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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO DIRETORIA DE ENSINO DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE MECÂNICA E

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO DIRETORIA DE ENSINO DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE MECÂNICA E MATERIAIS

APOSTILA DE FRESA

São Luís, 21 de agosto de 2006

Prof. Tiago Neves

ÍNDICE

1- FRESADORA

P

1.1 - Definição de fresamento

1

1.2 - Definição de fresadora

1

1.3 - Classificação das fresadoras

2

1.4 - Operações fundamentais

2

2- FERRAMENTAS

2.1 - definição

2

2.2 - classificação quanto à forma

2

2.3 - empregos

3

2.4 – principais operações das fresadoras

4

3- CABEÇOTE DIVISOR

3.1 - divisão direta

5

3.2 - divisão indireta

5

3.3 – exercícios

7

4- POLÍGONOS REGULARES

4.1 – Construção de quadrado a partir de uma barra circular 11

4.2 – Construção de hexágono a partir de uma barra circular

11

4.3 – Construção de triângulo eqüilátero a partir de uma barra circular

12

5- ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS

5.1

– definições fundamentais

13

5.2

– relações importantes para fabricação de engrenagens

14

5.3

- exercícios

16

5.4

- divisão diferencial

18

5.5

- exercício

21

6

- ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES HELICOIDAIS

6.1

– terminologia

23

6.2

– relações importantes

25

6.3

– exercícios

26

7- ENGRENAGENS CÔNICAS DE DENTES RETOS

7.1 – definições fundamentais

29

7.2 - exercícios

29

8- ENGRENAGEM E CREMALHEIRA

8.1 - relações importantes para fabricação de cremalheira

32

8.2 - construção de cremalheira

32

Introdução ao fresamento

FRESAMENTO

1

O fresamento é uma operação de usinagem com formação de cavaco que se caracteriza por:

- a ferramenta multicortante, dita fresa, é provida de arestas cortantes

dispostas simetricamente ao redor de um eixo; - a ferramenta para executar a sua função, é provida de um movimento de rotação, ao redor de seu eixo, permitindo assim que cada uma das arestas cortantes (ditos dentes da fresa) retira a parte de material que lhe compete faze- lo;

- o movimento de avanço, que permite o prosseguimento da operação, é

geralmente feito pela própria peça em usinagem, que está fixada na mesa da

máquina, (raramente o movimento de avanço é feito pela própria ferramenta);

- o movimento de avanço obriga a peça passar sob a ferramenta que lhe dá a forma e dimensão desejada[1].

FRESADORAS Fresadora ou máquina de fresar é a máquina cuja ferramenta está animada de movimento de rotação e arranca o material em excesso, em forma de cavacos mais ou menos reduzidos, muito parecidos com uma vírgula. Tipos de fresadoras:

Fresadora horizontal Fresadora vertical Fresadora universal Fresadora ferramenteira etc.

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Introdução ao fresamento

2

OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS:

Fazendo-se variar e aplicando-se o princípio básico as fresadoras podem executar superfícies planas, curvas e irregulares, rasgos de chavetas, rasgos em T, caudas de andorinha, chavetas longas, quadrados, hexágonos e outras peças irregulares, furos, broqueamento de precisão, sucos em alargadores e machos, excêntricos, todos os tipos de engrenagens e ainda produzir suas próprias

ferramentas[1].

FRESAS São ferramentas multicortantes feitas de material mais tenaz e mais duro do os materiais em usinagem, capaz de remover cavacos economicamente com muita versatilidade[1].

AS FRESAS PODEM SER:

De uma maneira geral quanto à forma pode-se classificar as fresas em:

- cilíndricas

- cônicas

- de forma

As fresas cilíndricas: São as que produzem superfícies planas paralelas ao eixo do mandril. Podem ter as arestas cortantes retas (paralela ao eixo) ou helicoidais. As fresas cônicas: São as que produzem superfícies angulares que não são paralelas nem perpendiculares ao seu eixo. Apresentam a profundidade do dente variável e as arestas cortantes se apresentam geralmente retilíneas. As fresas de forma: São as fresas com uma forma determinada para fazer um rasgo do tipo desejado, como as fresas de módulo para dentes de engrenagem, sulcos de machos, barras etc. Apresentam formas especiais e os dentes são do tipo detalonados[1].

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Introdução ao fresamento

3

EMPREGO DE ALGUMAS FRESAS; 1- fresas cilíndricas para aplainar 2- fresas cilíndricas frontais 3- fresas de disco 4- fresas de haste 5- fresas para fazer canais e rasgos de chavetas 6- fresas angulares (fabricação de outras ferramentas) 7- fresas curvas (usinagem de detalhes) 8- fresas de lâminas ou de dentes postiços 9- fresas módulo helicoidal para filetar 10- fresas serras (cortar) 11- fresas lima (operações de ajustagem) 12- fresas de perfil etc.

As construções das fresas mais comuns são normalizadas pela DIN (norma internacional)[1].

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Introdução ao fresamento

4

Introdução ao fresamento 4 Prof. Tiago

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Cabeçote divisor

CABEÇOTE DIVISOR

5

Quando se deve usinar peças cujas seções tem a forma de poligonos regulares como quadrados, hexágonos, etc. ou executar sulcos regularmente espaçados em alargadores e machos, ou abrir dentes de engrenagens ou

genericamente, para todos os trabalhos em que a peça deve girar de um arco determinado entre cortes sucessivos, a obtenção desse movimento se dá por intermédio de um mecanismo adequado que se chama "DIVISOR”.

O aparelho divisor pode efetuar divisão de quatro modos:

- divisão direta ou simples

- divisão indireta ou comum

- divisão diferencial

- divisão combinada

DIVISAO DIRETA:

Para esta operação usa-se o disco divisor que possui o número de furos necessários para girar a obra de modo a executar a divisão desejada. Ex. Divisão em 24 partes - disco com 24 furos Divisão em 6 partes - disco de 24 furos de 4 em 4 espaços. Obs. Os discos utilizados na divisão direta só permitem divisão em número de partes que sejam sub-múltiplos dos números de furos existentes[2].

DIVISÃO INDIRETA

E caracterizado pelo uso de uma relação de transmissão entre a manivela

(ou pino) e a árvore. Com esta relação torna-se possível obter maior série de divisões com o mesmo disco divisor[2]. Um aparelho divisor é composto de uma engrenagem coroa de 40 ou 60

dentes disco com vários furos e uma manivela montada num parafuso sem-fim.

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Cabeçote divisor

6

Cabeçote divisor 6 A relação de transmissão entre o para fuso sem-fim e a coroa é

A relação de transmissão entre o parafuso sem-fim e a coroa é tal que 40 ou

60 voltas do sem-fim correspondem a uma volta completa da coroa e conseqüentemente da árvore[2]. Ex: Uma coroa de 40 dentes = 40 voltas da manivela. No caso geral teremos, para um sem-fim de "e" entrada e uma coroa helicoidal de "G" dentes a relação de transmissão é:

I = e/G Ex: 1 entrada e coroa de 40 dentes i = 1/40 Ex; 2 entradas e coroa de 80 dentes i=2/80=1/40 Os cabeçotes divisores possuem em geral, relação de transmissão de 1/40. Na prática costuma-se dizer que a “constante" do cabeçote é 40. G/e = 40/1 = 40 Um número qualquer "N" de rotações do sem-fim, executada para cada

corte, causa o avanço de "N" dentes da coroa helicoidal, produzindo, portanto uma obra de 40/N divisões, após o giro completo da peça.

O no "N" pode ser inteiro, fracionário ou misto.

Logo podemos escrever:

n = no de divisões da peça

40 = cte. do cabeçote divisor

N = n° de voltas da manivela

n =

40

N

n =

G/e

N

N

=

40

n

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Cabeçote divisor

7

E fácil obter na prática, a fração de volta necessária, fazendo-se o pino girar, sobre uma das circunferências de furo do disco divisor, de um arco que, contenha um nº fracionário desejado. Sendo N = Nvm número de voltas na manivela, fracionária ou não.

Nvm =

40

f

=

n

F

F = nº de furos (ou espaços entre furos) da circunferência escolhida. f = número de espaços entre furos contidos no arco. Exemplos; Dividir uma roda em 20 partes iguais.

Nvm =

40

=

40

= 2 voltas

n

20

Interpretação: basta dar duas voltas completas na manivela para cada divisão. Qualquer circunferência de furos pode ser escolhida. Verificação:

Disco de 20 furos disco de 15 furos

20 x 2 voltas = 40 furos cte. 40 40x20 = 800 furos 800/40 = 20 divisões

15x2 voltas = 30 furos cte. 40 40x15 = 600furos 600/30 = 20 divisões

Dividir uma roda em 80 partes; Nvm = 40/n =40/80 = 1/2 Interpretação basta dar 1/2 volta na manivela para cada divisão. Qualquer circunferência de

furos serve. Verificação:

Disco de 20 furos 20x1/2 = 10 furos cte. 40; 40x20 = 800 800/10 = 80 divisões Dividir uma roda em 5 partes iguais; Nvm = (qualquer circunferência de furos). Verificação:

8 voltas

40/n

= 40/5

=

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Cabeçote divisor

disco de 20 furos; 20x8 = 160 furos Cte. 40; 40x20 = 800 furos 800/160=5 divisões

Dividir uma roda em 12 partes iguais;

Nvm =

40

=

40

=

10

= 3

1

n

12

3

3

Interpretação: 3 voltas completas e

1

x

13 =

13

13

3

x

39

e percorrer mais 13 furos na

carreira de 39 furos. Verificação:

3 voltas + 13 furos = 3x39+13 = 130 furos. cte. 40; 40x39 = 1560 furos. 1560/130 = 12 divisões.

Dividir uma roda em 27 partes iguais;

Nvm =

40

=

40

= 1

13

 
 

n

27

27

8

Interpretação: 1 volta completa e percorrer mais 13 furos na circ. de 27 furos. Verificação:

1x27+13=40 furos para cada divisão. Cte. 40; 40x27=1080.

1080/40=27

Dividir uma roda em 43 partes iguais;

Nvm =

40

40

=

n

43

Interpretação: 40 furos na circunferência de 43. Verificação:

40 furos para cada corte. Cte. 40; 40x43=1720

1720/40=43

Outros exemplos: n = 36; n = 45; n = 49.

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Polígonos regulares

9

POLÍGONOS REGULARES

1. CONSTRUÇÃO

a ) Quadrado Inscrito

Tracemos dois diâmetros perpendiculares

AC e BD (fig. 1). A circunferência

fica dividida em quatro arcos congruentes, pois correspondem a ângulos cêntricos congruentes e ABCD será o quadrado inscrito.

cêntricos congruentes e ABCD será o quadrado inscrito. Fig 1 b ) Hexágono Regular Inscrito Consideremos

Fig 1

b ) Hexágono Regular Inscrito

Consideremos a circunferência de centro O e raio R (fig 2). A partir de A, usando um compasso com abertura igual a medida do raio, marque os pontos B, C, D, E e F. O polígono cujos os vértices são esses pontos, chama-se hexágono regular.

pontos B, C, D, E e F. O polígono cujos os vértices são esses pontos, chama-se

Fig. 2

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Polígonos regulares

10

c ) Triângulo Eqüilátero Inscrito Consideremos a circunferência de centro O e raio R. Dividindo-se a circunferência em seis arcos congruentes AB, BC, CD, DE, EF, FA e unindo-se alternadamente, os pontos de divisão, obtém-se o triângulo eqüilátero ACE (Fig.

3).

divisão, obtém-se o triângulo eqüilátero ACE (Fig. 3). Fig. 3 2. LADOS a) Quadrado Inscrito (l

Fig. 3

2. LADOS

a) Quadrado Inscrito (l 4 )

Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo AOB (fig. 1), cuja hipotenusa é l 4 (lado do quadrado inscrito) e cujos os catetos são iguais a R (raio do círculo circunscrito), temos:

l

2

4 =

R

2

+

R

2

⇒ =

4

l

2

2R

2

⇒ =

l

4

2 2R
2
2R

l 4 = R

2
2

b) Hexágono Regular Inscrito (l 6 )

O arco AB da fig. 2 mede 60° e portanto AOB=60°. Em virtude do teorema de tales, OAB + ABO = 120° e como OAB = ABO (AO = OB), temos OAB = ABO =

60°.

Portanto, o triângulo AOB é eqüilátero, donde se conclui:

AB = AO = OB = R,

isto é

l 6 = R

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Polígonos regulares

11

c) Triângulo Eqüilátero Inscrito ( l 3 )

Se na fig. 3 traçarmos o diâmetro AD , ficará formado o triângulo retângulo AED. Aplicando o teorema de Pitágora a esse triângulo, vem:

( AD ) 2 = AE ( ) 2 + ED ( l = R
(
AD
)
2
= AE
(
)
2
+ ED
(
l
= R
3
3
3. APÓTEMAS

)

2

, isto é (

2R

)

2

=

l

2

3 +

R

2

⇒ =

3

l

2

) 2 , isto é ( 2 R ) 2 = l 2 3 + R
) 2 , isto é ( 2 R ) 2 = l 2 3 + R

Fig. 4

Fig. 5

3R

2

⇒ =

l

3

2 3R
2
3R

3 + R 2 ⇒ = 3 l 2 Fig. 4 Fig. 5 3 R 2

Fig. 6

a ) Quadrado Inscrito ( a 4 )

É fácil perceber na fig. 4 que a medida do apótema é a metade do lado do

quadrado, logo:

a

4

=

l R 2 4 ⇒ a = 4 2 2
l
R 2
4
a
=
4
2
2

b) Hexágono Regular Inscrito (a 6 )

É fácil perceber na fig. 5 que a medida do apótema é a metade do lado do

triângulo eqüilátero, logo: l R 3 3 a = ⇒ a = 6 2 6
triângulo eqüilátero, logo:
l
R 3
3
a
=
a
=
6
2
6 2

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Polígonos regulares

12

c) Triângulo Eqüilátero Inscrito (a 3 )

Na fig. 6 o quadrilátero OCDE é um losango de lado R. Como as diagonais de

um losango cortam-se ao meio, então:

a

3

=

OD

2

Atividade:

a =

3

R

2

Calcular os elementos necessários para fresar um triângulo, cujo diâmetro é 30 mm. Solução:

a

3

l

=

3 = R 3 l = 15 3 3 R 15 a 3 = =
3 = R
3
l
=
15
3
3
R
15
a 3 =
=
7,5mm
2
2

l

3 =

25,98mm

Cálculo da profundidade de corte: h = R a = 15 7,5 = 7,5mm

Cálculo do número de voltas na manivela = Nvm

Nvm

=

C

Nvm

=

40

=

13

1

=

13

1

x

6

= 13

6

z

3

3

3

x

6

18

Interpretação: 13 voltas, mais 6 furos no disco de 18 furos

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Engrenagens cilíndricas de dentes retos

13

Engrenagens Cilíndricas de Dentes Retos

1.1 - Introdução As engrenagens cilíndricas transmitem potência entre árvores paralelas, com uma relação de transmissão constante. A relação de transmissão é a mesma que seria obtida por dois cilindros de fricção comprimidos entre si e girando sem deslizamento em sua linha de contato. Os diâmetros externos dos cilindros (ou rodas de fricção) correspondem às circunferências primitivas das engrenagens, conforme mostrado na

primitivas das engrenagens, conforme mostrado na figura abaixo[4]. A circunferência primitiva de um a engren

figura abaixo[4].

A circunferência primitiva de um a engrenagem é uma circunferência imaginária

localizada pouca acima da altura média dos dentes, conforme figura abaixo.

acima da altura média dos dentes, conforme figura abaixo. Circunferência primitiva O rendimento de um par

Circunferência primitiva

O rendimento de um par de engrenagens cilíndricas de dentes retos é elevado (95 a

99%) e, para Condições normais de trabalho, pode ser determinado aproximadamente pela fórmula seguinte:

1

n = −

Z

1

0,5

+

Z

2

Z xZ

1

2

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Engrenagens cilíndricas de dentes retos

14

Relações Importantes para Fabricação de Engrenagens Cilíndricas de Dentes

Retos[4].

 
 

Módulo (m)

p

=

d

p d

e

 
 

m =

π

 

z

d p

= z + 2

d e

π

π

Passo Circular (p)

p

z

d

π

= m =

z

 

= z + 2

 

Número de Dentes (Z)

=

d

p

=

d

p

π

=

d

p 2

m

m

 

z

m

Diâmetro Primitivo (dp)

p

=

zm

=

pz

π

=

d

e

2

m

Diâmetro Externo (de)

Altura do.Dente (h)

de = dp + 2m = m(z + 2)

h

=

13

6

m

=

2,167.m

p

Altura da Cabeça do Dente (hc)

Altura do Pé do Dente (hp)

h

hc = m =

7

π

= 1,167

m

=

p 6

m

7 . m p Altura da Cabeça do Dente (hc) Altura do Pé do Dente (hp)
7 . m p Altura da Cabeça do Dente (hc) Altura do Pé do Dente (hp)

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Engrenagens cilíndricas de dentes retos

Diâmetro interno ( di ).

di = dp 2,333m

Distância entre eixos (a ).

a =

dp

1

+

dp

2

=

m ( z

1

+

z

2

)

 

2

2

Largura da Engrenagem ( b ).

b

= 6m = 2 p dentes fundidos

b

= de(8 10)m = (2 3) p dentes cortados

b

= (10 11)m = (3 3,5) p dentes gerados

b

= (11 13)m = (3,5 4) p dentes retificados

15

∗ dentes ∗ gerados b = (11 − 13) m = (3,5 − 4) p ∗

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Engrenagens cilíndricas de dentes retos

16

Ex. Determinar os elementos necessários para construir um par de engrenagens de dentes retos em aço até 60kg/mm 2 com relação de transmissão de 3:1, zp=16 dentes e módulo m=2,5. A fresadora dispõe dos seguintes dados:

Disco I (16, 18, 20, 23, 27, 31, 37, 41, 47).

Disco II (17, 19, 21, 24, 29, 33, 39, 43, 49).

Constante do cabeçote: C=40

Rotações disponíveis:

(40, 60, 80, 100, 125, 160, 200, 250, 315, 400, 500, 630, 800, 1000) rpm.

Velocidades de avanços:

(10, 16, 25, 40, 63, 100, 160, 250) mm/min.

Engrenagens disponíveis:

(20, 24, 28, 32, 40, 44, 48, 56, 64, 68, 72, 80, 84, 86, 96, 100).

Nº das fresas tipo módulo

Nº da fresa

 

1

 

2

3

4

Nº de dentes

12

e 13

14

a 16

17 a 20

21 a 25

Nº da fresa

 

5

 

6

7

8

Nº de dentes

26

a 34

35

a 54

55 a 134

135 a

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Engrenagens cilíndricas de dentes retos

17

Engrenagens cilíndricas de dentes retos i=3/1 Pinhão Material: aço até 60 kgf/mm 2 Coroa zp
Engrenagens cilíndricas de dentes retos
i=3/1
Pinhão
Material: aço até 60 kgf/mm 2
Coroa
zp = 16dentes
zc = 48dentes
zp=nº de dentes do pinhão
zc=nº de dentes da coroa
m = 2,5mm
Nº2
m = 2,5 mm
Nº6
m=fresa tipo módulo
dpp = mxzp → dp = 2,5x16 = 40mm
dpc = mxzp → dp = 2,5x48 = 120mm
dpp=diâmetro primitivo do pinhão
dpc=diâmetro primitivo da coroa
p
= mxπ → p = 2,5xπ = 7,85
p
= mxπ → p = 2,5xπ = 7,85
p=passo circular
dep = m(zp + 2) → dep = 2,5(16 + 2) = 45mm
dep=diâmetro externo do pinhão
dec = m(zp + 2) → dep = 2,5(48 + 2) = 125mm
dec=diâmetro externo da coroa
dip = dp − 2,334xm = 40 − 2,334x2,5 = 34,165mm
dic = dp − 2,334xm = 120 − 2,334x2,5 = 114,165
dip=diâmetro interno do pinhão
dic=diâmetro interno da coroa
h
= 2,167xm → h = 2,167x2,5 = 5,41mm
h
= 2,167xm → h = 2,167x2,5 = 5,41mm
h=altura do dente
b = 10xm → b = 10x2,5 = 25mm
b = 10xm → b = 10x2,5 = 25mm
b=largura da engrenagem
dpp
+
dpc
40
+
120
a=distância entre centros
a
=
→ =
a
=
80
mm
2
2
Preparação da fresadora
Vctx 1000
16 1000
x
Rotação
n
=
=
=
78,35
rpm
Vct=velocidade de corte teórica (tabelado);
π
xD
π
x
65
Adotar n=60rpm disponível na fresadora;
D=diâmetro externo da fresa
(tabelado).
π
xDxn
π
x
65
x
60
Velocidade de corte real
Vcr =
=
=
12,25
m
/ min
1000
1000
n=rotação disponível na fresadora
1000
xVcrxzfxfz
1000 12,25 x 12 x 0,22
x
Velocidade de avanço da mesa
Va =
=
=
158,37
mm
/ min
Dx
π
65 x
π
Va=Velocidade de avanço; zf=nº de dentes da fresa; fz=avanço por dente (tabelado);
D=diâmetro externo da fresa (tabelado); Vcr= velocidade de corte real;
Cabeçote divisor: Nº de voltas na manivela;
C
40
8
Pinhão:
Nvm
=
=
=
2
interpretação: 2 voltas, mais 8 furos no disco de 16 furos
zp
16
16
40
5
5
x
3
15
Coroa:
Nvm =
=
=
=
interpretação: 15 furos no disco de 18 furos
48
6
6
x
3
18

Verificação pinhão; 2x16+8=40; 40x16=640; 640/40=16

Verificação coroa:

1x15=15; 40x18=720; 720/15=48

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Divisão Diferencial

DIVISÃO DIFERENCIAL

18

Nomenclatura e esquema do Divisor montado para divisão diferencial.

e esquema do Divisor m ontado para divisã o diferencial. A=Engrenagem da árvore; B=Engrenag em intermediária;

A=Engrenagem da árvore; B=Engrenagem intermediária; C= Engrenagem intermediária; D=engrenagem do fuso do divisor; E=Engrenagem intermediária auxiliar; F= Bandeira; G=Bandeira auxiliar; H=Manivela do divisor; I=Fixador da face graduada; J=Roseta de engrenagem; K=Pino expansivo da árvore; L=Eixo-fuso do divisor; M=Eixo do disco; N=Setor móvel; O=disco divisor; P=Graduação do cabeçote; Q=Fixador do disco; R=Placa do arrastador; S=Ponto do divisor; T=Fixador do arrastador; U=Face graduada; V=Índice de inclinação[1].

Desejando-se fresar uma engrenagem que tenha 51 dentes, o problema torna-se

diferente porquanto a relação coroa sobre divisão C/N forma uma fração de valores

primos entre si.

Neste caso usa-se a divisão diferencial, que consiste em multiplicar a diferença

entre o número base e o número real pelo número de dentes da coroa.

O número base convencional, que deve ser o mais próximo possível do real,

possibilita determinar as engrenagens da relação existente e o cálculo do disco

divisor.

Exemplo:

Para fazer-se 5 1 divisões temos:

C

N

=

40

51

Convencionam-se 50 como número base.

40

=

40(51

50)

=

40

x

1

=

40

=

4

50

50

 

50

 

50

5

Prof. Tiago

Divisão Diferencial

19

Divisão Diferencial 19 Para determinar as engrenagens, multiplica-se convencional[1]. 4 5 por um número também O

Para determinar as engrenagens, multiplica-se

convencional[1].

4

5

por um número também

O resultado indicará as engrenagens necessárias para fazer 51 divisões.

Acompanham a fresadora universal as seguintes engrenagens: 24, 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, 48, 56, 64, 72, 86 e 100.

Para a relação 5 4 , convenciona-se 8.

Então:

Engren A

.

=

32

4 eng

8

=

=

.

do

pino

exp

ansivo

da

árvore

Engren B

.

x

5 eng

8

40

.

do

pino

do

disco

divisor

OBSERVAÇÃO:

O numerador corresponde à engrenagem A que será montada no pino expansivo

da árvore e o denominador à engrenagem B, que deve ser montada no pino do disco divisor. No exemplo citado as engrenagens determinadas 32 e 40 dentes resolvem o problema.

Prof. Tiago

Divisão Diferencial

Cálculo do Divisor

Com a relação encontrada 5 4 , calcula-se o divisor convencionando também um

20

outro número que multiplicado determinará a quantidade de furos e disco. Convencionando 4 para o cálculo temos

4

4

x

16(

furos

)

=

5

4

20(

disco

)

Ex. Calcular as engrenagens e o divisor para se fresar uma engrenagem de 127 dentes. Cálculo das Engrenagens

40

A 40(127

C

120)

40

x

7

280

28

2

56

=

=

=

=

=

=

=

 

x

B 127

D

120

 

120

 

120

12

2

24

120 é o número base. Cálculo do Divisor

40

=

4

=

1

5

=

5(

furos

)

 

x

120

12

3

5

15(

disco

)

OBSERVAÇÃO: No cálculo do divisor, empregar sempre a fração com o número base. Para se montar às engrenagens no divisor é necessário observar o sentido da rosca sem-fim.

a)

Quando a rosca sem-fim for à direita tem-se:

1)

Aumentando o n° base e montando-se o divisor com 2 engrenagens coloca-se uma

intermediária.

2) Diminuindo o n° base e montando-se o divisor com 4 engrenagens colocam-se 2

intermediárias.

3) Aumentando o n° base e montando-se o divisor com 4 engrenagens não se coloca

intermediária.

4) Diminuindo o n° base e montando-se o divisor com 4 engrenagens coloca-se uma

intermediária.

b) Quando a rosca sem-fim for, à esquerda tem-se o contrário.

Prof. Tiago

Divisão Diferencial

21

EXERCÍCIO DIVISÃO DIFERENCIAL

Calcular os elementos necessários, para construir uma engrenagem de 51dentes retos diferenciais e módulo m=2mm. 1º Cálculo do diâmetro primitivo “dp”

dp = mxz dp = 2x51 = 102mm

2º Cálculo do diâmetro externo “de”

de = m(z + 2) de = 2(51+ 2) = 106mm

3º Cálculo do passo “p”

p = mxπ p = 2x3,14 = 6,28mm

4º Cálculo do diâmetro interno “di”

di = dp 2,334xm di = 102 2,334x2 = 97,33mm

5º Cálculo da altura do dente “h”

h = 2,167xm h = 2,167x2 = 4,33mm

6º Cálculo da largura da engrenagem “b”

b = 10xm b = 10x2 = 20mm

Preparação da fresadora 7º Cálculo das engrenagens

A

=

C

(

z

z '

)

=

(

40 51

50

)

40

=

4

=

32

4 eng A

x

8

.

=

B

z '

 

50

50

5

5 eng B

x

8

40

.

32

=

eng

.

do

pino

exp

ansivo

da

árvore

 

40

eng

.

do

pino

do

disco

divisor

 

; z’=nº aparente de dentes.

8º Número de voltas na manivela “Nvm”

Nvm

=

C

=

40

=

x

4

=

16

z

50

x

4

20

4

furos
5

16

no

disco

de

20

furos

9º Verificação:

Como temos uma divisão a menos e para cada uma caminhamos 16 furos na circunferência de 20 furos, temos que compensar 1x16=16 furos que serão dados a menos, como 51 é maior que 50, temos que aumentar o nº de divisões. Ao terminarmos as 40 voltas, ou seja, 360°, temos 40 voltas sobre a circunferência de 20 furos percorrendo assim 800 furos. Esses 800 furos mais 16 que serão dados a menos

Prof. Tiago

Divisão Diferencial

22

tonalizam 816, que dividido pela quantidade de furos para cada corte, temos 51 divisões desejadas. Resumo:

1x16=16 furos por corte 40x20=800 furos para completar os 360° 800+16=816 furos pelo aumento de mais um corte

816:16=51

Calcular os elementos necessários, para construir uma engrenagem de 59 dentes retos diferenciais e módulo m = 3 mm. Calcular os elementos necessários, para construir uma engrenagem de 61 dentes retos diferenciais e módulo m = 2,5 mm. Calcular os elementos necessários, para construir uma engrenagem de 97 dentes retos diferenciais e módulo m=2mm.

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Engrenagens cilindricas de dentes hilicoidais

23

A engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais tem seus dentes cortados de

maneira a formar um ângulo β com o eixo de rotação, conforme mostrado na Fig. 2.1. um par de engrenagens cilíndricas helicoidais pode ser montado com árvores paralelas ou não. Nesse capitulo será estudado apenas o caso em que os eixos são paralelos entre si. Nessa situação uma engrenagem de hélice à direita engrenará sempre com uma outra de hélice à esquerda. A Fig. 2.1 mostra uma engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais com os dentes de hélice a esquerda[4].

A face e o flanco de um dente de engrenagem cilíndrica reta são superfícies

paralelas ao eixo da engrenagem. Estes mesmos elementos em um dente helicoidal são hélices cilíndricas e assim, uma extremidade do dente é adiantada circunferencialmente em relação à outra. Como resultado, a extremidade avançada entra em contato primeiro, de tal modo que o dente recebe a carga gradualmente[4].

de tal modo que o dente recebe a carga gradualmente[4]. Estudo de construção de engrenagem M

Estudo de construção de engrenagem

M

= módulo

Mf = Módulo frontal

Dp = Diâmetro primitivo Pn = passo normal

De = Diâmetro externo Pf = passo frontal

Na = nº de dentes aparentes

β = ângulo de hélice

Z

= nº de dentes

b = comprimento do dente

B

= largura da engrenagem

h = altura do dente

Mf =

M

Pf

=

cos

α

π

h =

13

6

M = 2,167 M

Prof. Tiago

Engrenagens cilindricas de dentes hilicoidais

24

M

Pf

Dp

=

=

=

cos

α

De

=

Pn

=

z + 2cos

α

π

Pn

=

M

π

cosα

cos

β

z

Mf

=

z

M

=

cos β

Mf cos

z

Pn

π cos β

β

Pn = M π = Pf cos β

Na =

z

cos

3

α

De = Dp + 2 M

= Pf • cos β Na = z cos 3 α De = Dp + 2

b =

B

cos β

B 6 Pf

ou

B 18 Mf

Ex: N=32; M=4; α = 20° β = ângulo da hélice, β = 8 a 30°

Mf

=

M

4

4

=

=

cos

β

cos 20

0,939

=

4,25 mm

Dp = Mf N = 4,25 32 = 136mm

De = Dp + 2 M

Pn = M π = 4 3,14 = 12,56mm

= 136 + 2 4 = 136 + 8 = 144mm

Pf

Na

Pn

= =

12,56

cos

β

N

0,939

32

=

=

=

cos 3

β

0,939

3

13,37 mm

=

38

Nota: Para abertura dos dentes usa-se uma fresa para nº aparente = Na, que no exemplo será a fresa nº 6; M = 4.

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Engrenagens cilindricas de dentes hilicoidais

25

Desenvolvimento da hélice e cálculo das engrenagens do câmbio[4].

da hélice e cálculo das engrenagens do câmbio[4]. Dp = Diâmetro primitivo Pfm = Passo do

Dp = Diâmetro primitivo Pfm = Passo do fuso da mesa

Ph =

Ph =

Dp

π

tg

β

Dp

π

=

136

3,1416 =

427,25

tg

β

tg 20

0,363

Ph = Passo da hélice H = comprimento da hélice

 

A

C Ph

 
 

=

 

x

 

B

D Pfs

C

=

1177,01

(este nº deve se r substituido por

um nº aproximado que se decomponha em maior nº de fatores, por exemplo 1176).

A Ph

C

 

1176

 

2

x

2

x

2

x

7

x

7

x

3

7

x

21

 

70

x

84

 

=

=

=

=

=

x

B Pfm

D

C

5

x

40

5

x

2

x

2

x

2

x

5

5

x

5

50

x

20

Verificação:

70 x 84

x

40

x

5

50 20

x

= 1176 Ph

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Engrenagens cilindricas de dentes hilicoidais

26

EXERCÍCIOS ENGRENAGENS HELICOIDAIS Construir uma engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais, cujos dados são:

β=20 ° ; Z = 30, m= 2,5 mm. Solução:

a) Cálculo do passo circular frontal (pf)

Pf

=

Mx

π 2,5 x 3.14

=

=

cos

β cos 20

8,35 mm

b) Cálculo do módulo frontal (mf)

Mf

=

Pf

8,35

=

π

3.14

=

2,66 mm

ou

c) Relação entre os passos (pn)

Pn = Mxπ = 2,5x3.14 = 7,85mm

Mf

=

M

2,5

=

cos

β

cos 20

=

2,66

mm

d) Diâmetro primitivo (dp)

Dp = zxMf = 30x2,66 = 79,8mm

e) Diâmetro externo (de)

De = Dp + 2mn = 79,8 + 2x2,5 = 84,8mm

f) Comprimento do dente (b)

b

=

B

=

50

=

53,2 mm

 
 

cos

β

cos 20

b

=

47

=

50,02mm

 
 

cos 20

 

B 6pf ou b 18 mf . (largura da engrenagem)

B 6x 8,35 50,1 mn

B 18 x 2,66 47,88mm

Proporções dos dentes:

g) Altura do dente (h)

h = 2,167 x mn = 2,167 x2,5 = 5,42 mm

Prof. Tiago

Engrenagens cilindricas de dentes hilicoidais

27

h) Altura do pé do dente (hp)

hp =

7

6

mn

=

1,167mn

=

1,167 x 2,5

=

4,175mm

i) Altura da cabeça (hc)

hc = mn

hc = 2,5 mm

j) Número virtual de dentes (zv) para escolha do nº do módulo.

zv =

z 30

(

cos

)

β

3

=

(

cos 20

)

3

=

36

dentes

n

º5

k) passo da hélice (ph)

Ph =

3,14xdp

3,14 x 79,8

=

tg

β

tg20

= 688,44mm

l) Cálculo das engrenagens.

uttilizando ph de 680

zmot =

Ph

=

680

=

680

=

68

=

34

=

2

x

17

=

AC

zmov

Pfm C

.

5

x

40

200

20

10

2

x

5

BD

Pfm = passo do fuso da mesa da fresadora

zmot

=

2

x

12

24

A

zmot

=

17

x

4

68

C

zmov

2

x

Verificação

12 = 24

B

:

24

x

68

x

40

x

5

=

680 =

zmov

ph

 

5

x

4

= 20

D

 

24

x

20

 

utilizando ph de 700

 

zmot =

700

700

=

=

70

=

35

=

5

x

7

=

AC

 

zmov

5

x

40

200

20

10

2

x

5

BD

zmot

=

5

x

16

80

A

zmot

=

7

x

8

56

C

zmov

2

x

16 = 32

x

80 56

x

B

x

40

5

zmov

5

x

8 = 40

D

verificação

:

=

700 =

Ph

 
 

32

x 40

Prof. Tiago

Engrenagens cilindricas de dentes hilicoidais

28

m) Rotação (n) = rpm

n

=

1000

xVct

1000 22

x

=

xD

π

3.14 65

x

= 107,79

rpm

Vct

=

velocida

de

corte

teórica tabelado

(

)

D

=

diâmetro

da

fresa

m

= 2,5

mm tabelado

(

)

n) velocidade de corte real (Vcreal) = m/mim

π . D n . 3.14 65 100 x x Vcreal = = = 20,41
π .
D n
.
3.14 65 100
x
x
Vcreal =
=
=
20,41
mm
min
1000
1000

m) velocidade de avanço

Va =

1000 xVcreal zf fz . . 1000 20,41 12 0,26 x x x = =
1000
xVcreal zf fz
.
.
1000 20,41 12 0,26
x
x
x
=
=
312
mm
π
. D
3.14 65
x
 

zf

= nº de dentes da fresa,

min

zf

= 12dentes

fz

= avanço por dente (tabelado)

n) Número de voltas na manivela.

Nvm =

C

Nvm

=

40

=

4

 

 

z

30

3

C= cte. do cabeçote divisor

z=nº de dentes a fresar

Interpretação :1

1

1 volta

1x8

=

8

 

3

3x8

24

8 furos na carreira de 24 furos.

Verificação:1x24+8=32; 40x24=960; 960/32=30

Exercícios:

Construir uma engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais, cujos dados são:

β=25 ° ; Z = 48, m= 2 mm.

Construir uma engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais, cujos dados são:

β=18 ° ; Z = 64, m= 3 mm.

Prof. Tiago

Engrenagens cônicas de dentes retos

29

ENGRENAGENS CÔNICAS COM DENTES RETOS

As engrenagens cônicas são usadas quando se trata de transmitir movimentos de rotação entre dois eixos que se cruzam. Geralmente o ângulo formado é de 90°, entretanto pode variar para mais e para menos (reto, agudo e obtuso).

A engrenagem cônica com dentes de perfil exato, só se obtém em máquinas especiais como a Bilgram, Warren, Beale, etc. Para um perfil aproximado podem ser empregadas as fresadoras comuns equipadas com cabeçote divisor universal. Os dentes podem ser fresados com as mesmas fresas empregadas na obtenção de dentas cilíndricos retos[5].

empregadas na obtenção de dentas cilíndricos retos[5]. Ex.Calcular um par de engrenagens cônicas (pinhão,

Ex.Calcular um par de engrenagens cônicas (pinhão, coroa), com eixos perpendiculares, dados disponíveis: z 1 =30; z 2 =64; m=3.

1º Cálculo do diâmetro primitivo:

Dpp = 3x30 = 90mm

Dpc = 3x64 = 192mm

Dp = mxz

2º Cálculo do ângulo primitivo δ

tg δ=

dp

1

90

=

dp

2

192

=

0,46875

3º Cálculo da geratriz “G”

G

=

=

25,11

o

δ=

'

o

25 6 53

''

Dp

1

90

=

2sen

δ

2sen 25,11

G

→ =

106,04

mm

Prof. Tiago

Engrenagens cônicas de dentes retos

30

4º Cálculo do ângulo do pé do dente ψ

retos 30 4º Cálculo do ângulo do pé do dente ψ tg ψ = 1,166 xm

tg

ψ=

1,166

xm

1,166 3

x

=

G 106,04

=

0,0329

=

1,88

° →ψ= °

1 53'22' '

5° Cálculo do ângulo do fundo do dente σ ângulo do fundo do dente (σ ), cujo valor serve para dar a inclinação

desejada do cabeçote do aparelho divisor em relação à mesa da fresadora.

Veja figura.

divi sor em relação à mesa da fresadora. Veja figura. σ = δ − ψ =

σ = δ ψ = 25°6'53' '1°53'22' ' = 23°13'31' '

6º Cálculo do ângulo da cabeça do dente γ

m 3

tg γ= =

G

106,04

=

0,0282155

γ= °

1 37'14''

Prof. Tiago

Engrenagens cônicas de dentes retos

31

Engrenagens cônicas de dentes retos 31 7º Cálculo do ângulo externo da engrenagem ω ω =

7º Cálculo do ângulo externo da engrenagem ω

ω = δ + γ = 25°6'53''+1°37'14''= 26°44'7''

8º Cálculo da altura da cabeça do dente C

8º Cálculo da altura da cabeça do dente C C = mx cos δ = 3

C = mx cosδ = 3x cos 25,11 = 3x0,9054597 = 2,7163793mm

9º Cálculo do diâmetro externo ”de”

De = Dp + 2xC = 90 + 2x2,7163793 = 95,432759mm

10º Cálculo do nº de dentes equivalentes zeq

zeq =

z

=

30

=

30

cos

δ

cos 25,1

0,9054597

=

33,13

zeq

12º Escolha do disco para aparelho divisor

Nvm =

C

=

40

=

4

=

1

1

=

1 volta

1

x

6

=

1 volta

6

 
 

z

30

3

3

3

x

6

18

33

dentes

n

º5

6

furos

no

disco

18 furos

13º Cálculo da profundidade de corte (altura) h

h = 2,166xM= 2,166x3=5,41mm

Prof. Tiago

Cremalheira

32

CREMALHEIRA[1]

(Aparelho Divisor Especial e Fórmulas)

32 CREMALHEIRA[1] (Aparelho Divisor Especial e Fórmulas) As divisões podem ser efetuadas co m o auxílio

As divisões podem ser efetuadas com o auxílio do anel ou com aparelho especial para divisões longitudinais.

anel ou com aparelho especial para divisões longitudinais. A C M π 22   = π

A

C

M

π

22

 

=

π=

 

x

B

D

Pfm

Nv

7

Exemplo 1. Abrir uma cremalheira M = 2; Nv = 1; Fuso = 5 mm.

A M

C

=

π

=

2x3,14

=

2x22

=

4x11

A 8

4

x

=

=

32

C

=

11

x

4

=

44

x

B Pfm Nv

D

 

5x1

5x1x7

5x7

;

5

B 8

x

 

40

;

D

7

x

4

 

28

Exemplo 2. Abrir uma cremalheira M = 2; Nv = 1; Fuso = ¼”=6,35 mm.

A

C

M

π

2x3,14

2x22

8x11

80x44

 

=

=

=

=

=

 

x

B

D

Pfm Nv

6,35x1

6,35x7

12,75x7

127x28

h = 2,167xM = 2,167x2 = 4,334mm

Prof. Tiago

Cremalheira

33

Cremalheira 33 Material: Fero fundido ou alumínio 42x22x122 mm. Ferramentas: Esquadro, fresa circular, fresa M nº

Material: Fero fundido ou alumínio 42x22x122 mm. Ferramentas: Esquadro, fresa circular, fresa M nº 2 (135 T, ângulo de pressão de 20°) lima murça, brocas helicoidais de 3/8” e 5/16 ”, broca de centro, fresa escatel de 5/8”.

ORDEM DE EXECUÇÃO

1. Monte a morsa em esquadro.

2. Monte o mandril e a fresa.

3. Frese o bloco nas medidas de 39 X 20 X 120 mm.

4. Fixe a peça na posição de fr esar os dentes.

5. Gire a morsa a 90.0.

6. Monte a fresa módulo = 2.

7. Frese os dentes.

8. Retire a peça e quebre as ar estas com lima.

9. Limpe a morsa e fixe na posição de furar sobre calços paralelos

(verifique a posição dos dentes).

10. Retire o mandril e monte o cabeçote vertical (observe a posição

zero vertical).

11. Fure 3 / 8 e rebaixe com escatel de 5 / 8".

12. Faça o furo de 5/16".

Prof. Tiago

Tarefa nº 1 de fresa

Tarefa nº 1 de fresa CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO DIRETORIA DE ENSINO DEPARTAMENTO

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO

DIRETORIA DE ENSINO

DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE MECÂNICA E MATERIAIS

ALUNO(s):

COD

DISCIPLINA:

TURMA

DATA

Tarefa nº 1 de fresa – Construção de triângulo, quadrado e sextavado.

fresa – Construção de triângulo, quadrado e sextavado. MATERIAL: Barra cilíndrica de aço, de 0,18 a
fresa – Construção de triângulo, quadrado e sextavado. MATERIAL: Barra cilíndrica de aço, de 0,18 a
fresa – Construção de triângulo, quadrado e sextavado. MATERIAL: Barra cilíndrica de aço, de 0,18 a

MATERIAL: Barra cilíndrica de aço, de 0,18 a 0,30 % de C. FERRAMEBTAS: Paquímetro, fresa circular de 3 cortes, lima murça. CÁLCULOS: Calcule o lado (l) do polígono, o apótema (a), a profundidade de corte (h) e o nº de voltas na manivela Nvm.

ORDEM DE EXECUÇÃO: