resposta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo.E. b) no segundo. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. Sobre o leito de flores reclinada. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. a soma das alternativas corretas.68. como: 01. a morte como alívio para o “mal-do-século”. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. o dolorido afã. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento.Romantismo Avançar . bucolicamente ingênua e inocente. d) no segundo. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. apesar de haver um tom de humor e sátira. 69. 04. podemos afirmar que. a) no primeiro. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. c) no primeiro. Como a lua por noite embalsamada. 02. a exaltação de sentimentos pessoais. 08. pastoril. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. Dê. “Se eu morresse amanhã. porém. à aflição e à busca da solidão.

70. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. 3 e 4 estiverem corretas. 3 e 4 estiverem corretas. a saudosista e a lírico-amorosa. assim. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. 71. UFRS Leia o texto abaixo. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. porque tudo é narrado de forma explícita.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente.Romantismo Avançar . põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. Quais estão corretas? a) Apenas I. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. como a exaltação do pitoresco nacional. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. de Manuel Antônio de Almeida. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. que deforma os encantos da mulher amada. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. e) I. no qual está inserido o primeiro habitante do País.F. II. c) Apenas III. 72. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. detectado no sentimentalismo exagerado. 4. podemos dizer que: 1. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. predomina uma sensibilidade plástica singular. O narrador. d) se 1. estabelecendo. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. 2. 24 GABARITO “Desta vez. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. numa representação quase sempre épica. fruto do negro e do branco. U. não é dizer que vieram de braço. como este último tinha querido quando foram para o Campo. e em lamentos melodramáticos. d) Apenas II e III. Luizinha e Leonardo. porém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. de José de Alencar. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. III. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. I. II e III. o índio. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. ( ) na poesia saudosista. ( ) na poesia lírico-amorosa. 3. c) se 2. embora o texto esteja em prosa. b) Apenas II. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. comparações sobre comparações. por saber quem é Leonardo. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. foram mais adiante do que isso.

a 29. 7. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. pois. a 19. e 23. 48. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. atribuem-se à infância traços negativos. 8. c 33. 40. 14. o índio brasileiro também tem suas tradições. 34. 39. 47. 06 a Não segue integralmente. a 27. 13. 41. a natureza é lugar paradisíaco. d 30. segue. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. d 22. As notas contribuem tratando o ritual. 43. e 26. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. 2. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 10. no último parágrafo. 45. 36. sua cultura. 49. 42. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 44. 15. 37. no texto. 4. 05 21. 9. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. Sim. 16. 23 20. mas com benevolência. Voltar Língua Portuguesa . b 18. já que. 11. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. 3. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. d 25. 12. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. e não européia. já que. a a) Como todo povo.Romantismo Avançar . a qual passa por diferentes estágios. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. c 28. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 5. d 24. não com o preconceito europeu. 46. c 32. e 31. 38. 6. de experiências positivas.

65. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 69. 70. 60. 56. 55.Romantismo Avançar . 52. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 68. 66. 72. 54. 57. 64. 58. 59. 67. 51.50. 61. 63. 71. 53.

Naquele engano da alma ledo e cego. Como se fora pérfida inimiga. obra de Camões. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. já velho e com um “saber só de experiência feito”. É porque queres. humanizando os versos. O episódio de Inês de Castro. legítima herdeira do trono de Portugal. c) III. d) retrata a beleza de Inês. O nome que no peito escrito tinhas. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Desse episódio. II. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. como um todo. áspero e tirano. posta em sossego.” 1 GABARITO Os Lusíadas. em Os Lusíadas: I. Entretanto. PUC-SP “Tu só. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. inserido em sua narrativa épica. Deste causa à molesta morte sua. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. De teus anos colhendo doce fruito. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. d) I e II. oferecem momentos em que o lirismo se expande. puro amor. Que a fortuna não deixa durar muito. Se dizem fero Amor. linda Inês. Está correto apenas o que se afirma em a) I. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. 2. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. Voltar Língua Portuguesa .LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. b) II. 3.Classicismo Avançar . FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. posta em sossego. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. do qual o trecho acima faz parte. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Tuas aras banhar em sangue humano. tu. III. e) I e III. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. que se contrapõe à solenidade do poema épico. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. De teus fermosos olhos nunca enxuito. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. Aos montes ensinando e às ervinhas. c) a manifestação de apego a Portugal. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. Nos saudosos campos do Mondego. Estavas.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 2.Classicismo Avançar . e 3.

As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). São Paulo). em geral. não devendo. O texto traz a opinião do articulista de Veja. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. diz o professor John Robert Schmitz. Está certo que os abusos beiram o ridículo.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. americano naturalizado brasileiro. No entanto. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. Para ilustrar essa tese. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. 86-7). que proíbe o uso de palavras estrangeiras. como resposta.” GABARITO Segundo o texto.Interpretação de texto II Avançar . estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. Dê. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. centros comerciais). Entre eles. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. a seguir. UFMS Apresentamos. ser multados. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. de uma cultura dominante. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. É normal que uma língua se nutra de outras. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). essa primazia pertence ao inglês.” Trecho 2: “Para os especialistas. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. (16) ao contrário dos lojistas. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. por isso. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. Agora. Até o início do século XX. p.

3. criando. a evolução das línguas. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. a soma das alternativas corretas. Dê.2. a expressão em negrito remete ao termo franceses. Dê. é um processo normal. através do intercâmbio com outras línguas. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. só então. serem incorporadas à escrita. (16) até o início do século XX. tendo sido. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. estão corretas. com isso. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. 47. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. como resposta. locuções novas. p. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. suplantado pelo inglês. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. certos modos de dizer. que não se pode impedir.Interpretação de texto II Avançar . (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua.” In: Crítica literária. a partir de então. como resposta. UFMS Veja. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. exceto: (01) a evolução de um idioma. portanto. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. que não vem explicitado no texto. UFMS Todas as proposições a seguir. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. com naturalidade. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. A este respeito a influência do povo é decisiva. agora. referentes aos trechos da questão 1. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. já explorada no texto acima. a soma das alternativas corretas. (02) para os especialistas. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. Há.

Transcreva uma frase em que o termo ocorre.” ZANINI. rio de [aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. rompe o asfalto. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. A durabilidade de tais ligações. Laércio. Façam completo silêncio. Garanto que uma flor nasceu. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . ônibus. Tudo porque o homem não aprende. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. no geral. Suas pétalas não se abrem. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. 5. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. nesse fato.4. em relação às mulheres. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. SP. real.Interpretação de texto II Avançar . posando com fêmeas muito mais jovens. Paulo de 30/08/2000. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. triste. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. esportivos e de poder. o tédio. meios artísticos. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. Garça. Seu nome não está nos livros. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. nos círculos milionários. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. Sua cor não se percebe. Duro. É feia. poder e dinheiro. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Mas é realmente uma flor.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. o nojo e o ódio. e muitas pela fama. paralisem os [negócios. um termo fortemente conotado. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. […] Furou o asfalto. Sublinhe o termo em questão na sua frase. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. bondes. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. Pior ainda. mas certas situações que levam a isso estão aí. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. Há milênios.

b) “tornaram as leis antiquadas”. redefiniram os locais de trabalho.” Jornal do Brasil. com base no texto. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. a) No texto acima. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. reformularam a economia.Interpretação de texto II Avançar . “A explosão dos computadores pessoais. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. revoluções não são sutis. Fuvest-SP No texto. 13/02/96. c) “reformularam a economia”. GABARITO 7. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. Tornaram as leis antiquadas. diante de telas de computadores. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário.6. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) “redefiniram os locais de trabalho”. d) o caráter radical das revoluções. c) a natureza precária das revoluções. enquanto o CD-Rom trabalha. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. 4 Texto para as questões 7 e 8. Nicholas Negroponte. reordenaram prioridades. 12/10/2000. durante longos períodos de tempo. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal.” O Estado de S. 8. Transcreva pelo menos três. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. e) o traço progressista das revoluções. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. as ‘infovias’. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. Paulo. e) “desafiaram constituições”. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. diz o professor do MIT. desafiaram constituições.

Dessa forma. 13/12/99. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. apesar de gostar de homens de verdade. O design é compacto. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. Voltar Língua Portuguesa . Dê.Interpretação de texto II Avançar . “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. que acaba comprando gato por lebre. como conteúdos pressupostos. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. ludibriando involuntariamente o consumidor. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. Tem carroceria 100% galvanizada. É o maldito sapatinho que não serve para você. a valorização dos calçados anunciados. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. 12 anos de garantia anticorrosão. 53 (com adaptações). motor com 5 válvulas por cilindro. ( ) No trecho final.” Caras.” Época. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. XYZ. portanto. a mensagem do anúncio estaria preservada. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. por isso. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. 10. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. por oposição. 15/9/00. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal.9. pois ludibriam o cliente. para um segmento específico da sociedade. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). leia o anúncio que se segue. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. freios ABS de 5ª geração. a soma das alternativas corretas. e. entretanto. como resposta. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. também conhecido como Cinderela. não se voltando. ar-condicionado inteligente. p. Mas a tecnologia é imensa. nº 82. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. Tendo em vista essa observação. Há. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. Todavia. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário.

F. em que não faltam. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. a transformação de notícias em narrativas. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. estão corretas a) todas as afirmações. VI. p. F. o filho dela. que fica na mesma rua. Nessa hora. Quando sacaram que pintou sujeira. 230. julho de 1998. ajudada pelo amante. d) Atualmente. Ana Rosa Ferreira. cit. no discurso jornalístico em questão. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. 27.)’. Atena.91. detonando três pipocos em Cícero. quando acontece empate em julgamento. 07. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. d) I. 6. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro.91. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. Aí. IV e VI. da Universidade de São Paulo.” GABARITO NP.Interpretação de texto II Avançar . op. fugiram.07. uma tendência para a hipérbole. 5. Egisto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. para resolver os pepinos em tempo. apud. Texto 3 “Liberado pelos médicos. marcas de oralidade. cit. 4. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. III. Para julgar o crime. pode-se dizer que. .35. op. predomina I. p. A tragédia de Ésquilo. O cara morreu na hora. para melhor se aproximar da língua padrão. Christi estava tirando seu Santana da garagem. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. F. dado pelo presidente de um tribunal. na Antigüidade. apud. apud DIAS. assassina o marido. c) somente I e IV. projetou o mito muito além da sua época. V. passou para outras civilizações. 2 F. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). III. 12. e) I.C. IV e V. 24. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria.” Superinteressante. Orestes.91. Quanto às afirmações anteriores.91. IV. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. U. Clitemnestra. em Atenas). perceptível em nível morfológico. II. Nessa tragédia. inclusive.C. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. apud. Agamênon. III. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. 298. ou de linguagem popular e técnica. que inventou a expressão.11. op. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. 339.07. II.07. a empresa está informatizando todo o seu sistema.456 a. uma preocupação de fundo metalingüístico.07. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. Segundo os soldados. p. p. 27. b) somente III e IV. II.” NP. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. Paulo: editora EDUC/Cortez.” NP. S. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. pintou confusão. uma deformação dos significantes. de Ésquilo (525 a. grande dramaturgo grego. cit.

II e III. II. pela gentileza de seus atos. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. II e III somente. PUC/Campinas-SP “Na prática política. (…). Em relação ao texto. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. I e II somente. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. por essa razão. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’.Interpretação de texto II Avançar . um tipo de enganador charmoso. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. I e III somente. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. 1996. justificam-se como hábeis negociadores. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. os brasileiros seriam PhDs nela. que é a busca do ‘acordo entre partes’.Texto para a questão 13. d) um “camaleão social”. (…). Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. espertos negociantes. Membros dessa espécie híbrida. híbrido e. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. In Folha de São Paulo. 7 13. U. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. está honestamente preocupado com as regras sociais. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’.” KEPP. de Londres e da Fairchild Publications. de fato. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. I. O tema é a prática da má política. c) o homem perspicaz. ‘vamos ver’. 14. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Michael. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. ‘se der’. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. meio diplomata. ou mesmo das ‘negociatas’. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. b) aquele que. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. III. meio malandra. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. intencionalmente incapaz de magoar os outros.

mas sabíamos seus nomes. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. daqui em diante. Alfredo Steinbruch. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. basicamente. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. U. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. Nesse binômio. c) Nada é comparável.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. a esse respeito. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Ninguém soube responder. todos nós estávamos ansiosos. nunca tínhamos visto os rios da região. é o ensino da literatura. 1999. os da margem esquerda e os da margem direita. que lecionava Física no Julinho. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. Não é preciso lembrar. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. E aí os nomes surgirão naturalmente. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. d) Numa perspectiva otimista e confiante. lugares. b) Nenhuma idéia é mais relevante. Por que é um mistério que nunca esclareci. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas indo até lá. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. Texto “Quais são. e) Segundo o texto. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. Eu perguntaria ao leitor. e portanto cheio de afluentes. Informação memorizada é algo que. A pergunta que. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. Exemplar. está o objetivo maior da educação. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. isto é. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. d) Não há exemplo mais adequado. O professor Alfredo entrou na sala. conhecendo como é o lugar. Revista ZH. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. como vivem os habitantes da região. mesmo. no contexto. Coisas que os alunos copiavam. Trata-se de um rio longo. 16. a) No texto. b) Entre outras idéias. Era preciso recitá-los de memória. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo.Interpretação de texto II Avançar . é criticado o ensino que visa. E também não nos ensinará o valor das emoções. F. datas. ao acúmulo de informações memorizadas. 8 15. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Não sei como será a escola no futuro. Durante muito tempo. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. não cumpre seu real objetivo. F. A propósito. U. da vida? No futuro. em geral. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. entendimento e emoção. ensino foi sinônimo de informação: nomes. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. 26 set. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. ficará cada vez mais por conta do computador. ou liam nos livros. batalhas. é preciso saber como acessar. Ele pousou o giz.

b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas.” SANTOS.Texto para as questões 17 e 18. intensificou-se nos bairros mais populares. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. História da vida privada no Brasil. confunde. estruturados segundo os padrões da época. 9 17. nas condições atuais. resultou de projetos governamentais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) a violência urbana. corresponda um retrocesso político. de fato. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. por mais que avance tecnologicamente. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. c) é da natureza do progresso que. O que é transmitido à maioria da humanidade é. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. não será capaz de superar o egoísmo. uma informação manipulada que. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. embora realizado de maneira desordenada. Todavia. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. b) punhado de atores / objetivos particulares.Interpretação de texto II Avançar .” MARINS. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. Fuvest-SP Segundo o texto. Milton. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. Paulo César Garcez. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. dos objetos que o formam. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. Por uma outra globalização. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. 18. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. em lugar de esclarecer. decorrente da industrialização. a cada avanço tecnológico. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. d) o abastecimento de água das grandes cidades. GABARITO 19. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção.

d) entretanto. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. 21. a seguir. da qual. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Helena. as palavras “mas”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se. Nenhum rejeita o cargo. na qual. Assinale. respectivamente e sem prejuízo do sentido. b) pois. que é quase pegada à Chácara de vovó. que é quase pegada à Chácara de vovó.Texto para as questões 20 e 21. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. por: a) contudo. entre elas. Minha vida de menina. Até parece que a festa é nossa. no Brasil do século XIX. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. a incorreta. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. “quando” e “que” podem ser substituídas. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. a qual. eu gosto ainda mais. se. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. caso. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. algumas afirmações críticas acerca do texto. c) porém. Fuvest-SP Leia. e) porque. “Domingo.” Nesse primeiro período do texto. as quais. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. mas quando são na Igreja do Rosário. se. na época em que. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. eu gosto ainda mais. 10 GABARITO 20. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. E este ano foi mesmo. a qual. mas quando são na Igreja do Rosário.Interpretação de texto II Avançar .

que parece linho mas é linholene. aos pés do sofá-cama. Tinha de estar pronta em seguida. Afinal. vítima da sociedade de consumo.Interpretação de texto II Avançar . facilmente removível e lavável. em pó. tudo conjugado. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. Às quatro. (Tudo que se faz com leite. decorando textos. com Pulvolaque se faz. Um velho chato. (Você nunca dará corda num Mido). toda impermeável. boxe. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. Eram onze e meia quando chegou à cidade. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. decorar outros textos. não o tomara pela manhã. Um perfume inebriante. quitinete e área interna. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Se fosse branco. Estremunhada. quando voltaremos com novas atrações. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). tome de sorriso na frente da câmara. de 8 e meia às 10. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. vai poder dormir um pouquinho. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. Garota-propaganda não pode engordar. era verde. Boa noite. Finalmente. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. naturalmente). ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. In: Primo Altamirando e elas. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. graças à carona que pegara. Já eram quase três da matina. tinha de almoçar com um diretor de TV. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. o teleteste que distribui brindes para você.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. ( ) A garota-propaganda. O vestido não estava no armário. mas preferiu outra coisa. Abriu a geladeira de 7 pés. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. mas também não achou. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. levantou-se meio tonta. que deixa saudade. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. que estais no Céu. mas muito bonzinho. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Fechou o sofá-cama. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. A pobrezinha. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. banheiro. Ali estão os dois escolhendo o menu. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Stanislau. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. caso ela ficasse efetiva na programação. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. no departamento comercial da televisão. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. E. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. 11 GABARITO 22. É só até o dia 30. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. quarto. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. macio e confortável. copa. como ficou dito.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. Fora dormir inda agorinha. Mas note bem. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. que não enruga nem encolhe. além disso. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .’” PONTE PRETA. entrou no banheiro. abriu a cortina do boxe. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. De 5 às 8.

d) pelo humor. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. Fuvest-SP Neste anúncio. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. Caderno 2/Cultura. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica.Interpretação de texto II Avançar . b) trocadilhos. O Estado de S. c) apelo direto ao leitor. para a grandeza de homens e mulheres. c) pela incoerência. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. e) pelo sensacionalismo.” GABARITO 24.23. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. 26. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. e) expressões em inglês. D. b) “acumular e utilizar pontos”. Fuvest-SP No mesmo anúncio. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. b) pelo sentimentalismo. se se querem grandes. H. Viajar virou sinônimo de relaxar. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. d) enumeração acumulativa de vantagens. c) “Mais espaço entre as poltronas”.” SEREZA. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. Além disso. mas não essenciais. 16/7/2000. Sorria. Utiliza-se de Itaparica. d) “aeroportos no mundo todo”. Business Intercontinental da Iberia. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. 25. e) “programa de milhagens”. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. Paulo. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. b) Os pequenos erros são importantes. Mais espaço entre as poltronas.

29.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. c) presença funcional de um slogan curto. d) “deixar essas coisas para amanhã”. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. E para esclarecer suas dúvidas. facilidade de pagamento. garantia de agilidade e segurança na indenização. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. repetição exaustiva do nome do produto. anual ou vitalício). enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. Porque quem é louco por alguém. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. 28. opção pelos verbos no modo imperativo. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . escolha da forma de pagamento. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. você escolhe a forma de pagamento. e) presença de verbos no modo imperativo. grande número de postos de venda/contratação. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. opção dupla para a forma de pagamento. serviço de informações 24 horas. d) baixo custo. apelo à sensibilidade do leitor. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. Fuvest-SP Segundo o texto. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. c) preço acessível.Interpretação de texto II Avançar . com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. Precisou de ajuda. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. b) uso sistemático da linguagem denotativa. criativo e de fácil memorização. predomínio de verbos no futuro do indicativo. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. definição e explicitação do público-alvo (no caso. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. as crianças). desobrigação da realização de exame médico prévio. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. mensal ou anual.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. preço acessível. baixo custo e facilidades de pagamento. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. 13 27. comparação com produtos similares. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. desvinculação entre indenização e inventário. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta).

morrendo na hora. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. que receberá. danos de pequeno valor no veículo. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. dependerá de autorização do comando. É o procedimento adotado neste tipo de situação. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. IV. I. II. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. também. a ambulância não será usada em serviço. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso.30. O texto acima comporta leituras. I. a ambulância não será usada em serviço. a ordem seria: a) I. Se reordenássemos os itens acima expressos.” 14 Quando lemos um texto. houve. ou seja. U. Em virtude do acontecimento. e) IV. I. II. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. IV. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. dentre tantas outras possíveis. na parte dianteira do veículo. II. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. IV. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. III. Segundanificado do o policial rodoviário. III. II. em conseqüência do acidente. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. b) I. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. c) III. III. O conserto. 8/6/1999). III. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. d) II. agora. Por enquanto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. relatório e fotos do acidente. Há muitas informações sobre a ambulância. o pára-brisa ficou quebrado. IV.Interpretação de texto II Avançar . II. No deslocamento. como as que seguem. que morreu vítima do atropelamento. F. III. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. I. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. IV.

porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. babe cola e excrete caco pela cloaca. 32.31. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. “caco” (v. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. agosto de 2000. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. Décio. In: PIGNATARI. do ponto de vista ambiental. 85. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. também é segura. Augusto e CAMPOS.Interpretação de texto II Avançar . além de muito cara. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. CAMPOS. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. A razão é simples. 108 metros. pelas famílias das vítimas. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. A profundidade em que se encontra a embarcação. IMPRIMIR Em relação ao texto. principalmente. 52. p. dê.” GABARITO Fragmento de texto. a soma das afirmações corretas. p. 2ª ed. é arriscada: o submarino pode rachar no processo.2). como resposta.5) e “cloaca” (v. Haroldo de. Voltar Língua Portuguesa . e os primeiros testes apontam para isso. originalmente. retirado da Revista Veja. Coca-Cola. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. Uma operação de resgate. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. ( ) Os vocábulos “babe” (v. Décio. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. mas. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. a até 20 metros da superfície. desejada pela opinião pública e. 1975.7) têm em comum um sentido negativo. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. 15 A partir das informações do poema acima. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. 1950-1960. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. São Paulo: Duas Cidades. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI.

Se ela faltar. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. Edgard. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. as olhemos e dali tiremos a água. a economia pára. em termos de vida.Interpretação de texto II Avançar . Em 1997. Nós. ( ) Pelo segundo período do texto. Lá não temos problema de emagrecer. o remédio. copiaram e discutiram. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. comum entre os vikings. lá. estudaram. ( ) o culto do corpo são em mente sã. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. que não está nas terras indígenas no momento da fala. em geral. para que nós. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Lá. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. Veja. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. no canto das terras indígenas. os seres humanos. com uma pequena margem de sobra. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Rio de Janeiro: Garamond. 16 33. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. Queremos dizer isso a vocês. 6/9/2000. pelo foco do silvícola.” MORIN. entra em colapso. Em nossas aldeias. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. é correto concluir que. essa taxa no Brasil era de 5%. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias.” RAMIRO. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. a alimentação e. Denise. os índios. do dia e do tempo. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. Ou seja. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. não um colapso na geração. 2000 (com adaptações). no ano passado. O que pesa são os gastos industriais. no meio do mato. há plantinhas e árvores grandes. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. Se a geração de energia não for suficiente. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). o país não pode crescer. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. Quando falta luz em casa. 135 (com adaptações). que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. a magia da vida.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. não temos academia de ginástica. p. Simples assim. na opinião do autor. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. No que diz respeito ao petróleo. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. Em energizês. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer.

e denotativamente. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. O senhor tolere. mas apenas transformada. a falta deverá atingir 33. pressuposta no início do romance. vieram me chamar. ainda não-explorados. significando solução para o problema. 36. Povo prascóvio. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. Causa dum bezerro: um bezerro branco. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. Deus esteja. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. então. Daí. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. a situação brasileira é altamente favorável.4 milhões de pessoas. desde mal em minha mocidade. no baixo do córrego. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. cara de cão: determinaram — era o demo.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. ( ) No período final. esse figurava rindo feito pessoa. 35. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. Não tenho abusões. os olhos de nem ser — se viu —. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. Todo dia isso faço. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. Por meu acerto. Voltar Língua Portuguesa . de Guimarães Rosa. cedi. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. arrebitado de beiços. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Alvejei mira em árvores no quintal. ( ) Devido a novas tecnologias. gosto. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Cara de gente. Mesmo que. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. Mataram. Vieram emprestar minhas armas. se vai ver se deu mortos. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. instantaneamente — depois. ( ) No terceiro período. isto é o sertão. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade.34. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. primeiro a cachorrada pega a latir. eu não quis avistar. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. e) Para o narrador. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. “— Nonada. Me disseram. Dono dele nem sei quem for.Interpretação de texto II Avançar . por defeito como nasceu. e com máscara de cachorro. com referência à luz como energia luminosa. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. erroso.

( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Ele tem motor 4. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. foi publicado na TVFolha. ( ) o argumento de que. 38. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. demasiadamente popular. no fragmento. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. 2000.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. No início da década de 60. consideradas num certo período e em determinado lugar. Jeep Grand Cherokee. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. de 30 jul. no Brasil. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. no fragmento. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular.Interpretação de texto II Avançar .400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. UFGO O trecho abaixo. Jeep Grand Cherokee. CELULAR. Jeep® Só Existe Um. A partir de R$ 55. é possível afirmar que ( ) prevalece.0 L High Output. duplo air-bag. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. apenas os mais ricos possuíam um televisor. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. ( ) sobressai. A vida moderna em favor da vida de verdade. de Alcino Leite Neto. a especificação de conceitos. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. reacionário ou malfeito é apenas popular. então predominantemente rural. UFMT Com base no texto acima. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional.” GABARITO Veja. no interior do país. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO.37. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. 11/10/98.

relógio. meias. telefone. cortina.Interpretação de texto II Avançar . água.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Pasta. cadeiras. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. pente. carro. camisa. tempo. E. fósforo. telefone. Cigarro e fósforo. Táxi. cavalete. papel. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. caixa de fósforos. Abotoaduras. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. garrafa. Relógio. Cigarro e fósforo. esclarecendo o título do texto.” RAMOS. xícara. Poltrona. água quente. gravata. Mesa e poltrona. cigarro. tempo. por exemplo. Xícaras. fósforo. água. Chinelos. telefone. Escova. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. água. relógio. canetas. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. In: LADEIRA. papéis. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. bilhetes. água. Provas disso são. vaso com plantas. externo. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. cama. singular e diferenciado dos demais. pia. creme dental. vales. espátula. descarga.39. meias. bloco de papel. J. Cigarro e fósforo. pijama. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. jornal. fotos. quadro-negro. cueca. memorandos. água fria. lápis. cadeiras. bule. Ricardo. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. etc. Coberta. pia. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. Cueca. chaves. cigarro. cadeiras. telefone. água. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. caixas de entrada. Creme para cabelo. telefone interno. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. caneta e papel. Papéis. pincel. prato. provavelmente artística. Contos brasileiros contemporâneos. agenda. (04) Trata-se de um texto em prosa. espaço. Dê. pratos. Água. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. Televisor. cigarro. sapatos. Quadros. Carro. giz. Bandeja. caixa de fósforos. copo de papel. esboços de anúncios. papéis. papéis. Maço de cigarros. pastas. calça. vaso. cheques. guardanapo. toalha. abotoaduras. descarga.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. Cigarro. copos. que exerce uma função criativa. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. caneta. papéis. cadeiras. Jornal. creme dental. calça. espuma. Maço de cigarros. espuma. papel e caneta. talheres. telefone. papel. telefone. maço de cigarros. caneta e papel. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. talheres. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fósforo. caneta. 1995. Mictório. U. caixa de fósforos. copo com lápis. fósforo. Cigarro e fósforo. cigarro. Mesa. cartas. São Paulo: Moderna. como resposta. papel e caneta. quadros. 71. copos. a soma das alternativas corretas. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. gilete. Carteira. fósforo. copo. papéis. travesseiro. talheres. documentos. pasta. relatórios. Paletó. paletó. Mesa. fósforo. pratos. xícara pequena. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. prova de anúncio. guardanapo. revista. Pia. guardanapos. Poltrona. xícara e pires. Escova de dentes. no caso. água. gravata. poltrona. cigarro. (02) Trata-se de um texto em prosa. folheto. p. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. cinzeiro. revista. xícara. sabonete. Mesa. cigarro. camisa. fósforo. notas. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. pasta. Mesa. sabonete. convertem-se no seu contrário. bloco de notas. livro. “Circuito fechado Chinelos. escova. de saída. xícara. cinzeiros. etc. espaço. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. Mesa e poltrona. sapatos. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. creme de barbear. cartaz. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. de G. lenço. toalha. níqueis. espuma. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. papéis. marcada pela solidão e pelo automatismo. Quadros. projetor de filmes. chinelos. Vaso. cadeira.

cujos pais têm boa formação educacional. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. p. como justifica o projeto do Senado. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. aumentaria em 7. USP e Unicamp. Há cinco anos. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. 2. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. Voltar Língua Portuguesa . 53% estão atrasados nos estudos. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. Na justificação do projeto senatorial. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. Segundo o Mec. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. começa construir a oposição ao que foi afirmado. Cad. Apenas 25% dos brasileiros. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. que há aos milhares. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. 05/09/99. 1. estão em escolas desse nível de instrução. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. Há 20 anos eles foram 57%. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. em idade de estudar no ensino médio. a partir do segundo. De resto. Mesmo assim. em 98. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. Em 1999. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. Com a nova lei. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. em escola do Estado. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. eles eram 32%. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. 20 GABARITO 40. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. presente no título. justificam. Paulo. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. cursaram o ensino médio. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite.” Folha de S.Interpretação de texto II Avançar . UEGO A partir da leitura do texto. a oposição estabelecida nos dois primeiros. no parágrafo final. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. num processo decrescente vão reafirmar. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia.

I. conseqüentemente.E. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. comprovando o caráter demagógico da medida.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. fatores de coesão textual. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. Colômbia. de acordo com a leitura. esses são anafóricos e. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos.41. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. ( ) no último parágrafo. uma vez que sua conclusão é incontestável. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) Cada país membro encarrega-se. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. no interior de suas fronteiras. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. 1948). na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. ( ) no segundo parágrafo. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. como a realização dos postulados da justiça social’. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. 42. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. ( ) no terceiro parágrafo. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Além disso. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) no quarto.Interpretação de texto II Avançar . como tal.

( ) O período “Nariz de Ferro. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. eu disse. que era um anão. basta terem o poder. (…)” 22 43. o nível informal. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. Ensino a técnica adequada para devassar. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. ( ) De acordo com o texto. Seu nariz imenso. desmoralizar. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. levantou-se e. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. com relação ao modo de citação do discurso. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. fodidos e oprimidos”. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. 44. ( ) O uso da palavra “ainda”. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. de linhas perfeitas. como atormentar e destruir sem misericórdia. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. a polícia. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. mas também das que ainda pretendia fazer. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. (Esse livro. percebe-se.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. companhias de cartões de crédito.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. a presença de um narrador personagem e. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. fodidos e oprimidos. mas também das que ainda pretendia fazer. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. minuciosa e sistematicamente. U. de acordo com a regra de colocação pronominal. ( ) No fragmento em análise. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. mostro como atacar saindo das sombras. que era um anão. ( ) No fragmento em análise. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. mas também das que ainda pretendia fazer”. companhias de serviços públicos. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. Nariz de Ferro. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade.” não teria o sentido de contraposição alterado. arruinar. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. forças armadas. U. o predomínio do diálogo. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. vangloriar-se”. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. seja ele quem for. sem interrompê-lo. o qual se constrói com uso do discurso direto. que era um anão. que significa “gabar-se. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir.) ‘Está enganado. era um pouco mais negro do que o rosto. o proprietário senhorio. bancos. exterminar indivíduos e organizações odiosas.Interpretação de texto II Avançar . com relação ao modo de narrar. aniquilar. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. na verdade. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. imposto de renda. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. Nele descrevo. exibiu o perfil para mim.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. nunca foi escrito. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. a loja comercial. dente por dente”.

Foi e viu um despropósito de coisas. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. “Uma feita era dia da Flor. ( ) A charge apresenta uma Imagina.Interpretação de texto II Avançar . ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. Já sabia o nome de tudo. Parava em cada vitrina. Uma feita era dia da Flor. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. exerce função sintática na frase em que aparece. ( ) No texto. Mário.”. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. ( ) A palavra “vitrina”. o brasileiro falado e o português escrito”. falando: Custa mil réis. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. como pronome relativo. No entanto. o segundo “que” é pronome relativo e. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. Julgue-as. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. no texto verbal da charge. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. Macunaíma.45. em “Parava em cada vitrina”. U. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. o brasileiro falado e o português escrito. 46.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. U. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. de acordo com as normas da língua padrão. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente.” ANDRADE. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Andorinhas copulam no vôo. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. não se preocupa com sua coerência. a mudança é um sacolejo completo na vida. 49. Desde 1990. d) empresas da Renault. um poeta.” BUCHALLA. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. mudança dos executivos estrangeiros. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. 24 No fragmento anterior. Para as companhias. Para as companhias. Hoje. O mundo não é o que pensamos. 48. companhias transnacionais. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. 47. pois não possui “elos” entre um verso e outro. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. mudança dos executivos estrangeiros. Anna Paula. mais de 400 estão instaladas no país. graças à Renault. os versos do poema estão justapostos. mas possui significação.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. pois as frases estão soltas. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. o poema é coerente. Veja. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. transferência dos brasileiros. Voltar Língua Portuguesa . essa transferência representa um reforço na filial”. existem colônias de franceses no Paraná.Interpretação de texto II Avançar . d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. o poema não possui “elos” conectivos. Para os executivos e a família. Macacos também preferem o isolamento. b) mudança dos executivos.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. e) companhias transnacionais. essa transferência representa um reforço na filial. Em São Paulo. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Das 500 maiores companhias transnacionais. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. e isto garante a sua coerência. ao construir um poema. c) empresas da Ford. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. O orangotango é profundamente solitário. por isso esta empresa instalou-se lá. 26/04/2000. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. transferência dos brasileiros. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford.

que o guarda até hoje. no Rio de Janeiro. no futuro. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. reparou em algo estranho. como pensam alguns. Talvez estejam sonhando. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. que não seja possível sequer desligá-los. → pegadas de répteis. que o guarda até hoje. foi produzido. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro.Interpretação de texto II Avançar . no Rio de Janeiro. Abril. UFPR No texto abaixo. assumindo. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. nos arredores da cidade. no Rio de Janeiro. nos arredores da cidade. assim. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. → os répteis que habitavam a região. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Talvez não. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. → Rio de Janeiro. A análise das marcas confirmou o seu palpite. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. que o guarda até hoje. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. na época. o Eniac.50. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. → o padre Giuseppe Leonardi. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Mas o padre-cientista não se abalou.” Superinteressante. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Esperou o Carnaval. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. → o interior paulista. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. 1999. c) a potência do computador de hoje. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. em 1946. Hoje. Talvez não.” GABARITO 51. fazendo o que pareceu. todos os robôs venham a ser desligados. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. um dos maiores paleontólogos do mundo. d) a possibilidade de que. em todos eles. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. um dos primeiros computadores do mundo. que supera o Eniac. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim.

a TV descrevem as dificuldades de Cuba. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. d) os defensores de uma falsa democracia. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. portanto. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. 54. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. o rádio. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. a bicicleta substitui o automóvel. políticos e jornalistas que se dizem democratas. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. na miséria e na desgraça coletiva. 26 53.” CANDIDO. e) os cidadãos. que impede o povo de superar a opressão social e política. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. ao invés da opressão política imposta pelas elites. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. Recortes. sofre todas as privações e. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. Provavelmente. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. a fim de pagar os sustos que deu. não sabe ler. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. alimentação. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. relativa equivalência de oportunidades. vive doente. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo.52. pois tem não apenas mantido. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. os jornais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cinco séculos depois do Descobrimento. Antonio. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano.Interpretação de texto II Avançar . E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. que só pode ser mencionada entre aspas. Isso. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária.

.Interpretação de texto II Avançar . atribuída a “esses críticos”. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração... Voltar Língua Portuguesa . para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. a seu modo. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. que tempo. 27 56.. e) I. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil... Não era um cínico. d) I e II. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. não se contentam com belas casas. II. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I.55. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. c) I. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. b) II. na posse de bens particulares e influência pessoal. e se chamava Bernard Shaw. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. II. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. II. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. a lavadeira cheira a gim. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. aquisição dos requisitos indispensáveis. d) uma possibilidade de exploração. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida.” Rubem Braga.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. II. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. no texto. que passou a vida lutando. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. pela camada mais alta da população. terá mostrado que o socialismo é possível. c) III. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. b) uma preocupação mais ampla. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. d) I.. GABARITO 57. aquisição dos requisitos indispensáveis. queixam-se porque a operária está mal vestida.. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. querem belas cidades. III. e) a ambição de possuir sempre mais. que não é percebido como suficiente. tirar o povo da sujeição torpe: II. e) II e III. a qualificação de “eufóricos”. mas um homem de vigorosa fé social. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. No segundo parágrafo. II. Em relação ao texto. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. b) I. está correto somente o que se afirma em a) I. a costureira é anêmica.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. tendo em vista o bem da sociedade em geral. William Morris. tirar o povo da sujeição torpe. não apenas o daqueles mais ricos. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. terá mostrado que o socialismo é possível. Vejam que país. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. dar-lhe o sentimento da própria dignidade.

estabelecer condições para a igualdade social. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família.” Essa afirmação estabelece. 59.. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. GABARITO 60. a par dos órgãos governamentais. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. sem preocupar-se com sua sobrevivência. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade.58. no texto. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. habitualmente. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. c) caberia à camada mais rica da sociedade.Interpretação de texto II Avançar . o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam.. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. inclusive Bernard Shaw.

fui beber com os amigos. sem a Senhora. Senhora. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. o leite pela primeira vez coalhou. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. A. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. II. para dizer a verdade. acostumado a viver com uma mulher. tanto no que diz respeito às camisas e meias. o prato na mesa por engano. 1997.Texto para as questões 61 e 62. como a última luz na varanda. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. In BOSI. Primeiros dias. por favor. ah. Toda a casa era um corredor deserto. (org. e) Apenas III está correta. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. d) Apenas II e III estão corretas. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. tanto no que diz respeito à organização da casa. 62. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. sozinho. Com os dias. Não tenho botão na camisa. c) Apenas II está correta.” TREVISAN. sozinho. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. Senhora? Às suas violetas. a) Apenas I está correta. 29 61. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. Venha para casa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. III. Senhora. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. a imagem de relance no espelho. Para não dar parte de fraco.Interpretação de texto II Avançar . d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. p. ninguém os guardou debaixo da escada. Senhora. São Paulo: Cultrix. e até o canário ficou mudo. calço a meia furada. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. não lhes poupei água e elas murcham. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. bom chegar tarde. 190. não senti falta. Dalton. Assinale a alternativa correta. esquecido na conversa da esquina. na janela. b) Apenas I e III estão corretas. Acaso é saudade.) O conto brasileiro contemporâneo.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Dou-lhe aqui humilde receita. corpo a corpo com ele.” NETO. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. é só derramá-lo na forma.Interpretação de texto II Avançar . fundamentado em modelos preexistentes. cuja marca é a ausência do sujeito. o efeito de verdade na obra de arte. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. não a mão. foi a forma que fez. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. O ferro fundido é sem luta. sem controle seletivo. então. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. não até uma flor já sabida.63. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. domo-o. 1994. contrapondo-se ao plano do fundir. p. dobro-o. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. até o onde quero. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. U. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. ( ) a verossimilhança. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. In: Obra Completa. 595-6. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Flores criadas numa outra língua. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. João Cabral de Melo. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro.

d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. vontade de vencer. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. e) apesar dos aspectos descritivos. tem oito filhos. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. parabéns. só sinto vontade de ganhar e de vencer. um grande borborinho. no violino — cinqüenta e seis anos. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Durante. parabéns. vontade de vencer e. Lúcia McCartney. mulato. Rubem. ela veio noutro porão’. cristal puro. que nada de mau aconteça. namorou dentro desse espelho’. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. continue. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. o elemento determinante do texto é a narração. visto que o afeto antes é de boa sorte. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. depois. cinqüenta anos. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e.Interpretação de texto II Avançar . O afeto antes é de boa sorte. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. Depois da luta. “Os Músicos Faz calor. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. Durante. antes é de boa sorte. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. só sinto vontade de ganhar. o que lhe confere teor dissertativo. b) o que mais determina o texto são as reflexões.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. de forma mais concisa e coesa. Durante a luta. Depois da luta. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. continue. que nada de mau aconteça. Depois de terminada a luta. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o pianista tem quarenta anos. não exatamente ao mesmo tempo. a tocar a valsa da Viúva Alegre. sua mãe. Durante a luta. que nada de mau aconteça e. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. continue. parabéns. Durante. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. desse modo. parabéns. o que se constata sobretudo pelos substantivos. que nada de mau aconteça.” FONSECA. quanto ao afeto. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. parabéns. bateria. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. Durante. 31 64. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. continue. o mais moço. as idéias discutidas ao longo dele. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. só sinto vontade de ganhar. 65. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Texto para a questão 64. depois da luta. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. vontade de vencer. trancado no banheiro. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Nesse instante chegam os músicos. meio século atrás: espancado com uma vara fina. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. morreu. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. mas é também o mais triste. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. d) predomina o caráter descritivo. Todas as mesas estão ocupadas. continue. parabéns. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. só sinto vontade de ganhar. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. três: piano. e tudo continua no mesmo. No ar. que nada de mau aconteça. Depois da luta. violino.

respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (.. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot.) quanto menor o nível social. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. Eduardo.” RAMOS. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. a viagem progredira bem três léguas. a viagem progredira bem três léguas. E. F. ordinariamente andavam pouco.). que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. saudáveis’ consideram o saldo bancário. Graciliano. p. 1999. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. 23.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. ano 32. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco... entre elas o cigarro. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade.. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. por parte das autoridades. In: Veja.. GABARITO IMPRIMIR 67. 9 jun.. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. 32 66. e a viagem progredira bem três léguas. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. n. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. Voltar Língua Portuguesa .. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. afastando-se do fumo e de outras drogas. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. importantes e portanto. Vidas secas. estavam cansados e famintos.Interpretação de texto II Avançar . dado que ordinariamente andavam pouco.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. Ordinariamente andavam pouco. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas.. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. através dos galhos pelados da caatinga rala. quanto mais alto o nível hierárquico.” JUNQUEIRA. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. (. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. como se sabe. a dieta alimentar. porém. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. Fazia horas que procuravam uma sombra. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. Pequenas diferenças de salário. (. a viagem progredira bem três léguas. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. 134. menor a taxa de mortalidade. Até entre pessoas do mesmo estrato social. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. pela saúde das camadas mais pobres. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos.

aí vinham já as próvidas formigas… Não. — uma das mais profundas que se tem feito. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. volto à primeira idéia. A manhã era linda. é justo dizê-lo. soube conservar. Quando enxotada por mim. a saber. com dinheiro. se ela fosse azul. que é sempre azul. Sacudi-a. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. tão negra como a outra.” ASSIS. o que era o homem.68. Dei de ombros. Não era. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. sob a vasta cúpula de um céu azul. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. A idéia subjugou-a. bati-lhe e ela caiu. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. para todas as asas. Não caiu morta. pois sabem que. invariavelmente. e) Os empresários. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Lembrou-me o caso da véspera. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. uma vez posta. conservar melhor suas defesas. que estava ali o pai do inventor das borboletas. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. mesmo trabalhando sob maior pressão. contra uma toalha de rosto. e achando-a ainda no mesmo lugar. mas tornando lá. dous palmos de linho cru. Imaginei que ela saíra do mato. minutos depois. incomodado. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. que tinha olhos. que é também sugestivo. no susto que tivera. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. e viu que me movia. Era negra como a noite. pousou-me na testa. senti um repelão dos nervos. assim. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. Texto para responder a questão 70. F. Memórias Póstumas de Brás Cubas. nem a alegria das flores. O gesto brando com que. Não lhe valeu a imensidade azul. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uni o dedo grande ao polegar. Era tempo. e. pernas. uma estatura colossal. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. almoçada e feliz. 69. portanto. e muito maior do que ela. espairecendo as suas borboletices. Eusébia. viu dali o retrato de meu pai. a principal causa da mortalidade. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. ela foi pousar na vidraça. um ar divino. braços. modesta e negra. pois as pessoas cultas se cuidam mais. por isso. foi pousar na vidraça. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. tinha um certo ar escarninho. depois de esvoaçar muito em torno de mim. aterrou-a. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. Fiquei um pouco aborrecido. e voou a pedir-lhe misericórdia. e me reconciliou comigo mesmo. creio que para ela era melhor ter nascido azul. com alguma simpatia. Passa pela minha janela. apesar dele. confesso. F. entrei logo a pensar na filha de D. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. Apiedei-me. e ri-me. Veio por ali fora. Esta última idéia restitui-me a consolação. porque eu a sacudisse de novo. e beijou-me na testa. não sabia. começou a mover as asas. A borboleta. e na dignidade que. entra e dá comigo. vivem mais. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. Suponho que nunca teria visto um homem. Machado. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. desde a invenção das borboletas. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. para recreio dos olhos. que me aborreceu muito. mas não é determinante quando se trata de saúde. E esta reflexão. e não é impossível que descobrisse meia verdade. ou cor de laranja. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. — me consolou do malefício. lancei mão de uma toalha. não teria mais segura a vida.Interpretação de texto II Avançar . mas o medo. nem a pompa das folhas verdes. Era tarde. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. podendo. saí do quarto. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios.

Assim que a economia voltar a crescer. ao constatar-se um gigante e. E o desafio. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. não serão sanadas a longo prazo. por uma ironia do seu passado recente. para o país. o principal órgão de pesquisas sociais do país. assim que a economia brasileira voltar a crescer. no Brasil. no Brasil.Interpretação de texto II Avançar . c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. viadutos. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. talvez. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. pelo menos na área de construção civil. Cíntia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .70. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. F. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. querendo confundi-lo. 21 jul. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. p. Segundo o Instituto. recebendo salário mensal de 150 reais. com a modernização. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas.. F. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. é alentadora. Durante mais de uma década. In: Veja. 1999. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. Eusébia. o horizonte é desolador. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. 29.. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. n. (. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. c) a implementação de um programa de educação. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. já não precisam tanto de força física. um mês atrás. Para os outros. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. o governo abandonou estradas. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Para garantir a sobrevivência. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. para as chamadas frentes de trabalho. Isso porque as empresas. d) se surpreende com a relatividade das coisas. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. deixou ruas se esburacarem. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. um deus em relação à borboleta. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. pode-se inferir que o problema de emprego.” VALENTINI. 72. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. 34 71. c) A situação do trabalhador braçal. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. embora difícil. ano 32. 105.

nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. nas minas. b) retomar e sintetizar informações anteriores. a família Rocha Miranda. c) pequenez.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. nas praias. como a Silva.Interpretação de texto II Avançar . no Japão. Rubem. e) desprezo. Apud: Para gostar de ler. Morreu de hemoptise. entretanto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. na Inglaterra. João da Silva. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. é que trabalha para os homens importantes. faz os jornais. F. Apesar disso. d) ironia. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. nos balcões. nos pastos. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. São Carlos-SP A oração faz tudo. leio o nome do sujeito: João da Silva. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. nas cozinhas. A Assistência voltou vazia. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. São Carlos-SP No texto. nas fazendas. Uma poça de sangue. enche os porões dos navios. U. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. São Paulo: Ática. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. v. enrola o tapete do circo. faz telhas de barro. U. U. 76. laça os bois. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. 44-5. Luto da família Silva. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. conta o dinheiro dos bancos. O homem estava morto. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. João da Silva. sugeridas também pelos nomes de família. Na vala comum da miséria. Nossa família quebra pedra. 1984. 4. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. F. A família Crespi. nas fábricas. b) carinho. 35 73. ed. Você não possuía sangue azul. 74. conduz os bondes. U. serve no Exército e na Marinha. e) retomar e explicar informações anteriores. p. Nossa família. no mato. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. a família Pereira Carneiro. em todo lugar onde se trabalha. João. na França. a família Guinle. c) expandir e explicar informações anteriores. a família Matarazzo. 5. Sempre por baixo. Na vala comum da glória. Morava na rua da Alegria. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. Veio tinindo. Um homem estava deitado na calçada. levanta os prédios. 75. F. em destaque no texto. Nossa família. vai mal em política. F. O cadáver foi removido para o necrotério. nas usinas. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. d) explicar e comentar informações anteriores. Sangue de nossa família. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política.

o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética.Interpretação de texto II Avançar . do ponto em que se encontrar. por acaso. não me compreendereis. Jorge de. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. U. In: Poesia Completa. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. o poeta não falará. por acaso. como promotora do entendimento entre os homens. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. 1997. p. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. a palavra imortal há de adoecer? E. E. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. Organização de Alexei Bueno. construtor da palavra perene. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. na sua universalidade. Quando toda a confusão for desfeita. 388-9. mesmo com a profanação dos homens de hoje. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. irmão!” LIMA. Voltar Língua Portuguesa . por acaso. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel.77. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos.

Fernando. com todo o direito a sê-lo. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. F. a todos. Deus meu. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. Assim. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. 290-1. mas tenho técnica [só dentro da técnica. Quero [ser sozinho. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Já disse que sou sozinho! Ah. fútil. [a vontade. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. por amor de Deus! Queriam-me casado. Fora disso sou doido. p. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. nada me tirais. e) uma saudade melancólica da infância.Interpretação de texto II Avançar . das ciências!) Das ciências. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. como sou. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. U. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. ouviram? Não me macem. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). c) um medo de revisitar Lisboa. Obra Poética. Já disse que não quero nada. 1981. 37 GABARITO 78. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. guardem-na! Sou um técnico. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. das artes. Deixem-me em paz! Não tardo. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. b) uma mágoa de Lisboa. nada sois [que eu me sinta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . fazia-lhes. leia os versos de Fernando Pessoa. Com todo o direito a sê-lo.

1996. ( ) Escapismo para o sonho. U.. era um macauã. São Paulo: Ática. A princípio tomei também um grande susto. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. De noite. b) encontra na morte a única solução para os problemas. à sombra das maravilhosas árvores do Éden.” TAUNAY. 82. e a pedrada. rápido como uma seta. Numa dessas noites de ansiedade. significa a) desprezem. por essa razão. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. verifiquei que não passava de miragem. 24.. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. 99-100. para desenvolver sua arte. ed. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. Salvador-BA “Passava as noites em claro. almeja fazer parte da companhia. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. 80. São Carlos-SP Pela leitura do poema. F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. e) abandonem. Inocência. b) importunem. no último parágrafo. em virtude da sua solidão. a única que vi era você.. U. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. Cirino. Que foi? — Ah! não foi nada. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. meu anjo do céu. — Deveras? perguntou ela incrédula. São Carlos-SP A forma verbal macem. respondeu apressadamente Cirino.Interpretação de texto II Avançar . minha vida. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. desde que Adão e Eva a trocaram. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. — Deveras. c) ofendam d) maltratem. destacada no poema. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso.. Para mim.. — O grito? balbuciou ela. e) a inquietude gerada na alma do poeta.. U. F. ímpetos tão desconhecidos e violentos. A pobrezinha.. p. abrasada também de amor. em face do religioso.. superiores a todas as suas tentativas de resistência. a gente em tudo vê maravilhas. Dois gritos.79. para agradar a todos.. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. Visconde de. e) aparta-se da sociedade. F. ( ) Concepção idealizada de mulher. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. d) sente-se solitário e. 81. U. Depois.. ( ) Atitude de irreverência do narrador. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. fui ver no laranjal. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e.

que é importantíssima nesse processo. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. Mas se isto é um fato incontestável. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. porém. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. o que é um mal. porém.Interpretação de texto II Avançar . d) usar exclusivamente a linguagem do povo.” Machado de Assis. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Entre as exceções. e) estudar sempre os autores clássicos. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. sempre atual. Em geral. locuções novas. Cada tempo tem seu estilo. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. A este respeito a influência do povo é decisiva. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. 84. certos modos de dizer. Feitas as exceções devidas. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. portanto. com seus ensinamentos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. A influência popular tem um limite. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 85. Há. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. não se lêem muito os clássicos no Brasil. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. Unifor-CE De acordo com o texto. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. 39 83. um controle sobre elas e inibindo os abusos. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. Pelo contrário. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. pois somente eles. não se lêem. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. dos autores clássicos da língua. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz.

o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. 34. o lápis o papel. neste ano. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. já foram 31”. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87.Interpretação de texto II Avançar . com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. p. só no período de janeiro a abril. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. de Rubem Tavares. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. São Paulo: Duas Cidades. as seguintes notas. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. Voltar Língua Portuguesa . encontram-se. 13. no primeiro semestre de 2000.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim.86. já foram 31. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. Amostra Grátis. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. 1988. publicada na revista Business Travell. entre outras. só no período de janeiro a abril.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. In: Poesias Reunidas (1968-1988). Francisco.

” GABARITO Neste texto divulgado na Internet.Interpretação de texto II Avançar . estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. b) a reiteração das situações apresentadas. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. apesar de triste. c) a retificação das situações anteriores. Eu considerei as contas que era preciso pagar. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. 89. e) “as dificuldades…” 90. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas.Texto para a questão 88. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. além do fluxo de brasileiros para o exterior. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. professores e consultores. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). a presença de turistas internacionais. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. levando-o ao desatino da existência. e) a exclusão das situações expostas.” ANDRADE. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. que. Carlos Drummond de. 41 88. estrangeiros residentes. b) “sob o lustre complacente”. os passos que era preciso dar. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. Alguma Poesia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Música Uma coisa triste no fundo da sala. e) se fixa na tristeza e na solidão. d) é atraída pela música de um provável Chopin. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. Me disseram que era Chopin.

como se tivessem lógica. A teoria que se diz científica. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população.’ Como aquele motorista. para dar a impressão do bemestar do progresso. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. p. Cristovam. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. vê a si mesmo. usam linguagens especiais. o que constituiria entrave cultural. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. A inconseqüência não é apenas do consumidor. construídas em torno de questões ultrapassadas. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. o motorista apontou para o carro à frente. Como o homem dentro de um carro fechado. A Desordem do Progresso.” BUARQUE. eles não têm teorias alternativas. o caos e a irracionalidade. 5-6. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. 1993. Prendem-se a modelos já preparados. aventurando-se.Interpretação de texto II Avançar . Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. com o carro e as janelas fechadas. 91. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. 4. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. teorias e linguagens pouco acuradas. São Paulo: Paz e Terra. ed. tentando usar o sentimento. a soma das alternativas corretas. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. Dê. no calor sem ar condicionado. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. Não pode se limitar a ver o Brasil. arriscando incoerências. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. incompatível com seus recursos. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. para descrever e entender o país. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. no meio de um engarrafamento. trabalhando na inconseqüência. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. além de dúvidas. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. Sobretudo quando. como em qualquer mergulho. desvinculada de sua cultura. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. Um mergulho no Brasil que. Pervertendo o processo econômico. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. em território tropical. como resposta. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. Aquele encontro. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia.

subestimam a aparência em favor da realidade. Dê. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. em território tropical. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). antes.” — Os economistas. como resposta. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. 93. com o carro e as janelas fechadas. para dar a impressão do bem-estar do progresso. dentro da ótica do consumismo.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. a soma das alternativas corretas. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo.43 92. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. com argumentos falseadores. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. a respeito do fato que então se comenta. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. o caos a irracionalidade. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. como se tivessem lógica.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. falso. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado).” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. como resposta. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. Dê.

‘garod’. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. sérvios e croatas. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. Leão. assim como os seres humanos. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. no início do segundo período. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a dizê-lo. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. mas a maneira de expressá-lo é diferente. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. Por outro lado. 44 GABARITO 95. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. ou talvez mesmo antes.” Saudade. são médicos. ‘jal’. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. japoneses. 96. Desde que o homem é homem. macedônios. sentem saudade. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. Paulo. ‘natsukashi’. c) comum a todos os seres humanos. ‘ilgas’. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. e húngaros. árabes. 6/4/1996. desde que aprendeu a falar aprendeu também. b) A expressão “por outro lado”. ‘nedôstatok’. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. 58. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. e Édson. efetivamente. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. Campinas. letões. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. ‘Sehnsucht’. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. sua terra natal. Leão não dava um passo em falso.” Correio Popular. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. b) os cães. já que seus outros dois irmãos. ele sente saudade. ‘sóvárgás’. 53 anos. de uma forma ou de outra. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. ‘shauck’ e também ‘hanim’. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. Edmílson. a) O que aconteceria com Leão se ele. de 51 anos. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. 20/10/2000. ITA-SP No texto.Interpretação de texto II Avançar .94. contribui para tornar o trecho incoerente. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Os russos têm ‘tosca’. Ora. armênios. e) talvez anterior à razão. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. Folha de S. adaptado. alemães. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões.

b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto.97. 101. é correto afirmar que a) em II. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. a palavra destacada tem o mesmo sentido. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. b) a exclusividade da forma impessoal. d) criticar certas histórias que. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. talvez nem tivesse graça.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. 99. a palavra “louco” pode ser substituída. II. e) em II. a repetição da palavra “louco” é redundante. que funcionam como argumentos para a tese defendida. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. Fuvest-SP I. a) Formosa e graça são. por meio da clareza e da elegância do estilo. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. por “delinqüente”. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. d) em II. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . predicativos do sujeito moça. b) em I. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. redundam em más reportagens. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. sintaticamente. 98. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. por serem mal contadas. sem prejuízo do sentido. nesse anúncio. em estilo preciso.Interpretação de texto II Avançar . os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. GABARITO 100. c) nas três ocorrências. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. os cabelos caíam despenteados. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. c) denunciar. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. focalizando o principal beneficiário do seguro. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. b) contornar as histórias mal contadas. “Porque quem é louco por alguém. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos.

As duas manchetes apresentam o mesmo fato. os russos achavam que ela era influente demais. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. II. embora empregando palavras diferentes. “Incra suspende crédito para assentamentos. d) I e II. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. 46 Considere as seguintes afirmações: I. b) II. mulheres dos dirigentes do Kremlin. sob idêntico ponto de vista. c) sentam-se numa poltrona. em relação às manchetes. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. Na 2ª manchete. Paulo. Acostumados às apagadas. exibida. II. e) II e III. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. U. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. d) sentam praça em algum lugar. 104. sem experiência. c) III. desempregados. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. Na 1ª manchete. GABARITO 105. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. Está correto. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. dança. b) a relação de dependência econômica do país.” O Estado de S. Paulo. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. III. Fuvest-SP I. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. a partir de 1822. em II. Para se candidatar a um emprego. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. o fato parece mais grave que na segunda. literalmente.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas.102. arrogante. às vezes literalmente. b) A que palavra.” Folha de S. O jovem. apenas o que se afirma em a) I. e) sentam orgulhosamente. b) sentam tijolos na parede. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. se sentam mal sentados. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. 109. vó? — Naão. as curvas de afeto. Texto para responder a questão 109. 47 106. qualquer o assento. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. ecumênico. confere ao homem uma postura universalizante. b) sintaxe elíptica. c) recriação de cena cotidiana. João Cabral de Melo. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. o abaulado amigo. e) ironia. de colégio. a) Revela-se poético. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. sentam bancos ferrenhos. A educação pela pedra. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio.” NETO. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. onde cabe qualquer homem e a contento. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. d) linguagem coloquial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . como compete à poesia. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. sentam poltrona. apesar de aproximar-se da prosa. 108. d) a tábua-de-latrina. 107. senão pregos. os ferem nós debaixo. em efes e erres. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. exemplo único de concepção universal. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. A vida toda. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. por ser anatômica. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação.

d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. F. está redimida a eugenia. U. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. mesmo que fosse eu. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. que está em Paris para lançar um livro. Mas desconfio que. em especial. foi publicado no Jornal O Globo. Leia-o e responda.” 48 110. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. depois. b) questionar a reprodução programada e. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. que promete ser a questão do novo milênio. U. a genética ou a cultura. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. pelo menos no Brasil. Eu. as questões 110 e 111. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. Há algumas ironias. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. se fosse nascer hoje. E pensei: está aí. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética.Interpretação de texto II Avançar . atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. Para começar. a qualidade do sangue ou do ambiente. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. atletas e gênios não exista um serial killer. Não sei o que herdou do pai. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. de 28/10/99. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. implícitas nessa questão de engenharia genética. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. 111. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. mas não o inverso. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. que não tem qualquer opinião no assunto. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil.O texto seguinte. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. F. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. Pela fotografia no jornal. se esta é a palavra. escrito por Luís Fernando Veríssimo.

Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. 08 set. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. no seu sentido geral. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. 05. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. Frei. Marciano está dormindo. corpo de criança e alma de mulher. Foi este modo de vida que me inutilizou. dedos enormes.. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos.. Estão todos dormindo. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal.. 49 113. uma boca enorme. Se Madalena me via assim. as crianças são levadas precocemente ao consumo. e as fadas. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. 98. um grande silêncio. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. Vitória. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. Aos quatro anos. Memórias de um Dinossauro. Sou um aleijado. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo.. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. 112. sem afeto e sem cultura. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. (. bruxas e reis.” Graciliano Ramos. Lá fora há uma treva dos diabos. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. lacunas no cérebro. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. c) retrata o conflito íntimo da personagem. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. Fecho os olhos. Se ao menos a criança chorasse. sem sonhos. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. rios cheios e uma figura de lobisomem. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. morto de fadiga. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. aos brinquedos eletrônicos. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. p. E a desconfiança terrível. até que.Interpretação de texto II Avançar .Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. até não sei que hora. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. viciadas em indigência intelectual e espiritual. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. O sonho é substituído pela TV. É horrível! Se aparecesse alguém. In: A Gazeta. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. IMPRIMIR GABARITO 114. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais.” Excerto de BETO. Patifes! E eu vou ficar aqui. A vela está quase a extinguir-se. Devo ter um coração miúdo. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. com certeza me achava extraordinariamente feio. Nem sequer tenho amizade a meu filho. às escuras. Cesgranrio Analisando o texto. E um nariz enorme. Voltar Língua Portuguesa . Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão..) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto.. as histórias cedem lugar aos programas de auditório.

b) escarnecedor. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. Definindo-lhe lucidamente o caráter. dois paqueras. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.. é muito difícil. flerte. Enlou-cresça. fliperamas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar .) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. Mas namorado. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. nuvem.115. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. História concisa da literatura brasileira. e) característico da primeira geração modernista. ‘expressão duma alma muito pessoal. A proteção dele não precisa ser parruda. d) tímido. Segundo Bosi. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. distanciado e lúdico. ruas de sonhos ou musical da Metro. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. 494. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. UERJ Em 1648.. caso. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. um envolvimento e dois amantes. de pele. fazer compra junto. quindim. fazer sesta abraçado. aquela de chita. atividade da razão. semelhante ao de Gregório de Matos. até paixão é fácil. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. 50 BOSI. relatou a seguinte experiência.. Carlos Drummond de. beira d’água. c) irônico. gabiru. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. 1989. transa. ponha a saia mais leve. e passeie de mãos dadas com o ar. tendo o manjericão agido como fermento. bosques enluarados. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. Se você tem três pretendentes.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. (. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. um químico holandês.. é poesia objetiva.. no caso. fruto da inspiração poética. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. mesmo assim pode não ter namorado. brisa ou filosofia. São Paulo: Cultrix. de saliva. traço constante na poesia de Drummond”. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. 116. decidida. show do Milton Nascimento. sem qualquer reflexão. argumentando indutivamente. Necessita de adivinhação. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. da qual fazia parte. De alma escovada e coração estouvado. chamado Jean Baptista von Helmont. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. 1982. Alfredo. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. Alguns dias mais tarde. sabemos que escorpiões não nascem assim. ponha ali erva de manjericão bem triturada. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. (.” Hoje. (.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. envolvimento. Namorado não precisa ser o mais bonito. você verá nascer pequenos escorpiões. Paquera.. Rio de Janeiro: Aguillar. p. lágrima. Obra completa.” ANDRADE.

e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. guardiães da língua). o conhecimento do código de trânsito. A resposta à questão inicial é simples.” 51 GABARITO 119. UFMG De acordo com o texto. b) Ela pode dar impressão de firmeza. ou expressão. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. Pela perspectiva dos artistas. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. ficam os gramáticos. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. De um lado. (Refere-se à transgressão de função estrutural). (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). pode ser que a mesma rua não exista. não dá. Tanto no texto como no comportamento.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. em nome de sua arte. dominar a norma culta do idioma não excede. A transgressão. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. Sendo uma aventura intelectual. clamando por liberdade. (Refere-se aos gramáticos. pensa o poeta. na próxima semana. 118. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. UFR-RJ “Enlou-cresça. o conhecimento do código de trânsito. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. (Introduz uma comparação).Interpretação de texto II Avançar .. Esse tipo de postura gerou um impasse. dominar a norma culta do idioma não excede. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. indica novas propostas para o futuro. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. e não para escravizá-lo. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. em valor. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo.117. em valor. c) Para eles. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. certa rua dá mão. Ela pode dar impressão de firmeza. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. que variam conforme as convenções gerais de cada época. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. De outro. por natureza convencional e efêmero: num dia. deve possuir função estrutural. Para eles. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. de precisão. no outro. UFMG Em todas as alternativas. A língua existe para servir o indivíduo. de ambigüidade. destacado. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. 120. o emprego do termo. impondo normas. para ser bem-sucedida. UFR-RJ Para o autor.. que variam conforme as convenções gerais de cada época. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. e. os artistas. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. Na maioria dos casos.

. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. temos homens honrados e capazes. o sensato é insensato. postas duas proposições. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. 121. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. Por isso. oportunismo político ou desinformação. m. mesmo reconhecendo que é pouco. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Se não fôssemos livres. Do mesmo modo. chamada conclusão. de Holanda. UERJ silogismo. FERREIRA. sensatos. Aqui o sério é temerário. B. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. delas se tira uma terceira. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. ‘perdi a cabeça’.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. quebraria a Previdência. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. É que. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. São Paulo: Martins Fontes. Nova Fronteira. Monica Stahel. se não fosse assim. A. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. F. (. 24/03/2000. Lóg. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. ou talvez até risse e pronto. Dedução formal tal que. 1986. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. ‘é mais forte do que eu’.)” VERÍSSIMO. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. Trad. L. Fernando. 52 Considerando essa definição. ‘não percebi o que estava fazendo’. comprometeria o programa de estabilização do Governo. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. então. O país só é viável se metade da sua população não for.. O Globo. Grita exatamente porque sabe que foi ela. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos.” SAVATER. nem se daria ao trabalho de dizer nada. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’... então. Ética para meu filho. Sérios. nas circunstâncias.Interpretação de texto II Avançar . o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. então. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. ao crescermos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é preciso alterar esse modelo econômico. nelas logicamente implicada. resistindo a apelos emocionais. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. Em compensação. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. S. etc. então. 1997. compreendemos que já estamos sendo castigados.. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. Rio de Janeiro.. chamadas premissas. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional.

à toa! Como judeu errante. Newton. Assim. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. inteiramente distintos.Interpretação de texto II Avançar . actualmente. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. 123. considerando-se o sentido do texto II. 124. fenômeno na retina ou fenômeno físico. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. continuando o caminho de Goethe. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. Para ele. de Graciliano Ramos. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. Um vagabundo empurrado pela seca”. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. Schopenhauer. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. de abandono. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. São Paulo: Nova Alexandria. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas.. Vidas Secas. A sina dele era correr mundo. sem fruto”. PUC-RJ Leia o texto abaixo. José Saramago. no texto I. rios e montanhas. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. 53 “Entristeceu. Nesse aspecto. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. W. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano.” GIANNOTTI. GABARITO 125. mas como aparece junto à luz. que é negado no texto II. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. F. A respeito dos textos. não basta dizer que a cor surge da luz. incluindo lagos. uns 400 milhões de hectares. Ora.122. Mais ou menos metade desta superfície. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. W. M. de GOETHE. 1993. caem por terra. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . andar para cima e para baixo. J. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta... M. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. ou métodos de comparação. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor.) encontra-se em estado de improdutividade. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. O restante (. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. é de 850 milhões de hectares. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I.

Nesse período. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. porque isso significa que. GABARITO A partir do texto. surgiram jornadas de trabalho brutais.” ANDRADE. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. Também não cantarei o mundo futuro. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. ao lazer. ( ) Atualmente. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. os homens presentes. ao entretenimento. pois. a paisagem vista da janela. trazendo preocupações novas. dos quais não pretende mais se afastar. do presente. que raramente o questionamos. F. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. Entre eles. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. não pretendendo. São Paulo: Moderna. não direi os suspiros ao anoitecer. de uma história. não nos afastemos. 1998. p. Estou preso à vida e olho meus companheiros. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. como a grega. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. Mas. não haverá mais quem trabalhe. a vida presente. o lazer. o tempo presente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros.126. assustando algumas autoridades. tendo em vista a existência de graves problemas. Não serei o cantor de uma mulher. à diversão. neste final de milênio. entregar-se aos devaneios e à solidão. considero a enorme realidade. 1998. vamos de mãos dadas. 118. Luiz Octávio de. a chinesa — foram esquecidos. 9. nesse texto. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. 127. p. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. O tempo é a minha matéria. em breve. Rio de Janeiro: Record. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. como a recessão e a violência. a romana e. Carlos Drummond de. principalmente a urbana. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. ignorando o passado e o futuro. A diversão. Antologia poética. In: Educação para o lazer. “Introdução”. voltam com força total. julgue os itens que se seguem. Não nos afastemos muito. U. lazer e entretenimento como ideais de vida. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. fortaleza francesa que foi destruída em 1789.Interpretação de texto II Avançar . pela primeira vez na História. devastou-se a natureza. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. ( ) Infere-se que. de certa forma. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. O presente é tão grande.

também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. O Globo. Cad. o povo era elegante. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. e. UFMS Na construção do sentido de um texto. outros compromissos. Antônio Carlos. mas com inquestionável empenho. eu também podia recorrer ao dr. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. Nada de aposentadoria. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. Com base nessas explicações. eu também posso). a síndrome ataca de igual maneira. p. sem muito sucesso. Opinião. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ./jul. Lá vêm outra semana. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. logo. 29/9/99. 5/7/99. não. ou seja. reconheça. Por exemplo. 6/10/99. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade.Interpretação de texto II Avançar . como sabemos. (02)“Vinho Mercosul no mundo. pôde. ago. deve ser capaz de fazer inferências. (…)” O Globo.: Para o autor. p.: Quando usava outros tipos de vestimentas. dos saudosos 30 mil dólares. eis que.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. p. p. 5/9/99. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. Dê. 7. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. mas não adianta. 1998. chegou a verões. (32)“Max Floc. Antônio Carlos. lá vem a segunda-feira. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. Ao trabalho. é necessária na atual conjuntura. Eu. se transmuta em invernos.” (Raça. especialmente por um ex-colega de magistério. mas a verdade é que.” (Roberto Campos. (16)“Sem alarde. logo. p. Opinião. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. jun. 27/9/99. que me conhece desde rapazinho (eu. 128.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. nem de tentar facilitar a vida. 103) – Inf. mas posso perfeitamente inventá-la. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. enfim. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. se bem que ele próprio aposentado. 29) – Inf.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. outra crônica. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. p. p. 28) – Inf. já está em outonos e. Além disso. se o ex-ministro Magri. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”.” (Veja. E o dr. não ele). Não. começo na manhã da própria segunda. Alguns. pondo a mão no meu ombro. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas.” (Revista do Mercosul. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. 7) – Inf. procurando pistolões. já depois de muito tempo trabalhando em casa. morre de rir quando o crítico e. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. que não os mencionados.” (Época. 57) – Inf. nada disso.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. a soma das alternativas corretas. outras chateações. 84) – Inf. Podia estar aposentado. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. 1999.” (Istoé. como resposta. sempre é afável comigo. Cad. Quis muitas vezes descondicionar-me. entre as alternativas apresentadas abaixo.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. fico um pouco melancólico. como também não quero ser chamado de vagabundo. Não tenho queixa. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado.

(08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público.129. a soma das alternativas corretas. Antônio Carlos. (32)Já para criar segunda-feirite. como resposta. a de escritor. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. que não a do locutor. Antônio Carlos. no caso do texto. Dê. 131. como resposta. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. também ele inventor de palavras. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. como resposta. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). (01)Sendo quase sexagenário. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação.Interpretação de texto II Avançar . uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. a soma das alternativas corretas. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. a soma das alternativas corretas. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. Dê. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. como o dr. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. como em baronato.”. rinite e gastrite. ou seja. Dê. pelo fato de obedecer a princípios éticos. (16)Para construir o vocábulo marajanato. e na necessidade da situação atual. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. como. ou seja. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. desesperado. UFMS Dentre os enunciados abaixo. 56 GABARITO 130. por exemplo. (01)No início do primeiro parágrafo. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). que me conhece desde rapazinho (eu. sujeitos a horários e normas rígidas. o autor emprega o sufixo grego -ite. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. inconformado. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão.

de Ana Miranda.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão.75 dólar. a massa de pizza vem num saco com sessenta. julgue os itens seguintes. 19 (com adaptações). tudo aqui tem o mesmo gosto. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. nº 30. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. claro. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. um sentimento vitorioso. a polícia passa a cada instante. ah. 9/99. Ana. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. por a polícia. classic music to help stimulate your baby’s brain development. autora de Boca do Inferno. corta o meu coração. não há edifícios de mais de três andares. e as estruturas levíssimas. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. 57 A partir do texto acima. Smart Symphonies. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. de eternidade. p. de noite esfria. o imigrante e o chicano passam a cada instante. assim como o leite. o imigrante passa a cada instante. o chicano passa a cada instante. (…) filmo o nascimento do Raphael. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade.132. ( ) A exemplo da tipologia textual. o imigrante passa a cada instante. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. comem-se muita verdura e fruta. a arquitetura do medo. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto.” MIRANDA. faz calor mas não muito. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. associada a Rubem Braga. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. apenas alguns. as geladeiras são repletas de guloseimas. tudo era apavorante. Caros Amigos. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. entre outros romances. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. poeta. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. por causa dos terremotos. o neném nasce e chora. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. ameaçador. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. a cidade é calmíssima. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. as ruas espalhadas. pagam 1. as frutas são coloridas mas sem sabor. ( ) Com a metáfora final do texto. fomos a um mercadão de varejo. todo mundo de carro. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. escritora brasileira.

In: Poesia completa e prosa.Interpretação de texto II Avançar . romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. p. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. Utilizei o bonde. Ajoelhei. Me rasguei todo.133.19) há a mesma informação semântica. Fiz versinhos. 1974. ( ) No verso 9.10) e “Perdi meu tempo” (v. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. ( ) Para conquistar sua amada. julgue os itens que se seguem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Falei de macumba. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. 58 Com base no texto acima. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. em “À toa” (v. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. o passeio a pé. o autor emprega. 406-7. ofereci pó… À toa: não fez efeito. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. simultaneamente. Chorei. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. Que ela era gostosa. Manuel. ( ) Entre os versos 11 e 15. Mafuá do malungo. o automóvel. Rio de Janeiro: Aguilar. li Elvira a Morta [Virgem. Disse que ela era boa.

o governo abandonou estradas. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. 1999. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . vai-se constituindo em disciplina curricular. subempregada. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. E o desafio. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Para os outros. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. o principal órgão de pesquisas sociais do país. e) o descompasso entre modernização e economia. Fempar Segundo o texto. 135. hoje. por isso. Apud: BASTOS. p. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. p. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. Neusa (org. a escola. São Paulo: Educ. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. Fempar A ironia. mas que os deixa desassistidos. Fempar Pela essência do texto. já não precisam tanto de força física. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. única saída para os desempregados. 21 de julho.). Isso porque as empresas. Língua portuguesa: história. uma perspectiva social.“ SOARES. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. d) educação.“ VALENTINI. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. viadutos. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. as expectativas. à qual o texto se refere. c) a modernização das empresas que. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. 136. deixou ruas se esburacarem. b) desemprego. ensino. Durante mais de uma década. com a modernização. uma perspectiva psicológica. 59 134. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. Veja. uma perspectiva cultural. isto é. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. perspectivas. uma perspectiva histórica.Interpretação de texto II Avançar . Cintia. Magda. Segundo o Instituto.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. Para garantir a sobrevivência. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. 1998. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. c) globalização. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. o horizonte é desolador. uma perspectiva política. conseqüentemente. Assim que a economia voltar a crescer. ao longo do tempo. por uma ironia de seu passado recente. 53. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. e) modernização. para o país. b) o avanço da economia informal. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. 105. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente.

só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. F. ao “como” se aprende determinado conteúdo. U. prioritariamente. b) social envolve professor. d) psicológica diz respeito. Pela análise das afirmativas. 4. U. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. aluno e o contexto em que interagem. III. c) I. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. d) 2 – 3 – 4. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. “pode e deve” sugere uma gradação. II e III. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. 1. 138. F. b) I e III. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. I. F. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. e) 3 – 4. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. U.137. 2. c) 1 – 2 – 3. ou seja. b) 1 – 2 – 4. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. d) II e III. Pela análise das afirmativas. 139. estruturas de natureza semelhante. II. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. e) III. a metas e ações. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. 3. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II.Interpretação de texto II Avançar . respectivamente. facilitando a leitura. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. “objetivos e procedimentos” correspondem.

equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil.. defendido por muitos especialistas. no Brasil. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular.Interpretação de texto II Avançar .). 140. um significado preciso. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. U. porque são ilimitadas as reservas desse combustível.. F. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos.) O programa de gás natural. A palavra fóssil tem. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. para os críticos do programa de gás natural.). existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (.” Revista Galileu. F. (Adaptado). que significa “embora não declare explicitamente”. Assinale a alternativa com a frase que. Para exorcizar a ameaça.) Sem dizer com todas as letras. e) O problema da falta de energia. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. no total da produção de energia brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil.. b) a palavra “fóssil”. para certos críticos. (. fornece uma quantidade significativa de gás natural. porque a Bolívia.. (. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. prevê a utilização de um combustível fóssil. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. (... remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele... contendo informações cientificamente corretas. tem. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. 141. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico..) A energia solar é outra fonte a ser considerada. U. para eles.. na expressão “combustível fóssil”. Nesse caso. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. o que. Segundo afirmam. país não limítrofe com o Brasil. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. isso é o que o governo federal dá a entender. um significado preciso.

As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. 64) a forma como lírio escreve. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. foi um sinal de audácia.Texto para as questões 142 e 143. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. pois conseguiu emprego em um jornal importante. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. julho de 2000. Como ele soube? Simples. Este ano. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. como resposta. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. Com base nessa afirmação. Ou seja. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . feita por Lírio. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. Tarefa simples. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. suas letras não se curvavam impetuosamente. de Vitória. Lírio foi descartado. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. Francisco Lopes. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. A grafologia pode até acertar algumas vezes. 62 142. como resposta. técnicos e administrativos. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. Mas errou com Sérgio Lírio. p. Pois Lírio acabou reprovado. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. ”O que diz a letra Em 1995. muito pelo contrário.Interpretação de texto II Avançar . 04) a denúncia sobre o Banco Marka. as inferências são duvidosas. 55. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. Portanto. Com essas inferências duvidosas. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio.“ Superinteressante. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. a soma das alternativas corretas. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Pronto. a soma das alternativas corretas. Dê. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. 143. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. Dê. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. Unioeste-PR Segundo o texto.

Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. anjos. dedicada a tirar Deus das pessoas. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. de suas idéias e descobertas. Parte da culpa pertence. em que tudo se transforma tão rapidamente. In: Folha de S. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . necessariamente. Ou as pessoas de Deus. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. 12. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. Esse excesso de informação. fazendo com que sua divulgação não traga. desenvolvendo-lhe a espiritualidade.” GLEISER. Infelizmente. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. pouco se preocupando com o ‘como’. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. Paulo. 18 jul. como a televisão ou o cinema. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. claro. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. merecidamente!) perde a sua credibilidade. Com isso. então. descontados os fãs. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. Inevitavelmente. Ciência e espiritualidade. podemos reconciliar a ciência com o grande público. sem dúvida. enquanto outras pertencem somente à religião. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. c) A massificação do conhecimento. mas muito ainda precisa ser feito. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. ao público. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. deixando de lado o ‘porquê’. 63 GABARITO 144. Como. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. Essa situação está gradualmente se transformando. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. 1999. A julgar por esses livros. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. Caderno 5. Certas questões são exclusivas da ciência. à comunidade científica: historicamente. de várias superstições (gnomos. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. na maior parte desses veículos. Ela é encontrada no próprio ato criativo. p.Interpretação de texto II Avançar . enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. Folha Mais. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. proporcionada pelas telecomunicações. como nas religiões orientais. uma atividade fria e manipuladora. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. O que ainda vemos. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. Marcelo. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela.

não sei por que mas estou com medo. Dê. p. Estou com medo. e esperei que me viessem chamar. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. depois olhou na direção da casa. retirou o Anel de seu dedo indicador. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. conhecimentos do mundo oriental. para preservá-los. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. como mandava o Decálogo. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. ações ardilosas e desumanas. Rubem. como as outras. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. Levei Ermê para a Sala Pequena. o carro de Ermê. tia Julieta. Uneb-BA Para o autor. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. ligados à meditação. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. 1989. Acho que é esta casa. com muita pompa e cerimônia. a soma das alternativas corretas. acelerou o carro e partiu. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. d) comprovar as verdades de natureza mística. Uneb-BA Segundo o autor. com a capota arriada. a não ser dentro dela.145. onde as tias estavam. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. agora resolutamente. pregadas por diferentes religiões. e passou o cachecol em torno do pescoço. In: Feliz ano novo. avise às outras. e) ultrapassa os limites do racional. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. que me observava atentamente. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. na ciência. eu disse. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. já que está se perdendo no materialismo científico. c) distancia-se cada vez mais do homem. colocando-o no meu. Eu queria terminar logo a minha missão. Na mesa grande do Salão de Banquetes. Com um gesto abrupto. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado.” FONSECA. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. Será nesta noite mesmo. em volta da mesa. Vesti minha casaca. disse Ermê. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. varada por um frio que não existia. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. sentada. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. e trataram-na com muito carinho. Nau Catrineta. 135 e 136. foi cumprida a minha missão. através de ações não só de caráter objetivo.” 146. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. eu disse a tia Helena.Interpretação de texto II Avançar . Desci para recebê-la. não importando. São Paulo: Companhia das Letras. b) aplicar. como se soubesse que eu a estava observando. como resposta. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. 147. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. c) criar ela o seu próprio universo. e o final da narrativa é maniqueísta. mas também subjetivo. 129. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. em direção à casa. entrar lentamente pelo portão de pedra.

disse o padre. isso não. o que é que me sustenta? Não sei. p. diz ele depois de muito tempo. a agência UPI. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. Essa terra. 17 ago.148. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. se tiram os recursos do homem. nunca que eu posso sumir. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população.” RIBEIRO. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. ainda mais acentuadamente. Pentágono e Departamento de Estado. Hoje essa terra não vale mais nada. apropriadamente. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. Paulo. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. Haiti. Ah. com maus pressentimentos mesmo. Janio de. João Ubaldo. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. Iraque. Nem da Europa. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. passando do discurso à ação. com intermediação do padre. lá e no mundo. anterior à guerra do Vietnã. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. e isso não é vida de homem. se Antunes não me sustenta. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. mais sensibiliza a opinião pública americana. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. Por que vosmecê não some? Eu sumir. o que é que deixam com o homem? Nada. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. nem merecedora de maior divulgação. Dê. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. 83-4. Vozes conhecidas. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. p. possa ser. nos dois casos. a soma das alternativas corretas. Iraque e Iugoslávia. Uma vida. 1999. 5. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. que muda por questões de ordem religiosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. agora. não vale quase mais nada.” FREITAS. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. In: Folha de S. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. Não sei. Sargento Getúlio. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. Porque. com Ancrísio Antunes. Quintal embora. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. é um enterro. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. não sei. Granada. A criação da nova agência — IPI. eu sumir? Como que eu posso sumir. Quem some é os outros. é América ainda. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. uma relação de dependência econômica. como resposta. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. não fizesse disso um problema interno. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. Caderno 1. Iugoslávia. mas não o inibiu: Panamá. não vão ter surpresas com a IPI. região que. (32)mantém. a América Latina. já foi uma boa terra. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. diz o padre. diante de um impasse de ordem política. Um governo esperto tomaria precauções para que. É que a situação mudou.Interpretação de texto II Avançar . e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. FBI. a gente nunca. Temos o que esperar com apreensão. diz o padre. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. 1982. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. depois da Europa.

150. pode vir a desmoronar. U. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. Mas é bom notar que. É o caso de ‘piranha’. Mas. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. o levantamento não deixa dúvida. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. Quem não entende o que é pizza. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. d) A importância alcançada pela América Latina. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. pois se vive uma nova Guerra Fria. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas.” DIEGUEZ. Consuelo. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. Elas mostram que. (…) Ainda no campo das surpresas. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos.149. no mundo. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. hambúrguer. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. São as chamadas ‘palavras universais’. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. brincando com os estrangeirismos. d) A América Latina. no plano lingüístico. ele já existia. 22/03/2000. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. Veja. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. 151. o autor faz uma declaração que é justificada. superando a Europa. diz Corrêa da Costa. houve aquelas que andaram na contramão. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. U. b) O mundo caminha para um estado de guerra. e) O mundo. Nada disso. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica.Interpretação de texto II Avançar . a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). sem o paternalismo americano. U. durante dois anos. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. pode-se inferir: a) O poder americano. Salvador-BA No segundo parágrafo. globalizada a partir do tupi. é consenso nos Estados Unidos. ainda é o clássico francês que causa frisson’. ‘Neste fin-de-siècle high tech. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. consultou 130 publicações de quinze países. de certa forma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. de acordo com a sua visão. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas.

3 e 5 67 153. ‘palavras universais’. 2. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. ‘mundo’. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. 3. conforme as perspectivas do poder político e econômico. É o caso de “piranha”. tem como suporte um outro texto anterior. o que está indicado no subtítulo. 4 e 5 b) 1. Estão corretas: a) 2.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. Por isso. 2) O texto. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. d) “Ainda no campo das surpresas. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. c) A hegemonia americana. hambúrguer. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. na íntegra. as pegadas dos povos conquistadores. c) “Quem não entende o que é pizza. globalizada a partir do tupi. e) A globalização das palavras respeitou. prevalece a linguagem figurada. na verdade.152. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. se estendeu também ao universo das línguas. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. 5) ‘globalização’. como se pôde constatar. 154.Interpretação de texto II Avançar . ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras.

d) desenhar cópias de si mesmos. pela primeira vez na história da humanidade. assim. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. No campo dos materiais. As previsões acima podem parecer ousadas.) 68 155. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. c) Nada. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. Na primeira oração há dois adversários. Ou seja. no inferno. na segunda oração há dois. b) Tudo. um dia.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. Na primeira oração há um adversário. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Na primeira oração há um só adversário. Para alguns cientistas. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. A comida milagrosa? Já existe. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. que não nos será possível sequer desligá-los. U. na segunda oração apenas um. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 157. 51. mas. Na primeira oração há dois adversários. c) progresso da Medicina. UFRN Para alguns cientistas. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. na segunda oração há dois. c) suplantar a inteligência humana. Assustador? Talvez. Talvez estejam apenas sonhando. d) otimização dos laboratórios.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. o nitinol. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido.Interpretação de texto II Avançar . sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Talvez não. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. estaremos entrando no paraíso. p. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. já existe um metal. n. d) Nada. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. 1998. ano 31. 23 dez. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Basta aplicar um pouco de calor. são até conservadoras. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Será uma época em que. b) avanço da tecnologia.” Ambas têm em comum: a) Tudo. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. 156. 158. no fundo. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. Para outros. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. viver em Marte. na segunda oração apenas um. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Sabemos apenas que. Assumem. b) aprimorar formas de pensamento. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. 126.

admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. Wanderley Luxemburgo.Interpretação de texto II Avançar . na linguagem do Direito. e) avalia que o passe. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. o que leva o nome técnico de contrabando. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. não do seu desejo de praticar um ato não legal. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. Paulo. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. valores úteis para a vida em sociedade. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. Talvez seja exagero. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. é anacrônico e absurdo. baseado apenas no futebol. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. Com adaptações.” Editorial da Folha de S. por exemplo em “crime culposo”. “em termos penais. 29/8/2000. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. “o que leva o nome técnico de contrabando”. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. negligência ou imperícia da pessoa. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. Em termos penais. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. olhando para o futebol. sonegação e formação de quadrilha. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Em 94. que recende a escravismo. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. Há pouco. o então treinador da seleção brasileira. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. uma falta bem menos grave do que a sonegação. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. anticonstitucionalmente. significa o que é resultante de imprudência. 69 GABARITO 159. Culposo. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. Para coroar. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. Mas. 160. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo.

o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. não se raciocina. o jovem tende ao retraimento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. UFSE Há pouco. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. atualmente. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético.” Adaptado de Superinteressante.Interpretação de texto II Avançar . inclusive com o risco de vício. estimulando sua atenção. p. usar a cabeça só atrapalharia. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. 162. apesar do que se vê no futebol. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. os videogames: a) transformaram-se. diz o professor. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. UFSE … “olhando para o futebol. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. 32. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. Na verdade. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. b) podem tornar-se facilmente um vício. ele precisa de empenho para parar’. Para Setzer. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando.161. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. Wanderley Luxemburgo. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. junho/99. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. Aliás. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. ‘Em um videogame. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. 70 GABARITO 163. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. Assim. Uma troca perigosa. o então treinador da seleção brasileira. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. para provocar sensações mais intensas. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. Vista no contexto. quanto qualquer outro instrumento. Unifor-CE De acordo com o texto.

algo de útil e concreto. no meio do mato. cortar lenha. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. como os bois. me surpreendendo. 200 crônicas escolhidas. Voltar Língua Portuguesa . Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”.Interpretação de texto II Avançar . Todo mundo. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. nem sede. com frio. E quando precisava de um pouco de evasão. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. brilhar um pouco. Ele acendeu um fogo. e) de evasão para um mundo de sonhos. entrando numa loja para comprar uma gravata. precisamos apenas viver — sem nome. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. de noite. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então.164. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. uma simples mulher. dá na gente um sonho de simplicidade. b) despojada. os videogames significam proteção para os jovens. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. Que prazer em comer aquele peixe. não assim. para o narrador. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. meio molhados. nem frio. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. doces. meu trago de cachaça. que me fatigasse o corpo. São uma necessidade que inventei. de repente. IMPRIMIR 166. esquentamos um pouco junto do fogo. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. Rubem. lavrar a terra. A vida bem poderia ser mais simples. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. apenas me fazem falta. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. marcado por situações de extrema violência. Por que beber uísque. É apenas um instante. entre duas providências a tomar. 71 GABARITO 165. e chegamos à choça de um velho seringueiro. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Quando ficamos bem cansados. a um tipo de diversão violento e cruel. e isso era bom. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. s/d. tirar areia do rio.” BRAGA. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. muitas vezes. p. subimos a barranca. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. distraídos. na noite escura. mas deixasse a alma sossegada e limpa. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. assim. O telefone toca. com certeza. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. as mangueiras e o ribeirão. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. Uneb-BA No texto. tem de repente um sonho assim. em detrimento do mundo real. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. Puxamos a rede afundando os pés na lama. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. bons. fortes. para me fazer essa pergunta. São Paulo: Círculo do Livro. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. Precisamos de uma casa. saber intrigas? Uma vez. e a água era boa. 3267. comida. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. tive de repente um ataque de pudor. nem número. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo.

mais longe de tudo. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. nem braço a mover-se nem unha crescendo. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. já sem dor. 234-5. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. a fuga de si mesmo. e) no penúltimo parágrafo. Mas a vida: captada em sua forma irredutível.167. o conceito. b) no segundo parágrafo. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. o eco já não correspondendo ao apelo. o verso / (E. essencial. porque o tempo não mais se divide em sessões. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sem ciência nem ironia. a perda voluntária de amor e memória. já sem ornato ou comentário melódico. contudo. calado. indiferente e solitário vivo. ainda mais longe a fuga do feérico. não respirado. o pequenino.Interpretação de texto II Avançar . 1993. sem dúvida. Rio de Janeiro: Record. In: Antologia poética. senão inúteis. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. e este fundindo-se. a desnecessidade do canto. apenas o vivo. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. c) no terceiro parágrafo. o tempo elidido. nenhum gasto de tecidos.” ANDRADE Carlos Drummond de. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). p. ausência deles. a limpeza da cor. um sono. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. domado. a fuga da fuga. vida mínima. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. Não a morte. Não o morto nem o eterno ou o divino. Isso eu procuro. menos que terra. mais me envolva. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. o exílio sem água e palavra. d) no quarto parágrafo. confusão entre manhã e tarde. um início. todos os gestos afinal impossíveis. sem calor. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. o enredo. b) “Porque a frase. 168. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”.

amigos. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. a educação e a socialização se verificam. vizinhos.169. as crenças. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. como pais. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. 170.Interpretação de texto II Avançar . ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais.” 171. ( ) temática de caráter social. ( ) liberdade formal. o comportamento. U. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. as angústias do homem. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. eliminando. ( ) uma linguagem referencial. os modos de vida da sociedade a que pertence. político. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. assim. desde a infância. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. U. numa mesma sociedade. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. daí a objetividade no enfoque do tema. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. econômico etc). representantes do poder público. representando bem uma arte engajada. 172. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. d) centraliza-se na definição de endoculturação. professores. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. visando à expressividade. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias.

A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. tornando-as mão-de-obra desejável. como a mortalidade infantil.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. que levaria ao planejamento familiar. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. Unifor-CE De acordo com o texto.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. era muito grande. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. b) a explosão populacional. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. África e América Latina.Interpretação de texto II Avançar . na medida em que limita o uso da tecnologia. no Brasil. mesmo em alguns países mais adiantados. então. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. 31-2. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. sobretudo nas grandes cidades. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. Movimento n. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. principalmente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1988. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo.” SEGALL. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. Contudo. Lasar. Contudo. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. Um museu de portas abertas. p. até o momento. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. 74 173. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. Fatores culturais são também importantes. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. as visitas a museus. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. José. especialmente nas grandes cidades. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. 1/1/2000. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. Paulo. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. no passado. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. O Estado de S. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. os agrava e. É compreensível. em vários países. por conseguinte. 174. nos vários continentes. 3. parece estar levando a melhor. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. sem ocupação fixa. Ao contrário. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande.

b) II. b) caracteriza as circunstâncias que. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. A respeito dos enunciados acima. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. no Brasil. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. d) I e III. II. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes.175. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. vêm sendo pouco prestigiados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. III. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. no Brasil. 176. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. “pouca conversa”. Os museus. Unifor-CE I. como instituição artísticocultural. 75 177. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. e) II e III. pelos órgãos governamentais. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. b) realçar ironicamente as metáforas. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. c) III. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. GABARITO 178.Interpretação de texto II Avançar .

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . F. Carlos Drummond de. d) velado humorismo. com as mãos sobre os joelhos. em seu discurso metalingüístico. ‘Lá estão eles’. trata da essência da própria poesia. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. esse excelente.” ANDRADE. a vida é um sol estático. Ao transpor a porta para a rua. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. Memorial de Aires. Diante dela. disse comigo. As afinidades. Não há criação nem morte perante a poesia. c) desgosto e censura. olhando um para o outro.179. U. completo e confortável corpo. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. os aniversários. Machado. achei aberta a porta do jardim. Consolava-os a saudade de si mesmos. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. 1989. c) O autor defende a transcendência da poesia. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. Ao fundo. e) ceticismo e desesperança.Interpretação de texto II Avançar . Fui a pé. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. b) suavidade e melancolia. p. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. GABARITO 180. superior à própria vida e à morte. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. e) O poeta. 95s. Rio de Janeiro: Aguilar. Carmo. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana.” ASSIS. à esquerda. b) Segundo o poeta. tão infenso à efusão lírica. não aquece nem ilumina. Aguiar estava encostado ao portal direito. os incidentes pessoais não contam. D. 76 d) Para o autor. entrei e parei logo. In: Obra Completa. intensamente elaborado. Não faças poesia com o corpo. dei com os dois velhos sentados. à entrada do saguão. 1992. tinha os braços cruzados à cinta. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida.

12. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. De outro. Por isso mesmo. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. Ou seja. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. São Paulo. Fomos e seremos assim. Carlos Heitor. É também macunaímico. herói sem nenhuma definição. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. A imagem geométrica pode ser forçada. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. 77 181. Folha Ilustrada. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. em nossa essência. o opositor de uma e de outra.” CONY. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. o Macunaíma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 21/04/2000.Interpretação de texto II Avançar . UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. apesar do ressentimento social que o caracteriza. p. 5º Caderno. por ser sobretudo uma criação verbal. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. Retomando a imagem literária. mas o homem é causa e efeito do verbo. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. o homem miscigenado. a) O homem de Guimarães Rosa. tomou sua própria vereda. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. potente e tendendo a ser feliz. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. De um lado. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala.

nem sempre verdadeiro. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. ele fala para mais crianças e adultos. (…)” SÁ. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. b) “um”. d) “500 anos”. revela que um discurso oficial. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. mostra arcos. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. d) “deixando preconceitos de lado”. ‘As comemorações dos 500 anos. expressão ligada ao nome “Brasil”. até expõem a cultura indígena. como dizia — e impedir conflitos futuros. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais.Interpretação de texto II Avançar . antecedendo a expressão “500 anos”.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. referindo-se ao nome “Brasil”. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de Pernambuco. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. b) “Brasil de antes de Cabral”. coordenador do projeto. c) “crianças de diferentes idades”. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. Desde o início da semana. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. 184. de certa forma. diz Ricardo Paes. da tribo fulni-ô. 183. Fátima. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. predomina na sociedade. mas de maneira muito romântica. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. mostra arcos. 22/03/2000. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. GABARITO 182. apresenta danças e ritos. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. UERJ A linguagem figurada. Veja. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. Agora. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. c) “mais de”. no plural. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. conhecida característica de textos literários. encontra-se também em outros tipos de texto.

186. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. escancarando em público o vazio em que existimos. e normalmente muito rápido. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. um vidro. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. que vive. O turista é um apressado. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. ele substitui a própria memória pela fita magnética. 1992. claro. Prosas seguidas de odes mínimas. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. Se a televisão é a arena da história contemporânea. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . 03/12/1996.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. P. Nas festas de escolas primárias. Continuará com pressa. Ali jaz a vida que poderia ter sido. De bom grado. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. Eugênio. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. Guerra. ele apenas grava imagens. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). Sob o foco automático. a televisão é humanizada. tudo. 79 185. Protegido por sua máscara eletrônica. Cônscia de sua relevância mística.” BUCCI. guardando imagens sem nexo. que se reserva a chance do inesperado. Nas férias. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. uma câmara.Interpretação de texto II Avançar . sexo. o estranho fenômeno se generaliza. Depois. esporte — me dás tudo. Aposentei os dentes. jamais terá tempo de rever o que filmou. Ali jaz o desejo que não se satisfez. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). São as imagens do espetáculo que não foi vivido. J. que o poupa de estar exposto ao destino. São Paulo: Companhia das Letras. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. Veja. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. UERJ No poema. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. PAES. por favor?). enfim.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa. 203. UFR-RJ Os diálogos, nesse texto, têm a função de a) caracterizar o discurso indireto na narrativa. b) refutar o ponto de vista do autor por meio dos personagens.