P. 1
EBD - CURSO PARA PROFESSORES E OFICIAIS

EBD - CURSO PARA PROFESSORES E OFICIAIS

4.33

|Views: 10.145|Likes:
Publicado porELI ROCHA SILVA
Apostila para uso em treinamento de professores de EBD, com informações para Diretores e Oficiais.
O uso é livre.
Apostila para uso em treinamento de professores de EBD, com informações para Diretores e Oficiais.
O uso é livre.

More info:

Published by: ELI ROCHA SILVA on Mar 10, 2009
Direitos Autorais:Public Domain

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/01/2013

pdf

text

original

Treinamento Para Professores da Escola Bíblica Dominical

Conceitos gerais sobre o processo educativo nas igrejas

Elaboração: Eli da Rocha Silva Outubro/1998

A DINÂMICA DO PROCESSO REDENTIVO-EDUCACIONAL

DEUS

Gen. 3.15

CRISTO

Salvar Jo 3.16

IGREJA
Comissão) EDUCAÇÃO RELIGIOSA EBD

Ir, Buscar

Mt. 28.19,20 (Grande

Ensinar, Educar (Mt. 28.20)

PROFESSOR

Orientador (Rm. 12.7b)

ALUNO

Recuperado, transformado II Cor. 5.17

Quadro 1 (ERS)

A GRANDE COMISSÃO

Mateus 28. 19,20

2

Jesus pretendia que a sua igreja fosse uma igreja didática. A religião que fundou é uma religião de ensino. Este fato está explícito na Grande Comissão, em todas as partes da qual convocam para um programa de educação e instrução. Neste programa, o fazer discípulos é o primeiro passo. A própria palavra discípulo significa aprendiz e, por conseguinte, invoca um processo educacional. Não existe melhor maneira de fazer discípulos do que ensinar a verdade fundamentalmente em Jesus. O segundo passo é o batismo dos discípulos (integração). O próprio batismo é um instrumento visual no ensinamento do poder salvífico da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Este ato simbólico deve ser interpretado e esclarecido para todos os candidatos ao batismo. O estágio final do programa de educação e treinamento é um processo contínuo – a saber, ensinar os discípulos a praticar o que Jesus mandou. Isto requer um programa que envolve todos os membros da igreja. A conversão e o batismo não são o final do processo, pelo contrário, são o início. Ao batismo deve seguir-se um programa contínuo de educação; caso contrário, os convertidos permanecem bebês em Cristo, e as consequências são sérias, para eles, para a igreja e para a Causa de Cristo. Cometemos um erro grave quando supomos que a Grande Comissão trata apenas da conversão. Esta é somente a sua parte inicial.

3

A IGREJA E SEU PROGRAMA DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA

A Educação Religiosa tem como base o conceito de que Deus se revela como verdade infinita e que o ser humano é capaz de conhecê-lo em parte, mesmo que redentivamente. Isso deve levar a pessoa humana a crescer na graça e no conhecimento de Cristo, até alcançar o pleno conhecimento da verdade. A Educação Religiosa tem por objetivo a formação de uma consciência que orinte a conduta do cristão à luz da Palavra de Deus e desenvolva o seu caráter de modo a reproduzir nele o caráter de Jesus Cristo na adoração, no comportamento ético em todos os aspectos do seu viver e na submissão ao propósito redentivo do amor de Deus (Gl 4.19). O objetivo final da Educação Religiosa é levar o educando a alcançar a plena maturidade como ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A Educação Religiosa, ou Cristã ,como prefere a CBB, tem duas divisões importantes: 1) Divisão de Escola Bíblica Dominical e 2) Divisão de Crescimento Cristão. Trataremos apenas da divisão de Escola Bíblica Dominical: Cuida da integração, formação e busca da maturidade de cada crente, desde o nascimento espiritual. Muitos consideram que a EBD deve ter caráter evangelístico, muito embora penso que a função dela seja mesmo a de formação do discípulo. Quanto ao evangelismo, as igrejas têm departamento próprio para esse tipo de trabalho. Então reafirmo, a EBD trabalha com os alcançados pela evangelização. Agora, na ministração das aulas, o professor pode e deve levar os alunos à uma decisão ao lado de Cristo. A EBD na sua função formativa do caráter cristão no novo aluno, deveria ter no seu quadro docente pessoas qualificadas para o ensino. É comum, em época de eleição, ‘laçarmos’ aqueles que estarão à frente das classes, aí observamos que o nível do ensino é muito baixo. Culpar quem ? o professor ? De modo algum, a culpa é nossa como liderança, como pastores; que não vemos a necessidade de preparar adequadamente os nossos mestres.

4

OS OBJETIVOS DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA Particularizando, podemos dividir o objetivo geral da educação cristã em sete alvos progressivos: 1. Conversão a Cristo Levar cada pessoa a ter uma experiência genuína da graça salvadora de Deus através de Jesus Cristo; 2. Filiação à Igreja Induzir cada pessoa convertida a Cristo a tornar-se membro consciente, ativo e dedicado de uma igreja fiel às doutrinas do Novo Testamento; 3. Culto Cristão Ajudar cada pessoa convertida a Cristo a fazer do culto uma parte constante e vital da sua existência; 4. Conhecimento Bíblico e Convicção Cristã Ajudar cada pessoa convertida a Cristo a desenvolver os seus conhecimentos bíblicos e a alcançar a maturidade da sua experiência cristã: a) b) c) d) Em relação à Bíblia; Em relação à realidade da fé cristã; Em relação ao movimento do cristianismo; Em relação à igreja e à denominação.

5. Atitudes e Consciência Cristã de Valor. Ajudar cada pessoa convertida a Cristo a assumir atitudes e consciência de valores nitidamente cristãos para que a sua filosofia de vida seja uma filosofia de vida cristã; a) b) c) d) e) f) Em relação a Deus; Em relação ao significado da existência; Em relação à sua própria pessoa; Em relação aos outros; Em relação à Bíblia e às instituições divinas; Em relação ao mundo presente.

6. Vida Cristã Autêntica.

5

Levar cada pessoa convertida a desenvolver hábitos e habilidades que contribuam para o seu crescimento espiritual e conduzi-la a aplicar os padrões cristãos de conduta adequados a cada esfera da sua vida. 7. Serviço Cristão. Levar cada pessoa convertida a Cristo a empregar seus talentos e habilidades no serviço cristão.

Abaixo um projeto para a Escola Bíblica Dominical.

6

Crianças

0 a 11 anos

Conservaria o modelo atual, observando as faixas etárias

Adolescentes

12 a 17 anos (Eles e elas)
12 a 14 anos 15 a 17 anos

Adolescentes 1 Adolescentes 2

Adotar duas classes para os adolescentes seria o ideal em qualquer estrura de Educação Cristã, porque os objetivos do adolescente (préadolescente de 12 anos não é a mesma do de 17 anos.

Jovens
Jovens 1 Jovens 2

18 a 35 anos (Rapazes e moças)
18 a 25 anos 26 a 35 anos

O jovem acima dos 26 anos tem, na maioria das vezes os objetivos futuros bastante programados, com muitos já realizados, tais como: profissão, noivado, casa própria. A abordagem no ensino não pode ser a mesma do jovem recém saído da adolescência.

Adultos (mulheres)
Adultos (mulheres) 1 Adultos (mulheres) 2

36 a N anos
36 a 45 anos 46 a N anos

É salutar que uma vez ou outra haja unificação das faixas em classe única, principalmente para o benefício dos irmãos mais idosos.
7

Adultos (homens) 36 a N anos
Adultos homens 1 Adultos homens 2 36 a 45 anos 46 a N anos

É salutar que uma vez ou outra haja unificação das faixas em classe única, principalmente para o benefício dos irmãos mais idosos

A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

1. O Ensino Cristão é um chamado divino Preciso ter certeza de que realmente sou chamado à função de ensinar. Ensinar significa trabalho. Uma boa aula depende muito do preparo prévio. 2. Os professores que Deus chama precisam de treinamento. O senso de chamado não substitui a competência. O professor cristão precisa conhecer a Bíblia. Não devemos nos contentar em apresentar qualquer interpretação da Escrituras; devemos esforçar-nos para descobrir a interpretação correta. 3. O professor precisa conhecer o aluno. Conhecer o aluno é princípio básico do processo educacional. O professor deve procurar conhecer as necessidades e os problemas de seus alunos, procurando conseguir meios e métodos que se harmonizem com o bom desempenho do seu trabalho e o real aproveitamento dos alunos.

8

4. O professor como orientador da aprendizagem. O professor de EBD deve procurar desenvolver no aluno sua capacidade de aplicar-se ao estudo e de descobrir por si mesmo. O professor deve proporcionar ainda condições para que os alunos exponham suas conclusões, troquem idéias e reflitam num ambiente de respeito, liberdade, amizade e conhecimento mútuo 5. O professor como preparador de vidas. Nesse processo vemos que o professor alcança posição de destaque no direcionamento das vidas dos alunos que frequentam sua classe. O que for passado para os alunos, enquanto conhecimento bíblico, é o que irá infuenciá-lo em suas decisões. 6. O professor como modelo de conduta. É imprescindível que o professor tenha consciência de seu papel, do seu lugar de destaque, e assuma o compromisso com a vivência do que ensina, pois os alunos o têm como exemplo de vida cristã.

7. O professor, como espelho de liderança O professor, como espelho de liderança, está passando um estilo, uma maneira de ser e agir, um jeito especial de lidar com problemas e situações difíceis, um trato próprio das questões atinentes à realidade de seus alunos. 8. O professor como expositor da Bíblia. O professor de EBD ensina palavras eternas, palavras que podem produzir vida. Deve fazêlo com zelo e dedicação. O professor deve conduzir a aula dentro do objetivo de estudar o texto bíblico e a apropriarse do seu verdadeiro sentido. 9. O professor como anunciador da graça evangélica. Em função do caráter, também, evangelizador da EBD, que precisa ser redescoberto e enfatizado, o professor há que fazer proclamação da graça salvadora em Cristo Jesus, através do anúncio do evangelho.

9

O PROFESSOR E O PREPARO DO ESTUDO BÍBLICO (LIÇÃO)

Quando devo começar o preparo da lição ? R.: Comece com antecedência, se quiser ensinar com mais confiança, mais eficácia. I – Razões para começarmos a preparar a lição com antecedência. Os professores que começam a se preparar com antecedência podem tirar vantagens de fontes enriquecedoras. O ensino criativo exige tempo. Nossas melhores idéias nos ocorrem quando temos tempo de pensar em ‘fogo lento’. Trabalhar numa lição com vários dias de antecedência o deixa pensando nela, e essa reflexão tem efeito cumulativo. II – Ferramentas de trabalho necessárias para o estudo eficiente. 1. Um exemplar do livro-texto. A Bíblia é o nosso livro-texto. O ideal é dispor de Bíblias em várias versões; muitas vezes uma versão proporciona mais compreensão do que outra. 2. Material de Apoio ao Estudo da Bíblia. a) b) c) d) e) f) Concordância Bíblica; Dicionário Bíblico; Atlas Bíblico; Comentários Bíblicos; Revistas com comentários para EBD; Dicionário da Língua Portuguesa.

III- ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO ESTUDO A maneira de se elaborar uma lição bíblica é seguir um roteiro. Comece fazendo uma lista de todas as palavras bíblicas a serem estudadas; Leia-as, de preferência numa versão na linguagem moderna;
10

Procure responder às seguintes perguntas relativas a cada lição: • • • • Qual a ênfase principal, a idéia central desta passagem bíblica? Que outras idéias serão de interesse para a minha classe? Como meus alunos podem beneficiar-se desta lição em termos de suas necessidades pessoais ? A que precisarei dar atenção especial no decorrer do estudo da lição ?

IV - ESTUDANDO A LIÇÃO Leia a passagem devotamente. Deixe que a passagem da lição fale ao seu coração, bem como à sua mente na primeira vez que a ler. 2. Leia a passagem analiticamente. Leia-a novamente, só que desta vez atento aos detalhes.
1.

• •
3.

Assinale palavras com as quais não está familiarizado. Sublinhe expressõeschave. Saliente pontos importantes com um ponto de exclamação na margem; identifique tudo que der origem a dúvidas com um ponto de interrogação. Faça suas anotações visando futuras consultas. Procure as passagens relacionadas nas referências central ou de rodapé. Faça a si mesmo perguntas sobre a passagem: O que foi dito a quem ? Com que propósito ? Qual o resultado ? O que significa ?

Utilize ferramentas de estudo bíblico. • • • • • • Concordância Bíblica; Dicionário Bíblico; Atlas Bíblico; Comentários Bíblicos; Revistas com comentários para EBD; Dicionário da Língua Portuguesa.

Quando realmente formos estudar uma determinada lição, adotemos o procedimento abaixo, considerando que o trabalho de base já tenha seido feito. • • • • Leiamos a passagem bíblica com devoção; Leiamos a passagem bíblica analiticamente; Utilizemos ferramentas de estudo bíblico; Consultemos material curricular; e,

11

Coordenemos tudo e identifiquemos os pontos principais.

COMO ELABORAR O PLANO DE AULA
Um bom plano de aula o ajuda a utilizar o tempo em sala de aula sabiamente; dá-lhe um senso de direção e ajuda a manter a aula na rota.

I-

Os ingredientes essenciais.
Um esboço típico assemelha-se a este: 1) Estimular o interesse; 2) Dirigir o estudo bíblico; 3) Salientar verdades eternas; 4) Aplicar a lição à vida; 5) Realizar uma apreciação prévia da lição seguinte.

Em essência, o plano de aula possui três metas: 1) É preciso levar os alunos a quererem estudar a lição; 2) É preciso incluir atividades de estudo projetadas para ajudá-los a captar algo da passagem bíblica; e, 3) É preciso “amarrar”a lição.

II – Montando um plano de aula
Tema: A importância do professor da Escola Bíblica Dominical Introdução: A presente lição enfoca a questão da importância do professor da EBD. INecessidades do aluno

12

1. Conhecer e refletir sobre o ensino e a necessidade de professores bem preparados. 2. Conhecer as bases do ensino relacionado à vida cristã. IIObjetivos informativos 1. Conscientizar o aluno que ser educador trata-se de uma chamada especial. IIIMotivação 1. Discussão de texto em classe.

CONHECENDO O ALUNO

JOVEM Pós-Puberdade: entre 15 a 20 anos Maturidade: Onde encontra-se jovem de ½ idade – dos 20 aos 35 anos. Pós-Puberdade A) B) C) D) Defrontará com o problema vocacional Necessidade de superação da dependência familiar A intensificação das relações com o sexo oposto A formação da identidade

Adulto-Jovem: A) B) C) D) Ajustamento sexual Confronto com a paternidade Traz dentro de si uma série de conflitos e questionamento sobre uma gama de responsabilidades Fora de si estão a atenção dos olhares dos circunstantes que criam expectativas em torno das escolhas, conferem-lhe uma série de cobranças indesejadas.

Para conhecermos o jovem cristão é necessário olhá-lo sob dois aspectos: humano e espiritual. Precisamos saber se suas características intrínsicas e comportamentais (biossociais) são modificados pelo diferencial ser cristão. COMO SER HUMANO:

13

Não diferenciam dos demais no que tange ao desenvolvimento da personalidade, satisfação das necessidades psicofisiológicas e construção de suas relações sociais. Sendo assim estará sujeito ao conflito de gerações. No aspecto social, no que diz respeito às aspirações – profissão, casamento, etc. E como os demais de outras faixas etárias, precisa de carinho, compreensão, liberdade, amor, companheirismo para que haja um desenvolvimento harmônico e sadio de sua personalidade. COMO SER ESPIRITUAL: • • • • • • • O jovem crente não é apenas uma criatura de Deus; Ele optou por ser filho de Deus; Este é o ponto diferenciador; Percebe que sua vida não é algo passageiro e fugaz, sendo assim todos os componentes básicos de sua vida (vocação, namoro, família, profissão, casamento, paternidade) estão diretamente relacionados com a sua profissão de fé. É fundamental a vontade de Deus em todos os momentos de sua vida; Justifica assim a tão insistente pergunta: Qual a vontade de Deus para a minha vida ? Muitas vezes nem os púlpitos das igrejas e nem mesmo a EBD se preocupam em transmitir séria e segura no tocante as decisões da vida do jovem em submissão com a vontade de Deus, falta Bíblia no coração do povo.

ADULTO

1º Passo: Considerar as necessidades dos adultos. Esta fase vai dos 30 até o fim da vida. Pessoas de 30-40 anos têm necessidades diferentes das de 60 e 70. Para melhorar a compreensão divide-se a fase adulta em 4 etapas: 1ª) Adulto-jovem (30-39 anos) 2ª) Adulto-médio (40 a 50 anos)

14

3ª) Adulto-aposentado (50-60 anos) 4ª) Adulto-idoso (60 anos acima)

1ª) ADULTO-JOVEM: 30-39 ANOS Período de estabilização em termos profissionais e emocionais. A busca de estabilização profissional poderá fazê-lo trocar de emprego. Na área emocional, se não se estabilizou em termos de casamento, caso ainda não tenha feito, o fará com maior determinação. Se caso for casado estará estabilizando seu casamento, adaptando-se conjugalmente e com seus filhos. Geralmente estarão em dificuldades em relação aos filhos; estas serão diferentes de acordo com as idades dos filhos. 2ª) ADULTO-MÉDIO: 40-50 ANOS Nesta fase o adulto já está mais estabilizado; Se torna mais difícil para ele aceitar mudanças; Mas pode ainda adaptar-se a novas situações mas precisa de argumentos bem fundamentados; Deve se levar em consideração suas experiências; O professor de adultos mesmo que não tenham experiências adquiridas pelos anos de vida, precisará ter conhecimento profundo das Escrituras Sagradas e saber como aplicá-lo na vida dos seus alunos. Faixa etária que tem crise, especialmente porque tem filho adolescentes ou jovens que estão preparando para o casamento. Se depara assim com o chamado NINHO VAZIO: antes o lar estava cheio, agora vão-se os filhos um por um. ADOLESCENTES: Como entendê-los ? 3ª) ADULTO-APOSENTADO: 50-59 ANOS Além do ninho vazio, o aposentado perde a atividade profissional e pode passar por uma forte depressão e insegurança; Início da velhice e o adulto nesta idade quer afirmar-se em outras atividades para passar o tempo; As atividades na igreja são muito importantes nesta fase. 4ª) ADULTO-IDOSO: 60 ANOS ACIMA

15

A carência nesta fase é muito mais intensa; O adulto precisa de carinho, respeito e afirmação; Ele necessita de afirmação e perspectiva; Se ele, o adulto, passou pelas outras fases satisfatoriamente, com certeza será feliz e saudável nesta; Um trabalho bem feito poderá auxiliá-lo nas crises da velhice; Quando o idoso tiver problemas familiares o professor deverá ajudá-lo conversando com ele e dando-lhe esperanças a respeito dos valores espirituais.

O DIRETOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A Escola Bíblica Dominical pouco ou nada avançará se não possuir um líder. O seu líder é o Diretor. Não basta ser animado. Não basta ser espiritual. Não basta ser intelectualmente preparado. Não basta ser querido de todos. Um diretor capaz, deve ser: • • • • • • • • • • Um crente, cuja fé se expresse em atos de serviço cristão, piedade comprovada e amor às almas perdidas; Pessoa de oração, procurando em Cristo a solução para os problemas; Estudioso da Bíblia, de livros devocionais e dos comentários bíblicos; Possuir dons de liderança, aperfeiçoados por cuidadoso preparo para a obra; Espírito progressista, sem ser revolucionário; Hábil em cooperar; alegre sem ser inconveniente; Que administre tudo, sem no entanto ser mandão; Que chame a atenção paras as possíveis falhas, sempre de forma comedida; Oferecendo honras aos outros e chamando para si as possíveis falhas do trabalho; Insatisfeito, procurando alcançar sempre alto padrão de eficiência.

16

O DIRETOR É O RESPONSÁVEL PERANTE A IGREJA: Pelo planejamento Execução E Avaliação do trabalho previsto no Programa de Educação Religiosa para a Divisào de Escola Bíblica Dominical.

SUAS ATRIBUIÇÕES: 1) Providenciar um corpo de obreiros capazes para o seu departamento, indicando suas responsabilidades e atribuições, mantendo completo o quadro de professores; 2) Suprir os obreiros do departamento de todo o material necessário ao bom andamento do trabalho; 3) Planejar a aquisição de espaço e equipamentos adequados ao ensino; 4) Tomar a iniciativa de organizar novas classes, quando lhe parecer a hora apropriada, dando a devida atenção ao novo professor, ao lugar e à literatura; 5) Determinar alvos para o trabalho da EBD; 6) Realizar reuniões periódicas com os obreiros, mantendo o Conselho de Educaçào Religiosa ou o Conselho de Obreiros da Igreja bem informados sobre as programações da EBD; 7) Abrir os trabalhos da EBD; 8) Promover a freqüência aos cultos; 9) Cuidar da literatura e material de ensino para as classes, visando as necessidades do trimestre; 10) Desenvolver os programas de expansão da EBD; 11) Ser pontual e assíduo; 12) Orientar os demais obreiros no cumprimento de suas atribuições; 13) Avaliar, periodicamente, o desenvolvimento do trabalho da EBD; 14) Fazer sempre anúncios e comunicações em benefício da EBD; 15) Promover entre os professores a divulgação e leitura de obras de consulta e referência sobre seu trabalho, com temas de didática geral e a relação ensino-aprendizagem; 16) Relacionar-se sabiamente com os professores e demais oficiais da EBD; 17) Relacionar-se sabiamente com seu pastor e demais obreiros da igreja; 18) Não transformar a EBD em sua “igrejinha” particular; 19) Nunca fugir do objetivo da EBD, que é a edificação cristã; 20) Etc. DICAS PARA O DIRETOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
17

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Escale outros para dirigir a EBD, para que sejam treinados; O encerramento das atividades pode ser feito nas próprias classes; Ao voltar de férias procure saber tudo o que aconteceu na EBD; Deixe transparecer que você ama a EBD; Ensine outros a amá-la também; Não esqueça do Dia do Professor (15/10); Valorize os seus professores; Não se esqueça que a EBD precisa de recursos (R$). Sugestão: A igreja pode votar em assembléia que as ofertas da EBD sejam revertidas no seu crescimento.

“Persiste em ler e ensinar” (Paulo a Timóteo)

18

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->